Carta do Presidente - ICMBio

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Carta do Presidente - ICMBio

EDIÇÃO 184 - ANO 5 - 02 DE MARÇO DE 2012

Carta do Presidente

CMA realiza oficina de

encalhes de grandes cetáceos

Itatiaia sinaliza e reforça

consolidação da área do Escorrega

UCs realizam operações de

fiscalização durante Carnaval

Edição 184

Próxima novela da Globo terá

Resex como cenário

ICMBio desapropria

primeira área do Parna

Chapada Diamantina

Resex Verde para Sempre

realiza intercâmbio com

UCs do Marajó

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ICMBio em Foco

Carta do Presidente

Colegas,

A emoção permeia todas as relações, inclusive as institucionais. Tudo é reinventado, recriado, um

renovar constante.

É com este espírito desapegado que comunico a minha saída do cargo de presidente do Instituto

Chico Mendes, o qual me orgulha muito de ter dedicado o meu tempo, durante quase quatro anos.

Apresentei minha carta de demissão do cargo de presidente por razões estritamente pessoais. Essa

atitude se deu após grande reflexão quando entendi ser benéfico tanto no plano pessoal quanto

no que diz respeito ao avanço do instituição.

Muitos avanços foram obtidos na consolidação do Instituto Chico Mendes em todo País: a gestão

qualificada, a manutenção e aumento do quadro de servidores, a excelência na conservação das

espécies da fauna ameaçada de extinção e a luta diária para conservar a extensão coberta por

unidades de conservação.

Falo aos corações porque esse Instituto foi criado com emoção e sem este sentimento nada seria

possível. Orgulho-me de ter comandado uma equipe de profissionais determinados e corajosos

que ensejaram várias batalhas para consolidar esta jovem instituição, que em pouco tempo será

referência mundial na conservação da biodiversidade.

E é com esse sentimento que peço que cada um, onde esteja, nas unidades dessa instituição, mantenha

a mesma garra na luta pelos ideais que sempre nortearam a nossa missão e não mudarão

com a minha saída.

Agradeço a confiança e o esforço de todos e tomo a liberdade de pedir, ainda, que o processo

de transição seja sereno, sem perda alguma para o foco da nossa missão: proteger o patrimônio

natural e promover o desenvolvimento socioambiental.

Muito obrigado!

Um forte abraço a todos!

Rômulo Mello


Itatiaia sinaliza e reforça consolidação

da área do Escorrega

Em fevereiro, antes do feriado de Carnaval, a equipe

do Parque Nacional do Itatiaia, entre os estados do Rio

de Janeiro e Minas Gerais, instalou sinalização informativa

e de consolidação territorial no acesso à Cachoeira

do Escorrega – maior sensação da cidade de Visconde

de Mauá, na serra fluminense, muito procurada pelos

amantes da natureza – e à Cachoeira Santa Clara, outro

atrativo da região dentro do Parna.

A instalação das placas contou com participação de associações

locais, dentre as quais a Mauatur, constituída

por hotéis, pousadas e restaurantes da região de Visconde

de Mauá e integrante do Conselho Consultivo

do Parna Itatiaia. O diretor da Mauatur, Julio Buschinelli,

acompanhou a instalação na Cachoeira do Escorrega e

festejou a iniciativa: “A presença efetiva do Parque Nacional

do Itatiaia em duas das mais visitadas cachoeiras

de Visconde de Mauá representa importante passo

para organização do acesso aos atrativos da região”.

Os postes de divisa são parte das medidas mitigadoras

da Estrada Parque Capelinha-Mauá. A placa sobre a

regularização fundiária foi feita com apoio da Fundação

SOS Mata Atlântica e da Conservation International, e as

demais com apoio da empresa Michelin.

Aquisição recente – Além da Cachoeira do Escorrega,

a propriedade adquirida em dezembro de

2011 pelo Instituto Chico Mendes numa negociação

amigável com o proprietário tem 37 hectares de grande

beleza cênica. Segundo Walter Behr, chefe do Parna,

o Instituto deverá construir no local um posto de

fiscalização e um novo centro de visitantes. Behr afirma

que essas ações são parte das medidas mitigadoras

da Estrada Parque Capelinha-Mauá e dos preparativos

para as comemorações dos 75 anos da UC neste ano.

Edição 184

Também foi instalada placa na Cachoeira Santa Clara

Arquivo Parna Itatiaia

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ICMBio em Foco

Operação Cuíca prende caçadores

e pescadores no Parna Iguaçu

O Setor de Proteção do Parque Nacional do Iguaçu, no estado do Paraná, realizou durante o período de

Carnaval a Operação Cuíca de fiscalização e combate a ilícitos ambientais. Em parceria com as polícias

Ambiental e Federal, durante quatros dias nossos fiscais prenderam em diferentes pontos seis pessoas,

entre elas dois argentinos.

