A QUERIDA AMIGA LAVADSIRA "Querida amiga lavadeira ...

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A QUERIDA AMIGA LAVADSIRA "Querida amiga lavadeira ...

A QUERIDA AMIGA LAVADSIRA

"Querida amiga lavadeira, estamos sçntindo uiüa falt^

de interesse de soa parte pela nossa reunião. Não sei gual e a causa, se e

por medo de perder o serviço ou poç causa do Djarido. Nos enfrentamos a mesma

coisa, pois no começo tudo foi^dificil, mas ja,superamos tudo isso. Nos nao

estamos falando na^a demais. So pedimos o que e ^usto, porque lavando em ca-

sa gastamos nossa água, nossa luz, nosso trabalho e no fim não,sobra nada.

Então precisamos ganhar mais. E isso que estamos discutindo. Nos mulheres que

trabalhados em casa e para o outro merecer ter segurança e para ter essa se-

gurança e preciso ter um INPS. Pois todas lavadeiras quando^ficamos m^is ve-

lhas, ficamos com reumatismo, varizes e outras doenças. E não temos médicos.

As mulheres que teaj maçido registrado, tudo bem. M^s e as que nao tem? Então

e preciso que também nos registramos. E para isso e preciso nos organizar.

Compareça conoscoi V^mos lutar juntas para uma vida

melhor. A gente precisa ter segurança, pois so assim podemos §Judar melhor

nosso marido, nosso filho. Precisamos de um mundo melhorí E so asslcn podere-

mos estar 4ando valor ao nosso serviço. Hão podemos continuar assim, pois 1^,

var roup^ e responsabilidade e e por isso que temos que nos valorizar. Empa-

ra isso e preciso dar valor ao nosso serviço para que precisamos ter união.

Precisamos de sua colaboraçãoí"

Dona Edith Ferreira Gouls- 4


PALAM Of

VOZ DO POVO - Maria LÚa-iajVocê é comer

ciaria em Lins.Pela sua

experiência,quais os problemas dos co-

merciários que você acha maiores?

M. Lúcia - O princi_.pal problema ê o próprio^/

salário que...Mesmo quando eles pagam o salá-

rio que existe por lei e uma micharia porque

com 4 mil cruzeiros o que se faz?I

Se a gente que ainda e solteiro não dá nem pa

ra pagar escola, e quem tem filhos? não ê?

E de mais a mais a gente vê no comércio uma /

grande massa da juventude que,porque são jo-

vens, anbora façam trabalhos de adultos,nem /

sempre são registrados,é um pessoal que não

tem amadurecimento para exigir e nem apoio dos

companheiros,porque não se sentam para conver

sar e discutir e tomar uma posição frente a

isso.

VOZ DO POVO - Além desses que parecem ser os

principais}mais algum outro pro

hlema aflige a classe em Lins?

M.Lucia - A gente sabe de^pessoas que assinan

folhas frias e é tudr documentado /

como se recebesse o salário, o que não aconte

ce; então a pessoa colabora com o patrão,nê.~

E acho que o sindicato tinha que tomar uma po

sição frente a isso.Porque que ninguém toma

providência?! Uma grande parte da população

de Lins está no comércio; ê uma classe que so

fre por ser desunida.

VOZ DC POVO— Você, Antônio, também trabalha no

comércio de Lins. Você quer a -

crescentar ainda alguma coisa ao que a Maria

Luct-a falou?

-Antônio - Perfeitamente. Eu como comerciârio

há cinco^anos sinto na pele esse ti

po^de vida que a Lúcia descreveu aí dos comer

ciários. Realmente ê uma classe mar|inalizadã

não tem apoio do seu sindicato;também acho que

os comerciârios talvez por desconhecerem as

leis de trabalho,não procuram um contato maior

com o sindicato para saber dos seus direitos.

VOZ DO POVO - Parece então, que a atitude do

sindicato dos comerciârios de /

Lins nao tem sido a de se empenhar para que

sejam respeitados os direitos dos comerciâri-

os e contra sua exploração?

