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Encyclopedia republicana : revista de sciencias e litteratura (ao ...

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12 ENCYCLOPEDIA

12 ENCYCLOPEDIA REPUBLICANA ves, desconfiando do operário pela sua bem manifesta perturbação, disse-llie «que não comprava». Samuel saliiu como se nada ouvisse. Caminhava automaticamente, vergado sob o peso das suas ideias opposlas, contradictorias, que se lhe revolviam no cérebro, como apertadas por um circulo de ferro. A figura de Joanna lá ia adiante de si, saltando-lhe da imaginação ás vezes mais distincta. mais perfeita, como a estampar-se n"uma tela lúgubre, sombria. Quando já havia andado um bocado, parou; e num momento de arrependimento voltou alraz decidido a desistir do seu propósito. Mas a maldita ideia perseguia-o como iim ser diabólico e cruel. Um pensamento, saltando como uma faisca eléctrica do fundo d"um cabos, ilhiniinava-lhe de repente um quadro scintillante — era o do futuro:— outro, saliindo lá do fundo da consciência como envolvido numa sombra negra e abafado por uma tristeza fúnebre, gritava-lhe que olhasse para a mulher e filhos, pinlando-lhe todas as scenas de desolação e amargura do lar — era o do presente — com o malhar continuo na fabrica, com os sorri- sos e cuidados domésticos, a alegria passageira, apparenie para animar, e a tiisteza pungente da falta de meios. O que mais seduzia o seu espirito era o primeiro, de vagos attractivos, mas por isso mesmo provocante. Samuel queria intentar, tocar ivaquella nuvem e fugir à realidade presente. A sua resolução foi inabalável, decidiu-se. O futuro lambem é real. Knirou na rua Augusta, e lá fez o sen negocio. O metal deu-lhe uma expressão animada, mas passageira: qnasi que teve remorsos do que havia feito.— Se não fosse feliz — pensava, a lição seria tremenda. Não confiava já na sorte e a imagem da mulher perseguia-o. Luctou ainda contra cer- tas ideias vagas, esforçando-se por aniquilal-as. Por momentos o quadro scintillante se de.>ffz em fumo que se evaporava. Fallou- Ihe instantaneamente aquella crença nas felizes realidades da vida. Viu que o presente era certo, mas o porvir incerto; uma mutação completa no seu espirito que já se não podia conservar indeciso, porque o que estava feito, feito por fim entrou num cambista, estava. Levou muito tempo nisto e empregando quasi todo o prodncto da venda do ouitj da sua Joanna. em cautelas da loteria de Madrid. corpo. Tinha o cerebio em febre de fogo, e uma certa fraqueza no Era meio dia, a hora dos directores geraes e chefes de secretaria. Os transeuntes acotovellavam-se na rua do Arsenal, no gyro das suas occupaçoes quotidianas. Estava um dia triste e sombrio, d'esses dias que nos desalentam,. trazendo-nos um mal estar profundo ao espirito que se debate em decepções ; uma atmosphera das que mais affectam os organismos sensíveis. Samuel dirigiuse a um transeunte offerecendo-lhe um decimo. Um policia que o observava do angulo duma esquina, appro.\imou-se do cauteleiro dan-

o HOMEM DAS CAUTELAS 13 do-lhe a voz de «preso». Uma bomba que estoirasse aos pés de Samuel, descuidado, não produziria tanlo effeilo no seu auimo sin- cero. Foi um choque horrível causando-lhe um eslremecimenlo ge- ral. Um homem a quem lira.vsem todo o sangue, não ficaria tão pallido como elle. Uma vertigem eslonteou-o e um suor frio lhe assomou á fronte. Falíou-lhe a luz dos olhos e teve de encostar-se á parede para não cahir, levado apenas pelo instincto de conservação que faz o homem agarrar-se a tudo. Depois, passados alguns instantes, reagiu com o policia. Houve um momento de lucta. Havia já na rua grande numero de espectadores, que disfructavam aquella scena impassíveis. Samuel segurava as cautelas, como se toda a sua vida estivesse ali. — Matem-me— dizia elle—mas não saio d'aqui. — Anila lá p'ra diante— gritava o policia brutalmente. No intimo d'aquelle homem dava-se uma lucta medonha. A cabeça cahia-lhe sobre o peito. Tinha a expressão das supremas angustias. O seu único thesoui'o estava n^aquelle contrabando que escondia no seio aos olhos de todos, não vendo ninguém. O rapazio cercava-o, rindo daquelle Hercules vencido pela auctoridade, contra a qual já não resistia. Faltavam-lhe as forças e a coragem, vendo n'um quadro instantâneo a sua Joanna e os íilhinhos, a fabrica e os seus companheiros do trabalho, estes alegres, aquelles vertendo lagrimas de sangue. Toda a força moral estava perdida, n"um momento aniquilada I Supplicou em tom commovente que o deixassem, que lhe poupassem ao menos a fortuna que não era sua e que reverenciava com o respeito devido ás cousas sagradas. —Pelo amor de Deus. senhor—balbuciava elle, rebentando-lhe as lagrimas como uma creança. —Guarda isso lá p'r'a egreja— respondeu seccamente o policia empurrando-o. O pobre homem ia arrastado. A garotagem inconsciente lambem se sensibilisou! e alguns sugeitos bem trajados aconselhavam o operário a que «fosse. . .» — Obedeça, homem, obedeça que é melhor. Samuel teve um instante de animo envergonhando-se d'aquella triste scena em que elle hgurava, escarnecido talvez de todos. Desejaria antes morrer! O quadro da família sobretudo é que o contristava: agilou-se n'elle um mundo de pensamentos e preferia a perda total da liberdade ao despojarem-n'o do valor que diligenciava esconder. Como o homem caminhando para o patíbulo, assim ia elle precedido dos curiosos e ociosos da rua. No governo civil tornou a implorar, mas a auctoridade superior respondeu-lhe com um sorriso irónico mandando-o apalpar. Samuel então, fazendo um esforço supremo, reagiu com todas

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