A Expansão da Cidade de Coimbra ao longo do Rio Mondego
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A <strong>Expansão</strong> <strong>da</strong> Ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong> <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong> <strong>Rio</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go<br />
Ana Mano<br />
2011142815<br />
<strong>Coimbra</strong>, 2011
A <strong>Expansão</strong> <strong>da</strong> Ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong> <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong> <strong>Rio</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go<br />
Trabalho <strong>de</strong> Avaliação Contínua Realiza<strong>do</strong> no Âmbito <strong>da</strong> Uni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
Fontes <strong>de</strong> Informação Sociológica, sob orientação <strong>do</strong> Prof. Dr. Paulo<br />
Peixoto<br />
A imagem <strong>da</strong> capa:<br />
http://lh3.ggpht.com/‐<br />
Y9KMakmE5Pw/SDMffQJ7q2E/AAAAAAAAHe0/xuiaFTmhrl0/<strong>Coimbra</strong>Portugal.jpg<br />
Ana Mano<br />
2011142815<br />
<strong>Coimbra</strong>, 2011
Índice<br />
1.Introdução ................................................................................................................................. 1<br />
2.Desenvolvimento ....................................................................................................................... 2<br />
2.1. Relação Ci<strong>da</strong><strong>de</strong>‐<strong>Rio</strong> ............................................................................................................ 2<br />
2.2. Evolução <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> ......................................................................................................... 4<br />
2.3.Programa Polis .................................................................................................................... 6<br />
2. 4. Plano <strong>de</strong> pormenor <strong>do</strong> Eixo <strong>da</strong> Portagem/Av. João <strong>da</strong>s Regras ...................................... 7<br />
3.Descrição <strong>de</strong>talha<strong>da</strong> <strong>da</strong> pesquisa ............................................................................................ 11<br />
4.Avaliação <strong>da</strong> página <strong>da</strong> Internet ............................................................................................. 12<br />
5.Ficha <strong>de</strong> Leitura ....................................................................................................................... 13<br />
6.Conclusão ................................................................................................................................. 15<br />
7.Referências Bibliográficas ....................................................................................................... 16<br />
Anexos<br />
Anexo I‐ Página <strong>da</strong> internet avalia<strong>da</strong><br />
Anexo II‐ Texto <strong>de</strong> suporte à ficha <strong>de</strong> leitura
1.Introdução<br />
No âmbito <strong>da</strong> disciplina <strong>de</strong> Fontes <strong>de</strong> Informação Sociológica, escolhi um <strong>do</strong>s<br />
temas sugeri<strong>do</strong>s pelo Professor Paulo Peixoto, para a realização <strong>do</strong> trabalho<br />
obrigatório <strong>de</strong>ntro <strong>do</strong> regime <strong>de</strong> avaliação contínua.<br />
Escolhi o tema A:” Caracterização diacrónica <strong>da</strong>s mo<strong>da</strong>li<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> expansão<br />
urbana e <strong>de</strong> localização <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> em relação <strong>ao</strong> <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go. História <strong>do</strong><br />
crescimento e <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> e <strong>do</strong> território em relação <strong>ao</strong> <strong>Rio</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go. Evi<strong>de</strong>nciação <strong>da</strong>s transformações ocorri<strong>da</strong>s no <strong>do</strong>mínio <strong>da</strong> relação<br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong>/rio”.<br />
Optei por este tema, visto que ele consegue evi<strong>de</strong>nciar as transformações<br />
ocorri<strong>da</strong>s na ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> e a influência <strong>do</strong> rio na mesma.<br />
Assim sen<strong>do</strong>, o meu trabalho vai focar os pontos‐chave <strong>do</strong> tema que escolhi.<br />
Inicialmente, irei abor<strong>da</strong>r alguns aspectos relevantes sobre <strong>Coimbra</strong>, crescimento <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> e algumas transformações (requalificações) que a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> teve até<br />
então, relação ci<strong>da</strong><strong>de</strong>‐rio e para concluir irei fazer uma abor<strong>da</strong>gem sintética <strong>do</strong> plano<br />
<strong>de</strong> pormenor <strong>do</strong> Eixo portagem/ Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras.<br />
1
2.Desenvolvimento<br />
2.1. Relação Ci<strong>da</strong><strong>de</strong>‐<strong>Rio</strong><br />
<strong>Coimbra</strong> é a maior ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> região Centro <strong>de</strong> Portugal e situa<strong>da</strong> na sub‐região<br />
<strong>do</strong> Baixo Mon<strong>de</strong>go (NUT III).<br />
Imagem 1<br />
“<strong>Coimbra</strong> não é uma ci<strong>da</strong><strong>de</strong> velha, muito menos apouca<strong>da</strong>; ela é tão somente<br />
uma urbe on<strong>de</strong> ain<strong>da</strong> não se enten<strong>de</strong> a nova or<strong>de</strong>m.”<br />
To<strong>do</strong>s os lugares contêm sempre algum tipo <strong>de</strong> contradição para crescer, e<br />
<strong>Coimbra</strong> não é excepção.<br />
