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Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

imunohistoquímica,

imunohistoquímica, combinada com as características histológicas confirmou o diagnóstico de miopericitoma. Tornou-se imprópria a classificação dos tumores baseada unicamente em seu padrão vascular. O uso da imunohistoquímica ajudou a classificação apropriada de tais tumores. Desta forma, o termo hemangiopericitoma tornouse inespecífico, surgindo então, o Miopericitoma recentemente classificado pela OMS. 35-Título: OSTEOSSARCOMA EM PACIENTE HIV+ Autores: Fabio Ramoa PIRES *; Juliana de Noronha Santos NETTO; Leonardo de Melo VEIGA; Henrique Martins da SILVEIRA; Águida Maria Menezes Aguiar MIRANDA Osteossarcomas são raros na cavidade bucal e ossos maxilares e não existe relato na literatura de osteossarcoma acometendo paciente HIV+. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de um paciente de 48 anos, masculino, melanoderma, que procurou o ambulatório de Estomatologia em agosto de 2006 queixando-se de dormência no lábio inferior do lado esquerdo há 1 mês. Sua história médica revelava infecção pelo HIV há 20 anos, com baixa carga viral e em terapia anti-retroviral. Não havia alterações nos exames extra e intra-bucal e na radiografia panorâmica. Foi solicitada tomografia computadorizada e no retorno com o exame o paciente apresentava aumento de volume doloroso em região posterior de ramo mandibular do lado esquerdo, visualizado no exame como irregularidade na porção posterior do ramo com focos de neo-formação óssea. Com as hipóteses de linfoma e osteossarcoma, foi submetido à biópsia incisional sob anestesia local. O material mostrou proliferação de células pleomórficas e com mitoses atípicas, em meio a áreas focais de deposição de material osteóide, com diagnóstico de osteossarcoma. Foi encaminhado ao Serviço de Oncologia, onde foi estadiado com doença localmente avançada sem envolvimento regional e a distância. Foi submetido a quimioterapia e radioterapia com pouca resposta local e com crescimento da lesão, e atualmente permanece em acompanhamento clínico. Distúrbios sensoriais podem ser a manifestação inicial de neoplasias malignas na região de cabeça e pescoço e osteossarcomas devem ser incluídos na lista de doenças reportadas em pacientes portadores do HIV. 36-Título: CARCINOMA SARCOMATÓIDE – RELATO DE CASO CLÍNICO Autores: Gustavo de Almeida Camargo LAUTENSCHLAGER; Letícia Rodrigues NERY; Florence Zumbaio MISTRO; Sérgio KIGNEL O carcinoma sarcomatóide, também chamado de carcinoma de células fusiformes ou pseudosarcoma, é uma variante rara do carcinoma escamoso, visto mais comumente na boca, no trato respiratório superior e menos freqüente no esôfago e pele. Paciente de 58 anos, sexo masculino, leucoderma, procedente da cidade de Araras/SP, compareceu a clínica de estomatologia com queixa de “carne crescida na gengiva há mais ou menos 45 dias. Durante a anamnese, relatou que o irmão faleceu de câncer. Com relação aos hábitos e vícios, informou ser etilista (1 copo/dia) há 15 anos. Ao exame físico intrabucal observou-se nódulo único, pediculado, superfície lisa e brilhante, de coloração avermelhada, medindo aproximadamente 4 cm de diâmetro, localizado na mucosa de rebordo alveolar superior esquerdo, na região de segundo e terceiro molar. Foi realizado biópsia excisional. O resultado anatomopatológico foi sugestivo de lesão maligna de células fusiformes. O paciente foi encaminhado para Oncologia de um hospital de referência, sendo tratado com radioterapia. Após 8 meses de controle o paciente apresentou um nódulo ulcerado em região de palato mole esquerdo. Foi realizada nova biópsia e o resultado anatomopatológico foi sugestivo de carcinoma sarcomatóide versus sarcoma fusocelular. XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 12 Diante do quadro, foi sugerido exame de imunohistoquímica, com diagnóstico compatível com carcinoma sarcomatóide. Em 1998, após 1 ano do diagnóstico, o paciente foi a óbito. 