Que chato! - Direção Regional de Educação do Norte

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Que chato! - Direção Regional de Educação do Norte

ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Gandarela, Celorico de Basto

Agrupamento Gandarela

Paula Brígida Magalhães

Carlos Baptista

Ivo Carvalho

João Magalhães

Luis Teixeira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

O João farto de receber esta mensagem decidiu

ligar.

Ouviu-se uma voz grave do outro lado.

- Estou? Quem fala?

- Isso pergunto eu. Por que é que você me anda

a mandar SMS a dizer para lhe ligar?, questionou

o João aborrecido.

-Tu ganhaste um prémio num sorteio de rifas que

se fez na tua escola.

-Não me recordo de ter participado em nenhum

sorteio. Qual é o prémio?

-O prémio é uma fantástica ―PSP‖.

-Uma ―PSP‖? Eu estou a correr perigo? É alguma

brincadeira? Para que preciso eu de um

―PSP‖ (policia de segurança publica).

- Entendeste mal. Não é uma agente da autoridade

mas sim uma ―playstation portable‖ para tu

jogares e te divertires.


O João não tinha participado em nenhum sorteio mas ele

queria tanto uma ―PSP‖, portanto disse:

-Onde e que posso reclamar o meu prémio?

-Eu quero entregar-to pessoalmente, amanhã no parque

às 21h00.

-Porquê tão tarde?

- Eu trabalho até tarde, e essa é a única hora em que

o posso entregar.

-Ok, então até amanhã!

-Ate amanhã!

O João ficou desconfiado e resolveu explicar o

sucedido à mãe.

A mãe disse:

-Meu filho é melhor não ires.

-Eu vou! Se ele realmente faz algo de mal às

crianças tem de ser impedido! Aviso a polícia do

que se está a passar antes de ir ao parque.

O João foi à esquadra e combinaram como

haviam de proceder.

Quando o João chegou ao parque não viu ninguém,

mas de repente atrás de uma árvore o

criminoso deu um salto, e com um saco

tapou a cabeça do João, e quando se preparava

para o levar para a mala do carro os

polícias saíram detrás dos arbustos e prenderam

o criminoso.

Aquele homem tinha massacrado e tortura-


do dezenas de crianças. Por vezes

fazia-se passar por vendedor de

guloseimas, palhaço e oferecia prémios

que não existiam.

Quando o João chegou a casa, combalido,

os seus pais felicitaram-no e admiraram

a sua coragem e bravura. Até os agentes

da polícia ficaram surpreendidos com a

astúcia e perspicácia deste rapaz.

O João recebeu uma medalha de mérito e

coragem.

O João foi um herói naquele dia e graças a ele

as ruas estão mais limpas e a salvo deste criminoso.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Rio Tinto Nº 2, Gondomar

Agrupamento Rio Tinto Nº 2

Carlos Moedas

Tiago Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

-Oh meu Deus!!! Fui o número 99999 a concorrer

no sorteio, tenho logo de imediato um

prémio fantástico. Uma consola de jogos que

tanto suplico aos meus pais. É o dia mais feliz

da minha vida. Será que é seguro clicar neste

botão? Já ouvi muitas histórias sobre os perigos

da Internet, mas devem ser boatos, de certeza.

Mas é melhor ir falar com o meu irmão.

- João chega aqui, por favor.

- Tiago, é tão cedo. Deixa-me dormir.

- Mas no correio electrónico apareceu-me um email

a dizer que vou ganhar uma consola de

jogos, uma mesmo parecida com a que nós queríamos.

O João levantou-se num ápice e dirigiu-se para

o quarto do Tiago.

- Carrega, Carrega, Carrega!!! – bradou o

João.

- Mas pode ser perigoso – respondeu o Tiago

em voz alta.


- Não te preocupes já me apareceram muitas coisas

dessas no meu computador e nunca aconteceu nada.

- Mesmo assim é melhor aconselharmo-nos com o

pai. Eu vou chamá-lo, mas não mexas em nada. Combinado?

- Combinado.

Mal o Tiago saiu, o João, sem consciência do que

estava a fazer, carregou onde dizia ―Aceito o prémio‖.

De seguida, apareceu um inquérito onde este tinha

que registar o seu nome, morada, telemóvel, Bilhete

de Identidade e postar uma fotografia. O João,

ganancioso como era, nem perdeu tempo. Meteu os

seus dados para quando entregassem o prémio

dizerem que era para ele.

- O que é isto?! – exclamou o João, com ar de

sofrimento.

No monitor apareceu o seguinte ―Obrigada

pelos dados, estás feito…VIRUS. O pai chega a

correr, seguido pelo filho Tiago. Estes já sabiam

o que ia acontecer se o João carregasse no

botão. Mas já era tarde. O computador já se

tinha desligado, já tinham ficado com os

dados dele e com uma fotografia. O pai, após

ter acalmado o João, começou a explicar:

- Meninos a Internet é um sítio muito

perigoso. Os perigos mais habituais são o

visionamento de material impróprio (ex:

pornografia), incitamento à violência e ao

ódio, violação da privacidade e da lei e

encontros ―online‖ com pessoas desconheci-


das. Portanto, nunca devem

fazer o que vos disse, está bem?

- Sim, papá - retorquiram os dois

meninos.

- Mas por falar em perigos da Internet,

ontem deram-me um panfleto a anunciar

que hoje, à noite, vai haver na vossa

escola um esclarecimento sobre os ―Perigos

da Internet‖. Querem ir? – perguntou o pai.

- Sim, vamos, vai ser super divertido,

A família, quando chegou à escola, colocou

inúmeras perguntas. Assim, ficaram esclarecidos

sobre os perigos na Internet. Neste mesmo

local, combinaram criar um mail sobre os

―Perigos da Internet‖ e enviar a várias pessoas e

estas enviarem a outras para todos saberem que

a Internet é um mundo, bom e mau, apenas

temos que saber utilizá-la da forma correcta.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pevidém, Guimarães

Agrupamento Pevidém

António José Roque Salgado

Cláudia Lopes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Realidades Virtuais

― - Olá!

- olá

- td bem ?

- smp : D e cntg ? ( :

- tmb, claro ;)

- que fzs ?

- o q mais gosto, tou a jgr games xDD e t ?

- eu tmb. Qual é o teu hobby favorito ?

- gst d praticar desporto e de ver tv.

- aaaah ! eu gst d dançar e de teclar no tele com

as friends. zD

- q idade tens ? onde vives ?

- 15 e vivo em Guimarães.

- eu tenho 16 e vivo no Porto.

- … “

No chat, tenho este tipo de conversas. Conheço

gente nova, troco impressões e, às vezes, até

marco encontros mas nunca cheguei a aparecer a

nenhum.


Actualmente, ando um pouco confusa. Conheci um rapaz,

o Ricki, este é o seu nickname, que me anda a pôr em

brasa. Sinto-me ―presa‖, não consigo deixar de lhe falar.

Até mesmo quando estou deprimida e mando toda a

gente ―dar uma volta‖, não consigo deixá-lo para trás.

Temos sempre assunto e, alguns deles, bastantes íntimos.

Assuntos esses que só era capaz de tratar com

alguém que me fizesse sentir realmente à vontade.

― – GMDT

- Sinto que não te conheço, mas ao mesmo tempo

que te conheço como a palma da minha mão. : D

- LOOL .. Eu não. Eu tenho a certeza de que te

conheço melhor q qualquer outra pessoa.

- ihihih ! (L‘ Tens hi5 ?

- Claro .. J . da-m o teu link para ir la.

- Acho que devemos marcar um encontro .

- Sim, sim .. qero sbr quem és, e como es na

verdade !

- bom, pra mim tava bem no sábado. Íamos ao

shopping aqi em Guimarães e, quem sabe, ao

cinema .. ;) q achas ? : D

- ok ok .. é na boa. Ntao na bilheteira às

15:00h.

- …‖

Dia 2 de Junho de 2010

Ontem, dia 1 de Junho, fui ao encontro que

combinara. Hoje, escrevo no meu diário


tudo o que se passou. O meu

amigo ―Virtual‖ não é nada como

eu o imaginava. Não é alto, não é

moreno, não é ―jeitoso‖ .. é simplesmente

um rapaz normal. Quando o vi,

senti-me enganada, pensei fugir para

casa. Mas depois, lá no cinema, foi agradável

estar com ele e perceber que não é só o

físico que importa. Na verdade, ele conhecia

-me como ninguém e, por isso, aquele clima

que existia no Messenger continuou a existir,

mas agora ainda mais forte. (…)

PS: Contudo, vou ter mais cuidado com quem

falo e com o que digo, porque hoje foi ―o Virtual‖

, mas amanhã …


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Gil Vicente, Guimarães

Agrupamento Gil Vicente

Carla Pinto

Carina Silva

Joana Sousa

Sónia Osório

Vera Sousa

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como António Rafael, sou pequeno, moreno,

tímido, mas como Rafa sou alto, loiro, corajoso,

… o ―maior‖.

Na Internet sinto-me mesmo bem, toda a gente

gosta de mim, toda a gente me admira. Um

dia conheci uma rapariga incrível, maravilhosa,


Fomo-nos conhecendo até ao dia em que marcamos

um encontro, eu estava tão apaixonado e

entusiasmado com aquele encontro, que nem me

lembrei que na Internet lhe andava a mentir em

relação a minha personalidade.

Na noite antes do encontro mal dormi, a pensar o

que ia vestir, o que ia acontecer, … Estava tão

ansioso. Quando chegou a hora ainda receei não

ir, mas algo foi mais forte e lá fui eu cheio de

expectativas. Esperei horas e horas, mas ninguém

apareceu. Então vim-me embora, triste, desiludido.

À noite perguntei-lhe porque não tinha ido, e para

minha surpresa ela disse que foi, só que não viu

ninguém parecido com as descrições que eu lhe

tinha dado, aí arrependi-me de tudo o que tinha


feito, da minha falsa identidade, contei-lhe tudo, e a partir

daí ela nunca mais me falou, porque eu lhe menti,

mostrei-lhe ser o que não era.

Desde então nunca mais voltei a mentir sobre a minha

identidade.

Passadas semanas conheci outra menina, por quem me

apaixonei, marcamos um encontro e aí ela apareceu

com mais 3 rapazes que me assaltaram, ela mentiume

acerca da sua personalidade e para além disso

ainda me levaram tudo.

Vim-me embora a pé porque não tinha dinheiro

para o autocarro, e esperei horas a porta de casa

porque não tinha chave para entrar nem telemóvel

para ligar aos meus pais.

Quando os meus pais chegaram ainda me berraram,

porque eu não tinha nada de me ir encontrar

com desconhecidos, …

Jurei a mim mesmo nunca mais falar com desconhecidos,

nem mentir a cerca da minha identidade.

A internet é segura, caso saibamos agir de forma

correcta, que não foi o que eu fiz.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Egas Moniz, Guimarães

Agrupamento Egas Moniz

Sílvia Batista

Ana Carolina Guimarães

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

No 8ºano tive de mudar de escola e nessa

era muito gozada por toda a gente e não

tinha amigos, como não tinha com quem falar

comecei a isolar-me e não falava para ninguém

e chegava a casa e fechava-me em casa.

A minha mãe andava muito preocupada e eu

nunca lhe disse o que se passava, ela para ver

se me animava deu-me um computador com

Net.

Houve uma semana que ouvi as minhas colegas

de turma falarem sobre as brincadeiras que

faziam todas juntas nos chats.

Eu decidi experimentar e visitar um desses chats.

Mal entrei online uma rapariga disse-me olá, e eu

respondi-lhe com um olá, de seguida perguntoume

se estava tudo bem comigo e eu disse que sim

e continuamos a conversar. Passado algum tempo

tive de sair porque chegou a minha mãe e tive de

desligar. Ela sempre me disse para não ir para

estes sites porque eram perigosos, mas não acredito

nessas coisas.

Depois da conversa que tive com aquela rapariga

fiquei muito melhor.


No dia seguinte voltei a ir e ela voltou a estar online e

tivemos a falar e ela perguntou-me o meu nome, eu disse

e perguntei-lhe o dela, ela disse que se chamava

Catarina tivemos a falar sobre o nossa vida mas não tive

coragem de lhe contar o que se andava a passar na

minha vida.

Todos os dias falávamos, passado um mês estive coragem

de lhe contar o que se estava a passar na escola.

Ela perguntou-me onde é que eu andava e se era de

manha ou de tarde; eu respondi que andava na escola

―confidencial‖ e que era de manhã, também me

perguntou em que dias e que eu não tinha aulas de

tarde e disse que nesses dias podíamo-nos encontrar

para falarmos.

Ela também me disse que o pai dela tinha na

cidade um hotel e que depois das aulas ia sempre

para lá fazer os trabalhos de casa e tinha lá

também uma ama e ela também disse que era

perto da minha escola e se quisesse podia passar

por lá e assim falavam um bocado e disse

que GOSTAVA muito de mim. Eu disse que

achei boa ideia e precisava mesmo de uma

amiga e perguntei-lhe onde era o hotel, ela

disse me que era mesmo ao virar a esquina

da minha escola. Isto no domingo.

Na segunda não tinha aulas de tarde e já

tinha combinado com a Catarina ir ter com

ela, estava muito contente e não podia querer

que tinha uma verdadeira amiga. Na

escola o dia foi calmo pela primeira vez.

Estava nas aulas toda feliz a professora até


estranhou e perguntou o que se

passava, eu disse que não era nada

e disse para ela retomar a aula.

Estava ansiosa que desse o último

toque da manhã. Eis que a campainha

toca, eu tinha combinado ir ter com a

Catarina às duas horas para termos tempo

de comer, fui comer à cantina e quando

eram duas horas dirigi-me para o hotel.

Estava na entrada um senhor que perguntoume

se eu me chamava Virtual, eu disse que

sim e ele disse para eu ir para o quarto nº 6

que estavam lá a minha espera. Quando

cheguei bati à porta e quem me abriu a porta

foi um homem já com os seus 45 anos e forçoume

a entrar, eu pensava que era um empregado,

mas achei estranho.

Mas mais estranho que tudo foi quando ele me

perguntou se eu gostava da Catarina que estava

a ver, eu disse-lhe que ainda não a conhecia e

perguntei por ela, ele disse-me ela está aqui à tua

frente. Eu não percebia o que se estava a passar.

Só percebi quando ele me agarrou e me atirou

para a cama, tirando-me a roupa. Gritei com

todas as forças, mas ninguém veio ver o que se

passava.

Quando o tormento acabou ele vira-se para mim e

diz ―Veste-te e vai embora e não contes nada a

ninguém senão mato-te a ti e toda à tua família‖.

Eu fiz o que ele me mandou e cheguei a casa e fui

directa para a banheira, sentia – me a pessoa mais


suja de sempre…

Nas semanas seguintes não ia para a Net e andava pior

que nunca, faltava à escola quase todos os dias, comia

muito pouco só me apetecia morrer.

Eu costumava ir todos os domingos de manhã à missa

com a minha mãe, mas houve um domingo que não

fui.

Nesse domingo decidi que não podia sofrer mais.

Então peguei numa corda e numa cadeira e levei-as

para o quintal onde tinha uma grande árvore, subi à

cadeira e amarrei a corda há árvore e depois ao

pescoço, quando já estava tudo pronto, empurrei a

cadeira com os pés.

Mas deixei esta carta à minha mãe com um pedido

de desculpa e para que ela revela tudo o que

me aconteceu a todas as miúdas e que nunca se

deixem enganar por ninguém.

AMO—TE MÃE

CLÁUDIA (Virtual).


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Caldas de Vizela

Agrupamento Vizela

Fernanda Pinto

Daniela Vaz

Marcos Nogueira

Maria Lopes

Marlene Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… consecutivamente até que um dia esse

mesmo número ligou-lhe. O João intrigado

atendeu:

- Sim, quem fala?

- Sou o António, o pai da tua amiga Rita, visto

que não lhe respondias às mensagens decidi

ligar para te convidar para a festa de aniversário

da Rita, que vai ser no próximo domingo.

- Vou ter de falar com os meus pais, para lhes

pedir autorização para ir.

Passado algum tempo o João liga-lhe:

- Sr. António, meus pais autorizaram.

- Ainda bem, a Rita vai ficar muito contente visto

que já não se vêem há muito tempo.

- Sim realmente é verdade, onde se realiza a festa

e a que horas?

- A festa é cá em casa às 16h. Passo por tua casa

para te ir buscar, dá-me a tua morada e às 16h


podes vir para a porta.

-Então a minha morada é, Avenida Martins Ribeiro……...

-Então fica combinado. Até domingo.

-Até domingo, Sr. António.

Passaram 4 dias e já estávamos no domingo. O João

passou a manha na cama a ver televisão, almoçou com

os seus pais, foi arrumar o quarto, tomar banho e preparar-se

para ir à festa de anos. Às 16h, o João já

estava à porta de sua casa, à espera do Sr. António.

Perto dele parou uma carrinha branca com os vidros

escuros. Era o Sr. António.

-João anda, entra na carrinha!

O João achou a carrinha um pouco estranha mas

entrou. Era o único dentro da carrinha e perguntou:

-Sr. António onde estão os outros convidados?

-Já estão em casa com a Rita – respondeu o Sr.

António.

Finalmente, chegaram a casa que ficava no

meio do monte, num sítio muito isolado, o

João achou muito estranho porque nem havia

música, nem balões, nem nada que mostrasse

da existência de uma festa. João recusou

entrar, o Sr. António agarrou-o pelo braço e

começou a puxá-lo para dentro de casa,

mas o João conseguiu fugir e correu, correu

até não poder mais, quando olhou à sua

volta não conhecia a estrada onde estava e

não sabia o que fazer, sentou-se na beira da


estrada à espera que alguém passa-se.

Já era de noite e os pais do João já

estavam preocupados, decidiram ligar

para a polícia.

Passado alguns minutos a polícia já estava

dentro do assunto.

Os pais descreveram o João como um miúdo

pequeno de 12 anos, magro, cabelo castanho

claro, curto e liso e vestia umas calcas de

ganga azul, uma t-shirt cor-de-laranja e um

casaco preto.

A polícia passou toda a noite a procura do João,

na manha seguinte, perto das 11h encontrou o

João na berma da estrada sentado com um ar

assustado e cheio de fome. A polícia parou e

perguntou-lhe:

-Chamas-te João?

-Sim - respondeu aflito.

Visto que o rapaz tinha todas as características

decidiram levá-lo para confirmar. João chegou a

casa e os seus pais só o conseguiram abraçar.

Depois de o João ficar mais calmo explicou tudo

aos pais e à polícia. João teve de ir à esquadra

para fazer o retrato robô do tal Sr. António.

Passado alguns dias, a polícia encontrou o homem

e foi condenado a 25 anos de prisão.

Depois os pais do João tiveram uma longa conver-


sa com eles sobre os perigos que existem hoje em dia.

Moral da história: Nunca devemos confiar nas pessoas

que não conhecemos!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Caldas de Vizela

Agrupamento Vizela

Fernanda Pinto

Rui Lopes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

O néon intenso do ‗‘Aceito o premio‘‘ brilhava

intensamente. Verde, vermelho, verde, vermelho…

enquanto penso se carrego ou não.

Estava ansioso. Mas antes de carregar… Vou

dizer ao Martinho. Vou fazê-lo roer de inveja de

mim. Como irmão mais velho ele sempre tinha

mais sorte do que eu. Foi para a Universidade e

a partir daí os meus pais sempre o mimaram

mais. Pior ficou, quando ele tirou as melhores

notas da turma e entrou no quadro de honra. Ele

sempre tinha sorte. Mas agora não. Agora é a

minha vez.

Fui a correr e entrei de rompante no quarto:

- Nem sabes o que me aconteceu!

- Então puto já não se bate!?

O meu irmão conseguia ser mesmo estúpido.

Fechou rapidamente todas as janelas do computador

e calculei que estivesse outra vez a ver os

sites ‗‘impróprios para a minha idade‘‘. Tenho 14

anos e odeio que ele me trate por um miúdo de

10. O pior é que ele sabe e fá-lo constantemente.


- Mas diz o que foi? Apareceram outra vez aquelas miúdas

pobres no monitor enquanto estavas a pesquisar filmes

para download. Achava que já te tinha dito que elas

são pagas para se despirem e…

- Tenho 14 anos não 9 e não sou como tu. Ficas para

aí o dia todo a ver esse tipo de coisas. Mas não foi isso.

Fui escolhido para ganhar uma PS3 e…

Nada me preparou para o que vinha a seguir:

- HAHHAHHA. E dizes que não tens 9 anos…

HAHHA…

- Invejoso – murmurei.

Fechei a porta do quarto com força. O meu irmão

berrou qualquer coisa mas não ouvi bem. Devia

ser mais uma piadinha. Ainda bem que os meus

pais não estão em casa senão desligavam-me o

computador e adeus prémio.

O meu screensaver estava agora em uso. Mexi

o rato. O néon outra vez a piscar. Vou carregar

antes de perder mais tempo. Pressionei o

botão esquerdo do rato. Apareceram-me um

monte de janelas e o meu computador crashou.

Mas que diabo…

Liguei outra vez o computador. E nada. E

outra vez. E outra. Nada. O meu pai vai

matar-me… Vamos ver se os conhecimentos

do Martinho finalmente vão servir para

alguma coisa.

- MARTINHOOOOOOOO! Vens cá se faz


favor?

- Nãaaao, não sinto nenhum calor!

Palerma. A típica resposta.

- Estou a falar a sério.

- Então anda aqui tu, se o assunto é

assim tão sério.

Já me estou a fartar dele. Um dia faço alguma

loucura.

- Olha não sei bem o que se passou…

- Mas eu sei. A tua sorte foi que quem fez

essa coisa ao teu computador fui eu. Eu sabia

que tu eras burro como um calhau, mas até

esse ponto…

- De que é que estás a falar?

- Ainda não percebeste? Há MILHARES desses

anúncios na Internet. Todos fazem o mesmo.

Extraem toda a informação pessoal das pessoas

que carregam no link e depois não te dão nada.

Se eu te dissesse isto tu não acreditavas em mim

por isso quis-te pregar este pequeno susto para

ver se tu aprendes. Nunca mais carregues em

links que dizem que tu ganhaste qualquer coisa.

Viste o que aconteceu. Com outros já aconteceram

coisas bem piores. Vou contigo então reparar o

computador. Leva alguns minutos. Espero que

tenhas aprendido a lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Caldas de Vizela

Agrupamento Vizela

Fernanda Pinto

Filipa Branco

Filipa Faria

Gabriela Dias

Ivone Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Nessa noite recebeu outra mensagem mas

com um conteúdo diferente: pdf@hotmail.com,

João pensou sobre aquilo mas decidiu dormir

sobre o assunto.

―Triimmmmmmm‖.

Acordou e movido pela curiosidade decidiu ir ao

messenger para saber de quem era aquele misterioso

email. Como que por ―sorte‖ o estranho

contacto já estava adicionado e por acaso encontrava-se

online, decidiu abrir uma janela de conversação.

Quem és tu?‖

―Sou um Pdf‖

―O que é um Pdf?‖

Queres mesmo saber?‖

Quero!‖

―Então aparece amanhã no Jardim das Violaças às

18:36.”


―Mas… não posso ir ter contigo pois és um estranho!‖

―Vem ter comigo, vai ser divertido J‖

O João ponderou durante uns momentos e ainda que

relutante decidiu aceitar.

―Está bem.‖

―Então até à amanhã ah… e vem sozinho.‖

O pdf@hotmail.com encontra-se offline. O João perguntava-se

agora se tinha feito bem ao aceitar o

encontro com o tal estranho.

