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A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
(ni)<br />
ARVORES E PLANTAS<br />
ÚTEIS<br />
Reservados os direitos do traducç&o<br />
o roproducçáo.
Do mesmo autor:<br />
CARTE du COURS «le L'AMAZONE, U*p«b "'Océan Jusqu' à Manáos et<br />
de la Guyane Brésilienne.<br />
I<br />
1906-Au- Edlt. Armand Colin — Paris. (Exgotada).<br />
2.000.000<br />
CARTE O" BAS AMAZONE, de Santarém ù Parlntlns.<br />
I<br />
1911 — Au- Archlvo publico do Estado do Pará.<br />
250.000<br />
L'AMAZONIE BRESILIENNE — '•«* pays — Ses habitants — Ses ressources<br />
192» 2 vol. ln.-8.° — 1025 p. — Gl photogravures et une carte.<br />
Edlt. Soc. d'Editions Géographiques, Maritimes et Coloniales. 17. rue Ja-<br />
cob — Paris.<br />
Trabalhos premiados prias Sociedades de Geographla de Pa-<br />
ris (Med. PRA.-1904 — Pr. LOGEROT-1920 — .Med. CREVAI X-<br />
1923) e pelo Instituto de França (Academia das Sclenclas, Pr. líl-<br />
NOUX-1923).<br />
\PONTAMENTOS SOBRE AS SEMENTES OLEAGINOSAS — BALSA-<br />
MOS — RESINAS — ESSENCIAS — BORRACHAS — GUTTAS<br />
e BALATAS «la Floresta amazônica. Publicado pelo Ministério d« Traba-<br />
lho. Industria e Commerclo. 4* Edição (1931) — I11.-8.® Ü0 p.—<br />
A CULTURA DO CACAU NA AMAZÔNIA. Publicado pelo Ministério da<br />
Agricultura - 2.» Edição (1931) _ ln.-8.«—50 p. (Imprlmlndo-se).
PAUL LE COINTE<br />
.Director do Museu Commercial do Pará e da<br />
Escola annexa de Chimica Industrial<br />
A AMAZONIA<br />
BRASILEIRA<br />
— III —<br />
ARVORES E PLANTAS<br />
ÚTEIS<br />
(Indígenas e acclimadas)<br />
Nomes vernáculos e nomes vulgares<br />
Classificação botanica<br />
Habitat<br />
Principaes applicações e propriedades<br />
1934-<br />
<strong>LIV</strong>RARIA CLASSICA<br />
Bolem-Para<br />
• •
S Ã O •<br />
o g v<br />
HiStfricJ<br />
Principaes" obras consultadas<br />
Publicações de J. HUBER, no w Boletim do Museu paraense<br />
E. Goeldi" e no ''Bulletin de l'herbier Boissier"<br />
de Paris.<br />
Publicações de AD. DUCKE, no 44 Boletim do Museu paraense<br />
E. Goeldi", nos 41 Archivos do Jardim Botânico"<br />
de Rio de Janeiro e na 44 Revue de Botanique Appliquée",<br />
de Paris.<br />
Histoire des plantes de la Guiane française, de F. AUBLET.<br />
Plantes usuelles des Brésiliens, de AUG. de SAINT-HI-<br />
LAIRE.<br />
Elementos de Botanica, de J. M. CAMIXHOA.<br />
Historia das plantas medicinaes e úteis do Brasil, de TH. e<br />
GUST. PECKOLT.<br />
Diccionario das plantas úteis do Brasil (Vol. l.° e 2.°, da<br />
letra A á letra E), de M. PIO CORRÊA.<br />
Flora amazônica, de A. da MATTA.<br />
Publicações nos 44 Archivos do Jardim Botânico" e identificações<br />
de Malvaceas, de J. G. KUHLMANN.<br />
Revista 14 Tropical Woods" (Yale University) - Identificações<br />
do material botânico colleccionado na concessão<br />
Ford, no Rio Tapajoz, p. R.*> MONTEIRO da COSTA.<br />
• * a<br />
1
ABREVIAÇÕES<br />
SVN" Synonymos, ou nomes em paizes vizinhos.<br />
CAR Caracteres notáveis Á primeira vista.<br />
HAB Habitat.<br />
Loc Localidades ou regiões onde tem sido identificado.<br />
Mad Informações sobre a madeira.<br />
D = Densidade•( Peso especifico médio ).<br />
Ind. Applicações industriaes.<br />
Ali tu Utilidade na alimentação do homem.<br />
Alini. anim... Utilidade na alimentação dos animaes.<br />
Med... Applicações na therapeutica.<br />
Med. pop Uso na medicina caseira, no interior amazonico.<br />
Orn Utilidade na ornamentação.<br />
M. C. P Observação feita no Museu Commercial do<br />
Pará.<br />
(a.) Arbusto.<br />
(a. g.) Arbusto grande.<br />
; PI. h.) Planta herbacea.<br />
( Cip.) Cipó.<br />
(A. p.) Arvore pequena.<br />
(A. m.) Arvore mediana.<br />
(A. g.) Arvore grande.<br />
(A. G.) Arvore muito grande.<br />
T. f Terra firme (terrenos não inundáveis).<br />
V Varzea (terrenos de alluvião).<br />
( G. fr. ) Na Guyana franceza.<br />
( Ingl.) Na Inglaterra.<br />
( Ali.) Na Allemanha.<br />
(Fr.)<br />
Ig<br />
Na França.<br />
Igarapé ( riacho).<br />
Igap Iírapó (Matta inundada).<br />
R<br />
A. R<br />
Rio.<br />
Alto rio.<br />
• 9<br />
•U. R Médio rio.<br />
B. R Baixo rio.<br />
L Lago<br />
J
VI A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
C Campo.<br />
( L. g.) Hm língua geral (Tupi). •<br />
Ale Alcalóide.<br />
Gluc Glucoside.<br />
(Alcobaça)... Localidade onde o nome anterior é empregado.<br />
Os nomes scientificos diversos dados á mesma planta<br />
são separados pelo signal = . As especies diversas que correspondem<br />
ao mesmo nome vulgar são separadas pela palavra<br />
e.<br />
Algumas plantas interessantes que não têm nome vulgar<br />
figuram <strong>com</strong> o nome scientifico, em tvpo differente no<br />
respectivo logar da ordem alphabetica.
INTRODUCÇÃO<br />
Este pequeno diccionario das plantas úteis, ou, antes,<br />
já de alguma forma utilisadas, da Amazônia brasileira, não<br />
tem a pretenção de constituir um elemento de documentação<br />
botanica; é um simples manual, <strong>com</strong>plemento do meu<br />
livro tl L'AMAZONIE BRESILIENNE" ( 1922), cujo fim<br />
principal é estabelecer, relativamente á Hora amazônica, tão<br />
variada e tão rica, uma ligação mais estreita entre os estudos<br />
puramente scicntificos dos especialistas e os conhecimentos<br />
práticos da população local.<br />
As obras magistraes dos scientistas que, successivamente,<br />
têm percorrido as diversas partes da immensa bacia do<br />
Rio Mar, ficam ignoradas do grande publico, em quanto,<br />
nas observações esparsas em relações de viagens ou artigos<br />
de revistas, mais á seu alcance, nota-se uma confusão enorme<br />
na determinação das especies vegetaes correspondente<br />
aos nomes vulgares, estes mesmos variaveis de um logar a<br />
outro, ou applicados, segundo a região, a plantas <strong>com</strong>pletamente<br />
differentes, sem contar a publicação frequente de<br />
classificações errôneas, baseadas somente numa supposta<br />
identidade <strong>com</strong> plantas, parecidas ou aparentadas, dos Estados<br />
do Sul do Brasil.<br />
Não obstante estar, ha mais de quarenta annos, lidando<br />
intimamente <strong>com</strong> a floresta amazônica, estudando-lhe o<br />
valor economico, não me teria sido possível fazer uma selecção<br />
rigorosa entre os dados, colhidos em fontes muito<br />
diversas e nem sempre insuspeitas, si a maior autoridade<br />
nesse assunto, meu muito distineto amigo Dr. Adolfo Ducke,<br />
não tivesse tido a gentileza de revêr o prcaeiTte trabalho,<br />
•especialmente no que toca á classificação das dicotyledoneas<br />
arbóreas. Seguindo os conselhos do eminente botânico,<br />
foram rectificadas muitas identificações e eliminadas as que<br />
pareciam por demais duvidosas, limitando-se ao minimo a
VIII<br />
^.•or.HfirAç mm a suporessãü dos<br />
tanto duvidosas, mas que merecem ser verincauas, tratando<br />
de plantas cujas propriedades medicmaes são assinaladas<br />
pelo povo, embora ás vezes por mera confusão <strong>com</strong> outras<br />
ou por abusão infantil, porque, em muitos casos também,<br />
as crenças populares poderão indicar o caminho para futuras<br />
pesquisas scientificas.<br />
Meu desejo é que, auxiliados por estas notas, possam<br />
mais rapidamente se familiarisar <strong>com</strong> a Grande Floresta<br />
tanto os que a percorrem em reconhecimentos geographicos,<br />
<strong>com</strong>o os que têm em vista a exploração dos innumeros produetos<br />
que ella offerece ao <strong>com</strong>mercio, á industria, á medicina<br />
e á alimentação.<br />
Naturalmente, um trabalho deste genero não podia<br />
sahir logo <strong>com</strong>pleto nem expurgado de qualquer engano;<br />
peço a collaboração dos meus leitores para que enxertem<br />
nas linhas deste primeiro esboço as emendas e os accrescimos<br />
que, reunidos, permittirão, mais tarde, organisar uma<br />
obra mais perfeita.<br />
As gravuras que illustram este livro e representam<br />
alguns vegetaes typicos da Amazônia, são reproducçôes de<br />
photographias tiradas, á meu pedido, nos arredores da cidade<br />
de Belcrn, pelo Sr. Louis H. Cordelier a quem apresento<br />
meus sinceros agradecimentos.<br />
I<br />
O<br />
Belem, 1 de Julho de 1932.<br />
ePauf â
A<br />
ABACATE — PERSEA GRATÍSSIMA Gaertn. (Lauraceas)<br />
Origin. do México onde é chamado Ahuacatl.—<br />
Cultivado<br />
(A. m j— Svn*. Avocai (Fr.) — AUigator pear (Ingl.)<br />
Alim.— O fructo é uma grossa baga pyriforme, verde<br />
lustroso ou roxo escuro» polpa abundante, semente volumosa.<br />
A polpa é amarello claro, butyrosa, <strong>com</strong>estível, saborosa;<br />
pode se <strong>com</strong>er só ou <strong>com</strong> sal, assucar, limão, vinho de Madeira,<br />
kirsch. &<br />
Ind.— O caroço contém 1,6 %> de tanino (E. Serfaty—<br />
M. C. P. —1929). O succo da semente pode servir para marcar<br />
a roupa branca.<br />
Med.— O chá das folhas é diurético e preconisado contra<br />
a inflammação do ligado.—O emplastro da massa ralada<br />
da semente tem propriedades cicatrisantes muito notáveis.<br />
— Com a semente cortada em fatias delgadas, torradas e<br />
moidas, prepara se um chá de gosto agradavel, considerado<br />
<strong>com</strong>o levemente aphrodisiaco e util nas dysenterias e doenças<br />
do fígado.<br />
ABACAXI—ANANÁS SAT1VUS Schult. var. PY<br />
RAM IDA LIS Arr. Cam. (Bromei iaceas).<br />
Alim.— Variedade de ananás muito estimada.<br />
Abacaxi amarello: fructo granel«. pyramiciafr; parte cariy>sa<br />
amarella, succulenta. aromatic^, de sabor muito doce,<br />
agradavel.<br />
Abacaxi branco: A parte carnosa é branca, succulenta.<br />
de sabor doce, agradavel.
ABATI - v. MILHO<br />
XVI A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
A<br />
ABATI-MIRIM, OU ABAXI — ORIZA<br />
var SUBÜLATA Nees. (Gramíneas)<br />
Sw. - Arroz silvestre<br />
SATIVA L.<br />
Variedade de arroz, de grão pequeno e avermchado,<br />
que parece ser indígena.<br />
ABIHY (Manaos) - v. PAO DOCE (Faro).<br />
ABIORY (R. Tapajoz) — MABEA PANICULATA<br />
Benth. (Euphorbiaceas).<br />
ABÍÜ— LUCUMA CAI MITO (Ruiz e Pavon) Roem<br />
e Schulth. (Sapotaceas). Orig. do Peru — Acclimado.<br />
Etym. (L. g.): amby — catarro e uá — frueto<br />
Sv.v. - Caimito (no* Peru).<br />
Alim.— Frueto ovoide, da grossura de um ovo de pata,<br />
ou espherico <strong>com</strong>o uma laranja — Pelle lisa, amarella quando<br />
maduro —polpa gelatinosa, de sabor adocicado, de cor branca<br />
esverdeada.<br />
Mad.— Madeira rósea pardacenta, <strong>com</strong>pacta, de dureza<br />
media, fácil a trabalhar, própria para cabos de ferramenta.<br />
D = 0,89.<br />
Lid.— Das feridas do tronco escorre um látex que contem<br />
gutta.<br />
ABÍU GRANDE —(R. Tapajoz) LUCUMA PARAEN-<br />
SIS Standl. (Sapotaceas).<br />
(A. g.) HAB. — Matta da t. f.<br />
Loc. - Bôa Vista (R. Tapajoz).<br />
Mad. — Empregada somente <strong>com</strong>o <strong>com</strong>bustível.<br />
Alim. — Frueto <strong>com</strong>estível.<br />
ABÍU-RANA — (Teffé) - (?) LUCUMA LASIOCARl<br />
A Mart. (Sapotaceas). Esta classificação é incerta; o nome<br />
«abíu-rana» pertence a numerosas sapotaceas amazônicas,<br />
principalmente do genero Luctima.<br />
CAR.— Fructos globosos, amarellos, cobertos de pellos.<br />
^J^HAB. - Nautas inundáveis.<br />
rnassj<br />
terra<br />
D = 1.19.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
Med. - Casca adstringente.<br />
Ind. — Dá látex que contem gutta.<br />
ABÍ URANA GRANDE — LUC UMA DISSEP ALA<br />
(Krause) Ducke (Sapotaceas).<br />
SY.W— Cutitiribá-rana — Guajará (Beiern) — Abiorana<br />
preta (R. Tapajoz).<br />
(A. g.) HAB. - Na terra firme arenosa.<br />
Loc. - Óbidos, Oriximiná, Faro. Rio Tapajoz.<br />
Aliai.— Fructos grandes, verde azulado, contem uma<br />
massa farinhenta, analoga a do cutitiribá, pouco aproveitável.<br />
Ma d. — Cor castanha avermelhada — parecida <strong>com</strong> maparajuba,<br />
mas inferior.— D=1,16.<br />
ABÍU-RANA MUCURA (Rio Jacundá) - LUCUMA<br />
(Sapotaceas).<br />
ABÍU-RANA GUTTA — ?<br />
Com o nome de abíu-rana têm sido assignaladas em diversas<br />
regiões da bacia amazônica arvores cujo látex é rico em<br />
gutta. O Snr. Raymundo Monteiro da Costa observou duas<br />
especies, no R. Tapajoz e no Rio Purús. A abíu-rana do<br />
Purüs é a mais leiteira; o látex de ambas as especies foi<br />
estudado no Museu Commercial do Pará; a proporção de<br />
gutta encontrada varia de 88 a 96 %> do produeto de coagulação<br />
secco no vácuo.<br />
ABOBORA— CUCURBITA PEPO L. (CucurbitaceasV<br />
Orig. da Africa.<br />
Na Amazônia reserva-se este nome á abobora de carne<br />
branca.<br />
Al im. — Legume ou doce.<br />
ABOBRINHA do MATTO — v. TAYUYA<br />
ABRICÒ— MAMMEA AMERICANA }acq. (Guttiferas).—Orig.<br />
das Antilhas.<br />
(A. m. ou g.) — Flor de perfume agradavel (Agaa dos<br />
creoulos, nas Antilhas) e folhagem muito densa.<br />
Vita.— Fructo globoso, pardo «imarellatfc)*quando maduro.<br />
de 8 a 16 cm. de diâmetro; cgsca espessa e resistente,<br />
polpa <strong>com</strong>pacta, amarella alaranjada, envolvendo 2 — 4 sementes<br />
volumosas.—Não se <strong>com</strong>e ao natural, mas excellente<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
.Ipnois de macerado em assucar e também em <strong>com</strong>potas.<br />
i^Temento Indispensável de uma boa "salada de fructas":<br />
ananás, laranja. mamão, abncó. bacury.<br />
\íed - A decocção da casca e do pericarpo é utilisada<br />
no tratamento das affecçôes parasitarias.- As sementes são<br />
anthelminticas.— O succo leitoso da arvore e do fructo é<br />
util contra as mordeduras de insectos.<br />
ABUTA ou ABUTUA verdadeira —<br />
ABU TA CONCOLOR Poepp. (Menispermaceas).<br />
ABUTA DUCKEI Diels. . id<br />
e, provavelmente, outras especies próximas.<br />
(Cip.) SYN. — Parreira brava — Caapeba (o verdadeiro<br />
"Caápeba" é o Pi per peltatuni).<br />
HAB. — Amazônia.<br />
Med.— A raiz tem casca violacea; o interior é amarello;<br />
ralada, serve a preparar cataplasmas resolutivos contra inflammações,<br />
contusões. — E' tônica, diurética (contra os<br />
cálculos renaes) e febrífuga.<br />
ABUTUA — v. PARREIRA BRAVA.<br />
ABUTUA PEQUENA— CISSAMPELOS OVALIFO-<br />
LIA D. C. (Menispermaceas).<br />
(a.) SYN. — Orelha de onça (Campos de S. José, de<br />
Óbidos).<br />
HAB.— NOS campos seccos, de Monte Alegre, Santarém,<br />
Óbidos.<br />
Med. — Mesmas propriedades da anterior, mas muito<br />
menos energicas.<br />
ABURIDAN ou ABORIDAN — v. ANDIROBA .<br />
E' o nome "andiroba" escripto ás avéssas <strong>com</strong> o fim de<br />
frustrar a fiscalisação no <strong>com</strong>mercio da madeira.<br />
ACAPORY-. POGONOPHORA SCHOMBURG-<br />
KIANA Miers (Luphorbiaceas).<br />
HAB. — Mattas de terras altas, seccas, no Baixo-Amazonas,<br />
frequente no Estado do Amazonas.<br />
Loc. — Faro.<br />
(A. v.)\\kid.-Madeira branca amarellada. bastante dura.<br />
(LegurSe^? UAbAP0UA AMnR,CANA AubT -
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
SYX. — Angelina ou Bois de perdvix, na G. Fr.— Brain-<br />
'wart, ou Partridge wood, na lngl.<br />
HAB. — Matta grande de t. f. <strong>com</strong> solo silico-argilToso<br />
ou argilloso.<br />
Loc. — Belem — E. de F. de Br.— Anajaz — R. Capim —<br />
R. Tocantins — Gurupá — Volta do Xingu — W. da I. de<br />
Marajó — R. Cussarv — R. Curuá do Sul — Almeirim — Alto<br />
Curuá de Alemquer — R. Erepecurú — R. Ariramba — R.<br />
Acapú.<br />
Mad. (A. m.) — Madeira de primeira qualidade; fibras<br />
grossas, apparentes, formando estrias apertadas (espigo de<br />
trigo) castanho escuro sobre pardo, virando ao preto pardacenta,<br />
<strong>com</strong> o tempo—dura, inalteravel— propria para a<br />
construcçào civil e naval, tanoaria, marcenaria, estacas e dormentes.<br />
D = l.— Muito empregada <strong>com</strong> o páo amarello, para<br />
fazer soalhos — Chamado algumas vezes: Teck brasileiro.<br />
(O nome de "acapú" é applicado, em Manáos, ao Vouacapoua<br />
pallidior Ducke; no Solimões, applica-se a uma<br />
Olacacea ainda não classificada).<br />
ACAPli (Manáos e M. rio Negro) — VOUACAPOUA<br />
PALLIDIOR Ducke (Legum. caesalp.).<br />
(A. m.) Mad. — A côr da madeira é castanho claro.<br />
ACAPU-RANA <strong>com</strong>mum — CAMPSIANDRA LAURI-<br />
FO LI A Benth. (Legum. caesalp.).<br />
SYX. — Manaidra — Comandd-assú ( Rio Negro) ou<br />
Cumandd—Capoerana ( R. Tocantins ) — Acapú-rana vermelha<br />
(R. Tapajoz).<br />
(A. p. ou m.) CAR — Flores róseas vistosas, em grandes<br />
bouquets.—O fructo é uma vagem alongada e chata.<br />
Loc.— Nas margens inundáveis de rios ou lagos, cm<br />
toda a Amazonia.<br />
Mad.— Madeira vermelho castanho claro, <strong>com</strong> veias<br />
quasi pretas. Para construcçào civil, marcenaria, dormentes.<br />
D =1,15.<br />
Med. pop. — A infusão concentrada do fructo addicionada<br />
de sal e vinagre é applicada sobre as empigens para<br />
curai-as radicalmente.<br />
ACAPÚ-RANA da T. f. — BATEfclA FLO KI BUN DA<br />
Ifcínth. (Leg. caes.) •<br />
SYX.— Tenteiro (em Faro)<br />
HAB. — Na t. f., em solo silico-humoso.<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Loc. - Estuário - Gurupá - Faro - Alto R. Negro -<br />
Solimões.— . . , ,<br />
iw íA ei-Madeira parda, virando ao castanho<br />
vermelho escuroT fácil de se trabalhar. D = 0,60.<br />
Sementes duras, vermelhas.<br />
ACAPli-RANA fedorenta — GALIPEA<br />
(Rutaceas).<br />
(A.) -<br />
ACARÀ-üASSü —SYMMERIA PANICULATA Benth.<br />
(Polygonaceas). .<br />
' (A. p.) HAB. — Nas margens alagadas dos nos d aguas<br />
estagnadas e dos lagos.<br />
Loc. — Óbidos — Faro — etc.<br />
Mad.— Madeira escura, flexível, para obras internas.<br />
ACARIQUÀRA—(Beiern — E. de F. de Br. e Estado<br />
do Amazonas), v. ACARIUBA<br />
ACARIQUÀRA — (Alcobaça)-- C ENOSTIGM A TO-<br />
CANTINUM Ducke (Leg. caes.)<br />
SYN.—Acarinha falsa.<br />
HAB.— Muito frequente nas mattas de t. f., no R. Tocantins,<br />
de Alcobaça a Itaboca.<br />
CAR. (A. M.) — Tronco semelhante ao da Acariuba.<br />
Mad.— Madeira castanho escuro, pesada, resistente, mas<br />
dando somente peças pequenas - para obras hydraulicas e<br />
externas — lenha excellente para fogo.— D = 1,22.<br />
ACARIUBA — (Baixo Amazonas) - MIN QUA RTIA<br />
GUIANENSIS Aubl. (Olacaceas).<br />
SYN. — Acariqnára (Beiern e E. do Amazonas) — Manwood<br />
(Ingl.) — Minqiiar (G. Fr.).<br />
HAB. — Na matta grande húmida da t. f. em toda a<br />
Amazônia.<br />
CAR.— O tronco é cavado de depressões irregulares<br />
e, mesmo, ás vezes, esburacado. (A. g).<br />
J/w/.—Madeira pardo claro, absolutamente incorruptível<br />
mas íífr» da peças grandes perfeitas. - Para estacas,<br />
cioi mentes. J) = 0,89. ,<br />
. Ca ^ C0S da mad e»a, fervidos, dào uma tinta<br />
pi eta para o algodão.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
ACARI-RANA — (Óbidos) - GEISSOSPERMUM SERI-<br />
CEUM Benth. e Hook (Apocynaceas). •<br />
Svx. — Qtiin i-rana (Gurupá) — raras vezes, Pereira<br />
(Gurupá).<br />
( A. p. ou m.) HAB. — Matta da t. f. cm todo o Estado.<br />
Loc.- E. de F. de Br. — Gurupá — Almeirim ~Med.<br />
Tapajoz — Óbidos — Faro.<br />
CAR. — Tror.co cavado <strong>com</strong>o o da Acariuba.<br />
Mad.— Sem valor.<br />
Me d. — Casca amarga, empregada contra as febres.<br />
ACAÚA, ou ACAIJ — (Gurupá) —FE R DINA ND USIA<br />
PA RAENS1S Ducke (Rubiaceas).<br />
Svx — Acaháa — Aca/aí.<br />
HAB. Na t. f.<br />
Loc. Belém — Gurupá — R. Xingu -E de F. de Br.<br />
(A. m.) Mad. - Madeira boa. para marcenaria.<br />
ACAYACÀ — v. CEDRO VERMELHO.<br />
ACHUÁ— SACCOGLOTTIS GUIANENSIS Benth.<br />
var. DOLICHOCARPA Ducke (Humiríaceas).<br />
Svx. - Parará (Salinas) — Uachiiá — Uaxuá — Axuá.<br />
(A. p. ou M.) — HAB. Nas campinas e nas praias.<br />
Mad.— Vermelho pardo escuro.<strong>com</strong> tons violáceos, dureza<br />
media. D =1.05 - para construcçáo civil e dormentes.<br />
Aliai.—Fructos maduros verde amarellado, <strong>com</strong>estíveis.<br />
Iad — A casca contém 4.1 °/o de tannino(E. Serfaty —<br />
M. C. P. 1929). No interior, extrahe-se da casca uma tinta<br />
vermelho escuro que vira ao preto brilhante pelo amoníaco<br />
e é empregada para tingir as cuias.<br />
ACHUÀ — SACCOGLOTTIS GUIANENSIS Benth.<br />
var. SPHAEROCARPA Ducke (Humiriaceas).<br />
Svx.— Caniaté (em Faro).<br />
(A p. ou m.) — HAB. Em capoeiras e matta secca.<br />
Mad. e Iad. — Mesmas applicações que a variedade<br />
precedente.<br />
Aliai. — Fructos mais seccos, não ou apenas <strong>com</strong>estíveis.<br />
ACHUÀ-RANA — SACCOGLCy TIS C US PI DAT A<br />
(Benth.) Urb. (Humiriaceas)<br />
Svx.— Ac/iud ( na E. de F. de Br. ).<br />
(A, g.)— HAB. Na terra firme húmida.<br />
11
A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
O - '*<br />
Loc.-E. de F. de Br. - Ilhas altas de Breves - Sul<br />
do Estuário— R. Negro. . .<br />
Aliai.- Fructos não <strong>com</strong>estíveis.<br />
ACHUÂ-RANA — VANTANEA CÜPÜLARIS Hub.<br />
(Humiriaceas). .<br />
1 ( \. M. OU g.) — SYN. Uchy-rana.<br />
HAB.-Nas mattas húmidas. . . . . . D _<br />
Loc.-E. de F. de Br.- Gurupá—Almeirim—R. Ir<br />
betas—Maués—Manáos - Solimòes.<br />
om-<br />
ACHUÂ-RANA - VANTANEA GUIANENS1S Aubl.<br />
íHumiriaceas>.<br />
SYN.— Uchyrana.<br />
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
SYN.— Estrella (no K. Branco de Óbidos).<br />
ia.) — HAB. Nas margens de certos rios. •<br />
Loc.— Rio Branco de Óbidos — M. rio Tapajoz (R.<br />
Cupary) — Cultivada em Belem.<br />
Õ/v/.— Flores abundantes, brancas, em forma de est<br />
rei la, de perfume suave.<br />
ACUCENA d*AGUA ( Marajó )<br />
CR IN UM ERUBESCENS Soland. (Amaryllidaceas) e<br />
CRI NUM UNDULATUM Mook, em Belem. "<br />
ACUCENA cr AGUA (Marajó) - PANCRATIUM GUIA-<br />
NENSE Ker. (Amaryllidaceas). v. CEBOLA BRAVA do<br />
PARA'<br />
AÇUCENA DO MATTO - POSOQUERIA LATI FO-<br />
LIA Roem e Schult. (Rubiaceas).<br />
(A. p.)<br />
0/7/.— Mores grandes, numerosas, muito aromaticas.<br />
ADIMA — v. HERVA de S. MARTINHO<br />
AGRIÃO da FONTE — NASTURTIUM OFFICINALE<br />
R. Bronn. (Cruciferas).<br />
HAB.—Originário da Europa — cultivado.<br />
Ali DL— Comestível, cru, em salada<br />
Meã. — Depurativo, antiscorbutico.<br />
AG RI AO do PARA — SPILANTHES OLERACEA L.<br />
(Compostas).<br />
SYN. - Jawbit-assú.<br />
HAB. — Espontâneo nos logares húmidos; ás vezes cultivado.<br />
(P. h.).<br />
Alini. - Toda a planta tem sabor acre; provoca a salivação<br />
quando mastigada — as folhas são empregadas na<br />
alimentação; <strong>com</strong>em-se cruas, misturadas <strong>com</strong> outras saladas,<br />
ou cozidas <strong>com</strong> a carne.<br />
Med — As flores são aromalicas; toda planta é antiscorbutica;<br />
utilisada contra as dores de dentes.<br />
AGROGANO — (Marajó) — (?; POLYPpilPHOLYX<br />
LACIXIATA Benj. (Lentibulariaceas).<br />
* ( P. h.— Om 15 a 0M2Õ) — HAB. NOS terrenos altos, mas<br />
encharcados.<br />
CAR.— Flôr amarella.<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
AGUANO — ( Peru ) — SWIETENIA TESSMANNII<br />
Harms. I.Meliaceas), proximo da SW. macrophylla.<br />
cvv — Moeno do rent. ,<br />
Loc! — Iquitos — R. Ucayali - Cabec. do Gy-parand-<br />
Alt ° J/ffrf. — E' um verdadeiro mogno (Acajou, em Fr.).<br />
AGUAPÉ - = UAPÉ<br />
AGUAPÉ - EI C H H O R NIA Dl VERSIFOLIA Urb.<br />
( Pontederiaceas ).<br />
SVN.— Violeta d'agua - miiniré.<br />
Mim. anim — Bôa forragem.<br />
AGUAPÉ-EICHHORNIA AZUREA Kunth (Pontederiaceas).<br />
, _ ,f<br />
SVN.— Mur u/é de flôr roxa—Mururé Ovelha de Veado<br />
— Rainha dos lagos.<br />
HAB.- Regos e baixas profundas; ilhas fluctuantes do<br />
Amazonas.-<br />
Alim. anim — Bôa forragem de inverno.<br />
Orn.— Flores violaceas delicadas e bel las. — Ornamental<br />
e util para tanques e lagoas de jardins.<br />
AGUAPÉ-EICHHORNIA CRASSIPES Solms. (Pontederiaceas).<br />
SVN. — Mururé de canudo - Murerú.<br />
HAB. — Planta aquatica, fluctuante.<br />
CAR.—Forma grandes tapagens.—Introduzida accidental<br />
mente no Tonkin, em 1903, ella invadiu os lagos e os<br />
canaes, cobrindo-os e embaraçando a navegação até em<br />
Cochinchina.<br />
Alim. anim.— Bôa forragem de inverno.<br />
AGUAPÉ —v. GOLPHO.<br />
da MEIA NOITE — v. GOLPHO - NYM-<br />
PHAEA RUDGEANA G. F. W. Meyer (Nymphaeaceas)<br />
AGUARAQUYIA -- V. HERVA MOURA<br />
AGUAXIMA - v. CAÀ PELA<br />
AIPÉ — v. IPE
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />
AIPO - APIUM GRAVEOLENS L. (Um bel li feras)<br />
HAB.— Originaria da Europa oriental e meridional -<br />
cultivado.<br />
Aliai.— As folhas são utilisadas <strong>com</strong>o condimento.<br />
AIPY — v. MACAXEIRA<br />
AITA — BROSIMUM LE COINTEI Ducke (Moraceas).<br />
(A. m.) —HAB. Em terra firme alta ou baixa, <strong>com</strong> solo<br />
silico argilloso.<br />
Loc.- Ilhas altas de Breves — Gurupá — R. Xingu - R.<br />
Tapajoz — R. Trombetas — Óbidos.<br />
SVN.— Uai tá — Cainibérana (Daquary, de Faro). Bois<br />
de lettres blanc, de Aublet ( G. Fr.).<br />
Mad.— Cerne bonito, vermelho claro, de grão muito<br />
fino, excessivamente duro, susceptível de um polido perfeito,<br />
imputrescivel. Bom para ebanisteria e marchetaria, mas dá<br />
somente peças pequenas, o a mago se encontrando somente<br />
nas arvores velhas e não adquirindo grandes dimensões. O<br />
alburno é de um branco amarellado, duro. <strong>com</strong>pacto, proprio<br />
para ebanisteria. D. (do cerne) = 1,34 — D (do alburno) = 1,16.<br />
AIUBA—(?) AYDENDRON PERMOLLE Nees
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
A TTTRA — AIOUEA GUIANENSIS Aubl. (Lauraceas).<br />
, Loc- Gurupá, ( <strong>com</strong> o nome de -louro" )<br />
(A p.) Vfl«- Branca, <strong>com</strong>pacta, para carpintaria.<br />
AJURÚ - v. MACUCÚ-RANA<br />
AJURÚ-( Praias de Soure) - CHRYSOBALANUS<br />
ICACO L. g - ^ Des(Je o ljtoral até G Xingü< nas<br />
praias. . , _ v<br />
SYN— Uajimí — Pninter cotou, ou aes anses (G. Fr.).<br />
Alim.— Fructos pequenos, aroxeados, quasi pretos, <strong>com</strong>estíveis,<br />
insípidos.<br />
AJÜRÜ - (Faro) - LIÇA NI A H ETEROMO R PH A,<br />
Benth. (Rosáceas) - v. MACUCU.<br />
LICANIA PARVIFLORA Benth. (Roseaceas).<br />
LICANIA APETALA E. Meyer id.<br />
LICANIA PÊNDULA Benth. id.<br />
LICANIA INCANA Aubl. id.<br />
e outras especies.<br />
(A. m.)- SYN. Licania Caligni
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />
ALCATIFA — (Marajó) — TRICHOSPIRA MENTI IOI-<br />
DES M. B. K. (Compostas). •<br />
CAR.— Planta rasteira.<br />
HAB.— Terrenos argillosos atolentos.<br />
ALECRIM dANGOLA —VITEX AGNUS - CASTUS<br />
L. (Verbenaceas) - Exótica.<br />
Orn.— Cultivada nos jardins.<br />
ALFACE — LACTUCA SATIVA L. (Compostas).—<br />
Origin. da Europa.— Cultivada.<br />
Alim.— Folhas, para salada.<br />
ALFAVACA —OCIMUM GRATISSIMUM L. (Labiadas),<br />
e O. OVATUM Benth. Indígenas.<br />
OCIMUM BASILICUM L. (Labiadas).-Cultivada.<br />
(PI. h.)— SYX. Mangericão de folha larga — (irand<br />
Basilio (Fr.).<br />
Alim — As folhas são muito empregadas <strong>com</strong>o condimento.<br />
MedAs folhas são aromaticas, estimulantes, carminativas,<br />
antiemeticas, sudoríficas e diuréticas.<br />
ALFAVACA do CAMPO —OCIMUM INCANESCENS<br />
M. (Labiadas).<br />
(P. h.) — SYX. Alfavaca de vaqueiro.<br />
Med. — Estimulante, carminativa; peitoral, sudorífica,<br />
aproveitada contra a coqueluche.<br />
ALFAVACA de COBRA — MONNIERA TRIPOLI A<br />
Aubl. (Rutaceas).<br />
(P. h.) — SYX. Jaborandi do Pará.—Jaborandi de 3<br />
folhas.<br />
HAB.—Commum nas capoeiras.<br />
CAR.—Cheiro forte.<br />
Med.— Amarga, tônica, sudorífica e diurética.<br />
ALGODAO— GOSSYPIUM esp. div. (Malvaceas).<br />
Svs.— Amaniií (L. g.). # #<br />
hid.— As sementes dão oleo que, depois de purificado,<br />
sTibstitue o azeite doce na alimentação.<br />
As fibras que envolvem as sementes são as de maior<br />
consumo na industria da tecelagem.
. 14 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
w "<br />
l.o — Algodoeiros de folhas grandes (de ori<br />
« cem americana) :<br />
GOSSYPIUM BARBADENSE L.- Origin.<br />
das Antilhas.<br />
SYN- Algodão de Barbados (Marajó)- Algodão<br />
seridóy ou Mocó (meio norte).<br />
* (p ht —CAR. Face inferior das folhas glabre,<br />
flores amarellas, fibras longas e finas, sem<br />
lanugem, sementes separadas, pretas.<br />
GOSSYPIUM PERUVIANUM DC. ou G.<br />
RELIGIOSUM L. ,<br />
SYN.— Algodão do Peru. (Alto Amazonas),<br />
(a.) —CAR. Fibras longas, sem lanugem; sementes<br />
agglomeracias, pretas. Flores amarellas.<br />
GOSSYPIUM HIRSUTUM L.- Origin. da<br />
America central.<br />
(a. de 2m.) — CAR. Face inferior das folhas<br />
e peciolos pubescentes — fibras curtas e lanugem<br />
esverdinhada ou cinzenta, adhérente ás sementes.<br />
— Sementes pretas. Flores brancas ou róseas.<br />
2.° — Algodoeiros de folhas pequenas ( de<br />
origem asiatica ) :<br />
GOSSYPIUM HERBACEUM L.-Origin.<br />
da índia ou da China.<br />
(a. p.) — CAR. Flores amarellas, <strong>com</strong> mancha<br />
purpurea na base.— Fibras curtas e lanugem<br />
adherente ás sementes.<br />
Med.— As raizes são diuréticas.<br />
GOSSYPIUM ARBOREUM L.-Origin.<br />
do golfo Persico.<br />
(a. de 4 a 6m.).— CAR. Flores vermelhas —<br />
sementes pretas. Fibras longas e lanugem adherente<br />
ás sementes.<br />
Med. pop.-Sementes galactogenas.- Casca<br />
da raiz contra a dysmenorrheia e a amenorrheia<br />
c—hemostajico uterino, abortivo; excellente emmenagogo.<br />
L O S A ^ a T ^ I P 0 M A E A FIS -
Aguapé, on M» ni ré de flor roxa (Eichkornia azur ca]
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
SYN. Majoram (Monte Alegre).- Canado (Sul e Ma<br />
rajój — Campainha de canudo. *<br />
(P. h. — lm 20) — HAB. NOS campos temporariamente<br />
inundados.<br />
CAR.—E' uma planta herbacea dos campos baixos, de<br />
caule grosso; ílores róseas—látex branco, amargo.—Aguenta<br />
o rigor da secca; é uma planta praga que invade os campos<br />
matando as outras hervas.<br />
Med.—Toxica para o gado (?).— Purgativa. O principio<br />
activo parece ser um glucoside: a orizabina, ou jalapina.<br />
lnd.— Do caule fazem-se tubos para cachimbo.<br />
ALGODÃO BRAVO — ( Marajó) - HIBISCUS FUR-<br />
CELLATUS Desr. (Malvaceas).<br />
(a.) — CAR. Flores róseas, <strong>com</strong> mancha vermelha na<br />
base das pétalas.<br />
ALGODAO BRAVO —v. PERIQUITEIRA.<br />
ALGODAO-RANA — PAVONIA PANICULATA Cav.<br />
(Malvaceas).<br />
SYN. — Malva algodão-rana.<br />
(a.) — CAR. Folhas alternas serradas, trilobadas.—Flores<br />
amarellas (15-22 mm.de diam).<br />
Loc.—Murutucú (no R. Guamá).<br />
lnd.— Dá bôas fibras (rendimento 5 °.'o — R. Monteiro<br />
da Costa).<br />
ALGODOEIRO BRAVO — v. FANFAN.<br />
ALGODOEIRO do BREJO —v. FANFAN<br />
ALGODOEIRO da PRAIA — v. UACIMA da PRAIA.<br />
ALIAMBA — v. LIAMBA<br />
ALMECEGUEIRA — v. BREU, div.<br />
ALMÍSCAR —v. AMBRETA.<br />
ALVARADO — (Marajó) — SCLÉRIA Hllfll-LLA Sw.<br />
e*S. TENELLA Kth. (Cyperaceas). #<br />
(P. h.) — HAB. NOS campos arenosos.<br />
Alini. anim.— Forragem de má qualidade.<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
\LLAiMANDA de FLÔit GRANDE (Marajó)- ALL.A-<br />
\I w\"D \ C XTHARTICA L. (Apocynaceas).<br />
SYN "Santa Maria (Gurupá)-£/////>67/ (Belem) - Cipó<br />
de leite '-- Camendara (R. I apajozj.<br />
(Cio ) — HAB. Nas capoeiras húmidas, na beira d'agua.<br />
C\K —Notável pelas flores grandes isoladas, amarellas<br />
— o frueto é uma capsula verde, ovoide, eriçada de pontas<br />
rígidas.<br />
Med. />op'— Toxica. O látex e emeto catarthico, re<strong>com</strong>mendâdo<br />
contra as cólicas saturninas; o extracto da<br />
casca e a infusAo das folhas são drásticos; o cosimento c<br />
usado em banhos contra as sarnas, piolhos..<br />
Qm. — Cultiva-se nos jardins pelo bello aspecto da<br />
planta e a abundancia das suas flores côr de ouro.<br />
AMA — THUMBERGIA COCCINEA (Acanthaceas).<br />
Exótica.<br />
(a)—O/v/. As flores são escarlatas e as antheras parecem<br />
formar as letras da palavra "ama' ; cultivada nos<br />
jardins.<br />
AMAIÚA — v. GOIABEIRA PRETA.<br />
AMAJOUVA— (?) A IO UE A BRASILIENSIS Meissn.<br />
(Lauraceas) —(Classific. m. duvidosa),<br />
(a.)<br />
AMANIÜ — v. ALGODAO<br />
AMAXOA — AMANOA GUIANENSIS Aubl. (Euphorbiaceas).<br />
In(i<br />
' dementes oleaginosas.<br />
•io flr l J r r a branCa ' muit0 coni Pacta, escurecendo<br />
ao ar, propna para construcçòes.<br />
AMAXDURAXA — (Marajó) — v. FANFAX<br />
AMAPA' (Hub.)<br />
zonas: ti. t0d ° ° Estad0 d0 Pará e n °<br />
te-A e
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
Alim. — O fructo é da grossura de uma maçã regular,<br />
roxo escuro quando maduro; a pelle contém um succo*leitoso,<br />
pegajoso; a polpa é doce, <strong>com</strong>estível, saborosa (mez<br />
de Março).<br />
Mcd.-*- Da casca cortada escorre um látex abundante,<br />
branco, amargo, usado <strong>com</strong>o peitoral e cicatrisante, contra<br />
a debilidade geral e <strong>com</strong>o resolutivo (em emplastros) das<br />
contusões.<br />
AMAPÁ DOCE — (Belém) MACOUBEA GUIANEN-<br />
SIS Aubl. (Apocynaceas).<br />
SYN. Moloagô (Almeirim, Gurupá).<br />
(A. m.) — HAB. Na matta húmida.<br />
Loc. Belem — Gurupá — Faro — B. R. Xingu — Almeirim<br />
— R. Tapajoz — I\. Solimões.<br />
CAR — Fructos da grossura de uma laranja, ocos no<br />
centro e contendo grande numero de sementes presas na<br />
parte interna da casca.— Toda a arvore dá um succo leitoso.<br />
Mad.— Côr amarella esverdeada, de cheiro agradavel<br />
quando não está secco.<br />
AMAPÁ DOCE — ( Faro) - BROSIMUM POTABILE<br />
Ducke (Moraceas).<br />
(A. g.) — HAB. Na terra firme.<br />
Loc.—Faro — R. Tapajoz.<br />
Me d. A casca, ferida, dá um látex branco muito abundante<br />
que se pode beber em pequena quantidade. Este látex<br />
não tem gosto especial; é considerado <strong>com</strong>o tonico.<br />
AMAPÁ DOCE — í Gurupá ) - BROSIMUM OVATI-<br />
FOLIUM Ducke (Moraceas).<br />
(A. g.) — HAB. Terra firme.<br />
Moi. pof).— Dá látex branco abundante <strong>com</strong> propriedades<br />
iguaes ás do látex de amapá doce de Faro.<br />
AMAPAIMA —V. CASCA PRECIOSA.<br />
AMAPÁ-RANA — (Rio Branco de Óbidos) — v. TATA<br />
JUBA de BELEM.<br />
• • o<br />
• AMAPÁ-RANA — (Óbidos) • BROSIMUM PARINARI-<br />
OIDES Ducke (Moraceas).<br />
Svx. — Mimiré-rami (Óbidos) — Amapá (Manáos).<br />
11
(<br />
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
( A q ) _ HAB. Na terra firme alta, em terreno silico-<br />
argÍ! Loc - R. Tapajoz - R. Xingu - Óbidos - R. Trom-<br />
betaS ^-Brane"amelada. - Os troncos velhos têm<br />
um cerne vermelho, duro. <strong>com</strong>pacto, ás vezes disposto em<br />
camada annular e formando <strong>com</strong>o um tubo que envolve a<br />
parte central constituída de madeira branca, molle. .<br />
Med. pop. - Dá látex abundante <strong>com</strong> as propriedades<br />
do látex de amapá.<br />
AMARGOSO (R. Tapajoz) — TI PU AN A FUSCA Ducke<br />
(Legum. pap. dalb.K<br />
(A. g.) - HAB. Matta da t. f. do M. 1 apajoz.<br />
AMBAITINGA - v. IMBAÍTINGA<br />
AMBE — v. IMBE.<br />
AMBRETA — HIBISCUS ABELMOSCHUS L. (Malvaceas).<br />
Origin da índia.<br />
(P. h.) — Cultivada.—SVN. Quigombô de cheiro —Almíscar<br />
— Malva-algodão.<br />
CAR. — As sementes esfregadas exhalam cheiro de almíscar.<br />
Ind.— Das sementes extrahe se um oleo essencial estimado.—<br />
A casca fornece fibras fortes, de boa qualidade.<br />
AMEIJU — v. MEIJU.<br />
„AMEIXA do PARA — XIMENIA AMERICANA L. ou<br />
HEYMASSOLI SPINOSA Aubl. (Olacaceas).<br />
< \. p.)- SVN. Ameixieira de espinhos.<br />
CAR.—Flores <strong>com</strong> cheiro de cravo da índia.-Casca<br />
da arvore coberta de espinhos.<br />
Mad — Rósea, <strong>com</strong>pacta e leve, elastica, fácil de trabalhar.<br />
Alim.-O frueto é uma baga amarella, do feitio e ta-<br />
tTvel docV ,iP,a a/C,lon ' a; a amêndoa do caroço é <strong>com</strong>es-<br />
Ind.—As amendoís dão 70o/o de oleo.<br />
nfln , ° nome \ esta a, *vore, do sertão do Ceará,<br />
nao tem sido encontrada na Amazônia).
AMENDOEIRO — TERMINALIA C A T A P P A L.<br />
(Combretaceas). •<br />
(A. p.) - Originaria da Asia merid. e de Madagascar.—<br />
Cultivada no Brasil.<br />
SYN.— Chapéu de sol.—Badamier (G.Fr.).— Myrobolan<br />
ou myrobalan (Senegal e Antilhas fr.).<br />
Mad.— Própria para pequenas embarcações.<br />
Alim.— Amêndoas <strong>com</strong>estíveis.<br />
Itid.— A madeira dá matéria corante preta.—O pericarpo<br />
do fructo é rico em tannino.<br />
Med. popCasca adstringente contra febres biliosas<br />
e dysenteria.<br />
Oni.— A arvore ú cultivada para sombra; as folhas<br />
são grandes e os galhos dispostos horizontalmente, em verticilios<br />
regulares.<br />
AMENDOIM <strong>com</strong>mum — v. MENDUBI.<br />
AMENDOIM indígena (do limite sul da Amazônia)<br />
-ARACHIS NAMBYQUARAE Hoehne (Leg. Pap.).<br />
Alim.— Os grãos são 3 vezes maiores que os da A.<br />
Hypogaea L. geralmente cultivada.<br />
AMOR CRESCIDO—PO RTUL AC A PILOSA L.<br />
(Portulacaceas).<br />
(P. h ) — Med. A planta machucada é applicada sobre<br />
queimaduras: util também nas erysipelas.— O succo contra<br />
as hemoptvsis.<br />
AMOR DOS HOMENS —Hl BISCUS MUTABILIS L.<br />
(Malvaceas).—Origin da G. fr.—Cultivada nos jardins.—<br />
v. FIRMEZA DOS HOMENS.<br />
AMOR PERFEITO inglez - TORENIA FOURNIERI<br />
I Jnd. (Scrophulariaceas).<br />
(P. h.) — Oni. Cultivada nos jardins; flores numerosas,<br />
eorolla tubular; cores branca, rósea e roxa.<br />
AMOR de VAQUEIRO — ( Marajó ) - DES.MODIUM<br />
ASPERUM Desv. (Leg. pap. ). * #<br />
• (P. h —lm 70;. — CAR. O fruct£ é uma vagem chataa<br />
face superior da folha applicada sobre a roupa a ella<br />
adhere.<br />
19
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
HAB- Na beira de campos altos e em certas capoeiras<br />
«ecoas, no Baixo Amaz.<br />
AMOREIRA- MORUS NIGRA L. e MORUS ALBA<br />
L ' (N ÍA a m!) S) ' Originarios da Pérsia e da China.-Cultivâdos<br />
i<br />
4 Mim - O fructo do M nigra é uma drupa <strong>com</strong>posta,<br />
carnuda, vermelho escuro, de sabor acida, fresca e agradavel.-0<br />
fructo do M. alba (i branco ou róseo.<br />
/„,/ — \s folhas, principalmente as do Al. alba, servem<br />
para alimentar o 44 bicho de sêda " ( Bombyx mori.).-A<br />
casca dá fibras. . .<br />
Med.-- Os fructos do M. nigra constituem a base do<br />
"xarope peitoral de amoras". A casca da raiz é purgativa<br />
e vermífuga.—O sumo das folhas e a seiva fresca dos ramos<br />
são usados contra as conjunctivites.<br />
ANABI—POTALIA AMARA Aubl. (Loganiaceas).<br />
Sv.v— Pdo de cobra (R. Solimôes).<br />
HAB.— Frequente na submatta da t. f., no Pará e<br />
Amazonas.<br />
(a. p.)— CAR. Folhas muito grandes, coriaceas — Toda<br />
a planta, principalmente a casca, é muito amarga.— A haste<br />
deixa exsudar uma resina amarella, <strong>com</strong> cheiro de benjoim.<br />
Med.- Toxica.— As folhas e hastes novas, em infusão,<br />
são antisyphiliticas.— O cozimento das folhas usa-se em banhos<br />
contra as ophtalmias.—O chá das folhas ú vomitivo<br />
cm dóse forte e emprega-se para <strong>com</strong>bater o envenenamento<br />
pela mandioca. No Solimôes a raiz é re<strong>com</strong>mendada contra<br />
as mordeduras de cobra; o Dr. Vital Brasil não obteve<br />
nenhum resuitado <strong>com</strong> as raizes seccas.<br />
ANANAHY - ANANAS SATIVUS Schult. (Bromeliaceas).—<br />
hspontaneo.<br />
(P. h.)— HAB. Nas campinhas seccas de terra firme,<br />
ou no meio da matta rala, em terreno arenoso; cobre algumas<br />
vezes grandes extensões (ananahysaes) difliceis de se<br />
atravessar.<br />
A/tm.jr-p fructo çé pequeno, porém muito perfumoso.<br />
r^,f X *n A Z ~ AXAN!vS SATIVUS Schult. (Bromel.W<br />
ceas).— Origin. americana.<br />
Svx.— Pine applc (Ingl.).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />
(P. h.) — Cultivada; numerosas variedades.<br />
Alint.- Fructo grande e saboroso; e um dos melhores<br />
fruetos do mundo.--Pode pesar até 2 k.—A melhor variedade<br />
é o "abacaxi".<br />
lad. — As folhas dão fibras texteis, sedosas, finas, muito<br />
resistentes, próprias para a confecção de tecidos finos e de<br />
rendas.<br />
Mcd. - Fructo estomachico e digestivo; <strong>com</strong>bate a dyspepsia<br />
flatulenta.— O succo de ananaz aproveita no tratamento<br />
da diphteria e outras doenças da garganta, dissolvendo<br />
as membranas mórbidas.— Útil contra os cálculos na<br />
bexiga.<br />
ANANA AMARELLA—(Amazonas) — ?<br />
Mari.-- Castanho amarello claro, brilhante.— Dureza<br />
media.-Bella madeira para marcenaria.<br />
ANANI— SYMPHONIA GLOBULIFERA L. f. (Guttiferaceas).<br />
(A. m.) — Svx. Uanani. — Mani, Matiil, ou Moronobo,<br />
na G. Fr.<br />
CAR.—Arvore notável pelas suas flores escarlatas muito<br />
abundantes e pelas suas sapupemas em forma de joelhos.<br />
HAB.— NOS igapós, em toda a Amazônia.<br />
Maci.— Amarellada, tenra, de boa conservação nagua<br />
e na terra húmida; própria para tanoaria (estanca em todos<br />
os sentidos), marcenaria, molduras. D = 0.54.<br />
Ia d. — Todas as partes da arvore dão um látex resinoso<br />
amarello virando ao preto quando secca; esta resina<br />
serve a preparar um breu chamado " cerolproprio para<br />
calafetar as embarcações e substituir o pêz dos sapateiros.<br />
Madeira aproveitável para fabricação do papel: <strong>com</strong>prim.<br />
das fibras, lmmóó — diam. 0,022 = 7 75 (Art. Bastos<br />
M. C. P.).<br />
ANANI da Terra Firme — (Óbidos) — TOVOMITA sp.<br />
(Guttiferaceas).<br />
T. MACROPHYLLA Wallp. e T. AMAZÔNICA<br />
Wallp.<br />
(A. m.) — SYN. Paxiubarana, ou Mangue-rana (Gurupá<br />
e Breves). • •<br />
• HAB.— Na t. f. humosa e pant.aiosa.<br />
Mad.— Bõa madeira de cor.strucção.<br />
lad.— Látex idêntico ao do anani verdadeiro.
22<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
ANA NI da T. f. (Manáos) - MORONOBEA COCCI-<br />
^ ^ t l j ^ K s roseo saturado.<br />
;iIad - Pardo amarello claro, boa.<br />
ANANI-UANANI — V. AN ANI.<br />
AN AU ERA (Solimões) — ?<br />
(Lauraceas).<br />
CAR.— Fructos grandes.<br />
ANAUERA — LICANIA M AC RO PH Y L LA Benth.<br />
(Rosaceas)^. ^ ^ ^ ^ Frequente nas mattas alagadas do litoral<br />
e do estuário, até a foz do R. Xingu, <strong>com</strong>o no Município<br />
de Almeirim. .<br />
Qyti.— Arvore vistosa, frondosa, que se presta para a<br />
ornamentação. . .<br />
Mad— Vermelha, para construcçoes civis e navaes.-<br />
Dormentes.—Inatacavel pelo "turú ".<br />
ANAVINGA (Perú)-CASEARIA OVATA Willd.<br />
(Flacourtiaceas).<br />
HAB.— Alto Amazonas.<br />
Med. pop.— Casca tônica e amarga. — Infusão das folhas<br />
contra os rheumatismos.— Fructos diuréticos.<br />
ANDIRÂ-POAMPÊ — ( Amazônia ) —B1GNONIA YES-<br />
PERTILIA Barb. Rodr. (Bignoniaceas).<br />
(Cip.) — Sv.\ T . Unha de morcego.<br />
Med. pop.— As folhas são re<strong>com</strong>mendadas, em tintura,<br />
contra o rheumatismo chronico.<br />
ANDIRÀ-UCHY — AN DI RA INERMIS H. B. K. (Leg.<br />
pap. dalb.).<br />
g)~ Sv.v Angelim da varzea — St. Martin rouge,<br />
A\, br -— Q ! f T nanírana (Óbidos). - Avineira (Macapá).—<br />
Cabbage tree (Ingl.).<br />
HAB.- Xa matta de varzea ou t. f. baixa.<br />
Loc.-j Marajó - Macapá — Monte Alegre — Santarém.<br />
u H j~~ n cí l sca * cheiro de couve podre.<br />
r,rni;! • /r , a avefmelhada clara.—Forte.- Boa pafa<br />
ff; (Cubos de rodas - soalhos - embarcações-trabalhos<br />
de torno - bengalas e cabos de chapeos de sol).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
Me d.— A semente (amêndoa) é emetica e vermífuga.—<br />
A casca é purgativa e vermífuga, amarga, toxica, em alta<br />
dose; contém um alcalóide, a "berberina" (D. Schoer) e<br />
um glucoside, a " andirina " ( Bocquillon ).<br />
ANDIRÁ-UCHY — (Óbidos) — ANDIRÁ RETUSA<br />
(Lam.) H. B K. (Leg. dalb. ).<br />
(A. m. ou g.»—SYN. Morcegaeira — Uchy-rana — Aagelim<br />
( Marajó e litoral).— Lonibrigueira (Óbidos) — Andiroba<br />
jar eua.<br />
HAB. - Matta de várzea alta ou t. f. baixa, nas margens<br />
de rios e lagos e beirada de campo de varzea. (Amazonia)<br />
Mad.— Parecida <strong>com</strong> acapú, mas mais avermelhada e<br />
mais grosseira; fibras grossas muito apparentes -dura. nodosa.<br />
diflicil de se trabalhar. — Resiste bem á humidade;<br />
aproveitada para construcçào civil e marcenaria. D =0,90.<br />
Me d.— As amêndoas são vermífugas, mas, em alta<br />
dóse, produzem vomitos e dejecções alvinas abundantes.<br />
ANDIROBA—CARAPA GUIANENSIS Aubl. (Meliaceas<br />
>.<br />
SVN.— Aadiroba ai aba, ou A. saruba. — Carapd, cia<br />
G. Fr.— Crabwood, (Ingl.).<br />
(A. g.) - HAB. Nas várzeas e nos igapós; muito frequente<br />
no litoral norte do E. do Pará.<br />
Loc.—Litoral -Ilhas - Baixo R. Tocantins — B. Amazonas<br />
— R. Solimòes.<br />
CAR.- Ramificação vizinha da vertical; grandes folhas<br />
pennadas, escuras e pendentes.<br />
Mad. - Castanho vermelho brilhante, parecida <strong>com</strong> o<br />
cedro, mas mais <strong>com</strong>pacta e mais pesada — de qualidade<br />
superior; succcdaneo do mogno — não atacada pelo cupim —<br />
propria para marcenaria.—Assinalada <strong>com</strong>o "lire resisting",<br />
tendo ponto de inflammação elevado e <strong>com</strong>bustão lente.<br />
D = 0.70.<br />
lad — O frueto. capsula dchiscente de 7-8 cm. de diam.<br />
encerra varias amêndoas oleaginosas; o oleo (63 %>) é espesso,<br />
amareliaço e muito amargo, excellente para saboaria<br />
e illuminação.— Este oleo, misturado #<strong>com</strong> UI IK^Í. é utilisado<br />
em fricções pelos índios para se preservar das picadas dos<br />
insectos e da penetração do " bicho ?lo pé".— A casca contém<br />
5% de tanninos (E. Serfaty — M. C. P.). — Safra dos<br />
fruetos: em fevereiro e de junho a julho.<br />
11
24<br />
1íed 1)0t) - A casca, muito amarga, e, <strong>com</strong>o as folhas,<br />
utilfeada em cozimento <strong>com</strong>o febrífuga e anthelmint.ea ou.<br />
externamente, para lavagem das ulceras, contra o euipetigo<br />
e outras moléstias da pelle.<br />
ANDIROBA GRANDE OU ANDIROBA FALSA (R.<br />
Tapajoz) v. MACACO-CASTANHA.<br />
f<br />
ANDIROBA-JAREUA — v. ANDIRA-UCIIY (Andirá re-<br />
tusa).<br />
ANDIROBA-SARÚBA — v. ANDIROBA.<br />
ANDIROBINHA — GONIODISCUS ELAEOSPER-<br />
MUS Kuhlm. (Celastraceas).<br />
SVN.— Cabeça de cotia — Ma pui.<br />
(A. p.) — HAB. NOS igapós centraes de Mauhés e Canumá.<br />
CAH.— Fructo <strong>com</strong> uma amêndoa oleosa muito amarga.<br />
ANDORINHA — AMANOA<br />
(Euphorbiaceas).<br />
Ind. — Os fructos são capsulas dehiscentes que encerram<br />
tres sementes em forma de coração contendo, cada uma,<br />
uma pequena amêndoa oleaginosa: 55%. de gordura branca.<br />
ANDREQUICE — v. CAPIM CENEüÀUA.<br />
ANGELICA do IGAFÓ -(Belem - Bragança) v. MO-<br />
LONGO' (Ambelania).<br />
(Pernambuco)- GUETTARDA SPE-<br />
CIOSA Aubl. (Rubiaceas).<br />
(a. ou A p.).- HAB. Terra firme, em matta baixa.<br />
Mad — Branca e pouco <strong>com</strong>pacta; amarga.<br />
v i l<br />
fr ?,? lo . é uma ba « a de sabor doce, <strong>com</strong>estível.<br />
,Lflc ^ 1 onica (?' adstringente ; decocção das folhas<br />
contra as inchações.<br />
BU\DA G ^ A d A JA < PA -°r STEPHANOTIS FLORI-<br />
KUNUA Brogn. (Ascíepiadaceas).<br />
O r r ~ l<br />
d e Mada ascar<br />
" - Cultivada.<br />
fumada? J «nL iuhu] " v * s (,e branco puro, muito periumaoas,<br />
em numerosos bouquets".
