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CARTILHA AGRICULTOR A4 COM DESENHOS ... - Semace

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<strong>CARTILHA</strong> DO <strong>AGRICULTOR</strong><br />

CARTAGRI<br />

Orientações Básicas


GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ<br />

CID FERREIRA GOMES<br />

PRESIDENTE DO CONSELHO DE POLÍTICAS E GESTÃO DO<br />

MEIO AMBIENTE<br />

MARIA TEREZA BEZERRA FARIAS SALES<br />

SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DO<br />

MEIO AMBIENTE - SEMACE<br />

MARIA LÚCIA DE CASTRO TEIXEIRA<br />

COORDENADORA DA COORDENADORIA DE EXTENSÃO E<br />

EDUCAÇÃO AMBIENTAL - CODAM<br />

VIRGÍNIA ADÉLIA RODRIGUES CARVALHO<br />

EQUIPE TÉCNICA CODAM<br />

Antônio Afl ânio Linhares Monte<br />

Ângela Maria Santiago Bessa<br />

Cristiane Aguiar do Vale<br />

Déborah Louise Araújo Freire<br />

Edilene da Silva Queiroz<br />

Kátia Neide Costa Gomes<br />

Maria Clediana Leite dos Santos<br />

Maria Eulália Costa Aragão<br />

Maria Evaneida Peixoto<br />

Marisângela dos Santos Ferreira<br />

Milton Alves de Oliveira<br />

Raimundo Costa Nogueira<br />

Sérgio Augusto Carvalhedo Mota<br />

Ulisses José de Lavor Rolim<br />

Voneide Maria Ramalho Cabó<br />

EQUIPE DE ELABORA ÇÃO<br />

José Williams Henrique de Souza<br />

Leonardo Alves Ferreira<br />

Raimundo Costa Nogueira<br />

Regina Coeli Souza Lopes Diniz<br />

EQUIPE DA BIBLIOTECA<br />

Rita Maria de Alencar<br />

Maria Luzineide da Silva Andrade<br />

ESTAGIÁRIAS<br />

Karla Danielle Carneiro Macedo (Biblioteconomia - UFC)<br />

Lyana Nara Bezerra Quintiliano (Pedagogia - UFC)<br />

NORMALIZAÇÃO BIBLIOGRÁFICA<br />

Maria Zuleide Lopes Leandro<br />

Maria Luzineide da Silva Andrade<br />

REVISÃO ORTOGRÁFICA<br />

Sérgio Augusto Carvalhedo Mota


Ceará. Superintendência Estadual do Meio Ambiente.<br />

Cartilha do Agricultor (CARTAGRI): orientações<br />

básicas / Superintendência Estadual do Meio Ambiente.<br />

Fortaleza: <strong>Semace</strong>, 2010.<br />

23p.: il.<br />

1. Agricultura Sustentável. 2. Desmatamento e Queimada.<br />

3. Desertifi cação. 4. Solo. 5. Defensivo Agrícola. 6. Água. 7. Lixo.<br />

8. Compostagem. 9. Referências. I. Título<br />

CDU: 631.4 + 37:504


APRESENTAÇÃO<br />

SUMÁRIO<br />

1 - AGRICULTURA SUSTENTÁVEL<br />

SUSTENTÁVEL 03<br />

2 - DESMATAMENTO E QUEIMADA 05<br />

3 - DESERTIFICAÇÃO E EROSÃO 07<br />

4 - PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO 08<br />

5 - DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NATURA IS 13<br />

6 - ÁGUA 14<br />

7 - LIXO 16<br />

8 - <strong>COM</strong>POSTAGEM 17<br />

9 - REFERÊNCIAS 19


APRESENTAÇÃO<br />

A cartilha surge como uma ferramenta de interação e diálogo<br />

com os agricultores e agricultoras do Estado do Ceará para construir<br />

