450 - Secretaria Municipal de Educação - Mogi das Cruzes

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450 - Secretaria Municipal de Educação - Mogi das Cruzes

A revista Educando em Mogi é um projeto da

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes por

meio da Secretaria de Educação

em

Mais um ano de

novembro/dezembro

2010 - Ano IX

nº 54

conquistas

na educação mogiana


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Editorial

2010 foi mais um ano de sucesso para a educação mogiana

com a participação direta de cada profissional na melhoria

contínua do trabalho educativo. Avanço no índice do IDEB

(Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), a melhor

merenda do Estado de São Paulo, selo de Qualidade da Educação

Infantil, a inauguração do CRESCER (Centro de Apoio à

Educação de Jovens e Adultos) e o crescimento e consolidação

de programas importantes, como o Escola de Tempo Integral

e o de Expansão de Creches, são pontos que merecem destaque,

mas não menos do que a contribuição diária de cada um

para o bem de nossas crianças, jovens e adultos.

Expediente

Prefeitura Municipal

de Mogi das Cruzes

Secretaria Municipal de Educação

Coordenadoria de Comunicação Social

Av. Ver. Narciso Yague Guimarães, 277

Centro Cívico – Mogi das Cruzes – SP

CEP 08790-900

Tel.: (11) 4798-5085

Fax: (11) 4726-5304

www.mogidascruzes.sp.gov.br

■ Conselho Editorial

Maria Geny Borges Avila Horle

Anne Ivanovici

Cláudia Helena Romanos Pereira

Leni Gomes Magi

Marilda Aparecida Tavares Romeiro Safiti

■ Jornalista Responsável

Kelli Correa Brito – MTB 40.010

■ Coordenação Editorial

Bernadete Tedeschi Vitta Ribeiro

Lilian Gonçalves

■ Colaboraram nesta edição

Flaviane Satie Fernandes da Costa

Márcia Aparecida Melo Vianna

Fátima Aparecida Pereira Lopes

Patrícia Leandro da Silva Celestino

Paulo de Almeida Correia Junior

Elisângela Cavalcante Okuhara

Jozelene Vartapelli Costa

Vanessa de Lourdes dos Santos

Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro

Regina Célia Rissoni Valentim

Rosa Maria Fusco Ferreira

Sandra M. B. Ongarelli Garcia

Carlos Matsubara

Eduardo Marin Lelis

Graciela Rodrigues dos Santos Silva

Rejane Messias de Aguiar

Wellington Fernando Martins

Rosemeide Ferreira

Anderson do Prado

Veremos nesta edição da Revista Educando em Mogi um

breve balanço sobre as atividades de 2010, além de textos

dos nossos educadores sobre a importância do brinquedo e

da psicomotricidade no desenvolvimento da criança, o acolhimento

e a cartografia com as turminhas de 1º ano à 4ª

série. Vamos contar um pouco da história da nossa cidade e

também os avanços em educação ambiental.

A tecnologia educacional segue com força total em dois artigos

e não perca, as novidades dos Jogos Abertos do Interior

2011, que terá Mogi das Cruzes como sede. Receberemos 15

mil atletas de diferentes cantos do Estado de São Paulo.

É uma alegria ver que a cada ano avançamos mais em

cumprir nossos objetivos e principalmente, contar com o

apoio de todos para uma educação de qualidade à população,

fazendo de Mogi uma cidade cada vez melhor.

■ Nossa capa

EM Profª Etelvina Cáfaro Salustiano

■ Fotos

Arquivos das Escolas Municipais

Ney Sarmento (CCS)

■ Fotolito, impressão e acabamento

Marpress Gráfica e Editora

Av. Henrique Peres, 1.500

Mogi das Cruzes/SP

Tel.: (11) 4723-6600

www.marpress.com.br

■ Projeto Gráfico

Jorge Ricardo (CCS)

■ Diagramação

Fábio Faria (CCS)

■ Tiragem

4.000 exemplares

A Revista Educando em Mogi nº 54 é

uma publicação da Secretaria Municipal de

Educação de Mogi das Cruzes, por meio

da Coordenadoria de Comunicação Social,

e não se responsabiliza por conceitos emi-

tidos em artigos assinados.

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4 Educação em Mogi comemora

mais um ano de sucesso

10 Mogi ganha novo espaço para educação

e qualificação de jovens e adultos

14 Formar em Rede

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450 450 30 Glória aos nossos heróis

Índice

6 Iniciativas mogianas são referência

para municípios de todo Brasil

12 Merenda escolar de Mogi é

eleita melhor do Estado

16 Brinquedo: A riqueza da imaginação infantil

21 EJA de Mogi é destaque em Itatiba

22 A importância de psicomotricidade na alfabetização

26 Alfabetização cartográfica e o

desapego às velhas tradições

34 De olho no ambiente

36 Professora Multimídia - usando a

internet como ferramenta pedagógica

24 Acolher - um ato de amor e respeito

28 Valorizando a Comunidade e seus

trabalhadores desde pequenos...

33 Seis alunos da rede municipal são

premiados pelo projeto "Escola no Campo"

35 Redes Sociais e Educação

38 Esporte na Escola

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Especial

Educação Mogi

comemora desucesso

mais um

ano

em

O ano de 2010 foi mais um ano de conquistas para a educação

mogiana. Podem se destacados vários pontos, todos decorrentes

do trabalho global que é realizado baseado no Plano

de Trabalho e no Plano de Governo da atual administração.

Desde a melhoria da qualidade do ensino com a implementação

das Matrizes Curriculares Municipais para a Educação Básica

à construção de novos prédios, a área conquista avanços e

faz de Mogi das Cruzes uma cidade cada vez melhor.

A rede municipal alcançou um grande avanço no Índice

de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), passando

de 4,8 registrados em 2007 para 5,6 em 2009. Com

essa média, as escolas municipais superaram em 1,0 ponto

a média nacional, que ficou em 4,6. A cidade também superou

sua própria meta prevista para 2009, que era 5,0 e

a de 2011 (5,4), atingindo com quatro anos antes o índice

previsto para 2013 (5,6). O município também se destacou

no Estado de São Paulo, superando as notas do Alto Tietê

e de cidades como Guarulhos e São Paulo.

Dentre as escolas municipais avaliadas, 65% estão acima da

média estadual e do próprio município. Mogi apresenta bons

índices tanto nas classes de 4ª série como nas turmas de 8ª série.

A escola municipal Benedito Ferreira Lopes – Caic se destacou

com o maior índice da região. A unidade mogiana ficou

com 5,3, enquanto as demais notas variaram entre 3,7 e 4,7.

O avanço nesta área está ligado à implementação das Matrizes

Curriculares das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática

e Ciências Naturais e Sociais, documentos que já são referência

para os educadores. Além de um novo suporte curricular,

a formação dos professores também fez a diferença neste ano.

Baseados nas Matrizes e parcerias com o Governo Estadual, eles

participaram de capacitações no horário de serviço.


Para 2011

A Prefeitura inovou com a contratação de profissionais capacitados que desenvolveram

atividades complementares nas escolas para que os alunos fossem

atendidos sem prejuízo para as aulas. As formações fora do horário continuaram

em todas as áreas também contribuindo para o aumento da qualidade da

educação mogiana. Todos os profissionais foram valorizados em 2010 com um

aumento salarial superior à inflação do período.

A história de nossa cidade

Equipes valorizadas e bem capacitadas promoveram em 2010 um grande trabalho

sobre os 450 anos de Mogi das Cruzes. O livro “Mogi das Cruzes 450 anos

Escrevendo e Desenhando Mogi – A história de nossa cidade sob o olhar das

crianças” é fruto deste trabalho reunindo redações, poemas, frases e desenhos de

alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos.

Por meio do projeto “Caminhando e Conhecendo”, os pequenos mogianos

puderam conhecer melhor sua cidade e representá-la de uma forma carinhosa e

cheia de detalhes nesta publicação.

A história, cultura e tradições mogianas também foram destaques nos projetos

“Tocando, cantando... fazendo música para crianças” e “Artes Visuais”, que terão

continuidade em 2011.

Novos prédios

A construção de novos prédios é outro ponto que merece destaque. O Plano

de Obras, desenvolvido pela Prefeitura de Mogi, chama a atenção: serão construídas

40 novas creches até 2012. Em apenas dois anos, 12 unidades já foram

entregues, sete estão em conclusão, 13 em obras e oito em projeto. Dentre estas

unidades, o Parque Residencial Itapeti receberá uma grande creche e escola com

capacidade para 550 crianças.

A cidade também receberá mais um Cempre (Centro Municipal de Programas

Educacionais) que está sendo construído no Botujuru. O prédio tem a infraestrutura

adequada para as atividades do programa “Escola de Tempo Integral” e

contará com um miniginásio com medidas oficiais para competições.

A ampliação da parceria entre as secretarias municipais de Educação e Verde e Meio Ambiente

será destaque em 2011. Neste ano, 5.485 alunos e 182 professores estiveram no Parque Municipal e

1.319 alunos e 38 professores no Parque das Neblinas. A meta para o próximo ano é intensificar esse

trabalho em conjunto promovido na Escola Ambiental de Mogi das Cruzes, Parque Municipal, Ilha

Marabá e Parque das Neblinas.

A música, tema obrigatório nas escolas a partir do ano que vem, também terá seu trabalho intensificado.

O projeto da Banda Sinfônica Jovem Mario Portes terá novos frutos em 2011. Mais seis escolas

iniciarão o programa e os instrumentos já foram adquiridos.

Com a vinda pela primeira vez dos Jogos Abertos do Interior, a chamada “Olimpíada Caipira” para

Mogi das Cruzes, todas as escolas estarão envolvidas trabalhando a questão do esporte e dos Jogos com

os alunos. Com as novidades e a continuidade do trabalho, o ano de 2011 será assim como 2010 mais

um ano de grandes conquistas e sucesso para a educação mogiana.

Especial

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Especial

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Iniciativas

mogianas

são

referên

O trabalho realizado pela Prefeitura

de Mogi das Cruzes na área de educação

tem sido modelo para municípios

de todo Brasil e até mesmo para

o Governo Estadual, que adotou o

modelo das novas creches municipais

e do Crescer para construir unidades

em todo o Estado de São Paulo. Em

dezembro, educadores de Avaré (SP)

estiveram na cidade para conhecer a

merenda escolar e o programa Escola

de Tempo Integral. A iniciativa mogiana

que atende mais de 5 mil alunos

também foi destaque no portal do Ministério

da Educação.

O período integral mogiano foi

exemplo na 18ª Webconferência do

Mais Educação, realizada no dia 14 de

dezembro. Jaqueline Moll, diretora de

Educação Integral, Direitos Humanos

e Cidadania, responsável pelo programa

desenvolvido pelo Governo Federal,

contou a experiência mogiana em


cia

para

municípios

Brasil

de todo

oferecer natação para as crianças da Escola Municipal Profª

Etelvina Cáfaro Salustiano, no Conjunto Jefferson. Cerca de

120 alunos praticam a modalidade por meio do programa Escola

de Tempo Integral, iniciativa da Prefeitura de Mogi das

Cruzes, com apoio do Mais Educação. A história de atividade

pode ser encontrada no site: www.portal.mec.gov.br

O mesmo programa trouxe a Mogi das Cruzes a secretária

municipal de educação de Avaré (SP), Lúcia Helena Lélis

Dias, e representantes de sua equipe. As educadoras vieram

conhecer o funcionamento das escolas de período integral

para iniciar a implantação do programa em sua cidade em

2011. “O que chamou a atenção é que um trabalho diferenciado

mesmo e que é possível acontecer a partir de um planejamento”,

disse Lúcia.

