Capítulo 13 — Roubará o homem a Deus?
Capítulo 13 — Roubará o homem a Deus?
Capítulo 13 — Roubará o homem a Deus?
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Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 148-157;<br />
<strong>Capítulo</strong> <strong>13</strong> <strong>—</strong> <strong>Roubará</strong> o <strong>homem</strong> a <strong>Deus</strong>?<br />
O Senhor fez a difusão da luz e verdade na Terra dependente dos esforços<br />
voluntários e das ofertas dos que são participantes dos dons celestiais.<br />
Relativamente poucos são chamados a viajarem como pastores ou missionários,<br />
mas multidões devem cooperar em disseminar a verdade através de seus<br />
recursos. {T5 148.2}<br />
A história de Ananias e Safira nos é dada para que possamos compreender o<br />
pecado do engano com respeito a nossas dádivas e ofertas. Eles tinham<br />
voluntariamente prometido dar uma porção de sua propriedade para a<br />
promoção da causa de Cristo; mas quando os recursos estavam em suas mãos,<br />
deixaram de cumprir aquela obrigação, desejando ao mesmo tempo dar aos<br />
outros a impressão de terem dado tudo. Sua punição foi assinalada, a fim de<br />
que pudesse servir como perpétua advertência aos cristãos de todas as épocas.<br />
O mesmo pecado acha-se terrivelmente prevalecente nos tempos atuais, no<br />
entanto não se ouve de semelhante punição notável. O Senhor mostra uma vez<br />
aos homens com que aversão Ele considera tamanha ofensa contra Suas<br />
sagradas reivindicações e Sua dignidade, e então os deixa a seguir os princípios<br />
gerais da administração divina. {T5 148.3}<br />
Ofertas voluntárias e o dízimo constituem a receita do evangelho. Dos meios<br />
confiados ao <strong>homem</strong>, <strong>Deus</strong> reivindica determinada porção <strong>—</strong> o dízimo; mas<br />
Ele deixa todos livres para dizerem quanto seja o dízimo, e se querem ou não<br />
dar mais que isso. Devem dar segundo propõem no coração. Mas quando o<br />
coração é comovido pela influência do Espírito de <strong>Deus</strong>, fazendo-se um voto<br />
de dar determinada importância, aquele que faz o voto não tem mais direito à<br />
porção consagrada. Comprometeu-se diante dos homens, e esses são chamados<br />
a testemunharem o ajuste. Ao mesmo tempo incorreu ele numa obrigação da<br />
mais sagrada espécie, de cooperar com o Senhor em construir o Seu reino na<br />
Terra. Promessas dessa espécie, feitas a homens, devem ser consideradas como<br />
compromisso obrigatório. Não serão mais sagradas e obrigatórias quando feitas<br />
a <strong>Deus</strong>? Porventura as promessas feitas perante o tribunal da consciência serão<br />
menos obrigatórias do que acordos escritos, feitos com homens? {T5 149.1}<br />
Quando a luz divina brilha no coração com clareza e poder incomuns, o<br />
egoísmo habitual afrouxa as garras, e há disposição de dar à causa de <strong>Deus</strong>.<br />
Ninguém precisa esperar que lhe seja permitido cumprir as promessas feitas<br />
então, sem um protesto da parte de Satanás. Ele não se agrada de ver<br />
desenvolver-se na Terra o reino do Redentor. Sugere ele que a promessa feita<br />
foi demasiadamente grande, que lhes poderá anular os esforços de adquirir<br />
propriedade ou satisfazer aos desejos da família. É maravilhoso o poder que
Satanás tem sobre a mente humana. Ele labuta com todo o fervor para<br />
conservar o coração dos homens dominado pelo egoísmo. {T5 149.2}<br />
A única maneira que <strong>Deus</strong> ordenou para fazer avançar Sua causa é abençoar<br />
os homens com propriedades. Dá-lhes Sua luz do Sol e a chuva; faz a<br />
vegetação crescer; dá saúde e habilidade para adquirir recursos. Todas as<br />
nossas bênçãos provêm de Suas generosas mãos. Por sua vez, deseja que os<br />
homens e mulheres mostrem sua gratidão devolvendo-Lhe uma parte em<br />
dízimos e ofertas <strong>—</strong> em ofertas de gratidão, ofertas voluntárias e ofertas pelo<br />
pecado. {T5 150.1}<br />
O coração dos homens fica endurecido pelo egoísmo, e como Ananias e<br />
Safira, são tentados a reter parte do preço, ao mesmo tempo que pretendem<br />
cumprir as regras do dízimo. <strong>Roubará</strong> o <strong>homem</strong> a <strong>Deus</strong>? Se os recursos<br />
entrassem no tesouro exatamente de acordo com o plano de <strong>Deus</strong> <strong>—</strong> um<br />
décimo de toda a renda <strong>—</strong> haveria abundância para levar avante a Sua obra. {T5<br />
150.2}<br />
Bem, dirá alguém, continuam a vir os pedidos para dar à causa. Estou<br />
cansado de dar. Estarão mesmo cansados? Então, permitam que lhes pergunte:<br />
Vocês estão cansados de receber das beneficentes mãos de <strong>Deus</strong>? Só se Ele<br />
deixasse de os abençoar, deixariam de estar sob obrigação de restituir-Lhe a<br />
porção que reivindica. Ele os abençoa para que esteja em seu poder abençoar<br />
os outros. Quando estiverem cansados de receber, então poderão dizer: Estou<br />
cansado de tantos pedidos para dar. <strong>Deus</strong> reserva para Si uma parte de tudo que<br />
recebemos. Quando essa Lhe é restituída, a parte restante é abençoada; mas se<br />
for retida, tudo se tornará, mais dia menos dia, uma maldição. A reivindicação<br />
divina deve vir primeiro; tudo o mais é secundário. {T5 150.3}<br />
Em cada igreja deveria ser estabelecido um tesouro para os pobres. Então<br />