uma relação de parceria, a qual objetiva a recuperação da capacidade<br />

de transformar a realidade da agricultura local.<br />

Serão abordadas as questões cotidianas do campo,<br />

destacando os seguintes temas: água, lixo, agricultura sustentável,<br />

agrotóxicos, desmatamento, queimada, desertifi cação e práticas de<br />

conservação do solo.<br />

Esta ferramenta é importante para o(a) agricultor(a) ter, de<br />

maneira objetiva, esclarecimentos sobre práticas ambientalmente<br />

corretas, buscando a sensibilização diante da questão ambiental,<br />

social, econômica, local e regional, bem como a promoção da<br />

agricultura sustentável integrada aos princípios ecológicos, servindo<br />

de instrumento de formação e orientação técnica para esse segmento<br />

social.<br />

Nesta publicação, a <strong>Semace</strong>, por meio das Coordenadorias<br />

de Extensão e Educação Ambiental e Florestal, procura levar o<br />

conhecimento aos agricultores sobre a interação harmônica com a<br />

natureza.<br />

Esta cartilha visa, enfim, contribuir para o sucesso deste<br />

governo, bem como auxilar na condução dos novos rumos da<br />

educação ambiental no Ceará, com a perspectiva de inovar e<br />

modernizar a agricultura do nosso Estado.<br />

Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE


03<br />

1 - AGRICULTURA SUSTENTÁVEL<br />

A ideia de uma “agricultura sustentável” revela, antes de tudo, a crescente<br />

insatisfação com o estado em que se encontra a agricultura moderna.<br />

Indica o desejo social de sistemas produtivos que, simultaneamente,<br />

conservem os recursos naturais e forneçam produtos mais saudáveis,<br />

sem comprometer os níveis tecnológicos já alcançados de segurança<br />

alimentar. Resulta de emergências e pressões sociais por uma agricultura<br />

que não prejudique o meio ambiente e a saúde.<br />

Trabalhando com o fi rme propósito de promover a agricultura sustentável<br />

junto às comunidades rurais do semiárido cearense, a SEMACE vem,<br />

por meio da educação ambiental, dedicando esforços para ajudar as<br />

famílias agricultoras a melhorar as condições ambientais, como um dos<br />

princípios da sustentabilidade de fundamental importância na garantia<br />

da melhoria na qualidade de vida dessas famílias e comunidades.<br />

A NATUREZA E A BUSCA PELO EQUILÍBRIO<br />

Ao longo de milhões de anos a natureza buscou seu equilíbrio. Contudo, as<br />

transformações que o homem provoca no meio ambiente são inevitáveis.<br />

Existe uma relação entre seres vivos e não vivos. Talvez as áreas com<br />

vegetação, seus habitantes e o solo sejam o exemplo mais claro dessa relação.<br />

CADEIA ALIMENTAR


VAMOS VER ALGUMAS EVIDÊNCIAS:<br />

O solo desprotegido fi ca pobre em nutrientes por causa da ação da chuva,<br />

que carrega a “terra” formando “valetas” conhecidas por erosão. Todo o solo<br />

