Sumário de Dados Miolo.indd - Prefeitura de São Bernardo

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Sumário de Dados Miolo.indd - Prefeitura de São Bernardo

II

Geografia e Meio Ambiente


72

Represa Billings


A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi criada em 1973 e ocupa uma

superfície de 7.944 km2 . Está subdividida em 39 municípios e 124 distritos em

intenso processo de conurbação, formando uma mancha urbana contínua

entre seus municípios. A evolução da mancha urbana em toda a Região, até

1950, ficou restrita ao Município de São Paulo.

Na década de 1950 e início dos anos 1960 a mancha urbana cresceu em forma

circular a partir do Centro Histórico de São Paulo, atingindo principalmente as

Regiões Leste (São Paulo) e Sudeste (São Caetano do Sul, Santo André e São

Bernardo do Campo).

Nos anos de 1970, o crescimento se estendeu, ao Norte, pelo “pé” da Serra

da Cantareira, tendo esta como uma barreira de crescimento, fez com que

ao longo dos anos 1980 o crescimento da Região Metropolitana ocorresse

predominantemente para o Sul e Sudeste, atingindo a região dos mananciais

de forma precária, predatória e ilegal.

A partir da década de 1990, constatou-se maior predominância da proliferação

de núcleos desgarrados da mancha urbana principal, dispersos por toda a

Região Metropolitana e em todas as direções, transpondo as barreiras naturais

da Serra da Cantareira, ao norte; e das Represas Guarapiranga e Billings, ao Sul

e Sudeste, respectivamente.

Em 2009, a população dessa região já chegava próximo de 19,8 milhões de

habitantes, o que significa dizer que um em cada dez brasileiros reside na

RMSP. Essa concentração populacional deve-se ao intenso fluxo migratório

rural-urbano e ao efeito indireto dessa migração, ou seja, os filhos tidos pelos

migrantes nas cidades.

Do ponto de vista territorial, a região metropolitana pode ser caracterizada

como produto do processo de urbanização. Essa área de urbanização contínua

ultrapassa 2,2 mil km2 , cerca de 221 mil quarteirões, abrangendo 32 municípios.

Pode-se afirmar que a acelerada urbanização não só foi coexistente com o

processo de concentração da população urbana como, também, produtora de

sua metropolização.

73


A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional.

A renda per capita atinge cerca de US$ 12.000 na “paridade de poder de

compra”. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital

privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes

complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros, que controlam

as atividades econômicas no País. Esses fenômenos fizeram surgir e condensar

na Região Metropolitana uma série de serviços sofisticados, definidos pela

íntima dependência da circulação e transporte de informações: planejamento,

publicidade, marketing, seguro, finanças e consultorias, entre outros.

A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB 2007) de R$ 509,5 bilhões, o que

representa 56,4% do PIB paulista.

Vale assinalar, no entanto que, apesar da riqueza produzida e da característica

globalizada das suas elites no espaço metropolitano, essas se encontram

separadas e segmentadas em sua estrutura interna.

Esses fragmentos de modernidade presentes no tecido da metrópole não

devem iludir quanto aos traços mais marcantes da condição socioeconômica:

as áreas excludentes são mais extensas e numerosas. Os indicadores sociais

revelam carências que aproximam a RMSP de outras metrópoles de países

periféricos e a distanciam das metrópoles globais.


74


Fonte: IBGE

1

Região Metropolitana de São Paulo




Geograficamente, o Município se localiza no Planalto Paulistano, nos

contrafortes da Serra do Mar. São Bernardo do Campo se encontra numa

posição intermediária entre o Porto de Santos e a Capital do Estado de São

Paulo. Simultaneamente com os municípios de Santo André, São Caetano do

Sul, Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mauá, compõe a Sub-Região

Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo.

75


Paralelos

Meridianos

2

Localização do Município de São Bernardo do Campo

na Região do Grande ABC

Posição geográfica de São Bernardo do Campo


23º38’25”

23º57’57”

46º24’33”

46º39’08”

UTM - Universal Transverso de Mercator

76

Latitude Sul

Longitude Oeste de

Greenwich ao Sul do

Trópico de Capricórnio

Horizontal: SAD-69

DATUM

Vertical: Marégrafo de Imbituba - SC

N 7378356.9246

E 341807.3404

Fonte: PMSBC/Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional


São Bernardo do Campo é um dos maiores municípios da metrópole

paulista, com uma área de 408,4 km². Essa área corresponde a cerca de 50%

da Sub-Região Sudeste Metropolitana (o Grande ABC), e a 5% da Região

Metropolitana de São Paulo.

A título de legislação, o Marco Zero do Município foi instituído pelo

Decreto nº. 6441, de março de 1980, fixando um ponto central, definido

pela intersecção dos alinhamentos da lateral direita da Rua dos Vianas e da

lateral esquerda da Rua Domingos João Ballotin, na Praça Samuel Sabatini.

1

Distâncias rodoviárias do Marco Zero do Município

de São Bernardo do Campo

Origem/Destino Distância Rodoviária (km)

Santo André (Praça IV Centenário) 5,9

São Caetano do Sul (Av. Goiás, 600 - antiga Prefeitura) 12,8

Diadema (Praça Castelo Branco / Rua Anchieta) 12,5

São Vicente (Praça da Biquinha / Praça Tom Jobim) 44,0

Cubatão (Av. 9 de Abril - a 200 m do Cruzeiro Quinhentista) 45,0

São Paulo (Praça da Sé) 21,7

Aeroporto de Congonhas - São Paulo 22,3

Aeroporto Internacional de SP - Cumbica - Guarulhos 42,9

Porto de Santos (Rua Xavier da Silveira) 50,0

Fonte: PMSBC/Secretaria de Orçamento e Planejamento Participativo

A ocupação urbana está concentrada na parte do Município correspondente

à Bacia do Tamanduateí através do Ribeirão dos Meninos. Constitui-se por

uma área onde se desenvolveram os dois núcleos históricos da formação ao

longo do Caminho do Mar: um mais ao Norte (Rudge Ramos) e um mais central

(Centro Histórico).

A partir desses núcleos iniciais, o processo de ocupação urbana se estendeu

em direção ao Sul do município ocupando parte da Bacia do Rio Pinheiros em

direção à Represa Billings, o que caracteriza já uma forma de ocupação urbana

dentro da área de mananciais. Parte dessa ocupação ocorreu anteriormente

à década de 1970, quando surgiram as legislações mais restritivas para

ocupação urbana em área de mananciais.

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2

População nas áreas de proteção aos mananciais por bairro,

São Bernardo do Campo, 1980 a 2009

Bairro 1980 1991 1996 2000 2008 (1) 2009 (1)

Alves Dias (parte) 872 2.631 3.372 3.908 4.226 4.151

Balneária 441 451 623 606 647 643

Batistini 6.742 12.089 24.581 27.655 31.893 31.117

Botujuru (parte) 1.500 2.278 3.022 2.970 3.610 3.790

Cooperativa (parte) 763 8.114 9.024 12.331 12.969

Demarchi (parte) 2.807 4.636 4.711 5.203 5.295

Dos Alvarenga 7.781 27.974 43.569 54.585 69.025 71.391

Dos Casa (parte) 22.802 24.910 36.159 38.559 44.174 45.150

Dos Finco 2.229 5.738 7.988 9.435 11.504 11.841

Montanhão (parte) 257 3.934 7.351 9.504 13.008 14.228

Rio Grande 4.210 4.894 5.379 6.429 7.914 8.138

Total Zona Urbana 46.834 88.469 144.794 167.386 203.535 208.713

Zona Rural 3.290 5.604 10.900 12.169 13.863 13.980

Total Geral 50.124 94.073 155.694 179.555 217.398 222.693

(1) Estimativa

Fontes: IBGE/Censos Demográficos; PMSBC/Secretaria de Orçamento e Planejamento Participativo (estimativas)

Essa área de proteção aos mananciais, embora não tenha impedido à

ocupação, desacelerou o processo de urbanização em direção à Serra do Mar,

possibilitando que se mantivesse uma zona rural que ocupa 52,5% da área total

do Município.

