Este é o momento - Ser Digital

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Este é o momento - Ser Digital

Este é o

momento

O governador Eduardo Campos fala, com

exclusividade para a CH, sobre a capacitação

profissional em Pernambuco, mercado de trabalho e

os projetos para manter o crescimento do Estado.

“A estimativa é que o PIB

do Estado dobre em dez anos”

07

Home Office

10

Trabalho e qualidade de vida

caminhando juntos

Redução de Custos

Uma boa estratégia para a

empresa competir no mercado

Ano II - Edição 6 | AGOSTO de 2012

22

Tecnologia

ser ainda melhor no setor

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO

R$ 8,90

As 5 etapas para Pernambuco

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1


EDITORIAL

Eliabe Serafim

Diretor executivo

Expediente

DE OLHO NA NOVA

FASE PERNAMBUCANA

COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, nesse momento de grande crescimento econômico do

nosso Estado, o foco da sexta edição da Capital Humano é EDUCAÇÃO.

E ninguém melhor para falar sobre esse tema e da repercussão para o nosso estado, do que o Exmo

Governador Eduardo Campos, o qual nos honrou com uma entrevista e falou com propriedade do

cenário atual da educação em nosso Estado e o que está sendo feito para preparar Pernambuco para

os investimentos já instalados e os que ainda estão por vir.

Destacamos nesta edição a nova fase do Estado de Pernambuco no tocante à tecnologia da

informação, onde já se destaca como maior pólo no Norte e Nordeste. Este tema foi brilhantemente

abordado pelo Sérgio Cavalcante, superintendente do CESAR, que colocou de forma clara e didática

algumas das dificuldades que o estado ainda enfrenta para captar investimentos e fazer com que

ideias saiam do papel tornem-se realidade.

Ademais, os temas apresentados nesta edição visam, de alguma forma, levar o leitor a uma reflexão

sobre a necessidade de estar bem preparado frente a este novo cenário, que obriga o profissional a falar

bem, dominar outros idiomas, possuir vivência com outras culturas e estarem sempre preocupados

com a redução dos custos.

Por fim, os temas abordam ainda sobre empreendedorismo, migração de carreiras, empresa familiar,

mercado imobiliário, entre outros, e completam a edição, recheando de informação o profissional na

sua busca constante por conteúdo para “turbinar” a sua carreira.

Não dá para não perceber que Pernambuco mudou! E aqueles que não acreditaram e não se

prepararam para este momento, estão amargando o desemprego ou subemprego, deixando para

profissionais de outros estados e países, bem mais preparados, as melhores vagas.

Mas nem tudo está perdido, a quantidade de investimento chegando no Estado é grande e ainda

vai durar muito tempo , com tantos cursos técnicos e faculdades se instalando por aqui, que ainda dá

tempo para investir na carreira e com isso galgar posições melhores.

Acredite, invista no seu crescimento, não espere que ninguém faça isso por você. A locomotiva

do crescimento está passando e quem não se preparar ficará sozinho na estação vendo o trem passar.

Finalizo com uma bela reflexão de Rubem Alves que, referindo-se a EDUCAÇÃO, cita as escolas que

são gaiolas e escolas que são asas:

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os

pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob o controle. Engaiolados,

o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de

ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Já as escolas que são asas não amam pássaros

engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar.

Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode

ser ensinado. Só pode ser encorajado”. Fica a dica. Uma boa leitura.

Diretor Executivo | Eliabe Serafim

Diretor Comercial | Wilton Viana Júnior - 9172.5815

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Jornalistas | Alissa Ferreira - Marcela Alves

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Os artigos e anúncios publicados são de inteira e única

responsabilidade de seus respectivos autores, não refletindo

obrigatoriamente a opinião da revista.

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SUMÁRIO

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27

Foto: Roberto Pereira

15

EDUCAÇÃO E CRESCIMENTO

PERNAMBUCANO

Entrevista exclusiva com o

governador Eduardo Campos

Após vários adiamentos entra em vigor o novo

sistema de registro de horas trabalhadas

Educação Técnica: o caminho mais curto para o

mercado de trabalho

Intercâmbio: aperfeiçoamento de

competências, melhoria de vida

A hora e a vez do mercado imobiliário

em Pernambuco. Cresce a demanda de

imóveis na região

Reduzir custos de uma empresa pode ser uma

boa estratégia para competir no mercado

Família empresária: um desafio administrativo

Entrevista Jane Suassuna

Liderança Feminina

Com profissionais capacitados, empresas

de segurança apresentam soluções para

resguardar o patrimônio dos clientes

11

13

18

22

Home Office

O modelo empresarial que

chegou para ficar

Empreendedorismo

De executivo a empresário da praia

Migração de Carreira

Planejamento e competência

Tecnologia

Etapas da inovação em Pernambuco

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LEIS E GESTÃO

PONTO ELETRÔNICO:

enfim a obrigatoriedade

Por Marcela Alves

O REGISTRADOR ELETRÔNICO de

Ponto (REP) foi determinado pela

portaria nº 1.510, em agosto de 2009,

mas só em abril deste ano, após cinco

adiamentos, o Ministério do Trabalho

confirmou que o novo sistema de

registro de ponto eletrônico entrou

em vigor. As regras propostas são

cabíveis às empresas dos setores

de serviços, varejo e indústria. Para

micro e pequenas empresas, a nova

legislação vem sendo aplicada desde

3 de setembro. As empresas que

descumprirem às normas poderão ser

multadas pelos fiscais do trabalho.

A portaria 1.510 regulamenta e

disciplina a utilização de Hardware

e Software na coleta de dados para

apontamento das horas trabalhadas.

“O Software gera relatórios

padronizados e parametrizados

pelo MTE facilitando, desta forma, a

interpretação por parte dos fiscais.

Os equipamentos são homologados

por órgãos credenciados pelo MTE

e isto trás maior credibilidade

e transparência nas relações

trabalhistas”, informa o gerente da

Techvan, Eduardo Barros.

O principal benefício deste conjunto

de medidas é a segurança do correto

apontamento das horas trabalhadas.

4 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

Para Barros, o trabalhador só tem a

ganhar com a nova regulamentação.

“Apesar da impressão do ticket

ser muito discutida por patrões e

ambientalistas, por conta do alto

consumo de papel, entendo que de

posse destes comprovantes, que

obrigatoriamente devem refletir

fielmente o que está registrado na

memória permanente do equipamento,

as divergências de apontamento das

horas efetivamente trabalhadas e

as reclamações trabalhistas devem

diminuir bastante, disciplinando tanto

o empregado quanto o empregador e

evitando manipulações de ambas as

partes”.

Como citado por Eduardo,

as principais reclamações dos

empresários em aderir ao novo

sistema, um dos motivos para tantos

adiamentos da portaria, são o valor

do equipamento e a impressão do

ticket por conta do custo com papel e

isso poderá acarretar na utilização de

equipamentos menos eficientes, como

o ponto manual e o mecânico, para

evitar gastos.

A Techvan, desde 2009, ano em que

deveria ter entrado em vigor, teve picos

de demanda, mas como a portaria

foi prorrogada diversas vezes, trouxe

um descrédito muito grande por

parte das empresas, fazendo com que

deixassem sempre para última hora.

“Em abril a portaria entrou em vigor

efetivamente, mesmo assim sentimos

uma desconfiança muito grande por

parte dos clientes a respeito deste

assunto. Contudo, passados mais de

noventa dias da entrada em vigor

e sem aceno por parte do MTE de

uma nova prorrogação, a demanda

aumentou significativamente nesses

últimos meses”, conclui Eduardo.

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EDUCAÇÃO TÉCNICA É A

SAÍDA PARA ATENDER

Existem oportunidades

sim, mas há

uma falha principalmente

na formação

básica........

Conceição Mesquita

a demanda do mercado

SOBRAM VAGAS no mercado de trabalho,

pernambucanos correm contra o tempo

para obter as técnicas e competências

necessárias para atender aos vários setores

carentes de profissionais que saibam pelo

menos o básico. O cenário atual é de correria

para acompanhar, em curto prazo, o grande

crescimento econômico e aquecimento do

mercado de trabalho no Estado. O resultado

foi a falta de mão de obra local especializada,

pessoas qualificadas de outros Estados e

estrangeiros conquistando espaços aqui e

QUALIDADE

Por Adauto Cunha

os nativos procurando formações técnicas

para entrar o mais rápido possível nesta

“maré” de contratações, que promete estar

em alta por um bom tempo.

A pressa é importante, mas será que

a qualidade está acompanhando esta

velocidade? “Existem oportunidades sim,

mas há uma falha principalmente na

formação básica. Muitas vezes a pessoa

quer aprender uma profissão, procura

um curso técnico mas não sabe efetuar as

quatro operações. Temos, por exemplo,

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO

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Fotos: César Albino

Conceição Mesquita, pedagoga, psicóloga clínica,

MBA em administração escolar e psicopedagogia

o caso de pessoas que formam-se na

universidade e são comprovadamente

analfabetas funcionais”, afirma

Conceição Mesquita, diretora do

Getec (Centro de Gestão Técnica de

Pernambuco).

É preciso ter critério e muito cuidado

na qualidade do ensino básico até a

formação que antecede a entrada do

jovem no mercado de trabalho. Mas,

na realidade, ainda vivenciamos uma

educação muito distante do ideal, apesar

das pequenas melhoras indicadas no

Índice de Desenvolvimento da Educação

(IDEPE), revelando que as séries iniciais do

ensino fundamental (5° ano) passaram

de 4 em 2010 para 4,4 em 2011. Nas

séries finais (9° ano) 3,4 no ano retrasado

subiu para 3,5 no ano passado. No ensino

médio foi de 3 para 3,3. Neste ritmo, vai

demorar para alcançarmos os objetivos .

A maioria dos alunos do quinto ano no

país não sabe ler ou não sabe interpretar

o que leem. Apenas 34% dos alunos

aprendem corretamente o português.

No ensino fundamental este número

cai para 26%. Sem contar que alunos

ainda enfrentam obstáculos como falta

de professores, estrutura, distância e até

fome para estudar.

6 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

Aldo Estanislau, doutorando em administração

A responsabilidade de consertar este

déficit básico está, por enquanto, nas

mãos dos profissionais da última cadeia

da educação: além das universidades,

em curto prazo, a saída acaba sendo

a implementação de escolas técnicas

públicas e privadas para atender a

demanda de pessoas que precisam entrar

no mercado de trabalho.

Contudo, é preciso reparar alguns

problemas básicos de aprendizado

dos alunos que conseguem uma vaga

nessas escolas. “Preocupa-me de onde

estão vindo esses alunos. Será que estão

capacitados? Será que há um desvio de

função? Às vezes, por uma necessidade

financeira, um aluno nosso formado

pode estar trabalhando em algum

cargo que não seja correspondente ao

curso para o qual está se dedicando.

Não queremos isso, precisamos

direcionar este aluno, caso contrário

porque estaríamos formando técnicos?

Precisamos não só ensinar técnicas, mas

entender este indivíduo, conscientizálo

para a vida mesmo. O mercado

mudou, é preciso o profissional saber

expressar-se corretamente, saber

ouvir, participar, expor e, até mesmo,

liderar”, pontua Paulo Zimmermann,

Paulo Zimmermann, formação em marketing e

processos gerenciais, MBA em negócios portuários e

logística

marketing em processos gerenciais. E

completa Aldo Estanislau, doutorando

em administração: “é gratificante

ver os alunos sendo chamados pelas

organizações, os entrevistadores das

empresas ficam impressionados com o

conhecimento que os mesmos têm. Mas

este resultado é derivado de uma visão

não só profissional, mas educacional.

