Mapa do agroturismo - Prefeitura Municipal de Uruguaiana

uruguaiana.rs.gov.br

Mapa do agroturismo - Prefeitura Municipal de Uruguaiana

Juquiri João Francisco Tellechea Filho X lat 30º9'18,10" long 56º44'27,60"

Recanto

CABANHAS

Nova Aurora e Anjo da Guarda

Wildenstein

ARROIO

ARROIO MINEIRO

RIO URUGUAI

E. M. BARBARÁ

ARROIO

GU A R AP ITAN

SUJO

SANTANA VELHA

PASSO DE

SANTANA ESTÂNCIA COQUEIRO

LEGENDAS

ESTÂNCIA UMBÚ

DO POSTO

Ormazabal Moura

PORTO

DO LADRILHO

ARROIO BONITO

SUC. ODAIR GONZALES

ESTÂNCIA SÃO MIGUEL

MIGUEL

S. BARBARÁ

SANTA´ANA

LOCAL

REMATES

UMBU

ARGENTINA

ALDO TROJAN

MARIO

AMORIM

UR 406

SCHWANCK

AGROPECUÁRIA

25 Km

UR 403 45 Km

DUARTE

ARROIO ITAPITOCAI

NOSSA

SENHORA

BARRA DO QUARAÍ

ZONA URBANA

SANGA

SARANDI

ARROIO GUAPITANGUI

ARROIO

LAGOA DA MÚSICA

URUGUAIANA-RS

ARROIO

GRANJA

ITAPITOCAI

WILSON

FERRETO

CORDILHEIRA

JOÃO R.

PICAVEA BENJAMIN

SEGABINAZZI

GUARÁ

W. ARNS

ESTÂNCIA

BRANCA

UR

SÃO JOÃO

ESCOLA

2

SUC. B TROJAN

407

5

02

UR 104

PARAÍSO

29º52'6,60" 56º25'14,80"

lat 29º57'39,3" long 56º46'53,0"

DADOS DO MUNICÍPIO

SALSO

PUC

UNIPAMPA

LA CAUTIVA

NEWTON IRALA

RIO URUGUAI

URUGUAIANA 3

FERNANDO

6 GONZALEZ

GALLARRETA

VILA

ITAPITOCAI

FAZENDA

SANTO ANTÔNIO

BURITI

NOSSA SRª

DE LURDES

ARROIO

EST. EXP.

