Jornal do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo

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Jornal do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo

Teatro na Escola

"O saco das nozes", peça da

autoria de A.M.Pires Cabral,

um filho da terra, constituiu o

projecto do clube de Teatro do

Agrupamento no presente ano

lectivo, foi levada à cena nos

dias 14 e 18 de Maio no Centro

Cultural. (pág. 17)

Editorial

Olhar para o futuro

número 1

ano 1

Junho 2008

Jornal do Agrupamento Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros

Este número marca o nascimento do jornal do Agrupamento

Vertical de Escolas de Macedo de Cavaleiros, sucedendo

assim aos jornais publicados na Escola S/3 e no

antigo Agrupamento.

Pretendeu-se que este número inaugural fosse uma

síntese, necessariamente redutora, das actividades e projectos

desenvolvidos no Agrupamento ao longo do ano lectivo,

com especial incidência na segunda metade do mesmo.

Este foi uma ano de grandes mudanças, destacandose

a fusão da Escola Secundária e do Agrupamento de Escolas,

a entrada em vigor do novo Estatuto da Carreira Docente,

as alterações na avaliação de professores, o novo

Estatuto Disciplinar do Aluno, etc., alterando-se profundamente

o enquadramento legislativo e regulamentar do dia-adia

nas escolas. Isto exigiu da parte de todos os membros

da comunidade escolar um acréscimo de esforço na adaptação

às novas realidades.

Deseja-se que este projecto que agora se reinicia,

cresça com a colaboração alargada de toda a comunidade

escolar, almejando-se que entre as edições em papel no final

de cada período lectivo existam sempre edições on-line

actualizadas regularmente.

E como o novo traz sempre novidades, aqui divulgamos

o talento na escrita de uns, a capacidade de iniciativa

de outros, procurando mostrar parte do muito labor desenvolvido

numa comunidade escolar ao longo de um ano lectivo.

Façamos jus ao título deste jornal, perspectivando os

nossos olhares para o que seja útil, oportuno, pedagógico

e, porque não, divertido.

José Madalena e Celeste Lago

Concurso Nacional de

Leitura

Duas alunas do nosso Agrupa

mento representaram o distrito

na final do Concurso Nacional

de Leitura, no âmbito do programa

Ler+. Viveram uma experiência

nova e única nos

estúdios da RTP (pág. 19)

Projecto Rios

A turma F do 10º ano aderiu

ao Projecto Rios, “adoptando

500 metros do Rio Azibo. Esta

“adopção” tem como parceiro

a Ecoteca de Macedo de Cavaleiros.

(pág. 10)

Nesta edição:

Jardins de Infância

1º ciclo

Equipa de Saúde Escolar

Clube Europeu

Curso EFA

Área Disciplinar de Matemática

Área Disciplinar de Biologia

Iniciativas

Agrupamento com Poesia

Área Disciplinar de Português

Bibliotecas Escolares

Clube de Teatro

Equipa TIC

Agrupamento Solidário

preço: 1€

Campeonato Nacional de Leitura

Oferta formativa

O Agrupamento Vertical de Escolas

de Macedo de Cavaleiros

apresenta uma oferta

formativa alargada para o próximo

ano lectivo, propondo novos

cursos profissionais e de

Educação e Formação. (pág.

20)

pág 2

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pág 18

pág 18

pág 19

Oferta formativa 2008/09 pág 20

Suplemento online:

O suplemento "O papel da Medicina

Caseira nos proble mas

gástricos da população transmontana"

foi elaborado pela turma

A do 12ºano no âmbito da

Área de Projecto e encontra-se

disponível em ficheiro pdf nos sítios

Internet do Agrupamento:

www.eb2-macedo-cavaleiros.rcts.pt

www.agescmacedo.edu.pt


Pré-escolar

Jardim de Infância de Morais

No inicio do mês de Janeiro, levámos para o nosso Jardim

de Infância ovos de bichinho da seda. Nós sabíamos, porque

lemos no livro “ Ao Lado dos Bichos da Seda “ de Maria

Alberta Menéres, que na Primavera desses ovinhos iriam nascer

lagartas do bicho da seda, por isso estávamos ansiosos que ela

chegasse .

No dia 3 de Abril, começaram a nascer, eram muito pequeninos.

Durante a semana seguinte, nasceram todos. Alimentamo-los

com folhas de amoreira, que vamos buscar às

amoreiras que há pela aldeia. Agora já estão muito grandes e

são muito comilões, pois estão sempre a comer. Qualquer dia

começam a fazer o casulo.

Os bichos da seda no desenho de uma criança

Jardim de Infância de Peredo

Em vésperas do dia da Mãe, dia 2 de Maio, resolvemos preparar

no nosso jardim um lanche muito saboroso (bolachinhas românticas

e um bolo de coco) para surpreender uma pessoa

muito especial:a Mãe.

Resolvemos também convidar as avós, que são mães duas vezes

e ficam com os meninos nos longos períodos em que os

pais se encontram temporariamente no estrangeiro.

Fizemos também um chá e conseguimos surpreender os convidados

com uma hora bem passada. depois da barriguinha

cheia, as crianças ofereceram a sua prendinha e cantaram uma

bela canção dedicada às mães.

Convívio ente as crianças, mães e avós

Visita de estudo ao Centro de Saúde

Recolha de lixo pelas crianças do Jardim

Jardim de Infância de Bagueixe

PARA O BEM DE TODOS, É IMPORTANTE PROTEGER E

PRESERVAR O AMBIENTE!

No dia 16 de Maio, numa actividade em parceria com

a Eco Teca de Macedo de Cavaleiros, fizemos um “Dia Verde

em Bagueixe. Depois de alguns dias a trabalhar sobre a

poluição ambiental, a importância da reciclagem dos resíduos

sólidos urbanos, da separação das embalagens, da recolha

de pilhas e de tampas plásticas, saímos para o terreno à

cata da poluição na nossa freguesia.

Nem foi preciso caminhar muito, já que ela estava mesmo ali

à porta, a escassos 50 metros do Jardim de infância, num caminho

rural, entre habitações e um pequeno olival junto da

via pública. Em menos de uma hora, de uma forma lúdica as

crianças recolheram perto de 18 kg de detritos sólidos!Todas

elas gostaram muito de limpar o local e deram a sua opinião

sobre a falta de civismo que testemunharam:

-Não gostei de ver tanto lixo. (Daniel, 4 anos)

-Gostava que os nossos pais também tivessem vindo, para

eles aprenderem que não se deve deitar lixo para o chão.

(Leandro, 5 anos)

-São as pessoas grandes que deitam lixo na natureza. As

“baraças” dos sacos são de plástico, e eles quando vêm deitar

o adubo nas oliveiras atiram as “baraças” para a terra, e

o plástico fica lá muitos anos a poluir. Mais de 100 anos!

(Francisco, 5 anos)

-O lixo é feio, não gostei de ver lixo ao pé das oliveiras.

(Brás, 3 anos)

-Não gostei de ver tanto lixo num sítio mesmo ao pé da escola.

Acho que algumas pessoas adultas são porcas, porque

em vez de deitarem o lixo no eco ponto, ou no contentor, deitam

na natureza e depois fica lá a poluição e faz mal a todos.

(Liliana, 6 anos)

-Mas a natureza é amiga das pessoas. Elas deitam lixo e a

natureza mesmo assim dá flores. Se eu fosse a natureza

não dava flor nenhuma, para essas pessoas más aprenderem!

(Cláudia, 5 anos).

Jardim de Infância de Lamas

É objectivo da educação pré-escolar:

“Proporcionar à criança ocasiões de bem estar e de segurança, nomeadamente

no âmbito da saúde individual e colectiva.”

Orientações Curriculares 1997

Valorizando a sua importância as educadoras do agrupamento definiram

este ano lectivo trabalhar esta temática nas suas instituições.

Assim, o jardim de Infância de Lamas desenvolveu o tema com o

nome “Segurança à minha volta”, tendo como objectivos : alertar as crianças

para os perigos do quotidiano em casa, na escola e na rua, sensibilizando-as

para a prevenção de acidentes e proporcionar-lhe, se possível,

o contacto com vários intervenientes na segurança do cidadão.

Vários foram os trabalhos desenvolvidos como : visitas de estudo

aos bombeiros e ao centro de saúde (comum a todos os jardins), visualização

de filmes, histórias, adivinhas, canções, montagem de um placar sobre

os diversos perigos.....terminando a unidade com a elaboração de um

desdobrável informativo que foi oferecido aos encarregados de educação.


1º Ciclo do Ensino Básico

Maria Pandorca

O rapaz continuava doente e

Maria Pandorca sabia que era sua culpa

e por isso estava muito triste. Assim,

fez as suas malas e saiu de casa.

Maria Pandorca andou quilómetros e

quilómetros, até encontrar uma aldeia

quase desabitada. Percorreu a aldeia

até encontrar uma velha casa onde vivia

uma velhota com a sua neta. Bateu

à porta onde viviam as duas, abriram e

do outro lado apareceu uma cara enrugada, pequena e estreita.

Deixaram-na entrar e Maria Pandorca perguntou se poderia

passar ali a noite.

Na manhã seguinte, quando Maria Pandorca se sentou

à mesa, já tinha lá uma caneca de leite e uma torrada.

Enquanto comia, a neta da velhota, que tinha cinco anos ialhe

fazendo perguntas às quais ela respondia com vivacidade.

Até que a Joaninha, a neta da velhota, lhe perguntou, porque

ela estava ali. Ela respondeu:

- Sabes, é que eu gosto muito de viajar. – disse ela triste.

A velhota, vendo a sua tristeza mandou a Joaninha ir

brincar e perguntou a Maria Pandorca o que tinha.

Ela contou-lhe tudo e perguntou-lhe o que devia fazer.

A velhota, disse-lhe que fosse ter com o senhor das cavernas,

que vivia nas cavernas do Paraíso, pois ele saberia o que havia

de fazer.

Nesse momento, o rapaz estava às portas da morte,

muito triste por não ter descoberto quem era essa tal rapariga

por quem se tinha apaixonado.

Maria Pandorca despediu-se da Joaninha e da velhota

e caminhou quilómetros e quilómetros em direcção ao Sul.

Maria Pandorca de tanto andar cansou-se e deitou-se à sombra

de um sobreiro para descansar. Ela adormeceu e teve um

sonho. No sonho o rapaz estava muito doente e não conseguia

parar de dizer “ Maria Pandorca”, “ Maria Pandorca”. De

repente, Maria Pandorca acordou sobressaltada e começou a

correr em direcção às cavernas do Paraíso. Correu, correu,

até chegar às cavernas do Paraíso, entrou numa das cavernas

e viu um homem velho, com o cabelo e a barba a chegar

aos pés, a limpar a caverna, muito contente e a assobiar.

Maria Pandorca, perguntou:

- Você é o senhor das cavernas?

O homem olhou espantado para ela e disse:

- Sim, sou. Porquê?

Maria Pandorca contou-lhe a história toda e depois o senhor

das cavernas exclamou:

- Eu não sei o que hei-de fazer! Mas sei quem saiba.

- Quem? Diga-me por favor.

- O sapo real. Ele é o melhor mágico da região. Vai sempre a

norte, depois encontrarás um lago, deve haver lá um barco,

atravessa o lago e do outro lado encontrarás

um palácio.

A Maria Pandorca agradeceu ao senhor

das cavernas as informações e

começou a caminhar para Norte.

De repente apareceu uma raposa

e disse:

- Olá! És a Maria Pandorca não és?

Vem comigo.

-Não!!! Tenho que ir ter com o sapo real. Como sabes o meu

nome?

- Sabes, eu fui enviado pelo Fantasma da Morte. Ele quer impedir

que chegues ao sapo real. Ele quer que o rapaz morra.

Ele tem fome!!!!

A Maria Pandorca começou a chorar e exclamou:

- Não vou deixar que isso aconteça, leva-me a mim!

Mas nesse momento, uma luz intensa ergueu-se no ar

e do outro lado apareceu uma bela mulher com asas e uma

varinha de condão na mão. Era uma fada.

