Revista ToYou#2 - Toyota

toyota.pt

Revista ToYou#2 - Toyota

TOYOTA

Nº002

NOVEMBRO/MARÇO

SEMESTRAL

EXPERIMENTADESIGN

VEM AÍ A EDIÇÃO

DE 2009

LIXO OU

MATÉRIA-PRIMA?

DO DESPERDÍCIO

FAZER ARTE

PARALÍMPICOS

PORTUGUESES

ATLETAS PORTADORES

DA LUZ

JOANA

VASCONCELOS

PERCURSO DE

UMA CRIADORA

PRIMADO

DO DESIGN


24

4.ExperimentaDesign

Depois da parceria com Amsterdão,

a consagrada ExperimentaDesign tem

já em marcha a sua edição de 2009

8. Viagem

14. Tecnologia

16. Ambiente

A criação artística também pode ser uma

forma de preservação ambiental.

Sobretudo quando utiliza certas

matérias-primas

34

✞❳❙❪❙❨

TOYOTA

Novembro 2008/Março 2009 Semestral

Toyota Caetano Portugal - S.A.

EDITORIAL

#2

Forma ou função? Esta será, porventura, uma questão que já não se coloca nos tempos que correm.

Hoje, poucos serão, se alguns, os objectos que fazem parte do nosso quotidiano que, ao invés, não

tenham de respeitar a fórmula “forma e função”. E ainda bem que assim é – ou não fosse tanto mais

convincente o manuseamento, ou a simples observação, daquilo que nos rodeia, quanto mais

agradável nos for à vista a sua aparência.

Nesta segunda edição da revista ❳❙❪❙❨ optámos por fazer um périplo pelo percurso do

chamado design moderno. Porque o mesmo é indissociável do nosso dia-a-dia. Porque se trata de

um tema apaixonante. Ficámos a conhecer melhor algumas figuras portuguesas incontornáveis

deste sector, inclusive a nível internacional. E não deixámos de dedicar um olhar mais atento

também ao novo Toyota iQ, o primeiro citadino compacto de quatro lugares do mundo, que, mais

do que um simples automóvel, promete vir a ser, quer um marco em termos de locomoção e

inovação tecnológica, quer um verdadeiro ícone ao nível do estilo. Que nos acompanhe nessa

estimulante viagem é o desafio que aqui lhe deixamos.

20. Inovação

24. O triunfo do design

30.Tudo pelo desporto

A notável prestação dos atletas paralímpicos

portugueses foi superiormente celebrada por

um conjunto de fotógrafos lusos

34.Dimensão especial

As criações de Joana Vasconcelos têm corrido,

merecidamente, mundo graças à criatividade

que encerram e à sua inusitada dimensão

40. Decoração

44. Bem-estar

46. Beleza

48.Moda

Se a moda será uma manisfestação

artística, nada como juntá-la a outra

forma de arte, como a pintura, e, assim,

celebrar ambas

Ficha Técnica

Redacção, Paginação e Produção: Presselivre - Imprensa Livre, S.A. Av. João

Crisóstomo, 72, 1069-043 LISBOA; Tel: 213307700; Fax: 213307799; com o

capital social de €6 660 000, Registada na C.R.C. LX. com o nº 500 856 141;

nº contribuinte 500 856 141. Propriedade: Toyota Caetano Portugal, S.A.,

Av. Vasco da Gama, Oliveira do Douro - VILA NOVA DE GAIA; capital social de

€35 000 000, matriculada na C.R.C. V. N. Gaia sob o nº 500 239 037,

contribuinte nº 500 239 037 Impressão: Sogapal, Av. dos Cavaleiros, 35 A,

Portela da Ajuda, CARNAXIDE Periodicidade: Semestral Nota: Isenta de

Registo na ERC ao abrigo do disposto no art. 12º n.º 1 a) do Decreto

Regulamentar n.º 8/99 de 9/06. O promotor é a Toyota, a não ser nos casos

referidos. Reservados todos os direitos de reprodução da totalidade ou parte

desta revista. Quaisquer pontos de vista expressos nesta revista podem não

coincidir com aqueles defendidos pela Toyota ou pela Edirevistas.

A Publicidade contida nesta revista pertence a empresas independentes da

Toyota. A Toyota não é responsável pelo desempenho desses produtos.

8

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EXPERIMENTADESIGN 2009

4

Instalação com assinatura

do estúdio Design MVW,

para “Come To My

Place”, exposição

que esteve patente

na ExperimentaDesign

de 2008

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Laboratório

de ideias

Palco de intercâmbios culturais e artísticos, a ExperimentaDesign assinala,

em 2009, o seu décimo aniversário. “It’s About Time” é o mote de uma

edição que volta a celebrar o talento nacional e internacional, e a comprovar

que Lisboa é uma das mais estimulantes capitais europeias do design

É do encontro entre áreas como a Arquitectura,

a Fotografia e o Cinema, passando pela Música

e pela Educação, que se faz o maior evento português

dedicado ao design.Transversal e democrático,

é também assim que se desenha o conceito

desta indústria no novo milénio e que

nascem os seus ícones. Da Moda, com o criador

Hussein Chalayan a apresentar uma exposição

em nome próprio no Design Museum,

em Londres, às novas tecnologias, com o Toyota

iQ a ser considerado uma das mais interessantes

peças de design de 2008.

À imagem dessa tendência, a Experimenta-

Design, fundada por Guta Moura Guedes e

Marco Sousa Santos, há cerca de uma década,

é já considerada uma das mais interessantes plataformas

que, mundo fora, procuram impulsionar

a arte contemporânea nas suas diferentes

formas. “Lisboa não existia nos roteiros

do design internacional antes de 1999.Tão

simples como isto”,diz a Directora,Guta Moura

Guedes.“A ExperimentaDesign,na altura uma

ideia absolutamente única,veio colocá-la nesse

roteiro, ao mesmo tempo que veio trazer

para a ribalta a produção portuguesa”. Explicação

que justifica o sucesso que, desde o início,tem

acompanhado a Bienal,e que demonstra

que este se mede tanto pelo número de visitantes

que atraiu (até hoje, mais de 340 000),

como pelas novas possibilidades que gerou.

Este entusiasmo contagiante, que tem atravessado

as várias edições do projecto, reflecte-se

na multiplicidade de parcerias criativas e económicas

que, ao longo da sua história, tem

conseguido estabelecer. Tanto com a Ordem

dos Arquitectos e com a Câmara de Lisboa –

que, após uma paragem, em 2007, decidiu retomar

o apoio financeiro à Bienal – como com

outros países (Espanha, Inglaterra e França são

só alguns dos exemplos). Afinal, é no cruzamento

entre diferentes inspirações, e no incentivo

à troca de ideias entre movimentos cul-

Obra da dupla

de artistas POLKA,

também para

“Come To My Place”

turais contemporâneos distintos, que se definem

as suas principais finalidades.

Essa vontade de promover o diálogo foi também

o ponto de partida para a ponte que a

ExperimentaDesign decidiu construir com os

Países Baixos, mais concretamente com

Amesterdão, cidade que, desde 2008, passou

a acolher o evento, alternadamente com Lisboa.

Um passo cheio de sentido, ou não fosse a

Holanda um dos países com mais provas dadas

nesta área. “Foi um convite directo, que

aconteceu no momento certo e que veio de

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6

EXPERIMENTADESIGN 2009

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Algumas das instalações

presentes na edição de

2008 ano, em Amesterdão.

À direita, Lounging Space;

em cima, uma obra

de Maxim Velcovsky

(Qubis Studio) e, à

esquerda, Urban Play

À CONVERSA COM GUTA MOURA GUEDES

A Directora da ExperimentaDesign, Guta Moura Guedes, faz uma retrospectiva dos últimos dez

anos e revela algumas das novidades preparadas para 2009.

Como foi encontrado o tema para a próxima edição? Como de costume, quando estamos ainda

em plena Bienal, estamos já a pensar na próxima. No final de 2005 já tínhamos escolhido o tema

do tempo e da sua relação com o processo criativo. Resolvemos mantê-lo, porque é completamente

actual, e porque também gostamos do duplo significado que a expressão “It's About Time” tem...

O que mais pode contar sobre a edição de 2009? Por exemplo, sobre o projecto “Stop and

Think”? O programa está numa boa fase de desenvolvimento, mas só vamos poder dar mais

novidades em Fevereiro. Como vai envolver a imprensa, o “Stop and Think” tem sido mais divulgado.

É um projecto onde surge bem vincado o nosso desejo de estimular uma reflexão crítica e uma

investigação profunda sobre o design, bem como uma apresentação desses conteúdos às pessoas

em geral, através de diferentes media. É tempo de pararmos e de pensarmos um pouco sobre

o que se passa... e não só na área do design, claro.

Como são seleccionados os artistas? São escolhidos pelos comissários dos projectos e pelo

“Think Tank” e direcção artística da Bienal. Mas, se um curador propõe alguém para um projecto,

não tem de ter a minha aprovação, basta que ele ache que esse criador é fundamental para

a exposição que está a preparar. Há uma grande confiança e uma grande autonomia entre nós.

Gosto de trabalhar com pessoas que me desafiam, que me complementam e que me ultrapassam

por serem, de preferência, melhores do que eu e por acrescentarem aquilo que eu não sei.

Depois de vários anos à frente deste projecto, qual o balanço que faz e quais os principais

desafios que enfrentou? O balanço é muito positivo. Ao longo destes dez anos, tirando a interrupção

que formos forçados a fazer em 2007, o crescimento e o sucesso nacional e internacional da

Bienal nunca pararam. Em 2005, a propósito da última edição que fizemos, a imprensa internacional

considerou-nos o mais interessante evento de design na Europa. Promovemos a criatividade

portuguesa, trouxemos informação para diversos segmentos, actuámos como estímulo e formámos

novos públicos, lançando um serviço educativo. No fundo, criámos uma marca portuguesa com

uma forte identidade e personalidade, inovadora, que não imitou nada nem ninguém. Os desafios

são imensos, desde a concorrência internacional às dificuldades financeiras. Mas acredito que,

quando se quer ir longe, nada se faça sem muito trabalho e sem muitos desafios.