DE URUGUAIANA

JOSÉ

EGINO

PAMCIERA

EST. SARANDI

IMBAÁ

HARAS CRUZ DE PEDRA MERIAL

TRÊS BOCAS

UR 404

02

PARADA

5 LA

COMPARSA

4

6

Hotel

Tio Chico

39 Km

UR 103

ILHA DA SAUDADE I

1

CRISTIANO

MOREIRA

C.A. TELLECHEA

ARROIO

SCHWANCK

12

SALSO

POLÍCIA

RODOVIÁRIA

FEDERAL

PEDRO

MADEIRA

EST. NAZARHET

ITAPITOCAI

ANJO DA GUARDA

ARROIO

SCHWANCK

CAPIVARI

AURORA

D. PEPITA

NEY ULRICH

LEOCÁDIO

A. ANTUNES

FERNANDO

TARRAGÓ

RIO URUGUAI

M H VILLELA BRUNILDA F CORREA

SADY PONS

LOCAL REMATES

ORMAZABAL

CABANHA

CHARRUA

ESTÂNCIA

CANELEIRA

PASSO DO

CERRITO

ARROIO CAPIVARI

EST. NOVA AURORA

4

PAULO

CARIOLATO

ALÍPIO

MILTON

BLANCO

RODRIGUES

15

L C TRINDADE

URUGUAI

LOCAL

REMATES

QUEIMADA

ARROIO CAIBOATÉ

ARROIO

ANTONIO BASTOS

SÃO BIBIANO

OSVALDO JORGE

ARROIO

PINDAÍ MIRIM

SANGA DO JUNCO

BARRAGEM SANCHURI

TOURO

SCHWANCK

PASSO

CARUMBÉ

CAB SUC

MARCOS RAUL ALMEIDA

RIO URUGUAI

TEODOLINO BARBOSA

SANGA

LAGOA DAS

PEDRAS

ARROIO

DAS

PUTIÃ

SANGA DO SARANDI

ARROIO

CARUMBÉ

HESNARD A CUNHA

HUGO PEREIRA

ARROIO CAIBOATÉ

RIO IBICUÍ

CAB. OLIVEIRA

EST. SANTA MARIA

GELCY SILVA

BORIN

3

07 SÍTIO SARACURA

ÁUREO AZEVEDO

E.F. PINDAÍ MIRIM

E.F. XISTO PEREIRA

PEDRO MIDON

FERNANDO

MÁSCIA

ALCEU MÁSCIA

ROBERTO MÁSCIA

SINUELO

DO PAGO

10 CHARQUEADA

ESPAÇO

ALTERNATIVO

EST TAPERA

JULINEI

11 JOÃO CARLOS BRUM

CHISTÉ

14

TAVARES

JAIR LUNKES

10

CAUL

ESCOLA

05

BASCA

MARIANA TELLECHEA

RINCÓN DEL

SARANDI

CLAUDIA SILVA

PASSO DO LEÃO

AMILTON FORTE

E LAURO SILVEIRA

6

UR 408

ITAPITOCAI

RIVALTA

L.e M. R. MACHADO

UR 409 7 Km

ILHA GRANDE DA

SAUDADE II

1º DISTRITO

IMBAÁ

SUC. H. LAGO

3

J.PINTO

C. DELGADO

Sítios Históricos de

Origem Jesuítica

PARQUE NATURAL

BIOMA PAMPA

MALKE

A. BASTOS

EST DO

JUNCO

ANTONIO M BASTOS

NERIO SOARES

TUNAS

TERESINHA MARSIAJ

ARROIO PINDAÍ

HILTON

JACQUES

PARADA

CASA

BRANCA

GODEVAR SALGUEIRO

O.E.A

COMISSÁRIA PAULISTA

OLGA SURREAUX

ESTÂNCIA CAMUATY

EDISNEI FAN

CERRO

GRANDE

ARROIO CAMOATIN

SANGA DA CRUZ

ITAQUI

ARROIO PUTIÃ

E.F. CARUMBÉ

ITAIAÇÚ

IOLANDA

MÁSCIA

CAB PAINEIRAS

EDELI MONTE

SALGUEIRO

TAPERA S/A

CAB PEDREGULHO

ANTÔNIO

BASTOS

A J LIMA QUADROS

EDISNEI FAN

IVO V MARQUES

CABORÉ CAPELA

DO AFERIDOR

SUC SILVIO

JOSÉ PERUZZI

ROSSI

1 ADRIANO

ONÓRIO COMIS

FRANKOVIAK

ILHA ILHA YAPEJÚ YAPEJÚ

ANTÔNIO

A. COMIS

MOACIR NOAL

JOSÉ

CABEZUDO

CIRINO GONÇALVES

GILBERTO

ROSSI

DANIEL ANZANELLO

ARROIO TOURO

ARROIO

RIO IBICUÍ

SUC JOSÉ C PINTO

RINCÃO DO

JOÃO C ESPINILHO

ALVES

MOACIR NOAL

CIRO FERREIRA EST NOVA

CALIFORNIA

5º DISTRITO

SÃO MARCOS

BASTOS FITTIPALDI

FAZENDA

IMBAÁ

JUAN R.

GREIG

PASSO NOVO

13

UR 411

ARISTEU

SANTANA

UR 302

S. SASTRE

UR 405

CASA

QUEIMADA

REDUÇÃO

DE YAPEYÚ

PARQUE NATURAL MUNICIPAL

BIOMA PAMPA

16

VINOESTE

CASUALIDADE

LEONARDO

WAGNER

ESCOLA

05

10 Km

ESCOLA

UR 410

SANTA 03

ÂNGELA

ESCOLA

PEDRO 04

ANTUNES 2

SÍTIO ERASMO

ANTONIO ARCO FALCÃO

ALVES ÍRIS

ESCOLA

25 Km

08

NEWTON ALMEIDA

UR 303 37 Km

PASSO

DO AFERIDOR

SERRILHADA

BERTHOLD

UR 300 22 Km

UR 204

25 Km

PALMA

PRAIA DO CANTÃO

4 VILA DO

AÇUDE

UR 410

5 Km

VILA DE SÃO

MARCOS

EST VISTA ALEGRE

PRAIA PRAIA FORMOSA FORMOSA

ESCOLA

CAB. CINCO PALMAS

ADOLFO

06 MENEZES ESTÂNCIA CINCO PALMAS

Sítio Pôr do Sol

JOSÉ BARBOSA

01

Granja

Sto. Antônio

ESTÂNCIA SÃO BENTO

4

BOLIVAR

MOURA

09

UR 304 43 Km

CERCA DE PEDRAS

CONSTRUÍDAS PELOS

ESCRAVOS

CAB. MALTE

SÃO JOÃO

DARIO DUARTE

RICARDO DUARTE

CAB TOURO PASSO RETIRO

SANTA FÉ

SOSSEGO

A.M. ORMAZABAL MOURA

PASSO DOS

RAMOS

UR 413

RUÍNAS DA ESTÂNCIA

SANTIAGO

5

UR 202

1

6 FLORESTA VILA DAS

CHÁCARAS

VILA DA BARRAGEM

8

ADOLFO STERN

JOB

CAB . PEDRO SURREAUX

JARBAS A. PEREIRA

PASSO DO

JUQUIRI

UR 200

UR 300

UR 304

50 Km

2

BARROS DUARTE

ENIO DUARTE

JOÃO

ARREGUI

SILVIO PRADEBOM

01

OTTONI

3 ESCOLA

MONTEIRO

PINDAÍ

ARROIO NHANDÚ

PASSO

ARROIO

CAMOATIN

ARROIO LAGEADO

AGROPAST.