Como gestores desse processo temos o

papel e planejamento desse profissional

não só diante das suas ações, mas de

suas qualificações apresentadas para a

sociedade”.

Apesar do grande esforço das escolas

técnicas, este é apenas um paliativo diante

da extrema necessidade educacional não

só de Pernambuco, mas do Brasil. É preciso

um trabalho de longo prazo com foco

extremo nesta área. É fato que existem as

necessidades imediatas do mercado, mas

se não pensar uma educação de forma

ampla, com base forte e preparada para

qualquer momento que o país atravesse,

teremos insucessos no desenvolvimento

absolutamente de todas as áreas. Faz um

tempo que Nelson Mandela disse que “a

educação é a arma mais poderosa que

você pode usar para mudar o mundo”.

Então dá para mudar o Brasil.

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Foto: Divulgação

Marina Motta, gerente da STB Recife

EXPERIÊNCIA. SEM DÚVIDAS, tê-la é um

dos pontos-chave do sucesso profissional.

Seja para o primeiro emprego ou para

uma promoção dentro da empresa. A

experiência sempre vai contar, e muito. E

não há nada melhor que adquiri-la através

de uma viagem. Com isso, o intercâmbio

é uma das possibilidades mais buscadas

pelos profissionais.

Para a gerente da STB Recife e autora do

livro e blog Intercâmbio de A a Z, Marina

Motta, o mais importante em uma viagem

como esta é você sentir-se mais seguro em

relação a você mesmo. “Fazer intercâmbio

é aprendizado, amadurecimento. A gente

sempre volta melhor”.

Muitos acreditam que o intercâmbio

é válido para estudantes ou pessoas

no início da carreira, mas de acordo

com a jornalista e freelancer na Aliança

Comunicação, Gabriella Albuquerque,

profissionais especializados e estabilizados

no mercado de trabalho não estão livres

de surpresas. “Em uma viagem descobrese

e aprende-se muito. O profissional

pode encontrar um novo setor que se

identifique, novas aptidões. Intercâmbio

expande a criatividade e traz até novas

informações para o trabalho trivial. Afinal,

conhecimento sempre se renova”, conta.

Não é de hoje que, no mundo

corporativo, fala-se de globalização e

da necessidade dos profissionais terem

fluência em inglês para conseguirem as

vagas mais disputadas. “Além do inglês

fluente, as empresas têm valorizado,

cada vez mais, a chamada experiência

profissional”, reitera Marina Motta que tem

na bagagem 11 viagens internacionais para

países como EUA, Inglaterra, Alemanha e

França.

O engenheiro de vendas da Tubos

Tigre-ADS do Brasil, Gabriel Figueiredo,

acredita que o momento certo para viajar

é quando você sente-se preparado para

enfrentar as dificuldades e agarrar as

oportunidades que aparecerão. “Passei

11 meses na Europa e estava com muita

disposição para me tornar fluente no inglês

e vivenciar novas culturas. Minha mudança

comportamental dura até hoje e para mim

o grande segredo é conseguir identificar

tais mudanças, guardar consigo e aplicá-las

pelo resto da vida”.

A supervisora da divisional de

fisioterapia da Hebron - Indústria

Farmacêutica de Medicamentos, Débora

Maísa, viajou para a Califórnia custeada pela

empresa e acredita que a oportunidade

serviu para ganhar reconhecimento onde

QUALIDADE

O INTERCÂMBIO

como uma das maiores

FERRAMENTAS

de valorização profissional

Por Alissa Ferreira

trabalha, além de capacitar-se mais e

aprender a trabalhar melhor sob pressão e

novos desafios.

Já para a analista de marketing senior

da Coca Cola, Karla Carmelita Gouveia,

o intercâmbio de dois meses na Irlanda

foi essencial para seu autoconhecimento

e autoconfiança, tanto na língua

inglesa, quanto nas decisões pessoais

e profissionais. “Não acredito que um

intercâmbio seja determinante na vida

profissional de uma pessoa, mas que

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO

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7

Foto: Adauto Cunha


OS DESTINOS MAIS

PROCURADOS Gabriela

Albuquerque,

jornalista e

freelancer

da Aliança

Comunicação

CANADÁ:

É o país que apresenta o melhor custo

x benefício. É também conhecido por

ter uma excelente qualidade de vida,

segurança e elevado índice de qualidade

de ensino.

INGLATERRA:

É procurado por ser um país bastante

tradicional, além de estar localizado na

Europa, o que possibilita o viajante de

conhecer países próximos.

IRLANDA:

A busca por este país vem crescendo, pois

ele possui valores atrativos para cursos de

longos períodos, facilidade quanto ao visto

e a possibilidade de trabalhar legalmente.

ESTADOS UNIDOS:

O Brasil é o país da América Latina que

mais envia intercambistas para o país.

Os EUA destacam-se pela qualidade de

suas instituições de ensino e sua indústria

de entretenimento. É também um bom

destino para cursos de pós-graduação.

8 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Débora Maísa,

supervisora da

divisional de fisioterapia

da Hebron

Christianne

Maroja, gerente

e Aline Costa,

coordenadora de

intercâmbio da

Pontual Cursos

Karla Carmelita

Gouveia, analista

de marketing senior

da Coca-Cola

ajuda o profissional a lidar com situações

adversas e desafios, a criar e manter bons

relacionamentos e a assumir uma postura

de líder em suas atividades”.

Uma pessoa que busque

enriquecimento acadêmico e

profissional, vivência de uma nova cultura

e aprendizado ou aperfeiçoamento de

um idioma, deve fazer um planejamento

pessoal e financeiro, e buscar programas

de intercâmbio realizados por diversas

empresas do ramo.

Segundo a gerente da Pontual Cursos

no Exterior, Christianne Maroja, esses

programas dão todo o apoio necessário

ao intercambista, já que oferecem a

experiência desejada com diferentes

tipos de acomodações, atividades e

excursões opcionais que garantem a

prática contínua do estudo do idioma,

entre outras necessidades.

Experiência. Experiência para “dar e

vender” é o que o desafio de uma viagem

internacional tem a oferecer. “Com o

intercâmbio é possível descobrir que

arriscar e buscar novos desafios podem

trazer grandes resultados. E quem não

quer um profissional assim nos dias de

hoje?”, conclui Gabriel Figueiredo.

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Foto: Renaldo Segundo

PROFISSIONAIS DO SETOR

IMOBILIÁRIO DE PERNAMBUCO:

novas perspectivas

Ricardo Moutinho, gerente de negócios da Pedra Forte Engenharia

PERNAMBUCO SE DESTACA no

cenário nacional como um dos maiores

centros de desenvolvimento econômico

do Brasil. Segundo relatório da agência

Condepe/Fidem, as estimativas do

Produto Interno Bruto (PIB) em

Pernambuco no primeiro semestre de

2012, em relação ao mesmo trimestre

no ano anterior, mostraram um

crescimento de 4,6%. E o estado tem

crescido acima da média nacional:

o PIB brasileiro ficou com 0,8% nos

três primeiros meses deste ano. Este

crescimento é atribuído às instalações

de novas indústrias no estado. Nos

últimos quatro anos, a Agência de

Desenvolvimento Econômico de

Pernambuco (AD Diper) atingiu a marca

de 397 projetos de indústrias captadas

para o território estadual, entre eles o

complexo portuário de Suape, onde 120

empresas já estão instaladas, outras 30

em construção, e mais 20 deverão surgir

até 2014, o polo farmacoquímico, arco

metropolitano, cidades planejadas e

arena da Copa.

Com todo esse desenvolvimento,

a demanda por imóveis na região

também aumentou. Hoje, a capital

pernambucana conta com a maior

alta acumulada no preço do metro

quadrado nos últimos doze meses do

Brasil, segundo dados divulgados pelo

FipeZap, indicador do valor do m²

produzido em parceria entre a Fipe e

o ZAP Imóveis. “Com os investimentos

feitos pelo Governo Federal em nosso

Estado, várias empresas se instalaram

aqui, e isso aumentou muito a procura

por imóveis novos e usados, não só

comercial como residencial, para

compra e locação. Com a ausência

de imóveis no mercado, houve uma

elevação nos preços”, afirma Ricardo

Moutinho, gerente de negócios da

Pedra Forte Engenharia.

Para os profissionais do ramo

imobiliário a expectativa é que o

mercado cresça ainda mais no estado

devido também às facilidades na hora

de fechar o acordo. “Acho que ele (o

mercado imobiliário) continuará em

ascensão, pois o poder de compra

continua sendo mantido e o apoio dos

recursos financeiros oferecidos pelos

bancos é bastante atrativo, assim como

os planos de incentivos como o “Minha

Casa, Minha Vida”. Com a vinda da mão

de obra de fora do estado, muitas vezes

por tempo indeterminado, as empresas

MERCADO

Por Marcela Alves

optam pela locação, justificando um

otimismo também no setor de aluguéis”,

conclui Moutinho.

BAIRROS PLANEJADOS – Agora

imagine morar em um lugar próximo ao

seu trabalho e ter à disposição hospitais,

shoppings e escolas. Esta é a ideia central

de projetos de moradia planejados, que

oferece comodidade e qualidade de

vida aos moradores. São os chamados

bairros planejados. “Essa tendência de

mercado vem se confirmando dia-a-dia.

Em estados do sudeste isso já acontece

e em pouco tempo esta cultura chegará

aqui”, aposta Ricardo. E ele está certo.

Pernambuco conta hoje com cinco

projetos baseados no planejamento de

bairros e cidades.

Um desses projetos fica no Cabo de

Santo Agostinho, Região Metropolitana

do Recife e atenderá cerca de 100 mil

pessoas, muitas delas trabalhadores das

fábricas implantadas na região. A obra

começa em outubro e deve demorar

em torno de dez anos para ficar pronta.

Segundo o projeto, serão 54 km de vias

asfaltadas que servirão de deslocamento

para milhares de pessoas que gastam

hoje, em média, três horas por dia para

ir e voltar de Suape.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO

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PRODUTIVIDADE

REDUÇÃO DE CUSTOS

como estratégia competitiva

Por Alissa Ferreira

ESTAMOS VIVENDO a reinvenção de empresas

globais centenárias e o boom de crescimento

de novas empresas, convivendo em

um mesmo mercado e disputando os mesmos

nichos. Com a introdução e facilidade

de acesso a tecnologias, o surgimento e uso

comercial da internet, com o aparecimento

e fortalecimento das redes sociais e a via

única do livre mercado, fez-se ver que, como

nunca, o mundo se comporta como um só.

Vejamos a crise imobiliária americana

que se transformou em uma crise mundial.

Ou mesmo a China comunista, sendo a locomotiva

do capitalismo mundial. Não está

sendo mais possível isolar países do mundo.

Desta forma, fez-se irreversível olhar modelos

de sucesso pelo mundo e tratá-los como

sendo os bons caminhos para o sucesso das

nossas empresas.

Qualidade é gerir processos de forma a

trazer o cliente final para o nosso lado, conseguir

sua preferência. Este é o verdadeiro

critério da qualidade nas empresas. E isso

conseguiu mostrar que gerir processos de

forma adequada e planejada, pode ser crucial

para a redução de desperdícios e para

a sobrevivência das corporações. “Entendo

que falar em qualidade é falar do futuro. É

olhar para as próximas gerações, começando

por hoje. Em um mundo de padronizações,

não será mais viável imaginar que as

coisas podem continuar a dar certo apenas

com o “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas”,

explica o professor e gerente nacional de

vendas da Strattner, Diniz Simões Filho.

