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1 Os Primórdios da Irmandade de Nossa Senhora da ... - Hospital

1 Os Primórdios da Irmandade de Nossa Senhora da ... - Hospital

haviam sido

haviam sido forjadas apenas para reforçar o pedido de fundação do Seminário que em tempos apresentara a Sua Majestade Fidelíssima. Terão os mesários acreditado no depoimento do Fundador? Parece que nem todos, visto que o Missionário abandonou a sala desgostoso e muito zangado, indo recolher-se a casa do Primo, de onde regressou a Trás-os-Montes passados três dias. Aliás, a acção contra o capitão prosseguiu em Tribunal, vindo finalmente a ser resolvida por composição amigável, na base da dívida de 800$000 réis. Antes de se retirar, o Missionário dava mostras do seu temperamento impetuoso ao mandar despedaçar a armação que estava feita desde o ano anterior para o Presépio na Capela de Jesus Maria. A zanga não terá durado muito visto que posteriormente o Missionário continuou a enviar o dinheiro das esmolas que recolhia. Selo, órgão e coro A Mesa eleita em 1760 mandou fazer o primeiro selo da Irmandade assim concebido: no centro esculpiu-se a imagem de Nossa Senhora da Lapa e ao redor as letras que indicavam Irmandade de Nossa Senhora da Lapa. Entretanto, contratou-se o organista da Sé Catedral, António Ferreira, para organista da Capela da Lapa. Nessa altura, já havia um Coro na Igreja do qual foram excluídas as mulheres «pela indecência que disto se seguia»! A caminho da estabilidade perene no contexto do terramoto de 1761 Os anos seguintes até 1763, período abrangido pelo nosso manuscrito, são de estabilidade e de enraizamento indestrutível da Obra. O carinho que ela suscitava expresso em esmolas generosas ultrapassava, em muito, os limites da cidade e da própria Diocese. As obras da Igreja prosseguiam sem descanso e o embelezamento dos interiores em prol de um cada vez maior esplendor dos actos de culto espevitava o zelo e a generosidade dos mesários, que, não raro, distribuíam entre si os custos dos materiais adquiridos. Entre eles avulta a figura do agora Presidente Pedro Carneiro de Figueiroa, sobrinho do Bispo da Guarda, D. Bernardo António Osório de Mello. 8 Um exemplo: os véus finíssimos que se compraram para cobrir a imagem do Senhor Atado à Coluna «que estava em tosco nicho da Casa do Despacho das Conferências da Irmandade» a expensas dos mesários. Paulatinamente afirmava-se o prestígio da Igreja de Nossa Senhora da Lapa no meio das Igrejas portuenses - prestígio consolidado em virtude do regresso do Padre Ângelo Sequeira, nos inícios de Abril de 1761, correspondendo a insistências da Mesa Administrativa. 9 O protagonismo da Lapa e do seu Fundador mostrou-se bem visível após o terramoto de 31 de Março de 1761 que, no dizer do autor do manuscrito, teve «a duração de oito minutos na ora do meyo dia», provocando maiores estragos nos edifícios do Porto do que o de 1755. Tendo sido interpretado como «um pregoeiro da ira divina», o novo tremor de terra e a seca prolongada suscitaram preces públicas e uma procissão de penitência que se realizou em 7 de Abril, entre as três horas da tarde e as onze da noite, sendo este templo ponto de partida e de chegada. Eis o itinerário seguido: Rua de Santo Ouvido, Fábrica, Campo das Hortas, Porta de Carros, Largo da Feira, Rua 8 Pedro de Figueiroa acabou por se fazer clérigo. Outros Figueiroas continuaram a tradição. 9 Convém esclarecer que antes e depois desta data, o Fundador passava muito mais tempo em pregações pelas Comarcas do Norte e no recrutamento de irmãos do que na cidade do Porto. 8

Chã, Igreja de Santa Clara, Sé Catedral e altar do Senhor dÁlém, Bainharia, Mercadores, Ribeira, Fonte Aurina, Reboleira, Rua Nova, Cangostas, S. Domingos, Rua das Flores, Caldeireiros, Ferraria de Cima, Porta do Olival, Carmo, Ferradores e Rua de Santo Ouvido. Rezam as crónicas que, transposta a Porta de Carros, a chuva impetrada fez sua aparição. Entretanto, ano após ano, não obstante algum esmorecimento provocado pelas circunstâncias da Guerra dos Sete Anos e pela tardança das frotas do Brasil, prosseguiam as obras de construção da Igreja e de aproveitamento agrícola do monte em que ela se erigira. Depois da construção de um muro em volta do mesmo, plantaram-se árvores de fruto e de adorno e até se plantou uma pequena horta. CONCLUSÃO A Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, não obstante as turbulências assinaladas, ganhou raízes profundas durante os primeiros dez anos da sua existência. Tal deveu-se à convergência de três níveis de energia e de compromisso: o primeiro o do Fundador, o Padre Ângelo Sequeira, um homem bom, de feitio talvez difícil e irascível, mas convicto, convincente e transbordante de fé; o segundo, o dos colaboradores dedicados, uns trabalhando generosa e desinteressadamente nas sucessivas Mesas Administrativas e gerindo os dinheiros da Irmandade da melhor forma que sabiam, outros ocupando-se nos diversos serviços como foi o caso exemplar do ermitão Manuel da Silva, que desde a primeira hora esmolava diariamente pela cidade em prol de Nossa Senhora da Lapa a quem deixou os seus bens. Tendo expirado a 18 de Dezembro de 1762, foi o primeiro a ser sepultado na Igreja, «na primeira sepultura do lado da Epistola abaixo das grades da Capella Mayor e porta do corredor junto a parede do primeiro confissionario»; o terceiro, o do incontável número de fiéis de todo o norte do País que espontaneamente abriu o seu espírito e as suas bolsas à mensagem do Missionário. A primeira vocação da Irmandade parece ter sido a do culto litúrgico, especialmente a Nossa Senhora, e a do fomento da prática da confissão. A preocupação pela instrução da juventude, fazendo igualmente parte do objectivo original, começou a concretizar-se em 1792 pela autorização de D. Maria I para a abertura do seminário-colégio. A necessidade de criar estruturas de assistência em favor dos Irmãos terá sido sentida pela primeira vez aquando da doença do ermitão Manuel da Silva (que, na circunstância, se acolheu ao Hospital da Misericórdia), mas teve que esperar mais de um século para se concretizar. 9

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