carregado acaba indo a um rio, que vai fi cando mais raso, lento e “sujo”.<br />

Esse processo chama-se assoreamento. Muitos peixes morrem e a qualidade<br />

de vida diminui.<br />

As funções das árvores são muitas. As raízes seguram o solo. As árvores<br />

produzem vapor, umidade e alimento; servem de moradia e protegem o<br />

solo da ação da chuva e do sol. As vegetações que estão próximas de rios e<br />

lagos são chamadas matas ciliares. Esse nome lembra alguma coisa? Sim,<br />

cílios. Os nossos cílios protegem nossos olhos da entrada de sujeira. Da<br />

mesma maneira, a mata ciliar protege e garante a qualidade das águas.<br />

Se pararmos para pensar na cadeia alimentar, veremos que existe outro<br />

equilíbrio natural. Como pode um casal de onças ter apenas dois<br />

fi lhotes, enquanto um casal de patos pode ter até 12 fi lhotes? Claro que<br />

se nascessem mais onças que patos iria faltar alimento (no caso, o pato).<br />

E se não existissem onças, iriam sobrar patos.<br />

Mais importante que conhecermos os animais e plantas que estão<br />

desaparecendo é saber os motivos que fazem com que isso esteja<br />

acontecendo.<br />

Quando falamos em fauna, nós nos referimos aos animais; em fl ora,<br />

aos vegetais ou plantas. Alguns animais e plantas sempre existiram no<br />

mesmo local. São chamados de nativos. Outros animais e plantas vieram<br />

de outros lugares. São chamados exóticos ou invasores.<br />

Abaixo citamos algumas ameaças que prejudicam nossa natureza:<br />

Extrativismo ilegal, competição com espécies invasoras, desmatamento<br />

e clima. Existem problemas que afetam tanto a fauna quanto a fl ora.<br />

Por exemplo: queimadas, agricultura e pecuária em grande escala,<br />

expansão das cidades e poluição. E mais: caça ilegal, doenças de animais<br />

domésticos, atropelamento, tráfi co, envenenamento.<br />

“...O vento, O Só, A Lua, A chuva e terra também, Tudo é coisa minha e sua.<br />

Seu dotô conhece bem. Pra se sabê disso tudo, ninguém precisa de estudo.<br />

Eu sem escrevê, nem lê, Conheço desta verdade...”<br />

(A terra é naturá - Patativa do Assaré)<br />

04


2 - DESMATAMENTO E QUEIMADA<br />

Desmatamento ou Desfl orestação: é o processo de desaparecimento<br />

das fl orestas ou bosques e vegetações, fundamentalmente causado pela<br />

atividade humana. A desfl orestação é diretamente causada pela ação do<br />

homem sobre a natureza, principalmente em razão de derrubadas, como,<br />

por exemplo, as realizadas para a obtenção de solo para cultivos agrícolas ou<br />

para abastecimento da indústria madeireira.<br />

Queimadas: usar fogo para limpar restos de cultura, área de pasto, canavial,<br />

etc. Trata-se de uma atividade que necessita de autorização prévia dos órgãos<br />

ambientais.<br />

DESMATAMENTO CONTROLADO<br />

Sobre o desmatamento são feitas as seguintes recomendações:<br />

• Nunca seja feito com o uso do fogo.<br />

• Que se desmate apenas a área que vai ser cultivada ou onde se vai construir.<br />

• Que não se destrua a vegetação que protege o solo (cobertura vegetal),<br />

devendo as árvores arrancadas ser substituídas por outras.<br />

QUEIMADA CONTROLADA<br />

A pessoa que vai fazer uma queimada deve atender às seguintes<br />

recomendações:<br />

• Fazer aceiros ao redor da área que vai ser queimada, com uma largura<br />

mínima de dois metros.<br />

• Evitar fazer queimada em dias de muito vento ou quando o sol está<br />

muito forte.<br />

• Avisar os vizinhos, três dias antes, sobre o local e a hora da queimada,<br />

para que eles possam fi car atentos aos perigos do fogo.<br />

• Nunca fazer queimada próximo aos rios, riachos, lagoas e açudes,<br />

para evitar a contaminação da água pelas cinzas.<br />

• Fazer aceiros junto às matas ciliares<br />

(às margens dos rios, dos açudes e dos riachos).<br />

• Colocar, se possível, uma pessoa com abafador a cada duzentos metros<br />

dos aceiros.<br />

05


AGRESSÕES AO MEIO AMBIENTE:<br />

Desmatamento<br />

Queimadas<br />

Poluição<br />

Caçada<br />

Agrotóxico<br />

06


07<br />

3 - DESERTIFICAÇÃO E EROSÃO<br />

É fato que, no território cearense, o ambiente natural encontra-se<br />

bastante alterado. Em parte devido à expansão histórica das atividades<br />

agropecuárias, do extrativismo vegetal e mineral e, mais recentemente,<br />

da atividade urbana e industrial.<br />

Dentre os recursos do meio ambiente mais atingidos, destacam-se<br />

a vegetação, o solo e a água. Também a cobertura vegetal primitiva<br />

encontra-se alterada em quase todo o Estado: nas chapadas, planaltos,<br />

serras e áreas semiáridas da depressão sertaneja.<br />

O QUE É DESERTIFICAÇÃO?<br />

É a degradação de terras nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas<br />

