EmbalagemMarca Nº 60 - Agosto

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EmbalagemMarca Nº 60 - Agosto

CAPA IMPRESSA EM PAPELCARTÃO ART PREMIUM NOVO 250g/m2 ,

TERMOLAMINADA PELA LAMIMAX COM FILME PROLAM ®

Ano VI • 60Agosto 2004 • R$ 9,00

www.embalagemmarca.com.br


Wilson Palhares

Quanto há de

divagação (para

não dizermos

mistificação,

malabarismo

“psicológico” e

jogo de búzios)

em esquemas

e cenários de

avaliação

de marcas?

Chutes que passam longe

C

antadas em prosa e

verso como “maior

patrimônio das empresas”,

as marcas – em particular

as chamadas marcas

fortes – ressurgem com destaque

no noticiário, redivivas

que estariam ao sopro do

aparente reaquecimento da

economia. Nunca tivemos

dúvidas de que marcas podem

ser ativos importantíssimos,

poderosas alavancas de

vendas, valendo às vezes

mais do que os próprios ativos

contábeis das empresas.

Tanto acreditamos na força

da marca que incluímos a

expressão no título desta

revista, em cuja missão edi-

torial está contida a defesa e

a valorização da importância

desse ativo, em conjugação

com o uso das embalagens.

Mas até onde vai isso?

Quanto há de divagação –

para não dizermos mistificação,

malabarismo “psicológico”

e jogo de búzios – em

esquemas e cenários de avaliação

de marcas? É quase

como no futebol: chuta-se

muito, e há chutes (às vezes,

caríssimos!) em que a bola

passa longe, muito longe, da

trave. Reduzindo a questão a

grossa simplificação, há

quem diga que marcas valem

o que alguém estiver

disposto a pagar por elas – o

que nos leva à inevitável

lembrança de que tudo é relativo.

É para discutir essa sempre

importante questão, sem arriscar

vereditos, que EMBA-

LAGEMMARCA volta a abordar

o assunto de forma sistemática

a partir desta edição,

em reportagem de Guilherme

Kamio. Já na matéria de

capa, de Leandro Haberli, é

mostrada a excelente oportunidade

de negócios que o

crescimento do setor de façavocê-mesmo

abre para o

setor de embalagens. Mas o

cardápio desta edição é bem

mais amplo. Confira.

Até setembro.


6

12

24

Entrevista:

Osmar Elias Zogbi

Presidente da Associação

Brasileira de Celulose e

Papel – Bracelpa fala sobre

a responsabilidade social do

setor produtivo no país

Reportagem de capa:

Bricolagem

Apresentações mais informativas

e funcionais são a

chave de crescimento no

segmento do-it-yourself

Rotulagem

Sinergia e cooperação na

estratégia conjunta de três

fornecedores latino-americanos

de auto-adesivos

28

38

42

46

60 • agosto 2004

Rotulagem

Dimensionados a aplicações

de embalagem, equipamentos

laser crescem na área

de marcação

Marcas

Estudo fornece teorias

para a perda de força

das marcas líderes

Queijo

Metalgráfica

Palmira

completa

80 anos

e lança

embalagem easy

open para queijo tipo reino

Prototipagem

Chega ao Brasil alternativa

compacta para produção de

modelos de embalagem

A capa desta edição foi impressa em Papelcartão Art Premium Novo 250g/m 2 ,

da Ripasa, termolaminada com filme Prolam ® aplicado pela Lamimax.

3 Editorial

A essência da edição do mês, nas palavras do editor

22 Rotulagem

Produtos e tecnologias de decoração, identificação e rastreabilidade

36 Complementos

Competição acirrada na área de tampas com selos de vedação

44 Saúde

Curativos para laboratórios ganham praticidade de aplicação

48 Temperos

Novidade em cubo movimenta segmento de condimentos

52 Internacional

Destaques e idéias de mercados estrangeiros

54 Panorama

Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

60 Display

Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

64 Painel Gráfico

Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

66 Almanaque

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

FOTO DE CAPA: STUDIO AG

Diretor de Redação

Wilson Palhares

palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem

redacao@embalagemmarca.com.br

Flávio Palhares

flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio

guma@embalagemmarca.com.br

Leandro Haberli Silva

leandro@embalagemmarca.com.br

Maria Luisa Neves

Diretor de Arte

Carlos Gustavo Curado

arte@embalagemmarca.com.br

Assistente de Arte

José Hiroshi Taniguti

Administração

Marcos Palhares (Diretor de Marketing)

Eunice Fruet (Diretora Financeira)

Departamento Comercial

comercial@embalagemmarca.com.br

Karin Trojan

Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas

Marcella de Freitas Monteiro

assinaturas@embalagemmarca.com.br

Assinatura anual: R$ 90,00

Público-Alvo

EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que

ocupam cargos técnicos, de direção, gerência

e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras

e usuárias de embalagens para alimentos,

bebidas, cosméticos, medicamentos,

materiais de limpeza e home service, bem

como prestadores de serviços relacionados

com a cadeia de embalagem.

Filiada ao

Esta revista foi impressa em Papelcartão

Art Premium Novo 250g/m2 (capa) e papel

Image Mate 90g/m2 (miolo), fabricados pela

Ripasa S/A Celulose e Papel, em

harmonia com o meio ambiente.

Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466

Laminação: Lamimax Tel.: (11) 3644-4128

Filme da laminação: Prolam Tel.: (11) 3611-3400

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a reprodução de matérias editoriais publicadas

nesta revista sem autorização da Bloco

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matérias assinadas não refletem necessariamente

a opinião da revista.


entrevista >>> Osmar Elias Zogbi

“O setor produtivo deve

assumir seu papel social”

U

m dos mais importantes mercados exportadores

da economia brasileira, o setor de

celulose e papel não vem se destacando

apenas pelo crescimento das remessas

para outros países. Detentora de um faturamento

anual correspondente a 1,4% do PIB nacional,

ou 21 bilhões de reais, a indústria brasileira de celulose

e papel, que superou os Estados Unidos no posto de

maior produtor mundial de celulose de fibra curta, também

tem mostrado que o setor privado pode fortalecer

uma área tão prioritária para o país quanto as divisas geradas

a partir do fomento à exportação.

Num exemplar esforço de voluntariado corporativo, as

empresas ligadas ao mercado de celulose e papel realizam

hoje cerca de 350 projetos sociais envolvendo desde

iniciativas de preservação e controle ambientais até

as mais diversas ações de inserção social de comunidades

carentes. Neste último ponto, ao assistir um progressivo

número de pessoas com os serviços que o Estado

deveria prover, incluindo saúde e educação, a abnegação

coletiva do setor vem provando que em países como

o Brasil as empresas podem assumir um papel ativo na

condução do desenvolvimento social.

Para comentar a importância dessas atividades,

EMBALAGEMMARCA conversou com Osmar Elias Zogbi,

presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel

– Bracelpa. Dono de vasta experiência na administração

de entidades representativas da indústria do setor, Zogbi,

que esteve à frente da Associação Paulista de Papel e

Celulose de 1983 a 1992 e hoje também preside a Ripasa,

coordenou a edição, pela Bracelpa, da publicação

Responsabilidade Social das Empresas do Setor de Celulose

e Papel.

Osmar Elias Zogbi, presidente da Bracelpa –

Associação Brasileira de Celulose e Papel, fala

sobre voluntariado corporativo, tema central de

publicação lançada pela entidade em junho último

6 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

“Foi uma forma de incentivar outros setores produtivos

a adotar políticas sociais sustentáveis, não-assistencialistas”,

ele diz. Lançada em junho último, a publicação

descreve os principais projetos desenvolvidos atualmente

pelas 220 empresas que compõem o mercado brasileiro

de celulose e papel.

Além das ações na esfera social, o presidente da Bracelpa

fala a seguir sobre o esforço de modernização produtiva

empreendido pelas indústrias de papel no Brasil nos

últimos dez anos e ainda comenta os planos de ampliação

da participação do país no mercado global de celulose.

“Até 2012, queremos duplicar nossas exportações”,

adianta Zogbi.

O que motivou o lançamento da publicação Responsabilidade

Social do Setor de Celulose e Papel?

Quando percebemos que cada vez mais empresas estavam

desenvolvendo iniciativas na esfera social, resolvemos

fazer um levantamento dessas ações, mas ainda

sem o objetivo de reuni-las numa publicação. Porém, ao

constatarmos que há no setor de celulose e papel brasileiro

nada menos do que 350 projetos sociais em andamento,

começamos a considerar a realização desse trabalho.

Nossa idéia inicial foi mostrar a outros setores

que a iniciativa privada pode ajudar a preencher a ausência

do poder público em diversas áreas sociais. Também

quisemos que a publicação servisse de incentivo

para o desenvolvimento de ações sociais em outros segmentos

da economia, além de contribuir para o aumento

do voluntariado na sociedade em geral.

A publicação de certa forma mostra que as ações sociais

não constituem uma novidade entre as empresas


entrevista >>> Osmar Elias Zogbi

de celulose e papel. Como essa preocupação começou?

Há muito tempo as empresas filiadas à Bracelpa têm

procurado projetos para melhorar a qualidade de vida

não só do trabalhador das áreas de celulose e papel, mas

também das comunidades situadas no entorno de suas

indústrias e unidades produtivas. Uma das primeiras iniciativas

nesse sentido foi a construção de um hospital

em São Paulo, chamado Sepaco,

que surgiu para atender gratuitamente

todos os trabalhadores e

dependentes do setor de celulose

e papel. Isso é possível, pois

quando a empresa fica fora da capital

o Sepaco faz convênios com

outros hospitais para atender seus

empregados. Eu diria que essa

iniciativa foi um marco ao longo

das atividades sociais das empresas

de celulose e papel, e também

uma prova de que o setor empresarial

pode suprir deficiências do

governo.

Hoje as ações individuais das

empresas parecem ter ganho tanta

importância quanto as iniciativas

coletivas...

De fato, individualmente as empresas

hoje dão suporte às comunidades

próximas às suas unidades,

promovendo atividades esportivas,

além de apoio em termos

de saúde e educação. É um trabalho altamente dignificante,

sobretudo para um setor cujas exportações

vêm crescendo constantemente, gerando não apenas divisas

para o país, mas também mão-de-obra qualificada,

fixando o homem no campo com métodos de produção

limpos ambientalmente.

Os investimentos anuais do setor na chamada esfera social

são calculados em 1,6 bilhão de dólares. Quanto

isso representa no faturamento do mercado brasileiro

Impostos

40%

8 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

“É cada vez maior

o número de empresas

do mercado de celulose

e papel que dão suporte,

em termos de saúde

e educação, às

comunidades próximas

às suas unidades

produtivas”

de papel e celulose? Há planos no sentido de expandir

esse volume?

Na verdade esse número inclui impostos, salários, encargos

e programas sociais, representando 20% do faturamento

do setor. Sem dúvida, a única maneira de aumentar

essa contribuição é expandindo a produção.

À medida que a indústria de papel e celulose crescer,

certamente os investimentos sociais

acompanharão a evolução.

As iniciativas ambientais são um

dos destaques da publicação.

Gostaria que o senhor falasse sobre

a importância das ações de

preservação ambiental no setor

de celulose e papel.

A maioria das empresas integrantes

da Bracelpa já é certificada

em termos ambientais, seja pela

ISO 14000, pela Cerflor, a certificação

ambiental do Inmetro, ou

pela FSC (Forest Stewardship

Council), que é uma entidade internacional.

O fato é que hoje

quem não provar bom manejo

florestal simplesmente não consegue

exportar. E, daqui para

frente, tampouco conseguirá colocar

seu produto no mercado interno.

Por isso, o setor tem absoluta

consciência da responsabilidade

ambiental e ecológica sobre

suas florestas. Temos hoje 1,5 milhão de hectares plantados

de eucalipto e pinus, e 1,5 milhão de hectares preservados

de floresta nativa. Ou seja, 50% de nossas reservas

são preservadas. Na parte industrial, todas as empresas

têm equipamentos absolutamente no estado da

arte, e trabalham dentro da legislação ambiental, que no

Brasil é muito rígida. A maioria, aliás, produz abaixo da

limitação ambiental estipulada pelos órgãos de controle.

São empresas muito modernas, como prova o crescente

número de prêmios ambientais, nacionais e internacio-

Distribuição dos investimentos sociais no setor – 2003

Formação,

desenvolvimento

profissional,

educação e

outros

1%

Encargos

sociais

8%

Preservação

e controle

ambientais

4%

Plantio de

florestas

13%

Ações

comunitárias

1%

Salários, previdência

privada

e participação

nos resultados

28%

Assistência

médica, saúde

ocupacional,

alimentação

e transporte

5%

FONTE: BRACELPA


entrevista >>> Osmar Elias Zogbi

nais, recebidos pelo setor. Dessa forma, não é exagero

dizer que esse aspecto, ao se tornar uma exigência mercadológica,

contribuiu para aumentar nossa competitividade

no exterior.

As empresas brasileiras investiram nos últimos anos em

novas tecnologias de branqueamento de celulose, num

esforço destinado a erradicar o

uso de produtos químicos agressivos

ao ambiente. Como tem

evoluído essa tendência no

Brasil?

Na verdade, não se trata de uma

tendência. As empresas de celulose

brasileiras já trabalham com o

processo de branqueamento de

celulose denominado ECF (Elemental

Chlorine Free), ou seja, livre

de cloro elementar. Trata-se

do processo de branqueamento da

celulose utilizado nos países mais

adiantados, e que já está consolidado

também no Brasil, exatamente

por ser o mais apropriado

do ponto de vista ambiental.

Além disso, reciclamos 44% do

consumo nacional de papel, índice

superior à média mundial. Exportamos

regularmente para mais

de 100 países, e possuímos equipamentos

que nos permitem competir

com produtos world class.

O mês passado marcou o aniversário de dez anos de implementação

do Plano Real. Em linhas gerais, o que o

senhor diria que mudou no mercado brasileiro de celulose

e papel nesse período?

Foi um período em que o processo de globalização se

acentuou em nosso setor. A forte valorização do Real por

longo período reduziu nossa vantagem competitiva frente

aos concorrentes internacionais, obrigando, nesse novo

cenário, as empresas brasileiras de papel e celulose a acelerarem

a modernização de suas estruturas para ganhar

competitividade no mercado externo. O setor investiu nos

últimos dez anos 12 bilhões de dólares, que permitiram o

desenvolvimento tecnológico de processos e produtos de

maior valor agregado, a melhoria ambiental e a racionalização

das indústrias brasileiras de papel e celulose. De

modo geral, são investimentos de longo prazo de maturação,

mas que já permitiram ao Brasil alcançar o posto de

maior produtor mundial de celulose de fibra curta de mercado,

ultrapassando os Estados Unidos.

10 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2004

“Nos últimos dez anos

o setor acelerou a

modernização de

suas estruturas para

ganhar competitividade

no mercado externo.

A partir desse esforço, o

Brasil se tornou o maior

produtor de celulose de

fibra curta do mundo”

O que o setor planeja fazer para manter e ampliar a

competitividade internacional obtida nos últimos anos?

No período 2003-2012, pretendemos investir 14 bilhões

de dólares, com o objetivo de duplicar as exportações de

celulose e manter o market share das exportações brasileiras

de papel no mercado global. Esses investimentos

projetam uma produção de 14 milhões de toneladas de celulose

em 2012, com exportações

de 7 milhões de toneladas. No ano

passado produzimos 9 milhões de

toneladas de celulose e exportamos

4,5 milhões de toneladas. No

caso do papel, nosso plano projeta

passar de um patamar de produção

de 7,8 milhões de toneladas em

2003 para 13,5 milhões de toneladas

em 2012, com as exportações

de papel alcançando a marca de 2

milhões de toneladas.

