33 Anos - Sonangol Limited - Oil Trading Services

sonangol.co.uk

33 Anos - Sonangol Limited - Oil Trading Services

Distribuição Gratuíta - II Série#19 Novembro 2008

Disponível nos vôos Da sonaiR

Angola

33 Anos

de Independência

sonangol e.p.

tem novo Conselho

de administração

sonangol p&p

100 mil barris/dia

em perspectiva

novas descobertas

potencial do offshore

mantém produção


Nota de Abertura

ESTA EDIÇÃO da Sonangol Magazine coincide com

as comemorações de mais um ano de independência da

nossa grande e muito estimada Nação. São 33 anos de

luta e de muita esperança num futuro melhor e mais

audacioso que em 2002 tomou finalmente um rumo

vencedor.

Agora, sobretudo depois das eleições de Setembro passado,

Angola é um país unido e concentrado em objectivos

que visam o seu desenvolvimento económico e social.

Solidificado politicamente e reconhecido internacionalmente

como um dos players de maior desenvolvimento

em África, o nosso país vê finalmente reconhecido

não só o seu potencial como o seu real valor. Porque

Angola é não só uma grande Nação mas também um

país que já definiu uma linha de orientação estratégica

capaz de promover o bem-estar dos seus cidadãos,

o desenvolvimento das competências dos seus quadros

médios e superiores, a edificação de novas infra-estruturas

nos domínios da saúde, da educação, da habitação,

dos transportes e da logística, assim como a recuperação

das que já existiam e que são consideradas viáveis e fundamentais

para a boa articulação da oferta com as necessidades

reais das suas populações e dos seus agentes

económicos.

E é nesta perspectiva, em articulação estreita com o Governo

e com os seus desígnios nacionais, que a Sonangol

se mantém como um dos maiores interventores e promotores

do desenvolvimento do país – sempre apostada

em novas descobertas, em parcerias ganhadoras, em

negócios de valor acrescentado para a empresa, para o

país e para as pessoas que nele vivem e trabalham para

construir uma Angola moderna, economicamente viável

e solidária.

Por isso nesta edição se apresentam as novas descobertas,

a internacionalização dos negócios, o desenvolvimento

tecnológico em que o investimento é permanente, a

universidade corporativa da empresa, que em muito irá

contribuir para a formação e desenvolvimento pessoal

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

e profissional de um número elevado de quadros nacionais,

entre outros temas de extrema importância para

o desenvolvimento crescente da Sonangol mas também

do país a que tão bem pertence.

As presenças nos Jogos Olímpicos de Pequim e na ExpoSaragoça

são também aqui tratadas e apresentadas

como momentos únicos e históricos, vividos com intensidade

pelos angolanos, pois através deles Angola mostra-se

ao mundo como um país em crescendo, um país

que acredita nas suas qualidades, nas suas possibilidades

e, acima de tudo, nas suas pessoas.

Uma passagem pela Huíla, província verdejante, onde

a natureza sempre foi generosa para Angola, é também

um dos temas que incluímos nesta edição, com o objectivo

de motivar todos os que nos lêem a partirem à

descoberta de paisagens maravilhosas, de monumentos

imponentes e de cidades verdadeiramente surpreendentes,

como é o caso do Lubango!

Venha daí connosco. Aprenda, descontraia, divirta-se

nesta Angola que é nossa, que é cada vez mais cosmopolita

e cada vez mais visitada pelos que estão cá dentro

mas também pelos que vêm de fora! ===

1


2

SUMÁRIO

04 Novas descobertas

Angola aproveita potencial

em offshore

A CONCESSIONÁrIA, através da sua subsidiária

Sonangol P&P, trabalha para a defesa

e a rentabilização dos seus interesses em

várias participações

12 Sonangol P&P poderá atingir

os 100.000 barris/dia

14 Uma experiência positiva

Manutenção do bloco 3-05

20 Sonangol E.P. tem novo

Conselho de Administração

22 Angola

Independência e Petróleo

24 Angola prepara

presidência da OPEP

em 2009

26 Responsabilidade Social

28 Angobetumes

engajada na Reconstrução

de Angola

32 A face oculta da gestão

da capacitação dos quadros

34 O que é um ponto de

intercâmbio internet ou IXP?

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


36 Presidente da República

inaugurou a Clínica Girassol

40 Sonangol já tem

Universidade Corporativa

43 Angola na

ExpoSaragoça 2008

46 Angola nos Jogos Olímpicos

de Pequim 2008

50 Huíla, uma província que

deslumbra a cada nova visita

53 Angola independente

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

Revista Sonangol Magazine

Propriedade

Sonangol EP

Edição

Gabinete de Comunicação e Imagem

Periodicidade

Trimestral

Director

João rosa Santos

Redacção Principal

Paula de Almeida e raimundo Vilares

Conselho Editorial

Carlos Guerreiro, Cristina Novaes,

José de Oliveira, José Mota, Lúcia Anapaz,

Marta Sousa, Miguel Mendonça e Sónia Santos

Fotógrafos

Joy Artur, José Quarenta, Quintiliano dos Santos

Colaboram nesta edição

Afonso Chipepe, António Bequengue, Domingos

Golombole, Fernando Tati, Jorge Assis, Mateus João

Pedro, Pedro da ressureição, raimundo Vilares,

rosa Maria Fonseca, Sílvio Almada

Design

Pós Imagem Design

Apoio Editorial e Produção Gráfica

e-mail: editando@editando.pt

www.editando.pt

Sede

rua 1º Congresso do MPLA, 8/16

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Luanda - Angola

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Fax 00 244 222 397 728

E-mail: hld.gci@sonangol.co.ao

Tiragem

3.000 Exemplares

3


4

Novas descobertas

Angola aproveita

potencial em offshore

A CONCESSIONÁRIA, através da sua subsidiária Sonangol P&P, trabalha para

a defesa e para a rentabilização dos seus interesses em várias participações.

ANGOLA ESTÁ A APrOVEITAr os seus recursos

energéticos existentes ao longo da costa angolana,

em on e no offshore, com o objectivo de manter

os actuais níveis de produção petrolífera.

Alguns especialistas avançam com a hipótese do

crude angolano poder esgotar-se dentro de 30 anos.

Mas estas projecções não diminuem os actuais níveis

de pesquisa. As empresas que actuam no dinâmico

sector petrolífero em Angola, lideradas pela concessionária

angolana de combustíveis, Sonangol, têm

feito esforços titânicos para revelar todo o potencial

energético do país. Estes esforços têm contribuído

para o desenvolvimento de métodos avançados de

recuperação de petróleo. Em resultado, em cada ano

que passa são descobertos novos poços.

A indústria atravessa uma fase promissora, para a

qual tem contribuído a actividade de pesquisa e produção

no offshore angolano, sobretudo nas águas

Domingos Golombole

(Jornalista)

ultra-profundas ao longo da costa angolana.

Dados do sector indicam que até 2015 serão perfurados

100 novos poços de petróleo e adquiridas novas

plataformas flutuantes de pesquisa e processamento

de crude, as denominadas “FPSO - Floating Production,

Storage and Offloading”.

A concessionária, através da sua subsidiária Sonangol

P&P, tem trabalhado no sentido da defesa dos

recursos energéticos de Angola e na rentabilização

dos seus interesses nos vários blocos em que participa

e/ou opera.

PETrólEo dEScobErTo no bloco 32

Nos dois primeiros meses de 2008 foram descobertos

novos poços no bloco 32, localizado em águas ultra-

-profundas, no qual a Sonangol é a concessionária

e a Total E&P é a operadora. As atenções concentram-se,

sobretudo, no Manjericão-1 e no Caril-1.

NOVEMbRO OUTUbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


No primeiro, perfurado a 1977 metros de profundidade,

confirmou-se a existência de petróleo cuja capacidade

de extracção diária ultrapassa os cinco mil

barris. Por sua vez, o poço Caril-1, perfurado a 1673

metros de profundidade, produziu, na fase de testes,

6300 barris de petróleo. Estudos técnicos complementares

estão em curso para avaliar os resultados

obtidos nos testes iniciais. Assim, como apurou a revista

Sonangol Magazine, estão programadas novas

perfurações de pesquisa no bloco 32.

Para além da operadora, Total E&P (com

30%), participam na exploração deste bloco

a Marathon com 30%, a Sonangol E.P com

20%, a Esso Exploration com 15% e a

Petrogal com 5%.

Ainda neste bloco confirmaram-se novas

descobertas durante o mês de Maio.

Louro-1 e Cominhos-1, o décimo e o

décimo primeiro poço de pesquisa em

águas ultra-profundas, respectivamen-

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

te. No primeiro, perfurado a uma profundidade de

lâmina de água de 1883 metros, as pesquisas revelaram

a existência de reservatórios de petróleo, tanto

no Mioceno como no Oligoceno. Já no Caminhos-1

perspectiva-se a existência de reservatórios contendo

petróleo no Oligoceno superior e inferior. A partir

de um intervalo do Oligoceno inferior, o poço forneceu,

em fase de teste, cerca de 6258 barris por dia

(bpd) de petróleo, com uma densidade de 32º API.

Também em águas ultra-profundas, desta feita no

bloco 15/06, foi anunciada a descoberta do Sango-1.

Este poço foi sondado em Abril deste ano, localizando-se

a uma profundidade de 1349 metros e atingindo

uma profundidade total de 3343 metros.

O Sango-1 é o primeiro a ser perfurado no

Bloco 15/06, o qual está situado a cerca

de 350 quilómetros a Norte de Luanda.

Através do desenvolvimento de

sinergias, seguir-se-ão outras pesquisas,

dado o elevado potencial desta

área.

A Sociedade Nacional de Combustíveis

de Angola é concessionária

do bloco e a ENI

Angola SPA é o operador.

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6

Em Agosto, a Sonangol E.P. e a ExxonMobil Corporation,

através da sua afiliada Esso Exploration Angola

(Block 15) Limited, anunciaram o arranque da

produção dos campos Saxi e Batuque, localizados no

bloco 15 do offshore angolano, o qual se enquadra

no âmbito da evolução do projecto de desenvolvimento

do bloco, denominado Kizomba C.

A produção do Kizomba C teve início em Janeiro de

2008, com a entrada em funcionamento do campo

Mondo, prevendo-se que a produção total dos três

campos que o compõem - Mondo, Saxi e Batuque -,

atinja os 200 mil bpd até ao final deste ano.

O projecto de desenvolvimento do Kizomba C foi

concebido para produzir um total de 600 milhões de

barris de petróleo durante o tempo de vida útil dos

três campos, localizados a cerca de 145 quilómetros

(90 milhas) da costa marítima de Angola e a uma

profundidade de, aproximadamente, 800 metros.

Kizomba c conTEmPla FPSo

E PoçoS SubmarinoS

O projecto de desenvolvimento Kizomba C inclui a

aquisição de duas novas FPSO e a construção de 36

poços submarinos, tornando-se assim no maior projecto

de desenvolvimento submarino operado pela afiliada

da ExxonMobil em todo o mundo. As duas FPSO, em

tudo idênticas, constituem a quarta e a quinta instalações

centrais de produção em actividade no Bloco 15, depois

do Xikomba (2003), Kizomba A (2004) e Kizomba B

(2005). Quando os campos Saxi e Batuque atingirem os

seus picos de produção, calcula-se que a produção total

do Bloco 15 alcance o marco de 700 mil bpd.

Este projecto consumiu cerca de 1,5 mil milhões de

USD, gastos em bens e serviços, os quais foram fornecidos

por empresas locais, no quadro dos contratos de

construção, apoio logístico e capacitação do pessoal angolano.

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


REVISTA SONANGOL MAGAZINE •NOVEMbRO DE 2008


algumas

descobertas

ocorridas

em 2008

Fevereiro

Portia no Bloco 31

foi descoberto em águas

ultra-profundas do offshore

angolano pela Sociedade

Nacional de Combustíveis de

Angola (Sonangol EP) e a BP

Exploration (Angola) Limited.

maio

louro e camiNhos-1,

descobertas ocorridas na

parte Sudeste do Bloco 32,

aproximadamente a 4,5

quilómetros a Oeste do poço

salsa-1, descoberto em

2006.

saNgo-1 foi sondado

em Abril deste ano a uma

profundidade de água de

mil 349 metros e atingiu a

profundidade total de três

mil e 343 metros. O potencial

é do bloco 15/06, na zona

marítima de Angola.

agosto

maNjericão-1 e caril-1,

no bloco 32, em águas

ultra-profundas do offshore

de Angola, pela Sonangol e

Total E&P Angola

O início de produção dos

campos saxi e batuque,

localizados no Bloco 15 do

offshore angolano, no prosseguimento

da evolução do

projecto de desenvolvimento

denominado Kizomba C.

8

A Esso Exploration Angola (Block 15) Limited é o

operador da concessão do Bloco 15, com 40% de

participação e tem como associados a BP Exploration

(Angola) Limited (26,67%), a ENI Angola Exploration

B.V. (20%) e a Statoil Angola Block 15 A.S

(13,33%). A Sonangol E.P. é a concessionária.

bloco 31 Em ExPloração

A Sonangol E.P. autorizou a BP Exploration (Angola),

e os seus parceiros, a desenvolverem de forma integrada

os campos localizados em águas profundas no

bloco 31 do offshore de Angola.

A BP Exploration (Angola) é o operador do bloco

31, com uma participação de 26,67 por cento, e tem

como associados a Esso Exploration and Production

Angola Limited (25%), a Sonangol E.P., empresa concessionária

(20%), a StatoilHydro Angola A.S. (13.33

%), a Marathon Internacional Petroleum Angola Limited

(10%) e a Tepa (5%).

