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Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

Cintia Maria REMONDES;

Cintia Maria REMONDES; Alice BASSO; Acésio LOZANO A doença de Graves, condição de origem auto-imune,é a manifestação mais comum do hipertireoidismo. Seu tratamento pode ser cirúrgico ou medicamentoso, sendo o propiltiouracil e o metimazol as drogas mais empregadas. Esta última pode desencadear, um importante efeito colateral em 0,5% dos pacientes, a agranulocitose, que acomete especialmente a orofaringe. Este trabalho relata caso de paciente que desenvolveu faringoamidalite, abscesso submandibular e ulcerações em mucosa bucal. Paciente CAP, gênero feminino, 34 anos, portadora de doença de Graves desde os 15 anos, atualmente em tratamento com metimazol, foi hospitalizada em UTI com arritmia cardíaca, febre e desidratação. Ao exame físico extra oral, observamos paciente dispnéica, com exoftalmia bilateral, eritema cutâneo difuso, e aumento de volume em região submandibular esquerda. O exame intra oral revelou eritema em região faringo-amidaliana com áreas de supuração, extensa área de necrose da mucosa gengival recoberta por pseudo membrana, necrose do sulco gêngivo jugal esquerdo com drenagem purulenta e ulcerações em mucosa jugal e semimucosa labial, com intensa sintomatologia dolorosa. O hemograma mostrou severa leucopenia e o antibiograma isolou 4 patógenos diferentes. Com o diagnóstico de agranulocitose, procedeu-se a suspensão do metimazol, instituição de antibioticoterapia endovenosa e higiene oral com clorexidine. Apesar da rápida normalização da contagem dos leucócitos, a normalização das estruturas bucais foi lenta e gradativa. No momento a paciente encontra-se em fase de reabilitação odontológica. 10-Título: RELATO DE UM CASO DE NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA TIPO 2B Autores: Giselle Segnini SENRA; Celina Faig LIMA; Janete Dias ALMEIDA; Luiz Antonio Guimarães CABRAL; Yasmin Rodarte CARVALHO A síndrome da neoplasia endócrina múltipla tipo 2B (MEN- 2B) constitui condição rara e agressiva caracterizada pela presença de múltiplos neuromas bucais, carcinoma medular de tireóide, feocromocitoma e hábito marfanóide. Jovem de 17 anos procurou clínica de semiologia com presença de vários neuromas bucais e apresentava, esteticamente, membros longos e escoliose. Exames laboratoriais demonstraram aumento da calcitonina sérica, sugerindo a presença do carcinoma medular de tireóide. Em avaliação endocrinológica foram encontrados nódulos de tireóide sugestivos de neoplasia maligna. O paciente foi submetido a tireoidectomia total e o exame anatomopatológico confirmou o diagnóstico do carcinoma medular de tireóide. Exames posteriores localizaram metástases em membros inferiores. 11-Título: DESORDEM LINFOPROLIFERATIVA PÓS- TRANSPLANTE EM GENGIVA Autores: Ademar TAKAHAMA JUNIOR; Jorge Esquiche LEÓN; Edgard GRANER; Oslei Paes de ALMEIDA; Márcio Ajudarte LOPES A desordem linfoproliferativa pós-transplante é uma proliferação linfóide ou linfoma que se desenvolve como conseqüência da imunossupressão em pacientes que receberam transplante de órgãos sólidos ou de medula óssea. Apresentamos aqui um caso de uma paciente do gênero feminino de 19 anos de idade, com história de tumor de Wilms quando criança e que havia recebido transplante renal. Estava sendo medicada com o imunossupressor micofenato mofetil e prednisona. Compareceu ao nosso serviço com queixa de ferida na gengiva há cerca de 1 mês. Ao exame clínico observamos duas lesões de mesmo aspecto, ulcerativas e necróticas em região de gengiva marginal vestibular dos dentes 11 e 21 e outra na região lingual dos dentes 43 e 44. Com hipótese clínica de lesão