VJ FEV 2010.p65 - Visão Judaica

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VJ FEV 2010.p65 - Visão Judaica

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editorial

VISÃO JUDAICA • fevereiro de 2010 Adar 5770

Publicação mensal independente da

EMPRESA JORNALÍSTICA VISÃO

JUDAICA LTDA.

Redação, Administração e Publicidade

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Curitiba • PR • Brasil

Fone/fax: 55 41 3018-8018

Dir. de Operações e Marketing

SHEILLA FIGLARZ

Dir. Administrativa e Financeira

HANA KLEINER

Diretor de Redação

SZYJA B. LORBER

Publicidade

DEBORAH FIGLARZ

Arte e Diagramação

SONIA OLESKOVICZ

Webmaster

RAFFAEL FIGLARZ

Colaboram nesta edição:

Antonio Carlos Coelho, Aristide Brodeschi,

Avraham Tsvi Beuthner Breno Lerner,

Heitor De Paola, Jane Bichmacher de

Glasman, Ruben Kaplan, Sérgio Alberto

Feldman, Szyja Ber Lorber, Vittorio

Corinaldi, Yossef Dubrawsky e Yossi

Groisseoign.

A ajuda de Israel ao Haiti e o objetivo do Irã

srael enviou ao Haiti uma

equipe de socorro humanitária.

É uma tradição israelense.

Tão logo chegaram

a Porto Príncipe os dois

boeings carregados, depois da

tragédia, a equipe montou aquilo que

ficou sendo chamado de “o Rolls

Royce dos hospitais de campanha”.

A comparação com a famosa marca

britânica de automóveis de luxo não

é exagerada. Embora muitos outros

países também tenham enviado equipes

de ajuda, apenas Israel montou

e manteve um hospital capaz de

atender com eficiência e segurança

aos feridos com mais gravidade. Os

israelenses auxiliaram também no

resgate de sobreviventes soterrados

nos escombros.Aproveitaram

o

know how

adquirido

em décadas

de conflitos

para salvar

Visão Judaica não tem responsabilidade sobre

o conteúdo dos artigos, notas, opiniões ou

comentários publicados, sejam de terceiros

(mencionando a fonte) ou próprios e assinados

pelos autores. O fato de publicá-los não indica

que o VJ esteja de acordo com alguns

dos conceitos ou dos temas.

Contém termos sagrados, por isso trate

com respeito esta publicação.

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Este jornal é um veículo independente

da Comunidade Israelita do Paraná

vidas e víti-

Datas importantes

20 de fevereiro

25 de fevereiro

27 de fevereiro

28 de fevereiro

1º de março

6 de março

13 de março

20 de março

mas de uma das maiores tragédias

naturais de todos os tempos.

Esta não foi a primeira vez que

Israel resgata vítimas de acidentes

naturais. Em 1985, após um terremoto

no México, salvou 55 pessoas.

Atuou em outro terremoto na Armênia

em 1988, e na década seguinte,

auxiliou as vítimas dos atentados terroristas

em Buenos Aires (1992 e

1994) e no Quênia (1998). Em 1999,

após um terremoto que atingiu a Turquia

e a Grécia, foram enviadas duas

equipes de resgate e construído um

hospital de campanha. Em 2004, Israel

auxiliou no socorro às vítimas de

um carro-bomba que atingiu um hotel

no Egito. A presença de Israel no

Haiti mostra a natureza humana da

sociedade criada pelo projeto sionista,

tão vilipendiada por países árabes

e muçulmanos e pela banda de música

de certa esquerda mundial.

Curiosamente, os mesmos países

que têm rotulado o sionismo como

desumano e criminoso, nada fizeram

— embora nadem em petrodólares —

ACENDIMENTO DAS VELAS

EM CURITIBA -

FEV de 2009 / MAR de 2010

Shabat

DATA HORA

19 / 2

26 / 2

5 / 3

12 / 3

19 / 3

19h38

19h32

19h24

19h18

19h10

Obs: A partir do dia 21/2/2010 terminou o

Horário Brasileiro de Verão. Os horários

de acendimento das velas às sextasfeiras

já estão ajustados ao Horário de

Verão e ao término deste.

Nossa capa

Shabat / Terumá

Jejum de Ester

Shabat / Tetsavê / Zachor / Véspera de Purim

Purim / Leitura da Meguilá

Shushan Purim (em Jerusalém)

Shabat / Ki Tissá / Pará

Shabat / Vayak'hel / Picudê / Hachôdesh

Shabat / Vayicrá

em termos de ajuda ao Haiti. Onde

está a Arábia Saudita, o Irã, a Síria, a

Turquia, que estiveram tão preocupados

com o ‘desastre’ na Faixa de Gaza,

agora que uma verdadeira catástrofe

ocorreu? Ah, a Turquia enviou condolências!

É irônico que Israel, quase

universalmente difamado por motivos

“humanitários”, e apesar de seu pequeno

tamanho e falta de recursos

minerais, esteja de fato sempre entre

os primeiros a ajudar em desastres

naturais em todo o mundo!

O Irã, em sua corrida para o armamento

nuclear, coloca à prova a

liderança de Barack Obama. O presidente

dos EUA prometera uma política

de “mão estendida e não de punho

fechado” ao regime iraniano, se

conseguisse discutir seriamente o

futuro de seu programa nuclear e suspender

o enriquecimento de urânio,

como exigem cinco resoluções do

Conselho de Segurança da ONU.

A resposta do Irã foi ignorar olimpicamente

o Conselho de Segurança,

desprezar o presidente americano e

A capa reproduz a obra de arte cujo título é: “Leitura da

Meguilat Esther”, pintada com a técnica aquarela e dimensões

de 48x38cm, criação de Aristide Brodeschi.

O autor nasceu em Bucareste, Romênia, é arquiteto e

artista plástico, e vive em Curitiba desde 1978. Já desenvolveu

trabalhos em várias técnicas, dentre elas pintura, gravura

e tapeçaria. Recebeu premiações por seus trabalhos no

Brasil e nos EUA. Suas obras estão espalhadas por vários

países e tem no judaísmo, uma das principais fontes de inspiração.

É o autor das capas do jornal Visão Judaica. (Para

conhecer mais sobre ele, visite o site www.brodeschi.com.br)

Falecimento

Rodolpho Goldstein Paciornik, dia

13/2/2010, em Curitiba (30 de

Shevat de 5770). Era médico,

deixou viúva Beatriz Paciornik e os

filhos Fernando e Peggy. Sepultado

na manhã do dia 14/2/2010 no

Cemitério Israelita de Umbará.

Humor Judaico

pisar no acelerador em seus esforços

para conseguir um urânio suficientemente

puro que lhe dê acesso às armas

atômicas. O desafio ao mundo

culminou com o anúncio de Ahmadinejad

ordenando aos técnicos iranianos

o início da produção de urânio enriquecido

em 20%, em comparação

com o índice atual de 3,5 a 5%, suficiente

para as necessidades dos reatores

civis. A decisão prova, mais uma

vez, a falácia das afirmações do regime

teocrático iraniano que insiste que

só pretende desenvolver a indústria

nuclear para fins pacíficos.

A última provocação do Irã esgotou

a paciência de Obama, que a qualificou

de “inaceitável” e prometeu

“duras sanções” contra Teerã. França,

Alemanha, Reino Unido e Itália

mostraram-se favoráveis à adoção

imediata das sanções. Também a Rússia,

farta dos sucessivos desplantes

iranianos, está inclinada a apoiar uma

nova resolução do Conselho de Segurança

nesse sentido.

Mãe Mãe judia

judia

A Redação

Abrão liga para sua mãe na Flórida.

- "Mamãe, como está?"

- " Não muito bem", responde a mãe. "Eu estou

muito fraca".

Diz o filho: "Por que você está tão fraca?"

Ela responde: "Porque eu não comi nos últimos

38 dias."

O filho: "Isso é terrível… Por que não comeu nestes

38 dias?"

Responde a mãe: "Porque eu não queria estarcom

comida na boca quando você ligasse".

Qual a diferença entre uma mãe judia e uma

mama italiana?

A italiana diz: Coma meu filho, senão te mato.

A judia diz: Coma meu filho, senão me mato.


VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Entrevista com Pilar Rahola em Barcelona

Sérgio A. Feldman e Szyja B. Lorber *

manhã de inverno não

fora generosa comigo.

Barcelona alternava

sol e chuva e nesse dia

(14/1) o sol se escondera

e chovia, e suspeitei que

poderia não ser um bom

presságio. A entrevista fora marcada

para o Real Club de Polo de Barcelona.

Fiz uso do metrô e por pouco não me

perdi entre os prédios do imenso campus

universitário que se aloca nesta parte

da cidade. Cheguei cedo e acanhado

entrei. Um lugar de elite, onde um turista

casual, vestido de maneira simples

pode se sentir perdido em meio a tanta

gente elegante e refinada.

Em alguns minutos apareceu Pilar.

Elegante, agitada e cheia de carisma.

Uma mulher charmosa e que transpira

personalidade. Foi gentil e afetiva e me

convidou para comer e beber algo. Agradeci

mas ela fez questão e me trouxe

um refrigerante. O clima era descontraído

e o ambiente propício para uma entrevista.

Sorte de principiante, diria algum

entendido.

Pilar não se incomodou com perguntas

provocativas e nem com dilemas

e contradições. Assumiu imediatamente

sua identidade e não escondeu sua

absoluta negativa a freios e rédeas ideológicas.

Sua condição de "livre pensadora",

num sentido contemporâneo é

explicita. Vamos à entrevista.

SÉRGIO FELDMAN: A guisa de introdução

irei questioná-la sobre um tema de meus

estudos que cria uma relação entre entrevistador

e entrevistado. No século

XIII, em 1263 nesta cidade de Barcelona,

realizou-se um debate entre o sábio

judeu Nachmânides e um grupo de dominicanos,

onde se sobressaia um judeu

convertido, de nome Pablo Christiani.

A verdadeira fé era o tema. O mundo

mudou e a gente repensa os fatos

sob uma nova ótica. Haveria hoje em

Barcelona e na Espanha, um novo e respeitoso

diálogo entre os dois lados desta

corrente? Haveria um reencontro com

este passado e um acerto de contas com

certos erros do mesmo?

PILAR RAHOLA: Quando a Espanha expulsou

os judeus da velha Sefarad, também

expulsou a inteligentzia (N. E: intelectualidade),

expulsou o desejo e a

vocação do diálogo, expulsou o debate

e, provavelmente, por um longo tempo,

a modernidade. Sem dúvida alguma

a comunidade judaica aqui na Catalunha,

onde estamos, em Barcelona, tinha

a ver com o melhor do pensamento

da época, e dos grandes debates que

são mencionados. Sabemos que de

muitos deles perdemos o registro, mas

estamos conscientes que lá realmente

se promovia o pensamento. Tenho que

dizer com muita dor que a consciência

e a alma judaica de Barcelona e globalmente

da Catalunha ficaram completamente

mirradas. E eu diria também no

nível amplo de toda a Espanha.

Mas hoje a ideia de que um judeu,

sábio profundo, possa ter um debate

sensato, elevado e tranquilo com um

não judeu, hoje, na minha cidade, é impossível.

Estamos submetidos a discursos

muito estigmatizados, a um pensamento

politicamente correto, que de

alguma forma demoniza o judeu, e qualquer

discussão que tenha a ver com a

cultura judaica, com o seu profundo conhecimento

da vida, com suas ideias filosóficas,

sempre cai na atualidade política,

militar, no conflito do Oriente

Médio. É impossível. Muitos dos meus

artigos falam sobre essa questão, a sensatez.

Falam da reivindicação do direito

ao diálogo. Vou te dar um exemplo

para a minha auto-referência. Na época

da operação militar na Faixa de Gaza,

aqui na Espanha ficaram loucos. Praticamente

isso ocorreu em todo o mundo,

mas especialmente aqui isso foi visível.

Acho que agora, francamente,

que a Espanha é o país mais neo-antissemita

de toda a Europa. Reinventando

o antissemitismo. Chamem de antissionismo,

chamem de antiisraelismo,

mas ainda é o tema judaico.

Lembro que quando houve a ofensiva

em Gaza escrevi um artigo primeiro

dizendo "não simplifiquemos o conflito".

Apenas afirmei isso: Não sejamos

simplistas e tampouco maniqueístas.

Nem uns são tão maus, nem outros são

tão bons. O maniqueísmo é inútil, pois

elimina o diálogo. Bem, é óbvio que fui

criticada, atacaram-me, ameaçaramme.

Tudo que vocês possam imaginar.

Então, escrevi outro artigo onde reivindicava

o direito de pensar e reivindicava

o direito de falar. E nós estamos nesse

nível. De forma que eu lhes digo, obviamente,

nas sociedades modernas

podemos discutir as mudanças climáticas,

os direitos civis e sobre o que você

queira, mas quando tocamos na pele judaica,

há um montão de gente que se

torna absolutamente histérica.

E já me perguntei publicamente, e

repito agora: Por que tanta gente inteligente

ao falar sobre esta questão torna-se

estúpida? Fica assim, sem lógica

e sem coerência: Cega na negação do

judeu e do Judaísmo. Não, não imagino

este diálogo medieval hoje, no século

XXI, em Barcelona. Todo e qualquer diálogo

hoje redundaria em antiisraelismo.

Infelizmente, isto quer dizer que,

ainda que de maneira matizada e dentro

de contextos diferentes, em alguns

aspectos, o passado nos ensina lições

de tolerância.

SF: Você é uma republicana, cosmopolita

e defensora dos direitos humanos e

da modernidade, mas rejeitar as posições

antiisraelenses da esquerda faz de

você um ET, uma extraterrestre. Comente

isso.

PR: Hoje, a ideologia mais difícil de defender,

a ideologia mais dura, a que

temos que lutar mais, é a ideologia do

livre pensamento. Isto é, todos se colocam

sob o "guarda-chuva" ideológico.

Sou de esquerda, sou de direita, sou

ambientalista, e sou antissistema. E alguém

diz: Eu sou eu. E as minhas dúvidas,

minhas perguntas, claro que têm

sensibilidade, eu sou uma ambientalista,

estou preocupada com os direitos

civis, direitos das mulheres, direitos

dos animais. Eu sou contra touradas.

Sou uma das líderes na Espanha, de um

movimento que está prestes a conseguir

a proibição das corridas de touros

em Barcelona, e na Catalunha, como um

todo. Nós enviamos cem mil assinaturas

para o Parlamento. Eu sou tudo isso,

mas acima de tudo, e antes de tudo

isso, eu sou alguém que faz perguntas.

Ah! Isto é desconfortável, isso é um

sacrilégio, porque vivemos num mundo

em que todos têm respostas. Mas

ninguém faz perguntas.

Recordo, se me permitir, da visão

de Albert Camus, no ano do aniversário

do cinqüentenário de sua morte. Parafraseando

este pensador, eu me lembro

da visão da pessoa que está no meio

de uma praça pública, que armou sua

barraca de campanha na praça e defende

suas perguntas e respostas contra

tudo e contra todos. Notem que Albert

Camus foi um esquerdista, mas enfrentou

Sartre e outros intelectuais da época,

porque eles defendiam ditadores.

Sartre ia para as manifestações de 68

com uma foto de Pol Pot, o sanguinário

ditador cambodjano, que executou

centenas de milhares de pessoas inocentes!

E Camus disse: Não, isso não é

liberdade! E quando toda a gauche (esquerda)

francesa defendia as ações que

o terrorismo praticava nos bares de Argel,

onde as mulheres vestidas com túnicas

traziam bombas, e se faziam explodir

matando jovens que bebiam

café, vitimando pessoas inocentes, em

operações terroristas executadas sem

sentido, quando os alvos civis são o

objetivo, Camus, profético, já dizia:

Não, o terrorismo não justifica as causas,

e não há motivo que justifique esse

mal. E ele os enfrentou. Tinha a visão

daquele que olhava para além da sua

ideologia. Pensava livremente.

Modestamente, estou convencida

de que não há nada mais revolucionário,

mais rebelde, e mais livre, que pensar

livremente, até com direito a errar,

todo dia. Pensar e não temer dizer e

enfrentar a maioria que reluta em refletir.

E ter o direito de errar. E a retificar:

reconhecer, caso errou. Mas eu aspiro

fundar a ideologia dos que têm dúvidas,

dos que se perguntam, dos que não se

somaram aos estereótipos, dos que não

são politicamente corretos, dos que não

têm medo de pensar e falar. O que significa

que alguns te odeiem? Bem, ninguém

é ninguém, se não tiver alguns

bons inimigos. O que quer dizer que alguns

te expulsem de seu paraíso ideológico?

Eu os expulso do meu. O que é

que significa que alguém esteja só?

Quem disse que a liberdade não tem a

ver com a solidão? Veja: Uma vez alguém

escreveu: Um pensamento livre é um

território inóspito solitário. E eu vivo no

pensamento livre.

Posso perceber que ela se emociona

quando fala. Imagine a energia dela

ao falar de Israel, do "prejuicio" (preconceito

em espanhol). Ela se percebe

como parte de uma minoria, pois é catalã

assumida. Defende o uso de sua língua

e de sua cultura já milenar. Ou seja,

possui um parâmetro de reflexão que é

étnico e que postula a diversidade.

Sergio Alberto Feldman entrevistou Pilar Rahola em Barcelona

SF: Por que o Islã militante hoje é a vanguarda

da reação, se o Islã medieval na

Espanha era o encontro das civilizações

e de uma suposta convivência?

PR: Bem, vamos por partes. Há um mito

sobre Al Andaluz que eu creio que é

falso. Al Andaluz não foram 800 anos

de paz. Al Andaluz não foram 800 anos

de convivência, Al Andaluz não foram

800 anos de pensamento e de tecnologia.

Em Al Andaluz houve alguns momentos

de certa tranquilidade e de

certa tolerância. Mas houve anos e

anos, e décadas, e inclusive séculos,

de uma intolerância terrível com brutais

perseguições de todos aqueles que

não eram muçulmanos. Não esqueçamos

que cristãos e judeus naquele Al

Andaluz eram cidadãos de segunda, e

às vezes de terceira classe. Muito frequentemente

perseguidos, explorados

com elevados impostos, expulsos

do serviço público, e considerados

realmente como seres humanos de nível

inferior. Considerar que o mito de

Al Andaluz é o mito da tolerância é

mentira histórica. De fato, o exemplo

mais claro é Maimônides, que tem que

ser ouvido como o exemplo mais emblemático.

Teve de fugir de Córdoba e

se refugiar no Norte da África e depois

no Egito. Al Andaluz exilou um de seus

mais nobres filhos. Em 800 anos houve

de tudo. Mas primaram especialmente

por longas épocas de um extremismo

islâmico brutal e terrível, absolutamente

violento, claramente o

contrário a algum tipo de diálogo, e

que a partir daí é o pior tipo de Islã

que imagino.

Estou certa de que alguns dos ditadores

do petrodólar, os ditadores da

Arábia Saudita, ou os ditadores de qualquer

nação... Inclusive alguns dos líderes

terroristas como Bin Laden por sua

vez, viveriam felizes em Al Andaluz,

porque houve épocas em Al Andaluz

3

* Sérgio Alberto

Feldman é doutor

em História pela

UFPR e professor

de História Antiga

e Medieval na

Universidade

Federal do Espírito

Santo, em Vitória.

Foi diretor de

Cultura Judaica da

Escola Israelita

Brasileira Salomão

Guelmann, em

Curitiba.

Szyja Ber Lorber é

jornalista e editor

do Jornal Visão

Judaica. Degravou

o vídeo, traduziu o

texto e fez a préedição

do material.

A edição final é de

Sérgio Alberto

Feldman.


4

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

que o modelo foi o modelo de Bin Laden.

De forma que o modelo do fundamentalismo

islâmico... Não dista muito

do passado que muitos exaltam.

De maneira que cuidado com o mito

de Al Andaluz. Eu não participo dele. A

Espanha teve uma época de esplendor

não em Al Andaluz, não durante os 800

anos da presença muçulmana. Tsk, tsk,

tsk (expressando sua opinião negativa,

acompanhada do sinal de "não" feito

com o dedo indicador da mão direita).

Durante uma parte desta época, houve

tolerância e certo diálogo e pudemos

ver certa convivência entre judeus,

muçulmanos e cristãos. Limitada pelas

diferenças e restrições, e isto muitas

vezes esteve presente nas juderías ou

aljamas (N.E: comunidades autônomas),

ou na legislação de emirados ou

califados. Admito que tenha havido trocas

culturais e muito progresso, num

certo período. Mas isso foi rompido

com os reis católicos (N.E: Os reis Fernando

e Isabel que reinaram na passagem

do século XV ao XVI e expulsaram

os judeus em 1492). Para mim foi uma

das grandes infelicidades da Espanha.

Note que a história é escrita pelos vencedores.

Você que é historiador sabe

muito bem disso, não é? E a Espanha

também modificou com seus reis católicos.

Uma radical mudança de rota. Estes

monarcas foram os que inventaram

o primeiro processo em massa de ódio

e de intolerância (N.E: leia-se: Introduziram

a Inquisição). Foram os primeiros.

E a Espanha se criou na vanguarda

da intolerância. Conduzimos o preconceito

contra um povo, num processo

ideológico que nos acabaria levando a

Auschwitz. O antissemitismo começa

com os reis católicos e acaba em Auschwitz.

E não acabou! Em todo caso, a

Europa clássica acaba em Auschwitz.

Não se pode entender Auschwitz se

primeiro não se entender o que ocorreu.

Notem o comportamento mental

desse ódio intolerante. Primeiro exigimos

dos judeus: Vocês não podem viver

entre nós se não se converterem.

Depois suspeitamos de sua conversão

e criamos a inquisição espanhola: Ou

te tornas cristão, ou vais embora. Depois,

dissemos-lhes: Não podem viver

entre nós, pois não se tornaram verdadeiros

fiéis cristãos. São etapas. A sequência

é uma realidade cruel. Expulsar,

converter e depois negar. E depois,

asseguro-lhes, em períodos subsequentes,

vêm etapas cruéis com os pogroms,

as perseguições, Dreyfus, e em

seguida dissemos a eles: não podem

viver...! E isso é Auschwitz. E são três

passos, três etapas do processo de intolerância

que matou mais gente no

mundo. Nem o machismo, nem o racismo

mataram tanto como o antissemitismo.

De forma que é realmente o problema

mais grave.

E pensar que esta Espanha ideal,

que numa época floresceu nas letras e

no conhecimento, e conviveram (N. E:

As três religiões), seria uma imagem

para pensar agora, primeiro. Vale repensar

que inclusive o melhor da convivência

de maneira ampla e integrada,

nunca a tivemos. Pusemos os judeus

em guetos, os bairros judeus, os

cals (equivalente a judería ou bairro

judaico), como se chama em catalão.

Frequentemente os insultávamos de

dia, e à noite íamos procurar os médicos

judeus porque eram os melhores.

Temos uma história de intolerância importante.