Sr.Santos - Eu vejo o seguinte:realmente o sin

dicato não tem tonado nenhuma po-~

sição nesse sentido. Eu acho um absurdo o que

tem se feito atualmente, quando o nosso pre -

sidente do sindicato esteve em Bauru - eu sou

be esses tempos aí - conseguiu um consultório

médico. Poxal Tem^um INPS^que tem obrigação

de dar esta assistência, já que se desconta /

uma gorcentagem no pagamento e por isso /

não e justo que o sindicato fique se en-

volvendo em problemas ass_J.stencialistas.

É hora de parar com tudo isso aí, e que o

INPS realmente assuma essa posição, e não

o sindicato.

SINDICATO para mim, ou

seja, o que conheço por SINDICATO

DEVE SER UM INSTRUMENTO ONDE 0

TRABALHADOR POSSA EXIGIR QUE SflJS

DIREITOS SEJAM EXECUTADOS, ou seja

as Leis que nos favorecem sejam /

cumpridas e também aquele órgão /

que deva ESTAR ATENTO AS IR -

REGULARIDADES QUE OCORREM CCM

OS TRABALHADORES.

A ComÁj>&ã.c GQAOI de Gnaví da Eòcola de. En

ge-nhasUa de. LX>Iò , enu-cou ã VOZ VO ?QVC, pe -

díndo paxá. pabticaA, a òtQuuinte e.xpLicaçãc

4ob^e a gntve. dpò atunoi da mjenha/u.a.

A greve dos alunos de Engenharia é

uma coisa muito simples: as mensali-

dades da Escola estão muito altas e

nem todos podem suportar tamanha ex-

ploração. Para todo mundo fazer uma /

idéia, essa mensalidade é em média /

7 mil cruzeiros.Mais os gastos com /

alimentação,material de estudo,roupa

transporte etc. o estudante gasta pe

Io menos 12 mil por mês.E nem todo

mundo ê milionário para poder pagar

tanto.

Por causa desse problema, os estudan

tes se reuniram em Assembléia Geral

e decidiram: não dá mais para conti-

nuar quieto,precisamos lutar.E a lu-

ta esta aí. Todo mundo parou e exi -

giu que a direção da Escola mostras-

se onde gastavam tanto dinheiro. No

entanto a direção não mostra documen

tos nenhum e não quis aceitar uma /


conversa honesta com os alunos gre

vistas.

Mas geralmente as coisas sSo sempre

assim.Um grupo pequeno e previlegia-

do pelo esforço da grande maioria.

Segundo os próprios estudantes, eles

estão contando com o apoio de outras

várias Faculdades e outras entidades

através de moções de apoio.

"Isso faz agente se sentir forte e

continuar lutando. A greve continua

até .que a direção da Escola reconhe-

ça as rei_vindicaç5es dos alunos e /

passe a agir de boa fé, e somente

desta maneira faremos cumprir a jus-

tiça.Para isto estaremos unidos até

o fim."

Publicamos aqi4 duas entrevistas feitas pela reportagem no Bairro São Be-

nedito. A primeira e com o Sr. JOSÉ DIONISIO e a segunda com Srta. JUDITH. am-

bos sao moradores daquele bairro.

VOZ DO POVü ^ Qqals s»o os problemas

que vocês estão encon-

trando aqui na rua, a-

qul no bairro?

Sr. JOSÉ DIONISIO - 0§ problemas que

,nos estamos pas-

sando dificuldades e soljre esgoto.Po^

que na nossa rua aqui nos nâo tecos o

esgoto. È quando era JLnvernada ai em-

baixo, nq fundo, as águas corçiam tu-

do pra ia. Pqrtanto ainda esta correa

do, ainda, nei Quatjdo o Sr. Maruf coa

prou, pediu para nos que desse um jei

to na agu^. Mas nâo temos jeitç de

soltar a água pra cima. A rua e mais

alta. Se pede pra fazer fçssa, mas a-

contece que os quintais Ja estão... e

nao tem jeito de fazer fossa. Se faz

uma fossa e desbarranca. Então eu fa-

Içl pra e^e "agüenta mais uns tgmpos

ai, que nos vamos dar uma providencia".

