Porto Alegre - Usina do Porto

usinadoporto.com.br

Porto Alegre - Usina do Porto

ANO XIV • Nº 90 • MARÇO 2009 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

APOIO:

Projeto Revendo

Porto Alegre

Eduardo Aigner

Pág. 2

E mais...

:: Sérgio Napp

:: Luiz Coronel

:: Renato Pereira

:: Paulo Amaral

Andradas, 1761 - 3224.0261

Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910

24 de Outubro, 348 - 3222.3651

O Jornal da Cultura

:: Marcelo O. da Silva

:: Fernando Rozano

:: Luciano Alabarse

:: Jaime Cimenti

“Especialista mundial no cuidado dos pés”

Calos - Calosidades - Unhas

Encravadas - Produtos Ortopédicos

Pág. 9

Lauro Schirmer

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

R

Pág. 7

Mônica Leal

Pág. 8

Breno Ketzer Saul

:: Teniza Spinelli

:: Thamara Pereira

:: Caho Lopes

:: Dr. Nilton Alves

:: Dr. Ernani Abreu


2 2

sou morador da Zona Sul de Porto

Alegre há 37 anos. É um lugar

mágico para se viver, crescer, criar

os filhos e curtir os netos. É um

refúgio do caos urbano que começa a tomar

conta de Porto Alegre, com a grande

vantagem de ser dentro de Porto Alegre.

Na Zona Sul ainda é possível ouvir as

árvores farfalhando com o vento, as cigarras

cantando, sabiás, falcões, catorritas e

quero-queros voando e fazendo ninhos. Ainda

é possível morar, como eu moro, em uma

chácara dentro da cidade, cercado pelo

morro do Osso e sua mata nativa, e ter vez

que outra sua casa invadida por preás, lagartos

e raposas.

Mas nem só de natureza vive a Zona Sul.

O acesso ao centro da cidade é muito rápido:

faço 13 quilômetros em apenas 23 minutos

nos horários de trânsito intenso. Modernas

avenidas permitem isto, como Cavalhada,

Campos Velho (também conhecida

como Faixa Preta, pois reza a lenda ter sido

esta a primeira avenida asfaltada de Porto

Alegre), Diário de Notícias (recém remodelada),

Icaraí, Padre Cacique, Edvaldo Pereira

Paiva (também conhecida como Beira Rio

ou avenida do Collares, por ter sido

construída quando este ocupava a prefeitura

Por Caho Lopes Escritor e Empresário

Um mundo singular

de Porto Alegre), Wenceslau Escobar, e tantas

outras que ficaria enfadonho citar mais.

Há ainda a Terceira Perimetral, é verdade,

mas os constantes engarrafamentos

devido a falta de elevadas em pontos estratégicos

tornaram-na uma obra cujos méritos

só podem ser percebidos nos fins de

semana e madrugadas. Uma recente lenda

urbana que circula por aí é de que estas

elevadas não foram construídas propositalmente,

para que o pessoal da Zona Sul não

ficasse freqüentando a zona norte (assim

mesmo, Zona Sul com maiúsculas e zona

norte com minúsculas), evitando a contaminação

com aquele modo de ser e viver.

Aliás, a guerra final, o Armagedon, não

será travado entre o bem e o mal, entre modelos

e mulheres reais, entre o Lula e o

resto da história deste país. A batalha final

da última das guerras será entre os habitantes

da Zona Sul e os seres que purgam

na zona norte de Porto Alegre. Para ter uma

pequena prévia disto, coloque duas ou mais

pessoas moradoras de cada uma destas

regiões da cidade, distribua uns drinques e

salgadinhos, deixe o papo rolar animado e

lá pelas tantas aperte o botão vermelho:

pergunte qual o melhor lugar para morar

em Porto Alegre. Primeiro você vai escutar

bons argumentos de lado a lado, colocações

civilizadas, afirmações baseadas em

fatos reais. Depois começa o sarcasmo, cai

para a desfaçatez e descamba de vez para

a agressão verbal e física. Amizades terminam,

boletins de ocorrência são preenchidos,

e cada um segue para sua casa com a

certeza de quem lutou a batalha da sua vida.

Exageros a parte, há boas vistas de Porto

Alegre de coberturas e lugares mais altos

da zona norte de Porto Alegre. Mas, via

de regra, o que se enxerga é apenas cimento,

muitos prédios com muitas janelas e

asfalto. Na Zona Sul é possível se ver muita

natureza, o nosso amado Guaíba, veleiros

ao longe, matas, pequenas casas e amplos

espaços. Tem um quê de interior, de

churrasco com os amigos, de chimarrão no

fim de tarde em Ipanema. De chamego no

alto no morro da Apamecor, da área rural da

cidade, do banho no Lami.

Morar na Zona Sul de Porto Alegre é mais

do que habitar um espaço geográfico. É vibrar

numa freqüência diferente, é ter um

estilo próprio de vida. É somar e incorporar

nossas boas vibrações com o espaço privilegiado

que nos cerca.

Entre a Urbi et Orbi, sou cidadão de um

mundo singular.

Rua Miguel Tostes, 771 cj 03 POA/RS

CEP 90430-061 CNPJ: 74.783.127/0001-60

51 3012 7292 usinadoporto@superig.com.br

Editor e Jornalista (DRT nº 12460) Jorge Luiz Olup

Administração Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup

Jornalista Resp. Thamara de Costa Pereira

Produção Gráfica Liege Menta Grandi - 3737.8583

Tiragem 10 mil exemplares

Impressão Zero Hora

Colaboradores Mônica Leal, Lauro Schirmer,

Breno Ketzer Saul, Dr. Ernani Abreu,

Eduardo Aigner, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral,

Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp,

Teniza Spinelli, Luiz Coronel, Renato Pereira,

Luciano Alabarse, Fernando Rozano, Jaime Cimenti,

Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes,

Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta

Projeto Revendo Porto Alegre

Eduardo Aigner, Porto Alegre 1970. Já

fotografou rãs, prédios, músicos, casas,

gatos, panelas, cadeiras, pedras, livros,

cadeiras, fábricas, amigos, namoradas,

folhas, personalidades, paisagens,

brinquedos, tempestades, banheiras,

atores, árvores, campos, cavalos, computadores,

etc. Estudou arquitetura,

descobriu a fotografia, e segue transitando

em ambos os mundos.

AGENDA CULTURAL 23 março a 23 de abril

THEATRO SÃO PEDRO

28 e 29/03 - Aquela Mulher. Sábado às 21hs e Domingo às 18hs. Dir.

Antônio Fagundes

Musical Petropar - Todas a quarta úteis, às 12:30, no Foyer Nobre do

Theatro São Pedro. Entrada Franca

25/03 - Gilmar Goulart – Marimba

01/04 - Trio de Janeiro - Jazz

08/04 – Plauto Cruz (Flauta), Dionara Schneider (Piano), Terezinha

Dias (Voz) E Convidados

15/04 - Angelo Primon: Violão, Viola, Viola de Cocho e Sitar – C/

Matheus Kleber: Acordeom

22/04 - Dudu Sperb (Voz) e Michel Dorfmann (Piano)

29/04 - Selva Viviane e Josias Matschulat - Duo de Piano (A 4 mãos)

02 e 03/04 – Quinta e Sexta - 21hs - Larvárias – Cia do Giro – Dir. e

Roteiro: Daniela Carmona

04 e 05/04 – Sáb às 21hs, Dom às 19hs – O Sonho de Uma Noite de

Verão – Cia do Giro – Dir. e Roteiro: Adriano Basegio e Daniela Carmona

08/04 – 21hs - O Maestro, O Malandro e O Poeta – C/ vários músicos.

16 a 19 e 23 a 26/04 – Quinta à Sábado - 21hs, Domingo - 18hs - Medéia

- Dir. Luciano Alabarse; Elenco: Sandra Dani, Rafael Sieg, Lurdes Eloy,

Alexandre Silva, Mauro Soares, Paulo Fernandes, José Baldissera, Ida

Celina, Vika Schabbach, Luciana Éboli, Elisa Viali, Regina Rossi, Lucia

Bendatti, Daniel Bacchieri, Fernando Zugno, Thales de Oliveira, Fabrizio

Gorziza, Tito Ravaglia e Vitório Azevedo.

20/04 – 21hs - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro - Uma Noite

Na Ópera – Mozart e Rossini. Reg. Antonio Carlos Borges-Cunha

28/04 –20hs - Prêmio Açorianos de Música – Entrada Franca

FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO

Até 30/08 - Exposição: Iberê Camargo - Um Ensaio Visual, mostra com

37 pinturas e 62 desenhos nos três andares expositivos da Fundação

Encontro de Capacitação de Professores -Exposição Iberê Camargo

- um ensaio visual

Atividade Permanente - Ciclo de Palestras. Todas as exposições realizadas

pela Fundação serão acompanhadas de um ciclo de palestras.

Atividade Permanente - Programa Educativo. Curadoria pedagógica

de Luis Camnitzer, professor da Universidade do Estado de Nova Iorque.

Atividade Permanente - Programa Audiovisual. Na última semana de

cada mês. Auditório

Atividade Permanente - Programa Ateliê de Gravura. Ateliê de Gravura

Horário de visitação: Terça a sexta das 10h às 19h / quinta das 10h às 21h

/ Sábados, domingos e feriados das 11h às 19h. Entrada franca. (av. Padre

Cacique, 2.000)

SOLAR DOS CÂMARA

Sarau no Solar

Com entrada franca, o espetáculo começa às 18h30, com distribuição de

senhas de ingresso meia hora antes no local, na Sala José Lewgoy do

Solar dos Câmara.

25/03 – Maria Lucia e Toneco da Costa – Participação especial de

Thiago Gonçalves

01/04 Sheriff & Co- Country rock - A banda toca Rock e Western Music.

08/04 - Rodrigo Calveyra- “A flauta doce e a sua história”

15/04 - Flor de Ébano- Samba de raiz

22/04 - Leonardo Ribeiro

29/04 - Sexteto Blazz

Espaço Novos Talentos

Até 27/03 - Artistas caxienses realizam mostra coletiva - artistas Marcos

Leal e Cristiane Marcante - Sala JB Scalco

Até 27/03 - Fernanda Bigio Davoglio - Porto Alegre sob o Olhar de uma

Mulher

Escolas já podem marcar agenda

3019-9644 e 9971-9644 e 9949-0026

CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA

Teatro

Até 29/03 – 16h - sábados e domingos. Teatro Infantil - Baú de Histórias.

Dir. Edye. Teatro Carlos Carvalho 2º andar

Até 29/03 - 20h - sábados e domingos - Teatro Adulto - Ardidos de

Paixão. Texto e Dir. Edye. Teatro Carlos Carvalho 2º andar

Até 29/03 – 20h - sexta, sábado e domingo - Garotos de Programa. Dir.

e produção Paco Escajedo. Teatro Bruno Kiefer 6º andar

Até 29/03 – 16h - sexta, sábado e domingo - Quando a Luz se Apaga.

