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Transcrição da Audiência Pública de Guapimirim - Governo do ...

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<strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> <strong>do</strong> Sistema Dutoviário<br />

<strong>do</strong> Complexo Petroquímico <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro – COMPERJ<br />

Data: 15 <strong>de</strong> junho <strong>de</strong> 2011<br />

Local: Sítio Pau Brasil (Rua Pau Brasil, s/nº, Cotia - <strong>Guapimirim</strong> – RJ)<br />

<strong>Transcrição</strong> <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong><br />

LUIZ HECKMAIER – Boa noite, estão me ouvin<strong>do</strong>? Obriga<strong>do</strong>. Boa noite, eu gostaria <strong>de</strong><br />

solicitar a presença <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s, que tomassem conta, tomassem os seus lugares, para que<br />

nós possamos iniciar os trabalhos <strong>de</strong>ssa noite, <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> <strong>do</strong> Sistema<br />

Dutoviário <strong>do</strong> Complexo Petroquímico <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro. Eu gostaria <strong>de</strong> fazer um pedi<strong>do</strong><br />

inicial para que os senhores não utilizassem os celulares, mantivessem os celulares<br />

manti<strong>do</strong>s na posição <strong>de</strong> vibração, para pudéssemos realizar um trabalho bastante<br />

produtivo e sem nenhuma interrupção.<br />

Bom, eu vou começar então solicitan<strong>do</strong> a presença <strong>do</strong> Sr. Cláudio Ribeiro, representante<br />

geral <strong>do</strong> empreendimento <strong>da</strong> Petrobras, para tomar assento à mesa. Também <strong>da</strong><br />

Petrobras o Sr. Fábio Amaral, representante também <strong>do</strong> empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r. Sr. Carlos Trevia.<br />

Sr. Márcio Accorsi, também <strong>da</strong> Petrobras. E representan<strong>do</strong> a consultora, a Sra. Trierveiler.<br />

Pelo INEA a Sra. Roberta Fagun<strong>de</strong>s. E gostaria também <strong>de</strong> convi<strong>da</strong>r a presença <strong>do</strong><br />

Secretário <strong>de</strong> Meio Ambiente <strong>do</strong> Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, para que tomasse a mesa aqui<br />

conosco, por favor.<br />

Bom, antes <strong>de</strong> nós começarmos nós vamos ouvir, eu gostaria <strong>de</strong> chamar o Sr. Ricar<strong>do</strong><br />

Flores, que vai fazer um brifing <strong>do</strong> sistema <strong>de</strong> segurança aqui <strong>da</strong>s instalações. Por favor.<br />

RICARDO FLORES – Boa noite a to<strong>do</strong>s. Por estarmos num ambiente que reúne um<br />

número consi<strong>de</strong>rável <strong>de</strong> pessoas, é importante que tenhamos algumas consi<strong>de</strong>rações<br />

inicialmente sobre segurança <strong>de</strong>sse local. Em caso <strong>de</strong> emergência possuímos uma saí<strong>da</strong><br />

<strong>de</strong> emergência ao fun<strong>do</strong>, e atrás <strong>do</strong> palco. Possuímos uma equipe <strong>de</strong> Briga<strong>da</strong> <strong>de</strong><br />

Incêndio, que estão localiza<strong>do</strong>s aí para o pronto atendimento. Extintores <strong>de</strong> incêndio<br />

estão localiza<strong>do</strong>s em locais estrategicamente localiza<strong>do</strong>s ao la<strong>do</strong> <strong>do</strong> evento. Há equipe <strong>de</strong><br />

pronto atendimento para o socorro médico, então tem localiza<strong>do</strong> uma ambulância, uma<br />

UTI-móvel para qualquer emergência. E ok, só isso. Obriga<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Bom, antes <strong>de</strong> iniciarmos então, nós gostaríamos <strong>de</strong> convidá-los<br />

to<strong>do</strong>s, para que nós fiquemos <strong>de</strong> pé para ouvirmos o Hino Nacional e o Hino <strong>do</strong> Município


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<strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>.<br />

HINO NACIONAL e HINO DE GUAPIMIRIM<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, obriga<strong>do</strong>. Bom, eu me chamo Luiz Heckmaier, sou Analista<br />

Ambiental <strong>do</strong> INEA, estou representan<strong>do</strong> aqui a Comissão Estadual <strong>de</strong> Controle<br />

Ambiental, que <strong>de</strong>terminou que se fosse realiza<strong>da</strong> essa <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong>. Ao meu la<strong>do</strong> o<br />

Sr. Marco Antônio Alves, que é o Secretário <strong>de</strong>ssa <strong>Audiência</strong>, também funcionário <strong>da</strong><br />

Comissão Estadual <strong>de</strong> Controle Ambiental. Essa <strong>Audiência</strong>, ela tem a finali<strong>da</strong><strong>de</strong> e uma<br />

oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> para que a Petrobras, o empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r, explique o empreendimento que vai<br />

ser feito aqui na região, e também para que os senhores conheçam bem o projeto e<br />

possam tirar to<strong>da</strong>s as dúvi<strong>da</strong>s e conhecer as intervenções que vão ser feitas aqui no<br />

Município <strong>do</strong>s senhores. Então, assim sen<strong>do</strong>, eu vou passar a fazer a leitura <strong>do</strong> Edital <strong>da</strong><br />

Convocação.<br />

“A Secretaria <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> Meio Ambiente Comissão Estadual <strong>de</strong> Controle Ambiental –<br />

CECA. Edital. O Presi<strong>de</strong>nte <strong>da</strong> Comissão Estadual <strong>de</strong> Controle Ambiental – CECA, <strong>da</strong><br />

Secretaria <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> Meio Ambiente <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro, no uso <strong>da</strong>s<br />

atribuições que lhe são conferi<strong>da</strong>s pelo Decreto nº 21.287, <strong>de</strong> 23 <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 1995, no<br />

cumprimento ao dispositivo <strong>da</strong> Deliberação CECA nº 4.662, <strong>de</strong> 7 <strong>de</strong> abril <strong>de</strong> 2006, e <strong>da</strong><br />

Deliberação CECA CN/4.845, <strong>de</strong> 12-07-2007, e ten<strong>do</strong> em vista os termos <strong>da</strong> Deliberação<br />

CECA CLF nº 5.323, <strong>de</strong> 3 <strong>de</strong> maio <strong>de</strong> 2011, no Processo E-07/201.157 <strong>de</strong> 2008, convoca<br />

<strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> para apresentação e discussão <strong>do</strong> Relatório <strong>de</strong> Impacto Ambiental<br />

(RIMA), com relação ao requerimento <strong>de</strong> Licença Prévia <strong>da</strong> empresa Petróleo Brasileiro<br />

SA – Petrobras, para implantação <strong>do</strong> Sistema <strong>de</strong> Dutos e terminais <strong>do</strong> Comperj, <strong>de</strong>stina<strong>do</strong><br />

ao transporte <strong>de</strong> produtos líqui<strong>do</strong>s, petróleo e <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s, entre o Complexo Petroquímico<br />

<strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro e o terminal <strong>de</strong> Campos Elíseos TECAM/REDUC, e <strong>da</strong> Gás Natural<br />

<strong>de</strong>s<strong>de</strong> o ponto <strong>de</strong> entrega em <strong>Guapimirim</strong> até o Comperj, localiza<strong>do</strong>s nos municípios <strong>de</strong><br />

Itaboraí, <strong>de</strong> Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, <strong>de</strong> Magé e <strong>de</strong> Duque <strong>de</strong> Caxias.<br />

<strong>Audiência</strong> essa que será realiza<strong>da</strong> no dia 15 <strong>de</strong> junho <strong>de</strong> 2011, às 19 horas no Sítio Pica-<br />

Pau, no Sítio Pau Brasil, <strong>de</strong>sculpe, situa<strong>do</strong> na rua Pau Brasil, s/n, Cotia, Município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong>, sob a presidência <strong>de</strong> Luiz Martins Heckmaier, e secretaria<strong>do</strong> por Marco<br />

Antônio Alves <strong>da</strong> Silva.”<br />

Bom, eu gostaria <strong>de</strong> saber se encontra-se entre os presentes, algum representante <strong>do</strong><br />

Ministério Público Estadual ou Fe<strong>de</strong>ral? Não. Algum representante <strong>do</strong> IBAMA? Não.<br />

Alguma outra autori<strong>da</strong><strong>de</strong> representante <strong>da</strong> Câmara <strong>do</strong>s Verea<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>? Da


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Prefeitura, além <strong>do</strong> Secretário <strong>do</strong> Meio Ambiente que está aqui conosco. Pois não<br />

senhora. Da Ação Social, ok, está registra<strong>do</strong> então, obriga<strong>do</strong> pela presença.<br />

Bom, gostaria então <strong>de</strong> agra<strong>de</strong>cer a presença <strong>do</strong>s senhores nessa noite fria que está<br />

aqui, on<strong>de</strong> to<strong>do</strong>s aqui vieram para conhecer esse projeto, e como eu já disse mais uma<br />

vez, conhecerem, discutirem e in<strong>da</strong>garem os impactos que serão implanta<strong>do</strong>s e as<br />

oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s que serão apresenta<strong>da</strong>s pelo empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r para esse evento.<br />

Gostaria <strong>de</strong> esclarecer que essa é uma <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong>, <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> não tem<br />

caráter <strong>de</strong>finitivo, ela não <strong>de</strong>ci<strong>de</strong>, ela não tem caráter <strong>de</strong>cisório, apenas faz parte <strong>do</strong>s<br />

procedimentos para obtenção <strong>da</strong> Licença Prévia. A Licença Prévia, ela é composta, é um<br />

procedimento on<strong>de</strong> o empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r requer ao órgão ambiental o pedi<strong>do</strong> <strong>de</strong> implantação<br />

<strong>do</strong> empreendimento, e <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>n<strong>do</strong> <strong>do</strong> tipo <strong>de</strong> empreendimento é solicita<strong>do</strong> a<br />

apresentação <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, e <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong>sse Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto<br />

Ambiental são feitas então to<strong>da</strong>s as, analisa<strong>do</strong>s to<strong>do</strong>s os impactos, as consi<strong>de</strong>rações que<br />

são necessárias para a implantação <strong>do</strong> empreendimento. E essa audiência tem como<br />

finali<strong>da</strong><strong>de</strong>, basicamente explicar à população o que vai ser feito aqui, como eu já disse<br />

mais uma vez, e não tem caráter <strong>de</strong>cisório, ela apenas, essa <strong>Audiência</strong> vai ser, após essa<br />

<strong>Audiência</strong> será feito um relatório <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong>, que vai então subsidiar o parecer que o<br />

INEA vai <strong>da</strong>r. E <strong>de</strong>pois então, esse parecer é encaminha<strong>do</strong> para a Comissão <strong>de</strong> Controle<br />

Ambiental – CECA, que então vai conce<strong>de</strong>r ou não a Licença Prévia requeri<strong>da</strong> para o<br />

empreendimento.<br />

Bom, essa nossa reunião, ela terá três partes, a primeira <strong>de</strong>las será feita pela<br />

apresentação que o empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r vai fazer, a Petrobras vai fazer uma apresentação <strong>do</strong><br />

seu empreendimento. Em segui<strong>da</strong> será feita apresentação pela consultora responsável<br />

pela elaboração <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, que terá um tempo para fazer a sua<br />

avaliação <strong>do</strong>s impactos <strong>de</strong>ssa obra. Depois o INEA fará a sua apresentação, nós faremos<br />

um intervalo em segui<strong>da</strong> e <strong>de</strong>pois então faremos a parte <strong>de</strong> perguntas. Durante a<br />

apresentação nós estaremos distribuin<strong>do</strong>, e vocês já receberam também na entra<strong>da</strong>, um<br />

formulário para fazer perguntas, e vocês, a medi<strong>da</strong> em que forem sen<strong>do</strong> feitas as<br />

apresentações, os senhores já po<strong>de</strong>m ir preenchen<strong>do</strong> as perguntas e encaminhan<strong>do</strong> aqui<br />

para a mesa, para que a gente possa então, logo <strong>de</strong>pois <strong>de</strong>sse intervalo, nós<br />

respon<strong>de</strong>rmos aí as questões. Ok?<br />

Bom, feito isso, nós gostaríamos <strong>de</strong> registrar a presença <strong>do</strong> Presi<strong>de</strong>nte <strong>do</strong> Conselho <strong>de</strong><br />

Segurança <strong>Pública</strong> <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, Sr. Manuel Figueire<strong>do</strong>. On<strong>de</strong> é que está o Sr. Manuel?<br />

Está presente aí o Sr. Manuel? Está lá, ok, muito obriga<strong>do</strong> Sr. Manuel. A Secretária <strong>de</strong><br />

Ação Social, Sra. Sara Dias <strong>de</strong> Rosas. Já se apresentou ali, não é isso? E Eliane


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Mayerhofer, <strong>da</strong> Agen<strong>da</strong> 21 <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>. Obriga<strong>do</strong>.<br />

Bom, então por gentileza, eu passo a palavra para o Sr. Márcio Accorsi, que vai falar<br />

sobre o empreendimento. Muito obriga<strong>do</strong>.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Boa noite a to<strong>do</strong>s, meu nome é Márcio Accorsi, trabalho na<br />

Engenharia <strong>da</strong> Petrobras, que vai ser o órgão responsável pela construção <strong>de</strong>sse Sistema<br />

Dutoviário.<br />

Dá licença que eu vou ficar aqui. Bom, o Sistema <strong>de</strong> Dutos <strong>do</strong> Comperj, ele será<br />

composto <strong>de</strong> 7 dutos, 6 irão interligar o Comperj com a Estação <strong>de</strong> Campos Elíseos,<br />

próximo à Reduc, e um gasoduto que vai fornecer o gás para o Comperj. Será construí<strong>da</strong><br />

também uma linha <strong>de</strong> fibra óptica, para interligação com o Sistema <strong>de</strong> Telecomunicações<br />

<strong>da</strong> Petrobras. Os dutos, eles terão uma extensão aproxima<strong>da</strong> <strong>de</strong> 49 km, e o gasoduto,<br />

que sai aqui <strong>do</strong> Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> até o Comperj, uma distância, uma extensão<br />

aproxima<strong>da</strong> <strong>de</strong> 11 km. O cronograma <strong>de</strong> execução <strong>de</strong>ssa obra, previsto, é <strong>de</strong> 24 meses<br />

após a emissão <strong>da</strong> Licença <strong>de</strong> Instalação.<br />

Essa aqui é a relação <strong>do</strong>s dutos previstos no estu<strong>do</strong> e no projeto <strong>do</strong> Comperj. Um<br />

gasoduto <strong>de</strong> 16 polega<strong>da</strong>s, que sai aqui <strong>do</strong> Município, como eu disse, <strong>da</strong>qui <strong>do</strong> ponto <strong>de</strong><br />

entrega existente e vai até o Comperj, vai abastecer o Comperj <strong>de</strong> gás. Um oleoduto <strong>de</strong><br />

petróleo <strong>de</strong> 32 polega<strong>da</strong>s, que vai trazer o petróleo lá <strong>de</strong> Campos Elíseos para a refinaria<br />

aqui em Itaboraí, <strong>do</strong> Comperj. Os <strong>de</strong>mais dutos são dutos <strong>de</strong> <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s, um duto <strong>de</strong> diesel<br />

<strong>de</strong> 20 polega<strong>da</strong>s, um duto <strong>de</strong> nafta <strong>de</strong> 14 polega<strong>da</strong>s, um duto <strong>de</strong> querosene <strong>de</strong> aviação<br />

<strong>de</strong> 10 polega<strong>da</strong>s, duto <strong>de</strong> GLP que po<strong>de</strong> transportar também Butano <strong>de</strong> 10 polega<strong>da</strong>s e<br />

um duto <strong>de</strong> óleo combustível <strong>de</strong> 14 polega<strong>da</strong>s, são dutos <strong>de</strong> <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s que vão<br />

transportar os <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Comperj para Campos Elíseos. Esse aqui é o mapa geral <strong>do</strong><br />

Sistema Dutoviário. Aqui está o Comperj, no Município <strong>de</strong> Itaboraí. Então, aqui vai sair a<br />

faixa <strong>do</strong>s Sistema <strong>de</strong> Dutos que vai até o TECAM.<br />

O oleoduto, como eu disse, os oleodutos, o duto <strong>de</strong> petróleo mais os <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s, eles<br />

atravessam os municípios <strong>de</strong> Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, <strong>Guapimirim</strong>, Magé e Duque <strong>de</strong><br />

Caxias. Então, os oleodutos e os dutos <strong>de</strong> <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s fazem esse trajeto aqui, passan<strong>do</strong><br />

então pelo Município <strong>de</strong> Cachoeiras, sain<strong>do</strong> <strong>do</strong> Município <strong>de</strong> Itaboraí, que fica <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong><br />

Comperj, passa pelo Município <strong>de</strong> Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, <strong>de</strong>pois aqui pelo município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong>, Município <strong>de</strong> Magé e chegan<strong>do</strong> à REDUC. E o gasoduto, como mostra aqui<br />

nessa figura, ele sai aqui <strong>do</strong> Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, aqui no ponto <strong>de</strong> entrega existente,<br />

e vai até o Comperj. As distâncias <strong>de</strong>sses dutos <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> Município <strong>de</strong> Itaboraí são<br />

1,6km, no município <strong>de</strong> Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu são 6,3 km, no Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>


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11,3 km, nessa faixa <strong>do</strong>s oleodutos e dutos <strong>de</strong> <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s, e mais 2 km aqui interligan<strong>do</strong> ao<br />

ponto <strong>de</strong> entrega existente <strong>do</strong> gasoduto. Esse ver<strong>de</strong> aqui é o gasoduto, os <strong>de</strong>mais são os<br />

oleodutos e dutos <strong>de</strong> <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s. O Município <strong>de</strong> Magé é a maior distância são<br />

aproxima<strong>da</strong>mente 25,9 km, e <strong>de</strong>pois aqui no Município <strong>de</strong> Caxias, 2,9 km. Então,<br />

conforme po<strong>de</strong> se observar, a maior parte <strong>da</strong> faixa que está sen<strong>do</strong> construí<strong>da</strong>, ela é<br />

paralela à faixa existente, só nesse trecho aqui é um trecho novo, mas ela vem com a<br />

faixa existente, que vem <strong>de</strong> Macaé, <strong>do</strong>s <strong>de</strong>mais dutos que vem <strong>de</strong> Macaé, oleodutos e<br />

gasodutos. Então, <strong>de</strong>sse ponto aqui para frente ele vai paralelo à faixa existente.<br />

Aqui as principais travessias <strong>de</strong>ssa faixa <strong>de</strong> dutos. O Rio Macacu, o Rio Guapi-açu, o Rio<br />

<strong>Guapimirim</strong>, o Rio Ronca<strong>do</strong>r ou Santo Aleixo, o Rio Iriri, o Rio Suruí e o Rio Estrelas,<br />

então são 7 rios principais que vão ser cruza<strong>do</strong>s pela faixa.<br />

Os cruzamentos <strong>de</strong> ro<strong>do</strong>vias, os principais cruzamento. Com a BR-493, ali em Magé, a<br />

BR-493 é aquela Ro<strong>do</strong>via que vai <strong>de</strong> Manilha até Magé. E cruza também a RJ-112, que é<br />

a ro<strong>do</strong>via que vai <strong>do</strong> Vale <strong>da</strong>s Pedrinhas até Citrolândia, interligan<strong>do</strong> aqui na BR-116.<br />

Cruzamento <strong>de</strong> ferrovias. A Companhia Estadual <strong>de</strong> Engenharia <strong>de</strong> Transporte e Central,<br />

são <strong>do</strong>is cruzamentos, um no Jardim Nova Marília, e o um no Parque Iriri, ambos no<br />

Município <strong>de</strong> Magé.<br />

Outras instalações nesse Sistema Dutoviário. Construção <strong>de</strong> 3 áreas <strong>de</strong> válvulas<br />

intermediárias, mais na frente eu vou mostrar a finali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong>ssas válvulas. Construção <strong>de</strong><br />

duas áreas <strong>de</strong> lançamento e recebimento <strong>de</strong> PIG, PIG também é uma ferramenta <strong>de</strong><br />

inspeção <strong>de</strong> dutos, mais à frente eu vou explicar a finali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong>ssa ferramenta, e até<br />

mostrar uma figura <strong>de</strong>la. Essas duas áreas <strong>de</strong> lançamento e recebimento <strong>de</strong> PIG, uma é<br />

em Itaboraí e outra em Duque <strong>de</strong> Caxias. E a interligação ao gasoduto existente, o ponto<br />

<strong>de</strong> entrega aqui em <strong>Guapimirim</strong>, e tem lá também um lança<strong>do</strong>r <strong>de</strong> PIG, ferramenta <strong>de</strong><br />

inspeção.<br />

Vou mostrar então agora quais são as etapas <strong>de</strong> construção e montagem <strong>de</strong> uma faixa <strong>de</strong><br />

um sistema dutoviário <strong>de</strong>sse. Primeira etapa é a que faz o levantamento topográfico, que<br />

vai possibilitar <strong>da</strong><strong>do</strong>s para o projeto e <strong>de</strong>finição <strong>do</strong> processo construtivo <strong>de</strong> diversas<br />

etapas. A segun<strong>da</strong> etapa é a execução <strong>da</strong> abertura <strong>da</strong> pista, abertura <strong>de</strong> pista que a gente<br />

chama, é abrir mesmo, retirar vegetação para posterior escavação. A outra etapa é<br />

chama<strong>da</strong>, pelo pessoal <strong>de</strong> construção e montagem, <strong>de</strong> <strong>de</strong>sfile <strong>de</strong> tubos, as tubulações<br />

são lança<strong>da</strong>s mesmo ao longo <strong>de</strong> to<strong>da</strong> faixa para a fase seguinte, que é a sol<strong>da</strong>. Então<br />

ca<strong>da</strong> trecho <strong>de</strong> tubo é sol<strong>da</strong><strong>do</strong> no campo, no local, porque eu não tenho como transportar<br />

esse tubo com um comprimento muito gran<strong>de</strong>, então a sol<strong>da</strong> tem que ser feita no local.<br />

Como essa sol<strong>da</strong> é uma ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> muito importante <strong>da</strong> fase <strong>de</strong> construção e montagem,


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elas são inspeciona<strong>da</strong>s, então se usa um dispositivo chama<strong>do</strong> ultra-som, aon<strong>de</strong> são<br />

inspeciona<strong>da</strong>s essas sol<strong>da</strong>s, 100% <strong>da</strong>s sol<strong>da</strong>s são inspeciona<strong>da</strong>s. Esse aí talvez seja o<br />

processo mais importante, que vai garantir a confiabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> instalação, garantir que não<br />

vai haver nenhum vazamento. Como foram feitas essas sol<strong>da</strong>s no campo, emen<strong>da</strong>n<strong>do</strong><br />

tubos, tem que ser feito um revestimento, nessa emen<strong>da</strong> on<strong>de</strong> foram feitas sol<strong>da</strong>s <strong>de</strong><br />

campo é feito um revestimento <strong>da</strong> junta. Então é feito um trabalho <strong>de</strong> colocação <strong>do</strong><br />

material <strong>de</strong> revestimento, to<strong>da</strong> tubulação tem um revestimento externo, para proteção<br />

contra corrosão. A fase seguinte é a abertura <strong>da</strong> vala, aon<strong>de</strong> os dutos vão ser lança<strong>do</strong>s,<br />

então a tubulação aqui já está to<strong>da</strong> pronta, to<strong>da</strong> sol<strong>da</strong><strong>da</strong>, testa<strong>da</strong>, revesti<strong>da</strong>, pronta então<br />

para ser lança<strong>da</strong>. Aí é a fase que é o abaixamento <strong>da</strong> tubulação, então a tubulação<br />

pronta, ela é coloca<strong>da</strong> <strong>de</strong>ntro <strong>da</strong> vala que foi aberta, para a fase seguinte, então é a<br />

cobertura, o fechamento, o recobrimento e compactação <strong>do</strong> terreno. Aqui não seria a fase<br />

seguinte, mas estão mostran<strong>do</strong>, cruzamento <strong>de</strong> estra<strong>da</strong>s e ro<strong>do</strong>vias. Um <strong>do</strong>s processos<br />

que se utiliza para fazer o cruzamento, evitan<strong>do</strong> que ter que interromper o trânsito na<br />

ro<strong>do</strong>via ou na ferrovia. Existe também, como eu disse, são 7 gran<strong>de</strong>s rios, gran<strong>de</strong>s e<br />

pequenos rios, então o processo <strong>de</strong> travessias <strong>do</strong>s rios também, as tubulações são<br />

lança<strong>da</strong>s, a forma <strong>de</strong> lançamento vai <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>r o projeto que vai ser executa<strong>do</strong>. Quan<strong>do</strong><br />

necessário são feitas obras <strong>de</strong> contenção para evitar o <strong>de</strong>smoronamento <strong>do</strong>s barrancos.<br />

Depois, como eu disse, vão existir três áreas <strong>de</strong> válvulas, então a instalação <strong>de</strong> válvulas<br />

são feitas, e a etapa praticamente está concluin<strong>do</strong> a tubulação. Depois a etapa, to<strong>da</strong> a<br />

instalação pronta, é feito o Teste Hidrostático, que é pressurizar to<strong>da</strong> tubulação com<br />

pressão acima <strong>da</strong> pressão <strong>de</strong> trabalho <strong>do</strong> duto, para garantir que não vai haver nenhum<br />

vazamento e a tubulação está em condições <strong>de</strong> operação por muitos e muitos anos.<br />

Aprova<strong>do</strong> o Teste Hidrostático, é feita a recomposição <strong>da</strong> faixa, <strong>de</strong>ixan<strong>do</strong> ela na condição<br />

original que estava antes <strong>do</strong> início <strong>da</strong> construção. É feita a sinalização <strong>da</strong> faixa. Então em<br />

to<strong>da</strong>s as principais travessias, travessias <strong>de</strong> aveni<strong>da</strong>s, ruas, ferrovias, e em alguns pontos<br />

ao longo faixa, são coloca<strong>da</strong>s placas alertan<strong>do</strong> que nessa área não po<strong>de</strong> haver<br />

escavação, não po<strong>de</strong> ter nenhum trabalho que possa atingir algum <strong>do</strong>s dutos ali existente.<br />

Vou falar agora rapi<strong>da</strong>mente <strong>da</strong> parte <strong>de</strong> supervisão e controle <strong>da</strong> operação e<br />

manutenção, que é aquilo que vai garantir a confiabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> instalação. Então, as<br />

válvulas <strong>de</strong> bloqueio que são instala<strong>da</strong>s, como eu disse são três áreas <strong>de</strong> válvulas, elas<br />

são válvulas instala<strong>da</strong>s para permitir a manutenção <strong>de</strong> trecho <strong>do</strong>s dutos e bloquear<br />

imediatamente o transporte <strong>de</strong> produtos em caso <strong>de</strong> vazamento. Então, se eventualmente<br />

houver um vazamento, imediatamente se bloqueia aquele trecho, e o trabalho po<strong>de</strong> ser<br />

feito <strong>de</strong> manutenção.


