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ApresentAção<br />

Estimados/as Jovens e Educadores/as!<br />

PAZ!<br />

A Pastoral da Juventude Estudantil celebra 30 anos.<br />

Milhares de jovens construíram essa história. Muitos<br />

entregaram a vida para que outros tantos jovens<br />

pudessem ter direitos e deveres na construção de uma<br />

sociedade justa e fraterna.<br />

Agora celebramos 10 anos de construção de um<br />

caminho pedagógico e fraterno, onde o protagonismo<br />

juvenil abre portas para refletir dentro e fora da<br />

escola, a importância de uma educação de qualidade.<br />

Uma educação humana que ajude os/as jovens a ter<br />

dignidade e espaço na sociedade. Cada ano que passou<br />

os/as jovens apontaram caminhos e exigiram mudanças<br />

na estrutura educacional do nosso país. Não é possível<br />

construir uma sociedade sem educação de qualidade.<br />

As Pastorais da Juventude (PJR, PJE, PJ e PJMP)<br />

têm o seu alicerce na pedagogia de Jesus que exige<br />

que os jovens “tenham vida em abundância”(Jo 10,11).<br />

A pedagogia de Jesus propõe para homens e mulheres<br />

de boa vontade a busca da verdade. A verdade sempre<br />

exige justiça e a justiça exige respeito pelos direitos da<br />

pessoa. É direito dos/as jovens ter uma Educação de<br />

qualidade para que a sua vida seja transformada.<br />

5


Este ano a Semana do Estudante ao abordar a<br />

“Civilização do Amor” quer reafi rmar o compromisso<br />

com todos/as estudantes que não têm espaço, nem<br />

voz e nem vez de lutar por uma educação de qualidade<br />

que possa libertá-los\as de todas as amarras que<br />

atravancam o processo educacional em nosso país.<br />

O texto bíblico de 1º. Coríntios 1,18-31, aponta que<br />

“a loucura de Deus é mais sábia do que os homens e<br />

a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”.<br />

No rosto dos/as jovens se encontra o rosto de Deus,<br />

dessa forma os/as jovens são sábias, fortes e possuem<br />

a graça que vem de Deus para lutar por uma Educação<br />

Libertadora.<br />

Desejo a todos que tocarem nesse texto assumam<br />

um compromisso radical em defesa dos direitos<br />

dos\das jovens para que todos\as tenham vida em<br />

abundância.<br />

Pe. Antonio Ramos do Prado, sdb [Pe. Toninho]<br />

Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB<br />

6


IntroDUção<br />

Querida juventude,<br />

A Semana do Estudante (SdE) estimula a juventude<br />

a viver e celebrar o “ser estudante”, refletindo sobre<br />

a realidade estudantil e educacional em um mundo<br />

que anseia por uma educação acessível para todos<br />

e todas. Juntamente com a Semana da Cidadania e<br />

o Dia Nacional da Juventude (DNJ), ela faz parte das<br />

atividades permanentes realizadas em conjunto pelas<br />

Pastorais da Juventude, que fortalecem os seus laços<br />

em todo o Brasil.<br />

A partir disso, as Pastorais da Juventude – Pastoral<br />

da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude<br />

do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Rural<br />

(PJR) e Pastoral da Juventude (PJ) - em comunhão com<br />

a Rede Brasileira de Centros e Institutos têm a alegria<br />

de apresentar a vocês este subsídio de base para a<br />

celebração da Semana do/a Estudante 2012, a ser<br />

realizada entre os dias 5 a 11 de agosto.<br />

Este subsídio tem o objetivo de ajudar os grupos<br />

de base e os/as estudantes e educadores/as de todo o<br />

país a refletirem sobre a situação político-social da<br />

educação brasileira, para reforçar sua missão por meio<br />

de textos de aprofundamento, roteiros de encontros<br />

e uma celebração ecumênica. Dessa forma, cada<br />

9


jovem pode debater e apresentar aquilo que pensa e<br />

compreende da realidade educacional e estudantil,<br />

sendo chamado/a a transformar e a ser sujeito/a de sua<br />

própria realidade.<br />

Este ano nossa SdE tem como tema: “Semana<br />

do Estudante: 10 anos sonhando e construindo a<br />

Civilização do Amor”; e como lema: “No caminho da<br />

História, a opção por uma Educação Libertadora”.<br />

Em outras palavras, são 10 anos que a SdE incentiva,<br />

nos corações dos/as jovens, que a concretização da<br />

Civilização do Amor pode se dar através da Educação<br />

Libertadora e que esta prática é possível e necessária!<br />

Para nós, a luta pela educação libertadora é um ideal<br />

que se constrói a cada dia, fazendo-se pequeno na<br />

História e grande na luta, em busca da construção do<br />

Reino de Deus. Venha sonhar com a gente!<br />

10


HIstÓrICo DA seMAnA<br />

Do/A estUDAnte<br />

A Semana do/a Estudante é comemorada<br />

na semana que compreende o dia 11 de agosto,<br />

reconhecido no Brasil como o Dia do/a Estudante.<br />

As Pastorais da Juventude assumiram essa semana<br />

como uma atividade permanente, ou seja, preparam<br />

materiais anualmente que subsidiam a juventude de<br />

todo o Brasil para discutir e propor ações sobre temas<br />

de interesse juvenil, eclesial e social.<br />

Além disso, os temas debatidos na Semana do/a<br />

Estudante estão em consonância com a Campanha<br />

da Fraternidade de cada ano e com os assuntos da<br />

Semana da Cidadania e do Dia Nacional da Juventude,<br />

também consideradas atividades permanentes de<br />

mobilização juvenil.<br />

Como essa é a 10ª edição da Semana do/a Estudante<br />

em âmbito nacional, queremos festejar e fortalecer<br />

essa proposta que a cada ano chega a mais escolas<br />

e comunidades em todo o Brasil. Veja a seguir as<br />

temáticas que foram propostas ao longo desses 10 anos:<br />

2003<br />

Lema: “A beleza de ser um eterno aprendiz”<br />

Eixos: Participação estudantil, cultura e lazer.<br />

11


2004<br />

Lema: “Caminhando contra o vento, eu vou...”<br />

Eixos: Protagonismo Estudantil – Escola: espaço de<br />

democracia<br />

2005<br />

Lema: “Eu quero paz, eu quero mudança!”<br />

Eixos: Protagonismo Estudantil – Paz: fruto da<br />

Educação e da Justiça Social<br />

2006<br />

Lema: “A minha escola tem gente e verdade”<br />

Eixos: Protagonismo Estudantil e Segurança:<br />

Garantia dos Direitos Sociais<br />

2007<br />

Lema: “Há que se cuidar da vida”<br />

Eixos: Preservação da (bio) diversidade, educação e<br />

participação estudantil<br />

2008<br />

Tema: Juventude e o Direito à Dignidade<br />

Lema: “Temos mil razões para viver”<br />

Eixos: Identidade, Participação e Sentido da Vida<br />

2009<br />

Tema: Juventude e Violência<br />

Lema: “Juventude em marcha contra a violência”<br />

Eixos: Sede de Justiça, Construção da Paz e<br />

Mobilização<br />

2010<br />

Tema: Cultura: nossa terra, nossa história e<br />

nossos sonhos<br />

12


Lema: “Juventude, muitas caras, muitas cores, em<br />

marcha contra a violência!”<br />

Eixos: Sentido de Pertença, Valorização e<br />

Manifestação<br />

2011<br />

Tema: Juventudes Negras e Indígenas<br />