O primeiro projecto do programa abarca os campos

Plutão, Saturno, Vénus e Marte (PSVM), localizados

na região nordeste do Bloco 31, a uma profundidade

de, aproximadamente, dois mil metros a Noroeste de

Luanda.

Os trabalhos de construção deverão ter início no decurso

deste ano, prevendo-se o arranque da produção

para o ano 2011. Apenas um ano depois os campos

atingirão a sua produção máxima, estimada em 150

mil bpd. O bloco 31 encontra-se já em fase de implementação.

ProjEcToS Em marcha

Há medida que o sector cresce através de novos investimentos

em recursos humanos e tecnológicos, surgem

novos projectos petrolíferos. A companhia Total

Angola deverá inaugurar, em 2011, o terceiro pólo de

produção do Bloco 17, o Pazflor, cujo investimento

rondará os 8,5 mil milhões de dólares, o dobro do investimento

realizado na exploração do Dália.

Com uma produção prevista de 220 mil bpd, o Pazflor

deverá elevar os níveis produtivos da companhia francesa

em Angola para mais de 700 mil bpd. O novo

poço terá uma profundidade de água que irá variar

entre os 600 e os 1200 metros. Depois do Girassol em

2001, do Dália em 2006 e do rosa em 2007, o Pazflor

será uma nova referência mundial para a Total.

A reinjecção das águas de produção dos reservatórios

do Mioceno, a recuperação do calor dos fumos de

escape à saída das turbinas e a reciclagem dos gases

de ventilação das cisternas, são algumas das medidas

tomadas para limitar o impacto ambiental deste

mega-projecto. Além disso, já não haverá mais queima

de gás, sendo o funcionamento assegurado pelo

encaminhamento dos gases para a futura unidade de

liquefacção, Angola LNG, no Soyo. Aliás, o Pazflor

também será um vector importante do desenvolvimento

do tecido industrial petrolífero nacional.

Capitalizando os conhecimentos adquiridos na exploração

do Girassol, do Jasmim, do rosa e do Dália, o

grupo vem agora conjugar soluções tecnológicas comprovadas.

Ao contribuir também para a formação de

técnicos angolanos na tecnologia de ponta da exploração

petrolífera e ao integrar quadros angolanos no

projecto, o Pazflor irá dar um novo testemunho do

espírito de partilha e de know-how internacional.

ÍndicE dE SucESSo noS blocoS

Com a entrada em produção de novos campos, os

índices de sucesso não param de crescer. Uma tendência

que se prevê contínua para os próximos anos,

à medida que mais poços em águas profundas são descobertos

e entram em produção.

Até agora as descobertas em águas profundas da costa

Atlântica angolana têm alcançado índices de sucesso

na ordem dos 80%. No Bloco 17 encontrou-se petróleo

em todos poços ali perfurados – rosa, Dália, Orquídea,

Jasmin, Tulipa e Girassol.

Em 2001 a produção de petróleo em Angola estava

abaixo de um milhão de bpd. No final de 2005 a produção

média chegou aos 1,4 milhões bpd e até finais

de 2008 dever-se-ão produzir dois milhões bpd.

A exploração de petróleo em Angola é feita, principalmente,

em alto-mar, em profundidades superiores

a 1200 metros, razão pela qual a maioria dos operadores

no mercado angolano usa tecnologia de ponta

para a exploração de hidrocarbonetos. Foi a combi-

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


nação de factores como a inovação na tecnologia e na

engenharia e a perícia dos operadores que deu resultados

espectaculares a todos os níveis na exploração dos

blocos 15, 17 e 18.

O Bloco 15, localizado a cerca de 370 km a Noroeste

de Luanda, tem os seus reservatórios 500 a 2000 metros

abaixo do leito oceânico, em profundidades que

rondam entre os 700 e os 1500 metros. As áreas de

desenvolvimento neste Bloco têm os seus poços bombeados

para as FPSO Kizomba A e Kizomba B, cuja

produção combinada é de cerca de 500 mil bpd.

O Bloco 17, que tem 15 descobertas comerciais, fica

a 135 km da costa angolana e a sua lâmina de água

varia entre 1200 e 1500 metros. Deste bloco constam

quatro áreas principais: Girassol (que inclui os campos

rosa e Jasmim), Dália - estas áreas ambas em produção

- Pazflor e CLOV (que representa Cravo, Lírio,

Orquídea e Violeta).

A produção das duas últimas áreas será superior aos

mais de 500 mil bpd bombeados dos campos Girassol,

rosa e Dália. Este último campo começou a produzir

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

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NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


em Dezembro de 2006 com uma FPSO – uma das

maiores do mundo – que leva o seu nome; seis meses

depois, em Junho de 2007, entrou em produção o

rosa que está interligado ao FPSO Girassol. O campo

rosa está apenas a 15 km do FPSO Girassol. rosa

é o primeiro campo em águas ultra-profundas e com

tamanhas proporções a estar ligado a uma plataforma

remota nesta profundidade de água. O crude do rosa

manterá o nível de produção da FPSO nivelada em

250 mil bpd até ao princípio da próxima década.

O Bloco 18 está localizado a 160 km a Nordeste de

Luanda, em profundidades a rondar os 1450 e os

1200 metros. Neste bloco incluem-se os campos Gálio,

Crómio, Paládio, Cobalto e Plutónio.

A prospecção do petróleo bruto no campo Grande

Plutónio começou no dia 1 de Outubro de 2007 e

consiste em 43 poços – dos quais 20 produtores, 20

injectores de água e 3 injectores de gás. A sua estimativa

de produção é de 240 mil bpd de crude com baixo

teor de enxofre e de média densidade, uma quantidade

que coloca a produção diária em Angola mais

próxima do objectivo de 2 milhões barris por dia.

inTErligação dE FPSo

Ligar um poço a uma FPSO é um processo intrincado,

que é feito sob um rigoroso e complexo processo

de segurança, o qual requer tempo e muita mão-de-

-obra qualificada.

O campo rosa está ligado ao FPSO Girassol por 64

km de condutas isoladas para produção contínua.

Para construção da conduta foram necessárias 5600

toneladas de módulos e equipamentos especiais que

foram transportadas para o local, 200 km a Noroeste

de Luanda, e montadas a bordo da FPSO. Esta fase

causou interrupções mínimas para a produção normal

dos campos Girassol e Jasmim que já estavam em produção.

A FPSO Grande Plutónio está ligada ao reservatório

de desenvolvimento e aos poços através do maior sistema

submarino em águas profundas, que inclui uma

única torre de elevação com 1258 metros – a mais longa

do género no mundo

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

Produção ProgrESSiva

O crescimento da produção começou a verificar-se a

partir de 2004, altura em que se alcançou 1 milhão

de barris por dia, ou seja, a produção saiu de 173 mil

barris/dia antes da independência para 1 milhão, em

2004.

Em função das novas descobertas comerciais realizadas

nos últimos 10 anos, várias actividades de desenvolvimento

estão em curso na Bacia do Baixo Congo.

O campo Platina será conectado em 2011/12, tão

logo haja capacidade para tal. O desenvolvimento dos

campos Plutão, Saturno, Vénus e Marte (PSVM), localizados

na porção norte do Bloco 31, marca o início

da actividade em águas ultra-profundas.

A produção máxima está estimada em 125 mil b/d e a

primeira produção deverá ocorrer em 2009/10. Para

já, Plutão e Saturno serão os primeiros a ser postos em

produção, seguidos de Marte e Vénus.

O offshore angolano está dividido em 51 blocos de

concessão, distribuídos por 14 em águas rasas, 17 em

águas profundas e nove em águas ultra e ultra-profundas

a Oeste.

Actualmente, estão já adjudicados 20 blocos, encontrando-se

em aberto os restantes. Em 2006, foram adjudicados

os blocos 1/06, 5/06, 6/06, 8 e 23 e as áreas

remanescentes dos blocos 15/06, 17/06 e 18/06.

A exploração em águas profundas da Bacia do Baixo

Congo começou em 1994 e, no período de 1996 a

2006, foram protagonizadas cerca de 60 descobertas

comerciais, revelando-se como uma área de baixo risco

geológico.

Em 2001, teve início a perfuração em águas ultra-

-profundas da Bacia do Baixo Congo, tendo resultado,

até à data presente, em 23 descobertas comerciais,

nomeadamente nos blocos 31, 32 e 33.

A fase de exploração permanece em curso nos blocos

31 e 32. ===

11


12

sonangol P&P poderá atingir os

100.000 barris/dia

A SONANGOL PESQUISA E PrODUÇÃO é o

‘Braço Operacional’ da Sonangol E.P. e uma empresa

com crescente afirmação nacional e internacional.

Orientada para a rentabilidade e para acrescentar

valor às diferentes partes interessadas (stakeholders), a

Sonangol P&P encontra-se em pleno desenvolvimento

e assume-se perante o mercado internacional com um

posicionamento sustentado no trabalho, na competência,

na confiança e na transparência.

Presentemente, a indústria petrolífera angolana vive

momentos de grande expansão, associada à descoberta

de novos campos e de novas reservas de hidrocarbonetos

e que situam a sua produção em cerca de 2.000.000

de barris por dia.

A Sonangol Pesquisa e Produção foi criada em 1991

pela resolução 4/91, de 6 de Dezembro, da Comissão

raimundo Vilares

Permanente do Conselho de Ministros, mas só quase

um ano depois, em Novembro de 1992, foram aprovados

os seus estatutos.

A empresa arrancou de facto a sua actividade em 1994,

começando a operar num campo considerado marginal,

o Bloco 4, abandonado pelo grupo empreiteiro que

integrava a Espa, Empresa de Serviços de Petróleo de

Angola.

Foi exactamente no campo Kiabo que a Sonangol P&P

arregaçou as mangas e mostrou que tinha todos os ingredientes

para se afirmar como Operador num Bloco

com uma produção que rondava na altura os 6.000

barris por dia.

O futuro da Sonangol Pesquisa & Produção é visto pelo

Conselho de Administração da Sonangol E.P. com

muito optimismo.

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


Na materialização dos objectivos da empresa, definidos

com base no crescimento e no desenvolvimento e

fazendo jus ao seu papel de companhia operadora, a

Sonangol Pesquisa & Produção esteve no Dubai, Emiratos

Árabes Unidos, onde baptizou o seu novo FPSO

(Floating Prodution Storage and Offloading) com o

nome de Gimboa, apadrinhado pela actual Ministra da

Justiça do Governo angolano, Guilhermina Prata.

O FPSO é uma unidade flutuante e foi alugada à empresa

Saipem, que o mandou construir nas docas da

empresa Drydocks World, especializada neste sector de

actividade, na qual participaram muitos engenheiros

angolanos pertencentes à Sonangol Pesquisa & Produção.

Gimboa é um verdadeiro ‘achado tecnológico’ e vai

operar no Bloco 4/05, no offshore angolano, durante

um período aproximado de 15 anos, com possibilidade

de prorrogação. Foi projectado para processar, em

termos de exploração e de produção, 60.000 barris,

mas tem uma capacidade de armazenamento de 1.8

milhões de barris. Numa primeira fase – até os outros

dois campos entrarem em produção, nomeadamente,

UMX e UM7 – o FPSO apenas processará 40.000

barris do campo Gimboa.

O FPSO tem mais de uma dezena de módulos ou de

componentes que integram toda a parte técnica no processamento

de óleo, injecção de água e de gás; possui

um separador e um laboratório que permitem a exploração

e a produção efectiva do petróleo em moldes

ultra modernos.

Gaspar Martins, Presidente do Conselho Executivo da

Sonangol Pesquisa & Produção, afirmou à revista Sonangol

Magazine que “o estado actual do Bloco 4/05

é bastante animador”. A actividade de exploração realizada

em toda a extensão do Bloco “deu bons frutos”

e o resultado foi a inauguração e o baptismo do FPSO

Gimboa no Dubai.

Gaspar Martins mostrou-se muito optimista, sublinhando

que a empresa saiu “da exploração para uma

fase de desenvolvimento” e que o Bloco apresenta um

bom potencial de exploração.

Em relação aos campos, o Presidente do Conselho Executivo

disse que as prospecções dos que estão próximos

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

do Gimboa, associadas aos estudos realizados até hoje

pelas equipas da Sonangol Pesquisa & Produção, indicam

que há a possibilidade de aumentar as reservas que

vão ser produzidas a partir do Gimboa.

Os resultados do estudo da actividade sísmica realizado

em todas as áreas do Bloco, numa extensão de cerca de

2.000 m 2 , estão em fase de interpretação mas, de acordo

com o PCE, é muito provável que dêem origem a “prospectos

a perfurar muito brevemente no Bloco 4/05”.

Gaspar Martins, que no acto de inauguração e do baptismo

do FPSO no Dubai não escondia a sua felicidade,

afirmou peremptoriamente: “sinto-me satisfeito e com

o sentido de parte do dever cumprido. Sei perfeitamente

que ainda há muito que fazer, mas, estamos no caminho

certo”.

referindo-se aos recursos humanos, Gaspar Martins,

salientou a aposta que a empresa tem feito “no aumento

das competências do quadro de pessoal técnico”,

que foi quem “conduziu este projecto desde a

sua fase embrionária”. E acrescentou: “Tem valido

a pena capacitar o nosso pessoal e é isso que vamos

continuar a fazer. É o valor acrescentado para que a

Sonangol Pesquisa & Produção se posicione cada vez

melhor no competitivo mercado mundial da actividade

petrolífera”.

