Manual para Monografias - Faculdades Borges de Mendonça

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Manual para Monografias - Faculdades Borges de Mendonça

FACULDADE BORGES DE MENDONÇA

NEDE – NÚCLEO DE ESTUDOS DIRIGIDOS E ESTÁGIOS

Manual para elaboração de

trabalhos acadêmicos

Manual para subsidiar a confecção de

trabalhos acadêmicos na Faculdade

Borges de Mendonça, em seus diversos

cursos.

NEDE

FLORIANÓPOLIS/SC

2012

1


Não existe método infalível, nem tampouco padrões ou diretrizes

preestabelecidas que se adaptem a qualquer situação; sempre

ocorrerá a incidência de elementos pessoais próprios a cada

pesquisador que lhe indicarão caminhos específicos de ação.

(LEITE, 2000, p.18)

2


SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 10

1.1 SUGESTÃO DE SITES PARA PESQUISA ..................................................... 12

2 CONHECIMENTO E CIÊNCIA ........................................................................... 13

2.1 CONHECIMENTO DO TIPO SENSO COMUM ............................................... 13

2.2 CONHECIMENTO FILOSÓFICO .................................................................... 14

2.3 CONHECIMENTO TEOLÓGICO OU RELIGIOSO .......................................... 14

2.4 CONHECIMENTO CIENTÍFICO ...................................................................... 15

2.4.1 Características do conhecimento científico ............................................ 15

3 TRABALHOS ACADÊMICOS ............................................................................ 17

4 REDAÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS ............................................................. 18

4.1 RECOMENDAÇÕES INICIAIS ........................................................................ 19

4.2 QUALIDADES DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ........................................... 21

4.3 DELIMITAÇÃO PRECISA................................................................................ 21

4.4 RELEVÂNCIA TEMÁTICA ............................................................................... 21

4.5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....................................................................... 21

4.6 CLAREZA NOS PROCEDIMENTOS ............................................................... 22

4.7 RIGOR DOCUMENTAL ................................................................................... 22

4.8 ORGANIZAÇÃO LÓGICA................................................................................ 22

4.9 ESTILO APURADO ......................................................................................... 23

4.10 FALHAS COMUNS NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ................................ 23

4.10.1 Falta de Clareza nos propósitos ............................................................ 23

4.10.2 Falta de originalidade do material ......................................................... 23

4.10.3 Má organização do material expositivo ................................................ 23

4.10.4 Repetição de palavras, conceitos e informações ................................ 24

4.10.5 Desatualização bibliográfica .................................................................. 24

4.10.6 Excessiva dependência das fontes ....................................................... 24

4.10.7 Incorreção ou incoerência no sistema de referenciação das

fontes .................................................................................................................. 24

3


4.10.8 Dimensão excessivamente longa de títulos de capítulos ou

tópicos .................................................................................................................. 24

4.10.9 Inadequação da definição de termos .................................................... 25

4.11 PRINCÍPIOS DE COMUNICAÇÃO .............................................................. 25

4.11.1 Escreva para ser lido .............................................................................. 25

4.11.2 Procure o melhor modo de comunicar suas idéias ............................. 25

4.11.3 Seja original ............................................................................................. 26

4.11.4 Cultive a simplicidade ............................................................................ 26

4.11.5 Qualidades a serem alcançadas ............................................................ 27

4.11.6 Clareza - escreva para ser entendido .................................................... 27

4.11.7 Concisão - procure dizer o máximo no mínimo ................................... 27

4.11.8 Correção - escreva em português ......................................................... 28

4.11.9 Precisão - seja preciso nas palavras e nos conceitos ......................... 29

4.11.10 Consistência - mantenha coerência nos termos .................................. 29

4.11.11 Contundência - Provoque o leitor.......................................................... 29

4.11.12 Originalidade - seja original ................................................................... 30

4.11.13 Correção política - escreva de modo politicamente correto ............... 30

4.11.14 Fidelidade - seja honesto com o assunto, com as fontes e com

o leitor .................................................................................................................. 30

4.11.15 Para escrever melhor.............................................................................. 31

4.11.16 A escolha das palavras .......................................................................... 32

4.11.17 Grafias especiais..................................................................................... 33

4.11.18 OUTROS CUIDADOS ............................................................................... 35

4.12 CUIDADO COM ESSAS PALAVRAS E EXPRESSÕES .............................. 36

5 A PESQUISA ...................................................................................................... 41

5.1 ELEMENTOS DA PESQUISA ............................ Erro! Indicador não definido.

5.2 A ESCOLHA DO TEMA ................................................................................... 42

5.2.1 O problema de pesquisa ............................................................................ 44

5.2.2 Formulação de hipóteses .......................................................................... 44

5.3 DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS ....................................................................... 45

4


5.3.1 Objetivos gerais ......................................................................................... 46

5.3.2 Objetivos específicos ................................................................................ 47

5.4 DICAS PARA REDAÇÃO DA REVISÃO DE LITERATURA:Erro! Indicador não definido.

5.5 JUSTIFICATIVA DO TEMA ............................................................................. 47

5.6 REFERENCIAL TEÓRICO – REVISÃO DA LITERATURA ............................. 48

5.7 METODOLOGIA .............................................................................................. 48

5.8 CRONOGRAMA E ORÇAMENTO .................................................................. 49

6 PROJETO DE PESQUISA .................................... Erro! Indicador não definido.

6.1 ESTRUTURA PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA ........ 50

6.1.1 Ordem dos trabalhos acadêmicos ............................................................ 52

6.2 PARTE EXTERNA ........................................................................................... 53

6.2.1 Capa ............................................................................................................ 53

6.2.2 Lombada ..................................................................................................... 53

6.3 PARTE INTERNA ............................................................................................ 54

6.3.1 Elementos Pré textuais .............................................................................. 54

6.3.1.1 Folha de rosto ........................................................................................... 55

6.3.1.2 Anverso ..................................................................................................... 57

6.3.1.3 Verso......................................................................................................... 57

6.3.1.4 Errata (Elemento opcional) ....................................................................... 58

6.3.1.5 Folha de aprovação .................................................................................. 58

6.3.1.6 Dedicatória ................................................................................................ 60

6.3.1.7 Agradecimento .......................................................................................... 60

6.3.1.8 Epígrafe .................................................................................................... 61

6.3.1.9 Resumo na língua vernácula .................................................................... 62

6.3.1.10 Resumo em língua estrangeira ................................................................. 63

6.3.1.11 Lista de ilustrações ................................................................................... 63

6.3.1.12 Lista de tabelas ......................................................................................... 68

6.3.1.13 Lista de abreviaturas e siglas .................................................................... 69

6.3.1.14 Lista se símbolos ...................................................................................... 70

5


6.3.1.15 Sumário ..................................................................................................... 70

6.3.1.16 Elementos textuais .................................................................................... 71

6.3.2 Elementos pós-textuais ............................................................................. 73

6.3.2.1 Referências ............................................................................................... 73

6.3.2.2 Glossário ................................................................................................... 73

6.3.2.3 Apêndice(s) ............................................................................................... 74

6.3.2.4 Anexo ........................................................................................................ 74

6.3.2.5 Índice ........................................................................................................ 75

7 REGRAS DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACADÊMICOS .............. 76

7.1 FORMATO....................................................................................................... 76

7.2 MARGEM ........................................................................................................ 76

7.3 ESPACEJAMENTO/ESPAÇAMENTO ............................................................ 76

7.4 MARGEM ........................................................................................................ 78

7.5 ESPACEJAMENTO/ESPAÇAMENTO ............................................................ 78

7.6 NOTAS DE RODAPÉ ...................................................................................... 79

7.7 INDICATIVOS DE SEÇÃO .............................................................................. 79

7.7.1 Títulos sem indicativo numérico ............................................................... 79

7.7.2 Elementos sem título e sem indicativo numérico ................................... 80

7.7.3 Paginação ................................................................................................... 80

7.7.4 Numeração progressiva ............................................................................ 80

7.8 CITAÇÕES ...................................................................................................... 81

7.9 SIGLAS ........................................................................................................... 81

7.10 EQUAÇÕES E FÓRMULAS ......................................................................... 81

7.11 ILUSTRAÇÕES ............................................................................................ 81

7.12 Tabelas ........................................................................................................ 82

8 CONFIGURAÇÕES ............................................................................................ 83

8.1 Configuração do papel .................................................................................... 83

8.2 Fonte ............................................................................................................... 83

8.3 Margens .......................................................................................................... 84

6


8.4 Espacejamento/Espaçamento ......................................................................... 85

8.5 Nota de rodapé ................................................................................................ 85

8.6 Citações .......................................................................................................... 86

8.7 Números de página ......................................................................................... 87

8.8 Sumário ........................................................................................................... 88

9 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS.................................................................. 96

9.1 Elaboração ...................................................................................................... 96

9.1.1 Formas de entrada ..................................................................................... 96

9.1.1.1 Autores pessoais....................................................................................... 96

9.1.1.2 Autoria desconhecida................................................................................ 97

9.1.1.3 Entidade coletiva ....................................................................................... 97

9.1.1.4 Congressos, conferências, simpósios, seminários e outros ...................... 99

9.1.1.5 Entrada por título ...................................................................................... 99

9.1.1.6 Edição ....................................................................................................... 99

9.1.1.7 Local ....................................................................................................... 100

9.1.1.8 Editora ..................................................................................................... 101

9.1.1.9 Data ........................................................................................................ 101

9.1.2 Regras gerais de apresentação .............................................................. 102

9.1.3 Modelos de referências ........................................................................... 102

9.1.3.1 Monografia no todo ................................................................................. 102

9.1.3.2 Monografia no todo em meio eletrônico .................................................. 103

9.1.3.3 Parte de monografia................................................................................ 103

9.1.3.4 Capítulo com autoria própria ................................................................... 104

9.1.3.5 Capítulo sem autoria própria ................................................................... 104

9.1.3.6 Partes de monografia em meio eletrônico ............................................... 104

9.1.3.7 Evento como um todo ............................................................................. 104

9.1.3.8 Evento como um todo em meio eletrônico .............................................. 105

9.1.3.9 Trabalho apresentado em evento ........................................................... 105

9.1.3.10 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico ............................ 105

7


9.1.3.11 Teses, dissertação e monografia ............................................................ 105

9.1.3.12 Documento jurídico ................................................................................. 106

9.1.3.13 Legislação ............................................................................................... 106

9.1.3.14 Jurisprudência (decisões judiciais).......................................................... 107

9.1.3.15 Publicação periódica ............................................................................... 108

9.1.3.16 Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc. ............................................. 108

9.1.3.17 9.7.7.2 Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc. em meio

eletrônico ................................................................................................................ 109

9.1.3.18 Artigo e/ou matéria de jornal ................................................................... 109

9.1.3.19 9.7.8.1 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ........................ 109

9.1.3.20 9.7.9 Normas técnicas ............................................................................ 109

9.1.3.21 9.7.10 Patentes ....................................................................................... 110

9.1.4 Bíblia ......................................................................................................... 110

9.1.4.1 Bíblia no todo .......................................................................................... 110

9.1.4.2 Parte de Bíblia ........................................................................................ 110

9.1.5 Verbetes de enciclopédias e dicionários ............................................... 111

9.1.5.1 Verbetes em meio eletrônico .................................................................. 111

9.1.6 Separatas .................................................................................................. 111

9.1.7 Resenha ou recensão de livro ................................................................. 111

9.1.8 Relatórios .................................................................................................. 111

9.1.9 Entrevistas ................................................................................................ 111

9.1.9.1 Entrevista gravada (disco, CD, cassete, rolo, etc.) ................................. 112

9.1.10 Resumo (Abstract) ................................................................................ 112

9.1.11 Trabalhos não publicados .................................................................... 112

9.1.12 Bula de remédio .................................................................................... 112

9.1.13 Catálogos de exposições ..................................................................... 112

9.1.14 Programas de espetáculos .................................................................. 112

9.1.15 Filmes ..................................................................................................... 113

9.1.16 Imagem em movimento (DVD, filme, videocassete, etc.) .................. 113

9.1.17 Material cartográfico (atlas, globos, mapas) ...................................... 113

8


9.1.17.1 Mapa ....................................................................................................... 113

9.1.18 Material iconográfico (pinturas, fotos, gravuras, slides,

transparências etc.)............................................................................................... 114

9.1.19 Microformas (microfichas e microfilmes) ........................................... 114

9.1.20 Discos (vinil e CD)................................................................................. 114

9.1.21 Fita cassete ........................................................................................... 114

9.1.22 Partituras ............................................................................................... 114

9.1.23 Material tridimensional (esculturas, maquetes, objetos de

museu, fosséis, entre outros) .............................................................................. 115

9.1.24 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ....................... 115

9.1.25 Apostila .................................................................................................. 116

10 CITAÇÃO (ABNT NBR 10520/2002) ............................................................ 117

10.1.1 Regras gerais de apresentação ........................................................... 117

10.1.2 Citações diretas .................................................................................... 118

10.1.3 10.2.2 Citações indiretas ...................................................................... 119

10.1.4 Citações de citações............................................................................. 120

10.1.5 Supressões, interlocuções, comentários, ênfase ou destaque ........ 120

10.1.6 Sistema de chamada............................................................................. 122

10.1.7 Sistema numérico ................................................................................. 123

10.1.8 Sistema autor-data ................................................................................ 123

10.1.9 Notas de rodapé .................................................................................... 126

10.1.10 Notas de referência ............................................................................... 127

10.1.11 Notas explicativas ................................................................................. 129

REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 130

APÊNDICE A – Procedimentos após a defesa .................................................... 131

APÊNDICE B - Esquema de estrutura dos trabalhos acadêmicos (Texto

corrido) ................................................................................................................... 132

APÊNDICE C - Esquema de estrutura dos trabalhos acadêmicos (artigo) ...... 133

APENDICE D - FICHA DE AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO

DE CURSO - TCC ................................................................................................... 134

9


1 APRESENTAÇÃO

Em um curso de nível superior, a perspectiva é de o estudante ampliar e

produzir conhecimentos, o que não pode ser feito de qualquer forma, ou seja, “dizer

ou fazer qualquer coisa de qualquer maneira”. Com o objetivo de contribuir para que

você enfrente o desafio de saber-fazer os seus trabalhos neste nível de ensino, este

Manual tem a responsabilidade de lhe fornecer um conjunto de diretrizes básicas,

recursos metodológicos, e explicações que irão orientá-lo.

Não temos a pretensão de abranger todas as questões envolvidas na

Metodologia Científica, trata-se de um Manual para consulta por parte dos

estudantes dos cursos de graduação, na elaboração dos Projetos de Pesquisa e dos

Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC (Monografia ou Artigo Científico), a serem

apresentados à Faculdade Faculdade Borges de Mendonça. Baseado nas normas

da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, buscou-se a simplificação e

a padronização de caráter acadêmico-científico.

10


DECÁLAGO DO PESQUISADOR

(AZEVEDO, 2000, p.8-9)

I. Não cobiçaras o tema do teu próximo, porque a grama do jardim do teu

vizinho não é mais verde.

II. Não pesquisarás o que está apenas na tua cabeça, a menos que o estudo

seja precisamente sobre ela.

III. Não investigarás tem sem fonte, porque a tua tarefa é fazer os dois e

comunicarem.

IV. Não te perderás em meio à falta ou ao excesso de planejamento, a

menos que a tua genialidade te permita prescindir dele.

V. Não desprezarás a rotina, porque ela pode te liberar para o exercício da

criatividade.

VI. Não menosprezarás as normas, a menos que pretendas transformá-la.

VII. Não te julgarás incompetente, porque não és, até prova em contrário.

VIII. Não escreverás uma obra-prima, a menos que estejas maduro para

produzi-la.

IX. Não farás uma colcha-de-retalhos, porque és capaz de um trabalho

verdadeiramente intelectual.

X. Não ignorarás os teus leitores, a menos que te aches mais importante do

que eles.

11


1.1 SUGESTÃO DE SITES PARA PESQUISA

http://www.scielo.br

Este endereço é do SCIELO em português. Um portal que dá acesso a várias

revistas acadêmicas. Esse site é ótimo porque é possível ter acesso a vários artigos

sobre o mesmo assunto, mesmo que estejam em revistas diferentes e além do

resumo é possível ler o artigo na integra com acesso online.

http://www.teses.usp.br

Site da Biblioteca da USP. Disponibiliza banco de teses e dissertações na

integra com acesso online.

www.rae.com.br/rae/

Este site é da Revista de Administração de Empresas. Mas a versão na

internet só permite aceso aos resumos dos artigos.

www.rausp.usp.br/

Revista de Administração da USP, acesso aos resumos.

http://read.adm.ufrgs.br/

REAd - Revista Eletrônica de Administração, publicada pela Escola de

Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Disponibiliza os

artigos na integra com acesso online.

www.anpad.org.br/rac/

Revista de Administração Contemporânea. Disponibiliza os artigos na integra

com acesso online.

www.bu.ufsc.br

Neste site você encontra vários tipos de obras, inclusive monografias,

dissertações e teses na integra com acesso online.

www.bu.udesc.br

Neste site você encontra vários tipos de obras, inclusive monografias,

dissertações e teses na integra com acesso online.

Na Biblioteca da nossa Faculdade é possível ter acesso as seguintes revistas científicas

na área da administração:

RAP – Rio de Janeiro – Revista de Administração Pública (Fundação Getulio Vargas)

RAC – Revista de Administração Contemporânea

RAE _ Revista de Administração de Empresas

RAUSP - Revista de Administração da USP

Revista ADMpg Gestão Estratégica (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

Comunicação, Mídia e Consumo (Escola Superior de Propaganda e Marketing - São Paulo)

Revista da FAE (Centro Universitário Franciscano – Curitiba)

RBRS – Revista Brasileira de Risco e Seguro (Fundação Escola Nacional de Seguros)

Revista da UNIFEBE (Centro Universitário de Brusque)

12


2 CONHECIMENTO E CIÊNCIA

O ser humano “parece” ser o único animal, pelo que se sabe, que tem

consciência de sua existência e das relações sociais que o cercam, aliás, se torna

humano a medida que estabelece relações com os outros.

Por ser existencial, tem que interpretar a si e ao mundo em que vive,

atribuindo-lhes significação. Portanto, cria intelectualmente representações da

realidade e a essas representações chamamos conhecimento.

Por relacionar-se com o mundo de diferentes formas de vida, o homem

utiliza-se de diversas formas de conhecimentos, por intermédio dos quais evolui e

faz evoluir o meio em que vive, trazendo contribuições para a sociedade. Dentre

esses conhecimentos encontra-se o: Senso Comum; Filosófico; Teológico – religioso

e o Científico.

2.1 CONHECIMENTO DO TIPO SENSO COMUM

É a forma mais usual de conhecimento, também chamado de ordinário,

comum, vulgar ou empírico. É um conhecimento adquirido através das experiências

vividas e acumuladas por nós, no nosso dia-a-dia, independente de métodos ou

pesquisa.

Ele é transmitido de geração para geração por meio da educação informal, por

tradição, herdado dos antepassados, e cada realidade possui o seu senso comum,

de acordo com o seu tempo. Por ser empírico, as ideias que temos em relação ao

mundo, são construídas sem questionamentos.

Por ser fragmentado (porque difuso, assistemático) e não ser crítico, ele, em

geral, não explica a origem ou razão dos fatos, ou seja, é adquirido sem aplicação

de um método e sem se haver refletido sobre algo.

O Senso comum caracteriza-se por ser:

Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode

comprovar simplesmente estando junto das coisas. Expressa-se por frases como

“porque o vi”, “porque o senti”, porque o disseram”, “porque todo mundo o diz”;

diária;

Sensitivo, ou seja, referente à vivências, estados de ânimo e emoções da vida

13


Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e

conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os que se adquire

“por ouvir dizer”;

Assistemático, pois esta “organização” das experiências não visa a uma

sistematização, nem na forma de adquiri-las, tampouco na tentativa de validá-las;

Acrítico, pois verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos o

sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica.

2.2 CONHECIMENTO FILOSÓFICO

razão.

No conhecimento filosófico, a reflexão sobre a realidade é orientada pela

O conhecimento filosófico busca dar respostas às grandes indagações da

humanidade, porém o seu fundamento é a construção lógica de argumentos e

raciocínio. A atitude filosófica, portanto, é indagar. Perguntar o que, como e por que

uma coisa, valor ou ideia o são: a filosofia indaga qual é a natureza e o significado

de algo, qual é sua estrutura e as relações que estas constituem; qual é a origem ou

as suas causas.

O conhecimento filosófico é um trabalho intelectual, sistemático, pois não se

contenta em obter respostas para as questões colocadas, mas também exige que as

próprias questões sejam validas e que suas respostas sejam verdadeiras,

relacionem-se entre si, esclareçam umas às outras e possam ser testadas e

provadas racionalmente. (CHAUI, 1995).

2.3 CONHECIMENTO TEOLÓGICO OU RELIGIOSO

As verdades acerca da realidade são alcançadas por meio do que aceito

como revelação divina, e não pela razão. O conhecimento Teológico ou Religioso é,

pois, baseado em crenças, valores e fé.

Características do conhecimento religioso

Surge pela inspiração. É por não se basear na razão, que sua fundamentação

emerge na mente, soprado pela divindade que governa o objeto da crença. Portanto,

não é verificável;

14


Pressupõe que existe uma autoridade divina que repassa o conhecimento

(sagradas escrituras);

Ele busca sua fundamentação na crença. Dessa forma, torna-se um

conhecimento de inspiração na divindade e não admite dúvida;

Explica de forma global toda a realidade.

2.4 CONHECIMENTO CIENTÍFICO

O conhecimento científico se caracteriza pelo tratamento metódico e

sistemático dos fatos referente à realidade. Ele compreende o mundo de forma

sistemática, metódica e crítica. Portanto, vai para além do senso comum, da religião

e da própria filosofia.

O conhecimento científico, tal como conhecemos hoje, data de um período

muito recente. O caráter científico dos estudos e pesquisas só adquiriu status de

ciência na idade moderna da história.

Com a utilização do método, a ciência passou a produzir conhecimento

sistemático, mais preciso em relação às outras formas. Hoje sabemos que a verdade

absoluta em relação ao conhecimento não existe, ele é sempre aproximado. O

conhecimento científico é mais um tipo de conhecimento que o homem faz uso para

compreender, ler e entender a realidade social.

Ele surge não apenas da necessidade de encontrar soluções para os

problemas e as questões do cotidiano, mas do desejo de buscar respostas e

soluções.

Assim, como vemos, a ciência é apenas mais uma forma de conhecer o

mundo, ao lado de outras, como o conhecimento filosófico e o conhecimento de

Senso Comum.

