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PASSO A PASSO DA PESqUISA

An official publication of the Brazilian Society of Periodontology ISSN-0103-9393

Braz J Periodontol - March 2012 - volume 22 - issue 01

FOTOGRAFIA: GUIA PRÁTICO COM IMPACTO POSITIVO

NA DOCUMENTAÇÃO CIENTÍFICA

Maximiliano Piero Neisser

Professor convidado da PPG do Departamento de Odontologia da UNITAU.

Professor Aposentado da UNESP – SJC

Recebimento: 20/12/11 - Correção: 16/01/12 - Aceite: 06/02/12

Considerando que um trabalho científico deve atender a

dois quesitos de excelência – conteúdo e forma – me aterei

à forma; mais especificamente à apresentação visual.

Segundo o conhecido ditado chinês, uma imagem

vale mais que mil palavras. Sendo assim é importante que

imagens inseridas em trabalhos científicos, ofereçam o

máximo de informações e o mínimo de dúvidas.

A fotografia é uma ferramenta extremamente útil para

complementar textos e, por isso, deve retratar fielmente

uma situação real.

O baixo custo, a facilidade de uso e a alta resolução,

popularizam o uso de câmeras digitais ditas amadoras.

Nada contra, mas...

Alguns cuidados devem ser tomados para que o

resultado seja realmente positivo e enriqueça o trabalho

científico.

Hoje darei uma dica interessante para evitar ou, pelo

menos, reduzir a níveis “clinicamente aceitáveis” distorções

de forma em fotos obtidas com câmeras amadoras.

Normalmente, na parte posterior das câmeras (figura 1)

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Figura 1

Braz J Periodontol - March 2012 - volume 22 - issue 01 - 22(1):07-09

há um controle com o símbolo de uma flor, como podemos

observar na figura 2. É o chamado “efeito macro”. Quando

ativado permite que nos aproximemos do objeto a ser

fotografado, resultando uma imagem amplificada.

Figura 2

Na figura 3 podemos observar a distância da câmera à

parte frontal da boca da paciente e, na figura 4, o resultado.

Importante ressaltar que a imagem da figura 4 não sofreu

qualquer tipo de recorte.

Figura 3

Figura 4

Agora a sugestão para uma foto melhor:

Afaste-se a uma distância aproximada de 1,5 metros do

assunto a ser fotografado e use zoom óptico caso a câmera

tenha esse recurso (figura 5). Algumas câmeras só têm zoom

digital e, neste caso, ele não deve ser utilizado.

O resultado pode ser observado na figura 6. Nela é

possível perceber detalhes que não nos interessam como

olhos, nariz, orelhas, e queixo.

Figura 5

Figura 6

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Figura 7

Como as câmeras, hoje em dia, têm alta resolução (acima

de 6 megapixel), podemos fazer um recorte (figura 7) deixando

apenas a parte que nos interessa (figura 8).

Figura 8

Compare, agora, a imagem obtida com o efeito macro

(figura 9) e a obtida à distância maior (figura 10).

Perceba que na figura 9 o arco dental fecha abruptamente

e os incisivos centrais são desproporcionalmente maiores que

os laterais.

O mesmo não ocorre na figura 10, pois a distorção foi

minimizada pela distância objeto/câmera.

Figura 9

Figura 10

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Braz J Periodontol - March 2012 - volume 22 - issue 01 - 22(1):07-09

Endereço para correspondência:

Maximiliano Piero Neisser

Rua São Domingos, 123

CEP: 12223-800 - São José dos Campos – SP

E-mail: maxneisser@hotmail.com

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