MAGAZINE

fcolella

MARILLION

BRASI L

MAGAZINE

NESTA EDIÇÃO:

Entrevistas: Bruno Jacob e Fernando Bart - Artistas do

logotipo e das camisetas do Marilion Brasil

Novo CD - Sounds That Can’t Be Made

Turnê na América Latina

História e Discografia - Parte 1

Espaço do Fã

Ano I / No. 1

DEZ/ 2012


índice

notícias 2

entrevista - Bruno Jacob 4

entrevista - Fernando Bart 5

cd Sounds That Can´t Be Made 6

shows no Brasil 7

shows na América do Sul 9

shows no México 12

história do Marillion 14

discografia Oficial e Bootlegs 20

espaço do Fã 21

Edição

Paulo Mathias

Design e Capa

Paulo Mathias

Fabiano Colella

Textos

Paulo Mathias

Monica Louzeiro

Fotos

Stefan Schulz

Fernando Bart

Paulo Mathias

Monica Louzeiro

Nilda M. Freitas

Karen Waleria

Revisão/Tradução

Nilda M Freitas

Paulo Mathias

Camila Veilchen

www.marillion.com.br

facebook.com/MarillionBrasilFanClub

facebook.com/marillion.brasil

e-mail: contato@marillion.com.br

editorial

Finalmente, o sonho torna-se realidade.

A 1.a Edição da Revista Marillion Brasil -

o Fã-Clube do Marillion no Brasil (e na

América Latina)está pronta.E no mesmo

ano em que o Marillion fez a turnê pelo

Brasil, por Países da América do Sul e no

México, após 15 anos de ausência.

Durante esta turnê, o Fã-Clube Marillion

Brasil pode estreitar ainda mais o seu

relacionamento com a Banda. Muitos

projetos estão por vir: H Natural,Los Trios

Marillos... um Weekend ?

Tudo isso é possível. Basta nos unirmos

em torno desse objetivo.Juntem-se a nós

no Facebook ou em nosso website.

Convidem seus amigos a participar.

Nosso objetivo é centralizar os fans para,

juntos, conseguirmos trazê-los com mais

frequência. 15 anos de espera é muito,

não acham?

Nesta edição,vocês conhecerão os artistas

responsáveis pela criação de nossa

identidade visual (caricaturas):Bruno Jacob

e pela confecção das camisetas:Fernando

Bart Camisetas Artesanais.

Saberão como foram os Shows no Brasil

e na América Latina, além de conhecerem

o novo álbum Sounds That Can´t Be

Made, que já está com uma repercussão

muito positiva na mídia especializada.

Iniciamos, nesta edição, a contar a História

do Marillion e a sua Discografia Oficial e

não-Oficial (Bootlegs).

Pretendemos que sirva de Guia a futuros

colecionadores.

E a Monica Louzeiro inaugura o nosso

Espaço do Fã.

Um abraço e aproveitem nossa 1.a Edição.

Marillion Brasil.


Marillion Weekend 2013

notícias

Em 2013 será realizada mais uma edição do Marillion Weekend : nos dias 8, 9 e 10 de

Março no Center Parcs Port Zelande na Holanda; nos dias 22, 23 e 24 de Março no

Théâtre L'Olympia em Montreal - Canadá e nos dias 12, 13 e 14 de Abril no Civic

Wolverhampton no Reino Unido. Abaixo, os logotipos Oficiais dos 3 Weekends:

Este ano serão tocados, na íntegra, os álbuns Radiation (na noite de Sexta-feira) e Brave

(na noite de Sábado). Os ingressos para o Weekend da Holanda já estão esgotados.

Até o fechamento desta edição, ainda existiam ingressos para o Canadá e Reino Unido.

Premiação da Classic Rock Magazine

A revista britanica Prog Rock Magazine divulgou o resultado do concurso Prog’s

2012 Readers’ Poll! E quem está lá na frente? Marillion !

Album Of The Year: Sounds That Can´t Be Made - 1st

Keyboards: Mark Kelly - 1st

Male Vocalist: Steve Hogarth - 1st

Guitarist: Steve Rothery - 2nd

Best Band: Marillion - 3rd

Bassist: Pete Trewavas - 4th

Drummer: Ian Mosley - 6th

Best Event: Marillion Convention - 6th

2


Premiação da Classic Rock Magazine - cont.

Vocalista Masculino (Male Vocal)

1 - Steve Hogarth (Marillion)

2 - Vincent Cavanagh (Anathema)

3 - Steven Wilson (Porcupine Tree)

4 - David Longdon (Big Big Train)

5 - Joe Payne (The Enid)

6 - Mikael Akerfeldt (Opeth/Storm Corrosion)

7 - Bruce Soord (The Pineapple Thief)

8 - Damian Wilson (Threshold)

9 - Geddy Lee (Rush)

10 - Neal Morse (Transatlantic)

Álbum do Ano (Album Of The Year)

1 - Sounds That Can´t Be Made (Marillion)

2 - English Eletric Part 1 (Big Big Train)

3 - Weather Systems (Anathema)

4 - Storm Corrosion (Storm Corrosion)

5 - Clockwork Angles (Rush)

6 - Genesis Revisited II (Steve Hackett)

7 - Skin (Panic Room)

8 - The Ghost Moon Orchestra (Mostly Autumn)

9 - Invicta (The Enid)

10 - All The Wars (Pineapple Thief)

Steve Rothery Guitar Clinic e Exposição de Fotos

notícias

Steve Rothery participou de eventos organizados organizados pelos Fã-clubes

Oficiais durante o ano de 2012. Itália, Alemanha e Escandinávia promoveram

uma exposição de fotos , um Guitar Clinic e shows com Bandas Tributos.

Mr. Rothery pretende continuar excursionando em 2013 levando a sua exposição

a outros países, promovendo seu evento Guitar Clinic e fazendo o que ele mais

gosta: tocar com as Bandas tributo locais.

Radiation é lançado em versão remix

Já está a venda no site do Marillion a versão remix do álbum

Radiation. É um álbum duplo em capa dura (digibook) lançado

pelo selo Madfish. A arte original de Carl Glover foi retrabalhada.

resultando em um visual mais limpo. O CD 1 contém a versão

remixada e o CD 2 contém a versão original.