infecciosa realizamos biópsia incisional das duas lesões. A XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 6 análise histológica revelou grande quantidade de macrófagos em meio a linfócitos atípicos. Na análise imunohistoquímica foi observado positividade destes linfócitos para LCA e CD3. A análise de hibridização in situ revelou positividade para EBER 1-2. Com as características histológicas, imunohistoquímicas e de hibridização in situ foi estabelecido o diagnóstico de desordem linfoproliferativa pós-transplante da categoria polimórfica. Paciente foi encaminhada ao médico que a acompanhava que decidiu pela redução na dosagem do imunossupressor. Após esta conduta foi observada remissão total das lesões de gengiva. A paciente se encontra em acompanhamento há 4 meses e até o momento não apresenta sinais de recorrência. 12-Título: DOENÇA DE ADDISON ASSOCIADA A PARACOCCIDIOIDOMICOSE Autores: Fernando Gomes NUNES*; Heberth A. R. dos SANTOS; Ana Paula Marinho LOPES; Claudio Maranhao PEREIRA; Rodrigo Calado Nunes e SILVA A Paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis. Este fungo apresenta distribuição restrita na América Latina onde é considerado o responsável pela infecção fúngica sistêmica mais prevalente nesta região. Embora o acometimento da adrenal pela paracoccidioidomicose seja relativamente comum, existem poucos casos relatos na literatura mundial de doença de Addison associada à paracoccidioidomicose. Nosso objetivo é descrever um caso de paracoccidioidomicose com envolvimento da glândula adrenal. Paciente 61 anos, queixava-se de úlcera em região posterior de língua há cerca de dois meses. Após exame histopatológico da lesão, determinou-se o diagnóstico de paracoccidioidomicose. Em decorrência de história de manchas difusas e progressivas na pele, perda de peso e disfagia foi postulado a hipótese de envolvimento da glândula adrenal. Após exams de imagem e biópsia da glândula foi confirmado diagnóstico de doença de Addison asociada a paracoccidioiodomicose. O paciente foi submetido a corticoterapia e está em acompanhamento há cerca de 2 anos sem apresentar complicações. A paracoccidioidomicose é de suma importância para o cirurgião dentista uma vez que suas alterações desenvolvem-se preferencialmente em cabeça e pescoço. Neste caso o cirurgião-dentista deve estar preparado para realizar o diagnóstico de forma precoce visando que o paciente possa iniciar o tratamento da infecção, impedindo, desta forma, o agravamento do quadro clínico do paciente. 13-Título: OSTEOPETROSE COM OSTEOMIELITE REFRATÁRIA A ANTIBIOTICOTERAPIA: DESFECHO COM TRATAMENTO CIRÚRGICO RADICAL Autores: Cassia Maria Fischer RUBIRA; Josiane Costa Rodrigues de SÁ; Cristiane Alcântara Pinto DALZOTTO; Reinaldo MAZOTTINI; José Humberto DAMANTE A Osteopetrose é uma doença hereditária rara caracterizada por uma desordem esquelética marcada pelo aumento da densidade óssea devido à alteração metabólica na remodelação óssea. A doença é caracterizada por dois tipos hereditários distintos, a osteopetrose maligna (infantil) e a benigna (adulto), expressados pela transmissão de autossomo recessivo ou dominante. A forma maligna é descoberta na infância, apresentando uma osteoclerose com comprometimento hematopoiético e neurológico causados pela diminuição do compartimento da medula óssea e do estrangulamento de forames e fissuras ósseas. A cortical óssea osteopetrótica é esclerótica com lâminas compactas e irregulares, onde os osteócitos estão degradados devido a hipóxia e a falta de nutrição resultante da osteoesclerose. Na face, a osteomielite na mandíbula é a complicação mais comum. O caso apresentado é de um paciente com