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
ANGELICA dos JARDINS — POLYANTHES TU HE-<br />
ROS A L. (Amaryllideas).<br />
(P. h.) — Originaria da índia.— Cultivada.<br />
SVNJacinlho das índias.<br />
Orn.—Haste <strong>com</strong>prida <strong>com</strong> espigo de flores brancas,<br />
de perfume penetrante; estas flores dào oleo essencial para<br />
a perfumaria.<br />
ANGELICA do PARA — DICO R YNIA PARAENSIS<br />
Benth. (Legum. caesalp.).<br />
(A. G.)— Proximo do Angelique Jranc, ou Angélique<br />
rouge e A. gris, da G. fr.— Não se encontra no E. do Pará.<br />
Loc. — Commum por todo o R. Negro.<br />
Mad.- Côr vermelho castanho violáceo escuro — Substituto<br />
do teck.— Imputrescivel.— Bôa para construcção civil<br />
e naval, carpintaria, segeria, estacas, obras hydraulicas,<br />
dormentes; especial para tanoaria; flexível, elastica, estanca;<br />
não dá nem côr, nem gosto.— mais forte do que o carvalho<br />
(para cuvas e toneis».—Não varia <strong>com</strong> a humidade.— Resiste<br />
ao turú, mas enferruja os pregos.<br />
ANGÉLICO — v. URUBU -CAA.<br />
ANGELIM grande—HYMENOLOBIUM ELATUM<br />
Ducke. ( Legum. pap. dalb.).<br />
SYN.— Algumas vezes: Angelim pedra (Belem).<br />
(A. G.) — HAB. Na matta de terra firme.<br />
Mad.—Amarella pardacenta, <strong>com</strong> fibras grossas, muito<br />
apparentes; de côr vermelho castanho claro.— A madeira<br />
húmida tem um cheiro nauseabundo — própria para construcção<br />
civil e naval, marcenaria, dormentes.— D = 0.80.<br />
ANGELIM <strong>com</strong>mum— HYMENOLOBIUM EXCEL-<br />
SUM Ducke ( Leg. pap. dalb.).<br />
(A.G.) —CAR.- Uma das arvores maiores da Amazônia.<br />
HAB.— Na matta de terra firme.<br />
Loc.— Belem - R. Tocantins—Faro — Oriximiná.—Frequente<br />
no R. Trombetas.<br />
Mad.— Fibras grossas, trançadas, formando ondas vermelho<br />
castanho sobre fundo amarello pardacento claro, de<br />
b?>nito effeito, dura, própria para Carpintaria, marcenaria,<br />
construcção civil e naval, dormentes.— Dá peças de grandes<br />
dimensões.— D = 1,00.<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
ANGELIM P E D R A - H Y M E N O L O B I U M PETRA.<br />
E17M Ducke (Leg. pap..dalb ).<br />
Svx. - Murarêna ( Macapa).<br />
(A G ) — HAB.- Matta da terra nrme.<br />
Loc - Belem - Óbidos - Faro - Manáos.<br />
C\K - Fructos: vagens vermelho cie sangue; a copa<br />
é magnifica quando, despida das folhas, ella está coberta de<br />
fructos.<br />
Mad.- Dura, nodosa; fibras menos apparentes, mas<br />
ANGELIM—HYMENOLOBIUM MODESTUM Ducke<br />
(Leg. pap. dalb.).<br />
(A. m. ou g.) —HAB.- I erra firme.<br />
Loc.—Óbidos Faro — R. Tapajoz.<br />
Mad.— Semelhante á do H. excelsum, mas fibras menos<br />
grossas e mais direitas, castanho avermelhado claro, pouco<br />
apparentes sobre o fundo amarello pardacento — dura; bôa<br />
para construcçAo civil.<br />
ANGELIM— HYMENOLOBIUM PULCHERRIMUM<br />
Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />
Svx. Sapu pira amarei!a (Manáos ).<br />
(A. G ) - HAB. Terra firme; em matta geral.<br />
Loc.—Sapucuá — Faro.—Frequente nos arredores de<br />
Manáos.<br />
CAR.—Fructos roseo-violaceò; a copa É linda durante<br />
a fructificaçáo.<br />
Mad. Parecida <strong>com</strong> a precedente, mas menos dura e<br />
libras mais amarelladas, <strong>com</strong> manchas irregulares castanho<br />
escuro que exhalam c heiro desagradavel quando se trabalha<br />
a madeira húmida.— 13 = 0,79.<br />
ANGELIM— HYMENOLOBIUM COMPLICATUM<br />
Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />
\i -p^' ou (jr - 1 — HAB.- Na matta de terra firme húmida<br />
(Al. I apajoz ).<br />
Mad, -- Parecida <strong>com</strong> a do H. modestum, mas menos<br />
duia, castanho avermelhado claro. D = 0,80.<br />
ANGELIM — (Marajó e litoral) v. AXDIRA-UCHY (Anuna<br />
retusa).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
ANGELIM da varzea — v. ANDIRA-UCHY (Andirá<br />
i n e r m is). •<br />
ANGELIM falso — (Gurupá) — DINIZIA EXCELSA<br />
Ducke (Legum. mim.).<br />
(A. G.) — Altura de 55-60 m.<br />
SVN*. — Faveira grande ( R. Tapajoz. » — Favcira<br />
preta (?) (Estuário)- Angelim (Manáos e Mauhés).<br />
HAB. - Matta grande de t. f.<br />
Loc. - Gurupá — R. Xingu - R. Tapajoz — R. Trombetas—<br />
Faro — Manáos.<br />
Mad.— Cor castanho; fibras grossas; muito dura; imputrescivel.—<br />
Difficil de trabalhar, mas podendo dar peças de<br />
grandes dimensões. Construcçào civil, dormentes.— D = 1,15.<br />
ANGELIM RAJADO — PITHECOLOBIUM RACE-<br />
MOSUM Ducke (Legum. mim.).<br />
SYx—Ingá caetitú — Ingarana da T.f. — Bois serpent,<br />
da G. Fr.<br />
(A. m.; —HAB. Terra firme secca.<br />
Loc. - E. de F. de Br. - Baixo Amazonas —R. Trombetas<br />
- Médio Tapajoz —Almeirim — Gurupá — R. Ariramba<br />
— Faro — Manáos.<br />
Mad.— Bella madeira, <strong>com</strong>pacta, mas de fibras grossas,<br />
apparentes, castanho amarello claro sobre fundo amarello<br />
pardacento, <strong>com</strong> largos veios irregulares, sinuosos, de cor<br />
castanho violáceo escuro.— dura, trabalhando-se bem, muito<br />
resistente — para marcenaria e ebanisteria—As partes<br />
coloradas escuras, quando ainda verdes, tem cheiro repugnante.—D<br />
= 1,00.<br />
ANGICO — v. PARICÁ da T. f.<br />
ANGUSTURA VENENOSA — CUSPARIA TOXICA-<br />
RIA íSpr.) Engl. (Rutaccas).<br />
Loc.— S. Gabriel, do R. Negro.<br />
Med.-- Toxica — febrífuga e emmenagoga, em pequena<br />
dose.<br />
ANHAUINÁ — (?) A IO UE A t)ENSlFVORA Nees.<br />
(Lauraceas). — Classif. m. duvidosa?<br />
(A. p.) —IIAB. Amazônia (raro).<br />
Mad.- Madeira para construcçào e marcenaria.<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
ANIL TREPADOR - VITIS SICYOIDES Bak. var.<br />
CORDATA Bak. (Ampelidaceas)<br />
(PI. trep.).- Flores amarellas.<br />
Loc.-R. Counany.<br />
ANIL dc flores amarellas — C ROT AL ARI A ANAGY-<br />
ROIDES H B. K. (Leg. pap.).<br />
HAB. —Frequente em roças abandonadas.<br />
galeg.).<br />
ANIL verdadeiro-IN DI GO FE RA ANIL L. (Leg.<br />
SYN.— Caá-chica (Amazonas).<br />
(a. p.) —HAB. Muito <strong>com</strong>mum nos terrenos abandonados,<br />
depois de cultura.<br />
CAR.—Flores róseas.<br />
Ind. — Com esta planta prepara-se a matéria corante<br />
denominada indigô ( O principal fornecedor de indigó é o<br />
Indigofera tinetoria L., da índia).<br />
Med. pop.- A raiz é util contra a epilepsia e contra<br />
a icterícia. As folhas são antispasmodicas e sedativas, stomachicas,<br />
febrífugas, diuréticas e purgativas, <strong>com</strong> acção<br />
especial sobre a ultima parte do intestino; usadas ccntra as<br />
blenorrhagias.— As raízes e as sementes pulverisadas são<br />
insectifugas.—A planta é reputada antidota do mercúrio e<br />
do arsênico.<br />
ANINGA — MONTRICHARDIA ARBORESCENS<br />
Schott. (Araceas).<br />
f P. h., até 4-5 m. de altura e Om. 20 de diam.).<br />
S VN. • - An ingá • uba.<br />
HAB.—Abundante nas margens pantanosas dos lagos<br />
e rios e nas depressões dos campos de varzea (aningaes).<br />
Ind. — A massa esponjosa do tronco é atravessada longitudinalmente<br />
por fibras grossas e <strong>com</strong>pridas empregadas,<br />
ás vezes, na fabricação de cordas.<br />
/////;/. - As flores e os fruetos servem para isca, na<br />
pescaria.<br />
Med. pop.—A seiva é acre e caustica — as folhas contusas.<br />
em .cataplasma, são resolutivas — a raiz, em pó, é<br />
empregada <strong>com</strong>o diurético e drástico.<br />
C<br />
A NI NG A- PARA - DIEFFENBACHIA PICTA Schott.<br />
(Araceas).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
( P. h.— Om 50 a LM.) — HAB. Terrenos pantanosos<br />
abertos. •<br />
CAR.— Cresce sempre torta.<br />
Meei.— Toxica ( succo cáustico ).<br />
ANINGA-PÀRA — DIEFFENBACHIA SEGUINE<br />
Schott. (Araceas).<br />
Svx.— Caiu ia niaroua.<br />
(P. h.) — HAB.- NOS terrenos pantanosos abertos.<br />
Med. pop.— Nas folhas tem um succo acre, corrosivo,<br />
produzindo inflammação e erupção quando applicado sobre<br />
o epiderme; este succo é toxico.—O cozimento das folhas<br />
é usado em gargarejos na angina e util em loções para inflammações<br />
edematosas.— A tintura da raiz é util em loções<br />
contra o prurigo das partes genitaes.<br />
In d. — O succo da planta serve para marcar a roupa.<br />
ANICA-CAA — (?)<br />
Loc. — S. Caetano de Odivellas.<br />
(A.) — Mad.- Castanho roseo claro; dureza media.<br />
ANZOL de LONTRA— STRYCHNOS ERICETINA<br />
Barb. Rodr. ( Loganiaceas ).<br />
(Cip.)— Svx. Uirari tarerem — Yuakáka-pindd (L.g.).<br />
bui.— A casca da raiz contém uma matéria tinctorial<br />
vermelha. ( Somente encontrado por Bar. Rodr., em Manáos).<br />
ANONA — (Perú) — v. BIRIBA<br />
APÀ ou APAZEIRO — ( Cunani) — EPERUA FAL-<br />
CATA Aubl. ( Legum. caesalp.).<br />
SYN. — Uapd— Espadeira ( R. Trombetas).— Vou a pá<br />
tabaco, da G. Fr.- Wallaba, na G. Ingl. — Wallaba tree,<br />
(Ingl.) — Pois sabre ((i. Fr.).<br />
(A. p. ou m.) — HAB.- Margens dos rios e igarapés;<br />
<strong>com</strong>mum nas Guianas, mas somente encontrado no Pará no<br />
Aricary e no alto R. Trombetas.<br />
CAR.— O frueto é uma vagem dehiscente, <strong>com</strong> 15 cm.<br />
de <strong>com</strong>prido, 5 cm. de largura, em forma de foice acuminada.<br />
Mad.— Madeira avermelhada, Acura, dufa, <strong>com</strong>pacta,<br />
oíeosa, imputrescivel; excellente j&ra obras hydraulicas,<br />
estacas, dormentes.<br />
Mcd.— Casca amarga, emetica.<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
APAPA - (Terra-Santa)- EL VA SI A CALOPHYL-<br />
APE — (Marajó — v. UAPE.<br />
Terra firme, na margem dos lagos.<br />
APÈ — UROSPATHA CAUDATA Schott. (Araceas).<br />
pjAB _ Pará e Amazonas — ( P. h. ).<br />
Alim.— O rhizoma contem um succo acre, mas é <strong>com</strong>estível<br />
depois de cozido.<br />
Med. pop.— O succo do rhizoma é util contra as em<br />
pigens.<br />
APERANA - ( Marajó ) - LIMNANTHEMUM HUM-<br />
BOLDTIANUM Griseb. (Gentianaceas).<br />
Planta aquatica.<br />
SYN.— Soldanella d 'agmi.<br />
HAB.— Regos e terrenos baixos, nos campos de várzea.<br />
CAR.— Flor branca, cotonosa, lembrando o " edel weis"<br />
dos Alpes.<br />
Alim. anim.— Forragem regular.<br />
APIHY, ou APEHY, ou APII — v. CAAPlÀ.<br />
APIRANGA — (Santarém )-MOURIRIA A PIRANGA<br />
Spruce (Melastomaceas).<br />
(A. p.)—HAB.- Nas praias da foz do R. Tapajoz —<br />
Maués.<br />
Mo d.— Madeira dura.<br />
Alim— Fructo <strong>com</strong>estível, adocicado, mas adstringente.<br />
' o<br />
APIRANGA — (Óbidos) v. SOCOROZEIRO.<br />
APIRANGA - (Almeirim)-MAYTENUS<br />
(Lelastraceas).<br />
Tntnhíw P -r ] } AB ir n lat V} . secca c,as serras c,e Aramum e<br />
Jutahy (região da Velha Pobre).<br />
APIXUNA — v. PIXUNA.<br />
APIXUNA - SFDEROXYLON (?)<br />
v ;<br />
{Sapotaceas). <<br />
////i,, m ) p n } B ' Terras altas, ao norte de Faro<br />
Almi.-Fructos pequenos, doces, apreciados.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
A PO CU IT A — v. MEMBY.<br />
APOLÓ — v. MAIRÀ.<br />
APUHY — v. APUÍ.<br />
APUÍ-ASSU — v. CAXÍNGUBA.<br />
APUÍ CLUSIA INSIGNIS Mart. (Guttiferaceas )<br />
c CL. GRANDIFLORA Splitg.<br />
Svx. — Guapo-y — Apuhy — Cebola grande da malta.<br />
(a. trep.)—HAB.- Epiphyta, nas arvores altas, em matutas<br />
húmidas, ou pequenas arvores semiepiphyticas em capoeiras<br />
velhas.<br />
Ora. - Flores grandes e bonitas, de côr roseo-pallido,<br />
perfume persistente.<br />
Med. pop.— Das flores extrahe-se uma resina amarella<br />
avermelhada aromatica, usada, <strong>com</strong> banha de cacao, para<br />
curar as rachas do bico do peito. — Bolbo emetico e diurético.<br />
APUÍ — (R. Tapajoz) — FICUS TAPAJOZENSIS P.<br />
Standley (Moraceas).<br />
(Ã. m.) —HAB.- Matta de terra firme.<br />
Loc.—Bôa Vista (R.Tapajós).<br />
APUÍ—FICUSs. g. UROSTIGMA Miq. (Moraceas).<br />
(Cip. e, depois, A. g.)- E' uma planta epiphyta que<br />
se desenvolve sobre outras arvores, entrelaçando suas longas<br />
raizes aereas em redor dos troncos que mata; chegando<br />
até o solo, estas raizes engrossam, unem-se lateralmente,<br />
constituindo, mais tarde, um verdadeiro tronco independente.<br />
— Látex esbranquiçado abundante.<br />
Svx.— Uapuini — Apuhy.<br />
APUHY GRANDE - (R. Tapajoz) — COUSSAPOA NÍ-<br />
TIDA Miquel. (Moraceas).<br />
Planta epiphyta.<br />
APUI-RANA — ( Furos de Breves) — STRYCHNOS<br />
ROUHAMON Benth. (Loganiaceas<br />
# = ROUHAMON GUIANENSjS Aubl.<br />
(Cip.) — Frequente na Amazônia.<br />
SYN.— Urariuva.<br />
Med.—Toxica. — Contem estrychnina (?).<br />
11
39 A AMAZÔNIA BRASII.KIRA<br />
APURUHY - V. PURUHY.<br />
' AQUIQUY (R. Tapajoz) v. FACHEIRO —<br />
ARÁ —CALADIUM BICOLOR Vent. (Araceas).<br />
(p h ) - Tajâ cie folhas longamente pecioladas, ovaes,<br />
lanceoladas, manchadas de vermelho.<br />
ARAÇÀ <strong>com</strong>mum, do Pará — BRITO A ACIDA Berg.<br />
(Myrtaceas). . .<br />
(A. p. ou a.) — HAB.- Em toda a Amazônia.— Cultivado.<br />
Mad — Madeira forte, para pequenas peças; cabos de<br />
ferramentas, moitões, obras de torno — Boa lenha e carvão.<br />
Ali tu.— Fructo amarei lo pallido, globoso; polpa amarello<br />
claro, saborosa.<br />
ARAÇÀ do CAMPO — P SIDIU M A R A Ç Á R a d d i<br />
(Myrtaceas).<br />
(a. ou A. p.) —SYN.- Araçd iba —Araçá pedra—Araçd-i<br />
— Araçá-mirim.<br />
Mad.— Própria para moitões e cabos de ferramentas.<br />
Alim.— Fructos excellentes, parecidos <strong>com</strong> goiabas, mas<br />
mais ácidos; muito apreciados para doces.<br />
Ind. — Os renovos dão matéria tinctorial. — A casca<br />
pode ser utilisada para cortume.— Lenha e carvão de alto<br />
poder calorífico.<br />
Med-Folhas adstringentes.<br />
ARAÇÁ — (R. Branco de Óbidos) - PSIDIUM<br />
._.< Myrtaceas).<br />
Alim. - Fructos grandes, <strong>com</strong>estíveis.<br />
KM S t , -(Belém) - BELLUCIA IMPE-<br />
Ki.VLià bald. e Cogn. (Melastomaceas) e outras especies<br />
cio mesmo genero.<br />
Sv.v- Goiaba de anta-Muhuba (Rio Tapajoz).<br />
HAB.- Capoeiras velhas da t. f.- ( A. p.).<br />
bastame saborosa Ct ° é Uma baga amare,,a ' <strong>com</strong>estível,<br />
ARAÇ^ do Igap^ ( R. Tapajoz} _ Eugenia esp.<br />
Myrtaceas).<br />
taceas K AÇA " PKBA ~ PSIDIUM ARBOREUM Vell. (Myr-
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
(A. m.) — Tronco geralmente achatado e <strong>com</strong> leve<br />
torsão. •<br />
Mad.— Bôa madeira para marcenaria.<br />
Jad.— Casca rica em tannino.<br />
ARAÇÀ PIRANGA — v. GOIABARANA.<br />
ARACA-LIMA — v. PALILLO.<br />
ARAÇÁ-RANA — PSIDIUM div. e EUGENIA div.<br />
í Myrtaceas).<br />
Araçás diversos, nas praias e margens de rios de<br />
aguas limpas, de fructos muito azedos, pouco ou não <strong>com</strong>estíveis.<br />
ARAÇÀ-RANA — BEL LÚCIA<br />
esp. div (Melastomaceas).<br />
ARAÇANDEUA — v. GGIABARANA —<br />
ARAM IN A — (Sul) — v UACIMA (Urena lobata ).<br />
ARAPABACA — SPIGELIA ANTHELMIA L. ( Loganiaceas).<br />
( a. p.-de Om 50 a 0m 80 ).<br />
SY.W— I/erva lombrigiieira — Brinvillière, em Fr.<br />
Med. pop.— Toda a planta é vermífuga ( principalmente<br />
a raiz).— As folhas frescas espalhadas no chão afugentam<br />
as baratas. Em dose forte é venenosa; principio toxico<br />
(ale.): spigelina (Dudley).<br />
ARAPAPA - LU EH EOPSIS VIOLACEA Standl.<br />
(Tiliaceas).<br />
(A. M.) — HAB. - na t. f.<br />
Loc.—Bôa Vista ( R. Tapajoz).<br />
Mad.— Somente <strong>com</strong>o <strong>com</strong>bustível.<br />
ARAPARY da VARZEA - (B. Amazonas) - MACRO-<br />
LOBIUM ACACIAEFOLIUM Benth. (Leg. caesalp.).<br />
Svx.— Faveira ( Cach. do R. JTapajoz )«— Fava dc<br />
Tqjnbaqui. #<br />
(A. m. ou g. ).— HAB. - Margens dos rios c lagos.<br />
Mad.— Madeira ruiva, porosa, para caixas e cellulose<br />
para papel. - D = 0,43.<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Mim. anim. — Os fructos silo procurados pelas tarta-<br />
rUS
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
ARAPOCA de CHEIRO— RAPUTIA<br />
( Rutaceas ). •<br />
(a.). — HAB. - No alto amazonas.<br />
Meti. pop.-- Casca c amêndoas aromaticas. — Casca estomachica<br />
e febrífuga; os seringueiros do A. Amazonas<br />
usam, ás vezes, mascar as folhas, em substituição das de<br />
coca.<br />
ARARA-TUCUPY. ou A. TUCUPE — v. JAPACANIM e<br />
VISGUEIRO. —<br />
ARARACANGA — AS PI DOS PE RMA DESMAN<br />
TH UM Mucll. Arg. (Apocynaceas).<br />
SYNArarauba da T. F. (Mauhés).<br />
(A. g.) — HAB. - Terra firme húmida.<br />
Loc.— Frequente na região do estuário, nas mattas<br />
altas.— Salgado, E. de F. de Br., R. Tapajoz, R. Trombetas<br />
(I .ago Salgado).<br />
Ma d. - Castanho amarello claro, fibras trançadas, grão<br />
fino, dureza media; é uma verdadeira "peroba". Própria<br />
para construcção civil e naval, marcenaria, dormentes (de<br />
bôa conservação). D = 0.90.<br />
Med— As folhas são amargas, febrífugas.<br />
Ind.— A madeira pode servir para fabricação de pasta<br />
de cellulose para papel; <strong>com</strong>pr. das fibras, lmm. 76—diam.,<br />
0,026 D/C = 1.75 ( A. Bastos - M C. P.).<br />
ARARANDEUA — PITHECOLOBIUM CAULIFLO-<br />
RUM Mart. ( Legum. mim).<br />
(A. p.) — SYN. - Ingarana ( Pará ).—Jarandetia.<br />
Mad. — Madeira branco amarellado, <strong>com</strong>pacta —dura —<br />
de bôa conservação.<br />
ARARAUBA da T. F. (Mauhés) — v. ARARACANGA. -<br />
ARAREUA — v. P.VO de ARARA — (Sickingia ).<br />
ARARI U A — v. PA O de ARARA ( Sickingia ).<br />
ARARUTA—MAR ANTA ARUSDINACfcA L. ( Maragtaceas).<br />
#<br />
(P. h.—1 m ) — HAB. • Originaria das Antilhas. — Cultivada.<br />
Alini.— Dos rhizomas, brancos, <strong>com</strong>pridos de 25 a 30<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
cm e x t r a h e - s e a tapioca chamada arrow root , especial<br />
para alimentação de creanças c enfermos.- Estes rh.zomas<br />
contém um principio acre que é considerado <strong>com</strong>o antídoto<br />
do veneno dos insectos e das frechas, mas tornam-se <strong>com</strong>estíveis<br />
depois de cozidos ou assados.<br />
AIMKY — MUCUNA ROSTRATA Benth. (Leg. pap.).<br />
(Cipó) HAB. - Nas margens dos nos.<br />
I oc. - Macapá — Mazagào — K. Solimoes.<br />
CAK.— Flores grandes, cor de fogo.<br />
ARATACIU - SAGOTIA RACEMOSA Baill. (Euphorbiaceas).<br />
SYN - Urataciú.<br />
{\ g.) __ HAB.-Na rnatta grande de t. f. húmida, em<br />
todo o E. do Pará.<br />
lnd.— A raiz cheirosa de plantinhas novas se vende<br />
em Belem.<br />
ARATICÚ manso — v. JACA DO PARA.<br />
ARATICÚ do BREJO — í Marajó ) — ANONA GLA-<br />
BRA L. = ANONA PALUSTRIS L. ( Anonaccas >.<br />
SYN. — Araticú pana — Araticií-cortiça — Arati aí da<br />
praia (nos mangaes da Costa).— Corossol sauvage, da G. Fr.<br />
(a. ou A. p.) - Loc. • Bragança, Litoral, Marajó.<br />
Mad. — Pardo escuro, <strong>com</strong> veias amarelladas, flexível;<br />
bôa para carpintaria, caixotaria, para mastros pequenos e<br />
remos.<br />
Ind. — As raizes são esponjosas, substituindo a cortiça,<br />
menos para rolhas (demasiadamente porosas). — E' o "Corkwood<br />
' dos Ingl.<br />
Mim, - O fructo parece-se <strong>com</strong> a 44 jaca do Pará<br />
ou "graviola". mas é aredondado e muito menor; tem um<br />
cheiro muito forte, ethereo, sabor especial, deixando um<br />
gosto de menthol; é amarello quando maduro.<br />
LR, A R , ATI d0 MAT0 — ROLLINIA SILVATICA (St.<br />
nu.) M. (^Xnonaceq^ ).<br />
( A. ) — Mad.- Madeira branca, bôa para gravar (pranchas<br />
de impressão de tecidos) e esculpir.--Tenra, leve. r<br />
. K f w -Pructo da grossura de uma maçã, aveludado,<br />
coberto de escamas achatadas, espaçosas. - Com estes fruc-
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />
tos fermentados, prepara-se uma bebida refrigerante e estomachica.<br />
m<br />
AR ATI CIJ do MATO — (?) ANONA LONGIFOLIA<br />
Aubl. (Anonaceas).<br />
(A. m.) —SYN. - Envireira — Corossol pinai ou a, da G. Fr.<br />
Loc. - R. Cuminá-mirim.<br />
Alim.— Fructo da grossura de uma maçã, <strong>com</strong> epiderme<br />
fino cobrindo uma carne vermelha, delicada, viscosa,<br />
de gosto excellente.<br />
Mad.— Madeira branca, bastante dura.<br />
Me d. pop.— Folhas e fructos verdes silo usados <strong>com</strong>o<br />
anti-rheumaticos.<br />
ARATICU do PARA — (?) ANONA SERICEA Dun.<br />
( Anonaceas ).<br />
(A. p.) — SYN. - Guimané savane, da G. Fr.<br />
Med. pop.— Casca e folhas antirheumaticas.<br />
ARATICU GRANDE — ANONA MONTANA Macf. =<br />
ANONA MARCGRAVII Mart. (Anonaceas).<br />
SYN.— Arati cinn- ponhè.<br />
Aliai.— Fructo grande, <strong>com</strong>estível, de cheiro penetrante.<br />
— As vezes cultivado. (Fructo parecido <strong>com</strong> o da A. muricata,<br />
mas redondo e de sabor inferior).<br />
ARENARIA — ( Marajó) - CALYPTROCARYA<br />
(Cyperaceas).<br />
(P. h. rasteira). - Aliai, aniai. Pasto medíocre.<br />
ARENARENA — ?<br />
Mact.— Còv de rosa; para moveis e construcçôes.—<br />
Dormentes.<br />
ARIÀ — TH A LI A LUTEA Stend. = MARANTA<br />
LUTE A .lacq. (Marantaceas ).<br />
(P. h.) — Aliai O rhizoma dá pequenos tubérculos em<br />
forma dc peras, brancos, muito apreciados depois de cozidos.<br />
ARIAUÀ — (Mte. Alegre ).-Q m J ALEA* GRAN DI-<br />
FLORA Mart. (Vochvsiaceas). •<br />
IIAB.— Commum nos campos de t. f. em todo o 15.<br />
Amazonas.
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Mad.- Madeira tenra, usada para construir pequenas<br />
embarcações.<br />
ARIAUÁ — V. PAOARI -<br />
ARIMARU (?) —STRYCHNOS COGENS Schomb.<br />
(Loganiaceas).<br />
Loc. - E. do Amazonas. . . ,<br />
(Cip.) — Med. - Toxico; um dos pnncipaes elementos<br />
do 41 uirari" ou "curare".<br />
AROEIRA — (Mte Alegre) — v. GONÇALO ALVES.<br />
AROUROU — (?) BURSERA (PROTIUM* SCHOM-<br />
BURGKIANUM Engl. ( Burseraceas ), = ICICA ENNEAN-<br />
DRA Aubl. (Classif. m. duvidosa).<br />
( A.) -- SYN. - Arurú.<br />
Mad.- Boa madeira de construcçào.<br />
Jnd — A resina é o "incenso de Cay ena", ou "chipa".<br />
Med.— Esta resina é antiblennorrhagica.<br />
ARRANCA PEDRAS — PHYLLANTHUS NIRURI L.<br />
(Euphorbiaceas). = P. BRASILIENSIS Muell. Arg.<br />
( P. h.) — SYN. - Quebra pedras (Bahia ) — J/erva pombinha<br />
( R. de J.).<br />
Med. pop.— O succo dos fruetos e sementes preconisados<br />
contra o diabetes e a pedra da bexiga — o decocto<br />
da raiz é anti ictérico, diurético e purgativo — o cozimento<br />
das folhas e das sementes <strong>com</strong> xarope de laranjas, é indicado<br />
contra o diabetes e <strong>com</strong>o anti ictérico.<br />
ARROZ COMMUM - (Marajó - Lagos do Cuminá)-<br />
ORIZA SÜBULATA Nees.,= ORIZA SATIVA L. var.<br />
SUBULATA (Gramíneas).<br />
(P. h.) — O typo é originário da índia: foi importado<br />
no 1 ara em 1//2; esta variedade é espontanea.<br />
SYN. - Arroz silvestre - Arroz do mato -<br />
(L. g.).<br />
Abati-mirim<br />
HAB. NOS baixos atolentos, ou formando sociedades<br />
quasi puras nos lagos pouco fundos e cujas praias argillosas<br />
descobrem em temjfb de secca.<br />
c<br />
do Cuminá" Campos baixos cle Mte - - Marajó-Lagos
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
Aliai, aaiai. — E' boa forragem antes de fructificar; depois<br />
torna-se perigoso para o gado por causa das pragafrias<br />
muito desenvolvidas.<br />
O arroz typo é cultivado em grande escala para a<br />
alimentação.<br />
ARROZ BRAVO — v. CAPIM ANDREQUICE.<br />
ARROZ do CAMPO — < Marajó) — TRACHYPOGON<br />
PO L Y .\ IO R PH US Hack. (Gramíneas).<br />
( P. h.) — HAB. - Nos campos altos, meio arenosos.<br />
Alini. aaiai. Forragem coriacea.<br />
ARRUDA —RUTA GRAVEOLENS L. (Rutaceas).<br />
( P. h.) • HAB. - Originaria da região mediterrânea —<br />
cultivada.<br />
CAR. — Cheiro forte, desagradavel; sabor aromatico,<br />
amargo.<br />
Me d. Irritante do tubo digestivo e perigosa, podendo<br />
causar accidentes mortaes - emmenagoga e abortiva—utilisada<br />
na chlorose, amenorrhea e hysterismo.<br />
ARTEMIJA — ou ARTEMÍSIA — AMBROSIA AR-<br />
TEMISIAEFOLIA L. (Compostas).<br />
(P. h.) — HAB. • Abundante nos terrenos argillosos alagadiços<br />
da planície quando ficam fora da agua.<br />
CAR.—Cheiro forte, penetrante, desenvolvendo-se logo<br />
que se esbarra nella.<br />
Mc d. pop. — As summidades floridas e as folhas são tônicas,<br />
aromaticas. febrífugas, lombricidas e antileucorrheicas.—As<br />
fumigações provocam a menstruação.<br />
ARimiA — ISCHNOSIPHON OVATUS Kcke (Marantaceas).<br />
SVX. - Caeté—Banancirinha do aiato — ( P. h. ) —<br />
ARUMÁ-ASSli — ISCHNOSIPHON OBLIQUUS<br />
(Rudge) Koern (Marantaceas).<br />
(a. g.) —HAB. - Nos logares húmidos ou pantanosos<br />
(Baixo R. Ucayali). # #<br />
SYN T . — Uaraaid—Guarunui.<br />
• •<br />
ARUMÁ MEMBECA — ISCHNOSIPHON A R U M A<br />
(Aubl.) Koern. (Marantaceas).<br />
11
10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
• &Í~-As hastes, partidas, fornecem bom material para<br />
tecer paneiros, tipitis, peneiras, esteiras... &; esta especie<br />
de arumá é a melhor para este fim.<br />
Alim.-O rhizoma é <strong>com</strong>estível.<br />
ARUMA- MIRIM - ISCHNOSIPHON SIMPLEX<br />
Hub. (Marantaceas).<br />
(a. p.)—Loc.—Nas mattas das margens do K. Arama-<br />
miry.<br />
bui.-Mesmos empregos.<br />
ARUMÁ-RANA — (Marajó) TH A LIA GENICLLATA<br />
L. var. PUBESCENS (Marantaceas).<br />
(a. de 2 m. a 3 m.)<br />
Alim— O rhizoma, assado, é <strong>com</strong>estível; elle da uma<br />
tapioca igual ao "arrow-root' - As folhas novas são<br />
também <strong>com</strong>estíveis; para o gado, ellas constituem uma<br />
bôa forragem.<br />
Ind.—As hastes servem para fazer frechas.<br />
Oni.—E' planta ornamental.<br />
ARUMA-RANA mirim. —THALIA GENICULATA L.<br />
(Marantaceas).<br />
(P. h.) — SYN. — Campará.<br />
HAB.—Abundante em campos inundados na região do<br />
estuário.<br />
Loc.-Mazagão - Gurupá—Marajó,<br />
/j/tf.—Poderia ser utilisada na fabricação dc papel.<br />
Alim. anim. — Bôa forragem, principalmente para os<br />
cavallos.<br />
ARVORE dos FEITICEIROS — CONNARUS PATRI-<br />
SII Planch. (Connaraceas).<br />
(A. p.)—Loc.- Sul da Amazônia—Goyaz.<br />
Med. pop.—E' planta inoffensiva (superstições)—As sementes<br />
são úteis contra a fraqueza geral, o abatimento.<br />
ARVORE de MACACO -v. ESPONJEIRA. —<br />
ARVORE dc TROMBETAS - v. IMBAUBEIRAS.<br />
ARVORE de S. SEBASTIÃO - EUPHORBIA TIRÜ-<br />
CALLl (huphorbiaceas), da índia.<br />
#
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
SYN.—Arvore de cor (d.<br />
CAR—Ramos verdes, sem folhas; látex branco, cáustico.—Cultivada<br />
no Pará.<br />
ARVORE de UMBELLA — CORDIA UMBRACULl-<br />
FERA DC. ( Borraginaceas).<br />
(A. p. ou m )—SYN. - Par d par d (Amazonas).<br />
HAB.—Beira dos rios e terras dos campos (Marajó).<br />
iMad. Madeira para construcção civil e marcenaria.<br />
Med. pop.—Usam da casca queimada para desinfectar<br />
as casas; a fumaça tem cheiro desagradavel.—O succo das<br />
folhas serve para lavar o globo ocular nas conjunctivites.<br />
—As raizes drenam o solo húmido.<br />
Ora.—Presta se para arborização das ruas.<br />
ARVORE de VELAS — PARMEXT1ERA CEREIFERA<br />
Secm. (Bignoniaceas).<br />
(A. p.)-Originaria de Panamá—Cultivada nos jardins<br />
Ora — Os fructos parecem uma quantidade de velas de<br />
cera amarella penduradas nos galhos pelo morrão.<br />
ASSACli — HURA CREPITANS L. (Euphorbiaceas).<br />
(A. g.)—Commum na varzea argillosa alagadiça.<br />
Sv.w- Sablicr, da G. Fr .—Possuía ivood, ou saudbox,<br />
dos Ingl. -Catauá (Perú)—Ra Kuda ivood (Estados Unidos).<br />
Mad.—Branca pardacenta, resistindo bem á humidade;<br />
própria para soalhos e forros, tamancos — deve se deixar<br />
alguns mezes n'agua. antes de serral-a, senão a poeira da<br />
serragem irrita os olhos. Também, antes de derrubar a arvore,<br />
convém sangral-a, cortando um annel da casca e deixando<br />
escorrer o látex. — D =0,50.<br />
Med.—Seiva muito caustica e venenosa, produzindo<br />
ulcerações quando cm contacto <strong>com</strong> as mucosas e até <strong>com</strong><br />
a pelle. O principio activo do látex é a "Hurina", ou "Crepitina"<br />
(Ch. Richet). Não tem fundamento a reputação que<br />
tem esta seiva de curar a morphea.<br />
Iad. O leite de assacú é, ás vezes, utilizado para tiaguijar<br />
peixe. O fructo é uma capsula dehiscente que. quando<br />
"madura e secca, arrebenta <strong>com</strong> uma pequena detonação,<br />
espalhando as sementes que são#oleagino^as (em junhojulho);<br />
as amêndoas limpas dão 40° o de oleo amarello, claro,<br />
inodoro—este oleo é venenoso nfi dose de 4 gr.—As sementes<br />
provocam vomitos, constricção da garganta, diarrhea,<br />
tenesmo e syneope.<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
ASSACÚ-RANA - ERYTHRINA GLAUCA Willü.<br />
Legum. P a P-u' m }_Hab.-Margens do Amazonas, na var-<br />
zea. ^ . ,<br />
SYN.—Suma. , , n .<br />
CAR.—Tronco aculeado, <strong>com</strong>o o do assacu — Bonitas<br />
flores alaranjadas.<br />
Mad.- Madeira branca, molle, leve para forros, ga-<br />
mellas... &• ,<br />
Med - Util contra as doenças hepaticas, mas narcotico<br />
—o chá das raizeséantirheumatico; purgativo em alta dose.<br />
ASSACU-Y - EUPHORBIÀ COTINOIDES Miq. (Euphorbiaceas).<br />
CAR.—Folhas quasi côr de cobre; látex branco, cáustico,<br />
(a. p. ).-SYN. -Maleiteira-Leiteira.<br />
Med— A raiz é purgativa, o succo leitoso das folhas,<br />
addicionado de mel,
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
(A. g. ou M.) HAB. - Frequente na T. f. de Beiern, Guru<br />
pá. „<br />
Mad. - Castanho claro, grosseira, porosa. D = 0,68.<br />
Orn — Esta arvore convém para arborisação publica.<br />
As flores são em espigas <strong>com</strong>pridas, vermelhas.<br />
ATEREUA — v. ATERIBA.<br />
ATERIBA — ESCH WEILER A, div. esp<br />
(Lecythidaceas).<br />
(A.)—Na região do Salgado.<br />
SYN.— Tiribá (E. F. Br.) —Aterebd—Atereua — Jatereua.<br />
ATURIÀ — MACHAERIUM LUNATUM (L.) Ducke,<br />
= DREPANOCARPUS LUNATUS Mcy. (Legum. dalberg.)<br />
(a. <strong>com</strong> longos ramos tortuosos). Loc. - No litoral e no<br />
estuário. No B. Amazonas até Mte. Alegre.<br />
CAR.—Espinhoso—Estende-se, ás vezes, na frente da<br />
matta marginal dos rios e furos, no estuário.<br />
ATURIÀ — DREPANOCARPUS FEROX. Mart. (Leg.<br />
dalb. ).= MACHAERIUM FEROX (Mart.) Ducke. (Leg.<br />
dalb.).<br />
(Cip.) — Em toda a Amazônia - SYN. - Juquiry.<br />
CAR.—Verdadeira peste que invade os campos de varzea<br />
quando se deixa florescer e fructificar. Os indivíduos<br />
velhos trepam em arvores <strong>com</strong>o cipós.<br />
Med— As folhas são resolutivas.<br />
AUATI — v, MILIIO.<br />
AUIBA (?) — X1LOSMA BENTHAMI Griseb., e X.<br />
DIGYNUM Benth. ( Flacourtiaceas).<br />
(A. p.)—SYN. - Aui-tiva.<br />
Loc.—Pará e Amazonas.<br />
Mg d.—Muito resistente, mas de pequenas dimensões.<br />
Bom <strong>com</strong>bustível.<br />
Med. - Aromatica— Casca adstringente.<br />
AVENCA — GYMNOGRAMMA^ CALOMELANOS<br />
Kaulf. (Polypodiaceas).<br />
# (P. h.). .<br />
Loc.—R. Anauerá-pucú.<br />
Ora.—Folhas brancas, orladas de verde e vermelho<br />
11
10<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
AVENCA - LYGODIUM VOLUBILE Sw. (Fetos).-<br />
• Loc. - Rio Counany.<br />
AVENCA miuda - ADIANTUM C UNE ATUM Fischer<br />
(Filicineas). ,<br />
Med.- A infusão das folhas e peitoral.<br />
Ont,—As folhas são delicadas, muito recortadas.<br />
AVENCA grande — ALSOPHILA FEROX Presl. Cvatheaceas)<br />
e HEMITELIA MULTIFLORA R. Br. (Cyatheaceas).<br />
r, N<br />
SYN. — Sa mamba ia grande — ronge re arborescente,<br />
em Fr.<br />
CAR.—Raras vezes chegam a ter um pequeno tronco<br />
de menos de 1 m. de altura ; nas cabeceiras do lago de<br />
Mariapixy (M. de Faro) encontram-se alguns exemplares<br />
<strong>com</strong> troncos de lm.70 a 2 m.<br />
AVI NEIRA — (Macapá) —v. ANDIRÁ-UCHY (Andirá<br />
inermis).<br />
AYAPÁNA — EUPATORIUM AYAPANA Vent.<br />
(Compostas).<br />
(a. p.—de lmõO a 2m.) — Espontâneo ou cultivado nos<br />
jardins.<br />
SYN .—Japona ou Ia pana (Amazonas) — I/erva de cobra.<br />
CAR.—Flores de cheiro agradavel.<br />
Med.—Antiscorbutico, tonico, estomachico, aromatico—<br />
adstringente energico contra a diarrhea c a dysenteria — A<br />
infusão das folhas é um poderoso sudorífico—As folhas frescas,<br />
ou o seu succo, ajudam a cicatrização das feridas—Empregada<br />
contra o veneno das cobras.<br />
AYOU — v. CANELLA PRETA.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 45
A AMAZOXIA BRASILEIRA
B<br />
BACOPA — BACOPA AQU ATIÇA Aubl. (Scrophulariaccas).<br />
(PI. h. rasteira).—HAB.- Nas margens dos rios.<br />
Med. pop.—Vulneraria—Em banhos contra rheumatismos;<br />
em gargarejos contra anginas e stomatitas—Applicam<br />
as folhas nas queimaduras.<br />
BACUPARY — SALACIA MICRANTHA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />
(a. p.-0m30).<br />
BACUPARY—SALACIA COGNATA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />
( a.).<br />
BACUPARY—SALACIA LAXIFLORA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />
( a. ).<br />
BACUPARY—SALACIA COR YM BOS A Hub. (Hippocrateaceas).<br />
(A. p. ou a.) —Loc. - Alto Amazonas.<br />
BACUPARY — RHEEDIA MACROPHYI^LA (Mart.)<br />
PI. e I r. (Guttiferaceas).<br />
* (A. p.)—SYN. • Dacury-pary (BelCm-Baixo Amazonas).<br />
Mad.—Para marcenaria (obras pequenas).<br />
Ind.—A casca serve para cortume.
10 64 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mim -Fructo amarelio, liso, de grossura de um peqüfeno<br />
ovo de gallinha; polpa mais acida do que a doba-<br />
cury.—<br />
E outras especies do mesmo genero Rhecdia, <strong>com</strong><br />
fructos lisos ou ásperos, todos <strong>com</strong>estíveis.<br />
BACURY BRAVO -MORONOBEA CANDIDA Ducke<br />
(Guttifuaccas^^^ \|attas não inundáveis.<br />
Loc.—Mauhés, Juruty Velho.<br />
BACURUBIJ — (de Rio de Janeiro) — SCHIZOLOBI-<br />
ÜM EXCELSÜM Vogel (Leg, çaes )<br />
Na Amazônia (T. f. de Óbidos), encontra-se a especic<br />
SCHIZOLOBIÜM AMAZONICÜM Ducke - v. PARICA'.<br />
BACURY— PLATONIA INSIGNIS Mart. (Guttifera-<br />
CCÍLS.<br />
SYIx.-lbá-ciiry (L. g.)—Parcouri (G. Fr.) ou parcourisoufre.<br />
CAR.—Copa em forma de cone virado <strong>com</strong> a ponta<br />
para baixo.<br />
(A. g.).—HAB. - Mattas de T. f., de preferencia não<br />
muito afastadas de campos naturaes.<br />
Loc.—Salgado—Bragança—Costa S. E. de Marajó-R.<br />
Capim - R. Tocantins.<br />
Mo.d.—Madeira amarellajbôa para construcção naval,<br />
soalhos, carpintaria; própria para tanoaria e segeria.—<br />
D = 0.90.<br />
In d—As sementes são oleaginosas; as amêndoas dão<br />
65°/o de uma gordura de cor castanha avermelhada escura.<br />
Alim.—Fructos grandes, redondos, da grossura de<br />
uma laranja; a pelle, grossa, é resinosa, mas a polpa branca<br />
que envolve as sementes é agri-doce, perfumada, de<br />
gosto agradavel, utilisada para fabricar doces, <strong>com</strong>potas,<br />
xaropes e sorvetes saborosos.<br />
Ora.—A arvore é frondosa, magnifica quando coberta<br />
de flores róseas ou raramente brancas.<br />
M \ - r ' P A R * selvagem — RHEEDIA aff. ACUMI-<br />
INAIA 1 lanch. e l r. # (Guttiferaceas). •<br />
"Estr. de F. de Bragança.<br />
Mad.—resinosa; óptima lenha—carpintaria.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 49<br />
Ali ni— Fructos menores do que os do Rh. macrophylla;<br />
peile coriacea, rugosa ; polpa <strong>com</strong>estível, azeda. \<br />
BAGACEIRA — v. TATAJUBA, de Bclcm.—<br />
BALATA verdadeira — MIMUSOPS BIDENTATA DC.<br />
(Sapotaceas) = MANILKARA BIDENTATA (A. DC.) A.<br />
Chev.<br />
(A. G.)—SVN. - Balata franc, ou Balata rouge (G. Fr.)<br />
— Bullet tree (Ingl.)<br />
HAB.-Matta de T. f., numa zona bastante larga que<br />
se estende de cada lado das serras que separam do Brasil<br />
a Venezuela e as Guyanas.<br />
Loc. Altos R. Erepecurú, Curuá, Maicurú e Paru.<br />
— Rio Branco (nos limites <strong>com</strong> a Guyana Ingl.).<br />
yiad. — Vermelha, quasi roxa, muito <strong>com</strong>pacta e resistente;<br />
de primeira qualidade para construcçáo civil e naval,<br />
obras hydraulicas. dormentes—<strong>com</strong>bustível de alto poder calorífico<br />
(queimando, desprende cheiro de canella da índia).<br />
— D = 1,10.<br />
Ind.—O látex, branco, abundante, dá a verdadeira "balata'<br />
do <strong>com</strong>mercio, succedaneo da "Gutta - percha".<br />
BALATA ROSADA— SIDEROXYLON RESINIFE-<br />
RUM Ducke (Sapotaceas).<br />
SVN. - Rosadinha (Tonantins).<br />
(A. (}.)- Loc.-Matta não inundavel perto de Tonantins<br />
(Amazonas).<br />
Ind.— Dá uma balata de qualidade visinha da "coquirana",<br />
mas pouco abundante.<br />
BALATA ROSADA —SIDEROXYLON CYRTOBO-<br />
TRYUM Miq. (Sapotaceas).<br />
SYN — Rosadinha.<br />
(A. G.) —Loc.- Manáos, em matta não inundavel.<br />
lad.— Produz em pequena quantidade um succedaneo<br />
da balata, de qualidade inferior.<br />
BALATINIIA — Ao que parece, este nome é dado a<br />
varias Sapotaceas (conforme a localidade).<br />
• BALSAMINA—IMPATIENS BALSAMINA L. (Balsaminaceas).—Orig.<br />
da índia.<br />
(PI. h.) - Cultivada nos jardins.
50 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
SYN - Beijo de frade - Meli adro.<br />
orn — Muitas variedades, <strong>com</strong> flores bonitas, simples<br />
ou dobradas.<br />
BALSAMO - (R. Acre) - MYROXYLON PE RUI FE-<br />
R U M ( A L ' g ( V i g s K ^ m ^ (Estados do Sul) - /*,/.<br />
santo (Serras do Ceará). , D .<br />
Loc.— Não se encontra nos Estados do Pará e do<br />
Amazonas. . .<br />
Med — Dá um succo balsamico, de cor rubra-escura,<br />
cheiro agradavel, empregado <strong>com</strong>o peitoral e contra os catarrhos<br />
da bexiga.<br />
Mad.— Bonita madeira vermelha <strong>com</strong> manchas escuras,<br />
para obras de luxo.<br />
BALSAMO - ( R. Madeira ) - OGEODEIA AMARA<br />
Ducke ( Moraceas).<br />
SY.W— Quina<br />
BAMBU e BAMBUSINHO — v. TABOCA. —<br />
BANANEIRA—MUSA esp. div. que se dividem em<br />
numerosas variedades. (Musaceas) —Origin. da Asia meridional.<br />
I o . — Bananeira de fructos <strong>com</strong>estíveis:<br />
lad.— Do tronco pode se extrahir fibras fortes, mas<br />
cm muito pequena quantidade e deve notar-se que o melhor<br />
rendimento somente é obtido cortando a bananeira na época<br />
da florescência, não se podendo assim aproveitar os fructos.<br />
Aliai — Os fructos das bananeiras silo dos melhores e<br />
dos mais úteis; maduros, constituem uma excellente sobremesa<br />
e <strong>com</strong> elles preparam-se doces e <strong>com</strong>potas saborosas;<br />
verdes, as bananas grandes, cozidas ou fritas, são um legume<br />
apreciado, mas não de valor alimentar tão grande<br />
<strong>com</strong>o se acredita geralmente.<br />
a— Banana pequena — MUSA SAPIENTIUM L.<br />
r ~ ^ l u a n a fgo — Sweel plantain (Ingl.)<br />
LAR.—No cacholas bananas são viradas para cima.<br />
Aliai.—Os fructos se <strong>com</strong>em maduros c crus.<br />
Muitas variedades:
Cumaru (Cournarouna odorata)
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 51<br />
BANANA MAÇA ou BANANA BRANCA<br />
CAR.-- Tronco verde roseo ou verde amarello, tom<br />
manchas castanho — peciolos roseos — frueto quasi cylindrico;<br />
pelle fina, amarello claro quando maduro; polpa<br />
branca, sabor doce e agradavel; peso de 100 a 200 grs.-cacho<br />
de 10 a 30 ks. <strong>com</strong> 60 a 150 fruetos.<br />
BANANA PRATA -<br />
CAR.—Tronco verde claro—frueto <strong>com</strong> cinco quinas<br />
bem visíveis, amarello quando maduro—polpa branca, lustrosa,<br />
perfumada.<br />
BANANA INAJÁ —<br />
CAR. -Tronco vermelho escuro; folhas quasi verticaes<br />
—frueto pequeno, pesa de 30 a 60 grs, roliço; amarello vivo<br />
<strong>com</strong> pequenas manchas quasi pretas, quando maduro —<br />
polpa amarella de ouro, aromatica, doce, saborosa. E' talvez,<br />
a melhor banana de sobremesa e a que dá os doces<br />
mais delicados.<br />
BANANA PIRAUÁ —<br />
SYN —B. de Barbados—B. de Cayenna — B. chorona -<br />
B. de Tapaná.— Gros Michel, das Antilhas.<br />
CAR. - Tronco largamente manchado de castanho escuro<br />
; peciolo vermelho escuro nas margens — Frueto verde<br />
amarei lado quando maduro, <strong>com</strong>prido, um pouco arqueado<br />
— polpa branco rosado claro, fortemente perfumada. Cachos<br />
de 15 a 25 ks. (120-160 fruetos) - Tendo a pelle bastante<br />
espessa, esta banana transporta-se bem, mesmo sem emballagem<br />
especial.<br />
BANANA S. THOMfi —<br />
CAR.— Peciolo e folha vermelho-castanho por baixo —<br />
frueto grosso, amarello esverdeado quando maduro—cacho<br />
grande, mas pouco apertado-polpa rósea, aromatica.<br />
BANANA ROXA —<br />
CAR.—Tronco e folha vermelho - castanho escuro T<br />
frueto vermelho arroxeado - polpa amarello carregado, muito<br />
aromatica. • •<br />
BANANA SAPO-<br />
SYN.—Banana jadia.<br />
CAR.—Tronco e peciolo verde claro—frueto grosso e
52<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
curto, <strong>com</strong> 5 quinas salientes-pelle muito espessa, dura -<br />
polpa doce mais pouco saborosa-Utilisada somente para a<br />
alimentação dos animaes.<br />
liAiUNA FIFI - _ , . ,<br />
Cachos de 100 a 130 bananas viradas para cima, pequeninas.<br />
<strong>com</strong> 5 quinas bem acentuadas.-Sem valor-A bananeira<br />
cresce muito: o tronco é alto, as folhas grandes.<br />
b- Banana grande - MUSA PARADISÍACA L.<br />
SYN. Banana pacova—plantam (Ingl.)<br />
CAR.—No cacho, os fructos estão virados para a ponta<br />
da espiga floral. .<br />
Álini.— Os fructos se <strong>com</strong>em cosidos, fritos ou assados<br />
quando ainda verdes e crûs quando maduros.<br />
Diversas variedades:<br />
HA NANA PACOVA COM M LM -<br />
CAR.—Tronco e peciolo verdes, tendo estes as margens<br />
levantadas, formando bainha—fructo de 20 a 30 cms.<br />
de <strong>com</strong>prido e 5 a 6 cms. de diâmetro, <strong>com</strong> 3 ou 4 quinas<br />
bem apparentes, um pouco arqueado —Pelle grossa, amarella<br />
na madureza- polpa um pouco dura, branca amarellada,<br />
pouco assucarada, mas de gosto agradavel—Peso do fructo<br />
de 250 a 400 grs.-cachos de 20 a 35 bananas, pesando de<br />
7 a 14 kilos.<br />
BANANA PACOVV —<br />
CAR.— Folhas muito largas—Fructo fortemente arqueado,<br />
alongado, menor do que a pacova, mas cachos enormes,<br />
muito apertados.<br />
c~ Banana anã - MUSA CAVENDISHII Lamb. = M.<br />
SINENSIS Sweet.<br />
, Sy^.-Banana caturra — Banana cambota — Banana<br />
da Uiiiia— Banana nanica.<br />
CAR.—Tronco pouco elevado (Im.), forte; folhas verde<br />
escuro por cima, verde mar por baixo—Peciolo formando<br />
bainha cacho grande (25 a 40 ks.) indo até o chão-Fructo<br />
parecido cogi a banana pirauá, arqueado, roliço, verde-amarello<br />
quando maduro (fité mais de 200 em cada cacho).-O<br />
crescimento desta bananeira
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 53<br />
2 o . — Bananeiras de fructos não <strong>com</strong>estíveis:<br />
Abaca-MUSA TEXTILIS Née. Das Ilhas Philippinas.<br />
—A cultura desta bananeira ainda não foi experimentada<br />
na Amazonia, li' a única bananeira que dá boa fibra < Manilla-Chanvre<br />
de Manille, em Fr.) em proporção vantajosa<br />
para a exploração industrial.<br />
BANANEIRA BRAVA ou BANANEIRA de LEQUE —<br />
v. PACOVA SOROROCA.<br />
BANANEIRA do MATTO — HELICONIA BIHAI L.<br />
(Musaceas).<br />
(PI. h. até 4 m. de alt.).-Svx. - Balisier (G. Fr.).<br />
íad. Dá boa cellulosa para a fabricação de papel.<br />
. Mim.—As sementes são <strong>com</strong>estíveis<br />
Meei. -As raizes são um brando adstringente.<br />
Ora. -Cultivada <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />
BANANEIRINHA do MATTO — HELICONIA BRA-<br />
SILIENSIS Hook (Musaceas).<br />
(PI. h.) —SYN. • Balisier (na G. Fr.)—Canna.<br />
Meei. pop. - As sementes contusas n'agua são usadas<br />
contra as diarrhéas —O cosimento da raiz é empregado cm<br />
injecções nas gonorrhéas.<br />
BANANEIRINHA do MATTO — Este nome applica-se<br />
ainda a varias outras especies do mesmo genero Helicouia;<br />
a mais <strong>com</strong>mum é a H. PSITTACORUM.<br />
BANANEIRINHA do MATTO — v. ARUMA. (Ischno<br />
siphon ovatus).<br />
BARATINHA— ( Breves) - CARAIPA MACRO-<br />
PHYLLA Mart. (Guttiferaceas).<br />
(A. m.).<br />
lad.— A semente, achatada de côr castanho, contem<br />
uma amêndoa oleaginosa que dá 60° o xle oleo espesso, solidificando-se<br />
em parte, côr castanho-esveyieado escura, de cheiro<br />
desagradavel — safra (cm Belem) de fevereiro até abril.—<br />
E varias outras especies do mesmo género Caraipa.
*<br />
54 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
BARATINHA-CASSIA FASTUOSA Willd (Legum.<br />
CaeSa ( 1P 4 'm.) —Indígena nas mattas, em terreno argilloso.<br />
SYS— Angico (por confusão <strong>com</strong> Piptadenia) — Barbatimão<br />
(Amazonas).- Chuva de ouro (Belem) - Faveirinha<br />
( Rio Tapajoz). ..<br />
Loc — Belem — Bragança — R. Moju — Mazagao — Almeirim<br />
- R. Xingu — Santarém — R. Trombetas.<br />
Om — Cultivada em Belem: llores amarellas em grandes<br />
cachos pendentes.<br />
BARBA de BARATA- CAESALPINIA PÜLCHER-<br />
RIMA Svv. ( Legum. caesalp.). #<br />
í A.) — Origin. das Antilhas.—Cultivada.<br />
Med. pop.- Raizes toxicas.— A infusão das flores e das<br />
folhas 6 emmenagoga e considerada <strong>com</strong>o abortiva.<br />
BARBA de BODE — (Marajó) - ERAGROSTIS REP-<br />
TANS Nees (Gramíneas).<br />
( PI. h., de Om 22 a Om 35 ).<br />
Loc.—Commum no baixo Amazonas e estuário.<br />
Alirn. anim.—P'orragem excellente para os cavallos:<br />
macio, substancial. — Nos campos baixos, resiste aos mais<br />
longos verões.<br />
BARBA de BODE — (Campos de Cunani) - ONCOS-<br />
TYLIS sp.<br />
BARBA de BODE — CYPERUS RADIATUS Vahl.<br />
(Cyperaceas).<br />
Svx. Capim cortante (PavX)—Tiririca do caaipo.<br />
Aliai, aairn.— Forragem.<br />
Ind.—Utilisado para a fabricação de esteiras—Poderia<br />
dar pasta para papel.<br />
BARBA de BOI — v. PARATURA.<br />
BARBA de CABRA - ARUNCUS AMERICA NUS Rafin.<br />
(Rosaceas).-Exótica.<br />
(a p.)•-- Svx. - Rarba de paca.<br />
Med. pop -Adstringente, tônica e febrífuga. *<br />
U/7L—Cultivada <strong>com</strong>o planta ornamental/<br />
BARBA de PACA - v. BARBA de CABRA.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 55<br />
BARBA de PACA — NEPSERA AQUATICA (Aubl.)<br />
Naud. (Melastomaceas). 9<br />
(a.)—HAB. - Nas capoeiras novas e na beira dos caminhos.<br />
Loc.— Muito abundante em Belem.<br />
Mcd. pop.— Toxica (?).— As folhas são usadas contra<br />
a hematúria intertropical.<br />
BARBA de VELHO — TILLANDSIA RECURVATA<br />
L. { Bromeliaceas).<br />
CAR.— Planta epiphyta, lembrando pequenas moitas de<br />
gramíneas.<br />
A TILL ANDSI A USNEOIDES L., muitas vezes citada<br />
<strong>com</strong>o amazoniense não se encontra na Amazônia; foi<br />
encontrada unicamente no Gurupy.<br />
BARBA de VELHO — ANDROPOGON VIRGINICUS<br />
L. (Gramíneas).—v. CAPIM MEMBECA.—<br />
BARBADINHO — v. CARRAPICHINHO.<br />
BAI IBADINHO — (Marajó) — DESMODIUM BAR-<br />
BA'TUM Benth. (Leg. hedys. >.<br />
. Htm. anini. — Forragem.<br />
BARBASCO —CLIBADIUM BIOCARPUM Mart.<br />
( Compostas).<br />
Meu.— Narcotico; o principio activo é a Clibadina<br />
( Ale. ?).— Utilisado para " tinguijar " peixe.<br />
BARBATIMÃO—(Nome dado no Sul ás plantas deste<br />
genero) STRYPHNODENDRON ANGUSTUM Benth.<br />
( Legum. mim.).<br />
Loc — No Amazonas.<br />
(A. m ).<br />
BARBATIMÃO — ( Nome dado no Sul ás plantas deste<br />
gênero) STRYPHNOI)EXI)RON MICROSTACIIVUM<br />
Benth. ( Legum. mim.).<br />
» BARBATIMÃO—(Nome dado r*> Sul ás plantas deste<br />
genero) STRYPHNODENDRON GUYANENSE Benth.<br />
[ Legum. mim.).
56<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
RARBATIMÃO—(Nome dado no Sul ás plantas deste<br />
e«ero) STR Y PI-1NODEN D RON GUYANENSE var. FLO-<br />
RIBUNDUM Benth. (Legum. mim.).<br />
Svx — Paticarana (Pará<br />
Jfi'd — A casca pode servir para cortume.<br />
1 led pop.—A casca 6 adstringente e amarga; a decoccào<br />
6 empregada em lavagens contra a leucorrhéa; em<br />
pó sobre as ulceras; em chá contra as hemoptyses; é chamada<br />
ás vezes casca da virgindade devido á sua energica<br />
acção styptica.<br />
BARBATIMÃO — (Mte. Alegre — Almeirim ) — JACA-<br />
RANDA' BRASILIANA (Bignoniaceas ).<br />
BARBATIMÃO — (Amazonas) v.— BARATINHA.<br />
BARBATIMÃO (Monte Alegre) - VATAI REA MA-<br />
CROCARPA (Benth.) Ducke (Leg. caes.)<br />
(A. m.).—HAB.-Campos altos arenosos.<br />
Loc.—Alcobaça—Serras de Almeirim —Santarém.<br />
CAR.—Flores azul-roxo claro.<br />
BATATA da PRAIA — v. SALSA da PRAIA.<br />
BATATA de CABOCLO — BIG NO NI A EXOLETA<br />
\ ell. (Bignoniaceas).<br />
(Cip.).<br />
SVN.—Jeticarana— Unha de morcego.<br />
Ind.—Dos tubérculos extrahe-se tinta.<br />
BATATA de PURGA — OPERCULINA ALTÍSSIMA<br />
Meissn. (Convolvulaceas).<br />
(Cip.).<br />
Med.—Raiz drastica.<br />
nrr r S BRAVA - (R. Tapajoz) -STIGMAPH YLLON<br />
rULOENS (Lam.) Juss. (Malpighiaceas).<br />
-IPOMAEA BATATAS Lam. (Con-<br />
0n - m v ,a °u da America; acclimada e<br />
cultivada em terrenas húmidos).<br />
ü 1. h. rasteira)-Svx. - Palate douce (Fr.) Sweet potato
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 57<br />
CAR.—Fructifica raras vezes; multiplica-se pelos renovos<br />
nascidos dos tubérculos. •<br />
Aliai.- O peso dos tubérculos alongados pode variar<br />
de 200 grs. até 5 ks.-Cosidos, constituem um alimento delicado<br />
e saboroso, <strong>com</strong> gosto intermediário entre o da castanha<br />
e o da batata. — Os tubérculos não se conservam e<br />
devem ser utilisados pouco depois de arrancal-os.—As folhas<br />
novas podem substituir os espinafres.<br />
íiul — Os tubérculos contem amido e assucar; prestamse<br />
para a fabricação de álcool.<br />
BATATÃO AMARELLO (Marajó) — OPERCULINA<br />
PTERODES Meissn. (Convolvulaceas).<br />
(Cip.).— CAR. - Flores amarellas.<br />
Me d.—A raiz é um purgativo violento.<br />
BATATÃO ROXO (Marajó) - IPOMAEA PENTA-<br />
PHYLLA .lacq (Convolvulaceas).<br />
(Cip.) — SYX. - Campainha dos tintureiros.<br />
CAK.—Flor roxa.<br />
Med. pop.—Às flores são usadas em banhos contra as<br />
conjunctivites.<br />
Jad.—Á planta dá matéria corante vermelha.<br />
BATATA - RANA (Marajó ) — VIGNA LUTEOLA<br />
Her.th. (Legum phas.).<br />
(Cip.)—HAB. - Nos campos argilosos húmidos e praias<br />
marítimas.<br />
Aliai. anim. - Bôa forragem para os cavallos.<br />
BATATA - RANA — IPOMAEA SETIFERA Poir.<br />
(Convolvulaceas).<br />
(Cip.)—Flores purpureas.<br />
SYX.—Campainha vermelha.<br />
BAUNILHA - VANILLA A ROM ATIÇA Swartz.<br />
(Orchidaceas).<br />
VANILLA GUYANENSIS L. (Orchidaceas).<br />
VANILLA DUCKEI Hub. (Orchidaceas).<br />
e outras V. « •<br />
(Cip)-HAB. - Commum nas mattas de t. f. e. sobretudo*<br />
de varzea. conforme as especies.<br />
Os fructos seccos em condições determinadas contem<br />
"vanilina".<br />
t
*<br />
58 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _ _ _<br />
AHm— Serve de condimento.<br />
Xled.—Estimulante e aromatica.<br />
« /,„/-Empregada em perfumaria<br />
As especies de baunilha que se encontram na Amazônia<br />
são relativamente pouco aromaticas; a baunilha do México<br />
(Vanilla planifolia Andr.), de qualidade superior, é<br />
acclimada na Amazônia onde sua cultura poderia se desenvolver.<br />
BAUNILHA do CAÇADOR — v. PARASITAS.—<br />
BAUNILHASINHA — v. PARASITAS.—<br />
BEBERU— v. BI BI RU.—<br />
BEGÔNIA — (Bcgoniaceas).<br />
SYN.-Coração de estudante (no Sul).<br />
Numerosas variedades cultivadas.<br />
Orn.—Notáveis pelas folhas grandes, variadas de forma<br />
e de coloração e os belios cachos de flores brancas ou<br />
côr de rosa.<br />
BEIJO de FRADE — v. BALSAMINA.<br />
BELDROEGA— PORTULACA OLERACEA L. (Portulacaceas)—<br />
Origin. da Asia occidental; subespontanea e<br />
cultivada na Amazônia.<br />
(PI. h.).<br />
Aliai.—As folhas <strong>com</strong>em-se em salada ou cozidas.<br />
Med.—As sementes são diuréticas e emmenagogas.<br />
BELDROEGA DA FLÔR GRANDE — P O R T U L A C A<br />
GRANDIFLORA Hook. (Portulacaceas).-Orig. dos Andes.<br />
Aliai.— A raiz tuberosa é <strong>com</strong>estível.<br />
Ora.—Flores de cores diversas.<br />
NTVT?N L í( E ? NHA - < Rio Trombetas)- LOPHOSTOMA<br />
UlíSiJ/U Ducke (Thvmelaeaceas).<br />
7T. Car ' Magnifica folhagem encarnada.<br />
Loc.-kio Mapuera—O ri ximin á.<br />
BELLA — v. FL&R DE S. JOÃO.—<br />
• r<br />
-P n'twin L ra.T PLUMBAGO CAPENSIS Thbg.,<br />
- P. GRANDIFLORA Ten. (Piumbaginaceas).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 59<br />
(a.) - Orn. - Flores azul desmaiado abundantes e persistentes.<br />
BENJAMIN — FICUS BENJAMIN A L. (Moraceas)-<br />
Origin. da índia.<br />
(A. m.)—CAR. - Fructos muito pequenos, avermelhados<br />
<strong>com</strong> pontinhos brancos.<br />
Orn.— Muito aproveitado para arborisação das ruas e<br />
praças.<br />
BEQUE — TRICHANTERA GIGANTEA H. B. K.<br />
(Acanthaceas).<br />
BERINGELA — SOLANUM MELONGENA L. (Solanaceas).—Origin.<br />
da Índia.<br />
Cultivado.<br />
Alim.—O fructo é um bom legume; a variedade <strong>com</strong>prida,<br />
roxa, 6 a melhor. — Valor alimentar muito fraco. --<br />
Antes da madureza, a beringela contem uma proporção notável<br />
de "solanina", principio toxico bastante activo.<br />
BERTALHA — BASELLA RUBRA L. var CORDI-<br />
FOLIA (Chenopodiaceas). — Origin. da China.<br />
Alim— As largas folhas <strong>com</strong>em-se cosidas, <strong>com</strong>o espinafres.<br />
BETRE AROMATICO — v. JAMBU-RANA.<br />
BIBIRÚ — OCOTEA RODI A EI Mez. (Lauraceas).<br />
(A. g.) Ainda não foi identificada scientificamente<br />
Amazônia.<br />
na<br />
1<br />
SYN.—Ilauba branca (Amazônia)—Beberá-Louro bibirá<br />
— Jtauba<br />
(G. Fr.).<br />
vermelha — Greenheart (Ingl.) — Bois de fer<br />
Mad.—Madeira muito dura e densa, assetinada, de cor<br />
castanho esverdeado ou verde escuro, aromatica — de primeira<br />
qualidade para obras immersas (portas de represas,<br />
estacas, trapiches), construcções navaes; não é atacada pelo<br />
turá— marcenaria dormentes. .<br />
Med.-A casca é excitante, aromatica, tônica e febrífuga;<br />
contem os alcalóides beberina ^ nectandrina\ o sulfato<br />
de beberina 6 aconselhado nas febres intermittentes.<br />
BICUHYBA CHEIROSA — VIROLA THEIODORA<br />
Spruce (Myristicaceas).
#<br />
60 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Alim —As folhas seccas substituem o chá.<br />
. (A. .).<br />
BILIMBI—AVERRHO A BIL1MBI L. (Oxalidaceas)<br />
(A. p.) Origin. da Asia tropical. — Cultivada na Ama-<br />
zônia. ^<br />
SYN.-Limão de Cayenna<br />
Alim.—Fructos ovacs, de / cms. de <strong>com</strong>prido, parecidos<br />
<strong>com</strong> pequenos pepinos, de côr amarello-esverdeado;<br />
não se <strong>com</strong>em crus, mas prepara-se <strong>com</strong> elles doces, xarope,<br />
bebida fermentada e conserva 110 vinagre.<br />
M.-Com fructos verdes, limpa-se metaes e tira-se<br />
nodoas de ferrugem da roupa.<br />
BIRIBÀ — ROLLINIA aff. ORTHOPETALA A. DC.<br />
(Anonaceas).<br />
(A. m.).—Origem sul-americana — Cultivada na Amazônia.<br />
SYN . — Anona (Peru) — Fructa da Condessa (Rio de<br />
.Ian.)<br />
Aia d. — Dura. para esteios, pranchas, obras internas,<br />
caixas.<br />
Aliai. - Fructo do tamanho de uma laranja, de côr castanho-claro,<br />
de apparencia escamosa, polpa branca, <strong>com</strong>estível,<br />
acidulada, agradavel.<br />
BIRIBA-RANA — DUGUETIA SPIXIANA Mari. tAnonaceas).<br />
(A. m.)<br />
M(id.—Madeira branca amarellada. muito leve, para<br />
forros e caixas, bóias, jangadas, cellulose para papel.<br />
Alim.—Fructo <strong>com</strong>estível.<br />
BOA NOITE— IPOMAEA BONANOX L. (Convolvulaceas).<br />
(Cip.).<br />
Me d. pop. - Em banhos quentes <strong>com</strong>o antirheumatica.<br />
Um.-Flor bonita para jardins.<br />
BOCCA^de DRAGÃO - v. PARASITAS.<br />
• r<br />
BOCCA de LEÃO - ANTIRRHINUM M A .1 ü S L.<br />
(ocrophulanaceas).—Origin. da Europa
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
(PI. h.).<br />
Oni.—Flôr para jardins. •<br />
BOCHECHA de VELHO- (Amazonas) - SALACIA<br />
POLYANTHOM ANI ACA Barb. Rodr. (Hippocrateaceas).'<br />
SYN.— Tuyiié-tipi.<br />
(Cip.) — HAB. - Nos igapós.<br />
Alim — Fructo: drupa globosa.de cor alaranjada, <strong>com</strong><br />
polpa branca, esponjosa, <strong>com</strong>estível mas insípida.<br />
BOIA-CAA — v. PARACARY.<br />
BOIEIRA — SOLANUM<br />
Solanaceas).<br />
(a.).<br />
Mad.— O tecido da madeira 6 muito grosseiro, poroso,<br />
mas firme, de côr branco-pardacento, muito leve; ú utilisada<br />
para bóias de redes de pescar e para salva-vidas. D = 0,15.<br />
BOIUSSü— v. BUIUSSÜ.<br />
BOLAINA ( Amazonas) — (?) GUAZUMA RÓSEA<br />
Popp. e Endi. (Sterculiaceas).<br />
CAR.— Flores róseas.<br />
BOLOTEIRO — BOMBAX ?<br />
(Bombaceas).<br />
SYN. — Inibira-tanha. (Ceará).<br />
(A. G.) -CAR.- Parece <strong>com</strong> sumahumeira.<br />
Ind. — Dá kapok e oleo.<br />
Med. pop. -O cozimento da ca^ca é uzado para curar<br />
as queimaduras.<br />
BOLOTEIRO — v. VISGUEIRO.<br />
BOMBONASSA ( Amazonas ) — C A R L U D O V 1 C A<br />
PALM ATA R. e Pav. (Cyclanthaceas).<br />
SYN.— Jipijapá (Perú).<br />
Ind. - Com os grelos novos ou folhas do centro prepara-se<br />
uma palha para confecção de chapéus imos (de 1 anamá<br />
ou de Chile), v. JIPIJAPA.—<br />
BORBOLETA— HEDYCHIUM CORONARIUM Koen.<br />
(Zingiberaceas.).—Origin. da índia.<br />
61
62<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
SYN.— Lirio cio brejo (no Sul). . ... .<br />
, f p| h.)—HAB. - Alagadiços e margens dos rios. (Muito<br />
frequente^ hastes prestam-se para a fabricação do papel<br />
e dão boas fibras para tecelagem, tapeçaria, cordoalho.<br />
Alim.— Q rhizoma dá uma fécula alimentícia, <strong>com</strong> propriedades<br />
purgativas quando imperfeitamente lavada.<br />
Meei. />
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 63<br />
BOTA (R. Tapajoz) — PALICOUREA CORYMBIFE-<br />
RA (Muell. Arg.) Standl. (Rubiaceas).<br />
BOTÃO dc OURO — v. MAYACA.—<br />
BOTÃO de OURO— v. JUPICAHY—<br />
BOTÃO de OURO ( Marajó ) — X Y RIS PALLID A<br />
Mart. (Xyridaceas)<br />
(PI. h.)—HAB. - NOS solos argillosos encharcados.<br />
BOTÃO de OURO ( Marajó ) — X I RIS LAXIFOLIA<br />
Mart. (Xyridaceas)<br />
(PI. h.)-HAB.-Nos solos argillosos encharcados.<br />
() mesmo nome vulgar é applicado a outras especies<br />
do mesmo gênero. — v. JUPICAHY.—<br />
BOTUTO — v. PERIQUITEIRA (Cochlospermum orinocense).<br />
BOUGAINVILLA — BOUGAINVILLEA SPECTABI-<br />
LIS Willd. ( Nyctaginaceas ).<br />
SYN.—JRÍSO do prado.<br />
(Cip.) — Origin. do Brasil meridional.<br />
Ora. — Planta de adorno para parques em razão da<br />
belleza e duração das suas bracteas de côr violeta clara.<br />
BOUQUET de NOIVA — IXORA F1NLAYSONIA Wall.<br />
(Rubiaceas). — Exótica.<br />
(a. g.) - Ora.- Cultivada nos jardins.<br />
BRAZA — MARIPA SCANDENS Aubl. (Convolvulaceas).<br />
(Cip.) — HAB, - Matta pantanosa.<br />
Loc.- Estuário - Litoral — Porto de Moz — Mandos.<br />
Ora.— Flores róseas em grandes paniculas.<br />
BREU BRANCO verdadeiro— PROTIUM HEPTA-<br />
PHYLLUM (Aubl.) March. (Burseraceas), = ICICA HEP-<br />
TAPHYLLA Aubl.<br />
. SYN. - Cicaatad - ihuâ (L. g.) —éllaiecegacira - Brea<br />
braaco do caaipo (R. Tapajóz).<br />
(A. G.) - HAB. - Mattas da T. f. arenosa.<br />
Mad.— Madeira avermelhada, <strong>com</strong>pacta, bôa para mar-<br />
»
64 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
cenaria. construcçáo civil, torno-dá exccllente carvão.<br />
_Dá uma resina, a "resine tacamaqué jaune"<br />
da G Fr -Empregada no calafeto das embarcações.<br />
Aliai -O fructo é uma capsula vermelha contendo<br />
uma polpa branca de gosto bastante agradavel mas um<br />
pouco resinoso.<br />
BREU BRANCO ( Amazonas) - CREPIDOSPERMUM<br />
RHOIFOLIUM (Benth.) Tr. e Planch. < Burseraceas).<br />
(a.).-<br />
BREU BRANCO da malta (R. Tapajoz) — PROTIUM<br />
SAGOTIANUM March. (Burseraceas).<br />
BREU BRANCO da varzea — PROTIUM UNIFOLIA-<br />
TUM Engl. ( Burseraceas).<br />
(A. m.)— HAB.-Mattas de varzea do Baixo-Amazonas.<br />
Jnd. - O fructo dá um oleo semelhante ao azeite<br />
doce (?)<br />
BREU BRANCO dos campos de T. f. — P ROTI UM<br />
C O R D A T U M Hub. (Burseraceas).<br />
(a.)— Loc. - Campos de Faro.<br />
BREU JAUARICICA —PROTIUM ICICARIBA (D. C.)<br />
March. (Burseraceas).<br />
E outras especies do mesmo genero.<br />
(A. G.).<br />
Syx.— Almecegueira — Mescla — Arvore de incenso —<br />
Breu branco.<br />
fnd.- Dá resina aromatica, branca ou amareliada <strong>com</strong><br />
manchas esverdeadas e cheiro de funcho; é a "almecega",<br />
ou resina "elemi" do Brasil.<br />
A madeira, experimentada para preparar pasta para<br />
papel (M.C. P.) deu: humidade media 35 /o — cellulose<br />
48 o/o — <strong>com</strong>pr. das fibras 1,003 — -£- = .<br />
Med.— A resina serve a preparar emplastos e entra<br />
na <strong>com</strong>posição dos balsamos de Fioravanti e de Arceus.<br />
BREU*PRETO v. COQUILHEIRO (Protium spec.).<br />
BREU SUCURIUBA - v. COQUILHEIRO (Protium<br />
spec.).<br />
v
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 65<br />
BRUTO — ou PAO de RIPAS ? —<br />
BUCHA — (Marajó) LUFF A CYLINDRICA (L.) Roemer<br />
(Cucurbitaceas) = LUPI-A AEGYPTIACA Mill.<br />
(Cip.).— Origin. da índia.—Subespontanea no Brasil.<br />
SYN. - E' a "Courge torchon" das Antilhas — Gourd<br />
(Ingl.).<br />
HAB.—Solos argillosos.<br />
Ind. - Dá fruetos volumosos; depois de desembaraçado<br />
da polpa por maceração n'agua, o tecido reticular elástico<br />
e resistente que envolve as sementes é utilisado <strong>com</strong>o "esponja<br />
vegetal", fabricando-se <strong>com</strong> elle luvas para fricções,<br />
sandalias para banhos, chapéus etc.—As sementes dão oleo<br />
«siccativo.<br />
M ed.—A polpa do fructo maduro e a raiz são drásticos.<br />
Alini— O fructo é <strong>com</strong>estível quando ainda novo, antes<br />
da formação das fibras.<br />
BUCHEIRA — v. MUIRAJUSSÀRA verdadeira.<br />
BUCIIINHA— LUFFA OPERCULATA (L.) Cogn.<br />
(Cucurbitaceas)—Subespontanea no Brasil.<br />
(Cip. herb.) —Fruetos menores do que os da Bucha.<br />
SYN. - Cabacinha (Amazonas) — Bucha dos caçadores.<br />
HAB.—Nos terrenos altos, arenosos.<br />
Med. pop.—A polpa do fructo é re<strong>com</strong>mendada na hydropisia;<br />
o emprego deste medicamento exige cautela: é um<br />
drástico violento e inflamma as mucosas; o principio activo<br />
seria um alcalóide: a Buchinina (Soe. Pharm. Lusitana —<br />
1845).<br />
BUIUSSU — OK M OSI A COUTINHOI Ducke (Leg.<br />
pap soph.).<br />
SYN.—Boiussú — Tenteiro grande.<br />
(A. m.)—HAB.-No Salgado e no Estuário, até o Baixo<br />
Xingu, nos igapós e margens dos igarapés.<br />
Loc. - Cametá-Gurupá-Porto de Moz-Estuano-<br />
Belem—Estr. de F. de Br.—Furos. .<br />
CAR.-Sementes grossas, <strong>com</strong>primidas, vermelho pardo,<br />
corîl hilo preto semi-circular, parecidas <strong>com</strong> as favas do<br />
Mucuna altíssima, ou 4 Olho de boi"; encontram-se lluctuando.
66 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad —Madeira branco amarellada, fibrosa, grosseira;<br />
quando verde tem cheiro de cumaru. - D = 0,90.<br />
M Ò/v/.—Arvore de bello aspecto, <strong>com</strong> flores violáceo-<br />
escuro.<br />
BUIUSSU — v. ALLAMANDA.<br />
BURRA LEITEIRA— SAPIUM esp. div<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(a.).—<br />
Svx.— Tapurú - Murupita—Burra de leite. - Estes nomes<br />
são dados ás diversas especies de "Sapium".<br />
CAR.- Látex abundante e toxico ( ? ).<br />
BUTEREIRO — BUETTNERIA AMAZÔNICA Poepp..<br />
(Sterculiaceas).<br />
(Cip.).—CAR. - Caule lenhoso pentágono.<br />
BUTUA CATINGUENTA - ( ? ) COCCULUS IMENE<br />
Mart. (Menispermaceas).<br />
(Cip.).<br />
Svx.—Imene - hncne ca d.<br />
Med. pop.—A raiz é considerada <strong>com</strong>o tônica, diurética<br />
(contra cálculos renaes) e resolutiva (contusões), mas é<br />
um emetico violento, toxico em dose elevada.<br />
A seiva e as sementes seccas são venenosos e servem<br />
para "tinguijar' peixe. — O principio activo, a %t cocculina"<br />
(Matta), é um alcalóide toxico; atraza o movimento cardiaco,<br />
produz a abolição dos movimentos dos musculos voluntários,<br />
convulções tetanicas e morte.<br />
Informam (Lacerda) que a casca é utilisada no R.<br />
Japurá e no alto R. Negro para a preparação do "curare".
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 67
68<br />
t<br />
f<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___
CAA-CAMBUHY —EUPHORBIA SERPENS fí. B. K<br />
( Euphorbiaceas ).<br />
( Pl. h. ).<br />
M ed. pop. — Hydragoga, diurética e drastica — Externamente<br />
contra as ulceras atônicas.<br />
CAÀ-CHICA — v. ANIL.<br />
CAA-CICA — v. MASTRUÇO.<br />
CAA-JUSSARA — (Amazonas) — DU ROI A SACCIFE-<br />
RA Benth. ( Rubiaceas ).<br />
( a. ). — SYN. - Folha de <strong>com</strong>ichão.<br />
CAR.— Planta myrmecophila (formigas «Azteca»).<br />
M ad. — Madeira dura, escura.<br />
CAA-JUSSARA — v. SACATRAPO. —<br />
CAÁ-MEMBECA — (Pará) — POLYGALA SPECTA-<br />
BÍLIS DC. ( Polygaiaceas ).<br />
( a. p. — I m. ).<br />
HAB. — Frequente nas capoeiras do estuário e do litoral<br />
paraense.<br />
Mcd. pop. — Expectorante, bechica e peitoral - refrigerante<br />
e util nas hemcrrhoidas. *<br />
CAÀ-PEBA do Norte — PIPER PELTATUM L. (Piperaceas).
