Porto Alegre - Usina do Porto

usinadoporto.com.br

Porto Alegre - Usina do Porto

ANO XV • Nº 96 • OUTUBRO 2009 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

APOIO:

Projeto Revendo

Porto Alegre

Amauri Fausto

Pág. 2

“Especialista mundial no cuidado dos pés”

Calos - Calosidades - Unhas

Encravadas - Produtos Ortopédicos

Andradas, 1761 - 3224.0261

Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910

24 de Outubro, 348 - 3222.3651

O Jornal da Cultura

Pág. 3

João Carneiro

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

R

E mais...

Pág. 7

Mônica Leal

Pág. 3

Camilo de Lélis

:: Sergio Napp

:: Luiz Coronel

:: Renato Pereira

:: Paulo Amaral

:: Marcelo O. da Silva

:: Caetano Silveira

:: Luciano Alabarse

:: Jaime Cimenti

:: Teniza Spinelli

:: Thamara Pereira

:: Caho Lopes

:: Dr. Nilton Alves

:: Dra. Beatriz B. Amaral


2 2

Autopiedade

Participo de um grupo de pessoas que

se reúnem eventualmente no intuito de

buscar a superação de alguns problemas

e, por tabela, melhorar como seres humanos,

procurando a evolução mental, emocional

e espiritual. Nestas reuniões, um dos

participantes fala e os demais ficam quietos,

escutando. Não há aparte, apenas o

respeito pelo depoimento do colega.

Durante uns três ou quatro anos, acompanhei

os depoimentos de um deles. Era

impressionante a capacidade daquele homem

de se queixar da vida, de falar como

tudo estava ruim, de suas dificuldades e desventuras.

Não conseguia encontrar nada de

positivo, nem em sua vida e tampouco em

seu projeto de reformulação pessoal. Estava

sempre tomado de um sentimento de

auto-piedade assombroso; não raras as vezes

o vi chorar com pena de si mesmo.

Nas primeiras vezes que o abordei,

procurei conversar a sério com ele sobre

aquele processo, sobre como este senti-

Por Caho Lopes

mento de auto-piedade era penoso para

ele e como dificultava qualquer evolução

no processo de busca do seu bem-estar e

de sua paz de espírito. Estas conversas

não surtiram efeito, e ele continuou a remoer

suas mazelas e picuinhas, patinando

sempre na sua própria comiseração.

Depois de algum tempo, desapareceu, e

nunca mais ouvi falar dele.

Pessoas como esta atravessam nossos

caminhos todos os dias. No aprendizado

que acumulei ao longo dos meus

anos, descobri que o bom dos maus momentos

é que eles um dia acabam. Em

contrapartida, o ruim dos bons momentos

é que eles terminam também. A grande

sacada é fazer uso deste conhecimento sabendo

que tudo passa.

É muito mais fácil enveredar pelos

descaminhos da auto-piedade do que escalar

o paredão rochoso do auto-conhecimento.

Desnudar-se em frente ao espelho

e procurar defeitos de caráter, dificuldades

Agenda Cultural – 19 de outubro a 23 de novembro de 2009

THEATRO SÃO PEDRO

21/10 - 21h - Brasil Clássico Caipira (RJ) Circuito Cultural Banco do

Brasil

22/10 - 21h - Adélias, Marias, Franciscas (RS) Circuito Cultural

Banco do Brasil

24/10 - 21h e 25/10 - 18h - Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda/

Circuito Cultural Banco do Brasil

28/10 - 10h e 16h - João e Maria (RS) Projeto Fazendo Teatro

29/10 - 10h e 16h - A Família Sujo (RS) Projeto Fazendo Teatro

31/10 - 16h e 1º/11 16h - Tuíke (PR) Projeto Fazendo Teatro

03 e 04/11 - 21h - O Maestro, o Malandro e o Poeta (RS)

06 e 07 - 21h e 08/11 - 18h - Clandestinos (RJ)

12/11 - 20h - Projeto Fazendo Teatro - Encerramento - Entrada Franca

14 e 15/11 - 16h - Cyrano (SP)

14 - 21h e 15/11 - 19h - As Traças da Paixão (SP)

17/11 - 21h - Ilusión (Argentina) Festival de Dança

18/11 - 19h - Lunas de Lorca (Cuba) Festival de Dança

18/11 - 21h30 - Sin Dios. Festival de Dança

19/11 - 21h - Meu Prazer (RJ)

20/11 - 21h - Estado Independente (SP)

21 - 21h e 22/11 - 19h - Solo Evening With Solos (Alemanha) Festival

de Dança

Concertos CEEE

25/10 - 11h - Solista: Nico Nicolaiewsky

29/11 - 11h - C/ Jorginho do Trompete, Denise Fontoura (flauta e sax),

a soprano Elisa Machado e arranjos de Vagner Cunha. Entrada: 1k de

alimento não-perecível.

Concertos Banrisul para a Juventude

27/10 - 10h e 15h e 10/11 - 10h - C/ Orquestra de Câmara Theatro São

Pedro, para estudantes de 1ª a 6ª séries, da rede pública e privada,

estadual e municipal.

16/11 - 21h - O Messias de Handel. Orquestra de Câmara Theatro São

Pedro. Reg. Antonio Carlos Borges-Cunha.

Musical Petropar - nas quartas, 12h30, no foyer, com entrada franca

21/10 - Convivius Musicum, c/ o Sexteto de Cordas

28/10 - Jean Melgar

04/11 - Danilo de Campos Vieira – Violino

11/11 - Luis Valério - c/ Alexandre Missel e Gabriel Mazzini

18/11 - Protogenes Solon - Acordeon

25/11 - Ivo Roberto Vicenzi - Violão

FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO

Até 29/11 - Dentro do Traço, Mesmo: Coleção do Programa Artista

convidado do Ateliê de Gravura, com curadoria de Teixeira Coelho

Até 29/11 - Dentro do Traço, Mesmo: Coleção do Programa Artista

convidado do Ateliê de Gravura. Iberê Camargo: uma Experiência da

Pintura, com curadoria de Virginia Aita

Horário de visitação: Terça a sexta das 10h às 19h / quinta das 10h às

21h / Sábado, domingo e feriados das 11h às 19h. Entrada franca. (av.

Padre Cacique, 2.000)

SOLAR DOS CÂMARA

Sarau no Solar

Com entrada franca, o espetáculo começa às 18h30, com distribuição de

senhas de ingresso meia hora antes no local, na Sala José Lewgoy do

Solar dos Câmara.

21/10 - Júlio Reny e os Irish Boys interpretam Roberto Carlos

28/10 - Plauto Cruz, Guaraci Gomes e Terezinha Dias

04/11 - Valdir Verona e Rafael de Boni - música instrumental regional

11/11 - Iris - clássicos do rock e pop contemporâneo

18/11 - Serrote Preto - MPB

25/11 - Pedro Munhoz - Canto Social

Galeria dos Municípios

19 a 23/10 - Vera Cruz

26 a 30/10 - Balneário Pinhal

03 a 06/11 - Constantina

09 a 13/11 - Lindolfo Collor

16 a 20/11 - Uruguaiana

Espaço Novos Talentos

09 a 13/11 - Primavera. Museu de Artes de Charqueadas (12 participantes)

16 a 20/11 - Exposição alusiva ao Dia da Consciência Negra. Valnei

Santos Montesdioca

23/11 a 04/12 - Marion Villa Real

Escolas podem marcar agenda para temporada 2009 do projeto (51)

3019-9644 e 9971-9644 e 9949-0026.

CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA

Até 01/11- sáb e dom - 16h - Trupe de Contadores Quem Conta Um

Conto - Dom Quixote, O Cavaleiro das Histórias. Sala Lili Inventa o Mundo

- 5º Andar

23/10 - 19h - Música no Auditório - Mostra de Alunos. Acervo Mario

Quintana - Mezanino

Até 15/11 - Arte Contato/Com Tato. Homenagem à singularidade de

Xico Stockinger. Gal. Sotero Cosme

22/10 a 06/12 - Jindrich Streit: Fotografie 1965 - 2005. Galeria Augusto

Meyer - 3º Andar

21/10 - 20h30 - Emoções De A A Z - Grupo Andança. Teatro Bruno

Kiefer - 6º Andar

20/10 - 20h - Luzes - Com Cia Ballet Gutierres. Teatro Bruno Kiefer

- 6º Andar

07, 14, 21 e 28/11 - das 14h às 17h - Ballet Francês no Século XX - Da

Tradição à Renovação - Com Robert. Sala de Convenções A2b2 - 2º

Andar

Oficinas da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone

(51) 3221-7147 Central de Informações – térreo da Casa de Cultura.

Inscrições no Núcleo de Projetos Especiais – 2° andar, das 9h às 18h.