STª ERNESTINA

PAULO DUARTE

BELA VISTA

ALFREDO ALBORNOZ

ARROIO

OTACÍLIO COSTA

EDSON AYMONE

FAZ PINDAÍ

LOCAL REMATES

JOSÉ OVIDIO COSTA

VALE DO CAMUATY

VERA BASTOS

PASSO

SANTA MARIA

JORGE V C SILVA

SUC L ALVES

HÉLIO DUARTE

UR 103

FERNANDO

LOPES

J.F.TELLECHEA

JUQUIRY

UR 414

ÁLVARO QUADROS

Cemitério

SANTA

ZELIA

PINDAYASSÚ

UR 204

EST ORDEM

ATALAIA III

SCHWANCK

07

CON ARACY LOPES

C. ALMEIDA

PASSO DAS

OVELHAS

UR 417 - 7km

EST.

PITO ACESO

SANGA

TOURO

PASSO

FRANCISCO FERNANDES

GRANJA

I MAGRINI

SILVARROZ

ARROIO

IPANÉ

UR 416 - 13Km

UR 418

GRANDE

ADÃO

GUIMARÃES

LAGEADO

DIRCEU POMBO

IBIROCAI

SANTA MARTA

UR 201 21 Km

4º DISTRITO

JOÃO ARREGUI

P. ARAÚJO

50 Km

O. VIANA

ARROIO

E.F. PLANO ALTO

AMARANTE FREITAS

2º DISTRITO

VERTENTES

ANTONIO DELGADO

SANTA ADELAIDE

PAULO

NUNES

SANTA CARMEM

CANELEIRA

SANGA

ZIANI

SUCESSORES DE

NORBERTO POMBO

RECANTO

UR 315

UR 305 37 Km

RUTH LEITE

COND PALMEIRA

03

IPANÉ AGROPECUÁRIA

E TURISMO

CABANHA WILDENSTEIN

9

SANTA TEREZINHA

ESCOLA

SÃO NICOLAU

UR 101 55 Km

3º DISTRITO

PLANO ALTO

COND. GRACIANA

BEHEREGARAY

UR 419

11 Km

R BORTOLIN

DA

ESCOLA

RESTINGA DA LAGOA

07

04

2

UR 101

F RIBEIRO

EST TAPERA

PASSO DO POMPEU

PLINIO BRACINI

LINO DIAS

OCTACÍLIO SILVA

UR 101

ULISSES

MURAD

SANGA GUAVIYÚ

ARROIO

A. GUGLIELMONE

RENIR SEGABINAZZI

SCHWANCK

RENIR SEGABINAZZI

EST STª TEREZINHA

DO

ARROIO IPANÉ

ADÃO MALDONADO

U.MURAD

EST D. LURDES

CHAPADÃO

1

LUIZ ANTUNES

JOSÉ MARTINS

DE OLIVEIRA

UR 317

PASSO DO

IPANÉ

FONTE MIRACEMA

MACHADO

ARROIO

GRANJA TARUMÃ

ILARRAZ

IRMÃOS KARSBURGER

CESAR BRACINI

CEL. IEDO

SÃO GONÇALO

S. SEBASTIÃO

UR 203

PLANO ALTO

5

AYMONE

ARROIO

ARROIO URUCUVÁ

IYIQUIQUÁ

WILSON DORNELES

QUIZILIA

M. O. ALMEIDA

E IRMÃOS

SÃO

EST LILI

17 Km

SANTO ÂNGELO

GONÇALO

GUABIYÚ

MAXIMILIANO DOS SANTOS

F RIBEIRO

ESCOLA

DOMINGOS

SCELZO

J. CEZIMBRA

SCHWANCK

OLHOS D’ÁGUA

ERS 377 14 Km

NOVA

SANGA DO JACARÉ

UR 205 29 Km

06

UR 423

Rodovia Simão Lopes Neto

EST GALEÃO

75 Km

EST BELA VISTA

SANGA

QUARAÍ

ARROIO IBIROCAI

SÃO FRANCISCO

SANTO ANTÔNIO

IRMÃOS COSTA

M. FAGUNDES

E.F.IBIROCAI

MANOEL OSÓRIO

IBIROCAI

DO MERGULHÃO

W

NO

SO

N

ALEGRETE

PASSO DO VAÍ

IBIROCAIZINHO

EST DAS CONTAS

SUC FLORES

XAVIER ANTUNES

ARROIO

EST SÃO SEBASTIÃO

PARADA

ESTÂNCIA LIBERTADORA

UR 420 7 Km

ARSENIO ANCINELO

SANGA S. ISIDRO

SIRLEI MIRANDA

MANOEL LAGRECA

ELOÉ ROCHA

CIA AZUL

S.M.SALVADOR

UR 421 10 Km

GRANJA SÃO PEDRO

ARROIO

S

EST SÃO PEDRO

NE

SE

PASSO DOS MOURAS

EST. SÃO PEDRO

E

CAMINHO DO IMPERADOR

DOM PEDRO II

ALEGRETE

CUTIA

ARROIO

BR 290

ACARÚ

1

ARROIO

IBIROCAI

UR 422 14 Km

SANGA ITANHANTIN

HARMONIA

7

Gráfica Universitária - Claudia Melo


om o propósito de buscar o melhoramento genético, a cabanha é

um estabelecimento que se dedica à criação e multiplicação de

Canimais superiores geneticamente responsáveis pelo

melhoramento da massa e das elites dos rebanhos da raça e espécie a

qual se dedica.