18:30 Jardim das Violaças

O João havia chegado mais cedo 6 minutos, estava

muita gente no parque, crianças de todas as idades,

acompanhadas pelos seus pais e avós. E

quando relógio marcou 18:36 toda a gente foi

embora como se evaporassem. João ficou sozinho

no parque de repente

―Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!‖

―Pregou-me um susto de morte.‖

Uma mulher idosa havia tocado nas suas costas.

―Vai embora! Vai embora!‖ Dito isto desapareceu

como todos os outros.

“João!?”

Com um pouco de receio e com a voz a

tremer João respondeu:

“Sim!?”

“Sou eu um Pdf.” O homem era alto,


musculoso e robusto, parecia ter

saído de um dos filmes do Rambo.

“Ah…Olá! Sabes porque é que

toda a gente saiu daqui exactamente

às 18:36?‖

“Porque…é a hora em que entro em

acção.‖

“Acção?!”-João perguntou confuso.

“Sim, o que achas que significa pdf?”

Mesmo antes que João pudesse responder o

estranho pegou num frasquinho e deu-lhe a

cheirar e meteu-o então num carro que estava

parado ao pé do jardim.

Quando João voltou a abrir os olhos já era

de noite e estava amarrado a uma cama.

“O que é isto? O que estás a fazer? Porque é

que estou amarrado?‖ O homem salta para cima

do João e:

“Pdf…sou o pedófilo do bairro! hahaha!

“CORTAAAAAAAAAAA!”

Eis a situação: Fizemos este filme todo só para

vos alertar para os perigos da internet.

ABRE OS OLHOS, ELES ANDAM POR AÍ, ISTO NÃO

ACONTECE SÓ AOS OUTROS!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Caldas de Vizela

Agrupamento Vizela

Fernanda Pinto

Diogo Abreu

João Carlos Moura

José Miguel Silva

Luís Gonçalves

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

- Filho anda comer! – Diz o pai já apressado.

-Tinha que ser agora! – Pensou ele.

- Já vou pai.

- Deixa-me só minimizar a página para depois

não ter que voltar a ligar. – Pensou ele.

Passado um pouco, enquanto estavam a jantar,

o pai veio com um assunto estranho da segurança

da internet e foi buscar um exemplo do seu

amigo Tiago.

- Sabias que o teu amigo Tiago meteu-se em problemas

por causa desse vício ridículo que vocês

têm se passar o tempo todo na Internet.

- O que é que aconteceu? – Perguntou o filho.

-Disseram-me que ele entrou naqueles chats e

que deu os seus dados pessoais e fotos a um desconhecido,

esse tal desconhecido fez algumas

montagens com as fotos que ele enviou e pô-las

num daqueles sites pornográficos.

- O que é que os pais dele fizeram?


- Pelo que eu sei, esse teu amigo vai mudar de escola

para não ser gozado pelos outros colegas, por isso já

ficas avisado, pensa nisto que eu te disse e não faças o

mesmo.

- Não te preocupes pai, eu não envio dados pessoais,

nem fotos a ninguém.

Depois do jantar o Pedro foi novamente para o quarto,

e voltou para a sua grande notícia e clicou sem pensar

onde dizia ―Aceito o prémio…‖, abriu-se uma nova

página onde pedia informações pessoais, tal como o

código postal e a sua morada, então o Pedro reflectiu

sobre o que o seu pai lhe tinha dito ao jantar,

mas pensou, que como aquilo não era nenhum

chat, nem estava a conversar com ninguém, não

haveria problema e só iria haver benefícios.

Escreveu lá os dados pessoais, e depois desligou

o computador e foi dormir.

No dia seguinte foi ao seu computador e viu

que tinha uma mensagem nova no seu correio

electrónico, a dizer que o prémio viria dentro

de cinco dias. O Pedro todo entusiasmado foi

contar ao seu melhor amigo Hugo, que iria

receber a consola que sempre sonhou, sabendo

isto, o Hugo ficou cheio de inveja.

Passado 5 dias nada se passou...

Num dia aparentemente normal, quando as

aulas decorreram normalmente, um súbito

eclipse total tornou o dia em noite enquanto

observava o fenómeno foi surpreendido por

um homem…


Quando acordou estava numa

cave fria e escura, e estava um

homem ao seu lado, com um prato

de comida e um copo de água. Passado

algum tempo, no silêncio total, ouvia

-se umas vozes.

Depois Pedro começou a raciocinar, e pensou

logo que se trataria de um rapto, e que

aqueles homens que estavam a conversar,

sobre um resgate. Passado algum tempo um

dos homens veio com um telefone à beira do

Pedro para assegurar a sua família que este

estava bem.

A sua família não se conformava com o facto de

não terem dinheiro para pagar o resgate. Por

isso a Polícia com o demorar das escutas telefónicas,

descobriram onde se situava o Pedro,

foram lá de imediato e levaram com eles vários

elementos da polícia sabendo que o raptor já

tinha cadastro criminal. E que os seus crimes

eram violentos e à mão armada e levaram precauções.

Conseguiram recuperar o Pedro são e salvo.

O Pedro com isto aprendeu uma lição de vida, e

com certeza que com os seus filhos vai ter a preocupação

de passar a mensagem para que não

tenham de passar pela mesma situação.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Caldas de Vizela

Agrupamento Vizela

Fernanda Pinto

Eduardo Azevedo

João Guilherme Veiga

João Pedro Ribeiro

Tiago Sampaio

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

No dia do meu aniversário e, depois de ver

quanto dinheiro tinha arrecadado, fui ao meu

PC e dirigi-me ao site onde os jogos eram mais

baratos. Depois de uma longa pesquisa para

seleccionar o melhor jogo, decidi comprar e dar

os meus dados pessoais. Pedia-me num inquérito,

para ter o jogo, em que pusesse o ID do meu

e-mail, o meu número telefónico, nome, endereço

ou morada e o número da conta bancária que

eu queria utilizar para comprar o jogo.

Eu achei estranho pois o número da conta bancária

não costuma aparecer assim num inquérito,

então decidi perguntar se era normal. Disseramme

que não sabiam porque nunca o tinham feito

antes, então decidi procurar na internet. Fui ter a

um site onde falava sobre a segurança na internet.

Era muito longo mas li-o até ao fim.

Demorei algum tempo e a página do jogo continuava

aberta. Na página da minha pesquisa dizia

para nunca revelar nada sobre a conta bancária só

o fazer no endereço de um banco fiável. Então eu

pus todos os meus dados, menos os da conta ban-


cária que pus à sorte. Comprei na mesma o jogo e guardei

o endereço da página onde os tinha comprado para

caso houvesse algum problema com o jogo. A transferência

para pagamento foi feita através do site do banco

do meu pai que era de confiança pois ele já tinha feito

muitas transferências com sucesso para pagar facturas

e outras coisas, até mesmo pagar a mensalidade do

carro e da casa, acabada a transferência veio o jogo

após alguns dias mas para meu espanto este não funcionava.

Tinha pago quase 17€, dinheiro perdido pois quando

fora ao site, o site já não existia, pois foi bloqueado

pelas autoridades, que era o que dizia no aviso,

porque os criadores e gerentes do site tinham já

muitas queixas de burlas contra outras pessoas

mas seguindo o que lá dizia todos os nomes e

endereços de correios electrónicos eram falsos e

não existiam o que por isso nunca chegaram a

saber quem era.

No dia a seguir quando tentei ver, outra

vez, se o jogo, ao menos, funcionava depareime

com o meu computador cheio de vírus e

sem funcionalidades. O antivírus que eu tinha

não conseguia fazer nada contra essa situação,

por isso fui a outro computador fazer o

download de outro antivírus. Felizmente consegui

e não perdi o PC nem dinheiro da conta

bancária, pois houve, das queixas, pessoal

em que na sua conta perdeu muito

dinheiro em compras feitas pelos burlões,

mas apenas compras pois não arriscaram


transferências para contas bancárias

pessoais pois assim poderiam

ser descobertos.

Com esta história, aprendi que

nunca devo fazer downloads de jogos

através da internet e, que é preferível

pagar mais pelo um jogo numa loja do que

comprá-los através de um site desconhecido.

Também aprendi que nunca devo revelar

os meus dados pessoais pois estes podem ser

utilizados para outros fins.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Senhora da Hora, Matosinhos

Susana Vieira

Ana Andrade

Maria Mateus

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como Real, sou pequena, morena, tímida,

mas como Virtual faço de conta que sou alta,

loira e extrovertida. Enfim, o sonho da maioria

dos rapazes.

Certo dia entrei num chat e conheci, o que pensava

ser o meu príncipe encantado, mas será

que era? Após várias conversas, entusiasmeime,

e trocámos os nossos contactos … o maior

erro da minha vida.

Durante essas conversas falámos sobre as nossas

vidas: onde morávamos, a escola que frequentávamos

e os sítios onde costumávamos estar.

Estava a ficar completamente rendida … naquela

altura pensava que era o rapaz ideal, marcámos

um encontro.

Combinámos que nos encontraríamos num sítio

calmo, para estamos mais à vontade.

Tudo aconteceria numa tarde depois das aulas,

num parque lá perto. Estava nervosa, ia conhecer

o rapaz da minha vida naquele dia!

Cheguei mais cedo da hora combinada, para criar

boa impressão. Liguei-lhe para saber onde estava e


como se vestia.

Tive uma grande decepção … ele não correspondia ao

que eu esperava. Tinha-me dito que tinha a minha idade,

olhos cor de mel, estatura mediana e um sorriso

maravilhoso; o que eu via não era de maneira alguma,

aquilo que tinha lido naquele chat. Tinha cerca de 25

anos, olhos pretos e mal sorria. Fiquei aterrorizada e

ao mesmo tempo petrificada!

Aproximou-se de mim e agarrou-me, pensei que ia

morrer naquele momento. Levou-me até ao seu carro

e tentou violar-me de modo a que não pudesse

escapar. Ameaçou-me que se contasse o sucedido a

alguém, seria pior. Tentei fugir, mas foi uma tentativa

falhada, agarrou-me ainda com mais força –

violou-me.

Depois daquele dia perseguia-me constantemente,

impedindo-me de apagar da minha memória

as imagens que ainda hoje não esqueço.

Não aguentei mais aquele sufoco, apresentei

queixa à polícia que me informou não ter sido

a única, pois nos últimos tempos tem acontecido

o mesmo, a falta de cuidados na Internet é

constante.

Se fosse hoje, eu teria pensado duas vezes

se iria àquele chat e não teria, certamente,

fornecido as minhas informações pessoais a

desconhecidos.

Conto a minha história para que não aconteça

o mesmo a outros jovens.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Secundária Senhora da Hora, Matosinhos

Susana Vieira

Ana Catarina Fontinha

Rafaela Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

… comecei logo a trabalhar. Quando entro na

página para copiar o texto e passar para as

minhas próprias palavras, estava escrito em

baixo ‗‘ Você acabou de ser seleccionado para

ganhar um Plasma, clique aqui para receber o

produto‘‘. Fiquei curioso para ver se ganharam

mesmo, mas, quando cliquei em cima abriu uma

janela a dizer: ― para adquirir o produto deves

mandar uma mensagem a dizer ‗‗nata para o

número 3395‘‘ mas, nessa mensagem e em letra

pequeninas reparei que dizia que era preciso três

mensagens nos valores de 2 euros. Então, por

causa da minha curiosidade mandei as três mensagens

e ... de repente começaram a desconta r

do meu saldo do telemóvel,; eu tinha cerca de 15

euros e só fiquei com 2 cêntimos.

A seguir abriu outra janela a pedir a conta do cartão

de crédito, mas como só tenho 15 anos ainda

não tenho uma conta no BES e por isso fui ter com

a minha mãe que não percebe nada de internet

(mal sabe entrar no seu e-mal) então pedi-lhe o

número da conta do cartão de credito do pai. Ela

questionou-me, enrolei, mas logo depois, enfiei-me


no meu quarto e comei a por os dados: nome, endereço,

telefone, morada, pais, cidade, masculino/feminino etc.

Depois de ter preenchido tudo apareceu novamente uma

janela a dizer parabéns conseguiste a Tv. de plasma.

Quando o meu pai chegou a casa e pediu à minha mãe

o cartão de crédito para verificar o saldo. Então eu

fiquei desesperado e logo disse: Jesus é agora que eu

vou morrer! Vou virar batatas com bife! Socorroooooooo….

O meu pai saiu e eu fui para o quarto e tranquei-me

lá até ele voltar. Meia hora depois, ele voltou com

uma cara nada boa, parecia que tinha visto uma

assombração e ele perguntou à minha mãe se

tinha feito compras e ela respondeu que não. fizera

Então ele diz:

- Como é possível desaparecerem 1000 euros da

minha conta??!

E mãe responde:

- Olha que o nosso filho pediu o número da

conta, mas não disse para o que era.

O pai dirigiu-se a meu quarto e perguntou-me

para quê que eu queria o número da conta do

BES. Eu logo fiquei com as pernas bambas,

todas a tremer e a minha barriga estava ás

voltas. Até parecia que ia ter um enfarte, os

meus olhos estavam do tamanho de uma

laranja. O meu pai descobriu que fui eu que

‗‘torrei‘‘ o dinheiro e pôs-me de castigo


durante 6 meses sem pensar

duas vezes.

Fiquei de castigo, sem poder ver TV.,

jogar no pc, ir ao cinema, nada de festas

e entre outras pois o ‗‘testamento‘‘

dele não acabava mais. A minha mãe

ficou desiludida comigo já não conseguia

olhar para mim.

Os meu pais já não confiavam em mim,

como antes. Depois disso, aprendi uma lição e

agora que sai do castigo, nada de ―cuscar‖

aonde não é para ―cuscar‖, já não meto o meu

nariz em qualquer lugar.

Deixo uma mensagem aos que lerem essa história:

cuidado aonde vão quando estão na internet,

porque pode parece que não é nada de mal,

mas pode ser o fim da tua liberdade e confiança

com os pais!

CUIDADO!!!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Clara Junqueira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Tudo isto aconteceu ontem. Era um dia como

todos os outros, um daqueles dias normais, de

aulas, aqueles dias cujo final se resume a estar

deitado no sofá a ver televisão de tão cansado

que está o nosso corpo e mente. Bem, era simples

e irrevogavelmente um dia comum.

Depois de uma maratona de C.S.I. ― era o dia

em que emitiam três episódios seguidos desta

mesma série ― fui dar uma vista de olhos ao

Messenger, com vista a conversar com os meus

amigos e, já que andava por ali, jogar alguns

jogos grátis na net, cujo interesse era muito pouco.

Foi após iniciar a sessão da minha conta recebi um

mail. Abri-o. Em poucos segundos apareceu-me

uma página cujas letras eram grandes e as cores

chamativas. Dizia: «CONSOLA DE JOGOS À DIS-

TÂNCIA DE UM CLIQUE! Sê um dos trinta em um

milhão a ganhá-la, clica em Aceito o prémio!» e,

mais abaixo, uma caixa que nos incitava a clicar

ali. Admito que esse anúncio tocou no meu ponto

fraco: a imagem de uma reluzente Playstation 3


fazia-me crescer água na boca ― não que pretendesse

comê-la, mas era um objecto pelo qual me apaixonara à

primeira vez que ouvira falar dele. Nem hesitei e, imediatamente,

cliquei na caixa, fazendo aparecer um lugar

onde me pedia que fornecesse o meu contacto via email

e a password da conta correspondente, o qual

preenchi rapidamente, cobiçando a consola.

O meu coração começou a palpitar a um ritmo euforicamente

acelerado quando apareceu uma mensagem

a dizer que tinha recebido um novo mail. Foi num

estado de nervosismo intenso que fui à minha Caixa

de Correio ver as novidades. Era do tal concurso,

mas não dizia «PARABÉNS, GANHOU A CONSO-

LA!», apenas me informava que, se quisesse ter a

possibilidade de receber a consola, teria que

preencher mais informações num link abaixo indicado,

o que incluía o meu nome, morada e

número de telemóvel. Eu não sou estúpido, não

fui aceitar logo, como um parvinho, a sua proposta.

Estava bem informado de que não era

seguro. Mas a Playstation 3 voava à minha

frente aliciando-me a participar e a raciocinar:

haveria mesmo problema em dar a minha

morada, o meu número do telemóvel e o meu

nome? Digamos que, quanto à morada, tinha

os meus pais a ―proteger-me‖ caso alguém

me quisesse fazer mal; quanto ao número do

telemóvel, o que poderiam fazer quanto a

isso? E o nome? Quanta gente desconhecida

sabia o meu nome e nunca me acontecera

nada?


Acabei por preencher os dados

todos.

Hoje, um jipe aguarda silenciosamente

à porta de minha casa e eu, indefeso,

estou sozinho em casa, aterrorizado

e temendo tratar-se de alguma pessoa

que me veio raptar. O pior de tudo é que

eu ontem estava seguro de que os meus

pais estariam aqui para me proteger, mas o

certo é que eles não podem sempre. Ontem

estava seguro de que não havia problema

nenhum em fornecer informação a completos

desconhecidos, que podiam estar, a qualquer

momento, a fazer planos perversos para todas

as inocentes mosquinhas que caíssem na sua

―teia‖. Ontem estava tudo bem ― hoje não. E

porquê? Alguém, provavelmente, estaria à espera

de me atacar. E porquê? Porque eu dera todos

os dados necessários para me encontrar. E porquê?

Por causa de um anúncio falso, segundo o

qual receberia uma fantástica Playstation 3. Por

uma Playstation 3, vale arriscar a vida?

Ouvi a porta de minha casa abrir-se. Preparei-me

para o pior.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Catarina Prata

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Que chato!‖, pensou o João. Então, para acabar

com tudo aquilo que se repetia incansavelmente,

resolveu mandar uma mensagem a

dizer ―quem és?‖. Segundos depois, apareceu

uma nova mensagem. Para sua infelicidade,

dizia apenas ―liga-me‖, como antes. ―Vou mas é

ligar e acabar com isto!‖, pensou ele, já cansado

de tantas mensagens iguais e sem sentido

nenhum. O mais certo era serem os amigos dele

a gozarem-no. Provavelmente estavam a rir-se

todos dele, naquele momento. Encheu-se de coragem,

respirou fundo e ligou.

- Olá – disse a voz, do outro lado do telefone –

Finalmente ligaste, estava a ver que não.

- Quem és? – perguntou ele, esquecido dos avisos

constantes dos pais acerca de estranhos.

- Sou uma rapariga da tua escola. Não me reconheces?

Ainda no outro dia me vieste pedir o

número! Impressionante… Eu que estava a pensar

pedir-te uma fotografia tua… Sabes, é que não te


consigo tirar da cabeça, João.

O João ficou todo contente, porque a rapariga que

estava a falar com ele era a ―brasa‖ da escola, aquela de

quem ele gostava. Ficou com ela muito tempo ao telefone

e contou-lhe muitas coisas pessoais, incluindo os

seus passatempos e onde costumava passar os seus

tempos livres. No final, ela voltou-lhe a pedir a fotografia.

- Eu acho que gosto mesmo de ti, João, ainda por

cima depois desta conversa. Temos tanta coisa em

comum!

Ele achou estranho, porque a até nem existiam

muitas coisas em comum, mas as raparigas eram

assim, estranhas, por isso, resolveu enviar-lhe

uma fotografia.

- Envia-me uma em que estejas bonito – recomendou

ela – Beijinho, vemo-nos na escola

amanhã.

Ele procurou uma fotografia, mas todas

pareciam demasiado normais. Finalmente viu

uma em que estava bonito. Ponderou um pouco,

pois era uma foto um pouco íntima, mas,

no final, decidiu que a sua relação com a

rapariga valia mais do que o pudor. Enviou a

fotografia para o número dela e sorriu.

Na manhã seguinte, quando a viu ao pé

do portão, foi ter com ela.

- Olá, recebeste a minha fotografia?

- Que fotografia, João? Não sei do que estás


a falar.

João ficou abalado quando percebeu

que tinha sido enganado. Foi

ter com os amigos, mas eles confessaram

não ter feito nada.

No final do dia, quando foi à internet e

abriu uma hiperligação, ficou horrorizado. A

sua foto íntima estava na net, tudo o que

ele era, exposto.

Por baixo, estava o seu número de telefone e

um extracto da sua morada.

Nunca envies dados pessoais a estranhos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Davide Teixeira

Duarte Pedra

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Eu e o meu grande amigo Guilherme, que

estava ao meu lado, ficamos pasmados ao ver

isto! Nunca nos tinha acontecido tal coisa… cliquei

e logo abriu uma página da internet que

demorou alguns minutos a abrir. O Guilherme

reparou que o meu antivírus logo deu sinal que

algo não estava bem, mas como o antivírus

estava constantemente a avisar de tantas coisas,

eu já não ligava… Ainda me passou pela cabeça

ver o que era… mas… estava mais preocupado

com o meu dia de sorte! Aquela Consola!!

Quando abriu a nova página, cheia de publicidade,

solicitou no centro dessa mesma, para me

inscrever numa espécie de ―sociedade dos vencedores

de todo o mundo‖ onde pedia para colocar

todos os meus dados pessoais: nome; idade;

morada; palavra-chave; Nickname; e o que permitia

aceder ao meu prémio…! O número de cartão

de crédito (que servia para pagar os portes de

envio, 13,50€). A alegria que estava instalada no

meu quarto logo desapareceu. ―Onde é que eu

arranjo um cartão de crédito para pagar estes por-


tes de envio?‖ O Guilherme que até era um miúdo bem

responsável, mas imediatamente ficou contagiado pela

consola que ele sempre quis e que calhou ao amigo. ―Ele

vai convidar-me para jogar na consola dele!‖.

Num segundo veio-me à cabeça que o pai recebeu uma

carta com um novo cartão de crédito do seu banco!

Já está! Inseri o código que estava junto do cartão e

preenchi mais outras burocracias que eram insignificantes.

O Guilherme pediu-me para ser ele a carregar

no botão onde dizia ―Next‖! Quando carregou apareceu

no ecrã uma janela a bloquear o envio de informação,

era o antivírus! Felizmente estava actualizado!

Fiquei pálido e ainda fiquei mais, quando o meu

pai entra pelo meu quarto a dentro…! Era a sentença,

nunca mais poderia tocar no meu lindo

PC… mas para minha surpresa o meu pai decidiu

―apenas‖ dar-me uma palestra sobre os perigos

da Net durante 4 horas! E ainda fiquei sem o

PC durante 2 semanas!

Com toda esta história aprendi que a internet

pode ser extremamente perigosa e que eu

não deveria ter utilizado ―uma coisa tão

importante‖ como o Cartão de Crédito!

E foi assim que eu e o meu amigo Guilherme

que quase teve um ataque cardíaco com

esta situação ficamos com uma lição muito

importante para o futuro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Paço de Sousa, Penafiel

Agrupamento Paço de Sousa

Joana Carreira | Manuela Borges

Ana de Sousa

Ana Pereira

Catarina Pereira

Cátia Oliveira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… até que o João já estava farto de receber

aquela mensagem e então, decidiu ligar para

acabar com aquele mal entendido de uma vez

por todas. Agarrou no telemóvel e ligou, chamava,

chamava, chamava… mas ninguém atendeu

e desistiu. Após algumas horas, recebeu nova

mensagem dizendo ―Desculpa, estava com o

telemóvel em silêncio e por isso, não ouvi. Podes

voltar a ligar-me, por favor? Beijinhos.‖. O João

não pensou duas vezes e ligou. Desta vez alguém

atendeu:

- Olá, João!

- Como sabes o meu nome, e quem és tu?

- Sou a Catarina.

- Catarina? Qual Catarina?

