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Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

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da terapia

da terapia antiretrovira. De modo geral o diagnóstico da LP é importante pois pode induzir o diagnóstico da infecção pelo HIV, sugerir o grau de imunossupressão do paciente e estabelecer o regime antiretroviral. 76-Título: TUMOR ODONTOGÊNICO DE CÉLULAS GRANULARES CENTRAL: RELATO DE CASO E ESTUDO IMUNOISTOQUÍMICO Autores: Fernanda Paula YAMAMOTO; Shajadi Carlos Pardo KABA; Carlos Henrique Hueb; Décio dos Santos PINTO JUNIOR; Élio Hitoshi SHINOHARA Anteriormente classificado como tumor ameloblástico de células granulares, o Tumor odontogênico de células granulares é uma lesão rara, com aproximadamente 25 casos relatados na literatura. O presente trabalho refere-se a um paciente do sexo feminino, 41 anos, que foi encaminhada ao Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital do Mandaqui SUS/SP, apresentando, em oroscopia, tumor multilobulado, exofítico e pediculado, localizado em região de maxila esquerda, recoberto por mucosa de coloração normal com áreas avermelhadas e 80 mm de diâmetro. Não apresentava sintomatologia e evolução referida de 2 anos. Ao exame tomográfico, janela para tecido ósseo, observou-se expansão de rebordo alveolar esquerdo por vestibular e por palatino e proliferação de tecido mole, permeada por traves de tecido mineralizado, observado em janela para tecido mole. A biópsia incisional foi encaminhada ao serviço de Patologia Cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da Fousp. Os cortes histológicos mostraram uma lesão constituída de tecido conjuntivo denso permeado por células eosinofílicas granulares, células fusiformes e grande quantidade de ilhas e cordões de epitélio odontogênico, além de ausência de figuras de mitose e tecido mineralizado. A fim de confirmar o diagnóstico, reações imunoistoquímicas foram solicitadas para anticorpos AE1/AE3, CD68, CK14 e vimentina que se mostraram positivos e marcação negativa para S- 100. A paciente foi submetida a tratamento cirúrgico conservador e encontra-se em seguimento. 77-Título: CARCINOMA EPIDEMÓIDE EM GENGIVA Autores: Fernando Augusto PERRELLA; Luis Felipe das Chagas e Silva de CARVALHO; José Antônio Pereira SALGADO; Carolina Júdica RAMOS; Luiz Antonio Guimarães CABRAL Carcinoma epidermóide é uma neoplasia epitelial maligna de etiologia multifatorial apresentando clínica variável e, localizado em gengiva, pode mimetizar lesões reacionais e/ ou inflamatórias comuns. Paciente do sexo feminino, leucoderma, 61 anos, compareceu ao ambulatório da Disciplina de Propedêutica Estomatológica, queixando-se de nódulo dolorido com crescimento rápido em gengiva adjacente ao dente 11, percebido há 3 meses. A paciente nos foi encaminhada por periodontista após insucesso no tratamento por raspagem radicular aliada à prescrição de amoxicilina. Ao exame clínico notou-se lesão proliferativa em gengiva marginal vestibular dos dentes 11 e 12, apresentando áreas de exsudação com característica purulenta. Com diagnóstico diferencial de processo granulomatoso infeccioso ou neoplasia maligna, realizouse biópsia incisional. O histopatológico mostrou fragmentos de mucosa contendo neoplasia maligna de origem epitelial caracterizada pela proliferação invasiva de ninhos e cordões de células epiteliais neoplásicas com intenso pleomorfismo, hipercromatismo, queratinização individual, mitoses atípicas e formação de pérolas córneas. Com diagnóstico de carcinoma epidermóide, a paciente foi encaminhada para tratamento, o qual constituiu-se em procedimento cirúrgico com margem de segurança abrangendo tecido ósseo, esvaziamento das cadeias linfáticas submandibulares, somando-se radioterapia. A paciente foi reabilitada com XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 36 prótese parcial removível e o tempo de acompanhamento atual é de 26 meses, sem qualquer sinal clínico de recidiva do processo. 