Fazemos um abaixo-assinacjo. A turma

ja concordou» assinou, neí Agora esps

ramos pela SABES? que p^sse o esgoto

ai e que ele tei)ha paciência, é ruim

mesmo soltar a,água, prejudicar o vi-

zinho, assim, g ruim mesmo. Então ele

que teijha paciência. Vamos fazendo o

impossível pra não prejudicar um e o

outro.

V.P. - Vocês ja foram na SABESP?

Sr. JOSÉ DIONISIO - Quer dizer,eu nao

;; ; Çui. Mas o compa-

nhelrg ai, ne, o José Benedito, ele

foi Ia, entregou as folhas, tudo, con

versou com o engenheiro.

V.P. - Como vocês fizeram o abaixo-a^

sinado?

Sr. JOSÉ DIONISIO - Assim, uma lista

por casa em casa,

ne, rua por rua.

V.P, - Quantas pessoas assinaram?

Sr. JOSÉ DIONISIO - Foram mais ou me-

^ nos umas 80 a 90»

Eu não contei não, mas foi ness^ ba-

se. Todo mundo concordou, ninguém rg

ousou. Dizem que todos estão precisa^

do porquedos quintais estão lotadosde

fossas. Não tem ondç fazer mais fos-

sa. Inclusive,tem ^1 umas diversas

ruas ai que ja esta desbarrai)caindo. ^

inclusive rja minha casa também tem u-

ma parte ai que partiu o chão. Vou f^

zer fossa aonde mais ainda?

V.P, - E o que o pessoal da SABESP f^

lou quando vocês entregaram o

abaixo-assinado?


Sr. JOSÉ BENEDITO - A SABESP disse

que nâo tem ver-

ba agcfra pra fazer. Entao^diz que CQ,

meçava ou enj,abril^ou então no ^mes

de agosto, nei Então a gente esta e£

perandq chegar ate agosto, porque a-

brll ja esta acabando. £ sç agosto

não tiver, a gente volta Ia oatr^vez

...conversar com o engenheiro, Ia.

V.P. - Alem do problema do esgoto v^

ces tem outros mais?

Sr. JOSÉ DIONISIO - Tem o Gortumeque

■" ■ '■ estava melo...

mas parece que melhorou mais, viu.So

bre a entrevista que teve a Clara..7

parece que melhorou mais.

V.P. - Então o Sr. achou que depois

da entrevista o mau cheiro d^,

minuiu*?

Sr. JOSÉ DIONISIO - E, diminuiu bas-

tante. E espero

qije dessa vez da entrevista aqui ta£

bem dada sobre os esgotos seJa,proyi

denciada. Porque geralocente nos não

podemos prejudicar os vizinhos. Por-

que assim como' a gente não gosta de

ser prejudicado nem de prejudicar os

outros também.

V.P, - o que a Srta. pçderia dizer pa

ra gente a propósito dos pro-

blemas que encontra aqui no Bairro.

Dona JüDITH - 0 maior problema que a

gente tem aqui na v ila

e a rede de esgoto. Que existem essas

privadas com m^u cheiro* Eu acho que

prejudica a saúde, em geral, Judô.Que

o Prefeito tomasse uma providencia aa

tes que ele termine o prazo dele, que

ele bote redejie çsgoto no Çlm desta

rua. Porque não da como estai Existem

fossas ai a bessa, que todo njundo po-

de ver, qçase derramando de água. As-

sim não da pra continuarI E o cheiro

do Cortume continua ainda encomodan-

do.

V.P, - Os moradores tomaram alguma i-

niciativa pra resolver esses

problemas?

Dona JÜDITH - Jal Ja foram feitas du-

" as ou trê§ listas, com

abaixo-assinado, mas ate agora eu não

vi nenhum resultado.,.. De resposta...

nao tivemos nada, so o silêncio. A

gente levanta de manhã e a gente vai

pro serviço sentindo esse cheiro de

privada. Tudo bemJ A gente anda, anda

pra chegar no serviço. Na volta, quaa

do vem da escola, a gente vem sentin-

do cheiro dejprivada. Assim nãol Na

minha ca§a não tem cheiro de privada,

porque nos fizemos fossa com tampa de

cimento e tudo. Mas eu sou obrigada a

sentir o cheiro da vila inteira? As-

sim nao dai

V.P, - Quem,a Srta. acha que é o res-

ponsável por essa situação?