- Bem, tu não me conheces, eu tenho o teu contacto

através de uma amiga que temos em

comum, e como ela disse que és bastante engraçado

achei que podíamos ser amigos.


- Está bem, podemos!

- Fixe! Então podemos comunicar através de mensagens?

É mais económico.

- Claro, Catarina!

- Então adeus, beijinhos.

- Beijinhos.

Depois desta breve conversa o João ficou a pensar

na Catarina, e claro a curiosidade de a conhecer

melhor, aumentou. No dia seguinte, o João recebeu

uma mensagem da nova amiga a dizer ―olá‖. De

imediato, respondeu. A conversa desenvolveu-se e

falaram de muitas coisas. O João, um jovem inocente,

contou à Catarina tudo sobre a sua vida.

Talvez tenha confiado demasiado na sua amiga

virtual. A verdade é que depois daquela conversa

a vida do João mudou completamente, passava

os dias agarrado ao telemóvel, baixou as notas

e a convivência com os amigos era quase nula,

já só pensava no telemóvel e naquela amiga

que lhe dizia coisas tão bonitas. Quando

alguém tentava alertá-lo sobre o perigo de

amigos virtuais, ele irritava-se profundamente

e dizia que a Catarina era a rapariga mais

especial que ele conhecia.

Um dia a Catarina marcou um encontro

com o João, ele ficou felicíssimo e claro que

aceitou de imediato. Marcaram num local

público. A partir daquele momento, o João

já só pensava na roupa que iria vestir e

nem sequer parou para pensar que poderia


estar a cometer um grande erro.

No dia do encontro, o João faltou

às aulas. Queria chegar ao jardim

antes da Catarina. Quando chegou,

sentou-se no banco e esperou. Pouco

tempo depois, apareceu a Catarina. Para

seu espanto não era uma simples adolescente,

era uma senhora com trinta anos.

Era a sua tia, estava a testá-lo e queria darlhe

uma lição. Queria saber se o sobrinho

tinha a noção do perigo ao qual estava a submeter-se.

Bem, a resposta é claramente NÃO. O João não

teve maturidade suficiente para perceber que

podia estar a ser enganado. Embora tenha tido

sorte, podiam-lhe ter acontecido coisas horríveis.

E tu? Vais confiar na sorte ou vais agir com consciência?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Nicolau Nasoni, Porto

Agrupamento Antas

do Carmo

Ana Pereira

Andreia Barros

Cristina Batista

Filipa Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real sou , morena, tímida, mas como

Virtual faço de conta que sou alta, loira, de

olhos claros, simpática, magra, atrevida…

Na internet mais propriamente nos chats falo

com pessoas desconhecidas mas selecciono-as

a dedo! Ontem conheci um rapaz muito interessante,

tivemos uma conversa normal, dissemos

idades, localidades e falámos um pouco.

Espero que hoje esteja on-line, vou ligar agora o

computador!

Uffa! Que sorte! Até parece que temos telepatia e

tudo, ele está on-line, vou-lhe dizer olá!

(Passados três dias…) Acho que estou apaixonada!...

Sempre me falaram dos perigos destes

conhecimentos através da Internet, mas ele é

diferente! Desde que o ―conheci‖ vivo no mundo

da lua, tenho más notas na escola, não estou com

os meus amigos, afastei-me de tudo e de todos,

pois só me importo com ele! Ele é e sempre será a

minha vida!...

Combinámos um encontro. Primeiro disse-lhe que

não podia, mas, como ele insistiu tanto decidi


arriscar. Será daqui a uma semana. Estou certa que será

o melhor dia da minha vida!

Só faltam dois dias…, estou tão ansiosa! Aposto que não

vou dormir nada nestas noites… Temos falado todos os

dias, ele também esta ansioso!

Chegou o grande dia, esta noite não dormi nada, só

penso nele!

A protagonista da história não voltou a fazer qualquer

registo no seu diário…

Pais, irmão, familiares e colegas procuram o seu

paradeiro, sem qualquer informação que os possa

orientar. Apenas foi descoberto o seu diário,

escondido numa das gavetas do quarto.

Na página da Escola pode ler-se a mensagem

desesperada de todos aqueles que se envolveram

neste processo de busca e que procuram a

todo o custo uma pista sobre esta menina!!!

A mensagem comove qualquer um, e termina

com um conselho:

“Sê livre, não te prendas a “amigos” virtuais!”


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Paranhos, Porto

Agrupamento Eugénio de Andrade (Porto)

Ana Monteiro

Bernardo Alves

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que sou alto,

loiro, social e lindo de morrer. Criei, como virtual,

uma mensagem apelativa para as raparigas

num chat que um amigo meu tinha acabado

de criar. Não tardou até que a minha caixa

de correio on-line estivesse a abarrotar, tinha

cumprido o meu dever: agora eu e os meus

amigos podemos começar um negócio.

Com os desenvolvimentos da conversa comecei

a aperceber-me que me tinha saído a sorte grande,

uma menina rica, tinha achado graça aos

meus comentários e queria encontrar-se comigo.

Marcamos um encontro para a semana seguinte

pois os seus pais iam estar para fora. Na semana

seguinte lá estava eu com os meus capangas,

prontos para assaltar a casa da rapariga. Quando

ela abriu a porta encontrou um belo rapaz alto, loiro

que rapidamente a encantou; o rapaz leva-a

para o quarto e tranca-se lá com ela ...

Enquanto isso, eu e os meus outros colegas,

entramos pela porta principal que ficara aberta e

roubamos tudo o que havia para roubar, saímos e


ligamos ao rapaz que estava com ela no quarto para se

vir embora. No quarto, o rapaz dá a notícia à menina e

foge sem ela se aperceber. Já em casa, eu, o Real, verifico

a genialidade deste plano e a riqueza que fizemos em

poucos minutos.

Entretanto eu comecei a ficar cada vez mais viciado

nestes assuntos, e cada vez mais eu e o meu grupo

assaltavamos mais casas. O meu amigo do chat, passado

já tantos meses sem notícias minhas, começou

a suspeitar de mim e começou a investigar-me.

Depois de descobrir a minha rede decidiu apanharme,

contactou a polícia e preparou-me uma armadilha.

Primeiro fez-se passar por uma jovem com vinte

anos muito tímida e ao mesmo tempo muito bonita.

Com esta novidade fiquei estupefacto e comecei

logo a meter conversa, e descobri várias coisas:

primeiro de tudo que morava numa das

zonas mais ricas da nossa cidade, que se chamava

Filipa, e que começava a sentir falta de

um rapaz. Achei o perfeito tema para lhe fazer

uma visita.

Preparei tudo com os meus colegas e marquei

encontro com a rapariga para o mês seguinte.

Durante este mês fui-me relacionado melhor

com ela que cada vez tinha mais vontade de

me conhecer. Enquanto ela, que era ele (o

meu amigo), preparava tudo cautelosamente,

com a polícia judiciária e com uma actriz

que tinha contratado para fingir de rapariga

tímida. No dia do encontro já se encontra-


vam na casa da rapariga a polícia

e o meu colega prontos para me

apanhar. Quando o meu colega lindo

de morrer bate à porta a rapariga vem

logo abrir, cumprimentam-se com um

beijo e dirigem-se para o quarto, onde a

relação se torna mais quente. Entretanto,

eu e o resto do grupo, entramos para assaltar

a casa, e qual não é a nossa surpresa

quando a policia nos apanha em flagrante. No

quarto, a rapariga que estava armada surpreende

o rapaz que é levado de imediato para

a esquadra, tal como o resto do grupo.

E agora aqui estou eu, sozinho na prisão, arrependido

com aquilo que fiz com as raparigas.

Espero que quando sair daqui possa estar disposto

a ajudar a combater os perigos da Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

Ana Rita Santos

Catarina Vilela

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… até que, João, cansado, decidiu telefonar

para perceber quem estava do outro lado.

Ouviu uma voz meiga e fina, que parecia

estar assustada. No início João não reconheceu

a voz, mas radiante e ao mesmo tempo preocupado,

percebeu que era Matilde, a rapariga de

quem gostava desde pequeno. As suas bochechas

coraram… As palavras preocupadas saltaram

-lhe da boca e perguntaram o que se passava.

Repentinamente ouviu-se um berro de Matilde, e

ao telefone passou-se a ouvir uma voz grossa e

má. A chamada desligou-se.

Através da Internet João conseguiu encontrar

o paradeiro de Matilde. Dirigiu-se de imediato ao

local. Naquele momento não conseguia pensar em

mais nada. As lágrimas escorriam-lhe pelos olhos,

só lhe vinham à cabeça as imagens dos bons

momentos que ambos tinham passado juntos, e o

berro que a amiga tinha dado ao telefone. Sentisse

também culpado por não ter ligado quando a ami-


ga tinha pedido.

Finalmente depois daqueles minutos que mais pareciam

horas, chegou ao sítio onde estava Matilde. Abriu o

portal velho de madeira, e lá dentro encontrou um grande

armazém, vazio. Depois de tanto procurar, encontrou

uma porta, abriu-a, a medo, e finalmente encontrou

Matilde amarrada a uma cadeira, à sua volta tinha

duas pistolas apontadas, seguradas pelas mãos de

dois homens que dormiam.

João desamarrou Matilde e conseguiram sair. A

rapariga ficou-lhe eternamente grata.

O rapaz percebeu que se não fosse a Internet e

o seu telefone nunca teria encontrado a amiga, e

consequentemente percebeu a grande importância

das tecnologias.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

Maria Ana Santos

Maria Beatriz Torrinha

Maria Benedita Leão

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Não sabia o que fazer. O número era estranho,

mas e se fosse uma emergência? E se fosse

alguém que precisasse mesmo dele? No entanto,

a mãe sempre lhe tinha ensinado a não falar

com estranhos.... A curiosidade era tanta que o

seu polegar, quase como se tivesse liberdade

para decidir, carregou na tecla ―chamar‖. Esperou...ninguém

atendia. João ficou à espera que

retribuíssem a chamada, mas não aconteceu

nada. Esperou dois dias por uma resposta, mas

como não a teve decidiu mandar uma mensagem.

Quem és tu?‖, perguntou. Passados alguns minutos

e para sua surpresa, o ―bip‖ de mensagem tão

esperado…, finalmente ouviu-se - ―Sou a Carolina.

Não te lembras de mim??‖. João ficou parado, a

olhar para o visor.

Quem seria esta ―Carolina‖, pensava. Decidiu,

porém responder, mas com a sensação de que não

o deveria fazer.

―Não me lembro de nenhuma Carolina. Mas porque


é que mandaste aquela mensagem?‖

―Apenas para falarmos, já não te vejo há muito tempo....

Em que escola andas agora?‖ Sem saber porquê, João

sentiu-se à vontade para falar com ela, ignorando tudo

o que a mãe lhe tinha dito. Durante essa tarde, contou

-lhe a sua vida toda. No entanto, pouco sabia sobre

esta ―Carolina‖.

Começaram a falar pela Internet, através de um

―Chat‖, e as conversas entre os dois, tornaram-se

uma rotina. Um dia, Carolina, pediu a morada de

João. Este hesitou, e foi falar com a mãe.

Contou-lhe tudo, sabendo, porém, que a sua mãe

ficaria muito decepcionada com ele. Mas aquelas

conversas não pareciam ter qualquer perigo...

Desconfiada, a mãe de João, foi à polícia, para

saber o que podia fazer. Entregou os supostos

dados de Carolina, e passado pouco tempo,

informaram-na que a ―Carolina‖ não existia e

que esta fazia parte de um bando de criminosos

que se aproveitava de pessoas para se

apoderarem dos seus dados, e assim cometer

assaltos, podendo sair do país, sem serem

apanhados.

João pediu desculpa à mãe e prometeu a si

próprio nunca mais cometer este erro.

No fim de tudo isto, João, sentindo necessidade

de fazer justiça, ajudou a polícia nas

buscas para apanhar os criminosos. A sua

ajuda foi preciosa, uma vez que os apanharam.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

Bernardo Gomes

Luís Jorge

Tiago Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno , moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que sou um

rapaz alto e bem estruturado, gosto de ir a

sites só por diversão. O momento mais feliz do

meu dia é chegar a casa depois das aulas e ir

para o computador falar e jogar com os meus

amigos online.

Muitas vezes quando estão todos a dormir, acordo

e falo com uma amiga minha. Eu não a

conhecia, mas ela dizia que sim. A minha mãe já

me tinha avisado dos perigos de conhecer amigos

na internet, mas para mim é para me enganar.

Tinha combinado com ela encontrarmo-nos no rio

Douro num café que conhecia.

Quando lá cheguei não vi rapariga alguma, só vi

um homem com muito mau aspecto e, sentei-me

na mesa mais perto do rio.

Esse homem dirigiu-se a mim e eu tentei não

olhar. Sentou-se e comecei a tremer e a tentar

disfarçar a minha inquietação.

O homem começou a falar e parecia que sabia

tudo sobre mim.


Ofereceu-me uma bebida e pura e simplesmente não me

deixou recusá-la de maneira nenhuma.

Quando acabei ofereceu-me outra e outra. Comecei a

sentir-me estranho e, desmaiei.

Quando acordei estava no hospital rodeado dos meus

pais, dos meus avós, dos meus tios e amigos, os que

gostavam de mim, do Real.

Foi-me dito que aquele homem que me fizera desmaiar

era um pedófilo procurado, que procurava as

suas vítimas na internet, mas tinha sido agora finalmente

apanhado.

Isto aconteceu num dia, num dia que nunca mais

esqueço, e foi nesse mesmo dia que o meu nome

passou a ser Real.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

Leonor de Azeredo Lopes

Maria Luísa Potes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… dia após dia, noite após noite, saída após

saída, este número desconhecido perseguia-o!

Quem seria?

Ao princípio preferiu ignorar, com tanto louco

que por aí anda, mais valia jogar pelo seguro.

Mas tanto se repetiu o maldito telefonema, que o

João até já sonhava com ele e com a pessoa que

estava do lado de lá da rede

Resolveu então falar com os seus amigos sobre o

que se estava a passar, não fossem eles conhecer

o número (só não o tinha feito antes, porque pensou

que talvez tivesse sido um amigo a brincar,

típico deles…). Mas nem mesmo esses mais brincalhões

sabiam a quem pertencia aquele número,

nem mesmo brincaram com o assunto. João começava

agora a preocupar-se.

Pediu então ajuda a uma amiga sempre disposta a

ajudar! Começaram por recordar todos os passos

dados no dia da compra.


Há cerca de duas semanas o tal amigo tinha feito anos e

fez um jantar em sua casa.

Convidou os amigos mais chegados. João lembrou-se de

ter deixado o telemóvel em cima da mesa e depois de

terem falado com todos os presentes, nenhum se lembrava

de o ter visto.

Quando finalmente falaram com o Pedro este apenas

disse que da festa só se lembrava da irmã encantada

com o amigo. Mas não deram muita importância a

esse pormenor…

Mais tarde a seguinte mensagem chegou ao telemóvel

do João: ―amanhã passo em frente à tua

escola num jipe amarelo por volta das 16:00h‖.

E não é que no dia seguinte passou o tal carro à

tal hora onde entrou o Pedro e de onde uma miúda

do 7º ano acenou com um sorriso ao João?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Frei Caetano Brandão, Maximinos, Braga

Agrupamento Oeste da Colina

Filipa Pereira Araújo

Ana Pinto

Carla Veloso

Catarina Marques

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano

Joana Oliveira

Leandra Queirós

Rute Silva


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Certo dia, o João, cansado das mensagens,

decidiu arriscar e ligar para o número misterioso.

Falou-lhe uma voz bastante feminina e muito

sensual…

O João, como todos os rapazes, achou piada à

voz e decidiu trocar e-mails com a suposta

mulher.

Os dias sucederam-se e o João estava cada vez

mais hipnotizado pela mulher, ela mandava-lhe

fotos nos ditos e-mails e aparentava ser uma

mulher muito bonita e em quem ele podia confiar.

Certa altura numa das suas conversas, ela sugere

um encontro a dois. O João, convencido de que

era uma boa rapariga, aceita o encontro, determinando

o dia, a hora e o local.

Na semana seguinte, semana em que seria o

encontro, o João andou sempre bastante entusiasmado

e agitado, devido à curiosidade que tinha em


conhecer a rapariga.

Na realidade, a rapariga era sim um homem, era alto, tez

clara, cabelo grande e negro, barbudo, olhos cor de azeitona,

casaco de cabedal, botas texanas, conduzia uma

motorizada e tinha cadastro policial, devido a anteriores

ataques a jovens com idades compreendidas entre

14 e 16 anos, tendo o João 15 anos.

Finalmente, para o João, chega o dia do encontro.

Quando chega ao local não encontra a mulher, mas é

abordado pelo homem.

Ele era o João, tinha 15 anos e foi brutalmente violado

e assassinado numa bonita e quente tarde de

Verão.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa Externato Nossa Senhora

das Graças

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Isabel do Brito

Neuza

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

O João pensava e pensava a ver se reconhecia

o número, perguntava aos amigos se conheciam

mas ninguém conhecia. João estava constantemente

a receber mensagens ―liga-me‖ mas

ele não ligava com receio de saber de quem

estava no outro lado, pois podia ser a ―gozar‖,

mas João não tirava da cabeça de quem poderia

ser.

Certo dia, na escola João vê um rapaz a mandar

uma mensagem e a olhar fixamente para ele, e

quando o rapaz pôs o telemóvel no bolso o telemóvel

do João deu sinal de mensagem. João

naquele momento pensou logo que poderia ter

sido o tal rapaz, ele não o conhecia, apenas de

vista. João admirado e sem saber no que pensar

mandou uma mensagem a dizer ―mas quem és?

para que queres que te ligue?‖. João ficou há espera

da resposta mas não responderam-lhe.

Passadas umas horas o João recebeu uma mensagem

a dizer ―liga-me por favor, tenho que te dizer


uma coisa importante‖. O João já farto decidiu ligar, do

outro lado disseram ―João, sei que não me conheces,

quer dizer conhecer até conheces simplesmente não te

lembras do meu rosto, mas eu sei tudo a cerca de ti,

adoro olhar para ti, sentir o teu cheiro quando passas‖.

João estava assustado porque do outro lado a voz não

era de rapariga, mas sim de rapaz, ele não sabia o que

dizer até que disse ― mas quem és tu?‖ e disseram

―sou aquele que te estava a olhar fixamente hoje que

te conhece ‖. João ficou em estado choque, lembrouse

que na sua velha infância teve um colega que era

homossexual, mas que pensou que era algo de

criancinha. João disse-lhe então ―és o Diogo, aquele

que morava na minha rua‖ e Diogo diz-lhe ―sim,

lembraste de mim, que bom‖. João não queria que

ele confundisse as coisas e então explicou-lhe que

não tinha nada contra ele ser ―diferente‖ mas

que não era um desses, que gostava de raparigas.

Diogo do outro lado disse que estava farto de

ser gozado e que queria alguém a seu que o

compreendesse, e que os amigos e amigas o

aceitassem como ele é, porque neste momento

estava sem amigos. João um pouco admirado

pela atitude dos amigos do Diogo tentou

animar o Diogo e faze-lo ver que então os

quais ele chamava de ―amigos‖ não eram

seus amigos verdadeiros. Os amigos verdadeiros

aceitam-nos tal como somos com os

nossos defeitos e qualidades, com os nossos

gostos… e não nos abandonam por sermos

―diferentes‖.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa Externato Nossa Senhora

das Graças

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Isabel do Brito

Alexis Inácio

João Pacheco

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Pediram-me o número do cartão de crédito e

como tenho cartão-jovem já não preciso de

perguntar nada aos meus pais. Não estava

minimamente preocupado porque o site pareciame

fiável.

Recebi um e-mail a dizer que a minha encomenda

tinha sido enviada. Estava ansioso por recebêla.

Passaram semanas e a minha encomenda ainda

não tinha chegado. Até que um dia fui consultar

os movimentos da minha conta e reparei que

tinha saldo negativo, no momento não me ocorreu

que tinha sido do tal site em que encomendei os

meus jogos.

Fui directamente à esquadra da polícia e conteilhes

o que se tinha passado. Eu não queria contar

nada aos meus pais, mas fui obrigado a dar-lhes o

número da minha mãe para ela ir lá ter. O meu

caso passou para a PJ porque percebemos que se

tratava dum caso mais sério do que parecia ao iní-


cio.

A minha mãe ficou em choque porque nem sabia que eu

tinha feito aquela encomenda, mas expliquei-lhe que lhe

tencionava contar depois de a receber, mas mesmo

assim meteu-me de castigo. De seguida dirigimo-nos

ao banco para desactivar o meu cartão, para não me

continuarem a tirar dinheiro, senão o saldo ficava ainda

mais negativo, o que não era muito agradável.

A PJ investigou mas acabou por não descobrir nada.

Isto tudo serviu como uma lição, e o pior de tudo:

fiquei sem jogos e sem dinheiro.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Cabeceiras de Basto

Agrupamento Refojos de Basto

Maria Clara de Oliveira Carvalho

Rui Miguel Gonçalves

Tânia Alexandra Rodrigues Bastos

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Estou tentado a imprimir este texto, tal e

qual como está apresentado pelo autor nessa

página da Internet.

No dia seguinte, quando chegou a altura da

aula de TIC eu estava radiante, pois era o único

que já tinha concluído o trabalho, enquanto que

os meus colegas ainda nem tinham o tema definido.

A professora ficou surpreendida ao ver o

meu empenho e dedicação pela disciplina.

Na aula seguinte, uma semana depois, a professora

já tinha corrigido o meu trabalho, mas a nota

não fora deveras positiva. Pois, a professora acedera

à Internet e através do motor de busca google,

acedeu à página do autor do qual eu tinha

extraído o texto que compunha o meu trabalho.

Fiquei boca-aberta, deveras assustado.

A professora, no final da aula disse-me:

- Ruben, vem cá!

- Sim, Sr.ª professora – respondi.

- Ruben, eu sei que não foste tu que escreves-te o

texto, o que fizeste é considerado crime, plágio,


copias-te um texto de uma outra pessoa sem o seu consentimento.

Fiquei preocupado e assustado pois, o que

eu fiz era considerado crime e eu não sabia. Fiquei pensativo

durante alguns momentos e disse:

- Desconhecia de todo esta matéria, Sr.ª professora,

obrigado por me ter alertado para tal situação, pode

crer que aprendi a lição e não o voltarei a fazer.

- Muito bem Ruben, fico contente por compreenderes

o sucedido, já sabes que nunca devemos tomar posse

de algo que não nos pertence, apesar de ser mais

fácil e prático para todos nós.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Gandarela, Celorico de Basto

Agrupamento Gandarela

Paula Brígida Magalhães

Alexandra

Carlos

Mónica

Nelson

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

O que eu ainda não sabia era que isso trazia

algumas consequências, por isso, de ânimo

leve, resolvi aceitar. Cliquei e abriu-se uma

página de internet que continha um questionário

que pedia os meus dados pessoais. Preenchi

o questionário e de seguida enviei-o de imediato.

Passados alguns dias recebi um e-mail da

empresa da consola, abri e de repente o computador

desligou-se e de maneira nenhuma o conseguia

ligar. Tive que o mandar para o técnico de

computadores e fiquei a saber que o e-mail que

me mandaram continha um vírus extremamente

perigoso. Tive que deixar o computador na empresa

de reparações de computadores.

Alguns dias depois estava sozinho em casa e

recebi um telefonema anónimo, atendi e ninguém

falou, então desliguei. Pouco depois sonou a campainha

e antes de abrir a porta perguntei quem

era. Disseram que eram da empresa reparações de

computadores. Como pensei que já estava arranjado,

de imediato abri a porta e surpreendentemente


―apaguei-me‖ por completo, apenas me lembro de acordar

dentro de um barracão com uma pequena janela e

uma grande luz acesa por cima de mim.