A Represa Billings, no que se refere ao seu espelho d’água, ocupa uma área

de 75,8 km² (18,6% da área total do Município). Após a Represa Billings, em

direção ao Sul do Município até o divisor de águas sul da Represa, tem-se uma

área onde está localizado o Riacho Grande: um distrito com característica

urbana já existente anteriormente à década de 1970.

A partir do divisor de águas sul da Bacia da Represa Billings até o limite sul

do Município tem-se uma área caracterizada como sendo de preservação

da Mata Atlântica, onde se situa o Parque Estadual da Serra do Mar, com

aproximadamente 110 km2 . Ainda e dentro desse perímetro, tem-se uma área


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de 6,0 km² (correspondente a 1,5% da área total do Município) ocupada pelo

espelho d’água da Represa do Rio das Pedras.

Portanto, percebe-se que a expansão urbana do Município está fortemente

relacionada ao processo de expansão urbana próprio da Região Metropolitana

de São Paulo, levando a população cada vez mais longe do centro, expandindo

a cidade em direção ao Sul, ocupando morros e vales, adensando loteamentos

e áreas já ocupadas. Tal expansão segue a implantação industrial ao longo dos

eixos rodoviários a partir do final da década de 1940, em especial as margens

da Via Anchieta, aumentando substancialmente o número de trabalhadores

e acelerando o fluxo migratório de outras regiões menos desenvolvidas do País.

Esse intenso crescimento foi marcado por forte segregação urbana e

fragmentação do espaço, acelerando o processo de periferização, gerando uma

cidade paradoxal, detentora de grandes empresas multinacionais produtoras

de riqueza e áreas que apresentam altos índices de vulnerabilidade social.

3

Área dos bairros em km2, São Bernardo do Campo

Bairros Área Total

79


Área de Proteção

aos Mananciais

Sede

Alves Dias 2,12 0,56

Anchieta 2,30 -

Assunção 4,20 0,05

Baeta Neves 3,41 -

Balneária 1,53 1,53

Batistini 13,29 13,29

Botujuru 6,60 4,71

Centro 6,74 -

Cooperativa 4,84 1,87

Demarchi 5,64 0,74

Dos Alvarenga 14,66 14,66

Dos Casa 3,03 2,08

Ferrazópolis 2,80 -


Bairros Área Total

Fontes: IBGE e PMSBC/Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional


80

Área de Proteção

aos Mananciais

Independência 2,40 -

Jordanópolis 2,29 -

Montanhão 11,94 5,70

Nova Petrópolis 1,94 -

Paulicéia 4,01 -

Planalto 3,69 -

Rudge Ramos 4,60 -

Santa Terezinha 1,45 -

Taboão 4,04 -

Zona Urbana da Sede

Distrito de Riacho Grande

107,52 45,19

Dos Finco 5,40 5,40

Rio Grande 5,29 5,29

Zona Urbana do Distrito

Zona Rural

10,69 10,69

Rio Pequeno 18,00 7,11

Tatetos 12,93 12,93

Zanzalá 15,82 5,29

Capivari 26,84 16,87

Curucutu 25,65 21,02

Alto da Serra 27,13 -

Dos Imigrantes 66,33 2,54

Santa Cruz 0,30 0,30

Taquacetuba 7,10 7,10

Varginha 14,32 14,32

Total Zona Rural 214,42 87,48

Represa Billings 75,82 75,82

Total do Município 408,45 219,18


3

Divisão dos bairros, São Bernardo do Campo, 2009

81


Composição dos bairros, São Bernardo do Campo, 2009

Bairro Composição

Zona Urbana

Alves Dias

Anchieta

Assunção

Baeta Neves


Vl. Alves Dias, Vl. Rosa Cruz, Vl. Kiko, Jd. Santa Maria, Jd. Esmeralda, Jd. Clarice,

Pq. Neide, Vl. Sônia Maria, Vl. Ferreira, Vl. Roberta,

Jd. Continental, Jd. Nazareth, Jd. Imperador, Jd. Belita, Pq. Hawaí,

Fei-Mizuho, Jd. Taboão, CAISB I, Conj. Habitacional Felipe Audi

Vl. Marlene, Jd. Hollywood, Jd. Antares, Jd. Paramount, Pq. Anchieta, Vl. Dayse,

Vl. Tereza, Jd. Silvestre, Jd. Copacabana, Pq. São Diogo, Jd. Dalva

Vl. Euro, Vl. Artuélia, Vl. Flora, Vl. Marchi, Vl. Marininha, Vl. Sacilotto, Vl. Progressista,

Vl. Roseane, Jd. Brasilândia, Jd. Das Palmeiras, Jd. Via Anchieta,

Jd. Lavínia, Cidade Miramar, Vl. Rica, Vl. Marabá, Vl. Claraval, Vl. Luiz Casa,

Vl. Simone, Vl. Beatriz, Vl. Lucia, Vl. Verde, Jd. Colonial, Jd. Marina, Jd. Eliane,

Pq. São José, Chácara Nossa Senhora Aparecida, Jd. Anchieta

Vl. Baeta Neves, Vl. Fonte Radiativa, Vl. São Marcos, Vl. Primavera, Vl. Clarice,

Vl. Moraes, Jd. Cambuí, Jd. Petroni, Jd. Industrial, Sítio dos Vianas, Vl. Viana,

Vl. Santo Agostinho, Vl. Tupi, Vl. Netuno, Vl. Cerâmica, Vl. Saracantan, Vl.

Itaperuna, Jd. Farina, Jd. Trieste, Jd. Dom Alfonso, Chácara Rialto, Núcleo

Pai Herói, Vl. Nova Baeta, Vila Progresso, Jd. Floral, Núcleo Itatiba

Balneária Vl. Balneária, Sítio Simão, Jd. Vista Alegre

Batistini

Botujuru

Centro

Cooperativa

Jd. Nova Canaã II, Pq. Los Angeles, Jd. da Represa, Chácara Royal Park, Jd.

Real Park, Pq. Imigrantes, Assoc. Com. Nova Era, Vl. Bosque, Vl. Norma, Jd.

Skaff, Jd. São Judas Tadeu, Vl. Santa Maria, Vale do Sol, Jd. Uiriçaba, Jd.

Marco Pólo

Pq. Terra Nova II, Cond. Swiss Park, Res. Vl. das Valsas, Ch. Porangaba, Vl.

Bela Vista, Jd. Capivari, Jd. Arco Íris, Vl. Santos Dumont, Jd. Jussara, Lulaldo,

Vl. Jurubeba

Jd. Três Marias, Vl. Sonia, Vl. Margarida, Vl. Suzana, Jd. do Mar, Vl. Marli,

Vl. Maria do Carmo, Vl. São João, Vl. dos Galvão, Vl. Cristiane, Vl. Scopel,

Jd. Olavo Bilac, Vl. Campestre, Vl. Dusi, Vl. Lusitânia, Núcleo D.E.R., Jd. das

Américas, Central Park, Vl. Álvaro Marques, Vl. Magnólia, Vl. São Savino, Vl.