Em <strong>Coimbra</strong> passa o rio Mon<strong>de</strong>go. Este é fun<strong>da</strong>mental para a localização <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong>, que se instalou e cresceu sobre uma colina gemina<strong>da</strong> <strong>do</strong>minan<strong>do</strong>‐o pela sua<br />
margem direita. Des<strong>de</strong> o seculo XVI encontram‐se neste local os mais antigos edifícios<br />
<strong>da</strong> universi<strong>da</strong><strong>de</strong>. A muralha medieval (que quase já não existe), <strong>de</strong>marcava a parte <strong>da</strong><br />
área urbana a que continua a chamar‐se Alta.<br />
O <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go foi um <strong>do</strong>s gran<strong>de</strong>s condicionalismos <strong>de</strong> or<strong>de</strong>m geográfica <strong>ao</strong><br />
<strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>, principalmente por causa <strong>da</strong>s inun<strong>da</strong>ções, e as vertentes<br />
abruptas, pelas dificul<strong>da</strong><strong>de</strong>s coloca<strong>da</strong>s à construção. Algumas cheias <strong>de</strong>moravam<br />
vários dias.<br />
No entanto com a construção <strong>de</strong> barragens na déca<strong>da</strong> <strong>de</strong> 80, como a Aguieira e<br />
a Raiva, os problemas oriun<strong>do</strong>s <strong>do</strong> rio diminuíram. E com o encanamento <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go<br />
e com a plantação <strong>de</strong> árvores e arbustos fosse, junto <strong>ao</strong> rio, fosse em algumas <strong>de</strong>ssas<br />
vertentes, para assim evitar o agravamento <strong>do</strong>s efeitos <strong>da</strong>s inun<strong>da</strong>ções.<br />
2
O Mon<strong>de</strong>go surge como um elemento <strong>de</strong> fixação, e mais tar<strong>de</strong>, curiosamente,<br />
transforma‐se num elemento condicionante <strong>de</strong>ssa mesma fixação, o que se traduz<br />
numa interessante luta pela conquista <strong>do</strong> sítio, impressa nos lega<strong>do</strong>s arquitectónicos.<br />
Essa luta termina <strong>de</strong>finitivamente com o projecto para a bacia hidráulica <strong>do</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go.<br />
Houve intervenções na bacia hidrográfica <strong>do</strong> <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go, no final <strong>do</strong>s anos XX<br />
que tinham como objectivo controlar a subi<strong>da</strong> <strong>da</strong>s águas que provocavam as cheias e<br />
assegurar o aproveitamento <strong>do</strong>s recursos associa<strong>do</strong>s <strong>ao</strong> <strong>Rio</strong> causan<strong>do</strong> assim gran<strong>de</strong>s<br />
alterações na paisagem.<br />
A reali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go mu<strong>do</strong>u .Já não é curso navegável que permitia um<br />
eixo <strong>de</strong> acesso alternativo, mas também já não é a força in<strong>do</strong>mável e imprevisível que<br />
<strong>de</strong>vastava sem avisar. O que se per<strong>de</strong>u na acessibili<strong>da</strong><strong>de</strong> ganhou‐se na estabili<strong>da</strong><strong>de</strong> e<br />
as oportuni<strong>da</strong><strong>de</strong>s surgem novamente, ain<strong>da</strong> que assentes sob novos carris orienta<strong>do</strong>s<br />
para diferentes vivências.<br />
3
2.2. Evolução <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong><br />
A história <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> vem <strong>de</strong>s<strong>de</strong> há <strong>do</strong>is mil anos, quan<strong>do</strong> os romanos lhe<br />
chamavam Aeminium. Mas <strong>de</strong>pois tu<strong>do</strong> se foi alteran<strong>do</strong>.<br />
Os primeiros quatro reis portugueses <strong>de</strong>ram honras <strong>de</strong> capital a <strong>Coimbra</strong>.<br />
Devi<strong>do</strong> à história ser <strong>de</strong>masia<strong>do</strong> extensa, irei referir alguns pontos cruciais<br />
<strong>de</strong>s<strong>de</strong> o século XIX até então.<br />
No século XIX :<br />
Suce<strong>de</strong>‐se as invasões francesas e as famosas lutas entre absolutistas e<br />
liberais;<br />
Constrói‐se o merca<strong>do</strong> D.Pedro V;<br />
Construção <strong>do</strong> paredão na margem norte <strong>do</strong> rio que veio a sul, até à<br />
Ínsua <strong>do</strong> Bentos;<br />
Edificou‐se uma nova ponte;<br />
Instalou‐se o ramal <strong>da</strong> estação Velha à Estação nova e construiu‐se um<br />
edifício provisório para esta última estação;<br />
Arranjo <strong>do</strong> bairro <strong>de</strong> Santa Cruz;<br />
Projectou‐se a Aveni<strong>da</strong> Sá <strong>da</strong> Ban<strong>de</strong>ira, Praça <strong>da</strong> República e as ruas <strong>de</strong><br />
Alexandre Herculano, <strong>de</strong> Almei<strong>da</strong> Garrett e tantas outras ruas;<br />
Decidiram manter uma ampla zona ver<strong>de</strong>: o parque <strong>de</strong> Santa Cruz;<br />
Construção <strong>do</strong> Teatro‐circo <strong>do</strong> príncipe real (mais tar<strong>de</strong> teatro aveni<strong>da</strong>).<br />
No Século XX:<br />
Destruição <strong>de</strong> gran<strong>de</strong> parte <strong>da</strong> velha Alta para construírem novos<br />
edifícios universitários;<br />
Ligação <strong>da</strong> Concha<strong>da</strong> à Cruz <strong>de</strong> Celas;<br />
Projecta<strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong> Dias <strong>da</strong> Silva<br />
Construção <strong>do</strong> liceu <strong>de</strong> D. João III (Secundária José Falcão);<br />
Banco <strong>de</strong> Portugal, na portagem;<br />
Desenvolvimento <strong>da</strong> Área <strong>de</strong> Santo António <strong>do</strong>s Olivais;<br />
Surgimento <strong>de</strong> algumas fábricas entre a rua <strong>da</strong> Ma<strong>da</strong>lena e o ramal <strong>do</strong><br />
caminho‐<strong>de</strong>‐ferro até à estação nova;<br />