A fada disse:

- Desta vez apanho-te, a ti e ao Fantasma da Morte.

E dizendo isto começa a correr atrás da raposa. Mas

antes de desaparecer no horizonte exclama olhando em direc-

ção a Maria Pandorca:

- Agora vai. O tempo está a esgotar-se.

Ouvindo isto Maria Pandorca retoma a caminhada. De

repente começou a ficar com fome e sentou-se para comer,

enquanto comia ficava sonolenta e adormece. Quando acorda

não vê a sua mala. Até que avista, ao longe, um esquilo a

mexer na sua mala. Ela aproximou-se e perguntou:

- Quem és?

O esquilo olhou para cima e viu-a, primeiro ficou assustado,

mas depois disse:

- Sou o esquilo do monte e tu?

- Sou a Maria Pandorca. Porque estás com a minha mala?

- Andava à procura de comida. -disse o esquilo

atrapalhado.

- Não faz mal, eu sei como te deves sentir.

Tira mais, podes comer à vontade.

- Obrigado, és muito atenciosa.

Eles continuaram a conversar até

que Maria Pandorca perguntou:

- Queres vir comigo, visitar o sapo real?

- Sim! Ele é muito simpático.

Eles começaram a caminhar em direcção ao palácio do sapo

real, mas de repente, Maria Pandorca desmaiou, pois estava

muito cansada. O esquilo deitou-a à sombra de uma árvore e

aproveitou para comer mais um bocadinho.

Enquanto dormia, Maria Pandorca teve outro sonho,

mas neste sonho o rapaz estava tão doente que nem conseguia

falar.

Enquanto isto, o rapaz estava na sua cama cada vez

pior, sem parar de pensar naquela rapariga misteriosa.

A Maria Pandorca quando acordou, estava transpirada e o esquilo

olhou para ela admirado, pois não estava assim tanto calor.

Ela tentou levantar-se mas não conseguia, algo pesado

tinha-lhe caído nas pernas. Olhou para as pernas e não viu

nada, tentou apoiar as mãos nas pernas mas estas ficavam

suspensas no ar. Foi então que o esquilo exclamou:

- É um ser invisível! É inacreditável!

- Mas como o conseguimos ver?

- Espera. Primeiro fazemos uma fogueira e depois deitamos-lhes

as cinzas para cima.

E assim foi, fizeram a fogueira e esperaram que se formassem

cinzas. Quando estas feitas, deitaram-nas para cima de

onde parecia estar o corpo desconhecido. Quando terminaram,

puderam verificar que o que se encontrava em cima das

pernas de Maria Pandorca era um cãozinho. Decidiram leválo,

por isso pegaram nele e continuaram a caminhada. Quando

chegaram ao lago, o cãozinho acordou e começou a ladrar,

mas subitamente conseguiram acalma-lo. Olharam para

a água, mas não viram nenhum barco. Nesse momento emergiu

à superfície uma figura gigantesca, feia e de meter medo.

Essa horrível criatura perguntou:

- Quem está ai?

- Sou eu, a Maria Pandorca. Deixa-nos passar.

- Não. Só se responderes correctamente a uma pergunta que

te vou fazer.

- Está bem. – concordou a Maria Pandorca.

- Qual é a coisa mais gigantesca, mais feia e que mete mais

medo do que eu?

Os três olharam-se admirados. Quem seria?????

Até que o esquilo arriscou:

- A morte.

- NÃO!!! – disse o monstro com clareza.

Os três começaram a pensar, a pensar, a pensar, até que o

cãozinho se lembrou:

- A tua mãe.

Os outros dois, olharam-se admirados. Seria aquela a resposta?

Era o que iam ver de seguida, pois o monstro exclamou:

SIM!!!!!! – disse ele admirado.

A Maria Pandorca e o esquilo trocaram olhares. Afinal trazerem

o cãozinho tinha sido uma óptima ideia.

Nesse momento, o monstro assobiou e apareceram á

superfície três magníficos golfinhos.

Do outro lado do mundo, o rapaz estava cada vez mais

doente e a sua mãe preocupada.

Os três atravessaram o lago em cima dos golfinhos até


1º Ciclo do Ensino Básico

à outra margem. Quando lá chegaram depararam-se com um

magnífico palácio. Entraram e viram o sapo real sentado no

seu trono. Contaram-lhe tudo e o sapo real depois de ouvir tudo

com atenção exclamou:

- Entrega-lhe esta flor! – disse ele erguendo uma flor. – Mas

primeiro, escreve num papel, que és tu aquela rapariga por

qual ele se apaixonou e enrola esse papel à flor. Leva estas

botas, chegarás lá mais depressa.

Maria Pandorca calçou as botas e começou a caminhada,

mas como as botas eram mágicas, os três amigos chegaram

lá mais depressa.

Quando lá chegaram ela entrou e foi em direcção ao

quarto onde estava o rapaz. Entrou e entregou-lhe a flor. Segundos

depois, o rapaz estava de pé a pedir-lhe em casamento.

Ela aceitou.

Para o casamento, convidou todas aquelas pessoas que a aju-

O velho e os pássaros

Passou-se há muitos anos

Esta história que vou contar,

Numa terra chamada Pedrinha do Sol,

Uma terra de encantar.

Lá vivia um velho poderoso

Num palácio de pasmar,

Bem perto morava o povo generoso

Que ele gostava de escravizar.

O velho desaparecia,

Deixava tudo, ia viajar,

O povo merecia

Que ele os viesse ajudar.

O Outono não tardou em chegar

E com ele as sementeiras,

O povo, as terras começou a amanhar.

Estrumou, lavrou e as sementes

espalhou,

Para conseguir uma belas eiras.

Partiram para os bosques de seguida

Pois a lenha não podia faltar,

O Outono estava de saída,

E o Inverno a chegar.

Enquanto no Inverno passavam noitadas

Eles desejavam que as sementes

germinassem,

Crescessem e se multiplicassem

Para darem lindas espigas doiradas.

O Outono passou, o Inverno e a

Primavera

E logo a seguir chegou o Verão,

Com ele estranhos bichos

Vieram trazer a destruição.

Eram grandes e horríveis

Com grandes orelhas, vinham aos

milhares

Formavam nuvens terríveis

Que voavam pelos ares.

Estavam lindas as searas doiradas

Que logo foram destruídas

Pelas criaturas desvairadas

Que aos camponeses destruíram as

vidas.

Foi grande a labuta,

Foi muito o suor derramado,

E o povo esfomeado

Voltou a começar a luta.

Viram a sua vida desfeita

Temendo nada colher, nada comer,

Pediram ao velho para os socorrer

Tentando salvar a colheita.

O velho senhor

Foi muito pouco amável e generoso,

Nada fez em seu favor,

Pois este velho era impetuoso.

O velho impaciente e chateado

Quis livrar-se dos camponeses,

Era triste o seu fado

Sem ajuda durante meses.

Os dias foram passando,

Os camponeses entristecendo,

Os bichos o campo devastando

E o velho não os recebendo.

Numa manhã quente de Agosto,

Apareceram no céu vistosas criaturas,

Que desceram com todo o gosto

Por cima das culturas.

Com a sua ajuda preciosa

A seara começou a crescer e a

amadurecer,

Os camponeses olharam-na graciosa

E começaram-na a recolher.

Havia muita palha e grão

Par o povo sustentar

Vieram de novo os pássaros,

As crianças começaram a cantar.

daram quando ela mais precisou e que se tornaram suas amigas:

a Joaninha e a avó, o senhor das cavernas, a fada, o esquilo,

o cãozinho e o sapo real.

Durante o casamento, apareceu o Fantasma da Morte

seguido pela fada que exclamou:

- Desculpem o atraso. – e dizendo isto, destruiu o Fantasma

da Morte, para grande satisfação de todos.

Todos se riram e o casamento continuou.

E viveram felizes para sempre com a sua filha Clarinha.

Ricardo Manuel Rocha Paulos, 4º ano, turma 6

Num domingo de muito sol

O povo se começou a juntar

Lá na aldeia de Pedrinha do Sol

Iam todos comemorar.

Construíram um lindo passarinho

Com forquilhas de cabo comprido,

Um enorme monte de palha

Com os panos ficou colorido.

Estava já a anoitecer

Quando ouviram relinchar,

Era o velho no seu cavalo a aparecer,

Estava furioso, quase a rebentar.

O velho impetuoso

Estava muito zangado.

Como era conflituoso

Não tinha sido convidado.

Logo se levantou um velho camponês

Pronto para o convidar

Mas o velho na sua altivez

Desapareceu sem parar.

O velho enraivecido e encolerizado

Tinha o peito num turbilhão.

Ei-lo pela calada da noite chegado

Espalhando a destruição.

Ao pássaro fogo ateou,

Ardeu toda a eira.

Que feia lição

A deste velho sem eira nem beira!

O povo aflito acorreu

Com o cheiro a queimado,

Também o palácio do velho ardeu

Sem este ser ajudado.

André Miguel Machado Curralo

4ºano turma 6


Equipa de Saúde Escolar

Este ano, pela primeira vez, decorreu a I Semana da Saúde.

Dinamizada pela equipa de Saúde Escolar, da qual fazem parte vários

profissionais (Enfermeira, Psicóloga, Nutricionista, Técnica de

Saúde Ambiental, Assistente Social e Estomatologista), esta tem como

objectivo primordial favorecer o desenvolvimento de actividades

que potenciem e desenvolvam as capacidades dos elementos pertencentes

à comunidade escolar, que são alunos, professores, funcionários

e encarregados de educação. Procura-se, através de um

sentimento de partilha de aprendizagens e troca de experiências,

que a comunidade escolar cresça e se desenvolva, sempre no sentido

da adopção de estilos de vida e comportamentos saudáveis. Assim,

esta iniciativa surgiu como uma forma de tornar visível para

toda a comunidade escolar o trabalho desenvolvido ao longo do ano

lectivo com os vários elementos da escola. Cada dia desta semana

procurou abordar temáticas diversas, sempre de uma forma dinâmica

e activa. O dia do Ambiente e Saúde Pública decorreu

no primeiro dia da semana da saúde, dia 10

de Março onde, para além das diversas actividades

desenvolvidas, esteve à disposição dos alunos uma

sucessão de informação inerente à temática do Ambiente,

nomeadamente cartazes sobre o efeito de estufa,

as chuvas ácidas e a triagem adequada de

resíduos sólidos e uma série de panfletos sobre alguns

cuidados a ter na preservação do ambiente. Ainda como complemento

desta informação, passou também em todas as televisões

das salas de convívio de docentes e alunos, algumas previsões negativas

sobre o futuro do nosso planeta, que sucederão a curto/médio

prazo se o Homem menosprezar a preservação da nossa casa –

A TERRA. Durante a manha deste dia decorreu, na Escola Secundária,

um desfile de moda, onde os alunos reciclaram peças de vestuário

estragadas transformando-as em novas peças de roupa. À tarde

dinamizou-se uma sessão de cinema intitulada “Uma verdade Inconveniente”

onde o interlocutor Al Gore apresenta um documentário

que alerta para o aquecimento global. Na EB 2,3 decorreram também

algumas actividades, entre as quais se destacaram: os jogos

de triagem de resíduos, reutilização de latas de salsichas, construção

de um sinal de proibição de fumar com latas de bebidas e a sessão

de trabalho intitulada “Vamos reciclar de papel”.