78-Título: SIROLIMUS X ÚLCERAS BUCAIS Autores: Paulo Sérgio da Silva SANTOS; Paulo Henrique BRÁZ; Karem Lopez ORTEGA; Marina Helena Cury Gallottini de MAGALHÃES Sirolimus (SRL), inibidor da mTOR, é um potente imunossupressor utilizado na profilaxia da rejeição em transplantados de órgãos sólidos. Alguns autores têm descrito a ocorrência de úlceras bucais em pacientes que usam SRL e Micofenolato Mofetil (MMF). Paciente do sexo feminino, 36 anos, transplantada de pâncreas há 2 anos e 6 meses devido a diabetes mellitus, compareceu a clínica com queixa de úlceras orais há 1 ano e 6 meses. A paciente relatou o uso de Tacrolimus 6mg/dia , Mifortic 360mg/dia e Sirolimus 4mg/dia. As úlceras orais acometiam mucosa jugal, dorso e bordo lingual, impedindo a alimentação e provocando perda de peso importante, apesar do uso de terapias tópicas Foi realizada biópsia incisional, que revelou áreas de necrose e intenso infiltrado inflamatório. A reação de polimerase em cadeia para detecção do herpes vírus tipo 1 e citomegalovírus, mostrou resultados negativos.Frente à hipótese diagnóstica de lesão causada por droga, foi sugerido à equipe médica transplantadora a redução da dose de SRL. Após 1 mês da redução, houve completa remissão das lesões ulceradas, e a paciente segue sob controle médico rigoroso na prevenção da rejeição do transplante.Concluímos que o uso de SRL induziu às ulceras de mucosa oral levando à um aumento da morbidade. O relacionamento entre as equipes de medicina e odontologia foi fundamental para a resolução deste caso. 79-Título: TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE EM MANDÍBULA Autores: Marco Túllio BRAZÃO-SILVA*; Cláudia Jordão SILVA; Odorico Coelho da COSTA-NETO; Antônio Francisco DURIGHETTO-JÚNIOR; Adriano Mota LOYOLA O tumor odontogênico epitelial calcificante (TOEC / tumor de Pindborg) é uma neoplasia odontogênica benigna incomum, mas localmente agressiva. Apresentamos o caso de uma paciente de 39 anos, leucoderma e gênero feminino, que se apresentou a serviço de Estomatologia queixando-se de “caroço na boca”, assintomático, de evolução lenta em período de dois anos, sem alterações pregressas significativas. Ao exame intra-bucal, observou-se aumento volumétrico na região de pré-molares inferiores direitos, de aproximadamente 4cm, recoberta por mucosa íntegra, expandida e de consistência fibrosa. Radiografia periapical, oclusal e panorâmica revelaram lesão radiolúcida, multiloculada, bem delimitada, em região de corpo de mandíbula (região de dentes 32 a 45). As hipóteses diagnósticas foram de lesão central de células gigantes e tumor odontogênico. Após biópsia incisional, em cortes teciduais corados em HE, foi observada proliferação neoplásica de células epiteliais poliédricas, com pleomorfismo nuclear moderado, por vezes de citoplasma amplo e claro, permeadas por tecido conjuntivo fibroso que mostrava áreas amplas de material de aspecto amilóide (confirmado por vermelho-sudão e microscopia de polarização) e ainda áreas focais de calcificação, achados que levaram então ao diagnóstico de TOEC. A paciente foi então submetida a ressecção da lesão, cujo diagnóstico foi confirmado por nova análise histopatológica. Após um ano de seguimento, o paciente encontra-se em bom estado geral, sem evidência de doença recidivante. 80-Título: TUMOR QUERATOCISTICO ODONTOGÊNICO – UMA NOVA TECNOLOGIA DE IMAGEM PARA DIAGNÓSTICO