Lema: “Dos tambores e cirandas à luta pela vida”<br />

Eixo: Comunidades de Resistência<br />

seMAnA Do/A estUDAnte 2012<br />

Tema: Semana do Estudante: 10 anos sonhando e<br />

construindo a Civilização do Amor<br />

Lema: No caminho da História, a opção por uma<br />

Educação Libertadora<br />

Data: 05 a 11 de agosto de 2012<br />

13


teXto De AproFUnDAMento<br />

Educação Libertadora<br />

e Civilização do Amor:<br />

UtopIAs<br />

qUe nos<br />

FAzeM<br />

CAMInHAr<br />

Ela está no horizonte — diz<br />

Fernando Barri.<br />

Me aproximo dois passos, ela se<br />

afasta dois passos.<br />

Caminho dez passos e o<br />

horizonte corre mais dez passos.<br />

Por mais que eu caminhe, jamais<br />

a alcançarei.<br />

Para que serve a utopia?<br />

Serve para isso:<br />

pArA<br />

CAMInHAr.<br />

1<br />

1 galeano, Eduardo. As<br />

palavras andantes. Janela<br />

sobre a utopia.<br />

15


Somos, todos e todas, agentes de nossa própria<br />

história! Somos transformadores e transformadoras<br />

de nosso próprio meio. Mas não chegamos facilmente<br />

a esta conclusão. Durante nossa vida, precisamos de<br />

um processo que nos faça refletir sobre nós mesmos<br />

e o lugar que ocupamos no mundo, e acreditamos que<br />

esse processo se dá na educação.<br />

A escola, como um dos principais espaços de<br />

aprendizagem e de sociabilidade, pode ser um<br />

importante lugar para reflexões que levem à formação<br />

de pessoas que tomem suas vidas nas mãos e atuem<br />

em vista do bem comum. Entendemos que uma<br />

educação que propicie um olhar mais amplo e crítico<br />

sobre o mundo, que instigue a criatividade, que<br />

favoreça o grupo enquanto espaço de aprendizagem e<br />

vivência tem como fruto uma melhor sociedade. Como<br />

dizia Paulo Freire, ensinar exige convicção de que a<br />

mudança é possível. Educar<br />

16<br />

trata-se, na verdade – não importa se trabalhamos<br />

com alfabetização, com saúde, com evangelização<br />

ou com todas elas –, de, simultaneamente com o<br />

trabalho específico de cada um desses campos,<br />

desafiar os grupos populares para que percebam, em<br />

termos críticos, a violência e a profunda injustiça<br />

que caracterizam sua situação concreta. mais ainda,<br />

que sua situação concreta não é destino certo ou<br />

vontade de deus, algo que não pode ser mudado2.<br />

2 freire, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à<br />

prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 89.


Por isso, ao falarmos da educação que sonhamos,<br />

falamos em Educação Libertadora. Porque ela liberta a<br />

mulher e o homem da alienação acerca das relações de<br />

opressão estabelecidas na sociedade em que vivemos,<br />

desperta para a autonomia, para a construção de novas<br />

maneiras de serem e relacionarem-se, tornando-os<br />

agentes de mudança de sua própria vida e realidade.<br />

Há muito, a Igreja do Brasil e, em especial, as<br />

Pastorais da Juventude (PJR, PJE, PJMP e PJ) têm<br />

debatido sobre este tema. A educação como parte<br />

fundamental da formação do ser humano, também<br />

é preocupação da nossa Igreja e o termo “Educação<br />

Libertadora” foi cunhado pelos Bispos da América<br />

Latina na Conferência de Medellín:<br />

“educação libertadora”, isto é, que transforma<br />

o educando em sujeito de seu próprio<br />

desenvolvimento. A educação é efetivamente o meiochave<br />

para libertar os povos de toda a escravidão e<br />

fazê-los subir “de condições de vida menos humanas<br />

a condições mais humanas” 3.<br />

Dessa forma, a pedagogia de Jesus é a maior<br />

fonte de inspiração para pensar e fazer a educação<br />

libertadora. Ele ensinava de uma forma diferente... vivia<br />

e agia em comunidade, estava sempre acompanhando<br />

os discípulos e o povo e nunca os tratava como se<br />

eles não soubessem nada. Ele explicava através de<br />

3 Conclusões de Medellín, p.232.<br />

17


parábolas e a partir do que o povo vivia no dia a dia.<br />

Jesus não era neutro. Por ser povo, suas decisões e<br />

ações estavam do lado dos oprimidos. Assim também<br />

nós queremos ser!<br />

Por isso, acreditamos que todo processo educativo,<br />

toda ação educativa deve necessariamente estar<br />

precedida de uma reflexão sobre a pessoa e de uma<br />

análise do meio de vida concreto onde ela está inserida.<br />

No Brasil existem mais de 14 milhões de pessoas<br />

analfabetas (Censo IBGE, 2010) e apenas metade dos<br />

jovens chegam ao ensino médio na idade considerada<br />

correta, além dos 1,5 milhões fora da escola!<br />

Esta é a realidade que atinge a maioria da<br />

população pobre do país e por isso, nossa reflexão e<br />

ação precisam ir além dos muros de nossas escolas!<br />

Estudar sobre a educação que sonhamos e lutar para<br />

construí-la é dever nosso, de quem deseja construir<br />

o Reino de Deus. Essa crença nos instiga a começar<br />

aqui e agora a viver um mundo diferente, um mundo<br />

para todos e todas, com educação de qualidade, crítica,<br />

pública, criativa, encarnada na realidade! Para forjar<br />

uma educação onde os estudantes não são alunos<br />

(do grego, “sem luz”) e os professores não são simples<br />

transportadores de conteúdo, precisamos debater<br />

juntos: a escola e a educação que queremos.<br />

Muitos movimentos e organizações estão fazendo<br />

isso. Atualmente, professores, estudantes e entidades<br />

civis estão empenhados na Campanha Nacional<br />

18


pelos 10% do PIB para a Educação Pública 4. Esta<br />

Campanha visa o aumento do investimento público na<br />

educação (que hoje é de 5% do PIB, ou seja, apenas 5%<br />

da nossa riqueza nacional é investida em Educação)<br />

para valorizar mais os professores e dar melhores<br />

condições de aprendizagem aos estudantes. Isso já<br />

seria o início da mudança, mas não é tudo.<br />

Entendemos a educação como uma esfera<br />

fundamental de uma sociedade que se preocupa com a<br />

vida plena. Para essa sociedade, baseada em princípios<br />

que defendem a vida em primeiro lugar, damos o nome<br />

de Civilização do Amor. A entendemos como<br />

“‘aquele conjunto de condições morais, civis e<br />

econômicas que permite à vida humana uma condição<br />

melhor de existência, uma racionalidade plena e um<br />

feliz destino eterno’: dignidade, libertação, pleno<br />

desenvolvimento de toda a pessoa e da pessoa toda,<br />

nova cultura da vida e da solidariedade, verdade,<br />

justiça e liberdade plenificadas pelo amor” 5.<br />

Construir a Civilização do Amor na escola é<br />

um desafio constante, ao qual somos chamadas e<br />

chamados a mergulhar fundo, para que nossa vida<br />

seja plena também no processo educativo. Além<br />

do investimento público, - de extrema necessidade<br />

4 Saiba mais sobre a Campanha em http://dezporcentoja.blogspot.com.br<br />

5 celam. Civilização do Amor: Tarefa e Esperança – orientações para a Pastoral<br />