Detalhes e Pré-ordem no link abaixo:

http://www.marillion.com/shop/albums/radiation.htm

3


entrevista Bruno Jacob

Assim que ficou definida a identidade visual do Fã-Clube Marillion Brasil, o trabalho de

encontrar um artista que conseguisse “captar” nossa intenção começou.

Depois de alguns meses procurando, conseguimos encontrar um jovem artista que, ao

primeiro contato, entendeu o nosso objetivo e conseguiu transferir para o papel o que

tínhamos em mente.

E foi em um passeio casual (indo almoçar em um Shopping) que conhecemos o jovem

Bruno Jacob.

Ele trabalhava em um stand da Karicaturando e, ao vê-lo desenhar caricaturas das

pessoas que por ali passavam, tivemos a certeza: era ele o escolhido. E temos a certeza

de que fizemos a escolha correta.

M_Br: Como você começou a desenhar ?

BJ: Eu sempre gostei de desenhar. Desde pequeno gostava de ficar “rabiscando”.

Os anos foram passando e eu fui aprimorando a minha técnica e optando

naturalmente, pela confecção de caricaturas.

M_Br: Onde e com quem (ou aonde) você aprendeu a desenhar e a

aprimorar a sua técnica ?

BJ: Nunca estudei Desenho. É um dom natural. Sempre acompanhei bem de

perto, as publicações especializadas, pesquisava pela Internet, etc...

Aqui na Karicaturando, aprendi muito e pude ir aprimorando a técnica de

desenhar. E aprendi a utilizar as ferramentas de edição eletrônica.

M_Br: Quais seus planos para o futuro ?

BJ: Eu estou saindo da Karicaturando e indo trabalhar com o que realmente gosto

que é a criação de personagens e ilustrações. Consigo criar um desenho e dar

“Vida” a ele na animação.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho do Bruno Jacob, é só visitar o seu pefil

no Facebook - facebook.com/jacob.ilustra

Ou o site da Karicaturando - www.karicaturando.com.br

4


entrevista Fernando Bart

Logo após a confecção das caricaturas, começamos a procurar por uma empresa ou

artista plástico que pudesse confeccionar as camisetas que daríamos aos integrantes

do Marillion. Após uma longa pesquisa, encontramos no interior de São Paulo, mais

precisamente na cidade de Sorocaba, a pessoa certa para este trabalho. E qual não

foi nossa surpresa ao descobrir que ele também é fã do Marillion.

Através do Facebook, conseguimos estreitar o relacionamento

com o Fernando Bart e conhecer o seu trabalho artesanal.

Ficamos tão impressionados com o trabalho do Fernando, que

fomos até o seu estúdio, em Sorocaba, onde ele nos concedeu

esta pequena entrevista:

M_Br: Você sempre trabalhou com desenho/pintura ?

FB: Não. Minha profissão é técnico em Telecomunicações.

Desde a minha infância, sempre gostei de desenhar.

Mas apenas como passatempo. Nunca profissionalmente.

M_Br: Quando você decidiu trabalhar exclusivamente com a

pintura de camisetas ?

FB: Tudo começou em Janeiro de 2002. Em Novembro de 2001

após 15 anos de trabalho, resolvi pedir demissão da firma

em que trabalhava como encarregado da Rede de Dados

Estruturada. Eu não consegui tirar férias nestes 15 anos.

Resolvi ir com a minha Família para o Litoral e tirar as férias

merecidas que nunca tive, antes de resolver o que iria fazer

de minha vida profissional.

Estávamos na praia e uma sobrinha comprou um barco de

madeira para pintar. Pedi a ela para ver o barquinho e, ao

pegá-lo, algo estranho aconteceu. Lembro-me de sentir

um arrepio. A partir daí, resolvi que iria voltar a desenhar

e a pintar camisetas.

Foi assim que nasceu Fernando Bart - Camisetas Artesanais.

M_Br: Quais cursos você fez?

FB: Não fiz nenhum curso de Desenho ou Pintura. Gosto de

desenhar. Gosto de pintar. Creio que seja um Dom.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho do Fernando Bart,, é só visitar o seu pefil

no Facebook.

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sounds that can´t be made

Sounds That Can´t Be Made é o 17.0 álbum de

estúdio do Marillion e foi lançado oficialmente

no dia 17 de Setembro de 2012. Como já vem

fazendo há alguns anos, o Marillion contou com a

ajuda financeira dos fans para lançar este álbum.

O Marillion já utiliza o sistema de “crowdfunding”

desde 2001 com o lançamento de seu 12.0 álbum

de estúdio chamado Anoraknophobia.

Foram lançadas 2 versões: uma edição especial

chamada de De Luxe Campaign Edition, vendida

meses antes do lançamento oficial, e composta de

1 CD , 1 DVD com o making of das gravações e 1

livreto com 128 páginas contendo as letras e fotos

além dos nomes dos primeiros 5000 compradores. De Luxe Campaign Edition

Esta é a chamada Edição para Colecionador.

Além dessa edição, foi lançada também a chamada edição comercial - 1 CD simples com encarte

em uma caixa plástica - mais conhecida como jewelcase.

O CD conta com pouco mais de 74 minutos distribuídos em 8 músicas:

1 - Gaza 17:31

2 - Sounds That Can´t Be Made 7:16

3 - Pour My Love 6:02

4 - Power 6:07

5 - Montréal 14:04

6 - Invisible Ink 5:47

7 - Lucky Man 6:58

8 - The Sky Above The Rain 10:34

Todas as músicas escritas por Marillion ; letras

por Steve Hogarth, exceto Pour My Love cuja

letra foi composta por Steve Hogart e John

Helmer. Edição comercial (jewelcase)

Este novo álbum da banda já está dando o que falar na mídia especializada.

Muitos críticos já o colocam na lista dos 5 melhores álbuns da banda. Ninguém duvida da

extrema competência dos integrantes.

Os teclados de Mark Kelly destacam-se na faixa título ‘Sounds That Can´t Be Made..

Pete Trewavas destaca-se em ‘Power’ com a marcação do baixo.

