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Como Diria minha Vó - João Célio Caneschi (PDF - UEMG

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O saber se aprende com os<br />

mestres. A sabedoria, só com<br />

o corriqueiro da vida.<br />

CORA CORALINA


COMO DIRIA MINHA VÓ<br />

O design gráficO mOvente cOmO ferramenta<br />

de difusãO e valOrizaçãO da cultura pOpular.<br />

JOÃO CÉLIO CANESCHI<br />

PROF. ORIENTADOR: leOnardO rOcHa dutra<br />

prOJetO de graduaçãO | DESIGN GRÁFICO | <strong>UEMG</strong> | 2010


CULTURA POPULAR<br />

POPULAR<br />

E<br />

design<br />

DESIGN GRÁFICO<br />

grÁfico


O termo cultura tendia a referir-se à arte, literatura<br />

e música. Hoje contudo usam o termo muito mais<br />

amplamente, para referir-se a quase tudo que pode<br />

ser apreendido em uma dada sociedade, como comer,<br />

beber, andar, falar e silenciar.<br />

(BurKe, peter. 1989. p. 25)


Pois é justamente manipulando repertórios<br />

de FRAGMENTOS DE COISAS POPULARES que, em<br />

muitas sociedades, expressa-se e reafirma-se<br />

simbologicamente a identidade da nação como um todo.<br />

(arantes, antônio augusto. 1980. p. 15)


<strong>Como</strong> o Design Gráfico, capaz de recombinar significados e estabelecer<br />

linguagens, pode contribuir para a discussão e a propagação de uma maior<br />

compreensão sobre a ampla cultura presente no país?<br />

E como, através de suas áreas de atuação, o designer pode levar esse<br />

questionamento para aqueles que a produzem, consomem e mantém?


televisão aberta:<br />

Presença e abrangência<br />

O mais importante<br />

formador de opinião do país<br />

87%


Usar o design gráfico movente como ferramenta de<br />

valorização e difusão de aspectos da cultura popular<br />

brasileira, através da criação de vinhetas interprogramas<br />

para a televisão aberta, possibilitando ao telespectador<br />

contemplar e discutir os elementos textuais, imagéticos e<br />

sonoros do diálogo entre provérbios, ditados e objetos do<br />

universo popular.


pensamentO<br />

HumanO<br />

ditadOs<br />

pOpulares


É inútil identificar a cultura popular a partir da<br />

distribuição supostamente específica de certos objetos<br />

ou modelos culturais. O que importa, de fato, é sua<br />

apropriação pelos grupos ou indivíduos.<br />

(cHartier, roger. 1975)


AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO<br />

pesquisa, filtragem e<br />

organização dos ditados<br />

definição da linguagem<br />

e estabelecimento das<br />

metáforas<br />

trabalhos em motion<br />

graphics e edição<br />

das trilhas<br />

refinamento e<br />

correções


18 ditados em 8 grandes grupos:<br />

1) efeitos acumulativos<br />

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”<br />

“De grão em grão, a galinha enche o papo”<br />

2) relações com inércia<br />

“A deus dará”<br />

“Se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai a montanha”<br />

3) percepção abrupta de esgotamento<br />

“Acabou-se o que era doce”


4) elementos Ocultos, aparências<br />

“Debaixo desse angu tem carne /caroço”<br />

“Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”<br />

“Nem tudo que reluz é ouro”<br />

“Santo do pau oco”<br />

5) ação e reação<br />

“Botar a mão no fogo”<br />

“O pior cego é aquele que não quer ver”<br />

6) experiência prévia<br />

“Macaco velho não mete a mão em cumbuca”<br />

“Gato escaldado tem medo de água fria”


7) conformismo<br />

“Há males que vem pro bem”<br />

“Mais vale um pássaro na mão que dois voando”<br />

“Quem não arrisca, não petisca”<br />

8) desproporção<br />

“Quando a esmola é grande, o santo desconfia”<br />

“Casa de ferreiro, espeto de pau”