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Essa aqui é a ferramenta que eu falei no início, a chama<strong>da</strong> ferramenta <strong>de</strong> inspeção <strong>de</strong><br />

dutos, são diversos tipos <strong>de</strong>, chama<strong>do</strong>s comumente <strong>de</strong> PIG, elas tem diversos tipos <strong>de</strong><br />

ferramentas, elas são lança<strong>da</strong>s ao longo <strong>do</strong> duto pelo próprio produto que está<br />

transportan<strong>do</strong>. Por exemplo, se está transportan<strong>do</strong> petróleo, o petróleo vai empurrar essa<br />

ferramenta ao longo <strong>do</strong> duto, e ela faz uma varredura, uma inspeção ao longo <strong>de</strong> to<strong>da</strong><br />

tubulação, medin<strong>do</strong> e indican<strong>do</strong> se existe alguma <strong>de</strong>scontinui<strong>da</strong><strong>de</strong> interna ou externa na<br />

tubulação, e se a tubulação está em condições <strong>de</strong> <strong>de</strong>ixar aquele duto operar plenamente.<br />

Então, através <strong>do</strong> resulta<strong>do</strong> <strong>de</strong>ssa inspeção é que a equipe <strong>de</strong> manutenção vai fazer, se<br />

necessário, alguma intervenção, evitan<strong>do</strong> então que venha ocorrer algum tipo <strong>de</strong><br />

vazamento.<br />

As faixas existentes, como as faixas existentes já hoje aqui, vocês conhecem. Elas são<br />

feitas limpeza e manutenção freqüente, para <strong>de</strong>ixar sempre em condições, e evitar<br />

inclusive, chamar atenção que nessa área não po<strong>de</strong> ser feita ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> construções,<br />

escavações profun<strong>da</strong>s etc.<br />

O Sistema <strong>de</strong> Supervisão e Controle. To<strong>do</strong>s os oleodutos <strong>da</strong> Petrobras, eles são opera<strong>do</strong>s<br />

através <strong>de</strong> uma central <strong>de</strong> controle, que fica aqui no Rio <strong>de</strong> Janeiro, na Av. Presi<strong>de</strong>nte<br />

Vargas, que controla os oleodutos <strong>do</strong> Brasil inteiro. Então, to<strong>do</strong> o sistema, a qualquer<br />

momento, 24 horas por dia, existem pessoas acompanhan<strong>do</strong> a operação <strong>de</strong>sses<br />

oleodutos, e se eventualmente se <strong>de</strong>tectar alguma falha, alguma que<strong>da</strong> <strong>de</strong> pressão,<br />

alguma coisa, imediatamente aqui é aciona<strong>do</strong> o sistema <strong>de</strong> para<strong>da</strong> <strong>da</strong>quele oleoduto,<br />

<strong>da</strong>quele gasoduto.<br />

Bom, estão aqui as informações. Fico aí à disposição para qualquer perguntas que se<br />

quiserem aprofun<strong>da</strong>r sobre o tema no final. Muito obriga<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Bom, eu gostaria <strong>de</strong> lembrar mais uma vez que as perguntas já<br />

po<strong>de</strong>m ser elabora<strong>da</strong>s, e serem entregues aí às nossas recepcionistas, que vão trazer<br />

aqui para a mesa, para que a gente possa então respondê-las aí em tempo hábil. Antes<br />

<strong>de</strong> passar então a palavra agora para a representante <strong>da</strong> empresa Bourscheid, que vai<br />

apresentar o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, nós vamos então apresentar um ví<strong>de</strong>o sobre a<br />

mitigação <strong>do</strong>s impactos ambientais <strong>de</strong>ssa obra. O ví<strong>de</strong>o por favor!<br />

EXIBIÇÃO DO FILME:<br />

É missão <strong>da</strong> Petrobras aliar <strong>de</strong>senvolvimento e responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> socioambiental,<br />

compromisso esse que a Petrobras cumpre e que está presente em to<strong>da</strong>s as ações<br />

realiza<strong>da</strong>s na região on<strong>de</strong> está sen<strong>do</strong> construí<strong>do</strong> o Complexo Petroquímico <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong>


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Janeiro, o Comperj.<br />

Você verá agora alguns projetos que estamos <strong>de</strong>senvolven<strong>do</strong> na área <strong>do</strong> Comperj,<br />

Iniciativas que <strong>de</strong>monstram respeito. Respeito pelo meio-ambiente. Antes mesmo <strong>da</strong><br />

implantação <strong>do</strong> empreendimento, a Petrobras iniciou o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> um projeto em<br />

parceria com a EMBRAPA, para o replantio <strong>de</strong> espécies nativas <strong>de</strong> Mata Atlântica. A área<br />

revegeta<strong>da</strong> <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> terreno <strong>do</strong> Comperj será tão significativa quanto o complexo<br />

industrial. O objetivo <strong>do</strong> corre<strong>do</strong>r ecológico é a<strong>de</strong>quar o empreendimento ao contexto<br />

ambiental <strong>da</strong> região, valorizan<strong>do</strong> a mão <strong>de</strong> obra local. To<strong>do</strong>s os animais encontra<strong>do</strong>s<br />

recebem tratamento veterinário, são registra<strong>do</strong>s e <strong>de</strong>pois soltos em áreas <strong>de</strong> fragmentos<br />

florestais internos ao Comperj. São cobras, ratos selvagens, e muitas outras espécies.<br />

Respeito pelo passa<strong>do</strong>, pela memória <strong>de</strong> quem viveu aqui, mesmo que tenha si<strong>do</strong> a<br />

muito, muito tempo. A Petrobras contratou ampla pesquisa arqueológica na área <strong>do</strong><br />

empreendimento. O trabalho envolveu mais <strong>de</strong> 70 pessoas, e foram encontra<strong>da</strong>s mais <strong>de</strong><br />

5.000 peças <strong>de</strong> diversos perío<strong>do</strong>s históricos. As peças estão sob a guar<strong>da</strong> <strong>da</strong> equipe <strong>do</strong><br />

Museu Nacional. As ruínas <strong>do</strong> Convento São Boaventura, bem tomba<strong>do</strong> pelo IPHAN e<br />

INEPAC, passaram por um processo <strong>de</strong> escoramento.<br />

Respeito pela saú<strong>de</strong> e pela quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> vi<strong>da</strong> <strong>de</strong> quem mora e <strong>de</strong> quem trabalha na<br />

região. Com o objetivo <strong>de</strong> minimizar possíveis impactos, estu<strong>do</strong>s ambientais foram<br />

realiza<strong>do</strong>s pelo Comperj antes mesmo <strong>do</strong> início <strong>da</strong>s ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>do</strong> complexo. A intenção<br />

foi <strong>de</strong> avaliar as condições existentes para estabelecer as medi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> proteção mais<br />

a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong>s. Atualmente são realiza<strong>da</strong>s análises químicas, físicas e biológicas, que<br />

avaliam as condições <strong>do</strong> ar, <strong>da</strong> água <strong>do</strong>s rios, e <strong>do</strong> lenços freático.<br />

Respeito também é compromisso com um futuro melhor, por isso a Petrobras também<br />

investe em um programa <strong>de</strong> educação ambiental. Oficinas <strong>de</strong> qualificação continua<strong>da</strong><br />

promovem a qualificação <strong>de</strong> professores <strong>da</strong> re<strong>de</strong> pública que ensinam nos municípios <strong>do</strong><br />

entorno <strong>do</strong> empreendimento. O objetivo é que eles possam ampliar a consciência e o<br />

respeito pelo meio ambiente em seus alunos e na comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />

E esse respeito também se manifesta em mais <strong>de</strong>senvolvimento para a região e mais<br />

oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> trabalho para to<strong>do</strong>s. Qualificar a mão <strong>de</strong> obra local para aten<strong>de</strong>r as<br />

empresas que estão se instalan<strong>do</strong> em função <strong>do</strong> Comperj, é um compromisso <strong>da</strong><br />

Petrobras. Cursos profissionalizantes são ofereci<strong>do</strong>s em parceria com as prefeituras <strong>do</strong>s<br />

13 municípios <strong>do</strong> Consórcio Intermunicipal <strong>de</strong> Desenvolvimento <strong>do</strong> Leste Fluminense –<br />

CONLESTE, por meio <strong>de</strong> integração <strong>do</strong> Comperj. Até a conclusão <strong>da</strong>s obras haverá a<br />

formação <strong>de</strong> 30 mil profissionais, em mais <strong>de</strong> 60 cursos diferentes, diminuin<strong>do</strong> assim a<br />

possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> migração para o entorno <strong>do</strong> empreendimento.


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Esse é o nosso compromisso. A Petrobras acredita <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento sustentável <strong>da</strong><br />

região.<br />

LUIZ HECKMAIER – Em segui<strong>da</strong> nós passaremos a palavra para a representante que vai<br />

fazer o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, mas antes gostaria <strong>de</strong> registrar a presença <strong>do</strong><br />

verea<strong>do</strong>r <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, Sr. Marlon Vivas. Sr. Marlon? Se encontra o Sr. Marlon? Eu<br />

gostaria que o Sr. Viesse fazer parte <strong>da</strong> mesa. Por favor, sente-se aqui conosco, será um<br />

prazer estar aqui. Bom, vou passar a palavra então para a senhora Fernan<strong>da</strong> Trierveiler,<br />

para fazer a apresentação <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental.<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Boa noite a to<strong>do</strong>s! Meu nome é Fernan<strong>da</strong>, eu sou bióloga,<br />

eu fui a coor<strong>de</strong>na<strong>do</strong>ra <strong>de</strong>sse Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental <strong>do</strong> Sistema Dutoviário <strong>do</strong><br />

Comperj, que nós vamos apresentar os seus principais aspectos a seguir. Nesse primeiro<br />

sli<strong>de</strong> então, estabelecen<strong>do</strong> o empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r, que é a Petróleo Brasileiro S/A, Petrobras, e<br />

a empresa consultora, que realizou o Estu<strong>do</strong> e Impacto Ambiental, que é a Bourscheid<br />

Engenharia e Meio Ambiente.<br />

O estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, o EIA, e o Relatório <strong>de</strong> Impacto Ambiental, que é o RIMA,<br />

fazem parte <strong>do</strong> processo <strong>de</strong> licenciamento esse empreendimento junto ao INEA. E agora<br />

a gente vai apresentar alguns <strong>do</strong>s principais resulta<strong>do</strong>s <strong>de</strong>sses estu<strong>do</strong>s.<br />

Uma <strong>da</strong>s primeiras ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s pertinentes a este estu<strong>do</strong> foi a análise <strong>da</strong>s alternativas<br />

<strong>de</strong>sse sistema dutoviário. Primeiramente foi estu<strong>da</strong><strong>da</strong> uma alternativa que a gente<br />

chamou <strong>de</strong> Sistema A. Nesse Sistema A então, eu teria o transporte e a instalação <strong>de</strong> 10<br />

dutos partin<strong>do</strong> <strong>do</strong> Comperj até o terminal <strong>do</strong> Campos Elíseos e Reduc, no município <strong>de</strong><br />

Duque <strong>de</strong> Caxias, <strong>de</strong>ste ponto seguiriam 3 dutos submarinos, através <strong>da</strong> Baia <strong>de</strong><br />

Guanabara até o terminal <strong>de</strong> Ilha Compri<strong>da</strong>. Além disso haveria um gasoduto<br />

transportan<strong>do</strong> gás <strong>do</strong> ponto <strong>de</strong> entrega <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> até o Comperj, então essa<br />

configuração foi <strong>de</strong>nomina<strong>da</strong> Sistema A. Uma outra alternativa estu<strong>da</strong><strong>da</strong>, agora<br />

<strong>de</strong>nomina<strong>da</strong> <strong>de</strong> Sistema B, haveria o transporte então através <strong>de</strong> 7 dutos, partin<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />

Comperj em direção ao terminal <strong>de</strong> Campos Elíseos e Reduc, através <strong>de</strong> 7 dutos por esse<br />

trajeto norte, mostra<strong>do</strong> em amarelo. Enquanto isso via um trajeto sul, mostra<strong>do</strong> ali em<br />

vermelho, haveria o transporte <strong>de</strong> 3 produtos petroquímicos, passan<strong>do</strong> por um terminal a<br />

ser construí<strong>do</strong> em São Gonçalo, e <strong>da</strong>í até o terminal <strong>de</strong> Ilha Compri<strong>da</strong>, além <strong>do</strong> gasoduto<br />

sain<strong>do</strong> <strong>do</strong> ponto <strong>de</strong> entrega em <strong>Guapimirim</strong> até o Comperj. Então essa configuração com<br />

7 dutos via trajetória norte, e 3 dutos via sul, foi <strong>de</strong>nomina<strong>da</strong> <strong>de</strong> Sistema B. Ain<strong>da</strong> houve a<br />

avaliação <strong>de</strong> uma alternativa chama<strong>da</strong> Sistema C, on<strong>de</strong> haveria o transporte através <strong>de</strong> 8


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dutos na faixa norte em amarelo. Desses 8 dutos 2 seguiriam através <strong>da</strong> Baia <strong>de</strong><br />

Guanabara até o terminal <strong>de</strong> Ilha Compri<strong>da</strong>, 1 duto, <strong>de</strong>sculpe, e 2 dutos seguiriam pela<br />

faixa sul até um terminal a ser construí<strong>do</strong> em São Gonçalo, e <strong>da</strong>í até a Ilha Compri<strong>da</strong>,<br />

então essa configuração foi chama<strong>da</strong> <strong>de</strong> Sistema C. Então essas três alternativas foram<br />

avalia<strong>da</strong>s, e a alternativa consi<strong>de</strong>ra<strong>da</strong> mais a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong> <strong>do</strong> ponto <strong>de</strong> vista técnico e<br />

ambiental, foi a alternativa <strong>do</strong> Sistema A.<br />

Bem, então o Sistema A consi<strong>de</strong>rava apenas o transporte <strong>de</strong> dutos por essa travessia<br />

faixa norte. To<strong>da</strong>via, um avanço nos estu<strong>do</strong>s resultou numa redução na composição<br />

dutoviária, e permitiu a saí<strong>da</strong> <strong>de</strong>sses dutos submarinos que atravessariam a Baia <strong>de</strong><br />

Guanabara, que estão mostra<strong>do</strong>s ali em vermelho. Fican<strong>do</strong> então o que se <strong>de</strong>nominou<br />

Sistema A Reduzi<strong>do</strong>, composto por 6 dutos via faixa norte, e um gasoduto <strong>do</strong> ponto <strong>de</strong><br />

entrega <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> até o Comperj. Então o Sistema A Reduzi<strong>do</strong> foi aponta<strong>do</strong> como a<br />

melhor alternativa técnica e ambiental.<br />

Bem, ten<strong>do</strong> estabeleci<strong>do</strong> então a melhor alternativa, foi <strong>de</strong>termina<strong>da</strong> a área <strong>de</strong> influência<br />

<strong>de</strong>ssa alternativa. Área <strong>de</strong> influência é aquela área <strong>de</strong> estu<strong>do</strong> on<strong>de</strong> o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto<br />

Ambiental é realiza<strong>do</strong>, pois é potencialmente a área on<strong>de</strong> vão se manifestar os Impactos<br />

Ambientais. A gente <strong>de</strong>termina área <strong>de</strong> influência para o meio físico, biótico, e<br />

socioeconômico ou antrópico.<br />

Neste caso consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> então a faixa <strong>de</strong> dutos que é mostra<strong>da</strong> ali na linha em vermelho,<br />

foi <strong>de</strong>fini<strong>da</strong> uma área <strong>de</strong> influência direta, que é aquela on<strong>de</strong> os impactos potencialmente<br />

vão se manifestar, os impactos diretos, como uma faixa com um entorno <strong>de</strong> 400 metros no<br />

entorno <strong>do</strong> traça<strong>do</strong> proposto para esse sistema <strong>de</strong> dutos, que é essa faixa laranja em<br />

torno <strong>da</strong> linha vermelha, que é a faixa <strong>de</strong> dutos propriamente dita. Então a área <strong>de</strong><br />

influência direta, 400 metros, e a área <strong>de</strong> influência indireta, um envoltório <strong>de</strong> 5 km<br />

também no entorno <strong>de</strong>sse traça<strong>do</strong> proposto, que é mostra<strong>do</strong> na linha em amarelo.<br />

Com relação ao meio antrópico, a área <strong>de</strong> influência indireta foi a mesma, porém a área<br />

<strong>de</strong> influência indireta foi <strong>de</strong>fini<strong>da</strong> como a superfície <strong>do</strong>s municípios atravessa<strong>do</strong>s pelo<br />

traça<strong>do</strong> proposto, ou seja, Itaboraí, Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, <strong>Guapimirim</strong>, Magé e Duque<br />

<strong>de</strong> Caxias, então essa é a área <strong>de</strong> influência indireta para o meio antrópico, ou<br />

socioeconômico.<br />

Bem, essa é a nossa área <strong>de</strong> estu<strong>do</strong> então, on<strong>de</strong> foi realiza<strong>do</strong> o diagnóstico ambiental. O<br />

diagnóstico é composto <strong>de</strong> uma série <strong>de</strong> estu<strong>do</strong>s, uma série <strong>de</strong> temas, que proporcionam<br />

então o panorama atual este ambiente. Com relação ao meio físico, então foram<br />

realiza<strong>do</strong>s estu<strong>do</strong>s acerca <strong>do</strong> clima, quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> ar, ruí<strong>do</strong>, geologia, geotecnia,<br />

pe<strong>do</strong>logia, recursos hídricos, etc. Nós vamos ver aqui alguns pontos <strong>de</strong> maior interesse,


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como o levantamento <strong>de</strong> ruí<strong>do</strong>s que foi realiza<strong>do</strong>. Foi feita uma medição <strong>do</strong> ruí<strong>do</strong> atual, <strong>da</strong><br />

situação atual como se encontra hoje, tanto <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> diurno, como noturno, na área <strong>de</strong><br />

influência direta. Então foram feitos pontos <strong>de</strong> medição tanto no entorno <strong>do</strong> Comperj,<br />

quanto através <strong>de</strong> 12 pontos localiza<strong>do</strong>s ao longo <strong>da</strong> dutovia, <strong>da</strong> futura dutovia.<br />

Com relação ao solo e os recursos minerais, então foram mapea<strong>do</strong>s os tipos <strong>de</strong> solos<br />

presentes ao longo <strong>de</strong>sse trajeto. Se encontrou então diversas situações, apresentan<strong>do</strong><br />

solos com pouca erosão, que permitem o aproveitamento agrícola, solos com bastante<br />

erosão que na permitem aproveitamento agrícola, e solos altamente modifica<strong>do</strong>s pela<br />

ação <strong>do</strong> homem, como por exemplo nas vias urbanas. Também se i<strong>de</strong>ntificou a presença<br />

<strong>de</strong> exploração <strong>de</strong> alguns recursos na região, como brita, areia, saibro, sen<strong>do</strong> que a<br />

maioria <strong>de</strong>ssas explorações eram <strong>de</strong> pequeno porte.<br />

Com relação então aos recursos hídricos, o empreendimento está totalmente inseri<strong>do</strong> na<br />

região hidrográfica <strong>da</strong> Bacia <strong>da</strong> Guanabara. Como a gente já viu anteriormente, os<br />

principais rios que seriam atravessa<strong>do</strong>s são o Macacu, o Guapi-açu, <strong>Guapimirim</strong>, Santo<br />

Aleixo, o Iriri, Suruí e Rio Estrela, to<strong>do</strong>s esses rios são consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s, são enquadra<strong>do</strong>s<br />

como <strong>de</strong> água <strong>do</strong>ce classe 2 pela legislação, sen<strong>do</strong> que o rio Macacu e o Guapi-açu eles<br />

são contribuintes <strong>do</strong> Canal <strong>de</strong> Imunana, que abastece o Sistema Imunana-Laranjal <strong>da</strong><br />

CEDAE. Com relação a caraterização <strong>da</strong> quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> água superficial <strong>de</strong>sses rios. Os<br />

rios apresentaram um índice <strong>de</strong> quali<strong>da</strong><strong>de</strong> variável, estan<strong>do</strong> presentes as classes boa,<br />

regular e ruim. Apenas o rio Estrela apresentou quali<strong>da</strong><strong>de</strong> ruim, que é a barrinha lilás,<br />

sen<strong>do</strong> que os <strong>de</strong>mais ficaram na classe boa, que é a ver<strong>de</strong>, ou regular, que é a amarela e<br />

não estiveram presentes então a classe <strong>de</strong> ótima e nem <strong>de</strong> péssima.<br />

Com relação aos estu<strong>do</strong>s realiza<strong>do</strong>s para o meio biótico, foi realiza<strong>do</strong> um diagnóstico <strong>da</strong><br />

flora, <strong>da</strong> vegetação, <strong>da</strong> fauna, e <strong>da</strong>s Áreas <strong>de</strong> Preservação Permanente, e Uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong><br />

Conservação.<br />

Sobre a vegetação então, to<strong>da</strong> área está inseri<strong>da</strong> no bioma <strong>da</strong> Mata Atlântica, estan<strong>do</strong><br />

presentes as formações <strong>de</strong> floresta, brejos e manguezais, pre<strong>do</strong>minan<strong>do</strong> na paisagem<br />

áreas modifica<strong>da</strong>s por ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s como agricultura e pecuária, e se registram ain<strong>da</strong> alguns<br />

fragmentos <strong>de</strong> floresta melhor preserva<strong>da</strong>s em topos <strong>de</strong> morro, ou em áreas sob proteção<br />

<strong>do</strong> Po<strong>de</strong>r Público.<br />

O mapeamento <strong>do</strong> uso <strong>do</strong> solo então na área influência direta, a classe <strong>de</strong> maior<br />

expressivi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> uso <strong>do</strong> solo foi campo e pastagem com 39%, a seguir a área urbana<br />

com 17%, e área agrícola e inundável com 10% ca<strong>da</strong> uma, floresta secundária com 8%,<br />

mangue em regeneração também 8%, mangue <strong>de</strong>gra<strong>da</strong><strong>do</strong> 7%, e outros tipos <strong>de</strong> uso<br />

juntos to<strong>do</strong>s soman<strong>do</strong> 1%.


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O diagnóstico <strong>da</strong>s áreas <strong>de</strong> manguezal na área <strong>de</strong> influência direta, mostraram a<br />

<strong>do</strong>minância <strong>do</strong> mangue branco, os trechos <strong>de</strong> manguezal estu<strong>da</strong><strong>do</strong>s encontravam-se nas<br />

classes <strong>de</strong> <strong>de</strong>gra<strong>da</strong><strong>do</strong> e em regeneração, e havia a presença <strong>de</strong> espécies bastantes<br />

explora<strong>da</strong>s conforme a legislação, como o caranguejo-uça, e o guaiamu.<br />

Com relação ao levantamento <strong>da</strong> fauna, pre<strong>do</strong>minaram espécies comuns a<strong>da</strong>pta<strong>da</strong>s a<br />

ambientes já altera<strong>do</strong>s pelo homem, alguns exemplos como a coruja, o teiú, e o cachorro-<br />

<strong>do</strong>-mato. Também houve registros ain<strong>da</strong> <strong>da</strong> presença <strong>da</strong> lontra em alguns trechos na<br />

margem <strong>da</strong> Baía <strong>de</strong> Guanabara.<br />

Com relação a biota aquática então, foram registra<strong>da</strong>s nas análises a presença <strong>de</strong> algas<br />

indica<strong>do</strong>ras <strong>de</strong> contaminação por matéria orgânica, então elas indicam a presença <strong>de</strong><br />

esgoto <strong>do</strong>méstico nesses rios. A fauna <strong>de</strong> peixes se encontra bastante empobreci<strong>da</strong>,<br />

sen<strong>do</strong> que foram registra<strong>da</strong>s apenas 11 espécies, uma <strong>de</strong>las é mostra<strong>da</strong> nessa fotografia,<br />

que é o robalo.<br />

Com relação a interferência então <strong>do</strong> empreendimento nas áreas <strong>de</strong> preservação<br />

permanente, ela se dá nas margens <strong>de</strong> rios e manguezais. E com relação à interferência<br />

nas uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> conservação que são intercepta<strong>da</strong>s pelo empreendimento, esse quadro<br />

mostra as uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s que são intercepta<strong>da</strong>s, são quatro Áreas <strong>de</strong> Proteção Ambiental<br />

intercepta<strong>da</strong>s pelo empreendimento, to<strong>da</strong>s elas APAs, são uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>da</strong> categoria <strong>de</strong> uso<br />

sustentável, que é uma categoria que permite então a utilização <strong>do</strong>s recursos<br />

compatibilizan<strong>do</strong> então com a conservação. As áreas intercepta<strong>da</strong>s são a APA <strong>da</strong> Bacia<br />

<strong>do</strong> Rio Macacu, a APA <strong>do</strong> rio Estrela, a APA Suruí e a APA Guapi-Guapi-açu. E aí tem a<br />

extensão intercepta<strong>da</strong> pelo empreendimento. Também foi o levantamento <strong>da</strong>s uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong> conservação que encontram-se num raio <strong>de</strong> 10 km <strong>de</strong>sse empreendimento, mas não<br />

intercepta<strong>da</strong>s por ele. Então aqui nesse quadro a gente apresenta essas uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s,<br />

existem duas uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s que são <strong>do</strong> grupo <strong>de</strong> proteção integral, que é a Estação Ecológica<br />

<strong>da</strong> Guanabara, e o Parque Nacional Serra <strong>do</strong>s Órgãos. E as <strong>de</strong>mais uni<strong>da</strong><strong>de</strong> então são<br />

<strong>da</strong>quele grupo <strong>de</strong> uso sustentável, que eu já tinha comenta<strong>do</strong> anteriormente.<br />

Com relação ao diagnóstico <strong>do</strong> meio antrópico, então foi feita uma caracterização<br />

socioeconômica e cultural <strong>da</strong> área <strong>de</strong> influência indireta e direta, e também relativa a<br />

presença <strong>do</strong> patrimônio histórico cultural e arqueológico. As ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s socioeconômicas<br />

pre<strong>do</strong>minantes nos municípios intercepta<strong>do</strong>s pelo empreendimento. Em Itaboraí então, a<br />

principal ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> econômica é agrícola, pecuária, e produção <strong>de</strong> cerâmicas. Em<br />

Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu é agricultura e pecuária bovina. Em <strong>Guapimirim</strong> é produção <strong>de</strong><br />

flores, cultivo <strong>de</strong> banana, aipim, indústria <strong>de</strong> papel/papelão, produtos alimentares e<br />

indústria metalúrgica. Em Magé agricultura, pecuária <strong>de</strong> leite e corte, ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s


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portuárias, lazer e turismo. E em Duque <strong>de</strong> Caxias as principais ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s econômicas<br />

são a indústria <strong>do</strong> petróleo e o comércio.<br />

Bem, reven<strong>do</strong> aqui, isso já foi apresenta<strong>do</strong> na apresentação anterior, mas enfim, a<br />

extensão <strong>do</strong> traça<strong>do</strong> em ca<strong>da</strong> um <strong>de</strong>sses municípios. Em Itaboraí então 1,6km, em<br />

Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu 6,3km, em <strong>Guapimirim</strong> 11,3km, Magé, 25,9km, e Duque <strong>de</strong> Caxias<br />

2,9km.<br />

Bem essa faixa, sempre que possível, o projeto <strong>de</strong>la acompanha uma faixa <strong>de</strong> dutos já<br />

existente. A maior parte <strong>de</strong>ssa faixa, ela atravessa áreas rurais e <strong>de</strong> escassa ocupação,<br />

existem áreas com maior ocupação, são locali<strong>da</strong><strong>de</strong>s nos municípios <strong>de</strong> Duque <strong>de</strong> Caxias<br />

e Magé. Uma <strong>de</strong>ssas áreas, que é a área mais povoa<strong>da</strong> ao longo <strong>do</strong> traça<strong>do</strong>, que é o<br />

Jardim Ana Clara, na ver<strong>da</strong><strong>de</strong> a implanta<strong>da</strong> se <strong>da</strong>rá numa faixa já existente, portanto não<br />

é necessária a ampliação <strong>da</strong> faixa, porque o Sistema Dutoviário vai ser implanta<strong>do</strong> numa<br />

faixa já existente. Além disso o traça<strong>do</strong> não passa por terras indígenas ou quilombolas.<br />

Bem, o traça<strong>do</strong> proposto também não atinge nenhuma edificação <strong>do</strong> patrimônio histórico,<br />

e não há ocorrência <strong>de</strong> sítios arqueológicos no traça<strong>do</strong>, contu<strong>do</strong> existe um potencial<br />

arqueológico na região, então esse trabalho vai ter que ser realiza<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />

acompanhamento.<br />

Bem, agora com relação ao levantamento, ao diagnóstico <strong>do</strong>s impactos ambientais. A<br />

i<strong>de</strong>ntificação <strong>do</strong>s impactos, ela inicia pela análise <strong>da</strong>s etapas <strong>do</strong> projeto, as ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

inerentes ao projeto na sua fase <strong>de</strong> implantação, que inclui tanto a mobilização quanto a<br />

construção e montagem propriamente dita <strong>do</strong> empreendimento. Também a fase <strong>de</strong><br />

operação e também a fase <strong>de</strong> <strong>de</strong>sativação. Então, to<strong>da</strong>s as ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s conti<strong>da</strong>s nessas<br />

etapas então são avalia<strong>da</strong>s, para que se i<strong>de</strong>ntifique os impactos <strong>da</strong>í <strong>de</strong>correntes. Esses<br />

impactos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s são classifica<strong>do</strong>s com relação a diversos critérios e com relação a<br />

sua significância, e para ele são propostas medi<strong>da</strong>s mitiga<strong>do</strong>ras ou potencializa<strong>do</strong>ras no<br />

caso <strong>do</strong>s impactos positivos.<br />

Bem, um <strong>do</strong>s impactos avalia<strong>do</strong>s diz respeito a emissão <strong>de</strong> poluentes atmosféricos, essa<br />

emissão se dá na fase <strong>da</strong> implantação causa<strong>da</strong> pelas emissões <strong>de</strong> veículos e <strong>do</strong>s<br />

equipamentos, e também pela emissão <strong>de</strong> particula<strong>do</strong>s ou poeiras. Como medi<strong>da</strong>s<br />

mitiga<strong>do</strong>ras <strong>de</strong>sses impactos, se indicou o monitoramento e o controle <strong>da</strong>s emissões <strong>do</strong>s<br />

veículos e <strong>do</strong>s maquinários, e a geração <strong>de</strong> poeira, também a revisão, regulagem e a<br />

medição <strong>do</strong>s veículos e equipamentos. Priorizan<strong>do</strong> sempre a utilização <strong>de</strong> equipamentos<br />

e veículos mais eficientes. Também se indicou a utilização <strong>de</strong> lonas <strong>de</strong> proteção nos<br />

veículos <strong>de</strong> carga, e a redução <strong>da</strong> geração <strong>de</strong> poeira através <strong>da</strong> umectação <strong>da</strong>s ruas, vias<br />

não pavimenta<strong>da</strong>s com caminhão-pipa, quan<strong>do</strong> isso for necessário.