Mas pensar que o Al Andaluz

muçulmano foi mais tolerante que a

Espanha católica, tsk, tsk, tsk (de negação),

nada disso. Em absoluto. Podemos

dar as mãos. Creio que, no entanto, é

certo que com os séculos, o Islã, durante

muitas épocas foi mais tolerante que

o catolicismo, ou que o cristianismo.

Porque Lutero... (faz o sinal de distanciar-se

com a mão direita, recordando

do antissemitismo de Lutero).

Que grande líder civil ou religioso

na Europa não foi antissemita? Todos.

Voltaire, Lutero, os grandes reformistas

eram antissemitas. Como também

são misóginos. Olhem que coincidência,

hein! De maneira que alguém pensa:

O que é a modernidade? Ah, Voltaire,

mas coloca-se em seu antissemitismo.

Não me serve. Ou me serve só um

pouquinho, não é? Naquela época, durante

os séculos de intolerância cristã

os judeus podiam viver melhor no Islã

do que na Europa. Houve épocas que

se podia viver melhor na Grande Pérsia,

ou no Marrocos. Ou em tantos outros

lugares que na Europa. Quantos

judeus que foram aos países árabes, aos

países muçulmanos, viveram mais tranquilos

que os pobres judeus da Letônia,

da Bielorussia, da Europa Central,

dos russos, etc, etc. A pergunta é - e era

tua pergunta, suponho - como é possível

que esse Islã tolerante, que durante

muitíssimo tempo acolheu a população

judaica e teve uma visão mais moderna

que a da Europa esteja transformado

hoje em dia no fator mais grave e

importante da intolerância e do ódio no

mundo? O que aconteceu?

Não há dúvida alguma que o Islã ao

invés de tentar melhorar a vida de suas

populações, pela via do avanço da civilização,

está sendo sequestrado e contaminado,

por um lado por grandes ditadores,

ricos, poderosos, fanáticos e

malvados, e pelo outro, por líderes revolucionários

que utilizam a tecnologia

do século XXI, mas têm o cérebro no

século XIII. Estão em cima do cavalo

matando gente, mas falando por telefone

via satélite. Terrível! Hoje em dia

o principal problema do mundo é sem

dúvida alguma que um bilhão e quatrocentos

milhões de pessoas sejam

educadas no ódio à liberdade, no ódio

aos ocidentais, no ódio profuso aos judeus,

e ao desprezo pela vida. Certamente,

a culpa pelo terrorismo islâmico

é do um bilhão e quatrocentos milhões

de pessoas? Não, eles são vítimas

também. Com certeza um bilhão

e quatrocentos milhões de pessoas

não vivem numa única democracia. E

não estudam o enciclopedismo francês

nas universidades ou e nas escolas.

Em geral, majoritariamente, estudam

conceitos fanáticos e conceitos

pré-modernos. Esse bolsão do mundo

educado na confrontação e na violência

é uma bomba relógio muito grave.

SF: Bem...

PR: Não sei se estou sendo demasiado

longa, mas...

SF: Não, não, não. Está muito bem. Está

perfeito. A Espanha tem raízes antijudaicas

no medievo. Há conexões com

algumas correntes políticas atuais?

PR: Têm? Perdão...

SF: As raízes antijudaicas no medievo

têm conexão com as correntes políticas

atuais?

PR: Não. Está muito bem. Vamos ver. O

antissemitismo atual espanhol não é o

antissemitismo medieval, não. Este está

superado. O antissemitismo medieval

primeiro era uma questão de poder,

nunca esqueçamos, é de dinheiro. Sempre

o antissemitismo teve a ver com

movimentos econômicos também!

SF: Mas a Igreja...

PR: Sim, mas a Igreja também fazia parte

dos movimentos econômicos. Mas

o antissemitismo medieval é religioso,

é de corte católico, e este inspirou

a intolerância na Espanha durante séculos.

Mesmo na minha infância, os

pequeninos iam matar judeus quando

iam pela Semana Santa, jogando

umas... (faz movimentos circulares

com a mão direita fechada).

SF: O sábado de Aleluia...

PR: Exatamente... Todos viram os autos

sacramentais onde os judeus eram malvados,

mataram o filho de D-us, é o

povo deicida. É certo que o espanhol

atual não vive esses conceitos. Mas ainda

assim os tem desde o berço. Educaram-me

na escola de monjas. Falaramme

de um povo que matou o filho de D-us.

Está no córtex. E no córtex de nossa sociedade.

Não podemos imaginar que

séculos e séculos de discurso, de pensamento

único antijudaico não tenham

deixado alguma mancha. É evidente. A

Espanha católica, a Espanha da Inquisição,

a Espanha que apontou o dedo contra

um povo, expulsou-o e o transformou

em povo culpado, esta Espanha

ainda é e ainda existe. Mas é certo que

o discurso majoritário hoje em dia, nos

meios de comunicação, os meios globalmente,

e na rua também, é um discurso

antiisraelense. É mais político. E

é menos religioso. Atualmente a Espanha

católica já não existe. Existem bolsões,

mas é algo muito mais generalizado.

E, entretanto, chegou a crer que

só existe um problema no mundo que

é Israel e Palestina. Só existem umas

vítimas que são os palestinos, e só existe

um povo mau, invasor e imperialista

que é Israel. E ponto final. E quando

tudo isso sai na imprensa, você só vê

isso permanentemente.

Por que há tanto ódio contra Israel?

Primeiro porque o ódio a Israel é a forma

moderna do ódio ao judeu.

SF: Laicizá-lo...

PR: Sim. Ou seja: O espanhol medieval

odiava o judeu medieval a partir de

uma perspectiva religiosa. O espanhol

atual odeia o judeu moderno que vê um

exército israelense, ou um Estado moderno

como de Israel, e o transforma

na expressão moderna do judeu anti-

go. Note que os mitos, os estigmas, são

os mesmos, sempre. O judeu medieval

bebia sangue de crianças católicas, na

Páscoa, o Pêssach. O judeu atual mata

crianças palestinas. Sempre são crianças

e judeus maus, não é! Só há crianças

na Palestina e sempre são mortos

pelos israelenses. O judeu alemão, o

austríaco, eram todos banqueiros, todos

tinham dinheiro, era a conspiração

mundial contra o mundo para que o dinheiro,

o ouro judeu... Não é? ... Os Protocolos

dos Sábios de Sião... Hoje, jornalistas

modernos, que passaram pela

universidade, progressistas, e de esquerda,

te dizem que há uma conspiração

dos judeus de Wall Street para dominar

o mundo. Isso que faz o governo

norte-americano é culpa dos judeus de

Wall Street que dominam os Estados

Unidos. É o mesmo mito dos Protocolos.

Sempre é o mesmo mito.

Uma vez escrevi: Se os judeus eram

os párias entre os povos, Israel é o país

pária entre as nações. Que casualidade?

Que o único país do mundo criminalizado,

demonizado, odiado, seja o

país dos judeus. Em um mundo que perseguiu,

demonizou, criminalizou e matou

durante séculos os judeus, nada é

casual. Portanto, se a Espanha renovou,

ou reinventou seu antissemitismo, não

é igual ao medieval, não aumentou, mas

continua sendo um país antissemita.

SF: Palavras finais à comunidade judaica

de Curitiba. Duas pequenas palavras...

PR: (sorrindo) De Curitiba sempre tenho...

(Interrupção do telefone celular)...

Curitiba me evoca carinhos. Tenho

recordações e saudades. Em Curitiba

conheci um homem excepcional que é

o pai de Szyja Lorber, um sobrevivente

do Holocausto. Um homem de uma grande

integridade. O Szyja, que faz umas

traduções ao "português" (N.E: Pilar diz

"brasileiro") fantásticas. E algumas mulheres

fortes, divertidas, com as quais

passei muito bem, inclusive me presentearam

com alguma roupinha que eu

hoje uso. Perdoem-me a frivolidade,

mas tenho belas lembranças de Curitiba.

À comunidade de Curitiba o que

digo? Bem, vou voltar um dia, talvez

para passear, com as crianças e marido,

sem pressa, e enquanto isso não acontece,

lembrem-se que um pedacinho

de Curitiba está num coração de Barcelona,

no coração de uma catalã, a milhares

de quilômetros, mas o amor não

corta tudo. Muitos beijos.

SF: Muito obrigado.

A entrevista se encerra e desligo a

câmera, mas a conversa continua. Eloquente

e comunicativa ela defende outros

ideais: é contra as touradas, feminista,

ecologista e alinhada com ideais

diversos, mas os coordena com coerência.

Eu emito em off algumas discordâncias

a suas opiniões e entabulamos alguns

diálogos muito ricos e intensos. A

agenda dela impede que nos estendamos

mais e ela parte em seu "New Fusca"

para seu cotidiano. Eu fico com a

impressão forte de ter entrevistado uma

pessoa única, autentica e refinada. Barcelona

não falhou comigo.


* Breno Lerner

* Breno Lerner é editor e

gourmand, especializado em

culinária judaica. Escreve

para revistas, sites e jornais.

Dá regularmente cursos e

workshops. Tem três livros

publicados, dois deles sobre

culinária judaica.

Aprendi esta receita em Veneza,

num bistrozinho que a tinha e ninguém

sabia por que tinha este nome

e ingredientes.

Se verificarmos as tradições, veremos

que Purim é a ultima grande festa

antes de Pêssach, boa ocasião

para começar a se ver livre da farinha.

Por outro lado o uso de sementes

de papoulas (Mohntaschen),

esta diretamente ligado à raiz do

nome do doce maior de Purim, o Hamantaschen.

Agora fica mais fácil

entender o nome do tagliatelle.

Ingredientes:

1 pacote de tagliatelle;

1 abobrinha grande, ralada em

ralo grosso;

1 colher de sopa de margarina;

4 colher de sopa de sementes de

papoula;

2 colher de sopa de suco de

limão;

Sal e pimenta do reino à gosto;

1 colher sopa de folhas de

salsinha para decorar.

Modo de fazer:

Tagliatelle à Ester

Cozinhe a massa em água salgada

com um fio de óleo. Enquanto isto,

numa panela grande, refogue a abobrinha

na margarina por 3 minutos.

Reserve. Escorra a massa e coloque

na panela com as abobrinhas. Misture

bem. Coloque então, o suco de

limão, as sementes de papoula, sal

e pimenta do reino. Decore com as

folhas de salsinha e sirva.

Bíblia Hebraica, Identidades Judaicas e Globalismo

é o curso de extensão cultural do Programa

de Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas do

Departamento de Letras Orientais da Faculdade de

Filosofia, Ciências e Letras da USP que será ministrado

em São Paulo, de 8 de abril a 27 de maio de

2010, pela professora doutora Daniela Susana Segre

Guertzenstein.

O objetivo do curso é apresentar uma breve história

do desenvolvimento da cultura judaica através

de uma ótica peculiar que expõe os códigos, linguagens

e costumes judaicos transmitidos de geração

a geração, para que se entenda a formação das di-

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Receitas de Purim

Nunca entendi muito bem porque

este é um prato típico de Purim,

mas, minha babe Clara, que vem

de Zefat e me ensinou o Alef/Beit

garantia que era e sua receita

era imbatível. Esta é a melhor

versão que consegui da receita

da babe Clara:

Ingredientes:

Torta de uvas pretas

3 xícaras de farinha de trigo;

150g margarina;

2 xícaras de açúcar;

1 colher de sopa de fermento

em pó;

1 xícara de suco de uvas;

3 ovos;

1kg de uvas pretas.

Modo de fazer:

Misture tudo muito bem, exceto as

uvas. Colocar a massa em uma assadeira

untada e espalhar por cima

as uvas lavadas e passadas em um

pouco de farinha de trigo (este é

um truquezinho para que não afundem

na massa). Levar para assar

em forno baixo.

Salada do Rei Assuero

De brinde uma

refrescante

entrada para

Seudah Purim. Dei

este nome a ela,

mas, se vocês

quiserem podem

dar um mais

criativo.

Ingredientes:

5

Os judeus da Pérsia, hoje Irã, sempre consideraram-se

descendentes da rainha Ester

e com isto entendiam ser a festa de

Purim, uma festa exclusiva deles. Acabaram

por criar uma série de pratos únicos

para a festa, dentre eles este. Não esqueçamos

que halvá quer dizer doce.

Ingredientes:

2 xícaras de farinha;

1,5 xícara de açúcar;

1 colher chá de canela em pó;

1 xícara de óleo;

2 xícaras de água;

1 xícara de amêndoas sem casca, em

lascas.

Modo de fazer:

Halvá persa

Com muito cuidado e em fogo baixo doure

a farinha numa frigideira grande Retire do

fogo e acrescente o açúcar, a canela e o

óleo, misturando muito bem. Volte ao fogo

baixo e vá colocando a água sem para de

mexer, até engrossar. Acrescente as amêndoas,

tampe e cozinhe em fogo baixíssimo

por 5 minutos. Espalhe num tabuleiro

ou mármore untados ou ainda sobre papel

manteiga. Deixe esfriar e corte em losangos

ou quadrados.

1 melão;

1 melão Cantaloupe;

Suco de 1 limão;

3 colheres de sopa de mel;

1 colher de sopa de hortelã

picadinha;

1 colher de sopa de Cointreau

ou Curaçau.

Curso de Bíblia Hebraica na USP

versas identidades judaicas, a ligação entre elas e

a interação das mesmas nas mais variadas sociedades

e países ao redor do mundo. A metodologia,

segundo a professora Daniela Guertzenstein terá

aulas expositivas em que são apresentados e analisados

resumos de pesquisas, textos, fotos e artefatos

judaicos com o objetivo de servir como introdução

ou orientação para pesquisas mais profundas

sobre os temas propostos.

As aulas serão sempre das 15 as 17 horas no

prédio da FFLCH (o número da sala ainda será divulgado)

na USP - Cidade Universitária, em São

Paulo. "Bíblia Hebraica, Identidades Judaicas e

Com a boleadeira

transforme a polpa dos

dois melões em bolinhas.

Misture todos os

outros ingredientes e

despeje sobre as bolinhas

de melão, misturando

bem. Deixe na

geladeira por, ao menos,

duas horas. Sirva

em taças individuais.

Globalismo" é aberto ao público em geral, e terá

como temas:

1. O povo de Israel e as Escrituras Hebraicas; 2.

As traduções da Bíblia Hebraica e o helenismo; 3. A

tradição oral e o desenvolvimento da cultura judaica;

4. Identidades judaicas: centros de cultura judaica

no oriente e no ocidente; 5. O judaísmo sefaradita

(espanhol) e outras comunidades judaicas

européias; 6. Primeiras cópias impressas da Bíblia

Hebraica e do Talmud Babilônico; 7. O judaísmo asquenazita

(europeu oriental) e suas comunidades

judaicas; e 8. Identidades judaicas modernas, pósmodernas,

virtuais, Israel e internet.


6

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Confederação Israelita do

Brasil (Conib) e a Federação

Israelita de Pernambuco

(Fipe) realizaram dia 27/

1 uma cerimônia em Recife

para marcar o Dia Internacional

em Memória das Vítimas do

Holocausto, na qual estiveram mais

de 600 pessoas e convidados como

sobreviventes do massacre nazista,

o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

ministros, lideranças políticas,

parlamentares de diversos partidos,

autoridades religiosas, representantes

diplomáticos, dirigentes comuni-

Ato religioso na Sinagoga Kahal Zur Israel em memória das vítimas do

Holocausto

O presidente Lula na Sinagoga Kahal Tsur Israel, entre rabinos

O sobrevivente Ben Abraham conversa com o presidente Lula na

Sinagoga de Recife

Primeira sinagoga das Américas recebe Lula

para homenagem às vítimas da Shoá

Em Recife, cerimônia marca o dia da Recordação do Holocausto

tários, entre outros.

“Foi um evento de grande envergadura,

que coroou nossos esforços

para homenagear as vítimas do nazismo

e mostrou a vitalidade de nossa

comunidade, em especial da comunidade

judaica pernambucana, que

tanto se empenhou na organização

deste evento”, afirmou Claudio Lottenberg,

presidente da Conib.

A cerimônia ocorreu na Sinagoga

Kahal Zur Israel, a primeira das

Américas, fundada no século XVII.

O presidente Lula chegou ao evento

acompanhado pela ministra-chefe

da Casa Civil, Dilma Roussef, pelos

ministros Carlos Minc (Meio Ambiente),

Franklin Martins (Comunicação

Social), Edson Santos (Política

de Promoção de Igualdade Racial),

e por Alfredo Manevy, ministro-interino

da Cultura, e Clara Ant,

assessora especial da Presidência.

Compareceram também o governador

de Pernambuco, Eduardo Campos;

o governador da Bahia, Jaques

Wagner; e o prefeito de Recife, João

da Costa Bezerra Filho. Vieram parlamentares

de diversos Estados, como

o senador Romero Jucá, os deputados

federais Marcelo Itagiba, Sérgio Carneiro,

Ana Arraes, Charles Lucena,

Fernando Ferro, Pedro Eugênio, e o

deputado estadual Heitor Férrer. Da

área diplomática, estiveram o embaixador

de Israel, Giora Becher, a encarregada

de negócios e ministra-conselheira

da embaixada dos EUA, Lisa

Kubiske, entre outros. O cônsul-honorário

de Israel no Rio de Janeiro, o jornalista

Osias Wurman, também esteve

presente.

Entre as autoridades religiosas

estiveram Dom Fernando Saburido,

arcebispo de Olinda e Recife, bem

como os rabinos David Weitman, Yossi

Schildkraut, Alex Mizrahi e Michel

Schlesinger, além de presidentes de

sete instituições filiadas à Conib e

Jack Terpins, presidente do Congresso

Judaico Latino-Americano.

A sinagoga Kahal Zur Israel, passou

por uma importante reforma para

abrigar a cerimônia, realizada em data

instituída pela ONU em 2005. “Os

eventos anteriores, no Brasil, foram

realizados em São Paulo e Rio de Janeiro,

e trazê-la para o Nordeste significou

também para nós proporcio-

nar grande visibilidade à vida judaica

nesta parte de nosso país e um incentivo

a mais para intensificar nossas

atividades comunitárias”, declarou

Ivan Kelner, presidente da Fipe.

“Pudemos, além de homenagear

as vítimas do nazismo, contar a

tanta gente a história da Sinagoga

Kahal Zur Israel, que remete a outro

momento de intolerância e brutalidade,

representado pela Inquisição”,

disse ele. A Sinagoga foi fundada

durante a ocupação holandesa,

e os judeus tiveram de fugir, ainda

no século XVII, quando da reconquista

portuguesa, que significou a

volta da repressão religiosa.

Após escavações arqueológicas, o

prédio da Sinagoga foi recuperado

pela comunidade judaica e reinaugurado

apenas há cerca de oito anos,

com apoio da Fundação Safra, abrigando

hoje um centro cultural.

A cerimônia começou com um ato

religioso dirigido pelos rabinos. Em

seguida, houve o acendimento de um

candelabro com seis velas, cada uma

simbolizando um milhão de judeus

mortos no Holocausto. Participaram

deste ato Ben Abraham, presidente da

Sherit Hapleita (Associação dos Sobreviventes

do Holocausto), acompanhado

por dois jovens da comunidade

judaica pernambucana; o governador

de Pernambuco e o prefeito de Recife;

Joseph Safra, presidente da escola

e da comunidade Beit Yaacov;

Jaques Wagner e Marcelo Itagiba; os

rabinos; e o presidente Lula.

Após o acendimento das velas discursaram

Ben Abraham, Ivan Kelner,

Claudio Lottenberg, João da Costa

Bezerra Filho, Eduardo Campos e o

presidente Lula, que participou pelo

quinto ano consecutivo da cerimônia

do Dia Internacional em Memória das

Vítimas do Holocausto.

“É um dever moral proteger a memória

das vítimas do Holocausto,

mas acima de tudo é nossa missão

manter acesa a chama da luta pela

liberdade e denunciar os regimes intolerantes,

quaisquer que sejam

eles”, discursou Lottenberg. “Nossa

obrigação é denunciar e combater o

racismo e o revisionismo histórico,

pois negar o Holocausto é inaceitável,

inadmissível e um desrespeito à

memória coletiva. Quem nega o Ho-

locausto e faz dessa negação uma de

suas bandeiras políticas personifica

valores incompatíveis com a democracia

e a convivência entre diferentes

pessoas e origens”, prosseguiu o

presidente da Conib.

Em seu discurso, o presidente

Lula disse: “Como vocês sabem, o

presidente Shimon Peres, o presidente

Mahmoud Abbas e o presidente

Ahmadinejad estiveram no Brasil recentemente.

Durante esses encontros,

conversamos longamente sobre

a necessidade de uma paz duradoura

no Oriente Médio e sobre os obstáculos

que vêm impedindo alcançar

esse objetivo. Mostrei ao presidente

do Irã que é impossível negar o Holocausto,

que 60 milhões de vidas foram

perdidas na Segunda Guerra

Mundial em combates, em enfrentamentos

de parte a parte. Mas que os

6 milhões de judeus não foram mortos

em combates, foram exterminados.

E ninguém tem o direito de desconhecer

o extermínio de tanta gente.

Falamos também da nossa disposição

de dialogar com todos os setores

envolvidos, sobre como nosso

país, com longa tradição pacifista e

de respeito às diferenças, pode contribuir

nos processos que visam a

resolução dos conflitos na região”.

A visita de Lula ao Oriente Médio,

prevista para março, também foi

tema dos pronunciamentos. Lottenberg

relembrou o fato de o presidente

ter se reunido com representantes

da comunidade judaica 22 vezes

nos últimos sete anos: “Confiamos

muito em suas intenções no

sentido de um acordo de paz entre

israelenses e palestinos. Todos queremos

a paz, embora possamos divergir

a respeito dos meios e modos

mais adequados para atingir a

paz que garanta segurança e prosperidade

àquela região”.

O presidente Lula, referindo-se a

sua viagem a Israel, territórios palestinos

e Jordânia, afirmou: “E mais uma

vez, em nome do povo brasileiro, levarei

até lá nossa mensagem de tolerância

e de paz, nossa convicção em

defesa do diálogo comum. Uma mensagem

que é baseada não em uma

utopia, mas na realidade de uma nação

onde as mais diversas comunidades

convivem em harmonia”. (BB).


Deve estar doendo muito. Não deve

ser fácil para a mídia que durante os

últimos anos tem plantado constantemente

a ideia de Israel como um

país “beligerante, genocida,

assassino, que não liga para vidas

humanas”, ter de noticiar sobre

fatos que desmentem este quadro

pintado com tanto esmero. Mas o

incrível bombardeio de comidas e

remédios que os israelenses estão

realizando no Haiti supera todas as

expectativas. Depois de décadas se

calando sobre o lado bom de Israel

e as ações humanitárias do país,

parece que desta vez a omissão

deixou de ser uma opção.

hospital de campanha

montado pela

equipe humanitária

israelense no Haiti

está sendo chamado

pelas demais equipes

internacionais de socorristas de “hospital

Rolls Royce”, por conta do número

e da qualidade de recursos disponíveis.