#<br />
70 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
SYN. - Cad-peita—Malvar isco (Pará) — Catajé — Cadp) _ HAB. - Muito <strong>com</strong>mum nos Jogares húmidos, em<br />
terrenos cultivados. . .<br />
Med. pop.— Diurético, antiblennorhagico e tonico (bolhas<br />
é raiz). Folhas resolutivas — raiz aromatica, acre, estimulante,<br />
usada contra a opilaçào—succo da planta contra<br />
as queimaduras.<br />
CAÁ-PEBA — PIPER UMBELLATUM H. B. K. (Piperaceas)<br />
- P. SIDEFOL1UM LK.<br />
(a. p.— lm 20 a lm 50).<br />
SYN. - Aguaxima-Malvaisco.<br />
Med. pop. — Folhas emollientes—raiz sudorífica, estomachica,<br />
diurética e febrífuga, util nas moléstias do fígado<br />
e do baço e contra a icterícia—A raiz fresca
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 35<br />
que entra na <strong>com</strong>posição da beberragem preparada por<br />
algumas tribus de indios <strong>com</strong> o caápi. »<br />
CAR. — Flores em grandes paniculas pyramidaes. —<br />
Fructo: samara alada pilosa.<br />
Med.— Anesthesico local—Estimulante da memoria e<br />
das faculdades intellectuaes—Determina, cm estado de vigília,<br />
curiosas allucinações visuaes-O principio activo é um<br />
alcaloïde: a telepalhiua ( ou Yageina )% de E. Perrot e Rd.<br />
Hamet, ou Banisterina de Lewim ( 1928 ).<br />
CAÀPIÀ — DORSTENIA R ENI FOR M IS Pohl. (Moraceas.—Do<br />
Brasil central; cultivada na Amazônia.<br />
SYN. — Apihy, ou apii ( Pará).<br />
(PI. h. ) — CAR. -Folhas reniformes — Flores c fructos<br />
muito pequenos, grupados num receptáculo carnoso, achatado,<br />
orbicular, de 1 a 2cm. de diam. (svcono).<br />
Med pop. — A raiz ( rhizoma nodoso ) é excitante; empregase<br />
nas atonias do tubo digestivo, affecções gangrenosas,<br />
febre typhoïde, chlorose, e <strong>com</strong>o emmogagogo ; é<br />
também diurética; muito re<strong>com</strong>mendada contra as bronchites<br />
(infusão).<br />
CAÁ-PITIU — SI PA RUNA GUYANENSIS Aubl. (Monimiaceas<br />
), e especies afíins.<br />
SYN. — Vulnéraire ( G. Fr. )<br />
( A. p. ) — HAB. - Em matto de T. f.<br />
Loc. — Óbidos—Oriximiná—Faro.<br />
CAR.— Toda a planta tem um cheiro desagradavel.<br />
Med. pop. — Excitante, diffusiva, aromatica e carminativa.<br />
(Folhas e flores).<br />
CA.VPITlÙ — (Amazónia) - SIPARUNA MOLLI-<br />
COMA A. DC. ( Monimiaceas ).<br />
( A. p. ).<br />
Med. — Folhas e flores aromaticas.<br />
CAÀ-PITIÙ FEDORENTO - SIPARUNA FOETI-<br />
DA Barb. Rodr. (Monimiaceas).<br />
(a. i —CAR.-A casca é malodoro^a. #<br />
Mad. -Quando se corta, a madeira verde exhala um<br />
chefîo nauseoso de peixe; uma vez secca, cheira a mel de<br />
abelhas. E' parda, listada de preto pardacento ; presta-se para<br />
pequenos trabalhos de marcenaria.—D =0,95.<br />
89
72 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Me d. pop. — Util contra a cólica ventosa; antipasmodi%o<br />
poderoso. (Folhas e flores).<br />
CAÀ-PITIÚ - V. CAPITIU -<br />
CAÀ-POMONGA —(Amazônia) — PLUMBAGO SCA.V<br />
DENS L. (Plumbaginaceas).<br />
(Cip peq. ) — Sv.w - Caataya ( Amazonas ) — rolha de<br />
louco ou louco (Ceará) — Queimadeira - João de Mello -<br />
Herva do Diabo. .<br />
Mcd. — As folhas sào causticas, usadas para fazer<br />
abortar os panarícios e as unheiras; a tintura é empregada<br />
contra os rheumatismos • o succo é venenoso, cáustico (contra<br />
as verrugas)—a raiz é acre e vesicante, servindo de<br />
revulsivo enérgico - o principio activo é a pliimbagina<br />
(alcal. ?).<br />
Chamam louco, no Ceará, por pensar que as folhas<br />
applicadas na nuca das pessoas atacadas de doenças mentaes<br />
podem cural-as.<br />
CAÀ-POROROCA — ?<br />
(A. m.)-<br />
Syx. —Casca de anta — Casca de Winter (falsa ). —<br />
— Malambô (Amazonas)—Casca para tudo.<br />
- Me d.—A casca é um excellente estimulante e estornachico,<br />
antiscorbutico, util nas dyspepsias atônicas, catarrhos<br />
chronicos. fraqueza geral, anemia. — Substitue a verdadeira<br />
«casca de Winter»> (do Drimys winter Forst).<br />
Orn. — l ; lores grandes, brancas, numerosas.<br />
Alim. — A casca poderia ser empregada <strong>com</strong>o condimento.<br />
CAÁ-TAYA — V. CAÀ-POMONGO.<br />
CAÁ-UASSU — CALATHEA LUTEA G. F. W. Mey.<br />
(Marantaceas).<br />
Svx. - Cduassú<br />
(PI. h.) — HAB. - Na varzea alta (Gurupá e B. Amazonas).<br />
r<br />
C.AR.-1-olhas nfliito grandes e resistentes, empregadas<br />
para forrar os panei.f>s de farinha e os toldos (japás fios<br />
abrigos nas pequenas embarcações.<br />
Jnd. — A face inferior das folhas é coberta por uma
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 91<br />
pellicula de cera analoga á cera de carnaúba (ponto de fusão:<br />
7o° c.). o<br />
c." W AA " XI °, _,Paríi) - ' ? > CRYPTOCARIA GUIANEN-<br />
Sl=> Meissn. ( Lauraceas<br />
(A G.) — IIAB.<br />
Mad. - A madeira tem um cheiro agradavel* serve<br />
para marcenaria e construcção civil.<br />
Med. pop. — Fructos muito aromaticos, excitantes e<br />
carminativos.<br />
CABAÇA AMARGOSA— LAGENARIA VULGARIS<br />
Ser. (Cucurbitaceas).<br />
Svx. — Ciiicté— Taquêra —Piirunga—famará (var. de<br />
fructos grandes).<br />
(Cip.) — Originário das Molucas.<br />
Aliai. — A polpa dos fructos verdes e pequenos das<br />
variedades doces é <strong>com</strong>estível, mas de pouco sabor. As variedades<br />
amargas silo toxicas.<br />
Med. pop. -- A polpa verde é emolliente c maturativa;<br />
a polpa madura é amarga, purgativa—O cosimento das sementes<br />
usa se contra as nephritis.<br />
Jad. — A casca lenhosa dos fructos grandes (jamarús<br />
—até 8 litros ) serve para vasilhas de uso domestico.<br />
Ora. — A variedade de fructos pequenos é ornamental.<br />
CABACINIIA - (Amazonas) - v. BUCHINHA.<br />
CABARY - (A. Rio Negro) — v. TIMBO-PAO.<br />
CABEÇA I)E BOI - (Amazonas) — v. PARASITAS.<br />
CABEÇA DE CUTIA — v. ANDIROBINHA.<br />
CABECA DE NEGRO — v. TAYUYA.<br />
CABEÇA DE PREGUIÇA — (Pará) — APEIBA AL-<br />
BIFLORA Ducke (Tiliaceas).<br />
SYN. — Uaciaia (Óbidos). ,<br />
(A. m.).—HAB. - Na matta <strong>com</strong> solo argilloso.<br />
* Loc.-Est. de F. de Br. - R. Branco de Óbidos - k.<br />
Trombetas.<br />
CAR.—O fructo É parecido <strong>com</strong> os dos outros apeiba,<br />
c
74 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
mas coberto de longos filamentos sedosos e felpudos, esverdeados<br />
(Long. 2 a 3 cms.)- .<br />
Ind.-A casca dá fibras para cordoaria (superiores as<br />
do Pente de Macaco).<br />
CABEÇA DE URUBU — (Teffé)— THEOBROM A OBO-<br />
VATÜM Bern. (Sterculiaceas)<br />
Loc.-E. do Amazonas-R. Purus-Solimões.<br />
CAR.— Fructo pequeno, ovoide, de casca delgada e<br />
quebradiça. . .<br />
Alini.— Fructo: polpa <strong>com</strong>estível, doce mas sem aroma.<br />
CABEÇUDO -(Óbidos)<br />
CABUÇU -(Amazonas)-COCCOLOBA PANICULA-<br />
TA Meissn. (Polygonaceas).<br />
CABUÇU - (Pará )-COCCOLOBA MARTII Meissn.<br />
(Polygonaceas).<br />
(a ). .<br />
Med. pop.—A raiz é anti diarrhcica e anti-leucorrheica<br />
—util contra as anginas.—O succo dos fructos é refrigerante<br />
e levemente adstringente.<br />
CABUMBO DE AZEITE — (?) PROTIUM INSIGNE<br />
Engl. — (Burseraceas).<br />
(A. m.)—Loc. - Amazonas.<br />
Ittd.—Semente oleaginosa.<br />
CACÀOEIRO — THEOBROMA CACAO L. (Sterculia<br />
ceas)— Indígena na Amazónia.<br />
(A. p.)—SYN. - Cacáo verdadeiro.<br />
At/m. —O fructo tem a forma de um pepino mais ou<br />
menos alongado e sulcado, no <strong>com</strong>primento, de 6 a 10 depressões<br />
mais ou menos visíveis—10 a 25 cms. de <strong>com</strong>prido<br />
e / a 11 cms. de diâmetro; pesos de 300 a 1.100 grs.—<br />
casca espessa e carnuda, contendo 15 a 56 sementes envolvidas<br />
numa polpa branca. - A polpa é doce, acidulada, <strong>com</strong>estível;<br />
delia faz-se geleas, vinho, álcool e vinagre.-Das<br />
sementes torradas fa^-se o chocolate e extrae-se a "manteiga<br />
de cacáo".<br />
Med.—A "manteiga de cacáo" é usada contra as fÇridas<br />
dos lábios e do bico do peito, também no tratamento<br />
das hemorrhoides.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
Incl.- As sementes dão 45 a 55«/0 de uma gordura<br />
branca, de sabor doce e agradavel, a "manteiga de caoáo"<br />
\ ^ocrn tios fructos r rira Pm n^tocco • .i -<br />
CACAO AZUL - (Óbidos) — THEOBROMA SPRU-<br />
CEANUM Bern. iSterculiaceas).<br />
(A. p.) —Svx. • Cacdorana de fracto azul.<br />
CAR —Flores nos ramos, pequenas, de côr castanhoavermelhado<br />
claro, ou rósea.-Fructo verde-azulado quando<br />
maduro.<br />
Aliai. — Polpa escassa, <strong>com</strong>estível, doce, mas sem<br />
aroma.<br />
Mad.—Cerne pouco desenvolvido, duro, de grão fino,<br />
castanho-avermelhado. <strong>com</strong> manchas quasi brancas estriadas<br />
de castanho. D = 1,23.—Própria para marchetaria.<br />
CACÀO BRANCO - (Amazonas) — CARPOTROCHA<br />
LONGIFOLIA Benth. (Flacourtiaceas).<br />
(A. M.).—SYN. - Cacdoillo blaaco, do Perú—Fructa de<br />
cotia.<br />
CACÀO DO PERU —THEOBROMA BICOLOR H. e<br />
B. (Stercuiiaceas).<br />
(A. p.) — SYN. - Citftú -assa, na parte W. do E. do<br />
Amazonas—Ma cambo (Iquitosi— Cação de Caracas.<br />
Loc.—Solimões—R. Negro.» Cultivado na E. de F. de<br />
Bragança.<br />
CAR. — Folhas largas, cordiformas e fructo de casca<br />
lenhosa, grosseiramente reticulada, parecido <strong>com</strong> cupü-assú,<br />
mas não avelludado; polpa semelhante á da jaca da Bahia,<br />
aromatica, doce e enjoativa.<br />
Aliai.-- As sementes podem substituir o cacau verdadeiro<br />
para a fabricação do chocolate.<br />
CACÀO-RANA — THEOBROMA MICROCARPUM<br />
Bern. (Stercuiiaceas). . » i \<br />
SYN. — Macaca acau ( Cabeça de macaco, em L. g.).<br />
Câcáo-y. * i t r<br />
( A. p.). — HAB. - Frequente nas mattas de 1. t. no médio<br />
R. Tapajóz e no E. do Amazonas.<br />
c<br />
93
76 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR. — Fructo quasi redondo ou elliptico, coberto de<br />
peitos, escamoso, pequeno. .<br />
4lim. - Sementes de qualidade superior para a fabricação<br />
de chocolate. - Polpa do fructo <strong>com</strong>estível, doce,<br />
mas sem aroma.<br />
bid. — A casca dá fibra para cordoalha.<br />
CACÁO-RANA — (R. Branco, de Óbidos )— TEOBRO-<br />
MA, Sub-gen. HERRANIA sp. (Sterculiaceas).<br />
CACÀO-RANA da V. — T H E O B R O M A (Sub. gen.<br />
HERRANIA) ATRORUBENS Hub. (Sterculiaceas).<br />
( PJ — SYN. - Cacáo-y—cacáo quadrado—cacdo jacaré.<br />
HAB. — Varzeas da Amazônia — (nas mattas das restingas<br />
).<br />
CAR. — Flores no tronco, de côr castanho-escuro—fructo<br />
pequeno, acuminado, anguloso ( <strong>com</strong> 5 sulcos profundos<br />
alternando <strong>com</strong> 5 pouco marcados).<br />
CACÁO-Y — THEOBROMA SPECIOSUM Spreng.<br />
(Sterculiaceas).<br />
SYN. - - Cacáo rana de fructo amarello.<br />
( A. p.) das mattas de T. f. — Loc. • Em toda a Amazônia.<br />
CAR. — Flores vermelho escuro, em cachos, no tronco,<br />
<strong>com</strong> cheiro de limão. - Fructo pequeno (8-10 x 6-8 ems.),<br />
elliptico, globoso, coberto de pellos curtos, de côr amarella,<br />
quando maduro, <strong>com</strong> sulcos pouco prefundos.<br />
Aliiíi. — As sementes dão excellente chocolate.-Polpa<br />
<strong>com</strong>estível, doce mas sem aroma.<br />
Mad —Cerne muito pouco desenvolvido, duro, de grão<br />
fino, côr castanha.<br />
CACHACEIRO-(Gurupá) - HORTIA EXCELSA Ducke<br />
(Rutaceas).<br />
SYN .—PD O amarello (Gurupá).<br />
(A. G.) — H AB.-Matta alta de T. f. humosa. — Pouco<br />
<strong>com</strong>mum.<br />
Mad. — Côr branco-amarellado - A casca, quando fresca,<br />
cheira a cachaça. •<br />
Ora. — Arvore de bello aspecto, cujas folhas attingem<br />
Im. de <strong>com</strong>primento.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CACHACEIRO — ( B. Amazonas) — RHABDODEN-<br />
DRON AMAZONICUM (Benth). Hub. (Rutaceas).<br />
(A. p. ou a. ) — HAB.- Frequentes na matta de T. f., em<br />
capoeiras velhas e á margem dos campos, em terreno arenoso.<br />
CAR. —A casca também cheira a cachaça, quando<br />
fresca.<br />
CACHIMBO de JABOTS — v. JABOTY.<br />
CACHINCUBA — v. CAXINGUBA.<br />
CACHO VERMELHO — AMAZONIA PUNICEA Vahl.<br />
( Verbenaceas ).<br />
(a. p. — Im. ).<br />
O tu. — Planta bellissima para jardins: flores amarellas<br />
e bracteas escarlates.<br />
CACTUS — Diversos, dos generos CEREUS, OPUN-<br />
TIA e CACTUS. ( Cactaceas ).<br />
Os mais notáveis silo os seguintes:<br />
JARAMACARÚ — esp. div. ( CEREUS )<br />
CACTUS TREPADOR — (Cereus Wittei Schum. )<br />
PALMATÓRIA—< OPUNTIA, esp. div.).<br />
CAETÉ— v. ARUMÀ.<br />
CAETÉ— v. CANNA e BA N A N EI RINHA S DO MATTO.<br />
CAETÉ ou CAÀ-ETÈ — CALATHEA div. (Marantaceas<br />
).<br />
CAFÉ —COFFEA ARABICA L. (Rubiaceas) —Origin.<br />
da Abyssinia. Cultivado em toda a Amazonia.<br />
CAFÉ do DIABO — CASEARIA #GUIAN£NSIS Urb.<br />
( Flacourtiaceas ). .<br />
* ( a. gr. ou A. m. ) - Loc. - R. Ta^ajoz.<br />
Med. pop. - A casca é adstringente, usada contra os<br />
corrimentos.<br />
95
96 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAFÉ do MATTO — (Amazonas)-COR DI A SALICI<br />
F0LIA Cham. (Borraginaceas).<br />
(A. p. ) - OYN. - Laranja do aialto (Marajó).<br />
Mad. — Madeira branca, porosa.<br />
CAFE-RANA (nome errado) — TA CHI A GUIA-<br />
NENSIS Aubl. (Gentianaceas )<br />
SYX. _ Jacaré a rã ou facamar a -Quassia do Para -<br />
Oaiaa amargosa - Tachi (na G. Fr.).<br />
(a>_ i. 2m.) — Loc. - Gurupa -Amazonas.<br />
CAR—O tronco e os galhos são ocos e sempre habitados<br />
por formigas.—Flores amarellas.<br />
Med. pop.—Haste e raizes muito amargos; a infuzão<br />
é tônica e anti-febril—vermífuga e anti-dispeptica.<br />
CAFE-RANA — (Cunani-Santarém-Amazonas)—PICRO-<br />
LEMMA PSEUDOCOFFEA Ducke (Simarubaceas).<br />
(a. p.) —da T. f. — Loc. -Faro, Juruty velho, Sta. Julia,<br />
Parintins, Maués, Cunani, R. Tapajóz.<br />
CAR.— Raizes grossas, castanho amarello, muito amargas—<br />
fructo escarlate.<br />
Med. — E' o verdadeiro • cafcrana* do Pará e do <strong>com</strong>mercio<br />
do Rio.<br />
CAFE-RANA -(Óbidos) - FA R AME A<br />
(Rubiaceas).<br />
(A. p. ou a.) — Raizes brancas, insípidas. — As flores,<br />
brancas, cheirosas, parecem-se <strong>com</strong> as do café.<br />
Med. pop. — Haste e raizes em infusão: tonico e antifebril.<br />
CAFUZ -(Marajó )-SCIRPUS JUNCIFORMIS Poir.<br />
(Cyperaceas).<br />
(PI. h.) — 0m30 — HAB. • Nos terrenos altos arenosos.<br />
Aliai. anim. — Forragem ordinaria.<br />
npiií^ ü vT (Amazonas) - (?) FICUS RHODODEN-<br />
DRIFOLIA Kth. (Euphorbiaceas).<br />
(A.).<br />
Mad. * Madeira para marcenaria.<br />
niaceas*> IMBE CURATELLA AMERICANA L. (Dille-
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 97<br />
SYN. - Sambaiba (Ceará) - Folha de lixa - Carneiro<br />
bravo —Saad paper tree (Ingl.). 0<br />
(A. p.) —HAB.-Campos seccos e, ás vezes, campos<br />
de varzea alta.<br />
Mad. - Cor amarello-esverdeado, <strong>com</strong>pacta, incorruptível;<br />
própria para marcenaria, carpintaria, cavernas de<br />
canoas. — D = 0,71.<br />
lad. — Casca rica em tannino; folhas muito asperas,<br />
servindo de lixa. — Os fructos dão uma tinta escura.<br />
CAIMBÈ-RANA — COUSSAPOA ASPERIFOLIA Tréc.<br />
(Moraceas).<br />
(A. m. semiepiphy tica) — HAB. - Nos igapós de aguas<br />
escuras.<br />
Loc. — Ilhas, Matapy grande (Óbidos).<br />
Mad. — Madeira bôa para cavername, de côr amarellocastanho,<br />
dura, de grão fino, macia ao tocar, mas difficil<br />
de se trabalhar, cegando <strong>com</strong> rapidez a ferramenta.<br />
Med. pop. — Das feridas feitas ao tronco escoa uma<br />
seiva resinosa que tem propriedades detersivas e cicatrisantes.<br />
CAIMBÈ-RANA — ( Daquary, de Faro) — v. AITA.<br />
CAI MITO DO MONTE (W. do Amazonas e Peru)<br />
MOUTABEA ACULEATA Poepp. (Polygalaceas).<br />
(a.).<br />
Aliai. — Fructo <strong>com</strong>estível, da grossura de uma maçã<br />
e polpa amarella.<br />
CAIMITO — CHRYSOPHYLLUM CAINHO L. (Sapotaceas).<br />
— Origin. das Antilhas.<br />
SYN. — Caimitero - Camiquié—Cainitier ou Cainiitier<br />
{G. fr.) — Star apple (Ingl.).<br />
( A m.) - CAR. - folhas verde escuro na face superior,<br />
cobertas, na face inferior, de pellos curtos e sedosos, cor de<br />
ouro.<br />
Ali ai. — O fructo 6 uma baga arredondada que attinge<br />
a grossura de uma pequena laranja; a pelleé de,um branco<br />
esverdeado, ou purpureo escuro virando para o roxo escuro--A<br />
polpa é branca, gelatinosa, adocicada mas um pouco<br />
insulsa, saborosa para alguns—As amêndoas das sementes<br />
podem ser utilisadas em confeitaria.<br />
o
80 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad. — Serve para carpintaria.<br />
Ind. - O látex dá uma sorte de gutta.<br />
Med. — A casca é adstringente.<br />
CAJAZEIRO-(Ceará)- v. TAPERIBAZEIRO.<br />
CAJÁ MANGA — v. TA BE RIBA do SERTÃO.<br />
CAJU ou CAJUEIRO - ANACARDIUM OCCIDEX-<br />
TALE L. (Anacardiaceas).<br />
( A. M.) — Indígena. — HAB. - V cgeta em qualquer terreno<br />
secco.<br />
Aliai.— O fructo é o que chamam vulgarmente a «castanha»;<br />
contem uma amêndoa de gosto adocicado, agradavel,<br />
<strong>com</strong>estível (torrada — O pedunculo do fructo, hypertrophiado,<br />
em forma de pera, amarello ou vermelho, considerado<br />
pelo povo <strong>com</strong>o o verdadeiro fructo, é esponjoso,<br />
muito sumarento, doce e adstringente, <strong>com</strong>estível e serve<br />
para preparar bebidas fermentadas (vinho e álcool)<br />
Med. — O succo do pedunculo é um tonico do systema<br />
nervoso (A. da Matta); o vinho de caju e o succo passam<br />
por ser um depurativo energico (Salsaparilha dos pobres<br />
no Ceará,)—o macerato da casca é empregado contra o diabetes<br />
e, em gagarejos, contra o mau hálito — O pericarpo<br />
da «castanha» contem um succo oleoso, cáustico, rico em<br />
«cardol»; este succo é empregado para destruir os callos<br />
e as verrugas e applicado contra as dermatoses rebeldes,<br />
eczemas, acné, ulceras, lupo e mesmo a lepra — raiz purgativa.<br />
Iad. — Do tronco e dos galhos exsuda uma gomma<br />
analoga á goma arabica, pouco atacada pelos insectos—A<br />
amêndoa do fructo é oleaginosa; dá 42 a 48°/0 de oleo amarello<br />
claro, semelhante ao de amêndoas doces—A casca da<br />
arvore contem tannino (3,5 % —E. Serfaty — M. C. P.).<br />
—As cinzas da madeira são ricas em potassa.<br />
Mad. — Branca, molle, sem valor.<br />
Med. pop. — Attribuem ao caju a virtude de dar memoria<br />
aos que a perdem. (?).<br />
• »<br />
CAJÜ-ASSÜ .TXACARDIUM GIGANTEUM (IWnc.)<br />
bngl. (Anacardiaceas).<br />
Svx. - Cajá da matta-Caju-y (Belem).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
(A. G.)- HAB. - Matta da terra firme húmida, em toda<br />
a Amazônia.<br />
IUU
CAJUEIRO BRAVO — v. CAIMBE.<br />
CAJUEIRO MAR AJO AR A - v. CAIMBE.<br />
CA JUÇARA — (Pará)—CROTON CAJUÇÁRA Benth.<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(a. g.).<br />
CAJUÇÁRA - ( Marajó ) - STIGMAPHYLLON aff.<br />
FULGENS' Juss. (Malpighiaceas).<br />
CAJU-RANA —SIMABA GUIANENSIS (Aubl.) Engl.<br />
(Simarubaceas).<br />
SYN. — Pitombeira (Marajó).<br />
( A. p.) — HAB. - Margens dos lagos de I . f. do B. Amazonas.<br />
Al im. anim. — Os fruetos são dos preferidos pelos<br />
peixes -tambaquis».<br />
Mad. — Aniarello claro, muito leve, tenra, fácil a trabalhar,<br />
para marcenaria fina—D =0,36.<br />
Ind. — A madeira podia servir para a fabricação de<br />
cellulose para papel: <strong>com</strong>primento das fibras, Omm.Tò—diâmetro,<br />
0,023—§- = 1/33. — ( Arth. Bastos—M. C. P.).<br />
CALABURA — (Alto Amazonas )- v. CURUMI—<br />
CALANDRINI — ( Fazendas do Marajó ) — DACTY-<br />
LOCTENIUM AEGYPTIACUM VVilld.<br />
(Gramíneas).<br />
( PI. h.) — HAB. - Nos solos um pouco arenosos, altos;<br />
em torno das habitações.<br />
Ahm. anim. — Bôa forragem, procurada pelos cavallos.<br />
OÍ<br />
'ti. — Nos jardins de Belem, este capim c conhecido<br />
sob o nome de -grama».<br />
CALLIANDRA TENUIFLORA Benth. (Legum. mimos.)<br />
Mad. — Cor creme, <strong>com</strong>pacta, dureza media.<br />
CALUNGA — v. URUBU-CAÀ.<br />
• •<br />
CAMAÀ-PSEüniMA FRUTESCENS Radek (Satfndaceas).<br />
SYN. — Fr acto de anel.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CAMAA — (Pará )— AEGIPHILA VILLOSA (Aubl)<br />
Vahl. (Verbenaceas). # -<br />
(a.) - SYN. - Bois tabac (G. Fr.) - Camar á-Cambará.<br />
CAMACAN — v. MUTAMBA.<br />
CAMAPU— PH YSA LIS ANGULATA L. (Solanaceas)<br />
(a. p.) — SYN.-Juá-poca.<br />
Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível, de pouco valor.<br />
Med. pop. — A planta é um pouco narcótica—O succo<br />
é empregado nas dores de ouvido — A infusão das raízes é<br />
diurético activo, aproveitado contra rheumatismos e moléstias<br />
do fígado—Toda a planta contem um glucoside amargo,<br />
a physaliaa.<br />
CAMAPU — PHYSALIS PUBESCENS L. (Solanaceas<br />
).<br />
( a - P- ) —<br />
Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível.<br />
Med. pop.—A seiva é usada nas doenças de ouvido —<br />
As folhas são diuréticas; empregam-se contra as inflammaçues<br />
da bexiga c contra a icterícia.<br />
CAMBARA AMARELLA — (R. Tapajóz) — WULFFIA<br />
BACCATA (L. f.) Kuntze. (Compostas).<br />
CAMARÁ, ou CAMBARÁ - LANTANA SPINOSA L.<br />
(Verbenaceas).<br />
SYN. - Herva sagrada—Cambará de folha grande.<br />
(a.) — HAB. - Commum nas capoeiras, na visinhança<br />
das habitações. , _ .<br />
Med. -Tônica (Affecções broncho-pulmonares)-Sudorifica-As<br />
folhas usam-se em banhos aromaticos.<br />
Toda a planta é amarga e, em 1886, Buiza isolou o<br />
principio activo, a «lantaaina>\ que se verificou, mais tarde,<br />
ser «indican».<br />
CAMBARÁ DE CHEIRO - ACRODICLIDIUM CA-<br />
MARA Schomb. (Lauraceas).<br />
* SYN. — Itauba camará. • .<br />
(A. m.)-Loc. - Conhecido na Guyana ingleza, existência<br />
ainda incerta na Amazônia.<br />
83
84 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad. — Madeira aromatica e amarga, escura, rija, para<br />
mafcenaria e vigamento. . .<br />
Med. pop. — Aromático, excitante, antipasmodico e<br />
antidvsentcrico.<br />
CAMBARÁ DE FOLHA GRANDE— LANTANA CA-<br />
MARA L. (Verbenaceas).<br />
SYN. — Camará de cheiro (Maraj6)—Chumbinho roxo<br />
(Bôa Vista, no R. Tapajóz).<br />
(a. - lm.20 a 2ms.).<br />
HAB. — Commum nas capoeiras.<br />
Med. pop. - As folhas, cheirosas, sáo empregadas em<br />
banhos contra as sarnas e contra o rheumatismo.<br />
CAMBOATÁ - (no Sul) GUAREA TRICHILIOI-<br />
DES L. (Meliaceas ). - v. JATUAUBA BRANCO.<br />
CAMBOATÁ -(Pará) - TRICHILIA EXCELSA<br />
Benh. (Meliaceas)<br />
(A. g.).<br />
CAMBUCÁ — EUGENIA EDU LIS Vell. (Myrtaceas).<br />
—Origin. do Sul do Brasil, cultivado, ás vezes, na Amazônia.<br />
( A- P- )• ^<br />
Alim. — Fructo espherico, de 6 a 9 cms. de diâmetro,<br />
amarello; polpa gelatinosa, amarello-avermelhado, espessa,<br />
doce e refrigerante. x<br />
CAMENDARA — ( R. Tapajóz) - v. ALLAMANDA de<br />
ílôr grande.—<br />
CAMIQUIE — v. CAINITO.—<br />
CAMPAINHA — MERREMIA CISSOIDES Hall. (Convolvulaeeas).<br />
(Cip.) — Flores brancas.<br />
CAMPAINHA AZJJI— I p O M A E A LONGICUSPIS<br />
Meissn. (Convolvulaceas). *<br />
(Cip.).<br />
CAR. —Flores roxas.
»<br />
Castanheira do Pará (BerthoUetia excelsa)
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 35<br />
Meei.-As sementes são drasticas; contem um alcalóide<br />
a «Pharbitina»>.<br />
au - a<br />
CAMPAINHA BRANCA - (Marajó)-IPOMAEA LIT-<br />
TORALLIS Choisy ( Convolvulaceas ).<br />
SVN. — Cipó da praia.<br />
(Cipó rasteiro)—E' de grande utilidade para fixar as<br />
dunas. Mcd. — Raízes feculentas e ligeiramente purgativas.<br />
CAMPAINHA de CANUDOS— v. ALGODÃO BRAVO.<br />
CAMPAINHA dos TINTUREIROS — v. BATATÃO<br />
KOXO.<br />
CAMPAINHA VERMELHA —(Marajó)- v. BATATA -<br />
RANA.<br />
CAMUCÁ — v. CUMACAÀ.<br />
CAMUTIM— (Gurupá)—MOURIRIA GR AN" DI ELO RA<br />
DC. (Melastomaceas).<br />
SYN.— Tuciuiaré niereçá (Breves).<br />
(A. p.)-HAB. - Varzea do Amazonas.<br />
Aliai. — Fructos <strong>com</strong>estíveis, mas insípidos.<br />
CANABEBY—(Ind.Mundurucús)—v. MATA-CACHORRO.<br />
CANARANA FLUVIAI<br />
TABILE Nees (Gramíneas).<br />
(Marajó) - PANICUM SPEC-<br />
SYN. - Capim<br />
Gramalotc (Peru).<br />
dc Angola — Capim de Pernambuco —<br />
(PI. H.)-CAR. - Forma tapagens ou "piriantans". nos<br />
igarapés da planície, e, no momento da enchente, verdadeiras<br />
jangadas ou<br />
do Amazonas.<br />
ilhas fluetuantes arrastadas pela corrente<br />
Aliai. aaim. — Forragem excellente para o gado bovino.<br />
medíocre para o equino — Sementes muito procuradas<br />
pelas marrecas.<br />
0 0<br />
CANARANA FINA - (Marajó)-PANICUM APPRES-<br />
SUM Lam., ou P. LAXUM Sw. (Gramíneas).<br />
1
86 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
HAB. — Em solos argilosos alagados.<br />
• (Pl. h.)-CAR.-Contribue á formação das ilhas fluctuantes<br />
do Amazonas. .<br />
Alim. anim.—Bòa forragem para o gado bovino e<br />
ca v aliar<br />
CANARANA DE FOLHA MIÚDA — (Marajó) - PANI-<br />
CUM AMPLEXICAULE Rudge (Gramíneas).<br />
SYN.—Rabo de raposa (B. Amaz.)-Capim camalote<br />
da agua. , .<br />
(PL h.)—HAB. - Sobrenada nas baixas, em tempo de<br />
inverno.<br />
Alim. anim — Forragem excellente para o gado bovino.<br />
CANARANA RASTEIRA —(Marajó)—PASPALUM RE-<br />
PENS Berg. (Gramíneas).<br />
SYN . — Capim pirimembeca—{ B. A maz. ).<br />
(PI. h.) — HAB. -Nas baixas ubertosas—Forma ilhas<br />
fluctuantes.<br />
Alim. anim. — Forragem excellente, tanto para o gado<br />
vaccum <strong>com</strong>o para o cavallar.<br />
CANARANA ROXA — (Marajó) - PANICUM ZIZA-<br />
NIOIDES H. B. K (Gramíneas).<br />
SYN. — Capim arroz.<br />
HAB. — Nas margens dos rios e nas baixas pouco alagadas.<br />
(PI. h. ím 50). — CAR.- Deitada—colmo roxo.<br />
Alim. anim. — Bôa forragem.<br />
CANARIA - (Marajó) - C ROT AL ARI A MAYPU-<br />
RENSIS H. B. K. (Legum. pap.).<br />
(a. — lm. 70) — HAB. - Nos tesos e campos altos arenosos<br />
e nas capoeiras em redor dos habitações.<br />
Loc.—Beiern, Marajó, Almeirim, Monte Alegre, Santarém.<br />
CAR.-«Flores anarellas.<br />
• •<br />
CANDEIA (?) - (Santarém) - SWARTZIA TOMEN-<br />
IOSA (Willd.) DC. (Legum. caes.— v. PANACOCO (G. fr.).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 87<br />
CANDEIA — v. PAO DE CANDEIA.<br />
r CANDELABRO -( Marajó ) - POLYGALA HYGRO-<br />
PHILA H. B. K. (Polygalaceas).<br />
(PI. h.)—HAB -Terrenos húmidos.<br />
CAXELLA — v. CASCA PRECIOSA.<br />
CANELLA verdadeira (da índia) — CINNAMOMUM<br />
ZEYLANICUM L. (Lauraceas).—Origin. da índia, cultivada<br />
nos jardins.<br />
(A. m. ou p.)<br />
Ali/n. - A casca é um condimento saboroso.<br />
Med.— Estimulante e tônica; bom carminativo (nas dyspepsias<br />
flatulentes).<br />
CANELLA DE GARÇA - (Pará) - TRICHANTHERA<br />
GIGANTEA H. B. K. (Acanttíaceas*.<br />
(A. m.)—HAB. - Nas margens alagadas.<br />
SYX. - Beque.<br />
CANELLA DE JACAMIN —PIPER (ARTHANTE)<br />
(Piperaceas).<br />
SVN.— Corimbô uassií.<br />
CANELLA DE VEADO - ( Amazônia ? ) ACTINOSTE-<br />
MON LANCEOLATUS Said. (Euphorbiaceas).<br />
( A. p. ou m.).<br />
Mad — Bonita madeira branca ou vermelho pardacente,<br />
dura. para marcenaria, vigamento, cabos de ferramenta<br />
—poleame.<br />
CANELLA DE VELIIA— (Amazônia )—MICONIA SE-<br />
RIALIS DC. (Melastomaceas).<br />
E muitas outras especies do mesmo gcnero.<br />
(A. p.).<br />
Mad.—Madeira para construcçilo civil.<br />
Ind.—Casca rica em tannino.<br />
CANELLA DE VELHA - ( Marajó )-CASSlPOUREA<br />
FLtfVIATILIS Aubl. (Rhizophoraceaá).<br />
(A. m ).<br />
SYN.- Mangue rfagua doce<br />
o<br />
»
#<br />
88 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
jntt-Casca adstringente mas menos rica em tanino<br />
qtfe o mangue verdadeiro.<br />
% 1<br />
CANELLA DE VELHO — v. MARA-MARA.<br />
CANIÇO BRANCO— DUGUETIA sp<br />
(Anonaccas).<br />
CANIÇO PRETO— DUGUETIA sp<br />
(Anonaceas).<br />
CANINANA — v. CIPO CRUZ.<br />
CANNA — CANNA EDULIS Ker. í Cannaceas) - Origin.<br />
do Perú.<br />
(Pl. h )—De 2 a 3ms. de altura. — Mores vermelhas.<br />
Alim. — O rhizoma, tuberoso, quando novo e antes<br />
de crescer as hastes, é tenro, <strong>com</strong>estível; cozido, tem sabor<br />
de alcachofre—Dá uma fécula analoga ao «arrow-root».<br />
CANNA —CANNA DISCOLOR Lind. (Cannaceas) —<br />
Origin. da Trindade.<br />
Alim. — O rhizoma dá a fécula conhecida pelo nome<br />
de «canna root». Das diversas cannas 6 esta a melhor para<br />
a alimentação, mas produz menos que a «canna edulis».<br />
CANNA —CANNA INDICA Lind (Cannaceas).<br />
( PI. h. ) - Svx. - Balisier ( G. fr. ).<br />
Alim.— O rhizoma assado é <strong>com</strong>estível; dá também<br />
uma fécula semelhante ao «arrowrot».<br />
Med. pop. — O cozimento das folhas 6 usado para lavar<br />
as ulceras de mau caracter e, em banhos, contra o<br />
rheumatismo — O rhizoma, em infusão, ú diaphoretico e excitante;<br />
a tintura é tônica.<br />
CANNA de ASSUCAR — SACCHARUM OFFICINA-<br />
RUM Lin. (Gramíneas ). —Origin. da Asia meridional; importada<br />
no Pará em 1667 (da Ilha da Madeira).<br />
(PI. h.) — Cultivada em todo o Brasil tropical.<br />
Alim.•— Dá aguçar e alcool (cachaça).<br />
CANNA BRANCA — v. CANNA DE MACACO. ( Costus<br />
spiralis ) e outras especies.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 89<br />
CANNA BRAVA — ( Norte do Br. ) - G Y N E R I U M<br />
PARVIFLORUM Nees ( Gramíneas \ .<br />
( Pl. h. ) - SYN. - Ubá ( Sul ).<br />
Incl. — Com as hastes íloraes fazem-se flechas e rabos<br />
de foguetes.<br />
Orn. — Grandes paniculos de flores muito ornamentaes.<br />
CANNA BRAVA legitima — ( Marajó - B. Amazonas ) —<br />
v. FRECHA VERDADEIRA.<br />
CANNA FISTULA -( Amazónia )- CASSIA GRAN-<br />
DIS L. f. ( Legum. caesalp. ).<br />
( A. m.).<br />
Mad. — Bonita madeira, forte.<br />
CANNA FISTULA — ( m. R. Tapajoz ) - C A S S I A<br />
SPRUCEANA Benth. í Legum. caes ).<br />
SYN. — Marimary da T. f. ( Óbidos ).<br />
( A. m. ) — HAB. - Nas regiões centraes altas e em beirada<br />
de campos.<br />
CANNA FISTULA — (Mte. Alegre) - CASSIA AMA-<br />
ZÔNICA Ducke ( Legum. caesalp. ).<br />
CANNA I)E MACACO - COSTUS AN AC Hl RI Jacq.<br />
(Zingiberaceas).<br />
( PI h. ) — Loc.-Pará-R. Negro.<br />
CANNA DE MACACO — (Amazónia) — COSTUS<br />
CILIATUS Miq. Zingiberaceas).<br />
(PI. h.).<br />
SYN. — Canna branca—Perina.<br />
Med. pop. — O succo da haste nova é mucilaginoso e<br />
acido; misturado <strong>com</strong> agua e assucar é usado <strong>com</strong>o limonada<br />
refrigerante; o succo expresso das hastcas velhas e<br />
das folhas é antigonorrheico.<br />
CANNA DE MACACO — (Amazonas) —COSTUS SPI-<br />
CATUS Rose. (Zingiberaceas). #<br />
< PI. h. ).<br />
* SYN.— Jacuacanga— Ubacaia-Canna roxa.<br />
Med. pop. — O rnizoma é diurético, diaphoretico, tonico<br />
e emmenagoga; usa-se infusão ou tintura. O succo das<br />
o
*<br />
90 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
hastens frescas é usado contra as gonorrheas, em bebida, e<br />
contra as leucorrheas, em injecções; em bebida também<br />
contra as dores nephreticas. O rhizoma pode ser empregado<br />
nos mesmos casos.<br />
lad. — Dá fibras.<br />
CANNA DE MACACO -COSTUS SPIRALIS Rose.<br />
(Zingiberaceas).<br />
' (PI. h.).<br />
SYN.—Cadtinga—Catina branca-Catina do inatto.<br />
Mcd. pop. - As folhas frescas em cataplasmas para resolver<br />
os tumores; infusão das hasteas nas affecções dos<br />
rins e da bexiga. O succo das hasteas velhas e das folhas<br />
é um poderoso diurético, usado nas gonorrheas.<br />
CANNA ROXA— v. CANNA DE MACACO - (Costus<br />
spicatus ).<br />
CANSANÇÃO - (Amazônia) - URERA BACCIFERA<br />
Gand. ( Urticaceas ).<br />
( a. g. ) — SYN. • Urtiga o.<br />
CAR. — Caule e ramos aculeados; folhas cobertas de<br />
pellos urticantes na face inferior.<br />
Mcd pop. — A decocção das folhas é diurética e antileucorrheica—O<br />
cosimento da raiz aproveita-se contra a<br />
amenorrhea.<br />
CANSANÇÃO - ( Amazônia ) - U R E R A CA R ACA-<br />
SANA Griseb. (Urticaceas).<br />
SYN. — Caracasaaa (Venezuela).<br />
( a. ff-)" CAR. — Haste aculeada, ramos novas<br />
cobertos de pellos urticantes.<br />
lad. — O liber dá fibras sedosas e resistentes.<br />
Mcd. pop. — A infusão das folhas contra as affecções<br />
pulmonares; a infusão das cascas e das hastes é antisvphilítica-O<br />
cosimento das folhas em loções contra as moléstias<br />
da peile. 9<br />
#><br />
r<br />
CANSANÇÃO DE LEITE - ( Bahia ) - v. URTIGA<br />
(Jatropha urens).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CANT AN — (Pará) —MONOTAGMA CONTR ACTUM<br />
Hub. (Marantaceaes). _<br />
(PI. h.).<br />
Loc. — Furos.<br />
CANUDO DE PITO —MABEA OCCIDENTALIS Muell.<br />
Arg. (Euphorbiaceas).<br />
SVN. — Piriri.<br />
(A. p.) -CAR. - A casca ferida dá latex branco.<br />
Ind. — Os ramos sào fistulosos e servem para tubos<br />
de cachimbo.<br />
CANUDO DE PITO — v. TAQUARI.<br />
CANUDO - (Marajó) - v. ALGODÃO BRAVO.<br />
CAOPIÀ — v. LACRE.<br />
CAPA HOMEM — v. URUBÍJ-CAÁ.<br />
CAPANÇA —(Rio Acre) —PATRISIA sp<br />
i Flacourtiaceas).<br />
(a)—CAR. - Parecido <strong>com</strong> um pequeno cafezeiro; muito<br />
differente do «matta-cachorro» do R. Tapajoz (Patrisia acuminata<br />
).<br />
Med. pop. — Veneno violento—No Acre, dá-se também<br />
o nome de capança, ou capansa, a uma euphorbiacea venenosa.<br />
CAPARROSA -(Amazonas) - VISMIA ACUMINATA<br />
Pers. (Guttiferaceas ).<br />
( a.) — CAR. - Ramos quadrangulares.<br />
Ind. — Dá gomma resina chamada «Gomma gutta»<br />
da America.<br />
CAPIM AMARGOSO — ANDROPOGON BICORNIS<br />
L. = SPOROBOLUS ASPERIFOLIUS Nees (Gramíneas).<br />
(PI. h.<br />
° SVN. — Capim sapé (Marajó) —Zapim péba.<br />
Ind. — Serve para cobrir casas e fazer esteiras.<br />
Alim. anim. — Bôa forragem.<br />
91
92 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Meei. pop. - A raiz é um diurético energico, dissolverfte,<br />
sudorífico, empregado nas febres biliosas e no beriberi.<br />
CAPIM AGRESTE — (Marajó ) — C YPERÜS DIFFU-<br />
SUS Vahl. (Cyperaceas).<br />
(PI. h. - Om. 50) —HAB.-Nos tesos e pastos altos cobertos.<br />
_ . . .<br />
Alim. anim. — Forragem inferior.<br />
CAPIM ANDREQUICE — ou CAPIM ANDREKICE —<br />
v. C. CENEUAUA.—<br />
CAPIM de ANGOLA -(Marajó)— v. CAPIM de GUINE.<br />
CAPIM ARROZ— v. CANARANA ROXA.<br />
CAPIM ASSÚ - (Marajó)- PANICÜM MEGISTON<br />
Schulth. (Gramíneas).<br />
SYN. — Capim lixa—Capim taboquinha (Óbidos).<br />
(PI. h.) — Om. 70 a lm. 10<br />
Alim. anim. — Forragem robusta dos terrenos altos;<br />
resiste ao pisar do gado. Parecido <strong>com</strong> o Capim de Guiné,<br />
mas mais duro.<br />
CAPIM BALSA—PASPALUM RIPA RI UM Nees.<br />
(Gramíneas).<br />
Alim. anim. — Forragem.<br />
CAPIM BARBA DE BODE — (Baixo Amazonas) — v.<br />
BARBA DE BODE (Marajó).<br />
CAPIM BENGALA — v. UDUNGA (Marajó). —<br />
CAPIM DE BOLOTA — í Marajó)- RHYNCHOSPO-<br />
RA CEPHALOTES Vahl. (Cyperaceas).<br />
SYN. Pi/y. #<br />
(PI. h. — lm.) —HAB.-Nos terrenos elevados.<br />
Alim. anim. — rouco apreciado pelo gado. •<br />
Ind. — Material para esteiras, capas de garrafas, obras<br />
trançadas diversas, cellulose para papel.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CAPIM DE BOTÃO - (Marajó) - CYPERUS LU-<br />
ZULAE Retz. (Cyperaceas).<br />
(PI. h.)— Om. 40) — HAB. - Nos campos altos e tesos.<br />
Alim. amai — Porragem inferior.<br />
•<br />
CAPIM DE UM SÒ BOTÃO — (Marajó) — KYL I IN-<br />
GA PUNGENS Link. (Cyperaceas) = KYLLINGA PUMI-<br />
LA Michaux.<br />
(PI. h. — 0m.20 a Om. 24) - HAB. - Nos campos altos.<br />
Ahm. atum. — Forragem inferior.<br />
Med. pop. — A raiz é aromatica. usada em infusáo ou<br />
tintura na grippe. constipações, febres.<br />
CAPIM DE BOTÃO GRANDE — v. CAPIM SERRA.<br />
CAPIM DE BURRO -CYNODOX DACTYLON<br />
Pcrs. (Gramíneas).<br />
SYN. — Capim da cidade - Graaia verdadeira — Chieadeat<br />
(Fr.) — Bera a ida grass (Ingl.).<br />
Plantado — Aguenta secca, mesmo cm terrenos arenosos.<br />
Aliai. aaim. — Bôa forragem, principalmente para cavai<br />
los.<br />
Iad. — A raiz secca ó utilisada na fabricação de escovas<br />
grosseiras.<br />
Med. pop. — A raiz é diurética.<br />
CAPIM CANNARONA — PASPALUM PUSILLUM<br />
Vent. (Gramíneas).<br />
CAPIM DE CHEIRO — ANDROPOGON NARDUS<br />
L. ( Gramíneas ).<br />
SYN. — Capim cheiroso—Capim santo—Capim marinho.<br />
Ind. — Dá, por distillação, o cleo de «citronella»; é o<br />
Lemon grass dos inglezes.<br />
CAPIM DE CHEIRO - KYLLINGA ODORATA<br />
Vahl. (Cyperaceas). , . , _ .<br />
SYN .-Capim cidreira-Capim limão-JaeA pó- Capim<br />
cheiroso 9 . .<br />
CAR. — O sabor e o aroma sáo iguaes aos da herva<br />
cidreira.<br />
93
»<br />
94 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Ind. — Pela distillaçfto dá um oleo para a perfumaria.<br />
—Serve a perfumar a roupa lavada.<br />
Med. -Aromático, antispasmodico, estomachico, sudorífico,<br />
diurético c óptimo carminativo (Dispepsia Hatulente);<br />
util no hysterismo e outras affecções nervosas.<br />
CAPIM CENÈUÀUA — (B. Amaz.) - LEERCIA HE-<br />
XANDRA Sw. (Gramíneas).<br />
(PI. h.-lm.). „ . . f<br />
SYN.— Capim peripomongo (Pará) - Capim andrekicé<br />
(Amazonas)—Arroz bravo-Arroz de Cayenna.<br />
Alim. anim. — Forragem excellente, muito nutritiva,<br />
mas resiste mal ao fogo e mesmo ao pisar do gado.<br />
CAPIM CHEIROSO — v. CAPIM DE CHEIRO.<br />
CAPIM CIDREIRA — v. CAPIM DE CHEIRO ( Kyllinga<br />
odorata ).<br />
CAPIM DA CIDADE — v. CAPIM DE BURRO<br />
CAPIM DE COLOXIA - - (Marajó) -PANICUM NIJMI-<br />
DIAXUM Lam. (Gramíneas).<br />
Plantado—Resiste pouco ao pisar do gado; é capim<br />
de varzeas, para campos cercados (para o corte).<br />
SYS.—Capim do Pará — Pará grass dos Ingl.<br />
Alim. anim. — Muito boa forragem, nutritiva e muito<br />
rendosa.<br />
CAPIM CORTANTE—(Marajó)— CYPERUS RADI-<br />
ATUS Yahl. (Cyperaceas).<br />
( PI. h.) — HAB. -Alagados e atoleiros.<br />
Alim. anim. — Forragem medíocre.<br />
CAPIM ELEPHANTE — PENNISETUM PURPUREUM<br />
Schumacher (Gramíneas).<br />
Herva de grandes dimensões e producçilo enorme.<br />
Alim. anim. — Forragem.<br />
r I I M c ^ ESTRELLA-(Marajó)- DICHROMENA<br />
CILIA TA Vahl. (Cyperaceas).<br />
( PI. h. rasteira ).<br />
Alim. anim. — Forragem pouco apreciada pelo gado.<br />
#
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CAPIM FOICE - (Marajó) - PASPALUM<br />
(Gramíneas).<br />
7'(P1 h -0m.30 a 0m.40)-C.AR.- Espigas arqueadas em<br />
forma de foice.<br />
Ali tu. anim.—Forragem regular.<br />
CA? GIGANTE - (Marajó) -TR1PSACUM DAC-<br />
T VLOIDES L. (Gramíneas).<br />
(PI. h.— 3m.)<br />
Alini. anim. — Forragem excellente para o gado<br />
vaccum e cavallar.<br />
CAPIM GORDURA- PANICUM MELI NUS Trin.<br />
(Gramíneas). — De plantação.<br />
SYN.—Capim mcllado.<br />
Aliai, aaim.— Bôa forragem - Bôa, verde ou secca—<br />
engorda e augmenta a secreção do leite — cresce bem em<br />
qualquer terra firme, mas prefere terrenos graníticos.— Excellente<br />
para as terras pobres.<br />
CAPIM de GUINE — PANICUM MAXIMUM .lacq.<br />
(Gram 1 neas). — De piantação.<br />
(PI. h.—até lm.50).<br />
SYN.—Capim de Angola.<br />
Aliai, anim. — Uma cias melhores forragens dos paizes<br />
equatoriaes, principalmente para o corte. - Muito nutritiva—<br />
Apreciada pelo gado vaccum e cavallar; Diz-se que 1 Km.<br />
q. plantado desta gramínea sustenta 303 rezes —Serve também<br />
<strong>com</strong>o pasto livre. — Prefere a terra firme um pouco<br />
arenosa.<br />
CAPIM GRAMA verdadeiro — v. CAPIM DE BURRO.<br />
CAPIM JARAGUÁ — ANDROPOGON<br />
(Gramíneas). — De plantação.<br />
RUFUS Kunt.<br />
Aliai, anim.— Bôa forragem, muito robusta; nutritiva,<br />
secca ou verde. Cresce bem em terra firme; é a melhor<br />
para as terras ricas.— 4 cortes por anno: 35-40.;» ' ) K. por<br />
h. a o<br />
para cada corte.<br />
t<br />
CAPIM LIMÃO— v. CAPIM DE CHEIRO (Kyllinga<br />
odorata).<br />
95
% A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
CAPIM LIMÃO- ANDROPOGON SCHOENAN-<br />
TflUS L. (Gramíneas).<br />
Ind. — Dá "oleo de citronella" —
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CAPIM MORY PASPALUM FASCICULATUM<br />
Willd. (Gramíneas).<br />
(PI. h.-de 1 até 3ms.) -HAB. - Nos campos baixos da<br />
várzea.<br />
Uni dos capins mais <strong>com</strong>muns nas margens de lagos<br />
e de rios.<br />
SYN .—Murim.<br />
Aliai- anim. — Forragem medíocre.<br />
CAPIM PANCUAN — (Baixo Amazonas) —PASPALUM<br />
FURCATUM Flueg. (Gramíneas).<br />
Aliai, auiai. — Bôa forragem. Invade as plantações em<br />
várzea alta.<br />
CAPIM PE DE GALLIMIA — ELEUS1NE INDICA L.<br />
(Gramíneas).<br />
(PI. h.—0m60) — IIAB. - Vive em qualquer terreno ao<br />
abrigo das inundações—E' muito <strong>com</strong>mum nas ruas de Belem,<br />
entre os parallelipipedos.<br />
Aliai aaiai — Bôa forragem.<br />
CAPIM PEBA — v. CAPIM AMARGOSO.<br />
CAPIM DO PARÁ — v. CAPIM COLOMA.—<br />
CAPIM PERIPOMONGO — (Baixo Amazonas) — v.<br />
CAPIM CENÉUÀUA.<br />
CAPIM DA PRAIA — (Marajó) — PASPALUM LIT-<br />
TORALE — Rich. (Gramíneas).<br />
(PI. h.-Om. 35).<br />
Aliai, anim.—Forragem medíocre<br />
CAPIM DA PRAIA - (Marajó) - SPARTINA BR A SI -<br />
LIEXSIS Raddi. (Gramíneas).<br />
SYN.—Par atará.<br />
HAB.—Nas praias de areia cobertas pela maré.<br />
CAR.—Raizes profundas e resistentes que muito concorrem<br />
para fixar a areia das dunas. (Marajó).<br />
TEIRA.<br />
CAPIM PIRIMEMBECA — v. CANNA-RANA RAS-<br />
97
98 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
CAPIM RASTEIRO — (Marajó) — RH\N^HOSPORA<br />
SSTACEA Bckl., = R. HIRSUTA Vahl.. = SPERMO-<br />
DON SETACEUS Benuv. (Cyperaceas).<br />
(PI. h.—relvosa)—IIAB. - Nos tesos e pastos altos.<br />
Alim. anim.— Forragem bem acceita pelos gados.<br />
Om— Suas espigas produzem um bello effeito ornamental.<br />
CAPIM de ROSA - (Marajó) - CYPERUS SURINA-<br />
MENSIS Rottb. (Cyperaceas).<br />
Alim. anim.— Forragem.<br />
CAPIM ROXO—(Marajó) — PASPALUM PARVI-<br />
FOLIUM Lam, (Gramíneas).<br />
Alim. anim— Boa forragem.<br />
CAPIM SANTO— v. CAPIM de CHEIRO.—<br />
CAPIM SAPE — (Marajó) — v. CAPIM AMARGOSO.—<br />
CAPIM SERRA — (Marajó) — CYPERUS LIGULA-<br />
RIS L. (Cyperaceas).<br />
SYs.—Capim de botão grande.<br />
CAR.— Folhas asperas, dentadas e cortantes.<br />
Alim. anim.—Pasto ordinário.<br />
CAPIM TABOQUINHA — (Óbidos) — v. CAPIM ASSU.-<br />
CAPIM TAQUARY dAGUA — PANICUM OPPRES-<br />
SUM Lemck. (Gramíneas)<br />
Alim. anim.—Forragem, quando verde e novo.<br />
CAPIM TAQUARYSINHO — ANDROPOGON SPA-<br />
THIFLORUS Kunth. (Gramíneas).<br />
Alim. anim— Forragem, quando verde e novo.<br />
CAPIM TARIPUCU — (Baixo Amazonas) — P A S P A -<br />
L U M...... # # (Gramíneas).<br />
Alim. anim. - Forragem excellente dos campos altos.<br />
dc TARTARUGA — PANICUM ELEPHANTI-<br />
PES Nees. (Gramíneas).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 119<br />
CAPIM da TERRA - PANICUM SETARIA<br />
(Gramineas).<br />
CAPIM dc TESO (Marajó) - PASPALUM SCOPA-<br />
RIUM Hugge. (Gramíneas).<br />
(PI- H. p.)—HAB - L esos de areia quasi pura.<br />
Alini anwi. -Bôa forragem.<br />
t<br />
CAPIM UAMA — (Baixo Amazonas) — LUZIDIA<br />
SPRUCEANA Benth. (Gramíneas).<br />
HAB. —Quando baixam as aguas, cresce nas margens<br />
dos lagos, cobrindo pouco a pouco grandes superfícies.<br />
Alini. aniai.—Tenro; produz primeiro no gado um<br />
effeito purgativo, sendo, depois, um dos melhores para<br />
engordai-o.<br />
CAPIM VILLOSO— (Marajó) — RHYNCHOSPORA<br />
HIRSUTA Vahl., e R. BARBATA K. (Cyperaceas).<br />
(PI. h.—Om. 40) HAB. - Nos campos altos húmidos<br />
Alii)i. ari////.—Forragem soffrivel.<br />
CAPIXORY — v. MUIRATINGA VERI). da V.<br />
CAPIRONA — (Perú) — v. PAO MULATO da VARZEA<br />
e P. M. da T. f. —<br />
CAPITARI — (Faro e E. do Amazonas) — COURALIA<br />
TOXOPHORA Benth. e Moock. ( Bignoniaceas),<br />
SYX.— Pão (farco branco.<br />
(a. ou A. p.) — HAB.-Margens das cabeceiras dos<br />
lagos.<br />
CAR.— Flores róseas.<br />
Ind. — As sementes fornecem um oleo siccativo.<br />
Mad. — Dura, castanho escuro—para marcenaria—D =<br />
1,03.<br />
CAPITIÚ ou CAÀ-PITIÚ — SIPARUNA sp. var. —<br />
(Monimiacias ). v>.<br />
A Siparaaa fétida (Barb. Rod.) tem madeira parda,<br />
listrada de preto pardacento; esta madeira exhala, quando<br />
se corta, um cheiro nauseoso de peixe; mas, quando secca,<br />
o cheiro lembra o de mel de abelhas. - D - 0,9o.
100 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAPITIU ou CAAPITIU - RENEALMIA OCCIDEX-<br />
TALIS Poepp. e Endt. (Zingiberaceas).<br />
( PI. h.).<br />
Med. - Sementes emmenagogas.<br />
CAPOERANA — (R. Tocantins) — v. ACAPURANA —<br />
(Campsiandra laurifolia).<br />
CAPOTE — (Gurupá —Estuário) — S T E R C U LI A<br />
SPECIOSA Schum. (Sterculiaceas).<br />
SYN. — Envira capote — Tacacaseiro.<br />
CAR. — Flores fétidas - Arvore muito frondosa.<br />
(A. G.) - HAH.-Nas mattas inundadas de varzeas (de<br />
Belem a Gurupá).<br />
Mad. — Pardoclaro, muito tenra e porosa, quasi esponjosa.<br />
de gráo grosseiro. — D = 0,45.<br />
Jad. — Dá boa envira.<br />
CAPUCHINA — TROPAEOLUM MAJUS L. (Tropaeolaceas<br />
). - Origin. do Perú.<br />
( Cip. herb.)—SVN.- Chagas (Bahia) — Cresson da Péroa<br />
(Fr.).<br />
Ora. — Grandes flores amarellas ou vermelhas.<br />
Aliai. — As flores <strong>com</strong>em-se em salada —Os botões e<br />
os fructos novos, em conserva no vinagre, são um bom succedaneo<br />
das alcaparras.<br />
Med. — Os renovos são antiscorbuticos.<br />
CAPYSCABA MIRIM — CYPERUS GRACILESCENS<br />
Roem. e Schult. (Cyperaceas).<br />
CARÁ— DIOSCOREA !<br />
div.— grande numero de especies e variedades.<br />
CARA do PARA — DIOSCORE A CAIE\ T NENSIS<br />
Lam. ( Dioscoreaceas)— Origin. da Africa<br />
d<br />
(Cip.) ~ CAR. - Caule cylindrico, aculeado.<br />
Aliai.- A raiz é um tubérculo alongado, <strong>com</strong>estível,<br />
de massa franca. *<br />
• «<br />
um í 1 ! - DIOSCOREA BRASILIENSIS<br />
\\ illa., = D. I RILOBA Lam. (Dioscoreaceas).
101<br />
(Cip.) — SYN. - Inhame—Cará doce.<br />
CAR. —Caule anguloso e, ás vezes, alado; folhas 2-ou<br />
5 lobadas.<br />
Aliai. — A raiz, de forma ovoide, é <strong>com</strong>estível, tenra,<br />
farinacea. —15 a 20cms. de <strong>com</strong>prido; a casca do tubérculo<br />
é quasi preta, mas, depois da primeira camada, é colorida<br />
de roxo.—Excellente qualidade. Principal especie cultivada.<br />
CARÁCHICIIÚ — v. HERVA MOURA. —<br />
CARAGUATÁ- BROMELIA Pinguin L. (Bromeliaceas).<br />
Svx. — Coroatd (Na Amazônia ).<br />
(PI. h. acaule) —CAR. - Folhas aculeadas, numerosas,<br />
de 2m. de <strong>com</strong>p. e 4cm. de largura.—Em terrenos seccos.<br />
Ind. — Dá fibras textis sedosas, <strong>com</strong>pridas, e muito<br />
resistentes.<br />
CARAIPÈ verdadeiro — LICANIA SCABRA Hoock.<br />
(Rosaceas) —Commum no Alto R. Capim e outros jogares<br />
do E. do Pará.<br />
LICANIA UTILIS Hook. Fritsch. = MO-<br />
QU1LEA UTILIS Hook.<br />
LICANIA MICROCARPA Hook.<br />
LICANIA SCLEROPHYLLA Mart.<br />
(A. m. ou g.) - SYN. - Caripè- Couépi ( G. fr.)<br />
Mad. — Castanho-vermelho claro, dura, boa para construcçào;<br />
a densidade da madeira de L. UTILIS é: D =0,80.<br />
Ind. — A casca é adstringente e contem tannino. A<br />
cinza da casca ú rica em potassa; mistura-se <strong>com</strong> a argilla<br />
destinada á fabricação dos potes para agua, das bilhas,<br />
das talhas, etc. para que não rachem no forno e se tornem<br />
mais porosos.<br />
CARAIPE-RANA — (Rio Tapajoz) — PA RI NA RI UM<br />
BARBATUM Ducke ( Rosaceas ).<br />
I A. M. )- HAB. - Em mattas não inundadas.<br />
Loc. -R. Tapajóz (Cach. Maranhãosinho-Bôa Vista).<br />
CARAIPE-RANA— ( Alto-Capim è Furos de Breves )—<br />
LICANIA (MOOUILEA) TURIUVA Hook (Rosaceas).<br />
( A. p. ou M.) — SYN.- Turiuva ( Óbidos).<br />
Med. — Casca adstringente.
102 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad. - Castanho avermelhado claro, dureza media,<br />
traftalhando-se bem; bôa para caibros de casa.<br />
Ind. — Lenha excellente (Is. de Breves); da carvão<br />
de superior qualidade.<br />
CARA IPE-R AXA — (O'oidos) — v. LICANIA.<br />
CARA IPE-R AN A — HIR T E L L A TENTACU LATA<br />
Poep. ( Rosaceas ), e outras especies do mesmo genero.<br />
CARA IPE-R AXA de FOLHAS LARGAS — LIC A XI A<br />
MICRANTHA Miq. (Rosaceas).<br />
Ind. — Dá carvão de grande poder calorifico.<br />
CARAÍ PE TARIIRA—LICANIA sp. (Rosaceas).<br />
CARAJURIJ — AR RABI DA EA CHICA (H. B. K.) Bur.<br />
( Bignoniaceas ).<br />
( a. p. trepad.) — SVN. - Piranga— Chica — Pariry ( Belem<br />
).<br />
lad.—Das folhas seccas extrahe-se, por maceração,<br />
(fermentação seguida de ebullição), uma tinta vermelha; é<br />
um pó encarnado, insolúvel n'agua, solúvel no alcool, no<br />
ether e no azeite; <strong>com</strong> elle e <strong>com</strong> azeite de andiroba, os<br />
índios fazem as suas pinturas nas faces e no corpo.<br />
Me d. />of>. — A tinta e as folhas são usadas contra a<br />
dysenteria e as empigens.—Considerado <strong>com</strong>o aphrodisiaco.<br />
CARAJURIJ da Costa — (Rio Tapajoz) — A R R A B I-<br />
DAEA sp.<br />
CARAMBOLA —A VER RH O A CARAMBOLA L.<br />
( Oxalidaceas) — Origin. da índia.<br />
( A. p. ) — Pouco cultivado na Amazônia.<br />
Aliai. — Fructo oblongo, côr de ambar, longo de 7 a<br />
12cms. <strong>com</strong> 5 gomos e saliências arrendondas longitudinaes;<br />
polpa muito succosa, acida, de sabor agradavel de groselha<br />
— Come-se cru, <strong>com</strong> assucar ou em <strong>com</strong>potas.<br />
lad.—succo#dos fruetos contem muito acido oxalico;<br />
tira as manchas Je tinta e de ferrugem dos tecidos e<br />
limpa o metal. •<br />
CARAMURU — v. JABOTY.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
CARAMURY - (Faro e Mauhés)- (Sapotaceas).<br />
SYN. - Guajará-çciraniurim.<br />
(A.) — HAB. - Matta grande da terra firme<br />
Loc— Gurupá, Faro, Med. Tapajoz, Mauhés.<br />
Mad. — Madeira muito leve (bóias para pescaria)<br />
Aliai.-Fructo <strong>com</strong>estível; de sabor delicado 'Março<br />
e Abril). — A casca da arvore e as sementes exhalam um<br />
cheiro desagradavel; as sementes dão á carne dos animaes<br />
que as <strong>com</strong>em um cheiro aliaceo muito desagradavel.<br />
CARAPANAUBA — ASPIDOSPERMA NITID U M<br />
Benth. (Apocynaceas).<br />
(A. g.) —HAB.-Nas florestas de T. f. de todo o Estado<br />
do Pará.<br />
SYs.-Pdo de vcaio-Sapapcaia (Rio Tapajóz) — Bois<br />
chapei Ir (G. fr.) —Paddle wood (Ingl.).<br />
CAR.—Tronco dividido longitudinalmente em lamellas<br />
delgadas.<br />
Mad — Côr pardo-amarellaço, amarga, resistente, não<br />
atacada pelos cupins; é uma verdadeira peroba, própria<br />
para marcenaria, cabos de ferramentas, remos.—D = 0,83.<br />
Med— Casca amargosa, febrífuga.<br />
CARAPANAUBA PRETA — LEPIDOCARDIA PUNC-<br />
TATA Ducke (Borraginaceas).<br />
(A. m.) -HAB. - Nas terras argillosas ferteis.<br />
Loc.—Rio Branco de Óbidos.<br />
CAR.—Tronco profundamente sulcado.<br />
CARAPARU — v. ARUMA-RANA mirim.—<br />
CARAPICU — v. UACIMA côr de rosa.—<br />
CARAUBA — JACARANDÁ COPAIA (Aubl.) D. Don.<br />
(Bignoniaceas). ..<br />
SYN. — Caroba-Pard-pará (B. Amazonas) — Mantpa<br />
falso—Co paia et Bois à piau ((r. fr.). .<br />
(A. g.) - HAB.-Matta da T. f. e capoenas velhas da<br />
T. f<br />
' Mad. - Branco-amarellado claro, pouco <strong>com</strong>pacto,<br />
para marcenaria; vendida, ás vezes, <strong>com</strong>o marupá (bimaruba<br />
amara), mas muito inferior.— D - 0,4-<br />
103
*<br />
104 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Ind.— A madeira pode servir para a fabricação do<br />
papel: <strong>com</strong>p. das fibras lmm.37, diâmetro 0,031 -f- = 1 44 (A.<br />
Bastos, M. C. P.). . ... . . .<br />
Meti. — A casca 6 um poderoso sudorífico, principalmente<br />
a casca da raiz que contem um alcalóide a carobina.<br />
A infusão das folhas é usada contra a syphilis e a<br />
decocção em lavatorios contra as boubas e as ulceras.<br />
Ora. — A arvore é linda quando coberta de flores de<br />
um azul violáceo.<br />
CARAUBA do CAMPO— TECOMA CARAÍBA Mart.<br />
Bignoniaceas).<br />
Svx. — Carobcira (Marajó) — Caroba ou caraubcira<br />
o campo.<br />
( A. p.) — HAB. - Campos firmes e de varzea alta, no<br />
litoral e no B. Amazonas.<br />
CAR. — Flores amarellas, grandes, vistosas.<br />
Med. pop. — Antisyphilitico.<br />
Mad — Branco pardacento, de textura bastante grosseira,<br />
mas trabalhando se bem e rachando dificilmente;<br />
muito empregada pelos vaqueiros para a armação das suas<br />
sellas. D = 0,71.<br />
CARDEIRO — (Manáos) — CATOSTEMMA MIC RA N-<br />
THUM Ducke (Bombaceas).<br />
( A. g.) — HAB - Matta da T. f. de Manáos.<br />
CARINIANA— Esp. div (Lecythidaceas) -Genero<br />
visinho do tauari.<br />
Svx. — Tauary (E. do Amazonas).<br />
CAR. — Os fruetos são receptáculos lenhosos de formas<br />
diversas, <strong>com</strong> tampa dehiscente. —(A. g.).<br />
Mad. — Boa para construcçáo civil.<br />
lad. — A casca dá estopa para calafetar embarcações.<br />
CARI PE — v. CARAIPE.—<br />
CAROÀ - (Meio Norte ) - NEOGL AZIOVIA VA-<br />
RIEGA I A #Mez. ( Bi/>meliaceas ).<br />
Planta fibrosa c^ue não deve ser confundida <strong>com</strong> o<br />
«curáuá». •<br />
CAROBA — v. CARAUBA.—
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
o<br />
105<br />
CAROBA do campo — CYBISTAX ANTISYPHII ITT<br />
CA Mart. (Bignoniaceas). M 1 1 , 1 U U -<br />
Loc. — Campos altos de Monte Alegre.<br />
CAR. — Flor verde pallido.<br />
Mad.— Branca; para obras internas, caixotaria e pasta<br />
para papel.<br />
Med. — Antisyphihtica (casca e renovos) e contra a<br />
moléstia chamada «bouba» ou «pian» (G. fr.).<br />
CAROBA DO CAMPO - v. CARAUBA DO CA."VIPO.<br />
CARQUEJA — (Marajó) - HYDROLEA SPINOSA L<br />
(Hydrophyllaceas).<br />
( a. p — 0m. 60 a lm. 30) — CAR. - Planta espinhosa, de<br />
lindas flores azul puro.<br />
HAB. - Nos terrenos baixos, humidos, argillosos (Marajó<br />
e B. Amaz.).<br />
CARRAPATEIRA — v. RÍCINO.<br />
CARRAPATINIIA — TRIC HOMAN ES REPTANS Sw.<br />
(Fetos).<br />
Loc. — Rio Capim.<br />
CARRAPETA — (Rio de Janeiro) — v. JATUAUBA<br />
(Belem).—<br />
CARRAPICHINHO branco — (RioTapajoz) — ?<br />
( Malvaceas).<br />
Loc. — Manáos—R. Tapajóz.'<br />
CAR.—Quando pequeno, parecido <strong>com</strong> a Urena lobata—Flores<br />
pequenas, amarellas, sementes <strong>com</strong>o as de<br />
paco-paco — folhas ovaes, lanceoladas, pardo-claro na face<br />
inferior.<br />
Ind. — Dá boas fibras.<br />
CARRAPICHINHO — (Marajó) — DESMODIUM BAR-<br />
BATUM L. (Lcgum. pap.).<br />
(PI. h.) —HAB.-Nos Jogares arenosos altos.<br />
Aliai. anim. — Forragem regular para o cavallo.<br />
> CARRAPICHINHO — (Belem) —- T RI U M F E T T A<br />
RHOMBOIDEA Jacq. (Tiliaceas). .<br />
SYN —Amor do campo-Barba de boi.