Como esses números evoluíram

nos últimos dez anos?

A produção brasileira de celulose

cresceu de 5,4 milhões de toneladas

em 1993 para 9 milhões de

toneladas em 2003, ou seja, 66%.

Já a produção brasileira de papel

cresceu de 5,3 milhões de toneladas

em 1993, para 7,8 em 2003,

num crescimento de 47%.

Considerado um indicador de desenvolvimento

econômico e social, o consumo per capita

de papel tem evoluído no Brasil?

Sim. Em 1990, o consumo era de 28,3 quilos por habitante/ano.

No ano passado, registramos 38,2 quilos. O

consumo per capita de papel não é apenas um indicador

de desenvolvimento social, mas também reflete diretamente

o nível da atividade econômica do país. De maneira

geral, embora tenha havido uma inequívoca evolução

ao longo desses últimos anos, nosso consumo de papel,

por habitante, continua bem abaixo da média mundial,

que foi de 51,8 quilos no ano passado. O nosso índice

ainda é muito distante dos observados em países

mais desenvolvidos ou em estágio de desenvolvimento

comparável ao do Brasil. Nos EUA, por exemplo, a

marca per capita/ano é de 324 quilos. Na Alemanha, 225

quilos, e no México, 53 quilos. No ranking dos maiores

produtores mundiais de papel, ocupamos a 11ª posição,

com 7,8 milhões de toneladas. Portanto, temos muito a

crescer, o que torna os investimentos programados para

os próximos oito anos ainda mais importantes.


eportagem de capa >>> bricolagem

Do-it-yourself adequado ao a

STUDIO AG – ANDRE GODOY

Produtos e ferramentas de bricolagem g

Por Leandro Haberli

P

ara alguns se trata de um hobby, espécie

de passatempo criativo. Outros enxergam

na tendência mais uma alternativa

encontrada para driblar a falta de

dinheiro. Seja como for, em vez de recorrer a mãode-obra

especializada, cada vez mais gente sem

conhecimentos específicos toma para si a realização

de pequenas reformas e reparos domésticos.

Ao menos é o que indica o contínuo crescimento

do mercado de bricolagem, que abrange exatamente

o segmento do-it-yourself, ou faça-vocêmesmo,

onde também se incluem atividades como

jardinagem e decoração de ambientes.

Acredita-se que as pessoas que colocam mãos

à obra para empreender melhorias estéticas ou

funcionais em suas próprias casas movimentam

hoje no Brasil um mercado de 35 bilhões de reais

ao ano. Meia década atrás, as vendas anuais do

segmento de bricolagem eram estimadas em 18 bilhões

de reais.

Uma das explicações para o crescimento do

setor reside na expansão dos home centers, mercado

cuja liderança é disputada por redes que já chegam

a deter dezenas de unidades no país (ver quadro

na pág. 14). Tudo indica que esse tipo de comércio,

ao reunir os mais variados materiais e ferramentas

de bricolagem, e funcionar basicamente

como um supermercado, à medida que opera com

auto-serviço e investe para explorar suas possibilidades

de comunicação de ponto-de-venda, encurtou

a distância entre os consumidores finais e o

universo de produtos destinados a pequenas reformas

e reparos domésticos.

“Nos home centers apenas 2% dos compradores

são prestadores de serviço”, diz Jorge Vidal, diretor

da Mídiagrupo Eventos, empresa que organiza

a Bricolage – feira anual de bricolagem e façavocê-mesmo,

cuja próxima edição acontece entre

os dias 4 e 7 de outubro. Vidal afirma que os 98%

restantes do público dos home centers são compostos

por consumidores finais – e não é preciso

ser um especialista para compreender que, quando

buscam produtos de bricolagem, essas pessoas

apresentam diferentes necessidades em relação a

pintores, mestres de obras e paisagistas.


uto-serviço

anham kits e embalagens instrutivas

Assim, outra possível explicação para o crescimento

do setor de bricolagem se resume à adequação

de estratégias de comunicação. Tem ficado

claro que, para não perder oportunidades de atuação,

os fabricantes do mercado do-it-yourself vêm

tendo de inovar a apresentação de seus produtos

em pontos-de-venda. No esforço destinado a aumentar

os negócios facilitando a vida de consumidores

que por vezes se sentem em palpos de aranha

diante de tantas alternativas e especificações

técnicas, um elemento que ganha cada vez mais

importância é sem dúvida a embalagem.

“Mais do que um veículo de informações necessárias

à aplicação e ao uso dos produtos, as

embalagens devem ser vistas pelas empresas como

um aliado para nortear o consumidor em meio aos

milhares de itens expostos nas gôndolas dos home

centers”, sentencia o diretor da feira Bricolage.

Febre dos kits

A boa notícia é que, se até pouco tempo atrás raras

empresas incluíam o planejamento de embalagens

nas estratégias de aumento de vendas, hoje essa

preocupação já transparece na maior faixa do mercado

de bricolagem. Uma das provas de que o segmento

vem realmente encarando as embalagens

como elementos geradores de negócios é o crescimento

da oferta de produtos agrupados em kits

que reúnem conjuntos específicos para diferentes

serviços de bricolagem.

Exemplo à mão (até por ser dotado de alças

para carregar) é a recém-lançada linha de estojos

plásticos com utensílios de ancoragem e fixação

AGRUPADOS – Itens de ancoragem da Bemfixa mais adequados

ao auto-serviço, e fáceis de localizar nas gôndolas

DIVULGAÇÃO


da Bemfixa. Especializada em segmentos

como o de buchas, pregos, brocas e parafusos,

a marca optou por um sistema de embalagem

feito de PVC transparente, que agrupa em seus

diferentes compartimentos pequenas porções

de cada linha de produto. “É uma maneira de

ajudar o consumidor a levar para casa todos os

itens de que necessita para fixar qualquer coisa

em uma parede”, resume Fábio Neves, diretor

da Bemfixa.

Além dos estojos plásticos, quase toda a linha

da empresa é distribuída em blisters feitos

de papel cartão e laminados plásticos, que podem

ser expostos em gancheiras, bem ao estilo

do auto-serviço que reina nos home centers.

Ademais, as cartelas têm cores específicas,

numa estratégia visual que não apenas ressalta

a identidade da marca no ponto-de-venda,

como facilita o consumo dos produtos nas

quantidades certas, permitindo, nas palavras de

Neves, “que o comprador localize nas gôndolas

mais facilmente o que precisa”.

Até itens mais ligados à parte estrutural de

uma obra, e por isso teoricamente situados fora

do escopo do faça-você-mesmo, e sim no mercado

de materiais de construção propriamente

ditos, ensejam o desenvolvimento de soluções

de embalagens específicas para o público predominante

nos home centers. É o caso do kit

integrado que a Tigre, do setor de tubos e conexões,

lançou para a instalação de caixas

14 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

FACILIDADE – Kit

Caixa D`Água, da Tigre:

solução para

consumidores leigos

DESTAQUE – Padrão

de cores para cada

tipo de cartela:

visibilidade no

ponto-de-venda

d’água. O produto contém, agrupados numa

embalagem plástica flexível, todos os itens

necessários para o serviço, como adaptadores

com anel, torneira-bóia, registros de esfera e

uma conexão T soldável.

“Com esse tipo de kit, o consumidor tem a

certeza de que está levando os produtos corretos,

ajustáveis entre si”, diz José Luiz Brandão,

gerente de marketing de sistemas da empresa.

Ainda segundo o representante da Tigre, soluções

como essa vêm sendo lançadas para facilitar

a compra pelo público feminino, que segundo

estimativas internas já constitui maioria

entre os consumidores dos home centers. Nesse

sentido, diz a empresa, o design das embalagens

do Kit Caixa D’água foi planejado “de

maneira didática”. O projeto é da agência Quadra

Comunicação.

Lembrando o consumidor

A área de tintas também é pródiga em exemplos

ilustrativos da importância do planejamento

de embalagem para instruir os consumidores.

Em parte isso ocorre porque muitas tintas

necessitam de produtos químicos desenvolvidos

para facilitar sua diluição e aplicação,

e muitas vezes o consumidor, por falta de informação,

deixa de levar esses complementos.

Para resolver problema similar detectado

na sua linha voltada a pintura de piscinas de fibra

ou concreto, a Tintas Ypiranga criou o kit

Piscina Plus, composto por três produtos – tinta,

catalisador e diluente. “Sobretudo nos home

centers, percebemos que muitas vezes o consumidor

esquecia de levar um ou mais dos itens

necessários à pintura desse tipo de piscina”,

As maiores redes de

home centers do Brasil

C&C . . . . . . . . . . . . .34 unidades

Leroy Merlin . . . . . . . .10 unidades

Telhanorte . . . . . . . . . .10 unidades

Center Líder . . . . . . . .9 unidades

Dicico . . . . . . . . . . . . .8 unidades

Tend Tudo . . . . . . . . . .7 unidades

FONTE: BRICOLAGE


afirma Eulália Ramos, gerente de produto da

marca Ypiranga.

Com a criação do kit, que é vendido em latas

com diferentes capacidades (2,8 litros de

esmalte poliuretano, 800ml de catalisador e

900ml de diluente), e expostas no ponto-devenda

uma ao lado da outra, ela diz que o problema

foi praticamente eliminado. “O emprego

das embalagens foi fundamental para ajudar

o consumidor a comprar e a aplicar os produtos

nas proporções corretas”, entende Ramos.

Toda a linha, que também é indicada

para reverter desbotamentos e acúmulo de impurezas

nas paredes das piscinas, é acondicionada

em embalagens metálicas da Companhia

Metalgráphica Paulista – CMP.

Ainda no mercado de tintas, é possível dizer

que novas soluções de embalagens têm

contribuído para a evolução dos sistemas tintométricos

– equipamentos instalados nos

pontos-de-venda de tintas imobiliárias para

misturar pigmentos às bases e formar a cor desejada

pelo consumidor. Segundo Carlos Vi-

Sem margens para perdas

Entre os produtos de

acabamento, uma categoria

que praticamente

se associou ao conceito

do faça-você-mesmo é

a de texturas. Embora

alguns efeitos que podem

ser obtidos com

esse tipo de massa decorativa

exijam habilidade

apurada, há em muitos

home centers, sobretudo

aos finais-desemana,

oferta de cursos

gratuitos para iniciar

leigos nas técnicas

de aplicação de texturas.

De olho nesse

mercado, e também no

de massas corridas, a

fabricante de embalagens

metálicas Cerviflan

desenvolveu uma linha

sem o tradicional

anel situado no topo

das latas, que normalmente

tem a função de

16 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

dar encaixe às tampas.

A idéia, diz Jean Lozargo,

gerente industrial

da empresa, é permitir

a retirada de todo o

conteúdo, “sem abrir

margens a perdas para

o consumidor final”. Batizada

de Abertura Total

e vendida principalmente

nas versões de

900ml e 3,6 litros, as

latas da Cerviflan podem

ser vistas, entre

outros produtos, na linha

Metalatex Massa

Acrílica, da Sherwin-

Willians. Outra novidade

da Cerviflan que

tem tido boa recepção

no mercado de bricolagem

são as latas Neck-

In, cujo fundo com diâmetro

reduzido possibilita

empilhamento nos

pontos-de-venda e durante

o transporte.

COMPLEMENTOS –

Na área de tintas,

kits impulsionam

a venda de diluentes

e solventes

terbo Junior, gerente de marketing da Brasilata,

a lata Biplus, produzida pela empresa com

uma tampa dotada de um segundo sistema de

fechamento, formado por uma membrana plástica

transparente, com lacre na forma de alça,

recentemente fez a fabricante de tintas Suvinil

empreender algumas alterações no Selfcolor,

marca de seus equipamentos tintométricos.

“Graças à facilidade de abertura e visualização

…e empilháveis,

da Cerviflan

Latas com abertura

ampliada...


proporcionada pela Biplus, a Suvinil aposentou

o dispositivo de furo de seus equipamentos

tintométricos”, diz Viterbo.

Apesar desses exemplos bem-sucedidos,

alguns fabricantes de tintas reclamam da falta

de opções de embalagens mais específicas para

o mercado do-it-yourself. Quem faz esse tipo

de queixa é Mauricio Gasperini, gerente de

grupo de produto da Tintas Coral. Segundo ele,

a empresa enfrentou “dificuldades” para encontrar

uma embalagem adequada à linha Pint

& Pronto – composta pelos produtos Esmalte

Base Água e Tinta Acrílica Uma Demão, seu

primeiro lançamento específico para o segmento

faça-você-mesmo.

Em busca de grandes volumes

Ainda de acordo com Gasperini, a empresa

queria vender esses produtos em recipientes

retangulares horizontais com espaço para colocar

o rolo de tinta. “Em termos de facilidade de

aplicação, é o tipo de embalagem mais indicado

para o segmento do-it-yourself”, conta o gerente

da Coral, acrescentando que esse formato

é muito comum no mercado de tintas dos

Estados Unidos, onde o conceito faça-vocêmesmo

é “muito mais disseminado”.

Mas o gerente de produtos diz que a Coral

optou por latas com formato cilíndrico, porque

“todos os fornecedores de embalagens contatados

alegaram ser necessário grandes volumes

para produzir as embalagens retangulares”.

Hoje a linha Pint & Pronto pode ser encontrada

em latas de 3,6 litros e 9 litros da Brasilata,

com design do Studio Maretti.

De fato o mercado brasileiro de faça-vocêmesmo

ainda não está definitivamente consolidado,

como já ocorre não só nos Estados Unidos,

mas também na Europa, e muitos motivos

podem explicar isso. A mão-de-obra especiali-

PROTESTO – Linha Pint & Pronto, da Coral: dificuldade

de encontrar embalagens retangulares horizontais

18 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Outra boa opção para mix machines

Calcula-se que 20% das tintas

imbobiliárias vendidas

no Brasil sejam pigmentadas

nos próprios pontos-devenda,

com o uso de máquinas

de mistura conhecidas

como sistemas tintométricos,

ou mix machines. Para

não perder participação

nesse segmento, a Companhia

Metalúrgica Prada, tradicional

fornecedora de

embalagens para o setor de

tintas, está investindo para

divulgar sua lata Safe Mix,

que foi desenvolvida para facilitar

a adição de pigmento

zada em reparos domésticos, por exemplo, ainda

é barata no Brasil, e muitos a preferem terceirizar

serviços de bricolagem. “A impressão

que se tem é de que no Brasil o do-it-yourself

está muito concentrado na classe C, que prefere

fazer os serviços por conta própria apenas

para economizar”, acredita o gerente da Coral.

Por outro lado, o crescimento dos home

centers, que se transformaram em verdadeiros

templos do faça-você-mesmo no Brasil, não

mostra sinais de arrefecimento. “Há muito terreno

para esse setor crescer no Brasil, principalmente

fora do eixo Rio-São Paulo”, analisa

Jorge Vidal, da feira Bricolage. Grande indicativo

dessas oportunidades é o fato de que, além

de um déficit de 6,5 milhões de moradias, a

Anamaco – Associação Nacional dos Comerciantes

de Material de Construção estima que

haja no Brasil 12 milhões de casas e apartamentos

precisando de reforma. Imagine-se

uma pequena elevação na tão ansiada e necessária

renda média dos brasileiros para se ter

idéia do que pode crescer o mercado do façavocê-mesmo

e as oportunidades que abriria

para o setor de embalagem.

e dificultar violações. O sistema

é composto de tampa

metálica reforçada com batoque

plástico transparente

no centro. Retirado, o acessório

facilita o processo de

adição de pigmentos nas

mix machines, e a verificação

pelo consumidor da cor

obtida. De acordo com Marcelo

Dinhi, do departamento

de marketing da Prada,

esse sistema conjugado se

“diferencia das demais opções

oferecidas no mercado

brasileiro por possuir lacre

antiviolações”.