cada membro apresente a <strong>Deus</strong> uma oferta de gratidão uma vez por semana ou<br />
uma vez por mês, conforme for mais conveniente. Essa oferta exprimirá nossa<br />
gratidão pelas dádivas da saúde, do alimento e do vestuário. E segundo <strong>Deus</strong><br />
nos tenha abençoado com esses confortos, poremos de parte para os pobres,<br />
sofredores e aflitos. Desejo chamar a atenção de nossos irmãos especialmente<br />
para este ponto. Lembrem-se dos pobres. Renunciem a alguns dos supérfluos,<br />
sim, os próprios confortos, e ajudem àqueles que apenas conseguem o mais<br />
escasso alimento e vestuário. Fazendo isso por eles, vocês o estão fazendo por<br />
Jesus na pessoa de Seus santos. Ele identifica-Se com a humanidade sofredora.<br />
Não esperem até que estejam satisfeitas todas as suas necessidades imaginárias.<br />
Não confiem em seus sentimentos, dando quando estão inclinados a fazê-lo, e<br />
retendo quando não têm desejo. Dêem regularmente, dez, vinte ou cinquenta<br />
centavos por semana, como desejariam ver escrito no registo celestial no dia de<br />
<strong>Deus</strong>. {T5 150.4}
Seus bons desejos, nós lhes agradecemos por eles, mas os pobres não se<br />
podem manter em conforto, com bons desejos apenas. Precisam de provas<br />
tangíveis de sua bondade, em forma de alimento e vestuário. <strong>Deus</strong> não<br />
pretende que nenhum de Seus seguidores tenha de mendigar o pão. Ele lhes<br />
deu abundância, a fim de que vocês possam suprir-lhes as necessidades que<br />
pelos seus esforços e economia não são capazes de suprir. Não esperem até que<br />
chamem sua atenção para as suas necessidades. Ajam como fazia Jó. Aquilo<br />
que não sabia, ele investigava. Façam um giro de inspeção e verifiquem o que<br />
é necessário, e como melhor pode ser suprido. {T5 151.1}<br />
Foi-me mostrado que muitos de nosso povo roubam ao Senhor em dízimos e<br />
ofertas, e em resultado Sua obra é grandemente desfavorecida. A maldição de<br />
<strong>Deus</strong> repousará sobre os que vivem das bênçãos de <strong>Deus</strong> e contudo cerram o<br />
coração e nada ou quase nada fazem para promover Sua causa. Irmãos e irmãs,<br />
como pode o beneficente Pai continuar a considerá-los como mordomos,<br />
fornecendo-lhes recursos que deveriam ser empregados em Seu favor, se vocês<br />
a tudo agarram, reclamando egoistamente que lhes pertence! {T5 151.2}<br />
Em vez de render a <strong>Deus</strong> os recursos que Ele colocou em suas mãos, muitos<br />
os empregam em mais terras. Esse mal está aumentando entre nossos irmãos.<br />
Já antes possuíam tudo de que podiam cuidar, mas o amor ao dinheiro ou o<br />
desejo de ser considerados tão ricos quanto os seus vizinhos, leva-os a enterrar<br />
seus recursos no mundo, e reter de <strong>Deus</strong> o que Lhe é justamente devido. Ainda<br />
vamos nos surpreender se não prosperarem? Ficarão decepcionados se <strong>Deus</strong><br />
não lhes abençoar as colheitas? {T5 151.3}<br />
Se nossos irmãos se lembrassem de que <strong>Deus</strong> pode abençoar uns poucos<br />
hectares de terra, e torná-los tão produtivos como se fosse uma grande<br />
propriedade, não continuariam a enterrar-se em aquisições, mas deixariam seus<br />
recursos derivarem para o tesouro de <strong>Deus</strong>. “Olhai por vós”, disse Cristo, “não<br />
aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e<br />
dos cuidados da vida.” Lucas 21:34. Satanás se agrada com que aumentem suas<br />
fazendas e empreguem seus recursos em empreendimentos mundanos, pois<br />
assim procedendo não só impedem a causa de avançar, mas pela ansiedade e<br />
excesso de trabalho vocês diminuem sua perspectiva da vida eterna. {T5 152.1}<br />
Agora é tempo de acatar a ordem de nosso Salvador: “Vendei o que tendes, e<br />
dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos Céus<br />
que nunca acabe.” Lucas 12:33. Nossos irmãos deveriam estar reduzindo suas<br />
posses, em vez de aumentá-las. Estamos prestes a mudar-nos para uma terra<br />
melhor, a celestial. Não vamos proceder como quem quer continuar habitando<br />
confortavelmente sobre a Terra, mas ajuntemos nossos objetos no espaço mais<br />
limitado possível. {T5 152.2}
Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o decreto<br />
proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa senão aos que<br />
tenham o sinal da besta. Estivemos perto de ver isso acontecer na Califórnia,<br />
pouco tempo atrás, mas foi apenas a ameaça do sopro dos quatro ventos. Até<br />
agora eles têm sido contidos pelos quatro anjos. Não estamos bem preparados.<br />
Ainda há uma obra a ser efetuada, e então os anjos receberão a ordem de soltálos,<br />
para que os quatro ventos soprem sobre a Terra. Esse será um tempo<br />
decisivo para os filhos de <strong>Deus</strong>, um tempo de tribulação tal como nunca<br />
ocorreu antes. Agora é nossa oportunidade de trabalhar. {T5 152.3}<br />
Há, entre muitos que professam a verdade, um espírito de inquietude. Alguns<br />
desejam mudar de cidade ou Estado, comprar grandes glebas de terra e<br />
desenvolver um próspero negócio. Outros desejam ir para a cidade. Assim as<br />
igrejas pequenas são abandonadas à fraqueza e desânimo para depois<br />
desaparecer, quando, houvessem os que as deixaram estado dispostos a<br />
trabalhar um pouco e com fidelidade, poderiam proporcionar comodidade à sua<br />