da Juventude Latino-Americana. São Paulo: Paulinas, 1997. p. 148.<br />

19


- debatermos sobre os currículos, ou seja, a forma<br />

e o conteúdo que é ensinado nas escolas, sobre o<br />

funcionamento da instituição escolar como um<br />

todo (envolvendo estudantes, pais, professores,<br />

funcionários; etc.) e nos posicionarmos sobre isso<br />

é uma exigência de todos e todas que querem um<br />

mundo justo e fraterno.<br />

No entanto, sozinhos somos muito fracos. Por isso,<br />

estar em alguma organização é essencial. Acreditamos<br />

que toda escola deve ter um Grêmio Estudantil que<br />

represente os interesses dos e das estudantes, assim<br />

como é importante o engajamento dos/as professores/<br />

as e funcionários/as nos sindicatos. Da mesma forma,<br />

acreditamos que os e as estudantes cristãos/ãs têm um<br />

papel importante nesse engajamento. Também a escola<br />

é um espaço significativo para nossa ação, seja na<br />

participação nas entidades estudantis e nas campanhas<br />

em favor da educação, como nos grupos de jovens.<br />

Nós jovens, junto com educadores/as e a sociedade<br />

em geral, somos responsáveis pelos processos<br />

educativos e pelo avanço da qualidade do ensino.<br />

A reivindicação de melhorias para a Educação é o<br />

primeiro passo para transformá-la!<br />

A Civilização do Amor é um sonho coletivo que<br />

exige compromisso e esperança. Como dizia nosso<br />

profeta Dom Paulo Evaristo Arns, “Coragem, em frente,<br />

de esperança em esperança!”.<br />

Temos muito trabalho a fazer! Vamos lá Juventude!<br />

20


sugestões de atividades a serem realizadas<br />

• Para a abertura da Semana do/a Estudantes podem<br />

ser realizadas atividades culturais (teatro, dança,<br />

show, musical), gincana, caminhadas no bairro,<br />

convocando a todos/as para participarem.<br />

• Mobilize os/as estudantes para a organização do<br />

Grêmio Estudantil nas escolas que não têm.<br />

• Organize atividades diversas que enfoquem<br />

educação e juventude, relacionados ao tema da<br />

Semana do/a Estudante 2012:<br />

• Mostra de Cinema ou Cine-fórum;<br />

• Atividades de esporte e lazer;<br />

• Seminário Estudantil, podendo envolver mais de<br />

uma escola na sua realização;<br />

• Reuniões abertas à comunidade escolar;<br />

• Pesquisas nas escolas, nos bairros ou no município<br />

para obter dados sobre educação;<br />

• Rádio comunitária na escola para pautar questões<br />

da vida da comunidade;<br />

• Missão Jovem nas Escolas Públicas;<br />

• Projetos de Ação nas escolas da região para<br />

organizar a juventude em grupos, promover<br />

debates e ações locais.<br />

Dicas importantes<br />

• Envolva os estudantes das escolas e jovens das<br />

comunidades na preparação e coordenação das<br />

atividades, garantindo o protagonismo juvenil.<br />

22


• Entre em contato com as direções das escolas,<br />

professores, lideranças, no intuito de apresentar<br />

a programação e garantir o apoio de toda a<br />

comunidade.<br />

• As atividades devem ser planejadas<br />

antecipadamente e divulgadas pelos meios de<br />

comunicação locais, também por meio de faixas a<br />

frente das escolas, lideranças de turmas, grupos de<br />

jovens, grêmios estudantis, comunidades eclesiais.<br />

• Programe atividades atrativas aos jovens,<br />

envolvendo uso de mídias, grupos culturais, etc.<br />

roteiros para encontros de grupo<br />

1 VER:<br />

tema: A educação que temos: Um olhar para a<br />

realidade educacional e social.<br />

objetivo: Identificar e discutir avanços e limites na<br />

realidade educacional do nosso município e país.<br />

ambientação: O lugar onde nos reunimos e onde<br />

partilhamos a vida é sagrado. Ter a bandeira da<br />

pastoral a qual pertencemos, ter objetos que<br />

identifiquem nosso grupo e elementos que<br />

dialoguem com o tema do dia é importante para<br />

entrarmos no clima da reunião, além de afirmar<br />

nossa mística jovem.<br />

materiais necessários: Mapa do Brasil – com<br />

destaque para o seu estado -, caderno, canetas,<br />

livros, Bíblia, mochila, tintas para pintar o rosto. Obs.:<br />

23


Todos os objetos devem estar dentro da mochila.<br />

acolhida: Os/as jovens podem ser recebidos pelos/as<br />

coordenadores/as, sendo pintados, no rosto, com<br />

as cores da bandeira nacional – verde amarelo e<br />

azul –, tendo como música de fundo, “Coração de<br />

estudante” de Milton Nascimento.<br />

observação: ao longo dos roteiros sugerimos diversas<br />

músicas. No entanto, o grupo pode trazer outras<br />

músicas de sua preferência ou que julguem mais<br />

adequadas ao gosto e conhecimento dos/as jovens<br />

da localidade.<br />

Dinâmica para aprofundamento do tema<br />

do encontro:<br />

1 Apresentar a temática da Semana do/a Estudante<br />

convidando cada participante a pensar e olhar<br />

criticamente a realidade educacional de nosso país.<br />

2 Escutar a música “Estudo Errado” de Gabriel<br />

Pensador (disponível no final do roteiro 1), com os<br />

participantes acompanhando a letra.<br />

3 Organizar o grupo em duplas ou trios, para que<br />

todos possam ler o texto “Refletindo sobre a<br />

realidade educacional” (disponível no final do<br />

roteiro 1), conversar com base na música e no texto,<br />

sobre a realidade da educação de sua cidade.<br />

4 Realizar uma plenária, em que cada dupla ou trio<br />

apresentará avanços e desafios de sua realidade<br />

educacional. Após, deve ser partilhado para todo o<br />

grupo.<br />

24


espiritualidade:<br />

1 Para aprofundar a reflexão, um/a jovem embalado/a<br />

por uma música instrumental em volume baixo<br />

retira todos os objetos que estão dentro da mochila<br />

(é importante que seja retirado, por último, a<br />

Bíblia). Lembrar a importância de todos estes<br />

objetos à vida do estudante e reforçar o significado<br />

da Palavra de Deus para iluminar nossas vidas.<br />

2 Leitura de I Coríntios 1, 18-31. Momento de<br />

silêncio, reflexão pessoal, acolher no coração o que<br />

a Palavra de Deus nos traz.<br />

3 Aproximar do nosso contexto: refletir sobre a<br />

realidade educacional atual e comparar com<br />

a Palavra de Deus. A reflexão pode ter como<br />

inspiração as seguintes questões propostas pelo/a<br />

facilitador/a:<br />

• Quem é a maioria e a minoria que a leitura nos<br />

mostra?<br />

• E na atualidade, quem é a maioria e a minoria?<br />

É muito diferente atualmente?<br />

Gesto Concreto:<br />

Após o debate é importante que o grupo pense em<br />

maneiras de intervir na realidade, partindo do local<br />

onde vivem. Para isso, trazemos algumas sugestões:<br />

1 Realizar pesquisas nas escolas públicas e privadas,<br />

conversando com os jovens, professores e/ou pais<br />

sobre como percebem a realidade educacional;<br />

25


2 Acessar o site do IBGE e pesquisar as demais<br />

estatísticas educacionais brasileiras; (www.ibge.gov.br)<br />

3 Pesquisar as 5 metas de educação para o país e<br />

promover espaços de formação para outros jovens<br />

discutirem.<br />

4 Buscar espaços de participação na comunidade e<br />

no município para discutir a realidade educacional<br />

junto ao poder público.<br />