do planeta. Signifi ca a destruição da base de recursos naturais como<br />

resultado da ação do homem sobre o seu ambiente e fenômenos naturais<br />

como a variabilidade climática. É um processo, quase sempre lento, que<br />

mina, que corrói, pouco a pouco, a capacidade de sobrevivência de uma<br />

comunidade.<br />

O QUE É EROSÃO?<br />

É o desgaste ou a destruição da superfície do solo. Esse desgaste, no<br />

entanto, não acontece de repente. Pouco a pouco, o solo vai fi cando raso,<br />

ressecado, pobre e fraco. Com o tempo, vão aparecendo rachaduras e,<br />

em alguns casos, valas e grandes buracos chamados voçorocas.


4 - PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO:<br />

COBERTURA MORTA<br />

Consiste em deixar os restos vegetais (mato capinado, capim seco, palha<br />

e outros) cobrindo o solo, no intervalo entre as linhas do plantio. A<br />

prática da cobertura morta é uma das melhores para CONSERVAR a<br />

umidade do solo e controlar a erosão.<br />

QUEBRA-VENTOS<br />

Usada principalmente nas áreas onde os ventos são mais fortes, como<br />

nas chapadas e em locais com solos arenosos, como os do litoral. Sua<br />

função é diminuir a força dos ventos sobre o plantio, evitando a queima<br />

das folhagens. Ajuda também a controlar o escorrimento superfi cial das<br />

águas, protegendo o solo contra o ressecamento.<br />

08


09<br />

CORDÕES DE PEDRA EM CONTORNO<br />

Consiste em amontoar pedras sob a forma de pequenos muros situados<br />

sobre as curvas de nível do terreno. Com o passar do tempo, camadas de<br />

areia, pedra e outros sedimentos, retidos por esses cordões, vão formando<br />

patamares naturais que difi cultam a descida das águas e o arrasto do solo.<br />

MÉTODO DE LAVOURA SECA – CULTIVOS EM CAMALHÕES<br />

<strong>COM</strong> SULCOS BARRADOS<br />

Essa prática é usada para diminuir os efeitos das secas nas plantações<br />

e tem por objetivo colher a água da chuva no próprio local do plantio.<br />

Para isso, o agricultor deverá fazer sulcos barrados, a espaços regulares,<br />

de três em três metros, por exemplo, abaixo dos camalhões de plantio.


BARRAGEM SUBTERRÂNEA<br />

É uma obra simples, de baixo custo e muito efi ciente para acumular água<br />

no subsolo de uma croa (banco de areia e argila situado ao longo dos<br />

rios e riachos). O barramento da água é feito com a construção de uma<br />

parede impermeável (com quatro palmos de largura) enterrada igual<br />

a um alicerce de açude. A parede pode fi car impermeável com barro<br />

vermelho, traçado, umedecido e compactado com malho de madeira<br />

ou com lona plástica.<br />

TÉCNICAS AGROECOLÓGICAS VEGETATIVAS<br />

PLANTIO EM NÍVEL<br />

É empregado em terrenos inclinados como, por exemplo, as encostas.<br />

Consiste na disposição das plantas no terreno, de maneira que as linhas de<br />

cultivo façam o contorno deste. Isso evitará, principalmente, que a água da<br />

chuva pegue velocidade sobre o solo, abrindo erosão e carreando terra para<br />

dentro dos córregos e rios.<br />

10


11<br />

ROTAÇÃO DE CULTURA<br />

É a maneira de cultivar duas ou mais culturas, uma depois da outra, sendo que<br />

uma delas pode ser considerada a principal, como acontece normalmente<br />

com o arroz. A rotação de culturas serve para a conservação do solo,<br />

preparando-o para o cultivo continuado da cultura principal. A fi nalidade<br />

básica dessa prática é manter a produtividade do solo, mas também apresenta<br />