família e ficar desembaraçados para se conservar no amor de <strong>Deus</strong>. Muitos que<br />
se mudam acabam ficando desiludidos. Perdem a pequena propriedade que<br />
possuíam, sacrificam a saúde e finalmente abandonam a verdade. {T5 152.4}<br />
O Senhor está vindo. Que cada um mostre sua fé através das obras. A fé na<br />
breve volta de Cristo está desaparecendo das igrejas, e o egoísmo as leva a<br />
roubar a <strong>Deus</strong> para servir aos próprios interesses pessoais. Quando Cristo<br />
habita em nós, seremos abnegados como Ele. {T5 153.1}<br />
Em tempos passados, houve grande liberalidade por parte de nosso povo.<br />
Eles não relutaram em responder aos clamores por auxílio dos vários ramos da<br />
obra. Depois, porém, ocorreu uma mudança. Houve, especialmente da parte de<br />
nossos irmãos do Leste, retenção de recursos, ao mesmo tempo em que o<br />
mundanismo e amor às posses aumentou. Há um crescente desrespeito às<br />
promessas de ajuda às várias instituições e empreendimentos. Fundos para a<br />
construção de igrejas, equipar um colégio ou atender a obra missionária, são<br />
vistos como compromissos aos quais as pessoas não têm qualquer obrigação<br />
em atender se não lhes for conveniente. Essas promessas foram feitas sob as<br />
santas impressões do Espírito de <strong>Deus</strong>. Então, não O roubem pela retenção do<br />
que por direito Lhe pertence. Irmãos e irmãs, examinem cuidadosamente seu<br />
passado e vejam se trataram fielmente com <strong>Deus</strong>. Será que vocês têm votos<br />
ainda não cumpridos? Em caso positivo, procurem cumpri-los se estiver ao seu<br />
alcance. {T5 153.2}<br />
Ouçam o conselho do Senhor: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,<br />
para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim, diz o<br />
Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar<br />
sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança. E, por
causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da<br />
terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. E<br />
todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra<br />
deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” Malaquias 3:10-12. {T5 153.3}<br />
….
Testemunhos para a igreja, vol. 2, pp. 99;<br />
Foi-me mostrado o caso do irmão T. Ele se tem colocado em um estado de<br />
servidão, para o qual <strong>Deus</strong> não o chamou. <strong>Deus</strong> não Se agrada quando pais<br />
idosos entregam sua mordomia nas mãos de filhos não consagrados, embora<br />
professem a verdade. Mas quando os recursos que o Senhor confiou a Seu<br />
povo são colocados nas mãos de filhos incrédulos, que são inimigos de <strong>Deus</strong>,<br />
Ele é desonrado, pois aquilo que poderia ser aplicado nas fileiras do Senhor, é<br />
posto nas fileiras do inimigo. {T2 99.1}<br />
O irmão T, novamente, desempenhou o papel de enganador. Tem usado<br />
fumo, mas deseja que seus irmãos pensem que não o faz. Vi que esse pecado<br />
tem impedido o progresso de sua vida espiritual. Ele tem um trabalho a fazer<br />
em sua avançada idade: abster-se “das concupiscências carnais, que combatem<br />
contra a alma”. 1 Pedro 2:11. Ama a verdade e tem sofrido por sua causa.<br />
Agora deve ele apreciar o eterno galardão, o tesouro nos Céus, a imortal<br />
herança, “a incorruptível coroa de glória” (1 Pedro 5:4), para que possa de bom<br />
grado sacrificar a condescendência com o apetite pervertido, sejam as<br />
consequências ou sofrimentos quais forem, e empreender a obra de purificação<br />
da carne e do espírito. {T2 99.2}<br />
Foi-me então mostrada sua nora. Ela é amada de <strong>Deus</strong>, mas mantém-se em<br />
servil cativeiro, tremendo, temendo, desalentada, duvidando e muito nervosa.<br />
Esta irmã não deve sentir que precisa render sua vontade a um jovem sem <strong>Deus</strong>,<br />
com menos idade do que ela. Ela deve lembrar que seu casamento não destrói<br />
sua individualidade. <strong>Deus</strong> tem sobre ela direitos mais altos que quaisquer<br />
direitos terrenos. Cristo comprou-a com o Seu sangue. Ela não pertence a si<br />
mesma. Ela deixa de pôr sua inteira confiança em <strong>Deus</strong> e aceita render suas<br />
convicções, sua consciência, a um <strong>homem</strong> opressor, tirânico, animado por<br />
Satanás sempre que sua satânica majestade possa atuar com eficácia por seu<br />
intermédio para intimidar este coração esquivo e tremente. Tantas vezes tem<br />
ela sido posta em agitação que seu sistema nervoso está destroçado e ela não é<br />
mais que uma ruína. É a vontade do Senhor que esta irmã esteja neste estado e<br />
<strong>Deus</strong> fique na falta de seu serviço? Não. Seu casamento foi uma armadilha do<br />
diabo. Contudo, ela deve agora fazer o melhor que lhe for possível, tratar o<br />
marido com ternura e fazê-lo tão feliz quanto puder, sem violar sua<br />
consciência; pois se ele persistir em sua rebelião, este mundo é o único céu que<br />
terá. Mas ficar sem o privilégio de reuniões, para satisfazer a um marido<br />
opressor, possuído do espírito do dragão, não está de acordo com a vontade de<br />
<strong>Deus</strong>. Ele deseja que o tremente coração corra-Lhe ao encontro. Ser-lhe-á por<br />
cobertura, “como uma sombra de grande rocha em terra sedenta”. Isaías 32:2.