Visita na CCMQ com A Traça Biblió. De terças a Sextas-feiras mediante

agendamento prévio de grupos ou turmas de escolas. Informações

e agendamentos: 3225.7089 ou e-mail: ablumi@terra.com.br

MARGS

Até 29/11 - 7ª Bienal do Mercosul – Grito e Escuta - Mostra Desenho

das Ideias

Até 15/11 - Paris - Cidade Dourada - Do fotógrafo Cacalos Garraztazu,

encerrando a programação do Ano da França no Brasil no MARGS.

Bistrô da MARGS

Até 25/10 - A exposição ARTE – contato/ com tato de Xico Stockinger

é uma homenagem ao artista que completou 90 anos no mês de agosto.

Até 09/12 - das 16h às 18h - 10º Seminário de Arte e Cultura com o tema

Mitologias Ocidentais. A entrada é gratuita e aberta ao público. Informações:

(51) 3227-2311. Auditório do MARGS

Visitas Orientadas - www.margs.rs.gov.br/acao_agende.php ou (51)

3227.2311 – Núcleo de Extensão do MARGS. Entrada franca Inscrições

abertas para as Oficinas de Arte

CENTRO CULT. CEEE ERICO VERISSIMO

Até 15/11 - Projeto Parande - Exp. da artista Elisabete Bina Monteiro.

Sala Noé de Mello Freitas, 2º andar

21/10 - Seminário Século XXI e Futuro da Literatura - palestra de Maria

do Carmo Campos, Marco Celso Huffel Violla (28/10) e Luiz Antônio

Assis Brasil (4/11). Sempre das 19h às 22h. Sala de Pesquisas, situada

no 2º andar. Inscrições: Fundação Cultural e Assistencial ECARTA (Av.

João Pessoa, 943, telefone: (51) 4009-2970)

22/10 - 20h - Música de POA - concerto musical com artistas da cena

gaúcha

30/10 a 15/11 - Feira do Livro de Porto Alegre - programação oficial

literária paralela: oficinas, saraus, palestras e espetáculos.

É inútil obter por piedade aquilo que

desejamos por amor.

Victor Hugo

e cicatrizes é muito mais complicado do

que simplesmente sentir pena de si mesmo.

Mas é através do verdadeiro conhecimento

de nós mesmos, fruto de uma profunda

e sincera investigação feita em cada

novo dia de nossas vidas que nos munimos

das ferramentas necessárias para

viver uma vida um pouco melhor. Diferente

da auto-imagem, aquele eu que pensamos

que somos e que normalmente é apenas

um reflexo vago e distorcido no espelho de

nossas deficiências espirituais, o auto-conhecimento

nos empurra para uma existência

mais tranqüila e feliz, conhecedores

de nossas capacidades e limitações, livres

do martírio de querer sempre alcançar o

improvável e a felicidade nas coisas ou

sentimentos errados.

Possibilita que nós, simples mortais,

tenhamos a oportunidade de sermos um

pouco melhores a cada novo dia, e talvez,

por merecimento, estar em paz com o que

nos cerca.

15 a 22/11 - Mesa Verde – Cena Contemporânea de Dança. oficinas,

apresentações de espetáculos de dança e exposição.

Eventos com patrocínio do Grupo CEEE:

21/10 - 19h - Lançamento do livro Locatelli no Brasil. Conferência

sobre a vida e a obra do pintor Aldo Locatelli e sessão de autógrafos.

Auditório Barbosa Lessa e a sessão de autógrafos, na Sala O Retrato.

Obra de autoria do professor Luiz Ernesto Brambatti.

20/10 a 19/12 - Gráfica Gaúcha III - com curadoria de Anico Herscovitz.

Exposição de gravuras da cena contemporânea gaúcha.

No 2º andar, o público tem acesso a história da energia elétrica no

RGS. Agende: 3221.6872 ou museu@ceee.com.br - Andradas, 1223 –

3226.5342 – 3226.7974 - 3228.9710 - cultural@cccev.com.br -

www.cccev.com.br

MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL

Visita Guiada Temática ao Memorial do RGS

Informações: www.memorial.rs.gov.br ou 3224-4376 e 3224.7210

Rua Miguel Tostes, 771 cj 03 POA/RS

CEP 90430-061 CNPJ: 74.783.127/0001-60

51 3012 7292 usinadoporto@superig.com.br

Editor e Jornalista (DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup

Administração

Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup

Jornalista Responsável

Thamara de Costa Pereira

Direção de Arte Jorge Luiz Olup

Tiragem 10 mil exemplares

Impressão Correio do Povo

Colaboradores Mônica Leal, João Carneiro, Camilo

de Lélis, Dra. Beatriz B. Amaral, Amauri Fausto, Caetano

Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo

Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Luiz

Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Fernando

Rozano, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira,

Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini

Andreta

As opiniões expostas nos textos assinados são de

inteira responsabilidade dos autores e não correspondem

necessariamente à posição do Jornal.

Projeto Revendo Porto Alegre

AMAURI FAUSTO

Fotojornalista.

Filiado a federação Nacional dos Jornalistas

(FENAJ) e a Associação dos

Repórteres Fotográficos e Cinematográficos

do RS (ARFOC).

Instrutor de cursos de fotografia da

Casa de Cultura Mário Quintana.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

OSPA

20/10 - 20h30 - 4º Concerto na Comunidade - Reg. Manfredo Schmiedt.

Igreja São José do Murialdo

27/10 - 20h30 - 5º Concerto na Comunidade - Solista Vladimir Romanov

- Viola. Reg. Paulo de Tarso. Igreja São José

08/11 - 19h30 - Concerto na Comunidade - Solista Telmo Jaconi -

Violino. Reg. Paulo de Tarso. Igreja Nª Sª da Glória

17/11 - 20h30 - Concerto Oficial - Solista Emerson Kretschmer -

Violino. Reg. Krl Martin. Salão de Atos da UFRGS

SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA

15/10a 13/11 - Peles - Exposição - Gravuras de Jane Machado. Saguão

do CMC Lupicínio Rodrigues

Até 24/10 - CineEsquemaNovo. Festival de Cinema de Porto Alegre

(CEN). Sala P. F. Gastal

Até26/10 - VII Semana Municipal de Capoeira. Capoeira, Educação e

Cidadania - Palestras, oficinas e apresentações em diversas regiões da

Cidade. 24 e 25 - Palestras e oficinas. Teatro de Câmara Túlio Piva

19, 20, 21 e 22/10 - 19h30 - Vera Karam - A Paixão no Palco. Sala Álvaro

Moreyra

19, 20, 21, 22, 23 e 28/10 - VI Conferência Municipal de Cultura. Usina

do Gasômetro - Teatro Elis Regina. Informações: (51) 3289.8011

20/10 - 20h - Encontrabanda - Música. Banda Municipal de Porto

Alegre c/ Hique Gomez. Teatro Renascença

21/10 - 20h - Batida de Rua - Quartas na Dança. Teatro Renascença

Até 23/10 - Inscrições para 35ª Edição do Concurso Curta nas Telas.

Informações: (51) 3289.8137 e www.curtanastelas.blogspot.com

23 a 25/10 - sexta e sábado às 21h e domingo às 20h - O Gordo e o

Magro vão para o céu - Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva

26/10 a Dezembro - segundas das 18h30 às 20h30 - Formação da

História da Cultura Ocidental - c/ Voltaire Schilling. Teatro Renascença.

Informações (51)3289.8070

27/10 - 19h30 - República do Rock - Música. Flu e Canja Rave. Teatro

de Câmara Túlio Piva

27 a 29/10 - 21h - Pessoas - Dança. Teatro Renascença

27/10 a 10/11 - Terças-feiras às 20h - Quem Tem Medo de Virginia

Woolf? - Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra

28/10 - 20h - Dramen Des Alltags - Projeto Novas Caras - Teatro

Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva

29/10 - 21h - James Liberato - Trezegraus - Música. Teatro de Câmara

Túlio Piva

30/10 a 29/11 - sextas e sábados às 21h e domingo às 20h - Esconde-

Esconde - Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva

Até 15/11 - Entre o Céu e a Terra. Painel de cerâmica que integra a

mostra da Bienal B. C/ alunas do professor Cláudio Ely. CMC Lupicínio

Rodrigues

4/11 - 17h - Em Foco - Palestras. Auditório do Atelier Livre

4/11 - 21h - Joa Carlos Merenda - De Santana - Los Tambores da

América. Teatro Renascença

5/11 - 20h - Giovana Guimarães Escobar - Alexandra Scotti-Irresistível.