<strong>Expansão</strong> urbana <strong>de</strong>senvolveu‐se <strong>de</strong> poente <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong>s campos <strong>do</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go até Taveiro.<br />
A ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>, nos anos e 1864, 1874, 1904, 1949, foi alvo <strong>de</strong><br />
importantes acontecimentos relaciona<strong>do</strong>s com os transportes públicos,<br />
respectivamente: a abertura <strong>ao</strong> tráfego <strong>da</strong> estação Velha e <strong>da</strong> estação Nova, a<br />
inauguração <strong>da</strong> linha <strong>de</strong> tracção eléctrica entre a Baixa e a Alta e a ligação <strong>de</strong> autocarro<br />
“<strong>Coimbra</strong>‐Taveiro”.<br />
4
Na altura <strong>do</strong> esta<strong>do</strong> Novo foram traça<strong>do</strong>s 3 planos regula<strong>do</strong>res:<br />
Plano <strong>de</strong> Embelezamento e <strong>de</strong> Extensão <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> (1940 – 1945) ‐<br />
tinha como objectivo dividir a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> em várias funções como a<br />
resi<strong>de</strong>ncial, comercial central, industrial e rural.<br />
Plano Regula<strong>do</strong>r (1959‐1964) ‐ revisão <strong>do</strong> Plano <strong>de</strong> Embelezamento e<br />
<strong>de</strong> Extensão <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> que tenta corrigir as ina<strong>de</strong>quações <strong>do</strong> anterior<br />
e reaproveitar as soluções que contribuiriam para um <strong>de</strong>senvolvimento<br />
urbano sóli<strong>do</strong> e em concordância com as características em concreto <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong>.<br />
Plano <strong>de</strong> Gestão <strong>do</strong> Concelho e <strong>da</strong> Ci<strong>da</strong><strong>de</strong> (1975) ‐ nunca foi aprova<strong>do</strong>.<br />
Contu<strong>do</strong> não se <strong>de</strong>ixou <strong>de</strong> provar uma reflexão <strong>do</strong> território <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> à<br />
com vista nos planos anteriores, contribuin<strong>do</strong> como um utensílio para<br />
gerir o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />
É <strong>de</strong> referenciar a relevância <strong>da</strong> proposta <strong>do</strong> plano ver<strong>de</strong> <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> que<br />
consistia em interligar os espaços ver<strong>de</strong>s existentes (Jardim Botânico, parque <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> e as margens <strong>do</strong> mon<strong>de</strong>go) com o objectivo <strong>de</strong> aproveitar as frentes fluviais<br />
para a valorização <strong>do</strong> património paisagístico <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> e a construção <strong>de</strong> uma ponte<br />
pe<strong>do</strong>nal que interligava as margens.<br />
Mais tar<strong>de</strong>, em 1982, é introduzi<strong>do</strong> o Plano Director Municipal (PDM). Esteve<br />
em vigor <strong>de</strong> 1983 a 1993, e surgiu com a i<strong>de</strong>ia <strong>de</strong> organizar a activi<strong>da</strong><strong>de</strong> urbana. Foi<br />
necessário a criação <strong>de</strong>ste plano <strong>de</strong>vi<strong>do</strong> <strong>ao</strong> crescimento <strong>de</strong>sorganiza<strong>do</strong> <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />
Este plano <strong>de</strong>finiu uma via principal que pretendia dividir duas zonas: “Ci<strong>da</strong><strong>de</strong><br />
<strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> “ e “Área Exterior à ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>”. Assim a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> ficou reparti<strong>da</strong> em<br />
zonas centrais, industriais, resi<strong>de</strong>nciais, turísticas e ver<strong>de</strong>s e <strong>de</strong> equipamento.<br />
Algumas <strong>da</strong>s propostas <strong>do</strong> Plano Director Municipal são:<br />
• A requalificação <strong>da</strong>s margens <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go;<br />
• A criação <strong>de</strong> uma mancha ver<strong>de</strong> <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong> rio (Parque Ver<strong>de</strong>) <strong>do</strong><br />
Choupalinho até à Lapa;<br />
• A construção <strong>de</strong> uma nova ponte;<br />
• A recuperação <strong>da</strong> zona ribeirinha <strong>da</strong> margem direita;<br />
Até <strong>ao</strong>s dias <strong>de</strong> hoje, a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> sofreu requalificações, que permitiram que a<br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> ficasse mais acessível a to<strong>do</strong>s. Tornan<strong>do</strong>‐se mais fácil e mais perto a <strong>de</strong>slocação<br />
<strong>de</strong>ntro <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />
5
2.3.Programa Polis<br />
O Programa Polis, plano estratégico <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>, consiste na requalificação<br />
urbana e na valorização ambiental. Teve como principal objectivo revitalizar o centro,<br />
centran<strong>do</strong> a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> no rio.<br />
As margens <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go entre a Ponte <strong>de</strong> Santa Clara e a ponte Rainha Santa<br />
abrangem uma área <strong>de</strong> aproxima<strong>da</strong>mente 80 hectares.<br />
O programa Polis tem como principais objectivos apoiar as iniciativas que visem<br />
aumentar as zonas ver<strong>de</strong>s, promover áreas pe<strong>do</strong>nais e condicionar o trânsito <strong>do</strong>s<br />
automóveis, apoiar acções <strong>de</strong> requalificação que permitam melhorar a quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
ambiente urbano, entre outras.<br />