Brasilata

www.brasilata.com.br

(11) 3871-8500

Bricolage – Feira

Internacional de Bricolagem

e Faça-Você-Mesmo

www.bricolage.com.br

(11) 5687-8522

Cerviflan

www.cerviflan.com.br

(11) 6342-5629

Companhia Metalgráphica

Paulista - CMP

www.cmp.ind.br

(11) 6099-7900

Prada

www.prada.com.br

(11) 5682-1000

Quadra Comunicação

www.quadra.com.br

(48) 225-5656


Masipack investe em aplicadores de rótulos

Focada no fornecimento de equipamentos

de envase, a Masipack está

divulgando uma linha menos conhecida

de suas soluções. A marca também

vem atuando com equipamentos

de aplicação de etiquetas e rótulos,

como a MXEQ, aplicadora que opera

em velocidade de até 30 metros/minuto.

Segundo a empresa, a solução,

que possui “extensas linhas de acessórios”,

foi desenvolvida para permitir

ampla variedade de aplicações, incluindo

caixas de papelão ondulado,

frascos e potes plásticos.

(11) 4178-8099

www.masipack.com.br

Prakolar moderniza parque produtivo

Há 36 anos no mercado brasileiro de

rótulos, a Prakolar anunciou a aquisição

de dois novos equipamentos. O

primeiro é uma impressora nove cores

que combina processos de flexografia

UV, serigrafia rotativa, verniz

UV, laminação, hot stamping e corte.

A segunda máquina recém-comprada

pela empresa é uma inspetora

Torres recebe

novamente ISO

Especializada em etiquetas inteligentes

para soluções de automação

comercial e industrial, a Torres recebeu

em junho uma nova versão da

certificação ISO 9001, que já havia

sido obtida pela empresa em 1998,

em sua linha de smart labels.

(11) 3346-6900

www.torres.ind.br

Novas regras para rotulagem

O prazo para adequação às regras

de rotulagem estabelecidas pela Portaria

157, de 19 de agosto de 2002,

que dispõe sobre a indicação quantitativa

nas embalagens de produtos

de varejo, vai até 31 de dezembro. A

informação foi passada por Maria

22 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

automática computadorizada capaz

de detectar “defeitos de impressão

menores que 1mm”. Segundo a empresa,

que não revelou as marcas

dos novos produtos, essa inspetora

dispensa o uso dos “tradicionais sistemas

da inspeção visual”.

(11) 6291-6033

www.prakolar.com.br

Logomarca alterada

A Prodesmaq fez uma pequena alteração

em sua logomarca. Na linha

fina abaixo do logotipo da empresa

lê-se agora “Soluções Integradas em

Auto-Adesivos”, e não mais “Soluções

em Auto-Adesivos”.

(19) 3876-9300

www.prodesmaq.com.br

Manuela Mota dos Santos, do Inmetro

(Instituto Nacional de Metrologia),

em palestra realizada na Abre – Associação

Brasileira de Embalagem.

Segundo ela, a Portaria 157 prevê

que “quando por motivo de natureza

técnica, devidamente justificada, a in-

Finalistas e

um vencedor

anunciados

A Labelexpo anunciou os finalistas

da primeira edição do prêmio Label

Industry Global Awards, cujos

vencedores serão conhecidos durante

um jantar de gala em Chicago,

em 13 de setembro, paralelamente

à feira Labelexpo Americas

2004. Na categoria “Continuous

Innovation” (Inovação Contínua),

que premia companhias que deram

significantes contribuições

para o crescimento global e o desenvolvimento

da indústria de rótulos,

as três finalistas são a Avery

Dennison, a Esko Graphics e a

Nilpeter. Na categoria “New Innovation”

(Nova Inovação), que contempla

soluções criativas e inovadoras

que estão sendo lançadas

para o desenvolvimento futuro do

mercado, as finalistas são a AVT,

a Gidue e a HP Indigo. Por sua

vez, o mais prestigiado dos prêmios,

o R. Stanton Avery Lifetime

Achievement Award, que reconhece

a contribuição de profissionais

de atuação destacada no setor de

rótulos, já tem dono. Ele vai neste

ano para o americano Dale Bunnell,

que foi por 20 anos vice-presidente

de vendas e marketing da

fabricante de impressoras Mark

Andy. O júri do prêmio é composto

por representantes de entidades

de classe internacionais ligadas ao

setor e de publicações estrangeiras

especializadas.

www.labelexpo.com

dicação quantitativa não puder constar

na vista principal, o tamanho dos

caracteres deve ser, no mínimo,

duas vezes superior ao estabelecido

na tabela correspondente”.

Mais informações pelo e-mail:

dimep@inmetro.gov.br


Co-opetição latina

Três convertedoras de auto-adesivos unem-se em aliança estratégica

Por Wilson Palhares

E

m vez de buscar o confronto, juntar

energias para ganhar em conjunto.

Essa é a palavra de ordem empresarial

ante a globalização da economia e

a crescente força das organizações transnacionais.

Face ao avanço do modelo globalizante,

empresas saudáveis e eficazes – mas sem o porte

e o poder de fogo das grandes corporações

multinacionais – buscam, cada vez mais, saídas

criativas para tirar proveito da situação e fortalecer-se

dentro dela. É o que vêm fazendo desde

janeiro de 2003, depois de dois anos de trabalho

em direção à sinergia, a brasileira Baumgarten,

a chilena Toprint e a mexicana Flexo

Print, grandes convertedoras de rótulos autoadesivos

em seus respectivos países.

Na onda da “co-opetição”, ou “competição

cooperativa”, mais um neologismo surgido da

necessidade de crescer no mundo dos negócios,

adaptado livremente do inglês “co-opetition”,

as três empresas uniram-se numa joint-venture

operacional estratégica, a Label Alliance-Latin

America, a fim de oferecer uma opção integrada

de produção e fornecimento em âmbito continental.

Segundo suas diretorias, as três parceiras

contam “com total capacidade, tecnologia e

infra-estrutura para atender toda a região latino-americana”.

Isso lhes conferiria posicionamento

privilegiado no atendimento de potenciais

clientes, sobretudo os situados nos mercados

de produtos de cuidado pessoal e de limpeza

doméstica.

“Para as empresas que têm sede nos Estados

Unidos e na Europa e atuam na América

Latina, a região em geral é vista como uma

área única, como um mercado mais ou menos

compacto, não é feita uma separação por países”,

lembra Ronaldo Baumgarten, presidente

da Baumgarten Gráfica. Cada vez mais, ele

conta, as licitações para encomendas são feitas

em pacotes completos, isto é, para fornecimentos

de grandes volumes, porém destinados a

uso em fábricas localizadas em diferentes países.

A Label Alliance surgiu para atender,“com

24 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

FLEXO PRINT – Localiza-se na

Cidade do México, capital do

país e potencial ponta de lança

não só para atender, como

já ocorre, os países da América

Central, mas também

para penetrar com vantagens

alfandegárias nos Estados

Unidos e no Canadá, via Alca.

TOPRINT – Fica na capital chilena,

Santiago, ponto de irradiação

para os mercados do

Pacto Andino (Peru, Equador

e Colômbia) e, em boa parte,

da Venezuela.

BAUMGARTEN – Situa-se em

Blumenau, Estado de Santa

Catarina, praticamente no coração

dos mercados consumidores

mais fortes dos Brasil,

isto é, as regiões Sul e Sudeste.

Do ponto de vista da

logística, a localização da

planta industrial é estratégica

também para fornecer

para os demais países sócios

do Mercosul (Argentina, Paraguai

e Uruguai).


eficácia, preço, escala, prazos e qualidade” a

esse tipo de demanda.

Na interpretação do gerente geral da aliança,

Martí Macuer, engenheiro químico formado

pela Universidade Adolfo Ibañez, do Chile, com

larga experiência na coordenação de negócios

na América Latina, um fator que pesará na decisão

daquele público será a possibilidade de dispor

de um interlocutor único para tratar. “Isso

evita esforços adicionais, minimiza riscos e contribui

para reduzir custos derivados da necessidade

de entender-se com provedores de portes,

culturas e tecnologias diferentes”, ele diz.

Ademais, com quatro plantas localizadas estrategicamente,

a organização está apta a garantir

cobertura a todos os países da região, lembra

Macuer. “O risco é menor quando as encomendas

não são concentradas num único fornecedor”,

ressalta por sua vez Ronaldo Baumgarten.

“Na hipótese de ocorrer algum problema numa

unidade da aliança, temos procedimentos para

fornecer a partir de outra.”

Além de apresentar como dois de seus mais

fortes argumentos essa vantagem e a infra-estrutura

tecnológica combinada das três empresas

(ver o quadro), a organização brande os benefícios

tarifários decorrentes de acordos multilate-

Forças complementares

O potencial de negócios da Label Alliance-Latin America

reside em boa parte no que Ronaldo Baumgarten, presidente

de uma das três participantes, a brasileira

Baumgarten Gráfica, descreve como “sinergia e identifi-

ETIQUETAS TOPRINT

– Tem em sua planta

industrial impressoras

de última geração

UV, da Ko-Pak, o

que lhe garante

grande flexibilidade

no mercado de pro-

dutos promocionais.

Conta ainda com

equipamentos flexográficos

base água,

além de tecnologia

de serigrafia. Como

suas parceiras, está

equipada com impressoras

Nilpeter,

que a habilitam a

combinar impressão

offset com serigrafia

rotativa, flexografia,

hot stamping e gofrado,

tudo em linha.

A pré-impressão é

feita no sistema CtP

(Computer to Plate),

com exclusividade no

mercado chileno.

26 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Label Alliance

+56 9 533-7928

marti@vtr.net

BAUMGARTEN GRÁFICA –

Possui quatro impressoras

rotativas Nilpeter MO 3300,

que combinam impressão básica

em offset em linha, flexo-

rais de livre comércio dos quais elas podem usufruir,

como circulação favorecida de mercadorias

e tratamentos tarifários diferenciados.

No momento, as três empresas vêm trabalhando

para aprimorar e fortalecer a aliança, que

aliás se encontra “em processo de aproximação

com outros players”, segundo Baumgarten. Independentemente

disso, ainda este ano a organização

disporá de um Centro de Desenvolvimento

Regional, a ser formado por funcionários das

três empresas. A principal missão do RDC,

como é chamado internamente, será incentivar

o desenvolvimento de novas idéias, conceitos e

produtos, com padrões de qualidade nos moldes

da ISO 9000, adequados a cada cliente.

A sede do Centro será no Brasil e permanecerá

sob o comando do gerente geral Martí Macuer.

Com o estabelecimento de padrões comuns

de qualidade, os clientes poderão acompanhar

o desenvolvimento de seus produtos

numa única planta, aguardando os resultados finais,

sempre homogêneos, em diferentes pontos.

Segundo o presidente da Baumgarten Gráfica,

“há um incremento importante nos resultados

de vendas nos dois anos e meio em que a

aliança funciona, e as empresas que utilizam

seus serviços estão muito satisfeitas”.

cação de parceiros que se entendem”, mas sem dúvida

pesa muito também a similaridade de equipamentos e

de tecnologia para a conversão de etiquetas auto-adesivas

de que cada uma dispõe e que é apresentado aqui.

FLEXO PRINT S/A – Dispõe de

impressoras flexográficas UV

Nilpeter de seis e oito cores.

Além disso, tem i,a impressora

digital HP Indigo de última geração,

bem como uma Comco

para impressão flexográfica

base água e UV. Com este

equipamento está apta a entrar

na seara dos rótulos-manga,

ou sleeve (feitos de filmes

de polietileno monocamada e

afixados à embalagem por

pressão) e wrap-around (que

envolvem os recipientes, como

cintas).

grafia e hot stamping. Conta

ainda com quatro impressoras

Gallus, que podem combinar

impressão letterpress

com serigrafia.


Codificação limpa

Sem usar tinta, marcação de embalagens a laser ganha espaço no Brasil

A

pós anos trabalhando para

que as vendas de suas linhas

de equipamentos de

codificação a laser deslanchassem

no Brasil, as empresas que

atuam no mercado de marcação de dados

variáveis finalmente começam a

colher os frutos do trabalho de introdução

dessa tecnologia no país. Embora

a participação dos marcadores laser,

que chegaram por aqui no final da

década de 90, ainda seja muito pequena

na comparação com os tradicionais

sistemas a jato de tinta ou termo-transferência,

a impressão de informações

como data de fabricação, prazo de validade

e número de lote a partir da tecnologia

vem sendo procurada no

Brasil para as mais diferentes aplicações

de rastreabilidade e identificação

de embalagens.

Ao largo da desmistificação de temores

suspeitos, como o de que os feixes

podem afetar a qualidade de medicamentos,

alimentos e bebidas,

ou mesmo ferir os funcionários

nas linhas de

LEGÍVEIS - PET e PVC

não apresentam restrições

para codificação a laser

produção, talvez a principal explicação

para o aumento do interesse por

essa tecnologia de codificação de

embalagens seja a queda de custos.

“Quando trouxemos os primeiros

equipamentos para o Brasil, em 1997,

eles tinham potência muito alta”, diz

Kleber Dreux Miranda, diretor-comercial

da Sunnyvale, empresa que

distribui no Brasil as linhas de marcadoras

a laser da marca Domino. “Nos

últimos anos, porém, houve um dimensionamento

para aplicações específicas

no mercado de embalagem,

num processo que diminuiu sensivelmente

o preço final das soluções.”

Nada de consumíveis

Além da alegada queda de custos, os

fabricantes e distribuidores defendem

que as aplicações de marcação a laser

têm a seu favor uma ampla lista de

vantagens operacionais. Entre os benefícios

estariam aspectos como facilidade

de manutenção, garantia

de limpeza nos processos industriais

e economia de consumíveis.

De todos esses argumentos

favoráveis ao laser,

talvez o último deles seja o mais

persuasivo.

Ocorre que os equipamentos

de marcação que utilizam a

tecnologia de raio laser de fato

não consomem tintas, como

ocorre com as codificadoras do

tipo ink-jet, e nem ribbons - as

fitas utilizadas nos processos de

marcação por termo-transferência.

O único “consumível” é a energia

elétrica que alimenta a máquina,

fazendo com que o raio laser “queime”

a área sobre a qual incidiu, de

modo a dar contraste com a camada

inferior do material.

CRESCIMENTO - Melhores perspectivas para

a marcação a laser estão nas cartonadas

“É esse contraste que possibilita a

leitura dos caracteres”, resume Pablo

Boix, gerente de área para América do

Sul da Markem, empresa americana

que atua no mercado de marcação a

laser, e está estruturando uma subsidiária

brasileira após anos de atuação

no país via canais de distribuição.

Por não demandar consumíveis, os

fornecedores da tecnologia afirmam

que, embora custe mais caro do que as

impressoras a jato de tinta, essa categoria

de equipamentos de codificação

“se paga” ao longo do tempo. “Temos

clientes que decidiram migrar para codificadoras

a laser porque chegam a

gastar 800 dólares por mês em consumíveis

de ink-jets contínuas”, diz Paulo

Afonso Ribeiro, profissional ligado

à Qualitron Tecnologia, que está assumindo

o cargo de gerente comercial

da Markem no Brasil.