Nas cabanhas e em seus núcleos de animais superiores, denominados

plantéis, estão não somente as bases do melhoramento racial dos

rebanhos, como também seus mais importantes bancos genéticos. São elas

as responsáveis pelos avanços tecnológicos aplicados nos

estabelecimentos pastoris, utilizando as mais modernas técnicas de

manejo sanitário, produtivo e alimentar, somados a necessidade de

domínio dos fundamentos da genética aplicada.

Estas tecnologias inicialmente introduzidas nos rebanhos superiores

serão, depois, aplicadas naqueles de menor padrão zootécnico. A

Cabanha é, portanto, um desafio constante à inovação e à atualização de

conhecimentos.

ruguaiana é precursora dessa atividade no RS, já em 1871,

tomava-se bons vinhos elaborados com uvas viníferas colhidas em

Unossas terras férteis. José e Domingos Tellechea introduziram do

Uruguai a cepa “Lorda” denominada na França “Gamin d´arceniatt”,

aqui chamada de “Lorda Arriague” e hoje muito difundida no Uruguai

como “ TANNAT” produtora de vinhos finos tornando-se a principal

variedade cultivada.

Em 1900 os vinhedos eram cultivados em 70 hectares. Luiz

Betinelli, proprietário da vinícola “Favorita do Imbaá” recebeu medalha

de ouro na Exposição de Milão em 1907.

Na década de 90 a vitivinicultura renasce e em 2001 é fundada a

Associação de Fruticultura de Uruguaiana, importando mudas de

Cabernet Sauvignon, Riesling Itálico e Cabernet Franc para 60 hectares.

O seu principal projeto é o da vinificação coletiva na forma de

cooperativa, a VINOESTE, aliando-se a uma rota turística chamada

“Vinhos do Vale do Rio Uruguai”.

Histórico do Patrimônio Jesuítico

do Município de Uruguaiana

Estância de Santiago

Caminho do Gado

Por: Dagoberto Alvim Clos

Historiador

s padres jesuítas da redução de Japeju (R.A.) já teriam planejado a instalação de

estâncias para garantir a provisão alimentar dos índios guaranis. A ausência de

Ominerais, as ameaças dos bandeirantes paulistas, o comércio limitado, o contínuo

aumento da população guarani, as secas e pragas que assolavam as plantações, obrigaram os

jesuítas a planejar a formação de estâncias, para que assim os índios permanecessem nas

reduções e também servisse como recurso econômico.

O ano de 1657 marca o início da ocupação jesuítica no sudoeste gaúcho. Antes da sua

chegada, a região era habitada pelos índios charruas e jaros. Nesse ano, os guaranis, sob as

ordens dos padres de Japeju (R.A,) separaram 1000 cabeças de gado na Estância de San

Andrés (R.A), que depois de cruzar o rio Uruguai pelo passo do Aferidor, serviram para fundar

sobre a coxilha vizinha ao arroio Puitã, a Estância de Santiago. Essa estância foi a primeira

fundada pelos jesuítas na Banda Oriental do rio Uruguai (BR). A Estância de Santiago, logo

depois, abrangeria toda a área situada entre os rios Uruguai, Ibicuí, Ibirapuitã e Quaraí, no

chamado Rincão do Japeju.

Os jesuítas escolheram essa região para fundação da Estância de Santiago pela alta

qualidade das pastagens, pela abundância de água e pela proximidade do seguro vau (Passo

do Aferidor), facilmente vadeável a cavalo e por onde cruzavam as tropas de gado.

A Estância de Santiago servia de suporte alimentar dos índios missioneiros (catequizados) da

Redução de Japeju, pois nessa época a carne era a principal fonte de alimentação.

Pela importante posição geográfica, a Estância de Santiago constituía uma espécie de posto

avançado para a defesa e organização dos missioneiros, localizada sobre uma coxilha, com

pontos de observação privilegiados.

Nas imensas mangueiras de pedra da Estância de Santiago, construídas com suor dos índios

guaranis, a gadaria era amansada, loteada e marcada, antes de ser transferida para as

demais estâncias e reduções.

No ano de1694 os padres da redução de Japeju fundaram outra estância, San José, no

rincão do Quaraí, que se estendia do rio Quaraí até rio Negro, na atual República Oriental do

Uruguai.

Alguns anos mais tarde, essas duas estâncias (Santiago e San Jose) depois de estruturadas e

aglutinadas, formaram a Estância Grande de Japeju (Estância de Japeju). Esta foi a maior de

todas as estâncias jesuíticas no século XVIII, cobrindo cerca de 65.000 quilômetros quadrados e

era povoada com aproximadamente 500.000 cabeças de gado.

A Estância de Santiago foi Palco da Confederação dos Guenoas, quando os índios infiéis

(não catequizados), Charruas, Jaros e Minuanos, incitados pelos portugueses da Colônia de

Sacramento, se revoltaram contra os espanhóis e os padres jesuítas, atacando a Redução de

Japeju, as Estâncias e postos de pastoreio. Foram 7 anos (1701-1708) de constantes ataques

frontais ou guerrilhas, causando aos missioneiros enormes prejuízos.

Em 1768 os jesuítas são expulsos da América pelo Rei Carlos III, da Espanha. Os padres

deixam “100.000 órfãos” (guaranis) a mercê dos espanhóis, ocasionando a decadência

espiritual e material das Reduções.