Por seu turno, António raposo, Director do Bloco

4/05, afirmou que o mesmo está já na fase final de

desenvolvimento, havendo perspectivas de que o início

da fase de progressão seja ainda este ano. Considerou

a cerimónia do baptismo da unidade como um marco

importante.

Amadeu Azevedo, Director Nacional dos Petróleos,

atribuiu ao acto um significado importante, na medida

em que o novo equipamento vai aumentar a produção

da Sonangol Pesquisa & Produção, e também porque

demonstra a evolução da qualificação dos quadros da

operadora nacional.

Guilhermina Prata, Ministra da Justiça do Governo

de Angola, madrinha do FPSO, qualificou o acto de

extrema importância do ponto de vista económico,

pois representa o culminar de investimento e de todo

um trabalho já desenvolvido pela Sonangol Pesquisa &

Produção. ===

13


14

uma experiência positiva

Manutenção do bloco 3-05

O PONTO CrUCIAL NA PrEPArAÇÃO do

plano anual de produção e operações do Bloco 3-05

é a previsão das actividades de manutenção ou intervenção

sobre equipamentos e unidades que possam

ter um impacto na segurança e integridade das instalações

por um lado e, por outro, no perfil da produção.

Na actual configuração das infra-estruturas de

superfície, sob o ponto de vista de uma eventual paragem

de funcionamento, o FSO Terminal Palanca é a

instalação mais crítica, seguido do complexo PALP1

– PALP2. Isto porque ao Terminal Palanca converge

a produção dos Bloco 3-05 e Bloco 2, operados pela

Sonangol P&P, a produção do Bloco 3-85/91, operado

pela Total E&P Angola, e a produção dos campos

FS/FST em onshore, operados pela Somoil. Toda

essa produção resulta numa média de 115.000 barris

por dia, exportados em cerca de dois a três carregamentos

por semana. A montante do Terminal Palanca

e actuando como um hub para o fluxo do petróleo

bruto proveniente dos campos acima referidos, está o

complexo PALP1- PALP2.

oS objEcTivoS E a PrEParação

Desde que a Sonangol P&P tomou conta das operações

do Bloco 3-05, em Julho de 2005, já se efectuou

uma paragem no funcionamento do Terminal

Palanca, em Outubro de 2005, com a duração de 7

Jorge Assis, Offshore Installations

Manager do Bloco 3-05

dias. Esta teve como objectivo principal a substituição

das condutas flexíveis que ligam o Terminal Palanca

às válvulas de seccionamento submarinas. A referida

paragem esteve a cargo da Total E&P Angola, pois

ainda fazia parte do processo da transferência das

operações para a Sonangol P&P. Em 2006 e 2007

foram feitas paragens parciais de manutenção dos

sectores Pacassa e Palanca, mas que não foram suficientes

para a conclusão de trabalhos de reparação

necessários. razão pela qual foi levantada a questão

de se organizar uma paragem global do complexo

PALP1-PALP2, por forma a eliminar grande parte

das situações degradadas existentes.

Inicialmente essa paragem foi apontada para Novembro

de 2007, mas depois de melhor definidos os

limites e a magnitude das tarefas a realizar, optou-se

por estender os prazos de preparação e coordenar

com outras actividades de grande envergadura no

Bloco 3-05, como é o caso do projecto de perfuração

de novos poços a partir da plataforma PACF4, seguida

da sua integração no sistema de produção e a

campanha de pintura geral das plataformas em curso

em PACF2. Era também necessário coordenar com

as actividades dos outros blocos e dos outros operadores,

que seriam obrigados a parar a sua produção,

tornando esta uma oportunidade para serem executados

trabalhos de manutenção que são impossíveis em

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

15


algumas das tareFas Na PlataForma

1 2 3

4

16

5

1 PALP2 vista a partir da tocha de baixa

pressão

2 Separadores abertos para inspecção

interna

3 Instalação do auto sampler

4 Inspecção da tocha BP

6 7 8

5 Preparação de tubagem

6 Substituição de tubagem de difícil

acesso

7 Equipas de inspecção e produção

8 Equipa de manutenção

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


fase normal de operação. Isso permitiu que as equipas

aprofundassem a preparação dos detalhes dos procedimentos

a seguir, que os trabalhos de pré-fabricação

e preparação das linhas a serem substituídas fossem

concluídos nos ateliês em onshore e que todos os materiais

e acessórios necessários fossem adquiridos a

tempo. Assim, a grande paragem de 2008 foi planificada

para o mês de Julho, durante dez dias.

Após diversos ajustes do plano, por forma a reduzir

tanto quanto possível os custos, reflectidos principalmente

nos cerca de 1.150.000 barris (previsão) que

não seriam produzidos, a filosofia da operação ficou

definida considerando o tempo total de dez dias previsto

dividido em duas fases. A primeira fase consistiria

numa paragem total de 5 dias para intervenção

nos sistemas vitais, sem os quais não é possível operar,

e os outros 5 dias seriam dedicados à segunda

fase, que consistiria numa paragem parcial para intervenção

sobre aquelas unidades que não impediriam

a reinício da produção de determinados poços

do Bloco 3-05, recepção da produção proveniente do

Bloco 2 e eventualmente do Bloco 3-85/91. Foram

mobilizados mais de 500 toneladas de material para a

execução da substituição de quarenta e sete linhas de

tubagem contendo diferentes comprimentos e com

diâmetros que variavam até 20 polegadas; abertura e

inspecção interna de dezasseis capacidades, incluindo

separadores, balões do sistema de drenagem e balões

de retenção de líquidos do sistema de tocha; substituição

ou intervenção em mais de 100 válvulas de

diferentes dimensões, bem como a execução de dezenas

de outros trabalhos sobre os sistemas eléctricos,

automação e de controlo. De realçar a instalação de

um colector automático de amostras na linha de exportação

de 20 polegadas entre PALP2 e o Terminal,

elemento há muito esperado por ser vital na precisão

do seguimento da qualidade da produção e na sua

repartição entre os blocos 3-05 e 3-85/91.

Foram identificadas 170 tarefas principais a serem

executadas a coberto de mais de 200 autorizações

de trabalho. Do lado administrativo da operação, o

elevado número de autorizações de trabalho a gerir

dia e noite obrigou a que fossem mobilizados quatro

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

profissionais adicionais

para se ocuparem especificamente

do

processo de verificação,

validação,

abertura, continuidade

e fecho das autorizações

de trabalho.

aS FaSES dE ExEcução

E rESulTadoS FinaiS

No dia 15 de Julho, por volta das 6h00,

a operação começou com a paragem do

compressor de gás lift em COBP1 e logo

as equipas da produção deram início à implementação

dos procedimentos necessários para

colocação das instalações à disposição das equipas

de manutenção, construção e inspecção. Um total de

duzentos e quinze trabalhadores esteve directamente

envolvido nas tarefas principais da operação. Antes

do início da intervenção, para cada equipa foi feita

uma breve reunião informativa onde foram esclarecidos

os objectivos e os procedimentos da operação,

a disposição da estrutura organizativa no local, as

precauções básicas e específicas de segurança a serem

tidas em conta. Nestas reuniões apelou-se também

ao zelo e ao profissionalismo de cada indivíduo enquanto

elemento fundamental para o bom desempenho

de toda a equipa.

Cinco dias depois, tal como tinha sido planificado,

estavam concluídos os trabalhos

da primeira fase da paragem, permitindo

a reentrada em produção de alguns

poços eruptivos dos campos

Pacassa e Búfalo, bem como a

recepção da produção proveniente

do Bloco 2. No dia 23,

99% das tarefas planificadas

estavam terminadas, ficando por concluir

os trabalhos na rede eléctrica de

BUFF1. Estes tiveram que ser cancelados

devido à prioridade que teve

que ser dada aos trabalhos de electri-

17


18

100%

90%

80%

70%

60%

50%

40%

30%

20%

10%

0%

0% 0% 1%

06h-12h

12h-18h

18h-24h

15/07/2008

00h-06h

5%

10%

06h-12h

12h-18h

16/07

26%

23%

16%

18h-24h

00h-06h

53%

17

00h-06h

cidade na plataforma IPSF1, que não tinham sido planificados.

Também ficaram adiados os trabalhos nas

UPS de PACF2 e PACF4, bem como a substituição

de uma válvula de segurança de pressão em PACF1.

Assim foram dadas por terminadas as operações da

paragem e a ordem para o reinício total da produção,

com o balanço final bastante positivo. Até certo ponto,

chegou mesmo a surpreender alguns, dada a envergadura

dos trabalhos realizados dentro dos prazos estabelecidos

e que permitiu resolver 20 situações degradadas

consideradas de críticas e que correspondiam a

1/3 do total existente antes da paragem.

Mas, como diz o velho ditado, “não há bela sem

senão”. É assim que já na fase de arranque da plataforma

PALF2, foi detectado um inexplicável curtocircuito

na linha de 20 kV entre as plataformas PALP1

e PALF2 impedindo a sua entrada em produção. Após

vários testes de diagnóstico, as conclusões preliminares

apontam para um defeito no cabo, na extremidade de

PALF2. O ponto exacto e as causas estão a ser investigados,

mas tudo indica que estejam relacionados com

a idade avançada das instalações, o que a confirmar-

-se implica que sejam tomadas outras medidas de precaução

para os circuitos das restantes plataformas.

Tão rápido quanto possível foram mobilizados, a

partir do onshore, dois grupos geradores móveis para

fornecerem energia eléctrica alternativa à plataforma

56%

06h-12h

12h-18h

18/07

59%

18h-24h

CURVAS DE PROGRESSÃO DAS ACTIVIDADES

61%

00h-06h

67%

06h-12h

12h-18h

19/07

74%

72%

18h-24h

00h-06h

80%

86%

06h-12h

12h-18h

20/07

88%

18h-24h

90%

00h-06h

92% 96%

06h-12h

12h-18h

21/07

18h-24h

00h-06h

97%

06h-12h

12h-18h

22/07

18h-24h

99%

CURVA DE ACTIVIDADES REAL

CURVA DE ACTIVIDADES PLANEADA

00h-06h

06h-12h

12h-18h

23/07

enquanto se concretiza a reparação do cabo. Após vários

testes e trabalhos de dia e noite, PALF2 voltou

finalmente a entrar em produção efectiva no dia 4 de

Agosto ou seja, doze dias depois do fim das operações

da grande paragem. Contudo, esse evento imprevisto

não tira o mérito aos êxitos alcançados, sobretudo

se for tido em conta o número de tarefas realizadas,

o número de pessoas envolvidas, o respeito do plano

estabelecido e, acima de tudo, o facto não ter sido registado

nenhum acidente de trabalho.

De facto é um marco digno de registo nas operações

da Sonangol P&P no Bloco 3-05, deu provas de um

excelente trabalho de equipa, da preparação e do

profissionalismo existente no seio do seu efectivo

de colaboradores e de empresas prestadoras de serviço.===

18h-24h

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE

00h-06h

06h-12h

12h-18h

24/07

18h-24h

00h-06h

06h-12h

12h-18h

25/07/2008


20

Manuel Domingos Vicente foi recentemente reconduzido

no cargo de Presidente do Conselho de Administração

da Sonangol EP, para mais um mandato

de 3 anos.

A decisão foi tornada pública no termo de mais uma

sessão Ordinária do Conselho de Ministros que reconduziu,

igualmente, os Administradores Executivos, Anabela

Brito Fonseca, Mateus Morais de Brito, Fernando

Joaquim roberto e Francisco de Lemos José Maria,

sonangol e.P.

tem novo

conselho de

administração

Presidente do Conselho

de Administração

Manuel Domingos Vicente

bem como os não Executivos, André Lelo e José Gime.

Entretanto, os membros deste órgão colegial foram já

empossados, em cerimónia presidida pelos Ministros

dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, e das Finanças,

Severim de Morais.

O novo Conselho de Administração da Sonangol EP

reflecte e preserva a estabilidade na cadeia de mando

da empresa, um exercício que reafirma a manutenção

do princípio da renovação na continuidade. ===

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


admiNistradores da soNaNgol eP

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

Administradora

Executiva

Anabela Fonseca

Administrador

Executivo

Fernando Roberto

Administrador

Não-Executivo

André Lelo

Administrador

Executivo

Francisco de Lemos

Administrador

Executivo

Mateus de Brito

Administrador

Não-Executivo

José Gime

21


22

Fernando Tati

angola

independência

e Petróleo

A rEPúBLICA DE ANGOLA celebra

os seus 33 de independência

nacional na condição de maior produtor

de petróleo no continente

africano. Com uma produção

média de 1,6 milhões de barris

de produção diária, o petróleo

é a principal fonte de receitas

e o principal produto de exportação

do país.

Angola ultrapassou a Nigéria,

até há pouco tempo o

maior produtor africano de

petróleo, que atravessa uma

fase conjuntural de declínio

devido, fundamentalmente, a

conflitos internos. Perspectiva-se

que, ainda este ano, Angola atinja a

cifra de dois milhões de barris/dia.

Saber que Angola, que foi admitida em Dezembro de

2006 como membro de pleno direito na Organização de

Países Exportadores de Petróleo (OPEP – fundada em

1960), prepara-se para assumir a presidência da organização

em Janeiro de 2009, enche de orgulho todos os angolanos,

que sentem aumentar o prestígio e a influência

do país no mundo.