O 2º dia foi, dedicado ao Bullying e Violência de pares. Dado que assistimos

diariamente com maior frequência, a episódios de agressividade

entre os alunos. Estudos recentes sugerem que, pelo menos,

5% das crianças apresentam desordens de comportamento relacionadas

com a agressividade. A investigação mostra também

que os comportamentos agressivos nas crianças

predizem o risco de envolvimento em delinquência,

abuso de substâncias, abandono escolar, parentalidade

precoce e depressão. Torna-se por isso extremamente

importante prevenir a violência nas crianças e

adolescentes e ajudá-los a promover as competências

necessárias para criarem envolvimentos seguros e a

tornarem-se adultos saudáveis. Assim, a equipa de

Saúde Escolar, através de um trabalho activo com uma

turma de 7º ano a equipa desenvolveu neste dia actividades

diversas das quais se salientam, a distribuição

de pulseiras e cartões com mensagens anti-bullying,

palestras sobre a temática, onde se abordou ainda o tema

da violência entre géneros, sinalização das zonas

críticas da escola onde mais ocorre o bullying, cartazes,

deos de sensibilização para alunos e professores, etc. Tendo

em conta que os padrões de comportamento agressivos são estáveis

e preditivos de uma ampla variedade de dificuldades sociais e

emocionais na etapa adulta a equipa de Saúde Escolar apostou,

através da criação de um projecto para 3 anos, na prevenção de

condutas agressivas e na promoção de comportamentos eficazes

perante situações de violência, seja ela bullying ou não.

Dia 12 de Março, o tema escolhido foi a Alimentação. Felizmente,

já todos sabemos que este é um dos factores mais decisivos

na nossa saúde e parece que os mais jovens começam também a

preocupar-se com isso! O dia foi marcado por duas exposições interactivas

e que focaram aspectos importantes de uma Alimentação

Saudável. Para os 5º e 6º anos, organizou-se a exposição “Conhecer

o que Comemos” em que se abordou a rotulagem nutricional.

Explicou-se, através de uma sequência de cartazes, o que são os

rótulos alimentares, para que servem e quais as informações que

nunca se devem deixar escapar. Chamou-se também a atenção pa-

ra as publicidades que podem ser enganosas. Numa mesa, estiveram

disponíveis várias embalagens de produtos alimentares para

que todos pudessem verificar o que lhes era mostrado nos cartazes

e para que, aprendendo a comparar rótulos de produtos semelhantes,

se aprendesse também a escolher a opção mais saudável.

Para os alunos do secundário, esteve patente a exposição

“Eu Primeiro”. Esta foi dedicada a um assunto mais delicado, os

Distúrbios do Comportamento Alimentar. Através de manequins de

madeira vestidos a rigor e de cartazes, fez-se a chamada de atenção

para o facto de o fascínio e encantamento da moda, da televisão,

do cinema, da publicidade, enfim, dos modelos e ídolos terem,

muitas vezes, nos bastidores, um lado obscuro ligado à doença por

comportamentos alimentares obsessivos! E para fazer um apelo à

auto-estima, lembrando que o nosso corpo é para ser cuidado e

amado tal qual é, pedimos que deixassem por escrito

a parte do corpo de que mais gostavam! Na mesma

exposição, fez-se também o alerta para o perigo das

chamadas “dietas loucas” com alguns exemplos nos

quais e pediu aos jovens para detectarem os principais

erros!

Como é óbvio, não poderíamos apenas ter ficado pela

teoria! Pôs-se em prática uma ementa para um lanche

saudável a meio da manhã, que esteve

disponível nos bares de ambos os pólos com várias alternativas,

sempre visando o conjunto lacticínios + cereais integrais + fruta,

que constitui a composição equilibrada para os pequenos lanches

que se devem fazer ao longo do dia. E como uma boa alimentação

anda lado a lado com a prática saudável de actividade física, organizou-se

uma gincana de jogos – saltar à corda, correr, encestar uma

bola e “tiro ao refrigerante”.

O quarto dia foi dedicado aos consumos nocivos, dada a elevada

prevalência de consumo de substâncias psicoactivas nos adolescentes

e a alteração nos padrões de consumo que constituem

uma ameaça à sua saúde, bem-estar e qualidade de vida. A equipa

de Saúde escolar pretendeu contribuir para a compreensão do problema,

proporcionando informações a respeito do consumo de

substâncias psicoactivas. Foram diversas as actividades ao longo

do dia, nomeadamente a criação de um logótipo anti-tabaco, colocado

junto ao portão de entrada e a decoração da escola com cartazes

alusivos ao tema do tabagismo. Nas tv’s da sala de convívio e

da sala dos professores passaram ao longo do dia apresentações e

spots alusivos ao tema dos consumos nocivos (álcool, drogas e tabaco).

No painel da saúde escolar foram afixados cartazes

sobre os diferentes tipos de drogas e quais os seus

efeitos e riscos para a saúde. Neste dia houve ainda a

possibilidade de professores e funcionários fumadores

realizarem espirometrias, que ficaram a cargo do cardiopneumologista

deste Centro de Saúde.

No último dia a Equipa reabriu o GAJ. O mesmo tinha

sido criado em Fevereiro de 2007, com o intuito de

responder às necessidades da comunidade escolar, em

particular dos nossos adolescentes e jovens. É importante

que o adolescente encontre uma resposta válida

às suas dúvidas, uma explicação para as suas mudanças

corporais e emocionais, num local de escuta activa

e de diálogo, com ponderação, serenidade e conhecimento,

sem recriminações e respeitando os valores individuais.

Assim o GAJ reabriu com o espaço

remodelado, a funcionar na sala 20 as terças das 13h às 15h. Cada

semana tem um profissional diferente disponível (enfermeira, nutricionista

e psicóloga), o plano com os dias em que cada uma lá se encontra;

encontrando-se afixado junto da entrada do GAJ. Ficaram

ainda disponíveis os contactos através dos quais a equipa pode ser

contactada, para questões, dúvidas e sugestões através do e-mail

teuespaço@gmail.com ou o blog http://teuespaço.blogspot.com/ .

O sentido desta equipa insere-se numa lógica de um trabalho multidisciplinar,

activo e que pertence a todos, que almeja o crescimento

pessoal de cada um de nós, desenvolvendo, deste modo, um “programa

de todos… e para todos”.

A equipa de Saúde Escolar


Clube Europeu

O Clube Europeu está de Parabéns….!!!!!

Este ano lectivo, o Clube Europeu está de parabéns, pois

conta com 35 alunos inscritos e muitos outros que colaboram pontualmente.

Desde que foi criado em 2005, tem vindo a expandir-se

em várias frentes:

- Crescente número de alunos,

- Participação em actividades constantes no plano anual de actividades,

- Colaboração com outros clubes escolares (Clube dos Cavaquinhos),

- Intercâmbio com outros clubes europeus da região,

- E muito mais está para acontecer!!!!!!!

Actividades desenvolvidas:

- Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro): Um grupo de alunos

fez um registo dos possíveis casos de excesso de peso de elementos

da comunidade escolar (alunos, professores, funcionários).

Foram distribuídos panfletos informativos sobre uma dieta saudável.

- Semana dos Direitos da Criança (19 a 23 de Novembro): Após

uma produtiva pesquisa sobre os direitos da criança, os alunos criaram

cartazes sugestivos sobre os direitos contemplados na convenção.

Essa exposição teve lugar ao lado da biblioteca em

espaço próprio. Foi um trabalho muito gratificante uma vez que

muitos directores de turma do Agrupamento aproveitaram as aulas

de Formação Cívica para visitar a exposição e fazer uma reflexão

com os alunos na sala de aula.

Os comentários dos alunos foram bastante positivos de

acordo com os registos feitos num documento para o efeito. A exposição

contou também com alguns cartazes sobre as violações

aos direitos da criança. Assim os alunos tomaram consciência de

que ainda há em todo mundo um incumprimento da convenção.

- Criação do Hino do Clube Europeu (Dezembro de 2007): foi criado

finalmente o hino do Clube. Com a preciosa colaboração do Clube

dos Cavaquinhos, será apresentado no dia 9 de Maio de 2008 –

Dia da Europa. Nesse dia também houve sessão de karaoke com

músicas inglesas. Foi um sucesso.

- Lanche Europeu/dos Reis (9 de Janeiro de 2008): Após a confecção

de algumas iguarias europeias, os alunos partilharam doces típicos

dos Reis” dos seguintes países: França, Itália, Espanha e

Inglaterra. Foi uma tarde de muito convívio entre alunos do clube,

mas também entre alguns professores que participaram entusiasticamente

nesta prova de doces europeus. Foi mais uma oportunidade

de partilha e conhecimento mútuo que o Clube europeu

proporcionou na escola.

Estes momentos de convívio permitem atrair alunos à escola

e oferecer-lhes actividades úteis e criativas de forma a combater

o abandono escolar. A escola é também diversão.

- Festa da “Chandeleur” (Fevereiro de 2008): durante a época do

Carnaval, os franceses gostam de comer crepes, uma receita francesa

muito apreciada pelo mundo fora. Numa bela quarta-feira do

mês de Fevereiro, os alunos juntaram-se no refeitório da escola e

deliciaram-se com os crepes confeccionados por alguns dos presentes.

Foi um verdadeiro manjar dos deuses.

- Primavera da Europa 2008: o Clube Europeu está inscrito nas comemorações

da Primavera da Europa, acção promovida pela Comissão

Europeia. A Primavera da Europa é um evento anual que

encoraja as escolas a reservarem um ou mais dias dos seus calendários

para organizarem eventos centrados em torno do debate, interacção

e reflexão sobre temas Europeus. No presente ano, o

tema em debate intitula-se “Aproximar as culturas através do diálogo”

e o evento decorrerá no período 25 de Março a 30 de Junho de

2008.A Primavera da Europa constitui uma oportunidade para os jovens

exprimirem as suas opiniões e para se fazerem ouvir em toda

a Europa. Na nossa escola realizar-se-ão várias actividades que

culminarão com a Semana da Europa de 5 a 9 de Maio.

prof. Beatriz Seixas

Actores da peça de teatro “ O rapto da Princesa

Lanche Europeu no dia de Reis

Ensaio do Hino do Clube Europeu

Os crepes fizeram furor

Os membros do Clube Europeu


Clube Europeu

A Semana da Europa na escola

Sob o símbolo do diálogo intercultural entre “as

gentes europeias”, vale a pena relembrar a importância

da celebração do dia 9 de Maio como o Dia da Europa.

Ao longo da semana de 5 a 9 de Maio, foram muitas as

actividades desenvolvidas pelo Clube Europeu:

- Exposição na Biblioteca cujo tema era “ A Europa em

imagens”;

- Prova de doçaria francesa e inglesa (turma do7ºD);

- A Europa à mesa: ementas alusivas a cinco países da

União Europeia;

- Dia da Europa – 9 de Maio:

- Peça de teatro “ O rapto da Princesa Europa”

- Apresentação oficial do hino do clube Europeu,

- Actuação do Clube dos Cavaquinhos com músicas tradicionais

europeias.

A semana terminou em beleza, pois celebrou-se o

dia da Europa com um espectáculo inesquecível no centro

cultural de Macedo de Cavaleiros. Alunos, professores

e pais assistiram à apresentação oficial do hino do Clube

Europeu cantado pelos alunos da turma 6º…. e alunos do

Clube.

Seguiu-se o momento mais aguardado da semana,

a peça de teatro “ O rapto da Princesa Europa” adaptada

de uma lenda grega e interpretada pelos alunos da 7ºF

(trabalho da disciplina de Área-projecto). Todos assistiram

com grande entusiasmo e participaram activamente nesta

bela homenagem à Europa.

prof. Beatriz Seixas

Curso EFA

Turma do curso EFA conclui formação

“Em qualquer aventura, O que importa é partir, não é chegar”

Miguel Torga

Chegou ao fim, no dia 5 de Abril, o primeiro Curso de

Educação e Formação de Adultos do 3º ciclo realizado nesta

escola. Os catorze formandos do curso EFA caminharam até à

aldeia da Amendoeira onde os esperava a celebração de uma

missa de Acção de Graças e um almoço para retemperar energias.

Estiveram presentes neste convívio o Presidente do

Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas e o

Presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros entre familiares e

amigos dos formandos. Dos discursos proferidos pelos presentes,

concluiu-se ser necessário promover a formação e aprendizagem

ao longo da vida, e em sintonia com este apelo os formandos

preparam-se agora para continuar o seu percurso académico.

