simulado enem 2011
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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA<br />
Simulado<br />
<strong>enem</strong><br />
<strong>2011</strong><br />
2 a . sériE<br />
Linguagens, Códigos<br />
e suas<br />
TeCnoLogias<br />
VOLUME 2<br />
2 o . sEMEsTrE
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)<br />
(Luciane M. M. Novinski /CRB 9/1253 /Curitiba, PR, Brasil)<br />
P926 Prendin, Andrea<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong>, 2 a . série: linguagens, códigos e suas tecnologias, volume 2 / Andrea<br />
Prendin ...[et al.]; ilustrações. — 1. ed. — Curitiba : Positivo, <strong>2011</strong>.<br />
Diretor-Superintendente<br />
Ruben Formighieri<br />
Diretor-Geral<br />
Emerson Walter dos Santos<br />
Diretor Editorial<br />
Joseph Razouk Junior<br />
ISBN 978-85-385-4602-3<br />
1. Ensino médio – Currículos. 2. Vestibular. I. Coelho, Maria Josele Bucco. II. Leal, Maria Rute.<br />
III. Menoncin Junior, Wilson Antonio. IV. Título.<br />
Gerente Editorial<br />
Maria Elenice Costa Dantas<br />
Gerente de Arte e Iconografia<br />
Cláudio Espósito Godoy<br />
Autoria<br />
Andrea Prendin (Artes)<br />
Maria Josele Bucco Coelho (Língua Portuguesa,<br />
Língua Espanhola, Literatura Brasileira)<br />
Maria Rute Leal (Língua Inglesa)<br />
Wilson Antonio Menoncin Junior (Educação<br />
Física)<br />
Edição<br />
Alessandra Domingues<br />
Capa<br />
Roberto Corban<br />
Foto: ©2001-2009 HAAP Media Ltd/Ana<br />
Labate<br />
© Editora Positivo Ltda., <strong>2011</strong><br />
Projeto gráfico e editoração<br />
Expressão Digital<br />
Pesquisa iconográfica<br />
Elcio Batista de Oliveira<br />
Produção<br />
Editora Positivo Ltda.<br />
Rua Major Heitor Guimarães, 174<br />
80440-120 – Curitiba – PR<br />
Tel.: (0xx41) 3312-3500<br />
Fax: (0xx41) 3312-3599<br />
Impressão e acabamento<br />
Gráfica Posigraf S.A.<br />
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E-mail: posigraf@positivo.com.br<br />
Uso em <strong>2011</strong><br />
Contato<br />
editora.spe@positivo.com.br<br />
CDU 373.5
SIMULADO ENEM <strong>2011</strong><br />
PROVA DE REDAÇÃO E DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS<br />
2 a . série – Volume 2 – 2°. semestre<br />
Caro(a) Aluno(a)!<br />
Este <strong>simulado</strong> é uma sugestão de avaliação e tem como um dos objetivos aproximá-lo(a) das exigências das provas<br />
oficiais ao final do Ensino Médio. Por isso, as questões estão formatadas em cadernos, no estilo do Exame Nacional do Ensino<br />
Médio (ENEM), distribuídas por eixos de conteúdos.<br />
Ao final de cada caderno, há um cartão-resposta que deve ser devidamente preenchido.<br />
Leia as orientações abaixo:<br />
1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 45 questões do Eixo Linguagens, Códigos e suas Tecnologias,<br />
englobando as seguintes áreas: Língua Inglesa, Língua Espanhola, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Artes e<br />
Educação Física.<br />
2. Registre seus dados no CARTÃO-RESPOSTA que se encontra no final deste caderno.<br />
3. Após o preenchimento, registre sua assinatura no espaço próprio do CARTÃO-RESPOSTA com caneta esferográfica de tinta<br />
preta.<br />
4. Não dobre, não amasse, nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA. Ele não poderá ser substituído.<br />
5. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas cinco opções, identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas<br />
uma responde corretamente à questão.<br />
6. No CARTÃO-RESPOSTA, marque, para cada questão, a letra correspondente à opção escolhida para a resposta, preenchendo<br />
todo o espaço compreendido no círculo, com caneta esferográfica de tinta preta. Você deve, portanto, assinalar apenas<br />
uma opção em cada questão. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja<br />
correta.<br />
7. Fique atento ao tempo determinado por sua escola para a execução do <strong>simulado</strong>.<br />
8. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO<br />
DE QUESTÕES não serão considerados nessa avaliação.<br />
9. Quando terminar a prova, entregue ao professor aplicador este CADERNO DE QUESTÕES, o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA<br />
DE REDAÇÃO.<br />
10. Durante a realização da prova, não é permitido:<br />
a) utilizar máquinas e/ou relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes<br />
de consulta de qualquer espécie;<br />
b) agir com incorreção ou descortesia com qualquer participante do processo de aplicação das provas;<br />
c) comunicar-se com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;<br />
d) apresentar dado(s) falso(s) na sua identificação pessoal.
Produção textual<br />
TExTO I<br />
Apareço, logo existo!<br />
Na sociedade atual, em que as imagens tomaram o lugar<br />
da reflexão e da interioridade, proliferam indivíduos<br />
indiferenciados e passivos, meros consumidores da aparente<br />
subjetividade alheia. O sucesso dos reality shows é a<br />
melhor expressão deste tempo.<br />
[...] A transformação da vida social e da própria cultura<br />
em imagens espetaculares difundidas pelos meios de comunicação<br />
como forma de se obter o controle político sobre as<br />
massas foi denunciada criticamente por Guy Debord pelo<br />
conceito de “Sociedade do espetáculo”, que se caracteriza<br />
pela produção de uma falsa experiência da realidade, que<br />
não encontra nenhuma associação com a dinâmica da vida<br />
concreta na qual estamos inseridos cotidianamente.<br />
O dispositivo espetacular próprio da sociedade contemporânea<br />
representa uma ruptura com o postulado da<br />
metafísica da “interioridade”. [...] Para Descartes, podemos<br />
duvidar de todos os dados provenientes dos sentidos<br />
e mesmo da nossa existência corporal, mas não da nossa<br />
existência enquanto ser pensante, pois, uma vez que eu,<br />
enquanto sujeito, duvido, eu penso, pois a dúvida é um<br />
ato de pensamento. Ora, se eu penso, eu existo, pois, para<br />
que alguma coisa pense, ela deve necessariamente existir.<br />
Mediante essa constatação evidente, o sujeito pode pronunciar<br />
o “penso, logo existo”, afirmação que se instaura a<br />
célebre fórmula do cogito cartesiano, fundamento primordial<br />
para que possamos inferir a existência de tudo aquilo<br />
que percebemos na realidade circundante.<br />
A expressão de ordem das relações sociais mediadas<br />
pela dimensão espetacular da vida é: “apareço, logo existo”.<br />
Trata-se da distorção do cogito cartesiano.<br />
BITTENCOURT, Renato Nunes. Apareço, logo existo!. In:<br />
Revista Filosofia. São Paulo: Editora Escala, março de <strong>2011</strong>.<br />
TExTO II<br />
cogitar [Do lat. cogitare.] Verbo transitivo direto. 1.<br />
Refletir acerca de; pensar em; imaginar, excogitar. 2. Ter<br />
em mente; tencionar, projetar. Verbo transitivo indireto.<br />
3. Refletir, pensar, imaginar, cuidar.<br />
Verbo intransitivo. 4. Pensar,refletir. 5. Ficar absorto<br />
em pensamentos; meditar, cismar.<br />
Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário<br />
Aurélio da língua portuguesa. 3. ed. Curitiba: Positivo, 2004.<br />
2<br />
TExTO III<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
BITTENCOURT, Renato Nunes. Apareço, logo existo!. In:<br />
Revista Filosofia. São Paulo: Editora Escala, março de <strong>2011</strong>.<br />
No artigo de opinião apresentado, o autor faz a defesa da<br />
ideia de que o desenvolvimento de novas tecnologias levou<br />
à formação de uma sociedade de espetáculo, onde<br />
o indivíduo é transformado em um objeto destinado a<br />
satisfazer o gosto popular, diminuindo as capacidades<br />
reflexivas do ser humano. Analisando as informações<br />
veiculadas, com base na leitura dos textos motivadores,<br />
escreva um texto dissertativo-argumentativo, em norma<br />
culta escrita da língua portuguesa, expondo sua opinião<br />
em relação às ideias defendidas pelo autor. Para isso,<br />
você deverá selecionar, organizar e relacionar, de forma<br />
coerente e coesa, argumentos e fatos para defender seu<br />
ponto de vista.<br />
Instruções:<br />
– Seu texto tem de ser escrito à tinta, em folha de redação,<br />
entregue para esse fim.<br />
– O rascunho do texto deve ser feito em folha separada,<br />
entregue para esse fim.<br />
– O texto deverá ser redigido em prosa.<br />
– O texto com até 07 linhas será considerado nulo.<br />
– O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre<br />
© Shutterstock/Eugene Ivanov
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
ENEM – LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS<br />
(Opção – Língua Inglesa)<br />
Questão 1<br />
Romero Britto is an artistic activist for charitable<br />
organizations worldwide and most of all an artist who<br />
believes art is too important not to share. Britto donates<br />
to over 250 charitable organizations a year. He has met<br />
with Presidents, Ambassadors and dignitaries around the<br />
world facilitating programs through his art to promote<br />
literacy and peace. Not a silent activist, for four years,<br />
Britto has been an invited speaker at the World Economic<br />
Forum in Davos, Switzerland. (…) Britto is committed<br />
to developing and supporting the powerful role art will<br />
continue to play in world issues.<br />
Disponível em: http://www.britto.com/front/biography Acesso em: 20 mar. <strong>2011</strong>.<br />
Romero Britto é um artista plástico brasileiro internacionalmente<br />
conhecido. Sua obra caracteriza-se pelo<br />
uso de cores vibrantes e figuras alegres. O trecho acima<br />
foi retirado do site oficial de Romero Britto e informa às<br />
pessoas interessadas em sua biografia que<br />
A) Romero Britto faz doações constantes de obras produzidas<br />
por ele a 250 organizações de caridade em<br />
todo o mundo.<br />
B) suas ações humanitárias têm como propósito promover<br />
a arte pop em diversas partes do mundo.<br />
C) Romero Britto acredita que sua arte deve ser compartilhada,<br />
faz doações a organizações e já teve encontros<br />
com autoridades governamentais. Além disso, já<br />
participou algumas vezes de um importante evento<br />
mundial na Suíça.<br />
D) por exercer uma forte influência sobre líderes mundiais,<br />
Romero Britto consegue convencer diferentes<br />
governos a arrecadar fundos para 250 organizações<br />
de caridade. Além disso, sua arte promove as áreas da<br />
educação e paz.<br />
E) Romero Britto já participou de fóruns internacionais<br />
de arte e economia, faz doações e promove sua arte<br />
em todo o mundo com a ajuda de presidentes, embaixadores<br />
e outras autoridades.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Questão 2<br />
Social Commentator<br />
“I think of myself as an American artist; I like it here,<br />
I think it’s so great. It’s fantastic. I’d like to work in Europe,<br />
but I wouldn’t do the same things, I’d do different things. I<br />
feel I represent the U.S. in my art but I’m not a social critic.<br />
I just paint those objects in my paintings because those are the<br />