Na sua primeira participação numa Cimeira da OPEP,

na III (terceira), realizada a 17 e 18 de Novembro de 2007

em riade (Arábia Saudita), o Presidente da república,

José Eduardo dos Santos, deu a conhecer o interesse de

Angola em participar de modo construtivo e activo, com

outros membros do cartel, na tomada de decisões sobre o

abastecimento de petróleo bruto a nível mundial para a

estabilização do mercado.

Com a nomeação, a 11 de Setembro do ano em curso, do

ministro dos Petróleos de Angola, para a presidência rotativa

da Organização, estão reunidas as condições para

a concretização de uma maior influência de Angola nas

decisões da OPEP, cuja produção, no conjunto dos seus

13 membros, corresponde a 40 por cento dos 24 biliões

de barris/ano produzidos em todo o mundo.

O petróleo constitui hoje o produto mais importante

da economia mundial, que dele depende em grande

medida como fonte de energia. A OPEP toma decisões

sobre o preço do crude e sobre o volume da

sua produção entre os membros do cartel.

Com a sua vitória nas eleições legislativas

de cinco de Setembro do ano em curso, o

MPLA reúne as condições para implementar

os pressupostos constantes do seu

Programa de Governo para o quadriénio

2009/2012 no que diz respeito ao

reforço do posicionamento de Angola

no contexto internacional, pela

abundância dos seus recursos naturais

estratégicos.

Diz o Programa de Governo que se

deve internacionalizar a economia

angolana com o reforço, ampliação

e consolidação da inserção competitiva

de Angola na arena internacional,

designadamente pela participação activa no

processo de tomada de decisões com influência no

funcionamento da economia mundial.

Com a nomeação de Angola para a presidência da

OPEP, num clima de paz efectiva vigente em todo o território

nacional, o MPLA está em condições de, a par das

relações político-diplomáticas, dar uma atenção especial

aos aspectos ligados à ordem económica e comercial internacional,

como prevê no programa que suportou a sua

campanha eleitoral.

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


A actividade de exploração petrolífera em Angola começou

em 1910, tendo sido outorgada à firma Cunha & Formigal

a primeira licença de concessão para a prospecção e

pesquisa de hidrocarbonetos. A Companhia de Pesquisas

Mineiras de Angola (PEMA) tinha a responsabilidade da

operação.

O petróleo angolano tornou-se a principal matéria de exportação

ainda no tempo colonial, em 1973. Na ausência

de dados exactos sobre a produção registada nesse ano,

sabe-se que em 1974 a mesma era de 172 mil barris/dia.

Por ocasião da proclamação da independência de Angola,

a 11 de Novembro de 1975, devido ao conflito, o país estava

dilacerado, desarticulado e enfrentava uma profunda

crise sócio-económica, em que se fazia sentir a paralisação

de cerca de três mil empresas do sector produtivo, a maioria

das quais abandonadas de modo precipitado pelos seus

proprietários.

O sector petrolífero não fugia à regra. Confrontado com

a necessidade de pôr a funcionar de forma regular e competente

um sector dependente de tecnologia avançada e

de técnicos capazes, o Governo angolano tomou a sábia

decisão de criar a Sociedade Nacional de Combustíveis

Sonangol”, a 25 de Fevereiro de 1976, cerca de quatro

meses após a proclamação da independência nacional.

O quadro que criou as condições objectivas para o relançamento

da actividade de pesquisa e produção de hidrocarbonetos

ficou completo com a criação do Ministério dos

Petróleos, em 1978, e a publicação nesse mesmo ano da

Lei 13/78 (Lei reguladora das Actividades Petrolíferas).

Estes passos sábios e oportunos visaram colocar sob controlo

estatal a exploração e a gestão deste recurso natural,

no âmbito da estratégia de desenvolvimento planificado da

economia nacional.

No ano em que foi criada a Sonangol, a actividade de

pesquisa tinha paralisado completamente devido ao abandono

da maior parte das companhias estrangeiras. Havia

produção petrolífera apenas na bacia do Kwanza, em Cabinda,

e no Baixo Congo, nas profundezas das suas águas.

Em 1976, a produção total de petróleo provinha de zonas

perfeitamente identificadas, como o offshore (em águas) de

Cabinda, o onshore (em terra) do Kwanza e o onshore do

Congo (Zaire), e rondava os 100 mil barris/dia. A maior

produção do tempo colonial foi de 172 000 barris/dia e

registou-se em 1974.

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

SobErania ProvEiToSa

A soberania do Estado angolano sobre a pesquisa e a produção

de petróleo tem sido exercida com um controlo efectivo

sobre o sector, tendo sempre em conta as soluções que

melhor servem os interesses do país.

Devido à necessidade de empregar tecnologia altamente

avançada, o Governo angolano, através da Sonangol, tem

recorrido ao estabelecimento de parcerias com empresas

conceituadas no ramo, tais como a Chevron, aTotal, a Eni

e a Texaco, que detêm algumas concessões.

A adjudicação do bloco 16, em 1991, deu início à exploração

em águas profundas. Em Angola têm sido utilizadas

novas tecnologias na exploração de petróleo em águas

profundas e ultra-profundas, o que torna o país pioneiro a

nível mundial.

Angola dotou-se de uma maior capacidade de gestão com

vista a melhor controlar e garantir a eficácia dos resultados

da actividade petrolífera, ao mesmo tempo que promoveu

a contínua formação de pessoal devidamente qualificado.

Trinta e dois anos depois, a Sonangol está transformada

numa empresa forte que actua em todos os diferentes segmentos

que dizem respeito à actividade petrolífera, ombreando

com as mais conceituadas empresas do ramo e

gerando cada vez mais riqueza para o país.

Parte considerável das receitas provenientes da exploração

do petróleo têm sido canalizadas de forma estratégica pelo

Governo angolano para a recuperação económica e para

o desenvolvimento social do país, nomeadamente para suportar

os custos derivados do reerguer das infra-estruturas

com carácter social e melhorar as condições de vida das

populações.

Hoje, os operadores económicos já têm uma maior participação

na comercialização de combustíveis, beneficiando

da liberalização do mercado interno e do clima de paz que

o país vive.

A aposta do Governo angolano continua a ser a de fazer

com que a soberania de Angola sobre os seus recursos naturais,

especialmente sobre o petróleo, continue a gerar recursos

que sirvam para apoiar o desenvolvimento do país e

o bem-estar do povo angolano.

A produção de petróleo em Angola aumenta a cada dia e

isso permite a arrecadação de maiores recursos para o desenvolvimento

do país e para a sua afirmação no concerto

das nações. ===

23


24

Angola prepara

presidência da oPeP em 2009

ANGOLA TErÁ UM NOVO DESAFIO EM

2009. A partir de Janeiro de 2009, Angola vai

presidir à Organização de Países Exportadores de

Petróleo (OPEP). A decisão foi tomada na 149ª

Conferência Ministerial Ordinária, que se realizou

a 9 e 10 de Setembro de 2008, em Viena de

Áustria. O ministro angolano dos Petróleos, José

Maria de Vasconcelos, será o presidente do cartel

e terá como vice-presidente Galo Chiriboga, ministro

de Minas e Petróleo do Equador. Actualmente,

a Argélia preside à OPEP. A passagem de

testemunho, acontecerá durante a 150ª reunião

extraordinária a ter lugar em Oran (Argélia),

no dia 17 de Dezembro de 2008. Desde o início

deste ano que Angola está sujeita a uma quota

Domingos Golombole

(Jornalista)

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


de produção diária de 1,9 milhões de barris, imposta

pela organização. Apesar disso, neste momento,

Angola já é o maior produtor do petróleo

em África, depois de ter ultrapassado a Nigéria,

no segundo trimestre deste ano. O país fornece

cerca de cinco por cento do petróleo consumido

nos EUA. Durante o primeiro trimestre de 2008,

Angola foi ainda o principal fornecedor de petróleo

da China, ultrapassando a Arábia Saudita

graças a um aumento de 55 por cento nas suas

exportações de crude para este país asiático. Na

149ª reunião ministerial ordinária, a OPEP decidiu

reduzir a sua produção real de petróleo em

520 mil barris nos próximos 40 dias, por meio de

um “estrito cumprimento” da sua quota oficial.

Fundada em Setembro de 1960, em Bagdad (Iraque),

por cinco países produtores de petróleo, a

OPEP tem actualmente 13 membros, designadamente

Arábia Saudita, Argélia, Angola, Emirados

Árabes Unidos, Indonésia, Líbia, Nigéria, Qatar,

Irão, Iraque, Kuwait, Equador e Venezuela.

Os países membros da OPEP produzem cerca de

40 por cento do petróleo bruto mundial e 15 por

cento do gás natural.

PrESEnça dE PESo no EvEnTo

Na 149ª Conferência Ministerial Ordinária, Angola

esteve representada por uma forte delegação

encabeçada pelo novo ministro dos Petróleos,

José Maria de Vasconcelos, da qual fizeram parte

o Presidente do Conselho de Administração da

SONANGOL E.P, Manuel Vicente, o Embaixador

de Angola na Áustria, Fidelino Figueiredo,

responsáveis do MINPET e outras figuras que

representam o país na OPEP. Designadamente,

o Governador de Angola na OPEP, Félix Manuel

Ferreira, e Luís Neves, representante angolano

na Comissão Económica deste importante organismo.

Angola foi admitida na organização, no

dia 14 de Dezembro de 2006, numa reunião extraordinária

efectuada em Abuja (Nigéria), mas

somente em Janeiro de 2007 a decisão entrou for-

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

malmente em vigor. Com a adesão à organização,

Angola ganhou mais visibilidade junto dos gigantes

do sector a nível mundial. Na cimeira de Chefe

de Estados da OPEP, realizada em Novembro

de 2007, na capital saudita, riade, José Eduardo

dos Santos reafirmou a posição firme e activa do

país na persecução dos objectivos da organização.

Espera-se que a presidência de Angola em 2009

corresponda às elevadas expectativas já criadas.

A presidência rotativa da Organização dos Países

Exportadores de Petróleo colocará o país no

centro das atenções mundiais, numa altura em

que se desenham novos cenários financeiros a nível

internacional. A OPEP desempenha um papel

crucial no desenvolvimento económico de todos

os países. Por isso, a ascensão da Angola ao mais

alto cargo no seio da organização é um prestígio

para os angolanos. ===

José Maria de Vasconcelos,

Ministro Angolano dos Petróleos, à

chegada à última reunião da OPEP,

realizada no dia 24 de Outubro, em

Viena.

25


João rosa Santos

Director de Comunicação

da Sonangol

26

Responsabilidade Social

O tempo, no seu evoluir, dá razão a quem defende que o sucesso dos programas

de responsabilidade social das empresas está intrinsecamente ligado à implementação

de boas estratégias de comunicação. Mais do que enveredar pela prática

de comportamentos socialmente responsáveis, as empresas não somente

podem como devem comunicar estas condutas, sob pena do silêncio poder induzir

a desconfiança e crucificar todas as boas realizações.

A PArTILHA DE INFOrMAÇÃO com a sociedade

é fundamental para a melhor percepção, compreensão

e conhecimento dos modelos, políticas e acções

de responsabilidade social das empresas.

O orgulho de qualquer empresa engajada neste

processo passa, necessariamente, pela afirmação da

transparência nas suas acções, pela credibilização

dos seus objectivos, pelo voluntarismo das suas realizações

e pela simpatia dos seus projectos.

A comunicação da responsabilidade social empresarial

é, por conseguinte, um imperativo sempre actual,

sobretudo porque todos sabem tratar-se de algo novo,

de uma prática que apesar de velha somente agora

ganha maior visibilidade e aderência nacional.

Impõe-se hoje, mais do que ontem, criar condições

para familiarizar mais e melhor os cidadãos com o

conceito da responsabilidade social e avançar sem

hesitações para patamares de memória social credíveis

e sustentados no tempo e no contexto.

Comunicar eficazmente, no caso, significa saber divulgar

a informação de forma suficientemente am-

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


pla, clara e didáctica, para que todos, fácil e decididamente,

possam compreender e interiorizar a razão de

ser de cada projecto viabilizado.

Para tal, uma atenção especial deve ser dada à publicação

anual de relatórios de desempenho social das

empresas, à realização periódica de encontros interactivos

sobre responsabilidade social, à promoção e

difusão das boas práticas e dos bons modelos de gestão

social, acções que, positivamente, aclaram melhor

a dinâmica e a reputação das empresas.

No entanto, este esforço, não é, nem deve ser, isolado.

Também os órgãos de comunicação social têm a responsabilidade

de exaltar a sua veia social, a missão de

destacar e realçar a importância, as acções e as realizações

de impacto neste domínio, com o objectivo de

fazer crescer a legião de empreendedores sociais.

Este tipo de iniciativas apresentam-se tanto necessárias

quanto urgentes, já que os tempos de reconstrução

nacional que vivemos hoje em dia obrigam-

-nos a todos a um esforço suplementar na afirmação

da nossa identidade e na cultura e consolidação de

novos valores socialmente úteis.

Com maior ou menor impulso, mais do que apenas

criticar, os órgãos de comunicação devem fazer constar

nas suas agendas estratégicas anuais programas de

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRODE 2008

incentivos, de formação e de promoção de boas práticas,

de moral e civismo, de valorização ética, na esteira

da criação do homem novo na nossa terra.===

27


28

angobetumes

engajada na Reconstrução de Angola

A ANGOBETUMES, Sociedade Angolana de Betumes

Lda. é uma empresa especializada no fornecimento

de betumes (asfaltos) e produtos derivados (betumes

modificados, emulsões, cut back, entre outros)

conformes com as normas e standards internacionais

para a construção de estradas e de aeroportos.

