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Densidade Mamária e Risco de Câncer - Mama Imagem

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<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> como Fator <strong>de</strong> <strong>Risco</strong><br />

SELMA DE PACE BAUAB


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> na Mamografia<br />

RR > 4,0 :<br />

- ida<strong>de</strong> > 65 anos<br />

- mutação genética (BRCA 1 / 2)<br />

- mais <strong>de</strong> 2 parentes <strong>de</strong> primeiro grau com CA <strong>de</strong> mama<br />

- história pessoal <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama<br />

- alta <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica<br />

- biópsia prévia por HDA<br />

Influenciam na <strong>Densida<strong>de</strong></strong> Mamográfica<br />

número <strong>de</strong> filhos,<br />

peso corpóreo<br />

ida<strong>de</strong>


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> na Mamografia<br />

<strong>Densida<strong>de</strong></strong> Percentual =<br />

Variações no aspecto mamográfico:<br />

- tecido adiposo, estroma e epitélio tecidual<br />

Na mamografia o tecido <strong>de</strong>nso aparece branco<br />

Área <strong>de</strong> <strong>Densida<strong>de</strong></strong><br />

Área Total <strong>Mamária</strong><br />

Breast Percent Density: Estimation on Digital Mammograms and Central Tomosynthesis Projections Radiology: Volume<br />

252: Number 1—July 2009,


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> Mamográfica e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

1976 - John Wolfe<br />

mamas com um padrão mamográfico <strong>de</strong> alta <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong><br />

aumento do risco para o câncer <strong>de</strong> mama<br />

Extenso aumento da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica está fortemente<br />

associado ao risco <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama <strong>de</strong>tectado no<br />

rastreamento ou entre os exames.<br />

Uma fração substancial <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama po<strong>de</strong> ser atribuída a<br />

este fator <strong>de</strong> risco.<br />

Mammographic Density and the Risk and Detection of Breast Cancer<br />

Norman F. Boyd N Engl J Med 2007;356:227-36


DENSIDADE MAMOGRÁFICA E RISCO E DETECÇÃO DE<br />

CÂNCER DE MAMA<br />

Associou percentual <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> na mamografia inicial com o risco <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong><br />

mama, <strong>de</strong> acordo com :<br />

- método <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção do câncer<br />

- tempo <strong>de</strong>s<strong>de</strong> o início do rastreamento<br />

- ida<strong>de</strong><br />

Ajustou por ida<strong>de</strong>, parida<strong>de</strong>, ida<strong>de</strong> da menarca e menopausa, índice <strong>de</strong> massa<br />

corporal (IMC) e existência <strong>de</strong> parentes <strong>de</strong> primeiro grau com câncer <strong>de</strong> mama<br />

Resultados comparando com mulheres com áreas <strong>de</strong>nsas < 10% da mamografia:<br />

- mulheres com 75% ou mais têm um aumento <strong>de</strong> risco <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama - Odds<br />

Ratio =4,7<br />

- <strong>de</strong>tectado por rastreamento - OR=3,5<br />

- menos que 12 meses após exame <strong>de</strong> rastreamento negativo - OR=17,8<br />

Boyd NF, Guo H, Martin LJ, Sun L, Stone J, Fishell E, et<br />

al. N Engl J Med. 7. 2007;356(3):227-36


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> na Mamografia<br />

Aumento da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária<br />

- Se correlaciona com aumento do risco <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama<br />

- Reduz a performance do radiologista<br />

- Aponta para o uso <strong>de</strong> outras modalida<strong>de</strong>s <strong>de</strong> imagem (US e RM)<br />

Berg W. et al, Combined Screening With Ultrasound and Mammography vs Mammography Alone in<br />

Women at Elevated Risk of Breast Cancer, JAMA. 2008;299(18):2151-2163


MEDIDA DA DENSIDADE MAMÁRIA<br />

Mammographic Parenchymal<br />

Patterns and Quantitative<br />

Evaluation of Mammographic<br />

Densities: A Case-Control<br />

Study<br />

John N. Wolfe et. Al.<br />

AJR 148:1087-1092, June 1987<br />

PRÁTICA ATUAL<br />

Cancer Epi<strong>de</strong>miol<br />

Biomarkers Prev<br />

2005;1411(11).<br />

November 2005<br />

Imagens bidimensionais não po<strong>de</strong>m<br />

fornecer o volume real da mama<br />

Algoritmos computadorizados também<br />

são realizados com imagens em 2D<br />

O uso da incidência craniocaudal<br />

exclui a maior parte do tecido mamário<br />

Kopans, DB, 2008


MEDIDA DA DENSIDADE MAMÁRIA<br />

PRÁTICA ATUAL<br />

Radiologistas avaliam a <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária<br />

Visualmente a partir <strong>de</strong> duas imagens dimensionais (2D), por estimativa da<br />

quantida<strong>de</strong> <strong>de</strong> “tecido branco”<br />

Problemas <strong>de</strong>sta avaliação<br />

O método não é preciso<br />

Digitalização computadorizada das mamografias em scanner a laser específico<br />