Foram apreendidas quatro armas de fogo com quatro caçadores. Em outro ponto foi encontrada uma

lancha, com motor de 25HP, espinhel, rede de pesca e uma espingarda calibre 16, abandonada por infratores

que fugiram para o interior da floresta. Mais tarde os fiscais encontraram dois pescadores em um

bote com motor de rabeta de 3,5HP e quatro exemplares de surubim-do-iguaçu, totalizando 12 quilos.

A operação foi executada simultaneamente em vários pontos da unidade, incluindo a zona intangível,

entre os municípios de Céu Azul e Lindoeste; trechos do rio Iguaçu entre os municípios de Foz do Iguaçu

e Serranópolis e entre Capanema e Serranópolis, região de fronteira com a Argentina. O nome da operação

refere-se ao instrumento musical utilizado no Carnaval e ao cuíca, marsupial que habita as florestas

da própria unidade.

Fiscais do ICMBio e policiais federais e ambientais durante Operação Cuíca

Arquivo Parna Iguaçu


Na madrugada do dia 21 de fevereiro uma equipe de fiscalização

ambiental federal com apoio da Polícia Militar abordou uma

embarcação de grande porte que se aproximava da Estação Ecológica

de Tupinambás durante ação de vigilância na área da Esec

e do entorno do Arquipélago dos Alcatrazes, no litoral paulista.

Na ocasião, o barco foi vistoriado e rebocado por mais de seis

horas até Porto de São Sebastião pelo navio de pesquisa Soloncy

Moura, do Cepsul. Os órgãos envolvidos na missão aplicaram

mais de R$ 1 milhão em multas, apreenderam 6 mil quilos de

pescado e destruíram cerca de 500 quilos de pescado impróprio

para consumo. Todas as redes foram retiradas da embarcação.

De acordo com as investigações, a tripulação da embarcação

não estava oficialmente autorizada para atividades de pesca por

não possuir licença e apresentava um agravante: tinha o sistema

Fiscalização atua

Edição 184

na Estação Ecológica de Tupinambás

de rastreamento (PREPS) desligado. Todos os pescadores foram

conduzidos à Polícia Federal.

Na mesma operação, denominada Operação Peixe Palhaço,

foram autuadas outras embarcações de recreio por pesca de

arrasto de fundo em área proibida nos arquipélagos da Ilha

Anchieta, localizada em Ubatuba (SP), e dos Alcatrazes, em

Águas Jurisdicionais Brasileiras confrontantes com o município

de São Sebastião (SP), ambas áreas da Esec Tupinambás.

A pesca de arrasto de fundo é extremamente danosa às unidades

de conservação marinhas, pois além de alterar toda a biota

do fundo apresenta taxa de aproveitamento do pescado muito

pequena, cerca de 10 a 20%, sendo o restante descartado na

área, alterando as condições ambientais pela elevada deposição

de matéria orgânica.

Embarcação de grande porte multada durante Operação Peixe Palhaço, na Esec Tupinambás

Marli Penteado

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ICMBio em Foco

Rebio Santa Isabel

tem sucesso em fiscalização no Carnaval

Barreiras para conscientizar condutores nos principais pontos de acesso de veículos

Localizada no litoral sergipano, a Reserva Biológica de Santa

Isabel, com apoio da CGPRO e do Tamar, montou neste

Carnaval operação de fiscalização visando coibir o trânsito

de veículos. As campanhas educativas “Carro na Praia Não

é Legal” e “SOS Ninhos na Praia”, iniciadas em novembro,

nas localidades onde o Tamar atua, foram dirigidas a turistas,

veranistas e moradores locais e tiveram papel fundamental

para o bom resultado da operação.

Tradicionalmente, durante esse período ocorre aumento significativo

do fluxo de visitantes e veranistas nas praias da unidade,

muitos deles querendo acessá-las com seus veículos. O litoral

sergipano, principalmente a Rebio Santa Isabel, é o principal

local de desova da tartaruga marinha da espécie Lepidochelys

olivacea, e a presença de veículos é comprovadamente um risco

Arquivo Rebio Santa Isabel

para todo o ecossistema local e em especial para os ninhos e filhotes

de tartarugas que estão em plena temporada reprodutiva.

Na operação a Rebio contou também com apoio de fiscais

do Ibama em Sergipe e do Pelotão Ambiental da Polícia

Militar. Por meio de barreiras fixas nos principais pontos

onde ocorre o acesso de veículos, as equipes fizeram abordagens

para conscientizar condutores de carros, motos e

triciclos sobre as leis e os perigos de trafegar na praia.

De acordo com a equipe da unidade, a operação foi bem sucedida,

a quantidade de veículos abordados foi bem inferior comparativamente

a anos anteriores, todos os veículos que pretendiam

acessar a praia cooperaram e nenhuma multa foi aplicada.


Rodovia estadual que corta

Parna Chapada dos Guimarães

recebe sinalização

Com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, 16 placas foram instaladas

na rodovia estadual Emanuel Pinheiro (MT-251), que corta o Parque Nacional da

Chapada dos Guimarães.

O Instituto Chico Mendes adquiriu no final de 2011, com recurso de compensação

ambiental, 38 placas de sinalização para serem instaladas em diversos pontos do

parque, inclusive ao longo da MT-251. Com mão de obra fornecida pela Secretaria

de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso, e material de suporte e fixação, 16

placas foram instaladas ao longo da rodovia estadual, nos dias 16 e 17 de fevereiro.