Tentei levantar-me mas estava muito fraco, apercebi-me

que estava nu, reparei que estava cheio de marcas

como aquelas que são feitas pelos cirurgiões quando

vão operar alguém.

Temi o pior!

Procurei a minha roupa que estava pousada a um

canto, por sorte, consegui chegar alcançá-la e

peguei no meu telemóvel. Pensei em ligar à minha

mãe, mas como fazia muito barulho optei por mandar

uma mensagem na qual dizia: ―socorro, fui

raptado, não sei onde estou, avisa a polícia. Estou

assustado!‖.

De repente alguém abriu a porta e eu gritei:

―haaaa!‖, o vulto que acabara de entrar também

gritou: ―haaaa!‖, e eu insisti: ―haaaa!‖, e ele,

surpreendentemente: ―haaaa!‖, e de repente

aparece alguém que me pareceu o chefe e diz:

―calou imediatamente, pareceis a canalha, ele

é que foi raptado e tu ainda berras mais do

que ele, pareces uma galinha a cacarejar‖.

Os raptores começaram a discutir, e deixaram

cair a chave, e foi nesse momento

que eu percebi que aquela era a minha oportunidade

de fugir, estando ou não nu. Agarrei

nas chaves e desapertei as correntes, e

logo de seguida comecei a correr pela rua

fora. Senti-me fraco e com frio pois estava


nu, e caí. Os raptores vieram

atrás de mim e apanharam-me,

mas por sorte apareceu a polícia

naquele preciso momento. E os raptores

começaram a gritar. Eu escapei das

mãos dos raptores e a polícia abriu fogo.

Num instante os prendeu e eu fui para a

beira da minha mãe, e senti-me tão seguro

a beira dela. A partir daí nunca mais tive

coragem de ir a internet, pois não queria passar

pelo mesmo outra vez.

Com esta história concluo que não se

deve ligar a tudo o que se diz na internet, pois

nem tudo é verdade.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Gandarela, Celorico de Basto

Agrupamento Gandarela

Paula Brígida Magalhães

Ana Pinto

Dilan Costa

Jorge Campos

Miguel Gonçalves

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

E eu cliquei, pediram-me os dados pessoais e

eu, entusiasmado que estava com o prémio,

inseri-os. Uns dias depois mandaram-me uma

mensagem para o meu Correio electrónico,

onde me pediam o número da conta do multibanco.

Eu fui falar com o meu pai e contei-lhe o que se

passava, e disse-lhe que me pediram o número

da conta. Ele perguntou para que é que eles a

queriam, eu disse-lhe que era para confirmar se

os dados da ficha de inscrição estavam correctos.

Eu e o meu pai fomos ao Correio Electrónico e

enviamos o número.

No dia seguinte fui para a escola contar a

todos os meus amigos que ia receber uma consola,

quando cheguei a casa fui ao meu Correio Electrónico

e tinha uma mensagem onde dizia que

dentro de dias iria receber o prémio.

Passados uns dias o meu pai recebeu uma carta

do Banco a dizer que tinham utilizado dois mil

euros para pagar um produto pela internet.


- Oh Miguel!, disse o meu pai muito furioso quando eu

cheguei a casa da escola.

- Utilizaste a minha conta bancária para pagar algum

produto pela internet?

- Não!, disse eu!!! Só utilizamos para receber a consola.

Quando chegou a encomenda reparei que tinha lá um

recibo a dizer que tinha pago a consola, e fui logo

falar com o meu pai e então o meu pai falando com

uma voz grossa disse-me:

la?

- Miguel tu compraste ou ganhaste uma conso-

A medo respondi:.

- Pai eu ―só‖ cliquei onde dizia que tinha

ganho uma consola, e lá dizia que tinha ganho e

que fui eu o escolhido, entre um milhão de

outros meninos.

O meu pai muito enervado foi ao site que

estava na factura e verificou que o site não

existia.

O meu pai disse: - Miguel fomos bem enganados.

Tinhas ganho o prémio mas afinal tive

que o pagar e agora como é que pago a dívida

ao banco?

Eu disse:

- Não sei, desculpa pai eu pensei que tinha

ganho o prémio!

O meu pai foi fazer queixa à polícia para


eles não voltarem a enganar ninguém

e deu-me o merecido sermão:

- Espero que com está tenhas aprendido

a lição e que não voltes a fazer o

mesmo porque o dinheiro que me saiu do

bolso custou-me a ganhar.

- Sim pai não voltarei a fazê-lo. Aprendi que

a internet tem muitos perigos e que, como

eu, todos os dias muitas crianças são enganadas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Gandarela, Celorico de Basto

Agrupamento Gandarela

Paula Brígida Magalhães

Bruno Santos

Diogo Ferreira

João Pires

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano

Marcelo Pereira

Sérgio Meireles


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Tínhamos um trabalho de francês sobre os

países francófonos mas com o decorrer do trabalho

ao abrir um site apareceu-me uma publicidade

de um site desconhecido, e tive a curiosidade

de ver sobre o que se tratava.

Quando abri o site deparei-me com um site de

pornografia, fiquei admirado com o conteúdo do

site, mas não resisti à tentação de clicar nas

imagens. Ao ver estas imagens entusiasmei-me

e fui procurar vídeos, e enquanto via aquele conteúdo

reparei que estava uma mulher a tentar

conectar-me para uma conversação.

Começamos a falar, eu estava a gostar de conhecer

esta jovem de 19 anos. Enquanto conversávamos,

pedi-lhe que me enviasse uma fotografia,

pedido a que ela acedeu.

Ela era muito bonita: cabelos loiros, ondulados,

olhos azuis, magra, e com uma mini – saia. Logo

de seguida ela fez-me perguntas acerca de mim, e

eu logo lhe respondi: tenho 17 anos, 1,85m, cabelo

castanho e olhos verdes.


Como ela parecia ser ―jeitosinha‖ marcámos um encontro

e trocámos números de telemóvel para combinar melhor

as coisas.

Decidimos que nos encontraríamos à porta de uma discoteca

das redondezas por volta das 23h00 do fim-desemana

seguinte.

No dia combinado fui ao local e fiquei à espera. Quando

faltavam 5 minutos para as 23h saiu da esquina

um mulherão e quando me viu disse: ―sai daqui

puto!‖, deixando-me muito envergonhado.

Comecei a correr para casa que fica perto do local.

Depois desta má experiência, decidi nunca mais

voltar a visitar este tipo de sites porque é uma má

influência para os adolescentes.

Quando lhe der a tentação de ver aqueles tipos

de sites lembre-se que pode por a sua vida em

risco, pois durante uma conversação do outro

lado pode estar alguém que lhe queira fazer

mal. Não foi o caso, mas bem podia ter sido!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Secundária Senhora da Hora, Matosinhos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Susana Vieira

André Craveiro

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Olá, o meu nome é João António; para a

minha família chamo-me João mas, na internet

chamo-me António.

Na vida real, sou simplesmente um estudante

de 13 anos, mas na internet sou um dj de

renome, com 25 anos e com bastante dinheiro,

viajo pelo mundo, pelas várias discotecas,

conhecendo várias pessoas.

Sou branco, baixinho, de olhos castanhos, sardas

e cabelo castanho liso curto,mas como dj sou

moreno, alto, olhos verdes e cabelo castanho aos

caracóis.

Por várias vezes me perguntaram o meu nome de

dj, sempre me recusei a dizer pois aperceber-seiam

que era tudo uma mentira, na escola não

tenho amigos, sou um rapaz tímido, reservado e

socialmente excluído, enquanto que online sou

muito famoso, mulherengo, conheço várias pessoas,

tais como outros dj´s de renome mundial e

actores.

Tenho uma bicicleta, um pouco antiga e pela

minha idade nem sequer carta de mota posso ter,

mas como António tenho um Ferrari, uma casa de


sonho à beira da praia, uma moto4 e um helicóptero.

Digo que na minha garagem cabem, o Ferrari, a moto4 e

mais 2 outras motos e carros que tenho lá para me

divertir de vez em quando, mas como João nem sequer

tenho garagem, muito menos um helicóptero.

Um dia, recebi no meu correio electrónico um mail a

dizer que teria que me apresentar na policia para mostrar

o meus papeis para comprovar que eu era quem

afirmava, ou caso contrário seria preso por me fazer

passar por quem não sou.

Com isto tudo aprendi uma lição, mais vale não

contar nada, do que nos fazermos passar por quem

não somos. Passado uma semana descubri que a

carta era falsa, mas também descobri que há certas

coisas que devem permanecer no nosso pensamento.

Neste caso a carta era apenas spam, uma brincadeira,

mas bastou essa brincadeira para os

meus mundos desabarem. No dia em que a

recebi, o António deixou de existir, ficando apenas

o João, tímido, reservado, excluído... mas

real.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Mariana Oliveira

Rita Rocha

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Se ao menos soubesse quem é? pensava o

João para si próprio.

Passou-se, assim, uma semana. Não sabia

quem era.

A curiosidade falou mais alto e o João decidiu

responder a quem insistia tanto em falar com

ele. Desenvolveram uma pequena amizade, trocando

e-mails. E, rapidamente, passaram a falar

pelo MSN.. Assim, João soube que quem lhe

andava a mandar mensagens era uma rapariga

muito bonita, loira com um cabelo brilhante e um

suavemente ondulado, com olhos verdes-água...

Uma rapariga de sonho para ele.

Depois de várias conversas, muita partilha de interesses

e fotografias, ela, a Maria, sugeriu um

encontro perto da praia, numa tarde quente com

muito Sol. Com toda a informação da escola, João

hesitou por breves momentos. Infelizmente, acabou

por aceitar.


Finalmente, o tão esperado dia chegou! João, nunca se

tinha arranjado tão bem. Pela primeira vez, abriu a caixa

do seu perfume (para ocasiões especiais, segundo ele).

Saiu de casa, sem nada dizer aos pais. Estava muito

nervoso, mas sempre com a cabeça erguida pois queria

comportar-se como um verdadeiro homem. Chegou ao

ponto de encontro, entusiasmado olhou em seu redor,

mas não havia sinal de Maria. Assustou-se! Começou

a lembrar-se de tudo o que lhe tinham ensinado e

falado sobre o perigo dos encontros via Internet.

De repente, sentiu, bruscamente, alguém a puxá-lo.

Gritou o mais que pôde, mas devido à tamanha aflição,

o grito não passou da garganta.

O Sol começou a pôr-se e os seus pais estavam

cada vez mais preocupados. Decidiram, então,

ligar à Polícia, mas nada lhes sabiam dizer.

João, tinha sido raptado com o objectivo de

mais tarde, ser usado para tráfico humano…

Devido à sua inocência e descuido, o João nunca

deu sinal de si.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Diogo Leite

Ricardo Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Já tinha sido avisado na escola para nunca

carregar nesse tipo de coisas , mas eu estava

tão empolgado com o facto de pensar que iria

ganhar a consola dos meus sonhos , a consola

que eu já ando a pedir aos meus pais à muito

tempo , mas eles nunca me puderam dar !

Carreguei , e de seguida começaram a abrir

milhões e milhões de páginas da Internet , e eu

não as conseguia fechar , sem duvida que era

um ‗‘vírus‘‘ . Na altura tinha o anti-vírus desligado,

nunca liguei muito ao anti-vírus, mas agora

desejava tê-lo ligado .

Abriram-se tantas , mas tantas janelas que o meu

computador ficou lento e acabou por se desligar .

Eu fiquei assustado , e logo a seguir liguei o computador

de novo , mas não deu . O computador

nunca mais voltou a ligar .

No dia seguinte levei o computador à fábrica para

ver se o computador tinha conserto. . Os operadores

da fábrica disseram que ia ser quase impossível

, de facto não o conseguiram arranjar . Comecei

a chorar , mas os meus pais disseram-me que


me iam dar um novo no Natal . Os operadores disseramme

para nunca confiar nesse tipo de coisas , e para ter

sempre o anti-vírus ligado , para andar seguro enquanto

navego na Internet . Só nesse momento é que percebi

que a segurança na Internet é bastante importante .

Antes eu não queria saber , navegava na Internet sem

anti vírus , jogava jogos on-line sem anti-vírus , e mal

sabia que andavam milhões de vírus sempre a tentar

infiltrar-se no meu computador . Eu pensava que ter

um firewall bastava , mas pelos vistos não . O antivírus

é muito importante . Agora que já sei isto tudo

sinto que o meu dever é ajudar os meus amigos

para eles navegarem em segurança , e até vou

criar um blog e postar tópicos sobre a segurança

na Internet !

Nos dias de hoje a Internet é das coisas mais

importantes que o ser humano tem , mas há

muitos hackers que tentam infiltrar-se no nosso

computador para o danificar . Não podemos

confiar em ninguém , nem aceitar ficheiros desconhecidos

, nem abrir páginas de Internet não

seguras . Temos que ter muito cuidado com a

Internet , apesar de ela ser uma das melhores

fontes de informação do mundo dos dias de

hoje !

Nunca mais voltou a acontecer-me algo

igual , e agora tento sempre avisar os meus

amigos para eles poderem navegar com

segurança !


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Catarina Silva

Iolanda Mota

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Sorri, estava a apenas um passo de adquirir

os jogos que sempre quis, a um preço muito

mais baixo e assim poderia comprar também

as adidas que estavam em saldo no centro

comercial.

Apressei-me a ir buscar o cartão de crédito do

meu pai, mas claro, sem ele saber, e preenchi o

registo com os números do cartão, seguidos do

meu nome, morada, e-mails e número de telemóvel.

Pronto!

Era só aguardar mais cinco dias, o que na minha

opinião eram demasiados, para ter na minha própria

mão os jogos que há muito andava a observar

de cada vez que ia ao centro comercial.

Passaram-se dias e dias, até que passaram a

semanas, eu estava cada vez mais ansioso e desconfiado,

até que recebi um e-mail do site de

jogos a dizer que, como o site estava em vias de

acabar, já não podiam entregar mais jogos.

Fiquei desanimado, mas pelo menos ainda tinha o

meu dinheiro. Foi nesse mesmo dia, ao jantar, que


o meu pai nos contou que tinha sido roubado, pois quando

fora ao banco levantar dinheiro recebeu a informação

que lhe tinham extorquido cem euros do cartão. Fiquei

de tal maneira corado, que me vi obrigado a contar o

acontecido, gerando uma enorme confusão que acabou

comigo de castigo e sem semanada para poder pagar

ao meu pai, e jogos de computador, nem ouvir falar

deles!

A partir daquele dia aprendi uma grande lição, uma

lição que me tinha custado dois meses de semanada

e um grande sermão do meu pai. Essa lição foi acerca

da internet, que tanto pode ser a nossa melhor

amiga, como também a nossa pior inimiga, e dar

origem à nossa ruína.

Avisei todos os meus amigos, mas mesmo assim,

passado algum tempo vim a saber de uma história

bem semelhante à minha, semelhante não,

igual.

Um rapaz havia sido enganado ao tentar comprar

um jogo na internet, e o pedido de desculpas

foi o mesmo, o site, que supostamente já

não devia de existir, era também o mesmo!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Augusto Gomes, Matosinhos

Agrupamento Matosinhos

Raul Macedo

Ana Rita Lima

Diana Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Escolhi o Como sou um adolescente impaciente,

preciso dos meus jogos rapidamente.

Quando entrei no site à partida não sabia que

era necessário dar os meus dados pessoais, por

isso, fui primeiro ver quais os jogos disponíveis.

Admirei-me dos seus preços tão baixos, que

senti logo necessidade de os comprar.

Este site tinha disponível um ―carrinho de compras‖

que eu rapidamente enchi.

Depois de mais de meia hora a ―comprar‖, apareceu-me

uma caixa pop-up avisando que o site não

era mais seguro.

Não liguei a essa mensagem, aparecendo outra

vez, poucos minutos depois.

Como a mensagem continuava a aparecer, decidi

guardar os jogos que tinha escolhido e saí do site.

Poucas horas depois, voltei lá. Quando chegou a

altura de pagar pelos meus jogos, pediram-me os

meus dados, incluindo números de telefone e de

telemóvel, a escola que frequentava e a minha


morada, o que não achei estranho, pois teriam de mandar

os jogos para algum lado.

Quando me recusei a dar os meus registos, o site bloqueou

todas as minhas compras. Como pensava que o

site iria infectar o meu computador, rapidamente o desliguei.

Durante dois dias não utilizei aquele computador. Passado

o período de espera, liguei-o e voltei ao site,

deparando-me com um aviso a informar o encerramento

daquele site devido à violação dos termos

legais de venda de produtos ilegais na Internet.

Apercebi-me de que comprar mais barato, não

compensa pôr a minha vida em risco.

Nunca mais voltei a comprar nada pela Internet!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Davide Teixeira

Armanda Silva

Bruno Silva

Sara Machado

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

A grande notícia acabou de chegar à minha

caixa de correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre milhões de pessoas, para ganhar o

grande prémio da LOTARIA ESPANHOLA! Era

tão simples, bastava carregar na hiperligação

que dizia ―Aceitar prémio‖. E assim o fiz, carreguei

na hiperligação, quando carreguei apareceu

– me um bilhete electrónico de avião onde pedia

a minha conta bancária e a palavra passe. Ao

princípio estranhei, mas como estava tão contente

por ter ganho o prémio não liguei. Depois de

preenchido reencaminhei para a empresa de aviação

espanhola, que por coincidência, era a de

minha preferência para viajar até Espanha.

Passado alguns dias recebi outra mensagem, desta

vez era para fazer o CHEKIN para poder viajar.

A viagem estava agendada para o dia 31 de Janeiro.

Ao princípio desconfiei da data escolhida, porque

era um Domingo.

Um dia antes da viagem tinha outro e-mail na

minha caixa de correio electrónico a especificar o

local onde eu deveria comparecer para levantar o


prémio. No dia seguinte lá fui eu todo contente para

Espanha, para ir receber o meu prémio. Quando lá cheguei

andei três horas perdido à procura do local onde

deveria ir levantar o prémio. Conforme ia andando ia

perguntando às pessoas onde era este lugar, mas ninguém

me conseguia indicar onde era este local, porque

nem as próprias pessoas me sabiam dizer onde se

localizava. Após muitas horas em que andei perdido à

procura deste local, finalmente encontrei-o.

Quando lá cheguei fiquei um bocado de pé atrás,

porque o local era muito bizarro, porque não tinha

nada a ver com aquilo que eu tinha imaginado, para

um local de entrega de prémio.

O local era um sítio muito deserto. Mas lá fiquei à

espera que alguém viesse ter comigo para entregar

o prémio. Esperei algum tempo, até que apareceu

um senhor muito estranho. O senhor convidou-me

a entrar no seu carro e levou-me para

um sítio ainda mais estranho que tinha uma

barraca feita de chapa velha.

Achei estranho e não queria entrar, mas o

senhor convenceu-me a entrar, argumentando

que devido a ser Domingo, tinha de ser

naquele lugar, que era onde a empresa guardava

o dinheiro.

Quando lá entrei estavam mais dois senhores

à minha espera, o que achei mais estranho

foi esta barraca ter uma cortina a dividi

-la, pensei que fosse o dinheiro que estava

por de trás da cortina, mas não era. Vendaram-me

os olhos e levaram-me para o outro


lado da cortina onde tinha um

cheiro muito estranho, cheirava a

bicho morto. De seguida houve um

silêncio arrepiante, e levei com um

ferro de chumbo na cabeça.

A família achou estranho a falta de

notícias do Marco, e chamou a polícia. Contou-lhes

o que se passou e de imediato a

polícia associou a outros desaparecimentos.

Passados alguns dias a polícia encontrou o

corpo do Marco e as pessoas que estavam

também desaparecidas. Enquanto a polícia

estava no local a tirar fotografias aos corpos, os

indivíduos apareceram com mais uma das suas

vítimas.

Quando se aperceberam que estavam cercados

não ofereceram resistência, sendo presos e confessaram

todos os crimes que cometeram.

Estes casos não tiveram um final feliz, pois morreram

devido a terem ficado sem órgãos, que

foram traficados para outros países.

Devemos de ter o máximo de cuidado com os emails

que recebemos de pessoas desconhecidas,

pois pode acontecer-nos a mesma coisa que aconteceu

ao Marco.

Esta história chama-nos à atenção para os perigos

existentes na Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

Davide Teixeira

Ana Santos

Ana Teixeira

Joana Gomes

Rosa Mendes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Chateado com a situação, o João resolveu ligar

para ver quem era:

- Estou, quem fala? – Disse o João na defensiva.

- Olá João, finalmente ligaste.

- Quem és?

- Sou o Virtual, perdi o teu email depois de tantas

conversas no chat.

- Virtual? Ah, sim. Mas não me lembro de te dar o

número!

- Pois, na realidade não me deste, arranjei-o por

um amigo teu, mas isso agora não interessa, eu

quero mesmo que conheças o Real.

- O Real?

- Sim, até agora só conheces o Virtual. Vem ter

comigo amanhã àquela rua estreita que vai dar à

Baixa, às 13.00h.

Piih-piih-piih-piih …


- Estou? Estou? – Pronunciava João

João ficou a pensar naquela chamada. Pensou, repensou

e voltou a pensar. Falou com Miguel, seu melhor

amigo, sobre o que se tinha passado. Miguel era um

rapaz mais ajuizado, responsável e não gostou da ideia

de João ir ter com um desconhecido. Mas João, que

estava extasiado com a ideia, não ligou aos avisos do

amigo. No dia seguinte, João mentiu à mãe e disse

que ia almoçar a casa do Miguel. Foi ter com o Real.

Quando chegou à ruela, deparou-se com um homem

que aparentava ter uns cinquenta anos, de pele

morena e de estatura média.

- Real? És tu?

-Sim, sou eu João – Disse Real, esticando a

mão, que segurava uma lata de Coca-Cola aparentemente

vulgar.

João, horas mais tarde e sem ter noção disso,

acordou desorientado. Estava sozinho numa

desconhecida e estreita rua. Parou para olhar

para si. Não tinha o seu telemóvel, a sua mala

de marca já não o acompanhava, tinham-lhe

levado tudo! Procurou alguém, mas o seu

corpo mole não o deixava ir longe. Ao fim

da rua avistou um café e ligou para o Miguel

dizendo-lhe para o ir buscar e pediu para não

contar aos pais, porque agora tinha noção da

sua irresponsabilidade.

Miguel disse:

- O próximo passo é usares a Internet

com segurança!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Dr. Manuel Pinto Vasconcelos, Freamunde

Agrupamento Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos

Davide Teixeira

Cláudia Pereira

Fernanda Carneiro

Filipa Gomes

Vanessa Serafim

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Com isto tudo o João estava farto de receber

tantas mensagens e acabou por responder.

Numa primeira mensagem o João referiu o seu

nome e a sua idade (15 anos), porém a outra

pessoa disse que tinha a mesma idade e que se

chamava Clara. Falaram durante alguns dias e o

João contou aos seus colegas de escola que estava

a conhecer uma rapariga pelo telemóvel. Com

o passar do tempo a Clara mandou-lhe uma fotografia,

o João ficou maravilhado com tanta beleza.

Passado um mês os colegas foram falar com os

pais do João, pois estavam preocupados com o

facto de ele estar a falar com pessoas desconhecidas

pelo telemóvel. Quando os pais souberam da

situação ficaram alertados e foram de imediato

falar com o filho.

