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Complicações cirúrgicas das infecções bacterianas intracranianas

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gura 4 - Tomografia computadorizada do crânio mostrando um<br />

empiema subdural como uma crescente hipodensa ao redor do<br />

córtex frontal e parietal, com retenção de contraste na borda do<br />

córtex . A lesão causa um discreto desvio dos ventrículos para o<br />

lado oposto.<br />

proteínas. No empiema por leptomeningite parcial-<br />

Fimente tratada encontra-se muito mais leucócitos<br />

mononucleares (Kaufman et al., 1975).<br />

2.8.5. Diagnóstico Diferencial<br />

Além de processos bacterianos como meningite,<br />

ventriculite, abscesso cerebral e trombose séptica<br />

do seio cavernoso, outros processos como encefalite<br />

viral e neoplasias com necrose e ruptura para o espaço<br />

subdural (material de colesterol), podem simular<br />

manifestações clínicas superponíveis às do empiema<br />

subdural.<br />

2.7.6. Tratamento<br />

O empiema subdural pode ser uma doença<br />

grave, com evolução aguda, que requer drenagem<br />

cirúrgica imediata a antibioticoterapia sistêmica<br />

(Goodman & Stern, 1982; Haines et al., 1990, Hockley<br />

& Willians, 1983; Renaudin & Frazer, 1980),<br />

embora alguns autores sugiram apenas o trata mento<br />

clínico (Mauser et al., 1985; Leys et al., 1986;<br />

Leys et al., 1990).<br />

A antibioticoterapia deve ser iniciada imediata-<br />

tamente após o diagnóstico. A escolha dos agentes<br />

depende do foco infeccioso primário. Como terapêutica<br />

inicial podem ser utilizados a penicilina G para<br />

pneumococos e estreptococos anaeróbios, a meticilina<br />

ou oxalcilina para estafilococos coagulase- positiva<br />

e o metronidazole e o cloranfenicol para Bacteroides<br />

fragilis. Após a identificação germe nas culturas<br />

o regime terapêutico poderá ser modificado,<br />

dependendo da resposta inicial ao tratamento e da<br />

11<br />

Figura 5 – Corte coronal ultra-sonográfico do cérebro de um<br />

recém-nascido mostrando um empeima subdural (área hipoecóica<br />

superior esquerda), causando um discreto desvio dos ventrículos<br />

laterais.<br />

sensibilidade do germe in vitro. Em crianças menores<br />

a antibioticoterapia pode ser iniciada com meticilina<br />

ou ampicilina, associa<strong>das</strong> a cloranfenicol ou<br />

cefalosporinas de terceira geração.<br />

A drenagem cirúrgica deve ser efetuada através<br />

de vários furos de trépano ou de uma grande craniotomia<br />

(Bannister et al., 1981; Feuerman et al., 1989;<br />

Goodman & Stern, 1982; Haines et al., 1990, Hockley<br />

& Willians, 1983; Lucken & Whelan, 1980; Mauser<br />

et al., 1985). Os pacientes submetidos à<br />

craniotomia tem uma sobrevida maior que aqueles<br />

submetidos á trepanações (Bannister et al.,<br />

1981). Além disso, pacientes submetidos à trepanações<br />

às vezes tem que ser submetidos à craniotomia<br />

para completar a drenagem do empiema (Bannister<br />

et al., 1981; Feuerman et al., 1989). Além da drenagem<br />

cirúrgica, o espaço peridural deve ser lavado<br />

com antibióticos (vancomicina, cloranfenicol, estreptomicina<br />

ou aminoglicosídeos), durante a cirurgia<br />

(Gourmley et al., 1996). Após a cirurgia são deixados<br />

drenos no espaço subdural por uma semana e efetua<strong>das</strong><br />

lavagens com antibióticos por 1 semanas e<br />

irrigado com antibióticos duas vezes por dia, durante<br />

3 a 4 dias (Goodman & Stern, 1982). Em lactentes o<br />

tratamento inicial é efetuado através de trépanopunções,<br />

que são procedimentos mais simples, mas<br />

10% dos casos recidivam e necessitam craniotomia<br />

para a sua drenagem. Os possíveis focos infecciosos<br />

primários. devem ser erradicados.<br />

A HIC associada deve ser tratada com manitol<br />

e, se houver risco de herniação, com corticoterapia,<br />

após o inicio da antibioticoterapia. Por se tratar de<br />

uma doença que localiza-se praticamente sobre o<br />

córtex cerebral, anticonvulsivantes devem ser administrados<br />

preventivamente.<br />

2.7.7. Prognóstico<br />

O prognóstico dos empiemas subadurais é afetado<br />

principalmente pelo intervado entre o início dos si-

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