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E essas medi<strong>da</strong>s então, <strong>de</strong>verão ser coor<strong>de</strong>na<strong>da</strong>s através <strong>da</strong> elaboração <strong>de</strong> um<br />

Programa <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, ou Programa Ambiental <strong>da</strong> Construção, que <strong>de</strong>verá<br />

envolver e implantar essa medi<strong>da</strong>s.<br />

Um outro impacto avalia<strong>do</strong> então, foi em relação a emissão <strong>do</strong>s ruí<strong>do</strong>s, também<br />

ocorren<strong>do</strong> na fase <strong>da</strong> implantação, e <strong>de</strong>corrente <strong>do</strong> uso <strong>de</strong> máquinas, equipamentos e<br />

veículos ao longo <strong>do</strong> traça<strong>do</strong>. Então, com relação a esse impacto se indica o atendimento<br />

à legislação, aos limites máximos <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> ruí<strong>do</strong>s estabeleci<strong>do</strong>s pela legislação,<br />

utilizan<strong>do</strong>, se necessário, equipamentos atenua<strong>do</strong>res, <strong>de</strong>fletores ou silencia<strong>do</strong>res <strong>de</strong><br />

ruí<strong>do</strong>s, se for o caso. Com relação à geração <strong>do</strong>s resíduos sóli<strong>do</strong>s e <strong>do</strong>s efluentes. Essa<br />

geração se dá tanto na fase <strong>de</strong> implantação, como operação e <strong>de</strong>sativação <strong>do</strong><br />

empreendimento, através <strong>da</strong> geração <strong>de</strong> resíduos diversos, tanto resíduos <strong>de</strong> construção<br />

como <strong>do</strong>mésticos, resíduos <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>, oleosos e fluentes varia<strong>do</strong>s também, sanitários,<br />

pluvial e oleosos. Então to<strong>do</strong>s esses resíduos e efluentes <strong>de</strong>verão ser coleta<strong>do</strong>s e<br />

<strong>de</strong>stina<strong>do</strong>s a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong>mente, conforme a estabeleci<strong>do</strong> pela legislação. E <strong>de</strong>verão ser<br />

elabora<strong>do</strong>s e implanta<strong>do</strong>s programas específicos com relação a esse impacto, como o<br />

Programa <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, o Gerenciamento <strong>de</strong> Efluentes, Gerenciamento<br />

Resíduos Sóli<strong>do</strong>s e Produtos Perigosos, Programa <strong>de</strong> Educação Ambiental e Programa<br />

<strong>de</strong> Ação <strong>de</strong> Emergência.<br />

Com relação aos impactos relaciona<strong>do</strong>s ao solo e a água subterrânea. Esses se <strong>da</strong>riam<br />

também na fase <strong>da</strong> implantação, causa<strong>do</strong>s por alterações nas encostas, na cobertura <strong>do</strong>s<br />

solos, e pelo revolvimento <strong>do</strong> solo, também pela disposição <strong>de</strong> materiais, e potenciais<br />

contaminantes <strong>de</strong> vazamentos <strong>de</strong> máquinas e equipamentos. Para mitigação <strong>de</strong>ste<br />

impacto se indica a construção <strong>de</strong> Sistemas <strong>de</strong> Drenagem, o uso <strong>de</strong> áreas <strong>de</strong> empréstimo<br />

e bota-fora que já sejam licencia<strong>da</strong>s, a recomposição <strong>da</strong> estrutura <strong>do</strong>s solos que forem<br />

altera<strong>do</strong>, a utilização <strong>de</strong> técnicas construtivas que previnam e minimizem esses efeitos,<br />

que sejam usa<strong>do</strong>s prioritariamente os acessos já existentes, e evitar sempre que possível<br />

a utilização <strong>de</strong> áreas com <strong>de</strong>clivi<strong>da</strong><strong>de</strong> superior a 30 graus, e obras no perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> chuvas.<br />

Os programas a serem implanta<strong>do</strong>s são Programas <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, Recuperação<br />

<strong>da</strong>s Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s e Programa <strong>de</strong> Ação <strong>de</strong> Emergência.<br />

Com relação aos impactos sobre os rios e a sua biota. Se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> também na fase <strong>de</strong><br />

implantação, em <strong>de</strong>corrência <strong>da</strong> ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> implantação e recobrimento <strong>do</strong>s dutos nas<br />

travessias <strong>de</strong> rios, causan<strong>do</strong> uma pequena re-suspensão <strong>do</strong> sedimento e uma alteração<br />

temporária <strong>do</strong>s parâmetros físico-químicos <strong>da</strong> água. Se indica então para mitigação o uso<br />

<strong>de</strong> barreiras físicas nas margens <strong>de</strong>sses cursos d’água, que se evite processos erosivos<br />

durante a terraplanagem, evitar alteração <strong>do</strong> escoamento normal, natural <strong>do</strong> curso <strong>da</strong>


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água, realização <strong>de</strong> inspeções periódicas nessas travessias, e o uso <strong>de</strong> méto<strong>do</strong>s<br />

construtivos menos impactantes, quan<strong>do</strong> for possível. Além disso a implantação <strong>de</strong> um<br />

Programa <strong>de</strong> Monitoramento <strong>da</strong> Quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> Água, Sedimentos e Biota Aquática, e um<br />

Programa <strong>de</strong> Recuperação <strong>de</strong> Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s.<br />

Com relação aos impactos sobre a vegetação e a fauna, se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> também na fase <strong>de</strong><br />

implantação <strong>do</strong> empreendimento, através <strong>da</strong> abertura <strong>da</strong>s faixas <strong>de</strong> dutos, que causam<br />

perturbação durante essa fase <strong>da</strong>s obras, pela movimentação <strong>do</strong>s maquinários e <strong>da</strong>s<br />

pessoas ali trabalhan<strong>do</strong>. Então se indica a utilização prioritária <strong>de</strong> acessos já existentes, o<br />

traça<strong>do</strong> foi otimiza<strong>do</strong> em alguns pontos para redução <strong>de</strong>sse impacto, a recomposição <strong>da</strong>s<br />

áreas alaga<strong>da</strong>s e úmi<strong>da</strong>s, e execução <strong>de</strong> salvamento <strong>de</strong> alguns grupos que sejam<br />

diretamente atingi<strong>do</strong>s pelo empreendimento. Os programas a serem implanta<strong>do</strong>s são o<br />

Programa <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, um Programa para Acompanhamento e Controle <strong>da</strong><br />

Supressão <strong>da</strong> Vegetação, a Recuperação <strong>da</strong>s Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s, um Programa <strong>de</strong><br />

Reposição Florestal, que é obrigatória, e um Programa <strong>de</strong> Salvamento <strong>da</strong> Fauna.<br />

Em relação ao impacto específico sobre o manguezal, se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> também na fase <strong>da</strong><br />

implantação, é causa<strong>do</strong> pela abertura <strong>da</strong> faixa para implantação <strong>do</strong>s dutos na área <strong>de</strong><br />

manguezal. Então como medi<strong>da</strong>s toma<strong>da</strong>s, então o traça<strong>do</strong> foi otimiza<strong>do</strong> nessa área,<br />

também a otimização <strong>do</strong>s acessos já existentes, e a a<strong>do</strong>ção <strong>de</strong> ações integra<strong>da</strong>s a outros<br />

programas que já vão prever a avaliação sobre as populações <strong>da</strong> fauna <strong>do</strong> manguezal.<br />

Além disso, o Programa <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, a Recuperação <strong>de</strong> Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s, que<br />

dizem respeito à área <strong>de</strong> manguezal, um Programa para Controle e Acompanhamento <strong>da</strong><br />

Supressão <strong>da</strong> Vegetação, e a Reposição Florestal Obrigatória.<br />

Foi avalia<strong>do</strong> também o impacto <strong>da</strong> ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> construção <strong>do</strong>s dutos sobre a coleta<br />

artesanal <strong>de</strong> caranguejo que é realiza<strong>da</strong> em alguns pontos. Como medi<strong>da</strong> então para<br />

mitigação <strong>de</strong>sse impacto, se indicou i<strong>de</strong>ntificar e avaliar as possíveis interferências nas<br />

ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s artesanais <strong>do</strong>s cata<strong>do</strong>res, e também no tráfego <strong>de</strong> embarcações <strong>de</strong> pesca, que<br />

ali utilizarem, visan<strong>do</strong> a proposição <strong>da</strong>s medi<strong>da</strong>s atenua<strong>do</strong>ras ou compensatórias, se for o<br />

caso. Além disso, a informação aos cata<strong>do</strong>res e às suas organizações <strong>do</strong>s possíveis<br />

impactos e <strong>da</strong>s interferências <strong>da</strong> construção <strong>do</strong> empreendimento nessas áreas, sobre as<br />

suas ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> coleta. A elaboração e implantação <strong>de</strong> um Programa <strong>de</strong><br />

Acompanhamento <strong>da</strong> Interferência na Ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Coleta Artesanal, que contemple então<br />

as medi<strong>da</strong>s compensatórias, se este for o caso. Além <strong>de</strong> ações <strong>de</strong> um Programa <strong>de</strong><br />

Comunicação Social, e um Programa <strong>de</strong> Educação Ambiental.<br />

Bem, foi avalia<strong>do</strong> também o impacto na infraestrutura urbana e uso <strong>do</strong> solo. Se <strong>da</strong>n<strong>do</strong><br />

estes na fase tanto <strong>de</strong> implantação como <strong>de</strong> operação <strong>do</strong> empreendimento. Esse impacto


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é causa<strong>do</strong> pela pressão sobre a infraestrutura existente, pela possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> aumento <strong>de</strong><br />

construções irregulares, aumento <strong>de</strong> violência e problemas <strong>de</strong> saú<strong>de</strong>. Também pelas<br />

melhorias na infraestrutura pelas empresas que porventura vierem a se instalar na região.<br />

Como medi<strong>da</strong>s então se indicou priorizar a mão <strong>de</strong> obra local e regional, apoiar ações<br />

efetivas <strong>de</strong> qualificação profissional, monitorar junto com o Po<strong>de</strong>r Público o surgimento <strong>de</strong><br />

novas áreas <strong>de</strong> ocupação irregular, acompanhar a quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong>s serviços públicos<br />

durante a implantação <strong>do</strong> empreendimento, e ser for o caso, negociar com o Po<strong>de</strong>r<br />

Público a ampliação <strong>da</strong> capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> atendimento <strong>de</strong>sses serviços. E o uso e a futura<br />

<strong>de</strong>stinação <strong>de</strong> uma eventual infraestrutura que venha a ser construí<strong>da</strong>. O programa a ser<br />

elabora<strong>do</strong> e implanta<strong>do</strong> é o <strong>de</strong> Comunicação Social.<br />

Com relação a interferência em Áreas <strong>de</strong> Preservação Permanente. Se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> também na<br />

fase <strong>de</strong> implantação, quan<strong>do</strong> <strong>da</strong> abertura <strong>da</strong> faixa para instalação <strong>do</strong>s dutos. Se indica a<br />

minimização <strong>de</strong>ssa interferência, além <strong>da</strong> implantação <strong>do</strong> Programa <strong>de</strong> Reposição<br />

Florestal Obrigatório, Programa <strong>de</strong> Recuperação <strong>de</strong> Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s, e um Programa<br />

para Acompanhamento e Controle <strong>da</strong> Supressão <strong>de</strong> Vegetação.<br />

Com relação a interferência em uni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> conservação. Ela se dá tanto na fase <strong>de</strong><br />

implantação como <strong>de</strong> operação, causa<strong>da</strong> pela abertura <strong>da</strong> faixa para implantação <strong>do</strong>s<br />

dutos. Essa interferência se refere a interceptação então <strong>da</strong>quelas quatro Áreas <strong>de</strong><br />

Proteção Ambiental cita<strong>da</strong>s no início <strong>da</strong> apresentação, que são a APA <strong>do</strong> Rio Macacu, Rio<br />

Estrela, Suruí, e Guapi-açu. Então como medi<strong>da</strong>s se indica a<strong>do</strong>tar to<strong>do</strong>s os cui<strong>da</strong><strong>do</strong>s,<br />

consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que essa implantação está ocorren<strong>do</strong> num espaços protegi<strong>do</strong>, um espaço<br />

ambiental protegi<strong>do</strong>. E se indicou a elaboração e implantação <strong>de</strong> Programa <strong>de</strong> Controle<br />

<strong>de</strong> Obras, <strong>de</strong> Supressão <strong>da</strong> Vegetação, um Programa <strong>de</strong> Compensação Ambiental, um<br />

Programa <strong>de</strong> Educação Ambiental, Salvamento <strong>da</strong> Fauna, e Comunicação Social.<br />

Bem, foi avalia<strong>do</strong> também o impacto <strong>de</strong>corrente <strong>da</strong> geração <strong>de</strong> emprego e ren<strong>da</strong>,<br />

ocorren<strong>do</strong> na fase <strong>de</strong> implantação, causa<strong>do</strong> pela contratação <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra direta e<br />

indireta. Com relação a esse impacto que é positivo, então foram sugeri<strong>da</strong>s como<br />

medi<strong>da</strong>s potencializa<strong>do</strong>ras, priorizar a contratação <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra local e regional, e<br />

apoiar ações efetivas que visem a qualificação profissional, através <strong>de</strong> um Programa <strong>de</strong><br />

Comunicação Social.<br />

Também se avaliou o impacto sobre a receita tributária. Se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> na fase <strong>de</strong> implantação.<br />

Causa<strong>do</strong> pela aquisição <strong>de</strong> materiais, <strong>de</strong> insumos, <strong>de</strong> produtos, e equipamentos, e<br />

também pelo recolhimento direto <strong>da</strong> arreca<strong>da</strong>ção referente a implantação <strong>do</strong> Sistema<br />

Dutoviário em ca<strong>da</strong> município. Então, como medi<strong>da</strong> potencializa<strong>do</strong>ra <strong>de</strong>sse impacto, se<br />

indica priorizar a aquisição <strong>do</strong>s equipamentos, <strong>do</strong>s materiais e <strong>do</strong>s serviços <strong>da</strong> mão <strong>de</strong>


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obra <strong>de</strong> fornece<strong>do</strong>res locais.<br />

Com relação ao impacto nas comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s pelas <strong>de</strong>sapropriações. Esse impacto se dá na<br />

fase <strong>da</strong> implantação, e a causa é a <strong>de</strong>sapropriação e in<strong>de</strong>nização tanto <strong>de</strong> proprie<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

como <strong>de</strong> benfeitorias que estejam nas áreas afeta<strong>da</strong>s pela implantação <strong>do</strong>s dutos. Como<br />

medi<strong>da</strong>s então se indica a avaliação <strong>da</strong>s proprie<strong>da</strong><strong>de</strong>s e <strong>da</strong>s benfeitorias seguin<strong>do</strong><br />

critérios <strong>da</strong>s normas técnicas, privilegiar a negociação direta e o comum acor<strong>do</strong>, e na<br />

impossibili<strong>da</strong><strong>de</strong>, seguin<strong>do</strong> as <strong>de</strong>terminações legais. E que seja elabora<strong>do</strong> um Programa<br />

<strong>de</strong> Estabelecimento <strong>da</strong> Faixa <strong>de</strong> Servidão Administrativa e In<strong>de</strong>nizações, além <strong>de</strong><br />

Programa <strong>de</strong> Comunicação Social.<br />

Outro impacto avalia<strong>do</strong> foi referente às interferências no cotidiano <strong>da</strong> população, também<br />

na fase <strong>de</strong> implantação. Causa<strong>da</strong>s pelo aumento <strong>do</strong> trânsito, ruí<strong>do</strong>, emissão <strong>de</strong> poeira, e<br />

na circulação também <strong>de</strong> veículos e pessoas. Como medi<strong>da</strong>s mitiga<strong>do</strong>ras então,<br />

esclarecimento e informação <strong>da</strong> população sobre o empreendimento, evitar as vias que<br />

sejam muito utiliza<strong>da</strong>s pela comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>, eleger locais <strong>de</strong> trânsito e permanência <strong>do</strong>s<br />

maquinários que menos interfiram na vi<strong>da</strong> <strong>da</strong>s comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s, além disso, implantação <strong>de</strong><br />

um Programas <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, <strong>de</strong> Comunicação Social, e <strong>de</strong> Educação Ambiental.<br />

Bem, com relação ao impacto ao Patrimônio Arqueológico, então se <strong>da</strong>n<strong>do</strong> também na<br />

fase <strong>de</strong> implantação, quan<strong>do</strong> <strong>do</strong> revolvimento <strong>do</strong> solo para implantação <strong>do</strong>s dutos. Como<br />

medi<strong>da</strong> então se indica implantação <strong>de</strong> um programa específico, que é o Programa <strong>de</strong><br />

Prospecção e Salvamento <strong>do</strong> Patrimônio Arqueológico e também Educação Patrimonial.<br />

Bem, agora eu vou comentar sobre alguns <strong>de</strong>sses programas que a gente citou aqui,<br />

como o Programa <strong>de</strong> Comunicação Social, esse programa, ele vai estar estrutura<strong>do</strong> em<br />

três eixos, ele vai promover a articulação institucional e social, ele vai promover as ações<br />

<strong>de</strong> comunicação e informação <strong>do</strong> empreendimento, e também <strong>de</strong> educação. E tem<br />

relação direta com o Programa <strong>de</strong> Educação Ambiental, que <strong>de</strong>ve ser <strong>de</strong>senvolvi<strong>do</strong> tanto<br />

nas comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s quanto para os trabalha<strong>do</strong>res nos canteiros <strong>de</strong> obra, produzin<strong>do</strong><br />

materiais específicos, como folhetos, cartilhas, cartazes e outros meios.<br />

Um outro programa bastante abrangente é o Programa <strong>de</strong> Controle <strong>de</strong> Obras, também<br />

chama<strong>do</strong> <strong>de</strong> Programa Ambiental <strong>da</strong> Construção ou PAC. Ele objetiva então minimizar a<br />

incidência <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s aqueles impactos que foram avalia<strong>do</strong>s, <strong>de</strong>correntes <strong>da</strong>s obras <strong>de</strong><br />

implantação <strong>do</strong> empreendimento. Ele vai conter os requisitos gerais para construção, as<br />

diretrizes para os canteiros <strong>de</strong> obras, para área <strong>de</strong> armazenamento e áreas<br />

administrativas, as diretrizes <strong>do</strong> Código <strong>de</strong> Conduta <strong>do</strong>s trabalha<strong>do</strong>res <strong>de</strong>ssa obra, e<br />

diretrizes <strong>de</strong> Saú<strong>de</strong> e Segurança nas obras.<br />

Um outro programa que foi cita<strong>do</strong> é o <strong>da</strong> Faixa <strong>de</strong> Servidão Administrativa <strong>de</strong>


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In<strong>de</strong>nizações. Então, ele vai ser responsável pela liberação <strong>da</strong>s áreas para a implantação<br />

<strong>do</strong> empreendimento, ele inclui levantamento topográfico e ca<strong>da</strong>stral <strong>de</strong> ca<strong>da</strong> proprie<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

ou bem, a <strong>de</strong>finição <strong>do</strong> valor a ser in<strong>de</strong>niza<strong>do</strong>, negociação, termo <strong>de</strong> compromisso e<br />

escritura pública.<br />

Um outro programa que foi cita<strong>do</strong>, que é o <strong>de</strong> Recuperação <strong>de</strong> Áreas Degra<strong>da</strong><strong>da</strong>s, ele vai<br />

recuperar to<strong>da</strong>s aquelas áreas que forem altera<strong>da</strong>s em função <strong>da</strong> implantação <strong>do</strong><br />

empreendimento, ele vai retirar to<strong>do</strong>s os equipamentos e infraestrutura utiliza<strong>da</strong>,<br />

recuperação também to<strong>do</strong>s os acessos utiliza<strong>do</strong>s e promoven<strong>do</strong> a revegetação, ou<br />

regeneração natural, conforme for o caso mais indica<strong>do</strong>.<br />

Bem, um outro estu<strong>do</strong> que foi realiza<strong>do</strong>, foi o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Análise <strong>de</strong> Risco – EAR. Na<br />

ver<strong>da</strong><strong>de</strong>, foram realiza<strong>do</strong>s três Estu<strong>do</strong>s <strong>de</strong> Análise <strong>de</strong> Risco para o Sistema Dutoviário <strong>do</strong><br />

Comperj, sen<strong>do</strong> um realiza<strong>do</strong> para as instalações fixas, que são o Terminal <strong>de</strong> Campos<br />

Elíseos – TECAM e o Comperj, o próprio Comperj em Itaboraí. Um outro estu<strong>do</strong> foi<br />

realiza<strong>do</strong> para os 6 dutos <strong>de</strong> líqui<strong>do</strong>s que interligam essas duas instalações. E um outro<br />

estu<strong>do</strong> foi feito para o gasoduto, que liga o ponto <strong>de</strong> entrega <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> até o<br />

Comperj. Esses estu<strong>do</strong>s to<strong>do</strong>s foram realiza<strong>do</strong>s seguin<strong>do</strong> as diretrizes <strong>da</strong> Instrução<br />

Técnica nº 13 <strong>do</strong> INEA, e a avaliação <strong>do</strong>s riscos resultantes <strong>de</strong>sses estu<strong>do</strong>s mostrou que<br />

os riscos impostos pelo sistema <strong>de</strong> dutos <strong>do</strong> Comperj são plenamente toleráveis, segun<strong>do</strong><br />

a Instrução Técnica <strong>do</strong> INEA.<br />

Bem a partir <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental então, a empresa consultora e sua equipe<br />

técnica, consi<strong>de</strong>raram que o empreendimento é ambientalmente viável, que a implantação<br />

e operação <strong>do</strong> Sistema Dutoviário, através <strong>do</strong> projeto indica<strong>do</strong>, não comprometerão a<br />

quali<strong>da</strong><strong>de</strong> ambiental futura <strong>da</strong> região, e que as ações preventivas e mitiga<strong>do</strong>ras, elas são<br />

capazes <strong>de</strong> gerenciar a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong>mente os impactos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s. Essa então é a<br />

conclusão <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong>. Obriga<strong>da</strong>, agra<strong>de</strong>ço a atenção <strong>de</strong> vocês!<br />

LUIZ HECKMAIER – Obriga<strong>do</strong> Fernan<strong>da</strong> pela apresentação <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto<br />

Ambiental <strong>de</strong>sse empreendimento, que é a implantação <strong>de</strong>sses dutos aí <strong>do</strong> Comperj para<br />

a REDUC.<br />

Antes <strong>de</strong> passar a palavra ao representante <strong>do</strong> INEA, que vai fazer um histórico <strong>do</strong><br />

Sistema <strong>de</strong> Licenciamento, eu gostaria <strong>de</strong> in<strong>da</strong>gar mais uma vez se há presente aqui no<br />

auditório, algum representante <strong>do</strong> IBAMA ou <strong>do</strong> Ministério Público? Não. Ok, então<br />

lembran<strong>do</strong> mais uma vez aos senhores que já estamos receben<strong>do</strong> as perguntas, já temos<br />

algumas aqui, e logo em segui<strong>da</strong> a apresentação <strong>da</strong> Roberta, nós faremos um intervalo<br />

<strong>de</strong> 10 minutos, para que nós possamos então arrumar as nossas perguntas, e então ser a


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parte mais eletrizante, vamos dizer assim, <strong>da</strong> nossa apresentação. Bom, dito isso, então<br />

eu passo a palavra para a nossa colega Roberta Fagun<strong>de</strong>s, <strong>do</strong> INEA, que vai fazer um<br />

histórico sobre o Licenciamento Ambiental <strong>de</strong>sse empreendimento.<br />

ROBERTA FAGUNDES – Boa noite! Meu nome é Roberta, estou representan<strong>do</strong> o INEA<br />

junto com o grupo <strong>de</strong> trabalho. Boa noite mais uma vez, sou Roberta <strong>do</strong> INEA, e estou<br />

representan<strong>do</strong> aqui o Instituto Estadual <strong>do</strong> Ambiente, junto com o grupo e trabalho que<br />

está aqui na frente, e que avaliou o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental.<br />

A Petrobras <strong>de</strong>u entra<strong>da</strong> no se processo <strong>de</strong> licenciamento e requerimento <strong>de</strong> Licença<br />

Prévia através <strong>do</strong> processo 201157 <strong>de</strong> 2008.<br />

Primeiro eu vou explicar a vocês o quê significa o Licenciamento Ambiental. O<br />

Licenciamento Ambiental é um ato administrativo no qual o INEA, ele autoriza através <strong>da</strong><br />

sua Licença Prévia a localização e concepção <strong>do</strong> empreendimento, através a sua Licença<br />

<strong>de</strong> Instalação, a ampliação, e a implantação <strong>do</strong> projeto, e através <strong>da</strong> Licença <strong>de</strong> Operação<br />

o funcionamento. No caso a Petrobras e o INEA, eles estão na fase <strong>da</strong> Licença Prévia,<br />

que é a fase preliminar <strong>da</strong> análise. E o empreendimento por ser uma ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

significativo Impacto Ambiental, e por conta <strong>da</strong> legislação e exigência <strong>do</strong> INEA, a<br />

Petrobras apresentou no caso o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental. E visto essa necessi<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

foi forma<strong>do</strong> um grupo <strong>de</strong> trabalho no instituto, forma<strong>do</strong> por to<strong>do</strong>s eles, e eu vou apresentar<br />

no final quem são, para po<strong>de</strong>r fazer a análise <strong>da</strong> ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>. E após essa análise <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong><br />

<strong>de</strong> Impacto Ambiental, o INEA, ele faz um parecer, e esse parecer po<strong>de</strong> ser favorável ou<br />

não à permissão <strong>do</strong> empreendimento. No caso se o parecer for favorável, na licença terão<br />

condições e restrições, que a Petrobras, a empresa tem que aten<strong>de</strong>r para as próximas<br />

fases <strong>do</strong> licenciamento.<br />

E agora eu vou falar um breve histórico <strong>de</strong>s<strong>de</strong> quan<strong>do</strong> o processo foi requeri<strong>do</strong> lá no<br />

instituto. No dia 09/05/2008 foi requeri<strong>do</strong>, teve o requerimento <strong>de</strong> Licença Prévia no órgão<br />

ambiental, nós recebemos o processo, foi quan<strong>do</strong> a Petrobras <strong>de</strong>u entra<strong>da</strong> lá no INEA. No<br />

dia 15/05/2008 foi cria<strong>do</strong> o grupo <strong>de</strong> trabalho. No dia 27/05/2008 foi emiti<strong>da</strong> uma<br />

notificação no órgão ambiental que entrega a Instrução Técnica, essa Instrução Técnica é<br />

um <strong>do</strong>cumento no qual vai nortear a empresa a apresentar o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto<br />

Ambiental, o quê que o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental <strong>de</strong>verá ter. No dia 13/11/2009 nós,<br />

após termos recebi<strong>do</strong> o Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental, e verifican<strong>do</strong> to<strong>do</strong>s os itens, <strong>de</strong><br />

acor<strong>do</strong> com a Instrução Técnica, nós emitimos a notificação <strong>da</strong>n<strong>do</strong> o aceite <strong>do</strong> estu<strong>do</strong>. No<br />

dia 06/05/2011 foi publica<strong>do</strong> no Diário Oficial autorização <strong>de</strong> convocação <strong>da</strong>s <strong>Audiência</strong>s<br />

<strong>Pública</strong>s. No dia 01/06/2011 foi publica<strong>da</strong>, foi a <strong>da</strong>ta que foi publica<strong>da</strong> a realização <strong>da</strong>


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<strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> em Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, dia 03/06/2011 foi publica<strong>do</strong> a <strong>Audiência</strong><br />

<strong>Pública</strong> no município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> e Magé, isso tu<strong>do</strong> em jornal <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> circulação. No<br />

dia 13 que passou teve a <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> em Cachoeiras <strong>de</strong> Macacu, dia 15 aqui em<br />

<strong>Guapimirim</strong>, e dia 21 vai ser a <strong>de</strong> Magé.<br />

Para po<strong>de</strong>r o INEA elaborar o parecer final, <strong>de</strong>ve ser realiza<strong>da</strong> essa <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong> que<br />

nós estamos fazen<strong>do</strong> aqui, então para a elaboração <strong>de</strong>sse parecer serão consi<strong>de</strong>ra<strong>da</strong>s<br />

to<strong>da</strong>s as manifestações que vocês estão fazen<strong>do</strong> aqui, e que vocês enviarem para a<br />

CECA e para o INEA.<br />

Esse é o grupo <strong>de</strong> trabalho, que o José Alencar Sampaio, que não pô<strong>de</strong> estar aqui hoje,<br />

ele é o gerente e o coor<strong>de</strong>na<strong>do</strong>r <strong>do</strong> grupo.<br />

E aqui tem o en<strong>de</strong>reço, a se<strong>de</strong> que é lá no Rio, no Centro <strong>do</strong> Rio, e tem também a Central<br />

<strong>de</strong> Atendimento que vocês po<strong>de</strong>m ir lá em São Cristovão, e o site <strong>do</strong> INEA, é só isso,<br />

obriga<strong>da</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Obriga<strong>do</strong> Roberto pela apresentação <strong>do</strong> histórico <strong>do</strong> licenciamento.<br />

Bom, nós vamos então fazer um intervalo rápi<strong>do</strong> <strong>de</strong> 10 minutos, para nós tomarmos um<br />

café, e <strong>de</strong>pois então passarmos a parte <strong>do</strong>s <strong>de</strong>bates. Obriga<strong>do</strong>.<br />

INTERVALO<br />

LUIZ HECKMAIER – Por gentileza, eu acho que nós já po<strong>de</strong>mos recomeçar, fizemos aí<br />

um <strong>de</strong>scanso, tomamos uma água, um café, nessa noite friorenta, então vamos passar<br />

para a parte <strong>de</strong> perguntas, e vamos então aproveitar essa oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> nós fazermos,<br />

esclarecer to<strong>da</strong>s as dúvi<strong>da</strong>s que esse empreendimento trará aqui para município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong>. Eu vou aguar<strong>da</strong>r um pouquinho só para fazer silêncio no nosso auditório,<br />

para que nós possamos então <strong>da</strong>r início aos trabalhos.<br />

Bom, eu gostaria <strong>de</strong> <strong>da</strong>r o esclarecimento que essa <strong>Audiência</strong> <strong>Pública</strong>, após a <strong>Audiência</strong><br />

<strong>Pública</strong> nós teremos ain<strong>da</strong> um prazo <strong>de</strong> 10 dias para que os senhores encaminhem para<br />

o INEA, e a Comissão Estadual <strong>de</strong> Controle Ambiental, CECA, quaisquer outras<br />

perguntas, quaisquer outros esclarecimentos sobre o empreendimento, fin<strong>do</strong> os quais<br />

estará encerra<strong>da</strong> essa fase <strong>de</strong> consulta pública. Então a partir e hoje temos 10 dias ain<strong>da</strong><br />

para que os senhores enviem por e-mail, ou por carta,ou qualquer outro meio <strong>de</strong><br />

comunicação que acharem conveniente, para a Comissão <strong>de</strong> Controla Ambiental, CECA,<br />

e para o INEA, as perguntas ou outros esclarecimentos que se façam necessários.<br />

Bom, então sem per<strong>da</strong> <strong>de</strong> tempo nós vamos passar então para as perguntas. Nós temos


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aqui praticamente 25 perguntas, e nós então vamos então começar a elencá-las, então<br />

vamos lá. A Jussara Cerqueira está aí? Jussara Cerqueira, vamos lá. A Jussara faz uma<br />

pergunta sobre os Impactos Ambientais <strong>de</strong> poluentes sóli<strong>do</strong>s. Ela pergunta: Quais são os<br />

investimentos, ou ações diretas que estão previstas e assumi<strong>da</strong>s para o município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong>, para melhorar o saneamento básico e a poluição <strong>do</strong>s rios? Já que este é um<br />

problema vivi<strong>do</strong> atualmente, e os riscos <strong>de</strong> agravamento <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> ao Comperj. Quer dizer,<br />

então na ver<strong>da</strong><strong>de</strong>, ela está queren<strong>do</strong> saber quais são os investimentos previstos para<br />

melhorar o saneamento básico no município. Eu passo a pergunta para a Petrobras.<br />

Quem po<strong>de</strong>ria respon<strong>de</strong>r essa pergunta? Eu vou passar a pergunta para vocês <strong>da</strong>rem<br />

uma olha<strong>da</strong> também, por favor, para facilitar. Quem po<strong>de</strong>ria respon<strong>de</strong>r?<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Bem Jussara, com relação, eu acredito que a pergunta seja<br />

em relação a geração <strong>do</strong>s resíduos, e <strong>do</strong>s efluentes <strong>do</strong> Sistema Dutoviário. Se for em<br />

relação a isso, então o impacto que foi avalia<strong>do</strong> com relação aos diversos tipos <strong>de</strong><br />

resíduos a serem gera<strong>do</strong>s, e foi <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> qual é a correta <strong>de</strong>stinação para ca<strong>da</strong> um<br />

<strong>de</strong>sses tipos <strong>de</strong> resíduos, com relação aos efluentes, <strong>da</strong> mesma forma. Geração <strong>de</strong><br />

efluentes, ca<strong>da</strong> tipo <strong>de</strong> efluente tem o seu correto armazenamento, disposição<br />

intermediária, disposição final com base na legislação, então essa foi a indicação <strong>do</strong><br />

Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto. Com relação aos investimentos.<br />

CARLOS TREVIA – Bom, se a pergunta se refere a outros projetos <strong>do</strong> município que<br />

existam, para saneamento e outras obras <strong>de</strong> infraestrutura, a Petrobras, ela faz<br />

articulação com o governo fe<strong>de</strong>ral, governo estadual, e o governo municipal também, no<br />

senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> trazer recursos para a região, para que esses projetos <strong>de</strong> infraestrutura sejam<br />

feitos, já existe um acor<strong>do</strong> nesse senti<strong>do</strong>, então a Petrobras está contribuin<strong>do</strong> para trazer<br />

recursos para esses municípios. Então vão ser avalia<strong>do</strong>s projetos <strong>do</strong>s municípios <strong>da</strong><br />

região <strong>do</strong> Comperj, e os projetos que forem i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s como necessários e prioriza<strong>do</strong>s,<br />

vão ser apoia<strong>do</strong>s aí, para que eles alcancem os recursos públicos existentes para a sua<br />

implantação.<br />

CLÁUDIO RIBEIRO – Cabe ressaltar que em relação à compensação ambiental, a<br />

<strong>de</strong>finição essa compensação não é uma atribuição <strong>da</strong> Petrobras, e sim <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Jussara, cadê a Jussara? Você está satisfeita com a resposta<br />

Jussara? Está clara? Você po<strong>de</strong>ria falar no microfone por favor, para que nós


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pudéssemos registrar? Já está chegan<strong>do</strong> o microfone, po<strong>de</strong> aguar<strong>da</strong>r por favor, que está<br />

chegan<strong>do</strong> já o microfone para você.<br />

JUSSARA – Para mim ficou claro <strong>de</strong> que existe por parte a Petrobras, a previsão <strong>de</strong><br />

investir nos municípios a serem atingi<strong>do</strong>s pelo complexo, que existe a recomen<strong>da</strong>ção por<br />

parte <strong>da</strong> consultoria ambiental, enfim, <strong>da</strong>s providências a serem toma<strong>da</strong>s em relação aos<br />

impactos sóli<strong>do</strong>s, no caminho aí <strong>do</strong>s dutos, e etc., mas faltam projetos, falta apresentação<br />

e programas por parte também <strong>do</strong> município, para que possa haver esse investimento por<br />

parte <strong>da</strong> própria Petrobras. Então parte <strong>da</strong> pergunta está entendi<strong>da</strong>, está esclareci<strong>da</strong>, mas<br />

vão continuar as dúvi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> quais são os investimentos previstos no nosso município, os<br />

projetos que estão previstos para aten<strong>de</strong>r ao saneamento básico. Ain<strong>da</strong> ficou no ar o que<br />

no concreto a população já po<strong>de</strong> esperar para melhorar o saneamento básico, diante <strong>do</strong>s<br />

projetos aí a serem apresenta<strong>do</strong>s pela Petrobras, e a Petrobras liberar dinheiro. Não sei<br />

se esses projetos já foram apresenta<strong>do</strong>s ou não, mas continua essa dúvi<strong>da</strong>. Saneamento<br />

básico na nossa ci<strong>da</strong><strong>de</strong> é uma necessi<strong>da</strong><strong>de</strong>, é uma <strong>de</strong>ficiência, precisa ser melhora<strong>do</strong>, e<br />

eu acho que é oportuno a gente pensar e apresentar projetos para liberação <strong>de</strong> verbas,<br />

<strong>de</strong> dinheiro, para que possa ser melhora<strong>do</strong> o saneamento básico, e a poluição <strong>do</strong>s nossos<br />

rios.<br />

LUIZ HECKMAIER – Por favor.<br />

CARLOS TREVIA – É importante que o próprio município i<strong>de</strong>ntifique os projetos que são<br />

necessários nesse senti<strong>do</strong>. A Petrobras aju<strong>do</strong>u a estruturar a Agen<strong>da</strong> 21 d município,<br />

como um fórum também que aju<strong>de</strong> a i<strong>de</strong>ntificar as necessi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>do</strong> município, então o<br />

município e o esta<strong>do</strong> precisam i<strong>de</strong>ntificar os projetos necessários e propor, não cabe a<br />

Petrobras <strong>de</strong>cidir que projetos o município <strong>de</strong>ve fazer ou não. E uma vez propostos, a<br />

Petrobras, ela faz essa articulação para aju<strong>da</strong>r esses projetos a serem implementa<strong>do</strong>s em<br />

to<strong>do</strong>s os municípios <strong>da</strong> área <strong>do</strong> Comperj, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> que eles sejam necessários e prioriza<strong>do</strong>s,<br />

eles serão apoia<strong>do</strong>s, para que cheguem os recursos e sejam implementa<strong>do</strong>s.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Agora a pergunta <strong>do</strong> Luís Carlos Gomes Carneiro. Cadê o Luís<br />

Carlos? Está lá o Luís Carlos, ok. O assunto é Educação Ambiental Compensatória.<br />

Pergunta: Que tipos <strong>de</strong> programa <strong>de</strong> Educação Ambiental serão realiza<strong>do</strong>s nos<br />

municípios que serão utiliza<strong>do</strong>s na passagem <strong>do</strong>s dutos? Haverá plantio <strong>de</strong> árvores como<br />

forma compensatória para as áreas agredi<strong>da</strong>s, utilizan<strong>do</strong>-se <strong>de</strong> organizações locais? Quer


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dizer que então ele quer saber quais são os programas, e qual a forma <strong>de</strong> utilização, <strong>de</strong><br />

aproveitamento <strong>de</strong> pessoas na implementação <strong>de</strong>sse trabalho.<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Bem, com relação ao Programa <strong>de</strong> Educação Ambiental,<br />

como eu já tinha comenta<strong>do</strong>, esse programa, ele tem duas vertentes principais, sen<strong>do</strong><br />

uma volta<strong>da</strong> para a comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>, e outra volta<strong>da</strong> mais diretamente para os trabalha<strong>do</strong>res<br />

<strong>da</strong> obra. Nessa vertente que é mais volta<strong>da</strong> para a comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>, na ver<strong>da</strong><strong>de</strong> é construí<strong>da</strong><br />

uma pauta em conjunto com as pessoas, <strong>de</strong>finin<strong>do</strong> quais são os tópicos principais que<br />

vão ser abor<strong>da</strong><strong>do</strong>s, já que educação ambiental é um tema bastante amplo, po<strong>de</strong><br />

contemplar uma série <strong>de</strong> assuntos varia<strong>do</strong>s. Sen<strong>do</strong> que em ca<strong>da</strong> região então o programa<br />

se a<strong>da</strong>pta aquela reali<strong>da</strong><strong>de</strong>, aquele público, aquela comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>. Com relação ao plantio<br />

compensatório sim, está previsto então um programa <strong>de</strong> reposição florestal, que numa<br />

fase seguinte seria elabora<strong>do</strong> mais <strong>de</strong>talha<strong>do</strong>, mas ele já está indica<strong>do</strong> então que <strong>de</strong>verá<br />

ser feita a compensação pela reposição florestal.<br />

LUIZ HECKMAIER – Está satisfeito com a resposta? Não? Pois não. No microfone por<br />

favor.<br />

LUÍS CARLOS – Na exposição <strong>da</strong> senhora, a senhora me disse que lá no Comperj a<br />

Embrapa já está colocan<strong>do</strong> mu<strong>da</strong>s. Pelo que me consta, a Embrapa é uma organização<br />

<strong>de</strong> pesquisa agropecuária, quem <strong>de</strong>veria estar colocan<strong>do</strong> mu<strong>da</strong>s, naturalmente <strong>de</strong>veriam<br />

ser as Associações <strong>de</strong> Produtores Agrícolas, as Escolas Agrícolas, <strong>de</strong>veriam essas<br />

pessoas <strong>do</strong>s municípios aon<strong>de</strong> estão envolvi<strong>do</strong>s, e sen<strong>do</strong> agredi<strong>do</strong>s. Por exemplo, no<br />

Colégio Agrícola nós temos um viveiro <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, nós gostaríamos <strong>de</strong> estar trabalhan<strong>do</strong><br />

junto com os agricultores, com os pesca<strong>do</strong>res, com os caranguejeiros, que são as<br />

pessoas que estão sen<strong>do</strong> duramente, vão ser atingi<strong>da</strong>s pelos dutos. Então eu acho que<br />

em vez <strong>da</strong> Embrapa, que é uma empresa <strong>de</strong> pesquisa agropecuária, a Embrapa po<strong>de</strong>ria<br />

estar nos orientan<strong>do</strong> qual o tipo <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>, mas não ela plantan<strong>do</strong>. Então eu gostaria que<br />

fosse leva<strong>do</strong> em consi<strong>de</strong>ração as organização locais, para participar <strong>de</strong>sse projeto <strong>da</strong>s 4<br />

milhões <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! O Eduar<strong>do</strong>, Eduar<strong>do</strong> Martins <strong>da</strong> Silva, cadê o Eduar<strong>do</strong>, o<br />

Eduar<strong>do</strong> fez a mesma pergunta, não é Eduar<strong>do</strong>? É a mesma questão que está levantan<strong>do</strong><br />

aqui, e que eu acho que com a resposta aqui <strong>da</strong> consultora, pois não.


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EDUARDO MARTINS – Eu gostaria <strong>de</strong> dizer aqui para a comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>, que nós somos lá<br />

<strong>de</strong> Magé, pertencemos a comuni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Cachoeira Gran<strong>de</strong>, mas que gostaria também <strong>de</strong><br />

estar inseri<strong>do</strong> também, a população carente <strong>da</strong> agricultura está fican<strong>do</strong> aban<strong>do</strong>na<strong>da</strong>.<br />

Então nós, já que vai usar <strong>do</strong>s meios <strong>de</strong> plantação <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, inserisse essas pessoas,<br />

para elas não ficarem aban<strong>do</strong>na<strong>da</strong>s, esqueci<strong>da</strong>s, porque a agricultura está acaban<strong>do</strong>.<br />

Então essas pessoas po<strong>de</strong>m se utilizar <strong>de</strong> outros meios, plantação <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, e eles<br />

po<strong>de</strong>riam aju<strong>da</strong>r as comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s não é.<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza.<br />

EDUARDO MARTINS – É compensatório aí.<br />

LUIZ HECKMAIER – Eu acho que a Petrobras aí po<strong>de</strong> <strong>da</strong>r uma resposta, que tenho<br />

certeza que <strong>de</strong>ve <strong>da</strong>r alguma resposta em relação a essa reivindicação, não é ver<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />

Eu consi<strong>de</strong>ro essa sua pergunta como uma reivindicação a ser feita ao empreen<strong>de</strong><strong>do</strong>r.<br />

FÁBIO AMARAL – Só um instantinho.<br />

DANIELLA MEDEIROS – Boa noite! Uma boa notícia que a gente tem é que a Embrapa,<br />

ela foi contrata exatamente para <strong>da</strong>r uma consultoria, as pessoas que estão fazen<strong>do</strong> o<br />

plantio agora <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> Comperj, é uma empresa, e ela contratou prioritariamente as<br />

pessoas que eram trabalha<strong>do</strong>ras rurais <strong>do</strong> local, lá <strong>de</strong> Itaboraí <strong>do</strong> Comperj, que<br />

receberam treinamento, e estão emprega<strong>do</strong>s agora fazen<strong>do</strong> esse plantio. A Petrobras<br />

agora está inician<strong>do</strong> o processo <strong>de</strong> revegetação externa, fora <strong>do</strong> terreno <strong>do</strong> Comperj, e<br />

vão iniciar as contratações, e a idéia é usar a população local nessa contratação. É<br />

importante enten<strong>de</strong>r que a Petrobras não contrata as pessoas, ela contrata uma empresa<br />

que treina e contrata essa pessoas, e óbvio que as pessoas que trabalham nessa terra<br />

são as que mais conhecem, e vão po<strong>de</strong>r plantar melhor. Esse vem sen<strong>do</strong> um trabalho<br />

bonito e bem sucedi<strong>do</strong>. Então eu acho que não vamos ter problemas quan<strong>do</strong> iniciarem as<br />

outras revegetações. Aten<strong>de</strong>u a sua pergunta?<br />

EDUARDO MARTINS – De qual região que vem essas mu<strong>da</strong>s? E se elas não vão sofrer<br />

assim problemas climáticos? Que <strong>de</strong> outras regiões po<strong>de</strong>m chegar aqui também e morrer.<br />

Se criar as mu<strong>da</strong>s aqui <strong>da</strong> nossa região, vão se habituar aqui muito mais fácil.


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LUÍS CARLOS – Essas mu<strong>da</strong>s <strong>de</strong> árvores tem que ser produzi<strong>da</strong>s nos municípios que<br />

estão sen<strong>do</strong> agredi<strong>do</strong>s com os dutos, e não essas mu<strong>da</strong>s serem trazi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> São Paulo,<br />

as mu<strong>da</strong>s tem que ser produzi<strong>da</strong>s em viveiros <strong>da</strong> região <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, <strong>de</strong> Magé, <strong>de</strong><br />

Itaboraí, <strong>de</strong> Caxias, e não essas mu<strong>da</strong>s virem <strong>de</strong> outros esta<strong>do</strong>s, e não com empresa <strong>de</strong><br />

pesquisa, tem que ser com as organizações que já existem, com as OCIPs, com as<br />

organizações <strong>de</strong> pesca<strong>do</strong>res, <strong>de</strong> caranguejeiros, <strong>de</strong> agricultores, essa é a sugestão, e até<br />

para o INEA também verificar isso.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok!<br />

DANIELLA MEDEIROS – Seu Luís Carlos, o senhor tem to<strong>da</strong> razão, nós não temos<br />

nenhuma dúvi<strong>da</strong> em relação a isso, o uso <strong>da</strong> Embrapa é como uma consultoria para<br />

aju<strong>da</strong>r a gente e as OCIPs, e as empresas locais, e os produtores locais a fazerem isso.<br />

As mu<strong>da</strong>s atualmente estão sen<strong>do</strong> produzi<strong>da</strong>s com as matrizes que estão na região <strong>do</strong><br />

Comperj, e nós montamos um viveiro interno para aten<strong>de</strong>r internamente, e os viveiristas<br />

são trabalha<strong>do</strong>res rurais que estão lá. Nós vamos também explicar melhor que nós temos<br />

um projeto com os hortos, na região <strong>de</strong> influência <strong>do</strong> Comperj, que o Carlos Trevia vai<br />

explicar, e o senhor vai ficar muito feliz com essa notícia também. Obriga<strong>da</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Antes <strong>de</strong> você fazer essa pergunta, eu tenho mais uma pergunta<br />

aqui, que é <strong>do</strong> William Pacheco Rosa. Cadê o William, está aí? William! William! Mas a<br />

pergunta <strong>de</strong>le é a seguinte. Está lá, ele está lá. Ele diz assim: Para o trabalha<strong>do</strong>r rural que<br />

produz olerícola, qual a compensação que será <strong>da</strong><strong>da</strong> por eles, que não fazem parte <strong>do</strong><br />

êxo<strong>do</strong> rural nos próximos 50 anos? Quer dizer, na ver<strong>da</strong><strong>de</strong> ele está queren<strong>do</strong> saber se<br />

teria uma compensação, quer dizer, para o trabalha<strong>do</strong>r rural, eu acho que ele se enquadra<br />

justamente <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong>ssa reivindicação, <strong>de</strong>ssa mesma pergunta que foi feita<br />

anteriormente.<br />

CARLOS TREVIA – Bom, com relação a produção <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, já existe um projeto <strong>da</strong><br />

Petrobras <strong>de</strong> apoiar hortos na região <strong>do</strong> Comperj, já estão sen<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong>s alguns<br />

projetos <strong>de</strong> hortos presentes na região <strong>do</strong> Comperj, on<strong>de</strong> a Petrobras, ela irá apoiar a<br />

estruturação <strong>do</strong> horto, enfim, a Educação Ambiental, pesquisa <strong>de</strong> sementes nos hortos <strong>da</strong><br />

região, enfim, esses projetos já estão em an<strong>da</strong>mento para hortos <strong>da</strong> região <strong>do</strong> Comperj.<br />

Em relação também a programas sociais para agricultores, a Petrobras também apóia<br />

através <strong>de</strong> seu programa <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> social, <strong>de</strong>senvolvimento e ci<strong>da</strong><strong>da</strong>nia,


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projetos <strong>de</strong> agricultura, já existe aqui na região projetos nesse senti<strong>do</strong>, por exemplo,<br />

existe o projeto PAZ, para a geração <strong>de</strong> trabalho e ren<strong>da</strong> em <strong>Guapimirim</strong>, com uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

instala<strong>da</strong>s nos distritos aqui <strong>de</strong> Fojo, Santa Eugênia, Vale <strong>da</strong>s Pedrinhas, Jardim Anápolis,<br />

Jardim Mo<strong>de</strong>lo, Citrolândia, Para<strong>da</strong> I<strong>de</strong>al. Em Magé também, em Vala Preta, Cachoeira<br />

Gran<strong>de</strong>, Pau Gran<strong>de</strong>, Ponte Preta, Conceição <strong>de</strong> Suruí se não me engano, Parque <strong>do</strong>s<br />

Artistas, Parque Iriri, e Pie<strong>da</strong><strong>de</strong>, são to<strong>da</strong>s locali<strong>da</strong><strong>de</strong>s on<strong>de</strong> já existem aí uni<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong>sse<br />

projeto PAIS, mas a Petrobras vai continuar fazen<strong>do</strong>, ela tem essa linha para apoiar<br />

projetos nesse senti<strong>do</strong>, os projetos sen<strong>do</strong> submeti<strong>do</strong>s, eles são analisa<strong>do</strong>s, e são<br />

apoia<strong>do</strong>s. Quan<strong>do</strong> existe um outro projeto <strong>de</strong> agricultura familiar periurbana, que acontece<br />

na região, hoje já existe em Magé também 30 à 50 agricultores <strong>da</strong> COPAGE, que também<br />

estão sen<strong>do</strong> ca<strong>da</strong>stra<strong>do</strong>s, enfim, estão sen<strong>do</strong> apoia<strong>do</strong>s. Então nesse senti<strong>do</strong>, sen<strong>do</strong><br />

submeti<strong>do</strong>s os projetos, eles são avalia<strong>do</strong>s, e <strong>de</strong>ntro <strong>de</strong>sse programa <strong>da</strong> Petrobras eles<br />

po<strong>de</strong>m ser apoia<strong>do</strong>s sim.<br />

LUIZ HECKMAIER – Está esclareci<strong>do</strong>, está satisfeito com a resposta? O senhor gostaria<br />

<strong>de</strong> ter mais algum esclarecimento?<br />

WILLIAM PACHECO – Esse projeto que existe aí <strong>do</strong> PAZ, ele veio só fazer um<br />

complemento em produção <strong>de</strong> folhagem. Nós aqui em <strong>Guapimirim</strong>, e nessa região, nós<br />

plantamos basicamente não é folhagem, e isso tem um perío<strong>do</strong> <strong>do</strong> ano que a gente não<br />

consegue colher na<strong>da</strong> disso <strong>de</strong>ssa produção. Então a gente não consi<strong>de</strong>ra que está<br />

contempla<strong>do</strong>, a produção aqui é mais frutífera, é olerícola, e não folhagem. O PAZ só<br />

aten<strong>de</strong> esse la<strong>do</strong> na folhagem, num <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> perío<strong>do</strong> <strong>do</strong> ano. E a gente também tem<br />

que ver se o agricultor não, ele vai acabar in<strong>do</strong> para o êxo<strong>do</strong> urbano, e ele não vai<br />

conseguir se manter na agricultura familiar.<br />

CARLOS TREVIA – Esse Projeto PAZ, ele foi um exemplo, como eu coloquei, a gente<br />

apóia projetos nessa área, e <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>do</strong>s projetos que são coloca<strong>do</strong>s. Agora, o Projeto<br />

PAZ, ele trata <strong>de</strong> produção não só que o senhor citou, mas também <strong>de</strong> aves, hortaliças e<br />

frutas, então é um projeto amplo. Não sei qual o senhor está citan<strong>do</strong>, mas enfim, ele inclui<br />

também essas outras produções.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, obriga<strong>do</strong>. Agora uma série <strong>de</strong> perguntas aqui volta<strong>da</strong>s a<br />

emprego. A Ana Paula. Ana Paula está aí? Ana Paula está lá atrás. Ela pergunta: Qual é a<br />

priori<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong>s empregos para os mora<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, será possível? Eu vou ler


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to<strong>da</strong>s elas, que eu acho que quan<strong>do</strong> você respon<strong>de</strong>r vai respon<strong>de</strong>r a to<strong>da</strong>s as pessoas. A<br />

Ana Paula, o José Carlos, ele pergunta. Cadê o José Carlos? José Carlos! Está lá <strong>do</strong><br />

la<strong>do</strong>. Ele pergunta: Qual a oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> emprego que os mora<strong>do</strong>res po<strong>de</strong>m ter?<br />

Principalmente no bairro <strong>de</strong> Citrolândia. Trabalho. Quan<strong>do</strong> que, além <strong>de</strong> explorar o nosso<br />

Município, a Petrobras irá investir no nosso Município com cursos profissionalizantes, e<br />

assim nos aju<strong>da</strong>r a crescer, para tirar os nossos jovens <strong>da</strong> rua? Curso <strong>de</strong> capacitação em<br />

Citrolândia. Há possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> implantar cursos <strong>de</strong> capacitação em Citrolândia? Eu vou<br />

passar as perguntas aqui para a Petrobras, que fica mais fácil <strong>de</strong> vocês lerem. Por favor.<br />

Eu li aqui no microfone, e na hora <strong>de</strong> respon<strong>de</strong>r, para vocês respon<strong>de</strong>rem acho que fica<br />

mais fácil vocês <strong>da</strong>n<strong>do</strong> uma olha<strong>da</strong> no próprio texto.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Eu vou respon<strong>de</strong>r as questões sobre emprego, <strong>de</strong>pois eu passo<br />

para o nosso colega Carlos falar sobre a parte <strong>de</strong> cursos profissionalizantes e<br />

capacitação. Bom, com relação a empregos, esse projeto sen<strong>do</strong> aprova<strong>do</strong>, sen<strong>do</strong> emiti<strong>da</strong><br />

a Licença Prévia, a Licença <strong>de</strong> Instalação, a Petrobras vai contratar uma empresa para<br />

executar a obra. E conforme a consultora Fernan<strong>da</strong> falou, a priori<strong>da</strong><strong>de</strong> vai ser contratar<br />

mão <strong>de</strong> obra local, evi<strong>de</strong>ntemente nós não po<strong>de</strong>mos obrigar a empresa que ela contrata<br />

mão <strong>de</strong> obra local, agora, to<strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra que ela precisar contratar, que tiver a<br />

qualificação necessária para os serviços que ela preten<strong>da</strong> executar, ela vai <strong>da</strong>r<br />

preferência a mão <strong>de</strong> obra local, que até <strong>de</strong> uma certa forma, é um custo menor para a<br />

empresa. Se ela vai trazer alguém <strong>de</strong> fora, vai ter que <strong>da</strong>r transporte, então, se existir mão<br />

<strong>de</strong> obra local qualifica<strong>da</strong> para os serviços que ela vai executar, ela vai <strong>da</strong>r preferência em<br />

executar a mão <strong>de</strong> obra local. E nós colocamos também no nosso edital <strong>de</strong> contratação,<br />

que a empresa dê essa priori<strong>da</strong><strong>de</strong>, só não po<strong>de</strong>mos obrigar porque é uma questão<br />

inconstitucional, mas a tendência natural é que a contratação seja <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra local<br />

que esteja aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> à qualificação.<br />

CARLOS TREVIA – Em relação à qualificação e também empregos, a Petrobras tem um<br />

projeto <strong>de</strong> qualificação na região volta<strong>do</strong> para mão <strong>de</strong> obra <strong>do</strong> Comperj, então é um<br />

projeto para qualificar 30 mil pessoas na região, nos municípios em torno <strong>do</strong> Comperj.<br />

Aqui em <strong>Guapimirim</strong> já foram feitos alguns ciclos <strong>de</strong> qualificação, mais ou menos 240<br />

pessoas já foram treina<strong>da</strong>s aqui no Município, e vai começar agora dia 26 <strong>de</strong> julho um<br />

novo ciclo <strong>do</strong> PLANSEC, on<strong>de</strong> haverão mais 220 vagas, aqui no Município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong>. E uma vez essas pessoas treina<strong>da</strong>s, elas fazem parte <strong>de</strong> um ca<strong>da</strong>stro que a<br />

Petrobras monta, e esse ca<strong>da</strong>stro é disponibiliza<strong>do</strong> para as empresas que estão


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contratan<strong>do</strong> para as obras <strong>do</strong> Comperj, on<strong>de</strong> elas po<strong>de</strong>m então contratar essas pessoas<br />

que foram treina<strong>da</strong>s na região. Esses cursos então em <strong>Guapimirim</strong>, essas 200 vagas<br />

po<strong>de</strong>m aten<strong>de</strong>r aí a uma <strong>da</strong>s perguntas <strong>de</strong> Citrolândia também.<br />

LUIZ HECKMAIER – Temos aqui ain<strong>da</strong> algumas perguntas diretamente liga<strong>da</strong>s ao<br />

mesmo assunto, que é <strong>do</strong> Edson <strong>de</strong> Oliveira, que eu vou ler, mas eu tenho a impressão<br />

que a resposta aqui <strong>da</strong> Petrobras já contemplou, que seria a seguinte: Eu gostaria <strong>de</strong><br />

saber por que a Petrobras, o que a Petrobras vai oferecer a mim e a minha família, por<br />

que Citrolândia até hoje não foi feito na<strong>da</strong> a respeito <strong>do</strong> serviço. Então, eu acho que essa<br />

resposta, o bairro <strong>de</strong> Citrolândia já está contempla<strong>do</strong> aí nessa resposta. Como proteger a<br />

mão <strong>de</strong> obra local, minimizan<strong>do</strong> os impactos sociais? Como o Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong><br />

será compensa<strong>do</strong> com a qualificação <strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra? É a pergunta <strong>do</strong> Franklin Matos.<br />

Franklin Matos fez essa pergunta.<br />

FRANKLIN MATOS – (Sem microfone)<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, ok, muito bem. A Télia Silva Alves, ela pergunta: Quanto à<br />

geração <strong>de</strong> empregos, qual é a informação <strong>da</strong> geração <strong>de</strong> empregos? O Luis Carlos<br />

Pereira Pinto, Luis Carlos on<strong>de</strong> é que está? O Luis Carlos está ali. Ele pergunta: Quan<strong>do</strong><br />

serão realiza<strong>do</strong>s os cursos, local e <strong>da</strong>ta, para aqui nós mora<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>?<br />

Perguntan<strong>do</strong> especificamente quan<strong>do</strong> vai começar a realização <strong>de</strong> cursos. Otéia<br />

Fernan<strong>de</strong>s faz a pergunta: Qual é a compensação à comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>, para capacitar jovens e<br />

adultos para o trabalho? E se há planos para aten<strong>de</strong>r o projeto para essa capacitação? O<br />

Robson Caetano Leite. Cadê o Robson? Está ali. Gostaria <strong>de</strong> saber como e quan<strong>do</strong> será<br />

realiza<strong>da</strong> a qualificação profissional? Por que não temos divulgação sobre esse assunto?<br />

Então, são outras perguntas então relaciona<strong>da</strong>s, eu acho que <strong>de</strong> repente po<strong>de</strong>riam<br />

contemplar. Cadê o nosso, entrega ali. Você po<strong>de</strong> complementar as perguntas? Qual é o<br />

Franklin, por gentileza? Po<strong>de</strong>ria usar.<br />

FRANKLIN MATOS – Bom, boa noite a to<strong>do</strong>s primeiramente. Quero <strong>de</strong>ixar registra<strong>do</strong> nas<br />

atas <strong>da</strong> presente <strong>Audiência</strong>, que estou abrin<strong>do</strong> mão, enquanto Gestor Ambiental, <strong>de</strong> fazer<br />

intervenções no que concerne a to<strong>do</strong>s os assuntos referentes às questões ambientais,<br />

para tratar <strong>de</strong> um assunto <strong>de</strong> tamanha eminência, que é a geração <strong>de</strong> emprego e ren<strong>da</strong>.<br />

Quan<strong>do</strong> o senhor diz que é inconstitucional garantir o emprego para o local, eu lhe repito<br />

com uma pergunta. Como é que lá no Morro <strong>do</strong> Alemão, na obra <strong>do</strong> PAC, foi garanti<strong>da</strong> a


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contratação <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra local? Será que existiram pressões? Será que houve<br />

iniciativa <strong>do</strong> <strong>Governo</strong> Fe<strong>de</strong>ral? Aí o senhor chega aqui, para uma platéia <strong>de</strong>ssa, diz que<br />

não tem como contemplar a contratação <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra local. Espero que os senhores<br />

<strong>da</strong> Petrobras não preten<strong>da</strong>m fazer em <strong>Guapimirim</strong> o que foi feito em Macaé, a segun<strong>da</strong><br />

ci<strong>da</strong><strong>de</strong> mais violenta <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro. O senhor sabe por quê? Porque não<br />

contemplou a mão <strong>de</strong> obra local. E eu não quero <strong>da</strong>qui há alguns anos, ver <strong>Guapimirim</strong><br />

transforma<strong>da</strong> num Haiti. E lá na página 13 <strong>do</strong> RIMA vocês dizem que, irão reduzir as<br />

diferenças sociais presentes no território, através <strong>da</strong> redistribuição <strong>de</strong> benefícios<br />

econômicos, fiscais e <strong>de</strong> geração <strong>de</strong> emprego e ren<strong>da</strong>. Como é que vocês vão gerar<br />

emprego e ren<strong>da</strong> num município <strong>de</strong>sse, que não tem qualificação <strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra. Ah!<br />

Não é responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> Petrobras qualificar mão <strong>de</strong> obra. Claro que não. Claro e<br />

evi<strong>de</strong>nte que eu sei, assim como eu não posso garantir a mão <strong>de</strong> obra para qualquer<br />

outro, mas eu posso prever a qualificação. Hoje só tem um centro <strong>de</strong> qualificação, que<br />

não está presente em <strong>Guapimirim</strong>, em Magé, nem em Tanguá. Finalizan<strong>do</strong>, a última obra<br />

<strong>do</strong> gasoduto, ocorri<strong>da</strong> em Magé, <strong>de</strong>ixou 113 mães com filhos com pais <strong>de</strong>sconheci<strong>do</strong>s.<br />