outras vantagens: economia de trabalho, ajuda no controle das ervas, dos<br />

insetos e das doenças de plantas, além da manutenção da matéria orgânica e<br />

do nitrogênio responsáveis pelas boas colheitas.<br />

CONSÓRCIO DE CULTURAS<br />

O consórcio é o cultivo de duas ou mais culturas feitas ao mesmo<br />

tempo e em faixas alternadas que variam de largura por causa do<br />

tipo de solo e da declividade. No ano seguinte, as linhas de cultivo<br />

são distribuídas alternadamente, de modo que as culturas possam<br />

proteger todas as faixas da gleba.


POUSIO<br />

Essa prática consiste em deixar a área em descanso depois de um ou mais<br />

períodos de cultura. Em alguns casos, a própria regeneração da vegetação<br />

nativa permite o acúmulo de matéria orgânica e biomassa, aumentando<br />

a fertilidade do solo e a produção nos próximos cultivos.<br />

ADUBAÇÃO VERDE<br />

Consiste no cultivo e manejo de espécies leguminosas da família<br />

do feijão, que contribuem para a melhoria da fertilidade dos<br />

solos. São plantas que absorvem o nitrogênio do ar fixando-o<br />

através de suas raízes, permitindo uma maior fertilização do solo.<br />

Na adubação verde são utilizadas espécies de rápido crescimento,<br />

de alta produção vegetativa e que podem apresentar porte ereto,<br />

enramador, arbustivo ou arbóreo, tais como crotalaria, mucuna,<br />

feijão-de-porco, guandu, leucena e faveiras. Geralmente são<br />

cultivadas em rotação ou em consórcio com as culturas comuns.<br />

12


13<br />

5 - DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NATURAIS<br />

Os inseticidas caseiros, se aplicados com cuidado e seguindo-se<br />

as dosagens recomendadas, podem alcançar bons resultados no<br />

extermínio das pragas e doenças que atacam e destroem as plantas.<br />

Dentre os mais usados estão:<br />

A CALDA DE FUMO<br />

Picar 1kg de fumo de corda e deixar por 24 horas em 7 litros de<br />

água. Depois despejar essa calda em uma vasilha e acrescentar<br />

mais água, uma quantidade igual à da calda. Coar e pulverizar as<br />

plantas.<br />

CAL<br />

Recomenda-se peneirar a cal e colocar em volta dos canteiros para<br />

afastar os insetos.<br />

CINZA DE MADEIRA<br />

Para combate de lagartas, insetos sugadores e fungos, misturar 1kg<br />

de cinza, 1kg de cal e 100 litros de água. Deixar em repouso por 24<br />

horas. Em seguida, filtrar e aplicar sobre as plantas.<br />

PIMENTA VERMELHA E FUMO<br />

Essa mistura é usada para combater pulgões e lagartas: 50 gramas<br />

de fumo em rolo, um punhado de pimenta vermelha, 1 litro de<br />

álcool e 250 grama de sabão em pó. Colocar a pimenta e o fumo<br />

picado no litro de álcool e deixar curtir por sete dias.