2.4.1 Características do conhecimento científico

É um conhecimento eventual, na medida em que suas proposições ou

hipóteses têm veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação e não

apenas pela razão, postura típica do conhecimento filosófico;

15


É sistemático, pois se configura como um saber ordenado logicamente,

constituindo um sistema de ideias (teoria) e não conhecimentos dispersos e

desconexos;

É verificável, suas hipóteses ou pressupostos são confrontadas com a

realidade, objeto da investigação, que pode ser confirmada ou negada;

É um conhecimento falível, pois não é definitivo, absoluto ou final;

É aproximadamente exato, na medida em que novas proposições e o

desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

16


3 TRABALHOS ACADÊMICOS

Temos utilizado com frequência a expressão “trabalho científico” como se ela

se referisse a algo definido ou individual. Entretanto, existem diversos tipos de

trabalhos científicos: trabalhos de síntese (sinopse e resumos), resenhas críticas,

trabalhos de divulgação científica (artigos publicados em periódicos, notas ou

comunicações científicas apresentadas oralmente em simpósios, congressos ou em

outros eventos científicos). Neste contexto, podem ser também relatórios e informes

científicos, trabalhos monográficos e/ou acadêmicos (monografia, ensaio, trabalhos

de conclusão de cursos de graduação e pós-graduação lato sensu, dissertação de

mestrado ou tese de doutorado), paper (texto escrito a partir de uma comunicação

oral) etc.

Um trabalho científico é uma aventura, uma expedição intelectual que se

assemelha ao ato de desvendar um mistério: é uma forma de exploração que nos

leva a descobertas (GIBALDI, 1999, p. 03 apud MATTAR, 2008, p. 157). Vejamos,

então, alguns destes trabalhos que nos levam a este itinerário.

Segundo as definições da ABNT (NBA 1474/2011 informação e

documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação), os trabalhos científicos

referem-se ao

trabalho de conclusão de curso de graduação, trabalho de graduação

interdisciplinar, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou

aperfeiçoamento: documento que apresenta o resultado de estudo, devendo

expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser

obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente,

curso, programa, e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de

um orientador.

Para tanto, devemos ter em mente que por mais delicado que seja a produção

de um trabalho de cunho científico, a sua divulgação/publicação em eventos e/ou

periódicos conduz a um retorno significativo para os alunos (ou os já graduados) que

pretendem enriquecer o seu currículo e mostrar o seu potencial, através da difusão

do conhecimento.

17


4 REDAÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS

Fonte: AZEVEDO, Israel. O prazer da produção científica. 10. ed. São Paulo:

Hagnos, 2001.

O texto científico, independentemente de sua genealogia ou teleologia,

constitui um gênero próprio. Nele e por ele, o autor apresenta os resultados de sua

pesquisa, que é, no fundo, um pretexto para comunicar suas ideias. Como todo

texto, a comunicação científica também visa à persuasão. Isto não implica em ceder

ao fácil para convencer. Significa escrever de forma inteligível. Mais que isso;

significa escrever para provocar satisfação em sua leitura e o prazer está,

precisamente, no estilo.

O conhecimento científico está voltado para a interpretação e transformação

da realidade. Com isso, toda interpretação é um esforço para ordenar o caos. O

texto é o estágio final deste processo e, a partir daí, o que vier a ocorrer independe

dele, embora nascido de sua leitura.

A aceitação destes pressupostos impõe maior responsabilidade ao autor. Seu

texto terá que perseguir os princípios básicos de qualquer comunicação, como

clareza, concisão, correção, encadeamento, consistência, contundência, precisão,

originalidade e fidelidade, entre outros compromissos. Esta não é uma tarefa menos

fácil do que reunir e analisar os dados.

Um texto pode ter as virtudes essenciais da clareza, da concisão e da

precisão e ser enfadonho. A advertência que se faz aos jornalistas se aplica aos

cientistas. Para tanto, há uma dimensão estética no escrever, como no ler. Um texto

é para ser fruído.

Para que haja uma boa comunicação científica, terá de ter havido uma boa

investigação científica, que é aquela que demonstra, por parte do autor, o domínio

do assunto escolhido, bem como sua capacidade de sistematizar, recriar e criticar o

material eleito.

A seguir, são destacadas algumas qualidades globais da pesquisa científica,

bem como algumas falhas comuns. Mais adiante, discutem-se as qualidades

específicas do texto.

18


4.1 RECOMENDAÇÕES INICIAIS

Na redação do trabalho científico não se deve descuidar da linguagem, pois

não se concebem, num tratamento científico escrito, certos defeitos relevantes.

Assim, importa respeitar os seguintes aspectos fundamentais:

a) Correção gramatical: (convém solicitar a contribuição de um conhecedor da

língua e da gramática para nos auxiliar);

b) Exposição clara, concisa, objetiva, condizente com a redação científica;

c) Cuidado em evitar períodos extensos;

d) Preocupação em redigir com um estilo capaz de equilibrar a simplicidade com

o movimento, evitando o colóquio excessivamente familiar e vulgar, a ironia

causticante e os recursos retóricos;

e) Linguagem direta;

f) Precisão e rigor com o vocabulário técnico, sem cair no hermetismo;

O trabalho dissertativo requer a definição de um tema, a argumentação e

compreensão do mesmo, isto é, o domínio de uma visão sobre o que o

contextualiza. Deste modo, “constitui o procedimento adequado para, a partir da

pesquisa bibliográfica, produzir-se a informação nova” (SOUZA, 1997, p. 73);

A elaboração do relatório requer a aplicação de um conjunto de técnicas ou

padrões de natureza formal que auxiliam o estudante na melhora da exposição de

sua argumentação, enriquecendo a discussão que estará apresentando em seu

texto (SOUZA, 1997, p. 73).

Finalidade Conjunções e locuções conjuntivas

Expressar ideias similares ou

equivalentes e estabelecer uma

relação de soma aos dois termos ou

às duas orações

Expressar contrastes, compensação,

isto é, ideias que se opõem ou

contrastam entre si.

Expressar uma relação de exclusão

ou alternância entre os dois termos

ou entre as duas orações, que não

podem ser simultâneos.

E, nem, (tanto...) como ou (tanto)

quanto. (Não só...) mas também, mais

ainda, senão, também, como

também.

(aditivas).

Mas, porém, todavia, entretanto,

contudo, senão. No entanto, ao passo

que, apesar disso, não obstante.

(adversativas).

Ou...ou, ora...ora, já...já, quer ...quer,

seja...seja. (alternativas).

19


Expressar ideias conclusivas,

consequentes.

Expressar o motivo, a explicação do

primeiro termo ou da primeira

oração.

Introduzir orações que expressam

hipótese ou condição.

Introduzir orações que indicam

circunstâncias de causa.

Introduzir orações que funciona como

o segundo elemento de uma

comparação.

Introduzir orações que indicam

acordo ou conformidade.

Introduzir orações que indicam uma

consequência do fato traduzido na

oração anterior.

Introduzir orações que expressam

circunstância de finalidade.

Introduzir orações que expressam

algum sentido de contrariedade, a

qual, no entanto, não impede que o

fato se realize.

Introduzir orações que expressam

simultaneidade, concomitância.

Introduzir orações que exprimem

circunstâncias de tempo.

Assim, logo, portanto, por isso, por

conseguinte, por consequência.

(conclusivas).

Que, porquanto, pois, porque.

(explicativas)

Se, caso, contanto que, desde que,

salvo se, a menos que, a não ser que,

dado que, sem que. (condicionais).

Porque, pois, que, como, porquanto,

já que, uma vez que, visto que, visto

como, desde que. (causais).

Como, que, tal, (tão...ou tanto...)

quanto, bem como, assim como, o

mesmo que, (mais, menos, maior,

menor, melhor ou pior...) que.

(comparativas).

Conforme, como, segundo, consoante

(conformativas).

(tal, tanto, tão ou tamanho...) que, de

modo que, de forma que, de sorte

que, de maneira que.

Porque (=para que), que (=para que),

para que, a fim de que.

Embora, ainda que, mesmo que,

mesmo quando, se bem que, por

mais que, por muito que, por menos

que, nem que, dado que, sem que

(=embora não), apesar de.

(concessivas)

À medida que, à proporção que, ao

passo que, quando mais...mais,

quanto menos...menos.

(proporcionais)

Quando, mal, apenas, logo que,

assim que, antes que, depois que, até

que, depois que, até que, agora que,

sempre que, cada vez que, desde

que. (temporais).

Fonte: MESQUITA, Roberto. Gramática da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 1995. p.

366-370.

20


4.2 QUALIDADES DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

4.3 DELIMITAÇÃO PRECISA

Para que a pesquisa tenha direção e possa ser aferida, o objeto (ou problema

ou assunto) a ser investigado deve estar bem delimitado. Isto significa que precisa

estar adequadamente circunscrito (quanto ao tempo e ao espaço), definido (quanto

às categorias que emprega) e especificado (em relação à área maior do

conhecimento em que se inscreve).

Boa parte das intenções de pesquisa não se materializa pela falta de uma

delimitação precisa. Mesmo quando é levada a cabo, a ausência deste pré-requisito

dificulta a elaboração da comunicação dos dados. Mesmo quando esta comunicação

é concluída, o leitor ainda se pergunta sobre o que, afinal, pretendeu o autor.

Uma delimitação precisa é o primeiro passo para a adequada condução de

uma pesquisa. Por ela, o assunto tratado se torna reconhecível e claro, tanto para o

autor quanto para os leitores.

4.4 RELEVÂNCIA TEMÁTICA

O tema a ser tratado deve ter relevância e ser desenvolvido por meio da

apresentação de dados e discussão de ideias.

Assim, relevante é o tema que amplia os horizontes do conhecimento acerca

de um objeto. Para isso, deve ser original. Mesmo uma revisão bibliográfica pode

preencher este requisito, se reunir o material sob um eixo novo. De igual modo,

relevante é o tema cujo conhecimento faz alguma diferença da vida das pessoas,

mesmo que elas não o percebam.

4.5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O autor deve ter em mente que a pesquisa científica é um processo que

consiste em interpretar fatos segundo um referencial teórico. O resultado é, entre

outras facetas, o acúmulo e a predição, o que contribui para a ampliação dos

horizontes do próprio referencial teórico, num fluxo de retroalimentação constante.

21


Cabe ao autor enunciar e fundamentar seu marco teórico. O sentido deste

marco varia de área para área do conhecimento. De qualquer modo, sempre dirá

respeito ao modo de observar e interpretar a realidade. Já que ninguém pesquisa ou

escreve sem este quadro teórico, ele precisa ser explicado.

4.6 CLAREZA NOS PROCEDIMENTOS

Uma boa investigação indica com clareza os procedimentos adotados,

especialmente as hipóteses de trabalho (que devem ser específicas, plausíveis,

relacionadas com uma teoria e a referência empíricas) e os modelos de análise

(sejam eles descritivos, explanatórios ou prescritivos). Esses procedimentos devem

permitir a verificabilidade dos dados, para consentir a aceitação ou contestação das

conclusões fornecidas. Alguns autores os chamam de método ou metodologia.

4.7 RIGOR DOCUMENTAL

Um dos elementos essenciais na comunicação científica é o rigor na

documentação, entendido como a apresentação de informações sobre as fontes dos

dados, sejam eles obtidos pela observação ou pela leitura de autores. A

documentação deve ser apresentada segundo regras normativas universais e

coerentes que permitam com facilidade e precisão a identificação dessas fontes.

Esse rigor é um dever ético indiscutível e uma condição indispensável para a

verificabilidade dos dados.

4.8 ORGANIZAÇÃO LÓGICA

O material deve ser apresentado numa sequência lógica. Cada tipo de estudo

pede um tipo de sequência. Alguns elementos são essenciais nessa apresentação:

introdução, revisão de literatura, materiais e métodos, resultados e considerações

finais.

Na introdução, cuida-se de delimitar e explicitar o tema, bem como indicar o

quadro teórico da pesquisa. Na revisão da literatura, faz-se um inventário do estatuto

do conhecimento acerca do estudo, a partir dos autores mais expressivos. Na seção

“materiais e métodos”, oferecem-se os procedimentos empregados na coleta e na

22


análise dos dados. Nos resultados, descrevem-se os dados levantados, os quais

serão analisados na seção seguinte: discussão. As considerações finais servem a

uma revisão geral do material apresentado e a uma indicação de potenciais

desdobramentos da pesquisa.

4.9 ESTILO APURADO

O texto deve ser escrito de modo apurado. Isto significa tão somente dizer que

precisa ser redigido de modo gramaticalmente correto, fraseologicamente claro,

terminologicamente preciso e estilisticamente agradável.

4.10 FALHAS COMUNS NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

4.10.1 Falta de Clareza nos propósitos

O autor deve ter sempre em mente seus objetivos na condução da pesquisa,

por isso, será útil explicar os objetivos da investigação. Do contrário, o leitor pode

ficar com a sensação de não ter entendido onde o autor quer chegar.

4.10.2 Falta de originalidade do material

Desde a escolha do tema até a redação do texto final, passando pela

definição do referêncial de análise e pela própria análise propriamente dita, o

trabalho deve evidenciar originalidade. Uma comunicação científica, mesmo um

capítulo de revisão de literatura, precisa do toque pessoal do seu criador. Há que ser

sempre uma tentativa própria de contribuição para a compreensão do objeto

investigado.

4.10.3 Má organização do material expositivo

Os capítulos devem ser organizados de modo lógico, coerente e harmônico.

Capítulos muito longos devem ser divididos.

23


4.10.4 Repetição de palavras, conceitos e informações

A remissão às informações já apresentadas deve ser mínima e apenas para

recordar o leitor, de quem não se deve abusar da paciência sob qualquer pretexto.

4.10.5 Desatualização bibliográfica

Além de abundantes, as fontes devem ser atualizadas e adequadas. O

compromisso de um pesquisador é fazer avançar o conhecimento e não apenas

repeti-lo. Por isso, para estar em dia com este conhecimento, precisa estar

atualizado com as fontes, sejam artigos, monografias, ou teses. O critério da

adequação deve acompanhar o da atualização.

4.10.6 Excessiva dependência das fontes

Os autores e materiais utilizados devem ser usados criticamente, mantida uma

distância entre eles e o autor do novo texto. Um texto científico não é e nem pode

parecer uma colagem.

4.10.7 Incorreção ou incoerência no sistema de referenciação das fontes

Seja qual for o sistema usado, deve seguir as normas da Associação

Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

4.10.8 Dimensão excessivamente longa de títulos de capítulos ou tópicos

Os títulos, subtítulos e entretítulos devem ser apenas indicativos do conteúdo

que se seguirá; não devem pretender sintetizá-lo.

24


4.10.9 Inadequação da definição de termos

Os termos empregados devem ser explicitados, se isto for imprescindível. Se

forem de domínio comum, devem ser utilizados de modo consistente ao longo do

texto.

Essas qualidades e essas falhas exigem cuidado por parte do autor, que deve

se lembrar que “o que é escrito sem esforço é lido sem prazer”.

4.11 PRINCÍPIOS DE COMUNICAÇÃO

4.11.1 Escreva para ser lido

Por isso, pressuponha que está escrevendo para pessoas com interesses

variados. Não tenha em mente apenas o professor da disciplina que solicitou o

trabalho ou o orientador da pesquisa ou a banca que a julgará.

Seu texto deve evidenciar que você escreveu algo que vale a pena ser lido.

Para tanto, você precisa acreditar na relevância da sua pesquisa e na qualidade do

seu texto. Se não acredita, mude de assunto. Não escreva para provocar sono, mas

para incendiar a imaginação.

4.11.2 Procure o melhor modo de comunicar suas idéias

Se suas ideias valem a pena, procure o melhor meio para atrair e para

informar o leitor. Cada tipo de pesquisa exige um tipo de relatório. Descubra-o. Há

várias maneiras de dizer uma coisa: procure a melhor. Se, por exemplo, no seu texto

há predominância de dados numéricos, organize-os em tabelas e gráficos, tomando

o cuidado de não repetir no texto os dados apresentados na ilustração; ocupe-se da

sua interpretação.

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4.11.3 Seja original

Há sempre uma pilha de artigos e livros sobre a mesa dos leitores. Para

selecionar os que serão lidos, eles vão folhear os textos candidatos e, por fim, lerão

aqueles que lhes parecerem mais originais.

A originalidade está no tratamento do assunto, desenvolvido de um modo que

ainda não foi experimentado. A originalidade está numa redação autônoma,

agradável e criativa. Escrever de modo autônomo é redigir numa perspectiva

pessoal, transformando o material em mãos numa obra do espírito e não numa

colcha de retalhos alheios, reescrevendo (a maioria) e transcrevendo (quando

indispensável) as ideias contidas nas fontes. Escrever de modo agradável é redigir

de forma a despertar no leitor o prazer da leitura; escrever de modo criativo é

construir as frases de jeito a realçar os aspectos novos do problema tratado.

Originalidade é também riqueza vocabular, que se na manifesta na recusa ao

uso das frases feitas, dos lugares-comuns e dos jargões profissionais. Por isso, seja

rigoroso na escolha das palavras. Não basta que seu texto contenha ideias; ele

precisa se desenvolver por meio de um rico vocabulário. Essa riqueza permitirá

evitar a cansativa repetição de palavras, que revela apenas a escassez vocabular do

autor, embora o leitor geralmente a confunda com indigência mental mesmo.

Em síntese, original é o texto que reflete uma imagem nova, uma relação

inédita, um pensamento raro.

4.11.4 Cultive a simplicidade

Quanto mais se conhece a língua, mais se escreve com simplicidade.

Escrever bem não é escrever difícil: é provocar sensações nos leitores. A

melhor remuneração para um autor é despertar no leitor o seguinte comentário: "eu

gostaria de ter escrito este texto".

Quem escreve bem, despreza o enfeite gratuito (seja um adjetivo ou frase

rebuscada), a falsa erudição (com citações desnecessárias e conceitos confusos),

as frases empoladas (que apenas dão a impressão de brilho), o vocabulário

pernóstico (cheio de palavras de uso raro, quando há as de uso comum e de mesma

eficácia), entre outras afetações. Não permita, por exemplo, que os adjetivos se

tornem como os chocalhos das vacas destruidores de cerca, que só servem para

26


fazer barulho. Em resumo, o texto deve ser elegante, conquanto não haja elegância

sem simplicidade.

4.11.5 Qualidades a serem alcançadas

O texto científico deve ser redigido seguindo-se aqueles cuidados que lhe

confiram clareza, concisão, coerência, correção e precisão, entre outras qualidades.

4.11.6 Clareza - escreva para ser entendido

Todo texto deve ser escrito para ser entendido, até mesmo os diários íntimos.

Na comunicação científica este é um princípio áureo a ser buscado. Por isso, a

eventual dificuldade do leitor pode residir na compreensão do assunto, por vezes

complexo, jamais na obscuridade do raciocínio do autor.

Um pensamento claro gera um texto claro, escrito segundo a ordem natural do

pensamento e das regras gramaticais. Dito de outro modo, "escreve claro quem

concebe ou imagina claro". Não escreva de modo a merecer a ironia de que "os

escritores nebulosos têm um Deus à parte" e "talvez por isso não se dão ao trabalho

de filtrar seu pensamento".

Ser claro não é escrever de modo óbvio. Não é renunciar à originalidade e à

profundidade. Sob a clareza de um texto devem estar as ideias mais densas. A

profundidade, que todo autor de texto científico almeja, não é alcançada com

hermetismo. Aliás, há autores que escrevem num dialeto próprio, como se sua

leitura exigisse a presença permanente de um tradutor.

Um bom teste para a clareza do seu texto é solicitar sua leitura por outra

pessoa. Se ela fizer alguma pergunta, não responda. Tome o texto e o reescreva.

Depois, repita o teste.

4.11.7 Concisão - procure dizer o máximo no mínimo

A clareza concorre para a concisão. Qualquer texto, principalmente o

científico, precisa dizer o máximo no menor número possível de palavras. Um dos

critérios para a aceitação de original para a publicação (de artigos e livros) é a

extensão do texto. Quanto maior, menores serão as suas chances. Ademais, um

27


autor seguro do que quer dizer não se perde em meio às suas palavras, que são um

meio de dizer, e não um fim. Assim, por exemplo, não escreva: "autores como lay e

loy relatam que as decisões"; prefira a concisão: "para lay e loy, as decisões".

Também não diga: "isto envolve a necessidade de um novo estudo"; diga logo: "isto

requer um novo estudo".

Se é verdade que a clareza concorre para a concisão, igualmente o é que a

concisão concorre para a clareza.

A concisão se obtém com o exercício de reescrever. A cada vez que se faz

isso, descobre-se uma repetição de ideias ou de palavras, nota-se um vocábulo

supérfluo encontra-se uma maneira de dizer a mesma coisa com menos palavras.

4.11.8 Correção - escreva em português

Todo texto tem um estilo próprio, mas a gramática é sempre a mesma para

todos os textos. O estilo depende da correção da linguagem. Neste sentido, a

qualidade gramatical de textos científicos, mesmo de alguns publicados, está muito

aquém do nível das ideias que apresenta, ao ponto de, às vezes, impedir a

compreensão dessas mesmas ideias. Assim, a língua, seja aquela usada no dia-a-

dia das pessoas, seja a empregada na imprensa, seja aquela pela qual se

expressam professores e alunos, vem sendo objetos de involuntários, mas violentos

maus-tratos. Como acentuou George Orwell, referindo-se ao idioma inglês, a língua

se torna feia e imprecisa porque as ideias são tolas, mas a falta de apuro da

linguagem contribui para que se tenha ideias tolas. Por isso, "nada tem de frívola a

guerra ao mau uso da língua'.

Os maiores cuidados devem ser tomados em três dimensões principais: a

ortografia, a concordância e a pontuação. A ortografia, os editores de texto, com

seus corretores eletrônicos, já resolveram; não há dúvida que um dicionário não

possa responder. A concordância e a pontuação. A autovigilância é um dever.

Solicitar a ajuda de quem não tem este tipo de dificuldade é outro recurso. Contudo,

depois que receber a primeira correção, o melhor caminho é dedicar-se ao estudo

da gramática nos pontos críticos. Aprender é mais fácil do que depender de

terceiros, permanentemente.

28


4.11.9 Precisão - seja preciso nas palavras e nos conceitos

A precisão conceitual e terminológica é absolutamente indispensável na

comunicação científica. A ambiguidade léxica é inaceitável. Quando os termos são

usados na sua acepção universal, não precisam de definição. No entanto, quando

empregados numa concepção particular, devem ser definidos num glossário ou

numa nota-de-rodapé.

A precisão exige que se busque a palavra certa. Enquanto essa palavra não é

encontrada, o texto tende a se delongar, no temor de não ter sido claro.

4.11.10 Consistência - mantenha coerência nos termos

Devemos usar, ao longo do texto, os tempos verbais, os pronomes de

autotratamento e as grafias especiais, de um modo coerente.

Para os tempos verbais, deve-se preferir a voz ativa. Muitos autores optam,

por exemplo, por descrever fatos do passado no presente do indicativo. É um

recurso estilístico aceitável, o problema é quando o pretérito e o futuro são usados

para descrever o mesmo tipo de situação. Esta inconsistência nada tem de elegante.

De igual modo, os pronomes ou palavras que o autor usa para se referir a si

mesmo devem guardar o mesmo cuidado. Para se referir a si mesmo, como

pesquisador, o autor pode escolher um tratamento (eu, nós, “o pesquisador", "este

pesquisador") ou buscar a impessoalidade ("a pesquisa pretende"; "pretende-se"). O

importante é manter a escolha coerentemente ao longo de todo o trabalho.

O mesmo cuidado se aplica ao uso de numerais, à grafia de palavras

estrangeiras, à formatação das citações, às notas bibliográficas, etc.