Fotografia: Getty Images; L. Barros; Edo Kuijpers; Schwarzlose/Lund; Pedro Alegria; Markus Tretter; Miro Kuzmanovic/micromedia.netimages

OS GOSTOS

DE GUTA MOURA GUEDES

UMA EXPOSIÇÃO QUE RECOMENDA:

“Weltliteratur”, patente na Fundação Gulbenkian,

sobre literatura portuguesa, comissariada por

António M. Feijó e desenhada pelos arquitectos

Aires Mateus

UM ARTISTA:

Agnes Martin

O OBJECTO DE DESIGN DE ELEIÇÃO:

O Clip

GALERIAS DE ARTE PREFERIDAS:

A Cristina Guerra, em Lisboa; a Deitch Gallery,

em Nova Iorque; a Gagosian, em Roma,

e a Serpentine, em Londres

UM ÍCONE DE MODA:

A camisa branca

CIDADE FAVORITA:

Lisboa

Em baixo, Peter Zumthorr

e, à direita, uma

das instalações

do arquitecto suíço

um local muito interessante” explica. “O

contexto cultural de cada uma das cidades

influencia, assim, o perfil programático de

cada edição, enriquecendo-as ainda mais”

A conferência conjunta dada em 2008, na capital

holandesa, por Álvaro Siza e Rem

Koolhaas, dois dos maiores nomes da arquitectura

dos dois países, é o símbolo máximo

desta colaboração.

Regresso antecipado

Durante cerca de três semanas, alguns dos mais

inspirados espaços lisboetas dedicados às artes

vão receber (a)mostras da criatividade portuguesa

e estrangeira, numa edição que arranca

a 16 de Setembro de 2009 e se prolonga até

dia 9 do mês seguinte. Mais uma vez, estará

Durante três semanas,

Lisboa vai receber

(a)mostras da

criatividade portuguesa

e estrangeira

reunida uma longa lista de nomes nacionais e

internacionais, que participarão em exposições,

conferências, debates e workshops.

Como “aquecimento”, foi organizado, ainda

em 2008, um Warm-Up para 2009, que serve

de rampa de lançamento para “It’s About

Time”, o tema que será abordado na quinta

edição. Este incluiu “Peter Zumthor: Edifícios

e Projectos 1986-2007,” a primeira grande

exposição do arquitecto suíço – que visitou

o nosso país para uma conferência sobre a

mesma – e uma retrospectiva que regista o

seu processo criativo.

O propósito deste regresso antecipado, explica

Guta Moura Guedes, é “lançar o tema mais

cedo, envolver desde o início mais gente e

marcar a nossa presença em Lisboa com mais

regularidade e menos espacejamento temporal”.

Paralelamente ao programa principal,

a Bienal pretende continuar a despontar na população

escolar e universitária o gosto pelas disciplinas

que abrange e, através do seu Serviço

Educativo, despertar curiosidades e dúvidas, estendendo,

assim, o interesse a novos públicos.

Razões mais do que suficientes para uma visita

a este laboratório, que fervilha com o que de

melhor se faz no mundo do design. ■

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VIAGEM

RESPIRAR

COM OS OLHOS

Uma viagem pelas serras da Estrela e do Açor convida-nos ao acolhimento

rústico e familiar do Hotel Rural Quinta da Geia. Um espaço e uma forma

de estar que nunca passarão de moda. Nesta região beirã todos

os sentidos se baralham. Oportunidade única para olhar bem fundo,

com os pulmões bem abertos perante a grandeza da paisagem


Fotografias: Pedro Sampayo Ribeiro

Poucos são os locais capazes de nos trocar as

voltas aos sentidos. Há quem diga que “pelo

corpo conhecemos o lugar”.Mas no Hotel Rural

Quinta da Geia talvez funcione ao contrário.

Será porventura através deste lugar que melhor

nos passamos a conhecer. Sentados no “parapeito”

do hotel, a 450 metros de altitude, na

encosta norte da serra do Açor, de cálice de jeropiga

velha na mão, a sensação que nos invade

é a de que são os olhos que nos enchem os

pulmões a cada aspirar, tal não é a grandiosidade

da paisagem.Aqui tudo é enorme perante

nós e o nosso pequeno corpo citadino.

É difícil não cair em prosas “lamechas” quando

se escreve sobre a Quinta da Geia. O aviso

é de Isabelle Dockx, subchefe da recepção do

hotel e nossa primeira anfitriã. Sabe do que fala

esta belga radicada em Portugal há mais de

duas décadas.

Todo o ambiente, mal se entra na Aldeia das

Dez (também conhecida por Aldeia das Flores)

convida à contemplação. A um certo individualismo

partilhado. Parece que todo o stress que

trazemos dos grandes centros urbanos fica à

entrada dos elegantes portões da quinta.“Quem

aqui vem, volta sempre”, garante Isabelle. E

nós acreditamos. O calor da salamandra na sala

de estar, o ar rústico das paredes em pedra

levam-nos a acreditar que uma simples escapadela

de dois dias é muito mais do isso.Juramos

pertencer, desde sempre, àquele lugar. E quem

não volta ao sítio onde pertence?

Recentemente, esta unidade hoteleira foi alvo

de uma remodelação, a propósito das comemorações

do seu décimo aniversário. Continua

a respeitar a traça original do século XVII. Não

há nada mais na moda do que uma arquitec-

QUADROS REAIS

As estradas curvilíneas que rasgam

a serra da Estrela parecem quadros

da autoria de um pintor surrealisrta

e não tanto de um expressionista.

As cores, entre o amarelo, o verde

e o castanho, que compõem

a paisagem parecem quase um

exagero para serem verdadeiras.

Mais tarde virá o branco da neve

para as cobrir...

tura que respeite o passado. Mas agora nota-se

aqui e ali uma inspiração marroquina, muito

ao gosto da dupla de proprietários holandesa:

Frenkel de Greevw e Fir Tiebout.

A ideia nunca seria uma mudança radical, pois

os clientes habituais gostam de “purificar” os

olhos neste design intemporal. E é com isso que

contam. Mas até uma estrutura com caracterís-

A espaços, lá no labirinto

de xisto que é Piódão,

vemos a sombra de um

idoso que passa. Só um

profundo isolamento

como este preservaria

os traços arquitectónicos

COMO IR

Antes de mais, opte por um veículo adequado

à aventura. No nosso caso, o companheiro de viagem

foi o espaçoso monovolume Toyota Corolla Verso...

■ A partir do Porto

Entre na A1 em direcção a Lisboa e saia no IP3, rumo

a Viseu. Prossiga até à saída para Oliveira do Hospital

(IC6) e continue por Venda de Galiszes, no sentido

de Ponte das Três Entradas. Depois será seguir as

placas indicativas da Aldeia das Dez, e, mais adiante,

as alusivas ao Hotel Rural Quinta da Geia. Percurso

de 200 quilómetros.

■ A partir de Lisboa

Entre na A1 em direcção ao Porto e saia no IP3, rumo a

Viseu. Prossiga até à saída para Oliveira do Hospital (IC6)

e continue por Venda de Galizes, no sentido de Ponte

das Três Entradas. Depois será seguir as placas indicativas

da Aldeia das Dez e, mais adiante, as alusivas ao Hotel

Rural Quinta da Geia. Percurso de 300 quilómetros.

ticas tradicionais sente o peso de algumas responsabilidades.

Para o ano, esta quinta beirã

rende-se aos encantos de um spa e mais cinco

quartos a juntar aos 15 já existentes (e aos três

apartamentos).Há quem não prescinda de mordomias

mais mundanas, nem no paraíso...

Labirinto de xisto

Podem os mais caseiros, envolvidos pelo calor

familiar do hotel, espreitar pela janela os encantos

das serras – alguns quartos permitem

ver quer a do Açor quer a da Estrela. Ficam bem

entregues. Mas será um desperdício não arriscar

fazer os 18 quilómetros de curvas, serra

dentro, sempre a descer, até Piódão. Quem aceitar

o repto, saberá que chegou à aldeia serrana,

classificada de interesse público em 1978

(oito anos apenas depois de asfaltados os primeiros

troços de acesso), quando não puder

descer mais.

Os sentimentos de introspecção, atrás mencionados,

aumentam ao passar pelas (novas) instalações

do INATEL, e ainda mais depois de

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VIAGEM

10

RÚSTICO vs FASHION

Na Quinta da Geia, os quartos têm

todos uma configuração distinta

uns dos outros. Mas o que os une

é o lado rústico: aqui entendido

como uma alternativa a outros

ambientes mais modernos

cumprida a visita ao pequeno largo com lembranças

turísticas.A partir daqui entramos num

outro mundo. Num velho mundo.

É labirinto de xisto, desde as casas que vemos

ao chão que pisamos.Raras são as casas que ousam

mais do que o terceiro piso.Penetrando no

coração de Piódão constatamos que, entre escadarias

e ruas às candeias, já não haverá veículo

que consiga passar. Ou uma ambulância, já

que o médico só desce a Piódão uma vez por

semana. E quando não há contratempos. Um

problema a considerar numa população envelhecida

como a própria aldeia. “Já quase não

há jovens por aqui. Não é fácil educar uma

criança em Piódão, o acesso à escola é muito

complicado”, diz o dono do restaurante local.

Valha aos idosos as suas crenças. Para combater

as desgraças, tenham elas a forma de tempestades

ou do demónio em pessoa, nada como

benzer uns ramos de oliveira na igreja, no

Domingo de Ramos, para os colocar, já sob a

forma de cruz, em cima das brasas da lareira

ou no topo da porta azul.A única cor contras-

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COMBINADO DE GASTRONOMIAS

■ Restaurante João Brandão

Motivo de orgulho para Freekel de Greevw é o restaurante

João Brandão – nome de uma figura lendária entre

a população, uma espécie de Zé do Telhado da região.

Enquanto o outro sócio se dedica a actividades várias

dentro da quinta (desde a organização de passeios

à agricultura), Freekel apenas dá largas à sua criatividade

enquanto chef. E a sua reputação é tal que há quem

venha de Viseu e do Porto até à Quinta da Geia apenas

para se deliciar com os pratos preparados pelo holandês.

O segredo, ao que parece, está na junção entre várias

realidades gastronómicas: a da Beira com as cozinhas

italiana e francesa. A variedade da ementa é grande, mas

podemos falar em nome do carré de borrego com molho

de mel & tomilho (€16) e dos rolos de novilho (€13).