A capacidade de atendimentos

prevista para o hospital é de 500

pacientes por dia, mas é comum que

esta quantidade seja ultrapassada,

por conta do enorme número de pessoas

feridas.

Desde o dia 13/1, quando diversas

missões internacionais começaram

a se instalar na capital haitiana

para prestar socorro às vítimas do

terremoto que devastou o país, a

base dos israelenses tem atendido

aos casos mais urgentes. Com um

longo histórico de missões humanitárias

ao redor do mundo, os 236 ho-

"Genocidas" que salvam vidas

A reação desproporcional de Israel no Haiti

mens e mulheres israelenses conseguiram

instalar em Porto Príncipe um

centro com uma farmácia completa;

uma ala pediátrica; um departamento

de radiologia de alta tecnologia;

uma Unidade de Terapia Intensiva

completa, e ainda uma sala de emergência;

duas salas de cirurgia; uma

maternidade e um departamento de

medicina interna.

Mais da metade do contingente

de Israel no Haiti é composto de militares

especializados em busca e resgate

sob ruínas e identificação de

corpos. O restante da missão possui

40 médicos, 44 enfermeiras e 20 paramédicos,

todos pertencentes ao

Magen David Adom, organização de

Israel equivalente à Cruz Vermelha.

Primeira Primeira criança: criança: criança: Israel

Israel

Por ser o mais equipado, o hospital

de campanha israelense tem recebido

os casos mais graves, cujas

demais unidades internacionais não

têm capacidade de atender. Um destes

casos foi o de uma mulher grávida

ferida num desabamento e em

avançado trabalho de parto. Ela chegou

à unidade israelense trazida por

um repórter da rede de TV americana

ABC. O jornalista em questão era

médico, e logo percebeu que não tinha

condições de realizar o parto sozinho

ou num posto de atendimento

comum. A criança, um menino, foi batizada

de Israel, em homenagem aos

paramédicos. A equipe da rede ABC

filmou o procedimento.

Até o momento calcula-se que o

número de mortos pelo terremoto

chega a 217 mil. Mais de um milhão

de pessoas estão desabrigadas.

Não há previsão para

a retirada das equipes

de socorro internacional

do Haiti.

Um Um longo longo histórico histórico

histórico

de de ajuda ajuda humanitária

humanitária

Quando das comemorações

de 60 anos

da criação do moderno

Estado de Israel, muito

era festejado, mas tragédias

ainda tinham

precedência sobre comemorações:

equipes de resgate e ajuda de Israel

eram despachadas para a China, onde

um terremoto matou mais de 12 mil

pessoas e outros tantos paramédicos

e materiais hospitalares eram enviados

para a Birmânia, onde furacões podem

ter matado mais de 100 mil. Mais de

1,5 milhão de pessoas foram afetadas

de alguma maneira pelo ciclone.

A instituição IsraAID, que representa

15 organizações não-governamentais

que trabalharam nestes casos

de desastres, além do já mencionado,

enviou também à Birmânia uma

equipe de voluntários especialistas

em qualidade de água, para medir e

tratar a água local, para que ela possa

se tornar potável para os sobreviventes

da região, que estavam morrendo

de doenças, fome e sede.

Mas se o caro leitor acha que isso

tudo são exceções, ou uma novidade

criada nos últimos tempos, está muito

enganado. Desde 1953 – quando

pela primeira vez Israel enviou pessoal

da Marinha para ajudar a Grécia,

abalada por um grave terremoto

– o grupo especial de salvamento israelense

já participou de cerca de 3

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Parte da equipe médica israelense que

montou hospital de campanha no Haiti

mil operações de busca e resgate,

tanto em Israel como em vários países

do mundo.

Quando países muçulmanos se

negaram a ajudar, ou o fizeram de forma

ínfima no tsunami, que atingiu

principalmente a Indonésia e o Sri

Lanka (países islâmicos), Israel estava

lá. Para a Indonésia, Israel enviou

mais de 75 toneladas de suprimentos

médicos e remédios. Para o Sri Lanka,

7

Menina recebe cuidados dos médicos

israelenses no "Hospital Rolls Royce"

Médicos do Exército de Israel em Port au Prince fizeram um parto no

hospital de campanha, onde nasceu um menino saudável e a mãe, que

chegou ao hospital vítima do terremoto, grávida de oito meses,

decidiu dar o nome de Israel ao garoto


8

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Israel enviou médicos do Departamento

de Cirurgia e Traumatologia do Hospital

Hadassah, de Jerusalém, e equipes

do Maguen David Adom, o serviço

médico de emergência de Israel. Dias

depois, um avião da Força Aérea de

Israel decolou com mais de 82 toneladas

de alimentos, remédios, água mineral,

geradores elétricos, barracas e

cobertores a serem doados às vítimas.

Mais além: quando Israel foi discriminado

por ser um país judeu, mesmo

assim não se negou a ajudar. A

Haitiano vítima do terremoto, salvo do soterramento,

recebe tratamento no hospital israelense

política de “salvar vidas está acima

de decisões de governos” foi fator determinante.

Em 2005, o Paquistão, a Índia e o

Afeganistão foram atingidos por um

grande terremoto. Ocorreu então um

problema nas vias diplomáticas,

quando Israel decidiu enviar sua ajuda

humanitária. O Paquistão, país

com a segunda maior população muçulmana

do mundo, e que não mantêm

relações diplomáticas diretas

com Israel, disse que aceitaria o oferecimento

de Israel, mas de forma indireta

e não oficial, através da ONU,

da Cruz Vermelha Internacional ou de

VJ INDICA

O Van Gogh

roubado

A.J. Zerries - Ed. Landscape

um Fundo de Ajuda. Confirmando a

notícia, o Paquistão enviou uma lista

a Jerusalém, destacando os itens

mais necessários para o atendimento

às vítimas: remédios, barracas,

sacos plásticos, colchões, cobertores,

alimentos não perecíveis, água potável,

estojos de primeiros socorros e

material para cirurgias. No caso do Sri

Lanka, no tsunami, a exigência do país

foi que as ambulâncias e os remédios

não exibissem a característica “Maguen

David” (Estrela de David) vermelha.

Ferido retirado dos escombros provocado pelo terremoto no

Haiti recebe atendimento de emergência da equipe israelense

LIVRO

Na época, o porta-voz do consulado

israelense em Los Angeles, Gilad

Millo, resumiu, de forma clara e precisa,

a posição humanitária de Israel, independente

de governos e governantes:

“Quando acontece um desastre

desse porte nós só pensamos, em primeiro

lugar, em salvar vidas”. E lembrou

que Israel está sempre entre os

primeiros países a oferecer ajuda aos

povos assolados pela tragédia, pouco

importando a coloração política, credos

e localização geográfica.

No Sudão, nos últimos anos, enquanto

uma limpeza étnica de seus

governantes muçulmanos contra a

Quando o Retrato do Monsieur Trabuc, de Vincent Van Gogh, há muito

desaparecido, aparece inesperadamente no Museu de Arte Metropolitano,

uma pintura de 50 milhões de dólares enviada da Argentina em

um pacote comum da UPS, o caso vai parar nas mãos do detetive Clay Ryder, da Polícia

de Nova York, Esquadrão de Casos Prioritários.

Ryder descobre que, em 1944, alguém denunciou que a pintura tinha sido roubada durante o

Holocausto, em Paris. O ladrão, um notório oficial da SS nazista, tinha morrido em um acidente

de automóvel, e assim o paradeiro do Van Gogh terminou virando mistério. Depois que Ryder

consegue descobrir a verdadeira herdeira do quadro, Rachel Meredith, o Museu Metropolitano

lhe entrega o quadro com grande estardalhaço, em cerimônia amplamente divulgada, e a polícia

considera o caso encerrado.

Mas não está. O Mossad, serviço secreto israelense, logo vai fazer uma visita clandestina a Ryder,

na intenção de desentocar o tal oficial da SS, que, segundo acreditam, ainda está vivo. Enquanto

isso, os leiloeiros, comerciantes de arte e museus competem pela posse do Van Gogh. Quando

Rachel se recusa a vender sua herança, a situação começa a transformar-se de predatória em

violenta. Ryder termina precisando correr contra o relógio para superar a mente maquiavélica que

cometerá tantos assassinatos quantos forem necessários para pôr as mãos no Van Gogh.

população negra do local, já deixou

mais de 500 mil mortos e dois milhões

de exilados, equipes israelenses

tem se exposto ao perigo, se infiltrando

no país para atender as vítimas

do massacre.

Na Turquia, em 1999, em uma única

intervenção, os israelenses salvaram

12 pessoas e resgataram 140

corpos e mais de 22 mil pessoas receberam

ajuda médica, incluindo cirurgias

de emergência. Especialistas

em socorro internacional são unânimes

em afirmar que as equipes de resgate

de Israel são preparadas, de

modo especial, a atender situações

extremas em áreas de destruição. Por

força de sua experiência em atentados

terroristas à bomba, Israel desenvolveu

uma avançada tecnologia para

a retirada cuidadosa das vítimas dos

escombros, sem a utilização de máquinas

pesadas e tratores que são

usados normalmente. Ainda em 2001,

um terremoto atingiu o oeste da Índia

e outra vez Israel enviou uma missão

de socorro com equipes médicas,

material cirúrgico e grupos de enfermagem,

totalizando 150 profissionais.

Cinco aviões da Força Aérea de Israel

partiram para o local transportando

equipamentos e até um mini-hospital.

Em dois dias, mais de 200 pessoas

foram socorridas.

No continente americano, Israel

enviou equipes médicas e suprimentos

para o México - quando do terremoto

de 1985 - tendo o mesmo procedimento

com Honduras, Nicarágua,

Guatemala e El Salvador, em 1998,

logo depois da passagem do furacão

Mitch. Em 1999, a Colômbia foi sacudida

por um forte terremoto e Israel

imediatamente despachou uma grande

quantidade de remédios, alimentos

e leite especial para bebês. Em 2001,

quando El Salvador foi novamente abalado

pela tragédia de um terremoto, o

Ministério do Exterior de Israel enviou

estoques de remédios e equipe médica

para socorrer às vítimas.

No domingo, primeiro de agosto

de 2004, uma imensa tragédia deixou

a população do Paraguai de luto. Em

sua capital, Assunção, houve um terrível

incêndio em um supermercado,

cuja consequência foi um saldo de

aproximadamente 370 mortos. Israel

ofereceu imediatamente o envio de

médicos, remédios e equipamentos

apropriados a Assunção, a fim de auxiliar

os inúmeros feridos. Dois cirurgiões

plásticos israelenses se deslocaram

para o local, no intuito de disponibilizar

ajuda médica aos que sofreram

danos físicos. Trata-se dos

doutores Ymri Tamir e Eran Ben Meir,

ambos do Hospital Tel Hashomer.

Outros exemplos de ajuda humanitária

israelense: O terremoto na

Grécia, em 1999; o ataque à embaixada

norte-americana de Nairobi, no

Quênia, em 1998; o incêndio na Turquia,

em 1997; dando assistência a

refugiados de Ruanda, em 1994; o

ataque à AMIA na Argentina, em 1994;

na Bósnia, em 1992; o terremoto na

República da Geórgia, em 1991; a revolução

na Romênia, em 1989; o terremoto

na Armênia, em 1998; a erupção

vulcânica em Camarões, em 1986;

os terremotos no México, e, 1985; aos

refugiados no campo do Camboja, em

1979 – e em muitos outros momentos

e lugares.

Em relação ao Irã, logo após o terremoto

que matou 30 mil pessoas, em

2003, Israel também ofereceu ajuda

oficial e o envio de pessoal, remédios

e equipamentos. Mas, as autoridades

iranianas rejeitaram o oferecimento

por razões políticas e ideológicas.

Mesmo assim, o então presidente de

Israel, Moshe Katsav (nascido no Irã,

em 1945), conclamou a população israelense

a ajudar as vítimas iranianas

com donativos individuais ou

através de organismos internacionais.

Fica a pergunta: Por que nada disso

é divulgado pela mídia? Não é notícia?

Tudo isso é ainda mais surpreendente

dado que todas as maiores

agências mundiais de notícias têm

equipes inteiras de reportagem em

Israel, as quais apresentam pelo menos

um artigo sobre Israel a cada dia.

A falta de interesse da mídia pelo

esforço humanitário israelense significa

que a benevolência de Israel para

com os outros povos não é transmitida

favoravelmente ao mundo ocidental.

Se assim fosse, talvez os observadores

viessem a entender uma outra

coisa: que a resposta de Israel à

violência palestina é também motivada

pela mais alta preocupação ética

em relação à vida humana, e que não

é conduzida - como a mídia tão frequentemente

retrata - por um sistema

nacional opressivo e de caráter

desprezível.

E E não não custa custa perguntar perguntar perguntar... perguntar ...

Como alertou em sua coluna,

Claudio Humberto, intitulada “Nem

Aí...”, onde estão nesta hora os países

muçulmanos super-endinheirados

pelo petróleo e sua consciência humanística

que tanto costuma berrar

pelos oprimidos e famintos? Vários

países, pobres e ricos, mandaram socorro,

equipes ou dinheiro para o Haiti.

Mas Arábia Saudita, Emirados Árabes,

etc... ainda não compareceram

ao esforço internacional. Por quê?

(Colaborou com esta matéria o jornalista

Victor Grinbaum, do Rio de Janeiro).

FONTES DE CONSULTA:

Boletim do Honest Reporting de 28 de

dez de 2004: “Ajuda humanitária

israelense não divulgada”

Aliza Moreno Goldschdmit: “Falar sobre o

que a imprensa mundial cala: Ajuda

humanitária de Israel”

Sheila Sacks, publicado no Jornal Nosso

Rio: “A Ideologia do bem”

Site Israel 21c: “Israel envia ajuda para

Birmânia”


m grupo de socorristas

israelenses conseguiu

dia 23/1 resgatar

com vida Emmanuel

Buso, de 22 anos

que estava preso nos escombros

de um prédio em

Porto Príncipe, dez dias depois do terremoto

que arrasou a cidade, informou

um comunicado do Exército de Israel.

O homem foi levado para um hospital

de campanha montado pelas forças

israelenses na capital haitiana, e

seu estado de saúde é estável. O prédio

onde ele estava fica perto do palácio

presidencial, que também foi

destruído pelo impacto do tremor.

"Equipes americanas e francesas

não haviam conseguido resgatá-lo,

então chamaram as equipes de busca

e resgate da delegação israelense,

que o tiraram dos escombros em

meia hora. Um túnel de 2,5 a 3 m foi

cavado e por ele o homem foi retirado

inteiro e saudável", disse o major

Zohar Moshe, membro da equipe de

socorristas de Israel.

Os 236 membros do corpo médico e da

equipe de resgate das Forças de Defesa de

Israel (218 militares e 18 civis) que desembarcaram

no Haiti três dias após o catastrófico

terremoto que atingiu o Haiti, concluíram

seus trabalhos dia 27/01. A bordo do avião que

os levou de volta, estava uma criança haitiana

de 5 anos que passará por uma cirurgia cardíaca

em Israel.

Durante sua permanência os israelenses

trataram mais de 1.100 pacientes, realizaram

319 cirurgias bem sucedidas, fizeram o parto

de 16 bebês e salvaram dezenas de pessoas

presas sob as ruínas.

A delegação era constituída de equipes de

resgate do Comando e pessoal médico dos

Corpos Médicos das Forças de Defesa de Israel,

bem como unidades de logística, pessoal

de segurança, busca, identificação e outros.

Trinta toneladas de equipamentos que incluem

aparelhos cirúrgicos, duas incubadoras,

material para curativos, lençóis e material de

cozinha foram deixados no Haiti para ajudar

na continuidade dos esforços de ajuda.

Na cerimônia que marcou a desmontagem

do hospital de campo, o comandante, coronel

Itzik Kryce, disse ao seu pessoal:

- "Vocês foram uma gota de esperança num

mar de desespero e muitas vezes fizeram a

diferença entre a vida e a morte. Foi um grande

privilégio e vocês o fizeram como seres humanos,

seguindo o espírito das Forças de Defesa

de Israel e de acordo com os valores de

seu Corpo Médico".

Homem de 22 anos é resgatado

no Haiti 10 dias após tremor

Terremoto erremoto

Um terremoto de magnitude 7 na

escala Richter atingiu o Haiti dia 12/

1, às 16h53 no horário local (19h53

em Brasília). Com epicentro a 15 km

da capital, Porto Príncipe, segundo o

Serviço Geológico Norte-Americano, o

terremoto é considerado pelo órgão

o mais forte a atingir o país nos últimos

200 anos.

Dezenas de prédios da capital

caíram e deixaram moradores sob

escombros. Importantes edificações

foram atingidas, como prédios das

Nações Unidas e do governo do país.

Estimativas recentes do governo haitiano

falavam que seriam 217 mil mortos

e 75 mil corpos já enterrados. O

Haiti é o país mais pobre do continente

americano.

Morte Morte de de brasileiros

brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional

da Pastoral da Criança,

Organismo de Ação Social da Conferência

Nacional dos Bispos do Brasil

(CNBB), Zilda Arns, de Curitiba, o diplomata

Luiz Carlos da Costa, segunda

maior autoridade civil da Organização

das Nações Unidas (ONU) no

Haiti, o tenente da Polícia Militar do

Distrito Federal Cleiton Batista Neiva,

e pelo menos 18 militares brasileiros

da missão de paz da ONU morreram

durante o terremoto. Também

foi confirmada a morte de uma brasileira

com dupla nacionalidade, cuja

identidade não foi divulgada.

O O Brasil Brasil no no Haiti

Haiti

O Brasil chefia a missão de paz

da ONU no país (Missão das Nações

Unidas para a Estabilização no Haiti,

ou Minustah, na sigla em francês),

que conta com cerca de 7 mil integrantes.

Segundo o Ministério da Defesa,

1.266 militares brasileiros servem

na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros

no Haiti.

A missão de paz foi criada em

2004, depois que o então presidente

Jean-Bertrand Aristide foi deposto

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

durante uma rebelião. Além do prédio

da ONU, o prédio da Embaixada

Brasileira em Porto Príncipe também

ficou danificado, mas segundo o governo,

não há vítimas entre os funcionários

brasileiros.

9

Equipes de socorro de Israel no Haiti, retiram homem dos escombros

após 10 dias do terremoto

Relatório Haiti Nota de pesar por Zilda Arns

A comunidade israelita do Paraná

recebeu com choque a confirmação da

morte da fundadora e coordenadora da

Pastoral da Criança Internacional, Zilda

Arns Neumann, no terremoto ocorrido

no Haiti dia 12/1. A vida da excepcional

médica catarinense de nascimento,

mas curitibana de coração,

que escolheu como projeto de vida a

saúde pública e salvar vidas de crianças

é exemplar para o mundo todo.

Na Pastoral da Criança - entidade

que fundou há anos atrás, e que desempenhou

papel importantíssimo no

Brasil inteiro, e também no exterior,

na consolidação das políticas públicas

de alimentação e nutrição, amamentação

materna e controle da mortalidade

infantil, entre outras ações de

prevenção que promoveram a saúde,

Zilda contou, por diversas vezes, com

o auxílio da comunidade israelita, por

intermédio de suas instituições.

A atuação desta mulher de espírito

nobre foi essencial para elevar a

criança a uma condição prioritária

dentro dos objetivos éticos e humanitários.

Morreu dedicando-se às

crianças, como sempre fez ao longo

de sua vida.

Seu trabalho foi merecedor, nos

últimos anos, de diversos prêmios e

medalhas. A última delas foi a Me-

dalha de Mérito Oswaldo Cruz, conferida

em novembro passado pelo

Ministro da Saúde. Ela recebeu também

diversos prêmios internacionais.

Zilda Arns Neumann era atualmente

coordenadora da Pastoral da

Criança Internacional e da Pastoral do

Idoso. Estava no Haiti disseminando

entre religiosos de comunidades carentes

daquele país as práticas bem

sucedidas da Pastoral.

Em outubro de 2002, a Loja

Chaim Weizman da B'nai B'rith do

Paraná, quando era presidente Isac

Baril, foi a primeira a propor à B'nai

B'rith Internacional que o nome de

Zilda Arns fosse indicado para o Prêmio

Nobel da Paz.

Baril, junto com Marcos Guelmann

e sua esposa Clara (hoje ambos

residem em Israel), e o jornalis-

ta Szyja Lorber, do Visão Judaica, fizeram

a entrega a Zilda Arns, na

sede da Pastoral da Criança em Curitiba

de uma cópia da carta de sua

indicação ao Nobel.

Nascida em Forquilhinha (SC) em

1934 e irmã do cardeal-arcebispo

emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo

Arns, Zilda Arns Neumann era

médica formada em 1959 pela Universidade

Federal do Paraná, tinha

cinco filhos e dez netos. Atuou como

pediatra no Hospital de Crianças Cezar

Pernetta e como diretora técnica

da Associação de Proteção Materno

Infantil Saza Lattes, em Curitiba (PR),

e, posteriormente, como diretora de

Saúde Materno-Infantil, da Secretaria

de Saúde Pública do Estado do Paraná

e do Ministério da Saúde.

Marcos e Clara Guelmann (esquerda) com Zilda Arns em 2002. À direita, Isac Baril


10

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

arta de um médico integrante

da delegação

israelense aos seus

pais, contando como

era o dia-a-dia do Corpo

Médico das Forças de

Defesa de Israel no Haiti.

Na missão do Corpo Médico das

Forças de Defesa de Israel (Tsahal)

no Haiti, montada em barracas, vidas

são salvas e se evita a invalidez

e a mutilação. Oferece-se tratamento,

calor humano e carinho aos enfermos.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, que se encontra no

meio de um inferno de miséria, cada

um dos casos complexos é estudado

por um Conselho de Ética.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, são expostas as dúvidas

sobre qual é o diagnóstico

médico de uma criança com as pernas

amputadas até a virilha, ou qual

é o prognóstico de sobrevivência de

um prematuro conectado a um respirador

na “sala” de prematuros,

localizada na barraca.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal não sobraram aparelhos ortopédicos

especiais para a fixação

de fraturas complexas. Cada um

custa 5.000 euros. O dinheiro não

é problema. Simplesmente, não

existem aparelhos. Porém, os cirurgiões

tiveram uma ideia: um suboficial

levou-os a um torneiro e este

fez dezenas de aparelhos ortopédicos.

Continuamos salvando vidas.

Na Missão do Corpo Médico,

montada em barracas, existe um

sistema de rede de computadores

para a gestão e o acompanhamento

dos doentes internados. Das radiografias

feitas na “sala” de raios

X, as imagens são vistas diretamente

no sistema digital localizado na

“sala” de ortopedia.

Na Missão do Corpo Médico,

que veio de Israel, no Oriente Médio,

para o Haiti, prestam serviços

médicos voluntários norte-americanos,

porque eles não têm outras

instalações para operar e nem eficientes

para trabalhar. A eles se juntaram

um médico e uma enfermeira

vindos da Alemanha, que escutaram

ser este o melhor hospital

que existe no Haiti.