Scarpelli, Vl. Olga, Vl. Alcântara, Vl. João Basso, Jd. São Paulo, Jd. São Luiz,

Vl. Suzi, Jd. Portugal, Vl. Israel, Vl. Brasília, Vl. Quirino de Lima, Vl. Gonçalves,

Jd. Maria Cecília, Vl. Santa Rita de Cássia, Conj. Hab. Franchini, Jd. Chácara

Inglesa, Jd. Maria Adelaide, Vl. Euclides, Vl. Anita, Vl. Maria Adelaide Rossi

Jd. Uenoyama, Jd. Santa, Vl. Nova Antunes, Granja Ito (CDHU), Vl. Soares,

Jd. Monte Sião, Jd. Senhor do Bonfim, Jd. Nosso Lar, Jd. São Jorge, Jd. Cantareira,

CAISB II, Jd. Satélite, Jd. Belas Artes, Três Marias

82


Bairro Composição

Demarchi

Dos Alvarenga

Dos Casa

Dos Finco

Ferrazópolis

Independência

Jordanópolis

Montanhão

Nova Petrópolis

Vl. Jerusalém, Vl. Tocantins, Jd. das Acácias, Jd. Andrea Demarchi, Pq. Terra

Nova I, Jd. Lauro Gomes, Jd. Bartira, Jd. Valdíbia, Vl. Santa Angelina, Vl. Judite,

Vl. Lúcia, Jd. das Quatro Marias, Jd. Nossa Senhora de Fátima, Divinéia, Jd.

Castelo Branco, Jd. Ipê IV, Pantanal I e II

Jd. Laura I e II, Porto Novo, Pq. Jandaia, Jd. Primavera, Sítio das Garças,

Acampamento dos Engenheiros, Pq. Silvaplana, Sítio Moraes, Pq. dos

Químicos, Jd. Nova América, Jd. Novo Horizonte I e II, Pq. Ideal, Jd. Cruzeiro

do Sul, Pq. das Garças, Recanto da Amizade, Recanto dos Pássaros, Jd. Vida

Nova, Jd. Serro Azul, Pq. Alvarenga, Jd. João de Barro, Assoc. Amigos Casa

Nova, Pq. Alvarengas, Vl. União, Jd. América do Sul, Jd. Ana Falleti, Jd. Bela

Vista, Jd. das Orquídeas, Jd. Nosso Teto, Ch. União, Pq. Bandeirantes, Pq.

Florestal, Jd. Las Palmas, Jd. Thelma, Pq. Esmeralda, Jd. Cama Patente, Jd.

das Oliveiras I, II e III, Jd. Nova Patente, Jd. Nosso Lar, Santa Mônica, Sítio

Bom Jesus, Jd. Ipanema, Jd. Vila Nova, Pq. Veneza

Vl. Carminha, Jd. Detroit, Sítio dos Casa, Conj. Res. Tânia Maria, Pq. Espacial,

Vl. Cruzeiro, Vl. Verde, Vl. Vitória I, II e III, Jd. Cláudia, Nossa Terra, Jd. Central,

Novo Jd. do Lago, Jd. Ipê, Jd. Pró-Terra Ipê, Jd. das Oliveiras, Pq. das Flores,

Jd. do Lago, Jd. Alvorada, Jd. Campestre

Jd. Tupã, Vl. Olaria, Sonho Real, Jd. Brooklin Rio Grande, Recreio Rancho

Alegre, Jd. Icaraí, Jd. do Lago Azul, Sítio dos Finco, Vl. Praia Grande, Jd. Boa

Vista, Boa Vista Pantanal

Vl. Ferrazópolis, São Bernardo Mirim, Vl. Formosa, Jd. Sabatini, Vl. Boa

Viagem, Vl. do Tanque, Jd. Leblon, Jd. Novo Horizonte, Núcleo Jesus de

Nazareth, Núcleo Jd. Regina, Jd. Regina, Núcleo Limpão, Vl. São José, Jd.

Silvina, Núcleo Silvina Audi

Jd. Independência, Jd. Brasília, Vl. Coca, Pq. dos Pássaros, Conj. Hab. Vl.

Adriana, Vl. Rosa, Jd. Santo Ignácio, Vl. Galiléia, Conj. Hab. Orlando Fabrini,

Jd. Vera Cruz, Vl. Olga, Vl. Fênix, Jd. Aurora

Vl. Jahú, Vl. Santa Isabel, Vl. Alvinópolis, Vl. Santa Encarnacion, Vl. Jordanópolis,

Vl. São Leopoldo, Vl. Áurea, Vl. Weida, Jd. Cerejeiras, Vl. Danúbio, Jd. Novo

Sergipe, Conj. Hab. Sergipe, Vl. Cacilda, Núcleo Naval

Vl. São Pedro, Vl. Santana, Vl. Mariana, Vl. Boa Vista/Jd. Nascimento, Alto da

Bela Vista, Vl. Esperança, Jd. dos Químicos, Pq. São Rafael, Jd. Tiradentes,

Pedreira, Monte Sião, Cafezais, Pq. Selecta, Núcleo Bananal, Gonden Park,

Vl. da Biquinha, Núcleo Sítio do Pica Pau Amarelo, Sítio Ponto Alto, Represa

Baraldi, Jd. Balneário Alvorada, Vl. São Bernardo Novo, Areião, Sabesp, Vl.

dos Estudantes, Pq. São Bernardo, Núcleo 13 de Maio, Vl. Feliz

Jd. Nova Petrópolis, Vl. Delmira, Jd. Wallace Simonsen, Vl. Júlia, Vl. Lilia, Jd.

Marrocos, Vl. Chaminé, Vl. Antunes, Jd. Nascimento, Sítio Pasto da Grama, Jd.

Palermo I e II, Vl. Village

83


Bairro Composição

Paulicéia

Planalto

Rio Grande

Rudge Ramos

Santa Terezinha

Taboão

Zona Rural

Alto da Serra

Capivari


Vl. Paulicéia, Vl. Labor, Vl. Leonina, Vl. Jesuíta, Pq. Santo Antônio, Vl. Odete,

Vl. Mackenzie, Cidade Gertrudes, Vl. Santa Eugenia, Vl. Tila, Conj. Res. Nova

Paulicéia, Transmissão Mercedes, Conj. Hab. Avaré, Conj. Hab. Coluna, Conj.

Hab. Luciana, Conj. Hab. Alpes da Paulicéia, Conj. Res. Parati, Vl. Paulistana, Vl.

Irene, Vl. Sésamo, Conj. Res. Londrina, Pq. dos Eucaliptos, Vl. Itanhaém, Conj.

Hab. Paulistania, Núcleo Naval

Vl. Planalto, Jd. Gagliardi, Jd. São Francisco, Vl. Washington, Conj. Hab.

Trevo, Vl. Júpiter, Vl. Júpiter Nova,Conj. Hab. Alvorada, Jd. Calux, Núcleo Jd.

Nova Calux, Jd. Beatriz, Conj. Hab. São Fernando, Vl. São Silvério, Vl. Comunitária,

Jd. Embaré, Vl. Armando Bondioli

Pq. Riacho Grande, Pq. Estoril, Vl. Jurubatuba, Jd. Anchieta, Pq. Yara Praia, Jd.

Monte Carlo (Vl. Tosi), Vl. do Rio Grande, Jd. Dona Luiza, Pq. Rio Grande, Vl.

Rocio, Vl. Pelé

Jd. dos Meninos, Vl. Camargo, Vl. Santa Lúcia, Jd. Orlandina, Vl. Afonsina, Vl. Alfarelos,

Vl. Dourados, Vl. Antonieta, Vl. Hermelinda, Vl. Magdalena, Vl. Império,

Jd. Iracema, Vl. Normandia, Vl. Helena, Vl. Vivaldi, Conj. Res. Atlântica, Assoc.

Constr. Popular dos Motoristas Municipais, Pq. São Pedro, Vl. Tsukamoto, Vl.

Mariza, Vl. França, Vl. Júlio Thomé, Vl. Uras, Vl. Jaú, Vl. América, Vl. Angelina, Vl.