A merenda escolar também foi tema do encontro. Além da

troca de experiências sobre o dia a dia da alimentação oferecida

às crianças, a secretária municipal de Avaré parabenizou

Mogi pela conquista do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda

Escolar, organizado pela Ação Fome Zero. A merenda mogiana

foi eleita a melhor merenda do Estado de São Paulo e está

entre as 21 melhores do País.

Educação integral, Cidade do Saber

Neste ano, o programa “Escola de

Tempo Integral, desenvolvido pela Prefeitura

de Mogi das Cruzes, foi ampliado,

passando de 3 escolas que atendiam

540 alunos para 17 unidades que têm

5.010 alunos do Ensino Fundamental.

Todos ficam nove horas na escola participando

das aulas e de atividades intelectuais,

culturais e esportivas. Recebem

cinco refeições equilibradas e nutritivas

– café da manhã, lanche, almoço, lanche

e jantar. O objetivo do programa é

atender escolas em áreas de vulnerabilidade

social, mudando a realidade destas

crianças. O ensino em tempo integral

também é oferecido nas creches para

1.706 alunos de quatro e cinco anos

de idade, sendo beneficiados ao total,

6.716 alunos de toda a cidade.

Especial

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Especial

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Mogi adota o conceito de cidade educadora para promover a

educação integral em todas as escolas municipais, independente

de serem em período integral ou parcial. A escola se abre para a

comunidade e a comunidade se abre para a escola. Espaços da

cidade, como os Parques Municipais, Teatros, Museus e Centros

Esportivos, se transformaram em verdadeiras salas de aula. Os

alunos também participam de torneios esportivos, como o Torneio

das Estrelas (campeonato de boxe realizado na cidade) e o

Festival de Atletismo, organizado pela escola do Conjunto Jefferson

que reuniu 300 crianças que participam do período integral.

Este modelo de educação integral chamou a atenção do jornalista

Gilberto Dimenstein, fundador da Associação Cidade

Escola Aprendiz, que desenvolve o conceito de bairro-escola.

Dimenstein ficou impressionado com o período integral

desenvolvido na cidade e apontou Mogi como a “cidade do

saber”. “Não tinha que vir aqui para falar, tinha que vir para

aprender. Não imaginava um sistema de gestão tão sofisticado

como eu encontrei aqui. Mogi é uma cidade baseada no saber”,

comentou. “O aprendizado não acontece só na escola.

Acontece o tempo todo das mais variadas formas. Mogi está

indo mais rápido em educação do que eu imaginava”, disse.

Programa Escola de Tempo Integral

Escolas Bairro Alunos

EM Profª Etelvina Cáfaro Salustiano Conjunto Jefferson 447

Cempre Dra. Ruth Cardoso Jardim Layr 150

EM Prof. Mario Portes Jundiapeba 390

EM Dr. Luiz Beraldo de Miranda Pq. Olímpico 361

EM Fujitaro Nagao Cocuera 116

EM (R) Bairro São João São João 32

EM Des. Armindo Freire Mármora Jd. das Bandeiras 580

EM Prof. Helio dos Santos Neves Novo Horizonte 249

EM Prof. Sérgio Hugo Pinheiro Jd. Nove de Julho 238

EM Profª Cecília de S. Lima Vianna Taiaçupeba 179

EM (R) Eunice de Almeida Taiaçupeba 66

EM Profª Wanda de A. Trandafilov Pq. São Martinho 172

EM Prof. Adolfo Martini Vila Industrial 360

EM Profª Marlene Muniz Schimidt*

(Parceiros – Fundação CSN/LBV/Segundo Tempo)

Vila Moraes 455

EM Profª Guiomar Pinheiro Franco César de Souza 537

EM Profª Cenira Araújo Pereira

Chácara Guanabara

EM Dr. Benedito Laporte V. da Motta Jundiapeba 350

328

TOTAL DE ALUNOS NAS 17 ESCOLAS 5.010

Creches modelo

A educação é prioridade na administração

municipal. Assim, como o programa

Escola de Tempo Integral segue

ampliando seu atendimento e consolidando

o trabalho realizado nas escolas,

as novas creches estão criando um novo

tempo na educação mogiana. Além de

um maior número de vagas, os novos

prédios são iguais, com o mesmo padrão

e qualidade para todos os bairros

onde são instaladas.

As creches chamam a atenção de

pais, alunos e toda a comunidade pelo

padrão de qualidade e infraestrutura.

Todas têm berçário, salas de atividades,

pátio coberto, playground, horta, praça

cívica, solário, cantinho da leitura, cozinha/lactário

e área administrativa. É

um espaço amplo que tem chamado a

atenção das mães. Com as novas unidades,

o atendimento de crianças na faixa

etária de quatro a cinco anos será universalizado

até 2012.


Programa de Expansão de Creches do Município de Mogi das Cruzes

20 unidades em obras

“Eu acho ótimo para a mãe que trabalha. A creche hoje em dia

auxilia bastante, as crianças aprendem muita coisa e ficam mais

independentes. O mais interessante é o espaço da sala, é bem

amplo com mesinha centrais que favorece a integração entre as

crianças. É tudo muito colorido e isso anima as crianças”, observou

Sabrina Mayumi Kojima, 29 anos, mãe de Felipe, 2 anos.

O modelo padrão das novas creches tem capacidade para

atender 110 crianças, muitas estão substituindo imóveis alu-

Creche Bairro Situação Crianças Beneficiadas

1) CEIC Raio de Luz Res. Novo Horizonte Entregue 112

2) CEIM Profª Mara Fierro Machado Pires Jd Modelo Entregue 110

3) CEIC Curumim Nova Jundiapeba Entregue 164

4) CEIM Profª Maria Luziene Farias dos Santos Vila Cintra Entregue 110

5) Creche Nossa Senhora do Carmo Jundiapeba Entregue 192

6) CEIM Antonio Bós Vidal Filho Cezar de Souza Entregue 110

7) CEIM Profª Maria Luiza Fernandes (creche e escola) Jardim Piatã II Entregue 210

8) CEIM Profª Márcia Luiza Alves dos Anjos Conjunto Seki Entregue 110

9) CEIM Profª Amália Thereza Manna de Deus Vila Lavínia Entregue 110

10) CEIM Itamar Alves dos Santos Vila Brasileira Entregue 110

11) CEIM Prof. Epaphras Gonçalves Ennes Braz Cubas Entregue 110

12) CEIM Maria Martinha Cardoso Paes Biritiba Ussu Entregue 110

TOTAL DE CRIANÇAS BENEFICIADAS 1.558

Creche Bairro Situação Crianças beneficiadas

13) CEIM Profª Ilka Lopes Campolino Vila Nova Aparecida Em conclusão 110

14) CEIM Profª Lourdes Guerra de Campos Vila Natal Em conclusão 240

15) CEIM Dra. Anna Becker Salém Parque Olímpico Em conclusão 110

16) CEIM Prof. Miguel Pereira Alves Reis Vila Caputera Em conclusão 110

17) CEIM Apolônia Pessoa de Oliveira Pq. das Varinhas Em conclusão 110

18) CEIM Maria José Alves de Souza Jundiapeba Em conclusão 110

19) CEIM Prof. Osmiraldo da Silveira Vila Cléo Em conclusão 110

20) CEIM Profª Adelaide Ferreira Vianna do Rio Conjunto do Bosque Em obras 110

21) Em definição Chácara Jafet Em obras 110

22) Em definição Jardim Camila Em obras 110

23) Em definição Pq. São Martinho Em obras 110

24) Em definição Cj. Residencial Cocuera Em obras 110

25) Em definição Jd. Santos Dumont Em obras 110

26) Em definição Ponte Grande Em obras 110

27) Em definição Jd. das Bandeiras Em obras 110

28) Em definição Alto do Ipiranga Em obras 110

29) Em definição

Residencial Mirage

(Braz Cubas)

Em obras 110

30) Em definição Vila Suissa Em obras 110

31) Em definição Mogi Moderno Em obras 110

32) Em definição (creche e escola) Pq. Residencial Itapeti Em obras 550

TOTAL DE CRIANÇAS BENEFICIADAS 2.770

gados que tinha metade desta capacidade. “O espaço é bem

melhor do que tínhamos no prédio antigo. Tem uma área de

lazer ampla e as crianças podem brincar melhor. Tudo ficou

muito melhor do que era antes”, disse a lactarista Ediene da

Silva Santos, 24 anos, mãe de Ester de 3 anos. Até dezembro

deste ano, foram inauguradas 12 unidades beneficiando mais

de 1,5 mil crianças. Outras sete creches estão sendo finalizadas,

13 estão em obras e oito em projeto.

Especial

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Especial

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Mogi ganha

novo espaço

educação

e

para

qualificação

de

jovenseadultos


Mogi das Cruzes recebeu em outubro

de 2010, o Crescer - Centro de Apoio à

Educação de Jovens e Adultos, um espaço

dedicado à elevação da escolaridade

e qualificação profissional de jovens e

adultos mogianos. A nova unidade, que

também conta com uma sala do programa

Acessa SP, promovido pelo Governo

Estadual, oferecerá 2,3 mil vagas por ano

em cursos gratuitos nas áreas de serviços

domésticos, alimentação e informática

avançada e foi escolhido como modelo

pelo Governo Estadual, que construirá

14 unidades iguais em diferentes regiões

de São Paulo.

A solenidade de inauguração contou

com a presença de autoridades municipais

e secretários estaduais. O Crescer é

administrado pela Secretaria Municipal

de Educação e serve de apoio ao programa

Educação de Jovens e Adultos

com função qualificadora”, desenvolvido

em 17 escolas municipais. Pela iniciativa,

uma vez por semana, os alunos

recebem aulas de qualificação profissional

básica com monitores do CIP –

Centro de Iniciação Profissional. Além

do apoio ao programa, o Centro terá

três blocos de cursos gratuitos, com duração

de até três meses, que oferecerá

1.050 vagas por ano.

O Centro aposta na ideia de qualificação

profissional e educação são

temas interligados, sendo uma via de

mão dupla: não existe qualificação profissional

sem escolaridade. Da mesma forma

que a Secretaria oferece qualificação

para quem já está estudando, incentivará

aqueles que participarem dos cursos

a retomar os estudos.

O prédio, localizado na Rua Ipiranga,

que antes estava abandonado, foi

ampliado e reformado para abrigar o

Centro. Com investimento de R$ 847

mil, o espaço conta com dois pavimentos.

No térreo, está instalada uma sala

de informática para os cursos avançados,

hall para exposições e sala do

programa Acessa SP. No primeiro pavimento

está instalada uma casa com

sala de estar, sala de estudos, dormitório,

banheiro, sala de jantar, cozinha

completa e área de serviço. Os espaços

contam com pisos diferentes para que

o aluno aprenda qual produto de limpeza

usar em cada situação.

A sala do programa Acessa SP já está

em amplo funcionamento. O programa,

coordenado pela Secretaria Estadual de

Gestão Pública e gerido pela Prodesp,

oferece acesso gratuito à internet.

Os primeiros cursos oferecidos pelo

Crescer tiveram início no final de novembro

com grande adesão da comunidade.

