Assembleias estão rejeitando contraproposta da Petrobrás ...

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Assembleias estão rejeitando contraproposta da Petrobrás ...

Petroleir@s 1

19 a 25 de novembro de 2011 734

Assembleias estão rejeitando

contraproposta da Petrobrás

Conselho Deliberativo

da FUP

se reúne dia 22

Mobilizações continuam

em todo o país

Ao final da sexta-feira, no fechamento desta

edição, a maioria das assembleias realizadas em

nossa base apontava para a rejeição da contraproposta

da Petrobrás, apresentada oficialmente

no dia 14, após dois dias de intensas negociações.

Pelos resultados parciais, 79% da categoria rejeitaram

a proposta da empresa (veja quadro na

página 4).

Os petroleiros e petroleiras entenderam a

posição da diretoria do Unificado e da FUP de que

ainda é possível avançar em pontos importantes,

como a “dobradinha” (extraturno) e questões de

segurança, um dos temas centrais da campanha

reivindicatória deste ano.

Nesta terça, 22, o Conselho Deliberativo da

FUP volta a se reunir. Sem avanços na proposta, a

categoria pode deflagrar greve

NACIONAL a partir de qualquer

momento.

Práticas antissindicais

Dirigentes são impedidos de entrar nas unidades – pág 3

Unidade se

faz na luta

leia Editorial na pág 2


2 Petroleir@s

Prêmio CUT de Democracia e Liberdade

A Central Única dos Trabalhadores promove o primeiro prêmio CUT

Democracia e Liberdade Sempre, para homenagear personalidades

e entidades que lutaram pela redemocratização do Brasil durante a

ditadura militar de 64-85, e também as que lutam para aperfeiçoar

o regime democrático brasileiro, defendendo o exercício da liberdade.

São cinco categorias concorrentes: 1: Personalidade de destaque

na luta pela redemocratização do Brasil; 2: Personalidade de

destaque na luta por democracia, cidadania e direitos humanos; 3:

Personalidade de destaque na luta por democracia e direitos dos trabalhadores;

4: Personalidade de destaque na luta por democracia e

justiça no campo; 5: Instituição de destaque na luta por democracia

e liberdade. A votação ocorre por internet ((http://premio.cut.org.

br) até o dia 30 de novembro. A cerimônia de premiação acontece

dia 13 de dezembro no Tuca (Teatro da PUC), em São Paulo.

Truculência A Comissão de

Direitos Humanos, Cidadania,

Segurança Pública da Câmara

Municipal de São Paulo realizou

uma reunião no dia 10 para

discutir a agressão cometida

por homens da Guarda Civil

Metropolitana contra moradores

de rua. Na semana, o SBT

transmitiu uma reportagem denunciando

a ação dos policias.

Sem liberdade para assassino

O desembargador

Adilson Macabu negou no dia

11 pedido de liberdade do

fazendeiro Regivaldo Pereira

Galvão, condenado a 30 anos

de reclusão pelo assassinato da

missionária Dorothy Stang, em

2005, em Anapu (PA).

Ops

Rio + 20 A CUT, em conjunto

com outras entidades, promoveu

nos dias 10 e 11 o Seminário

Internacional Rio + 20

– Trabalho e Desenvolvimento

Sustentável: A perspectiva do

Movimento Sindical das Américas.

O economista do Dieese

e assessor da FUP, Henrique

Jaguer, participou do debate

sobre Energia e Meio ambiente.

Combate à terceirização

No dia 17/11, no Plenário 9,

da Câmara dos Deputados,

em Brasília, será criado o Fórum

Nacional de Combate a

Terceirização com lançamento

do manifesto em defesa dos

direitos dos trabalhadores(as)

ameaçados pela terceirização.

