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Giorgia de M. Domingues - Fazendo Gênero 10 - UFSC

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Giorgia de M. Domingues - Fazendo Gênero 10 -

Mulheres-homens? Giorgia de M. Domingues * (UFSC) Identidade de gênero, sexualidade e subjetividades. ST 61- Sexualidades, corporalidade e transgêneros: narrativas fora de ordem. Menino ou menina? Essa interrogação não nos deixa esquecer que a identificação do sexo de uma criança gera surpresas e expectativas para muitos casais. Ao mesmo tempo em que parece ser tão simples e óbvia, nos mostra que o determinismo do sexo tornou-se do ponto de vista científico uma séria preocupação da medicina moderna. A partir desse momento, a identidade do indivíduo passou a ser determinada pelo sexo biológico. E se a menina quiser ser um menino? O processo de formação da identidade de gênero e a complexidade dos fatores genéticos, biológicos, psicológicos e sociais, tornaram-se por sua vez, a preocupação da medicina contemporânea. Mas afinal, o sexo biológico é capaz de definir com exatidão a identidade de gênero de um indivíduo? Como nossa sociedade estabeleceu categorias de gênero a partir do padrão biológico de distinção anatômica, ainda é muito comum integrar sexo, gênero e sexualidade. Ao nascer uma criança que pertence biologicamente ao sexo feminino, por exemplo, associa-se a ela o gênero feminino e a sexualidade heterossexual, considerada por nossa sociedade como normal ou natural. Ao longo dos tempos, as identidades de gênero têm sido construídas e reforçadas dessa forma. (BUTLER, 2003) Episódios de mudança de sexo ainda são muito polêmicos nos dias atuais. Mais polêmico do que trocar de sexo ou adotar outra identidade de gênero é não possuir identidade alguma. Nossa sociedade não aceita o neutro, pois estabeleceu categorias dicotômicas de gênero a partir da definição do sexo biológico. Os parâmetros duais de oposição constituídos, ainda são tão fortes e arraigados que não conseguimos cogitar a hipótese da existência de um terceiro sexo, de um ser intersexuado, de um “meio-termo” ou de um andrógino. A figura andrógina, metade homem, metade mulher, atualmente é observada como uma anomalia genética ou aberração. Na Antiguidade, porém, muitas sociedades aceitavam a existência de três gêneros: macho, fêmea e andrógino. O andrógino era classificado como uma fusão de opostos, uma conjunção dos sexos. Muitos eram vistos como seres perfeitos e adorados como divindades. Os romanos, por sua vez, não consideravam que os hermafroditas pertencessem a um terceiro gênero. Desta forma, tentaram solucionar juridicamente casos dessa natureza, observando o que consideravam ser seu gênero predominante. (DUBY, G. PERROT, M, 1990)

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