Em muitos casos uma redução de custo

se faz necessário para aumentar a competitividade

da organização. Reduzir custos

não é reduzir o quadro funcional. Pode-se

atacar em diversas frentes: melhoria nos

processos organizacionais reduzindo desperdícios

e melhorando a comunicação

dentro da empresa.

“Uma das maneiras de contornar essa

situação é envolver as pessoas, sendo

transparente com relação à situação da

empresa, capacitando os funcionários e

10 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

conscientizando-os para melhoria de resultados”,

afirma o engenheiro e diretor

da Focus Trigueiro Consultoria & Treinamento,

Fernando Trigueiro.

Para o consultor e analista de orientação

empresarial do Sebrae, Valdir Cavalcanti,

enxugar custos faz a empresa

tornar-se mais competitiva sim, e com

isso, muitas estão utilizando-se de uma

estratégia específica para reduzir gastos

sem perder clientes para os concorrentes.

“Grandes empresas oferecem

produtos/serviços da mesma vertente,

mas com marcas e valores diferentes. A

qualidade e o valor do produto sempre

estarão diretamente proporcionais ao

poder aquisitivo dos clientes”, salienta o

mercadólogo.

Fernando Trigueiro acrescenta que

uma empresa para ser competitiva tem

de escolher a forma de competir. Ou

compete por preço (e aí é fundamental

ter custos controlados) ou faz algo diferente

que justifique o cliente a optar por

fazer negócios com a empresa.

Outro ponto importante é a relação entre

empresa e cliente, mas não existe segredo

para que essa relação seja amistosa. Diniz

Simões acredita que é preciso investir nos

funcionários e colaboradores para qualquer

empresa obter o sucesso desejado. “Uma

empresa que possui um ótimo produto,

mas que tem uma equipe de vendas desmotivada

ou destreinada, fracassará”.

Valdir Cavalcanti propõe treinamentos,

capacitações e estender os benefícios

às famílias dos funcionários como solução.

“Não é só o salário que faz a diferença

hoje em dia. Cuidar dos colaboradores

é fundamental para garantir o sucesso de

uma instituição”, afirma.

Fernando Trigueiro finaliza a ideia:

“Como dizia Peter Druker, o bom gestor é

aquele que sabe obter resultados através e

com as pessoas. É preciso que os nossos gestores

adotem posturas participativas para

melhorar o desempenho organizacional”.

Fernando Trigueiro, engenheiro e

diretor da Focus Trigueiro Consultoria

& Trainamento

Diniz Simões Filho, professor e gerente

nacional de vendas da Strattner

Valdir Cavalcanti, consultor e analista

de orientação empresarial do Sebrae

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: César Albino


Foto: Adauto Cunha

Fernando Gadelha, key account manager da H B Fuller do Brasil

O MERCADO EMPRESARIAL está sofrendo

mudanças significativas, sejam

elas nas relações entre concorrentes, sejam

elas nas relações hierárquicas dentro

das empresas. Contudo, outras mudanças

estão ligadas diretamente à estrutura

de uma organização.

O padrão todo mundo já conhece: os

funcionários vão de casa aos seus escritórios,

muitos batem ponto e passam grande

parte do tempo enclausurados em

empresariais e instituições a que prestam

serviços. Porém, hoje existe outro modelo

que já vem se tornando bastante comum,

o home office.

O home office nada mais é que transferir

seu escritório para dentro do conforto

da seu lar. Mas engana-se quem

acredita que não existem pontos negativos

de trabalhar em casa. O Key Account

Manager da H B Fuller do Brasil, Fernando

Gadelha, enumera alguns ônus (mesmo

acreditando em muitos bônus também)

dessa forma de trabalhar. Alguns

deles são: solidão, pela falta de contato

com colegas de trabalho, autocobrança

excessiva, sofrer desconfianças de supervisores

e da própria sociedade e falta de

uma legislação específica.

Já para o gerente regional Norte e

Nordeste da Bella Janela indústria de cortinas

ltda, Sandro Azevedo, não existem

problemas que mereçam registro, desde

que o profissional cumpra sua rotina de

atividades, mantenha-se produtivo e envolva

a família no projeto profissional.

Mas por que esse modelo de negócio

vem ganhando, cada vez mais, força no

mercado? De acordo com a gerente regional

de vendas da Ticket/Edenred, Laís

PRODUTIVIDADE

comprometimento e foco

Por Alissa Ferreira

Guimarães, o home office é um sistema

que traz economia tanto para as empresas

quanto para os funcionários, além de

proporcionar mais liberdade, flexibilidade

e autonomia para quem o pratica. “A

profissionalização da área de recursos

humanos também tem um papel muito

forte na implantação desse sistema, afinal

é preciso ter um cuidado com o profissional

para que ele não perca o senso

de pertencimento à empresa”.

Podemos citar a melhor qualidade de

vida dos trabalhadores e o tempo improdutivo

que se perde no trânsito como

fatores determinantes para o sucesso

do home office. O gerente comercial

Nordeste da Doremos Alimentos, Bruno

Zammataro, conta que não foi simples

adaptar-se à novidade. “Nos primeiros

seis meses, estranhei bastante a liberda-

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R


Foto: Divulgação

Foto: Adauto Cunha

Foto: Adauto Cunha

Bruno Zammataro, gerente comercial Nordeste da

Doremos Alimentos

Laís Guimarães, gerente regional de vendas da

Ticket/Edenred

Sandro Azevedo, gerente regional Norte e Nordeste da

Bella Janela indústria de cortinas LTDA.

12 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

... o home

office é um

sistema que

traz economia

tanto para

as empresas

quanto para os

funcionários,

além de

proporcionar

mais liberdade,

flexibilidade e

autonomia para

quem o pratica.

Laís Guimarães

de e flexibilidade. Fiquei meio “perdido”

diante deste novo cenário, mas aos poucos

fui me adaptando, fui criando métodos

para aumentar minha produtividade

e hoje em dia, após dois anos, estou

super adaptado e apresentando bons

resultados a empresa. Não me vejo mais

trancado em um escritório”.

Sandro Azevedo acrescenta que também

é preciso saber conciliar o tempo

com a família. “Trabalhar em casa não

quer dizer estar com a família todo o

tempo. Ao mesmo tempo o profissional

que trabalha em casa não pode ser tão

rígido ao ponto de evitar o contato com

seus familiares durante suas atividades

em casa. O que deve prevalecer é o bom

senso de ambas as partes.”

Laís Guimarães diz ainda que o necessário

para não perder a disciplina e o

comprometimento profissional é ter planejamento.

“O segredo é ter uma agenda

de compromissos internos e externos,

estar sempre em contato com a equipe,

com a empresa e com os clientes. Manter-se

acessível sempre”.

E Fernando Gadelha vai além. “Para

ser bem sucedido no trabalho em home

office é necessário que o profissional seja

polivalente e transite com facilidade por

todos os setores da área administrativa,

além de ser capaz em autogestão. Conheci

alguns excelentes profissionais que

se perderam em home office por tentarem

levar as regras do trabalho tradicional

para dentro da sua casa”.

Uma boa dica é tentar seguir os mesmos

horários da empresa. “Muitas vezes

coloco calça, sapato e camisa para me

sentir “dentro” do trabalho”, conta Bruno

Zammataro.

Home office não tem segredos mesmo.

Com comprometimento e disciplina

todo profissional pode exercê-lo. O

essencial é não perder o foco e o profissionalismo

que deve existir em qualquer

ambiente empresarial.

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Fotos: Renaldo Segundo

EXECUTIVO DE SUCESSO na área de

engenharia da indústria brasileira de fechaduras

e cadeados Pado, carreira estável,

reconhecimento por ser um líder

importante no Nordeste. Carlos Vasconcelos

carregava um currículo almejado

por qualquer profissional. Só que um

convite para trabalhar fora da região mudaria

a sua carreira. “Em 2008 eu fui para

a fábrica de Londrina, tudo estava tranquilo

até que aconteceu a crise mundial,

o Brasil entrou nessa onda, mesmo sem

ter sido diretamente afetado. Aí vários

cargos e salários foram ‘degolados’. E foi o

que aconteceu comigo, voltei para Recife

e aguardei seis meses. Não houve retorno

positivo e definitivamente eu estaria desempregado”,

conta Carlos.

Até para os competentes e experientes

executivos, o retorno ao mercado de trabalho

não é fácil. É preciso estar disposto

a readaptar-se, reativar network, negociar

salário e tantas outras exigências que,

muitas vezes, frustram o profissional.

Contudo, o profissional qualificado e

criativo tem outras opções. “Eu tinha três

projetos e um deles contemplava a praia,

porque eu vinha para a areia junto com

a minha família e era a maior dificuldade

pedir bebida ou comida, tinha que

sair próximo ao meio dia para almoçar

fora e não tinha nenhum atrativo que

fizesse com que as pessoas passassem

mais tempo curtindo uma paisagem linda

como esta”, diz Carlos. Ele passou seis

meses estudando a orla de Boa Viagem,

o fluxo de pessoas, as variações de clima,

reuniu todas as variáveis para implementação

do projeto e evitou pontos muito

explorados por empreendedores, como

o Acaiaca. “Eu não queria ser mais um.

Sempre pensei em um diferencial, ‘sair do

quadrado’ mesmo, quebrar paradigmas,

minha vida sempre foi assim. Então eu

fiz esse trabalho e descobri o Posto 7, no

dia 7, do mês 7, parece que tinha que ser

aqui mesmo.Não sou supersticioso, mas

aconteceu tudo assim. Peguei o projeto e

apresentei para o meu primeiro cliente, a

Opanka, achei que tinha tudo a ver com

sandálias, e ele comprou a ideia, me ajudou

com o material e eu comecei a fazer

o diferencial”, lembra Vasconcelos.

A partir daí Carlos entrou com o pé,

aliás, com o Pezão direito, na praia de

Boa Viagem e conquistou um público

diferenciado, investiu em ombrelones,

cadeiras, cooller para servir bebida, espreguiçadeiras

para mulheres, alugou

um apartamento próximo para adaptar

uma cozinha, implementou sistema de

pagamento para cartão de crédito, aten-

EMPREENDEDORISMO

DE EXECUTIVO

a empresário da praia

Por Adauto Cunha

Barraca do Pezão

dimento diferenciado até com cadeira de

banho para clientes com necessidades

especiais.

Com isso, a então inaugurada Barraca

do Pezão, conquistou intelectuais formadores

de opinião, empresários, executivos

que saíam de Boa Viagem, praia que

fica na “porta de suas casas”, para curtir

seus finais de semana em praias vizinhas.

“Desde o primeiro dia o projeto ‘explodiu’

justamente com este público, identificaram-se

porque estavam finalmente

confortáveis, perto de casa e das pessoas

próximas. A barraca do Pezão oportunizou

uma mudança de conceito e o público

entendeu”, orgulha-se Pezão. Este

empreendimento descentralizou a diversão

na orla de Boa Viagem. Antigamente

a praia concentrava-se nas mediações do

prédio Acaiaca, que por muitos anos é o

ponto de encontro dos praieiros. Carlos

Pezão , além de ser referência para as

pessoas que querem encontrar-se, ativou

uma área considerada morta para diversão

no local.

Quanto mais qualificado for o profissional,

maior a probabilidade de ele dar

certo ao empreender. Pezão escolheu a

economia criativa que, de acordo com o

autor inglês, John Howkins, no livro “The

Creative Economy”, publicado em 2001,

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 13

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Carlos Vasconcelos, empresário

são atividades nas quais resultam em indivíduos

exercitando a sua imaginação e explorando

seu valor econômico. Pode ser

definida como processos que envolvam

criação, produção e distribuição de produtos

e serviços, usando o conhecimento,

a criatividade e o capital intelectual como

principais recursos produtivos (sic).