São oferecidos neste espaço

cursos gratuitos nas áreas de turismo

e hospitalidade, alimentação, serviços

domésticos e informática avançada. As

vagas são destinadas a estudantes das

turmas de EJA da rede municipal e à

comunidade em geral.

As capacitações acontecem nos períodos

da manhã, tarde e noite e têm

duração de uma a seis semanas.

Da mesma forma que o Crescer, o

CIP é uma unidade educacional vinculada

ao Departamento de Educação

Não Formal da Secretaria Municipal

de Educação de Mogi das Cruzes que

desenvolve, com recursos próprios ou

por meio de parcerias, o programa de

qualificação profissional básica para

jovens e adultos do município.

Em 2009, o CIP ofereceu 17.464 vagas

em 98 modalidades de cursos possibilitando

a qualificação profissional

básica da população com o objetivo de

gerar e/ou aumentar a renda familiar

ou conseguir uma boa colocação no

mercado de trabalho. Os cursos foram

oferecidos nas duas unidades e também

em escolas municipais e entidades

representativas, que solicitam capacitações

para atender a comunidade.

As duas unidades do Centro de Iniciação Profissional, na

Vila Natal e em Braz Cubas, continuam em plena atividade

oferecendo cursos de qualificação profissional básica

gratuitos para jovens e adultos mogianos. Os cursos têm

aulas teóricas e práticas voltadas à profissionalização e

ao desenvolvimento da empregabilidade, oferecendo

aos alunos melhor preparo para concorrer a uma vaga no

mercado de trabalho e, àqueles que optarem pelo trabalho

autônomo, noções de empreendedorismo para que possam

montar e gerenciar, com sucesso, seu próprio negócio.

Especial

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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12

Especial

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

A merenda escolar, servida pela Prefeitura Municipal de

Mogi das Cruzes para cerca de 45 mil alunos, foi eleita a

melhor do Estado de São Paulo. O prêmio Gestor Eficiente

da Merenda Escolar foi entregue à cidade no dia 29 de

novembro, em Brasília. A organização, seleção e escolha

é feita pela Ação Fome Zero. Entre os 1.340 municípios

inscritos, Mogi das Cruzes ficou entre as 21 primeiras colocações.

A meta após esta conquista inédita para a cidade é

continuar aprimorando o trabalho.

Durante o evento, que contou com representantes de todos

os municípios inscritos e o presidente da República, foi

apresentado um vídeo que ilustrou todo o trabalho realizado

pelas 1.340 cidades. O filme escolhido para demonstrar

o efeito da alimentação na vida das crianças e a diferença

de uma refeição balanceada para o desenvolvimento educacional

foi produzido em Mogi das Cruzes. Na filmagem, os

presentes puderam acompanhar todo o trabalho realizado

pela administração municipal mogiana, desde o momento

em que o produto sai da horta, na zona rural, a manipulação

nas escolas até chegar à mesa das crianças.

Um dos grandes diferenciais mostrados no vídeo foi o

fato de, além da merenda escolar servida aos alunos ser

produzida na própria escola, com nutrientes balanceados,

parte dos alimentos é comprado de agricultores da própria

cidade, o que promove e incentiva a economia agrícola do

município, gerando mais emprego e renda no campo.

Mogi foi escolhida entre 1.340 municípios que se inscreveram

para participar do prêmio em 2010. Destes, 50 foram

selecionados para uma visita técnica. Após esta etapa,

foi realizada uma nova reunião do júri para a escolha dos

21 municípios que mais se destacaram na gestão do PNAE

(Programa Nacional de Alimentação Escolar) em todo o

Brasil, dentre eles Mogi das Cruzes. A cidade foi considerada

a melhor do Estado de São Paulo.

A merenda escolar mogiana é servida para 44.799 crianças,

jovens e adultos em 210 unidades (rede municipal,

creches conveniadas, rede Sesi e Senai e projetos sociais).

Do total de alunos, 6,7 mil, sendo cinco mil que fazem

parte do programa Escola de Tempo Integral, e 1,7 mil

crianças da pré-escola, que também ficam o dia todo na


Merenda Mogi

escolar

melhor

é eleita

do

Estado

escola, recebem cinco refeições diárias.

Neste ano, a Prefeitura investiu R$ 12

milhões na merenda. Por ano, são oferecida

20.718.200 refeições.

Os alimentos são preparados nas próprias

escolas por 301 Auxiliares de Desenvolvimento

da Educação (ADE), supervisionadas

pelo Departamento de Alimentação Escolar

(DAE). O cardápio é balanceado e nutritivo

e não há repetições de alimentos.

O apoio à agricultura local também foi um dos fatores

que levaram à conquista do prêmio. Entre os anos de 2009

e 2010, foram adquiridos 4 mil quilos de cogumelo champignon,

37,1 mil quilos de caqui e 15 mil quilos de alface.

Todos produzidos em Mogi.

Comemoração e homenagens

No dia 6 de dezembro, no Auditório do Cemforpe, uma

grande comemoração foi programada pela Prefeitura para

partilhar com todos os participantes da cadeia produtiva da

merenda escolar mogiana esta conquista inédita para Mogi

das Cruzes. A emoção tomou conta de autoridades, merendeiras,

merendeiros, conselheiros, professores, diretores

de escolas e das creches conveniadas, além de produtores

rurais e fornecedores que prestigiaram o evento.

Todos puderam conferir o troféu recebido pela cidade.

As escolas municipais e creches conveniadas receberam um

quadro com a cópia do certificado recebido pela Prefeitura

pela conquista do prêmio. O certificado também foi entregue

à Câmara Municipal pela sua parceria com a Prefeitura

de

em prol da cidade. O Conselho Municipal de Alimentação

Escolar também foi homenageado - cada conselheiro recebeu

um diploma de honra ao mérito por seu trabalho.

A grande emoção da noite ficou por conta da homenagem

às 12 merendeiras mais antigas de Mogi das Cruzes.

“Achei o evento muito bom. É excelente recebermos esta

lembrança e a cidade ter um prêmio como este”, disse a

merendeira Maria Lúcia Soares Santos, que completou 31

anos de profissão. Elas representaram todas as merendeiras

e merendeiros da rede municipal e creches conveniadas,

que também receberam diplomas.

A apresentação emocionou até mesmo quem está acostumado

com grandes eventos. “Estou emocionada em ver

tanta gente reunida. Todos vendo esse filme que foi feito

nessa cidade, que reúne tudo de bom. Vocês sabem o que

é ser escolhido como modelo em um universo de mais de

cinco mil cidades?”, observou Fátima Menezes, diretora

executiva da Ação Fome Zero, que também prestigiou a

noite de homenagens.

Os produtores rurais e fornecedores também comemoraram

a premiação e receberam certificados. “É uma satisfação

fornecer nosso produto para a merenda, ainda mais

quando o município recebe um prêmio como esse”, disse

Adilson Dim Nakahara, produtor de caqui que compareceu

ao evento ao lado de outros produtores rurais do município.

“Este é o ápice de uma administração focada na qualificade

e comprometida com a seriedade”, disse Fabian Ragazzi, da

Biotec. Os empresários cederam 10 televisores LCD de 32

polegadas, que foram sorteados para merendeiras e outros

profissionais da Secretaria Municipal de Educação.

Especial

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

Formar

em

Mogi recebe selo

de Qualidade na

Educação Infantil

pelo segundo

ano consecutivo

Rede

A história de Mogi das Cruzes com o

programa de formação à distância - Formar

em Rede começou em 2009, ano em que o

município foi um dos 15 selecionados, entre

mais de 90 solicitações de todo o Brasil,

para receber a formação. O programa, realizado

pelo Instituto Avisa Lá em parceria

com a Secretaria Municipal de Educação da

cidade, tem como objetivo fortalecer, aprimorar, valorizar e desenvolver

práticas de qualidade nos espaços educacionais que

atendem crianças de zero a seis anos em todo o país.

Em seu primeiro ano de participação, Mogi recebeu o Selo

de Qualidade na Educação Infantil e neste ano, a cidade repete

o feito e novamente recebe o selo que certifica o grande

trabalho feito em Educação Infantil pelos educadores mogianos.

Na cidade, as formadoras responsáveis são Helaine


Cristina Bio Margarido, diretora do

CCII Sebastião da Silva, Mirian de Jesus

Pinto Porcelli, da Escola Municipal Dr.

Milton Cruz, Rosilda Rissoni, supervisora

de ensino e Wagna Suely Ribeiro

dos Anjos, diretora do CCII Profª Haydee

Brasil de Carvalho.

O Formar em Rede é uma comunidade

de formadores em Educação Infantil

que visa disseminar e desenvolver

práticas que façam sentido e tenham

significado para as crianças de diferentes

regiões do Brasil. Mogi das Cruzes

foi selecionada por desenvolver ações

de formação continuada, dirigidas aos

profissionais deste segmento e possuir

equipes técnicas específicas responsáveis

pelas ações de formação continuada.

Atualmente o programa abrange,

na cidade, 12 creches municipais e oito

conveniadas, 12 diretores de escola, oito coordenadores pedagógicos, 71 professores,

142 auxiliares de desenvolvimento infantil e 2.267 alunos.

Além de Mogi, participaram deste segundo ciclo do programa educadores de

Araraquara – SP, Franca- SP, Campina Grande-PB, Caraúbas-RN, Jaboatão dos

Guararapes-PE, São João do Soter-MA, Londrina-PR, Umuarama-PR, Areal- RJ,

Barão de Cocais-MG, Nova Lima-MG, Três Pontas –MG, Colina do Tocantins-

-TO e Novo Hamburgo-RS.

Para os 15 municípios foram propostas ações para um e dois anos de execução.

Em um ano, os objetivos são: o desenvolvimento de projetos que transformem

práticas existentes, ações formativas atreladas aos contextos de trabalhos, mudanças

visíveis no espaço físico e rotinas das unidades de Educação Infantil e

portifólio avaliativo do trabalho realizado. As perspectivas para dois anos são: a

ampliação de projetos de formação nas redes municipais, estruturação de equipes

formativas e a produção e disseminação de conhecimento.

Na prática

As educadoras mogianas participaram do programa por meio da comunidade

virtual de formadores do programa. Com ações presenciais e à distância, o Formar

em Rede gera um contexto real de uso da tecnologia, por formadores e professores,

para a troca de experiências, circulação e produção de conhecimento educacional

e pedagógico. O conhecimento é construído por todos os participantes,

que colaboram e compartilham sua produção. Em 2009, o tema trabalhado foi o

“Brincar” e em 2010, a “Cultura escrita: leitura em voz alta pelo professor”.

O tema da leitura foi bem desenvolvido em Mogi, resultando em um melhor

planejamento das atividades, um reencontro das educadoras com o tema e um

maior interesse dos alunos pelo ouvir as histórias lidas pelas profissionais. “Está

evidente a preocupação das educadoras no planejamento das atividades diárias

de leitura, desde a escolha do livro, do preparo do local onde será desenvolvida

a atividade e da demonstração dos comportamentos leitores que serão modelos

para os alunos. Crescemos muito”, contou a diretora Helaine. Segundo uma professora

do CCII Haydee Brasil de Carvalho, o projeto contribuiu para aumentar

a concentração das crianças, que aguardam ansiosas o momento de observar as

ilustrações dos livros lidos pela educadora.