Ou ainda dos saborosos profiteroles para sobremesa.

tante com o cinzento escuro que domina a aldeia.

Um toque de modernidade imortalizada.

Da serra com amizade

Depois de uma noite bem dormida, um pequeno-almoço

de rei, tomado na companhia

Comprada ainda

em ruínas, a quinta teve

quatro anos de obras

antes de abrir ao público,

respeitando a traça

original do século XVII.

A sala de estar é um

“museu” de velharias

de Pedro e Tiago, dois dálmatas, também eles

versados na arte de receber. Não há melhor estímulo

para vencer o frio matutino e entrar no

automóvel para rasgar a serra da Estrela, desta

vez, na direcção oposta, para Seia. O destino?

Manteigas, localidade cujo sinónimo devia ser

“simpatia”. E, depois, Belmonte e Sortelha, para

juntar mais algumas pitadas de história.

Bastam 10 minutos de estrada curvilínea para

o bem-estar se apoderar de nós.A paisagem é

inebriante. Nas estações do Outono e Inverno,

então, todas as preocupações quotidianas vão

caindo como as folhas amarelecidas. Uma a

uma. Nenhum pintor expressionista seria levado

a sério se retratasse esta zona com estas cores.

Pareceria sempre um exagero da realidade.

Um trabalho surrealista.

Se for preciso ajuda para se saber por onde se

anda, oiça-se a natureza. Ou as pessoas. Como

resposta a uma pergunta sobre o caminho para

a rota da lã e do queijo, um convite para um

copo de tinto. Já na Ecolã, apuramos o sentido

do tacto, numa das últimas casas onde ainda se


trabalha a pura lã virgem. Uma candura que

combina com a de Carlos, fabricante do típico

queijo da serra, que na nossa visita insiste para

que juntemos pão ao queijo. Se os sentidos

andam confusos por aqui, convém manter no

lugar próprio o do paladar...

Cheiro a história

A viagem prossegue num percurso pré-estabelecido

de 50 quilómetros – havia que regressar

a casa, à Quinta da Geia.Vemos o pastor

Duarte de manta pelos ombros e cajado a amparar-lhe

os movimentos, enquanto as cabras

reclamam a sua atenção.

Não demora muito tempo até se escancarar

Belmonte. Uma aldeia beirã facilmente identificável

pelo castelo, construído no século XI,

por necessidades de repovoamento da região e

ainda, ao que se diz, como manifestação da força

real de D. Sancho.

A forte presença dos judeus em Belmonte está

patente tanto na sinagoga como nos mais ínfi-

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IMPÉRIO DOS SENTIDOS

O percurso, antes de chegar

a belmonte e à Sortelha, passa,

obrigatoriamente, pela região

de Manteigas e pela rota

dos fabricantes do típico queijo

da serra e dos últimos “artesãos”

da pura lã virgem. Um autêntico

império dos sentidos que não

se esgota na visão, mas antes

acolhe o do paladar e do tacto

mos pormenores arquitectónicos. E para os saudosos

dos Descobrimentos, aconselhamos uma

visita à estátua de Pedro Álvares Cabral na rua

principal, uma homenagem a um homem da

terra que conquistou o seu nome no mar.

A última etapa proposta é Sortelha. Entramos

pela imponente porta ogival (o chamado Anel

de Pedra) e respiramos muito do que foi este

espaço urbano medieval entre os séculos XIII e

XIV.A matriz defensiva com que foi concebida

mantém-se. As casas em basalto estão intocáveis

e continuam vigiadas pela Torre de

Menagem, decalcada no cenário. Não resistimos

a subir e a percorrer as muralhas do castelo.Ainda

é possível ver a cisterna para o abastecimento

da água e uma porta falsa. Daqui

ninguém nos vê e nós poderíamos vê-los a todos.Assim

houvesse alguém para ver lá em baixo.

Ou mesmo dentro da vila. Mas os únicos

movimentos são os das árvores, por acção do

vento.Visto daqui, os sentidos continuam perdidos.

Mas tudo parece fazer sentido. ■

INFORMAÇÕES ÚTEIS

■ Morada Quinta da Geia, Largo do Terreiro

do Fundo do Lugar, 3400-214 Aldeia das Dez

Oliveira do Hospital

Tel. 238 670 010,

e-mail: quintadageia@mail.telepac.pt,

www.quintadageia.com

■ Preços Quarto duplo standard (65 euros);

quarto single standard (55 euros); quarto duplo

superior (85 euros); quarto single superior (75 euros);

suite júnior dupla (100 euros); suite júnior single

(90 euros); quarto familiar para quatro pessoas

(125 euros). Preços por noite.

Apartamento para quatro pessoas (110 euros

por noite ou 650 euros por semana); apartamento

para seis pessoas (135 euros por noite ou 795

euros por semana).

Ao contrário do tarifário aplicável aos quartos,

o preço dos apartamentos não inclui

o pequeno-almoço.

Existe um quarto adaptado a pessoas portadoras

de deficiência física.

Acesso gratuito à Internet

Mediante apresentação desta revista, a Quinta da

Geia dá um desconto de 10% no alojamento, com

excepção do período de Ano Novo

.


GADGETS

Estilo

no asfalto

Não restrinja o estilo do seu Toyota aos

pedais de alumínio, aos estofos de pele,

ou às manetes desportivas disponíveis

para os vários modelos. Certifique-se que

os seus gadgets estão à altura da qualidade

e design dos acessórios do seu automóvel

VOLANTE EM PELE TOYOTA TF1

www.toyota.pt

Luxo, distinção e muito estilo. E, ainda, maior conforto e prazer de condução. Eis

alguns dos atributos do volante multifunções TF1, da Toyota Motorsport. Revestido a

pele de grande qualidade e dotado de aplicações cromadas, a sua espessura foi

especialmente pensada para satisfazer as necessidades dos condutores mais

exigentes; o couro perfurado nas áreas de maior contacto com as mãos garante-lhe

um toque sempre agradável, mesmo ao fim de várias horas de condução. A

funcionalidade extra de estar apto a comandar, também, o sistema Bluetooth não só

incrementa a segurança, como assegura uma integração plena do sistema na viatura

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SONY-ERICSSON MBW-200

www.sonyericsson.com

São no mínimo diferentes os relógios

Bluetooth MBW-200 da Sony-Ericsson.

Trata-se da primeira colecção de relógios

femininos que permite o controlo remoto

do telefone. Ao estilo do melhor filme de

espionagem, estes relógios permitem

visualizar uma chamada e vibram quando o

telefone toca ou quando é recebido

um SMS. Da mesma forma a sua utilizadora

pode, premindo um botão, rejeitar

ou silenciar uma chamada, ou atender e

começar a falar utilizando o headset

Bluetooth. Os relógios são desenhados em

parceria com a Fóssil.

BLACKBERRY STORM

www.vodafone.pt

Este terminal leva o conceito três-em-um

ao limite, ao reunir um número significativo

de funcionalidades num só aparelho.

Para além da ligação contínua

à Internet, os possuidores

de um BlackBerry podem

editar e visualizar

documentos do Microsoft

Office, navegar via GPS,

usufruir do leitor

multimédia, da câmara

com 3.2 megapixels com

zoom, focagem automática,

flash e vídeo. A suportar esta

componente multimédia

está um 1 GB de memória

interna, expansível até

16 GB através do uso

de cartões microSD/SDHC.


KIT DE INTEGRAÇÃO PARA IPOD

www.toyota.pt

Agora já é possível desfrutar da proverbial flexibilidade do iPod também ao

volante. O kit de integração para o consagrado leitor multimédia da Apple permite

uma ligação directa do iPod ao sistema de áudio do veículo, assim como o

acesso a todas as faixas que o mesmo tenha memorizadas. Através do rádio da

viatura, ou das respectivas teclas de comando integradas no volante

multifunções, é possível comandar confortável e facilmente o iPod, graças a um

sistema que assegura, igualmente, o seu carregamento

PARROT MKI9200

www.parrot.com

Com a “Operação Natal” da brigada de Trânsito à porta, é sempre

uma boa opção investir num kit mãos-livres. Os equipamentos

da gama Parrot MKi estão equipados com diversos conectores

adaptados a todos os leitores áudio analógicos ou digitais

do mercado. O modelo MKi9200 tem um ecrã TFT a cores que

exibe o directório, a lista de reprodução de música, as capas

dos álbuns, permite visualizar a foto da pessoa que lhe está

a telefonar, entre outros pormenores. No ecrã encontra-se disponível

um leitor de cartões SD, compatível com SD-HC (até 32 GB).

NDRIVE NSPORTS

www.ndrive.com

Mais do que um simples relógio,

o NSports da Ndrive mede a

altitude, a distância, a velocidade

dos percursos efectuados, integra

uma bússola e monitoriza ainda

a frequência cardíaca e o gasto

de calorias. É resistente à água e

pesa 70 gramas. O Nsports pode

ser emparelhado com uma cinta

de frequência cardíaca, de forma

a poder obter informações sobre o

nível de stress durante o exercício

e/ou rotina diária. A capacidade

para gravar vários tipos

de informações, como o histórico

dos treinos, é uma das vantagens.

ARCHOS INTERNET MEDIA TABLET

www.archos.com

E porque nem sempre o tamanho interessa,

eis alguns exemplos do que pode fazer

com o mais recente menino bonito da

Archos: aceder à Internet e correio electrónico,

gerir as mensagens e os seus contactos,

tudo via Wi-Fi. Ver filmes nos mais diversos

formatos, incluindo aqueles que possuem

uma resolução de 720p, ouvir música e ver

fotos. Com a DVR Station poderá também

visualizar o conteúdo do leitor directamente

na sua Televisão. O ecrã táctil de 5” possui

uma resolução de 800x480 pixels. Estão à

venda três modelos, com 60, 120 e 250 GB

❳❙❪❙❨❵ 15


AMBIENTE

PILHA DE PNEUS

António Macedo, junto da

matéria-prima com que

concebe as suas pastas


LAVOISIER

reinventado

Panelas que se transformam em peças de arte (premiadas), câmaras de

ar de pneus e bidões que ganham uma nova vida como vistosas malas.

Na natureza, dizia Antoine Lavoisier, tudo se transforma. Seja nas artes

plásticas, na reciclagem ou até na “marginalidade”, criadores não faltam

em Portugal para comprovar tal máxima

Antoine Lavoisier (1743-1794) ficaria orgulhoso.