Somente tenha fé, confie em <strong>Deus</strong> e Ele a fortalecerá e abençoará. Todos os<br />
três filhos dela são suscetíveis às influências da verdade e do Espírito de <strong>Deus</strong>.<br />
Fossem eles postos em situação favorável, como sucede com muitos filhos de<br />
observadores do sábado, e seriam convertidos e alistados no exército do Senhor.<br />
{T2 99.3}<br />
…
Testemunhos para a igreja, vol. 2, pp. 652-662;<br />
A Terra pertence ao Senhor, bem como todos os tesouros que ela contém.<br />
São Seus “os animais... aos milhares sobre as montanhas”. Salmos 50:10. Todo<br />
ouro e prata Lhe pertencem. Ele empresta Seus tesouros aos mordomos para<br />
que façam avançar a causa divina e glorifiquem Seu nome. Não confiou esses<br />
tesouros aos homens para que os usassem a fim de exaltarem e glorificarem a<br />
si mesmos, e reunirem poder para oprimirem os que são pobres em tesouros<br />
deste mundo. <strong>Deus</strong> não aceita as ofertas de alguém por necessitar delas e não<br />
haver glória e riquezas sem elas, mas porque é para benefício de Seus servos<br />
devolverem a <strong>Deus</strong> aquilo que é Seu. As ofertas voluntárias de um coração<br />
contrito e humilde serão recebidas por Ele, e o doador será recompensado com<br />
ricas bênçãos. Ele as aceita como sacrifício de grata obediência. O Senhor<br />
requer e aceita nosso ouro e nossa prata como evidência de que tudo o que<br />
temos e somos Lhe pertence. Reivindica e aceita o aperfeiçoamento de nossos<br />
talentos e tempo, como fruto de Seu amor em nosso coração. “O obedecer é<br />
melhor do que o sacrificar.” 1 Samuel 15:22. Sem amor puro, a mais vultosa<br />
oferta é paupérrima para que <strong>Deus</strong> aceite. {T2 652.1}<br />
Muitos têm o coração tão apegado aos seus tesouros terrenos, que não<br />
discernem a vantagem de ajuntar para si tesouros no Céu. Não compreendem<br />
que suas ofertas voluntárias não enriquecem a <strong>Deus</strong>, mas a si mesmos. Cristo<br />
nos aconselha a juntarmos tesouros no Céu. Para quem? Para enriquecermos a<br />
<strong>Deus</strong>? Oh, não! As riquezas do mundo inteiro são Suas e a indescritível glória<br />
e os incalculáveis tesouros do Céu são todos Seus, para dar a quem quiser.<br />
“Ajuntai para vós outros tesouros no Céu.” Mateus 6:20. Homens a quem <strong>Deus</strong><br />
fez mordomos são muito obcecados pelas riquezas deste mundo, que não<br />
percebem que por seu egoísmo e cobiça estão não somente roubando ao Senhor<br />
em dízimos e ofertas, mas furtando de si mesmos as riquezas eternas. Eles<br />
poderiam diariamente aumentar seu tesouro celestial fazendo a obra que o<br />
Senhor lhes deu a fazer, confiando-lhes recursos para levá-la avante. O Mestre<br />
apreciaria vê-los procurando oportunidades para fazer o bem e, enquanto<br />
vivem, aplicar seus recursos para ajudar na salvação de seus semelhantes e no<br />
progresso da causa de <strong>Deus</strong> em seus vários seguimentos. Assim fazendo,<br />
cumprem apenas o que o Senhor requer deles; devolvem a <strong>Deus</strong> o que Lhe<br />
pertence. Muitos propositadamente fecham os olhos e o coração temendo ver e<br />
sentir as necessidades da causa de <strong>Deus</strong>, e que por ajudar em seu<br />
desenvolvimento estariam diminuindo a própria renda pela redução dos lucros<br />
ou do capital. Alguns acham que o que dão para o progresso da causa de <strong>Deus</strong><br />
é realmente perdido. Consideram quantos dólares despenderam e ficam
insatisfeitos, a menos que possam repô-los imediatamente, para que seus<br />
tesouros terrenos não diminuam. Agem com rigor e mesmo com astúcia ao<br />
lidar com seus irmãos, e também com os mundanos. Eles não vacilam em<br />
enganar nos negócios para obter vantagem para si mesmos e ganhar uns poucos<br />
dólares. {T2 653.1}<br />
Alguns, temendo sofrer perda de tesouros terrenos, negligenciam a oração e<br />
o reunir-se para a adoração de <strong>Deus</strong>, para que tenham mais tempo para dedicar<br />
a suas lavouras ou seus negócios. Mostram, por suas obras, a que mundo eles<br />
dão maior valor. Sacrificam privilégios religiosos, que são essenciais para seu<br />
crescimento espiritual, pelas coisas desta vida, e deixam de obter o<br />
conhecimento da vontade divina. Não aperfeiçoam um caráter cristão, e não<br />
alcançam a medida de <strong>Deus</strong>. Põem em primeiro lugar seus interesses temporais,<br />
mundanos, e roubam a <strong>Deus</strong> o tempo que deveriam dedicar ao Seu serviço.<br />
Essas pessoas <strong>Deus</strong> assinala, e receberão maldição, em vez de bênção. Uns<br />
colocam seus recursos fora do próprio controle, pondo-os nas mãos dos filhos.<br />
Seu motivo secreto é colocarem-se numa posição onde não se sintam<br />
responsáveis por dar de seus bens para propagar a verdade. Eles amam “de<br />