6 - ÁGUA<br />

A água é um recurso natural essencial à vida de todos os seres<br />

e à manutenção dos ecossistemas.<br />

Não é por acaso que as primeiras civilizações se instalavam<br />

em regiões onde havia solo produtivo e sempre às margens de<br />

rios, locais onde havia disponibilidade de água, essencial ao<br />

atendimento de suas necessidades básicas.<br />

O fato de ¾ de nosso planeta ser formado por água e de esta<br />

ser conceitualmente um recurso renovável pode sugerir a ideia de<br />

sua abundância e inesgotabilidade. No entanto, podemos dispor<br />

apenas de 0,00378%, isto é, três milésimos da água encontrada no<br />

planeta.<br />

O restante é água salgada, está em geleiras, em aquíferos subterrâneos<br />

muito profundos ou em uso na agricultura.<br />

O desenvolvimento das sociedades – em suas diversas formas<br />

– e das atividades econômicas tem conduzido a um cenário de<br />

escassez. O consumo crescente de água no mundo; os múltiplos<br />

usos, por vezes conflitantes, gerando demandas diferenciadas;<br />

a má utilização; a poluição das águas e o seu desperdício; tudo<br />

isso anuncia uma nova era, em que algumas regiões já enfrentam<br />

hoje sérios problemas. Em muitos casos, a consequência mais<br />

imediata é o comprometimento do meio ambiente e da saúde<br />

da população.<br />

Nosso planeta passou por tantas transformações ambientais<br />

negativas causadas pelo homem, que chegamos a um momento<br />

da nossa história que ou paramos e tomamos consciência do<br />

nosso impacto no planeta, ou estaremos condenados à extinção.<br />

14


15<br />

Ultimamente temos ouvido falar bastante sobre o aquecimento<br />

global e como ele vem alterando de forma drástica o clima em<br />

nosso planeta, causando secas extremas em alguns lugares,<br />

enchentes devastadoras em outros, aumento nos casos de<br />

doenças e extinção de muitas espécies de animais e plantas que<br />

não tivemos nem sequer a chance de conhecer. No entanto,<br />

pouco se fala sobre a crise de abastecimento de água no mundo.<br />

Estima-se que mais de 4 bilhões de pessoas - quase metade da<br />

população mundial – estarão vivendo em países com carência<br />

crônica de água por volta de 2050.


7 - LIXO<br />

Forma de matéria ou substância, no estado sólido e semissólido,<br />

que resulte de atividade industrial, domiciliar, hospitalar,<br />

comercial, agrícola, de serviços, de varrição e de outras atividades<br />

humanas capazes de causar poluição ou contaminação ambiental.<br />

FORMAS DE DESTINAÇÃO FINAL<br />

Enterramento – Consiste na escavação de uma área sob a forma de<br />

um “buraco”, reservado como local de despejo do lixo diário. Caso o<br />

usuário tenha o cuidado de recobrir o lixo com uma camada de terra,<br />

essa prática apresenta uma conveniência do ponto de vista sanitário:<br />

impede que o local se transforme em foco de proliferação de insetos.<br />

Por outro lado, a escolha inadequada do local pode acarretar sérios<br />

problemas de saúde por contaminação da água do subsolo.<br />

Queima do lixo – A eliminação do lixo através da queima é<br />

uma prática muito comum de nosso povo. Além do incômodo<br />

provocado pela fumaça, contam-se os riscos decorrentes da<br />

queima de materiais tóxicos, disseminação do fogo pela ação<br />

dos ventos, provocando incêndios, acidentes com animais e<br />

crianças, poluição da atmosfera etc., e constitui uma prática ilegal.<br />

Aterro sanitário – É um espaço destinado à disposição final<br />

do lixo, com técnicas que evitam a contaminação do solo, sem<br />

causar danos ou riscos à saúde pública. É uma atividade que<br />

deve ser licenciada pelo Órgão Ambiental.<br />

Lixão – É um terreno (particular ou público) onde é depositado<br />

tudo o que é coletado no município. Ali são praticadas a queima<br />

do lixo, criação de animais, além de servir de moradia para os<br />

catadores. É uma forma INCORRETA e ILEGAL de disposição<br />

do lixo e pode ocasionar MULTA.<br />

16


17<br />

8 - <strong>COM</strong>POSTAGEM<br />

O composto orgânico é uma terra escura rica em minerais e<br />

nutrientes. Utilizada como fertilizante e acondicionador do<br />

solo, é excelente para enriquecer e melhorar a produtividade<br />

das hortas e das plantas. É produzido a partir da decomposição<br />

biológica do lixo orgânico, como: restos de comida, de frutas, de<br />

hortaliças, resíduos de plantas e folhas caídas. A compostagem<br />

é o processo para fazer o composto orgânico.