Afora a economia com cartuchos e

fitas, a codificação a laser apresenta

FOTOS: DIVULGAÇÃO


nesses tempos de febre de pirataria

uma vantagem competitiva para empresas

temerosas de que seus produtos

sejam alvo de contrafação: as marcas

deixadas na embalagem pelos raios laser

são indeléveis.

Caracteres permanentes

“Ao contrário do que pode ocorrer

com o jato de tinta, não é possível alterar

os códigos feitos a laser sem deixar

vestígios”, afirma Ribeiro. Tal aspecto,

que em contrapartida impede o

uso da tecnologia diretamente sobre

recipientes retornáveis (como garrafas

de bebida, por exemplo), tem feito

com que a presença de marcações a laser

cresça especialmente em embalagens

de fármacos, mercado no qual os

prejuízos causados por marcas piratas

são potencialmente maiores.

Apesar dessas vantagens, que vêm

fazendo com que a tecnologia cresça

especialmente em cartuchos cartonados,

as máquinas de codificação a laser

podem ser incompatíveis com

VANTAGENS - Além de

economia, ausência de

tintas garante processos

de marcação mais limpos

30 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

alguns tipos de material, como polietileno

(PE). O problema geralmente se

resume à baixa legibilidade dos caracteres,

obstáculo que, no caso do polietileno,

vem sendo superado com a ajuda

de pigmentos especiais. Sem alterar

a aparência da resina, tais substâncias

permitem que a marcação a laser

seja legível a partir de reação química

causada pela incidência do raio na

superfície plástica.

Ainda em recipientes plásticos, a

falta de contraste pode ser resolvida

de maneira mais simples – a partir da

impressão de uma pequena tarja cuja

cor seja diferente da que recobre o

corpo da embalagem. Mas codificações

a laser em outros materiais podem

ser mais complicadas.

Em latas metálicas, alem de restrições

impostas pela propriedade refletiva

do material, há que se considerar

o fato de que os dados variáveis são

normalmente impressos no fundo dos

recipientes, onde a superfície do alumínio

ou do aço é raramente recoberta

com tinta. Nesses casos a marcação

a laser pode não apresentar o contraste

necessário à legibilidade, lembra

Kleber de Miranda, da Sunnyvale.

Outro mercado em que a marcação

a laser encontra obstáculos é o de

embalagens flexíveis, onde, diga-se, a

presença da termo-transferência vem

crescendo mais e mais, inclusive para

impressão de informações mais complexas,

como ingredientes e tabelas

nutricionais de alimentos. “Nem toda

POTÊNCIA - Equipamentos para

marcação em vidro estão

mais acessíveis

a bobina de filme pode ser codificada

a laser”, observa Ribeiro, da Markem.

“Mas já conseguimos desenvolver

projetos de marcação a laser em

embalagens flexíveis multicamada”,

ele diz, citando como exemplo os

substratos usados nos sistemas de

acondicionamento a vácuo de algumas

marcas de café da Sara Lee.

Por sua vez, o diretor da Sunnyvale

lembra que não seria “muito lógico”

fazer codificações a laser de impressões

extensas e complexas. “Nesses

casos, haveria limitação de velocidade”,

justifica ele.

No que pesem essas restrições, segundo

estimativas dos próprios fabricantes,

em mais de 60% dos projetos

de codificação é plenamente possível

empregar marcadores a laser. Prova

das possibilidades vem dos Estados

Unidos, onde o sistema está muito

mais difundido do que no Brasil, e até

em garrafas de vidro descartáveis observa-se

esse tipo de marcação.

Seja como for, tudo indica que o

laser será uma opção cada vez mais

oferecida às empresas que decidirem

investir em novas linhas de marcação

de embalagem. “Acreditamos que

hoje o Brasil tenha capacidade para

consumir mais de 300 máquinas laser

por ano”, afirma o gerente comercial

da Marken. Caso tal demanda seja

plausível, sem dúvida trata-se de um

salto e tanto para um país em que até

há pouco tempo sequer se ouvia falar

nessa tecnologia de codificação.

Markem do Brasil

0800-132020

www.markem.com

Sunnyvale

(11) 3048-0100

www.sunnyvale.com.br


Dicas sobre auto-adesivos

Providências simples podem muitas vezes evitar perdas irreparáveis

O

convertedor e a indústria

usuária de auto-adesivos

tomam enormes cuidados

para evitar roubos ou outros

danos aos substratos e aos rótulos

já impressos em que investiram

respeitáveis quantias de dinheiro com

o objetivo de agregar valor a seus

respectivos produtos: deixam-nos

armazenados no almoxarifado repleto

de sistemas de alarme e variados dis-

Luz e ar – Produtos

auto-adesivos se

comportam como elemento

“vivo”, sendo

portanto afetados por

temperatura, luz, umidade,

tipo de embalagem,

modo de

armazenagem, manuseio,

etc. Por isso,

precisam de luz solar

e ar. Convertidos ou

não, devem ser armazenados de

tal modo que não recebam diretamente

a luz do sol e correntes

de ar quente ou frio.

Temperatura e umidade – O lugar

onde os produtos auto-adesivos

32 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

positivos de segurança, põem grades

nos armazéns, contratam guardas,

cães ferozes, o diabo.

No entanto, com freqüência, no

momento de imprimir ou usar o material,

nada dá certo. As bobinas não

correm nas impressoras, os rótulos

não soltam facilmente da base, ou não

colam nos recipientes em linha. Na

maioria das vezes isso se deve a falhas

elementares, como escolha errada do

Lembretes para antes da conversão

• Tipo do substrato de aplicação

• Forma/rigidez e textura do

substrato

• Temperatura de aplicação

• Temperatura de serviço

• Há impressão variável?

serão armazenados

deve estar, se possível,

sob controle de

temperatura e umidade,

no máximo

30ºC, no mínimo 10ºC

e até 75% UR. Isso

evita que o material

tome formas inadequadas,

como

encanoamento,

enrugamento e

enrigecimento

Empilhamento – As embalagens

devem ser tratadas com cuidado

no momento de serem

armazenadas, pois devem ser

material ou armazenamento inadequado.

Para que tais problemas sejam evitados,

a Avery Dennison, uma das

maiores fornecedoras mundiais de

bases para conversão de rótulos autoadesivos,

elaborou um rol de dicas, ou

check list, que podem ajudar a evitar

perdas e tirar o máximo proveito tanto

dos produtos de sua marca, Fasson,

quanto dos fornecidos por outros fabricantes.

Veja aqui.

• Resultado final desejado

(permanente/removível)

• Velocidade de rotulagem

Algumas noções sobre o material e cuidados no armazenamento

resguardadas de impactos,

pressões e cargas excessivas. O

empilhamento não deve ultrapassar

de dois estrados para as barricas

e de vinte unidades para as

caixas de papelão.

Embalagem – As barricas de

fibra utilizadas para embalagem

de bobinas de auto-adesivo,

bem como as caixas de papelão

ondulado para folhas, são ideais,

pois absorvem os impactos

durante seu manuseio e transporte.

A embalagem inadequada

pode provocar deformações no

material, o que prejudica muito o

desempenho durante o processamento.


complementos >>> fechamentos

Praticidade ampliada

Tampas de aço aplicadas por vácuo crescem aqui e no exterior

CONQUISTA – Aro diz que a

Prática, lançada há quase um

ano, já detém mais de 60%

de participação em tampas

para copos de requeijões

D

epois de passar quinze anos como

única fabricante das tampas metálicas

Abre-Fácil, aquelas utilizadas

em copos de vidro para requeijões e

conservas e em latas de atomatados, produtos

lácteos e doces, a Rojek vem enfrentando duras

investidas concorrentes de um ano para cá.

A expiração de sua exclusividade industrial sobre

esse tipo de fechamento, que ela própria

inventara no fim da década de 80, atiçou os

ânimos de outra metalgráfica paulista, a Aro.

Querendo nacos desse mercado, que movimentou

332 milhões de unidades de tampas

em 2002, na estatística mais recente guardada

pela consultoria Datamark, a Aro lançou há

cerca de um ano a Prática, uma alternativa de

fechamento de abertura fácil cuja mecânica de

funcionamento é a mesma da criação da Rojek:

ela também é aplicada sob o uso de altovácuo

e aberta por meio de um furo de alívio.

Detalhe singular, porém, é que seu selo plástico

de vedação tem formato de anel, e não de

disco, como na solução pioneira. Outro diferencial

da Prática, nas palavras de Luiz Carlos

Covelo, diretor comercial da Aro, é a maior se-

36 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Aro

(11) 6462-1700

www.aro.com.br

Datamark

(11) 3038-1790

www.datamark.com.br

Rojek

(11) 4447-7900

www.rojek.com.br

gurança que proporciona ao consumidor final,

“uma vez que ela não pode ser violada sem

uma visível denúncia.”

A abertura de concorrência em torno desse

fechamento vem causando movimentação no

mercado. Covelo afirma que a Prática já conquistou,

nesse quase um ano de vida, mais de

60% de participação nos requeijões em copo –

segmento responsável por 26% do consumo

dessas tampas naquele citado escrutínio da Datamark.

Entre os clientes que amealhou estão

nomes como Danone, Nestlé, Itambé, Nilza e

Lulitati. Buscando ampliar seu share, a Aro

está lançando neste mês uma nova versão da

Prática, de diâmetro menor (de 67mm, contra

os 74mm da primogênita), e se prepara para

entrar num outro segmento importante para as

tampas de fácil abertura, o de atomatados.

Sensação lá fora

Por sua vez, a Rojek não está imóvel vendo a

concorrência crescer num de seus principais

negócios. Tanto é que ela está levando a cabo

uma estratégia de disseminar sua Abre-Fácil

no mercado internacional. Nos Estados Uni-

FOTO: STUDIO AG


DIVULGAÇÃO

dos, licenciou sua solução para a Silgan Containers,

divisão de recipientes metálicos do

grupo Silgan, um dos maiores do setor de

embalagens por lá. No lançamento para o mercado

ianque, a Abre-Fácil teve seu nome alterado

para Dot Top – alusão ao disco de vedação

presente no centro da tampa, já que “dot”

significa “ponto” numa tradução livre do inglês.

A Abre-Fácil inclusive já ganhou, a partir

dos negócios com a Silgan, um importante

cliente americano, a Hirzel Canning Company.

“Essa indústria já está utilizando a Abre-Fácil

em sua linha de molhos para pizzas com a

marca Dei Fratelli”, conta Reinaldo Rojek, diretor

superintendente da Rojek.

“A Dot Top é uma das mais quentes tendências

de conveniência em embalagens metálicas”,

assinala uma reportagem da edição de

maio e junho da revista americana Package

Design Magazine. Uma disseminação no exterior,

contudo, não deve ser rápida, mas gradual.

Isso porque, de acordo com Jeff DeLiberty,

gerente de marketing da Silgan, a conversão

de uma linha inteira de produtos para

acoplar a Dot Top pode demorar em torno de

um ano. A boa recepção do mercado americano

é uma evidência de que, apesar de já ter

sido apontada diversas vezes por especialistas

estrangeiros como grande inovação em embalagem,

é a partir de agora que a Abre-Fácil tem

tudo para se tornar uma vedete lá fora. Outro

bom sinal: através da Silgan, ela acaba de faturar

o prêmio “Can of the Year” (Lata do Ano)

de 2004, promovido pela revista britânica The

Canmaker, um guia internacional do setor de

recipientes metálicos. “Há oito anos esse evento

não premiava uma lata para produtos alimentícios”,

comemora Rojek.

LAUREL – Dot Top, nome da Abre-Fácil nos Estados

Unidos, rendeu prêmio internacional à Rojek


mercado >>> marcas

Entra em cena o consu

Pesquisa qualitativa em três cidades observa e teoriza as razões da queda de poder d

Por Guilherme Kamio

D

esde a implantação do Plano Real,

paradigmas do marketing clássico

vêm sendo questionados no Brasil.

Um deles é o de que as marcas fortes

seriam, por si sós, garantias de lucratividade

e de prosperidade para qualquer negócio.

Bastaram os avanços das marcas econômicas,

nos anos 90, para essa noção fraquejar. Por

um lado é descabido determinar a ruína das

marcas líderes – afinal, Omo permanece líder

de vendas de detergentes em pó, Antarctica de

guaranás, Nescau de achocolatados e Hellmann’s

de maioneses, para ficar em poucos

exemplos. Por outro é inegável que as marcas

não gozam, hoje, do mesmo poder de antes.

38 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Há dez anos, a Coca-Cola detinha mais de

50% de participação em refrigerantes. Em

2002, seu share caíra para 32%. Em 1995, a

Kellogg’s dominava 72% do mercado de cereais

matinais. Hoje, esse índice caiu mais de

25%. Nos últimos anos, marcas líderes de diversos

outros segmentos do varejo seguiram

trajetória descendente parecida, e não por

causa de investidas de concorrentes de peso,

mas de indústrias de pequeno e médio porte e

das marcas próprias dos supermercados. Esses

movimentos deram origem a expressões

como “alta das linhas de combate”, “tubainização

do mercado” e “ascensão das marcas

talibã”, entre outras.


midor estrategista

as marcas líderes e do crescimento das marcas populares nos últimos anos

Com o intuito de entender essa transformação

na relação do consumidor brasileiro

com as marcas, a empresa de pesquisas de

mercado Ipsos Brasil coordenou um estudo

qualitativo – mais apegado a traçar tendências

do que retirar ilações de grandes quantificações

– baseado nos hábitos de setenta donas-de-casa,

divididas entre representantes

das classes sociais de A a D e residentes nas

cidades de São Paulo, Porto Alegre e Recife.

Um pré-requisito para participar da pesquisa

era o abandono de pelo menos três marcas líderes

– ou premium, como a Ipsos preferiu

denominá-las. Entre diversas ferramentas de

pesquisa utilizadas, elas foram entrevistadas,

participaram de discussões em grupo e tive-

ram idas ao auto-serviço monitoradas. Os resultados

foram divulgados no fim de junho.

Novo padrão

Segundo o estudo, está nascendo e se consolidando

um novo padrão de consumo, baseado

no que se resolveu definir por “consumidor

estrategista”. Ele é produto do cenário paradoxal

que se fortaleceu dos anos 90 para cá,

no qual a quantidade de pontos-de-venda e o

número de itens neles expostos explodiram,

mas o poder de compra da população caiu

drasticamente (ver o gráfico). Para não abdicarem

do consumo de certas categorias de

produtos, o que lhes causa sensação de perda

e de marginalização, as donas-de-casa cria-


am táticas para driblar o aperto dos orçamentos.

Elas estão comparando mais os folhetos

dos supermercados em busca dos menores

preços e das promoções. Outra medida detectada:

para preservar o consumo das marcas

notórias, as donas-de-casa vêm optando por

versões em embalagens e em volumes menores.

Se esses procedimentos não forem suficientes,

aí sim elas partem para as marcas

mais acessíveis.

Os câmbios forçados, contudo, não têm

feito as consumidoras praguejarem contra a

crise. Pelo contrário: a Ipsos notou que elas se

sentem beneficiárias de uma guerra que a indústria

e o varejo estão travando pela sua preferência,

e destacam o fato de terem sido obrigadas

a assumir uma postura muito mais ativa

como guardiãs da renda familiar. “Observamos

que muitas dessas consumidoras vêm

preconizando a permanência em determinada

categoria de produto em vez de só aceitar a

marca de referência”, afirma Raquel Siqueira,

diretora de pesquisas qualitativas da Ipsos

Brasil. “Para elas, ter refrigerante na despensa

basta. Se os preços não forem muito compensatórios,

vale descartar o líder para não

sair da categoria.”