Um grupo de cirurgiões, com

um aparato cirúrgico completo e

equipado, chegou da Colômbia, se

instalou ao nosso lado e pediu para

fazer parte de nosso hospital. Vinte

enfermeiras e médicos ingleses

pediram para trabalhar conosco.

Todos eles, sem exceção, todos

os dias, às sete da manhã, colocam-se

em formação, no pátio da

bandeira.

Da bandeira de Israel.

A bandeira do Estado que surgiu

quando os Estados Unidos já eram

a potencia líder no mundo. Quando

Oito salvos durante o "Shabat no inferno"

Em meio a um cenário surreal, um desenrolar emocionante

Depois de trabalhar 38 horas seguidas,

no dia 16/1, a unidade internacional de salvamento

da Zaka, de Israel, que esteve no

Haiti atuando junto com equipes militares e

de voluntários judeus mexicanos, conseguiu

resgatar oito estudantes presos sob os escombros

dos oito andares desmoronaram do

edifício da Universidade de Port-Au-Prince.

A equipe de seis homens da Zaka havia

chegado ao Haiti a bordo de um Hércules

da Força Aérea mexicana, logo após concluir

os trabalhos de recuperação e identificação

de corpos e partes dos corpos no

acidente de helicóptero na Cidade do México,

no qual o empresário e filantropo judeu

Moises Saba e três membros da sua

família foram mortos.

O chefe da unidade internacional de

resgate da Zaka, Mati Goldstein enviou um

e-mail para a sede da Zaka de Jerusalém,

em que ele escreveu sobre o ” Shabat no

Carta de um médico da equipe

de socorro de Israel no Haiti

inferno”. Em todo o lugar, o cheiro acre dos

cadáveres paira no ar. É como as histórias

que são contadas do Holocausto — milhares

de corpos por toda parte. É preciso entender

que a situação é verdadeiramente

louca, e quanto mais o tempo passa, há

mais e mais corpos, em números que não

podem ser absorvidos. Está além da nossa

compreensão”.

Em meio ao mau cheiro e do caos, a

delegação da Zaka ainda teve tempo para

recitar as orações do Shabat. Numa visão

surrealista, os judeus ortodoxos estavam

envoltos em xales de oração (talitim) nos

edifícios desabados. Muita gente do lugar

sentou-se calmamente nos escombros,

olhando para os homens e como eles rezavam

voltados para Jerusalém. Quando terminaram

as orações, os haitianos se reuniram

em volta da equipe e passaram a beijar

seus xales de oração.

os ingleses deixavam a terra que

estava sob seu mandato. Quando a

Colômbia já era uma nação veterana.

Quando os nazistas alemães exterminaram

o povo judeu.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, montada em barracas,

os homens da delegação da

Rússia pedem ajuda de instrumentos

e equipe médica a “potência israelense”.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, estão voluntários

da Zaka, o corpo de voluntários judeus

religiosos que cuida dos cadáveres

e suas partes amputadas.

Com a devida honra fúnebre e com

as honras aos costumes do haitiano

que fala crioulo e que é fiel ao

culto vudu do Mar do Caribe, no

extremo do Atlântico.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal solicita-se autorização aos

enfermos para fotografar seus órgãos

feridos, porém nem sempre se

consegue explicar-lhes o significado

da pergunta.

Na Missão do Corpo Médico

houve escassez de gesso. Um médico

com iniciativa dirigiu-se às

monjas do hospital haitiano e lhes

pediu ajuda. Não tinham gesso.

Mandaram o médico a um bairro

longínquo, de ruas fétidas, onde se

encontra a Embaixada do Marrocos

no Haiti. Em um depósito da embaixada

havia gesso, que foi levado

A organização militante (e terrorista)

libanesa Hezbolá aparentemente financia

sua luta contra Israel com o tráfico

de drogas na Europa, publicou o

semanário alemão Der Spiegel, baseado

em informações do serviço de inteligência

alemão.

Segundo a revista, agentes alemães

obtiveram provas disso nas investigações

que fizeram recentemente na capital

libanesa, Beirute.

As primeiras suspeitas surgiram

quando foram apreendidos no aeroporto

de Frankfurt, em maio de 2008, quatro

libaneses com 8,7 milhões de euros

(US$ 12,5 milhões) em dinheiro e mais

de meio milhão de euros no apartamento

de um suspeito na cidade alemã de

Espira, no oeste.

Nas notas foram encontrados vestígios

de cocaína e impressões digitais de um

ao hospital. Por uma casualidade,

o médico israelense era de origem

marroquina.

Na Missão do Corpo Médico

existe uma “sala” de maternidade.

Ali se realizam partos. Trata-se as

parturientes. Na “sala” adequada

são internados os prematuros que

necessitam de cuidados.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal são feitas intervenções cirúrgicas

plásticas em doentes graves.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, cumpre-se a lei dos

direitos do doente. São respeitados

os direitos individuais, o segredo

médico é respeitado. Por meio de

intérpretes, explica-se ao doente

seu estado, no idioma crioulo.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, montada em barracas,

se respeita a igualdade de direitos

para todos os homens. No

Haiti, que foi um país escravagista

e no qual, hoje, existem diferenças

e distâncias sociais terríveis entre

setores das elites endinheiradas e

dos pobres, que estão entre os mais

pobres do mundo.

Na Missão do Corpo Médico do

Tsahal no Haiti, montada em barracas,

se incorpora a moral humana

em seu apogeu. Ali tem lugar a

fraternidade humana em toda sua

grandeza. E toma um sentido concreto

o versículo bíblico “Amarás ao

teu próximo como a ti mesmo”.

Der Spiegel: O Hezbolá

vende cocaína na Europa

holandês cujo apelidado é "Karlos" e que

está ligado há anos com vários casos de

drogas apreendidas na Alemanha.

Agentes alemães prenderam em

outubro de 2009 dois membros de um

clã libanês em Espira. Acredita-se que

os membros da família transportavam

regularmente somas milionárias de

montantes provenientes da venda de

cocaína na Europa através do aeroporto

de Frankfurt para Beirute.

O beneficiário do dinheiro pertence a

uma família que tem contatos com as

camadas mais altas do Hezbolá e com o

líder da facção, Hassan Nasrallah.

Além disso, acrescenta o semanário,

a polícia alemã tem provas de que

os dois presos em Espira foram treinados

em um acampamento do Hezbolá.

Um parente próximo dos presos nega

as acusações.


primeiro-ministro

italiano Silvio Berlusconi,

afirmou em

Jerusalém, ao ser recebido

por seu homólogo

israelense, Benyamin

Netanyahu, que um de seus

“sonhos” é que Israel possa um dia

ingressar na União Europeia (UE).

“Temos orgulho de sermos nós,

junto à cultura judaico-cristã, as bases

da civilidade europeia”, continuou

Berlusconi, destacando que

sua viagem teve o objetivo de “testemunhar

a amizade, proximidade

e a vontade de colaboração” de

dois “povos vizinhos”.

O chefe de Governo italiano

também falou sobre a existência de

Israel, que ainda hoje é “posta em

questionamento”. “Nós iremos nos

opor, junto à comunidade internacional,

para que isto nunca aconteça”,

destacou o premiê, desejando

ao Estado “um futuro de prosperidade

e bem-estar e, principalmente,

paz para o povo”.

Berlusconi foi recepcionado no

aeroporto de Tel Aviv, e depois recebido

em uma cerimônia oficial em

Jerusalém, dando início à sua visita

a Israel de três dias.

Após a cerimônia de boas-vindas,

Berlusconi cumpriu uma agenda

com visita ao Memorial do Holocausto

Yad Vashem. No dia seguinte,

houve uma reunião conjunta

entre os gabinetes israelense e

italiano. Além de Netanyahu, participaram

do encontro o presidente

de Israel, Shimon Peres, e o chanceler

Avigdor Liberman, e outras

autoridades.

No terceiro dia de viagem (3/2),

Berlusconi fez um discurso no

Knesset (Parlamento local), e inaugurou

uma mostra de obras do artista

italiano Leonardo da Vinci

(1452-1519).

No mesmo dia, o premiê foi a

Belém, na Cisjordânia, onde se reuniu

com o presidente da Autoridade

Palestina (AP), Mahmoud Abbas,

e visitou a Basílica da Natividade.

Depois disso, Berlusconi voltou

a Roma.

Defesa Defesa da da P PPalestina

P Palestina

alestina e e das das ações

ações

em em em Gaza Gaza

Gaza

Silvio Berlusconi discursou no

Knesset, onde defendeu a existência

de um Estado palestino, ao mesmo

tempo em que afirmou que as ações

militares israelenses na Faixa de Gaza

no início de 2009 foram justas.

O primeiro-ministro afirmou

que a atuação de seu país no Oriente

Médio “foi sempre endereçada à

solução que prevê dois Estados, o

judeu de Israel e o palestino, que vivam

em paz e em segurança um ao

lado do outro”. Admitiu, porém, que

a medida não é unanimidade na comunidade

internacional ou entre os

dois povos implicados.

Ele lembrou ainda dos conflitos

ocorridos na Faixa de Gaza entre

dezembro de 2008 e janeiro de

2009, durante a maior ofensiva israelense

no local desde 1967.

Berlusconi recordou que a Itália

se opôs ao relatório Goldstone

— elaborado pelo juiz Richard Goldstone

e aprovado na Assembleia

Geral da Organização das Nações

Unidas em novembro —, que acusa

Israel de ter cometido crimes de

guerra durante os conflitos.

Segundo o premiê, o país judeu

teve “uma justa reação” aos mísseis

lançados pelo Hamas a partir

da Faixa de Gaza. Além disso, lembrou

que a nação esteve sempre

sob o ataque da “onda terrorista da

segunda intifada”.

“Hoje, a segurança de Israel nos

seus limites e seu direito de existir

como Estado são para nós uma escolha

ética e um imperativo moral

contra qualquer retorno do antissemitismo

e do negacionismo contra

a perda de memória do Ocidente”,

declarou, lembrando que a Itália

também se “maculou com a infâmia

das leis raciais” na década de 1930.

O primeiro-ministro afirmou

que seu país combaterá junto aos

israelenses qualquer possível ressurgimento

do ódio aos judeus na

Europa e no mundo e se preocupará

em “tornar inseparável” as batalhas

pela existência e segurança

do Estado de Israel e pela paz.

Sobre os conflitos no Oriente

Médio, o chefe de Governo italiano

afirmou que espera um “avanço”

nas conversas e fez um apelo

ao presidente da Autoridade Nacional

Palestina (ANP) Mahmoud Abbas

para que “retorne à mesa de

negociação e entregue à história

um acordo pela paz e o desenvolvimento

econômico de seu povo”.

Berlusconi também comentou

as ameaças terroristas vindas à

tona com os ataques ao World Trade

Center em 11 de setembro de

2001 e afirmou que os italianos

souberam desde o primeiro momento

“que o desafio” se referia

não somente a Estados Unidos e

Israel, “mas contra todos os países

democráticos do Ocidente e contra

os próprios países árabes moderados”.

Lembrando a presença italiana

no Iraque, Afeganistão, Bósnia

e Líbia, ele afirmou que sua nação

“contribuiu para fazer o mundo

mais seguro e justo”.

Críticas Críticas ao ao ao programa programa nuclear nuclear do do Irã

Irã

Em referência ao Irã, ele declarou

que é preciso tomar medidas

concretas contra o programa

nuclear patrocinado pelo presidente

Mahmoud Ahmadinejad e voltou

a falar em “sanções eficazes”.

“Em uma situação que pode

abrir a perspectiva de novas catástrofes,

toda a comunidade internacional

deve se decidir para estabelecer,

com palavras claras, universais

e unânimes, que não é aceitável

o armamento atômico à disposição

de um Estado cujos líderes

proclamaram ‘abertamente’ a vontade

de destruir Israel e negaram o

Holocausto e a legitimidade do seu

Estado”, completou.

Ele qualificou o presidente iraniano,

Mahmoud Ahmadinejad, de

um “homem nefasto”, além de pedir

“fortes sanções” contra o Irã.

“O problema da segurança é

fundamental para Israel. Agora ainda

mais, porque há um Estado que

prepara uma bomba atômica para

usá-la contra alguém. Um Estado

com um líder que nos recorda personagens

nefastos do passado”, disse

Berlusconi, após firmar em Jerusalém

diversos acordos bilaterais.

O primeiro-ministro disse que o

país judeu é o maior modelo de democracia

e liberdade no Oriente Médio,

“senão o único”. “Um exemplo

que tem raízes profundas na Bíblia

e nos ideais sionistas”, acrescentou,

reafirmando sua vontade de que a

nação passe a fazer parte da UE por

ser “em tudo semelhante às democracias

europeias”.

Ao ouvir as palavras de Berlusconi,

o premiê Benyamin Netanyahu

afirmou que a Itália tornou-se

um país de ponta contra “o

antissemitismo e o negacionismo”

e classificou o italiano como um “líder

corajoso”. “Israel tem um grande

amigo na Europa”, acrescentou,

dizendo que o primeiro-ministro

“conquistou corações”. “Nossa aspiração

nestes dias é renovar o processo

de paz com o resto de nossos

vizinhos e sei bem que ele e o

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Berlusconi defende Israel e diz que sonha

vê-lo entrar na União Europeia

Berlusconi é recebido em Jerusalém por Netanyahu

povo italiano dividem este desejo”,

explicou.

Esta foi a primeira vez que um

primeiro-ministro italiano discursou

no Knesset. “Estou honrado,

meu país está honrado de estar aqui

e falar neste parlamento, que é o

próprio símbolo da democracia.

Comovido agradeço”, escreveu Berlusconi

no livro de visitas da Casa.

Em coletiva de imprensa, após

reunião com o gabinete israelense,

Berlusconi reiterou o pedido de seu

país à comunidade internacional

por “fortes sanções” contra o Irã.

“É nosso dever sustentar e ajudar

a oposição no Irã”, pontualizou.

Antes, ainda em relação ao regime

iraniano, o ministro das Relações

Exteriores da Itália, Franco Frattini,

que acompanhou Berlusconi na

viagem, declarou que o governo

italiano “fará a sua parte”. Uma das

ações anunciada por Frattini foi a

paralisação dos investimentos italianos

no Irã. De acordo com o

chanceler, os investimentos nesse

país não serão mais financiados

pela Sace [grupo de gestão de crédito

italiano]. “E este é um forte desestimulante,

pois quem irá querer

se arriscar?”, questionou.

Frattini reforçou ainda que a Itália

“não tem segredos com nossos

amigos israelenses, e daremos a

eles todos os dados das trocas realizadas

com o Irã”.

Inimigo declarado de Israel, o

governo iraniano mantém em andamento

seu programa de desenvolvimento

de urânio, com forte

repúdio da comunidade

internacional. Por diversas vezes,

Ahmadinejad disse que o Estado

judeu deveria “ser apagado do

mapa” e considerou que o Holocausto

– que assassinou 6 milhões

de judeus - é um “mito”.

11


12

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770


Yossef Dubrawsky *

este mês destaca-se

a festa alegre de Purim

com a sua heroína,

a Rainha Ester.

Tanto o dia de jejum

que antecede a festa

(Taanit Ester) quanto a

história escrita em pergaminho (Meguilat

Ester) testemunham

o papel vital

que esta mulher extraordinária

teve no

desenrolar do milagre

de Purim.

O Talmud pergunta,

onde encontramos

menção da Rainha Ester

na Torá? E responde

que encontramos

uma alusão a esta

personalidade singular, na frase (Deuteronômio

31:18) “VeAnochi hasteir

astir panai bayom hahu”- (As palavras

hasteir astir são da mesma raiz

etimológica do nome Ester) ”- “E Eu

esconderei minha face naquele dia”nos

dias de Ester terá um ocultamento

da face Divina.

A história de Purim aconteceu

após a destruição do primeiro Templo

sagrado, quando a era da profecia

estava se encerrando. Quando

pessoas não mais viam milagres

abertos. Era uma época de encobrimento

da luz Divina. O nome de D-us

nem sequer aparece uma vez na Meguilá

e é possível a gente concluir que

todo o drama e seu final feliz foram

orquestrados por seres humanos e

Máscara: Símbolo de Purim

O banquete de Ester para Achashverosh e Haman, de Jan

Victors, 1640, óleo sobre canvas, 1,70 x 2,30 cm, no

Museu Staatliche, Kassel, Alemanha

"Ester e Achashverosh", obra pintada por Bernardo

Cavallino, entre 1645-50

Mascarada

suas escolhas, coincidências extraordinárias

e a sorte de ter uma rainha

judia no palácio.

Nossos sábios, contudo, nos ensinam

que até a queda de uma folha

da árvore é coreografada, o sopro do

vento controlado e o vôo de um mosquito

traçado pelo Mestre do Universo.

Absolutamente nada é acidental

ou coincidência

na vida.

Todo e qualqueracontecimento

é dirigido

pela própria

mão de D-us.

Certamente

isto é verdade

e quanto mais

ainda quando

se trata de um

poder mundial,

(como era o Rei Achashverosh na época

de Purim), aprovando um decreto

sugerido pelo seu primeiro ministro

Haman, que incitado por um ódio fervoroso

contra Mordechai é determinado

a exterminar todo povo judeu

em um único dia!

O desafio está em nós conseguirmos

revelar a intenção e a mão Divina

em cada momento da nossa vida

mesmo quando não vemos mares se

abrindo, arbustos queimando ou pragas

atingindo os nossos inimigos.

Meguilá – o nome do rolo de Purim

vem da palavra gilui, que significa

revelação, pois foi a nossa heroína

Ester que conseguiu desvendar a mascara

Divina. Ela compreendeu que Dus

a colocara em posição de proeminência

e influência social

para poder servir ao seu

povo. No momento mais

crucial, Ester não vacilou.

Ela arriscou a sua própria

vida, pois a continuidade do

seu povo era mais preciosa,

acima de tudo para ela.

VOCÊ VOCÊ SABIA?

SABIA?

… Que Haman foi enforcado no terceiro

dia de Pêssach? (Purim é o aniversário

da celebração da vitória dos judeus

após sua guerra contra seus inimigos

(11 meses depois).

… Que o nome hebraico de Ester era

Hadassá? ("Ester" é persa).

… Que Mordechai foi o primeiro homem

na história a ser chamado de "judeu"?

(Antes disso, os judeus eram

chamados de hebreus ou israelitas).

… Que Achashverosh ficou quatro anos

procurando uma rainha, e durante este

tempo ele considerou mais de 1400

concorrentes, antes de escolher Ester?

… Que Vashti (a primeira rainha de

A Rainha Ester compreendeu que

o decreto de Haman não havia começado

aqui no plano físico e sim que o

Mestre do mundo em cujo controle

está o coração de todos os governantes

(lev melachim vessarim beyad

Hashem) estava querendo impulsionar

o povo judeu a um nível espiritualmente

superior. Então, primeiramente,

teriam de estreitar os laços

com o Rei dos Reis, o Todo Poderoso.

Ela concordou em enfrentar o rei, com

a condição que o povo se unisse e

voltasse a D-us em oração e jejum

tornando se desta forma merecedoras

da salvação Divina. Foi a Rainha

Ester que conduziu o povo a

uma notável elevação espiritual

e a consequente redenção.

“Hakore et hameguila lemafreia

lo yotsei”. A Halachá diz que

se alguém lê a Meguilá, em Purim,

de trás para frente ele não

cumpre o seu dever. Literalmente,

isto quer dizer que temos que

acompanhar a leitura dos dez

capítulos da Meguilá, na sua sequência

do começo ao fim. O

Baal Shem Tov veio e nos trouxe

uma interpretação mais profun-

da para esta lei. O grande Mestre

Chassídico ensinou que se ao

lermos a Meguilá de Ester nós

pensarmos que estas milagrosas

coincidências só fazem parte do nosso

passado e não dizem nada a respeito

da nossa vida atual - não cumprimos

com o nosso dever. A essência

da Meguilá de Ester é aprender a

olhar cada evento do nosso cotidiano

com cuidadosa consideração e constantemente

procurar a intenção Divina

em todos os momentos.

Os costumes no dia de Purim de

vestir máscaras e fantasias disfarçando

nossa verdadeira personalidade,

comer Humentashen (Osnei Haman)

onde o recheio da papoula ou

ameixa não aparece entre as dobras

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Achashverosh) era bisneta de Nabucodonosor,

o imperador da Babilônia que

destruiu o Primeiro Templo?

… Que foi Haman quem aconselhou

Achashverosh a matar Vashti?

… Que há uma opinião no Talmud dizendo

que Ester não era bela, e tinha

um tom de pele esverdeado?

… Que Haman certa vez fora escravo

de Mordechai?

… Que Mordechai, que se recusou a

inclinar-se perante Haman, era descendente

de Binyamin, o único dos filhos

de Yaacov que não se curvou perante

o ancestral de Haman, Essav?

… Que o decreto de Haman jamais foi

triangulares do docinho e preparar

kreplach (pastéis) que escondem totalmente

a carne ou frango que está

dentro deles, é para lembrar que na

história de Purim D-us escondeu incríveis

milagres através das vestimentas

da natureza, sorte e

coincidências. Purim é uma grande

mascarada, de fato toda nossa trajetória

terrestre é um grande jogo de

esconde-esconde, onde D-us se esconde

e nós devemos procurá-Lo. O

grande desafio e a graça de tudo é

conseguirmos enxergar além da superfície

e revelar a essência Divina

Haman teve que conduzir o cavalo

com Mordechai, com honras de rei

e a mão Divina dentro de tudo

e em todos os momentos.

Faço votos que da mesma

forma que para os judeus

da Pérsia houve luz,

alegria, jubilo e gloria quando

mereceram o “Venehepach

hu” o reviramento do

plano diabólico de Haman,

que assim seja para nós e

para toda humanidade, com

a vinda de Mashiach e a verdadeira

e completa redenção,

muito em breve!

Feliz Purim!

A rainha Ester

13

* Yossef

Dubrawsky é

rabino e diretor

do Beit Chabad

de Curitiba.

Achashverosh manda Vashti

embora, Marc Chagall, 1960.

Galerie Art Chrudim

revogado? (Achashverosh simplesmente

emitiu um segundo decreto, dando

aos judeus o direito de se defenderem

por si mesmos).

… Mordechai era um homem bastante

velho durante a história de Purim? (Ele

já era membro do Sanhedrin, a mais alta

corte da Lei da Torá em Jerusalém, 79

anos antes do milagre de Purim!).

… Que todo judeu no mundo vivia no

reino de Achashverosh, de modo que

foram todos incluídos nos decretos de

Haman?

… Que o nome de D-us não é mencionado

nenhuma vez em todo o Livro de Ester?

(www.chabad.org.br).