37-Título: SÍNDROME DE MORQUIO: RELATO DE CASO Autores: Therezinha PASTRE; Silvana da SILVA; Fernando Henrique WESTPHALEN; Wilson Denis Benato MARTINS ; Marina de Oliveira RIBAS Síndrome de Morquio ou mucopolissacaridose tipo IV (MPS IV), é uma doença de sobrecarga lisossomal. Resulta da deficiência de uma das duas enzimas envolvidas na degradação do sulfato de queratano, distinguindo-se dois sub-tipos: MPS IVA e MPS IVB. São doenças de caráter genético autossômico recessivo. A MPS IV é uma displasia espondiloepifisária, diagnosticada durante o segundo ano de vida. O diagnóstico baseia-se na demonstração da presença da quantidade aumentada de sulfato de queratano na urina e ou na comprovação de deficiência enzimática nas culturas dos fibroblastos derivados da derme. A inteligência é normal e as alterações da visão e audição têm início tardio. Principais alterações presentes: anomalia do tamanho e forma das vértebras, epifisária, metafisária, das costela, baixa estatura/nanismo, diáfises arqueadas, idade óssea atrasada, joelho valgo, laxidez articular, leucocória/opacidade da córnea, osteoporose, pescoço curto, surdez, tórax curto, tórax em quilha cifose, face grosseira, hérnia, lordose, luxação articular, mucopolissacaridúria, narinas antevertidas, escoliose, macrocefalia. Na boca, alterações do esmalte, mau posicionamento dos dentes, prognatismo. O tratamento é fundamentalmente sintomático. Complicações, assim como as anomalias cardíacas, podem levar à morte antes dos vinte anos. Apresentamos uma paciente feminina, com 42 anos de idade, portadora da com MPS IVA, com as características descritas e diferindo da população que apresenta uma sobrevida até a segunda década de vida. 38-Título: LEIOMIOSSARCOMA NA CAVIDADE BUCAL EM CRIANÇA COM 4 ANOS DE IDADE, UM ACHADO INCOMUN Autores: Cristiane Loureiro MATNI; DIAS, M A; MIGUITA, L; STEFENON, L; ARAÚJO, VC O objetivo deste trabalho é relatar o caso de uma criança, 4 anos de idade, sexo masculino que foi encaminhada para avaliação de crescimento gengival, lado esquerdo superior.De acordo com anamnese, há aproximadamente 20 dias a criança apresentou quadro febril o pediatra observou pequena lesão intra-oral pedindo então que a família procurasse dentista. Ao exame clínico intra-bucal verificou-se lesão com aspecto exofítico, de coloração vermelho-azulada, ulcerada na região de tuberosidade sem envolvimento dentário porém prejudicando a alimentação. Foi realizada a biópsia incisional e o espécime foi enviado para exame anátomo-patológico. Os cortes histológicos revelaram epitélio pavimentoso estratificado paraqueratinizado exibindo extensa área ulcerada. Na porção superficial da lâmina própria observou-se intenso infiltrado inflamatório misto e na profundidade proliferação celular em lençol, células com núcleo volumoso de morfologia oval e cromatina frouxa, bem como citoplasma de limites indefinidos. Células em feixes paralelos e entrelaçados assim como células pleomórficas, numerosos vasos sanguíneos de pequeno calibre, algumas células gigantes e áreas hemorrágicas completaram o quadro. Foram realizadas reações imunoistoquímicas com á-actina, CD34, S100, desmina e laminina. O resultado das reações imunoistoquímicas foram positivas para á-actina de músculo liso, laminina e desmina. O diagnóstico foi leiomiossarcoma de baixo grau de malignidade. A criança foi encaminhada para oncologista.