Sala Álvaro Moreyra

Até 8/11 - Sábados e Domingos às 16h - Jogo da Memória - Teatro

Infantil . Teatro Renascença

Até 8/11 - sextas e sábados às 21h e domingos às 20h - Dez (Quase)

Amores - Teatro Adulto. Teatro Renascença

10/11 - 20h - Sons da Cidade - Zé Caradípa e Raul Elwanger. Teatro

Renascença

Até 15/11 - sexta e sábado às 21h e domingo às 20h - Vestida do Avesso

- Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra

Até 15/11 - sábados e Domingos às 16h - Chapeuzinho Amarelo -

Teatro Infantil. Sala Álvaro Moreyra

Até 16/11 - Nossas Cruzes - exposição Angela Pettini. Porão do Paço

Municipal

17/11 - 20h - A Comédia do Trabalho - Teatro Adulto. Projeto Teatro

Aberto. Sala Álvaro Moreyra

17/11 - 19h30 - República do Rock. Fabão e Embaixada. Teatro de

Câmara Túlio Piva

18/11 - 20h - Pessoas - Quartas na Dança. Cia. H. Teatro Renascença

20 a 22/11 - 20h - Maria Regina Almeida Santos - Evocações e Vibrações.

Teatro Renascença

De 20 a 29/11 - 20h - Percurso Infinito - Dança. Sala Álvaro Moreyra

Até 21/11 - Prêmio Açorianos de Artes Plásticas - Exposição artistas

premiados em 2009. Paço Municipal - Sala Aldo Locatelli

CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO

Projeto Usina Das Artes

Sala 209

Até 23/10 - sextas às 20h30 - Programa III: Percurso Infinito e Olho em

Pausa. C/ Cia Thais Petzhold e Grupo Enfim

24/10 - 19h30 - Atração: 5ª Edição Mostra Movimento e Palavra.

Grupo: Eduardo Severino Cia. de Dança

25/10 - 17h às 19h - Atração: 1ª Mostra Movimento e Palavra: Imagem.

Grupo: Eduardo Severino Cia de Dança

Sala 402

24 e 25/10 - 18h - Boulevard do Crime - segunda época

Sala 309

23/10 a 15/11 - 19h - Mostra do Processo de Pesquisa Filme de Amor.

Contatos: Daniel Colin – 8441 6484 – sarcaustico@gmail.com -

Guadalupe Casal – 9296 9477 – guadalupe.casal@gmail.com - Rodrigo

Marquez – 9626 4292 – palcoaberto@gmail.com

Sala 502

25/10 - 16h - Histórias do Palhaço Pipoca. 20 anos - Teatro de Bonecos

Para Crianças

24, 25, 31/10 e 01/11 - 20h - Obscura Obscenidade. Teatro de Bonecos

para Adultos. Romance - Pornô - Erótico

Até 6/11 - quartas e sextas, das 19h às 21h30 - Oficina de Teatro-Fórum

Sala 504

20 e 27/10 - 20h - Espetáculo A Serpente, de Nelson Rodrigues. C/

Grupo Neelic e direção de Caco Coelho

Sala 504

24, 25 e 31/10 - 20h - Espetáculo Blues Beat

Sala 505

29/10 - 20h - Sarau do Tradisons. Tradisons e convidados

Sala 505

23/10 - 20h - Bandas Independentes. Bandas Oscilante Acidental e

Cego João

23/10 a 22/11 - Um céu feito de abismo - Sob Natureza - Exposição

Gravuras em metal de Nara Amélia Melo da Silva. Galeria Iberê Camargo

Até 8/11 - Permanências - exposição. 4º andar

Até 8/11 - O Discreto Charme da Burguesia - Portraits de Cecil Beaton

Exposição fotográfica. Galeria Lunara Entrada

11/11 - 18h30 - Nós da Noite - Mario Barcos. Usina Café


Por João Carneiro Presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro

A alegria de mais uma Feira está chegando

Não por acaso, a Prefeitura da capital

gaúcha e o Conselho Municipal do

Patrimônio Histórico e Cultural outorgaram

recentemente à Feira do Livro de

Porto Alegre o Prêmio Compach 2009.

Em cerimônia realizada no Paço Municipal,

tivemos o privilégio de, representando

a Câmara Rio-Grandense do Livro,

receber a distinção em nome de

todos os gaúchos – e por que não dizer,

representando todos os brasileiros apaixonados

pelos livros, já que se trata do

maior evento a céu aberto do segmento

em todo o continente americano. Ao longo

de suas 54 edições – estamos este

ano chegando à 55a -, a Feira deu mostras

de sua capacidade permanente de

se reinventar, de crescer – e de renovar

os votos em nome da leitura em todos

os níveis, transformando-se, assim,

na prática, em efetivo patrimônio histórico

e cultural da cidade.

Para 2009, temos confirmada a presença

de 170 expositores livreiros,

sendo 119 na Área Geral, 34 na Área

Foto capa: Kiran l Foto matéria: Vilmar Carvalho

40 anos

Av. Protásio Alves, 1578 - Petrópolis

(51) 3331.6172 - 3331.3962

Infantil e Juvenil e 17 na Internacional.

E temos também uma pequena alteração

nos horários de funcionamento. A

Área Infantil e Juvenil estará aberta das

9h30min às 20h, com possibilidade de

prorrogação para as 21h, a critério da

Comissão Organizadora. O restante da

Feira começará a funcionar 30 minutos

antes do horário convencional - das

12h30min às 21h, também com possibilidade

de prorrogação, no caso até

22h.

Temos a certeza de que um grande

público circulará pela Praça da Alfândega,

em seu entorno e até mesmo fora

dela, entre 30 de outubro e 15 de novembro,

pois as atividades se espalham

por diversos locais, atendendo a

públicos distintos. À frente deste exército

de cidadãos e cidadãs sedentos

por ler e debater sobre o fazer literário

em suas diversas nuances, estará o

patrono eleito Carlos Urbim. O jornalista

e escritor sucede a Charles Kiefer

na missão de ser o embaixador das

Por Camilo de Lélis Encenador e Diretor do Teatro de Câmara Túlio Piva

“Caramuru!” ou o dia que Bob Wilson fez Porto Alegre sonhar.

Chamo de síndrome "Caramuru!" à tendência

provinciana de atribuir grau superlativo às habilidades

de alguns artistas famosos. Isso não é exclusividade

de nossa cidade. O mundo é o conjunto de

todas as províncias. O culto à personalidade parece

estar entranhado no código genético da nossa

espécie. Por isso temos reis do futebol, da música

pop, do rock, do boxe, rainha dos baixinhos, dos

travestis, etc. Parece que tudo começou, faz muito

tempo, com o rei dos macacos.

Quando estive na Alemanha, há mais de uma

década, Bob Wilson era esperado como o rei do

teatro moderno. Um jornal de Berlim estampou, corajosamente,

após a apresentação de O Cavaleiro

Negro: “Bob Wilson, o Rei da Monotonia”. A peça -

uma fábula sobre um pacto com o diabo - havia sido

adaptada pelo rei dos junkies William Burroughs,

com música de Tom Waits e um elenco de primeira.

Tinha tudo para eu gostar, mas eu achei uma grande

chatice. Quando vi que nem todos em Berlim

haviam gostado, me tranquilizei. Eu me perguntava,

que "pegadinha" era aquela. Agora, com a apresentação

de Quartet no POA Em Cena, fecha-se o

ciclo e eu posso - ao menos para mim mesmo -

responder. A palavra monotonia, que o jornal publicou

em sua manchete, tem a ver com Tempo. Então,

a monotonia não era apenas uma provocação, mas

uma estética proposta por Bob Wilson, já que seus

trabalhos são famosos por serem arrastados.

A peça Quartet tem suas raizes em Choderlos

letras durante a Feira - e na verdade

de representar o evento bem antes de

seu início, já que sua agenda tem estado

movimentadíssima desde o dia 23

de setembro, quando seu nome foi

anunciado.

Desde então, Urbim tem andado pelos

quatro cantos do Rio Grande mais

faceiro que lambari em sanga, para

usar uma expressão bem típica dos

gaúchos. E nem poderia ser diferente.

Autor de diversos livros voltados para

o público infantil e infanto-juvenil, ele

comemora em 2009 os 25 anos do lançamento

de seu primeiro livro, “Um guri

daltônico”, justamente no ano em que

foi eleito patrono da Feira do Livro. E é

a alegria infanto-juvenil deste guri de

61 anos que promete se espalhar e

contagiar a todos os porto-alegrenses,

gaúchos, brasileiros e cidadãos do

mundo que por aqui aportarem entre

final de outubro e a primeira quinzena

de novembro. Vai ser de novo uma festa

– e os livros agradecem.

de Laclos, passa por Heiner Müller que se apropria

da situação e a reescreve, até chegar a vários

encenadores contemporâneos. Já que estamos ainda

sob o impacto da visita do rei Bob Wilson, vou

aproveitar a oportunidade para especular um bocadinho,

pois defendo que o teatro deve proporcionar

reflexão. Não vou simplesmente gritar

"Caramuru!" para a beleza que camufla, e muito, a

virulência do autor do texto, Heiner Müller. Antes,

vou procurar ler alguma coisa nas belas imagens

de Bob Wilson. Em memória de minha vivência com

a monotonia daquela montagem de O Cavaleiro Negro

em Berlim, vou escolher o viés do Tempo.

