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Impermeabilizações - Universidade Fernando Pessoa

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO ll<br />

IMPERMEABILIZAÇÕES<br />

2010<br />

Discentes:<br />

Carina Pereira - 19941<br />

Francisco Pereira - 20285<br />

José Franco - 20240<br />

Docente: João Guerra<br />

UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA


Definição geral de impermeabilização na construção civil<br />

Impermeabilização é o conjunto de providências que impedem a infiltração de água na<br />

estrutura construída.<br />

Entende-se por impermeabilidade como sendo a resistência que um revestimento oferece à<br />

penetração da água líquida que pode ser proveniente da água das chuvas ou de águas subterrâneas<br />

existentes.<br />

2


Introdução<br />

A infiltração é um dos problemas mais comuns no ramo da construção civil, mais<br />

especificamente em edifícios. Como tal a prevenção da patologia deve ser assegurada, por sistemas<br />

completos e devidamente homologados, ainda em fase de projecto.<br />

O objectivo da impermeabilização é proteger as construções contra infiltrações evitando,<br />

assim, o aparecimento de água livre, manchas, mofo, fungos e até a menos visível corrosão das<br />

armaduras de betão armado.<br />

Como em toda a construção, a impermeabilização preventiva é a mais indicada já que evita<br />

o aparecimento dos problemas, representando apenas cerca de 3% do custo total da obra. Pelo<br />

contrário, no caso de o assunto ser tratado de forma displicente, a impermeabilização correctiva<br />

poderá chegar a representar até 15% do custo total da obra, além dos transtornos aos clientes e dos<br />

custos indirectos ao construtor/projectista que vêem a sua imagem afectada pela má prática da<br />

construção.<br />

Ao longo deste trabalho apresentar-se-ão diversas soluções de impermeabilização de acordo<br />

com os locais a impermeabilizar, sendo umas soluções genéricas e outras de pontos singulares.<br />

Materiais a utilizar, as suas características e a sua conjugação entre eles.<br />

Principais Conceitos<br />

• Condensação : aparecimento de água líquida numa superfície mais fria que o ambiente<br />

(gotículas de água nos vidros, no tempo frio).<br />

• Estanquidade : capacidade de um material impedir totalmente a passagem de água, sob<br />

forma líquida ou de vapor.<br />

• Infiltração : água que penetra na construção, apresentando –se em forma de manchas de<br />

humidade, ou de forma localizada.<br />

• Nível Freático : nível a que se encontram as águas subterrâneas. Quanto mais alto é o nível<br />

freático mais perto estão as águas subterrâneas da superfície.<br />

• Pressão de água (pressão positiva) : quando a pressão da água incide directamente sobre o<br />

revestimento impermeabilizante.<br />

• Contra – pressão de água (pressão negativa) : quando a água incide por detrás do<br />

revestimento impermeabilizante.<br />

3


• Permeabilidade ao vapor de água : capacidade que o revestimento tem para permitir a<br />

passagem do vapor de água.<br />

• Eflorescência : depósitos, à superfície da parede ou da tinta, de formações salinas sob a<br />

forma de flocos, principalmente constituídos por sais solúveis contidos nos materiais de<br />

construção, que foram arrastados até à superfície em solução na água contida na parede e aí<br />

cristalizaram quando esta se evaporou.<br />

Tipos de impermeabilizantes<br />

• Impermeabilização contra humidade – é a aplicação de asfalto sem<br />

reforço a uma superfície de cimento ou de alvenaria, geralmente<br />

abaixo do nível do solo e pouco exposta à acção da água.<br />

• Impermeabilização à água - é a aplicação, em tais superfícies de<br />

asfalto misturado com fibra, para prevenir a penetração de humidade<br />

sob condições de pressão hidrostática. Estes impermeabilizantes<br />

asfálticos para tais fins são aplicados com broch ou revolver. Podem<br />

ser utilizadas como reforço, de 3 a 6<br />

mantas de fibras de vidro em condições de elevada pressão de água<br />

subterrânea.<br />

Figura 1 Figura 2<br />

• Impermeabilizantes transparentes – são feitos de silicones e empregados em alvenaria no<br />

combate à humidade e não mudam a aparência das paredes. O hypalon tem a mesma<br />

4<br />

Figura 3 e 4


utilização fornece uma camada impermeabilizante flexível, decorativa protectora, aplicada<br />

em superfícies metálicas, de madeira ou alvenaria.<br />

Argamassa, mantas e membranas<br />

impermeáveis:<br />

• Argamassas Poliméricas<br />

• Argamassas Termoplásticas<br />

• Argamassas Rígida<br />

• Mantas Asfálticas Coladas com Asfalto<br />

• Mantas Asfálticas à Maçarico<br />

• Mantas Elastoméricas<br />

• Membranas Asfálticas<br />

• Membranas Asfalto Elastoméricas<br />

Impermeabilização de coberturas<br />

Soluções Construtivas<br />

1) Coberturas inclinadas com telhas<br />

1.1) Solução com isolamento térmico – Cobertura invertida (sistema aderido)<br />

5<br />

Figura 5 e 6


A. Suporte<br />

B. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

C. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

gr/m2, protegida a polietileno na face inferior e auto-protegida com granulado mineral<br />

na face superior<br />

D. Cola especial para telhas e poliestireno extrudido<br />

E. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido ranhurado, fixo mecanicamente,<br />

ou por pontos de cola<br />

F. Ripado em betão para assentamento das telhas (moldado no local ou pré-fabricado)<br />

G. Revestimento da cobertura assente sobre o ripado<br />

1.2.) Solução sem isolamento térmico (sistema aderido)<br />

A. Suporte<br />

B. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

C. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

gr/m2, protegida a polietileno na face inferior e auto-protegida com granulado mineral<br />

na face superior<br />

6


D. Camada de betonilha armada para assentamento do ripado com espessura mínima de 3<br />

cm<br />

E. Ripado em betão para assentamento das telhas (moldado no local ou pré-fabricado)<br />

F. Revestimento da cobertura<br />

7<br />

Esquema 1


8<br />

Esquema 3<br />

Esquema 2


2) Classificação das coberturas em terraço<br />

São várias as classificações possíveis para caracterizar as coberturas em terraço. A seguinte<br />

classificação é baseada em estudos publicados pelo LNEC (Lopes, 1994), onde são apresentados<br />

vários parâmetros a ter em conta na concepção e execução das mesmas.<br />

Classificação quanto à acessibilidade<br />

Terraços acessíveis<br />

Este tipo de terraço é adequado para climas quentes e temperados. Em geral, não se devem<br />

armazenar materiais no terraço. Deve evitar-se o derrame de produtos químicos agressivos e vigiarse<br />

a instalação de elementos como antenas, mastros, etc., para que não danifiquem nenhum ponto<br />

do terraço.<br />

Solução sem isolamento térmico - Cobertura Invertida<br />

9<br />

Figura 7


A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de impermeabilização<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de<br />

vidro de 50 gr/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de<br />

poliéster de 180 g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Manta geotêxtil de polipropileno com 150 gr/m2, como camada separadora<br />

G. Protecção pesada<br />

2.1.2) Solução com isolamento térmico - Cobertura Invertida<br />

H. Suporte<br />

I. Camada de Forma - regularização<br />

10


J. Emulsão betuminosa como primário de impermeabilização<br />

K. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de<br />

vidro de 50 gr/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

L. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de<br />

poliéster de 180 gr/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

M. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

N. Manta geotêxtil de polipropileno com 150 g/m2, como camada separadora<br />

O. Protecção pesada<br />

Terraços de acessibilidade limitada<br />

São terraços acessíveis só para efeitos de conservação (Fig.8). Este tipo de terraço não é adequado<br />

para zonas com neve.<br />

11<br />

Figura 8


Solução sem isolamento térmico (sistema aderido)<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de impermeabilização<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de vidro de 50<br />

gr/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno na face inferior e auto protegida com granulado mineral na<br />

face superior<br />

Solução com isolamento térmico Cobertura Invertida (sistema aderido)<br />

12


A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de impermeabilização<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de vidro de 50<br />

gr/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

G. Manta geotêxtil em polipropileno com 150 gr/m2, como camada separadora<br />

H. Protecção pesada<br />

Solução com isolamento térmico Cobertura tradicional (sistema aderido)<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

13


C. Emulsão betuminosa aplicada a frio, funcionando simultaneamente como barreira ao vapor e<br />

como cola para as placas de isolamento térmico<br />

D. Isolamento térmico em placas de fibras de lã de rocha com 150 Kg/m3 recobertas por<br />

betume na face superior<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de vidro de 50<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno na face inferior e auto protegida com granulado mineral na<br />

face superior<br />

Terraços acessíveis – circulação e permanência de veículos<br />

A cobertura aparcamento é uma solução adequada para edifícios, que precisam de um tratamento<br />

especial da cobertura, com o objectivo de suportar grandes cargas pontuais, cargas dinâmicas e, em<br />

geral, solicitações derivadas ao tráfego em movimento.<br />

São terraços acessíveis à circulação lenta de veículos ligeiros (Fig.9). Terraço adequado para todas<br />

as zonas climáticas. Deve ter-se especial cuidado para que os veículos circulem a velocidade<br />

moderada e que o peso dos mesmos não exceda o estipulado.<br />

14<br />

Figura 9


Solução sem isolamento térmico<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 duplamente armada com armadura de<br />

fibra de vidro de 50 g/m2 e armadura de poliéster de 180 g/m2, protegida a polietileno na<br />

face inferior e areia na face superior<br />

F. Protecção pesada (camada de desgaste em betão armado)<br />

15


Solução com isolamento térmico - Cobertura Invertida<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 180<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

