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Princípios de Osteossíntese - Prodot

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<strong>Princípios</strong> gerais <strong>de</strong> fixação interna<br />

Lucas Melo<br />

PRODOT – UFC<br />

Fortaleza, 14 <strong>de</strong> outubro <strong>de</strong> 2010


• Meados do século XIX;<br />

INTRODUÇÃO<br />

• Infecção, pouca disponibilida<strong>de</strong> <strong>de</strong> materiais;<br />

• Conhecimento restrito da biomecânica do trauma;<br />

• Gran<strong>de</strong> avanço após os anos 50 com a fundação do<br />

grupo AO.


• Redução anatômica: <strong>de</strong>svio <strong>de</strong> até 2mm nas fraturas<br />

IA, “alinhamento anatômico” x redução;<br />

• Fixação estável:<br />

INTRODUÇÃO<br />

– Absoluta: fixação interfragmentária, sem movimentos no<br />

foco da fratura (parafusos <strong>de</strong> tração e placas).<br />

– Relativa: permite movimentos no foco (haste intramedular<br />

e placa em ponte).


INTRODUÇÃO<br />

• Preservação do suprimento sanguíneo: técnica mais<br />

atraumática possível;<br />

• Mobilização precoce: restabelecimento da função para<br />

evitar a “doença fraturária”.


INTRODUÇÃO<br />

• Fixação:<br />

Absoluta (Fixação interfragmentária):<br />

• Fraturas articulares – Sem mobilida<strong>de</strong> – Sem calo ósseo;<br />

• Exemplos: Parafuso <strong>de</strong> tração e placas;<br />

Relativa<br />

• Cada vez mais usada, preocupação biológica;<br />

• Preferida em lesões cominutivas, não obriga que os pontos <strong>de</strong><br />

fixação estejam próximos ao foco;<br />

• Alinhamento anatômico, restabelecimento do eixo, comprimento<br />

e rotação, porém sem a necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> abordagem direta do foco<br />

fraturário;<br />

• Exemplos: Haste intramedular e placa em ponte.


• Pinos, fios e parafusos;<br />

• Placas;<br />

• Hastes intramedulares.<br />

INTRODUÇÃO


PINOS E FIOS<br />

• Fios <strong>de</strong> Kirschner e Pinos <strong>de</strong> Steinmann;<br />

• Tratamento <strong>de</strong>finitivo: fraturas pouco <strong>de</strong>sviadas ou<br />

com outro tipo <strong>de</strong> estabilização associada:<br />

– Falanges, metacarpo, metatarso, úmero proximal.<br />

• Tratamento provisório: causam poucas lesões ósseas<br />

e <strong>de</strong> partes moles.


• Fios <strong>de</strong> Kirschner:<br />

PINOS E FIOS<br />

– Capacida<strong>de</strong> limitada <strong>de</strong> perfuração óssea: cuidado com<br />

necrose térmica!!<br />

– Associação com intensificador <strong>de</strong> imagens nas inserções<br />

percutâneas quando se faz redução fechada (segundo o Dr.<br />

Bomfim: “redução armada”)


PINOS E FIOS<br />

Estudo retrospectivo da osteotomia <strong>de</strong> base do primeiro metatarso com tratamento do hálux valgo;<br />

Acta ortop. bras. vol.14 no.1 São Paulo 2006


PINOS E FIOS<br />

Estudo retrospectivo da osteotomia <strong>de</strong> base do primeiro metatarso com tratamento do hálux valgo;<br />

Acta ortop. bras. vol.14 no.1 São Paulo 2006


• Pinos <strong>de</strong> Steinmann:<br />

– São mais largos;<br />

PINOS E FIOS<br />

– Na atualida<strong>de</strong>, é usado principalmente para tração <strong>de</strong><br />

ossos longos;<br />

– Risco <strong>de</strong> infecção e perda <strong>de</strong> redução: substituição por<br />

técnicas mais mo<strong>de</strong>rnas.


PARAFUSOS DE TRAÇÃO<br />

• Parafusos <strong>de</strong> compressão interfragmentária;<br />

• Permitem a estabilida<strong>de</strong> absoluta do foco da fratura;<br />

• O uso exclusivo <strong>de</strong> parafusos em ossos longos po<strong>de</strong><br />

levar a falha por sobrecarga mecânica.<br />

• O tipo <strong>de</strong> parafuso <strong>de</strong>pen<strong>de</strong> da localização no osso<br />

(diferença na biomecânica);