things I know best.”<br />
Andy Warhol from “My True Story” An interview with Gretchen Berg.<br />
Disponível em: http://www.warhol.org/aboutandy/career/. Acesso em: 20 mar. <strong>2011</strong>.<br />
Celebridades, latas de sopa e garrafas de refrigerante,<br />
entre outros, são temas presentes no trabalho de<br />
Andy Warhol, famoso artista pop dos Estados Unidos.<br />
Na citação acima, Andy comenta sobre sua arte e revela<br />
que<br />
A) acredita ser um grande representante da arte nos Estados<br />
Unidos, mas acha que não teria o mesmo impacto<br />
na Europa.<br />
B) os objetos retratados por Andy estão presentes em<br />
sua arte porque ele os conhece bem. Muito embora<br />
ele represente os Estados Unidos, não se considera<br />
um crítico social do país que ele tanto admira.<br />
C) não poderia trabalhar na Europa, mesmo que desejasse<br />
muito. Ele é um crítico social, sua arte é reveladora<br />
da vida americana e afirma gostar muito dos<br />
Estados Unidos para fazer um trabalho diferente em<br />
outro continente.<br />
D) gosta muito dos Estados Unidos e adoraria trabalhar<br />
na Europa, onde poderia mostrar como sua<br />
arte representa a América, sem intenção de criticar<br />
seu país.<br />
E) os objetos que aparecem na sua arte são representativos<br />
do dia a dia americano, mostram o apreço<br />
do artista pelo seu país e não seriam aceitos na<br />
Europa.<br />
3
Questão 3<br />
4<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
The mural paintings that decorated the house known<br />
as “la Quinta del Sordo,” where Goya lived have come<br />
to be known as the Black Paintings, because he used so<br />
many dark pigments and blacks in them, and also because<br />
of their somber subject matter. (…) Saturn devouring<br />
one of his sons is one of the most expressive images from<br />
his Black Paintings. (…) This mythological god could be<br />
the personification of such a human feeling as the fear of<br />
losing one’s power.<br />
Disponível em: http://www.museodelprado.es/en/the-collection/online-gallery/on-line-gallery/obra/<br />
saturn-devouring-one-of-his-sons/ Acesso em: 20 de mar. <strong>2011</strong>.<br />
Francisco de Goya y Lucentes (1746 - 1828) foi um pintor espanhol. Seu quadro Saturno devorando um filho está hoje<br />
no Museu do Prado, em Madri. Sobre o quadro de Goya e a descrição do Museu do Prado, é possível afirmar que<br />
A) o quadro fez parte da decoração da casa de Goya e é uma das obras mais famosas de uma série de pinturas<br />
conhecidas como Saturn Devouring One of His Sons, obras caracterizadas pelo uso de cores escuras e temas sombrios.<br />
B) a pintura mostra o deus Saturno no momento em que está tentando proteger um de seus filhos de seres sombrios.<br />
Para protegê-lo, Saturno decide comer o próprio filho.<br />
C) o quadro faz parte das obras de Goya que foram produzidas durante um tempo sombrio da vida do pintor, por<br />
esse motivo, são chamadas de Black Paintings.<br />
D) a figura de Saturno retratada na pintura é sombria e fez parte de uma coleção de quadros presente na decoração<br />
da casa na qual Goya viveu. Uma interpretação possível para o quadro é que ele retrata o medo da perda do poder.<br />
E) a face de Saturno demonstra sentimentos negativos, como ansiedade e indecisão. De acordo com o texto, Saturno<br />
não quer comer o próprio filho, mas tem medo de que ele tome o seu poder.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 4<br />
Disponível em: .<br />
Discoveries and inventions are important for the<br />
development of the human race, but very often they are<br />
also used for controversial purposes or cause damage to<br />
the environment and society. In the cartoon, one of the<br />
characters is concerned about<br />
A) the dangers that fire can cause to greenhouses.<br />
B) the dangers that fire can cause to the environment.<br />
C) the gases that the other character is emitting and<br />
the greenhouse effect.<br />
D) the fact that the fire is not emitting greenhouse gases.<br />
E) the emission of gases produced by greenhouses.<br />
Questão 5<br />
“The Social Network,” directed by David Fincher and<br />
written by Aaron Sorkin, rushes through a coruscating<br />
series of exhilarations and desolations, triumphs<br />
and betrayals (….). This brilliantly entertaining and<br />
emotionally wrenching movie is built around a melancholy<br />
paradox: in 2003, Mark Zuckerberg (…), a nineteen-yearold<br />
Harvard sophomore, invents Facebook and eventually<br />
creates a five-hundred-million-strong network of<br />
“friends,” but Zuckerberg is so egotistical, work-obsessed,<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
© Cartoonstock/Rex Max Baloo<br />
and withdrawn that he can’t stay close to anyone; he blows<br />
off his only real pal, Eduardo Saverin (…), a fellow Jewish<br />
student at Harvard, who helps him launch the site.”<br />
Disponível em: . Acesso em: 9 set. <strong>2011</strong>.<br />
Partnerships in successful businesses may have impact<br />
on new and old friendships. About the invention of<br />
Facebook and its inventor’s relationships, the movie “The<br />
Social Network” shows<br />
A) the triumph of Mark Zuckerberg: a Harvard student<br />
who was abandoned by his best friend, but is able to<br />
make five hundred million new friends.<br />
B) the triumph of friendship over business: the story<br />
of two friends who helped each other launch a<br />
successful site and how their friendship survived<br />
desolations and betrayals.<br />
C) how Mark Zuckerberg met Eduardo Saverin on<br />
Facebook and how they helped each other though<br />
Zuckerberg was really selfish and work-obsessed.<br />
D) the paradox of an invention that brought millions of<br />
people together and the story of its inventor, Mark<br />
Zuckerberg, who never had any friends.<br />
E) the invention of a social network that involves five<br />
hundred million people and how the inventor’s<br />
behavior influenced his relationships negatively.<br />
ENEM – LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS<br />
(Opção – Língua Espanhola)<br />
Questão 6<br />
Opiniones de Josefina Plá<br />
sobre Literatura Femenina<br />
¿Hay efectivamente una literatura específica y<br />
caracterizadamente femenina?<br />
No cabe duda de que existe un enorme volumen<br />
literario, es decir, compuesto por obras de los diversos<br />
géneros (teatro, poesía, novela, ensayo, historia) debido a<br />
pluma de mujer; y en ese sentido, sí, podría hablarse de<br />
una literatura femenina, en cuanto estas palabras rotulan<br />
un origen o procedencia.<br />
PLÁ, Josefina. Obra y aportes femeninos en la literatura nacional. In: LOFQUIST, Eva. Penélope<br />
sale de Ítaca – antología de cuentistas paraguayas. Asunción: STINT, 2005. p. 50-51.<br />
5
Os gêneros textuais caracterizam-se por exercerem uma<br />
função social específica de acordo com as diferentes<br />
situações comunicativas. Ao analisar a estrutura composicional<br />
do texto apresentado e as características da<br />
linguagem empregada, pode-se afirmar que ele foi produzido<br />
com o intento de<br />
A) divulgar ideias e impressões sobre determinado assunto,<br />
por meio da fala de um entrevistado especialista<br />
na área.<br />
B) expor as características de uma situação vivenciada<br />
pelo entrevistado a fim de aclarar as ideias em relação<br />
ao assunto apresentado.<br />
C) expressar opinião em relação a uma ideia socialmente<br />
divulgada para pessoas que não estão familiarizadas<br />
com o assunto do texto.<br />
D) descrever um episódio pitoresco vivido pelo entrevistado<br />
a fim de divertir os leitores.<br />
E) instruir os leitores do texto sobre como proceder em<br />
relação à ideia apresentada.<br />
Textos para as questões 7 e 8<br />
TExTO I<br />
6<br />
Quevedo: aventurero y poeta<br />
del Siglo de Oro<br />
El gran escritor español llevó una vida intensa y llena<br />
de peripecias. Hizo labores de espía para un virrey italiano<br />
y, de vuelta en Madrid, atacó al valido de Felipe IV, que lo<br />
metió en la cárcel.<br />
Francisco de Quevedo fue un hombre asceta y sensual,<br />
popular y antipático, mordaz en la burla y atormentado<br />
en la región, intelectual cultísimo y político reaccionario.<br />
Todo ello hizo de su vida un ajetreo entre la ansiedad política<br />
y la creación literaria. Pero, sobre todo, un naufragio<br />
tormentoso entre el amor encendido – expresado en sus<br />
extraordinarios sonetos a Lysis – y la obsesión enfermiza<br />
por la muerte.<br />
GARCÍA MARTIN, Pedro. QUEVEDO: aventurero y poeta del Siglo de Oro.<br />
Revista Historia National Geographic - personaje singular. Madrid: Sgel, jun. 2010.<br />
TExTO II<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Repite la fragilidad de la vida y señala<br />
sus engaños y sus <strong>enem</strong>igos<br />
¿Qué otra cosa es verdad sino pobreza<br />
en esta vida frágil y liviana?<br />
Los dos embustes de la vida humana,<br />
desde la cuna, son honra y riqueza.<br />
El tiempo, que ni vuelve ni tropieza,<br />
en horas fugitivas la devana;<br />
y, en errado anhelar, siempre tirana,<br />
la Fortuna fatiga su flaqueza.<br />
Vive muerte callada y divertida<br />
la vida misma; la salud es guerra<br />
de su propio alimento combatida.<br />
¡Oh, cuánto, inadvertido, el hombre yerra:<br />
que en tierra teme que caerá la vida,<br />
y no ve que, en viviendo, cayó en tierra!<br />
QUEVEDO, Francisco. Sonetos.<br />
Disponível em: .<br />
Acesso em: 6 maio <strong>2011</strong>.<br />
Questão 7<br />
Considerando que o texto I aborda as características<br />
da poesia de Quevedo, analise as proposições a seguir<br />
e assinale a que apresenta, de forma correta, o modo<br />
como as informações da reportagem se materializam no<br />
texto II.<br />
A) Pelo uso de rimas.<br />
B) Pelo caráter burlesco dos versos.<br />
C) Pelo conflito vivido pelo “eu lírico” em relação à<br />
efemeridade da vida.<br />
D) Pelo diálogo intertextual estabelecido com outros<br />
poetas.<br />
E) Pelo uso de expressões desconhecidas do leitor.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 8<br />
Sobre o texto II, é correto afirmar que se estabelece<br />
metaforicamente uma reflexão sobre a rápida passagem<br />
do tempo por meio dos versos<br />
A) “El tiempo, que ni vuelve ni tropieza”<br />
B) “¡Oh, cuánto, inadvertido, el hombre yerra”<br />
C) “Vive muerte callada y divertida”<br />
D) “la Fortuna fatiga su flaqueza.”<br />
E) “de su propio alimento combatida.”<br />
Questão 9<br />
Breve historia de Gengis Kan<br />
Borja pelegero Alcaide<br />
Nowtilus, Madrid, 2010,<br />
256 pp., 9,95 €<br />
A partir de un extenso conocimiento del modo de<br />
vida de los pueblos nómadas de Asia Central, Manuel<br />
Pelegero construye una muy buena síntesis sobre la vida<br />
y el reinado del gran conquistador mongol, basada en las<br />
fuentes originales y la bibliografía reciente más fiable. Una<br />
introducción muy recomendable a esta figura de la historia.<br />