Neste programa revê‐se algumas propostas implementa<strong>da</strong>s no PDM. Este<br />
programa integra <strong>do</strong>is planos: o plano <strong>de</strong> Pormenor <strong>do</strong> Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go que<br />
neste momento se encontra em <strong>de</strong>senvolvimento e o Plano <strong>de</strong> Pormenor <strong>do</strong> Eixo<br />
Portagem /Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras (que mais à frente irei especificar).<br />
Dos principais pontos <strong>de</strong> intervenção <strong>de</strong>stes planos fazem parte o sector<br />
<strong>de</strong>sportivo, <strong>ao</strong> aproveitarem as águas <strong>do</strong> rio para activi<strong>da</strong><strong>de</strong>s fluviais e também a<br />
utilização <strong>do</strong>s relva<strong>do</strong>s para activi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>da</strong> mesma natureza, o sector <strong>do</strong> ambiente que<br />
trata as águas <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, o sector <strong>do</strong> lazer que contem zonas amplas <strong>de</strong> relva<strong>do</strong><br />
para a população usufruir, no sector <strong>da</strong> cultura as activi<strong>da</strong><strong>de</strong>s no recinto <strong>de</strong><br />
espectáculos, salas <strong>de</strong> cinemas e teatros, na acessibili<strong>da</strong><strong>de</strong> resolução <strong>da</strong> ligação entre a<br />
Alta e a Baixa, através <strong>de</strong> elevação mecânica, e por fim no sector <strong>do</strong> turismo o<br />
<strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong>s percursos turísticos já existentes. Estes são alguns <strong>do</strong>s pontos<br />
principais.<br />
6
2. 4. Plano <strong>de</strong> pormenor <strong>do</strong> Eixo <strong>da</strong> Portagem/Av. João <strong>da</strong>s Regras<br />
Este plano visa a requalificação <strong>de</strong> uma área marginal <strong>ao</strong> Mon<strong>de</strong>go. A<br />
intervenção será sobretu<strong>do</strong> “ (…) a retoma <strong>de</strong> uma condição pe<strong>do</strong>nal na área em<br />
questão, procuran<strong>do</strong> disciplinar a ocupação, uso urbanístico e <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> espaço<br />
público, no território <strong>de</strong>signa<strong>do</strong> por Eixo Portagem/ Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras”.<br />
O plano foi articula<strong>do</strong> com o Plano <strong>de</strong> Pormenor <strong>do</strong> Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go,<br />
Projectos <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Congressos <strong>do</strong> Convento <strong>de</strong> S. Francisco e o projecto <strong>de</strong><br />
Recuperação <strong>do</strong> Convento <strong>de</strong> Santa Clara‐a‐Velha, <strong>de</strong> forma a existirem resulta<strong>do</strong>s<br />
favoráveis a ambos.<br />
Este plano tem como limites: (S.A., 2005)<br />
Na margem esquer<strong>da</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go e a poente, pela área <strong>do</strong> Convento<br />
<strong>de</strong> S. Francisco e futuro centro <strong>de</strong> congressos;<br />
Arranque <strong>da</strong> Rua Carlos Alberto P. Abreu, Calça<strong>da</strong> <strong>de</strong> Santa Isabel e Rua<br />
Feitoria <strong>do</strong>s Moinhos;<br />
No senti<strong>do</strong> <strong>de</strong>scen<strong>de</strong>nte, o limite operar‐se‐á pela Rua António Augusto<br />
Gonçalves e Rua <strong>de</strong> Baixo;<br />
Na margem <strong>da</strong> direita <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, a área <strong>de</strong> intervenção compreen<strong>de</strong><br />
o Largo <strong>da</strong> Portagem limita<strong>do</strong> pelas duas frentes edifica<strong>da</strong>s<br />
consequentes à <strong>de</strong>sembocadura <strong>da</strong> Rua Ferreira Borges;<br />
Atravessamento <strong>do</strong> Largo <strong>da</strong> Portagem pela Aveni<strong>da</strong> Emídio Navarro e a<br />
extensão que <strong>de</strong>sta ocorre até à margem <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go;<br />
A norte e na margem esquer<strong>da</strong>, encontra‐se <strong>de</strong>limita<strong>da</strong> pelo território<br />
ocupa<strong>do</strong> pelo Campus Desportivo <strong>da</strong> Universi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>;<br />
Na margem direita o limite norte será transversal à Aveni<strong>da</strong> Emídio<br />
Navarro;<br />
“A nascente e na margem esquer<strong>da</strong>, o limite será <strong>de</strong>fini<strong>do</strong> pela<br />
plataforma direita <strong>da</strong> aveni<strong>da</strong> Inês <strong>de</strong> Castro e pela extensão <strong>de</strong>sta que<br />
encontra na continui<strong>da</strong><strong>de</strong> na Pontes <strong>de</strong> Santa Clara”;<br />
“A sul, o limite, no caso <strong>da</strong> margem esquer<strong>da</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, seguin<strong>do</strong> <strong>ao</strong><br />
<strong>longo</strong> <strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong> Inês <strong>de</strong> Castro, consi<strong>de</strong>rara a área <strong>de</strong>stina<strong>da</strong> à Entra<strong>da</strong><br />
Poente <strong>do</strong> Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, envolven<strong>do</strong> o Mosteiro <strong>de</strong> Santa<br />
Clara‐a‐Velha”;<br />
“ As áreas <strong>de</strong> contacto com as estruturas existentes, adjacentes à<br />
plataforma esquer<strong>da</strong> <strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong> Inês <strong>de</strong> Castro, avançan<strong>do</strong> a sul <strong>de</strong><br />
mo<strong>do</strong> a uma a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong> resolução <strong>de</strong> encontro e compromisso para com<br />
esta artéria viária e incluin<strong>do</strong> ain<strong>da</strong> to<strong>da</strong> a extensão <strong>da</strong> Av. João <strong>da</strong>s<br />