14

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

VJ INDICA

O Menino do

Pijama Listrado

Título original:

The Boy in the Striped Pyjamas

FICHA TÉCNICA

País de origem: Reino Unido / EUA

Gênero: Drama

Classificação etária: 12 anos

Tempo de Duração: 93 minutos

Ano de Lançamento: 2008

Estréia no Brasil: 12/12/2008

Site Oficial: http://

www.boyinthestripedpajamas.com

Shimon Peres pede em Berlim punição para

criminosos nazistas ainda vivos

Juventude não deve esquecer o que

aconteceu no Holocausto, diz

presidente de Israel em

pronunciamento no Parlamento

alemão pelos 65 anos da libertação

do campo de concentração de

Auschwitz

O presidente de Israel, Shimon Peres, à esquerda, e o presidente da

Alemanha, Horst Koehler colocam coroa de flores no campo de

Buchenwald, dia 26/1

O presidente de Israel, Shimon Peres, à direita, recebe apalusos dos

deputados alemães, em pé, após seu discurso no Bundestag (o

Parlamento alemão) sobre o Dia da Recordação Internacional do

Holocausto, em Berlim, dia 27/1, data que marca a libertação de

Auschwitz

FILME

um comovente pronunciamento

diante

do Parlamento alemão,

o presidente de

Israel, Shimon Peres,

pediu a punição dos criminosos nazistas

ainda vivos. "A Shoá [Holocausto]

tem de ser um eterno sinal

de alerta para a consciência humana",

disse ele dia 27/1 na cerimônia

pelos 65 anos da libertação do campo

de concentração de Auschwitz,

o maior do regime nazista.

Israel não quer "vingança",

mas a "educação" de uma juventude

que não deve esquecer o que

aconteceu durante o Holocausto,

lembrou o Prêmio Nobel da Paz

de 1994 no Bundestag, câmara

baixa do Parlamento alemão,

diante da chanceler federal Angela

Merkel e do presidente da Alemanha,

Horst Köhler.

Para evitar um segundo Holocausto,

a paz deve ser assegurada

com todos os países, disse o político

de 86 anos. As ameaças de destruição

de Israel vêem de pessoas

irresponsáveis, acrescentou, referindo-se

à liderança iranianas.

"Meu "Meu filho, filho, seja seja sempre sempre judeu!"

judeu!"

No emotivo discurso de 35 minutos,

o presidente israelense se

lembrou do avô e de outros membros

da família mortos pelos nazistas.

Quando viu o avô pela última

vez, este lhe disse: "Meu filho, seja

sempre um judeu!"

Estúdio/Distribuição: Buena Vista

Direção: Mark Herman

ELENCO

Asa Butterfield (Bruno), Zac Mattoon O'Brien (Leon),

Domonkos Németh (Martin), Henry Kingsmill (Karl), Vera

Farmiga (Mãe), Cara Horgan (Maria), Amber Beattie

(Gretel), László Áron (Lars), David Thewlis (Father),

Richard Johnson (avô), Sheila Hancock (avó), Iván

Verebély (Meinberg), Béla Fesztbaum (Schultz), Attila

Egyed (Heinz), Rupert Friend (tenente Kotler), David

Hayman (Pavel - serviçal judeu), Jim Norton (Sr. Liszt),

Jack Scanlon (Shmuel), László Nádasi (Isaak), Gábor

Harsai (velho judeu).

O olhar deve ser dirigido ao futuro,

acrescentou: "Nunca mais

uma teoria racial, nunca mais o sentimento

de superioridade", apelou

Peres, acrescentando que "nunca

mais demagogos com intenções

assassinas devem ameaçar um

povo".

Responsabilidade Responsabilidade especial especial da

da

Alemanha

Alemanha

A responsabilidade da Alemanha

em relação ao Estado de Israel

foi lembrada pelo presidente do

Bundestag, Norbert Lammert.

"Onde seu direito de existência e

sua segurança estiverem ameaçados,

não há neutralidade para nós,

alemães", afirmou. "Algumas coisas

são negociáveis, mas não o direito

de existência de Israel".

Referindo-se ao Irã, Lammert

disse que um país com armas nucleares

na vizinhança de Israel, "liderado

por um regime abertamente

antissemita", seria insuportável

não apenas para Israel. "A comunidade

internacional não deve tolerar

tal ameaça", completou.

Peres foi o primeiro presidente

israelense a fazer um pronunciamento

no Bundestag, no dia em

que o Parlamento alemão lembra

as vítimas do regime nacional-socialista.

Também Eser Weizman (em

1996) e Moshe Katzav (2005) já falaram

diante do Parlamento quando

presidentes de Israel, mas não

nesta data.

SINOPSE

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã se muda de Berlim para

Auschwitz, quando o pai é ordenado a trabalhar em um campo de concentração.

Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, começa uma bela amizade com um

menino judeu da mesma idade. O filme mostra o modo como o preconceito, o ódio e a

violência afetam pessoas inocentes, especialmente as crianças.

Em 27 de janeiro de 1945, tropas

soviéticas libertaram o campo

de concentração de Auschwitz, hoje

na Polônia. A data foi declarada Dia

Internacional em Memória às Vítimas

do Holocausto.

Para Charlotte Knobloch, presidente

do Conselho Central dos Judeus

na Alemanha, o 27 de janeiro

serve de advertência, para que se

combata de forma decisiva "o esquecimento,

os revisionistas da história

e os negadores do Holocausto".

"A falta de empatia, a indiferença

em relação ao destino dos

outros e a falta de disposição para

defender os valores de uma sociedade

democrática e tolerante foram

os fatores que prepararam caminho

ao criminoso regime de Hitler",

acrescentou.

Descaso Descaso com com o o antigo antigo campo campo de

de

Auschwitz Auschwitz

Auschwitz

O vice-presidente do Comitê Internacional

Auschwitz, Christoph

Teubner, alertou em matéria publicada

no jornal Berliner Zeitung para

o descaso com o antigo campo de

concentração na Polônia, hoje Memorial

Auschwitz-Birkenau.

Segundo ele, muitos prédios estão

em ruínas, não podendo mais

ser visitados, enquanto outros

apresentam profundas rachaduras

em suas paredes. As obras de restauração

estão orçadas em cerca de

120 milhões de euros, dos quais o

governo alemão pretende dispor 60

milhões de euros.

Piotr Cywinski, diretor do museu

na área do antigo campo de concentração,

reclama que, se as verbas

não forem logo disponibilizadas,

muitos prédios não poderão mais

ser salvos. Segundo ele, é preciso

investir também na segurança da

área de quase 200 hectares. No ano

passado, o local recebeu 1,3 milhão

de visitantes, na maioria jovens.

Em Em Auschwitz

Auschwitz

O primeiro ministro de Israel,

Binyamin Netanyahu, durante cerimônia

em Auschwitz, na Polônia,

disse: "O Holocausto não foi apenas

um crime contra os judeus, mas

sim um crime contra a humanidade.

Atualmente, há ódio pelos judeus

em nosso meio. Há novas convocações

para exterminar o estado

judaico. A comunidade internacional

está sendo testada hoje se tomará

posição ao lado da verdade,

da evidência do mal, contra os projetos

de assassinato em massa".


Jane Bichmacher de Glasman *

apiamento (ou papiamentu)

é uma língua

oficial e a mais falada

nas ilhas caribenhas

Aruba, Bonaire e

Curaçao (as chamadas

“ilhas ABC”). É uma língua crioula

derivada do português ou espanhol

com influências no vocabulário de línguas

nativas aruaques 1 , africanas,

holandês e inglês. O nome procede

de papiá (=conversar), derivado de

papear, em português.

Exemplos:

Sapatu – espanhol, zapato; português,

sapato;

Kushina - italiano, cucina; espanhol,

cocina; português, cozinha;

Apel = maçã - holandês, appel;

Horkan = furacão - Taino, Hurakan;

Caribe, yuracan, hyoracan;

Por fabor - Português / Espanhol, por

favor;

Kon ta bai? Português, Como vai? ,

Espanhol ¿Cómo te va? ¿Cómo te

va la vida?

Bo mama ta masha simpatiko: Português

Tua / Sua mãe é muito simpática.

Papiamento - já ouviu falar?

Heitor De Paola *

Há muito tempo diversos autores

vimos insistindo em que a Nova Ordem

Mundial visa a destruição da única civilização

que merece tal nome: a Judaico-Greco-Cristã.

Para tal é preciso cercar,

ideológica e geopoliticamente os

dois grandes focos civilizacionais da

atualidade, os Estados Unidos e Israel.

O cerco ideológico tem produzido efeitos

devastadores de antiamericanismo

e antissionismo. Este último nada mais

é do que uma versão hipócrita do milenar

antissemitismo.

Mas a posição mundial começou a

mudar quando Ahmadinejad ameaçou

com um novo Holocausto. Embora a intensa

propaganda faça com que o Estado

de Israel ainda seja visto como um

invasor da ‘Palestina’ e genocida de

seu povo, as ameaças persas despertaram

um pouco daquela simpatia superficial

e nada duradoura pelos que

são ameaçados de morte pelos poderosos.

Superficial e efêmera porque

baseada no princípio de que as ações

devem partir dos demais países, sendo

negado o direito de Israel defender

História

História

E sua relação com os sefaradim do Brasil?

A Espanha reivindicou soberania

sobre as ilhas no século XV, mas devido

ao clima árido e à falta de riqueza

de terras, os espanhóis as nomearam

“Ilhas Inúteis”. A partir de 1634,

os holandeses se apoderaram delas

e deportaram a maioria dos remanescentes

da população aruak e espanhola

para o continente.

A população judaica das ilhas ABC

aumentou substancialmente após

1654, quando os portugueses recuperaram

os territórios ocupados pelos

holandeses no nordeste do Brasil -

gerando a saída da maioria dos judeus

falantes de português daquelas

terras para fugir da perseguição religiosa.

Eles tiveram grande influência

em vários setores da vida local, inclusive

na formação e desenvolvimento

do idioma papiamento.

Curaçao cresceu muito, constituindo-se

na maior e mais próspera

comunidade judaica do novo mundo

até o século XIX e, tendo ajudado as

novas congregações judaicas de Nova

York, Filadélfia, etc., nos EUA e da

América Central, granjeando o título

de “Congregação Mãe das Américas”.

Influência Influência dos dos judeus judeus sefaradim

sefaradim

Como judeus sefaradim - de Portugal,

da Espanha ou do Brasil português

– tornaram-se os principais mercadores

da área, negócios e comércio

diário eram realizados em papiamento,

com influências do ladino.

Enquanto várias nações se apropriavam

das ilhas e mudavam a língua

oficial, o papiamento se tornou a língua

constante dos moradores.

O mais antigo documento escrito

neste idioma é uma carta de amor

redigida por um judeu à sua amada

no ano 1775, chamado “Una Karta de

Amor?. Ela confirma que o papiamento

era a língua dos sefaradim de Curaçao,

por nele registrar seus mais

íntimos sentimentos. Serve como

base de teorias e provas sobre a formação

do papiamento e o papel dos

judeus nele. Muitas palavras do vocabulário

provêm dos idiomas dos

sefaradim, assim como palavras e

expressões do hebraico. A título de

ilustração, alguns exemplos (fora o

vocabulário relativo ao calendário judaico

e à vida na sinagoga):

abraiko = hebraico, de origem judaica;

zoná = prostituta;

beshimantó = boa sorte!;

amidá = oração em silêncio;

Que falta faz uma Ester!

a si mesmo, como afirmei no último

artigo para este jornal.

Os países europeus mobilizam-se.

Até mesmo a Rússia “perdeu a paciência”

com o Irã. Obama, provavelmente

contra sua vontade, declarou que o enriquecimento

de urânio a 20% recentemente

divulgado com estardalhaço pelas

autoridades persas indica claramente

que suas intenções não são pacíficas,

como se houvesse alguém que ainda

acreditasse neste conto das mil e

uma noites. Nem mesmo no abominável

eixo Havana-Brasília-Caracas-Beijing,

que se opõe às sanções e defende

a continuidade das negociações de um

novo acordo de Munique. Amorim, o

moderno Chamberlain, boneco de ventríloquo

de Marco Aurélio Garcia, continua

dizendo que devemos negociar com

Herr Ahmadinejad, cheio de intenções

pacíficas.

Mas não se fiem os israelenses nas

boas intenções dos europeus e americanos:

o que eles propõem são apenas

sanções que certamente não darão resultado

algum, pois o Irã pode resistir

por si mesmo e com a ajuda chinesa e a

magnânima oferta de Chávez – secun-

dada por Lula – de usar as instalações

venezuelanas para enriquecer urânio.

A proximidade da festa de Purim torna

inevitável estabelecer um paralelo

entre o presente e o passado do povo

judeu. Se novamente existe na Pérsia

um Haman a planejar o extermínio dos

judeus e influenciar Ahashverosh para

decretar seu fim, falta uma Ester para

influenciar um rei racional, capaz de

perceber seu erro e tomar as medidas

extremas necessárias para enfrentar o

ódio e a inveja que alimentam o temível

personagem. Ahashverosh, não podendo

revogar seu próprio Édito, assinou

um novo decreto, permitindo que

os judeus se defendessem! Diz a tradição

que no décimo terceiro dia de Adar,

data sorteada por Haman, os judeus se

defenderam dos ataques e venceram

seus inimigos.

É exatamente isto que nações ocidentais,

no mínimo em seu próprio benefício

futuro – pois serão Israel amanhã!

– deveriam fazer, mas certamente

não o farão: deixem que Israel se defenda!

Não seria o primeiro desafio enfrentado

e vencido por este povo. Haverá

uma Ester para aconselhá-los?

* Heitor De Paola é médico psiquiatra e psicanalista, membro da International Psycho-Analytical Association e do Board of Directors da Drug

Watch International e Diretor Cultural da BRAHA, Brasileiros Humanitários em Ação, articulista e escritor, com diversos artigos publicados no

Brasil e no exterior, e um livro. No passado, pertenceu a organização Ação Popular (AP) da esquerda revolucionária.

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

gadol = grande, chefe;

mazal tov = parabéns;

penisilin hudíu = canja de galinha (!)

Os sefaradim eram multilíngues.

Falavam entre si em português; com os

habitantes da região, espanhol; rezavam

em hebraico; conheciam os idiomas dos

marinheiros: espanhol-corrupto, português-corrompido

e pidjin 2 , além do idioma

afro-português dos escravos que

chegavam diretamente com os navios

negreiros ou vindos do Brasil.

Sabemos que para formar seus

idiomas como ladino, haquitía, iídiche,

etc., os judeus tomaram palavras

e expressões das línguas dos países

onde viviam. Menos sabido é que eles

também contribuíram para outros

idiomas. A comunidade judaica sefaradi

teve um papel preponderante no

desenvolvimento das Antilhas Holandesas

assim como na formação do

papiamento e sua transformação, de

língua crioula até seu caráter atual.

15

* Jane

Bichmacher de

Glasman é

escritora, doutora

em Língua

Hebraica,

Literaturas e

Cultura Judaica,

professora

adjunta,

fundadora e exdiretora

do

Programa de

Estudos Judaicos

– UERJ –

Universidade

estadual do Rio de

Janeiro.

Notas:

1 - As línguas aruaques (também aruak ou arawak) formam uma

família de línguas indígenas da América do Sul e do Caribe.

2 - Pidgin ou pídgin, também chamado de língua de contato, é o

nome dado a qualquer língua que é criada, normalmente de forma

espontânea, de uma mistura de outras línguas, e serve de meio de

comunicação entre os falantes de idiomas diferentes.

Morre o capitão do

"Exodus"

Morreu, aos 86 anos, Ike Aronowicz,

capitão do navio "Exodus". De acordo

com o presidente israelense Shimon Peres,

ele "deu uma contribuição única para

o Estado, que jamais será esquecida". O

"Exodus" zarpou do porto de Sete, na França,

com mais de 4.500 passageiros a bordo,

a maioria sobreviventes do Holocausto

nazista que decidiram se estabelecer

na Palestina. O navio foi cercado pela

marinha britânica na costa da Palestina

e impedido de atracar em Haifa. Depois

de semanas isolados no mar, seus passageiros

foram forçados a retornar à França.

Por fim, tiveram que desembarcar na

Alemanha e foram mandados para campos

perto de Lubeck. O incidente revoltou

a comunidade internacional, que ainda

digeria com dificuldade o que havia

acontecido aos judeus nos campos de

concentração do Terceiro Reich durante

a II Guerra Mundial. Pressionadas, as

autoridades britânicas transferiram os refugiados

judeus para campos no Chipre,

onde permaneceram até a criação do Estado

de Israel, em 1948. "O Exodus foi

também criação de Aronowicz. Ele não foi

apenas seu capitão, e sim um líder que

deu à viagem caráter e determinação",

declarou Peres.


16 ○

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

OLHAR

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

HIGH-TECH


Tecnologia previne epilepsia

O cardiologista israelense Michael Shechter,

do Instituto do Coração do Sheba

Medical Center, desenvolveu uma técnica

não-invasiva capaz de prever o que

acontecerá ao coração dos pacientes nos

próximos três ou quatro anos. Um aparelho

semelhante ao medidor de pressão

sanguínea ligado a um monitor permite

elaborar um prognóstico detalhado da

saúde cardíaca do paciente. Para se saber

o que ocorre dentro das artérias que

irrigam o coração, o teste mede a elasticidade

do endotélio, o revestimento celular

interno das veias do braço. “Se verificarmos

50% de redução dessa função

no braço, podemos prescrever um tratamento

agressivo para evitar um infarto”,

explica Shechter. Esse é o melhor método

para todos os tipos de pacientes. Não

se usa material radioativo, o exame exige

pouco tempo e não há necessidade

de exercício antes ou durante o teste. (PC

Magazine).

Epilepsia II

Já o neurocirurgião israelense Alon Friedman,

pesquisador da Universidade Ben

Gurion, de Beer Sheva, identificou um

bloqueador (TGF Beta) que poderá prevenir

o surgimento da epilepsia decorrente

de ferimentos no cérebro. Numa pesquisa

em conjunto com a Universidade

de Berkeley (EUA), ele usou o medicamento

com sucesso em ratos de laboratório.

Se o efeito for confirmado em seres

humanos, esse bloqueador poderá prevenir

o surgimento de casos de epilepsia em

vítimas de meningite, tumores cerebrais

ou traumatismo craniano. Atualmente,

entre 25% e 50% das pessoas que sofrem

graves ferimentos na cabeça desenvolvem

epilepsia. (PC Magazine).

Mentirosos são pegos pela escrita

Pesquisadores descobriram que a mentira

tem pernas mais curtas do que se imagina:

ela agora pode ser detectada pelo

modo de escrever de cada um. A descoberta

de que existe relação entre a caligrafia

das pessoas e a veracidade dos

fatos escritos por elas foi feita na Universidade

de Haifa, em Israel, em um estudo

liderado por Gil Luria e Sara Rosenblum.

Eles testaram 34 voluntários que escreveram

duas histórias usando um sistema

chamado ComPET (Computerized Penmanship

Evaluation Tool). Nele, um pedaço

de papel é posicionado em um tablet

de computador e a pessoa utiliza uma

caneta eletrônica sem fio com uma ponta

sensível à pressão. Analisada a escrita,

descobriu-se que nos parágrafos mentirosos

as pessoas não só apertavam com

mais força a caneta eletrônica, como fa-

ziam traços mais longos e desenhavam

letras mais altas que nos parágrafos verdadeiros.

As diferenças não são perceptíveis

aos olhos, mas foram detectadas

pelo computador. Uma das hipóteses é a

de que a escrita muda porque o cérebro

é forçado a trabalhar mais quando precisa

inventar informações – o que acaba

interferindo com a caligrafia. (Applied

Cognitive Psychology).

Robô vigia fronteira e evita

perigo a soldados

Um novo robô que já começou a patrulhar

a fronteira com a Faixa de Gaza é a

grande inovação e uma solução para

evitar perda de vidas humanas na vigilância

dos limites e fronteiras de Israel.

O robô, como se pode ver num vídeo em

http://www.youtube.com/watch?v=Aen

9s0hyLec&feature=player_embedded#,

percorre as áreas onde há artefatos explosivos,

franco-atiradores e outros.

Conta com câmaras e sensores que

transmitem imediatamente a informação

a soldados e patrulhas situadas nas

proximidades e avisam da localização de

explosivos para ativar helicópteros e

demais meios de defesa. (Es-israel/Israel

News).

Aprovado pílula dos três dias seguintes

A Food and Drug Administration (FDA,

organismo norte-americano de controle

de medicamentos e alimentos) aprovou

o uso no país de uma pílula anticoncepcional

de emergência fabricada pela

empresa israelense Teva e pela húngara

Gedeon Richter Ltd. A novidade é que

o efeito da pílula se prolonga por 72

horas. O medicamento, denominado

Plan B One-Step, não surte efeito se a

mulher já tiver engravidado, ou seja, não

é abortiva. (SSB - Agência IN).

Corações de ratos reconstituídos

Cientistas israelenses conseguiram reconstituir,

mediante enxertos, corações

enfermos de ratos, dando novas esperanças

ao tratamento de humanos vítimas

de cardiopatias. Os pesquisadores

implantaram células-tronco de ratos recém-nascidos

nas cobaias enfermas,

transplantando com sucesso esses tecidos

reconstituídos nas partes avariadas

do coração. É a primeira vez que um

teste desse tipo tem sucesso com animais

de laboratório. O estudo, realizado

por Tal Dvir, da Universidade de Beer

Sheva e do americano MIT (Instituto Tecnológico

de Massachussets), foi publicado

na revista médica americana Proceedings

of the National Academy of

Sciences. (Jornal Alef).

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Arquitetura do crime

Vittorio Corinaldi *

O Museu Yad Vashem em Jerusalém é um dos logradouros que compõem o

austero e impressionante conjunto erguido em memória do Holocausto – a

criminosa e premeditada matança dos judeus da Europa pelo regime nazista.

Além da exposição permanente, que por meio de fotos, objetos e documentos

(dispostos segundo um roteiro histórico e cronológico) transmite ao visitante

um conhecimento palpável da inexplicável tragédia, o museu também

oferece exposições temporárias que focalizam aspectos específicos, testemunhos

ou episódios inéditos.

Nestes dias, inaugurou-se no museu uma exposição de projetos de arquitetura:

plantas, cortes, fachadas, detalhes – tudo num caráter essencialmente

técnico e profissional. Mas os projetos estão longe de ser uma inocente apresentação

de empreendimentos de normal construção civil, que fugiria aos propósitos

da instituição promotora.

Trata-se das plantas de execução para as obras do campo de concentração

de Auschwitz-Birkenau, cedidas ao Yad Vashem pela fundação alemã Axel Springer,

em ocasião do 27 de Janeiro – data da libertação do campo e agora declarada

“Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto”.

Os desenhos denotam a precisão e a seriedade que não poderia deixar de

figurar no trabalho de responsáveis profissionais alemães: engenheiros, arquitetos,

técnicos e desenhistas. As cotas e números baseiam-se declaradamente

nos padrões do “Neufert”, que já antes da 2ª Guerra Mundial era o manual

muito difuso que orientava o dimensionamento das edificações. O nível gráfico

expressa o “respeito” com que o trabalho de projeto era encarado, como

cabe à apresentação de serviço para um “ente oficial”.