Resolução espacial : 1024x1250 pixels, com até 3600 níveis <strong>de</strong> cinza<br />

Histograma da imagem : percentual <strong>de</strong> pixels na imagem que apresenta <strong>de</strong>terminado nível<br />

<strong>de</strong> cinza<br />

Histograma com pixels concentrados numa faixa pequena <strong>de</strong> valores = imagem <strong>de</strong><br />

baixo contraste<br />

Pixels <strong>de</strong> maior intensida<strong>de</strong> = tecidos mais <strong>de</strong>nsos ou lesões<br />

Este método é mais preciso pois elimina a não-linearida<strong>de</strong> da mamografia analógica<br />

Limitação : dispen<strong>de</strong> muito tempo para a prática diária<br />

Efeito do raloxifeno sobre a <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica em mulheres na pós-menopausaCristiane Donida Silverio I ; Jorge<br />

Nahas-Neto I ; Eliana Aguiar Petri Nahas et al. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.29 no.10 Rio <strong>de</strong> Janeiro Oct. 2007


Problemas das Aferições <strong>de</strong> <strong>Densida<strong>de</strong></strong> Mamográfica<br />

<strong>Densida<strong>de</strong></strong> em imagens 2D : necessita <strong>de</strong><br />

informação dos valores <strong>de</strong> exposição e da<br />

espessura mamária.<br />

A mama é mo<strong>de</strong>radamente <strong>de</strong>nsa na<br />

mamografia e predominantemente<br />

adiposa na RM.<br />

Mesma mama : posicionamento diferente<br />

Qual o impacto no cálculo da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> ?<br />

Kopans DB. Radiology: Volume 246: Number 2—February 2008


MEDIDA DA DENSIDADE MAMÁRIA<br />

-<br />

PRÁTICA ATUAL<br />

- É importante um método preciso, pois observou-se<br />

aumento <strong>de</strong> 2% no risco relativo para cada aumento <strong>de</strong><br />

1% no percentual <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica<br />

Boyd NF et al. (N Engl J Med 2002;347:886-94


Classificações da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica<br />

classificação <strong>de</strong> Wolfe<br />

classificação do BI-RADS®<br />

classificação <strong>de</strong> Boyd


Classificação <strong>de</strong> Wolfe<br />

N1: mama adiposa normal<br />

P1 e P2: ductos proeminentes ocupando<br />

menos <strong>de</strong> 25% e entre 25 e 75% da mama,<br />

respectivamente<br />

Dy: mama displásica, com extensa região <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica


Classificação do BI-RADS®<br />

1. A mama é quase toda adiposa (75% glandular)


Classificação <strong>de</strong> Boyd<br />

PERCENTUAL DE DENSIDADE<br />

Categoria 1: 0%;<br />

Categoria 2 : > 0% < OU = 10%<br />

Categoria 3 : > 10% < ou = 25%<br />

Categoria 4 : > 25% < ou =50%<br />

Categoria 5 : > 50% < ou = 75%<br />

Categoria 6 : > 75%


DENSIDADE MAMÁRIA E PADRÕES MAMOGRÁFICOS COMO<br />

MARCADORES DO RISCO DE CÂNCER DE MAMA : META-<br />

ANÁLISE<br />

Incidência : 1,86 X<br />

Prevalência : 1,44 X<br />

N1+P1 X P2+Dy<br />

maiores no grupo <strong>de</strong> alto risco<br />

RISCO RELATIVO <strong>de</strong> Incidência para o câncer <strong>de</strong><br />

mama, comparado ao N1<br />

P1 : 1,76<br />

P2 : 3,05<br />

Dy : 3,98<br />

McCormack VA, Santos Silva I. Breast <strong>de</strong>nsity and parenchymal patterns as markers of a breast cancer<br />

risk: a meta-analysis. Cancer Epi<strong>de</strong>miol . Biomarkers Prev. 2006;15(6):1159-69.


Problemas das Classificações<br />

a variabilida<strong>de</strong> e a reprodutibilida<strong>de</strong><br />

os padrões BI-RADS® com mamas adiposas ou<br />

muito <strong>de</strong>nsas, correlacionam-se muito bem com os<br />

percentuais <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> obtidos com método<br />

computadorizado<br />

As categorias intermediárias tiveram variação ampla,<br />

o que dificultaria sua utilização em estudos para<br />

cálculo <strong>de</strong> risco<br />

Nicholson BT, LoRusso AP, Smolkin M. et al. Accuracy of Assigned BI-RADS breast <strong>de</strong>nsity category <strong>de</strong>fnitions.<br />

Acad Radiol. 2006;13(9):1143-9.