Nunca a sua máxima de que “nada

se cria, nada se perde, tudo se transforma”

foi tão levada à letra como actualmente.

Tanto por via das artes plásticas, como pela

reciclagem, a (re)utilização de objectos aparentemente

banais, assume hoje uma enorme

dimensão, alimentando várias formas de

expressão artística. E gerando um ramo de

negócio com grande potencial de crescimento.Veja-se

o caso da artista plástica Joana

Vasconcelos, em entrevista nesta edição: transforma

tudo aquilo em que pega, e não só

não “perde”, como ganha. E muito. Ou não

tenha conquistado tantos prémios (como o

da Fundação de Arte Moderna e

Contemporânea e da Fundação Marquês de

Pombal de Arte Moderna e Contemporânea),

sempre num registo em que empresta uma

certa ironia à nova vida que dá aos utensílios

do quotidiano, seja através de sofás cobertos

de aspirinas, corações gigantes feitos

com talhares, camas revestidas com valiuns,

lustres feitos com 20 mil tampões higiéni-

cos, ou ainda o aclamado sapato de salto alto

gigante, todo ele feito em panelas e tampas.

Exemplos não faltam e todos se pautam

pela mutação de objectos existentes.

Malas feitas em pneus

A reciclagem acrescenta ao lado artístico

uma componente ambiental.

Também vai buscar a matériaprima

aos “despojos” quotidianos,

transformando-os em peças novas e

únicas. Uma “second life” até do

ponto de vista comercial. O ambiente

está na moda. E vende

muito bem. Que o diga António

Macedo, de Braga, criador da

marca eco-friendly chamada

“by us”, que, a partir de câmaras

de ar de pneus, fabrica

peças de inegável qualidade.

Tudo começou em

2000, graças a uma conversa

com um amigo, proprietário

de uma empresa de re-

❳❙❪❙❨❵ 17


AMBIENTE

cauchutagem. O assunto? A problemática dos

resíduos produzidos por esta actividade. A

discussão levou António Macedo, formado

em Inglaterra na indústria do calçado, a realizar

alguns testes às características deste material

tão desperdiçado (textura, espessura e

elasticidade). E a concluir que depois de limpos

e devidamente acabados, eram perfeitamente

comercializáveis sob outras formas.

Nesse mesmo ano, em 2000, criou a loja

Footnote. Não mais parou. Na altura produzia

apenas quatro modelos em câmaras de ar

de pneus: três pastas e um porta-chaves. Hoje

o negócio corre bem. E a criatividade já lhe

permite produzir 50 peças distintas, que vão

18 ❳❙❪❙❨❵


princípios respeitados por Patrícia Ferro

Martins: nunca fazer dois produtos idênticos.

Outra das suas convicções é trabalhar

sem mais ninguém. Delegar, em reciclagem,

não é fácil. O resultado é que não consegue

“dar vazão às encomendas”. E são muitas.

“Num dia, em princípio, consigo fazer uma

mala”, afirma. O pior é que normalmente

trabalha a meio tempo nas suas peças. O negócio

tem vindo a tornar-se sério e a criadora

procura agora a melhor forma de se dedicar

a 100% a esta actividade. Procura para

os seus artigos não falta...■

CÂMARAS DE AR

O designer começou por

criar quatro peças com

pneus usados. Actualmente,

além de malas e bonés, já

contabiliza 50 artigos...

“RECICLAR PARA GANHAR”

CRIATIVIDADE INFANTIL

A importância do reaproveitamento de materiais para o ambiente está bem presente no

dia-a-dia da Toyota. A provar esta preocupação está a 2ª edição do concurso escolar

“Reciclar para Ganhar”, uma iniciativa de cariz social, através da qual a Toyota convida

as crianças do primeiro ciclo do ensino básico a construírem um “carro reciclado” –

todo ele concebido em materiais do quotidiano, sejam eles garrafas vazias, tampas ou

latas usadas. Os números da primeira edição do concurso (vide imagem do projecto

vencedor na primeira edição) são elucidativos: 100 escolas aderentes, 200 projectos

candidatos e 6000 alunos envolvidos nas “artes” da reciclagem. O prémio, na edição

2007/2008, passou por uma visita à Fábrica de Ovar, onde os alunos puderam conhecer

os métodos de fabrico ecológicos da marca.

Na edição deste ano, 2008/2009, os autores do projecto vencedor participarão numa

acção de reflorestação, no âmbito do programa “Um Toyota, Uma Árvore”.

MALAS DE PLÁSTICO

Todas as malas de Patrícia

Ferro Martins têm em

comum a pega de um bidão

ou de uma garrafa

❳❙❪❙❨❵ 19


INOVAÇÃO

tratado de elegância

Na terceira geração, o Toyota Avensis terá encontrado a sua verdadeira

essência. Mais equipado e elegante do que nunca, o novo familiar da

Toyota consegue ainda a proeza de reduzir consumos e emissões de

CO 2 , mas sem comprometer as prestações. Um verdadeiro exemplo do

que deverá ser o automóvel dos nossos dias


A envolvência está para os automóveis

como o charme para as pessoas. Conquistam

pela essência, pela raiz. É um pouco destas

duas qualidades que a terceira geração do

Toyota Avensis goza para olhar de frente para

o mercado português, onde chegará, confiante,

em Março de 2009.

Existem razões para optimismo. Dado a

conhecer na mais recente edição do Salão

de Paris, o novo Avensis está mais elegante

do que nunca. Uma responsabilidade directamente

imputável aos designers do Centro

Europeu de Estilo ED2, da Toyota, no Sul de

França, que nada “esculpiram” ao acaso neste

modelo.

O resultado está à vista. Basta um breve olhar

para constatar que a inspiração dos traços

não deixou de ter em consideração as mais

recentes tendências estilísticas, sem abdicar

de uma imagem distinta e de imediato identificável

com o seu construtor.

Disponível nas versões berlina (4695 mm de

comprimento) ou break (4765 mm), para famílias

mais carentes de espaço, ou com outras

necessidades em termos de versatilidade,

o Avensis não precisou de “crescer” mais

do que 50 mm relativamente ao seu antecessor

para conseguir uma excelente habitabilidade:

apesar de a distância aos eixos se

manter inalterada (2700 mm), o interior alberga

confortavelmente os cinco ocupantes

a que se propõe, valendo-se de uma considerável

altura ao tecto e de uma inteligente

organização do espaço interior, trabalhada

pelos engenheiros da marca.

O habitáculo, de resto, é a prova de maturidade

do novo Avensis, privilegiando um ambiente

sóbrio e tendo subido vários patamares em termos

de qualidade. Um facto que se explica não

❳❙❪❙❨❵ 21


22

ESPAÇO INTELIGENTE

No habitáculo reina

a sobriedade e o conforto

proporcionado por uma

vasta lista de mordomias.

Graças a um melhor

aproveitamento do

espaço, não foi sequer

necessário aumentar

a distância entre eixos.

Um convite aberto aos

viajantes mais exigentes

apenas pelos materiais que o compõem,

mas sobretudo pelo reforço de equipamento

que todas as versões contam nesta

nova geração, onde não faltam o sensor

de ajuda ao estacionamento,o controlo

de estabilidade integrado com a direcção

(VSC+), os faróis direccionais e o sistema

pre-crash, para mencionar apenas alguns

dos itens de um longo cardápio de dispositivos

de segurança (e de conforto) facultados

pelo Avensis.

❳❙❪❙❨❵

Os motores disponíveis garantem um alargado

leque de opções.A oferta a gasolina

inclui os blocos 1.6 (132 cv) e 1.8 (147

cv). Na oferta Diesel, haverá a mencionar

o mais poupado 2.0 D-4D de 126 cv (média

de 5,1 l/100 km e emissões de CO 2

de 134 g/km) e o enaltecido 2.2 D-4D,

este proposto com potências de 177 cv

ou 150 cv. Uma questão de escolher o

mais adequado às necessidades locomotivas

de cada qual... ■

DIESEL AUTOMÁTICO

O motor 2.2 D-4D de 150 cv

inicia uma nova era na

Toyota, já que contará com

uma versão equipada com

caixa automática de seis

relações. Uma estreia oficial

nos blocos Diesel da Toyota,

e que prova a invejável

capacidade de adaptação

do Avensis a qualquer tipo

de exigência do seu cliente

BREAK FLUIDA

Algo que salta à vista na versão break é a fluidez das linhas,

tal como a forte inclinação do pára-brisas dianteiro. Um design

com maturidade e identidade própria é um dos grandes trunfos

para conquistar as famílias mais necessitadas de espaço


Passatempo

Esteja na vanguarda

E seja um dos primeiros a experimentar

o novo Toyota iQ em Portugal!

No início de 2009, a Toyota lançará em Portugal o

novo iQ. Um citadino diferente, concebido a pensar

naqueles que, mesmo nas mais curtas deslocações

urbanas, não abdicam de valores como a vanguarda

tecnológica, o design, a segurança, o conforto,

a qualidade ou o bem-estar a bordo.

Para ser um dos primeiros a ter a oportunidade de

conduzir o novo Toyota iQ em estradas portuguesas,

crie uma frase alusiva ao tema “O que eu faria para

ter um iQ”, preencha o cupão anexo e envie-o até

20/2/2009 para a nossa redacção (Revista ToYou,

Av. João Crisóstomo, 72, 1069-043 LISBOA).

NOME:

MORADA:

TELEF.:

FRASE:

EMAIL:

TOYOTA

❳❙❪❙❨

Participe. Envie uma frase subordinada ao tema “O que eu faria para

ter um Toyota iQ” e habilite-se a ser um dos primeiros portugueses

a testar uma das mais inovadoras criações de sempre da Toyota

DATA DE NASCIMENTO:


TEMA DE CAPA

24 ❳❙❪❙❨❵

futurista

Manifestação

Ao longo dos tempos, vários foram os ícones de design

que marcaram uma época, dos Grandes Armazéns de

Chicago ao lançamento do iPod. Em 2009, a chegada ao

mercado do Toyota iQ, o primeiro citadino compacto de

quatro lugares, promete ser mais um marco neste domínio


À imagem da grande maioria dos produtos

que, diariamente, são postos à venda, em pleno

século XXI, o iQ aspira a ser um ícone de

design.A diferença é que, ao contrário dos outros,

o automóvel da Toyota atinge o objectivo.Vamos

confirmar?