Além do progresso com os alunos, o programa também contribuiu para a mobilização

e participação mais ativa das equipes. Todas se envolveram na conquista

de espaço para os encontros de formação (definição dos dias de encontro), cumpriram

as tarefas sugeridas pela equipe de formação, organizaram as pautas de reunião

e tiveram um olhar mais apurado no planejamento dos momentos de leitura.

O Formar em Rede, lançado em 2007, é uma iniciativa conjunta dos Institutos

Avisa Lá e Razão Social em parceria com o Instituto C&A, Gerdau e Natura. O

programa nasceu do desejo de contribuir com o atendimento prestado às crianças

pequenas por meio de ações formativas, dirigidas à diretores, coordenadores e educadores

de Educação Infantil, que auxiliem a criança construir conhecimento de

forma criativa e inteligente. O portal www.formaremrede.org.br proporciona troca

de experiências, circulação e produção de conhecimento educacional e pedagógico.

Práticas de Ensino

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

Brin

que

do:

a riqueza da

imaginação infantil

Flaviane Satie Fernandes da Costa

Queremos convidá-los a refletirem e

trabalharem ludicamente as emoções,

analisando algumas concepções acerca

do brinquedo, tendo em mente que as

crianças têm mais a nos ensinar do que

aprender sobre esse assunto.

Elas nos ensinam que a não-seriedade é

uma das maiores qualidades do brinquedo,

e este não é sério para as crianças porque

permite a elas fluir sua fantasia, sua imaginação

e justamente por isso que torna-se

importante, logo pode-se dizer que é a não-

-seriedade que dá seriedade ao brinquedo.

É essencial para o professor de Educação

Infantil compreender o brinque-

do como um fator importante para o desenvolvimento da

criança, pois estimula a representação e a expressão de imagens

que evocam aspectos da realidade. Quando a criança

brinca, aprende a expressar-se no mundo, criando ou recriando

novos brinquedos e, com eles, participa de novas

experiências e novas aquisições.

Sabemos que a riqueza do brinquedo decorre da capacidade

de instigar a imaginação infantil, em que as crianças fazem do

brinquedo uma ponte entre o real e o imaginário, sendo um

meio pelo qual demonstram suas criações e emoções, não se

restringindo na possibilidade de imitação de gestos, informações,

atitudes e crenças veiculadas na situação de brinquedo.

A infância expressa no brinquedo contém o mundo real com

seus valores, modos de pensar e agir, além do imaginário do

criador do objeto, mais do que isso, o brinquedo representa


certas realidades, pois representar é corresponder a alguma coisa

e permitir sua evocação, mesmo em sua ausência.

Para uma melhor compreensão do termo brinquedo, é

preciso definir seu sentido como em:

O termo brinquedo pode significar indistintamente objeto

que serve para as crianças brincar, jogo de crianças e brincadeiras.

O sentido usual permite que a Língua Portuguesa referende

os três termos como sinônimos. Essa situação reflete o

pouco avanço dos estudos na área. (KISHIMOTO, 2003:p 7)

Há tempos que estudiosos têm se voltado para a necessidade

de explicar o brinquedo, a atividade lúdica ou, simplesmente, os

jogos de crianças. Assim é que filósofos têm formulado teorias

explicando de diversas maneiras porque as crianças brincam.

Dentre várias ideias a respeito do brinquedo destaca-se a definição

explicando “o brinquedo como sendo um exercício preparatório

para as atividades adultas”, correspondendo assim a uma

necessidade natural, o que justifica a alegria caracterizada nos

brinquedos infantis. (GROSS 1989 apud BARROS, 1986:p.185)

A criança, a partir do brinquedo, constrói suas relações

de posse com o objeto, de utilização, de abandono, de perda

e de desestruturação, o que constitui os esquemas que

ela reproduzirá com outros objetos futuramente.

O brinquedo é um objeto que a criança manipula livremente

sem estar condicionado a regras ou princípios de

utilização, serve como suporte de ação, de manipulação,

de conduta lúdica, símbolos, formas e imagens para serem

manipulados, sendo um rico objeto em potencialidades enquanto

fator de socialização.

O brinquedo (objeto) quando utilizado para a diversão das

crianças tem como objetivo ensinar e torná-las felizes simultaneamente,

além de ser uma ferramenta desafiadora para ela, o

que possibilita descobertas e a compreensão de que o mundo

está cheio de oportunidades para a expansão da criatividade,

assumindo um papel fundamental na vida da criança por ser o

motivo de sua ação e, por meio deste, ela instiga a sua imaginação,

socialização e experimenta novas sensações.

Práticas de Ensino

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

O brinquedo é concebido como objeto cultural, no qual

não pode ser isolado da sociedade que o criou e está revestido

de elementos culturais e tecnológicos do contexto

histórico social, ou seja, o brinquedo é dotado de um forte

valor cultural, ele é rico em significado que permite compreender

determinada sociedade e cultura. (JAULIN 1979

apud KISHIMOTO 2003)

Para a criança, o brinquedo aparece como um pedaço de

cultura e como parceiro na brincadeira, onde a manipulação

do mesmo leva-a à ação e à representação, influenciando

e estruturando a sua cultura lúdica, tanto no nível das

condutas lúdicas quanto no dos conteúdos simbólicos.

Dentro de um contexto social, o brinquedo pode ser o

mediador de uma relação com outra ou com uma atividade

solitária, mas sempre sobre a óptica da integração a uma

cultura específica, servindo de suporte para representações,

introduzindo a criança nas operações associadas ao objeto,

num universo de sentidos e não somente de ações.

Pode-se dizer que um dos objetivos do brinquedo é dar à criança

um substituto dos objetos reais, para que possa manipulá-los.

Uma outra teoria a cerca do brinquedo admite que:

O brinquedo tem a função de descarregar as tendências

antisociais que são naturais na criança, mas que se mostram

incompatíveis com o estágio atual de nossa civilização. O

brinquedo tem, portanto, uma função catártica, isto é, purificadora.

(CARR 1954 apud BARROS, 1986:p.185)

Como função catártica, o brinquedo tende a encaminhar

em sentido vantajoso, considerando as tendências nocivas

à vida coletiva, uma vez que, brigando de brincadeira com

os companheiros, a criança elimina seu instinto combativo,

descarregando momentaneamente, de maneira inofensiva,

as tendências agressivas, segundo Clarapède (1940 apud

BARROS, 1986:p.186).

Sendo assim, por meio do brinquedo, as mais variadas formas

de expressão são adquiridas e manifestadas pela criança.

Os psicólogos também demonstram interesse em explicar

o brinquedo, utilizando-o com a finalidade de descobrir

as causas dos distúrbios apresentados em crianças:

O brinquedo infantil é um desejo de superioridade, de

afirmação – uma inclinação, ou propensão para mandar. Ao

brincar, reproduzindo as atividades dos pais, a criança faz

de conta que é grande e realiza seu ideal infantil de ser grande,

seu anseio de domínio. (BARROS, 1986:p.186)

Vários psicólogos como Sterm, Scupim, Charlotte, Karl e

Piaget descreveram o desenvolvimento da atividade lúdica

com base em observações infantis, percebendo que a medida

em que a criança avança em idade e, consequentemente,

seu desenvolvimento motor, mental e social vai apresentando

mudanças em sua atividade lúdica, no tipo de brinquedo

e nos objetos com que brinca.

A idade, o tipo de brinquedo e o objeto brinquedo caracterizam

o desenvolvimento da criança e o desenvolvimento

formal do brinquedo. As crianças entre quatro e seis anos

de idade encontram-se na fase do brinquedo de representação

e de construção, sendo utilizado como objeto/brinquedo

a própria pessoa e companheiro, entre outros objetos.

(SCHRAML,1977 apud BARROS, 1986)

Nesta faixa-etária, a criança brinca imitando atividades

que vivencia ou das quais têm conhecimento por meio de

livros, televisão ou cinema. Esta fase é denominada como

sendo brinquedos de imitação, segundo Chateau (1972

apud BARROS, 1986).

Este período é marcado pelo interesse particular por brinquedos

de construção, onde as crianças empenham-se e muitas

vezes competem entre elas, tornando esse tipo de brinquedo

imprescindível para o seu desenvolvimento social e motor.

Apesar da sua importância, o brinquedo ganha forças

com a expansão da Educação Infantil a partir deste século,

onde passa a ser reconhecido como recurso que ensina, desenvolve

e educa de forma prazerosa.


Portanto, o brinquedo como objeto e suporte da brincadeira

requer uma íntima relação entre a criança e seu nível

de desenvolvimento, ajudando a desenvolver a imaginação,

a confiança, a autoestima e a cooperação, contribuindo também

para a unificação e integração da personalidade, por

permitir a criança entrar em contato com outras crianças.

Os brinquedos somente adquirem sentido lúdico quando

recebem a função de suporte da brincadeira, senão, funcionam

apenas como objeto. É exatamente a função lúdica

atribuída ao brinquedo que denomina o objeto como tal

(BROUGÈRE, 1981 apud KISHIMOTO, 2003:p.8).

Assim, o brinquedo sempre terá relação e referência com

a criança, pois qualquer objeto, brinquedo ou não, passa a

ter tal sentido quando a função lúdica atribuída pela criança

incide sobre ele, ou seja, o objeto passa a ser brinquedo

quando a criança o utiliza com outro significado.

O valor de um brinquedo para a criança pode ser determinado

pela intensidade do desafio que representa para ela,

pois é considerado como bom brinquedo aquele que convida

a criança a brincar.

A partir do brinquedo, a criança começa a conhecer o mundo

que a cerca, encontrando provocação e buscando satisfazer

suas curiosidades de tudo conhecer e saber, ela libera seus sen-

tidos em todos os aspectos, proporcionando mudanças no que

se refere às necessidades básicas humanas e à consciência, pois

ela é quem determina o conteúdo imaginário do brinquedo.

No convívio com outras crianças, aprende a dar e receber

ordens, a esperar sua vez de brincar, a emprestar e tomar

como empréstimo seu brinquedo, a compartilhar momentos

bons e ruins, além de fazer amizades, ter tolerância e

respeito. Enfim, brincando a criança desenvolve-se em todos

os aspectos (emocional, afetivo, cognitivo e social).

Desta forma, é necessário que a escolha dos brinquedos

obedeça a critérios, ou seja, deve ser compatível com a idade

da criança e ser capaz de estimular seu desenvolvimento,

sendo inofensivo ao uso, com funcionamento e mecanismo

de fácil entendimento, podendo desvendar os mistérios do

mundo circundante, desfazendo seus temores e explorando

o desconhecido.

O brinquedo é a atividade por meio da qual ela se desenvolve,

descobre seu papel, seu lugar e seus limites, experimentando

novas habilidades e forma um verdadeiro conceito de si mesma.

É brincando que a criança aprende a distinguir seus desejos

e fantasias da realidade, a escolher, a decidir, a ter

autonomia e iniciativa, numa atividade em que segue seus

próprios caminhos, seleciona seus companheiros, o tipo de

brinquedo, a forma de brincar, o lugar e a hora de fazê-lo.

Práticas de Ensino

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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20

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

Na escola de Educação Infantil, a criança encontra prazer

em atividades livres, pois é o período da expansão motora,

onde ela precisa usar sua energia.

Brinquedos que exigem perícia e coordenação constante do

adulto, deixam-na irritada, e com o tempo, ela passa a exigir

maior semelhança dos brinquedos com a realidade.

É comum o interesse por coleções, que representam também

um brinquedo construtivo, onde as crianças sentem-se

felizes com o que realizam.