Regras”.<br />
7
Contextualização: O crescimento e <strong>de</strong>senvolvimento <strong>do</strong> espaço <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong> e <strong>da</strong> sua região urbana está intimamente liga<strong>da</strong> à evolução <strong>da</strong>s infra‐<br />
estruturas <strong>de</strong> comunicação, com fortes implicações <strong>do</strong> <strong>de</strong>sempenho <strong>do</strong>s transportes<br />
públicos. <strong>Coimbra</strong> tem evoluí<strong>do</strong> bastante, situan<strong>do</strong> assim o centro urbano e<br />
metropolitano <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> numa posição privilegia<strong>da</strong> em termos territoriais e<br />
consequentemente dá origem a graves problemas na margem esquer<strong>da</strong> <strong>do</strong> <strong>Rio</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go, sen<strong>do</strong> esta uma zona mais pobre em termos urbanísticos.<br />
Para melhorar as condições <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>, preten<strong>de</strong>‐se criar traça<strong>do</strong>s mais<br />
vantajosos em termos ro<strong>do</strong>viários, para assim haver maior flui<strong>de</strong>z <strong>de</strong> tráfego. E<br />
construir uma via pe<strong>do</strong>nal qualifica<strong>da</strong> para haver mais alternativas sem ser o uso <strong>do</strong>s<br />
sistemas ro<strong>do</strong>viários. O objectivo então é recuperar as potenciali<strong>da</strong><strong>de</strong>s que <strong>Coimbra</strong><br />
tem, crian<strong>do</strong> espaços <strong>de</strong> lazer e <strong>de</strong> permanência e melhoran<strong>do</strong> a condução <strong>do</strong> fluxo<br />
ro<strong>do</strong>viário, visto que <strong>Coimbra</strong> neste momento não passa <strong>de</strong> “ (…) mais um arquipélago<br />
<strong>de</strong> quarteirões con<strong>de</strong>na<strong>do</strong>s à condição <strong>de</strong> canal ro<strong>do</strong>viário”. Para assim se conseguir<br />
melhorar as condições <strong>do</strong> rio Mon<strong>de</strong>go a nível ecológico e paisagístico e as condições<br />
<strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />
Quanto <strong>ao</strong> sistema viário existente, concluiu‐se que o sistema sob o ponto <strong>de</strong><br />
vista ro<strong>do</strong>viário e urbano está <strong>de</strong>sa<strong>de</strong>qua<strong>do</strong> comparativamente <strong>ao</strong>s novos requisitos e<br />
exigências.<br />
Ten<strong>do</strong> em vista a melhoria <strong>do</strong> sistema viário existente, elaborou‐se um sistema<br />
viário alternativo, <strong>de</strong> forma a cumprir os objectivos em cima <strong>de</strong>scritos.<br />
Para tal, as mu<strong>da</strong>nças consistem em: (S.A., 2005)<br />
• Reformular a ponte <strong>de</strong> Santa Clara, ten<strong>do</strong> em conta a melhoria <strong>do</strong><br />
acesso entre as duas margens <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, através <strong>de</strong> um reforço <strong>de</strong><br />
circuito pe<strong>do</strong>nal, passagem <strong>de</strong> eléctrico rápi<strong>do</strong> e uma pista ciclável,<br />
haven<strong>do</strong> assim um controlo <strong>do</strong> fluxo automóvel nessa ponte;<br />
• Proposta <strong>do</strong> <strong>de</strong>snivelamento <strong>do</strong> cruzamento entre a Aveni<strong>da</strong> Inês <strong>de</strong><br />
Castro e a Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras e a ponte <strong>de</strong> Santa Clara, com o<br />
objectivo <strong>de</strong> separarem o trânsito local e o tráfego <strong>de</strong> atravessamento<br />
<strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>, evitan<strong>do</strong> assim a proximi<strong>da</strong><strong>de</strong> excessiva <strong>ao</strong> <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go;<br />
• Estacionamentos públicos a nível subterrâneo <strong>de</strong> forma existirem mais<br />
lugares para as pessoas estacionarem os carros;<br />
• Estacionamentos para os autocarros, ten<strong>do</strong> lugar para 10 viaturas (está<br />
relaciona<strong>do</strong> com o Campus Desportivo <strong>da</strong> Universi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>,<br />
Rossio <strong>de</strong> Santa Clara, Portugal <strong>do</strong>s Pequenitos e <strong>do</strong> futuro Centro <strong>de</strong><br />
Congressos).<br />
Relativamente à ciclovia, preten<strong>de</strong>‐se articular com o projecto <strong>do</strong> Parque<br />
Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, com o intuito <strong>de</strong> aproveitar as condições privilegia<strong>da</strong>s” (…) no que<br />
toca à exposição “cenográfica” apresenta<strong>da</strong> pela zona ribeirinha <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go à qual se<br />
associa na sua maior extensão”.<br />
8
Neste plano surgiram medi<strong>da</strong>s para reabilitar a ci<strong>da</strong><strong>de</strong>, mais concretamente a<br />
requalificação urbana <strong>do</strong> Rossio <strong>de</strong> Santa Cruz, <strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras, <strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong><br />
Inês <strong>de</strong> Castro, <strong>da</strong> Ponte <strong>de</strong> Santa Clara e <strong>do</strong> Largo <strong>da</strong> Portagem.<br />
A requalificação urbana <strong>do</strong> Rossio <strong>de</strong> Santa Clara tem como medi<strong>da</strong>s a (S.A.,<br />
2005) “constituição <strong>de</strong> uma praça com valência <strong>de</strong> remate urbano”, ligações urbanas<br />
na envolvente <strong>do</strong> Convento <strong>de</strong> S. Francisco e <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> regras e relação com o<br />
edifício <strong>do</strong> Centro <strong>de</strong> Congressos”,” tratamento e regulamentação <strong>da</strong>s frentes urbanas<br />