A rodovia é constante ameaça à integridade da unidade de conservação, gerando

diversos impactos sobre a biodiversidade e conflitos de gestão, pois facilita a entrada

de infratores e o acesso a áreas frágeis e interditadas do parque, além de ser

origem da maioria dos focos de incêndio e de atropelamento de animais silvestres.

As placas visam orientar os usuários da rodovia sobre os limites da unidade. Nos

trechos de maior ocorrência elas trazem informações sobre riscos de atropelamento

de animais silvestres e um número telefônico para aviso imediato dos casos

de incêndio, entre outras informações. Placas de acessos internos e trilhas do

parque serão instaladas pelos próprios brigadistas, finalizando a sinalização até este

mês de março.

De acordo com o chefe da UC, Cecílio Vilabarde Pinheiro, a sinalização é extremamente

importante para informar a população que utiliza o parque nacional e

principalmente que transita pela rodovia sobre atropelamento de animais, incêndio

e restrições de uso. “Foi muito importante a conclusão da sinalização na rodovia

antes do feriado de Carnaval, quando o fluxo de veículos e atropelamento de fauna

se multiplica”, completa Cecílio.

Edição 184

Placas indicam telefone para comunicar

casos de incêndio e risco de atropelamento de animais

Parna Chapada dos Guimarães

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ICMBio em Foco

Verde para Sempre

realiza intercâmbio com UCs do Marajó

A Reserva Extrativista Verde para Sempre “abriu suas portas” para

o primeiro intercâmbio na Comunidade Manejadora do Arimum,

no período de 4 a 16 de fevereiro. A atividade contou com participação

das reservas extrativistas Mapuá, Terra Grande-Pracuúba e

Gurupá-Melgaço, todas no município de Breves, no Pará.

Foram 13 dias de atividades intensas, que contaram com a equipe

de gestores das reservas extrativistas Mapuá, Verde para Sempre,

Rio Iriri e Rio Xingu, além da nossa Coordenação de Produção

e Uso Sustentável. Foram trabalhados os temas da IN nº 16, de

manejo comunitário, realizadas oficinas de associativismo e cooperativismo,

apresentado o plano de manejo da comunidade Arimum

e estudo de caso da realidade das unidades do NGI Breves,

proporcionando oportunidade de reflexão sobre um tema muito

discutido e pouco aprofundado na realidade do Marajó.

O intercâmbio contou com a participação diária de mais de 70

comunitários, quando todos tiveram oportunidade de colher conhecimentos

técnicos, esclarecer dúvidas institucionais, conhecer

modelo utilizado em outras áreas, aprender, observar e dividir

momentos, experiências, novas metas, contatos e parcerias.

Tudo começou no curso Manejo Florestal Comunitário, oferecido

pela Acadebio em agosto de 2011. Durante as aulas houve

apresentação do manejo praticado na comunidade Arimum, em

Porto de Moz, na Resex Verde para Sempre. A partir daí, a vontade

de buscar intercâmbio para as unidades do NGI foi se concretizando.

As reservas Mapuá, Terra Grande-Pracuúba, Gurupá

Melgaço e Arióca-Pruanã viram nessa ação excelente oportunidade

de começar a programar seus planos de manejo florestais.

A ideia de trabalhar o tema ganhou maior relevância devido a forte

pressão madeireira na região das UCs do Marajó, com inúmeras

serrarias comunitárias, comunidades que ainda vivem exclusivamente

da retirada da madeira, e onde há indicação de utilização

do manejo comunitário como possibilidade.

Atividades práticas durante o primeiro intercâmbio Comunitárias e nossas colegas das UCs com a “garota da floresta”

O objetivo da atividade era proporcionar a esses comunitários

uma visão geral e real de um plano de manejo, sua estrutura, organização

social, econômica, avanços, dificuldades técnicas e assim

desenvolver o senso crítico e de realidade para cada escolha

e opção que eles possam vir a fazer.

“Realmente acreditamos que trabalhar a informação, o fortalecimento

social dessas comunidades, é o melhor caminho para se discutir o

manejo florestal, pois observamos que o tema é muito falado, pouco

conhecido e muito requisitado, então, vimos no intercâmbio o espaço

para falarmos a “mesma língua”, que, fosse possível juntos pensarmos

em alternativas. Queríamos plantar uma semente, começar um

diálogo, visualizar ideias e metas para essas comunidades e que esse

espaço fosse o primeiro passo para uma nova realidade”, afirmou

Diana de Alencar, gestora da Resex Mapuá.

Além de muita atividade teórica e prática, relacionadas aos temas específicos

de manejo comunitário, a atividade contou com participação

expressiva dos comunitários da Resex Verde para Sempre, que ministraram

cursos de oficinas caboclas, biojóias, pirografia. Todo o material

produzido fez parte de uma exposição que teve também um desfile

da “garota da floresta” – foi idealizada a confecção de um vestido com

tema e produtos exclusivos da floresta, abrilhantando e finalizando os

dias de intercâmbio em grande confraternização entre os presentes.