Podemos dizer então, que é por meio do brinquedo que a

criança encontra suas soluções e uma forma pessoal de assumir

um lugar no grupo. O educador deve compreender e respeitar

essa atividade, e proporcionar à criança um local onde

possa usar da sua liberdade e fantasia, porque este é o seu

trabalho, a sua tarefa, a sua forma de aprender a viver.

Em todo brinquedo existe uma relação educativa, um conjunto

de mensagens implícitas ou explícitas a serem assimiladas

e transformadas pela criança.

Podemos compreender o brinquedo educativo como um

agente de transmissão metódica de conhecimentos e habilidades,

simbolizando uma interferência refletida no lazer infantil

no sentido de oferecer conteúdo pedagógico ao entretenimento

da criança. Faz-se necessário superar a situação do brinquedo

como algo gratuito e sem finalidade imediata, atribuindo-

-lhe um determinado tipo de aprendizado.

A criança, ao fazer seu próprio brinquedo, está aprendendo

a trabalhar e a transformar elementos fornecidos pela natureza

ou materiais já elaborados, constituindo um novo objeto, seu

instrumento para brincar. Em outros momentos, ela se aproveita

de artigos, adaptando-os às suas experiências lúdicas. Porém,

ao receber um brinquedo pronto, a criança nem sempre

se conforma com seu significado explícito e fechado e acaba

dando outros significados.

O brinquedo pode ser definido de duas

maneiras, sendo uma com relação à brincadeira

e a outra a uma representação social.

No primeiro caso, o brinquedo é utilizado

como suporte em uma brincadeira, podendo

ser um objeto manufaturado, um objeto

fabricado por quem brinca, que só tem

significado durante a brincadeira, neste caso,

tudo pode virar um brinquedo, onde o sentido

lúdico do objeto é atribuído pela criança.

No segundo caso, o brinquedo é um objeto

industrial, assim reconhecido pelo consumidor

em potencial, em função de traços intrínsecos

(aspecto, função) e do lugar que lhe

é destinado no sistema social de distribuição

dos objetos, conservando sempre seu caráter

de brinquedo, podendo ser utilizado ou

não numa situação de brincadeira.

Na concepção dos brinquedos educativos

estão presentes dois tipos de orientações.

Uma delas refere-se ao fato da criança possuir

consciência latente, porém adormecida,

cabendo ao brinquedo educativo a função

de despertá-la. E a outra supõe a criança

como alguém que ignora a si mesma porque

não tem condições de compreender-se sozinha,

na qual a função do brinquedo educativo

seria conduzir a criança a adquirir uma

consciência verdadeira de si mesma.

Flaviane Satie Fernandes da Costa é diretora

pedagógica do Centro de Educação Infantil Comunitário

Brincando e Aprendendo.


EJA

Márcia Aparecida Melo Vianna

Em dezembro, participei do III Simpósio GEPEJA –

Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação ee Jovens e

Adultos, em Itatiba (SP). O encontro contou com a participação

de várias cidades do Estado com o propósito de discutir

temas relevantes para o atendimento a essa modalidade

de ensino. Entre os temas abordados, o forte foi políticas

públicas e, no intuito de socializar as ações que nosso município

vem desenvolvendo, resolvi apresentar uma “Comunicação”.

Meu trabalho tinha como título “A Educação de

Jovens e Adultos numa perspectiva contemporânea” – pois

nossa proposta educacional é realmente essa.

O que pude perceber é que todos os municípios estão buscando

alternativas para o melhor atendimento e garantia de

qualidade na educação para nossos jovens, adultos e idosos,

fomentando sempre a discussão sobre anseios e angústias peculiares

da EJA. Ao relatar e apresentar fotos, vídeos e uma

pequena exposição sobre o trabalho da nossa rede, que possui

uma proposta de ensino diferenciada pensando no resgate

da autoestima dos alunos oriundos de famílias carentes, o

público ficou encantado e não acreditava que seria possível.

Chamou a atenção as ações para a aquisição da leitura e da

escrita, que é o foco principal da educação e a função qualificadora

que surge como possibilidade de geração de renda,

além de oferecer aos alunos o passo que faltava para acolhê-

-los e tornar o ensino mais prazeroso, desenvolvendo e descobrindo

habilidades até então não reveladas.

Mogi

de é

destaque

Itatiba

em

Expliquei a forma como acontece, em que as escolas municipais

em parceria com o Centro de Iniciação Profissional

– CIP, ambos da Secretaria Municipal de Educação, desenvolvem

a função qualificadora, em que são oferecidos cursos

como: reparo e elétrica residencial, alarmes, crochê, fuxico,

artesanato em EVA, bonecos de feltro, garçom, festas

e eventos, costura, artesanato em bambu, entre outros. O

diferencial é que o curso vai para a escola, ou seja, todos os

alunos são atendidos um dia por semana com o profissional

do CIP, e neste dia, as professoras da EJA,participam de

reuniões de formação com a equipe pedagógica. Os alunos

também participam das aulas de informática, inserindo-os

na realidade do mundo, ensinando-lhes a preencher uma

ficha de emprego, fazer uma pesquisa online, aspecto que,

sem dúvida, é da maior relevância em se tratando de jovens

e adultos que já “perderam” muito tempo.

Ao final, fiquei orgulhosa e ficou evidente que investir em

políticas públicas para atender as necessidades da educação

é o que o nosso município está fazendo com muito sucesso,

seja na educação infantil com instalações de novas creches,

no ensino fundamental com o período integral e com a EJA.

Investir em uma política pública municipal integrada e com

ações voltadas para o desenvolvimento do “cidadão” mogiano

representa uma dupla aposta: criar condições necessárias para

romper o ciclo de reprodução das desigualdades e restaurar

a esperança da sociedade em relação ao futuro do município.

Nosso município está fazendo a diferença. Basta olhar

ao nosso redor!

Márcia Aparecida Melo Vianna é professora

do Ensino Fundamental formada em Pedagogia

e pós-Graduada em Direito Educacional, Gestão

e Supervisão Escolar, Atendimento Educacional

Especializado e Educação Especial. Atualmente é

Coordenadora da Educação de Jovens e Adultos

da rede municipal de educação

Práticas de Ensino

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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22

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

A importância da

psicomotricidade

na

alfabetização

Fátima Aparecida Pereira Lopes

A educação infantil é a base de todo o processo escolar. É nesta fase que a criança

desenvolve a coordenação motora, a interação social e afetiva, a leitura e a escrita.

Para que ocorra o processo de alfabetização de maneira adequada, é indispensável

o desenvolvimento das habilidades motoras da criança e cabe ao professor introduzir

e aperfeiçoar essas habilidades.

O desenvolvimento motor acontece com o amadurecimento do sistema nervoso, desde

que sejam dadas condições à criança de se movimentar, caso contrário, ela pode

apresentar problemas na fase de alfabetização, tanto na leitura quanto na escrita, no

pensamento abstrato, dentre outros grandes problemas de aprendizagem.


No processo de alfabetização, é indispensável

desenvolver as habilidades motoras

para que a criança se desenvolva

integralmente. Pensando nisso, é preciso

trabalhar alguns movimentos que propiciam

à criança o conhecimento e o domínio

de seu próprio corpo.

As atividades que trabalham a lateralidade

ajudam a criança a definir sua dominância

manual, a direção gráfica, a diferença

entre algumas letras como p e b, d e b.

A coordenação visual, ligada à coordenação

do olho-mão, olho-pé, também está

relacionda aos pequenos músculos que englobam

os dedos, os pulsos e a locomoção

no espaço. Essas habilidades são importantes,

por exemplo, para se fazer uma leitura,

onde os olhos se movimentam da esquerda

para a direita e para segurar um lápis e traçar

os movimentos da escrita.

Outra coordenação importante nesse

processo é a auditiva, necessária para que

a criança aprenda a distinguir os sons e

possa associá-los às palavras e, por sua

vez, pronunciá-las corretamente.

Essas funções motoras e coordenações

são indispensáveis para uma boa aprendizagem

e funcionam como uma forma de

prevenção nas diversas dificuldades que

encontramos relacionadas à alfabetização.

Dicas de algumas atividades:

■ Brincando no túnel: desenvolve a coordenação

motora ampla e o relacionamento

social;

■ Empilhando cubos: aprimora a preensão e o

controle dos movimentos dos braços;

■ Pular ou passar por baixo de barreiras: possibilita

ação livre e organização no espaço;

Referências Bibliográficas:

Wallon, Henry. As origens do caráter na criança.São Paulo:Nova Alexandrina,1995

Lebouch,Jean.Educação psicomotora: Psicocinética na idade escolar.

Porto Alegre: Artes médicas,1987

Psicologia e educação site http://psicologiaeeducacao.wordpress.com

Atividades para educação infantil http://www.educacional.com.br/educacao_fisica

A influência da psicomotricidade na alfabetização http://meuartigo.brasilescola.com

Psicomotricidade http://geocities.com

■ Bambolês e cordas: desenvolvem o equilíbrio e a coordenação

motora ampla;

■ Jogo de argolas: controle da força muscular, coordenação

viso-motora e organização espacial;

■ Jogo do som: ouvir o som de um objeto e imitá-lo com o

movimento do corpo. Discriminação auditiva;

■ Brincando com bola (jogar a bola contra a parede e agarrá-la,

a certa distância de uma bola parada no chão, correr e chutá-la,

etc): coordenação olho-mão e olho-pé.

Fátima Aparecida Pereira Lopes é psicóloga,

pedagoga e coordenadora pedagógica da

EM. Profª Cecília de Souza Lima Vianna e da

E.M. Rural Profª Eunice de Almeida.

Práticas de Ensino

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

ACOLH

Um ato de Amor e Respeito

Amparar

Colaborar

Orgulhar-se

Libertar

Honrar

Elogiar

Respeitar

Patrícia Leandro da Silva Celestino

Estas palavras acima citadas são indispensáveis no dia a

dia de qualquer professor... Elas retratam o que devemos

ser e fazer com nossos alunos. Acolher é um ato de amor!

Sim, pelos simples gestos de amparar, colaborar, orgulhar-

-se, libertar, honrar, elogiar e respeitar, nós conseguimos

transformar realidades, por meio destes gestos, que não são

pequenos, mas, sim, gigantes nos seus contextos, podemos

fazer a diferença para muitas crianças... Podemos proporcionar

o resgate social, de caráter e de autoestima para aqueles

que precisam de nós, não somente como professora,

mas diante de nossa realidade, como um ser que participa

da sua vida, do seu crescimento.


ER

Sabe-se que é indiscutível a importância da afetividade

dentro do processo educacional. Pesquisas já demonstram

que afetividade e inteligência caminham juntas no processo

de construção da personalidade da criança e essa relação

tem influência direta sobre a aprendizagem escolar, isto está

muito claro nas Diretrizes Curriculares Municipais...

Com bases nessas informações é que trabalho com meus

alunos, atividades diferenciadas, visando o acolhimento

propriamente dito, destas crianças. Trabalho com danças,

gincanas, brincadeiras despertando em cada uma o prazer

em vir para a escola.

Durante o ano, meu trabalho se volta para a interdisciplinaridade

e para o propósito de desenvolver e descobrir as

inteligências existentes nelas. Uma importante atividade e que

desenvolve habilidades de oralidade e reforço na escrita é a

roda de conversa, momento muito esperado em que trocamos

experiências sobre nossos dias... Muitas vezes são aproveitados

para o desenvolvimento da aula, conforme flui...

