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OZI 0. tu o 1 co cl tu o o CL w 1o o 2 Durante mais de uma hora, na quinta-feira da semana passada (dia 14), o governador José Richa atendeu pacientemente o repórter do "Nosso Tempo", numa das mais longas entrevistas exclusivas concedidas a um Ôrgio de imprensa depois de sua posse. A conversa foi ampla: da questão dos prefeitos biônicos ao problema dos agricultores sem terras, passando pela problemática carcerária e a prisão de Juv'ncio Mazzarollo. Eis a entrevista: * A entrevista foi concedida antes do encontro RIcha-Fugueuredo —- N T - Qual o balanço do primeiro mês de governo? R ICHA - Nestes primeiros trinta dias estamos todos trabalhando até 18 horas por dia, adequando a máquina do Estado às necessidades do povo paranaense. Estamos criando os mecanismos para que este governo cumpra na íntegra o seu programa de campanha. Para tanto uma série de medidas já foram tomadas neste sentido. N T -- Está havendo problemas de relacionamento com os prefeitos da chamada "área de segurança"? RICHA - Olha, há alguns Municípios onde está havendo problemas. Estes problemas não são criados por nós, de nossa parte não partiu nada, mas da parte deles, sim. Então fica uma convivência difícil de acontecer. N T - Quer dizer que as substituições são urgentes? RICHA - Eu vou levar ao presidente esta dificuldade no relacionamento, principalmente com alguns prefeitos da chamada "área de segurança nacional". Mas a solução do problema depende do presidente(*) A lei diz que cabe ao governador nomear, mas cabe só ao presidente demitir, então eu estou aqui amarrado. Só posso propor uma lista tríplice ao presidente para que ele homologue e depois me mande para que eu escolha somente se houver vacância do cargo. Se não houver estou amarrado, estou impedido. E o que diz a lei. N T - E quanto à Paranatur? Foz do Iguaçu vinha reivindicando um espaço na direção do órgão, devido a sua importância como pólo turístico do Estado. R ICHA -- Esta questão já está decidida. O Vezozzo aceitou assumir a presidência da Paranatur. E com isso imagino que atendo em parte o desejo do Diretório de Foz do Iguaçu, que reivindicava pelo menos uma diretoria da Paranatur. Eu desde o início já tinha pensado nesta solução. De alguém de Foz do Iguaçu e alguém do litoral estar incluídos no programa de turismo do Paraná. E então ficou muito boa a diretoria. O Alceu atende de Foz do Iguaçu até o norte do Estado. Ele tem hotel em Foz do Iguaçu e em Londrina. Uma diretoria ficou com alguém ligado ao litoral e outra diretoria com o Eduardo Pereira, um técnico em turismo com cursos de especialização na área, inclusive no exterior. E um dos maiores técnicos em turismo que temos aqui no Paraná. N T -- Que encaminhamentos pretende dar à questão dos agricultores sem terra? Só o Mastro (Movimento dos Agricultores Sem Terra no Oeste) listou cerca de seis mil pessoas... RICHA - Eu já nomeei uma comissão para analisar genericamente o problema do desemprego, o problema dos desajustes. Esta comissão que foi instalada na segundafeira me prometeu dar um diagnóstico da situação em breve. E a partir daí vamos ver. De exclusivo acordo com as sugestões que esta comissão me trouxer acionaremos os mecanismos que dispomos para buscar as possíveis soluções. Esta comissão é paritária, ou seja estaãk composta por órgãos do governo e da comunidade. O presidente da - comissão paritária é o secretário da Agricultura. Os outros dois membros do governo são os secretários do Interior e de Assuntos Comunitários. Os três representantes da comunidade são os presidentes da Federação da Agricultura do Paraná, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná e um representante da Comissão Pastoral da Terra. N T Existe uma responsabilidade do governo federal em tudo isto. O modelo agrícola voltado para o mercado externo criou profundos desajustes na área rural aumentando o número dos sem-terras. O governo estadual pretende negociar a solução do problema com a área federal? RICHA - Esta comissão vai levantar a situação, enfatizando os focos de maior tensão,e exatamente o principal foco de tensão é o Extremo Oeste. Depois do levantamento vão me trazer as sugestões. E aí nós vamos ver o que depende, o que é da competência do governo do Estado. Então começaremos imediatamente a agir. Já o que não for de nossa competência vamos levar pra área federal. Este problema terá que ser resolvido pelos governos estadual e federal envolven-

do as Prefeituras da área. N T - Os recursos para a solução deste problema bem que poderiam ser os "royalties" devidos por Itaipu à União. O governo do Estado vai reivindicar para o Paraná estes "royalties"? RICHA - O problema dos "royalties" pode entrar também na solução destes problemas, que em parte foram criados pela construção das hidrelétricas. Eu já disse ao presidente da Eletrobrás, que nós vamos brigar, no bom sentido, com o governo federal para que estes "royalties" sejam do Paraná. Nós achamos que de direito pertencem ao Paraná. Vamos agora lutar para que também sejam de fato. N T - Inclusive é possível vincular a solução do problema social com estes "royalties"... RICHA - Olha, eu até me dispus a elaborar um programa de aproveitamento de gestão desses recursos de uma forma mais ou menos vinculada ao problema social gerado por essas desapropriações ou então aplicar uma parte desses recursos no próprio setor energético. Estou com o problema de eletrificação rural, por exemplo. Nosso programa é levar energia elétrica a um número de pelo menos 50 por cento dos proprietários rurais do Parana. Hoje está em 15,5 por cento. Então nosso plano é até um pouco arrojado. N T - Este