Assim se encerrou uma caminhada que durou dois anos e

na qual alguns vacilaram em noites de transmontano inverno ou

após um extenuante dia de trabalho, mas com determinação,

sacrifício e sobretudo muito boa disposição conseguiram levar o

barco a bom porto.

Em meu nome e no de todos os formadores, parabéns e boa sorte.

Prof. Luís Duarte

Venda de doçaria

francesa e inglesa

A Princesa Europa

Grupo de

Cavaquinhos

Formandos do curso EFA que concluiram a formação

Exposição de trabalhos e outras actividades em http://efamacedo.blogs.sapo.pt/; http://macedoagrupamento.forumeiro.com/;

http://efamacedo.com.sapo.pt/


Área disciplinar de Matemática

RedeMat

O Projecto Matemática Ensino (PmatE) da Universidade

de Aveiro tem desenvolvido desde1990 uma Plataforma

de Ensino Assistido por computador, actualmente

disponível apenas na Internet, abrangendo os vários

graus de ensino.

Os programas têm sido desenvolvidos quer no modo

competição, quer no modo formativo (diagnóstico e treino).

Estes programas são instrumentos de apoio à

avaliação, à aprendizagem e ao ensino. Têm como objectivo

básico e transversal o aumento ou a criação de gosto

pela matemática.

Neste sentido, a nossa escola participou em todas as vertentes

dos programas, tendo sido o modo de competição

realizado no dia 5 de Março, na Escola E.B. 2,3 Augusto

Moreno – Bragança.

Para além dos alunos do 3.º ciclo e Secundário, foi

um prazer ver o entusiasmo que os mais novos (2.º ciclo)

demonstraram, pois foi uma novidade para eles.

Claro que o mais importante não é ganhar, mas nós, a par

do ano passado, conseguimos excelentes resultados, ficando

classificados nos primeiros lugares. Parabéns a todos!

prof. Cristina Silva

Dia da Matemática

No dia 9 de Abril foi comemorado com poupa e

circunstância o dia da Matemática. Foi um dia diferente,

onde não faltaram jogos, origami, experiências e quebracabeças

para todos.

Foram entregues os prémios aos alunos que

participaram e obtiveram os melhores resultados, dentro

das suas categorias, nas Olimpíadas da Matemática.

As imagens falam por si:

Origami e o cubo mágico

Alunos do 2º ciclo que participaram pela1ª vez

Entrega dos prémios das Olimpíadas da Matemática

BragançaMat

No passado dia 10 de Maio a nossa escola foi a

anfitriã do BragançaMat. Tratou-se do 12.º Encontro

Regional de Professores de Matemática, e como tem sido

sempre o seu objectivo, pretendeu-se constituir um espaço

de discussão, reflexão, divulgação e debate de ideias e

trabalhos no âmbito do ensino e da aprendizagem da

Matemática.

A sua organização contou com a colaboração de

professores de Matemática do Agrupamento Vertical de

Escolas de Macedo de Cavaleiros. O programa científico do

encontro foi constituído por duas Conferências Plenárias e,

ainda, Sessões Práticas e Comunicações.

prof. Cristina Silva

Um dos quebra-cabeças mais cobiçado! Participantes numa das sessões


Área disciplinar de Biologia

Dia das Ciências Experimentais

No dia treze de Março de 2008, o Departamento de Ciências

Experimentais, organizou um conjunto de actividades

que decorreram nos sectores da Biologia, da Física, no auditório

e na sala de convívio, dando a conhecer à comunidade escolar

alguns aspectos do trabalho realizado com os alunos ao

longo do ano.

Ao longo do dia, os alunos puderam participar nas seguintes

actividades:

- Visita a exposições de trabalhos realizados pelos alunos em

algumas aulas, no Clube Natura e Área de Projecto de 12º Ano;

- Participação num ciclo de palestras, onde foram abordados temas

de grande actualidade, ligados à temática ambiental e recursos

geológicos, que tiveram como oradores especialistas

vindos de Institutos e Universidades portuguesas:

“Projecto Ecofamílias” - Orador: Engenheiro Luís Fernandes,

Professor do IPB, em representação da QUERCUS;

“Ecoclubes” - Oradora: Drª. Sónia Vieira, da Universidade Católica;

“A Geologia do Nordeste Transmontano (com particular incidência

para a Geologia do monte de Morais) ” - Orador: Dr. Eurico

Pereira, Técnico do INETI.

- Participação em diversas experiências que decorreram nos laboratórios

de Biologia e de Física e Química;

- Visita uma feira de rochas e minerais, onde foi possível admirar

belíssimos exemplares (de rochas, minerais e fósseis) e adquirir

algumas amostras e outros objectos, por um valor

simbólico.

Estas actividades contaram com a participação activa

de muitos alunos que demonstraram um grande empenho e

responsabilidade na realização das actividades que lhes estavam

destinadas, explicando de forma simples e clara aos visitantes

as experiências realizadas.

O Departamento de Ciências Experimentais agradece a

todos os professores que acompanharam os seus alunos a estas

actividades e que contribuíram desta forma para o êxito

desta iniciativa.

Estufa Natura

No ano lectivo de 2006/07, "nasceu", na nossa Escola,

uma estufa pelas mãos de um grupo de alunos do 12ºB a, o

Carlos, o Cláudio, a Dirce, o Fábio e o Tito. Este nascimento

ocorreu no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Os alunos

propuseram-se a construir uma estufa para que a escola tivesse

mais um recurso pedagógico alternativo. O “nascimento” da

estufa não teria sido possível sem a ajuda preciosa do Sr. Agostinho.

Durante este ano lectivo, no âmbito do Clube Natura,

um grupo de alunos do 10ºF propôs-se estimular o "crescimento"

da Estufa Natura. O Carlos, a Catarina, o Edgar, a Elisabete,

a Julita, o Luís Ochoa e a Tânia são responsáveis pela

dinâmica da estufa. Estes alunos construiram oito canteiros onde

plantaram/semearam gladíolos (do género Galdiolus), lírios

(do género Lilium, alhos (Allium sativum), morangueiros (do género

Fragaria), aboboreiras (Cucurbita), azevinho (Ilex aquifolium)

e manjerico (Ocimum minimum L.). O material que

reveste alguns canteiros foi retirado do lixo das obras que decorreram

na nossa Escola, nomeadamente restos de azulejos.

A Ana Cláudia, a Celeste Lago, o Manuel Cardoso, a Manuela

Fernandes e a Marisa Gonçalves, alunos do 12º A, utilizaram

três canteiros da Estufa Natura para plantarem e

estudarem algumas plantas aromáticas, nomeadamente a hortelã,

cidreira, salsa,...

Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de

Área de Projecto e tem como título "O Papel da Medicina Caseira

nos Problemas Gástricos da População Transmontana".

Todos os “habitantes” da Estufa estão a desenvolver-se

muito bem, excepto o alho. Estão a preparar-se para tornar a

inauguração da Estufa, a 5 de Junho, um sucesso.

prof. Sandra Pinho

Actividades experimentais

Simulação de um vulcão

Feira de rochas e minerais

Esplendor na estufa


Área disciplinar de Biologia

Projecto RIOS em Macedo de Cavaleiros

A turma F do 10º ano, coordenados por mim e pela

Professora Lília Braz, aderiu ao Projecto Rios “adoptando

500 metros do Rio Azibo. Esta “adopção” tem como garnde

parceiro a Ecoteca de Macedo de Cavaleiros. O Projecto Rios,

com origem na Catalunha e mais tarde na Galiza, foi lançado

em Portugal pela Associação Portuguesa de Educação

Ambiental (ASPEA) e pela Associação de Professores de Geografia

(APG). O Projecto Rios tem como principal objectivo

concretizar um plano de adopção de um troço de um rio ou

de uma linha de água de menor dimensão. Neste Projecto é

possível aprender a valorizar a importância das linhas de

água e como tal a valorizar a água como recurso fundamental

ao equilíbrio dos ecossistemas. Pretende-se ainda realizar

um conjunto de actividades experimentais de educação

ambiental.

Neste contexto, a turma propõe-se estudar a fauna, a

flora, a geologia e a qualidade da água ao longo dos 500 metros

“adoptados”. Estes 500 m localizam-se no concelho de

Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na freguesia de

Vale da Porca.

Para realizar este trabalho efectuaram-se pesquisas

em diversas fontes bibliográficas, analisou-se e seleccionouse

a informação obtida. Para tornar o nosso trabalho mais interessante

e completo organizamos três saídas de campo.

Duas delas já foram realizadas, a terceira irá decorrer no dia

13 de Junho.

A primeira saída de campo decorreu no dia 14 de Março de

2008 e teve como guia o Dr. Pedro Teiga – aluno de Doutoramento

da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto,

colaborador do Grupo Água da LPN (Liga de Protecção

para a Natureza). As professoras Luísa Félix e Manuela Torres

foram elementos imprescindíveis nesta saga. A professora

Eugénia Gonçalo, da Ecoteca, sempre presente e a sua

colaboração foi essencial para o sucesso desta saída.

O dia estava solarengo, a vegetação a querer brotar,

a boa disposição pairava, os passarinhos e as águas do Azibo

criavam a música ambiente.

Os alunos descobriram que devemos preparar o corpo

para o encontro com o rio. Não basta querer com a cabeça,

os nossos ouvidos, olhos, as nossas pernas,.. todo o

corpo deve desejar o encontro e a partilha. Descobriram,

também, que por baixo de uma simples pedra pode haver

uma surpresa de vida, muitas sanguessugas, ao lado escorpiões

de água, éfemeras, ... A rã ibérica e o sapo parteiro foram

um sucesso e geraram gritinhos ansiosos resultado da

perspectiva de tocarem o seu dorso aveludado e húmido.

Suspiraram de alívio ao saberem que nesta zona só temos

uma cobra venenosa, a cornuda. A orquídea selvagem, a madressilva,

o dente-de-leão, o amieiro, o salgueiro, o freixo, en-

Análise do pH da água

Uma rã ibérica em pose para a câmara

tre outros, foram companheiros inseparáveis ao longo das

margens do Azibo.

O ph da água (8) indicou-nos estarmos na presença

de um leito rico em serpentinitos e talco, o que não é de estranhar

pois o Maciço de Morais anda perto.

O abate de árvores nas margens foi a nódoa negra no

pano. O espanto foi geral seguido de tristeza. Fechar os

olhos serviu para perceber que apesar de amputado, o Azibo

ainda ali estava para nos dar prazer.

Ao longo desta aventura foram recolhidas amostras para

classificar e colocar no laboratório de Biologia.

O almoço foi atribulado mas divertido. Grelhados realizados

in situ, futebol, baloiços, Uno,..gargalhadas e o Azibo a

ser o anfitrião perfeito.

No dia 17 de Maio, o 10º F fez a sua segunda incursão

por terras do Azibo. Desta vez o objectivo foi conhecer a aldeia

que está próxima dos 500m do Rio Azibo que foram

"adoptados" pela turma. A aldeia tem um nome cómico, Vale

da Porca, e é conhecida por lá ter nascido o cantor Roberto

Leal, motivo de orgulho na terra.

Vale da Porca é uma aldeia do nordeste transmontano que

tem como orago S. Vicente e uma população residente de

349 habitantes; tem uma ponte medieval sobre o Rio Azibo e

em tempos que já lá vão ficou conhecida pela extracção de

cal.

O grupo foi muito bem recebido pelos habitantes da aldeia e

a recolha de informações foi proveitosa.

prof. Sandra Pinho

Alunos à procura de vida no leito do rio


Iniciativas

Produção de Biodiesel

No âmbito da

disciplina de Biologia

e Geologia, os

alunos do 11º ano

desenvolveram trabalhos

sobre a temática

dos recursos

geológicos.

Sensibilizada pela

problemática actual

do aumento do preço

do petróleo optei

por elaborar um trabalho sobre o biodiesel, que não sendo

um recurso geológico é uma boa alternativa ao uso de combustíveis

fosseis como o petróleo. Este trabalho, além de

uma abordagem teórica em que referi o impacto ambiental;

as vantagens ambientais, técnicas e socio-económicas deste

combustível, culminou com a produção de biodiesel.