PARAFUSOS DE TRAÇÃO<br />

• Técnica da Diáfise:<br />

– Parafuso cortical;<br />

• Técnica da Metáfise:<br />

– Parafuso esponjoso <strong>de</strong> rosca parcial;<br />

• No geral: posição perpendicular à linha da fratura;<br />

• Quando carga funcional compressiva: bissetriz da linha <strong>de</strong><br />

fratura com a perpendicular ao longo do eixo do osso;<br />

• Escarificação da cortical se o parafuso for colocado<br />

diretamente no osso maior área <strong>de</strong> contato e menor<br />

risco <strong>de</strong> fratura


PARAFUSOS DE TRAÇÃO


PARAFUSOS DE TRAÇÃO


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

NEUTRALIZAÇAO<br />

• Proteção da fixação primária com parafuso contra as<br />

forças <strong>de</strong> cisalhamento e rotação;<br />

• O parafuso <strong>de</strong> tração <strong>de</strong>ve passar sempre<br />

perpendicular à linha da fratura;<br />

• O parafuso <strong>de</strong> tração po<strong>de</strong> ou não ser colocado<br />

através da placa.


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

NEUTRALIZAÇAO<br />

• Quando através da placa, esta <strong>de</strong>ve ter o seu centro<br />

no foco da fratura;<br />

• Os orifícios das placas <strong>de</strong> neutralização permitem<br />

uma angulação dos parafusos <strong>de</strong> no máximo 30°.


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

NEUTRALIZAÇAO


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

NEUTRALIZAÇAO


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

SUPORTE<br />

• Regiões <strong>de</strong> cortical muito finas que estão expostas a<br />

falha por carga axial;<br />

• Suporte para a cortical subjacente;<br />

• Fraturas articulares parciais da tíbia proximal e distal<br />

e fêmur distal.


PARAFUSO ASSOCIADO A PLACA DE<br />

SUPORTE


PLACA DE COMPRESSÃO<br />

• Compressão axial através <strong>de</strong> parafusos excêntricos;<br />

• Compressão do traço fraturário imediatamente<br />

abaixo da placa, com possível abertura do córtex<br />

oposto;<br />

• Placas pré-moldadas com angulação <strong>de</strong> 1 a 2 mm<br />

evitam tal fato.


PLACA DE COMPRESSÃO<br />

• Fraturas articulares ou fraturas da diáfise muito<br />

complicadas;<br />

• Obtenção <strong>de</strong> alinhamento ósseo e restauração da<br />

superfície articular


PLACA DE COMPRESSÃO


PLACA DE COMPRESSÃO


HASTES INTRAMEDULARES<br />

• Estabilida<strong>de</strong> relativa Consolidação indireta<br />

Formação do Calo;<br />

• Alta eficácia em fraturas diafisárias do fêmur e tíbia,<br />

tanto fechadas como expostas;<br />

• Po<strong>de</strong>m ser flexíveis, rígidas, bloqueadas ou não,<br />

fresadas ou não.


HASTES INTRAMEDULARES<br />

• A fresagem é o procedimento que permite o<br />

aumento do canal medular, tornando-o capaz <strong>de</strong><br />

receber hastes maiores e mais rígidas;<br />

• As hastes intramedulares bloqueadas utilizam<br />

parafusos que travam o osso e a haste;<br />

• Pouca manipulação do foco fraturário.


HASTES INTRAMEDULARES<br />

• Manutenção do comprimento, alinhamento axial e<br />

controle da rotação;<br />

• Preserva o suprimento endosteal, permite o<br />

tratamento imediato das fraturas fechadas e facilita a<br />

manipulação dos tecidos moles no caso das fraturas<br />

expostas;<br />

• Taxas <strong>de</strong> retardo da consolidação, pseudoartrose e<br />

infecção diminuídas.


HASTES INTRAMEDULARES


HASTES INTRAMEDULARES


HASTES INTRAMEDULARES


HASTES INTRAMEDULARES<br />

• Dispositivo que compartilha a carga e muito mais<br />

forte do que a placa sustentação do peso é<br />

assumida precocemente;<br />

• A fresagem acabas causando danos ao tecido<br />

perifraturário <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong> hastes nãofresadas<br />

mo<strong>de</strong>rnas mais resistentes.


PLACA EM PONTE<br />

• Ponte na zona <strong>de</strong> fragmentação na forma <strong>de</strong> uma<br />

placa fixada aos principais fragmentos proximais e<br />

distais;<br />

• Mantém-se o comprimento, a rotação e o<br />

alinhamento axial, porém a redução não é<br />

anatômica, formando calosida<strong>de</strong>.<br />

• Boa indicação para fraturas multifragmentárias.


PLACA EM PONTE<br />

• Aplicabilida<strong>de</strong> semelhante as hastes, com a<br />

vantagem <strong>de</strong> se extra medular;<br />

• Melhores resultados nas regiões metafisárias;<br />

• Não necessita <strong>de</strong> fresagem, não lesa o hematoma<br />

fraturário e sem necessida<strong>de</strong> <strong>de</strong> intensificador <strong>de</strong><br />

imagens.


PLACA EM PONTE


PLACA EM PONTE


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