O Quartet de Bob Wilson é uma parábola sobre

o Tempo recheada, devido ao texto de Heiner Müller,

de conotações filosóficas. As Personagens, obcecadas

pelo prazer sexual, estão espremendo o último

sumo dessa fruta, através de um diálogo onde

revivem mentalmente aquilo que seus corpos já não

têm potência para realizar. São materialistas, só

creem no gozo da carne, porém o Tempo está posto

e não para de roer. O Tempo é o antagonista

universal e, no caso específico desta peça, não há

como não derivar dele uma lição de moral: quem

malgasta o Tempo usando os semelhantes unicamente

como objetos do desejo, chega a um triste

fim.

Para pintar os efeitos do tempo, Bob Wilson

usa, segundo minha visão, a metáfora do aquário.

As personagens estão enclausuradas atrás da

parede invisível da boca de cena e os espectadores

as veem como seres subaquáticos. Daí certos

comportamentos ritualísticos, espelhamentos entre

dois atores, posição de ponta cabeça, movimentos

em linhas retas ou quebras bruscas de ângulos.

Tudo me lembrou a coreografia de peixes ornamentais;

as cores luminosas dos figurinos, em vermelho,

roxo, preto, branco e amarelo; as repetições

das falas e gargalhadas extravasando por

bocas arredondadas em rictos artificiais; a imitação

do coaxar de sapos e, por fim, um aquário de

verdade que passa pela cena. Dando unidade a

essa concepção escafandrista do Tempo, havia a

trilha sonora envolvente, a excelente iluminação, o

cenário decorativo e as pancadas secas, em estalos,

que redirecionavam o cardume dos atores no

espaço dentro do palco.

Em Quartet, Bob Wilson, que é um grande artista

plástico, faz um quadro vivo onde, artificialmente,

subjuga o Tempo e o faz andar sob sua batuta.

Com isso ele oferece uma lógica de degradação,

mas tratada assepticamente, numa atmosfera de

distanciamento onírico. Um prazer requintado para

uma plateia que necessita de certa dose de paciência

civilizada para usufruir desse manjar. Porém,

civilização é justamente o que o Porto Alegre Em

Cena nos oferece, com sua ampla diversidade no

cardápio. São duas semanas em que Artes Cênicas,

exame crítico e boa conversação substituem

os gritos da barbárie.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

3

Foto capa e matéria: Luis Ventura


4 4

Após sete anos sem gravar um disco com

canções inéditas, o cantor e compositor portoalegrense

Gelson Oliveira, um dos mais importantes

músicos gaúchos, apresenta o excelente disco

“Tridimensional”, com produção do seu amigo,

cantor e compositor, o jovem e talentoso Juliano

Barreto. O novo disco de Gelson traz 10 faixas,

uma mais bonita que a outra. Valeu a pena a espera.

O compositor está em grande fase. Experiente

e sutil, acerta a mão, apostando num trabalho

calcado no amor e suas diversas facetas. É o

amor cantado em vários andamentos. Do ijexá à

balada, do afoxé ao reggae, Gelson Oliveira esbanja

um domínio nato de ritmos afro-americanos

e brasileiros e sua música, dada esta verdade, se

mostra fluída, elegante, simples e madura. Por si-

Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural

Uma velha surpresa.

Gelson Oliveira lança seu novo cd, o disco “Tridimensional”.

nal, muito deste excelente resultado, deve-se ao

fato das canções do disco terem sido testadas

anteriormente no palco. Este exercício, certamente

trouxe coesão e acabamento ao trabalho.

O disco abre com o afoxé “Nossa Música” e

já de saída diz para o que veio. Uma canção cheia

de swing e sensualidade onde o compositor solta

“palavra, por palavra, do fundo do coração”. Daí

em diante se descortina um disco de música popular

brasileira, pleno, alegre e vibrante.

Gelson, já sabidamente um grande cantor,

dono de uma voz e um timbre privilegiados está

cantando como nunca. A faixa “A Flor da Vida”,

por exemplo, faixa 6, é interpretada de forma

exuberante por Gelson, acompanhado apenas

pelo brilhante piano de Michel Dorfman. “Um rosto

na madrugada” é outra bela canção que mostra

um cantor muito acima da média no Brasil. Independente

da extraordinária capacidade

composicional de Gelson, atrevo-me a fazer uma

sugestão: quem sabe um disco, ou um show, ou

as duas coisas, de Gelson Oliveira como intérprete?

Acho que seria algo muito interessante.

Seria muito bacana para o acervo musical gaúcho

e brasileiro, ter autores relidos por este artista

e seu canto singular.

Voltando ao excelente Tridimensional, que foi

gravado no estúdio Transcendental, em Porto Ale-

gre, sob a técnica, co-produção, gravação e

mixagem de Leonardo Bracht, cabe ressaltar o

time de excepcionais músicos responsável por

um dos melhores trabalhos fonográficos lançados

no Estado em 2009. Lucas Esvael, o baixista

da hora, que toca em todo o disco, com exceção

da faixa 6 (a já comentada “A Flor da Vida”), Luis

Mauro Filho (teclados), Michel Dorfman (piano),

Pedrinho Figueiredo (flauta transversal e sax),

Edinho Espíndola (percussão e bateria),

Marquinhos Fé (bateria), Giovani Beti e Tuti Sagüi

(percussão), mais as participações especiais de

Paulinho Fagundes (violão e guitarra) e Vagner

Cunha (violino).

Gelson Oliveira,

além de fazer voz,

vocais e violões,

também ataca de

guitarra (faixa 5)

e até baixo

fretless (faixa 8).

O disco, financiado pelo Fumproarte, da Secretaria

de Cultura de Porto Alegre, tem a distribuição

nacional pelo selo Pic Music do compositor

gaúcho Antônio Villeroy. A produção executiva é

do Márcio Gobatto e uma curiosidade, a ilustração

da capa é do desenhista Edgar Vasquez.

Tridimensional é um disco completo que representa

a excelente fase deste grande artista

que é Gelson Oliveira. Trata-se de uma audição,

mais que obrigatória, prazeirosa.

É com grande satisfação que passo a escrever

esta coluna sobre música no Usina do Porto.

Sorte e até a próxima.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Bodas de Sangue

Ainda sob o impacto da realização do

16º Porto Alegre em Cena, mas já pensando

no futuro, começo os preparativos

para minha próxima empreitada teatral, a

direção de “BODAS DE SANGUE”, um dos

mais famosos textos do célebre dramaturgo

espanhol Federico Garcia Lorca. Muitos

motivos me levaram à essa escolha.

Um deles é que eu e Sandra Dani, ambos

com puríssimo sangue espanhol correndo

nas veias, há muitos anos acalentamos

o projeto de dar vez e voz à nossa

paixão e entusiasmo cênicos por uma

dramaturgia que espelhe, com ardor, nossos

laços ibéricos. Sandra é uma atriz

magnífica, parceira de muitos projetos,

uma das pessoas com quem mais me

identifico no teatro gaúcho - pois tem um

entusiasmo incomum pelo palco, é um

verdadeiro exemplo de abnegação e talento,

uma força da natureza. É sempre

um enorme prazer e uma garantia de qualidade,

quando eu e minha amiga assinamos

juntos algum projeto no teatro. Alguns

atores, aliás, me causam essa idêntica

sensação de comodidade e desafio: Marcelo

Adams, Ida Celina, Mauro Soares, Alexandre

Magalhães e Silva, entre outros.

Explico: comodidade porque, tenho certeza,

estarei cercado de atores disciplinados,

talentosos, disponíveis; desafio porque,

ao mesmo tempo, não são preguiçosos

nem burocráticos. Pelo contrário.

São incendiários, exigentes e rigorosos.

Dessa mistura, na minha opinião, é que

nasce o bom teatro.

Estarei com todos eles, e muitos outros,

para levar à cena o que o autor chamou

de “tragédia em sete quadros”. É um

texto de uma riqueza extraordinária, onde

a sonoridade da língua e da música estarão

a serviço de uma história sangrenta e

bela, de vingança, aridez e desassossego.

O teatro de Lorca é de alta densidade

poética. Aqui, em um dos textos mais conhecidos

do andaluz famoso, tudo é levado

ao enfrentamento de dois homens que

disputam a atenção de uma mesma mu-

Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena

lher. O único personagem

que tem

nome se chama

Leonardo (Marcelo

Adams). Os outros

são denominados

como o Pai, a Mãe,

a Noiva, e por aí. Estarei

ao lado de atores

que gosto muito

de trabalhar, além

dos já citados: Vika,

Margarida, Fabrizio,

Fernando, Thales,

por exemplo; por

outro lado, trabalhando,

pela primeira

vez, com Sissi

Venturin e Leonardo

Machado, atores

que eu admiro muitíssimo.