Sabem quem são os pais? Os trabalha<strong>do</strong>res que vieram <strong>de</strong> outros Esta<strong>do</strong>s, que<br />

engravi<strong>da</strong>ram as meninas e foram embora. Por isso que eu estou abrin<strong>do</strong> mão <strong>de</strong> falar<br />

<strong>da</strong>s questões ambientais e falar <strong>do</strong> problema social, é por isso. Por isso que eu quero<br />

que, preten<strong>do</strong> e vou enviar também para o INEA, que essa licença <strong>da</strong> LP, LI e LO, sejam<br />

condiciona<strong>da</strong>s à qualificação <strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra em to<strong>do</strong>s os municípios, para que<br />

<strong>Guapimirim</strong> e os <strong>de</strong>mais municípios não virem um pan<strong>de</strong>mônio. Não adianta a gente ter<br />

<strong>de</strong>senvolvimento sustentável, não adianta a gente ter <strong>de</strong>senvolvimento econômico, se as<br />

ci<strong>da</strong><strong>de</strong>s não são beneficia<strong>da</strong>s. Não adianta chegar aqui, espalhar televisão <strong>de</strong> plasma<br />

para tu<strong>do</strong> quanto é la<strong>do</strong>, colocar ônibus para trazer as comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> longe para cá que<br />

ninguém vai vir, as pessoas querem trabalhar, as pessoas querem ser qualifica<strong>da</strong>s. Aí<br />

vocês po<strong>de</strong>m falar <strong>de</strong> PROMINP, PLANCEQ, aqui a gente po<strong>de</strong> ter aqui vários pedreiros<br />

com 30 anos <strong>de</strong> experiência, mas não tem a qualificação. O que você vai fazer com esse<br />

pedreiro? Só gerar expectativa?<br />

MÁRCIO ACCORSI – Desculpe, qual o seu nome?<br />

FRANKLIN MATOS – Franklin Matos.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Franklin, eu não disse que não vai contratar mão <strong>de</strong> obra, eu disse<br />

o seguinte, que a mão <strong>de</strong> obra vai ser contrata<strong>da</strong> prioritariamente mão <strong>de</strong> obra local,


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sen<strong>do</strong> que a empresa não vai po<strong>de</strong>r contratar se não tiver a qualificação. A qualificação, o<br />

nosso colega Carlos já explicou que tem um programa <strong>de</strong> qualificação. A mão <strong>de</strong> obra<br />

sen<strong>do</strong> qualifica<strong>da</strong> e aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong>, evi<strong>de</strong>ntemente, como no Morro <strong>do</strong> Alemão, a empresa vai<br />

preferir contratar local, ela não vai trazer <strong>de</strong> fora, enten<strong>de</strong>u. Agora, por exemplo, um<br />

sol<strong>da</strong><strong>do</strong>r, que eu apresentei ali, que faz aquele trabalho especial, se não tiver um sol<strong>da</strong><strong>do</strong>r<br />

qualifica<strong>do</strong> aqui, evi<strong>de</strong>ntemente que ela vai ter que trazer <strong>de</strong> fora, mas se tiver e ele for<br />

qualifica<strong>do</strong>, ele vai ser.<br />

FRANKLIN MATOS – (Sem microfone)<br />

MÁRCIO ACCORSI – Não é não, o Carlos po<strong>de</strong>, você tem esses <strong>da</strong><strong>do</strong>s aí Carlos para<br />

passar? Eu respeito a sua informação. Eu não tenho essa informação aqui agora, mas eu<br />

acho que não proce<strong>de</strong> não. Mão <strong>de</strong> obra local lá <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> Comperj é uma mão <strong>de</strong> obra<br />

muito gran<strong>de</strong>. To<strong>da</strong> essa mão <strong>de</strong> obra <strong>de</strong> pedreiros, aju<strong>da</strong>ntes, motoristas, a maioria é<br />

mão <strong>de</strong> obra local, e vai acontecer a mesma coisa aqui quan<strong>do</strong> tiver obra aqui. A mão <strong>de</strong><br />

obra necessária qualifica<strong>da</strong> aqui, vai ser a mão <strong>de</strong> obra local, com certeza.<br />

CARLOS TREVIA – Complementan<strong>do</strong> a informação, os cursos que aconteceram aqui em<br />

<strong>Guapimirim</strong>, foram 78 vagas para Arma<strong>do</strong>res, 59 vagas para Carpinteiro, 78 vagas para<br />

Pedreiro e 20 para Pintor Predial. Nesse novo.<br />

FRANKLIN MATOS – Você sabe o nome <strong>de</strong> quem foi chama<strong>do</strong>?<br />

CARLOS TREVIA – Eu não tenho os nomes aqui, mas a gente po<strong>de</strong>.<br />

FRANKLIN MATOS – (Sem microfone)<br />

CARLOS TREVIA – A obra também ain<strong>da</strong> não começou no Município.<br />

FRANKLIN MATOS – (Sem microfone)<br />

CARLOS TREVIA – São muitas pessoas qualifica<strong>da</strong>s na região, po<strong>de</strong> ser que até aqui<br />

nesse Município tenham menos pessoas, mas o programa atinge 15 municípios. Nós<br />

temos uma pesquisa que indica que mais <strong>de</strong> 70% <strong>da</strong>s pessoas que estavam trabalhan<strong>do</strong><br />

são pessoas mora<strong>do</strong>ras <strong>do</strong> CONLESTE, essa é a pesquisa que nós temos através <strong>da</strong>


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nossa consultoria. Então, só completan<strong>do</strong> a informação, nesse novo ciclo que está<br />

começan<strong>do</strong> agora, 26 <strong>de</strong> julho, ain<strong>da</strong> não temos o local <strong>de</strong> inscrição e as <strong>da</strong>tas que vão<br />

começar ca<strong>da</strong> turma, são 10 turmas. Através <strong>do</strong> 0800 nós po<strong>de</strong>mos informar assim que<br />

tivermos, porque quem planeja isso é a instituição que vai realizar o curso, que é a<br />

IQUAVI, seleciona<strong>da</strong> pelo Ministério <strong>do</strong> Trabalho e Emprego. Então, já estão previstas<br />

agora para iniciar em julho, mais 40 vagas <strong>de</strong> Arma<strong>do</strong>res, 40 <strong>de</strong> Carpinteiros, 100 <strong>de</strong><br />

Pedreiro, 20 <strong>de</strong> Pintor e 20 <strong>de</strong> Eletricista, aqui em <strong>Guapimirim</strong>, é a informação.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, vamos então passar agora à pergunta <strong>do</strong> Paulo Micena. A<br />

pergunta <strong>de</strong>le é relativa ao aproveitamento <strong>de</strong> terras. Pergunta: As terras por on<strong>de</strong> passa<br />

os dutos po<strong>de</strong>rão ser utiliza<strong>da</strong>s para agricultura? Exemplo, hortas e floricultura.<br />

MÁRCIO ACCORSI – A resposta é sim. Normalmente o processo <strong>de</strong> passagem,<br />

principalmente na área rural, é através <strong>de</strong> instituição <strong>de</strong> servidão administrativa. Então, a<br />

servidão administrativa significa o seguinte, que a Petrobras vai ter o direito <strong>de</strong> uso,<br />

principalmente <strong>da</strong>quele subsolo, durante a fase <strong>de</strong> obra ela vai utilizar aquela faixa, e<br />

<strong>de</strong>pois <strong>de</strong> concluí<strong>da</strong> a obra, aquela área passa a ser utiliza<strong>da</strong> pelo proprietário. Então, ele<br />

é in<strong>de</strong>niza<strong>do</strong> <strong>da</strong>s benfeitorias que existirem naquele local, mas após a conclusão <strong>da</strong> obra<br />

ele passa a utilizar aquela área normalmente. Só existem algumas condições, por<br />

exemplo, não po<strong>de</strong> ter raízes profun<strong>da</strong>s acima <strong>de</strong> 60 cm, não po<strong>de</strong> fazer construções em<br />

cima <strong>da</strong> faixa, não po<strong>de</strong> fazer queima<strong>da</strong>s, realizar queima<strong>da</strong>s, fora isso é normal, ele<br />

po<strong>de</strong> continuar utilizan<strong>do</strong> aquela faixa normalmente, ok.<br />

LUIZ HECKMAIER – Muito bem, tem uma pergunta aqui que não está, a pessoa não<br />

assinou, mas é relativa a vazamentos. A pergunta é a seguinte: Gostaria <strong>de</strong> saber se<br />

existe algum sistema que i<strong>de</strong>ntifique o inicio <strong>de</strong> um vazamento, ou se este só é<br />

i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong> após um <strong>da</strong>no notório ao meio ambiente, mais especificamente no solo.<br />

Então, ele está fazen<strong>do</strong> essa pergunta à Petrobras, se tem algum sistema que i<strong>de</strong>ntifique<br />

o início <strong>de</strong> um vazamento <strong>de</strong> um produto químico, ou <strong>do</strong> produto que será transporta<strong>do</strong><br />

por esse sistema <strong>de</strong> dutos.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Como eu expliquei, existe um sistema <strong>de</strong> controle centraliza<strong>do</strong> <strong>da</strong><br />

Petrobras, que <strong>de</strong>tecta eventuais vazamentos. Queria dizer que vazamentos num sistema<br />

<strong>de</strong>sse, praticamente a gente po<strong>de</strong> garantir que ele só vai ocorrer se houve um <strong>da</strong>no<br />

externo. Então, por exemplo, alguém vai fazer uma escavação sem comunicar a


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Petrobras, e atinge o duto e provoca um vazamento. Porque como eu disse na<br />

apresentação também, os dutos são inspeciona<strong>do</strong>s periodicamente. Então, antes que<br />

venha ocorrer uma per<strong>da</strong> <strong>de</strong> espessura na tubulação, que vá provocar vazamento, o duto<br />

é paraliza<strong>do</strong> para manutenção. Então o vazamento praticamente só po<strong>de</strong>rá ocorrer em<br />

situações externas. E ocorren<strong>do</strong>, o sistema centraliza<strong>do</strong> <strong>da</strong> Petrobras, ele <strong>de</strong>tecta e para<br />

imediatamente aquele duto.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok. Agora perguntas relativas ao bairro <strong>de</strong> Citrolândia. A Ana Maria<br />

faz a seguinte pergunta. Asfalto <strong>do</strong> bairro Citrolândia. Em virtu<strong>de</strong> <strong>da</strong> primeira obra, o<br />

asfaltamento <strong>da</strong> nossa estra<strong>da</strong> foi <strong>de</strong>struí<strong>do</strong> pelo gran<strong>de</strong> número <strong>de</strong> caminhões circulan<strong>do</strong><br />

no bairro <strong>de</strong> Citrolândia. Haverá manutenção na estra<strong>da</strong> após o término <strong>da</strong> obra? E a<br />

outra pergunta é <strong>do</strong> A<strong>de</strong>lson <strong>de</strong> Matos Gomes, que pergunta: Nós mora<strong>do</strong>res <strong>de</strong><br />

Citrolândia estamos ten<strong>do</strong> problemas <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> ao retorno que a CRT fechou, temos que ir à<br />

Para<strong>da</strong> Mo<strong>de</strong>lo para fazer o retorno. O mesmo problema a Petrobras vai ter nas obras,<br />

porque o retorno vai ser o mesmo. Então é a questão <strong>da</strong> acessibili<strong>da</strong><strong>de</strong> aqui ao bairro <strong>de</strong><br />

Citrolândia, asfaltamento e o problema <strong>do</strong> retorno.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, a recuperação <strong>da</strong> área, ela tem que ser, é condição<br />

contratual <strong>da</strong> empresa que vai realizar a obra, recompor a área na forma que ela estava<br />

anteriormente. A questão, por exemplo, <strong>de</strong> asfaltamento, aí é uma questão já, por<br />

exemplo, a ser trata<strong>da</strong> numa compensação ambiental, alguma coisa diferente, ou um<br />

outro programa com o Município. Não obrigatoriamente, se ela encontrar uma rua que não<br />

é asfalta<strong>da</strong> não vai asfaltar, mas vai recompor e <strong>de</strong>ixar nas condições originais, e <strong>de</strong><br />

repente até em situação melhor, porque como ela vai transitar por aquele local, ela vai ter<br />

que fazer melhorias para po<strong>de</strong>r transitar. Alguma pergunta?<br />

LUIZ HECKMAIER – Prossiga, por favor.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Quanto a parte <strong>do</strong> retorno na BR, infelizmente não é, é uma ação<br />

<strong>da</strong> concessionária, a Petrobras não po<strong>de</strong> fazer na<strong>da</strong> sobre isso. E vai ter que utilizar os<br />

meios normais que existem para o seu trânsito <strong>de</strong> equipamentos e veículos.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, obriga<strong>do</strong>. A Maria Teixeira <strong>de</strong> Mônaco pergunta: Como o<br />

empreendimento se sustentará com relação ao uso <strong>de</strong> energia para o funcionamento, <strong>da</strong><br />

fase inicial até a sua efetiva ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>? Quer dizer, ela está preocupa<strong>da</strong> como é que vai


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ser a parte <strong>de</strong> energia para funcionamento <strong>do</strong> empreendimento.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Está falan<strong>do</strong> energia para a obra ou energia para?<br />

LUIZ HECKMAIER – Pelo que eu entendi é para a obra, pelo que eu entendi. Cadê a<br />

Maria Teixeira? Hein? É Márcia, <strong>de</strong>sculpe Márcia, <strong>de</strong>sculpe. Por favor.<br />

MÁRCIA TEIXEIRA – Eu gostaria <strong>de</strong> saber em termos <strong>da</strong> sustentabili<strong>da</strong><strong>de</strong> energética,<br />

tanto na fase inicial como também <strong>de</strong>pois <strong>da</strong>s suas ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s normais. Como vocês vão<br />

se sustentar em relação, no gasto <strong>de</strong>ssa energia. Ela vai vim dá on<strong>de</strong>? Como é que vai<br />

ser isso? Se vocês vão ter uma usina própria ou alguma coisa <strong>de</strong>sse tipo.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Desculpa Márcia. É Márcia né?<br />

LUIZ HECKMAIER – Márcia.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Você está falan<strong>do</strong> sobre durante a fase <strong>de</strong> obra ou para?<br />

MÁRCIA TEIXEIRA – Quan<strong>do</strong> eu falo <strong>da</strong> fase inicial, seria durante a obra também, e<br />

<strong>de</strong>pois em plena ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, a energia para executar a obra é to<strong>da</strong> <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

<strong>da</strong> empresa que vai ser contrata<strong>da</strong>. Então, se precisar <strong>de</strong> energia elétrica, ela vai ter que<br />

utilizar gera<strong>do</strong>res, ou se na locali<strong>da</strong><strong>de</strong> em que ela for instalar um canteiro tiver energia <strong>de</strong><br />

alguma concessionária, ela vai adquirir <strong>da</strong>li, está certo, durante a fase <strong>de</strong> obra. Satisfaz a<br />

resposta?<br />

MÁRCIA TEIXEIRA – Na ver<strong>da</strong><strong>de</strong> satisfaz um pouco sim, mas a minha preocupação é em<br />

relação, como o empreendimento é muito gran<strong>de</strong>, o que vai acontecer exatamente, como<br />

que vocês vão potencializar essa energia, talvez até com uma energia eólica, não sei. Eu<br />

gostaria <strong>de</strong> saber mais ou menos isso, sobre, a local já é precária na ver<strong>da</strong><strong>de</strong>. Se vocês<br />

tem investimento para uma energia talvez alternativa.<br />

CLÁUDIO RIBEIRO – Na ver<strong>da</strong><strong>de</strong>, para a operação <strong>da</strong> refinaria vão haver sistemas,<br />

alimentação <strong>de</strong> sistemas elétricos <strong>de</strong>dica<strong>do</strong>s, que não competem com a energia que é


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consumi<strong>da</strong> pela região, então eles não competem, não colocam em risco, não modificam<br />

em na<strong>da</strong> o sistema <strong>de</strong> alimentação elétrica <strong>da</strong> região. São sistema praticamente<br />

<strong>de</strong>dica<strong>do</strong>s, numa re<strong>de</strong> <strong>de</strong> alta tensão, que não tem nenhuma interferência com o dia-a-dia<br />

<strong>da</strong>s comuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s, até pelas características <strong>de</strong> consumo <strong>de</strong> uma uni<strong>da</strong><strong>de</strong> industrial<br />

<strong>da</strong>quele porte. Portanto, não há nenhum conflito, nenhuma competição entre a energia a<br />

ser consumi<strong>da</strong> pela refinaria e a energia que vocês, que nós <strong>da</strong> comuni<strong>da</strong><strong>de</strong> consumimos,<br />

seja qual for a região.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, obriga<strong>do</strong>. Bom, agora outra pergunta aqui sobre micro-bacias,<br />

feita pela Marid Evangelista, é isso, Marid? É isso? Ok. E pergunta também <strong>do</strong> Luiz<br />

Henrique, o Luiz Henrique fez duas perguntas. A pergunta <strong>da</strong> Marid é a seguinte: O que o<br />

Comperj po<strong>de</strong>ria fazer para nos aju<strong>da</strong>r no projeto <strong>de</strong> micro-bacias, região <strong>de</strong> Cachoeira<br />

Gran<strong>de</strong>, Magé? O que o Comperj po<strong>de</strong>ria fazer para aju<strong>da</strong>r no projeto <strong>de</strong> micro-bacias? É<br />

isso <strong>da</strong>í. E a pergunta <strong>do</strong> Luiz Henrique, o Luiz Henrique faz a seguinte pergunta: O<br />

Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental. Por que foram ignora<strong>do</strong>s os pequenos rios que formam o<br />

complexo <strong>de</strong> pequenas lagoas em <strong>Guapimirim</strong>, e que tem uma fauna associa<strong>da</strong>? Por que<br />

foram ignora<strong>do</strong>s os pequenos rios? Ele ain<strong>da</strong> faz uma pergunta relativa às lagoas, que diz<br />

o seguinte: Por que no Estu<strong>do</strong> a fauna sazonal que habita essas lagoas, cujo estu<strong>do</strong> já é<br />

feito pela RPPN <strong>da</strong> União <strong>do</strong>s Escoteiros <strong>do</strong> Brasil, através <strong>do</strong>s Laboratórios <strong>de</strong> Ecologia<br />

<strong>da</strong> UFRJ, <strong>da</strong> locali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Citrolândia, Sertãozinho e <strong>Guapimirim</strong>? Eu acho que ele quer<br />

saber se esses estu<strong>do</strong> que já foram feitas por essas enti<strong>da</strong><strong>de</strong>s, se foram aproveita<strong>do</strong>s no<br />

Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental. O Luiz Henrique está aí? Aon<strong>de</strong>? É isso aí Luiz Henrique?<br />

Você quer esclarecer mais uma?<br />

LUIZ HENRIQUE – É sobre isso sim, consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> que boa parte <strong>de</strong>sses rios, inclusive,<br />

estão enterra<strong>do</strong>s. Então, talvez ignorar esse rio por conta disso. Então eu acho que tem<br />

que ser contempla<strong>do</strong> o estu<strong>do</strong> <strong>de</strong>ssa fauna associa<strong>da</strong>, porque inclusive, esse estu<strong>do</strong> <strong>do</strong><br />

Laboratório <strong>de</strong> Ecologia diz que essas espécies são endêmicas no Município. Então eu<br />

acho que <strong>de</strong>sconsi<strong>de</strong>rar isso seria um <strong>de</strong>srespeito muito gran<strong>de</strong> com esses municípios,<br />

que fazem parte inclusive <strong>de</strong> um mosaico <strong>de</strong> Uni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Conservação.<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Luiz Henrique, eu não sei exatamente <strong>de</strong> quais pequenos<br />

rios você está falan<strong>do</strong>, mas <strong>de</strong> qualquer forma, assim, eu acredito que eles estejam<br />

localiza<strong>do</strong>s fora <strong>da</strong> área <strong>de</strong> influência direta. Caso não estejam, eu vou pedir para você<br />

me indicar quais são esses estu<strong>do</strong>s, para a gente incorporar no Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto, caso


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eles não tenhas si<strong>do</strong> incorpora<strong>do</strong>s. Com relação.<br />

LUIZ HENRIQUE – No próprio Centro <strong>do</strong> Município tem uma série <strong>de</strong> rios que são<br />

enterra<strong>do</strong>s. Eu acho que isso tem que ser revisto pelo Município, porque problemas<br />

recentemente aqui no município vizinho <strong>de</strong> Teresópolis, houve uma série <strong>de</strong> problemas<br />

por conta <strong>de</strong>ssa ocupação irregular nas margens <strong>do</strong>s rios. E esses rios no município, no<br />

distrito, no bairro <strong>de</strong> Citrolândia tem bastante, acontece bastante <strong>de</strong>ssas pequenas<br />

lagoas. E passou uma obra recente e isso foi ignora<strong>do</strong>. Então eu acho que já para essa<br />

segun<strong>da</strong> obra, acho que tem que ser bastante observa<strong>do</strong> isso. Então, esses rios tem que<br />

ser consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong>s, acho que não po<strong>de</strong> pegar apenas esses rios, porque po<strong>de</strong> inclusive<br />

comprometer o abastecimento <strong>de</strong> água <strong>de</strong> to<strong>da</strong> socie<strong>da</strong><strong>de</strong> existente nessa região, porque<br />

não são atendi<strong>do</strong>s pela re<strong>de</strong> pública <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, são pequenos poços que<br />

as pessoas, que os sítios tem que furar para po<strong>de</strong>r ter o abastecimento. Então eu acho<br />

que tem que ser consi<strong>de</strong>ra<strong>da</strong> essa pequena bacia hidrográfica nessa região, Citrolândia,<br />

Sertão, e to<strong>do</strong>s aqueles bairros que estão na parte mais baixa <strong>do</strong> Município. Sem<br />

consi<strong>de</strong>rar também a per<strong>da</strong> <strong>de</strong> biodiversi<strong>da</strong><strong>de</strong> que po<strong>de</strong> estar em jogo. E aí eu posso me<br />

esten<strong>de</strong>r um pouquinho só? É em relação a produção <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, que o professor Luis<br />

Carlos falou muito bem. A preocupação <strong>de</strong> to<strong>da</strong> população em relação à geração <strong>de</strong><br />

emprego e ren<strong>da</strong> é extremamente honesta, e aí eu vejo, com experiência na área <strong>de</strong><br />

produção <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>, com experiência na parte <strong>de</strong> gestão <strong>de</strong> biodiversi<strong>da</strong><strong>de</strong>, é uma gran<strong>de</strong><br />

oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> que esses municípios aqui envolvi<strong>do</strong>s nesse empreendimento, <strong>de</strong> gerar<br />

emprego e ren<strong>da</strong> com pouco investimento, produção <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s. A gente tem uma<br />

biodiversi<strong>da</strong><strong>de</strong> estabeleci<strong>da</strong> nesses municípios, e tem essa possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> po<strong>de</strong>r plantar<br />

alguns milhões, alguns milhares <strong>de</strong> hectares. Hoje, um hectare está em torno <strong>de</strong> 3 mil<br />

mu<strong>da</strong>s por hectare, você imagina, me parece que o estu<strong>do</strong> <strong>da</strong> Embrapa, através <strong>da</strong><br />

Embrapa-Solos, me parece que eram 15 mil hectares a serem planta<strong>do</strong>s. Então é uma<br />

conta rápi<strong>da</strong> <strong>de</strong> ser feita, por hectare 3 mil mu<strong>da</strong>s, vezes 15 mil hectares, então é o<br />

número <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s que a gente precisa produzir no município. Se hoje, a partir <strong>da</strong> próxima<br />

segun<strong>da</strong>-feira, fosse <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> o plantio <strong>de</strong>ssas mu<strong>da</strong>s, não teria mu<strong>da</strong>s a serem<br />

adquiri<strong>da</strong>s aqui no Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro, essas mu<strong>da</strong>s viriam <strong>de</strong> fora. Então.<br />

LUIZ HECKMAIER – Prossiga, por favor.<br />

LUIZ HENRIQUE – Então esse empreendimento estaria geran<strong>do</strong> empregos, inclusive fora<br />

<strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro. Então, eu acho que é uma consi<strong>de</strong>ração muito gran<strong>de</strong>, acho


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que uma capacitação importante que seria, <strong>de</strong> pequenos viveiristas nessa região, que a<br />

gente estaria inclusive viabilizan<strong>do</strong> nas proprie<strong>da</strong><strong>de</strong>s em to<strong>do</strong> Município, tanto <strong>Guapimirim</strong><br />

quanto Magé. É só essa a minha intervenção.<br />

LUIZ HECKMAIER – Está registra<strong>da</strong> então essa reivindicação <strong>do</strong>s senhores, eu acho que<br />

vai constar aqui <strong>do</strong> nosso registro essa reivindicação, que é bastante justa aí para os<br />

munícipes aqui <strong>da</strong> região.<br />

Pergunta ain<strong>da</strong> sobre rios e mananciais, que a Roselane Charles fez. É a seguinte: Com<br />

relação à utilização <strong>da</strong>s águas. A Petrobras canalizará algum rio <strong>do</strong> Município <strong>de</strong><br />

<strong>Guapimirim</strong> para benefício próprio? Qual será o impacto direto <strong>da</strong> refinaria em relação ao<br />

ar que respiramos? Exemplo, a refinaria Duque <strong>de</strong> Caxias, poluição <strong>do</strong> ar. Então, é<br />

Roselane Charles. Ela está perguntan<strong>do</strong> se vai ter alguma canalização <strong>do</strong> rio, e se vai ter<br />

algum impacto para a quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> ar, proveniente <strong>de</strong>sse empreendimento?<br />

MÁRCIO ACCORSI – Vou respon<strong>de</strong>r.<br />

LUIZ HECKMAIER – Petrobras, por favor. Olha só, esse empreendimento, com relação à<br />

poluição <strong>do</strong> ar, esse empreendimento não vai causar nenhum problema. Essa <strong>Audiência</strong><br />

<strong>Pública</strong> nossa, ela está tratan<strong>do</strong> especificamente sobre esse empreendimento, que é a<br />

implantação <strong>de</strong>sses dutos. O caso aqui <strong>da</strong> poluição <strong>do</strong> ar provoca<strong>da</strong> pela refinaria, não é<br />

objeto <strong>de</strong>sta <strong>Audiência</strong> aqui nesse momento. Agora, com relação à canalização <strong>de</strong> algum<br />

rio, eu gostaria que a Petrobras respon<strong>de</strong>sse a essa pergunta.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Vou respon<strong>de</strong>r então sobre canalização <strong>de</strong> rios. Em hipótese<br />

alguma vai ser permiti<strong>do</strong> canalização <strong>de</strong> rios, mu<strong>da</strong>nça <strong>de</strong> traça<strong>do</strong>, ou interceptação, ou<br />

qualquer outra coisa <strong>de</strong>ssa forma. Os dutos, eles vão ser construí<strong>do</strong>s e a área vai retornar<br />

exatamente como estava, inclusive com a restauração <strong>da</strong> vegetação original, ser for área<br />

<strong>de</strong> mangue vai ser restaura<strong>da</strong> área <strong>de</strong> mangue, se for área alaga<strong>da</strong>, a vegetação <strong>da</strong> área<br />

alaga<strong>da</strong>. Ou seja, não vai haver em hipótese alguma, canalização <strong>de</strong> rios, lagoas,<br />

eliminação <strong>de</strong> lagoas, na<strong>da</strong> disso vai acontecer. Quan<strong>do</strong> a gente olhar assim, a região<br />

está exatamente como está hoje, e os dutos passan<strong>do</strong> lá embaixo. É isso que vai<br />

acontecer.<br />

LUIZ HECKMAIER – Muito bem. Pergunta agora <strong>do</strong> Sid Neves Pereira Lima. Ele fala<br />

sobre a interferência no Patrimônio Arqueológico e na APA <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>. Pergunta: O


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Vale <strong>da</strong>s Pedrinhas abriga 6 sítios arqueológicos pré-indígenas Tupi-Guaranis, e a Área<br />

<strong>de</strong> Proteção Ambiental – APA, que é berçário <strong>de</strong> animais marinhos <strong>da</strong> Baía <strong>de</strong><br />

Guanabara, como o boto, <strong>Guapimirim</strong> é Patrimônio Ambiental Estadual, como estará tu<strong>do</strong><br />

isso, como será feita a proteção para tu<strong>do</strong> isso? Obriga<strong>do</strong>.<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Bem, com relação a Patrimônio Arqueológico, na ver<strong>da</strong><strong>de</strong>,<br />

essa interferência sobre um possível sítio arqueológico, algum relicto arqueológico, ela se<br />

dá justamente no momento <strong>da</strong> escavação. Então, até o momento não existe nesse<br />

traça<strong>do</strong> nenhum sítio arqueológico ca<strong>da</strong>stra<strong>do</strong>. Ou seja, até o momento não foi<br />

encontra<strong>do</strong> nenhum, mas po<strong>de</strong> vir a acontecer quan<strong>do</strong> <strong>da</strong> escavação, para isso vai ser<br />

elabora<strong>do</strong> então um Programa <strong>de</strong> Acompanhamento <strong>do</strong> Patrimônio Arqueológico, e esse<br />

programa é que vai resgatar possíveis itens ou objetos pertencentes à Patrimônio<br />

Arqueológico, que sejam avista<strong>do</strong>s em <strong>de</strong>corrência justamente <strong>da</strong> escavação. Então, até<br />

o momento não tem nenhum sítio ca<strong>da</strong>stra<strong>do</strong>, mas existe um potencial, e por isso existe<br />

um programa específico para isso. Com relação à APA <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, a faixa <strong>de</strong> dutos<br />

não intercepta a APA <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, ela fica nas imediações, na proximi<strong>da</strong><strong>de</strong>s, fora <strong>da</strong><br />

área <strong>de</strong> influência direta. De qualquer forma, essa uni<strong>da</strong><strong>de</strong>, ela tem que ser contata<strong>da</strong><br />

pelo empreendimento, e ela tem que <strong>da</strong>r uma anuência para a implantação <strong>de</strong>sse<br />

empreendimento. Então a gestão, a gerência <strong>da</strong> uni<strong>da</strong><strong>de</strong> também tem que ser consulta<strong>da</strong><br />

com relação a isso. Já foi inclusive.<br />

LUIZ HECKMAIER – Muito bem. Agora nós temos duas perguntas aqui relativas à<br />

investimento <strong>da</strong> medi<strong>da</strong>s compensatórias, feitas pela Márcia e pela Lucimar Fernan<strong>de</strong>s.<br />