palavra”, mas não “por obras e em verdade”. 1 João 3:18. Não entendem que é<br />
o dinheiro do Senhor que estão administrando, não o seu. {T2 654.1}<br />
Muitos gostariam de ver pessoas convertidas se isso pudesse ser feito sem<br />
qualquer sacrifício de sua parte; mas recuam se sua propriedade é tocada, pois<br />
essa lhes é de mais valor do que homens e mulheres por quem Cristo morreu.<br />
Se aqueles a quem <strong>Deus</strong> confiou recursos compreendessem sua<br />
responsabilidade como mordomos Seus, tomariam nas próprias mãos o que o<br />
Senhor lhes emprestou para que pudessem fielmente cumprir o dever,<br />
assumindo sua parte em ajudar a levar avante a obra de <strong>Deus</strong>. Se todos<br />
pudessem compreender o plano da salvação e o valor de uma única pessoa<br />
adquirida pelo sangue de Cristo, considerariam tudo o mais de menor interesse.<br />
{T2 654.2}<br />
Devem os pais ter grande temor de confiar aos filhos os talentos de bens que<br />
<strong>Deus</strong> lhes pôs nas mãos, a menos que tenha a absoluta certeza de que seus<br />
filhos têm maior interesse, amor e devoção pela causa de <strong>Deus</strong> do que eles<br />
mesmos, e que esses filhos serão mais fervorosos e zelosos em promover a<br />
obra de <strong>Deus</strong>, e mais benevolentes em fazer prosperar os vários<br />
empreendimentos relacionados com ela que necessitam de recursos. Mas<br />
muitos colocam seus bens nas mãos dos filhos, transferindo a eles a<br />
responsabilidade da própria mordomia porque Satanás os leva a assim proceder.<br />
Assim fazendo, estão efetivamente pondo esses recursos nas fileiras do inimigo.<br />
Satanás controla a questão de molde a satisfazer a seus propósitos e afastar da<br />
causa de <strong>Deus</strong> os recursos de que necessita para que seja abundantemente
mantida. Os esforços feitos para levar a verdade ao povo não são nem metade<br />
do que deveriam ser. Nem uma quinta parte do que poderia ser realizado, está<br />
agora sendo feita para espalhar a verdade por meio da distribuição de<br />
publicações para atrair a todos os que atenderem ao chamado. {T2 655.1}<br />
O período de graça de muitos está se encerrando. Satanás está diariamente<br />
fazendo colheita de almas. Algumas pessoas estão tomando uma decisão final<br />
contra a verdade e outras morrendo sem conhecê-la. Sua mente está em<br />
escuridão e não se arrependeram de seus pecados. Todavia, homens que<br />
professam piedade acumulam tesouros terrestres e concentram seus esforços<br />
em adquirir mais. São insensíveis à condição de homens e mulheres que entram<br />
na esfera de sua influência e estão perecendo por falta de conhecimento. Um<br />
trabalho bem dirigido, feito com amor e humildade, faria muito para iluminar e<br />
converter seus semelhantes, mas o exemplo de muitos que poderiam fazer<br />
grande bem está na realidade dizendo: “A alma de vocês é de menos valor para<br />
mim do que meus interesses mundanos.” {T2 655.2}<br />
Muitos amam pouco a verdade e muito a este mundo. “Por seus frutos os<br />
conhecereis.” Mateus 7:16. As coisas espirituais são sacrificadas pelas<br />
temporais. Os frutos desses indivíduos não são para santidade, e seu exemplo<br />
não é tal que convença os pecadores e os converta do erro de seus caminhos<br />
para a verdade. Eles permitem que almas se percam, quando poderiam salválas<br />
se fizessem sinceros esforços em seu favor, como têm feito para garantir os<br />
tesouros desta vida. A fim de obter mais das coisas deste mundo <strong>—</strong> as quais, de<br />
facto, não necessitam e que apenas aumentam sua responsabilidade e<br />
condenação <strong>—</strong> muitos trabalham sob alta pressão, e põem em perigo sua saúde<br />
e alegria espiritual, e a paz, o conforto e a felicidade de suas famílias.<br />
Permitem que pessoas ao seu redor caminhem para a ruína, porque temem que<br />
exigirá um pouco de seu tempo e recursos salvá-las. O dinheiro é seu deus.<br />
Eles decidem que não paga a pena sacrificar seus recursos para salvar almas.<br />
{T2 656.1}<br />
Aquele a quem foi confiado um talento não é responsável por cinco, ou por<br />
dois, mas apenas por um. Muitos negligenciam juntar para si um tesouro no<br />
Céu, fazendo o bem com os recursos que <strong>Deus</strong> lhes emprestou. Desconfiam de<br />
<strong>Deus</strong> e têm mil temores acerca do futuro. Como os filhos de Israel, eles têm um<br />
mau coração de incredulidade. <strong>Deus</strong> proveu este povo com abundância, à<br />
medida que suas necessidade o requeriam, mas eles tomaram emprestadas<br />
dificuldades para o futuro. Em suas viagens queixavam-se e murmuravam,<br />
dizendo que Moisés os libertara para matá-los de fome, bem como a seus filhos.<br />
Necessidades imaginárias cerravam-lhes os olhos e o coração, para não verem<br />
a bondade e as misericórdias de <strong>Deus</strong> em seu jornadear, e foram ingratos para<br />