G. Manta geotêxtil de polipropileno com 250 g/m2, como camada separadora<br />

H. Protecção pesada (camada de desgaste em betão armado)<br />

16


Solução sem isolamento térmico Betão Armado<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 180<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Manta geotêxtil de polipropileno com 250 g/m2 como camada separadora<br />

G. Protecção pesada (camada de desgaste em betão armado)<br />

17


Terraços ajardinados<br />

São terraços para o uso de superfícies destinadas a jardim (Fig.10), para plantações que necessitem<br />

de uma espessura de terra vegetal entre 20 e 50cm.<br />

Adequado para clima temperado, podendo projectar-se em todas as zonas climáticas, tendo em<br />

conta o grau de isolamento térmico e, em especial, o tipo de plantação. Escolhem-se de preferência<br />

espécies de crescimento lento. Pode-se dispor árvores ou arbustos nas superfícies ajardinadas com<br />

profundidade de solo insuficiente e/ou expostos ao vento quando para isso se modifique a sua forma<br />

e altura através de podas ou produtos de controle adequados para o efeito.<br />

Deve ter-se em conta a criação de circuitos pedonais e as instalações de rega do terraço.<br />

Figura 10<br />

Solução com isolamento térmico – Sistema aderido<br />

18


A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Emulsão betuminosa como primário de aderência<br />

D. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 armada com armadura de<br />

fibra de vidro de 50 g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com aditivo anti-raízes<br />

na massa betuminosa, armada com armadura de poliéster de 150 g/m2,<br />

protegida a polietileno em ambas as faces<br />

F. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

G. Lâmina granular em polietileno de alta densidade<br />

H. Manta geotêxtil de polipropileno com 250 g/m2 como camada separadora<br />

I. Acabamento pesado – Terreno Vegetal<br />

Classificação quanto à camada de protecção da impermeabilização<br />

Coberturas sem protecção<br />

São consideradas coberturas sem protecção aquelas em que o revestimento de impermeabilização<br />

fica aparente, ou seja, não tem qualquer camada aplicada sobre este ou integrada neste mesmo<br />

revestimento.<br />

Coberturas com protecção leve<br />

As coberturas classificadas como coberturas com protecção leve podem ser de dois tipos distintos:<br />

aquelas que são executadas em obra sobre o revestimento de impermeabilização, constituída por<br />

19


uma pintura ou por materiais granulares; e as que são aplicadas em fábrica sobre a superfície<br />

superior do revestimento de impermeabilização, também chamada de auto-protecção.<br />

Coberturas com protecção pesada<br />

Podem-se distinguir nas coberturas com protecção pesada as coberturas cuja protecção do<br />

revestimento de impermeabilização é formada por uma camada rígida (betonilha de argamassa,<br />

ladrilhos sobre betonilha, placas pré-fabricadas de betão, de material cerâmico, de madeira, etc.) e<br />

as que são constituídas por materiais soltos, tais como godos ou materiais britados.<br />

Todos os materiais que formam a protecção pesada são aplicados em obra, embora possam ser<br />

constituídos por elementos pré-fabricados.<br />

Classificação quanto ao tipo de revestimento de impermeabilização<br />

Revestimentos tradicionais<br />

Pertencem a este tipo de revestimentos aqueles que se conhecem suficientemente bem as suas<br />

características e existe prática suficiente da sua utilização. Estes revestimentos podem ser<br />

constituídos por materiais aplicados “in situ” ou produtos pré-fabricados.<br />

Revestimentos não tradicionais<br />

Quanto aos revestimentos não-tradicionais, podem-se considerar como tal aqueles que, ao contrário<br />

dos tradicionais, não se conhecem bem as suas características assim como não há prática na sua<br />

aplicação. Nestes casos, são feitos estudos que envolvem não só o campo experimental em<br />

laboratório, mas também visitas a obras onde o material irá ou esteja a ser aplicado.<br />

Estes estudos são traduzidos num Documento de Homologação do LNEC quando os resultados<br />

destas acções são favoráveis. O artigo 17º do RGEU obriga à necessidade dum prévio parecer do<br />

LNEC sobre a aplicação de novos materiais ou processos de construção.<br />

20


Também este tipo de revestimentos podem ser constituídos por materiais aplicados “in situ” como<br />

pré-fabricados.<br />

Classificação quanto à localização da camada de isolamento térmico<br />

A classificação sob este ponto de vista é importante, já que, consoante a sua posição relativa, assim<br />

se faz sentir de forma diferente sobre as restantes camadas da cobertura, e especialmente sobre a<br />

impermeabilização, o efeito das acções correntes a que estão sujeitas as coberturas em terraço<br />

(acções térmicas, mecânicas, etc.).<br />

A camada de isolamento térmico pode ser disposta ou executada, relativamente às restantes<br />

camadas da cobertura em terraço, em três zonas distintas.<br />

21<br />

Esquema 4


Isolamento térmico intermédio<br />

Esta solução consiste em colocar o isolamento térmico em camada intermédia como suporte da<br />

impermeabilização, ou como suporte da camada de forma (Fig.11).<br />

Legenda:<br />

A – Isolamento térmico suporte B – Isolamento térmico suporte<br />

da impermeabilização duma camada de forma<br />

1 – Impermeabilização 3 – Camada de forma<br />

2 – Isolamento térmico 4 – Estrutura resistente<br />

Isolamento térmico sobre o sistema de impermeabilização<br />

Neste caso, o isolamento térmico é aplicado sobre o sistema de impermeabilização (Fig. 12). Esta<br />

solução é correntemente designada por “cobertura invertida” uma vez que estamos perante uma<br />

inversão do posicionamento das camadas de isolamento térmico e de impermeabilização,<br />

relativamente a uma solução dita “normal”.<br />

Legenda:<br />

1 – Protecção pesada com materiais soltos 4 – Impermeabilização<br />

2 – Protecção pesada rígida 5 – Camada de forma<br />

3 – Isolamento térmico 6 – Estrutura resistente<br />

22<br />

Esquema 7 e 8<br />

Esquema 5 e 6


Cobertura com o isolamento térmico sob a estrutura resistente<br />

A cobertura classificada como cobertura com isolamento térmico sob a estrutura resistente resulta,<br />

como o próprio nome indica, da aplicação do referido isolamento pela face inferior da estrutura<br />

resistente. Pode ser aplicada em tectos falsos e como camada ou revestimento aderente a essa<br />

estrutura (Fig. 13).<br />

Note-se, ainda, que esta solução deve ser evitada uma vez que conduz a uma redução significativa<br />

da inércia térmica, especialmente se a estrutura resistente da cobertura é pesada, como é o caso das<br />

lajes de betão armado.<br />

A – Isolamento térmico em tectos falsos B – Isolamento térmico aderente à estrutura resistente<br />

Legenda:<br />

1 – Impermeabilização 3 – Estrutura resistente<br />

2 – Camada de forma 4 – Isolamento térmico<br />

Classificação quanto à pendente<br />

O valor da pendente abaixo do qual as coberturas podem ser consideradas em terraço, varia de país<br />

para país, embora na maior parte dos casos estas diferenças sejam pequenas.<br />

Em Portugal, para as coberturas em terraço de edifícios, segundo o RGEU (artigo 43.2), estabelece-<br />

se em 1% o limite inferior das suas pendentes, em superfície corrente.<br />

23<br />

Esquema 9 e 10


A classificação das coberturas em terraço, segundo o valor da pendente, está intimamente<br />

relacionado com a sua constituição e acessibilidade. É óbvio que em coberturas acessíveis à<br />

circulação de pessoas, as pendentes não deverão exceder determinados limites que ponham em<br />

causa a facilidade dessa circulação. Em relação à sua constituição, por exemplo, soluções de<br />

protecção pesada, especialmente as que são constituídas por materiais soltos, são restringidas a<br />

coberturas de baixa pendente.<br />

Uma das formas de classificar as coberturas quanto à pendente pode ser feita indirectamente, tendo<br />

em conta a facilidade de escoamento da água e a possibilidade de aplicação de determinados tipos<br />

de protecção sobre a mesma. Este critério é adoptado por Directivas da União Europeia para a<br />

UEAtc (1982), que pode ser aplicada tanto a sistemas de impermeabilização tradicionais como não-<br />

tradicionais.<br />

Estas Directivas UEAtc (cit. in Lopes, 1994) especificam quatro classes de coberturas, que são<br />

descritas da seguinte forma:<br />

- Classe I: cuja pendente provoca estagnação das águas e permite a aplicação de protecção pesada;<br />

