Manual para Monografias - Faculdades Borges de Mendonça

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Manual para Monografias - Faculdades Borges de Mendonça

4.11.3 Seja original

Há sempre uma pilha de artigos e livros sobre a mesa dos leitores. Para

selecionar os que serão lidos, eles vão folhear os textos candidatos e, por fim, lerão

aqueles que lhes parecerem mais originais.

A originalidade está no tratamento do assunto, desenvolvido de um modo que

ainda não foi experimentado. A originalidade está numa redação autônoma,

agradável e criativa. Escrever de modo autônomo é redigir numa perspectiva

pessoal, transformando o material em mãos numa obra do espírito e não numa

colcha de retalhos alheios, reescrevendo (a maioria) e transcrevendo (quando

indispensável) as ideias contidas nas fontes. Escrever de modo agradável é redigir

de forma a despertar no leitor o prazer da leitura; escrever de modo criativo é

construir as frases de jeito a realçar os aspectos novos do problema tratado.

Originalidade é também riqueza vocabular, que se na manifesta na recusa ao

uso das frases feitas, dos lugares-comuns e dos jargões profissionais. Por isso, seja

rigoroso na escolha das palavras. Não basta que seu texto contenha ideias; ele

precisa se desenvolver por meio de um rico vocabulário. Essa riqueza permitirá

evitar a cansativa repetição de palavras, que revela apenas a escassez vocabular do

autor, embora o leitor geralmente a confunda com indigência mental mesmo.

Em síntese, original é o texto que reflete uma imagem nova, uma relação

inédita, um pensamento raro.

4.11.4 Cultive a simplicidade

Quanto mais se conhece a língua, mais se escreve com simplicidade.

Escrever bem não é escrever difícil: é provocar sensações nos leitores. A

melhor remuneração para um autor é despertar no leitor o seguinte comentário: "eu

gostaria de ter escrito este texto".

Quem escreve bem, despreza o enfeite gratuito (seja um adjetivo ou frase

rebuscada), a falsa erudição (com citações desnecessárias e conceitos confusos),

as frases empoladas (que apenas dão a impressão de brilho), o vocabulário

pernóstico (cheio de palavras de uso raro, quando há as de uso comum e de mesma

eficácia), entre outras afetações. Não permita, por exemplo, que os adjetivos se

tornem como os chocalhos das vacas destruidores de cerca, que só servem para

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