A partir de 1775, a Estância de Santiago foi administrada pelo Tenente-Governador de

Japeju, Juan de San Martin, pai do General San Martin, um dos libertadores da América e herói

nacional argentino.

Com a conquista das Missões em 1801 por Borges do Canto e seus companheiros, a Estância

de Santiago foi abandonada.

Na Estância de Santiago arranchou, em 1819, o açoriano Manoel José de Carvalho,

estabelecendo aí a sede de sua estância, que chamou de Japeju. Esse pioneiro é o patriarca de

numerosa família uruguaianense: os Carvalho.

A Estância foi tomada em julho de 1865 pelos paraguaios, comandados pelo tenente-coronel

Estigarríbia, quando da invasão do território brasileiro.

Da antiga Estância de Santiago, restam ainda as ruínas de uma capela, três mangueirões, um

muro e um poço d`água (todo o conjunto em pedra). Na base, dos mangueirões, os muros passam

de 1 metro de espessura, com grandes pedras encaixadas com perfeição. Em alguns trechos,

ainda intactos, os mangueirões atingem quase 2 metros de altura.

s caminhos traçados pelos padres jesuítas não eram simples picadas marcadas no terreno.

Existia uma engenharia viária altamente desenvolvida para a época, com um contínuo

Otrabalho de execução de obras e de manutenção. Eram realizadas escavações,

canalizações, construção de muros de contenção e pontes.

Nos dias de hoje, grande parte do que sobrou da infra-estrutura viária da Estância Grande de

^

Parque Natural - Bioma Pampa

Parque Natural Municipal, criado através do Decreto n°. 316 de

05 de junho de 2001, possui uma área de aproximadamente

O3.000 há (três mil hectares), está situado na margem esquerda do

Rio Uruguai e limita-se: ao norte com o Passo do Aferidor, ao sul com a

localidade do Cantão (estação balneária) e a leste numa largura mínima

de 500m a partir da margem do Rio Uruguai, onde se situa a ilha de

Japejú. Cabe ressaltar que a ilha de Japejú é a única ilha fluvial a ser

preservada até o momento na Bacia do Rio Uruguai, o que torna este

Parque impar no cenário nacional. Com a sua criação o Bioma Pampa

Brasileiro passa a integrar os ecossistemas brasileiro e sul-americano, pois

o Sistema Rio, seu ecótono, a várzea e o Pampa passam a ser protegidos

simultaneamente no local escolhido. O Parque natural Municipal integra o

Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC,

definido na Lei Federal n°. 9.985/2000, e tem como objetivo principal à

preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e

beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas cientificas, o

desenvolvimento de atividades de recreação em contato com a natureza e

turismo ecológico.

URUGUAIANA - CAPITAL DA CANCHA RETA

primeira “lei de carreira”, como até hoje são chamadas, escrita no

Rio Grande do Sul, se deve ao “Acto número 61” de 9 de setembro

Ade 1897, do então Intendente Gabriel Rodrigues Portugal, que

regula corridas de cavalos no município de Uruguaiana. Fato oficial,

reconhecido pelos pesquisadores da lúdica do interior gaúcho.

Capela do Aferidor

Passo do Aferidor

Casa Queimada

Prefeitura Municipal

Administração 2005-2012

Secretaria da Indústria, Comércio

Turismo e Trabalho

F: (55) 3411-1860

Japeju encontra-se dispersa em todo o sudoeste gaúcho. A racionalidade com que se

planejou a rede viária impressiona, pelo fato de que muitos daqueles caminhos se

converteram em base para a construção das modernas estradas municipais (vicinais).

Como exemplo, temos o “caminho do Gado”, atual UR 413, que ligava a Estância de

Santiago ao Passo do Aferidor. Com 12 quilômetros de extensão era um trecho

do Camino (Caminho) Real, que ligava Paysandu (R.O.U.) ao Passo do Aferidor.

epois de fundada a Estância de Santiago, em 1657, os padres jesuítas da Redução

de Japeju ordenaram aos guaranis a construção de uma capela no Passo do Aferidor,

Dpara que os índios posteiros pudessem realizar suas orações.

Primeiramente, os jesuítas mandavam construir uma capela, símbolo da religião.

Quer nas estâncias, quer nos postos de pastoreio, quer nos passos, eregiam-se pequenas

capelas. Periodicamente, o padre ”cura,” realizava missa na capela.

Localizada em uma área elevada, livre das cheias do rio Uruguai, a velha capela do

Aferidor conseguiu escapar da destruição, e é hoje a construção mais antiga no Município de

Uruguaiana em melhor estado de conservação.

A

comunicação entre as reduções jesuíticas era estabelecida pelos chamados

“Caminhos reais” e, em alguns casos, pela via fluvial dos rios Paraná e Uruguai.

Entre as reduções do rio Uruguai, como JAPEJU (R.A.), LA CRUZ e SANTO TOMÉ

prevalecia a comunicação fluvial. A Redução de JAPEJU era a chave para ingresso às

Missões, devido à sua excelente posição geográfica, servindo o Rio Uruguai como canal de

comunicação com o Rio da Prata e Buenos Aires.