Com a conversa que os pais tiveram com o João,

um dos conselhos dos pais foi deixar de falar com

a rapariga, mas João como não tinha muitos amigos

na escola não quis ceder e mentiu aos pais


continuando a falar para Clara.

O adolescente ficou tão encantado com a rapariga que

desejava estar com ela, para isso acontecer o João deu

os seus dados pessoais e marcaram um encontro num

pavilhão abandonado a vários quarteirões da sua casa,

às 15h:32min.

Com tanta ansiedade de querer conhecê-la foi um pouco

mais cedo, todavia ao sair de casa uma carrinha

segui-o até ao local do encontro.

Minutos antes João tinha dito ao seu colega Ricardo

que ia ter um encontro com a rapariga dos seus

sonhos no pavilhão abandonado.

Quando o João chegou ao local marcado apercebeu-se

que tinha caído numa emboscada, avistou

um homem com aspecto indecente a sair dentro

da carrinha que o seguiu perguntou pela Clara e

o homem riu-se descaradamente e informou-o

que foi com ele que trocou mensagens. Da

mesma carrinha saíram quatro homens musculados

que lhe agarraram nos braços.

Enquanto na casa do João estava o Ricardo a

falar com os pais dele que João podia estar

em perigo, no caminho para o pavilhão ligaram

para a polícia. Por fim a polícia chegou a

tempo de salvar o João de ser vítima de um

tráfico de órgãos.

Contudo descobriu-se que a fotografia que

lhe mandaram era de uma adolescente que

tinha sido vítima da mesma situação. I


sto tudo fez com que o João e os

da sua escola tivessem mais cuidado

com os destinatários desconhecidos.

Conselho: NÃO DEVEM FALAR COM DES-

CONHECIDOS MUITO MENOS DAR OS

SEUS DADOS PESSOAIS, NUNCA SE SABE

QUE ESTÁ DO OUTRO LADO!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Paço de Sousa, Penafiel

Agrupamento Paço de Sousa

Beatriz Gomes

Joana Sousa

Sandra Cunha

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou Como Real sou pequeno,

moreno, tímido, mas como Virtual faço de

conta que sou alto, ruivo e extrovertido, é

como se por ―magia‖ me transformasse numa

pessoa que gostaria de ser.

Todos os dias conseguia libertar-me dando um

novo rumo à minha vida podendo falar com

―elas‖ o que não conseguia fazer frente a frente.

Noutro dia conheci uma rapariga chamada Dora.

Ela dizia ser loira, olhos verdes e muito bonita.

Falamos muitas vezes e, apesar de não a conhecer

confiava imenso nela.

Ela dizia ser capaz de fazer coisas que eu nunca

fiz, encontrar e tirar trabalhos feitos da internet

(mesmo sendo isso plágio), conseguia senhas e

aceder a contas de outros utilizadores...

Eu achava-a aventureira. Até que surgiu um

encontro, num Sábado, no Café Central, às 14

horas.

Lá no café, eu vi que ela era totalmente diferente

do que eu imaginava e das suas descrições.


Fiquei desiludido.

Não pela aparência mas pelo facto de ela me ter ―traído‖,

de ter descoberto que todas as nossas conversas foram

uma farsa, uma mentira.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Nicolau Nasoni, Porto

Agrupamento Antas

do Carmo

Pedro Freitas

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido

mas como virtual faço de conta, que sou alto,

forte, moreno quando comunico com as pessoas

não digo a minha identidade verdadeira

digo que sou alto, moreno, muito forte bastante

comunicativo, quando na realidade sou bastante

tímido baixo, eu não dou a minha identidade

pois isto pode ser perigoso para a minha

idade.

Mas também posso estar enganar os outros, pois

podem pensar que sou pedófilo, e os chats são

um local privilegiado para os pedófilos angariarem

crianças desprevenidas.

Não quero dar informações certas para não ser

uma dessas crianças, e os meus parentes avisaram-me

dos perigos que posso encontrar na internet:

não só nos chats mas também noutras páginas

da internet, como em redes sociais, correio

electrónico, etc…

A internet tem pouca segurança, e a que tem, os

criminosos conseguem passar por ela sem serem

detectados!...

Eu, no fundo, também engano as pessoas e iludo-


as…, por uma questão de medo, e também para me

darem conversa (também para me divertir)! Mas, também

não sei quem está do outro lado.

É por isso que nos podemos estar sempre a enganar

uns aos outros!

Parece ter muita piada, mas não tem!

Se pensarmos bem, desta maneira os chats perdem o

interesse e a função para a qual foram criados, em

vez de permitir conhecer pessoas, permitir a troca de

vários assuntos e a divulgação de novidades, passa

a ser um lugar de pessoas com a mente perturbada,

e que usam os chats para outras coisas como a

pedofilia…

O mundo da internet, particularmente nos chats,

é muito perigoso! Deve-se ter muito cuidado com

os chats: há pessoas que os usam para o mal,

mesmo que se criem barreiras para dificultar

estas práticas.

O ideal seria que as pessoas fizessem uso da

Internet exclusivamente para o bem! Será que

podemos contribuir para esse fim?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

David Campos

Diogo Gonçalves

João Figueiredo

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… por três vezes seguidas nesse dia. O João

ficou perturbado.

Nos dois dias seguintes, novamente a mensagem

repetiu-se e curioso, eram enviadas sempre

à mesma hora, sempre que entrava no portão

da escola.

João não conseguia fazer nada, a não ser pensar

quem seria que estava do lado de lá, e não pensava

em mais nada, chegando mesmo a piorar as

notas. Provavelmente alguém o estaria a vigiar,

pensou ele.

O João começava a ficar realmente preocupado,

pois começou a aperceber-se que cada dia havia

uma contagem decrescente no número de mensagens.

No primeiro dia três, noutro duas…

No dia zero ele falou com os seus pais, mas eles

não lhe prestaram a devida atenção. O João nunca

mais foi visto, apenas o seu telemóvel ficou.


Alguns meses mais tarde a polícia concluiu que ele

tinha trocado mensagens numa ―Chatroom‖, com um

homem que se passava por adolescente.

O João tinha dado o seu número de telemóvel, a sua

morada, a sua escola, tudo


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Francisco Torrinha, Porto

Agrupamento Francisco Torrinha

Paula Ribeiro

Bernardo Gomes

Luís Jorge

Tiago Pereira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como Real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que sou um

rapaz alto e bem estruturado, gosto de ir a

sites só por diversão.

O momento mais feliz do meu dia é chegar a

casa depois das aulas e ir para o computador

falar e jogar com os meus amigos online.

Muitas vezes quando estão todos a dormir acordo

e falo com uma amiga minha. Eu não a

conhecia, mas ela dizia que sim.

A minha mãe já me tinha avisado dos perigos de

conhecer amigos na internet, mas para mim é

para me enganar.

Tinha combinado com ela encontrarmo-nos no rio

Douro num café que conhecia. Quando lá cheguei

não vi rapariga alguma, e só vi um homem com

muito mau aspecto, e sentei-me na mesa mais

perto do rio.

Esse homem dirigiu-se a mim e eu tentei não

olhar. Sentou-se e comecei a tremer e a tentar disfarçar

a minha inquietação.

O homem começou a falar e parecia que sabia tudo


sobre mim.

Ofereceu-me uma bebida e pura e simplesmente não me

deixou recusá-la.

Ofereceu-me outra e outra.

Comecei a sentir-me estranho e, desmaiei.

Quando acordei estava no hospital rodeado dos meus

pais, dos meus avós, dos meus tios e amigos, os que

gostavam de mim, do Real.

Foi-me dito que aquele homem que me fizera desmaiar

era um pedófilo procurado que procurava as

suas vítimas na internet, mas tinha sido agora

finalmente apanhado.

Isto aconteceu num dia, num dia que nunca mais

esqueço, e foi nesse mesmo dia que o meu nome

passou a ser Real.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Andreia Gomes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

O João como não conhecia o número ignorou,

mas como lhe estavam sempre a ligar, ficou

um bocado curioso em saber quem era e decidiu

mandar mensagem a perguntar quem era,

essa pessoa foi falando com ele, mas nunca

divulgou o nome, sempre a tentar arranjar um

encontro…

Mas o João, continuou a falar com o desconhecido,

pois não sabia os perigos da internet, os pais

nunca lhe tinham explicado os cuidados a ter.

Desde não aceitar coisas de desconhecidos até

marcar encontros.

Ele como não sabia os cuidados a ter, continuou a

estar em contacto com o desconhecido, eram da

mesma zona, até que um dia combinaram um

encontro.

E era um familiar dele que estava no encontro e

deu-lhe uma ‗‘lição de moral‘‘, devido ao cuidados

da internet e disse-lhe que, por acaso era um

familiar, mas podia ser uma pessoa e até chegar a


querer fazer-lhe mal, que não devia de aceitar nada de

ninguém, que na internet devia só falar com os amigos e

não com desconhecidos, muito menos mandar fotos ,

marcar encontros, nem dar o numero de telemóvel .

A partir desse dia a atitude de João mudou, pois

aprendeu os cuidados a ter , não respondeu a mais

nenhum numero de telemóvel desconhecido, não marcou

mais encontros, não mandou fotos a ninguém ,

nem aceitou nada de ninguém, e desde ai foi mais

feliz, porque chega-lhe os amigos que ele tem para

falar, não precisa de desconhecidos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Ângela

Paula Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Numa quinta á tarde, o João sentou-se em

frente ao seu computador e começou a falar no

chat com uma pessoa que já falava algum tempo:

- Olá, tudo bem? -perguntou-lhe essa pessoa

-Mais ou menos -respondeu-lhe o João – Estou

um bocado chateado pois continuo a receber SMS

de um numero anónimo a dizer ―liga-me‖.

- A serio?! Bolas, esse tipo é mesmo chato!

-Muito! Bem são 18h e os meus pais tão a chegar,

tenho que desligar! Amanhã tenho treino de futebol

de tarde e tenho que me deitar cedo

-Ok.

No dia seguinte o João voltou a receber a mensagem,

mas, como sempre, não lhe respondeu.

Quando acabou o treino, ao dirigir-se para casa

sentiu que estava a ser seguido por alguém, mas

quando olhava para trás não via ninguém, a não

ser um carro preto, que a qualquer lado que fosse,


ele estava sempre lá. Decidiu parar então num café para

ver se o carro parava de o seguir. Esteve lá, durante 10

minutos e quando viu que o carro parou de o seguir e

segui sempre em frente, sentiu-se mais descansado e

foi para casa.

Para seu espanto, o carro preto estava lá, estacionado

ao lado do carro dos seus pais. Quis saber o que se

passava e entrou dentro de casa. Já lá dentro, estava

sentado no sofá, os seus pais e um homem.

Este dirigiu-se ao João e apresentou-se:

-Olá, sou a pessoa desconhecida com que andas a

falar no chat!

- A serio? Mas tu sempre me disseste que eras um

rapaz da minha idade!

- Na verdade sou um agente da policia, e, tal

como eu menti muitas outras pessoas com quem

falaste certamente também te mentiram. Eu

ando a fazer passar-me por pessoas no chat,

para depois avisar que isso é perigoso.

-E como me descobriu?

-Sem te aperceberes deste-me a tua morada,

a teu horário, a que horas os teus pais chegavam,

e o teu numero de telemóvel.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

André Filipe Silva Penas

Francisco Manuel Fonseca Araújo

João Manuel Queirós Magalhães

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

O meu nome, data de nascimento, número

de conta, morada, e-mail, número de telefone

e profissão.

Eles a partir do Nome de quem se está registar

e do seu número da Conta conseguem tirar o

dinheiro que o mesmo tem no Banco.

Muitos sites de venda de produtos são falsos e

usados para furto e roubar dinheiro a quem tenciona

comprar algum produto.

Apesar dos preços chamativos de muitos produtos,

os perigos são muito mais elevados e só se

deve comprar produtos através de sites oficiais,

para não existir problemas.

Devemos pedir sempre ajuda aos pais ou a amigos

que percebam de internet para os ajudar com

as compras e nunca devemos comprar nada sem

autorização dos pais.


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o meu aniversário.

Dinheiro para comprar uns jogos. Na Internet são mais

baratos, por isso fui ao site com o “melhor preço”. Só

tinha que dar os meus dados para fazer o registo.

Os últimos dados foram: a morada, número de cartão

de crédito, mas como eu não conhecia os riscos tive

um comportamento irresponsável e pus.

No dia seguinte quando estava a fazer uma compra

recebi um aviso que tinha a conta a zero, e foi

então que me apercebia dos erros que tinha cometido

no dia anterior.

No mesmo dia à noite quando cheguei a casa

reparei que a minha casa tinha sido assaltada.

Desde esse dia nunca mais dei os meus dados

pessoais a alguém desconhecido.

A Internet pode ser um excelente sítio para

aprender ou simplesmente para relaxar e

explorar o mundo que lá se encontra. No

entanto, precisas de ter cuidado quando

navegas na Internet! Por um lado, quando

estás ligado a uma rede a nível mundial,

ficas mais susceptível a pessoas mal intencionadas.

E para que te sintas sempre seguro,

pára antes de navegar, pensa nos riscos

e nas medidas de precaução e só depois clica!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Ana Rita Ferreira dos Santos

Sara Isabel Monteiro

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Nos dias seguintes esperava que ele mandasse

a mensagem para o abordar, como esperado

apareceu:

-Liga-me…

O João assim o fez, a pessoa do outro lado era

uma rapariga. Começaram a falar e todos os dias

a chamada se repetia. Foram-se conhecendo

cada vez melhor.

As conversas passaram de conversas banais para

conversas mais sérias. Como informações sobre

os locais que frequentavam (a escola, casa, se

saía á noite, etc.) A cada dia que passava o interesse

de falarem aumentava. Algumas conversas

depois, o João pediu a rapariga para lhe mandar

uma foto. Ela assim o fez. O João achou-a uma

rapariga bastante atraente. Nesse mesmo dia,

marcaram um encontro.

O João aceitou. Combinaram encontrar-se num

café. Chegado ao dia, ele foi ao referido café, onde

reparou numa rapariga, que se parecia com a da


fotografia.

Após falarem, ela convidou-o a ir dar um passeio por um

jardim ali perto.

Quando estavam a deslocar-se para o jardim, apareceram

2 homens, pedindo informações. Quando deram

por eles estavam dentro de uma carrinha.

O João nesse momento percebeu o que se passava, a

rapariga foi apenas um isco para o mal que vinha a

seguir. Tratava-se de uma organização para recolher

órgãos ilegalmente.

Depois de lhe retirarem os órgãos que precisavam,

houve uma complicação e o João acabou por falecer.

Os homens e a rapariga levaram o João até á

porta de sua casa.

Quando a mãe se apercebeu do sucedido, sentiuse

culpada por não ter entendido o que se passava

com o seu filho! Mas a verdade é que o

João nunca tinha falado desta rapariga á sua

mãe.

Desta história tira-se a conclusão que não se

deve falar com estranhos por telemóvel, ou

por Internet. Porque os riscos de situações

como estas, são muito prováveis de acontecer.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Ana Catarina Carvalho Fernandes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

João, já farto de tanta insistência por parte

desse numero e não aguentando a sua curiosidade

de saber quem era acabou por lhe ligar,

pois este não parava com as mensagens .

Ligou e o número não atendeu, João tentou

novamente mais tarde e voltou o número a não

atender. O rapaz já irritado com a situação decidiu

mandar – lhe uma mensagem a perguntar ―

quem és? ― mas o numero voltou a responder

com ―liga-me‖.

João ligou e ligou e voltou a ligar até que de

repente o numero decide atender e o rapaz pergunta

– lhe:

- Quem é que tu és?

Do outro lado da linha alguém responde apenas

com um suspiro que a uma primeira impressão lhe

parecia um suspiro de uma menina já crescida.

João, volta a perguntar novamente o mesmo e

quem estava do outro lado da linha responde:

- Se quiseres saber quem sou vem ter comigo a


Matosinhos, Lais Guia as 15h30 da tarde de amanhã.

Espero lá por ti. Beijinhos.

E João ia para falar e quem estava do outro lado da linha

desliga e ele apenas fica a ouvir o ― pi pi pi ― do telemóvel.

No dia seguinte, João andava muito calado nos intervalos

da escola e completamente na lua nas aulas, o que

não era normal nele pois era muito extrovertido e

falador. A sua melhor amiga, Rita Magalhães, estranhou

esse facto e foi falar com ele:

- Mas que se passa contigo hoje, João?

Mas não obteve qualquer resposta.

- Bem João tu hoje estas mesmo estranho. Sou tua

melhor amiga diz – me lá o que se passa. É por

causa da Leonor? Ou da Andreia?

A Leonor era a rapariga que João gostava já

algum tempo, para aí á uns 8 meses e a Andreia

uma grande amiga, talvez uma Segunda melhor

amiga, que estava completamente apaixonada

por ele .

João permaneceu calado o dia todo e não respondi

a nenhuma das mensagens de Rita

Magalhães a sua melhor amiga de há já 10

anos.

A caminho de casa João pensava bem se

realmente deveria ou não mas acaba por

arriscar e ir. Chega ao local combinado, 30

minutos antes e não estava lá ninguém,

então decidiu esperar.

De repente por de trás dele alguém lhe tapa

os olhos e a boca e ele atrapalhado tenta


salvar – se mas não consegue.

Deixando que ele se aflija mais e

mais até perceber os perigos que

tem, este género de coisas e para que

aprenda a lição não o largavam.

De repente, larga – o e ele olha para trás

e vê que era apenas o seu amigo Bruno

Alves que lhe tinha feito isto para que ele

percebe – se que é extremamente perigoso

ir ter com pessoas desconhecidas, seja onde

for, com quem for, ou a que horas for.

Com isto, João Fonseca aprendeu uma grande

lição e:

NUNCA MAIS IRÁ TER COM ALGUÉM QUE NÃO

CONHEÇA.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Gonçalo Nuno Paiva Lopes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… e a curiosidade aumentava de dia para dia e

não contendo a sua curiosidade o João acabou

por ligar, para aquela pessoa que tanto o chateava.

- Sim, quem fala? – dizia ele. Do outro lado não

se ouvia mais nada a não ser meras respirações,

acabando por desligar a chamada. Ficou sem

saber quem era a pessoa do outro lado da linha.

A pessoa mistério voltara a enviar mensagens

para o João e de novo o rapaz voltou a ligar. Desta

vez, alguém falou, mas de uma maneira tão baixa

que João não percebera o que este dissera e a

chamada de novo foi desligada. O João no fim

desta chamada, tentou ligar mas a chamada fora

rejeitada.

João estava curioso e ao mesmo tempo apreensivo

com tudo aquilo que se estava a passar. Quem

sabe se seria alguém perigoso …

Passados cinco dias de novo uma mensagem entra

no telemóvel de João e a curiosidade voltou a


aumentar. Desta vez João não ligou, mas preferiu aconselhar-se

com um amigo pois o receio falou mais alto. O

amigo de João era o Afonso, era dois anos mais velho e

talvez soubesse o que fazer. O Afonso recomendou ao

João que de novo ligasse à pessoa mistério e que resolvesse

de uma vez por todas o que se estava a passar. E

assim foi, o João de novo remarcou o número e do

outro lado atenderam.

Após uma longa conversa, marcaram um encontro

junto da escola onde o rapaz estudava. Marcou o

encontro para as 10h10, ou seja hora do intervalo.

João esperou 10 min e ninguém aparecia. Passados

esses dez apareceu o Martim o seu melhor amigo e

perguntou ao João o quê que ele fazia ali parado.

João não queria contar mas acabou por dizer que

estava a espera ―de um alguém‖ com quem ele

falara no dia anterior ao telefone, alguém que

ele não conhecia. Essa pessoa era o Martim,

mas o João não sabia. O Martim, com ar sarcástico

disse ao João com quem tinha falado

ontem era ele. João não queria acreditar.

Os amigos ficaram ali a conversar e João concluiu

que tinha sido alvo de uma partida que

lhe deu uma lição, uma grande lição para o

resto da vida.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Pedro Ferrão

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

- Esta foi a notícia que o João recebeu, após

ter inserido o seu nome, idade e o e-mail num

dos anúncios que supostamente dão um prémio

ao vencedor. Só que toda a gente é vencedora.

Após ter lido a notícia, o João ficou extremamente

contente, e clicou onde dizia ―aceito o

prémio ―, acção que iria trazer consequências,

não só para si, como também para os seus pais.

Após ter clicado, apareceu-lhe outra mensagem

para inserir o número de telemóvel, mas como ele

ainda era muito novo e não tinha idade para ter

um telemóvel, inseriu o número dos pais.

Bem, nunca mais recebeu nenhuma notícia, até

um dia em que os pais saíram e o João ficou sozinho

em casa. O seu pai tinha-se esquecido do

telemóvel e João ficou com ele no caso de ocorrer

alguma emergência.

Estava o João a ver televisão quando o telemóvel

do pai começou a tocar. João foi ver e dizia ―

Número Privado‖. Pegou no telemóvel e atendeu,

um sujeito de voz rouca e seca, começou a falar:


- Boa tarde, como já deve ter sido informado, o senhor

foi o vencedor da nova consola de jogos, o seu prémio

vai ser entregue dentro de algumas horas, basta dizerme

a sua morada e vai imediatamente um agente nosso

entregar a fantástica consola!

- Rua do Sobe e Desce, número 3, Porto. – respondeu

o João, entusiasmado .

- Preciso de saber também, se está alguém em casa

consigo?

- Não, os meus pais foram sair, agora estou sozinho

por isso podes me trazer a consola nova!

- Muito obrigado e até já.

Como já devem ter imaginado, era tudo uma fraude

e João com os seus 7 anos, foi raptado e nunca

mais se soube nada dele .

Esta história é um alerta para os pais, cuidado

com o que os seus filhos fazem!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Andreia Graça

Andreia Pinto

Tiago Manuel Leitão Peres

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

A professora adorou o meu trabalho e propôs

-me apresenta-lo à turma , eu aceitei, claro,

sem pensar duas vezes.

A apresentação correu bem, mas por azar um

colega meu conheceu a história, visto que o seu

pai era o autor. Sendo assim, ele gostava que o

filho conhecesse algumas das suas obras. E por

azar ele conhecia aquela!

O meu colega contou ao pai o sucedido e o pai

indignado foi à minha escola falar comigo e informar-me

de que iria avançar com um processo em

tribunal contra mim. E assim o fez.

Tive que contar aos meus pais e eles ficaram tremendamente

chateados comigo. Não só por eu

lhes ter feito gastar tanto dinheiro com o advogado

mas também por eu ser preguiçosa e não procurar

outras fontes de informação a não ser a

internet.

A internet não é só um poço de coisas boas, também

tem as suas consequências.


Tentações

A nossa professora marcou-nos um trabalho sobre um

dos assuntos abordados nas últimas aulas. Pesquisei

bastante e já escolhi o meu tema. Descobri, na Internet,

um texto fabuloso sobre o assunto

… encontrei montes de coisas sobre o que a professora

pediu, e claro que fiz ―copy ― ―paste‖, como eu não

resumi. O trabalho estava igual.

A professora como não utilizava muito a internet,

não reparou que o trabalho tinha sido copiado e deu

-me boa nota, mas os melhores trabalhos tinham

que ser publicados na internet, e o trabalho estava

assinado com o meu nome e não era feito por

mim, logo fiz cópia.

O criador do site onde eu tirei o trabalho, por

meu azar visitou o meu site, e fui processado,

tive que ir a tribunal e tudo!

Nunca mais volto a copiar trabalhos da internet,

aprendi a minha lição, só de pensar que a

brincadeira de fazer copy paste levou a isto

tudo!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Ivo Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Naquela manhã o João acordou com os ‗pés

fora da cama‘, estava farto de receber aquelas

mensagens de um indivíduo que não sonhava

quem fosse. Será que seria uma nova namorada

incógnita? Um violador? Um amigo a dar tanga?