106 A AMAZônIA BRASILEIRA ___<br />
(a. até 2m.)—CAR. - Folhas verdes na face superior,<br />
esbranquiçadas e avelludadas na face inferior - Hores<br />
pequeninas, amarello alaranjado, em racimas axillares ou<br />
terminaes.<br />
Fructo: carrapicho <strong>com</strong> 3mm. de diam.<br />
Ind. — Dá fibras texteis resistentes.<br />
Med. pop — Folhas e raizes mucilagmosas e adstringentes<br />
(injecções contra as gonorrheas).<br />
CARRAPICHO— (Óbidos) —v. MALVA CARRAPICHO,<br />
CARRAPICHO do BREJO—(Belem) — v. MALVA<br />
CARRAPICHO.—<br />
CARRAPICHO de duas pontas— v. HERVA PICÃO.<br />
CARRAPICHO grande — TRIUMFETTA ALTII/EOI-<br />
DES Lamk. (Tiliaceas).<br />
(PI. h. ou a. até lm. 50) - Svx. - Malva preta (Belem)<br />
Carrapicho liso.<br />
HAB. — Logares abertos, ou cultivados.<br />
CAR.— Folhas grandes, verde escuro, lisas—Flores<br />
muito pequenas, amarello carregado, em bouquets—Fructo:<br />
carrapicho de 8 a lOmm. de diam.<br />
Ind. — Dá fibras finas, longas, luzentes e tenazes, para<br />
aniagem e confecção de cestinhos — Poderia servir para a<br />
fabricação de papel.<br />
Med. pop. — Folhas adstringentes; o cozimento é usado<br />
contra corrimentos purulentos.<br />
CARRAPICHO — CENCHRUS VIRIDIS Spreng. (Gramíneas).<br />
Svx. — Barbadinho.<br />
(PI. h.) —Loc. - Marajó.<br />
HAB. — Campos arenosos altos.<br />
Aliai, anini. - Forragem regular; o gado somente<br />
pode <strong>com</strong>ei-a antes da fructificação. As sementes ferem a<br />
bocca e agarram-se aos crinos dos animaes.<br />
CART^NlÈ — .v. PÀO RAINHA.—<br />
CARU-CAA - CORDIA MULTISPICATA Cham.<br />
(Borraginaceas).<br />
F
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
(a. p.) — SYN. - Cauariícad.<br />
W r A CaS A a s d ? ! \ haS 5 eS d Au ftbras P ara cordoaria.<br />
Meei. pop.~ A infusão das folhas é muito empregada<br />
corno tonico e fortificante e, também, nos casos de gripne<br />
pulmonar, bronchites. tosses rebeldes.-Nas folhas encontrouse<br />
um glycoside liquido de cheiro suave, a carucaina (D.<br />
Cl. Martins — M. C. P. 1929).<br />
v<br />
CARURU BRAVO — PH YTOLACCA DECANDRA L.<br />
(Phytolaccaceas).<br />
" (PI. h.). —Origin. da Amer. do Norte.<br />
SYN. - Carurú-assú - Caruru de cacho — Raisin<br />
dAmèriquc (Fr.).<br />
Ind. - Os fruetos maduros fornecem matéria corante<br />
violeta.<br />
Alita. -- Folhas <strong>com</strong>estíveis depois de cosidas e lavadas,<br />
venenosas quando verdes e cruas.—Os renovos podem<br />
substituir os espargos.<br />
Med. — Fruetos verdes purgativos.—Na raiz encontrase<br />
um alcalóide, a phytolaccimi, depurativo, mas toxico cm<br />
alta dose.<br />
CARURÚ AZEDO — v. VINAGREIRA.<br />
CARURU das CACHOEIRAS — (Rio Negro) —MOURE-<br />
RA FLUVIATILIS Aubl. (Podostemaceas).<br />
SYN. — Carerú ou carurô— Uapé de cachoeira ( E. e N.<br />
do Pará ).<br />
(PI. h.) — HAB.- Cresce nas pedras temporariamente<br />
cobertas pelas aguas, nas cachoeiras.<br />
CAR. — As folhas fluetuam na corrente; as llores róseas,<br />
<strong>com</strong> cheiro de violetas, emergem da agua.<br />
Aliai. — Os indios seccam a planta ao sói, queimamna<br />
e lavam as cinzas <strong>com</strong> agua; a lixívia, coada, é evaporada<br />
no fogo; o resíduo é um sal grosseiro que usam sem<br />
outra purificação.<br />
CARURÚ LÍNGUA de VACCA—TALINUM PATÉNS<br />
Jacq. (Portulacaceas).<br />
(PI. h.). . , • _ *<br />
Aliai. — Legume (folhas) superior a beldroega.<br />
CARURÚ MIÚDO COMMUM — AMARANTUS OLE-<br />
RACEUS L. (Amarantaceas).<br />
107
ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
(PI. h.) — Sv.w - Carini -Brêdo íBahia).<br />
• Alim. — Cultivado—Legume (folhas e haste nova, cozidas<br />
).<br />
e AMARANTUS VIRIDIS L. (Amarantaceas).<br />
(PI. h.) — Svx. - Caruru de soldado.<br />
Aliai. — Legume (folhas ).<br />
Aliai, atiini. — As sementes servem para a alimentação<br />
dos passarinhos.<br />
Med. pop. — Favorece a secreção do leite.<br />
CARURU de SAPO — OXALIS MARTIANA Zuec.<br />
(Oxalidaceas).<br />
(PI. h.) — HAB. - Nos terrenos cultivados, jardins.<br />
Med. pop. — O decocto das folhas, em gargarejos, contra<br />
anginas —antithermica.<br />
CARURU de SOLDADO — v. CARURU MIÚDO.<br />
CARVÃO DE FERREIRO v. TACHY BRANCO da T. f.<br />
CASCA AÇUCENA— ANIBA sp (Lauraceas).<br />
Loc. — Na terra firme da Cach. Porteira ( R. Trombetas<br />
).<br />
lad.—A casca é aromatica; reduzida a pó grosseiro,<br />
é empregada em saquinhos de cheiro para perfumar a roupa<br />
nas gavetas.<br />
CASCA de ANTA — v. CAA-POROROCA.—<br />
CASCA DOCE — v. PAO DOCE.—<br />
CASCA GAIVOTA— (Óbidos) — CROTON sp. í Euphorbiaceas<br />
).<br />
Ind. — A casca é aromatica; entra na <strong>com</strong>posição dos<br />
saquinhos de cheiro para perfumar a roupa nas gavetas.<br />
CASCAtPARA-TVDO — v. CAA-POROROCA—<br />
CASCA PRECIOSA —ANIBA CANELILLA (II. B. K.<br />
Mez. (Lauraceas).<br />
Svx. — Canella (Belem)-Amapdima—Pereiord.
109<br />
(A. m. ou g.) —HAB. - Matta grande da T. f<br />
Loc: -R. Xingú-R Tapajóz-R. Trombetas-R. .íamunda—R.<br />
Negro-R. Madeira.<br />
Mad. — Pardo escuro ou amarello castanho. dura, de<br />
grão muno fino, aromatica, imputrescivel, para marcenaria<br />
e ebanisteria. — D = 1,00.<br />
Ind. — Por distillação da casca e do lenho, extrahe-se<br />
um oleo essencial perfumado.<br />
Med. pop. — A casca é aromatica (cheiro de canella<br />
e rosa misturadas)— a infusão é excitante, digestiva, antispasmodica<br />
c peitoral, util na chlorose e na cachexia palustre—As<br />
sementes raladas são usadas contra a dysenteria.<br />
CASCA SACACA — CROTON (Euphorbiaceas).<br />
( A. p.) — HAB. - No barro vermelho ( R. Branco de<br />
Óbidos).<br />
Sacaca significa feitiçaria, em L. g.—Cultivada em Manáos.<br />
Ind. — A casca é aromatica; entra na <strong>com</strong>posição dos<br />
saquinhos de cheiro para perfumar a roupa nas gavetas.<br />
CASCA de WINTER (falsa) — v. CAA-POROROCA.<br />
CASINGA CHEIROSA — (Amazonas) LAETI A<br />
SUAVEOLENS Benth. (Flacourtiaceas ).<br />
(a.).<br />
Ind. — Flores aromaticas, podem ser aproveitadas para<br />
a perfumaria (cheiro de flores de laranjeira).<br />
CASSIA de EMPIGENS — (Marajó) — CASSIA MI-<br />
MUSOIDES L. (Legum. caesalp.).<br />
(a. p.—LM.20a 1 M.40) — HAB. - Em terrenos pouco alagados.<br />
Med. — Planta antiherpetica.<br />
CASTANHA de ANTA— v. CUMARU-RANA.<br />
CASTANHA de ARARA - JOANNESIA HEVEOI-<br />
DES Ducke (Euphorbiaceas). » 5<br />
O (A. g.)—HAB. - Na matta da Terra firme<br />
Loc.—Santarém — R. Tapajoz-Juruty Velho-Mauhés<br />
CAR.—Fructos semelhantes aos da seringueira, <strong>com</strong> 14<br />
a 18 cms. de diâmetro-Safra de Dezembro a Abril.
ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
Mad,-Branca, parecida <strong>com</strong> a da seringueira.<br />
* Ind.-As amêndoas dão 47 a 56°/o de oleo claro, um<br />
• pouco siccativo<br />
A madeira, branca, poderia dar cellulose para papel;<br />
Comprim. das fibras-1,43-diam. 0,025—f- = 1/58. (M.C.P.).<br />
Mcd. pop. - As amêndoas oleosas são vomitivas e purgativas;<br />
são <strong>com</strong>idas sem inconveniente pelas araras.<br />
CASTANHA CAYATK — v. COMADRE DE AZEITE —<br />
CASTANHA de COTIA — v. CUMARU-RANA.<br />
CASTANHA de COTIA —v. QUINQUlÒ. —<br />
CASTANHA de MACACO v. CUMARURANA.<br />
CASTANHA de MACACO v. MACACO-CASTANIIA.<br />
CASTANHA de MACACO — COUROÜPITA GUIA-<br />
NENSIS Aubl. ( Lecythidaceas ).<br />
SVN. — Boulet de cânon (G. fr.)— Cannon bali trec<br />
(Ingl.).<br />
( A. g.)— HAB.-NOS igapós do Salgado e do Estuário.<br />
CAR. — As flores nascem sobre o tronco e sobre os<br />
galhos; são côr de rosa, grandes, lindas, de cheiro suave.<br />
— Os fructos contem uma polpa <strong>com</strong>estível, mas pouco agravei,<br />
que, <strong>com</strong> alguns dias, torna-se liquida, de cheiro acido,<br />
côr vmosa.<br />
Mad. — Molle, sem valor.<br />
Ind. — O liber dá bôa estopa.<br />
Alini. — As sementes são <strong>com</strong>estíveis.<br />
CASTANHA de MACACO - COUROÜPITA SUBSES-<br />
SILIS Pilg. (Lecythidaceas).<br />
(A. g.) — HAB. - Varzeas do Amazonas.<br />
Loc. — Cacaoal Imperial (Óbidos).<br />
CAR Flores c*uasi brancas—Fructos volumosos.<br />
Mad. — Madeira#parda <strong>com</strong> veias castanho c^aro, jjara<br />
marcenaria.<br />
Alim. anini. — A polpa dos fructos é utilisada para a<br />
alimentação dos porcos e das gallinhas.<br />
•
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
CASTANHA SAPUCAIA — LECYTHIS PARAENSIS<br />
Hub. ( Lecythidaceas ).<br />
SYN - Quatelé ( G. fr ) - Marmite de singe ( G. fr. )<br />
notando-se que as «Lecythis» da Guiana são outras especies.<br />
I<br />
(A. g. ) — HAB.-V arzeas do B. Amazonas.<br />
Mad. - Vermelho-amarellado claro; resistente, mas fácil<br />
de se trabalhar, para construcção civil e naval, obras<br />
immersas, segeria. - D = 1,02.<br />
Ind. — As amêndoas contem 51 0 0 de oleo <strong>com</strong>estível.<br />
—A casca dá estopa e o liber pode substituir a mortalha<br />
de cigarros.<br />
Alint. — O frueto (ouriço), 6 uma capsula lenhosa,<br />
quasi espherica, de 18 a 22cms. de diâmetro, fechado por<br />
uma tampa dehiscer.te; contem de 35 a 40 nozes cujas<br />
amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, muito apreciadas.<br />
Esta cspecie fornece a totalidade da Castanha sapucaia<br />
do <strong>com</strong>mercio, no E. do Pará.<br />
Med pop. — A casca em decocçáo 6 tónica e diurética<br />
(Icterícia, hepatite, depois de febres intermittentes) — A<br />
agua de maceração dos ouriços é utilisada contra o diabetes,<br />
as areias a albuminuria e o catarrho vesical; usam<br />
também para lavar o rosto e curar os pannos, empigens...<br />
CASTANHA SAPUCAIA — LECYTHIS USITATA<br />
Miers. ( Lecythidaceas ).<br />
E outras especies pouco estudadas do mesmo género.<br />
(A. g. )—HAB. - Matta da Terra firme alta.<br />
CAR.— As castanhas são pequenas, de pouco valor; a<br />
madeira é excellente.<br />
CASTANHA verdadeira, ou C. do PARA — BERTHOL-<br />
LETIA EXCELSA H. B. K. (Lecythidaceas).<br />
SYN . — Castanha do Maranhão-Tucary-Nhã — Noix<br />
du Brésil (Fr.)—Brasil nut (Ingl.)- Yuvid (Venezuela).<br />
(A. G.) —HAB. - Na matta grande da Terra firme alta,<br />
argillosa ou argillo-silicosa, em toda a Amazonia, desde o<br />
sul da Venezueia (alto Orenoco) até o alto Bem (13° a<br />
14o de Lat. S.).<br />
Segundo Miers, haveria duas esperes de Fíertholletia:<br />
a B? excelsa H. B. K., no sul da Venezuela, e a Berth, nobilis<br />
Miers, na Amazonia; esta distineção ainda não esta<br />
confirmada.<br />
111
112 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR. —E' uma arvore de porte magnifico, de dimensões<br />
notáveis, <strong>com</strong>o grossura do tronco (até 4 m. de diam.)<br />
e altura (até 60 m.).<br />
Mu d. — Madeira castanho-claro, de pouco valor.<br />
bld. — Das amêndoas, extrahe-se 67°/o de oleo claro,<br />
inodoro, insípido, <strong>com</strong>estível quando fresco, excellente para<br />
saboaria fina. O liber da casca dá estopa excellente e fibras<br />
para a cordoaria.<br />
Ali m. — O fructo (ouriço) é esphenco, de 11 a 14 cm.<br />
de diam. <strong>com</strong> um peso de 0 k.700 a 1 k.500, contendo, numa<br />
casca lenhosa muito dura, 12 a 22 nozes, ou castanhas, angulosas,<br />
cujas amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, saborosas, 1 hectol.<br />
de castanhas em casca = 50 kilos = 11 kilos de castanha<br />
descascada—de valor alimentício bastante elevado <strong>com</strong>o<br />
o das outras amêndoas (nozes, amêndoas, avelas).<br />
Med. pop. — O chá da casca é usado contra as moléstias<br />
chronicas do ligado.<br />
C AT AGE — v. CAAPEBA I)() NORTE.—<br />
CATAUA— (Alto Amazonas - Peru) — v. ASSACU.—<br />
CATAUARY — CRATAEVA BENTHAMI Eichl. (Capparidaceas).<br />
SYN. — 1rapid dos Cearenses, por confusão <strong>com</strong> outra<br />
especie de fructos <strong>com</strong>estíveis — Nina caspi (Peru).<br />
(A. p.) — HAB.• Margens inundadas.<br />
lad. - Sementes oleaginosas: oleo viscoso, de cheiro<br />
desagrada vel.<br />
Aliai anim. — O fructo tem gosto execrável, mas é<br />
procurado por certos peixes (tambaquis).<br />
Med. pop. — As folhas e as raízes são tónicas e estomachicas;<br />
o sumo das folhas é usado externamente contra<br />
dores rheumaticas.<br />
CATINGA DE MULATA — TANACETUM VULGARE<br />
L. (Compostas). —Origin. da Europa.<br />
(PI. hr) Svx.r 7asneira — Tanaisie (Fr.).<br />
Med. — Tónica, amarga, aromatica, emmenagoga,» ar.thelmintica,<br />
abortiva, de uso perigoso. —As folhas são insecti<br />
fugas.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
CATINGA DE MULATA — TAX ACHTUM BAI SA<br />
MIT A L. (Compostas) - Origin. da Huropa.<br />
( PI. h.) - Svx. • Balsamita vulgar—Atanasia dos jardins.<br />
Med. — Aromatica, antispasmodica.<br />
CATINGA DE MULATA - 1TXCAS MARTINICEN-<br />
S1S R. IV —(Labiadas). Cosmopolita tropical.<br />
( PI. h.) - Svx. - Cordão de frade.<br />
Med pop. — O cozimento é usado em banhos contra o<br />
rheumatismo gotoso e articular. - Aromatica, tónica e antispasmodica.<br />
CATINGA DE NEGRO — v. MUSSAMBE.—<br />
CATINGUEIRA — CAESALPIXIA P A R A E X SIS<br />
Ducke (Legum. caesalp.)— v. MUIRAPIXUNA.—<br />
113<br />
C AT IPÊ — ? (Anonaceas).<br />
(A p.) — Loc.-Campos geraes do Rio Erepecurú.<br />
CÀUASSÚ — v. CAA-UASSU.—<br />
CAUASSU — COCCOLOBA LATIFOLIA Lam. (Polygon<br />
aceas).<br />
(A. p.) — HAB.-NO litoral do Estado do Pará.<br />
Mad.— Madeira resistente e flexível, para arcos de<br />
barricas, de pipas.<br />
CAUCHO —CASTILLO A ULEI Warb. (Moraceas).<br />
(A. g.) - HAB.-Na matta grande das terras firmes,<br />
entre os grandes aflluentes meridionaes do Amazonas e<br />
entre os cursos inferiores do R. Trombetas e do R. Curuá<br />
(Rio Branco de Óbidos, Rio Mamiá).<br />
Mad. — Branca, molle. .<br />
Ind. —O látex, abundante, dá a borracha denominada<br />
«caucho». j<br />
Alim. anim. —Fructos pequenos, encarnados, doces,<br />
<strong>com</strong>estíveis, procurados pela caça. o •<br />
* CAUCHO MACHO - B R O SIM Ü M AMPLICOMA<br />
Ducke (Moraceas).<br />
(A. G.).
#<br />
114 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _ _ _ _<br />
Loc. — Rio Solimòes, cm matta nâo inundada.<br />
• CAR. —Copa muito larga látex branco, espesso, abundante.<br />
Afad.—Branco -ama rei 1 ado.<br />
CAUCHO-RANA — PER EBE A GUIANENSIS Aubl.<br />
(Moraceas). _ , ^ _ . _,.<br />
(A. m.) — HAB. - Na matta de 1. f. (R. Branco de Óbidos<br />
e Almeirim.<br />
CAR.— Tem os raminhos caducos e as folhas parecidas<br />
<strong>com</strong> as do caucho.<br />
CAUCHO-RANA — v. MUIRATINGA da T. f. —<br />
CAURE — (Amazonas, Pará) — ?<br />
v. PÀO CABOCLO.—<br />
CAXINGUBA — FICUS (sub. gcn. PHARMACOSY-<br />
CEA) AN I HELMINTHICA Mart. (Moraceas).<br />
SYX. Cachingttba Ciiaxingiiba - Coajmguva—Guaxinguba<br />
— Lombrigucira — Uapuim-assú — Gamelleira<br />
(Ceará) - Ojé (Peru).<br />
(A. g.) — HAB. - Varzeas das margens do Amazonas.<br />
Aíad. — Muito branca e leve, fácil a trabalhar.<br />
Ind. - A casca serve para os índios do Rio Negro<br />
fazer tangas e mantas, raspando o epiderme e batendo o<br />
entrecasca para tornai o macio.<br />
Alim. — A amêndoa do fructo, assada e pelada é <strong>com</strong>estível.<br />
Afed. pop. — A amêndoa passa por ligeiramente aphrodisiaca<br />
e por activar a memoria—O látex (leite) é anthelmintico<br />
energico (Anchylostomiase), mas deve ser empregado<br />
<strong>com</strong> cuidado porque pode tornar-se drástico e mesmo<br />
cáustico. O principio activo parece ser um alcalóide (Caxinguvina,<br />
de D. Cl. Martins-M. C. P.-1929).<br />
CAYAPIÁ — v. CAAPlÀ.—<br />
CAYÁTE — vTCOMADRE DE AZEITE.—<br />
• »<br />
CAZUMBRA — (Marajó) — P A S P A L U M<br />
(Gramíneas).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
(PI h. rasteira).<br />
Alim. atxiai. Parecido <strong>com</strong> o pancuan-Forragem regular.<br />
BRAVA doPARA — PANCRATIUM GUI-<br />
ANENbb Ker. (Amaryllidaceas).<br />
(PI. h.) - SYN. Sc/lla da terra — Acaçcaa d'agua (Marajó).<br />
Med. pop — O bulbo é emetico, espectorante e diurético.<br />
Ora.-Flores grandes, brancas.<br />
CEBOLA BRAVA — v. APUI. - (Clusia, esp. div.).<br />
CEBOLA CECEM- AMARYLLIS BELLADONA L.<br />
(Amary llidaceas).<br />
(PI. h.) — SYN. - Cebola do aiatto.<br />
Med. pop. - O bulbo é excitante, hydragogo e emetico;<br />
toxico em dose mais forte; util na asthma.<br />
CEBOLA GRANDE da matta — v. APUI. — (Clusia,<br />
esp. div.).<br />
CEBOLA DO MATTO — v. CEBOLA CECEM.—<br />
CEBOLINHA —ALLIUM FISTULOSUM L. (Liliaceas).<br />
— Origin. da Sibéria.<br />
( PI. h. )<br />
A cebola <strong>com</strong>mum não se acclima na Amazônia, mas<br />
a cebolinha cresce bem. — Condimento (as folhas têm gosto<br />
de cebola) para saladas.<br />
CEDRO BORDADO — (Belem) — CEDRELA ODO-<br />
RATA L. (Meliaceas).<br />
Mad. — Variedade de cedro vermelho <strong>com</strong> as fibras<br />
trançadas e brilho maior, ondeado.<br />
CEDRO BORDADO — (Óbidos) — ROUP A L A<br />
(Proteaceas).<br />
SYN.—Louro faia. '<br />
• (A. m.)-Loc. • Lago grande de Villafranca.<br />
Mad.-Vermelho-castanho claro, mosqueado de manchas<br />
pardo claro, brilhantes. Para marcenaria.-1 > - ü,0ü.<br />
115
t<br />
116 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CEDRO BRANCO — CEDRELA HUBERI Ducke (Meliacxas).<br />
.<br />
SYN -Cedro vermelho (R. Branco de Óbidos).<br />
(A. g.)—HAB. - Matta grande de terra firme alta.<br />
Loc. -R. Tapajóz—R. Xingu-R. Capim - R. Branco<br />
de Óbidos.<br />
Mad. —Avermelhada; para marcenaria.<br />
CEDRO BRANCO — (Varzeas de Óbidos) — GUAREA<br />
TRICHILIOIDES L. (Meliaceas).<br />
SYN.— Cedro rana (Óbidos) —Jatuauba (Belem) — Carrapeta<br />
(Sul)—Gitô.<br />
(A. g.)-HAB.-Em terrenos de varzea.<br />
Mad.—Parecida <strong>com</strong> a do cedro <strong>com</strong>mum, mas menos<br />
castanho, antes vermelho e pouco brilhante—Resiste mal aos<br />
insectos — Para marcenaria. — D = 0,60.<br />
CEDRO BRANCO — (R. Branco de Óbidos — L. do<br />
Salgado) - POUPARTIA AMAZÔNICA Ducke (Ar.acar<br />
diaceas).<br />
SYN. — Taperibd-assá (R. Trombetas) — Fructa de cedro—<br />
Cedro rana — Taperibd-cedro — Yacayacá.<br />
(A. g.) — IIAB.-Na matta virgem, em solo argilloso<br />
fértil.<br />
Loc. — Macapá — Muaná — Vigia — L. do Salgado (R.<br />
Trombetas)—R. Branco de Óbidos —R. Madeira.<br />
CAR.—Parecido <strong>com</strong> o cedro <strong>com</strong>mum.<br />
Mad.—Branco-pardacento, molle, fendendo-se difficilmentc,<br />
sem valor, de cheiro desagradavel.<br />
Mim. —Eructos (drupas) achatados, pentágonos, amarellos,<br />
<strong>com</strong>estíveis, de gosto acido e cheiro de taberibá.<br />
CEDRO BRANCO — (Arumanduba) — v. CEDRO<br />
VERMELHO (Cedrela macrocarpa).<br />
CEDRO FAIA — (Óbidos) — v. LOURO FAIA.<br />
CEDRO-RANA —POUPARTIA AMAZÔNICA Ducke<br />
(Anacardiaccas) — v. CEDRO BRANCO.<br />
D n rf; R A N A - , ( S a n t a r e m ) - VOCHYSIA FER-<br />
RUGINEA Mart. (V ochysiaceas)— v. QUARUBA.—
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
CEDRO-RANA — (Santarém) — VOCHYSI \ M \ \ I<br />
MA Ducke (Vochysiaceas) — v. QUARUBA.—<br />
CEDRO-RANA — (Óbidos) — v. LOI RO FAIA.<br />
CEDRO-RANA — v. CEDRO BRANCO (Guarea trichilioides).<br />
CEDRO-RANA — (Óbidos e R. Solimões) — r F D R F -<br />
LINGA CATENAEFORMIS Ducke (Legum. mim.).<br />
(A. G.)—HAB. - 1 . f. húmida, ao longo de riachos<br />
Loc.-Ba '.xo R. 1 rombetas—Óbidos —Gurupá—Breves<br />
R. Negro - R. Solimões.<br />
Mad. — Textura do cedro, mas grilo mais grosseiro,<br />
pardacento, brilhante, exhalando cheiro desagradavel quando<br />
húmida. — D = 0,65.<br />
Ind.-Cellulose para papel: <strong>com</strong>prim. das fibras, 1,17;<br />
diam. 0,026. -f- = 1/46.<br />
CEDRO-RANA do Igapó — (Santarém) — ANDRIPE-<br />
TALUM RUBESCENS Schott. (Proteaceas).<br />
Mad.— Analoga á do cedro-rana da T. f. (Gen. Roupala<br />
e Andripetalum), mas mais escura e tecido menos<br />
<strong>com</strong>pacto. — D. = 0,49.<br />
CEDRO VERMELHO — CEDRELA ODOR ATA L.<br />
(Meliaceas).<br />
SYX.- Acnjou femelle (G. fr.) — Odre acajou (G. fr.)—<br />
Cedar (Ingl.) — Cederholz (Aliem.).<br />
(A. G.) - HAB. - Matta da T. f. e da varzea alta.<br />
Loc.-Gurupá-R. Trombetas-R. Acre-R. Madeira—<br />
R. Ucayali — Belem — Bragança.<br />
.1/^/.—Vermelho - castanho claro, resinosa, aromatica,<br />
nào atacada pelos cupins, de sabor amarga, tenra; para<br />
marcenaria, caixas de charutos e de assucar,_ moveis (succedanço<br />
do mogno), embarcações leves. D = 0,55 a 0,64.<br />
Med. pof). A casca 6 aromatica, adstringente, tônica<br />
e febrífuga. O cosimento da madeira é re<strong>com</strong>irfendado nas<br />
orcllítes (uso externo) e, internamenie, age <strong>com</strong>o emetico<br />
violento; o oleo das sementes e a casca em pó servem para<br />
detergir as ulceras atônicas e as feridas gangrenosas.<br />
117
118 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CEDRO VERMELHO — (Santarém — Monte Alegre —<br />
Aljneirim) — CEDRELA MA CROC ARPA Ducke iMeliaceas).<br />
Svx. — Cedro branco (Arumanduba).<br />
(A. g.) - HAB. - Terra firme montanhosa<br />
CAR. — A casca exala um forte cheiro aliaceo.<br />
Mad.—Avermelhada e aromatica.<br />
CEDRO ROXO — CEDRELA (Meliaceas).<br />
Mad.—Madeira de textura idêntica á do cedro vermelho,<br />
mas de côr roxo pardacento; apreciado para marcenaria<br />
fina.<br />
CEDRO-Y — (R. Tapajoz) — v. PAO POMBO.—<br />
CEDRO-Y, ou CEDROHY — G U A R E A G U A R A<br />
(Jacq.) P. Wilson (Meliaceas).<br />
(A. g.)-Loc. • Bôa Vista (R. Tapajóz).<br />
Mad. - Bonita madeira vermelha, imitando o mogno.<br />
CEGA-OLHO — v. PAINA.—<br />
CELIDÔNIA — v. SOLIDONIA.—<br />
CENOURA— DAUCUS CAROTTA L. (Ombelhferas)<br />
— Origin. da Europa Central.<br />
Alim. — Legume ainda pouco cultivado na Amazônia;<br />
o crescimento ú lento, irregular e as raizes apodrecem<br />
quando as chuvas sAo muito abundantes; nào fructiííca,<br />
sendo necessário importar as sementes.<br />
CEREJEIRA das Antilhas — (Belém) — MALPIGHIA<br />
PUNICIFOLIA L. (Malpighiaceas).<br />
(a. de 2m. 50 a 3m.) — Svx. - Cerejeira do Pard - Cerise<br />
carrée (Antilhas francezas).<br />
Mad. — Muito rica em tannino; dá uma matéria corante<br />
vermelha.<br />
Alim. — Fructos da apparencia de cerejas; <strong>com</strong>estíveis,mas<br />
laxativos em dose considerável; bons para confeitos.<br />
* •<br />
CEREJEIRA DA» ANTILHAS — (Belém) — \1 \ 1 •!> I-<br />
GHIA COCCIFERA L. (Malpighiaceas).<br />
(a. de 2m. 50 a 3m.).
119<br />
Aliai. — P ructos da apparencia de cerejas, <strong>com</strong>estíveis,<br />
de polpa succulenta, acidulada, adstringente e antidvsenterica-<br />
Flores róseas, procuradas pelas abelhas que fazem<br />
mel delicioso <strong>com</strong> iguaes propriedades.<br />
Orn. — Cultivada nos jardins <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />
CERU—(Belem) — v. CHURU.—<br />
%<br />
CERUAIA — ( Monte Alegre ) v. MARIMARY da V.—<br />
CHÁ de MARAJÓ —CAPRA RI A BIFLORA L. (Scrophulariaceas).<br />
Med. f)0f>. — A infusão é sudorífica.<br />
CHAPÉU de NAPOLEÃO — v. JORRO-JORRO.—<br />
CHAPÉU de SOL— CORDIA TETRANDRA Aubl.<br />
Borraginaceasi.<br />
(A. g.) —HAB.-Na margem dos cursos de agua.<br />
Mad Madeira esbranquiçada, pouco <strong>com</strong>pacta, quebradiça<br />
Ora. — Copa larga — Arvore boa para arborisação.<br />
CHAYOTE— v. CHUCHU.—<br />
CHERIMOIA— v. ATA.—<br />
CHICA— v. CARAJURIJ.—<br />
CHICHA BRAVA — v. TACACAZEIRO.<br />
CHICLE — (Perú) — v. TAMANQUEIRA de LEITE.<br />
CH1COREA—CICHORIUM INTYBUS L. (Compostas)<br />
—Origin. da Europa, ou da índia (Ch. endiva L.).<br />
Alitn. — As C. endiva e C. crespa podem ser cultivadas<br />
durante a estação secca, para saladas.<br />
CHIQUE-CHIQUE — CROTALARIA RETUSA (Leg.<br />
papj— Cosmopolita tropical. ? •<br />
(PI. h., até lm.). ^<br />
° SYN. - Chocalho Guiso de cascavel.<br />
Ind. — Do caule extrahem-se fibras para cordoalha.<br />
Aliai. anim. — Forragem, quando nova.
120 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CHOPE — (Peru) — GUSTAVIA LONG1FOLIA<br />
Potpp. (Lecvthidaceas). —-(A. p.)<br />
CHOCALHO— v. CHIQUE-CHIQUE.—<br />
CHORÃO— v. OEIRANA (Salix martiana).<br />
CHRYSANTHEMO —Cl IRYSANTHEMUM INDICUM<br />
L. (Compostas) — Origin. da índia e do Japfto.—Raras vezes<br />
cultivado na Amazônia.<br />
Orn. — As flores não se desenvolvem bem; as amar<br />
relias são as mais notáveis.<br />
CHUCHU— SECHIUM EDULE Sw. (Cucurbitaceas).<br />
Origin. do México e America Central.<br />
(PI. trepadeira) — SYN. - Chciyotte ( Fr.) — Vegetahle<br />
pear (Ingl.).<br />
Cultura fácil; produz muito (até 603 fruetos).-Plantase<br />
o frueto inteiro (uma só semente).<br />
bui. - Das hasteas seccas extrahe-se bonitas fibras<br />
prateadas (palha de chuchu), utilisadas para a fabricação de<br />
chapéus de luxo, muito leves. Para este fim, as hasteas novas<br />
(de 1 a 3 mezes) são simplesmente partidas de <strong>com</strong>prido<br />
entre os nós e raspadas depois de uma immersão em<br />
agua de sabão.<br />
Alim — Frueto grande, de 10 a 15 cm. de <strong>com</strong>prido,<br />
<strong>com</strong>estível crü ou cozido (gosto de feijão verde).—A raiz<br />
cresce muito e dá uma tapioca deliciosa; os tubérculos cozidos<br />
são saborosos <strong>com</strong>o a batata.<br />
CHUMBINHO ROXO— v. CAMBARA de FOLHA<br />
GRANDE.—<br />
CHUCHUHUASCA — (Alto Amazonas e Peru) — MAY-<br />
TENUS sp (Celastraceas).<br />
Me d. pop. — A casca é considerada <strong>com</strong>o estimulante.<br />
CHUPA-GUSTAVIA SPECIOSA DC. (Lecythida*<br />
ceas;.—Origin. da CoU>mbia; ás vezes indicada <strong>com</strong>o existindo<br />
nas Guianas e na Amazônia onde ainda não foi identificada<br />
(A. xx\.) —Alim.' Frueto <strong>com</strong>estível; dizem que depois
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
cie ter <strong>com</strong>ido fructos de chupa a pelle torna-se amarelia,<br />
voltando á cor natural depois de dois dias, sem provocar<br />
in<strong>com</strong>modos.<br />
CHURU - (Belem) - A L L A N T O M A LINEATA<br />
(Berg.) Miers. (Lecythidaceas).<br />
SYX.- Cherú—Cerú — lanary (Belem).<br />
(A. m.) —HAB -Igapós das margens, na região do estuário.<br />
Loc.-Belem-E. de Ferro de Bragança—Ilhas-E. do<br />
Amazonas.<br />
CAR. — Nas margens dos canaes de Breves e nos<br />
igapós de Utinga nota-se a folhagem nova, de bonita cor<br />
castanho-violáceo (abril).<br />
Mad. — Branco-roseo; para caixotaria.<br />
Alim. — Fructo: pyxidio lenhoso, cylindrico, de 10-15<br />
cm. de <strong>com</strong>pr. 5-6 cm. de diam., munido de tampa; sementes<br />
<strong>com</strong>estíveis.<br />
CHUVA de OURO — v. BARATINHA.—<br />
CHUVIRINGANA — VALLESIA CHIOCOCCOIDES<br />
Kth. (Apocynaceas).<br />
(a. ou A. p.).<br />
HAB. — No Estado do Amazonas (?).<br />
Mad. — Amarellada - fraca.<br />
lnd. — O látex contem um pouco de borracha.<br />
CICANTAÀ-IHUÁ — v. BREU.—<br />
CIDREIRA BRAVA — v. II KR VA CIDREIRA BRAVA.<br />
CINNAMOMO — v. LYRIO — (Melia azedarach).<br />
CINZEIRO — (Belem - Breves) — TER MIN ALI A TA-<br />
NIBOUCA Smith. (Combretaceas).<br />
SYX.-Cuia-rana— Tanibouca - Páo Joffrey IE. de t.<br />
de Bragança). , . ,<br />
(A. m. ou g.)—HAB. - Nas varzeas do estuário e da região<br />
costeira do Estado-No Alto Amazonas.<br />
Mad.—Imita o freijó.<br />
Med. pop.— Casca adstringente, utilisada contra a diarrhea.<br />
121
I<br />
122 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CIPO d'AGUA — (?) DOLIOCARPUS ROLANDRI<br />
Grifei. (Dilleniaccas) e outras Dilleniaceas.<br />
Svx — Cipó vermelho — Muiraqueleca — Murucutua —<br />
Sambahiba—Cipó caboclo venenoso.<br />
HAB.—Cipó grande da T. f. m<br />
Alim.-Cortando rapidamente pedaços (Om. 50 a 1 m.)<br />
dos grossos sarmentos e virando-os por cima de um recipiente<br />
qualquer, obtemse, em abundancia, uma agua fresca,<br />
clara e de gosto agradavel.<br />
Meei. pop. — A casca é adstringente e o pó passa por<br />
ser util nas febres palustres; a raiz é diurética e um pouco<br />
purgativa; os fructos são venenosos (r).<br />
CIPÓ d ALHO— ADENOCALYMNA ALLIACEUM<br />
Miers. (Bignoniaceas).<br />
(Cipó grande).<br />
CAR.—Toda a planta, quando machucada, exhala forte<br />
cheiro de alho — Bonitas flores róseas.<br />
Meei. pop.— Infusão das folhas <strong>com</strong>o febrífuga e contra<br />
os resfriados.<br />
CIPÓ AMARGOSO —(?) ABUTA CANDICANS Rich.<br />
(Menispermaceas).<br />
Me d. pop. — Raizes tónicas, diuréticas, usadas contra<br />
os cálculos renaes. — O caule e as raizes são venenosos<br />
em alta dose, entrando, ás vezes, na <strong>com</strong>posição do "curare".<br />
CIPO de AMBE— v. IM BE.—<br />
CIPO de BAMBURRAL — (Marajó) — CYDISTA AE-<br />
QUINOCTIALIS Mik. (Bignoniaceas).<br />
CAR. — Cipó de grandes dimensões que se cobre de<br />
flores brancas e lilaz, revestindo, ás vezes, em longas<br />
extensões, a frente das mattas marginaes de terra firme.<br />
CIPO da BEIRA MAR — (Litoral) —<br />
LYSTACHYA (L.) tyC (Leg. mim.).<br />
EN TADA PO-<br />
Cipó grande muito <strong>com</strong>mum.<br />
#<br />
Loc. — Estuário — Litoral — Marajó - Amazonas — R.<br />
Branco.
ou<br />
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
C AR. —- Nu merosas espigas de pequenas flores brancas<br />
esverdeadas.<br />
Med. pop. Raiz usada contra as doenças venereas.<br />
Sch.eE SsS^S A S T R Ü M CLAUSUM ('•**><br />
Loc.—Rio I apajóz.<br />
CIPÓ CABELLUDO - MIKANIA SETIGERA Schult/<br />
(Compostas.)<br />
JAv/. pop— Bom diurético-antialbuminurico-Usa-se a<br />
infusão de toda a planta.<br />
CIPO CABOCLO- D A VILLA RUGOSA Poir. (Dilleniaceas).<br />
SY.W—Sambaibinha-Folha de lixa - Muiraqueteca—<br />
Capa-homem.<br />
CAR. — Cipó grande da T. f.—Flores amarello-pallido<br />
— Ramos cobertos de pellos ásperos.<br />
Ind.—0« galhos, muito flexíveis, servem para amarrar<br />
e poderiam substituir o vime.<br />
Med. pop. \s folhas são empregadas nas orchites e<br />
lymphatites, em banhos—A raiz é um purgativo drástico —<br />
i oda a planta passa por estimulante e aphrodisiaca.<br />
o<br />
123<br />
CIPO CABOCLO VENENOSO — v. CIPO d'AGUA.—<br />
CIPO CATINGA —MIK AMA AMARA Will. (Compostas).-Cultivado<br />
no Pará.<br />
SYN.—Gtiaco (no Sul).<br />
CAR. Folhas e ramos novos muito aromaticos quando<br />
frescos—Flores brancas, em capitulos.<br />
Med. pop. -Toda a planta em banhos aromaticos contra<br />
rheumatismos, gotta - Infusão contra syphilis, febres intermittentes,<br />
tosse, coqueluche.<br />
CIPÓ de CHUMBO - CUSCUTA UMBELLATA Kent.<br />
(Co*hvolvulaceas). , " ...<br />
Planta parasitaria, apresentando longos filamentos sem<br />
folhas, de cor verde passando ao amarello claro.
124 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Med. pop.—O pó é applicado sobre as feridas e ulceras-para<br />
cicatrisal-as-Adstringente e diurético, em infusfto<br />
-Usa-se contra as hemoptyses e a diarrhea sanguinolenta<br />
— Hm gargarejos nas amygdalites e laryngites.<br />
CIPO CRUZ — Nome dado a diversas Bignoniaceas<br />
cujo caule cortado transversalmente apresenta um desenho<br />
em forma de cruz de Malta.<br />
CIPÓ CRUZ — CHIQCOCCA BRACHIATA R. e P.<br />
(Rubiaceas).<br />
ía. sarmentoso, de 2 a 4 m.).<br />
SYX. — Raiz preta — Raiz fedorenta — Caninana —<br />
Cainca.<br />
Loc. — Arumateua (R. Tocantins) — Mte. Alegre, na<br />
matta marginal de campos.<br />
CAR.-Flores brancas pequenas, em racimos-o fructo<br />
é uma baga branca.<br />
Med. pop— Diurético, purgativo, emmenagoga, antihydropico;<br />
usado contra a hypoemia intertropical — Os Índios<br />
empregam a casca da raiz contusa na agua contra o<br />
veneno das cobras. Toxico em alta dose (Glycosidc: caincina).<br />
CIPO CURIMBÓ — TANAECIUM N O C T U R N U M<br />
(Barb. Rodr.) Bur. e Schum. (Bignoniaceas).<br />
SVN.—Cipó puré — Corimbô.<br />
HAB. e Loc. — Na matta de terras altas nos R. Capim—R.<br />
Tapajóz—R. Trombetas—N. de Óbidos.<br />
CAR. - Quando fresco, tem um cheiro forte de amêndoas<br />
amargas. Grandes flores brancas odoríferas que abrem<br />
somente de noite, de corolla cadaca desprendendo se ao<br />
despontar do dia.<br />
Med. pop. — A infusfto da casca é usada contra a gastralgia<br />
e a gastrite.<br />
CIPO CURURU—(?) ECHITES CU RU RU Mart.<br />
(Apocynaceas ).<br />
CAR. — Cipó lactescente — Flores grandes, campanuladas.<br />
Med. {top.—A infusão do caule 6 um purgativo drástico,<br />
de emprego perigoso. O leite ó venenoso; serve para #, tinguijar"<br />
peixe. O principio activo é um glycoside, a Cururina<br />
(Cl. Martins - M. C. P. — 1929).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 125<br />
CIPO EM —SMILAX PAPYRACEA — v. SALSAPAR<br />
RILHA cio Pará.<br />
CIPÓ de FOGO—CISSUS EROSA L. C. Rich. (Ampelidaceas).<br />
E outras especies do mesmo genero.<br />
Loc. — Marajó. — No Amazonas, o nome de cipó de<br />
fogo parece ser dado a uma dilleniacea.<br />
CAR. — Ramos pubescentes — Flores vermelhas ou roxas,<br />
abundantes.<br />
CIPÓ de GATO — v. UNHA DE GATO.—<br />
CIPÓ de IMBÈ— v. IMBÉ.—<br />
CIPÓ de JABOTI — v. PACAPlÁ.—<br />
CIPÓ de JABOTI — v. ESCADA de JABOTI.—<br />
CIPO de LEITE— v. ALLAMANDA.—<br />
CIPÓ LÍNGUA — ELISSARRHENA GRANDIFOLIA<br />
(Eichl.) Diels (Menispermaceas).<br />
Loc. — R. Branco de Óbidos — R. Mamiá.<br />
CAR. — Cipó de grandes dimensões cuja madeira é formada<br />
de camadas concêntricas e se divide facilmente em<br />
laminas concavas, de espessura variavel, rigidas, cuja face<br />
interna é coberta de rugosidades formadas de concreções<br />
mineraes muito duras e que podem servir de ralo.<br />
CL'Ó MILHOMENS — v. URUBU-CAA.—<br />
CIPO de MORCEGO— v. UNHA DE MORCEGO.—<br />
CIPÓ PITOMBA— AEGIPHILA (Verbenaceas<br />
).<br />
* *<br />
" CIPÓ cie POITA — ADENOCALVMMA FOVEOLA-<br />
TUM Bur. ( Bignoniaceas).<br />
S/x. — Cipó de canôa.<br />
I
(<br />
126 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR. - Flores vermelhas em pequenos racimos — O<br />
fructo é uma capsula ionga de 10-14 cms.<br />
Jnd.—Utilisado na espartaria e na cordoaria.<br />
CIPÓ da PRAIA— v. CAMPAINHA BRANCA.—<br />
CIPÓ de S. JOÃO — v. FLOR dc S. JOÃO.—<br />
CIPÓ TAIA—CAPPA RIS URENS Barb. Rodr. (Capparidaceasj.<br />
. .<br />
Cipó de flores brancas cuja raiz contem um principio<br />
activo, volátil e irritante, a capparina (A. Matta); as folhas<br />
sâo menos activas.<br />
Med. pop. - A raiz triturada, ou em pó. <strong>com</strong> agua. faz<br />
effeito de sinapismo — Para dores rheumaticas substitue o<br />
salicylato de methyla — Usado <strong>com</strong> êxito no Beribéri, junto<br />
<strong>com</strong> a mucura-caá — O succo <strong>com</strong> oleo de amêndoas contra<br />
a otite suppurada.<br />
CIPÓ TIMBÒ — v. TIMBO-ASSU.—<br />
CIPÓ TITICA — HETEROPSIS afl. JENMANI. Oliv.<br />
(Araceas)<br />
SVN.—Arame de lavadeira— Timbô titica.<br />
CAR.—Epiphyta.<br />
lad. — As raizes aereas são <strong>com</strong>pridas e delgadas,<br />
muito resistentes e flexíveis; servem para fazer paneiros,<br />
tipitis (os melhores), laço seguro para qualquer uso, não<br />
apodrecendo facilmente; fervido, descascado e partido em litas<br />
estreitas, serve á confecção de chapéus muito leves.<br />
CIPÓ TRACUA— PHILODENDROX MYRMECOPHI-<br />
LUM Engl. (Araceas).<br />
Loc.—Óbidos, Belem .etc<br />
CAR.-Epiphyta; raizes aereas pendentes e delgadas,<br />
muito <strong>com</strong>pridas — Habita os ninhos da formiga "tracuá"<br />
(Camponotus femoratus).<br />
CIPÓ de TUCÜNARÈ — (Obicos) — D A L B E R GI A<br />
INUNDATA Ben th' (Lcg. dalb.).<br />
(a. g. <strong>com</strong> ramos <strong>com</strong>pridos e escandentes).<br />
HAB. —Nas praias de lagos e rios.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 127<br />
Loc.—Santarém — M. R. Tapajóz— lg. do Sapucua —<br />
L. de Faro.<br />
CAR —Abundantes flores atropurpureas.<br />
CIPÓ TUIRA — ...? (Convolvulaceas).<br />
Loc.—Mandos — R. SolimOes.<br />
Me d. pop.-Adstringente; o cozimento usa-se em banhos<br />
contra a leucorrhea.<br />
CIPÓ UIRA, ou CIPÓ IRA —(Ilhas, Belem) — GUAT-<br />
TERIA SCANDENS Ducke (Anonaceas).<br />
Cipó aromatico.<br />
CIPÓ UNA —(L. de Mamahurü, de Óbidos) — ?<br />
Ind.— A raiz é um tubérculo alongado; serve para<br />
preparar uma tinta preta.<br />
CIPÓ de VAQUEIRO — (R. Tapajoz) — SABICEA AS-<br />
PERA Aubl. (Rubiaceas).<br />
Planta sarmentosa.<br />
CAR. — Folhas asperas <strong>com</strong> nervuras avermelhadas,<br />
flores tubulosas, brancas, felpudas; fructo: baga vermelha,<br />
molle, felpuda.<br />
CIPÓ VERMELHO— v. CIPO d AGUA.—<br />
CIRICÒ — (R. Tapajoz) — GUAREA PARAENSIS<br />
C. DC. (Meliaceas).<br />
Cl RI UB A — AVICEXXIA NÍTIDA Jacq. (Verbenaceas).<br />
SYX. — Siri ubá—Mangue am are/lo—Mangue branco—<br />
Guapird (G. fr.) Blak inangrove (Ingl.).<br />
(A. m.) — HA». - Predomina nos mangaes de Marajó e<br />
na parte septentrional do litoral paraense.<br />
Mad. — Pardo • escuro; para construcção civil, dormentes.<br />
D = 0,95 —O lenho é optimo <strong>com</strong>bustível.<br />
Ind. — A casca 6 rica em tannino.<br />
Me d. — Adstringente poderoso, antihemorrhagico, antidiarrheico.<br />
CIRUELA — (B. Amazonas)—BIJXCHOSIA sp<br />
(Malpighiaceas).<br />
Cultivada em toda a Amazônia.<br />
(a.) — Alini. - Fructos <strong>com</strong>estíveis.
I<br />
128 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
COATA BRANCO — (Óbidos)<br />
0 Mad. — Branca, leve.<br />
COATA-QUICAUA — (Óbidos) — PELTOGVNE PÂ-<br />
NICO LATA Benth. í Leg. caesalp.).<br />
SYN.- Pão fervo (Cearenses, por confusão <strong>com</strong> a caesalpinia<br />
ferrea, ou jucá) — Pdo mulato da I. f (Manáos).<br />
(A. g)—HAB. - Mattas da T. f.<br />
Mad.—Castanho -avermelhado escuro, virando ao roxo<br />
escuro e. <strong>com</strong> o tempo, ao preto; muito dura. resistente, inputrescivel;<br />
excellente para construcção civil, estacas, segeria,<br />
dormentes. D = 1,20.<br />
COATÁ-QUICAUA — (Macapá — Almeirim — Monte<br />
Alegre ) — PELTOGVNE PARADOX A Ducke ( Leg.<br />
caesalp.).<br />
(A. g.) — Nas collinas, de Macapá até Mte. Alegre.-Estende<br />
seus ramos ferteis flexíveis acima da matta—Coatáquiçáua<br />
= rede de coatá, em L. g.<br />
Mad.- Madeira cinzenta violacca; no mais semelhante<br />
á precedente.<br />
COCA— v. IPADÚ.—<br />
COCO de COTIA — v. CUMARU-RANA.— ( C ouepia<br />
COEIRANA — CESTRUM POEPPIGII Steudt. (Solanaceas.<br />
(a ) — SYN. - Coerana.<br />
Med. pop — Fructos suspeitos — Folhas emollientes, sedativas.<br />
antispasmodicas (em cataplasmas e em banhos),<br />
contra os rheumatismos, contra a dificuldade de urinar<br />
(banhos) e contra diversas affeçòes cutaneas; antihemorrhoidarias<br />
(em banhos).<br />
COEIRANA— CESTRUM SALICIFOLIUM Kunth.<br />
(Solanace^s). #<br />
(a.)—CAR.-Extremamente fétida.<br />
Med. pop. - As folhas são parasiticidas e sedativas<br />
Bom eliminador de bilis nas congestões do fígado. (A. Matta).—Uso<br />
interno perigoso, contendo um principio tóxico.<br />
t
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 129<br />
COENTRO de CABOCLO — ERYNGIUM FOETIDUM<br />
(Umbelliferas).<br />
(Pl. h.) — CAR. -Toda a planta (princip. a raiz) tem<br />
cheiro forte e desagradavel.<br />
Med. pop. — Diurético, antihydropico; antidoto do veneno<br />
das cobras ().<br />
COLA ou KOLA— COLA ACUMINATA R. Br.<br />
(Sterculiaceas).<br />
Origin. da Africa — Acclimada, mas raras vezes cultivada<br />
na Amazónia.<br />
(A. m.) Med. - Os fructos (nozes de cola) são excitantes,<br />
aromaticos e estomachicos.<br />
COLHER I)E VAQUEIRO — v. FOLHA LARGA verdu -<br />
deira.<br />
COMADRE de AZEITE — OM PH A LEA DIA N D R A<br />
Aubl. ( Euphorbiaceas).<br />
SVN.—Castanha cayaté — Cayaté—Cast. caeté (Amazonas)—<br />
draine de /'anse. Liane papaye, Oiiabé ou Omp/ialier,<br />
na G. fr.<br />
(Cip. g.)—HAH. - Terrenos argillosos alagadiços.—Toda<br />
a Amazónia.<br />
bui.—Fructo espherico, de 10 a 14 cm. de diam., amarei<br />
lo, dchiscente, contendo 3 a 4 sementes cujas amêndoas<br />
são oleaginosas, dando 67 ° o de oleo claro, ambreado,<br />
excellente para a illuminação, a saponificação e a lubrificação<br />
das machinas delicadas — Safra : fevereiro a julho.<br />
Mim.— A massa branca que envolve as amêndoas é<br />
<strong>com</strong>estível e também as amêndoas, tendo o cuidado de separai-<br />
a radicula e os cotyledones que são purgativos. O<br />
oleo torna-se <strong>com</strong>estível pela ebullição.<br />
Med.—O oleo pode substituir o oleo de ricino <strong>com</strong>o<br />
purgativo, tendo a vantagem de não ter nem cheiro, nem<br />
sabor e de ser menos viscoso.<br />
COMANDA — v. C UM ANDA.— •<br />
• •<br />
COMANDA-ASSÙ — (B. Amazonas) — v. ACAPU-<br />
KANA (Campsiandra laurifolia).<br />
r
(<br />
130 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
COMANDATUBA — HIRTELLA MARTIANA Hk.<br />
(Rcfsaceas), no Pará (?) e no Sul.<br />
(A. m.).<br />
Ind.—Casca adstringente; pode servir para cortume.<br />
Alim.- Fructo <strong>com</strong>estível.<br />
COMANDATUBA-MIRIM — (Amazônia) — HIRTEL-<br />
LA BRACTEATA Mart. e Zucc. (Rosaceas).<br />
(A. p.). .<br />
Ind — Casca adstringente.<br />
COMER de ARARA — (Almeirim) — v. JUTAHY PO-<br />
ROROCA.—<br />
COMPADRE de AZEITE—(Ilhas)—ELAEOPHORA<br />
ABUTAEFOLIA Ducke (Euphorbiaceas).<br />
(Cip.) - Loc. - Belem—Ilhas—Macapá—R. Xingu.<br />
Ind. — Fructo volumoso, de 8 a 11 cm. de diâmetro,<br />
<strong>com</strong> 4 gomos e arestas salientes — As amêndoas contem<br />
42°/o de oleo amarello, de cheiro desagradavel, que se solidifica<br />
somente na temperatura de (— 17°).<br />
CONABI — CLIBADIUM SURINAMEXSE L. (Compostas).<br />
SYN.— Couaambi (G. fr.) — Tinibô.<br />
( a.) — Loc. - Barcarena.<br />
CAR.—Flores de cheiro penetrante e desagradavel.<br />
Ind. — Toxico — Usam-se os galhos e as folhas para<br />
"tinguijar" peixe.<br />
CONABI —PHYLLANTHUS COXAMI (Aubl.) Muell.<br />
Arg., = COXAMI BRASILIENSIS Aubl. (Euphorbiaceas).<br />
( a.).<br />
SYN .—Cona mi • Pa rd — Conambi — Timbó.<br />
CAR.— Flores de cheiro penetrante e desagradavel.<br />
Ind—Toda a planta serve para "tinguijar" peixe.<br />
Med.—Raiz diurética e narcótica; a infusão é utilisada<br />
nas moléstias das vias urinarias.<br />
CONAMI — BAJLLIERIA ASPERA Aubl. (Compostas).<br />
SYN. —Conaaii franc (G. fr.)- Timbó— Tingal.<br />
CAR. —Flores brancas, folhas asperas, cheiro de aipo.<br />
Ind.— Toxico — Serve para "tinguijar" peixe.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 131<br />
CONDURU de SANGUE —(Conceição de Araguaya)v.<br />
MUIRAPIRANGA.—<br />
CONGONHA — (de Goyaz) — ILEX AFFINIS Gardn.<br />
(Aquifoliaceas).<br />
(a. g.).<br />
Alim. — Substitue a herva-niaíe; a infusão das folhas<br />
é tônica, diurética, alimentar, digestiva.<br />
CONTRA-COBRA — AEGIPHIL A S ALUT A RIS<br />
H. B. K. (Verbenaceas).<br />
Loc.—Amazonas.<br />
CAR.—'I oda a planta É fedorenta.<br />
Med. pop. — Passa por antídoto poderoso do veneno<br />
das cobras.<br />
CONTRA HERVA — v. CAAPlÀ.—<br />
COPAHYBA — (Alto Tapajóz) — COPAIFERA MUL-<br />
TIJUGA Hayne (Leg. caesalp.).<br />
SVN.—Copahyba marimary (Sta. Julia e Mauhés)—Copahyba<br />
angelini (Mauhés).<br />
(A. gO — HAB. - Matta de T. f.<br />
Loc.-A. e M. Tapajóz — R. Tocantins — Serra de Parintins—M.<br />
R. Madeira —R. Solimões.<br />
Mad.—Textura analoga a do cedro, pardo - amarellado<br />
<strong>com</strong> linhas onduladas castanho claro, quasi branco, fibrosa,<br />
mas não diflicil de se trabalhar, cheirando a cinnafina.<br />
Med. — Oleo abundante, muito liquido e claro, de cheiro<br />
mais agradavel do que o oleo das outras variedades; é<br />
a especie que predomina no mercado de Manáos.<br />
COPAHYBA MARIMARY — (E. do Pará) — COPA-<br />
IF ERA R ETIC U L A T A Ducke (Leg. caesalp.).<br />
SYX.—Copahyba mariniary (R. Trombetas)—Copahyba<br />
jutahx (Mauhés).<br />
Loc.—Óbidos—Alcobaça R. Tapajóz— R. Xingu — R.<br />
Cuminá-mirim—R. Solimões —R. Purús.<br />
Mad. — Analoga á precedente. — Cheiro resinoso.—<br />
D * 0,72.<br />
Med.—E' a copahybeira que dá a maior parte do "balsamo<br />
de copahyba' do Pará; o oleo-resina é grosso, de<br />
t
I<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
côr castanho amarellado, de cheiro forte e desagradavel,<br />
sabttr acre e amargo; é um excellente antiblennorrhagico;<br />
emprega - se nas gonorrheas agudas e chronicas, nas leucorrheas<br />
e, também, na bronchorrea. — Applica-se nas feridas<br />
<strong>com</strong>o detersivo e cicatrizante e contra a psoriasis.<br />
COPAHYBA BRANCA — (Foz do R. Jutahy) — COPA-<br />
IFERA GUIANENSIS Desf. (Leg. caesalp.).<br />
(A. g.)—HAB. - Na margem dos igapós.<br />
Loc. —R. .Iutahy-R. Negro (frequente em S. Izabel).<br />
Mad. — Madeira branca, de cheiro agradavel de cumarina.<br />
COPAHYBA CU IA RAN A — (Mauhés) — COPAI FERA<br />
GLYCYCARPA Ducke (Leg. caesalp.).<br />
SY.W - Copahvba preta (R. Tapajoz).<br />
(A. G.) -- HAB.-Na T. f. alta.<br />
Loc. -Mauhés-M. R. Tapajoz — M. R. Xingu - R. Ma<br />
deira.<br />
CAR.— O frueto é uma vagem ellipsoide que se abre<br />
em duas volvas lenhosas, parecidas <strong>com</strong> pequenas "cuias".<br />
Mad. — Branco, pardacento.<br />
Med. — Balsamo pouco abundante, espesso, viscoso,<br />
muito escuro.<br />
COPAHYBA JUTAHY— v. COP AI IY BA RANA.—<br />
COPAHYBA PRETA — (R. Taoajoz) — v. COPAHYBA<br />
CUIARANA.—<br />
COPAHYBA-RANA — (Santarém — Óbidos) — COPA-<br />
IFF. RA MARTI I Hayne (Leg. caesalp.).<br />
( A. m. ou g.)— Na T. f. arenosa do B. Amazonas.<br />
,. ~ Copahyba jatahy (Óbidos) — Jutahy pororoca<br />
(Mte. Alegre). •<br />
Mad—Vermelho escuro, oleosa, dura, absolutamente<br />
Ano 01 ' excellente para esteios, estacas, dormentes.—<br />
I) — (),Vo.<br />
Med.—Dú., em pequena quantidade, oleo liquido e claro.<br />
• •<br />
COPAHYBA-RANA — (A. rio Negro) — EP E R 4J \<br />
PURPUREA Benth (Leg. caesalp..<br />
SYN.— Yebaro (A. R. Negro).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 133<br />
( A. g.) — CAR. - Notável quando coberto de flores<br />
roxo purpureo esplendidas. #<br />
Mad. — Muito resinosa, mas não fornece balsamo.<br />
COPA IA — v. M ARU PÁ FALSO.—<br />
COPUDA — (Marajó) — LICANIA PARINARIOIDES<br />
Hub. (Rosaceas).<br />
SYX. — Cutimandioca ( R. Capim) — Pajurd-rana (R.<br />
Tapajoz).<br />
( A. p.) — I IAB.- Praias e campos arenosos.<br />
Loc.— R. Jamundá — R. Mapuera — R. Trombetas —<br />
R. Tapajoz — R. Capim — Cametá — Marajó.<br />
CAR.— Copa escura, de folhas largas.<br />
Ind.— Sementes oleaginosas.<br />
Alim.— Sementes <strong>com</strong>estíveis.<br />
COPUDA MIÚDA — (Marajó) — LICANIA<br />
(Rosaceas).<br />
CO QU IDA — (R. Negro) — SWARTZIA CHRYSAN-<br />
THA Harb. Rodr. (Legum. caesalp.).<br />
(A. p.) - HAB.-Igapó da T. f.—Commum no R. Negro.<br />
Med. f>o/).— Cozimento para banhos contra a amenorrhea<br />
e a dysmenorrhea.<br />
COQUILHEIRO — (Óbidos) — PROT1UM spec.<br />
( Burseraceas ).<br />
Svx. - Sucurubeiro — Sucuriuba — Pdo de pombas —<br />
Breu preto.<br />
(A. g.) — HAB.-Na T. f.<br />
COQUILHO— v. CUMARU-RANA (Couepia).<br />
COQUILIIO— (Marajó) — CANNA GLAUCA Rose.<br />
(Cannaceas), v. HERVA DOS FERIDOS.—<br />
COQUIRANA — (B. Trombetas, L. de Faro, Juruty<br />
velho) — ECCLINUSIA BALATA Ducke (Sapotaceas).<br />
(A. m. ou g.) —SYN.- Ukukirana ( L. g.) ou Ucuquirana<br />
( Manáos) — Balata (R. Içá ) — Abi ura na \ R. Erepecuri».<br />
HAB. — Em mattas humosas, não inundadas mas húmidas,<br />
e, ás vezes, um pouco paludosas, ao longo dos igarapés.