De acordo com o estudo, é por isso que

muitas entrevistadas vêem as marcas populares

como espécies de ajudantes, que viabilizaram

sua continuidade do consumo de certas

categorias. Paralelamente, criou-se um discurso

de valorização dessas marcas de menor

prestígio. “Ele embute uma apologia da ‘escolha

esperta’: a marca popular representa

uma escolha racional, de perdas mínimas em

relação às líderes. Ao mesmo tempo, ela tem

gerado satisfação real, pois geralmente atende

às expectativas mínimas do consumidor em

termos de performance”, salienta o estudo.

Assim, as donas-de-casa estão perdendo o receio

em relação às marcas alternativas. E é aí

que surgem os perigos para as marcas líderes.

Inversão de valores

A Ipsos detectou que o discurso de defesa das

marcas populares potencialmente se transforma

num discurso de ataque às marcas premium:

são marcas que não entendem a real

necessidade das pessoas, que ficaram paradas

no tempo, que não se adaptaram ao novo contexto

econômico do mercado. A aura de ex-

40 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

FONTE - IPSOS MARPLAN

Tomando-se 1997 como

parâmetro inicial, todas

as classes sociais

perderam poder de

compra nos últimos anos

clusivismo das marcas fortes cria um espaço

propício para que o ressentimento e a mágoa

das consumidoras floresça.

Evidência desse mecanismo é que, segundo

o estudo, muitas entrevistadas se dirigiam

às marcas notórias como “marcas do pessoal

mais antigo”, “marca de quem não consegue

inovar”, “marca de quem é bitolado e só usa a

mesma coisa”. Resumo da ópera: os principais

trunfos das marcas líderes – seu vínculo

emocional com o consumidor, seu pioneirismo,

sua tradição – são colocados em xeque

por essa alegada estagnação e imobilidade.

Aliás, vale aqui um interlúdio. O estudo da

Ipsos também contemplou uma análise semiótica

de embalagens de marcas premium e

populares de mesmas categorias.

A conclusão a que se chegou é que as

embalagens das diferentes marcas estão

muito semelhantes em todos os níveis de análise

utilizados pela empresa (qualitativo, singular,

simbólico e semântico). Daí que essas

similaridades contribuem para o consumidor

interpretar que os produtos estão em patamares

parecidos. “Só que, ao constatar a diferença

de preço da marca popular para a líder, o

consumidor pode ser fisgado pela racionalidade,

que se apoiará no emocional gerado por

esses níveis de semelhança”, diz Raquel.

O cenário, portanto, é paradoxal. As marcas

premium, que deveriam ser as mais íntimas

das consumidoras, as mais vinculadas a

elas no plano afetivo, estão ameaçadas pelo

distanciamento emocional que elas sentem.

Num tom de alerta às grandes companhias, o


estudo diz que os atributos intrínsecos das

marcas premium estão passando a dar sentido

para as populares. Elas oferecem um novo

pioneirismo, por serem corajosas, lutam contra

as “gigantes opressoras”. Estão conquistando

confiança, pela experimentação e constatação

de qualidade viável. E são arautos de

uma nova tradição, na medida em que representam

o questionamento do modelo antigo

de fidelidade às marcas. “A escolha racional

das marcas populares, pelo seu preço mais em

conta, começa a ser embasada por elementos

emocionais potencialmente poderosos”, ressalta

o estudo.

Reforços necessários

Entretanto, vale observar que, por mais que

demonstrem ressentimento, as consumidoras

não discutem a qualidade e a excelência das

marcas premium. Elas continuam sendo referenciais

simbólicos em suas categorias, por

toda a qualidade, tradição e história que carregam.

Permanecem como objetos de desejo.

Para a Ipsos, os gestores das marcas líderes

Ipsos Brasil

(11) 3079-4300

www.ipsos.com.br

devem fazer com que o consumidor sinta que

elas lhe pertencem, que ela está próxima dele.

Os vínculos já existentes com as consumidoras,

como o emocional, o de qualidade e o da

tradição, precisam ser reforçados sempre.

Ainda segundo o estudo, as marcas populares

podem se fortalecer capitalizando a idéia

da “compra esperta”, vantajosa, da melhor relação

entre custo e benefício. A confiança do

consumidor pode ser conquistada por meio de

avais de artistas, esportistas e outros formadores

de opinião – ou, se possível, de marcas famosas

de outras áreas. Conclusão do estudo é

que, nessa guerra, o que não falta é oportunidade

de trabalho para ambos os tipos de marcas.

“A dona-de-casa é multifacetada, e encarna

perfis diferentes na sua relação com os produtos

na gôndola”. Tudo depende de uma série

fatores psicológicos, de grau. Justamente

por ser assim, ressurge de forma inevitável a

questão da aparente recuperação das marcas

fortes no momento em que a economia dá sinais

de reaquecimento – tema, aliás, de uma

próxima reportagem.


materiais >>> aço

Uma nova bola da vez

Queijo tipo reino ganha lata esférica que dispensa abridor

A

conveniência de consumo vence a

tradição, e quando ela é muito

forte isso pode ser mal recebido.

Daí a necessidade de não se ir

com muita sede ao pote, como recomenda a

expressão popular, ou à lata, no caso do queijo

tipo reino, popularmente conhecido como

queijo Palmyra. Ocorre que a tradicionalíssima

lata esférica desse alimento, depois de –

abstraia-se o trocadilho – reinar durante mais

de setenta anos no mercado brasileiro sem

grandes mudanças, está em vias de ganhar

um sistema de fechamento com abertura

fácil, que dispensa abridor.

Os fãs mais conservadores do produto e

de sua embalagem, entretanto, podem ficar

tranqüilos: a fabricante do recipiente, a

Metalgráfica Palmira (com “i”), de Santos

Metalgráfica Palmira completa 80 anos

Até o século 19, as remessas

portuguesas de queijo holandês

do tipo Edam para o Brasil eram

freqüentes. Queijos eram raridades

no país: o único fabricado

aqui, só que de forma artesanal,

era o Minas. O Edam era trazido

para cá nos porões dos navios,

acondicionado em latas. Durante

o trajeto, ele ficava mais duro e

amarelado e seu gosto mudava.

Virava um outro produto. Por

isso, ganhou o nome de “queijo do

reino”, numa alusão ao país reme-

42 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

tente. Em 1880, o imigrante português

Carlos de Sá Fortes, um

fã do alimento, trouxe mestres

queijeiros holandeses à cidade

mineira de Palmyra, na Zona da

Mata, onde se criava gado

holandês, para tentar reproduzir

em solo a “cura oceânica” do

queijo do reino. Deu certo e, por

isso, o produto passou a ser conhecido

também como queijo

Palmyra. Em 1930, o produto

ganhou sua marca registrada:

passou a ser acondicionado na

indefectível cuia de aço litografada.

O recipiente se tornou também

marca registrada de sua

fabricante, a Metalgráfica

Palmira. A empresa completará,

em outubro, 80 anos.

Fundada em 1924 com o nome

de Companhia Gráfica Palmyra,

no município de mesmo nome –

alterado, em 1932, para Santos

Dumont, numa homenagem ao

ilustre filho – a empresa começou

com a impressão de rótulos de

caixas, garrafas e cartolinas.

De olho no boom da indústria

de laticínios da região, adquiriu,

poucos anos depois, sua primeira

máquina litográfica. Nos anos

subseqüentes, investiu em tecnologia

para abrir novas linhas de

produção, aprimorar os sistemas

de solda e qualificar seu pátio

litográfico. Também se mudou

para um galpão maior, na década

de 70. Nos anos 80, iniciou a

produção de latas retangulares,

com volumes de 5 e 18 litros.

Administrada desde 1996 pela

terceira geração da família

Ladeira, sua fundadora, a

Metalgráfica Palmira hoje produz

embalagens para doces, laticínios,

itens sanitários, produtos químicos

e latas promocionais.


Dumont (MG), adianta que a mudança na

abertura não alterará seu formato.

Peru de leite

Esse upgrade na tradicional cuia metálica

desse produto genuinamente brasileiro (veja

o quadro) já está sendo patenteado. “O novo

desenho é mais prático e proporciona maior

segurança ao consumidor”, afirma Maria

Tereza Ladeira Abud, diretora industrial da

Metalgráfica Palmira. “Por extensão, reforça

o apelo para que o produto vá à mesa na

embalagem”, comenta a empresária, numa

clara alusão a um costume que se solidificou

no Brasil, sobretudo no Nordeste: nessa

região, o queijo tipo reino faz as vezes do

peru ou do tender nas ceias de Natal, fim de

ano e Reis, além da Páscoa e das festas juninas.

“As vésperas dessas festividades são as

ocasiões em que temos maior ocupação

industrial”, confirma Maria Tereza.

O produto virou presença tão obrigatória

às mesas nordestinas nessas datas que as pessoas

sem condições de comprá-lo à vista formam

consórcios para garantir sua aquisição.

Nas tradições alimentares-festivas nordestinas,

não ter o conteúdo daquela indefectível

bola vermelha reluzente (ou em outras cores,

de marcas concorrentes – atualmente a

Metalgráfica Palmira atende 26 laticínios

fabricantes de queijo tipo reino, incluindo

alguns que exportam o produto para a

Europa) entre as iguarias festivas é o mesmo

que não ter a festa. Sendo assim, fica a pergunta,

para aqueles que, com relativa freqüência,

criticam o “obsoletismo” da cuia de

queijo palmira: vale a pena mudar?

MIX – Mais de vinte marcas de queijo reino usam a cuia

Metalgráfica Palmira

(32) 3251-3599 • www.palmira.com.br


saúde >>> bandagens

Estanque funcional

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Curativo para coleta de sangue ganha

embalagem com sistema de aplicação

A

s dificuldades de manuseio e aplicação,

antigo problema das bandagens

anti-sépticas usadas em laboratórios

de análises clínicas e hospitais

como curativos de pacientes que fizeram coleta

ou transfusão de sangue, vêm sendo resolvidas

no Brasil a partir de investimentos em inovações

de embalagens.

Evidência desse movimento é o desenvolvimento,

pela AMP Produtos Terapêuticos, de

uma solução de acondicionamento para o

Blood Stop, marca de curativos adesivos distribuída

a clientes como a rede de laboratórios

Delboni Auriemo, que conta com 27 unidades e

atende mais de 6 000 pessoas por dia no Brasil.

No lugar de embalagens unitárias feitas de

papel laminado, um quase-padrão de mercado

que, de acordo com José Américo Júnior, diretor

da AMP, são difíceis de abrir, “principalmente

quando a enfermeira está usando luvas”,

a empresa está comercializando as bandagens

fixas a uma fita adesiva contínua. Com uma das

extremidades fora da embalagem (um cartucho

octagonal feito de PVC), essa fita deve ser puxada

pelo usuário, fazendo surgir uma nova

bandagem à medida que a anterior foi retirada.

O sistema permite substituir os liners dobráveis

feitos de papel siliconado, que normalmente

são aplicados individualmente a esse

tipo de curativo. Ao garantir assepsia aos produtos

acondicionados, a solução, acrescenta

Américo Júnior, também é uma alternativa ao

44 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

AMP ProdutosTerapéuticos

(11) 3209-4189

www.bloodstop.com.br

Impressora Camila

(11) 6684-9320

Indústria de

Plásticos Magonel

(11) 4701-8873

Curativos para todas as cores de pele

Atuando também com oclusores oftálmicos - adesivos

usados principalmente para proteger o olho contra

luminosidade, a AMP Produtos Terapêuticos teve

a idéia de lançar a linha Color-Aid, uma das marcas

pioneiras no segmento de curativos étnicos, quando

participava de um congresso médico sobre estrabismo.

Na ocasião, José Américo Júnior, diretor da empresa,

apresentava a linha de bandagens da AMP,

quando utilizou a expressão “cor da pele” para descrever

a tonalidade de um dos produtos. Na platéia,

SEM COMPLICAÇÃO –

ao puxar a fita adesivada,

uma nova bandagem surge,

evitando a operação de

descolar o papel siliconado

papel cirúrgico, material de embalagem de produtos

terapêuticos, que precisa ser exposto a um

gás esterilizante (normalmente óxido de etileno)

para garantir a higiene do produto.

Enrolada, a fita em que as bandagens são fixadas

é acondicionada dentro da embalagem de

PVC, que no caso do Blood Stop substituiu os

cartuchos cartonados em que esse tipo de produto

é normalmente vendido. A idéia toda nasceu

de uma confessa estratégia de benchmark,

encampada pela AMP num segmento sem nenhuma

ligação com o de bandagens hospitalares.

“Esse sistema de embalagem foi inspirado

em adesivos para reforço de orifício de papel de

fichário”, revela o diretor da empresa, acrescentando

que no mercado de curativos a AMP detém

a patente desse “modelo de utilidade”.

Quanto ao formato com oito lados do

cartucho plástico, uma curiosidade: ele

foi escolhido para, em conjunto com o

padrão de cores da marca Blood Stop,

aludir às placas de trânsito que determinam

a parada dos carros nas ruas. O design

e a logotipia foram concebidos pela

própria AMP, e a embalagem é fabricada

pela Indústria de Plásticos Magonel.

uma médica sul-africana subitamente questionou-o:

“Cor da pele de quem?”. “Foi aí que decidimos lançar

uma linha de curativos para negros”, resume Américo.

O produto é vendido em cartuchos

de papel cartão

produzidos pela Impressora

Camila, com preço

“20% mais barato do

que a marca líder”, diz

o diretor da AMP.


FOTOS: DIVULGAÇÃO

equipamentos >>> protótipos

Impressora de moldes

Solução compacta de prototipagem pode produzir modelos de embalagem

E

m vez de registros em folhas

de papel, uma impressora

capaz de produzir objetos

que podem ser usados como

peças de teste nos mais variados setores

da indústria, incluindo o de embalagens.

Essa é uma das inovações do

mercado de prototipagem rápida, cujas

tecnologias de elaboração de modelos

e protótipos vêm ganhando espaço

nos departamentos de marketing

e desenvolvimento das indústrias

usuárias e produtoras de embalagem,

muitas vezes substituindo os

tradicionais mock-ups feitos manualmente

a partir de materiais

como gesso, madeira ou resina.

Uma dessas máquinas de protótipo

foi lançada recentemente no

Brasil pela Sisgraph, empresa nacional

que distribui equipamentos

da americana Stratasys, uma das

principais fabricantes do segmento

de prototipagem rápida. Chamada de Dimension

SST (Soluble Support Technology),

essa espécie de impressora tridimensional

tem na redução de medidas uma das

Embora seja difícil encontrar no

Brasil birôs de prototipagem rápida,

que se tornaram comuns em países

como Alemanha e Estados Unidos, já

é possível terceirizar por aqui projetos

de desenvolvimento de objetos experimentais,

incluindo protótipos de

embalagens.

Segundo Fernando Luis Schmiegelow,

diretor de marketing da Sisgraph, algumas

instituições de ensino técnico

que possuem equipamentos de prototipagem

rápida para treinamento de

alunos prestam esse tipo de serviço.

46 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

COMPACTAÇÃO –

Dimension SST, da

Stratasys: produção de

protótipos com custo

e dimensão reduzidos

Uma alternativa à falta de birôs especializados

Além de contribuir para a formação

de novos profissionais, esse modelo

de terceirização pode representar

sensível economia, ao eliminar a necessidade

de aquisição de equipamentos

e software. De acordo com o

executivo da Sisgraph, uma máquina

de prototipagem rápida custa em média

200 mil dólares. Bem mais compacta

e atrelada ao conceito de impressora

tridimensional, a recém-lançada

Dimension SST

está sendo vendida no Brasil

por 42 mil dólares

principais diferenças em relação às

demais máquinas de protótipos. “Ela

é do tamanho de um fogão doméstico,

enquanto os outros equipamentos

ocupam o espaço de duas geladeiras”,

compara Fernando Luis

Schmiegelow, diretor de marketing

da Sisgraph.

