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Darcy José Germani

Eng. de Minas e Metalurgia

13 Setembro 2012

E-mail mail: : darcygermani@gmail.com


INTRODUÇÃO

O tema desta apresentação foi sugerido pelo amigo Mendo.

Aceitei mas não sabia do sentido e o tom de homenagem. Não me sinto

confortável. É o meu jeito de ser. Por tudo, obrigado. Dedico a minha

familia que sempre me incentivou, e aos colegas c/quem trabalhamos..

Eu me graduei em Minas e Metalurgia (1957), em Ouro Preto.

Minha introdução na mineração foi a partir de meados de 59.

Antes, por um ano e meio trabalhei na Petrobras como geólogo

assistente na Bacia Amazônica;

Tive a felicidade de passar por empregos e posições diversificadas, o que

aprimorou meu conhecimento e relações.

Deixei muitos amigos que me ajudaram com informações uteis para este

apresentação.

Sinto-me realizado ter escolhido a mineração como profissão.


COMO ERAM AS MINAS A CÉU-ABERTO

A II guerra, terminada em 45, trouxe muitas atividade de reconstrução

na Europa e Japão. Para isto, muitos equipamentos foram

desenvolvidos. A mineração, por ser mais tradicional, demorou a

aproveitar-se deste progresso.

Até os anos 50, praticamente a mineração brasileira a céu-aberto era

feita nos afloramentos ( nas exposições na superfície).

Muitos remanescentes destas pequenas lavras de manganês,

destinadas a exportação, ainda podem ser avistadas na Serra da

Moeda, as margens da BR-40 (ainda sem recuperação ambiental

apropriada).

A maior parte do minério de ferro exportado era de rolado de

hematita. Raramente rocha fresca.

Naquele tempo, as minas eram rasas ou de uma bancada alta.

Utilizavam a altura para facilitar a fragmentação.


COMO ERAM AS MINAS A CÉU-ABERTO

• As extrações de argilas cerâmicas e areias nas baixadas, hoje formando

pequenas lagoas, também são exemplos. Isso é observado com

frequência, ainda hoje.

• A partir do quarto quartil do séc. XIX, foram introduzidos marteletes a ar

comprimido e o explosivo passou de pólvora negra a dinamite

encartuchado. O carregamento era sempre manual, para transporte a

curta distancia, que utilizavam carrinhos de mão ou galhotas, com tração

animal.

• Nos anos 50, as minerações de ferro evoluíram, utilizando caçambas

“brooks” carregadas manualmente, após “garfeamento”, pois não se

tinha mercado para o minério fino. Estes finos foram aproveitados

posteriormente (na década de 70 em diante) para exportação,

permanecendo, ainda, pilhas remanescentes.

• Durante muito tempo, tudo ainda se fazia a seco, sem lavagem. Os finos e

argilas (pig back) seguiam com o produto vendável.


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

A partir da 2ª metade dos anos 50, a Vale era a maior mina brasileira,

seguida por Casa de Pedra da CSN. Tinham evoluído, apesar da

pequena escala de produção. Equipadas com perfuratrizes churn drill,

wagon drils 2”, escavadeiras até 2,5jc e caminhões até 22T. No

beneficiamento se tinha apenas britagens e peneiramento.

A vale implanta a Mec I de 4 Mt/a e transporte a longa distância. Só

A vale implanta a Mec I de 4 Mt/a e transporte a longa distância. Só

CSN produzia minério lavado e sinter feed de excelente qualidade 1-

6mm , levando por cabo aéreo ate a pera ferroviária. Casa de Pedra

hoje é a melhor mina de ferro do quadrilátero.Uma das poucas

contendo ainda hematita. O cabo aéreo do passado foi substituído

por cable belt.


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Implantado no Vale da Ribeira SP, pela Bunge, em Cajati, a primeira

mina de fosfato, com minério residual da chaminé vulcânica de

carbonatito. Como resultado da lixiviação do calcário, tinha-se o

minério com apatita, que era retirado manualmente e depois

carregado com pás carregadeira de esteiras tipo D4, em caminhões

de 15T, e levado até a planta, equipada c/ separação magnética a

úmido e seco, onde produzia-se concentrado fosfático de alto teor.