Santa Filomena, Vl. Gasparini, Jd. Fada, Vl. Caminho do Mar, Vl. Mussolini, Pq.

dos Meninos, Conj. Res. Antuérpia, Conj. Res. Natália, Conj. Hab. das Hortências

Vl. Santa Terezinha, Jd. Yrajá, Cond. Pq. Residencial Tiradentes, Cond. Espanha,

Jd. Atlântico, Jd. Saracantan, Vl. Damásio, Vl. Íris, Vl. Aurora, Vl. Iracema,

Ch. Benedete, Pq. São Bernardo (Centro)

Vl. Santa Luzia, Jd. Madeira, Jd. Celeste, Vl. Nova Santa Luzia, Vl. Esther, Vl.

Ruth, Jd. Montreal, Assoc. Com. Liuba, Bairro Suisso, Pq. Industrial dos Ourives,

Vl. Flórida, Jd. Borborema, Conj. Res. Kobayashi, Conj. Res. Santa Rosa

Jd. Rio Grande, Vl. Capivari, Chácaras Capivari, Jd. Chácaras Santa

Filomena, Pq. Turmalina, Pq. Ambiental dos Imigrantes

Curucutu Jd. São Luiz, Recreio Imigrantes, Sítio Curucutu, Billings Park

Dos Imigrantes

Rio Pequeno

Santa Cruz

Tatetos Jd. Miramar, Pq. IV Centenário, Sítio Rio Acima

Taquacetuba

Varginha

Capelinha, Colônia dos Pescadores, Jd. Borda do Campo, Pq. dos Lírios, Jd.

Cocaia, Pq. Represa Billings

Zanzalá Jd. da Colina, Recanto Billings, Pq. dos Lagos

Fontes: PMSBC/Secretaria de Planejamento Urbano e Ação Regional

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A geomorfologia do município de São Bernardo do Campo divide-se em

Planalto Atlântico (com cerca de 5.000 km², e altitudes médias entre 715

e 900 m) e Serra do Mar.

Altitude

Máxima 986,50 m - Pico do Bonilha - Bairro Montanhão

Mínima: 60 m - Junção do Rio Passareúva/Rio dos Pilões/Pé da Serra

O Planalto é constituído de relevo suavizado de morros e espigões de

modestas alturas que se drenam para o Rio Tamanduateí, afl uente do Rio Tietê.

A ocupação descaracteriza esse tipo de relevo porque são realizadas grandes

terraplenagens e cortes/aterros.

No entanto, alguns desses morros apresentam alta declividade, com severas

restrições à sua ocupação ou pouco propícios às edifi cações - caso do bairro

Montanhão, e parte dos bairros Alto da Serra e Capivari. São áreas que,

uma vez ocupadas de maneira desordenada, podem ocasionar eventos de

deslizamentos ou aumento da erosão nas encostas.

A Serra do Mar é o relevo de transição entre Planalto Atlântico e Planície

Costeira da Baixada Santista. No Município, assemelha-se a um amplo

anfi teatro de erosão, que desfaz a escarpa da Serra do Mar, ocupado pela

drenagem do Rio dos Pilões (contribuinte do Rio Cubatão).

85


Todas as águas do Município pertencem a duas bacias hidrográficas

fundamentais:

1. Bacia do Tietê, que se apresenta sob dois aspectos distintos:

a) Sub-Bacia do Tamanduateí, formada por rios que correm em direção

ao Planalto e desembocam no Rio Tamanduateí, afluente do Rio Tietê. Distribui

-se pela porção Norte do Município, em área urbana impermeabilizada

e densamente ocupada, com todos os problemas a isso relacionados.

Contribui para sua formação, no Município, o Ribeirão dos Meninos e seus

afluentes, que nasce no Bairro Demarchi, atravessa a área central do Município

e forma parte das divisas de São Bernardo do Campo com os municípios de

Santo André e São Caetano do Sul, desembocando no Rio Tamanduateí em

São Paulo. Tem como seus afluentes: Taióca, Saracantan, Santa Terezinha,

Água Mineral, Borda do Campo, dos Lima, Palmeiras, Capuava e Couros (cujos

afluentes são: dos Ourives, Taboão, Canhema, Curral Grande, Feital, Piraporinha,

Pindorama, da Linha Camargo e Jurubatuba).

b) Sub-Bacia do Pinheiros, composta pelo represamento do Rio Grande

e seus principais afluentes: Alvarenga, Lavras, Soldado, Simão, Pedra Branca,

Porcos, Capivary Pequeno, todos integrando as represas do Sistema Billings.

Corta o Município longitudinalmente de Noroeste à Leste, em sua maioria,

distribuída em área de proteção a mananciais, embora apresente áreas

de ocupação urbana desordenada que, aliado ao bombeamento das

águas poluídas dos Rios Tietê e Pinheiros e à ressuspensão de sedimentos

contaminados por metais pesados, concorre para gerar fluxos permanentes de

cargas poluidoras, comprometendo a qualidade da água.

2. Bacia da Baixada Santista, formada pelos rios que nascem nas

cabeceiras da Serra do Mar e descem em direção ao Oceano: Perequê, Pedras,

Marcolino, Kágado, Passareúva, Pilões, Cubatão de Cima e outros. Localiza-se

em área pertencente ao Parque Estadual da Serra do Mar, garantindo a

excepcional preservação da Mata Atlântica e a boa qualidade de suas águas.


86


4

Hidrografia, São Bernardo do Campo, 2009

87


A Represa Billings

A Represa Billings é o maior reservatório de água da Região Metropolitana

de São Paulo. Seu espelho d´água possui 10.814,20 km2 , correspondendo

a 18% da área total de sua bacia hidrográfica, que ocupa um território de

582,8 km², localizado na porção Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo.

Fazendo limite, a Oeste, com a Bacia Hidrográfica da Guarapiranga e, ao Sul,

com a Serra do Mar, sua área de drenagem abrange integralmente o Município

de Rio Grande da Serra e parcialmente os municípios de Diadema, Ribeirão

Pires, Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo.

Foi criada oficialmente em 27 de março de 1925 pelo então Presidente da

República Arthur Bernardes, em atendimento ao pedido de concessão feito

pela empresa multinacional canadense Light (atual Eletropaulo) para a

construção de um reservatório que possibilitasse acionar a usina hidrelétrica

de Henry Bordem. O Engenheiro Asa White Kenney Billings, contratado pela

Light, resolveu construir a represa que recebeu o seu sobrenome (Billings).

Ele tornou-se famoso por sua especialidade em desviar rios para o mar, que

julgava ser a maneira mais apropriada para aproveitar o potencial hidrelétrico

de um rio.

Vários fatores influenciaram a decisão do Engenheiro Billings ao construir

a Represa; entre eles, destacam-se três: a) localização, b) capacidade de

armazenamento de água e, c) o volume de água que brotava na região (cerca

de 30 m3 por segundo).

Billings teve a ideia de utilizar o declive da Serra do Mar para produzir

eletricidade, possibilitando o surgimento da Usina Hidrelétrica Henry

Borden que se instalou em Cubatão. Para acionar as turbinas foi necessário

o represamento do Rio Pinheiros e a elevação da barragem de Santana de

Parnaíba, rebatizada de Edgard de Souza. Essa elevação causou o refluxo do

Tietê ao Pinheiros e, em consequência, para a Billings. As estações elevatórias

da Traição e Pedreira fizeram o lançamento das águas do Tietê para a Billings.

Os levantamentos iniciais feitos pelo Engenheiro F.S. Hyde, um dos auxiliares de

Billings, foram importantes para represar a água dos rios Grande e das Pedras,

cujas nascentes se localizam em territórios do Município de São Bernardo do

Campo. A água desses rios foi conduzida para dois túneis ligados à Casa de


88


Válvulas, de onde partiam os tubos adutores que atingiam o “pé” da Serra,

numa queda de mais de 700 m3 . Todo esse processo possibilitou que, no

final de 1926, estivesse em operação a primeira unidade geradora da Usina

Henry Borden.