POR QUE FAZER <strong>COM</strong>POSTAGEM<br />

• Para produzir seu próprio fertilizante e acondicionador de solo<br />

natural, sem que isso represente qualquer despesa.<br />

• Para ajudar na preservação da natureza.<br />

• Além disso, fazer compostagem é contribuir para solucionar o<br />

problema do lixo.<br />

18


19<br />

9 - REFERÊNCIAS<br />

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO CEARÁ. Desertifi cação:<br />

Causas, Efeitos e Perspectivas de Controle. Fortaleza: INESP, 2007.<br />

BEZERRA , Maria do Carmo Lima; VEIGA, José Eli da<br />

(Coordenadores). Agricultura Sustentável. Brasília: MMA; Ibama;<br />

consórcio Museu Emilio Goeldi, 2000.<br />

BRA SIL. Ministério do Meio Ambiente. Consumo Sustentável:<br />

Manual de Educação. Brasília: Consumers internacional/MMA/<br />

MEC/IDEC, 2003.<br />

CEARÁ. Superintendência Estadual do Meio Ambiente.<br />

PROGRA MA SANEAR, A Natureza da Paisagem do Ceará. Águas.<br />

Fortaleza: RioCine, 1994.<br />

ESCOLA SUL DA CUT. Agricultura Familiar e Socioeconômica<br />

Solidária. Florianópolis: CUT, 2000. (Projeto Terra Solidária).<br />

HOLANDA, Francisco J. M. Uso e manejo dos recursos naturais no<br />

semi-árido. Fortaleza, 2005.<br />

INSTITUTO INTERNACIONAL DE PESQUISA E<br />

RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL CHICO MENDES.<br />

Cuidar do meio ambiente depende da gente. Fortaleza: <strong>Semace</strong>, 2006.<br />

NEWTON, Fred et al. Cartilha de Agroecologia. Palmas: Instituto<br />

Ecológica, 2003.<br />

PRIMAVESI, Ana. Agricultura Sustentável: manual do produtor<br />

rural. São Paulo: Nobel, 1992.<br />

PROJETO AGRICULTURA FAMILIAR, AGROECOLOGIA E<br />

MERCADO (AFAM). Agroecologia – Colocada em prática – Nº. 2.<br />

Fortaleza: AFAM, 2008.<br />

SOUSA, Joseilton Evangelista de; SILVA, Adeildo Fernandes da.<br />

Agricultura agrofl orestal ou agrofl oresta. Recife: Centro Sabiá, 2007.<br />

WATANABE, Takako; COLER, Robert Anthony. Água: de elemento<br />

da natureza a recurso natural. Fortaleza: SEMACE, 2005. (Projeto<br />

Compartilhar).


SIGA OS MANDAMENTOS ECOLÓGICOS DO PADRE CÍCERO:<br />

1. “Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau.<br />

2. Não toque fogo no roçado nem na caatinga.<br />

3. Não cace mais e deixe os bichos viverem.<br />

4. Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto<br />

descansar para se refazer.<br />

5. Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em<br />

pé: deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e<br />

não se perca a sua riqueza.<br />

6. Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água da chuva.<br />

7. Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com<br />

pedra solta.<br />

8. Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou<br />

outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só.<br />

9. Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba,<br />

a favela e a jurema; elas podem ajudar a você a conviver com a seca.<br />

10. Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se<br />

acabando, o gado melhorando e o povo ter sempre o que comer.<br />

11. Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai<br />

virar um deserto só.”<br />

Padre Cícero (1844-1934)<br />

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SUPERINTENDÊNCIA ESTADUAL DO DO MEIO MEIO AMBIENTE – – SEMACE SEMACE<br />

Rua Rua Jaime Jaime Benévolo, Benévolo, 1400 1400 – – Bairro Bairro de de Fátima Fátima<br />

CEP: CEP: 60050-081 60050-081 – – Fortaleza Fortaleza - - Ceará Ceará<br />

Telefone: Telefone: (85) (85) 3101. 3101. 5529 5529 – – Fax: Fax: (85) (85) 3101.5530 3101.5530<br />

Site: Sítio: www.semace.ce.gov.br – – E-mail: E-mail: semace@semace.ce.gov.br<br />

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