BREVE historia de Gengis Kan. Revista Historia National Geographic,<br />
Madrid: Sgel, jun. 2010.<br />
Com base na estrutura, nas informações apresentadas e no<br />
suporte onde foi veiculado, é correto afirmar que esse texto<br />
A) tem como objetivo principal informar o leitor sobre<br />
o lançamento de um bem cultural de consumo, portanto,<br />
pertence ao gênero textual resenha crítica.<br />
B) não utiliza como estratégia discursiva de convencimento<br />
o reforço positivo do bem cultural apresentado<br />
por meio de um juízo de valor.<br />
C) atinge seu propósito comunicativo, pois fornece toda<br />
a história da obra para que o leitor possa se interessar<br />
pelo produto cultural apresentado.<br />
D) sua construção composicional revela elementos básicos<br />
da narrativa, como tempo e lugar, fatos e personagens,<br />
pertencendo, portanto, ao gênero resumo.<br />
E) por meio do título, antecipa o assunto do bem cultural<br />
apresentado, convertendo esse elemento em um<br />
aspecto essencial para atrair a atenção do leitor.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Questão 10<br />
Considerando a importância que assume a concordância<br />
nominal para a construção de um texto coerente,<br />
ao analisar o fragmento A partir de un extenso conocimiento<br />
del modo de vida de los pueblos nómadas,<br />
percebe-se, por inferência, que este<br />
A) denota um erro de concordância ao usar a expressão nómadas<br />
(feminino) para referir-se a pueblos (masculino).<br />
B) exemplifica um fenômeno linguístico denominado<br />
de regla de eufonía, que é a troca do gênero para<br />
evitar um ruído cacofônico.<br />
C) representa um fenômeno da língua espanhola denominado<br />
de heterogeneidade, o qual constitui uma<br />
inversão de gênero em relação à língua portuguesa.<br />
D) permite ao leitor inferir que o adjetivo nómadas<br />
é comum de dois e pode ser usado para os dois<br />
gêneros.<br />
E) produz uma cacofonia ao veicular um adjetivo feminino<br />
(nómadas) a um substantivo masculino (pueblos).<br />
ENEM – LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS<br />
Texto para as questões 11 e 12<br />
Diário de viagem<br />
Chegada a São Pedro e São Paulo<br />
Domingo, 8 de agosto<br />
Roberto Kaz<br />
De São Paulo<br />
É impressionante como se acha tudo em um aeroporto<br />
internacional. Cheguei em Guarulhos quatro horas<br />
antes do voo para Natal. Comprei cueca, meia, boné, camiseta,<br />
protetor solar, remédio para enjoo, caderno. Descobri<br />
que o aeroporto de São Paulo tem um chaveiro (fica<br />
no terminal de desembarque, andar térreo), onde comprei<br />
um adaptador de tomada para o computador. O tenente<br />
Carvalho, da Marinha, havia sugerido que eu levasse guloseimas<br />
do meu gosto para os doze dias em alto-mar. Quase<br />
não como essas coisas, mas, se comesse, havia lá, em frente<br />
ao chaveiro, uma loja que vendia toda sorte de biscoito<br />
recheado.<br />
7
Segunda, 9/8<br />
Zarpamos de Natal (RN). Nosso navio, o rebocador<br />
Triunfo, leva 51 pessoas (49 delas do sexo masculino). A<br />
Marinha tem outros dois navios da mesma cepa: o Tridente<br />
e o Tritão.<br />
Nome de navio militar é como ninhada de cachorro:<br />
começa tudo com a mesma letra. Os navios-varredores<br />
abrem o abecedário: Aratu, Anhatolim, Atalaia. A letra b<br />
pertence aos navios-patrulha: Benevente, Bocaina, Babitonga.<br />
Submarino é com t: Tupi, Tamoio, Tapajó [...]<br />
[...]<br />
Domingo<br />
O navio começa a voltar. Serão quatro dias de viagem<br />
até Natal. Quatro dias em que assistirei a outros filmes e<br />
ouvirei outras músicas. Aprenderei que, no quartel, picadinho<br />
é “carne de monstro” e figo verde em calda, “culhão<br />
de Hulk”. Verei três tubarões e quatro cargueiros. Concordarei<br />
com o sargento Mello quando ele elogiar o sol se<br />
pondo no mar. Saberei, pelo noticiário da Marinha, que o<br />
Irã deverá inaugurar uma usina nuclear. [...]<br />
KAZ, Roberto. Diário de Viagem. Folha.com.<br />
Disponível em: .<br />
Acesso em: 23 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Questão 11<br />
O repórter Roberto Kaz viajou ao Arquipélago de São Pedro<br />
e São Paulo, um pedaço menor do que o gramado<br />
do Maracanã, entre o Brasil e a África, onde a Marinha<br />
mantém uma estação científica. O local ficou conhecido<br />
em 2009, por estar a 100 km da região em que caiu o<br />
avião da Air France que partira do Rio de Janeiro com<br />
destino a Paris. Ao analisar a estrutura composicional do<br />
texto e as ideias por ele apresentadas, pode-se inferir<br />
que o objetivo desse gênero discursivo é<br />
A) apresentar a opinião do autor em relação aos fatos<br />
ocorridos durante a viagem realizada ao arquipélago,<br />
o que se pode comprovar pela afirmação: “Concordarei<br />
com o sargento Mello quando ele elogiar o sol se<br />
pondo no mar”.<br />
B) realizar previsões em relação às dificuldades e experiências<br />
que serão vivenciadas na viagem, como se<br />
pode verificar pelo uso de verbos no futuro [serão,<br />
assistirei, ouvirei, aprenderei, saberei, concordarei].<br />
8<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
C) registrar e anotar os acontecimentos marcantes vividos<br />
no dia a dia da viagem, servindo como material<br />
de consulta posterior e/ou de confidências de seu<br />
produtor, o que se evidencia pela estrutura que apresenta<br />
as datas dos acontecimentos vividos.<br />
D) avaliar de forma objetiva os fatos ocorridos e vivenciados<br />
pelo produtor do texto, que se exime de referentes<br />
afetivos e percepções subjetivas como em “É<br />
impressionante como se acha tudo em um aeroporto<br />
internacional”.<br />
E) descrever informalmente as características da viagem<br />
empreendida a um público - leitor que escolhe os temas<br />
e fatos que devem ser apresentados como em<br />
“Nome de navio militar é como ninhada de cachorro:<br />
começa tudo com a mesma letra”.<br />
Questão 12<br />
Considere a afirmação de Halliday em relação à coesão<br />
textual: “A coesão não nos revela a significação do texto,<br />
revela-nos a construção do texto enquanto edifício<br />
semântico” e analise as proposições apresentadas, assinalando<br />
a alternativa que apresenta um dos recursos<br />
coesivos usados pelo autor do texto para garantir a construção<br />
de sentidos.<br />
A) A apresentação das datas relativas aos acontecimentos<br />
estabelece a progressão do texto e dos elementos<br />
que o constituem, propiciando ao leitor percepção<br />
temporal dos fatos descritos.<br />
B) A inexistência de parágrafos pode ser considerada<br />
como um recurso coesivo, pois leva o leitor a perceber<br />
que os fatos narrados são descrições sequenciais.<br />
C) A falta de conectores no texto se justifica na medida<br />
em que possibilitam a construção de frases mais objetivas<br />
e sintéticas – o que garante a compreensão<br />
rápida do leitor das ideias apresentadas.<br />
D) A apresentação dos fatos vividos pelo autor do texto na<br />
viagem realizada não possui relação com a coerência<br />
textual, o que impossibilita pensar o texto como um<br />
edifício de sentidos, conforme a citação de Halliday.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
E) A materialização da coesão ocorre pela ausência do<br />
uso das relações entre sinônimos, formas genéricas e<br />
hiperônimos na tessitura textual, garantindo a construção<br />
de sentidos.<br />
Textos para as questões 13 e 14<br />
TExTO I<br />
“Se na década de 40 amadureceu a tradição literária<br />
nacionalista, nos anos que se lhe seguiram, “ditos da segunda<br />
geração romântica”, a poesia brasileira percorrerá os<br />
meandros do extremo subjetivismo, à Byron e à Musset.<br />
Alguns poetas adolescentes, mortos antes de tocarem a<br />
plena juventude, darão exemplo de toda uma temática<br />
emotiva de amor e de morte, dúvida e ironia, entusiasmo<br />
e tédio.”<br />
TExTO II<br />
BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura brasileira. São Paulo: Cultriz, 2006. p. 109.<br />
Parti, parti, mas minh’alma<br />
Partida ficou também,<br />
Metade ali, outra em penas<br />
Que mais consolo não tem!<br />
Oh! como é diverso o mundo<br />
Daquelas serras azuis,<br />
Daqueles vales que riem<br />
Do sol à dourada luz!<br />
Como diferem os homens<br />
Daqueles rudes pastores<br />
Que o rebanho apascentavam,<br />
Cantando idílios de amores!<br />
Questão 13<br />
VARELLA, Fagundes. Canto VII. In: Poemas.<br />
Disponível em: .<br />
Acesso em: 27 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Considerando-se as características da segunda geração<br />
romântica apontadas por Alfredo Bosi e o poema de Fagundes<br />
Varella, assinale a alternativa que apresenta as<br />
relações passíveis de serem realizadas.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
A) O extrato nacionalista apontado por Bosi como característico<br />
da tradição literária romântica materializa-se<br />
textualmente no verso Daquelas serras azuis,/<br />
Daqueles vales que riem.<br />
B) Pode-se considerar que o poema tem como tema<br />
central a vida tediosa dos rudes pastores que apascentavam<br />
o rebanho, dessa forma pode ser considerado<br />
como pertencente à segunda geração.<br />
C) Predomina no poema de Varella a temática emotiva,<br />
manifesta nos versos em que o “eu lírico” desata em<br />
um desconsolo que tem como metáfora a alma partida.<br />
D) O espaço bucólico descrito pelo “eu lírico”, e concretizado<br />
pela apresentação da paisagem campestre, é<br />
uma das temáticas românticas mais representativas<br />
da segunda geração romântica.<br />
E) O “eu lírico” faz um elogio à estética árcade ao apontar<br />
a tranquilidade pastoril como uma solução possível<br />
para o homem romântico.<br />
Questão 14<br />
A segunda geração romântica, descrita por Bosi como o<br />
extremo do subjetivismo, não encontra ressonância no<br />
poema de Varella<br />
A) pela angústia do “eu lírico” que se encontra inconformado<br />
e de alma partida.<br />
B) pela atração que sente o “eu lírico” pelo campo, como<br />
meio de fuga.<br />
C) pela musicalidade materializada no esquema métrico.<br />
D) pelo uso de expressões metafóricas, como a da alma<br />
partida.<br />
E) pela descrição idealizada do ambiente idílico em que<br />
o “eu lírico” se insere.<br />
9
Questão 15<br />
A procura pela musculação em academias é motivada<br />
por diferentes objetivos individuais, tais como: hipertrofia<br />
muscular, fortalecimento muscular, emagrecimento, recuperação,<br />
estética e sociabilização. Independentemente do<br />
objetivo principal, após um período de prática da musculação,<br />
percebe-se que algumas pessoas têm um aumento<br />
no seu peso corporal. Isso ocorre principalmente porque<br />
A) a musculação contribui apenas para o fortalecimento<br />
muscular.<br />
B) a musculação aumenta o nível de necessidade alimentar<br />
do indivíduo.<br />
C) a musculação não diminui a camada de gordura corporal,<br />
a chamada massa gorda.<br />