O projeto seguinte foi posto em andamento. Foram necessários mais de

5 milhões de m3 de terra para a construção das barragens necessárias à

formação do reservatório que leva hoje o nome Billings.

A Represa Billings é, assim, um grande lago artificial, construído no período

de 1925 a 1933 com a finalidade de produzir energia elétrica. No seu lugar,

existiam muitos rios, que se interligavam um com o outro. Esses rios eram o

Grande, Pequeno, Capivari, Pedra Branca, Taquacetuba, Alvarenga, Boreré,

Tocaia, Rio das Pedras, entre outros. Para formar a Represa, os engenheiros

construíram uma barragem no Rio Grande.

Até a segunda metade da década de 1950, as águas da Represa Billings tinham

a finalidade precípua de gerar energia elétrica Serra abaixo, na usina da Light

em Cubatão. Com o crescimento da metrópole paulistana e do Grande ABC,

os planos começaram a mudar e a represa passou a ser pensada para servir ao

abastecimento da população.

Convênios intermunicipais foram estabelecidos, obras projetadas. Em 1958, foi

realizado o aterramento das margens da represa, em Riacho Grande,

São Bernardo, para a construção da casa de bombas do Departamento de Água

e Esgotos do Estado de São Paulo, quando começou o tratamento das

águas da Represa.

Antes da represa, o sistema de abastecimento da região era feito através de

poços rasos, nascentes e córregos urbanos.

Além da função original, que era a de servir de fonte de água para produção de

energia elétrica, atualmente a Represa Billings também serve como manancial

para abastecimento público, área de natureza abundante, além de ter a

importante função de servir como local de lazer e descanso.

No entanto, a Bacia Hidrográfica da Billings apresenta um cenário preocupante.

Apesar de ser protegida pela Lei de Proteção dos Mananciais, em vigor desde

89


Represa Billings, 3 de maio de 2006

1975, a região vem sofrendo ao longo dos últimos anos as consequências de

um processo acelerado de ocupação irregular.

O principal problema identifi cado no território da Bacia Hidrográfi ca da

Billings foi a substituição da cobertura fl orestal nativa (Mata Atlântica),

fundamental para a produção de água em quantidade e qualidade adequadas

ao abastecimento público, por áreas ocupadas por atividades humanas,

principalmente aquelas ligadas a usos urbanos. Esse processo tem ocorrido

por intermédio do surgimento de novas ocupações, pela consolidação da

ocupação existente e pela transformação de áreas rurais em áreas urbanas.

O crescimento urbano extremamente acelerado e sem nenhum planejamento,

ocorrido nos últimos anos, apresenta-se como um enorme desafi o ao Poder

Público que deve se valer de medidas urgentes para reverter essa tendência de

agravamento do quadro socioambiental.


90


O Município possui dois períodos distintos no que se refere à pluviosidade,

a saber:












• Período mais chuvoso, de outubro a março, variando os

meses mais chuvosos entre janeiro, fevereiro e março.

• Período mais seco, de abril a setembro, em que junho é,

predominantemente, o mês mais seco.


Fonte: Corpo de Bombeiros do 8º G.B. - Santo André

1

Média mensal de pluviosidade (mm),

São Bernardo do Campo, 2000, 2005 e 2009


De acordo com a distribuição de chuvas, a precipitação é crescente à medida

que se aproxima da Serra do Mar (cerca de 2800 mm anuais), sendo menor no

limite municipal com a cidade de São Paulo (cerca de 1400 mm anuais).

91


4

Índices pluviométricos (mm), Municípios da Região do Grande ABC,

Janeiro a dezembro de 2009

Mês

Fonte: Corpo de Bombeiros do 8º G.B. - Santo André


São Bernardo do Campo Santo André

Jd. do Mar V. do Tanque B.Campestre V. Lucinda

Janeiro 206,7 147,8 142,1 193,2 268,3

Fevereiro 154,0 179,2 245,1 115,3 208,3

Março 233,8 187,3 126,5 134,3 169,4

Abril 43,2 87,2 49,8 48,1 38,2

Maio 57,2 56,6 66,2 44,0 77,5

Junho 32,8 37,8 38,3 35,7 32,6

Julho 193,3 214,3 176,0 247,0 171,5

Agosto 45,6 57,9 52,2 48,0 61,4

Setembro 137,2 149,5 172,3 202,8 113,4

Outubro 107,6 113,6 108,8 151,1 153,7

Novembro 120,1 194,3 115,8 197,2 124,8

Dezembro 275,5 304,5 250,1 343,7 279,0

Total 1.607,0 1.730,0 1.543,2 1.760,4 1.698,1

92

São Caetano

do Sul


Diadema

V. Noêmia

Mauá

Jd. Zaíra

Ribeirão

Pires

134,4 57,3 224,4 114,4 186,8

218,7 26,4 168,0 83,8 149,5

157,2 80,9 170,4 120,4 174,4

36,3 14,5 106,4 51,9 69,3

52,2 62,7 81,2 38,3 59,2

32,8 16,9 26,9 23,6 35,6

190,8 158,9 165,9 184,7 189,4

71,4 29,6 63,5 31,1 45,6

192,9 166,8 154,5 135,6 163,0

139,4 63,9 133,0 93,5 124,9

220,8 92,6 242,8 123,0 195,5

259,7 200,7 514,6 219,2 223,8

1.706,6 971,2 2.051,6 1.219,5 1.617,0

93

Rio Grande

da Serra


Vegetação, São Bernardo do Campo, novembro de 2009


O Município apresenta três áreas distintas:

1. Região próxima à Serra do Mar, com alta densidade de cobertura

vegetal nativa: Mata Atlântica secundária em estágio inicial de regeneração

e Mata Atlântica primária ou secundária nos estágios médio e avançado de

regeneração.

No caso de Áreas Metropolitanas, como é o caso da Bacia da Billings, a Resolução

Conama nº. 04/85 determina que toda vegetação em clímax ou em estágios

médio e avançado de regeneração passa, a partir de sua publicação (1985), a ser

considerada reserva ecológica. Daí a existência de duas grandes áreas de reserva

fl orestal, à Leste e à Sudoeste do Município, totalizando cerca de 137 km 2 .

2. Região de vegetação secundária (área desmatada, abandonada e

regenerada) de média densidade, com predominância de capoeiras, áreas de

intervenção antrópica, compostas por gramíneas e arbustos baixos e esparsos,

principalmente nas vertentes da Bacia do Sistema Billings.

3. Região correspondente ao restante da área do Município, caracterizada

pela ausência de mata, intensamente urbanizada e vegetação restrita a praças

e canteiros.


94


Parque

5

Principais parques com áreas verdes (em m 2 ),

São Bernardo do Campo, 2009

Estoril Virgílio

Simionato

Cidade de São Bernardo

Raphael Lazzuri

Engenheiro Salvador

Arena

Fontes: Secretaria de Desenvolvimentos Econômico, Trabalho e Turismo


Área Total

(m 2 )

95

Área de Preservação

(m 2 )

373.000 373.000

26.000 Não

15.000 6.500

Em 2009, a reforma administrativa da Prefeitura de São Bernardo do Campo foi

aprovada e, entre outras alterações, a Secretaria de Habitação e Meio Ambiente

foi desmembrada, oficializando a criação da Secretaria de Gestão Ambiental. Sua

implantação permite o aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão, fiscalização

e controle das áreas verdes do Município, a fim de promover o desenvolvimento

sustentável e construir uma política pública para o meio ambiente que retrate a

realidade das questões ambientais do Município.