Uma nova admiradora? Quem quer que fosse

estava a despertar a curiosidade do João.

Naquela manhã, o despertador tocava ruidosamente,

vestiu-se e foi para a escola. A meio do

caminho recebeu mais uma mensagem que se

tornou habitual nos últimos dias.

‗Olá João! ;D

Anda ter comigo ao pé do lago do teu bairro, ás

17horas.

Espero lá por ti, não faltes. Adoro-te!

Beijinho a tua admiradora secreta 017‘ (L)

João era uma pessoa simples, calma e sem inimigos.

Provavelmente aquele seria o melhor dia da

sua vida. Seguiu para a escola sem grandes demo-


as. Às 16 horas saiu da escola e dirigiu-se ao lago do

seu bairro. Perto do lago João começou a sentir alguma

ansiedade, contudo não desistiu. O telefone tocou:

- Estou? Quem fala? – Disse receoso e um pouco

apreensivo.

- Olá! Estás bom? Espero que sejas corajoso porque o

teu pesadelo ainda agora começou. – Disse rindo-se

maldosamente.

João desligou imediatamente o telemóvel e tentou

controlar o medo que sentia, não sabia o que o

esperava. No instante em que olha para trás dá de

caras com um homem com os seus 35 anos acompanhado

pela Catarina Wallenstein, sua amiga de

escola.

- Olá! Tudo bem? - Disse acenando-lhe do lado

oposto da rua ao dele.

De repente passa um carro e um homem abre o

braço e leva o João sabe-se lá para onde


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

João Rocha

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Após eu ter carregado em ―aceito o prémio‖ o

meu computador desligou-se sem eu premir

nenhum botão então eu tentei, tentei, tentei e

voltei a tentar mas o computador não ligava

então deixei o computador desligado durante

uns dias, talvez os meus pais não reparassem

(eles tinham lá todos os seus códigos e documentos).

Uns dias depois a minha mãe começou a estranhar

perguntou-me porque eu não mexia no computador

e aí eu contei-lhe tudo o que acontecera,

ela ficou furiosa mas compreendeu porque ela

sabia o quanto eu desejava aquela consola de

jogos.

Nesse mesmo dia levamos o computador a uma

loja de informática e o técnico que estava de serviço

disse que o meu computador tinha um vírus e

perguntou-me se eu tinha anti-vírus e eu respondi

que não, depois perguntou-me se eu tinha aceitado

alguma coisa no e-mail e eu contei-lhe a historia

e ele disse que ia tentar resolver o assunto.

Uns dias recebi um telefonema do técnico a dizer


que o computador estava arranjado e que já o podíamos

ir buscar após ter pago pelo arranjo do computador o

técnico deu-me um aviso ―Nunca mais voltes a aceitar

nenhuma coisa na internet‖.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Pêro Vaz de Caminha, Porto

Agrupamento Amial

Júlio Militão

Miguel Duarte

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Era tão fácil que claro que carreguei no aceitar.

Recebi uma mensagem para deixar os meus

dados pessoais e tudo o que me dizia respeito

Depois mandaram-me outra mensagem a dizer

que recebia o prémio durante uma semana no

máximo.

Esperei duas semanas sempre à espera que chegasse

e nunca chegava, comecei a ficar preocupado

e tinha problemas com o computador.

O computador desligava-se e o ecrã deixava de

funcionar e alguns documentos do computador

desapareciam mas eu queria era receber o prémio,

não queria saber se o computador estava ou

não avariado.

Um dia cheguei ao computador, carregava no

botão e não dava, pensei e chamei o técnico e ele

disse-me que não havia jogo nenhum o que eu fiz

foi deixar o vírus entrar no meu computador


O vírus estragou-me algumas peças do computador tive

de comprar estas peças:

memórias

Motherboard

Processador

Disco rígido

Por o preço que ia gastar mais valia comprar um computador

novo e foi o que eu fiz..


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Irene Lisboa, Porto

Agrupamento Irene Lisboa

Aida Domingues

Carla Ribeiro

Marta Cleto

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Eles não pediam muita coisa, apenas o meu

nome, idade e morada. O registo foi feito rapidamente

e a única coisa que faltava para poder

aceder aos jogos, era introduzir uma password

que eles iriam enviar. Para isso eles pediam o

meu número de telefone, (eu já tinha ouvido

que não devíamos dar o nosso número a desconhecidos,

mas não devia haver problema, era

apenas um site de jogos, não era nenhum chat

ou coisa parecida).

Dei-lhes o número e de imediato recebi uma mensagem

com a password. Mal inseri o código de

acesso, o meu computador ficou escuro. Achei

estranho!

Entretanto, uma série de letras começaram a percorrer

o ecrã. Eu não entendia nada do que se

estava a passar! O meu telemóvel começou a

vibrar, tinha recebido uma mensagem. Não conhecia

o número, fui ler e dizia: ‖Foste apanhado!

Estamos de olho em ti!‖.

Comecei a ficar realmente assustado, aquilo estava

a dar para o torto. Não sabia como resolver o pro-


lema, tinha de contar aos meus pais, mas tinha medo

do que eles iriam fazer quando soubessem. Eu realmente

tinha sido muito irresponsável! Entrei em pânico.

De repente, a minha mãe entrou no quarto, eu continuava

assustado sem saber o que fazer, em frente ao

computador.

- ―Filho, que se passa? Estás branco como a cal! O que

aconteceu com o computador?‖

Engoli em seco, não lhe queria contar, mas tinha de

ser!

- ―Mãe, temos um problema.‖ – disse eu. Expliqueilhe

tudo que tinha acontecido.

O meu telemóvel voltou a vibrar. Eram novamente

eles. A mensagem era realmente intimidante! Li

de novo e mostrei à minha mãe: ‖ Ora bem, é

assim que isto vai acontecer, nós sabemos tudo

sobre ti, por isso não te armes em engraçadinho.

Queremos um montante de 1000 euros,

em dinheiro. Tens um prazo de uma semana,

senão algo te vai acontecer!‖.

A minha mãe acariciou-me a cara: -― Não te

preocupes, vai correr tudo bem.‖

Eu sabia que ela também estava assustada,

sentia-me mesmo mal!

Passado algum tempo fomos à polícia e contei

tudo o que estava a acontecer. Sentiame

mesmo nervoso.

No dia do encontro, apareceram dois

homens que me estenderam a mão e entre-


guei-lhes o dinheiro que eles

tinham pedido. De seguida, desatei

a correr. Ouvi os polícias a ameaçálos,

o meu coração batia a 100 à hora.

Só parei quando cheguei ao pé dos

meus pais. Estava tudo acabado! Eles

tinham sido presos e felizmente tinha corrido

tudo bem!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Irene Lisboa, Porto

Agrupamento Irene Lisboa

Aida Domingues

Daniel Torrie

Marta Maria

Rute Liliana

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como Real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que sou alto,

loiro e descontraído.

Nos chats sou muito descontraído porque

me encontro sozinho no meu canto onde tenho

tempo para pensar no que hei-de dizer sem

timidez, pois do outro lado as pessoas não me

conhecem e não me podem julgar pelo que eu

sou.

O meu principal objectivo é fazer novos

amigos que me aceitem tal como sou e que me

ajudem a ultrapassar as minhas diferenças.

O que eu preciso mesmo é de me distrair com

outras pessoas e aproveitar a vida ao máximo

antes que seja tarde.

Um dia, quando me encontrava no chat recebi

um pedido de amizade de uma rapariga que por

sinal era minha colega da escola, mas nunca tinha

reparado em mim.

Eu fiquei muito surpreendido mas aceitei.

Fui falando com ela todos os dias e cada vez

mais fui gostando da sua personalidade. Tínhamos


muita coisa em comum e a principal era que me compreendia

muito bem, devido ao facto de também ser

tímida. Eu fui criando uma grande admiração por ela e

adoraria conhecê-la pessoalmente.

Até que um dia, resolvi encontrar-me com ela na

escola, quando fosse a semana de actividades escolares

de Verão, para não atrair olhares curiosos.

Quando chegou o momento mais esperado, ela

olhou para mim fixamente durante alguns minutos,

concerteza que tinha outra expectativa em relação

ao meu visual, pois na internet aparento ser muito

diferente do que sou na realidade.

Nessa altura, pensei em fugir, mas lá me

aguentei e esperei pela sua reacção.

Quando se aproximou, fiquei muito nervoso,

estava com medo de ser julgado pelo que

fiz e principalmente por lhe ter mentido.

Mas estava completamente errado,

simplesmente me disse que era mais bonito na

realidade do que na Internet, o que me causou

grande espanto.

Pedi-lhe desculpas pelo sucedido e

continuámos a falar durante muito tempo

para nos conhecermos melhor.

Os dias iam passando e a nossa amizade ia

florescendo, o que me deixava bastante

feliz.

Juntos conseguimos ultrapassar a

timidez, tudo era mais simples a dois do


que sozinho.

E assim se formou mais uma

amizade na minha vida que me tornou

numa pessoa mais feliz, pois os

meus colegas quando me gozavam eu

ignoravam com toda a minha segurança

que um dia fez com que começassem a

desistir de o fazer.

Com isto tudo aprendi que ter amigos

é a melhor coisa do mundo e que por vezes

mais vale dizer a verdade do que mentir, pois

até acabei por ganhar mais com verdade!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Irene Lisboa, Porto

Agrupamento Irene Lisboa

Aida Domingues

António Diogo

Tiago Pratinha

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Achei estranho, mas como era a consola dos

meus sonhos, nem hesitei. Cliquei em ―Aceito

o prémio‖ e de repente abriu-me uma janela

onde me pedia os meus dados pessoais (email,

morada, nome, telefone, escola, etc.)

Era fim-de-semana, quando aceitei o prémio. A

partir do dia em que aceitei, vi um homem a

rondar a minha escola e a minha casa.

Parecia que me estava a seguir…

Não contei nada aos meus pais, para não os preocupar.

Fiz mal.

Duas semanas depois quando saí de casa, a caminho

da escola o mesmo homem apareceu-me à

frente e perguntou-me se eu era o João. Eu disse

que sim, mas achei estranho. Então o homem

puxou de uma navalha e ameaçou matar-me, caso

eu gritasse por socorro. Seguidamente, obrigoume

a entrar na mala do seu carro.

Dentro da mala desmaiei devido à falta de ar. Só

me lembro de acordar passado 1 hora na cave de

uma casa. Tinha as mãos atadas com cordas e a


minha mochila estava no chão cheia de pó, dava para ver

que era um sítio isolado. Pensei logo no canivete suíço

que o meu pai me dera nos anos que estava no bolso de

fora da minha mochila. Oxalá ele não a tivesse revistado.

Enquanto o homem contactava, contava aos meus pais

para lhes pedir um resgate milionário, eu tentava

arrastar-me para junto da mochila, tentando alcançar

o canivete para me libertar das cordas. Assim que

consegui alcançar a mochila, tentei abri-la, mas

quando o consegui reparei que o canivete estava no

meu bolso de trás. Rapidamente o retirei do bolso e

libertei-me. Olhei pela pequena janela e vi o nome

da rua.

Que sorte a placa estar em frente à casa!

Na cave, encontrei um pé de cabra. Só vingança

reinava nos meus sentimentos. Peguei no ferro,

arrombei a porta, subi as escadas que davam

acesso ao rés-do-chão e encontrei o raptor ao

telefone ameaçando os meus pais que me

matava. Levantei o ferro e acertei-lhe mesmo

na cabeça, deixando-o inconsciente. Peguei no

telefone e disse aos meus pais o nome da rua

onde eu estava. Eles foram a correr ter comigo.

Seguidamente fomos à polícia e denunciámos

o raptor. O caso ficou aberto…

Passado um mês soubemos que a rede de

tráfico de crianças na qual eu estive quase

a ser apanhado tinha sido desmantelada.

Fiquei cheio de alegria e senti-me um herói.


Aprendi com esta lição de vida

que não devemos dar as nossas

informações pessoais a pessoas que

não conhecemos, muito menos se

nunca as tivermos visto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Irene Lisboa, Porto

Agrupamento Irene Lisboa

Aida Domingues

Helena Sofia

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Um dia, enquanto estava no seu local de trabalho

ao computador com um colega, recebeu

novamente a mensagem ―liga-me‖. João ia apagar

a mensagem como sempre fizera até que

André, o amigo, o convidou a fazer uma pequena

―brincadeira‖, ligavam ao número em privado

e gozavam com a situação. João não quis entrar

nessa ―brincadeira‖ e recusou.

Já o, amigo pediu-lhe o número e gravou-o no

seu telemóvel.

No dia seguinte, André não apareceu no

emprego. Toda a gente tinha dado falta da sua

presença, uma vez que não tinha avisado antecipadamente

como sempre fizera. João ficou preocupado,

ligou ao amigo mas após duas chamadas

rejeitadas, desistiu. Talvez estivesse ocupado a

fazer algo importante e depois justificaria a falta.

Desta vez, no dia seguinte, André compareceu ao

emprego. Foi ter com o colega João e as feridas e

hematomas escondidos pelos óculos de sol ficaram


expostos assim que os tirou. João não disse uma palavra

sobre o assunto apenas perguntou:

- Precisas de alguma coisa?

- Não me vais perguntar o que aconteceu? - Interrogou

o colega.

-Se quiseres responder.

André olho para baixo e de seguida começou:

- Depois de acabar o dia cá na empresa, saí. Quando

cheguei a casa fiquei curioso e liguei para aquele

número. Tal como te sugeri pus em privado, liguei e

atendeu-me uma mulher com uma voz bastante

atraente.

Fiquei intrigado com a ideia e comecei a falar com

ela. Falámos durante algum tempo. Contei-lhe o

que fazia, como me chamava, e o que fazia nos

tempos livres. Nenhuma destas informações me

pareceu exageradas pois nunca referi um local

onde me poderia encontrar e até porque ela disse

também as mesmas informações dela.

A um certo ponto da conversa eu estava interessado

e ela também parecia estar. Combinámos

um encontro, numa esplanada com bastante

movimento, e a uma hora do dia, onde

muitas pessoas costumam lá estar. Nesse dia,

a essa hora e naquele local, lá estava eu todo

arranjado e com bastantes expectativas.

Apareceu uma mulher e perguntou-me como

me chamava, sentou-se e percebi que era

ela.

A conversa tornou-se cada vez mais interessante

e ela pareceu-me também interes-


sada por mim.

Uma hora depois, convidou-me para

ir para casa dela e estarmos mais à

vontade. Aceitei, como é óbvio. Chegamos

a casa dela e quando fechou a porta,

deitou-se relaxada no sofá. Quando

me estava a aproximar dela, apareceram

dois homens com um aspecto assustador,

deram-me com tacos de golf na cara e roubaram-me

a carteira.

João apenas disse e tom de brincadeira:

- Vamos recusar alguns convites?


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Irene Lisboa, Porto

Agrupamento Irene Lisboa

Aida Domingues

Joana Pinto

Mariana Fonseca

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Será que devo aceitar? Será seguro?

Estas são algumas das perguntas com que eu

me questiono sobre este prémio. Deverei pedir

ajuda aos meus pais se devo aceitar, como eu

irei receber o prémio em minha casa, devo pôr

alguns dados como o meu nome, morada, idade,

nome dos meus pais, para os organizadores do

concurso me enviarem o prémio? Será que existe

realmente uma consola ou estarei a ser enganado?

Como é que eu tenho a certeza que o prémio

é realmente o que eu vejo?

Decidi pesquisar nos fóruns da internet se esta

informação é fiável. Pesquisei e obtive uma resposta,

que devia tentar, pois se calhar até é seguro

e verdade. E aí decidi arriscar.

Passado alguns dias, recebi uma carta da polícia

sobre a minha participação no concurso para

ganhar uma consola, afinal era tudo uma fachada.

Por trás disto encontrava-se uma rede criminosa

que queria os dados da família para assaltar as

casas e ainda mandava vírus para o computador.


Os polícias apresentaram o caso aos meus pais. Estes

ouviram-me e explicaram-me os perigos que eu corria.

Para a próxima, sempre que vir no computador algum

destes prémios, irei falar primeiro com os meus pais.

Como me portei bem este ano e já que queria muito

este prémio, os meus pais decidiram dar-me a consola.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Sofia de Mello Breyner, Arcozelo,

Agrupamento Sophia de Mello Breyner

Ana Almeida | Andreia Morgado | Sónia Sousa

Nelson Sousa

Pedro Silva

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Então fui ao site que me recomendaram, não

parecia ser um site muito credível mas mesmo

assim não me importei... Preenchi os meus

dados para a encomenda, morada código postal,

nº cartão de crédito, etc... O que podia

fazer agora era apenas esperar duas semanas.

As semanas passaram e os jogos ainda não

tinham chegado! Comecei a ficar preocupado.

No dia seguinte a minha mãe chegou a casa e disse

que a minha conta tinha ficado a zero! Nesse

momento fiquei boquiaberto. Pensei que tinha

havido um engano mas não. Passou-me como um

flash, mesmo assim não disse nada à minha mãe.

Ela ―partiria-me em pedaços‖, e além disso ficaria

de castigo para o resto da minha vida, por isso fiz

de conta que não sabia de nada.

Mas, a minha mãe não se conformou, foi ao banco

e à polícia. Informaram-na de que a transferência


tinha sido feita devido a uma autorização realizada pela

internet. A minha mãe perguntou se tinha feito alguma

coisa. Senti que tinha sido apanhado e que se mentisse

não iria resolver nada, portanto, disse-lhe o que tinha

feito.

Ela não perdeu tempo em contar o que aconteceu à

polícia. A policia disse-lhe que não havia nada a fazer.

E mesmo que se os encontrassem não tinham provas

para nos devolverem o dinheiro.

Fiquei completamente zangado comigo mesmo. Só

me apetecia bater a mim próprio. E assim dito,

assim feito. Bati com a cabeça contra a parede e

abri um bocado da testa, claro que não mostrei à

minha mãe, era só maneira de levar ainda mais.

Fechei-me no quarto e pensei na asneira que fiz.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Sofia de Mello Breyner, Arcozelo

Agrupamento Sophia de Mello Breyner

Ana Almeida | Andreia Morgado | Sónia Sousa

Luís Maia

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Olá, eu sou o Matias e fiz 15 anos quinta-feira

passada. Essa semana não me correu lá muito

bem.

Todos sabiam o que eu queria para o meu aniversário.

Eu tenho obsessão por carros, tenho

uma colecção com mais de cem mas ainda me

falta um, o Buggati 11b, para ser específico. O

meu pai prometeu que me daria o carro mas

encontrá-lo seria difícil. Eu queria muito ter

aquele carro por isso fui para a Net e comecei a

procurar onde o podia comprar a um bom preço.

Passado algum tempo, encontrei um site que se

chamava ―O Melhor Preço‖ e, por mais incrível que

pareça, lá estava o meu carro tão desejado. Era

fácil o ter, bastava inscrever-me, encomendá-lo e

comprá-lo claro. Então lá fui eu todo feliz da vida

contar aos meus pais. O meu pai deu-me autorização

para me inscrever apesar de não achar boa

ideia confiar o seu dinheiro a um ―site‖. Eu, como

queria muito ter aquele carro, não desisti e comecei

a chateá-lo. Por fim, o meu pai acabou por concordar

e deixou-me fazer o pedido de encomenda.


Eu com tanta felicidade por finalmente ter o meu tão

desejado carro nem pensei nos perigos da Net e lá me

inscrevi. Dei-lhes o meu nome completo, a minha idade

e o meu endereço. No início achei estranho eu ter apenas

15 anos e poder inscrever-me e encomendar um

artigo mas só de pensar no carro esqueci-me logo de

tudo. Lá consegui encomendá-lo… Mais tarde apareceu

uma caixinha a pedir um número e eu percebi logo

que era para pagar. Fui chamar o meu pai e ele inseriu

o número do seu cartão de crédito, e foi aí que

erramos.

Passada uma semana, no dia em que o carro deveria

de ter chegado, o meu pai reparou que na sua

conta bancária não só faltava o dinheiro que correspondia

ao valor carro como também faltavam

900 euros. O carro nunca chegou a vir e eu fiquei

triste e muito zangado. Fui então à procura do

site onde tinha encomendado o Buggati mas não

o consegui encontrar. Contei ao meu pai e ele

decidiu fazer queixa à polícia mas quando

chegou eles disseram que não podiam fazer

nada. O meu pai ficou furioso!! Antes que

pudessem roubar mais dinheiro foi cancelar o

cartão ao banco.

Foi assim que eu aprendi a não confiar na

Internet e a ter mais cuidado, fiquei sem o

meu carro e o meu pai sem o dinheiro. Pedi

desculpa ao meu pai por o ter feito perder

tempo e dinheiro!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Escultor António Fernandes de Sá, Gervide

Agrupamento Oliveira do Douro

Cláudia Silva

Carolina da Silva Canelas

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… mas como o João não conhecia o número e

os seus pais sempre lhe disseram para não

ligar a estranhos por isso continuou sem ligar.

Até que um dia, a mensagem repetiu-se e os

colegas do João insistiram para ele ligar. O João

ligou mas ninguém atendeu. No dia seguinte o

João voltou a receber a mensagem. Ele já estava

a endoidecer com aquelas mensagens e então

teve duas opções ou dizia aos seus pais o que

estava a acontecer mas assim se calhar ia levar

um sermão e ficar sem ―aquele‖ telemóvel ou tentava

descobrir quem era o autor por de trás das

mensagens.

O João nem pensou duas vezes e escolheu a

segunda opção.

Então, o João continuou a tentar ligar para o tal

número mas era sempre a mesma rotina, recebia

a mensagem ele tentava ligar e ninguém atendia.

Mas João nunca perdeu esperança. Até que um dia

alguém atendeu.


- Estou, Manel? – Disseram do outro lado.

- Estou? Daqui é o João – Disse assustado.

- Quem?!

- João Guedes. E quem é que está a falar daí?

- Daqui é a Directora da escola primária de Barroso.

- Barroso?! Mas eu nem moro em Barroso. Como é

que a senhora tem o meu número?

- Isto não pode ser. Este é o número que o meu

Manel me deu.

- Manel? É que nem o meu pai é Manuel, chama-se

António.

- Sabe, o meu Manel está para fora e deu-me este

número para eu lhe mandar uma mensagem

todos os dias para ele me ligar. E ele, ou seja, o

menino só me ligava em horas que eu estava a

trabalhar. E não podia atender. Mas hoje tive

folga e atendi.

- Pois, mas este não é o número do Manel.

Peço imensa desculpa mas eu vou ter de desligar

e espero que não me mande mais mensagens

porque eu já não as suporto.

- Claro. Peço desculpa por todo o incómodo.

- Não faz mal.

E foi então que o João descobriu o mistério

das mensagens.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Particular e Cooperativa Externato Maria Auxiliadora

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sónia Cruz

Rita Pereira

Valéria Lemos

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Por breves instantes pensei em ignorar, mas

por outro lado estava à distância de um clique

ter a consola que eu sempre quis. Carreguei…

que ansiedade o meu computador estava lento

e nunca mais saía do sitio!

- Aleluia! Só tenho de inserir o meu nome e o

meu nº de telemóvel para poderem mandar-me

a consola…

Bem! Ainda agora escrevi o meu número e já me

mandaram um SMS com novas indicações:

―Parabéns, a consola é tua! És o grande felizardo!‖.

Pedia mais em baixo na mensagem para escrever

a minha morada. Logo me apressei a responder à

SMS. Passei a semana toda sem notícias da consola,

será que se tinham esquecido?