Funcionalidade

A praticidade de operação também

é divulgada como uma vantagem

em relação aos tradicionais sistemas

de prototipagem rápida, cujas

peças são normalmente obtidas a

partir de módulos tridimensionais

gerados em sistema CAD (Computer

Aided Design). Segundo o diretor

da Sisgraph, no caso da Dimension

SST, com dois dias de

treinamento o usuário já é capaz

de projetar os protótipos no software

de pré-processamento que

acompanha o produto.

Apesar das diferenças em termos de tamanho

e de praticidade operacional, a tecnologia

de produção das peças da impres-


sora é similar à de outros equipamentos de

prototipagem rápida oferecidos pela Stratasys.

Os modelos são obtidos a partir de

um processo conhecido como FDM – abreviação

em inglês das palavras modelagem

por deposição de material fundido. “Tratase

de um método em que não há reações

químicas, apenas a fusão e conseqüente solidificação

do material usado na composição

do protótipo”, resume Wilson Amaral,

consultor técnico da Sisgraph.

Matéria-prima nobre

O material mais difundido em aplicações de

prototipagem rápida é o plástico ABS (sigla

do polímero Acrylonitrile-Butadiene-Styrene).

Considerado um produto nobre na engenharia

de moldes, o ABS, que também é

a matéria-prima dos teclados de computador,

permite que sejam feitos testes funcionais

nos modelos criados.

No caso da Dimension SST, a Sisgraph

também distribui os consumíveis do produto,

que são semelhantes aos cartuchos de

impressoras comuns, mas contêm plástico

ABS. Uma das vantagens adicionais do polímero

para aplicações de prototipagem rápida

é a resistência a temperaturas elevadas,

de modo a assegurar precisão nos testes

e análises dimensionais e estruturais

das peças desenvolvidas.

Sisgraph

(11) 3889-2100

www.sisgraph.com.br

ANÁLISE ESTRUTURAL –

Protótipo (à esq.) e embalagem

aprovada pela Natura

STUDIO AG


alimentos >>> temperos

Sabor também em cubos

Unilever movimenta mercado de temperos industrializados com Tok! Knorr

M

esmo para aqueles que evitam os

serviços de delivery de comida,

e tampouco se animam em levar

para casa alimentos prontos e

semiprontos vendidos em supermercados,

conveniência se tornou um ingrediente imprescindível

no preparo das refeições. O que

se percebe é que, frente à escassez generalizada

de tempo, a praticidade dos produtos culinários

já não é procurada apenas por solteiros

e jovens casais que gostam de se aventurar na

cozinha. Mesmo donas-de-casa experientes

parecem buscar essa característica quando escolhem

os ingredientes de suas receitas.

Tal comportamento ajuda a entender o

contínuo crescimento de mercados como o de

temperos industrializados. Considerando somente

os condimentos fabricados na forma de

pó, pasta e creme, o setor movimentou em

2003 mais de 53 400 toneladas, de acordo

com dados da consultoria ACNielsen. Em volume,

tais categorias têm crescido à média de

15% ao ano, índice que os fabricantes esperam

ampliar em 2004.

Para isso, o segmento de temperos industrializados

tem investido não apenas em diversificação

de sabores, mas também em novos

formatos e apresentações. É o caso da

Knorr, marca global de temperos industrializados

pertencente à gigante anglo-holandesa

Unilever, que acrescentou mais um produto

ao seu portfólio brasileiro, o Tok! Knorr.

Formato inovador

Em vez de sachês de tempero em pó, ou da

tradicional pasta apresentada na forma de tijolinhos,

que caracteriza os conhecidos

caldos de carne, frango e legumes, esse

lançamento tem formato cúbico, e é feito

de tempero em pó prensado.

Podendo ser usado inteiro ou esfarelado,

adicionado durante o preparo ou

sobre os pratos já prontos, o Tok!

Knorr apresenta, segundo a empresa,

graus de concentração de sabor e aroma

superiores aos da maioria dos temperos

48 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

PROMOÇÃO – Para divulgar a nova linha Knorr, que é vendida em embalagens

flexíveis (abaixo), potes de vidro foram distribuídos a cadastro selecionado

PIONEIRISMO – Tok! Knorr,

primeiro tempero

em cubo do Brasil

industrializados do mercado. “Quando esfarelado,

o produto se transforma numa surpreendente

quantidade de pó”, descreve Alexandre

Souza, gerente da marca Knorr.

Na parte das embalagens, os cartuchos

cartonados que normalmente acondicionam

os caldos prontos deram lugar a flow-packs

feitas de filme plástico pela convertedora Inapel.

Com capacidade para 40 gramas (dez

unidades), os envelopes tiveram o design desenvolvido

pela agência Usina Escritório de

Desenho, que também ficou a cargo da decoração

dos papéis metalizados que envolvem

individualmente os cubinhos de 4 gramas.

Para divulgar a nova linha Knorr, a Unilever

distribuiu a um cadastro selecionado de

consumidores um pote de vidro com tampa

plástica de rosca em que os produtos podem

ser guardados na cozinha. Embora não esteja

oferecendo essa embalagem ao consumidor,

a empresa estuda a possibilidade de distribuíla

aos supermercados. Ainda segundo a Unilever,

foram gastos 4 milhões de reais no lançamento

nacional da linha Tok! Knorr, e a

expectativa é conquistar 3% em valor no

mercado brasileiro de temperos em pó, ainda

no primeiro ano de vendas.

Inapel

www.inapel.com.br

(11) 6462-8800

Usina Escritório de Desenho

www.usinadesenho.com.br

(11) 5571-6788

FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY


CONGRAF

50


CONGRAF

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Caixonas, e não caixinhas

A Tetra Pak acaba de lançar para

os mercados europeu e americano

a Tetra Brik Aseptic Slim de

1890ml e a Tetra Brik Aseptic

Slim de 2000ml, as embalagens

Hora do chá saudável A inglesa RPC Containers desenvolveu uma

A Revolution Tea acaba de lançar nos Estados Unidos sua linha

White-T de chás gelados prontos para beber de olho nos consumidores

que buscam bebidas mais saudáveis. Combinando chá branco

com sabores de frutas, as bebidas não têm calorias, carboidratos,

açúcares, adoçantes ou conservantes artificiais, e, segundo a fabricante,

têm propriedades antioxidantes. Elas são acondicionadas em

garrafas de PET de 296ml, decoradas com rótulo termo-contrátil.

52 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

“tamanho-família” da linha Tetra

Brick Aseptic. Segundo a Tetra

Pak, elas podem ser uma boa

solução para o acondicionamento

de sucos, principalmente os de

maior valor agregado, como os

baseados em soja ou arroz. Em

outro campo,servem ao canal de

food service, como embalagem

econômica para molhos, cremes

e outros pré-preparados.

As novas embalagens levam a

tampa plástica de rosca SlimCap.

www.tetrapak.com

Tampa-garfo...

tampa que acopla um garfo plástico para a

linha Hunger Breaks de refeições prontas de

sua cliente Crosse & Blackwell, sediada na

Inglaterra. O fechamento-talher conjuga-se a

potes multicamadas termoformados de

polipropileno, de 350ml. A tampa e o garfo

são injetados já unidos, a partir de um molde

único e numa só operação. O garfo então é

acomodado em um espaço da tampa, e o

consumidor só tem o trabalho de destacá-lo

no momento de consumo da refeição. A

tampa também possui pequenos orifícios de

ventilação para permitir a saída do vapor no

aquecimento do alimento por microondas.

Anteriormente, a linha Hunger Breaks era

acondicionada em latas de aço.

www.rpc-containers.co.uk

...E tampa-colher

O sistema LID, da multinacional austríaca

Greiner, consiste em tampas injetadas em

polipropileno com uma colher conjugada.

De acordo com a empresa, o fechamento

é um atrativo para iogurtes, doces cremosos

e sorvetes, pois facilita o consumo

desses produtos fora do lar – situação

cada vez mais comum na rotina dos

moradores de grandes cidades.

www.greiner-gpi.com


Itap Bemis mais forte

Seguindo um programa de desinvestimentos,

a Alcoa vendeu seus negócios

em embalagens flexíveis no Brasil, representados

pela Itaipava, para a Dixie

Toga. Não foram divulgados os valores

do negócio. A Itaipava, que emprega 200

pessoas, será incorporada pela Itap Bemis,

divisão de embalagens flexíveis da

Dixie Toga.

Mais três

A Logoplaste vai investir cerca de R$ 60

milhões na abertura de três novas fábricas

de embalagens no Brasil até o fim

do ano. Presente no Brasil desde 1994, a

multinacional portuguesa tem entre

seus principais clientes locais a Nestlé,

a Reckitt-Benckiser, a Danone, a Itambé

e a Exxon-Mobil.

À frente do Siemesp

O diretor-superintendente da fabricante

de embalagens metálicas Brasilata, Antonio

Carlos Teixeira, assumiu a presidência

do Sindicato da Indústria de Estamparia

de Metais do Estado de São

Paulo no último dia 30 de junho.

Rede ampliada

A multinacional americana Scholle, especialista

na produção de embalagens

bag-in-box e que conta com uma subsidiária

no país, inaugurou um escritório

de vendas em Weinheim, Alemanha,

para atender os mercados da Alemanha,

da Áustria e da Suíça.

Abre cria comitê da história

A Associação Brasileira de Embalagem

criou um comitê para pesquisar a história

da embalagem brasileira. Para compô-lo,

a entidade convidou profissionais

de toda a cadeia da embalagem, que

irão ouvir especialistas e empresas da

área. O objetivo é lançar um livro.

Prospecção

A Orsa Celulose, Papel e Embalagens

aproveitou a 1ª Conferência e Feira de

Flores, Frutas, Legumes e Verduras

(FLV), que ocorreu no início de julho em

São Paulo, para apresentar ao mercado

sua recém-lançada embalagem Orsa

Platô System, desenvolvida especialmente

para o setor hortifrutigranjeiro.

54 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

“Metrossexuais” puxam mercado de beleza

O instituto de pesquisas de mercado

ACNielsen acaba de divulgar o lançamento

de seu estudo global “As

Categorias Mais Quentes do Mundo:

Informações Sobre o Crescimento

de Categorias de Higiene & Beleza”.

Uma das principais constatações do

trabalho, que cruzou dados de 56

subsidiárias da companhia no

mundo, é que o crescente interesse

por cuidados pessoais entre os homens

está contribuindo para o crescimento

de categorias de Higiene &

Beleza. “O fenômeno do ‘homem

metrossexual’ está definitivamente

causando impactos”, afirma Jane

Desodorante

Segmento masculino

Segmento feminino

Valor das vendas

2002 US$ (milhões)

649

705

Faz-tudo para

embalar a vácuo

Fabricante de equipamentos para

acondicionamento de alimentos a

vácuo, a Selovac está lançando a LF

360 inox, máquina termoformadora

de embalagens com selagem a vácuo

em linha. Construída em aço

inoxidável, ela forma variados tipos

de embalagens e permite selá-los

com filmes flexíveis ou chapas. Outro

diferencial, apontado por Cornelis

Borst, diretor da Selovac, é o fato de

ela contar com comando lógico programável

(CLP) para todos os sistemas

de marcação, inclusive ink-jet,

(11) 5643-5599 • www.selovac.com.br

Perrin, diretora executiva da ACNielsen

Global Services e responsável

pelo estudo. Um exemplo: as vendas

de desodorantes masculinos

cresceram o dobro em comparação

às dos femininos (veja o quadro). O

estudo também mostra, entre outras

constatações, que “os consumidores

idosos estão tentando atrasar o relógio”

– ilação resultante do crescimento

das vendas de produtos antisinais.

Mais informações sobre o estudo

podem ser obtidas diretamente

com a ACNielsen.

(11) 4613-7000

www.acnielsen.com.br

Valor das vendas

2003 US$ (milhões)

719

742

Crescimento

2002-2003

11%

5%

Novos cursos

na Mauá

O Instituto Mauá de Tecnologia

(IMT) está com as inscrições

abertas para cursos de pósgraduação

em Engenharia de

Processos Industriais, sendo

dois deles com ênfase em

embalagem: Engenharia de

Embalagem e Embalagem e

Meio Ambiente.Os cursos serão

ministrados no Campus de

São Caetano do Sul (SP) da

instituição de ensino. Como as

disciplinas são bimestrais, haverá

turmas começando nos

meses de agosto e outubro de

2004. Para maiores informações

e matrículas, há o telefone

(11) 4239-3401 e o e-mail

posgraduacao@maua.br.


Flexíveis com repasse à vista

Os fabricantes de embalagens plásticas flexíveis irão repassar aos clientes, até

agosto, os aumentos de matéria-prima que absorveram durante o primeiro semestre

de 2004. A ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens

Plásticas Flexíveis diz que o repasse é inevitável. “Sofremos aumentos da ordem

de 37,5% no preço das resinas termoplásticas na primeira metade do ano

e só conseguimos repassar cerca de 13% desse total”, comenta Rogério Mani,

vice-presidente da ABIEF. Segundo ele, o setor está preocupado com os estoques

médios de resinas que estão sendo praticados pelas petroquímicas. “Eles

deveriam girar ao redor dos 50 dias e hoje não passam de 25 dias.” Diante

desse quadro, o executivo sugere aos usuários de embalagens que planejem

as compras, evitando possíveis problemas com o aquecimento da economia

aguardado para o segundo semestre. “Não queremos deixar de atender à demanda

por falta de estoque de matérias-primas ou pelo aumento de preços”,

ele argumenta.

(11) 3032-4092 • www.abief.com.br

Maior agilidade

para transportar

A Dispensadora de Caixas de Papelão

é a novidade da Maddza para a movimentação

de caixas de embarque. Ela

permite codificar essas embalagens por

meio de etiquetadoras e impressoras

ink jet (impressões de código de barras,

lote, validade etc.) momentos antes de

seu uso na linha de produção, o que resulta

em maior praticidade e economia

com a eliminação de estoques de caixas

pré-codificadas.

(35) 3722-4545 • www.maddza.com

Objetivo: consolidação em ensacadoras

A Haver & Boecker Latinoamericana

(HBL) está buscando consolidar

sua marca Behn, divisão de máquinas

e acessórios para o ensacamento

de alimentos. O portfólio da

Behn destaca ensacadoras pneu-

máticas, por rosca (foto), por gravidade

e por turbina, nas versões em

linha ou rotativas. As pneumáticas,

por exemplo, são consideradas

ideais para o ensacamento de granulados

e na forma de pó. Outra

novidade da Behn é o sistema de

selagem de sacos valvulados por

ultra-som, que, segundo a empresa,

torna sacos totalmente herméticos,

de modo que eles não sofram

contaminações ou sujem o ambiente,

preocupações comuns no manuseio

de produtos em pó.

(19) 3879-9100

www.haverbrasil.com.br

Zaraplast com

mais três plantas

A fabricante de embalagens

flexíveis Zaraplast irá construir três

plantas na região Sul de Minas

Gerais próximas aos municípios de

Varginha e Pouso Alegre. Os principais

produtos dessas unidades

serão filmes para sacolas plásticas,

filamentos sintéticos e embalagens

laminadas. O investimento

chega à casa dos 52 milhões de

dólares, e a empresa espera que

sejam criados 2 100 novos empregos

na região.