Intensificaram-se os esforços de controle e avaliação ambiental do processo de

implantação de empreendimentos e atividades econômicas, fazendo-se cumprir

as regras para o correto uso do solo e dos recursos naturais, com destaque

às seguintes atribuições: autorização para supressão de vegetação mediante

compensação ambiental; avaliação da cobertura vegetal em imóveis para concessão

de benefícios fiscais; manifestações técnicas ambientais para empreendimentos/

atividades instaladas e a instalar no território municipal; avaliação de impacto

ambiental de obras públicas e particulares; diretrizes ambientais para novos

empreendimentos, e interface do poder público municipal junto ao órgão de

licenciamento ambiental estadual.

Aos infratores ambientais foram prestados os devidos esclarecimentos quanto

à legislação de conservação ambiental, sendo esses orientados à reparação dos

danos reversíveis. Com relação aos danos ambientais irreversíveis foram elaborados

projetos de recuperação ambiental e/ou fornecidas diretrizes de forma a se fazer

cumprir as compensações ambientais para resgatar os passivos gerados.


Além disso, em 2009, foram realizadas importantes iniciativas no estímulo à

participação da sociedade civil na busca, com o Poder Público, da promoção

das melhorias necessárias à boa qualidade ambiental. Primeiramente, foi

empossado o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA), composto por

dez representantes da sociedade civil e Poder Público. Com papel consultivo

e deliberativo, os conselheiros auxiliam na discussão e aprovação de ações

relacionadas ao meio ambiente, tais como a Lei Municipal de Meio Ambiente e

o Fundo Municipal de Meio Ambiente.

A segunda iniciativa refere-se às atividades de educação ambiental, com

destaque para os Cursos de Formação de Agentes Socioambientais Voluntários,

que atuam em parceria com ONGs, órgãos públicos e instituições de ensino

na disseminação da necessidade de preservação e proteção do meio

ambiente. Essas atividades realizadas pela Secretaria de Gestão Ambiental

são importantes para divulgar e facilitar o acesso às informações ambientais,

estimulando a conscientização e participação pública para a preservação da

qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico.


6

Autorizações e outros documentos emitidos,

São Bernardo do Campo, 2007 a 2009

Tipo de Documento 2007 2008 2009

Autorização de supressão de vegetação - remoção e/ou poda 239 263 266

Termo de compromisso de adequação ambiental - - 1

Certidão de Atendimento à Compensação Ambiental - 24 27

Compensação Ambiental - doação de mudas (nº. de mudas) - - 2.773

Compensação Ambiental - plantio de mudas (nº. de mudas) - - 11.738

Manifestação Técnica Ambiental - Res. SMA 22/2009 - - 40

Parecer Técnico Ambiental 9 11 12

Diretrizes para implantação de empreendimentos - 13 11

Avaliação da Cobertura Vegetal (lei municipal nº. 4558/97) 428 396 350

Fonte: PMSBC/Secretaria de Gestão Ambiental

96


7

Atividades e atendimentos realizados em Educação

Ambiental, São Bernardo do Campo, 2007 a 2009

Tipo de Atividade 2007 2008 2009

Visitas Monitoradas 5 6 5

Palestras 20 25 14

Cursos 2 1 4

Apresentações 1 3 6

Plantios 4 4 4

Total 32 39 33

Fonte: PMSBC/Secretaria de Gestão Ambiental

Cabe ainda ressaltar o envolvimento e desenvolvimento das seguintes ações:

participação ativa no Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Billings

-Tamanduateí, bem como nas suas Câmaras Técnicas, tendo auxiliado na

elaboração da Lei específica da Billings aprovada pela Assembleia Legislativa

em 4 de junho de 2009; e a realização de pesquisas para o desenvolvimento do

Sistema Municipal de Administração da Qualidade Ambiental - SIMAQUA, com

o objetivo de sistematizar e disponibilizar informações sobre o potencial de

recursos naturais existentes no território do município, a dinâmica econômica

de exploração e aproveitamento, bem como o grau de comprometimento com

passivos ambientais e as estratégias de planejamento para gestão

desses recursos.

97


5

Uso do solo por bairro e bacia hidrográfica, São Bernardo do Campo, 2009

Fonte: Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. - EMPLASA


98


O diagnóstico da qualidade do ar de São Bernardo do Campo é realizado

a partir de uma estação de monitoramento da CETESB, localizada no bairro

de Paulicéia. Apresenta análise do comportamento de materiais particulados

inaláveis ou não, tais como poeira, fuligem etc.

Em 2009, o resultado referente às médias anuais de emissão de Partículas

Totais em Suspensão (PTS) na atmosfera, provocada pela ressuspensão de

partículas do solo, mostra que, dentre as 12 estações com monitoramento

representativo, São Bernardo do Campo apresenta níveis de concentração

apenas melhores que Cubatão, Osasco e região do Aeroporto de Congonhas,

inclusive com a ultrapassagem do padrão anual (80 μg/m3 ). Ainda assim,

na estação de São Bernardo do Campo, observa-se que após o pico de

concentração em 2007, a média anual de PTS apresenta diminuição desde

2008, chegando a 58 μg/m3 em 2009.

As concentrações diárias máximas de Partículas Totais em Suspensão medidas

na estação de São Bernardo do Campo, em 2009, também ultrapassaram

o Padrão Nacional de Qualidade do Ar, conforme se observa na Tabela 8.

No Grande ABC, a única estação de monitoramento de qualidade do ar que

analisa o nível de saturação de todos os poluentes está localizada no Município

de São Caetano do Sul. Todos esses poluentes não apresentaram saturação

nos níveis de concentração, exceção ao ozônio, resultante, principalmente, da

evaporação de combustíveis e solventes.

99


8

Classificação de saturação e severidade, partículas totais em suspensão, base 2007 a 2009

Estação de

monitoramento

Padrão Nacional de Qualidade do Ar (PQAR) = 80 μg/m³ - Padrão Anual

Padrão Nacional de Qualidade do Ar (PQAR) = 240 μg/m³ - Padrão Diário

NS = área não saturada

SAT-SEV = área saturada, nível severo

Fonte: CETESB


Média geométrica (μg/m³)

2007 2008 2009

100

Média das médias anuais

Santo André - Capuava 62 55 50 56

São Bernardo do Campo 118 81 58 86

São Caetano do Sul - - 60 60

Município

9

Classificação das estações de monitoramento, por poluentes,

Municípios da Região do Grande ABC

Material

Particulado

Dióxido

de

enxofre

Monóxido

de

carbono

Dióxido

de

nitrogênio

Ozônio

Diadema NS - - - SAT-SEV

Mauá NS - - NS SAT-SEV

Ribeirão Pires - - - - SAT-SEV

Rio Grande da Serra - - - - SAT-SEV

Santo André NS - - - SAT-SEV

São Bernardo do Campo SAT-SEV - - - SAT-SEV

São Caetano do Sul NS NS NS NS SAT-SER

NS = área não saturada

SAT-SER = área saturada, nível sério

SAT-SEV = área saturada, nível severo

Fonte: CETESB

O ozônio é o poluente que tem registrado o maior número de ocorrências de

ultrapassagem sobre o padrão de qualidade do ar nos últimos anos. Após a

diminuição observada em 2008, quando o nível de concentração do poluente

ozônio no ar ultrapassou por 26 vezes o limite aceitável estipulado pela

legislação, o número de dias com ocorrências elevadas de concentração voltou

a aumentar em 2009, saltando para 61 vezes, um aumento de 134%.