avaliação: No final do encontro escrever em uma folha<br />

de papel, as seguintes perguntas:<br />

• O que mais me chamou a atenção ao debater<br />

sobre a realidade educacional? O que achei do<br />

tema proposto?<br />

• Como avalio esse encontro? É importante<br />

destacar sugestões e críticas.<br />

observação: Nesse momento o grupo deve avaliar o<br />

encontro, o que foi positivo e negativo na reunião,<br />

de que forma cada jovem se sente quando se trata<br />

de um assunto que tanto atinge a juventude, o<br />

que poderia ter sido diferente e o que foi mais<br />

significativo. Dessa forma outros encontros<br />

podem se tornar melhores e mais produtivos e<br />

assim o grupo vai crescendo com seus erros. Uma<br />

coisa importante é que essas avaliações sejam<br />

registradas por alguém do grupo para que mais<br />

tarde possam rever os passos do grupo.<br />

27


despedida: Encerrar o encontro cantando e rezando o<br />

mantra “Te ofereço paz”.<br />

28<br />

Te ofereço paz<br />

Te ofereço amor<br />

e ofereço amizade<br />

Ouço tuas necessidades<br />

Vejo tua beleza<br />

Sinto os teus sentimentos<br />

Minha sabedoria flui<br />

De uma fonte superior<br />

E reconheço esta fonte em ti<br />

Trabalhemos juntos, trabalhemos juntos...<br />

AneXos — materiais para encontro do ver<br />

música: Estudo Errado — Gabriel O Pensador<br />

Eu tô aqui Pra quê?<br />

Será que é pra aprender?<br />

Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?<br />

Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater<br />

Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever<br />

A professora já tá de marcação porque sempre me pega<br />

Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas


E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo<br />

E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo<br />

Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude<br />

Mas meus pais só querem que eu “vá pra aula!” e “estude!”<br />

Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi<br />

Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado<br />

até mais tarde<br />

Ou quem sabe aumentar minha mesada<br />

Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)<br />

Não. De mulher pelada<br />

A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada<br />

E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa<br />

pirralhada!)<br />

A rua é perigosa então eu vejo televisão<br />

(Tá lá mais um corpo estendido no chão)<br />

Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei<br />

nem o que é inflação<br />

- Ué não te ensinaram<br />

- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil<br />

Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..<br />

Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio<br />

(Vai pro colégio!!)<br />

Então eu fui relendo tudo até a prova começar<br />

Voltei louco pra contar:<br />

29


Manhê! Tirei um dez na prova<br />

Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova<br />

Decorei toda lição<br />

Não errei nenhuma questão<br />

Não aprendi nada de bom<br />

Mas tirei dez (boa filhão!)<br />

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci<br />

Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi<br />

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci<br />

Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi<br />

Decoreba: esse é o método de ensino<br />

Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino<br />

Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos<br />

Desse jeito até história fica chato<br />

Mas os velhos me disseram que o “porque” é o segredo<br />

Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo<br />

Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente<br />

Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente<br />

E sei que o estudo é uma coisa boa<br />

O problema é que sem motivação a gente enjoa<br />

O sistema bota um monte de abobrinha no programa<br />

Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)<br />

Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama<br />

(Ah, deixa eu dormir)<br />

30


Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre<br />

Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que<br />

preste<br />

- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?<br />

Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!<br />

Ou que a minhoca é hermafrodita<br />

Ou sobre a tênia solitária.<br />

Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)<br />

Vamos fugir dessa jaula!<br />

“Hoje eu tô feliz” (matou o presidente?)<br />

Não. A aula<br />

Matei a aula porque num dava<br />

Eu não aguentava mais<br />

E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais<br />

Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam<br />

(Esse num é o valor que um aluno merecia!)<br />

Íííh... Sujô (Hein?)<br />

O inspetor!<br />

(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)<br />

Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar<br />

E me disseram que a escola era meu segundo lar<br />

E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente<br />

Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar<br />

pra sempre!<br />

31


Então eu vou passar de ano<br />

Não tenho outra saída<br />

Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida<br />

Discutindo e ensinando os problemas atuais<br />

E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros<br />

meus pais<br />

Com matérias das quais eles não lembram mais nada<br />

E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada<br />

refrão<br />

Encarem as crianças com mais seriedade<br />

Pois na escola é onde formamos nossa personalidade<br />

Vocês tratam a educação como um negócio onde a<br />

ganância, a exploração, e a indiferença são sócios<br />

Quem devia lucrar só é prejudicado<br />

Assim vocês vão criar uma geração de revoltados<br />

Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio<br />

Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro<br />

recreio...<br />

Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que<br />

lhe deixar sem recreio!<br />

Mas é só a verdade professora!<br />

32


Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.<br />

2 texto para estudo em duplas ou trios<br />

refletindo sobre a realidade educacional<br />

A garantia de uma educação de qualidade que<br />

promova o desenvolvimento integral do ser humano<br />

é critério indispensável na avaliação de uma nação<br />

desenvolvida. Diante do nosso país, de dimensões<br />

continentais, observamos uma diversidade cultural<br />

educacional extremamente abrangente. Olhando para a<br />

história da educação, é possível perceber significativos<br />

avanços realizados e grandes desafios a serem superados,<br />

principalmente na esfera da educação pública.<br />

Para compreender melhor a realidade da educação<br />

brasileira é necessário conhecer alguns dados. Segundo<br />

o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)<br />

o Brasil está classificado em 53º lugar dentre 65 países<br />

avaliados, ou seja, um nível avaliativo extremamente<br />

baixo, principalmente se compararmos ao ranking das<br />

maiores potências econômicas mundiais, cuja posição<br />