constituí<strong>da</strong>s”, “<strong>de</strong>finição <strong>de</strong> remates e <strong>de</strong>senho <strong>de</strong> limites urbanos <strong>da</strong> praça”,<br />
“tratamento e repavimentação <strong>de</strong> superfícies pe<strong>do</strong>nais e ro<strong>do</strong>vias” e “arborização <strong>de</strong><br />
acompanhamento urbano”.<br />
Quanto à requalificação urbana <strong>da</strong> Aveni<strong>da</strong> João <strong>da</strong>s Regras, as medi<strong>da</strong>s<br />
passam pelo (S.A., 2005) “<strong>de</strong>scongestionamento em termos <strong>de</strong> tráfego ro<strong>do</strong>viário, com<br />
associação a trânsito local”, ”implementação <strong>de</strong> uni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> estacionamento<br />
automóvel <strong>de</strong> apoio <strong>ao</strong> Centro <strong>de</strong> Congressos <strong>de</strong> Portugal <strong>do</strong>s Pequenitos, a instalar no<br />
convento <strong>de</strong> S. Francisco”, “ Implementação <strong>de</strong> estacionamento <strong>de</strong> acostamento para<br />
10 autocarros <strong>de</strong> passageiros, marginal <strong>ao</strong> Rossio <strong>de</strong> Santa Clara”, “ Reforço <strong>da</strong> ligação<br />
pe<strong>do</strong>nal entre o Convento <strong>de</strong> S. Francisco, o Portugal <strong>do</strong>s Pequenitos, o Mosteiro <strong>de</strong><br />
Santa Clara‐a‐Velha, a Ponte <strong>de</strong> Santa Clara, o Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go e o centro<br />
urbano <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>”, “ tratamento e repavimentação <strong>de</strong> superfícies pe<strong>do</strong>nais e<br />
ro<strong>do</strong>vias” entre outras.<br />
A requalificação urbana <strong>da</strong> aveni<strong>da</strong> Inês <strong>de</strong> Castro tem como medi<strong>da</strong>s a (S.A.,<br />
2005) “ proposta e dimensionamento <strong>de</strong> túnel ro<strong>do</strong>viário “, “Definição, alargamento e<br />
tratamento <strong>de</strong> passeios e <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> regras e relações com o Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong><br />
Mon<strong>de</strong>go”, “ Implementação <strong>de</strong> trajecto ciclável / ciclovia”, “ Consoli<strong>da</strong>ção <strong>da</strong> frente<br />
ribeirinha <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go na extensão a norte <strong>da</strong> Av. João <strong>da</strong>s Regras”, “Desenho <strong>da</strong> área<br />
Ver<strong>de</strong> <strong>da</strong> Porta Poente <strong>do</strong> Parque Ver<strong>de</strong> <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go, entre o flanco Poente <strong>da</strong> Av.<br />
Inês <strong>de</strong> Castro e o Mosteiro <strong>de</strong> Santa Clara‐a‐Velha, com implementação <strong>de</strong> um jardim<br />
<strong>de</strong> evocação histórica”, “Abertura <strong>de</strong> túnel pe<strong>do</strong>nal que permite a articulação<br />
9
entre a área Ver<strong>de</strong> <strong>da</strong> Porta Poente <strong>do</strong> Parque Ver<strong>de</strong> <strong>de</strong> Mon<strong>de</strong>go e o Parque, a<br />
nascente e junto <strong>ao</strong> Mon<strong>de</strong>go” ,” <strong>de</strong>finição <strong>de</strong> sistema <strong>de</strong> comportas em época <strong>de</strong><br />
cheias”, entre outras.<br />
Relativamente à Requalificação urbana <strong>da</strong> Ponte <strong>de</strong> Santa Clara, as medi<strong>da</strong>s<br />
passam pela (S.A., 2005) “ repavimentação e reperfilamento”, “ Implementação <strong>de</strong><br />
trajecto ciclável / ciclovia “ , “ Instituição <strong>de</strong> passagem / trajecto <strong>de</strong> Eléctrico rápi<strong>do</strong>” , “<br />
Articulação <strong>do</strong> tabuleiro com cotas baixas e frente ribeirinha <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go”, entre<br />
outras.<br />
Já a requalificação urbana <strong>do</strong> largo <strong>da</strong> portagem passa pela “reabilitação <strong>da</strong>s<br />
ligações com a baixa <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>”,” consoli<strong>da</strong>ção <strong>da</strong> frente ribeirinha <strong>do</strong> Mon<strong>de</strong>go”,”<br />
reforço <strong>do</strong> circuito pe<strong>do</strong>nal <strong>de</strong> atravessamento”, “implementação <strong>do</strong> trajecto<br />
ciclável/ciclovia”, entre outras.<br />
To<strong>da</strong>s estas medi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> requalificação têm como objectivo a progressão <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> relativamente às condições existentes. Com este plano vai ser possível <strong>de</strong>stacar<br />
as características históricas e paisagísticas <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>, bem como <strong>do</strong> rio Mon<strong>de</strong>go.<br />
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3.Descrição <strong>de</strong>talha<strong>da</strong> <strong>da</strong> pesquisa<br />
Inicialmente foram propostos alguns temas para a elaboração <strong>do</strong> trabalho.<br />
Após escolher o tema, comecei por ace<strong>de</strong>r a uma pesquisa exploratória a fim<br />
<strong>de</strong> recolher to<strong>da</strong> a informação que pu<strong>de</strong>sse ser útil para o trabalho.<br />
Na minha pesquisa a principal fonte <strong>de</strong> trabalho que usei foi o plano <strong>de</strong><br />
pormenor <strong>do</strong> eixo <strong>da</strong> portagem/Av. João <strong>da</strong>s Regras (S.A., 2005). Mas sem dúvi<strong>da</strong> que<br />
a pesquisa em ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> geografia publica<strong>do</strong>s pela facul<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> letras <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>,<br />
foi também uma gran<strong>de</strong> aju<strong>da</strong> (Alarcão, 1999), (Rebelo, 1999). (Santana, 1999).<br />
