Aratec não paga os trabalhadores e a Arcelor lavou as ... - CNM/CUT

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Aratec não paga os trabalhadores e a Arcelor lavou as ... - CNM/CUT

Informativo Oficial do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo

(SINDIMETAL-ES) - www.sindimetal-es.org.br - 22/11/2011 - Ano 22 - Nº 1.968

Metalúrgicos reprovam

proposta dos patrões - pág. 2

Metalúrgicos reprovam a proposta dos patrões na Assembléia de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) grupo Sindifer

Aratec não paga os

trabalhadores e a Arcelor

lavou asos - pág. 3

Sindimetal-ES derruba na justiça turno

fixo da Arcelor Tubarão - pág. 4

Creche: Um

direito da criança,

Uma luta de

todos! - pág. 3


Campanha Salarial 2011/2012

Metalúrgicos querem avanços na cartela de benefícios

CAMPANHA CAMPANHA SALARIAL SALARIAL

2011/2012

2011/2012

TRABALHO DECENTE

Benefícios Sociais

Ganho Real

Fim da Precarização

Piso Salarial

Redução de Jornada sem

Redução de Salário

Metalúrgicos reprovando proposta dos patrões em Assembléia no Civit II

Já era de se esperar! Os metalúrgicos

do Espírito Santo que seguem

a Convenção do grupo Sindifer

reprovaram a proposta ridícula

dos patrões na Assembléia do dia

10 de novembro e deliberam uma

contraproposta que será levada

novamente à bancada patronal.

No entendimento do Sindimetal,

o pacote não chega nem perto da

pauta de reivindicações dos trabalhadores.

Os metalúrgicos querem

reajuste acima da inflação e

avanços nos benefícios, mas os

patrões querem empurrar a negociação

com a barriga.

No início, a bancada patronal ofereceu

um reajuste absurdo de 80%

do INPC e mais nada. Observem

um reajuste que nem chegava à

inflação! O Sindicato nem quis

conversar, reprovou de imediato

na mesa e ainda afirmou que seria

uma vergonha levar isso para

apreciação dos trabalhadores. Na

mesa, o Sindimetal-ES exigiu mais

respeito por parte das empresas e

mais valorização de nossa força

de trabalho.

Como o Sindicato reprovou a primeira

proposta, os patrões apresentaram

a segunda, oferecendo

um reajuste INPC pleno com

avanços somente nas questões que

envolvem o auxílio creche; seguro

de vida e auxílio funeral.

De acordo com o coordenador da

negociação, o diretor do Sindimetal-ES

Walter Bernado, além de

avanços no reajuste salarial estamos

lutando na mesa também para

melhorar o piso salarial da categoria

que está defasado. “Também

não abrimos mão do ticket

Confira a contra proposta

dos trabalhadores:

1- Reajuste salarial de 11%;

2- Avanços nos pisos profissionais;

3- Cesta básica de R$ 170;

4- Plano de saúde gratuito extensivo

à família;

5- Redução da jornada;

6-Abono de um salário para

quem pagou PLR em 2011;

7-Retorno de férias de 50% do

salário base;

8- Horas extras - seg a sexta:

100% - domingo e feriados:150%

alimentação e do plano de saúde,

pois sabemos que as famílias dos

trabalhadores também dependem

destes benefícios”.

Nesta semana, será realizada uma

nova rodada de negociação entre

o Sindimetal-ES e o Sindicato patronal.

Dependendo do avanço, o

Sindicato vai levar novamente a

apreciação da categoria. A partir

daí, a decisão é de vocês!

Proposta patronal

reprovada:

1 - Reajuste salarial INPC;

2- Auxílio creche;

2.1 – valor de R$ 60 por livre escolha

mediante comprovação;

2.2 – valor de R$ 20 sem comprovação;

2.3 – filhos com deficiência R$ 100.

3 - Seguro de vida

3.1 – empresas com até 100 empregados

valor de R$ 20 mil;

3.2 – empresas acima de 100 empregados

de R$ 25 mil;

4 - Auxílio funeral

4.1 – empresas com até 100 empregados

70% das despesas;

4.2 – empresas acima de 100 emregados

100% das despesas.

Trabalhadores! O que a gente conquistar aqui vai se refletir até o final de

2012. A hora é agora! Desçam dos ônibus e venham decidir o futuro da

categoria! Este é o momento de valorizar o nosso trabalho e se os patrões

não atenderem as nossas reivindicações: A CHAPA VAI ESQUENTAR.

Sindicato e trabalhadores, juntos na luta!