4.11.11 Contundência - Provoque o leitor

O texto deve ir direto ao ponto, afirmando o que tem que ser afirmado,

negando o que tem que ser negado, sem circunlóquios, sem eufemismos e sem

explicações desnecessárias.

As afirmações devem ser fortes, seja para criar impacto e persuadir, seja para

marcar as posições do autor. A frase deve ser vigorosa e não frouxa. Assim, em

lugar de dizer vagamente, por exemplo, "parece-me que a escola, devido talvez a

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problemas de administração, está em dificuldades financeiras", é melhor redigir: "os

balancetes demonstram que a escola está em dificuldades financeiras".

4.11.12 Originalidade - seja original

Evite as frases feitas, as ideias batidas e as expressões vazias de novidade.

Há sempre uma maneira diferente de dizer as mesmas coisas. Procure, até

encontrar.

4.11.13 Correção política - escreva de modo politicamente correto

Sem fazer disso uma obsessão, procure ser o mais politicamente correto que

conseguir, à luz dos seus conhecimentos, especialmente os etimológicos.

Escreva de modo "eticamente correto", para evitar o uso de expressões que

sejam ofensivas a grupos, especialmente, os minoritários. Afaste-se do emprego de

expressões de conotação etnocentrista, especialmente as de cunho político (como

"classes desfavorecidas"), sexista e racista (como "judiar" ou "denegrir"). Fique

atento, mas não se desespere.

4.11.14 Fidelidade - seja honesto com o assunto, com as fontes e com o leitor

Na argumentação e no uso das fontes, o texto deve seguir parâmetros que

impliquem em respeito ao objeto de estudo e às fontes empregadas.

Na argumentação, não deve apelar a falácias lógicas, como as abaixo

exemplificadas:

- argumentum ad populum: apelo à vaidade do leitor ("quem for inteligente,

concordará com a nossa hipótese"; "somente um leigo afirmaria”);

- argumentum ad misericordiam: apelo à bondade do leitor para relevar falhas

do redator: ("gostaria de ter me aprofundado no assunto, mas não foi possível"; "em

virtude da escassez de tempo, não foi possível").

- argumentum ad verecundiam: apelo à autoridade de um autor: ("porque

Dermeval Saviani disse...”);

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No uso das fontes, faça tudo o que estiver ao seu alcance para não distorcer

os que os autores quiseram dizer. Ao anotar as informações, cuide dos detalhes, de

modo a lhe permitir indicar meticulosamente todas as elipses e interpolações.

4.11.15 Para escrever melhor

Procure ser claro e conciso. Para tanto, cuide de escrever frases breves,

parágrafos curtos e capítulos enxutos. O alvo deve ser dizer o máximo com o menor

número possível de palavras. Tenha sempre em mente que o melhor texto é aquele

que apresenta os resultados no menor número possível de palavras. Se você pode

usar uma palavra em lugar de duas, use uma e não duas. Busque a qualidade, não

a quantidade de palavras.

Na busca deste ideal, considere as seguintes recomendações:

A FRASE - Não sobrecarregue uma frase com dados e ideias. Cada' frase

deve conter apenas uma ideia forte e a informação indispensável, tanto para o autor

quanto para o leitor. Não se deve acumular numa mesma frase ideias que não se

relacionam e que podem compor outra frase.

Não torne desnecessariamente longas as frases, especialmente com apelos

fáceis a recursos como gerúndios ("sendo que", "fazendo com que") e pronomes

relativos ("o qual", "cujo"), entre outros. Abstenha-se de superlativos, aumentativos,

diminutivos e adjetivos em demasia.

O PARÁGRAFO - De igual modo, os parágrafos também não devem ser

longos. Diante deles, a tendência dos leitores é passar para o próximo. Embora um

parágrafo deva conter uma idéia completa, por vezes será melhor quebrá-lo em

nome do interesse do leitor, que dificilmente tolera um parágrafo com mais de linhas.

As qualidades básicas de um bom parágrafo são a unidade (contendo uma única

idéia), a coerência (com as frases conectando-se entre si) e a ênfase (com destaque

para a ideia principal). Alteramos o parágrafo, somente, quando a argumentação

sobre o tema central mudar. Deste modo, nunca mudamos de assunto; alteramos,

simplesmente, a forma de abordá-lo.

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O CAPÍTULO - Os mesmos cuidados devem ser considerados para a

extensão dos capítulos, que não devem ser excessivamente longos. É reco-

mendável que contenham tópicos identificados por entretítulos. A sua numeração

sequencial não é indispensável, todavia é imprescindível que haja uma hierarquia

entre eles, demonstradas pela numeração ou pelo uso de tipos de letra diferentes. É

bom também que os capítulos guardem um certo equilíbrio quantitativo entre eles.

O ENCADEAMENTO - Encadeie as frases, os parágrafos, os tópicos e os

capítulos entre si. Procure tornar cada frase um desenvolvimento do que veio antes,

numa sequência lógica, tanto para explicar, quanto para demonstrar, detalhar,

restringir ou negar. Cada parágrafo deve estar em harmonia e em tranquila transição

com o anterior e com o posterior. O mesmo vale para tópicos e capítulos. Faça o

texto fluir naturalmente e não andar aos solavancos.

As partes (frases, parágrafos, tópicos e capítulos) devem "ligar-se não com

barbantes, mas com a lógica das ideias, pela força do pensamento". Lembre-se que

a construção de um texto se assemelha ao trabalho de um pedreiro: "cada tijolo

apoia o que lhe é posto em cima e nenhum deve atrapalhar a harmonia do conjunto".

Trata-se de observar a lógica, o equilíbrio e a proporção.

Para alcançar essas qualidades, por vezes, será necessário reescrever o texto

até que alcance a concisão indispensável, que sempre concorre para a clareza,

meta permanente de quem escreve.

4.11.16 A escolha das palavras

Pese cada palavra antes de escolhê-la. Lembre-se que toda palavra tem um

peso que varia segundo sua expressividade e "de acordo com sua capacidade de

sintetizar uma informação", que deve ser precisa, concisa e clara.

Há uma especificidade nos textos científicos, que, no entanto, mantêm

características gerais, para serem compreendidos. Alguns aspectos específicos são

aqui considerados.

VOCABULÁRIO TÉCNICO - Os termos utilizados devem ser precisos. Se isto

se constitui o que se convencionou chamar de vocabulário técnico, não tenha receio

de empregá-lo. Os termos técnicos, por sua aceitação universal, evitam o rodeio de

32


palavras. O problema, portanto, não é o tecnicismo (uso de vocabulário específico

de uma área do conhecimento), mas a técnica (o abuso deste vocabulário

desnecessariamente, apenas para demonstrar erudição). Portanto, use esses

termos, quando forem necessários e familiares à audiência. Se forem palavras e

expressões brasileiras, não será preciso aspá-Ios.

JARGÕES - Não confunda termo técnico com jargão, aqui entendido como a

linguagem de um determinado grupo. O jargão acaba se tornando uma espécie de

dialeto inteligível só para os iniciados. Trata-se de uma linguagem burocrática que

não necessariamente demanda o uso de termos especializados. O jargão, pela sua

capacidade de nada dizer, deve ser evitado.

EUFEMISMOS - A linguagem acadêmica não admite eufemismos. Evite-os.

As pessoas não "falecem"; elas "morrem" mesmo.

GÍRIAS - Só devem ser empregadas se forem transcrição de depoimentos.

NEOLOGISMOS - Resista à tentação de criá-Ios. Não se deixe seduzir pelo

fato de que uma boa palavra para o termo já exista em língua estrangeira,

especialmente o inglês. Veja primeiro se a língua portuguesa já não tem o termo de

que você precisa. Percorra primeiro o dicionário. Se, de fato, for necessária, sua

construção, seja parcimonioso. Consulte bons autores. Se for o caso, justifique a

criação numa nota-de-rodapé.

4.11.17 Grafias especiais

A seguir, para apoiá-lo na produção de um texto melhor, oferecem-se algumas

regras específicas consagradas pelo uso, para alguns tipos de palavras e

expressões.

ABREVIATURAS E SIGLAS - Não se abreviam palavras no texto, exceto

títulos de tratamento, pesos, medidas e siglas de instituições e partidos.

33


ABREVIATURAS - No caso de títulos de tratamento, devem ser escritos

preferentemente de forma abreviada e sem qualquer destaque tipográfico. [Ex.:

Prof., Profa., Sr., Sra., Dr., Dra., Cel., Excia., etc.]

Pesos, medidas, dias e horas também devem ser abreviados, com espaço

entre o valor e a unidade de medida, mas sem pontuação interna e sem plural. [Ex. 1

km, 4 km; 1 m, 30 m; 1 kg, 55 kg; 11, 331; 5ª feira; 16 h, 16h 15min 13s]

SIGLAS - Para a primeira ocorrência, o nome da instituição deve vir por exten-

so, seguido de sigla entre parênteses. [Ex.: Universidade Metodista de Piracicaba

(Unimep).] Quando o nome da sigla for mais conhecido, faz-se o procedimento

inverso. [Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).]

Em alguns casos, nem isso é necessário, quando as siglas alcançam o status de

marcas [Ex.: Varig, Petrobrás] ou representam partidos políticos. [Ex.: PT, PMDB,

Prona.] As siglas com mais de três letras devem ser grafados em letras minúsculas

[Exemplos: Unimep, Banespa, Capes, USP, IBM, MEC], exceto quando cada letra

for pronunciada à parte [Ex.: CNPq, BNDES].

Quando houver uma profusão de siglas, é recomendável, no início do texto,

apresentar uma lista delas (também neologisticamente chamada de siglário), a

exemplo do que se faz com tabelas e gráficos.

NUMERAIS - A regra básica é grafá-Ios por extenso até dez e com algarismos

a partir de 11, tanto para os cardinais quanto para os ordinais.

No caso dos cardinais, as exceções à regra são "cem", "mil", "milhão" e

"bilhão", pela simples razão que facilita a leitura. Se no parágrafo, há números

abaixo e acima de 11, é preferível escrevê-Ios com algarismos. A partir de mil, use

ponto para os milhares, exceto na indicação de anos. No caso de datas, não é

necessário empregar O para dias e meses. Números fracionários devem vir por

extenso.

Use algarismo romanos apenas para títulos de reis e papas [Ex.: Luís XV] e

nomes oficiais [Ex.: I Exército, XV de Novembro]. Nos demais casos, fique com os

arábicos [Ex.: Primeira Guerra Mundial, 140 Congresso de Filologia]. Para a menção

a século, por exemplo, prefira algarismos arábicos. [Ex.: século 10, século 12].

Não se deve começar o período com numerais. Se isto for necessário, o

número deve vir por extenso. O melhor é inverter a ordem da frase e não colocar

34


entre parênteses o número por extenso. Deve-se tomar muito cuidado com a

concordância.

PALAVRAS EM OUTROS IDIOMAS - Em geral, as palavras estrangeiras

devem ser grafadas em itálico ou com aspas. Aquelas palavras de uso muito

frequente, como marketing, software, shopping center, slide, para as quais não há

correspondência em português, devem ser grafadas em itálico. No entanto, você

pode grafá-la sem qualquer destaque, desde que o faça com consciência e de modo

padronizado ao longo do texto. Quando houver correspondência, não hesite em

empregá-Ias. Assim, prefira balé (e não ballet), encontro (e não meeting), padrão (e

não standard) e desempenho (e não performance).

No caso de nomes científicos em latim, a convenção é grafá-Ios em itálico,

com a primeira palavra começando com letra maiúscula [Ex.: Homo sapiens].

Quanto a outras expressões em latim, use itálico ou aspas [Ex.: status quo, “status

quo”]

Cuidado com aquelas palavras latinas que têm a mesma pronúncia em

português, mas são grafadas diferentemente, devendo aparecer em itálico. [Ex.:

campus, campi, strito sensu, lato sensu].

PALAVRAS COM HÍFEN - As regras para a grafia de palavras compostas

(com hífen) são bastante claras, embora seu domínio não seja muito comum. Preste

atenção.

NOMES DE OBRAS E AUTORES - Os títulos das obras citadas, quando

aparecem no texto, devem vir entre aspas ou em itálico, em letras normais. Escolha

um destes cuidados e o mantenha ao longo do trabalho. Os nomes dos autores

devem aparecer sem qualquer destaque. Algumas normas exigem-nos em letras

maiúsculas. Neste caso, siga-as, embora enfeiem o texto.

4.11.18 OUTROS CUIDADOS

Evite abusar de destaques (negritos, itálicos, sublinhados, maiúsculas).

Escreva de tal modo que a ênfase decorra da impressão que o texto

provoca no leitor.

35


Evite apelar para generalizações (do tipo "a maioria acha", "todos sabem").

Seja preciso nas suas informações.

Evite recorrer, mesmo que involuntariamente, a modismos linguísticos,

como "em nível de", "colocação", "Gadotti vai dizer que...”, etc. Essas ex-

pressões do jargão universitário são vagas e imprecisas.

Evite as redundâncias, como "os alunos são a razão de ser da Escola Prof.

Pegado". Em alguma escola, os alunos não são a sua razão de ser? Cada

frase deve ser produto de uma reflexão.

Evite repetir conceitos ao longo do texto e palavras na frase (basta uma

vez). Use sinônimos.

Evite perder-se em pormenores, detalhando superfluamente, e tratar de

assuntos alheios ao problema em consideração, o que redunda em su-

perficialidade e prolixidade.

Evite as frases feitas.

Evite empregar palavras rebuscadas, sejam neologismos, sejam vocábulos

dicionarizados, que pareçam demonstrar erudição. [ Ex.: conformamente,

objetivar; obstaculizar, oportunizar; etc.]

Evite expressões que datam o texto, como "recentemente", "corrente ano",

"neste mês". Não deixe que seu texto envelheça logo. Considere que o seu

texto terá uma vida longa.

4.12 CUIDADO COM ESSAS PALAVRAS E EXPRESSÕES

Segue, agora, uma lista de palavras e expressões que são objeto de dúvidas,

cuja consulta pode ser útil.

Azevedo (2000, p.129-133) pede cuidado com certas palavras e expressões

“perigosas” e apresenta um rol delas, que se encontra, parcialmente, transcrito a

seguir:

Expressão Cuidado Sugestão

A maior parte (...)

surgiram

Concorda com o coletivo

A maior parte (...)

surgiu.

A maioria (...) afirmam

Concordância

condenável

A maioria (...) afirma

À medida em que Errado À medida que

36


À nível de

Antes de mais nada

A ponto do/da

Ao ponto de

Ao invés de

Apesar de

Apesar do

Assim como

Bem como

“a nível

de”simplesmente não

existe apesar de seu

uso geral, por influência

do espanhol

É possível algo antes do

mais nada

Em nível de, em termos

de

Errado A ponto de o/a

Quer dizer “ao contrário

de” e não “em lugar de

A contratação dificulta a

identificação do sujeito

O verbo deve concordar

com o primeiro sujeito

Apesar de o autor achar

que

O professor, bem como

o aluno, sabe da

verdade.

Até porque o autor “até” é desnecessário Porque o autor

Bimensal É duas vezes por mês

Bimestral

É de dois em dois

meses

Cerca de

Concorde com o

numeral

Deve ser usado apenas

Cerca de 200 pessoas

compareceram

Citar

para referência a

citações

Evite a frase feita “o

Mencionar

Colocação

autor faz a seguinte

colocação”

O autor observa que

Com exceção de Prefira a concisão Exceto

Dar conta de Frase feita – evite

Quer dizer contra.

De encontro a

Não confunda com “ao

encontro de

Deixar claro Concorda com o objeto

É um adjunto adverbial

Deixar claras as coisas

de lugar – evite frases “Como parte de um

Dentro

como “dentro do processo de marketing

processo de marketing

empresarial”

Palavra politicamente

empresarial”

Denegrir

incorreta e

preconceituosa

Desapercebido Significa desprevenido

Despercebido Significa desatento

Desde um ponto de vista

desde” é uma

preposição para indicar

37


De vez que

tempo

de vez” quer dizer “de

maneira decisiva”

Uma vez que ou vez

que

Dia-a-dia Indica rotina

Dia a dia Equivale a diariamente

Durante o tempo em que Prefira a concisão Enquanto

Elo de ligação

Redundância, pois todo

elo é de ligação

Elo

Em vez de

Quer dizer “em lugar de

e não “ao contrário de

Embasamento

Brasileirismo nada Fundamentação:

Embasar

eufônico

fundamentar

É adjunto adverbial de Na condição de

Enquanto

tempo. Evite enquanto pesquisador... (como

pesquisador

pesquisador) penso que

Erário público Todo erário é público Erário

Excessão Erro crasso Exceção

Face a Locução inexistente Em face de

Fazem dez anos O verbo é impessoal Faz dez anos que...

Frente a Locução inexistente Em frente de, diante de

Fórum/Fóruns Exige acento

Garantir Modismo lingüístico Use sinônimos

Grande número Concordância singular

Grosso modo E não “a grosso modo”

Há anos atrás

Se aconteceu “há anos”,

só pode ser “atrás”

Há anos

Haja visto Errado Haja vista

Item Não tem acento

Palavra politicamente

Judiar

inaceitável, por

preconceituosa contra

os judeus

Latu sensu Errado Lato sensu

Matéria-prima

Palavra composta, exige

hífen

Na medida em que Errado Na medida que

Obra-prima

Palavra composta, exige

hífen

Use somente para lugar

Onde

Não escreva no sentido

“em que”, “na qual”

Em que, na qual

Ou seja Não deve começar frase Em outras palavras

Paralelo a isto Evite Paralelamente a isto

Por sob Locução inexistente Sob

38


Pra

Não é necessário o

acento

Praticar preço Modismo; evite Cobrar

Quorum

Não é acentuada

Palavra latina

Quorum

Resgate histórico Lugar comum; evite

Sendo que Evite

Scritu sensu Errado Stricto sensu

Somente um leigo

afirmaria

Deselegante

Suscinto Errado Sucinto

Sumarizar De fazer resumo Sumariar

Tanto quanto/tanto

como

Prefira o verbo no plural

Tanto o professor

quanto o aluno optou

por

Todo um processo Evite Um processo

Um grupo de (...)

Um grupo de (...)

entrevistaram

entrevistou

Uma grande quantidade Prefira a concisão Muitos

Via de regra Lugar comum Geralmente

Vigir Errado Viger

4.13 DICAS PARA REDAÇÃO DA REVISÃO DE LITERATURA:

ANTES DO AUTOR:

Citando Contempla Para

Como afirma Na concepção de Parafraseando

Conforme Na visão de Sob o ponto de vista de

De acordo com Nas palavras de A esse respeito

Em concordância

com

No entender Segundo

Na afirmação de No entendimento de Corroborando com o pensamento

de

Na compreensão Na compreensão

APÓS O AUTOR:

Aborda Conceitua Explana

Acredita Considera Explica

Acrescenta Defende Fundamenta

Admite Não obstante Lembra

Afirma Define Ressalta

39


Argumenta Elucida Salienta

Chama atenção Entende Sustenta

Comenta Esclarece

CORRELAÇÕES:

No tocante Não obstante Neste contexto

Em suma A seguir Em última análise

Concomitante a Na sequência Por analogia

Deste modo No entanto Analogamente

É importante ressaltar Sendo assim Quanto a

É importante lembrar Contudo Face a isto

É válido ressaltar que Levando em conta Concernente a

É válido lembrar que Percebe-se No que se refere a

É imperativo afirmar que Em relação a tal aspecto Percebe-se

É imperativo ressaltar Da mesma forma Verifica-se

É imperativo abordar Da mesma maneira Identifica-se

É imperativo lembrar Além disso Contemplando

O autor supracitado Em se tratando de A este autor, em especial,

Acontece apenas que Ao lado de A medida que

Agora que

Ainda mais

Neste caso, depara-se

com

Certa vez

40


5 A PESQUISA E PROJETO DE PESQUISA

De certa forma, todos nós realizamos vários tipos de pesquisa ao longo de

nossa vida. A rigor, nosso próprio aprendizado sobre a vida constitui uma série de

pequenas ou grandes pesquisas.

A pesquisa científica é uma atividade voltada para a solução de problemas,

através do emprego de processos científicos. A pesquisa parte, pois, de uma dúvida

ou problema e, com o uso do método científico, busca uma resposta ou solução.

A pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada,

desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologias consagradas

pela ciência. É o método de abordagem de um problema em estudo que caracteriza

o aspecto científico de uma pesquisa.

As características almejadas para o conhecimento científico exigem a

utilização do método e do rigor científicos em todas as etapas de uma pesquisa,

desde o seu projeto até a elaboração do relatório final e consequente comunicação

de seus resultados. Nos processos de comunicação, alguns protocolos devem ser

observados, o que implica a inclusão de elementos obrigatórios, utilização de

linguagem e veículos apropriados, apresentação lógica e encadeada dos assuntos,

pois o conhecimento científico deve ser comunicável, compartilhável, útil, aberto,

aceito, racional objetivo, sistemático, geral acumulativo, verificável e falível.

O pesquisador, principalmente na área social, lida com fatos e questões que

envolvem pessoas, organizações, histórias de vida, ou seja, é necessário ter ética e

algumas habilidades para que o ‘objeto’ de análise não sofra consequências

negativas. É o que veremos a seguir.

A pesquisa científica deve ser planejada, antes de ser executada, porém o

principiante pode supor que elaborar projetos é perder tempo e que o melhor é

começar imediatamente o trabalho da pesquisa, no entanto:

[...] a experiência vai lhe ensinar que o início de uma pesquisa, sem projeto,

é lançar-se à improvisação, tornando o trabalho confuso, dando

insegurança ao mesmo, reduplicando esforços inutilmente e que, agir desta

maneira, é motivo de muita pesquisa começada e não terminada, é motivo

de muita pesquisa começada e não terminada, num lastimoso

esbanjamento de tempo e recursos (RUDIO, 1998, p. 45).

Para Severino (2000, p. 138), o projeto “define e planeja para o próprio

orientando o caminho a ser seguido no desenvolvimento do trabalho de pesquisa e

41


eflexão, explicitando as etapas a serem alcançadas, os instrumentos e as

estratégias a serem usadas”.

Para Oliveira (1999, p. 15) o projeto de pesquisa serve de guia “para a

realização das etapas que deverão ser cumpridas até alcançar-se o objetivo final,

que é a apresentação e defesa da monografia jurídica”.

No entendimento de Hübner (1999, p. 39), a função primeira do projeto é

esclarecer ao leitor o objetivo principal do trabalho e o caminho (método) para atingi-

lo, fornecendo-lhe todos os elementos essenciais para que ele julgue a importância,

pertinência e suficiência do trabalho.

Azevedo (2000, p. 40) ressalta a importância do projeto, afirmando que é

“impossível executar-se uma pesquisa sem que se faça antes o seu projeto, que

consiste no planejamento das diversas etapas a serem seguidas e na definição da

metodologia a ser empregada ao longo da pesquisa”.

O melhor conceito operacional foi formulado por Pasold (2000, p. 133, grifo do

autor), para que:

O Projeto de Pesquisa é o plano de intenções do investigador. Isto significa

que ali, o pesquisador colocará todos os aspectos básicos da investigação

que pretende encetar, e deve fazê-lo de forma organizada e em linguagem

objetiva, sempre atentado para a área de concentração do Curso e

enquadrando a sua pesquisa nas respectivas linhas de pesquisa.