do Brasil é a 6ª (cebr – 2011). Certamente um dos pontos<br />

que colabora para esta realidade é o baixo investimento<br />

na educação: em 2009 foi destinado apenas 0,4% do PIB<br />

à educação infantil; 3,2% ao Ensino Fundamental; e 0,7%<br />

ao Ensino Médio (ibge – 2009), o que não chega a 5% do<br />

Produto Interno Bruto Brasileiro.<br />

No que diz respeito à participação das crianças<br />

e jovens nas escolas, se é notório o aumento das<br />

33


matrículas da população em idade escolar, mais<br />

perceptível ainda é a carência de qualidade no sistema<br />

de ensino e aprendizagem oferecido. Podemos<br />

comprovar isso ao depararmo-nos com os dados<br />

de conclusão de ensino dos estudantes: no Ensino<br />

Fundamental e Médio a taxa de conclusão é de apenas<br />

63,4% e 50,2%, respectivamente (IBGE – 2009). Ainda<br />

pior é a taxa de analfabetismo funcional, que hoje<br />

atinge a marca dos 28% das pessoas entre 15 e 64 anos<br />

(ibope – 2009).<br />

Outro ponto significativo nesta discussão é a<br />

realidade dos profissionais da educação. O sistema<br />

educacional não conseguirá evoluir sem a devida<br />

qualificação, o reconhecimento financeiro, profissional<br />

e o real comprometimento de professores/as, gestores/<br />

as escolares, pedagogos/as, enfim, dos/as profissionais<br />

da educação.<br />

Atualmente existem programas governamentais<br />

que tentam atender a estas demandas. Contudo, ainda<br />

temos um abismo imenso entre o real e o ideal. Aliada<br />

a este desafio encontramos a necessidade de repensar<br />

as opções pedagógicas para que possamos manter o<br />

interesse dos/das jovens pelo estudo.<br />

2 julgar<br />

tema: A educação que sonhamos: A Educação<br />

Libertadora e a Civilização do Amor<br />

34


objetivo: Repensar o sistema educacional brasileiro<br />

a partir da pedagogia de Jesus Cristo e do seu<br />

evangelho, buscando debater o que nos leva a<br />

construir o Reino de Deus, a Civilização do Amor.<br />

ambientação: Cartaz com a frase “Como construir<br />

o Reino de Deus a partir da escola?” no centro da<br />

roda. Coloque panos coloridos, símbolos estudantis,<br />

a Bíblia, folhas e hidrocores.<br />

materiais necessários: Caderno, mochila, papel,<br />

caneta, tintas nas cores verde, azul e amarelo, mapa<br />

do Brasil e textos impressos.<br />

acolhida: A equipe de coordenação acolherá os/as<br />

participantes de maneira calorosa. Utilize o refrão<br />

se achar necessário. Além disso, distribua para cada<br />

participante um pequeno pedaço de papel com um<br />

trecho bíblico que seja uma parábola.<br />

sugestões de parábolas:<br />

• Jo 10, 1-6<br />

• Mt 12, 9-14<br />

• Mt 12, 33-37<br />

• Mt 13, 1-9<br />

• Mt 13, 31-32<br />

• Lc 6, 43-45<br />

• Lc 6, 46-49<br />

canto de acolhida:<br />

“Seja bem vindo, ô lelê<br />

Seja bem vinda, ô lalá<br />

Paz e bem pra você que veio participar! (2x)”<br />

35


dinâmica para aprofundamento do tema do<br />

encontro:<br />

1. Selecionar algumas parábolas e distribuílas<br />

entre os/as participantes para que cada<br />

realizem a leitura e representem-a.<br />

2. Apresentação das parábolas.<br />

3. Discussão a partir das seguintes perguntas:<br />

• Este modo de transmitir o conhecimento<br />

utilizado por Jesus tinha algumas<br />

características que eram essenciais. Quais<br />

são elas?<br />

• O que o grupo entende pela Pedagogia de Jesus?<br />

De que maneira ele dialogava com o povo?<br />

• Por que Jesus agia dessa maneira? Como<br />

ele se relacionava com seus discípulos,<br />

apóstolos e com toda a população?<br />

• Nós, enquanto cristãos, devemos<br />

difundir atitudes como a de Jesus no<br />

meio estudantil? O que significa assumir<br />

a Pedagogia de Jesus em nossa ação<br />

educacional?<br />

4. Leitura do texto “Educação Popular e Educação<br />

Formal” (disponível no final do roteiro 2).<br />

5. Discussão no grande grupo. Sugestões de<br />

questões:<br />

• Quais são os argumentos do autor que mais nos<br />

chamaram a atenção? Por quê?<br />

• Como vemos a educação formal em relação à<br />

educação popular?<br />

36


• Nossos grupos e espaços organizativos juvenis<br />

se aproximam mais da lógica da educação<br />

formal ou da educação popular?<br />

• Como podemos aproximar a educação formal<br />

das práticas libertadoras da educação popular?<br />

gesto Concreto:<br />

• Mobilizem os jovens do seu grupo e de outros<br />

para que espalhem pelas escolas, paróquias ou<br />

nas ruas cartazes com frases sobre a educação<br />

que sonhamos ter. Lembrem-se de utilizar<br />

frases provocativas e de cuidar para não poluir<br />

os ambientes!<br />

• A partir desses cartazes, convoquem a<br />

comunidade local para um cine-fórum sobre<br />

educação. Aqui estão algumas dicas de vídeos<br />

que podem ajudar a motivar o debate:<br />

Cotidiano escolar<br />

Recorte de um desenho da Turma do Charlie<br />

Brown:<br />

(http://www.youtube.com/watch?v=P5LRa8P6-<br />

Qk&feature=related)<br />

educação libertadora<br />

Apresenta a experiência de uma oficina de leitura<br />

em um assentamento, a partir das práticas educativas<br />

de Paulo Freire:<br />

(http://www.youtube.com/watch?v=UFKEVMFjgq4)<br />

38


Modelo tradicional<br />

Trecho que um filme espanhol que trabalha sobre o<br />

cotidiano de uma escola masculina da década de 70:<br />

(http://www.youtube.com/watch?v=vwOCdwUTkrE<br />

&feature=related)<br />

documentário: Pro dia nascer feliz.<br />

filmes: Entre os muros da escola, A Onda, Escritores<br />

da Liberdade.<br />

espiritualidade:<br />

1. Retomar as parábolas. Cada jovem partilha<br />

sobre o que percebe como sinal de construção<br />

do Reino na parábola e na nossa realidade.<br />

2. Após a partilha, relembrar nomes de pessoas<br />

que lutam ou lutaram para construir a<br />

Civilização do Amor e doam/doaram suas vidas<br />

pela causa do Reino, no mundo da Educação.<br />

3. A cada nome todos/as respondem: Presente na<br />

caminhada!<br />

avaliação: O grupo avalia o encontro, o que foi<br />

marcante e o que pode ser melhorado. A avaliação<br />

pode ser feita em um papel pardo para que todos<br />

possam ver e construí-la coletivamente.<br />

despedida: Ouvir a música “Solo Le pido a Dios” e<br />

preparar-se para o próximo encontro.<br />

39


AneXo - material para encontro do julgar<br />

música: Sólo le pido a Dios – Mercedes Sosa<br />

40<br />

Sólo le pido a Dios<br />

Que el dolor no me sea indiferente,<br />

Que la reseca muerte no me encuentre<br />

Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente.<br />

Sólo le pido a Dios<br />

Que lo injusto no me sea indiferente,<br />

Que no me abofeteen la otra mejilla<br />

Después que una garra me arañó esta suerte.<br />

Sólo le pido a Dios<br />

Que la guerra no me sea indiferente,<br />

Es un monstruo grande y pisa fuerte<br />

Toda la pobre inocencia de la gente.<br />

Sólo le pido a Dios<br />

Que el engaño no me sea indiferente<br />

Si un traidor puede más que unos cuantos,<br />

Que esos cuantos no lo olviden fácilmente.<br />

Sólo le pido a Dios<br />

Que el futuro no me sea indiferente,<br />

Desahuciado está el que tiene que marchar<br />

A vivir una cultura diferente.