Mobilização

Trabalhadores das contratadas da Vale

conquistam plano de saúde gratuito

O presidente Roberto Pereira em sua fala durante Assembléia na portaria da Vale

Um fato marcante na história dos Sindicatos

dos Metalúrgicos (Sindimetal),

da Construção Civil (Sintraconst) e de

Conservação e Limpeza (Sindilimpe).

Os trabalhadores ligados a estes segmentos,

que atuam nas contratadas dentro

do complexo da Vale, conquistaram

plano de saúde gratuito para eles e seus

dependentes. Quando entrar em vigor, o

beneficio irá atender aproximadamente

32 mil pessoas, dentre elas trabalhadores

e dependentes (família). Para apresentar

a proposta à categoria, os três Sindicatos

cutistas realizaram uma grande assembléia

na portaria da Vale no mês de

outubro com a participação de diretores

e presidentes de todos os Sindicatos

envolvidos. Foi colocada em votação a

proposta do plano de saúde gratuito e

Depois que os trabalhadores da

Aratec, contratada da ArcelorMittal

Tubarão (AMT), fizeram três dias

de protesto, os patrões resolveram

se manifestar e agendaram uma reunião

com o Sindimetal-ES. Na mesa

participaram somente o Sindicato; a

comissão formada por trabalhadores

e a Aratec. A AMT não apareceu

demonstrando que não está nem

um pouco interessada em resolver

o problema dos trabalhadores. Esses

companheiros estão passando

necessidades, pois dependem do

pagamento das rescisões para sobreviver

com suas famílias. A AMT

a categoria aprovou em ampla maioria.

De acordo com o presidente do Sindimetal-ES,

Roberto Pereira esta conquista

foi graças a união dos três sindicatos

que negociaram com os patrões e lutaram

até o fim por esta conquista inédita

para o trabalhador. “Agora, queremos

expandir esta conquista para beneficiar

os companheiros das contratadas de

outros complexos: Fibria, ArcelorMittal,

Samarco, Petrobras e empresas fora dos

complexos. Entendemos que este benefício

é de grande importância, pois tem

haver com a saúde e bem estar do trabalhador,

fatores que tem que vim em

primeiro lugar. Nosso foco nesta segunda

etapa é lutar pelo transporte e equiparação

salarial por funções”, afirma o

presidente.

Sindimetal-ES

apoia a luta

pela creche

O Sindimetal-ES em parceria com

a Confederação Nacional dos Metalúrgicos

(CNM/CUT) apoia e

luta pela criação de auxílio creche

para mães trabalhadoras. “Quero

parabenizar as empresas que já

tem essa noção de que a creche

é um direito de toda criança. Isso

só vem consolidar o profissionalismo

dessa trabalhadora e mãe

no seu local de trabalho”, afirma a

diretora do Coletivo de Mulheres,

Telma Bernadino.

A Confederação Nacional dos

MetalúrgicosCUT criou uma

cartilha para mostrar o quanto é

necessário a criação das Creches

para mães trabalhadoras. Com

o tema “Creche: um direito da

criança, uma luta de todos!”, o

objetivo é incluir o auxílio creche

nas negociações coletivas, colocando

em destaque políticas públicas

de educação infantil que

garantam qualidade para todos os

trabalhadores.

Para ter acesso a cartilha “Creche:

um direito da criança, uma luta de

todos”, basta acessar nosso site:

www.sindimetal-es.com.br.

Aratec não paga os trabalhadores e a Arcelor lavou asos!

lavou asos para o pleito dos companheiros.

Sem contar que ao invés

de entrar na negociação e resolver de

vez essa situação, ela convocou o Batalhão

de Missões Especiais (BME)

que estava de prontidão na portaria

principal do complexo na manhã do

dia 17 de novembro. Com o término

do contrato com a Arcelor Tubarão,

ao invés de 74 empregados são 150

que lutam para receber os seus direitos.

Estão literalmente com uma mão

na frente e a outra atrás. Seria interessante

que a justiça determinasse o

BME para garantir os direitos destes

trabalhadores ao invés de ficar prote-

gendo propriedade privada.

A empresa está devendo aproximadamente

661 mil de dívidas trabalhistas.

De acordo com denúncias,

a Aratec não estava depositando os

valores de Fundo de Garantia há

um ano; não pagou as verbas rescisórias

e o valor do INSS que estava

descontado na folha de pagamento

do empregado não estava sendo

repassada para o benefício e Caixa

Econômica Federal.

O Sindicato entrou com uma ação

na justiça na tentativa de receber os

atrasados e recompensar o trabalhador

de alguma forma.