- Classe II: a pendente permite o escoamento das águas e a aplicação de protecção pesada;<br />

- Classe III: permite o escoamento das águas mas não aceitam a aplicação de protecção pesada;<br />

- Classe IV: a pendente impões medidas especiais na aplicação das suas camadas.<br />

Classificação quanto à estrutura resistente<br />

- Estrutura rígida<br />

São consideradas como estruturas rígidas aquelas cuja deformabilidade da estrutura resistente não é<br />

significativa para o vão e solução corrente dessa mesma estrutura.<br />

As estruturas rígidas podem ainda ser subdivididas em contínuas e descontínuas, conforme sejam<br />

executadas sem juntas ou com juntas distribuídas de forma regular e com espaçamento reduzido.<br />

24


- Estrutura flexível<br />

As estruturas resistentes flexíveis são aquelas que relativamente à sua deformabilidade apresentam<br />

deformações significativas para o vão e soluções que apresentam. As estruturas flexíveis são,<br />

geralmente, descontínuas.<br />

Fases de diagnóstico<br />

As várias fases que constituem uma intervenção com vista à resolução de um problema de<br />

humidade ascendente podem esquematizar-se do seguinte modo:<br />

A fase de diagnóstico envolve dois processos:<br />

• A identificação do problema, incluindo a sua natureza e extensão - ex: elevado grau de<br />

eflorescências na parede exterior da fachada norte ao nível do piso térreo. Área aproximada de<br />

4,om2.<br />

• A previsão de uma possível causa do problema - ex: o exame executado na base da parede<br />

acima referida revelou que esta se encontra fendilhada o que constitui um ponto de entrada de água.<br />

• O diagnóstico idêntica a causa e o efeito do problema, usualmente começando com a<br />

identificação deste último.<br />

Exame Externo<br />

a) Coberturas, algerozes, caleiras, etc.<br />

b) Estado das alvenarias, argamassas, rebocos e pinturas;<br />

c) Verificação de possível fendilhação junto a pontos fracos da construção;<br />

d) Estado das portas e janelas;<br />

e) Verificação de grelhas de ventilação e outras aberturas em fachadas;<br />

f) Verificação de chaminés e outros elementos emergentes nas coberturas;<br />

g) Detecção de uma possível barreira anti - humidade existente, incluindo a identificação do<br />

produto e sistema utilizados.<br />

25


Exame Interno<br />

a) Verificação da existência tência de fungo fungos, manchas e bolores;<br />

b) Verificação da desagregação agregação de pintura pinturas e rebocos;<br />

c) Verificação da existência tência de fluorescências.<br />

Exame Secundário interno rno (pre (pressupõe o uso de aparelhos de medição de teore teores de<br />

Humidade<br />

a) Verificação dos teores de humidade no perímetro e centro do dos pavimento pavimentos;<br />

b) Determinação dos teore teores de humidade dentro e fora das paredes;<br />

c) Verificação das juntas entre pavimento pavimentos/paramentos;<br />

d) Detecção de uma poss ssível barreira anti humidade existente, tente, incluindo a identificação do<br />

produto e sistema utilizados (se e in instalada no interior do edifício);<br />

e) Verificação dos teores de humidade nas superfícies das paredes sob ob uma linha vertical e<br />

sob uma linha horizontal;<br />

f) Verificação da existência tência de criptoeflure criptoeflurescências;<br />

g) Verificação da utilização de folha folhas de polietileno ou metálicas em parede paredes;<br />

h) Listagem tagem do tipo de materiai materiais utilizados em rebocos, pinturas, estuque tuques, etc<br />

26


Matérias Isolantes podem ser do tipo:<br />

- Esquematização dos tipos de materiais existentes:<br />

Betuminoso<br />

Betume<br />

asfáltico<br />

Matérias auxiliares<br />

Asfalto - betume espesso, escuro e luzidio,<br />

que contém hidrocarbonetos e substâncias<br />

minerais, resíduo da destilação do petróleo<br />

bruto;<br />

superfície revestida por este betume.<br />

Armaduras Matérias<br />

feltros telas folhas<br />

minerais<br />

Existem quatros manifestos de humidade:<br />

1.Humidade de ascensão capilar<br />

27<br />

Alcatrão - produto da<br />

destilação de certas árvores<br />

resinosas e da hulha;<br />

mistura resinosa composta de<br />

pez, breu, resina e óleo ou<br />

sebo.<br />

Materiais metalicos<br />

Humidade que aparece nas zonas baixas das paredes. As paredes absorvem a água do terreno pelas<br />

fundações. Este tipo de humidade pode ser permanente quando o nível freático do terreno é muito<br />

alto, ou pode só aparecer no inverno e secar no verão.<br />

2. Humidade de condensação<br />

Produz-se quando o vapor de água existente no interior de um local (salas, cozinhas, quartos, etc.)<br />

entra em contacto com a superfície frias (vidros, metais, paredes, etc.), formando pequenas gotas de<br />

água. Estes fenómenos pode dar-se no inverno e favorece a criação de micro-organismos, que são<br />

prejudiciais para a saúde, alterando a estética do local.


3. Humidade atmosférica<br />

Humidade produzida pela água da chuva que penetra directamente pela fachada e/ou telhado do<br />

edifício. Consequência de uma impermeabilização deficiente.<br />

4. Humidade de Infiltração<br />

Humidade que é causada pela penetração directa da água no interior dos edifícios através das suas<br />

paredes. É muito frequente este tipo de humidade em caves enterradas que se encontram abaixo do<br />

nível freático.<br />

Figura 11 Figura 12<br />

Figura 10<br />

Figura 13 Figura 14<br />

28


Tratamento de Pontos Singulares:<br />

1.Ângulos:<br />

1. Romper o ângulo, numa profundidade de 2cm, formando arestas rectas.<br />

2. Selar a zona do ângulo com uma argamassa impermeável;<br />

3. Realizar uma meia cana, com um raio de curvatura de cerca de 5 cm. Deixar endurecer no<br />

mínimo 24 horas.<br />

Floreiras – Sistema aderido<br />

A. Suporte<br />

B. Sistema de impermeabilização<br />

C. Protecção pesada<br />

D. Emulsão betuminosa como primário de impermeabilização<br />

E. Membrana de betume polímero APP de 5,00 Kg/m2 com aditivo anti-raízes na massa<br />

betuminosa, armada com armadura de poliéster de 150 g/m2, protegida a polietileno na face<br />

inferior e auto protegida com granulado mineral na face superior<br />

F. Manta geotêxtil em polipropileno com 250 g/m2 como camada separadora<br />

G. Protecção pesada- Terreno vegetal<br />

29


Algerozes e Caleiras – sistema aderido<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Sistema de impermeabilização bi-capa constituído por membranas betuminosas<br />

de betume modificado à base de polímeros APP, aplicadas sobre primário<br />

betuminoso<br />

D. Sistema de impermeabilização bi-capa, constituído por membranas de betume<br />

modificado com polímeros APP, sendo a membrana inferior de 3,0 kg/m2 com<br />

armadura de fibra de vidro de 50 g/m2, protegida a polietileno em ambas as<br />

faces e a membrana superior de 4,0 kg/m2, armada com armadura de poliéster<br />

de 150 g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

30


Juntas de Dilatação – sistema aderido<br />

A. Camada de material compressível constituída por poliestireno expandido ou aglomerado<br />

negro de cortiça<br />

B. Sistema de impermeabilização bi-capa constituído por membranas betuminosas de betume<br />

modificado à base de polímeros APP<br />

C. Massa betuminosa pré-moldada de aplicação in situ, à base de betumes, resinas, fibras<br />

minerais e elastómeros<br />

D. Sistema de impermeabilização mono-capa, constituído por uma membrana de betume<br />

modificado com polímeros APP de 4,0 kg/m2, armada com armadura de poliéster de 180<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces, com largura mínima de 0,33 m ou 0,50 m<br />

31


Platibandas e Chaminés – sistema aderido<br />

A. Suporte<br />

B. Camada de Forma - regularização<br />

C. Sistema de impermeabilização mono-capa constituído por membranas betuminosas de<br />

betume modificado à base de polímeros APP<br />

D. Sistema de impermeabilização mono-capa, constituído por membranas de betume<br />

modificado com polímeros APP de 4,0 kg/m2, armada com armadura de poliéster de 180<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces, com largura mínima de 0,33 m ou 0,50m<br />

E. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

F. Acabamento<br />

G. Mastique elástico monocomponente de base poliuretanica<br />

32


2.Fissuras:<br />

1. Microfissuras (menos de 0,2 mm): aplicar uma camada fina de argamassa impermeável.<br />

Colocar uma malha que sobressaia 5 cm por cada lado de fissura. Recobrir com a mesma<br />

argamassa e deixar secar,no mínimo 12 horas.<br />

2. Pequenas fissuras (de 0,2 a 0,5 mm): abrir a fissura (2x1cm). Colocar uma junta estanque e<br />

selá-la com uma mastique. Deixar secar pelo menos 3 dias e proceder como nas<br />

microfissuras.<br />

3. Fissuras (de 0,5 a 2 mm): limpar e tirar as gorduras. Deixar secar. Colocar uma fita adesiva<br />

sobre a fissura, aplicar uma cola epoxy e retirar a fita adesiva, colocar uma lâmina de<br />

estanquidade e recobri-la com a cola epoxy. ( as fendas com mais de 2mm são provocadas<br />

por movimentos da estrutura, pelo que é necessário um estudo prévio que permita propor a<br />

melhor solução).<br />

3.Ancoragens correntes:<br />

1. Realizar a forma de ancoragem. Limpar e eliminar o pó. Verificar que a<br />

profundidade e a largura estão correctas com o diâmetro da selagem.<br />

2. Humedecer o suporte. Realizar a ancoragem com uma argamassa impermeável e<br />

deixar secar 24 horas no mínimo.<br />

3. Para ancoragens corrente horizontais, também se utiliza uma argamassa impermeável<br />

mas há diferentes tipos.<br />

4.Tubos e Canalizações de Pequeno Diâmetro:<br />

1. Perfurar a parede para obter uma secção ligeiramente superior ao diâmetro do tubo.<br />

2. Abrir os lados com 1 cm de largura e 4 cm de profundidade. Eliminar o pó e limpar.<br />

Colocar o tubo.<br />

3. Colocar um cordão de mastique de poliuretano, envolvendo o tubo e deixar secar.<br />

Depois encher com argamassa.<br />

33


Figura 15<br />

Fissuração do revestimento de impermeabilização:<br />

Como se sabe a qualidade dos materiais que estão presentes nos sistemas de<br />

impermeabilizações é um factor essencial para a manutenção das suas características ao longo dos<br />

anos, minimizando assim a probabilidade de ocorrer fissurações onde, regra geral, são as acções<br />

transmitidas pelas camadas subjacentes ou subjacentes à impermeabilização as principais<br />

responsáveis na manifestação de anomalias.<br />

34<br />

Figura 16<br />

Figura 17 Figura 18<br />

Figura 19


Qual a razão mais frequente para este tipo de anomalia?<br />

O facto de a haver uma camada de dessolidarização entre a protecção rígida e o revestimento de<br />

impermeabilização é um dos casos mais constatados neste tipo de anomalia. Tudo se deve ao atrito entre as<br />

camadas, os denominados movimentos da protecção, que são originados por retracções dos materiais<br />

empregues ou por variações abruptas da temperatura, que por sua vez são transmitidos directamente à<br />

impermeabilização cuja capacidade de deformação é ultrapassada.<br />

Solução: A substituição dos materiais que se encontram soltos por protecção pesada em camada<br />

rígida é uma solução para limitar esta possibilidade de deslocamento dos elementos soltos, especialmente em<br />

coberturas de edifícios localizados em regiões ventosas.<br />

Uma outra camada que contribui, negativamente, para o aparecimento de fissuração é o suporte. A<br />

sua intervenção neste fenómeno patológico poderá estar relacionada com a natureza do material que<br />

constitui, ao processo de ligação ao revestimento de impermeabilização e à camada subjacente, e às<br />

disposições construtivas adoptadas em zonas particulares do suporte em questão<br />

Impermeabilizantes e vedantes<br />

É necessário diferenciar entre materiais impermeabilizantes e materiais vedantes<br />

Impermeabilizantes são compostos destinados a impermeabilizar as superfícies dos materiais contra<br />

a penetração de água.<br />

Vedantes são materiais usados para obturar Juntas de edifícios ou de pavimentações e que se<br />

dilatam ou contraem com o movimento da junta. Essas Juntas poderão ser: de dilatação, juntas entre<br />

vidros e respectivos caixilhos e as juntas de paredes de vedação (paredes que suportam somente o<br />

seu próprio peso). Os materiais para calafetagem são menos extensíveis que os vedantes, sendo<br />

usados em aplicações menos criticas. Eles não precisam resistir a tracção. Os vedantes usados em<br />

vidraças são, fundamentalmente, materiais amortecedores que retêm os vidros nos caixilhos, de<br />

forma que o movimento destes não seja transmitido aqueles.<br />

Comportamento de um vedante<br />

O material de vedação deve manter a junta obturada, sob quaisquer condições de dilatação.<br />

Contracção ou deslocamento das duas partes da estrutura a ser vedada o material de vedação deve<br />

funcionar também como uma almofada deformável, no caso de vedação de vidraças, porque se o<br />

35


vidro estiver simultaneamente sujeito a esforços térmicos e de flexão poderá se fracturar.<br />

Suponhamos que em consequência de uma variação da temperatura, a largura da junta sofra<br />

um aumento. O Material de vedação deve se deformar consideravelmente para manter a junta<br />

fechada. Posteriormente, em outras condições de temperatura, essa tensão desaparecera e o material<br />

devera voltar a sua anterior dimensão e forma. É evidente que o material de vedação deve ter um<br />

comportamento elástico, quando sob tensão. Um material como o poliestireno, por exemplo, não<br />

poderá ser utilizado para essa função.<br />

Um material com módulo de elasticidade elevado não serve como vedante.<br />

As Juntas encontradas em obras de construção civil apresentam as vezes aumentos de 100%<br />

ou mais. Uma deformação de 100% significa que a tensão a que esta sujeito o vedante e<br />

aproximadamente igual ao modulo de elasticidade (admitindo uma relação linear entre a tensão e a<br />

deformação). Nenhum material suporta uma tensão tão elevada quanta o seu módulo de<br />

elasticidade. E evidente. Então, que os vedantes devem ser materiais de módulos baixos, razão pela<br />

qual os materiais de vedação são moles.<br />

Uma vez que se exige dos vedantes uma grande deformação elástica. Os materiais de<br />

vedação ideais são os elastómeros. Na prática se empregam alguns outros materiais. Como o vinil e<br />

os asfaltos, cuja capacidade de deformação elástica C mais limitada São empregados em juntas cujo<br />

movimento e muito pequeno.<br />

Métodos de vedação<br />

Os vedantes são aplicados segundo um dos três métodos seguintes:<br />

utilização.<br />

• Sob a forma de mástique.<br />

• Sob a forma de fitas cintas ou cordões.<br />

• Sob a forma de gaxetas pré-formadas.<br />

Os mastiques devem ter uma viscosidade controlada, a fim de satisfazerem às exigências da<br />

Quando aplicados em juntas horizontais devem se nivelar par si próprios: os aplicados em<br />

36


Juntas verticais não devem escorrer. Os mastiques são formados por um ou dois componentes. Os<br />

vedantes e materiais de calafetagem tradicionais, tais como o asfalto e a massa de vidraceiro.<br />

Nos sistemas de dois componentes, duas substâncias são misturadas, reagindo entre si e en-<br />

durecendo (cura). Frequentemente os dois componentes são chamados de "parte A" e "parte B", o<br />

componente B e geralmente o agente endurecedor, também chamado de catalisador, podendo se<br />

acrescentar um acelerador de cura.<br />

A aplicação da mástique pode ser feita com um revolver extrusor (dentro do qual há um<br />

cartucho que contem o material de vedação), ou com uma faca, como acontece com a massa de<br />

vidraceiro. Estes mastiques aplicados com faca são mais consistentes que os aplicados a revolver.<br />

As fitas e cordões contínuos são fornecidos em folhas ou rolos, e são comprimidos nos<br />

lugares que devem ser obturados. Alguns contem recheios estruturais que fornecem a necessária<br />

força de coesão.<br />

As gaxetas pré-formadas têm forma de anéis, tubos, etc., que são inseridos na junta,<br />

apresentando assim alongamento moderado.<br />

As juntas existentes na pavimentação das estradas são obturadas com asfalto aplicado a<br />

quente. A consistência e indicada no ensaio ASTM D-5, que mede a penetração de um cone no<br />

asfalto, sob a carga de 150 g. Um ensaio muito importante e o da aderência do asfalto ao cimento.<br />

Cálculo de um vedante com grande alongamento<br />

Se um mastique precisa se distender para manter uma junta obturada, ele necessita aderir<br />

perfeitamente as bordas da mesma se faltar essa aderência, o vedante não serve. Essa aderência não<br />

seria necessária se o vedante fosse resiliente e pré-comprimido.<br />

As características que mais influem no êxito do funcionamento de uma junta vedada com<br />

mastique são (alem das propriedades de tensão/deformação do vedante) a largura da junta,<br />

movimento total da mesma e a espessura do vedante.<br />

Suponhamos que o vão da junta, ao ser construída, seja 3,2 mm. Se a máximo movimento<br />

37


esperado para a junta for 9,5 mm, a vedante precisara se deformar 300%. Não existe vedante capaz<br />

de manter uma tal deformação por muito tempo, embora a maioria dos elastómeros possa deformar-<br />

se assim num ensaio de tensão/deformação realizado em laboratório. Se a junta for construída com<br />

um vão igual a 2 centímetros e a movimento esperado for de 1 centímetro, exige-se do vedante um<br />

alongamento de 50%. Tal alongamento pode ser fornecido por vedantes de óptima qualidade,<br />

durante vários anos. Portanto, a base para o cálculo da junta é:<br />

Alongamento<br />

× 100<br />

VãoInicial<br />

Sendo que esta relação não pode exceder ao alongamento que a vedante pode oferecer<br />

durante sua vida útil. Isso explica as grandes juntas muito encontradas em paredes de vedação e<br />

pavimentação. Quanta maior for a movimento esperado, tanto maior devera ser a junta.<br />