Eco (1998, p. 81), Pasold (2000, p. 133) e Leite (2000, p. 104) tratam do

projeto como sinônimo de plano, enquanto que Rudio (1998, p. 46) considera o

projeto como um todo, já que é integrado de partes – que são os plano. Por fim,

Ventura (2000, p. 70) afirma que o plano do trabalho e projeto responde ao

planejamento concreto da execução da pesquisa.

Os elementos da pesquisa e do projeto de pesquisa devem obedecer a ordem

proposta abaixo.

5.1 A ESCOLHA DO TEMA

A escolha do tema é o primeiro passo no planejamento da pesquisa, mas não

o mais fácil. Não faltam evidentemente, temas para a pesquisa: a dificuldade está

em decidir-se por um deles. Para alguns são momentos de angústia. Temos que

escolher entre tantos interesses e ainda levar em conta a viabilidade da pesquisa. O

tema pode surgir de um interesse particular ou profissional, de algum estudo ou

42


leitura ou mesmo de uma observação. Às vezes, seu orientador indica o tema,

vinculando sua pesquisa a outras.

O tema deve ser adequado à capacidade e à formação do pesquisador e

corresponder às suas possibilidades, quanto ao tempo e aos recursos econômicos.

Na escolha do assunto, deve-se, igualmente, levar em conta o material

bibliográfico, que deve ser suficiente e estar disponível.

Evite-se fixar a escolha sobre temas a respeito dos quais já existem ‘milhões’

de estudos exaustivos!

exemplo:

Divisão do

tema em

suas partes

constitutivas

O primeiro passo é a escolha de qual será Seu campo específico de

estudo. Marketing, Finanças, Recursos Humanos???

Escolhido a área de atuação, o próximo passo é a escolha do tema

propriamente dito. Qual assunto? Qual objeto? Qual temática?

Escolhido o tema, deve-se DELIMITÁ-LO.

Delimitar um tema é selecionar um tópico ou parte a ser focalizada, por

Definição da

compreensão

dos termos

Circunstâncias

temporais

Circunstâncias

espaciais

Enfoque

43

Tipo de

pesquisa

O próximo passo é pensar na viabilidade do projeto. É também importante

levar em consideração o tempo disponível para a realização da pesquisa, os custos

envolvidos e a possibilidade de se chegar a uma solução adequada.

Portanto, escolha um tema que possa ser abordado na organização escolhida,

e que esteja dentro de suas possibilidades em termos de custos, tempo e

conhecimentos.

a) Você deve ser prático, buscar novos conhecimentos é importante, mas

procure um tema onde você possa aplicar o que aprendeu no curso.

b) Deve ser viável em termos de acesso às fontes de informação e aos dados,

e do tempo disponível;

c) Deve ser viável em termos de custo, disponibilidade de bibliografia e de

orientação;


d) Deve ser do interesse da organização, onde será feito o estágio, e do

orientador.

5.2 O PROBLEMA DE PESQUISA

Escolhido o tema e feita sua delimitação, a fase seguinte é a transformação

do tema em problema. Isso pode acontecer na forma de formulação de perguntas.

O tema escolhido deve ser questionado, portanto deve o pesquisador

transformá-lo em problema de pesquisa, mediante seu esforço de reflexão e

curiosidade. Deve levantar os problemas que o tema envolve identificar as

dificuldades que ele sugere, formular perguntas e levantar hipóteses. A elaboração

clara do problema é também fruto de uma revisão da literatura, pelo menos previa, e

da reflexão pessoal. É importante destacar que esta operação requer uma série de

pesquisas exploratórias tanto no ambiente organizacional como na literatura.

Nunca se passa diretamente da escolha do tema à coleta de dados, pois as

vantagens da formulação do problema são muitas:

delimita, com mais precisão, qual tipo de resposta procurar;

leva o pesquisador à reflexão e maior segurança sobre o assunto;

fixa roteiros para levantamento bibliográfico e coleta de dados;

aponta a metodologia a ser adotada.

5.3 FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES

Podemos pensar em hipótese como a suposição de uma causa ou lei

destinada a explicar provisoriamente um fenômeno até que os fatos a venham

contradizer ou afirmar.

As hipóteses têm função prática quando orientam o pesquisador, colocando-o

na direção da causa provável ou da lei que se procura. Para se ter hipóteses

plausíveis, é necessário certo conhecimento sobre o assunto, por isso uma revisão

bibliográfica prévia é essencial.

44


5.4 DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS

Para facilitar o processo de construção dos objetivos, é conveniente ter uma

pergunta ou problema de pesquisa, um problema a solucionar. Isso significa que o

pesquisador deve analisar a realidade da organização na qual irá realizar a pesquisa

e encontrar nela uma questão, um problema, uma falta, cuja resposta ou solução

possa ser dada por ele dentro do período estipulado. Um problema de pesquisa é,

portanto, uma questão ou problema dentro do tema, que guiará a pesquisa e as

suas atividades dentro da organização, de forma que o objetivo deve levar a sua

resposta ou solução. Os objetivos que se têm em vista definem, muitas vezes, a

natureza do trabalho, o tipo de problema a ser selecionado, a metodologia de

pesquisa e o material a coletar.

Um dos critérios mais importantes na avaliação do trabalho final é a medida

segundo a qual os objetivos propostos foram atingidos. Para garantir esse sucesso,

recomenda-se traçar ‘objetivos-meios’. Isso significa diferenciar aqueles que

descrevem resultados (produtos-fins mensuráveis) e os que descrevem processos

(meios). É comum confundir os objetivos do projeto com os objetivos do programa

que se está sugerindo implantar. Esses últimos são resultados que o aluno não pode

comprometer-se em alcançar. Por exemplo, é indiscutível que um plano de

marketing se destine, entre outras coisas, a aumentar a fatia de mercado da

empresa. No entanto, mesmo que seja possível implantar um plano de marketing em

uma empresa durante a pesquisa, é improvável que se tenha tempo de avaliá-lo.

Neste caso, recomenda-se formular o objetivo desta forma: ‘implantar um plano de

marketing na empresa X’ e não ‘aumentar a fatia de mercado da empresa X’. Outro

exemplo, um projeto que estava propondo o lançamento de um cartão de crédito

para uma loja, tinha como objetivo ‘aumentar as vendas da empresa’, mas seria

mais conveniente ter como objetivo ‘elaborar um plano para o lançamento de um

cartão de crédito’, pois não é possível se comprometer com o real aumento das

vendas.

Os enunciados dos objetivos devem começar com um verbo no infinitivo e

este verbo deve indicar uma ação passível de mensuração, conforme Silva e

Menezes (2005, p.31, grifo dos autores):

45


a) determinar estágio cognitivo de conhecimento: os verbos apontar,

arrolar, definir, enunciar, inscrever, registrar, relatar, repetir, sublinhar e

nomear;

b) determinar estágio cognitivo de compreensão: os verbos descrever,

discutir, esclarecer, examinar, explicar, expressar, identificar, localizar,

traduzir e transcrever;

c) determinar estágio cognitivo de aplicação: os verbos aplicar,

demonstrar, empregar, ilustrar, interpretar, inventariar, manipular, praticar,

traçar e usar;

d) determinar estágio cognitivo de análise: os verbos analisar, classificar,

comparar, constatar, criticar, debater, diferenciar, distinguir, examinar, provar,

investigar e experimentar;

e) determinar estágio cognitivo de síntese: os verbos articular, compor,

constituir, coordenar, reunir, organizar e esquematizar;

f) determinar estágio cognitivo de avaliação: os verbos apreciar, avaliar,

eliminar, escolher, estimar, julgar, preferir, selecionar, validar e valorizar.

E ainda, conforme Labes (1998), algumas ações determinadas nos objetivos

também podem ser representadas através dos seguintes verbos:

Quadro 1: Sugestões de verbos utilizados nos objetivos

Conhecimento Compreensão Aplicação Análise Síntese Avaliação

Definir

Enunciar

Citar

Relatar

Referir

Identificar

Indicar

Distinguir

Reconhecer

Definir

Organizar

Mostrar

Fonte: LABES (1998. p. 85).

Deduzir

Descrever

Demonstrar

Ilustrar

Interpretar

Explicar

Expor

Relacionar

Inferir

Induzir

Extrapolar

Generalizar

5.4.1 Objetivos gerais

Resolver

Aplicar

Manejar

Empregar

Utilizar

Comprovar

Produzir

Aproveitar

Praticar

Discriminar

Localizar

Operar

Identificar

Diferenciar

Isolar

Separar

Fracionar

Decompor

Examinar

Detectar

Abstrair

Omitir

Dividir

Conceber

Narrar

Expor

Sumariar

Compilar

Compor

Simplificar

Agrupar

Combinar

Contrastar

Classificar

Gerar

Restringir

46

Sustentar

Justificar

Criticar

Valorizar

Escolher

Selecionar

Verificar

Constatar

Comprovar

Eleger

Medir

Precisar

Determina, com clareza e objetividade, o propósito do pesquisador com a

realização da pesquisa. O objetivo geral possui uma visão global, abrangente, do

tema.


Ex.: Analisar a percepção dos funcionários acerca de alguns fatores de clima

organizacional, como subsídio para a implementação de mudanças administrativas e

gerenciais na 1ª Delegacia de Polícia da Capital.

5.4.2 Objetivos específicos

definir os objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas

nos objetivos gerais. Os objetivos específicos podem ser mais bem compreendidos

como sendo etapas de solução do problema, contidas no objetivo geral. Dessa

maneira, os objetivos específicos não podem, em hipótese alguma, ultrapassar os

limites estabelecidos pelo objetivo geral.

Ex.: a) identificação das políticas de recursos humanos na Secretaria de

Segurança Pública;

b) aplicação de um modelo de análise de clima organizacional

desenvolvido por Rizzatti (1995) com base nos seguintes fatores: a imagem e a

avaliação; desenvolvimento da política de recursos humanos, benefício e incentivos;

organização e condições de trabalho; relacionamento interpessoal dos funcionários;

sucessão político-administrativa e comportamento das chefias; satisfação pessoal1.

5.5 JUSTIFICATIVA DO TEMA

O próximo passo é justificá-lo, indicando a razão da escolha; a relevância do

estudo, seu significado social e sua contribuição para o aperfeiçoamento e

crescimento da área em questão ou para a instituição pesquisada. Algumas dicas:

Justificativa quanto à importância: È sempre importante melhorar uma prática

ou programa, e estes são evidentemente os propósitos dos métodos e técnicas em

administração. Neste sentido, um caminho para justificar a importância do projeto é

recorrer aos objetivos-fins do plano ou programa (não confunda com os objetivos do

1 Exemplos do objetivo geral e específico tirado da dissertação de: SARTOR, F. de B. Analise de

fatores significativos do clima organizacional da Policia Civil de Santa Catarina: estudo de

caso na 1ª Delegacia de Policia da Capital. 141 p. Dissertação (Mestrado em Administração) –

UFSC, Florianópolis, 2001.

47


projeto) que se está querendo implementar, diagnosticar ou avaliar. Também é

interessante pontuar a quem o projeto é importante? As razões podem estar

relacionadas com os objetivos da empresa, com o bem-estar dos empregados,

saciedade, clientes, meio ambiente, entre outros.

Justificativa quanto à oportunidade: A justificativa refere-se ao momento de

mudança na política governamental, financeira, social, levando a boa oportunidade

de mudança administrativa pelas empresas.

5.6 REFERENCIAL TEÓRICO – REVISÃO DA LITERATURA

Este referencial consiste numa primeira abordagem do conteúdo teórico

referente ao tema, como suporte para a definição do problema e dos objetivos. Um

bom referencial teórico abrange conteúdos que possam ser considerados relevantes

ou necessários para explicar o problema, e que oriente os métodos adotados no

trabalho e os procedimentos para a coleta e análise dos dados. Interessa rever o

que pode ajudar na delimitação e apresentação da temática, definições dos

principais conceitos, abordagem, conceito e resultados alcançados por outras

pesquisas sobre o assunto.

5.7 METODOLOGIA

A metodologia indica os procedimentos a serem utilizados na realização da

pesquisa. Significa descrever por quais meios os objetivos serão atingidos.

Nos trabalhos de campo, por exemplo, deve haver a indicação dos locais em

que a pesquisa será realizada, os tipos de abordagem utilizados, como: entrevistas,

permanência no campo; os instrumentos e as técnicas a serem usadas, como: a

observação, a aplicação de questionários, formulários, roteiros de entrevista etc. Já

num trabalho de pesquisa bibliográfica, em que a leitura é praticamente o único

material utilizado, o aluno/pesquisador pode explicar como pretende acessar suas

fontes de consulta, fichá-las, lê-las e resumi-las; como pretende construir seu texto,

quais linhas teóricas irá abordar etc.

Pode-se afirmar que a metologia é a descrição precisa dos métodos,

materiais, técnicas e equipamentos utilizados na investigação, devem ser expostos

48


com a maior clareza possível de forma que outros autores possam contextualizar e

aplicar em suas pesquisas. Nela devem ser destacados os tipos de pesquisa quanto

aos objetivos (explicativa, exploratória e/ou descritiva), à natureza (básica ou

aplicada), à abordagem do problema (quantitativa e/ou qualitativa) e quanto aos

procedimentos técnicos (bibliográfica, documental, estudo de caso, levantamento,

experimental, expost-facto, participante, ação, entre outros); bem como o universo

da pesquisa, o instrumento de coleta de dados (observação, entrevista, questionário

e formulário) e a forma como serão organizados e analisados os dados coletados.

5.8 CRONOGRAMA E ORÇAMENTO

O cronograma se refere ao planejamento temporal do trabalho de estágio,

apresentando as etapas necessárias ao cumprimento das tarefas e atividades

previstas ao longo de períodos de tempo. E o orçamento é necessário caso precise

solicitar o financiamento com os gastos referentes à passagem, estadia, reprodução

de cópias de questionários ou formulários (em número significativo), etc.

49


5.9 COLETA E TABULAÇÃO DOS DADOS

Consiste na coleta e apresentação dos dados encontrados na parte experimental.

Visa discutir, confirmar ou negar hipóteses indicadas anteriormente. Eles podem ser

ilustrados com quadros, tabelas, fotografias, entre outros recursos.

5.10 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS DADOS

Nesta seção confrontam-se os dados coletados com literatura. A partir disso,

apresentam-se os resultados do trabalho.

5.11 CONCLUSÃO / CONSIDERAÇÕES FINAIS

A conclusão destaca os resultados obtidos na pesquisa ou estudo. Deve conter

uma resposta para a problemática do tema apresentado na introdução. Deve ser breve,

concisa e referir-se às hipóteses levantadas e discutidas anteriormente. O autor pode

expor seu ponto de vista pessoal, com base nos resultados que avaliou e interpretou e,

poderá também incluir recomendações ou sugestões para outras pesquisas na área.

6 ESTRUTURA PARA APRESENTAÇÃO DA PESQUISA E DO PROJETO DE

interna.

PESQUISA

A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende: parte externa e parte

A estrutura física de um trabalho científico, em sua caracterização geral,

compreende três elementos:

a) pré-textuais: são elementos que antecedem o texto com informações que

ajudam na identificação e utilização do trabalho;

b) textuais: constituem o núcleo central do trabalho;

c) pós-textuais: complementam o trabalho.

Com a finalidade de orientar os acadêmicos, de acordo com a ABNT NBR

1474:2011, segue quadro 1.

50


ELEMENTOS DA ESTRUTURA DOS TRABALHOS

ESTRUTURA ELEMENTO OPÇÃO

PARTE EXTERNA PRÉ-TEXTUAIS Capa Obrigatório

Parte interna

Pré-textuais

TEXTUAIS

PÓS-TEXTUAIS

Lombada Opcional

Folha de rosto Obrigatório

Errata Opcional

Folha de aprovação Obrigatório

Dedicatória Opcional

Agradecimentos Opcional

Epígrafe Opcional

Resumo na língua

vernácula

Resumo em língua

estrangeira

Obrigatório

Obrigatório

Lista de ilustração Opcional

Lista de tabelas Opcional

Lista de abreviaturas

e siglas

Quadro 1 – Estrutura de trabalhos acadêmicos (ABNT NBR 14724:2011)

Opcional

Lista de símbolos Opcional

Sumário Obrigatório

Introdução Obrigatório

Desenvolvimento Obrigatório

Conclusão Obrigatório

Referências Obrigatório

Glossário Opcional

Apêndice Opcional

Anexo(s) Opcional

Índice(s) Opcional

51


6.1.1 Ordem dos trabalhos acadêmicos

Ordem crescente dos elementos do trabalho acadêmico e contagem e

impressão do número de folhas

Índice(s)

Anexo(s)

Apêndice(s)

Glossário

Referências

Conclusão

Referências

Desenvolvimento

Introdução

As folhas são contadas a

partir da folha de rosto

sequecialmente, mas só é

impresso o número a partir

da Introdução.

Sumário

Elemento obrigatório

Lista de símbolos

Lista de

abreviaturas e

siglas

Lista de tabelas

Lista de ilustrações

Abstrat

Resumo

Epígrafe

Agradecimento

Dedicatória(s)

Elementos Pós-

Textuais

Elementos

Textuais

Folha de

Aprovação

Errata

Ficha catalográfica

Folha de rosto

Lombada

Capa

Figura 1 - Esquema da estrutura dos trabalhos acadêmicos (ABNT NBR 14724:2011)

52

Elementos Pré-

Textuais


6.2 PARTE EXTERNA

6.2.1 Capa

Deve ser apresentada conforme 6.2.1 e 6.2.2.

Elemento obrigatório. As informações são apresentadas na seguinte ordem:

a) nome da instituição na margem superior, seguido do nome da faculdade e

curso;

b) nome do autor, no centro da página, (+/- 11 cm da margem superior)

c) título: deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e

possibilitando a indexação e recuperação da informação, à 5 cm abaixo do

nome;

d) subtítulo: se houver, deve ser precedido de dois pontos, evidenciando a

sua subordinação ao título;

e) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado, rente a margem

inferior, sem abreviaturas, e em espaço de 1,5 cm, centralizado, em

negrito, letras maiúsculas e dispostos conforme o Apêndice A.

f) ano da entrega.

6.2.2 Lombada

Elemento opcional. Apresentada conforme a ABNT NBR 12225.

Parte da capa do trabalho que reúne as margens internas das folhas, sejam

elas costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira.

ABNT NBR 12225:2004

Lombada – Apresentação

Elementos: (vertical ou horizontal)

Nome do autor;

Título;

Indicação de volume, fascículo e data;

Logomarca da editora.

53


MODELO CAPA (OBRIGATÓRIO) E LOMBADA (OPCIONAL)

AUTOR TÍTULO

Figura 2 – Modelo de capa (ABNT NBR 14724:2011)

6.3 PARTE INTERNA

Deve ser apresentada conforme 6.3.1 a 6.3.3.

6.3.1 Elementos Pré textuais

FACULDADE DECISÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

SATISFAÇ DOS CLIENTES

NOME DO ACADÊMICO

TITULO DO TRABALHO

FLORIANÓPOLIS- SC

2011

FLORIANOPOLIS

ANO

54


6.3.1.16.

A ordem dos elementos pré-textuais deve ser apresentada conforme 6.3.1.1 a

Ou seja:

Capa (obrigatória)

Lombada (opcional)

Folha de rosto/ Ficha catalográfica (obrigatória)

Errata (opcional)

Folha de aprovação (obrigatória)

Dedicatória (opcional)

Agradecimentos (opcional)

Epígrafe (opcional)

Resumo em língua vernácula (obrigatória)

Resumo em língua estrangeira (obrigatória)

Lista de ilustrações (opcional)

Lista de tabelas (opcional)

Lista de abreviaturas e siglas(opcional)

Lista de símbolos (opcional)

Sumário (obrigatória)

6.3.1.1 Folha de rosto

Elemento obrigatório. Apresentada conforme 6.2.1.1.1 e 6.2.1.1.2

Anverso: os elementos devem estar na seguinte ordem:

NOME COMPLETO DO AUTOR

TÍTULO PRINCIPAL DO TRABALHO (deve resumir de maneira clara e

precisa o conteúdo do trabalho, permitindo sua indexação para futura

recuperação).

SUBTÍTULO (se houver), separado do título por dois pontos (:)

NÚMERO DO VOLUME (indicar somente se houver mais de um)

NATUREZA (tese, dissertação e outros) e OBJETIVO (aprovação em

disciplina, grau pretendido e outros); nome da Instituição a que é

submetido; área de concentração

NOME DO ORIENTADOR ( e co-orientador, se houver)

LOCAL (cidade) DA INSTITUIÇÃO ONDE DEVE SER APRESENTADO

ANO DE DEPÓSITO (da entrega do trabalho acadêmico)

Verso: Ficha catalográfica

55


MODELO FOLHA DE ROSTO (FRENTE) (OBRIGATÓRIO)

A nota descritiva é

alinhada do meio da folha

para a margem direita

Digite seu nome

TÍTULO DO TRABALHO

FLORIANÓPOLIS- SC

ANO

Figura 3 – Modelo de rosto (ABNT NBR 14724:2011)

56

Trabalho de Conclusão de Curso

apresentado à disciplina de Estágio

Supervisionado como requisito parcial à

conclusão do curso de Administração da

Faculdade Borges de Mendonça.

(Recuo 9cm, fonte 12)

Orientador:

Co-orientador:


6.3.1.2 Anverso

Os elementos devem ser apresentados na seguinte ordem:

a) nome do autor, digitado em letras maiúsculas, centralizado, sem negrito, na

margem superior;

b) título; digitado em letras maiúsculas, centralizado em todas as margens e

em negrito; explicitação do projeto e orientador: digitado em letras

minúsculas, à 9 cm da margem esquerda, espaçamento simples, fonte

tamanho 10, à 5 cm abaixo da última linha do título;

c) subtítulo, se houver;

d) número do volume, se houver mais de um, deve constar em cada folha de

rosto a especificação do respectivo volume;

e) natureza: tipo do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de

curso e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e

outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração;

f) nome do rientador e, se houver, do coorientador;

g) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado, digitado em letra

maiúscula, sem negrito, centralizado rente à margem inferior da folha.

h) ano de depósito (da entrega).

A disposição do anverso está explícita no Apêndice B.

6.3.1.3 Verso

Deve conter os dados de catalogação na publicação, conforme o Código

Anglo-Americano vigente.

Nesta é colocada a ficha catalográfica. Na Faculdade Faculdade Borges de

Mendonça, a ficha é confeccionada na Biblioteca da Instituição, Rua Santos Dumont,

104, Centro, Florianópolis, SC, andar térreo, de segunda a sexta no horário de 8:00h

às 22:00h. Só é obrigatória sua confecção nos casos de dissertação e teses.:

57


6.3.1.4 Errata (Elemento opcional)

Lista inserida no original depois de impresso, logo após a folha de rosto, em

papel avulso ou encartado, constituída da referência do trabalho e pelo texto da

errata (indicação das folhas e das devidas correções). A errata deve estar indicada

na lista da seguinte maneira:

EXEMPLO DE ERRATA

Figura 4 – Modelo de errata (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.5 Folha de aprovação

ERRATA

FERRIGNO, C.R.A. Tratamento de neoplasia ósseas apendiculares com

reimplantação de enxerto ósseo autólogo autoclavado associado ao plasma

rico em plaquetas: estudo crítico na cirurgia de preservação de membro e mães.

