Janeiro 2013 - [PDF] [4,1 MB] - Secretaria de Estado de Agricultura ...

agricultura.mg.gov.br

Janeiro 2013 - [PDF] [4,1 MB] - Secretaria de Estado de Agricultura ...

Emater – MG

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

Nº 94 – Janeiro de 2013

Subsecretaria do Agronegócio


ALGODÃO

A

comercialização do algodão no

mercado nacional fechou o ano de

2012, com uma perda acumulada nos

preços em 35,8% em relação ao ano de 2011.

Tal situação, segundo os analistas de mercado,

aconteceu em função da forte oferta no mercado

internacional, em detrimento da demanda

retraída com reflexos negativos, para o preço do

produto. Outro fator marcante em 2012 foi a

baixa elasticidade dos preços observando que

no CIF/SP, a média anual foi de R$1,58/libra-

peso com valor máximo de R$1,68/libra-peso

contra um mínimo de R$1,48/libra-peso,

alcançado em junho, o que significa uma

amplitude de apenas R$0,20 ao longo do ano,

contra R$2,37/libra-peso de amplitude em 2011.

Desta forma, a cotação do algodão fechou o

ultimo dia do ano de 2012, valendo no CIF de

São Paulo R$1,59/libra-peso contra

R$1,57/libra-peso em novembro, o que significa

uma estabilidade momentânea na cotação de

preço no mercado brasileiro. Quanto a situação

atual das lavouras nas principais regiões

produtoras, a distribuição regular das chuvas até

então, tem contribuído para o bom

desenvolvimento vegetativo das plantas, com

exceção para o Norte de Minas Gerais, onde a

seca castiga as lavoura com perdas estimadas

em mais de 60% da área plantada.

Reinaldo Nunes de Oliveira

E-mail:reinaldo.oliveira@emater.mg.gov.br

Fone: (38) 3223 2130 Montes Claros - MG

TENDÊNCIA

Analisando o desempenho conjuntural do

algodão em 2012, principalmente quanto ao

mercado internacional, as exportações

brasileiras bateram recordes, totalizando um

volume de 942,1 mil toneladas embarcadas nos

portos brasileiros, entre janeiro/novembro. Para

o ano de 2013 o cenário sinaliza uma situação

não muito otimista para as exportações

brasileiras, isto em função das possibilidades de

redução da importação chinesa. Entretanto,

existe uma sinalização da entrada de outros

países principalmente da Ásia, na competição

de compra do produto brasileiro, porém não em

demanda suficiente para alcançar os patamares

de 2012. Assim sendo, caso não haja mudanças

no atual cenário, a tendência de comportamento

dos preços no mercado brasileiro em 2013, não

deverá ser muito diferente dos praticados em

2012. Desta forma, as cotações do algodão em

pluma no mercado interno segundo “Safras &

Mercado” no final do mês de dezembro 2012,

foram os seguintes: São Paulo CIF R$52,58/@

(R$1,59/libra-peso); Rondonópolis MT

R$50,19/@ (R$1,52/libra-peso); Uberlândia -

MG R$52,01/@ (R$1,1,57/libra-peso); Barreiras

- BA R$50,74/@ (R$1,53/libra-peso).


ANÁLISE SAFRAS

Luiz Fernando Ferreira

E-mail: luiz.ferreira@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349.8138 – Belo Horizonte/MG

SAFRA BRASILEIRA EM 2012/2013.

B

oa notícia foi divulgada em 09 de

janeiro, pela Companhia Nacional de

Abastecimento - CONAB, quanto aos

números do 4º Levantamento da Safra 2012 /

2013. Conforme este levantamento a área de

plantio do período, deverá ser de 52 milhões e

10 mil hectares, o que representa um cultivo de

1 milhão 130 mil hectares a mais, que em 2011 /

2012. Nesta previsão estão inseridos os

produtos amendoim primeira safra, arroz, feijão

1ª safra, milho 1ª safra, áreas estas definidas e

já plantadas na região Centro Sul do Brasil.

Outros produtos cultivados no país que fazem

parte da estimativa do 4º levantamento serão

plantados na segunda safra. Também fazem

parte do levantamento as semeaduras do Norte

e Nordeste que são realizadas a partir de

janeiro, mesmo assim, condicionadas ao regime

de chuvas. Para o algodão a previsão é de uma

redução de 29 % do plantio ou 408 mil hectares

a menos na atual safra, em relação ao cultivo

anterior. Mais uma vez, a soja é o destaque

entre as culturas plantadas na safra 2012/2013,

o que deverá apresentar um crescimento de 2

milhões e 300 mil hectares maior que o cultivo

do plantio anterior. Quanto a produção para a

safra 2012/2013, os dados levantados pela

CONAB, estimam a colheita total do Brasil, em

180 milhões e 410 mil toneladas, um aumento

de 8,6 % ou 14 milhões e 230 mil toneladas, em

relação à safra de 2011 / 2012. Os números são

parte do crescimento dos produtos: amendoim

primeira safra (4,9%), arroz (4%),feijão 1ª safra

(4,8%), milho (2,5%) e soja (24,5%) em relação

à safra total anterior. A cultura de soja foi a que

teve maior estimativa entre as previsões de

colheita, cerca de 82 milhões e 680 mil o que

evidencia um aumento de 16 milhões e 300 mil

toneladas, em relação à produção do período

passado.

PRODUÇÃO MINEIRA EM 2013

Pelo prognóstico consolidado na reunião do

Grupo de Coordenação das Estatísticas

Agropecuárias-GCEA do IBGE, os dados da

produção de Grãos em Minas Gerais, na 1ª

safra, deverá situar-se em 10 milhões 698 mil

279 toneladas, em uma área cultivada de 2

milhões 511 mil e 700 hectares. Obviamente

que estes são números estimados inicialmente e

que com certeza, serão alterados conforme uma

série de fatores que envolvem o sistema

produtivo, notadamente as condições climáticas

que venham ocorrer durante o ciclo de

desenvolvimento das explorações.


EXPECTATIVA DA SAFRA INTERNACIONAL

C

om relação às safras de outros países

a expectativa é que no ano de 2013, as

chuvas aconteçam dentro da

normalidade no que os especialistas chamam

de “padrão neutro”, sem a presença dos

chamados fenômenos El Nino ou La Nina. Com

isso, espera-se que as chuvas ocorram dentro

da média pluviométrica para cada estação do

ano, na maior parte dos Estados Unidos e

Europa e também no Brasil. Fica de certa forma,

dúvida na produção da Ucrânia, por ser um país

grande produtor de trigo e a seca ainda persiste

nestes últimos meses. É a primeira vez que está

sendo observado um padrão neutro bem

definido e longo como esse, conforme afirma

Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

“Teremos nos próximos meses chuvas dentro da

média, ou até um pouco acima, diferentemente

da seca predominante da última safra” (Fonte:

Valor Econômico).

EXPORTAÇÕES/IMPORTAÇÕES

As exportações brasileiras do agronegócio em

2012, somaram o valor recorde de US$ 95,81

bilhões, o que representou um incremento de

cerca de 1% ou US% 846 milhões, em relação a

2011, quando foram vendidos US$ 94,97

bilhões. As importações atingiram no mesmo

período US$ 16,41 bilhões, quantidade esta 6,2

% inferior a 2011. (Fonte – Secretaria de Relações

Internacionais do Ministério de Agricultura, Pecuária e

Abastecimento – MAPA).