Este era levado de barcaças, desde o porto de Cananéia até Santos, e

de caminhão até S. Paulo.

Em 1956 foi inaugurada a Icomi na Serra do Navio, para exportação

de minério de manganês com equipamentos modernos para a época,

semelhante aos das minas do sul. Foram assessoradas pela Bethtlem.

A Icomi foi um marco da nossa mineração nas condições da

Amazônia.


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Implantada a CBMM m Araxá, no minério rico 1.5% Nb, uma

mina de pequena escala (terceirizada) e instalações modernas

de flotação. Produzia FeNb, por aluminotermia e dominando

60% do mercado mundial.

A primeira Draga, Chica da Silva, que opera ainda no

Jequitinhonha desde os anos 50, foi trazida da Califórnia.


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Nos anos 60, nossas minas a céu aberto não tinham se aproveitado,

ainda, da evolução e aplicação dos equipamentos, e técnicas, criados na

reconstrução do pós-guerra.

Inaugurava-se, na Vale, em 1961 a Mec II. A maior planta brasileira com

capacidade de 6 Mt/a, e que, com as melhorias feitas, alcançou próximo

de 10 Mt/a.

Devido a maior escala nas operações da Vale, foram introduzidas

escavadeiras de 6 a 12 jc, perfuratrizes rotativas de 9”7/8 e caminhões de

22 até 40T . Neste período a Vale inovou adquirindo uma perfuratriz de 6

7/8” down the hole a ar comprimido de 200 lb. Apesar das evoluções,

ainda adquiriu uma perfuratriz nova churn drill 9 7/8”, da Samitri. A frota

de caminhões teve renovação em 45-65T. O numero de caminhões

chegava a 82 un, e o trafego era intenso. Aplicando-se a teoria das filas

dos caminhões nas britagens, consegui-se uma maior utilização.


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Já se trabalhava com bancos regulares com altura máxima 13m.

Consultores franceses não nos convenceram em reduzir a altura para

10m, pois era usual no mundo, fazer-se 3 bancos a cada 100 pés. As esc

menores deviam alcançar a crista dos bancos, o que era mandatório.

O planejamento de mina era manual e precário. Foram intensificadas as

sondagens no Cauê para conhecimento das reservas.

No Cauê, as wagons drills foram substituídas por perfuratrizes a ar

comprimido de 2 1/2”, e introduzidas as BE 45R de 9 7/8”, como

perfuração primaria retirando-se as churn-dills.

Instalada em 61, a primeira lavra por tiras na mina de Sideropolis, SC, da

CSN, com dragline Marion de 32 jc (maior equipamento de escavação

existente no Brasil (O Projeto teve participação de consultores

americanos).


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Nos anos 60, também foi implantada a Mina de Carvão de Candiota, RS,

com lavra em fatias. Utilizava escavadeiras de médio porte e transporte

por caminhões, abastecendo com ROM de carvão, com 50% cz a

termoelétrica, onde era pulverizado, e queimado em caldeiras.

Até o final dos anos 60, somente se utilizava no desmonte, explosivo

encartuchado. A Vale foi a precursora a aplicar lamas explosivas com

densidade variável (tecnologia australiana), com caminhões

especializados, passando depois para lama de ANFO (Dupont). Iniciada a

utilização de malha alongada na perfuração.

No inicio dos anos 60, também se estabelecia a Samitri, em Morro

Agudo, MG, Perf.3 ½”. Caminhões 30T, esc 2 ½”jc diesel e pás

carregadeiras sobre pneus. Eram modernas suas instalações. Depois da

moega alimentadora havia uma grelha de discos ( primeira vez conhecida

no Brasil).


INICIANDO A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

O primeiro exemplo brasileiro de se iniciar a descida em cava, foi a mina

do Cauê. No limite norte, quando se descia, mantinha-se o banco com

bermas acabadas, no xisto Nova Lima. No final da década, houve um

deslizamento e o consultor R. Merrill, do USBM, recomendou deixar

talude continuo, sem bermas. Iniciados os estudos de mecânica de

rochas, com consultores e residentes. Estes entendiam melhor a

linguagem dos consultores externos e repassavam aos nossos quadros. A

mecânica de rochas era uma ciência nova e pouco conhecida, com menos

de 10 anos.