Aline Simões


Operação maneja espécie invasora

no entorno da Rebio Arvoredo

Equipe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo realizou, nos

dias 16 e 17 de fevereiro, em conjunto com a Universidade

Federal de Santa Catarina - UFSC e o Projeto Coral-Sol, operação

para o manejo da espécie Tubastraea coccinea, exótica e

invasora, recentemente encontrada no entorno da Rebio, no

litoral de Santa Catarina.

A espécie foi encontrada no início de janeiro, no costão oeste da

Ilha do Arvoredo, durante uma operação de mergulho recreativo

organizada pela Bertuol Escola de Mergulho, localizada em

Bombinhas. A identificação da espécie foi confirmada na UFSC

pelo Dr. Alberto Lindner e sua aluna de mestrado Kátia Capel,

membros da equipe do projeto Biodiversidade Marinha de Santa

Catarina. É a primeira vez que o coral-sol Tubastraea coccinea é

observado em costão rochoso no Sul do Brasil. Ele já havia sido

documentado em plataformas de petróleo.

O grupo fez contato com a equipe da Rebio e também com o

Projeto Coral-Sol, criado em 2005 pela Universidade Estadual

do Rio de Janeiro e pelo Instituto de Biodiversidade Marinha

com a proposta de controlar o coral exótico invasor, atuando

em pesquisa, monitoramento e remoção no litoral brasileiro. A

operação no mês passado teve por objetivo investigar a extensão

e as características das colônias no local encontrado e, se

possível, proceder com a remoção dos espécimes.

O Protocolo Dafor (dominante, abundante, frequente, ocasional

e raro) foi seguido em todo costão oeste da Ilha do Arvoredo

para identificação e quantificação dos organismos. Os resultados

Edição 184

mostraram que a colonização pela espécie invasora estava ocorrendo

em dois locais próximos, em porções negativas de pedras, em

torno de três metros de profundidade, sendo enquadrada nas categorias

frequente e ocasional. Todos os organismos encontrados

foram removidos com auxílio de espátula e marreta, ensacados e

imediatamente levados para a superfície.

Coral-sol Tubastraea coccinea Operação de mergulho recreativo

Originário da região do Oceano Indo-Pacífico, o coral-sol Tubastraea

coccinea foi observado na década de 1950, no Caribe.

Na década de 80 chegou à plataformas de petróleo na Bacia de

Campos, na costa norte do Rio de Janeiro, e depois a costões

rochosos do Rio. Atualmente cobre grandes extensões de costão

na Ilha Grande (RJ) e da Ilhabela (SP).

A espécie é considerada exótica e invasora, pois onde se fixa domina

o ambiente. Sua presença pode interferir na dinâmica dos bentos

– organismos que vivem no substrato, fixos ou não –, impactando

populações de organismos que vivem no substrato marinho como

esponjas e algas e, principalmente, competindo diretamente com

corais nativos, como é o caso do coral-cérebro Mussimilia hispida,

no Rio de Janeiro. Em casos extremos pode também interferir na

macrofauna e gerar impactos na cadeia alimentar de alguns peixes.

Para tentar evitar o estabelecimento da espécie na área da Rebio Arvoredo

e seu entorno, está sendo elaborado um projeto de monitoramento,

buscando identificar pontos no interior e próximos da UC

onde a espécie possa estar se desenvolvendo. O projeto contará com

o apoio do Cepsul, que disponibilizará o navio NPq Soloncy Moura,

viabilizando maior tempo de permanência da equipe no mar.

Arquivo Rebio Arvoredo

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ICMBio em Foco

APA Costa dos Corais

comemora sucesso da Operação Oito Braços

Nossos colegas participantes da

Operação Oito Braços

Entre os dias 9 e 12 de fevereiro, a Área de Proteção

Ambiental Costa dos Corais, que se estende entre os

litorais sul de Pernambuco e norte de Alagoas, realizou

a Operação Oito Braços, com objetivo de combater a

pesca predatória de polvos na região costeira dos municípios

de Porto de Pedras (AL), Japaratinga (AL), Maragogi

(AL), Paripueira e São José da Coroa Grande (PE).

“Contamos com apoio da Polícia Federal e da Marinha

para essa força-tarefa, por meio da qual também notificamos

embarcações de transporte turístico que não

possuíam licença do ICMBio para operar em piscinas

naturais”, revela o analista ambiental Pedro Augusto

Lins, chefe interino da UC. Segundo ele, foram lavrados

sete autos de infração por crimes ambientais, bem

como apreendidos equipamentos de pesca utilizados

irregularmente como arpões e nadadeiras.

Além de fiscalizar o impacto ambiental das atividades pesqueira

e turística na região, a entidade, criada em 1997 e

vinculada à Coordenação Regional 6, constitui a primeira

unidade de conservação do ICMBio a incluir ambientes recifais

costeiros em sua área de abrangência, além de abrigar

as maiores extensões desse ecossistema no Brasil.