39-Título: TUMOR FIBROSO SOLITÁRIO EM BOCA: RELATO DE CASO CLÍNICO Autores: Silvia Paula de OLIVEIRA*; Karla Bianca Fernandes da Costa FONTES; André Aguiar MARQUES; Marcelo Rocha GONÇALVES-FILHO; Simone de Queiroz Chaves LOURENÇO O Tumor Fibroso Solitário (TFS) é uma neoplasia de células fusiformes pouco comum que foi primeiramente descrita na pleura e posteriormente em outros locais. Por causa de suas características histopatológicas semelhantes a outros tumores de células fusiformes, o TFS extra-pleural pode apresentar um desafio diagnóstico. Paciente O.T.F., do sexo masculino, 54 anos de idade, leucoderma, compareceu ao serviço de Cirurgia buco-maxilo-facial com queixa principal de “bola na boca”. Na anamnese nada digno de nota. Ao exame clínico observou-se lesão exofítica de base séssil, bem delimitada, normocrômica, consistência firme, medindo cerca de 3cm, assintomática, localizada em assoalho de boca, com tempo de evolução de 14 meses. A hipótese diagnóstica clínica foi de adenoma pleomórfico. Foi realizada biópsia excisional evidenciando-se lesão bem delimitada no trans-cirúrgico. O material foi enviado para o Serviço de Anatomia Patológica. O diagnóstico final de Tumor Fibroso Solitário foi obtido com auxílio da técnica de imunohistoquímica, obtendo-se positividade para CD34, vimentina e bcl-2. O paciente encontra-se em acompanhamento. Este caso torna-se relevante por tratar-se de uma neoplasia rara especialmente em boca e pela dificuldade no diagnóstico histopatológico por sua semelhança com outros tumores de células fusiformes. 40-Título: TUMOR DE CÉLULAS FANTASMA DE MAXILA ANTERIOR: ODONTOGÊNICO OU CRANIOFARINGIOMA?. Autores: Adalberto Mosqueda TAYLOR; Gabriel Cortes; Guillermo Martínez MATA As lesões de células fantasmas que atingem a região maxilofacial são um grupo de entidades heterogêneas que apresentam clinica e histológicamente características específicas e ocasionalmente podem existir dificuldades para estabelecer um diagnóstico definitivo. Entre estas lesões, estão aquelas que foram classificadas pela OMS como tumor odontogênico cístico calcificante e tumor dentinogênico de células fantasma. Relatamos o caso de uma paciente do gênero feminino de 41 anos de idade que apresentou um aumento de volume na região vestibular do dente lateral direito, de 12 anos de evolução, assintomática. Radiográficamente observou-se uma lesão mista, multiloculada. Histológicamente a lesão estava constituída por uma proliferação bifásica de tecido epitelial, formando ilhas de células de características ameloblásticas e células pequenas, assim como presença de múltiplas áreas císticas associadas a abundantes células fantasma. O resultado do painel de imunohistoquímica não foi conclusivo e resultou incompatível com lesiones odontogênicas de células fantasma; porém foi altamente sugestivo de craniofaringioma de acordo aos achados imunohistoquímicos para b-catenina y e-caderina e por apresentar gránulos tricohialinos; as células pequenas foram moderadamente positivas para S- 100 e NSE. O tratamento foi ressecção conservadora da lesão. Após de dois anos de acompanhamento não houve recorrência do tumor. Conclusões: o diagnóstico de lesões de células fantasmas dos ossos gnáticos representam um reto diagnóstico e eventualmente devem ser consideradas outras lesiones pouco freqüentes. 