2011. 128f. Tese (Livre-Docência)- Faculdade de Medicina de São Paulo, 2011.

Folha Linha Onde se lê Leia-se

16 10 auto-clavado autoclavado

Elemento obrigatório. Deve ser inserida após a folha de rosto, constituída pelo

nome do autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza (tipo

58


do trabalho, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração),

data da aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca

examinadora e instituições a que pertencem. A data de aprovação e as assinaturas

dos membros componentes da banca examinadora devem ser colocados após a

aprovação do trabalho.

MODELO FOLHA DE APROVAÇÃO

NOME DE ACADÊMICO

(FONTE 12)

TÍTULO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

(FONTE 12)

APROVADA: __de _______de 2011.

Figura 5 – Modelo de aprovação (ABNT NBR 14724:2011)

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como

requisito parcial para obtenção do grau em

Administração do curso de administração da

Faculdade Borges de Mendonça, para obtenção

do título de Administrador (fonte 12)

______________________________________________________

Prof. Fulano de Tal, titulação

(Co-orientador)

Faculdade Borges de Mendonça

______________________________________________________

Prof. Fulano de Tal, titulação

Faculdade Borges de Mendonça

______________________________________________________

Prof. Fulano de Tal, titulação

(Orientador)

Faculdade Borges de Mendonça

Banca 1: Prof. Fulano de Tal, titulação

59


Nota: A norma indica as informações que devem ser contidas, porém não indica

a disposição dos membros da banca, podendo ser colocadas lado a lado ou um

abaixo do outro.

6.3.1.6 Dedicatória

Elemento opcional. Deve ser inserida após a folha de aprovação, onde o

acadêmico dedica seu trabalho e presta homenagem a alguém. Deve-se ter o

cuidado para evitar exageros e redundâncias, redigindo-o de maneira simples e

direta.

MODELO DEDICATÓRIA

Figura 6 – Modelo de dedicatória (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.7 Agradecimento

A Deus, meus familiares e aos meus

amigos…

Companheiros de todas as horas….

Elemento opcional. Deve ser inserido após a dedicatória, onde o acadêmico

agradece as pessoas de relevância, com redação simples e objetiva.

60


MODELO AGRADECIMENTO

À Faculdade Faculdade Borges de Mendonça, pela oportunidade de fazer o

Figura curso. 7 – Modelo de agradecimento (ABNT NBR 14724:2011)

Figura 7 – Modelo de agradecimento

AGRADECIMENTOS

A Deus, por minha vida, e à minha família e amigos.

Aos meus pais, pelo amor, incentivo e apoio incondicional.

À ...

6.3.1.8 Ao professor Epígrafe Tício da Silva, pela orientação, apoio e confiança

Elemento opcional. Elaborada conforme a ABNT NBR 10520. Deve ser

inserida após os agradecimentos. Podem também constar epígrafes nas folhas ou

páginas de abertura das seções primárias ou capítulos. Consiste na apresentação

de uma citação de um autor relacionado ao tema apresentado.

Figura 8 – Modelo de epígrafe (ABNT NBR 14724:2011)

O único lugar aonde o sucesso vem antes

do trabalho é no dicionário. (Albert

Einstein)

61


6.3.1.9 Resumo na língua vernácula

Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT NBR 6028.

Deve apresentar, de maneira sucinta, o tema, os aspectos relevantes, o

objetivo e os principais resultados da pesquisa. O resumo não deve apresentar

citações de autores. Digitado em parágrafo único, sem recuo da margem esquerda,

espaço simples, o limite máximo de palavras do resumo de um trabalho acadêmico é

500.

No final do texto, devem configurar as palavras-chave, de três a cinco

palavras que expressam o “resumo do resumo”. A palavra “resumo” deve ser

centralizada, maiúscula e em negrito.

O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões

do documento. Recomenda-se o uso de parágrafo único. Deve-se usar o verbo na

voz ativa e na terceira pessoa do singular.

Devem-se evitar: símbolos e contrações que não sejam de uso corrente;

fórmulas, equações, diagramas etc., que não sejam absolutamente necessários;

quando seu emprego for imprescindível, defini-los na primeira vez que aparecerem.

Quanto à sua extensão, os resumos devem ter: de 150 a 500 palavras para os

de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-

científicos; de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos; de 50 a 100 palavras

aqueles destinados a indicações breves.

MODELO DE RESUMO

RESUMO

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………

……

Palvras-chave: Marketing. Custos.

Figura 9 – Modelo de resumo (ABNT NBR 14724:2011)

62


6.3.1.10 Resumo em língua estrangeira

Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT NBR 6028.

MODELO DE ABSTRACT

Figura 10 – Modelo de abstract (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.11 Lista de ilustrações

ABSTRACT

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………….

Keywords: Marketing. Costs

.

Elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto,

com cada item designado por seu nome específico, travessão, título número de folha

ou página. Quando necessário, recomenda-se a elaboração de lista própria de

ilustração (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas,

organogramas, plantas, quadros, retratos e outras).

Enumeração de elementos selecionados do texto, como datas, ilustrações

(figuras), exemplos e tabelas, cada item designado por seu nome específico,

acompanhado do respectivo número da página. O título deve ser centralizado, sem

indicativo numérico, obedecem à ordem que aparecem no texto, exceto para

Abreviaturas e siglas que devem estar relacionados em ordem alfabética.

63


Recomenda-se fazer lista para informações que contenham mais de 3 ítens. Obs.:

as listas devem estar em folhas separadas e devem obedecer a seguinte ordem: 1ª -

Lista de ilustrações ou figuras, 2ª - Tabelas, 3ª - Abreviaturas e siglas, 4ª - Símbolos.

(APÊNDICE H).

As tabelas, os quadros e as figuras constituem as ilustrações de um artigo,

podendo ser empregados ou não. Quando presentes, desempenham um papel

significativo na expressão e na síntese das ideias, como parte integrante do

desenvolvimento do trabalho.

A diferença entre eles está na sua finalidade. Assim:

Tabela – tem por finalidade a síntese de dados numéricos, de um modo

geral com tratamento estatístico;

Quadro – tem por finalidade a síntese de informações textuais;

Figura – tem por finalidade a apresentação de imagens visuais.

Devem estar localizados o mais próximo possível da parte do texto onde são

citados, salvo quando, por motivos de dimensão, isto não seja possível. Segundo as

normas da ABNT, devem ser numerados somente em algarismos arábicos, em

ordem sequencial de entrada no texto. Ex: Figura 1, 2, 3, etc; Quadro 1, 2, 3, etc;

Tabela 1, 2, 3, etc.

CARACTERÍSTICAS DAS TABELAS

A sua formatação requer a presença de linhas e colunas, porém sem

fechamento nas laterais; não há o emprego da moldura para a limitação

das laterais;

O título deve estar localizado na sua parte superior. A legenda (se houver)

deve estar na parte inferior da Tabela. Tanto o título como a legenda

devem ser digitados em tamanho menor do que aquele usado no corpo do

texto;

Sugere-se organizar a tabela no Menu Tabela do Editor de texto Word.

As tabelas devem ser encaminhadas ao final do trabalho, em folha à parte,

com suas respectivas numerações, em ordem de citação no texto,

constituindo lista independente.

64


EXEMPLO DE TABELA:

Tabela 1

Dados clínicos da população amostral

Variáveis n Média Dp.

Idade (anos) 30 69,13 06,09

IMC (kg/m2 ) 30 25,80 02,83

CT (mg/dl) 30 222,73 38,73

LDL (mg/dl) 30 138,50 28,82

HDL (mg/dl) 30 58,60 14,80

TG (mg/dl) 30 127,03 59,90

IMC=índice de massa corpórea; CT= colesterol total;

TG= triglicerídeos; dp.=desvio-padrão

Fonte: Rev SOCERJ 2005:18(1).

CARACTERÍSTICAS DOS QUADROS

A sua formatação exige limitação externa por uma moldura, podendo ser

utilizadas linhas e/ ou colunas;

O título deve estar localizado na sua parte superior. O título do Quadro,

bem como a sua legenda (se houver) deve ser digitado em tamanho menor

do que aquele usado no corpo do texto;

Sugere-se que os quadros sejam organizados utilizando-se o Menu Tabela

do editor de texto Word.

Os quadros devem ser encaminhados, ao final do trabalho, em folha à

parte com suas respectivas numerações, em ordem de citação no texto,

constituindo lista independente.

EXEMPLO DE QUADRO:

Quadro 2- Composição do plano alimentar recomendado para a síndrome metabólica

Calorias e Macronutrientes - Ingestão Recomendada - Calorias Totais para reduzir o

peso em 5% a 10% e prevenir recuperação

Carboidratos 50%-60% das calorias totais

Fibras 20g - 30g/dia

Gordura total 25% - 35% das calorias totais

Ácidos graxos saturados (AGS)


CARACTERÍSTICAS DAS FIGURAS

São classificadas como Figuras: os gráficos, as fotografias, os esquemas,

os diagramas, os traçados de eletro, os fluxogramas e todas as demais

imagens visuais;

Tanto o título quanto a legenda (se houver) devem estar localizados na sua

parte inferior e devem ser digitados em tamanho menor do que aquele

usado no corpo do texto;

As figuras devem permitir uma reprodução gráfica de boa qualidade; se

forem enviadas pela Internet, devem estar em um dos seguintes formatos:

.jpg / .tif / .eps ;

Para a reprodução gráfica de qualidade, sugere-se que as imagens

geradas a partir de originais opacos sejam escaneadas em resolução de no

mínimo 300dpi (pontos por polegada);

As figuras devem ser encaminhadas ao final do texto escrito, em folhas à

parte, com suas respectivas numerações, obedecendo à ordem de citação

no texto, constituindo lista independente; a posição correta das figuras

deve ser indicada por meio de uma seta.

EXEMPLO DE GRÁFICO:

35%

30%

25%

20%

15%

10%

5%

0%

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

De 1/2 a 1 Salário De 1 a 2 Salários De 2 a 3 Salários

De 3 a 5 Salários De 5 a 10 Salários De 10 a 20 Salários

Gráfico 1: Classes de rendimento (salários)

Fonte: Adaptado de: IBGE, 2010. 2

2 Gráfico elaborado por Fabiana Furlan Dias.

66


REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Os gráficos são ferramentas que possibilitam a apresentação de dados de

forma mais didática e direta, podendo ser representados através de frequências

relativas (em percentuais, %) ou frequências absolutas (em números absolutos). As

representações gráficas em percentuais (%) são indicadas quando o número de

casos total analisado (n) é igual ou superior a 100, já que é uma medida de razão

calculada com base em 100. Valores abaixo de 100 casos recomenda-se o uso das

frequências absolutas, ou seja, dos números de casos em cada ocorrência.

EXEMPLO:

Fez-se uma pesquisa de satisfação sobre o atendimento fornecido pelos

funcionários de uma determinada loja. Para isso, foram entrevistados 40 clientes que

efetuaram alguma compra em um dia qualquer. Do total dos entrevistados, 20

clientes consideraram o atendimento ótimo, 10 razoável e os outros 10 consideraram

o atendimento ruim.

Quando se constrói uma representação gráfica, uma dúvida sempre emerge:

“qual o tipo de gráfico utilizar?”. Para cada natureza de variável existe um gráfico

que melhor se adequa. Os tipos mais comuns são:

Gráfico de pizza: recomenda-se para variáveis qualitativas em nível

nominal com poucas categorias de respostas, para não poluir o gráfico.

Gráfico de barras ou colunas: é adequado para variáveis qualitativas em

nível nominal, com número elevado de categorias, ou qualitativas em nível

ordinal. Pode-se usar o gráfico de colunas ou barras empilhadas, fechando

100%, sendo necessário o uso de legenda para identificar cada categoria.

Gráfico de linha: geralmente aplicado em dados quantitativos,

principalmente oriundos de séries temporais, onde se tem a dimensão

“evolução” como pano de fundo da análise de uma determinada variável.

Gráfico diagrama de dispersão: adequado para apresentar o resultado do

cruzamento de duas variáveis quantitativas, uma posta no eixo X e outra no

eixo Y, onde cada ponto no interior do gráfico diz respeito a um caso.

Uma última informação adicional de extrema importância diz respeito ao uso

das cores para diferenciar as categorias de resposta de uma variável. Não é

recomendável o uso de cores vivas, tons sóbrios são os melhores (no Excel

67


aparecem como as cores temas de cada escala), em caso de variáveis de avaliação,

usar cores intuitivas.

Exemplo:

Uma escala de avaliação: 1) Ótimo; 2) Bom; 3) Regular; 4) Ruim e 5)

Péssimo, as seguintes cores se adéquam melhor, respectivamente:

1) tom de verde mais escuro;

2) tom de verde mais claro;

3) cor de transição do tom verde para o vermelho;

4) tom de vermelho mais claro e,

5) tom de vermelho mais escuro.

Geralmente os tons vermelhos/cinza/laranja possuem carga negativa,

enquanto os tons verdes/azuis são dotados de carga positiva.

MODELO DE LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 11 – Modelo de ilustração (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.12 Lista de tabelas

Elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto,

com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo

número da folha ou página.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Pirâmide alimentar 30

Figura 2 – Índice glicêmico dos idosos 40

Gráfico 1 – Idosos x Doenças cardiovasculares 48

Quadro 1 – Taxa de colesterol dos idosos 55

Quadro 2 – Taxa de colesteroal dos homens 60

As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente; os quadros

contêm informações textuais agrupadas em colunas.

68


MODELO DE LISTA DE TABELAS

Figura 12 – Modelo de ilustração (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.13 Lista de abreviaturas e siglas

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Perfil socioeconômico da população entrevistada 24

Tabela 2 – Homens com mais 90 anos 35

Elemento opcional. Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas no

texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes, grafadas por extenso.

Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo.

MODELO DE DE ABREVIATURAS E SIGLAS

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

Fil. Filosofia

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica

INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial

Figura 13 – Modelo de abreviaturas e siglas (ABNT NBR 14724:2011)

69


6.3.1.14 Lista se símbolos

Elemento opcional. Elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto,

com o devido significado.

MODELO LISTA DE SÍMBOLOS

Lista de símbolos

Figura 14 – Modelo de símbolos (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.15 Sumário

dab Distância euclidiana

O(n) Ordem de um algoritmo

@ Arroba

Elemento obrigatório. Elaborado conforme a ABNT 6027.

É a “enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho,

na mesma ordem e grafia em que a matéria nele se sucede” (ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2003, p. 02).

Deve ser seguido do respectivo número da página. Havendo mais de um

volume, em cada um deve constar o Sumário completo do trabalho.

Não se deve confundir sumário com índice.

Sumário é elemento pré-textual (obrigatório), enumera as principais divisões,

seções e outras partes do trabalho, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele

se sucede cujas partes são acompanhadas do(s) respectivo(s) número(s) página(s).

havendo mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo do

trabalho, conforme a ABNT 6027/2003;

Índice é um elemento pós-textual (opcional), lista as palavras ou frases,

ordenadas segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações

contidas no texto, elaborado conforme a ABNT NBR 6034/2004.

70


MODELO SUMÁRIO

Figura 15 – Modelo de sumário (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.1.16 Elementos textuais

O texto é composto de uma parte introdutória, qua apresenta os objetivos do

trabalho e as razões de sua elaboração; o desenvolvimento, que detalha a pesquisa

ou estudo realizado; e uma parte conclusiva.

a) Introdução – parte inicial do texto, na qual deve constar a delimitação do

assunto tratado, objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o

tema do trabalho.

INTRODUÇÃO é a parte inicial de um trabalho científico, mas deverá ser a

última a ser definitivamente redigida. Este capítulo deve apresentar uma visão geral

do assunto, de tal forma que o leitor possa ter uma noção do conteúdo do trabalho,

deve apresentar, na sequência, os seguintes dados: apresentação do assunto ou do

tema, local onde foi efetuado o estágio e que originou a pesquisa, a justificativa da

escolha, a especificação do problema, o objetivo geral e os específicos e a

organização do trabalho.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................... Erro! Indicador não definido.

1.1 OBJETIVO GERAL ................................................ Erro! Indicador não definido.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................. 9

1.3 JUSTIFICATIVA ..................................................... Erro! Indicador não definido.

2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA .................... Erro! Indicador não definido.

2.1 HISTÓRICA DA EMPRESA ................................... Erro! Indicador não definido.

2.2 INDICADORES DA EMPRESA ............................. Erro! Indicador não definido.

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................... 12

3.1 HISTORIA DA ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAS . Erro! Indicador não definido.

TEMA E DELIMITAÇÃO – O QUE PESQUISAR? É o assunto a ser

desenvolvido bem como seus limites e sua extensão. “Na escolha de um tema de

71


pesquisa, a opção ideal é unir uma grande motivação com uma certa familiaridade!”

(GONSALVES, 2001, p. 28).

JUSTIFICATIVA – POR QUE FAZER? Descreve a razão do projeto,

argumentos que comprovem a importância do tema, a contribuição para a pesquisa.

PROBLEMA – O QUE FAZER? Apresenta a questão a ser resolvida no

decorrer da pesquisa. Toda pesquisa deve partir de um problema.

HIPÓTESE – O QUE FAZER? Demonstra uma “suposta” resposta em torno

do problema da pesquisa.

OBJETIVOS – PARA QUE FAZER? Indicam o que se pretende alcançar com

a pesquisa. Objetivo Geral: visão abrangente do tema (o que se quer com a

pesquisa?) Objetivos específicos: função intermediária e instrumental para atingir o

objetivo geral (o que é preciso fazer para se chegar ao objetivo geral?).

b) Desenvolvimento – parte principal do texto, que contém a exposição

ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que

variam em função da abordagem do tema e do método.

“Contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto” (ABNT/NBR

14724, 2001), sendo dividido conforme a estrutura e conteúdo do trabalho em títulos

e subtítulos.

Deve conter a fundamentação teórica (usar os conceitos essenciais da teoria

que visam explicar ou esclarecer o problema de pesquisa) e estas devem ser

elaboradas no sistema de chamada autor-data.

Usar tópicos e subtópicos para fundamentar a pesquisa.

Fazer uso de citações diretas longas e curtas e citações indiretas, para

reforçar e fundamentar as ideias apresentadas.

Visa dissertar sobre a teoria que embasará a análise das atividades

desenvolvidas, bem como a focalização e o aprofundamento do trabalho sobre

determinada temática, para fundamentar o estudo. Detalhamento das teorias que

embasam a explicação, execução do seu objeto de pesquisa.

c) Conclusão – parte final do texto, na qual se apresentam conclusões

correspondentes aos objetivos ou hipóteses.

72


6.3.2 Elementos pós-textuais

6.3.2.5

A ordem dos elementos pós-textuais deve ser apresentada conforme 6.3.2.1 a

6.3.2.1 Referências

Elemento obrigatório. Elaboradas conforme a ABNT NBR 6023:2002

Informação e documentação – Referências – Elaboração (em vigência).

Conjuntos de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte,

de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais que foram

mencionados explicitamente no decorrer do trabalho. Não deve constar nas

referências elementos que não foram citados no texto. As referências deverão ser

apresentadas em lista ordenada alfabeticamente por autor (sistema autor-data), usar

espaçamento entre linhas simples e, entre as referências, duplo espaço e alinhados

à esquerda. O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.

Cabe diferenciar referência e bibliografia.

Referência: material que foi utilizado para a confecção do trabalho e,

obrigatoriamente, é referenciado.

Bibliografia : material que, não necessariamente, foi utilizado no trabalho,

podendo ser apenas indicado para enriquecimento do leitor.

6.3.2.2 Glossário

Elemento opcional. Elaborado em ordem alfabética.

É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos, palavras, expressões,

frases utilizadas no decorrer do trabalho e que podem dar margens a interpretações

errôneas ou que sejam desconhecidas do público alvo e não tenham sido explicados

no texto.

73


EXEMPLO DE GLOSSÁRIO:

Figura 16 – Modelo de glossário (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.2.3 Apêndice(s)

Elemento opcional. Deve ser precedido da palavra APÊNDICE, indicado por

letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelo respectivo título. Utilzam-se letras

maiúsculas dobradas, na identificação dos apêndices, quando esgotadas as letras

do alfabeto.

Apêndice são documentos anexados no final do trabalho com a finalidade de

abonar ou documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu desenvolvimento.

São documentos elaborados pelo próprio autor e que completam seu raciocínio sem

prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho. Os apêndices são identificados

por letra maiúscula do alfabeto consecutiva, travessão e pelos respectivos títulos.

Exemplo: APÊNDICE A – Avaliação de dados... APÊNDICE B - Avaliação de

células...

6.3.2.4 Anexo

Deslocamento: Peso da água deslocada por um navio flutuando em

Elemento opcional. Deve ser precedido da palvra ANEXO, identificado por

letras maiúsculas consecutivas, travassão e pelo título. Utilizam-se letras maiúsculas

dobradas, na identificação dos anexos, quando esgotadas as letras do alfabeto.

Anexos são suportes elucidativos e indispensáveis para compreensão do

texto, são constituídos de documentos, não elaborados pelo autor, que

complementam a intenção comunicativa do trabalho, que serve de fundamentação,

comprovação e ilustração.

águas tranquilas.

Duplo Fundo: Robusto fundo interior no fundo da carena.

74


EXEMPLO

Anexo A – Representação gráfica de contagem de células inflacionárias

presentes nas caudas em regeneração – Grupo de controle I (Temperatura

...)

Figura 17 – Modelo de anexo (ABNT NBR 14724:2011)

6.3.2.5 Índice

Elemento opcional. Elaborado conforme a ABNT NBR 6034: 2004

Lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que

localiza e remete para as informações contidas no texto.

ÍNDICE

Glicemia 27, 35

Idosas acima de 90 anos 45, 50

Obsesas 37, 76, 90

Figura 18 – Modelo de índice (ABNT NBR 14724:2011)

75


7 REGRAS DE APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACADÊMICOS

7.1 FORMATO

Os textos devem ser digitados ou datilografados em cor preta, podendo utilizar

outras cores somente para as ilustrações. Se impresso, utilizar papel branco ou

reciclado, no formato A4 (21 cm X 29,7 cm). Os elementos pré-textuais devem iniciar

no anverso da folha, com exceção dos dados internacionais de catalogação-na-

publicação (Ficha catalográfica) que devem vir no verso da folha de rosto.

Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados ou

datilografados no anverso e verso das folhas. O projeto gráfico é de

responsabilidade do autor do trabalho.

Recomenda-se, quando digitado, a fonte tamanho 12 para todo o trabalho,

inclusive capa, excetuando-se citações com mais de três linhas, notas de rodapé,

paginação, dados internacionais de catalogação-na-publicação (Ficha catalográfica),

legendas e fontes das ilustrações e das tabelas, que devem ser em tamanho menor

e uniforme. No caso de citações de mais de três linhas, deve-se observar também

um recuo de 4 cm da margem esquerda.