O Porto de Japeju (R.A.) destacava-se por sua importância comercial, já que ali eram

embarcados e transportados os excedentes da produção de erva-mate, madeira, couro e

outras mercadorias em demanda dos portos de Santa Fé e Buenos Aires.

Os rios Paraná e Uruguai separavam as reduções da Banda Oriental (BR) e Ocidental

(R.A.), mas não constituíam obstáculo às comunicações, pois havia vários pontos (baixios) por

onde se realizava a travessia (passos). No Rio Uruguai, por sua importância, se destacavam

os passos do Aferidor e de Santa Ana (atual Santana Velha, primeira localização da cidade

de Uruguaiana). No Rio Ibicuí, o Passo de Santa Maria (hoje a ponte rodoviária da BR 472).

No arroio Ibirocai, os passos do Ipané, do Vai e do Caminho Real (atual Passo dos Moura). No

Rio Quarai, o passo do Caminho Real (Juqueri).

No Passo do Aferidor (BR), quase em frente à Redução de Japeju (R.A.) a travessia era

facilitada pela existência de uma ilha ( Ilha Japeju).

os postos de pastoreio da Estância Grande de Japeju viviam os índios campeiros

encarregados da gadaria. Cada posto era formado por um grupo de ranchos, uma

Ncapela, um curral de pedras, um poço de água e uma horta. Os índios posteiros

vigiavam e cuidavam de aproximadamente 2000 cabeças de gado.

A paisagem de horizonte amplo, em local estratégico, com abundância de água, é que

determinava a localização dos postos de pastoreio.

Logo depois da fundação da Estância de Santiago e da organização do Passo do

Aferidor, os padres de Japeju teriam organizado o primeiro posto de pastoreio, San Marcos.

Este posto, provavelmente, estava localizado nas imediações onde hoje se encontra a

povoação de São Marcos, na beira do rio Uruguai.

A histórica Casa Queimada, às margens de BR 290, era mais uma capela de um dos

inúmeros postos de pastoreio da Estância Grande de Japeju. Pela localização geográfica,

teria sido uma das primeiras capelas a serem construídas pelos Jesuítas.

A antiga capela foi incendiada duas vezes, segundo a história oral. Pela primeira vez,

durante a Guerra do Paraguai, em 1865, pelo exército invasor; e pela segunda vez, na

Revolução de 1923, num combate entre “chimangos” e “maragatos.”

A “Queimada” virou ponto de referência da população urbana e rural de Uruguaiana e

de outras cidades da Fronteira-Oeste.

Mapa do

Agroturismo

História e Lazer

EQUADOR

COLOMBIA

PERU

CHILE

VENEZUELA

BOLÍVIA

ARGENTINA

PARAGUAY

URUGUAY

BRASIL

URUGUAIANA

Estância São Sebastião

ocalizada numa coxilha, com pontos de observação privilegiados, a estância (hoje

denominada São Sebastião) estava próxima de cursos d'água, como os arroios

LJacaré, Ibirocaizinho e Ibirocaí. Sua localização não foi fortuita, foi criada

estrategicamente no centro geográfico dos rios Uruguai, Ibicuí, Ibirapuitã e Quaraí. Por

ali passava o Caminho Real ou Caminho de Japeju, que ligava o Passo do Aferidor a

Estância de Paysandu e aos postos de pastoreio da outra margem do arroio Ibirocaí. Foi

um centro de irradiação religiosa e serviu como lugar de trânsito, com albergue

gratuito, onde os viajantes pernoitavam e trocavam os animais de tiro. Esta zona

formava um rincão ou língua de terra que oferecia muita segurança perante qualquer

invasão e também servia para conter os roubos de animais por parte dos índios infiéis.

As facilidades de comunicação por via terrestre e fluvial com outros mercados locais e

regionais e sua eficiente administração possibilitou um aumento crescente da produção

da estância.

Casa Branca

“Casa Branca”, assim era conhecida essa casa de pedra, pintada de cor branca,

desde a primeira metade do século XIX no 2° Distrito de Santana (atual Município de

Uruguaiana) que na época pertencia a Alegrete. Era um ponto de referência na

Sesmaria da “Casa Branca.”

Essa casa de pedra (próxima da BR 290) - capela e posto – se constituía num

ponto de contato e apoio entre as estâncias e os inúmeros postos de pastoreio da

imensa Estância Japeju.

Santana Velha

o criar “capelas ou oratórios” nos postos de pastoreio da Estância Japeju, a

partir de 1657/1660, os jesuítas tratavam de complementar o tráfego fluvial

Acom o trânsito terrestre.

Por essa época se destacavam no rio Uruguai os portos de Japeju e Santa Ana.

O Porto de Santa Ana estava localizado junto ao arroio Guarapuitã, no vau

(passo), à beira do rio Uruguai e é mencionado por diferentes documentos dos séculos

XVII, XVIII e XIX, antes mesmo da divisão do território brasileiro em Capitanias.

Condições favoráveis à aportagem de pequenas e médias embarcações, reconhecidas

desde o ano de 1626, fizeram com que a área nas proximidades do Porto de Santa

Ana fosse registrada na cartografia jesuítica. O termo “porto” nos dá uma idéia de sua

importância regional.