D) a prática constante da musculação não emagrece, só<br />
fortalece.<br />
E) é um aumento da massa magra (músculo) e não um<br />
aumento da massa gorda (gordura).<br />
Questão 16<br />
“Raramente um artista contemporâneo provocou<br />
neste país uma mobilização desse porte, aproximando o<br />
grande público da grande arte. Isso se deve, por um lado,<br />
à mágica da obra de Vik; por outro, a uma montagem<br />
compreensível que permitiu a cada visitante a sua própria<br />
liberdade do olhar”.<br />
10<br />
Vik inusitado. Museu Oscar Niemeyer em revista. Curitiba: Projeto Comunicação, Nov/2009, pag. 48.<br />
Figura 1 – MUNIZ, Vik. A cigana (Magna), 2008. Imagens do Lixo. Digital C print:<br />
color, 128,4 x 101,6 cm.<br />
Vik inusitado. Museu Oscar Niemeyer em revista. Curitiba: Projeto Comunicação, Nov/2009, pag. 51.<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Este é um comentário de Leonel Kaz, curador de uma exposição<br />
do artista Vik Muniz no Museu Oscar Niemeyer<br />
em Curitiba, realizada em 2009/2010, sobre o processo e<br />
o resultado das construções das imagens de Vik Muniz e<br />
sobre a receptividade da obra deste artista pelo público.<br />
Observando este texto e a Figura 1, considera-se como<br />
análise da obra do artista Vik Muniz<br />
A) a existência de uma preocupação com a produção<br />
em série de objetos de consumo no campo das artes.<br />
B) a demonstração das condições de criação artística e<br />
sua problemática.<br />
C) a evidência da escassez de recursos naturais para produção<br />
artística.<br />
D) a aproximação da leitura de obras de arte por meio<br />
de imagens e de processos reconhecíveis e compreensíveis<br />
pelo observador.<br />
E) um distanciamento da produção de arte contemporânea<br />
brasileira do público em geral.<br />
Questão 17<br />
“Corpos vivos, não indiferentes à dor e ao prazer e que<br />
não deixam indiferentes o observador, foram tema privilegiado<br />
do Romantismo. No lugar do corpo ereto, escultórico,<br />
do neoclássico, o corpo romântico se torce e contorce.”<br />
Fonte: COELHO, Teixeira. Romantismo: a arte do entusiasmo. São Paulo: MASP, 2010. p. 91.<br />
Observando as informações do texto e as imagens de<br />
obras de arte a seguir, a pintura que corresponde ao período<br />
do Romantismo nas artes visuais é a<br />
Figura 1 – DAVID, Jacques Louis. O juramento dos Horácios. 1784.<br />
Óleo sobre tela: color.; 330 x 425 cm. Museu do Louvre, Paris.<br />
El Louvre: La pintura europea. Paris: Editions Scala, 1993, p. 102.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Figura 2 – DÜRER, Albrecht. Autorretrato. 1498. Óleo sobre<br />
madeira: color.; 52 x 41 cm. Museu do Prado, Madri.<br />
TARABRA, Daniela. Museu do Prado: Madri, Coleção Folha grandes museus do mundo.<br />
Rio de Janeiro: Mediafashion, 2009, p.27.<br />
Figura 3 – GREUZE, Jean-Baptiste. Retrato de Claude-<br />
-Henri Watelet. 1763. Óleo sobre tela: color.; 115 x 88 cm.<br />
Museu do Louvre, Paris.<br />
El Louvre: La pintura europea. Paris: Editions Scala, 1993, p. 92.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Figura 4 – DELACROIX, Eugène. A liberdade guiando o povo. 1830. Óleo<br />
sobre tela: color.; 260 x 325 cm. Museu do Louvre, Paris.<br />
Eugène Delacroix: Coleção Folha Grandes mestres da Pintura. Barueri, SP: Editorial Sol 90, 2007, p.55.<br />
Figura 5 – COURBET, Gustave. As joeireiras. 1853. Óleo sobre<br />
tela: color.; 131 x 167 cm. Museu de Belas-Artes, Nantes. Fonte:<br />
CANTELE, Bruna Renata. Arte, etc. e tal... São Paulo: IBEP, v. 3,<br />
p. 261.<br />
A) figura 1.<br />
B) figura 2.<br />
C) figura 3.<br />
D) figura 4.<br />
E) figura 5.<br />
11
Texto para as questões 18 a 20<br />
12<br />
Facebook, o novo espelho de Narciso<br />
As mulheres estão se tornando maioria nas redes interativas;<br />
a vaidade e a necessidade de afirmação da identidade<br />
podem explicar o interesse feminino por esse recurso<br />
tecnológico.<br />
As mulheres gastam mais do que o dobro do tempo<br />
dos homens no Facebook: três horas por dia, enquanto eles<br />
gastam uma hora, em média. Entrar na rede social é a primeira<br />
ação diária de muitas delas, antes mesmo de irem ao<br />
banheiro ou escovarem os dentes. Uma atividade cumprida<br />
como um ritual todos os dias – e noites. Em um estudo,<br />
21% admitiram que se levantam durante a noite para<br />
verificar se receberam mensagens. Dependência? Cerca de<br />
40% delas já se declaram, sim, dependentes da rede. Elas<br />
são a maioria não só no Facebook (onde representam 57%<br />
dos usuários); também têm mais contas do que os homens<br />
em 84% dos 19 principais sites de relacionamentos.<br />
[...]<br />
Mais do que procurar uma resposta fácil, cabe, antes,<br />
compreender por que a autorrepresentação é mais importante<br />
para as mulheres que para os homens. Historicamente<br />
as representações femininas foram fabricadas por<br />
motivações sociais diversas: míticas, religiosas, políticas,<br />
patriarcais, estéticas, sexuais e econômicas. E, há mais de<br />
vinte séculos, essa fabricação esteve sob o poder masculino.<br />
As mulheres não produziam suas próprias imagens,<br />
eram retratadas.<br />
Em obras de arte célebres vemos inúmeras Vênus<br />
adormecidas, (como as de Giorgione, 1509; Ticiano,<br />
1538 e Manet, 1863); Madonas castas (nas imagens<br />
religiosas das catedrais católicas como as pintadas por<br />
Giotto, no século13, e Botticelli, no 15) ou mulheres<br />
burguesas no espaço doméstico cuidando da cozinha e<br />
da educação dos filhos (como as pintadas por Rapin e<br />
Backer no século 19). Eram cenas “pedagógicas”, que ensinavam<br />
o valor da maternidade, da castidade, da beleza<br />
e da passividade. [...]<br />
ANCHIETA, Isabelle. Facebook, o novo espelho de Narciso. Revista Mente e Cérebro.<br />
Disponível em:. Acesso em: 23 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 18<br />
Segundo Reid, uma comunidade discursiva pode ser entendida<br />
como um grupo que compartilha um conjunto<br />
de objetivos e valores. Esse conjunto de valores permite<br />
ao leitor construir sentidos de acordo com os mecanismos<br />
específicos daquela comunidade. Assim, analisando<br />
o texto Facebook, o novo espelho de Narciso, pode-<br />
-se concluir que a comunidade discursiva, a que o texto<br />
está destinada,<br />
A) emprega a nova tecnologia de comunicação desenvolvida<br />
e a utiliza como forma de se autorrepresentar.<br />
B) deprecia os meios de expressão artísticos desenvolvidos<br />
dos séculos XII e XV.<br />
C) reitera determinadas representações do feminino rea-<br />
lizadas, perpetuando uma visão de mundo.<br />
D) relaciona os mitos da antiguidade clássica com as novas<br />
tecnologias, mudando a perspectiva adotada.<br />
E) aproveita as novas tecnologias de informação para<br />
divulgar as diferenças de gênero.<br />
Questão 19<br />
Considerando que os efeitos de sentido de um texto podem<br />
ser compartilhados por determinada comunidade<br />
discursiva, analise as proposições apresentadas e assinale<br />
aquela em que se apresentam as ideias que podem ser<br />
compartilhadas por meio da leitura do texto.<br />
A) Os homens utilizam, mas não gostam do Facebook.<br />
B) As mulheres visualizam apenas o perfil dos homens<br />
no Facebook.<br />
C) As obras de arte retratam apenas a passividade das<br />
mulheres.<br />
D) As mulheres podem se autorrepresentar por meio do<br />
Facebook.<br />
E) O Facebook é uma ferramenta pedagógica.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 20<br />
Considerando-se o suporte de publicação e dos elementos<br />
que estruturam o texto, a saber, o uso da linguagem<br />
formal e o tom objetivo com que as ideias são apresentadas,<br />
pode-se considerar que Facebook, o novo espelho<br />
de Narciso se enquadra nas características pertencentes<br />
a um texto do gênero<br />
A) ensaio.<br />
B) diário de viagem.<br />
C) carta do leitor.<br />
D) divulgação científica.<br />
E) conto.<br />
Questão 21<br />
“E apontou para os brancos vapores que passavam ainda<br />
envolvidos nas sombras pálidas da noite.<br />
– Peri ia buscar.<br />
– A nuvem? Perguntou a moça admirada.<br />
– Sim, a nuvem.<br />
Cecília pensou que o índio tinha perdido a cabeça; ele<br />
continuou<br />
– Somente como a nuvem não é da terra e o homem<br />
não pode tocá-la, Peri morria e ia pedir ao Senhor do céu<br />
a nuvem para dar a Ceci.<br />
Estas palavras foram ditas com a simplicidade com<br />
que fala o coração.<br />
A menina, que um momento duvidara da razão de<br />
Peri, compreendeu toda a sublime abnegação, toda a delicadeza<br />
de sentimento dessa alma inculta.”<br />
ALENCAR, José de. O guarani. 20. ed., São Paulo: Ática, 1996. p. 35.<br />
A análise temática do fragmento da obra de José de<br />
Alencar permite inferir que a prosa romântica indianista<br />
representou o indígena com base em uma perspectiva<br />
mais idealizada. Essa idealização materializa-se linguisticamente,<br />
no texto apresentado,<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
A) apenas pela descrição bucólica que compõe a cena<br />
descrita.<br />
B) pela expressão da necessidade de buscar as nuvens,<br />
sugerida por Cecília, como um ato de fuga da realidade.<br />
C) pela junção das características do homem civilizado<br />
com a astúcia e agilidade do índio.<br />
D) pela representação do selvagem como um ser dotado<br />
de sentimentos cruéis em relação aos brancos.<br />
E) pela existência de uma atmosfera obscura representada<br />
pelos brancos vapores na pálida noite.<br />
Questão 22<br />
Considerando que as manifestações literárias se constituem<br />
em representações artísticas que não ocorrem de<br />
forma isolada, mas são compartidas por outras formas<br />
de expressão, analise a imagem a seguir e assinale a alternativa<br />
que melhor define uma das características do<br />
movimento romântico representado pelo pintor alemão<br />
Caspar David Friedrich:<br />
FRIEDRICH, Caspar David. Monk by the Sea, (1809) Oil on canvas, 110 x 172 cm.<br />
A) O isolamento do homem angustiado frente a uma<br />
realidade frustrante.<br />
B) A exaltação da natureza.<br />
C) A dúvida existencial do ser humano, dividido entre a<br />
religião e a ciência.<br />
D) A idealização do ser amado.<br />
E) A representação da nova terra, lugar ideal, exótico e<br />
desconhecido.<br />
13
Questão 23<br />
A dança é tão antiga quanto a própria história do ser<br />
humano. Seus primeiros registros provêm de pinturas<br />
e esculturas gravadas nas pedras da Pré-História.<br />
A dança tem significados e faz parte da vida do ser<br />
humano como representação de emoções, ações, expressões<br />
e desejos e na comunicação significativa de<br />
uma cultura. No Brasil, pelo seu tamanho e pela diversidade<br />
cultural, existem muitos ritmos regionais,<br />
como, por exemplo,<br />
A) o samba, ritmo brasileiro mais famoso na música e<br />
na dança, popular em todo o país, em especial na Região<br />
Sudeste.<br />
B) o vanerão, que possui letras de protesto e é oriunda<br />