Para tornar o trabalho mais completo, pesquisei na internet informações<br />
relativas <strong>ao</strong> Programa Polis e à relação <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> com o <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go.<br />
Optei por palavras‐chave como: “<strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go”, Evolução <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>” e “<strong>Coimbra</strong><br />
Polis”. Como motor <strong>de</strong> busca utilizei o Google.<br />
Baseei‐me essencialmente no plano <strong>de</strong> pormenor <strong>do</strong> eixo <strong>da</strong> portagem/Av.<br />
João <strong>da</strong>s Regras e nos ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> geografia, sen<strong>do</strong> estes mais credíveis.<br />
Assim, a pesquisa teve início na internet e numa fase mais avança<strong>da</strong> recorri <strong>ao</strong>s<br />
ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> geografia e <strong>ao</strong> plano <strong>de</strong> pormenor <strong>do</strong> eixo <strong>da</strong> portagem/Av. João <strong>da</strong>s<br />
Regras.<br />
Utilizei a Biblioteca <strong>da</strong> Facul<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Economia <strong>da</strong> Universi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong><br />
para seleccionar algumas publicações relaciona<strong>da</strong>s com o tema, através <strong>do</strong> Catálogo<br />
On‐Line.<br />
Após ter encontra<strong>do</strong> informação relativa <strong>ao</strong> tema que optei, prossegui à<br />
selecção <strong>de</strong>talha<strong>da</strong> <strong>da</strong> informação reten<strong>do</strong> a informação relevante <strong>ao</strong> tema.<br />
Quanto à ficha <strong>de</strong> leitura, <strong>de</strong>parei‐me com alguns problemas técnicos, fazen<strong>do</strong><br />
com que tenha opta<strong>do</strong> por um artigo que não tinha muito a ver com o tema.<br />
Concluin<strong>do</strong> a <strong>de</strong>scrição pormenoriza<strong>da</strong> <strong>da</strong> minha pesquisa é <strong>de</strong> realçar que o mais<br />
complica<strong>do</strong> foi a triagem <strong>da</strong> informação.<br />
11
4.Avaliação <strong>da</strong> página <strong>da</strong> Internet<br />
No âmbito <strong>da</strong> disciplina <strong>de</strong> Fontes <strong>de</strong> Informação Sociológica, <strong>de</strong>cidi avaliar a página <strong>da</strong><br />
Internet, «http://polis.sitebysite.pt/coimbra/artigo.php?id=18101210&m=1».<br />
(<strong>Coimbra</strong> Polis)<br />
Optei por avaliar esta página não só porque apareceu como resulta<strong>do</strong> às várias<br />
palavra‐chave que pesquisei, mas também porque a página me pareceu ser fiável<br />
<strong>de</strong>vi<strong>do</strong> a revelar importante informação acerca <strong>do</strong> programa polis.<br />
Através <strong>de</strong>sta página po<strong>de</strong>mos perceber o que é o programa polis, qual o seu<br />
objectivo e como se <strong>de</strong>senvolve.<br />
O site tem apoio <strong>do</strong> Fun<strong>do</strong> Europeu <strong>do</strong> Desenvolvimento Regional.<br />
Em relação à apresentação <strong>da</strong> página, consi<strong>de</strong>ro que apresenta um aspecto<br />
simples, facilitan<strong>do</strong> a procura <strong>de</strong> informação. Tem uma linguagem acessível, sen<strong>do</strong> <strong>de</strong><br />
fácil compreensão. Contém bastante informação pertinente.<br />
Nesta página encontra‐se informação sobre tu<strong>do</strong> que o programa Polis se<br />
insere, <strong>de</strong>s<strong>de</strong> activi<strong>da</strong><strong>de</strong>s, eventos, notícias, entre outras.<br />
Deste mo<strong>do</strong>, faço uma avaliação positiva acerca <strong>de</strong>sta página <strong>da</strong> Internet<br />
<strong>de</strong>vi<strong>do</strong> <strong>ao</strong> facto <strong>de</strong> revelar informação pertinente para o tema <strong>do</strong> meu trabalho.<br />
Recomen<strong>do</strong> então esta página para quem quiser perceber claramente o que consiste o<br />
programa polis.<br />
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5.Ficha <strong>de</strong> Leitura<br />
Título <strong>da</strong> publicação: <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go, o ambiente fluvial e a sua ecologia<br />
Autores: João S. Rocha e Helena Freitas<br />
Referência bibliográfica: (S.Rocha & Feitas, 1998)<br />
Cota: Literatura cinzenta<br />
Número <strong>de</strong> páginas: 14<br />
Data <strong>de</strong> leitura: Outubro <strong>de</strong> 2011<br />
Nota sobre os autores:<br />
João S. Rocha ‐ engenheiro civil, investiga<strong>do</strong>r coor<strong>de</strong>na<strong>do</strong>r, laboratório nacional <strong>de</strong><br />
engenharia civil (LNEC) Lisboa, Portugal<br />
Helena Freitas ‐ Professora associa<strong>da</strong>, <strong>de</strong>partamento <strong>de</strong> botânica, universi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong>, <strong>Coimbra</strong>, Portugal<br />
Palavras‐chave: rio, ambiente fluvial, hidráulica fluvial, sedimentologia, morfologia<br />
fluvial, recursos hídricos superficiais, leito aluvionar, sedimentação, transporte sóli<strong>do</strong>,<br />
assoreamento, ecologia, gestão biológica, ecossistemas fluviais, Mon<strong>de</strong>go.<br />
Resumo:<br />
O ambiente fluvial tem si<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong> profun<strong>da</strong>mente sen<strong>do</strong> assim rara uma<br />
ver<strong>da</strong><strong>de</strong>ira integração multidisciplinar, o que se <strong>de</strong>ve à complexi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>do</strong>s fenómenos<br />
que ocorrem nos rios.<br />
Mas só é possível que as medi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> protecção e conservação <strong>do</strong>s recursos<br />