osteopetrose maligna com amaurose dupla, hidrocefalia, baixa estatura e inteligência normal. A maioria dos dentes não irrompeu. Aos 10 anos, dois caninos inferiores irromperam e logo apresentaram mobilidade. Aos 14 anos, após a extração dos caninos, desenvolveu-se uma osteomielite mandibular. Duas fístulas extra-orais apareceram no mento e região pré-auricular direita. Antibioticoterapia e debridamentos cirúrgicos semanais foram aplicados ao longo de 5 anos sem sucesso. Um planejamento cirúrgico através da prototipagem foi empregado para a substituição da mandíbula por uma prótese de titânio. O tratamento foi bem sucedido propiciando melhor qualidade de vida ao paciente. 14 - Título: LESÕES ORAIS DECORRENTES DO USO DE MESILATO DE IMATINIB (GLIVEC®) EM PACIENTE COM LMC Autores: Camila Cominato BOER; Fernanda Gonçalves BASSO; Maria Letícia CINTRA; Márcia Torresan DELAMAIN ; Maria Elvira P. CORREA Mesilato de imatinib (Glivec®) é um inibidor da transdução do sinal celular que inibe potentemente a tirosino-quinase Bcr-Abl. O composto inibe seletivamente a proliferação e induz a apoptose nas linhagens celulares Bcr-Abl positivas bem como em células de pacientes com leucemia mielóide crônica (LMC) Ph+ e leucemia linfoblástica aguda (LLA)[1]. Os efeitos secundários relativos à droga incluem imunossupressão, neutropenia e erupções cutâneas entre outras que parecem ser dose-dependentes [2]. Paciente JTP, 85 anos, caucasiano, em tratamento para LMCPh+ com Glivec® há 14 meses foi encaminhado ao Serviço de Odontologia do Hemocentro da Unicamp para avaliação de lesões orais erosivas e crostosas em lábio. Essas lesões eram dolorosas, envolviam mucosa/ semimucosa do lábio inferior com cerca de 15 dias de evolução. Foi realizada biópsia incisional da lesão que mostrou um processo inflamatório crônico inespecífico. Simultaneamente, o paciente desenvolveu lesões epiteliais em regiões de glútea, cervical e torácica. Os resultados histológicos dessas outras lesões demonstraram processo inflamatório inespecífico e focalmente liquenóide, provavelmente secundário ao uso de medicamento. Após interrupções do tratamento com associação de corticóides sistêmicos o paciente apresentou remissão das lesões, mas após a reintrodução do Imatinib, as lesões recrudesceram. O paciente foi submetido à troca de protocolo Glivec® pelo Hydrea® (hidroxuréia) com regressão das lesões. A hipótese diagnóstica final ficou como Síndrome de Stevens- Johson induzida por Glivec®. 15-Título: CARCINOMA ADENOÍDE CÍSTICO EM PACIENTE PORTADORA DE SÍNDROME DE WILLIAMS: RELATO DE CASO Autores: Daniel Henrique KOGA*; Marcos Martins CURI; Ricardo Luiz SMITH; Maurício Bento da SILVA; Giuliano Saraceni Issa COSSOLIN A síndrome de Williams (SW) é secundária a uma microdeleção do cromossomo 7 (7q11.23) que resulta na haploinsuficiência do gene da elastina com repercussões nos tecidos conjuntivos. A incidência é de aproximadamente 1/20.000 nascimentos e a maior parte dos casos ocorre de forma esporádica. Aberrações citogenéticas do cromossomo 7 são comumente observadas nas neoplasias malignas em seres humanos porém, tumores malignos são raros em pacientes portadores da SW, com apenas 5 casos descritos na literatura. Paciente SLL, 49 anos, feminino, leucoderma, com diagnóstico de SW compareceu ao Ambulatório de Cirurgia Bucomaxilofacial para avaliação de dor na face à direita. Ao exame clínico, a paciente apresentava baixa estatura, hipotonia, déficit mental, paralisia facial direita com ptose palpebral, trismo e expansão endurecida na região parotídeo-massetérica direita com evolução aproximada de XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 7 6 meses. TC mostrava imagem expansiva mista na região parotídeo-massetérica, com cerca de 2 x 3 cm, sem limites definidos. As hipóteses diagnósticas foram tumor de glândula salivar, linfoma e sarcoma. Após a realização de PAAF cujo resultado não foi conclusivo, a paciente foi submetida à biópsia incisional cujo resultado histopatológico revelou carcinoma adenóide cístico. Foi indicado tratamento cirúrgico da lesão, mas frente à amplitude da cirurgia a família optou por acompanhamento clínico e terapias alternativas. Passados 15 meses do diagnóstico, a paciente apresenta progressão da paralisia facial e da dor na região parotídeomassetérica. 