BOI GORDO

José Alberto de Ávila Pires

E-mail: xapeco@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349-8116 - Belo Horizonte/MG

DOENÇA DO “MAL DA VACA LOUCA”

A

s evidências apontam que a vaca morta

no município de Sertanópolis (Estado

do Paraná), em 2010, tinha mesmo a

variação "não clássica" da Encefalopatia

Espongiforme Bovina (EEB), o nome científico

do mal da "vaca louca". Esta vaca de 13 anos e

mantida para fins de CRIA, morreu de outras

causas e nunca desenvolveu o mal da “vaca

louca”. Mas um teste realizado no animal

acusou resultado positivo para o agente

causador da doença, uma proteína chamada

príon, que pode ocorrer espontaneamente em

bovinos mais velhos. Para este caso, as

conclusões preliminares sugerem que o animal

contrai a doença de forma espontânea. Nos

“casos clássicos” do mal da “vaca louca”, o

bovino é contaminado ao se alimentar de farinha

de carne e ossos de animais infectados. Daí a

proibição de uso no Brasil da chamada “cama

de frango”, para a alimentação de bovinos. Isto

porque a farinha de carne e ossos é um dos

componentes da ração de frango de corte, e

parte desta ração pode “cair “ dos cochos de

alimentação das aves e “contaminar” a cama de

frango. O entendimento desta questão pelos

criadores de bovinos é de fundamental

importância para se preservar o rebanho bovino

brasileiro livre do mal da “vaca louca”, e dos

problemas que esta doença traz para o mercado

da carne bovina. Depois da comunicação da

ocorrência da doença do mal da “vaca louca”,

no Estado do Paraná, Coreia do Sul foi o sexto

país a impor restrições às importações de carne

bovina Japão, China, África do Sul, Arábia

Saudita e Egito já haviam notificado o governo

brasileiro sobre a suspensão das compras de

nossa carne bovina. Estes países representam

pouco nas exportações de carne bovina

brasileira, mas são medidas que não deixam de

prejudicar a imagem do Brasil como um dos

maiores produtores e exportadores de carne

bovina. Com o maior rebanho bovino comercial

do mundo, cerca de 200 milhões de cabeças, no

Brasil são abatidas anualmente entre 35 e 40

milhões, assegurando uma produção de 8 a 8,5

milhões de toneladas de carne bovina, com

exportação de 1,6 a 1,7 milhões de toneladas no

valor médio de U$5 mil dólares/R$10 mil por

tonelada. Apesar do impacto negativo sobre os

preços da carne bovina após a divulgação de

ocorrência do mal da “vaca louca” no Brasil, e

da forte pressão de baixa sobre os preços da

arroba do boi gordo durante o mês de

dezembro/2012, o Gráfico 1 mostra que o

mercado apresenta sinais de recuperação ou,

no mínimo, de estabilização de preços, neste

início de janeiro/2013.


A

gora é aguardar o relatório final da

Organização Mundial de Saúde Animal

(OIC) sobre este caso de variação "não

clássica" do mal da “vaca louca”, no Brasil, e

seus efeitos no mercado da carne bovina. Torcer

para que o estrago seja o menor possível e ficar

alerta quanto a se oferecer e garantir, sempre

uma carne bovina da melhor qualidade, segura

para a alimentação humana.

GRÁFICO 1. INDICADOR ESALQ/BM&FBOVESPA BOI GORDO À VISTA X CONTRATOS FUTUROS PARA FEV/2013

MERCADOS REGIONAIS

S

egundo o levantamento semanal

realizado pela EMATER/MG, no período

de 03 a 08 de janeiro de 2013, as

cotações da arroba do boi gordo apresentaram

valores mínimos de R$88,00/R$90,00 por

arroba no Mucuri (Teófilo Otoni, Carlos Chagas,

Nanuque) e Rio Doce Governador Valadares), e

máximos de R$94,00/R$95,00 no Noroeste

(Paracatu e Unaí). No Estado, maioria dos

negócios entre R$90,00/R$92,00 por arroba

(NOTA: este levantamento semanal da EMATER/MG

sobre as cotações da arroba do boi gordo em Minas

Gerais, está disponibilizado no site

www.emater.mg.gov.br ($ PREÇO PAGO AO

PRODUTOR), com comentários sobre este mercado).

Para SAFRAS & Mercado, no dia 09 de

janeiro/2013 “o mercado físico do boi gordo

apresentou algumas alterações de cenários com

os pecuaristas mais retraídos na intenção de

venda. Com isso, os frigoríficos encontram

dificuldades nas negociações, o que resultou em

pontual alta dos preços praticados em algumas

regiões do país. A seguir observem as cotações

da arroba do boi gordo: preços livres para o

pecuarista e a prazo (30 dias): em São Paulo

R$98,00 por arroba; em Minas Gerais, Goiás e

Mato Grosso do Sul a R$90,00 e no Mato

Grosso a R$ 86,00/R$87,00 por arroba.”


BEZERRO NELORE DE CORTE

A

s cotações do bezerro de corte

(Nelore/Anelorado), permanecem

praticamente estáveis, com o “

Indicador Bezerro ESALQ/BM&FBovespa”

cotado, à vista, entre R$700,00 e R$720,00 por

bezerro. O Indicador Bezerro

ESALQ/BM&FBovespa, refere-se ao preço

pago pelo bezerro Nelore de corte (ou

anelorado), de apartação, com 8 a 12 meses de

idade e peso vivo médio próximo a 6 arrobas

(180 kg de peso vivo). Região pesquisada:

Campo Grande e Mato Grosso do Sul. O

Gráfico 2 mostra as evoluções, nos últimos 12

meses, do indicador Esalq/BM&F Bezerro e da

margem bruta na reposição (venda de boi gordo

menos valor de compra do bezerro) (Fonte:

BeefPoint).

GRÁFICO 2. INDICADOR ESALQ/BM&FBOVESPA BEZERRO À VISTA X MARGEM BRUTA

O

relatório diário de SAFRAS &

Mercado, do 09 de janeiro de 2013,

apresenta este mesmo tipo de bezerro

Nelore de corte com as seguintes cotações: no

Estado de São Paulo entre R$720,00/R$750,00

por bezerro; em Goiás a R$650,00; em Minas

Gerais a R$700,00 em Uberaba e R$680,00 em

Unaí; no Mato Grosso do Sul,

R$620,00/R$680,00; e no Mato Grosso,

R$640,00/R$700,00, por bezerro. PREÇOS

ESTÁVEIS.


CENÁRIO FUTURO – SAFRA BOI GORDO (1º

Semestre /2.013)

O

Gráfico 3 mostra a “tendência” da

evolução dos preços da arroba do boi

gordo para o primeiro semestre de

2013, de acordo com os negócios realizados no

dia 08 de janeiro de 2013, no Mercado Futuro

de Boi Gordo BMF&Bovespa. Observa-se uma

“aproximação” das cotações do Mercado Futuro,

em relação aos preços praticados no “mercado

físico” a nível de pecuarista e frigorífico.

ESALQ (1): Indicador de Preços do Boi Gordo, a vista, no Estado de São Paulo, média das cinco últimas cotações

FONTE: Esalq/BM&FBovespa, elaboração EMATER/MG

ESALQ/BM&FBovespa, divulgada em 09/Janeiro/2012


O

u seja, mais uma vez é o mercado

futuro do boi gordo que busca uma

“ancoragem” no mercado físico, e não

o inverso. O que mostra uma “maturidade” do

mercado físico em relação aos preços que estão

sendo praticados para a arroba do boi gordo.

Está é a mesma situação observada no Gráfico

1 com relação às “previsões” do Mercado Futuro

para fevereiro/2013 (coluna em vermelho), e os

preços praticados pelo mercado físico (colunas

em azul e verde). Mesmo com a “turbulência”

ocorrida no mercado do boi gordo em função da

divulgação do caso da doença do mal da “vaca

louca” no Paraná, as cotações da arroba do boi

gordo mostram sinais de estabilidade em

relação aos preços atuais. Menos mal...


CAFÉ

MERCADO INTERNACIONAL: COTAÇÕES

ENCERRAM O ANO COM PERDA DE 35,8%.

O

s contratos de futuros do café arabica

fecharam em queda em mais um mês

marcado pela alta volatilidade, na ICE

Futures em Nova York, principal termômetro do

mercado internacional de café. O vencimento

março - 2013 chegou a vencer a resistência de

153,00 centavos de dólar por libra peso, todavia

recuou no restante do período, perdendo

lentamente este referencial, encontrando fundo

US$ Cents/lb

160,00

158,00

156,00

154,00

152,00

150,00

148,00

146,00

144,00

Marcelo de Pádua Felipe

E-mail: mpfelipe@emater.mg.gov.br

Tel.: (31) 3349. 8149 - Belo Horizonte/MG

em 144,00 centavos de dólar por libra peso, com

desvalorização de 4,5% (Gráfico I). No balanço

de 2012, o contrato spot na Bolsa de Nova York

para o arábica caiu 35,8%, recuando de 224,25

para 144,00 centavos de dólar por libra-peso. A

indústria mundial segue optando trabalhar com

estoque curto, sustentando uma programação de

abastecimento “Just in time” correndo o risco de

uma adversidade climática interromper o seu

fluxo de caixa.

Gráfico I - Contrato de Café - ICE Futures U.S.