O biodiesel é um combustível elaborado a partir de óleos

vegetais ou animais, apto como substituto parcial ou total

do gasóleo em motores diesel, sem que sejam necessárias

quaisquer alterações ou regulações especiais do motor.

A produção de biodiesel implicou alguns cuidados com

o manuseamento de produtos químicos como o metanol e a

soda caustica, pelo que solicitei o apoio do professor Bruno

Pereira e da professora Mónica Neves, deFísica e Química A,

que deram todo o apoio técnico de que precisei.

Joana Matos 11ºA

Construindo o Futuro:

Entrevista do Dr. Telmo Gabriel e

a Dra. Judite (IEFP Macedo de

Cavaleiros)

Entrevistador -Quais os cursos de formação

que estão a funcionar neste centro?

Dra. Judite – Neste momento temos a funcionar os cursos de

Contabilidade de Gestão, Mecatrónica, Técnico de Apoio à

Gestão, Técnico de Informática, Cinegética, Electricidade,

Serralharia, Construção Civil e Carpintaria.

Entrevistador – Quais os critérios de selecção?

Dr. Telmo Gabriel – Os critérios de selecção têm, a ver com a

idade, neste caso terá que se ter entre os 15 e 25 anos. Além

disso tem que se estar em situação de 1º emprego ou de no

caso de já ter trabalhado, os descontos para a segurança social

não devem ser superiores a um ano. Para a selecção é

ainda exigido a realização de exames médicos e psicológicos.

Entrevistador – Dentro dos cursos existentes quais os que tiveram

mais procura?

Dra. Judite – Os cursos mais procurados são os de Mecatrónica

e Técnico de Informática.

Entrevistador – Considerando o panorama actual, quais os

que terão mais saídas profissionais?

Dra. Judite – São os cursos de Serralharia, Carpintaria e

Construção Civil, uma vez que os jovens não se interessam

muito por estas áreas daí haver maior oferta de emprego.

Entrevistador – Gostávamos de saber quantos desempregados

estão inscritos no centro de emprego?

Dr. Telmo Gabriel – Nos três concelhos de intervenção deste

centro de Emprego: Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Alfândega

da Fé, o numero varia entre 1300 e 1500 desempregados.

Entrevistador – Quais as faixas etárias mais afectadas?

Dra. Judite – As faixas etárias mais afectadas situam-se entre

os 30 e 45 anos, mas o desemprego entre os 18 e 30 anos

também tem vindo a aumentar.

Entrevistador – Há muitos licenciados inscritos?

Dr. Telmo Gabriel – Sim. Cada vez tem sido maior o número

de inscritos de licenciados.

Entrevistador – Quais os cursos em que há maior número de

desempregados?

Missão JRA – Rock in Rio

Jovens Repórteres marcam presença no festival

Abertas as portas de rumo a um

mundo melhor, milhares de pessoas

aceitaram o desafio dirigido pelo maior

festival de música de sempre, Rock in

Rio, realizado pela terceira vez em Lisboa.

De entre elas, contam-se dois Jovens

Repórteres para o Ambiente

(JRA) da Escola EB 2,3/S de Macedo

de Cavaleiros, que há três anos integrou o projecto.

Directamente relacionados com as massas envolvidas

no evento estão os impactos ambientais, pelo que os JRA,

nos passados dias 30 e 31 de Maio e 1 de Junho, tiveram como

tarefa investigar quais as iniciativas tomadas pelos organizadores

da causa e as atitudes dos espectadores.

Chegados, por volta das 13h30, ao Colégio Valsassina

– local de dormida e de desenvolvimento da componente teórica

do trabalho – os repórteres foram de imediato apresentados

à restante equipa, a fim de serem seleccionados os

temas a maturar durante esse e os dois dias seguintes. Os

macedenses foram incumbidos de, das quinze às vinte horas

dos dois primeiros dias, recolher toda a informação pertinente

sobre o tratamento aplicado aos resíduos sólidos e as políticas

de “Carbon Free” adoptadas na luta Para Um Mundo Melhor.

Para isso, foi redigida uma série de questões a colocar

ao público, a auxiliares de limpeza, a jornalistas, produtores,

membros da organização, voluntários e afins, bem como foram

facultados pela Associação da Bandeira Azul da Europa

(ABAE) materiais como blocos de notas e canetas, um computador,

duas câmaras de filmar e dispositivos informáticos

de armazenamento.

No interior do recinto, registaram-se cenas consideradas

fulcrais para o produto final do trabalho - quatro artigos

(com a possibilidade de serem ulteriormente publicados no

Diário de Notícias), quatro reportagens fotográficas e uma vídeo

reportagem, pelos dois grupos de trabalho formados -,

nos quais foram investidas manhãs e parte das tardes de Sábado

e Domingo.

Juntamente com, aproximadamente, oito centenas de

jornalistas oriundos de todo o mundo, os JRA tiveram livre

acesso à sala de imprensa, junto à qual se reuniu, nos dois

primeiros dias do espectáculo.

De entre as entrevistas realizadas, destacam-se os testemunhos

de Roberto Medina (pai do Rock in Rio) e dos responsáveis

da Greenpeace e da ADEN, que mais contribuíram

para o esclarecimento dos repórteres sobre os supracitados

temas.

Findo o horário de trabalho, pelas 20h00, os grupos

reuniram com os monitores (Vanessa e Renata) e a coordenadora

(Margarida Gomes) da missão, de maneira a serem discutidos

os resultados da labuta diária, para, a partir de então,

poder explorar-se o festival e aproveitá-lo da melhor forma.

Sublinha-se o enriquecimento pessoal dos JRA macedenses,

a nível curricular, social e intelectual, entre outros,

conferido pela experiência, guardando a saudade e a vontade

de a repetir.

Conclui-se, deste trabalho, que a retenção da mensagem

relativa às questões ambientais é muito mais abrangente

quando transmitida pela música.

Manuel Cardoso e Ana Gemelgo, 12ºA

Dr. Telmo Gabriel – São precisamente nos cursos mais procurados,

ou seja, Contabilidade de Gestão, Mecatrónica e Técnico

de Gestão.

Entrevistador – Podemos ser optimistas? Vale a pena estudar?

Ainda vale a pena tirar um curso superior?

Dr. Telmo Gabriel – Valerá sempre e cada vez mais, pois a

exigência a nível de mercado cada vez são maiores.

Ana Morais, 9ºC


Agrupamento com Poesia

Primavera

A Primavera traz o Sol,

Menos quente que no Verão,

Mas no meu corpo já não pesa,

Aquele grande casacão.

Regressam as andorinhas

À procura do calor,

No telhado das casinhas,

Fazem o ninho com amor.

Na Primavera,

Oiço os pássaros a chilrear,

Melodias tão bonitas,

Que servem para me acordar.

Nos campos verdejantes,

Brotam maravilhosas flores,

Os campos ficam lindos,

Com flores de muitas cores.

Na Primavera, os agricultores

A horta vão cultivar,

Cultivam produtos hortícolas,

Para depois nos alimentar.

Crescem os morangos e os melões,

Naqueles lindos quintais,

Cresce também a melancia,

A fruta que eu gosto mais.

A Primavera não veio a horas,

O tempo está mudado.

O Inverno na Primavera!

Quem será o culpado?

Vou terminar a poesia,

Porque quero ir brincar,

Da Primavera há tanto a dizer,

Que demora a explicar.

Catarina Teixeira

4º ano EB1 nº3 Turma5

A praia deserta

Na praia deserta

As ondas do mar

Rebentam e cantam

Canções de embalar,

Que embalam sereias

Nas rochas deitadas,

Com um brilho no olhar.

À praia deserta

Chegam navios

De piratas e marujos

Encantados por vozes

Vindas da praia.

Eram as sereias

Que os encantavam

Para lhes fazerem companhia

Naquelas areias douradas.

Ana Rita Morais Santos, 7ºE, nº 15

Quadras sobre a Escola

Todos os dias

Vou para a escola

Aprender mais coisas

E não me esqueço da sacola.

Eu na escola

Gosto de aprender,

O mundo inteiro

Estou a conhecer.

Toda a hora

Aprendo a estudar

Para o próximo teste

Que vai chegar.

Fátima Martins, Turma 4, nº4

A minha vida

Olhares

Eu olho

Tu olhas

Ele olha

A vida que nos rodeia

E nesse gesto de olhar

Cada um vai assimilar

Um traço, um momento…uma ideia.

Mas se o olhar se demora

Conseguimos perceber

O pormenor que agrada

Ou, o que não queremos ver.

E conforme o estado d'alma

Registamos no coração

O que nos encanta e acalma

Ou nos faz pensar, então.

E cada registo que sai

Do olhar que o criou

Leva aos outros que o lêem

Um pouco do sentimento

Do artista que olhou.

E de tanto olhar e pensar

Quer queiramos, quer não

Cada um só vai mostrar

O olhar do coração

Prof. Maria do Céu Quina - EB1 nº 3

Os melhores momentos da minha vida,

passam-se na escola,

quando a vida me corre bem

e

quando alguém me faz sentir

bem.

Eu gosto de ser como sou

e

tu achas que eu vou desatinar com o meu tom?

E se acham que eu tenho algum som acham bem!

Estou á procura de alguém para me ajudar a ir mais do além.

Nesta canção existe alguma noção de que todos vão desaparecer mas

não em vão.

E tu achas que eu não tenho os momentos passados!

Preciso de um pára-quedas e de um conjunto de moedas.

Eu não preciso de regressos com sucessos, eu faço poesia a maioria

faz versos.

Ofende, há filosofia da nossa imensa minoria eu não percebo vai dar

tudo á

mesma magia.

Mas será que num dia tu não vais ter a mesma mania!

E quando eu começar a ganhar vou levar louros a fartar, mas esse vai

ser o dia

em que as galinhas tiverem dentes e eu começar a voar.

E quando todo mundo girar à volta de Saturno avisem-me estou no

meu turno nocturno.

Ali El-Zein, Turma 4, nº4


Agrupamento com Poesia

Saudade

Saudade….

O que é?

É um sentimento

O sentimento do além

O sentimento do alento

É verdade

Que o vento traz saudade?

Saudade que por vezes

Poderia ser um sonho

Um sonho em que seria bom acordar

Acordar para esquecer

E deixar cair a lágrima

Que teima em não cair.

Fátima Batista, 7ºC, nº14

Poema a Ricardo Reis

Não quero o que me não possas dar

Tão pouco quero o que dar-me possas

Quero apenas que o Fado que me

cantam

Este momento não me leve.

Se o que me dás finges,

Ou se o que me mostras sentes,

Desde que mo não tirem os deuses,

Tanto me dá,

Pois me chega o que me mostras

É para mim suficiente,

Pois tal como o rio ao mar chega,

Também ao fim este momento há-de

chegar.

Outro como este tão pouco quero,

Pois sei que mesmo que o quisesse,

Jamais o alcançaria, mesmo em

sonhos

Sem olhar para trás, perdendo-te

então.

O Fado, carrasco do mar,

Canta sempre mais alto,

Deste lado dos píncaros se ouve,

E se não, ele lá se fará sentir.

Fitemos, portanto, imóveis,

O curso do rio; uma palavra não digas,

Um gesto não esboces,

O teu "amor" não expresses.

Cálida, morena, frágil e inocente,

Assim te vejo e assim te quero

lembrar,

Se o fado te me levar,

Antes de me levar de ti.

Miguel Carvalho, 12ºA, nº 7

A borboleta

A borboleta multicolor

Voava ao sabor do vento,

Voava triste a chorar,

Tentei dar-lhe algum alento.

De repente, ela caiu

Fiquei muito preocupada

Depressa a fui socorrer

Com receio que estivesse magoada.

-Borboleta, porque estás a chorar?

-Perguntei-lhe com carinho.

-Magoei-me, não posso voar!

-Respondeu num tom miudinho.

Ofereci-lhe a minha ajuda,

A borboleta aceitou

Dali a pouco tempo libertei-a,

E ela voou, voou, voou!