Pergunta é a seguinte: Medi<strong>da</strong>s compensatórias. Como se estabelecem as medi<strong>da</strong>s<br />

mitigatórias e compensatórias em valores? Como se distribuem estes por municípios<br />

impacta<strong>do</strong>s? Quan<strong>do</strong> <strong>de</strong>vem começar a ser implantas? Quanto será <strong>de</strong>stina<strong>do</strong> ao<br />

Município <strong>de</strong> Magé? A Márcia pergunta: Quais são os critérios estabeleci<strong>do</strong>s para que os<br />

investimentos sejam estima<strong>do</strong>s nos municípios que ficam no entorno <strong>do</strong> Comperj? Essa<br />

pergunta eu vou respon<strong>de</strong>r, porque essas perguntas estão diretamente ligas à Secretaria<br />

<strong>de</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Meio Ambiente. To<strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Impacto Ambiental que, on<strong>de</strong> há impactos<br />

não-mitigáveis, é estabeleci<strong>do</strong>, tem um critério para estabelecer valores <strong>de</strong> medi<strong>da</strong>s<br />

compensatórias, que ela varia <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com o valor <strong>do</strong> investimento. Esses recurso, eles<br />

são encaminha<strong>do</strong>s para uma Câmara <strong>de</strong> Compensação <strong>da</strong> Secretaria <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> Meio<br />

Ambiente, essa Câmara então, ela recebe to<strong>do</strong>s os projetos que são encaminha<strong>do</strong>s,<br />

to<strong>do</strong>s os municípios que estão encaminha<strong>do</strong>s, que terão interferência nessas obras, quer


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dizer, to<strong>do</strong>s esses municípios que foram cita<strong>do</strong>s aqui, Magé, Duque <strong>de</strong> Caxias,<br />

<strong>Guapimirim</strong>, Itaboraí, São Gonçalo, e outros que fazem parte <strong>da</strong> área <strong>de</strong> influência <strong>do</strong><br />

Comperj, eles apresentam projetos à Secretaria <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> Meio Ambiente, e a<br />

Secretaria então, ela faz a <strong>de</strong>stinação para os projetos que serão financia<strong>do</strong>s com o valor<br />

<strong>de</strong>ssas medi<strong>da</strong>s compensatórias. Então por isso que foi dito aqui a respeito <strong>de</strong> projetos,<br />

esses projetos inclusive foi uma pergunta que surgiu aqui a respeito <strong>de</strong> saneamento, aqui<br />

no início <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong>. Então, quer dizer, os municípios <strong>de</strong>vem encaminhar os projetos<br />

para a Secretaria <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong>, que então ela vai avaliar e encaminhar essas questão, tá<br />

bom? É isso aí. Pois não.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Eu gostaria <strong>de</strong> saber o seguinte, eu perguntei aí<br />

objetivamente. A Petrobras vai investir 6 milhões <strong>de</strong> dólares. Quanto é o percentual, valor<br />

<strong>da</strong> medi<strong>da</strong> compensatória? Outra coisa, como é distribuí<strong>do</strong> por município? Se Magé<br />

recebe, 25% <strong>do</strong> território impacta<strong>do</strong> está em Magé, é nessa relação, é nessa proporção?<br />

Terceiro, por exemplo, o caso <strong>da</strong>s mu<strong>da</strong>s aqui, é o município que tem que encaminhar<br />

para a Câmara <strong>de</strong> Compensação o pedi<strong>do</strong> <strong>da</strong>s mu<strong>da</strong>s? É isso que o senhor está<br />

dizen<strong>do</strong>?<br />

LUIZ HECKMAIER – Não, não disse isso.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Eu gostaria <strong>de</strong> saber como a socie<strong>da</strong><strong>de</strong> acompanha, através<br />

<strong>de</strong> que mecanismo? Tem um mecanismo <strong>de</strong> governança e <strong>de</strong> transparência, que eu<br />

posso observar quan<strong>do</strong> a Petrobras <strong>de</strong>stinou a este fun<strong>do</strong> <strong>de</strong> compensação, e como é<br />

que foi distribuí<strong>do</strong>? Como eu posso fazer isso?<br />

LUIZ HECKMAIER – Como eu falei, os recursos são to<strong>do</strong>s encaminha<strong>do</strong>s para a<br />

Secretaria <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Meio Ambiente, que tem uma Câmara <strong>de</strong> Compensação, essa<br />

Câmara <strong>de</strong> Compensação, ela faz, ela se reúne, tem uma reunião <strong>do</strong> conselho, e esse<br />

conselho então, ele <strong>de</strong>termina, <strong>de</strong> acor<strong>do</strong> com os projetos que chegam, os valores que<br />

são pegos.<br />

LUCIMAR FERNANDES – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – Os municípios, os municípios encaminha.


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LUCIMAR FERNANDES – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – Bom, mas aí cabe ao município encaminhar os seus pedi<strong>do</strong>s.<br />

LUCIMAR FERNANDES – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – Mas aí cabe, cabe.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Não, espera aí, mas aí é o papel <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Sim, minha senhora.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Se o município tem fragili<strong>da</strong><strong>de</strong>, 25% está impactan<strong>do</strong> no<br />

município, não há um outro mecanismo, através <strong>da</strong>s Organizações Sociais?<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Então eu sou Organização Social, eu posso ir lá nessa<br />

Câmara e apresentar projeto?<br />

LUIZ HECKMAIER – Po<strong>de</strong>, po<strong>de</strong>, po<strong>de</strong> apresentar projeto sim, po<strong>de</strong> apresentar projeto<br />

na Câmara. A Secretaria que vai avaliar também o projeto. Po<strong>de</strong> ser apresenta<strong>do</strong>.<br />

LUCIMAR FERNANDES – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – A mim não, você po<strong>de</strong> procurar a Secretaria <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>. Tu<strong>do</strong> bem, a<br />

CECA com certeza, tá, po<strong>de</strong> procurar que será encaminha<strong>do</strong> para essa Câmara <strong>de</strong><br />

Compensação, ok.<br />

LUCIMAR FERNANDES – Eu quero saber quan<strong>do</strong> vai ser <strong>de</strong>posita<strong>do</strong> e como é gasto.<br />

Tem um site, tem um mecanismo <strong>de</strong> acompanhamento, po<strong>de</strong> informar para to<strong>do</strong> mun<strong>do</strong>,<br />

para a gente acompanhar?<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza <strong>de</strong>ve ter, eu não posso lhe respon<strong>de</strong>r isso aqui no<br />

momento.


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LUCIMAR FERNANDES – Deve ter? O INEA não acompanha isso?<br />

LUIZ HECKMAIER – Sim, sim, sim.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Quem po<strong>de</strong> então? Quem tem esse site ou algo<br />

semelhante, quem é que po<strong>de</strong> nos <strong>da</strong>r alguma satisfação, on<strong>de</strong> nós, enten<strong>de</strong>u, a<br />

população po<strong>de</strong> estar acompanhan<strong>do</strong> esse tipo <strong>de</strong> serviço, esse tipo <strong>de</strong> an<strong>da</strong>mento? E aí,<br />

como é que fica a gente para ver, acompanhar?”<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok, essa pergunta, ela, esse acompanhamento, ele tem um<br />

mecanismo <strong>de</strong> acompanhamento que eu não sei no momento agora lhe respon<strong>de</strong>r qual é.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – Como?<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Diário Oficial?”<br />

LUIZ HECKMAIER – Não, não é Diário Oficial, é um site. Eu me comprometo com a<br />

senhora, <strong>de</strong>pois a senhora vai me <strong>da</strong>r o seu en<strong>de</strong>reço, que eu vou lhe respon<strong>de</strong>r.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Aí o senhor <strong>de</strong>veria se comprometer, não o senhor,<br />

mas enfim, com to<strong>do</strong>s que estão aqui.”<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Não, obriga<strong>da</strong>. Não é só para mim.”<br />

LUCIMAR FERNANDES – (Sem microfone).<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza, com certeza, po<strong>de</strong> <strong>de</strong>ixar que essas informações<br />

serão <strong>da</strong><strong>da</strong>s na próxima <strong>Audiência</strong>.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Eu vou lhe <strong>da</strong>r o meu en<strong>de</strong>reço e eu quero essa


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resposta.”<br />

LUIZ HECKMAIER – Pois não, com certeza, a senhora será contempla<strong>da</strong> com a<br />

resposta.<br />

PILLAR TETÉ – (Sem microfone). “Muito obriga<strong>da</strong>.”<br />

LUIZ HECKMAIER – Na<strong>da</strong>.<br />

LUIZ HENRIQUE – Só para resgatar a pergunta <strong>de</strong>la, em relação à porcentagem <strong>da</strong><br />

compensação ambiental, que tem o investimento <strong>da</strong> Petrobras, <strong>do</strong> empreendimento, e aí<br />

em cima <strong>de</strong>sse investimento que é feita a compensação ambiental. Qual é a<br />

porcentagem? Não é o CECA que <strong>de</strong>termina isso?<br />

LUIZ HECKMAIER – É a Câmara <strong>de</strong> Compensação que <strong>de</strong>termina esse valor <strong>do</strong><br />

investimento.<br />

LUIZ HENRIQUE – (Sem microfone). “Sim, mas quanto, <strong>de</strong> 0 a quanto?”<br />

LUIZ HECKMAIER – Não, <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> <strong>do</strong> valor. Como eu disse, para ca<strong>da</strong> estu<strong>do</strong>, para<br />

ca<strong>da</strong> estu<strong>do</strong> tem as medi<strong>da</strong>s que são, as medi<strong>da</strong>s, os impactos não-mitigáveis, veja só,<br />

os impactos não-mitigáveis é que estão submeti<strong>do</strong>s à apresentação <strong>da</strong> medi<strong>da</strong> <strong>do</strong> valor<br />

<strong>de</strong> compensação. Então, esse valor tem uma fórmula <strong>de</strong> cálculo que é basea<strong>da</strong> no valor<br />

<strong>do</strong> investimento.<br />

LUIZ HENRIQUE – Sim, segun<strong>do</strong> o licenciamento <strong>do</strong> INEA, através lá <strong>da</strong> sua Câmara <strong>de</strong><br />

Compensação, ele diz que os impactos são mínimos. Eu queria saber quan<strong>do</strong> o impacto é<br />

mínimo qual é a percentagem, e quan<strong>do</strong> o impacto é máximo qual é a percentagem?<br />

LUIZ HECKMAIER – Para ca<strong>da</strong> investimento tem um valor. Quan<strong>do</strong> <strong>da</strong><strong>da</strong> a Licença<br />

Prévia, o valor é <strong>de</strong> 0,5 a 1%, <strong>de</strong> 0,5 a 1% <strong>do</strong> valor total <strong>do</strong> investimento. Isso a faixa, a<br />

faixa tá? Então, esse valor, ele é <strong>de</strong>termina<strong>do</strong> quan<strong>do</strong> <strong>da</strong> liberação <strong>da</strong> Licença Prévia. A<br />

licença, como eu disse aos senhores, isso aqui é uma audiência pública, a licença não foi<br />

emiti<strong>da</strong>, nem sabemos se vai ser emiti<strong>da</strong> ou não, acreditamos que sim, mas <strong>da</strong> medi<strong>da</strong>,<br />

<strong>do</strong> momento que for, no momento em que for emiti<strong>da</strong> a licença, ela está lá, aí a licença é


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uma licença pública, então ela estará indica<strong>do</strong> o valor <strong>da</strong> medi<strong>da</strong> compensatória. Em<br />

to<strong>da</strong>s as Licenças Prévias está incluí<strong>do</strong> lá o valor <strong>da</strong>s medi<strong>da</strong>s compensatórias, faz parte<br />

<strong>da</strong> licença, é uma condicionante <strong>da</strong> licença. Ok? É isso aí.<br />

Eu tenho mais uma pergunta aqui, a respeito ain<strong>da</strong> <strong>da</strong> questão <strong>da</strong> educação,<br />

investimentos na parte <strong>de</strong> educação. Há possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> Petrobras nos aju<strong>da</strong>r a trazer<br />

para o nosso município o SENAI, para qualificação <strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra mais objetiva, ou uma<br />

facul<strong>da</strong><strong>de</strong>? Quem faz a pergunta é a Roselane Charles. A possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> Petrobras<br />

trazer o SENAI para qualificação <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra.<br />

CARLOS TREVIA – Sim, a Petrobras, ela também busca cursos ao gratuitos junto ao<br />

SESI e ao SENAI para qualificação profissional na região, com cursos <strong>de</strong> educação<br />

complementar, curso <strong>de</strong> português, inglês, informática, diversos cursos gratuitos que<br />

essas instituições fornecem, a gente articula para que eles sejam feitos aqui na região<br />

também. Com relação a uma facul<strong>da</strong><strong>de</strong>, a Petrobras não po<strong>de</strong> <strong>de</strong>cidir criar uma facul<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

aqui, na cabe à Petrobras, cabe enfim ao governo fe<strong>de</strong>ral, ou governo estadual. A<br />

Petrobras po<strong>de</strong> sim é buscar esses cursos que estão disponíveis e gratuitos, essas<br />

instituições, elas fazem esses cursos, e a gente conversa com eles e pe<strong>de</strong> para trazerem<br />

esses cursos para a região.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Cadê o seu Samuel Monteiro, se encontra presente, o Samuel?<br />

Samuel, você fez algumas perguntas aqui relativas ao aproveitamento <strong>de</strong> gás, ou alguma<br />

coisa. Você po<strong>de</strong>ria usar <strong>da</strong> palavra para fazer a sua pergunta, porque não <strong>de</strong>u para mim.<br />

SAMUEL MONTEIRO – Alô! Samuel Monteiro Me<strong>de</strong>iros. Sobre o gasoduto, é isso?<br />

LUIZ HECKMAIER – Você fez umas perguntas maneira, muito maneira, porém eu não<br />

entendi a sua pergunta. Se você pu<strong>de</strong>sse explicar o quê que você, qual a sua dúvi<strong>da</strong>.<br />

Depois você diz, por quê em Citrolândia, tem algum problema relaciona<strong>do</strong> ao Bairro <strong>de</strong><br />

Citrolândia. Você podia?<br />

SAMUEL MONTEIRO – Citrolândia, eu, o Samuel Monteiro Me<strong>de</strong>iros tem que sair <strong>de</strong><br />

Citrolândia, e eu vou para vários outros setores fora <strong>de</strong> Citrolândia para trabalhar, porque<br />

não tem emprego na área <strong>de</strong> Citrolândia, é um lugar esqueci<strong>do</strong>, certo, Citrolândia. Eu vou<br />

para Macaé, Rio <strong>da</strong>s Ostras, enten<strong>de</strong>u, e Citrolândia é um lugar esqueci<strong>do</strong>, e as pessoas<br />

vivem só <strong>de</strong> falcatrua, enten<strong>de</strong>u, falam em fazer, em fazer, e não fazem na<strong>da</strong>, enten<strong>de</strong>u, o


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povo quer emprego, quer trabalhar, enten<strong>de</strong>u, é isso.<br />

LUIZ HECKMAIER – Eu acho que já foi respondi<strong>do</strong> aqui pelos colegas <strong>da</strong> Petrobras aqui.<br />

SAMUEL MONTEIRO – E outra chefia também, as pessoas, sabe o quê eles pe<strong>de</strong>m? É<br />

sobre currículo enten<strong>de</strong>u, currículo, igual mencionaram aqui sobre a pessoa, uma carteira<br />

limpa enten<strong>de</strong>u, eles querem comprovante na carteira, se o cara também, a experiência<br />

<strong>de</strong> trabalho, essas áreas assim enten<strong>de</strong>u. Como é que eles querem experiência na<br />

carteira? O cara é pedreiro, tem a profissão tudinho direitinho, e eles pe<strong>de</strong>m enten<strong>de</strong>u, o<br />

cara sabe trabalhar, sabe trabalhar tudinho direitinho, só que ele não tem experiência na<br />

carteira enten<strong>de</strong>u.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Algum comentário?<br />

CARLOS TREVIA – Não há uma exigência <strong>de</strong> que tenha experiência, uma vez ten<strong>do</strong> a<br />

qualificação, ten<strong>do</strong> feito também os cursos que são feitos na região, as pessoas po<strong>de</strong>m<br />

ser contrata<strong>da</strong>s pelas empresas. A Petrobras, como eu falei anteriormente, ela coloca o<br />

nome <strong>de</strong>ssas pessoas que são treina<strong>da</strong>s num ca<strong>da</strong>stro, e ela entrega às empresas que<br />

estão sen<strong>do</strong> contrata<strong>da</strong>s na região, para que essas empresas busquem contratar essas<br />

pessoas que foram treina<strong>da</strong>s na região. Alô, alô, <strong>de</strong>u para ouvir, Não? Alô, está ouvin<strong>do</strong>?<br />

Bom, vou repetir então. A Petrobras, então essas pessoas que são qualifica<strong>da</strong>s na região,<br />

elas vão fazer parte <strong>de</strong> um ca<strong>da</strong>stro que é entregue às empresas que são contrata<strong>da</strong>s<br />

pela Petrobras. Alô. Para que as empresas busquem as pessoas que foram treina<strong>da</strong>s na<br />

região, para trabalharem nos empreendimentos. Não há uma necessi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> ter anos <strong>de</strong><br />

experiência, não, uma vez qualifica<strong>da</strong>s, e ten<strong>do</strong> a qualificação, elas po<strong>de</strong>m ser<br />

contrata<strong>da</strong>s.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Obriga<strong>do</strong>. O Maurício Abreu se encontra? O Maurício Abreu.<br />

Maurício, por gentileza, você fez uma série <strong>de</strong> questões. Você po<strong>de</strong>ria ler as perguntas<br />

aqui por favor? Você gostaria, ou quer que eu leia? Posso ler? Então vamos lá. O<br />

Maurício faz o seguinte questionamento: <strong>Guapimirim</strong> 15/06, preza<strong>do</strong>s senhores, como<br />

representante <strong>do</strong> Conselho Regional <strong>de</strong> Biologia <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>do</strong> Rio <strong>de</strong> Janeiro, e <strong>do</strong><br />

Espírito Santo, como ex-secretário <strong>de</strong> Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável <strong>do</strong><br />

Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, gostaria <strong>de</strong> fazer algumas pon<strong>de</strong>rações e in<strong>da</strong>gações sobre os<br />

trabalhos que estão sen<strong>do</strong> realiza<strong>do</strong>s pelo Comperj. Primeiro, pelo que já foi noticia<strong>do</strong>,


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está prevista a duplicação <strong>do</strong> Comperj, portanto gostaria <strong>de</strong> saber se a quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

dutos previstos nesse licenciamento já aten<strong>de</strong> a ampliação prevista, ou será objeto e novo<br />

licenciamento para outra instalação <strong>de</strong> novos dutos? Primeira pergunta, se esse<br />

empreendimento hoje, objeto <strong>de</strong>ssa <strong>Audiência</strong>, contempla to<strong>do</strong> o Comperj? Ele tem aqui,<br />

se não me engano, são 10 perguntas, não sei se valeria apena vocês respon<strong>de</strong>rem assim<br />

rapi<strong>da</strong>mente, ou querem <strong>de</strong>ixar para o final, como é que vocês po<strong>de</strong>riam fazer? Olha só,<br />

<strong>de</strong> qualquer maneira, essa carta <strong>do</strong> Maurício, ela será anexa<strong>da</strong> aos autos <strong>do</strong> processo, e<br />

eu vou encaminhar <strong>de</strong>pois para a Petrobras, que vai respon<strong>de</strong>r também, diretamente para<br />

ele também por escrito, está aqui também, e o próprio INEA também vai respon<strong>de</strong>r essas<br />

perguntas, está. Mas então só para <strong>da</strong>r uma satisfação aqui para os senhores, gostaria<br />

que fosse uma pergunta bastante objetiva no senti<strong>do</strong> <strong>de</strong> a gente ganhar tempo, ain<strong>da</strong><br />

temos aqui mais 10 perguntas ain<strong>da</strong> para serem respondi<strong>da</strong>s.<br />

CLÁUDIO RIBEIRO – O projeto que foi objeto <strong>do</strong> Estu<strong>do</strong> <strong>do</strong> Impacto Ambiental, e <strong>do</strong><br />

Relatório <strong>do</strong> Impacto Ambiental, ele cobre to<strong>do</strong>s os dutos que a Petrobras enten<strong>de</strong> que<br />

são necessários para o seu empreendimento. Se houver eventualmente necessi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

extensão, ou ampliação <strong>de</strong>ssa re<strong>de</strong> <strong>de</strong> dutos, naturalmente será objeto <strong>de</strong> outro estu<strong>do</strong>,<br />

<strong>de</strong> outro licenciamento. Portanto a pergunta é: O estu<strong>do</strong> cobre to<strong>do</strong>s os dutos que nós<br />

necessitamos para o nosso empreendimento.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Bom, a outra pergunta é a seguinte: Quan<strong>do</strong> secretário, alguns<br />

proprietários <strong>de</strong> áreas a serem afeta<strong>da</strong>s, questionavam a forma oficiosa <strong>do</strong> que concerne<br />

à in<strong>de</strong>nização <strong>da</strong>s áreas <strong>de</strong> servidão a serem utiliza<strong>da</strong>s, já que pelo informa<strong>do</strong> não<br />

existem processo administrativos constituí<strong>do</strong>s em relação a essas negociações. Assim<br />

gostaria <strong>de</strong> esclarecer essas dúvi<strong>da</strong>s, e caso existam processos constituí<strong>do</strong>s, gostaria que<br />

fosse informa<strong>do</strong> on<strong>de</strong> eles se encontram, para que os proprietários possam ter acesso<br />

aos mesmos. Então é uma questão basicamente <strong>de</strong> <strong>de</strong>sapropriação <strong>de</strong>ssa áreas on<strong>de</strong><br />

vão passar os dutos.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, o processo <strong>de</strong> in<strong>de</strong>nização <strong>de</strong> áreas é <strong>da</strong> seguinte forma,<br />

primeiro é feito um levantamento ca<strong>da</strong>stral <strong>da</strong>s áreas impacta<strong>da</strong>s pela passagem <strong>do</strong><br />

sistema dutoviário. Então os proprietários ou posseiros são localiza<strong>do</strong>s, i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s, e<br />

passam as informações, a partir <strong>de</strong>ssa informações, <strong>do</strong> levantamento que é feito nas<br />

proprie<strong>da</strong><strong>de</strong>s, é feita uma avaliação com critérios bastante rigorosos que a Petrobras tem<br />

para fazer a avaliação, usan<strong>do</strong> referências <strong>de</strong> preço <strong>de</strong> merca<strong>do</strong>, tabelas nacionais,


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indica<strong>do</strong>res <strong>do</strong> IBGE, etc. Então a partir <strong>da</strong>í então o proprietário é contata<strong>do</strong> e é<br />

apresenta<strong>da</strong> para ele uma proposta <strong>de</strong> in<strong>de</strong>nização, e o proprietário aceitar aquela<br />

proposta, houver acor<strong>do</strong>, é feita a escritura <strong>de</strong> aquisição, ou <strong>da</strong> instituição <strong>de</strong> servidão<br />

<strong>da</strong>quela área. É esse o processo. Evi<strong>de</strong>ntemente se em último caso não houver acor<strong>do</strong>,<br />

aí vai-se para uma instância judicial para se <strong>de</strong>cidir a questão. O processo <strong>de</strong> aquisição<br />

<strong>de</strong> áreas, ele tem ocorri<strong>do</strong> normalmente, e a expectativa é que muitos poucos casos vão<br />

ser leva<strong>do</strong>s à instância judicial.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! A outra pergunta ain<strong>da</strong> é em relação a essa faixa <strong>de</strong> dutos. Com<br />

relação a instalação <strong>do</strong>s dutos, objeto <strong>de</strong>sse licenciamento, gostaria <strong>de</strong> perguntar sobre a<br />

área a ser manti<strong>da</strong> como não edificável ao longo <strong>da</strong> área <strong>de</strong> servidão, a ser constituí<strong>da</strong><br />

por <strong>de</strong>creto fe<strong>de</strong>ral, como também qual a distância a ser manti<strong>da</strong> <strong>de</strong>sta faixa para as<br />

outras ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s? E ain<strong>da</strong> como fica a passagem sobre a faixa <strong>de</strong> servidão. Ela po<strong>de</strong>rá<br />

ser feita a qualquer tempo, e a qualquer lugar? Qual a legislação utiliza<strong>da</strong> para respon<strong>de</strong>r<br />

a esses quesitos em especial o grau <strong>de</strong> risco? Não sei se vocês tem a resposta sobre a<br />

questão <strong>da</strong> legislação, mas ele quer perguntar basicamente sobre a passagem, sobre a<br />

área <strong>de</strong> servidão.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, o <strong>de</strong>creto, normalmente na área que vai ser utiliza<strong>da</strong> para<br />

a faixa dutoviária, é estabeleci<strong>do</strong> um <strong>de</strong>creto, normalmente um <strong>de</strong>creto fe<strong>de</strong>ral,<br />

caracterizan<strong>do</strong> aquela área como utili<strong>da</strong><strong>de</strong> pública. Então a Petrobras quan<strong>do</strong> faz a<br />

reivindicação <strong>de</strong>sse <strong>de</strong>creto, já indica a área necessária para a passagem <strong>do</strong>s dutos, e<br />

eventuais afastamentos. Então os afastamentos, quan<strong>do</strong> o <strong>de</strong>creto é estabeleci<strong>do</strong>, ele já<br />

consi<strong>de</strong>ra to<strong>da</strong> área necessária. E a questão <strong>de</strong> risco a Fernan<strong>da</strong> po<strong>de</strong> respon<strong>de</strong>r.<br />

FERNANDA TRIERVEILER – Bem, foi realiza<strong>do</strong> então um Estu<strong>do</strong> <strong>de</strong> Análise <strong>de</strong> Risco,<br />

conforme eu mostrei na apresentação, seguin<strong>do</strong> os critérios estabeleci<strong>do</strong>s pelas diretrizes<br />

<strong>do</strong> INEA, e o risco foi consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong> então aceitável conforme essa diretriz, ao longo <strong>de</strong><br />

to<strong>da</strong> a faixa. Mas se alguém quiser maiores <strong>de</strong>talhes sobre esse estu<strong>do</strong>, a gente po<strong>de</strong><br />

também aprofun<strong>da</strong>r esse assunto.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Quer repetir aí a pergunta sobre passagem em faixa <strong>de</strong> servidão,<br />

que eu na entendi.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ele pergunta como fica a passagem sobre faixa <strong>de</strong> servidão, ela


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po<strong>de</strong>rá ser feita a qualquer tempo, e em qualquer lugar? Quer dizer, a faixa tem acesso<br />

para que possa ser feita a passagem? Tem alguma restrição legal ou impedimento que<br />

possa ser utiliza<strong>da</strong>?<br />

MÁRCIO ACCORSI – Não, não existe. E como eu falei aqui, a faixa <strong>de</strong> servidão, ela fica,<br />

ela é <strong>do</strong> proprietário, o proprietário <strong>da</strong> terra continua com aquela proprie<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong>quela<br />

faixa, ele po<strong>de</strong> inclusive transitar, evi<strong>de</strong>ntemente não vai po<strong>de</strong>r passar com equipamentos<br />

muito pesa<strong>do</strong>s, uma restrição tem nesse senti<strong>do</strong>. Agora, se precisar por exemplo, em<br />

algum momento passar uma rua, atravessar uma adutora, ou qualquer outro<br />

empreendimento, ele vai entrar em contato com a Petrobras, e a Petrobras vai indicar<br />

qual é o procedimento para fazer isso. Então é possível, não há impedimento assim legal,<br />

mas tem que ter sempre a autorização a Petrobras. Na faixa <strong>de</strong> servidão normal, como eu<br />

falei, <strong>do</strong> proprietário, não, ele vai transitar ali, inclusive com trator, com carro, com veículo,<br />

sem problema, só na vai po<strong>de</strong>r por exemplo um equipamento <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> porte, um<br />

caminha pesa<strong>do</strong>, carrega<strong>do</strong>, mas isso tu<strong>do</strong> é indica<strong>do</strong> para o proprietário na época <strong>da</strong><br />

escritura, o que po<strong>de</strong>, e o que não po<strong>de</strong>. Além aquilo que está estabeleci<strong>do</strong>, ele teria que<br />

entrar em contato com a Petrobras, para po<strong>de</strong>r pegar autorização para algum outro tipo<br />

<strong>de</strong> travessia, <strong>de</strong> passagem pela faixa.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Outra pergunta <strong>do</strong> Maurício ain<strong>da</strong>. De mo<strong>do</strong> a promover o<br />

or<strong>de</strong>namento urbano e a mobili<strong>da</strong><strong>de</strong> no município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, pergunto se seria<br />

possível a construção <strong>de</strong> uma via <strong>de</strong> acesso ao longo esses dutos a serem instala<strong>do</strong>s,<br />

inclusive com a reeducação <strong>do</strong> trecho já existente até a BR-116, pois além <strong>de</strong> facilitar o<br />

acesso para manutenção e construção <strong>de</strong>stes, permitirá a ligação <strong>do</strong> Comperj com a<br />

estra<strong>da</strong> Renato Costa <strong>de</strong> Mello, fazen<strong>do</strong> a ligação <strong>da</strong> BR-493 com a BR-116. Nesta<br />

mesma linha faço referência à estra<strong>da</strong> <strong>da</strong> adutora, que permitiria o acesso <strong>da</strong> RJ-122.<br />

Esses trechos, se interliga<strong>do</strong>s, serão <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> importância para promover o a<strong>de</strong>qua<strong>do</strong><br />

or<strong>de</strong>namento urbano, diminuin<strong>do</strong> o a<strong>de</strong>nsamento populacional em diversos pontos,<br />

aumentan<strong>do</strong> a mobili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> município, e não menos importante, aumentan<strong>do</strong> a<br />

logística para qualquer empreendimento <strong>da</strong> região. É importante lembrar que no caso<br />

essas obras não serem realiza<strong>da</strong>s, o tráfego pesa<strong>do</strong> ocorrerá por entro <strong>do</strong> centro urbano<br />

<strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, e Vale <strong>da</strong>s Perinhas, causan<strong>do</strong> to<strong>do</strong>s os <strong>da</strong>nos e transtornos possíveis.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, eu já tinha menciona<strong>do</strong> que eventuais <strong>da</strong>nos que<br />

ocorrerem nas instalações, nas vias existentes, vão ser repara<strong>do</strong>s pela empresa que vai