com todas as Suas bênçãos. Assim também é o desconfiante professo povo de
<strong>Deus</strong> nesta época de incredulidade e degeneração. Receiam vir a passar<br />
necessidades, ou que seus filhos se tornem necessitados, ou que seus netos<br />
fiquem desamparados. Não ousam confiar em <strong>Deus</strong>. Não têm genuína fé<br />
nAquele que lhes confiou as bênçãos e generosidades da vida, e lhes deu<br />
talentos para usar para Sua glória, na promoção de Sua causa. {T2 656.2}<br />
Muitos têm tão constante cuidado de si mesmos que não dão a <strong>Deus</strong><br />
oportunidade de cuidar deles. Se algumas vezes pudessem passar um pouco de<br />
necessidade e fossem levados a situações difíceis, seria a melhor coisa para sua<br />
fé. Se calmamente pudessem confiar em <strong>Deus</strong> e esperar que Ele atuasse em seu<br />
favor, sua necessidade seria a oportunidade divina. A bênção do Senhor em sua<br />
emergência aumentaria o amor por Ele e os conduziria a apreciar as bênçãos<br />
temporais em um sentido mais elevado do que jamais fizeram. Sua fé se<br />
fortaleceria, sua esperança se avivaria, e alegria tomaria o lugar de tristeza,<br />
dúvidas e murmurações. Em muitos, a fé não se desenvolve por falta de<br />
exercício. {T2 657.1}<br />
O que está consumindo as forças vitais do povo de <strong>Deus</strong> é o amor ao<br />
dinheiro e a amizade com o mundo. É privilégio desse povo ser brilhantes<br />
luzes no mundo para crescer no conhecimento de <strong>Deus</strong> e ter clara compreensão<br />
de Sua vontade. Mas os cuidados desta vida e o engano das riquezas sufocam a<br />
semente lançada em seu coração, e não produzem fruto para a glória de <strong>Deus</strong>.<br />
Eles professam ter fé, mas não é uma fé viva porque não é sustentada pelas<br />
obras. “A fé sem obras é morta” em si mesma. Tiago 2:26. Aqueles que<br />
professam grande fé, e todavia não têm obras, não serão salvos por sua fé.<br />
Satanás crê na verdade e treme, contudo, essa espécie de fé não possui virtude.<br />
Muitos que têm feito alta profissão de fé são deficientes em boas obras. Se<br />
mostrassem sua fé pelas obras, poderiam exercer poderosa influência a favor<br />
da verdade. Mas não aplicam os talentos de recursos que lhes foram confiados<br />
por <strong>Deus</strong>. Os que pensam acalmar a consciência transferindo seus bens aos<br />
filhos, ou retendo-os da causa de <strong>Deus</strong>, e deixando-os nas mãos de filhos<br />
descrentes e irresponsáveis para que esbanjem ou acumulem e os adorem,<br />
prestarão contas a <strong>Deus</strong>. São mordomos infiéis do dinheiro do Senhor. Eles<br />
permitem que Satanás os domine por meio dos filhos, cuja mente está sob seu<br />
controle. Os propósitos de Satanás são alcançados de muitas maneiras,<br />
enquanto os mordomos de <strong>Deus</strong> parecem estupefatos e paralisados, pois não<br />
compreendem a grande responsabilidade e o ajuste de contas que deve em<br />
breve acontecer. {T2 657.2}<br />
Os que possuem propriedades, e cuja mente está obscurecida pelo deus deste<br />
mundo, parecem ser controlados por Satanás ao disporem delas. Se possuem<br />
filhos crentes, fiéis, e também outros filhos cuja afeição está totalmente nas<br />
coisas do mundo, ao fazerem a transferência de seus bens aos filhos,
geralmente dão uma quantia maior àqueles que não amam a <strong>Deus</strong> e estão<br />
servindo ao “inimigo de toda a justiça” (Atos dos Apóstolos <strong>13</strong>:10), do que aos<br />
que servem ao Senhor. {T2 658.1}<br />
Confiam às mãos de filhos infiéis as próprias coisas que serão uma<br />
armadilha para eles e servirão de obstáculos na trajetória de sua entrega a <strong>Deus</strong>.<br />
Enquanto presenteiam liberalmente os filhos descrentes, fazem restrições<br />
àqueles que são da mesma fé que eles. Esse facto devem assustar os homens<br />
que possuem recursos e seguem a mesma conduta. Eles precisam perceber que<br />
o engano das riquezas lhes tem pervertido o discernimento. Caso pudessem ver<br />
a influência exercida sobre sua mente, compreenderiam que Satanás considera<br />
esses assuntos exatamente de acordo com seus planos e propósitos. Em vez de<br />
<strong>Deus</strong> controlar-lhes a mente e santificar-lhes o discernimento, são controlados<br />
pelo poder exatamente oposto. Os que são da mesma fé têm sido, às vezes, até<br />
negligenciados e frequentemente tratados com muito rigor e exigência em todo<br />
o seu proceder; enquanto têm mão aberta para com os filhos descrentes e<br />
amantes do mundo, que eles sabem não usarão os recursos postos em suas<br />
mãos para o avanço da causa de <strong>Deus</strong>. O Senhor requer que aqueles a quem<br />
concedeu talentos de recursos façam correto uso deles, tendo como prioridade<br />
o progresso de Sua causa. Qualquer outra consideração deve ser inferior a essa.<br />
{T2 658.2}<br />