142,00

3 4 5 6 7 10 11 12 13 14 17 18 19 20 21 26 27 28 31

Dezembro/2012

Março

Maio

Julho

14


MERCADO NACIONAL: MERCADO FÍSICO

ENCERRA O ANO COM QUEDA DE 34 %

O

ano acabou sendo frustrante para os

produtores de café. Apesar de um

cenário de equilíbrio nas relações

entre oferta e demanda, o ano foi de perdas e de

quedas nas cotações internacionais do café. O

agravamento da crise europeia, a demanda mais

comedida e a expectativa de uma oferta maior

em 2012/2013 foram fatores determinantes para

a inclinação negativa das cotações, gerando uma

presença maior de vendedores no mercado.

Embora o produtor tenha tentado segurar a

oferta, contando para isso com amplos recursos

de financiamentos do Funcafé, as cotações

recuaram fortemente, saindo de um patamar de

R$ 510,00 para R$ 335,00 a saca, o que

representa uma queda também de 34% na

cotação no acumulado do ano. O dólar comercial

neste mesmo período subiu de R$ 1,869 para R$

2,044, alta de 9,3%, o que ajudou a limitar o

R$/ saca de 60kg

390

375

360

345

330

315

300

285

3

5

7

impacto das perdas nas cotações internacionais

do café.

COTAÇÕES

Gráfico II - Mercado Interno de Café

- Dezembro de 2012 -

Em dezembro, o mercado físico brasileiro deu

continuidade à onda baixista, com preços médios

em declínio para todas as bebidas

acompanhadas pela EMATER-MG, no mercado

mineiro de café. O arábica de bebida dura tipo 6

do sul de Minas Gerais finalizou o mês cotado em

média a R$ 349,95 a saca de 60 kg, com

desvalorização de 3,6 % em relação a novembro,

quando trocou de mãos a R$ 363,01 a saca de

60 kg (Gráfico II). Com relação ao mesmo

período do ano passado a perda é de 32,8%,

quando a bebida era negociada a R$ 511,86 por

saca. O café bebida dura tipo 6/7 da Zona da

Mata Mineira encerrou o período com preço

médio de R$ 332,90 a saca de 60 kg, com recuo

de 3,9 % em relação a novembro quando foi

negociada a R$ 346,22 a saca.

11

13

17

19

21

26

28

Preços médios para cafés com bom aspecto e com catação de 10% a 20%, por saca de 60 kg.

Fonte: Safras & Mercado, CCVV, Cepea, Carvalhaes e Cooperativas de Cafeicultores.

Elaboração: EMATER-MG.

Dias

B D 6 Sul d e M inas

B D 6 / 7 Z o na M at a

F ino C errad o

C D C errad o

C I 6 0 0 D D ura


D

emonstrando o mesmo desempenho

dos preços do café no Sul de Minas, o

arabica de bebida fina do Cerrado

Mineiro alcançou preço médio de R$ 361,65 a

saca de 60 kg, com perdas de 3,4 % em relação

ao mês anterior, quando foi negociado a R$

374,52 a saca. Os lotes de cereja descascados

terminaram o mês de dezembro com preço médio

de R$ 383,75 a saca de 60 kg, decréscimo de 2,2

%, em relação ao mês passado, quando valia

392,36 à saca de 60 kg. Com a indústria já

estocada e demonstrando pouco interesse, o

arábica duro, com 600 defeitos voltados ao

consumo interno acabou sofrendo mais com as

perdas e recuou 5,6%, fechando o último mês de

2012 com preço médio de R$ 301,95 a saca.

COMERCIALIZAÇÃO DE CAFÉ:

CAFEICULTOR JÁ COMPROMETEU 56% DA

SAFRA 2012/2013.

Comercialização volta a avançar, todavia o fluxo

segue bem abaixo da temporada passada.

Produtor continua atento e sensível aos picos de

alta e tem aproveitado as oportunidades, mas

muitos ainda permanecem fora do mercado

aguardando melhora nas cotações. O

levantamento realizado por SAFRAS & Mercado

(Tabela I) junto a cooperativas, produtores e

corretores chegam-se ao final de novembro com

cerca de 56% da produção comprometida (...dos

produtores para o mercado...). Isto representa

um decréscimo de 20,0% de igual época do ciclo

passado, quando as vendas estavam em 76,0%

da safra e em relação a outubro, a

comercialização evoluiu 8,0 pontos percentuais.

TABELA I – EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO DE CAFÉ – BASE PRODUTOR SAFRA

2012/2013

Em milhões de sacas de 60 kg – base até 30 de novembro

Estado Produção * Comercializado Novembro** Outubro** 2011**

Minas Gerais 28,30 15,10 53 44 74

-Sul/Oeste 15,30 7,60 50 40 70

-Cerrado 6,00 3,30 55 47 77

-Zona da Mata 7,00 4,20 60 50 80

Espírito Santo 14,10 8,30 59 62 76

-arábica 2,80 1,50 54 43 70

-conillon 11,30 6,80 60 55 78

São Paulo 4,90 2,30 47 39 71

Paraná 1,70 1,20 71 65 90

Bahia 2,50 1,50 60 52 69

-arábica 1,70 1,00 59 50 67

-conillon 0,80 0,50 63 56 74

Rondônia 1,80 1,65 92 83 95

Outros 1,70 0,90 53 46 73

-arábica 0.90 0,48 53 46 73

-conillon 0,70 0,42 60 56 76

ARÁBICA 40,30 21,58 54 44 74

CONILON 14,60 9,37 64 58 81

TOTAL 54,90 30,95 56 48 76

Fonte: Corretores e cooperativas *Projeções: SAFRAS & Mercado **Percentual

Obs.: números parciais sujeitos a retificação, inclui café já entregue e também por entregar.


C

onsiderando uma produção máxima de

54,90 milhões de sacas para a

temporada 2012/2013, cerca de 23,95

milhões de sacas já teriam mudado de mãos,

passando para comerciantes, atravessadores e

exportadores, restando à venda ainda algo em

torno de 28,51 milhões de sacas. Como

estratégia de curto prazo, Safras & Mercado

recomenda que o produtor dilua o risco de uma

queda de preço trabalhando seu fluxo comercial

de forma gradativa, e quando houver aproveite os

repiques do mercado.

SAFRA 2012/2013

SAFRA BRASILEIRA PROJETADA ENTRE 46,9

E 50,1 MILHÕES DE SACAS

A primeira estimativa de produção de café

(arábica e conilon) divulgada pela Companhia

Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra

2013 indica que o País deverá colher 46,9 e 50,1

milhões de sacas de 60 quilos do produto

beneficiado. O resultado representa uma redução

entre 7,6% e 1,3% quando comparado com a

produção obtida na temporada anterior. Essa

redução se deve principalmente ao ano de baixa

bienalidade do produto. Em termos de volume, a

maior redução é observada na produção de café

arábica, com queda entre 8,73% e 2,27%

(redução entre 3,35 milhões e 870,7 mil sacas).

Para a produção do robusta (conilon), a previsão

aponta desde uma redução de 4,0% a um

crescimento de 1,64%, ou seja, redução de 499,9

mil a um aumento de 204,9 mil sacas. A

produção do café arábica representa 74,71%

(34,99 a 37,47 milhões de sacas) da produção do

País, e tem como maior produtor o Estado de

Minas Gerais, com 67,93% (24,25 a 25,45

milhões de sacas) de café beneficiado. O robusta

participa da produção nacional com 25,29% de

café beneficiado. O estado do Espírito Santo se

destaca como o maior produtor dessa espécie,

com 77,30% (9,24 a 7, 869,81 milhões de sacas).

17


U

m ponto a destacar deste primeiro levantamento é que quando se analisa a série da produção

cafeeira (Tabela II e III), observa-se que, as diferenças nos últimos anos, entre as safras de

alta e baixa bienalidade vêm diminuindo.

SAFRA

TABELA II - CAFÉ BENEFICIADO

COMPARATIVO DE PRODUÇÃO - ANOS DE ALTA BIENALIDADE

(Em milhões de sacas beneficiadas)

2002/03 2004/05 2006/07 2008/09 2010/11 2012/13

Arábica 37,95 31,71 33,02 35,48 36,82 38,34

Conilon 10,53 7,56 9,49 10,51 11,27 12,48

Total 48,48 39,28 42,51 45,99 48,09 50,83

Fonte: Conab

E

ste comportamento é explicado por diversos fatores dentre os quais destacam-se: tratos

culturais mais adequados, crescente aumento na utilização de irrigação, manejo de podas nos

cafeeiros, em especial os esqueletamentos, adensamento das lavouras, plantio de variedades

mais produtivas e melhores adaptadas, e por fim, a renovação constante dos cafezais.