Dir. José Renato Leão. Teatro Bruno Kiefer 6º andar

Até 29/03 – 16h - sábados e domingos - Horário para escolas: quintasfeiras,

c/ agendamento para escolas - O Sítio Maluco (Teatro Infantil)

Sala Lili Inventa O Mundo 5º andar

Música

26/03 – 20h - Jader Leal – Show Depois dos Mates. Teatro Bruno Kiefer

26/03 – 19h30 - Brasil Memória: Carmem Miranda – 100 Anos. Música

c/ Karine Cunha - Auditório Luis Cosme 4º andar

Exposições

Até 31/03 - Mostra - Dia Internacional da Mulher. Saguão BPE

Até 05/04 - O Caminho do Mouse - Galeria Augusto Meyer 3º andar

Até 31/03 - Evento Comemorativo ao Aniversário da Cidade. Biblioteca

Lucilia Minssen 5º andar

Até 30/3 - Exp. Retratos da Música. Sala B4 - Radamés Gnattali

Até 12/04 - Mulheres no Acervo do MAC. Gal. Xico Stockinger

Até 12/04 - O Papel no Acervo do MAC. Gal. Sotero Cosme – 6° andar

Até 12/04 - POA – 237 - Exposição presta uma homenagem à Capital

gaúcha no seu aniversário de 237 anos. Galeria Sotero Cosme – 6° andar

Encontros Culturais - Palavra Viva - terças às sextas do mês com

agendamento - 3221.7109. Mezanino

Roda de Histórias: Grupo Cataventus - Informações e agendamentos

p/ escolas: 3225.7089 - Sala Lili Inventa O Mundo 5º andar

Até 31/03 - Prosa e Poesia Sobre Porto Alegre. Hall da Biblioteca

Lucilia Minssen

27/03 – 19h - Sarau de Contadores de Histórias. Sala Lili Inventa O

Mundo 5º andar

Oficinas da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone

(51) 3221-7147 Central de Informações – térreo da Casa de Cultura.

Inscrições no Núcleo de Projetos Especiais – 2° andar, das 9h às 18h.

Visita na CCMQ com A Traça Biblió. De terças a Sextas-feiras mediante

agendamento prévio de grupos ou turmas de escolas. Informações

3225.7089 ou e-mail: ablumi@terra.com.br.

MARGS

Até 12/04 - A obra do artista Bez Batti – ganha registro - edição de luxo

com o livro Cor e forma na escultura de Bez Batti, fotografias de Valdir Ben.

Todas quartas até 08/07 - 16h - 9ª edição do Seminário Livre de Arte

e Cultura – Auditório MARGS. Informações: (51) 3227.2311 - Núcleo de

Extensão do MARGS, extensao@margs.rs.gov.br

Até 19/04 – Mostra Retratos, em comemoração ao aniversário de Porto

Alegre – Bistrô do MARGS

29/03 – Nhoque Cultural – Bistrô do MARGS

06/04 a 14/06 – Pinacoteca APLUB de Arte Rio-grandense

28/04 a 30/05 – Paulo Porcella – meio século de arte

Mostra de Acervo Permanente nas Galerias João Fahrion, Ângelo

Guido e Sala Pedro Weingärtner. Toda a Quarta, das 16h às 18h - Seminário

Livre de Arte e Cultura. Auditório do MARGS.

Informações sobre os eventos: www.margs.rs.gov.br - 51 3227.2311, email

extensao@margs.rs.gov.br.

CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO

Até 18/04 - Iconografia Sul-Riograndense de Plínio Bernhardt - Sala

O Arquiélago - Rua dos Andradas, 1223 – 3226.5342 – 3226.7974 -

3228.9710 - cultural@cccev.com.br - www.cccev.com.br

MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL

Visita Guiada Temática ao Memorial do Rio Grande do Sul

Informações e agendamento de segunda a sexta das 13h30 ás 18h : 51-

3224.7210 ou daiane.memorial@uol.com.br

Informações podem ser obtidas no local, através do site

www.memorial.rs.gov.br ou pelo telefone 3224-4376.

Álvaro Moreyra

Até 31/03 - Porto Alegre Em Cena – Inscrições. Grupos Nacionais

devem encaminhar seus projetos com Fotos, release, lista de equipamentos

e um DVD com o espetáculo completo. O Festival acontecerá

entre os dias 8 e 21 de setembro. Informações: 3232.1652 – 3225.2995 –

3235.1120

02/04 – 20h - Prêmio Açorianos de Teatro e Dança e Prêmio Tibicuera

de Teatro Infantil. Teatro Renascença

CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO

Projeto Usina das Artes

24 a 28 de março - de terça a sexta das 17h as 20h, sábado das 14h as

20h - Ensaios da Farra de Teatro

28/03 – 19h30 - 4º edição - Mostra Movimento e Palavra - Dança Usina

na 209 - Verão 2009. Eduardo Severino Cia. de Dança - Sala 209

Até 29/03 – 20h - (sab e dom) - Apareceu a margarida - Sala 302

27 e 28/03 - 20h - Circo da Ilha Desconhecida. Direção Cênica: Ekin

e Melissa Dornelles - Sala 309

28, 29/03 e 4 e 5/04 – 16h - Histórias do Palhaço Pipoca. Teatro de

Bonecos Para Crianças - Sala 502

25/03 – 19h - Grupo de Pesquisa de Teatro de Formas Animadas.

Coord. Celso Veluza - Sala 502

28 e 29/03 – 20h - Travessia Entre Nós. Dir. Celso Veluza - Sala 502

28/03 - 21h - Leitura Dramática do conto A Carta Roubada, de Edgar

Allan Poe. C/ integrantes do grupo Neelic - Sala 504

Usina do Papel

Gasômetro Reciclado - Visitas Guiadas. Mediante agendamento. Todas

as sextas, manhã ou tarde. Entrada Franca

Papel Social na Floresta Urbana. Mediante agendamento. Todas as

sextas, manhã ou tarde. Terças a domingo das 9h às 21h. Entrada Franca

Vitrine do Papel. Comercialização de folhas e artigos de papelaria

ecológicos De terça a sexta - das 9h às 12h e das 14 às 17h

Papel Social. Oficina de reciclagem de papel para adolescentes em

vulnerabilidade - terças e/ou quintas. 14 às 17h. Gratuito

Até 29/03 - Imaginário - por Francisco Palazón - Galeria Iberê Camargo

(térreo)

Até 26/04 - XVII Salão Internacional de Desenho para a Imprensa. -

Galeria dos Arcos (térreo)

17/04 a 03/05 – 17h30 - (sextas, sábados e domingos). IntenCIDADE

1ª: VOAR. Teatro Sarcáustico - Terraço e Mezanino

21/04 - 15h às 22h - Atividade Seqüenciada (nas salas) - Terraço e

Mezanino

25/04 – 20h - Sombras Gigantes. terraço leste - 4º andar - Terraço e

Mezanino

11/04 - 19h – Vídeo Ou Performance de Contato Improvisação . C/

Carola Yulita (AR) - Sala 209

12/04 - 19h - Jam de Contato Improvisação . C/ Carola Yulita (AR) -

4 e 5/04 – 19h – Experimento da Cadeira. Cibele Sastre (solo) - colaboração

Bia Diamante - Sala 209

16/04 – 19h - A cantora Careca e Eugéne Ionesco. Leitura dramática

- Sala 302

07/04 – 19h - Lançamento do Projeto “5 Anos de Teatro Sarcáustico. 5

espetáculos de Presente para Porto Alegre” - Sala 309

18 e 19, 21, 25 e 26/04 – 19h - A Profetisa - Sala 309

17/04 – 21h - Station Bar - Sala 309

4 a 24/04 (sábados e domingos) 21h - O Casamento - Sala 400

18/04 – 20h30 - Sarau de Livre Expressão Artística. C/ presença dos

integrantes do Neelic e dos seus alunos dos diversos níveis - Sala 504

07 e 14/04 – 20h - Ensaio Aberto. Projeto Tradisons - Sala 505

23/04 – 20h - Sarau do Tradisons - Projeto Tradisons e convidados -

Sala 505

05/04 – 18h - Canções que não Saíram do Papel. Gaspo Harmônica

- Sala 505

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

OSPA

31/03 – 19h - Concerto Especial Abertura da Temporada. Reg. Isaac

Karabtchevsky. Hospital Psiquiátrico São Pedro

07/04 – 20h30 - 1º Concerto Oficial. Abertura Temporada 2009. Solista:

Hugo Pilger. Reg. Isaac Karabtchevsky. Salão de Atos da UFRGS

14/04 – 20h30 - 1º Concerto Série na Comunidade. Solista: Samuel Rodrigues

de Oliveira. Reg. Manfredo Schmiedt. Igreja Nossa Sra. de Lourdes

21/04 – 20h30 - 2º Concerto Série Oficial. Festival Villa-Lobos – 50

Anos de Falecimento. (Homenagem Prof. Zuleika Rosa Guedes). Solista:

Ney Fialkow. Reg. Luis Gustavo Petri. Salão de Atos da UFRGS

24/04 – 20h30 - Concertos Pelo Rio Grande. Reg. Paulo de Tarso.

Santa Rosa

28/04 – 10h - 2º Concertos Especial. Reg. Paulo de Tarso. Parque

Gráfico da Souza Cruz

TEATRO DO SESC

Especial do Choro

09 e 23/04 – 19h – Café SESC – 2º Andar

Luz, câmera, ação, drama, suspense e comédia. Cine SESC

15h e 19h - Curtas no Café - Café do SESC Centro - 2º andar. EF

01/04 - Em Torno de Glauber: Memória de Deus e do Diabo em Monte

Santo e Cocorobó, De Glauber para Jirges, A Voz do Morto, Abry, A

Degola Fatal

08/04 - Curtas Universitários: O Lençol Branco, Produto Descartável,

Veludo & Cacos de Vidro, Velha História, Um Sol Alaranjado

15/04 - Memórias da Boca do Lixo: Candeias: da Boca para Fora,

Soberano, Boca Aberta, O Galante Rei da Boca

15/04 – 20h - Cinema na Rua - Praça da Matriz -

23/03 - As Bicicletas de Belleville. comédia, infantil (Dir.Sylvain Chomet)

Cine SESC – Circulação de filmes. Informe-se sobre o agendamento

de Escolas diretamente no SESC local. 3284.2070 ou 3284.2071

SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA

Até 27/03 - Inscrições Atelier Livre - 3289.8057 - 3289.8058

23 e 30/03 – 14h - FUMPROARTE - Reuniões Públicas da Comissão

de Avaliação e Seleção (CAS). Teatro de Câmara Túlio Piva

Oficinas Gratuitas de Teatro

Até 26/03 – Contação de Histórias – Profª Adriana Jorgge - terças e

quintas, das 19h às 22h. Auditório Álvaro Moreyra

Até 26/03 – Jogo em Cena – Sandra Possani - terças e quintas, das 9h

às 12h. Auditório Álvaro Moreyra

Até 01/04 - Roteiros Teatrais - Hermes Bernardi Junior. segundas e

quartas, das 19h às 22h. Auditório do Atelier Livre

Até 11/05 – Iniciação Teatral – Lila Vieira - segundas, das 19h às 22h.