134 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Loc. - Juruty Velho - R. Erepecuru - R. Trombetas,<br />
(Cax. Porteira) — R. Jamundá (Cab. Infiry) — Manáos -<br />
Borba — B. rio Içá — Tonantins.<br />
bid. - O latex dá uma pseudo-balata de qualidade regular,<br />
contendo cerca de 40 °/o de gutta.<br />
COQUIRANA BRAVO — (Manáos) — ECCLINUSIA<br />
SPURIA Ducke (Sapotaceas). .<br />
(A. M.)- HA».- Mattas não inundadas (Manaos — K.<br />
Tarumá).<br />
CAR.—Latex pouco abundante.<br />
bid. — O leite nAo é aproveitado.<br />
CORAÇÃO de BOI — ANONA RETICULATA L.<br />
(Anonaceas). — Orig. das Antilhas.<br />
( A. p. de 5-8 m.).<br />
SYX. — Fructa de Conde — Araticú — Uichiman ou Corosso/<br />
sauvage (G. fr.).<br />
Alim — Fructos globulosos de casca amarello-castanho<br />
ou amarellado, massa branca ou avermelhada, de sabor e<br />
perfume menos agradavel do que a ata, um pouco enjoativos.<br />
CORAÇÃO de NEGRO — (Breves) — v. MUIRAPA -<br />
XI UB A (Cassia adiantifolia).<br />
CORACÃO de NEGRO — ( Monte Alegre ) — v.<br />
ARAPARY da TERRA FIRME.—<br />
CORAÇÃO dc NEGRO — ( E. do Maranhão ) — v.<br />
MEMBY.—<br />
CORAÇÃO de NEGRO — ( R. Xingú ) — CASSIA<br />
SCLEROXYLOX Ducke (Leg. caesalp.).<br />
Svx.—Muirapixuna
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 135<br />
Loc.— R. Branco de Óbidos—R. Cuminá— Faro.<br />
Mad. — Vermelho • escuro, <strong>com</strong> largas manchas ca
I<br />
136 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _<br />
CORÈ-MIRÀ— (Faro) — v. PAO CABOCLO.—<br />
COREOPSIS — COREOPSIS TINCTORIA (Compostas).<br />
— Origin. dos E. Unidos.<br />
(PI. h.).<br />
Oyn. — Flor para jardins.<br />
COROA de ESPINHOS — (Óbidos) — SM ILAX, var.<br />
esp. (Liliaceas).<br />
(Cipó).<br />
COROA de FRADE - MELOCACTUS iXERVI (Cactaceas).<br />
Loc. - Campos geraes do R. Erepecuru.<br />
COROATÀ — v. CURAUA —<br />
COROATÀ, ou CARAGUATÁ - v. GRAVATA de GAN-<br />
CHO.—<br />
CORONHA—(Cearenses)— v. ESPONJEIRA (Acacia<br />
farnesiana).<br />
CORTA-ASTHMA — PSYCHOTRIA TOXICA A. St.<br />
Hil. (Rubiaceas).<br />
SYN — Asier à Vastlime (G. fr.).<br />
Meã. pop.— A infusão das folhas passa por antiasthmatica,<br />
sendo que em dose elevada produz symptomas de envenenamento.<br />
CORTIÇA — v. PENTE de MACACO ( Apeiba tibourbou).<br />
CORTIÇA — v. ARATICÚ do BREJO—<br />
CORTIÇA — (Marajó e Belem) —v. PARICASINHO.—<br />
CORTICEIRA — (Belem) — PTEROCARPUS DRACO<br />
L. (Legunj dalb.). #<br />
SYN. - Mututy (greves) - Tinteira (Belem). .<br />
T m " ni ' " , ' ltoral e igapós do estuário.<br />
Loc.— Belem - Collares — Aramá -Gurupá —Bragança<br />
— Prequente nos mangaes do litoral.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 137<br />
CAR. — Vistosos racimos de flores amarellas alaranjadas.<br />
•<br />
Intl.— A casca e o alburno sào leves e retractis, podendo<br />
servir para fazer rolhas.<br />
Med.— Das incisões da casca escorre um liquido vermelho<br />
de sangue, limpido, cujas gottas coagulam-se e constituem<br />
o "sangue de drago", sang-dragon em Fr., resina<br />
empregada <strong>com</strong>o adstringente.<br />
CORTICEIRA do CAMPO — v. PARICASINHO.—<br />
COSMOS — ( Compostas ).<br />
( PI. h. ).<br />
Orn. - Flor para jardins.<br />
COSTUS PULCHRIFLORUS Ducke (Zingiberaceas<br />
).<br />
Origin. de Alcobaça {R. Tocantins).<br />
CAR.—Flor vermelho-salmão vivo, muito bonita, alta<br />
de 30 a 40 cm.<br />
F •<br />
COTO-COTO — (Nas fronteiras boliviana, peruana e<br />
colombiana ) — PALICOUREA DENSIFLORA Mart.<br />
(Rubiaceas) = RUDGEA V1BURXOIDES Benth.<br />
SY.W— Tangaracd-assú — Congonha de gentio e Cha<br />
de bugre, no Sul.<br />
Med. pop. ( Raiz e casca) - Contra a diarrhea, o rheumatismo,<br />
a gotta. os suores nocturnos dos tisicos.— Depurativa.—Contem<br />
os alcalóides: Cotoina e Paracotoina.<br />
Orn. - Planta muito ornamental, para jardins.<br />
COUVE — BRASSICA OLERACEA L. (Cruciferas.)<br />
— Origin. da Europa occidental e meridional.<br />
Alini. — Cultivam principalmente as couves verdes, as<br />
couves gallegas e a couve tronchuda; durante a estação<br />
secca pode se obter também pequenos repolhos, importando<br />
as sementes í c. Coração de boi e c. Joanet); a couve flor e<br />
a couve de Bruxellas desenvolvem-se mal e produzem pouco;<br />
o mesmo se dá <strong>com</strong> a couve-rabão ; a couve-nabo ( Brassica<br />
campestris L.) é de cultura mais fácil. #<br />
* COUVE da CHINA— BRASSICA CHINENSIS L.<br />
(Cruciferas).—Origin. do Extremo-Oriente.<br />
SYX.— Pé- 7sai. e a variedade inferior Pak-choï.<br />
c
138 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mm.— Legume excellente; cresce rapidamente ( 2 a 3<br />
); se <strong>com</strong>e cru, em salada, ou cozido, preparado de<br />
diversos modos.<br />
CRAVINA do CAMPO, amarclla — (Marajó) —SCHUL-<br />
THESIA STENO PH Y1X A M. ( Gentianaceas ).<br />
(Pl. h.-0,18 a 0,30).<br />
SYN.— Fel da tetra - Centaurelle (G. fr.).<br />
Loc.— Nos campos altos de Marajó e do Matapi. —<br />
Encontra-se no Pará e no Amazonas.<br />
Meã. pof).— Amarga, tónica e febrífuga.<br />
Orn.— Flores bastante vistosas.<br />
CRAVINA do CAMPO, cor dc rosa — (Marajó) —<br />
SCHULTHESIA BRACHYPTERA Cham. (Gentianaceas).<br />
Como a precedente.<br />
CRAVINHO — DIANTHUS CHINENS1S L. (Caryophyllaceas).<br />
SYN.— Cravo da China.<br />
Ont.- Flôr para jardins; dá-se bem e fructifica.<br />
CRAVO — DIANTHUS CARYOPH YLLUS L. (Caryophyllaceas).-<br />
Origin. da Europa meridional.<br />
Orn.— Flôr para jardins. — As variedades que se cultivam<br />
mais facilmente são o cravo Margarita e o cravo<br />
perpetuo.<br />
E' preciso importar as sementes.<br />
CRAVO de DEFUNTO — TAGETES PATULA L. e<br />
T. ERECTA L. (Compostas).—Origin. do Mexico.<br />
( Pl. h. de 0m. 60) —Toda a planta tem um cheiro forte,<br />
desagrada vel.<br />
Ora. - Flores amarellas, ás vezes maculadas de castanho.<br />
dobradas.—As do T. patula são pequenas, as do T.<br />
erecta são maiores, amarello vivo. ( Rose d'Inde, em Fr. ).<br />
M ed.— As raízes são laxativas.<br />
CRAVO do MAxTO — v. PAO CRAVO.—<br />
CRISTA de GALLO — CELOSIA CRISTATA Moq.<br />
(Amarantaceas).— Origin. da Índia.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 139<br />
Ont. — As flores, de cores variadas, são de bello effeito<br />
nos jardins. •<br />
Ali m. — N'a índia, as folhas e os renovos são usados<br />
<strong>com</strong>o legumes.<br />
CRISTA de GALLO — (Marajó) — v. BORRAGEM<br />
BRAVA.—<br />
CROTON— CODIAEUM VARIEGATUM L. ( Euphorbiaceas<br />
).— Ongin. da índia,<br />
(a. ou A. p.) — Cultivado.<br />
0/7.'.— Folhas de colorido variado, de effeito muito<br />
decorativo.<br />
CROTON do CAMPO — CROTON CHAMAEDRY-<br />
FOLIÜS Griseb. (Euphorbiaceas).<br />
(Pl. h.).— HAB.- Commum nos logares abandonados.<br />
CROCUS — CROCUS VERNUS.<br />
(Pl. h. bulbosa).<br />
Ont — Flôr para jardins.— Numerosas variedades.<br />
CRUZ de MALTA — JUSS1AEA PILOSA H, B.. K.<br />
( Onagraceas ).<br />
( Pl. h. ).— Loc.- Marajó.<br />
/mi.— Dos fructos prepara-se uma matéria corante<br />
amarella; por maceração, toda a planta dá tinta.<br />
CRUZEIRO—EUPATORIUM ODORATUM L.<br />
(Compostas).<br />
(a) —Loc.- Boa Vista, no R. Tapajoz.<br />
CUANBÚ — v. HERVA PICÀO.— i<br />
CUANDÙ — v. GUANDU.—<br />
CUAXINGUBA — v. CAXINGUBA.—<br />
ÇUBÍU —SOLANUM SESSILIFl^ORUM Dun (Solanac^as).<br />
( a. ) — Loc. - Pará e Amazonas.<br />
Alim. — Os fructos são bagas polposas; servem para<br />
fazer conservas e doces.<br />
o<br />
• • s
I<br />
140 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _<br />
CUBÍU — v. FAO I)E CUBIU.—<br />
CUCÍJRA - v. MAPATY.—<br />
CUIA de MACACO - JUGASTRUM OBTECTUM<br />
Miers. (Lecythidaceas). .<br />
(A. p.)—SYN. - Pdo de macaco—Cmarana.<br />
HAB.—Commum nas cabeceiras cios lagos <strong>com</strong> aguas<br />
estagnadas.<br />
Loc.— R. Trombetas-Óbidos—Faro.<br />
CUIARANA — (Marajó e litoral) — v. CINZEIRO.—<br />
CUIARANA — v. CUIA de MACACO.—<br />
CUIARANA — (Santarém) — v. MIRINDIBA. (Buchenavia<br />
grandis).<br />
CUIEIRA — CRESCENTIA CÜJETE L. (Bignoniaceas).<br />
SYN.—Cuité.<br />
(A. p.)—Loc. - Cultivada em toda a Amazônia.<br />
In d. — Os fructos sAo globulosos, podendo attingir 25<br />
cm. de diâmetro.—Da casca, dura e resistente, fazem-se diversos<br />
utensilios domésticos (cuias).<br />
Med. pop. - A polpa dos fructos é purgativa; quando<br />
verde, misturada <strong>com</strong> assucar, usa-se internamente <strong>com</strong>o<br />
febrífuga e expectorante; quando madura é usada em cataplasmas<br />
<strong>com</strong>o emolliente.<br />
CUITE — V. CUIEIRA.—<br />
CUJUBA — (R. Tapajoz) — AC ACI A GLOMEROSA<br />
Benth. (Legum. mim.).<br />
CUJUMARY AYDENDRON CUJUMARY Meissn.<br />
(Lauraceas).<br />
(A.).<br />
Mad.-Madeira para construcções civis e navaes; marcenaria.<br />
o ~ — As artlbndoas silo aromaticas e oleaginosas,<br />
semelhantes ás de puthuri. - Casca e sementes excitantes,<br />
ato^a imesfina^ eStlVaS ' bÔaS -appetencia e
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 141<br />
CU JU MA R Y-R A NA — v. LOURO TAMANCO.—<br />
CUMA — v. SORVA PEQUENA.—<br />
CUMÀ-ASSÚ— v. SORVA GRANDE.—<br />
CUMÀ-CAÀ — ELCOMARHYZA AMYLACEA Barb.<br />
Rodr. (Asclepiadaceas).<br />
SYN. — Camacá.<br />
(Cip.)— Loc. -1. de Marajó — Manáos.<br />
Me d.—O sueco leitoso da planta é empregado <strong>com</strong><br />
successo para curar o pterygion (carne crescida, nos olhos);<br />
este succo e a fécula resinosa (cumacaina) extrahidos das<br />
raizes, deram resultado contra as ulceras dos paizes quentes<br />
(leishmanioses). — O principio activo é a El<strong>com</strong>arhysina<br />
(A. Matta) que tem uma acção destruidora sobre os tecidos<br />
de neo-formação.<br />
CUM AC A-1 — LOPHOSTOMA CALOPI1YLLOIDES<br />
Meissn (Thymelaceas).<br />
(Cipó grande).<br />
HAB.—Mattos pantanosos de Beiern e das Ilhas.<br />
CAR.—Notável pelos seus paniculos de flores brancas<br />
esverdeadas, muito odoríferas.<br />
Ind. — Os fructos contêm uma amêndoa oleaginosa —<br />
oleo: 34°/o do peso dos fructos, ou 53° o do peso das amêndoas<br />
seccas (56,õ°/o pelos solventes).<br />
Med. pop. — O cosimento das folhas contra as caspas<br />
e a queda do Cabello.<br />
CUMAHY— v. MOLONGÓ.—<br />
CUMANDÀ-ASSÙ — (Rio Negro) — CAMPSIANDRA<br />
LAU RI FOLIA Benth. (Legum.) v. ACAPU'- RANA —<br />
CUMANDATlÁ — LABLAD VULGARIS Pinson (Legum.<br />
pap.) = DOLICHOS LABLAD L.<br />
Origin. da Africa tropical.<br />
(PI. h. trepadeira). — Cultivada. #<br />
Ali/n. Vagens verdes e feijões maduros, <strong>com</strong>estíveis.<br />
CUMANDÀ-Y — (R. Tapajoz) —SECURIDACA VO-<br />
LUBILIS L. (Polygalaceas).<br />
c
(<br />
142 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CUMARU — COUMAROUNA ODORATA Aubl., =<br />
DI l TER IX ODORATA Willd. (Leg. dalb.).<br />
SYN. -Fève tonka e Gaiac em G. ir.-Cumbari (L. g.)<br />
—Muirapagé.<br />
Mad —Castanho amarellado escuro.--Compacta, muito<br />
dura, de cheiro agradavel de cumarina, diflicil de se trabalhar,<br />
imputrescivel; para ebanisteria, construcção naval,<br />
moitões, dormentes, carroçaria e eixos de moinhos.—D=l, 10.<br />
(A. g)-HAB. - Matta da T. f.—Em toda a Amazônia.<br />
Zn d.—As amêndoas (favas) dos fruetos têm um aroma<br />
delicioso e são utilisadas em perfumaria (Cumarina). — Extrahe<br />
se delias um oleo amarello claro, perfumado, que se<br />
altera rapidamente ao contacto do ar.-O frueto inteiro tem<br />
5-7 cm. de <strong>com</strong>prim.<br />
Med. — A tintura das favas é antispasmodica e tônica.<br />
—E' um moderador dos movimentos cardíacos.<br />
CUMARU FERRO — (R. Acre) — CO UM A ROUX A<br />
FERRE A Ducke (Leg. pap. dalb).<br />
(A. G.)-CAR.-AS amêndoas são parecidas <strong>com</strong> as do<br />
"Coumarouna odorata", mas inodoras e <strong>com</strong>estíveis.<br />
Mad.—Madeira muito dura.<br />
CUMARU — (Faro, Óbidos, R. Trombetas, Gurupá, E.<br />
do A mazonas — Mauhés) — CO UM A RO UN A PO L Y-<br />
PHYLLA. (Hub.) Ducke (Leg. dalb.) = DI PTE RYX<br />
POLYPHYLLA Hub.<br />
(A. g. ou A. G.).<br />
SYN\— Camar úrana da t. f. (Mauhés).<br />
CAR.— A copa cobre-se de llores de um bello roseo<br />
vivo.<br />
Mad.-O cerne é pardo escuro, pesado, duríssimo.<br />
Ind.— Fruetos menores: 4 cm. de <strong>com</strong>prim. inodoros.<br />
%<br />
(OWdos,Paro,R. Trombetas) — COUMA-<br />
# R T 0Ü NA ODORATA,<br />
(Leg. dalb.).<br />
var. TETRA PHYLLA Spruce r<br />
Mesmas propriedades que o Coumarouna odorata.<br />
CUMARU cie CHEIRO - TORRESIA...<br />
( Leg. pap. soph.).<br />
(A. g.).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 143<br />
SYN.— Imburana de cheiro.<br />
CAR.—Todas as partes tem cheiro de cumarina. •<br />
Mad.— Branco-pardo-roseo; para marcenaria. — D =<br />
0,62.— Manchada de vermelho ao contacto da agua e virando<br />
ao amarello avermelhado claro.<br />
CUMARÚ-RANA — T A R A LEA O P P O SITIFO LI A<br />
Aubl. = DIPTERYX OPPOSITIFOLIA Willd. - (Leg. pap.<br />
gal.).<br />
SYN.— Tarale ou St. Martin gris, da G. fr.<br />
( A. g. ou m.). — Hab.- Nos igapós.<br />
Loc. - Estuário — M. rio Tapajoz — R. Xingu — Bragança<br />
— A. Amazonas.<br />
CAR.—Flores em bellos paniculos roxos, de cheiro<br />
agradavel que se espalha longe.<br />
Mad.— Brancoamarellado, dura, pesada e <strong>com</strong>pacta.<br />
Ind.-O fructo é uma fava grande, dehiscente; as<br />
amêndoas sAo inodoras, oleaginosas; o oleo é verde amarello<br />
escuro.<br />
CUMARÚ-RANA — ? (Rosaceas).<br />
SYN. - Castanha de a ata — Castanha de macaco—Coco<br />
de cotia - Coquiüo.<br />
Duas qualidades: a mais interessante provém do Alto-<br />
Amazonas; os íructos, ovoides alongados, tem 9 a 10 cm./<br />
5 a 6 cm. — e encerram uma grossa amêndoa branca que<br />
dá60°/ode oleo incolor, brilhante, inodoro.—No B. Amazonas,<br />
ha uma variedade menor, de 6 a 7 cm./4 cm.<br />
CUMARÚ-RANA — (R. Acro) — v. MUIRAJUBA.—<br />
CUMARÚ-RANA da V ARZE A (Óbidos) — v. ANDIRÁ-<br />
UCHY.—<br />
CUMARU de RATO — (E. de Ferro de Bragança) —<br />
AMPHIODON EFFUSUS Hub.- í Leg. pap. gal. ).<br />
A. P.)-HAB.- Matta da T. f.<br />
^oc.— Bragança — Santarém - R. Xingu — Itaituba —<br />
Cuminá-mirim.<br />
Mad. — Cor de laranja viva, teciil^» fino.<br />
• CUM ATE — (Serra de Paranaquára) — MAÇAI REA<br />
VISCOSA Ducke (Melastomaceas ).<br />
(A. p.) —HAB.- Em terrenos frescos.<br />
ê
144 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad.- Ruivo-violaceo. — Muito dura.<br />
» Ind.— A casca dá tinta preta.<br />
0,,L— Arvore de ornamento, para parques.<br />
CUMATE — (Manáos) — MYRCIA ATR A MENTI-<br />
FERA Barb. Rodr. (Myrtaceas).<br />
(A. m.) —Loc.- Manáos - B. Amazonas.<br />
Mad.— Escura, rija.<br />
Ind.— Com a casca prepara-se uma tinta roxo-escuro,<br />
virando ao preto pelo ammoniaco, solida, servindo de mordante<br />
para tingir as cuias <strong>com</strong> urucü, carajurú,<br />
ou simplesmente em preto brilhante.— A tinta extrahida<br />
da casca ó muito vizinha da do "cacluí" (do Acacia catechú,<br />
da índia), bastante empregada na tinturaria (A. Callier<br />
-M. C. R- 1930).<br />
CUMATÊ— (Faro) — v. ACHUÁ.—<br />
CUMATE — (Gurupá) — M ACA IR E A G L A B R ES-<br />
CENS Pilg. (Melastomaceas).<br />
(A. p.)—Loc.- Nos campos de Faro — em Gurupá —<br />
Manáos.<br />
Mad.— Vermelho-castanho-violaceo.— Grão íino, dureza<br />
media, trabalhando-se bem.— D = 0,90.<br />
Ind.— A casca dá tinta preta.<br />
CUMATERANA — (R. Tapajoz) — MYRCIA sp<br />
(Myrtaceas).<br />
CUNABI — ICHTHYOTHERA CUNABI Mart. (Compostas<br />
).<br />
(PI- h. >7 Loc.- Campos firmes do B. Amazonas.<br />
CAR.—Toda a planta tem um cheiro forte e désagradavel.—<br />
Toxica (Dr. J. B. de Lacerda ). —Serve para "tinguijar<br />
o peixe.<br />
CUMEEIRA — (Santarém) — v. ARAPARY da TERRA<br />
I' III ME.—<br />
CUMINHO BRAVO — PECTIS ELONGATA H. ft. K.<br />
( Compostas ).<br />
Loc.— Nos campos de Marajó — Prainha.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 145<br />
CUNURY — OUNURIA SPRUCEANA Baill. (Euphorbiaceas).<br />
•<br />
(A. G.) — Loc.- No alto R. Negro.<br />
CAR.— Enormes sapupemas.<br />
Alim.— Os fruetos sào parecidos <strong>com</strong> os da seringueira;<br />
as amêndoas são amargas e tidas <strong>com</strong>o venenosas;<br />
cs Índios as <strong>com</strong>em cozidas (A. Ducke).<br />
CUPAUBA — (Furos) — v. COPAIIYBA.<br />
CUPIUBA — GOUP1A GLABRA Aubl. (Celastraceas).<br />
(A. g.)—HAB. - Matta da T. f. em terreno arenoso.<br />
Loc. —Bolem - Gurupá — B. Amazonas.<br />
\lcid—Vermelho - castanho claro — dureza media, muito<br />
fácil de se trabalhar; exhala um cheiro desagradavel de<br />
cupim * principalmente quando molhada — Marcenaria, dormentes.<br />
D = 0,88.<br />
CUPUAHY — THEOBROMA SUBINCANÜM M.<br />
(Sterculiaceas).<br />
HAB. — Frequente em toda a Amazônia, na T. f. húmida.<br />
(A. p.) — Alim. - Fructo de lOcm./ócm.; serve para<br />
doces e <strong>com</strong>potas <strong>com</strong>o o cupú-assú, mas sem perfume—Sementes<br />
<strong>com</strong>estíveis, inferiores ás do cacáo.<br />
CUPÚ-ASSÚ — THEOBROMA GRANDIFLORUM<br />
(Spreng.) Schum. (Sterculiaceas).<br />
(A. p.)—HAB. - Matta da T. f.<br />
Loc.—M. R. Tapajóz—R. Xingu—Alcobaça-B. Amazonas—Bragança—Ourem—Alto<br />
R. Anapú (muito abundante<br />
e variedade de fruetos muito grandes).<br />
Ind. — As sementes dão 48 %> de gordura branca analoga<br />
á manteiga de cacáo.<br />
Alim.—Fruetos ellipticos grandes (24/12 cm.), pesando<br />
de 1 a 1,5 kgr. — Casca dura, lenhosa, de côr castanho<br />
escuro. A polpa que envolve as sementes é abundante e<br />
exhala, quando madura, um aroma agradavel; serve para<br />
preparar deliciosos refrescos, sorvetes,# <strong>com</strong>pota — Com as<br />
sementes pode-se fazer chocolate.<br />
CUPU-ASSÜ —(Alto Amazonas brasileiro)—v. CACAO<br />
do PERU'.
\<br />
14(J A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CUPU-ASSÚ-RANA ou CUPU-RANA — (Estuário) —<br />
MTTISIA PARAENSIS Hub. (Bombaceas).<br />
(A. p.) - Loc.- Ilhas de Breves até Gurupá.<br />
— Fructo de mais de 0m.20 de <strong>com</strong>pr.<br />
friãd.— Branca e molle; para pasta de cellulose.<br />
íud. — \ casca dá uma fibra muito resistente, para<br />
cordoaria. O fructo, não <strong>com</strong>estível, contem numerosas sementes<br />
envoltas numa espessa camada lanuginosa de libras<br />
curtas e moiles; estas amêndoas dão 24,6 %> de um oleo<br />
amarello viscoso que somente se solidilica a uma temperatura<br />
inferior a ( — 15°).<br />
CUPU-ASSU-RANA — (Alto Amazonas) — MATISIA<br />
LASIOCALYX Schum. (Bombaceas).<br />
CUPUDA — v. COPUDA.—<br />
CURACY — (Manáos) — v. RABO DE ARARA.-<br />
(Belem).<br />
CURARE — v. URARI.—<br />
CURAUA — ANANASSA (Bromeliaceas).<br />
(PI. h.) -Matta de T. f., em terreno arenoso.<br />
CAR.-16-25 Folhas estreitas (4 5 cm.), longas de 2m.,<br />
sem espinhos lateraes.<br />
Ind. — Por maceração ou raspagem, extrahem-se das<br />
folhas fibras brancas, <strong>com</strong>pridas, de uma resistencia extraordinana.<br />
usadas, no interior, para a fabricação de cordas<br />
para redes e para arcos<br />
Mim.—O fructo é um pequeno ananaz (8 cm /5,5 cm.),<br />
amarello quando maduro — Na ponta do fructo, e não na<br />
base, os filhos em numero de 20-25, formam um volumoso<br />
bouquet.<br />
CURCUMA-CURCUMA TINCTORIA Gubi. Uingiberaceas).—Origin,<br />
da Asia Meridional.<br />
(* n. )•
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 147<br />
Ind.— A raiz (rhizoma) dá tinta amarella própria para<br />
tingir productos de alimentação, vernizes, papel. — Serve<br />
<strong>com</strong>o reactivo dos alcalis.<br />
CURICIUBA = CURUCIUBA — ?<br />
Loc.— Santarém — Mauhés.<br />
Mad.— Dura, vermelha <strong>com</strong>o a da muirapiranga.<br />
CURIMBO da MAITA— v. CIPO CURIMBO.—<br />
CURUMI — (Pará) — MUNTINGIA CALABURA L.<br />
( Tiliaceas).<br />
( A. m.).<br />
SYN. — PdO de seda — Calabura (A. Amazonas) -r-Jtois<br />
ramier (G. fr.).<br />
HAB.— Varzea do Amazonas e terrenos argillosos elevados.<br />
Mad.— Bôa para tanoaria.—Muito leve.<br />
hid. Liber para cordas: fibras sedosas.<br />
Mim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis (bagos vermelhos).<br />
Med. pop.— Flores antispasmodicas.<br />
CURUPIRA — COUEPIA (Rosaceas).<br />
Loc. — Teffé.<br />
In d. — Fructos piriformes, de 6/4 cm., côr castanhoavermelhado<br />
escuro; encerram, numa casca lenhosa, uma<br />
grossa amêndoa oleaginosa que dá 61 °/o de um oleo muito<br />
espesso, viscoso, de côr amarelloavermelhado.<br />
CURUPITA— v. MURUPITA.—<br />
CURURU — (Óbidos) — CYLINDROSPERMA . .ANO-<br />
M A LU M (Muell. Arg.) Ducke (Apoc$*naceas).<br />
• (A. P.). ;<br />
HAB.— Matta da varzea inundada. ,<br />
Loc. — W. do E. do Pará, e até o R. Negro. i,.<br />
)
148 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Tnd __ As vergonteas, direitas e <strong>com</strong>pridas, descascando-^<br />
facilmente quando colhidas ha pouco, fendendo se <strong>com</strong><br />
regularidade e sem esforço, flexíveis, fortes, sao empregadas<br />
para fazer caniços de pescar e mesmo arcos para creanças.<br />
CURURÚ— v. CIPÓ CURURÚ.<br />
CURURÚ — (Faro) — v. POROROCA.—<br />
CÜRURU-APÈ— V. TIMBO CIPO —<br />
CUTIMANDIOCA — v. COPUDA.—<br />
CUTI MANDIOCA — LICANIA PARINARIOIDES<br />
Hub. (Rosaceas).<br />
(A. m.)—HAB. - Matta de V.-No alto R. Capim.<br />
CAR.—Copa escura; folhas largas.<br />
CUTITI, ou CUTITEIRO— v. CUTITIRIBÂ.—<br />
CUTITIRIBÀ — LUCUMA RI VICO A Gaertn. (Sapotaceas).<br />
SYN.—Cutiti—Cainilo ou jaune d'oeuf\ na G. fr.<br />
(A. g. ou m.)—HAB. - Nas mattas das restingas argillosas<br />
altas das varzeas do R. Amazonas.<br />
CAR.—Arvore muito frondosa.<br />
Mad— Para construcção, carpintaria, marcenaria. (Côr<br />
amarellada).<br />
Alim.—Fructos de côr verde, <strong>com</strong>estíveis; a massa interna<br />
parece se <strong>com</strong> gemma de ovo, é adocicada, saborosa,<br />
de cheiro forte.<br />
Med. pop. — Casca antidysenterica — A casca e as sementes,<br />
raladas e postas <strong>com</strong> agua morna ou leite num<br />
pouco de algodão, contra as otites.<br />
rPnrY»»!*^
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 149<br />
CUTITIRIBA-RANA — v. ABIU-RANA GRANDE.—<br />
C UTI UB A— ( Monte Alegre ) — v. SAPUPIRA do<br />
CAMPO.—<br />
CUTIUBA— (S. Caetano de Odivellas, Beiern) — QUA-<br />
LEA PARAE.MSIS Ducke (Vochysiaceas).<br />
(A. m.»—HAB. - Matta da T. f.<br />
SYx.—Quaruba (Gurupá).<br />
Mild. —V ermelho-pardo.<br />
CYCAS —CYCAS CIRCINALIS L. (Cycadaceas).-<br />
Origin. das Molucas e Ceylão.<br />
SYN.— Sagú das Molucas.<br />
Alim.— Os cycas contem na medula dos troncos uma<br />
fécula analoga ao Sagú (da Malasia), mas de qualidade um<br />
pouco inferior.<br />
Med.—As sementes contem um glucoside toxico a l\ikoina<br />
(Dongen—1903).<br />
O/'//.—Planta de ornamento, cultivada nos jardins.<br />
»
150
D<br />
DAHLIA —DAHLIA VARIA BÍLIS W. Desf. (Compostas<br />
) — Origin. do Mexico.<br />
(Pl. h.).<br />
Orn.— Flôr para jardins; numerosas variedades; perfeitamente<br />
acclimada.<br />
DAMIANA. — TU RN ER A DIFFUSA Willd. (Turneraceas).<br />
(a).— Med. pop.- Aromatica, cheiro e sabor de camphora;<br />
estimulante, tonico nervoso, aphrodisiaco, diurético.<br />
DEDOS de BRANCO — ALSTROEMERIA A M AZ O-<br />
N1C A Ducke ( Amaryliidaceas).<br />
(PI. h. ) —Loc.- R. Branco de Óbidos — R. Ariramba<br />
( R. Trombetas ).<br />
Oui.— As flores, de cor vermelho esverdeado, formam<br />
uma coroa na extremidade de uma haste <strong>com</strong>prida.<br />
DEDAL — v. PACARI. —<br />
DIAMBA — v. LIAMBA. —<br />
# DIAMBARANA — ( R. Tapajoz ) — COUT O U B EA<br />
R AM O S A Aublet ( Gentianaceas).<br />
( a ) — H AH.- Nas margens dos igarapés.<br />
Loc.— R. Tapajóz.<br />
ê
152 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR.— Flores purpurinas; toda a planta É muito amarga.<br />
- Med pop.— \3sada nas doenças do estomago e contra<br />
os vermes.<br />
DIRIJO v. LIAMBA. —<br />
DOURADINHA - (Marajó) — LIN DER NI A CRUS-<br />
TÁCEAS F. v. Mull. (Scrophulariaceas), = VAN-<br />
DELIA CRUSTACEA Benth.<br />
e LIN DER NI A DIFFUSA Wittst., = VANDE-<br />
LIA DIFFUSA L.<br />
SYx.—Douradinha do campo (C. do Matapi)— Orelha<br />
de rato — Papa terra — Mata ca nua ( Bahia).<br />
CAR. e HAB.—Hervas pequenas, rasteiras, do campo<br />
e logares abertos. Flores azues.— Em campos argillosos<br />
seccos.<br />
Med. pop.— Diuréticas, purgativas, emeticas, emmenagogas<br />
e antibiliosas (as folhas). — Em alta dose são venenosas.—<br />
Perigosas para o gado, principalmente para os<br />
carneiros.<br />
DOURADINHA FALSA — BYRSONIMA VERBAS-<br />
Cl FOLIA Rich. (Malpighiaceas).—v. MURUCY.—<br />
DURÀCA — ?<br />
CAR.— Uma das arvores mais altas das mattas do R.<br />
Negro ( S. Gabriel).<br />
Mad.- - Avermelhada, lembrando a da maparajuba (Inf.<br />
F J<br />
A. Ducke, 1932).
E<br />
EMBAÚBA — v. IIUBAUBA. —<br />
E M BIR AT A N H A — v. BOLOTEIRO. —<br />
EMBIRA ou ENVIRA ou ENV1REIRA —Nome generico<br />
dado ás arvores cuja parte interna da casca é fibrosa e<br />
utilisada para cordas e ligaduras.<br />
ENVIRA - (Beiern) — v. TACACAZEIRO. (Sterculia<br />
pruriens).<br />
ENVIRA — (Marajó) — v. MUTAMBA ( Guazuma ulmifolia).<br />
ENVIRA - (Marajó) — v. UACIMA da PRAIA (Hibiscus<br />
tiliaceus).<br />
ENVIRA — (R. Cuminá mirim) — v. ARATICU do<br />
Matto (Anona longifolia).<br />
ENVIRA —(E. de F. de Bragança, R. Cuminá - mirim)<br />
-ANAXAGOREA PHAEOCARPA Mart. (Anonaceas.)<br />
ENVIRA - ( Faro ) -- XYLOPf V BRASILIENSIS<br />
Sprdfig. (Anonaceas).<br />
SY.W—Inibira -Pindahiba de folha pequena.<br />
Mad.—Leve e duradoura, para jangadas.
J54 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
Ind — Dá bôas fibras para cordoaria.<br />
Mim.-Os fructos são aromáticos e podem servir de<br />
condimento em vez de pimenta (to reino.<br />
Med. pop. — Sementes carminativas.<br />
EKVIRA - (Furos) - GUATTERIA OUREGOÜ<br />
(Aubl.) Dunel. (Anonaceas).<br />
(A. g)—SYN. - Ott regou (G. fr.).<br />
CAR.-AS folhas e os fructos tem um sabor picante e<br />
um pouco aromatico.<br />
Mad.-Alvacenta, dura e <strong>com</strong>pacta, ligeiramente aromatica.<br />
Ind- Dá fibras e estopa.<br />
ENVIRA — ROLLINIA, div. esp<br />
(Anonaceas).<br />
ENVIRA — XYLOPIA BENTHAMI Rob. Frics.<br />
( Anonaceas >.<br />
( A. da T. f.).<br />
Loc.— Faro.<br />
ENVIRA — XYLOPIA FRUTESCENS Aubl. (Anonaceas<br />
).<br />
SVN.— Pindahiba - Pindduba— Jejerecú — Pimenta de<br />
gentio.<br />
(A. m.) — Loc.- Rio de Faro.<br />
Mad.— Alvacenta.<br />
Ind.— A casca dá fibras para cordoaria e estopa.<br />
Mim.—Os fructos podem substituir a pimenta do reino:<br />
as sementes são picantes e aromaticas.<br />
Med. pop.— As sementes são carminativas; a casca é<br />
picante e aromatica.— Os fructos substituem o cubeba\ as<br />
capsulas encarnadas tem um gosto acre, picante, c cheiro<br />
de terebenthina.<br />
VNRMRFA.AMARGOSA -
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 155<br />
HAB.— Nas capoeiras (Óbidos, Faro).<br />
Ind.— Madeira própria para fabricação do papel; "rendimento<br />
em cellulose 41,8 %> (A. Bastos— M. C. P. ).<br />
Alini. — Os fructos podem substituir a pimenta do reino,<br />
<strong>com</strong>o condimento.<br />
.!/
c<br />
156 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
ENVIREIRA do CAMPO — v. AÇOITA CAVALLO. -<br />
ENXERTO, ou ENXERTO de PASSARINHO — v.<br />
HERVA de PASSARINHO. —<br />
ESCADA de JABOTY — BAUHINIA SPLENDENS<br />
H. B. K. (Leg. m | • a * » / I / .<br />
SYN. — Cipó de jcibotx — Cipo escada (Cearenses) —<br />
Matd-matd (Marajó)— Cipó florão-Cipó unha de boi.<br />
(Cip.)-RIAB. -Matta e capoeira de T. f.<br />
E' a especie mais frequente — Caule achatado e <strong>com</strong><br />
curvas alternadas dando o aspecto de uma escada.<br />
Loc.— Beiern -E. de F. de Br.—R. Tocantins—Santarém—R.<br />
Tapaioz—Óbidos - Faro.<br />
Mad. — O lenho dos caules velhos e grossos é escuro,<br />
duro, apresentando, nos cortes transversaes, veias e rosetas<br />
de lindo effeito; utilisado para fabricar diversos objectos<br />
curiosos (caixas, bandejas, etc.).<br />
ESCADA de JABOTY — B A U HINIA R ü TIL A X S<br />
Benth. (Leg. caesalp.).<br />
(Cipó da T. f.).<br />
Loc.—E. de F. de Br.—Beiern—Gurupá—M. R. Xingu.<br />
ESCOVA de MACACO — COMBRETUM AUBLETII<br />
DC. (Combretaceas).<br />
(Cipó) —Loc.- Nas margens do Amazonas—Almeirim.<br />
CAK.— Magnificas llores vermelhas.<br />
ESCOVA de MACACO — v. PENTE de MACACO. —<br />
ESPADANA - (Marajó)-SAGITTARIA ACUTIFO-<br />
L1A L. t. ( Alismaceas).<br />
( PI. h.) —HAB.- NOS alagados atolantcs.<br />
A/nu. a nun. - Os cavai los <strong>com</strong>em as llores.<br />
ESPADEIRA - (R. Mapuera) - EPERUA FALCATA<br />
.\ubl. (Leg. caesalp.).— v. APA'.<br />
ESPELINA FALSA — CLITORIA GUIANEÜSIS<br />
Benth. (Leg. pap. )<br />
(PI - h > Alim. anim.' Forragem procurada principalmente<br />
pelo gado equino, mas suspeita depois da florescência.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 157<br />
Med. pof).—Raiz e sementes consideradas <strong>com</strong>o cathartico<br />
muito util nos cystites e urethrites.<br />
ESPADEIRA— (Faro)-EPERUA BIJUGA Benth.<br />
A<br />
( Leg. caesalp.). — v. IPE.<br />
Loc.— Faro — nas Ilhas — Manáos.<br />
ESPERA PRIMEIRO — (Óbidos) — OUROUPAR1A<br />
GÜIANENSIS Aubl. (Rubiaceas).<br />
SYN.—Jupindâ ( Marajó ).<br />
(Cip.)—HAB.- Commum na várzea do Amazonas e<br />
logares de solo argilloso e temporariamente inundados.<br />
CAR.—Tem ganchos em forma de unhas, de ponta acerada.<br />
Alim.— O caule dá agua potável.<br />
ESPIGA de SANGUE — H E L O SIS GÜIANENSIS<br />
Rieh. (Balanophoraceas).<br />
Planta parasita das raizes de diversas arvoras (Imbaubeiras).<br />
CAR.—Succo adstringente e stiptico; flores vermelhas,<br />
pequenas.<br />
Alim. anim — Pedunculos. procurados pelas cotias.<br />
ESPINAFRE de CAYENNA ou da GOYANA— (Amazonas<br />
)- PHYTOLACCA OCTANDRA L. (Phytolaccaceas).<br />
(a. — até 3m.) — Cosmopolita. — Invasora das plantações.<br />
Alim.— As folhas são <strong>com</strong>estíveis.<br />
Med. pop.— O succo da raiz e dos fructos verdes é<br />
purgativo.<br />
ESPINHEIRO PRETO — (Mte Alegre) — v. PARICA<br />
BRANCO<br />
. ESPINHO de AGULHA — A C A NTHOS PE R M U M<br />
XANTI 1 ION )HS DC. (Compostas).<br />
Loc. —Tesos de Maguary (Marajó).<br />
Med. pop.— Folhas e raizes amargas e tónicas.
ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
ESPONJA do MATTO - BOTRYTIS FOMENTARIA<br />
Mart. (Fungos). , . ,<br />
Svx - Isco do moto — Tabaco de judeu.<br />
Loc-Cabec. do Sellé (L. gr. de \ illafrança).<br />
CAR—Cogumelo em forma de grande esponja arredondada<br />
de eôr castanho-pardo, muito leve, de tacto macio,<br />
liso.— Attinge 12 a 15 cm. de diâmetro, pesando uma de<br />
11 cm. somente 10 gr.<br />
ESPONJEIRA - (Pará) -ACACIA FARNESIAXA<br />
Willd. (Leg. mim.).<br />
( A. m.) — Cultivada.<br />
Svx.—Coronha (dos Cearenses) — Cassier ( Fr.).<br />
Mad.— Amarellada, própria para segeria, construcçào<br />
civil.<br />
Ind.— A casca dá tannino.—Os fructos dão mutilagem<br />
emolliente. — Das flores extrahe-se oleo essencial para<br />
a perfumaria.— Da casca exsuda gomma.<br />
ESPONJEIRA — (Mte. Alegre) - PITHECOLOBIUM<br />
ACACIOIDES Ducke. (Leg. mim.).<br />
S\s.—Arapiraca (R. Tapajoz)—Jurema branca (Vizeu<br />
e Mte. Alegre)—Arvore de macaco.'<br />
(A. m.) — Matta de T. f., nos pontos mais seccos<br />
do Estado e de verão mais rigoroso, visinhos de campos<br />
arenosos.<br />
Loc. — Bragança—Vizeu — Mte. Alegre — Almeirim-<br />
Santarem-Óbidos.<br />
CAR.-Arvore espinhenta, de copa disposta em umbella<br />
grande, sem folhas no verão.<br />
Mad. Para carpintaria e marcenaria.<br />
Med.—Casca adstringente.<br />
Alim. anim.-Os macacos procuram muito os fructos.<br />
ESPONJEIRA - (Almeirim) — v. PARICA de ESPON<br />
JAS —<br />
lanacea S sT RAM n? 10 7 D ; V ?URA STRAMONIUM L.#.Solanaceas).<br />
-— Origin, da Asia.<br />
t| 1. h.)—Cultivada.<br />
SYx.-ligueira do inferno.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 159<br />
Med.-Toxica- Narcótica cm dose pequena; acção semelhante<br />
á da bdladona Preconisada contra o asthma a<br />
coqueluche, a epilepsia, as nevralgias e o rheumatismo.<br />
Contem os alcalóide: Hyoscyamina, d a tu ri na e scopo-<br />
Ia mind.<br />
ESTRELLA —RANDIA FORMOSA (Jacq.) Schum.<br />
(Rubiaceas).<br />
SYN.—Açucena,<br />
(a.)—Loc. - Margens do R. Branco de Óbidos — M. R.<br />
Tapaioz.<br />
CAR.—Flores brancas perfumadas.<br />
ESTRELLA do NORTE. — E U C H A RIS GR A N DI -<br />
FLORA Planch. (Amaryllidaceas).-Indígena (E. do Pará).<br />
(PI. bulbosa)—Orn. - Grandes flores brancas, aromaticas,<br />
em umbellas de 36 flores.—Muito ornamental; cultivada<br />
na Europa.<br />
EUCALYPTUS — EUCALYPTUS esp. div. (Myrtaceas).<br />
— Origin, da Australia.<br />
As especies E. GLOBULUS Labill. e E. CITRIODO-<br />
RA Hook podem ser cultivadas nos jardins, na Amazonia,<br />
mas não adquirem grande desenvolvimento.<br />
Med.—As folhas do E. GLOBULUS são usadas em<br />
infusões e tintura nas febres intermittentes, bronchites, e<br />
<strong>com</strong>o antiseptico do intestino.<br />
EUPHORBIAS — EUPHORBIA esp. div<br />
(Euphorbiaceas).<br />
EUPHORBIA PULCHERRIMA Willd., = POIN-<br />
S ET TI A PULCHERRIMA Grah.—Origin, do Mexico.<br />
( a.) — Orn.— Notável pelas suas largas bracteas escarlates.<br />
EUPHORBIA TIRUCALLI L. - Origin, da Africa<br />
ou da índia, cultivada na Amazonia.<br />
SYN. - Arvore de S. Sebastião.<br />
( a.) — CAR.—Tem o aspecto cie um pé de coral <strong>com</strong>posto<br />
de pequenas varinhas verdes<br />
Med — Latex branco, cáustico, purgativo e antisyphilitico,<br />
mas venenoso. #<br />
• Orn.— Arbusto elegante.
F<br />
FAGUEIRO - (Óbidos) — LONCHOCARPUS SPRU-<br />
CEANUS Benth. (Leg. pap. daib.).<br />
Svx. — Aquíquy (R. Tapajóz).<br />
(A. m. ou p. ) — HAB.- Em capoeiras e beira de campos.<br />
Loc.— Belem — Santarém — R. Tocantins — Óbidos.<br />
Mad. Branco-roseo-amarello claro. — Para marcenaria<br />
- D = 0.98.<br />
Orn — Flores róseas abundantes.<br />
FACHEIRO — XYLOPIA LIGUSTRIFOLIA Dunal<br />
í Anonaceas).<br />
(A. g.)—Loc.- R. Tapajóz (Bôa Vista).<br />
bui. — A madeira ú preferida para fazer fachos.<br />
FAIA — v. LOURO FAIA. —<br />
FALSA ESPELINA — CLITORIA GUIANENSIS<br />
Benth. ( Leg. pap.).<br />
Herva volúvel, de campos altos.<br />
Loc.— Mazagilo — Monte Alegre.<br />
Med. pop. — Raiz diurética; a infusão 6 empregada<br />
contra as cystites e urethrites.— Usam-se as sementes em<br />
pó <strong>com</strong>o purgativo.<br />
FANFAN - ( Marajó) — HIBISCUS BIFURCATUS<br />
Cav. (Malvaceas).
(<br />
162 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
(a de 1 a 2 m. <strong>com</strong> longos galhos escandentes).<br />
f 3v'x _ \l
ARVORES E PLAnTAS LJTEIS 163<br />
Ind. — As amêndoas dão 50%> de oleo avermelhado,<br />
<strong>com</strong>estível. •<br />
Alim.—As amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, mas ligeiramente<br />
amargas.—A safra é de fevereiro a julho.<br />
FAVA de BEZOURO — CASSIA XINGUENSIS<br />
Ducke (Leg. caesalp.).<br />
(A. p.)—HAB. - \*as capoeiras, em terrenos argillosos.<br />
Loc.—M. R. Xingu-M. R. Tapajoz.<br />
Mad.—Branca e molle.<br />
FAVA de S. IGNACIO FALSA— v. PACAPIA. —<br />
FAVEIRA- (R. Tocantins) — v. VISGUEIRO.—<br />
FA VEIRA — (Alcobaça) — v. PARICÀ (Schizolobium<br />
amazonicum).<br />
FAVEIRA - (Belem) — VATAIREA PARAENSIS<br />
Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />
(A. g.)—HAB. - Matta da T. f.—Pouco frequente.<br />
FAVEIRA — (Cach. do R. Tapajóz) — v. ARAPARY<br />
da V ARZE A. —<br />
FAVEIRA — (R. Tapajóz) — v. ANGELIM FALSO. —<br />
FAVEIRA AMARELLA — v. FAVEIRA GRANDE do<br />
IGAPO' —<br />
FAVEIRA — (Óbidos) — P1THECOLOBIUM CORYM-<br />
BOSUM (Rich.) Benth. (Leg. mim.).<br />
FAVEIRA (Rio Tapajoz) — VATAIREA ERYTHRO-<br />
CA RPA Ducke (Leg. caesalp.) = TIPUANA ERYTHkO-<br />
CARPA Ducke.<br />
(A. g.) — HAB. - Na matta virgem da T. f. alta.<br />
" Loc. - Rio Tapajoz.<br />
Mad— Castanho, <strong>com</strong> vasos apparentes de um amareilo<br />
vivo, de grão muito grosseiro, dura e nodosa.—D = 1,10.
164 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
*<br />
FAVEIRA de EMPIGEM - (Belem, Estuário) - v.<br />
FAVEIRA GRANDE do IGAPO. —<br />
FAVEIRA BRANCA - (Rio Tapajóz) — v. VISGUEIRO<br />
(Parkia ingens.).<br />
FAVEIRA GRANDE do IGAPO — V AT AIR EA GUI-<br />
ANENSIS Aubl. (Leg. pap. dalb.). .<br />
Svx.-Fava de empigem (Belem) — Dartrier, ou Bois<br />
à dartres, da G. fr. — Faveira amareUa (Ilhas de Breves).<br />
(A. m. ou g.)—HAB.-Em todo o Estado, nas margens<br />
dos rios e nos igapós.—Muito frequente.<br />
Loc. — Gurupá — Belem -Ilhas-Almeirim —R. Xingú-<br />
M. Tapajoz — Cuminá— L. de Adauacá — E. do Amazonas.<br />
Mad. — Côr castanho claro, <strong>com</strong> estrias amarellas,<br />
para construcçAo civil, marcenaria; é resistente, mas de<br />
textura grosseira.-D = 0,80.<br />
Ind.— Por incisão da casca, obtem-se uma gomma vermelho-escuro,<br />
pouco solúvel nagua, adocicada e adstringente.<br />
Med.— As sementes piladas <strong>com</strong> banha, ou vinagre,<br />
constituem uma pomada usada para curar empigens; o<br />
succo acre do fructo emprega-se contra as ephelides.<br />
FAVEIRA do IGAPO — ( R. Tapajóz) — C RU DI A<br />
AMAZÔNICA Benth. (Legum. caesalp.).<br />
HAB.—Nas margens arenosas de alguns rios e lagos.<br />
Loc.—Almeirim — Santarém — Óbidos — B. rio Trombetas.<br />
t i p I R A do MATTO - PIT H ECO LO BIU M MUL-<br />
TIFLORUM Benth. (Leg. mim.).<br />
Loc.-Nos E. do Amazonas e do Pará—Nas varzeas<br />
dos grandes rios — Faro — Óbidos — Mte. Alegre.<br />
, r I>ara construcçAo civil, carpintaria, marcenaria<br />
e para lenha.<br />
Med. pop.— Cí^ca adstringente. — Passa por toxica (?)<br />
M \ \ w r n P S QlJENA DA T F - — CL1TORIA HOFF-<br />
MANSEGGII Benth. (Leg. pap.).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 165<br />
( A. p.)— HAB.- Nas capoeiras velhas, em terrenos argillosos.<br />
•<br />
Loc.—K. Tocantins Almeirim — Mte. Alegre —Alemquer<br />
- Faro - E. do Amazonas.<br />
FA VEIRA PEQUENA da V. — CLITO RI A AMAZO-<br />
NUM (Mart.) Benth. (Leg. pap.).<br />
(a. g.)—HAB.- Commum nas margens dos rios e lagos.<br />
Loc.— B. rio Tapajoz — B. rio Trombetas — Faro.<br />
Mad.— Castanho avermelhado, de grão regular, fácil<br />
a trabalhar.<br />
FA VEIRA de ROSCA - (Óbidos) — ENTEROLOBIUM<br />
SCHOMBURGKII Benth. (Leg. mim.).<br />
Svx. — Timbô-rana, ou Timbô da malta ou Timbauba<br />
(Belem) — Acacia fraiic, ou poiricr — ( G. fr.).<br />
( A. G.) — HAB.- Matta da T. f.-- Frequente nos solos<br />
arenosos.<br />
CAR.—Favas pequenas, enroscadas.<br />
Mad.— Castanhoclaro —dureza media, fibrosa. -- Para<br />
construcçüo civil e naval, marcenaria, dormentes. D = 0,
(<br />
190 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
FEDEGOSO - (Óbidos) — v. CRISTA dc GALLO.<br />
(Marajó).—<br />
FEIJÃO - PHASEOLUS VULGARIS L. (Leg. pap.)<br />
—De Origem sul-americana. E' o feijão <strong>com</strong>mum.<br />
PHASEOLUS LUNATUS L., ou feijão de Lima, de<br />
origem americana. _ „„„,<br />
PHASEOLUS MULTIFLORUS Willd. - Chamado<br />
vulgarmente fava; sementes brancas ou pintadas de castanho<br />
escuro.<br />
DOLICHOS e VIGNA, numerosas variedades, de origem<br />
asiatica ou sul-americana.<br />
Alim.—Cultivam-se todo o anno.<br />
FEIJÃO BRAVO — CENTROSEMA BRASILIANUM<br />
(L) Benth. (Leg. pap phas.).<br />
(Cipó) — CAR. - Rasteiro no meio das hervas, ou trepando<br />
em pequenos arbustos — Flores roxas — Muito frequente.<br />
FEIJÃOSINHO RASTEIRO — CANA VALIA ALBI-<br />
FLORA Ducke (Leg.).<br />
(a. p. voluv.) — HAB.- Na argilla vermelha, em capoeiras<br />
da T. f.<br />
Loc.-R. Tapajoz—R. Tocantins—B. R. Trombetas—<br />
Mte. Alegre.<br />
FEIJÃO BRAVO — v. OLHO de BOI FALSO. —<br />
..... FEIJÃOSINHO da matta - CALOPOGON1UM CAL-<br />
KULbuM (Benth)—Hernsl. (Legum. pap. phas.).<br />
B ---Frequente em capoeiras húmidas.<br />
(^'PO-LOC. - R. Tapajoz-Marajó-Obidos.<br />
CAR.—Mores azues.<br />
FEL da TERRA — v. CRAVINA do CAMPO. —<br />
(PterKtaT, A S P I D I U M SUBQUINQUEFIDUM «Hook<br />
CAR.-Pequeno, mas muito elegante e delicado.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 167<br />
FETO — (Belem).— ADIANTUM POLYPHYLLUM<br />
(Pteridophytas). *<br />
Loc.—Muito <strong>com</strong>mum nas mattas do Pará.<br />
FETO ARBORESCENTE — (Cabeceiras nos campos de<br />
Mariapixy) — HEMITELIA MULTIFLORA R. Br. (Pteridophytas).<br />
CAR.—Tronco de 1 m. 60 a 2 m., nas margens das cabeceiras,<br />
nos campos do Mariapixy.<br />
FETO ARBORESCENTE — (B. Amazonas — Furos de<br />
Breves) - ALSOPHILA FEROX Presl. — v. AVENCA<br />
grando.<br />
FETO GRANDE — ( Cunani ) -ACROSTICHUM AU-<br />
REUM L. (Pteridophytas).<br />
CAR.— Foliolos verdes de um lado e amarellos do outro,<br />
pontilhados de amarello escuro.<br />
FETO MACHO do PARA — ASPLENIUM SERRA-<br />
TUM L. (Pteridophytas).<br />
CAR.—Folhas muito recortadas, elegantes.<br />
FIGUEIRA COMMUM — FICUS CARICA L. (Moraceas).—<br />
Origin. da bacia do Mediterrâneo.<br />
(A. p.) — Cultivada, cresce na Amazônia, mas dá poucos<br />
fructos de qualidade inferior. Exige uma estação secca<br />
bem marcada.<br />
Meã. pop.- O látex do tronco é cáustico e usado para<br />
destruir calíos e verrugas; o fructo maduro 6 emolliente e<br />
peitoral.<br />
FIGUEIRA BRANCA —v. GAMELLEIRA BRANCA. —<br />
FIRMEZA dos HOMENS — HIBISCUS MUTABÍLIS<br />
L. (Malvaceas).— Origin. da G. fr. •<br />
«í a.) — Cultivada.<br />
Svx.— Amor dos homens.<br />
bui — O liber dá bonitas fibras para cordoaria.<br />
Med. pop.— Folhas e flores emollientes
1<br />
16S A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
Om.—Planta de jardins ; as flores, brancas de manha,<br />
sáb cor de rosa pela tarde.<br />
FLABELLO - (Marajó) - PASPALUM CHRYSO-<br />
DACTYLON Doll. (Gramíneas).<br />
(PI. h. em forma de leque).<br />
HAB.- NOS terrenos altos, arenosos.<br />
Alim. anim.— Forragem de má qualidade.<br />
FLAMBOYANT—PO IN CI AN A REGIA L. (Leg.<br />
caesalp. ).— Origin, de Madagascar.<br />
Mad — Leve. quebradiça.<br />
Om.— Magnifica arvore ornamental. Compridos cachos<br />
de flores escarlate vivo e amarello; empregadas em alamedas,<br />
mas tem o inconveniente de levantar o calçamento <strong>com</strong><br />
as raizes.<br />
FLOR d'AGUA — PISTIA STRATIOTES (Aroideas).<br />
(PI. h. aquatica).<br />
Me d. pop — As folhas são emollientes.<br />
FLOR de BEZOURO - (dos Cearenses) - C ASSIA<br />
HOFFMANSEGGII Benth. (Leg caesalp.).<br />
(a.)— Commum nos arredores de Belem e Bragança,<br />
mais raro no B. Amazonas.<br />
FLOR de CAMPA — YUCCA GLORIOSA L. (Lilia<br />
ceas ).<br />
Iiid.— As folhas dão boas fibras texteis- A pellicula<br />
que reveste as folhas é utilisada para a fabricação de flores<br />
artinciaes.<br />
Om.— As folhas largas, coriaceas, terminadas por uma<br />
ponta aguda, formam um ''bouquet" no meio do qual ergue-se<br />
uma haste <strong>com</strong> numerosas flores brancas em forma<br />
de campas viradas para baixo.<br />
FLOR de CARDEAL — IPOMAEA QUAMOCLU L.<br />
( Lonvolvulaceas ).<br />
(Cip.).<br />
OniLinda planta de adorno.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 169<br />
FLOR de CERA — H O V A C A R N O S A Rob. Br.<br />
(Asclepiadaceas) — Origin. da índia. •<br />
(Cip.).<br />
OrnFlores curiosas, para jardins.<br />
FLOR de S. JOÃO — , R. de Janeiro) — PYROSTE-<br />
GIA YENUSTA (Ker.) Baillon (Bignoniaceas). — Origin.<br />
do centro e do sul do Brasil.<br />
(Cip. grande)— Cultivado.<br />
SYX. — Cipó de S. João — Bellas (S. Paulo).<br />
CAR.—Flores tubulosas, de côr vermelho-laranja, avelludadas,<br />
em paniculas terminaes muito abundantes.<br />
Oni.— Planta ornamental vistosa, própria para caramanchões.<br />
FLOR de S. MIGUEL, de folha grande — PETRAEA<br />
INSIGXIS Sch. (Verbenaceas).<br />
(Cip.).<br />
SYX.— Viuvinha ( R. Mapuera ).<br />
Orn.— Cachos abundantes de flores côr de lilaz.<br />
FLOREXA —(Marajó)-RIENCOURTIA aff. GLO-<br />
MERATA Cass. (Compostas).<br />
(PI. h.) —HAB.- Nos montículos ou aterroadas dos terrenos<br />
altos.<br />
Alini. anini.— Forragem para cavallos.<br />
FOLHA CHEIROSA — (Amazonas) — ANTHURIUM<br />
OXYCARPUM Poepp.<br />
Ind.— As folhas seccas tem cheiro de baunilha e sAo<br />
utilizadas para perfumar o tabaco.<br />
FOLHA da FORTUNA — BRYOPHYLLUM CALY-<br />
CINUM Salisb.— ( Crassulaceas).<br />
SYX. — Folha de pirarucu.<br />
Med. pop. — Folhas sedativas.<br />
FOLHA LARGA verdadeira - (Santarém) — v. PÃO<br />
DE £RARA ( B. Amazonas ).<br />
FOLHA de LOUCO — v. LOUCO. —<br />
T»
194 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
FOLHA de OURO, ou FOLHA DOURADA — ACRODI-<br />
CLsIDIUM AUREUM Hub.( Lauraceas).<br />
( A. p. ou m.) - HAB.- Matta da 1 f.<br />
Loc.— Belem. a . . .<br />
Orn — As folhas seccas tem a face inferior sedosa, de<br />
cor castanho claro, ou amarello dourado brilhante; sào<br />
flexíveis e se prestam para trabalhos de ornamento.<br />
FOLHA de OURO - AULOMYRCIA CUPREA Berg.<br />
(Myrtaceas). . . .<br />
(A. p. ou a.) - HAB.- NOS campos e praias da regulo<br />
litoral. ,<br />
Orn.— A face inferior das folhas é cor de cobre, mas<br />
as folhas seccas são duras e quebradiças.<br />
FOLHA de PIRARUCU — v. FOLHA da FORTUNA. -<br />
FOLHA de PRATA, ou FOLHA PRATEADA — OCO-<br />
TEA ARGYROPHYLLA Ducke (Lauraceas).<br />
(A. m.) -HAB. - Nas mattas de T. f.<br />
Loc.—Belem—E. de F. de Bragança.<br />
Orn. - A face inferior das folhas é de um bonito branco<br />
prateado, sedoso — Estas folhas silo utilisadas para trabalhos<br />
de ornamento, mas tornam-se muito quebradiças.<br />
FOLHA de URUBU — PHILODENDRON LACINIA-<br />
TUM Engl. (Araceas).<br />
(Cip.).<br />
Med. pop.—As folhas seccas untadas de azeite quente<br />
applicam-se contra as nevralgias — o cosimento das folhas<br />
usa-se em banhos contra o rheumatismo.<br />
FORNO — v. UAPE (Victoria regia). —<br />
eTT r QUILHA - (Marajó) - PASPALUM PAPILLO<br />
bUM Spreng. (Gramíneas).<br />
(PI. h. de 0,25 a 0,35)-HAB. - Nos terrenos altos.<br />
Afim. anim, - Forragem bôa para cavallos.<br />
FRECHA (Sul; — v. CANNA BRAVA (Norte do Brasil).<br />
FRECHA de URUBU — (Óbidos) — GYNERIUM sp.<br />
(Gramíneas).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 171<br />
CAR. — A haste das flores nào tem consistência, não<br />
servindo para fazer frechas. •<br />
FRECHA VERDADEIRA - (do Norte) - GYNERIUM<br />
SAGITTATUM Beauv., = GYNERIUM SACCHAROI-<br />
DES H. B. K. (Gramíneas).<br />
(PI. h.- 3 a 4 m.)— HAB. - Commum no Alto Amazonas;<br />
cultivada no B. Amazonas.<br />
Ina. — A haste das flores é direita, <strong>com</strong>prida, rigida,<br />
sem nós; serve para fazer frechas.<br />
FREIJÒ — CORDIA GOELDIANA Hub. (Borraginaceas).<br />
(A. G.) — Em Baião, A. Lange observou uma arvore<br />
que media Om.85 de diam. e44m50 até os primeiros galhos,<br />
sendo 33 m. de tronco direito.<br />
Srs.—Frei Jorge — Jennie wood (Ingl.).<br />
Loc.—Região de Bragança — Volta do Xingu.<br />
CAR.—Notável pelas intlorescencias muito densas, de<br />
flores alvas, bastante grandes e duradouras.<br />
Mad.— Excellente qualidade, côr parda, dureza media,<br />
trabalhando-se bem: procurada para tanoaria — carpintaria,<br />
marcenaria.— D = 0,65.<br />
FRUCTA de ANNEL — (Capoeiras de Óbidos)-PSEU-<br />
DIMA FRUTESCENS (Aubl.) Rad. (Sapindaceas).<br />
CAR. - Arvore pequena, não ramificada, esguia, <strong>com</strong><br />
folhas e inflorescencia no ápice do tronco.<br />
FRUCTA de CONDE — v. CORAÇÃO de BOI - ANONA<br />
RETICULATA L. (Anonaceas) Origin. das Antilhas.—<br />
Cultivada na Amazônia.<br />
' FRUCTA de COTIA — CARPOTROCHE LONGIFO-<br />
LIA Benth. (Flacourtiaceas)<br />
Svx.— Cacaoillo (Peru ).<br />
(A. m.) —Loc.- R. Autaz — B. Amazonas—A. Amazonas.<br />
Med. pop.— O frueto é uma baga*do tamanho de uma<br />
laranja contendo grande numero de sementes oleaginosas;<br />
o oleo (50 a 70 %) é espesso, amarello, de cheiro especial,<br />
sabor particular; contem Carpotrochina (Th. Peckolt);
172<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
insecticida e parasiticida. - Poderá talvez ser empregado<br />
no Tratamento da morphéa <strong>com</strong>o substituto do oleo de Chaulmogra.<br />
FRUCTA de JABOTY —í Óbidos) - EUGENIA<br />
(Mvrtaceas).<br />
7A.')— HAB.- NOS logares arenosos.<br />
4Uiti.— Fructos vermelhos, <strong>com</strong>estíveis, mas insípidos.<br />
FRUCTA de PÃO (de massa) — ARTOCARPUS IN-<br />
CISA L. (Artocarpeas), var. AP Y R EN A.- Origin. de<br />
Java e Sumatra.<br />
( A. m. ). .<br />
Ind—O liber da casca dá uma sorte de tecido (depois<br />
de batido ).<br />
Ali m.—Fructo globòso, de 15 a 20 cm. de diam.. verde,<br />
eriçado de pequenas asperidades, pesando de 1 a 2 kilos;<br />
contem polpa esponjosa, farinacea, antes de madura; se<br />
<strong>com</strong>e assada ou torrada em fatias e tem gosto de pão <strong>com</strong><br />
alcachofre. Depois de madura, a massa torna-se aromatica<br />
e assucarada, sendo menos apreciada.<br />
FRUCTA de PAO (de castanhas) — ARTOCARPUS<br />
INCISA L. ( Artocarpeas ).<br />
///
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 173<br />
FRUCTEIRA de BURRO —CAPPARIS PULCHER-<br />
RIMA .lacq. ( Capparidaceas). •<br />
Meei.— Fructos e sementes venenosos (?).<br />
Oni.— Planta ornamental pelas suas lindas flores.<br />
FUMO de ANGOLA — v. LIAMBA. —<br />
FUNCHO — ANETUM FUNICULUM L. (Umbelliferas).—<br />
Origin. da Europa.<br />
Alim.— As folhas são, ás vezes, empregadas <strong>com</strong>o condimento.<br />
Mcd.— Fructos aromaticos.<br />
«d
174 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___
GAILLARDA — GAILLARDA PICTA (Compostas) -<br />
Origin. da America boreal.<br />
Otn.- Flor para jardins.<br />
GAIVOTIXHA — (R. Tapajóz) - CROTON NERYO-<br />
SUS Klotzsch (Euphorbiaceas ).<br />
GAMELLEIRA BRANCA — FICUS D O LI A RIA<br />
Mart. (Moraceas).<br />
Encontra-se no centro e no sul do Brasil, mas não na<br />
Amazônia onde a Caxinguba é, algumas vezes, confundida<br />
<strong>com</strong> ella.<br />
pohy (em L. g.). ... f<br />
Mad. — Branco-amarellado, porosa ; utilisa-sd para forros,<br />
caixoteria, gamellas...<br />
Med.— O succo leitoso é drástico e vermífugo, especifico<br />
contra a hypoemia intertropical e ankilostomiase; o<br />
principio activo é um alcalóide, a Doliarina (Ih. e W.<br />
Peckolt ).<br />
GAMELLEIRA (dos Cearenses) — v. CAXINGUBA. —<br />
^ GAMELLEIRA de VENENO — FICUS ATROX Mart.<br />
( Mo*raceas ).<br />
( A. ).<br />
SYN. — Taemagh.
c<br />
176 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Med. - Toxico; citada <strong>com</strong>o entrando na <strong>com</strong>posição<br />
do curare<br />
GAPÜI CIPO — ( R Tapajóz ) - M A R T1N E L L A<br />
OBOVATA (H. B. K.) B. e S. ( Bignoniaceas).<br />
SYN.- Guapui. .<br />
(a.) — HAB.- Nas baixadas da 1. L<br />
O sueco da raiz é utilisado nas conjunctivites catar-<br />
rhaes.<br />
GENCIANA do BRASIL - C O U T O U B E A SPICATA<br />
Aubl. (Gencianaceas).<br />
SYN — Rais amargoso.<br />
(a. p. LM.) HAB.- Em toda a Amazônia.<br />
CAR.— Flores brancas.<br />
Med. pop.— Toda a planta é muito amargosa; bom<br />
emmenagogo, tônica, febrífuga e anthelmintica.<br />
GENERAL — GARDÊNIA FLORIDA L. (Rubiaceas).<br />
— Origin. da China.<br />
0/7/.— Flores brancas, perfumadas.<br />
GENIPAPIM — v. GENIPAPO do CAMPO. —<br />
GENIPAPO — GENIPA AMERICANA L. (Rubiaceas).<br />
(A. m.)— Indígena, nos terrenos argillosos de varzea.<br />
— Cultivado.<br />
Mad.— Boa madeira branca, de grão fino, fácil a<br />
trabalhar <strong>com</strong> faca quando verde; própria para esculptura,<br />
torno, coronhas de espingardas.— D = 0,80.<br />
Ind.— A casca e os fructos verdes contêm uma matéria<br />
corante azul escuro ou violeta <strong>com</strong> que os índios pintam<br />
a pelle e tingem tecidos.<br />
A casca 6 adstringente, encontrando-se nella 0,75°/o<br />
de taninos (E. Serfaty — M. C. P.— 1929).<br />
Alim — Fructo redondo, um pouco alongado, de 10 a<br />
12 cm., côr pardo-amarellado, poeirento ; polpa esponjosa,<br />
acre e doce, succulenta — <strong>com</strong>estível em <strong>com</strong>potas, sorvetes;<br />
<strong>com</strong> elle preparam-se vinho, licor e refresco.<br />
Med. pop.—O fructo ú refrigerante; maduro, é usado<br />
cm limonadas contra a enterite chronica. Raiz purgativa.<br />
As folhas são ricas em mannita (Peckolt-1896).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 201<br />
GENIPAPO do CAMPO — (campos de Santarém* do<br />
Ariramba. etc.)- TOCO VEN A FORMOS A (Cham.)<br />
Schum. (Rubiaceas).<br />
(a.) — HAB.- NOS campos altos.<br />
Alini.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, de sabor <strong>com</strong>paravel cá<br />
do piiruy ( Alibertia ).<br />
Or//.—Flores bonitas.<br />
GENIPAPO ROSA - ( R. Tapajóz ) - PALICOURE A<br />
CORYMBIFERA (Mueller) Standley (Rubiaceas).<br />
GENIPARANA — GUSTAVIA AUGUSTA L. (Lecythidaceas).<br />
SYN. — Genipaporana — Pão fedorento — Janiparindiba<br />
— Bois puant ( G. fr.<br />
(A. p.).— HAB.- NOS igapós.<br />
CAR.— Flor grande, branca e rósea, bonita.<br />
Mad.— Branca, flexível; exhala um cheiro fétido quando<br />
húmida e queimada.— Própria para marcenaria, ornamentação,<br />
bengalas.<br />
In d.— Casca tannifera.<br />
Med. pop. — Raiz acre, amargosa, aromatica e laxativa.—<br />
Fructos emeticos.— Folhas descongestionantes e resolutivas.—<br />
Utilisado contra a icterícia (folhas em cataplasmas<br />
sobre o fígado).<br />
GENIPARANA da MATTA — G U S T A VI A PTE RO-<br />
ÇAR PA Poct. (Lecythidaceas).<br />
í A. p. >— Loc.- "Óbidos.<br />
Mesmas applicações <strong>com</strong>o a Guslavia augusta.<br />
GENIPARANA da T. F. - ESCHWEILERA CARRII<br />
Standl. ( Lecythidaceas).<br />
HAB. — Na terra firme.<br />
(A. m.) —Loc.- Boa Vista (R. Tapajóz).<br />
GERATACÀ — v. MANACÁ. —<br />
GERGELIM — SESAMUM INDIGUM DC. (Pedaliaceas^.—Origin.<br />
da Índia.<br />
(a. p.) — SYN - Sésamo.<br />
Alini - As sementes contem 44 a 52 °/o de oleo <strong>com</strong>estível<br />
que rança diflicilmente, excellente, também, para a
178<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
saboaria e a illuminação.—Com a farinha das sementes<br />
torfadas preparam-se diversos bolos.<br />
GERVÃO— STACHYTARPHETA JAMAICENSIS<br />
Vahl. (Verbenaceas).<br />
(a. p.).<br />
SYN.— Hervão. .<br />
Jíed. pop.— As folhas silo sudoríficas e estimulantes;<br />
o chá substitue o da índia e usa-se em casos de hepatite<br />
chronica. Externamente, as folhas applicam-se nas contusões<br />
e são cicatrizantes.<br />
GERVÃO verdadeiro — STACHYTARPHA CA1EN-<br />
NENSIS Cham. (Verbenaceas).<br />
(a. p.—Om. 70).<br />
Ind.— Dá uma tinta preta.<br />
Med. pop.— Sudorífico, diurético, febrífugo, tonico e<br />
estimulante. Dá bons resultados contra as pyrexias, mesmo<br />
na febre amarella.<br />
GINGIBRE — v. MANGAR ATA IA. —<br />
GINJA — EUGENIA sp (Myrtaceas).<br />
(A. p.) - Loc.- R. Trombetas — Belem (cultivada).<br />
Alini.— Fructos vermelhos bonitos mas pouco saborosos.<br />
GINJA - PHYLLANTHUS<br />
(Euphorbiaceas ).<br />
Alim.— Fructo muito adstringente, bom para doce em<br />
calda.<br />
m, w C A - (B - Amazonas) - E N T A D A P O L Y-<br />
PHYLLA Benth. (Leg. mim.).<br />
SYN.— Gipioca.<br />
(Cip. g.) — HAB.- Em terrenos de varzea, nas margens<br />
do Amazonas.<br />
Loc.— Estuário — Prainha — Santarém — Óbidos -<br />
Manaos.<br />
Med. pop.— A raiz espuma <strong>com</strong> a agua (saponina),<br />
sendo usada para lavar a cabeça, contra a caspa.<br />
GIPOUBA (Óbidos) — v. MANOPE da PRAIA. —
179<br />
GIPY — SIDEROXYLON sp<br />
(Sapotaceas ). •<br />
(A. M.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Mad'.— Branco-amarellado, de grão fino. dureza media,<br />
trabalhando-se bem; para carpintaria. D = 0,50.<br />
GIPY VERMELHO — SIDEROXYLON<br />
( Sapotaceas).<br />
GIPY do IGAPÓ — SIDEROXYLON<br />
( Sapotaceas ).<br />
GIRASOL — HELIANTHUS ANNUUS L. (Compostas).—Orig.<br />
da Amer, do Norte.<br />
(PI. h.—até 2-3 m. ) — Sv.w- Soleil (Fr.) Sim/lower<br />
( Ingl. ).<br />
bld.— O oleo é siccativo e pode substituir o oleo de<br />
linhaça na preparação dos vernizes e das tintas.<br />
Ali m.— As sementes contêm 26 a 28 %> de oleo <strong>com</strong>estível.<br />
Ont.—A fiôr pode alcançar até 30 cm. de diâmetro.<br />
GIRASOL do campo — ( R. Tapajóz) - ZECMENIA<br />
R U DIS Baker ( Compostas ).<br />
GIRIMU — v. JURUMU. —<br />
GITÒ — v. JATUAUBA BRANCA. —<br />
GOGO de GUARIBA — MOÜTABEA CHODATIANA<br />
Hub. (Polygalaceas). _<br />
e MOUTABEA ANGUSTIFOLIA Hub. < Polygalaceas<br />
).<br />
(O nome vulgar de "gogo de guariba" é dado a todas<br />
as especies de Moutabea).<br />
(Cip.)— Locv- Ilhas de Breves, etc.<br />
Alii/i.— Fructo <strong>com</strong>estível.<br />
GOLPHO - NYMPHAEA RUDÇEANA G. F. W.<br />
Mey^r. ( Nympheaceas ).<br />
(PI. h.)—Planta aquatica.<br />
SYN.— Lyrio da agua - Agua pé - Aguapé da meia<br />
noite.
(<br />
180 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Med. pop.— Toda a planta é usada em banhos contra<br />
os ftccessôs de hemorrhoides; o succo da raiz em injecções<br />
contra a blennorrhagia — Em cataplasmas contra ulceras<br />
chronicas.<br />
GOMAVEL — v. GONÇALO ALVES. —<br />
GONÇALO ALVES - (Óbidos, Faro) - ASTRONIUM<br />
FRAXINIFOLIUM Schott. (Anacardiaceas).<br />
SYX — Gomavel — Pão Gonçalo — Aroeira ( Mte. Alegre<br />
)_ fejuira (Mte. Alegre) — Bois de zèbre (G. fr.).<br />
(A. m. ou g.)—HAB- Matta um tanto secca da T. f.,<br />
quasi sempre perto de campos altos.<br />
Loc.— R. Xingu — Mte. Alegre — Faro — Almeirim —<br />
Óbidos — Macapá.<br />
Mad.—Linda madeira, de côr parda avermelhada <strong>com</strong><br />
estrias e fitas quasi pretas; para marcenaria fina. D = 1,00.<br />
Ind.— Casca rica em tannino.<br />
Med. pop.— Fructos pequenos ricos em oleo cáustico<br />
usado contra callos, dores de dentes.<br />
GONÇALO ALVES — (Marajó) — v. PAO de ARARA<br />
(Salvertia convallariodora).<br />
GOYABA (le ANTA — v. ARAÇA de ANTA. — BELLU-<br />
CIA IMPERIAL1S Seld. e Cogn. e especies aflins. (Melastomaceas).<br />
GOYABARANA — (Óbidos) - MOURIRIA sp<br />
(Melastomaceas).<br />
(A. m.).<br />
Mad.— Branca, dura e <strong>com</strong>pacta.<br />
Med — Casca adstringente.<br />
GOYABARANA — v. PAO MULATO. —<br />
GOYABARANA - (?) PSIDIUM ACUTANGULUM<br />
Mart. (Myrtaceas).<br />
í A.).<br />
SYN.- Araçd piranga — Araçandeua.<br />
i.oc.— K. Negro.<br />
Mad. - Bonita madeira vermelhoclaro, <strong>com</strong> veias castanho,<br />
para marcenaria de luxo.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 181<br />
GOYABEIRA — PSIDIUM GUAYAVA ( L.) Raddi<br />
( Myrtaceas). • ,<br />
( A. p. ) — CAR.- Cresce rapidamente, dando desde o<br />
segundo ou terceiro anno, fructos abundantes, da grossura<br />
de um limão, amarellos.<br />
Duas variedades: Goiaba maçã, <strong>com</strong> polpa encarnada<br />
(fructos em grupos de 2-3).<br />
e Goiaba pera, <strong>com</strong> polpa branca<br />
ou rosada (fructos isolados).<br />
Ind.— A casca da goiabeira />.— A casca, os brotos e as folhas são aproveitados<br />
contra a dysenteria, a cholerina, as hemoptyses e<br />
a diarrhea das creanças.<br />
GOYABEIRA PRETA — AM AIOUA GUIANENSIS<br />
Aubl. ( Rubiaceas >.<br />
(a.—de 1 m 20-1 m80).<br />
SVN.— Amaiúa.— Graine à talou (G. fr.).<br />
Alini.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, sem grande valor.<br />
GOYABIXHA — branca, vermelha e amarella. — ?<br />
(A. g.)— HAB.- Logares alagadiços.<br />
Loc. — Abundante em todo o E. do Amazonas.<br />
Mad — Boa, parecida <strong>com</strong> a itauba. mas menos durável.<br />
Ind. - Os indígenas preferem esta madeira para fazer<br />
suas pequenas canoas porque torna-se muito flexível <strong>com</strong> o<br />
calor do fogo.<br />
GRAMA — (Marajó) — v. CAPIM de BURRO. —<br />
GRAMA — (Belem) — v. CALANDRINI. —<br />
GRAMA-ASSÚ - ( Marajó) - IÍEMIARTHRIA FAS-<br />
CICÜLATA Kunth. (Gramíneas).<br />
(PI. h.)— Cresce a lm. de altura.<br />
Alitn. anim.— Forragem.<br />
0<br />
»
182 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
GRÃO de PORCO -TABERNAEMONTANA<br />
var. especies. ( Apocvnaceas).<br />
Ssx.-Tàberné (G. fr.).<br />
( \ P ) _ CAR.- Toda a planta dá succo leitoso, branco.<br />
GRAVATA <strong>com</strong>mum — v. GRAVATA de GANCHOS. -<br />
GRAVATA de GANCHOS — BROMELIA K A R ATAS<br />
L. ( Bromcliaceas).<br />
SYN.— Cento-pcs — Banana dc raposa ( bui) — Silk<br />
S ( Pi" h! i— CAR.- Quasi acaule; folhas de 2m50/0m05.<br />
coriaceas, bordadas de fortes espinhas, <strong>com</strong> ponta recurvada,<br />
terminadas por uma longa ponta aguda. Mores dispostas<br />
em paniculas de lm. de altura, roxas ç brancas;<br />
frueto: baga amarella, ovoide, ás vezes <strong>com</strong>primida.<br />
Ind — Das folhas extrahem se fibras fortes e sedosas.<br />
GRAVATA BRAVO — ?<br />
(Bromeliaceas).<br />
Planta epiphyta.— CAR.- Folhas verdes, manchadas de<br />
vermelho, formando bainha.<br />
Ind.— As folhas dão, por maceração e battagem, fibras<br />
muito fortes.<br />
Med. pop — Os fruetos são considerados <strong>com</strong>o peitoraes.<br />
GRAVIOLA —v. JACA (Pará).<br />
GROSELHA — PHYLLANTHUS DISTICHUS Muell.<br />
Arg. (Euphorbiaceas).— Origin. da Malasia.<br />
(a.).<br />
/Vim. - Frueto redondo, da grossura de uma uva, <strong>com</strong><br />
3 ou 4 saliências longitudinaes, de cor verde-claro, muito<br />
acido, mas delicioso em <strong>com</strong>potas.<br />
GRUMIXAMA — STENOCALYX BRASILIENSIS<br />
Berg (Myrtaceas).-Origin. do Sul do Brasil.<br />
(A. p.).<br />
Al' 1-<br />
escuro ALim.—Frueto,: baga de côr roxo-escuro ou carmesim-<br />
gente. o, polpa macia, doce, um pouco acidulada e a^trin-<br />
GUACO — v. CIPÓ CATINGA. —<br />
1
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 183<br />
GUADUA — v. TABOCA. —<br />
GUADUA-MORIM — v. TABOCA. —<br />
GUAJARA — (Faro-Solimões) — v. SORVA do PERU. —<br />
GUAJARÁ = U A JARÀ = AJA RA.—<br />
GUAJAR.i — v. ABIURANA GRANDE. — (Belem) — LU-<br />
CUMA DISSEPALA (Krause) Ducke (Sapotaceas).<br />
GUAJARÁ BRANCO — C H R Y S O P H Y L L U M SE-<br />
RICEUM A. DC. (Sapotaceas).<br />
( A. m.) — Matta da V.<br />
Loc. - Cacaoal Imperial, de Óbidos.<br />
Mad.— Branco-amarellado, fendcndo-se facilmente.—<br />
D = 0,90.— Pode ser utilisada para pasta de cellulosa; <strong>com</strong>primento<br />
das fibras— 1,38 —diam. 0,016 1- = 1/66. ( A.<br />
Bastos.- M. C. P.).<br />
GUAJARÁ CARAMURY — v. CARAMURY. —<br />
GUAJARA-POCA — ?<br />
GUAJARÁ PRETO — CHRYSOPHYLLUM<br />
(Sapotaceas).<br />
(A. da T. f.).<br />
Mad — Castanho-avermelhado-pardo; para construcçfio<br />
civil. Não resiste na terra.— D = 1,11.<br />
GUAJARÁ TUIRA — ?<br />
GUAJARÁ VERMELHO — CHRYSOPHYLLUM<br />
(Sapotaceas ).<br />
( A. m.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Mad— Branco-avermelhado, virando ao castanho claro.<br />
D = 0.97.<br />
GUAJURU — CHRYSOBALANU§ ICACO L. (Rosaceí^<br />
).<br />
(A. m.). _<br />
SYN.— Guagerú — Uajurú - Ajurú — Pnine-coton, ou<br />
priinc de 1'anse (G. fr.).