7.2 MARGEM

As margens devem ser: para o anverso, esquerda e superior de 3 cm e direita

e inferior de 2 cm; para o verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2

cm.

7.3 ESPACEJAMENTO/ESPAÇAMENTO

Todo o texto deve ser digitado ou datilografado com espaço 1,5, excetuando-

se as citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das

ilustrações e das tabelas, ficha catalográfica, natureza do trabalho, objetivo, nome

da instituição a que é submetida e área de concentração, que devem ser digitados

em espaço simples. As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre

si por um espaço simples em branco.

76


Os títulos das seções devem começar na parte superior da folha e serem

separados do texto que os sucede por dois espaços 1,5, entrelinhas. Da mesma

forma, os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede e que

os sucede por dois espaços 1,5.

Na folha de rosto e na folha de aprovação, a natureza do trabalho, o objetivo,

o nome da instituição a que é submetido e a área de concentração devem ser

alinhados do meio da folha para a margem direita.

3 cm

Papel branco ou reciclado, formato A4 (21 cm x 29,7 cm);

Fonte tamanho 12;

Margens esquerda e superior de 3 cm; direita e inferior de 2 cm;

Entrelinhas 1,5

3 cm

2 cm

Figura 19 – Formatação de trabalhos acadêmicos (ABNT NBR 14724:2011)

2 cm

77


Os textos devem ser digitados ou datilografados em cor preta, podendo utilizar

outras cores somente para as ilustrações. Se impresso, utilizar papel branco ou

reciclado, no formato A4 (21 cm X 29,7 cm). Os elementos pré-textuais devem iniciar

no anverso da folha, com exceção dos dados internacionais de catalogação-na-

publicação (Ficha catalográfica) que devem vir no verso da folha de rosto.

Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados ou

datilografados no anverso e verso das folhas. O projeto gráfico é de

responsabilidade do autor do trabalho.

Recomenda-se, quando digitado, a fonte tamanho 12 para todo o trabalho,

inclusive capa, excetuando-se citações com mais de três linhas, notas de rodapé,

paginação, dados internacionais de catalogação-na-publicação (Ficha catalográfica),

legendas e fontes das ilustrações e das tabelas, que devem ser em tamanho menor

e uniforme. No caso de citações de mais de três linhas, deve-se observar também

um recuo de 4 cm da margem esquerda.

7.4 MARGEM

As margens devem ser: para o anverso, esquerda e superior de 3 cm e direita

e inferior de 2 cm; para o verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2

cm.

7.5 ESPACEJAMENTO/ESPAÇAMENTO

Todo o texto deve ser digitado ou datilografado com espaço 1,5, excetuando-

se as citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das

ilustrações e das tabelas, ficha catalográfica, natureza do trabalho, objetivo, nome

da instituição a que é submetida e área de concentração, que devem ser digitados

em espaço simples. As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre

si por um espaço simples em branco.

Os títulos das seções devem começar na parte superior da folha e serem

separados do texto que os sucede por dois espaços 1,5, entrelinhas. Da mesma

forma, os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede e que

os sucede por dois espaços 1,5.

78


Na folha de rosto e na folha de aprovação, a natureza do trabalho, o objetivo,

o nome da instituição a que é submetido e a área de concentração devem ser

alinhados do meio da folha para a margem direita.

7.6 NOTAS DE RODAPÉ

As notas devem ser digitadas ou datilografadas dentro das margens, ficando

separadas do texto por um espaço simples de entre as linhas e por filete de 5 cm, a

partir da margem esquerda. Devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da

mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o

expoente, sem espaço entre elas e com fonte menor. Exemplo:

___________________

¹ Autor consagrado na literatura brasileira

7.7 INDICATIVOS DE SEÇÃO

O indicativo numérico, em algarismo arábico, de uma seção precede seu

título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere. Os títulos das

seções primárias devem começar em página ímpar (anverso), na parte superior da

mancha gráfica e ser separados do texto que os sucede por um espaço entre as

linhas de 1,5. Da mesma forma, os títulos das subseções devem ser separados do

texto que os precede e aquele que os sucede por um espaço entre as linhas de 1,5.

Títulos que ocupem mais de uma linha devem ser, a partir da segunda linha,

alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título.

Exemplo:

1 INTRODUÇÃO

7.7.1 Títulos sem indicativo numérico

Os títulos, sem indicativo numérico – errata, agradecimentos, lista de

ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário,

referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice(s) – devem ser centralizados.

79


7.7.2 Elementos sem título e sem indicativo numérico

epígrafe(s).

Fazem parte destes elementos: a folha de aprovação, a dedicatória e a(s)

7.7.3 Paginação

As folhas ou páginas pré-textuais devem ser contadas, mas não numeradas.

Para trabalhos digitados ou datilografados somente no anverso, todas as

folhas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente,

considerando somente o anverso. A numeração deve figurar, a partir da primeira

folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2

cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha.

Quando o trabalho for digitado ou datilografado em anverso e verso, a

numeração das páginas deve ser colocada no anverso da folha, no canto superior

direito; e no verso, no canto superior esquerdo.

No caso de o trabalho ser constituído de mais de um volume, deve ser

mantida uma única sequência de numeração das folhas ou páginas, do primeiro ao

último volume. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas ou páginas devem ser

numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto

principal.

7.7.4 Numeração progressiva

Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a

numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias,

por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta.

Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de

negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal, e outro, conforme a ABNT

NBR 6024/2003, no sumário e de forma idêntica, no texto. Deve-se limitar a

numeração progressiva até a seção quinária.

80


EXEMPLO:

1

1.1

1.1.1

1.1.1.1

1.1.1.1.1

7.8 CITAÇÕES

As citações devem ser apresentadas conforme a ABNT NBR 10520/2002 (em

vigência), No capítulo 9 apresentaremos como são elaboradas.

7.9 SIGLAS

Quando aparece pela primeira vez no texto, a forma completa do nome

precede a sigla, colocada entre parênteses.

Exemplo: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

7.10 EQUAÇÕES E FÓRMULAS

Para facilitar a leitura, devem ser destacadas no texto e, se necessário,

numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na

sequência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte

seus elementos (expoentes, índices e outros). Exemplo:

LG = AC+ RLP (1)

PC + ELP

LC = AC (2)

PC

7.11 ILUSTRAÇÕES

Qualquer que seja seu tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias,

gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros) sua

identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de

seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo

81


título e/ou legenda explicativa de forma breve e clara, dispensando consulta ao

texto, e da fonte. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a

que se refere, conforme o projeto gráfico.

Gráfico 2 – Vendas em 2011 (Exemplo)

7.12 Tabelas

Devem ser citadas no texto, inseridas o mais próximo possível do trecho a que

se referem e padronizadas conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE).

Disponível em:

http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/monografias/GEBIS%20-%20RJ/normastabular.pdf

82


8 CONFIGURAÇÕES

8.1 Configuração do papel

Utiliza-se papel A4 (21 cm x 29,7 cm), impresso somente na frente da folha.

No editor de textos Word, vá à opção: Menu arquivo → Configurar Página → Papel

→ A4 → Largura: 21 cm → Altura: 29,7 cm → OK. Observe a figura abaixo:

8.2 Fonte

Times new roman, tamanho 12 para todo o texto, com exceção das citações

que tenham extensão superior a três linhas. Notas de rodapé, legendas de

ilustrações e números de páginas devem ter tamanho 10. Devem ser digitados e

impressos com tinta preta, utilizando impressão colorida apenas para ilustrações e

gráficos. No editor de textos Word, vá à opção: Formatar → Fonte → Times new

Roman → Estilo da fonte: normal → Tamanho: 12. → Cor da fonte: automático →

Estilo de sublinhado: nenhum → OK. Observe a figura a seguir:

83


8.3 Margens

No editor de textos Word, vá à opção: Menu arquivo → Configurar Página →

Margens → Superior – 3 cm → Esquerda – 3 cm → Direita – 2 cm → Inferior – 2 cm

→ Orientação: Retrato → Várias páginas: normal → OK. Observe a figura abaixo

84


8.4 Espacejamento/Espaçamento

O texto deve ser digitado com espaço 1,5 entrelinhas, com exceção das

citações com mais de três linhas de extensão, das notas de rodapé e referências

que devem ter espaço 1,0. No editor de textos Word, vá à opção: Formatar →

Alinhamento: justificado → Nível de tópico: corpo de texto → Recuo: Esquerdo – 0 e

Direito – 0 → Especial: nenhum → Espaçamento: Antes- 0 e Depois- 0 → Entre

linhas: Múltiplos: 1,5 cm → OK. Observe a figura abaixo:

8.5 Nota de rodapé

Devem ser digitadas dentro da margem e são separadas por um filete de 5,0

cm. Entre em referências, inserir nota de rodapé, confira a nota de rodapé no final

desta página 3 .

3 Modelo de nota de rodapé

85


8.6 Citações

Há dois modos de citar material produzido por outro autor: diretamente ou

indiretamente (parafraseando). A NBR 10520:2002 define citação direta como

“transcrição textual de parte da obra do autor consultado” e citação indireta como

“texto baseado na obra do autor consultado”. Isso quer dizer que você sempre

86


precisará dar crédito ao proprietário intelectual da idéia mencionada em seu

trabalho, ou seja, precisará fazer a chamada do autor.

Para citações longas em que há necessidade de recuo, veja como realizá-lo:

8.7 Números de página

Todas as folhas, exceto a capa, devem ser contadas sequencialmente, mas

não numeradas. A numeração é colocada a partir da introdução (primeira folha da

parte textual) e feita na parte superior da folha. Isso quer dizer que precisará abrir

um novo arquivo com a parte textual, caso contrário não conseguirá numerar

adequadamente. No editor de textos Word, vá à opção: Inserir → Números de

páginas → Posição: Início da página → Alinhamento: direita → (marque!) Mostrar

número na 1ª página → Formatar (Aparecerá outra janela: Formatar número de

página) Formato do número: 1,2,3,... → Numeração de página: Iniciar em 1 → OK .

Observe a norma da ABNT 1474:2011 indica que a não numeração das pré-

textuais; contagem dos trabalhos impressos somente no anverso da folha, as folhas

devem ser contadas sequencialmente a partir da folha de rosto; a numeração deve

ser colocada no canto superior direito, quando impressão no anverso; e no canto

superior esquerdo, quando no verso.

87


8.8 Sumário

O primeiro passo, após definir todos os capítulos é criar um estilo para

determinado tipo de título. Para tanto, clique com o botão direito sobre o texto que

irá para o sumário, como no caso abaixo, a introdução, que se tornou o primeiro

capítulo do trabalho, escolha a opção "Estilos" e "Salvar Seleção como Novo Estilo

Rápido".

Deve aparecer uma janelinha como a que está na figura a seguir. Nomeie o

estilo de forma que seja fácil de diferenciar depois...

88


Se você quiser, pode clicar no botão "Modificar..." e alterar algumas

configurações, como alinhamento, tamanho e tipo de fonte, espaçamento entre

linhas, entre outros.

texto.

Depois de personalizar seu estivo clique em "OK" para voltar ao corpo do

Repita esse procedimento para todos os níveis que tiver no seu trabalho, no

caso eu tive 4 níveis de título. Não se esqueça das normas para configurar cada

nível! No exemplo a seguir, a justificativa se enquadra no nível 2, pois é "1.1". Se

você não entendeu essa parte, aconselho a ler um bom livro de metodologia antes

mesmo de começar o trabalho.

Agora que já definiu os níveis, é só aplicar esses níveis para os outros títulos

que se enquadram na mesma configuração. Como anteriormente foi criado um estilo

para "Justificativa", que é do nível 2, para aplicar esse mesmo estilo aos outros

elementos do nível dois é muito simples, selecione o respectivo texto e clique no

89


estilo que todas as configurações valerão para esse título também. No caso, a

"Hipótese", que tem numeração "1.2" receberá as características da "Justificativa",

ou melhor, vai receber as características do estilo criado para o elemento

"Justificativa".

Agora vem a parte mais interessante e fácil: a criação do sumário. Vá na aba

"Referências" - "Sumário" - "Inserir Sumário", como mostra a figura a seguir:

Aparecerá então uma janela como a seguir:

Nesta tela você pode alterar algumas configurações. Eu alterei o número que

está em "Mostrar níveis" de 3 para 1, para que o sumário fique todo alinhado a

90


esquerda, ou seja, com todos os títulos começando na mesma distância da borda da

página.

Para completar, clique no botão "Opções..." e irá surgir uma tela como a

mostrada a seguir:

Lembra dos estilos criados? Pois é, para aparecerem no sumário você deve

colocar o número "1" na caixa de texto a direita do estilo. Dê um OK e vai aparecer

essa janelinha:

91


criado!

Agora clique no botão "OK" dessa telinha e pronto, o seu sumário estará

Alternativamente: Para criar o seu sumário, voce tem que saber usar Estilos

de acordo com o modelo abaixo:

92


Esta barra de estilo, você encontra no botão rápido Inicio. No Microsoft Office

Word 2007, os Estilos rápidos são conjuntos de estilos desenvolvidos para

trabalharem juntos de modo a criar um documento com uma aparência profissional.

Na maioria dos casos, você não irá alterar os estilos em um Estilo rápido, uma

vez que eles foram criados para se complementarem e é mais fácil usar um conjunto

de Estilos rápidos diferente.

Você deve primeiro modificar o Estilo Titulo 1, para a configuração exigida de

seu TCC. Normalmente, é exigido para o TCC a seguinte formatação:

Nome da fonte: ARIAL

Estilo da Fonte: NEGRITO

Tamanho da fonte: 12

Depois que você modificar o estilo para esta configuração e formatação, em

todos os capítulos você vai assim proceder:

Digitar o título;

Selecionar o titulo digitado;

Aplicar o Estilo Título 1.

Observação: Se voce vai utilizar uma configuração e ou formatação diferente

para subtítulos, modifique ou crie um Estilo para os subtítulos, e proceda de igual

forma nos mesmos.

É através deste simples passo que o seu sumário será construido pelo

Microsoft Word 2007 em menos de 3 segundos assim que você terminar de digitar o

seu TCC. Se você já digitou o seu TCC, vá em cada capítulo e aplique o estilo.

“Você cria um índice analítico e ou sumário escolhendo os estilos de título ,

por exemplo, Título 1, Título 2 e Título 3 , que deseja incluir no índice analítico. O

Microsoft Office Word procura títulos que correspondam ao estilo que escolheu,

formata e recua o texto da entrada de acordo com o estilo do título e insere o índice

analítico no documento.

O Microsoft Office Word 2007 fornece uma galeria com vários estilos de

sumário para você escolher. Marque as entradas do sumário e clique no estilo de

sumário que deseja usar a partir das opções da galeria. O Office Word 2007 cria

automaticamente o sumário a partir dos títulos marcados.” – Help do Microsoft Office

2007 – MS Word

93


Método longo:

para a página em que o Sumário deve ser inserido e siga esta sequencia

de cliques, na guia de comandos Inserir, clique Partes Rápidas. Escolha Campo.

Vai surgir a guia de Campos. Navegue na lista e encontre entre os nomes de

campos, o campo TOC. Depois clique no botão Sumário. Escolha as opções

desejadas e clique em OK.

O seu sumário vai aparecer em menos de 3 segundos.

94


Método Rápido:

Neste método você clica menos, mas, o resultado é o mesmo. Clique na guia

Referências. Ao lado esquerdo tem lá o botão Sumário. Clique em Sumário, e

escolha um dos sumários desejados.

Mas, pode sair um sumário diferente do seu texto, então, sugere-se que você

clique na parte de baixo, no comando: Inserir Sumário. Na tela que surge, escolha

suas configurações, e pronto.

Com este recurso da guia referâncias, você pode usar para criar um Indice

Analítico do seu documento. Os procedimentos são iguais a este processo de criar

sumário.

95


9 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS

Orientações feitas de acordo com a ABNT NBR 6023:2002 Informação e

documentação - Referências – Elaboração (em vigência).

9.1 Elaboração

9.1.1 Formas de entrada

Entrada é a expressão ou palavra (nome do autor, título, etc.) que encabeça

uma referência, também chamada de cabeçalho.

9.1.1.1 Autores pessoais

Indica-se a entrada pelo último sobrenome do autor, em maiúsculas, seguido

dos prenomes abreviados ou não, da mesma forma como constam do documento,

adotando o mesmo padrão. Os nomes devem ser separados por ponto-e-vírgula,

seguido de espaço.

MORAES, A. Direito constitucional. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 836 p.

NUZZI, E. F.; BARROS FILHO, C. Globalização mídia e ética: temas para debater

em cursos de comunicação social. São Paulo: Plêiade, 1998. 201 p.

OKUNO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e

biomédicas. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1982. 490 p.

Para documentos elaborados por mais de 3 (três) autores, indica-se apenas o

primeiro, acrescentando-se a expressão et al.

GAW, A. et al. Bioquímica clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

165 p.

Nota: Em casos específicos tais como projetos de pesquisa científica nos quais a

menção dos nomes for indispensável para certificar autoria, é facultado indicar todos

os nomes.

96


Os documentos elaborados por vários autores, e houver uma indicação

explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador, Editor,

Coordenador e outros), a entrada deve ser feita pelo nome deste responsável

seguida do tipo de participação escrito abreviado, no singular, entre parênteses.

PALADINO, G. G.; MEDEIROS, L. A. (Org.). Parques tecnológicos e meio

urbano: artigos e debates. Brasília: Amprotec, 1997. 319 p.

Entrada de sobrenome composto indicando parentesco como Junior,

Sobrinho, Filho, Neto.

COSTA NETO, P. L. O. Estatística. São Paulo: Edgar Blücher, 1999. 260 p.

Entrada de sobrenome composto ligado por hífen.

DUQUE-ESTRADA, Osório. Flora de maio: versos. Rio de Janeiro: H. Garnier,

1902.

Entrada de sobrenome composto de um substantivo + adjetivo.

CASTELO BRANCO, Camilo. Amor de salvação. Porto: Em casa viúva Moré, 1864.

9.1.1.2 Autoria desconhecida

A entrada será pela primeira palavra do título em maiúscula.

DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro,

1993. 64 p.

9.1.1.3 Entidade coletiva

por extenso:

Obras de responsabilidade de entidade têm entrada pelo seu próprio nome,

97


FACULDADE BORGES DE MENDONÇA. Regulamento de TCC. Florianópolis, SC,

2011. 05 p.

Se a entidade tiver duplicidade de nome, acrescenta-se no final a unidade

geográfica que identifica a jurisdição, entre parênteses.

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Um foco de vida: Fundação Biblioteca Nacional,

agosto de 1996 a agosto de 1999. Rio de Janeiro: FBN, [1999?]. 46 p.

A data é um elemento de grande importância para a referência, aconselha-se

indicar uma data aproximada ou provável, sempre dentro de colchetes.

Exemplo:

[2000 ou 2001], para indicar dúvida quanto a dois prováveis anos;

[1998?], para ano provável, não tem certeza;

[1995], data certa, mas encontrada fora do item, através de outros meios;

[entre 2001 e 2009], para intervalos menores de 20 anos;

[ca. 1999], para data aproximada;

[199-], para década certa, mas não se sabe o ano específico;

[199-?], para indicar década provável;

Ainda que você não possa, através do assunto, tipo de encadernação, papel,

etc, calcular um ano aproximado ou uma década provável, indique a data

através de um intervalo maior:

[19--], para século certo;

[19--?], para século provável.

Quando se tratar de obras de cunho administrativo ou legal, entrar

diretamente pelo nome da entidade ou pelo nome geográfico que indica a esfera de

subordinação (país, estado ou município).

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Programa de biotecnologia e recurso

genéticos. Brasília, 2002. 47p.

Nota: Quando a editora é a mesma instituição responsável pela autoria e já tiver sido

mencionada, não é indicada.

98


9.1.1.4 Congressos, conferências, simpósios, seminários e outros

Em se tratando de reuniões e encontros científicos tem entrada pelo nome do

evento, com indicação do respectivo número do evento em algarismos arábicos, ano

e local de realização.

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 13., 1995, Belo

Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 1995. 655 p.

Para os casos de mais de um evento realizados simultaneamente, devem ser

separados entre si por ponto e vírgula.

CONGRESSO DE PESQUISA E EXTENSÃO, 1.; ENCONTRO DE INICIAÇÃO

CIENTÍFICA, 4., 1998, Bragança Paulista. Anais... Bragança Paulista: PROPEP,

1998.

9.1.1.5 Entrada por título

As obras de responsabilidade de entidades coletivas (com exceção daquelas

de cunho administrativo ou legal) publicações anônimas ou não assinadas, têm

entrada pelo título da publicação, sendo a primeira palavra impressa em letras

maiúsculas.

MANUAL de orientação da câmara especializada de agronomia. Curitiba: CREA,

2002. 94 p.

reticências.

Os títulos muito longos podem ter as últimas palavras suprimidas, usando-se

Para os documentos sem título, pode-se atribuir um título, entre colchetes,

que identifica o conteúdo do documento.

9.1.1.6 Edição

Todos os exemplares produzidos a partir de um original pertencem à mesma

edição de uma obra, todas as suas impressões, reimpressões, tiragem, etc.,

produzidas sem modificações, independentemente do período decorrido desde a

primeira publicação. Indica-se a edição de uma publicação a partir da segunda.

99


Quando houver uma indicação de edição, esta deve ser transcrita, utilizando-

se abreviaturas dos numerais ordinais e da palavra edição, ambas na forma adotada

na língua do documento. Indicam-se emendas e acréscimos à edição de forma

abreviada. Exemplo:

abreviada.

3. ed. (português, espanhol)

2nd ed. (inglês)

2e ed. (francês)

2. Auful. (alemão)

2ª ed. (italiano)

Quando esta for revista e aumentada deve ser acrescentada de forma

Exemplo: 2. ed. rev. e aum. 45

9.1.1.7 Local

O local de publicação deve ser indicado tal como figura o documento. No caso

de homônimos de cidades, acrescenta-se o nome do estado, do país etc.

Ex. Antônio Carlos, SC; Antônio Carlos, MG.

Quando houver mais de um local para uma só editora, indica-se o primeiro ou

o mais destacado.

Quando a cidade não aparece no documento, mas pode ser identificada,

indica-se entre colchetes [ ].

Na impossibilidade de identificar o local, utiliza-se a expressão sine loco

abreviada, entre colchetes [S.l.].

OS GRANDES clássicos das poesias líricas. [S.l.]: Ex Libris, 1981. 60 f.

100


9.1.1.8 Editora

O nome da editora deve ser registrado como figura no documento,

abreviando-se os prenomes e suprindo-se palavras que designam a natureza

jurídica e comercial, desde que sejam dispensáveis para identificação.

Quando houver duas editoras, indicam-se ambas, com seus respectivos locais

(cidades). Se as editoras forem três ou mais, indica-se a primeira ou a que estiver

em destaque.

Na impossibilidade de identificar a editora, indica-se a expressão sine nomine

abreviada, entre colchetes [s.n.]. Exemplo:

PASQUALI, O. A. O gueto da comunicação. 2. ed. Porto Alegre: [s.n.], 1987.

247 p.