Auditório Álvaro Moreyra

Até 12/04 - quintas, sextas e sábados as 21h e domingos as 18h - O

Bairro – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva

Até 29/03 - Semana de Porto Alegre

28/03 - Baile da Cidade. Parque Farroupilha/Bairro Cidade Baixa

27, 28 e 29/03 - sexta e sábado às 21h e Domingo às 20h. Monoton –

Dança. Teatro Renascença

27, 28 e 29/03 – 21h - H. Romeu – A Comédia Musical – Teatro Adulto.

Montagem do grupo Fróide Explica, c/ participação de Jottagá. Auditório


Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura

A feminilização das culpas de guerra

oLeitor é aquele tipo de

adaptação cinematográfica

que reverencia a excelência

do livro original. Der

Vorleser, escrito em 1995 pelo jurista

alemão Bernard Schlink, alcançou

o topo da lista dos mais vendidos

do jornal New York Times. O filme

do diretor Stephen Daldry mantém

uma característica rara dessa obra

traduzida em 39 línguas e premiada

na Itália, França e Japão: as das histórias

que informam mais sobre o

contexto histórico, no caso a reconstrução

do caráter nacional alemão

após o genocídio de milhões de judeus,

exatamente quando seus protagonistas

silenciam. Aqueles que

falam, relevam mais sobre seus contemporâneos

do que sobre si próprios.

Muito já foi discutido sobre a culpabilidade

alemã, mas o livro de

Traudl Jung Eu fui secretária de

Hitler (2002) parece ter aberto uma

perspectiva completamente nova

sobre o tema, onde o olhar feminino

vem revelar raízes ocultas do momento

mais sombrio do século XX.

O relato de Traudl, também transformado

em documentário, nos aproximou

das personas daqueles vultos,

de suas vidas fora do horário

comercial. Isso catalisou o elemento

mais fascinante do filme A Queda

- Os Últimos Dias de Hitler. A confissão

de Traudl, de que poderia e deveria

ter resistido da mesma forma

que sua contemporânea Sophie

Scholl, desmoralizou os que ainda

Fred Almeida

O dia 16 de março foi uma

data histórica para a classe

artística gaúcha.

O Sindicato dos Artistas e

Técnicos em Espetáculos de

Diversões do Estado do Rio

Grande do Sul – Sated-RS

realizou, nesta ocasião,

a posse de sua Diretoria,

eleita após 11 anos de

sucessivas juntas

governativas.

insistiam em alegar que nada sabiam

(como a cineasta Leni Riefenstahl)

e finalmente motivou a produção de

um filme sobre aquela estudante

que desafiou sozinha a ditadura nazista.

Nessa mesma trilha, O Leitor

nos aproxima da visão de mundo

que era possível a uma mulher pobre

e analfabeta (Hanna Schmitz,

interpretada por Kate Winslet), que

engajou-se no exército e foi colocada

na guarda feminina dos campos

de concentração nos anos 40, procurou

refazer sua vida na década

seguinte e na metade do anos 60

se vê transformada numa espécie

de bode expiatório de uma consciência

nacional culpada. A história é

contada por Michael Berg (uma espécie

de alter-ego de Schlink, interpretado

na juventude por David Kross

e na idade adulta por Ralph Fiennes)

que na puberdade foi amante de

Hanna durante um verão. O passado

de carcereira da ex-amante ele

descobre durante os julgamentos

de crimes nazistas em Nüremberg,

que assiste como estudante de direito.

A produção é no geral bem cuidada,

a direção de atores está muito

bem, mas certamente há deslizes formais.

O uso de trilha sonora até nos

momentos em que o jovem Michael

deliciava-se na banheira de Hanna fala

por si só e infelizmente não foi a única

intrusão destoante de uma trama tão

sofisticada. Entretanto, o que há de

raro e digno de nota nessa história é

Sated-RS empossa primeira diretoria eleita

após 11 anos sem pleito direto

A cerimônia, que reuniu artistas,

ex-diretores da entidade, autoridades,

convidados e a Imprensa, ocorreu às

20h de segunda-feira, no Teatro de

Câmara Túlio Piva (República, 575),

em Porto Alegre. Também tomaram

posse o Conselho Fiscal e Delegados

Representativos, responsáveis

por comandar os destinos da entidade

pelo triênio 2009-2011. Ao final, os

convidados foram brindados com coquetel

e festa de confraternização.

Presidida pelo ator e produtor

Vinícius Gentil Cáurio, a diretoria do

Sated-RS tem, diante de si, muitos

desafios. O primeiro deles é estruturar

a entidade e mobilizar a categoria. “É

um momento de tomada de rumo. Ou

pegamos o timão em nossas mãos

ou ficaremos à deriva pela próxima

década”, afirma o novo presidente.

“Estamos num momento de muita

agitação no mercado artístico e de entretenimento.

Temos discussões urgentes

e demandas das mais diversas

na ordem do dia. Aliado a isso, há

um grande grupo de pessoas dispostas

a contribuir com idéias e trabalhos

diferenciados e um sindicato que está

a maneira como se desabrocha na

cabeça do espectador um diálogo

com aquilo que os protagonistas deixam

de fazer ou dizer.

O que motiva o estoicismo de

Hanna, que não revela sua condição

de analfabeta para se livrar da

prisão perpétua? Um inquebrantável

orgulho ancestral? Uma resignação

ao destino que aquela catarse

nacional disfarçada de julgamento

lhe reservou de antemão? Uma tentativa

sincera de pagar pelos erros

que apenas ela teve coragem de

admitir? O que explicaria as omissões

de Michael durante o julgamento

e sua reticência na reaproximação

20 anos depois? Incapacidade pessoal

de separar as circunstâncias

da carcereira dos anos 40 de sua

amante dos anos 50? Um dilema

ético-filosófico típico de juristas?

Uma conveniente adaptação ao clima

reinante entre seus contemporâneos

no sentido de atribuir culpas

a granel e sepultar de vez aquela

purgação dilacerante dos crimes de

seus pais e avós?

É precisamente nesse gesto de

estimular reflexões em lugar oferecer

respostas que reside a força e a

sagacidade da realidade recriada no

filme. O que levou aquelas alemãs a

compactuar com o genocídio de judeus?

Questões complexas exigem

respostas complexas e mesmo

quem retornou dos campos de concentração,

como diz no filme a escritora

Illana Mather (parafraseando Primo

Levi), voltou de lá sem palavras.

voltando a se posicionar de uma forma

mais presente e ativa na defesa

dos interesses da classe”,

complementa, e ressalta: “como presidente,

tenho o compromisso de encontrar

formas de aliar estas questões

em um caminho de progresso nas

relações de trabalho deste mercado

que é crescente e cada vez mais segmentado

em profissões bem definidas,

dentro da área de cultura e entretenimento

no Rio Grande do Sul.

Entre os planos da nova diretoria,

está a proposta de tornar o Sated-RS

um órgão de defesa e discussão do

mercado de cultura e entretenimento

no Rio Grande do Sul, que abraça 116

profissões. “Precisamos dar o devido

retorno a todos os profissionais da

área que defendemos”, justifica

Cáurio. Além de criar delegacias representativas

no Interior do Estado,

ele defende o desenvolvimento de

mecanismos de segurança ao trabalhador

da arte no Rio Grande do Sul.

Informações

(51) 32261921 – 7813.2535

RESTAURANTE PIOVESANI:

“Sempre uma boa opção”

O Restaurante Piovesani há mais de 5 anos é “Sempre uma boa

opção” por ter várias opções. Em um amplo espaço, ambiente requintado,

acolhedor e climatizado, você encontra Buffet Executivo e A La

Carte no almoço e aos finais de semana um delicioso Rodízio de

Grelhados.

O Piovesani é gerenciado pelo simpático Sidnei que conta com o apoio

de uma equipe atenciosa e ágil.

O melhor happy hour do Centro agora tem mais um diferencial: Buffet

de grelhados à noite, acompanhado de pratos quentes, saladas, frutas

e sobremesas das 19h às 24h.

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Você também pode deliciar-se com uma variedade de Pratos, Lanches,

Petiscos e Pizzas no conforto de sua casa.

Arquivo Piovesani

Rua Dr. Flores, 455 - Centro - Porto Alegre/RS

ARQUIVO HISTÓRICO DO RS

Projeto Cidade Homenageada

O Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, instituição ligada a Secretaria

de Estado da Cultura, iniciou, em 5 de janeiro de 2009, o Projeto

Cidade Homenageada. Trata-se de uma exposição de documentos de

seu acervo, destacando aspectos da história dos municípios de nosso

estado, mais especificamente origens e a constituição da população

da cidade homenageada. A exposição valorizará aspectos

cartográficos, históricos e situações factuais relevantes, além de

referir os personagens significativos da Cidade, e a iconografias

(fotos, imagens, desenhos, gravuras, etc.).

Objetivamos atingir um público alvo de professores, pesquisadores,

estudantes das escolas estaduais e municipais, representantes de

grupos étnicos e a sociedade em geral.

Nossa pretensão é estimular a pesquisa e a busca por conhecimento,

não só das cidades de nosso estado, mas também, do manancial de

fontes que podemos disponibilizar aos interessados de cada uma das

cidades homenageadas.

A exposição ocorre sempre nas dependências do Memorial do RS,

Rua Sete de Setembro 1020, 2º andar, nas segundas-feiras das 14h

às 18h e entre terças e sextas-feiras das 10h às 18h.

No mês de março a cidade Homenageada é Porto Alegre, todos estão

convidados.

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3228.4586

Diariamente

das 11h às 24h

e domingos

das 11h às 16h.

Arquivo Histórico do RS


4 4

O universal Al Di Meola

Entre os

instrumentistas e

compositores

modernos, por certo,

seu nome está entre os

primeiros. Dono de

exuberante técnica e

virtuosismo, sua

sensibilidade nos

arranjos e interpretações

de seus temas ou os de

outras assinaturas o

tornam diferenciado neste

universo da world music.

filho de italianos nascido em

Jersey City na América do

Norte em 1954, a influência

dos jazzistas foi determinante

para a sua carreira. A começar por

Chick Corea e Larry Coryell. E foi

justamente no então grupo de

Corea, o Return To Forever que, aos

19 anos, Meola dava seus primeiros

passos na música e no jazz.

Sua característica principal é a velocidade

com que realiza solos de

guitarra, seu instrumento preferencial,

a ponto de fazer com que o público

de rock o adorasse e fizesse

subir as vendas de discos como

“Where have I know you befora” e

“Romantic Warrior”.

O reconhecimento de seu talento

como guitarrista o levou a gravar,

em 1976, seu primeiro trabalho

solo: “Land of The Midnight

Sun”. Então, já alternando a guitarra

com o violão, iniciou os anos noventa

com a classificação de músico

de world music. Uma das razões,

certamente, foi a gravação do

fabuloso “Di Meola Plays Piazzolla”

de 1996, com leituras criativas e

modernas ao já moderno tango

fusion do mestre platino. No mesmo

ano, com os consagrados Paco

De Lucia e John McLaughlin gravou

mais um disco como The

Guitar Trio, cujo sucesso iniciara

em 1981 com o clássico e extraor-

Posse da nova Diretoria da

Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul

A Enchente de 41 de Rafael Guimaraens

Entre 10 de abril e 12 de maio de 1941, o Guaíba voltou-se contra a cidade. Uma gigantesca

enchente desabrigou 70 mil pessoas. Foi a quarta grande enchente num período de 15 anos e a

mais devastadora de todas. As águas destruíram casebres e invadiram fábricas; alagaram os

Correios e Telégrafos, o Mercado Público, a Prefeitura, o Cais do

Porto, a Estação Ferroviária, o Aeroporto Municipal e a Usina do

Gasômetro, deixando a cidade sem luz, bondes e comunicação.

