O Dia Mundial da Asma foi assinalado com - Hospital de Santa Maria

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O Dia Mundial da Asma foi assinalado com - Hospital de Santa Maria

O Dia Mundial da

Asma foi assinalado

com um rastreio

gratuito aos utentes

do Hospital de

Santa Maria

Centro Hospitalar

Lisboa Norte

Carlos Gamito

carlos.gamito@hsm.min-saude.pt


Porque a Asma Brônquica existe e muitas vezes até se consegue “esconder” da pessoa

afectada, o que provoca sérios problemas no seu dia-a-dia, a Clínica Universitária de

Pneumologia da Faculdade de Medicina de Lisboa – Hospital de Santa Maria – Centro

Hospitalar Lisboa Norte, promoveu, no passado dia 4 de Maio – Dia Mundial da Asma

um rastreio gratuito que decorreu numa Unidade Móvel no perímetro do Hospital de

Santa Maria.

O Dr. José Ricardo Toscano, médico interno da especialidade de Pneumologia, afirmou-nos que actualmente

já existem abordagens terapêuticas que permitem oferecer qualidade de vida às pessoas asmáticas

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O Dr. José Ricardo Toscano, médico interno da especialidade de Pneumologia, foi um dos

intervenientes da acção organizada pelo Serviço de Pneumologia do HSM. Instado pela

nossa reportagem sobre os números aproximados de prevalência da Asma em Portugal,

afirmou-nos este clínico que a prevalência da Asma se julga ser superior a sete por cento

nos adultos e superior a doze por cento da população pediátrica.

A Primavera é a estação do ano em que mais se acentuam os sintomas da Asma, e o Dr.

Ricardo Toscano explicou: «Sim, podemos considerar que nesta altura do ano é quando

os sintomas se tornam mais notórios. É na Primavera que tendencialmente existem mais

alergénios em circulação, quer no exterior quer no interior dos domicílios».

Quanto às possíveis abordagens terapêuticas para a Asma, disse-nos o Dr. José Ricardo

Toscano que actualmente já existem várias possibilidades para controlarem eficazmente

a doença e que até permitem uma vida sem restrições, nomeadamente a prática de

exercícios físicos vigorosos, e acentuou ainda que estão disponíveis abordagens

terapêuticas que a longo prazo permitem modificar, de forma muito significativa, a

história natural da doença, e rematou: «A ideia que a Asma é uma doença sem

tratamento, é falsa. É realmente uma doença crónica e que em muitos casos acompanha

os doentes ao longo da vida, mas como lhe disse, hoje já dispomos de meios para

oferecer qualidade de vida às pessoas asmáticas».

O rastreio identificou muitos casos de pessoas com Asma

Uma utente a submeter-se à espirometria para avaliação do diagnóstico de Asma

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Foram muitas dezenas de pessoas que se submeteram ao rastreio com provas

espirométricas, e também foram muitos os casos que em que os dados clínicos e as

provas espirométricas foram sugestivos do diagnóstico de Asma, situação inteiramente

desconhecida desses rastreados, tendo por isso sido encaminhados para a Consulta de

Pneumologia onde serão realizados exames adicionais. Os trâmites seguintes e de acordo

com o médico, passam, entre outras medidas, pelo traçado de um plano terapêutico que

responda com eficácia às causas provocadoras da Asma e ao controlo da doença.

“Não tenho Asma. É uma coisa a menos que tenho”

A Senhora D. Maria do Céu Silva Reis, uma das pessoas rastreadas mostrou o seu elevado espírito nesta breve

entrevista e recomendou mais acções de rastreio fossem realizadas

Aleatoriamente interpelámos duas pessoas que se sujeitaram ao rastreio realizado pela

Clínica de Pneumologia da Faculdade de Medicina de Lisboa – HSM – CHLN.

A Senhora D. Maria do Céu Silva Reis, moradora em Campo de Ourique, foi objectiva e

até brincou com as palavras: «Vim aqui ao Hospital a uma consulta e agora ia a passar e

fiz o exame. Pensava que não tinha Asma, e realmente não tenho. Mas olhe, gostei de

fazer este exame porque assim fiquei a saber que tenho uma coisa a menos. Não, nunca

fiz nada para ter ou deixar de ter Asma. Fumar?! Nem pensar! O meu marido também

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nunca fumou, portanto lá em casa nunca entrou tabaco. Agora com a minha idade, já

tenho setenta e sete anos, não estou a pensar fumar, e o meu marido também não.

Coitado, foi dormir e já não volta a acordar. Mas se vai escrever isto, escreva que estes

rastreios são muito importantes. Deviam fazer mais. Adeus, obrigado, Senhor».

Foi esta a entrevista possível, todavia pautada pela boa-disposição.

A não aproximação de flores e outros cuidados são a defesa

desta Senhora

A Primavera é um suplício pelas substâncias alérgicas que são libertadas para o ar ambiente, todavia a Senhora

D. Mariana Trigo encontrou mecanismos de defesa para as suas alergias

A Senhora D. Mariana Trigo, outra das pessoas rastreadas, não escondeu a sua

satisfação ao dizer-nos que o exame resultou negativo, o que significa que é pouco

provável que seja asmática.

«Fumei sim. Durante dez anos consecutivos não consegui deixar os cigarros, mas já há

vinte e três anos que não fumo. Foi uma opção que tomei em prol da minha saúde».

E porque este trabalho foi feito em plena Primavera, aproveitámos para perguntar a esta

Senhora como passa as Primaveras, isto no que concerne a alergias: «Ai, a Primavera

para as minhas alergias é terrível. Sofro muito com os pólenes, com os ácaros, com o pó

e outras substâncias, no entanto tenho alguns cuidados, nomeadamente não me

aproximar muito de campos com flores, e depois todos os anos tomo anti-histamínicos».

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