Tomara que

a exposição global

que a nova novela

das oito dará ao Leo não atralhe nossos

planos, tramados antes dele ganhar seu

merecido prêmio de Melhor Ator no Festival

de Cinema de Gramado.

Como sempre, já estou estudando

como um louco. É um texto mais próximo

de mim do que os textos de Platão, ou do

que as tragédias gregas, por exemplo.

Estou me sentindo como um pinto no lixo,

as imagens cênicas me vêm com facilidade,

a história me parece muito boa,

quero começar logo os ensaios. Como

sempre, coloquei meu dedo na versão final

da tradução, para que no palco se fale

com o máximo de naturalidade possível.

Esse é um momento que vivencio em plenitude:

estar preparando uma direção,

antes de agregar elenco e equipe de criação

ao meu trabalho. Passo meses indo

e voltando às cenas, procurando fontes

de inspiração, códigos cênicos relevantes.

Isso já está acontecendo, exatamente

a mesma coisa de sempre: uma grande

felicidade me invade cada vez que leio

um artigo esclarecedor, ou me chega um

raciocínio arguto sobre a obra, um filme

que me produz imagens correlatas.

Ao longo dos anos, acumulei uma

quantidade grande de obras sobre

Federico García Lorca. Em todas as viagens

que fiz à Espanha, trouxe material

sobre ele. Sabia que, mais cedo ou mais

tarde, seria inevitável trabalhar um texto

de sua autoria. É um autor que me entusiasma,

me desafia

a chegar “à

obscura raiz do

grito”, expressão

como ele termina

a peça. Há uma

verdade agreste,

uma sinceridade

rude, uma autencidadeimpressionante

na construção

de seus personagens.

E não me

canso de escutar

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

Flávio Wildo

meus discos espanhóis, ver meus dvds,

ler meus livros específicos sobre o período,

o autor, o universo lorquiano. Vou ao

Google, a Amazon, procuro material onde

quer que eu esteja. Assim, a ressaca do

Em Cena vai saindo de mim de um jeito

leve e já me sinto, mais uma vez, envolvido

com um projeto que vale a pena tocar

pra frente.

BODAS DE SANGUE vai estrear no primeiro

semestre de 2010, mas, desde já, convido a

todos para estarem atentos à estréia do espetáculo.

Com o tempo, e quando souber mais

detalhes, certamente escreverei sobre o espetáculo.

Me aguardem.

5 5


Por Mônica Leal Secretária de Estado da Cultura

Lei de Incentivo à Cultura

Desde que assumi a Secretaria de Estado

da Cultura, e, frente ao desafio de comandar

a pasta, tive como uma das principais

metas, o bom uso do dinheiro público,

o saneamento e o resgate da

credibilidade da Lei Estadual de Incentivo

à Cultura, a LIC. Voltando um pouco nesse

tempo, lembro de dois momentos

cruciais para a Secretaria e que nortearam

a nossa busca por readequações e

melhorias: o choque de gestão que

implementamos para que não ocorresse

o fechamento da LIC, quando nos deparamos

com o relatório apresentado pelo Tribunal

de Contas, que apontava para um

estado de falência; e a descoberta de que

o Sistema LIC havia sido fraudado por produtores

desonestos munidos de documentos

falsos e assinaturas falsificadas

dos últimos três secretários da cultura do

Estado, incluindo a minha. Imediatamente

denunciei o fato ao Ministério Público. Dessa

situação resultaram ações positivas na

busca por responsabilizar os fraudadores

e aprimorar e proteger o Sistema de Financiamento

Cultural do Estado.

No constante cuidado e na busca de

novas medidas para a melhoria do siste-

Por Teniza Spinelli Jornalista

3x4 VIS(I)TA. Um ponto de vista revisitado

Wilbert

ma em geral, realizamos recentemente em

Porto Alegre, o primeiro Seminário de

Capacitação da Lei de Incentivo à Cultura

para os produtores culturais. A necessidade

de se orientar sobre formatação de projetos

foi gerada pela constatação da equipe

da LIC, no contato permanente com o

mecanismo, de que muitos projetos eram

inabilitados ou perdiam seus prazos de

execução pelo fato de não serem apresentados

de forma correta e adequada, a fim

de corresponder aos procedimentos estabelecidos

e exigidos pela Lei e suas

Normativas. E convivíamos com o constante

desgaste que isso gerava, o que acarretava

mais tempo gasto para

reapresentações dos projetos, e menos

tempo para a tramitação prevista ainda

dentro da Secretaria da Cultura. O seminário

recebeu cento e setenta produtores

culturais e representantes de prefeituras e

de entidades proponentes de projetos de

todo o Estado, e teve como missão, o repasse

de informações e esclarecimentos

a fim de qualificar ainda mais os usuários

do Sistema LIC; a divulgação da atual situação

da Lei; e o estímulo à essa rede

produtiva que movimenta a economia do

Um grupo de quatro artistas experimenta

uma forma nova de dialogar e

estabelecer pontos de contato, organizando

encontros/visitas em diferentes

ateliês de outros artistas. Seus

nomes são: Carlos Krauz, Helena

d’Ávila, Nelson Wilbert e Laura Fróes.

O projeto prevê, nesta primeira etapa,

10 vistas e após, a publicação

de um livro registrando

todo o projeto, que já está na

metade do percurso. As primeiras

visitas foram nos ateliês

de Roseli Jahn, Felix

Bressan, Luis Gonzaga, André

Venzon e Maria Lúcia Cattani.

O grupo, auto-intitulado

3x4, escolhe o artista a ser visitado

e o visita, daí o nome do

projeto 3x4 vis(i)ta. Mas antes,

o grupo faz uma pesquisa de campo no atelier do

artista escolhido, para conhecer melhor sua obra e

sua produção recente. A partir dessas reuniões prévias,

das conversas mantidas, cada membro do grupo

faz uma proposta artística que tenha relação com o

nosso Rio Grande, proporcionando desenvolvimento

e geração de renda através da

cultura. Queremos oferecer uma estrutura

condizente com a importância desse mecanismo

oferecido pelo Governo do Estado

do Rio Grande do Sul, onde os diferentes

sujeitos envolvidos possam atuar plenamente

na divulgação e na ampliação da

cultura do Estado. Dessa forma, o produtor

recebe condições de utilizar uma estrutura

mais ágil e modernizada, o patrocinador

pode confiar no benefício de sua participação,

e a sociedade como um todo vem

a saber que o dinheiro público está sendo

aplicado através de projetos sérios e comprometidos

com a cultura gaúcha.

A LIC, em 2009, depois de uma fase

de ajustes imprescindíveis e do saneamento

dos problemas históricos mais

graves, se firma, para continuar sendo um

instrumento importante para a viabilização

das nossas inúmeras manifestações artísticas,

que nascem da criatividade, do

talento e da visão dos nossos artistas e

produtores, e para mostrar que a atual

gestão da Secretaria da Cultura priorizou

e assegurou, acima de tudo, a continuidade

dos projetos culturais gaúchos.

ateliê e/ou a obra do artista visitado.

O resultado é instigante e tudo termina

com uma exposição relâmpago que eles

chamam de evento, cuja duração é de, em

média, 4 horas, sempre num fim de semana.

Nesse dia, o público além de conhecer o

ateliê e a produção do artista destacado confere

os trabalhos do grupo 3x4.

O projeto já está com meio caminho andado

e o sucesso foi conferido pelo Usina

do Porto que foi convidado a vê-lo. Em uma

iluminada tarde, visitamos o ateliê da artista

e professora do Instituto de Artes da UFRGS,

Maria Lucia Cattani, integrado a um pátio mágico,

com frondosas árvores e muita

criatividade na montagem da exposição, organizada

coletivamente.

De certa forma, a mostra do 3x4, realizada

no atelier de Maria Lúcia Cattani, foi também

um “ponto de contato”, evocando o título

da exposição “Pontos de contato/Points of

contact” da qual Cattani participou e que envolveu

artistas do Programa de Pós-Graduação

do Instituto de Artes da UFRGS e parceiros

da University of the Arts London. Na

mostra desses dois grupos de ensino e pesquisa,

cada artista evidenciou suas singularidades,

superando as distâncias físicas. Na

recente mostra do 3x4 nos parece que também

ocorreram questionamentos gerando

sintonias, num diálogo de conhecimento e

valorização dos artistas envolvidos.

Maria Lucia Cattani, anfitriã do grupo, expôs

um trabalho que envolve a ação de fazer

marcas. “Não apenas desenhar na superfície,

mas também modificá-la fisicamente,

cortando sulcos, fazendo incisões; como ao

arar um campo”. Sua preocupação com a

superfície não é apenas relacionada com o

que é adicionado e sim também com o que

é retirado. “O desenho inicial é removido do

papel, deixando-o com vazios – as marcas

tornam-se visíveis pela sua ausência. E essas

marcas são manualmente refeitas nas

paredes, deixando pequenas irregularidades

devido à natureza do material do desenho”.