hídricos superficiais bem como o respectivo ambiente fluvial resultem se houver uma<br />
análise correcta <strong>de</strong> to<strong>do</strong>s os fenómenos e situações que ocorrem num <strong>de</strong>termina<strong>do</strong><br />
sistema fluvial.<br />
“Na impossibili<strong>da</strong><strong>de</strong> prática <strong>de</strong> integrar uma ver<strong>da</strong><strong>de</strong>ira análise multidisciplinar<br />
foi tenta<strong>da</strong> uma análise em duas vertentes que tratam <strong>de</strong> <strong>do</strong>is fenómenos<br />
fun<strong>da</strong>mentais nos sistemas fluviais, a saber a hidráulica fluvial, na qual se inclui a<br />
sedimentologia, e a ecologia, como a ciência que estu<strong>da</strong> os sistemas biológicos na<br />
perspectiva <strong>da</strong>s interacções entre os organismos e o meio ambiente.<br />
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“Sen<strong>do</strong> uma tentativa meto<strong>do</strong>lógica julgou‐se preferível, numa primeira<br />
abor<strong>da</strong>gem, partir <strong>da</strong> análise <strong>de</strong> um rio para o qual já há alguma experiência em ambas<br />
as vertentes, o rio Mon<strong>de</strong>go, efectuar uma <strong>de</strong>scrição in<strong>de</strong>pen<strong>de</strong>nte <strong>de</strong> casa disciplina,<br />
para <strong>de</strong>pois numa síntese conjunta apresentar o entrelaçamento <strong>do</strong>s fenómenos<br />
físico‐biológicos neste ambiente particular.”<br />
Este artigo é interessante, no entanto revelou‐se um pouco extenso e confuso.<br />
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6.Conclusão<br />
Ao <strong>longo</strong> <strong>de</strong>ste trabalho tentei focar‐me na evolução <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> e na relação <strong>ao</strong><br />
<strong>longo</strong> <strong>do</strong> tempo <strong>do</strong> rio Mon<strong>de</strong>go com a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>.<br />
Tentei <strong>de</strong> uma forma clara e precisa, <strong>de</strong>screver as transformações que a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong> passou <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong>s anos. E mostrar os benefícios <strong>do</strong>s planos propostos para<br />
a ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> que insere também o <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go. Valorizan<strong>do</strong> a preservação a<br />
to<strong>do</strong>s os níveis <strong>do</strong> <strong>Rio</strong> e <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong>.<br />
Com a elaboração <strong>de</strong>ste trabalho consegui perceber as transformações <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> <strong>ao</strong> <strong>longo</strong> <strong>do</strong>s anos, e os condicionalismos físico‐geográficos <strong>da</strong><br />
origem e <strong>do</strong> <strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>.<br />
Como já referi na pesquisa <strong>de</strong>talha<strong>da</strong>, as dificul<strong>da</strong><strong>de</strong>s na elaboração <strong>de</strong>ste<br />
trabalho foram sobretu<strong>do</strong> a selecção <strong>de</strong> informação relevante <strong>ao</strong> tema.<br />
Sem dúvi<strong>da</strong> que no fim <strong>da</strong> realização <strong>do</strong> meu trabalho, tive a percepção <strong>de</strong> que<br />
consegui pôr em prática o que aprendi durante o semestre na disciplina <strong>de</strong> Fontes <strong>de</strong><br />
Informação Sociológica, mas também obtive maior nível <strong>de</strong> conhecimento acerca <strong>da</strong><br />
ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong> e <strong>do</strong> <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go. Consequentemente, adquiri conhecimentos<br />
bastante úteis em to<strong>da</strong> a pesquisa <strong>de</strong> Fontes <strong>de</strong> informação e, portanto, na elaboração<br />
<strong>de</strong> um trabalho académico <strong>de</strong> qualquer disciplina.<br />
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7.Referências Bibliográficas<br />
• Alarcão, J. d. (1999). A evolução urbanística <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>: Das origens a<br />
1940. Ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> Geografia‐ Actas <strong>do</strong> I colóquio <strong>de</strong> Geografia <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong>, Número Especial, pp. 1‐10.<br />
• <strong>Coimbra</strong> Polis. (s.d.). Obti<strong>do</strong> em 30 <strong>de</strong> Dezembro <strong>de</strong> 2011, <strong>de</strong><br />
http://polis.sitebysite.pt/coimbra/artigo.php?id=18101210&m=1<br />
• Rebelo, F. (1999). Condicionalismos físico‐geográficos na origem e no<br />
<strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> ci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>. Ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> Geografia‐ Actas<br />
<strong>do</strong> I Colóquio <strong>de</strong> Geografia <strong>de</strong> <strong>Coimbra</strong>, Número especial, pp. 11‐13.<br />
• S.A. (2005). Plano <strong>de</strong> Pormenor <strong>do</strong> eixo <strong>da</strong> portagem/ Av. João <strong>da</strong>s<br />
Regras. <strong>Coimbra</strong>.<br />
• S.Rocha, J., & Feitas, H. (1998). <strong>Rio</strong> Mon<strong>de</strong>go, o ambiente fluvial e a sua<br />
ecologia. Obti<strong>do</strong> em 31 <strong>de</strong> Outubro <strong>de</strong> 2011, <strong>de</strong><br />
www.aprh.pt/congressoagua98/files/com/094.pdf<br />
• Santana, P. (1999). Mobili<strong>da</strong><strong>de</strong>s e organização <strong>do</strong> espaço urbano <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong>. Ca<strong>de</strong>rnos <strong>de</strong> Geografia‐ Actas <strong>do</strong> I Colóquio <strong>de</strong> Geografia <strong>de</strong><br />
<strong>Coimbra</strong>, Número Especial, pp. 57‐66.<br />
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