9.1.1.9 Data

Sendo a data um elemento essencial, a NBR 6023 recomenda não deixar

nenhuma referência sem data. Caso não seja possível indicar uma data, utilizar data

de impressão, copyright e de distribuição. No entanto, se nenhuma dessas estiver

disponível, registra-se uma data aproximada entre colchetes como se segue abaixo:

[1971 ou 1972] um ano ou outro;

[1969?] data provável;

[1973] data certa, não indicada no item;

[entre 1906 e 1912] use intervalos menores de 20 anos;

[ca. 1960] data aproximada;

[197-] década certa;

[197-?] década provável;

[18--] século certo;

[18--?] século provável.

Nas referências de vários volumes de um documento, publicados em datas

diferenciadas, indica-se a data mais antiga e a data mais recente da publicação

separadas por hífen.

101


9.1.2 Regras gerais de apresentação

Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser

apresentados em sequência padronizada.

As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de

forma a se identificar individualmente cada documento, em espaço simples e

separado entre si por um espaço simples. Quando aparecer em notas de rodapé,

serão alinhadas, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira

letra da palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas.

O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) quando utilizado para destacar

o título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento.

As referências constantes em uma lista padronizada devem obedecer aos

mesmos princípios. Ao optar pela utilização de elementos complementares, estes

devem ser incluídos em todas as referências daquela lista.

9.1.3 Modelos de referências

9.1.3.1 Monografia no todo

Inclui livro e/ou folheto (manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário etc.) e

trabalhos acadêmicos (teses, dissertações, entre outros).

Elementos essenciais são:

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título. Edição. Local: Editora, data de

publicação.

Exemplo:

HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.

Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência

para melhor identificar o documento. Os elementos complementares são:

102


SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título : subtítulo. Tradutor. Revisor. Edição.

Local: Editora, data de publicação. Descrição física (número de páginas ou volumes),

ilustração, dimensão. Nota série ou coleção. Notas especiais. ISBN.

HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Tradução de Waltensir Dutra. 21.

ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986. 286 p. Inclui índice. ISBN 85-216-1306-7.

9.1.3.2 Monografia no todo em meio eletrônico

As referências devem obedecer aos padrões indicados para os documentos

monográficos no todo, acrescidas das informações relativas à descrição física do

meio eletrônico.

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título. Local: Editora, data. Disponível em:

. Acesso em: dia mês. Ano.

BORÉM, A. Melhoramento de plantas. Viçosa, MG: Ed. UFV, 1999. 1 CD- ROM.

Requisitos do sistema: PC 486 com 12 MB RAM, Driv CD-ROM 8x.

FAINTUCH, J. Nutrição parenteral. São Paulo: CAD, 2001. Disponível em:

. Acesso em: 03 set. 2001, 15:30:30.

Nota: Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as

informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido

da expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da

expressão Acesso em: opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora,

minutos e segundos. Observação Não se recomenda referenciar material eletrônico

de curta duração nas redes.

9.1.3.3 Parte de monografia

Inclui capítulo, volume, fragmento e outras partes de uma obra, com autor (es)

e/ou título próprios.

SOBRENOME DO AUTOR DO CAPÍTULO, Prenome. Título do capítulo. In:

SOBRENOME DO AUTOR DO LIVRO, Prenome. Título: subtítulo do livro. Local de

publicação (cidade): Editora, data. volume, capítulo, página inicial-final da parte.

103


9.1.3.4 Capítulo com autoria própria

BAMBERG, G.; CARVALHO, É. G. Comunicação integrada: conceitos e casos. In:

CARVALHO, D. T.; NEVES, M. F. (Org.). Marketing na nova economia. São Paulo:

Atlas, 2001. cap. 13, p. 117-126.

9.1.3.5 Capítulo sem autoria própria

TANENBAUM, A. S. O Nível convencional de máquina. In:_____ Organização

estruturada de computadores. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. p. 182-249.

9.1.3.6 Partes de monografia em meio eletrônico

As referências devem obedecer aos padrões indicados para partes de

monografias, acrescidas das informações relativas à descrição física do meio

eletrônico.

MORFOLOGIA dos artrópodes. In: ENCICLOPÉDIA multimídia dos seres vivos [S.l.]:

Planeta DeAgostini, c1998. CD-ROM 9.

POLÍTICA. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. Lisboa: Priberam informática,

1998. Disponível em: < http://priberam.pt/dIDLPO >. Acesso em: 8 mar. 1999.

9.1.3.7 Evento como um todo

Inclui o conjunto dos documentos reunidos num produto final do próprio

evento (atas, anais, resultados, proceedings, entre outras denominações). Os

elementos essenciais são: nome do evento, numeração (se houver), ano e local

(cidade) de realização. Em seguida, deve-se mencionar o título do documento

(anais, atas, tópico temático etc.), seguido dos dados de local de publicação, Editora

e data de publicação.

TÍTULO DO EVENTO, nº do evento, ano de realização, local. Título do documento.

Local: Editora, ano de publicação. Paginação ou volume.

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE REDES DE COMPUTADORES, 20., 2002. Búzios.

Anais... Rio de Janeiro: UFRJ, 2005. 2 v.

104


CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA MECÂNICA, 14., 1997, Bauru.

Anais... Bauru: UNESP, 1997.

SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 18., 2006. Niterói.

Anais... Niterói: UFF, 2006.

9.1.3.8 Evento como um todo em meio eletrônico

BITTENCOURT, Sibele Meneghel et al. Acesso a bancos de dados de conteúdos científicos:

o caso da Universidade do Sul de Santa Catarina e seus convênios. In: SEMINÁRIO

NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008, São Paulo. Anais

eletrônicos... Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2009.

9.1.3.9 Trabalho apresentado em evento

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título do trabalho apresentado seguido da

expressão. In: TÍTULO DO EVENTO, nº do evento, ano de realização, local (cidade

de realização). Título do documento (anais, resumos, etc.). Local: Editora, ano de

publicação. Página inicial – final da parte referenciada.

SOUZA, Mariana Fernandes de. O surgimento e a evolução histórica das teorias de

enfermagem. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA EM ENFERMAGEM, 3.,

1984, Florianópolis. Anais... Florianópolis: Ed. UFSC, 1984. p. 230-248.

9.1.3.10 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO

DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec

Treina, 1998. 1 CD-ROM.

SILVA, R. N.; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total

na educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996,

Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em:

. Acesso em: 21 jan. 1997.

9.1.3.11 Teses, dissertação e monografia

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título: subtítulo. Ano de apresentação.

Número de folhas ou volumes. (Categoria e área de concentração) –

Instituição, Local, ano da defesa.

105


a) Monografia

BITTENCOURT, Gabriela Meneghel. Técnica de sedação por óxido nitroso e

oxigênio na Clínica Odontológica, do Curso de Odontologia da UNISUL –

Campus de Tubarão. 2006. 125 f. Monografia (Graduação em Odontologia)-

Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, 2006.

b) Dissertação

SOUZA, Salete Cecília de. Acessibilidade: uma proposta de metodologia para

estruturação de serviços informacionais para usuários cegos e com visão subnormal

em biblioteca universitária. 2004. 140 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de

Produção)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.

c) Tese

LAVINA, Ernesto Luiz Correa. Geologia sedimentar e paleogeografia do

Neopermiano e Eotriássico: (intervalo Kazaniano-Scythiano) da Bacia do Paraná.

1991. 333 f. Tese (Doutorado)-Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto

Alegre, 1991.

d) Tese em meio eletrônico

Lunardi , Geovana Mendonça. Nas trilhas da exclusão: as práticas curriculares da

escola no atendimento às diferenças dos alunos. 2005. 270 f. Tese (Doutorado)-

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em:

. Acesso em: 7

maio 2009.

9.1.3.12 Documento jurídico

Inclui legislação, jurisprudência (decisões judiciais) e doutrina (interpretação

dos textos legais).

9.1.3.13 Legislação

PAÍS, ESTADO E MUNICÍPIO. Lei ou decreto, nº, data (dia, mês e ano). Ementa.

Dados de publicação que publicou a lei ou decreto.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da criança e do

adolescente. 11. ed. atual. e aum. São Paulo: Saraiva, 2001.

106


BRASIL. Lei n° 9.984, de 17 de julho de 2000. Dispõe sobre a criação da Agência

Nacional de Águas - ANA, entidade federal de implementação da Política Nacional

de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de

Recursos Hídricos, e dá outras providências. Disponível em:

. Acesso em: 25 nov. 2007.

BRASIL. Código de processo civil e Constituição federal. 38. ed. São Paulo:

Saraiva, 2008.

a) Legislação publicada em periódico, em meio eletrônico

AUTORIA (JURISDIÇÃO OU ENTIDADE). Lei ou Decreto e número, data. Título:

subtítulo. Título do Periódico: subtítulo, Cidade, volume, ano ou tomo, número do

fascículo, número inicial-final da página, dia mês abreviado ano. Disponível em:

. Acesso em: dia mês abreviado ano.

BRASIL. Lei nº 11.191, de 10 de novembro de 2005. Prorroga os prazos previstos

nos arts. 30 e 32 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003. Diário Oficial da

União, Brasília, DF, v. 142, n. 219, p. 1, 11 nov. 2005. Disponível em:

. Acesso em: 11 nov. 2005.

9.1.3.14 Jurisprudência (decisões judiciais)

judiciais.

Compreende súmulas, enunciados, acórdãos, sentenças e demais decisões

BRASIL. Tribunal Regional Federal. Apelação cível n. 94.01.12942-8-RO. Apelante:

Ilen Isaac. Apelada: União Federal. Relator: Juiz Flávio Dino. Rondônia, 25 de

agosto de 2000. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São

Paulo, v. 12, n. 136, p. 223-225, dez. 2000.

BRASIL.Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial nº 912.865, Sindicato de

Hotéis Bares e Restaurantes de Brasília – SINDHOBAR. Relator: Min. Eliana

Calmon. Brasília, DF, 14 de abril de 2009. Disponível em:

. Acesso em: 12 jun. 2009.

SANTA CATARINA. Tribunal de Justiça. Apelação cível nº 2008.064014-5. Relator:

Des. Cesar Abreu. Chapecó, 12 de março de 2009. Disponível em:

. Acesso em: 12

jun. 2009.

107


9.1.3.15 Publicação periódica

Inclui a coleção como o todo, fascículo ou número de revista, número de

jornal, caderno etc. na integra, e a matéria existente em um número, volume ou

fascículo de periódico (artigos científicos de revistas, editoras, matérias jornalísticas,

seções, reportagens, etc.)

Os elementos essenciais são:

TÍTULO. Local de publicação: Editora, datas do início e de encerramento da

publicação se houver.

REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOTERAPIA. Rio de Janeiro: União Brasileira das

Associações de Musicoterapia, 1996-2001.

Quando necessário acrescentam-se elementos complementares à referência

para melhor identificar o documento.

REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOTERAPIA. Rio de Janeiro: União Brasileira das

Associações de Musicoterapia, 2001. Bimestral. ISSN 0100-6762.

próprio.

Volumes, fascículo, números especiais e suplementos, entre outros, sem título

Os elementos essenciais são:

TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local de publicação: Editora, numeração do ano

e/ou volume, numeração do fascículo, informações de períodos e datas de

sua publicação.

REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOTERAPIA. Rio de Janeiro: União Brasileira das

Associações de Musicoterapia, v. 27, n. 6, nov./dez. 2003.

9.1.3.16 Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc.

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título do artigo. Título do periódico.

Local de publicação (cidade), volume, número, nº fascículo, páginas inicialfinal,

mês e ano.

108


NARDELLI, A. M. B.; GRIFFITH, J. J. Modelo teórico para compreensão do

ambientalismo empresarial do setor florestal brasileiro. Revista Árvore, Viçosa, MG,

v.27, n. 6, p. 855-869, nov./dez. 2003.

9.1.3.17 9.7.7.2 Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc. em meio eletrônico

NARDELLI, A. M. B.; GRIFFITH, J. J. Theoretical model for understanding corporate

environmentalism in the Brazilian forestry sector. Rev. Árvore, Viçosa, MG, v. 27, n.

6, p. 855-869, Nov./Dec. 2003. Disponível em: . Acesso em: 11 Oct. 2004.

9.1.3.18 Artigo e/ou matéria de jornal

e outros.

Inclui comunicações, editorial, entrevistas, recensões, reportagens, resenhas

Os elementos essenciais são: autor(es) se houver, título, titulo do jornal, local

de publicação, data de publicação, seção, caderno ou parte do jornal e a paginação

correspondente. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo

ou matéria precede a data.

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome. Título do artigo. Título do jornal.

Local, dia mês, ano. Nº ou título do caderno, seção ou suplemento, páginas

inicial-final.

NAVES, P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de São Paulo, São Paulo,

28 jun. 1999. Folha Turismo. Caderno 8, p. 13.

9.1.3.19 9.7.8.1 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico

ARRANJO tributário. Diário do Nordeste Online, Fortaleza, 27 nov. 1998.

Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2010.

9.1.3.20 9.7.9 Normas técnicas

AUTOR. Nº da norma: Título: subtítulo. Local: Editora, Data. Nº de páginas.

109


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11581: cimento

Portland: determinação dos tempos de pega. Rio de Janeiro, 1991.

9.1.3.21 9.7.10 Patentes

ENTIDADE RESPONSÁVEL. Autor. Título da invenção na língua original.

Nº da patente, datas (do período de registro). Indicação da publicação, onde

foi citada a patente, quando for o caso.

PRODUTO ERLAN LTDA (Uberlândia – MG). Paulo César da Fonseca.

Ornamentação aplicada a embalagem. C.I. 10-3-6. BR n. DI 2300045, 12 set.

1983, 28 maio 1985. Revista da Propriedade Industrial, Rio de Janeiro, n. 762, 28

maio 1985.

9.1.4 Bíblia

9.1.4.1 Bíblia no todo

BÍBLIA. Parte. Idioma. Título: subtítulo. Tradução ou versão. Número da

edição (quando houver). Cidade: Editora, ano. Notas.

BÍBLIA. Alemão. Bibel: das ist die gantze Heilige Schrifft. Leipzig: A FoersterI, 1935.

BÍBLIA SAGRADA. A. T. Gênesis. 34. ed. São Paulo: Ave-Maria, 1982. cap. 19, p.

65.

9.1.4.2 Parte de Bíblia

TÍTULO DA PARTE. Língua. In: Título: subtítulo. Tradução ou versão.

Número da edição (quando houver). Local: Editora, ano de publicação.

Páginas inicial-final da parte. Notas.

LUCAS. Português. In: Bíblia Sagrada. Tradução de Domingos Zamagna et al. 40.

ed. Petrópolis: Vozes, 1982. p. 1235-1239.

110


9.1.5 Verbetes de enciclopédias e dicionários

OPÇÃO. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da Aurélio

da língua portuguesa. 3. ed. rev. e atual. Curitiba: Positivo, 2004. p. 1442.

CASCALHO. In: DICIONÁRIO Michaelis. Disponível em:. Acesso em: 17 ago. 2010.

TURQUESA. In: GRANDE enciclopédia barsa. São Paulo: Barsa Planeta

Internacional, 2005. p. 215.

ANTISSOCIAL. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário

Aurélio da língua portuguesa. 4. ed. Curitiba: Positivo, 2009. p.152.

9.1.5.1 Verbetes em meio eletrônico

TURQUESA. In: GRANDE enciclopédia barsa. São Paulo: Barsa Planeta

Internacional, 2005. CD-ROM 14.

VERBETE. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. Curitiba: Positivo, 2006.

Disponível em: . Acesso em: 6 dez.

2007.

9.1.6 Separatas

FERNANDES, Rosette Batarda. Vocabulário de termos botânicos. Coimbra,

Portugal: Sociedade Broteriana, 1972. Separata de: Anuário da Sociedade

Broteriana, v. 38, Coimbra, Portugal: Sociedade Broteriana, 1972.

9.1.7 Resenha ou recensão de livro

MACHADO, I. F.; RIBAS, O. T.; OLIVEIRA, T. A. Cartilha: procedimentos básicos

para uma arquitetura no trópico úmido. São Paulo: Ed. Pini, 1986. Resenha de:

KATINSKY, Júlio Roberto. Ciênc. Cult., São Paulo, v. 38, n. 12, p. 2.075, dez. 1986.

9.1.8 Relatórios

ASSIS, A. V. A passagem para uma universidade integrada. Viçosa, MG: Criar,

2004. Relatório.

9.1.9 Entrevistas

MARTINS, João Carlos. Maestro João Carlos Martins. [Rio de Janeiro]: GNT, 8

ago. 2010. Entrevista concedida a Marília Gabriela Baston Toledo Cochrane.

111


9.1.9.1 Entrevista gravada (disco, CD, cassete, rolo, etc.)

AUTORIA (PESSOA ENTREVISTADA). Título: subtítulo. Entrevistador(es):

pessoa(s). Cidade, Gravadora, ano. Designação da quantidade e do tipo de

material usado na gravação.

SILVA, José da. Pesquisa científica: depoimento. Entrevistador: J. L. Machado.

Florianópolis: SESC, 2004. 2 cassetes sonoros.

9.1.10 Resumo (Abstract)

Alves, Carlos Mário. O desenvolvimento de um suplemento alimentar para idosos.

Caminhos, Vitória, v. 4, n.3, p.547, 2009. Resumo.

9.1.11 Trabalhos não publicados

Quando se tratar de trabalhos não publicados, fazer somente a indicação na

nota de rodapé.

_____________________

¹ SILVA, A. R. M. Estudo sobre obesidade infantil: relatório de pesquisa. Viçosa, MG, 2010.

Não publicado.

9.1.12 Bula de remédio

VICK®-MEL: xarope. Farmacêutico responsável: Silvia C. M. de Freitas. Louveira,

SP: The Procter &Gamble, 2010. Bula de remédio.

9.1.13 Catálogos de exposições

TELES, Sérgio. Pinturas e desenhos. Belo Horizonte: [s.n.], 1995. 12 p. Catálogo

de exposição, 7-27 mar. 1995, Galeria BDMG.

9.1.14 Programas de espetáculos

CIA. ACASO. A hora da estrela: do original de Clarice Lispector. Adaptação e

direção: Cida Falabella. [Belo Horizonte]: Fundação Clovis Salgado, [1997].

Vencedor do Prêmio Estímulo às Artes Cênicas – 1997. Prospecto.

112


9.1.15 Filmes

SALT. Direção: Phillip Noyce. EUA: Sony Pictures, 2010. 1 DVD (100 min.),

widescreen, color., dublado.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-

Tonnerre e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro; Marilia Pera; Vinicius de

Oliveira; Sônia Lira; Othon Bastos; Matheus Nachtergaele e outros. Roteiro: Marcos

Bernstein, João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. [S.l.]: Le Studio Canal;

Riofilme; MACT Productions, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color.,

35 mm.

9.1.16 Imagem em movimento (DVD, filme, videocassete, etc.)

TÍTULO da imagem: subtítulo. Diretor: pessoa(s). Produtor: pessoa(s). Cidade:

Editora, ano. Especificação do suporte em unidades físicas.

A BELA e a fera. Direção: Jean Cocteau. São Paulo: Continental Home Vídeo, 1946.

1 DVD.

9.1.17 Material cartográfico (atlas, globos, mapas)

Os elementos essenciais são: autor(es), título, local, editora, data de

publicação, designação específica e escala.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (Rio de Janeiro, RJ).

Atlas do Brasil: geral e regional. Rio de janeiro, 1959. 705 p.

BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção

Mineral. Mapa geológico do Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil. Rio de

Janeiro,1964. Mapa geológico. Escala 1: 150.000.

9.1.17.1 Mapa

AUTORIA (PESSOA, ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). Título: subtítulo. Número da

edição (quando houver). Cidade: Editora, ano. Designação da quantidade e do tipo

de material usado. Escala

AMÉRICA do Sul: mapa visográfico. São Paulo: Geomapas, 2000. 1 mapa. Escala

1:7.000.000.

113


9.1.18 Material iconográfico (pinturas, fotos, gravuras, slides, transparências

etc.)

Os elementos essenciais são: autor, título (quando não existir, deve-se atribuir

uma denominação ou a indicação Sem título, entre colchetes), data e especificação

do suporte.

KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia, color., 16 cm x 56 cm.

9.1.19 Microformas (microfichas e microfilmes)

LEMOS, José do Castro. Como organizar seu arquivo. São Paulo: Polígono, 1980.

Color., 35 mm. Microfilme.

9.1.20 Discos (vinil e CD)

Os elementos essenciais são: compositor(es) ou intérprete(s), título, local,

gravadora (ou equivalente), data e especificação do suporte.

ALCIONE. Ouro e cobre. Direção artística: Miguel Propschi. São Paulo: RCA Victor,

p1988. 1 disco sonoro (45 min), 33 1/3 rpm, estéreo., 12 pol.

9.1.21 Fita cassete

FAGNER, R. Revelação. Rio de Janeiro: CBS, 1988. 1 cassete sonoro (60 min), 3 ¾

pps, estéreo.

9.1.22 Partituras

Os elementos essenciais são: autor(es), título, local, editora, data, designação

específica e instrumento a que se destina.

GALLET, Luciano (Org.). Canções populares brasileiras. Rio de Janeiro: Carlos

Wehns, 1851. 1 partitura (23 p.). Piano.

BARTÓK, Béla. O mandarim maravilhoso: op. 19. Wien: Universal, 1952. 1

partitura. Orquestra.

114


9.1.23 Material tridimensional (esculturas, maquetes, objetos de museu,

fosséis, entre outros)

Os elementos essenciais são: autor(es), quando for possível identificar o

criador artístico do objeto, título (quando não existir, deve-se atribuir uma

denominação ou a indicação Sem título, entre colchetes), data e especificação do

objeto.

DUCHAMP, Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável.

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18--]. 1 bule.

DUCHAMP, Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável,borracha

colorida e cordel. Original destruído. Cópia por Richard Hamilton, feita por ocasião

da retrospectiva de Duchamp na Tate Gallery (Londres) em 1966. Coleção de Arturo

Schwarz. Tradução de: Sculpture for travelling.

9.1.24 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico

Os elementos essenciais são: autor(es), título do serviço ou produto, versão

(se houver) e descrição física do meio eletrônico. Quando se tratar de obras

consultadas online, também são essenciais as informações sobre o endereço

eletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em:

e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em:,

opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundo.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation,

1995. 1 CD-ROM.

AVES do Amapá: banco de dados. Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2002.

BIOLINE Discussion List. List maintained by the Bases de Dados Tropical, BDT in

Brasil. Disponível em:. Acesso em: 25 nov. 1998.

ALMEIDA, M. P. S. Fichas para MARC [mensagem pessoal].Mensagem recebida

por em 12 jan. 2002.

115


Nota: As mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem

ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte

para abordar o assunto em discussão. Mensagens trocadas por e-mail têm

caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem rapidamente, não

sendo recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.

9.1.25 Apostila

AUTORIA (PESSOA, ENTIDADE ou JURISDIÇÃO). Título: subtítulo. Cidade, ano.

Notas.

BAINHA, Adriana. Direito do trabalho. Florianópolis, 2011. Apostila da disciplina de

Legislação Trabalhista do curso de Administração da Faculdade Faculdade Borges

de Mendonça.