Criado para fazer frente aos concorrentes di-

rectos, no que diz respeito a “tamanho versus

qualidade” (por exemplo, com apenas três

metros de comprimento, acomoda três adultos

e uma criança, ao contrário da maioria dos

rivais, com capacidade para apenas dois passageiros),

o iQ revela-se mais do que um automóvel:

é um objecto de luxo e de desejo.

A história do design moderno, como o entendemos,

remonta à Revolução Industrial – ao

início do capitalismo, portanto –, e desde sempre

se confunde com a da indústria automóvel.

Uma breve vista de olhos à história dos meios

e das formas de produção, no final do século

XIX e princípio do século XX, não pode pas-

❳❙❪❙❨❵ 25


TEMA DE CAPA

sar ao lado do surgimento de uma das teorias

ímpares, que recebeu o nome do seu criador,

o Taylorismo.

Ao mesmo tempo, na indústria automóvel,

Henry Ford tecia os moldes do que viria a ser

o “fordismo”. O que poucos sabem é que, do

outro lado do Oceano Pacífico, surgiu, poucos

anos depois, o equivalente a estas ideias aplicadas

ao mercado japonês, o “toyotismo”. Uma

das linhas-guia da teoria desenvolvida pela

Toyota mandava personalizar o produto ao máximo.

Isto é, fazer com que o produto saído

das fábricas da marca se assemelhasse ao máximo

àquilo que os consumidores esperavam.

O design estava orientado para o consumidor.

Estamos nos anos 30 e a indústria automóvel

concebe o que hoje todos temos como uma

verdade inalterável: o consumidor está no centro

das opções tomadas pelas empresas.

Voltemos, então, ao século XXI e a este expoente

máximo do design, o iQ. O automóvel

da Toyota exige, e deve, ser tratado como um

ícone de estilo. E como prova de que o que

acima se escreve é verdade, a criação da Toyota

acaba de ser agraciada com um Good Design

Award, no segmento quatro rodas. Nada que

não fosse esperado…

26 ❳❙❪❙❨❵

CONCEITOS

A pop-up store Target

(à esquerda) abriu

em 2004, em Times

Square, só com artigos

cor-de-rosa. Em cima,

a janela de conversação

do MSN, um símbolo

da comunicação

na era da Internet.

À direita, a MTV, que,

em 1979, com “Video

Killed the Radio Star”,

abriu caminho ao

videoclip

Um dos mais antigos dilemas do design prende-se

com saber o que vem primeiro: a estética

ou a funcionalidade de um objecto?

Phillippe Starck, uma lenda viva do design,

numa conferência da TED, online em

www.ted.com, dá como exemplo prático o

de uma escova de dentes. Com o à-vontade

próprio dos grande profissionais, e enquanto

imita o acto de escovar os dentes com um

dedo perante uma plateia que ri, afirma que,

antes de pensar no design da escova, tem de

imaginar qual será o seu efeito na boca.

O que este guru do design pretende dizer é que,

antes de tentar fazer um objecto belo, terá de

idealizar um objecto que cumpra o seu ob-

“Futurista, aerodinâmico,

compacto” – definição

do iQ feita por

um cibernauta,

jectivo. Uma das suas criações mais emblemáticas,

o famoso espremedor de citrinos Juicy

Salif, é, antes de mais, um espremedor de

citrinos. Só depois é um objecto de design, de

luxo e de beleza.

O mesmo se passa com o iQ, que é, antes de

qualquer outra coisa a que possamos atribuir

significado estético, um automóvel. Mas, como

o Juicy Salif, o iQ assume-se como um conceito.

E se, como dizia ainda Phillippe Starck, “temos

os símbolos que merecemos”, o aparecimento

deste modelo é um bom sinal dos tempos.

Um conceito na rede

Enquanto escrevo este texto, e porque estou

online, converso com um amigo, adepto de novas

tecnologias e de tudo o que configure uma

novidade, através do MSN. Mostro-lhe uma

imagem do iQ e peço-lhe que me diga o que

pensa dele, em quatro ou cinco palavras. Eis

o que leio, neste momento, num ecrã de conversação:

“Futurista, aerodinâmico, compacto,

elegante e feminino”. De todos os termos,

só “feminino” me intriga. Para o pôr à

prova, pergunto-lhe se compraria o iQ e a res-

através do MSN Fotografias: Getty Images

posta é afirmativa. Por feminino, portanto, o

que se entende é atraente, elegante e belo.


CONCEITOS

A Taschen é uma

das editoras que

mais aposta no

design, quer com

o lançamento

de obras como na

sua própria imagem


TEMA DE CAPA

Podemos, certamente sem pecar por exagerado,

afirmar que o iQ é algo como a resposta

da indústria automóvel a objectos mundanos,

mas nem por isso pouco luxuosos,

como o iPod, as colunas de som Bang&Olufsen

ou o iPhone. As semelhanças entre estes objectos

são abissais. Do minimalismo do leitor

de mp3 mais famoso do mundo às funcionalidades

do telefone sensação da Apple, encontramos

dezenas de pontos em comum

com o iQ, destacando-se, como exemplo

maior, a forte componente estética presente

em todos eles.

Todos estes objectos são símbolos. Mas será

que sabemos como se constrói um símbolo

como o iQ? O segredo está bem guardado e

só a Toyota o poderá revelar, mas, para já, podemos

afirmar que a regra é ser-se criativo.

A partir daí não há regras.

Ao contrário de outro símbolo de modernidade,

a Coca-Cola, o Toyota iQ é uma criação, não

28 ❳❙❪❙❨❵

TOM FORD

Uma campanha do

criador de moda Tom

Ford, que ilustra na

perfeição o peso que

a moda, logo o design,

tem na sociedade

actual

SUMARENTO

O espremedor de

citrinos Jucy Salif,

de Phillippe Starck, que

alia funcionalidade

a design, criando uma

peça perfeita para uma

actividade mundana

uma descoberta. No caso da conhecida marca

de refrigerantes, fruto da curiosidade científica,

a fórmula exacta da bebida está guardada

num cofre a que só duas pessoas têm acesso.

A enciclopédia online Wikipedia, outro ícone,

refere que além dessas duas pessoas com acesso

à fórmula, há apenas um grupo restrito

que conhece o processo de formulação, e só

a fórmula do xarope, para “fins nutricionais”,

é conhecida. O que equivale, no mundo automóvel,

a dizer-se que toda a gente sabe que

um automóvel tem de ter quatro rodas, embraiagem,

acelerador e travão… Agora, não

há dúvidas de que se trata de um símbolo.

Basta dizer-se que a Coca-Cola é a maior marca

mundial.

Ponto final

Numa altura em que é um dado adquirido

que o citadino da Toyota vai mesmo invadir

o mercado norte-americano, um feito que os

UM AUTOMÓVEL PARA A CIDADE

Cada cidade tem a sua forma de viver

os transportes. Nas cidades planas, a bicicleta

é o meio de transporte mais trendy

(e ecológico), e grande parte dos jovens

preferem-na a veículos motorizados. Exemplos

disso são Copenhaga e Amesterdão, entre

outras capitais europeias. Em Itália, tanto

em Roma como em Milão, a scooter é o meio

privilegiado. Lisboa, a cidade das sete colinas,

onde os peões correm constantemente

o risco de ser atropelados e os adeptos das

duas rodas ainda sofrem o “estigma do estafeta”,

os automóveis compactos são a melhor forma

de se movimentar. O iQ, portanto. É fácil

de estacionar e passa onde os outros

não arriscam. Porque o tamanho importa!

automóveis pequenos nem sempre logram

atingir, e que se deve à forte tendência do

mercado dos Estados Unidos para automóveis

espaçosos mas económicos, o iQ começa

a ganhar cada vez mais visibilidade. Uma

pesquisa no Google, inserindo o termo

Toyota iQ” tem quase três milhões e meio

de resultados, em 0,17 segundos. Já o Yahoo

apresenta mais de nove milhões de páginas,

no “absurdo” tempo de 0,22s.

A história encarregar-se-á de atribuir um lugar

ao novo Toyota de reduzidas dimensões,

mas este automóvel “mínimo” tem tudo para

vingar. Porque menos é mais. Já se imaginou

a passear por Santos, o nosso Design

District, ao volante de um modelo que é uma

instalação móvel? Embora não ruja em exagero,

nem seja mais belo do que a Vitória de

Samotrácia, que Filippo Marinetti queria abolir,

o iQ é mesmo futurista. E revolucionário.

E a sua entrada no mercado, um happening!

Fotografia: Getty Images


TECNO-MANIA

O iPod veio para ficar.

Símbolo de inovação,

ajudou à crescente

democratização

do mp3 e tornou-se

um gadget de eleição

UMA CRONOLOGIA

Onze datas a reter, para um ensaio da História do Design e das vanguardas:

1904 O arquitecto Louis Sullivan, um dos pais do modernismo, constrói

o edifício dos Grandes Armazéns de Chicago

1908 Adolf Loos escreve Ornamento e Crime, uma crítica feroz à versão austríaca

da Arte Nova

1919 A escola Bauhaus é fundada, em Weimar, Alemanha.

1926 John Logie Baird faz a primeira emissão de televisão, para a Royal

Institution e para um repórter do The Times

1929 Abertura do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova-Iorque

1956 Eero Saarinen e a sua cadeira Knoll são uma das sensações do ano

1956 Charles e Ray Eames apresentam a chaise-longue mais conhecida do

mundo, composta por poltrona e cadeira de apoio

1959 Abertura do Guggenheim de Nova Iorque, projectado pelo arquitecto

Frank Lloyd Wright

1979 Lançamento do leitor de cassetes portátil da Sony, conhecido

como Walkman

1987 Aparece o QuarkExpress, uma das melhores ferramentas de edição

gráfica para computadores pessoais

2009 Lançamento do Toyota iQ, o citadino compacto de quatro lugares mais

pequeno do mundo


Retratos de

De quatro em quatro anos, um grupo de fotógrafos olha nos olhos os atletas que

compõem a selecção paralímpica nacional e regista o momento. Os rostos ficam

para memória colectiva

30

SOCIEDADE

LEILA MARQUES,

27 ANOS, MÉDICA DE ODIVELAS

COM DEFORMAÇÃO

CONGÉNITA DO ANTEBRAÇO

Medalha de Ouro 100m Mariposa

(República Checa 2007)

Medalha de Ouro 100m Bruços

(República Checa 2007)

Medalha de Prata 200m Estilos

(República Checa 2007)

Fotografia de Miguel Saavedra

ms@equivalentes.org

❳❙❪❙❨❵


os feitos dos paralímpicos portugueses, a

cada quatro anos, falam por si, as imagens

dos atletas, através das objectivas do colectivo

de fotógrafos “Os Equivalentes”, só podem

falar por elas. E tanto que elas dizem, na

impossibilidade de gritarem. Graça, Cristina,

Fernando, Sara, Leila, Nelson, Bento. Da mis- luzSe

são Pequim 2008 mostramos estes rostos (um

por cada um dos fotógrafos). Muitos outros

figuram na edição deste ano do livro

“Portadores da Luz”. Todos estiveram também

em exposição, com honrarias da visita

do Presidente, Cavaco Silva. Até dois últimos

que integraram a comitiva, expecionalmente,

já depois de concluído o livro. A palavra

chave, aqui, é “todos”.