Escolas, cinemas e vagões de trem foram transformados em albergues.

A enchente atingiu 4,76m de altura.

O maior drama da história de Porto Alegre – e seu grande trauma –

é mostrado no livro A Enchente de 41, que reúne 120 imagens de

fotógrafos da época e textos de Rafael Guimaraens, relatando

como era a cidade em 1941 e a ruptura de seu cotidiano pela força

das águas. Rafael é jornalista, autor de vários livros foi contemplado

com o Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano

(2008), premiação dividida com Machado e Borges, de Luiz Augusto

Fischer.

Com design de Clô Barcellos, A Enchente de 41 é uma edição da

Libretos e tem financiamento do Fumproarte, da Prefeitura Municipal

de Porto Alegre.

Por Fernando Rozano Jornalista e escritor

dinário “Friday Night In San Francisco”,

que em seu repertório composição

de Egberto Gismonti (fiquem

atentos: há pouco a

Columbia relançou esta obra-prima).

No início de 2000, chegou “Al

Di Meola Anthology”. Um belo apanhado,

em cd duplo, de sua obra,

mostrando toda a sua versatilidade

como instrumentista, sempre

acompanhado de grandes outros

músicos do calibre de Jaco

Pastorius, Lenny White, Steve

Gadd e, inclusive, Phill Collins. Um

disco essencial e maiúsculo. São

20 performances inesquecíveis. Indispensável

em sua discoteca.

Em Sessão Solene de Posse da nova Diretoria da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul –

biênio 2009-2010 – que realizou-se no dia 17 de março, em sua sede, na Rua Sarmento Leite, 933, POA

Diretoria da Academia Literária Feminina Biênio 2009-2010

Presidenta: Eloá Muniz , 1ª Vice-presidenta: Jane Tutikian, 2ª Vice-presidenta: Fulvia Moretto

1ª secretária: Ivanise Mantovani, 2ª secretária: Clodia Turra, 1ª Tesoureira: Iria Poças

2ª Tesoureira: Ellen Wlakiria Eifler

Conselho Consultivo: Teniza de Freitas Spinelli, Marilice Costi e Dileta Silveira Martins

Conselho Fiscal: Beatriz Castro, Elaine Maria Consoli Karam e Maria Berenice Dias

A guerra e suas histórias

O tema é inesgotável. Recorrente,

atos de heroísmos, muitos

verdadeiros, já pularam das páginas

dos livros para as telas de cinema.

Relatos emocionantes recuperam

o quanto de sofrimento a Humanidade

passou, e passa, com a

inconseqüência do ser humano e

sua eterna sede pelo poder. Algumas

histórias fogem do convencional,

se tornam, ainda que em cenários

de horror, peças de boa literatura

e proporcionam reflexões à

margem das mesmas histórias.

Cidade de Ladrões do roteirista

e escritor norte-americano David

Benioff contém, em uma narrativa

atraente, uma prosaica missão a

ser cumprida por um desertor do

exército russo e um judeu na cidade

de Leningrado. Época difícil de

ser vivida em função da ocupação

das tropas nazistas, a luta pela simples

ato de fazer uma refeição assume

proporções inimagináveis

como o que era conhecido por “doce

de biblioteca”, que era feito da se-

guinte forma: arrancavam-se as capas

dos livros, a cola usada para a

encadernação raspada e fervida e

reconstituída em forma de barras.

Apesar do gosto ruim, havia proteína

na cola e isso mantinha vivas

as pessoas. E os livros desapareciam

aos poucos.

Forçados a viver como se fosse

um gueto, os moradores de Piter,

como chamavam a cidade, se desdobravam

em criatividade para poderem

ver o amanhecer no dia seguinte.

Até que um paraquedista

alemão cai próximo onde está o prédio

de apartamentos conhecido

como Kirov. É quando um grupo de

jovens decide saqueá-lo. Lev

Beniov, ao ser descoberto cometendo

crime contra o Estado é preso

durante a fuga. Levado a uma

cela escura à espera da morte, conhece

outro preso: Nokolay

Alexandrovich Vlasov, ou Kolya.

Levados ao oficial, antes da execução,

ambos recebem uma

inacreditável missão que poderá

salvar suas vidas.

O relacionamento e as experiências

vividas por ambos estão ao

longo das quase trezentas páginas.

Embora ofereça situações

quase absurdas e momentos em

que o texto escorrega para o

clichê, o mérito do livro está em fazer

o leitor compreender como era

Leningrado nesse período e então

escapar das armadilhas da narração.

Um livro que é capaz, sem

dúvida, de prender a atenção.

Cidade de Ladrões

David Benioff Alfaguara

290 páginas

Preço sugerido: R$ 39,90

Divulgação

Ardidos de Paixão

Quando o ódio entra numa família, ele se torna parte

dela.

A família Gael poderia ser igual a qualquer outra família

rica se não fosse a vida secreta e imoral do seu

Patriarca, o que desperta desgosto e desconfiança

em sua esposa. Seu Filho, Alberto Antônio se vê com

o casamento abalado quando uma carta misteriosa

cai nas mãos de sua mulher, Maria Ruanita Henriqueta

Ramires. Mas o mistério toma conta da trama com o

assassinato de Castillo Fernandes (o Patriarca). E a

figura de um Detetive Mariachi traz mais tensão à

vida desta família.

O Dramalhão vira comédia e as culturas se cruzam nesta “Versão Brasileira da Super Produção

Colombiana feita no México”. Ardidos de Paixão promete te fazer chorar... de rir, com interpretações

dignamente “México-Dramáticas” e uma dublagem dignamente Brasileira!

“O amor pode ser engraçado... a traição, mais ainda!”. Texto e Direção: Edye

Cia. Teatral EntreteniARTE - Sala Carlos Carvalho

Casa de Cultura Mário Quintana

Até 29/03 - Sáb e Dom - 20h

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Aline Araújo

Porto Alegre é uma cidade definitivamente

inserida no circuito internacional das

artes. Quem tivesse o trabalho de fazer uma

retrospectiva cultural de tudo o que

aconteceu em nossa cidade, na verdade teria

um trabalhão pela frente. Para quem gosta e

acompanha o movimento cultural, muitas coisas

boas aconteceram em 2008. Coisas surpreendentes

também. Sem imaginar que a

minha lista pessoal dos “the best of” encerra a

questão, aproveito aqui para salientar pessoas,

artistas, grupos e instituições que se destacaram

em nossa programação e que me

chamaram a atenção. Alguns estão presentes

nas tradicionais listas que nossa imprensa

regularmente publica por essa época; outras

foram solenemente esquecidas ou ignoradas.

Respeitável público: sem mais delongas, e

sem nenhuma ordem crescente de importância,

reparto com vocês as minhas escolhas:

Obras de Araújo Vianna iniciam em meados de abril

Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro

Destaques de 2008

MARCELO ADAMS

Protagonista absoluto de duas montagens

locais (“Édipo” e “Médico à força”),

Marcelo mostrou seu imenso talento em

gêneros distintos, com um nível de

excelência absoluta, mostrando ao público

porque muitos (eu, inclusive) o consideram

o melhor ator gaúcho de sua

geração.

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA

Sob o comando de Sérgius Gonzaga e

Ana Fagundes, a velha e boa SMC voltou

a participar intensa e decisivamente

da vida cultural de Porto Alegre, com uma

agenda repleta de atrações e eventos

que valorizaram, durante todo o ano, o

calendário de nossas ofertas culturais.

JUREMIR MACHADO DA SILVA

Com sua coluna diária no Correio do Povo,

Juremir assumiu o posto de melhor cronista

gaúcho em atividade. Divertido, polêmico,

exagerado, é leitura obrigatória e

bússola para qualquer discussão realmente

importante da vida cultural portoalegrense.

Um escritor de primeira!

FAUSTO

Dirigida pelo lituano Eimuntas

Nekrosius, foi, disparada, a melhor

peça de teatro que o público

gaúcho assistiu em 2008.

Uma aula magna de teatro

que quase não conseguiu

se apresentar na cidade,

uma vez que a

carga do espetáculo

erroneamente foi entregue

em Buenos

Aires. Quem assistiu

a apresentação única

do espetáculo sabe

do que estou falando.

Palco de shows de João Gilberto, Caetano Veloso, Cássia Eller, espaço de manifestações

políticas, assembléias ou de palestras de personalidades renomadas como o Nobel de

Literatura José Saramago, o Auditório Araújo Vianna faz parte da história de Porto Alegre.

Símbolo da efervescência cultural da capital gaúcha, o local começa a ser revitalizado em abril,

pela Opus Promoções. O primeiro patrocínio do espaço é da Coca-Cola.

A reforma do Araújo Vianna prevê uma

nova cobertura acústica fixa definitiva, feita

em madeira, poliuretano expandido e resina

impermeável, vedação no forro, fechamento

das laterais, climatização, ampliação do palco,

troca das poltronas, entre outras melhorias.

O projeto abrange não somente a renovação

do prédio, mas uma reformulação do entorno,

com revitalização dos jardins, gramados, trilhas

e espelhos d’água, sinalização das áreas

próximas da casa e até mesmo reforma

das quadras esportivas do Parque Ramiro

Souto. Em parceria com serviços públicos do

bairro também será reforçada a segurança,

iluminação e limpeza dos arredores.

O Auditório Araújo Vianna também passará

a ser local de inclusão social, com a

transformação da Sala Radamés Gnattali

em um espaço multi-uso, onde será ofereci-

da capacitação cultural através de oficinas,

workshops, cursos muitas vezes gratuitos.

Também está prevista a construção do Acervo

do Auditório Araújo Vianna, a fim de

resgatar e preservar a história musical e a

importância cultural da casa.

Inaugurado em 12 de março de 1964,

com capacidade para 4.500 pessoas, o projeto

é dos arquitetos Moacyr Moojen Marques

e Carlos Maximiliano Fayet. A partir de

década de 70, o Araújo Vianna consagrouse

como espaço para apresentação de espetáculos

de MPB. Em 1997, o Parque

Farroupilha foi tombado como Patrimônio Histórico

e Cultural do Município. Como parte

integrante do Parque, o auditório passou a

ter sua preservação garantida.

O custo da revitalização do Auditório foi

orçado inicialmente em R$ 7 milhões. Neces-

PORTO ALEGRE EM CENA

Ao completar quinze anos de existência,

o festival internacional de artes cênicas

de Porto Alegre, se consolida

como o mais importante festival brasileiro,

conhecido mundialmente e primando

pela ousadia de sua programação,

aspecto que eu – como organizador

do evento – não abro mão.

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

O ciclo de debates e palestras que ocupou,

durante todo o ano, o palco da Reitoria

da UFRGS, apresentou pensadores

de renome internacional, trazendo

grandes nomes de todas as áreas artísticas

à nossa Capital. Terminou com

chave de ouro, com uma palestra do

célebre diretor teatral Bob Wilson, que

valeu cada minuto de sua duração.