A alegria pairava no ar,

Parecia mentira, mas era verdade!

A borboleta multicolor

Estava feliz, pois estava a voar

Mariana Silva, 7ºE , nº 18

Lídia, olha para as flores

Lídia, olha para as flores

Deixa para trás o passado

E não penses no futuro.

Os deuses guiar-te-ão

Pela felicidade do momento

Inscientes para sempre

Daquilo que poderíamos fazer e ser

Vivamos o nosso dia como se fosse

único.

Resistamos aos exageros de Vénus,

Permanecendo simples crianças

inocentes.

A nossa vida não é perene,

Mas os dias repetem-se.

E quando a última noite chegar,

Através daquele rio escuro,

O barqueiro calmamente me levará.

Celeste Lago, 12ºA

Vem comigo, César,

até aos píncaros

Vem comigo, César, até aos píncaros,

Vamos aproveitar este dia,

Sem excessos impertinentes,

Alcançando o cume da montanha.

Poder-nos-íamos beijar e abraçar,

Mas para quê procurar o desassossego,

Podendo estar aqui tranquilos

E quietos a olhar o céu?

Ver as nuvens passar,

Como o tempo que escasseia,

Até à hora da nossa anulação,

Pensando nos momentos vividos.

Deixando o tempo passar,

Obedecendo conscientes ao

Que os superiores escrevem

Nas linhas dos nossos destinos

Patrícia Pinela, 12º A


Área disciplinar de Português

Entrevista aos heterónimos de Fernando Pessoa:

Alberto Caeiro:

1. Alberto Caeiro é visto como o “mestre” até de Fernando Pessoa.

Como explica isso?

É simples, eu tenho tudo aquilo que Fernando pessoa deseja ter. o

meu objectivismo, o sensacionismo, a recusa do pensamento são os

desejos mais profundos de Pessoa e eu possuo-os.

Para mim nada como sentir a natureza sem pensar apenas sentir,

pois como sabem “pensar é estar doente dos olhos”.

2. Sendo uma pessoa com poucos estudos como classifica a sua poesia?

Como já todos devem saber “ser poeta não é uma ambição

minha. É a minha maneira de estar sozinho”. Mas aquilo que eu escrevo

é apenas o que me vai na alma, tratando-se então de uma poesia

simples, sem rodeios nem filosofias.

3. Você tem predominância para usar as sensações, principalmente

a visão. É assim que é feliz?

Claro, eu nem sou poeta: vejo. É através das sensações que

eu vivo a minha vida, de que me serve o pensamento? Por isso normalmente

“fecho os olhos quentes, sinto todo o meu corpo deitado

na realidade, sei a verdade e sou feliz”.

4. Acredita plenamente que os deuses se encontram na natureza,

nas árvores, nas flores e não ter de pensar neles?

Como é óbvio pois “pensar em Deus é desobedecer a Deus,

Porque Deus quis que o não conhecêssemos, Por isso se nos não

mostrou”.

5. Então acredita que as coisas são aquilo que são, aquilo que se vê

sem mistério algum.

Plenamente, “As coisas não tem

significação: têm existência. As coisas

são o único sentido oculto das coisas”. É

por isso, que vejo as coisas e não as penso.

Portanto, digo-vos: “Acreditem, pensar

incomoda como andar a chuva”.

6. Quer deixar alguma mensagem final?

Sim, gostaria de acrescentar que

“se, depois de eu morrer, quiserem escrever

a minha biografia, Não há nada mais

simples. Têm só duas datas, a da minha

nascença e a da minha morte. Entre uma

e outra todos os dias são meus”.

Ricardo Reis:

1. Para começar, gostaria que me explicasse

o porque da influência de Horácio

na sua poesia.

Como deve saber, eu tenho uma educação latinista e semi –

helenista, o que explica logo a partida tudo. Além disso, para mim Horácio

é perfeito em “quase tudo” e atenção ao “quase tudo”. Eu concordo

com ele, em algumas coisas e foi nele que me baseei muitas

vezes para dar resposta as minhas criações e sentimentos.

2. Aquilo que você chama “felicidade” através do epicurismo será

que é mesmo uma “felicidade”?

Para mim é sem sombra de dúvidas. Se quisermos ser felizes,

temos de faze-lo sem desprazer ou dor, com tranquilidade. É necessário

saber que para ser feliz é importante “Desenlaçar as mãos”

e ver passar a vida tranquilamente “sem amores, nem ódios, nem paixões

que levantam a voz”.

3. Para si o Estoicismo é também um princípio de vida muito importante.

Pode explica-lo?

A vida deve ser vivida com felicidade, mas esta só é possível

se nós aceitar-mos as leis do destino e vivermos em conformidade

com elas. Para isto é necessário ser indiferente as paixões e aos males

que podem tornar-se num grande risco na vida. É melhor que nos

“Amemos tranquilamente (…) sentados um ao pé do outro ouvindo

correr o rio (…)” do que num futuro quando for sombra se lembrem

de mim dolorosamente.

4. Porque a existência do «carpe diem» na sua poesia?

O «carpe diem», viver o dia é fundamental, pois para ser felizes

é necessário aproveitar o dia ao máximo. Tem de existir sempre

a noção de que “Este é o dia, esta é a hora, este é o momento, isto é

quem somos, e é tudo”.

5. Acha portanto que vivendo com estes princípios aproveitará a sua

vida ao máximo sendo feliz?

Acredito e espero que muitos o assim façam também, pois

nós não somos donos do tempo e “No mesmo hausto em que vivemos,

morreremos”, sendo por isso fundamental viver o dia como se

tudo fosse bom mesmo que o não seja.

6. Para terminar, gostaria que me explicasse como vê o fado na sua

vida.

O fado, ou seja, o destino é algo incontrolável, que nem sequer

os deuses conseguem dominar. Este controla os deuses que

por sua vez nos controlam a nós. Como devem saber “Anjos ou deuses,

sempre nós tivemos”, mas deles podemos tentar fugir. Agora do

fado é diferente, pois ele é tão superior que nada o controla fazendonos

perceber que “Acima dos deuses o Destino é calmo e inexorável”.

Álvaro de Campos:

1. Para começar, você é um poeta que se encontra no lado oposto

aos heterónimos Alberto Caeiro e principalmente Ricardo Reis. É

desta mesma forma que você se vê?

Sim, para mim quando Pessoa me definiu como estando «no

extremo oposto, inteiramente oposto a Ricardo Reis» possuía uma

extrema razão. Apesar de ter como mestre Alberto Caeiro, os meus

princípios e ideais não o seguem cegamente. A minha necessidade

de sensação é diferente da do mestre e é assim que deve ser.

2. Você é caracterizado como o mais histérico. É aquele que têm

mais violência e mais fraqueza. É assim mesmo?

Sim, sem a mínima dúvida e é através da minha fase futurista

que isto se revela. Tal como o meu criador disse «Se eu fosse mulher

– na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e

coisas parecidas – cada poema de Álvaro

de Campos seria um alarme para a vizinhança.

Mas sou homem – e nos homens

a histeria assume principalmente aspectos

mentais, assim, tudo acaba em silêncio e

poesia.» Eu não poderia concordar mais

com ele e é assim histérico que me encontro

bem, sentindo tudo ao milímetro.

3. A sua poesia é caracterizada por três fases.

Pode identificar e caracterizá-las?

Com todo o gosto. Inicialmente tive

uma fase decadentista na qual se exprimia

o tédio, o cansaço, e principalmente a

necessidade de ter novas sensações. De

seguida tive os melhores tempos da minha

vida, a fase futurista e sensacionista

onde me encontrava no auge da minha

energia. Durante este tempo exprimia tudo

de bom que as máquinas possuem, exaltava

a energia e punha toda a beleza das

máquinas à vista.

Por fim, encontro-me na minha última fase, a intimista, onde

o cansaço devido à incapacidade de realização me invade e insiste

em não sair. Por isso agradeço que seja rápida, porque este cansaço...

4. As máquinas são algo do melhor que há para si, são como uma

Deusa, algo que é tão bom que parece inacreditável. De que modo

as sente?

Elas são do mais esplêndido que há, tudo nelas é belo e era

isso que eu pretendia ser: “poder exprimir-me todo como um motor

se exprime! (...) poder ir na vida triunfante como um automóvel último

– modelo! Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto”

O que eu mais queria era poder “possui-las como a uma mulher

bela, uma mulher bela que não se ama, que se encontra casualmente

e se acha interessantíssima.

5. Então, para si, o progresso da civilização é como um sonho tornado

realidade?

Claro! Para mim isso é ter tudo e ser tudo, é poder ver “grandes

desastres de comboios! Eh-lá desabamentos de galerias de minas!

Eh-lá naufrágios deliciosos dos grandes transatlânticos!

Eh-lá.hô revoluções aqui e acolá (...)” só este progresso me satisfaz,

só estes desastres me fazem sentir e ver o quão as máquinas são

belas e completas.

6. Mas e então quer dizer que aqui, neste momento todos os seus

sonhos estão concretizados, que consegue sentir tudo e assim ser

feliz?

Infelizmente não. Como eu gostaria! “Ah, não ser eu toda


Área disciplinar de Português

agente e toda a parte!”. Mas isso não acontece e eu admito-o, mas é

daí que provêm todo o meu cansaço presente, todo este tédio, tudo

isto.

7. Pode explicar melhor aquilo que sente neste momento?

Apesar de ser muito doloroso, eu posso dizer que “o que há

em mim é sobretudo cansaço”. Foi através “da subtileza das sensações

inúteis, asa paixões violentas por coisa nenhuma e os amores

intensos por o suposto alguém” que eu obtive este resultado “um supremíssimo

cansaço, íssimo, íssimo, íssimo, cansaço.”

8. Em relação ao seu criador, Fernando Pessoa e aos outros heterónimos,

tem alguma ligação a eles de acordo com o que sente?

A ligação entre nós é muito forte, apesar das nossas oposições

em opiniões. Nesta ligação, “há sem dúvida quem ame o infinito,

há sem dúvida quem deseje o impossível, há sem dúvida quem

não queira nada”, eu “amo o infinitamente o infinito, desejo impossivelmente

o impossível, quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,

ou até se não puder ser...” e é por isto e só isto, não há outras palavras

que descrevam o que há entre nós.

9. Para terminar, quer deixar alguma mensagem final?

Bom, a única coisa que queria dizer era que usassem o que

há mais histericamente histérico dentro de vós. Mas, neste momento,

só peço uma coisa, que nunca digam (pois só eu o posso fazer)

“coitado do Álvaro de Campos! Tão isolado na vida! Tão deprimido

nas sensações!” pois se o assim sou é porque felizmente já passei

pela minha fase futurista, onde as sensações se encontravam em

mim plenamente!!!

Celeste Lago, 12ºA

Respeito

Descobri o que me falta. Descobri o que me tem feito

bater com a cabeça nas paredes e pensar que não pertenço

aqui. Ao ver o filme Sense and Sensibility, passado em Inglaterra

há um século e qualquer coisa, percebi que havia, naquela

época, algo que se foi perdendo ao longo do tempo. O que

se perdeu gradualmente contribuiu para um acelerado degradar

da sociedade, que agora não passa de uma selva na qual

vigora a força bruta.

Quem manifeste o já tão raro elemento é instantaneamente

gozado, humilhado, desprezado pelo grosso da restante

população. Quem revele traços, mesmo que leves, desta

característica, fica para trás. Excluído, por assim dizer, pelo demonstrar

do vestígio do que outrora foi o fundamento da interacção

humana.

Aquilo de que tanta falta sinto, que tanto me tem feito lamentar

e notar que não sou do tempo em que vivo, é respeito. Já não

o encontro visível em parte ou situação alguma. Não passa pela

cabeça de ninguém (excepto, talvez, a raríssimas pessoas

de idade muito avançada) que um homem não deve ter a cabeça

coberta debaixo de tecto ou na presença de uma senhora,

que a linguagem deve ser cuidada e que não somos todos

iguais, estando sujeitos a hierarquias…

Este respeito a ter com os outros devia ser considerado

essencial e globalmente praticado, mas nos dias de hoje é comum

não saber-se estar à mesa, falar delicadamente ou ter

consciência de que existem mais pessoas no mundo, além de

nós. Infelizmente, já não faz sentido dar passagem a uma dama,

tirar o chapéu na presença de um superior hierárquico

nem ter um gesto de cavalheirismo sequer!