Steve Rothery, impecável como sempre, literalmente “comanda” ‘Lucky Man’.

Steve Hogarth tem mais uma de suas incríveis interpretações na belíssima ‘The Sky Above

The Rain’ , música com uma letra emocionante, que narra um relacionamento conturbado.

Impossível não se emocionar.

‘Gaza’ certamente entrará para a lista das favoritas, com seus 17 minutos de duração.

‘Montreal’ é repleta de nuances e mudanças de tempo - uma música bem “a la Marillion” .

Temos certeza que os fans vão gostar muito deste novo álbum do Marillion.

Bom Gosto, Sutileza, Elegancia : palavras que definem bem o som do Marillion desde o início

de sua carreira. E que definem muito bem este novo álbum.

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shows no Brasil

O Marillion, em sua turnê sul-americana, fez 3 shows no Brasil: um em São

Paulo no dia 11de Outubro, outro no Rio de Janeiro no dia 13 de Outubro

e , despedindo-se do Brasil no dia 14 de Outubro, o show de Porto Alegre.

Os shows foram marcados pela emoção dos fãs. Afinal de contas, foram

15 anos sem apresentações do Marillion “pelas terras tupiniquins”. Alguns

problemas técnicos ocorreram: o teclado de Mr.H, o teclado de Pete... mas

eles souberam “tirar de letra” esses imprevistos e brincar com essas situações

inusitadas. O total de público não foi divulgado pela produtora dos shows,

a Top Link Music. O Marillion Brasil acompanhou a banda nos 3 shows e

pôde tirar uma base do público presente: em São Paulo e no Rio de Janeiro

o público ficou acima de 2000 pessoas. Já em Porto Alegre, a estimativa foi

de pouco mais de 800 pessoas. Acreditamos que, se houvesse uma melhor

divulgação, o público nos 3 shows teria sido bem superior. Não sabemos

se pela emoção ou pela chuva no dia do show, mas o pessoal de São Paulo

estava meio “preso”. Parecia haver um receio na hora de pedir uma música,

ou mesmo nos aplausos. Já no Rio de Janeiro, o público presente foi mais

“caloroso” , digamos assim: brincou mais com a banda - e a banda retribuiu

as brincadeiras. Em Porto Alegre, repetiu-se a mesma situação de São Paulo.

Os setlists foram:

São Paulo: Rio de Janeiro:

1.Splintering Heart 1.Splingtering Hearth

2.Slàinte Mhath 2.Slàinte Mhath

3.You're Gone 3.You´re Gone

4.Sounds That Can't Be Made 4.Sounds That Can´t Be Made

5.Beautiful 5.Beautiful

6.Power 6.Power

7.Fantastic Place 7.Fantastic Place

8.Kayleigh 8.Kayleigh

9.The Sky Above The Rain 9.Lavender - não estava no setlist.

10.Real Tears for Sale Foi tocada a pedido da platéia..

11.Afraid Of Sunlight 10.The Great Escape - baixo do

12.Neverland Pete com problemas. Esta música

foi tocada no lugar de The Sky...

Encore: 11.Afraid of Sunlight

13.The Invisible Man 12.Neverland

14.Sugar Mice Encore:

13.The Invisible Man

14.Easter

15.Sugar Mice

7


Porto Alegre:

1.Splintering Heart

2.Slàinte Mhath

3.You're Gone

4.Sounds That Can't Be Made

5.Kayleigh

6.Lavender

7.The Great Escape

8.Beautiful

9.Power

10.Fantastic Place

11.King

12.Neverland

Encore:

13.Easter

14.Sugar Mice

15.Garden Party

shows no Brasil

Show em São Paulo. Show no Rio de Janeiro

Show em Porto Alegre

8


shows na América do Sul

O Marillion, em sua turnê sul-americana, fez 7 shows: um na Argentina no

dia 16 de Outubro, dois no Chile nos dias 18 e 19 de Outubro, um na

Venezuela no dia 23 de Outubro e três na Cidade do Mexico nos dias 25,

26 e 27 de Outubro.

Argentina: o show na Argentina não teve um bom público - pouco mais

de 1000 pessoas. Mas quem esteve no Teatro Vorterix pôde comprovar o

entusiasmo e a vibração dos argentinos a cada música que era tocada.

E isso em uma noite de jogo da seleção argentina. O público cantava

junto com a banda, mostrando que conheciam bem todas as letras. Um

show memorável.

Setlist do show no Teatro Vorterix, Buenos Aires em 16 de Outubro:

1.Splintering Heart

2.Slàinte Mhath

3.You're Gone

4.Sounds That Can't Be Made

5.Beautiful

6.Power

7.Fantastic Place

8.Hooks in You

9.Kayleigh

10.Lavender

11.The Great Escape

12.King

13.Neverland

Encore 1:

14.The Invisible Man

Encore 2:

15.No One Can

16.Easter

Shows no Chile: os shows no Chile, juntamente com os do México, foram

os mais elogiados pela banda. A receptividade e o carinho do público

foram contagiantes para os integrantes da banda. Steve Hogarth

“esbanjou” seus “conhecimentos de espanhol: “¿Qué pasa, amigos?” ,

“Es bueno estar aquí, ha pasado mucho tiempo”, “Es maravilloso estar

acá, vamos a volver más seguido. De hecho, deberíamos mudarnos acá”.

9


shows na América do Sul

Setlist do show no Teatro Caupolicán, Setlist do show no Monticello Grand

Santiago, Chile, em 18 de Outubro. . Casino, San Francisco de Mostazal,

Chile, em 19 de Outubro

1.Splintering Heart 1.Splintering Hearth

2.Slàinte Mhath 2.Cover My Eyes(Pain and Heaven)

3.You're Gone 3.Slàinte Mhath

4.Sounds That Can't Be Made 4.You´re Gone

5.Beautiful 5.Beautiful

6.Power 6.Power

7.Fantastic Place 7.Fantastic Place

8.Hooks in You 8.Hooks In You

9.Kayleigh 9.Kayleigh

10.Lavender 10.Lavender

11.The Great Escape 11.Afraid Of Sunlight

12.King 12.The Great Escape

13.Neverland 13.King

Encore 1: 14.Neverland

14.The Invisible Man Encore 1:

Encore 2: 15.This Strange Engine

15.No One Can Encore 2:

16.Easter 16.No One Can

Encore 3: 17.Garden Party

17.Sugar Mice

18.Three Minute Boy

10


shows na América do Sul

Show na Venezuela: este show teve um público muito pequeno - algo em torno

de 800 pessoas. O público não foi tão entusiamado quanto o do Chile, mas

foram extremamente respeitosos durante o show. Como sempre, a banda deu

um show, encantando as pessoas que tiveram o privilégio de assistí-los.