Implantada a Ferteco, em Congonhas, e Novalimense, na Mutuca, ainda

em pequena escala, com escavadeiras de pequeno porte, máx PH 1600,

exportando o minério pela RFF e atendendo mercado interno.

Introduzido sistema de comunicação por rádio nas minas, o que facilitava

a administração.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Até os anos 70 tinha-se muito pouca experiência no planejamento de

mina,dispondo-se de poucos recursos de informática. O primeiro

computador a ser utilizado foi na mina de Itabira, em 67, mas era como

uma somadora. Somente no inicio dos anos 80 ficaram disponíveis os

softwares, que permitiam simulações rápidas e confiáveis, como PC

Mine, e outros. Isso tornou mais generalizada a aplicação de softwares

mais complexos, operando em PCs, facilitando a atuação dos

engenheiros.

Mesmo na área de projetos fizeram-se poucos genuinamente nacionais.

Compravam-se pacotes do exterior, como projetos completos de fábricas

de cimento. A necessidade de se treinar nossos técnicos, teve inicio nesta

década, com associações de empresas de engenharia nacionais com

estrangeiras. Isto passou a ser uma exigência generalizada. A primeira

genuinamente nacional a entrar no mercado foi Paulo Abib Engenharia.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Foram implantados vários projetos de rocha fosfática modernos, todos

equipados, também, com equipamentos modernos, alguns com

tecnologia inédita e engenharia da PAA. desenvolvidas por técnicos

brasileiros, com minérios de baixo teor. Antes destes projetos, toda rocha

fosfática era importada.

Serrana em 1970, iniciou a lavra do carbonatito. Atual Vale Fertilizantes

(VF), A mina foi bem equipada com perfuração trac drill 3 1/2”,

escavadeiras elétricas de 3 1/2jc e caminhões convencionais. A Planta

utilizou tecnologia inédita de separação por flotação, da apatita da

calcita do carbonatito, desenvolvido pela empresa, sendo o inventor o

prof. Paulo Abib. Teor baixo 5% P2O5.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Arafertil (Bunge), atual (VF), implantada antes de 74 no Barreiro (Araxá),

uma mina moderna, com planta utilizando tecnologia da Serrana e Paulo

Abib, e do Prof. Noé Chaves (sep. da apatita da barita). Segunda planta

brasileira a produzir rocha fosfática, teor 10% P205.

Valep, atual VF, em Tapira MG, 1979, Perf. 6 ½”, escav. 10 jc, caminhões

elétricos 120 T (nacionalizados), planta de flotação. Teor 9%. Mineroduto

120 km mina-planta de fertilizantes em Uberaba. Passou por muita

modernização e hoje produz cerca 2.1mt/a.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Patos de Minas, atual VF; equipamento convencional na mina;

planta feita aproveitando equipamentos da antiga Fosforita de

Olinda. Teor 18-20%; fosforitos de difícil concentração,

concentrado máximo 30% P205.

Copebrás, Catalão, Anglo American, mina terceirizada; a flotação,

no inicio, era dita de tec. própria, mas agora utiliza a mesma

tecnologia das outras. Minério com melhor teor 12-14% P205. Os

maiores recursos estão com esta empresa. Teve expansões

produzindo >1,3Mt/a. Também lavrada, pequena cava de minério

de nióbio, produzindo FeNb.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

A mina do Cauê, que produzia cerca de 20 MT/a, foi expandida para 30

Mt/a, utilizando perf. rotativa de 9 7/8”, escav. 6-12jc e caminhões

elétricos de 100,120. Feita nova britagem primaria 89” x 106”, secundaria

e terciaria, peneiramento e pátio de homogeneização de hematita e

itabirito de 0-1”, retomadores de tambor, planta de concentração de finos

de itabirito, que pela primeira vez no Brasil foram concentrados via

classificação e separação magnética (HIMS).Nesta expansão apreendeuse

a planejar com o modelo de blocos.

Introduzidos jigs Remer, que se utilizavam ao tempo do minério rico

natural nos EUA na fração 1-6mm.