Pesquisa realizada pela NextView, de

São Paulo, com mais de 5000 executivos

brasileiros, entre 26 e 35 anos com diversas

especializações, confirma um cenário

que vem sendo construído há um bom

tempo, independente de escolhas ou

demissões, o caminho do empreendedorismo

é algo latente na vontade dos

grandes profissionais, pois 46% dos entrevistados

sentem-se pouco realizados,

50% desejam empreender e 64% tiveram

mudanças nos seus objetivos de vida e

no planejamento de carreira.

Talento, criatividade e visão de mercado

é importante, mas o que faz o empreendedor

ter segurança administrativa

do negócio é buscar estudar, especializar-

-se, aprofundar conhecimento. “ Fiz um

curso de empreendedorismo no SEBRAE.

Eu tinha uma ideia do projeto, da parte

comercial, social, mas a parte administrativa

iria pesar um pouco. Aprendi muito,

inclusive sobre logística. As pessoas

quando veem tudo isso aqui arrumado

não imagina o que acontece nos bastidores.

Leva aproximadamente três horas

para montar, desmontar e organizar uma

14 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

estrutura como esta, além de controlar

uma cozinha, depósito próximo daqui e

planejar compra de materiais. Logística é

o segredo”, revela Carlos Pezão.

A Barraca do Pezão em dois anos virou

uma marca forte em Pernambuco,

atualmente apoia eventos fora da praia,

com a extensão de marca Pezão Produções.

São festas, baladas, este ano teve o

camarote no Galo da Madrugada com

recorde de vendas, camarote no Recife

Antigo lotado nos cinco dias do evento;

Avenida Sertaneja no Avenida Chopp,

um after que reúne as melhores bandas

sertanejas. O sucesso prematuro e credibilidade

permitiram que Pezão também

criasse uma unidade em Maracaípe. “

Outro sucesso, fica em frente ao mar Coqueiral,

o serviço é o mesmo da unidade

Boa Viagem, tem inclusive lounge e baladas

de sexta a domingo. Nesta unidade o

serviço é mais voltado para o turista. A

estrutura é fixa, trabalhei com Contêiner

em madeira, uso ombrelones também só

que a logística é bem mais fácil, guardo

em 20 minutos”, brinca Pezão.

Esta versatilidade de Pezão também

contagia os clientes. “Não sei como eles

conseguem, mas na barraca de Boa Viagem

os clientes dividem um setor imaginário

de pagode e MPB ao mesmo tempo.

A roda de samba de raiz de um lado e um

pequeno lounge com suportes de IPod,

IPhone, IPad. Não me pergunte como,

mas eles conseguem”, admira-se Pezão.

O apelido, ao contrário do que podemos

imaginar, não tem nada a ver com

Carlos Vasconcelos, foi uma escolha

também comercial. “Pezão é interessante.

Como o primeiro patrocinador foi

sandália, dentre muitas opções pensei

em pegada, pé, aí veio o Pezão. Foi interessante

porque ficou forte. Como sempre

buscamos explicações, as pessoas

quando sabem que sou eu, olham para

o meu pé, pensam até em um apelido de

infância. O Pezão é de fato um personagem,

bem descontraído, falador, amigo

da garotada; às vezes o pessoal vem na

praia porque sabe que quando chegar

aqui vai encontrar o Pezão, sentar 20 minutos,

bater um papo, descontrair e até

desabafar. Acontece muito. Enfim, Pezão

é um cara bem diferente do Carlinhos tímido

aqui”,explica o criador do praieiro

mais solicitado de Boa Viagem.

O importante, mesmo que pareça clichê,

é realmente acreditar no sonho, na

certeza do sucesso e seguir os caminhos

necessários para realizar. “Tudo é foco,

procura. Considero meu empreendimento

estruturalmente simples, acredito

que outras pessoas tenham pensado em

projetos semelhantes a este, mas talvez

tenha faltado coragem. Dificuldade terá

e vai ser uma constante. É importante

recicla-se, ouvir os experientes, estar por

dentro das novidades, aprender todos os

dias. Depois é só prática do negócio e sintonia

com o público”, finaliza Pezão.

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Fotos: Andréa Rêgo Barros

ENTREVISTA

AGORA É EDUCAÇÃO

Eduardo Campos, governador do Estado de Pernambuco

CH O Profissional pernambucano está

preparado para ocupar os cargos advindos do

crescimento local, há quatro anos acima da

média nacional, ou falta muito?

Eduardo – Este tem sido o principal objetivo

de nosso governo neste momento. Primeiro,

trabalhamos incansavelmente para criar as

condições necessárias para atrair empreendimentos

estruturadores, garantindo para o Estado

novas cadeias produtivas, como a de petróleo

e gás; petroquímica; naval; automotiva e

eólica. Feito isso, tratamos da formação profissional

das pessoas para que as oportunidades

geradas pela chegada dessas empresas fiquem,

o máximo possível, com os pernambucanos,

melhorando a renda e a qualidade de vida da

nossa gente.

ou parar de crescer

Por Adauto Cunha

O entrevistado desta edição é Eduardo Henrique Accioly Campos, governador

do Estado de Pernambuco. Em conversa, Eduardo Campos conta os objetivos

do governo para capacitar com qualidade os profissionais pernambucanos, os

cuidados com o ensino básico no Estado, as oportunidades geradas, as dificuldades

para oferecer uma Educação ideal e sinaliza o que deve ser feito para alcançar os

objetivos propostos por esta boa fase de crescimento pernambucano.

CH Então os Pernambucanos estão mais

capacitados para competir com igualdade de

condições com quem vem de fora para conquistar

um emprego aqui?

Eduardo – Não se trata, no entanto, de barrar

a vinda de pessoas de outros Estados e até

de outros países. Trata-se, na verdade, da necessidade

de capacitar nosso povo para que ele

possa competir com os profissionais que virão

de fora. E pelo que temos visto nas pesquisas de

emprego do IBGE e pelo Cadastro de Emprego e

Desemprego do Ministério do Trabalho, estamos

alcançando nossos objetivos. Nos últimos cinco

anos e meio, conseguimos gerar mais de 500 mil

postos formais de trabalho. Ao mesmo tempo,

reduzimos a taxa de desemprego da casa de

16% para cerca de 6%, uma das menores do

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 15

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País. O cruzamento desses dados revela que

as vagas criadas estão absorvendo mão de

obra pernambucana.

CH Com a crise na Europa e consequente

redução no crescimento econômico,

seria prudente dizer que este é um

“freio” importante para que os profissionais

possam aprimorar-se e ganhar fôlego para

acompanhar esta evolução?

Eduardo – Não torcemos pela crise.

Muito ao contrário, todo o nosso esforço

tem sido para fazer da crise uma oportunidade,

mantendo o planejamento e

acelerando os investimentos estruturadores.

Fizemos o dever de casa, cortando a

despesa ruim e multiplicando por quatro

a capacidade de investimento do estado.

Foi esta receita que deu certo em 2009,

quando conseguimos fazer a economia

pernambucana crescer em um mundo de

plena recessão, e é essa receita que vem

possibilitando manter uma média de crescimento

superior à nacional e à da Região

Nordeste. Então, para acompanhar esse

ritmo temos que, a princípio, trabalhar

com os jovens que estão prontos a entrar

no mercado de trabalho e os capacitar

para as necessidades imediatas das empresas.

Para isso investimos no reforço escolar,

para dar condições a todos de participarem

dos programas de qualificação.

Mas, ao mesmo tempo, não descuidamos

da educação básica e do ensino médio.

CH As empresas queixam-se da falta

de mão de obra capacitada e ao mesmo

tempo os estrangeiros estão preocupados

até em aprender o nosso idioma. A

longo prazo, sem pensamentos barristas,

os profissionais pernambucanos serão

capazes de suprir as necessidades das

empresas em todos os níveis?

Eduardo – Nós não somos uma ilha,

isolada do restante do País e do mundo. É

natural, que num momento como o vivido

hoje por Pernambuco muitos profissionais

voltem suas atenções para o mercado que

está em ascensão. Foi assim que décadas

atrás muitas famílias pernambucanas

deixaram o Estado em busca de oportunidades

melhores em diversos cantos do

País, como Rio, São Paulo, Brasília. Hoje,

muitos filhos dessas famílias estão fazendo

o caminho de volta, em busca das

oportunidades que a terra natal de seus

pais tem a oferecer. Estamos, em muitas

áreas, numa situação de pleno emprego,

onde os profissionais são contratados ainda

nas faculdades ou nas escolas técnicas.

Além disso, há áreas novas para a gente,

16 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

nas quais não temos tanta tradição. Então,

evidentemente, não conseguiremos

dar conta de tudo, mas nossa meta é dar

condições ao nosso povo de disputar essas

vagas, coisa que eles não tinham há

alguns anos. Também não queremos ser

os únicos a gerar oportunidades, por isso

achamos importante que o Ceará, a Paraíba,

a Bahia, Alagoas também se desenvolvam

e que o País cresça como um todo.

Não podemos repetir o erro histórico de

concentrar os investimentos em um único

Estado ou região, deixando de lado os outros

membros da federação.

CH Um dos gargalos da formação profissional

é a educação básica. Muitos formandos,

prestes a entrar no mercado de

trabalho, apresentam déficits de aprendizado.

A última pesquisa do Idepe mostra

que ainda há um longo caminho a percorrer

na educação básica, apesar da melhora

no desempenho em matemática e português

e aumento do número de escolas no

Estado. O que falta para estes números

avançarem com mais rapidez?

Eduardo – Os resultados dos investimentos

que estamos fazendo agora não

são imediatos, mas já começaram a aparecer.

Nos últimos cinco anos e meio, ampliamos

o número de escolas integrais de

13 para 207, que hoje atendem mais de 100

mil estudantes, que passam o dia todo nas

escolas. Essas escolas já superaram a meta

do Ideb estabelecida para 2021. Também

ampliamos o número de escolas técnicas

de 5 para 25, atendendo hoje a 15 mil jovens.

Neste mês de agosto estamos embar-

cando 563 alunos da rede estadual de ensino

médio para cursar um semestre letivo

nos Estados Unidos e no Canadá, além de

outros 425 que embarcarão em janeiro de

2013. Também estamos distribuindo 156

mil tablets com os alunos do ensino médio

da rede estadual. Enfim, é um conjunto de

ações que ainda trará muitas alegrias aos

pernambucanos. Temos ciência que todos

os lugares do mundo deram grande saltos

de desenvolvimento conseguiram isso

depois do investimento sistemático em

educação. Foi essa a fórmula com Coréia,

Singapura, que por causa do rápido crescimento

ficaram conhecidos como tigres

asiáticos, ao lado de Hong Kong e Taiwan; e

está sendo assim com a China.

CH Voltando para a formação profissional,

além dos incentivos de implementação

das escolas técnicas, não seria o

caso também haver incentivos da iniciativa

privada, na qual as empresas acompanhem

a preparação deste profissional

desde a formação básica?

Eduardo – Claro, temos uma parceria

com o Sistema S para formação de mão

de obras para os empreendimentos que

estão chegando ao Estado. As próprias

empresas também participam desse esforço,

como aconteceu com o estaleiro,

refinaria, Sadia, Perdigão e agora com a

Fiat e seus fornecedores. Só o Prominp, por

exemplo, voltado ao setor de petróleo e

gás e à indústria naval, qualificou 81,5 mil

pessoas em 15 estados do país até o final

do ano passado e se prepara agora para

iniciar seu sexto ciclo de cursos, ministra-

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dos pelo Sesi. E Pernambuco está entre os

contemplados desde o início.