dos estados do Paraná e de Santa Catarina.<br />
C) o forró, que é herdeiro da música caipira e típico das<br />
regiões Nordeste, Sul e Sudeste.<br />
D) o xaxado, dança típica do Rio Grande do Sul e muito<br />
apreciada em festas populares por todo o país.<br />
E) o axé, que possui um rico visual de cores, tem origem<br />
e é muito praticado na Região Norte.<br />
Questão 24<br />
Na década de 1960, a produção musical no Brasil estava<br />
muito estimulada pelas influências dos instrumentos<br />
eletrônicos e também pela criação de festivais de música<br />
que ampliavam a visibilidade de compositores e intérpretes.<br />
O país também contava com uma expansão cultural,<br />
que principalmente nos grandes centros urbanos<br />
teve um aumento da população jovem frequentando<br />
universidades, lendo suplementos de artes em jornais e<br />
passando a engajar-se em discussões sobre cultura e a<br />
realidade do país. Neste contexto, um grupo de músicos,<br />
formado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os<br />
Mutantes, Tom Zé, Torquato Neto, Capinam e o maestro<br />
14<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Rogério Duprat, batizou um movimento cultural brasileiro<br />
com base em um álbum musical lançado em 1968.<br />
Considerado um manifesto radical que se opunha ao<br />
conservadorismo musical das canções de protesto, esse<br />
movimento é conhecido como<br />
Figura 1 – Capa do ábum Tropicália ou Panis et Circencis, 1968. LP.<br />
Fonte: Disponível em .<br />
Acesso em: 29 mar. <strong>2011</strong>.<br />
A) Jovem Guarda.<br />
B) Bossa Nova.<br />
C) Nova MPB.<br />
D) Pop Rock.<br />
E) Tropicália.<br />
Questão 25<br />
“Numa estranha mistura de tradição e tecnologia,<br />
Signac retrata uma cena mergulhada em luz, de inspiração<br />
monumental. Os próprios gestos das duas mulheres equilibram<br />
ambos os universos: por um lado, tão verdadeiros<br />
e serenos; por outro, mecânicos como os de uma engrenagem<br />
industrial.”<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
BARTOLENA, Simona. Museu D’Orsay: Paris. Rio de Janeiro: Mediafashion, 2009, p. 92.<br />
Figura 1 – SIGNAC, Paul. Mulheres no poço. 1892. Óleo sobre<br />
tela: color, 195 x 131 cm, Museu D’Orsay, Paris. Fonte: BARTO-<br />
LENA, Simona. Museu D’Orsay: Paris. Rio de Janeiro: Mediafashion,<br />
2009, p.92.<br />
Figura 2 – SIGNAC, Paul. Mulheres no poço. (detalhe) 1892.<br />
Óleo sobre tela: color, 195 x 131 cm, Museu D’Orsay, Paris. Fonte:<br />
BARTOLENA, Simona. Museu D’Orsay: Paris. Rio de Janeiro:<br />
Mediafashion, 2009, p.92.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Ao final do século XIX, este artista produziu sua obra<br />
aplicando as cores de uma maneira considerada científica,<br />
pois utilizava a mistura óptica. O texto e as figuras 1<br />
e 2 reforçam a característica da proposta desse artista e<br />
que pode também ser encontrada nas obras de outros,<br />
como Georges Seurat, que com ele expressaram-se por<br />
meio do<br />
A) Expressionismo.<br />
B) Pontilhismo.<br />
C) Abstracionismo.<br />
D) Realismo.<br />
E) Surrealismo.<br />
Texto para as questões 26 a 28<br />
O futuro da nova geração<br />
Na próxima vez em que seus pais lhes falarem que eles<br />
começaram do zero, digam que eles tiveram muita sorte.<br />
Vocês começarão com muito menos do que zero, pois irão<br />
começar com uma dívida de quase meio milhão de reais<br />
por casal. Quando seus pais lhes contarem que na época<br />
deles tudo era muito mais difícil, peçam a eles que leiam<br />
novamente este artigo. Quando seus pais nasceram, a população<br />
mundial era de somente 2 bilhões de habitantes.<br />
Enquanto eles pregavam o amor livre, em vez da paternidade<br />
responsável, nasceram mais 4 bilhões de criaturas<br />
para competir com vocês. Até hoje, discutir paternidade<br />
responsável é considerado politicamente incorreto no Brasil.<br />
Na época de seus pais, pagava-se somente 5 a 15 dólares<br />
o barril de petróleo; agora vocês terão de pagar de 50 a<br />
100 dólares. Isso eles delicadamente sempre se esquecem<br />
de mencionar.<br />
Na época de seus pais, a carga tributária era de somente<br />
15% do PIB. Eles podiam gastar 85% de tudo o que ganhavam,<br />
podiam viajar para a Disney com toda a família, tirar<br />
férias e trabalhar das 9 até as 17 horas. Agora, graças à opção<br />
ou omissão deles, a carga tributária já chega a 45% do PIB<br />
e vocês poderão gastar no máximo 55% do que ganharem.<br />
15
O crime organizado não paga impostos, por isso o governo<br />
só recebe 40% do PIB, mas vocês pagarão 45% do que ganham.<br />
A mãe não precisava trabalhar fora porque a renda do<br />
pai dava para sustentar a família. Hoje, em vez de cuidar da<br />
educação moral dos filhos, sua futura esposa certamente terá<br />
de trabalhar duro para ajudar no sustento da casa. O pior é que<br />
boa parte do que ela ganhar será para pagar os impostos e as<br />
alíquotas que seus pais criaram ou deixaram criar. A velha geração<br />
também criou esta dívida pública interna de 1 trilhão de<br />
reais que vocês terão de pagar, com juros de 19% ao ano. [...]<br />
KANITZ, Stephen. O futuro da nova geração.<br />
Disponível em: . Acesso em: 23 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Questão 26<br />
Em artigos de opinião, além de expor seu ponto de vista,<br />
o autor deve sustentá-lo por meio da apresentação de<br />
informações que constituem uma base argumentativa<br />
que seja coerente para os interlocutores. Sabendo disso,<br />
analise as proposições apresentadas, avaliando a intenção<br />
do autor ao utilizá-las.<br />
A) “Na próxima vez em que seus pais lhes falarem que<br />
eles começaram do zero, digam que eles tiveram<br />
muita sorte”, proposição apresentada para indicar a<br />
que público se destina o texto: apenas os adolescentes<br />
que têm problemas familiares.<br />
B) “Enquanto eles pregavam o amor livre, em vez da paternidade<br />
responsável, nasceram mais 4 bilhões de<br />
criaturas para competir com vocês” indica a necessidade<br />
de ampliar o mercado de consumidor, pois há<br />
um crescimento substancial da população mundial.<br />
C) “Hoje, em vez de cuidar da educação moral dos filhos,<br />
sua futura esposa certamente terá de trabalhar duro<br />
para ajudar no sustento da casa” revela a intencionalidade<br />
do texto: mudar o comportamento social no<br />
que se refere à educação dos filhos.<br />
D “Na época de seus pais, pagava-se somente 5 a 15 dólares<br />
o barril de petróleo; agora vocês terão de pagar de 50<br />
a 100 dólares” objetiva demonstrar que o cenário econômico<br />
está menos favorável para as novas gerações.<br />
E) “Isso eles delicadamente sempre se esquecem de<br />
mencionar” refere-se ao cuidado que os pais tiveram<br />
em manter os filhos, que pertencem à nova geração,<br />
a salvo das dificuldades econômicas, ambientais e sociais<br />
a que eles estiveram expostos.<br />
16<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 27<br />
Ao considerar que o texto de opinião busca persuadir o<br />
leitor sobre determinada ideia ou ponto de vista, é correto<br />
afirmar que o texto apresentado defende a tese de<br />
que<br />
A) a geração que pregava o amor livre não pode ser culpada<br />
pelos impactos sociais vividos atualmente.<br />
B) as novas gerações precisam se responsabilizar pelos<br />
impactos sociais causados pela geração anterior.<br />
C) o cenário mundial mudou para pior e as gerações<br />
passadas não foram responsabilizadas por isso.<br />
D) a antiga geração deve ser punida pelos impactos por<br />
ela produzidos.<br />
E) o futuro da nova geração está garantido por conta da<br />
atuação consciente das gerações anteriores.<br />
Questão 28<br />
Considerando os diferentes efeitos de sentido expressos<br />
no texto pelo uso das diferentes vozes do verbo, assinale<br />
a proposição que apresenta a correta explicação em relação<br />
ao seu uso.<br />
A) “Isso eles delicadamente sempre se esquecem de mencionar”<br />
– voz reflexiva – expressa a ideia de que foram<br />
os pais que praticaram e sofreram a ação descrita.<br />
B) “Vocês começarão com muito menos do que zero” –<br />
voz ativa – enfatiza o papel de protagonistas que a<br />
nova geração terá que assumir para reverter a situação.<br />
C) “Eles podiam gastar 85% de tudo o que ganhavam“ –<br />
voz passiva – ressalta para o leitor o quanto que era<br />
gasto pela geração anterior.<br />
D) “Na época de seus pais, pagava-se somente 5 a 15 dólares<br />
o barril de petróleo” – voz ativa – destaca o valor<br />
pago e não o agente que desempenha a ação de pagar.<br />
E) “Quando seus pais nasceram, a população mundial era<br />
de somente 2 bilhões de habitantes” – voz reflexivarecíproca<br />
– expressa a ideia de que a ação de nascer<br />
foi sofrida mutuamente pelos pais.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Texto para as questões 29 a 30<br />
[...]<br />
Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta.<br />
Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua<br />
vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está<br />
um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau<br />
espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que<br />
bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas.<br />
Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.<br />
Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha<br />
embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na<br />
face do desconhecido.<br />
De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da<br />
espada, mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na<br />
religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e<br />
amor. Sofreu mais d’alma que da ferida.<br />
O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não<br />
o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba,<br />
e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara.<br />
A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva<br />
o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a<br />
flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando<br />
consigo a ponta farpada. O guerreiro falou:<br />
— Quebras comigo a flecha da paz?<br />
— Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem<br />
de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca<br />
viram outro guerreiro como tu?<br />
— Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das<br />
terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.<br />
— Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras,<br />
senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de<br />
Iracema. [...]<br />
ALENCAR, José de. Iracema. 24. ed. São Paulo: Ática, 1991.<br />
Questão 29<br />
Tomando como base as ideias expressas no fragmento<br />
do romance de José de Alencar, é possível inferir, por<br />
meio da temática desenvolvida e do espaço representado,<br />
em que tipo de produção narrativa romântica se<br />
insere a obra. Analise o fragmento atentamente e avalie<br />