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realizar a obra, e a Petrobras vai fiscalizar isso rigorosamente. Agora, a construção <strong>de</strong><br />

novas ruas, asfaltamento, melhorias, isso não é objeto <strong>da</strong> Petrobras, evi<strong>de</strong>ntemente que<br />

isso é atribuição <strong>do</strong> Po<strong>de</strong>r Público, a Petrobras não tem essa atribuição, e às vezes nem<br />

autorização, então não compete a Petrobras fazer isso.<br />

LUIZ HECKMAIER – Bom, tem outra pergunta aqui <strong>do</strong> Maurício que eu acho que já foi<br />

contempla<strong>da</strong> também, que é a questão relativa à compensação, é a seguinte: Sabemos<br />

<strong>da</strong> importância para o Comperj <strong>da</strong> instalação <strong>de</strong>sses dutos, sabemos também que a<br />

migração populacional que está ocorren<strong>do</strong>, e que aumentará ao longo <strong>de</strong>sse perío<strong>do</strong> até<br />

a finalização <strong>do</strong> empreendimento, assim pergunto se existe algum projeto para<br />

contemplar o município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> com a construção <strong>de</strong> re<strong>de</strong> <strong>de</strong> esgoto para a região<br />

próxima ao Comperj, em especial Vila Olímpica, e Vale <strong>da</strong>s Pedrinhas, e adução <strong>de</strong>sse<br />

esgoto sanitário in natura para o ramal que corta Itaboraí e Maricá, <strong>de</strong>sembocan<strong>do</strong> no<br />

oceano?<br />

CARLOS TREVIA – Como eu mencionei já anteriormente, a Petrobras, ela não po<strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>finir esses projetos, no caso <strong>do</strong> projeto <strong>de</strong> estra<strong>da</strong>s, que foi pergunta<strong>do</strong> anteriormente,<br />

é uma atribuição <strong>do</strong> governo estadual, a Petrobras está apoian<strong>do</strong> o fórum Comperj, é um<br />

fórum on<strong>de</strong> são discuti<strong>da</strong>s essas questões. E o <strong>Governo</strong> <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong> através <strong>da</strong> Secretaria<br />

<strong>de</strong> Desenvolvimento Regional, o secretário Felipe Peixoto é que está tocan<strong>do</strong> esses<br />

estu<strong>do</strong>s, esse Plano Regional, esse or<strong>de</strong>namento regional é feito pelo Esta<strong>do</strong>, a<br />

Petrobras apóia, e junto com, apóia também que o Conleste discuta, participe, os<br />

municípios participem, as Agen<strong>da</strong>s 21 também sejam estrutura<strong>da</strong>s e participem, é isso<br />

que a Petrobras po<strong>de</strong> fazer e está fazen<strong>do</strong>, agora,os projetos são <strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s pelo esta<strong>do</strong><br />

nesse caso <strong>de</strong> estra<strong>da</strong>s. E como eu falei também, no caso <strong>de</strong> saneamento, que foi a<br />

pergunta agora, os projetos tem que ser propostos pelos municípios e pelo Esta<strong>do</strong>. Uma<br />

vez propostos, a Petrobras está apoian<strong>do</strong> que eles busquem recursos públicos para<br />

serem implanta<strong>do</strong>s junto com o BNDES, com a Caixa Econômica, tem o PAC <strong>do</strong> Conleste<br />

que está sen<strong>do</strong> busca<strong>do</strong> pelos municípios <strong>do</strong> Conleste, para trazer recursos para a<br />

região. Então a Petrobrás aju<strong>da</strong> nessa interlocução, mas ela não po<strong>de</strong> fazer esses<br />

projetos, e não é ela que <strong>de</strong>fine esses projetos.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! Outra pergunta <strong>do</strong> Maurício ain<strong>da</strong>. Com relação ao Comperj<br />

como um to<strong>do</strong>, pouco sabemos em quanto a economia <strong>do</strong> município será implementa<strong>da</strong>,<br />

em especial pela elevação <strong>do</strong>s royalties, não sen<strong>do</strong> apresenta<strong>do</strong> qualquer <strong>da</strong><strong>do</strong>


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estatístico sobre o montante a ser incrementa<strong>do</strong>. Quanto ao incremento <strong>de</strong> novas ofertas<br />

<strong>de</strong> emprego, sabemos que pouco alterou a situação <strong>da</strong> empregabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> ren<strong>da</strong> per<br />

capta, até porque a Petrobras e as suas contrata<strong>da</strong>s não po<strong>de</strong>m, por força <strong>da</strong><br />

constituição, fazer reserva <strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra para este ou aquele município. Assim pergunto<br />

se é possível a Petrobras realizar um levantamento sobre esse assunto, <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a <strong>da</strong>r<br />

subsídios para que os gestores municipais possam se preparar para li<strong>da</strong>r com essa nova<br />

situação, po<strong>de</strong>n<strong>do</strong> fazer um balanço sobre os possíveis ativos e passivos que estão por<br />

vir, e com base nesse parecer trabalhar em conjunto com o Esta<strong>do</strong> e União, <strong>de</strong> forma a<br />

promover o equilíbrio e o <strong>de</strong>senvolvimento sustentável <strong>do</strong> nosso município. Então na<br />

ver<strong>da</strong><strong>de</strong> o quê que ele pe<strong>de</strong>? Ele pe<strong>de</strong> que seja feito então um levantamento <strong>da</strong> reserva<br />

<strong>de</strong> mão <strong>de</strong> obra, é relativo a isso. Ele fala, é <strong>do</strong> complexo Maurício, que você fala?<br />

MAURÍCIO ABREU – Com a implantação <strong>do</strong> Comperj com City Gates, você vai ter uma<br />

elevação na captação <strong>do</strong>s royalties, e não tem nenhum levantamento estatístico<br />

informan<strong>do</strong> a previsão <strong>de</strong> em quanto será eleva<strong>do</strong>. Então se isso fosse feito, os gestores<br />

municipais po<strong>de</strong>riam fazer uma avaliação se vão ter um ativo nessa proporção, e qual o<br />

passivo que está sen<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong> agora e previsto, para saber, e po<strong>de</strong>r or<strong>de</strong>nar essa<br />

balança <strong>de</strong> pagamentos.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok!<br />

CARLOS TREVIA – Um projeto que a Petrobras tem, que vem <strong>de</strong>s<strong>de</strong> 2007, e é contínuo,<br />

é <strong>de</strong> monitoramento <strong>do</strong>s indica<strong>do</strong>res socioeconômicos <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os municípios <strong>do</strong><br />

Conleste, e também os indica<strong>do</strong>res <strong>de</strong>mográficos. Esse projeto, esses estu<strong>do</strong>s são feitos<br />

para municiar, entregar aos municípios e ao Esta<strong>do</strong>, para que o Esta<strong>do</strong> e os municípios<br />

vejam os impactos que estão ocorren<strong>do</strong>, a evolução <strong>do</strong>s seus indica<strong>do</strong>res, e possam<br />

pensar em políticas públicas para os seus municípios. Esse é um projeto que inclui aí a<br />

evolução <strong>do</strong> PIB, enfim, <strong>da</strong> ren<strong>da</strong> <strong>do</strong>s municípios.<br />

LUIZ HECKMAIER – Está respondi<strong>do</strong> Maurício? Bom, <strong>de</strong> qualquer maneira essa<br />

<strong>do</strong>cumentação será passa<strong>da</strong> para a Petrobras,e eu vou pedir a Petrobras que respon<strong>da</strong><br />

então por favor ao Maurício, ok? Ele faz outra pergunta, é o seguinte: Com relação à<br />

capitação, ele fala, com relação a capitação realiza<strong>da</strong> pela CEDAE no Canal Imunana, e<br />

sua localização à jusante <strong>da</strong> passagem <strong>do</strong>s dutos, e mesmo consi<strong>de</strong>ran<strong>do</strong> to<strong>da</strong><br />

prevenção possível a ser realiza<strong>da</strong> pela Petrobras, como medi<strong>da</strong> alternativa, pergunto se


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seria possível a construção <strong>de</strong> um canal ou instalação <strong>de</strong> um sistema <strong>de</strong> duto a ser<br />

alimenta<strong>do</strong> por bombas, para que em caso <strong>de</strong> emergência possa ser utiliza<strong>do</strong> pela<br />

CEDAE? Faço essa in<strong>da</strong>gação, pois saben<strong>do</strong> o déficit existente <strong>de</strong> água na região, e em<br />

caso <strong>de</strong> aci<strong>de</strong>nte, o tempo que se leva para regularizar a situação, o problema se<br />

transformaria em caso <strong>de</strong> calami<strong>da</strong><strong>de</strong> pública, já que pelo menos 3 milhões <strong>de</strong> pessoas<br />

ficariam sem água por dia. Então, na ver<strong>da</strong><strong>de</strong>, é uma intervenção junto ao Canal <strong>do</strong><br />

Imunana, lá no sistema <strong>de</strong> abastecimento <strong>de</strong> água, lá na região <strong>de</strong> Niterói, São Gonçalo e<br />

<strong>de</strong>ssa parte. Eu sei <strong>de</strong> alguma obras que estão sen<strong>do</strong> conduzi<strong>da</strong>s pela Secretaria junto<br />

com a Petrobras, eu não sei informar <strong>de</strong>talhes, mas eu sei que está sen<strong>do</strong> realiza<strong>do</strong><br />

algum tipo <strong>de</strong> trabalho, mesmo porque não é <strong>da</strong> minha área <strong>de</strong> trabalho, mas eu sei que<br />

está sen<strong>do</strong> feito um levantamento e um projeto nesse senti<strong>do</strong>. Não sei se os colegas, as<br />

pessoas aqui <strong>da</strong> Petrobras po<strong>de</strong>m <strong>da</strong>r esse tipo <strong>de</strong> informação nesse momento.<br />

MÁRCIO ACCORSI – Olha só, com relação ao Sistema Dutoviário, a única interferência<br />

que existe é a travessia <strong>do</strong>s rios Macacu e Guapi-açu, conforme já informamos aqui no<br />

início <strong>da</strong> apresentação. Então, as únicas questões são essas, com relação ao Canal <strong>de</strong><br />

Imunana, não tem nenhuma interferência esse Sistema Dutoviário, está certo, então isso<br />

aí seria um assunto a ser trata<strong>do</strong> em outro fórum.<br />

MAURÍCIO ABREU – Perdão, o questionamento não é esse, o questionamento é que<br />

mesmo com to<strong>da</strong> a prevenção Poe ocorrer um vazamento, caso isso ocorra, seria<br />

possível, a passagem, a travessia nos rios será a montante <strong>da</strong> capitação <strong>do</strong> Imunana, se<br />

não seria possível a gente fazer algum sistema preventivo para que possa ser feita a<br />

adução via bomba mecânica, para puxar água acima <strong>de</strong>sse trecho <strong>da</strong> passagem. Porque<br />

eu sei que a Petrobras tomará to<strong>do</strong>s os cui<strong>da</strong><strong>do</strong>s para que não ocorra um vazamento,<br />

mas se ocorrer, o déficit já é muito alto, e até resolver o problema <strong>de</strong> um vazamento, você<br />

po<strong>de</strong> contar aí pelo menos 3, 4 dias para fazer essa contenção <strong>de</strong>sse vazamento, e 3, 4<br />

dias, como não existem reservatórios para aten<strong>de</strong>r a essa população, fican<strong>do</strong> apenas o<br />

reservatório <strong>de</strong> Itunaíba aten<strong>de</strong>n<strong>do</strong> parte <strong>de</strong> São Gonçalo e Niterói, vai se tornar um caso<br />

<strong>de</strong> calami<strong>da</strong><strong>de</strong> pública. Então se fosse possível construir um sistema <strong>de</strong> adução acima<br />

<strong>de</strong>sse trecho <strong>de</strong> passagem, seria uma ação preventiva.<br />

FÁBIO AMARAL – A sua pergunta é muito boa, e a gente já tinha já antecipa<strong>do</strong> a<br />

possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong>la acontecer. Os estu<strong>do</strong>s que nós fizemos, ele diz que essa possibili<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

<strong>de</strong> uma catástrofe <strong>de</strong>sse tamanho é muito pequena,porque os dutos, eles tem uma


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consistência mecânica muito gran<strong>de</strong>, quer dizer, para eles se romperem é muito, muito<br />

difícil, e na travessia <strong>do</strong>s rios, eles ain<strong>da</strong> tem uma proteção extra <strong>de</strong> concreto. O<br />

monitoramento <strong>de</strong>sses dutos é um monitoramento bastante eficiente, a Petrobras evoluiu<br />

muito no seu sistema <strong>de</strong> monitoramento. Além disso nós temos válvulas <strong>de</strong> bloqueio que<br />

impediriam que gran<strong>de</strong> parte, ou que a maior parte, ou a quase totali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> inventário <strong>de</strong><br />

produtos que tivessem no duto conseguissem escorrer para os rios, e além disso a gente<br />

ain<strong>da</strong> tem, a gente ain<strong>da</strong> conta em última análise com um sistema <strong>de</strong> proteção e controle<br />

<strong>de</strong>sses vazamentos. Mas é claro que existe um plano <strong>de</strong> emergência, esse plano <strong>de</strong><br />

emergência, ele é apresenta<strong>do</strong> ao INEA, e vai ser objeto obviamente <strong>de</strong> uma discussão<br />

com o INEA, e obviamente a gente vai garantir que esse tipo <strong>de</strong> ocorrência não exista.<br />

(Pessoa Falan<strong>do</strong> sem Microfone)<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! A outra pergunta <strong>do</strong> Maurício é a penúltima. Eu gostaria <strong>de</strong> ser<br />

informa<strong>do</strong> se o Comperj pensa em oferecer algum outro tipo <strong>de</strong> compensação <strong>de</strong> mo<strong>do</strong> a<br />

mitigar os impactos previstos? Algum outro tipo <strong>de</strong> compensação ao município. É isso<br />

Maurício?<br />

MAURÍCIO ABREU – Como re<strong>de</strong> <strong>de</strong> drenagem para aten<strong>de</strong>r a região <strong>do</strong> Vale <strong>da</strong>s<br />

Pedrinhas, Várzea Alegre.<br />

CARLOS TREVIA – Como foi cita<strong>do</strong> aqui, além <strong>de</strong>sse apóio que a Petrobrás dá a essa<br />

articulação para que os entes públicos, o governo fe<strong>de</strong>ral, o governo estadual, e o<br />

governo municipal elaborem projetos, e os projetos possam ser apoia<strong>do</strong>s, e possa ter<br />

recursos, a Petrobras também possui os seus programas <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> social,<br />

como eu citei aqui o Desenvolvimento <strong>de</strong> Ci<strong>da</strong><strong>da</strong>nia, que através <strong>de</strong>le são apoia<strong>do</strong>s<br />

projetos propostos aí pelos municípios, por ONGs, enfim, eles <strong>de</strong>vem ser enquadra<strong>do</strong>s<br />

nas políticas <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> social <strong>da</strong> Petrobras, e uma vez enquadra<strong>do</strong>s, eles<br />

po<strong>de</strong>m ser apoia<strong>do</strong>s também.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! O Maurício, <strong>de</strong>pois ele faz a pergunta. É o seguinte,<br />

gostaríamos <strong>de</strong> ser informa<strong>do</strong>s <strong>do</strong> praz legal para inclusão <strong>de</strong> outras in<strong>da</strong>gações e<br />

questionamentos, e on<strong>de</strong> po<strong>de</strong>remos solicitar cópia <strong>da</strong> ata <strong>de</strong>ssa reunião? Como eu já<br />

disse aqui no início <strong>da</strong> segun<strong>da</strong> fase <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong>, nós temos ain<strong>da</strong> mais 10 dias, os<br />

senhores terão mais 10 dias para fazerem perguntas e encaminharem à CECA ou ao


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INEA sobre o empreendimento. Quanto à ata, uma mini ata estará sen<strong>do</strong> prepara<strong>da</strong> em<br />

três dias, ela estará disponível no site <strong>da</strong> CECA, um resumo <strong>de</strong>ssa reunião, e <strong>de</strong>pois<br />

então a ata mesmo, ela po<strong>de</strong>rá ser solicita<strong>da</strong> diretamente na CECA. Como foi o caso,<br />

como você já manifestou o seu interesse em receber a cópia <strong>da</strong> ata, a CECA po<strong>de</strong>rá<br />

man<strong>da</strong>r diretamente a ata para você,já que você <strong>de</strong>ixou registra<strong>do</strong> o seu en<strong>de</strong>reço aqui,<br />

ok!<br />

Muito bem, temos mais duas perguntas, uma aqui agora <strong>do</strong> senhor Luís Carlos, cadê o<br />

senhor Luís Carlos? Está ali. Pergunta o seguinte: Educação Ambiental Compensatória.<br />

Gostaríamos <strong>de</strong> saber se o INEA já <strong>de</strong>terminou quais são as áreas que serão arboriza<strong>da</strong>s<br />

para a área <strong>do</strong> Comperj? Quantas mil mu<strong>da</strong>s serão utiliza<strong>da</strong>s <strong>de</strong> forma compensatória?<br />

Senhor Luís Carlos, nós ain<strong>da</strong> não <strong>de</strong>terminamos isso, porque isso vai <strong>de</strong>pen<strong>de</strong>r ain<strong>da</strong> <strong>da</strong><br />

conclusão <strong>do</strong>s estu<strong>do</strong>s que estão sen<strong>do</strong> feitos, quer dizer, assim que tiver si<strong>do</strong> feito o<br />

trabalho nós vamos <strong>de</strong>terminar quais são essas áreas, e os senhores será informa<strong>do</strong>s.<br />

Então essa é a pergunta, está? Pois não, um microfone aí para o senhor Luís Carlos por<br />

favor.<br />

LUÍS CARLOS – A gente sabe que essas mu<strong>da</strong>s tem um prazo, tem um tempo, então <strong>de</strong><br />

uma hora para outra se for precisar <strong>da</strong>s mu<strong>da</strong>s, aí nós não vamos ter, aí nós vamos ter<br />

que trazer <strong>de</strong> outro esta<strong>do</strong>, então tem que haver um prazo bastante longo, até porque as<br />

mu<strong>da</strong>s tem que ser climatiza<strong>da</strong>s para serem coloca<strong>da</strong>s no local. Então quanto mais tempo<br />

<strong>de</strong>morar, mais difícil vai ser <strong>de</strong> colocar as mu<strong>da</strong>s <strong>da</strong> própria região, então esse prazo não<br />

po<strong>de</strong>, porque as obras começam quan<strong>do</strong>? Então tem que ter um prazo bastante longo<br />

para que essas mu<strong>da</strong>s sejam produzi<strong>da</strong>s nas locali<strong>da</strong><strong>de</strong>s que estão sen<strong>do</strong> agredi<strong>da</strong>s<br />

pelos dutos.<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza, olha só. Nós to<strong>do</strong>s aqui estamos interessa<strong>do</strong>s com o<br />

meio ambiente, to<strong>do</strong>s nós aqui estamos preocupa<strong>do</strong>s com o mesmo sentimento que o<br />

senhor está se expressan<strong>do</strong>, quer dizer, para nós quanto mais ce<strong>do</strong> essas mu<strong>da</strong>s forem<br />

planta<strong>da</strong>s, e nós pu<strong>de</strong>rmos utilizar, melhor para o meio ambiente. Então o quê acontece?<br />

Nós estamos ain<strong>da</strong> numa fase <strong>da</strong> Licença Prévia, quer dizer, não está na<strong>da</strong> <strong>de</strong>termina<strong>do</strong><br />

ain<strong>da</strong> on<strong>de</strong> vai ser feito, isso porque nós temos a seguinte fase, a fase seguinte será a <strong>da</strong><br />

Licença <strong>de</strong> Instalação, então nessa fase é que então, é que serão <strong>de</strong>fini<strong>do</strong>s os locais, a<br />

quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> mu<strong>da</strong>s, tu<strong>do</strong> isso será <strong>de</strong>fini<strong>do</strong> nessa fase, quer dizer, então <strong>de</strong>mora ain<strong>da</strong><br />

um pouco para nós <strong>de</strong>finirmos. A nossa preocupação, que é a sua também, é que a gente<br />

possa sair plantan<strong>do</strong>, semean<strong>do</strong> aí, para a gente ver o Esta<strong>do</strong>, recuperar to<strong>da</strong> essa sua


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área <strong>de</strong>gra<strong>da</strong><strong>da</strong> que está sen<strong>do</strong> implanta<strong>da</strong>. Então a gente concor<strong>da</strong> exatamente com a<br />

sua preocupação.<br />

LUÍS CARLOS – A nossa preocupação é que essas mu<strong>da</strong>s sejam produzi<strong>da</strong>s nos<br />

municípios que estão sen<strong>do</strong> atingi<strong>do</strong>s pelos dutos, e que essas mu<strong>da</strong>s não venham <strong>de</strong><br />

São Paulo a preço <strong>de</strong> banana. A gente precisa que essas mu<strong>da</strong>s sejam produzias pelos<br />

trabalha<strong>do</strong>res <strong>da</strong>s regiões on<strong>de</strong> estão sen<strong>do</strong> atingi<strong>da</strong>s pelos dutos, e que essas mu<strong>da</strong>s<br />

não venham <strong>de</strong> outros esta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> Brasil.<br />

LUIZ HECKMAIER – Está registra<strong>da</strong> então a sua preocupação, obriga<strong>do</strong>.<br />

Bom, tem aqui o senhor Gilson que faz uma pergunta sobre gás, cadê o seu Gilson? O<br />

Gilson está aí? Gilson França <strong>do</strong>s Santos está aí? Helion, <strong>de</strong>sculpe, Helion. Cadê o<br />

Helion, on<strong>de</strong> é que estão Helion? Dá o microfone lá para ele por favor, ele está<br />

preocupa<strong>do</strong> lá com o resíduo. Qual a sua preocupação Helion?<br />

HELION FRANÇA – Bom, eu acho o seguinte, o que eu tinha para perguntar to<strong>do</strong>s já<br />

falaram, mas o lance é o seguinte, primeiro, porque é igual aquela historinha, se o<br />

pedreiro não tiver a carteirinha <strong>da</strong> Petrobras, ele não vai trabalhar com 3 anos <strong>de</strong><br />

profissional, isso aí eu acho ridículo, capacitar um cara que já é pedreiro há 30 anos,<br />

como? Tem que ter o garoto, uma vez man<strong>da</strong>ram curso para aqui, para garoto <strong>de</strong> 16 anos<br />

para 18 para ser pedreiro. Segun<strong>do</strong> é a questão <strong>de</strong> gás. O lixo produzi<strong>do</strong> vai virar gás,<br />

isso é energia, isso é problema <strong>da</strong> Petrobras, não é? Quer dizer, a comuni<strong>da</strong><strong>de</strong> po<strong>de</strong><br />

produzir os seus resíduos e virar gás, e isso na foi cita<strong>do</strong> aí pela parte ambiental na<br />

pesquisa. Talvez não seja nem o assunto, seja uma coisa mais profun<strong>da</strong>, é isso que eu<br />

queria saber. Vai aproveitar essa energia futurística que o mun<strong>do</strong> inteiro está usan<strong>do</strong>, que<br />

é o seu próprio esgoto, o seu próprio lixo para produzir a sua própria energia? É só isso<br />

que eu queria saber, não é muito profun<strong>do</strong>, mas só uma pergunta à Petrobras.<br />

LUIZ HECKMAIER – Ok! A Petrobras quer respon<strong>de</strong>r?<br />

HELION FRANÇA – Tem algum projeto nessa linha? Se não tiver também eu <strong>de</strong>ixo o meu<br />

e-mail, e quan<strong>do</strong> tiver a resposta eu aceito.<br />

LUIZ HECKMAIER – Olha só, eu posso aju<strong>da</strong>r a resposta. É o seguinte, to<strong>do</strong>s os<br />

senhores estão saben<strong>do</strong> que está sen<strong>do</strong> encerra<strong>do</strong> o aterro sanitário <strong>de</strong> Gramacho, e o


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gás produzi<strong>do</strong> no aterro <strong>de</strong> Gramacho está sen<strong>do</strong> aproveita<strong>do</strong> pela Petrobras, quer dizer,<br />

o aterro sanitário é uma fonte <strong>de</strong> geração <strong>de</strong> energia, uma fonte <strong>de</strong> geração <strong>de</strong> gás, o gás<br />

<strong>de</strong> Gramacho está sen<strong>do</strong> aproveita<strong>do</strong> pela própria Petrobrás. O gás <strong>do</strong> CTR <strong>de</strong> Nova<br />

Iguaçu está sen<strong>do</strong> também aproveita<strong>do</strong>. Quer dizer que então a utilização <strong>do</strong><br />

aproveitamento <strong>de</strong> gás <strong>do</strong> lixo, <strong>de</strong> uma forma geral quan<strong>do</strong> é um lixo, quan<strong>do</strong> é um aterro<br />

sanitário, ou seja, na é um lixão, um aterro sanitário, que ele tem to<strong>do</strong>s os seus sistemas<br />

<strong>de</strong> capitação e aproveitamento <strong>de</strong> gás, ele po<strong>de</strong> e <strong>de</strong>ve ser utiliza<strong>do</strong>. O senhor tem to<strong>da</strong><br />

razão na sua preocupação. Eu não sei como é que está a situação agora aqui, <strong>da</strong><br />

situação <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, mas se <strong>Guapimirim</strong> tiver, ou a região to<strong>da</strong> aqui tiver um aterro<br />

sanitário que possa ser o gás produzi<strong>do</strong>, com certeza ele <strong>de</strong>ve ser aproveita<strong>do</strong> pelos<br />

usuários. Não sei se basicamente é isso.<br />

HELION FRANÇA – Está ótimo a pergunta. Mas o lance é o seguinte, o problema é que<br />

isso <strong>da</strong>í é energia, a gente não vai esperar o município fazer, mesmo porque ele não tem<br />

nem verba, ele vai fazer aterro. E quan<strong>do</strong> você entra com um projeto,os empresários<br />

entram com um projeto, batem <strong>de</strong> frente com a Petrobrás, porque é energia, bate <strong>de</strong><br />

frente às vezes com o seu órgão, bate <strong>de</strong> frente com a Câmara <strong>de</strong> verea<strong>do</strong>res para<br />

montar uma cooperativa, quer dizer, o meu cabelo está assim por causa <strong>de</strong> uma<br />

cooperativa que os caras não fazem entro <strong>do</strong> município, e a lei <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> município virou<br />

lei fe<strong>de</strong>ral, o Lula foi lá, tem que tratar <strong>do</strong>s seus resíduos. Como? Quer dizer, então é só<br />

uma pergunta, isso não é problema nosso, é problema <strong>da</strong> Petrobras. Ela tem, ou o<br />

Esta<strong>do</strong>, ou o senhor mesmo, o senhor está representan<strong>do</strong> o Esta<strong>do</strong>, não é? Tem algum<br />

projeto para a gente aproveitar essa energia, e quan<strong>do</strong> esse bon<strong>de</strong> passar, a gente não<br />

ficar lá atrás? Ver só o bon<strong>de</strong> passan<strong>do</strong>, e a Alemanha está usan<strong>do</strong> o lixo <strong>do</strong> esgoto. Os<br />

lixões não existem mais, eles pegam o lixo e já vira logo gás. Quer dizer, é para o senhor<br />

mesmo também, o Esta<strong>do</strong> tem esse projeto?<br />

LUIZ HECKMAIER – Tem, projeto tem, com certeza.<br />

HELION FRANÇA – Somos 92 municípios, só aqui é 40 tonela<strong>da</strong>s <strong>de</strong> lixo por dia,<br />

quantos milhões <strong>de</strong> reais isso não dá por mês?<br />

LUIZ HECKMAIER – Helion, olha só, essa pergunta na ver<strong>da</strong><strong>de</strong> não é objeto <strong>de</strong>ssa<br />

audiência aqui, mas eu vou respon<strong>de</strong>r para o senhor. É o seguinte, o Esta<strong>do</strong>, ele está<br />

implantan<strong>do</strong> diversos sistemas <strong>de</strong> tratamento <strong>de</strong> resíduos sóli<strong>do</strong>s urbanos através <strong>de</strong>


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consórcios, estão sen<strong>do</strong> implanta<strong>do</strong>s diversos aterros sanitários justamente para acabar<br />

com os lixões e aproveitamento <strong>do</strong> gás, é lógico que isso aí envolve uma questão enorme<br />

<strong>de</strong> verbas, envolve ci<strong>da</strong><strong>da</strong>nia, envolve outras questões liga<strong>da</strong>s diretamente aos nossos<br />

próprios hábitos também. Quer dizer, o que eu posso lhe respon<strong>de</strong>r é que está sim, existe<br />

uma preocupação <strong>da</strong> Secretaria <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong> Meio Ambiente em implantação <strong>de</strong><br />

sistemas <strong>de</strong> tratamento <strong>de</strong> resíduos sóli<strong>do</strong>s, ok.<br />

HELION FRANÇA – Obriga<strong>do</strong>. Sem contar que nós ganhamos os créditos <strong>de</strong> carbono<br />

com essa história.<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza.<br />

HELION FRANÇA – Ganha to<strong>do</strong> mun<strong>do</strong>, ganha a população em emprego, ganha a gente<br />

com o crédito <strong>de</strong> carbono, eu acho que to<strong>do</strong> mun<strong>do</strong> ganha, inclusive a população.<br />

Obriga<strong>do</strong>, <strong>de</strong>sculpe aí o incômo<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Com certeza, está registra<strong>do</strong>, obriga<strong>do</strong> então, até logo, obriga<strong>do</strong>.<br />

Bom, agora temos aqui um pedi<strong>do</strong> <strong>de</strong> uso <strong>da</strong> palavra <strong>do</strong> Manoel Figueire<strong>do</strong>. Cadê o<br />

Manoel? Por favor, podia passar o microfone para ele. Ele apresentou aqui um<br />

<strong>do</strong>cumento, está aqui o <strong>do</strong>cumento, ele quer ler o <strong>do</strong>cumento <strong>de</strong>le.<br />

MANOEL FIGUEIREDO – Obriga<strong>do</strong> pela atenção, que é isso. Senhores, para ler e<br />

enten<strong>de</strong>r esse RIMA <strong>de</strong>sse dutoviário, eu tive que me socorrer ao RIMA <strong>de</strong> 2008, que é o<br />

que contempla o Comperj como um to<strong>do</strong>, por exemplo, é que eu <strong>de</strong>ixei ali, mas na página<br />

138 <strong>do</strong> RIMA <strong>de</strong> 2008, <strong>de</strong>ixa concreto <strong>de</strong> que to<strong>do</strong>s os efeitos adversos oriun<strong>do</strong>s <strong>do</strong><br />