Conquista Denúncia

Sindimetal-ES derruba na justiça

turno fixo da Arcelor Tubarão

O Sindimetal-ES conquistou na

justiça uma liminar que proíbe a

ArcelorMittal Tubarão (AMT) de

implantar o turno fixo. A decisão

foi anunciada no dia 10 de novembro,

um dia antes da empresa iniciar

a mudança. Depois desta decisão

da justiça, a AMT não teve

outra escolha senão manter a escala

atual. Com essa conquista os

metalúrgicos da Arcelor respiram

mais aliviados. A pressão interna

estava tão forte, que diariamente

chegavam por e-mail pedidos ao

Sindicato de não deixar que isso

acontecesse. O clima estava tenso

entre os trabalhadores.

O departamento do jurídico do

Sindicato afirma que a Arcelor-

Mittal determinou que os empregados

que trabalhavam há mais de

20 anos em turnos ininterruptos

de revezamento seriam modifica-

Mais uma discriminação contra dirigente

sindical! O fato aconteceu na Brametal,

localizada em Linhares, onde todo trabalhador

que completa 10 anos de casa

recebe homenagem. Durante a confraternização

a empresa entrega de vários

prêmios para os empregados. Seria até

dos para turnos fixos o que traria

grandes prejuízos aos trabalhadores.

Diante disso, o Juiz da 6ª Vara

do Trabalho de Vitória, deferiu o

pedido da antecipação da tutela e

liminarmente determinou que a

reclamada Arcelor, mantenha os

turnos ininterruptos de revezamento,

sob pena de multa diária

de R$ 50 mil por descumprimento

da ordem judicial. O juiz percebeu

que a empresa somente negociaria

o turno de revezamento caso os

trabalhadores desistissem da ação

onde são cobradas as horas extras,

ação esta que já está em fase de

perícia.

Segundo o presidente do Sindimetal-ES,

Roberto Pereira a galerinha

que sempre prestou o papel

de defender a poderosa Arcelor

e jogar contra os trabalhadores e

contra o Sindicato estavam lá tentando

convencer o juiz a obrigar

o Sindicato a submeter em votação

a proposta cruel, desumana e

desrespeitosa da empresa. “Eles

ainda usam as suas posições na

empresa para forçar os trabalhadores

subordinados a assinarem

documentos, procurações, abaixo

assinados. Que papel vergonhoso!

Talvez essa é uma forma que eles

acharam para agradecer a Deus

por não terem o desprazer de passar

por problemas como os companheiros

da DAD, Hylub e Aratec

que estão no olho da rua com

a mão na frente e a outra atrás. O

Sindimetal-ES continua na luta

para defender os direitos e interesse

dos trabalhadores. Essa direção

vai continuar incomodando

os maus patrões e os pelegos”.

Brametal 10 anos de discriminação!

uma atitude nobre do patrão, se fosse feito

de maneira justa, mas não foi assim. O

diretor do Sindimetal-ES, Maurides Paulo

conta que nunca foi convidado para confraternização

e nesses anos todos nunca

recebeu gratificação.“A minha revolta é

que recebo tratamento diferenciado em

Discriminação contra mulher

na Metrológica e CMI

Duas trabalhadores (soldadoras), que

não quiseram se identificar, procuraram

recentemente o Sindimetal-ES,

para registrar uma denúncia de discriminação

contra a empresa Metrológica,

localizada no complexo do Civit II, na

Serra. Elas relataram que procuraram a

empresa para se candidatarem a vagas

de soldagem, anunciadas no jornal A

Tribuna do último domingo, mas um

porta voz da empresa avisou que não

fichariam mulheres pelo fato de não

possuir estrutura para empregá-las.

“Sofremos um ato de discriminação e

de extremo preconceito. Saímos cedo

de casa, enfrentamos fila, pegamos

chuva, ouvimos piadas dos peões e

na hora de fichar, fomos impedidas”,

afirma uma das soldadoras. Ela afirma

ainda que não é a primeira vez que isso

acontece.

Para a diretora Telma Bernadino, do

Coletivo de Mulheres do Sindimetal-

ES, este tipo de práticas não deveria

mais existir dentro do mercado de trabalho,

mas infelizmente a discriminação

ainda é um desafio para nós representantes

dos trabalhadores (as). “Também

atendi uma trabalhadora com a mesma

denúncia de discriminação, mas contra

a empresa CMI. Lutamos por direitos

iguais e se uma empresa está com as

portas abertas ela tem que se planejar

pra receber homens e mulheres sem

distinção de sexo.”.

As soldadoras foram imediatamente

atendidas pelo departamento jurídico

do Sindimetal-ES. O processo já foi

aberto contra a empresa Metrológica.

VERGONHA

relação aos meus colegas de trabalho e

isso se reflete na minha família. No final

do ano todos os empregados ganham

material escolar para ajudar os filhos. Eu

tenho três filhos, mas nunca ganhei nada.

Isso mostra que a empresa continua perseguindo

dirigente sindical”.

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