CH Na construção de um cenário positivo,

Pernambuco, mantendo um bom

ritmo, vai conseguir chegar ao máximo

dos seus objetivos na formação destes

profissionais em quanto tempo?

Eduardo Há um conjunto muito grande

de variáveis, que podem adiar ou antecipar

essas projeções. A princípio, a estimativa

é que o PIB do Estado dobre em

dez anos, então temos que acompanhar

essa projeção e estar prontos para ela.

Por isso estamos intensificando os investimentos

com recursos do Tesouro. Em cinco

anos, saímos de uma média anual de

investimento de R$ 600 milhões para R$

2,5 bilhões. Para este ano, a meta é ampliar

esse volume de recursos em 20%, alcançando

a marca de R$ 3 bilhões. E esses

recursos vão para todas as áreas.

CH O Projeto Novos Talentos em

2012 pretende atuar em 58 municípios

do Estado, qualificando 16.500 mil jovens,

através de cursos técnicos. O objetivo

está sendo alcançado?

Eduardo – Está tudo andando dentro

do cronograma. Já tivemos a primeira

etapa concluída, com um total de mais

de 2.500 alunos formados nos cursos do

Sesi e Senac. A segunda turma está em

andamento e a terceira com as inscrições

abertas. Mas levar esses cursos para 58

municípios não adiantaria se não estivéssemos

fazendo um esforço para levar as

empresas para o interior do Estado. Não

adiantaria capacitar esse pessoal todo se

eles não tivessem por quem ser contratado

e aonde trabalhar. Então esses cursos

andam ao lado do nosso programa de

desenvolvimento, que tem como uma de

suas premissas interiorizar o crescimento

econômico. Assim levamos a Sadia para

Vitória de Santo Antão, a Perdigão para

Bom Conselho, a WHB e a Nissin Ajinomoto

para Glória do Goitá, a Fiat e a Hemobrás

para Goiana, a Schacman para

Caruaru, entre outros empreendimentos.

CH Os profissionais, com criatividade

e bom incentivo, também partem para

abrir seus próprios negócios. Essa categoria

também merece muita atenção, considerando

que é uma fatia interessante deste

bolo econômico. A burocracia ainda é

algo que desencoraja o empreendedor?

Eduardo – Esses merecem uma atenção

ainda mais especial. As micros e pequenas

empresas representam 98% das

empresas formais existentes e respondem

por 2/3 dos postos de trabalho oferecidos

pela iniciativa privada. Falamos muito dos

grandes investimentos, mas eles geram

52% dos empregos formais. A pequena empresa

do nosso estado gera 48% dos postos

de trabalho. Então, é preciso dar atenção

especial. Cerca de 35% das empresas de pequeno

porte fecham nos primeiros quatro

anos de existência, fruto da burocracia, da

elevada carga tributária e das muitas exigências

para fazer negócios. Depois de ouvir

as lideranças desse setor, apresentamos

uma série de medidas para incentivar esse

segmento. Primeiro, vamos priorizar esse

público nas compras governamentais. Queremos

elevar o volume de negócios de R$

59 milhões para R$ 400 milhões já no próximo

ano. Também reduzimos o prazo de

ressarcimento do crédito de ICMS pago em

outros estados de quatro para dois anos e

ainda enviamos uma proposta de convênio

ao Ministério da Fazenda para desonerar

as compras de máquinas e equipamentos.

Toda crise abre uma janela de oportunidades

para avançarmos em algum aspecto

e está mais do que na hora de fazer dessa

crise atual a oportunidade de avançar no

setor produtivo.

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CARREIRA

Por Alissa Ferreira

QUANDO CHEGA

a hora de mudar

O MERCADO HOJE encontra-se bastante

aquecido, com muitas oportunidades. Mas,

para preencher as vagas existentes é preciso

ter qualificação. É importante observar as

tendências do mercado de trabalho, definir em

que área deseja atuar, se conhecer e saber seus

pontos fortes e fracos, além de estar disposto a

dar o seu melhor.

As empresas querem profissionais que

sejam criativos, inovadores e que apresentem

comportamento ético. Gostar do que faz ajuda

18 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

na hora de manter-se ativo e pode até levar

muitos a buscarem novas oportunidades, para

consequentemente, obterem uma melhor

qualidade de vida. “As pessoas estão prestando

mais atenção em si mesmas e procurando

uma vida que tenha mais sentido”, define a

psicóloga e gerente de capacitação da Empresa

Municipal de Informática – EMPREL, Conceição

Henriques.

É justamente essa busca que, muitas vezes,

justifica as corriqueiras migrações de carreira.

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Fotos: Adauto CUnha

Sílvio Batista, empresário e proprietário

do Dicca Cursos

Para a psicóloga e coordenadora

de desenvolvimento humano e

organizacional da ATP Engenharia, Ana

Carla Moura, mudar de profissão implica

em aprender a caminhar e a lidar com

novas situações.

Além de planejamento estratégico,

a assessora de RH da Assembleia

Legislativa de Pernambuco, Ana Karla

Cantarelli, aponta alguns outros fatores

a serem levados em consideração. “Para

tomar uma decisão como essa é preciso

analisar o mercado, entender o que está

se passando ao redor, ter análise crítica

do cenário, ouvir opiniões de pessoas

confiáveis e, principalmente, ver-se

disposto a mergulhar em realidades

diferentes”.

Foi o que a consultora de RH,

Rafaela Gomes, fez ao optar pela

migração. “Passei oito anos da minha

vida trabalhando como professora da

educação infantil, só que chega um

momento na sua carreira que a sua

função te restringe demais”, explica.

Insatisfeita com a falta de

oportunidade de crescimento na área

em que atuava, Rafaela resolveu graduarse

em Recursos Humanos. E deu certo.

“Acredito que fiz a escolha certa, além

Conceição Henriques, psicóloga e gerente

de capacitação da Emprel

disso, sei que a docência me deu subsídios

para que hoje eu atue bem na nova área

que escolhi. Hoje me sinto segura e

confiante para executar o trabalho que

gosto de verdade”.

O empresário e proprietário do

Dicca Cursos, Sílvio Batista, mudou de

profissão ao se ver exausto com sua

rotina pesada. “Eu interiorizava sinais de

televisão e minha rotina era passar 40

dias viajando e dez em casa. Foram 15

anos dessa forma e eu cansei. Por estar

sempre viajando, eu não tinha amigos,

esqueci da família, esqueci de tudo. Eu

não aguentava mais aquela situação”.

Hoje, Sílvio administra o curso para

concursos e sente prazer no que faz em

seu dia a dia. “Ao entrar no mercado

de concursos, me realizei. É muito

gratificante ajudar as pessoas a concluir

projetos de vida”.

Tornar-se um servidor público através

de um concurso é outra forma bastante

comum de mudança de carreira. “O

emprego público, no Brasil, reflete um

mito em torno da segurança para os

profissionais, além das jornadas de

trabalho reduzidas ou flexíveis, salários

atrativos e estabilidade”, acrescenta Ana

Carla Moura.

Rafaela Gomes, consultora de RH

Sílvio Batista expõe um fator que

considera um problema na forte procura

pelos concursos. “Muitas pessoas

querem se tornar servidores públicos

por acharem que vão beneficiar-se

disso, mas não pensam em servir bem

ao município, ao estado e ao país. É

preciso estar disposto a servir e dedicarse

às instituições públicas de verdade,

caso essa consciência não exista, vamos

continuar com graves problemas no

setor público”.

Sem dúvidas, competência é essencial

em qualquer profissão que escolhermos.

Para haver uma mudança de carreira

é preciso que haja uma autoavaliação:

tenho condições e as aptidões necessárias

para assumir tal competência? Esse tipo

de questionamento deve ser constante.

E as respostas aparecerão a partir de um

planejamento.

Preparar-se para as mudanças é o

primeiro passo para obter o sucesso

pretendido. “É fundamental que o

empregado faça o que estiver ao seu

alcance para melhorar cada vez mais

o seu valor profissional e melhorar

sua qualidade de vida em qualquer

carreira que escolher”, reitera

Conceição Henriques.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 19

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NEGÓCIOS

“O que é de casa vai a praça”. Um dito popular que

ilustra bem o cuidado que uma família empresária deve

ter na sua estrutura e postura diante do mercado.

Restaurante Natrielli

O SIMPLES E SIMPÁTICO Núncio Natrielli,

há 18 anos no ramo de Restaurantes

e presidente da Abrasel (Associação

Brasileira de Bares e Restaurantes), já trabalhou

em vários empregos considerados

comuns para custear os estudos até se

formar, tempos depois trabalhou numa

empresa em São Paulo e foi convidado

para dirigir uma filial desta empresa em

Recife. Após três anos a empresa retornou,

mas Núncio decidiu ficar e arriscar.

Aliás, o risco é o principal ingrediente do

bom empreendedor. Fundou então o Michelli

Restaurante Italiano, no qual ficou

durante 14 anos e obteve grandes resultados

junto com todos que contribuíram

para a construção dos resultados.

A partir daí, viria o segundo risco na

sua carreira de empreendedor. Surgiu de

forma inesperada e bem familiar. “Alexandre,

meu filho, foi quem começou.

Ele saiu do Brasil e foi morar nos Estados

Unidos. Sem influência minha formou-

-se em gastronomia, administração de

hotéis e restaurantes na Califórnia. O

diploma dele é até assinado por Arnold

Schwarzenegger, governador na época”,

brinca Núncio. Com um currículo de

peso e pronto para exterminar qualquer

vaga, Alexandre foi um dos cinco laurea-

20 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

EMPRESA FAMILIAR SIM.

Paternalista não

Por Adauto Cunha

dos e com propostas certas de emprego

para trabalhar em hotéis internacionais.

Ele optou trabalhar em uma cadeia de

restaurantes com 200 filiais, o California

Pizza Kitchen . “Fiquei feliz. Ele já tinha

uma casa boa, um carro bom, fui para a

formatura e fiquei lá 20 dias. Fazia tempo

que não ficávamos juntos. Depois ele

passou a me ligar quase diariamente, não

queria mais ficar por lá. Até que chegou

um dia que eu disse: ‘tá bom, você vem

que a gente dá um jeito. Arrumo um lugar

para você trabalhar ou abrimos outro

restaurante’, foi o que aconteceu”, conta

o objetivo patriarca.

Logo quando chegou ao Brasil, Alexandre

começou a trabalhar no restaurante

Spettus. Contudo, a veia de empreendedor

pulsou mais forte e Alexandre,

após seis meses, pediu demissão e resolveu

acreditar nos seus conhecimentos e

tino administrativo. “Surgiu em Igarassu,

na BR 101, um restaurante que estava

fechado dentro de um posto. Fui lá ver

e disse para Alexandre: ‘você quer encarar

? A gente começa aqui’. Ele falou que

sim e então começamos. Ele escolheu o

nome, logomarca com a caricatura do

meu rosto e assim começamos o restaurante

Natrielli. Está lá há 5 anos”, comple-

ta Núncio.

Poucos brasileiros se arriscariam sair

de Santa Bárbara, EUA, cidade litorânea

e perfeita para restaurantes, para escolher

um posto quase divisa entre Abreu e

Lima e Igarassu para investir em um projeto

particular. E a assim nascia mais um

empreendimento familiar. Os Natrielli

evoluíram e há dois anos investiram em

uma filial no shopping Costa Dourada,

no Cabo de Santo Agostinho. Eles são

praticamente “Âncoras” do shopping,

abriram um pequeno restaurante na praça

de alimentação e, aos poucos, ocuparam

todas as mesas do local. Em pouco

tempo propuseram transformar toda a

praça em restaurante. Quem chega ao

Shopping enxerga um grande e interessante

empreendimento. Atualmente em

Igarassu estão construindo a maior versão

dos restaurantes Natrielli.