STRAVAGANZA

OI NÓIS AQUI TRAVEIZ

TEATRO NOVO

Três grupos do teatro local fizeram aniversários

significativos (20, 30 e 40

anos, respectivamente) e brindaram a

cidade com programações durante o

ano inteiro – que valorizaram muito a

nossa temporada. Parabéns e longa

vida a eles!

CACO COELHO

O Diretor da Usina do Gasômetro ganhou

coluna semanal no Correio e, ali,

refletiu com acuidade e gentileza, sobre

todos os momentos que marcaram

a produção teatral gaúcha, convidando

o público a vivenciar de perto as nossas

realizações teatrais. Uma bela

aquisição para a imprensa local.

sidades não previstas

no projeto original,

como ampliação

do palco e instalação

de câmeras de vídeo

para segurança externa,

elevaram o

custo do projeto

para mais de R$ 10

milhões. A finalização

da reforma

está marcada para

2010, quando o Araújo

Vianna reabre suas portas com todas as

melhorias necessárias para que o público

gaúcho receba todo o conforto e segurança

merecidos. A coordenação será da Opus Promoções

com o patrocínio da Coca-Cola, primeira

parceira oficial do projeto.

O ESCÃNDALO DA LIC

Ao ser revelado um esquema de

corrupção nunca imaginado, a Lei Estadual

de Incentivo à Cultura ocupou

boa parte de nossas reflexões sobre

política cultural. Nesse sentido, o escândalo

foi marcante e bem-vindo. A Secretaria

Estadual de Cultura se empenhou

em regularizar os mecanismos

da lei, iniciativa que deve receber o

apoio de todos os produtores realmente

interessados em ver nosso Estado

deslanchar nessa área.

SOFIA SALVATORI

Um dos mais destacados trabalhados

de atriz do ano, Sofia Salvatori brilhou

em “A Comédia dos Erros”, encenação

do Stravaganza, dirigida por Adriane

Mottola.

SYLVIA MOREIRA

Solenemente ignorada nas indicações

à “Melhor Cenografia” que concorrem

ao Troféu Açorianos 2008, Sylvia tem

um trabalho impecável na concepção

cenográfica do meu “Édipo” e, sem dúvida,

mereceria estar entre os indicados

aos melhores do ano. Muitas pessoas,

desde a entrada do espetáculo,

elogiavam a concepção visual do cenário

que ela, meticulosamente, coordenou.

Fico por aqui. Desejando que 2009 encontre

o povo do teatro local totalmente

voltado à realização de seus projetos.

E que os leitores desfrutem de um Ano

criativo e importante. Como diria Clarice

Lispector: “que o Deus venha – antes

que seja tarde demais!”

O projeto orçado em mais

de R$ 10 milhões será finalizado

pela Opus Promoções em 2010

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

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Por Teniza Spinelli Jornalista

Nelson Wilbert: A arte do muralismo contemporâneo

Há um ano e dois meses o artista Nelson Wilbert trabalha na execução de uma pintura mural na Capela da Universidade Luterana do

Brasil (ULBRA), em Canoas, RS. A obra foi encomendada pela Universidade e o artista aceitou o desafio. Pesquisou o tema proposto e

optou por fazer uma releitura da pintura alemã de Anton von Werner (1843-1915), intitulada “A Dieta de Worms”, ocorrida em 1521 e que

ficou conhecida pelas decisões a respeito de Martinho Lutero e a Reforma Protestante. Wilbert prevê ainda três meses para a conclusão

deste complexo trabalho de interpretação pictórica. A obra de transposição para uma forma contemporânea e adaptação do tema à

arquitetura da capela coloca o artista entre os mais criativos e melhores exemplos da arte e da técnica do muralismo entre nós.

O ARTISTA

Nelson Wilbert formou-se em Pintura pelo

Instituto de Artes da UFRGS em 1993. Já

no ano seguinte, expôs individualmente desenhos

na galeria João Fahrion e, em 1996

mostrou pinturas na Galeria Iberê

Camargo. Em 2004 apresentou “Inter-

40 anos

Av. Protásio Alves, 1578 - Petrópolis

(51) 3331.6172 - 3331.3962

secção”, na Bolsa de Arte e em 2007 “Espelhos”,

mostra de retratos no Museu de

Arte Contemporânea. Além das exposições

individuais, o artista participa de coletivas

e salões no país e no exterior. Atualmente

Wilbert integra o Grupo 3x4, junto com

Carlos Krauz, Helena d’Ávila e Laura Fróes.

Juntos eles realizam o

Arquivo do artista

projeto Vis(i)ta, que promove

mostras coletivas

em ateliês, desde 2006.

As visitas resultam em

trabalhos criados pelos

componentes do 3x4 a

partir das conversas com

cada artista, sua obra e

seu espaço de trabalho.

A produção artística de

Wilbert é extensa e variada.

Sua pesquisa leva

a

As grades do céu - de Susana Vernieri

A escritora Susana Vernieri lançou no

dia 12 seu mais recente livro As grades

do céu (Libretos). A obra reúne 13

contos, que abordam a relação entre

a loucura e o desejo, mediadas pela

imaginação e uma refinada ironia.

Em textos curtos e precisos, a autora

revela uma narrativa dinâmica, sem

abdicar da densidade, em um hábil

em consideração a área cromática e as

possibilidades pictóricas de superfícies no

que diz respeito à forma e suas variações,

figurativas ou abstratas. Quem desejar saber

mais sobre o assunto pode visitar o

seu site nelsonwilbert.blogspot.com no

qual está disponível uma parte desta produção,

desde pinturas sobre tela, desenhos,

objetos, intervenções, sua experiência

com o Grupo 3x4, entre outros eventos

artísticos e participações em salões de

arte.

A OBRA NA CAPELA

A pintura do mural da capela da ULBRA está

em andamento. Wilbert ressalta que tem

sido muito enriquecedor, particularmente

pelo fato de ser um trabalho em uma capela

onde as pessoas entram e também por

terem a sua atenção chamada pelo fato de

estar acontecendo, dentro dela, a execução

de uma pintura. “As pessoas perguntam

a respeito do trabalho, têm curiosidade

quanto à técnica e o tema. Enfim, é uma

atividade nova para mim.” Sobre a pesquisa

que realizou sobre o tema e a releitura

da pintura alemã ele diz: “Após a escolha

da obra que seria relida foi feito um ajuste

de proporções para adequá-la ao espaço.

Fiz, portanto, um corte na imagem original

a fim de encaixá-la às novas medidas do

espaço físico, Não saberia identificar exatamente

qual é o estilo arquitetônico da capela

da ULBRA, mas percebi uma grande

distancia entre este e o estilo da pintura de

Anton von Werner. Na tentativa de aproximálos,

procurei na simplicidade da forma uma

exercício de síntese. Susana Vernieri

parte da observação de tratamentos

psiquiátricos para compor personagens

anacrônicos que se equilibram

na boderline com seus enigmas e códigos

delirantes. Sua linguagem contemporânea,

urgente, ora flerta com a

Filosofia, como em Paradoxo, ora com

os meandros da Psique, como em O

fim do Labirinto.

Todos os contos são entremeados

por uma sútil linha condutora

paralela registrada na trajetória

do pássaro inicialmente

engaiolado – em ilustrações do

artista plástico Pena Cabreira.

Contato: suvernieri@uol.com.br

idéia de figuração inspirada na transparência

dos vitrais geométricos da capela que

sugerem uma paisagem através de seus

degrades de cores. Permitindo ainda a

identificação do tema, assim como a de

seus personagens - que nos relatam a história

- procurei deixar essa possibilidade

de interpretação num limite entre a figura e

o abstrato – através de exaustivos quebracabeças

de formas circulares e sem volume,

de cores vibrantes, mas sem texturas

ou pincelada aparente. O resultado, baseado

no efeito criado através de um editor de

imagens de um computador, é similar ao

estilo dos impressionistas, a exemplo o

de Seurat, com seu famoso Pontilhismo,

pois assim como ocorre no Impressionismo

a imagem só se forma - ou se encaixa-se

vista de certa distancia.” Sobre a

iconografia elaborada por von Werner,

Wilbert diz que seguiu o modelo fielmente

até o momento que percebeu “a possibilidade

de incorporar uma nova face sem modificar

ou perder a forma, já que a figura

estava distorcida e só de longe poderia ser

percebida. Portanto, quem convive com as

pessoas da capela poderá reconhecê-lasdigo

poderá, pois obviamente não será uma

tarefa fácil encontrar os pastores no meio

do painel, além de outras pessoas que lá

trabalham ou visitam. Até agora foram feitas

sete alterações nos rostos originais

dos personagens.” Nelson Wilbert conclui

a entrevista dizendo-se consciente do significado

desta experiência de trabalho que

também gera expectativas quanto aos próximos

passos de sua atividade artística.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


tenho feito grande esforço

para domar certos impulsos

de inconformidade e

ajustar-me a situações contrárias

àquelas que considero

como padrão ideal de uma boa

atuação na política em geral.

Nesse tempo de caminhada reforcei

meus sentimentos no que diz

respeito às desilusões tão comuns

no meio político. Hoje, sinto-me

com preparo para assimilar os

desenganos. Se acontecerem, certamente

sobrevivo, sem bater em

retirada.

No entanto, tenho dificuldades

de lidar com a propagação da política

individualista, que beneficia A,

B ou C e não compactuo com

conchavos que possam desvirtuar

o conceito de Política que aprendi

com um grande mestre, Pedro

Américo Leal meu pai. Ao longo de

seus quarenta anos dedicados à

vida pública sempre afirmou que

“política se faz com boa administração

e lealdade às necessidades

da população...” e isso norteia o

meu trabalho.

Por Mônica Leal Secretária de Estado da Cultura

Uma boa política

Desta forma, acredito que, fazendo

uma política transparente

que nos possibilite exercer a função

pública de forma competente,

estaremos, num futuro próximo,

transformando o Brasil num país

onde sua população terá acesso

digno à saúde, educação, segurança,

cultura e emprego. E essa prática

deve partir tanto do político

quanto dos líderes eleitos para as

diferentes esferas governamentais,

que capitaneiam equipes de

governo e que munidos dessas

ferramentas tem ainda mais força

para promover as mudanças necessárias.

Porém, em grande escala,

como reflexo de um modo de fazer

política há tanto tempo arraigado

em nosso país, o povo tem sofrido

calado, assistindo o constante aumento

da violência, da pobreza, de

bolsões de miséria, do preço dos

alimentos, do gás e dos impostos.

Sem contar com o desemprego

que lhe bate à porta.

Se tivermos como objetivo a ética

e a moralidade no desempenho

do dever público, conseqüentemente,

a razão maior de nossa atuação

nesse universo auxiliará na redução

das injustiças sociais. Felizmente,

é esperançoso ver que muitos

políticos atuantes, com suas

iniciativas e projetos, já trilham o

caminho de um novo modo de pensar

e agir na política. Em minha

atual experiência frente à Secretaria

de Estado da Cultura do governo

Yeda Crusius, com base na “Arte

de Incluir pela Cultura”, comprovamos

o quanto é importante possibilitar

e ampliar a aproximação de

crianças e jovens à cultura e atividades

construtivas e o quanto isso

contribui para afastá-los da criminalidade

e da violência.