SARA DUARTE,

24 ANOS, ESTUDANTE DE LISBOA COM PARALISIA CEREBRAL

Modalidade: Equitação

Vencedora da Taça de Portugal

Fotografia de Luís Carvalhal

x.k@equivalentes.org

❳❙❪❙❨❵ 31


SOCIEDADE

NELSON LOPES,

30 ANOS, FUNCIONÁRIO

PÚBLICO DE LISBOA COM POLIOMIELITE

Modalidade: Natação

Medalha de Ouro 50m Costas (República Checa 2007)

Medalha de Prata 50m Bruços (República Checa 2007)

Medalha de Bronze 100m Livres (República Checa 2007)

Fotografia de Domingos Caldeira

dc@equivalentes.org

Cada um dos retratos mostra um “superatleta”.

Sim, um daqueles que tantas medalhas

trazem sempre dos Jogos Paralímpicos.

Mas, nas palavras de Domingos Caldeira, professor

do Instituto Português de Fotografia

(IPF), e um dos sete fotógrafos que compõem

a associação cultural, sem fins lucrativos,“Os

Equivalentes”, o objectivo não é tanto

apanhar esse lado mais conquistador: “O

que procurámos foi mostrar o indivíduo

no seu estado mais natural, descontraído,

de olhos nos olhos com o fotógrafo”.

32 ❳❙❪❙❨❵

Não tanto o desportista medalhado, apesar

de todos o serem. E muito – não apenas nos

Jogos Paralímpicos, como nos campeonatos

mundiais das suas modalidades. “Ao contrário

do que a grande maioria das pessoas

pensa, todos eles são atletas de alta

competição”, sublinha.

“Os Equivalentes”

O projecto de “cristalizar” estes atletas nasce

em 1999, através de dois fotógrafos (um

terceiro elemento junta-se mais tarde),“nas-

GABRIEL POTRA,

28 ANOS, ATLETA DO MONTIJO

COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Modalidade: atletismo

Medalha de Ouro 200m

e 4x400m

Medalha de Prata Penthatlon

Fotografia de Luís de Sousa

lps@equivalentes.org

BENTO MARIA AMARAL,

39 ANOS, PROFESSOR E PROVADOR

DE VINHOS DE MATOSINHOS,

TETRAPLÉGICO

Modalidade: Vela

2007- Rochester, USA

SKUD-18; Campeonato

do Mundo, 13º

Fotografia de José Antunes

jma@equivalentes.org

cidos e criados” no IPF – hoje todos professores

por lá. Na génese da iniciativa esteve

um convite formulado pelo então Secretariado

Nacional para a Reabilitação e Integração

de Pessoas com Deficiência (actualmente

simplificado para Instituto Nacional de

Reabilitação), por intermédio da Federação

Portuguesa de Desporto para Deficientes.

Inicialmente, as fotografias deveriam ilustrar

a Agenda desse ano. Mas logo se começou

a conjecturar a hipótese de fazer um livro

sobre os atletas que integravam a missão


CRISTINA GONÇALVES,

31 ANOS, ATLETA DE LISBOA

COM PARALISIA CEREBRAL

Modalidade: Boccia

5º Lugar Bocia Individual

(Canadá 2007)

Medalha de Bronze BC1/BC2

Equipa (Canadá 2007)

Fotografia de Francisco Feio

ff@equivalentes.org

PROGRAMA DA TOYOTA

MOBILIDADE PARA TODOS

Os atletas paralímpicos lusos foram

também o rosto do programa

de mobilidade desenvolvido pela Toyota

e apresentado antes de estes rumarem

aos jogos paralímpicos de Pequim 2008.

A Toyota foi a pioneira a disponibilizar

equipamentos de fabrico próprio

e especificamente pensados para

os indivíduos com maiores dificuldades

de mobilidade, mercê do Programa

Mobilidade Toyota, que permite a todos

os clientes da marca adoptar estes

dispositivos nos seus modelos. A linha

de produtos passa sobretudo por uns

inteligentes bancos giratórios e por um

sistema elevatório, que permite, facilmente,

fazer aceder uma cadeira de rodas

ao interior do veículo. Estes equipamentos

podem ser instalados nos modelos Yaris,

Auris, Verso e RAV4. Além da vertente

social, estes dispositivos têm uma

garantia de três anos e um design que

respeita o ambiente do habitáculo.

FERNANDO FERREIRA,

37 ANOS, ATLETA DE VISEU

COM PARALISIA CEREBRAL

Modalidade: Boccia

Medalha de Ouro Boccia Individual

(Canadá 2007)

Medalha de Bronze BC1/BC2

Equipa

(Canadá 2007)

Fotografia de José Azevedo

zaz@equivalentes.org

paralímpica de Sidney .Assim foi concebido

o “Portadores da Luz 2000”. Uma experiência

que se repetiu com o “Portadores da Luz

2004”, em Atenas, e com o “Portadores da

Luz 2008”, em Pequim, já com o grupo “Os

Equivalentes” constituído.

Qual a explicação do nome do livro? Antes

de mais, porque queriam desmontar a expressão

“portadores de deficiência”. E, depois,

porque, além do múltiplo significado

da palavra “luz”, também é esta a principal

ferramenta natural dos fotógrafos.

CRISTINA GONÇALVES,

31 ANOS, ATLETA DE LISBOA

COM PARALISIA CEREBRAL

Modalidade: Boccia

5º Lugar Bocia Individual

(Canadá 2007)

Medalha de Bronze BC1/BC2

Equipa (Canadá 2007)

Fotografia de Francisco Feio

ff@equivalentes.org

Memória colectiva

Domingos Caldeira está consciente de que

sensibilizar a sociedade para as dificuldades

diárias destes atletas é algo muito complexo.

E lamenta que estes sejam “muito falados e

elogiados depois dos títulos, e esquecidos

durante os quatro anos seguintes”, adianta.

Até porque a luta deles é “diária” e precisam

de apoio, algo que não têm. Daí que “Os

Equivalentes” procurem a vida destes atletas,

equivalentes a todos os outros, a todos nós,

apesar dos muitos obstáculos. ■

❳❙❪❙❨❵ 33


34

PERCURSO

Respira criatividade e determinação, ou não fosse uma das artistas

contemporâneas portuguesas com mais sucesso internacional.

Visitámos o atelier de Joana Vasconcelos e descobrimos a escultora

que se esconde por detrás da grandiosidade da sua obra

As frases desencadeiam-se apressadas, empenhadas

em explicar o caminho que as suas ideias

percorrem, desde o momento em que nascem,

no papel, até ao momento em que se concretizam.“Tudo

começa aqui,” diz, exibindo um

caderno recheado de rascunhos imperceptíveis.

Foi também este o ponto de partida para a

obra em que a escultora se encontra, neste

momento, a trabalhar. Um enorme manto

colorido, feito em croché,

que brevemente irá cobrir a

fachada de um hotel em

construção, na Rua do

Alecrim, em Lisboa. Mas que,

por enquanto, recebe quem

entra no enorme atelier da

artista. Espalhado pelo chão

de uma das suas enormes salas,

alguns dos cerca de dez

❳❙❪❙❨❵

Senhora

do seu nariz

elementos da equipa de Joana Vasconcelos dão-

-lhe os últimos retoques.

No dia seguinte, a peça entrará numa nova fase.

“Trabalhamos sempre em várias coisas ao

mesmo tempo”, explica.“A execução das peças

que estão agendadas com antecedência

tem de estar muito bem programada para podemos

fazer frente aos vários projectos que

vão surgindo sem aviso”. Um ritmo de trabalho

intenso,que Joana

conduz com discipli-

“Os meus trabalhos

estão pensados

para cidades

ou grandes

instalações”

na e rigor, uma capacidade

que lhe permite

desempenhar na

perfeição os dois papéis

que assume: escultora

e galerista.

Mais do que um passo

dado a pensar na

internacionalização, a decisão de deixar de trabalhar

com galerias nacionais foi uma inevitabilidade

lógica:“O meu target acaba por ser diferente,nomeadamente

devido à grande escala

de muitos dos meus trabalhos, mais pensados

para cidades,grandes instalações ou museus,do

que para clientes com colecções privadas”.

Outra razão que justifica a mudança é

a vantagem económica que acarreta, uma questão

de sobrevivência, sobretudo porque estão

envolvidos altos custos de produção.

Recentemente, Joana Vasconcelos fez uma primeira

incursão pela realidade artística francesa,

ao apresentar uma exposição em nome próprio

em Paris.“Não coloquei grandes expectativas...

umas foram superadas e outras não, mas fiquei

muito contente com o resultado”, conta.Isto

porque vendeu “www.Fátimashop”,uma

peça que há vários anos a acompanhava, e não


Jorge Nogueira


PERCURSO

vendeu “Victoria”, obra que projectou de propósito

para esta mostra.Tal como noutros meios,

construir um nome lá fora leva o seu tempo.

Talvez por isso já tenha pensado várias vezes em

mudar-se para o estrangeiro, hipótese que acaba

sempre por afastar, tanto pela estrutura criativa

que ergueu, como pelas relações artísticas

que, desde cedo, estabeleceu.