Em seu território de aproximadamente 413.500 hectares,

a UC também responde pela conservação de toda

a flora e fauna que compõem e habitam os recifes coralígenos

e de arenito, como algas, corais, peixes, crustáceos,

moluscos e até mamíferos, como o peixe-boi

marinho (Trichechus manatus), ameaçado de extinção.

Notificação de transporte turístico sem licença para operar

em piscinas naturais

“Agimos em conjunto com a base avançada do CMA em

Porto de Pedras para conservar os peixes-boi que vivem

nos manguezais da região”, salienta Pedro.

Os peixes-boi serão, inclusive, tema de reportagens para

o programa de TV “Terra da Gente” e a revista homônima,

ambos veículos do Núcleo Terra da Gente, controlado

pela EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas (SP).

A equipe jornalística fará uma visita à sede da APA Costa

dos Corais, em Tamandaré (PE), na próxima segundafeira,

para divulgar também a biodiversidade marinha da

área e o ecoturismo, entre outros temas relacionados.

Parceria

Pedro Lins

O chefe da APA Costa dos Corais também comemora o

acordo firmado entre ICMBio, Fundação Toyota do Brasil e

Fundação SOS Mata Atlântica para apoio financeiro à gestão

da UC. Oficializada em agosto de 2011, a parceria estabelece

o repasse anual de R$ 1 milhão nos próximos 10

anos por parte da Toyota, que serão aplicados na APA pela

SOS Mata Atlântica, executora financeira do contrato.

“De cada R$ 1 milhão anualmente recebido, utilizaremos

R$ 500 mil para aplicação imediata, visando ao incremento

operacional da unidade, enquanto os outros R$

500 mil serão depositados em um fundo de perpetuidade

(indowment fund) para garantir ações de preservação

de longo prazo”, explica Pedro.


Filhotes de tartaruga-cabeçuda

nascem no Parna Marinho dos Abrolhos

Em um período de 45 dias entre dezembro e fevereiro,

eclodiram três ninhos de tartaruga da espécie cabeçuda

(Caretta caretta), com um total de 164 tartarugas nascidas

e 135 ovos gorados, em 15 “subidas” na Praia das

Caldeiros, na Ilha Santa Bárbara, Parque Nacional Marinho

dos Abrolhos. Com a ajuda de monitores ambientais

e voluntários, os filhotes foram devolvidos ao mar.

Além da tartaruga-cabeçuda, que usa o arquipélago

dos Abrolhos para desova, acontecem ainda visitas de

tartaruga verde (Chelonia Mydas), que se delicia nos

bancos de gramas marinhas (Halodule wrightii), e da

tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricada), que se

alimenta nos recifes de franja.

O Tamar, que já atuou na região de Abrolhos, este ano

está retomando o monitoramento na área do parque,

com um plano de trabalho conjunto com o Parna, para

monitorar as desovas e caracterizar a UC como área de

alimentação dessas espécies. Com um olho em ações

futuras, está sendo articulado um encontro para analisar

resultados e planejar ações.

Edição 177

Curiosidades – A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) é

a mais comum das espécies que desovam no litoral brasileiro,

com maior concentração na Bahia, ocorrendo também

nos estados de Sergipe, do Espírito Santo e Rio de

Janeiro. O Brasil ocupa a terceira posição entre os sítios

de desova dessa espécie no Oceano Atlântico. Classificada

como em perigo de extinção, é encontrada em todos

os mares. A espécie é conhecida popularmente por esse

nome por causa da sua cabeça proporcionalmente maior

que as das demais espécies, alcançando até 25 centímetros.

Pesando entre 100 e 180 quilos, o animal pode ter

mais de um metro de comprimento de casco, cuja coloração

é marrom na parte superior e amarelada na parte

inferior, contando com cinco pares de placas laterais. A

cabeçuda é preferencialmente carnívora, durante todas

as fases de sua vida. Alimenta-se de caranguejos, moluscos,

mexilhões e outros invertebrados triturados com

ajuda dos músculos poderosos da sua mandíbula, capazes

de quebrar conchas e carapaças de outros animais

com facilidade.

Tartarugas recém-nascidas na Praia dos Caldeiros

Arquivo Parna Abrolhos

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ICMBio em Foco

Oficina de formação

de instrutores de abordagem, armamento e tiro

A novidade este ano da Oficina de Instrutores de Abordagem,

Armamento e Tiro do ICMBio foi a discussão sobre os armamentos

menos letais e novas técnicas de abordagem. A terceira

edição do evento ocorreu nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro,

na Acadebio.

Nos primeiros anos do Instituto, o desafio para os instrutores

era a formação dos fiscais, e, portanto, os cursos para

obtenção de porte. Em 2011, os objetivos foram o treinamento

dos fiscais que já possuíam armamento acautelado e

a continuidade dos cursos para obtenção de porte. Este ano

o foco será a renovação dos portes emitidos em 2008 e

no primeiro trimestre de 2009. Duzentos servidores devem

passar pelo curso específico para a renovação, pelos testes

psicotécnicos e pelas avaliações.