Se conhecermos melhor a realidade

das inúmeras comunidades

vulneráveis e carentes que formam

esse Brasil e ouvirmos o seu grito

permanente por inclusão e, junto a

isso, usarmos um mandato parlamentar

como comprometimento

para resolver essas questões, estaremos,

com certeza, praticando

uma boa política.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto

7

Foto capa e matéria: Guerreiro


8

Nada de novo a declarar. É um mês

absolutamente igual, por exemplo, a novembro,

só tem mais finados. Todos que descobriram

ao puxar o saldo bancário que morreram

na praia.

Março é como se fosse, digamos, janeiro.

O verdadeiro começo do ano, só retardado

mental, puxando da perna e com o braço

na tipóia. Isso, sem contar os pontos na

carteira. Mas as multas pagáveis só quando

vender o carro, aí é em março mesmo.

Fora o pessoal de Brasília. Esses o salário

garante ficarem rodando sem susto até abril.

Março é como se fosse maio. Maio sem

tirar nem por. Dia das mães todos os dias.

Invocadas ao pagar no caixa do super mercado,

ao encarar o cartão de crédito, ao re-

Foto capa e matéria: Fernanda Chemale

51 3248 1270 9987 5625

renatopereira2@terra www.renatopereira.com.br

Por Breno Ketzer Saul Coordenador de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura

Coordenação de Artes Cênicas:

um ambiente criativo e estimulador de novas iniciativas

e

Eis, então, o desafio de assumir

a Coordenação de Artes Cênicas

da Secretaria Municipal da

Cultura. Funcionário desde 1992,

iniciei minhas atividades como técnico em

espetáculos. O contato direto com a programação

que ocupava os teatros municipais

foi uma experiência importante. Estava saindo

da Universidade Federal do Rio Grande

do Sul onde freqüentei o Departamento de

Arte Dramática. A relação com a universidade

tinha sido muito produtiva também pelas

atividades que desenvolvi extra-classe. Na

UFRGS tive oportunidade de participar de

grupos de teatro, encenar espetáculos, desenvolver

pesquisas e investigações sobre

o trabalho do ator, trabalhar como iluminador,

sonoplasta, divulgador e produtor. Esse ambiente

de aprendizagem e investigação foi

marcante.

Ao entrar no serviço público como funcionário

o momento era outro. Colocava-me

para trabalhar profissionalmente na área que

havia escolhido. Trabalho duro. Encontrei

bons companheiros no caminho. Aprendi

muito vendo pessoas que, embora não tivessem

a experiência acadêmica, dominavam

o palco com talento e habilidade. Também

tive a oportunidade de ensinar o que

sabia àqueles que necessitavam. Mais tarde,

em 1996, assumi o cargo de Técnico em

Cultura. Essa nova função colocava outras

exigências e me aproximava mais do planejamento

e da necessidade de gerenciar

ações na área cultural. Desde aquele mo-

Por Renato Pereira Jornalista

Março

lacionar o material escolar das crianças e

ao ver as parcelas do IPTU. Tanto que deve

ser em março que se comemora o Fogaça´s

Mother Day.

Março é junho e julho, tudo junto incluído.

Temperatura absolutamente glacial para

quem aplicou na bolsa ou na marolinha

aquela do Lula. Que, dado as declarações

de profundo conhecimento sobre Economia,

deve ter um jangadeiro com o qual ele se

aconselha no Ministério do Sítio. Da Fazenda,

era quando a coisa o PIB Ia melhorzinho.

E é agosto, só é. Mas agosto pesado.

Aquele que os antigos diziam Não-escapadeste-agosto

quando o coitado já estava batendo

biela. É por isso que os longevos se

vacinam contra gripe em março. Para aguen-

mento outras questões surgiram no horizonte.

Questões artísticas, jurídicas, financeiras

e burocráticas. Ou seja, toda a complexidade

que envolve a gestão cultural como

mediação entre seus diversos atores e suas

diferentes disciplinas e especificidades se

colocava em pauta.

Nesse tempo pude acompanhar o que

considero uma evolução significativa na produção

de teatro e dança em Porto Alegre.

Projetos importantes surgiram e se consolidaram

na esfera pública. Cito como exemplo,

o nome de três: O FUMPROARTE (Fundo

de Apoio à Produção Artística e Cultural de

Porto Alegre) que financia diretamente a produção

local nas mais diversas áreas artísticas,

o PORTO ALEGRE EM CENA, que promove

a vinda à Porto Alegre de grandes expressões

internacionais das artes cênicas,

e o projeto USINA DAS ARTES, que proporciona

espaços para a criação, a investigação

e a apresentação de espetáculos na

Usina do Gasômetro. Além da esfera pública

despontaram iniciativas de grupos independentes

que buscaram sua sustentação das

mais diversas formas, criando suas sedes,

abrindo empresas, enfim, promovendo todo

tipo de atividades em busca da sobrevivência.

Alguns grupos se desarticularam e desapareceram.

Outros criadores das artes

cênicas já não produzem mais como se desejaria,

infelizmente.

Ao assumir esta nova função, vejo o

momento como uma oportunidade para refletir

e repensar a respeito da atuação deste

órgão no panorama que se nos apresenta.

tarem até agosto, o que, diga-se de passagem,

é um ato da maior persistência, a se

computar o sobreviver com o salário do INSS.

Mas março também é tão primaveril

quanto setembro. As alergias são as mesmas

ainda que de origem diferente. A gente

espirra com o gás carbônico da volta dos

engarrafamentos do trânsito, tosse para

mudar de assunto sobre o miserê que o

Obama exportou e lacrimeja ao ver o sobe e

desce do time do Inter.

É outubro/novembro dos ventos de empinar

pandorgas; só que em março se empina

papagaios, com juros tão altos que são

chamados pelos banqueiros de araras. Que

é o que gente paga, papagaio é o filhote,

que a gente leva.

Buscar observar o que se tem feito e como

isso tem sido colocado em prática me parece

o início dos trabalhos. Enquanto isso algumas

ações bem práticas e objetivas devem

ser tomadas. É muito importante continuar

qualificando os teatros municipais investindo

em sua programação e no atendimento

oferecido aos seus freqüentadores.

A promoção de cursos e oficinas para todos

interessados será um dos eixos principais

de atuação, buscando estender ao maior

número de pessoas o acesso ao teatro e à

dança. É necessário incentivar o teatro de

rua, bem como promover e divulgar espetáculos

que ocupam espaços tradicionais.

Refletir e incentivar processos artísticos que

invistam na investigação, inovação e excelência.

Pensar em sustentabilidade de grupos

e projetos, contribuindo para que os

mesmos adquiram condições de se desenvolverem

e sobreviverem por seus próprios

meios. Investir, através da pesquisa, na criação

de indicadores que ajudem a mensurar

o desenvolvimento cultural e que contribuam

para balizar políticas a serem implantadas.

Antes de tudo, porém, como pano de

fundo para todas estas ações, está o entendimento

da necessidade de ampliar a

abrangência das atividades desenvolvidas

pela Coordenação de Artes Cênicas, insistindo

em uma ação que privilegie o acesso e

a igualdade de participação na vida cultural

da cidade a todos interessados, contribuindo

para a ampliação de um ambiente

criativo e estimulador de novas iniciativas.

Assim é março, todos os meses num

só. Incluindo dezembro. Tem até o décimoterceiro

(afinal, a gente sempre gasta ele

todo antes). E tem o saco do papai noel, só

que mais cheio ao retornar das ilusões do

verão. Tem o amigo secreto, o mesmo chato

do ano inteiro, que virou secreto por ter

desaparecido nas férias como por encanto.

O bom é que março desemboca na Páscoa.

Este ano totalmente inédita. Realmente

vai ser uma Páscoa diferente. Quando a

gente ver o pessoal de cócoras, naquela

posição indígena de escolher quem vai comer

a melhor parte do homem branco, é

mais uma das imorredouras esperanças

brasileiras: conseguir botar o ovo das crianças

sem ter que colocar a desculpa da

crise no ninho vazio.

A pizza vai até você!

É só chamar o

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e ele leva

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delicioso

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Premiando a Cultura

A instituição há três anos, pela Secretaria Municipal de Cultura,

do Prêmio Joaquim Felizardo, constituiu não só uma justa

homenagem à figura marcante do professor Felizardo,

criador da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre,

como a oportunidade para destacar a ação de pessoas e

entidades que vêm contribuindo de forma expressiva para o

desenvolvimento da cultura na capital gaúcha.

n

ão é pelo fato de ter sido meu

nome incluído entre os destaques

de 2008 que venho ressaltar

a importância desse prêmio.

É óbvio que recebi com emoção essa honraria

que me foi conferida, na categoria que

nos anos anteriores homenageou grandes

figuras como Luiz Fernando Cirne Lima e

Fernando Schüller, certamente com contribuições

bem maiores do que a minha.

Uma emoção que compartilhei com antigos

companheiros do jornal A Hora, Xico

Stockinger e Antônio Augusto Fagundes, ou

mais recentes como Juarez Fonseca e Sergio

da Costa Franco, em Zero Hora. Foi uma

premiação que se estendeu a todas as áreas,

desde os carnavalescos do Imperadores

do Samba, que brilharam no show em

sua homenagem, à escola de dança de

Vera Bublitz, cuja trajetória é outro grande

destaque na cultura gaúcha.

Por Lauro Schirmer Jornalista, Diretor do Museu Hipólito da Costa, vice-presidente da Fundação Pablo Kómlos

Um prêmio muito justo

foi o outorgado a empresas

cujo apoio torna possível

grandes eventos. Os homenageados

foram o Grupo

Gerdau, comandado pelo

empresário Jorge Gerdau

Johannpeter, e a Caixa

Econômica Federal, que

vem despontando como

crescente incentivadora de

projetos culturais. Inclusive

o Musecom que atualmente

dirijo, realizou a exposição

e o livro da Memória Visual de Porto

Alegre e outra exposição sobre os paraninfos

da Feira do Livro, graças ao patrocínio da

Caixa.

Que o exemplo da Gerdau e da Caixa

Econômica Federal (e também de outras

empresas gaúchas) tenham mais seguido-

A velha Porto Alegre do escritor e historiador

Sérgio da Costa Franco reúne crônicas e

ensaios publicados e inéditos sobre nosso

passado urbano, tema pouco pesquisado entre

nós. Com lirismo, competência e precisão,

Sérgio fala de velhos hábitos, cenários

ruas e bairros. Apresentação do jornalista

Jayme Copstein. 214

páginas, Editora Canadá,

telefone 3331.1583

e 8114.6595.

Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor

Os Varões Assinalados - o grande romance

da Guerra dos Farrados, em versão de bolso,

do jornalista, escritor e cineasta Tabajara

Ruas, é considerado um monumento literário

e trata de grandes feitos de grandes homens,

numa narrativa épica de guerra como nunca

se viu na literatura brasileira. 550 páginas,

L&PM Editores, telefone 3225.5777.