Nasceu de uma parceria entre a Sonangol E.P. e a

Trafigua, um grupo internacional de companhias

que negoceia petróleo bruto, produtos refinados,

materiais não ferrosos e, ainda, de gestão e desenvolvimento

de stocks de crude e minérios.

Esta parceria foi criada com o propósito de ofere-

raimundo Vilares

cer um serviço de qualidade aos clientes de asfalto, e

tendo em vista assegurar o cumprimento das metas

traçadas pelo Programa do Governo no que respeita

à reconstrução do sistema rodoviário.

Segundo Fernando Martins, Director Geral da Angobetumes,

a empresa está orientada para o fornecimento

de um serviço com qualidade exclusiva, eficaz

e fiável, conseguindo garantir não só o aprovisionamento

como a flexibilidade na prestação do mesmo.

O seu principal objectivo é o de satisfazer as necessidades

crescentes de asfalto em Angola, necessidades

estas directamente ligadas aos programa de recons-

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


trução nacional de médio (8.000 kms de estradas) e

de longo prazos (70.000 kms de estradas).

Os objectivos quantitativos mensais para fornecimento

de asfalto ao mercado nacional angolano são

de 10.000 toneladas em tambores e de 12.000 toneladas

a granel.

Na qualidade de importador para Angola, a Angobetumes

dispõe de capacidade para armazenar,

transferir, comercializar e distribuir o betume e seus

derivados, podendo igualmente transformar localmente

de acordo com as necessidades das empresas

de construção de estradas e aeroportos que trabalham

no país.

Para tal, e como sublinha Fernando Martins, a empresa

dispõe de equipamentos especializados e dedicados

ao betume e investe massivamente na criação

de terminais que lhe permitam dar resposta à procura

nacional, com a qualidade e a proximidade neces-

REVISTA SONANGOL MAGAZINE •NOVEMbRO DE 2008

sárias. Assim, para responder atempada e eficientemente

às necessidades dos clientes, a Angobetumes

desenvolveu um sistema totalmente inovador para as

descargas a granel – sistema que permite que a descarga

seja feita directamente para contentores aquecidos,

com capacidade para 20 a 25 toneladas, ou

para camiões cisterna – que simplifica as operações

realizadas nos seus terminais.

Actualmente a empresa detém 380 contentores

aquecidos dedicados ao betume (com uma capacidade

total de 9.000 toneladas), oito fundidores para

tambores com contentores de armazenamento associados,

seis bombas especiais dedicadas à transferência

de betume, duas unidades de contagem especiais

(medidor de débito maciço), um hammarlift de 36

toneladas de capacidade, um reachstacker de 45 toneladas

e dois elevadores com braços telescópicos

Manitou. A estes activos acresce ainda uma frota

29


Fernando Martins

Director Geral da Angobetumes

30

de 60 semi-reboques e de 40 tractores associados e

dois entrepostos logísticos, um em Luanda e outro

no Lobito.

Fernando Martins, em declarações à revista Sonangol

Magazine, salienta que a qualidade e a disponibilidade

dos produtos são asseguradas pelo intermediário

em produtos petrolíferos graças à rede de navios

dedicados unicamente às importações para o mercado

angolano e à gestão, em regime de exclusividade,

das quantidades produzidas

pela refinaria de Luanda,

unidade que dispõe de

um laboratório certificado

que permite

realizar análises a

pedido do cliente.

Em virtude das dificuldades em manipular, armazenar

e transferir este produto, que exige manutenção

a temperaturas elevadas, a Angobetumes fixou objectivos

prioritários no domínio da qualidade, da

higiene, da segurança e do meio ambiente, e com

enfoque no princípio da melhoria contínua, que são

transversais a todos os sectores da sua actividade.

Em 2006, primeiro ano de actividade, a Angobetumes

entregou 880 toneladas de betume e seus derivados

aos seus clientes; em 2007, o volume subiu para

36.189 toneladas. Este exercício de 2008 ainda não

encerrou mas a empresa já vendeu mais de 59.333

toneladas a granel e em tambores.

Neste período, e enquanto decorria a construção

do terminal do Lobito, ora inaugurado pelo Vice-

Ministro dos Petróleos, Aníbal Silva, foram descarregados

no porto daquela cidade 12 navios, num

total de 80.216 toneladas, parte das quais através

de uma operação de transbordo directo para contentores

e camiões de asfalto que bateu o recorde de

descargas: 4.000 toneladas em 3 dias.

No total, os terminais de Luanda, Lobito e Cabinda

recepcionaram 15.855 toneladas de asfalto

em tambores.

O terminal do Lobito, o primeiro

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


em Angola dedicado à recepção de asfalto a granel,

tem dois tanques, com 6.000 e 4.000 toneladas, respectivamente,

e é reabastecido através de uma tubagem

com oito polegadas e cerca de 500 metros

de comprimento, distância que vai do cais até aos

tanques, e que permite acelerar a descarga dos navios

e, assim, rentabilizar as operações de reposição

do produto.

O terminal do Lobito representou um investimento

da ordem dos 27 milhões de dólares e é considerado

um dos mais modernos de África. Com base nas médias

de operação diária, com excepção dos domingos,

o terminal permite a descarga de um mínimo de

20.000 toneladas/mês.

No que respeita a outros investimentos, destaca-se o

projecto de construção de dois edifícios no Lobito,

um de escritórios e outro de habitação, em fase de

licenciamento; a construção do terminal de asfalto

em Luanda; duas novas instalações pré-fabricadas,

uma para Malanje e outra para o Huambo; e, ainda,

a procura de local adequado para fixar instalações

na cidade do Soyo.

A Angobetumes tem 35 trabalhadores no Lobito e 38

em Luanda. Dois supervisores do terminal de Luanda

estagiaram no exterior do país, tendo o restante

pessoal estagiado no local de trabalho e no Terminal

Oceânico da Sonangol no Lobito.

“Com os investimentos e acções de formação que

estamos a desenvolver, estamos a contribuir para

aumentar e melhorar o emprego em Angola”, sustentou

Fernando Martins à Sonangol Magazine.

A Angobetumes está atenta à evolução do mercado

e, tendo em vista responder de forma célere às solicitações

oriundas de todas as frentes que crescem

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

no país, mantém um constante e sistemático diálogo

com os empreiteiros, com o Instituto Nacional de Estradas

de Angola, com o Gabinete de reconstrução

Nacional e com a Sonangol. ===

31


32

A face oculta

da gestão

da capacitação

dos quadros

Mateus João Pedro, PhD

ESTE ArTIGO TEM A INTENÇÃO de apresentar

uma análise e uma reflexão à volta do desperdício

dos investimentos que as empresas realmente

fazem.

É sobejamente conhecido que, nas empresas, as

relações interpessoais provocam situações de indagação,

de clarificação de problemas e de exposição

de pontos de vista diferentes ou mesmo de soluções

criativas, proporcionadas pelos diálogos próprios do

ambiente de trabalho.

É nesta perspectiva, pois, que solicitamos aos leitores

que revejam profundamente as suas próprias experiências

e digam: por que é que há trabalhadores

que passam a maior parte do seu tempo a ler jornais

ou a navegar na Internet? As razões apresentadas,

muitas vezes, revelam uma certa superficialidade na

abordagem da questão, não querendo revelar as deficiências

estratégicas existentes.

As situações supra referidas merecem reflexão.

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


Tendo em conta dois factores, nomeadamente o

desperdício de talentos humanos e o desperdício

financeiro, estas situações constituem um atentado

grave ao desenvolvimento de uma sociedade. Com

os investimentos que são feitos no capital humano, e

com os custos invisíveis que deles decorrem, torna-se

inaceitável que os mesmos não tenham retorno para

as empresas.

Perante casos como estes, é vulgar ouvir pessoas a

dizerem: “…a vida é mesmo assim …”. Na verdade,

há pessoas que se conformam com a ociosidade.

Ora, um técnico digno desse nome tudo faz para ser

útil à sociedade, pois a pertinência das suas ideias

representa uma mais-valia inexorável para a nação.

Estamos numa época em que a concorrência e a

competitividade requerem que os conhecimentos

adquiridos sejam aplicados e constantemente actualizados.

Todo o conhecimento obsoleto e/ou mal

direccionado constitui um perigo para o processo do

desenvolvimento humano, das empresas e da sociedade.

Os desafios e as incertezas de hoje demonstram claramente

que estamos perante uma realidade diferente

da de antigamente e isso exige que tenhamos

novas respostas. A inflexibilidade mental e a falta de

adaptação podem ser os nossos maiores detractores.

As perguntas que se seguem não pretendem analisar

o tema de modo exaustivo, mas visam apontar para

certas atitudes que podem pôr em perigo o bom funcionamento

de uma empresa. Como bem sabem os

psicanalistas, muitos dos pacientes quase que se opõe

a que eles tenham acesso ao seu inconsciente.

No contexto organizacional, quando isso ocorre

pode prognosticar que determinadas pessoas não

conseguem lidar com certas situações e, por conseguinte,

não conseguem ser auto-críticas.

Talvez as perguntas que se seguem contribuam para

esclarecer dúvidas enraizadas nas mentes menos

atentas e para melhorar o respectivo discernimento

interior:

• O que quer dizer responsabilizar os colaboradores?

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

• Que importância atribuímos aos nossos colaboradores?

São apenas meros executores das deliberações

(espectadores), sem opinião própria?

• Existem, ou não, espaços para reflexões, para debates

de carácter técnico-científico e momentos para a

partilha de problemas corporativos?

• É verdade que a gestão de porta aberta é uma oportunidade

para aproximar as pessoas?

A ausência de qualquer um destes (ou doutros) indicadores

de gestão representa um handicap sério

para o desenvolvimento integral e para a realização

dos trabalhadores.

Do mesmo modo que não se espera que um médico

cirurgião que não dá consulta nem se actualiza

durante anos tenha sucesso nas intervenções

cirúrgicas que realizar, também não se esperam

‘milagres’ de um técnico que está inactivo durante

longos períodos.

Nota-se que em algumas empresas e instituições

públicas alguns empregados são pagos para estarem

oito (8) horas no local de trabalho a ler jornais

ou a conversar, alegando que não têm actividades

para desenvolver.

Todos nós devemos ser os arquétipos da nossa

realização e do nosso desenvolvimento enquanto

profissionais e enquanto seres humanos. Por outro

lado, torna-se muito gratificante quando conseguimos

que o nosso sonho seja um aliado dos objectivos

da empresa em que trabalhamos. É como

se fôssemos reais accionistas da empresa.

Portanto, as encruzilhadas da vida mostram-nos

sinais claros de que definitivamente somos interdependentes.

A arte, o zelo e a perseverança de

um excelente pedreiro deixam rastos, pelos quais

se reconhecerá a grandeza dos seus edifícios.

Aqui está o paradigma desta reflexão, que quis demonstrar

a relação existente entre dar maior valorização

ao indivíduo e sua capacidade em gerar

inovação, produtividade e inteligência, versus sufocar

talentos como sendo o exemplo vivo do lado

oculto da gestão da capacitação. ===

33


Sílvio Almada

representante da MSTelcom

e Coordenador

do Angola-IXP

34

O que é um ponto

de intercâmbio internet ou IXP?

NUM MUNDO em constantes transformações, em

que a tecnologia é a chave para o desenvolvimento, o

acesso à Internet é um recurso muito importante. No

entanto, o alto custo da largura de banda internacional

para a Internet, assim como a saturação dos recursos

internacionais de cada ISP (Internet Service Provider), dificulta

a comunicação entre os ISP locais e a qualidade

da utilização dos serviços Internet a nível nacional e,

consequentemente, limita o crescimento desta indústria

em países como o nosso, em desenvolvimento.

Um dos mecanismos efectivos para minimizar este fosso

é fazer com que os conteúdos nacionais fiquem dentro

dos respectivos países, através da implementação de

um ponto neutro para a troca de tráfego IP nacional

entre os diferentes ISP, conhecido pelo nome de Internet

Exchange Point (IXP) ou Ponto de Intercâmbio de

Internet.

ANGOLA-IXP (IntErnEt ExchangE POInt)

Em Angola, por iniciativa dos Provedores de Internet

(ISP), foi criado no ano 2006 o projecto de Interconexão

doméstica Angola-IXP (http://www.angolaixp.ao),

que interliga as redes dos provedores de serviço

Internet com o objectivo de manter o tráfego local

a circular localmente.

A criação do Angola-IXP permite que todos os ISP

angolanos tenham a possibilidade de trocarem tráfego

entre si sem que o mesmo seja transmitido via redes

internacionais, fazendo assim uma utilização mais eficiente

dos recursos internacionais de cada ISP.

Existem em Angola doze (12) ISP licenciados pelo IN-

ACOM, dos quais nove (9) estão subscritos e usufruem

dos benefícios do Angola-IXP, nomeadamente: ACS,

Angola Telecom, Movicel, MSTelcom, Multitel, MV

comsat, SNet, TVCabo e Unitel.

Os restantes ISP, nomeadamente CMC, MAXNET e

Mundo Startel, estão em processo de criação das condições

técnicas necessárias à respectiva ligação.

ArQUITECTUrA DO ANGOLA-IXP

Não havendo uma topologia ‘ideal’ para um IXP, o

Angola-IXP adoptou uma plataforma de nível 2 (Físico

e de Ligação) com um router reflector.