Posteriormente incluída flotação catiônica. Produzia-se pelet ore, sinter

feed e pelet feed. Na medida que se esgotavam as reservas do Cauê

lavrava-se minério das jazidas adquiridas da Acesita.

Nas plantas substituídos os filtros planos por de discos (Titania)


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Implantaram-se 5 projetos de ferro: MBR em Águas Claras (Bechtel) com

britagem e classificação, Samarco em Germano, com flotação catiônica

(Bechtel). Ferteco, com engenharia finlandesa, com HIMS e pelotização,

CSN (M. Kaiser) e Conceição (Paulo Abib eng). A Samarco inovou

operando em grande escala, em encosta, pela primeira vez no mundo

“tracless mining“, e mineroduto de 420km. Todas as minas convencionais

utilizavam-se de esc. tamanho máx. 12jc, perf. Rotativa de 9 7/8 e

caminhões elétricos =120 T.

No final dos anos 70, implantada a mina da Caraíba, BA. Moderna, com

perfuratriz 9 7/8”, esc 12jc, caminhões 120T. Primeira mina brasileira a

ser iniciada com rampa, retirando cobertura de 30m de minério oxidado,

que foi estocado para possível aproveitamento futuro. Hoje, aproveita-se

na primeira planta de SX/EW. Planta de flotação. A cava desceu 150m é

atualmente operada somente subterrânea.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Nos anos 80 foi implantada a mineração em tiras, no xisto betuminoso do

PR, pela Petrobrás, com a utilização de draglines para a retirada da

cobertura. A Marion de 32jc, de Siderópolis, foi transferida para lá em

1991. É um projeto complexo feito pela PAA. Foi construída uma célula de

demonstração da tecnologia que se estudava desde os anos 60, de extrair

(10%) do xisto. Foi um projeto pioneiro da Petrobrás, mas ficou só nele.

Movimenta atualmente 5 M m cúbicos esteril, para extrair 2Mt /a de

xisto. Produtos 900.000 b/a, 19000/at S, gás 30000t/a, GLP 14000t/a.

Implantada a mina de Recreio, da Copelmi, no RS. Operação em tiras,

com retro, e caminhões terceirizados. Para a lavra de 2mt ROM, retiram

mais de 30 milhões t de estéril. O ROM, depois de lavado, resulta em

produto com 45%cz. Numa parte da cava já lavrada, aterrado

adequadamente o lixo de 120 cidades vizinhas.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

No Brasil, somente nos anos 80, iniciaram-se as exigências ambientais mais

rigorosas, que estão demandando atenção maior das mineradora, para

obtenção das licenças. Houve, por parte delas, uma nova consciência,

antes inexistente. A liberação destas licenças são causa de demora na

execução dos projetos.

No curso dos anos 80 foram implantada varias minas modernas tais como:

Mineração Rio do Norte, bauxita, em Porto Trombetas PA, com draglines,

retro escavadeiras e caminhões de 30T. Hoje as draglines substituídas por

D11.

Serra Norte Carajás, Fe. Maior mina brasileira de ferro. A mais moderna do

Brasil, dotada de todos os recursos e que vem incorporando todas

melhores tecnologias. Recentemente adquiriu caminhões de 360T.

Pitinga, AM, Cassiterita. Lavra com pequenas dragas, nos aluviões ricos já

esgotada. Hoje lavrando a rocha primaria, obtendo, além do Sn, outros

produtos nobres com planta de fluxograma complexo.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Mina de Paracatu, exemplo inédito de aproveitamento de minério de

ouro em rocha, com teor 0,5tg/t. Recentemente ampliada para produção

de 15t ouro/a. Maior mina de ouro, com equipamentos de grande porte.

Não se pode deixar de mencionar a grande evolução que tiveram as

unidades de lavra de calcário para as indústrias cimenteiras de S.Paulo,

MG, RJ, PR e Nordeste, como também, a evolução que tiveram as novas

lavras de rocha de S. Paulo e Rio, para produção de agregados, inclusive

areias sintéticas.

A partir dos anos 80, foram mais aceitas no Brasil, as escavadeiras

hidráulicas de pequeno e grande porte, com maior treinamento das

equipes de manutenção.