A segunda boa surpresa, foi a integração

da família. “Minha filha, Flávia,

trabalha na parte de compras e minha

esposa, Vera, começou a criar gosto pelo

negócio e cuida da higiene, estrutura dos

pratos, saladas, uniformes dos funcionários.

Enfim, todos gostam e sentem a

essência do que é um restaurante”, pontua

Núncio. Existe uma diferença entre

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Fotos: Renaldo Segundo


A responsabilidade

dos que são da

família precisa ser

maior, todos devem

ter salários,

horários e responsabilidades.

Núncio Natrielli

governança familiar e corporativa. Um

processo deve ajudar o outro e seguir

bem alinhados. O primeiro objetivo é a

harmonia, trabalho bem ajustado, comprometimento

e respeitos individuais.

Daí deriva o conforto familiar, segundo

objetivo resultante da boa administração

e financeiro bem planejado. “ Isso que é

importante. Empresa familiar não é sinônimo

de desorganização. A responsabilidade

dos que são da família precisa ser

maior, todos devem ter salários, horários

e responsabilidades. Se não fizer assim,

se achar que o dinheiro que tá no caixa

pode usar para o que quiser, será um fracasso”,

orienta Núncio.

Além disso, os familiares devem ter as

competências e habilidades para conduzir

suas tarefas diárias. Assumir cargos sem

formação e apenas porque é da família,

até mesmo em curto prazo o insucesso

pode ser um companheiro desagradável.

Dentro da engrenagem familiar deve-se

entender que a manutenção do patrimônio

é um processo dinâmico de gestão e

que deve ser revisto constantemente. “ Por

exemplo, eu não preciso me preocupar

com compras, minha filha Flávia é competente

e domina o seu setor.Ela tem uma

bagagem enorme. Vai entrar como sócia

agora no novo restaurante, mas até então

a Flávia é apenas funcionária. No caso da

minha esposa foi espontâneo, ‘Você quer

fazer? Tá certo, vamos ver os seus dias e

suas competências’. Ela se entrosou, cuida

de toda a parte de higiene, apresentação,

montagem, uniforme e detalhes importantes

com muita propriedade”, afirma o

cuidadoso Núncio.

Um dos pontos fracos de uma empresa

familiar está na responsabilidade

corporativa e até mesmo na prestação de

contas. “Nosso financeiro, por exemplo, é

conduzido por um profissional que não é

da família. No caixa ninguém da família

mexe. Eu apenas cobro o movimento e

controlamos as notas, apenas isso. Daqui

vai para o banco e de lá pagamos as contas,

salários e investimentos na empresa.

Até o que comemos registramos. Não escapa

nem um café. Tem que ser assim”,

expõe Núncio. Não é uma questão de

desonestidade, mas sim uma característica

natural de confundir o velho “vou

tirar esse dinheiro do caixa pra comprar

aquela roupa” , “depois eu faço”, “não falo

com ele, então não vou dizer o que deve

ser feito”, “aqui eu faço o que quero”. Expressões

como estas podem muito bem

adequar-se a uma situação caseira, mas

infelizmente é comum se repetirem em

algumas empresas familiares. Ter critério,

estabelecer responsabilidades, definir

metas a longo prazo, elaborar planos de

ação, ter discursos simples e objetivos.

Estas são características corporativas que

devem ser internalizadas entre os membros

da família empresária.

É evidente que empresa familiar de

sucesso precisa de uma estrutura organizada,

valores familiares duradouros, um

líder forte, exemplar, orientador, configurando-se,

portanto, em um sistema de

governança corporativa forte para que

a empresa atravesse com saúde as gerações

seguintes. Os altos e baixos, acertos

e erros são variações inclusive comuns a

qualquer gênero empresarial. O diferencial

é que a empresa familiar tem história;

tanto que parece ter alma. É preciso apenas

manter o cuidado necessário para

não exorcizá-lá.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 21

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TECNOLOGIA

Área de desenvolvimento do Cesar

ENGENHARIA AVANÇADA, inovação,

desenvolvimento de softwares,

hardwares; especializações, mestrados,

empreendedorismo com foco em

tecnologia; feiras, encontros produtivos,

entusiasmados e fomentadores de

grandes negócios. Tempos atrás

os pernambucanos eram apenas

expectadores deste cenário, mas agora

eles também estão no “palco” e a cada ano

torna-se um personagem cada vez mais

atuante nacional e internacionalmente.

O Estado está avançando no setor,

realizando projetos e emplacando

negócios de fato transformadores.

Contudo, ainda enfrentamos alguns

gargalos.

FALTA DE

EMPREENDEDORES DE RISCO

Que acreditem desde os primeiros

passos das ideias. Sergio Cavalcante,

superintendente do Cesar (Centro de

Estudos e Sistemas Avançados do Recife),

mostra que esta não é uma questão só de

Pernambuco, mas uma cultura brasileira.

“Chega a ser imaturo. Alguns investidores,

para fechar negócio, querem que a

22 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

ETAPAS DA

INOVAÇÃO

empresa já tenha faturado, tenha carta

de clientes e esteja estabelecida. O risco

é calculado demais. Nos Estados Unidos

uma idéia insipiente já atrai investidores

com valores razoáveis, aqui já querem

que você tenha vendido para alguém,

que o projeto esteja rodando e o modelo

de negócio esteja provado”, afirma Sergio.

O CAPITAL HUMANO É OUTRA

PREOCUPAÇÃO CONSTANTE

Os jovens talentos querem respostas

imediatas, que a ideia salte do papel

e, rapidamente, atinja os objetivos

esperados. Pouco risco e muito sucesso.

Há um caminho muito maior do que se

imagina entre estas etapas. “Precisamos

de um Capital Humano empreendedor,

o jovem pensa que Bill Gates dormiu

pobre, acordou rico e não vê o quanto

ele batalhou, quantos finais de semana

e feriados perdeu; quantas viagens ele

teve que fazer. Se a gente disser para

um menino aqui de Recife que ele vai

ter que desenvolver aqui e vender em

São Paulo, provavelmente ele vai dizer

que “não queria muito bem isso”, relata

Sergio. Para ganhar dinheiro leva tempo,

em Pernambuco

MODE ON

Por Adauto Cunha

é preciso respeitar um processo de

amadurecimento que vai desde a ideia

do projeto até a introdução no mercado .

Os jovens talentos geralmente inspiramse

em cases como o Instagram, que em

18 meses obteve sucesso astronômico,

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Fotos: Renaldo Segundo


Se continuarmos

evoluindo,

nos próximos

cinco ou dez

anos teremos

uma mudança de

paradigma aqui

Sergio Cavalcante

sendo avaliado em 1 Bilhão de dólares.

Mas este é um caso esporádico,

geralmente uma boa ideia passa por um

processo natural que exige disciplina,

base de planejamento e flexibilidade para

mudar rápido neste mercado versátil.

INFRAESTRUTURA TAMBÉM É

UMA BARREIRA

Os custos ainda são muito altos para

implementar projetos. E demora muito.

Mais de 250 leis municipais dificultam a

instalação de antenas e torres, elementos

importantes na abrangência e qualidade

dos serviços. Resultado: caro para quem

investe, caro para quem compra. É

preciso uma facilidade de infraestrutura

até três vezes maior que a atual.

O PERFECCIONISMO

“Os alunos saem da faculdade com

uma visão muito acadêmica e com a

bagagem tecnológica tão forte que ele

quer mostrar que sabe fazer, então não

coloca um produto na rua incompleto,

quer corrigir todos os erros e esquecem

de trabalhar as versões. Grandes

empresas fazem isso, porque as pequenas

não podem fazer? Não precisa ser

perfeito”, aconselha o superintendente.

Ao invés de tentar encontrar as soluções

é mais interessante lançar os “erros” e

deixar o mercado dar o feedback com as

“soluções”. Esta é uma das vantagens com

a forte interação atual entre os usuários e

as empresas.

RECRUTAMENTO DEVE

SER BEM FEITO

Há dificuldades para recrutar

talentos, principalmente porque os

jovens muitas vezes não têm condições

de manter estudos sem trabalhar,

quando não conseguem estágios

no setor. Buscam, portanto, outros

trabalhos que acabam desviando

seus objetivos. “É preciso promover

iniciativas, aqui no Cesar pegamos

muitas pessoas da Escola Cícero Dias

com o projeto Oi Futuro, direcionado

para alunos que saem do ensino

médio. Identificamos os talentos e

estes vêm trabalhar aqui. Fazem curso

de informática, sistema de informação,

engenharia ou ciências da computação.

Temos um trabalho de atração de

estagiários para que eles trabalhem

aqui dentro e possam evoluir na

carreira”, conta Sergio. No ano passado,

o Cesar, de 700 candidatos aprovou 19.

Uma seleção criteriosa que objetiva

qualidade. “Gostaria de fazer o inverso

e aprovar muito mais pessoas, mas

eu preciso de pessoas altamente

qualificadas. Eu creio que as iniciativas

vão aumentar este número”, o

superintendente investe na esperança.

Mesmo com estes e outros

enfrentamentos, Pernambuco já se

configura como um pólo provedor de

reunião de mentes talentosas, como

o Campus Party, que descentraliza

as discussões sobre os avanços

da tecnologia e aproxima mais os

pernambucanos deste movimento.

Recife ainda está um pouco isolado destas

discussões. O sucesso do Campus foi um

marco importante e chancela de vez a

nossa ótima fase. As experimentações só

evoluem com a troca de ideias. “Nossos

‘meninos’ precisam ver na prática que

isso não é um bicho de sete cabeças,

são apenas seis”, brinca o espirituoso

Sergio. Hoje as pessoas, além do frevo,

passam a observar Recife como um pólo

tecnológico, de inteligência, inovação. “Se

continuarmos evoluindo, nos próximos

cinco ou dez anos teremos uma mudança

de paradigma aqui”, profetiza Sergio.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 23

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ENTREVISTA

Buffet Porto Fino Piedade

24 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

COORDENADAS

para um bom banquete

Por Alissa Ferreira

HÁ 15 ANOS no mercado de Buffet com o

Buffet Porto Fino, a empresária e banqueteira,

Jane Suassuna, carrega na bagagem uma história

de sucesso, muito trabalho e, principalmente,

muita paixão pelo que faz. Jane que também é

proprietária da Cozzi Restaurantes Industriais

foi indicada e consagrada como uma das cinco

melhores banqueteiras do país pela Prazeres

da Mesa e está orgulhosa disso.

Em conversa com a Revista Capital Humano,

Jane Suassuna conta um pouco da trajetória

do Porto Fino, explica o que é preciso para

montar um bom banquete e como sua filha

e sócia, a chef de cozinha, Rafaela Suassuna,

também conquistou espaço nesse mercado

que cresce cada dia mais.

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Fotos: Lacerda Estúdio


Revista Capital Humano - Como é a

sua profissão?

Jane Suassuna - Trabalho, trabalho e

trabalho! Visto que quando todo mundo

trabalha, nós trabalhamos, quando todo

mundo se diverte, nos fins de semana, nós

trabalhamos, quando todo mundo se diverte

no carnaval, nós trabalhamos, assim

como no Natal, no Réveillon, entre tantas

outras situações. Assim, minha visão de

escolha profissional é definida por paixão

ao que fazemos, visto que se a gente não

amasse, não aguentaríamos o ritmo frenético

de nosso tipo de serviço.

RCH - Como foi ser indicada a melhor

banqueteira do país?