as alternativas apresentadas, assinalando aquela que<br />
melhor corresponde às características do romance.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
A) Romance urbano – apresenta a chegada do europeu<br />
às terras dos tabajaras.<br />
B) Romance indianista – retrata de forma idealizada o<br />
índio brasileiro e o processo de encontro de duas civilizações<br />
distintas.<br />
C) Romance regionalista – aborda as questões sociais<br />
referentes ao processo de miscigenação e mescla racial<br />
no Brasil Colônia.<br />
D) Romance psicológico – perscruta as motivações íntimas<br />
que levam o indivíduo a atuar de determinada<br />
forma na sociedade.<br />
E) Romance gótico – ambientado em um entorno exótico,<br />
representa uma reação contra o racionalismo burguês.<br />
Questão 30<br />
A leitura do fragmento do romance de José de Alencar<br />
permite ao leitor construir algumas ideias em relação<br />
aos procedimentos estéticos adotados pelos escritores<br />
românticos. Analise as proposições a seguir e assinale a<br />
alternativa que apresenta os efeitos de sentido passíveis<br />
de serem inferidos.<br />
A) Observa-se por meio da análise da narrativa que o romance<br />
romântico pode ser considerado como um<br />
procedimento de busca da fundação da nacionalidade,<br />
reconstruindo um passado histórico que procura transcender<br />
o choque provocado pelo processo da conquista.<br />
B) Percebe-se que o uso excessivo de adjetivos se constitui<br />
em um exemplo da linguagem adotada pelos<br />
escritores românticos que buscavam representar,<br />
subjetivamente, suas angústias existenciais por meio<br />
da exaltação das qualidades do indígena.<br />
C) Por não estarem de acordo com a realidade em que<br />
estavam inseridos, os escritores românticos exilavam-<br />
-se em mundos exóticos e impossíveis, retratando, de<br />
forma hipotética e deslumbrada, realidades paralelas<br />
àquela por eles vivida.<br />
D) A representação do feminino no fragmento apresentado<br />
permite inferir que no movimento romântico<br />
predominou a exaltação da força e violência feminina,<br />
expressa no fragmento pela capacidade de Iracema<br />
em acertar uma flechada no guerreiro branco.<br />
E) Tomando como base a leitura do fragmento apresentado,<br />
percebe-se que a estética romântica priorizou<br />
a apresentação de motivos violentos e exaltação dos<br />
procedimentos de guerra dos indígenas.<br />
17
Questão 31<br />
Prefácio da décima terceira edição<br />
Em seis anos divulgaram-se cerca de seis mil exemplares<br />
da Retirada da Laguna da última edição impressa.<br />
Mostra tal fato quanto os leitores brasileiros se interessam<br />
pela história pungentíssima deste episódio da Guerra<br />
do Paraguai, que figura entre as mais belas e notáveis coisas<br />
da tradição de nosso país.<br />
Razão de sobra lhes assiste: não receia ele confronto<br />
com os mais elevados feitos dos anais militares das nações<br />
do Ocidente.<br />
É que poucas tropas – com tamanha intrepidez e espírito<br />
de abnegação patriótica – sofreram o que suportaram<br />
os nossos soldados da Constância e do Valor. A esta edição<br />
anexei três documentos honrosíssimos para o autor da Retirada<br />
da Laguna e sua obra (ver pág. 12). É o primeiro a<br />
carta pela qual Caxias lhe agradece a oferta de um exemplar<br />
da Retirada, manifestando-lhe o seu louvor ao livro e<br />
o apreço em que tinha o seu autor. Assim, mais uma vez<br />
e mais largamente se divulga uma das vozes mais antigas<br />
de aplauso que a narrativa xenofôntica mereceu. De que<br />
prestígio se reveste este depoimento!<br />
18<br />
TAUNAY, Alfredo D’Escragnolle, Taunay, Visconde de. A retirada da Laguna -<br />
episódio da Guerra do Paraguai. São Paulo: Ediouro, 1994. s/p.<br />
Ao ler o fragmento do prefácio da obra de Taunay, sobre<br />
o famoso episódio que ficou conhecido como a Retirada<br />
da Laguna, é correto afirmar que, no tocante às relações de<br />
sentido expressas,<br />
A) a apresentação de documentos e fontes históricas é<br />
um procedimento constante da estética romântica<br />
que busca documentar todos os fatos que são narrados<br />
ficcionalmente.<br />
B) o autor faz um resgate do episódio da Laguna como<br />
meio de exaltar a Pátria e a tradição histórica do país,<br />
cujo propósito é produzir narrativas fundadoras de<br />
uma nacionalidade.<br />
C) a linguagem impessoal e as constantes referências ao<br />
leitor são uma das estratégias que evidenciam o grau<br />
de subjetividade que a prosa romântica alcançou.<br />
D) na proposição “Razão de sobra lhes assiste”, o autor<br />
faz menção ao fato de que as nações do Ocidente<br />
não conhecem o episódio da Guerra do Paraguai que<br />
motivou a escrita do texto.<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
E) o texto de Taunay realiza uma exaltação dos soldados<br />
brasileiros e dialoga com o terceiro momento da<br />
produção romântica, mais centrada nas ideologias<br />
abolicionistas e republicanas.<br />
Questão 32<br />
Nos Estados Unidos, a campanha contra a obesidade<br />
infantil, promovida pela primeira-dama Michelle Obama,<br />
deu uma reviravolta pessoal quando a esposa do presidente<br />
americano descobriu que o índice de massa corporal<br />
(IMC) de suas filhas registrou uma “alta assustadora”, segundo<br />
ela mesma escreveu em seu site. “Eu não sabia direito<br />
o que era o IMC”, admitiu. “E com certeza não sabia<br />
que mesmo uma pequena elevação do IMC pode ter sérias<br />
consequências para a saúde da criança”, acrescentou, recomendando<br />
que todos os pais procurem se informar sobre<br />
o peso de seus filhos.<br />
O IMC é um indicativo simples e eficaz que classifica<br />
o indivíduo em relação ao seu peso e à altura corporal,<br />
enquadrando-o nos seguintes padrões: abaixo do peso,<br />
peso ideal, acima do peso e obeso. Nas academias e em<br />
consultórios de médicos e nutricionistas, além do cálculo<br />
do IMC, são realizadas avaliações mais completas como o<br />
de percentual de gordura corporal, estabelecido por meio<br />
das medidas de algumas dobras cutâneas. Em relação a estes<br />
testes, podemos afirmar que<br />
A) ambos são importantes, pois apresentam resultados<br />
que podem ajudar a elaborar um treinamento individualizado,<br />
de acordo com o objetivo escolhido.<br />
B) só o IMC já é um teste completo e suficiente para estabelecer<br />
se o indivíduo está gordo ou não.<br />
C) nenhum dos testes mencionados contribui significativamente<br />
para classificar um indivíduo como obeso<br />
ou não, pois são falhos e não são executados em laboratórios<br />
específicos.<br />
D) contribuem para diagnosticar se a pessoa possui uma<br />
boa qualidade de vida e uma alimentação saudável,<br />
sendo o IMC mais completo em relação ao percentual<br />
de gordura corporal, que se utiliza da relação do<br />
peso com a altura do indivíduo.<br />
E) só o percentual de gordura é realmente importante,<br />
pois o IMC baseia-se apenas na altura do indivíduo,<br />
sendo os baixinhos mais prejudicados.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Questão 33<br />
O espetáculo “Botânica”, do grupo Momix, sendo<br />
seu criador o coreógrafo Moses Pendleton, apresenta movimentos<br />
inspirados na observação do próprio jardim do<br />
artista. Nesta apresentação, o movimento dos bailarinos<br />
é inspirado nas plantas, o uso de ventiladores gigantes<br />
marcam a presença da brisa, o figurino de bailarinas é trabalhado<br />
para sugerir, por exemplo, a imagem de uma teia<br />
de aranha, as luzes reforçam o contraste criado no palco.<br />
Numa entrevista, seu criador comenta: “Os brasileiros<br />
saberão como ninguém apreciar o nosso show. Botânica é<br />
como um passeio ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro,<br />
um dos mais lindos que já vi. Quero que o público vá ao<br />
teatro para tomar contato com a experiência mais sensacional<br />
da vida: o crescimento das coisas”. (...) e coloca<br />
também, como registrava suas ideias para sua criação deste<br />
espetáculo: “Desenho verbalmente. Não faço esboços<br />
convencionais de movimentos ou figurinos. Descrevo, da<br />
forma mais poética possível, um retrato, uma cena.”<br />
GRAÇA, Eduardo. Dançando com os girassóis. Bravo. São Paulo: Editora Abril, out/2010, p. 41 e 42.<br />
Figura 1 – Cena do espetáculo “Botânica” do grupo Momix.<br />
Um espetáculo, como o descrito, demonstra, além da temática<br />
da natureza,<br />
A) a combinação entre diferentes linguagens artísticas<br />
em sua concepção e execução.<br />
B) a necessidade de um registro estritamente autobiográfico<br />
pelo seu idealizador.<br />
C) uma maneira de confrontar artes visuais e coreográficas<br />
num espetáculo musical.<br />
D) uma pesquisa extensa do elemento cor relacionado à<br />
pintura acadêmica.<br />
E) uma preocupação com a separação entre teatro e<br />
dança.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Questão 34<br />
Picasso<br />
Metropolitan de Nova Iorque homenageia o grande<br />
gênio da pintura com mostra que percorre toda sua produção<br />
e inclui obras nunca expostas.<br />
“(...) A mostra pretende exibir as múltiplas personalidades<br />
de um artista que fez o que poucos conseguiram fazer<br />
pela arte moderna. Revolucionário, foi um dos mentores<br />
do movimento cubista, divisor de águas no que diz respeito<br />
às práticas de representação tradicionais e modernas. Foi<br />
um dos responsáveis pelas novas formas de pensar o espaço<br />
pictórico, agregando a dimensão temporal à própria pintura<br />
e, principalmente, libertando o objeto de suas formas<br />
naturais rumo a imagens mais desintegradas e complexas.”<br />
PAULA, Priscila de. Picasso: Metropolitan de Nova Iorque homenageia o grande gênio da pintura com<br />
mostra que percorre toda sua produção e inclui obras nunca expostas.<br />
Dasartes. Rio de Janeiro: Editora O Selo, jun. jul. 2010, p. 41 e 42.<br />
Figura 1 – PICASSO, Pablo. O acordeonista. 1911. Óleo sobre<br />
tela: color,130,2 x 89,5 cm. The Solomon R. Guggenheim Museum,<br />
Nova York. Fonte: COTTINGTO.N, David. Cubismo. São<br />
Paulo: Cosac & Naify Edições, 2001, p. 57<br />
19
A Figura 1 ilustra uma das propostas artísticas do pintor<br />
Pablo Picasso. Devido às características apresentadas na<br />
pintura e às colocações expostas no texto, essa obra é<br />
um exemplo de pintura<br />
A) da fase azul do pintor.<br />
B) da fase rosa do pintor.<br />
C) da produção inicial do artista.<br />
D) do cubismo.<br />
E) da fase clássica do pintor.<br />
Texto para as questões 35 e 36<br />
20<br />
Exuberante fauna marinha brasileira<br />
A costa brasileira conta com um número invejável de<br />
espécies, mas há pouco volume de peixes em cada uma e<br />
o equilíbrio ecológico é delicado<br />
Lindomar Fernandes de Lima é pescador e líder comunitário<br />
na Prainha de Canto Verde, no Ceará. Seu depoimento<br />
sobre as atividades pesqueiras do grupo do qual<br />
participa, sempre a bordo de jangadas, é um exemplo vivo<br />