Na minha opinião, independente do material a ser escavado num novo

projeto, deve-se sempre iniciá-lo utilizando escavadeiras hidráulicas.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Os anos 90 foram pobres em novos projetos. As empresas dedicaram-se

mais a melhorias de suas operações e consolidação dos recursos /

reservas e AMPLIAÇÕES das capacidades

Começaram intensamente os estudos para desenvolvimento de novos

projetos vislumbrando as oportunidades criadas pelo despertar da CHINA

Quando a nova demanda chegou, nossa mineração não estava ainda

preparada para uma nação que construía uma siderúrgica de 10mt/a do

zero em 4 anos.

A principal necessidade do pais é nosso minério de ferro intensamente

para blendagem. Dos minérios próprios e da Austrália, por estar livre de

impurezas

Começou, também, a corrida para outros minérios, como ouro e cobre,

com o retorno das multinacionais de exploração e juniores, adquirindo,

ou se associando, a empresas locais.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

A grande demanda de revestimentos de rocha ornamental na utilização

de edificações, deu impulso a esta atividade em vários estados

brasileiros, principalmente no Espírito Santo, Bahia, Ceará e MG, inclusive

exportando.

Houve maior liberdade para importação de equipamento, o que ajudou

nas modernizações e ampliações das minas existentes.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Chegamos ao séc. XXI.

Com as aquisições havidas pela Vale (da Samiti, Samarco, Ferteco, MBR e

Congo Soco), ela ficou com quase todas as minas e recursos de minério

de ferro do quadrilátero. As sinergias e miscigenação de culturas

ocorridas,

empresa.

contribui para o rejuvenescimento e modernização da

Para atender a insaciável CHINA, muitas empresas foram criadas e estão

desenvolvendo projetos gigantescos. Mas os minérios são de itabiritos


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Nas minas em Santa Barbara, ex Brascan, foram

lavrados varios aluviões.Ressalte-se que em um

deles feita lavra, retro e caminhões, com sucesso,

mas com uma preparação prevenindo chuvas.

Foram encontrados paleovales mas nenhum

dragavel.

A Vale tambem implanta o primeiro projeto de

niquel lateritico no Pará, projeto complexo para

produção de FeNi. Parte das reservasesã em terras

indigenas


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Em Minas, as empresas siderúrgicas, como a Usiminas e Aço Minas,

Arcelor Mital, adquiriram propriedades minerais e estão produzindo,

ainda, quantidades modestas < 7Mt/a. Pretendem, com isso, garantir

suas necessidades.

A Vale está implantando, em Conceição, uma planta para tratar itabirito

duro proveniente da lavra dos outros minérios. Moagem de rolos.

Na Serra Azul também se estabeleceu a MMX, ainda com pequena

produção (


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

Todos estes novos projetos estão enfrentando dificuldades de licenças

devido ao maior rigor. Existem poucas informações divulgadas, de modo

geral.

Pequenas operações foram implantadas em Corumbá, como Vale e MMX.

Um grande projeto está sendo anunciado, utilizando a ferrovia para

exportação pelo Porto de Santos.

No Brasil, a quantidade de cobre descoberto é pequeno. A Vale ainda é a

maior produtora de Cobre,e que possui mais recursos.

Projeto Sossego, da Vale, p/ 12Mt/a, teor Cu 0,9% e Au 0,28g/t, esc PH

4100 e 2300, caminhões 240T. Moagem autógena. O projeto foi de

execução rápida. Primeira mina a ter recorrências até agora 3. falta uma;

Profundidade 550m em Sequeirinho.


A EVOLUÇÃO DAS MINAS A CÉU ABERTO

O projeto Salobo é o mais importante, descoberto pela Vale em 73. A primeira

fase está em ramp up. Não se tem muita informação sobre os equipamentos

escolhidos. A moagem não será com SAG. A segunda fase para alcançar a

produção de 100000t/a Cu no concentrado está em construção

avançada,previsto 2013.

No Brasil, a utilização de dragas tem sido limitada, devido a pouca descoberta

de depósitos aluvionares de porte dragáveis.