JS - Fui indicada pelos formadores de opinião,

pela Prazeres da Mesa. “Quem você

acha que pode ser uma das melhores banqueteiras

do país?” Foi uma votação pública.

Não sei quem votou em mim, mas fico

feliz pelo reconhecimento e bastante agradecida,

afinal ficar entre as cinco melhores

do Brasil já é um grande prêmio.

RCH - Quais são as coordenadas para

fazer um bom banquete?

JS - Um cardápio harmonizado, uma boa

bebida bem gelada, um garçom eficiente,

música adequada. É preciso uma boa

equipe de trabalho, produtos bem selecionados,

além de uma apresentação impecável.

Todos os detalhes são planejados

antecipadamente para fazerem a diferença.

Enfim, é um conjunto de serviços.

RCH - E o que não pode faltar em um

banquete?

JS - A meu ver, num bom banquete não

podem faltar harmonia e bom serviço no

geral. Está tudo englobado.

RCH - Como é a relação cliente versus

Buffet?

JS - A gente sugere, dá ideias de como pode

ficar ainda melhor o evento dele. Ouvimos

o cliente, pensamos no evento como um

todo. Fazemos as sugestões, mas a palavra

final fica com o cliente.

RCH - Como o Buffet Porto Fino surgiu

e ganhou força no mercado?

JS - A história do Buffet Porto Fino começou

quando mudei de profissão, saindo

das agências bancárias do Bandepe. Resolvi

fazer cestas de café da manhã por

encomenda, mas o mercado ficou concorrido

e quis ampliar meu conhecimento no

setor de gastronomia. Fui fazer um curso

de planejamento, organização e decoração

de buffets no Senac, pensando já

em montar um Buffet. Logo de início, fui

contratada para organizar três festas no

mesmo dia e na mesma hora, sem que tivesse

pelo menos os utensílios, mas graças

a Deus deu tudo certo e hoje, com quali-

dade, fartura, preço, atendimento diferenciado,

entre outras coisas, o Porto Fino é o

sucesso que é.

RCH - Sua filha seguiu os mesmos passos

que você...

JS - Tenho como sócia minha filha, a

chef de cozinha, Rafaela Suassuna, que

apesar de ter apenas 27 anos já conquistou

seu lugar como uma das profissionais

mais bem requisitadas do setor

em Pernambuco. Ela tem em seu currículo

eventos internacionais realizados

em Frankfurt, Los Angeles, Argentina e

Madri. Rafaela estudou gastronomia na

Escola Centro Europeu para formação

de Chef de Cozinha em Curitiba. Estagiou

durante seis meses no Buffet Casa

Fasano e no Grupo Leopolldo, em São

Paulo, dois grandes nomes na categoria

de buffet do país.

RCH - Para finalizar, o que significa

gastronomia para você?

JS - Gastronomia, para mim, vai muito

mais além da comida. É paixão, trabalho,

dedicação, escolha, o meu dia a dia, é pesquisa

e vivência. Minha vida.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 25

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LIDERANÇA FEMININA

Mário Almeida

Palestrante Profissional pelo Instituto

Gente/Roberto Shinyashiki/SP e Criador

do Projeto: Liderança Feminina – As

Donas do Futuro

Formação Internacional em Couching e

Mentoring - Instituto Holos/SC

MBA Executivo em Gestão de

Empresarial CBS - CEDEPE Business

School/PE (Grupo Laureate)

Pós-graduação em Gestão da

Qualidade e Produtividade - POLI/UPE

Graduado em Letras – FUNESO/PE

Diretor e Consultor Organizacional -

MA&S Desenvolvimento Gerencial

Professor de Planejamento e Gestão –

KM Consultores Associados

20 anos de vivência em T&D, sendo

mais de 10 anos em Desenvolvimento

de Lideranças

Facebook:

MarioCorreiaAlmeida

Grupo Facebook:

Liderança Feminina - As Donas do Futuro

Linkedin: Mario Almeida

Grupo Linkedin:

Liderança Feminina - As Donas do Futuro

26 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

Em outro artigo recente, publicado na página

eletrônica desta revista, escrevi que os desafios

históricos enfrentados pelas mulheres

ajudaram a desenvolver as suas competências

de liderança, hoje tão disputadas por organizações,

partidos políticos e demais entidades

sociais. Que o crescente destaque das mulheres

advém da capacidade que elas desenvolveram de

dominar a essência das relações humanas nos ambientes

pessoais e profissionais. E que, para tanto,

a história as ensinou a entender profundamente

de GENTE. Fato. Entretanto, a que custo? Como

manter essa evolução – e eu disse evolução e não

revolução -, com a mesma chama vibrante e acesa?

Como continuar se desvencilhando dos históricos

modelos mentais ultrapassados para manter crescente

tal evolução?

Das privações da liberdade, ou das imposições

de padrões de comportamento social que ensinaram

as mulheres ao longo da história a “brincarem

de casinha” e, assim, desenvolverem melhor

as competências necessárias ao estabelecimento

de relações humanas mais afetivas, verdadeiras e

efetivas; ao mesmo tempo lançando os homens

à caça e, desta forma, tornando-os mais hábeis e

capazes de enfrentar batalhas ferozes no mercado

de trabalho, por exemplo, até os dias de hoje, nos

faz pensar sobre o que devemos esperar daqui em

diante. Obviamente, respeitando a complexidade

do tema, que já preenche livros inteiros e continuará

a inspirar antigos e novos pesquisadores, especialistas,

escritores, etc., quero lançar aqui algumas

provocações para reflexão:

Será que ao prepararmos os filhos homens

para a caça e as duras batalhas, não acabamos nos

esquecendo de ajudá-los a desenvolver competências

para estabelecer relações mais fortemente

alicerçadas, que não apenas aquelas baseadas

em números? Claro, o modelo econômico que

prevaleceu no mundo foi o capitalismo e este é

totalmente baseado em números. Entretanto,

deixando esta discussão ainda mais complexa

para outra linha de especialistas, sugiro analisarmos

um pouco os efeitos dessa formação, um

AS DONAS

do FUTURO

tanto quanto incompleta, sob um ponto de vista

mais amplo... Será que ao formarmos caçadores

raivosos e competitivos, não ajudamos a formar

padrões mentais que constroem uma sociedade

cada vez menos humanizada?

E em que momento as mulheres entram nessa

discussão, já que se trata de um artigo sobre

Liderança Feminina? Mais uma vez, permitam-

-me provocar, estimados leitores: Será que, ao

não expormos as filhas às duras batalhas e a uma

sociedade voraz e desumanizada, não acabamos

por preservar nelas um pouco melhor a essência

de todos os seres humanos? Será que, por estes

mesmos motivos, à medida que a sociedade fica

mais fria, fundamentada em relações mecânicas

e desumanizadas, as mulheres não ganham

força, notoriedade, espaço, e respeito em todos

os ambientes sociais? Arrisco afirmar, pelo que

tenho observado e pesquisado, que a resposta a

esta última provocação é um sonoro, SIM, as mulheres

estão ganhando notoriedade, entre tantos

outros motivos, porque desenvolveram conhecimentos,

habilidades e atitudes de seres humanos

mais preparados para a coletividade. E assim, em

uma sociedade de 7 bilhões de pessoas, em ritmo

frenético de crescecimento, montada sob as

bases de tecnologias cada vez mais poderosas,

acabaremos por desenvolver profunda carência

de convivência humana. E é aí que as mulheres se

destacam mais e mais. Desenvolveram suas competências

para entender de GENTE, em toda sua

complexidade e magnitude. Aprenderam a lidar

com GENTE, gostando de lidar com GENTE.

Em outros artigos, falaremos dos desafios que

elas encontram e encontrarão ainda mais em função

da expressão que ganham e dos chamados

que esta sociedade carente de PESSOAS tende

a fazer em tons ainda mais altos e intensos. Lideranças

do Futuro, o planeta esteve carente da

presença efetiva, responsável e essencialmente

humana que vocês desenvolveram e sabem aplicar

tão bem. Por tudo isso, meu profundo respeito

e carinho. Lideranças Femininas, sejam muito

bem vindas aos seus tronos!

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SEGURANÇA

SEGURANÇA

PATRIMONIAL:

uma profissão que requer profissionais bem preparados

Por Marcela Alves

NO ÚLTIMO MÊS de julho, o

secretário de Defesa Social do estado de

Pernambuco, Wilson Damázio, divulgou

o índice de criminalidade no estado,

o melhor desde 1995. O resultado

foi atribuído à ação do Governo

denominada Pacto pela Vida. Apesar

dos esforços no cumprimento das

metas, a sensação de insegurança toma

conta da população. Nos últimos anos,

muitas empresas vêm buscando serviços

para soluções em segurança revela João

Batista, gerente de Recursos Humanos

do Grupo SEG. “Indústrias, empresas de

construção civil, comércio e serviços têm

procurado bastante nossos serviços. O

papel do nosso segmento é apresentar

soluções para que o cliente possa ter seu

patrimônio resguardado, podendo focar

suas energias em seu negócio”.

Deixar o patrimônio nas mãos

de outras pessoas não é tarefa fácil,

mas os empresários podem ficar

despreocupados. As empresas que

fornecem os serviços de segurança

são devidamente habilitadas pela

Polícia Federal e os profissionais

são altamente capacitados. “Em

nossa organização promovemos

treinamentos de integração interna,

integração com clientes, treinamentos

de educação continuada e cursos de

reciclagens dos profissionais, que,

obrigatoriamente, devem ter o curso

de vigilante”, explica Batista.

A profissão de vigilante é disciplinada

pela Lei nº 7.102/1983, que, em seu

artigo 16, estabelece os requisitos para

o exercício dessa atividade. São seus

termos: ser brasileiro; ter idade mínima

de 21 (vinte e um) anos; ter instrução

correspondente à quarta série do

primeiro grau; ter sido aprovado, em

curso de formação de vigilante, realizado

em estabelecimento com funcionamento

autorizado nos termos da lei, além de

outros requisitos.

O curso de vigilante tem duração de

dois anos, em torno de 160 horas/aula,

e para dar continuidade à profissão é

necessário fazer cursos de reciclagem

bianuais de 30 horas. São vistos no

curso, assuntos referentes à noções de

segurança privada, direitos humanos,

relações humanas, defesa pessoal,

prevenção e combate a incêndios,

primeiros socorros, entre outros. Se ele

estiver empregado, o custo do curso é

absorvido pela empresa.

Com o avanço das tecnologias, muitos

aparelhos foram utilizados a favor da

prevenção dos patrimônios, como por

exemplo, cercas elétricas, circuitos fechados

de televisão (CFTV), detectores de metais,

rádios transmissores, controles de entra

com biometria e etc. Esses instrumentos

garantem mais segurança tanto aos

estabelecimentos quanto aos vigilantes.

Para Carlos André Menezes, gerente

de Operações de Segurança Patrimonial,

do Grupo Preserve/Liserve, para

trabalhar na área, além das atribuições

citadas, o profissional deve ainda ter

outras qualidades. “Ser preventivo,

proativo, ter dinamismo e estar sempre

alerta são características que buscamos

nos perfis dos vigilantes. Além, lógico,

de ter em mente que sua missão ali é

proteger o patrimônio e as pessoas”,

finaliza o gerente.

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 27

capitalhumano006.indd 27 05/09/12 13:20


Foto: Divulgação

PROSA MODERNA

O PODER MUDOU DE MÃOS

Por Jorge Menezes

AO LONGO DOS ÚLTIMOS ANOS pudemos

acompanhar uma revolução silenciosa

para a tomada do poder. Esta

revolução estava acontecendo bem debaixo

dos nossos olhos, mesmo assim

muitos de nós não tivemos a capacidade

de vê-la surgir. Esta revolução instalou-se

em todos os níveis de nossas vidas, mudou

o conceito de intimidade, afetou de

forma poderosa os nossos relacionamentos,

fez surgir um novo sentido para a palavra

comunidade, alterou para sempre

as relações de poder.