da realidade da pesca no litoral brasileiro. Fica claro que<br />
é necessário elaborar um gerenciamento moderno para o<br />
setor para os próximos anos. E isso não é história de pescador<br />
- é de cientista também.<br />
“Aqui na nossa comunidade a pesca é feita apenas<br />
com barcos a vela, o que já é um sofrimento. Nos últimos<br />
cinco anos, a produção tem caído bastante por causa das<br />
atividades predatórias e dos grandes barcos que vêm do<br />
Rio Grande do Norte e aqui mesmo do Ceará”, relata<br />
Lima. Naquele trecho do litoral, as espécies mais cobiçadas,<br />
além dos crustáceos, são cavala, serra, garoupa, cioba<br />
e pargo.<br />
GERAQUE, Eduardo Augusto. Exuberante Fauna Marinha Brasileira. Revista Sciam.<br />
Disponível em: . Acesso em: 23 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Questão 35<br />
A reportagem, diferente da notícia, caracteriza-se pelo<br />
aprofundamento dos fatos e pelo tratamento mais detalhado<br />
das informações. Um recurso que pode ser utilizado<br />
para atingir esse objetivo é a apresentação de vozes<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
diferentes do autor, cuja função é explicar e oferecer<br />
mais informações ao leitor. Tendo isso em vista, assinale<br />
a opção em que o trecho em destaque se caracteriza<br />
como um depoimento:<br />
A) Lindomar Fernandes de Lima é pescador e líder comunitário<br />
na Prainha de Canto Verde, no Ceará.<br />
B) Seu depoimento sobre as atividades pesqueiras do<br />
grupo do qual participa, sempre a bordo de jangadas,<br />
é um exemplo vivo da realidade da pesca no litoral<br />
brasileiro.<br />
C) Aqui na nossa comunidade, a pesca é feita apenas com<br />
barcos a vela, o que já é um sofrimento.<br />
D) Naquele trecho do litoral, as espécies mais cobiçadas,<br />
além dos crustáceos, são cavala, serra, garoupa, cioba<br />
e pargo.<br />
E) A costa brasileira conta com um número invejável de<br />
espécies, mas há pouco volume de peixes em cada uma<br />
e o equilíbrio ecológico é delicado<br />
Questão 36<br />
Com base nos seus conhecimentos prévios sobre o gênero<br />
depoimento, assinale a opção que melhor explica o<br />
uso da linguagem no texto apresentado.<br />
A) O depoimento utiliza-se da linguagem informal, marcada<br />
por gírias e expressões idiomáticas porque se<br />
trata de uma transcrição do registro oral.<br />
B) A linguagem do depoimento não apresenta diferença<br />
alguma com relação ao registro oral.<br />
C) A linguagem é informal, mas o emprego da norma-<br />
-padrão é seguido.<br />
D) A linguagem é formal, independentemente das características<br />
do falante, pois o texto jornalístico é<br />
sempre padronizado.<br />
E) A formalidade da linguagem é determinada pelo grau<br />
de intimidade entre o depoente e o produtor do texto.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Textos para as questões 37 e 38<br />
TExTO I<br />
Ora, o “tempo” a que remete o discurso, o tempo das<br />
mediações predicativas, é um tempo originariamente social.<br />
Social porque intersubjetivo, social porque habitado pelas<br />
múltiplas relações entre pessoa e pessoa, pessoa e coisa. E<br />
social, em um plano histórico maior, isto é, determinado, de<br />
cada vez, por valores de família, de classe, de status, de partido,<br />
de educação, sobretudo de educação literária, de gosto.<br />
O tempo histórico é sempre plural: são várias as temporalidades<br />
em que vive a consciência do poeta e que, por certo,<br />
atuam eficazmente na rede de conotações do seu discurso.<br />
A lucidez está, aqui, em escolher o tom conotativo que<br />
convém à matéria da intuição.<br />
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, 1977. p.141 -142.<br />
TExTO II<br />
IV<br />
[...]<br />
Era um sonho dantesco... o tombadilho<br />
Que das luzernas avermelha o brilho.<br />
Em sangue a se banhar.<br />
Tinir de ferros... estalar de açoite...<br />
Legiões de homens negros como a noite,<br />
Horrendos a dançar...<br />
Negras mulheres, suspendendo às tetas<br />
Magras crianças, cujas bocas pretas<br />
Rega o sangue das mães:<br />
Outras moças, mas nuas e espantadas,<br />
No turbilhão de espectros arrastadas,<br />
Em ânsia e mágoa vãs!<br />
E ri-se a orquestra irônica, estridente...<br />
E da ronda fantástica a serpente<br />
Faz doudas espirais...<br />
Se o velho arqueja, se no chão resvala,<br />
Ouvem-se gritos... o chicote estala.<br />
E voam mais e mais...<br />
Presa nos elos de uma só cadeia,<br />
A multidão faminta cambaleia,<br />
E chora e dança ali!<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Um de raiva delira, outro enlouquece,<br />
Outro, que martírios embrutece,<br />
Cantando, geme e ri!<br />
Questão 37<br />
ALVES, Castro. Navio negreiro. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Ao analisar os dois textos conjuntamente, percebe-se<br />
que a ideia expressa por Alfredo Bosi em relação à temporalidade<br />
vivida pelo poeta materializa-se na poesia de<br />
Castro Alves por meio<br />
A) da descrição de uma experiência vivida pelo “eu lírico”.<br />
B) do ritmo dos tambores imposto pelo esquema métrico<br />
do poema.<br />
C) da narração de uma grande aventura vivida por um<br />
escravo.<br />
D) da apresentação dos sofrimentos infligidos aos escravos.<br />
E) da imaginação do poeta que cria um mundo surreal.<br />
Questão 38<br />
O poema de Castro Alves tem como ponto de partida<br />
um fato da história nacional – o processo de escravidão.<br />
Ao analisar as relações de sentido construídas no poema,<br />
é correto afirmar que<br />
A) a expressão “sonho dantesco” pode ser considerada<br />
como uma metáfora da grandiosidade e das façanhas<br />
descritas no fragmento.<br />
B) o verso “E ri-se a orquestra irônica, estridente...” refere-se<br />
aos instrumentos musicais usados para o festejo descrito.<br />
C) em “Presa nos elos de uma só cadeia”, o “eu lírico” está<br />
se referindo unicamente às correntes físicas usadas<br />
para aprisionar a multidão.<br />
D) os versos “Se o velho arqueja, se no chão resvala,/<br />
Ouvem-se gritos... o chicote estala” denunciam a impiedade<br />
com que os escravos eram tratados.<br />
E) em “Em sangue a se banhar”, evidencia-se o caráter<br />
trágico insinuado pelo “eu lírico”, que mesmo sem ter<br />
correspondência na realidade, exalta a figura do negro.<br />
21
Questão 39<br />
Figura 1– DIAS, Rogério. Projeto “Arte na Faixa”, 2010. Curitiba.<br />
Figura 2 – VIRIATO, Edilson. Projeto “Arte na Faixa”, 2010. Curi-<br />
tiba.<br />
Figura 3 – LAS, Andreia. Projeto “Arte na Faixa”, 2010. Curitiba.<br />
22<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Arte na faixa foi um projeto realizado em setembro de<br />
2010 na cidade de Curitiba, envolvendo instituições públicas<br />
e artistas, para chamar a atenção sobre questões<br />
de convivência nas cidades. Diversos artistas fizeram interferências<br />
nas faixas para pedestres nas ruas da cidade.<br />
Rogério Dias, Edilson Viriato e Andreia Las foram alguns<br />
deles. Nesse caso, os artistas e o projeto expressaram<br />
como temática<br />
A) a técnica que prevalece à expressão do artista.<br />
B) uma preocupação com o trânsito, principalmente<br />
com o hábito de pedestres de se atravessar na faixa<br />
de segurança.<br />
C) uma valorização individual do artista e de sua obra.<br />
D) apropriação e desrespeito ao patrimônio público.<br />
E) a convivência entre artistas e projetos.<br />
Questão 40<br />
A Pop Art é uma proposta artística que, a partir da<br />
década de 1950, buscou utilizar como expressão elementos<br />
da cultura popular ocidental, principalmente<br />
norte-americana. Símbolos de propagandas e publicidade<br />
em geral, imagens de ídolos, fotografias, quadrinhos<br />
são utilizados e explorados nas obras, buscando,<br />
de forma irônica, chamar a atenção sobre o cotidiano<br />
da sociedade de consumo. Nesta obra de Andy Warhol,<br />
a composição segue<br />
Figura 1 – WARHOL, Andy. Cow Wallpaper. 1966. Serigrafia sobre<br />
papel, color: 116,8 x 71,1 cm. The Andy Warhol Museum,<br />
Pittsburg.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
A) a superposição de formas para gerar profundidade.<br />
B) uma montagem utilizando equilíbrio assimétrico.<br />
C) o critério de ritmo na repetição do elemento.<br />
D) regras de perspectiva com um ponto de fuga.<br />
E) o uso de tons complementares para gerar contraste.<br />
Texto para as questões 41 e 42<br />
Diário de viagem (ao comunismo Daslu)<br />
DE PEQUIM<br />
É minha primeira viagem à China. Desembarco no<br />
aeroporto de Pequim, ampliado para os Jogos Olímpicos<br />
de 2008. É colossal, como convém a um país de 1,3 bilhão<br />
de habitantes, mas que é apenas o terceiro destino turístico<br />
do planeta, atrás da comparativamente minúscula França<br />
e dos EUA.<br />
Tão colossal que me fez lembrar uma piadinha que<br />
os jornalistas contávam anos atrás a respeito do então<br />
governador mineiro Newton Cardoso. Logo que eleito,<br />
“Newtão”, como era chamado, foi levado a dar uma volta<br />
de avião pelo Estado que governaria.<br />
O avião ainda nem havia atingido altitude de cruzeiro,<br />
e o governador já perguntava: “Onde estamos agora?”.<br />
Resposta da assessoria: “Sobrevoando Minas, governador”.<br />
O avião ganha mais altura, e Newton Cardoso quer<br />
de novo saber por onde andava. “Em Minas, governador”,<br />
respondem.<br />
E ele: “Puxa, sabia que Minas era grande, mas não<br />
sabia que era tão alta”.<br />
Pois é, Pequim é grande e é alta também. Uma coleção<br />
formidável de espetos de concreto, vidro e acrílicos<br />
fincados ao longo do percurso aeroporto/centro lhe dão<br />
aparência de São Paulo ou Nova York, mas com menos<br />
rugas (da idade ou da sujeira) no rosto. Norton Rapesta,<br />
o diplomata que cuida, no Itamaraty, dos seminários para<br />
empresários estrangeiros, conta que quando veio à China<br />
pela primeira vez, em 1994, boa parte dos prédios de agora<br />
ainda estavam sendo construídos ou nem estavam na<br />
prancheta.<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
O que significa que, embora seja milenar, a China,<br />
esta China, é paradoxalmente mais moderna que as jovens<br />
São Paulo ou Nova York. No aeroporto, o grande cartaz<br />
que anuncia a inspeção (alfandegária ou sanitária) é encimado<br />
pela estrelinha vermelha que decora também a bandeira<br />
do país e o quepe dos soldados. Lembra o exército<br />
(vermelho) que ganhou a guerra civil do século passado,<br />
desdobrada em dois períodos (1927-1937 e 1946-1949).<br />
Lembra também que o país é nominalmente comunista<br />
desde a vitória das tropas de Mao Tsé-tung.<br />
Mas, no percurso do aeroporto ao hotel, relativamente<br />
próximo à praça da Paz Celestial, a sensação nítida é a de<br />
que foi o capitalismo que ganhou a guerra. Há um Starbucks<br />
em cada esquina e a proliferação de grifes faz a rua<br />
Oscar Freire, em São Paulo, parecer o Jardim Ângela, com<br />
todo o respeito por ambos.<br />