Autores: Maria Alves Garcia SILVA; Clóvis Martins da SILVA; Luciano Sandoval CARNEIRO; Cíntia Ferreira GONÇALVES; Elismauro Francisco de MENDONÇA Paciente leucoderma, masculino, 15 anos, compareceu ao Centro Goiano de Doenças da Boca para avaliação de achado ocasional em radiografia panorâmica realizada previamente a tratamento ortodôntico. Nada havia de relevante na história médica. Os exames físicos extrabucal e intrabucal não mostravam sinais dignos de nota. A tomografia computadorizada por feixe cônico foi selecionada como exame por imagem por permitir exame seccional da região e por apresentar menor exposição à radiação, considerando a pouca idade do paciente. A tomografia mostrou imagem hipoatenuante de limites precisos, envolvendo parte do corpo, ângulo e ramo da mandíbula do lado esquerdo. Embora a radiografia panorâmica mostrasse uma lesão multiloculada, a tomografia revelou tratar-se de lesão única, com pequena expansão de corticais, rechaçando o terceiro molar para a base da mandíbula. À reconstrução tridimensional pode-se notar a pouca expansão da cortical óssea. A punção evidenciou líquido sanguinolento. Após biópsia incisional, o exame anatomopatológico revelou cavidade cística revestida por epitélio fino e presença de cistos satélites na cápsula, aspectos compatíveis com Tumor Queratocistico Odontogênico. O paciente foi tratado por enucleação e encontra-se em acompanhamento ha 6 meses. Este caso apresenta a importância de apresentar uma nova tecnologia de imagem (cone beam CT – tomografia computadorizada por feixe cônico) disponível para diagnóstico e acompanhamento de lesões da região bucomaxilofacial. 81-Título: REAÇÃO ADVERSA EM LÁBIO A MATERIAL DE PREENCHIMENTO ESTÉTICO Autores: Alexandra FONTES*; Márcia Sampaio CAMPOS; Maria Cristina Zindel DEBONI; Maria da Graça Naclério HOMEM; Marília Trierveiler MARTINS Devido ao número crescente de substâncias utilizadas para injeções estéticas orofaciais, bem como ao aumento de pacientes que se submetem a tais procedimentos, reações adversas induzidas pelos materiais utilizados têm aumentado. Paciente do sexo feminino, 72 anos, leucoderma, apresentou-se para consulta odontológica com a queixa de aumento de volume em lábio inferior, indolor, com evolução de 7 anos e que relacionava ao hábito de morder a região. Ao exame intra-oral foram vistos múltiplos nódulos em mucosa de lábio inferior, formando uma linha na altura das coroas dos dentes inferiores, na região entre caninos. A consistência era firme e a superfície lisa e de coloração semelhante à mucosa normal. Com diagnóstico clínico de hiperplasia fibrosa inflamatória, foi realizada biópsia excisional. Ao exame histopatológico observou-se macrófagos de citoplasma vacuolizado dispostos ao redor de vasos e associados a estruturas arredondadas e sem conteúdo aparente, identificadas como material exógeno. O diagnóstico foi de reação inflamatória a provável material de preenchimento. Em nova anamnese a paciente confirmou a injeção de material de preenchimento (Restylane), na região submandibular, antes do surgimento das lesões. Reações adversas a material de preenchimento podem ocorrer em local diferente daquele em que o material foi aplicado, dificultando o diagnóstico. O aspecto histopatológico é variável e depende do tipo de substância utilizada. Não raramente, o aspecto do material aplicado somado aos macrófagos espumosos, faz com que o diagnóstico diferencial seja o lipossarcoma. 