educação popular e educação formal<br />

É possível, na escola formal, adotar a metodologia<br />

da Educação Popular? Só se a escola formal deixar<br />

de ser formal. É possível levar para a escola formal<br />

algumas pedagogias da Educação Popular. Não é<br />

possível adotar, na escola formal, a metodologia<br />

da Educação Popular (a menos que se abandone a<br />

metodologia não popular). A institucionalização da<br />

escola brasileira é muito forte: começa do currículo<br />

que não é definido pela própria escola. (…)<br />

A Educação Popular é incompatível com a<br />

cronologia curricular porque depende do tempo dos<br />

educandos e não do tempo do currículo. Uma coisa<br />

impressionante na Educação Popular é a diferença de<br />

tempo de uma turma para outra. Uma turma avança<br />

em determinados temas, enquanto outra demanda<br />

muito mais tempo. (…)<br />

No Quênia, África, existe uma experiência de<br />

educação que impressiona: ela tenta uma adequação<br />

entre o pensar e o fazer. Não pretende ser Educação<br />

Popular, é educação burguesa. Mas é um passo do qual<br />

nossa educação está mil anos luz. Uma das exigências<br />

da escola é que cada aluno passe uma semana do ano<br />

convivendo com trabalhadores, para permitir ao aluno<br />

entender como a cidade se articula por baixo. Alguns<br />

saem de madrugada com os lixeiros da cidade, na<br />

coleta de lixo; outros, uma semana de estágio como<br />

Fonte do texto “Educação Popular e Educação formal:<br />

“Desafios da Educação Popular”, Frei Betto. Disponível em:<br />

http://www.cefuria.org.br/doc/educpopdesafios.pdf<br />

41


auxiliar de enfermeiro, no hospital público, etc.<br />

Na nossa escola, as pessoas passam vinte e dois<br />

anos nos bancos escolares, saem com diploma,<br />

mas não sabem cozinhar, costurar, consertar um<br />

eletrodoméstico, entender de mecânica de automóvel,<br />

passar roupas. Na escola, nunca se debate coisas como<br />

perda, ruptura, afetividade, sexualidade, morte, dor,<br />

espiritualidade. Nossa escola ainda não chegou em<br />

coisas elementares.<br />

Uma escola, dentro do modelo de Educação<br />

Popular, teria que discutir matemática a partir da feira<br />

e do supermercado ou discutir geografia a partir da<br />

queda do muro de Berlim e das mudanças do mapa em<br />

função das guerras nos Bálcãs. A interdisciplinaridade,<br />

que já passou para multidisciplinaridade e já está na<br />

transdisciplinaridade seria a primeira condição para a<br />

escola funcionar. (…)<br />

3 Agir<br />

tema: A Educação Libertadora constrói a Civilização do<br />

Amor<br />

objetivo: Levar o grupo a discutir e organizar ações<br />

que promovam a Educação Libertadora nos espaços<br />

educativos onde se fazem presentes. Entender a<br />

Civilização do Amor como projeto de sociedade<br />

alicerçado nos valores e nas práticas de Jesus Cristo.<br />

42


ambientação: Ter no centro a bandeira de sua<br />

Pastoral ou grupo, um caderno, tênis, objetos que<br />

representem o estudante. Panos coloridos, vela<br />

e Bíblia. Colocar folhas com escritos: Educação,<br />

Ensino, Estudante, Pastorais da Juventude,<br />

Educação Libertadora, Reino de Deus, Civilização<br />

do Amor e outras palavras que remetam a essa<br />

discussão que será feita.<br />

materiais necessários: Uma vela para cada<br />

participante, uma vela para o centro do círculo;<br />

panos, Bíblia; papel pardo para fazer os cartazes,<br />

canetinhas, lápis de cor, tintas, giz de cera; folhas<br />

em branco para escrever as frases; tênis; caderno.<br />

acolhida: Os/as facilitadores/as do encontro colocam<br />

uma música ambiente e entregam para cada<br />

participante uma vela apagada. Entregar junto um<br />

cartão com o escrito “Eu os destinei para ir e dar fruto<br />

e para que o fruto de vocês permaneça” (Jo 15, 16b).<br />

dinâmica para aprofundamento do tema<br />

do encontro:<br />

1. O grupo deve ser organizado em três pequenos<br />

subgrupos. Cada subgrupo terá 10 minutos para<br />

organizar argumentos para defender uma das<br />

seguintes visões/finalidades do ensino:<br />

• preparação para o mercado de trabalho;<br />

• preparação para a vida (valores, atitudes,<br />

posturas);<br />

• preparação para o vestibular.<br />

43


2. Apresentação dos argumentos de cada<br />

subgrupo.<br />

3. Propiciar que os membros do subgrupos façam<br />

perguntas uns aos outros, provoquem reflexões<br />

a partir de seus pontos de vista.<br />

• Será que apenas um desses pontos de vista<br />

está correto? Há elementos em cada um<br />

deles com os quais concordamos e com os<br />

quais discordamos?<br />

• Que tipo de relações gostaríamos de<br />

estabelecer em nossa sociedade e como<br />

a educação poderia colaborar para essa<br />

construção?<br />

• Para coloborar com a construção da<br />

Civilização do Amor, como deveria ser a<br />

educação? Quais as características e as<br />

dinâmicas que precisariam ser propostas?<br />

4. Fazer dois cartazes: O primeiro com a visão<br />

da educação (a educação que sonhamos<br />

e queremos construir) e de sociedade (a<br />

sociedade que sonhamos e queremos construir)<br />

que o grupo elaborou a partir do debate. E<br />

outro cartaz com os elementos e visões que<br />

queremos combater na educação e na sociedade<br />

atuais para construir uma nova realidade.<br />

espiritualidade:<br />

1. Usar frases do evangelho no centro da roda<br />

como: “A glória do meu Pai se manifesta quando<br />

44


vocês dão muitos frutos e se tornam meus<br />

discípulos”; “Amem-se uns aos outros” e outras.<br />

2. Leitura de Jo 15, 7-17. Silêncio e oração pessoal.<br />

3. Convidar cada um/uma a refletir sobre o<br />

caminho de estudos e ações que desenvolvemos<br />

nesses três encontros em preparação à Semana<br />

do/a Estudante. Perguntas para auxiliar a<br />

partilha:<br />

• Conhecendo um pouco mais sobre a<br />

realidade educacional e sobre a pedagogia<br />

de Jesus, o que significa estar unido a Jesus<br />

e fazer com que suas palavras permaneçam<br />

em nós?<br />

• Como a educação se relaciona com a<br />

Civilização do Amor?<br />

• O que a educação e a sociedade que<br />

queremos construir têm em relação ao<br />

mandamento de Jesus “amem-se uns aos<br />

outros”?<br />

gesto Concreto:<br />

sugestões:<br />

• Levar esse debate aos diversos espaços da<br />

escola, onde seja possível discutir e agir em prol<br />

da educação. Pode ser através de debates nas<br />

turmas, com líderes, professores/as, famílias.<br />

Essa discussão não pode ficar apenas dentro do<br />

grupo de jovens!<br />

• Elaborar um projeto de intervenção na sua<br />

própria escola.<br />

45


• Organizar com as escolas do bairro e propor<br />

uma reunião com a Secretaria Municipal de<br />

Educação para conhecer e discutir como está<br />

sendo pensada a educação no município.<br />

• Pesquisar no site do Ministério da Educação os<br />

diversos Programas e Políticas propostas para a<br />

melhoria da realidade educacional em diversos<br />

âmbitos e verificar de que maneira estão sendo<br />

implementados no seu município.<br />

• Estudar autores e educadores que produzem a<br />

respeito da educação popular. Procurar práticas<br />

de educação popular para conhecer e visitar<br />

experiências.<br />

avaliação: Avaliar o processo dos três encontros em<br />

preparação à Semana do/a Estudante. Sugestões:<br />

• Quais foram as aprendizagens que fizemos a<br />

partir das discussões?<br />

• Quais ações foram motivadas a partir dos<br />

encontros?<br />

• Quais compromissos firmamos na construção<br />

de uma Educação Libertadora e da Civilização<br />

do Amor?<br />

• Como avaliamos os materiais da Semana<br />

do/a Estudante produzidos pelas Pastorais da<br />

Juventude e Centros Maristas de Juventude?<br />

observação: Pedimos que as avaliações sejam<br />

enviadas por correio ou por e-mail para a<br />

46


Secretaria Nacional da PJE (endereço no final deste<br />

livreto) e, se possível, com fotos das atividades<br />

para serem divulgadas nos sites das Pastorais da<br />

Juventude e da Comissão Episcopal Pastoral para a<br />

Juventude da CNBB.<br />

despedida:<br />

• Rezar conjuntamente a visão de mundo da<br />

Civilização do Amor , que brota do evangelho.<br />

• Ao ler os valores, cada jovem acende a vela que<br />

recebeu na acolhida.<br />

• Oração do Pai Nosso.<br />

• Abraço de despedida.<br />

47


eafirmação de valores<br />

Sim à vida<br />

Sim ao amor como vocação humana<br />

Sim à solidariedade<br />

Sim à liberdade<br />

Sim à verdade e ao diálogo<br />

Sim à participação<br />

Sim ao esforço permanente pela paz<br />

Sim ao respeito pelas culturas<br />

Sim ao respeito pela natureza<br />

Sim à integração latino-americana<br />

repúdio aos antivalores<br />

Não ao individualismo<br />

Não ao consumismo<br />

Não à absolutização do prazer<br />

Não à intolerância<br />

Não à injustiça<br />

Não à discriminação e à marginalização<br />

Não à corrupção<br />

Não à violência<br />

48


Celebração estudantil<br />

50<br />

“Longe se vai, sonhando demais”<br />

(Caçador de mim – Milton Nascimento)<br />

tema: Semana do/a Estudante – 10 anos de construção<br />

da Civilização do Amor e de uma educação que<br />

liberta<br />

objetivo: Comemorar os 10 anos de realização<br />

nacional da Semana do/a Estudante. Renovar o<br />

compromisso pessoal e do grupo com a vivência<br />

dos princípios da Civilização do Amor e a prática<br />

da Educação Libertadora, baseada nos valores e nas<br />

ações de Jesus.<br />

ambientação: Construir um caminho com tecidos e,<br />

destacar os temas dos 10 anos da SdE, colocando<br />

também, elementos como fotos que retratam<br />

jovens estudantes, chinelos, livros. Fazer com que<br />

os jovens sentem em torno desse caminho.<br />

Preparar outra sala para a realização da<br />

partilha de alimentos após a celebração. Pode-se<br />

convidar antecipadamente à comunidade para<br />

festejar em conjunto.<br />

materiais necessários:<br />

Tecidos, Cartazes da Semana do Estudante, Livros,<br />

Bíblia, Tochas, Chinelos, Pedras, Flores, Fotos, Som,<br />

CDs e cópias das letras das músicas utilizadas na<br />

Celebração.