Dona JÜDITH - Eu acho que são as pro-

„ prias pessoas que se a-

comodam e nao fazemjaada pra melhorar,

Porque as pessoas s^o muito acomoda-

das,por demais. Esta certq que a vida

esta dura, que a vida esta dificil ,

mas melhorar, não vai melhorar. Se a

gente nao fizer por onde fazer as co^

sas a gente nunca vai fazer. As pes-

soas sao muito acomodadas. Se acomo-

dam com tudo.

V,P, - A Prefeitura, Ija uns quatro ou

cinco anos atras, fez um con-

trato com a SABESP. A partir de então

toda manutenção e ampliação da rede

de esgoto e água passou pra mão da S4

BESP,

Dona JÜDITH - Então... e até agora a

SABESP ficou de colocar

a redejie esgoto, desde 1976,,e ate â

gora nao colocou nada. Isso ja vem vlji

do a quatro anos. E então, gue ela fa

ça alguma cqisa. Antes eu nao sabia

que isso dai era da SABESP, mas agora

t^lfi, ^S 6 faz P* 1 "*© da SABESP. E a

SABESP nao faz ijada. A SABESP só co-

bra a conta da água e não faz mais na

da. Então, que a SABESP faça canaliz?

çao da re^e de esgoto nas vilas, que

precisa, e fundamental.


A reportagem de "A VOZ DO POVO" esta aqui no Bairro Jardla Bandeirantes, na c^

sa do Sr* JORGE, e veio aqui conversar com ele para saber quais são os proble-

mas mais sentidos aqni no bairro. Seu JORGE coa a palarra :

ao»

Sr* JORGS ; Oba* Muito obrigado por esta oportunidade que me estão daxjdc de co

————— locar assim) ao povo em geral,^a situação que a gente esta passan-

do por esses momentos, por essçs dias* Então eu queria falar um pouco da situa

ç%o do poro em geral* Porque nos aqui, do Jardim,Bandeirantes, nos somos gente

ne, e queremos ser tratados COBKJ gente tambéml So mesmo quem mora aqui pra sa-

ber da situação que a gente esta passando*

| JARDIM BANDEIRAlirTES ; HAÜ-GHEIBO, MATO B FALIA DE XLÜMDiAÇÃQj

, Com9 vocês vem, lá na ^eira do Campestre tem um mau cheiro, do Cox

tome lá, e também tem o problema Ia de que eles deixaram de^colocar lixo, mas

agora eles estão voltando novamente a colocar* Hão sei, estão fazendo Campanha

de Limpeza e continua a mesma eoisa^ Agora,o problema de rua* 0 problema de

rua e ama situação que.** aqui não,e roa* S a mesma coisa que fosse aqueles

çarreadores das fazendas* Porque so tem.os lugares da,rodagem 40 carro. A rua

e a mesma coisa que fosse um lugar do sítio, ne* As maquinas so passam nas ruas

principais* Aqui na rua do meio do bairro, aqui não pasça. Então e um mato>que

da medo* Então, com isso, esse problema que a gente,esta passando aqui esta a-

judan4o a ter as cobras* Aqui na i^in^» casa mesmo Ja entrou cobrai E vocês ve-

jam ai a situação que a gente esta passando* Falta de que? Falta de limpeza. E

falta de uma conscientização em ger^l* Das pessoas* Das autoridades em geral,

que dêem mais atenção qm pouquinho a gente* Ptjrque nos estamos necessitados.Se

a gent^ mora aqui não e porque a g§nte quer, e porque precisa* Então, se a gea

te est^ num lugar desse aqui, não e porque estamos aqui que nos somos cachor-

ros, ne? Somos gente como todo mundoj E se estamos aqui e porque precisamos*

.Agora, outro problema também, e a falta de,iluminação. A falta de

Ruminação e o seguinte: aqui no Jardim Bandeirantes Ja foi feita a instalação

ne, sbmeâte nas casas. Quer dizer, na rua e. escuro. Como falei anteriormente ,

com o problema das ruas sujas, sem luz^voces podem imaginar que situação que

a gente vive* Iijclnsive pra fazer reunião, assim, de tentar uma 1 conscientização