SAFRA

TABELA III - CAFÉ BENEFICIADO

COMPARATIVO DE PRODUÇÃO - ANOS DE BAIXA BIENALIDADE

(Em milhões de sacas beneficiadas)

2003/04 2005/06 2007/08 2009/10 2011/12 2013/14*

Arábica 20,08 23,82 25,10 28,87 32,18 36,23

Conilon 8,74 9,12 10,97 10,60 11,30 12,34

Total 28,82 32,94 36,07 39,47 43,48 48,57

Fonte: Conab * Ponto Médio

A

área cultivada com as espécies arábica e conilon no país em 2013 apresenta um crescimento

de 1,99% sobre a área de 2.329,36 mi hectares existentes na safra 2012, ou seja, foram

acrescentados ao processo produtivo 46.428,8 hectares totalizando 2.375,79 mil hectares,

(Tabela IV).

18


SAFRA

TABELA IV - CAFÉ

COMPARATIVO DE ÁREA PLANTADA

(Em hectares)

2008/9 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13

Em formação 192.887 222.612 212.931 221.681 289.619

Em produção 2.169.795 2.092.909 2.124.930 2.056.422 2.049.738

Total 2.362.682 2.315.521 2.337.861 2.278.103 2.329.357

Fonte: Conab

E

m Minas Gerais está concentrada a

maior área com 1.241,12 mil hectares,

predominando a espécie arábica com

97,7%. A área total estadual representa 52,49%

da área cultivada com café no país, e

consequentemente a primeira no âmbito nacional.

LAVOURAS

Local

As lavouras se encontram em fase de vegetação

(V1) e expansão do fruto (F2) - período :

novembro – dezembro. De acordo com as

estações de avisos fitossanitários da Fundação

do Procafé (Varginha/MG), em média observou-

se 3,1 nós por ramo, valor semelhante à média

histórica (Tabela V).

TABELA V – CRESCIMENTO VEGETATIVO – início em setembro de 2012

Fonte: Fundação Procafe

Nº nós/ramo Enfolhamento (%)

1999 – 2011 2012 1999- 2011 2012

Varginha 3,2 3,1 98,9 100,0

Carmo de minas - 3,3 - 99,8

Boa esperança - 2,8 - 100,0

Muzambinho - 2,8 - 77,1

Araxá - 3,6 - 98,0

Araguari - 4,2 - 92,5

Patrocínio - 3,8 - 99,0

E

m novembro os índices pluviométricos

ficaram abaixo da média para o período

nas regiões de Araxá, Patrocínio e

Araguari aumentando o déficit hídrico, sendo

necessária a complementação com irrigação,

principalmente no cerrado mineiro. As

temperaturas médias continuam acima da média

para Araxá (1ºC) e Patrocínio (0,5ºC) e abaixo da

média histórica para Araguari (0,5ºC).

19


A

ocorrência de déficit hídrico continua

sendo muito prejudicial para as

lavouras de café, causando problemas

no início do enchimento dos frutos e,

consequentemente, na produtividade do próximo

ano. Os índices pluviométricos de novembro

ficaram abaixo da média para o período na região

de Varginha. Nas regiões de Boa Esperança

(49,0mm), Varginha (26,5mm), estas ainda se

configuram com déficits hídricos, porém

reduziram em relação ao mês anterior.

CONCURSO ESTADUAL DE QUALIDADE DE

CAFÉ

CAMPEÃO É DO CERRADO MINEIRO.

Neste ano, o café do cerrado foi o destaque e

grande campeão da 9ª edição do Concurso de

Qualidade de Cafés do Estado de Minas Gerais,

registrando o maior lance do leilão realizado no

dia 11 de dezembro no Palácio JK, na Cidade

Administrativa, em Belo Horizonte. Uma saca do

precioso grão foi arrematada por R$ 2.500,00. Os

campeões em cada categoria foram:

Categoria Natural: 1º lugar – Cerrado

Mineiro - Campeão Estadual - Amélia

Ferracioli Delarisse – Município

Patrocínio.

AGENDA DO CAFEICULTOR

Categoria Natural: 1º lugar – Sul de

Minas – José Roberto Canato – Município

Carmo de Minas.

Categoria Natural: 1º lugar – Matas de

Minas – Clayton Barrrossa Monteiro –

Município Alto Caparaó.

Categoria Cereja Descascado: 1º lugar

– Matas de Minas – Campeão Estadual-

Município Espera Feliz.

Categoria Cereja Descascado: 1º lugar

– Sul de Minas- José Roberto Canato- -

Município Carmo de Minas.

Categoria Cereja Descascado: 1º lugar

– Ruvaldo Delarisse - Cerrado Mineiro –

Município Patrocínio.

Curso de Formação Metodológica em Café – 07/03/2012 – Patrocínio/MG -

Safras & Mercado.

Lançamento Circuito Mineiro de Cafeicultura – março/2013

FEMAGRI – 13 a 15/03/2013 – Guaxupé - Cooxupé

Dia de Campo - 22 e 23/05/2013 – Varginha – Fundação Procafé

Dia Nacional do Café – 24/05/2013

Curso Atualização Manejo tecnológico da Lavoura Cafeeira – 15 a 17/08/2013

Fundação Procafé – Varginha/MG

50ª Reunião Internacional de Café –OIC – Setembro/2013 - Belo Horizonte/MG

EMATER/MG - Informações: (31) 3349 8149

20


FEIJÃO

O

plantio do feijão da primeira safra

2012/2013, mais conhecido como

Feijão das Águas, está praticamente

concluído. Os preços continuam em alta, sendo

13,01% maior que em novembro, o cenário é

promissor e até o momento o clima tem sido

favorável. Na Bolsinha de São Paulo, os preços

continuaram a subir no mês de dezembro de

2012. Com o final da colheita da terceira safra, a

oferta do produto no mercado ficou muito

reduzida e os preços reagiram

Valores em reais

170,00

165,00

160,00

155,00

150,00

145,00

Wilson José Rosa

E-mail: wjrosa@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349.8170 – Belo Horizonte/MG

automaticamente. Os preços praticados durante

o mês ficaram entre R$181,00 e R$191,00. A

maior oferta continua sendo do estado de São

Paulo. Os preços praticados em Minas Gerais

em dezembro, também tiveram uma curva

ascendente, com elevação na média para

R$160,00 nas duas primeiras semanas,

R$163,00 na terceira semana e fechou com os

valores variando entre R$160,00 e R$165,00

por saco de 60 kg, como mostra o Gráfico a

seguir:

Preço Médio de Feijão no Estado de Minas Gerais - Dez 2012

Primeira Segunda Terceira Quarta

Semana do mês

Fonte: CIAGRO/EMATER-MG

Média Minima

Média Máxima

Média das Médias

22


A

o encerrar 2012, vale a pena fazer uma

análise do comportamento do mercado

de feijão, durante todo este ano. Houve

uma aumento significativo nos preços praticados

na Bolsinha de São Paulo, no ano de 2012 em

relação ao ano de 2011. O comportamento dos

preços no período, seguiu a mesma linha dos

preços de 2011, porém sempre com valores

superiores que chegaram até 92,3% no mês de

janeiro e mantendo uma diferença acima de

60% durante todo o primeiro semestre de 2012.

No segundo semestre a distância dos preços

diminuíram, porém sempre acima dos preços

praticados em 2011, fechando o ano com uma

média de 58,04% maior, em relação ao ano

anterior. Observa-se também, que

Preço médio em reais

250,00

200,00

150,00

100,00

50,00

0,00

diferentemente do que ocorreu em 2011, os

preços da primeira safra foram bem superiores

aos valores das duas safras seguintes,

demonstrando mais uma vez a influência desta

safra sobre a formação de preços, que foram

superiores em função da redução da oferta,

provocada pela redução da área plantada. Esta

elevação dos preços trouxe um novo estímulo

no plantio da segunda e terceira safras,

melhorando a oferta e consequentemente

acalmando os preços, que estabilizaram no

segundo semestre do ano, como mostra a

seguir, o gráfico comparativo dos preços

praticados na Bolsinha de São Paulo, nos anos

2011 e 2012:

Comparativo de Preços de Feijão 2011 e 2012

Bolsinha de São Paulo

Jan Fev Mar Abr Mai jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Fonte: Bolsinha Informativo

Mês do ano

2011

2012

23


N

o Estado de Minas Gerais os preços

tiveram o mesmo comportamento do

pais, como mostra o gráfico a seguir.