Parece que leram os meus pensamentos. Tocou o

meu telemóvel, era um SMS! Dava indicações para

fornecer um NIB e escrever ―autorizo‖. É claro que

eu autorizava a entrega da consola! Era fim de tarde

e o meu pai costumava fazer jogging e passava


pelo escritório da minha mãe regressando juntos a casa.

Como ele não estava e era quinta-feira, pensando eu que

a consola chegaria por correio, o mais tardar na sextafeira,

fui ao quarto deles, peguei na carteira do meu pai

e escrevi o NIB da sua conta bancária. Escrevi

―autorizo‖ e era só aguardar pela chegada da minha

consola.

No dia seguinte falei com a malta da turma e disselhes

que em breve ia ter uma consola e se chegasse

na sexta, enviaria um SMS a marcar uns jogos.

Passou a sexta, o fim-de-semana, a outra semana e

a consola nunca mais chegava. Perguntei se os serviços

do correio se costumavam atrasar e a minha

mãe disse que não. Ainda pensei em explicar a

situação, mas optei por nem comentar. Nesse

mesmo dia ao jantar ouço o meu pai falar com a

minha mãe e a perguntar-se se tinha feito uma

compra de trezentos euros. Ela disse que não e

o meu pai ficou intrigado. Disse-lhe que no dia

seguinte ia ao banco saber que engano era

aquele.

No dia seguinte, o meu pai chega a casa a resmungar.

Eu estava no quarto até que ouço

chamarem em uníssono pelo meu nome:

- Leonaaardo!

- Que foi? Sim, já fiz os trabalhos de

casa, já arrumei o quarto e já pus a roupa

suja no cesto, não falta nada pois não?

Não é nada disso e não te armes em

engraçadinho! Vamos fazer-te uma pergun-


ta e é bom que digas a verdade.

- Ok, que querem saber?

- Saiu da minha conta bancária

uma soma de 300 euros. Tu pegaste no

meu cartão de crédito?

- Eu não – respondi nem me lembrando

do que fiz para ter a consola.

- Tens a certeza?

_ Sim, para que é que eu ia pegar nisso,

nem sei o código do teu cartão…

- Filho, hoje fui ao banco. Lá explicaram-me

que esta quantia foi uma autorização dada para

comprar algum equipamento informático, mas

não souberam dizer qual.

Nesse instante fiquei petrificado. De facto

tinha dado esses dados para que enviassem a

consola. Não acreditava que tinha sido enganado.

Comecei a pensar, tudo passou pela minha cabeça.

Como iria contar? Nunca mais me perdoariam…iria

ficar de castigo…o meu pai precisava

daquele dinheiro….Como tinha sido possível?! Não

tinha outro remédio. Acabei por contar tudo. Eles

ficaram chateados comigo. Eu ainda me sentia

pior. Fiquei de castigo. Sei que merecia. O que

tinha feito foi um erro muito grave.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

David Rebelo

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Depois eu só tive que lhes dizer o meu nome,

a cidade e a rua em que eu morava e também

as horas em que eu estava disponível e ficava

com uma ―Playstation 3‖ só para mim.

Ultimamente tenho uma estranha impressão de

ser observado, eu vi a mesma pessoa múltiplas

vezes quando eu estava a passear pelas ruas e

mesmo quando estou em casa vejo pela janela

uma pessoa encostada ao poste a olhar na minha

direcção, mas deve ser só a minha imaginação!

Hoje, eu fui a casa da minha namorada, ajudá-la

a estudar para um exame que ela tinha no dia

seguinte. Enquanto fizemos uma pausa, fui ao

MSN do computador dela e vi que deixei o computador

ligado então estive a divertir-me um pouco a

falar comigo mesmo no outro computador quando

estranhamente recebo uma resposta do meu MSN:

― Desculpa, mas tenho que desligar o computador‖.

Quando eu cheguei a casa eu vi que alguém partiu

a janela, roubou o meu computador, a minha televisão

e até a minha colecção de filmes e vi um


papel no lugar onde estava o computador a dizer: ―Toma

o Prémio‖

Desde então já não fui seguido e nunca mais irei tocar

nesse tipo de mensagens.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e secundária de Moimenta da Beira

Direcção Regional de Educação do Norte

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Miguel Silva

Paulo Lourenço

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Ainda hesitei em colocar os meus dados, porque

o meu pai já me tinha avisado que não

era seguro pôr os meus dados na Internet,

mas como eu gostaria de ter o jogo, pus os

dados na mesma, mesmo desobedecendo ao

meu pai. O site pediu-me o número do cartão de

crédito do meu pai, portanto, quando o meu pai

estava a dormir a sesta, fui-lhe revistar a carteira

e copiei então o tal número para uma folha de

papel que levei já para copiar para lá o número.

Fui então ao computador, muito entusiasmado, e

conclui os dados do registo.

Mal eu sabia onde me tinha metido!

Passado uns dias, oiço o meu pai a falar muito alto

com a minha mãe e estavam a dizer que tinhalhes

desaparecido uma quantia elevada de dinheiro

e eles não se lembravam onde o tinham gasto.

Estavam muito exaltados…

Eu não lhe disse nada de que tinha sido eu a gastar

o dinheiro do cartão de crédito, pois tinha

medo que eles me batessem. Deixei passar umas

horas e depois disse-lhe, quando estava mais cal-


mo. Ele exaltou-se muito e ficou chateado comigo, mas

tive sorte porque não me bateu.

A vida é muito difícil aqui em Fafe, ganha-se muito pouco

com qualquer emprego. Para os meus pais terem o

que têm, andaram a trabalhar toda a vida. O meu pai e

a minha mãe deram-me um sermão muito grande a

dizer que eu lhes tinha desobedecido, que tirar as coisas

aos pais às escondidas é errado

Para me castigar, quando o meu jogo chegou pelo

correio, o meu pai vendeu-o a um vizinho, que também

tem um filho da minha idade.

Enfim, foi duro ver o meu jogo ser vendido a outro

rapaz, mas foi uma maneira que o meu pai encontrou

para me castigar, juntamente com um mês

sem televisão, sem computador, sem doces e sem

bacalhau-à-brás, que é a minha comida preferida

e que eu adoro comer.

Uma pessoa tem de aprender com os erros, e

não se deve dar os nossos dados pessoais na

Internet para fazer seja o que for, pois eles

podem ser usados para outros fins.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

EB Abel Salazar, Ronfe, Guimarães

Agrupamento Prof. Abel Salazar

Serafim Pedro

Daniel Lopes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Então no dia seguinte fui ao tal site, e logo

apareceu em grande destaque ― OS JOGOS

MAIS BARATOS, basta registar-se‖, e eu ao ver

aquilo não hesitei e fiz logo um duplo click

sobre a palavra registe-se.

E lá comecei a colocar os meus dados pessoais,

― Nome‖, ― Morada ―, ― Telefone‖ entre

outros critérios, até que apareceu um sítio para

colocar o número de multibanco, mas como não

o tinha cartão multibanco, foi sorrateiramente até

à cozinha onde estava a carteira do pai, e tiroulhe

o número do cartão multibanco para um

papel. Quando

chegou ao computador lá introduziu os números

na respectiva ―caixinha‖ e continuou com o registo.

Já no fim do registo aparece ― A encomenda

será entregue na sua morada até um prazo limite

de 15 dias ―.

Fiquei entusiasmadíssimo, o jogo ia vir a tempo do

meu aniversário, para o começar a jogar.

Mas o entusiasmo durou apenas os 15 dias, o jogo

não apareceu em sua casa, e já tinha passado o


seu aniversário.

Mas as coisas ainda pioraram mais, quando o seu pai

começou a discutir lá em casa acerca que tinha desaparecido

dinheiro da sua conta, ele logo se apercebeu que

tinha cometido um erro, mas não quis logo admitir ao

pai que tinha ― comprado ― um jogo pela internet. No

entanto já não conseguia ouvir mais o pai a discutir

com a mãe sobre ― Para onde teria ido o Dinheiro ―,

então foi ao seu pai admitir tudo, seu pai ficou fulo, e

deu um sermão ao seu filho.

Logo de seguida falou com a polícia, mas as autoridades

não conseguiram fazer nada.

Com isto tudo ele aprendeu uma grande lição ―

NUNCA se dá dados pessoais na internet, pois

nunca se sabe quem os vai utilizar ―


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Ângela Correia Afonso

Liliana Oliveira Rodrigues

Paulo Varandas

Miguel Duarte

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Pois assim o fiz.

Na ficha de inscrição pediam-me o meu nome

completo, a idade, a morada, o e-mail e o

número da conta bancária. De todos eles, o que

me deu mais trabalho foi o último, pois tive que

ir à carteira do meu pai sem que ninguém soubesse.

Consegui completar o registo e, encomendei

o jogo que há muito tempo esperava.

No final da encomenda, foi-me enviado um e-mail

que dizia que o jogo me era entregue dentro de

dois dias. Os dias foram passando e o jogo nem

vê-lo, comecei a ficar desconfiada e contei à

minha mãe o que se estava a passar.

A minha mãe pôs-me de castigo e fez questão de

me explicar um milhão de vezes o erro que tinha

cometido, o perigo e os problemas que aquilo me

podia vir a trazer. Nesse mesmo dia, ao chegar do

trabalho, o meu pai ficou a par de toda a situação,

aí é que foram as favas. Mal tínhamos acabado de

jantar já o meu pai tinha saído pela porta fora

para verificar o saldo da sua conta bancária.

Depois do sermão da minha mãe e posteriormente


do meu pai, estava aterrorizada, nunca me tinha passado

pela cabeça os problemas que um simples jogo me poderia

vir a causar.

Quando o meu pai regressou, pela cara que tinha, dava

para ver que as coisas não estavam muito ―famosas‖

para o meu lado.

Começou por sentar-se no seu cadeirão, suspirou profundamente

e, pediu que me aproximasse, o batimento

do meu coração disparou. Por breves instantes fezse

silêncio que repentinamente se quebrou, e foi aí

que o meu pai disse que a conta estava ―a zeros‖,

que o que tinha feito era realmente grave e que ia

ser difícil sair desse ―poço sem fundo‖.

Jurei nunca mais repetir e nunca mais tomar uma

decisão deste tipo sem consultar um adulto. Com

a ajuda dos nossos familiares a situação financeira

normalizou-se e eu aprendi a lição.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

Pedro Miguel Moreira

Ana Carolina Coelho

Raquel Campos Faria

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Quando entrei no site, vi milhares de jogos,

de todos os tipos. Fui à secção ―Procurar‖ e

pus o nome dos jogos que queria. Depois de

escolher, carreguei em ―Adicionar ao carrinho‖ e

de seguida, apareceu-me uma página em que

me pedia o nome, número de telefone, morada

e o número do cartão de crédito. Como eu não

queria estar à espera dos meus anos, fui à carteira

do meu pai e tirei-lhe o cartão de crédito

sem ele saber. Então, preenchi todos os campos e

carreguei em aceitar.

Passados 2 dias, já tinha os jogos em casa. Foi

então, que nessa noite, o meu pai discutiu com a

minha mãe porque estava sem dinheiro no cartão

e culpou-a. Decidi rectificar o meu erro e falei com

eles e disse-lhes o que se tinha passado. Puseram

-me de castigo e nunca mais comprei alguma coisa

na Internet sem o consentimento dos meus

pais.


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele” telemóvel. Há

muito que o desejava! Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos “voaram”

para dentro da memória. No dia seguinte, recebeu a

mensagem “liga-me”. Não conhecia o número, não

ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu

-se…

… até que um dia se fartou de todas aquelas mensagens

e ligou… Quando atenderam, ele perguntou

quem fala, mas ninguém respondia, apenas lhe

punham música. A partir desse dia o João começou

a receber muitas mensagens e telefonemas

anónimos, que diziam coisas do género: ―Amanhã

às 16h no portão principal da escola‖ . Ele sempre

foi a esses encontros, mas nunca ninguém

aparecia ou se apareciam ele não reparava

quem era. Até que um dia, ele foi e apareceu

gente, então ai como já estava farto desses

encontros não disse aos amigos para irem com

ele, azar dos azares que nesse dia apareceu

gente e bateram-lhe. Ele não sabia os motivos.

Quando chegou à beira dos amigos, eles

perguntaram-lhe o que se tinha passado e

ele contou-lhes tudo… Passados 5 minutos,

recebeu outra mensagem a dizer o porquê

de lhe terem feito aquilo.

Por isso o conselho do João é que tenhas

cuidado com a internet, o telemóvel e coisas

desse género. Apenas deves dar o teu

contacto aos teus verdadeiros amigos e à

tua família.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paulo Varanda

Carolina Oliveira

Diana Pinto Barros

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Cliquei. Depois era só dar os meus dados pessoais

mais o meu contacto, para a empresa da

consola de jogos entrar em contacto comigo.

No dia seguinte, ao sair de casa para ir para a

escola, encontrei à soleira da porta uma caixa

toda colorida… Pensei logo na consola mas... era

engano porque era um computador para o vizinho

do lado. Daí a 2 dias vinha novamente a sair

de casa, e encontrei mais uma caixa mas desta

vez não tinha remetente…Estranho, não

acham???

Mas, como eu sou muito curioso, decidi abri-la. A

minha mãe disse-me:

- Ó Gonçaliiiiiiinho tem cuidadiiiiinho…..Pode ser

uma brincadeirinha de mau gosto.

- Olha, mãe, vai fazer o jantar.

Abri a caixa e lá estava a consola, a minha rica

consola. Que alegria!

Mas deparei-me com uma situação inacreditável.

Não era uma consola como mostrava a empresa


quando me disseram que era o vencedor. A consola era

toda velha e não aparentava ser nada de especial comparada

com a da imagem do site.

Mandei um e-mail para a suposta empresa da consola,

mas não obtive resposta. Na semana seguinte, fui à

DECO com a minha mãe, mas eles disseram-me que

não podiam fazer nada, visto que fui eu quem deu os

meus dados à empresa e por ter confiado tanto na falsa

publicidade.

Mas o pior não foi isso. Todos os dias ligavam para o

meu telemóvel de um número desconhecido e quando

eu atendia diziam-me que tinha uma grande

dívida para pagar devido a uma consola que tinha

encomendado na Net. Era tudo mentira.

Resumindo e concluindo, fui enganado. Dou-vos

um conselho: não confiem tanto nas coisas ditas

pela Net nem dêem os vossos dados.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varandas

Pedro Diogo da Cunha Amorim

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar ao

meu correio electrónico. Fui eu o escolhido,

entre um milhão de outros meninos,

para ganhar a consola de jogos com que

sempre sonhei! E é tão simples, basta clicar

onde diz “Aceito o prémio”…

Mas mesmo assim desconfiei… Como pode ser

assim tão simples? Mas também, o que pode

correr mal? Agora que me calhou ―a sorte grande‖,

é quando vou desconfiar? Coisas destes só

acontecem uma vez na vida, e, às vezes, nem

acontecem…

Cliquei, inconsciente do perigo que estava a

passar… E, então, ouvi alguém a rir no computador.

No princípio, pensei que era por ter ganho,

mas depois apareceu uma caveira, uma barra a

ser preenchida e uma mensagem a dizer ―GAME

OVER!‖.

Desolado, tirei a ficha da corrente, na esperança

de conseguir evitar o inevitável: um vírus, ou

worm, ou como se chamava ―aquela‖ coisa que a

professora de TIC tinha falado de forma horrível…

Mas quando tentei ligar o computador, nada acontecia…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

Júlio Filipe Silva Santos

Miguel Martins Costa

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu

o escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

E assim foi. Cliquei onde dizia ―Aceito o prémio‖

e depois lá pedia-me para introduzir os

meus dados. Depois disso, recebi uma mensagem

que dizia ―A sua consola já está a caminho

de sua casa‖.

Esperei ansiosamente que o meu prémio

chegasse durante 2 semanas. Passadas estas

duas semanas, o meu computador sempre que

eu entrava na internet fazia coisas estranhas,

enviava mensagens com vírus para os meus colegas

e depois eles diziam-me que eu lhes andava a

enviar vírus. Então, decidi falar com um especialista,

este disse-me que enquanto eu estava no

computador outra pessoa estava a entrar no sistema

e fazia o que queria.

Mas tudo isto foi só o princípio, mais tarde vim

a descobrir que alguém criou uma conta num site

com fotos minhas, com todos os meus dados e

andava a tratar mal pessoas que eu nem conhecia.

Mas um dia uma dessas pessoas encontrou-me e

perguntou-me porque andava a fazer aquilo, eu

expliquei-lhe que não era eu e que não sabia o que


se andava a passar.

Entretanto a minha consola não chegava e eu levei o

computador a um técnico, e ele aconselhou-me a falar

com a polícia pois já era um caso bastante complicado

e assim fiz. Felizmente a polícia através do meu computador

conseguiu encontrar quem andava a fazer tudo

aquilo e vim a descobrir que eu não era o único que

enganavam.

Felizmente o meu caso acabou bem, mas para

outra pessoa pode não correr.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varandas

Aida Manuela Santos

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como Virtual faço de conta que sou

grande, loiro, atrevido e esperto na matéria

para que as pessoas com que jogo e falo na

Internet pensem que tenho experiência nessa

área.

Um dia, enquanto estava a falar com uma pessoa

que ―conhecia‖ na Internet (que supostamente

era uma rapariga), ela pediu-me para lhe

mandar uma foto. Eu fiquei um pouco de

atrás, mas como era uma rapariga e era bonita

acabei por lha enviar. Depois de lhe enviar a

minha foto, pediu-me também o meu número de

telemóvel para irmos falando e para nos conhecermos

melhor. Com aquele blablabla todo, eu

acabei também por lho dar, porque pensava que

era uma rapariga e estava a ficar um pouco interessado

nela.

Passávamos horas e horas a falar, conhecemo-nos

muito bem, contei-lhe tudo sobre mim e sobre a

minha família e ela fez o mesmo.

Meses depois do dia em que começámos a falar

por mensagens, decidimos marcar um encontro, eu


fiquei um pouco de pé atrás pois pensava que ainda era

cedo para isso e disse-lhe. Ela insistiu e lá o marcámos.

No dia 14 Fevereiro era o nosso encontro. Eu dirigi-me

para lá à hora combinada e vocês nem sabem o meu

espanto quando lá cheguei e me dei de caras com um

homem que devia de ter mais ou menos a idade do

meu pai.

Quando me deparei com esta situação, comecei a correr

e de repente, PUM, esbarrei-me com um polícia

que me perguntou o que se passava. Eu contei-lhe a

minha história e ele disse-me que já não era a primeira

vez que isto acontecia e que já há muito

tempo andava à procura desse canalha, pois ele já

tinha enganado mais crianças como eu e que algumas

delas não tiveram tempo de lhe fugir e ele

acabou por lhes fazer mal.

Depois de ter ido atrás dele e de o prender, veio

à minha beira e disse-me para ter mais cuidado

como quem falava na Internet e para não

enviar fotografias e não dar os meus dados

pessoais a pessoas que não conhecia e muito

menos marcar encontros com eles.

No dia seguinte, na escola, contei a história a

todos os meus amigos e disse-lhes para

terem cuidado com quem falam na Internet.

A partir daquele dia a minha vida mudou

completamente, deixei de falar com pessoas

desconhecidas e de dar os meus dados pessoais.

Agora aqui fica um conselho, meus amigos:


tenham muito cuidado com a

Internet pois ela tem muitos perigos,

aprendam com a minha história

e nunca enviem fotos nem dêem os

vossos dados pessoais a pessoas desconhecidas.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

Jéssica Santos

Mariana Ferreira

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou que sou grande, loiro e

extrovertido. Ninguém conhece a minha verdadeira

identidade, pois isso seria um grande

risco a correr por uns simples jogos.

No outro dia, por casualidade, quando estava a

jogar CS, meteram conversa comigo e perguntaram-me

como me chamava, onde morava e

quantos anos tinha.

Fiquei muito preocupado, pois não sabia se lhes

diria a verdade, mas como ele até parecia um

tipo ―fixe‖, pensei em dar-lhe essas informações e

também o meu email.

No dia seguinte, quando fui ao meu Hotmail,

fiquei admirado por ver uma mensagem do tal

―tipo‖ a quem dei os meus dados. Sem pensar

duas vezes, abri o anexo que vinha com a mensagem.

deparei-me com um intruso no meu computador,

―um vírus‖. Foi quando vi que alguns ficheiros

estavam corrompidos, alguns inutilizados e o computador

estava muito lento, de repente; fiquei

muito surpreendido.


Com isto aprendi que ninguém devia fornecer os dados

pessoais a pessoas desconhecidas, porque isto pode trazer

várias consequências, não só para o computador,

mas também para o utilizador.

Com isto aprendi a lição: devo continuar a encobrir a

minha identidade, como antes fazia e nunca mais voltar

a fornecer os meus dados, pois nunca sei quem está do

outro lado e se está a utilizar uma identidade falsa e

quais são as suas intenções, por isso deves espalhar

a História e alertar os outros para os perigos da

Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Paula Varanda

Laetitia Azevedo Martins

Mónica Patrícia Martins

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

Após tantas mensagens, o João caiu na

―armadilha‖, e acabou por ligar. O indivíduo que

estava do outro lado da linha, era supostamente

de sexo feminino e dizia chamar-se Mafalda

Barbieta. A jovem, sem mais nem menos, começou

a caracterizar-se, dizendo que tinha aproximadamente

18 anos, sendo uma mulher atractiva,

simpática, culta e independente, relativamente

ao aspecto físico, disse que era loira, que tinha

olhos claros e que era de estatura média. Após a

sua descrição, esta não perdeu tempo, marcando

um encontro com o jovem. O João, apesar de

achar que a sua ―relação‖ estava a ir depressa de

mais, ficou tão radiante com a rapariga dois cabelos

loiros, que nem pensou duas vezes em aceitar

o convite.

O jovem não sabia como é que a suposta rapariga

tinha o número dele, até que se lembrou que um

dia ele estava na internet a fazer uma pesquisa e

lá apareceu uma janela a dizer que tinha ganhado

um playstation e, então, o jovem clicou na janela


onde lhe pedia o seu número de telemóvel e os seus

dados pessoais. Ele pensou: ― Foi para ganhar a playstation

que eu dei os meus dados todos não deve de ser

nada sobre isso, quem sabe se calhar até foi um amigo

meu que lhe deu o meu número‖ não ligou a isso, de

tão entusiasmado que estava com a rapariga, que passou

o resto do tempo a pensar nela.

Depois de tanto tempo a conversar e de lhe ter contado

sobre ele e sobre a sua vida, inclusivamente de lhe

ter dado os seus dado pessoais, chegou finalmente o

dia do encontro. João ansioso dirigiu-se ao local do

encontro onde se deparou com um homem com um

aspecto um tanto ao quanto assustador. O jovem

tão entusiasmado que estava para conhecer a

rapariga que nem sequer desconfiou de nada e

dirigiu-se até ele perguntando pela rapariga, descrevendo-a.

O homem não perdeu tempo, prendeu-o

e logo o empurrou para dentro de um

automóvel.

O rapaz, esperneou, esperneou, esperneou e

esperneou mas não lhe valeu de nada. O malvado,

dirigiu-se para um escuro e longínquo

bosque onde se encontrou com os seus cúmplices.

Entre todos arrancaram ao jovem brutalmente

os órgãos a sangue frio, para tráfico.

Toda esta criminalidade, infelizmente,

acontece cada vez com mais frequência.