Dos tampões aos talheres de plástico, sem

esquecer as panelas, são os objectos mais

simples, e, por isso, mais improváveis, que,

muitas vezes, lhe servem de matéria-prima,

tornando-se tão importantes como a escul-

36 ❳❙❪❙❨❵

B.I.

Cidades como Veneza, Barcelona ou São Francisco são apenas algumas das capitais culturais por onde Joana Vasconcelos

já passou. Nascida em Paris, a 8 de Novembro de 1971, desde os três anos que vive em Lisboa, onde iniciou um caminho artístico

que “começou como qualquer outro, ou seja, na escola”. Entre 1989 e 1996, dividiu-se entre o Ar.Co e o I.A.D.E., frequentando cursos

de Joalharia, Design, Artes Plásticas e Desenho.Mas foi quando vendeu a sua primeira peça, “As Flores do Meu Desejo”, que percebeu

que o seu trabalho “era mais do que um capricho de miúda”. Hoje, conta com um currículo extenso, que inclui mostras

individuais e colectivas, num sem-número de países. Em 2000, arrecadou o “Prémio EDP Novos Artistas” e, em 2003, o “Fundo

Tabaqueira Arte Pública,” pelo seu projecto de intervenção no Largo da Academia das Belas-Artes. Há dois anos, recebeu “The Winner

Takes it All,” prémio atribuído pela Fundação Berardo à obra “Néctar”, que tem morada no Museu Colecção Berardo desde a sua

abertura. Actualmente, trabalha com a Galerie Nathalie Obadia, em França, e com a Galería Horrach Moyà, em Espanha, e as suas

peças integram diversas colecções públicas e privadas, espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

tura que compõem e contribuindo de forma

determinante para a sua grandiosidade.

A desconstruição do significado que estes

têm no nosso quotidiano é,

aliás, uma espécie de imagem

de marca da sua obra. Afinal,

quem não reparou em

“Cinderela”, o sapato gigante

feito de tachos, ou em “Jóia do

Tejo”, o colar de bóias náuticas

que, durante alguns meses,

adornou o “pescoço” da Torre

de Belém, em Lisboa?

O mesmo acontece com as brincadeiras que

faz com as contradições do papel da mulher

na sociedade. No entanto, se é verdade

que a reflexão e

a crítica do que re-

São os objectos

mais improváveis

que, muitas vezes,

lhe servem de

matéria-prima

José Guerra – Pigmenta.net

presenta a figura da

mulher contemporânea

é umas das

suas preocupações,

este não é um tema

que atravesse toda a

sua obra. “Umas

vezes está presente,


Luís Vasconcelos

“Néctar”, de 2006, feita com

garrafas de vinho, exposta

no Museu Colecção Berardo


PERCURSO

outras não. Associar um artista a um tema

específico é um erro. Claro que um

homem nunca ia pôr um colar na Torre

de Belém, mas dizer que eu sou ‘a feminista

do croché’ é colocar-me numa prateleira

redutora”.

As ferramentas inspira-

das que utiliza são também

uma maneira de se

aproximar do público,

estendendo o interesse

pelas suas peças a uma

audiência maior e mais

variada. Intenção esta

38 ❳❙❪❙❨❵

Luís Vaconcelos

“Dizer que eu sou a

feminista do croché

é colocar-me numa

prateleira redutora”

MATERIAIS SURPREENDENTES

À esquerda, “Coração

Independente Dourado”, de 2004,

em talheres de plástico amarelos

e, em cima, “Cinderela”, de 2007,

o sapato gigante de tachos

e tampas. À direita, “A Noiva”,

de 2001, o famoso lustre feito

com tampões e o passaporte

de Joana Vasconcelos para

a Bienal de Veneza

que teve na decisão de expor “A Noiva”, o

conhecido lustre feito em tampões, na discoteca

Lux, o seu símbolo máximo.“Foi uma experiência

giríssima,que marcou muito o ambiente

e as pessoas” recorda, “precisamente

por não ser usual essa ligação entre um espaço

de lazer e as artes, e

por quebrar com uma série

de dogmas e de regras,

provando que, ao trocarmos

as voltas, a obra e o

próprio espaço ganham

uma nova dimensão e podem

ser apreciados com

Atelier Joana Vaconcelos

FUTURISTA

“Jardim do Éden”, de 2007, peça

produzida orginalmente para a The New

Art Gallery Walsall, no Reino Unido

outra descontracção.Além disso, a memória

que se cria nas pessoas é completamente diferente

da que guardariam se tivessem visto

a peça num museu”.

Outra surpresa foi ter sido esse o motivo que

levou a curadora da Bienal de Veneza, ela própria

habituada ao ambiente particular dos museus,

a convidar Joana Vasconcelos a participar

num dos maiores palcos internacionais dedicado

às artes.Assim, não admira que seja num

misto de ambição e humor que Joana Vasconcelos

construa a sua carreira, um percurso feito

de ideias únicas e de desfechos inesperadamente

originais. ■

Luís Vaconcelos Jonathan Shaw


DECORAÇÃO

A família Boyd é apenas a segunda a habitar

a moradia de piso térreo que Oscar Niemeyer,

afamado arquitecto brasileiro, projectou em Santa

Monica, E.U.A. Michael decorou-a com a colecção

de mobiliário e objectos modernistas que ele e a sua

mulher, Gabrielle, foram reunindo ao longo dos anos,

dando azo à sua paixão pelo moderno.

O open space, que junta a sala de estar à sala

de jantar e à cozinha, é a divisão preferida dos

proprietários. A decoração partiu de cadeirões

desenhados pelo próprio Niemeyer para a sede

do partido comunista francês.


Casa de colecionadores

Oscar Niemeyer projectou um único edifício nos E.U.A., em Santa

Monica. Gabrielle e Michael Boyd deram nova vida ao espaço

com a sua vasta colecção de peças de design moderno

❳❙❪❙❨❵ 41


DADOS A RETER

■ Área: 480 m2 em piso térreo, incluindo jardim com influências

brasileiras e californianas e piscina

■ Tipologia: 10 quartos, incluindo biblioteca e sala de estar

e cozinha em open space

■ Projecto de arquitectura de Oscar Niemeyer, reconhecido

arquitecto brasileiro. Desenhou esta casa através de fotografias

do terreno quando esteve exilado em Paris, em 1964

Outline/VMI

■ Projecto de decoração do proprietário, Michael Boyd, que

preencheu os espaços com a extensa colecção de peças de

design modernista que o casal compra em viagens, feiras e leilões

■ O livro sobre a casa: Modernist Paradise: Niemeyer house,

Street-Porter/Beatworks/Corbis Tim

Boyd collection, de Michael Webb, com fotografia de

Tim Street-Porter. Editora Rizzoli, 2007 Fotografia:


Depois acrescentaram-se as mesas de Kiesler, a estante colorida

de Perriand e Prouve e os candeeiros de Mouille. Os instrumentos

musicais denunciam a formação de Michael, que, com a mulher,

compôs música para filmes e publicidade durante 25 anos.

Quem visita a moradia surpreende-se com a biblioteca. Aqui estão

os cerca de 10 000 livros dos Boyd, minuciosamente ordenados.

Os temas são variados: além de arquitectura e design,

encontramos fotografia, arte africana e jardinagem na colecção

de Michael; e literatura, moda e cinema na de Gabrielle.

Os tons neutros do quarto conferem-lhe um estilo mais sóbrio.

Neste, destacam-se as cadeiras cocoon desenhadas por George

Nelson. As amplas janelas dão para o jardim, onde palmeiras,

samambaias e cactos se combinam com pedra mexicana azul,

criando um ambiente com ares da América do Sul. Para lá dele,

estendem-se os desfiladeiros de Santa Monica.

Os Boyd sentem que encontraram um verdadeiro pedaço de céu

na terra. “Não acreditamos em contos de fadas”, diz Gabrielle.

“Mas acreditamos que, se quisermos viver no paraíso, temos

de ser nós a criá-lo”.

❳❙❪❙❨❵ 43


BEM-ESTAR


Fotografias: Getty Images

Comer saudável

na cidade

Com alguma disciplina, atenção e cuidados, é possível fazer refeições

salutares e saborosas no dia-a-dia. Saiba que produtos escolher

e como confeccioná-los para o conseguir

Cidade: agitação, filas de espera, andar contra-relógio,

comer à pressa em pouco tempo,

numa altura em que o fast food não faz mais

sentido, mas continua a ser aliciante porque

é mais barato e mais rápido. Se já não

é tarefa fácil escolher e preparar os alimentos

quando temos tempo, porque vivemos

em zonas de alguma quietude, imagine-se

nas grandes cidades, nos grandes

centros urbanos, onde somos tantas vezes

tentados a “tapar o buraco” da fome e da gula

com o croquete ou a tablete de chocolate.

É verdade, mas chega de desculpas. Está na

hora de pôr de parte a preguiça, arregaçar as

mangas e mudar os hábitos alimentares.

“Embora exija mais atenção,cuidados e preserverança

é possível comer de forma saudável

na cidade”, assegura o nutricionista João

Breda, esclarecendo que o mais importante “é

evitar erros alimentares que se perpetuam dia

após dia”, nomeadamente o consumo constante

de fritos, produtos de pastelaria, alimentos

demasiado ricos em açúcar, o abuso de be-

bidas alcoólica e bebidas demasiado açucaradas.

Uma vez que é preciso ingerir frutos, hortícolas

e legumes diariamente,em quantidades significativas,

João Breda diz que é fundamental

comer sopa de legumes fora de casa. “Idealmente,

devíamos comer duas sopas de legumes

diariamente e três peças de fruta”.

Tão importante quanto a escolha dos ali-

REFEIÇÃO NO ESCRITÓRIO

O nutricionista dá-lhe duas receitas simples para um almoço e um lanche saudáveis, sem sair do local

de trabalho.