Valores em reais

T

ambém é interessante verificar e

comparar os preços de feijão,

praticados no estado de Minas Gerais

Produtividade média

250,00

200,00

150,00

100,00

50,00

250,00

200,00

150,00

100,00

50,00

0,00

Também verifica a grande influência da primeira

safra nos preços do primeiro semestre, cujo

Estado é o maior produtor nacional.

Preços Médios de Feijão em Minas Gerais - Ano 2012

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Fonte: CIAGRO/EMATER-MG

Mês

nos últimos três anos. O comportamento do

mercado tem uma proporção muito grande,

como mostra o gráfico a seguir:

Comparativo de preços do feijão nos três últimos Anos

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Mês do ano

Mínimo

Máximo

Médio

Ano 2010

Ano 2011

Ano 2012

24


S

egundo o quarto levantamento de grãos

realizado pela Companhia Nacional de

Abastecimento - CONAB, a área

plantada de feijão da primeira safra deverá

apresentar uma redução, passando de 1.241,4

mil hectares em 2011/12, para 1.144,2 mil nesta

safra, o que representa queda 7,8%. Para a

produção a expectativa é de aumento passando

de 1235,6 mil toneladas colhidas em 2011/12,

para 1294,4 mil toneladas, na safra 2012/2013,

o que corresponde a um aumento de 4,8%. A

expectativa é de aumento da produtividade das

lavouras em função de um clima favorável. No

Paraná, maior produtor do país, a cultura perdeu

área para soja e ficou 17,3% abaixo da cultivada

na safra passada. Mesmo assim, na estimativa

da CONAB, a produção deverá ser 0,4% maior

do que a colhida na safra 2011/12, que sofreu

grande frustração devido ao clima. O plantio foi

encerrado no mês de novembro/12 e a colheita

já iniciou em toda a região Sul do país. No

estado de Minas Gerais, segundo maior

produtor, a estimativa do levantamento é de

aumento da área plantada em 2,8%, passando

de 181,6 mil hectares para 186,7 mil na safra

atual. Para a produção a estimativa é de

aumento em 9,2%, passando de 218,8 mil

toneladas para 239 mil nesta safra. O plantio já

foi encerrado e as lavouras apresentam bom

estágio de desenvolvimento com clima favorável

na maior parte do estado, à exceção do Norte

de Minas que passou uma estiagem intensa e

as chuvas ainda estão irregulares. A estimativa

de produção total nas três safras, é de 3.322,1

toneladas, 13,8% maior que a colheita da safra

passada que foi de 2.918,4 mil toneladas. Para

o feijão total das três safras, no Estado de Minas

Gerais, a estimativa de plantio é de uma área

entre 427,4 mil hectares, 1,2% maior que a área

plantada na safra do ano anterior, que foi de

422,3 mil hectares. A estimativa de produção

total do estado é de 683,9 mil toneladas, 3,0%

maior que a produção passada que foi de 663,7

mil toneladas.

25


FRANGOS E OVOS

FRANGO

Conforme o IBGE, o Índice Nacional de

Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),

indicador oficial da inflação brasileira,

apresentou variação de 5,84% em 2012.

Entre os alimentos a variação ficou em

9,86%, índice que só não foi maior porque

dois produtos importantes – açúcar e

carnes – apresentaram deflação (-0,65% e -

0,67%, respectivamente). Nesse contexto,

aves e ovos apresentaram variação 2,92

pontos percentuais maior que a média dos

alimentos – 12,78% (Fonte: Avisite). A partir

dos últimos resultados divulgados – os

relativos às exportações de carne de frango

de 2012 e os estimativos da produção

global no período janeiro-novembro –

conclui-se que no ano passado a oferta

interna de carne de frango ficou próxima

dos 8,890 milhões de toneladas, recuando

menos de meio por cento em relação ao

que foi estimado para 2011. O mais

importante, porém, é que na média do ano

a disponibilidade interna per capita de carne

Ana Carolina Castro Euler

E-mail: ana.carolina@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349.8141 – Belo Horizonte/MG

de frango permaneceu próxima dos 46 kg,

recuando menos de 2% em relação ao ano

anterior. E isso garantiu que o produto

continua sendo a principal carne consumida

pelos brasileiros (Fonte: Avisite). A

sinalização do mercado de frango é de

manutenção da cotação atual, a tendência

é da demanda ser aquecida, além de que o

consumo, pelo menos teoricamente, deve

crescer devido à recomposição do poder

aquisitivo. Em Minas Gerais, o preço se

manteve em R$ 2,95 por quilo na granja,

passando de fraco para calmo (Fonte:

Avicultura Industrial).

OVOS

Sem necessidades de quedas nos preços

dos ovos, o mercado segue com uma boa

demanda e tudo indica que as ofertas não

estão excessivas. Mas infelizmente o

mercado continua bem especulado, com a

cultura de quedas nos preços sempre após

as festas de fim de ano (Fonte: Avicultura

Industrial).

27


VARIAÇÃO NAS COTAÇÕES DE FRANGOS

PRODUTO Atacado Granja (R$Kg)- Avimig Média do frango- Avisite

Frango abatido

resfriado/atacado

Frango vivo com

ICMS

05/12/2012 11/01/2013 Novembro/2012 Dezembro/ 2012

4,00 4,30 3,49 3,84

2,90 2,95 2,59 2,95

VARIAÇÃO NAS COTAÇÕES DE OVOS

PRODUTO Valor R$/Cx/30Dz- Avimig Média do ovo - Avisite

05/12/2012 11/01/2013 Novembro/2012 Dezembro/2012

Ovos extra grande 65,00 67,00

Ovos grandes 64,00 66,00

Ovos médios 62,00 64,00

Ovos pequenos 58,00 60,00

Ovos vermelhos 67,00 69,00

53,29

56,60

28


UVA

A

uva é a 5ª fruta produzida no mundo,

ficando atrás da banana (1ª), melancia

(2ª), maçã (3ª) e laranja (4ª) dados da

FAO 2012, e tem um consumo de 3,9

kg/habitante/ano. A rea cultivada com uvas no

território brasileiro está em torno de 81 mil

hectares. O Rio Grande do Sul é o maior

produtor nacional de uvas, com 51% da

VARIEDADES CONTAGEM JUIZ DE

FORA

produção total do país. Minas Gerais tem cerca

de 525 hectares cultivados com uvas de mesa e

uvas para vinho. As variedades predominantes

nos cultivos dos produtores mineiros, são:

Niagara branca, Niagara rosada, Itália, Benitaka,

Red Globe e Rubi. Apenas 28,15% da uva

nacional comercializada nas unidades da

Ceasaminas tem procedência dos municípios

mineiros.

OFERTAS DE UVAS (KG) CEASAMINAS (2012)

UBERLÂNDIA CARATINGA GOV.

VALADARES

BARABACENA TOTAL

Benitaka 3.098.156 47.232 378.751 20.730 5.675 3.550.544

Red Globe 922.781 35.555 9.086 17.289 138 1.285 986.134

Thompson 471.415 471.415

Itália

2.061.917 102.780 224.600 57.540 540 17.442 2.464.819

Kiono 34.225 34.225

Centenal 19.050 19.050

Niagara 4.222.386 103.655 355.695 20.630 970 31.820 4.735.156

Rubi 1.773.566 77.358 641.399 37.126 98.629 22.080 2.650.158

Brasil 366.750 53.308 14.285 434.343

Moscatel 1.496 1.496

Izabel 7.488 7.488

Total 12.979.230 366.580 1.662.839 16.7600 100.277 78.302 1.534.828

Fonte: www.ceasaminas.com.br (acesso em 09/01/2013)

30


COMERCIALIZAÇÃO DE UVA IMPORTADA (2012): ATRAVÉS DAS UNIDADES DO CEASAMINAS

UNIDADES QUANTIDADES (KG)

Contagem 164.330

Juiz de Fora 2.510

Uberlândia 110.576

Caratinga 560

Barbacena 7.524

Total 285.500

Fonte: www.ceasaminas.com.br (acesso em 09/01/2013)

Chile e Argentina são os principais exportadores de uvas para o mercado mineiro.