Já estão previstas três turmas do curso para renovação de

porte de arma, na Acadebio, com duração de 6 dias e três

módulos: abordagem, armamento menos letal e tiro. A Coordenação-geral

de Proteção ressalta que o curso é obrigatório

para todos os fiscais que estão com prazo de validade do porte

vencendo em 2012 e primeiro trimestre de 2013 e estão com

armas acauteladas.

Em agosto será promovido, juntamente com o curso de formação

de fiscal, um com objetivo de obtenção de porte de

armas. As inscrições para todos esses cursos serão feitas exclusivamente

pelo portal da CGGP, www4.icmbio.gov.br/portal.

Curso para renovação do porte de arma

5 a 12 de maio

7 a 14 de julho

24 de novembro a 1º de dezembro.

Participantes da III Oficina de Instrutores

Um dos momentos do encontro na Acadebio

Adilson Domingues


CMA realiza oficina

de encalhes de

grandes cetáceos

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos,

nosso CMA, realizará, entre os dias 12 e 16 de março, oficina para elaboração

do Plano de Ação para Atendimento a Encalhes de Grandes Cetáceos.

O evento, sediado no Hotel Golden Tulip Recife Palace, em Pernambuco,

será promovido em parceria com a Petrobras e a Coordenação-geral de

Petróleo e Gás do Ibama, contando com participação de membros da Rede

de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil - Remab e palestrantes

do Instituto Baleia Jubarte, da Universidade do Vale do Itajaí - Univali,

da Universidade Federal de Juiz de Fora e do Projeto Baleia Franca.

Segundo a coordenadora do CMA, Fábia Luna, bióloga marinha e mestre

em Oceanografia Biológica, o objetivo da oficina é “elaborar, com auxílio de

pesquisadores e especialistas em cetáceos, um protocolo de atendimento a

ser seguido em situações de encalhes de baleias no litoral brasileiro”. “Todos

se preocupam com o que fazer quando uma baleia encalha devido ao peso e

tamanho do animal. Nesse evento, pretendemos elaborar um documento,

que deve integrar o PAN para Conservação dos Grandes Cetáceos, determinando

uma forma uniforme de agir em tais situações e a quem recorrer”,

explica a coordenadora do CMA, acrescentando que as principais causas

de encalhe de baleias são atropelamento por embarcações, derramamento

de óleo, atividade acústica oceânica, que interfere no senso de direção do

mamífero, e desgarramento de filhote.

“Como a sede do CMA é em Pernambuco e não podemos atender diretamente

a todas as ocorrências nos 8 mil km de litoral brasileiro, essa oficina é uma forma

de capacitar as instituições parceiras que compõem a Remab, como ONGs, universidades

e empresas privadas, a agir corretamente em tais casos”, afirma Fábia.

Edição 184

Centro Nacional de Pesquisa

e Conservação de Mamíferos

Aquáticos - CMA

Sediado na Ilha de Itamaracá, o CMA coordena,

executa e promove estudos, projetos e programas

de pesquisa e manejo para conservação de

mamíferos aquáticos, atuando em todo o território

nacional, principalmente sobre as espécies

ameaçadas e migratórias.

Por meio de bases avançadas nos estados de Alagoas

(Porto de Pedras), Maranhão (São Luís), Pará

(Belém), Piauí (Cajueiro da Praia), Rio de Janeiro

(Arraial do Cabo), Santa Catarina (Florianópolis)

e Pernambuco (Fernando de Noronha), o centro

responde pela coordenação dos PANs Sirênios;

Grandes Cetáceos e Pinípedes; Pequenos Cetáceos;

e Toninha; além de administrar, ao lado do

Instituto Mamíferos Aquáticos, o Parque Temático

Mamíferos Aquáticos, situado em sua sede.

Fábia Luna

Principais causas de encalhe de baleias são

atropelamento por embarcações, derramamento de

óleo, atividade acústica e desgarramento de filhote

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ICMBio em Foco

CURTAS

Próxima novela da Globo

terá Resex como cenário

A Reserva Extrativista Marinha de Soure, na

Ilha do Marajó, estado do Pará, foi um dos

locais escolhidos para gravação da próxima

novela das 18h da Rede Globo, “Amor

Eterno Amor”, que estreia na próxima segunda-feira.

As gravações foram realizadas

em dezembro passado e janeiro deste ano,

e foram acompanhadas pelos servidores do

ICMBio para que todas as condicionantes

da autorização fossem cumpridas. Algumas

cenas foram executadas em fazendas no

entorno da unidade, uma vez que a gravação

com grandes rebanhos de búfalos não

foi autorizada no interior da UC. Os analistas

da Resex consideram que esta será uma

oportunidade de divulgação das belezas naturais

da região, o que beneficiará o turismo

de base comunitária desenvolvido em

algumas comunidades do interior da UC.