Setlist do show no Salón Plaza Real del Hotel Eurobuilding, Caracas, Venezuela,

em 23 de Outubro

1.Splintering Heart

2.Cover My Eyes (Pain and Heaven)

3.Slàinte Mhath

4.Beautiful

5.Power

6.Fantastic Place

7.Kayleigh

8.Lavender

11


shows no México

Shows no México: os shows realizados no México foram os que mais público

atraiu: mais de 3000 pessoas. A vibração da platéia e a receptividade aos

músicos tambem foram um ponto forte que fez com que o Marillion elegesse o

México, junto com o Chile, como os 2 países que gostariam de voltar a tocar.

Setlist do show no Restaurante Bonito Setlist do show realizado no Teatro

Pop Food, Cidade do Mexico, Mexico, Metropólitan, Cidade do México,

em 25 de Outubro México em 26 de Outubro.

1.Hollow Man 1.Splintering Hearth

2.Cover My Eyes (Pain and Heaven) 2.Cover My Eyes (Pain and Heaven)

3.The Bell In The Sea 3.Slàinte Mhath

4.Sugar Mice 4.Beautiful

5.Runaway 5.Power

6.A Collection 6.Fantastic Place

7.Abraham, Martin and John 7.King

(Dion cover) 8.Sounds That Can´t Be Made

8.Easter 9.Kayleigh

9.80 Days 10.Lavender

10.Man of a Thousand Faces 11.The Great Escape

Encore: 12.Neverland

11.The Answering Machine Encore 1:

13.The Invisible Man

Encore 2:

14.No One Can

15.Garden Party

12


shows no México

Setlist do show realizado em El Plaza Condesa, Cidade do Mexico, Mexico

em 27 de Outubro

1.Cover My Eyes (Pain and Heaven)

2.You're Gone

3.Beautiful

4.Power

5.Pour My Love (Live debut)

6.Fantastic Place

7.King

8.Hooks in You

9.Afraid Of Sunlight

10.Sounds That Can't Be Made

11.Kayleigh

12.Lavender

13.This Strange Engine

Encore 1:

14.No One Can

15.Easter

Encore 2:

16.Neverland

13


história do Marillion

Marillion é uma banda inglesa de rock, formada em Aylesbury, Buckinghamshire ,

Inglaterra, em 1979. Sua discografia de estúdio, iniciada em 1982, é composta de 17

álbuns divididos em 2 épocas distintas, delineadas pela saída do vocalista original Fish,

no final de 1988, e com Steve Hogarth no início de 1989, que veio para substituí-lo.

Todos os 4 álbuns lançados com Fish foram sucessos comerciais, e durante este período

a banda emplacou 11 hits na lista ‘Top 40' no UK Singles Chart, incluindo "Kayleigh"

em 1985, que chegou a No. 2 e se tornou seu maior sucesso.

O primeiro álbum com Steve Hogarth, Seasons End, lançado em 1989, foi um sucesso.

Os álbuns seguintes continuaram seguindo esta linha, mas sem atingir o objetivo de

manter a mesma popularidade da banda no final de 1990. O ressurgimento dessa

popularidade só voltaria a ocorrer da metade para o final da década de 2000. Eles têm

sido considerados, desde então, uma banda ‘Cult’. Com Steve Hogarth, Marillion

conseguiu emplacar, em 2004, mais um single na lista dos Top 40 no Reino Unido com

‘You´re Gone’ , que alcançou a posição de n º 7 e é o maior sucesso de sua fase.

A banda continua a fazer turnês internacionais: em 2012 fizeram uma turnê mundial

aproveitando para promover seu novo álbum , Sounds That Can´t Be Made.

Em 2008, conquistaram a posição de nro.38 no Classic Rock's "50 Best Live Acts of All

Time".

Em 2012, conquistaram o título ‘Album Of The Year’ pela revista Prog Rock Magazine,

com Sounds That Can´t Be Made.

A linha musical tem sido mantida inalterada desde 1984. A banda já fez sucesso

comercial com 23 hits na Top 40 UK, que medem a sua carreira e com 14 milhões de

álbuns vendidos até 2000.

A música do Marillion mudou estilisticamente ao longo da sua carreira. A própria

banda reconhece que cada novo disco tende a representar uma reação com o anterior,

e por este motivo o seu sucesso comercial é difícil de prever. Sua música original (com

Fish nos vocais) é melhor descrita como rock progressivo ou "neo-prog", e é por vezes,

comparada com a banda Genesis da era Peter Gabriel.

A era Fish: a banda foi formada em 1979, com o nome de Silmarillion, uma referência

ao livro de J.R.R. Tolkien, Silmarillion. O nome foi encurtado em 1980, após ameaças de

ações legais, por parte dos familiares do autor, contra a propriedade intelectual do

nome criado por Tolkien. Os 1.os trabalhos do Marillion continham as letras poéticas

e introspectivas de Fish, moldadas com arranjos musicais sutis e complexos, refletindo

as claras influências da banda com o rock progressivo, especialmente de bandas como

Genesis, Yes, Pink Floyd, Van der Graaf Generator e Rush (principalmente na fase dos

anos 70).

Seu primeiro single, Market Square Heroes, lançado em 1982 , tinha a faixa-título no

lado A, e o épico Grendel, de 17min., no lado B. Em 1983 a banda lançou seu 1.0

álbum, Script for a Jester's Tear. Apesar do clima sombrio do disco, o álbum surpreende

pelos instrumentais bem trabalhados e pela intensidade de sua concepção musical.