PROCEDÊNCIA DA UVA COMERCIALIZADA ATRAVÉS DAS UNIDADES DA CEASAMINAS NO

ANO DE 2012

ESTADOS E NÚMERO

DE MUNICÍPIOS

QUANTIDADES

(KG)

Bahia (5) 117.6695 7,05

Distrito Federal (1) 9.736

Espirito Santo (2) 1.242

Goiás (3) 30.550

Minas Gerais (30) 4.704.736 28,19

Pernambuco (3) 1.275.243 7,64

Paraná (20) 3.126.298 18,73

Rio Grande do Sul (6) 38.518 0,23

Santa Catarina (8) 175.608 1,05

São Paulo (31) 6.130.527 36,74

Fonte: www. Ceasaminas.com.br em 09/01/2013

O

s municípios mineiros maiores

produtores de uva são: Pirapora, São

Gonçalo do Sapucaí, Lassance, Caldas,

%

Várzea da Palma, Pouso Alegre, Lagoa Grande

e Campos Altos.

31


O

cereal em 2012 teve durante o ano,

resultados positivos. Boa produção,

comercialização com boas cotações

de preços nas diversas regiões produtoras e

consumo, exportação em quantidade superior

aos anos anteriores e um estoque de passagem

acima da média, quando comparados com

vários anos passados. Pelos números

divulgados neste início de janeiro, o 4ªº

levantamento realizado pela CONAB,

apresentou uma previsão de produção de milho

na 1ª safra de 2012/2013, de 34 milhões 730 mil

e 600 toneladas, superior em 2,5 % a colheita

de 33 milhões 867 mil e 100 toneladas, efetuada

no mesmo período anterior. Assim estão sendo

cultivados, nesta primeira safra, 7 milhões 124

mil hectares. Áreas plantadas com milho,

tiveram redução nos plantios efetuados nesta

safra de verão, com exceção dos estados de

São Paulo, Bahia e Distrito Federal, em função

da perda de espaço para a soja nos estados,

onde ocorreu competição de área com esta

oleaginosa. Na Região Sul, notadamente no

estado do Rio Grande do Sul, a lavoura teve por

ocasião do plantio em algumas regiões do

noroeste, áreas afetadas pela seca e em

seguida, irregularidade de chuvas que poderão

ter a produtividade comprometida e assim

redução na produção prevista inicialmente. Em

Santa Catarina que desde o início do plantio, a

cultura enfrentou períodos de baixa precipitação

pluviométrica nas principais regiões de

produção, ainda não houve informações de

perdas que possam comprometer a

produtividade média das lavouras. No Paraná,

em que períodos de seca atrasou o plantio não

prejudicou as lavouras, mesmo com

irregularidades de chuvas que pouco afetou o

desenvolvimento da cultura e o estado com

certeza vai continuar na liderança da produção.

Considerando a totalidade de produção de milho

no Brasil na safra 2012/2013, os dados

levantados pela CONAB, estimam a colheita das

safras em 72 milhões 192 mil e 500 toneladas,

1,1% menor que a anterior que atingiu 72

milhões 979 mil e 500 toneladas. Com relação à

produção de outros países a expectativa é que

no ano de 2013, os cultivos sigam anos

anteriores a 2012, e as chuvas aconteçam

dentro da normalidade no que os especialistas

chamam de “padrão neutro”, sem a presença

dos chamados fenômenos El Nino ou La Nina.

33


EXPORTAÇÕES E PREÇOS

A

exportação brasileira de milho em

2012, foi a maior dos últimos anos,

atingindo cerca de 19 milhões de

toneladas. Esta situação pode ser atribuída a

diversos fatores como a boa produção do Brasil,

retração de oferta do grão na Argentina e queda

da produção americana, devido a grande

estiagem que ocorreu nos dois países. Com isso

as cotações de preços no mercado interno teve

acréscimos substanciais, sendo que em

dezembro/12, as oscilações no mercado

situaram entre R$ 29,00 e R$ 32,00 e neste

início de janeiro as cotações estão entre R$

31,00 e R$ 35,00 o saco de 60 kg, nas

principais regiões produtoras, exceção do Mato

Grosso que apresentam sempre preços mais

baixos, devido a logística de transporte.

Ressalve-se que a entrada de milho novo no

mercado, após as primeiras colheitas, com a

produção das regiões que plantam mais cedo

como o Sul do Brasil, podem balizar e oferecer

preços estáveis aos compradores do grão,

especialmente o setor de produção de carnes e

ovos.

34


PANORAMA: MINISTRO QUER PROMOVER

REFORMA NO SETOR DE PESCA - Crivella

esteve na Câmara para explicar como o

governo pretende tirar da situação de

extrema pobreza, 100 mil famílias que vivem

da produção de pescados.

O

ministro da Pesca e Aquicultura,

Marcelo Crivella, apresentou, dia 5, na

Câmara, detalhes do Plano Safra da

Pesca, que prevê R$ 4,1 bilhões em

financiamentos para o setor. O plano deve

beneficiar mais de 300 mil famílias e tem como

meta retirar cerca de 100 mil delas da situação

de extrema pobreza. Entre os beneficiados

estão pescadores artesanais, agricultores

familiares, marisqueiras e mulheres de

pescadores. “O Brasil é a fazenda do mundo”,

disse o ministro, referindo-se à grande

capacidade produtiva do País. “Queremos fazer

uma reforma aquícola, distribuir lotes para

pessoas humildes, famílias que queiram

produzir a melhor proteína animal que existe: o

peixe”. Crivella que participou de audiência

pública da Comissão de Agricultura, Pecuária,

Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Crivella destacou que o projeto engloba não só

a produção em mares e rios, mas também os

reservatórios de grandes hidrelétricas.

VANTAGENS

O ministro comentou um estudo do BNDES

publicado no ano passado que compara a

riqueza da produção de pescados com as

riquezas do pré-sal. Crivella ressaltou as

vantagens da pesca: “O petróleo acaba, mas, se

você souber usar as águas, o peixe não cessa

nunca.” Ele afirmou que o Plano Safra da Pesca

tem quatro pontos fundamentais: desoneração

da cadeia produtiva; investimento em ciência e

tecnologia e assistência técnica; estímulo à

formação de cooperativas; e melhores

condições de armazenagem e a

comercialização do pescado. "São esses fatores

que fizeram da cadeia produtiva bovina, do

frango e de suínos um sucesso, e nós queremos

investir para fazer valer isso também para a

produção de tilápias, tambaquis, camarões,

pirarucus e moluscos bivalves, como mariscos e

ostras”.

36


P

RONAF

O ministro destacou que as linhas de

crédito do Programa de Financiamento

da Agricultura Familiar (Pronaf) agora também

contemplam os pescadores. Como parte da

desoneração do setor, ele disse que o pescador

terá uma carga tributária de 1% sobre a renda e

não mais a incidência de impostos em cascata.

Além disso, a área de ciência e tecnologia

poderá contar com um incremento de R$ 54,4

milhões, o que possibilitará a execução de 75

projetos no setor. “Em alguns países do mundo,

a tilápia come 1 quilo e, em 3 meses, engorda 1

quilo, produzindo 45% de filé. No Brasil, ainda

faltam pesquisa e tecnologia: a tilápia come 1,5

quilo, engorda 1 quilo em 6 meses e produz 35

% de filé”, comparou. “Mas chegaremos lá.”Há

previsão ainda para que o ministério compre

200 milhões de toneladas de peixes, para

garantir renda aos produtores. “A ideia é colocar

um frigorífico em cada Companhia Nacional de

Abastecimento (CONAB)”, comentou Crivella. A

Petrobras, segundo ele, também anunciou a

compra do óleo das vísceras do peixe, a R$ 1,6

por litro, para fazer biocombustível.

TAMBAQUI

O Ministro também comemorou a publicação no

dia 4, no Diário Oficial da União, da instrução

normativa do Ibama que autoriza a criação do

tambaqui na bacia do rio Tocantins. “Essa é

uma conquista de nove anos de luta e que

beneficia cerca de 30 mil pescadores que atuam

no Lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (UHE-

Tucuruí)”, sustentou o ministro, informando que

o Tocantins deverá aumentar a produção do

pescado em cerca de 30%. O deputado

Aberlardo Lupion (DEM-PR) aproveitou para

criticar a burocracia imposta pelo Ibama na

concessão de licenças. “Precisamos acabar

com o Ibama”, ironizou. “Não podemos mais

depender de mais de 10 licenças para produzir

peixe”, completou. O deputado Moreira Mendes

(PSD-RO) também contestou a atuação da

autarquia ambiental. “Os técnicos [do Ibama]

precisam ter a consciência de que existe um

outro lado, de gente querendo produzir alimento,

pois não vamos viver só de florestas e de rios

entocados.”