No ateliê de Cattani, os demais artistas

expuseram suas obras, integrados num

processo de convergência, experiências e

vivências culturais e afetivas.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

7

Foto capa e matéria: Guerreiro


8

Lista de noivas

No bazar

das aflitas esperanças

deixemos nossa lista de noivas.

Vá que seja prosaico,

um fogão oito bocas

para que possamos

assistir o leite derramar

na cumplicidade

de nossos descuidos.

Quem sabe uma feiticeira

para juntar as cinzas

quando o desamor espargir

seus vestígios pelos aposentos.

Ou melhor, uma vassoura

para que possamos esconder

as farpas da ironia

sob os tapetes.

Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário

Por Beatriz Bohrer Amaral Radiologista e Diretora da Radimagem

Controlando o hormônio do estresse

O cortisol, também chamado hormônio do

estresse, é uma substância produzida pelas

glândulas supra-renais que ajuda a regular a

pressão e o sistema imunológico em situações

de crise iminente, seja um ataque à integridade

física do indivíduo ou um abalo emocional.

Esta reação ajuda a mobilizar as reservas

de energia e aumenta a habilidade de debelar

infecções. É um importante mecanismo

de sobrevivência de que dispomos.

No entanto, se este sistema for acionado

de forma crônica, os níveis altos de cortisol podem

gerar problemas, como perda de sono,

depressão do sistema imunológico, alteração

da taxa de açúcar no sangue e até aumento de

peso. Por exemplo, o aumento súbito de cortisol

no sangue diz ao seu corpo que é necessário

ingerir alimento com alto teor calórico, o que é

importante se você tiver que fugir de um predador.

Mas, se o seu estresse é causado pelas

contas a pagar no final do mês, o estímulo vai

fazê-lo apenas ganhar peso.

Como fazer, então, para controlar este mecanismo

de luta ou fuga no mundo estressante

em que vivemos hoje? Felizmente existem atitudes

que podem reduzir os níveis de cortisol,

desencadeando uma resposta de relaxamento.

Uma delas é a meditação, que em estudos

demonstrou ser capaz não só de baixar o

cortisol, mas também a pressão arterial. A

música pode também ter um efeito calmante

frente às tensões do dia a dia.

Cristais e pratarias,

onde serviremos

nossa guarnição de desencantos

e beberemos taças de melancolia.

Um liquidificador.

Aperta-se um botão

e entram em vertiginosa dança

palavras amargas

e doces juras com data vencida.

Um faqueiro completo,

colherinhas para provar

o gosto amargo da indiferença.

Facas,muitas facas,

para apunhalar os fantasmas

que nos perseguem

pelos degraus da escadaria.

Toalhas felpudas

para secar o pranto e os cabelos.

O sono é essencial no manejo do

estresse. Uma pesquisa realizada na Alemanha

demonstrou que seis horas ou menos

de sono durante sete noites consecutivas

aumentava significativamente o nível de

cortisol, que se mantinha elevado por até dois

dias. A recomendação de oito horas de sono

permite que seu corpo recupere-se das tensões

diárias. No caso de uma noite insone,

uma sesta pode ajudar a baixar o cortisol.

A associação de uma xícara de chá com calma

e conforto não é só sugestão, pois a ciência

confirma esta associação. Um estudo na Inglaterra

mostrou que, após uma tarefa estressante,

os indivíduos que tomavam chá preto regularmente

reduziram a taxa de cortisol em 47% contra

27% nos demais. As substâncias naturais

presentes no chá preto, como os polifenóis e os

flavonóides, podem ser as responsáveis pelas

propriedades calmantes do chá.

O folclore popular diz que rir é o melhor

remédio e o fato é que ajuda mesmo a moderar

a resposta ao estresse, pois apenas a

antecipação da risada pode baixar pela metade

o cortisol. Sessões de massagem também

têm esta propriedade, reduzindo o

estresse e promovendo a produção de

dopamina e serotonina, substâncias que aumentam

a nossa sensação de bem estar.

Confira alguma destas sugestões para aliviar

as tensões diárias e melhorar a sua qualidade

de vida.

Uma torradeira elétrica,

Como evitar que

a branca côdea da ternura

seja chamuscada pelas lâminas

incandescentes da desavença?

Padrinhos, um televisor.

Quando o amor

murchar nas jarras

nos estatelamos no vídeo

substituindo nossas vidas

pela frívola dramaturgia

das lacrimejantes novelas.

Que lençóis venham cobrir

nossa solidão provisória,

até que uma nova paixão

com seus jatos de luz

deflore as cortinas de tule.

Próximas palestras do

"Projeto Mulher & Saúde":

28/10/09 - 16h

Tema: Minha Gravidez é Diferente

Palestrante: Aléssia da Silveira

Carpes, Psicóloga

25/11/09 - 16h

Tema: Renovando a Vida Amorosa

Palestrante: Dra. Sandra Scalco, Ginecologista

Av. Cristóvão Colombo, 1691

Trazer 1kg de alimento

não perecível

Cirurgia minimamente

invasiva em ginecologia

Por Dr. Nilton Alves Ginecologista CREMERS 15.193

Os procedimentos cirúrgicos ginecológicos podem

ser realizados através de três vias: abdominal,

endoscópica (laparoscopia ou

histeroscopia) e vaginal. A cirurgia vaginal é minimamente

invasiva e apresenta uma série de

vantagens, principalmente no pós-operatório,

onde a paciente pode voltar às suas atividades

domésticas e profissionais em menos tempo

do que no caso da cirurgia tradicional. A abordagem

via vaginal proporciona a oportunidade de

correção de algumas distopias genitais, bem

como a ausência de cicatriz abdominal. A cirurgia

por via vaginal apresenta um menor custo

se comparada com as demais cirurgias, assim

como agrega o menor tempo de internação com

o mínimo de agressividade possível.

A histerectomia (retirada do útero) é um dos procedimentos

que apresentam muitas vantagens

quando realizados através da via vaginal, sendo

inclusive realizado em úteros de médio a grandes

volumes, mesmo com a presença de cirurgias

abdominais ou pélvicas prévias.

As cirurgias ginecológicas minimamente

invasivas se aplicam em diversos outros problemas,

tais como cisto de ovário, endometriose,

miomas, gravidez ectópica, etc. É importante

salientar que nem todos os problemas podem

ser abordados pela via vaginal. Um adequado

exame físico geral e ginecológico, o uso

criterioso de exames complementares e a experiência

da equipe envolvida no procedimento

é que nortearão a melhor escolha para cada

paciente, respeitando sempre os limites de cada

método, o consenso das sociedades médicas

assim como uma boa análise da relação custo

x benefício para cada indicação cirúrgica.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura

Gigante do romantismo masculino

Depois de várias décadas sem

produzir quase nenhum filme, parece

que o Uruguai está tomando gosto

pela coisa. Gigante, de Adrián

Biniez, é o último rebento de uma safra

que contabiliza entre outros o excelente

Whisky e o também

impactante O Banheiro do Papa. Gigante

recebeu o Urso de Prata no último

Festival de Berlim e também foi

premiado por seu roteiro em Gramado,

levando ainda o Kikito da crítica.

O filme se passa em um grande

supermercado longe do centro de

Montevidéu (nenhuma cena identifica

a cidade), onde um dos seguranças

encarregados de controlar roubos

de clientes e funcionários, de

tanto monitorá-los pelo circuito interno

de tevê, apaixona-se por uma das

faxineiras. O enredo é simples e o

resto são as estratégias do segurança

Jara (muito bem representado por

Horácio Camandule) para aprender

mais sobre a faxineira Júlia (Leonor

Svarcas) até tentar a aproximação.

A história está bem conectada a

seu tempo e lugar, a começar pela

iniciativa de originar a ação no

telecontrole de seres humanos através

de câmaras, bem ao estilo de

George Orwell e sua fábula totalitária

1984. A discussão não parece ter

chegado com força ao Brasil, mas o

tema da invasão de privacidade está

na mesa em todos os países de alta

qualidade de vida. (Marcas da Vida -

Red Road, prêmio do júri em

Cannes 2006 do britânico Arnold

Arnold, parte de um princípio semelhante

para um drama decididamente

mais pesado sobre essa realidade

do mundo contemporâneo.) Outro

exemplo disso são os comentários

de um dos informantes de Jara

sobre a loteria dos encontros arranjados

via internet.