A espessura da camada de vedante depositada na junta não deve ser grande.<br />

Quanto maior for a espessura dessa camada, tanto maiores serão a estricção da mesma e as<br />

tensões internas no vedante.<br />

Na junta mais profunda (mais espessa) existe o risco de ocorrer uma ruptura por estricção do<br />

vedante. É por esta razão que se usa um material de base que preenche a maior parte da junta, sendo<br />

o vedante aplicado apenas na camada superior, como na fig. 20 o vedante não deve aderir ao<br />

material de base pois essa aderência reduzira seu alongamento. Em geral, costuma-se separar o<br />

mastique do material de base por meio de tiras de polietileno ou de mascaras. A espessura do<br />

vedante pode variar de 3.2 a 6.4 milímetros, mas não deve ser maior que sua largura.<br />

38<br />

Figura 20


Se a junta estiver num piso sujeito a tráfego pesado, a material de base deve escorar a<br />

vedante contra as press6es do tráfego. Os materiais usados para isso são as espumas rígidas de<br />

borracha ou de plástico, cortiça, chapas de fibras, borracha sólida e gaxetas pré-formadas.<br />

Nos caixilhos de alumínio para vidraças exige-se uma junta de vedação com 3.2 mm de vão.<br />

O Vidro e assentado sabre calços colocados próximo aos cantos do peitoril e centrado por meio de<br />

calços dispostos lateralmente. O Vidro não pode ficar directamente apoiado no caixilho de metal.<br />

No momento da colocação e necessário que a temperatura esteja pelo menos a 5°C, pois qualquer<br />

condensação impedira a aderência do mastique.<br />

Materiais vedantes<br />

A conhecida massa de vidraceiro (carbonato de cálcio com óleo de linhaça) é usada somente<br />

em vidros colocados em caixilhos de madeira. É constituída por carbonato de cálcio (90%)<br />

finamente pulverizado (gesso-cré) e óleo de linhaça puro (10%). Alguns tipos incluem também<br />

alvaiade. Endurece lentamente por oxidação do óleo de linhaça; com o decorrer do tempo. Torna-se<br />

dura e quebradiça. Seu alongamento efectivo e, portanto, nulo, e sua aderência, duvidosa.<br />

Os asfaltos, como a massa de vidraceiro, endurecem lentamente, por oxidação Alguns dos<br />

materiais de vedação asfálticos são misturados com fibras para maior rigidez, Outros tipos de<br />

vedantes compõem-se de óleos e solventes, ou de elastómeros como a borracha butilica, e<br />

endurecem inicialmente pela liberação do solvente, Estes vedantes não apresentam boa aderência, e<br />

a perda do solvente causa uma certa retracção.<br />

Materiais para calafetagem, permanentemente plástico, baseiam-se em óleos de alta<br />

viscosidade (como óleo de soja e de algodão) ou em elastómeros sintéticos como o polibuteno ou<br />

poliisobutileno, Estes contem, frequentemente, argilas ou fibras como o amianto, para melhorar sua<br />

coesão e evitar que o material de calafetagem escorra. Esses compostos permanentemente plásticos<br />

não apresentam recuperação elástica, sendo usados somente para obturar juntas que não sejam<br />

sujeitas a movimentos térmicos ou vibração. São usados, contudo, como amortecedores e material<br />

de base nas juntas.<br />

Os vedantes sujeitos a esforços, ou vedantes tencionados, exigem um elastómero que,<br />

quimicamente curado, actue como aglutinante. Os aglutinantes correntes são: polissulfetos,<br />

39


silicones, uretanos (não os tipos usados em espumas isolantes), polimercaptanas, polietileno<br />

clorossulfonado, butil, polibuteno, poliisubuliteno, acrílico (não os tipos usados em vidraças) e<br />

policloropreno (neopreno). Todas as fórmulas, como ocorre com quase todos os materiais,<br />

representam um ajustamento entre várias propriedades. Nenhum vedante apresenta, ao mesmo<br />

tempo, a melhor elasticidade, durabilidade e aderência.<br />

As borrachas polissulfídico foram usadas durante a Segunda Guerra Mundial como material<br />

autovedante, em tanques de combustível de aviões sujeitos a perfurações por fogo antiaéreo e<br />

metralhadoras. Foram os primeiros dos primeiros vedantes poliméricos a serem aplicados em<br />

paredes de vedação. O polímero é formado por dois componentes: o polímero Líquido e o agente<br />

oxidante endurecedor.<br />

Existem sistemas de um único componente, mas seu tempo de cura e maior. Um vedante<br />

polissulfídico fornecera, durante muito tempo alongamentos efectivos de quase 100%, sem se<br />

tornarem quebradiços nas temperaturas baixas de inverno.<br />

Gaxetas e fitas<br />

Qualquer um dos elastómeros discutidos anteriormente pode ser usado sob a forma de<br />

gaxetas pré-formadas. As borrachas usualmente empregadas nessas gaxetas são o butil, o<br />

polibuteno. o poliisobutileno e o neoprene. Podem ser usados também certos plásticos, tais como o<br />

cloreto de polivinil plastificado, desde que não sejam expostos ao ar e que o movimento da junta<br />

seja pequeno.<br />

Nas vedações de janelas são frequentemente empregadas canaletas em forma de U, que<br />

abraçam as duas faces do vidro.<br />

Figura 21<br />

Recomenda-se uma compressão inicial de 25% para as gaxetas de vidraças.<br />

40


As fitas vedantes também são usadas em vidros de janelas e outras aplicações (fig. 22). São<br />

materiais pré-formados, semi-sólidos e dotados de uma certa aderência; apresentam as vantagens de<br />

serem aplicados sem necessidade de equipamento especial e de não se perder tempo com a cura. No<br />

edifício John Hancock, em Chicago. usou-se o sistema de vedação das vidraças por meio de fitas.<br />

As fitas são usualmente feitas de polibuteno, poliisobutileno ou borracha butilica. o polibuteno e um<br />

elastómero saturado; os outros apresentam uma limitada instauração.<br />

Impermeabilizantes<br />

Não há duvida de que os materiais empregados em barreiras contra o vapor d'água - papeis<br />

laminados com asfalto, películas de polietileno e outros - podem I ser considerados como<br />

impermeabilizantes. Usualmente, porem, consideramos como impermeabilizante um material<br />

líquido que adere a uma superfície para protege-la contra a penetração de humidade.<br />

Camadas de misturas asfálticas são largamente empregadas como impermeabilizantes em<br />

edificações, postes e docas, para protege-los da água e do apodrecimento (fig. 23).<br />

Impermeabilização contra a humidade significa aplicação do asfalto sem reforço a uma superfície<br />

de cimento ou de alvenaria, geralmente abaixo do nível do solo e pouco exposta à acção da água.<br />

Impermeabilização a agua e a aplicação, em tais superfícies, de asfalto misturado com fibras, para<br />

prevenir a penetração de humidade sob condições de pressão hidrostática. Os impermeabilizantes<br />

asfálticos para tais fins são aplicados com brocha ou revolver. Na Impermeabilização a agua, podem<br />

ser utilizadas, como reforço, de 3 a 6 mantas de fibras de vidro em condições de elevada pressão de<br />

água subterrânea.<br />

Figura 22<br />

41


Impermeabilizantes transparentes, feitos de siliconas e empregados na impermeabilização<br />

(contra a humidade) de alvenarias, não mudam a aparência das paredes. O hypalon tem a mesma<br />

utilização; fornece uma camada impermeabilizante flexível, decorativa e protectora, aplicada em<br />

superfícies metálicas, de madeira ou de alvenaria.<br />

Dentre os impermeabilizantes de superfícies metálicas estão as demãos de vinil, epóxi,<br />

hypalon, borracha clorada, borracha butílica e tintas de alumínio. A borracha clorada, produzida por<br />

reacção da borracha com cloro, protege contra muitos agentes corrosivos, além de proteger contra a<br />