acolhida:<br />

• Com um gesto de cuidado, dois jovens acolhem<br />

os/as participantes ungindo com óleo na palma<br />

da mão e dizendo: “Seja bem vindo/a! Que bom<br />

que você veio!”<br />

• Deixar a música Coração de Estudante, de<br />

Milton Nascimento, tocando no ambiente.<br />

O/a facilitador faz memória dos temas e<br />

lemas trabalhados durante esses 10 anos de<br />

Semana do/a Estudante e introduz o tema<br />

dessa Celebração Ecumênica que finaliza a<br />

preparação para essa atividade em 2012.<br />

chegada: - Em oração pessoal, cantando:<br />

De noite iremos, de noite.<br />

Iremos buscar a fonte.<br />

Só nossa sede nos guia, só nossa sede nos guia.<br />

abertura:<br />

- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (Bis) – fazse<br />

o sinal da cruz -<br />

Vem, não demores mais, vem nos libertar! (Bis)<br />

- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (Bis)<br />

Glória a Trindade Santa, glória ao Deus bendito.<br />

(Bis)<br />

- Aleluia irmãs, aleluia irmãos! (Bis)<br />

Do povo que trabalha, a Deus louvação! (Bis)<br />

- Toda humanidade, o Senhor chamou. (Bis)<br />

À festa do seu Reino, ele nos convocou! (Bis)<br />

51


ecordação da vida:<br />

• Facilitador/a: Na ação e reflexão diárias que se<br />

revela a beleza da construção de uma Educação<br />

Libertadora. Convidamos a cada um e cada<br />

uma para que possa compartilhar com essa<br />

comunidade quais as práticas e as posturas<br />

pessoais e do coletivo que ajudam para a<br />

construção de uma nova educação e de uma nova<br />

sociedade, baseadas na pedagogia de Jesus Cristo.<br />

• Cada pessoa ganha uma folha de papel verde,<br />

que lembre uma folha de árvore, e uma caneta<br />

hidrocor para escrever as práticas e posturas<br />

valorizadas como construtoras do Reino de Deus.<br />

• Ao compartilharem com todo o grupo, colocam<br />

as folhas junto do cartaz da Semana do/a<br />

Estudante 2012 e das flores que compõem o<br />

ambiente.<br />

hino: Povo que luta<br />

1. Povo que luta, cansado de mentira,<br />

Cansado de sofrer, cansado de esperar.<br />

Povo que luta, cansado de esperar,<br />

Procura redenção<br />

52<br />

Porque ele é luz, verdade,<br />

Justiça, bem, perdão<br />

Paz, esperança, amor e redenção


2. Povo que luta por terra onde há fartura,<br />

Por paz sem fingimento, por vida partilhada<br />

Povo que luta por vida partilhada,<br />

Procura redenção<br />

refrão<br />

3 . Povo que espera colheitas mais serenas,<br />

Verdades mais profundas, caminhos mais fraternos.<br />

Povo que espera caminhos mais fraternos<br />

Proclama redenção<br />

refrão<br />

salmo 85 (84):<br />

Aos caminhos de Deus vamos todos<br />

Terra boa de se caminhar<br />

Deus conosco, seu nome mais lindo<br />

Entre irmãos vamos todos cantar.<br />

Foste amigo, antigamente,<br />

Desta terra que amaste,<br />

Deste povo que escolheste,<br />

Sua sorte melhoraste,<br />

Perdoaste seus pecados,<br />

Tua raiva acalmaste.<br />

53


54<br />

Vem, de novo restaurar-nos!<br />

Sempre irado estarás,<br />

Indignado contra nós?<br />

E a vida não darás?<br />

Salvação e alegria,<br />

Outra vez, não nos trarás?<br />

Escutemos suas palavras,<br />

É de paz que vai falar;<br />

Paz ao povo, a seus fiéis,<br />

A quem dele se achegar.<br />

Está perto a Salvação<br />

E a glória vai voltar.<br />

Eis: Amor, Fidelidade<br />

Vão unidos se encontrar,<br />

Bem assim, Justiça e Paz<br />

Vão beijar-se e se abraçar.<br />

Vai brotar Fidelidade<br />

E justiça se mostrar.<br />

E virão os benefícios<br />

Do Senhor abençoar;<br />

E os frutos do amor<br />

Desta terra vão brotar,<br />

A justiça diante dele<br />

E a paz o seguirá.


Glória ao Deus do Universo<br />

Ao que vem, glória e amor.<br />

Ao Espírito cantemos,<br />

Ao Deus vivo celebremos<br />

A alegria do louvor.<br />

leitura bíblica:<br />

• Ambiente: Luzes apagadas.<br />

• Dois jovens entram com as tochas anunciando a<br />

entrada da Palavra.<br />

• Durante o canto de aclamação uma jovem entra<br />

com a Bíblia.<br />

• Canto de aclamação: Buscai primeiro<br />

• Leitura: Lc 24, 13-35<br />

• Silêncio e oração pessoal.<br />

partilha:<br />

cântico: Cântico de Zacarias<br />

Bendito seja o Senhor Deus de Israel, bendito seja o<br />

Deus do povo eleito,<br />

bendito seja Deus, bendito seja Deus, bendito seja<br />

Deus!<br />

1. Bendito seja o Deus de Israel, pois ele visitou seu<br />

povo e o libertou, e fez pra nós surgir da raça de<br />

Davi um forte e poderoso e grande salvador!<br />

Conforme ele mesmo anunciou por seus santos<br />

55


56<br />

amigos, profetas tão antigos:<br />

que vai nos libertar de quem nos odiar, das mãos de<br />

todos que são nossos inimigos!<br />

Bendito seja!<br />

2. Misericórdia fez a nossos pais, e teve assim<br />

lembranças da santa aliança, aquela promissão,<br />

jurada a Abraão, de, um dia, conceder a nós esta<br />

esperança.<br />

De, enfim, libertos de malvadas mãos, a gente, sem<br />

temor, viver no seu amor, servindo na justiça, toda<br />

a nossa vida, e santos na presença de nosso Senhor.<br />

Bendito seja!<br />

3. E tu, menino, do Alto Deus profeta, à frente dele<br />

irás, caminhos abrirás;<br />

do povo a salvação, das culpas o perdão, por seu<br />

imenso amor, tu anunciarás!<br />

Nasceu pra nós o sol do nosso Deus, do céu veio<br />

um clarão pra quem, na escuridão, nas trevas quem<br />

dormia, recebeu um guia e no caminho da paz os<br />

nosso passos vão!<br />

Bendita seja!<br />

preces:<br />

- Ouve, Senhor, o clamor de milhões de filhas e filhos<br />

teus que sofrem debaixo da opressão, da miséria e<br />

da precarização da educação pública.


- Abranda o coração dos poderosos, aumenta a força<br />

dos pobres para que venha o teu Reino<br />

- Conceda força a todos que acreditam e doam suas<br />

vidas na luta por uma educação que liberte da<br />

opressão, sempre enraizada no modelo de Jesus<br />

Cristo educador.<br />

- Permite, através do mistério de amor e libertação,<br />

o crescimento das sementes de comunhão e<br />

participação nas Igrejas e na sociedade...<br />

Preces espontâneas<br />

pai nosso: Pai nosso dos mártires<br />

benção final e confraternização:<br />

• Abraços no grande círculo, fazer a bênção<br />

colocando a mão na cabeça do/a companheiro/a da<br />

esquerda. O/a facilitador/a fala e todos/as repetem:<br />

“ - O Deus da paciência e da consolação seja força<br />

em nossas lutas e dificuldades, agora e sempre.<br />

- Amém”.<br />

- Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo<br />

Para sempre seja louvado!<br />

• Agradecer a presença de todos/as.<br />

• Convidar para que passem ao ambiente da festa,<br />

que deve ser previamente preparado.<br />

57


AneXos – celebração estudantil<br />

1. música: Buscai Primeiro<br />

58<br />

Buscai primeiro o Reino de Deus<br />

E a sua justiça<br />

E tudo mais vos será acrescentado<br />

Aleluia! Aleluia!<br />

Não só de pão o homem viverá,<br />

Mas de toda palavra<br />

Que procede da boca de Deus<br />

Aleluia! Aleluia!<br />

Se vos perseguem por causa de mim<br />

Não esqueçais o porquê<br />

Não é o servo maior que o Senhor<br />

Aleluia! Aleluia!<br />

2. Música: Pai Nosso dos Mártires<br />

Pai nosso, dos pobres marginalizados<br />

Pai nosso, dos mártires, dos torturados.<br />

Teu nome é santificado naqueles que morrem<br />

defendendo a vida,<br />

Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa<br />

medida<br />

Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e<br />

comunhão<br />

Maldita toda a violência que devora a vida pela<br />

repressão.