■ Almoço: 1 sopa de legumes, 1 sandes de frango com alface e tomate e 1 sumo de laranja natural

■ Lanche: 1 probiótico, 1 chá a seu gosto e 1 sandes com queijo magro ou 1 peça de fruta

COMA PARA COMBATER O STRESS E MANTER O OPTIMISMO

■ A influência de alguns alimentos na redução dos níveis de stress está comprovada. Por exemplo,

o peixe, sobretudo o gordo, é um deles. “Protege do stress e da depressão”, esclarece João Breda

■ Os frutos e legumes ajudam a manter a boa forma também mental, “pelos oxidantes que fornecem

e devido aos fitosteróis que entram na composição das hormonas” que influenciam o humor

■ O chá é uma “boa bebida anti-stress” assim como o café, quando bebido em quantidades moderadas

■ Meio copo de vinho tinto à refeição, e nada mais do que isso, também pode ajudar para combater

a ansiedade

mentos é a forma como os confeccionamos.

E esqueça quem pensa que não se pode tirar

prazer dos pratos mais simples, os mais indicados

pelos especialistas em nutrição. O

gosto também se cultiva. “Os cozidos, os

grelhados e estufados ‘tudo em cru’ são

os mais indicados, porque são as manipulações

culinárias mais saudáveis e mais

portuguesas. Por exemplo, os ensopados

e caldeiradas são bons exemplos de preparações

que contém todos os nutrientes

de forma saudável”, observa. No que respeita

à escolha das carnes, estas devem ser

sem gordura, também se deve comer mais

vezes peixe e de vez em quando gordo. E tudo

isto com peso e medida.“Ingerir menos

de 100 g de carne por dia”.

Muito em voga nos tempos que correm,

onde as preocupações ecológicas tendem a

tornar-se missão, a ‘onda verde’ apresenta

enormes vantagens. “Uma alimentação onde

impera o verde é naturalmente boa”,

observa, explicando que os legumes e hortícolas

“desta coloração são ricos em fibras

e antioxidantes, bem como alguns

minerais e vitaminas essenciais, como cálcio,

ferro e vitamina C”.

De acordo com o nutricionista, a variedade das

cores e o predomínio de encarnados, laranjas,

verdes e violetas,são factores excelentes para uma

alimentação mais saudável e protectora. Por isso,

mesmo que tenha apenas 10 minutos para

a refeição, tenha em conta o melhor para a sua

saúde e peso: “Ingira uma sopa, cereais completos,

sumos naturais e fruta. Se optar antes

por uma sandes em vez dos cerais,que seja em

pão escuro ou de mistura”. Quando é que

começa o seu novo plano alimentar? ■

❳❙❪❙❨❵ 45


BELEZA

Jet-Set

Visite as grandes capitais do design

e descubra os tesouros mais bem

guardados do mundo da beleza:

os produtos essenciais e as moradas

obrigatórias para um nómada de luxo

TÓQUIO

Total Face Care L’Eau D’Issey Pour Homme,

hidratante para rosto, 50ml, €45,

Issey Miyake.

Kenzo Power, eau de toilette, 60ml,

€53, Kenzo.

Eye Soother, gel anti-rugas para contorno

dos olhos que diminui olheiras, 15ml,

48.59€, Shiseido Men.

Glaçons parfumés pour le corps, cubos

gelados com água hidratante e perfumada,

doze unidades, 24.80€, Kenzoki.

A não perder…

■ The Spa, no Hotel Mandarin Oriental.

Situado no 36º andar do edifício, vale

a pena visitar, quer pela sua espectacular

vista panorâmica sobre a cidade, quer

pelos fantásticos tratamentos com

produtos Aromotherapy Associates e ESPA.

2-1-1 Nihonbashi Muromachi, Chuo-ku

www.mandarinoriental.com/tokyo

■ Le Labo. Vinda da Big Apple, a marca

dedica-se apenas à venda de fragrâncias

exclusivas e feitas à mão. As essências

são finalizadas à sua frente e pode até

“provar” uma criação exclusiva, apenas

disponível em Tóquio. Uma fragrância que

desafia as outras edições feitas a pensar

em Dallas, Paris, Londres e Nova Iorque.

1-35-2 Ebisu Nishi Shibuya-ku

www.lelabofragrances.com

■ Termas Ooedo-Onsen-Monogatari.

No coração da cidade, a ideia é que vá

a banhos e relaxe na água rica em iodo

de uma nascente situada a 1400 metros

de profundidade. Irresistível é a “manicure”

e “pedicure” Doctor Fish, em que peixes

turcos, os Garra Rufa, se alimentam da sua

pele seca e morta para uma limpeza

da epiderme com resultados garantidos.

www.ooedoonsen.jp


Texto de Manuel Arnault. Fotografia: Getty Images

LONDRES

Maca Root Shave Cream, creme para

barbear, 200ml, €13, The Body Shop.

London, eau de toilette, 100ml,

€60.90, Burberry.

Desodorizante em stick Story, 75gr,

€20, Paul Smith.

After-Shave Splash, para conforto após

barbear, 100ml, €30, Hackett.

A não perder…

■ The Spa, no Hotel Mandarin Oriental

Hyde Park. Geralmente no topo dos

rankings dos melhores spas do país,

oferece uma série de tratamentos de luxo

que recorrem a técnicas dos quatro

cantos do mundo. Knightsbridge, nº 66.

www.mandarinoriental.com

■ Agua, no The Sanderson Hotel.

São 10000 m 2 de paz, brancura e puro

hedonismo. Neste spa encontrará vários

tratamentos de rejuvenescimento, que

combinam as mais eficientes técnicas

do presente e do passado, assim como

a clientela mais trendy da cidade.

Berners Street, nº 50.

www.sandersonlondon.com

■ Content Beauty/Wellbeing.

Para os amantes de uma cosmética

consciente, esta é a primeira boutique

londrina de luxo eco-friendly. Todas as

marcas à venda têm preocupações

orgânicas e ecológicas e, com design

elegante, surpreendem até o mais

exigente esteta.

Bulstrode Street, nº 14.

www.beingcontent.com

PARIS

Passenger Pour Homme, eau de toilette, 100ml, €59, Dupont.

L’Homme Hydratant Bonne Mine, gel hidratante para pele subtilmente bronzeada, 50ml, € 38.50, Yves Saint Laurent Beauté.

Revitalizing Serum, para uma pele luminosa, 30ml, €80, Skeen. (Exclusivo Sephora).

Correcteur Ciblé Anti-Cernes, corrector de olheiras, €41.20, Dior Homme Dermo System.

A não perder…

■ Institut Dior, no Hotel Plaza Athénée. Recentemente aberto, oferece os melhores tratamentos de relaxamento

e anti-envelhecimento da cidade, com a garantia destes dois ícones do luxo. Um ambiente único, apenas possível

de encontrar numa cidade como Paris. Avenue Montaigne, nº 25. www.plaza-athenee-paris.com

■ Skeen. A pensar nos cavalheiros, a jovem marca criou alguns dos mais potentes produtos anti-envelhecimento do mercado.

Na loja, de design irrepreensível, são feitos diagnósticos à pele e há até, duas vezes por semanas aulas de cosmética

acompanhadas com champanhe, para os clientes mais interessados. Rue des Archives, nº 21. www.skeen.fr

■ La Maison Guerlain. Num edifício de 1914, vagueie pelos dois andares e mergulhe no universo Guerlain. Perfumes preciosos

em frascos personalizados, uma visita ao spa, ou apenas para estar rodeado de tamanha sumptuosidade, todos os motivos

são válidos para visitar este marco histórico da Cidade Luz. Avenue des Champs Elysées, nº 68. www.guerlain.com

NOVA IORQUE

High Performance Moisturizer, hidratante

anti-rugas para peles maduras, 50ml,

€58, Anthony Action for Men.

Strong-Hold Styling Gel, para fixação forte

do cabelo, 125ml, €18, Kiehl’s.

Tom Ford Extreme, eau de toilette,

50ml, €115, Tom Ford.

Vela Essence Lavender, €90, Donna Karan.

A não perder…

■ The Nickel Spa For Men. Num antigo

banco, no coração de Chelsea, este spa

de 44 500 m 2 , distribuídos por dois andares,

é tudo o que um homem precisa. Para

além do cabeleireiro, existem oito salas

para tratamentos a pensar nos cavalheiros,

com o carimbo de qualidade Nickel.

77, Eighth Avenue.

www.heavenspa.com

■ Bliss Soho. Considerado o melhor day

spa americano pela Condé Nast Traveler,

oferece uma vastíssima lista

de tratamentos. Para além da diversidade,

o seu ponto forte também é a qualidade,

pois é lá que se encontram alguns dos

melhores terapeutas da cidade.

568, Broadway, 2º andar.

www.blissworld.com

■ Takashimaya New York.

Neste armazém de luxo de inspiração

japonesa encontrará várias marcas de elite,

seleccionadas com base na sua eficácia

e exclusividade para agradarem as mais

delicadas peles e exigentes narizes.

693, Fifth Avenue.

www.takashimaya-ny.com


MODA

48

Época de mood’arte

Moda e pintura. Dois modos

distintos de representação

artística.Mas que, juntos,

podem proporcionar

resultados surpreendentes


ELA: Camisa branca, Comme des Garçons

para a H&M; Jeans, Diesel; Clutch, Mango;

Colar correntes, Decénio

ELE: Pólo desenhos Karl Lagerfield, Lacoste

Visionaire; Gravata preta, Pepe Jeans

Página da esquerda:

ELA: Camisa gola alta preta, Mango; Saia

preta, Luis Buchinho; Botins pretos, H&M;

Colar dourado c/pedra verde, Decénio

ELE: Trench-coat, Diesel; T-shirt “Tomato

Soup”, Andy Warhol para Pepe Jeans;

Jeans, Diesel; Cinto preto de pele, Lee;

Botins pretos, Decénio; Cachecol, Decénio.


ELE: Calça de fato, Sacoor;

Camisa preta, Comme des

Garçons para a H&M; Laço

cinza, Gant; Sapato preto em

verniz, Miguel Vieira

ELA: Vestido cinza, Decénio;

Pregadeira, Mango; Cluthc preta

em pele, Diesel; Luvas em

camurça, H&M; Botins pretos

em verniz, Miguel Vieira.

FICHA TÉCNICA

Fotografia: Mário Príncipe

Realização: Joyce Doret

Maquilagem: Sónia Pessoa

Cabelos: Mimi Mira

Modelos: Telma Santos, Ricardo

Guedes (Central Models)

Agradecemos à Galeria Bernardo

Marques a cedência do espaço.

www.bernardomarques.com

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