O gráfico da página seguinte descreve a solução técnica

adoptada pelo Angola-IXP.

IMPOrTÂNCIA DO ANGOLA-IXP

PArA O CrESCIMENTO DA INTErNET

A necessidade de um ponto de interligação angolano

é uma realidade indiscutível. Durante anos as mensagens

entre os provedores angolanos passavam por

várias redes internacionais para poderem chegar ao

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


seu destino. Com a implementação do projecto houve

uma significativa diminuição do tempo de transmissão

em milisegundos entre os Provedores locais, em

média 5 ms a 20 ms, comparado com uma ligação à

Internet via satélite, que é de 500 ms a 1000 ms. A

conectividade internacional dos provedores ligados ao

Angola-IXP é usada actualmente apenas para o tráfego

internacional.

O Angola-IXP encurtou as distâncias entre os provedores.

Hoje, o tráfego nacional, o intercâmbio de

mensagens e serviços de conteúdos, como os jornais

e serviços de notícias on-line, já são feitos localmente,

com a garantia de maior segurança, economia de custos

e optimização da largura de banda.

Actualmente, o Angola-IXP conta com um volume de

8Mb de tráfego diário. A tendência é para aumentar,

à medida que um maior número de produtores de

conteúdos nacionais vão hospedando as suas páginas

localmente e que mais Provedores de Internet locais se

conectem ao IXP, o que resultará na criação de mais

valor para os utilizadores finais de cada Provedor Internet

e do país em geral.

Os custos para pertencer ao Angola-IXP não são altos.

Pelo contrário, a relação custo/benefício é positiva

para todos os membros. Os custos incluem o Circuito

Ponto-a-Ponto, que o ligará ao IXP, mais o valor da

subscrição ao IXP. Os fundos da subscrição são utilizados

na gestão e manutenção técnica da infra-estrutura

dedicada no Angola-IXP.

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

Face à evolução positiva do projecto, os provedores

decidiram criar a Associação Angolana dos Provedores

do Serviço de Internet, abreviadamente conhecida

como AAPSI, que tem por fim agregar as empresas

que desempenham actividade no âmbito dos serviços

de provedoria de Internet.

Em África estão activos cerca de 17 Internet Exchange

Point, entre os quais:

• Angola Internet Exchange (ANG-IXP)

• Botswana Internet Exchange (BINX)

• Egypt Cairo Internet Exchange (CR-IX) e Middle

East Internet Exchange (MEIX)

• Ghana Internet Exchange (GIX)

• Kenya Internet Exchange (KIXP)

• Mozambique Internet Exchange (MOZ-IX), Maputo

• Nigeria Internet Exchange Point of Nigeria (IXPN)

e Ibadan Internet Exchange (IBIX).

• South Africa: Cape Town Internet Exchange (CINX)

e Johannesburg Internet Exchange (JINX), Johannesburg.

• Tanzania Internet Exchange (TIX)

• Uganda Internet Exchange Point (UiXP), Kampala

• Zimbabwe Internet Exchange (ZINX)

COMO TOrNAr-SE MEMBrO

DO ANGOLA-IXP

Os ISP e as empresas provedoras de conteúdos via Internet

que pretendam conectar-se ao IXP, e que reúnam

as pré-condições são encorajadas a ler as regras

e políticas descritas na Norma de Funcionamento Angola-IXP

e posteriormente a contactar o Angola-IXP.

Esta Norma descreve os objectivos do Angola-IXP,

os requisitos de adesão ao IXP e para se tornar um

membro do Angola-IXP, os serviços que o Angola-

-IXP fornece aos seus membros e os compromissos

dos membros com o Angola-IXP. Estas normas são

parte integrante do Acordo de Ligação que terá de ser

assinado pelos novos Membros na altura da adesão.

Os documentos poderão ser obtidos no website http://

www.angola-ixp.ao===

35


36

Presidente da República

inaugurou a Clínica Girassol

O PRESIDENTE DA REPúbLICA DE ANGOLA, José Eduardo dos Santos, inaugurou

no dia 4 de Setembro de 2008 a Clínica Girassol, uma das mais modernas unidades

hospitalares ao serviço da nação angolana. Na companhia da sua esposa,

Ana Paula dos Santos, de responsáveis dos órgãos de soberania, do Governo e da

Sonangol, José Eduardo dos Santos, visitou as suas principais áreas funcionais,

bem como assistiu a um breve documentário sobre a construção desta nobel

unidade hospitalar.

João rosa Santos

IDEALIZADO PELA SONANGOL, o projecto da

Clínica Girassol nasceu com a missão de promover

serviços de saúde com excelência e humanização,

bem como níveis de qualidade equivalentes aos padrões

internacionais, através de inovação tecnológica,

formação contínua e investigação, tendo como

objectivo último a satisfação do paciente.

A Clínica Girassol, ocupando uma área de 43.710 m 2 ,

é sem dúvida, o marco de uma viragem para um novo

modelo de prestação de cuidados de Saúde em Angola.

E pretende tornar-se um exemplo de excelência

no nosso país e em África, motivo pelo qual estão já

em curso acções que conduzirão à sua certificação

internacional. A construção deste moderno centro de

medicina e emblema de modernidade e progresso do

país foi erguido com o esforço de mais de 2000 trabalhadores.

Dotada de recursos humanos e materiais para atender

todas as especialidades, concentradas num só local, a

Clínica Girassol tem como objectivo prestar serviços

de alto nível e em conformidade com os padrões de

segurança e qualidade, contando ainda para o efeito

com um sistema de informação de vanguarda.

Destacam-se como serviços únicos e inovadores a litotripsia,

a medicina nuclear, um serviço de oncologia

com radioterapia, um centro obstétrico, com três

salas de partos e sala de operações individualizada.

Um centro cirúrgico com seis salas de operação para

médias e grandes cirurgias, como cirurgias cardiotorácicas

e uma sala específica para cirurgias ortopédicas.

A Clínica Girassol apresenta também como inovação

no mercado angolano um Atendimento Médico Permanente,

durante as 24 horas, e que se diferencia

por ter um corpo clínico composto por médicos especialistas

em Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia,

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, apoiados por

uma equipa de enfermagem e de técnicos especializados,

que nas situações em que o julguem necessário

poderão recorrer, por chamada, a todas as especialidades

existentes na Clínica, com ênfase para a

Cardiologia. O Atendimento Médico Permanente

conta ainda com o apoio da Unidade de Cuidados

Intensivos, da Unidade Coronariana, do Laboratório

de Análises Clínicas e do Centro de Imagiologia com

ressonância Magnética.

A estrutura arquitectónica desta unidade hospitalar

foi concebida em conformidade com os mais elevados

padrões de segurança, privilegiando a funcionalidade,

o conforto, a privacidade dos doentes e das suas

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

famílias, bem como os requisitos necessários para a

certificação internacional.

Possui espaços amplos e luminosos, está dotada de

283 camas distribuídas por suites VIP, suites individuais

e quartos com duas camas.

No capítulo das acções de responsabilidade social,

consta da carteira da Clínica Girassol a abertura de

um Colégio de Pós-Graduação, até ao final do corrente

ano, vocacionado para a formação nas áreas de

especialidade médicas, gestão hospitalar e disciplinas

afins, colaborando assim com as estruturas de saúde

e de formação locais, no desenvolvimento da força de

trabalho que contribuirá para assegurar a saúde e o

bem-estar de todos os angolanos.===

37


40

Sonangol já tem

universidade

corporativa

rosa Maria Fonseca

(Jornalista)

A SONANGOL, no contexto geral do continente africano,

é uma das companhias maiores e mais importantes

da actualidade. O aumento das reservas conhecidas,

o aumento progressivo das novas descobertas e da produção

petrolífera fazem dela um player estratégico, cuja

missão passa também pela promoção do ensino e da formação

junto dos seus quadros médios e superiores.

Foi no âmbito deste objectivo, e no quadro do planeamento

estratégico de recurso Humanos para o período

2006-2016, que o Conselho de Administração da

Sonangol, através do despacho 41 de 2006, deliberou

no sentido da criação da Universidade Corporativa do

Grupo.

De acordo com Anabela Fonseca, Administradora da

Sonangol E.P., a Universidade Corporativa assume-se

como uma entidade organizacional e uma ferramenta

estratégica, destinada a atingir a missão de desenvolver

a aprendizagem, os conhecimentos e as competências

de todos os seus quadros e do universo com que se relaciona.

Anabela Fonseca, caracterizou a instituição como o

‘guarda-chuva’ estratégico para a formação dos trabalhadores,

dos clientes, dos fornecedores e da comunidade,

com o objectivo de cumprir as metas empresariais do

Grupo Sonangol.

Ao contrário das universidades tradicionais e das áreas

de formação também tradicionais, a Universidade Corporativa

da Sonangol vai propiciar o desenvolvimento

da cultura empresarial, o fortalecimento das crenças e

valores da empresa e do ambiente de negócios, e vai

também desenvolver capacidades capazes de gerarem

mais-valias para todo o Grupo ao nível da sua missão,

da sua visão e dos seus objectivos estratégicos, designadamente

ao nível da consolidação do seu core business.

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


EnSino E formação voltados para dentro

ADALbERTO SENA, Gerente único da ESSA, subsidiária da Sonangol responsável pela área da formação

profissional e, por conseguinte, responsável pelo funcionamento da Universidade Corporativa,

explica já a seguir em entrevista as vantagens deste novo instrumento do Grupo Sonangol.

Porque é que a Sonangol criou a Universidade

Corporativa?

O Conselho de Administração da Sonangol, na pessoa

do seu líder, Manuel Vicente, teve a clarividência necessária

para lançar e liderar este importante projecto, visto

que o conhecimento é o factor chave para a geração

de competitividade e para a conversão do Grupo numa

learning organization.

A incidência na formação especializada para as nossas

funções chave, a manutenção e o fortalecimento dos valores,

o alinhamento estratégico da companhia, o estabelecimento

e a valorização das ‘bibliotecas humanas’, a

criação de uma entidade corporativa, são, entre outros os

propósitos essenciais da criação desta universidade.

As empresas do futuro precisam de estar preparadas para

a gestão estratégica das suas competências, de associar

as pirâmides etárias às competências, de criar suportes

estruturais para a gestão de recursos humanos a médio

e longo prazos. E a Sonangol, assim como todas as suas

subsidiárias, não são excepção nesta matéria, motivo

pelo qual precisamos de ferramentas que nos fortaleçam

enquanto profissionais altamente competentes e motivados

para defender o bem da empresa, o nosso e o do

próprio país.

Quais são as vantagens que apresenta em relação

às universidades tradicionais?

São muitas. Não precisa de credenciamento, usa uma

metodologia que privilegia a aprendizagem prática (exercícios

e estudos de casos), os currículo são construídos à

medida das necessidades dos formandos, são criadas e rentabilizadas

redes internas de aprendizagem e de gestão do

conhecimento, os docentes são profissionais experientes

que transmitem a experiência prática (enquanto a tradicional

é dominada pela teoria e pela exposição). Possibilita

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

uma melhor gestão dos quadros das diversas áreas de negócio,

liga a gestão de talentos à estratégia da Sonangol,

colocando a ênfase no futuro da organização.

Podemos considerar que as vantagens das universidades

corporativas em relação às universidades tradicionais,

advêm, pois, da constatação de que a universidade convencional

não prepara adequadamente os quadros para o

trabalho prático que é preciso desenvolver nas empresas.

Esta nossa universidade é ainda um projecto ou

já é uma realidade?

O Conselho de Administração aprovou, em 17 de Julho

de 2008, o Modelo Conceptual da Universidade Corporativa,

concebido por técnicos do Grupo Sonangol que

faziam parte da equipa do Projecto.

No âmbito da reestruturação em curso no Grupo Sonangol,

foi criado já na ESSA a área de negócio da universidade

corporativa com a responsabilidade de a

implementar na prática.

Em que moldes vai funcionar esta

universidade?

O seu funcionamento deverá basear-se nos

moldes de instituições congéneres mundiais,

designadamente das ligadas ao sector petrolífero

e energético. Em traços gerais, podemos

considerar que via funcionar virada

essencialmente para a materialização

dos planos de desenvolvimento

de competências

da Sonangol, pelo que terá

como base o funcionamento

em rede com os núcleos

das subsidiárias que estão a

ser estruturados.

Adalberto Sena

Gerente ESSA


42

Primará também pelo princípio básico de monitores do

tipo ‘profissionais professores’ e não do tipo ‘professores

profissionais’. Podemos dizer, por isso, que será uma instituição

de ensino essencialmente virada para dentro do

Grupo, das suas necessidades e dos seus objectivos estratégicos

neste domínio.

O corpo docente será recrutado localmente

ou no exterior?

A Universidade Corporativa, à semelhança de outras

pelo mundo, privilegiará, certamente, os monitores

internos nos segmentos em que possua competências

para o efeito, com base no tipo acima referenciado –

o de ‘profissional professor’.

Contudo, para os casos específicos estabeleceremos

protocolos com instituições de ensino universitário e

especializado. Seguramente que para o topo da arquitectura

educacional concebida (pós-graduações,

especializações e MBAs), optaremos pelo recurso à

parceria com entidades externas ao universo Sonangol.

Mas para o desenvolvimento das competências

básicas das nossas áreas de negócio, nas quais são

essenciais formações ao nível da integração e da cidadania

corporativa, contaremos com os quadros do

Grupo que já têm experiência suficiente para transmitir

conhecimentos importantes.