Saturação de

longo prazo

Maior valor diário dos

últimos 3 anos (μg/m³)

101

Saturação de

curto prazo

NS 158 150 136 136 NS

SAT-SEV 545 457 368 340 SAT-SEV

NS 176 162 152 146 NS

Estação de

monitoramento

10

Classificação de saturação e severidade, ozônio, base 2007 a 2009

Maior valor diário dos

últimos 3 anos (μg/m³)

Saturação de curto prazo

Diadema 278 262 246 239 SAT-SEV

Mauá 267 24 222 216 SAT-SEV

Santo André - Capuava 260 248 241 238 SAT-SEV

São Caetano do Sul 316 216 216 213 SAT-SER

Padrão Nacional de Qualidade do Ar (PQAR) = 160 μg/m³

SAT-SER = área saturada, nível sério

SAT-SEV = área saturada, nível severo

Fonte: CETESB

Dentre as estações com monitoramento representativo em 2009, as maiores

frequências de ultrapassagem do nível de atenção, na Região do Grande ABC,

ocorreram na estação de Santo André, sendo registradas 19 ultrapassagens. Em

seguida, aparecem São Caetano (16 dias), Mauá (14) e Diadema (12). Esses quatro

municípios são os únicos que possuem instrumentos para a medição de ozônio na

região.

Do ponto de vista dos maiores valores diários dos últimos três anos, todas as

estações de monitoramento do Grande ABC apresentavam níveis de saturação

séria ou severa, de acordo com a classificação da CETESB.


A Represa Billings, uma das maiores reservas de água do Estado, tem 75% de

sua extensão dentro do Município e, para monitorar esse patrimônio, a CETESB

formulou alguns índices que procuram mensurar a qualidade da água.

Qualidade das águas

No cálculo do Índice de Qualidade das Águas (IQA), efetuado pela CETESB,

são consideradas as variáveis de qualidade que indicam, principalmente,

o lançamento de esgotos domésticos. Esse índice também pode indicar

alguma contribuição de efluentes industriais, desde que sejam de natureza

orgânica biodegradável.

Descrição

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Rio Grande ou

Jurubatuba

Reservatório

do Rio Grande

Reservatório

do Rio Grande

Canal de Fuga

UHE H. Borden

Fonte: CETESB

11

Índice de qualidade das águas, Região do Grande ABC, 2004 a 2009

Ponto de

monitoramento

No meio do corpo central,

a 1,5 km da Barragem de

Pedreira

No meio do corpo central,

na direção do braço do

Bororé

No meio do corpo central,

sob a ponte da Rod. dos

Imigrantes

Próximo à barragem reguladora

Billings-Pedras

Ponte na Av. Santo André,

na entrada de Rio Gde. da

Serra

No Clube Prainha Tahiti,

alt. do Km 42 da rodovia

SP-31

Próx. à rodovia Anchieta,

junto à captação da

SABESP

Na saída da turbina da

Usina Externa


2004 2005 2006 2007 2008 2009

102

52 53

72 70 63 62 64 65

80 77 77 74 80 81

80 83 80 80 82 77

62 56 54 46 54 54

78 79 76 77 72 73

81 78 84 76 82 78

80 68 77 70 73 78

Ótima Boa Regular Ruim Péssima


Embora o IQA tenha apresentado uma queda no período, a análise das

variáveis individuais que compõem o índice não mostra tendência muito

defi nida de piora. No entanto, a condutividade e o sólido total apresentaram

em 2009 uma acentuada redução, devido à interrupção dos lançamentos

dos efl uentes tratados da Solvay e seu encaminhamento para a Estação de

Tratamento de Esgoto do ABC.

Qualidade da água para abastecimento público

O Índice de Abastecimento Público (IAP) é o índice utilizado pela CETESB para

indicar as condições de qualidade da água para fi ns de abastecimento público.

No cálculo do IAP, considera-se o resultado do IQA e as variáveis de qualidade

que possam alterar as características organolépticas da água ou apresentar

toxicidade.

Represa Billings, maio de 2006

103


Fonte: CETESB

12

Índice da qualidade da água bruta para fins de abastecimento

público, Região Metropolitana de São Paulo, 2004 a 2009

Entidade Manancial Município

Qualidade da água para a proteção da vida aquática

O Índice para Vida Aquática (IVA) é utilizado para avaliar a qualidade das

águas para a proteção da vida aquática, incluindo no seu cálculo as variáveis

essenciais para os organismos que vivem no meio aquático (oxigênio

dissolvido, pH e toxicidade), bem como as substâncias tóxicas.

Após a análise dos índices, conclui-se que o Represa Billings acusou uma

melhora do IQA, devido à reversão de parte dos esgotos domésticos

de sua bacia de drenagem, bem como aos testes do sistema de flotação do

Rio Pinheiros que operou entre 2007 e 2009. A Represa Billings nos pontos

Bororé e Taquacetuba, desde o final de 2007, também vem apresentando uma

melhora na qualidade da água, com diminuição das densidades e dominância

de algumas bactérias tóxicas. No entanto, continua apresentando, assim como

a água exportada pelo Canal de Fuga da UHE Henry Borden, qualidade Regular

e Ruim para IVA, além de percentual de ocorrência elevado de efeito tóxico

crônico e agudo. Esses diagnósticos ainda estão, provavelmente, ligados

à dominância de bactérias potencialmente tóxicas nesses ambientes.


104

Captação média

anual 2009 (l/s)

SABESP Braço do Taquacetuba São Paulo 600,00

SABESP Res. das Graças Cotia 1.050,00

SABESP Rio Cotia Carapicuiba 870,83

Águas de

Cajamar S/A

Rib. dos Cristais Cajamar 117,85

SABESP Res. Guarapiranga São Paulo 12.164,17

SABESP Res. Jundiaí-06 Mogi das Cruzes 6.645,00

SABESP Res. Juqueri Mairiporã 31.315,00

SABESP Res. Taiaçupeba Suzano 10.389,17

SABESP Reservatório do Rio Grande São Bernardo do Campo 4.942,50

SAAE Res. Tanque Grande Guarulhos 516,00

SEMAE Rio Tietê Mogi das Cruzes 702,00

Ótima Boa Regular Ruim Péssima


Índice de Abastecimento Público (IAP)

2004 2005 2006 2007 2008 2009

18 25 26 38 74

84 27 19 32

19 19 16 17 17 15

38 47 47 58 62 38

43 48 69 75 43 45

63 63 48 62 57 38

54 81 76

53 76 72 84 33

72 58 84 67 73 47

86 71 76 69

39 36 44 22 5 35

Se a qualidade da água não mostra tendência de piora, a análise dos

sedimentos no fundo da Represa Billings, em ponto localizado no corpo

central da represa, em frente ao braço do Bororé, obteve péssima qualidade

química, acompanhado de avaliação ruim da comunidade bentônica

(componente importante da dieta de várias espécies de peixes) e toxicidade

por microorganismos. Destacam-se nessa Represa as concentrações severas de

cádmio, chumbo, cromo, níquel e DDE resultante da degradação do DDT, e no

limiar de possíveis efeitos tóxicos encontram-se mercúrio, cobre e

policloretos de bifenilo, este último utilizado na produção de transformadores

e condensadores, em fluidos e lubrificantes hidráulicos, em pesticidas,

adesivos, tintas e papel químico.

105


Descrição

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Reservatório

Billings

Rio Grande ou

Jurubatuba

Reservatório

do Rio Grande

Reservatório

do Rio Grande

Canal de Fuga

UHE H. Borden

Fonte: CETESB

Balneabilidade

13

Índice da qualidade da água para a proteção da vida aquática,

Região do Grande ABC, 2004 a 2009

Ponto de

monitoramento

Meio do corpo central,

a 1,5 km da Barragem

de Pedreira

Meio do corpo central, na

dierção do braço

do Bororé

Meio do corpo central,

sob a ponte da Rod. dos

Imigrantes

Prox. à barragem reguladora

Billings-Pedras

Ponte na Av. Santo André,

na entrada de Rio Gde.

da Serra

No Clube Prainha Tahiti,

alt. do Km 42 da rodovia

SP-31

Próximo à rodovia

Anchieta, junto à

captação da SABESP

Na saída da turbina da

Usina Externa

Na média anual, as classificações das praias da Represa Billings e Rio Grande

se mantiveram na condição Regular. Na maioria dos casos das classificações

impróprias, esteve relacionada à contaminação microbiológica, havendo

alguns casos de floração de algas. As praias próximas ao Zôo do Parque

Municipal e Clube de Campo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

se mantiveram próprias durante todo o período, obtendo a classificação

anual ótima.