Líder religioso quer “fornicar” ativista gay

Virou a piada da semana. O pastor evangélico Silas Malafaia,

da Igreja Vitória em Cristo, disse à revista Época

que vai “fornicar”, “arrombar” e “arrebentar” Toni Reis, presidente

da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e

Transexuais (ABGLT). Depois de publicada a entrevista, Malafaia ligou

para o repórter e disse que não falou “fornicar” e sim “funicar”. O

jornalista respondeu: “A expressão ‘funicar’ não existe em nenhum

dos quatro principais dicionários da língua portuguesa.” Confira em

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/silasmalafaia-diz-que-vai-fornicar-toni-reis-lider-da-causa-gay.html

Regionais

Campinas: (19) 3743-6144 – Cosmópolis: 3812-3515

Mauá: (11) 4514-3721

são Paulo: (11) 3255-0113

sindiCato UnifiCado dos PetRoleiRos do estado de são PaUlo. Redação: Viaduto Nove de Julho,

160 Conj. 2E – Centro – São Paulo–SP – CEP 01050-060 – Tel (11) 3255-0113. www.sindipetrosp.org.br. e-mail:

imprensa@sindipetrosp.org.br. / falapetroleiro@sindipetrosp.org.br. Responsabilidade editorial: Diretoria

do Unificado. Jornalista responsável: Norian Segatto – MTb: 21.465. Produção: Editora Limiar (11-3813-

0309). ilustração: Ubiratan Dantas. impressão: Gráfica Paineiras. tiragem: 8 mil exemplares. E-mails: sao.

paulo@sindipetrosp.org.br. — campinas@sindipetrosp.org.br. — maua@sindipetrosp.org.br. Celulares da diretoria:

Barçante (11-7827-3136), Itamar Sanches (11-7827-3016), Misso (11-7827-2705), Auzélio (11-7827-9399),

Carlão (11-7827-6988), Moraes (11-7875-1883), Danilo (19 -7816-1590 ), Tavares (19-7816-3675), Macer

(19-7816-1743), Rogério (19-7816-8886), Luiz Abílio (19-7816 4798), Jefferson (19-7816 8316), Grubba

(11-7827-9211), Steve Austin (19-7816-7753).

UniDaDe Se faz na LUTa

e Com ReSPeiTo

Encurralados entre o vazio

de propostas e projetos

para a categoria e

as brigas e divisões internas,

a FNP – que congrega os sindicatosdissidentes

da

FUP – mais

uma vez veio

a reboque da

campanha e

das propostas

da Federação

Única dos

Petroleiros e

seus sindicatos;propostas,

é bom frisar, construídas

a partir de debates e consultas

democráticas a toda base petroleira.

A FUP sempre pregou a

unidade nacional em cima de

propostas sérias e coerentes

e, principalmente, a partir da

prática do convívio fraterno

e democrático, sem que isso

signifique abrir mão de críticas

e divergências.

Os dirigentes da FUP

sempre trataram os sindicalistas

dissidentes como companheiros

que assumiram uma

opção equivocada, alguns dos

quais estrapolaram esse equívoco

para práticas que nada

têm a ver com a tradição da

esquerda de disputa política.

No entanto, o discurso

de certos setores da FNP

é de que todos – sindicatos,

petroleiros(as) e Federação

– que não compactuam com

suas ideias são traidores da

classe trabalhadora; que o

governo Lula foi exatamente

igual ao governo de FHC, que

a Petrobrás da época do présal

é a mesma da “Petrobrax”

desmontada e falida. O daltonismo

político desses grupelhos

(cuja representatividade

é quase nula entre os petroleiros

e só se mantêm à frente

de alguns sindicatos por meio

de processos eleitorais obscuros)

leva às piores práticas

sindicais, ao

isolamento

e só acarreta

prejuízo para

a categoria

petroleira.

O oportunismo

e

a falta de

ética são os

p r i n c i p a i s

verbetes da

cartilha desses grupos que, infelizmente,

ainda contaminam

setores combativos que se encontram

fora da FUP.

Antes de propor uma

mesa única de negociação,

greve e mobilizações conjuntas,

esses setores têm que ter

humildade para pedir desculpas

a todos os petroleiros(as)

pelos seus equívocos e ataques

sórdidos a companheiros

de luta.

A categoria petroleira

sabe muito bem disso e

rechaçou, em assembleias,

as propostas de mesa única

por compreender que se tratava

de oportunismo puro

de quem, pelas costas, faz o

jogo da direita e da Petrobrás.

Unidade se constrói com

respeito, com o convívio democrático

das divergências,

com o olhar no futuro da categoria,

acima de tendências

partidárias. A FUP e seus sindicatos

acreditam que é possível

construir a unidade petroleira

nacional em cima de

propostas claras, compromissos

éticos e disposição para

luta. O resto é blá, blá, blá de

divisionista.