MERCADO

O preço da carne de peixes recebido pelos

produtores, teve um acréscimo, devido ao

aumento no custo da ração. O preço foi o

seguinte: peixe vivo de tilápia variou de R$ 4,50

a R$ 6,50/kg e o filé em torno de R$ 19,50/kg.

Outras espécies de peixe vivo, como o

matrinchã, pacu e tambaqui tiveram o preço

cotados entre R$ 5,00 a R$ 7,50/kg A truta

(peixe de clima temperado), foi comercializada

de R$ 7,00 a R$ 12,50/kg. Para as espécies de

peixes considerados nobres, como o surubim e

o dourado, o preço teve a seguinte variação

entre R$ 6,00 e R$ 12,50/kg vivo.


TENDÊNCIA:

A tendência é que o preço da carne do peixe mantenha-se neste patamar durante este mês.

38


SOJA

PREVISÃO DE NOVO RECORDE DE

PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL

A

área plantada de soja no Brasil está

sendo estimada em 27 milhões e 473

mil hectares que representaria um

aumento de 8,8% sobre a safra passada e se

constituindo em novo recorde nacional e, se for

confirmada a previsão atual de produtividade de

3.069 kg/ha que seria 13,9% maior que a do ano

passado, teríamos a expectativa de uma

produção de 84 milhões e 314 mil toneladas e

que também seria novo recorde de produção

brasileira e 24,4% maior que a safra anterior,

sendo que as boas condições climáticas atuais

reforçam estas projeções, conforme o quadro

abaixo.

PREVISÃO DE PRODUÇÃO DE SOJA NA SAFRA 2012/2013 COMPARADA COM A SAFRA 2011/2012 NOS PRINCIPAIS

ESTADOS E REGIÕES PRODUTORAS DO BRASIL

Região/Estado

Willy Gustavo de La Piedra Mesones

E-mail: willy.gustavo@emater.mg.gov.br

Tel: (34) 3338.5156 - Uberaba/MG

2012/2013

Área Diferença Produção Diferença Produtividade

mil ha % Mil t % Kg/ha

PR 4.700 4 15.040 35 3.200

SUL 9.650 5 29.025 54 3008

MT 7.850 12 25.120 14 3.200

GO 2.900 9 8.990 8 3100

MS 2020 10 1.830 24 3.000

CENTRO-OESTE 12.833 11 40.362 14 3.145

MG 1.120 9 3.360 8 3.000

SP 650 8 1.918 13 2.951

SUDESTE 1.770 9 5.278 10 2.982

BA 1.270 13 3.810 15 3.000

NORDESTE 2.390 12 7.145 11 2.989

NORTE 830 12 2.505 10 3.018

BRASIL 27.473 9 84.314 24 3.069

Adaptado de Safras & Mercado Diferença = % com relação à safra 2011/2012

40


D

e qualquer forma, estes números

positivos refletem uma conjuntura

similar que já vem se repetindo nas

últimas seis safras, através de aumentos dos

preços médios permitindo lucratividade e, que

ao que tudo indica devem continuar neste novo

ano, altas da taxa de câmbio que aparecem

também como tendência futura e linhas de

crédito disponíveis tanto na rede pública como

na privada entre outros indicativos e que estão

sendo reforçados pelos baixos estoques norte-

americanos, a menor disponibilidade do produto

em função de vendas antecipadas que já

alcançam 50% da produção prevista, as

previsões de crescimento no consumo mundial

e ainda a menor área plantada de culturas

concorrentes como o milho, arroz e algodão.

Pelo menos, até agora, estes números podem

ser confirmados com pequenas variações se

atentarmos que as previsões de condições

climáticas apontam como sendo favoráveis

ainda no mês de janeiro, que a safra foi

plantada em geral com uso maior de insumos

como calcário, fertilizantes, agroquímicos e

sementes certificadas e o monitoramento da

ferrugem asiática, embora indique um

crescimento no número de casos, os indicativos

são de que estão recebendo um controle

satisfatório por parte dos produtores, sendo que

em Minas Gerais ainda não houve nenhuma

notificação.

PREVISÃO DE SAFRA SUL-AMERICANA

COMANDA TENDÊNCIA DO MERCADO

Embora a produção total de soja desta última

safra norte-americana ainda não esteja

totalmente dimensionada, pois o último relatório

do Departamento de Agricultura dos Estados

Unidos/USDA é de novembro de 2012 e o

próximo somente deve ser publicado em

meados de janeiro, os números atuais apontam

uma produção de 80 milhões e 857 mil

toneladas que seria 4% inferior à safra passada

que já foi problemática. Por outro lado, as

melhores expectativas estão voltadas para uma

boa safra sul-americana, principalmente com as

satisfatórias condições climáticas na Argentina e

no Brasil, como visto no quadro abaixo.

PRODUÇÃO SUL-AMERICANA E MUNDIAL DE SOJA - 2012/2013

País Produção (milhões de t) a/b Participação

2012/2013 (a) 2011/2012 (b) % %

América do Sul 148,05 117,04 26 55

Argentina 55,00 41,00 34 21

Brasil 84,31 67,76 24 30

Paraguai 7,75 4,30 80 3

Bolívia 2,40 2,38 1 1

Uruguai 1,90 1,60 19 1

Estados Unidos 80,86 84,19 -4 30

China 12,60 14,48 -13 5

India 11,50 11,00 5 4

Outros 14,71 12,92 14 5

Total 267,72 239,63 12 100,00

Adaptado de Safras&Mercado


E

stas estimativas de produção que na

América do Sul são sustentadas pela

ocorrência de chuvas intercaladas com

períodos secos e quentes, dão suporte às

motivações do mercado, mas o lado financeiro

também tem fortes interferências, como a

oscilação da taxa cambial, as negociações nos

EUA do presidente com o congresso para evitar

o chamado “abismo fiscal” e que no primeiro

Local

momento deste ano foi feito um acordo em que

pelo menos adia por um tempo uma solução

definitiva para o orçamento de 2013 daquele

país. De qualquer forma, no final do ano que

passou houve decréscimo nas cotações da

Bolsa de Futuro de Chicago/CBOT e mesmo

com os cancelamentos de compras pelos

chineses, ainda é boa a demanda por soja

norte-americana.

PREÇOS PRATICADOS EM DIFERENTES REGIÕES NO BRASIL

Preços praticados R$/saca 60 kg

08/01/2013 1 semana atrás 1 mês atrás 1 ano atrás

Passo Fundo/RS 64,50 70,50 75,50 49,00

Rondonópolis/MT 53,00 60,00 68,00 43,00

Santos/SP 60,00 64,00 68,00 50,70

Uberlândia/MG 55,00 62,00 67,00 45,00

Adaptado de Safras&Mercado

Fonte: Safras & Mercado, Conab, Embrapa, Emater-MG


SUÍNOS

Ana Carolina Castro Euler

E-mail: ana.carolina@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349.8141 – Belo Horizonte/MG

O

ano de 2013 começa sob o signo do

otimismo para o setor de carne suína

no Brasil, de acordo com avaliação do

presidente da Associação Brasileira da Indústria

Produtora e Exportadora de Carne Suína

(ABIPECS). O Brasil em 2012, exportou 581.477

toneladas de carne suína e apurou US$ 1,49

bilhão, um crescimento de 12,60% em volume e

4,21% em valor, em relação a 2011. O preço

médio, de US$ 2.571 em 2012, sofreu uma

retração de 7,45% na comparação com 2011

(US$ 2.778). Segundo a Associação as

exportações de carne suína do Brasil, terão

pequeno crescimento em volume em 2013, mas

a receita deverá aumentar mais, com vendas

para mercados que pagam melhores preços

(Fonte: Suinocultura industrial). A recente calmaria

COTAÇÃO (R$) - DEZEMBRO

nos mercados de commodities não deverá

persistir em 2013, aposta o Banco de

Investimento Barclays Capital. De acordo com a

instituição financeira, o provável acordo para

evitar o ‘abismo fiscal’ nos Estados Unidos, a

recuperação da economia chinesa e o potencial

de riscos climáticos e geopolíticos, devem criar

um ambiente mais altista para os preços nos

próximos meses. O cenário deve despertar o

apetite do investidor, que, segundo o Barclays,

está pouco exposto ao segmento. Os analistas

do Barclays destacam que os estoques de grãos

são “excepcionalmente baixos” e que as

ameaças climáticas à safra sul-americana são

“elevadas”, de modo que eventuais problemas

podem provocar uma “substancial reação dos

preços”. (Fonte: Porkworld).

