Dra. Fernanda bitteoncourt - EDUCAÇÃO AMBIENTAL - SOVERGS

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Dra. Fernanda bitteoncourt - EDUCAÇÃO AMBIENTAL - SOVERGS

EMPIRISMO NATURALISTA ñ Buscava explicar os fenÙmenos naturais atravÈs

da observaÁ„o para superar mitos divinos.

FilÛsofos Fil sofos da Natureza = ìTudo È ·gua e o mundo est· cheio de deusesî (Tales)

O Universo passava a ser compreendido pelos elementos naturais:

·gua, fogo e ar.

ìA ciÍncia caracteriza-se

por ser a tentativa do

homem entender e

explicar

racionalmente a

natureza, buscando

formular leis que, em

˙ltima inst‚ncia,

permitam a

atuaÁ„o humana

(ANDERY et al, 2003)î


Descartes, Bacon, Newton ñ O que podemos utilizar para

benefÌcio.

Tecnicismo

Reducionismo X Pensamento HolÌstico

ìOs currÌculos elaborados pelo sistema educacional para o

ensino com Ínfase em EducaÁ„o Ambiental est„o longe de apresentar

condiÁıes satisfatÛrias rumo a uma compreens„o adequada das

realidades de um ambiente limitado, por estarem, ainda hoje,fundados

nas estruturas conceituais atomÌsticas e reducionistas do modelo

cartesianonewtoniano.î (GR‹N, 1996).


Retomada da ValorizaÁ„o das RelaÁıes EcolÛgicas

Retomada do Contato com o Ambiente

ValorizaÁ„o dos Ecossistemas Locais

QUAL … A NOSSA RAIZ?


Separar o lixo?

Economizar ·gua?

Comer alimentos org‚nicos?

Combater o tr·fico de animais?

Usar as ìSacolas Retorn·veisî?

O que È EducaÁ„o Ambiental ?


ï 2005 (161 ENTREVISTADOS) UNIVERSIDADE EST¡CIO DE S¡

ï85,8% dos alunos de Medicina Veterin·ria percebem o compromisso

profissional com o ecossistema que ele atua (zelar, proteger, preservar).

ï13,7% Calouros valorizam o ìser mÈdico de bichoî porque ìgostam de

animaisî. Mas este n˙mero decai no final do curso para 5%.

ï8,8% entram na faculdade com idÈia de preservaÁ„o e no final do curso

permanecem apenas 1,6% devido a realidade do mercado.

ï15% Veteranos acham a tem·tica ambiental importante para o controle de

zoonoses e durante o curso permanece constante.

ï23,7% dos formandos afirmam que n„o se d· devida import‚ncia ao

assunto e existe pouco investimento na ·rea.

ï24% dos veteranos dizem que a sustentabilidade deve ser alcanÁada

atravÈs de soluÁıes tecnolÛgicas de produÁ„o.

ï91,3% dos alunos entrevistados citou a fauna e flora como componentes do

ecossistema, mas n„o introduziu a sociedade humana

ïProfessores foram un‚nimes em dizer que est„o sendo formados sem uma

vis„o holÌstica, pois a vis„o clÌnica È muito forte ou n„o h· uma vis„o crÌtica


ìA dimens„o

ambiental traz a

necessidade de

uma rica orquestra

musical, uma vez

que a

complexidade do

ambiente advoga

um tratamento

polivalente, alÈm

de ter que vencer o

grande desafio em

conciliar ‡s bases

epistemolÛgicas

das ciÍncias

naturais (natureza)

com as ciÍncias

socias (cultura).î

Sato, M.


O conhecimento cientÌfico deve ser acessÌvel ao

p˙blico e se faz atravÈs da EducaÁ„o Ambiental (EA)

E sÛ Conhecendo para Preservar !

ìEntre as diversas formas de pensar e fazer EA, estamos

convictos que ela deve ser alegre, ativa, inclusiva e din‚mica.î

Sato, M.


UNESCO: Aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser.


ì… atravÈs dos jogos que se pode mudar um comportamento que È

marcado pela agressividade, violÍncia, materialismo, consumismo, falta

de amor e dificuldade de relaÁıes por conceitos de cooperaÁ„o,

comunicaÁ„o, respeito pelas diferenÁas, empatia, estima e alegria.î

Denicol (2001)


ìOs jogos est„o relacionados com um aprendizado central:

o conhecimento do mundo por intermÈdio de suas prÛprias

emoÁıes.î Soler (2006)


ìO jogo possui funÁıes essenciais, serve para explorar o mundo que rodeia;

reforÁa a convivÍncia permitindo que as relaÁıes fiquem mais saud·veis;

equilibra corpo e alma atuando como um circuito auto-regul·vel de tensıes e

relaxamentos; produz normas, valores e atitudes, onde tudo que acontece no

mundo real pode ser utilizado dentro do jogo atravÈs da fantasia que propicia

um clima de divertimento e prazer.î Paulo Freire (1989)


VIV NCIA

PEDAGOGIA DA COOPERA« O

REFLEX O/APRENDIZADO

TRANSFORMA« O


ìA agress„o excessiva, a competiÁ„o

e o comportamento destrutivo, s„o

aspectos predominantes apenas

dentro da espÈcie humana; eles tÍm

que ser tratados em termos de

valores culturais, em vez de

procurar explic·-los pseudocientificamente

como fenÙmeno

intrinsicamente naturais.î

(Fritjof Capra)


ìNa verdade os jogos de que as

crianÁas participam

tornam-se seus jogos de vida.î

(Jean Piaget)

ìDevemos abandonar a vis„o de um

homem dono e senhor da natureza,

n„o sÛ porque conduziu a violÍncias

destrutivas e danos irrepar·veis

sobre a complexidade viva, mas tambÈm

porque essas violÍncias e danos retroagem

de modo nocivo e violento sobre a prÛpria

esfera humana. O mito b·rbaro de

ìconquista da naturezaî longe de

ìhumanizarî a natureza, instrumentaliza-se

e degrada aquela que a degrada.î Morin, E.


PorquÍ n„o fazer EducaÁ„o Ambiental?

… um nicho de mercado?

Precisa-se de profissionais que consigam aproximar das

pessoas o conhecimento cientÌfico, reunindo os pedaÁos

separados durante o estudo e formando um pensamento

voltado para a compreens„o da interdependÍncia dos fatores

abiÛticos e biÛticos, onde o homem È insepar·vel e totalmente

dependente.


Aliando a EducaÁ„o Ambiental com os Jogos

Cooperativos, pode-se produzir um efeito maior no

objetivo de sensibilizar as pessoas para a

preservaÁ„o e a conservaÁ„o da natureza,

admitindo esta como parte indissoci·vel da

sobrevivÍncia da Terra, j· que para James

Lovelock (1919) a Terra È um superorganismo,

Gaia, onde a biosfera do planeta È capaz de gerar,

manter e regular as suas prÛprias condiÁıes de

meio ambiente.


BiÛl. Fernanda Bittencourt

fefabitt@gmail.com

(51)97370364

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