Nas aulas de Educação Física (recreação) fazemos ginástica

aeróbica, com tudo que temos direito: muito alongamento,

muita música e, principalmente, muita respiração, muito toque e

muito carinho entre os alunos. E há melhor maneira de se trabalhar

valores como tolerância, cooperação e respeito do que esta?!

Como bem sabemos, valores não são aprendidos com lápis e

papel, mas sim vivenciando e interagindo com o outro.

“A intolerância não está nos nossos gens”.

(Livro de Valores)

Um momento muito gostoso também é quando fazemos

gincana na quadra, envolvendo diversas atividades como

passar a bola em fileiras, estourar bexigas, batata-quente

com bexigas e música. Para diminuir a agitação, num segundo

momento fazemos algumas dinâmicas de grupo, como

por exemplo, a dinâmica do amigo, na qual cada aluno escolhe

um colega com quem tem mais afinidade, dizendo-lhe

as características que o fazem ser especial, entregando-lhe

um doce de presente. Os alunos relaxam e mais uma vez

“valores“ são privilegiados em nossa aula.

O desenvolvimento da leitura, como carro-chefe da escola,

tem um “cantinho” da leitura, envolvendo o lúdico

como o monta-monta, massinha de modelar e pintura, dando

possibilidade de além da leitura a criança criar o que está

lendo. Formam-se os grupos e os mesmos têm autonomia

para escolher em qual cantinho quer ir. É muito interessante

observar como as crianças se sentem autônomas em poder

escolher as atividades de que participarão.

No processo de ensino-aprendizagem é preciso oferecer

atividades diferenciadas e a possibilidade de que a criança

escolha aquelas que mais a atraem. É gratificante observar

dia a dia o crescimento de cada uma delas...

Dessa forma eu trabalho com todas as áreas do conhecimento,

mesclando o conteúdo ao lúdico e proporcionando condições

de aprendizagens significativas e motivadoras aos meus

alunos. Penso que assim, não só o início do ano letivo, mas

durante todo ele, faz-se necessário o acolhimento ao aluno e

nada melhor que se sentir querida para sentir-se acolhida...

Para a criança em qualquer idade é muito importante ser

acolhida – pelos professores, amigos e familiares, por isso

esse acolhimento com meus alunos e os frutos que venho

colhendo são muito expressivos... E dando continuidade a

esse trabalho, certamente estas crianças serão no futuro seres

humanos que farão a diferença.

Patrícia Leandro da Silva Celestino é professora

da EM Profª Florisa Faustino Pinto

“Os meios em que a criança vive e aqueles com que ela

sonha constituem “a forma” que amolda sua pessoa”.

(Wallon, 1975)

Práticas de Ensino

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX Práticas de Ensino

Alfabetização

Paulo de Almeida Correia Junior

cartográfica

A interpretação de mapas e gráficos deve ser

vista como uma habilidade tão importante quanto

saber ler, escrever ou resolver uma operação

matemática. Entretanto, ao contrário dessas três

últimas, a alfabetização cartográfica não é praticada

como deveria nos anos iniciais do ensino

fundamental, pois faltam formação, material, planejamento

e capacitação.

Para alfabetizar o educando, no que diz respeito aos

mapas, é necessário primeiramente romper os laços

com o passado, quando à grande maioria dos alunos

eram apresentados mapas inadequados ao seu estágio

de desenvolvimento mental. Isso quer dizer que a capacidade

cognitiva é essencial para que sejam colocados

em prática na escola programas de alfabetização

cartográfica para todos os anos do ensino fundamental,

principalmente do primeiro ao quinto ano.

às

e o

velhas

desapego

tradições


Mas então quais seriam os mapas adequados?

Muitas vezes não é necessário

trabalhar exatamente com um mapa feito

por adultos e para adultos. Na maioria

dos casos, o trabalho com os chamados

“pré-mapas”, isto é, fotografias e gravuras,

pode ser mais proveitoso, por serem

menos seletivos que os mapas.

Os mapas – principalmente os temáticos

- envolvem uma quantidade grande de

abstração e seleção, pois somente algumas

feições da realidade são representadas, deixando

todo o resto, considerado ruído, de

fora. Além disso, para entender todos os

símbolos, cores e tramas envolvidos, é necessário

lançar mão de abstrações, as quais

fazem parte da legenda, a chave de interpretação

dos mapas temáticos.

Referências Bibliográficas:

Além do problema da abstração e da interpretação de símbolos,

é característica de todos os mapas a redução, representada

pela escala e a rotação, que é a propriedade de ver a realidade

de vários pontos de vista.

Uma das melhores formas de se começar a trabalhar com a

cartografia na fase de alfabetização é justamente aproveitando

uma atividade instrínseca ao ser humano – os jogos infantis. É

observando e brincando que as crianças exploram o ambiente

onde vivem, criando inclusive limites imaginários, estabelecendo

relações entre os objetos, as distâncias, os formatos

e criando representações e abstrações da realidade. É muito

importante explorar nessa idade a imaginação, o espaço psicológico

e relativo sobreposto ao espaço concreto e absoluto.

É fundamental ter em mente que de nada adianta manter

as antigas tradições de ensino de cartografia, se o trabalho

não vier acompanhado de objetivos claros e de uma formação

verdadeira, com habilidades e conceitos. Exemplo

claro disso é a localização dos pontos cardeais pelos astros,

que só faz sentido quando são trabalhados em conjunto as

ideias de rotação da Terra, movimento aparente dos corpos

celestes, solstício e equinócio, entre outros.

O professor não deve ter medo de inovar e de escolher não

trabalhar com certos conceitos. É preciso ter em mente que

“não aprender agora” é melhor que “aprender errado”. Por

melhor que seja o professor e as condições da escola e do

material, a fase de desenvolvimento da criança é fundamental

para que o aprendizado seja feito de forma a se construir

um espírito científico, no qual a criança se tornará um adulto

capaz de usar essas ferramentas não só como mera ilustração,

mas como parte integrante da resolução de problemas.

ALMEIDA, Rosângela Doin. Do desenho ao mapa. São Paulo: Contexto, 2001.

Paulo de Almeida Correia Junior é bacharel, licenciado,

mestre e doutorando pelo Departamento

de Geografia da FFLCH – USP. Atualmente atua

como professor da UniABC e Etec de Suzano.

AUDIGIER, François. Construction de l´espace géographique. Paris: INRP – Institut National de Récherche

Pédagogique, 1995.

BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

OLIVEIRA, Lívia. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. São Paulo: IGEOG/USP, 1978.

SIMIELLI, M. E. R. Primeiros mapas: como entender e construir. Vols. 1 a 4. São Paulo: Ática, 2002.

Práticas de Ensino

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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seus 450

50

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Comunidade

Valorizando a

e

trabalhadores

Mogi 450 anos

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

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desde

pequenos...

50

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450

Elisângela Cavalcante Okuhara

Jozelene Vartapelli Costa

Vanessa de Lourdes dos Santos

Em 2010, quando a nossa cidade comemorou seus 450

anos, um aspecto muito importante a ser trabalhado, foi a

valorização dos profissionais que tanto contribuem para o

desenvolvimento de nossa cidade. Pensando nisso, surgiu a

questão: “Como fazer os pequenos compreenderem a importância

dos profissionais de nossa cidade?”

Os alunos da faixa etária de 3 a 4 anos (Infantil II) têm necessidade

de vivenciar, experimentar, para assim terem uma

aprendizagem significativa e, para alcançar

isso, desenvolvemos, dentro do Projeto

Mogi 450 anos”, uma sequência

didática abordando o tema Profissões.

Iniciamos as atividades, partindo do

primeiro grupo social no qual a criança

está inserida, ou seja, a família. Enviamos

um breve questionário sobre a


“Se você deseja obter bons resultados por um ano, plante uma lavoura. Se

quer obter bons resultados por uma geração, plante uma árvore. Se deseja

obter bons resultados para toda a eternidade, eduque uma criança!”

profissão exercida por um dos familiares que moram com a

criança, esta atividade foi socializada em rodas de conversa,

onde apresentamos o questionário respondido pelo familiar

e a criança apresentou uma foto do mesmo.

O próximo passo foi a valorização dos profissionais da escola,

onde em rodas de conversa, eles puderam explicar às crianças

quais eram suas atribuições dentro da escola e mostrar a

elas onde realizavam suas atividades. Esses momentos possibilitaram

a interação da criança, uma aproximação maior com

diferentes profissionais, que apesar de não desenvolverem um

papel estritamente pedagógico, são essenciais para o funcionamento

da escola e, consequentemente, o desenvolvimento

"Não eduque uma criança apenas para vencer

na vida e, sim, para ser feliz. Assim, ela

aprenderá o valor das coisas e não o seu preço".

Autor desconhecido

Autor desconhecido

integral da criança. Além da valorização desses profissionais,

as crianças tiveram possibilidade de ampliar seu vocabulário,

despertar seu senso crítico e aguçar a curiosidade.

Para contextualizar, realizamos diversas atividades em sala,

sendo a mais significativa, o trabalho de apreciação de obras

de arte, onde as crianças puderam expor suas interpretações,

analisando e conhecendo diferentes profissionais.

A participação da comunidade também foi contemplada,

realizamos um passeio pelo bairro e tivemos uma adesão

grande por parte dos pais, que nos acompanharam. O passeio

pelo bairro, na verdade foi uma pesquisa de campo,

onde visitamos alguns pontos comerciais, conhecendo além

do ambiente o ofício de cada profissional, como: bicicletaria,

vidraçaria, estúdio de tatuagem, estúdio de fotos, loja

de roupas e acessórios e colchoaria. Visitamos também o

posto de saúde e uma praça pública próxima à escola.

A receptividade por parte dos profissionais foi muito grande,

assim como a participação e interesse das crianças. Nessa visitação,

cada um expôs seu local de trabalho e a importância do

mesmo para a comunidade. A enfermeira ressaltou, além dos

cuidados com a saúde e higiene, a importância da vacinação para

as crianças. Surpreendentemente, as crianças abordaram, por iniciativa

própria, um varredor que estava trabalhando na praça,

questionando-o sobre seu ofício e ele gentilmente colaborou.

Para finalizar essa sequência de atividades, realizamos com

nossos pequenos um desfile dos profissionais, onde cada

criança veio caracterizada de um profissional diferente e mais

uma vez os pais além de colaborarem, nos surpreenderam com

sua criatividade ao improvisar as fantasias e os acessórios.

Para apresentar aos pais todas as etapas de nosso trabalho,

montamos um painel de fotos com todas as atividades realizadas.

O aprendizado foi significativo, pois teve a experimentação,

a vivência por parte das crianças.

Elisângela Cavalcante Okuhara é pedagoga, pós-

-graduada em Psicopedagogia Institucional e professora

da EM Profª Vanda Constantino da Costa.

Jozelene Vartapelli Costa é pedagoga, pós-graduada

em Psicopedagogia Institucional e professora

da EM Profª Vanda Constantino da Costa.

Vanessa de Lourdes dos Santos é pedagoga e

professora da EM Profª Vanda Constantino da Costa.

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Glória!

aos nossos

heróis


Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro

Regina Célia Rissoni Valentim

No transcorrer dos 450 anos de nossa cidade, inúmeros

episódios heróicos puderam ser contracenados por mogianos

de sangue ou de coração. Um destes momentos marcantes

de nossa história se passa em São Paulo no ano de 1932.