Gravação na Resex Marinha de Soure

ICMBio lança livro

O Instituto Chico Mendes de Conservação

da Biodiversidade, a Petrobras e o

Museu Nacional convidam para o lançamento

do livro Parque Nacional de Brasília

– 50 anos. O evento será na quintafeira

da semana que vem, dia 8 de março,

Lisângela Aparecida P. Cassiano

às 19h, no Museu Nacional – Conjunto

Cultural da República, galeria no térreo -

Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos

Ministérios, em Brasília.

Curso de Fiscalização

Estão abertas até a próxima quarta-feira

as inscrições para o Curso de Fiscalização:

Módulo Específico de Flora, que formará

fiscais para atuar no combate ao desmatamento,

em ações de fiscalização e monitoramento

de planos de manejo, inspeções

de serrarias, análise de documentação física

e eletrônica e análise do fluxo de produtos

florestais. O candidato a uma das

40 vagas deve ser fiscal, estar lotado em

UC e enviar carta ou e-mail institucional

de autorização da chefia imediata no ato

da inscrição. A lista de participantes será

divulgada em 16 de março. O curso será

realizado na Acadebio entre os dias 16 e

21 de abril. Toda a documentação deverá

ser enviada para rosangela.assuncao@

icmbio.gov.br, exclusivamente em arquivos

digitais, até às 23 horas e 59 minutos do

próximo dia 7. Não serão consideradas

inscrições com documentação incompleta

ou enviadas fora do prazo estabelecido.

Turistas buscam tranquilidade

nos Abrolhos durante Carnaval

O Instituto Chico Mendes se preparou para

receber os turistas que buscaram o Parque

Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral

sul da Bahia, durante o Carnaval. Um fiscal

do ICMBio esteve disponível para atuar em

possíveis infrações ambientais, além de voluntários

extras em apoio aos monitores ambientais.

Durante o feriado, o Parna recebeu

cerca de 250 visitantes, além de dois veleiros

nacionais, oriundos de Salvador e Vitória, e

quatro veleiros estrangeiros, da Espanha,

França, Itália e Reino Unido. Além dos mergulhos

autônomos em áreas de naufrágios,

cavernas e “chapeirões” – formação coralínea

única no mundo –, os principais atrativos

que o parque oferece são caminhada

em trilha ecológica conduzida por monitor

do ICMBio em uma das ilhas do Arquipélago,

o que permite a observação da fauna e

flora do local, e, por meio de parceria com

a Marinha do Brasil, visita ao farol de sinalização

náutica da Ilha Santa Bárbara, construído

em 1861, durante o reinado de D. Pedro II.

Um dos seis veleiros que visitaram Abrolhos

Rebio Perobas

Reunião entre servidores do DNIT e do Instituto

Chico Mendes retomou entendimentos

para o asfaltamento do trecho Tuneiras do

Oeste – Nova Brasília da BR-487, a “estrada

Ricardo Jerozolimski


oiadeira”, no trecho que passa na Reserva

Biológica das Perobas, no Paraná. O chefe do

escritório do DNIT em Campo Mourão solicitou

aos analistas da Rebio as condicionantes

que constam na autorização fornecida pelo

ICMBio em julho de 2010 para esclarecer

eventuais dúvidas e fazer com que todas as

condicionantes sejam cumpridas. O edital de

licitação para esse trecho deverá ser lançado

no mês que vem. O bom relacionamento

entre os dois órgãos federais dará agilidade ao

processo. Por outro lado, o Plano de Manejo

da Rebio está sendo analisado por nossa

Procuradoria Especializada para, se aprovado,

ser chancelado pela presidência do Instituto e

publicado. A equipe da Rebio Perobas torce

para que a publicação seja feita ainda em março,

mês de aniversário da UC.

Desapropriada primeira área

da Chapada Diamantina

Foi assinada na quinta-feira (23), a escritura

de desapropriação amigável da Fazenda

Larga, situada no distrito de Caeté-Açu,

no Vale do Capão, dentro dos limites do

Parque Nacional da Chapada Diamantina,

no estado da Bahia. Agora, a área de 150

hectares que engloba a trilha que conduz

até a Cachoeira da Fumaça passa a ser

propriedade do ICMBio. O chefe do parque,

Bruno Lintomen, explica que existem

diversas áreas em que os processos estão

sendo analisados. “Os proprietários serão

contestados para apresentarem os documentos.

Depois disso, as terras devolutas,

que representam aproximadamente 60%

do parque, serão alvo de estudos específicos

por um grupo interinstitucional para

que sejam formalmente transferidas ao

ICMBio”, afirma Lintomen.

Tamar realiza soltura

de filhotes Caretta caretta

Crianças e adultos tiveram oportunidade

de vivenciar os primeiros passos de 50

filhotes de Caretta caretta no dia 14 de

fevereiro. A iniciativa do Tamar permitiu

que os animais fossem soltos na praia

177

Campista, em Macaé, no Rio de Janeiro.

A espécie popularmente conhecida como

tartaruga-cabeçuda está ameaçada de extinção

e é uma das cinco espécies que

ocorrem no país. A programação incluiu

também palestra sobre a importância da

preservação do meio ambiente e das espécies

marinhas, ciclo reprodutivo das tartarugas

e a participação da sociedade no

processo de preservação. Desde 1992 o

Tamar atua na região norte fluminense.