41-Título: MIOFIBROMA DA MUCOSA ORAL EM PACIENTE PEDIÁTRICO COM PROSERVAÇÃO DE 12 ANOS Autores: Rebeca de Souza AZEVEDO; Jorge Esquiche LEÓN; Ademar TAKAHAMA Junior; Fábio Ramôa PIRES; Márcio Ajudarte LOPES Miofibroma é uma neoplasia mesenquimal benigna XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 13 caracterizada pela proliferação de miofibroblastos que pode apresentar características clínicas e histológicas similares à malignidades. Pode acometer tecido duro e mole, e somente 44 casos bem-documentados foram relatados na literatura em tecidos moles desde 1966. O objetivo deste trabalho é descrever um caso de miofibroma de gengiva, ressaltando seus critérios diagnósticos diferenciais. O caso relatado é de paciente masculino leucoderma, 7 anos de idade, com queixa de aumento de volume assintomático na gengiva com 15 dias de evolução. A lesão já havia sido removida previamente sem análise histopatológica e demonstrou novo crescimento. Clinicamente apresentavase como massa fibroelástica mal-delimitada na gengiva mandibular envolvendo dente 36 com extensão lingual. O dente encontrava-se deslocado e com mobilidade e não havia alteração radiográfica importante. As principais hipóteses diagnósticas incluíram sarcoma, linfoma e lesão de células gigantes. Realizou-se biópsia incisional e o exame histológico revelou padrão fusocelular bifásico com imunopositividade para vimentina, HHF-35 e á-SMA, levando ao diagnóstico de miofibroma. A lesão foi enucleada com remoção dos dentes associados. O paciente encontra-se em acompanhamento há 12 anos sem sinais de recidivas e em reabilitação. O presente caso destaca a importância da inclusão do miofibroma na lista de diagnósticos diferenciais de lesões orais com aspecto clínico-patológico agressivo, contribuindo para evitar erros diagnósticos e conseqüente tratamento agressivo desnecessário. 42-Título: METÁSTASE DE ADENOCARCINOMA DE CÓLON EM MANDÍBULA Autores: Liane Marmo GAMBIRAZI*; Thaís ACQUAFREDA, FOUSP, São Paulo, Brasil*; Adriana Oliveira TERCI, FOUSP, São Paulo, Brasil; Suzana Cantanhede Orsini Machado de SOUSA, FOUSP, ; Noberto Nobuo SUGAYA, FOUSP, São Paulo, Brasil Metástases orais são raras e compreendem cerca de 1% das neoplasias malignas em boca, sendo que 7% dessas lesões originam-se de adenocarcinoma de cólon. RH, 55 anos, feminino, leucoderma, tratada há dois anos de adenocarcinoma de cólon e metástase hepática por cirurgia e quimioterapia, evoluiu mal com desenvolvimento de metástases ósseas múltiplas. Apresentou-se com queixa de formigamento em mandíbula direita um mês após o término da quimioterapia e evoluiu com aumento volumétrico em rebordo gengival com 50mm de extensão, coloração normal da mucosa, resiliente a palpação e úlcera devido a trauma oclusal. O exame radiográfico mostrou reabsorção óssea extensa e irregular, sem deformação de corticais. Realizamos biópsia incisional com hipótese diagnóstica de metástase de neoplasia de cólon. Histologicamente observou-se-se neoplasia maligna de origem epitelial cuja estrutura alternava áreas sólidas e tubulares e as células eram, em sua maioria, cilíndricas, com núcleo grande e basofílico, citoplasma eosinofílico, com intenso pleomorfismo celular e nuclear e núcleos hipercromáticos. O estroma da lesão era composto por tecido conjuntivo denso ricamente celularizado com discreto infiltrado inflamatório mono e polimorfonuclear e vasos sangüíneos de tamanhos variados, além de áreas de necrose. Desta forma, o diagnóstico foi adenocarcinoma metastático de cólon. Paciente manteve tratamento quimioterápico sistêmico, evoluindo a óbito dois meses após a conclusão do diagnóstico da neoplasia bucal. 43-Título: TUMOR MALIGNO DA BAINHA DE NERVOS PERIFÉRICOS ENVOLVENDO BASE DO CRÂNIO E CAVIDADE NASAL Autores: Camila de Oliveira RODINI; Marcos Túlio SET; Carlos Henrique HUEB; Élio Hitoshi SHINOHARA; Décio

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