A grande virtude de Gigante é a

capacidade de entreter com as pequenas

coisas do dia a dia de um

cidadão absolutamente corriqueiro,

sem qualquer habilidade extraordinária

nem tampouco cercado de fatos

espetaculares. O senso de montagem

do filme é especialmente eficiente,

resultando num ritmo impecável,

e no entanto quase não percebemos

essa qualidade em razão da

acertada economia e sutileza dos recursos

utilizados. Para isso concorre

um uso igualmente discreto de

som e de trilha sonora. Em raras tomadas,

é verdade, tive a sensação

de que talvez algo mais pudesse

acontecer em cena para amenizar

um certo arrastar do tempo, mas

nada que incomodasse.

Como definiu o diretor, trata-se

de um filme sobre o romantismo

masculino, e é tanto mais interessante

que ele tenha escolhido para

isso uma personagem tipo armário,

que trabalha como segurança também

em boates noturnas, ou seja,

com a típica e nada romântica cara

de poucos amigos. Outra boa esco-

lha paradoxal de Biniez foi chamar o

filme de Gigante, quando a vida ali

mostrada é o oposto da

espetacularização.

Acredito que o que faltou para que

Gigante realmente se inscrevesse

entre os filmes de altíssima estatura

foi explorar mais a poética visual,

essa qualidade que realmente determina

a soberania da direção sobre

o roteiro e emancipa o cinema

de uma matriz literária. Isso foi explorado

a contento apenas uma vez.

Nas cenas finais, Jara contempla

sua amada solitária na areia de uma

praia semi deserta antes de abordála

pela primeira vez. Ele aparece de

corpo inteiro e ocupa quase toda a

tela, tendo o mar e a linha do horizonte

ao fundo. A uma distância intermediária

está sentada Júlia e bem

além dela, caminhando rente à água,

outras pessoas decididamente

pequeninas surgem na tela. Naquele

fotograma me pareceu estarem o

resumo e a verdadeira razão do título

Gigante, que é como parecem todos

os amantes imersos numa cena

urbana, rodeados de gente indo e

vindo sem muito objetivo. A cena é

longa, o som é ambiental e nada

intrusivo, os movimentos seguintes

são igualmente pausados, e as imagens

nos convidam ao devaneio sobre

o está pra acontecer e talvez até

o que aguardará o casal em formação

no futuro, sem que nenhuma

palavra precise ser dita.

O HIPNOTIZADOR DE TAQUARA

Sergius Gonzaga lança

livro de crônicas

Professor e autor de livros sobre literatura, fundador de

colégios e algumas editoras, Sergius Gonzaga também

foi comentarista e cronista na imprensa gaúcha antes de

assumir a Secretaria da Cultura de Porto Alegre.

O lançamento do livro de contos e crônicas O Hipnotizador

de Taquara (editora Leitura XXI), que é seu primeiro trabalho

de ficcão, Sergius mistura reminiscências da juventude

no interior do RS, do universitário encantado com as

luzes da capital no início dos anos 60, do professor que

instila o gosto pela literatura em grande parte dos artistas

e intelectuais, criados ou formados em Porto Alegre desde

a véspera dos Anos de Chumbo.

O AUTOR

É autor de vários livros. Foi um dos sócios-fundadores

dos colégios Unificado e Leonardo da Vinci. É professor

de Literatura da UFRGS, tendo dirigido por vários anos

sua editora. Criou algumas editoras de destaque e a livraria

Quarup,

Assumiu a Secretaria

da Cultura

de Porto

Alegre em janeiro

de 2005,

cargo que ocupa

até hoje.

É só chamar o

HOMEM PIZZA

e ele leva

o mais

delicioso

rodízio na sua

festa ou evento!

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A pizza vai até você!

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Luciana Thomé

Três Deuses e uma Trindade do médico e escritor

David Raskin trata das três grandes religiões

monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) e

propõe, após estudo de origens e de semelhanças e

diferenças, uma visão de tolerância e fraternidade.

Resultado de anos de pesquisas, a obra é preciosa

e essencial num mundo cheio de antagonismos, fanatismos

e violências. Sem dúvida, uma obra que

nasceu referencial. Editora AGE, 184 páginas, telefone

3061.9385.

Por Sergio Napp Escritor

Os limites da impunidade

Por dever de ofício visito escolas,

desde as mais simples até as mais equipadas.

Faço palestras, ministro oficinas,

trato de leitura e de literatura. Em conseqüência,

falo com alunos, desde as séries

iniciais até o ensino médio e grupos

do EJA, e com professores. Procuro

ouvir o mais que posso, que ouvir faz

parte de qualquer aprendizado. E o que

ouço nem sempre é agradável. Experiências

acumuladas ao longo do tempo.

Vivências de grande parte da vida.

Há pouco estive na Vila Bom Jesus,

semana que vem estarei na Restinga

Velha. Também na Fase onde conversei

com adolescentes em medida sócioeducativa.

Se ali estão, privados de liberdade,

é porque algo de grave cometeram.

Mas era de ver a atenção e a disponibilidade

para com as histórias por

mim contadas. É a periferia diante de

meus olhos, tocando minha sensibilidade

com suas dificuldades, erros e acertos,

carências e frustrações.

Este prólogo é para entrar no assunto

principal. Motivo de debates e discussões

as mais diversas e contraditórias.

Falo sobre a professora que obrigou um

aluno, pichador, a repintar várias salas

de aula. A escola fora pintada com o sa-

Dostoiévski, Correspondência -

1838-1880, com tradução de Roberson Frizero, traz a

correspondência do autor de Crime e Castigo e outros

romances clássicos da literatura universal. As cartas

mostram a evolução do homem e do escritor, suas dúvidas,

suas lutas com os problemas do cotidiano, suas

leituras e influências e, enfim, suas ricas impressões

sobre o mundo, assim como revelam a profunda amizade

com o irmão. 248 páginas, 8Inverso Editora,

www.8inverso.com.br e 8inverso@8inverso.com.br

Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor

crifício de todos e, tão logo pronta, um

adolescente resolveu assinar a obra dos

outros com o seu nome. A professora

agiu sob efeito da raiva, segundo confessou,

mas não se arrepende. E eu a

compreendo. Talvez este episódio contribua

para escancarar um problema latente

e que se tenta esconder. Talvez, não

tenho certeza, seria bom se, finalmente,

descobrissem o lodo debaixo do tapete.

No momento em que vemos alunos

agredindo professores, entrando na sala

de aula com armas, ferindo ou assassinando

colegas, participando de gangues,

incentivando agressões, é de se perguntar

quais são as causas. Os efeitos, conhecemos.

E as causas? Muitas.

Duas, no meu modo de ver, se sobressaem.

Primeira, a falta de limites. Hoje em

dia se trabalha o que for necessário para

oferecer o melhor para os filhos, esquecendo

que o melhor que se pode oferecer

a eles são noções de respeito, cidadania,

responsabilidade, carinho, atenção,

exemplos. Como não sobra tempo

empurra-se o problema para o colégio e

professores mesmo não sendo deles a

responsabilidade por estas omissões.

Pior, se a escola aponta qualquer falha,

Egito Antigo de Sophie Desplancques

faz parte da coleção L&PM Pocket e revela

porque os mistérios do Egito Antigo

até hoje surpreendem os historiadores.

Em menos de dois milênios o Egito,

antigo povo de caçadores, pescadores

e coletores se transformou em um dos

primeiros Estados do mundo. Grandes

periodos do país dos faraós e muitas

curiosidades estão

no volume de

120 páginas, da L&PM Pocket, telefone

3225.5777.

por menor que seja, a primeira atitude é

proteger o filho e contestá-la. Sem reflexões,

sem questionamentos, sem enfrentar

a realidade que escapa aos olhos

porque os olhos, claro, estão fechados.

Uma criança/adolescente que se sente

protegida em qualquer circunstância não

terá o menor prurido em exercer sua onipotência.

Segunda, a impunidade. Se os poderes

constituídos, políticos, judiciário,

empresários, e seja mais lá quem for,

julgam-se com o direito de cometer as

maiores barbaridades no pressuposto

de que nada lhes acontecerá, o que sobra

para a base da pirâmide? Para os

que pagam impostos, carregam os fardos,

catam o lixo da vida, juntam as misérias

do dia-a-dia, burros de carga a

quem nada mais resta? Por acaso os

bem-aventurados, do alto de seus castelos

e arranha-céus, imaginam que

estas criaturas de nada sabem, de nada

desconfiam?

Depois, olhos esbugalhados, fingem

desconhecer as razões pelas quais o

descalabro se instala neste país.

Fernando Pessoa - A quintessência do desassossego traz uma

seleção de pensamentos do Livro do Desassossego do genial poeta

português Fernando Pessoa, com organização e apresentação de A. S.

Franchini e Carmen Seganfredo. A obra mostra as reflexões e anotações

de toda uma vida. Exemplo: Quem sou eu para mim? Só uma

sensação minha. A obra recebeu o Prêmio Abigraf/RS.