Escolinha de Arte da

Associação Cultural dos Ex-Alunos

do Instituto de Artes da UFRGS

SOBRE AS AULAS EM 2009

Queridos alunos, pais, ex-alunos e amigos

da Escolinha de Arte, infelizmente,

por um problema de espaço físico,

não reiniciaremos as atividades na data

prevista (09 de março). Assim que este

imprevisto for resolvido, a Coordenação da

Escolinha entrará em contato.

Fique atento às novidades no nosso blog.

Atenciosamente, equipe de professores

e funcionários da Escolinha.

res será indispensável para que a cultura

cresça entre nós. Crescimento que, felizmente,

vem sendo impulsionado vigorosamente

pela equipe do secretário Sérgius

Gonzaga.

O prazer de ler jornal - da Acta Diurna ao

blog do escritor e jornalista Walter Galvani é

uma grande declaração de amor ao jornalismo

e aos jornalistas. Fala do jornalismo desde

Roma até nossos blogs, tratando da profissão

em si, de literatura e jornalismo, de humanismo

e muito mais. Nas páginas finais, útil lista de

datas referenciais. 144 páginas,

Editora Unisinos, telefone 51 3590.8239.

Arca de Impurezas - reúne textos de diversos

gêneros, estilos e temas, de autoria de Cristina

Macedo, Dione Detanico,Elvio Vargas, Lenira

Balbueno Fleck, Liana Timm (organizadora), Neusa

Matte, Renata Rubim, Tania Maria Galli Fonseca

e Vânia Falcão. Os textos quebram limites, vão

além e convidam os leitores a desbravar, com muita

liberdade, territórios e territórios. 160 páginas,

Território das Artes, telefones 3249 6956 e 3242

7863.

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9

Fotos capa e matéria: Dulce Helfer / Agência RBS


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10

Sua coluna dói?

Diz-se que nenhum habitante do Planeta

morrerá sem ter tido pelo menos uma

crise de dor em sua coluna. O que está

acontecendo? É a doença do século?

Hoje tem sido cada vez mais valorizado

a saúde, o bem estar. A população

aumentou de maneira importante a expectativa

de anos de vida. O progresso

nos trouxe muito conforto, facilidades,

mas por outro lado nos levou ao sedentarismo.

A alimentação incorreta, stress,

sedentarismo tem nos levado cada vez

mais à fragilidade de nosso organismo,

de nossa musculatura, de nosso

sistema músculo esquelético, fazendo

com que atitudes diárias de trabalho,

de esporte, que antes não nos afetavam,

hoje nos causem estragos algumas

vezes graves.

Temos uma mentalidade, devido às

dificuldades da vida moderna, nunca

preventiva, sempre curativa. É cultural.

Tem sido alardeado cada vez mais,

pelos mais diversos veículos de comu-

Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário

O que foi profundo não sabe ser efêmero

Digamos, ante o amor, não sejamos tão versáteis,

qual ator que se transmuda com as vestes e cenários.

Num simples estalar de dedos o trágico se torna cômico,

no entreato da farsa, melodrama ou burlesco gênero.

Não, um trapezista a pular sarjetas ou barítono

cantando víspora não teriam tal destempero!

Quão desconfortáveis estaremos nesse jogo inútil

de esconder cicatrizes, subestimar enredos.

O que foi profundo não sabe ser efêmero.

A quem mergulhou nos abismos do corpo

em busca da pérola do gozo e seu ansioso frêmito,

não lhe será concedida a leveza dos instantes.

Qual artesão trará conserto ao amor, frágil brinquedo?

Quem correu pelas praias nas manhãs de sol

não se contenta com a frágil chama de um candeeiro.

O passado arma suas intransponíveis grades.

No relógio da memória já não dançam os ponteiros.

O que foi profundo não sabe ser efêmero.

Por Dr. Ernani Abreu Diretor da Clínica Integrada da Coluna - Raquilaser

nicação, a importância dos cuidados

diários com saúde, da prevenção, para

que tenhamos qualidade de vida. Esta

é a palavra chave hoje, qualidade de

vida. Não importa a idade, se na terceira

ou já na tão falada Quarta idade.

Temos que nos conscientizar que da

mesma forma que comemos, dormimos,

trabalhamos, devemos achar um

tempo para nos dedicarmos a atividade

física, grande responsável pela saúde.

Podemos prevenir osteoporose, problemas

cardíacos, colesterol alto, diabete,

câncer de colo de útero e mama, retardar

processos degenerativos em nosso

corpo, e muito mais, simplesmente com

exercícios lentos, graduais e progressivos,

fáceis de serem executados, desde

que corretamente orientados.

A patologia cirúrgica da coluna mais

frequente, é sem dúvida a hérnia discal

lombar, popularmente conhecida como

do nervo ciático. Hoje 80% dos pacientes

com esta patologia podem regredir

Quando o adeus consolida suas muralhas

nem mesmo a mão do vento abre janelas neste ermo.

Parir gestos corteses, saudáveis comentários

quando sabemos tosco o verbo e o riso enfermo?

Quem sabe os curativos do tempo nos redimem?

Há sempre um pisar em falso, lembrança intrusa.

Há palavras que são peixes em pequeno aquário,

rodopiam aflitas, querem saltar, reclusas.

O que foi profundo não sabe ser efêmero.

Bailarino ridículo, anfitrião afoito e tagarela,

assim te comportas e em teu inútil esmero

de transformar em festa, recital, garden party,

a presença de quem em ti é sempre mágoa, desterro.

Sobre a pedra onde a Besta afia suas navalhas,

o desamor prepara seus prediletos temperos.

Assumes performances de mestre-sala e cicerone,

mas a pantomima te revela um malabarista trêmulo.

O que foi profundo não sabes ser efêmero.

seu quadro doloroso com tratamento

não cirúrgico, através de tratamento

medicamentoso, fisioterápico e orientações

posturais. Os outros 20% que

realmente necessitam de cirurgia para

o regresso a sua atividade habitual contam

em nosso meio com as técnicas

cirúrgicas mais modernas existentes no

mundo, técnicas estas minimamente

invasivas, sem anestesia geral, e com

retorno a sua atividade agilizada.

As patologias da Coluna Vertebral

afetam qualquer idade, desde crianças

até os idosos. Vale lembrar que nosso

organismo não fala, mas pode expressar-se,

e a forma como isto ocorre, é

através da dor. Dor é um sinal de alarme

por isso não espere pelo milagre

da cura espontânea, procure orientação

de seu médico, para o que quer que

tenha ocorrido em seu organismo, cure

sem seqüelas. Quase tudo pode ser

resolvido de maneira simples, desde

que no tempo certo.

Mastalgia (dor mamária)

Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193

É uma das queixas mais comuns em consultas ginecológicas,

porque sempre desperta a idéia de câncer, e as pacientes

ficam muito alarmadas e temerosas.

A dor pode ser contínua e de curta duração (aguda) ou

continua e de longa duração (crônica) ou ainda pode ser cíclica.

Pode ser espontânea ou provocada por palpação, encostar,

pular, correr, etc.

A dor crônica é a forma mais comum de dor mamária. A dor

não nasce na mama mas se irradia para ela. A dor é da caixa

torácica, nos nervos intercostais, por isso é chamada de nevralgia

intercostal. É causada, na maioria das vezes, por problemas na

coluna torácica, como má postura, exercícios físicos ou

osteoartrose. Ocasionalmente as pacientes são muito

estressadas e contraem anormalmente os músculos

paravertebrais, o que é suficiente para provocar dor intercostal.

A dor é de intensidade variável e mais preocupa do que

incomoda, É sentida na mama , quase sempre de um só lado,

comumente irradiada para o mamilo, ou para o braço na sua

face interna e piora com os movimentos do tronco e dos

membros superiores. Ao exame físico, a pressão digital do

espaço intercostal desperta agudamente a dor. A movimentação

manual da mama não causa dor e isto tem que ser mostrado

à paciente. O tratamento da nevralgia intercostal consta

de, em primeiro lugar, eliminar a causa, como mudar a posição

de ler, digitar, não levantar peso, etc. O uso de antiinflamatórios,

vitaminas do complexo B e calor podem ser necessários.

A dor cíclica é a mastalgia que pode fazer parte da síndrome

pré-menstrual (mudança de humor, do apetite, inchaço e etc) e

sua intensidade e duração são variáveis, tão variáveis que a

paciente esquece de referí-las ao médico, e nesse caso, é a

mama que dói porque está aumentada, inchada, distendida. Os

pontos nevrálgicos não doem quando pressionados, mas a

palpação das mamas desperta dor e nestes casos, mostra mamas

aumentadas, granulosas, a ponto de não permitir o exame

ocasionalmente. Após a menstruação, tudo que se apalpou desaparece.

Se não desaparecer deve-se investigar melhor.

A mastalgia cíclica não é doença, mas pode acompanhar

alterações fibrocísticas que devem ser investigadas pelo ginecologista.

A avaliação de uma paciente com dor mamária deve incluir

uma história e um exame físico completos, bem como

uma mamografia nas mulheres com mais de 35 anos de idade.

O valor primário da mamografia é tranqüilizar a paciente. Pacientes

sem massa dominante podem ser tranqüilizadas, sendo

que a maioria das mastalgias se resolve espontaneamente,

ainda que, algumas vezes, após meses ou anos. A dor cíclica

pode ser parcialmente aliviada com os anticoncepcionais orais,

diuréticos tiazídicos, danazol ou tamoxifeno.

Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto


desde o final de 2008, ano cujas

tropelias ainda não se esgotaram

(qualquer semelhança com

1968 é mera coincidência? Ou,

todos os anos terminados em oito são problemáticos?),

o depressivo-sonhador anda

em estado de choque. Naquele final de ano

chegou à colenda Câmara de Vereadores,

para exame, o projeto denominado Pontal

do Estaleiro que, segundo sua proposta,

teria a função de revitalizar a nossa orla fluvial.

Imediatamente os ambientalistas,

preservacionistas, ecologistas, petistas e

outros tantos istas se rebelaram através de

movimentos, listas de adesão, tomada do

plenário, vaias e, mais não seja, demonstrando

sua indignação em relação ao projeto.

Que, mesmo assim, foi aprovado. De

imediato, Sua Excia. o senhor Prefeito, vetou-o

e sugeriu, qual Pilatos, um plebiscito

para que o povo se manifestasse. O

depressivo-sonhador vibrou: finalmente a

orla e o Plano Diretor seriam preservados.

Aos poucos, porém, o depressivo-sonhador

acabou por tomar conhecimento de

Por Sérgio Napp Escritor

alguns dados sonegados pela imprensa,

livre e eqüidistante, e demais poderes. Havia

uma lei, a de no. 470/2002, promulgada

pelo então Prefeito, Tarso Genro. Esta lei

define o uso do solo no local do antigo Estaleiro

Só: prédios comerciais, restaurantes,

área de lazer, marina. O depressivosonhador

intui que uma lei deva ser, obrigatoriamente,

aprovada pela Câmara. O que

significa que os ilustres vereadores petistas

foram favoráveis a ela na ocasião. Talvez

isto explique o patético voto em separado

proferido pelo Vereador Adeli Sell.

O depressivo-sonhador apenas intui,

uma vez que ele pouco entende de leis e da

atuação de uma Câmara de Vereadores.