O, o, o, o, O, o, o, o<br />

Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus<br />

libertador,<br />

Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo<br />

poder opressor.<br />

Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o<br />

pão das multidões.<br />

O pão que traz humanidade, que constrói o homem<br />

em vez de canhões<br />

O, o, o, o, O, o, o, o<br />

Perdoa-nos quando por medo ficamos calados<br />

diante da morte,<br />

Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é<br />

mais forte.<br />

Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte,<br />

dos prevalecidos<br />

Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus<br />

dos oprimidos<br />

Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres,<br />

Deus dos oprimidos<br />

O, o, o, o, O, o, o, o<br />

Pai nosso, dos pobres marginalizados<br />

Pai nosso, dos mártires, dos torturados.<br />

59


2012: 30 anos em Missão. Jubileu da Pastoral da<br />

Juventude Estudantil<br />

A Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) é<br />

uma organização juvenil da Igreja Católica ligada à<br />

Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da<br />

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB.<br />

Esta Pastoral, protagonizada por jovens estudantes<br />

das escolas públicas e particulares, está em tempos de<br />

celebração. Desde 1982 a PJE contribui na construção<br />

da Civilização do Amor através do trabalho em grupos<br />

de base com os/as estudantes. Nesta importante e<br />

desafiadora caminhada de um amor-serviço profundo,<br />

a PJE foi cada vez mais afirmando sua vontade de ser<br />

e fazer Igreja na Escola. Por isso, fazer memória destes<br />

30 anos é tão importante para nós! Este tempo vai ser<br />

de celebração da vida e de agradecimento profundo a<br />

Deus por nossa Pastoral e a todos/as que contribuíram<br />

neste processo tão bonito de construção do Reino de<br />

Deus com o/a jovem estudante.<br />

E 2012 com certeza está sendo um ano especial!<br />

Estamos celebrando este jubileu com vários projetos<br />

nos grupos de base, nas instâncias estaduais e a nível<br />

nacional, mobilizando jovens, assessores/as, religiosos/<br />

as e outras pessoas que contribuíram na construção<br />

deste caminho.<br />

Em julho, reuniremos militantes de todo Brasil,<br />

para realizarem uma missão Missão Jovem, em terras<br />

60


aianas! Escolhemos realizar uma missão jovem<br />

por estarmos em comunhão direta com o projeto de<br />

evangelização da Igreja do Brasil, que se coloca, assim<br />

como nós, em estado permanente de missão! O foco da<br />

celebração dos 30 anos é festejar e relembrar as vidas<br />

daqueles/as que estiveram e estão conosco, além de<br />

alcançar outros jovens, levando a Boa Nova a partir da<br />

Pedagogia de Jesus Cristo! Por isso, entre em contato<br />

conosco se desejar levar a PJE para alguma escola ou<br />

se já conhecer alguma escola nucleada! Contribua você<br />

também para comemorar estes 30 anos!<br />

Agradecimentos<br />

A elaboração deste material só foi possível graça ao<br />

esforço de jovens e assessores/as de todo o Brasil que<br />

acreditam na evangelização da Juventude Estudantil.<br />

Contribuíram na construção os/as jovens da Pastoral<br />

da Juventude Estudantil do Rio Grande do Sul,<br />

Paraíba, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, além dos<br />

assessores/as e jovens participantes e colaboradores<br />

dos Centros Maristas de Juventude de Montes Claros/<br />

MG, Belo Horizonte/MG, Natal/RN e Palmas/TO.<br />

Agradecemos a cada um/a pelo serviço doado e pela<br />

fé na vida e na juventude!<br />

61


Contatos importantes<br />

COMISSãO EPISCOPAL PASTORAL PARA A JUVENTUDE<br />

SES Q 801 Conj. B CEP 70410-900<br />

Brasília - DF<br />

Tel: (61) 2103-8341<br />

juventude@cnbb.org.br<br />

www.jovensconectados.org.br<br />

PASTORAL DA JUVENTUDE RURAL<br />

pjr.comunicacao@gmail.com<br />

www.pjr.org.br<br />

PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR<br />

equipedeservico@gmail.com.br<br />

www.pjmp.org<br />

PASTORAL DA JUVENTUDE ESTUDANTIL<br />

secretaria@pjebr.org<br />

www.pjebr.org<br />

PASTORAL DA JUVENTUDE<br />

secretarianacional@pj.org.br<br />

www.pj.org.br<br />

PROJETO DE REVITALIZAçãO DA PASTORAL DA JUVENTUDE<br />

LATINO-AMERICANA<br />

www.pjlatino.redejuventude.org.br<br />

REDE BRASILEIRA DE CENTROS E INSTITUTOS<br />

www.redejuventude.org.br<br />

CAJU - CASA DA JUVENTUDE PE. BURNIER<br />

11ª Avenida, 953 - Cx. Postal 944, Setor Universitário<br />

CEP: 74605-060 - Goiânia/GO.<br />

Fone: (62) 4009-0339 - Fax: (62) 4009-0315<br />

caju@casadajuventude.org.br<br />

www.casadajuventude.org.br<br />

64


CCJ - CENTRO DE CAPACITAçãO DA JUVENTUDE<br />

Rua Bispo Eugênio Demazenod, 463-A, V. Alpina<br />

CEP: 03206-040 - São Paulo/SP<br />

Fone/fax: (11) 2917-1425<br />

ccj@ccj.br<br />

www.ccj.org.br<br />

CENTRO DE JUVENTUDE ANCHIETANUM<br />

Rua Apinagés, 2033, Sumarezinho<br />

CEP: 01258-001 - São Paulo/SP<br />

Fone: (11) 3862-0342<br />

secretaria@anchietanum.com.br<br />

www.anchietanum.com.br<br />

CENTRO MARISTA DE JUVENTUDE – BELO HORIZONTE<br />

Rua Aymoré, 2480, 2º andar, Bairro de Lourdes<br />

CEP: 30140-072 - Belo Horizonte/MG<br />

Fone: (31) 2129-9000<br />

cmjbh@marista.edu.br<br />

www.cmpbh.com.br<br />

CENTRO MARISTA DE JUVENTUDE - MONTES CLAROS<br />

Rua Pe. Champagnat, 81, Roxo Verde<br />

CEP: 39400-367 - Montes Claros/MG<br />

Fone: (38) 3223-6621<br />

cmjmoc@marista.edu.br<br />

CENTRO MARISTA DE JUVENTUDE - NATAL<br />

Rua José de Alencar, 809, Cidade Alta<br />

CEP: 59025-140 - Natal/RN<br />

Fone: (84) 3221-2298<br />

cmj.natal@marista.edu.br<br />

CENTRO MARISTA DE JUVENTUDE - PALMAS<br />

504 Sul, Alameda 9, Lote 9<br />

CEP: 77130-400 - Palmas/TO<br />

Fone: (63) 3214-5878<br />

cmjpalmas@marista.edu.br<br />

65


CENTRO POPULAR DE FORMAçãO DA JUVENTUDE – VIDA E JUVENTUDE<br />

SDS Ed. Miguel Badya, Bl. L, nº 30, Salas 217/219<br />

CEP: 70394-901 – Brasília/DF<br />

Fone: (61) 3323-1954 / 3224-4717<br />

vidaejuventude@gmail.com<br />

www.vidaejuventude.org.br<br />

INSTITUTO DE FORMAçãO JUVENIL DO MARANHãO<br />

Praça Gonçalves Dias, 288, Centro<br />

CEP: 65060-240 - São Luís/MA<br />

Fone: (98) 3221-1841<br />

ifjuvenil_ma@yahoo.com.br<br />

INSTITUTO DE JUVENTUDE CONTEMPORâNEA<br />

Rua Castro e Silva, 121, Ed. Oriente, salas 400 e 401 – Centro<br />

CEP: 60030-010 – Fortaleza/CE<br />

Fone: (85) 3247-7089<br />

ijc@ijc.org.br<br />

www.ijc.org.br<br />

INSTITUTO DE PASTORAL DE JUVENTUDE LESTE 2<br />

Rua São Paulo, 818, 12º andar, sala 1203<br />

CEP: 30170-131 - Belo Horizonte/MG<br />

Fones: (31) 2515-5756 - Fax: (31) 2515-5453<br />

ipjlesteii@yahoo.com.br<br />

www.ipjleste2.org.br<br />

INSTITUTO PAULISTA DE JUVENTUDE<br />

Rua Antônio Cariá, 17 – 1ª andar - Guaianazes<br />

CEP: 08450-010 - São Paulo/SP<br />

Fones: (11) 9826-8213/ 8176-5707<br />

institutopaulistadejuventude@yahoo.com.br<br />

www.ipejota.org.br<br />

TRILHA CIDADã<br />

Rua Rio Paraguaçu, 220, Bairro Arroio da Manteiga<br />

CEP: 93145-580 - São Leopoldo/RS<br />

Fone/Fax: (51) 3568-7451<br />

trilhacidada@trilhacidada.org.br<br />

www.trilhacidada.org.br<br />

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