Caminho do Imperador

Dom Pedro II

Por Dagoberto Alvim Clos

Historiador

m 5 de agosto de 1865, 7300 paraguaios, sob o comando do Tenente Coronel

Estigarríbia, invadiram Uruguaiana. O General Davi Canabarro, procurando

Eevitar o combate na Vila, determinou a evacuação do povoado e concentrou as

tropas brasileiras na região de Santana Velha, (Rio Uruguai), onde aguardou reforços.

D. Pedro II, entendendo que sua presença na área do conflito serviria como

apoio moral às topas na luta contra o invasor, expôs ao Ministro da Guerra essa sua

intenção e partiu para Uruguaiana no dia 10 de Julho, acompanhado de seu genro

Duque de Saxe, o Ministro da Guerra Ângelo Ferraz e dos ajudantes de campo –

Marquês de Caxias e General Francisco Cabral.

No dia 15 de agosto, o Conde D´Eu, seu genro, alcanço-o em Caçapava.

No dia 31 de agosto chega em Uruguaiana a notícia do deslocamento de D.

Pedro e comitiva para a área do conflito, o que estimula os comandos acampados nos

pós a Primeira Guerra Mundial cada país preocupou-se em produzir

seu próprio alimento, buscando a independência agrícola.

AUruguaiana cultivou trigo, os rendimentos eram baixos pela

característica do clima e solo.

No início do século XX, o consumo diário de arroz era quase nulo;

afirma-se que arroz era um prato que se comia em dias de festas. O grande

acompanhante dessa época era a farinha de mandioca, havendo grande

esforço em manter lavouras desse vegetal.

No final da década de 40 o IRGA resolve construir barragens em

todo o estado para desenvolver o arroz e garantir produção. Em

Uruguaiana é criada uma Colônia Rizícola, a Cr2, com área superior a

12.000 hectares, isto estimulou o aporte de novas ondas de agricultores ao

município. A “marcha para o oeste” era assim chamada a migração de

produtores do centro do estado em busca das terras férteis na fronteira

oeste.

O arado de boi lavrando na geada, a grade de discos, o boi, o

taipamento construído a mão, a colheita com foice, as medas, os locais de

trilha, a locomóvel, as casas de barro cobertas com capim santa fé eram

características do início da produção de arroz realizada com muito

sacrifício.

Lino Barzoni e o Condomínio Barbará são exemplos de pioneirismo

no arroz em Uruguaiana.

Com a mecanização os bois foram substituídos pelos tratores, a

locomóvel pelos motores a diesel, a taipa a pá pela taipadora, a foice

pelas ceifadoras, facilitando o trabalho no campo.

Na década de 70, “milagre brasileiro”, aparecem o avião, os super

tratores e seus implementos de 7m de largura, semeadoras, os silos e a

eletricidade com todo o conforto que ele proporciona. A soja chega a

ocupar mais de 10.000 hectares, porém o verão seco e o solo úmido do

outono inviabilizam o seu cultivo na região.

No final dos anos 80 atingimos a maior área com a maior

produtividade do Brasil, passamos das 1.500 quadras do início da década

de 50 para 60.000 quadras.

A construção dos açudes pelos produtores permitiu armazenar a

água nos períodos de abundância para que seja usada em período seco

garantindo o cultivo de arroz irrigado em nossa região sem competir com o

uso urbano.

Pela importância e custo da irrigação os levantes hidráulicos foram

redimensionados para aumentarem sua eficiência, assim surgem as bombas

de alto rendimento, afogadas e as balsas.

Na década de 90 surge a preocupação com os custos financeiros e

ambientais, muda-se o estilo de produção. A palavra chave foi taipa de

base larga. Ela permitiu o trânsito de máquinas após o taipamento,

permitindo o plantio direto no quadro e sobre as taipas.

O preparo do solo com o mínimo de operações emprestou o nome ao

chamado “cultivo mínimo”. A redução no consumo de óleo diesel, menor

erosão na lavoura, maior tempo disponível da pastagem aos animais e

menor uso de produtos químicos foram os fatores que determinaram a

mudança do modo de produzir o modelo convencional para a lavoura

conservacionista.

Criação e Coordenação: Carlos Antônio Sgarioni - Diretor de Turismo

arredores da Vila a exercitarem diariamente suas tropas, aguardando o Imperador.

Em 8 de setembro a comitiva Imperial atinge Alegrete (a 150 km de

Uruguaiana), onde pernoita, reiniciando o deslocamento em 9 de setembro, às 10 horas.

No dia 10, às 6 horas, a comitiva parte e atinge as margens do arroio Ibirocai, no

Passo dos Moura (divisa dos atuais Municípios de Uruguaiana e Alegrete), onde sesteam

e trocam os cavalos. A seguir, cruzam o passo e às 16h alcançam uma casa situada ao pé

da nascente do arroio Touro Passo (próximo da atual Estância Santa Elsa). A seguir, às

17 h puseram-se em marcha e foram dormir na chamada Casa Branca, distante 18 km,

onde foram recebidos pelo proprietário, que lhes ofereceu um magro jantar de frango

cozido com pirão. (Essa casa, de pedra, hoje é propriedade do Sr. Godevar Rolão

Salgueiro). A seguir, toda a comitiva acomodou-se como pôde em leitos muito precários

para passar a noite.