Para os fãs de rock progressivo mais aficionados, este foi o melhor álbum da banda. A

crítica o considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo álbum,

Fugazi lançado em 1984, foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e com uma

nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em novembro de 1984 seu

1.0 álbum ao vivo, Real to Reel.

.

14


história do Marillion (cont.)

O 3.0 álbum, e o mais bem sucedido comercialmente, foi Misplaced Childhood,lançado

em 1985.

O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o apelo mais melódico dos dois discos

anteriores e lidou com temas como drogas, alcoolismo e a vida na estrada, que

representavam a rotina da banda em suas turnês, e que também acabou resultando

na saída de Fish da banda, que partiu para carreira solo. A perda do líder deixou uma

grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de direcionamento

e estilos musicais.

Após batalhas legais, o contato entre Fish e os outros membros do Marillion não foi

refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em relações cordiais, ambas as partes

deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda nos termos anteriores

a 1988.

A era H: após a saída de Fish, a banda saiu atrás de um novo vocalista. E foi Pete

Trewavas o maior responsável pela entrada de Hogarth no Marillion: Pete ficou muito

impressionado com a voz e as composições de Steve Hogarth, ex-tecladista e vocalista

do The Europeans (e que já tinha formado o grupo How We Live).

A banda realizou então, uma turnê com Steve Hogarth preenchendo o lugar de Fish.

Hogarth estava em uma situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns

demos para o próximo álbum, que se chamaria Seasons End, com Fish nos vocais e

na composição. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes, junto

com John Helmer.

A turnê mundial de lançamento do álbum "Seasons End" presenteou os brasileiros com

uma grande apresentação da banda na 2.a edição do Hollywood Rock, em janeiro de

1990, com shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. A expectativa era grande, já que

a mudança nos vocais da banda tinha sido recente. Mas, Hogarth não decepcionou e

foi uma atração a parte. Na música "Incommunicado", por exemplo, a banda adaptou

a musica para que tivesse dois solos de guitarra. No primeiro, o vocalista desligou seu

o microfone sem fio, colocou-o no bolso, e subiu os andaimes de sustentação do palco

e, lá de cima, sob os olhares assustados do público e da produção, continuou a

interpretação da música. Ele repetiu o procedimento, durante o segundo solo, e

quando chegou ao palco, encerrou a música aos gritos de aclamação do público

brasileiro. Enquanto isso, os demais membros da banda tocaram seus instrumentos,

como se nada tivesse acontecido.

O 2.0 álbum de Hogarth com a banda (e o 6.0 de estúdio), Holidays in Eden, foi o 1.0

que ele escreveu em parceria com a banda, e inclui a canção Dry Land, que Hogarth já

havia escrito e gravado em projeto anterior com a banda How We Live. Holidays In

Eden é considerado por muitos como o álbum mais comercial do Marillion, contendo

muitas faixas adequadas ao formato de rádio. Entretanto, o seu sucessor, Brave,foi um

extenso e bem amarrado álbum conceitual que exigiu da banda dezoito meses para

ser lançado. Ele também marca o início do relacionamento do Marillion com o

produtor musical Dave Meegan. Um filme independente baseado no álbum, que

contava com a presença da banda, também foi lançado. Enquanto aclamado pela

crítica, não obteve sucesso comercial, mas é atualmente considerado um dos

melhores álbuns de rock progresivo lançado nos anos 90.

O 8.0 álbum, Afraid Of Sunlight, foi lançado às pressas, e foi o último trabalho da

banda com a gravadora EMI.

15


história do Marillion (cont.)

Entretanto, é considerado como um dos álbuns clássicos da banda. Conta com a faixa

Out of This World, uma canção sobre Donald Campbell, que morreu enquanto

tentava quebrar um recorde de velocidade na água. A canção inspirou os esforços

para recuperar das águas o Bluebird K7, o barco com o qual ele se acidentou. As

buscas terminaram com sucesso em 2001, e tanto Steve Hogarth quanto Steve

Rothery foram convidados para a ocasião.

Os álbuns e eventos seguintes foram uma tentativa da banda de encontrar seu lugar

no mercado da música. This Strange Engine (9.0 álbum) foi lançado em 1997 com

pouca divulgação de sua nova gravadora, a Castle Records, e a banda não

conseguiu financiamentos para realizar turnês pelos Estados Unidos. Apesar disso, seus

fãs norte-americanos conseguiram resolver o problema ao arrecadar mais de US$60.000

para trazer a banda ao país. Em agradecimento, a banda fez 2.000 cópias do show em

Rochester (1000 delas autografadas) e deu de presente aos fãns que contribuíram para

a realização desta turnê.

O 10.0 álbum , Radiation, mostrou a banda usando uma abordagem drásticamente

diferente para se tornar mais moderna e refletir as influências de bandas alternativas

como Radiohead,por ex. Foi recebido pelos fãs com reações diversas. O álbum seguinte,

Marillion.com (11.0), foi lançado no ano seguinte e mostrou progresso da banda nessa

nova direção. A banda, ainda insatisfeita com sua situação perante as gravadoras,

decidiu tentar arrecadar fundos para a gravação de seu próximo álbum, ao aceitar

pré-compras antes mesmo do álbum ter sido lançado. A resposta foi bastante positiva, e

eles conseguiram arrecadar mais fundos que o próprio custo da produção para gravar

e lançar Anoraknophobia (12.0) em 2001. Em agradecimento, fotos dos fãs que fizeram

a pré-compra, foram colocadas no encarte do álbum. O Marillion conseguiu um contrato

com a EMI para auxiliar na distribuição dos álbuns, mas permitindo à banda, todos os

direitos autorais de sua música.

O sucesso de Anoraknophobia permitiu a gravação de outro álbum, e a banda

decidiu utilizar novamente o sistema de ‘crowdfunding’ : pré-venda do álbum antes de

entrarem em estúdio para oinício das gravações. Novamente, a resposta do público foi

bem sucedida, e Marbles (13.0) foi lançado em 2004, com uma versão dupla

disponível somente através da página oficial da banda. Os nomes dos fãs que efetuaram

a pré-compra foram incluídos no encarte do álbum. A banda lançou os singles

You're Gone e Don't Hurt Yourself, ambos tendo alcançado boas posições nas

paradas britânicas. O Marillion continuou em turnê durante o ano de 2005, tocando

em vários festivais e embarcando em turnês acústicas pela Europa e Estados Unidos.