Deste modo, todos os quadros da empresa são potenciais

monitores e procuraremos dar relevo e utilização

aos conhecimentos dos nossos quadros em fase

de pré reforma, procurando tê-los ao nosso lado até

aos 70 ou mais anos de idade.

Como se processa o acesso à Universidade

Corporativa?

Enquanto instituição de formação corporativa, é

claro que em primeira instância, está orientada para

o desenvolvimento de competências dos trabalhadores

do Grupo Sonangol, podendo, numa fase posterior,

direccionar a sua atenção para os seus clientes,

fornecedores, revendedores de produtos e serviços e

para a comunidade em geral, à semelhança de outras

Universidades Corporativas que primam por

transmitir às demais entidades com que se relacionam

os valores, a cultura e o conhecimento da sua

corporação.

Quem suporta em termos financeiros esta

instituição?

A Sonangol, muito embora importe dizer que o suporte

necessário para a criação de uma Universidade

Corporativa não é apenas financeiro. Estamos a

trabalhar com parcerias estrangeiras neste domínio,

inclusive com instituições ligadas ao sector que possuem

já universidades corporativas, como é o caso da

Petrobrás (Brasil) e da ENI (Itália), para a concepção

e o desenvolvimento de todo o suporte metodológico.

Onde vai funcionar e quando é que assistiremos

ao seu arranque?

Teremos vários métodos que definirão o funcionamento

da Universidade, designadamente o presencial

e o à distância. O arranque deverá acontecer

ainda este ano, numa primeira fase, pois estão em

curso alguns trabalhos com as áreas de recursos humanos

para a definição, uniformização e alinhamento

de todas as formações necessárias em 2009.

A componente de infra-estruturas deverá arrancar

numa segunda fase, sendo que por agora temos que

trabalhar nas instalações da ESSA.

Quais são os cursos que vão ser ministrados?

No modelo que criámos temos três tipos de competências

em desenvolvimento para os diferentes

segmentos de formandos que queremos abranger:

as básicas, as essenciais para cada uma das áreas de

negócio do Grupo e as especializações. Importa também

referir que todos os programas deverão incorporar

quatro áreas de formação fundamental – Cidadania,

Contexto, Competência e Crescimento.

Contudo, e embora muito trabalho já tenha sido

feito, a Direcção da Universidade e os respectivos

Núcleos têm ainda um longo trabalho pela frente na

definição dos cursos e das prioridades estratégicas

dos negócios da Sonangol. ===

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


Angola mostra na ExpoSaragoça 2008

a imagem de um país que renasce

OS SECTORES PETROLíFERO e diamantífero estiveram patentes

na Exposição Internacional de Saragoça.

António Bequengue

(Jornalista)

DUrANTE A SUA PArTICIPAÇÃO na Exposição

Internacional de Saragoça, que se realizou de

14 de Junho a 14 de Setembro, em Espanha, Angola

teve a oportunidade de mostrar ao mundo que está

a renascer rumo ao desenvolvimento e determinada

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

em apostar na reconstrução das suas infra-estruturas.

Na Exposição Internacional de Saragoça 2008,

dedicada ao tema ‘Água e Desenvolvimento Sustentável’,

Angola ocupou um espaço de 468 metros quadrados,

dividido em sete momentos: floresta, savana,

43


chanas e anharas, oásis, quedas de água/barragens,

deserto, a foz e o mar. Tendo contado ainda com

um stand dedicado ao petróleo e aos diamantes, bem

como com um bazar de produtos culturais angolanos.

Esta exposição, intitulada ‘Momentos’, conduziu

os visitantes numa viagem pelo país, percorrendo

uma bacia hidrográfica fictícia. Ao longo deste percurso

foi possível explorar os locais, as gentes, o uso

dos recursos hídricos, os mitos, bem como o desenvolvimento

sustentável das populações locais, dando

a conhecer a imensidão do país, assim

como o seu potencial. De acordo

com Albina Assis, Comissária

de Angola na Expo 2008, a

participação do país neste

evento teve como objectivo

mostrar a “nova Angola”.

“A ideia foi aproveitar a presença

de mais de 100 países de

todo o mundo para fazer passar

a mensagem de que estamos a

erguer um país moderno e

eficiente.

Angola renasce

rumo ao

desenvol-

vimento sustentável. Quando se conseguem mostrar

manifestações artísticas, como aquelas que trouxemos

aqui, provamos que o país está em paz, que há

tranquilidade e estabilidade para a classe artística, e

também para os homens de negócios trabalharem”,

sublinhou.

Dedicada ao tema ‘A água, recurso único’, a participação

de Angola na Expo 2008 impressionou

os milhares de visitantes que, durante os 93 dias de

exposição, passaram pelo pavilhão angolano. Um

dos principais pontos de atracção foi a fachada das

instalações, em madeira esculpida, uma obra da autoria

do escultor Domingos Mabuaka, ‘Maiembe’.

A Expo Saragoça 2008 acolheu durante a sua realização

dez semanas temáticas. Cerca de dois mil especialistas,

provenientes de 53 países, participaram

nas actividades científicas relacionadas com a temática

‘Água e desenvolvimento sustentável’. Com a

colaboração dos 12 mil voluntários operativos que

trabalharam para a organização, aos quais se juntaram

50 mil simpatizantes, os pavilhões abriam as

suas portas ao público a 14 de Junho, na expectativa

de atrair até ao encerramento, a 14 de Setembro,

entre seis a sete milhões de visitantes. O recinto da

Expo de Saragoça ocupou uma área total de 145

hectares.

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DIA DE ANGOLA FESTEJADO COM POMPA

E CIrCUNSTÂNCIA

O dia 7 de Agosto, Dia de Angola na Exposição Internacional

de Saragoça, foi vivido com pompa e circunstância.

Para assinalar a efeméride, uma série de actividades

foram realizadas no interior e no exterior do

recinto da Expo. Para o efeito, uma Delegação angolana

chefiada pelo então Primeiro-Ministro, Fernando

da Piedade Dias dos Santos, deslocou-se a Espanha. As

comemorações do Dia de Angola na Expo começaram

com o içar da bandeira nacional, seguido pela entoação

do hino. No Palácio dos Congressos, Fernando da Piedade

Dias dos Santos, ladeado pela ministra espanhola

da Igualdade, Bibiana Aido, e pelo Comissário Geral

da Expo, Emilio Fernández-Castaño, no seu discurso

oficial falou dos vários investimentos que o Governo de

Angola já fez e vai continuar a fazer no sector das águas

em todo o país. O Governo pretende também dar um

grande passo na luta contra a pobreza, por forma a dar

cumprimento às orientações das Nações Unidas, que

estipulam a redução dos actuais níveis de pobreza para

metade, até 2015. A Delegação Ministerial angolana

visitou o pavilhão de Angola e o de Espanha, país anfitrião.

O elevado nível da organização, a imaginação

e a forma como a realidade ligada à água em Angola

estiveram representadas no stand angolano na Expo

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

2008 impressionaram o Primeiro-Ministro. “É para

nós, membros do Governo angolano, motivo de orgulho

encontrarmos um pavilhão tão bem imaginado e

que tão bem retracta a beleza extraordinária do nosso

país”, disse Fernando da Piedade à imprensa, depois de

visitar a exposição.

O Primeiro-Ministro de Angola considerou a mostra

um cartão de visita, que levou a nova realidade de Angola

ao mundo e que mostra os progressos já realizados

e os programas em execução, os quais têm como meta

“alcançar os objectivos do milénio” Um forte elenco

artístico, no qual participaram Dalú roger, Carlitos

Vieira Dias, Sanguito, Mário Gama, grupo Kituxi e

seus acompanhantes, Big Nelo (SSP), Patrice Ngangula,

Sanguito, Dog Murras, ballet Kilandukilo, Calabeto,

Armanda Cunha, Bessa Teixeira, Lina Alexandre,

Akishi da Lunda Norte, grupo de percussão feminina

‘Celamar’ e a banda Movimento, animaram a semana

cultural do Dia de Angola. Angola e Portugal foram os

únicos países de expressão portuguesa que ocuparam

um pavilhão próprio. O Brasil, Moçambique e Cabo

Verde ocuparam apenas pequenos espaços nos pavilhões

dos respectivos continentes. Na hora da partida,

a Delegação de Angola recebeu o calor e o carinho do

povo irmão e não faltaram os momentos emocionais de

saudação dos voluntários espanhóis. ===

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nos jogos olímpicos de Pequim 2008

Estreias auspiciosas vs renovação dolorosa

Pedro da ressurreição

(jornalista)

OS JOGOS OLíMPICOS DE PEQUIM vão ficar marcados

para sempre na história do desporto nacional e não

só. Ainda não foi desta que Angola ganhou uma medalha

– ainda está distante – mas a diversidade de modalidades

apresentadas, a experiência arrecadada e a vivência com

a exemplar organização da China constituem uma vitória

para os desportistas angolanos.

De igual modo, a história registará a prestigiada presença do

Chefe de Estado Angolano, José Eduardo dos Santos, na espectacular

cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos 2008

ao lado de mais de 80 homólogos de todo o mundo.

A praticamente ‘desconhecida’ canoagem e o voleibol de

praia juntaram-se às habituais modalidades representantes

do país neste evento, como são a natação, o atletismo e as re-

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nomadas e multicampeãs basquetebol e andebol.

Com a nação a viver a expectativa das segundas

eleições legislativas, os desportistas cumpriram o

seu papel, como já vêm fazendo desde 1980, aquando

dos Jogos Olímpicos de Moscovo. Mostraram a

cultura, as potencialidades e a fraternidade dos angolanos,

ao mesmo tempo que acumularam experiência

que lhes permitirá tornarem-se mais competitivos e

conseguirem continuar a vencer em África.

Do ponto de vista competitivo, e embora o ‘cartão de

visita’ sejam o andebol e o basquetebol, a canoagem

foi a modalidade que mais se destacou. Apesar de ser a

sua estreia e ter uma prática ainda insípida no país, fez

história por causa do talento de Fortunato Domingos,

que conseguiu chegar às meias-finais nos 500 metros.

Estes indicadores são interessantes para o futuro, além

de uma excelente promoção para a modalidade, que

decerto vai crescer em praticantes e desta forma tirar

proveito das potencialidades hidrográficas de Angola.

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

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Esta modalidade é já apontada como uma potencial integrante

da delegação que irá a Londres em 2012.

Outra modalidade que deu muito boa conta de si foi o

voleibol de praia, apesar de ter somado apenas derrotas.

Contudo, teve a ‘sorte’ de se cruzar com as equipas

que são os colossos mundiais. Manucho e Morais foram

baptizados pelos campeões mundiais (Brasil) e, quando

se esperava por mais chances nas partidas seguintes,

terminaram a sua participação a defrontar as duas duplas

muito potentes da Austrália e da Geórgia, que só

lhes deram a hipótese de ganhar mais experiência para

os próximos desafios.

Ana romero e João Matias, os nadadores seleccionados,

fizeram jus à sua competitividade e experiência na

alta competição. Apesar de ficarem pelas preliminares,

conseguiram melhorar as suas marcas pessoais e nacionais,

um ganho que perseguem todas as equipas nacionais

neste evento quando as medalhas ainda estão fora

de cogitação.

Para história fica também a despedida do veterano

João Ntyamba, que depois de longos anos de Jogos

Olímpicos foi ‘traído’ por uma indisposição a meio da

maratona nas ruas da capital chinesa e viu-se obrigado

a abandonar a prova. Deste modo, ficou impossibilitado

de fazer igual ou melhor que o seu melhor registo

olímpico, que foi o 17º lugar (Sidney 2000).

O basquetebol e o andebol pagaram caro o preço da

fama. rotulados, por mérito como os campeões de

África, já que ambas as equipas são nove vezes campeãs

africanas, e com participações auspiciosas nos recentes

campeonatos do mundo, tudo indicava que iriam ter

prestações a esse nível. A verdade é que, em termos de

resultados, terminaram sem qualquer vitória.

O basquetebol foi 9º classificado no último Mundial do

Japão, enquanto o andebol ocupou o sétimo lugar no

Campeonato do Mundo de França.

Em Pequim, as duas formações voltaram a apresentar

estreias importantes, as dos treinadores principais, já

que Alberto Carvalho e Vivaldo Eduardo já tinham

tido a sua estreia noutras edições dos Jogos. Acresce

ainda que ambas as selecções estavam “amputadas”

de atletas que são considerados pedras basilares, como

Miguel Lutonda, o esteio do basquetebol dos últimos

tempos, e Marcelina Kiala, a quarta melhor andebolista

do mundo.

Com este cenário, os resultados foram frustrantes: em

cinco jogos o basquetebol somou apenas derrotas. No

grupo reconhecidamente mais forte do torneio, com os

Estados Unidos da América, Espanha e Grécia, as hipóteses

de equilibrar e tentar inclusive vencer estavam

frente aos anfitriões (China) e a Alemanha. Mas contra

as expectativas, foram as exibições menos conseguidas

do “cinco” de Ginguba. O peso desta série está no facto

de ter dado a medalha de ouro e a de prata dos Jogos

de Pequim.

De Pequim retiram-se, por isso, lições importantes para

o próximo desafio: Afrobasket 2009, na Líbia, onde será

jogada a eliminatória para o Campeonato do Mundo

da Turquia 2010. A nova vaga de basquetebolistas terá

assim ganho mais maturidade para no próximo ano

continuar a obra de Gustavo Conceição, José Carlos

Guimarães, Jean Jacques, Miguel Lutonda, etc.