82-Título: XANTOMA VERRUCIFORME: RELATO DE CASO CLÍNICO Autores: Maria Carolina de Lima Jacy MONTEIRO*; Larissa Cunha CÉ; Alexandre Freitas SANTANA; Ana Claudia Garcia XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 37 ROSA; Vera Cavalcante ARAÚJO O xantoma verruciforme é uma lesão muito rara, descrita pela primeira vez em 1971, benigna, com aspecto papilar, indolor, séssil, de coloração branca, localizada, principalmente, na gengiva e mucosa alveolar. Histopatologicamente é caracterizado pela presença de macrófagos com citoplasma espumoso (células de xantoma) acumulados e confinados ao tecido conjuntivo papilar. Sua etiologia e patogênese são desconhecidas, apesar de várias hipóteses terem sido sugeridas, como trauma local ou viral. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de um paciente, sexo masculino, 21 anos de idade, raça negra, onde ao exame clínico apresentou duas lesões papilíferas nas papilas mesial e distal do elemento 45 que se estende até gengiva inserida, coloração rósea, indolor, consistência mole, medindo 0,5 cm em seus maiores diâmetros. Foi realizada biópsia excisional com encaminhamento do espécime para exame anátomopatológico com o diagnóstico de xantoma verruciforme. Paciente encontra-se em acompanhamento não apresentando sinais de recidiva após 1 ano. 83-Título: LESÕES ULCERADAS EM GENGIVA MIMETIZANDO GUN: RELATO DE CASO Autores: Karen Loureiro WEIGERT; Daniel de FRANÇA; Luhan GEDOZ; Rubem Beraldo dos SANTOS; Caroline F. DALLA VECCHIA Algumas doenças mimetizam a Gengivite Ulcerativa Necrosante (GUN), tais o como líquen plano erosivo, acatalasia, úlcera factícia. O objetivo deste estudo é de relatar um caso difícil diagnóstico. Paciente do sexo feminino, 42 anos, leucoderma, deficiente visual, veio a Universidade em agosto de 2003. Ao exame físico observou-se gengivite e periodontite, as quais foram tratadas por três anos. Em março de 2006, a paciente retornou com lesões que mimetizavam GUN, nos dentes 22, 23 e 24, para a qual foi prescrito metronidazol 400mg, digluconato de clorexidine a 0,12% e triclosan. Houve remissão parcial após o tratamento. Foi solicitado um hemograma completo e glicemia em jejum, ambos apresentaram resultados normais. Em outubro/06, a mesma retornou com queixa de dor na gengiva, entre os dentes 23 e 24, mantinha-se a hipótese de GUN, foi solicitado: hemograma, anti-HIV, VSG, IgG e IgM-Varicela Zoster e Catalase, que se apresentavam normal e não-reagentes, respectivamente. De março de 2006 a junho de 2007 a paciente não teve remissão completa das lesões, com o uso de eritromicina suspensão oral e dexametasona elixir, conjuntamente. Houve diminuição do tamanho, mas as úlceras migraram para outras regiões. Em março de 2007 foram solicitados novos exames: FAN, fator reumatóide e Pesquisa de células LE, todos não reagentes. Foi realizada a biópsia de duas áreas de lesão, as quais foram encaminhadas para coloração HE e Imunofluorescência, para as quais os resultados estão sendo aguardados. 84-Título: NEVO MELANOCÍTICO COMPOSTO EM MUCOSA JUGAL: RELATO DE CASO Autores: Fabrício Bitu SOUSA*; Rafael Lima Verde OSTERNE; Renata Galvão de Matos BRITO; Renato Luiz Maia NOGUEIRA; Ana Paula Negreiros Nunes ALVES Nevos melanocíticos são tumores benignos originados dos melanócitos, considerados raros em mucosa oral, podendo exibir forma macular, papular ou nodular. Quanto à coloração, esses tumores podem variar entre coloração negra, azul, cinza ou mesmo apresentar-se não pigmentado. Na região oral, ocorrem com maior incidência em palato e mucosa jugal e pelo diagnóstico diferencial que podem apresentar com melanomas orais, essas lesões devem ser cuidadosamente avaliadas. Relato de caso: paciente JMR, 22 anos, feoderma, apresentou-se à clínica de estomatologia com queixa de lesão pigmentada em mucosa jugal. Na anamnese, a

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