184<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Tnd __ ,\s amêndoas são oleaginosas. A casca é empregada<br />
para tingir os fios das redes de pescar e tornal-os<br />
mais resistentes. .<br />
Alim — Os fructos bem maduros sao <strong>com</strong>estíveis e<br />
saborosos mas adstringentes; servem para fazer doces (polpa<br />
DOUCO abundante). ,<br />
Med.— As folhas, as ilores e a casca sao adstringentes.<br />
GUANANDI — v. JACAREUBA —<br />
GUANDU — CA.IANUS INDICUS Spreng. (Legum.<br />
pap.) Origin. da índia.<br />
(a.—até 3m.)—2 var.: Com flores amarellas e bicolor,<br />
<strong>com</strong> flores amarellas e vermelhas.<br />
Sv.\.— Ervilha de Angola — Cuandií — Coandú Inibrevadc,<br />
de Madagascar — Pigeon-pea < Ingl.) —<br />
Alitn.- Fructos abundantes, parecendo ervilhas; as sementes<br />
ainda verdes são tenras e de gosto agradavel; uma<br />
vez maduras, parecem-se <strong>com</strong> lentilhas.<br />
Med. pop— Folhas adstringentes; o cozimento é usado<br />
em bochechos e gargarejos para curar as dores de dentes,<br />
a frouxidão das gengivas e as anginas.<br />
GUAPIRÁ — v. CIRIUBA. —<br />
GUAPUI, ou GUAPOI — v. GAMELLEIRA BRANCA. -<br />
GUARANA — PAULLINIA CUPANA H. B. K., = P.<br />
SORBILIS Mart. (Sapindaceas).<br />
(Arbusto sarmentoso) -CAR.- Fructos encarnados, em<br />
cachos.<br />
Loc. - Cultivado em Mauhés - R. Tapajoz - R. Acará<br />
— Belem — Itacoatiara.<br />
Med.— As sementes maceradas nagua para separar o<br />
anilo polposo. lavadas, deseccadas, torradas, trituradas num<br />
pilão e redusidas a pó, misturadas, ou não, <strong>com</strong> cacáo ou<br />
<strong>com</strong> mandioca, e <strong>com</strong> agua, servem a preparar pães, ou<br />
bastões, que constituem o guaraná do <strong>com</strong>mercio.<br />
O guaraná é# refrigerante, reconstituinte, tonico, calmante<br />
para o coração; <strong>com</strong>bate a artcrio-sclerose; é r^<strong>com</strong>mendado<br />
contra a diarrhea e a dvsenteria. contra as nevralgias<br />
e a enxaqueca.- E' um estimulante notável, eflicaz<br />
contra a fraqueza geral proveniente da idade; passa por
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 185<br />
ser leve aphrodisiaco.—Contem um único alcalóide: a cafeína<br />
(4,8%>).- Para o uso, os piles são reduzidos a »pó<br />
que se mistura <strong>com</strong> agua e assucar (4 — 6 gr. de pó num<br />
copo dagua).<br />
Semeado, o guaranáseiro <strong>com</strong>eça a produzir no terceiro<br />
anno, dando em media, no quinto anno, 3 ks. de fructos<br />
por pé.—Floresce em agosto - setembro; os fructos estão<br />
maduros em novembro - dezembro.<br />
GUARARIBA — QUARARIBEA GUIANENSIS Aubi.<br />
(Bombaceas).<br />
HAB.—Nas margens dos rios.<br />
(A. p.) — Loc.- Pará e Amazonas.<br />
CAR.—Flores grandes, brancas.<br />
Mad.— Madeira branca, leve, para bóias, gamellas.<br />
Ind. — A casca dá uma envira.<br />
GUARE — v. GITÒ. —<br />
GUARIUBA — CLARIS1A RACEMOSA R. e Pav.<br />
(Moraceas).<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da V. alta.— Em toda a Amazônia,<br />
em solo silicoargilloso, ou argilloso. Também se encontra<br />
nos arredores do Rio de Janeiro <strong>com</strong> o nome de<br />
oiticica.<br />
CAR.— Casca interior e raizes vermelho vivo — látex<br />
branco muito abundante. Fructos vermelhos.—As raizes, cobertas<br />
de lenticellas, extendem se a grande distancia á flôr<br />
da terra.<br />
Mad.— Amarello-castanho-claro, ondeada, <strong>com</strong>pacta;<br />
conserva-se menos do que a itauba mas é preferida pelos<br />
índios para fazer pequenas canoas porque trabalha-se <strong>com</strong><br />
facilidade no fogo. D = 0,70.<br />
GUARUMÁ — v. ARUiMA. —<br />
GUAXINGUBA — v. CAXINGUBA. —
186<br />
A AMAZONIA BRASI<br />
•
H<br />
HERVA ANDORINHA — EUPHORBIA PILULIFERA<br />
L. ( Euphorbiaceas).<br />
Svx.— H erva de Si a. Luzia.<br />
Med. pop.— O succo e o decocto empregam-se nas<br />
doenças dos olhos.— A decocção é util no tratamento da<br />
asthma.<br />
IIERVA de BICIIO — POLYGONUM ACRE H. B. K.<br />
( Polygonaceas ).<br />
Svx.— Cataya — Acataya — Pimenta d'agi m.<br />
Med. pop.— O succo é acre, vermicida.— As folhas e<br />
o caule são estimulantes e diuréticos, úteis nas moléstias<br />
das vias urinarias; empregam-se em clysteres e banhos contra<br />
as hemorrhoidas.— O succo usa-se em clysteres em caso<br />
de febres perniciosas e congestões cerebraes; é um excitante<br />
geral.—Emmenagoga e abortiva de primeira ordem.<br />
HERVA de CHUMBO — CASSYTHA AMERICANA<br />
Nees. ( Lauraceas ).<br />
(Cipó rasteiro)—HaB.- Nos campos de T. f. arenosos.<br />
( Ariramba — Faro ).<br />
CAR.—Estende seus caules filiformes, <strong>com</strong>pridos, amarellos,<br />
sobre as outras plantas.<br />
Med. pop.— A infusão é tónica e passa por provocar<br />
a expulsão dos cálculos biliares.<br />
HERVA CIDREIRA — (Marajó) —LAN T A N A CA-<br />
NESCENS H. B. K. ( Yerbenaceas ).
188<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Med. pop.— Antispasmodica, estomachica, aromatica e<br />
emmenagoga.<br />
HERVA CIDREIRA BRAVA — (Marajó) - LIPPIA BE-<br />
TULAEFOLIA H. B. K. (Verbenaceas).<br />
HERVA CIDREIRA do CAMPO — (Marajó ) — LIPPIA<br />
GEMINATA H. B. K. (Verbenaceas).<br />
SYN.— Salva do Brasil.<br />
CAR.— Cheiro de Melissa.—Cresce até lm. de altura.<br />
Med.— Antispasmodica, estomachica, aromatica, emmenagoga<br />
e peitoral.<br />
HERVA CIDREIRA dos CAMPOS — (R. Tocantins,<br />
Almeirim) — SIPARUNA (CITRIOSMA) CAMPORUM<br />
Tui. (Monimiaceas).<br />
Med. pop.— Excitante, estomachica, antispasmodica e<br />
carminativa.<br />
HERVA CIDREIRA verdadeira — MELISSA OFFICI-<br />
NALIS L. (Labiadas). Origin. da região mediterrânea.<br />
Cultivada nos jardins.<br />
SYN. — Mdisse < Fr.).<br />
Med — Aromatica, excitante e antispasmodica; emmenagoga;<br />
usada nas digestões difficeis e nas affecções nervosas.<br />
HERVA do DIABO — v. LOUCO.—<br />
HERVA DOCE—PIMPINELLA AXISUM L. (1'mbelhferas).—Origin.<br />
da Africa.<br />
Med.— Chá contra as perturbações gastricas.<br />
Alim.— Utilisada (as sementes) na culinaria e confeitaria.<br />
HERVA de EMPIGEM — v. JUPICAHY.—<br />
"ERVA GROSSA - ELEPHANTOPUS SCABER L.<br />
var. TOMENTOSUS Schultz (Compostas).<br />
bYN.—Suasstecaá — Sussuaia - Jlei va collesio -Suçitaia<br />
— Língua de vacca. •<br />
(a. de Om.60 a 0M.80)-H.\B.- Commurn nos terrenos<br />
abandonados.<br />
Alim. anim.— Pastagem para cabras.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
Med. pop.-Passa por curar a elephantiasis.-Folhas<br />
emollientes. rcsolutivas e sudoríficas — raiz adstringente,<br />
amarga, febrífuga.<br />
HERVA de GUINE — v. MUCURA-CAA.—<br />
HERVA dos FERIDOS - CANNA GLAUCA L. (Cannaceas<br />
).<br />
SYN.— Inibi ri — Aibar d — Coquilho (Marajó).<br />
(PI. h. de lm. a lm.30) — CAR.- Folhas invaginantes,<br />
de 50cm./13cm.; flores amarellas.<br />
Alini. anim — As sementes são alimento dos palmipedes<br />
silvestres.— Rhizomas <strong>com</strong>estíveis; delles extrahe-se<br />
fécula.<br />
Med. pop.— As folhas frescas applicam-se sobre as feridas,<br />
as ulceras, as queimaduras, os logares vesicados.—A<br />
raiz ( rhizoma) é diurética e aromatica.<br />
Oru. — Muito ornamental, cultivada nos jardins (numerosas<br />
variedades).<br />
HERVA de JABOTY — PEPEROMIA sp<br />
( Piperaceas).<br />
Espontanea, nos jardins.<br />
Alim.— As folhas <strong>com</strong>em-se, em salada.<br />
HERVA de LAGARTO — TOURNEFORTIA LAEVI-<br />
GA T A Lam. (Borraginaceas).<br />
Med. pop.—O cozimento das folhas e da raiz é usada<br />
contra as nydropisias e a syphiiis.<br />
HERVA LOMBRIGUEIRA — v. ARAPABACA.—<br />
HERVA MIJONA — (Aveiros ) — MICROTEA<br />
(Phvtolacaceas).<br />
Med. pop.— Contra a retençüo de urinas.<br />
HERVA MOURA — SOLANUM NIGRUM L<br />
( Solanaceas ). — Origin. da Europa. —Subespontanea.<br />
SYN— Pimenta de gallinhãs—Pimenta de cachorro-<br />
Pimenta de rato — Aguaraqnyia — Carachichú.<br />
HAB.—Encontra-se perto das habitações.<br />
Med. pop. - Sedativa, narcótica, toxica em dose elevada<br />
(Convulsões, paralysia e morte); perde as propriedades<br />
189
f<br />
190 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
toxicas depois de cozida.- Folhas em cozimento e banhos<br />
contra as dores rheumaticas.- Fructo vermelho, preto quando<br />
maduro, venenoso; produz dilatação da pupila.<br />
• li KR VA de PASSARINHO - ORYCTANTHUS RUFI-<br />
CAULIS Eichl. (Loranthaceas).<br />
CAR.— Como as outras "hervas de passarinho , arbustos<br />
parasitas.— Pertencem quasi todas a fam. das Loranthaceas<br />
e têm. mais ou menos, as mesmas propriedades.<br />
Ind. - Dos fructos tira-se um visgo e mesmo um pouco<br />
de borracha ( Labrov ).<br />
Med. pof). - As folhas são um resolvente energico (Orchitas,<br />
tumores diversos).<br />
HERVA de PASSARINHO amarella — PHORADEX-<br />
DROX PLATYCAULON Eichl. (Loranthaceas).<br />
HERVA de PASSARINHO—PHO RA DEN D RON TU-<br />
NAEFORME (DC.) Eichl. (Loranthaceas).<br />
Loc.— Rio Mapuera.<br />
Med. pop.— As folhas são úteis nos defluxos e nos<br />
pleurizes.<br />
HERVA de PASSARINHO — ( Campos de Marajó) —<br />
PHORADENDRON CORIACEUM Mart. (Loranthaceas).<br />
CAR.—Parasita do mangue.<br />
HERVA de PASSARINHO—STRUTANTHUS FLE-<br />
XICAULIS M. (Loranthaceas).<br />
Ind.— As folhas servem para cortume.<br />
Med. pop.—As folhas são anti-leucorrheicas--usadas<br />
contra bronchites, hemoptvses (o cozimento).<br />
. „ „ P ^ PASSARINHO encarnada — PS ITT ACA X-<br />
IHUS BIIERNATUS Blume. (Loranthaceas).<br />
1 arasita das arvores do campo.<br />
i>PMu^r Vi » d í. P ^ SSARINII °-- PHTHIRUSA THEO-<br />
BROMAE Baill. ( Loranthaceas).<br />
Parasita dos cscaueiros.<br />
borracha" f, uctos contem uma pequena quantidade de<br />
. . Med. pop.- Flôres e folhas vulnerarias e anti-hemop-<br />
CclS.
Castanheira sapucaia (Lecythis paraensis)
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 191<br />
HERVA PIPI — v. MUCURACAA.—<br />
HERVA PICÃO — BIDENS P1LOSUS L. (Compostas).<br />
SYN.—Carrapicho de duas pontas.— Ctiambít.<br />
CAR.-O fructo É preto, <strong>com</strong> 2-4 arestas amarellas,<br />
recurvadas; adherente á roupa.<br />
Med. pop.— Estimulante, antjscorbutica e anti-leucorrheica.—<br />
Re<strong>com</strong>mcndado contra a icterícia e o diabetes, nas<br />
inflammaçôes da garganta.<br />
11 ERVA de RATO — PALICOUREAGUIANENSIS<br />
Aubl. (Rubiaceas).<br />
PALICOUREA MARCGRAVII St. Hil. (Rubiaceas)<br />
e outras especies do mesmo genero.<br />
(a. de 2M. a 2M.Õ0).— HAB.- Nas orlas da matta grande<br />
de T. f.— Fruetos e sementes venenosos; perigosos para o<br />
gado.<br />
CAR.—Folhas grandes, ovaes, inteiras, de 30 cm. 12 cm.<br />
— Flores vistosas, amarellas, vermelhas ou róseas, de cheiro<br />
suave, em grandes paniculas terminaes.<br />
IIERVA de RATO — PSYCHOTRIA NOXIA A. St.<br />
Hil., = URAGOGA NOXIA Baill. (Rubiaceas).<br />
SYN. — Tangaraca.<br />
FYuctos e sementes venenosos. — Misturados <strong>com</strong> toucinho<br />
servem para matar ratos.<br />
HERVA SAGRADA— v. CAMARA.—<br />
HERVA de S. CAETANO— MOMORDICA CHARAN-<br />
TIA L. ( Cucurbitaceas ). - Origin. da índia.<br />
SYN. — Melão de S. Caetano.<br />
(Cipó herbáceo)—HAB.- Muito <strong>com</strong>mum em terrenos<br />
abandonados.<br />
CAR.— Cheiro desagradavel.<br />
Ind.— As folhas clareiam a roupa e tiram nodoas.<br />
Med. pop — As folhas e os fruetos são vermífugos e<br />
úteis na cura do gogo das aves domesticas.— O succo misturado<br />
<strong>com</strong> oleo de amêndoas doces é usado contra as<br />
queimaduras — A infusão das folhas 6 «útil nas leucorrheas<br />
e menstruação a<strong>com</strong>panhadas de cólicas.-O succo das folhas<br />
é ainda aconselhado contra a sarna.<br />
Alim — Os fruetos novos são <strong>com</strong>estíveis, crus (salada)
192 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
ou cozidos, depois de desembaraçados das sementes e escaldados<br />
para tirar a amargura.<br />
HERVA de S. JOÃO — (Marajó) — AGERATUM CO-<br />
NIZOIDES L. (Compostas).<br />
(PI. h.— até lm.).<br />
SVN.— Mcntrasto - Catinga de bode.<br />
Med. pop.— Tônica; preconisada contra o beribéri (alcoolatura<br />
em fricções) e o rheumatismo.— Estimulante, em<br />
banhos. A infusão nas cólicas e diarrheas.—Amarga e aromatica;<br />
util nas febres malignas.— Excellente contra o catarrho<br />
da bexiga.<br />
HERVA de SANTA LUZIA — EUPHORBIA BRASI-<br />
LIENSIS Lam. ( Euphorbiaceas).<br />
Svx.— Herva andorinha.<br />
HAB.—Nos logares húmidos.<br />
Med. pop.— O succo e decocto são usados contra as<br />
belidas dos olhos, mas <strong>com</strong> muita cautela. Cataplasmas das<br />
folhas nas ulceras chronicas.— Util na amenorrhea e para<br />
facilitar a expulsão de fetos mortos.<br />
HERVA de SANTA MARIA — v. MASTRUÇO.— CHE-<br />
NOPODIUM AMBROSIOIDES L. (Chenopodiaceas).<br />
HERVA de S. MARTINHO —SAUVAGESIA ERECTA<br />
L. (Ochnaceas).<br />
Svx — Adinui.<br />
Med. pop.— Anti-ophtalmica e diurética.<br />
HERVA de SOLDADO — PIPER E LONG ATUM \'ahl.<br />
(riperaceas).<br />
(a.).<br />
Svx.— Matico.<br />
Med. pop.— As folhas são hemostaticas, anti-blennorrnagicas<br />
e anti-leucorrheicas.— Os fruetos substituem a<br />
cuoeoa. Infusão contra diarrheas, dysenteria.<br />
HERVÂO — v. GERVÃO —<br />
caesa"o T E R ° S T E M O N MIMUSOIDES Desf. (Leg.<br />
dp rií A J' °» u a -' ) 7 Hab -- NO terreno rochoso da margem<br />
ue rio encachoeirado.'
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 193<br />
Loc.— R. Mapuera (A. Trombetas) — R. Negro — R.<br />
Japurá •<br />
Orn. - Folhagem elegante e abundante, flores grandes<br />
e bellissimas, brancas e azul arroxeado claro.<br />
HORTELÃ — MENTHA, esp. div. ( Labiadas ).-Todas<br />
as especies de mentha são exóticas.<br />
HORTELÃ BRAVA, ou do MATTO — v. PARACARY.—<br />
HORTELÃ BRAVA — (Marajó) — H Y PTIS ATRO-<br />
RUBENS Port. (Labiadas).<br />
(PI. h. rasteira) —HAB.- Commum nos arredores de<br />
Belem, á beira das estradas e cm terrenos abandonados.<br />
Med. pop.— Sudorífica, bechica, antispasmodica (folhas<br />
e summidades floridas, em infusão.<br />
HORTELÃ das HORTAS — MENTHA GE NT ILIS L.<br />
(Labiadas).<br />
Ali/n.— Serve para temperar a <strong>com</strong>ida.<br />
HORTELÃ PIMENTA —MENTHA PIPERITA L. (Labiadas).—Cultivada.—Origin.<br />
da Inglaterra.<br />
(PI. h.) — SYN.— Peppermint (Ingl.) — Menthe poivrée<br />
(Fr.).<br />
Med. — Aromatica, antispasmodica, tónica e excitante.<br />
— Dá um oleo essencial muito aromatico.<br />
HORTELÃ VERDE — M E N T H A VIRIDIS L. ( Labiadas<br />
).<br />
(PI. h.) — SYN.- Menthe verte (Fr.).<br />
índ. - O oleo volátil da Hortelã é extrahido da Mentha<br />
viridis e da M. piperita.<br />
Med. pop.— Aromatica e carminativa.
IAPANA — v. AYAPAXA —<br />
IAPANA-CAA — v. UAPE — (Victoria regia).<br />
I BIX UMA — v. MUTAMBA —<br />
ICACORE-C A ATING A — A RDISIA SEMICRENATA<br />
Mart. ( Mvrsinaceas) = ICACOREA GUIANENSIS Aubl.<br />
(a. ).<br />
Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, mas pouco saborosos.<br />
Meti. pop.— A casca é usada <strong>com</strong>o refrigerante.<br />
IMBAUBA de CHEIRO — POUROUMA sp.<br />
(Moraceas).<br />
( A. m.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— Faro.<br />
CAR.— As folhas esmagadas desprendem um cheiro<br />
bastante agradavel (salicylato de methyle).<br />
Ind.— A madeira serve para fabricar carvão.<br />
Alim.— Fructos em cachos, <strong>com</strong>estíveis, doces, acidulos<br />
e mucilaginosos.<br />
IMBAUBA MANSA, ou IMBAUBA de VINHO — v. MA<br />
PATY.—<br />
o<br />
IMBAUBA, ou EMBAÚBA — CECROPIA,<br />
div.
196 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
cyx —Arvore da preguiça.—Cetico (Peru) — Ambaiba<br />
I ) — Bois canon (G. fr.) — Trumpet-wood (Ingl.).<br />
' CAR.—A maioria das especies de " imbaubas ' sào myrmecophilas<br />
(form. Azteca Miilleri). — Os índios utilizam a<br />
madeira para fazer fogo por fricção <strong>com</strong> outra madeira dura.<br />
Jndj— A madeira, branca e leve. presta-se para a fabricação<br />
do papel e de carvão para polvora. A casca dá<br />
estopa fina. . , , . , ,<br />
Med.— Todas as imbaubas possuem propriedades semelhantes.—<br />
O succo da raiz é um poderoso diurético; augmenta<br />
a energia do musculo cardíaco sem multiplicar os<br />
batimentos do coração (A. da Matta).—O principio activo<br />
parece ser um glucoside; a cecropina.<br />
IMBAUBA — CECROPIA PACHYSTACHYA Tréc.<br />
(Moraceas).<br />
Ind.— A parte interna da casca dá boas cordas.<br />
IMBAUBA BRANCA — (Belem e E. de F. de Br.) — CE-<br />
CROPIA PALM ATA Willd. (Moraceas).<br />
SYN.— Ambaia-tinga.<br />
(A. M.) — HAB.- Frequente nas capoeiras.<br />
CAR.— Face inferior das folhas, branca.<br />
Mad.— Branca, leve; D = 0,33. Dá carvão leve para<br />
polvora.<br />
Ind — Propria para pasta de cellulose: <strong>com</strong>prim. das<br />
fibras 1,45 —diam. 0,040 = 1 36. - Rendimento em cellulose<br />
42 o/o.— ( Benj. Cordeiro - M.-C. P.).<br />
Med. pop.— Succo (seiva) dos renovos contra dysenteria,<br />
gonorrhea e leucorrhea — Bom vulnerário - A medulla,<br />
côr de chocolate, é um excellente hemostatico.<br />
IMBAUBA BRANCA — (B. Amazonas) — CECROPIA<br />
PARAENSIS Hub. ( Moraceas)<br />
(A. M.) — HAB.- Nas margens de varzea do B. Amazonas<br />
e de muitos rios da Amazonia.<br />
CAR.—Folhas brancas por baixo e verdes por cima.—<br />
Myrmecophila.<br />
Mad — Branca e leve — D = 0,28.<br />
Ind.— Propria para papel e carvão leve (p. polvora).<br />
D I S T ^ R H ^ r l S í 6<br />
SYN.—Imbauba da malta.<br />
R dC B '- ) - CECR0PIA
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
( \. g.) - HAB.- Acha-se principalmente dentro e na<br />
beira da matta da I. f.<br />
CAR.~Folhas grandes, brancas na face inferior.-Não<br />
myrmecophua.<br />
Ma d. — Branca e leve.<br />
Ind. — Madeira para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das<br />
fibras: 1,11 — diam. 0,021.— Rendimento em cellulose 42° 0 —<br />
( B. Cordeiro — M. C. P.).<br />
1MBAUBA BRANCA — (B. rio Purús) — C E C R O PIA<br />
STENOSTACHYA Warb. (Moraceas).<br />
HAB. - Substitue a C. Paraensis do B. Amazonas nas<br />
praias do Baixo Purús.<br />
IMBAUBA da 31 ATTA — v. I MB AHB A BRANCA — ( C.<br />
distachya).<br />
IMBAUBA da MATTA — (Beiern, E. de F. de Br.)- CE-<br />
CROPIA .) UR AN YAN A Rieht. (Moraceas).<br />
Sv.w— Imbanbilo.<br />
(A. g.)— HAB.- Dentro da matta de T. f.<br />
CAR.— Folhas enormes, digitadas, verdes de ambos os<br />
lados.<br />
Mad.-~ Branca e leve; própria para carvão (Polvora)<br />
- D = 0,30.<br />
Ind.— Madeira para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das<br />
fibras 1,28-diam. 0,039 (B. Cordeiro - M. C. P.).<br />
IMBAUBA da MATTA —(Alto Amazonas) — CECRO-<br />
PIA SCIADOPHYLLA Mart. (Moraceas).<br />
Ind.—Os índios aproveitam o succo leitoso para collar<br />
os seus ornamentos de pennas.<br />
IMBAUBA da MATTA —(Alte Amazonas) — CECRO-<br />
PIA FICJFOLIA (Moraceas).<br />
IMBAUBA da MATTA — (Manáos — Tezos de Marajó )<br />
— CEC RO PI A LEUCOCOMA Miq. (Moraceas).<br />
IMBAUBA VERDE — (B. Amazonas) — C E C R O PIA<br />
ROBUSTA Hub. (Moraceas). j .<br />
(A. m.) - HAB.- Frequente nas margens do no e nos<br />
campos inundáveis da varzea.<br />
•<br />
197
198 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR.-Folhas coriaceas, verdes de ambos os lados.-<br />
Não» myrmecophila.<br />
IMBAUBA VERDE — (Belem) - C E C R O PIA B U-<br />
REAUIANA Richt. (Moraceas).<br />
IMBAUBA VERDE — (A. Amazonas e A. rio Purús) —<br />
CECROPIA LAETEVIRENS Hub. (Moraceas).<br />
HAB.—Muito abundante nas praias do A. Purús e do<br />
Acre.<br />
CAR.— Folhas verde claro de ambos os lados. Myrmecophila.<br />
IMBAUBA VERDE (B. rio Purús e R. Solimões) —<br />
CECROPIA BIFURCATA Hub. (Moraceas).<br />
(A. p. ou m.) —HAB.- Substitue no B. rio Purús a C.<br />
robusta do B. Amazonas.<br />
CAR.-Myrmecophila.—Folhas verdes de ambos os lados<br />
e face superior lisa.<br />
IMBE—PHILODENDRON IMBE Schott. (Araceas),<br />
e outras especies do mesmo genero.<br />
( Cipó).<br />
SYN.— Cipó imbé — Ambé— Tracuá — Curttba.<br />
CAR. — Planta epiphyta.<br />
lnd.— As raizcs aereas, <strong>com</strong>pridas, delgadas e resistentes,<br />
servem de cordas, e, partidas, para tecer paneiros,<br />
jamachins — a casca das mesmas raizes 6 utilisada para tecer<br />
cestos.<br />
Med.pop.-O succo acre das folhas é detersivo; o<br />
cozimento das folhas frescas é re<strong>com</strong>mendado, em banhos,<br />
nas orchites. A raiz, em pó, é um purgativo drástico util<br />
na hydropisia, mas deve ser empregado <strong>com</strong> cautela por<br />
ser corosivo.<br />
IMBIRI — v. IIERVA dos FERIDOS.—<br />
IMENE — (Amazônia - ?) — v. BUTUA CATINGUENTA.<br />
(A. p.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
MA-
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
INAJA-RANA — QUARARIBEA DUCKEI Hub. (Bombaceas).<br />
«<br />
J A ' p -\~}l Ai Y Nos casta "haes do R. Trombetas e do<br />
R. Branco de Óbidos.<br />
%<br />
INAJA-RANA — (Furos — B. Amazonas) — OU AR \RI-<br />
BEA GUIANENSIS Aubl. (Bombaceas). V<br />
(a. de 2m.50 a 3m.) —HAB.- Frequente nas margens<br />
dos igarapés.<br />
CAR.—O fructo dos inajáranas lembra um pouco, no<br />
aspecto, um pequeno coco de palmeira.— Flores brancas<br />
e odoríferas, de forma muito original.<br />
Mad.— Branca, pouco <strong>com</strong>pacta.<br />
hid.— A casca dá envira.<br />
INAMBU-QUIÇAUA — RINOREA GUIANENSIS Aubl.<br />
= ALSODEIA GUIANENSIS (Aubl.) Eichl. (Violaceas).<br />
(A. p.).<br />
Mad.— Branca, tenra.<br />
INAMUHY — (Manáos) — v. LOURO NHAMUHY.—<br />
INGA — INGA, esp. div.— (Leg. mim.).<br />
Mad. - A madeira é avermelhada, nodosa; serve para<br />
lenha.<br />
bui.— A casca dos ingás é adstringente e serve para<br />
cortume.<br />
Alim.— A polpa que envolve as sementes é muitas<br />
vezes aromatica, doce e <strong>com</strong>estível.<br />
INGA —INGA MARGINATA Willd. (Leg. Mim.).<br />
(A. m.) —HAB.- Commum em toda a Amazônia em<br />
terrenos argillosos, na varzea e na T. f.<br />
Loc.—Óbidos — R. Tapajóz— Gurupá — R. Xingu —<br />
E. de F. de Bragança.<br />
INGÂ-ASSÚ — INGA CINNAMOMEA Benth. (Legum.<br />
mim.). r.<br />
.( A. g. ou m.) — HAB.- Espontâneo nas mattas das varzeas<br />
do R. Amazonas; algumas vezes cultivado.<br />
Loc.— Gurupá — Munie, de Almeirim — R. Solimões.<br />
CAR.— Na matta, os galhos novos silo quasi sempre<br />
199
200 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
ocos e habitados por formigas "tachys" (gen. Pseudomyrmal<br />
cuja picada é bastante • I %<br />
AUm.— Fructo grande, <strong>com</strong>estível, doce.<br />
INGÁ - (Rio Tapajoz) — IN G A C A P üC HOI<br />
P. Standley {Leg. mim.).<br />
(A. m.) —HAB.- Matta da 1. f.<br />
Loc.-Bôa Vista (Rio Tapajoz).<br />
CAR.- Flores vermelho e branco, inodoras.<br />
Mad— Somente utilisada <strong>com</strong>o lenha para queimar.<br />
INGÀ-CAETETU — v. ANGELIM RAJADO. —<br />
INGÁ-CHICHI, ou ING Á CHI CHICA — ING A HETE-<br />
ROPHYLLA Willd. (Leg. mim.).<br />
HAB.—Nas capoeiras de T. f.<br />
Loc.— Em toda a Amazônia.<br />
CAR.—Folhas e fructos pequenos.<br />
INGÁ-CHICHI — INGA SERTULIFERA- DC. (Leg.<br />
mim.).<br />
HAB.— Em terrenos argillosos, em beiras dagua e<br />
capoeiras.<br />
CAR.— Folhas e fructos pequenos.<br />
INGÁ-CHICHI — (Faro) — INGA ALBA ( Sw.) Willd.<br />
(Leg. mim.)<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
INGÁ-CHICHI-INGA FAGIFOLIA (L.) Willd.<br />
(Leg. mim.).<br />
SVN.rIngá ciirurú — Ingá-y (Ceará).<br />
Cultivado em Belem, Gurupá.<br />
Ind - A casca secca dá 10, 1 *>/ de tanninos ( E. Serfaty<br />
— M. C. P.).<br />
Alim.— Fructos pequenos, mas <strong>com</strong> polpa <strong>com</strong>estível,<br />
doce.<br />
INGÁ-CIPÓ — INGA EDULIS Mart. (Leg. mim.).<br />
( A. P-i — Arvore copuda; a forma tvpica e uma variedade<br />
<strong>com</strong> fructos menores são espontaneas na Amazônia.<br />
bvN.-Guabo (no Perú)—Pois sucré ( G. fr.).<br />
Ob" 1 0C '~ m Alcoba Ç a — Almeirim - R. Branco de
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
CAR.— São os fructos muito <strong>com</strong>pridos da forma cultivada<br />
que parecem cipós. *<br />
Alim.— E' a especie mais frequente, cultivada no Pará;<br />
a polpa que envolve as sementes é doce, saboroso.<br />
201<br />
INGÁ-CURURÚ — v. INGA CHICHI — (I. fagifolia).<br />
INGÁ de FOGO — INGA VELUTINA Willd. ( Leg.<br />
(mim.).<br />
Indígena na região do estuário e no B. Amazonas; ás<br />
vezes cultivado.<br />
INGA-RANA — (Belem — E. de F. de Br. — Gurupá)—<br />
PITHECOLOBIUM PEDICELLARE (DC.) Benth. (Leg.<br />
mim.).<br />
SYN. — Bois la monte, ou Bois macaque rouge ( G. fr.)<br />
— Cambuí ( R. de .1.)<br />
Mad.— Madeira branco roseo, muito fibrosa, para marcenaria<br />
e construcçôes. D = 0,80 a 0,90.<br />
INGA-RANA — PITHECOLOBIUM UNIFOLIATUM<br />
Benth. (Leg. mim.).<br />
( A. m.) — HAB.- Matta da varzea.<br />
Loc.~ B. Amazonas — B. rio Tocantins — B. rio Xingu<br />
—M. rio Tapajóz — R. Madeira—R. Negro.<br />
Mad — Cerne pesado, avermelhado <strong>com</strong> veios escuros.<br />
INGA-RANA — (Lago de Óbidos -Margens do R. Trombetas)—INGA<br />
DISTICHA Benth. (Leg. mim.).<br />
INGA-RANA — (Estuário) — PITHECOLOBIUM LA-<br />
TIFOLIUM (L) Benth. (Leg. mim.).<br />
SYN.- Jarandeua.<br />
Mad. - Para carpintaria e construcção civil (obras internas).<br />
INGA-RANA — (L. do Salgado) - PITHECOLOBIUM<br />
DINIZII Ducke (Leg. mim.).<br />
(A. p.) - HAB.- Matta pantanosa da 1. f.<br />
Ora. -Arvore de porte gracioso; flpres roscas.<br />
INGA-RANA—(Amazônia) - PITHECOLOBIUM<br />
CAULIFLORUM (Willd.) Benth. (Leg. mim.).<br />
SYN.-Jarandeua — Ararandeua.
202 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
(A. p.)—HAB.- O mais <strong>com</strong>mum dos "Ingá-ranas", nas<br />
praias e margens de rios.<br />
C-\R.—Flores róseas muito abundantes.<br />
Ma d. Madeira branco - amarellado, <strong>com</strong>pacta, dura,<br />
de boa conservação.<br />
INGARANA da beira — (R. Tapajoz) — PITHECOLO-<br />
BIUM PANURENSE Spruce (Leg. num.).<br />
INHAME—DIOSCOREA BRASILIENSIS Willd. (Dioscoreaceas)<br />
— v. CARA MIMOSO.—<br />
INHAME — DIOSCOREA LAXIFLORA Mart. (Dioscoreaceas).<br />
SYN.—Cará-tinga bravo, ou do ma lio.<br />
Loc.—Rio Cuminá-mirim.<br />
(Cip.)— CAR.- Caule cylindrico.<br />
AlimOs tubérculos tem pouco valor e devem ser<br />
submettidos á cocção prolongada.<br />
INHAME — (Varzeas de Obidcs) — DIOSCOREA PI-<br />
PERIFOLIA Willd. (Dioscoreaceas).<br />
(Cip.)—CAR.- Caule anguloso.<br />
Alim.— Rhizomas tuberculosos, alimentares depois de<br />
cocçào prolongada.<br />
Me d. pop.—Folhas emollientes.<br />
INHAME BRANCO — COLOCASIA ANTIQÜORUM<br />
Schott. var. TYPICA Engl. (Aroideas) — Origin. da Asia<br />
Menor.<br />
SYN —Inhame da costa—Taro.<br />
(PI. h.) — CAR.- Sorte de "tajá", de folhas grandes; o<br />
peciolo e a bainha são coloridos de vermelho ou roxo.<br />
Alim.—Rhizoma globuloso, constituindo um excellente<br />
alimento, sem sabor particular. As folhas são também <strong>com</strong>estíveis,<br />
substituindo os "espinafres".<br />
INHAME da COSTA — v. INIIAME BRANCO.—<br />
INHAME da ItJDIA — DIOSCOREA ALATA L. (Dioscoreaceas)<br />
— Origin. da Malasia.<br />
SYN.-Cara-inhame— Igname franche, da G. fr.<br />
(Up.)—CAR.- Haste verde ou roxa, quadrangular, <strong>com</strong><br />
os ângulos alados; folhas inteiras, cordiformes.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
Muitas variedades.<br />
Ali/n.—-Rhizomas tuberosos e feculentos, de grandes<br />
dimensões (de ó a lo k.), brancos, avermelhados ou roxospreciosos<br />
para a alimentação; <strong>com</strong>em-se assados ou cosido«'<br />
Conservam-se mal depois de arrancados.<br />
INHAME TAYOBA — COLOCASIA ANTIOUORUM<br />
Schott. var. ESCULENTA Engl. (Aroideas). — Origin. da<br />
Asia Menor.<br />
(PI. h.) — CAR.- Sorte de "tajá", de folhas grandes,<br />
verde claro, jaspeadas de verde escuro (attingem algumas<br />
vezes 1 m. na maior dimensão).<br />
Alim. — Rhizoma e folhas <strong>com</strong>estíveis, <strong>com</strong>o no Inhame<br />
Branco. —Excellente variedade.<br />
203<br />
IOIOCA —EUGENIA (Myrtaceas).<br />
(a. g.)—HAB.- Margens inundadas de riachos e furos.<br />
IOIOCA — v. RABO de ARARA.—<br />
IPADU — ERYTHROXYLUM COCA Lamk. (Erythroxvlaceas.<br />
Subespontaneo e cultivado.<br />
(A. p.).—<br />
Svx.— Coca.<br />
Med. — As folhas são estimulantes do systema nervoso;<br />
o principio activo ó um alcalóide, a COCAÍNA.<br />
Os índios do Perü e da Bolívia mascam estas folhas que<br />
parecem augmentar as forças, attenuando a sensação de<br />
fome e produzindo uma especie de embriaguez agradavel;<br />
costumam misturar <strong>com</strong> as folhas de coca um pouco de<br />
cinza do espatho da palmeira molacit (Attalea princeps<br />
Mart.) e um pequeno pedaço de cipó amargo, chamado<br />
Tchamarú, na Bolivia e que é provavelmente abata (Abuta<br />
concolor Poepp.).<br />
IPADÚ-MIRIM -ER YT H ROXYLUM CATAR AC -<br />
TARUM Spr. (Ervthroxvlaceas).<br />
ia. de 1 a 2 m.) —Loc.- Alto R. Negro.<br />
Mcd— As folhas têm as mesmas propriedades que as<br />
da especie anterior, mas menos activas.<br />
o<br />
IPÊ — (Marajó — R. Aramá ~ Belem, no Igapó do Catú)<br />
-EPERUA BIJUGA Benth. (Leg. caesalp.).
A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
SYs.—Aipé - Espadeira (Faro) - Muirapiranga ( Manáoj,<br />
Soure).<br />
L0Ci—Ilhas — Marajó —raro— Manaos.— Estuário<br />
tocantino.<br />
(A. M.) — CAR.- Bellas flores.<br />
Mad — Avermelhada, <strong>com</strong> veios resinosos mais escuros.<br />
IPÊ—(Litoral, estuário e B. Amazonas)— MACROLO-<br />
BIUM PENDULUM Willd. v. ARAPARY- RANA —<br />
IPÊ— (Breves) — MACROLOBIUM BREVENSE<br />
Ducke (Leg. caesalp.).<br />
(a. g.).<br />
Mad.—Madeira avermelhada.<br />
IPÊ— (Breves) — MACROLOBIUM CAMPESTRE<br />
Hub. ( Leg caesalp ).<br />
v(a., até A. g.).—Nào passa de um arbusto nos campos<br />
e nas campinas arenosas, tornando-se arvore na matta humosa<br />
e pantanosa.<br />
Loc.— Belem — Gurupá — R. Trombetas — Faro.<br />
Mad.— V T ermelho-pardacento claro.<br />
IPÊ_(A. rio Capim)—MACROLOBIUM BIFO-<br />
LI UM í Aubl.) Pers. = MACROLOBIUM HYMENAE-<br />
OIDES Willd. ( Leg. caesalp.).<br />
SY.W— Ipê verdadeiro. ( Furos ).<br />
(A. p. ou a.)— HAB.- Igapós e margens de riachos silvestres.<br />
IPÊ dc FOLHA MIÚDA — (A rio Capim) — M A C RO-<br />
LO BI UM CHRYSOSTACHYUM ( Miq.) Benth. (Leg.<br />
caesalp.).<br />
SYN.-Aipé — Ipê da varsea.<br />
( A. m.) — HAB.- Nas margens dos rios claros ou de<br />
agua preta..<br />
IPÊ da VARZEA— v. IPÊ de FOLHA MIÚDA.—<br />
^ /v <<br />
. , IPE ' J ^ ^ N A — (Breves) — v. JUTAHY-RANA<br />
(Óbidos)—CRUDIA PUBESCENS Benth.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
IPE, ou IPERANA—(Breves) — CRUDIA SPICATA<br />
(Aubl.) Benth. íLeg. caesalp.).<br />
Loc.—Margens de igarapés, nas ilhas altas de Breves<br />
—R. Mapuera.<br />
205<br />
IPÊ ROXO — (Gurupá) - v. PÁO ROXO do IGAPO.—<br />
IPE-UBA — MACROLOBIUM BIFOLIUM (Aubl.)<br />
Pers. íLeg. caesalp.).<br />
SYN. -Jatobarana - R. Tapajoz.<br />
(A. p. ou a.) — HAB.- Igapós e logares pantanosos em<br />
campos arenosos.<br />
Loc.—Belem- Bragança-Marajó — M. Rio Tocantins<br />
M. R. Xingú—M. R. Tapajoz — Campos de Óbidos e Faro.<br />
IPECACONHA de FLOR ROXA —(Marajó)— RUEL-<br />
LIA GEMINIFLORA H. B. K. (Acanthaceas).<br />
(PI. h. deOm. 60 a 0m.70)—HAB.-Nos campos altos<br />
arenosos.<br />
Med. - A raiz é vomitiva.<br />
IPECACONHA de FLOR BRANCA —(Marajó) — IONI-<br />
DIUM IPECACUANHA Vent. = HYBANTHUS IPECA-<br />
CUANHA Bail. (Violaceas).<br />
(Sub. a.)— SYN.- Poaia ou Poaya da praia —Ipôca<br />
branca—Jpéca do Marajó—Poaia branca—Parga do campo—Purga<br />
da praia—Piraaya.<br />
Med.—Raiz emetica—Indicada contra as dysenterias e<br />
a gotta.<br />
E' considerada <strong>com</strong>o podendo substituir a ipéca verdadeira.<br />
IPÈCA FALSO— v. OFFICIAL DA SALA. — ASCLE-<br />
PIAS CURASSAVICA L. (Asclepiadaceas).<br />
IPECACUANHA FALSA - BOERBHAVIA DIFFUSA<br />
L. Píyctaginaceas).<br />
(PI. h.)— Loc.- Amazônia (?)—Sul do Brasil.<br />
Med. pop.-Raiz purgativa e emetica.
206 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
IPECACUANHA FALSA — BOER RH A VIA DECUM-<br />
BENS Vahl. (Nyctaginaceas).<br />
(PI. h.)-Loc.-Amazonia (.•';—Sul cio Brasil.<br />
Med. pop.—Vomitiva.<br />
IPECA VERDADEIRA — (Alto R. Madeira) — CE-<br />
PHAELIS IPECACUANHA Rich. = PSYCHOTRIA IPE-<br />
CACUANHA Mull. Arg. (Rubiaceas).<br />
SYN. — Ipecacuanha verdadeira (Ipê-caá-coêna em<br />
L. g.)—Poaya verdadeira—Ipeca annelé (Pr.).<br />
CAR.—Flôr branca, raiz annelada.<br />
Med— A raiz contem tres alcalóides: emetina (l,45°/0)t<br />
cephaelina (0,52 °/o) e psychotrina (0,4 ° o). — Vomitiva em<br />
alta dose, tónica e expectorante em dose pequena; em dose<br />
elevada produz na^eas, pallidez, vomitos e, ás vezes, evacuações<br />
alvinas. — Usada contra dysenteria, asthma, catarrho<br />
suffocante, bronchite, pneumonia.<br />
IPECACUANHA PRETA — PSYCHOTRIA EMETIC A<br />
Mutis. (Rubiaceas) = URAGOGA EMETIC A Baill.<br />
SYN.— Ipecacuanha estriada major.<br />
(PI. h.) — Loc.- Amazonia (?) — Colombia -- Amer.<br />
Central.<br />
Mesmas applicações que a Ipeca verdadeira.<br />
IRARY — (R. Tapajoz) — v. MEMBY.—<br />
ISCA do MATTO — v. ESPONJA do MATTO. —<br />
ISQUEIRO — (Anauerapucú)— ( ?)<br />
ITAPEUÀ — (R. Tapajoz) — COUMA RÍGIDA Muell.<br />
Arg. (Apocynaceas).<br />
SYN .-Marfim (R. Tapajoz) - Mocuge (Bahia).<br />
(/V. m. ou gr.)—Ahm.- Fructo globoso, saboroso,. fermentando<br />
<strong>com</strong> grande facilidade.<br />
A/r / T 5 B A ** (R - Branco, do Amazonas — Almeirim —<br />
Monte Alegre - Santarém) - SILVIA DUCKEI A. Sampaio<br />
(Lauraceas). ,<br />
a b a c ^ l a ^ r ^ " " ^<br />
de AlmeÍrÍm) ~~
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 207<br />
(A. m.) -HAB.- Matta da T. f.-Rara—Na floresta seçca,<br />
visinha dos campos.<br />
Mad. — Parecida <strong>com</strong> a da Itaüba amarella <strong>com</strong>mum<br />
(Silvia itauba).<br />
ITAUBA ABACATE — (Santarém) — id.<br />
id<br />
ITAUBA AMARELLA — (Almeirim — Prainha ) —<br />
id id<br />
ITAUBA AMARELLA <strong>com</strong>mum— SILVIA ITAUBA<br />
(Meissn.) Pax. (Lauraceas).<br />
(A. g.)—HAB.- Matta da T. f. em terreno silico-argilloso.<br />
Loc."Commum em Óbidos—Santarém — Villa Braga<br />
(R. Tapajoz)—Existe no R. Negro.<br />
Mad. —O nome %t itaúba" significa "páo pedra" (Itá-üba,<br />
pedra-arvore, em L. g.). — Madeira de primeira ordem. —<br />
Cor amarello pardo claro, virando rapidamente, na luz, ao<br />
pardo escuro; macia, gorda mesmo, ao tocar. — Imputrescivel,<br />
fendendo-se pouco, de dureza media, muito resistente,<br />
elastica, deixando-se trabalhar <strong>com</strong> facilidade pela ferramenta<br />
manual, mas gastando muito os dentes das serras<br />
mecanicas rapidas. — A melhor para construcções navaes,<br />
grandes e pequenas; os galhos principaes,diversamente arqueados,<br />
fornecem boas curvas — Carpintaria — Dormentes.<br />
— D. = 0,93.<br />
ITAUBA BRANCA — (Manáos) — v. BIBIRU.—<br />
ITAUBA PRETA — ?<br />
(Lauraceas).—Até agora classificada erradamente <strong>com</strong>o<br />
OREODAPHNE HOOKER1ANA Nees<br />
(A. g.).<br />
Mad.— Madeira analoga á da Itaüba amarella, mas<br />
castanho-amarellado, virando ao pardo escuro, quasi preto,<br />
e mais pesada. - De qualidade superior para a construcçào<br />
civil.— fmputrescivel.— D = 1,05.<br />
»ITAUBA SURUBIM — ?<br />
Loc. —Oriximiná—Munie, de Borba.<br />
Mad.-A madeira, analoga á Itaúba amarella <strong>com</strong>mum,<br />
é grosseiramente mosqueada de preto.
A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
ITAUBA VERMELHA— v. BIBIRÚ.—<br />
ITAUBARANA da V. — SWEETIA N ITENS (Vog.)<br />
Benth (Lcg. soph.).<br />
(A. p. ou m.) — HAB.- Em todo o Estado, nas margens<br />
arenosas dos lagos e rios, mas não nas margens do Amazonas,<br />
nem do estuário.—Muito <strong>com</strong>mum cm todo o R.<br />
Negro. , , . . .<br />
Mad.— Pardo-cinzento, nodosa, muito resistente, imputrescivel.<br />
Para construcçílo civil, moirôes, dormentes.—Nào<br />
se parte facilmente e deixa-se bem penetrar pelos pregos —<br />
D = 1,00.<br />
ITUÀ — (R. Mapuera) — GNETUM NO DI FLOR UM<br />
Brougn. (Gnetaceas).<br />
(Cipó).<br />
ITUA-ASSU — GNETUM URENS Blume, (Gnetaceas).<br />
SYN.— Thoá (G. fr.).<br />
(Cipó grande) — HAB.- Na margem dos rios.<br />
Ind.-r O tronco e os ramos podem dar grande quantidade<br />
de fibras resistentes, próprias para cordas, tecidos e<br />
pasta para papel.<br />
A casca, ferida, exsuda um liquido claro e viscoso<br />
que, seccando, constitue uma gomma transparente.<br />
E' um dos cipós do caçador: os pedaços do tronco<br />
cortados rapidamente e virados, a extremidade superior<br />
para baixo, dAo agua potável abundante.<br />
Aliai.—- O fructo, ovoide alongado, contem uma amêndoa<br />
<strong>com</strong>estível depois de assada.— No interior da casca do<br />
iructo tem uma camada de pellos picantes que se evitará<br />
de tocar.<br />
ITUÀ-MIRIM - (Gnetaceas)<br />
ITUÀ PRETO - (Gnetaceas).<br />
(Cip.) - CAR .- Os fructos são pretos.<br />
IURARY - v. - TIMBÒ. - (Paullinia grandiflora).<br />
IVITINGA - 7. AÇOITA-CAVALLO.—
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS
A AMAZOXIA BRASILEIRA
J<br />
JABORANDY do PARA, ou de 3 folhas.—v. ALFAVACA<br />
de COBRA. —<br />
JABOTÀ — v. PACAPIÀ. —<br />
JABOTICABA — MYRCIARIA CAULIFLORA Berg.<br />
( Myrtaceas).— Origin. do Sul do Brasil; pouco cultivada no<br />
Norte.<br />
(A. p.) —CAR.- AS flores nascem no tronco e nos galhos<br />
principaes.<br />
Alim.— Fructo : baga vermelho violaceo, globulosa.de<br />
2 a 2.5 cm. de diam., pelle coriacea, polpa quasi liquida,<br />
doce e agradavel, lembrando a uva; producção abundante.<br />
JABOTY-MIRÁ (Mauhés) — ?<br />
(A.).<br />
MG d.— A madeira tem cor de labaredas.<br />
JABOTY da T. f. (Belem) — ERISMA UNCINATUM<br />
Warm. ( Vochvsiaceas).<br />
\ mi ' D<br />
(A. m.).<br />
SYN.— Qiiaruba de flores roxas (Belem).<br />
Ind— As amêndoas contem 50° o de um sebo branco<br />
análogo ao "sebo de jabotv"; ponto de fusão: 43°;).<br />
o
212 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
JABOTY da V. — ERISMA CALCARATUM (Link).<br />
Wnrrn. (Vochysiaceas).<br />
SYN.-Jaboti araconha - Cachimbo de jaboti — Caramuru.<br />
(A. m.).— HAB.- Abundante nas varzeas do estuário e<br />
nos igapós marginaes dos riachos de agua clara ou escura,<br />
no E. do Amazonas (R. Negro.—Alguns affluentes do Solimões,<br />
<strong>com</strong>o o R. Javary ), mas não no B. Amazonas.<br />
Mad — Branca, grosseira, leve e tenra. D = 0,52. Bôa<br />
para a fabricação de papel.<br />
Ind.—. O fructo, rugoso, recurvado em forma de cachimbo.<br />
contem uma amêndoa oleaginosa que dá 51 °/o de<br />
matéria graxa branca, de consistência de sebo ( Ponto de<br />
fusão; 45° C.).- Safra de fevereiro a julho.<br />
Orn.— Arvore ornamental, de bellas e abundantes flores<br />
azues, em grandes paniculas.<br />
JACA da BAHIA — ARTOCARPÜS INTEGRIFOLIA<br />
L. ( Moraceas ).— Origin. da índia.<br />
(A. g )—Cultivada na Amazônia.<br />
Alim. - Fructo globuloso, enorme ( até 15 ks.), verde<br />
amarellado, eriçado de verrugas, agarrado directamente no<br />
tronco ou nos galhos grossos da arvore; a pelle é molle.<br />
pouco resistente; a polpa branco amarellado, visguenta, doce,<br />
de cheiro pouco agradavel, envolve sementes grossas e numerosas<br />
que se podem também <strong>com</strong>er cozidas ou assadas e<br />
passam por serem ligeiramente aphrodisiacas. A polpa não<br />
•é apreciada por todos; é enjoativa.<br />
Mad. — A madeira 6 amareila, brilhante, própria para<br />
marcenaria; é o jack-wood dos Inglezes.<br />
Orn.— Bonita arvore para sombra.<br />
JACA do PARA — ANONA MURICATA L. (Anonaceas).—Origin.<br />
das Antilhas.<br />
(A. p. de 4 a 5 m. ).<br />
SYN.— AratiCÚ manso — Craviola ( Belem ) — Cachiman<br />
morveux, ou cachiman épineux, ou CorossoU ou Corossol<br />
épineux. da,.G. fr.<br />
Alim.- Fructo grande, cordiforme, alongado, yerde,<br />
coberto de pontas molles, curvas.-Polpa branca, perfumada,<br />
agridoce, de sabor agradavel; pesa até 2 ks.—Excellente<br />
para sorvetes.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
213<br />
J AC AI AC A —(Cametá) — v. CEDRO BRANCO —<br />
(Poupartia amazônica).<br />
JACA MIM — v. MAPARANÁ.-<br />
JACAMIM-RENEPEA — RINOREA FLAVESCENS<br />
= ALSODEIA FLAVESCENS Spreng. (Violaceas).<br />
(a. de 1 m. a 1 m.50).<br />
CAR.—As flôres, amarelladas, tem cheiro de cera.<br />
JAÇAPÉ — v. CAPIM de CHEIRO - (Killinga odorata).<br />
JACA-RANA — ? ,<br />
JACARANDÁ (Mte Alegre) — v. ARAPARY da T. f.—<br />
SWARTZIA FUGAX Benth. (Leg. caesalp.).<br />
JACARANDÁ BRANCO —SWARTZIA PSILONEMA<br />
Harms. (Leg. caesalp.)<br />
(A. m.) —HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— Cametá— R. Tocantins — R. Xingu — R. Mojú.<br />
Mad. — Madeira branca.<br />
JACARANDÁ do COBERTO, ou do CAMPO COBERTO<br />
— v. ARAPARY da T. f. —<br />
JACARANDÁ do PARA — DALBERGIA SPRUCE-<br />
ANA Benth. (Leg. pap. dalb.).<br />
SYN.— Palissandre (Fr.) - Rosc-ivood, ou Blak-ivood<br />
< Ingl.).<br />
(A. m. ou g.) — HAB.- Matta de T. f. secca, em terreno<br />
arenoso.<br />
Loc.- Belem - Óbidos — Mazagáo - Monte Alegre —<br />
Santarém — Faro — M. rio Tapajoz.<br />
Mad. - Castanho escuro, <strong>com</strong> finas listras quasi pretas,<br />
muito dura, mas se trabalhando bem, <strong>com</strong> ligeiro cheiro de<br />
violeta; para ebanisteria, segeria. — D = 1,10.<br />
JACARANDÁ PRETO — SWARTZIA CORftUGATA<br />
Benth, ( Lejnim. caesalp.). 0<br />
,Loc\—Óbidos —Oriximiná.<br />
JACARANDÁ ROXO - MACHAERIUM ACUTIFO-<br />
LIUM Vog. ( Leg. pap. dalb.).
214 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
(A. m.) —HAB.- Matta da T f. em terrenos argillosos,<br />
na beira dos campos.<br />
Loc.— Monte Alegre — Alemquer — Óbidos.<br />
Mail. -Castanho escuro, largamente manchado de preto<br />
violáceo; para ebanisteria.— D = 1,15.<br />
JACARÉ-ARU — v. CAFERANA (Tachia guianensis).<br />
JAC ARE-COPAIIY BA — (Juruty Velho) — EPE RUA<br />
OL EIFER A Ducke (Leg. caes.)<br />
HAB.-Matta da T. f. na vizinhança dos igapós.<br />
Loc.—Maués — R. Madeira — R. Canumá.<br />
(A. g.)—CAR.- Bonitas llôres lilaz; folhas semeadas de<br />
pontos transparentes.<br />
Ind. — Do tronco extrahe se um oleo resina muito<br />
espesso, de côr negro esverdinhado, de cheiro forte e desagradavel,<br />
utilisado para o calafeto das embarcações, para<br />
preparar tintas e vernizes.<br />
JACARÈUBA — CALO PH YLLUM BRASILIENSE<br />
Camb. (Guttiferaceas).<br />
SYX.—Landim (Brasil central).<br />
(A. g.)—Loc.- Amazónia e Brasil central.<br />
Alad.—Amarello-avermelhado, de fibras trançadas, imitando<br />
o cedro, mas mais dura e menos flexível, mais revessa.<br />
Para marcenaria. — D = 0,64.<br />
Med.—A casca dá um balsamo resinoso, liquido, amarello,<br />
aromatico, amargoso e acidulo, utilisado contra as<br />
ulceras chronicas do gado; é o "Balsamo de Landim" (ou<br />
Lantim).<br />
JACATIRÄO - MICONIA PRASINA DC. (Melastomaceas).<br />
Ind.-Dá uma tinta preta.<br />
r\fn JAClACANGA — (Amazonas) — v. CANNA de MA-<br />
JACUNDÁ-CALATHEA ORNATA Kcke. (Marantaceas).<br />
«<br />
vulaceS APINHA ~ IP0MAEA S I N U A T A ° rtcg ' (CoSvol-<br />
Med. — Drástico.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
JAMARU — v. CABAÇA AMARGOSA. —<br />
. .JAMBO -JAMipSA VÜLGARIS DC. (Myrtaceas)-<br />
Origin. das Ilhas da Sonda.<br />
SYN.—Pomme rose (G. fr.).<br />
(A. m.)— Cultivada.<br />
Mim.—Fructo globoso da grossura de uma ameixa,<br />
branco - amarellado tingido de roseo—Polpa esponjosa, quasi<br />
secca, de gosto e cheiro de rosa; pouco apreciado; preferível<br />
em marmeladas.<br />
O Jambo vermelho (EUGENIA MALACCENSIS L.)<br />
é uma arvore pequena, de folhas grandes, copa muito fechada;<br />
o fructo tem a forma de uma pera pequena, côr<br />
purpurea, polpa branca, esponjosa, de pouco sabor.<br />
JAMBÚ — WULFFIA STENOGLOSSA (DC.) Hub.<br />
(Compostas).<br />
(Cip.)-SVN.- Jambü-rana (Belem).<br />
CAR.—Folhas muito asperas.<br />
Mim. — Fructo: drupa <strong>com</strong>posta, succulenta, insípida.<br />
Med.—Bom diurético.<br />
215<br />
JAMBÙ-ASSÙ — v. AGRIÃO do PARA. — SPILAN<br />
THES OLERACEA L. (Compostas).<br />
JAMBÚ-RANA — v. JAMBU —<br />
JAMBÙ-RANA — PIPER (ARTHANTE) TUBERCU-<br />
LATA Miq. (Piperaceas).<br />
(a. ou A. p.).<br />
SYN.—Betre aromalico.<br />
Med.—Raiz de sabor picante; as folhas e as raízes são<br />
sedativas e calmantes (Rheumatismos).<br />
JAMBU-Y — PIPER (Piperaceas).<br />
(a. p. da matta de T. f.i — Loc.-Cametá.<br />
Med. pop-Chá da raiz contra inflammações do ligado<br />
e hydropisia - Produz salivação <strong>com</strong>o o "jaborandy — Apontado<br />
<strong>com</strong>o tendo virtudes extraordinarftis para a conservação<br />
tia virilidade.<br />
JANIPARINDIBA — v. GENI PAR AN A. —
216 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
JANITÀ —SAHAGUNIA RACEMIFERA Hub. (Moraccas).<br />
., _<br />
(A. p.)-Loc.- Óbidos - Santarém.<br />
Mad.— Branco-amarellado.<br />
Alini.—O fructo <strong>com</strong>e-se cozido.<br />
JAPACANIM - PARKIA OPPOSITIFOLIA Benth.<br />
(Leg. mim.).<br />
SYXArara-tucupy (E. do Amazonas)—/anca (Pará)<br />
— Visgueiro (E. do Pará).<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da T. í. arenosa.<br />
Loc.—Óbidos-Porto de Moz-Muito frequente em Gurupá.<br />
C.\R.-Copa larga, chata, em chapéu de sol.<br />
Mad— Branca e leve; pode servir para a fabricação<br />
de papel: rendimento em cellulose 46,9 °/o — <strong>com</strong>prim. das<br />
fibras 1,04 —diam. 0,020. (A. Bastos —M. C. P.) — D = 0,37.<br />
Ind — A casca contem tannino.<br />
Alim. anitn.— As araras <strong>com</strong>em a polpa que envolve<br />
as sementes.<br />
Med. pop.— A casca fresca tem cheiro de salicylato<br />
de methyla; é adstringente e antihemorrhagica; util para<br />
lavagem de feridas e ulceras.<br />
JAPANA — (Amazonas) - EUPATORIÜM AYAPANA<br />
Venten. (Compostas).<br />
( a. p., de lm.50 a 2m.).—Duas variedades : fiôres roxas<br />
ou brancas.<br />
Sv s.-fapdna — Ayaptnia.<br />
Med — A infusão das folhas ú um sudorífico poderoso.<br />
— O succo das folhas ajuda a cicatrisaçào das feridas.—<br />
Ionica, estomachica e aromatica.-Adstringente energico<br />
contra diarrhea e dysenteria.— Em bochecho nas anginas,<br />
gengivites, aphtas e escorbuto. A japatia roxa é a mais<br />
activa.<br />
JAPECANGA — v. SALSA. —<br />
. >. > x ~ ( R - Tapajoz) - PSVCHOTRIA RU-<br />
BRA (Willd) Muell.c Arg. (Rubiaceas).<br />
JARACATIÀ — v. MAMÃO BRAVO. —<br />
JARAGUA — v. CAPIM JARAGUA. —
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
JARAMACARU — CEREUS sp.<br />
(Cactaceas ). O<br />
PI. que pode attingir grandes dimensões (Serra do<br />
Ereré.).<br />
SYX. - Untmbeba — Jamacarú — Mandacaru (dos<br />
Cearenses).<br />
HAB. - Em terrenos seccos e mesmo rochosos.<br />
Med. pop. — O sueco dos fructos é antiscorbutico —a<br />
decocçào da planta é refrigerante (febres gastricas e biliosas)—o<br />
succo da mesma cozida, em xarope, é bom nas<br />
affecções pulmonares. —A massa do caule applicada quente<br />
nos abcessos e ulceras actua <strong>com</strong>o sedativo e emolliente —<br />
A tintura das flores é diurética e cardio-tonica.<br />
JARAMANTAIA — v. TAROU do IGAPO —<br />
JARANA ESC HW EI LER A (CHVTROMA) JA-<br />
RANA í Hub.) Ducke, = CHVTROMA JARANA Hub.-<br />
= HOLOPVXIDIUM JARANA (Huber) Ducke. (Lecythidaceas).<br />
(A. g.) —HAB.-Mattas da T. f.<br />
Loc.— E. de F. de Br. — Santarém — muito abundante<br />
no Baixo-Tapajoz.<br />
CAR.— Fructos de 3 a 7 cm. de diam. indehiscentes.<br />
Ma d.— Vermelho claro ou roseo-amarellado, dura, resistente;<br />
excellente para carpintaria e dormentes. D = 0,85.<br />
JARANDEUA — v. INGA-RANA — (Estuário).<br />
JARANDEUA — v. ARARANDEUA. —<br />
JARARACA-MIRIM — DRACONTIUM POLYPHYL-<br />
LUM L. (Araceas).<br />
(PI. h.) - SYX.- Jirdca.<br />
CAR—As flores tem cheiro de carne putrefacta.<br />
Med. pop. — O cozimento da raiz serve para limpar as<br />
feridas velhas.<br />
217<br />
JARINA — PHYTHELEPHAS M^CROCARPA R. e<br />
P. (Palmeiras); e ^ A _ __ /r4 . . N<br />
PHYTELEPHAS MICROCARPA R. e P. (Palmeiras).<br />
O primeiro no Alto Amazonas e no Alto 1 urus (seg.<br />
•I. Huber), o segundo no R. Javary (seg. Ad. Ducke)..<br />
O
218 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
Palm. acaule, ou de caule curto (os machos).<br />
* SYN.—Marfim vegetal -Corozo (Pr.) — Varina ou ta-<br />
< r ita (Peru).<br />
HAB.-Cresce em grandes famílias, na sombra das arvores<br />
altas, nos logares frescos. ^<br />
Loc.—No Alto-Amazonas-Alto-Purus- Abundante em<br />
Esperança (Bocca do R. Javary).<br />
Jnd. —A amêndoa é dura, branca, <strong>com</strong>o marfim, e se<br />
trabalha bem no torno (botões).<br />
JARRINHA — v. URUBU-CAA. —<br />
JASMIM da BEIRADA —SALACIA sp.<br />
Hippocrateaceas).<br />
Loc.—Beira do R. Aramá (Furos) de Breves.<br />
(Cip.).<br />
JASMIM BOGARI — JASMINÜM SAMBAC L. (Oleaceas).—Origin.<br />
da Asia Oriental.<br />
Ind — As flores silo extremamente abundantes e perfumadas;<br />
di\o uma essencia preciosa para a perfumaria.<br />
JASMIM de CACHORRO — ISOTOMA LONGIFLORA<br />
(Lobeliaceas).<br />
(PI. h.) —CAR.- Toxica — Toda a planta tem um succo<br />
lácteo narcotico-acre-Fiôres de um branco puro.<br />
JASMIM de CAYENNA — PLUMIERA ALBA L.<br />
(Apocynaceas).<br />
(A. p.) — Introduzido das Antilhas.<br />
SYN —Frangipane, da Martinica.<br />
(>«.—Flôres grandes, brancas, muito odorantes.<br />
Meã. pop.—A casca das raizes é drastica, depurativa,<br />
anti-blennorrhagica.<br />
Pela cor das flores distinguem-se as duas outras especies<br />
cultivadas: •<br />
PLUMIERA RÓSEA L. de flores róseas, e<br />
PLUMIERA RUBRA L. de flores vermelhas.<br />
JASMIM COMMUM - JASMINUM OFFICI^ALE<br />
(Oleaceas).<br />
P.) —Cultivado nos jardins.<br />
Orn. Flôres brancas muito perfumadas.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 219<br />
.,r T,/^ S M d a I T A L I A - JASMIN UM GRANDIFLO.<br />
RUM !.. (Oleaceas). — Origin. da Índia.<br />
Jiui. — E' a especie mais utilisada na perfumaria.<br />
Orn. — Cultivado nos jardins; flores de perfume forte.<br />
JASMIM LARANJA — MURRAYA EXÓTICA L.<br />
(Rutaceas) — Origin da Asia.<br />
(A. p.)<br />
Orn. — Elegante, de folhas miúdas; cobre-se de flores<br />
brancas muito perfumadas, diversas vezes por anno.<br />
JASMIM da niatta — (R. Tapajoz)—TABERNA EMON-<br />
TANA FLAYICAXS R. e S. (Apocynaceas).<br />
JASMIM VERMELHO — IXORA STRICT A Roxb. e<br />
IXORA COCCINEA L. (Rubiaceas).<br />
(a. p.)-Origin. de Java—Cultivados.<br />
Oni. — Dão bouquets de flores vermelho-vivo.<br />
JATEREUA — v. ATEREUA. --<br />
JATOBÁ — v. JUTAIIY-ASSU. —<br />
JATOBÁ PEQUENO —(M. rio Tocantins) — v. JUTAHY<br />
POROROCA. —<br />
JATOBARANA — (R. Tapajoz) — IPE-UBA (Macrolobium<br />
bifolium).<br />
JATOBAZINHO — (R. Tapajoz)— v. JUTAHY do IGAPO.<br />
JATUARANA — TRICHILIA SINGULARIS C. DC.<br />
(Meliaceas).<br />
HAB.—Nas margens alagadas do R. I rombetas.<br />
JATUAUBA BRANCA— (Furos) -GUAREA TRICHI-<br />
LIOIDES L. (Meliaceas). ^ 7<br />
SVN.— Gitô — Camboatá (no Sul )-Cedro-vana (Óbidos<br />
) - Cedro branco - Carrapeta ( R. db Jan. ) —.Bots balte,<br />
ou Gitaré (G. fr.). , _ . ..<br />
(A. p. ou m.) —HAB.- Matta da 1. f. e varzeas argillosas.