geral do povo% e uma dificuldade enorme* Andando no escuro* As ruas, cheias de

buraco. Num da pra gente andar*

flNDO PARA ÜMA RSDNISO A MaSÍINA CAIU HO BOBACO. QUASE QUEBROU A PERHA. |

Inclusive nesses dias, fui fazer uma reunião, quase que uma menina

quebra a perna, ne. Porque não tinha a luz. a rua estaca cheia de mato.Hum viu

o buçaco que çstava na rua e levotj um probl§ma serio Ia* Agora, outro problema

também, que nos estamos passando e porque nos estamos tentando fazer oiça igre-

ja* E para que essa igreja seja feita e preciso de uma terraplenagem Ia naque-

le terreno, que foi doado pelo dono do loteamento, o Sr* Zacharias*

0 POVO SE RggHIO B FOBMOE TOA CQMISSgO PARA DEFBHDBR 0 BAIBRO.

A gaite ja conversou com malta gaite* Inclusive ja fizemos reunião.

Também fizemos uma Comissão, que iria defender os direitos do pessoal agul do

bairro* Foi o seguinte: eu posso contar detalhadamente como foi a reunião : a

reunião aconteceu na casa de ama familia daqui* Com a presença da comunidade çg

sim, em peso* Com a presença do Sr* Zacharias* Quer dizçr, a comunidade sem

cultura, quando se sente diante de ama pessoa assim*** e, talvez nao seja su-

perior, mas assim, as condições financeiras que são superiores, guer dizer a

pessoa fica totalmente, assim, sob o dominio daquela pessoa* Bitao, essa Comia

são que foi feita, foi indicada quase^somente,pelo Sr* Zacharias. Que... Vocês

vêem* Viram o resultado: que na reunião que nos marcamos so compareceram qua-

tro pessoas* Porque fomos eu, Pe* Hugo e mais dnas^essoas que nao foram çsco-

Ihidas pelo Sr* Zacharias* Que inclusive nem ele nao estava* Porisso, vocês va

jam.** como a gente tem condições de lutar pelos direitos do nosso povo? Sendo

que esta sendo levado assim... talvez por interesse, nao sei dizer assim...nao

estou criticando, não estoq falando nada, mas eu senti aquele dia. Então, eu

gostaria que o povo, através desse jornal, se conscientizasse. 0 povo aqui mea

mo do bairro. Que luta-se pelos nossos direitosi Assim, independente de tudo ,

que a,gente lutasse. Hos mesmos defendermos os nossos direitos, sem a ajuda de

ninguém. Sem a ajuda daquelas pessoas interessadas*


O JÂHDIM UNHO É ÜMâ CALAMIDADE TOTAL... SO TSM AS GâSâS Li E N£0

TÈM, NSM SIQÜER, ENERGIA SLéTRICA... O PESSOAL DE li TENTOU, MAS...

Aqui estou falando tudo do Jardim,Bandeirantes, que esta ua bairro

mais ou menos„bomí Mais ou menos não, e^ta ótimo em visÇa do^Jardim União. 0

Jardim União e uiça calamidade total*•• so tem as casas Ia e não ti®®» ^em si-

quer, energia elçtrica* Isto implica que o pessoal quç foi pra Ia, alem de ser

in^astiçado, esta perdendo todos os seus aparelhos elétrico^. Poruq o aparelhq

elétrico e o seguinte: ficar sem funcionar e^e estraga» E ^.a uma promessa ja

esta mais de ano; que ia chegar a energia elétrica... e ate hoje não chegou.

Fizemos a reunião... o pçssoal de Ia tentou buscar essa resolução ,

diretamente as pessoasj mas foi, ate certo modo, impedido. Porque as, pessoas

quando se sentem^.assim, chocados pela verdade, sabe a verdade dol, ne; então jg

les receberam criticas. E talvez assim fizesse com que eles se desanimassem um

pouco.