água. Pode também ser aplicada em alvenarias e cimento.<br />

As borrachas butilicas elastron constituem excelente protecção contra a humidade e ataques<br />

químicos são aplicadas como líquidos libertadores de solventes em geral pulverizadas. Aderem a<br />

quase todas as superfícies, inclusive madeira, alvenaria, cimento, aço, espuma de uretano e até<br />

mesmo polietileno.<br />

Quando se aplica uma membrana liquida que endurece por liberação do solvente, são<br />

necessárias duas demãos no mínimo. A segunda é aplicada para fechar pequenos orifícios que<br />

podem se desenvolver na primeira, devido à evaporação do solvente.<br />

A tinta de alumio é uma dispersão de minúsculos flocos de alumínio num asfalto. É dotada<br />

da excelente aderência do asfalto à quase totalidade dos tipos de superfícies. Os flocos de alumínio<br />

formam lamelas que oferecem elevada resistência à penetração da água, mesmo que a camada de<br />

tinta seja fina.<br />

Calços laterais<br />

Figura 23<br />

42<br />

Painel de vidro<br />

Lateral<br />

Posterior do rebaixo<br />

Calço<br />

De bordo


COBERTURAS EM TERRAÇO<br />

Constituição de uma cobertura em terraço<br />

No projecto da cobertura plana deve-se ter especial cuidado em cada um dos elementos ou<br />

camadas que integram o sistema construtivo, que estão designados pela função que levam a<br />

cabo. Na figura seguinte pode-se observar a disposição das diversas camadas de uma cobertura<br />

em terraço.<br />

Estrutura resistente<br />

43<br />

Legenda:<br />

1- Protecção do revestimento de impermeabilização<br />

2- Camada de dessolidarização<br />

3- Revestimento de impermeabilização<br />

4- Camada de isolamento térmico<br />

5- Barreira pára-vapor<br />

6- Camada de forma<br />

7- Camada de regularização<br />

8- Estrutura resistente<br />

O suporte resistente é constituído pelas lajes e demais elementos da estrutura. É uma parte da<br />

cobertura que está estritamente ligada a exigências mecânicas. Este deve calcular-se tendo em<br />

conta, essencialmente, as sobrecargas devidas à acumulação de neve ou água, as necessidades de<br />

manutenção e o peso próprio da cobertura.<br />

A superfície do suporte deve apresentar-se limpa e rugosa devendo ser convenientemente molhada<br />

para evitar a absorção da água do betão da camada seguinte.<br />

Esquema 11


Camada de regularização<br />

A camada de regularização é uma camada de<br />

pequena espessura que permite regularizar a<br />

superfície da estrutura resistente, tornando-a<br />

lisa e, assim, dando-lhe condições para<br />

receber a camada seguinte.<br />

Camada de forma<br />

Camada de espessura variável destinada a dar uma inclinação à cobertura para assegurar a<br />

evacuação das águas pluviais. Quando se quer inclinações superiores a 5%, procurar-se-á que esta<br />

se obtenha por inclinação da própria do estrutura resistente. Nos restantes casos, as inclinações<br />

podem-se formar com betão leve de argila expandida, betão leve de granulado de cortiça ou betão<br />

celular.<br />

A espessura mínima será determinada de forma a garantir uma inclinação não inferior a 0,5% às<br />

caleiras que encaminham as águas para as quedas e nunca será inferior a 3 cm. A superfície deve ser<br />

afagada, não apresentar depressões que permitam empolamentos e ter uma inclinação mínima de<br />

1% (Imperalum, 2001, p.2).<br />

As betonagens devem ser executadas em painéis com as<br />

dimensões máximas de 3,00 x 3,00m, feitas alternadamente de<br />

modo a evitar a sua fissuração por retracção.<br />

44<br />

Esquema 13<br />

Esquema 12


Barreira pára-vapor<br />

A barreira pára-vapor é aplicada em certos casos quando existe uma camada de isolamento térmico,<br />

e tem como função criar um obstáculo ao fluxo de vapor de água para as camadas sobrejacentes,<br />

nomeadamente para o de isolamento térmico, onde a eventual condensação desse vapor reduziria a<br />

capacidade isolante.<br />

Isolamento térmico<br />

A principal função da camada de isolamento térmico é<br />

contribuir para a satisfação das exigências de conforto<br />

térmico dos espaços subjacentes através da redução das trocas<br />

de calor entre o ambiente exterior e esses espaços.<br />

O isolamento térmico pode ser colocado em três zonas<br />

diferentes: numa camada intermédia, sobre o sistema de<br />

impermeabilização ou sob a estrutura resistente.<br />

Revestimento de impermeabilização<br />

É o elemento essencial de toda a cobertura plana e o que confere a qualidade de não permitir a<br />

passagem de água.<br />

A indústria oferece duas opções de pôr em obra: lâminas pré-fabricadas (Fig.5), que vêm enroladas<br />

e que uma vez estendidas devem ser soldadas até conseguir uma total continuidade da cobertura; e<br />

lâminas e películas impermeáveis realizadas in situ, mediante protecção do rolo.<br />

45<br />

Figura 24


Camada de dessolidarização<br />

Camada colocada entre a protecção e a impermeabilização destinada a proteger o revestimento da<br />

impermeabilização de certas acções de protecção.<br />

Antes da colocação destes separadores deve-se certificar que não existem vestígios de pedras ou<br />

qualquer elemento perfurante.<br />

Camada de protecção do revestimento de impermeabilização<br />

Uma ou várias camadas colocadas em obra ou aplicadas sobre a superfície da impermeabilização,<br />

com a função principal de a proteger dos efeitos da radiação solar e das solicitações mecânicas.<br />

Muitos materiais sintéticos, antes da acção prolongada do sol, sofrem a perda da sua flexibilidade e,<br />

por migração dos seus plastificantes, desagregam-se e degradam-se. Além disso, correm o risco de<br />

haver sucção por parte do vento, visto que apresentam grande superfície e pouco peso.<br />

Camada de independência<br />

Camada eventualmente colocada entre a impermeabilização e o seu suporte por forma a evitar a sua<br />

aderência, permitir os movimentos diferenciais ou para impedir que reacções químicas se produzam<br />

entre eles. Existe um tipo de capa apropriado para cada uma das funções que realizam.<br />

46<br />

Figura 25


Como caso especial, poderiam incluir-se entre as camadas separadoras as que controlam a difusão<br />

do vapor de água que se produz em espaços habitáveis situados abaixo da cobertura, com as quais<br />

se alcança um ambiente interior são e confortável. Devem-se colocar sempre por baixo do isolante<br />

térmico e da impermeabilização, e têm de estar em comunicação com o exterior mediante pequenas<br />

chaminés de ventilação ou orifícios situados nos extremos.<br />

47


Processos construtivos<br />

PROBLEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO<br />

Nos parques subterrâneos e caixas de elevador, constituídos em betão armado, podem<br />

aparecer problemas de humidade ou aparecimento de água ou às vezes o betão original não é<br />

totalmente impermeável ou a impermeabilização exterior não é insuficiente.<br />

Para eliminar estes fenómenos é necessário efectuar um tratamento pelo interior, com uma<br />

argamassa que resista á força da água em contra pressão e assegure a impermeabilização, assim a<br />

superfície do interior das paredes e do pavimento saturam-se de água de tal forma que os<br />

revestimentos degradam-se, aparecem sais e desenvolvem-se microorganismos.<br />

A resistência das paredes à água em contra pressão pode não ser suficiente, sobretudo<br />

quando o nível é alto ou ainda quando há corrosão das armaduras na presença da água e do ar;<br />

Noutras ocasiões o betão apresenta defeitos localizados, como fissuras ou uniões<br />

defeituosas.<br />

SOLUÇÃO TIPO PARA O PROBLEMA<br />

Esquema 14<br />

As soluções para este casos designam-se num<br />

impermeabilizante mineral mais precisamente “motex dry capa fina”.<br />

Este é usado nas impermeabilizações de construções enterradas,<br />

como é o caso dos depósitos, tanques, piscinas, lagos, caves, parques<br />

subterrâneos, etc, e tem como revestimento associado rebocos<br />

minerais, revestimentos orgânicos espessos.<br />

Este material não resiste à fissuração do suporte, em<br />

pavimentos ou em caso de tráfego intenso, deve ser revestido e não<br />

utilizado em meios ácidos.<br />

48


1. Impermeabilizar caves em betão<br />

Inicialmente abre-se as zonas com entrada de água formando arestas e tapa-se com<br />

o material já a cima referido;<br />

De seguida tratasse das fissuras e das esquinas;<br />

Amassar o material com 6 a 7 litros de água limpa por saco num batedor eléctrico<br />

lento até obter uma mistura homogénea com a consistência da tinta;<br />

aplicar a primeira camada do referido material e deixar secar 4 horas no mínimo,<br />

humedecer a primeira camada e aplicar a segunda prependicular à primeira, realizar<br />

o acabamento com uma talocha ou esponja.<br />

2. Como Impermeabilizar uma Cave pelo Interior<br />

Picar os salitres bem como os revestimentos antigos, lavar ou raspar para obter uma<br />

superfície limpa e dura;<br />

Em casos de infiltrações de água, formando arestas rectas, e tapar com motex dry obturador<br />

( argamassa para selagem de vias de água) ;<br />

Eliminar as juntas defeituosas até 2 cm de profundidade, encher com motex dur ou motex<br />

obturador;<br />

Esquema 15<br />

Amassar motex dry capa grossa (argamassa anti-humidade) manualmente ou<br />

mecanicamente com 3.5 litros de água limpa por saco;<br />

49


Humedecer o suporte e estender o produto com uma talocha até conseguir uma espessura de<br />

10 mm, no caso de grande espessura aplicar camadas sucessivas de 5 a 10 mm.;<br />