Em Macaé, a soltura de filhotes foi retomada

no ano passado quando o evento foi

realizado na praia dos Cavaleiros. A base

do projeto está situada na Bacia de Campos,

no Farol de São Thomé, e monitora

mais de 105 km de praias, abrangendo os

municípios de Campos dos Goytacazes,

São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.

Somente na última temporada

reprodutiva, entre os meses de setembro

e março, 1.624 desovas foram protegidas

na região e cerca de 126 mil filhotes liberados

ao mar.

População acompanha soltura dos filhotes

Esec Mico-leão-preto

ganha conselho consultivo

O Instituto Chico Mendes criou por meio da

Portaria n° 26, de 17 de fevereiro de 2012,

o Conselho Consultivo da Estação Ecológica

Arquivo Tamar

Edição 184

Mico-leão-preto, unidade localizada no estado

de São Paulo. O conselho terá a finalidade

de contribuir com ações voltadas ao

cumprimento dos seus objetivos e a criação e

implementação do plano de manejo da Esec.

Composto por representantes de órgãos governamentais

e segmentos da sociedade civil,

o conselho terá suas atribuições estabelecidas

por regimento interno que será elaborado no

prazo de 90 dias, contados a partir da data

de posse.

Herpetofauna da Flona Negreiros

Em abril de 2011 foi iniciada pesquisa sobre

a herpetofauna da Floresta Nacional

de Negreiros, que vem sendo orientada

pela Drª. Ednilza Maranhão, do Departamento

de Biologia da Universidade Federal

Rural de Pernambuco. Com intuito

de realizar amostragem mais completa,

estão previstas diversas incursões a campo

durante os períodos de estiagem e de

chuvas. Atualmente o trabalho já soma

mais de 1.600 horas de esforço amostral.

O produto final da pesquisa é a inclusão

de dados no futuro plano de manejo da

Flona Negreiros, além da publicação de

20 resumos em congressos, seis periódicos

nacionais e internacionais e a produção

de quatro monografias. Vale salientar

que o projeto possui quatro bolsistas de

iniciação científica vinculados à Fundação

de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado

de Pernambuco - Facepe e ao CNPq.

Resumos apresentados

no 13º Congresso Nordestino de Ecologia

Fotos para Atlas

Como já foi divulgado há algum tempo no

ICMBio em Foco, a Coordenação de Análise

e Prognóstico de Risco à Biodiversidade

Arquivo Flona Negreiros

15


16

ICMBio em Foco

- Coapro está atualizando o Atlas de Espécies

Ameaçadas em Unidades de Conservação.

Gabriela Leonhardt, coordenadora de Análise

e Prognóstico, convida os colegas a participar:

“Para ilustrar o Atlas gostaríamos de ter

fotografias de espécies ameaçadas e de paisagens

das nossas UCs. Como muitos colegas

são fotógrafos amadores e muitos outros

que trabalham nas unidades têm inúmeras

oportunidades de ver e fotografar nossa flora

e fauna, pensamos em fazer uma chamada

àqueles que queiram colaborar”. Para a publicação

é necessário que as fotos estejam

em arquivo .jpg e tamanho 20x30 cm e 300

dpi de resolução. Além disso, precisa constar

identificação do autor da foto para os devidos

créditos, local, no caso de paisagens, e da

espécie, se a pessoa souber. As imagens devem

ser encaminhadas à Coapro por meio

do e-mail fotosbiodiversidade@gmail.com.

Integração de propostas

Uma das ações para comemorar os 75

anos do Parque Nacional do Itatiaia (RJ) é a

atualização do seu plano de manejo. Como

a prefeitura de Itatiaia está atualizando o plano

diretor do município, equipe do ICMBio/

sede, representada pela Coordenação

de Planos de Manejo, e da UC, além de

representantes da Prefeitura de Itatiaia e da

UFRJ, responsável técnica pela atualização

do plano diretor, reuniram-se recentemente

NO FOCO do mês

na sede do parque. O objetivo da reunião foi

compatibilizar as ações previstas na zona de

amortecimento com o plano diretor da cidade,

visando integrar as ações dos dois instrumentos

de planejamento.

Reunião das equipes de plano de manejo

e plano diretor

Esta imagem, captada por Eduardo Cavalcante de Macedo, publicada na edição nº 180 da revista, é a nossa escolha como

melhor foto do mês de fevereiro. Eduardo vai receber a publicação Costa dos Corais, além do catálogo com postais da nossa

exposição Patrimônios Naturais – Edição Parques Nacionais Brasileiros.

Arquivo Parna Itatiaia


NO FOCO

Nosso presente para os seus olhos esta semana é esta bela foto de uma queda d´água no Parque Nacional da Chapada

dos Guimarães (MT), clicada durante viagem a trabalho, em 2011, por Domingos Sálvio Parmagnani,

da Divisão de Programas de Proteção, da Coordenação-geral de Proteção, em Brasília.

Edição 184

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Divisão de Comunicação - DCOM

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio

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