116


10 CITAÇÃO (ABNT NBR 10520/2002)

Definições

Citação: Menção de uma informação extraída de outra fonte;

Citação de citação: Citação direta ou indireta de um texto em que não se

teve acesso ao original;

Citação direta: Transcrição textual de parte da obra do autor consultado.

Citação indireta: Texto baseado na obra do autor consultado;

Notas de referência: Notas que indicam fontes consultadas ou remetem a

outras partes da obra onde o assunto foi abordado;

Notas de rodapé: Indicações, observações ou aditamentos ao texto feitos

pelo autor, tradutor ou editor, podendo também aparecer na margem

esquerda ou direita da mancha gráfica;

Notas explicativas: Notas usadas para comentários, esclarecimentos ou

explanações, que não possam ser incluídos no texto.

As citações podem aparecer no texto e em notas de rodapé.

10.1.1 Regras gerais de apresentação

Nas citações, as chamadas pelo sobrenome do autor, pela instituição

responsável ou título incluído na sentença devem ser em letras maiúsculas e

minúsculas e, quando estiverem entre parênteses, devem ser em letras maiúsculas.

Exemplos:

Longo e Vergueiro (2003, p. 40) afirmam que a realidade exige das

organizações uma visão estratégica dos negócios, dos modelos gerenciais adotados

e do capital humano, diferenciais competitivos em longo prazo.

A realidade exige das organizações uma visão estratégica dos negócios, dos

modelos gerenciais adotados e do capital humano, diferenciais competitivos em

longo prazo. (LONGO, VERGUEIRO, 2003, p. 40).

117


10.1.2 Citações diretas

Especificar no texto a(s) página(s), volume(s), tomo(s) ou seção(ões) da fonte

consultada. Este(s) deve(m) seguir a data, separado(s) por vírgula e precedido(s)

pelo termo, que o(s) caracteriza, de forma abreviada („f.‟ para folha, „p.‟ para

página).

a) Diretas Curtas:

• Tem ate três linhas

• Devem estar contidas entre aspas duplas

• As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação.

Exemplo:

Conforme Azevedo (2004, p. 41), “o resultado de uma pesquisa depende da

adequada escolha do assunto (tema, objeto, problema) a ser investigado.” Assim, é

fundamental que o pesquisador planeje antes da pesquisa.

“O resultado de uma pesquisa depende da adequada escolha do assunto

(tema, objeto, problema) a ser investigado.” (AZEVEDO, 2004, p. 41). Assim, é

fundamental que o pesquisador planeje antes da pesquisa.

b) Direta Longa:

Devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra

menor que a do texto utilizado, espaçamento entre linhas simples e sem as aspas.

No caso de documentos datilografados, deve-se observar apenas o recuo.

Exemplo:

Com base nisto, pode-se concluir:

118

[...] para conhecer realmente um objeto é preciso estudá-lo em todos os

seus aspectos, em todas as suas relações e todas as suas conexões. Fica

claro também que a dialética é contrária a todo conhecimento rígido. Tudo é

visto como em constante mudança: sempre há algo que nasce e se

desenvolve e algo que se desagrega e se transforma (GIL, 1995, p. 32).


Exemplo:

Com base nisto, Gil (1995, p. 32) conclui:

10.1.3 10.2.2 Citações indiretas

119

[...] para conhecer realmente um objeto é preciso estudá-lo em todos os

seus aspectos, em todas as suas relações e todas as suas conexões. Fica

claro também que a dialética é contrária a todo conhecimento rígido. Tudo é

visto como em constante mudança: sempre há algo que nasce e se

desenvolve e algo que se desagrega e se transforma.

A indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional.

• Transcrição livre do texto do autor consultado

• Você usa suas palavras para dizer o mesmo que o autor escreveu no texto

• Atenção para manter a idéia original

Exemplo:

Além disso, alguns princípios são, conforme Gil (1995, p.32), comuns a todas

as abordagens, como o princípio da unidade e luta dos contrários, que postula que

todos os fenômenos e objetos de pesquisa possuem aspectos contraditórios,

indissoluvelmente unidos como opostos que se encontram em estado de luta

permanente entre si, de maneira a construir e desenvolver a realidade.

publicação:

Observe ainda:

Indicações de autores diferentes com o mesmo sobrenome e mesma data de

a) (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, O., 1958)

b) (BARBOSA, Cássio, 1965) (BARBOSA, Celso, 1965)

- Diversos documentos de um mesmo autor, publicados no mesmo ano,

são diferenciados pelo acréscimo de letras minúsculas após a data, espaçamento:

(REESIDE, 1927a) (REESIDE, 1927b).

- Diversos documentos de um mesmo autor, publicados em

anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm suas datas separadas por

virgula.

Exemplo: Kuhlthau (1988a, 1988b, 1988c, 1990, 1994, 1998).


10.1.4 Citações de citações

São parte de um texto encontrado em um determinado autor, referente a outro

autor, ao qual não se tem acesso. Utiliza-se apenas quando não houver

possibilidade de acesso ao documento original. Deve-se indicar com a expressão

“apud‟.

Exemplo:

A teoria da Gestalt tem nesta perspectiva sua orientação teórica, centrando-se

nos conceitos de estrutura e totalidade. Segundo Piaget (1976 apud MOLL, 1996, p.

80): “Ela consiste em explicitar cada invenção da inteligência por uma estruturação

renovada e endógena do campo da percepção ou do sistema de conceitos e

relações.”

10.1.5 Supressões, interlocuções, comentários, ênfase ou destaque

Devem ser indicadas as supressões, interpolações, comentários, ênfase ou

destaques, do seguinte modo:

a) supressões: [...]

b) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]

c) ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico.

Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los indicando esta

alteração com a expressão “grifo nosso” entre parênteses, após a chamada da

citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada.

Exemplos:

"Só se pode cogitar de tentativa, quando ficar positivada, claramente, a

intenção direta e inequívoca de matar (TJSP, RT 613/294, 644/261). Se não

houve ânimo de matar, tendo sido desferido um só golpe de faca pequena,

desclassifica-se para lesão corporal seguida de morte (TJPR, PJ41/190). (...) Só

há tentativa quando o resultado morte não sobreveio por circunstâncias

alheias à vontade do agente, que atuou com intenção de matar (TJMS, RT

568/344). (Delmanto. Código Penal Comentado, 6 ed., Rio de Janeiro: Renovar,

2002, p. 246 – grifo nosso).

120


Consoante Damásio E. de Jesus, são elementos que identificam o crime

culposo: "1.º) conduta humana voluntária, de fazer ou não fazer; 2.º)

inobservância do cuidado objetivo (imputação objetiva) manifestada na

imprudência, negligência ou imperícia; 3.º) previsibilidade objetiva; 4.º)

ausência de previsão; 5.º) resultado involuntário; 6.º) nexo de causalidade; e

7.º) tipicidade" (Direito Penal, 24ª ed., rev. e atual., São Paulo, Saraiva, 2001, p.

300/301).

“[...] b) desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que,

aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...]” (CANDIDO,

1993, v. 2, p. 12, grifo do autor).

Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor, deve-se incluir, após a

chamada da citação, a expressão tradução nossa, entre parênteses. Exemplo:

“[...] Atenção: antes da fixação deve ser conferido o nível (com o nível d’água)

e efetuada a raspagem do local onde serão colocados.” (SILV A 999 p. 152,

tradução nossa).

Na citação de trabalhos em fase de elaboração, deve ser mencionado o fato,

indicando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé. Exemplo:

A aloe vera ajuda na prevenção de várias doenças. (em fase de elaboração)¹

No rodapé da página:

______________________

¹ O poder das plantas, de autoria de Ernesto Braga, a ser editado pela Ed. UFV, 2012.

10.3.5 Informação Verbal (palestras, debates, jornais de TV, documentários, etc)

Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates,

comunicações etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal,

mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé. Exemplo:

Exemplo:

No texto:

121


verbal)1.

O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação

No rodapé da página:

_________________

1 Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de Engenharia

Genética, em Londres, em outubro de 2001.

10.1.6 Sistema de chamada

As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada:

numérico ou autor-data.

Qualquer que seja o método adotado, deve ser seguido consistentemente ao

longo de todo o trabalho, permitindo sua correlação na lista de referências ou em

notas de rodapé.

Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es), instituição(ões) responsável(eis)

estiver(em) incluído(s) na sentença, indica-se a data, entre parênteses, acrescida

da(s) página(s), se a citação for direta. Exemplos:

Em Braga (1999) relata-se a necessidade da preservação da biodiversidade

da Mata Atlântica.

Segundo Gomes (1984, p. 87) assinala "[...] a solução para o problema da

reforma agrária no Brasil."

Quando houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentam-se as

iniciais de seus prenomes; se mesmo assim existir coincidência, colocam-se os

prenomes por extenso.

Exemplos:

(BARROS, M., 1958) (BARROS, Mário, 1965)

(MARQUES, O., 1959) (MARQUES, Carlos, 1965)

As citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados num

mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem

alfabética, após a data e sem espacejamento, conforme a lista de referências.

Exemplos:

122


De acordo com Silva (2009a)

(SILVA, 2009b)

As citações indiretas de diversos documentos da mesma autoria, publicados

em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as suas datas separadas

por vírgula. Exemplos:

(DIAS, 1999, 2002, 2007)

(DIAS; FONSECA; GOMES, 2004, 2005, 2009)

As citações indiretas de diversos documentos de vários autores, mencionados

simultaneamente, devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética.

Exemplo:

Diversos autores descrevem alternativas para reduzir a emissão de gases

tóxicos no planeta. (PIRES, 1999; LOPES, 2001; MENDES, 2005).

10.1.7 Sistema numérico

Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e

consecutiva, em algarismos arábicos, remetendo à lista de referências ao final do

trabalho, do capítulo ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto. Não

se inicia a numeração das citações a cada página.

O sistema numérico não deve ser utilizado quando há notas de rodapé.

A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto,

ou situada pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a

pontuação que fecha a citação. Exemplos:

Diz Fernando Pessoa : " Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (13)

Diz Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” ¹³

10.1.8 Sistema autor-data

Neste sistema, a indicação da fonte é feita:

a) pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável

até o primeiro sinal de pontuação, seguido (s) da data de publicação do documento

123


e da (s) página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por vírgula e

entre parênteses. Exemplos:

No texto:

A chamada “pandectística havia sido a forma particular pela qual o direito

romano fora integrado no século XIX na Alemanha em particular.” (LOPES 2000 p.

225).

Na lista de referências:

LOPES, José Reinaldo de Lima. O Direito na História. São Paulo: Max

Limonad, 2000.

No texto:

Bobbio (1995, p. 30) com muita propriedade nos lembra, ao comentar esta

situação que os “juristas medievais justificaram formalmente a validade do direito

romano ponderando que este era o direito do Império Romano que tinha sido

reconstituído por Carlos Magno com o nome e Sacro Império Romano.”

Na lista de referências:

BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de Filosofia do Direito. São

Paulo: Ícone, 1995.

No texto:

De fato, semelhante equacionamento do problema conteria o risco de se

considerar a literatura meramente como uma fonte a mais de conteúdos já

previamente disponíveis, em outros lugares, para a teologia (JOSSUA; METZ, 1976,

p. 3).

Na lista de referências:

JOSSUA, Jean Pierre; METZ, Johann Baptist. Editorial: Teologia e Literatura.

Concilium, Petrópolis, v.115, n. 5, p. 2-5, 1976.

No texto:

Merriam e Caffarella (1991) observam que a localização de recursos tem um

papel crucial no processo de aprendizagem autodirigida.

Na lista de referências:

124


MERRIAM, S.; CAFFARELLA, R. Learning in adulthood: a comprehensive

guide. San Francisco: Jossey-Bass, 1991.

No texto:

“Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer circunstância

sem quaisquer restrições estatais, pelas moedas dos outros Estados-membros.”

(COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS,1992, p. 34).

Na lista de referências:

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união européia.

Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Européias, 1992.

No texto:

O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é o chamado Contrato

de Gestão, que conduziria à captação de recursos privados como forma de reduzir

os investimentos públicos no ensino superior (BRASIL, 1995).

Na lista de referências:

BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano

diretor da reforma do aparelho do Estado. Brasília, DF, 1995.

b) pela primeira palavra do título seguida de reticências, no caso das obras

sem indicação de autoria ou responsabilidade, seguida da data de publicação do

documento e da(s) página(s) da citação, no caso de citação direta, separados por

vírgula e entre parênteses. Exemplo:

No texto:

“As IES implementarão mecanismos democráticos legítimos e transparentes

de avaliação sistemática das suas atividades, levando em conta seus objetivos

institucionais e seus compromissos para com a sociedade.” (ANTEPROJETO...

1987, p. 55).

Na lista de referências:

ANTEPROJETO de lei. Estudos e Debates, Brasília, DF, n. 13, p. 51-60, jan. 1987.

125


c) se o título iniciar por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, este

deve ser incluído na indicação da fonte. Exemplo:

No texto:

E eles isser m “glob liz ção” e soubemos que er ssim que h m v m ordem

absurda em que dinheiro é a única pátria à qual se serve e as fronteiras se diluem,

não pela fraternidade, mas pelo sangramento que engorda poderosos sem

nacionalidade. (A FLOR..., 1995, p. 4).

Na lista de referências:

A FLOR prometida. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. 4, 2 abr. 1995.

No texto:

“Em Nova Londrina (PR) as crianças são levadas às lavouras a partir dos 5 anos.”

(NOS CANAVIAIS... 995 p. 2).

Na lista de referências:

NOS CANAVIAIS, mutilação em vez de lazer e escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16

jul. 1995. O País, p. 12.

10.1.9 Notas de rodapé

Deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o numérico

para notas explicativas. As notas de rodapé podem ser conforme 6.4.1 e 6.4.2 e

devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira

letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas e

com fonte menor. Exemplos:

____________________

¹ Veja-se como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Netzer (1976).

² Encontramos esse tipo de perspectiva na 2ª parte do verbete referido na nota anterior, em grande

parte do estudo de Rahner (1962).

126


10.1.10 Notas de referência

A numeração das notas de referência é feita por algarismos arábicos,

devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se

inicia a numeração a cada página.

A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência

completa. Exemplo:

No rodapé da página:

____________________

³ SILVA, Gislene. O sonho da casa no campo: jornalismo e imaginário de leitores urbanos.

Florianópolis: Insular, 2009.

As subsequentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma

abreviada, utilizando as seguintes expressões, abreviadas quando for o caso:

a) Idem – mesmo autor – Id.;

Exemplo:

___________________

² ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002, p. 4.

³ Id., 2005, p. 6.

b) Ibidem – na mesma obra – Ibid.;

Exemplo:

____________________

¹ CASTRO, 2003, p. 154.

² Ibid., p. 675.

c) Opus citatum, opere citato – obra citada – op. cit.;

Exemplo:

____________________

¹ ASSIS, 1981, p. 85.

² GOMES, 1985, p. 96-97.

³ ASSIS, op. cit., p. 96.

127


d) Passim – aqui e ali, em diversas passagens – passim;

Exemplo:

____________________

¹³ MATOS, 2009, passim.

e) Loco citato – no lugar citado – loc. cit.;

Exemplo:

___________________

²² SILVA; PIRES, 2010, p. 87-89.

²³ SILVA; PIRES, loc. cit.

f) Confira, confronte – Cf.;

Exemplo:

___________________

³ Cf. NEVES, 2005.

g) Sequentia – seguinte ou que se segue – et seq.;

Exemplo:

____________________

² FONTES, 2009, p. 96 et seq.

A expressão apud – citado por, conforme, segundo – pode, também, ser

usada no texto. Exemplos:

No texto:

Estudos de Zapeda (apud MELO, 1995, p. 5) mostram [...]

“O homem é precisamente o que ainda não é. O homem não se define pelo

que é, mas pelo que deseja ser”. (GOMENSORO DE SÁNCHEZ 963 apud

SALVADOR, 1977, p. 160).

No rodapé da página:

____________________

² GOMENSORO DE SÁNCHEZ, 1963 apud SALVADOR, 1977, p. 160.

As expressões constantes nas alíneas a), b), c) e f) de só podem ser usadas

na mesma página ou folha da citação a que se referem.

128


10.1.11 Notas explicativas

A numeração das notas explicativas é feita em algarismos arábicos, devendo

ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a

numeração a cada página.

Exemplos:

No texto:

No primeiro período de coleta de textos, em setembro, as notícias locais

superam de forma expressiva as referentes a outras localidades do país.¹

No rodapé da página:

___________________

¹ É importante observar que a pesquisa não levou em conta notícias internacionais.

No texto:

Essa é a lógica do jornalismo corporativo, ³² na qual emissores e receptores

frequentemente cambiam seus papéis.

No rodapé da página:

____________________

³² Sobre o assunto, ver Moura (2002) e Quadros (2005).

129


REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e

documentação: apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002

.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12225: informação e

documentação: lombada: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR14724: informação e

documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 6034: informação e

documentação: índice: apresentação. Rio de Janeiro, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: numeração progressiva

das seções de um documento: procedimento. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: informação e

documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e

documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e

documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

CARVALHO, A. V.; NASCIMENTO, L. P.Administração de recursos humanos.São

Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

CHIAVENATO, I. Recursos humanos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

______. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio

de Janeiro: Elsevier, 1999.

FRANÇA, Júnia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-científicas .

8. ed. rev. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009.

GONSALVES, Elisa Pereira. Iniciação à Pesquisa Científica. 2. ed. Campinas-SP: Alínea,

2001.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Normas de apresentação

tabular. Rio de Janeiro, 1993. Disponível em: . Acesso em: 25 out.

2010.

LABES, Emerson M. Questionário. Chapecó: Grifos, 1998. p. 85.

SILVA, Adelino; FELDEGUEIRA, Mário. Protocolo de Comunicação Modbus. 2009.

Disponível em: . Acesso em: 10

jun. 2008.

SILVA, Edna; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração

de dissertação. 4. ed. Florianópolis: UFSC, 2005.

130


APÊNDICE A – Procedimentos após a defesa

FAZER AS CORREÇÕES SUGERIDAS PELA BANCA:

Colher as assinaturas dos componentes da banca, elemento necessário à

Faculdade Borges de Mendonça. A Biblioteca faz a ficha catalográfica sem as

devidas assinaturas para agilizar o serviço do usuário, porém só aceita a versão final

e corrigida do trabalho.

APÓS CORREÇÃO

Fazer 2 cópias impressas e 2 cópias eletrônicas e entregar no NEDE (Núcleo

de Estudos Dirigidos e Estágio). É cobrado o valor de R$18,00 para a

encadernação.

O NEDE encaminhará as cópias para a encadernação e posteriormente à

biblioteca (ANEXO B).

131


APÊNDICE B - Esquema de estrutura dos trabalhos acadêmicos (Texto corrido)

Apêndice

Anexo(s)

Referências

bibliográficas

Conclusões

Discussões

Resultado

Referências

As folhas textuais são

todas numeradas com

algarismos ordinais e os

números são impressos

a partir da primeira folha

textual.

Material e

métodos

Revisão bibliográfica

Introdução 1

As folhas pré-textuais são

contadas a aprtir da folha de

aprovação, mas ela não tem o

número (I) impresso, a partir da

próxima página deve ser

colocado a numeração em

algarismo romano.

Sumário xii

Elemento obrigatório

Abstrat xi

Resumo x

Lista de tabelas ix

Lista de quadro viii

Lista de Figuras vii

Lista de símbolos vi

Biografia v

Epígrafe iv

Elementos

Pós-Textuais

Elementos

Textuais

Agradecimento iii

Dedicatória ii

Folha de

aprovação

Folha de rosto

Lombada

Figura 20- Esquema da estrutura do trabalho feito em texto corrido (Faculdade Faculdade Borges de

Mendonça/NEDE)

Capa

132

Elementos

Pré-Textuais


APÊNDICE C - Esquema de estrutura dos trabalhos acadêmicos (artigo)

Conclusões gerais

Artigo 2

Artigo 1

As folhas textuais

são todas

numeradas

algarismos

com

ordinais e os

números são

impressos a partir

da Introdução (1)

Introdução geral 1

Referências

Elemento obrigatório

Sumário viii

Abstrat vii

Resumo vi

Biografia v

As folhas pré-textuais são

contadas a aprtir da folha de

aprovação, mas ela não tem o

número (I) impresso, a partir da

próxima página deve ser

colocado a numeração em

algarismo romano.

Epígrafe iv

Agradecimentos iii

Folha de

aprovação

Dedicatória

Folha de rosto

ii

Lombada

Capa

Elementos

Textuais

Elementos

Pré-Textuais

Figura 21- Esquema da estrutura do trabalho feito em artigos (Faculdade Faculdade Borges de

Mendonça/NEDE)

133


APENDICE D - FICHA DE AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE

CURSO - TCC

Título do Trabalho:_________________________________________________________

Nome do Acadêmico: ______________________________________________________

Nome do Professor Orientador(a):_____________________________________________

Nome do Professor Avaliador(a): _____________________________________________

Prezado Docente,

Essa ficha de avaliação deve ser preenchida com uma pontuação especifica de zero a

10,0 para cada aspecto que compõe os tópicos de avaliação. Ao final, o professor

deverá somar as médias dos 4 (quatro) tópicos obrigatórios, calcular a média final do

trabalho e assinar a ficha de avaliação.

Caso aconteçam distorções acima de 04 (quatro) pontos em um dos tópicos avaliados

em relação a avaliação dos outros componentes da banca, o NEDE solicitará uma

justificativa por escrito (em um momento posterior a avaliação) para buscar um

entendimento e justiça em relação a nota final do acadêmico.

TÓPICO

AVALIADO

Fundamentação

Teórica

Método

Tópicos de avaliação

ASPECTOS QUE COMPÕEM ESSE TÓPICO NOTA

Formulação da pergunta de pesquisa

Relação dos subtítulos com a pergunta de pesquisa

Coerência da pergunta de pesquisa com os objetivos

Relevância científica e social do trabalho

Estrutura do texto é coerente com um texto dissertativo

Título do trabalho

As referências indicadoras estão completas e

padronizadas

1. MÉDIA DO TÓPICO

Método contém a descrição das variáveis pesquisadas

Descrição da coleta de dados é clara

134


Análises

Estrutura do

Trabalho e

Metodologia

Apresentação

(opcional) –

SOMENTE PARA

PREENCHIMENTO

DO DOCENTE

ORIENTADOR

As fontes de informação e os sujeitos são apropriados

Os instrumentos de observação são consistentes com

a natureza das variáveis do problema de pesquisa

2. MÉDIA DO TÓPICO

Profundidade dos dados e das análises

Pertinência das análises

Coerência entre o que foi analisado e a pergunta de

pesquisa

Pertinência das considerações finais

3. MÉDIA DO TÓPICO

Adequação às normas da ABNT apresentadas no

Manual do NEDE/Faculdade Faculdade Borges de

Mendonça

Redação (tempo verbal, gramática, etc.)

4. MÉDIA DO TÓPICO

Bônus (certificado)

MÉDIA GERAL DO TRABALHO ( 1 + 2 + 3 + 4 )/4

Assinatura do professor avaliador: _____________________________________________

Florianópolis, __________________

Certificação do NEDE: ________________________________ Florianópolis, ___________

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