Na madrugada do dia 11 de setembro acordam às 4 horas, visto que D. Pedro

desejava partir às 5 horas. Porém, a partida é adiada devido ao “disparo da

cavalhada”. O general Cabral, de qualquer modo, recomendara ao Imperador que

não entrasse no acampamento sem sua escolta. Às 6 horas conseguem se deslocar e às 9

enxergam as primeiras barracas do acampamento numa faixa de terreno arborizado.

Logo vem ao encontro de sua Alteza Imperial o Barão de Porto Alegre, acompanhado

do General Caldwell e do Visconde de Tamandaré. À noite, dormem no acampamento

do Barão de Porto Alegre, Comandante-em-Chefe das tropas brasileiras.

No dia 12 de setembro, apesar de forte chuva, foi instalado o acampamento imperial

numa coxilha, no lado Leste da Vila de Uruguaiana (hoje imediações do CTG Sinuelo do

Pago), local escolhido pelo próprio D. Pedro II.

No dia seguinte, às 9h e 30min, o Imperador visitou a flotilha comandada pelo

Visconde de Tamandaré, na qual se encontrou com os demais chefes aliados.

Na manhã do dia 18 de setembro, D. Pedro e comitiva se encontravam em frente ao

cemitério (hoje antigo prédio do IRGA-PMU) entre os batalhões brasileiros.

Os invasores paraguaios estavam desmoralizados. D. Pedro decidira sitia-los sem

trégua,interceptando suas comunicações por meio da esquadra. Sem saída, o inimigo se

rendeu e entregou as armas.

Às 16h, em todas as direções eram vistos soldados brasileiros, cada um com um

soldado paraguaio na garupa. D. Pedro fez desfilar o exército inimigo (oficiais e

soldados) desarmado, antes de entrar na Vila de Uruguaiana.

Já era noite quando o Imperador e os chefes brasileiros entraram numa Uruguaiana,

saqueada, destruída e fétida, onde primeiro visitaram a igreja que os paraguaios

escolheram para quartel general. Depois, procuraram uma casa para jantar, alojandose

na residência do padre Antonio Dornelles (onde hoje funciona a loja P&S do Sr. Paulo

Pavin), onde jantaram. Após a ceia, D. Pedro e comitiva regressam ao acampamento.

No dia 19 de setembro D. Pedro II percorreu toda a trincheira erguida pelo inimigo.

Em 23 de setembro a barraca Imperial é visitada pelo Sr. Eduardo Thornton, que fora

enviado pela Rainha Vitória da Inglaterra como porta-voz para reatar as relações

diplomáticas com o Brasil, rompidas por ocasião da Questão Christie, ocorrida no litoral

do Rio Grande. Naquela oportunidade, o Ministro britânico no Rio de Janeiro, Sr.

Christie, acusou os moradores do litoral do Rio Grande de terem assassinado os

tripulantes de um navio inglês naufragado. Na verdade, aqueles tripulantes morreram

afogados. Mas a Inglaterra exigiu do Brasil pesadas indenizações, no que não foi

atendida. A seguir, a Inglaterra, na época a maior potência do mundo, reconhecendo

que agira de modo precipitado, pediu clemência a D. Pedro II.

Em 25 de setembro, D. Pedro e todo seu Estado-Maior, e mais dois padres, a bordo do

Vapor Onze de Junho, dirigiram-se para Itaqui e São Borja, onde foram ver de perto a

destruição dessas duas vilas provocadas pelos paraguaios. No regresso, em 29 de

setembro, a comitiva entrou no rio Ibicuí e seguiu até ao Passo de Santa Maria (hoje

ponte sobre o rio Ibicuí), onde o Imperador observou o local exato da transposição do

rio pelos paraguaios. E às 19h chegam a Uruguaiana.

No dia 1° de outubro, após as despedidas oficiais, D. Pedro e comitiva partem às 10

horas da manhã em direção à Casa Branca, onde chegam às 16h e 30min e aí jantam.

Às 20h acampam nas pontas do arroio Touro Passo, onde puderam admirar uma eclipse

lunar.

Em 2 de outubro, saem às 10h param à margem do arroio Ibirocaí, no Passo dos

Moura, onde ficaram até às 15h na cabana de um português emigrado de Uruguaiana,

conversando e tomando mate. Às 19h a Comitiva Imperial acampa aquém do arroio

Inhanduí.

Obs. Segundo Raul Pont, em Campos Realengos, volume II, o Imperador D. Pedro II teria

passado pela Estância São Sebastião, na margem do arroio Ibirocaisinho, quando veio

para retomar a Vila de Uruguaiana dos paraguaios, onde deixou a sua rubrica numa

imensa mesa de refeições, com pés torneados em fino jacarandá. Entretanto, o Conde

D´Eu, na sua obra “Viagem Militar do Rio Grande do Sul”, um interessante diário,

relatando a viagem que realizou junto ao Imperador D. Pedro II, em nenhum momento

escreveu que estiveram na Estância São Sebastião. O Conde D´Eu não escreveu tudo

sobre a viagem, mas apenas o que ele considerou importante. Alguns fatos certamente

não foram narrados, entre eles a passagem pela Estância São Sebastião. Raul Pont se

baseou na história oral, que não deve ser descartada.

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