1) Efeitos Acumulativos<br />

2) Relações com Inércia<br />

3) Percepção abrupta de esgotamento<br />

4) Elementos ocultos, Aparências<br />

5) Ação e Reação<br />

6) Experiência Prévia<br />

7) Conformismo<br />

8) Desproporção<br />

- Efeitos Acumulativos<br />

- Percepção abrupta de<br />

esgotamento<br />

- Elementos ocultos, Aparências


cOmO gerar identificaçãO?


vinHeta 1: efeitOs acumulativOs e percepçãO aBrupta de esgOtamentO<br />

Água mole em pedra dura<br />

tanto bate que acaba conseguindo o que quer: fura.<br />

E não tem sequer uma galinha que não enche o papo<br />

comendo de grão em grão o que encontra pelo chão.<br />

<strong>Como</strong> tudo na vida tem um fim o que era doce, acabou-se.


Por fora todas as violas são belas<br />

mas não é todo santo que é confiável.<br />

Nem tudo o que reluz é ouro<br />

porque não é todo tesouro que tem valor.<br />

Se o santo é do pau oco<br />

por dentro o pão pode ser bolorento.<br />

vinHeta 2: elementOs OcultOs / aparÊncias


sOns<br />

urBanOs<br />

caiXinHa<br />

de mÚsica<br />

narraçãO


VINHETA 1<br />

Contraste cromático e simbólico<br />

Cores saturadas x Cores frias e dessaturadas<br />

da cor à cor inexistente. PEDROSA, Israel.


VINHETA 1<br />

por Pedro Moura<br />

Designer gráfico graduado pela Escola de Belas-Artes/UFRJ<br />

e entusiasta da tipografia digital.<br />

1Rial<br />

Peixe Frito


VINHETA 1


VINHETA 1


VINHETA 1<br />

PEQUENAS AÇÕES REPETITIVAS E IMPERCEPTÍVEIS (CONSTANTES E ACUMULATIVAS)<br />

QUE, NO FINAL GERAM RESULTADO PERCEPTÍVEL.


VINHETA 1<br />

lettering inicial<br />

Leve introdução ao conceito, Aplicação e Animação, Desfocagem, Texturas


VINHETA 1<br />

água mOle em pedra dura tantO Bate que acaba conseguindo o que quer: fura.


VINHETA 1<br />

e não tem sequer uma galinHa que não encHe O papO comendo de grãO em grãO o<br />

que encontra pelo chão.


VINHETA 1<br />

como tudo na vida tem um fim


VINHETA 1<br />

O que era dOce, acaBOu-se.<br />

Percepção abrupta do esgotamento


VINHETA 2<br />

Cor (pigmento) Primárias<br />

Cores saturadas x Cores frias e dessaturadas<br />

da cor à cor inexistente. PEDROSA, Israel.


VINHETA 2<br />

1Rial<br />

Peixe Frito


VINHETA 2


VINHETA 2<br />

m.c. escher<br />

divisão regular de superfície para dia e noite ar e água i


VINHETA 2<br />

pied de poule


VINHETA 2<br />

AMBIGUIDADE VISUAL. ELEMENTOS OU AÇÕES QUE DÃO MARGEM PARA A DESCONFIANÇA<br />

DE QUE EXISTE OUTROS ELEMENTOS OU AÇÕES ESCONDIDOS POR TRÁS.


VINHETA 2<br />

lettering inicial<br />

Leve introdução ao conceito, Aplicação e Animação, Desfocagem, Texturas


VINHETA 2<br />

pOr fOra todas as viOlas são Belas<br />

Forma x Contra forma


VINHETA 2<br />

porque não é todo santO que é confiável


VINHETA 2<br />

nem tudO que reluz É OurO<br />

porque não é todo tesouro que<br />

tem valor


VINHETA 2<br />

se o santO é dO pau OcO, pOr dentrO o pãO pode ser BOlOrentO


família pelo apoio, confiança e presença.<br />

léo pelas orientações sempre acertivas<br />

amigos pela paciência, opiniões e inspiração.<br />

Especialmente a thiago Barcelos, sabrina davanzo, felipe<br />

Bastos e vinícius souza por terem doado talento e tempo a<br />

esse projeto.<br />

OBRIGADO


JOÃO CÉLIO CANESCHI -<strong>UEMG</strong> 2010

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