16-Título: LINFOMA T/NK EXTRANODAL, TIPO NASAL: RELATO DE CASO Autores: Brunno Santos de Freitas SILVA*; Helder Antonio Rebêlo PONTES; Flavia Sirotheau Corrêa PONTES ; Fernanda Paula YAMAMOTO; Décio dos Santos PINTO JR Entre os linfomas T/Natural Killer (NK) extranodais (LTNKE), o tipo nasal é relativamente novo, e recentemente foi reconhecido e classificado pela WHO como uma entidade clinico-patológica distinta. LTNKE nasal é uma rara lesão maligna associada ao Epstein-Barr Vírus (EBV), caracterizada por um comprometimento destrutivo das estruturas extranodais do trato aerodigestivo superior. Paciente, sexo feminino, 48 anos, leucoderma foi encaminhada para consulta ao Serviço de Diagnóstico Bucal do Hospital João Barros Barreto (Belém, PA), exibindo lesão ulcerada extensa envolvendo a cavidade nasal, palato e mucosa jugal, com evolução de 4 meses. Após anamnese e inspeção física, a paciente foi submetida a biópsia incisional, onde o fragmento obtido foi processado e enviado para consulta ao serviço de patologia cirúrgica da Disciplina de Patologia Bucal da FOUSP. Microscopicamente, a lesão apresentou proliferações de células linfóides atípicas de padrão angiocêntrico, exibindo núcleo de aspecto granular e citoplasma pálido, sendo também observadas extensas áreas de necrose. Foram realizadas reações imunoistoquímicas com os anticorpos CD3, CD15, CD20, CD56 e CD45RO, apresentando positividade para CD3 e CD45RO (marcadores de células T) e negatividade para CD20, o que indica uma possível origem de células NK. Para confirmação do diagnóstico foi realizada hibridização in situ para EBV, constatando-se a presença do vírus. O diagnóstico histopatológico foi firmado como Linfoma T/NK extranodal, tipo nasal. Frente a esse quadro a paciente foi encaminhada para tratamento radio e quimioterápico. 17-Título: RELATO DE CASO DE PACIENTE COM SÍNDROME DE KLIPPEL-FEIL E DISTÚRBIOS ODONTOLÓGICOS ASSOCIADOS: CONDUTA E SEGUIMENTO Autores: Marina de Deus Moura de LIMA; Luiz Carlos Arias Júnior; Marcelo Melo Soares; Cristiane Barbosa Silveira; Marina Gallotti de Magalhães A síndrome de Klippel-Feil (SKF) envolve uma tríade clássica composta por pescoço curto, implantação baixa da linha posterior do cabelo e limitação indolor da movimentação da cabeça. Ocasionalmente os pacientes podem apresentar surdez, deficiência mental, malformações cardíacas, ptose palpebral, paralisia do nervo facial, fenda palatina e escoliose. Paciente do sexo masculino, leucoderma, 10 anos de idade, portador da SKF procurou tratamento odontológico queixandose de dor de dente. O exame físico revelou pescoço curto com movimentação limitada, inclinação lateral da cabeça, hemangioma na região posterior de pescoço, assimetria facial e retrognatismo mandibular. O exame intra-oral revelou muitos dentes cariados, sobremordida e sobressaliência aumentadas, apinhamento dentário e palato profundo, máoclusão classe III de Angle, além de agenesia do primeiro pré-molar inferior direito, confirmada pela radiografia panorâmica. A radiografia da coluna vertebral revelou fusionamento vertebral, envolvendo as vértebras C2 até a

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