O projeto de Ilmenita, na Paraíba, é uma exceção, utilizando uma draga

moderna de grande capacidade. A vantagem da draga é que ela própria já possui

um beneficiamento primário, que permite dispor o rejeito no local.

Juruti PA, da Alcan, bauita está operando. Foi também um projeto moderno.

Em Paragominas foram instalados mineradores contínuos ainda em operação

inicial.

Os projetos de manganês do Pará Azul, da Vale, e Buritirama, possuem

reservas limitadas. Uma medida deverá ser tomada para preservar as

necessidades futuras de nossa siderurgia.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

As primeiras minas subterrâneas de ouro eram lavradas, praticamente,

por galerias e pequenos alargamentos, e eram rasas. Entre outras

conhecidas, citam-se as galerias para ouro nos itabiritos das minas de

Itabira, Congo Soco, que se faziam antes da mineração de ferro.

Estas operações rudimentares conviviam com as minas mais profundas,

como Mina Grande, em Morro Velho (2800m), Raposos, Caetés,

Passagem de Mariana, São Bento e outras. todas utilizavam corte e

enchimento, aproveitando todo o minério da zona mineralizada.

Preenchiam o espaço vazio com estéril próximo, dispondo-os

manualmente. No inicio, os capitães de mina eram ingleses. Utilizavam,

no beneficiamento, concentração gravimétrica e no refino o método

Merril Crowe. Nas promoções, o primeiro escolhido era o batedor de

choco e era geralmente o primeiro que se acidentava e morria! Mina

Grande parou nos 90.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

O carregamento era manual, em vagonetas, até o poço, sendo que as

vagonetas eram içadas até a superfície, ou, quando o acesso era por

tuneis, elas iam até a superfície.

No Sul do Brasil, Paraná, Santa Catarina e RGS, se produzia carvão para as

pequenas termoelétricas e locomotivas a vapor. Eram operações mais

exigentes, devido ao cuidados com as emanações de gases. Por força do

método utilizado, de câmaras e pilares, as frentes tinham que ser

regulares e o trabalho sempre sincronizado. O primeiro aprendizado foi

com mineradores ingleses. Somente utilizavam métodos gravimétricos

nas instalações de lavagem.

A minas do Nordeste, principalmente de ouro e de tungstênio, eram de

pequena escala, com acesso normalmente por tuneis.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

Nos anos 50 e 60 produzia-se concentrado sulfetado de cobre, na mina

da CBC, em Camaquã RGS, acessível por túneis e plano inclinado, com

carregamento em vagonetas em chutes e manual. Nos filões estreitos, o

método era recalque (shirinkage). Os mineiros trabalhavam sobre o

material desmontado, havendo muitos acidente por desplacamentos.

Somente o material empolado (30%) era retirado durante a operação do

realce. Para o transporte utilizavam vagonetas e locomotivas.Figura

mostrando o metodo manual


AS MINAS SUBTERRÂNEAS


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

Em meados de 50, a Penarroya, francesa, implantou as primeiras minas

de chumbo e zinco no Brasil, em Boquira, na Bahia, e em Panelas, no Sul

de S. Paulo, na divisa com PR. As minas eram bem operadas, com boa

recuperação do minério. Esgotadas final 80. Instalada flotação de

sulfetos, pela primeira vez no pais, e metalurgias do Chumbo. Destaca-se

o trabalho de Paulo Abib, na melhoria do processo. Panelas tratava

minérios de pequenas minas da região.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

O Brasil sempre teve poucas minas subterrâneas. Nunca foi tradicional

neste tipo de operação. As minas de ouro do quadrilátero serviram de

escola, para se criar uma cultura local desse tipo de operação. As minas

eram sempre pequenas e o LM pequeno, devido a pouca exploração.

Muito trabalho foi feito, com pouco sucesso. A produção por MSB é

ainda pequena


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

Com o incentivo para produção de carvão metalúrgico, para utilização na

siderurgia, a industria mecânica da região de Criciúma, SC, evolui,

fabricando localmente e fornecendo peças para manutenção. As minas

fabricavam, elas mesmas, copias dos equipamentos, introduzindo

melhorias.