Esta revolução foi tão forte e poderosa

que mexeu, inclusive, com a forma

como encaramos o papel do líder

e mudou, de quebra, a lógica do mer-

28 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

cado, tirando o poder das empresas e

colocando nas mãos dos consumidores.

Esta revolução deu voz a toda uma

nova economia baseada na criatividade,

originalidade, criação de conteúdo e na

experimentação. Foi capaz de fazer em

poucos anos o que as poderosas emissoras

de TV não conseguiram fazer em

toda a sua história. Esta revolução silenciosa

fez com que os políticos corruptos

tivessem suas ações julgadas no mais

duro dos tribunais e, por fim, colocou o

poder nas mãos do povo.

Estou falando das mídias sociais, um

território livre para expressão de ideais,

conceitos, crenças e atitudes como

nunca antes existiu. Através das mídias

sociais os consumidores podem levantar

ou derrubar uma marca, através das

mídias sociais os políticos são julgados

diretamente pelo povo como acontecida

na Grécia Antiga. Através das mídias

sociais expomos a nossa intimidade para

pessoas que nem conhecemos e através

das mídias sociais a economia criativa

ganhou voz.

Esta força inverteu, inclusive, as relações

de poder e o próprio conceito da

palavra liderança. No início da economia

industrial, os líderes tinham subordinados,

indicando que as pessoas tinham

que trabalhar de forma submissa às vontades

do líder. Com o tempo, o conceito

de liderança foi evoluindo e passamos

a ter em nossas equipes colaboradores,

mostrando que o poder está dividido

e que as ideias do líder nem sempre ti-

nham que prevalecer. Hoje os líderes em

todos os níveis precisam trabalhar duro

para conquistar seguidores, um esforço

para mostrar que o poder mudou completamente

de mãos.

Com o fortalecimento das mídias sociais,

um conceito antigo ganhou força.

O marketing boca a boca cresceu em importância

e passou a ser um componente

determinante na estratégia de mercado

das empresas. A ideia de “viralizar” um

conceito, uma ideia ou uma marca virou

obsessão na cabeça dos “marketeiros de

plantão” em uma tentativa frustrada de

controlar o incontrolável. Nessa tentativa

de controlar o que as pessoas falam

sobre a sua marca e sobre sua empresa

na internet só existe uma saída: ser transparente

em todas as suas ações e tratar o

consumidor de forma direta e verdadeira,

sem manipulações.

Se você deseja ver seu nome comentado

nas mídias sociais comece a atuar

de forma adequada, aprenda a evangelizar

seguidores atuando de forma missionária,

propagando a visão de mundo que

a empresa deseja ver realizada na vida

das pessoas. É agindo com transparência

e com foco no bem estar da comunidade

que podemos converter as almas perdidas

dos clientes que andam vagando

pelo mercado.

O autor é professor especialista em

desenvolvimento de competências para

liderança e diretor executivo da Radar

Executivo Business School

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Foto: José Marcos

BOA COMUNICAÇÃO É

AQUELA QUE TRAZ RESULTADOS

Por Abelardo Borba

A PALAVRA é o principal instrumento

de convencimento, motivação,

influência e liderança. É a melhor

forma de mostrar sua competência.

Uma boa comunicação destaca você

diante dos demais. Quem fala bem faz

propaganda de si próprio com sutileza.

Aparece! “Vende” profissionalismo.

Parece que é bom! Parece que tem

capacidade de liderar, de ser versátil,

de agregar em torno de si, de resolver

problemas, entre outras habilidades

que as pessoas e as empresas valorizam.

Pode não ser nada disso, mas “parece”

que é! Não vamos pensar, então, que

só precisa falar bem quem um dia vai

fazer um discurso ou agradecer alguma

coisa. Falar diante dos outros é algo

que temos que fazer na nossa vida

profissional e social, independente da

profissão que escolhemos.

Você está preparado para falar em

público? Responda para si as perguntas

abaixo:

1. Quantas vezes você ficou quieto

numa reunião, com medo de

dar sua opinião, sendo surpreendido

por alguém que, usando

da palavra, expressou tudo que

você queria dizer (como se tivesse

lido seus pensamentos).

2. Quantos convites você já recusou

para falar em reuniões que

seriam importantes para você,

sua carreira ou para seu negócio?

3. De que adianta ser bom em

algo, fazer um ótimo trabalho,

se quando os resultados são

apresentados, outros falam e

você fica na obscuridade?

4. Quantas vezes você deixou de

brilhar e perdeu espaço para

concorrentes menos profissionais,

com produtos piores ou

com menor competência que

você, mas que falavam muito

bem?

Falar bem é conseqüência da aplicação

de técnicas bem treinadas ou da

emoção repassada ao público. Apesar

de todos nós falarmos desde crianças,

não sabemos o que devemos fazer ou o

que está ocorrendo enquanto falamos.

Tantas são as “sensações” e desconfortos

advindos do “medo de falar em

PROSA MODERNA

público”, que o tornam o medo mais

comum a todas as pessoas no mundo!

Portanto se você não se sente bem ao

falar em público, fique tranquilo: você é

normal! Mas não se acomode! O mundo

premia os vencedores, e falar bem

faz com que você seja mais lembrado,

fique na mente dos outros, facilitando

convites para maiores responsabilidades

e ascensão social e financeira bem

mais rápida.

Um bom curso de oratória permite

que qualquer pessoa que queira, independente

das dificuldades que sinta,

possa tornar-se uma comunicadora

muito eficaz. Isso ocorre pelo conhecimento

e domínio das principais diretrizes

que levam a uma boa comunicação.

Aprendemos o que devemos

fazer e o que distrai ou ressalta nosso

nervosismo aos outros. Com o conhecimento

e domínio do que se deve

fazer, todos podemos falar bem, independente

de nos sentirmos confortáveis

ou não. Isso pode ser facilmente

conquistado em poucos dias, uma média

de 15 horas bastam! Fundamental

é o auxílio de um bom profissional,

um processo prático, turmas pequenas

e vários exercícios feitos individualmente.

Sendo assim, o que você está

esperando para transformar sua vida?

Prepare-se! O medo é vencido pela

determinação e pelo treinamento! Desenvolva

essa habilidade e prepare-se

para novos horizontes de muito crescimento!

Você também pode!

O autor é diretor do IAP (Instituto de

Aperfeiçoamento Pessoal)

agosto 2012 Revista CAPITAL HUMANO 29

capitalhumano006.indd 29 05/09/12 13:20


Foto: Renaldo Segundo

REFLEXÃO

Por Wilton Viana Jr.

PRESERVE BOAS IDEIAS

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30 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

PERNAMBUCO

IMORTAL

ESTAMOS VIVENDO o crescimento

da economia pernambucana. Diversos

canteiros de obras, entre os maiores:

Estaleiro Atlântico Sul, Refinaria Abreu

e Lima, Ferrovia Transnordestina,

transposição das águas do Rio São

Francisco e Arena Pernambuco, que

receberá as partidas da copa em 2014,

estão mudando a cara do Estado e

requisitando profissionais capacitados,

bem como investimento em treinamento

e capacitação, nos mais diversos níveis

profissionais.

O primeiro e moderno superpetroleiro,

o Suezmax João Candido, com capacidade

para transportar 1 milhão de barris de

petróleo, já foi lançado ao mar. Empresas

do porte da Sadia, Fiat, Kraft, entre outras,

escolheram Pernambuco para instalarem

as suas unidades.

Mas todo esse brilho corre o risco

de um apagão por falta de profissionais

habilitados no Estado. O estaleiro, às

pressas, foi buscar trabalhadores no Japão,

pressionado pelo prazo na entrega do seu

primeiro navio. O Estado transformou, de

forma emergencial, antigos cortadores de

cana em operários especializados.

A coisa é preocupante. Não existia, por

entre os estudantes, a cultura da procura

por cursos técnicos, o Estado não os

estimularam para isso ao longo dos últimos

anos, agora é que estão sendo estimulados.

A prova disso era as condições deficitárias

vividas pelas escolas técnicas estaduais,

e o número pequeno delas, ficando,

historicamente, a responsabilidade para a

formação de profissionais de nível técnico,

bem como os maiores investimentos,

para o setor privado, através do Sistema S

(SENAI, SESI e SENAC). A grande e honrosa

exceção era o CEFET, agora amplamente

disseminado pelo o interior do Estado.

Contudo, nem tudo está perdido.

Apesar do atraso, ainda é tempo de investir

na capacitação profissional. Empresas e

Governo já estão fazendo as suas partes.

Não podemos desperdiçar este momento

ímpar na economia do nosso Estado,

cedendo vagas para profissionais de outros

estados, muito menos de outros países,

também ceder o “filé” das vagas para

esses “estrangeiros”, ficando apenas com

o “osso”, por falta de preparo. É chegada a

hora de todos, dos diversos setores e níveis

hierárquicos, estarem, ou voltarem, para

as carteiras escolares. Esse momento de

Pernambuco deve ser melhor aproveitado

pelos pernambucanos, e isto não é nenhum

discurso xenofóbico. É lógico que, se não

formos capazes, as empresas têm de buscar

profissionais fora mesmo. Isso é apenas um

alerta para que melhor aproveitemos, na

condição de nativos, toda potencialidade

deste momento econômico que o nosso

Estado está nos proporcionando.

wilton@revistacapitalhumano.com

iara@revistacapitalhumano.com

EVENTOS

PROFISSIONAIS E

CULTURAIS

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81- 9251.5621

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Foto: Adauto Cunha

A ERA DA INOVAÇÃO COMPARTILHA CONHECIMENTO

Por Hilda Teles

A mudança é algo permanente no

desenvolvimento das civilizações. Mas

o que tem pontuado as últimas duas

décadas, e com ainda mais veemência os

dez últimos anos, é a VELOCIDADE das

mudanças.

A maioria das grandes empresas

de outrora já não existe mais. O

emprego convencional sucumbe e o

empreendedorismo pede passagem.

Equipamentos eletroeletrônicos

integram nosso cotidiano e sofrem de

obsolescência crescente. Tornamonos

quase que escravos cibernéticos,

amplamente conectados, cultivando

milhares de relações com pessoas

que nunca vimos e que talvez jamais

venhamos a conhecer presencialmente.

Produtos nascem e morrem. A

sociedade de serviços ganha notoriedade

e o consumidor assume papel de rei

infiel. Produtos, serviços e pessoas ficam

comoditizados, todos muito parecidos,

NOTA

diferenciando-se por aspectos pouco

ou nada tangíveis – qualidade em lugar

da quantidade; atenção em lugar da

frivolidade.

Em um mundo sem fronteiras e

marcado pela comunicação instantânea,

a INOVAÇÃO pontifica. Contudo, ela

só pode ser desenvolvida e difundida

por PESSOAS. Gente capaz de converter

informação em conhecimento,

compartilhando os resultados. Gente

disposta a criar o “novo”, mas com foco

em pragmatismo e utilidade. Gente como

você, interessada em debater temas como

estes, para construir e crescer.

Neste 15º CRIARH, cada participante

tem a grande oportunidade de ser o

catalisador e criador co-responsável,

ao desenhar e propor soluções

criativo-inovadoras, compartilhando

e debatendo para o crescimento

de colaboradores, de lideres e das

organizações. Esperamos vocês!

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32 Revista CAPITAL HUMANO agosto 2012

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