2004 2005 2006 2007 2008 2009

Ótima Boa Regular Ruim Péssima

106

6,1 6,2

5,7 6,0 6,4 5,9 5,6 5,4

5,2 5,6 5,9 5,4 4,9 5,7

4,6 4,4 4,6 4,6 4,7 5,5

4,4 4,4 4,5 4,9 3,9 4,3

4,2 3,6 3,9 3,8 3,4 3,4

4,3 3,0 3,7 5,1 4,6 3,6

6,2 6,7 6,7 5,6 6,1 8,2


Represa Billings com Jardim Pinheirinho ao fundo, São Bernardo do Campo, julho de 2007

107


Praias no

Rio Grande

- Billings

Clube do

Sindicato dos

Met. ABC

Píer do

Ist. de

Engenharia

Parque

Imigrantes

Prainha

Parque

Municipal

Prainha

em frente

à ETE

Próximo

entrada do

DERSA

Próximo

ao Zoo

Municipal

Fonte: CETESB

14

Índice de balneabilidade da Represa Billings, 2009 (Mês/Semana)

Própria

Imprópria (Presença de E. Coli)

Imprópria (Presença de algas)

Imprópria (Algas + E. Coli)

Amostragem não efetuda


JAN FEV MAR ABR MAI

108


JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

109


A análise dos resultados obtidos permite concluir que no decorrer dos últimos

nove anos registrou-se a manutenção da adequada situação dos locais de

disposição e tratamento de resíduos sólidos domiciliares na Região do Grande

ABC, exceção ao Município de Santo André, que presenciou a queda do IQR,

elaborado pela CETESB, de 9,3 para 6,1 no período. Resta agora a ampliação

dos esforços para buscar soluções mais adequadas e modernas para o

tratamento de resíduos e aperfeiçoar as condições de disposição dos resíduos

domiciliares na Região.

Os resultados apontados demonstram também o resgate das condições

sanitárias da maioria dos municípios, uma vez que foi atingido um importante

estágio de desenvolvimento, com o banimento dos “lixões”.

Município

15

Enquadramento dos municípios da Região do Grande ABC quanto às condições

de tratamento e disposição dos resíduos domiciliares, 2001 a 2009

Agência

CETESB

Lixo

(ton/dia) (1)

Diadema ABC II 238,6 Adequada

Mauá ABC I 250,5 Adequada

Ribeirão Pires ABC I 56,0 Adequada

Rio Grande da Serra ABC I 16,6 Adequada


Condição Observação

110

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Licença

Instalação

Licença

Operação

Sim Sim

Sim Sim

Sim Sim

Sim Sim

Santo André ABC I 471,4 Controlada Sim Não

São Bernardo do Campo ABC II 557,8 Adequada

São Caetano do Sul ABC I 76,0 Adequada

(1) Quantidade de lixo gerada - obtida por meio da aplicação do índice de produção per capita à população urbana do município

Fonte: CETESB

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Dispõe em Mauá

(Aterro Particular)

Sim Sim

Sim Sim


Limpeza urbana: O desafi o diário de coletar o lixo doméstico

Índice de qualidade de aterros de resíduos - IQR

2001 2003 2005 2006 2007 2008 2009

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

9,3 9,3 9,3 9,3 9,3 8,9 6,1

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

9,7 9,8 9,2 8,9 9,5 9,4 9,7

111


SOLO - Áreas contaminadas

A origem das áreas contaminadas está relacionada ao desconhecimento,

em épocas passadas, de procedimentos seguros para o manejo de substâncias

perigosas, ao desrespeito a esses procedimentos e à ocorrência de acidentes

durante os processos produtivos, de transporte ou de armazenamento de

matérias-primas e produtos.

A existência de uma área contaminada pode gerar problemas, como danos à

saúde, comprometimento da qualidade dos recursos hídricos, restrições ao uso

do solo e danos ao patrimônio público e privado, com

a desvalorização das propriedades, além de prejuízos ao meio ambiente.

Município Total Contaminada


112

Contaminada

sob

investigação

Processo de

monitoramento

para

reabilitação

Reabilitada

São Bernardo do Campo 88 61 7 18 2

Santo André 81 49 9 22 1

São Caetano do Sul 33 16 2 11 4

Mauá 25 19 2 4 0

Diadema 18 8 3 7 0

Ribeirão Pires 13 6 5 2 0

Rio Grande da Serra 2 2 0 0 0

Fonte: CETESB

16

Áreas contaminadas e reabilitadas,

Municípios da Região do Grande ABC, Nov. 2009

O registro das áreas contaminadas após a última atualização, ocorrida

em novembro de 2009, totalizou 260 ocorrências no Cadastro de Áreas

Contaminadas e Reabilitadas na Região do Grande ABC. O Município de São

Bernardo do Campo apresenta o maior número de áreas contaminadas

(88 registros). Destas, 20 áreas estão no bairro Rudge Ramos, sendo todas

postos de combustíveis.


Bairro

17

Número de áreas contaminadas e reabilitadas por tipo e bairro,

São Bernardo do Campo, nov/2009

Contaminada

Classificação da área

Contaminada

sob investigação

113

Em processo

de monitoramento

para

reabilitação


Reabilitada Total

Alves Dias 1 0 0 0 1

Anchieta 1 0 2 0 3

Assunção 3 0 0 0 3

Baeta Neves 3 1 0 0 4

Batistini 0 0 1 0 1

Botujuru 1 0 0 0 1

Centro 9 0 2 0 11

Cooperativa 1 0 0 0 1

Demarchi 5 1 1 0 7

Dos Alvarenga 3 1 2 0 6

Dos Casa 1 0 0 0 1

Dos Finco 1 0 0 0 1

Ferrazópolis 2 0 2 0 4

Independência 1 0 1 0 2

Jordanópolis 0 0 0 1 1

Montanhão 1 0 0 0 1

Nova Petrópolis 1 0 0 0 1

Paulicéia 9 0 0 1 10

Planalto 4 1 2 0 7

Rio Grande 0 0 1 0 1

Rudge Ramos 10 1 4 0 15

Taboão 3 2 0 0 5

Capivari 1 0 0 0 1

Total 61 7 18 2 88

Fonte: CETESB


Os principais grupos de contaminantes encontrados nas áreas contaminadas

foram: solventes aromáticos, combustíveis líquidos, hidrocarbonetos

policíclicos aromáticos (PAHs), metais e solventes halogenados, conforme pode

ser observado no gráfi co a seguir.

70

60

50

40

30

20

10

0

Solventes Aromáticos

2

Constatações de grupos de contaminantes, áreas contaminadas

em São Bernardo do Campo, nov/2009

Combustíveis Líquidos

Fonte: CETESB

67

40

35

PAH

Metais

Solventes Halogenados

O gráfi co a seguir mostra a distribuição das áreas contaminadas em São

Bernardo do Campo, em relação à atividade. Os postos de combustíveis

destacam-se na lista de áreas contaminadas de novembro de 2009, com

61 registros (69% do total), seguidos das atividades industriais com 19 (22%),

das atividades comerciais com 6 (7%) e das instalações para destinação de

resíduos com 2 registros (2%).

18


10

Outros

114

3 2 2 1 1 1

Fenóis

Solv. Aromáticos Halogenados

Biocidas

Outros Inorgânicos

PCB


6

Áreas contaminadas por bairro, São Bernardo do Campo, 2009


116


7

Divisão por Região do Orçamento Participativo – OP, São Bernardo do Campo, 2010

117

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