Um novo DVD foi lançado em fevereiro de 2006, um documentário sobre a

criação, promoção, lançamento e as turnês do seu álbum Marbles.

Em abril de 2007 o Marillion lança, novamente de maneira independente, seu 14.0

álbum, Somewhere Else, que foi recebido com críticas diversas, apesar de conseguir

atingir pela primeira vez, depois de vários anos, o Top 30 de vendagem no Reino Unido.

A banda também entra em turnê pela Europa nesse ano para divulgar o álbum.

Em 2008, é lançado Happiness is the Road, 15.0 álbum de inéditas, constituído de 2

discos: Essence (um álbum conceitual que versa sobre o sentido da vida) e The Hard

Shoulder (disco de faixas independentes). O álbum é descrito pela banda como uma

mistura entre rock progressivo, dub, soul e pop, com influência de artistas como Pink

Floyd, Traffic, David Bowie, dentre outros.

16


história do Marillion (cont.)

Mais uma vez, a banda entra em turnê pela Europa.

Em 2009, a banda resolve retrabalhar de forma acústica algumas de suas músicas

já existentes, resultando no disco Less is More, que possui apenas uma faixa inédita:

It is not your Fault.

Depois de três anos, em 2012, o Marillion lança seu 17.0 álbum de inéditas, Sounds

That Can't Be Made, mais uma vez de forma independente. O álbum contém a faixa

Gaza, considerada por alguns membros da banda como a mais polêmica de sua história,

por abordar o delicado assunto dos conflitos na Faixa de Gaza, no Oriente Médio,

entre palestinos e israelenses. Para promover o álbum, o quinteto faz sua maior turnê

desde 1997, passando pela Europa, América do Norte e América do Sul. Este novo

álbum obteve excelentes comentários por parte da crítica especializada. E de seus fãs.

A revista britânica Prog Rock Magazine elegeu este álbum como ‘Album Of The Year’.

Integrantes:

Atuais

Steve Hogarth (vulgo "H") - vocal, guitarra, teclados, composições (1988 - atual)

Steve Rothery - guitarra e violão (1979 - atual)

Pete Trewavas - contrabaixo e vocal de apoio (1982 - atual)

Mark Kelly - teclados, programação de efeitos, vocal de apoio (1981 - atual)

Ian Mosley - bateria, percussão (1984 - atual)

Antigos

Fish - vocal, percussão, composições (até 1988)

Mick Pointer - bateria (1979 - 1983)

Brian Jelliman – teclados (1979 –1981)

Doug 'Rastus' Irvine – baixo, vocal (1979 –1981)

Diz Minnett – baixo (1981–1982)

Andy Ward – bateria, percussão (1983)

John 'Martyr' Marter – bateria (1983)

Jonathan Mover – bateria (1983-1984)

Discografia

Álbuns de estúdio

Script for a Jester's Tear (1983)

Fugazi (1984)

Misplaced Childhood (1985)

Clutching at Straws (1987)

Seasons End (1989)

Holidays in Eden (1991)

Brave (1994)

Afraid of Sunlight (1995)

This Strange Engine (1997)

Radiation (1998)

marillion.com (1999)

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Anoraknophobia (2001)

Marbles (2004)

Somewhere Else (2007)

Happiness Is the Road (2008)

Less Is More (2009)

Sounds That Can't be Made (2012)

história do Marillion (cont.)

Compilações

Brief Encounter (Estados Unidos, 1986)

B'Sides Themselves (1988)

From Stoke Row To Ipanema (1990)

A Singles Collection (1992) (também como Six of One, Half Dozen of the Other)

Marillion Music Collection (Itália, 1993)

Kayleigh (Países Baixos, 1996)

Essential Collection (Reino Unido, 1996)

The Best of Marillion (Rússia, 1996)

The Best Of Both Worlds (1997)

Real to Reel and Brief Encounter (1997)

Kayleigh- (Reino Unido, 1998)

The Singles '82-88' (2000)

Crash Course (2001, atualizado após o lançamento de cada um dos álbuns posteriores)

The Singles '89-95' (2002)

Warm Wet Circles (Países Baixos, 2003)

The Best of Marillion (Europa Continental, 2003)

Álbuns ao vivo

Real to Reel (1984)

The Thieving Magpie (álbum duplo, 1988)

Made Again (1996)

Anorak in the UK (álbum duplo, 2002)

Popular Music (álbum duplo, 2005)

Marbles Live (2005)

Marbles by the Sea (2006)

Sounds Live (2012)

Videografia

Recital of the Script (1983, re-lançado em DVD em 2003)

Grendel/The Web EP (1984)

1982-1986 The Videos (1986)

Sugar Mice/Incommunicado (1987)

Live from Loreley (1987, re-lançado em DVD em 2004)

From Stoke Row To Ipanema ('A Year in the Life...') (1990, re-lançado em DVD em 2003)

Six of one half a dozen the others (1992)

A Singles Collection (1992)

Brave, the Movie (1995, re-lançado em DVD em 2004)

Shot in the Dark (2000, re-lançado em DVD em 2002)

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The EMI Singles Collection (DVD) (2002)

Brave Live 2002 (DVD) (2002)

A Piss-Up in a Brewery (DVD) (2002)

Before First Light (DVD) (2003)

Christmas in the Chapel (DVD, 2003)

Marbles on the Road (2 DVDs, 2004)

Wish You Were Here (4 DVDs, 2005)

Colours and Sound (2 DVDs, 2006)

Bootleg Butlins (DVD, 2007)

Somewhere in London (2 DVDs, 2007)

This Strange Convention (2 DVDs, 2009)

Out of Season (3 DVDs, 2010)

Live from Cadogan Hall (2 DVDs/1 disco Blu-ray, 2010)

M Tube (DVD, 2010)

Live in Montreal (3 DVDs, 2011)

Holidays in Zelande (5 DVDs/3 discos Blu-ray, 2011 e 2012)

Curiosidades

história do Marillion (cont.)