A “SS”, polícia política nazista, recrutou para a obra o pessoal mais “recomendado”,

dentre os quadros que já haviam se distinguido entre os formandos

de conceituadas escolas e universidades alemãs (dentre elas, triste é salientálo,

também a “Bauhaus”, cujos líderes foram, é verdade, expulsos pelo nazismo

– mas cujos alunos nem sempre absorveram os ensinamentos da orientação

democrática, aberta e liberal promulgada pela escola, que continuou a

funcionar durante certo tempo durante o regime, até ser por este finalmente

dissolvida).

À parte o interesse lugubremente documentário despertado pela mostra,

cabe dedicar um pensamento ao aspecto ético e moral contido nesses documentos:

Ao mesmo tempo em que eles retratam uma atitude supostamente

indiferente e exclusivamente técnica, eles espelham uma cínica posição de

falsa ignorância dos autores quanto à verdadeira natureza dos objetos do trabalho:

poderiam eles não saber – com todo o know-how infra-estrutural envolvido

– que o que se denomina no projeto “duchas especiais” destinava-se na

verdade a câmaras de gás? Poderiam eles não compreender o destino que se

daria aos barracões de “moradia” isentos de janelas, dispostos em blocos de

esmagadora uniformidade? A planta de situação (em escala 1:2000) assinala

com descarado cinismo “jardins” decorativos na cabeceira de cada bloco; mas

define abertamente como “appel platz” (praça da chamada) o espaço aberto

onde se levava a cabo a cotidiana contagem dos prisioneiros. E que dizer das

instalações de vigia e de segregação; do ramal ferroviário que penetrava no

recinto para descarregar a carga humana sobre cuja proveniência e destino

ninguém poderia deixar de indagar?

A exposição é mais um testemunho da tremenda singularidade do genocídio

dos judeus da Europa: pois não se tratou “somente” de chacina em massa,

típica de operações bélicas ou situações de repressão sob o fundo de conflitos

políticos. Tratou-se sim de um programa ideologicamente enunciado e planejado

em seus aspectos logísticos, em nível de uma macabra estrutura técnica e

burocrática organizada para movimentar uma indústria da morte que funcionasse

com a máxima “eficiência”.

Num momento em que arquitetos de todo o mundo competem entre si para

chegar a extremos de arbitrariedade conceitual e formal em suas obras cada

vez mais afastadas de um objetivo significado social, e em que o simbólico e o

expressivo se sobrepõem a qualquer consideração de utilidade e funcionalidade,

é tristemente significativo que uma exposição secamente profissional de

arquitetura e construção nos leve a refletir sobre os limites da legitimidade do

argumento funcional no atuar do arquiteto, e transporte o “funcional” para um

grau de simbolismo celebrativo que é mais eloqüente do que qualquer gesto

espacial e do que qualquer retórico vocabulário figurativo.

* Vittorio Corinaldi é arquiteto e reside em Tel Aviv, Israel.


eis dias depois das cerimônias

pelos 65 anos

da libertação do campo

de Auschwitz-Birkenau

instalado em 1940

pela Alemanha nazista

no sul da Polônia ocupada,

o letreiro roubado em 18 de dezembro

de 2009 foi restituído ao museu.

A polícia polonesa encontrou a

placa com a inscrição “Arbeit macht

frei”, roubada na entrada do campo

nazista de extermínio em Auschwitz-

Birkeneau, no sul da Polônia. Cinco

homens de idades entre 20 e 39 anos

foram presos. A inscrição foi encontrada,

cortada em três pedaços, conforme

a declaração da Polícia de Cracóvia.

A placa com a frase em alemão

quer dizer “o trabalho liberta” e simboliza

o cinismo sem limites da Alemanha

nazista.

O roubo foi considerado uma verdadeira

profanação. “Foi um ato abominável

que remete à profanação e

que constitui um novo testemunho do

ódio e da violência contra os judeus”,

disse Sylvan Shalom, ministro israelense

do Desenvolvimento Regional.

O Memorial do Holocausto em

Jerusalém (Yad Veshem) também

manifestara sua indignação.

O roubo aconteceu na madrugada

de 18 de dezembro de 2009, mas, poucos

dias depois, a Polícia polonesa localizou

o letreiro escondido em uma

casa de campo e deteve os cinco autores

materiais do furto. Os cinco ladrões,

todos poloneses, são acusados

de crime organizado, roubo e danos ao

patrimônio universal da Organização

das Nações Unidas para a Educação,

a Ciência e a Cultura (Unesco), já que,

após se apropriar da inscrição, a quebraram

em três partes para facilitar o

transporte e ocultação.

A frase foi popularizada pelo pastor

alemão Lorenz Diefenbach, que

morreu em 1886, em seu livro “Arbeit

Macht Frei”, para levantar a moral dos

trabalhadores, mas foi reutilizada

pelos nazistas em 1930, no início, com

fins de propaganda na luta contra o

elevado desemprego na Alemanha,

mas, anos mais tarde, se converteu

num slogan dos campos de trabalho

e extermínio alemães. A ideia de usála

nos campos é atribuída ao SS Theodor

Eicke, um dos chefes da concepção

e organização das redes de campos

nazistas.

“Arbeit macht frei” figurava na

entrada dos campos de Dachau,

Gross-Rosen, Sachsenhausen, Theresienstadt,

Flossenburg e Auschwitz,

o maior de todos os cam-

pos de extermínio.

Fabricada em julho de 1940 por

um prisioneiro polonês, o ferreiro Jan

Liwacz, a inscrição de Auschwitz é de

aço, mede cinco metros e tem uma

particularidade: a letra B da palavra

Arbeit está invertida.

Segundo uma interpretação perpetuada

pelos sobreviventes, o B invertido

simbolizava insubmissão e a

resistência à opressão nazista.

Quando, em 27 de janeiro de 1945,

o exército soviético libertou Auschwitz,

a inscrição foi desmontada e ia ser

levada para o Leste de trem. No entanto,

Eugeniusz Nosal, um prisioneiro

polonês recém-libertado, subornou

um guarda soviético com uma garrafa

de vodca para recuperá-la.

Escondida durante dois anos na

prefeitura de Oswiecim (nome polonês

do campo de Auschwitz), a inscrição

voltou a seu lugar original em

1947, quando o campo de extermínio

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Recuperada a inscrição roubada de Auschwitz

Brasil impede sanções contra o programa atômico iraniano

Segundo o jornal Le Monde, corre

nos bastidores diplomáticos europeus

que a postura brasileira tem dificultado

a imposição de novas sanções ao

Irã pelo Conselho de Segurança (CS)

da ONU. A informação foi divulgada

na edição do dia 8/2 do principal jornal

francês. Os governos de Paris,

Londres e Washington estariam fazendo

gestões para que o Itamaraty reveja

sua posição. Os frequentes contatos

entre o chanceler Celso Amorim

e os diplomatas iranianos é visto como

um canal de diálogo entre o Ocidente

e Teerã, mas, para os europeus, o diálogo

tem um “limite”.

Celso Amorim pajeia Ahmadinejad:

Mesmo os fatos consumados não

impedem o apoio do Itamaraty à marginalidade

iraniana. Ainda segundo a

matéria, somente a unanimidade co-

A inscrição "Arbeit mach Frei" roubada e recuperada, foi restituída à entrada

do campo de Auschwitz

locaria pressão sobre a China, país

que é membro permanente do CS e

detentor do poder de veto. A China

vem demonstrando que não está disposta

a apoiar novas sanções contra

o Irã. Segundo a França, é necessária

uma atuação em bloco dos membros

do CS para que uma resolução

seja aprovada. EUA e França renovaram

ontem a exigência de punição a

Teerã, depois que os iranianos anunciaram

planos para enriquecer seu

próprio urânio.

Para ser aprovada, uma resolução

precisa de 9 dos 15 votos do Conselho,

incluindo os cinco votos dos membros

permanentes (a abstenção não é

considerada veto). Além do Brasil, que

assumiu uma cadeira em janeiro, a

Turquia e a Nigéria, países de maioria

muçulmana, também membros não-

permanentes, tendem a apoiar a continuação

das negociações. O Líbano,

cujo governo é formado por uma coalizão

com o grupo terrorista xiita Hezbolá

(financiado pelo governo iraniano),

é outro país que dificilmente votaria

em favor de sanções.

O governo brasileiro vem assumido

uma posição de apaziguamento,

com a pretensão de se tornar um interlocutor

entre o Irã e o Ocidente. O

Itamaraty defende um acordo para a

troca de urânio enriquecido por combustível

nuclear com o Irã, mas a revelação

de que Teerã está enriquecendo

urânio a 20% praticamente enterra

esta possibilidade.

Em Brasília, o Itamaraty reforçou

sua posição em favor do diálogo entre

o Irã e o Sexteto – EUA, França, Grã-

Bretanha, China, Rússia e Alemanha –

virou museu e memorial.

Entre 1940 e 1945, o regime nazista

alemão exterminou 1,5 milhão

de pessoas em Auschwitz-Birkenau,

dos quais 1,1 milhão eram judeus.

Recuperar a inscrição é “uma questão

de honra”, diz o comando de Polícia

de Oswiecim. Enquanto a placa

roubada não era recuperada, foi colocada

uma réplica do original, à espera

da recuperação da placa roubada.

Alemanha Alemanha condena

condena

Foto: EFE/Jacek Bednarczyk

O governo alemão condenou o

roubo da placa com a inscrição “Arbeit

macht frei” da entrada do antigo

campo de extermínio nazista de Auschwitz,

e chegou a oferecer seu apoio

para recuperá-la.

“A Alemanha, consciente de sua

responsabilidade histórica, apoia a

conservação de Auschwitz como museu

e local de lembrança das vítimas

do nazismo”, declarou um porta-voz.

sobre o acordo de troca de urânio por

combustível nuclear. Amorim disse que

falou recentemente com o secretário

de Estado da França para Assuntos

Europeus, Pierre Lellouche. Segundo o

chanceler brasileiro, apesar da posição

dura da França sobre o Irã, em nenhum

momento ouviu de seu interlocutor que

não havia mais espaço para o diálogo.

— Considero que não estão esgotadas

as possibilidades de se alcançar

uma posição comum entre o Irã e o Sexteto

– afirmou Amorim, por meio de sua

assessoria de imprensa. A posição indica

que o Brasil não apoiará novas sanções

no Conselho.

O presidente iraniano, Mahmoud

Ahmadinejad, visitou o Brasil em novembro.

Já o presidente Luiz Inácio Lula

da Silva pretende retribuir a visita indo

a Teerã em maio. (ArtiSion).

17

Técnicas do laboratório de

criminalística da polícia de

Cracóvia, Polônia, Aldona

Wojciechowicz-Bratko (e), e

Magdalena Michlik, (d),

inspecionam a placa que dava as

boas-vindas ao campo de

concentração de Auschwitz, ("O

trabalho os fará livres"), em 4 de

janeiro de 2010. A polícia

polonesa recuperou em 21 de

dezembro de 2009 o letreiro que

presidia a entrada do antigo

campo de extermínio nazista de

Auschwitz, roubado três dias

antes, numa operação em que

contou com a colaboração de

cidadãos, fundamental para a

restituição ao seu lugar este

símbolo do Holocausto


18

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

O escritor gaúcho Moacyr Scliar foi o ganhador da 51ª edição do

Prêmio Jabuti, na categoria de melhor livro de ficção com "Manual

da Paixão Solitária". Na categoria melhor livro de não ficção,

o ganhador foi "Monteiro Lobato: Livro a Livro", organizado

pela professora e crítica literária Marisa Lajolo e pelo professor

João Luís Ceccantini.

O escritor Moacyr Scliar, que publica crônicas semanalmente no

Moacyr Scliar e Marisa Lajolo jornal Folha de S.Paulo, já havia vencido, com "Manual da Paixão

Solitária", o Jabuti do ano passado na categoria romance.

Considerado o mais importante prêmio literário do país, o Jabuti é concedido pela Câmara Brasileira

do Livro, que distribui R$ 30 mil para os ganhadores das categorias de melhor ficção e não ficção.

O coronel-médico Sérgio Idal Rosenberg

transmitiu ao tenente-coronelmédico

Walter Kischinhevsky o cargo

de diretor do Hospital de Aeronáutica

de Belém. A cerimônia militar para a

troca da Direção da Unidade ocorreu

em 12/1. O tenente-coronel Kischinhevsky

é filho do brigadeiro - medico

Waldemar Kischinevsky, z"l, primeiro

Oficial-General judeu da FAB.

O tenente-coronel-aviador Carlos Duek

foi nomeado para o cargo de Comandante

do Segundo Esquadrão do Quinto

Grupo de Aviação 2º/5º GAV - da I Força

Aérea, situado na Base Aérea de Natal,

em Parnamirim - RN, II COMAR. Aos

três distintos Oficiais da FAB votos de

sucesso e mazal tov em suas carreiras.

As informações são de Israel Blajberg.

Marlene Sirotsky, esposa do presidente

emérito do Grupo RBS, Jayme Sirotsky,

que faleceu em Boca Raton, nos Estados

Unidos, foi sepultada em Porto Alegre,

em meio a forte comoção. Os atos

fúnebres foram realizados no Cemitério

da União Israelita Porto Alegrense.

Dona Marlene tinha 72 anos e passava

férias na Flórida, na companhia de Jayme.

Ela faleceu em consequência de

uma parada cardíaca.

As famílias Lorber e Coelho comemoraram

as formaturas de Gabriel Lorber, em

medicina, e Marta Coelho em arquitetura.

Aos formandos e seus pais nosso

Mazal Tov!

Realizou-se na Cidade do Panamá a 12ª

Convenção da UJCL, União das Comunidades

da América Latina e do Caribe,

de 27 a 31 de janeiro de 2010. A convenção

teve como tema este ano

"Construindo a comunidade no século

XXI: desafios e Oportunidades". O

evento contou com a participação de

mais de 180 líderes judaicos da América

Latina. A delegação de Curitiba foi

integrada pelo rabino Pablo Berman,

por Sara Schulman, presidente do Instituto

Cultural Judaico Brasileiro Bernardo

Schulman, e pela presidente da

Kehilá, Esther Proveler.

A Federação Israelita do Paraná, ao dar continuidade em

suas ações e projetos para o ano de 2010, consoante com

sua plataforma responsiva e de difusão dos valores judaicos,

comunica que passará a contar com a participação

dos seguintes novos diretores, nomeados "ad hoc" pela

Presidência e que se juntarão aos já atuantes diretores

estatutários na condução da entidade: Ari Zugman e Artur

Grynbaum (diretores institucionais), Fernando Muniz

(diretor jurídico), Helcio Kronberg (Programa Shalom Paraná)

e Joel Troib (diretor administrativo).

Além destes novos diretores, a atual Diretoria da FEIP é

composta também por: Manoel Knopfholz (presidente);

Nathan Kulisch e Leo Kriger (vice-presidentes); Sidney

Axelrud e Fernando Brafman (secretários); Davi Knopfholz,

Isac Polikar, Isac Baril (conselheiros fiscais); Anna

Troib Penteado (coordenadoria executiva). O Programa

Shalom Paraná tem ainda como produtores Danielle Sommer,

Diana Axelrud, Leo Kriger e Marina Feldman.

De 23 a 27 de janeiro o Governo de Israel promoveu um

Seminário de Segurança Pública para os Secretários de

Segurança Pública Estaduais e os Comandantes Gerais

das Polícias Militares do Brasil, além de outras autoridades

brasileiras.

Participaram do evento os Secretários de Segurança

Pública, Comandantes das Polícias Militares e Autoridades

de algumas das cidades sedes dos jogos da Copa

do Mundo de 2014: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São

Paulo, Amazonas, Ceará, Bahia, Mato Grosso e Rio Grande

do Sul.

O Seminário teve como objetivo apresentar os assuntos

e a experiência em Segurança Pública que Israel vem

adquirindo nos últimos anos nas áreas de inteligência,

operacional e tecnológica. Dentre os assuntos apresentados,

destacam-se: segurança em áreas urbanas, em

eventos esportivos, segurança dos transportes e assuntos

de contraterrorismo.

O Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar - Ciam, presidido

por Anna Schvartzman, e a Acredite - Amigos

da Criança com Reumatismo, que tem como vice-presidente

Ana Feffer, promoveram no dia 23 de fevereiro,

junto com a Takla Produções, a avant-premiére de

'O Rei e Eu', um mega espetáculo para toda a família

que conta com um elenco de mais de 60 atores, incluindo

15 crianças, 500 figurinos orientais.

Deu no Jornal Alef: "A revista da TV, de O Globo, publicou

o perfil pessoal dos concorrentes do programa "Big

Brother Brasil 10". Apenas o do judeu Michel Turtchin

consta "ascendência judaica". O dos demais não tem

nenhuma referência à religião..."

Com a presença de rabinos e de algumas das principais lideranças da comunidade

judaica, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab sancionou o

Projeto de Lei 129/09 que institui o "Dia Municipal em Memória às Vítimas

do Holocausto". Em seu discurso, o vereador Floriano Pesaro, autor da

lei, lembrou a história de sua família, que também foi vítima dos horrores

da guerra. Na época, outras famílias, como Camerine, Muscati e Bolafi,

também vieram para o Brasil.

O vereador paulistano Floriano Pessaro ressaltou que, naquela época, todos

já sofriam com as leis raciais na Itália. "A perseguição aos judeus foi

implacável. Não é possível esquecer". Com a sanção, o "Dia Municipal em

Memória às Vitimas do Holocausto" passa a ser comemorado anualmente

em 27 de janeiro, com homenagens e eventos de divulgação.

Sobrevivente de Auschwitz, Ben Abraham, presidente da Sherit Hapleitá,

disse que devemos sempre "aprender com o passado, para viver o presente

e enfrentar o futuro com cabeça erguida. Cabe aos jovens este

trágico legado para que nunca se permita que o Holocausto aconteça de

novo". Também falaram Boris Ber, presidente da Federação Israelita de

S. Paulo (Fisesp), Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita

do Brasil/Conib e do Hospital Albert Einstein.

Ao final da cerimônia na Prefeitura, os presentes acenderam a quarta

vela da Festa das Luzes (Chanuká), enquanto o rabino Henrique Begun

fez uma bênção em hebraico.

Dia do Holocausto também foi lembrado no Paraná. A Loja Chaim

Weizmann da B'nai B'rith do Paraná, a Kehilá e a Federação Israelita

do Paraná realizaram uma cerimônia na Sinagoga do CIP, seguida

de kidush, com a presença de 100 pessoas. Na ocasião, o

sobrevivente Moyses Jakobson acendeu uma das velas . Entre os

presentes, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, o

deputado Nelson Justus. Ele foi homenageado com uma chanukiá

e uma gravura do artista Aristides Brodeschi. Em 2009, a

B'nai B'rith solicitou ao deputado Nelson Justus que a data de 27

de janeiro fosse instituída formalmente no calendário do Paraná.

A parte religiosa foi conduzida pelo rabino Michael Leipziger.

Miguel Krigsner e Roland Hasson entregam

uma gravura com tema judaico como presente

ao deputado estadual Nelson Justus,

presidente à cerimônia de recordação das

víitimas do Holocausto

O vice-presidente José Alencar, no dia 16/12, quando estava no

exercício da Presidência sancionou a lei que institui o dia 18 de

março como a data de celebração da imigração judaica no Brasil. O

projeto de lei é de autoria do deputado federal Marcelo Itagiba

(RJ). Estiveram presentes à solenidade diversas autoridades e lideranças

da comunidade judaica.

O dia 18 de março faz referência à data em que foi reinaugurada a

sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel, em Recife, PE, a primeira do país. Na

ocasião os rabinos Michel Schlesinger (SP) e Sergio Margulies (RJ) acenderam

as velas de Chanucá, na Chanukiá (candelabro de nove braços)

presenteada pela Congregação

Israelita Paulista (CIP).

O presidente Alencar acendeu

a quinta vela, representando

o quinto dia da festividade

judaica, que comemora

o milagre do pequeno

cântaro de óleo durou oito

dias, permitindo acender as

velas no Templo de Jerusalém,

que havia sido conquistado

pelos gregos e retomado

pelos judeus.

O rabino Michael Leipziger assiste o

sobrevivente do Holocausto Moisés Jakobson

acender uma das seis velas em lembrança

dos seis milhões de judeus assassinados

pelos nazistas, durante s cerimônias de

recordação realizada na Sinagoga do CIP

O vice-presidente José Alencar assina a lei que institui o dia

18 de março como a data de celebração da imigração judaica

no Brasil. A direita com o deputado Marcelo Itagiba, Lea

Lozinsky, presidente Federação Israelita do Estado do Rio de

Janeiro (à esquerda) e à direita, em segundo plano, o

jornalista Osias Wurman, cônsul honorário de Israel no Rio

Colabore com notas para a coluna. Fone/fax 0**41 3018-8018 ou e-mail: visaojudaica@visaojudaica.com.br


urante cerca de duas

horas, o papa Bento 16

realizou no domingo 17/

1 sua primeira visita à

sinagoga de Roma – gesto

que o Vaticano espera

ser visto como um marco nas relações

entre as religiões católica e judaica.

Essa foi a terceira visita do papa

a um templo judaico desde que assumiu

a Santa Sé em 2005. No entanto,

as relações com os judeus atravessam

uma crise. O pontífice insiste em

levar adiante planos de canonizar o

papa Pio 12, que dirigiu a igreja católica

durante a Segunda Guerra Mundial,

contra protestos judeus.

Grupos judaicos se sentem

agravados pela iniciativa, já que

Pio 12 é acusado de não ter se esforçado

o suficiente para criticar o

Holocausto nazista.

No entanto, Bento 16 foi recebido

por líderes judeus de Roma e internacionais.

O Vaticano, por sua vez, alega

que registros históricos comprovariam

que o papa ajudou muito judeus.

A sinagoga de Roma, próxima ao

Vaticano, é considerada lar espiritual

da mais antiga comunidade judaica

fora de Israel. A visita de Bento 16 é

apenas a segunda de um papa ao local

em toda a história.

O papa Bento 16 prestou uma

homenagem diante da placa que

lembra a deportação de milhares de

judeus da Itália aos campos de extermínio

nazistas durante a Segunda

Guerra Mundial. Uma coroa de flores

foi depositada em nome do pon-

tífice por um de seus assistentes

diante da placa que recorda a deportação

dos judeus do “gueto” de

Roma em 16 de outubro de 1943 para

os campos concentração.

A presença dele aconteceu 24

anos depois de uma visita de João

Paulo II à Grande Sinagoga de Roma.

Este foi um gesto simbólico, já que

alguns historiadores, muitos deles

judeus, acusam o pontífice da época,

Pio 12, de ter ficado silêncio durante

o Holocausto nazista e criticam o desejo

do Papa alemão de beatificá-lo.

Vários líderes religiosos judeus

já pediram a interrupção do processo

de beatificação de Pio 12 pelo

menos por uma geração, por ferir os

sobreviventes dos campos de concentração

ainda vivos.

O presidente das Comunidades

Judaicas de Roma, Riccardo Pacifici,

aproveitou a visita para pedir a Bento

16 a abertura dos arquivos sobre o

controverso papa Pio 12.