150 páginas, Editora Artes e Ofícios, telefone 3311.0832

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O que se espera dos políticos

Pesquisas recentes, quando perguntam

ao eleitor o que ele espera dos políticos, apontam

em grande parte a mesma resposta: -

espero que eles sejam honestos. Esta resposta,

reveladora da inquietação dos eleitores

num país em que a roubalheira grassa,

passou a representar um desvio do verdadeiro

objetivo dos pleitos, qual seja, o de escolher

homens e mulheres capazes tecnicamente

de praticar a gestão publica com competência,

conhecimento, planejamento e, fica

implícito, também com honestidade. A honestidade

não representa um fim em qualquer

processo. Ela é apenas um meio. Entretanto,

como quem não tem cão caça com gato, supõe-se

que, pelo menos sendo honesto o

político, já se tem meio caminho andado.

A resposta mais ouvida nas pesquisas

revela uma inverdade, pois nem todos os

políticos são desonestos – mas trata-se de

Olha a graça do cabeção

Se alguém ai já ouviu falar do Gay and

Lesbian Travel Association, ou é do time ou

é mais bem informado que a PM2. Pois trata-se

do maior evento de turismo gay do planeta,

que, em 2012 vai ser aqui no Brasil.

Provando que o Lula, não é, mas, se precisar,

para manter a popularidade, vira.

Ganhamos de Berlim, Tel-Aviv e Madri.

De Berlim porque desmunhecou vira o chope

fora do caneco; em Madrid para não prejudicar

as touradas, com o touro virando

vaqueco (que vem a ser a vaca traveco) e de

Tel-Aviv por razões obvias de antiterrorismo:

vamos que aquele volume na calcinha da

bainana customizada não fosse o que se

pensa e sim uma banana de dinamite.

E quem levou a taça? A capital dos

gauchos, paulistas e argentinos:

Florianópolis. Salvo no inverno, catarinenses

são raríssimos por lá.

Por Paulo César B. do Amaral Artista plástico e Escritor

Por Renato Pereira Jornalista

Resta saber, como sempre, se há estrutura

suficiente para um público internacional

(tem do Grêmio também) tão sofisticado

como os GLSs.

A começar pela hotelaria da ilha da fantasia.

Que tem esse nome porque hotel funcionando

bem lá é só fantasia. Participei de

um congresso no continente - ainda não

eramos gays, nem, eu nem o congresso - e

o ar condicionado estava pifado, no salão

de eventos e em todos os quartos. Voltamos

no ano seguinte, para o mesmo hotel,

o ar continuava pifado. Os patrocinadores

do evento foram dar queixa e lhes foi respondido

que há mais de ano e meio que

estava assim. Desse jeito não há frescura

que aguente.

Sim, as praias são lindas, mas os sanitários

nem tanto. Temos que ter, na via pública,

no mínimo quatro banheiros à dispo-

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uma inverdade na qual não se acredita quando

se tem um amplo cenário de falcatruas

protagonizadas pelos seres políticos de todos

os poderes. Praticamente um terço dos

congressistas enfrentam processos criminais,

muitos deles condenados até, mas continuam

em seus postos, como se nada tivesse

acontecido, e, mais ainda, habilitados a

concorrer nas próximas eleições.

Lembram do Agaciel Maia? Pois bem, ele

vai concorrer para deputado federal, e diz-se

aqui em Brasilia - onde estou neste momento

-, que tem grandes chances de vencer por

larga margem, pois sua sustentação na campanha

dar-se-á por corporações poderosas

e interessadas em sua condução ao posto

do qual poderá contribuir, de alguma forma,

para o restabelecimento do trem da alegria

do Congresso Nacional, o qual, alias, há muito

perdeu os freios.

sição por pessoa: para os heteros, para as

lesbian womans, para os gay mens e para

os indecisos. E, é claro, letreiros por toda

orla em todos os idiomas disponíveis "é

proibido mijar na areia", exceto o seu cachorro

ou outro amiguinho de estimação.

Mas será, sem dúvida, um acontecimento

memorável. Com as cores do arco iris

pintadas da ponte Hercilio Luz ate a

Joaquina. E evidentemente que, com as

parcas estruturas do excesso de consumo

de energia pela festividade em moto contínuo,

poderá vir a faltar luz, como já aconteceu.

Aí será o caos gay. Gente que nunca

pensou em ser, fica. E pessoas que eram,

voltarem ao seu sexo original. Para

retornarem às origens só quando tudo voltar

à normalidade.

O que preocupa em muito à organização

do evento. Por exemplo, o "serviço de

CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO

AUXILIADORA -CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA

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Não se pensa em competência. O exame

do ENEM que o mostre. Tantas tecnologias e

cuidados para reservar-se o sigilo de uma

prova destinada a milhões de brasileiros, e

ela é furtada por um simples funcionário da

gráfica responsável por sua impressão. Não

se pensou na árvore, mas apenas na floresta.

A coisa foi protagonizada também por um

dono de pizzaria, o que leva a crer que o

imbroglio todo vai dar, como de praxe, em

pizza.

Depois que todos pensávamos que o

Sarney estava encurralado, e que ele não tinha

mais saída, e que ele iria cair de vez sob

o peso de sua esperteza, foi ele na verdade

quem nos encurralou a todos. "Nunca antes

na história deste pais" se consolidou tanto a

razão para que os cidadãos eleitores se contentem

com uma única esperança: a de que

os políticos sejam - ao menos - honestos.

bichas perdidas". Bicha já se perde no claro,

imagine-se na escuridão.

Vai ter criatura pedindo asilo em

Honduras depois de ter percorrido o trecho

a nado, de caminhão, e no lombo de um

marombado pegador de onda que inadvertidamente

cheirava umas quando a bichinha

se extraviou, pulou em cima e ele pensou

que era mochila.

Mas em compensação, pós evento, um

termo pejorativo desaparece definitivamente

da capital catarinense: o manezinho da ilha.

Que passa a se chamar a "Mariazinha do arquipélago".

Mesmo que não seja, nem venha

a ser, é apenas uma questão folclórica para

tornar inesquecível o momento histórico que

a cidade vai viver. E, sem dúvida, que vai dar

muito dividendos eleitorais para o Governo

que virá. Imagine-se o slogan; "O Amin não é,

mas se fosse, olha a graça do cabeção!".

Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado

do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá

- Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida

Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas -

School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório

Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-

Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé

- Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon

Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão –

Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta

de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço

Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante

– Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete

- Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica

– Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso

Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico

Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping

Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor


Por Thamara de Costa Pereira Jornalista

Festival Bar em Bar 2009

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes

do Rio Grande do Sul (Abrasel

RS) está com as inscrições abertas para o

Festival Bar em Bar 2009. O evento promete

movimentar o setor gastronômico da capital

gaúcha entre 29 de outubro e 29 de novembro.

No festival, os estabelecimentos

inscritos oferecerão porções promocionais

de receitas que melhor representam sua

especialidade e serãos durante os dias do

evento.

A edição deste ano traz ainda a promoção

“Amigos de copo” – os clientes dos bares

participantes do Festival poderão adquirir

uma cartela com 10 fichas de cerveja ou

chope, no valor de R$ 15,00 – as fichas poderão

ser trocadas em qualquer um dos estabelecimentos

inscritos no evento. Além do

valor reduzido em mais de 50%, os clientes

que comprarem a cartela ganharão um

copo exclusivo do Bar em Bar 2009.

“O bar é uma paixão nacional, um espaço

de confraternização e lazer que deve ser

valorizado”, afirma Pedro Hoffmann, presidente

da Abrasel RS, salientando que a

inventividade destas casas representa um

diferencial competitivo para o turismo. “O

festival tem como uma de suas metas avançar

no processo de conscientização dos

empresários e da sociedade, para consolidar

a idéia de que os bares podem, e devem,

ser negócios comprometidos

com a civilidade,

interagindo com a

sociedade de maneira

harmônica”, afirma

Hoffmann. O restaurante

Gokan vai servir o

sake croque (o prato é

composto por seis unidades

de bolinhos de

salmão frito) e custa

R$12,00 - preço

promocional nos dias

do Festival. Confira, a

receita seguir.

SAKE CROQUE

SAKE CROQUE

Ingredientes Ingredientes Ingredientes Ingredientes Ingredientes

- 1 kg de salmão

- 0,7 g de cream cheese

- 20 g de nanpla (molho de peixe fermentado)

- 20 g de hondashi (tempero oriental à base de peixe)

- 10 g de glutamato monosodico

- 30 g de curry vermelho

- 10 g de shichimi (pimenta vermelha)

- 50 g de cebolinha picada

Modo Modo Modo Modo Modo de de preparo preparo preparo preparo preparo

Cozinhar o salmão e misturar com

todos os ingredientes até obter

uma massa homogênea. Fazer seis

bolas e passar em uma mistura de

farinha de trigo e água e depois

passar na farinha de panko (farinha

típica da culinária japonesa com

farelo mais crocante e granulado,

usada para o preparo de milanesas).

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