O cenário político nacional passava por momentos conturbados,

o Governo Provisório de Getulio Vargas e suas medidas

intervencionistas e centralizadoras desagradavam à velha oligarquia.

As atitudes de Vargas levaram ao descontentamento

da elite paulista. Sendo assim a crise econômica mundial, que

afetava o país desde 1929, foi também um dos grandes fatores

que desencadeou a Revolução Constitucionalista de 1932.

Esta Revolução eclodiu em 9 de julho e chegou ao fim de

outubro com a rendição de São Paulo às tropas federais.

Em meio a esses episódios, um mogiano de coração se destacou,

Tavírio Villaça Pinto, que completou em 2010 96 anos,

é atualmente o único voluntário constitucionalista vivo em

nossa cidade e um dos poucos do Estado. Villaça nasceu em

1914 no Rio de Janeiro, filho de um almoxarife da antiga Cia.

Central do Brasil e veio para São Paulo aos 17 anos em 1931.

Segundo Villaça, “com a transferência do Almoxarifado de

viação para São Paulo, meu pai se viu obrigado a se mudar

para a cidade de São Paulo”. Após se fixar em São Paulo,

Villaça concluiu a Escola de Contabilidade como guarda-

-livro e conheceu seu padrinho de batismo, o profº Joaquim

Teixeira de Aquino com quem manteve fortes laços.

O ano de 1932 foi marcado por agitações e crises sucessivas

nos meios civis e militares, os antigos partidos da oposição,

Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático

(PD), formaram uma Frente Única, com o objetivo

de enfrentar o poder central. Essa Frente Única lançou a

campanha por eleições para a formação de uma assembléia

constituinte. Na manhã do dia 9 de julho de 1932, um sábado,

eclodiu a Revolução Constitucionalista.

Segundo Villaça, “Naquele sábado, eu estava indo até a

casa dos meus padrinhos para encontrar com meu primo

Rolandro, minha mãe me deu o dinheiro para o bonde e sai

tranquilamente. Ao descer do bonde, me deparei com uma

grande movimentação no centro de São Paulo. Nisso, seguindo

meu caminho fui até a casa do Rolandro, mas não

Na página ao lado, cartaz de convocação dos jovens

paulistas para a batalha pelo Estado. Acima, Tavírio

Villaça Pinto, o único voluntário da Revolução Constitucionalista

de 1932 vivo em Mogi das Cruzes e um dos

poucos em todo o Estado de São Paulo

o encontrei. Segundo minha madrinha, ele

tinha ido se alistar na revolução e iria embarcar

no trem no mesmo dia, fui até o

encontro dele. O encontrei no Largo São

Francisco junto como meu padrinho, nisso

me despedi de Rolandro. Passado alguns

minutos meu padrinho virou para mim e

perguntou: “E você?”, respondi “eu vou

para minha casa”, “Você vai mesmo?”, ele

perguntou. Confirmei que iria, mas fui que

fui, mas não fui. Dei a volta no quarteirão

e me alistei, mesmo sem o consenso de

meus pais e sendo carioca, pois tinha 17

anos, meu primo com 16, como poderia

deixar ele ir sozinho pra batalha?”.

A indústria de São Paulo foi adaptada

para fornecer material para guerra, como

lança-chamas, máscaras contra gases, granadas

de mão, capacetes de aço. As tropas

do Governo Federal, comandadas pelo

general Góis Monteiro, avançaram pelo

Vale do Paraíba, para a divisa de São Paulo

com Minas Gerais, pelo litoral de Parati e

Ubatuba e para Itararé, e desta forma impediam

o avanço das tropas federais.

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Mogi 450 anos

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Mogi 450 anos

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450 450

Segundo Villaça, “No ato do alistamento

o voluntário recebia o uniforme

completo, capacete, arma, marmita

e cantil. Ao voltar pra casa eu contei a

minha mãe, o acontecido... O Rolandro

embarcou e eu me alistei. Minha

mãe ficou desesperada e pediu que eu

voltasse para entregar tudo que peguei

na hora do alistamento. Concordei

com ela e fui devolver, mas não devolvi

embarquei naquele dia mesmo para

Queluz, divisa de São Paulo com Rio

de Janeiro. Ao chegar fui intitulado primeiro

tenente da 1º e 2º Cia por ser o

único voluntário a ter se apresentado

fardado. E aos meus cuidados ficaram

vinte soldados. Só que infelizmente

Rolandro foi para Caçapava, só o encontrei

no fim da revolução”.

Em todas as frentes houve combates

violentos. No entanto, em agosto

e setembro, ficou comprovada a superioridade

das forças do Governo

Federal, que contava com mais armas,

munições e soldados. Segundo Villaça,

“As dificuldades eram muitas, cheguei

a ficar três dias sem comer, nessa oca-

sião eu e meus homens tivemos que

matar uma vaca, um ato de extrema

necessidade. Houve também em alguns

momento o uso da matraca, pois

seu barulho confundia-se muito com

os das metralhadoras, o uso desse artifício

era necessário nas horas em que

estávamos sem munições”.

Apesar de São Paulo estar em desvantagem,

a luta durou três meses,

terminando em outubro, quando os

paulistas, cercados pelas tropas, se

renderam. No total, foram 87 dias de

combates (de 9 de julho a 4 de outubro

de 1932 - sendo o último dois dias

depois da rendição paulista), com um

saldo oficial de 934 mortos, embora

estimativas não-oficiais reportem até

2.200 mortos. Inúmeras cidades do in-

O descontentamento da elite paulista

com o Governo Provisório de Getúlio

Vargas e a crise econômica mundial, que

afetava o País desde 1929, foram grandes

fatores que levaram jovens paulistas às

frentes de batalha em 9 de julho de 1932

terior do estado de São Paulo sofreram

danos devido aos combates. Em meio

a este saldo trágico de mortos, havia

dois mogianos de sangue que doaram

suas vidas heroicamente para o bem de

São Paulo, Fernando Pinheiro Franco

e Cabo Diogo Oliver.

Mesmo derrotados, os paulistas tiveram

ganhos políticos. O governo

provisório se comprometeu em levar

avante o processo de reconstitucionalização

do país. Outro ganho para São

Paulo, em agosto de 1933, os paulistas

passaram a ter um interventor paulista

e civil, como desejava a elite. O interventor

que assumiu o governo de São

Paulo foi Armando Sales de Oliveira.

A revolução de 1932 provocou uma

reorganização na política nacional e foi

um marco do processo de depuração

das elites civis e militares.

O destino nos reservou a alegria de

vermos Mogi representada em diferentes

momentos da nossa história nacional.

Embora tenha contribuído para tal,

Tavírio não se sente nosso herói e diz

apenas “ter vivido a vida do jeito que ela

deveria ser vivida”, ou seja ter cumprido

com o seu papel de “cidadão mogiano”.

Glória aos nossos heróis!

Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro é graduado

em História pela Universidade Braz Cubas.

Regina Célia Rissoni Valentim é graduada em História

e Pedagogia com pós-graduação em Psicopedagogia

e Formação de Especialista em Educação.


Seis alunos da rede municipal

são premiados pelo projeto

Com a frase “Tudo que você faz de bom ou de ruim

para o meio ambiente, recebe de volta”, Kathilany Roberto

Medeiros, aluna da 4ª série da Escola Municipal Profª

Cecília de Souza Lima Vianna, em Taiaçupeba, foi uma da

premiadas pelo projeto “Escola no Campo”. Mais cinco

alunos da rede municipal de Mogi das Cruzes receberam

prêmios em dezembro na sede da Escola Ambiental de

Mogi das Cruzes, parceira do projeto desenvolvido pela

empresa Syngenta desde 1.991.

Neste ano, em Mogi, o projeto atendeu 400 alunos em 13

escolas municipais localizadas na zona rural. Os educadores

participam de uma capacitação para desenvolver o tema em

sala de aula. “A proposta do trabalho é conscientizar os alunos

sobre o uso correto de agrotóxicos e dos equipamentos

de segurança. Eles são agentes multiplicadores na sua residência”,

observou Zenaide Oilveira dos Santos, educadora

da Escola Ambiental.

“Nosso objetivo é contribuir para a formação de novas

gerações conscientes, preservar o meio ambiente e incentivar

o uso correto de defensivos agrícolas na produção de

alimentos mais saudáveis”, observou Giuliano Igarashi, representante

da empresa Syngenta na região do Alto Tietê,

que conta com um parceiro na cidade a loja Yoshida Hirata.

O estabeleciomento cedeu as bicicletas entregues a cada um

dos vencedores do concurso.

A entrega dos prêmios contou com representantes

das secretarias municipais

de Educação e Verde e Meio Ambiente,

além de pais e educadores das escolas.

Veja abaixo a lista dos alunos premiados.

Categoria - Desenho

Kevyn Lohan Oliveira Dias - E. M. Antônio Pedro Ribeiro

4ª série - Profª Fernanda Aparecida Rezende

Leonardo Cristian de Miranda - E. M. (R) Bairro São João

4ª série - Profª Eliana Aparecida Santos

Bruno dos Santos Rodrigues - E. M. (R) Prof. Cid Torquato

4ª série - Profª Cecília Dias Olmos

Categoria Frases

“O amor à vida é o melhor equipamento”.

Douglas Camilo Oliveira - E. M. Antônio Pedro Ribeiro

4ª série - Profª Fernanda Aparecida Rezende

“Escola no Campo”

“Tudo que você faz de Bom ou de ruim para o meio ambiente,

recebe de volta”.

Kathilany Roberto Medeiros - E. M. Cecília de Souza Lima Vianna

4ª série A - Profª Debora Regina Quinto

“O ser humano destrói sua própria casa por causa de sua

ganância e ignorância”.

Geovanny Gabriel Ribeiro Francisco - E. M. (R) Prof. Cid Torquato

4ª série - Profª Cecília Dias Olmos

Educação Ambiental

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Educação Ambiental

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Rosa Maria Fusco Ferreira

Sandra M. B. Ongarelli Garcia

De olho no

Sempre atenta aos fatos da atualidade, nossa equipe escolar

teve como foco para o projeto atual, o meio ambiente.

Como é possível acompanhar através das mídias, a grande

preocupação, tanto no presente como –especialmente – no

futuro, é a ocorrência de desastres causadores de impactos

ecológicos. Deste modo, dentre alguns possíveis temas, resolvemos

nos atentar aos efeitos nocivos do óleo. Segundo

dados coletados, com apenas um litro de óleo é possível

contaminar um milhão de litros de água, o equivalente ao

consumo de uma pessoa no período de 14 anos, afetando

a vida aquática presente em oceanos e rios, a aceleração do

aquecimento global, a perda de biodiversidade e até mesmo

o turismo de algumas regiões. Quando jogado diretamente

em pias ou vasos sanitários, pode causar grandes danos às

tubulações e ao meio ambiente, justificando também o encarecimento

do tratamento de água para o nosso consumo.

Somente o município de Mogi das Cruzes é responsável

pelo descarte de aproximadamente 45.000 litros de óleo

por mês. Inspirada em projeto correlato, nossa equipe escolar

criou a campanha “De Olho no Meio Ambiente”, a qual

visa o reaproveitamento de óleo de cozinha usado, partindo

da conscientização sobre a possibilidade

de produção de massa de vidro (de

janelas), tinta a óleo e biodiesel. Deste

modo, nossa unidade de ensino passou

a ser posto de entrega e recolhimento.