05/12/2012 11/01/2013

SP 3,83 3,73

PR 3,08 3,15

SC 3,30 3,30

GO 3,90 3,90

RS 3,42 3,28

MG 4,00 3,80

MS 2,00 2,00

MT 3,00 3,00

Aurora SC 2,80 2,80

Pamplona 2,70 2,80

Perdigão SC 2,70 2,80

Sadia SC 2,70 2,80

Seara SC 2,60 2,70

44


TOMATE

Geogeton S. R Silveira

E-mail: georgeton@emater.mg.gov.br

Tel: (31) 3349-8148 – Belo Horizonte//MG

COMPORTAMENTO

N

o mês de dezembro, os preços médios

do tomate in natura praticados no

atacado de acordo com a

Ceasaminas, no entreposto de Contagem:

Tomate tipo AA do grupo Longa Vida foi

comercializado a R$ 35,42 e Santa Clara R$

34,83 preço médio da caixa com 20 kg; Tomate

tipo A do grupo Longa Vida foi comercializado a

R$ 18,92 e Santa Clara R$ 20,08 preço médio

da caixa com 20 kg. Na Ceagesp, os preços do

tomate comercializado no atacado, tipo AA dos

grupos Longa Vida e Santa Clara tiveram uma

cotação média de R$ 52,20 a caixa de 20 Kg e

R$ 40,20 a caixa de 20 kg do tipo A, sendo

estes valores referentes à segunda quinzena de

dezembro de 2012. Segundo pesquisa de

preços realizada no varejo pela Ceasaminas do

dia 18/12 a 20/12/12, os valores do quilo do

tomate in natura praticados nos hipermercados

e supermercados da grande BH, obtiveram um

preço médio de R$ 3,15 e nos sacolões foi de

R$2,22 sendo o preço médio no varejo de

R$2,78. No atacado, no mesmo período, o

preço pago pelo quilo foi de R$ 0,91. O preço no

varejo em relação ao atacado obteve uma

variação de 205,5%. Portanto a caixa de 20 kg

vendida no atacado neste período, em média

por R$18,20, foi revendida no varejo em média

por R$55,60. Os preços da caixa de tomate

praticados no atacado no mês de dezembro se

mantiveram em patamares normais para o

período. O valor médio da caixa de tomate no

ano de 2012, fechou em R$25,49 (veja gráfico),

acima do custo médio de produção da caixa que

variou de R$14,00 a R$18,00. Os valores altos

obtidos nos mercados atacadistas no ano de

2012, refletem os novos tempos para produção

de tomate de mesa no país. O alto custo e risco

na produção, aliada a falta de mão de obra no

campo, está levando os tomaticultores a

redução das áreas plantadas e a mudança para

o cultivo de outras hortaliças menos exigentes.

46


TENDÊNCIAS

E

m janeiro com a entrada do período de

férias escolares e regulamentares, há

uma redução na demanda pelo fruto de

tomate bem como de outras hortaliças. Por

outro lado, atravessamos um período com altas

temperaturas, o que poderá castigar

severamente as lavouras levando a redução de

oferta do produto em quantidade e qualidade.

Diante do exposto, espera-se que durante

Preço/caixa de 20kg

45

40

35

30

25

20

15

10

5

0

Fevereiro Abril

Janeiro Março

Junho

Maio

alguns dias de comercialização nas praças do

mercado atacadista no decorrer do mês, haja

uma variação nos valores da caixa de forma

positiva, podendo deixar os preços no

fechamento do mês, ligeiramente maiores que

os observados no mês de dezembro de 2012.

Veja no gráfico abaixo, o comportamento dos

preços médios pagos no atacado, na caixa de

20 Kg de tomate, na Ceasaminas entreposto de

Contagem até o mês de dezembro:

Agosto Outubro Dezembro

Julho Setembro Novembro Média Anual

Meses


PREÇOS MÉDIOS RECEBIDOS EM DEZEMBRO PELOS AGRICULTORES EM MG

PRODUTO UD MINIMO MÁXIMO

Milho sc 60 kg R$ 31,00 R$ 33,00

Soja sc 60 kg R$ 64,00 R$ 65,00

Feijão carioca sc 60 kg R$ 161,00 R$ 170,00

Feijão Preto sc 60 kg - -

Café Arábica Bebida Dura tipo 6 sc 60 kg R$ 334,00 R$ 342,00

Banana Prata cx (18-22) kg - -

Banana Nanica cx (18-22) kg - -

Bezerro até 1 ano desmamado Nelore Cab R$ 600,00 R$ 700,00

Bezerra até 1 ano desmamada Nelore Cab R$ 500,00 R$ 600,00

Bezerro até 1 ano desmamado Mestiça Cab R$ 500,00 R$ 600,00

Bezerra até 1 ano desmamada Mestiça Cab R$ 500,00 R$ 600,00

Vaca Gorda para Abate – Consumo

Interno

@

R$ 84,00 R$ 86,00

Boi Gordo para Abate – Consumo Interno @ R$ 92,00 R$ 93,00

Boi Gordo para Abate – tipo exportação @ R$ 94,00 R$ 96,00

BOVINOC: Leite Resfriado L R$ 0,75 R$ 0,83

Fonte: CIAGRO/ EMATER - MG

48


PREÇOS MÉDIOS DOS PRODUTOS COMERCIALIZADOS NA UNIDADE DO CEASA-BH-MG

Produto ud Preços Produto ud Preços

Abacate 18KG R$ 55,00 Jiló 15 kg R$ 25,00

Abacaxi dz R$ 38,00 Laranja 20 kg R$ 17,00

Abóbora Moganga 15 kg R$ 12,00 Limão 20 kg R$ 20,00

Abobrinha-Italiana 18 kg R$ 25,00 Maçã 18 kg R$ 45,00

Abobrinha-Menina 18 kg R$ 20,00 MamãoFormosa 18 kg R$ 28,00

Alface dz R$ 10,00 Mamão Havaí 8 kg R$ 17,00

Alho brasileiro 10 kg R$ 80,00 Mandioquinha 20 kg R$ 40,00

Banana Nanica 20 kg R$ 15,00 Manga 6 kg R$ 10,00

Banana Prata 18 kg R$ 35,00 Maracujá 12 kg R$ 50,00

Batata 50 kg R$ 70,00 Melancia kg R$ 1,20

Batata-doce 20 kg R$ 30,00 Melão 13 kg R$ 23,00

Berinjela 12 kg R$ 7,00 Milho Verde 25 kg R$ 10,00

Beterraba 20 kg R$ 35,00 Moranga 22 kg R$ 20,00

Brócolo dz R$ 25,00 Morango 1,5 kg R$ 5,00

Cebola 20 kg R$ 32,00 Ovos 30 dz R$ 65,00

Cenoura 20 kg R$ 30,00 Pepino 19 kg R$ 30,00

Chuchu 19 kg R$ 30,00 Pera 20 kg R$ 85,00

Coco verde dz R$ 18,00 Pimentão 9 kg R$ 10,00

Couve dz R$ 7,00 Quiabo 12 kg R$ 15,00

Couve-flor 06 unid. R$ 20,00 Repolho 23kg R$ 20,00

Espinafre dz R$ 20,00 Tangerina Ponkan 15 kg -

Goiaba 2,5 kg R$ 12,00 Uva Itália 6 kg R$ 22,00

Inhame 19 kg R$ 40,00 Vagem 13 kg R$ 15,00

COTAÇÃO DE PREÇOS REFERENTES 10/01/2013

Fonte: CEASAMINAS - ELABORAÇÃO: DIPRO/DETEC-EMATER-MG

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA,

PECUÁRIA E ABASTECIMENTO - SEAPA/MG

Secretário de Estado: Elmiro Alves do Nascimento

Secretário-Adjunto: Paulo Afonso Romano

Subsecretário do Agronegócio: Baldonedo Arthur

Napoleão

Superintendente de Economia Agrícola: João

Ricardo Albanez

Centro de Análises e Estudos Estratégicos: Fátima

Lage

EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E

EXTENSÃO RURAL - EMATER/MG

Presidente: Marcelo Lana Franco

Diretor Técnico: José Rogério Lara

Editoração e Coordenação do Informativo: Luiz

Fernando Ferreira

e-mail: luiz.ferreira@emater.mg.gov.br / Tel: (31)

3349.8075 - (31) 3349.8138

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