projeto daria uma solução somente a uma parcela dos desempregados na região. RICHA - Não resta dúvida. Mas o principal aí é ver a eletrificação como um fator de fixação do homem no campo e como um fator de geração de mais empregos. Quanto melhores condições forem dadas à propriedade agrícola, mais ela tem para funcionar e ir abrindo, ela própria, pela sua melhor utilização, um potencial de emprego muito grande. Uma coisa é a propriedade rural hoje, tocada de forma . empírica, outra coisa é gerira propriedade em condições dela se organizar melhor. Então ela vai ser melhor utilizada e naturalmente empregando mais mão de obra. Além dos empregos diretos, no próprio programa de eletrificação vão ser gerados uma série de benefi'cios tais como a fixação do homem na área rural. N T - Mas a concretização deste programa de eletrificação rural depende do encontro com o presidente? RICHA - Praticamente não. O nosso programa não depende nem ir ao presidente. Isto está sendo bem encaminhado pelas áreas do governo federal. Mas a concretização em maior ou menor escala desse programa depende da gente viabilizar recursos que vão ser divididos em três partes. Uma parte será do próprio BID e as outras duas partirão de recursos próprios e do proprietário rural. Para aqueles que não têm condições tentaremos viabilizar financiamentos. Então, veja bem, por isso eu disseque este programa vai ser mais ou menos acelerado,dependencjo dos recursos que nós vamos conseguir colocar. São 30 milhões de dólares, dos quais 120 milhões de dólares são de nossa responsabilidade nesses quatro anos. E evidente que vou ter muita dificuldade para conseguir os re- cursos para viabilizar este programa. Então é aí que vem a parte dos "royalties" que estou admitindo jogar nesse programa. N T - Como o governo pensa solucionar o problema dos ilhéus e de outros flagelados pelas cheias do rio Paraná? RICHA - Nosso pessoal está se reunindo com eles. O Bonfim esteve lá esta semana, trouxe um relatório e acertou uma fórmula de emergência para atendê-los de forma imediata. N T - Há uma tese por aí que diz serem as construções de hidrelétricas as causadoras destas cheias. O governo como vê isso? RICHA - O Procurador Geral do Estado está em cima do problema para estudar. Há uma causa e esta causa envolve também outros governos, inclusive o de São Paulo. Nós não queremos, de repente, ficar donos do problema. Vamos estudar profundamente a causa des - tas enchentes. Nós vamos demonstrar aos interessados que estamos atentos e que vamos ser os advogados deles. Vamos jogar o peso político do governo do Estado na solução do problema deles. Nós não queremos é que eles ilusoriamente, por incompetância nossa, de repente comecem a gritar que o problema é nosso. Então nós estamos identificando exatamente e na proporção devida os responsáveis pela coisa. Vamos exigir juridicamente a responsabilidade de parte dos responsáveis por estas enchentes. Então nós queremos que para a solução deste problema haja a participação daqueles que estão gerando este problema. Se os estudos encomendados constatarem que as represas de Jupiá (SP) e Itaipu (PR) são responsáveis pelas enchentes, iremos conversar com seus diretores e exigir o ressarcimento dos prejuízos causados aos ilhéus, pecuaristas, agricultores e industriais paranaenses. N T - Como vê a permanência de Juvêncio Iviazzarollo no cárcere mesmo depois da vitória do PMDB no Estado? O que é possível ao governo fazer em relação ao caso? RICHA - Não somos os donos do problema, mas nem por isso estamos desatentos. Até por uma questão de natureza moral. O nosso secretário de Justiça tem estado atento. O Juvéncio está somente sob a nossa custódia. Entretanto, ele conta com a nossa ação no sentido de verificar o que pode ser feito por ele a nível do governo do Estado. O que pudermos fazer será feito. N T - O procurador geral da República pediu mais três anos-para o Juvêncio. Este pedido, acredita-se, está ligado à vitória da oposição no Paraná. Seria uma vingança. Manter um preso político como exemplo na verdade o transforma num símbolo. Uueremos saber se o governo estadual vai manter alguma gestão com o governo federal para solucionar este problema. RICHA - Pode-se fazer isto. Aliás,devemos fazer isto. Pedi inclusive ao nosso secretário de Justiça que faça um contato com o ministro da Justiça. Além do problema Juvêncio, nós temos mil e um problemas por aí. A questão carcerária é seríssima. Um pouco antes de nossa posse tivemos aquela rebelião que foi uma coisa extraordinária. Foi a maior rebelião em presídios aqui do Paraná. Depois disso já houve, no nosso período, dois problemas que também nos preocupam e que decorrem das péssimas condições carcerárias do Paraná. E pelo que estou informado há alguns recursos para este programa. Tanto é que o Rio de Janeiro está recebendo um bilhão de cruzeiros para remodelação de sua estrutura carcerária. Então já pedi ao Horácio que fizesse este contato. Que levasse este problema que me parece tão grave como o do Rio de Janeiro. ri 1 - Que medidas o governo está pensando em adotar contra a corrupção, tortura e arbitrariedade que caracterizam a ação policial em Foz do Iguaçu e região? RICHA - Nós estamos através da Secretaria de Segurança tomando todas as providências para solucionar este problema. Em nosso programa de governo com participação popular quem souberdeum preso que sofreu qualquer tipo de tortura ou atos de corrupção deve procurar o diretório local do PMDB ou então os mecanismos que possui a sociedade, e fazer sua denúncia. O respeito aos direitos da pessoa humana é para nós um princí - pio sagrado.

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