Vários álbuns do Marillion contêm referências ao Pink Floyd. Uma delas está na

ilustração do álbum Fugazi, que mostra um quarto desarrumado. No assoalho do

cômodo é possível ver a capa do álbum A Saucerful of Secrets. Outra pista deixada por

Fish no álbum Misplaced Childhood é a canção White Feather. Fish canta ...divided we

stand, together we rise, o que é uma distorção de together we stand, divided we fall, o

último verso de Hey You do álbum The Wall. No Boxset Wish You Were Here, o título

e a capa fazem referência ao álbum de mesmo nome da banda Pink Floyd. No vídeo

para a música "The Great Escape", aproximadamente na marca dos 4 minutos, um

personagem encontra um cartão postal e o vira, atrás dele pode-se ler: "wish you were

here!" (queria que você estivesse aqui!). Apesar de essa ser uma mensagem comum

usada em cartões-postais como forma de expressar saudade, com base nas

referências anteriores pode-se considerar uma provável citação à banda Pink Floyd,

e novamente ao álbum Wish You Were Here..

A banda entrou no Guinness World Records em 2003, através do lançamento do

DVD Before First Light, que foi reconhecido como o mais rápido da história: o registro

foi concluído pouco mais de 60 horas depois do término do show, que contou com

uma perfomance na íntegra do álbum Afraid of Sunlight.

A banda já fez cover de diversos artistas, como The Beatles, Radiohead, REM, Pink Floyd,

Led Zeppelin, Focus, Rare Bird, etc. De fato, uma noite inteira do Marillion Weekend de

2007 foi dedicada exclusivamente a coveres.

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discografia Oficial (e Bootlegs)

"Market Square Heroes" é o single de estréia da banda Marillion. Foi lançado em 25 de

Outubro com "Three Boats Down from the Candy" como lado B. O LP de 12" incluía a

faixa adicional, " Grendel ", com 17:15min, tornando-o um EP - duração total em minutos.

Tema: a canção do lado A “Market Square Heroes” é uma canção cuja letra descreve

vagamente o surgimento de distúrbios civis, em virtude do aumento do desemprego.

O título original era "UB 2.000.001". De acordo com Fish, o "Herói da praça do mercado"

é um “candidato a revolucionário” : tem todo o carisma e presença necessários a um líder

mas sem direção ou objetivos, apenas uma sensação de frustração e raiva". Esta faixa foi

a "1.a tentativa da banda de lançar um disco de sucesso com 1 canção de rock 'simples' .

Os membros da banda têm atribuído a inspiração para o personagem principal da letra

da música a uma pessoa que conheciam em Aylesbury que tinha o apelido de "Brick".

Em uma entrevista de 2009, Mark Kelly afirmou: "Eu não sei se “Brick” era um esquerdista,

um militante ou um skinhead, mas ele foi a inspiração para o refrão da música - “I´m a

Market Square Heroe”. Fish faz referências a este tema e apresenta Brick como um "herói

esquerdista" antes de cantar esta música com seus com seus ex-companheiros de banda

no show que fizeram em 2007 chamado 'Hobble on the Cobbles' . Brick morreu em 2011.

Lado B: musicalmente, "Three Boats Down from the Candy" (a primeira música co-escrita

pelo tecladista Mark Kelly e "Grendel" são as mais típicas do estilo rock progressivo.

"Grendel” é uma composição longa e complexa que atraiu freqüentes (principalmente

desfavoráveis) comparações com "Supper´s Ready", do Genesis. Como o próprio Fish

admitiu isto, mais tarde:

"Estávamos preocupados com a semelhança com "Supper´s Ready ", o que aumentaria

a convicção de muitos pareceres críticos de que o Marillion foi muito influenciado pelo

Genesis”.

Inspirado pelo romance de John Gardner - Grendel - a letra olha o mito de Beowulf a

partir da perspectiva do monstro. Nem Marillion nem Fish tocaram esta música ao vivo

depois de 1983. Apesar (ou talvez por causa) disso, desenvolveu-se um ‘cult’ entre os fãs

incondicionais: não é raro ouvir alguém da platéia gritar "Grendel" em shows do Marillion

ou do Fish, mesmo no final dos anos 2000.

Tendo se recusado, categóricamente, a tocar "Grendel" novamente por quase 30 anos,

Fish anunciou em maio de 2012, que iria apresentar "Grendel", em uma convenção do

fã-clube a ser realizada em Leamington Spa, em 20 de Outubro de 2012. E cumpriu

a promessa.

Em 2008, no 25 º aniversário do lançamento do álbum de estréia do Marillion - Script For

A Jester´s Tear, seu fundador e primeiro baterista Mick Pointer (Arena),que havia sido

demitido após a turnê de 1983, formou uma banda e recriou o setlist da 1.a turnê (com

uma detalhada recriação de sua fase) de "Script For A Jester´s Tear" e voltou a estrada

com este show. Esta banda, que faz uso de uma versão ligeiramente modificada do logo

Marillion da era clássica, usa o nome "Mick Pointer's Marillion" e continua a tocar em

shows ocasionais que sempre incluem "Grendel", "Market Square Heroes" e

"Three Boats Down from the Candy".

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discografia Oficial (e Bootlegs) - cont.

Produção: o disco foi produzido por David Hitchcock, que aliás também produziu o

álbum Foxtrot do Genesis (Supper´s Ready). Hitchcock também foi contratado para

produzir o álbum de estréia do Marillion, “Script For A Jester´s Tear”, mas foi ferido

gravemente em um acidente de carro quando voltava para casa - estava em um estado

avançado de esgotamento físico depois de terminar o trabalho no single “Market Square

Heroes”. A EMI aproveitou a ocasião para convencer a banda a substituí-lo por Nick

Tauber, um produtor mais "moderno" conhecido por seu trabalho com Toyah.

Arte da Capa: a arte da capa foi criada por Mark Wilkinson, que passou a ser o

responsável pela criação de todas as capas do Marillion até 1988, e depois disso, as

capas dos álbuns da carreira solo de Fish. Mark introduziu dois elementos visuais

distintos, que identificaram a banda pelos próximos anos - e até hoje são fácilmente

reconhecidos: a figura do "Jester" e o logotipo, desenhado por Jo Mirowski.