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

É possível que o aumento da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária possa<br />

mascarar um câncer<br />

Entretanto, existe associação entre o efeito biológico da<br />

alta <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong>, além do fator <strong>de</strong> mascarar o câncer<br />

A <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica também é influenciada por<br />

fatores genéticos<br />

Extensa alta <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamográfica está presente em<br />

25% dos casos <strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama<br />

Medidas da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária po<strong>de</strong>m ser utilizadas em<br />

combinação com outros fatores para <strong>de</strong>terminar o risco<br />

<strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

Mulheres com aumento da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária<br />

<strong>de</strong>veriam fazer mamografia mais frequentemente ou<br />

utilizar outros métodos ?<br />

O aumento da frequência <strong>de</strong> mamografias não influencia<br />

a taxa <strong>de</strong> <strong>de</strong>tecção entre as mulheres com mamas<br />

extensamente <strong>de</strong>nsas, porque :<br />

- os tumores não são visíveis<br />

- po<strong>de</strong>m crescer rapidamente entre dois exames<br />

- ou ambos


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

Conclusões <strong>de</strong> vários estudos<br />

A <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária é um fator importante <strong>de</strong> risco<br />

<strong>de</strong> câncer <strong>de</strong> mama<br />

Deve-se <strong>de</strong>terminar, <strong>de</strong>senvolver e testar a melhor<br />

forma <strong>de</strong> medir a <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária na prática<br />

clínica<br />

Deve-se utilizar esta medida para maximizar a<br />

prevenção primária e secundária do câncer <strong>de</strong><br />

mama.


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

Contraponto aos estudos<br />

Preferentemente, técnicas <strong>de</strong> imagem 3D, como ressonância<br />

magnética, tomografia computadorizada e tomosssíntese<br />

po<strong>de</strong>riam ser utilizadas (Kopans, 2008)<br />

<strong>Risco</strong>s específicos para a ida<strong>de</strong> e para o índice <strong>de</strong> massa<br />

corporal são necessários para diferentes valores <strong>de</strong><br />

<strong>de</strong>nsida<strong>de</strong>s. Apren<strong>de</strong>r a combinar estes fatores em uma forma<br />

i<strong>de</strong>al é uma priorida<strong>de</strong> na pesquisa preventiva (Cuzick, 2007)


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> <strong>Mamária</strong> e <strong>Risco</strong> <strong>de</strong> <strong>Câncer</strong><br />

Contraponto aos estudos<br />

Antes que estudos com número gran<strong>de</strong> <strong>de</strong> participantes<br />

forem feitos apropriadamente, a <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária <strong>de</strong>veria<br />

ser vista apenas como um tópico <strong>de</strong> pesquisa e não como<br />

fator <strong>de</strong> <strong>de</strong>cisão clínica, exceto para alertar <strong>de</strong> que a<br />

sensibilida<strong>de</strong> da mamografia está diminuída.<br />

Kopans, 2008


MEDIDA DA DENSIDADE MAMÁRIA<br />

Mamografia Digital X Tomossíntese<br />

Existe alta correlação entre as estimativas <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> percentual em<br />

mamografia digital (incidência OML) e com tomossíntese<br />

As estimativas obtidas da mamografia digital po<strong>de</strong>m ser utilizadas até que<br />

as baseadas em imagens reconstruídas em 3D estejam disponíveis<br />

A tomossíntese é uma forma <strong>de</strong> mamografia tridimensional que po<strong>de</strong> dar<br />

um percentual <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mais acurado que a mamografia<br />

Breast Percent Density: Estimation on Digital Mammograms and Central Tomosynthesis Projections<br />

Radiology: Volume 252: Number 1—July 2009


MEDIDA DA DENSIDADE MAMÁRIA<br />

Como classificar a <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> <strong>de</strong>sta mama ?<br />

Pela % <strong>de</strong> <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong>?<br />

Pelo padrão ?<br />

Novo Método<br />

Pelo Volume : 12,5%<br />

Pela Área : 25%<br />

Usa um mo<strong>de</strong>lo físico do<br />

sistema <strong>de</strong> imagem<br />

O mo<strong>de</strong>lo se ajusta para<br />

cada parâmetro <strong>de</strong><br />

imagem<br />

Os pixels resultantes são a<br />

medida da espessura do<br />

tecido fibroglandular<br />

acima daquele pixel


Exemplo<br />

<strong>Densida<strong>de</strong></strong> D:6% E:7%<br />

RCC LCC RMLO LMLO


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> D:29% E:33%<br />

RCC LCC RMLO LMLO


<strong>Densida<strong>de</strong></strong> R:59% L:66%<br />

RCC LCC RMLO LMLO


CONCLUSÕES<br />

A alta <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong> mamária é um fator <strong>de</strong> risco para<br />

câncer <strong>de</strong> mama<br />

Medidas mais precisas <strong>de</strong> aferição da <strong>de</strong>nsida<strong>de</strong><br />

mamográfica são necessárias para predizer o risco<br />

<strong>de</strong> cada paciente<br />

Este dado po<strong>de</strong> ser inserido no cálculo <strong>de</strong> risco para<br />

que as medidas <strong>de</strong> rastreamento sejam a<strong>de</strong>quadas<br />

para cada caso

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