220 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad.— Madeira vermelha, rija, parecida <strong>com</strong> o cedro,<br />
mas não resinosa e menos resistente; atacada pelos insectos.<br />
— Para carpintaria e marcenaria. . .<br />
Med. pop.— Casca e raízes para vomitorio; acre,<br />
amarga, drastica e abortiva em fortes doses (propriedades<br />
analogas ás da ergotina).<br />
JATUAI!BA PRETA - (Furos) - GUAKEA COSTU-<br />
LATA C. DC. (Meliaceas).<br />
(A. m.).<br />
Med. pop.—Casca do tronco amarga e adstringente.<br />
Orn.— Arvore frondosa, para alamedas.<br />
JATUAUBA VERMELHA-(Belem) —GUAREA SUB-<br />
SESSILIFLORA Hub. (Meliaceas).<br />
(A. g.) —Loc.- Marco da legoa e Una (Belem).<br />
Med. pop.— A raiz é empregada <strong>com</strong>o substituto da<br />
ergotina.<br />
Orn.— Arvore frondosa, própria para alamedas-<br />
JEJERECU — v. ENVIRA (Xylopia frutescens).<br />
JEJUIRA — v. GONÇALO-ALVES. —<br />
JEJUUBA— (Alemquer) — ?<br />
Mad — Madeira para construcção civil.<br />
JENEUNA — v. MARIMARY GRANDE. —<br />
JERATACÀ — v. MANACÁ. —<br />
JEREQUITI — v. TENTO PEQUENO. —<br />
U A T J p À r - (Colombia) - CARLUDOVICA PAL-<br />
MA J A R. e P. (Cyclanthaceas ).<br />
HAB.— Indígena na região subandina.<br />
Loc.—No Alto-Amazonas.—As vezes cultivada <strong>com</strong>o<br />
planta de ornamento.<br />
Syx -~J >al/ !íl
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
ra; cortam-se os toliolos em tiras mais ou menos estreitas<br />
que se deixam apegadas ao peciolo; por diversas vezes as<br />
folhas assim divididas são mettidas alternativamente em<br />
agua fria addicionada de succo de limão e nagua bastante<br />
quente. Seccamse as folhas que ficaram perfeitamente<br />
brancas e as tirinhas enroladas, cylindricas.<br />
JIPÒOCA — v. GIPÓOCA. —<br />
JIQUIRITY — v. TEXTO PEQUENO. —<br />
JITO — v. GITÓ. —<br />
JOÃO MOLLE — (?)<br />
Loc —Igarapé-assú (abundante).<br />
Meã. pop.—Anti febril e depurativo.<br />
JORRO-JORRO — THEVETIA NERHFOLIA Juss.<br />
(Apocy naceas>.<br />
(a. g.) — De origem exótica.<br />
SYX. — Chapéu de Napoleão—Ahohai mi rim.<br />
Ind.—As sementes contem 57 0 0 de oleo claro, transparente.<br />
Com os fruetos os indios fazem maracás.<br />
Med. pop —Toxico tetanisante e veneno cardíaco (Látex,<br />
casca e sementes). -Em pequena dose, a tintura cerneto-cathartica.—O<br />
principio activo é um glucoside, a Thevetina<br />
de Blas e De Vry, veneno paralysante.<br />
Om.—Arbusto muito ornamental; flores grandes, abundantes,<br />
amarellas, aromaticas.<br />
JUÀ - (Marajó) — SOLANUM TOXICARIUM Lam.<br />
(Solanaceas).<br />
S\x.-furubeba do campo.<br />
(a. p.)—HAB.- Pequena planta espinhosa dos tesos e dos<br />
roçados. .<br />
Alirn. — Fruetos pequenos, vermelhos, adocicados, <strong>com</strong>estíveis.<br />
JUA-POCA — v. CAMAPU - PHYSALIS ANGULA-<br />
TA L. (Solanaceas). #<br />
JUCÁ - (Ceará) -CAESALPINIA FERREA Mart.<br />
var. cearensis Hub. (Leg. caesalp.).<br />
221
222 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
(\ m.)—Cultivado na Amazônia, nos jardins.<br />
C SYN.— Pd o ferro (Ceará).<br />
Med pop - Infusão da casca nas affecçoes broncopulmonares.-<br />
A raiz é desobstruenta, quando nova.<br />
JUNCO AGRESTE - (Marajó ) -HELEOCHARIS<br />
OCHREATA Nees. (Cyperaceas).<br />
( PI. h. de 0,25 a Om.35 ).<br />
Alim. anim.— Forragem ordinarià.<br />
JUNCO ANANICO - (Marajó) -HELEOCHARIS CA-<br />
PITATA R. Br. (Cyperaceas).<br />
(Pl. h.).<br />
Alim. anim.— Forragem má.<br />
JUNCO BRAVO — (Marajó) — CYPERUS ARTICU-<br />
LATUS L. (Cvperaceas).<br />
(Pl. h.— 2m.).<br />
Ind — Serve para fazer esteiras de sellas.<br />
Alim. anim.— Forragem pouco aproveitada pelo gado<br />
bovino.<br />
JUNCO BRAVO - (Marajó) — CYPERUS NODOSUS<br />
Willd. ( Cvperaceas ).<br />
( Pl. h. ).<br />
Alim. anim.— Forragem.<br />
JUNCO MANSO — (Marajó) — HELEOC H A R IS<br />
MUT ATA R. Br. (Cyperaceas).<br />
SYN.— Junco popoca.<br />
(Pl. h.) —HAB.- NOS altos dos campos.<br />
Ind.— Com este junco fazem-se esteiras para as sellas.<br />
Alim. anim.— Forragem soffrivel.<br />
JUNCO MIÚDO — CYPERUS GRACILESCENS R. e<br />
Schult. ( Cyperaceas ).<br />
(Pl. h.").<br />
Alim.— Rhizonîas <strong>com</strong>estíveis.<br />
Med. pot).—A tintura dos rhizomas e a massa filada<br />
são empregados contra as mordeduras de cobras; os tubérculos<br />
dos rhizomas são analepticos e aphrodisiacos.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 223<br />
JUNCO MIÚDO do CAMPO — (Cunany) — RHYN-<br />
CHOSPORA GLOBOSA Roem. e Sch. (Cyperaceas).<br />
HAB.— Nos campos, em logares húmidos.<br />
Loc.— Campos de Ariramba, do Calçoene, de Cunany.<br />
JUNCO POPOCA - (Marajó) - HELEOCHARIS GE-<br />
NICULATA R. Br. (Cvperaceas).<br />
( PI. h.).<br />
SYN — Junco manso.<br />
Alim. anim. — Forragem ruim.<br />
JUNCO da PRAIA — (Marajó) —CYPERUS SCHOE-<br />
NOMORPHUS Steud. (Cvperaceas).<br />
(PI. h. - 0m.80).<br />
Alim. anim. — Forragem péssima.<br />
JUNCO de TRES QUINAS — (Marajó) — RHYNCHOS-<br />
PORA CYPEROIDES Mart. (Cvperaceas).<br />
(PI. h., de lm.20).<br />
Alim. anim.— Forragem péssima.<br />
JUPICAHY — XYRIS<br />
ceas)<br />
sp (Xyrida-<br />
SYN .-//erva de empigem—Botão de ouro.<br />
(PI. h.)—HAB.- Em logares húmidos.<br />
Med. pop. — A<br />
eczemas, empigens.<br />
seiva applica-se contra os darthros,<br />
JUPINDÁ — (Marajó) — CLEOME PSORALEAEFO-<br />
LIA DC. (Capparidaceas;.<br />
SYN. — Mussambê (dos Cearenses)<br />
HAB.—Nos aningaes. .<br />
(a. de LM.30) — CAR.-Espinhos de gancho; cheiro<br />
desagradavel.<br />
JUPINDÁ - (Gurupá) - v. ESPERA PRIMEIRO<br />
— (Óbidos) —<br />
JUPUUBA —(Breves) — v. VISOU EIRO — (Óbidos) —<br />
.JUQUIRY - MACHAERIUM (ÓREPANOCARPUS)<br />
ARISTULATUM (Benth.) Ducke (Leg. dalb.).<br />
(a. trepador)—Loc.-R. Tocantins-Mte. Alegre-Santarem.
224 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
JUQUIRY - MACHAERIÜM (DREPANOCARPUS)<br />
FEROX (Mart.) Ducke (Leg. dalb.).<br />
(a. trepador grande)-J IA«.- NOS Iogares húmidos.<br />
Loc.- Bragança - R. Capim—Ilhas - M. R. 1 apajoz -<br />
R. Mapuera- R. Erepecurú - R. Jamundá.<br />
J/
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 253<br />
JUQUIRY RASTEIRO-v. MALÍCIA das MULHERES.<br />
JUQUIRYSINHO- (R. Tapajoz)- MIMOSA ORTHO-<br />
CARPA Spruce (Legum. mim.).<br />
( a. p. ) - HAB.- Campos de varzea, beiras de rios e<br />
lagos.<br />
Loc.—Almeirim — Monte Alegre —B. rio Tapajoz —<br />
Faro — B. rio Trombetas.<br />
JUREMA BRANCA — v. ESPONJEIRA. —<br />
JURI PEBA — v. JURUBEBA c JUUxNA. —<br />
JII RU BE BA - (Pará — Alto Purus — Manáos) — SO-<br />
LANUM GR A N DI FLO RUM Ruiz e Pav. ( Solanaceas).<br />
(a. g.)— E' a especie mais <strong>com</strong>mum dos arredores de<br />
Beiern.<br />
SYN.— Juri peba — Fr acto de lobo.<br />
Med. pop.— O frueto esverdeado, as folhas (succo) e a<br />
raiz (extracto), são amargos, tonicos, úteis contra o engorgitamento<br />
e as inflammaçòes do ligado e do baço.<br />
JURUBEBA do campo — v. JUA. —<br />
JURUBEBA verdadeira —SOLANUM P ANI CU-<br />
LATUM L. (Solanaceas).<br />
(a. g.) — SYN - Jurubebinha.<br />
Med. pop. — Antiperiodico e desobstruente.—Infusão da<br />
raiz contra a hepatite.— O succo dos fruetos é um poderoso<br />
remedio contra a icterícia.- Externamente empregamse<br />
as folhas contra as ulceras.<br />
JURUMÚ — ou GIRIMU — CUCURBITA MAX IMA<br />
Duch. e CUCURBITA PEPO L. (Cucurbitaceas).<br />
(PI. h. rasteira).<br />
Aliai— O frueto é uma especie de abobora, de carne<br />
vermelha ou amarella, mais ou menos adocicada; <strong>com</strong>e-se<br />
cozida<br />
JURUPARI — EPERUA sp (Leg. caesalp.).<br />
(A. g.).
226 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad.— Madeira boa, avermelhada, forte e <strong>com</strong>pacta —<br />
resiste bem á agua.<br />
O///.— Flores encarnado-purpureo.<br />
JUTAHY-MIRIM — (M. R. Tocantins). — v. PORO-<br />
ROCA —<br />
JUTAHY-ASSÜ - (Óbidos) — HYMENAEA COUR-<br />
BARIL L. (Leg. caesalp.).<br />
SYx.—Jatobd (N. E.) —Jatahy (Sul) -Courharil (G. fr.)<br />
Locust-tree (Ingl.).<br />
(A. g. ou G.) — HAB.- Matta da T. f., em solo srgilloso.<br />
Mad. — Côr vermelhoescuro dura, muito resistente,<br />
de grande duração, mas muito pesada; é o courharil da G.<br />
fr. ou locust tree dos Ingleses. — Para engenhos, rodas<br />
e eixos de carros, esteios, wagons, vigamento (obras externas).<br />
— D = 1,22.<br />
Itid.— Dá uma resina: a jutahycica, ou copal da America<br />
( copal meioduro, ou resina anirné); é empregado na<br />
fabricação dos vernizes para o interior, sendo menos coloridos,<br />
mas menos resistentes que os preparados <strong>com</strong> o copal<br />
duro da Africa. A resina mais estimada é a variedade meio<br />
fóssil que se encontra enterrada ao pcí das arvores. — Ponto<br />
de fusão desta resina: 190° c.— Com a casca espessa da<br />
arvore os índios fazem canoas leves.<br />
Alim.— A polpa do fructo é <strong>com</strong>estível, farinhosa, adocicada.<br />
Med. pop. — A casca e a resina são adstringentes e<br />
peitoraes. A casca interna é vermífuga. — O extracto fluido<br />
da casca é um bom sedativo arterial — A resina em pó é<br />
utilisada contra a hemoptyse—A seiva aproveita-se no tratamento<br />
da cystite chronica, dor na micção, retensão de urina,<br />
prostatite, blennorrhagia, bronchite chronica—Usa-se a<br />
seiva ainda liquida, <strong>com</strong> agua e assucar, <strong>com</strong>o refrigerante<br />
— A seiva resinosa produz effeitos extraordinários nas creanças,<br />
agindo <strong>com</strong>o tonico, estimulando as digestões, fortificando<br />
o organismo.<br />
4<br />
JUTAHY — (R. Jamundá — R. Tapajoz —- Obidor —<br />
Manáos) - HYMENAEA INTERMEDIA Ducke (Leg.<br />
caes.).
227<br />
JUTAHY do IGAPÒ -(Gurupá-Belem - Anajaz) —<br />
HYMENAEA PALÜSTRIS Ducke (Leg. caes.).<br />
SYX.—Jaiobasinho (R. Tapajoz).<br />
(A. g.) — HAB.- Margens inundadas de riachos de agua<br />
escura.<br />
Loc—R. Anajaz-Utinga (Belem)—M. R. Tapajoz.<br />
CAR. — A face inferior das folhas é coberta de uma<br />
densa pilosidade dourada.<br />
Mad.— Vermelho-castanho, mais claro que do J. pororoca,<br />
dura e pesada. — D = 1,09.<br />
JUTAHY-MIRY — v. JUTAHY da VARZEA. —<br />
JUTAHY POROROCA — (Mte Alegre) — v. COPA-<br />
HYBARANA. —<br />
JUTAHY POROROCA — (Óbidos) —HYMENAEA<br />
PA R VI POLI A Hub. (Leg. caesalp.).<br />
Syx.—Jutahy pequeno (Mte. Alegre) — Comer de<br />
arara (Almeirim).<br />
(A. G.) — HAB.- Matta da T. f.; frequente em todo o<br />
Estado do Pará em solo arenoso secco.<br />
Mad.—Castanho-vermelho escuro, dura, resinosa, trabalhando-se<br />
dificilmente - imputrescivel.- Própria para obras<br />
hydraulicas e para dormentes.— D = 1,05.<br />
Ind. — Dá resina jutahycica <strong>com</strong>o o Jutahy-assú.— Esta<br />
resina pode ainda ser empregada em vez do balsamo do<br />
Canadá, dissolvida em xylol, para as preparações microscópicas.—<br />
A casca das Hymenaeas dá uma boa tinta de<br />
escrever.<br />
Med. pop.- Mesmas propriedades que o Jutahy-assú.<br />
JUTAHY-PEBA — v. POROROCA. —<br />
JUTAHY da VARZEA — (Gurupá) — HYMENAEA<br />
OBLONGIFOLIA Hub. (Leg. caesalp.).<br />
(A. g.)—SYX.- Jutahy-miry.<br />
HAB.—Frequente nas varzeas e também na l. t. argiilosa<br />
do R. Solimões.<br />
CAR.—Fructo pouco maior que do J. pororoca.<br />
Mad. - Vermelho-castanho, de dureza media, tecido<br />
muito menos <strong>com</strong>pacto do que dos outros jutahys.
228 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
JUTAHY-RANA - CYNOMETRA SPRUCEANA<br />
Beffth. (Leg. caesalp.).<br />
< J\ M ) __ HAB.- Matta das margens arenosas do L. de<br />
Faro e de certos affluentes do B. Amazonas.<br />
Mad.—Pardo-escuro, dureza media; para marcenaria.<br />
D = 0,88.<br />
JUTAHY-RANA — CYNOMETRA BAUHINIAE-<br />
FOLIA Benth. ( Leg. caesalp.).<br />
( M ) __ HAB.- Nas margens do B. Amazonas.<br />
Mad — Branca, molle.<br />
JUTAHY-RANA— (Marajó) — CRUDIA PARIVOA<br />
DC. (Leg. caesalp.).<br />
(A. m. ou g.) — Arvore elegante.<br />
HAB.— NOS tesos dos campos.<br />
Loc. — Mte. Alegre — R. Tapajoz — Marajó (Parte oriental<br />
) — Mosqueiro.<br />
Mad.— Castanho-claro, para marcenaria D = 0,96.<br />
Orn.— Própria para alamedas por causa da sombra<br />
espessa da sua folhagem.<br />
JUTAHY-RANA — (Óbidos) —CRUDIA PUBES-<br />
CENS Benth (Leg. caesalp.).<br />
í A. p. até m.), da Varzea.<br />
SYN\ — Ipê ou Ipcvana (de Breves).<br />
Loc. — Nos furos de Breves — Guru pá — Santarém —<br />
Óbidos — Faro.<br />
JUÚNA — (Marajó) — SOLANUM JURIPEBA Rich.<br />
(Solanaceas).<br />
SYN .—Juripéba — Junibéba.<br />
(a. p.) — CAR.- 1 ronco e folhas espinhosos; fructos<br />
sempre verdes, amargos.<br />
Med. pop.— Os fructos são desobstruentes do fígado.
A AMAZONIA BRASILEIRA
L<br />
LABAÇA — RUMEX CR1SPUS L. (Polygonaceas)-<br />
Origin. da Europa Occidental.<br />
(a.—2 m.).<br />
Alim — As folhas acidas são <strong>com</strong>estíveis <strong>com</strong>o verdura,<br />
em salada.<br />
Meei. pop. — A tintura da raiz é purgativa e re<strong>com</strong>mendada<br />
contra a obesidade; o principio activo é um alcalóide.<br />
a Rumicina (Boucquillon).<br />
LABLAD. — DOLICHOS LABLAD L. (Legum. pap.<br />
phas.) — Origin. da índia. — Acclimado.<br />
(pl. herb. voluv.) — Alim.- visinha do feijão.<br />
LAÇO de AMOR — EPISC1A (Gesneraceas).<br />
HAB. —Mattas do alto Amazonas; cultivada nos jardins.<br />
Orn.—Piores pequenas encarnadas; folhas avelludadas,<br />
castanho-esverdeado, <strong>com</strong> nervuras verde claro.<br />
LACRE — (Marajó — Óbidos) —VISMIA GUIANEN-<br />
SIS Choisy (Guttiferaceas).<br />
E outras especies do mesmo genero.<br />
Svx. — Caáopiá—Páo de lacre—Bois cossais e Bois<br />
à dartres (G. fr.)—Blood-ivood (Ingl.). •<br />
•A. ou A. p.)—HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas capoeiras.<br />
Mad.—A1 bumo amarello; cerne castanho — empregada<br />
em marcenaria e carpintaria. — D = 0,55.
232 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Ind. — Para pasta de cellulose: Comprim. das fibras,<br />
0,83—d iam. 0,017 (B. Cordeiro — M. C. P.).<br />
A entrecasca 6 fibrosa.<br />
Med.—Por incisão do tronco, obtem-se um succo que,<br />
coagulado, constitue uma resina amarello - alaranjado chamada<br />
gonima-lacre (Gomma resina) dotada de propriedades<br />
drásticas-a casca é tónica e febrífuga — O cozimento<br />
das folhas é considerado <strong>com</strong>o antirheumatic©.<br />
LACRE BRANCO (?) — BAN AR A GUIANENSIS<br />
Aubl. (Flacourtiaceas).<br />
(A. p.)—Locv Commum no Pará.<br />
Mad.— Alvacente-pardo, pouco <strong>com</strong>pacta.<br />
LAGRIMAS de NOSSA SENHORA —COIX LAGRIMA<br />
L. ( Gramíneas).<br />
í PI. h.).<br />
SYN. - Capim de N. Senhora — Capim missa nga (Pará)<br />
— Larme de lob ( G. fr.).<br />
bid. — Os fructos, duros, esbranquiçados ou ligeiramente<br />
azulados, lustrosos, servem aos índios para confeccionar<br />
ornamentos, collares, rosários...<br />
Alim.—Estes fructos, da grossura de uma ervilha, dão<br />
uma farinha <strong>com</strong>estível.<br />
Med. pop. — As sementes são diuréticas e emollientes,<br />
úteis nas affecções catarrhaes (tintura).—Fricções <strong>com</strong> a<br />
tintura contra rheumatismos.<br />
LAGRIMAS, ou CONTAS de N. SENHORA — v. TENTO<br />
AZUL. —<br />
LANDIM — v. JACARÈUBA —<br />
LARANJA da CHINA — CITRUS AURANTIUM Risso<br />
(Kutaceas).— Origin, da China.<br />
( A. p.).<br />
SYN.— Laranja doce.<br />
Alim.— Na Amazonia, a laranjeira dá fructos todo o<br />
anno; em Belem o tempo de maior producção é de Setembro<br />
a Outubro.- Quando maduras, as laranjas são ainda de<br />
cor verde, somente *<strong>com</strong> algumas manchas amarellas.— Encontram-se,<br />
tanto no Pará <strong>com</strong>o no Amazonas, excelentes<br />
variedades de laranjas, mas não ha ainda cultura methodica<br />
para a producção industrial.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 233<br />
LARANJA do MATTO — (Marajó) — SAL ACI A<br />
(Hippocrateaceas).<br />
LARANJA do MATTO — (Furos) — CASSIPOUREA<br />
GUIANENSIS Aubl. (Rhizophoraceas).<br />
(A. m.)<br />
Sv.w-Laranja rana—Mangue d'agua doce.<br />
Mad. — Branca — Serve para lenha e carvão.<br />
Jfid.—A casca contem tannino.<br />
LARANJA-RANA — v. LARANJA do MATTO (Cassipourca<br />
guianensis).<br />
LARANJA de ONÇA — (Rio Tapajoz) — ?<br />
(Myrtaceas).<br />
Arvore da T. f.<br />
Mad. — Branca, para lenha.<br />
LARANJA da TERRA — CITRUS VULGARIS Risso<br />
(Rutaceas)—Origin. da índia; cultivada em toda a Amazônia.<br />
(A. p.).<br />
SYX.—Laranja amarga—Bigaradier (I r.)<br />
Jnd. — Pela distillação a casca dos fructos verdes e as<br />
folhas dão a esse neta de "petit grain"; a flor dá a agua<br />
dislillada de /Jôres de laranja e a "essencia de Néroli".<br />
Alitn.—Fructo maior do que a laranja doce; polpa vermelho<br />
alaranjado, acida e amarga—serve para preparar bebidas<br />
refrigerante; a pelle, sem o epiderme, serve para fazer<br />
doce excellente, preparar o curaçdo.<br />
Med.—O chá das folhas ú usado contra as perturbações<br />
digestivas e <strong>com</strong>o sudorifico.<br />
LARANJINHA — GUAITE RI A CITRIODORA Ducke<br />
(Anonaceas).<br />
V. m.).<br />
oc.—Faro (Serra do Dedal)—Juruty-\ elho — Mauhés.<br />
CAR.—As folhas e a casca tem um forte cheiro de<br />
limão.<br />
'LEITEIRA — SAPIUM sp (Euphorbiaceas).<br />
Svs.—/ J do de colher.
234 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Jjid.—O látex dá uma borracha vendida <strong>com</strong>o de "tapuriT<br />
(Sapium biglandulosum).<br />
Med.—Fructos venenosos — da casca exsuda um látex<br />
viscoso e elástico, acre e cáustico — As folhas servem ao<br />
tratamento da sarna.<br />
LEITEIRA — v. PAO de COLHER ( Tabernaemontana<br />
sp.).<br />
LENTILHA do CAMPO — (Marajó) — AESCHYXO-<br />
MENE BRASILIANA DC. (Leg. pap. hed.).<br />
Alim. anim.— Forragem soffrivel dos campos altos.<br />
LENTILHA do CAMPO — (Marajó) — AESCHYNO-<br />
MENE HYSTRIX Poir. (Leg. pap. hed.).<br />
Alim. anim.— Forragem soffrivel dos campos altos.<br />
LIAMBA — CANNAB1S SATIVA var. INDICA L.<br />
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 235<br />
LIMA — CITRUS MEDICA LIMETTA Brand. (Rutaceas).—Origin.<br />
do norte da índia.<br />
Alim.— O succo do fructo é adocicado, um pouco<br />
insípido.<br />
LIMÃO—CITRUS MEDICA ACIDA Brand. (Rutaceas).<br />
- Origin. da índia.<br />
(A. p.).<br />
Alim — hructo menor do que o limão <strong>com</strong>mum (Citrus<br />
medica limonum Brand),—espherico, pelle lisa, sumarento,<br />
de bom gosto.— Dá todo o anno.— Serve <strong>com</strong>o tempero e<br />
para fazer refrescos.<br />
Med.— O succo do fructo é antiscorbutico ; a infusão<br />
do fructo e das folhas é sudorífica e antifebril. —A limonada<br />
é estomachica e o primeiro dos desalterantes; é indicado<br />
seu uso no rheumatismo; favorece a circulação, diminuindo<br />
o trabalho do coração.—A mistura do succo de<br />
limão e do alho é efficaz contra o crup.— O succo de limão<br />
é util para destruir as caspas.— O uso da limonada é aconselhado<br />
para os impaludados que usam a quinina por via<br />
gastrica.<br />
LIMÃO de CAYENNA — v. BILIMBI. —<br />
LIMÃO do MATTO — v. LIMAO-RANA da T. f. —<br />
LI MÃO-RANA — (B. Amazonas) — CHLOROPHORA<br />
TINCTORIÁ (L.) Gaudich. (Moraceas).<br />
SYN*.— Tatajuba de espinho — Fustic ( Fr. ) — Fusticwood<br />
( Ingl. ).<br />
(A. p. ou m. ) — HAB - Matta das varzeas argillosas.<br />
Loc.— B. Amazonas — R. Madeira — R. Tapajoz.<br />
Mad.— Bella madeira, de côr amarello-vivo, trabalhandose<br />
facilmente; para ebanisteria.— D = 0,68.<br />
lnd — O extracto aquoso constitue uma materia corante<br />
amarella utilisada na industria.<br />
LIMÃO-RANA — ( R. Tapajoz) — K ANDIA ARMAT A<br />
(Swartz) DC. ( Rubiaceas).<br />
LIMÃO-RANA da T. f. — (Óbidos) — BASANACAN-<br />
THA SPINOSA Schum. (Rubiaceas).
235 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
y —" • • • J - — • — * * r "<br />
SYN.— Fructa de cachorro—Jasmim do matto —Limão<br />
do viatto — Mororô (Cearenses, por confusão <strong>com</strong> uma<br />
bauhinia aculeata do N. E.).<br />
(A. p.) — HAB.- Capoeiras da 1. f.<br />
Mad — Madeira branca, mas rija, lascando muito; para<br />
cabos de ferramentas, carvão e lenha.<br />
Ind.— As folhas dão, pela distillação, um oleo essencial<br />
para perfumaria.—A casca secca contem 1,2 °/o de tanninos<br />
(E. Serfaty — M. C. P.).<br />
LI MÃO-RANA da V. — CHOMELIA AXISOMERIS<br />
(Rubiaceas).<br />
(A.) — CAR.— Espinhos <strong>com</strong>pridos.<br />
LIMAORANASINIIO — (Rio Tapajoz) — M ACHA-<br />
O NI A SPINOSA Chan. e Schl. (Rubiaceas).<br />
SYNi.—Poaya da praia ou do rio.<br />
LÍNGUA de TUCANO — (Mazagão) — TRICHOMA-<br />
NES VITTA RIA DC. (Pteridophytas).<br />
(PI. h.) — Feto pequeno, elegante.<br />
LÍNGUA de TUCANO — SIDA LAXIFOLIA var. AN-<br />
GUSTISSIMA (Malvaceas).<br />
(PI. h.)—SYN.- Malva língua de tucano.<br />
Ind—Dá 4% de fibras (hastes sem folhas).<br />
LÍNGUA de VACCA—(Marajó)— v. HERVA GROSSA. —<br />
LÍRIO — MELIA AZEDARACH L. (Meliaceas)-Origin.<br />
da Syria.<br />
(A. p.) —Cultivado nos jardins-Flores pequenas, roxo<br />
claro, em cachos.<br />
SYN. — Cinnamomo (no Sul)—Lilás das índias ou da<br />
China — Lilás do Japon (Fr.).<br />
Ind— Das sementes extrahe-se um oleo siccativo para<br />
pintura a oleo.<br />
Med.-Casca amarga, adstringente e antihelminthica;<br />
a raiz e os fructos têm as mesmas propriedades, mas são<br />
mais energicos; á dose elevada, são abortivos. — Externamente,<br />
em cataplasmas para adenites e bubòes.<br />
LOMBRIGUEIRA — v. CAXLNGUBA. —
237<br />
LOMBRIGUEIRA -(Óbidos) - v. ANDIRA-UCIIY. —<br />
LOUCO — v. CAA-POMONGO. —<br />
LOUCURA — LAGERSTROEMIA INDICA L. (Lythraceas).<br />
(a.) — Origin. da China ou da índia.<br />
SYN\—Escumilha (no Sul)— Extremosa — Crepe flower<br />
(Ingl.).<br />
Meã. pop. — O decocto das raizes contra as stomatites<br />
e as aphtas. — Casca, folhas e flores: purgativas-drasticas.<br />
Orn. — Cachos terminaes de flores roseo-vivo, grandes<br />
e lindas (pétalas frisadas). — Os ramos devem ser podados<br />
depois da florescência.<br />
LOURO - (Óbidos) — OCOTEA CAUDATA Mez.<br />
(Lauraceas).<br />
E muitas outras lauraceas de generos botânicos diversos.<br />
LOURO ABACATE — (?) PLEUROTHRYUM MA-<br />
CRANTHUM Nees. (Lauraceas).<br />
Mad. — Bonita madeira amarello, claro, lustrosa. —<br />
D = 0,68.<br />
LOURO AMARELLO do IGAPÒ —v. LOURO da VARZEA.<br />
LOURO AMARELLO da T. f.—ANIBA sp. (Lauraceas).<br />
(A. g.) — Loc.- Mandos.<br />
Mad. - Bôa madeira para construcção e marcenaria.<br />
LOURO ARITli. — ?<br />
(A. g.) — Loc.- Manáos — Teffé.<br />
Mad. — Madeira muito bôa para construcção e marcenaria;<br />
amarello claro, assetinado.<br />
LOURO da BEIRA —OCOTEA LAXIFLORA Mez.<br />
(Lauraceas). .<br />
SYN. — Louro da varsea (Alto K. Capim).<br />
TLQC — Faro — Oriximiná - R. Cuminá - R. Mapuera —<br />
R. Negro. , A<br />
Mad.-Branca, ligeiramente pardacenta, tenra—D = UVX>.
266 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
LOURO BIBIRÚ — v. BIBIRU. —<br />
t<br />
LOURO BRANCO — OCOTEA GUIANENSIS Aubl.<br />
(Lauraceas).<br />
SYN.— Louro tamanco — Cujumary-rana.<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da T f.<br />
CAR.— AS folhas silo notáveis pela alvura da face inferior<br />
coberta de pellos curtos e sedosos; flores muito pequenas,<br />
mas de cheiro agradavel.<br />
Alá d.— Branca, leve, fácil de se trabalhar.—Para marcenaria,<br />
pasta de cellulose (rendimento em cellulose: 42,8%<br />
— A. Bastos—M. C. P.).- D = 0,44.<br />
Me d. pop — Casca aromatica e excitante, resolutiva<br />
(abcessos); as folhas tem as mesmas propriedades.<br />
LOURO CAMPHORA — v. LOURO ROSA ( Ocotea<br />
costulata).<br />
LOURO de CHEIRO —(Pará) — ? OCOTEA OPIFE-<br />
RA Mart. (Lauraceas).<br />
(A. g.)—Loc.- Faro —Óbidos.<br />
Mad.— Bôa para construcção civil.<br />
Me d.— Pela distillaçáo pode se extrahir dos fructos um<br />
oleo aromatico usado em fricções contra dores rheumaticas<br />
e beriberi.<br />
LOURO CHUMBO — (Lauraceas).<br />
(A. g.) - HAB.- Nas terras altas.<br />
Loc.— Margens do R. Amazonas e do R. Negro.<br />
Mad.— Amarello-pardo-escuro, pesada.<br />
LOURO CRAVO — (Mauhés) — ?<br />
(Lauraceas).<br />
LOURO CRAVO — v. PAO CRAVO. —<br />
LOURO CUJUMARY — v. CUJUMARY —<br />
LOURO CUMARU (Belem) —<br />
( Lauraceas).<br />
Mad.- Castanho-claro, dura, grão fino: para marce-<br />
nana la. — D = 0,6o.<br />
r
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 239<br />
LOURO FAIA — Gen. ANDRIPETALUM e ROUPA-<br />
LA (Proteaceas). o<br />
SYN—Cedro-rana - Cedro-faia—Cedro bordado.<br />
Encontram-se, na Amazônia, diversas espccies pertencentes<br />
a estes dois generos, tanto na terra firme (madeiras<br />
duras de côr parda, rósea ou arroxeada), <strong>com</strong>o na varzea<br />
(madeiras da consistência e da côr do cedro), todas notáveis<br />
pelo aspecto mosqueado de manchas mais claras, assetioadas.<br />
Em Santarém, uma especie de louro faia é denominada<br />
" Patuquiry" \ a madeira é dura, muito bonita.<br />
LOURO INIIAMUHY — NECTANDRA ELAIOPHO-<br />
RA Barb. Rod. (Lauraceas).<br />
SYN.— Louro uhamuhy (Manáos)—Louro mu morim.<br />
(A. g.)—HAB. — Nas mattas inundadas do R. Negro —<br />
R. Solimões — Paraná do Careiro—Mauhés.<br />
Iud.—Furando o tronco de certas arvores, extrahe-se<br />
um liquido abundante, quasi incolor, movei, de cheiro de<br />
terebenthina, que 6 uma mistura quasi pura de pinenas u/p/ia<br />
e beta.<br />
Os naturaes utilisam-se algumas vezes deste oleo volátil<br />
para substituir o kerosene.<br />
Med. pop. — O oleo é empregado contra as manifestações<br />
darthrosas e contra as lendeas da pediculose ou phthiriase<br />
da cabeça.<br />
LOURO ITAUBA - (Óbidos) — (Lauraceas).<br />
(A. g.)—SYN.- Muirapury-assú (L. de Mamahuni, de<br />
Óbidos).<br />
^íad-—Amarcllo-pardo, passando ao castanho escuro.<br />
— D = 0,84 a 1,07.<br />
LOURO LIMÃO — (Lauraceas).<br />
Mad.-Côr castanho; dura, para marcenaria; cheiro de<br />
limão. — D = 0,93.<br />
LOURO NHAMUHY — v. LOURO INIIAMUHY —<br />
„LOURO PIMENTA (Belem) — OCCfrEA CANALICU-<br />
LATA Mez. (Lauraceas).<br />
Mad. — Pardo-escuro; para marcenaria, ebanisteria.<br />
- D = 1,05.
240 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
LOURO PRETO — NECTANDRA MOLLIS Nees.<br />
(Lauraceas).<br />
(A. M.) — SVN.- Louro de casca preta.<br />
Alad.— Amarello-pardacente, <strong>com</strong> grandes manchas escuras<br />
— Bôa para construcçilo civil e naval, marcenaria,<br />
vigamento, soalhos, dormentes (de grande duração).<br />
Aíed. pop. — Folhas diuréticas, carminativas e emmenagogas.<br />
LOURO PUXURY— 2 Esp.: ACRODICLIDIUM Pü-<br />
CHURY MAJOR (Nees e Mart. Mez. (Lauraceas).<br />
SYN*.— Puchuri grosso—Puchurim — Pichurim.<br />
Aíed.—Os fructôs, ou "favas de puxury", sito aromáticos,<br />
tonicos e estimulantes.— Usados na dyspepsia, diarrhea,<br />
leucorrhea e contra o meteorismo e paresia dos intestinos.<br />
Ala d.— Amarello-pardo, tenra, sedosa.— D = 0.63.<br />
e ANIBA PUCHURY MINOR (Nees e Mart.). Mez.<br />
SYX.— Puchuri miúdo — Puchuri bastardo.<br />
Aíed. — As sementes silo menores que as precedentes,<br />
mas mais aromaticas; têm as mesmas propriedades.<br />
O. Acr. P. major encontra-se no R. Negro, nas cabeceiras<br />
do Lago Grande de Yillafranca, nas do lago de Terra<br />
Santa (Faro ) etc.<br />
O Acr. P. minor foi encontrado uma única vez por<br />
Martins, no R. Japurá.<br />
LOURO ROSA — (Santarém) — v. MACACAPORANGA.<br />
LOURO ROSA — (Serra de Santarém) — ANIBA<br />
PANURENSIS (Meissn.) Mez. (Lauraceas).<br />
LOURO ROSA - (Óbidos) - ANIBA PARVIFLORA<br />
(Meissn.) Mez. ( Lauraceas).<br />
SYX.— Pdo rosa.<br />
(A. p.) — H AH.- Nos logares humosos e húmidos da<br />
matta de terra firme.<br />
Loc.—Santarém —Óbidos - Faro—Médio R. Tapajoz.<br />
Alad.— Amarello-enxofre-esverdeado claro, virando ao<br />
castanho claro, chçjro de rosa, facit a trabalhar.—D = 0.60.<br />
v%l LOURO ROSA - (Belem, Ilhas) - ANIBA TiÍRMI-<br />
JNALIb lJucke (Lauraceas).<br />
SYX. - Pdo rosa (no estuário.)
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 269<br />
(A. g.) —HAB.- Km mattas nilo inundáveis, mas muito<br />
húmidas. •<br />
Loc.— No estuário e no litoral — Beiern — E. de F. de<br />
Br.— Breves — Furos — Gurupá.<br />
Mad.— Côr castanho escuro, cheirosa, imputrescivel;<br />
bôa para construcçào.<br />
LOURO ROSA — (R. Trombetas — Juruty Velho) —<br />
OCOTEA COSTULATA (Nees.) Mez. (Lauraceas).<br />
SYN.— Pão rosa — Louro camphora (Juruty Velho).<br />
( A. g. ) — Matta da T. f.<br />
CAR. — O cheiro da casca ú bastante agradavel; o da<br />
madeira é de camphora.<br />
Ind.— Por distillação, extrahe-se da madeira um oleo<br />
volátil que contem 45 %> de essencia de terebenthina ou<br />
agua raz (M. C. P.-1930).<br />
LOURO ROSA — NERIUM OLEANDER L. (Apocvnaceas)<br />
— Origin. do Sul da Europa e do Norte da Africa,<br />
(a.) —Cultivado.<br />
S YN.—Es pi nadei ra.<br />
Med. —Toda a planta (principalmente as flores) é venenosa<br />
; o látex contem os glucosides: Oleandrina, Neriina,<br />
Nerianthina, e o alcalóide Strophantina (Dubigadoux e<br />
Durieu —1898); a casca contem o glucoside: Rosaginina.<br />
O pó das folhas torradas é um violento sternutatorio.<br />
Em pequena dose, a infusão é um tonico cardíaco.<br />
O decocto das folhas é insecticida e usado contra os<br />
piolhos, as sarnas.<br />
Orn.—Planta de ornamento pela abundancia de suas<br />
bonitas flores, côr e forma de rosa.<br />
LOURO ROSA amarello — THEVETIA AMAZÔNICA<br />
Ducke (Apocvnaceas).<br />
SYN. — Mamma de cachorro (Marajó).<br />
HAB.—Nas depressões dos campos de varzea (Alemquer—<br />
Almeirim—Mte. Alegre—Marajó).<br />
CAR.—Flores amarei las.<br />
Med.—Latex amargo, toxico.<br />
LOURO SASSAFRAZ do Amazonas— NECTANDRA<br />
CYMBARUM Nees. (Lauraceas).
242 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
SYN.—Pdo sassafras- Sassafras dc VOrénoque (Fr.).<br />
, (A. g.)—Loc.- E. do Amazonas.<br />
Mad.— Dura, aromatica, empregada na construcçào<br />
de canoas. .<br />
Med. pop.—Casca amarga, cheiro aromatico, em infusílo<br />
contra a debilidade dos orgãos digestivos.<br />
O verdadeiro "sassafraz" é da America do Norte.<br />
LOURO TAMANCO — v. LOURO BRANCO. —<br />
LOURO TAMANCÃO —OCOTEA aff. ACUTANGU-<br />
LA Mez. (Lauraceas).<br />
LOURO da VARZEA — NECTANDRA AMAZON UM<br />
Nees. (Lauraceas).<br />
SYN.— Louro amarello do igapó.<br />
(A. p.)— HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas varzeas.<br />
Loc.— Monte Alegre —Óbidos, etc.<br />
Mad.— Amarella ; para carpintaria e caixotaria.— Rendimento<br />
em cellulose para papel: 40 °/o.<br />
LOURO da VARZEA — (Rio Capim) — v. LOURO da<br />
BEIRA. —<br />
LOURO VERMELHO — (?) OCOTEA RUBRA Mez.<br />
(Lauraceas).<br />
SYN.— Grignon franc (G. fr.).<br />
Mad.— Vermelha; succedaneo do mogno; para construcção<br />
civil e marcenaria (parecida <strong>com</strong> o mogno "tabasco").<br />
D = 0,64.<br />
Para pasta de cellulose: <strong>com</strong>prim. das fibras 1,77<br />
- diam. 0,032 (A. Bastos — M. C. P.).<br />
LYRIO da AGUA — v. GOLPHO. —<br />
LYRIO do BREJO — v. BORBOLETA. —<br />
LYRIO do CAMPO — ^<br />
(PI. h.) — HAB.- T. f. aita. '<br />
CAR.—Hastes felpudas.—Folhas muito estreitas, lomyas.<br />
— Mores pequenas.» brancas.<br />
Ind.— Fornece fibras texteis. «
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 243<br />
C
M<br />
MACACA-ACAN — v. CACÂO-RANA. —<br />
MACACAHUBA PRETA - PLATVMISCIÜM DUCK El<br />
Hub. var. NIGRUM Ducke ( Leg. pap. dalb. ).<br />
Í A. ni. ) — HAB.- Nas capoeiras velhas de T. f.<br />
Loc.— Monte Alegre — Óbidos — Faro.<br />
M(id.— Castanho escuro <strong>com</strong> veias pretas pouco apparentes.<br />
muito dura e pesada, parecida <strong>com</strong> o jacarandá. Para<br />
marcenaria e ebanisteria. — D = 1,20.<br />
MACACAHUBA da T. f. — PLATVMISCIÜM DUCKEI<br />
Hub. ( Leg. pap. dalb. ).<br />
( A. p. ou m. ) — HAB.- Nas capoeiras e margens de<br />
campos.<br />
( A. g ) — id.- Na matta alta de T. f. argillosa.<br />
Loc.— Bragança — Teffé.<br />
.l/w/.—Castanho-claro-avermelhado, <strong>com</strong> veias pretas<br />
largas; grão fina, dura. Excellente para marcenaria de<br />
luxo. — D = 0,95.<br />
MACACAHUBA da V. — PLATVMISCIÜM ULEI<br />
Harms (Leg. pap. dalb.).<br />
7 A. m. ou g. ) — Commum nas varzeas do B. Amazonas.<br />
nos cacauaes, em solo argilloso <strong>com</strong>pacto.<br />
Loc.—B. Amazonas —Gurupá— Rio Tajapurú.<br />
c
246<br />
fcSSSSSk^.<br />
274 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
CAR. — Mvrmecophila (formigas do gen. Asteca, raras<br />
vezes formigas " tachy do gen. Pseitdomyrma.).<br />
Mad.— Pouco alburno, cerne desenvolvido; bella madeira<br />
castanho-avermelhado claro, <strong>com</strong> largas veias castanho-escuro,<br />
dureza media, trabalhando-se bem; é uma das<br />
melhores madeiras da varzea do B. Amazonas para marcenaria<br />
e ebanisteria. — D = 0,80.<br />
MACACA-PORANGA — (Serra de Santarém) — ANI BA<br />
FRAGRANS Ducke (Lauraceas).<br />
SYN.— Páo rosa ( Santarém ).<br />
(A. p. ) — HAU.- Nas terras pretas da Serra de Santarém<br />
e nas collinas situadas ao sul do Lago Grande de<br />
Villafranca.<br />
Itid.— Todas as partes são aromaticas, <strong>com</strong> cheiro de<br />
rosa muito delicado ; a madeira em pó é empregada para<br />
perfumar a roupa nas gavetas<br />
MACACARECUIA — ESCHWEILERA (JUGAS-<br />
TRUM) sp.<br />
( A. m.) — Commum nos igapós do Amazonas.<br />
MACACO CASTANHA — SALACIA<br />
( Hippocrateaceas ).<br />
(Cipó).<br />
Loc.— R. Tapajoz — L. José-Assü (Parintins).<br />
hid.— O fructo 6 lenticular, maior do que uma laranja,<br />
contendo 2 a 4 castanhas de forma prismatica <strong>com</strong>o as de<br />
andiroba; as amêndoas destas castanhas são oleaginosas.<br />
MACACO CIPO — (Marajó) — MARSDENIA<br />
(Asclepiadaceas).<br />
Passa por venenoso.<br />
CAR.— Folhas muito largas; fructos pendentes, em<br />
forma de beringela.<br />
MACACO PATRONA — (Rio Negro) — HENRIQUEZIA<br />
VERTICILL AT A (Spruce) Benth. (Rubiaceas).<br />
(A. g.)—HAB.- Mattas húmidas das terras altas.<br />
MACAMBIRA — BROMELÍA LACINIOSA Arr.-Cam.<br />
( Bromeiiaceas).<br />
Ind.— Das folhas extrahemse boas fibras (Maca-embira,<br />
íibra para rede — L. g.).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 247<br />
No nordeste secco (Serras do Ceará etc.)<br />
o nome de macambira corresponde ao Eucholirion speotabile.<br />
MACAXERA — MANIHOT PALM ATA Muell. Arg.,<br />
= MANIHOT AYPI Pohl. (Euphorbiaceas).<br />
(a.) —<br />
CAR.— Especie de mandioca cuja raiz não contem princípios<br />
venenosos. A planta é menor do que a mandioca amarga,<br />
as hastes não são angulosas, os fructos não tem alas.<br />
SYN.— Aipim — Mandioca doce.<br />
Alim. — Os turberculos podem se <strong>com</strong>er assados, cozidos<br />
ou fritos, <strong>com</strong>o a batata.<br />
MACELLA da TERRA — EGLETES VISCOS A<br />
Less. (Compostas).—Origin. do E. da Bahia (?).<br />
SYN. — Losna do matto.<br />
Med.— Amarga, estomachica e antidiarrheica; em chá,<br />
nos embaraços gástricos.<br />
MACELLA do CAMPO — ACHYROCLINE SATU-<br />
REIOIDES DC. (Compostas).<br />
Ind. — Bom material para encher colchões e travesseiros,<br />
para estofagem de mobílias.<br />
Med.— Aromatica.<br />
MACIEIRA de BOI — (?) SIDEROXYLON RUGO-<br />
SUM Roem. e Sch. (Sapotaceas).<br />
Loc. —E. do Amazonas.<br />
Mad. — Madeira bôa para construcção civil e marcenaria.<br />
Ind. — O látex contem gntla.<br />
Alim. — Fructos <strong>com</strong>estíveis, sem valor (maçã de boi).<br />
Med. —A casca é adstringente.<br />
MACUCU — LICANIA GLABRA Mart. (Rosaceas).<br />
Ind. — O fructo dá um verniz preto para pintar as<br />
"cuias"; a casca dá uma tinta para tingir as redes de pescar<br />
e as linhas.<br />
MACUCÚ—LICANIA ELATA J?ilg. (Rosaceas).<br />
MACUCU— LICANIA HETEROMORPHA Benth.<br />
(Rosaceas).
276<br />
A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
SYN. — Macè de fogo (Amazonas).<br />
(A. m. ou p.) — HAB.- Frequente nas praias de areia.<br />
CAR. — O tronco é, ás vezes, aguentado a 60 ou 80 cm.<br />
acima do solo por um feixo de raizes aereas.<br />
Mdd. — Vermelho-castanho claro, bastante dura e <strong>com</strong>pacta,<br />
trabalhando se bem.—Para marcenaria. — D = 1,00.<br />
Os varejões de macucú são apreciados para a navegação<br />
nas cachoeiras.<br />
Ind. — A madeira queima facilmente e serve para fazer<br />
archotes. O fructo dá um verniz preto utilisado na pintura;<br />
a infusão da entrecasca serve de mordente para tingir<br />
as "cuias".<br />
MACUCÚ — (R. Negro) — ALDINA HETEROPHYL-<br />
LA Benth. (Leg. caesalp.) e ALDINA LATI FOLIA Benth.<br />
(A. g.»—Commum no Baixo R. Negro — a l. a especie<br />
na margem dos pequenos igarapés da T. f., a 2 a nas bacias<br />
alagadas dos igarapés grandes.<br />
Mod.—Dura e extremamente revessa.<br />
MACUCÚ— HIRTELLA ERIANDRA Benth. (Rosáceas).<br />
MACUCÚ — COUEPIA DIVARICATA Hub. var.<br />
STRICTIUSCULA Hub. (Kosaceas).<br />
(A. G.)—Loc. —E. de Fer. de Bragança.<br />
MACUCÚ — (R. Tapajoz) - PARIXARIUM BARBAl<br />
UM Ducke (Kosaceas).<br />
(A. m.)—HAB.- Florestas não inundadas do M. R. Tapajoz.<br />
MACUCÚ — LICANIA (MOQUILEA)<br />
esp. div (Rosaceas).<br />
MACUCÚ verdadeiro — ILEX MACOUCOUA Pers.<br />
(Aquifoliaceas).<br />
SYN. — Pão inacacú.<br />
(A. g.) - Loc.- E. do Amazonas (?)<br />
Ind. — Na G. fr. a casca é empregada na fabricação<br />
dos vasos de barro, <strong>com</strong>o a do cavaipé na Amazónia. — O<br />
fructo dá uma bella tinta negra para o algodão.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
R Y I - J T T E . YGV — ar«t- - IGNAR-— — a—gs^j. •" • CS<br />
249<br />
A lenha serve para archotes.<br />
Med. pop. — A infusão das folhas é excitante, c-stomachica.<br />
MACUCU-RANA — HIRTELLA AMERICANA Aubl.<br />
(Rosaceas).<br />
(A. m.).<br />
SYN.—Ajurú — Bois de gaiilette (G. fr.).<br />
Mad. — Boa madeira para ripas (se fende facilmente).<br />
MADRESILVA do JAPÃO — LONICERA JAPONICA<br />
Thunbg. (Caprifoliaceas).<br />
(Cip.).<br />
Orn. — Bonita planta de jardim; flores branco-amarellado,<br />
<strong>com</strong> perfume fraco.<br />
MÃE de AZEITE — v. COMADRE de AZEITE. —<br />
i «<br />
MAFlíRA ou MAFUA — (Campos de Almeirim e<br />
Santarém) — v. PAO de ARARA. —<br />
MANGERICÃO do Campo - (Marajó) — v. TRIFOLIO<br />
COMMUM. —<br />
MAHUBA — CLINOSTEMON MAHUBA A. Samp.<br />
(Lauraceas).<br />
(A. m.)—HAB.— Mattas de varzea da região do estuário<br />
(Gurupá—R. Guamá— Ilhas de Breves).<br />
Mad. — Cheiro desagradavel (de raizes de Orchideas),<br />
amarello-pardo, tenra, trabalhando-se facilmente — Para<br />
cdnstrucção civil. - D = 0.66.<br />
Ind. — As sementes são oleaginosas; as amêndoas<br />
seccas dão 71 %> de sebo amarello escuro, de cheiro particular.<br />
contendo 45%> de trilaurina (E. André); ponto de fusão<br />
: 42' C. — A safra é de novembro a fevereiro.<br />
MAIRÂ — (Óbidos) — HUMIRIANTHERA DUCKEI<br />
Hub. (Icacinaceas).<br />
SYN.— Apolô (Faro) — Mandioca assú (Mte. Alegre<br />
— por confusão).<br />
(a. trepador ) — HAB.- Em matta baixa, de terrenos férteis,<br />
de preferencia argillosos, na T. f.
250 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Loc.— Óbidos — Santarém — Monte Alegre — Cuminámirim<br />
— Faro. .<br />
AlimO rhizoma é um tubérculo enorme ( de 20 a<br />
40 cm. de diam.) donde se pode extrahir até 16 k. de amido;<br />
este amido, lavado diversas vezes por decantação, pode servir<br />
para a alimentação. Esta raiz contem um principio venenoso<br />
que as lavagens eliminam. - O fructo, da grossura<br />
de um ovo de gallinha, dá também amido.<br />
MAJORANA — (Mte Alegre) — v. ALGODÃO BRAVO.<br />
MAJORANA — (Furos) — v. FANFAN. —<br />
MAJUBA — (Marajó) — SPHENOCLEA ZEYLA-<br />
NICA Gaertn. (Campanulaceas).<br />
(a. de lm.60).<br />
sUim. airim.— Pastagem de pouco valor para o gado<br />
bovino.<br />
MALAGUETA — CAPSICUM FRUTESCENS Willd<br />
( Solanaceas).<br />
(a.).<br />
SYX.— Pimenta malagueta.<br />
Alim.— Os fruetos são condimentos, excitantes do apparelho<br />
digestivo.<br />
Med.— Para sinapismos efficazes em caso de meningites<br />
e congestões cerebraes. — Os fruetos contêm 2 alcalóides: a<br />
Capsaicina e a Capsicina.<br />
MALAMBO, ou MELAMBO — v. CAA-POROROCA. —<br />
MALEITEIRA — v. ASSACU-Y. — EUPHORBIA CO-<br />
TINOIDES Miq. (Euphorbiaceas).<br />
MALÍCIA — MIMOSA SENSITIVA L. (Leg. mim.),<br />
a. p.) — HAB.- Nas capoeiras de Belem.<br />
CAR.— Fiôr rósea.<br />
MALÍCIA — (Bôa Vista, no H. Tapajoz) — A C A CIA<br />
RIPARIA Benth. : Leg. mim.).<br />
Cipó grande # da matta.—CAR.- Armado de espinhos<br />
curtos e recurvados. *<br />
MALÍCIA d'AGUA — (Óbidos) — v. JUQUIRY MANSO.
251<br />
MALÍCIA das MULHERES — MIMOSA PUDICA L.<br />
(Legum. mimos.).<br />
SY.W— Sensitiva —Juquiry rasteiro.<br />
HAB.— Margens dos cursos d'agua e campos alagados<br />
onde forma extensas manchas.<br />
(a. p.) — Loc.- Monte Alegre (nos campos) — Gurupá<br />
(na cidade) — Marajó.<br />
CAR.— Flores branco-roseo; É a verdadeira "sensitiva",<br />
murchando ao menor toque<br />
Med. pop.— O cozimento da planta emprega-se no tratamento<br />
das anginas, em gargarejos; o extracto íluido, em<br />
cataplasmas, nas ulceras cancerosas e moléstias do útero.<br />
— A raiz é purgativa; o succo das folhas é também purgativo;<br />
este succo passa por toxico, em alta dose, provocando<br />
priapismo violento e morte, a raiz servindo de antídoto.—<br />
O chá, ou cozimento da raiz, passa por ser um energico<br />
tonico dos vasos seminaes cuja funcçào acha-se enfraquecida<br />
pela idade.<br />
MALÍCIA das MULHERES — V. JUQUIRY RASTEIRO.<br />
MALMEQUER do CAMPO — TIBOUCHINA ASPERA<br />
Aubl. (Melastomaceas).<br />
(A.) — CAR.- Flores bonitas, purpureas —Toda a planta<br />
é aromatica.<br />
Med. popA infusão das folhas e summidades floridas<br />
é bechica e sedativa.<br />
MALVA ALGODÃO-RANA — PAVOXIA PANICU-<br />
L.YTA Cav. (Malvaceas).<br />
Loc.—Murutucú (R. Guamá).<br />
CAR.— Folhas trilobadas, serreadas, escuras por cima<br />
e verde claro por baixo, flores amarello claro, de 1,5 a 2<br />
cm. de diam.<br />
MALVA BRANCA — (Marajó) — W A L T H E R IA<br />
AMERICANA L. f Sterculiaceas).<br />
SY.W— Malva branca de Santarém — Malva velludo<br />
( R. J apajoz ).<br />
HAB.— Commum em capoeiras, em terrenos estereis.<br />
('a. p. até 2M.50) CAR.- Haste castanho avermelhado,<br />
vergonteas brancas, folhas ovaes oblongas, pilosas nas duas
252 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
faces, até 7 cm. de <strong>com</strong>primento. Flores reunidas cm Cymas<br />
axilfôres ou terminaes, pequenas, cor amarello palha; sementes<br />
miúdas. , .<br />
Ind — A casca fornece bôas libras para cordoaria,<br />
aniagem.<br />
MALVA BRANCA — SIDA CORDIFOLIA L. (Malvaceas).—<br />
Origin. da índia.<br />
SYN.— Malva branca sedosa (R. Tapajoz).<br />
HAB.—Planta muito robusta, crescendo em todos os<br />
terrenos.<br />
(a. até 2 mts.)—• CAR.- Folhas verde claro, cordiformes,<br />
serreadas, oval oblongas, revestidas de tomento macio,<br />
acinzentado, em ambas as paginas. — Flôres pedunculadas,<br />
(6—8mm. de diâmetro) em racimos axillares ou terminaes,<br />
sementes <strong>com</strong> 2 aristas.<br />
Ind — Dá bôas fibras para cordoaria, aniagem, tecidos<br />
div., papel.<br />
Med. pop — As folhas são emollientes: mastigadas, applicam-se<br />
sobre as picadas de vespas.— O decocto da raiz<br />
é usado externamente na blennorrhagia.<br />
MALVA BRANCA do SALGADO — v. PACO-PACO. —<br />
MALVA CAÁ-JUSSÁRA — (Óbidos) — v. SACA TRAPO<br />
— HELICTERES PENTANDRA L. (Sterculiaceas).<br />
SYN.— Uaicima (M. Tapajoz).<br />
Med. pop.— As flores são peitoraes e emollientes.<br />
MALVA CARRAPICHO — (Óbidos) — PAVONIA<br />
TYPHALEA (Malvaceas).<br />
(a.) —SYN.- Carrapicho do brejo (Belem)— Carrapicho<br />
(Óbidos).<br />
CAR.— Folhas asperas, serreadas. Flôres brancas, em<br />
bouquets nas extremidades de longos pedunculos.<br />
Ind.—A casca das hastes dá fibras (Rendimento 4%<br />
— R.do Monteiro da Costa).<br />
MALVA CARRAPICHO do BREJO — (Belem) — v<br />
MALVA CARRAPICHO. —<br />
MALVA ESTRELLA — (Óbidos) — ABUTILON" UM-<br />
BELLATUM Sweet. (Malvaceas).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 253<br />
MALVA FELPUDA — SIDA GLOMERATA (Malva-<br />
ceas). Loc.— Bel em.<br />
MALVA GRANDE — (R. Tapajoz) — ABUTILON<br />
SCHENCKII Schumann ( Maivaceas).<br />
(a. gr.) —CAR.- Folhas muito grandes.—Grandes flores<br />
amarellas.<br />
Ind.— Fibras muito resistentes.<br />
MALVA de MARAJÓ — SIDA ACUTA — (Maivaceas)<br />
v. MALVA RELOGINHO. —<br />
MALVA LÍNGUA de TUCANO—v. LÍNGUA de TUCANO<br />
MALVA de MARRECA — ?<br />
MALVA de PENDÃO — v. PACO-PACO (Wissadula spicata).<br />
MALVA PIRANGA— WISSADULA EXCELSIOR<br />
(Cav.) Presl. (Maivaceas).<br />
Loc.— R. Solimões.<br />
CAR.— Cresce alta sem ramificações.<br />
Ind. — Dá bôas fibras.<br />
MALVA da PRAIA — v. MALVA RELOGIO GRANDE. —<br />
MALVA PRETA — (Marajó — SIDA RHOMBIFOLIA<br />
L. -(Maivaceas), var. canariensis e subtomentosa.<br />
SYN.— Vassoura — Vassourinha.<br />
(a. até 2 mts.) — HAB.- Em terrenos abandonados estereis.<br />
CAR.— Hastes vermelho escuro, avelludadas.— Flores<br />
axillares, solitarias, num peciolo <strong>com</strong>prido, apenas medias;<br />
amarellas, mas, ao centro, a base das pétalas é vermelho<br />
arroxeado escuro.— Sementes: capsulas <strong>com</strong> muitas sementes<br />
munidas de 2 aculeos curtos.<br />
Ind.— Serve para fazer vassouras.—A casca das hastes<br />
tf á bôas fibras, superiores á juta ao ponto de vista da<br />
resistencia e da conservação.<br />
Alini. aniín.— Forragem, quando nova, apreciada pelos<br />
carneiros.
254 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
MALVA PRETA — v. CARRAPICHO GRANDE —<br />
MALVA RABO dc FOGUETE — (Óbidos) — v. PACO-<br />
PACO ( Wissadula hernandioides ).<br />
MALVA RABO dc FOGUETE — (Marajó) — v. PACO-<br />
PACO (Wissadula spicata).<br />
MALVA RABO dc FOGUETE — (Beiern)— v. UACIMA<br />
ROXA. —<br />
MALVA RELOGINHO — SIDA ACUTA Burm. var.<br />
carpinifolia (Malvaceas).<br />
(a. p.) — SYX.- Vassoura — Tupichd ( L. g.).<br />
Loc.— Belem.<br />
CAR.— Flores axillares ou terminaes, dispostas em grupos,<br />
inteiramente amarello claro (diam. S mm.). Folhas pecioladas.<br />
alternas, serradas.<br />
Ind.— Dá fibras excellentes.<br />
Med. pop.— As folhas são emollientes.<br />
MALVA RELOGIO GRANDE — SIDA RHOMBIFO-<br />
LIA L. var. guianensis (Malvaceas).<br />
SYX. — Malva da praia (Belem) — Vassourinha — Uacima<br />
da praia.<br />
HAB.— Abundante nas margens de rios e nas barreiras.<br />
(a. até 2m.50)—CAR.- Flores amarello claro (diam.<br />
8 mm.), longamente pedicelladas; sementes abundantes, pretas,<br />
<strong>com</strong> 2 pontas. — Folhas oblongas, lanceoladas, verde<br />
claro, serreadas.<br />
Ind.— A casca das hastes fornece fibras de primeira<br />
qualidade para cordoaria, aniagem e tecidos diversos.<br />
MALVA ROSA — ALTHAEA ROSE A DC. (Malvaceas).—<br />
Origin.. da China.<br />
Ind.— Fornece boas fibras texteis.<br />
( PI. h.) — Om.' Cultivada nos jardins.<br />
MALVA ROXA G— URENA LOBATA L.-v. UACIMA<br />
ROXA (Marajó) -^(Malvaceas).<br />
MALVA ROSADA, de folhas grandes—PAVONIA MA-<br />
LACOPHYLLA (NeeseMart.) Gurke (Malvaceas).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 255<br />
SYN.— Uacima verdadeira (R. Tapajoz)—Malva vellado.<br />
Loc.— Belem — Maracanã — Rio Tapajoz.<br />
(a. até 2 mts.)— CAR.- Folhas grandes avelludadas<br />
nas duas faces; face superior castànho-avermelhado escuro,<br />
face inferior pardacenta; nervuras roscas; hastes avelludadas<br />
—Flôres grandes, rosco-roxo, axillares. isoladas fdiam. 2 cm.).<br />
Ind.— Dá bôas fibras; é uma das plantas fibrosas mais<br />
interessantes da Amazônia.<br />
MALVA TAQUARY — WISSADULA AMPLÍSSIMA<br />
( L.) Fries.<br />
SYN.—Malva eslrella.<br />
MALVA ISCO — SIDA MICRANTHA A. St. Hil.<br />
(Malvaceas).<br />
SYN.— Vassourinha de flôr miúda.<br />
Ind. —Serve para fazer vassouras—do caule extrahese<br />
bella fibra têxtil.<br />
Med. pop.— O xarope é empregado nas bronchites.<br />
MALVARISCQ —(Pará) —v. CAA-PEBA do NORTE. —<br />
MALVA-Y — SIDA SALVIAEFOLIA Presl. (Malvaceas).<br />
MAL VINHA — SIDA URENS L. (Malvaceas).<br />
(a.).<br />
Loc.— Rio Tapajóz.<br />
CAR.—Folhas e hastes felpudas — Folhas lanccoladas<br />
pequenas, dentadas — Flôres roxo claro (diam. 7-10 mm.)<br />
<strong>com</strong> a base interna das pétalas roxo purpureo escuro.<br />
Ind.— Dá bôas fibras têxteis muito finas e resistentes.<br />
— Rendimento em fibras 4,5 °/o (R. do Monteiro da Costa).<br />
MAMÃO BRAVO — CARICA HETEROPHYLLA<br />
Poepp. e Endi. (Caricaceas).<br />
(PI. h.).<br />
Loc.—Rio Branco de Óbidos —Alemquer.<br />
MAMÃO BRAVO, ou do MATTO JACARATIA SPI-<br />
NOSA (Aubl.) . . . (Caricaceas).<br />
SYN. — Chaniburú — Manulo-rana (Bôa Vista, no R.<br />
Tapajoz).
A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
Loc.-R. Branco de Óbidos —Srs. de Almeirim — M.<br />
^ * (A.^m.) — CAR.- Casca avermelhada, lisa, coberta de<br />
aculeos; a seiva leitosa é caustica.<br />
Mad. — Branca, esponjosa.<br />
Alim. — Exgottado o succo leitoso da casca por meio<br />
de incisões e sendo bem maduro, o' fructo é inoffensivo,<br />
utilisado para preparar <strong>com</strong>potas.—O fructo é amarello, liso,<br />
ovoide. marcado de sulcos longitudinaes pouco accentuados.<br />
Ale d.—O succo do fructo é drástico e hvdragogo.<br />
MAMÃO BRAVO — (A. Amazonas) — J AC AR ATI A<br />
DIGITATA (Poepp.) . . . (Caricaceas).<br />
(A. g.)—SYN.- Chambiirit.<br />
MAMMA de CACHORRO — V. LOURO ROSA AMA-<br />
RELLO.<br />
MAMMEIRA — (Macapá e Mazagão) — v. TARUMÃ<br />
GRANDE do CAMPO. —<br />
MAMOEIRO — CARICA PAPAVA L. (Papayaceas).<br />
-Origin. do México.<br />
(A. p.).<br />
Ind. — Os indígenas usam, ás vezes, as folhas do mamoeiro<br />
para envolver a carne de caça e tornal-a macia.<br />
As lavadeiras lavam a roupa <strong>com</strong> as folhas contusas<br />
afim de tirar as manchas<br />
Alim.—O fructo é uma baga globulosa ou alongada,<br />
em forma de enorme pera, de peso de 1 até 3 k., verde, virando<br />
ao amarello; por dentro parece melão, mas as sementes<br />
são pequenas, pretas, <strong>com</strong>o pimenta do reino; a polpa<br />
é amarello-alaranjado, perfumada, assucarada, de sabor<br />
agradavel, de digestão fácil.—Do fructo verde <strong>com</strong>o maduro<br />
fazem-se dôces; verde e cosido é um bom legume.<br />
Aled. — Os fructos passam por desobstruentes do ligado,<br />
as sementes por vermífugas.—O succo latescente da arvore<br />
e do fructo contem papaina, ou pepsina vegetal que<br />
e um fermento digestivo de alto valor.<br />
O succo é aconselhado contra as sardas; elle é um<br />
pouco cáustico e deve ser usado em solução; puro elle serve<br />
para destruir os callos, as verrugas. *<br />
MAMONEIRA — v. RÍCINO.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 257<br />
MAMORANA — BOMBAX AQUATICUM (Aubl.)<br />
Schum. (Bombacèas) = CAROLINEA PRINCEPS L. f. = ?A-<br />
CHI RA AQUATICA Aubl.<br />
SYN. —Painera de Cuba (Rio de Janeiro) -Castanheira<br />
das Guyunas— Provisiontree (Ing!.).<br />
(A. p. ou m.) — HAB - Commum em toda a Amazônia<br />
principalmente no estuário, nas margens argillosas alagadiças<br />
dos igarapés da varzea.<br />
CAR. —Flores amarelloclaro — Fructo semelhante ao<br />
de cupú-assü.<br />
Mad. — Branca, molle, esponjosa, para papel, gameilas<br />
Para pasta de cellulose: rendimento, 36%— Comprim.<br />
das fibras: 1,8S (B. Cordeiro— M. C. P.) — D = 0,46.<br />
Ind.—A casca dá bôa estopa para calafetar embarcações<br />
e fabricar cordas. — A casca secca contem 2,7 % de<br />
tanninos (E. Serfaty — M. C. P.); dá também uma tinta<br />
vermelho escuro, <strong>com</strong>o a do murucv, que serve para tingir<br />
as velas de canoas, linhas e redes de pescar.<br />
As amêndoas dão 58 °/o de gordura branca, inodora;<br />
a safra é de fevereiro a julho.<br />
Alini.—As sementes são <strong>com</strong>estíveis, principalmente<br />
quando verdes, assadas ou cosidas.<br />
Orn. — Arvore ornamental, para parques.<br />
MAMORANA — BOMBAX (PACHIRA) RIGIDIFO-<br />
L1UM Ducke (Bombacèas).<br />
(A. m.)—HAB.- Nos pantanos e margens de igarapés de<br />
agua escura, na parte oriental do E. do Pará e cm Manáos.<br />
Parecido <strong>com</strong> o Bombax aquaticum — Fructo do<br />
mesmo tamanho.<br />
MAMORANA GRANDE — BOMBAX SPRUCEANUM<br />
(Dcsne) Ducke (Bombacèas) = PACHIRA ÍNSIGNIS Schum.<br />
(em parte).<br />
(A. m. ou g.) —HAB.-Commum na matta marginal inundada<br />
do Amazonas e de certos rios (Cuminá —Jauary, da<br />
Prainha — Uaupés— Abuná - Acre) em terrenos de varzea<br />
argillosa.<br />
CAR.—As llôres, purpureas, são notáveis entre as maiores<br />
do mundo (30 a 40 cm. de <strong>com</strong>prido). — Fructo ovoide,<br />
parecido <strong>com</strong> o do Bombax aquaticum, mas maior, mais<br />
escuro.
258 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad.—Leve, para jangadas, bóias ,molle, esponjosa,<br />
para papel.<br />
Ind.—Amêndoas oleaginosas, tornando-se rapidamente<br />
rançosas. Do fructo tira-se fibras curtas e macias para<br />
colchoaria. . . .<br />
Alim—As amêndoas sAo <strong>com</strong>estíveis depois de assadas;<br />
as folhas também depois de cosidas.<br />
Orn.—Árvore ornamental para parques.<br />
MAMORANA, ou MAMÃO - RANA —- v. MAMÃO<br />
BRAVO. —<br />
MANACÁ — BRUNFELSIA HOOPEANA Benth. (Solanaceas)<br />
= BRUNFELSIA LATIFOLIA Pohl. - Origin.<br />
do Sul.<br />
SYN.—Geratacd, ou Jerataca— Cad-gambd.<br />
(a.)—CAR.-Flores isoladas azul-arroxeado claro, virando<br />
pouco a pouco ao branco, de perfume penetrante.<br />
Mcd.—Raiz purgativa e emetica, abortiva e depurativa.<br />
O principio activo é um alcalóide, a Manacina\ encontra-se<br />
também um glucoside visinho da Eseldin a.<br />
E' um antisyphilitico, antirheumatico e emmenagogo<br />
efficaz, venenoso em dose elevada (lethargia).<br />
MANACÁ — BRUNFELSIA GUIANENSIS Benth.<br />
(Solanaceas).<br />
(a.)—HAB.- Na T. f.<br />
SYN.— G cr ataca, ou Jeratacd.<br />
Loc.— Faro — Cuminá-mirim.<br />
CAR.— Flores esverdeadas, pequenas.<br />
Mcd.— Depurativo muito activo (raiz), antisyphilitico,<br />
antirheumatico; toxico em alta dose (lethargia)<br />
MANACÁ grande — BRUNFELSIA GRANDIFLORA<br />
(Solanaceas). Origin. do Perú.<br />
(a. g.) — CAR.- Flores grandes, inodoras, em grupos<br />
de duas cores, branco e azul, abundantes.<br />
Orn.— Planta muito ornamental.<br />
MANACÁ-RANA — PAYPAYROLA GRANDIFLORA<br />
lul. (Yiolaceas). •<br />
(A. p.) —Loc.- Commum no submatto da T. f. em<br />
Belem e Manáos.<br />
CAR.— Flores amarei las.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 259<br />
MANAIARA — (B. Amazonas) — v. ACAPU-RANA. —<br />
MANDACARU — v. JARAMA CARU. —<br />
MANDINGA — (Marajó) — RHVNCHOSPORA aff.<br />
HIRSUTA Vahl. (Cyperaceas).<br />
(PI. h. de Om.30).<br />
MANDIOCA—MANIHOT UTILÍSSIMA Pohl. (Euphorbiaceas).—<br />
Deve ser originaria da America tropical,<br />
mas nfto tem sido ainda encontrada no estado selvagem.<br />
(a.) — Sy.w- Mandioca amargosa.<br />
CAR. — Hastes tortuosas, angulosas, de 2 a 4 m. de<br />
alt.— O fructo é uma capsula <strong>com</strong> expansões lateraes em<br />
forma de alas.— Tubérculos pesando até 3 k.—Prod. 3.000<br />
ks. por hec.<br />
Alim.— Os tubérculos, muito volumosos, contem um<br />
succo venenoso, mas o principio toxico é um glucoside<br />
cyanogenetico, a Manihotoxina, agindo somente pelo acido<br />
cyanhydrico que produz e que, sendo volátil, desapparece<br />
pela torrefacçâo.— Com estes tubérculos ralados prepara-se<br />
a farinha de mandioca, precioso alimento em todas as regiões<br />
tropicaes ; delles cxtrahe-se fécula (tapioca); os renovos da<br />
planta são <strong>com</strong>estíveis (maniçoba); a farinha fermentada<br />
dá um álcool, o cauim.<br />
Me d.— Com a farinha preparam-se cataplasmas emollientes.<br />
MANDIOCA-ASSÚ — (Mte. Alegre) — HUMIRIAN-<br />
THERA RUPESTRIS Ducke Loc.— Belem — E. de F. de Br. — Região do estuário<br />
e litoral — Gurupá.<br />
Ma d.— Roseo-pardacento, fibrosa, tenra mas bastante<br />
resistente — para marcenaria, caixas.— D = 0.74.