Por fim regularizar o acabamento com uma talocha para obter uma superfície plana e<br />

regular;<br />

1. Como Impermeabilizar Caves pelo Exterior<br />

Esperar que as paredes estabilizem (28 dias), eliminar a sujidade, leitadas e resíduos com<br />

lavagem de alta pressão (80 bar);<br />

Encher todos os buracos do betão com motex dur ;<br />

Em alvenaria, encher as juntas com motex dur, nivelando-as para obter uma superfície o<br />

mais plana possível;<br />

Nota: Forma de Aplicação:<br />

Amassar motex dry capa fina (impermeabilizante mineral) com 6 a 7 litros de água limpa<br />

por saco, num batedor eléctrico lento (500 rpm) até obter uma mistura homogénea e fluida<br />

com a consistência da tinta;<br />

Molhar com água limpa o suporte, aplicar motex dry capa fina no mínimo 2 kg/m 2 . Deixar<br />

secar 3 a 8 horas;<br />

Esquema 16<br />

50


Humedecer a primeira camada e aplicar uma segunda perpendicularmente à primeira.<br />

Realizar o acabamento com uma talocha ou esponja. ;<br />

2. Como Impermeabilizar uma Piscina ou<br />

Tanque<br />

Sondar as superfícies, eliminar nas zonas defeituosas,<br />

eliminar os revestimentos antigos e limpar;<br />

Se existem fugas evidentes de água, abrir formando<br />

arestas rectas e tapar com motex obturador;<br />

Tratar as armaduras de betão armado com ibofer, encher<br />

os buracos do betão com motex dur;<br />

Esquema 17<br />

Tratar adequadamente todos os pontos singulares; fissuras, esquinas;<br />

51<br />

Figura 26


Aplicar uma camada de motex dry capa fina sobre o betão ou reboco plano. Uma vez seca (2 a<br />

4 horas ) aplicar uma segunda camada. A espessura mínima final deve ser de 2mm;<br />

No caso de ser necessário regularizar o suporte , aplicar motex dry capa grossa .<br />

Esquema 18<br />

Impermeabilização pelo interior – sistema aderido<br />

52


A. Suporte<br />

B. Emulsão betuminosa aplicada como primário de impermeabilização<br />

C. Membrana de betume polímero APP de 3,00 Kg/m2 com armadura de fibra de vidro de 50 g/m2,<br />

protegida a polietileno em ambas as faces; Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2<br />

com armadura de poliéster de 180 g/m2 protegida a polietileno em ambas as faces; Banda de<br />

reforço de betume polímero APP de 4,0 Kg/m2, com armadura de poliéster de 180 g/m2, protegida<br />

a polietileno em mabas as faces<br />

D. Manta geotêxtil de polipropileno com 150 g/m2 como camada separadora<br />

E. Laje armada<br />

F. Membrana de betume polímero APP de 5,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150 g/m2,<br />

protegida a polietileno na face inferior e auto protegida com granulado mineral na face superior<br />

G. Acabamento - Betão projectado<br />

3. Como garantir a Estanquidade de um Depósito de Água Potável<br />

Limpar bem o suporte de modo a obter uma superfície limpa e dura, lavar se possível;<br />

Tratar os pontos singulares (fissuras, esquinas.);<br />

A capacidade dos depósitos deve ser pelo menos 4 vezes superior á superfície a<br />

impermeabilizar (relação superfície - volume inferior a 0.25);<br />

Sobre o suporte em alvenaria humedecer e aplicar motex dry capa grossa. A espessura final<br />

deverá ser, no mínimo, 10 mm em todos os pontos;<br />

Sobre betão ou reboco aplicar duas camadas de 1mm cada e perpendiculares entre si, de<br />

motex dry capa fina;<br />

53


Lavar com água limpa a superfície impermeabilizada com motex dry 24 horas a aplicação.<br />

Repetir a operação pelo menos duas vezes antes de encher o depósito.<br />

Figura 27<br />

4. Como garantir a Impermeabilização de uma Caixa de Elevador<br />

Nos ângulos e arestas, colocar uma junta estanque, selá-la com mastique elástico e realizar<br />

uma meia cana com motex dur.<br />

As selagens da estrutura metálica devem ser feitas verificando a profundidade (P) e largura<br />

(A) em função do diâmetro da peça a selar, selar com motex dur<br />

As penetrações directas da água devem ser abertas formando arestas rectas numa largura<br />

mínima de 2 cm, tapar com motex dry obturador<br />

Limpar bem, eliminar as zonas degradadas do suporte<br />

Sobre as superfícies irregulares aplicar duas camadas sucessivas de motex dry capa grossa<br />

até uma espessura total mínima de 1 cm<br />

Sobre as superfícies lisas aplicar duas de mão perpendiculares de motex dry capa fina até<br />

uma espessura máxima de 2 mm<br />

54


Esquema 19<br />

55


Muros de suporte e caves<br />

Solução sem isolamento térmico – sistema aderido<br />

A. Suporte<br />

B. Emulsão betuminosa aplicada como primário de impermeabilização<br />

C. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

D. Lâmina granular em polietileno de alta densidade com geotêxtil fixado aos grânuilos<br />

E. Terreno<br />

F. Manta geotêxtil em polipropileno com 150 g/m2 como camada separadora<br />

G. Tubo de drenagem em PVC corrugado e com ranhuras envolvido com tecido geotêxtil<br />

56


Solução com isolamento térmico Exterior – sistema aderido<br />

A. Suporte<br />

B. Emulsão betuminosa aplicada como primário de impermeabilização<br />

C. Membrana de betume polímero APP de 4,00 Kg/m2 com armadura de poliéster de 150<br />

g/m2, protegida a polietileno em ambas as faces<br />

D. Isolamento térmico em placas de poliestireno extrudido<br />

E. Lâmina granular em polietileno de alta densidade com geotêxtil fixado aos grânuilos<br />

F. Terreno<br />

G. Manta geotêxtil em polipropileno com 150 g/m2 como camada separadora<br />

H. Tubo de drenagem em PVC corrugado e com ranhuras envolvido com tecido geotêxtil<br />

57


Breves Considerações:<br />

Na construção civil, são empregues no isolamento de fundações, pisos, telhados, lajes, paredes,<br />

reservatórios e piscinas .<br />

A protecção das estruturas contra infiltrações de água é condição mínima e necessária a qualquer<br />

edificação, independentemente do pavimento a que a infiltração se possa manifestar. O usuário<br />

deve exigir que todas as partes da edificação estejam estanques e sem nenhuma manifestação de<br />

humidade. A utilização de sistemas impermeabilizantes tem como função principal proteger a<br />

edificação, permitindo um aumento da vida útil da construção, garantindo a salubridade dos<br />

ambientes e melhorando a qualidade de vida dos usuários . Como em qualquer actividade humana<br />

que envolve canalização de recursos financeiros, temos que analisar a chamada “relação<br />

custo/benefício”. Em impermeabilização não é diferente.<br />

Quando feita de forma correcta, com produtos e serviços adequados, por empresas idóneas, os<br />

custos de uma impermeabilização atingem, na média, 2% do valor total da obra. Se forem<br />

executados apenas depois de serem constatados problemas com infiltrações na edificação já<br />

pronta, a impermeabilização ultrapassa em muito este percentual, envolvendo até valores em<br />

torno de 10% do custo total da obra.<br />

Os recursos estão disponíveis no mercado para precaver o usuário sensato, afim de evitar<br />

problemas em qualquer situação em que se deseja proteger as obras de infiltrações.<br />

58


Anexos<br />

Exemplos de tratamentos para impermeabilização de vários locais, representado em<br />

várias figuras, como exemplos muito úteis (recolhidos da Internet e cuja autoria<br />

pertence ao Arq.º João Carlos Spagnollo – ver 1.ª imagem abaixo).<br />

59


Bibliografia<br />

♦ Bauer, L. (2000). Materiais de Construção. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora,<br />

S.A.<br />

♦ W.J. Patton – “materiais de construção”, E.U.P – editora pedagógica e universidade Ltda. , São Paulo . 1978<br />

♦ Freitas, V. (1999). Patologia da construção, Comunicações das 7 as Jornadas de Construções Civis<br />

FEUP – Inovação e desenvolvimento na construção de edifícios. Porto, Edições FEUP.<br />

♦ Gomes, R. (1968). Coberturas em Terraço. Lisboa, Laboratório Nacional de Engenharia Civil.<br />

♦ Imperalum. (2001). Projecto de Impermeabilização e Isolamento Térmico. Montijo, Imperalum<br />

Sociedade Comercial de Revestimentos e <strong>Impermeabilizações</strong>, S.A.<br />

♦ Martins, P. (2001). <strong>Impermeabilizações</strong> – Combater patologias, Arte & Construção, Abril, pp. 36-<br />

40.<br />

♦ Martins, P. (2002). Isolamentos e <strong>Impermeabilizações</strong> – Melhorar a construção, Arte &<br />

Construção, Julho/Agosto, pp. 19-28.<br />

♦ Paiva (1999). Curso de especialização sobre revestimentos de paredes. Lisboa, Laboratório<br />

Nacional de Engenharia Civil.<br />

♦ www.ecivilnet.com/dicionario/dicionario_engenharia_i.htm, consultado em 05/11/2009<br />

♦ www.imperalum.pt, consultado em Novembro/2009<br />

81


Índice<br />

Definição ................................................................................................................................................................. 1<br />