Comperj que envolvam o município, é <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> município. Então eu ouvi<br />

muitas perguntas que a Petrobras po<strong>de</strong> até aju<strong>da</strong>r, mas está claro que essa licença para o<br />

Comperj já foi concedi<strong>da</strong>. É problema <strong>do</strong> município, o município não está prepara<strong>do</strong>, os<br />

municípios <strong>de</strong> um mo<strong>do</strong> geral pensam que a Petrobras é uma vaca leiteira, ela não é, ela<br />

na produz leite, ela produz, ou melhor, ela fura o solo e tira petróleo, e produz <strong>de</strong>riva<strong>do</strong>s<br />

<strong>de</strong> petróleo. Então é importante que a gente cobre <strong>do</strong> setor público as suas<br />

responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong>s. Mas vamos lá, bom, dividi a minha pergunta aqui em três etapas,<br />

primeiro faço uma breve análise <strong>de</strong> que, primeiro, esse dutoviário que está passan<strong>do</strong><br />

<strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> nosso território <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, já vem ocorren<strong>do</strong> em 12 km, os três dutoviários.<br />

Essa audiência pública em linhas gerais, é tão somente para permitir a licença ambiental


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para passagem <strong>de</strong> 6 outros dutos, porque três já foram concedi<strong>do</strong>s, utilizan<strong>do</strong><br />

praticamente o mesmo percurso anterior, geran<strong>do</strong> durante a obra 276 empregos, é isso<br />

que isso vai gerar, a rigor essa é uma licença <strong>de</strong> pequena monta. A segun<strong>da</strong> etapa, vamos<br />

ser realistas, a obra é pequena, o impacto ambiental e outros já foram analisa<strong>do</strong>s<br />

anteriormente, na <strong>Audiência</strong> anterior <strong>do</strong>s 3 primeiros dutos, e as licenças ambientais já<br />

foram concedi<strong>da</strong>s, portanto a possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> e uma reviravolta é muito pequena, até porque<br />

eles vão utilizar o mesmo percurso, gran<strong>de</strong> parte <strong>do</strong> mesmo percurso. Afinal nos resta<br />

apenas, no caso <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, cobrar <strong>do</strong> Comperj e <strong>da</strong> Petrobras a garantia <strong>do</strong>s<br />

empregos temporários para a região em particular <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, visto que em 2008,<br />

portanto antes <strong>do</strong> Planceq e <strong>do</strong> Plantec, foram capacita<strong>do</strong>s em nosso município pelo<br />

sistema Comperj e Petrobras, Fun<strong>da</strong>ção Granrio, Firjan, SENAI, e Núcleo <strong>de</strong> Ativi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />

São Gonçalo, aproxima<strong>da</strong>mente 80 trabalha<strong>do</strong>res na área <strong>de</strong> construção civil, e que até o<br />

momento sequer foram chama<strong>do</strong>s para uma simples entrevista, isso foi em 2008. Para<br />

garantir esses empregos bastaria que a Petrobras colocasse nos seus contratos com as<br />

empreiteiras, nos anexos 5 e 6, que tratam <strong>da</strong> questão <strong>da</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> social, a<br />

exigência preferencial <strong>de</strong> utilização <strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra local. Eu tenho um anexo <strong>da</strong>s 80<br />

pessoas, <strong>de</strong>pois vou passar para a direção. É claro que os senhores vão dizer, a<br />

Petrobras na po<strong>de</strong> impor. É ver<strong>da</strong><strong>de</strong>, não seria constitucional, mas eu <strong>de</strong>safio qualquer<br />

empresa a afrontar esta mega empresa chama<strong>da</strong> Petrobras, se ela disser eu quero, ou<br />

melhor, eu acho melhor vocês contratarem <strong>da</strong>quela locali<strong>da</strong><strong>de</strong>. Ela vai fazer isso, até<br />

porque na é um gran<strong>de</strong> problema, e eu estou falan<strong>do</strong> <strong>de</strong> 80 trabalha<strong>do</strong>res já capacita<strong>do</strong>s,<br />

que levaram 4 meses sen<strong>do</strong> treina<strong>do</strong>s pelo núcleo <strong>de</strong> treinamento lá <strong>de</strong> São Gonçalo.<br />

Não é gente que ain<strong>da</strong> vai ser capacita<strong>da</strong> não. Então eu gostaria que fosse garanti<strong>do</strong> pelo<br />

menos a entrevista <strong>de</strong>ssas pessoas, e conseqüente emprego <strong>de</strong> pelo menos parte<br />

significativa <strong>de</strong> 50% no mínimo <strong>de</strong>ssa mão <strong>de</strong> obra. Terceiro item, e aí a gente tem que<br />

chamar a responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> principalmente <strong>de</strong> vocês mora<strong>do</strong>res <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>, é muito<br />

importante isso que eu vou dizer para vocês, refere-se ao setor público municipal,<br />

particularmente à Prefeitura Municipal <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>. Hoje o orçamento aprova<strong>do</strong> pela<br />

Câmara no exercício <strong>de</strong> 2011 <strong>da</strong> prefeitura, é <strong>de</strong> 126 milhões. Alguém sabia disso aqui? O<br />

silêncio é sepulcral, poucas pessoas sabem disso. Então o orçamento é 126 milhões para<br />

o exercício <strong>de</strong> 2011, <strong>do</strong>s quais 45% sã oriun<strong>do</strong>s <strong>do</strong>s royalties, segun<strong>do</strong> o sau<strong>do</strong>so<br />

secretário <strong>do</strong> governo municipal, Nelson <strong>do</strong> Posto, informou naquela campanha contra a<br />

emen<strong>da</strong> <strong>do</strong> Ibsen Pinheiro, que essa verba representava naquela oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong> 45%.<br />

Observem os senhores o seguinte, que 126 milhões é orçamento para o município <strong>de</strong><br />

médio e <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> porte, que não é o caso <strong>de</strong> Guapi, Guapi tem uma baixa <strong>de</strong>nsi<strong>da</strong><strong>de</strong>


1930<br />

1935<br />

1940<br />

1945<br />

1950<br />

1955<br />

1960<br />

<strong>de</strong>mográfica, ou seja, uma pequena população. Isso porque no momento só três dutos<br />

passam em <strong>Guapimirim</strong>, representan<strong>do</strong> essa montanha <strong>de</strong> dinheiro.Acompanhem o<br />

raciocínio, se 3 dutos representam 45% <strong>do</strong> orçamento <strong>do</strong> município, quanto representará<br />

6 novos dutos? Representará 90% <strong>do</strong> orçamento. Portanto quanto representará o total<br />

<strong>do</strong>s dutos, que são 9? Representará 135% hoje <strong>do</strong> município. Mais <strong>do</strong> que o orçamento,<br />

ou seja, mais <strong>do</strong> que 35% <strong>do</strong> orçamento. Conclusão, o problema <strong>de</strong> Guapi não é a falta<br />

<strong>de</strong> dinheiro, é sim o excesso <strong>de</strong> dinheiro. O que temos que <strong>de</strong>bater é para on<strong>de</strong> foi esse<br />

dinheiro, ou para on<strong>de</strong> vai essa montanha <strong>de</strong> dinheiro. Diante <strong>de</strong>ste fato, e se faz<br />

necessário urgente que a Câmara aprove, e o Executivo acate a criação <strong>do</strong> orçamento<br />

participativo, contemplan<strong>do</strong> a participação <strong>do</strong> conjunto <strong>da</strong> socie<strong>da</strong><strong>de</strong> civil <strong>do</strong> município.<br />

Afinal, quais são as priori<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong>sse investimento, <strong>do</strong> investimento <strong>da</strong> prefeitura? O quê<br />

é mais importante, comprar um tomógrafo, montar um sistema <strong>de</strong> medicina <strong>de</strong> imagem<br />

para o hospital, e realizar uma medicina <strong>de</strong> média e <strong>de</strong> alta complexi<strong>da</strong><strong>de</strong>, ou montar uma<br />

pracinha? O quê é importante? Incorporar patrimônio ao povo <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> compran<strong>do</strong><br />

um tomógrafo, ou contratan<strong>do</strong> serviços <strong>de</strong> terceiros para realizar esses mesmos exames?<br />

Os governos são transitórios gente, mas a prefeitura é permanente. Hoje aqui o prefeito,<br />

Benedita, Joaquim, Manoel, seja lá quem for, mas a prefeitura é permanente, ela fica. Não<br />

se aluga, não se faz contrato e terceiros quan<strong>do</strong> se trata <strong>do</strong> patrimônio público, se<br />

comporá, porque se incorpora ao patrimônio <strong>do</strong> município, a povo <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>. Peço<br />

portanto ao presi<strong>de</strong>nte <strong>da</strong> <strong>Audiência</strong> presente, e aos membros, que os futuros repasses<br />

<strong>de</strong> royalties para o município, se possível, tenham <strong>de</strong>stinação específicas e claras, e que<br />

a sua aplicação seja objeto <strong>de</strong> rigoroso acompanhamento, fruto preferencial <strong>de</strong> orçamento<br />

participativo, e que a Petrobras crie mecanismos <strong>de</strong> acesso e <strong>de</strong> monitoramento <strong>de</strong><br />

aplicação <strong>de</strong>sses royalties, e forneça a socie<strong>da</strong><strong>de</strong> civil as ferramentas para auditagem,<br />

nós queremos saber para on<strong>de</strong> vai este dinheiro. Portanto é só isso que eu tenho a pedir<br />

à Petrobras, e à Presidência <strong>da</strong> Comissão <strong>de</strong> Ética.<br />

LUIZ HECKMAIER – Muito bem Manoel. Está registra<strong>do</strong> então, está encaminha<strong>do</strong> aqui o<br />

seu requerimento que vai ser incorpora<strong>do</strong> ao processo, e nós vamos então acatar as<br />

questões que você aqui disse, nós vamos respon<strong>de</strong>r ao seu questionamento, ok?<br />

Bom, agora eu vou passar, nós não recebemos mais nenhuma pergunta. Tem mais<br />

alguém que queira se manifestar, mais alguma pergunta? Nós estamos encerran<strong>do</strong> a fase<br />

<strong>de</strong> perguntas. Mas alguém gostaria <strong>de</strong> mais algum esclarecimento? Bom, eu vou então<br />

passar a palavra para o Secretário <strong>de</strong> Meio Ambiente <strong>do</strong> Município, o Eliel Silva Ramos,<br />

que ele vai então fazer algumas perguntas a Petrobras, e será então quan<strong>do</strong> nós


1965<br />

1970<br />

1975<br />

1980<br />

1985<br />

1990<br />

1995<br />

estaremos então encerran<strong>do</strong> a nossa audiência. Por gentileza o Secretário <strong>de</strong> Meio<br />

Ambiente.<br />

ELIEL SILVA – Boa noite! Eu prometo que serei rápi<strong>do</strong>, em função d adianta<strong>do</strong> <strong>da</strong> hora. A<br />

minha primeira pergunta foi feita pelo Frank, que seria a minha preocupação maior aqui<br />

na <strong>Audiência</strong> <strong>de</strong> hoje, não seria Nemo Meio Ambiente, porque isso aí está entregue aos<br />

eficientes técnicos <strong>do</strong> INEA, eu não tenho nenhuma preocupação quanto a isso. A minha<br />

preocupação maior era no âmbito social. A primeira pergunta foi feito por ele, e <strong>de</strong>pois eu<br />

teria uma outra pergunta. Qual programa em que <strong>Guapimirim</strong> será contempla<strong>do</strong> <strong>de</strong> fato?<br />

Porque até hoje, até o presente momento, o único programa que nós fomos contempla<strong>do</strong>s<br />

foi com a Agen<strong>da</strong> 21, porque pessoas que amam <strong>Guapimirim</strong>, voluntários sem nenhuma<br />

remuneração, com trabalho e afinco, conseguiram concluir a Agen<strong>da</strong> 21, é o único<br />

programa concluí<strong>do</strong> neste perío<strong>do</strong> <strong>de</strong> 2008 à 2011, foi a Agen<strong>da</strong> 21. Então isso aí, aí nós<br />

temos lá o Programa <strong>de</strong> Aceleração <strong>do</strong> Crescimento, PAC, na<strong>da</strong> para <strong>Guapimirim</strong>. Temos<br />

o Programa <strong>de</strong> Despoluição <strong>da</strong> Baía <strong>de</strong> Guanabara, que já morreu lá no nasce<strong>do</strong>uro, que<br />

o japonês man<strong>do</strong>u a primeira remessa <strong>de</strong> verba e não man<strong>do</strong>u mais. E tem aqui a<br />

expansão <strong>do</strong> metrô que <strong>de</strong>ve ir até São Gonçalo. Então a minha in<strong>da</strong>gação é essa aí. Eu<br />

vou continuar porque <strong>de</strong>pois já finalizo, e <strong>de</strong>ixo para finalizar aí com os senhores, aliás<br />

seria melhor respon<strong>de</strong>r essa aqui <strong>do</strong> programa, e <strong>de</strong>pois eu finalizar aqui com umas<br />

correções que eu preciso fazer. À Petrobras.<br />

CARLOS TREVIA – Eu não sei se eu entendi muito bem a pergunta. Quais programas<br />

são?<br />

ELIEL SILVA – É, quais os programas que <strong>Guapimirim</strong> estará contempla<strong>do</strong> <strong>de</strong> fato,<br />

porque até hoje nós só vimos a Agen<strong>da</strong> 21, que foi um trabalho elabora<strong>do</strong> com a<br />

participação <strong>de</strong> voluntários, que por amor á <strong>Guapimirim</strong>, <strong>de</strong>senvolveram com afinco esse<br />

trabalho, que é a Agen<strong>da</strong> 21.<br />

CARLOS TREVIA – A Agen<strong>da</strong> 21 foi um gran<strong>de</strong> projeto <strong>da</strong> Petrobras que está sen<strong>do</strong><br />

concluí<strong>do</strong> agora com o lançamento <strong>do</strong>s planos <strong>de</strong> <strong>de</strong>senvolvimento locais <strong>da</strong>s Agen<strong>da</strong>s<br />

21. Agora elas entram numa fase justamente, tem vários projetos previstos aí, propostos<br />

para ca<strong>da</strong> município, para que as empresas possam estar apoian<strong>do</strong> esses projetos. A<br />

Petrobras certamente irá apoiar alguns <strong>de</strong>sses projetos i<strong>de</strong>ntifica<strong>do</strong>s na Agen<strong>da</strong> 21. Eu<br />

não tenho certeza se aqui em <strong>Guapimirim</strong> está, mas <strong>do</strong>is programas que aparecem, que é


2000<br />

2005<br />

2010<br />

2015<br />

2020<br />

2025<br />

2030<br />

Educação Ambiental e Apoio aos Hortos, em algumas <strong>de</strong>ssas agen<strong>da</strong>s, sã projetos que a<br />

Petrobras irá apoiar, já está previsto. Adicionalmente, como e falei, os projetos que não<br />

cabem à Petrobras, ela busca os recursos para que eles sejam feitos na região, projetos<br />

<strong>de</strong> infraestrutura, projetos <strong>do</strong> <strong>Governo</strong> <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>, ela apóia, ela cria um fórum, e ela<br />

participa para gerar essa articulação com o Conleste, para que os projetos venham para a<br />

região. Adicionalmente tem outros programas como o <strong>de</strong> qualificação, a própria Educação<br />

Ambiental, que já estão previstos nas outras licenças, e que estão sen<strong>do</strong> feitos também,<br />

incluin<strong>do</strong> <strong>Guapimirim</strong>. Um outro projeto é o <strong>de</strong> Valorização <strong>da</strong> Cultura Local, que já foi feita<br />

uma primeira fase aqui em <strong>Guapimirim</strong>, vai ser feita uma segun<strong>da</strong> fase, além <strong>do</strong>s projetos<br />

que são contempla<strong>do</strong>s pelos programas <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> social, como o<br />

<strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> ci<strong>da</strong><strong>da</strong>nia que eu citei, o PAZ que eu citei, que já está presente em<br />

<strong>Guapimirim</strong>, e vai continuar, vai aumentar, também são outros projetos que vão estar<br />

vin<strong>do</strong> para <strong>Guapimirim</strong>.<br />

ELIEL SILVA – Continuan<strong>do</strong> aqui, eu só queria fazer uma ressalva, uma correção no<br />

relatório. Quan<strong>do</strong> fala <strong>de</strong> estra<strong>da</strong> RJ, Vale <strong>da</strong>s Pedrinhas, Citrolândia, aquilo ali é uma<br />

estra<strong>da</strong> municipal, porque a estra<strong>da</strong> estadual, ela existe só no papel, um mapa antigo <strong>da</strong><br />

FUNDREM existe ali, e ele vai paralelo. A estra<strong>da</strong> que existe <strong>de</strong> fato é a Estra<strong>da</strong><br />

municipal, alô, alô, essa estra<strong>da</strong> RJ, ela só existe no papel. Quanto às ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>do</strong><br />

município, ficamos esqueci<strong>do</strong>s ali, só lembraram <strong>de</strong> Magé, <strong>do</strong> turismo e laser, e<br />

<strong>Guapimirim</strong> tem turismo e tem laser. Foi fala<strong>do</strong> aqui <strong>de</strong> saneamento, saneamento básico,<br />

e existe já em vigor, eu fui assinar em nome <strong>do</strong> Prefeito, na Secretaria <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong> e<br />

Ambiente, junto com o INEA, um acor<strong>do</strong>, um convênio <strong>de</strong> cooperação técnica para<br />

elaboração <strong>do</strong> projeto <strong>de</strong> saneamento <strong>do</strong> município, on<strong>de</strong> o Esta<strong>do</strong>, o INEA, e o <strong>Governo</strong><br />

Fe<strong>de</strong>ral estão empenha<strong>do</strong>s em resolver o problema <strong>do</strong> saneamento. Então isso aí já está<br />

em an<strong>da</strong>mento, o projeto para o saneamento básico <strong>do</strong> município, naturalmente <strong>de</strong>ve<br />

entrar a Petrobras aí como parceira nesse projeto, não só <strong>Guapimirim</strong>, mas como to<strong>do</strong><br />

restante <strong>do</strong> Esta<strong>do</strong>. Lembran<strong>do</strong> aqui, só para ficar registra<strong>do</strong>, que <strong>do</strong>s 11 km, 11 km e<br />

pouco e dutos, existe aí mais ou menos, mais um pouquinho <strong>de</strong> 20%, que são dutos<br />

novos que não vão seguir ali o que já existe, serão coloca<strong>do</strong>s dutos novos. Quan<strong>do</strong> falou-<br />

se <strong>de</strong> lixo e aterro sanitário, já existe também, nós já estamos há <strong>do</strong>is meses trabalhan<strong>do</strong><br />

para elaborar o projeto para instalação <strong>do</strong> aterro sanitário, mesmo porque nós temos<br />

prazo para isso, nós temos prazo <strong>do</strong> Ministério Público, nós temos vários outros prazos, e<br />

que até 2014 isso aí na vai mais existir, o lixão, se Deus quiser! E <strong>Guapimirim</strong><br />

consi<strong>de</strong>ra<strong>do</strong> pulmão, não vai permitir isso aí. Então nós estamos trabalhan<strong>do</strong> para a


2035<br />

2040<br />

2045<br />

2050<br />

2055<br />

2060<br />

2065<br />

construção, para a elaboração <strong>do</strong> aterro sanitário, que também contamos com a<br />

participação <strong>da</strong> Petrobras, estamos aí planejan<strong>do</strong> a construção aqui próximo <strong>da</strong> se<strong>de</strong> <strong>da</strong><br />

nossa APA Guapi/Guapi-açu, tenho certeza que vamos contar, e vamos receber o apoio<br />

<strong>da</strong> Petrobras, a Petrobras é <strong>do</strong>s brasileiros, é <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s nós.<br />

Bom, eu só vou finalizar aqui, para não <strong>de</strong>ixar o Manoel <strong>do</strong> Conselho <strong>de</strong> Segurança, falou<br />

aqui sobre, teceu as críticas <strong>de</strong>le, e críticas quan<strong>do</strong> são construtivas são bem vin<strong>da</strong>s, mas<br />

nós não po<strong>de</strong>mos <strong>de</strong>ixar passar aqui um <strong>de</strong>talhe, que quan<strong>do</strong> se prega para se comprar<br />

equipamento, nós temos que primeiro ver o custeio. Então já foi mais <strong>do</strong> que estu<strong>da</strong><strong>do</strong><br />

isso aí, e não compensa comprar-se equipamento <strong>de</strong> tomógrafo, e ressonância magnética<br />

pela <strong>de</strong>man<strong>da</strong> que existe no município, então ain<strong>da</strong> é compensa<strong>do</strong>r fazer-se fora, porque<br />

se gasta 11 mil reais por mês in<strong>do</strong> fazer tomografia, e se tiver o equipamento gasta-se 35<br />

mil <strong>de</strong> custeio mensal, usan<strong>do</strong> ou na usan<strong>do</strong> o equipamento. Lembran<strong>do</strong> também que o<br />

lixo até 2004, o recolhimento <strong>do</strong> lixo era feito terceiriza<strong>do</strong>, e <strong>de</strong>s<strong>de</strong> <strong>de</strong> janeiro <strong>de</strong> 2005 ele<br />

é feito pelo próprio município. No mais quero agra<strong>de</strong>cer a to<strong>do</strong>s, agra<strong>de</strong>cer aqui a<br />

presença <strong>do</strong> pessoal <strong>da</strong> Petrobras, <strong>do</strong> INEA, <strong>do</strong> Verea<strong>do</strong>r Marlon, e <strong>da</strong>r o me boa noite a<br />

vocês, um bom retorno para casa. E nós estamos contan<strong>do</strong> aí com o apoio total <strong>da</strong><br />

Petrobras. Obriga<strong>do</strong>.<br />

LUIZ HECKMAIER – Senhores, assim então nós consi<strong>de</strong>ramos, falou, alô. Ok! Antes <strong>de</strong><br />

encerrar então, vamos ouvir agora a palavra <strong>do</strong> Verea<strong>do</strong>r Marlon Vivas Cabral.<br />

MARLON VIVAS – Meu boa noite a to<strong>do</strong>s, boa noite a to<strong>do</strong>s que compõem a mesa.<br />

Também não vou me esten<strong>de</strong>r muito já pelo horário avança<strong>do</strong>, mas gostaria <strong>de</strong> dizer o<br />

seguinte, muitas perguntas que aqui foram feitas, seriam perguntas minhas também, mas<br />

já em 2008 eu tinha essa preocupação com a questão <strong>da</strong> qualificação profissional em<br />

nosso município, e já em 2009 eu cedi espaço, eu estive na Secretaria <strong>de</strong> Esta<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />

Trabalho e Ren<strong>da</strong> <strong>do</strong> nosso esta<strong>do</strong>, e consegui trazer para o nosso município cursos <strong>de</strong><br />

capacitação, e cedi espaço, conquistei espaço, inclusive no bairro <strong>de</strong> Citrolândia, que por<br />

várias vezes aqui foi cita<strong>do</strong>, para que nós pudéssemos estar aqui qualifican<strong>do</strong> a nossa<br />

população. Quan<strong>do</strong> o Frank Matos fez a colocação <strong>de</strong> que essas pessoas ain<strong>da</strong> não<br />

foram contempla<strong>da</strong>s, quero parabenizá-lo pelas suas palavras, que <strong>de</strong> fato são<br />

ver<strong>da</strong><strong>de</strong>iras. Nossa população aqui, foi feito um ca<strong>da</strong>stramento <strong>de</strong> to<strong>da</strong>s essas pessoas<br />

que foram qualifica<strong>da</strong>s, inclusive <strong>do</strong> segmento que ali foram cita<strong>do</strong>s, arma<strong>do</strong>res,<br />

pedreiros, pintores industriais. Pu<strong>de</strong> participar ativamente <strong>de</strong>sse processo, e hoje tenho<br />

conhecimento <strong>de</strong> que nenhum <strong>de</strong>les ain<strong>da</strong> foram emprega<strong>do</strong>s pelo Comperj. Compreen<strong>do</strong>


2070<br />

2075<br />

2080<br />

2085<br />

2090<br />

2095<br />

2100<br />

também quan<strong>do</strong> disseram que serão emprega<strong>do</strong>s no momento em que as obras<br />

chegarem no nosso município, sen<strong>do</strong> que to<strong>do</strong>s aqui hão <strong>de</strong> convir comigo que essa mão<br />

<strong>de</strong> obra, ela será utiliza<strong>da</strong> por um momento temporário, é uma mão <strong>de</strong> obra que será<br />

utiliza<strong>da</strong>, e uma vez feito esse serviço, essas pessoas ficarão ociosas. E alguns estu<strong>do</strong>s<br />

mostram que para ca<strong>da</strong> mão <strong>de</strong> obra, para ca<strong>da</strong> serviço contrata<strong>do</strong>, gera em torno <strong>de</strong><br />

uma expectativa para quatro. Então, certamente o nosso município atrairá muita gente,<br />

uma quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> substancial <strong>de</strong> pessoas em busca <strong>de</strong> trabalho. E que será feito com<br />

essas pessoas, se hoje o que está sen<strong>do</strong> direciona<strong>do</strong> para o Município <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong>,<br />

são qualificações profissionais apenas para, me per<strong>do</strong>em a colocação, mas apenas para<br />

sub-empregos? Eu gostaria <strong>de</strong> saber, e me per<strong>do</strong>em não ter feito essa colocação naquele<br />

momento <strong>do</strong>s questionamentos, mas gostaria <strong>de</strong> fazer a pergunta à Petrobras, se virão<br />

para cá também, qualificação para sol<strong>da</strong><strong>do</strong>res, para inspetores <strong>de</strong> sol<strong>da</strong>, inspetores <strong>de</strong><br />

dutos? Porque esses sim permanecerão trabalhan<strong>do</strong>, os outros não, serão utiliza<strong>do</strong>s e<br />

<strong>de</strong>pois não teremos mais como aproveitá-los, e temos ain<strong>da</strong> possibili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong>s mesmos<br />

ficarem instala<strong>do</strong>s aqui no nosso município ociosos, trazen<strong>do</strong> para cá talvez miséria,<br />

violência e outras coisas mais que foram ditas. Gostaria que essa pergunta fosse<br />

respondi<strong>da</strong>.<br />

CARLOS TREVIA – Respon<strong>de</strong>n<strong>do</strong> à pergunta, nesse ciclo agora a previsão são <strong>de</strong>ssa<br />

profissões que eu elenquei aqui. Especificamente sol<strong>da</strong><strong>do</strong>res, é um curso que requer uma<br />

estrutura que hoje não existe aqui no município, mas as pessoas <strong>da</strong>qui po<strong>de</strong>m fazer os<br />

cursos nos outros municípios, não <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> aí <strong>da</strong> Petrobras, as instituições que possuem<br />

esses cursos não estão aqui presentes, os <strong>de</strong>mais cursos sim.<br />

MARLON VIVAS – Gostaria que a Petrobras começasse a pensar nisso então, para que<br />

nós não ficássemos apenas com a escória <strong>de</strong>sses serviços que serão utiliza<strong>do</strong>s no<br />

Comperj. E quanto à questão pública que foi dita aqui, gostaria <strong>de</strong> parabenizar também o<br />

Sr. Manuel, gostaria <strong>de</strong> parabenizar to<strong>da</strong> a população Guapiense, que infelizmente tem<br />

uma minoria aqui, mas to<strong>do</strong>s que estão aqui são pessoas que estão acrescentan<strong>do</strong>.<br />

Gostaria muito <strong>de</strong> parabenizar, gostaria que também convi<strong>da</strong>ssem aos <strong>de</strong>mais que<br />

estivessem aqui. Em relação ao que foi dito pelo Sr. Manuel, eu gostaria também Sr.<br />

Manuel, <strong>de</strong> colocar à disposição o meu gabinete, como Verea<strong>do</strong>r <strong>da</strong>quela Casa<br />

Legislativa, para que fosse, juntamente aí em parceria, essa aju<strong>da</strong> viesse <strong>de</strong> vossa<br />

pessoa, para que a gente pu<strong>de</strong>sse estar crian<strong>do</strong> esse Orçamento Participativo, para que<br />

as coisa pu<strong>de</strong>ssem ser feitas com transparência, a qual o senhor colocou aqui. Então eu


2105<br />

2110<br />

2115<br />

2120<br />

coloco o meu gabinete à disposição, para que a gente possa estar entran<strong>do</strong> com esse<br />

projeto. Tenho certeza que a Casa Legislativa <strong>de</strong> <strong>Guapimirim</strong> vai aprová-lo e será<br />

sanciona<strong>do</strong> pelo nosso Prefeito, será executa<strong>do</strong>. E no mais, quero <strong>de</strong>sejar uma boa noite.<br />

Ah, também quero <strong>de</strong>ixar à disposição o espaço que eu utilizo para cursos <strong>de</strong><br />

capacitação, <strong>de</strong>ixo à disposição <strong>da</strong> Petrobras. Hoje está sen<strong>do</strong> revitaliza<strong>do</strong> o nosso<br />

espaço, para que a gente possa estar ali forman<strong>do</strong> profissionais, fica à disposição<br />

também, e tenho certeza que outros espaços mais serão coloca<strong>do</strong>s à disposição aí, por<br />

parte <strong>de</strong>ssa Prefeitura e Po<strong>de</strong>r Executivo <strong>do</strong> nosso município. No mais, <strong>de</strong>sejo a to<strong>do</strong>s<br />

uma boa noite.<br />

LUIZ HECKMAIER – Bom, nesse momento então nós vamos, eu gostaria <strong>de</strong> agra<strong>de</strong>cer a<br />

presença <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os senhores, que até agora estão aqui conosco, nessa noite que foi<br />

bastante rica para to<strong>do</strong>s nós, que pu<strong>de</strong>mos conhecer o projeto, conhecer to<strong>da</strong>s as<br />

<strong>de</strong>man<strong>da</strong>s que esse empreendimento vai trazer para o Município. E também agra<strong>de</strong>cer a<br />

presença <strong>do</strong>s técnicos <strong>do</strong> INEA e <strong>da</strong> consultora, e os técnicos <strong>da</strong> Petrobras, que<br />

estiveram participan<strong>do</strong> <strong>de</strong>sse evento, e que com certeza contribuiu muito para o<br />

esclarecimento <strong>de</strong> to<strong>da</strong>s as questões e os impactos liga<strong>do</strong>s ao Município. Muito obriga<strong>do</strong><br />

a to<strong>do</strong>s, tenham to<strong>do</strong>s uma boa noite, e até a próxima oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong>. Obriga<strong>do</strong>.

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