“O silêncio de Pio 12 diante do

Holocausto ainda nos machuca, é

algo que ainda falta”, disse Pacifici,

ao abordar um dos temas de maior

divergência entre católicos e judeus.

“Talvez (a palavra do Papa) não

tivesse servido para interromper os

trens da morte, mas teria sido um sinal,

uma palavra de alívio, de solidariedade

humana, para nossos irmãos

que eram transportados para o campo

de Auschwitz”, acrescentou diante

do pontífice alemão.

“Com a esperança de alcançar um

ponto de vista compartilhado, desejamos

com todo respeito que os historiadores

tenham acesso aos arquivos

do Vaticano sobre este período e

sobre os eventos posteriores à queda

da Alemanha nazista”.

Discurso Discurso do do P PPapa

P apa

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Papa faz visita histórica à sinagoga em Roma

Templo é o mais antigo lar espiritual judeu fora de Israel

Mas Bento 16 afirmou em seguida

que o Vaticano “também socorreu,

com frequência de maneira oculta e

discreta”, os judeus durante o nazismo,

em uma resposta às críticas ao

silêncio de Pio 12.

No discurso, o Papa recordou a

deportação de milhares de judeus da

capital e “a horrenda agonia dos que

foram assassinados no campo de extermínio

de Auschwitz”.

“Como esquecer seus rostos,

suas lágrimas, o desespero de homens,

mulheres e crianças?”.

“A Sede Apostólica também socorreu,

com frequência de maneira oculta

e discreta”, disse.

“Infelizmente muitos foram indi-

ferentes, mas muitos outros, entre

eles numerosos católicos italianos,

sustentados pela fé e os ensinamentos

cristãos, com coragem abriram

os braços para socorrer os judeus

perseguidos e que fugiam,

mesmo sob risco de perder a própria

vida”, completou o Papa, que foi

aplaudido várias vezes.

“A memória destes eventos nos

obriga a reforçar os laços que nos

unem, para que cresça a compreensão,

o respeito e a aceitação”, concluiu.

No início da visita, Pacifici pediu

o respeito a um minuto de silêncio

em memória das vítimas do terremoto

no Haiti.

O líder judeu, que recebeu ao lado

de outras personalidades religiosas

judaicas, como o rabino Riccardo De

Segni, papa Bento 16 em sua primeira

visita à sinagoga da capital, fez um

pedido de solidariedade a todos, judeus

ou não.

“É preciso ajudar a população do

Haiti e as milhares de vítimas e pessoas

que ficaram desabrigadas”, disse.

Iraque quer eliminar identidade

judaica de túmulo de profeta Tumbas de profetas judeus no Iraque

Localizado ao sul de Bagdá, o

santuário de Al-Kifl, onde fica o túmulo

do profeta judeu Ezequiel, está ameaçado

de perder sua identidade judaica.

Durante séculos, o templo foi reverenciado

por fiéis dos três grandes credos monoteístas

(judaísmo, cristianismo e islamismo).

Mesmo quando foi construído

um minarete no local, no século XIV, as

características judaicas - inscrições, ornamentos

e um arco da Torá, o Pentateuco,

foram preservadas. Quase toda a

comunidade judaica deixou o Iraque há

60 anos, mas os muçulmanos xiitas sempre

cuidaram bem do templo. Agora, as

autoridades iraquianas responsáveis

pelo patrimônio histórico querem construir

uma grande mesquita sobre o topo

do túmulo do profeta, eliminando as inscrições

e ornamentos judaicos.

A informação, divulgada pela agência

de notícias iraquiana Ur, e foi confirmada

pelo professor Shmuel Moreh, da Universidade

Hebraica de Jerusalém. “Um professor

alemão me revelou que algumas

inscrições hebraicas foram cobertas por

uma camada de argamassa e que uma

mesquita será construída no topo do túmulo”,

disse Moreh, presidente da Associação

de Acadêmicos Judeus do Iraque.

A mídia do Iraque alega que o local

será reformado por conta das condições

precárias, mas Shelomo Alfassa, diretor

da organização norte-americana Justiça

para Judeus de Países Árabes, acredita

que as autoridades iraquianas “estão

sendo pressionadas por extremistas religiosos

islâmicos para que sejam apagadas

todas as evidências de conexão

entre o judaísmo e o Iraque”. Mais informações

através do link:

http://www.jpost.com/servlet/Satellite?

cid=1263147896786&pagename=JPost

%2FJPArticle%2FShowFull

O rabino De Segni dá as boas vindas a Bento 16

O jornal israelense Yediot Acharonot publicou recentemente

fotografias das tumbas de profetas judeus

no Iraque como sendo de Daniel, Ezequiel e Ezra

Hasofer. Estes lugares próximos de Basra e no norte

do Iraque, são cuidados por muçulmanos xiitas que

consideram os mesmos como santos.

Eis aqui algumas das fotografias publicadas naquele

jornal:

Na tumba do profeta Daniel, o

da cova dos leões, é proibido

entrar de sapatos

O Papa chega à Sinagoga de Roma

A tumba do profeta Ezequiel, no

Iraque, está ameaçada de perder

suas características judaicas

Xiitas pressionam para apagar as

evidências judaicas no Iraque

Os textos antiquíssimos em

hebraico na tumba de Ezequiel

correm risco de sumircom as

construção de uma mesquita

19


20

* Avraham

Tsvi

Beuthner é

rabino,

escritor e

frequentemente

escreve

artigos para

jornais,

revistas e

blogs.

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

esde quando guerra

é equação de matemática?

Guerra é

“causar o máximo de

dano ao inimigo (se

possível com um mínimo

de casualidades em relação ao nosso

lado), de modo que o inimigo

seja derrotado e deixe de nos atacar”.

A guerra dos Estados Unidos

contra o Iraque foi “proporcional”?

A invasão do Iraque ao Kwait foi? E

a guerra da Rússia contra a Geórgia?

Por outro lado, ser mais fraco

não significa que você tem mais

moral. Se você é fraco militarmente

e por isso resolve ficar matando

civis com ataques terroristas, homens-bomba

ou com foguetes e

mísseis, isto significa que você tem

“razão” ou será que isto significa

que você é, simplesmente, “um criminoso

terrorista fraco e covarde”?

Por que eles nunca atacam o exército,

se estão “revoltados” com a

“ocupação”, justamente agora que

não existe ocupação nenhuma em

Gaza? Ou será que foram os civis

que ocuparam Gaza? Bom, os civis

israelenses já foram retirados de lá,

certo? Só dá para explicar os ataques

de Gaza contra Israel de um

jeito: “crime e covardia”.

“Mas aqueles foguetinhos caseiros

Kassam não matam ninguém...”

Matam sim e já morreu muita

gente. Mas mesmo se não matassem,

imagine você vivendo na sua

cidade em qualquer lugar do planeta,

sabendo que a qualquer instante

durante o dia ou a noite poderia

ouvir uma sirene que te avisaria

que daqui a quinze segundos

um míssil pode cair na sua cabeça

— diria o quê, que “Kassam não

mata”? Que é legal viver constantemente

em perigo só por que estes

foguetes são “ostensivamente”

fabricações “caseiras”? Se os ladrões

na sua vizinhança usassem

facas ao invés de revólveres, você

ficaria mais tranquilo?...Desde o

cessar-fogo de 2006 e de 2008 os

terroristas de Gaza continuaram

disparando milhares de foguetes

Kassam contra centenas de milha-

O ataque de Israel à Gaza foi

“desproporcional"?

Avraham Tsvi Beuthner *

Clichês sobre Israel foram usados ad nauseum e ainda são utilizados

res de civis em dezenas de cidades

no sul de Israel — vejam bem: civis!

Nem mesmo a coragem de atirar

em alvos militares eles tiveram!

São 5 a 10 foguetes na sua cabeça

por dia — com cessar-fogo, e uns

50-60 sem... Imagine como uns 50

a 60 Kassams por dia já destruíram

as vidas e a saúde de centenas de

pessoas, se não de milhares. Pessoas

que corajosamente insistem

em continuar vivendo nas suas cidades

apesar das ameaças terroristas

por que esta é a sua terra, a terra

bíblica de seus ancestrais.

“Mas a causa de tudo é o cerco

de Israel a Gaza. Israel deveria permitir

a entrada de ajuda humanitária

a Gaza”.

Que cerco, se eles seguem recebendo

ajuda humanitária inclusive

durante a guerra? Que país em plena

guerra abriria suas fronteiras

para mandar ajuda humanitária ao

seu inimigo? São mais de 100 caminhões

de provisões por dia! Até

mesmo árabes e terroristas feridos

na Faixa de Gaza foram transferidos

do hospital Shifa, em Gaza,

para o Hospital Barzilai, em Ashkelon,

Israel, para serem tratados,

enquanto a própria cidade de

Ashkelon está sendo bombardeada

pelos mísseis Grad e por Katyushas

disparados de Gaza!

Se o governo terrorista do Hamas,

em Gaza, rouba estes caminhões,

se o Egito fecha a sua fronteira

para a população de Gaza, a

culpa é de Israel? Se os túneis subterrâneos

que ligam Gaza ao Egito

e por onde se contrabandeia artigos

de “luxo” (como motocicletas,

televisores, ipods, iphones, etc.),

comida, remédios, drogas, mísseis,

armamentos, veículos militares,

etc., seguem funcionando normalmente

(os que não foram bombardeados,

pois são centenas de túneis)

— dá para falar em “escassez”

ou em “crise humanitária”? O pessoal

de Gaza tem muito mais alimentos

e remédios que muita gente

no nordeste do Brasil ou em dezenas

de países na África!

“Por que Israel simplesmente

não volta a fazer um “cessar-fogo”

com Gaza?”

Voltar a fazer um “cessar-fogo”?

Que cessar-fogo, se durante o “pretenso”

cessar-fogo dos seis meses

anteriores à guerra, a cidade israelense

de Sderot foi bombardeada

com foguetes e Kassams todos os

dias (só que ao invés de 20 foguetes

por dia, foram só uns 5-10...)?

O único problema é que cinco a dez

foguetes por dia em Sderot não dá

notícia em jornal nenhum do mundo...

Ninguém liga para estas coisas.

Agora, neste caso, por mais

que Israel queira viver em paz,

quem declarou o fim da paz (do

cessar-fogo) em 19 de dezembro

passado, foi o governo terrorista do

Hamas em Gaza, não Israel. Até o

Egito e outros países árabes declararam

que a culpa de tudo, pelo

menos desta vez, é do Hamas que

intensificou seus ataques covardes

contra civis em Israel.

“Mas o governo do Hamas não

é terrorista. Ele foi eleito democraticamente!”

É verdade. Houve eleições e eles

ganharam o governo junto com o

Fatah, para governar um país que

ainda não existe. Eles deveriam governar

a “Autoridade Palestina”,

que seria algo como uma “província”

autônoma de Israel... Não só a

comida, como até o dinheiro que

eles usam lá, vem de Israel. Antes

de expulsarem os judeus que viviam

lá, a Faixa de Gaza exportava

comida para a Europa e Estados

Unidos. Todas as fazendas e

estufas que os judeus lá construíram

continuam lá, só que hoje não

produzem mais nada (exceto morangos,

se não me engano). Tudo

virou campo de treinamento militar

para grupos terroristas e lançamentos

de foguetes contra Israel.

Voltando agora ao governo eleito

democraticamente:

Após as eleições, o Hamas fez

um “golpe de estado” e “roubou” a

Faixa de Gaza do Fatah. Como assim?

O Hamas tinha maioria no

governo eleito e o Fatah era o segundo

maior partido eleito, com

vários cargos eleitos, parlamentares,

força policial, funcionários públicos

etc. O que fez o Hamas? Assassinou

friamente membros do

Fatah jogando-os de prédios de

vários andares, fuzilando famílias

de membros e simpatizantes do

Fatah e perseguindo-os, até que

tomou conta da Faixa de Gaza e,

junto com outros grupos terroristas,

seguem atingindo civis (árabes

e judeus) inocentes em Israel. Agora

me diga: isto é democracia?

“Mas Israel atingiu propositadamente

os civis em Gaza!”

Vamos entender melhor esta

questão: Você quer dizer que Israel

fez um bombardeio maciço “no lugar

mais densamente povoado de

todo o planeta” há um ano, destruindo

algumas centenas de alvos

estritamente militares, jogando

centenas de bombas em Gaza e, de

acordo com a ONU e fontes de

Gaza, só matou cerca de 50 civis?

Que, de acordo com a ONU e fontes

de Gaza, 97% dos mortos eram

militares terroristas e não civis? Se

você ainda acha que Israel tem

como objetivo atingir os civis, neste

caso você só pode tirar duas conclusões:

1) Se 97% dos atingidos são militares,

Israel não pretende atingir

os civis.

2) Se o objetivo eram os civis, os

pilotos de Israel não sabem atirar

direito...

Acho que a opção 1 me parece

mais lógica, não? Agora eu lhe pergunto:

o site do exército de Israel

divulgou todos os alvos atingidos,

que incluíam campos de treinamento

militar e locais de armazenamento

de munições e explosivos.

O que é que os civis estavam fazendo

perto de locais tão perigosos?

Ou melhor: por que será que o Hamas

armazena seus explosivos em

mesquitas e escolas públicas e treina

seus militares no meio de áreas

civis? Por que será que Israel, antes

de bombardear estas áreas, tem

que jogar avisos por escrito e pelos

meios de comunicação para os

eventuais civis evacuarem a área?

E por fim: Por que os jornais

mostraram fotos de crianças mortas

em outras ocasiões e locais que

não tem absolutamente nada a ver

com aquela guerra (como as fotos

das crianças do necrotério de Jabalia

que apareceu n”O Globo”)? Para

insinuar que Israel está matando

civis de propósito?


VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Um dia em memória das vítimas do Holocausto

Antonio Carlos Coelho *

á poucos dias comemoramos

o Dia Internacional

de Memória

do Holocausto, no

dia 27 de janeiro, data

em que, há 65 anos, os

campos de Auschwitz –

Birkenau foram libertados pelos russos.

A Inglaterra foi o primeiro país a estabelecer

esse dia como um Dia de Memória

do Holocausto. Em 2005 a data

foi internacionalizada pela ONU.

O Conselho Muçulmano Britânico

manifestou-se com contrariedade à

institucionalização de um dia para lembrar

o Holocausto. Alegaram que a Inglaterra

não estava considerando outras

vítimas, como palestinos, ruandeses,

armênios e outros. Não é preciso

ter muitas luzes para perceber que a

intenção do Conselho Muçulmano era,

mais uma vez, culpar Israel pelo sofrimento

do povo palestino.

As manifestações contra a criação

e, principalmente após sua internacionalização,

foram relativamente

grandes, principalmente no Reino

Unido. Em razão disso, desde 2007,

corre na internet a notícia de que a

Inglaterra teria excluído o ensino sobre

o Holocausto das escolas públicas.

Isto nunca ocorreu. É mais uma

mentira que circula na rede. Houve

sim, um debate interno, junto aos órgãos

de educação, sobre o modo de

"Faltam-me palavras para expressar

a indescritível experiência no Yad

Vashem. Aprendemos tantos e tantos

assuntos oportunos e interessantes

conexos à temática da Shoá!". Assim

se expressou o professor Marcelo

Walsh, curitibano professor da Universidade

Católica de Goiás, em Goiânia,

que integrou o Grupo de Educadores

Brasileiros na qualidade de

Amigo e Convidado da B'nai B'rith

para um curso em Israel. Este foi o

primeiro grupo de educadores brasileiros

que participaram do curso no

Yad Vashem. Porém, já houve anteriormente,

participação de pesquisadores

brasileiros integrados em turmas

multinacionais.

O objetivo do curso é fazer professores

brasileiros pensarem na questão

do Holocausto, dentro de formação

acadêmica, atuação profissional,

perspectiva e vivência particulares.

"Os professores, tanto do Yad Vashem,

como da Universidade Hebraica de

Jerusalém foram fantásticos", declarou

Walsh, observando que o curso de

capacitação de professores no Ensino

da Shoá, foi de altíssimo nível, dentro

do mais elevado espírito acadêmi-

tratar a questão em sala de aula. Os

professores reclamavam da dificuldade

que tinham de debater um tema,

tão delicado, com os jovens.

Além do tema ser delicado, há

uma acirrada propaganda antijudaica

que induz erroneamente aos jovens

(não só jovens) equiparar a

morte de palestinos ao sofrimento e

morte das vítimas do Holocausto.

Soma-se a isso, o antissemitismo

histórico impregnado na cultura ocidental

que acolhe propagandas dessa

natureza, e ainda, a exigência de

se ter uma postura chamada de politicamente

correta, deixa o professor

inseguro e temeroso em ferir sensibilidades

- (aqui é preciso salientar

o antijudaismo exclui os judeus

das categorias sensíveis). Diante disso

todo o professor deve estar muito

bem preparado, tanto em conhecimento

histórico como no trato com

valores morais, para falar do Holocausto

em sala de aula e administrar

uma discussão que possa surgir.

Chama a atenção o fato de que o

Conselho Muçulmano Britânico, apesar

de se opor ao Dia da Memória,

não fez nenhuma negação e nem

questionou a veracidade do Holocausto.

“O que fez foi se manifestar politicamente

a favor dos palestinos,

acrescentando armênios, ruandeses

na relação dos “esquecidos”. No entanto,

haveria outros esquecidos que

o Conselho não mencionou: as vítimas

co. Particularmente, ele gostou muito

dos testemunhos de Carlos Plaut e do

Sr. Jacky, de um sobrevivente do Gueto

de Budapeste e de uma mulher de

Sarajevo, considerada Justa entre as

Nações, dos quais, infelizmente, não

recorda os nomes.

Ele diz que apreciou ainda as aulas

de Mário Synai (Yad Vashem) e de

Avraham Milgram (conhecido por Tito

e que é natural de Curitiba) e ainda da

palestra do representante do Escritório

do Simon Wiesenthal Center em

Israel. Os integrantes do curso fizeram

uma excursão interna através do complexo

de prédios do Yad Vashem, quando

aprenderam sobre as esculturas,

fotos, pinturas, monumentos relacionados

à Shoá e também puderam adquirir

livros sobre Shoá.

O programa incluiu uma viagem ao

kibutz Lohamei Haguetaot fundado pelos

combatentes do Gueto de Varsóvia,

onde assistiram ao testemunho de uma

ex-combatente, Chavka Folman-Raban,

e uma palestra da dra. Nora Gaon, que

incluiu ainda a visita ao Museu das

Crianças. O grupo também visitou o histórico

kibutz Ramat Rachel.

de Dafur, do episódio do Setembro

Negro, do massacre à cidade de

Hama, na Síria. Coincidentemente,

são vítimas dos próprios irmãos de fé.

É também da Inglaterra o bispo

ultraconservador, da linha lefebvriana,

vinculado à Fraternidade Sacerdotal

São Pio X que vem, seguidamente negando

o Holocausto. O bispo Richard

Williamson, que foi expulso da Argentina

pelas suas declarações, tem seus

simpatizantes, cerca de 600 mil.

Para o bispo Williamson, com o

Holocausto “uma ordem mundial

completamente nova foi construída”

com base neste “fato”, os judeus, ele

acrescentou, “se transformaram em

salvadores substitutos, graças aos

campos de concentração”. Entendese

que, para o bispo, a aceitação do

Holocausto traz um incômodo à sua

“teologia”. Isto é pior do que negar

o fato por não acreditar, é pior que

negar por razões políticas, como faz

Ahmadinejad. Ele nega por motivações

de uma suposta fé, nega em

nome de sua crença. É um desvirtuado

para si, para a Igreja e para a

Humanidade. Seu discurso é aplaudido

pelos nazistas – suas declarações

ganharam espaço em sites do

ramo. Há, nas suas palavras, não

somente em relação aos judeus, mas

também de ordem moral, características

próprias do nazismo.

Negar o Holocausto, tentar minimizá-lo

ou tentar impor uma sombra

Do grupo de professores brasileiros

participaram também colegas de

Marcelo Walsh no Laboratório de Estudos

sobre Intolerância (LEI/USP)

Samuel Feldberg e Daniela Levy.

Como foi dito no dia do encerramento

do seminário, com a entrega dos

certificados, os participantes se tornaram

Embaixadores do Yad Vashem

no Brasil. O fato constitui uma grande

responsabilidade de cultivar a

memória histórica da Shoá, durante a

qual pereceram seis milhões de judeus

e mais de cinco milhões de nãojudeus

- e da sua relação com a cultura

da paz, coexistência, direitos

humanos e diálogo.

No entendimento do professor

Marcelo Walsh, "Memória e Esperança",

resumiriam tudo o que aprendeu

em termos de conteúdo e, sobretudo,

de reflexão. Ele acredita que

com essa mensagem - particular e

ao mesmo tempo universal - poderá

contribuir decisivamente para a

construção de um mundo melhor,

mais fraterno, justo e solidário, onde

o respeito à diversidade torne-se a

regra universal. E Holocausto nunca

mais! Para ele, "devemos sempre

sobre seu significado somente vem

confirmar a sua grandiosidade como

ato de barbárie contra a Humanidade.

No entanto, as maiores vítimas

fazem parte do povo judeu. Portanto,

não é preciso explicar o porquê da

negação e da minimização do fato. O

sentimento de culpa que paira na comunidade

não judaica levou milhões

de pessoas a se engajarem em trabalhos

de sensibilização e educação

sobre o Holocausto; mas, o mesmo

sentimento de culpa pode, também,

levar alguém, como o bispo britânico,

a negar a existência do fato. Sua

forma de pensar, tão próxima ao nazismo,

senão igual, não o permite,

como bispo e suposto cristão, ter que

carregar essa culpa.

Quando se recorda o maior crime

cometido contra os judeus não se excluem

outras tantas vítimas, cerca de

três milhões, que sofreram e morreram

da mesma forma que a comunidade

judaica da Europa. Acontece que o Holocausto

sintetiza, da forma mais cruel,

dois mil anos de perseguição, preconceitos

e mortes de judeus. Isto dá ao

ato nazista uma dimensão astronômica.

Seus efeitos se perpetuam em muitas

famílias e, portanto, o Holocausto

é algo vivo que ainda se manifesta no

seio da comunidade judaica.

Ao lembrar as vítimas da vontade

nazista é um alerta, agora, graças a

ONU, há uma data universal contra

todas as formas de genocídio que

possam vir a ocorrer.

Yad Vashem promove curso de capacitação sobre

a Shoá para professores brasileiros

dizer não ao

antissemitismo,

à xenofobia,

ao racismo,

aos extremismos

e a

qualquer outro

tipo de intolerância.

A ideia da

realização curso foi da família Politansky

e o evento foi possível realizar

graças aos esforços de Jayme Melsohn,

representante do Yad Vashem no

Brasil, de Jacques Griffel, coordenador

da Marcha da Vida pelo Brasil, de Perla

Hazan, diretora do Yad Vashem para

América Latina e Península Ibérica, de.