Impermeabilização (construção) ......................................................................................................................... 2<br />

Teórica .................................................................................................................. Erro! Marcador não definido.<br />

Introdução ............................................................................................................................................................... 3<br />

Principais Conceitos ................................................................................................................................................ 3<br />

Tipos de impermeabilizantes .................................................................................................................................. 4<br />

Argamassa, mantas e membranas impermeáveis: ............................................................................................. 5<br />

Impermeabilização de coberturas .......................................................................................................................... 5<br />

Pormenores construtivos ...................................................................................... Erro! Marcador não definido.<br />

Classificação das coberturas em terraço ................................................................................................................. 9<br />

Classificação quanto à acessibilidade ................................................................................................................. 9<br />

Classificação quanto à camada de protecção da impermeabilização ................................................................ 19<br />

Classificação quanto ao tipo de revestimento de impermeabilização ............................................................... 20<br />

Classificação quanto à localização da camada de isolamento térmico ............................................................. 21<br />

Classificação quanto à pendente ....................................................................................................................... 23<br />

Classificação quanto à estrutura resistente ........................................................................................................ 24<br />

Fases de diagnóstico ............................................................................................................................................. 25<br />

Exame Externo ...................................................................................................................................................... 25<br />

Exame Interno ....................................................................................................................................................... 26<br />

Exame Secundário interno (pressupõe o uso de aparelhos de medição de teores de Humidade ...................... 26<br />

Matérias Isolantes podem ser do tipo: .................................................................................................................. 27<br />

Existem quatros manifestos de humidade: ............................................................................................................ 27<br />

1.Humidade de ascensão capilar: ...................................................................................................................... 27<br />

2. Humidade de condensação: ........................................................................................................................... 27<br />

3. Humidade atmosférica: ................................................................................................................................. 28<br />

4. Humidade de Infiltração: .............................................................................................................................. 28<br />

Tratamento de Pontos Singulares: ........................................................................................................................ 29<br />

1.Ângulos: ......................................................................................................................................................... 29<br />

2.Fissuras .......................................................................................................................................................... 33<br />

3.Ancoragens correntes: .................................................................................................................................... 33<br />

4.Tubos e Canalizações de Pequeno Diâmetro: ................................................................................................ 33<br />

Fissuração do revestimento de impermeabilização: .............................................................................................. 34<br />

82


Qual a razão mais frequente para este tipo de anomalia? ..................................................................................... 35<br />

Impermeabilizantes e vedantes ............................................................................................................................ 35<br />

Comportamento de um vedante ...................................................................................................................... 35<br />

Métodos de vedação ........................................................................................................................................ 36<br />

Cálculo de um vedante com grande alongamento ........................................................................................... 37<br />

Materiais vedantes ............................................................................................................................................... 39<br />

Gaxetas e fitas ................................................................................................................................................... 40<br />

Impermeabilizantes .............................................................................................................................................. 41<br />

COBERTURAS EM TERRAÇO ................................................................................................................................ 43<br />

Constituição de uma cobertura em terraço ........................................................................................................ 43<br />

Estrutura resistente ............................................................................................................................................ 43<br />

Camada de regularização .................................................................................................................................. 44<br />

Camada de forma .............................................................................................................................................. 44<br />

Barreira pára-vapor ........................................................................................................................................... 45<br />

Isolamento térmico............................................................................................................................................ 45<br />

Revestimento de impermeabilização ................................................................................................................ 45<br />

Camada de dessolidarização ............................................................................................................................. 46<br />

Camada de protecção do revestimento de impermeabilização ......................................................................... 46<br />

Camada de independência ................................................................................................................................. 46<br />

Processos construtivos .......................................................................................................................................... 48<br />

PROBLEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO .............................................................................................................. 48<br />

1. Impermeabilizar caves em betão ................................................................................................................... 49<br />

2. Como Impermeabilizar uma Cave pelo Interior ....................................................................................... 49<br />

3. Como Impermeabilizar Caves pelo Exterior ............................................................................................. 50<br />

4. Como Impermeabilizar uma Piscina ou Tanque ....................................................................................... 51<br />

5. Como Garantir a Estanquidade de um Depósito de Água Potável ............................................................ 53<br />

6. Como Garantir a Impermeabilização de uma Caixa de Elevador ............................................................. 54<br />

Anexos .................................................................................................................................................................. 59<br />

Exemplos de tratamentos para impermeabilização de vários locais, representado em varias figuras. .......... 59<br />

Bibliografia ............................................................................................................................................................ 81<br />

83


Índice de Figuras<br />

Figura 1 (Efluorescência) …………………………………………………………………………………… Página 4<br />

Figura 2 (Efluorescência 2).……………………………………………………………………………….. Página 4<br />

Figura 3 (Permeabilização contra Humidade) …………………………………………………… Página 5<br />

Figura 4 (Permeabilização contra Água) …………………………………………………………… Página 5<br />

Figura 5 (Argamassa Termoplástica) ………………………………………………………….……. Página 5<br />

Figura 6 (Mantas Elastoméricas) ……………………………………………………………….……. Página 5<br />

Figura 7 (Terraço acessível) ……………………………………………………………………………. Página 7<br />

Figura 8 (Cobertura plana não acessível) ………………………………………….……………. Página 5<br />

Figura 9 (Cobertura de aparcamento) ……………………………………………………………. Página 8<br />

Figura 10 (Terraço ajardinado em fase de acabamento) ……………..…………………. Página 9<br />

Figura 11 (Humidade de ascensão capilar) ……………………………..……………………… Página 19<br />

Figura 12 (Humidade de condensação) ………………………………..………………………… Página 19<br />

Figura 13 (Humidade de infiltração) ……………………………….……………………………… Página 19<br />

Figura 14 (Humidade atmosférica) …………………………………………………………………. Página 19<br />

Figura 15 (Ângulos) ………………………………………………….………………………………. …… Página 21<br />

Figura 16 (Fissuras) ……………………………………………..…………………………………………. Página 21<br />

Figura 17 (Ancoragens correntes) ……………………….…………………………………………… Página 21<br />

Figura 18 (Tubos de canalizações de pequeno diâmetro) …………………………………. Página 21<br />

Figura 19 (Fissuração) …………………………………………………………………………………. …… Página 22<br />

Figura 20 (Vedante com material de base) ………………………………………. ……………… Página 25<br />

Figura 21 (mastique aplicado no rebaixo) ………………………………. ………………………… Página 27<br />

Figura 22 (Vedante em forma de fita) ………………………………. ……………………………… Página 27<br />

Figura 23 (Impermeabilização da água) ……………………. ……………………………………… Página 28<br />

Figura 24 (Isolamento térmico) ………………………………………………………………………… Página 32<br />

Figura 25 (Revestimento de impermeabilização). …………………………………………… Página 33<br />

84


Figura 26 (Impermeabilização de piscinas e tanques) ……………………………………… Página 38<br />

Figura 26 (Conjunto de imagens relacionadas com Estanquidade) …………………. Página 40<br />

Nota:<br />

No índice não se encontram as imagens em anexo visto que estas possuem legenda e título próprio.<br />

85


Índice de Esquemas<br />

Esquema 1 ( Processo de construção 1) …………………………………………………………………… Pág. 6<br />

Esquema 2 ( Processo de construção 2) …………………………………………………………………… Pág. 6<br />

Esquema 3 ( Processo de construção 3) …………………………………………………………………… Pág. 7<br />

Esquema 4 ( Camadas de isolamento térmico) ……………………………………………………….. Pág. 11<br />

Esquema 5( Posicionamento do isolamento térmico em camada intermédia…………… Pág. 12<br />

Esquema 6( Posicionamento do isolamento térmico em camada intermédia 2) ..…… Pág. 12<br />

Esquema 7( Posicionamento do isolamento térmico sobre a impermeabilização) …. Pág. 13<br />

Esquema 8( Posicionamento do isolamento térmico sobre a impermeabilização) …. Pág. 13<br />

Esquema 9( Posicionamento do isolamento térmico sobre a estrutura resistente) … Pág. 14<br />

Esquema 10 ( Posicionamento do isolamento térmico sobre a estrutura resistente) Pág. 14<br />

Esquema 11 (Disposição de camadas de uma cobertura em Terraços) ………………..… Pág. 30<br />

Esquema 12 (Camada de regularização) ……………………………………………………….……… Pág. 31<br />

Esquema 13 (Barreira para-vapor)……………………………………………………….………………… Pág. 32<br />

Esquema 14 ( Soluções de impermeabilização) ………………………………………………….… Pág. 14<br />

Esquema 15 (Soluções de impermeabilização para caves de betão) ……………………… Pág. 36<br />

Esquema 16 (Soluções de impermeabilização para caves de betão pelo interior) .… Pág. 37<br />

Esquema 17 (Soluções de impermeabilização para caves de betão pelo exterior)… Pág. 38<br />

Esquema 18 (Impermeabilização de piscinas e tanques) …………………………………..… Pág. 39<br />

Esquema 19 (Impermeabilização de caixa de elevador) ……………………………………… Pág. 41<br />

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