Aqui fica um aviso: Nunca falem e muito

menos dêem os vossos dados pessoais a

pessoas que nunca viram na vida e que não

conhecem, caso essas pessoas se metam

convosco avisem os vossos pais.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

Maria da Bonança Pinto

Sara Fonseca Silva Abreu

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como virtual, que sou alto, loiro e muito

giro…

Eu só digo que sou assim, porque quando eu

era mais novo, quando comecei a ir ao chat,

dizia como eu era! Houve uma vez em que uma

pessoa, que dizia ser da minha idade, pôs-se a

conversar comigo… E perguntou-me como é que

eu me chamava, como eu era, o que gostava de

fazer, onde vivia, em que escola andava, o que

fazia depois da escola, a que horas saía de casa,

a que horas chegava de casa, etc. E eu todo contente

respondi a TUDO, mas mal sabia o que estava

para chegar!

Houve um dia que essa pessoa me perguntou se,

quando eu chegava, já estavam os meus pais em

casa… e eu respondi, como é óbvio: disse a verdade,

NÃO ESTAVAM! E essa pessoa perguntou a que

horas eles chegavam, e eu respondi… Eu contava

toda a minha rotina a essa pessoa, pensava que

não fazia mal!

Mas houve uma tarde, quando eu estava em casa,

e os meus pais também… Ouvi baterem à porta, a


minha mãe chamou-me e essa pessoa perguntou-me:

- Não te lembras de mim? - perguntou a ―Beatriz‖.

- Não!!! – respondi.

- Sou a rapariga do chat! – respondeu essa pessoa.

Eu só pensei, deve ser travesti…

- Tiveste sorte… eu sou polícia! Mas podia ser uma

pessoa perigosa! Que quisesse fazer-te mal… Tu não

podes contar a tua rotina a ninguém que não conheças…

Eu só estava a fazer um estudo para saber

quantas crianças responderiam a todas as perguntas…

- disse a ―Beatriz‖.

- Mas… mas… mas tu tinhas fotos no chat… - respondi.

- Dessa forma é que as pessoas perigosas se

aproximam das crianças da tua idade, põem

fotos de crianças que encontram na internet! –

respondeu a ―Beatriz‖.

- Estou muito arrependido… agora já sei o que

devo fazer, NUNCA DIZER NADA QUE TENHA A

VER COMIGO, FAZER DE CONTA QUE SOU

OUTRA PESSOA! – disse eu!


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varandas

Ana Cláudia Pereira Gonçalves

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

… até que um dia ele se fartou e ligou. Demorou

a atender, mas, finalmente, do outro lado

ouviu uma voz grossa que disse:

- Faz o que está certo ou a tua família pagará!

O João não fazia ideia do que podia ser e não

sabia o que fazer. As suas pestanas tremiam

muito e a sua voz parecia rouca. Falava com os

amigos e estes notaram que algo não estava

bem, mas o João não queria falar. Nesse dia até

foi para casa mais cedo! Ele sempre foi um rapaz

muito calmo mas nesse dia o nervosismo superava

tudo.

O João vivia apenas com a mãe e a irmã, ele

não fala muito disso mas já me confessou que o

pai o abandonou quando ainda usava fraldas, por

isso tinha muito medo do que pudesse acontecer à

mãe e à irmã, de apenas dois meses. De certa forma,

sentia-se o homem da casa, mas ainda era

um miúdo de 15 anos.

No dia seguinte voltou a receber aquelas sms e


como queria saber o que tinha que fazer para que o deixassem

em paz, voltou a ligar e voltou a ouvir a mesma

voz grossa que disse:

- Já te disse o que tinhas que fazer, não percas mais

tempo ou a tua família…

E a chamada caiu ou então desligaram, ele não

sabe, mas nessa mesma tarde quando ia para casa

sentiu que estava a ser seguido, não viu nem ouviu

nada, mas sentia que alguém o seguia.

Nessa noite, o João estava na sala a ver televisão

quando a mãe lhe disse para se ir deitar. O João disse

que já ia, mas como fazem todos os miúdos da

idade dele, não foi, ficou a ver mais um programa

de televisão. Até que ouviu um barulho, ficou

assustadíssimo, sem saber o que fazer, subiu as

escadas, entrou no quarto da irmã e viu que

estava tudo bem. Então foi ao quarto da mãe e

também viu que esta estava bem. Depois do

susto, não conseguiu ver mais televisão e foi

dormir. Dormir não! Foi deitar-se, porque de

deitar-se até adormecer ainda levou muito

tempo. Só ouvia aquela voz em todo o lado.

No dia seguinte, já de manhã, não tinha

vontade de ir para a escola e quando contou

à mãe, esta disse-lhe que se não tivesse ficado

a ver televisão até tão tarde não tinha

sono. E, claro, obrigou-o a ir às aulas. Ele

foi, mas só o corpo dele estava lá, porque a

sua alma só pensava naquela voz. Naquela

tarde ele voltou a telefonar e desta vez só

ouvia risos e depois uma voz diferente dis-


se:

- Olá! Eu sou o teu amigo da

net, o ―Vírus‖.

O João bloqueou durante algum

tempo e depois disse:

- Porque é que me andavas a dizer

aquelas coisas?

- Ah, era só uma brincadeira!

O João desligou e mudou de número, a

partir daquele dia percebeu que nunca mais

iria dar informações pessoais a ninguém que

não conhecesse minimamente. Mas isto todos

sabemos e todos dizemos, mas na prática não é

bem assim.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica e Secundária Valença

Agrupamento Muralhas do Minho

Paula Varanda

Soraia Alexandra Barros

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Tentações

A nossa professora marcou-nos um

trabalho sobre um dos assuntos abordados

nas últimas aulas. Pesquisei bastante

e já escolhi o meu tema. Descobri,

na Internet, um texto fabuloso sobre o

assunto.

Pensei Iupi! Saiu-me a sorte grande! Fiz o

trabalho em menos de meia hora e já posso ir

a casa da Diana. A internet é mesmo um

espectáculo! Resolvi copiá-lo para o Word e

imprimi-lo. No dia seguinte, quando a professora

perguntou pelos trabalhos, por surpresa

dela e dos meus colegas, que ficaram todos ciumentos,

fui eu a única que o tinha feito. Ficaram

cá com uma cara! Mas não faz mal, o que importa

é que eu não levei falta de tpc e eles sim!

No dia seguinte, corri para ser a primeira a entrar

na sala para ouvir a minha professora a dizer a

excelente nota que eu tinha tirado, até os meus

colegas me iam aplaudir!

- Soraia! – chamou a professora.

- Sim, professora! Vai-me felicitar pela minha

nota, não é?

- Sim, vou-te felicitar, mas é por me teres ensinado

como é que devemos evitar o vírus da Gripe

A, que é um assunto contraditório ao que temos

abordado nas últimas aulas, que são sim, vírus

mas do computado! Portanto a nota do teu traba-


lho é ―Reduzido‖. Espero que estejas satisfeita com o teu

resultado!

- Professora, está a ser muito injusta comigo! A senhora

até aprendeu alguma coisa com o trabalho que eu fiz!

- Que engraçadinha que tu estás hoje! Só por isso vais

fazer mais um trabalho sobre os vírus do computador,

que já devias ter feito e vais fazer uma composição

sobre como não devemos copiar trabalhos já feitos na

Internet, uma coisa que a menina Soraia sabe bem

fazer!

- Oh, stora! Isso é muita coisa, há 75% de probabilidades

de eu não os fazer, como sempre me esqueço

deles! Se calhar é melhor fazer metade!

- Mas tu destes trabalhos não te vais esquecer!

Pois se não os fazes, vais fazer trabalho voluntário

aqui na escola. Estamos entendidas, dona

Soraia?

- Sim, professora!

E aqui estou eu, a fazer a composição que a

professora mandou e acho que ainda vou

demorar, pois ainda tenho o trabalho sobre os

vírus da Internet para fazer.

Deixo um conselho a todas as pessoas, fazer

um trabalho sobre qualquer coisa, não é ir à

Internet e fazer ―copiar colar‖ (pode-nos sair

mal!). E já agora, façam sempre os tpc pois

podemos ter graves consequências e eu sou

um desses exemplos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Fragoso, Barcelos

Agrupamento Fragoso

Amélia Borges | Otília Gomes

João Gonçalves

José Vale

André Rodrigues

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano

Juliana Gomes

Teresa Neiva

Zélia Dias


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real, sou pequeno, moreno, tímido,

mas como virtual, faço de conta… …não sou

eu próprio, sou um grande homem com um

1.80m, loiro, tenho 25 anos, sou solteiro, sou

da PJ, mas estou a disfarçar por outra pessoa

para apanhar pessoas a fazer prostituição.

Um dia, conheci uma rapariga pela internet e

marquei um encontro com ela… Quando fui ter

com a rapariga vi que era uma menor que se

fazia passar por outra pessoa para fazer sexo.

Comuniquei logo à protecção de menores e aos

pais dela.


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele” telemóvel. Há

muito que o desejava! Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos “voaram”

para dentro da memória. No dia seguinte, recebeu a

mensagem “liga-me”. Não conhecia o número, não

ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiuse…

… até que o João ficou com um pouco de medo porque

não sabia de quem era o número. Ele quando

recebeu as mensagens a dizer para lhe ―ligar‖ ficou

sem saber o que fazer. Entretanto, passaram uns

dias e ele falou com os pais.

Os pais ficaram um pouco assustados porque não

sabiam quem era. Entretanto, passou mais uns

dias e o João recebeu uma mensagem a dizer

―anda ter comigo às três, no centro da cidade‖.

O João pegou e mostrou a mensagem aos pais.

Eles disseram ao João que iam com ele ao

encontro. O filho aceitou. O João foi ao centro

da cidade e ficou à espera da pessoa. Entretanto

apareceu uma amiga dele e falaram e

ela que se chamava Madalena explicou-lhe

que era dela o número.

Ele ficou mais sossegado e os pais também,

depois daí o João gravou o número dela e

falavam muitas vezes.

Em seguida, dali a uns dias, eles se apaixonaram

e viveram felizes para sempre.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Fragoso, Barcelos

Agrupamento Fragoso

Amélia Borges | Otília Gomes

Diana Pinheiro

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Que chato!

O João recebeu de presente “aquele”

telemóvel. Há muito que o desejava!

Entusiasmado, lançou-se ao trabalho.

Num instante, os números dos amigos

“voaram” para dentro da memória. No dia

seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”.

Não conhecia o número, não ligou. A mensagem

repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se…

O João começou a achar estranho porque não

paravam de mandar mensagens a dizer ―Ligame‖.

Resolveu então descobrir de quem era o

número mas não conseguia, nenhum amigo

sabia de quem era aquele número. Até que um

dia resolveu ligar mas com a voz disfarçada, foi

então que descobriu que era um amigo que tinha

conhecido nas férias quando foi com a família.

O João não gostava muito dele, ele era um chato.

Só falava com ele porque ele era filho dos amigos

de seus pais que se tinham conhecido nas férias.

O João andava sempre com ele só para agradar os

pais.

Depois de saber quem era ele disse-lhe para não o

chatear mais, mas ele continuou a mandar mensagens

e a ligar. Até que um dia ele disse aos pais

que já estava farto dele e que queria mudar de

número, mas que o Filipe não podia saber. Os pais

ficaram muito desiludidos, porque nunca pensaram

que o João fosse assim. Passado algum tempo o


pai informa o João que o Filipe e os pais vinham passar

uns dias a sua casa.

O João não reagiu muito bem e ficou muito chateado

porque o acha muito chato e disse aos pais que não

queria que ele ficasse no seu quarto, só que o pai disse

que tinha que ficar porque não havia mais quartos. O

João não gostou e disse que preferia ir dormir a casa

de um amigo do que ficar lá em casa.

O pai não reagiu bem e disse que se não ficasse ficaria

de castigo… o João fechou-se no quarto.

Chegou o dia em que os amigos vieram e quando o

João viu o Filipe ficou logo mal disposto.

O Filipe percebeu que não era bem-vindo para o

João e disse que se queria ir embora. O João

ouviu aquilo e começou a pensar no mal que

estava a fazer ao Filipe e quando viu que ele ia

embora, foi ter com ele e disse-lhe para não se

ir embora, que podia ficar no seu quarto.

O Filipe pensou e disse ao pai que já queria

ficar. No fim tornaram-se os melhores amigos e

começaram a andar sempre juntos.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

Escola Básica Paços de Ferreira

Agrupamento Paços de Ferreira

Ana Tavares | Carla Valente | Isabel Guimarães | José Chicória

| Luís Ferreira | Marta Rocha | Rosa Sousa | Susana Carreira

ALUNO(S)

ANA GOMES, CARLOS LEAL, CRISTIANO SILVA, DIOGO BRANDÃO,

FÁBIO CARDOSO, HELENA COELHO, MARCO SILVA, MARCOS NUNES,

RUI PEREIRA, SARA MARTINS, TIAGO PACHECO, SUSANA LOPES

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como real sou pequena tímida.

Faço de conta que sou uma rapariga de 15

anos de idade, tenho cabelos loiros, encaracolados

e tenho olhos azuis. Os meus passatempos

preferidos são navegar na internet, ter

amigos virtuais, jogar on-line, redes sociais,

chats e o M.S.N Sou natural de paços e estudo

na escola básica na turma CEF3 operador de

informática.

Um dia, eu criei um perfil numa rede social onde

adicionei como amigo alguém que se chamava

Nick. Nick apresentou-se como uma rapariga de

15 anos que gostava de navegar na internet e

estudava numa escola secundária com aspirações

de ser engenheira informática.

Na realidade, Nick era um homem de 25 anos, solteiro,

trabalhava numa loja em paços de ferreira

como operador informático.

Vivia sozinho e era Skinhead.

Numa das conversas que tivemos, caí no erro de

dar, ao Nick, algumas informações pessoais. Vigiou

-me durante algum tempo para obter informações


sobre meus horários e sítio que frequento. Certo dia,

reparei que tinha um carro a perseguir-me, anotei a

matricula e mais tarde descobri que era Nick de imediato

denunciei esta situação e avisei outros utilizadores para

evitar que algo semelhante se voltasse a repetir.

De seguida, eu chamei os meus colegas agentes da

policia como eu, para apanharmos o Nick. Montámos

uma armadilha. Marquei um encontro com ele em

minha casa, mas estavam lá os meus colegas que o

prenderam de imediato.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE VALADARES

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VALADARES

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Sónia Afonso | Helena Veloso

Ângelo Pinto Tiago Marques

Bruno Fonseca Tiago Pinho

Fábio Silva

Filipe Frade

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano

Hugo Garrido

Miguel Veríssimo

Rui Barros


Agente duplo

Olá! O meu nome é real virtual. A

minha família e os meus amigos conhecem-me

por real, já para a malta dos

chats e dos jogos, na internet, sou simplesmente

virtual.

Como Real sou o Gonçalo, sou pequeno,

moreno, tímido, mas como virtual faço de

conta que sou uma pessoa completamente

diferente, ali, na frente do meu computador…

sou desinibido e extrovertido, converso com

todos e chamo-me João.

Um dia, quando estava no chat, eu conheci uma

pessoa que afirma ser muito especial. Ela tinha

o nome de Marta, tinha uma fotografia fantástica

na praia, em cima de uma rocha, num elegante

fato de banho. Ela tinha essa fotografia para

seduzir as pessoas do chat.

Mas um dos problemas da, Internet e dos chats é

que nós nunca sabemos quem está do outro lado.

Infelizmente, existem hackers que produzem programas

para prejudicar pessoas. Esta história triste

vai mostrar isso mesmo.

Voltando à ―Marta‖, ela, na vida real, era um

homem, cujo nome era Tiago. Era vilão, perito em

extorquir dinheiro e fazer grandes planos para

assaltar casas.

A ―Marta‖ combinou um encontro comigo num sítio

bem longe de casa dele.


Nesse mesmo dia, eu, à hora marcada estava no local do

encontro.

A ―Marta‖, com uma equipa especializada em assaltos,

foi à minha casa e assaltou-a, levaram computadores,

monitores plasma e muitos outros objectos de valor.

Depois, a ―Marta‖ que já tinha o meu número de telemóvel,

ligou-me a dizer, naquele dia, não poderia comparecer

ao encontro marcado. A ―Marta‖ desligou o

telemóvel e deitou aquele cartão fora.

A partir daquele dia ―Marta‖ nunca mais apareceu

em chats nem na Internet, pois deixou-me sem

dinheiro, sem os meus valores, sem os meus bens,

na falência… e esta foi mais uma das manobras

criadas por Tiago.

Com este pequeno episódio, podemos ver um dos

perigos da Internet. Nunca devemos revelar

dados pessoais a alguém que está do outro lado

do monitor, pois nunca sabemos de quem se

trata, pode até ser perigoso e até fatal…


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Alpendurada, Marco de Canaveses

Agrupamento Alpendurada

Pedro Ferreira

António Jorge Madureira Fernandes

Pedro Manuel Pinto Ribeiro

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


Sorte grande!

A grande notícia acabou de chegar

ao meu correio electrónico. Fui eu o

escolhido, entre um milhão de outros

meninos, para ganhar a consola de jogos

com que sempre sonhei! E é tão simples,

basta clicar onde diz “Aceito o prémio”…

Fiquei muito contente por ganhar a consola.

No outro dia havia aulas e, contente, fui para

a escola; quando cheguei fui logo para a beira

dos meus colegas e dar-lhes as boas novas: -

Olhem, ganhei uma consola! E os meus amigos,

contentes, perguntaram-me como tinha ganho a

consola: - Foi um programa! Entre milhares de

meninos, eu ganhei o primeiro prémio, que era

uma consola.

Passados dois dias, fui a casa de um amigo, para

lhe dar jogos para sua consola e o meu amigo deu

-me cinco jogos para a minha consola.

Muito contente, ele foi para sua casa e disse à sua

mãe que um amigo lhe tinha emprestado jogos

para a consola. E na carta dizia que trazia alguns

jogos, entre eles o Grand Theft Auto.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Alpendurada, Marco de Canaveses

Agrupamento Alpendurada

Pedro Ferreira

António Manuel Pinto Monteiro

João Paulo de Sousa Monteiro

Ricardo Guilherme da Silva Mendes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

Na página seguinte encontrei o tal site que

desejava. Inscrevi-me e mandei vir os jogos

que queria. Quando os jogos chegaram à

minha caixa de correio e, lá dentro, tinha uma

carta. Nessa mesma carta tinha o valor que

estava a contar. Mas, quando abri, fiquei pasmo

de ver um preço bem mais alto.

O que fiz foi reclamar e processar os directores

responsáveis pelo site. Depois do problema estar

resolvido, o director do site não gostou pois,

segundo ele, estraguei-lhe a reputação; revoltado,

decidiu rondar a minha casa e deitar uma

bomba de fumo para me meter medo. No dia

seguinte, fui à Polícia e, nessa mesma noite, os

militares da GNR estiveram à escuta e, quando

viram o director do site a rondar a casa, apontaram-lhe

a pistola e exclamaram: ―MÃOS AO ALTO‖.

O director foi preso, a empresa faliu e eu aprendi a

lição. E hoje é o dia que tenho os meus jogos e

sou muito feliz.

Mas as minhas aventuras ―pouco‖ seguras pela

internet não se ficaram por aqui, pois na semana


seguinte, após pedir autorização aos meus pais para me

inscreverem novamente no site, mandei vir o jogo

GRAND THEFT AUTO, cujo valor era 20€. O jogo chegou

passados três dias.

Eu peguei no jogo e fui experimentar. Reparei que junto

da caixa do jogo tinha um panfleto. E o que lá tinha era

o valor do jogo, abri e o preço do GTA era de 50€.

Fiquei em pânico ao ver um preço bem acima do que

esperava.

Logo a seguir fui à empresa com os meus pais,

reclamámos e queríamos o dinheiro de volta. A

empresa rejeitou a proposta e disse que nunca iríamos

ver o nosso dinheiro. De seguida fomos novamente

à Guarda Nacional Republicana, para

fazer queixa da empresa. A GNR instaurou um

pequeno interrogatório ao responsável da empresa

e acabou por decidir que tinha que devolver o

dinheiro à minha família, que agradeceu.

A partir desse momento, a família aplicou os

valores certos. E o certo é que eu nunca mais

comprei jogos na Internet.


ESCOLA/AGRUPAMENTO

PROFESSOR(S)

ALUNO(S)

Escola Básica Alpendurada, Marco de Canaveses

Agrupamento Alpendurada

Pedro Ferreira

Pedro António Teixeira Marques

Ricardo Emanuel Pereira Fernandes

ANO DE ESCOLARIDADE

9º ano


O melhor preço

Todos sabiam o que eu queria para o

meu aniversário. Dinheiro para comprar

uns jogos. Na Internet são mais baratos,

por isso fui ao site com o “melhor preço”.

Só tinha que dar os meus dados para fazer

o registo.

E eu, todo contente, fiz o meu registo para

comprar uns jogos para jogar nos meus tempos

livres.

Quando acabei de fazer o meu registo individual,

apareceu-me uma lista de jogos. Com o

rato do meu pc, levei o ponteiro do rato até ao

jogo que queria. Cliquei em cima dele e apareceu-me:

―carregar o jogo‖. Hesitante, li as

informações desse jogo, onde dizia que era seguro,

sem qualquer risco… e então eu, confiante no

jogo, saquei-o.

O jogo acaba de ser transferido. Então fechei a

página da Internet e fui jogar.

No entanto, ao clicar em cima da pasta do jogo,

começou a iniciar e, de repente, a pasta

fechou-se e apareceu um rectângulo no ecrã a

dizer ―FLATAUT2 deixou de funcionar‖ e o meu

antivírus detectou um trojan horse (Cavalo de

Tróia).

E puff! O pc desligou-se!


Posto isto, tentei iniciá-lo diversas vezes e ele mal dava

sinal de vida, para depois voltar a desligar-se.

Fiquei preocupado, pois não sabia o que fazer. A minha

mãe ralhou-me, mas depois percebi o erro que fiz em

não ter comprado o jogo original.

No dia seguinte, fui para a escola, e todos os meus

colegas levaram os seus computadores.

Todos, excepto eu. Em todos os intervalos não tinha

nada para fazer, pois, o meu pc não funcionava.

Cheguei a casa triste. Não queria falar com ninguém;

a minha mãe ficou preocupada comigo, devido

ao meu estado. Tudo graças ao maldito jogo, em

que eu confiei e que, no final de contas, me desiludiu.

O tempo foi passando e eu sem o meu computador.

Certo dia, a minha mãe foi buscar-me à

escola, coisa rara, porque ela nunca o tinha feito,

pois eu ia embora no autocarro. Entrei no

carro e perguntei-lhe o que se passava para ela

me ir buscar à escola. Então ela disse-me:

―Vamos meter o teu computador a arranjar‖!

Ao ouvir aquilo fiquei super feliz e a minha

boca sorriu; a minha vida voltou a ter cor e

sentido. Fiquei tão feliz que, ao ouvir a minha

mãe a dizer aquilo, dei-lhe dois beijinhos.

Pegámos e fomos à Virtualpe, à loja dos

computadores, meter o meu a arranjar.

E o senhor disse-me que podia ir lá buscálo

dois dias depois.


Fui embora!

Estava ansioso que chegasse o dia

de ir buscar o meu pc. Finalmente.

Quando chegou o

dia, a minha mãe foi comigo à loja. Pagou

o conserto e o senhor esteve a dar-lhe

umas recomendações. Depois fomos para

casa. Liguei o pc e estive a matar as muitas

saudades sentidas.

Houve uma coisa que aprendi e essa coisa foi

nunca mais sacar nada da internet. Desde aí,

nunca mais tive problemas com o meu computador.

Felizmente!

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