O que o Ocidente chama de massacre, a China oficial<br />
chama de “os incidentes”. Ponto, parágrafo.<br />
Não há grife global reluzente que não tenha uma loja<br />
em Pequim – ou mais de uma. É aqui que se vendem mais<br />
carros Audi do que em qualquer outro lugar do planeta.<br />
Questão 41<br />
ROSSI, Clóvis. Diário de viagem (Ao Comunismo Daslu). Folha.com.<br />
Disponível em: . Acesso em: 23 abr. <strong>2011</strong>.<br />
Conforme os pressupostos bakhtinianos, os gêneros<br />
textuais são ações humanas que empreendemos com a<br />
linguagem, partindo de um lugar sócio-historicamente<br />
determinado. As atividades sociais com a linguagem determinam<br />
os gêneros textuais, de forma que, ao materializar<br />
o discurso, representem a esfera que os produziram.<br />
Com base nesses pressupostos, pode-se afirmar que o<br />
texto Diário de viagem (ao comunismo Daslu), pertence<br />
à esfera<br />
A) artística.<br />
B) publicitária.<br />
C) jornalística.<br />
D) escolar.<br />
E) comercial.<br />
23
Questão 42<br />
Considerando a tessitura textual do diário de viagem<br />
apresentado, percebe-se o uso de referências anafóricas,<br />
isto é, o autor espera que o leitor identifique a que se<br />
referem determinados elementos ou expressões, construindo<br />
o sentido. Analise a expressão sublinhada e indique<br />
a que elemento ela se refere.<br />
“O que o Ocidente chama de massacre, a China oficial<br />
chama de “os incidentes”.<br />
A) Ao mundo árabe em rebelião.<br />
B) Ao manifestante enfrentando um tanque.<br />
C) À sobrevivência de Mao Tsé-tung.<br />
D) Ao massacre ocorrido no Ocidente.<br />
E) Às consequências da repressão de 1989, ocorrida na<br />
China.<br />
Questão 43<br />
Segundo Koch (2006), “a intertextualidade stricto sensu<br />
ocorre quando, em um texto, está inserido outro texto<br />
(intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da<br />
memória social de uma coletividade ou da memória discursiva<br />
dos interlocutores. Analise os textos a seguir e<br />
marque a alternativa que apresenta uma relação textual<br />
temática com o poema de Castro Alves.<br />
A)<br />
24<br />
© Shutterstock/africa 924<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
B) O Navio Negreiro<br />
‘Stamos em pleno mar<br />
Era um sonho dantesco... o tombadilho,<br />
Que das luzernas avermelha o brilho,<br />
Em sangue a se banhar.<br />
Tinir de ferros... estalar do açoite...<br />
Legiões de homens negros como a noite,<br />
Horrendos a dançar...<br />
C)<br />
VELOSO, Caetano. O navio negreiro.<br />
Disponível em: . Acesso em: 29 abr. <strong>2011</strong>.<br />
DEBRET, Jean-Baptiste. Escrava comprando arruda para se preservar do mau olhado.<br />
c. 1827. aquarela: 15,6 x 21,6 cm. Museu Castro Maya, Rio de Janeiro<br />
D) Por que a Lei Áurea não representou a abolição definitiva?<br />
O fim da escravidão legal no Brasil não foi acompanhado<br />
de políticas públicas e mudanças estruturais para a<br />
inclusão dos trabalhadores. Por isso, os escravos modernos<br />
são herdeiros dos que foram libertados em 13 de maio de<br />
1888.<br />
E)<br />
© Creative Commons/Patrícia Sanje<br />
SAKAMOTO, Leonardo.<br />
Disponível em: .<br />
Acesso em: 29 abr. <strong>2011</strong>.<br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Texto para as questões 44 e 45<br />
Questão 44<br />
Michel de Montaigne<br />
do Arrependimento<br />
(Liv. III, Cap. II)<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
Do arrependimento – Ensaio de Montaigne<br />
Os outros o formam; eu descrevo o homem e apresento um particular bem mal formado, e que, se eu tivesse de<br />
afeiçoar de novo, certamente o faria bem outro do que é; mas doravante, está acabado. Ora, os traços do meu retrato<br />
não se extraviam, embora se mudem e diversifiquem. O mundo não é mais que um balouço perpétuo, onde todas as<br />
coisas balouçam sem cessar: a terra, os rochedos do Cáucaso, as pirâmides do Egito, tanto em virtude do próprio como<br />
do universal balanço. A constância mesma outra coisa não é que um balouço mais esmorecido. Eu não posso fixar o meu<br />
objeto: o qual passa agitado e cambaleante, por uma embriaguez natural. Tomo-o neste ponto, tal como está, no instante<br />
em que me entretém. Não pinto o ser. Pinto a passagem: não uma passagem de uma idade para outra, ou, como diz o<br />
povo, de sete em sete anos, mas dia por dia, de minuto em minuto. Cumpre-me ajustar a minha história à hora: poderei<br />
mudar em breve, não somente de fortuna, mas também de intenção. É uma vigilância de diversos e mudáveis sucessos e<br />
pensamentos indecisos e, quando calha, contrários: ou porque eu mesmo seja outro, ou porque eu apreenda os objetos<br />
por outras circunstâncias e considerações. Seja como for, eu talvez me contradiga bastante, mas a verdade, como dizia<br />
Dêmades, eu jamais a contradigo. Se a minha alma pudesse tomar pé, eu não me ensaiaria, porém me decidiria: ela anda<br />
sempre no aprendizado e à prova.<br />
MONTAIGNE, Michel de. Do arrependimento. Disponível em: . Acesso em: 17 maio <strong>2011</strong>.<br />
Os gêneros textuais são textos produzidos com características e funcionalidades próprias. O texto apresenta características<br />
de um gênero textual denominado Ensaio. Assinale a questão em que a alternativa condiz com esse gênero<br />
citado.<br />
A) Apresenta uma descrição minuciosa de fatos ocorridos.<br />
B) Texto extenso que apresenta uma ideia/reflexão sobre determinado tema.<br />
C) Texto cujo objetivo é expor uma ideia/reflexão/ponto de vista ou crítica de forma livre sobre determinado assunto.<br />
D) Está estruturado em documentos, pesquisas, entre outras.<br />
E) Texto de caráter formal e sem flexibilidades.<br />
Questão 45<br />
Considerando que todo processo de compreensão textual envolve o acionamento de conhecimentos socioculturais<br />
e que cada leitor precisa, necessariamente, ativá-los para construir sentido, analise o texto Do arrependimento e<br />
assinale a alternativa que apresenta o tipo de conhecimento prévio que auxilia na compreensão da ideia exposta.<br />
A) Que a passagem do tempo altera a percepção da realidade, isto é, as pessoas podem mudar de opinião.<br />
B) Que todos os homens são bem formados e que o mundo se mantém intacto, sem mudanças significativas.<br />
C) Que a fortuna troca de mãos, isto é, as pessoas podem perder dinheiro com o passar do tempo.<br />
D) Que as construções egípcias são um exemplo de constante instabilidade a que as pessoas estão expostas.<br />
E) Que os autores de ensaios sempre se contradizem, e por isso não é preciso considerar a opinião deles.<br />
25
Anotações<br />
26<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Anotações<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
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Anotações<br />
28<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Anotações<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
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Anotações<br />
30<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Anotações<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
31
Anotações<br />
32<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Rascunho da Redação<br />
1<br />
2<br />
3<br />
4<br />
5<br />
6<br />
7<br />
8<br />
9<br />
10<br />
11<br />
12<br />
13<br />
14<br />
15<br />
16<br />
17<br />
18<br />
19<br />
20<br />
21<br />
22<br />
23<br />
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25<br />
26<br />
27<br />
28<br />
29<br />
30<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
33
Anotações<br />
34<br />
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
2 a . série – Volume 2 - 2º. semestre
Simulado ENEM <strong>2011</strong><br />
Folha de Redação<br />
1<br />
2<br />
3<br />
4<br />
5<br />
6<br />
7<br />
8<br />
9<br />
10<br />
11<br />
12<br />
13<br />
14<br />
15<br />
16<br />
17<br />
18<br />
19<br />
20<br />
21<br />
22<br />
23<br />
24<br />
25<br />
26<br />
27<br />
28<br />
29<br />
30<br />
Linguagens, Códigos e suas tecnologias<br />
35
CARTÃO-RESPOSTA<br />
SIMULADO ENEM <strong>2011</strong> – 2 a . SÉRIE – VOLUME 2 – 2.º SEMESTRE<br />
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS<br />
Nome da Escola: _______________________________________________________________<br />
Aluno(a): _____________________________________________________________________<br />
Série: ______________________ Turma: ___________________________________<br />
Data: ______________________ Assinatura: ________________________________<br />
1<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
24<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
13<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
36<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
2<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
25<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
14<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
37<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
3<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
26<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
15<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
38<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
4<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
27<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
16<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
39<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
5<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
28<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
17<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
40<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
6<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
29<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
18<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
41<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
7<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
30<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
19<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
42<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
9<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
32<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
21<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
44<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
23<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
45<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
11<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
34<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
8<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
31<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
20<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
43<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
22<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
10<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
33<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
12<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
35<br />
A<br />
E<br />
C<br />
B<br />
D<br />
GABARITO