GOSTARIA QUE 0 POVO EM GERAL TOMASSE CONSCIÊNCIA... E LUTASSE. ]

Agora, eu peço a conscientização desse povo em geral. Que nos una-

mosi Que nos unamos,pra lutar pelos nossos direitosJ Porque, esse jornal e uma

*coisa muito sac^ia. E uma coisa que nos leva a dar toda a conscientizaç|o ao po

vo, que, através de palavra, assim, pessoalmente, i§so seria muito difieil poj;

que..* pra conscientizar todo o povo aqui?... E difieil. E nosso bairro esta

crescendo. Esta crescendo... e quantojuais cresce, mais sofre. Porque quanto

mais ggnte aqui, mais vai sofrer. Então gostaria que o povo em geral tomasse

consciência... que conscientizasse um pouco mais pela nossa situação injusta,

que nos estamos passando aqui. E lutasse. E que fizesse daquela nossa Comissão

que fizemos nesses dias, que voltem aquelas pessoas escolhidas, que lute pelos

nossos direitos. Porque se ela foi^esçolhida diante da Comunidade, deve lutar

pelos direitos dessa Comunidade. N^o e?... Se faltar uma pessoa, isso nada im-

porta, porque o importante e que nos continuemos a lutar. 1 Mesmo que essa pes-

soa seja a pessoa mais importante.

10 IMPORTANTE MESMO É QUE 0 PRÓPRIO POYO DO BAIRRO ESTA LUTANDO...

j ■ i m ■ i . ! n r ■■ i nJ

0 importante mesmo e que o próprio povo do bairro esta lutando pe-

los nossos direitos.

Agora, eu volto novamente a frisar esse mau-cheiro. Que eu não sei

exatamente de onde vem. Não sei se vem do Cortume^ Não sei se vecn da falta de

higiene. Digo assim. Uma falta de higiene que esta ali embaixo. Çorque,pra quem

quer comprovar essas palavras que eu estou falando aqui? venha ai ao meio-dia.

Ho antigo lixão. Que e o lugar onde a gente vai construir a Igreja (se não for

no lugar propriamente, mas e encostado^. Então, que vocês venham aqui e compro

vem isto que eu estou falando. Porque e de aterrorizarl Ninguém pode passar por

Ia. A não ser cora o nariz tampado, porque não aguentaAmesmo.., Eu gostaria que

as autoridades competentes tomassem as devidas providencias. Porque com issopa

de ate acontecer uma moléstia com esse,cheiro... transmitir uma doença muito

perigosa e nos atacar aqui. ..Is^to aqui e um perigo. Porque fala tanto de higie-

ne, tanto de higiene... e nos aqu^ estamos sendo atacados. Se limp^E os outros

lugares, a sujeira vem toda pra,ca. Eu nãç sei porque. Por que será?... Porque

nos somos pobres demais? Ou será porque nos moramos num lugar feio?

SÓ AQUÍ NO JARDIM BANDEIRANTES QUE é 0 LUGAR DE JOGAR LIXO?

Eu so sei que as autoridades tomassem providência disso. Que o povo

pçimeiro de tudo, se conscientizasse e lutasse em favor disso. Porque... no i-

nicio era o lixão. Depois foi parado o lixão. Agora dizem que ali não iam mais

colocar lixo. Quer dizer: quando tudo começa a ficar bom, o negocio começa tu-

do novamente. Como vocês pçdem ver, na semana passada guanto lixo que foi jog^

do ali. Qug eu passando a^i, eu vi ... Será que eles nao tem oqtro lugar para

jogar? Será possível que e so aqui no Jardim Bandeirantes que e o lugar de jo-

gar lixo?

Que o povo, principalmente o povo aqui do Jardim União, Jardim,Ban-

deirantes, se conscientize para que a gente lute em rjosso^favor. Porque nos so

mos os mais necessitados. Então quem quer que va atrasí Não vamos mais esperar

essas tais promessas, que ficam promessas e promessas, anos e anos...

... : muito obrigado.

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