Mas se assim for, à população de Porto Alegre

foi sonegada informações importantes,

graças à omissão da imprensa livre e soberana.

O depressivo-sonhador nunca viu

nem ouviu, nos meios de comunicação,

qualquer referência a esta lei, ou esclarecimento

de que o projeto proposto não solicitava

a aprovação do Pontal como um todo,

mas se cingia apenas à liberação de

edificação de prédios residenciais na área,

ou não. O depressivo-sonhador, por seu turno,

esperançoso ficara de que novos ares

Decisão correta

Merece louvável registro o argumento da

Secretária de Estado da Cultura, Monica Leal,

que pesou no sentido de evitar que o Museu

de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS fosse

enquadrado na categoria de Oscip. Já escrevi

aqui que Oscips são boas alternativas de gestão

no que diz respeito à terceirização de entidades

governamentais com vistas à modernização

e à economicidade, mas não em qualquer

caso. Existe abissal diferença entre uma

instituição prestadora de serviços a partir de

recursos não materialmente mensuráveis e

outra, também prestadora de serviços, porém

pela concorrência de seu patrimônio material

inestimável, como é o caso de um museu. Inestimável

porque, mesmo que pudesse ser

quantificado em valor, não poderia ser substituído

por nenhuma moeda.

Acervos de museus são entidades únicas,

constituem parcelas isoladas da história,

e não se reproduzem iguais, mesmo que

se queira, ou mesmo sob a proteção de seguros

contra quaisquer riscos, deles, portan-

Incoerência

sopravam sobre a nossa capital.

Mas eis que, senão quando, chegam à

Câmara, para exame e debate, os projetos

referentes às edificações propostas pelo

Inter e pelo Grêmio em função da Copa de

2014. O depressivo-sonhador exultou: a resposta

será dada de maneira exemplar para

quem propõe mudanças drásticas no Plano

Diretor. Nadica de nada. O projeto não foi

exemplarmente analisado, e mais: votado,

de afogadilho, no último dia de trabalho da

Câmara teve sua aprovação referendada

pela maioria dos votos. Caiu a bunda do

depressivo-sonhador: o vereador Moesch

não recorreu à Justiça na tentativa de impedir

a votação; a vereadora Neuza Canabarro

não sugeriu pagamento de propina para alguns

edis; os ecologistas, ambientalistas,

preservacionistas não se manifestaram (deveriam

estar dirigindo-se à praia para merecido

descanso); a imprensa não se manifestou;

e o senhor Prefeito nem vetou, nem propôs

plebiscito. Isto que os projetos do Grêmio

e Inter afrontavam e aviltavam muito mais

o Plano Diretor que o Pontal. O depressivosonhador

passou a não entender mais nada.

A torre comercial e o hotel cinco estrelas

com 22 andares do Barrashopping; o pré-

Por Paulo César B. do Amaral Escritor e Artista plástico

to, não devendo o gestor da instituição que

os abriga descuidar-se ao bel- prazer de políticas

ditadas por conselhos. E isso, no caso

de uma Oscip, é inevitável que ocorra, tanto

pela natureza liberal da gestão em si quanto

pela decisão de quem esteja à frente de sua

administração, ou seja, de quais os interesses

que se encontrem em jogo, perigosamente

alheios - poderia ser o caso - aos objetivos

de tão singular atividade.

Museus devem cumprir o rito da guarda e

preservação de seus acervos, sendo este o

fundamento racional de sua existência. Para

o cumprimento dessa missão, devem ser

seguidas determinadas “liturgias”, aparentemente

dispensáveis, ou situadas fora da normalidade

de um negócio comum. Mas é assim.

Pode-se então afirmar que os museus,

como entidades, fogem à regra de qualquer

empresa com fins comerciais? Sim, podese.

E deve-se.

Originários da era napoleônica, eles surgiram

com o objetivo de colecionar, a qual-

CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO

AUXILIADORA - CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA

Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR

- Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana

- Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José

Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria

Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael -

Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia

- Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante

Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA –

Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma

- Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro

Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas

& molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento

- Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves

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Luciana Thomé

dio novo do Fórum à beira do Guaíba; os

paliteiros do Inter e do Grêmio, com alturas

entre 40 e 72 metros, poluindo os bairros

Azenha, Menino Deus e Humaitá, a todos

se deu permissão. E ao Pontal, nada? Alguns

são mais iguais que os outros? Há

vários pesos e medidas? Onde mora a coerência

dos que nos governam?

Diante do destrambelhamento que ora

se verifica no país, o depressivo-sonhador

teve uma ideia supimpa: quem sabe não

se deveria lançar o senhor Edmar Moreira

para Presidente e se buscar nomes de

mesmo perfil para Governador e Prefeito?

O depressivo-sonhador, na sua santa

ingenuidade, deduz que os terríveis acontecimentos

atuais e vivenciados, se devem,

com certeza, ao aquecimento global.

quer preço, eventos históricos, fatos ou objetos,

elementos inegociáveis, constituindo,

portanto, unidades exclusivas e inalienáveis

do conhecimento humano. Essa regra, no

passado, até permitiu o saque, pela Inglaterra,

de tesouros do Mundo Antigo. Mas isso é

assunto à parte, apenas mencionado para

se lembrar até aonde chegaram os ímpetos

amorosos da museologia.

Quando administrados pelo Estado, o

desvirtuamento das funções dos museus é

mais improvável de acontecer, porque eles

estão submetidos à vigília de seus públicos

que são, em síntese, os seus verdadeiros

proprietários. Museus pelo mundo existem,

os principais sob a guarda de Estado. São

patrimônios de coletividades que neles depositam

os extratos de suas histórias. São

casas permanentes que transcendem os

tempos dos governos, mas que, sob a égide

do Estado, seja ele qual for, não escapam ao

abrigo perene. E é justamente esta a garantia

de sua preservação irrestrita.


tenho feito grande esforço

para domar certos impulsos

de inconformidade e

ajustar-me a situações contrárias

àquelas que considero

como padrão ideal de uma boa

atuação na política em geral.

Nesse tempo de caminhada reforcei

meus sentimentos no que diz

respeito às desilusões tão comuns

no meio político. Hoje, sinto-me

com preparo para assimilar os

desenganos. Se acontecerem, certamente

sobrevivo, sem bater em

retirada.

No entanto, tenho dificuldades

de lidar com a propagação da política

individualista, que beneficia A,

B ou C e não compactuo com

conchavos que possam desvirtuar

o conceito de Política que aprendi

com um grande mestre, Pedro

Américo Leal meu pai. Ao longo de

seus quarenta anos dedicados à

vida pública sempre afirmou que

“política se faz com boa administração

e lealdade às necessidades

da população...” e isso norteia o

meu trabalho.

Por Mônica Leal Secretária de Estado da Cultura

Uma boa política

Desta forma, acredito que, fazendo

uma política transparente

que nos possibilite exercer a função

pública de forma competente,

estaremos, num futuro próximo,

transformando o Brasil num país

onde sua população terá acesso

digno à saúde, educação, segurança,

cultura e emprego. E essa prática

deve partir tanto do político

quanto dos líderes eleitos para as

diferentes esferas governamentais,

que capitaneiam equipes de

governo e que munidos dessas

ferramentas tem ainda mais força

para promover as mudanças necessárias.

Porém, em grande escala,

como reflexo de um modo de fazer

política há tanto tempo arraigado

em nosso país, o povo tem sofrido

calado, assistindo o constante aumento

da violência, da pobreza, de

bolsões de miséria, do preço dos

alimentos, do gás e dos impostos.

Sem contar com o desemprego

que lhe bate à porta.

Se tivermos como objetivo a ética

e a moralidade no desempenho

do dever público, conseqüentemente,

a razão maior de nossa atuação

nesse universo auxiliará na redução

das injustiças sociais. Felizmente,

é esperançoso ver que muitos

políticos atuantes, com suas

iniciativas e projetos, já trilham o

caminho de um novo modo de pensar

e agir na política. Em minha

atual experiência frente à Secretaria

de Estado da Cultura do governo

Yeda Crusius, com base na “Arte

de Incluir pela Cultura”, comprovamos

o quanto é importante possibilitar

e ampliar a aproximação de

crianças e jovens à cultura e atividades

construtivas e o quanto isso

contribui para afastá-los da criminalidade

e da violência.

Se conhecermos melhor a realidade

das inúmeras comunidades

vulneráveis e carentes que formam

esse Brasil e ouvirmos o seu grito

permanente por inclusão e, junto a

isso, usarmos um mandato parlamentar

como comprometimento

para resolver essas questões, estaremos,

com certeza, praticando

uma boa política.

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Foto capa e matéria: Guerreiro


Por Thamara de Costa Pereira Jornalista

Cavalgadas da

Lua Cheia em Porto Alegre

GUIAS DÃO SEGURANÇA

AOS PARTICIPANTES

De acordo com os organizadores, as pessoas

interessadas em participar das Cavalgadas

da Lua Cheia não precisam ter

experiência e preparo físico. O trajeto é realizado

em ritmo de “passo” (lento) e

monitorado por guias da própria cabanha.

Guias preparados cuidam da segurança e

do manejo dos cavalos durante toda cavalgada.

O percurso, de 7 quilômetros, é realizado

no ritmo de passo, liderado por um

guia. Dois carros de apoio, um à frente e

outro atrás dos cavaleiros, reforçarão a segurança

do passeio.

O passeio dura cerca de uma hora e meia a

duas horas, percorrendo avenidas e estradas

dos bairros Lageado e Belém Novo.

ALUGUEL DE CAVALOS NA CABANHA

Quem não tiver cavalo próprio pode alugar

um do plantel da Cabanha, todos da raça

crioula preparados para suportar

cavaleiros com até 150 quilos.

O custo da locação é

R$ 70,00, incluindo sela, arreios,

serviço de guia, da encilha

e desencilha e o jantar campeiro

que será oferecido na Cabanha

ao final da cavalgada.

Se a opção for apenas acompanhar

o clima de preparação

do evento, conhecer as baias,

piquetes e pistas de provas ao

som campeiro de gaita e violão

e, ao final, participar do jantar, o

ingresso é R$ 10,00.

O ponto de encontro dos participantes

é na sede da cabanha

(Avenida Edgar Pires de Castro,

9089, bairro Lageado), a

partir das 19h. A cavalgada começa

às 20h, com duração aproximada de

90 minutos. Inscrições e reservas podem

Cristine Rochol / PMPA

ser feitas até quinta-feira, 29, pelo telefone

3212.3464, ramal 37.

A Cabanha La Paloma,

com o apoio da Secretaria

Municipal de Turismo,

promove mensalmente as

Cavalgadas da Lua Cheia na

Zona Sul de Porto Alegre.

O passeio é realizado em

dois bairros da área rural

da capital (Belém Novo e

Lageado), sempre na primeira

sexta-feira de lua cheia de cada

mês. A proposta é oferecer a

turistas e moradores da Capital

a oportunidade de ter uma

típica experiência de gaúcho,

no lombo de um cavalo, e de

conhecer a culinária campeira.

DATAS

10 de abril, 8 de maio,

12 de junho, 10 de julho,

7 de agosto, 4 de setembro,

9 de outubro, 6 de novembro

e 4 de dezembro.

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