15-02-2008 - Destak

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6ª Feira · 15 de Fevereiro de 2008

Os galardoados mais famosos de Hollywood contam-lhe que destino deram

à estatueta que ganharam numa noite memorável. Verdadeiras revelações.

Onde vive o seu

Óscar?

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEXTO DE BRUNO LESTER

destak@destak.pt

Todos os anos, a Noite dos Óscares atrai atenções

do mundo inteiro. E, mais ou menos disfarçadamente,

vamos vivendo aqueles momentos em que

as estrelas mais fabulosas da tela sobem ao palco

para receber pelo menos uma daquelas estatuetas

de ouro, que nos habituamos a reconhecer a milhas,

um Óscar. O galardão máximo que algum actor

ou actriz pretende atingir, e choram ou riem em cima

do microfone, agradecendo à mãe ou ao professor

de teatro, sem esquecer o realizador do filme

ou o «colega» com que contracenaram. Durante semanas

vão-se dizendo graças sobre a inaptidão ou

sageza dos discursos, e os mais observadores comentam

os trapinhos com que este ou aquele se

atreveram a desfilar. Do que não sabemos nada é

do que vem depois. Onde é que acabam estes prémios?

Por cima da lareira, no quarto, nos penhores?

Fomos perguntar aos premiados mais famosos, o

que fizeram do seu Óscar. Venha connosco.

A maior parte das estrelas colocam a estatueta

ganha num sítio de onde se veja bem, habitualmente

na prateleira da sala, onde quem entra é

imediatamente obrigado a reconhecê-la. Há duas

razões para o fazerem: primeiro, mesmo nos

dias mais tristes e cinzentos, recordam-se

imediatamente do prémio, que é uma lenda,

e da noite em que foram vistos por três mil

milhões de espectadores de televisão, e

homenageados pelos seus colegas; e segundo,

todas as visitas têm o privilégio

do acesso directo a um Óscar genuíno,

de ouro maciço. Conta-nos Peter O´Toole,

que com 75 anos é o feliz proprietário

de um Óscar destinado a marcar uma carreira

preenchida, «Nunca me canso de olhar

para o meu Óscar na sala de estar. Olho

para ele embasbacado, de todas as vezes como

se fosse a primeira. Deixo as pesssoas mexerem-

-lhe. É uma relíquia sagrada. Aliás, como eu

próprio».

Michael Douglas, que ganhou dois Óscares, o primeiro

pela realização, em 1975, de Voando Sobre

um Ninho de Cucos, e pelo seu papel de actor em

Wall Street, em 1987, garante que faz o mesmo.

As suas estatuetas estão num apartamento em

Nova Iorque, que divide com a sua mulher Catherine

Zeta-Jones, também vencedora de um Óscar

por Chicago. «Há uma magia especial nos Óscares.

Os meus amigos querem tocar-lhes, como se

fossem um amuleto da sorte», conta Michael, enquanto

Catherine explica que colocou o seu Óscar

de Melhor Actriz Secundária, de 2002, «no meio

das estatuetas do meu marido, mas puxada um

pouco mais para a frente!».

Charlize Theron, não esconde o seu orgulho pelo

Óscar ganho em 2003 por Monstro, e a estatueta

«Durante dois ou três anos guardei os

meus cares na gaveta da roupa

interior, mas agora estão numas

prateleiras desenhadas propositadamente

para eles»». Kevin Costner, Dança com Lobos, 1990

lá está na sala da sua casa de Los Angeles. Rindo,

aquela que é uma das mulheres mais bonitas de

Hollywood, comenta: «sou uma miúda que cresceu

numa quinta na África do Sul. Ganhar um Óscar foi

a sensação mais espantosa. E vê-lo em minha casa,

então, é perfeitamente surreal.»

Tom Hanks recebeu dois Óscares, um por Filadélfia

(1994) e o outro pelo seu desempenho em For-

-rest Gump (1994), e como Charlize orgulha-se de

os ter bem à vista na sua casa de Los Angeles. «É

um fenómeno instantâneo: basta-me olhar para

eles e trazem-me imediatamente as memórias

daqueles grandes momentos», diz. E a memória

mais viva? «Estas noites foram momentos muito

pessoais, muito privados, apesar de terem acontecido

em frente de três mil milhões de pessoas»,

comentaarir.«Osanguepulsacomtantaforça

nas veias, que se fica completamente tonto e confuso.

Não me lembro de uma única palavra do

que disse, mas recordo-me de ir a andar para o

palco, e a dizer para comigo: «Vê lá, agora não

tropeces nos degraus»».

Mas há mais actores que colocam o seu Óscar nas

luzes da ribalta. Jane Fonda, tem os seus dois Óscares

de Melhor Actriz (ganhos por Klute,em

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