A região de Criciúma se transformou hoje, numa verdadeira escola de

formação de mineiros, semelhante ao que ocorre em Nova Lima, com a

mineração do ouro.

Até quase o final dos anos 70, era comum, nas minas subterrâneas, o

uso de marteletes, colunas e stopers (espingardas) na perfuração,

havendo poucos equipamentos modernos importados. As restrições de

importação, com exigências de utilização de equipamentos NACIONAIS,

atrasou muito um maior desenvolvimento. Devido ao pequeno diâmetro

da perfuração, só se utilizava-se explosivo encartuchado.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

No final da década de 70, foram iniciadas, em SP, a fabricação de

pequenos jumbos e carregadeiras sobre pneus, que começaram a

equipar nossas minas.

Nos anos 70, a Anglo American ficou com 100% do ouro. Começou o

maior intercâmbio de engenheiros brasileiros, estagiando nas minas da

África do Sul, da Anglo. Adquirido novos conhecimentos.

A Anglo punha muitas expectativas no potencial de Jacobina, por estar

numa formação de conglomerado semelhante aos de Witwatersrand,

na AS, o que não se tornou realidade. Estabeleceram, em 82, a mina,

que nos anos 90 estava muito bem equipada. Foi negociada duas vezes

e hoje está com a Yamana. É uma reserva de 120t de ouro

Foi implantada Morro Agudo,prod atual cerca 1 Mt/a. Lavra com

equipamentos modernos utilizando o metodo camaras e pilares minerio

de Pbe Zn 5%. Todo o esteril do tratamento é calcario dolomitico e

atende a agricultura do serrado mineiro


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

Em 76 foi iniciada a implantação da MSB da Caraíba, BA, que está na

profundidade de 900m. Foi bem equipada, com jumbos carregadeiras,

perfuração de 3 1/2” e DTH até 6”. Está sendo aprofundada para 1500m.

Utiliza enchimento com pasta, misturando o rejeito da planta com 4% de

cimento, e preenchendo os realces lavrados.

Mina de Vazante (anos 90), foi modernizada e, apesar das dificuldades

com alta vazão de água, está produzindo cerca de 1200tMt/a. Utiliza

enchimento com rocha. O teor de minério,calamina é o mais rico rico que

se conhece (cerca de 15% Zn).

Implantado o novo projeto de Cuiabá, da Anglo. É uma mina moderna

que utiliza corte e enchimento, utilizando material seco, fino externo,

para enchimento. Neste projeto a Anglo inovou, e descerá >1000m com

caminhões de 35T. Antes, a alternativa eram poços.


AS MINAS SUBTERRÂNEAS


AS MINAS SUBTERRÂNEAS

A mina de Morro Agudo, de Pb e Zn, com teores de 5%Zn e 3% Pb, utiliza

jumbos e scalers, no método de câmara e pilares. Produção>1000t/d.

O conjunto de minas de ouro de Crixás, 100% da Anglo, é muito bem

equipado, com transporte por rampa. Está com planos de ampliação e

pratica enchimento com areia.Importante que o projeo inicialfoi

grandemente ampliado encntrando-se novos corpos satelites.Recntmete

adquirida pela Anglo As


EVOLUÇÃO DAS MINAS SUBTERRÂNEAS

A maior mina brasileira é de potássio, implantada pela Petrobrás, com os

franceses, no inicio de 80, projetista PAA. Hoje arrendada pela Vale.

Houve aumento de capacidade para 3000 t/d, mas diminuiu sua

produção. Implantada na profundidade de 560m, está sendo rebaixada.

Dotada de mineradores contínuos, Marieta e shutle cars, que alimentam

as correias até o poço. A camada do minério (6m), o KCl, vem com NaCl,

que é separado e segue por salmoroduto até o mar. É a única mina com

ar condicionado.

Outro projeto importante em estudo, de Cu e Au, no Alemão, da Vale,

prevê aplicar subnível caving, método simples e barato

Em estudo pela Vale, o projeto de lavra por dissolução da Carnalita, em

Sergipe. O Brasil já tem experiência no método, na Braskem, em Alagoas,

mas a carnalita é mais complexa.


MUITO OBRIGADO

Darcy Germani

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