Compromisso

devoLução

do imposto

sindicaL

Como ocorre todos os anos,

o Sindipetro Unificado devolve

o Imposto Sindical a seus associados

por compreender que

este imposto é uma herança

dos tempos de atrelamento do

sindicalismo ao Estado e uma

forma de subsidiar entidades

que não apostam na mobilização,

luta e consciência da classe

trabalhadora. O movimento

sindical cutista batalha para que

esse imposto seja extinto e seja

implantada a taxa negocial, decidida

democraticamente pelos

trabalhadores. O percentual que

o sindicato retorna para o petroleiro

sindicalizado é de 60% do

que foi descontado a título do

imposto, que é a parte que cabe

à entidade (os restantes 40% ficam

para outras esferas).

Para receber este reembolso,

o sindicalizado deve enviar

um email até o dia 30 de novembro

para devolucaosindical2011@sindipetrosp.org.br

informando o nome completo,

dados da conta bancária para

depósito, endereço e telefone

para contato.

Transpetro

mtm quer que

peão assine

aviso-prévio

em branco

A MTM, empresa que

presta serviço na Manutenção

dos terminais da Transpetro,

está pressionando os trabalhadores

a assinarem aviso-prévio

em branco e “informa” que não

vai entregar uma via ao trabalhador.

É muita cara de pau

dessa boca de porco!

Contra essa atitude, os trabalhadores

da empresa cruzaram

os braços no dia 8 de novembro,

exigindo que a empresa pare

com esta prática sacana.

A MTM já deu o calote

uma vez nos trabalhadores

com a mesma estratégia, se

aproveitando da boa fé dos empregados,

mas desta vez eles

não aceitaram ser enganados.

É espantoso como a Transpetro

e a Petrobrás gostam de contratar

bocas de porcos, que só tentam

dar chapéu em trabalhador.

Campanha

Gerentada tenta barrar

acesso de dirigentes

A campanha reivindicatória

mostrou, mais uma

vez, a face truculenta do Sistema

Petrobrás. Em meio à

campanha, quando é essencial

a direção do Sindicato

estar conversando com os

trabalhadores e informando

sobre as negociações, dirigentes

foram impedidos de

entrar nas unidades.

Isso ocorreu no Terminal

Barueri, em São Caetano,

na Replan, na Recap e em várias

outras bases do país, como

em Pernambuco, onde o próprio

coordenador do Sindicato

foi impedido de entrar no Terminal

de Suape.

Na Replan, após a operação

Gabrielli, a empresa colocou

pessoas para revistar os ônibus

à procura de diretores sindicais

“escondidos”. Além disso, bloqueou

o cartão de acesso de dirigentes

de base que iriam para

seus turnos de trabalho.

Na Recap, gerentes tentaram

pressionar diretores de

Terminal Barueri

Supervisor assedia e

tem xilique em público

Há cerca de semanas, o

supervisor da Operação do Terminal

Barueri da Transpetro

pediu para um motorista realizar

um desvio na linha para poder

visitar uma obra particular.

O motorista informou que não

poderia realizar o desvio por

ter sido orientado que nunca

deveria mudar o trajeto.

Diante da postura correta

e profissional do motorista, o

supervisor ficou transtornado,

base: um estava escalado para

trabalhar no sábado, mas foi

“informado” de que não precisava

ir, outro dirigente foi

“avisado” que um curso que

iria fazer havia sido cancelado

(apenas para esse diretor,

outros trabalhadores fariam o

curso normalmente).

A atividade sindical é regulada

por lei. Vamos continuar

denunciando essas práticas

antissindicais e não será mais

essa agressão à liberdade sindical

que irá nos impedir de

exercer nosso mandato a serviço

dos interesses da categoria

petroleira.

começou a gritar e esfregar o

crachá na cara do motorista,

mostrando que era verde. Para

completar o xilique, gritou para

quem quisesse ouvir que ele

mandava no Terminal de Barueri.

O fato ocorreu em frente

ao cartão de ponto na presença

de vários trabalhadores.

