Revista da - Controladoria-Geral da União

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de material para kits de primeiros socorros

para lanchas da alfândega,

conforme nota fiscal apresentada na

prestação de contas; no segundo

caso, foi apresentada a documentação

comprobatória das despesas em

nome da Alfândega do Porto de

Santos, bem como as justificativas

dos 16 gastos realizados com saques,

a maioria deles com manutenção

de equipamentos, veículos e embarcações.

Em matéria publicada no mesmo

dia 08.02, a imprensa estranha o

gasto anual de R$ 1,9 milhão feito

pela Receita Federal com o uso do

cartão de pagamento, “R$ 500 mil

a mais que no ano anterior”, informa

a matéria. A Receita encaminhou

à CGU justificativas e documentação

comprobatória das

despesas, feitas sempre em nome

de suas unidades e atestadas por

servidores distintos dos que fazem

as compras. O valor de R$ 1,9 milhão

é a soma dos gastos feitos para

atender a cerca de 600 repartições

distribuídas por todo o país, o que

resulta na média de R$ 3.166,00

anuais por unidade. O volume do

gasto é compatível com o porte da

Receita Federal do Brasil.

Em 25.02, um site noticioso na

internet replica várias das “denúncias”

já publicadas e acrescenta outra:

A Comissão Executiva do Plano

da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada

ao Ministério da Agricultura,

gastou, no ano passado, R$ 7 mil no

Clube de Tiro de Cacau, em Itabuna

(Bahia). A verba foi usada no treinamento

de 20 vigilantes integrantes

do quadro permanente do órgão,

Revista da CGU

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compreendendo o manuseio de armas

de fogo, dentro das normas de

segurança. O clube contratado é o

único ente na região que ministra

esse tipo de curso, fornecendo, inclusive,

todo o material empregado,

inclusive munição, conforme a proposta

apresentada. Os treinandos

fazem vigilância armada nas instalações

da Ceplac e há mais de dez anos

não eram reciclados.

Vários jornais publicaram, ao

longo do mês de fevereiro, que um

funcionário da Radiobrás gastou

R$ 36,00 numa loja de colchões,

em Brasília. Comprou-se, na verdade,

cinco metros de lona para cobertura

de um estúdio móvel montado

no sambódromo da Capital

Federal, para transmissão do

Carnaval.

Outro jornal publicou, ainda em

fevereiro, matéria estranhando compras

feitas pela Imprensa Nacional

em uma loja especializada em bordados.

A direção da IN explicou que

foram compradas duas bandeiras

com a logomarca do órgão, produto

que não se encontra em qualquer

prateleira e que foi encomendado à

loja para hasteamento, junto ao pavilhão

nacional e à bandeira do

Distrito Federal, na cerimônia do Dia

da Bandeira, em 2007.

Esses foram apenas alguns exemplos

das “graves denúncias” que ajudaram

a construir o “escândalo dos

cartões”. Qual delas teria sua publicação

justificada como “denúncia”

ou “absurdo” após uma apuração

isenta, séria e responsável de todos

os lados do fato?

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