(11) 3952-3000 /

www.zaraplast.com.br

Consumo de

resinas em alta

De acordo com dados divulgados

pelo Sindicato da Indústria

de Resinas Sintéticas no Estado

de São Paulo (Siresp), o consumo

aparente de resinas aumentou

11% entre os meses de janeiro

e junho deste ano quando

comparado ao mesmo período

de 2003. Esse índice está fazendo

a entidade rever a expectativa

quanto ao consumo de resinas

em 2004. “O segmento

deve superar a nossa projeção

de crescimento anterior, que era

de 7% para este ano”, aponta

José Ricardo Roriz Coelho, presidente

do Siresp. “Historicamente

o polietileno de baixa

densidade linear e o polipropileno

apresentam desempenho

maior no segundo semestre, em

função da sazonalidade dos setores

que utilizam essas matérias-primas”,

lembra o executivo.

(11) 287-2619 • www.siresp.org.br


Altec modernizada na web

Especializada em equipamentos de

controle de processo para as áreas

de conversão de plástico e papel, a

Nobelplast também com papel

Nobelpack é o nome da nova divisão

da Nobelplast voltada à fabricação de

sacolas de papel. A empresa, uma das

maiores fornecedoras de sacolas, envelopes

de segurança, banners, faixas

e bobinas em materiais plásticos,

investiu cerca de 3,5 milhões de reais

no novo negócio – incluindo a importação,

da Itália, de uma máquina automática

capaz de fabricar 5 milhões

de sacolas de papel por mês. “Com

esse investimento pretendemos aumentar

em 10% os postos de trabalho

56 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Altec reformulou seu sítio na internet.

O objetivo, segundo Cristina Meireles

de Almeida, do marketing da empresa,

foi torná-lo mais prático, interativo

e ágil. “Agora é mais fácil visualizar

como uma máquina flexográfica pode

ganhar produtividade e qualidade

com a instalação de nossos equipamentos”,

ela diz. O novo site ainda

destaca os sistemas de vídeo-inspeção

para linhas de produção da empresa,

e tem versões em português,

inglês e espanhol.

www.altec.com.br

Selo novo para frascos de PET e PVC

A Geraldiscos, tradicional fornecedora

de discos e selos para a vedação

de frascos e potes, anunciou em junho

uma novidade. É um novo tipo

de selo aplicado por indução, cuja

estrutura é composta por alumínio e

uma camada de polexafil (polietileno

expandido). O lançamento é especialmente

voltado à selagem de frascos

de PET e de PVC. “Ele proporciona

um acolchoamento melhor

entre tampa e frasco, corrigindo possíveis

imperfeições da boca do recipiente”,

anuncia Carla Fontebassi

Iwaszko, consultora técnica da Geraldiscos.

Outros destaques são sua

fácil abertura e sua capacidade de

atender linhas de produção de alta

e duplicar nosso faturamento em três

anos”, diz Beni Adler, diretor executivo

da Nobelplast.

(11) 3782-5066 • www.nobelplast.com.br

velocidade. O novo produto já foi

adotado pela Unilever para fechar o

pote de PET da maionese Hellmann’s.

“Essa mesma estrutura também

pode ser usada em embalagens

de outros tipos de produtos, inclusive

de linhas de cosméticos”,

Carla avisa.

(11) 4133-2299

www.geraldiscos.com.br

Prontos e decorados

numa linha só

A Carlos A. Wanderley e Filhos

está trazendo da Argentina para

o mercado nacional uma máquina

form-fill-seal da Bisignano

que alia uma estação de produção

de copos plásticos por termoformagem

a uma unidade de

decoração com rótulos auto-adesivos

do tipo wrap-around. Capaz

de produzir recipientes com

volumes de 50ml a 150ml, a máquina

possui capacidade para

produzir até 20 000 unidades

dessas embalagens por hora.

(11) 3812-2577

www.carloswanderley.com.br

Parceria para

reciclar mais

A Abividro – Associação Técnica

Brasileira das Indústrias Automáticas

de Vidro e o Sebrae lançaram

em julho a campanha “Seja Um

Parceiro 100%”, para incentivar

bares e restaurantes de São Paulo

a destinarem embalagens de vidro

e de outros materiais para a reciclagem.

Empresas credenciadas

irão coletar os recipientes nos estabelecimentos,

que, com menor

volume de dejetos, poderão ter

sua taxa do lixo reduzida. A Abividro

e o Sebrae farão o cadastramento

e o controle do projeto.

Maiores informações podem ser

obtidas com a Abividro.

(11) 3255-3033

www.abividro.org.br


Anunciamos em EmbalagemMarca por termos certeza de que,

como nós, os profissionais envolvidos na cadeia de embalagem

vêem na revista uma fonte segura e confiável de informação. É

leitura indispensável. Ela circula pelos diferentes departamentos

da empresa, e temas de interesse direto de nossa atividade

são “xerocados”, para formar apostilas de consulta.

Pessoalmente, leio também reportagens e artigos sobre assuntos

com os quais não tenho familiaridade, pois a revista aponta

novos conceitos e tendências, de forma atraente e fácil de

ler. Ela traz informações que podem ser úteis amanhã. Por isso,

como é visível na comunicação de outros anunciantes, procuramos

criar anúncios específicos para o veículo. Com eles,

mais do que apenas vender nossos produtos e reforçar a identidade

de nossa marca, mostramos a potenciais clientes a nossa

especialidade: soluções integradas em tecnologia para

embalagens.

O melhor é que a revista chega de fato a quem interessa e, como

já constatamos, é efetivamente lida. Por tudo isso podemos testemunhar

que os anúncios em EmbalagemMarca dão retorno.


K 2004

A mais tradicional feira ligada aos

mercados de plásticos e borracha

no mundo, a K acontece entre os

dias 20 e 27 de outubro, em Düsseldorf

(Alemanha). Aquilo que começou

como um pequeno evento,

em 1952, é hoje a maior feira internacional

do setor, quase obrigatória

para profissionais de toda

a cadeia produtiva do plástico e

da borracha.

Na sua 16ª edição, a K, que ocorre

a cada três anos, deve ocupar,

segundo os organizadores, uma

área de 150 000 metros quadrados

e atrair cerca de 220 000 visitantes

de todo o mundo.

+ 49 211 45 60 01

www.k-online.de

Pacotes para as

feiras no exterior

Informações sobre pacotes

de viagem para os eventos

desta página podem ser

obtidas com a Tristar Turismo

ou com a Lisboa Turismo.

www.tristarturismo.com.br

(11) 3016-1411

lisboaturismo@uol.com.br

(11) 3258-7911

58 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

InterBev 2004

Entre 26 e 28 de setembro acontece

a InterBev, no Orange

County Convention Center, em

Orlando (EUA). Trata-se de uma

feira dedicada exclusivamente à

indústria de bebidas, onde se esperam

lançamentos de novos produtos

e tecnologias.

+ 1 203 840-5524

www.interbev.com

Labelexpo

Americas 2004

Profissionais que se interessam

pelas novidades da área de rotulagem

não podem deixar de visitar

a Labelexpo Americas, em Chicago.

O evento, que ocupará

180 000 metros quadrados do

Centro de Convenções Donald E.

Stephens entre 13 e 16 de setembro,

reunirá importantes fornecedores

de substratos, tintas, equipamentos

e insumos para a indústria

de rótulos e acessórios de

decoração de embalagens.

A Labelexpo Americas acontece

sempre em anos pares e é, ao

lado da sua versão européia, que

ocorre em Bruxelas nos anos ímpares,

uma das melhores oportunidades

para o convertedor conhecer

o que de mais novo existe

em termos de tecnologia disponível,

bem como para monitorar as

tendências da indústria.

+ 1 847 297-4301

www.labelexpo-americas.com

Emballage 2004

A mais importante feira de embalagens

da Europa será realizada

no centro de eventos Paris-Nord

Villepinte, na capital francesa,

entre os dias 22 e 26 de novembro.

O Emballage, salão que a

cada dois anos atrai profissionais

do mundo inteiro, tem como uma

de suas principais características

a inovação. Por isso, é fonte de

inspiração para quem quer manter-se

antenado com as tendências

mundiais (com sabor europeu)

em embalagens.

(11) 3168-1868

www.emballageweb.com

Pack Expo

Americas

Considerada a maior

feira de embalagens

do mundo, a Pack

Expo Americas é destino

certo de profissionais

do mundo todo. Organizada

pelo PMMI – Packaging Machinery

Manufacturers Institute, a associação

dos fabricantes de máquinas

dos Estados Unidos, a feira mostrará

o estado da arte em equipamentos,

materiais, contêineres e componentes

para a indústria de embalagem.

Será no McCormick Place, em

Chicago, entre 7 e 11 de novembro.

Como novidade em relação às edições

anteriores, a Pack Expo Americas

terá este ano um pavilhão dedicado

à tecnologia RFID (Radio Frequency

Identification), a grande vedete

do momento na área de rotulagem.Tel.:

+ 1 703 243-8555

www.packexpo.com


Expo Cachaça

A2ª Expo Cachaça – Exposição

Internacional da Cachaça apresentará

as novidades tecnológicas,

equipamentos, máquinas, utensílios

e insumos do setor. Tem como

objetivos ampliar as exportações

da bebida e derivados, dinamizar a

sua distribuição para o mercado interno

e criar um painel de discussões

sobre este agronegócio. No

evento, serão promovidas rodadas

de negócios com compradores do

Brasil e Exterior. Destina-se a produtores,

distribuidores, fornecedores

de produtos e serviços, associações,

entidades e cooperativas,

atacadistas, supermercados,

importadores e exportadores, empresas

de logísticas, entidades de

fomento, profissionais e técnicos

do setor, universidades, laboratórios,

indústrias de embalagens e

rótulos e agências de turismo. No

ITM Expo, de 16 a 19/9/04.

Tel.: (11) 3999-3866

www.preventos.com.br

www.expocachaca.com.br

Feipack

Entre os dias 15 e 18 de

setembro acontece a primeira

edição da Feipack –

Feira Sul Brasileira de Embalagem.

Apostando no potencial econômico

da região, o evento pretende

reunir agentes de toda a

cadeia de embalagens, de

fornecedores de insumos a fabricantes

de equipamentos, passando

por convertedores e presta-

Adesivos e selantes

O setor de adesivos e selantes

terá, de 8 a 10 de novembro próximo,

a possibilidade de participar

de um evento técnico especialmente

direcionado, o Latincoat

2004 – 2º Congresso e Exposição

Internacional de Tecnologia em

Tintas, Revestimentos, Tintas Gráficas,

Adesivos e Selantes. O

evento, organizado pela Ávila Agnelo

Editora, amplia e aprofunda

para a área de adesivos e selantes

o Ciclo de Palestras Técnicas

Paint & Pintura, direcionado ao

setor de tintas.

O Congresso estará estruturado

com seis painéis e trinta palestras,

sobre e-commerce, meio ambiente,

desenvolvimento químico tecnológico,

qualidade e produtividade, matérias-primas

e equipamentos,

entre outros. Na exposição, em

área de 4.000m 2 , as empresas

apresentarão produtos e lançamentos.

Os organizadores prevêem

receber cerca de 4 000 visitantes,

número que consideram expressivo,

por tratar-se de evento específico

e totalmente direcionado. Local:

ITM Expo, em São Paulo. Mais informações:

tel. (11) 3872-1888.

dores de serviços. A idéia dos

organizadores, entretanto, é

atrair profissionais de embalagem

de todo o país. A Feipack

será realizada no Centro de Exposições

de Curitiba, no Paraná.

Mais informações em www.diretriz.com.br

ou (41) 335-3377.


Vinagre da Castelo em vidro

A Castelo Alimentos está lançando em

embalagens de vidro de 380ml sua nova

linha de vinagres premium, nos sabores

maçã, vinho tinto e branco. Com a novidade,

a empresa espera resgatar a tradição

dos vinagres de mesa vendidos em

garrafas de vidro, e ainda quer iniciar as

comemorações de seus cem anos, que

serão completados em 2005.

A garrafa é fabricada pela Owens IIlinois

do Brasil. Os rótulos e contra-rótulos

de polipropileno metalizado autoadesivo

são da Indexflex. Já a tampa e

o batoque foram fornecidos pela Altec.

O design dos rótulos é da Seragini.

Frasco de perfume com toque de cristal

A despeito dos percalços da economia

brasileira, o setor de higiene

pessoal, perfumaria e cosméticos

Francis Savage migra para cartuchos

A FutureBrand foi responsável pelo

redesenho da linha de embalagens

dos sabonetes glicerinados Francis

Savage. Anteriormente acondicionada

em embalagens de shrink

transparente com etiqueta adesiva,

60 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

continua crescendo, atraindo empresas

de outros segmentos. Exemplo é

a fabricante de lingerie DeMillus, que

atua nesse mercado com a linha D

By DeMillus, e acaba de lançar a colônia

White Magic D. Para valorizar o

frasco de vidro de 60ml da Wheaton,

o departamento de design da empresa

optou por um fundo grosso

característico dos perfumes importados,

que dá aparência de cristal à

embalagem. O cartucho de papel

cartão é da gráfica ArtMaster. A válvula

e a tampa texturizada são da

Emsar e da Incom, respectivamente.

a linha vem agora em cartuchos de

papel cartão duplex de 250g/m 2 ,

da Suzano, com janela de acetato

que permite visualizar os produtos.

Quem os confecciona é a Gráfica

Romiti.

Mila ressalta

figura do milho

A Bunge Alimentos modernizou

a embalagem da margarina

Mila. O layout, desenvolvido

pela Pandesign, valoriza o sabor

milho do produto. A embalagem

de polipropileno (PP) é

produzida pela Emplal.

Ingleza amplia

mix de produtos

A Ingleza aumenta o mix da linha

Batuta com o lançamento do Limpa

Alumínio. O produto é específico

para clarear alumínio de queimadores

de fogão, panelas e tabuleiros,

além de tirar manchas oxidadas

de superfícies que deixam

utensílios domésticos amarelados.

A embalagem é de fabricação própria,

produzida em polietileno de

alta densidade com pigmento prata.

O rótulo é da Plastifica Industrial

e, a criação, da designer Carolina

Teixeira.


Brinde original

Cartuchos ensejam à junção

A Chlorophylla acaba de

lançar sua linha de deocolônias

para o público

jovem, a Ele e Ela. Os

produtos têm frascos cilíndricos

de vidro da

Wheaton, de 100ml, que

acoplam tampa da Augros

e válvula da Emsar.

O posicionamento jovial

da linha é explicitado pela

decoração dos frascos, feito

A Sonoco For-Plas, além de tampas

plásticas, projetou e produziu uma

colher dosadora diferenciada para

o Nescafé, da Nestlé. A colher,

produzida por injeção plástica, de

um lado traz a dose certa para a

preparação de cafezinho e, do outro,

para a preparação de café

com leite. A colher será distribuída

como brinde junto com a embalagem

de Nescafé, em uma ação

promocional da Nestlé nos principais

pontos-de-venda do Brasil.

pela Deda, que traz a silhueta

de um rapaz em Ele

e de uma moça em Ela –

desenhos reproduzidos, em

alto relevo, nos cartuchos,

feitos pela Serzegraf. O

cartucho da versão masculina

explora a cor preta com

detalhes amarelos; o da

versão feminina, o contrário,

num ensejo à junção

do casal.

Aos solteiros e

jovens casais

Após o lançamento do Toddy Light em

embalagem de 400 gramas, a Pepsi-

Co., detentora da marca, anunciou

uma versão do achocolatado para o

público “DINK” (double income no

kids), isto é, os casais com dupla fonte

de renda e sem filhos. Com 27% a

menos de calorias que o tradicional, o

Toddy Light 180 gramas vem com

pote e tampa de polipropileno (PP),

fornecidos pela Sinimplast e Plastec,

com layout da agência Narita. Predominantemente

azul, o visual do rótulo

de papel ficou a cargo da Oz Design.