Assim, nosso objetivo atual é o

constante despertar os alunos e a comunidade

para a responsabilidade que

cada um tem como cidadão, devendo

colaborar de alguma forma para a preservação

e valorização de sua cidade

e, consequentemente, de seu planeta.

Nossa ambição sempre será formar

pessoas multiplicadoras da cultura de

preservação ambiental.

ambiente

Rosa Maria Fusco Ferreira é professora da

EM Profª Cynira Oliveira de Castro e Sandra M.

B. Ongarelli Garcia é coordenadora pedagógica

da EM Profª Cynira Oliveira de Castro.


Carlos Matsubara

Eduardo Marin Lelis

Graciela Rodrigues dos Santos Silva

Rejane Messias de Aguiar

Wellington Fernando Martins

Redes sociais podem dar a possibilidade

de o aluno formar e trocar conhecimentos.

Paulo Freire, em tempos anteriores

à explosão da Internet, já defendia

a coautoria , como um ambiente de interação,

onde os papéis de emissor e receptor

não são evidentes, sem fronteiras tão

marcantes, trazendo o aluno como um

elemento colaborador para a construção

do conhecimento; é a relação entre professor

e aluno na formação do ambiente

educacional, no diálogo e na criação do

material a ser discutido.

Com o uso de redes sociais, o professor

por sua vez terá a oportunidade de

verificar certas características de seus

alunos, como a capacidade de elaborar

textos, pesquisar sobre um assunto,

dar uma opinião e debater a de outros.

Essa rede de comunicação também

pode agregar valores à instituição de

ensino. Um wiki (enciclopédia virtual)

bem desenvolvido, por exemplo, pode

ser usado como ferramenta de pesquisa

para futuros alunos. Uma rede social

bem focada pode prover um elo entre o

aluno, escola e comunidade, fomentando

ações integradoras, que podem ir muito

Redes

Sociais

e

além das festas sazonais e reuniões de

pais. Um podcast/videocast (arquivo de

áudio e vídeo divulgado via site) pode

dar aos pais orientações sobre saúde,

psicologia, problemas de aprendizagem,

transmitir palestras feitas na escola, etc.

Tal metodologia deve ser inserida gradativamente

com uma mescla de atividades

em sala e em ambiente virtual. Seria

válido o professor trabalhar em aula

o conceito e os objetivos e trazer aos

poucos, posteriormente, em cada aula,

o estímulo ao uso da tecnologia. Após

esta etapa, o professor pode explorar o

uso da comunidade virtual como uma

extensão do trabalho em sala, deixando

o espaço livre para colaboração.

Claro que há barreiras nesse processo:

primeiro, os educadores, devem se atualizar

e usar essas ferramentas, atividade

que necessita de tempo e trabalho extras

para adequar-se a essa nova metodologia

e agregar melhorias ao processo

educativo. O outro problema seria levar

nossos alunos a esse ambiente com o

Edu

ca

ção

olhar de construir conhecimento, debater

ideias e agir democraticamente, vindo

a entender a maneira correta de agir

como colaborador.

Cabe aos educadores, a tarefa de

abrir os olhos deles para essa nova

oportunidade. Temos ferramentas gratuitas

para esse fim e, em nossa cidade,

temos a colaboração tecnológica da

equipe de orientadores de informática.

A única preocupação seria mudar

o processo de aprendizagem para que

não seja mais somente transmitir o conhecimento,

mas sim ensinar nossos

alunos como usá-lo, como modificá-lo

e até mesmo discordar dele.

Carlos Matsubara é Orientador de Informática da EM Dr. Benedito Laporte

Vieira da Motta, Eduardo Marin Lelis é Orientador de Informática da EM Dr.

Alvaro de Campos Carneiro, Graciela Rodrigues dos Santos Silva é Orientadora

de Informática da EM Profª Noemia Real Fidalgo, Rejane Messias de Aguiar é

Orientadora de Informática da EM José Alves dos Santos e Wellington Fernando

Martins é Orientador de Informática da EM Dr. Waldir Paiva de Oliveira Freitas.

Educação e Tecnologia

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

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Educação e Tecnologia

Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Professora

pedagógica

Multimídia

Rosemeide Ferreira

A informática educativa possibilita muitos caminhos para que

o professor realize suas aulas de uma forma interessante, diante

do mundo tecnológico em que vivemos. Dominar técnicas de

informática para, assim, aplicá-las à educação é um dos grandes

desafios de hoje para os profissionais da educação.

Usando a

internet como

ferramenta

Muitos recursos são utilizados para

que se obtenha êxito na aprendizagem

e um, em especial, oferece muitas possibilidades

de desenvolvimento das

potencialidades humanas: o Blog.


Os blogs são páginas na internet (Web), que utilizam os

protocolos de transmissão de dados e contam com um servidor

para armazenar as informações que apresentam e que

precisam ser atualizadas com frequência. Historicamente,

surgiram no final de 2001, no site Blogger.com. Apresenta-

-se com uma linha de tempo para as postagens, abarcando

uma infinidade de assuntos que vão desde diários, piadas,

links, notícias, poesias, artigos, ideias, fotografias e tudo

mais que seja possível para sua atualização. Quando “no

ar”, isto é, postado na web, qualquer pessoa pode acessá-lo.

Sendo uma excelente forma de comunicação, permite que

grupos e pessoas interem-se sem restrição temporal, pois o

leitor pode registrar comentários acerca da exposição do blog.

Pensando enquanto educador, como esta ferramenta valiosa

pode contribuir em nossa prática pedagógica diária?

Os blogs podem:

■ apresentar várias etapas de um projeto desenvolvido na

escola, na sala, em grupos ou mesmo individual;

■ criação de um jornal online;

■ divulgação de atividades;

■ apoio a um eixo de trabalho (ou mesmo a uma disciplina)

■ preparação para encontros educacionais ente os profissionais,

ou mesmo entre estudantes;

■ divulgação de produções dos alunos em diferentes áreas

de conhecimento e de estudos realizados por eles;

É importante lembrar que o blog não se restringe apenas

à língua portuguesa ou mesmo à matemática. Ele funciona

como um recurso para todos os eixos do conhecimento, já

que o conhecimento na realidade busca uma apresentação

menos fragmentada. Ele pode, em alguns momentos, conter

mais informações sobre uma determinada área, mas não se

fecha para qualquer outra em nenhum momento.

Além de tantas possibilidades educativas, os blogs aproximam

as pessoas, as ideias e permitem reflexões, colocações, troca de

experiências, amplia a aula e a visão de mundo e oferece a todos

as produções realizadas. A melhor vantagem é que é um recurso

extremamente prazeroso a quem o elabora e desenvolve!

Enquanto professor, não precisa utilizar a antiga caneta vermelha

para sublinhar o que estava errado, mas o blog pode

oferecer informações sobre o “erro” do aluno e os caminhos

a serem percorridos para uma melhora, se necessária, em sua

construção de conhecimento. Partindo do espaço “comentários”,

o professor interage com o aluno mais facilmente, instigando-o

a pensar e resolver soluções. Este é um grande objetivo

hoje, dentro de um currículo voltado para competências

como nos coloca nossos Referenciais Nacionais de Educação.

Diante dessa ferramenta, em 2010, decidi montar um blog

para meus alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. No

blog, todos os dias interajo com eles e os pais, postando todo

o conteúdo trabalhado no dia durante a aula.Os pais por sua

vez, deixam comentários e participam ativamente do blog.

Na primeira reunião de pais e mestres do ano, foi pedida a autorização

de imagem e informado aos mesmos sobre o uso do blog.

O retorno dos pais tem sido excelente. Todos os dias recebo

mensagens carinhosas, elogios e até sugestões de atividades

para trabalhar com os alunos.

O blog não é somente explorado em casa pelos alunos.

Na escola durante as aulas de informática depois de realizarmos

as atividades propostas, os alunos acessam o blog,

fazem as leituras das postagens e deixam comentários.

Nós, professores, hoje, temos que aproveitar todas as técnicas

e ferramentas disponíveis para facilitar a aprendizagem.

O blog na minha sala tem favorecido muito o enriquecimento

das aulas. Tenho percebido claramente uma evolução

significativa. Os alunos têm se preocupado muito em corrigir

os seus erros gramaticais para não escreverem comentários

com erros no blog. A leitura está a cada dia mais aprimorada.

O blog, hoje, para minha turminha deixou de ser apenas

uma forma de se comunicar com a professora, mas passou

também a ser uma ferramenta em que eles aprendem e

ampliam seu conhecimento.

Eu, enquanto mediadora, me sinto realizada.

Endereço eletrônico: www.abcdarose.blogspot.com

Rosemeide Ferreira é professora da Rede Municipal

de Ensino de Mogi das Cruzes há 10 anos.

Pedagoga e pós-graduada em Coordenação e Supervisão

em Educação Infantil. Atualmente é professora

da EM. Profª Lourdes Maria Prado Aguiar.

Educação e Tecnologia

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Educando em Mogi - nº 54 - ano IX

Educação e Esporte

Esporte

escola

na

Anderson do Prado

Falar de esporte na escola é simplesmente dar continuidade

ao processo de desenvolvimento que o homem vive em sua

história. Desde seu nascimento, as interfaces que compõem o

esporte estão inseridas no dia a dia e na cultura. As regras, as

competições, o respeito, as relações interpessoais, as alegrias

da conquista, as dores das derrotas, entre tantos outros aprendizados

constituem este fenômeno chamado esporte.

Na escola, onde aqui consideraremos os primeiros anos do

Ensino Fundamental, com as crianças já margeando a sua fase

de desenvolvimento motor especializado (Gallahue, 2001),

elas praticam constantemente jogos e brincadeiras que projetam

o esporte com infinitas ações motoras existentes nas mais

variadas modalidades esportivas.


Frente a esse panorama, a escola é um dos pilares na formação

esportiva da criança. É neste ambiente acadêmico que os

educadores podem se aproveitar desta paixão do homem pelo

esporte e explorá-lo para transmitir para as crianças informações

sobre o mundo, transcendendo os valores esportivos. As

disciplinas acadêmicas, por meio de seus educadores, podem

ter como “pano de fundo” modalidades esportivas, eventos

esportivos, e até esportistas para estimularem seus alunos ao

aprendizado e a pesquisas sobre Matemática, Português, História,

Geografia, Ciências e outras tantas disciplinas.

Mais próximo a nossa realidade e com grande importância

na história de Mogi das Cruzes vivenciaremos em 2011 o

maior evento esportivo da América Latina, a popular “Olimpíada

Caipira”, os chamados Jogos Abertos do Interior, que

reúne mais de 200 cidades com mais de 15 mil atletas, com

a mais vasta diversidade de modalidades esportivas e etnias,

convivendo durante duas semanas em nossa cidade.

Nesta ocasião, cada cidadão mogiano, em especial, cada criança

dará a sua contribuição e construirá seu aprendizado extraindo

experiências deste evento esportivo. Portanto, é nas escolas

que Mogi das Cruzes iniciará sua contribuição na formação das

crianças por ter acolhido os Jogos Abertos do Interior 2011,

envolvendo os alunos e dando opção para os educadores explorarem

o esporte na transmissão de seus valores implícitos.

Anderson do Prado (Pinduca) é diretor de Esportes

da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

Educação e Esporte

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Secretaria Municipal

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