Esta perda do respeito pelo próximo é, a meu ver, a razão máxima

da perda de respeito próprio. Assim, deixamos de nos

preocupar com as normas de cidadania (entre as quais as denominadas

“regras de etiqueta”) que tornavam qualquer relação

interpessoal saudável.

Por esquecermos como respeitar, não somos respeitados. Fazemos

da realidade um sacrifício, sujeitando-nos aos

exemplos que sabemos não dever seguir.

Manuel Cardoso, 12ºA

Serão os genes? Serão os modelos sociais?

O que será?

Por mais que nos custe encarar isso, essencialmente

aos pais, já nascemos com um carácter. É verdade que o mesmo

é em tudo moldável, mas que não se ignore a sua presença

à nascença da criança. Não pisamos o colo materno assim

tão desprovidos de armas: a Natureza – tão robusta e poderosa,

ninguém ousará duvidar disso – não no-lo permitira , de forma

nenhuma.

Umas palmadas enquanto garotos podem levar a muito – tornam-nos

mais respeitadores, mais obedientes, mais honestos,

menos traquinas, etc., etc. – mas não fazem milagres. A título

de exemplo, sirvo-me do meu testemunho, para vos informar

que, incredulamente, os descendentes alegam que de nada

serve bater-lhes: “A seguir passa!”, vangloriam-se!

E com efeito, há um ditado que o aduz: “Se não vai à palavra,

não vai à palmada!”. Acontece, porém, que a palavra é

demasiado leve e oca para produzir efeitos. Ainda que nos sentamos

e discutamos com o jovem acerca do seu comportamento,

e este anua até, não passa tudo de consentimento

momentâneo para não mais ser molestado pelos adultos. É

verdade, sou jovem e sei-o. E isto, considerando já que nos

sai a sorte grande, pois duvido muito que se consiga que um

rebento, revoltado e cheio de energia, nos dê ouvidos, ou mesmo

oportunidade para falar.

Conheci pessoas com feitio mau, em adultas. Apesar de haver

diferentes graus de más personalidades, concentremo-nos

apenas nas que são de péssimo carácter. No mais péssimo

que possa imaginar… Sim, o dessas pessoas que se votam à

criminalidade, à violência doméstica, à pedofilia, à violação…

para não adiantar mais. Chega-me isto.

E não me venham com a hereditariedade. Podemos ter

uma predisposição genética para o tipo de acções que temos,

para a teimosia, para a arrogância, para a violência… mas isso

é o menos. É o que de mais controlável existe. Não seremos

assim se não tivermos a mínima capacidade (que todos os Homens

têm, ainda que muitas vezes o ignorem) de avaliar as situações

e estabelecer o que está certo ou está errado. Não há

noções absolutas destes conceitos, e disso nenhum filósofo duvidará.

Nós somos quem determina o que é um e o que é o outro,

e ainda de que lado queremos resguardar a pele. Há muito

mais na observação do que propriamente na genética ou até

mesmo nas palavras. Os exemplos são, na minha opinião, dos

mais potentes “argumentos” que temos à nossa disponibilidade

para induzir alguém a praticar determinado gesto. E, no entanto,

quem além de nós identifica num procedimento um

modelo? Não foi por falta de maus exemplos que não me tornei

numa deles, desses que têm péssimo feitio. Não que o

meu seja bom – não é – mas não me parece que esteja à altura

de ser tão travesso, pelo menos por agora – somos demasiado

imprevisíveis e enigmáticos para afirmarmos a nossa

pessoa.

Mas vejam que agora os papéis se invertem: se em miúda

me questionava acerca da juventude dos adultos, presentemente,

dissolutos; correntemente, intriga-me mais o estado

futuro de certos jovens que diariamente observo. Assim os ligo.

Assim conheço a adolescência dos adultos, e os adultos que

estes adolescentes serão.

Vejo, em alguns deles, sobretudo, a carência extrema de respeito.

A violência e a mediocridade levada ao máximo. Aqueles

que ofendem os colegas, e os magoam, sob a desculpa de ter

sido sem querer; os que se riem da cara dos seus superiores;

(…) os que claramente tratam todos como sendo esterco (…),

julgando-se os maiores.

E preocupo-me. Não com estas pessoas , porque isso,

perdoem-me os moralistas, é do foro pessoal, e a idade é suficiente

para se tratar de si consoante se desejar; mas com

aqueles que, não o sabendo, estarão inevitavelmente ao seu

redor. Sei o quanto tais inocentes sofrem nas mãos de alguém

assim. E preocupo-me, sem ter a certeza do porquê.

Perséfone


Bibliotecas Escolares / Centro de Recursos Educativos

No nosso Agrupamento existem três Bibliotecas Escolares/Centros

de Recursos Educativos (BE/CRE): uma na Escola

EB 1 N.º 1 (Escola da Praça) e duas na Escola EB 2, 3/S

(uma localizada no pólo 1- antiga EB 2, 3, e outra no pólo 2 –

antiga Escola Secundária)

Consideramos que, enquanto Bibliotecas do Agrupamento,

elas devem servir não só a comunidade escolar das escolas

em que estão localizadas, mas toda a comunidade escolar do

Agrupamento. A nossa acção e os nossos serviços são orientados

de modo a cumprir este objectivo.

Um dos grandes desafios para este ano era conseguir que as

três Bibliotecas, até aqui independentes umas das outras,

agissem como espaços disponíveis em locais diferentes, mas

com objectivos e formas de actuação comuns, isto é, que se

constituíssem como um serviço único, acessível em três locais

distintos.

Optámos por uma única equipa de Coordenação das três Bibliotecas

de modo a conseguir uma maior articulação e rentabilização

dos recursos. Assim, não há recursos materiais e

humanos compartimentados: todos pertencem a uma unidade,

que é o Agrupamento e podem ser utilizados por todos os

que a ele pertencem, estejam onde estiverem.

Acreditamos que aprender e saber é não só útil mas também

agradável. Partindo deste pressuposto, procurámos tornar as

Bibliotecas Escolares locais apelativos, confortáveis e acolhedores,

quer ao nível dos espaços, quer do relacionamento humano.

Assumimos como missão, proporcionar recursos e equipamentos

adequados às necessidades da comunidade escolar,

promover a formação individual dos alunos e as aprendizagens,

suportar o desenvolvimento de competências, incluindo

as do uso da informação, apoiar o desenvolvimento do currículo

e projectos em curso no Agrupamento, incentivar o gosto

Os pais vieram à sala de aula

Na semana de 3 a 7 de Março, a turma do 7ºD comemorou

a Semana da Leitura”, com a participação da Prof.

Maritza Dias, no dia 4 de Março e do Dr. Manuel Cardoso,

no dia 7 de Março.

Entusiasmados com a Semana da Leitura, alguns alunos

do 7ºD convidaram os respectivos encarregados de educação

e/ou próximos, para que

apresentassem à turma experiên cias

de leitura e/ou escrita.

A Prof. Maritza Dias colabo

rou com a leitura de um livro de José

Saramago, livro que escolheu

devido a gostar da maneira como o

escritor se exprime e, apesar de

ser um livro infantil, despertou, a

ela e à turma, um sentimento de criança.

O Dr. Manuel Cardoso, no

dia 7 de Março, dirigiu-se à Escola

para igualmente comemorar a Semana

da Leitura. Sendo assim, leu à turma um excerto do

seu livro “Quartzo” e, por ser veterinário também partilhou

com a turma algumas peripécias que passou ao longo da

sua vida profissional. Com esta colaboração, a turma ficou

entusiasmada para a escrita, assim como, para a leitura e,

até aplaudiu a sua participação.

prof. Assunção Gemelgo

pela leitura e pela escrita e responder às necessidades recreativas

e de ocupação dos tempos livres dos alunos.

Para atingir estes objectivos privilegiamos a realização de actividades

nas seguintes áreas:

• Formação literácita dos utentes

• Tratamento documental

• Gestão da colecção

• Formação de utilizadores

• Difusão da informação

• Promoção da Leitura

• Comemoração de efemérides (centenários, Dias Nacionais,

Mundiais, Internacionais entre outras)

• Implementação de uma cultura ecológica

• Realização de actividades com a participação dos pais/encarregados

de educação e/ou outros elementos da comunidade.

• Desenvolvimento de parcerias e programas de colaboração/articulação

com outras instituições.

• Reorganização e decoração dos espaços das BE/CRE

• Integração das BE/CRE na estrutura orgânica do Agrupamento

Para a consecução dos nossos objectivos foi fundamental o empenho,

o esforço e a alegria com que a equipa das BE/CRE,

constituída por docentes, auxiliares da acção educativa e alunos

monitores, tem desenvolvido o seu trabalho.

Porque quem faz as Bibliotecas Escolares assumir o seu papel é

todo o Agrupamento, agradecemos a todos os nossos utilizadores

o sentimento de dever cumprido que temos.

A Coordenadora das Bibliotecas Escolares do Agrupamento

prof. Maritza Dias

Teatro de Sombras

Dia Internacional do Livro Infantil


Clube de Teatro

Uma nova Experiência

Tudo começou com uma inesperada

abordagem de duas pessoas, uma professora

de português e outra professora

de história, com um convite para

participar em algo que nunca me passara

pela cabeça realizar: Teatro.

Uma experiência nova, que se viria

a revelar bastante agradável ao longo

do tempo. No início, tudo era

estranho, os colegas com quem ia contracenar,

a própria personagem que me

fora atribuída, o enorme texto que tinha

de decorar… Foi difícil no começo, confesso,

mas com o passar do tempo

uma pessoa começa a habituar-se de

forma natural ao papel que lhe foi atribuído,

acabando assim, de certo modo,

por se familiarizar com essa personagem.

A peça apresentada pelo Grupo

de Teatro da Escola EB 2,3/S de Macedo

de Cavaleiros fora “O Saco de Nozes”

da autoria de Pires Cabral. A mim

coube-me a personagem de um taberneiro

que pensava que por falar com

um vozeirão à mulher podia ganhar as

nozes do padre, mas no fim apercebeuse

que, mesmo ele, de certo modo, andava

ao jeito da mulher.

Foi uma experiência gratificante,

que espero poder repetir.

Rafael Morais, 12ºB, nº 32

Uma ida ao teatro….

Na passada semana, toda a comunidade

recebeu um convite já aguardado

há algum tempo. Tratava-se de

uma peça de teatro encenada pela minha

professora de Português e outras

duas professoras também da escola Secundária

e, com a participação de colegas

nossos como actores e actrizes. A

estreia deu-se no passado dia 14 no

Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros.

A expectativa, tanto dos espectadores

como dos mentores do “projecto”,

era grande. O conteúdo da peça permaneceu,

para mim, no segredo dos deuses

até ao momento da estreia, não

sabia o que esperar: se um drama, se

uma comédia…

Eu não passei dez minutos seguidos

sem me rir, eram gargalhadas pela sala

toda, do inicio ao fim do espectáculo!

Não, não aconteceu nenhum acidente de

percurso. As gargalhadas derivavam do

espantoso espírito cómico que cada personagem

transmitia. Eu adorei, julgo que

as personagens assentavam nos actores

que nem uma luva, mas quero destacar o

Luís e o Rafael, que estiveram divinais, fazem

muito o género “serrano”, tanto fisicamente

como no modo como falaram.

Toda a gente achou genial, até os

mais pequenos, que geralmente até dão

problemas, desta vez foram cativados.

Ainda que não valha muito, quero

dar os meus parabéns pelo trabalho das

docentes e também dos “pequenos” actores,

pois nota-se que foi muito. Sem esforço,

empenho, dedicação e a grande

habilidade dos profissionais não se chegaria

a um resultado tão brilhante como

aquele que se verificou.