Atomatado em embalagem para guardar

A Predilecta está colocando no mercado o seu

extrato de tomate em duas novas versões de

embalagem: pote de vidro e lata de aço. As de

vidro são decoradas com o personagem de desenhos

animados Bob Esponja, e fornecidas pela

Nadir Figueiredo. Já as latas, equipadas com tampas

abre-fácil com selo de vedação, são fabricadas

pela Rojek. O design é da equipe de marketing

da Predilecta.


Pré-fritas com nova disposição visual

A batata pré-fita congelada de corte

Tradicional da McCain do Brasil ganha

nova roupagem. O produto chega

aos pontos-de-venda em embalagem

mais moderna, com alterações

no tom de vermelho, no tipo de letra e

na disposição do nome. A embalagem

é produzida em polietilenos

(PEBD) lineares e convencionais (a estrutura

é um bilaminado de PEBD +

PEBD), fornecido pela Bolsaflex, da

Argentina. O design é do Estudio Diseñart,

de Buenos Aires.

Para limpar, não para comer

Os chamados “chocólatras” podem

se animar. A Naturelle acaba de

lançar o Gel Dental Chocolate Natuflora,

que protege os dentes sem

prejudicálos,

uma vez que

A Uniland Export está

colocando no mercado

a Salsita, um molho de

salsa picante, tipo mexicano.

Os potes de vidro

de 400g (Export

460ml, fornecidos pela

Companhia Industrial

de Vidros – CIV) têm o

tamanho próximo aos

Vinho em dose única

A Alberto Belesso, tradicional

produtora de

vinhos populares, está

apostando em uma

nova fatia de mercado,

a do público jovem,

tradicional consumidor

de cerveja. A estratégia

da empresa com o

lançamento da garrafa

de 375ml do vinho Na-

Molho em pote de boca larga

tal frisante suave, nas

versões branco e tinto,

é atrair o jovem para

um bebida diferente,

com preço atraente.

As novas garrafas

dose única do vinho

frisante Natal são da

Saint-Gobain Vidros,

com layout da Hi Design/Toro.

utilizados para este

tipo de molho no exterior.

A boca larga permite

ao consumidor introduzir

os “nachos” diretamente

na embalagem.

As tampas são fabricadas

pela Rojek e

os rótulos de papel

pela Neograf.

não possui açúcar em sua composição.

É comercializado em bisnagas

plásticas de 90g, produzidas

pela Expak, acondicionadas em

cartuchos da Sky Artes Gráficas. O

visual do produto é assinado pela

Di Vicenzo Design.

Jandaia lança

suco em vidro

Aproveitando o crescimento

do mercado

nacional de sucos, a

Jandaia Nordeste incrementa

sua linha de produtos.

A empresa está

lançando um novo suco

concentrado: o Suco

Jandaia Polifruti, nos

sabores caju, maracujá,

acerola, goiaba, manga,

uva e abacaxi. A

bebida é comercializada

em todo o Nordeste

em garrafa de vidro de

500ml fabricada pela

Companhia Industrial

de Vidros – CIV.

Flexível para

achocolatado

O achocolatado em pó Mágico, marca

da Pepsico, tem uma nova versão

de 300g em embalagem flexível

stand-up pouch. Segundo Alexandre

S. Moreno, gerente de marketing da

Pepsico, a empresa desenvolveu a

embalagem para o setor no tamanho

que os consumidores solicitavam. Entre

as facilidades incorporadas na

embalagem está o sistema de abertura,

que dispensa o uso de utensílios de

corte. Depois de aberto, o produto

pode ser mantido na própria embalagem,

devidamente fechado. A embalagem

é fabricada em poliéster (PET) e

polietileno (PE) pela Tecnoval, com layout

da Narita Design.


Aerossol em linhas

mais segmentadas

A fabricante de tintas spray

Colorgin está usando latas

do tipo aerossol fornecidas

pela Companhia Metalúrgica

Prada para acondicionar três

novidades de seu portfólio

de marcas. Uma delas é o

Colorgin Fosforescente, que

tem pigmentos especiais adicionados

para fazer a tinta

brilhar no escuro. Outros

dois produtos recém-lançados

são o Esmalte Anti

Ferrugem, spray para superfícies

metálicas, e o Colorgin

Plásticos, criado para materiais

como PVC e acrílico.

Cartucho de luz com conceito informativo

A linha de lâmpadas

incadescentes da

Sylvania Iluminação,

fabricante presente

em 30 países, está

adotando novas

embalagens. Segundo

a empresa, que

desenvolveu internamente

o design dos

cartuchos de papel

cartão com impressão

quatro cores, a atualização

faz parte de

Embalagem exportação

A Indústria Missiato de Bebidas, fabricante das

Cachaças Jamel e Jamel Ouro, lança novas

embalagens exclusivas para o mercado externo.

As novas garrafas da Saint-Gobain têm o corpo

mais esguio, com tampas douradas da Guala e

seguem a tendência da padronização das cachaças

Made in Brazil destinadas à exportação. O

camelo, ícone da marca, foi substituído por barris

de carvalho e pela bandeira brasileira nos rótulos

da Mack Color. Disponíveis nos volumes 700ml e

1litro, as novas embalagens contam com gotejadores

da JJ Plásticos.

“alinhamento mundial”,

e visou conferir

um “conceito informativo”

aos produtos.

“O objetivo principal

é fazer o consumidor

reconhecer mais facilmente

os produtos da

marca”, diz Eduardo

Leonelo, ge-rente de

produtos da empresa,

que não informa seus

fornecedores de

embalagem.


Reciclagem certificada

A Orsa Celulose, Papel e Embalagens

recebeu o certificado de

gestão ambiental ISO 14001/96

pela sua produção de papel reciclado.

Segundo a empresa, a

conquista resulta de investimentos

de 8 milhões de reais feitos,

entre outros, na construção de

tanques de contenção e de uma

nova estação de tratamento de

efluentes. Esta última permite

que mais de 95% da matéria orgânica

sejam removidos da água

utilizada no processo industrial.

Disseminando calor...

Em cinco semanas, a campanha

de coleta de agasalho promovida

pela Ripasa reuniu quase 6 000

peças de vestuário, superando

em 15% a meta inicialmente prevista.

...e conhecimento

A empresa também está participando

do Projeto Salas de Leitura,

que consiste na instalação de

pequenas bibliotecas em centros

culturais, escolas e instituições

comunitárias de todo o país. Na

ação, a Ripasa pretende patrocinar

dez salas de leitura, que receberão

um acervo de mil livros

cada.

O papel da moda

Nas versões de gramaturas altas,

o papel vegetal Clear Plus, da ArjoWiggins,

foi usado pelo estilista

Jum Nakao na confecção de roupas

apresentadas na última São

Paulo Fashion Week. O estilista

trabalhou com gramaturas de

230 e 285g/m2. Sobre o papel

foram utilizados corte a laser e

relevo, criando texturas e rendados

que agradaram os entendidos

no assunto.

Não ao mau uso

A Votorantim Celulose e Papel

(VCP) - unidade Luiz Antônio –

lançou uma campanha de uso racional

da água voltada a seus

funcionários. O projeto recebeu o

nome de VeJA e prevê o sorteio

de 25 viagens para os colaboradores

que atingirem as metas de

economia.

64 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Automatizando o chão de fábrica

A Yaskawa, que atua nas áreas de

mecatrônica e robótica, implantou um

projeto voltado a aumentar a precisão

de registro de impressão e corte

num dos equipamentos da Frugis

Embalagens, empresa especializada

na produção de embalagens de papelão

ondulado, com capacidade

produtiva de 2 000 toneladas/mês.

Com três cores, slotter, e acessórios

para corte e vinco rotativo, a impressora

fexográfica Nilgraf recebeu seis

servos-acionamentos das linhas Sigma

I e II, e um controlador de movimento.

“Além de proporcionar maior

Economia com acabamento fosco

Especializada em papéis para impressão

de imagens digitais, a Sistem

está lançando o Photo Quality

Matte, produto desenvolvido para

oferecer secagem imediata e acabamento

fosco em impressões de jato

de tinta. Segundo a empresa, o lançamento

garante economia de até

50% de tinta em comparação com

impressões coloridas em papel sulfites.

O produto é vendido em embalagens

com 50 folhas.

www.sistem.com.br

0800 23 2213

precisão de registro na impressão e

corte, a aplicação trouxe a possibilidade

de ajustes finos com a máquina

em operação, gerando ganho de

tempo no set-up”, afirma o diretor industrial

da Frugis, João Vitor Frugis.

Para José Luiz Rubinato, gerente geral

da Yaskawa, a Frugis é “um

exemplo de como é importante automatizar

o chão de fábrica e tornar o

processo industrial mais produtivo”.

(11) 3941-4200

www.frugis.com.br

(11) 5071-2552

www.yaskawa.com.br

Prazo de inscrições para o Prêmio

Fernando Pini vai até setembro

A Associação Brasileira de Tecnologia

Gráfica (ABTG) anunciou a

abertura das inscrições para a 14ª

edição do Prêmio de Excelência

Gráfica Fernando Pini. O prazo

para os interessados em participar

do concurso, definido pela entidade

como “o Oscar da indústria gráfica

brasileira”, se estende até o dia 17

de setembro. Entre as novidades

desta edição, há a exigência de

preenchimento de um formulário

onde todas as empresas e fornece-

dores envolvidos nos projetos finalistas

devem ser identificados. Além

disso, na categoria Impressão Digital

a subdivisão impressão CTpress

deu lugar às novas impressão digital

e impressão híbrida. Já as categorias

Complexidade Técnica da

fase de Pré-Impressão e Criação

para mídia impressa foram extintas.

Informações sobre valores de

inscrição podem ser obtidas por telefone

ou no site da ABTG.

www.abtg.org.br • (11) 6693-9535


Captura simultânea de imagens

A Eastman Kodak Company lançou dois novos scanners compactos, que segundo

a empresa reúnem recursos antes restritos a equipamentos de grande

volume. Além da diminuição de tamanho, a grande novidade da nova

linha parece reservada ao Kodak i40. Segundo a empresa, o produto

pode capturar simultaneamente os dois lados dos documentos

com uma velocidade de até 50 imagens por minuto (IPM).

Já o scanner Kodak i30, que apresenta o mesmo desempenho

para documentos coloridos ou em PB, é

capaz de capturar apenas um lado dos documentos,

com velocidade de até 25 páginas por minuto

(PPM). Os preços estimados são de 1.150 dólares

para o modelo i30, e 1.650 dólares para

o modelo i40.

0800-15 0000 • www.kodak.com.br

Suzano e Bahia Sul unem ações

Foi aprovada pelos acionistas do

Grupo Suzano a integração, em uma

única empresa, da Companhia Suzano

de Papel e Celulose e de sua

controlada Bahia Sul. Com a mudança,

anunciada em julho, a empresa

passa a se chamar “Suzano Bahia

Sul Papel e Celulose S.A”. A partir de

agosto, os papéis das empresas já

devem ser combinados em uma única

ação. Segundo o diretor superintendente

da Suzano, Murilo Passos,

a união constitui uma nova etapa no

Para amadores e usuários avançados

A Adobe aproveitou o IX Congresso

Nacional da PMAI (Photo Marketing

Association International), realizado

em São Paulo no final de junho último,

para apresentar o Photoshop

Elements 2.0 e o Photoshop Album,

softwares de tratamento de imagens

digitais que a empresa define

como “soluções econômicas e de

qualidade para publicações na internet

ou para o mercado de impressão”.

O pacote pode ser usado para

efetuar desde alterações simples,

como ajustes de brilho e contraste,

até controle de cor e de nitidez, eliminação

de riscos e texturização.

“É uma solução que supre necessidades

de tratamento digital de ima-

processo de modernização e “construção

de uma empresa integrada de

papel e celulose”. “Essa nova empresa

é resultado de um processo natural

de evolução, iniciado em 2001,

após a aquisição, pela Suzano, da

totalidade das ações com direito a

voto de emissão da Bahia Sul”, afirma

o executivo. Ainda de acordo

com Passos, inicialmente as rotinas

operacionais da empresa não serão

alteradas.

www.suzano.com.br • 0800-555100

gens tanto de usuários amadores,

como dos avançados”, definiu o gerente

de canal e licenciamento da

Adobe Brasil, Luis Maian.

www.adobe.com.br • (11) 3069-4100


Parece que foi ontem

No momento em que se multiplicam

as soluções de fácil abertura para

latas de aço e copos de vidro, deve

haver quem lembre que menos de

vinte anos atrás destampar embalagens

de derivados de tomate e re-

66 >>> EmbalagemMarca >>> agosto 2004

Almanaque

As bombas abriram o caminho

As primeiras embalagens cartonadas

para líqüidos surgiram em

1906, quando o americano G. W.

Maxwell inventou uma forma de

acondicionar leite em cartões impermeabilizados

com uma camada

de parafina. Na Europa, a primeira

empresa a investir nas embalagens

cartonadas foi a alemã Jagenberg

Werke AG, que desenvolveu uma

embalagem celulósica para geléias

durante a Primeira Guerra. A mesma

empresa patenteou, em 1929,

uma embalagem de papel cartão

parafinado, redonda na base e quadrada

na parte superior, que rece-

queijão era um duro exercício que

exigia o uso de instrumentos auxiliares.

No caso de latas, era preciso

usar um abridor; no de copos, fechados

por sistema de recravação,

recorria-se a facas, chaves de fenda,

garfos, objetos assim. Foi em

meados de 1988 que a mídia começou

a anunciar “para breve” a comercialização

de um sistema de fechamento

de copos de vidro que

deveria “seguramente marcar o início

de uma nova era”. Tratava-se da

hoje conhecidíssima tampa Abre-

Fácil, desenvolvida pela Metalgráfica

Rojek em conjunto com a vidraria

Nadir Figueiredo. Estreou no requeijão

em copo Chisi, da LPC (Laticínios

Poços de Caldas), posteriormente

absorvida pela Danone.

beu a marca Perga. Só a partir dos

anos 1950, entretanto, a Perga passou

a ser adotada em larga escala,

pelas mãos da PKL (hoje SIG

Combibloc), subsidiária da Jagenberg

Werke, graças, em parte, à

Segunda Guerra. Em muitas cidades

européias, os laticínios enfrentavam

dificuldades para higienizar

suas embalagens retornáveis, pela

destruição de poços e sistemas de

água. Com isso, a alternativa descartável

encontrou um caminho

pavimentado para avançar.

O nome do pai

prevaleceu

Hoje famosíssimo e vendido em

mais de 190 países, o bitter alcoólico

Campari guarda uma curiosidade

sobre seu nome. Em sua juventude,

o milanês Gaspare Campari

resolveu tentar ganhar a vida em

Turim. Começou como garçom e

barman e, nas horas de folga, pesquisava

receitas de bebidas finas.

Voltou a Milão em 1860, e fundou

a Fabrica di Campari Gaspare Liquorista,

mas nessa época ainda

não tinha lançado sua bebida mais

famosa. Ela só apareceria sete anos

mais tarde, quando Gaspare abriu

outro negócio, o Caffè Campari. O

aperitivo foi batizado de Bitter Uso

Olanda para pegar carona nos licores

holandeses então na moda. Os

clientes do café, no entanto, pediam

a bebida sempre pelo apelido:

“o bitter do Campari”. O sucesso

fez o nome original ser descartado.

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