Variações: a chamada “radio edit” substitui a linha "I am your antichrist" por “I am your

battle priest". Uma edição limitada (2.500 cópias) em Picture Disc 12 " foi lançada

e disponibilizada através de uma oferta feita pela The Web, o fã clube Oficial do Marillion.

Receptivade: o single não conseguiu entrar nas 1.as posições nas paradas de singles

do Reino Unido, chegando ao nro.60 - sua melhor posição. No entanto, as vendas

permaneceram estáveis por algum tempo. A canção ficou em 4.0 lugar no ‘Singles of the

Year 1982' da Revista Kerrang! .

As versões subsequentes: nenhuma das faixas deste single, foram incluídas no álbum

de estreia do Marillion chamado ‘Script For A Jester´s Tear’ ,lançado no início de 1983.

Versões regravadas de "Market Square Heroes" e "Three Boats Down from the Candy”

formaram o lado-B do single "Punch and Judy" lançado em 1984. Estas regravações

seriam incluídas, mais tarde, no álbum de compilações B´Sides Themselves de 1988 ,

junto com "Grendel". "Market Square Heroes" também está na compilação The Best Of

Both Worlds de 1997.

As versões originais de "Market Square Heroes" e "Three Boats Down from the Candy"

foram disponibilizadas em 1997, quando a EMI colocou-as no CD bônus do álbum

‘Script For A Jester´s Tear’ remasterizado . Uma réplica do single, em CD, também faz

parte de um Box-set para colecionadores, lançado em julho de 2000, que continha os

12 primeiros singles do Marillion chamado ‘ The Singles '82-'88'.

Versões ao vivo: Aylesbury Market Square, o lugar que serviu de inspiração para a letra

de "Market Square Heroes" e palco de uma única reunião entre Fish e seus ex-parceiros

do Marillion em 2007.

A primeira vez que uma versão ao vivo de "Market Square Heroes" esteve disponível foi

no álbum ao vivo Real to Reel de 1984, apesar de uma versão ao vivo de "Three Boats

from the Candy", gravada no Festival de Reading de 1982, ter sido incluída no álbum

do festival "Reading Rock" .

Estas três faixas também aparecem nos álbuns Early Stages (2008) e Recital of the

Script (2009), "Market Square Heroes" tambem está em Live from Loreley (2009).

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discografia Oficial (e Bootlegs) - cont.

Em 26 de agosto de 2007, Fish cantou "Market Square Heroes" no festival Hobble on

the Cobbles na praça do mercado de Aylesbury. Os outros membros da banda (exceto

o vocalista Steve Hogarth) juntaram-se a Fish no palco, para tocar essa música. Esta

reunião surpresa foi a primeira em que eles compartilharam o mesmo palco, desde

a separação em 1988.

Track listing:

Versão 7"

Lado A

"Market Square Heroes" – 4:20

Lado B

"Three Boats Down from the Candy" – 4:32

Versão 12"

Lado A

"Market Square Heroes" – 4:20

"Three Boats Down from the Candy" – 4:32

Lado B

"Grendel" – 17:15

Formação:

Fish – vocal

Steve Rothery - guitarra

Mark Kelly - teclados

Pete Trewavas - baixo

Mick Pointer - bateria

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agradecimentos


espaço do fã: Monica Louzeiro

Minha história com o Marillion sempre foi rodeada de situações diferenciadas e

gratas surpresas. Começa em 1986, aos 16 anos, quando fui apresentada por dois

amigos ao álbum Misplaced Childhood. Aquele som criou um encantamento do

qual nunca mais eu consegui me afastar.

Em 1990, já com Steve Hogarth como vocalista da banda, recebi a notícia de que

eles viriam fazer um show no Hollywood Rock. Comprei o ingresso ( prá garantir,

claro ) certa de que até o dia do Show, encontraria companhia para ir ao Festival,

O que não aconteceu. Nessa época, com 20 anos, ouvi do meu pai: “Você só vai se

estiver acompanhada, senão, nada feito!”

Por sorte, descobri que meu primo, que mora em Santos, viria em excursão para ver

o show. Só que eu estava na arquibancada e ele, na pista. Consegui ( depois de

muito esforço ) convencê-lo a dizer ao meu pai que iria também de arquibancada

(coisa que até hoje, ele não me perdoa... rs). Meu pai me deixou na porta do estádio

do Morumbi (no mesmo local onde horas depois iria me buscar) e lá fui eu, sózinha

e cheia de coragem, ver pela primeira vez a banda que mais amava.

Nunca vou me esquecer da alegria que senti ao ouvir Kayleigh ao vivo , ou de ver

aquele cara que veio substituir o Fish e que me conquistou, escalando as estruturas

metálicas do palco do Hollywood Rock.

A segunda vez foi em 92, quando fizeram o show no Olympia. Meu melhor amigo

na época, sabendo que não tinha dinheiro prá ir, me fez a maior surpresa. Na saída

da aula, na faculdade, ele estava me esperando já com os ingressos na mão prá me

levar ao show. E, na minha cabeça, nada seria melhor do que aquilo. Ver e ouvir a

Banda tão de pertinho.

Então, chegamos a 2012...

E o que eu achava que não podia ser melhor, foi...

Uma amiga me deu a dica de participar de um concurso da Vejinha SP respondendo

a seguinte pergunta: “Qual a música preferida do Marillion e o que sente ao ouví-la”.

Só podia ser sincera e dizer exatamente o que eu sentia: “Causa uma empolgação

que vai aumentando até parecer que meu coração vai explodir num grito de liberdade”.

E no dia seguinte vem a melhor de todas as notícias:

Assistir o show na Pista VIP e conhecê-los pessoalmente...

E então o maior sonho se realizou. Me lembro que meu primeiro pensamento ao

vê-los foi: “Nossa, eles são mesmo de verdade!”. Eles e tudo que eu vivi e que, com

certeza, nunca me esquecerei. Deixei os cinco com um beijo, um abraço, um CD de

músicas brasileiras (que eu espero traga muita inspiração) e a certeza de uma grande

emoção nunca sonhada, mas vivida!

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