O Sindicato cobra que a

empresa tome providências

contra esta clara demonstração

de assédio moral.

Confira as das e se

programe:

Regional São Paulo

Dia 9 de dezembro (sexta)

a partir das 14h

Regional Mauá

Dia 10/12 (sábado)

a partir das 11h

Regional Campinas

Dia 17/12 (sábado)

a partir das 11h

Petroleir@s 3

Liderança não

é sinônimo de

autoritarismo

O líder tem que motivar

a equipe em vez de ficar humilhando

o trabalhador, muitas

vezes na frente de todos,

sempre com piadinhas ácidas.

O líder não pode acreditar

que tudo funciona somente

do modo dele, tem que saber

que ele não é rei. Uma equipe

desmotivada produz menos,

um líder autoritário prejudica

o ambiente de trabalho e todos

acabam se voltando contra

ele. Ter autoridade é muito

diferente de ser autoritário!

Um bom líder faz com

que a equipe tenha confiança

nele e vice-versa, sabe que tem

de existir cooperação mútua,

não pode haver falta de vontade/iniciativa

de realizar um

serviço devido à desmotivação.

O verdadeiro líder sabe que o

sucesso ou a falha são de todos;

não pode assumir os louros das

conquistas sozinho e, em uma

eventual falha, simplesmente

apontar um culpado.

O supervisor que foi designado

por seus superiores

deve ter sido escolhido por

sua experiência ou idade pois

liderança não deve ser o ponto

forte desse líder a não ser que

a empresa esteja interessada

no método antigo do chefe

capataz, que acredita que o

trabalho em grupo e o alcance

das metas são resultados de

gritos e frases sem educação.

Falta de pessoas qualificadas

para o cargo também

não podem ser um motivo válido,

visto que dentro da equipe

desse chefe existem pessoas

que conseguem assumir o

papel de “sub líder”.

É possível concluir dois

cenários: o líder passar uma

imagem totalmente diferente

sobre o que acontece com sua

equipe, mostrando os resultados

positivos das metas e assim

seu superior não sabe o que realmente

ocorre, ou a empresa

não se preocupa com o desenvolvimento

e a melhoria contínua

da carreira de cada profissional

dessa equipe, pois isso

não é uma meta a ser atingida.


4 Petroleir@s

Mobilização

operação Gabrielli

coloca em xeque

política de SmS e

expõe truculência

da Petrobrás

Foram necessárias apenas algumas mobilizações mais

contundentes, sem emissão de PT, para que a Petrobrás e suas

subsidiárias mostrassem sua face autoritária, tentando impedir

dirigentes sindicais de entrar nas unidades. Mesmo diretores de

base (que não são liberados) tiveram dificuldade de acessar seu

local de trabalho.

Essas atitudes – orquestradas nacionalmente – não impediram

que a Operação Gabrielli fosse um sucesso e provocasse

tiques nervosos na gerência.

Com um acordo conquistado na mesa de negociação ou

na greve, a campanha reivindicatória terá um desfecho próximo,

mas a luta por segurança e as “ocupações surpresa” devem

continuar no decorrer de 2012 como mais um instrumento de

mobilização e luta dos petroleiros na busca por melhores condições

de trrabalho, mais saúde e segurança.

Em vez de a Petrobrás bloquear cartões de acesso, revistar

ônibus com “jagunços” contratados, acionar equipes de contingência

e mobilizar pelegos e puxa-sacos para tentar desmobilizar

o legítimo movimento da categoria, seria mais salutar tratar

os trabalhadores com o respeito que merecem.

As Operações Gabrielli na Replan, na Recap e nos terminais

da Transpetro foram um sucesso, contaram com a participação

ativa dos trabalhadores e mostraram, mais uma vez, que

petroleiro não se mobiliza apenas por salário, mas também pela

segurança e pela VIDA!

resuLtado parciaL das assembLeias

ToTAlizADo ATé sExTA-FEirA

Avaliação do indicativo da FUP

Local Favor Contra Abstenção TOTAL

Recap 181 15 5 201

Replan 220 75 7 302

Term. Guarulhos 8 14 1 23

Term. Barueri 32 0 1 33

Term. Guararema 35 0 7 42

Total geral parcial 476 104 21 601

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