Mario Synai e Raquel Orensztajn, do

Yad Vashem), do professor Celso Zilbovicius,

coordenador do Grupo e as

seguintes entidades: B'nai B'rith, Centro

de Cultura Judaica, Unibes, Instituto

Unibanco, Universidade de São

Paulo (LEI e LEER), Nova Escola Judaica,

Escolas Municipais, Yad Vashem,

Universidade Hebraica de Jerusalém,

Claims Conference, Fundação Família

Adelson, Centro Simon Wiesenthal, Revista

Shalom, El Al e Estado de Israel.

21

* Antônio Carlos

Coelho é

professor

universitário,

escritor, diretor

do Instituto

Ciência e Fé, e

colaborador do

jornal Visão

Judaica.

Marcelo Walsh entre dois colegas do Laboratório

de Estudos sobre Intolerância (LEI) da USP:

Daniela Tonello Levy e Samuel Feldberg


22

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

VISÃO

Comercial do Itaú no Oriente Médio

O novo comercial

de

TV do Banco

Itaú, produzido

pela

agencia

África, mostra

uma

cena típica

panorâmica

Cena do novo comercial do banco Itaú

mostra convivência entre judeus e árabes

em Jerusalém

de Jerusalém Oriental, onde árabes e judeus

guardam suas tradições. A mensagem

do banco visa mostrar que o futebol

é paixão na região e serve para unir os

diferentes. O filme chama-se "Feira" e

tem versões de 60 e de 30 segundos. A

criação e direção é de Nizan Guanaes,

Sergio Gordilho, Cassio Zanatta, Zico

Farina, Paulo Coelho, Eduardo Martins e

Carlos Fonseca. A produção da agência

ficou a cargo de Daniela Andrade e Cecília

Berroja. Da equipe ainda fazem parte:

Marcio Santoro, Renata Brasil e Alba

Pismel (Atendimento), Luiz Fernando

Vieira, Fabio Freitas e Rodrigo Gandini

(Mídia), Pedro Cruz e Carolina Mello (Planejamento),

Breno Silveira (direção do filme),

Adriano Goldman (fotografia), Tim

Maia (produção do filme), Vicente Kubrusly

(montagem e edição), Luciano Kurban

(produção de som). As empresas

Conspiração Digital e Voicez foram responsáveis,

respectivamente pela finalização

e pós-produção, e pelo som. O filme

pode ser assistido em http://

www.youtube.com/watch?v=

2ZuPk4vwNck (Divulgação).

Morre último líder do gueto de Varsóvia

O último comandante da rebelião do gueto

de Varsóvia contra os nazistas, em

1943, Marek Edelman, morreu aos 90

anos, informou o site do jornal polonês

Gazeta Wyborcza. "Ele foi um dos chefes

da insurreição do gueto de Varsóvia,

combatente da rebelião, cardiologista e

militante da oposição democrática na

época da Polônia comunista", disse o jornal.

"Chegou à idade avançada [...] e viveu

sempre consciente da tragédia que

enfrentou. Não posso dizer que era insubstituível,

ninguém o é, mas poucas

pessoas foram como Marek Edelman",

declarou o ex-chefe da diplomacia polonesa

Wladyslaw Bartoszewski. "Quero

apresentar minhas condolências à família

de Marek Edelman, à nação polonesa

e à nação judaica. Ele era nosso herói

comum", declarou à TV estatal Shewah

Weiss, ex-presidente do Parlamento israelense.

(Folha Online).

Por causa de Israel, dirigente

esportivo do Irã renuncia

A imprensa iraniana informou que Mo-

(com informações das agências AP, Reuters, AFP,

EFE, jornais Alef na internet, Jerusalem Post,

Haaretz, Notícias da Rua Judaíca e IG)

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

• Yossi Groisseoign •

hammad Mansour Azimzadeh Ardebili,

um dos dirigentes esportivos do país

renunciou depois que um e-mail de Ano

Novo enviado por ele aos membros da

Fifa, órgão que rege o futebol no mundo,

foi enviado por engano também para

a Federação de Futebol de Israel. Segundo

os relatos o e-mail supostamente

deveria ser encaminhado a todos os

membros da Fifa, exceto Israel. Ardebili

era diretor do gabinete de Relações

Exteriores da Federação de Futebol do

Irã. O presidente da federação, Ali Kaffashian,

pediu desculpas ao povo iraniano

pelo e-mail, segundo o jornal Tehran

Times. "Foi um grande erro enviar um email

para a federação de futebol de Israel,

porém tenho a certeza de que o

diretor do escritório de relações internacionais

não fez isso de propósito",

disse Kaffashian. No entanto, o governo

acredita que foi intencional. Desde

a revolução de 1979, o Irã não reconhece

Israel, e atletas iranianos evitam

competir contra israelense em competições

internacionais, incluindo as Olimpíadas.

(Artision).

Carter pede desculpas

Depois de passar os últimos anos estigmatizando

Israel, comparando o regime

israelense ao do apartheid sul-africano,

o ex-presidente americano Jimmy

Carter pediu desculpas aos judeus dos

EUA. "Temos de reconhecer as conquistas

de Israel sob circunstâncias difíceis,

ainda que lutemos para que o país melhore

suas relações com as populações

árabes, mas não devemos permitir que

as críticas estigmatizem Israel", escreveu

Carter em sua mensagem. Ele pediu

perdão pelas coisas que disse no

passado e que possam ter contribuído

para que isso acontecesse. Nos EUA dizem

que ele pediu desculpas porque o

filho dele é candidato a deputado. Carter

é claro, nega. (VJ).

Ataque antissemita na Argentina

Um grave ataque

ocorreu no dia 21

de dezembro de

2009 a um cemitério

judaico localizado

em San

Luis. Mais uma

vez a Daia, a en-

Ataque ao cemitério judaico de

San Luis, na Argentina foi um dos

mais graves dos últimos anos

tidade máxima representativa da comunidade

judaica argentina expressou sua

enérgica condenação diante do novo

ataque antissemita de extrema gravidade.

Foi uma profanação sem precedentes

na Província de San Luis. Pintaram

palavras antissemitas no muro perime-

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

tral e em 27 sepulturas, com apologia

do nazismo e profusos agravos, incluindo

suásticas e ameaças de morte aos

integrantes da comunidade judaica local.

A Daia observou que é cada vez mais

frequente a reiteração destes gravíssimos

atentados, que sempre permanecem

impunes, e devem merecer o categórico

repúdio de toda a sociedade, assim

como a decidida ação das autoridades

policiais e judiciais para identificar

e punir com todo o rigor da lei os responsáveis.

Um nota exigindo providências

foi assinada por Aldo Donzis, presidente

e Fabián Galante, secretário da

instituição (Daia).

Israel homenageia oficial alemão de "O

Pianista"

O memorial israelense do Holocausto

anunciou homenagem ao oficial alemão

Wilm Hosenfeld, que resgatou o pianista

polonês Wladyslaw Szpilman - fato

documentado no filme "O Pianista", de

Roman Polanski. Já falecido, Hosenfeld

é um dos poucos militares da II Guerra

Mundial a receber o título de "Justo entre

as Nações", entre cerca de 22 mil

pessoas homenageadas por ajudar judeus

a escapar da morte no Holocausto.

O Museu Yad Vashem explicou que, depois

de verificar que ele não participou

de crimes de guerra, apesar de ter exercido

papel militar na ocupação de Varsóvia,

Hosenfeld atuou principalmente

como oficial ligado à área esportiva e

cultural, embora tenha tido algum envolvimento

em interrogatórios. (Jornal Alef).

"O Pianista" - 2

O oficial alemão ajudou a abrigar e alimentar

o pianista Wladyslaw Szpilman,

que anotou a bondade do oficial nazista

em seu diário depois de escapar do

gueto de Varsóvia, onde fora encarcerado

por ser judeu. De acordo com o diário

de outro sobrevivente do Holocausto,

Hosenfeld lhe deu trabalho depois

de ele ter fugido de um trem a caminho

do campo de extermínio de Treblinka,

para onde foram enviados quase todos

os moradores do gueto. Perto do final

da guerra, Hosenfeld foi capturado pelo

Exército Vermelho. Ele morreu numa prisão

soviética em 1952. Diários e cartas

mostram que ele expressou seu "horror

diante do extermínio do povo judaico"

pelo país ao qual serviu. Seus descendentes

na Alemanha receberam um certificado

e uma medalha para documentar

a homenagem. (Jornal Alef).

Liga Árabe reconhece descumprimento

de promessa

A Liga Árabe reconheceu que a maioria

de seus membros descumpriu suas promessas

de ajudar os palestinos durante

o último ano, indicou a organização, em

comunicado. Segundo a nota, apenas

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Jordânia, Egito e Arábia Saudita cumpriram

o que tinha prometido à Autoridade

Palestina (AP), enquanto os outros membros

não fizeram o mesmo. Na conferência

de Doha em março de 2009, os países

árabes se comprometeram a doar

US$ 330 milhões à ANP, dos quais os

palestinos só receberam US$ 18 milhões.

No entanto, a Liga Árabe atribui

este descumprimento à profunda divisão

entre Cisjordânia, controlada pela

AP, e a Faixa de Gaza, controlada pelo

movimento fundamentalista Hamas. Alguns

Estados árabes preferiram apoiar

o Hamas, enquanto outros apoiaram a

AP, considerando que são os legítimos

representantes do povo palestino. A próxima

cúpula da Liga Árabe será nos dias

27 e 28 de março, em Trípoli, capital da

Líbia. (Uol.com.br).

Ministro Nelson Jobim em Israel

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson

Jobim, esteve em visita oficial a Israel

do dia 24 até o dia 27 de janeiro de 2010,

e foi em resposta a convite do ministro

da Defesa de Israel, Ehud Barak. No país,

o Ministro teve encontros oficiais com o

presidente de Israel, Shimon Peres, com

o Ministro da Defesa de Israel, com ministro

das Relações Exteriores, Avigdor

Liberman e com a Presidência do Supremo

Tribunal de Israel, além de outras audiências

oficiais e visitas a empresas israelenses

de alta tecnologia, com destaque

para a indústria de aeronaves não

tripuladas. Na ocasião, o Nelson Jobim

marcou presença no Seminário de Segurança

Pública, oferecido pelo Governo de

Israel aos secretários de Segurança Pública

estaduais e aos comandantes gerais

das Polícias Militares do Brasil, além

de outras autoridades brasileiras. (Notícias

da Rua Judaica).

Netanyahu critica Amorim

Em recado ao ministro das Relações

Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o

primeiro-ministro israelense Binyamin

"Bibi" Netanyahu criticou a intenção do

governo brasileiro de dialogar com o

grupo radical palestino Hamas. Em encontro

anual com correspondentes estrangeiros,

ele disse que conversar com

o movimento islâmico não é "uma boa

ideia" para o avanço das negociações

de paz. Há duas semanas, na Suíça,

Amorim sugeriu que o Brasil estaria disposto

a dialogar com o Hamas para ajudar

a resolver o impasse no Oriente

Médio. Netanyahu disse saber das boas

intenções do Brasil, mas pediu ao País

que "olhe mais de perto" o que acontece

na região. Ele também criticou a visita

ao país do presidente iraniano Mahmoud

Ahmadinejad. "É verdade que a

paz se faz com inimigos. Mas um inimigo

que só quer lhe cortar em pedaços

não é um parceiro para a paz. O Hamas

e seu padrinho, o regime iraniano, dizem

abertamente que têm como objetivo

nos destruir". (O Estado de S. Paulo).


erroristas do Hamas

continuam atacando

a cidade de

Sderot. Às vezes, esses

ataques ocorrem

domingo à noite, como

o foguete Kassam que atingiu a varanda

e o quintal de uma casa. A

mídia informou que “não houve nenhum

ferimento” nas pessoas dentro

da casa, mas oito anos de ataques

contínuos puseram 20 por

cento da população da cidade sob

cuidados mentais.

Cinco outros foguetes também

explodiram na cidade e nas regiões

de Sdot Negev e de Eshkol. Nenhum

dano foi reportado.

“Quatro mil pessoas em Sderot

estão atualmente sob alguma forma

de cuidados psiquiátricos”, de

acordo com David Bedein, um jornalista

pesquisador que também

possui grau de mestrado em assistência

social e trabalhos de campo.

Cerca de 100 foguetes e mortei-

No dia 5 de setembro passado,

70 jornais dos Estados Unidos, entre

os quais se encontrava o prestigioso

The New York Times, circulou

junto com suas edições, um

controvertido e corajoso DVD denominado

"Obsession" Radical

Islam's War Against The West.

Por iniciativa e apoio da Fundação

Clarion, que se declara uma organização

independente e que não

aceita fundos do governo dos Estados

Unidos, instituições políticas

nem de organizações estrangeiras, 28

milhões de cópias foram distribuídas

no território norte-americano.

O filme documentário estreado

em 2005, que foi dirigido pelo sulafricano

Wayne Kopping e concebido

por Peter Mier com a produção

do israelense-canadense Raphael

Shore e Brett Halperin, explicita

cruamente a ameaça do radicalismo

islâmico para a civilização ocidental.

A particularidade do filme,

é que a totalidade de seu conteúdo

foi extraído da mesmíssima mídia

árabe. Pode-se observar fragmentos

da televisão muçulmana,

com incitações à Jihad global decla-

Kassams e cuidados psiquiátricos

ros explodiram em Sderot e na área

adjacente de Sha’ar HaNegev, desde

o fim da Operação Chumbo Derretido,

que a administração Olmert

declarou que traria paz e devolveria

a calma á região Sul de Israel.

Mais de trinta outros mísseis explodiram

em outras áreas, incluindo

a cidade de Ashkelon.

“As pessoas estão sofrendo de

ansiedade” com os ataques, disse

Bedein. Notando que a mídia subestima

os ataques de foguete que

não “causam nenhum dano ou destruição”,

Bedein explicou: “é difícil

informar milagres”.

Ele notou que ao cobrir a Guerra

do Golfo, em 1991, para rádio

CNN, seus superiores rejeitaram

uma reportagem de manchete sobre

um foguete Scud que destruiu

uma rua e atingiu diversas casas.

“A CNN perguntou quantas pessoas

tinham sido mortas, e eles não

mostraram interesse quando eu

disse que não houve nenhuma fa-

rando sem rubor, o objetivo da dominação

do mundo pelo islã, sermões

em mesquitas e arengas às

multidões a partir dos minaretes,

vociferando morte à América e Israel

e o ensino e incentivo ao ódio

nas madrassas, escolas religiosas

corânicas, de onde saem milhares

de terroristas, ávidos pela tanatomania

em nome de Alá.

"Obsession" também traça um

paralelismo entre o nazismo e os movimentos

fundamentalistas islâmicos,

comparando suas respectivas propagandas

e acusações anti-judaicas.

Provavelmente o medo apavorante

de terroristas radicais islâmicos,

foi a razão pela qual durante

um longo período desde sua realização,

o documentário ganhador

do Best Feature Film 2005, do Liberty

Film Festival, que obteve laudatórias

críticas e outros prêmios

posteriores, não seja conhecido em

muitos países e não teve a repercussão

massa que obteve agora.

Um dos poucos jornais americanos

que se negou a distribuir o

DVD, o St. Louis Post, alegou que

durante 2 anos, o filme perturbou

os muçulmanos. O eufemismo de

temor é cuidado para não ferir a

talidade”, contou

Bedein para o Israel

National

News (INN).

Os estudantes

em Ashkelon

consideram ataque

antes da operação

em Gaza,

numa manhã do

Shabat (sábado)

em sua escola

como um milagre

e recitaram

os salmos na

manhã de domingo por isso.

“Eu não quero nem pensar no

que teria acontecido se o foguete

atingisse a escola no meio da semana,

quando os alunos estavam em

aula”, disse Yitzchak Abrijel, principal

educador da Escola Amit. “Foi

um milagre que aconteceu no Shabat,

quando a escola está fechada”.

Os estudantes chegaram domingo

de manhã à escola pesada-

suscetibilidade dos islamitas, é

amplamente utilizado, e se complementa

com outra desculpa, a de

não ofender os muçulmanos.

Desde logo, não se pode envolver

nem associar toda a freguesia

islâmica com o terror.

Não existe unanimidade quanto

a cifra exata de muçulmanos que

há na atualidade As estimativas

variam entre a moderada de oitocentos

milhões e a excessiva que os

situa perto de um bilhão e meio.

Possivelmente, o número real deva

estimar-se em torno de um bilhão.

Uma nada exígua porcentagem entre

vinte e trinta por cento, aderiria

às posições radicalizadas.

Um grupo americano de apoio

aos muçulmanos, solicitou à Federal

Election Comission que investigue

se a Fundação Clarion que distribuiu

o alarmante DVD sobre o

islã, não é veladamente, uma fachada

de um grupo israelense que tinha

como objetivo ajudar a promover

a candidatura do então candidato

John McCain.

Centenas de blogs e publicações

islâmicas, como Notícias corânicas

do Irã, somaram-se aos protestos

pela difusão de "Obsession" e ten-

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

mente danificada, após uma viagem

ao campo, recitaram Salmos

e completaram seu dia na aldeia

jovem da Amit em Petach Tikva.

O foguete que caiu na escola

da cidade no Shabat era de um

modelo mais poderoso que os

prévios e atravessou a estrutura

reforçada que foi projetada para

proteger os estudantes e professores

dos danos.

A guerra do islã radical contra o Ocidente

Ruben Kaplan *

Menino de Ashkelon em estado

de choque depois que um foguete

caiu nas imediações de sua casa

taram desqualificar os produtores,

atribuindo-lhes, serem agentes sionistas

que junto ao grupo religioso

judeu Aish Hatorá se uniram para

desacreditar o Islã.

Em nenhum caso, esboçaram

um desmentido do irrefutável material

do filme, baseado em sua totalidade,

na imprensa árabe.

Os promotores de "Obsession":

Radical Islam's War Against the

West, negaram tratar-se de promover

alguma campanha presidencial

e acrescentaram que era incorreto

vincular a campanha do DVD com

o grupo educacional de Jerusalém,

Aish Hatorá Internacional, se bem

que alguns de seus ex e atuais funcionários,

participaram do projeto.

Sem acovardar-se pelas denúncias

contra si, a Fundação Clarion,

promete redobrar sua aposta, denunciando

o erguimento da espada

de Dâmocles por parte do islã

radicalizado sobre a cabeça do ocidente,

com a iminente estréia de

outro filme que ajudou a produzir:

The Third Jihad, (A terceira Jihad)

outro estremecedor documentário,

que pretende conscientizar o mundo,

que supõe equivocado, que só

Israel é o ameaçado.

23

Residência da cidade de Ashkelom atingida e destruída

por um míssil dos terroristas de Gaza: ações como essa

acabaram levando à guerra de Israel contra o Hamas

* Ruben Kaplan

escreve em

diversos

websites. E é

colaborador do

Por Israel, que

distribuiu este

texto

(www.porisrael.org).


AFP PHOTO/JONATHAN NACKSTRAND

24

VISÃO JUDAICA fevereiro de 2010 Adar 5770

Primeiro modelo elétrico do projeto Better Place

produzido pelas empresas Renault e Nissan

Projeto prevê a instalação de cerca de 500 mil postos de

abastecimento em Israel

Renault e Nissan mostram carros

elétricos para mercado israelense

Renault e Nissan apresentou

no domingo 7/

2, em Ramat Hasharon,

próximo a Tel Aviv,

o primeiro modelo elétrico

do projeto Better Place

que visa a introdução de veículos

movidos a eletricidade em Israel até

2011. A meta das duas empresas é

reduzir a emissão de poluentes no

país, onde cada motorista roda, em

média, 70 quilômetros por dia.

O Projeto Better Place visa a introdução

de carros elétricos em Israel

até 2011. A estimativa é que 45

mil veículos elétricos estejam em circulação

em 2016. O projeto prevê

ainda a instalação de infra-estrutura

de uma rede de abastecimento em

todo o país, com cerca de 500 mil

postos de carregamento de baterias.

De acordo com as duas empre-

sas, o desempenho dos veículos é

semelhante ao de um carro 1.6

movido a gasolina - ou seja, em

média, 100 cavalos de potência. Os

envolvidos na produção do modelo

estimam que daqui cinco anos

45 mil veículos elétricos estejam

em circulação no país.

A A energia energia solar

solar

Um carro 100% movido a energia

solar também foi apresentado

em Israel dia 18/2, e o veículo é um

verdadeiro sonho do consumidor,

cujo pesadelo são as constantes

altas do preço do petróleo e as ameaças

de ficar sem gasolina. Trata-se

do carro movido a energia do sol

exibido durante a feira Eilat-Eloit International

Renewable Energy Conference

& Exhibition, em Israel.

A IC Green Energy, unidade da

empresa israelense Israel Corp,

apresentou seu carro construído

pela Nissan, mas desenvolvido também

pela holding Better Place LLC,

do milionário Shay Agassi, da qual

a Israel Corp faz parte.

"Há uma grande sinergia entre

as empresas envolvidas no projeto

e isso prova que não estamos longe

de vir a utilizar o carro solar nas

atividades cotidianas", diz Yom Tov

Samia, CEO da IC Green Energy.

Protetora de Anne Frank morre aos 100 anos

Miep Gies com o livro "O Diário de Anne Frank"

A principal protetora da menina Anne

Frank e sua família, Miep Gies, morreu

dia 7/1, aos 100 anos, na Holanda.

Miep Gies era a única sobrevivente

do pequeno grupo de pessoas que conheciam

o esconderijo onde os Frank,

família judia que viveu por dois anos,

em Amsterdã, na Holanda, durante a Segunda

Guerra Mundial.

Gies era secretária do pai de Anne

Frank, Otto, e ajudou sua família e outras

quatro pessoas a se manterem escondidas

dos nazistas, levando comida, jornais

e outros mantimentos, de 1942 a 1944.

Depois que uma denúncia anônima

levou os alemães à descoberta do esconderijo

e à prisão dos Frank e seus

companheiros, Gies encontrou no local

o diário e outras anotações de Anne,

cujo conteúdo virou um dos livros mais

lidos do mundo.

Em uma entrevista em fevereiro de

2009, Miep Gies disse que não merecia

toda a atenção dada a ela e lembrou que

outras pessoas fizeram muito mais para

proteger os judeus holandeses durante

a Segunda Guerra.

Gies virou uma espécie de "portavoz"

dos Frank, viajando pelo mundo

para falar de Anne e para fazer campanha

contra a negação do Holocausto e

Protótipo do veículo movido a energia solar, da Nissan

contra boatos de que o diário teria sido

inventado.

Nunca se descobriu quem fez a denúncia

anônima sobre o esconderijo, mas

acredita-se que tenha sido um ladrão que

arrombara o escritório e ficou desconfiado

de que ali se escondiam pessoas.

Anne Frank morreu de tifo no campo

de concentração de Bergen-Belsen poucos

meses antes do fim da guerra. Seu

pai foi o único da família a sobreviver.

Junto com Gies, ele compilou as anotações

da filha em um livro que foi publicado

em 1947. A obra foi traduzida

para vários idiomas e vendeu dezenas

de milhares de cópias até hoje

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