No andebol, as coisas passaram-se quase da mesma forma.

Porém, até à última jornada ainda se acalentava a

expectativa de um triunfo, mas o melhor que se obteve

foi um empate - depois de três desaires - diante de um

“desconhecido” Casaquistão. Aqui também Angola esteve

inserida no grupo daquele que seria o país vence-

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dor do torneio (Noruega).

Globalmente, Angola teve

uma participação promissora.

Augura-se melhor para dentro de quatro anos - à luz

da orientação estratégica para o desporto que resulta

do programa do Governo eleito em Setembro e que

aponta para a criação de condições que melhorem a

performance dos atletas e das equipas angolanas a nível

internacional.

Da China vieram também lições de bem-fazer. Nisso,

os anfitriões também ganharam a medalha de ouro.

Além de venceram categoricamente a competição, com

51 medalhas de ouro, 21 de prata e 28 de bronze, suplantaram

o até então ‘papão’ EUA (36 de ouro, 38 de

prata e 36 de bronze) no que respeita à realização das

cerimónias de abertura e encerramento, consideradas

as melhores de sempre. Também, apesar das críticas,

esforçaram-se por oferecer aos visitantes momentos de

convivência e hospitalidade a contento com a festa que

se viveu ente 08 e 24 Agosto.

Neste capítulo, e por se tratar do primeiro país em desenvolvimento

a albergar jogos olímpicos, foi também

uma lição para Angola, que tem um grande desafio

pela frente: o CAN 2010. ===

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huíla

Uma província que deslumbra

a cada nova visita

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Afonso Chipepe

HUíLA, cuja capital é a cidade do Lubango, proporciona

alguns cenários naturais de grande beleza.

Conheço a rota da cidade do Lubango desde o meu regresso da

Cadeia de São Nicolau, em 1975, aquando da revolução dos

cravos. Na altura, do Lubango apenas conhecia as referências

dadas pelo meu pai. Só mais tarde vim a descobrir outras re-

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ferências nos livros. Sempre que a visito a sensação

de espanto e de admiração renasce, sendo durante

a aterragem que o cenário se começa a desenhar.

Primeiro a luz, os cheiros, os sons e, ao mesmo

tempo, o silêncio. Para logo depois se descobrir a

paisagem, as pessoas e a claridade. Da Mukanka,

caminhamos ao longo do Tchioco, estrada a baixo

alcançamos os laureanos e, depois, é só atravessar

o sinaleiro e chegamos ao hotel amigo, o Grande

Hotel da Huíla. A cidade do Lubango é a capital

da província da Huíla, uma cidade fundada pelos

madeirenses há cerca de cinco séculos e que é hoje

um dos principais destinos turísticos do país, sendo

internacionalmente conhecida. A sua grandeza

ultrapassa, em muito, a simples descrição. É antes

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de mais um conjunto de sensações e sentimentos,

envoltos num cenário de natureza pura e dramática.

Arrepia-nos à primeira, segunda e terceira visita,

bem como de todas as vezes que a visitamos.

É um cenário difícil de apagar e de esquecer. A

província tem um estilo de vida muito próprio e

uma enorme diversidade cultural, influenciada

pelos diferentes povos que por lá passaram ao

longo dos tempos. A cidade do Lubango está rodeada

por montanhas, vivendo a um ritmo descontraído

e relativamente calmo, pois, respira-se

o clima de segurança. Além do

mais, preserva um harmonioso e

deslumbrante cenário que ultrapassa,

em muito, outras grandes

maravilhas do mundo, parecendo protegida e

quase inalcançável ao comum dos mortais. É

esta a sensação que transmitem as imponentes

guardiães que a rodeiam, as quais foram

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esculpidas e moldadas pela natureza ao longo de

milhões de anos. Falta-lhe no cume do Cristo rei

um moderno teleférico, idêntico ao da Cidade do

Cabo, na África do Sul. Pois, dali pode avistarse,

de qualquer ângulo, a beleza deslumbrante da

cidade. resta-nos, obviamente, subir ao alto da

Sr.ª do Monte para admirar, ao longe, o cenário

deslumbrante da Serra da Leba. Viajo no tempo

até ao Namibe e à paisagem de cortar a respiração

que se avista do cimo do morro da Leba. Nos arredores

da cidade do Lubango o que não falta são

locais para conhecer, sendo, por isso, praticamente

impossível enumerá-los por completo. Deixo

aqui apenas um pequeno ‘cheirinho’ do que por

lá vai encontrar, na certeza de que, pelo caminho,

vai descobrir muito mais para ver: Serra da Leba,

Tundavala e Senhora do Monte.

Humpata é conhecido por ser o local onde são

cultivados os produtos hortícolas e frutícolas. É inquestionável

apontar a Matala e Capelongo como

locais de produção de tomate, batata, cereais, tubérculos

e citrinos. Um pedaço de terra com 9.606

quilómetros quadrados que vê renascido o seu protagonismo

na região. A implementação do projecto

de irrigação agrícola, avaliado em 100 milhões

de dólares, e a reabilitação dos caminhos-de-ferro

do Namibe, vão fazer dela um dos mais importantes

pólos de desenvolvimento agrícola da Huíla.

Ademais, alberga a Central Hidroeléctrica construída

na década de 70, que, aos soluços, fornece

energia às cidades do Lubango, Quipungo e à vila

piscatória do Tombwa, no Namibe. A movimentação

dos Mucubais, personifica mais um exemplo

de animação e cor na venda de óleo Nonpeke. Na

rota da cidade do Lubango alcançamos a Chibia,

onde em companhia do Job de Almeida e do kota

Pimental, desfrutamos do churrasco de galinha

gentia. A vida nocturna é feita com alegria, apesar

do sussurrar dos geradores eléctricos. Dirigimo-

-nos a caminho do multicolor bairro da Mitcha, lá

pelos lados do Nanguluve, junto do antigo aeroporto,

com as suas pequenas e simples habitações,

as quais contrastam com as casas de adobe e zinco

de agora. A província da Huíla, com o seu passado

recente e com o seu brilho e beleza actuais, já

albergou alguns eventos organizados pela Sonangol.

A cidade do Lubango será um dos palcos onde

se irão disputar os jogos do próximo campeonato

africano de futebol, CAN 2010. Nessa altura, milhões

de pessoas irão descobrir esta cidade arcoíris.

E, de facto, quantas mais belezas haverão que

se lhe assemelhem? ===

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aNgola

independente

A 11 DE NOVEMbRO DE 1975 Angola virou uma nova página na sua história. O país

independente viveu anos difíceis, mas agora, afastado definitivamente o espectro

da guerra, Angola assume com enorme orgulho e satisfação o seu protagonismo

no mundo.

“Em nomE do Povo angolano, o comité

central do movimento Popular de libertação

de angola proclama solenemente

perante África e o mundo a independência de

angola”. há 33 anos agostinho neto, então

presidente do mPla, afirmava assim a independência

do país.

as palavras proferidas pelo que viria a ser o

primeiro Presidente de angola marcaram o

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fim de uma época. nascia assim a república

Popular de angola. contudo, foi preciso

esperar quase três décadas para que angola

se assumisse perante o mundo como uma

nação próspera e una. o passo decisivo foi

dado a 4 de abril de 2002, com a assinatura

do memorando de Entendimento de luena,

o qual estabeleceu a implementação da paz

em angola e a reorganização da uniTa como

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partido político. o país virava, assim, uma

página importante na sua história.

rECUPErAr O PAíS ADIADO

“a angola independente, livre e senhora do

seu destino, foi o sonho realizado em 1975. a

angola em paz e democrática é o sonho tornado

realidade em 2002. a angola unida e próspera,

em que cada um viva bem, é o sonho

que podemos realizar! É a nova caminhada

que começou!”, sublinhava, no seu discurso

por ocasião da celebração dos 30 anos da independência

do país, o Presidente josé Eduardo

dos Santos.

o conflito tinha terminado mas a sua herança

era pesada. cerca de meio milhão de refugiados,

3,8 milhões de deslocados e 160,8 mil

desmobilizados de guerra e seus descendentes.

as principais infra--estruturas nacionais

encontravam-se destruídas. Em consequência,

o transporte rodoviário e os três eixos

ferroviários estavam paralizados, as redes de

distribuição de energia e de fornecimento de

água e os sistemas de irrigação não funcionavam.

outra das heranças mais perversas da

guerra foi a existência de um grande número

de minas (cerca de 6 a 7 milhões), espalhadas

pelas áreas dos conflitos e que causaram mais

de 70 mil mutilados e mataram milhares de

pessoas. além disso, provocaram o abandono

de muitas áreas agrícolas, desarticularam

os transportes, o comércio de bens e outras

actividades económicas.

os desafios lançados pelo pós-guerra eram

NOVEMbRO DE 2008 • REVISTA SONANGOL MAGAZINE


enormes e o governo respondeu-lhe com o

lançamento do Programa de reabilitação e

desenvolvimento, no qual se insere a Estratégia

de combate à Pobreza, cujo objectivo

global é a redução da incidência da pobreza

para cerca de 34% da população até 2015.

À data em que este artigo é escrito, seis anos

passaram sobre o fim da guerra. E angola é

já um país diferente, que caminha a passos

largos para o desenvolvimento sócio-económico.

Se no plano social (educação, saúde e

pobreza) o país precisa ainda de ultrapassar

alguns constrangimentos, outros há que

evidenciam bem o seu progresso, sobretudo

a nível macro-económico. de uma variação

anual de 76% em 2003, a inflação passou para

10% em 2007; as reservas externas fortaleceram-se

consideravelmente, passando de 790

milhões uSd em 2003, para 8,9 mil milhões

uSd em 2007; as exportações, alicerçadas

nos produtos energéticos, conduziram a balança

comercial a um saldo positivo de 27 mil

milhões de uSd, contra os 4 mil milhões uSd

em 2003. Este comportamento conduziu, segundo

projecções do Fmi, a um crescimento

do Pib de 23,4% em 2007 (3,3% em 2003).

a economia angolana é actualmente uma das

mais dinâmicas a nível mundial.

a espectacular ‘viragem para o oriente’, conduzida

pelo Presidente Eduardo dos Santos,

numa altura em que as instituições financeiras

internacionais aumentaram a pressão sobre

as questões de política interna de angola,

deu-lhe a liquidez necessária para iniciar a

reconstrução nacional.

o petróleo continua a ser o principal motor

da economia do país mas a situação está a

mudar. Fruto dos planos de construção e reabilitação

de infra-estruturas nacionais, outros

sectores, como a construção e a banca,

REVISTA SONANGOL MAGAZINE • NOVEMbRO DE 2008

têm conhecido um crescimento exponencial,

atraindo ao país muitos investidores estrangeiros.

mas é, de facto, no plano energético que angola,

um dos maiores produtores de petróleo

a nível mundial e o segundo africano, dá

cartas. o protagonismo do país foi reforçado

com a sua entrada, a 1 de janeiro de 2007, na

restrita organização de Países Produtores de

Petróleo, sendo a Sonangol um dos maiores

grupos empresariais do continente africano.

Segundo um estudo feito pela revista ‘The

africa report’, do grupo juene afrique, a Sonangol

está entre as 100 maiores companhias

africanas. o ranking classifica as empresas

segundo o seu turnover. a Sonangol surge na

94ª posição, com um turnover de 997,600 mil

dólares.

OLHAr O FUTUrO DE FrENTE

luanda é actualmente uma placa giratória.

aqui se cruzam os fios da política africana e

se tecem as estratégias a adoptar. a capital

é também um palco onde grandes potências,

Estados unidos e Europa, medem forças com

países emergentes, fundamentalmente com a

china e com o brasil. o país aspira hoje ao

papel de potência regional, o qual foi adiado

ao longo dos últimos trinta anos. no plano

das relações exteriores, angola é um interlocutor

incontornável, quer nas organizações

sub-regionais onde participa ao nível da África

austral quer ao nível da própria união

africana.

angola está em paz consigo, com os países

vizinhos e com o mundo. E assim deverá permanecer.

as eleições legislativas que tiveram lugar a 5

e 6 de Setembro último consolidaram a paz e

a estabilidade no país e na região, e represen-

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tam um passo importante no alargamento do

processo de democratização em angola. com

este acto eleitoral, o primeiro nos últimos 16

anos, angola deu uma lição de democracia

ao continente africano. o clima de tranquilidade

em que o mesmo decorreu contrastou

largamente com o clima de tensão pré e pós

eleitoral vivido noutros países africanos. ao

mesmo tempo, a participação activa e massiva

do povo angolano – dos 8,3 milhões de eleitores

registados mais de sete milhões foi às

urnas – mostrou ao mundo que participa na

vida política do país. E os resultados destas

eleições expressaram aquela que é a sua vontade.

a esmagadora maioria dos votos obtida

pelo mPla, cerca de 80%, foi um claro voto de

confiança do povo angolano no seu governo e

no programa de desenvolvimento e de reconstrução

do país em curso.

angola está agora preparada para enfrentar

novos desafios, sobretudo a nível económico,

e as metas traçadas são ambiciosas. “a estabilidade

macro-económica e a criação de condições

para assegurar um crescimento económico

sustentado, com uma percentagem de

dois dígitos em relação ao Pib, é a ambição

que deve mover o governo”, sublinhou o Presidente

josé Eduardo dos Santos no discurso

de tomada de posse do novo governo.

voltou-se, assim, mais uma página no percurso

e na história desta ainda jovem nação. E o

futuro revela-se promissor! ===

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