Os talentos de recursos, sejam eles cinco, dois ou um, devem ser empregados.<br />
Os que têm grande volume de recursos são responsáveis por um grande<br />
número de talentos. Mas os comparativamente pobres não estão livres de<br />
responsabilidades. Aqueles que não têm senão pouco dos bens deste mundo<br />
são representados como tendo um talento. Não obstante, estão em tão grande<br />
perigo de ter tanto amor por esse pouco, e de retê-lo egoistamente da causa de<br />
<strong>Deus</strong>, como estão os mais ricos. Esses não percebem o perigo que correm.<br />
Aplicam as fortes reprovações dirigidas pela Palavra de <strong>Deus</strong> aos amantes do<br />
mundo, aos ricos apenas, enquanto estão eles próprios em maior perigo do que<br />
os mais ricos. Quer tenham pouco ou muito, de todos é requerido entregar seus<br />
talentos aos banqueiros, para que ao retornar o Mestre receba o que é Seu com<br />
juros. Deles também se exige que mantenham sua consagração a <strong>Deus</strong> e um<br />
generoso interesse em Sua causa e obra. Buscando primeiramente “o reino de<br />
<strong>Deus</strong> e a Sua justiça”, devem crer em Sua promessa de que “todas as coisas”<br />
lhes “serão acrescentadas”. Mateus 6:33. Em comparação com todas as outras<br />
considerações, a salvação dos semelhantes deve ser prioritária, mas geralmente<br />
esse não é o caso. Se há negligência em qualquer lugar, é a causa de <strong>Deus</strong> que<br />
deve sofrer. <strong>Deus</strong> concede talentos aos homens, não para promover-lhes o<br />
orgulho ou para despertar neles inveja, mas a fim de serem usados para Sua<br />
glória. Tem o Senhor feito dos homens Seus agentes para distribuir os recursos
com os quais promover a obra de salvação do ser humano. Cristo lhes deu um<br />
exemplo em Sua vida. Deixou todas as riquezas e esplendor celestiais, e por<br />
nossa causa tornou-Se pobre, para que pudéssemos, por Sua pobreza, tornarnos<br />
ricos. Não é plano de <strong>Deus</strong> fazer chover recursos do Céu para sustento de<br />
Sua causa. Ele tem confiado amplos recursos às mãos dos homens, para que<br />
não haja falta em qualquer sector de Sua obra. Ele prova aqueles que<br />
professam amá-Lo, pondo-lhes recursos nas mãos e então os experimenta para<br />
ver se amam mais a dádiva do que o Doador. O Senhor revelará, no tempo<br />
oportuno, os verdadeiros sentimentos do coração. {T2 659.1}<br />
São necessários recursos para o desenvolvimento da causa divina. <strong>Deus</strong> fez<br />
provisões para tal necessidade colocando uma abundância nas mãos de Seus<br />
agentes, para ser usada em qualquer sector da obra onde seja mais necessária<br />
para a obra de salvar almas. Cada pessoa salva é um talento ganho. Se<br />
verdadeiramente convertido, aquele que é trazido ao conhecimento da verdade<br />
usará, por sua vez, os talentos de influência e recursos que <strong>Deus</strong> lhe deu, no<br />
trabalho de salvação dos seus semelhantes. Ele se envolverá com determinação<br />
na grande obra de iluminar aqueles que ainda estão em trevas e erro. Será um<br />
instrumento na salvação de almas. Assim, os talentos de influência e recursos<br />
estão continuamente sendo negociados e constantemente crescendo. Quando o<br />
Mestre vier, o fiel servo estará preparado para devolver-Lhe o capital com os<br />
juros. Por seus frutos ele pode demonstrar o aumento dos talentos que ganhou<br />
para devolver ao Mestre. O fiel servo terá então feito seu trabalho e o Mestre,<br />
cuja recompensa está com Ele para dar a “cada um segundo as suas obras”<br />
(Romanos 2:6), devolverá ao servo tanto o capital como os juros. {T2 660.1}<br />
Em Sua Palavra, o Senhor revelou claramente Sua vontade àqueles que<br />
possuem riquezas. Por Suas ordens diretas terem sido menosprezadas, Ele<br />
misericordiosamente apresenta aos homens os perigos através dos<br />
Testemunhos. Não lhes dá nova luz, mas chama sua atenção para a luz já<br />
revelada em Sua Palavra. Se aqueles que professam amar a verdade estão se<br />
apegando às suas riquezas e deixando de obedecer à Palavra de <strong>Deus</strong>, não<br />
procurando oportunidades de fazer o bem com o que lhes foi confiado, Ele Se<br />
aproximará e espalhará seus bens. Virá a eles com juízos. De várias maneiras<br />
dispersará seus ídolos. Haverá muitas perdas. A pessoa egoísta será<br />
amaldiçoada. Mas a “alma generosa engordará”. Provérbios 11:25. Os que<br />
honram a <strong>Deus</strong> serão honrados. {T2 660.2}<br />
O Senhor fez um concerto com Israel que, se obedecesse a Seus<br />
mandamentos, Ele lhe daria chuvas no devido tempo, faria a terra produzir e as<br />
árvores do campo darem frutos. Ele prometeu que “a debulha se... chegará à<br />
vindima, e a vindima se chegará à sementeira” (Levítico 26:5), e que eles se<br />
fartariam de pão e habitariam seguros na terra. E faria perecer seus inimigos.