Joana Seabra, 12ºB

Crítica de teatro:

“O saco das nozes”

A mais recente peça do clube de

teatro da escola dá pelo nome de “Saco

das nozes” e estreou hoje no auditório

do centro cultural para toda a

comunidade escolar. É um projecto de

tempos livres, de alunos e professores

que trabalham conjuntamente e dura já

dois anos. Apesar de ser um grupo

de teatro amador, os actores demonstraram

um grande profissiona lismo em

palco e apresentaram todo um cenário

muito bem preparado.

O enredo da peça é muito cómico,

retratando a vida numa aldeia em

que as mulheres mandam nos homens.

A relação entre Sara e seu marido, bastante

peculiar já que ela bate constantemente

nele, situa-se na acção principal,

havendo depois acções secundárias como

o casamento de Matilde e a vida do

padre Acácio. Tudo gira á volta da situação

do pobre marido de Sara que faz

de tudo para tentar não discutir com a

sua esposa.

Recorrendo ao humor tradicional,

divertiu todo o público que se manteve

atento e entusiasmadíssimo até

ao final do espectáculo. Além de uma

história fenomenalmente engraçada, a

peça contava com pequenos grandes

actores que desempenharam as suas

funções com muito mérito. Todos eles tiveram

uma prestação muito boa em

palco, dando destaque à Mónica e ao

“Cheirinho” (o marido da Sara) pois notou-se

neles um grande empenho e

uma grande preparação que se reflectiram

numa actuação perfeita, ao nível

dos mais profissionais. Destacaram-se

não só pelas personagens interpretadas

como pela “vida” que proporcionaram

à acção.

Quanto ao cenário, como já referi,

encontrava-se muito bem preparado.

Era muito variado, adaptando-se a cada

nova cena, ajudando à caracterização.

Neste aspecto estão de parabéns

os colaboradores, pois conseguiram

transitar de cenário rapidamente, o que

se deveu com certeza a uma boa coordenação

e articulação.

Também as professoras responsáveis

se devem felicitar pelo trabalho

que tiveram em coordenar toda esta

equipa. Devem sentir-se orgulhosas de

todo um trabalho que resultou neste

magnífico teatro.

Gostaria de fazer notar que se

verificou uma grande evolução da primeira

peça para esta segunda, tanto

ao nível da representação como da organização.

Espero que continue a melhorar

e que dure por muito mais tempo.

Daniela Bento, 12ºA

Cena da representação da peça


Equipa TIC - formação 2008

Formação de professores em Tecnologias de Informação

A formação de professores na utilização das Tecnologias de Informação

na sala de aula é hoje reconhecida como fundamental para uma prática

docente eficaz e motivadora dos alunos.

No âmbito do plano TIC 2007/2008, a equipa TIC do Agrupamento

promoveu um conjunto de acções de formação para professores, seleccionadas

a partir de um levantamento das necessidades de formação realizado

através de inquérito. Assim, foram promovidas acções de formação

sobre os seguintes temas:

- "Introdução ao Geogebra utilizando o quadro interactivo" - 1 turma

- "Quadros Interactivos" - 2 turmas

- "Páginas pessoais e blogs" - 1turma

- "O Excel na prática docente" - 2 turmas (a decorrer no mês de Junho)

A equipa TIC integra cinco formadores, de diversas áreas

disciplinares, e face à adesão obtida neste ano lectivo, continuará e

reforçará esta iniciativa no próximo ano lectivo.

prof. José Madalena

Agrupamento Solidário

Napinine

A Associação de Leigos Voluntários Dehonianos é

uma associação privada, sem fins lucrativos, que tem por objecto

o apoio humanitário e o desenvolvimento comunitário. A

ALVD tem por objectivos intervir em situações de necessidade,

cooperar em regime de voluntariado na formação humana,

social e cristã nos países em desenvolvimento, contribuir

para o aprofundamento do sentido da vida humana e incrementar

o espírito associativo. Desta forma, a Associação de

Leigos Voluntários Dehonianos procura desenvolver projectos

de solidariedade para diminuir as desigualdades sociais.

Procura, também, responder às necessidades da sociedade

onde está inserida, de uma forma gratuita e solidária, através

do trabalho dos voluntários.

Em Julho de 2007 fui convidada a integrar um projecto

de voluntariado em Moçambique mais propriamente no

Bairro de Napipine (“o ninho da cegonha”), na cidade de

Nampula. O projecto, “Aprender para Ensinar em Napipine”,

é promovido pela ALVD e visa, entre outros objectivos, promover

relações interculturais; educar para os valores humanos;

ajudar a reconhecer as Habilidades/Competências de

cada um. Pretende-se, assim, criar e dinamizar uma biblioteca

em Ciências da Educação; formar uma ludoteca; criar

uma mediateca; criar um curso de informática. O projecto será

implementado em três fases, uma que se encontra a decorrer

e consiste na realização de diversas acções de

informação e formação para que os voluntários possam conhecer

o melhor possível a realidade cultural, sócio-económica,

política, afectiva de Nampula e a segunda consistirá na

intervenção propriamente dita, em Agosto de 2008, no Centro

Cultural Napipine em Nampula, por parte de um grupo de

dez voluntários. A terceira fase será um conjunto de acções

de forma a dar continuidade ao projecto e terá a duração de

três anos. Aceitei o desafio e resolvi envolver a nossa Escola

para desenvolver o espírito de solidariedade e de cidadania

activa em todos nós. A Escola agarrou este projecto e todos

os seus elementos têm sido fundamentais para a angariação

de fundos. Os elementos da comunidade escolar ofereceram

objectos diversos que foram vendidos e o valor angariado

servirá para comprar livros sobre Ciências da Educação; foram,

também, oferecidas diciopédias, pen´s e um computador.

Durante o mês de Agosto poderão consultar o blog

www.napipine.blogspot.com para se manterem das actividades

desenvolvidas em Moçambique.

Em Setembro partilharei todas as emoções!

Prof. Sandra Pinho

Ser Solidário

Este projecto foi desenvolvido na área curricular não

disciplinar Área de Projecto, por um grupo de alunos da turma

B do 12º ano.

Com o projecto “Solidariedade” o grupo de alunos pretendeu

sensibilizar toda a comunidade escolar e fazer com

que esta participe activamente no projecto, através da doação

de bens materiais, como peças de vestuário e materiais

escolares. Também realizaram uma visita ao Hospital de Macedo

de Cavaleiros onde entregaram lembranças (postais).

prof. Amélia Pereira

Quadros Interactivos


Concurso Nacional de Leitura

Participação no Concurso Nacional de Leitura

Entre os vinte mil candidatos que, ao longo de sete meses,

participaram nas diversas provas realizadas numa primeira

fase a nível escolar e numa segunda fase a nível distrital,

nós, Ana Lúcia Barreira e Mónica Fernandes, fomos representar

o Distrito de Bragança na final do Concurso Nacional de

Leitura dia um de Junho pela RTP1, no programa Ler + - Plano

Nacional de Leitura 2008.

Partimos para Lisboa no dia 30 de Maio (dia de aniversário

da Mónica) na expectativa de viver uma nova experiência,

com desportivismo e sem grandes ambições, pois o mais

importante era participar. É certo que não conquistámos nenhum

lugar do pódio, todavia o que alcançámos foi definitivamente

mais importante do que isso.

Mal chegámos, fomos de imediato informadas de que

entraríamos de seguida. Foi um choque! Instalou-se o nervosismo.

Neste compasso de espera, que durou entre as 13 e 13

horas e 30 minutos, estabelecemos uma relação de proximidade

com os outros concorrentes que estavam ali com os mesmos

objectivos que nós, acontecimento crucial que

estabeleceu a diferença entre o fracasso e o sucesso desta experiência.

Muitos dos concorrentes que connosco partilharam

esta experiência se deixaram dominar por um egoísmo competitivo.

Felizmente outros houve com sentimentos opostos a este

último. Apesar de constituirmos um grupo restrito, a união

permaneceu até ao último momento, a ponto de acompanharmos

presencialmente até à subida ao pódio do Tiago Ferreira,

um novo amigo.

Em contrapartida, o mundo da televisão abriu-se para

nós como um espaço de decepção. Tudo é diferente a partir

do momento em que as filmagens começam. O que antes co-

Passatempos

Palavras cruzadas

Sudoku

(As soluções serão publicadas

no próximo número)

Horizontais:

1 - que fica debaixo de terra

2 - ave australiana que não voa; chegar ao meio

3 - monarcas; planta liliácia oriunda da China

4 - nome comum de insectos arquípteros, da família dos Libelulídeos, comuns no Verão

5 - fórmula usada em receitas médicas com o significado de partes iguais de cada substância

componente;

isto é (abrev.); Los Angeles (acrónimo)

6 - local de armazenamento de garrafas

7 -Assistência Médica Internacional (acrónimo); estudei; franzido natural da pele

8- galanteio; Manchester United (acrónimo)

9 - linha; título atribuído pela Raínha de Inglaterra a homens que se notabilizam em diversas áreas

10 - ou (Inglês); raça de cão branco com pintas pretas ou castanhas

11 - passadeira; canoa estreita, de remos, leve e rápida, usada nos desportos aquáticos (pl.)

Verticais:

1 - Instrumento para administrar uma injecção; boca de um rio

2 - designativo da pedra constituída por sulfato de alumínio e potássio hidratado; indique

3 - dançarino

4 - fechar parcialmente as asas (ave) para descer mais depressa

5 - preposição; cidade do lado sul da ponte 25 de Abril

6 - instrumento de pesca; linha

7 - animal que coaxa; mentir (Inglês); modalidade desportiva automobilística

8- guerreiro que disparava flechas; pedra de moer cereais

9 - domínio Internet da Rússia; cloreto de sódio

10 - formação calcária no solo das grutas pela queda lenta de águas

11 - feiticeiro negro, em algumas regiões; aragens

Matemática divertida

Bandeira Olímpica

As cores dos cinco anéis da bandeira são azul,

preto, vermelho, amarelo e verde.

De quantas maneiras diferentes poderiam os

anéis ser dispostos?

Sequência

nhecíamos muda de figura tão rapidamente como o premir de

um botão. Quando estamos sentados a assistir a um programa

de televisão, não imaginamos minimamente o que está por

trás da sua concepção. A quantidade de tempo gasto, de repetição

exaustiva, de erros de processo de organização são incalculáveis,

de tal forma que um dia inteiro resume-se a dois

minutos de transmissão. Muitas vezes criamos um mundo de

fantasia à volta das imagens e figuras que vemos na televisão,

porém, quando conhecemos de perto esse mundo e essas figuras,

descobrimos que eles não existem, que são pura ficção.

Por outro lado, também conhecemos a excepção à regra, Cristina

Alves. A apresentadora provou que afinal a simpatia também

existe no mundo da televisão, tendo-se até

disponibilizado para tirar fotografias e dar autógrafos. Os

exemplos modelares ainda não estão em extinção no mundo

da televisão.

Quem diria que a leitura é uma porta aberta para experiências

tão diversas e enriquecedoras como as que vivemos no

fim-de-semana?

Para o ano há mais!

Ana Barreira (10º B) e Mónica Fernandes (12º A)

Qual é o número que se segue na sequência 147, 144, 12, 9, 3, ?


Ano lectivo 2008/09 - oferta de novos cursos

Cursos profissionais:

Cursos de Educação e Formação:

Ficha técnica:

Coordenação: José Madalena

Colaboração: Carlos Fernandes,

Aida Pimentel, Rogério Fernandes,

Adérito Carabineiro, Fátima Marcos

Logotipo: Artur Martins

Email:

jornalescolar.avemc@gmail.com

Propriedade: Agrupamento Vertical

de Escolas de Macedo de Cavaleiros

Rua das Escolas

5340 Macedo de Cavaleiros

Tef: 278420160 / 278421680

Fax: 278420 167

Email: geral@agescmacedo.edu.pt

Impressão: Midoel

Tiragem: 2.000 exemplares

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