Não os aborreceria, mas andaria com eles e seria seu <strong>Deus</strong>, e eles seriam Seu<br />
povo. Porém, se desprezassem Seus reclamos, agiria inteiramente contra eles<br />
em tudo isso. Em vez de Sua bênção, a maldição pesaria sobre eles. Abateria a<br />
soberba de sua força, e tornaria os céus como ferro e a terra como cobre. “E<br />
debalde se gastará a vossa força; a vossa terra não dará a sua novidade, e as<br />
árvores da terra não darão o seu fruto. E, se andardes contrariamente para<br />
comigo... Eu também convosco andarei contrariamente.” Levítico 26:20, 21, 24.<br />
{T2 661.1}<br />
Os que estão egoistamente retendo os seus recursos, não deverão<br />
surpreender-se se a mão de <strong>Deus</strong> espalhar. O que deveria haver sido dedicado<br />
ao progresso do trabalho e da causa de <strong>Deus</strong>, mas foi retido, poderá ser<br />
confiado a um filho imprudente, e ele poderá esbanjá-lo. Um cavalo magnífico,<br />
orgulho de um coração frívolo, pode ser encontrado morto na estrebaria.<br />
Ocasionalmente pode morrer uma vaca. Poderá ocorrer perda de frutas ou<br />
outras culturas. O Senhor poderá espalhar os recursos que confiou aos Seus<br />
mordomos, caso se recusem a usá-lo para a Sua glória. Alguns, eu vi, poderão<br />
não sofrer nenhum desses prejuízos que lhes façam lembrar as negligências do<br />
dever, mas o seu caso poderá ser o mais desesperançado. {T2 661.2}<br />
Jesus advertiu Seu povo: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a<br />
vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhes uma<br />
parábola, dizendo: a herdade de um <strong>homem</strong> rico tinha produzido com<br />
abundância. E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde<br />
recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e<br />
edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus<br />
bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos<br />
anos; descansa, come, bebe e folga. Mas <strong>Deus</strong> lhe disse: Louco, esta noite te<br />
pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que<br />
para si ajunta tesouros e não é rico para com <strong>Deus</strong>. E disse aos seus discípulos:<br />
Portanto, vos digo: não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que<br />
comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o<br />
sustento, e o corpo, mais do que as vestes.” Lucas 12:15-23. {T2 662.1}<br />
Essas advertências são dadas para benefício de todos. Atenderão eles aos<br />
conselhos dados? Darão ouvidos a essas impressionantes ilustrações de nosso<br />
Salvador e evitarão o exemplo do rico tolo? Ele tinha em abundância; assim há<br />
muitos que professam crer na verdade, e estão repetindo o caso do pobre<br />
<strong>homem</strong>, rico e tolo. Oh, que pudessem ser sábios e sentissem as obrigações que<br />
sobre eles repousam, para utilizarem as bênçãos que <strong>Deus</strong> lhes dá em benefício<br />
de outros, ao invés de torná-las uma maldição. <strong>Deus</strong> dirá a esses como ao rico<br />
da parábola: “Louco!” {T2 662.2}
Os homens agem como se estivessem desprovidos de sua razão. São<br />
esmagados pelos cuidados desta vida. Não têm tempo para dedicar a <strong>Deus</strong>,<br />
nenhum tempo para servi-Lo. Trabalhar, trabalhar, trabalhar, é a ordem do dia.<br />
De todos os que os cercam é requerido trabalhar sob alta pressão para cuidar<br />
das grandes fazendas. Derrubar e construir maiores [celeiros] é sua ambição,<br />
para que possam ter onde aplicar seus bens. Todavia, esses homens que estão<br />
vergados com o peso de suas riquezas passam por seguidores de Cristo. Têm o<br />
nome de crentes na breve volta de Cristo, na proximidade do fim de todas as<br />
coisas, todavia, não possuem nenhum espírito de sacrifício. Estão mergulhando<br />
cada vez mais profundamente no mundo. Não dedicam senão pouco tempo ao<br />
estudo da Palavra da vida, à meditação e oração, nem concedem aos de sua<br />
família ou aos seus servos, esse privilégio. Entretanto, esses homens professam<br />
crer que este mundo não é seu lar, que são simplesmente peregrinos e<br />
estrangeiros sobre a Terra, em preparativos de mudança para um lugar melhor.<br />
O exemplo e influência dos tais é maldição à causa de <strong>Deus</strong>. Tremenda<br />
hipocrisia caracteriza a vida desses professos. Amam a <strong>Deus</strong> e a verdade tanto<br />
quanto suas obras mostram, e não mais. Um <strong>homem</strong> procederá de acordo com<br />
toda a fé que possui. “Por seus frutos os conhecereis.” Mateus 7:16. O coração<br />
está onde o tesouro se encontra. Seu tesouro está na Terra, e seu coração e<br />
interesses ali também. {T2 662.3}<br />
…