260 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
fnd.— Para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das fibras,<br />
1,201—diam. 0,026 (A. Bastos —M. C. P.).<br />
MANDIOQUEIRA — (Porto de Moz — Almeirim) —<br />
QUALEA WITTROCKH Malm. (Vochysiaceas).<br />
SYN.— Umiry-rana (Monte Alegre).<br />
(A. m. ou g.J — HAB.- NO igapó dos riachos de campos,<br />
no B. Amazonas e affluentes.<br />
MANGABA-RANA — (E de F. de Br.) — SIDEROXY-<br />
LON aff. GUIANENSE A. DC. (Sapotaceas).-v. GIPY —<br />
(B. Amazonas). —<br />
MANGABEIRA — HANCORNIA SPECIOSA Gom.<br />
(Apocynaceas).<br />
(a. p.) — HAB.- NOS campos da parte E. e S. E. do<br />
Estado do Pará.<br />
Loc.—M. rio Tapajoz — E. da I. de Marajó — Salgado<br />
— B. rio Tocantins — Arravollos — Macapá.<br />
Mad. — Vermelha e rija, para rodas, poleame, marcenaria.<br />
Ind. — Pela incisão da casca escorre um látex de cor<br />
rósea pallida que, pela coagulação, dá uma borracha de<br />
qualidade inferior.<br />
Alim.— O fructo é espherico, amarello estriado de vermelho,<br />
tem succo viscoso na casca e polpa acidulada, de<br />
gosto agradavel; serve para a fabricação de doces, <strong>com</strong>potas<br />
e sorvetes; fermentado, dá um vinho apreciado.<br />
MANGARA— CALADIUM BICOLOR Vent. var.<br />
VELLOSIANUM Engl. (Aroideas).<br />
SYN .— Tajd.<br />
(PI. h.) — CAR.- Folhas grandes, verde escuro, <strong>com</strong> as<br />
nervuras manchadas de vermelho<br />
MANGARATAIA — ZINGIBER OFFICIXALIS Rose.<br />
(Zingiberaceas) — Origin. da índia.<br />
(PI. h.).<br />
SYN.— Girtgibre.<br />
Alim — O rhizoma é carnudo, branco ou amarellado<br />
por dentro, de sabor quente e um pouco acre, de cheiro<br />
aromatico picante; <strong>com</strong> elle prepara-se uma bebida fermentada<br />
agradavel, o "Gengibirra" (Ginger-beer, dos Ingl. ).<br />
Med. — Mastigada, produz salivação; ingerida, dá sen-
ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />
sação de calor, augmenta a secreção gastrica, estimula as<br />
funcções digestivas.—Preconisada contra os catarrhos chronicos,<br />
contra dyspepsias, cólicas flatulentas. A tintura é<br />
usada externamente em fricções nas dores rheumaticas e<br />
nas polynevrites (beriberi).<br />
MANGERICÁO —OCIMUM MINIMUM L. (Labiadas).<br />
—Origin, da Europa.<br />
(PI. h.) — Cultivada nos jardins.<br />
Med.— Aromatica; em banhos <strong>com</strong>o estimulante.<br />
MANGERONA — ORIGANUM MAJORANUM L. (Labiadas<br />
— Origin, da Europa.<br />
(PI. h.) - Cultivada nos jardins.<br />
Med— Aromatica; usada em banhos <strong>com</strong>o estimulante;<br />
a infusão é carminativa e sudorífica.<br />
261<br />
MANGUE d'AGUA DOCE —v. CANELLA de VELHA. —<br />
MANGUE d'AGUA DOCE-v. LARANJA do MATTO. —<br />
MANGUE AMARELLO — v. CIRIUBA. —<br />
MANGUE BRANCO — v. CIRIUBA. —<br />
MANGUE BRANCO — LAGUNCULARIA RACE-<br />
MOS A Gaernt. ( Combretaceas ).<br />
SYN.—7 inteira dos manga es ( Marajó ) — Palétuvier<br />
gris ( G. fr. ) — White mangrove ( Ingl. ).<br />
(A. m.) - HAH.- NO mangal da região litoral.<br />
Mad.—Para carpintaria, caibros, vigotas, lenha, carvão.<br />
In d.— A casca serve para tinturaria e cortume; a<br />
casca secca dá 10,3° o de tanninos, os galhos 10.7 %> e as<br />
folhas 16,8° o (E. Serfaty-M. C. P.).<br />
MANGUE do MATTO — v. FARINHA SECCA. —<br />
MANGUE PRETO — v. MANGUE VERMELHO. —<br />
. MANGUE VERMELHO — RHIZOPHORA MANGLE<br />
L. typo ( Rhizophoraceas ).<br />
SYN.—Mangue preto.<br />
(A. m.)—HAB.- Costa do Salgado.
262 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
Mad.— Bôa para tanoaria. — Roseo-pardo, densa e<br />
dura.—Dormentes.<br />
but — A casca serve para cortume; a casca secca dá<br />
24,2% de tanninos, as raizes aereas <strong>com</strong>pletas dào 10,5°/0.<br />
(E. Serfaty — M. C. P.); pouco procurada porque <strong>com</strong>munica<br />
ao couro uma coloração vermelha intensa.<br />
Alim.— Os fructos fermentados dão uma bebida apreciada<br />
pelos indígenas.<br />
Me d. pop.— A casca é adstringente e serve no tratamento<br />
das dysenterias, diarrheas, hemorrhagias passivas.—<br />
A seiva dá o "Kino" da America.<br />
MANGUE VERMELHO — RHIZOPHORA MANGLE<br />
L. var. RACEMOSA (Rhizophoraceas).<br />
SYN.— Mangue sapateiro—Red mangrove (Ingl.).<br />
( A. ro.) — HAB.- Nas costas da I. de Marajó, da Guyana<br />
brasileira e nos furos de Breves.<br />
Mad.— Bôa para construcçáo civil, lenha, dormentes.<br />
lnd — A casca secca dá 16 °/o de tanninos (E. Serfatv<br />
— M. C. P.).<br />
MANGUEIRA — MANGIFERA INDICA L. (Terebinthaceas).—<br />
Origin, da Asia meridional.<br />
(A. g.) — Cultivada nos jardins e <strong>com</strong>o arvore de sombra<br />
nos parques e nas avenidas.<br />
il/^.-Madeira de pouco valor, para marcenaria.<br />
Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis e saborosos, de perfume<br />
especial, um pouco resinoso.— Fructificaçáo em Belem:<br />
março e abril.— ( Flores em dezembro ).<br />
Me d. pop.— Os fructos são antiscorbuticos; a casca<br />
emprega-se contra as febres, a metrorrhagia, a leucorrhea,<br />
a sarna e as moléstias cutaneas cm geral.<br />
Orn.— Copa frondosa; bella arvore para sombra.<br />
MANGUERANA — (Estuário) — TOVOMITA BRA-<br />
SILIENSIS (Mart.) Walp. ( Guttiferaceas).<br />
A. m.).<br />
Y.W— Paxiuba-rana miúda.<br />
Loc.— Soure—Mosqueiro.<br />
Mad.— Bôa madeira para marcenaria.<br />
Med. pop. —A infusão das flores, adstringente, contra<br />
diarrheas.— O oleo dos fructos em fricções no rheumatismo<br />
articular.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 263<br />
MANGUERANA — (R. Tapajoz) — SYMMERIA PA-<br />
NICULATA Benth. ( Polygonaceas).<br />
MANIÇOBA — MANIHOT GLAZOVII Muell. Arg.<br />
(Euphorbiaceas).— Origin. do N. E. brasileiro.<br />
(A. p.).<br />
Ind.— O látex dá borracha.— As sementes silo oleaginosas.<br />
Med. — As raizes são feculentas, mas muito venenosas.<br />
MANIVA do CAMPO — (Marajó) — MANIHOT sp.<br />
í Euphorbiaceas).<br />
(a. de lm.20 a 2m.20).<br />
Ali in. anini.— Forragem aproveitada pelos bovinos.<br />
MANIVA dos INDIOS — (Amapá) —MANIHOT<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(a.)—Provavelmente a mesma "Maniva do campo<br />
de Marajó.<br />
MANIVA de VEADO — MANIHOT<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(a.) — Arbusto trepador, das mattas do R. Tapajoz.<br />
MANOPE da PRAIA — (Faro) — PARK IA DISCO-<br />
LOR Benth. ( Legum. mim.).<br />
SYN —Gipôuha (Óbidos)—Sipôuba, ou Cipóuba.<br />
HAB— Nas praias e nos igapós arenosos.<br />
Loc.—L. de Sapucuá-R. .lamundá—B. R. Trombetas<br />
—Óbidos.<br />
(A. p.) —CAR.- Baixa, <strong>com</strong> longos ramos floriferos horizontaes,<br />
alargando a copa; flores em grandes capítulos<br />
purpureos.<br />
Mad.—Para construcçáo civil.<br />
MÃO de BRANCO — (Óbidos) — ALSTROEMERIA<br />
AMAZÔNICA Ducke (Amaryllidaceas).<br />
(a. p.)—Origin. do R. Branco de Óbidos e dos Campos<br />
do Ariramba.<br />
Orn— Planta ornamental, cultivada em jardins.<br />
MÃO de GATO — (Óbidos) — CONNARUS ERIAN-<br />
THUS Benth. (Connaraceas).
264 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
(a D.V-HAH.- Em terrenos arenosos, altos, seccos.<br />
. 0;//.-Os ramos e as folhas novas silo muito lanosos<br />
e empregados para confecção de enfeites.<br />
MÃO de ONÇA — MARCGRAVIA CORIACEA Vahl.<br />
( Marcgraviaceas), e outras especies do mesmo genero.<br />
CAR.—Planta epiphyta; encontra-se nos troncos de<br />
arvores, nas margens dos rios.<br />
Meei. pop.— O caule e as folhas são anti-rheumaticos<br />
e úteis contra o defluxo.<br />
MÃO de ONÇA — (Marajó) - MAR ANTA aff. NOC-<br />
TIFLORA Reg/e Ker. (Marantaceas).<br />
( PI. h.).<br />
MAPARAJUBA — (E. do Pará) — MIMUSOPS AMA-<br />
ZÔNICA Hub. (Sapotaceas) = MANILKARA AMAZÔ-<br />
NICA (Huber).<br />
SVN*.— Massaranduba de pequenos, fruetos prelos.<br />
(A. G.) — HAB.- Na matta de T. f., em terreno arenoso,<br />
secco ou húmido.<br />
Loc.— Em todo o Estado.<br />
CAR.—Folhas glabras, da mesma cor dos dois lados.<br />
Fruetos globulosos de 1,5 cm. de d iam., preto violáceo.<br />
Mad.— Vermelho vivo, passando ao vermelho-castanhovioláceo,<br />
dura, de grão homogeneo, trabalhandose bem;<br />
resiste bem na agua, no ar, ou na terra húmida da varzea,<br />
não na terra firme.- Inferior á da massaranduba verdadeira.<br />
- D = 1,05.<br />
MAPARAJUBA — (E. de F. de Br. — Estuário) — MI-<br />
MUSOPS PARAENSIS Hub. (Sapotaceas) = MANIL-<br />
KARA PARAENSIS (Huber).<br />
( A. g.) — HAB.- Mattas da varzea, huniosas e pantanosas,<br />
da região do estuário e do litoral.<br />
CAR.— Folhas amarellas na face inferior, viscosa, pilosa.<br />
MAPARAJUBA — (M. rio Tapajoz) — v. MASSARAN-<br />
DUBA ( Mimusops excelsa).<br />
TV T - - (Gurupá) - ASPIDOSPEf^M A<br />
I M \ D A1 l M Ducke ( Apocvnaceas).<br />
SYN.—Jacamim ( Breves).<br />
(A. p. ou m.) - HAB.- Matta da varzea.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 265<br />
Mad.— E' uma peroba; madeira esbranquiçada, de grilo<br />
muito fino; excellente lenha para fogo ( Gurupá).<br />
MAPATY — POUROUMA CECROPIAEFOLIA Mart.<br />
(Moraceas).<br />
í A. m.).<br />
SVN.— Cucúra—Imbauba mansa — Imbauba de vinho<br />
— Uvilla (Peru).<br />
Alim.— Os fructos silo doces, acidulos, mucilaginosos;<br />
fermentados, dão uma bebida vinhosa.<br />
MAPlÀ — v. ANDIROBINHA. —<br />
MAPUÁ — (Amazonas — R. Solimões) — CYCLAN-<br />
THUS B1PARTITUS ( Cyclanthaceas).<br />
HAB.— Frequente no Pará e no Amazonas, nos igapós<br />
de agua preta.<br />
CAR.— Parecido <strong>com</strong> uma palmeira pequena Flores de<br />
perfume muito forte, agradavel ao longe, gosando da reputação<br />
de aphrodisiacas; afugentam os mosquitos (Poeppig.).<br />
MAPUXIQUY — (Mte Alegre) — v. PARICA GRANDE<br />
da V ARZE A. —<br />
MARA-ÇACACA — CONNARUS sp.<br />
(Connaraceas).<br />
SYN.— Muira-çacaca — Vacca preta ( Belem ).<br />
Mad. - Para construcções civis.<br />
MARACUJÁ <strong>com</strong>mum — PASSIFLORA LAURIFO-<br />
LIA L. (Passifloraceas).<br />
SYN.— Pomme liane (G. fr.).<br />
HAB.-Frequente nas capoeiras.—Cultivado nos jardins.<br />
(Cipó). — CAR.- Haste de secção circular; bonitas flores<br />
azul arroxeado — folhas inteiras, ovaes.<br />
Alim.— Fructo quasi espherico, da grossura de um ovo<br />
de gallinha, amarello ou avermelhado, <strong>com</strong>estível — contem<br />
grande numero de pequenas sementes envolvidas numa polpa<br />
pardoesverdeado, gelatinosa, acidulada, doce, de aroma<br />
agraciavel.— Fructo refrigerante, bom para convalescenças.<br />
Med. pop.— Folhas amargas e adstringentes. — Raiz<br />
vermífuga.
266 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
-Uma especie visinha, a FASSI FLOR A TINI FOLIA<br />
lussieu, é conhecida nas Antilhas francezas <strong>com</strong> o nome de<br />
Marie-tambour; o frueto é menor, a polpa mais delicada.<br />
MARACUJÁ — PASSIFLORA CANDIDA (Poepp.)<br />
Mast. (Passifloraceas).<br />
JLoc.— Fm toda a Amazônia, mas rara.<br />
CAR.— Flores alvíssimas, perfumadas.<br />
MARACUJÀ-ASSÚ — PASSIFLORA QUADRANGU-<br />
LARIS L. (Passifloraceas).<br />
SYN.— Barbadine ( G. fr.).<br />
(Cipó) - CAR.- Haste de secção quadrada, flores róseas<br />
— folhas grandes, inteiras, cordiformes. — Cultivado.<br />
Alim.— Frueto grande, ovoide, maior que um ovo de<br />
ganso, amarelloesverdeado quando maduro, <strong>com</strong>estivcl; a<br />
polpa (arilho que envolve as sementes > é fresca, acidula,<br />
apreciada <strong>com</strong> assucar; em grande quantidade é indigesto<br />
e provoca o somno.<br />
Med. pop. — As raízes passam por narcóticas e venenosas.<br />
MARACUJÁ-ASSU redondo - PASSIFLORA MACRO-<br />
CARPA Masters (Passifloraceas).<br />
(Cipó) —SYN.- Maracujá-mamão — Barbadine (Colonias<br />
francezas).— Esp. visinha da precedente.<br />
Alim.— Frueto ovoide, da grossura de uma pequena<br />
melancia (até 2-3 kilos). amarello esbranquiçado quando<br />
maduro, liso.— A polpa ( arilhos das sementes) é <strong>com</strong>estível,<br />
de gosto agradavel, principalmente addicionando-a de assucar<br />
e de Kirsch ou Rhum.— O pericarpo do frueto, espesso<br />
de 4 a 5 cm., é aproveitado para preparar doces e <strong>com</strong>potas.<br />
MARACUJÁ CASCUDO — (Marajó) — PASSIFLORA<br />
(Passifloraceas)<br />
MARACUJÁ GRANDE, ou COMPRIDO — PASSIFLO-<br />
RA ALATA Ait. (Passifloraceas).<br />
(Cipó).<br />
Alim.— Frueto*do tamanho de um ovo de ganso, <strong>com</strong>estível,<br />
muito apreciado. v.<br />
Med. pop.—As folhas são tônicas, usadas nas convalescenças<br />
e no marasmo senil (em banhos).
267<br />
MARACUJA PEROBA — PASSIFLORA EDULIS<br />
Sims. (Passifloraceas).— Origin. do Brasil,<br />
í Cipó)— Cultivado.<br />
SYX.— Grenadillc (G. fr.).<br />
CAR.— Folhas trilobadas; flores brancas e purpureas.<br />
AlimFructo ovoide, de 5 a 6 cm. de diam. amarello<br />
claro, de polpa amarellada, acida, perfumada, utilisada para<br />
preparar sorvetes e refrescos saborosos.<br />
MARACUJÁ PORANGA—PASSIFLORA COCCINEÀ<br />
Aubl. (Passifloraceas).<br />
(Cipó)—CAR.- Flor escarlate.<br />
Al im. - Fructo verde amarellado, extremamente acido,<br />
não <strong>com</strong>estível.<br />
O///. - Planta ornamental, pelas flores.<br />
MARACUJÁ — PASSIFLORA GLANDULOSA Cav.<br />
(Passifloraceas).<br />
(Cipó) — Nos arredores de Belem.<br />
CAR.—Flores vermelho-claro, quasi róseas.— Fructos<br />
não <strong>com</strong>estíveis.<br />
MARACUJÁ de RATO — ( Belem — Marajó, etc.) —<br />
PASSIFLORA (Passifloraceas).<br />
Este nome é dado a todas as especies cujos fructos<br />
não são <strong>com</strong>estíveis (P. coccinea, P. glandulosa, etc.);<br />
alguns destes fructos passam por venenosos.<br />
MARACUJÁ SUSPIRO — (Belem) —<br />
PASSIFLORA LAURIFOLIA L. (Passifloraceas)<br />
PASSIFLORA NITIDA H. B. K. id<br />
e raras vezes PASSIFLORA RIPARIA Mart. id.<br />
(Cipós).<br />
Altui. -Fructos <strong>com</strong>estíveis, doces.<br />
0/7/.—Flores roxas ou azues, bonitas.<br />
MARACUJÁ-RANA — OPERCULINA PASSIFLO-<br />
ROIDES (Benth.) Ducke (Convolvulaceas), = MARIPA<br />
PASHFLOROIDES Benth.<br />
SYX. — Mari pá.<br />
Loc.— Mandos.<br />
(Cipó) —CAR.- Flores grandes, azul magnifico.<br />
%
268<br />
MARÀ-GONÇALO — HIERONYMA ALCHORNEOI-<br />
DES Fr. Aliem. (Euphorbiaceas).<br />
SYN.—Muird-Gonçalo — Urnciirana — Magonçalo (Ilhas<br />
de Breves). .<br />
(A. M.)—HAB.- Commum na região do estuário (Is. de<br />
Breves). , .<br />
Mad.- Vermelho castanho claro, grão bastante grosseiro,<br />
muito rigida, não se fendendo facilmente—empregada<br />
para carpintaria, pontes, estacadas, construcção de wagons,<br />
segeria; excellente para dormentes. — D = 0,69.<br />
MARÀ-MARÀ — MICONIA (Melastomaceas).<br />
SYN.— Cartel la de velho.<br />
(A. p. ou m.) - HAB.- Matta da T. f.<br />
CAR.—Tronco anguloso.<br />
Mad.— Amarello-pardo, dura. partindo-se facilmente,<br />
nodosa; imputrescivel ao ar, apodrece na terra húmida;<br />
aproveitada na construcção de barracas, telheiros; dá excellentes<br />
varas. — D = 1,05.<br />
MARAVILHA — MIRABILIS D1CHOTOMA L. (Nyctaginaceas).<br />
SYN .—Bonina—Bôas ou Bellas noites.<br />
(PI. h.)—De origem exótica<br />
Med. bop.—Raízes purgativas (Jalapa falsa) e diuréticas,<br />
contra hydropisia, leucorrhea, affecções herpeticas. —<br />
O polvilho (amido) das sementes, misturado <strong>com</strong> succo de<br />
limão, usa-se para tirar as sardas.<br />
Orn. — Flores vermelhas, amarellas, ou raiadas de<br />
branco-vermelho, ou branco-amarello; abrem somente de<br />
noite — Cultivada nos jardins.<br />
MARAVILHA do CAMPO — HYPOLYTRUM sp. (Cyperaceas).<br />
(PI. h.)— Loc.- Frequente nos logares seccos das campinas<br />
de Counany.<br />
MARFIM — v. PÁO MARFIM verdadeiro. —<br />
MARFIM — (R. Tapajoz) — v. ITAPEUÀ. —<br />
MARFIM VEGETAL — v. JARINA. —
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 269<br />
MARGARIDA — (Marajó) — TIBOUCHINA AS PE-<br />
RA Aubl. (Melastomaceas).<br />
(a. p. de 0m.70 a lm.)<br />
Mcd. pop. — Folhas e summidades floridas: bechicas e<br />
sedativas.<br />
Oiti.—Flores purpureas.<br />
MARGARIDA — ASTER AMALLUS L. (Compostas).<br />
Origin. da Europa.<br />
Cultivada—Flôr para jardins.<br />
MARGARIDINHA — v. OFFICIAL da SALA. —<br />
MARIA-MOLLE — (Marajó) —<br />
COM MELINA VIRGINICA L. (Commelinaceas),<br />
e COMMELINA XUD1 FLORA L. id.<br />
Svx. —Marianinha.<br />
(PI. h.)—CAR.- Pequenas flores azues.<br />
Alim. anint.— Forragem.<br />
MARIA MOLLE — (R. Tapajoz) — NEEA DIVARI-<br />
CATA Poepp e Endi. (Nyctaginaceas).<br />
MARIANINHA — v. MARIA-MOLLE. —<br />
MARIA-PRETA — VITEX (Verbenaceas).<br />
Loc. —Campos geraes do R. Erepecurú.<br />
MARICAUA — DATURA INSIGNIS Barb. Rodr. (Solanaceas).<br />
SYN.— Toé.<br />
Loc.—Itacoatiara—B. Solimòes—Tonantins—Iquitos.<br />
(a.) — CAR.- Flores lindas, muito grandes, brancas <strong>com</strong><br />
limbo encarnado, inodores.<br />
Mcd. pop.—Toxico.—Folhas narcóticas, sedativas, calmantes.—<br />
A infusão de 3 a 6 folhas em 200 gr. d'agua produz<br />
a hypnose, <strong>com</strong> sensação de bem estar, abolição da<br />
vontade, a pessoa respondendo ás perguntas <strong>com</strong>o um médium<br />
(adivinhação).<br />
MARI-MARY GRANDE da T. f. — (Óbidos) — CAS-<br />
SIA SPRUCEANA Benth. (Legum. caesalp.).<br />
SCanna-fistula (R. Tapajoz).
270 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />
(A. g.) — MAU.- Matta da T. f.<br />
Loc.— Óbidos — Oriximiná.<br />
CAR.-Fructos nào <strong>com</strong>estíveis.<br />
MARI-MARY GRANDE da V. — CASSIA GRANDIS<br />
L. f. ( Legum. caesalp.).<br />
Svx. - Mari-uiary sarro — Mari-mary preto — Marimary-rana<br />
- Jencúna - Stinking toe (Ingl.).<br />
(A. g.) -HAB- Matta da varzea; frequente nas margens<br />
do Amazonas.<br />
Mad. — Castanho-claro, dureza media, trabalhando se<br />
bem.<br />
Mcd.— Fructos não <strong>com</strong>estíveis; polpa amarga e adstringente,<br />
<strong>com</strong> cheiro forte de " sarro<br />
Orn.— Flores róseas, ás vezes brancas, de lindo aspecto;<br />
esta arvore é cultivada no Rio de Janeiro, em parques<br />
e jardins públicos.<br />
MARI-MARY PRETO — v. MARI-MARY GRANDE<br />
da V. —<br />
MARI-MARY SARRO - v. MARI-MARY GRANDE<br />
da V. —<br />
MARI-MARY da V. — (Óbidos - B. Amazonas) — CAS-<br />
SIA LEIANDRA Benth. (Legum. caesalp.).<br />
Svx.— Seruaia% ou Ceruaia < Mte. Alegre).<br />
í A. p. ) — HAB - Beiras d'agua, na varzea argillosa do<br />
B. Amazonas e do curso inferior dos aflluentes.<br />
Mad.— Para obras internas, marcenaria.<br />
Ind.—A casca contem 4,5o/o de tanninos (E. Serfatv<br />
- M. C. P.). '<br />
Mim— O fructo é uma vagem <strong>com</strong>prida, quasi cylindrica,<br />
que contem grande numero de sementes chatas envolvidas<br />
numa polpa verde, doce, <strong>com</strong>estível.<br />
Med. pop.- A polpa dos fructos é laxativa, substituindo<br />
o manná.<br />
Orn.— Cultivada: bonitos e abundantes cachos de flores<br />
amarellas.<br />
MARTIUSIA ÊLATA Ducke. (Legum. caesalp.*<br />
(A. g) —Loc.- Medio R. Tapajoz.<br />
Mad.— Castanho vermelho claro — muito dura. —
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 271<br />
MARIPÀ — v. MARACUJÃ-RANA e BRAZA. —<br />
MARUPÀ — SIMARUBA AMARA Aubl. (Simarubaceas<br />
Svx.— Papariuba (Maranhão ).<br />
(A. g.)— HAIJ.- Matta da T. f.<br />
Med.— A casca, principalmente da raiz. é um tonico<br />
energico, analogo á quassia; usada em cozimento ou extracto<br />
contra os fluxos serosos, as hemorrhagias, as dysenterias,<br />
a febre intermittente, as affecções verminosas e a<br />
debilidade. — Purgativa e vomitiva em alta dose.— O sabor<br />
6 muito amargo. - O pó é um bom cicatrizante.<br />
Mad.— Branca, ligeiramente manchada de amarello claro,<br />
leve, tenra, trabalhando-se facilmente, muito amarga,<br />
não atacada pelos cupins; muito empregada para forros,<br />
malas, caixas, phosphoros, molduras.— rara papel, o rendimento<br />
em eellulose ó de 44° 0.— Comprim. das fibras<br />
1/24 - diam. 0,020.— D * 0,50.— ( \. Bastos - M. C. P.).<br />
MARUPÀ do CAMPO — SI MA RU BA VERSICOLOR<br />
St. Hil. (Simarubaceas).<br />
Svx.— Marupd-y do campo — Pdo paraliiba ( nos Est.<br />
do N. E.) — Matta barata (Minas).<br />
(A. p., de 4 a 5 m.) — HAB.- Campos e campinas arenosas<br />
da r. f.<br />
Med. pop.— Decocção da casca, principalmente das<br />
raizes, contra as diarrheas sanguinolentas.— Tonico, antifebril<br />
(casca e fructos).— Os fructos, em pó, passam por<br />
insecticidas, fermifugos e antisyphiliticos.<br />
MARUPAHY — ELEUTHERINA PLICATA Herb.<br />
(Iridaceas ).— Origin. exótica.<br />
Svx.— Li rio folha de palmeira.<br />
(PI h.)—CAR.- AS flores, brancas, tem um cheiro<br />
repugnante; as folhas são enrugadas longitudinalmente.<br />
Med. pop.— A decocção da raiz é re<strong>com</strong>mcndada na<br />
dysenteria; 6 um poderoso remedio contra as diarrheas;<br />
considerada antihisterica.<br />
MARUPA-RANA -— v. iMOROTOTC. —<br />
c<br />
MARUPÀ-RANA — (E. de F. de Br.), ou MARUPA<br />
FALSO — v. CARAUBA. —
272 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
MARUPA-Y do CAMPO — v. MARUPA do CAMPO, —<br />
MARY GORDO — v. UMARY (Poraqueiba paracnsis).<br />
MARY-RANA — (Amazônia) — v. UMARY-RANA. —<br />
MASSAPÉ — (Marajó) — IMPE RATA BRASILI-<br />
ENSIS Trin. (Gramíneas).<br />
(PI. h.) — HAB.- Nos tesos e campos altos.<br />
CAR.—Os brotos novos tem ponta dura e aguda que,<br />
apontando na superfície da terra, ferem os pés descalços.<br />
Alini. anim — E' forragem somente aproveitada pelo<br />
gado quando é nova.<br />
MASSARANDUBA — (M. rio Tapajoz) — MIMUSOPS<br />
EXCELSA Ducke (Sapotaceas) = MANILKA RA EX-<br />
CELSA (Ducke) A. Chev.<br />
SYN*.— Maparajiiba.<br />
(A. G.) —HAB.- Matta da varzea marginal do M. rio<br />
Tapajoz.<br />
Mad.- Semelhante á do Mimusops amazônica Hub.;<br />
inferior á da massaranduba verdadeira.<br />
Ind — Látex pouco abundante e muito viscoso.<br />
MASSARANDUBA verdadeira — (Belem) — MIM U-<br />
SOPS H U BE RI Ducke = MANILKARA HUBERI<br />
(Ducke) A. Chev. (Sapotaceas)<br />
(A. G.) - HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— Belem — Monte Alegre — Óbidos — Abundante<br />
em todo o R. Jamundá, no Paraná-pitinga (R. Jamunilá),<br />
na T. f. do R. Parú e do R. Tapajoz.<br />
CAR.— Folhas grandes, <strong>com</strong> face inferior amarella. —<br />
Confundido muitas vezes <strong>com</strong> o Mimusops elata, de Rio<br />
de Janeiro.<br />
Mad. — Vermelho escuro, dura, grão fino, homogeneo;<br />
fendendo-se facilmente e <strong>com</strong> regularidade; própria para<br />
segeria, para cercas, estacas <strong>com</strong>pletamente cobertas d'agua;<br />
apodrecendo rapidamente ao nivel do solo, na terra firme,<br />
resistindo bem nas terras húmidas da varzea — dormentes.<br />
- D = 1,14. •<br />
Ind.— O látex, ou leite, é resinoso, não fornecendo<br />
41 balata" <strong>com</strong>o a da Mimusops bidentata.— A casca contem<br />
7,5 o/o de tanninos (E. Serfaty — M. C. P.).
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 273<br />
Alini.— Fructos globosos, amarello-violáceo, de 3 cm.<br />
de (liam. polpa doce e saborosa, mas succo pegajoso.—O<br />
látex
274 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
a PATRISIA PYRIFERA L. C. Rich. = RYANIA<br />
SPFCIOSA Vahl.<br />
' Loc __ Arredores de Belem e mattas ao norte- de<br />
Óbidos. . . . _<br />
\feii _ Toxica, mas muito menos activa que a R.<br />
acuminata.<br />
e a RYANIA SAGOTIANA<br />
Frequente em todo o Baixo Amazonas.<br />
Também toxica, mas pouco activa.<br />
No Acre dá-se, ás vezes, o nome de 44 Ca pausa" a<br />
a uma outra Patrisia.<br />
MATA CALADO — v. MATA CACHORRO. —<br />
MATA CANNA — v. DOURADINHA —<br />
MATÀ-MATÁ — (Marajó) — v. CIPÓ ESCADA de<br />
JABOTY.—<br />
MATÁ-MATÀ —
ARVORES E PLAXTAS ÜTECS 275<br />
Med. pop.— Sementes fermifugas.— Folhas contundidas<br />
e maceradas contra a tinha e nas feridas syphiliticas;<br />
a infusão é depurativa e purgativa; o succo das folhas <strong>com</strong><br />
limão é antidarthroso.—A raiz é tônica.— As folhas são diaphoreticas.<br />
MATA-PASTO GRANDE — v. MATA-PASTO ( Cassia<br />
alata ).<br />
MATA-PASTO GRANDE — (Amazônia) — CASSIA<br />
R E TIC U L A T A Willd. ( Lcg. caesalp. ).<br />
(a. g. ou A. p. ) — HAB.- Charcos e campos de varzea.<br />
Loc.— Commum em toda a Amazônia.<br />
Med.— Mesmas propriedades que a C. alata.<br />
MATICO—PIPER ANGUSTIFOLIUM R. e P. (Piperaceas<br />
).<br />
Med. pop.— Antiblcnnorrhagico e antileucorrheico.<br />
MATICO — v. IIERVA de SOLDADO. —<br />
MAXIXE— CUCUMIS ANGURIA L. (Cucurbitaceas).<br />
(PI. h. rasteira) — Cultivado.<br />
Alim.— O frueto, da grossura de uma noz, coberto<br />
de pequenos espinhos molles, se <strong>com</strong>e cozido <strong>com</strong> a carne,<br />
ou cru, em salada, quando ainda não <strong>com</strong>pletamente desenvolvido.<br />
MAYACÀ — v. BOTÃO de OIJRO. —<br />
MEIJÙ — DUGUETIA sp. (Anonaceas).<br />
(A. m.)~Svx.- Ameijú.<br />
Loc. — R. Tapajoz (Boa Vista).<br />
MELANCIA — CITRULLUS VULGARIS Schrad.<br />
(Cucurbitaceas). — Origin. da Africa.<br />
Svx. —Pastèque* ou Melon d eau (Fr.).<br />
,
976 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
MELÃO — CüCUMIS MELO L. (Curcubitaceas)<br />
Origin. da Africa ou Sul c'a Asia.<br />
(PI. h. rasteira) —Cultivado (dá-se bem nas regiões da<br />
Amazônia onde costuma ter uma estação secca prolongada).<br />
i4//;n.-Fructo grande, perfumado, ás vezes excellente,<br />
<strong>com</strong>o na Europa<br />
MELÃO de S. CAETANO - v. HERVA de S. CAETANO.<br />
MELINDRO — v. BALSAMINA. —<br />
MEMBECA — v. CANARANA RASTEIRA. —<br />
MEMBY — (Gurupá) — CASSIA APOUCOUITA<br />
Aubl. (Legum caesalp.).<br />
SVN.—Apocoiiita (G. ir.)—Caneficier ((i. fr.) - Irar y ou<br />
Pixuneirarana
ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS 277<br />
Mcd. /)()/>. - Fraco excitante do system a nervoso, mas<br />
não aphrodisiaca.— Util na tuberculose.<br />
— No Estado de Matto Grosso foi encontrada por Kuhlniann,<br />
em 1919 (Expedição Rondon), uma outra especie de<br />
arachis cujas sementes são muito maiores que as do mendubi<br />
<strong>com</strong>mum. attingindo 2-3 cm. de <strong>com</strong>primento; foi classificada<br />
ARACHIS NAMBVQUARAE Hoehne; seria interessante<br />
propagar a cultura deste mendubi grande.<br />
MENDUBI-RANA — (Marajó) — CASSIA DIPHYL-<br />
LA L. (Legum. caesalp.).<br />
SYN. - Miindubi (Marajó).<br />
(a. de lm. a 1 ni.70) — HAB.- NOS tesos e campos altos,<br />
nos terrenos abandonados.<br />
CAR.— Planta reptante que invade os campos e deve<br />
ser arrancada pé por pé antes de amadurecer os fruetos.<br />
MENTRASTO — v. HERVA de S. JOÃO. — AGE R A-<br />
TUM CONVZOIDES L. (Compostas).<br />
IV1ENTRUZ — v. HERVA de Sta. MARIA. —<br />
MERECEM — v. PAO DOCE — ( Glycoxylon sp.).<br />
MERli-CAÀ = MERUCÁ — ? Planta<br />
<strong>com</strong>mum no Pará; o cozimento é re<strong>com</strong>mendado contra as<br />
hemorrhoides K clysteres e banhos).<br />
MERUKIÀ — (Marajó) — ERAGROSTIS VAHLII<br />
Nees. (Gramíneas).<br />
(PI. h. de Om.25 a 0m.30) — HAB.- NOS tesos pouco<br />
sombreados.<br />
Aliui. aliini. - Forragem bôa.<br />
MESCLA — v. BREU BRANCO. —<br />
MILHO—ZEA MAÍS L. (Gramíneas).—Origin. da<br />
America intertropical.<br />
(PI. h. de 2 a 3 m.) - Cultivado.— Producção: 10.000<br />
ks. por ha.<br />
o S YX.—Abaty, ou Avaíy (L. g.) — Milho grosso — Mais<br />
(Fr.) — C
278 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
gas; diversas variedades: amarella. branca ou roxa; contem<br />
uma massa farinacea, muito nutriente.<br />
MILHO de ANGOLA —SORGHUM VÜLGARE Pers.<br />
(Gramíneas)— Origin. da Africa.<br />
(PI. h. até 4 m. de alt.)— Pouco cultivado.<br />
SYX. - Sorgho — Trigo da Guiné.<br />
Alim. — Sementes nutritivas (pilo, biscoutos, mingáos),<br />
brancas, amarellas, vermelhas e pretas.<br />
Alim. anim. - Bôa forragem secca. — A planta verde<br />
contem um glucoside que produz acido prussico; este principio<br />
toxico desapparece <strong>com</strong> a madureza e por dessecação.<br />
MILIIO COZIDO PRETO — V. LICANIA. —<br />
MILHO MIÚDO —PANICUM MILIACEUM L. (Gramíneas)—Origin.<br />
da índia.<br />
(PI. h. de lm.50 a 2m.) — Raras vezes cultivado na<br />
Amazônia.<br />
índ. — As hastes seccas servem para fazer vassouras.<br />
Alim.— As sementes reunidas em paniculas, são achatadas,<br />
ovadas, negras, branco ou amarello-claro; dão uma<br />
farinha branca, adocicada.<br />
MILHO PAINÇO — PANICUM ITALICUM L. (Gramíneas)<br />
— Origin. da índia.<br />
(PI. h )—Pouco cultivado na Amazônia.<br />
lnd.-Com a palha fazem-se vassouras.<br />
Alim. — As sementes são reunidas em grande numero,<br />
formando espigas grossas, <strong>com</strong>pridas, de ramificações curtas<br />
e apertadas, de côr amareliada ou purpurea; são quasi<br />
redondas, miúdas.— Comestíveis.<br />
Alim. anim. —As sementes são principalmente utilisadas<br />
para a alimentação dos passarinhos creados em gaiolas<br />
(canarios).<br />
MILIIOMENS — v. URUBU-CAA —<br />
MILOCA - (Marajó) -MELOCHIA PARVIFLCJRA<br />
ü. 15. K. (bterculiaceas).<br />
(PI. h) — HAB.- NOS tesos.
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 279<br />
MIMOSA — (Marajó) — CASSIA FLEXUOSA L.<br />
(Leg. caesalp.).<br />
(a. até lm.50)—HAB.-Nos terrenos cie pura areia e nas<br />
dunas.<br />
MIRINDIBA — (Óbidos, R. Trombetas). — BUCHE-<br />
NAVÍA GRANDIS Ducke (Combretaceas).<br />
SYN. — Cuia-rana (Santarém).<br />
(A. G.)—CAR.- Fructo <strong>com</strong> forma, côr e dimensões de<br />
uma azeitona pequena ou media.<br />
Mad.— Amarello - palha pardacento, fibras grossas,<br />
rectilíneas, dureza media; bôa para carpintaria, marcenaria.<br />
— D = 0,82.<br />
Ind. — A madeira dá uma tinta vermelho-arroxeado.<br />
Aliin. anim. — Fructos de sabor adstringente e muito<br />
desagradavel, procurados pela caça.<br />
MIRINDIBA DOCE — (Óbidos) — GLYCYDENDRON<br />
AMAZONICUM Ducke (Euphorbiaceas).<br />
SYN. — Muirapixy (Santarém).<br />
(A. g.)-HAB.-Matta da T. f.<br />
Mad.—Castanho claro, bonita. — D = 0,93.<br />
MIRIXI — v. MURUCY. —<br />
MIRIXI-RANA — (Santarém) — ?<br />
MIUM — v. CAPIM MIUM. —<br />
MOELLA de MUTUM — (E. do Amazonas) —<br />
LACUNA RI A GR ANDOLOR A Ducke (Quiinaceas)<br />
LACUNARIA JENMANI (Oliv.) Ducke id.<br />
E outras especies do mesmo genero.<br />
(A. m.).<br />
sl/iin.—Fructos <strong>com</strong>estíveis, <strong>com</strong> polpa agri doce.<br />
MOGNO do PERU. — v. AGUANO. —<br />
•WOLONGO — (Gurupá, Breves) ~ AM BEL A NI A<br />
(. R A N DIF L O R A Hub. (Apocynaceas).<br />
(a.) --HAB.- Nos igapós e nas margens dos riachos de<br />
agua escura.
280 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />
ÇARí _ Flôres grandes, de um branco puro, cheirosas.<br />
Fructos ellipticos de 7 cm./3,5 cm., de gosto muito desagradavel;<br />
látex abundante.<br />
MOLONGÓ — (Gurupá, Breves) — v. PEPINO do<br />
MATTO (Ambelania tenuiflora).<br />
MOLONGÓ de COLHER — (Kio Tapajoz) — MALOU-<br />
ETIA TAMAQUARINA (Aubl.) A. DC. (Apocynaceas).<br />
MOLONGÓ — (Almeirim, Gurupá) - ZSCHOKKEA<br />
ACULEATA Ducke (Apocinaceas).<br />
(A. p.) — HAB.- Na matta de T. f. húmida, em todo o<br />
estuário.<br />
CAR.—O tronco é coberto de aculeos conicos <strong>com</strong>o o<br />
dos tamanqueiros.<br />
MOLONGÓ — (Almeirim, Gurupá) — ZSCHOKKEA<br />
ARBORESCENS Muell. Arg. ; Apocynaceas ).<br />
Svx.— Tucujá (Óbidos e Faro) - Pd o de colher (Gurupá)<br />
— Sorvin ha — Cumahy ( Almeirim ) — Guajará y (Paraná<br />
do Urariá).<br />
(A. g.) — HAB.- Na. T. f.<br />
Ma d.— Branca, molle, muito leve.<br />
Ind.— Látex abundante, viscoso, empregado em Óbidos<br />
<strong>com</strong>o visgo para pegar passarinhos.<br />
Aliai — Fructos ama rei los, doces, <strong>com</strong>estíveis.<br />
MOLONGÓ —(Almeirim, Gurupá) — v. AMAPA DOCE,<br />
de Belcm. —<br />
MOLONGÓ — (Faro) — v. SUCUHUBA de FLORES<br />
GRANDES. —<br />
MORCEGIJEIRA — v.ANDIRÁ-UCHY (Andirá retusa).<br />
MORCEGUINHO — v. AND1R Á-POAMPÊ. —<br />
MORORÓ — (Ceará) — v. PE de BOI. -<br />
C 'r'I- MORORÒSINHO - (Rio Tapajoz) - B A U M UNI A<br />
ENOCAl^DIA P. Standley (Legum. caesalp).<br />
J a.) — HAB.- I erras altas.<br />
Loc.—Aramanahy (R. Tapajoz).
ARVORES E PLAnTAS LJTEIS 281<br />
MOROTOTO — DIDYMOPANAX MOROTOTONI<br />
Aubl. (Araliaceas).<br />
SYN*.— Pará-pará— Maritpáitba falsa — Bois St.<br />
Jean (G. fr.).<br />
(A. g.) —HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— Frequente entre os rios Mapuéra ' e Jamundá —<br />
R. Tapajoz.<br />
Mad.— Madeira branca virando ao pardo claro, homogênea.<br />
mas tenra e porosa; para marcenaria. — D = 0,53.<br />
In d. — Para papel, rendimento em cellulose : 52,5% —<br />
<strong>com</strong>prim. das fibras, 1,62 —diam. 0,034. (A. Bastos—M.C. P.).<br />
MORRÃO BRANCO — (Obidcs) — ESCHWEILERA<br />
( Lecythidaceas).<br />
Svx.— Matá-niatd da casca branca.<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
CAR.— O frueto parece <strong>com</strong> uma pequena sapucaia.<br />
Mad. — Amarello-roseo pardacento, ligeiramente violáceo,<br />
fibrosa, de dureza media.— O alburno, ainda verde,<br />
deixa-se partir em <strong>com</strong>pridas laminas pela simples tracção<br />
á mão, servindo para a confecção rapida de ripas que endurecem<br />
quando seccam.<br />
MORRÃO VERMELHO — (Óbidos) — v. MATA-MATA.<br />
— ESCHWEILERA (Lecythidaceas.<br />
MORURÈ — v. MURURÈ. —<br />
MORY — v. CAPIM MORY. —<br />
MOSTARDA da CIIINA — S1NAPIS CHINENSIS L.<br />
(Cruciferas). — Orig. da China.<br />
(PI. h.)—Cultivada.<br />
Alim.— As folhas são um cxcellente legume, preparadas<br />
<strong>com</strong>o Med. — espinafres. Antiscorbutico.<br />
MUCUNÀ — DIOCLEA LASIOCARPA Benth. (Legum.<br />
phas.). •<br />
(Cipó)- HAB.-E' a especie mais frequente deste genero;<br />
na T. f. e na varzoa, em capoeiras novas, plantações<br />
e margens de rios. Toda a Amazônia.<br />
CAR.—Grandes flores vistosas^violaceas ou lilazes.
282 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MUCUNÀ - -DIOCLEA SCLEROCARPA Ducke<br />
(Lecr. pap. phas.) . , ^ ,<br />
(Cipó) — HAB.- Em capoeiras e na matta de 1. f. de<br />
Bragança, M. R. Tapajoz e M. R. Tocantins. B. Amazonas.<br />
XAR. — Vagens duras, quasi lenhosas, indehiscentes,<br />
<strong>com</strong> sementes duras.<br />
MUCUNÁ — DIOCLEA GLABRA Benth. (Legum.<br />
phas.). . . .<br />
(Cipó grande)—HAB - Na matta baixa, junto a campos,<br />
ou em capoeiras, campinas, na T. f. do Baixo Amazonas.—<br />
Frequente.<br />
CAR.—Grandes flores vistosas, brancas, ou roseo - violáceo<br />
claro.<br />
MUCURA-CAA — (Marajó) — PETIVERIA ALLI-<br />
ACEA L. (Phytolaccaceas).<br />
(Cipó).<br />
Svx. — Herva de Guiné — Pipi, ou Tipy — Amansasenhor.<br />
Me d. pop. — Toda a planta tem cheiro aliaceo; as folhas<br />
e, principalmente, as raizes são sudoríficas, diuréticas,<br />
antispasmodicas e emmenagogas.— A tintura e o cozimento<br />
são estimulantes e usados contra as paralysias, o rheumatismo,<br />
a inchação das pernas, o beriberi. (em uso externo).<br />
— Tintura em fricções e pequenas doses internas em caso<br />
de baixa anormal de temperatura do corpo.— Em cataplasmas<br />
contra o rheumatismo articular. — Folhas antiparalyticas<br />
e abortivas (injecções na vagina). — A raiz é ainda<br />
mais energica; a raiz em pó, em doses fraccionadas, determina<br />
á principio superexcitaçào, insomnia, allucinações; depois<br />
manifesta-se indifferença e até imbecillidade, em seguida<br />
amollescimento cerebral, convulsões tetaniformes, mudez<br />
por paralysia da larynge e a morte, depois de um anno ou<br />
mais, ou menos, conforme as doses. — Esta acção toxica<br />
não tem sido ainda bem estudada e precisa confirmação.—<br />
As folhas são, ás vezes, empregadas <strong>com</strong>o insecticidas.<br />
MUCURY — (Almeirim) — v PALMEIRA JARA. —<br />
MUHUBA — (R. Tapajoz) - v. ARAÇA de ANTA. -<br />
BELLUCIA IMPERIALIS Said. (Meíastomaceas)<br />
e BELLUCIA DICl#}TOMA Cogn. id
ARVORES E PLANTAS LJTEIS 283<br />
MUIRA, ou YMIRA, ou MIRA, ou MARA, — significa<br />
"madeira" ou "páo", em L. g.<br />
MUIRÀ-ÇACACA —(Amazonas) —v. MARA-SACACA.—<br />
MUIRÂ-CATlÀRA — v. MUÍRÀ-QUATIÀRA. —<br />
MUI R AC AU A — (R. Tapajoz) — R H A BDO DEN DRON<br />
PANICULATUM Huber (Rutaceas).<br />
HAB.—Em capoeiras.<br />
Loc. — Óbidos— R. Tapajoz.<br />
MUIRA-CEHIMA — v. PÁO DOCE (Glycoxylon sp.).<br />
MUIRÀ-CURUCÀUA — ?<br />
(A.).<br />
Ma d.— Pardo avermelhado — rija, mas atravessada no<br />
sentido longitudinal por veios de parenchyme molle.<br />
MUIRÀ-CUTACA — S W A R T ZIA A C U MIN A T A<br />
Willd (Legum. caesalp.).<br />
SYX. - Pitai ca (nas Ilhas) — Pilai ca do campo—Pitaica<br />
da varsea.<br />
(A. m. ou p.)— II.AB.-Em toda a Amazônia, nas mattas<br />
de V.<br />
CAR. — Tronco profundamente sulcado <strong>com</strong>o o da<br />
paracuhuba cheirosa.<br />
Ma d.—Branca, de pouco valor, para carpintaria, esteios,<br />
remos.<br />
Ind.— Para pasta de cellulose: Comprim. das fibras<br />
1.10 — diam. 0,018 (A. Bastos - M. C. P.)<br />
MUIRÀ-GIBOIA — (Pará) — ?<br />
(A. m.) — Loc.- E. do Amazonas (R. Preto) —W. do<br />
E. do Pará.<br />
Mad. — Preta, <strong>com</strong> manchas amarello-avermelhado,<br />
muito dura, para ebanisteria — Algumas vezes o alburno se<br />
entrelaça <strong>com</strong> o cerne, produzindo effeitos curiosos. — Hm<br />
Manáos c no SolimÕes da se este nome a diversas especies<br />
de " Sxvartsia" \ em Fontebôa: Swartsia cinerea Ducke<br />
Leg. Caesalp.).<br />
MUIRA GONÇALO — v. MARA GONÇALO. —
284 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MUIRÁ-JUBA — A PULEI A MOLARIS Benth. (Legum<br />
caesalp.). . • i<br />
SYN. — Muirataua (Almeirim—Santarém-Óbidos—Cuminá)<br />
_ Pdo mulato (M. R. Tapajoz — muito frequente) —<br />
1 íuiraruira (Faro) -Cumanírana ou Pdo selim (R. Acre).<br />
(A. g. ou G.) - HAB.- Em matta de T. f. ou de V alta,<br />
<strong>com</strong> solo argilloso fértil.<br />
Loc. — Belem—R. Tocantins (Alcobaça e Itaboca» —<br />
R. Xingu (Altamira) — R. Parü (Cax. Panama)— Mte. Alegre<br />
—Santarém—R. Tapajoz (Cax. inf.) —Óbidos — B. R.<br />
Trombetas — Faro — listado do Amazonas.<br />
CAR.-Casca lisa, cor de ferrugem clara até vermelha<br />
— Ramos principaes muito <strong>com</strong>pridos, flexuosos, dispostos<br />
quasi verticalmente.<br />
Mad. — Amarello-pardo claro, dureza media, trabalha-se<br />
bem, para marcenaria, construcçào civil — Utilisada<br />
no R. Tocantins para preparar os cascos de canoas de cachoeiras.<br />
— D = 0,89.<br />
MUIRÁ-JUSSARA falsa — (Óbidos) — RAUWOLFIA<br />
PENTAPHYLLA Ducke (Apocynaceas).<br />
(A. g.)—HAB.- Na T. f. alta.<br />
Loc.—Óbidos-B. R. Trombetas—Manáos.<br />
CAR. — Tem látex — A casca é suberosa e profundamente<br />
enrugada, <strong>com</strong>o da muirájussara verdadeira ou do<br />
páo marfim.— Flores grandes, amarello-pallido, perfumados.<br />
Mad.—Pardo-amarello.<br />
Alim. anim. — FYuctos esphericos, verde - castanho,<br />
succosos, de cheiro repugnante, mas procurados pela caça.<br />
MUIRÁ-JUSSARA verdadeira (Óbidos) — ASPIDOS-<br />
PERMA DUCKEI Hub. (Apocynaceas).<br />
SYN. — Buchcira (Óbidos).<br />
(A. g.)—HAB.- Na T. f. alta.<br />
Loc.—B. Amazonas e aflluentes—Óbidos-R. Trombetas<br />
— Mte. Alegre-R. Tapajoz.<br />
CAR.—Casca espessa, profundamente sulcada, amarello-claro.<br />
Mad. — Pardo-claro, nodosa, <strong>com</strong>pacta, de fibras entrelaçadas<br />
e onduladas, clifficil de rachar, gri\o fino, dura,<br />
imputrescivel, de primeira qualidade para construcçào civil,<br />
estacas, dormentes, obras internas ou externas. — E' uma<br />
variedade de peroba. — D = 0,89.<br />
lnd. — A casca suberosa serve para buchas de espin-
ARVORES E PLANTAS (JTELS 315<br />
garda. O pó da parte interna da casca produz irritação na<br />
pelle (muirá-jussára = páo-<strong>com</strong>ichão, em L. g.).<br />
MUIRANTA — ?<br />
(A. m.)—Loc.- E. do Amazonas.<br />
Mad.—Dura e <strong>com</strong>pacta—côr vermelho escuro—Para<br />
marcenaria.<br />
MUIRÁ-PAGÈ — v. CUMARU —<br />
MUIRÀ-PAXIUBA — (Breves, Gurupá) — CASSIA<br />
ADIANTIFOLIA Benth. (Legum. caesalp.).<br />
SVN.—Coração de negro (Breves)— Memby (Gurupá)—<br />
Pdo preto (E. de F. de Br.).<br />
(A. m.)—HAB.- Na T. f. arenosa, humosa, pantanosa ou<br />
húmida.<br />
Loc.—E. de F. de Br.—Ilhas altas de Breves-Gurupá<br />
— R. Uaupés.<br />
Mad.— Pardo-vermelho escuro, muito dura, resistente,<br />
imputrescivel; para marcenaria e ebanisteria. — D = 1,02.<br />
Orn. — Arvore bonita, <strong>com</strong> folhagem graciosa e flores<br />
abundantes.<br />
MUIRÀ-PINIMA — BROSIMUM GUIANENSE (Aubl.)<br />
Hub. = PiRATINERA GUIANENSIS Aubl. (Moraceas).<br />
SYX.—PÓO tartaruga -Bois de tettres (G. fr.) — Lctter<br />
wood (Ingl.) — Snake wood (Ingl).<br />
(A. M.) — HAB.- Na T. f. alta.<br />
Loc. — R. Trombetas — Juruty Velho — Parintins —<br />
Paraná de Ramos — R. Branco.<br />
Mad.— A mais curiosa das madeiras de côr da Amazônia;<br />
o cerne 6 pequeno, de côr vermelha ou amarelloavermelhado,<br />
muito regularmente mosqueado de pequenas<br />
manchas pretas, algumas vezes oceladas, muito dura, pesada,<br />
<strong>com</strong>pacta, imputrescivel.— Própria para bengalas, réguas e<br />
pequenos objectos de ebanisteria.<br />
Ha variedades quasi pretas (R. Trombetas), excessivamente<br />
duras e difficil de se trabalhar. — D = 1,32.<br />
#<br />
MUIRÀ-PINIMA PRETA — v. PÃO SANTO. —<br />
MUIRÀ-PIRANGA — (Rio Trombetas, Gurupá) —<br />
BROSIMUM PARAENSE Hub. (Moraceas).
286 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
SYN.— Condurú de sangue (Conceição do Araguaya)<br />
— Pdo rainha (Manáos) — Satiné (G. fr.).<br />
(A. G )_ HAB.- Na matta virgem de I. f. arenosa ou<br />
silico-argillosa, <strong>com</strong> forte camada de humus.<br />
Loc.- Bel em - li. de F. de Br. — Is. de Breves - B. R.<br />
Trombetas — M. R. Tapajoz — N. de Manáos.<br />
CAR. — Látex branco, raizes avermelhadas.<br />
Mad— O cerne é desenvolvido e pode dar peças largas<br />
e <strong>com</strong>pridas; cor vermelho escuro vivo, grão lino, dura<br />
e pesada, mas trabalhandose bem. - Para marcenaria fina.<br />
— Exhala um cheiro aromatico desagradavel quando se<br />
queima. — D-= 1,10. .<br />
Ind.— A madeira dá uma matéria corante vermelha<br />
idêntica á santalina (i\ Le Coinic — M. C. P.).<br />
MUIRÁ-PIRANGA — (Gurupá. Estuário) — BROSI-<br />
MUM ANGÜSTIFOLIÜM Ducke (Moraceas).<br />
(A. g.)'—HAB.- Na T. f. húmida. •<br />
Ma d.— A madeira é inferior á do Br. paraense, de côr<br />
castar.ho-vermelho-amarellado claro, de grão menos fino.<br />
MUIRA-PIRANGA — (de Soure e Manáos) — v. IPÊ<br />
( Eperua bijuga ).<br />
MUIRÁ-PIXUNA — (R. Trombetas) — v. CORAÇÃO<br />
de NEGRO — (Almeirim, Gurupá)<br />
MUIRÁ-PIXUNA — (Santarém) — v. CORACÂO de<br />
NEGRO — (R. Xingu) —<br />
MUIRÁ-PIXUNA — (Mte Alegre, Óbidos) — CAESAL-<br />
PINIA PARAENSIS Ducke (Leg. caesalp.).<br />
Svx.— Catingueira (dos Cearenses).<br />
(A. m.) — IIAB.- Na T. f.<br />
Ma d. - Pardo-castanho, <strong>com</strong> riscos longitudinaes mais<br />
escuros, pouco apparentes; dureza media, quasi imputrescivel.<br />
- D = 0,95.<br />
MUIRÁ-PIXI - (Mte Alegre) - LUCUMA PAR\'I-<br />
FLORA Miq. í Sapótaceas).<br />
, -S^- P->—HAB.- Frequente em quasi todos os campos<br />
de I. f. do Estado.<br />
Alini.— Fructos pequenos, doces, <strong>com</strong>estíveis.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 287<br />
MUIRÁ-PIXY — (Santarém)—v. MIRINDIBA DOCE<br />
— (Ooidos) —<br />
MU IR Á-PU AMA — (Serra de Santarém) — ?<br />
• (Moraceas).<br />
MUIRÁ-PUAMA— LIRIOSMA sp<br />
(Olacaceas).<br />
Loc.— Manáos.<br />
MUIRÁ-PUAMA— PTYCHOPETALUM UNCINA-<br />
TUM E. Anselmino (Olacaceas).<br />
SYN.— Mara pitam — Mn irai an.<br />
(A. p. ou a.) — HAB.- Hm logares humosos da matta<br />
de T. f., na beira de campinas.<br />
Loc. — R. Jamundá (margens) — L. de Sapucuá (abundante<br />
nas cabeceiras) — Cuminá mirim — R. Tapajoz — R.<br />
Trombetas —S. Paulo de Olivença.<br />
Mat.- Utilisam se as hastes e, principalmente, as raizes<br />
das plantas novas.— E' um tonico neuromuscular de primeira<br />
ordem. A decocçào da raiz é empregada em banhos<br />
e em fricções contra a paralysia e o beriberi.— Internamente,<br />
o extracto produz effeitos notáveis na debilidade, na<br />
impotência (neurasthenia sexual), na ataxia lo<strong>com</strong>otriz, no<br />
rheumatismo chronico, nas paralysias parciaes, na grippe,<br />
nas asthenias (cardíaca e gastro intestinal).—- Loção contra<br />
a queda dos cabellos (A. Matta).—O principio activo do<br />
muirápuama seria um alcalóide analoga á Yohimbina encontrada<br />
no %t (ohimbihe", do Cameroun (fam. das Apocynaceas),<br />
no Corynantlie johimbe (Rúbia ceas) e outras plantas<br />
africanas, um dos mais notáveis aphrodisiacos (Mayer).<br />
MUIRÁ-PUAMA — PT YCHOPET ALUM OLACOI-<br />
DES Benth. (Olacaceas).<br />
Loc.— Manáos — R. Negro — Coary — Belem.<br />
Mcd.— Propriedades idênticas.<br />
MUIRAPUCÚ — LAETIA CORYMBULOSA Benth.<br />
(Flacourtiaceas).<br />
( A. p. ou m.) —HAB.- Na varzeç.<br />
•Loc. —No B. Amazonas (varzeas do Gurupatuba, em<br />
Mte. Alegre).<br />
Alint. anim.— Fructos azedos, procurados pelos peixes<br />
(tambaquis).
318 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MUIRAPURY-ASSÚ — v. LOURO ITAUBA. —<br />
MUIRA-QUATIARA — A ST KONIU M LE COINTEI<br />
Ducke (Anacardiaceas).<br />
S\x.-Muirdcatiara — banguesttgtteira (R. trombetas)<br />
— Satitié rubané (G. fr.).<br />
(A. g.) — HAB.- Na T. f. alta.<br />
Loc.- Altamira (R. Xingú ) — Óbidos— E. do L. do<br />
Salgado—Alto R. Branco de Óbidos — M. rio 1 apajoz.<br />
Mad. — Uma das mais lindas madeiras de côr da Amazónia,<br />
amarello-claro, virando ao amarello-vermelho, <strong>com</strong><br />
listras castanho-escuro virando ao preto; grão muito fino,<br />
sedoso, dura mas trabalhando-se bem; para ebanisteria. —<br />
D = 1,05.<br />
MUIRA-QUETECA — v. CIPO d'AGUA. —<br />
MUIRAQUYIA — v. PAO CRAVO. —<br />
MUIRA-RENA — (Macapá) — v. ANGELIM PEDRA.<br />
MUIRARUIRA — (Faro) — v. MUIRAJUBA. —<br />
MUIRA SACACA — (Santarém, Óbidos) — v. CASCA<br />
SACACA. —<br />
MUIRÀ-TAUÁ — (Faro) — Y. MUIRAJUBA. —<br />
MUIRA-TINGA — (R. Trombetas) — OLMEDIOPE-<br />
REBEA SCLEROPHVLLA Ducke (Moraceas ).<br />
(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— R. Branco de Óbidos — Santarém, etc.<br />
CAR.— Látex amarello.<br />
MUIRÀ-TINGA da T. f. — (Óbidos) — N O V E R A<br />
MOLL IS (Poepp.). Ducke (Moraceas).<br />
SYN.— Cauchorana.<br />
( A. m.) —CAR.- Raminhos caducos, <strong>com</strong>o no caucho,<br />
e tolhas parecidas cçm as desta arvore.<br />
Mad . eira branca, sem valor. •<br />
Ind.— Por incisão da casca, dá látex muito abundante,<br />
cor castanho-amarello claro, resinoso, que constitue um<br />
verdadeiro verniz natural.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 289<br />
MUIRA-TJNGA verdadeira da V. — OLMEDIA MA-<br />
XIM A Ducke (Moraceas).<br />
SVN.— Cá pi no ry (parte W. do SolimOes).<br />
(A. G.) — HAB.- Na varzea.<br />
CAR;—Arvore notável; casca branca <strong>com</strong> manchas<br />
avermelhadas, copa pequena, escura; látex amarellaço; raminhos<br />
caducos.<br />
Mad. - Branca, sem valor.<br />
MUIRA-TINGA da T. f. — (Cuminá, L. do Salgado) —<br />
ÔGCODEIA CALONEURA (Hub.) Ducke (Moraceas);<br />
(A. p. ou m.) — CAR.- Látex amarellaço.<br />
MUIRA-UBA — MOURIRIA PLASSCHAERTI Pull.<br />
( Melastomaceas ).<br />
E diversas outras especies do mesmo genero botânico.<br />
( A. g.)-HAB.- Na T. f.<br />
Mad. — Pardo-escuro, dura, <strong>com</strong>pacta, nodosa, resistente.--<br />
Para construcçào civil e naval, mastros de pequenas<br />
embarcações. — D = 1,20.<br />
MUIRÀUBA da varzea — ?<br />
MUIRÁ-XIMBÈ — EMMOTUM FAGIFOLIUM Desv.<br />
(Icacinaceas).<br />
Svx.— Pd o de remo.<br />
(A. m.) — HAB.- Na T. f. em matta arenosa e humosa.<br />
Loc—Belem— E. de F. de Br.— S. Caetano de Odivellas—L.<br />
de Faro.<br />
CAR.— Tronco esburacado^ • . Í<br />
Mad.— Amarello castanho; para marcenaria.— Excellente<br />
<strong>com</strong>bustível para embarcação a vapor. D = 0,95.<br />
MULATINHO — RU DG EA DAHLGRENII Standley<br />
(Rubiaceas).<br />
(a.) —Loc.- M. rio Tapajoz.<br />
MULUNGU (Nome do meio-nerte) — E R V T H RIN A<br />
XIN G U E N SIS Ducke ( Leg. pap.) #<br />
ÍA. m.) — HAB - Capoeiras da T. f.<br />
Loc.—M. R. Xirigú — M. R. Tapajoz.<br />
0/7/.— Flores amarello alaranjado, lindas quando a arvore<br />
está <strong>com</strong>pletamente desfolhada.
290 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MULUNGU (Nome do mcio-norte) — E R Y T H RIN A<br />
CORALLODENDRON L. (Leg. pap.). .<br />
( Y M.) - CAR.- Casca esverdeada, <strong>com</strong> espinhos pouco<br />
adherentcs.—Flores carmesim, sementes arredondadas,<br />
lisas, vermelho-escuro <strong>com</strong> manchas pretas e hilo quasi<br />
^^Med — Sementes venenosas — Casca e folhas hypnoticas<br />
e sedativas; o extracto da casca usa-se em banhos<br />
contra a excitação do systema nervoso, nas insomnias; o<br />
cozimento <strong>com</strong>o emolliente nos abcessos dentários, nas inflam<br />
mações do fígado e do baço, depois de febres intermittentes.<br />
MUNGUBA— BOMBAX MUNGUBA Mart. (Bombaceas).<br />
SYN.— Ih tira ( Perií).<br />
(A. m.) —HAB.- Varzèa amazônica; nas margens alagadiças<br />
do rio.<br />
CAR.— Arvore typica das margens; tronco grosso,<br />
casca verde, flores brancas, fructos em forma de pera alongada<br />
de cor vermelha.<br />
Mad. — Branca, tenra. — D = 0,18. Para papel, o rendimento<br />
em cellulose é somente de 19 %>, o <strong>com</strong>primento das<br />
fibras 1,60 e o diam. 0,022. ( B. Cordeiro - M. C. P. ).<br />
Ind.— A casca dá boas fibras para cordoaria; a paina<br />
que envolve as sementes é um excellente kapok para cordoaria<br />
— As sementes contem 20 a 25 °/o de oleo amarelloclaro,<br />
<strong>com</strong>estível.<br />
MUNGUBARANA — (R. Tapajoz)-BOMBAX PA-<br />
RAENSE Ducke (Bombaceas).<br />
( A. m.) — HAB.- Floresta não inundada, em logares<br />
húmidos.<br />
Loc.- R. Tapajoz - Óbidos.<br />
MURERU — V. AGUAPÉ — (Eichhornia crassipes, e<br />
outras especies fluctuantes).<br />
p n r r v m ^ 7, (Par - de Adauacá ) ~ PONTEDERIA<br />
ROTUNDIFOLfA L. (Pontedericaceas ).<br />
(Herva fluctuante dos paranás).<br />
MURERU — v. MURURÊ. -
ARVORES E PLANTAS (JTELS 291<br />
MURTA — MOURIRIA GUIANENSIS Aubl. (Melastomaceas).<br />
SVN.— Murteiro — Murta de parida — Muriri.<br />
Í A. g.) — HAB.- Região litoral do Pará.<br />
Mad.— Pardo-violáceo claro, dura e <strong>com</strong>pacta; para<br />
construcção civil.<br />
Med. pop — Planta muito adstringente, usada em lavagens<br />
e banhos após o parto.<br />
MURTA — v. MURIRI. —<br />
MURTA CABELLUDA — (R. Tapajoz) — MYRCIA<br />
sp. ( Myrtaceas).<br />
MURTA de PARIDA — v. MURIRI. —<br />
MURTA — (Marajó) — MYRCIA<br />
esp. div. (Myrtaceas).<br />
(a.).<br />
MURTA — (Marajó) — EUGENIA .„:..<br />
esp. div. (Myrtaceas).<br />
(A. p.),<br />
Mad.— A madeira das murtas é, em geral, <strong>com</strong>pacta,<br />
homogênea, de grão fino, própria para obras de torno.<br />
MURTEIRO — v. MURIRI. —<br />
MURTEIRO — v. SOCOROZEIRO. —<br />
MURTINHA ITALIANA — (Óbidos) — LI PP IA sp.<br />
( Yerbenaceas).<br />
(a.) — Oin.- Flores pequenas, roxo-pallido, de cheiro<br />
suave, em cachos.—<br />
De origem Sul-americana; muito cultivada em S.<br />
Paulo.<br />
MURÚ— CANNA A UR A NT I.\£ A Hort. (Cannaceas<br />
f.<br />
(PI. h.) —SVN.- Bananeirinha do mato.— Subespontanea<br />
no Amazonas; cultivada em todo o Brasil.<br />
Ind.— Dá libras texteis e cellulose.
292<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Med pof>.— O cozimento é diurético; é também utilizado<br />
em banhos contra as dores rheumaticas.<br />
Orthr- Planta ornamental.<br />
MURUCUTUA — v. CIPÓ d'AGUA. —<br />
MURUCY —BVRSONIMA VERBASCIFOLIA Rich.<br />
(Malpighiaceas). .<br />
SYN.— Murttcy rasteiro— Murucy pequeno — Murucyuassú<br />
— Douradinha falsa - Muricy - Murixi — Orelha de<br />
veado (C. do R. Branco).<br />
(a. rasteiro) — Loc.- Marajó— Campos altos da Guyana<br />
Brasileira. (Campos do R. Branco.—Campos geraes).'<br />
Ind.— Da casca extrahe-se uma matéria corante e tannino.—A<br />
tinta natural é castanho-vermelho, virando ao preto<br />
<strong>com</strong> mordante de sulfato de ferro. — E' <strong>com</strong> esta tinta que<br />
os indígenas tingem as velas das canoas, as linhas e as<br />
redes de pescar, ou tingem de preto a roupa clara, em<br />
caso de luto.<br />
Alim — Os fruetos sí\o <strong>com</strong>estíveis, agri-doces, <strong>com</strong><br />
propriedades laxativas.<br />
Med. pop.—Toda a planta é diurética e emetica.—A<br />
casca é febrífuga.<br />
MURUCY do CAMPO - BVRSONIMA CRASSI-<br />
FOLIA H. B K. (Malpighiaceas).<br />
(A. p., torta) — HAB.- Campos altos e litoral.<br />
Loc. — Campos do Itapecurú (R. Trombetas) — Mte.<br />
Alegre — Marajó — Cametá.<br />
Mad.—Boa madeira para construcção civil.<br />
Alim.—E' este murucy que fornece os fruetos apreciados<br />
para doces; a polpa 6 agridoce, de sabor agradavel;<br />
é considerada pelos indios <strong>com</strong>o alimento de poupança e de<br />
reserva, inoffensivo.<br />
Med. pop. — A casca é adstringente, tônica e febrífuga,<br />
aproveitada para <strong>com</strong>bater a marcha da tuberculose.<br />
IYM T ^ U C Y das .CAPOEIRAS - BVRSONIMA LAXCI-<br />
FOLIA Juss. (Malpighiaceas).<br />
SYN. — Murucy miúdo — Murucy de frueto miúdo.<br />
-o r P A, 0U , Hab -" Commum nas capoeiras de terra<br />
firme (Óbidos) - Frueto mio <strong>com</strong>estível.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 293<br />
MURUCY de FLOR BRANCA — BYRSONIMA CO-<br />
NIOPHYLLA A. Juss. (Malpighiaceas).<br />
(A. m.) — HAB.- Campos arenosos e humosos da T. f.<br />
CAR. — Fruetinhos pretos, mio <strong>com</strong>estíveis.<br />
MURUCY de FRUCTO MIÚDO — v. MURUCY das<br />
CAPOEIRAS. —<br />
MURUCY de FRUCTO MIÚDO — BYRSONIMA SE-<br />
RICE A DC. (Malpighiaceas).<br />
Svx. — Murucy pinima.<br />
Loc. — I. de Marajó.<br />
Ind. — Casca para tinturaria e cortume.<br />
MURUCY PINIMA-v. MURUCY de FRUCTO MIÚDO.<br />
MURUCY VERMELHO — BYRSONIMA SPICATA<br />
Rich. (Malpighiaceas)<br />
Svx. — Pão de cortume.<br />
( A. p.)— Loc.- Nos campos de Cunani.<br />
Ind.—Casca para cortume (matéria corante e tanninos).<br />
Med. — Fructos e casca adstringentes.<br />
MURUCY da MATTA — BYRSONIMA CRISPA Juss.<br />
(Malpighiaceas).<br />
(A. m.) — HAB.- Matta de T. f.<br />
Alini. — Fructos <strong>com</strong>estíveis.<br />
Med. — Mesmas propriedades que o Murucy do campo.<br />
MURUPITA— (B. Amazonas) — SAP1UM BIGLAN-<br />
DULOSUM, var. AUCUPARIUM Mull. Arg. (Euphorbiaceas).<br />
SAPIUM LANCEOLATUM Hub.<br />
SAPIUM MARMIERI Hub.<br />
e SAPIUM C URU PITA Hub.<br />
SVN.— Curupita — Tapurú—Páo de. bicho — Burra leiteira-<br />
Seringara na.<br />
(A. M.) — HAB. — Varzeas.<br />
Ind. — O látex dá borracha dc qualidade (mistura-se*<br />
ao da hevea).<br />
Mad.— Leve, branca, virando ao amarello claro, homogênea,<br />
para marcenaria, caixas, lenha c carvão. E' elastica<br />
(mastros de pequenas embarcações).
294 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MURURÉ — BROSIMOPSIS ACÜTIFOLIA (Hub.)<br />
Ducke (Moraceas).<br />
SVN.—Moruré — Mercúrio vegetal<br />
( ^ g.) — HAB.- Na matta grande de 1. f., em terrenos<br />
argillosos.<br />
Loc.—R. Branco de Óbidos — E. de F. de Br. —Volta<br />
do Xingu— Juruty Velho. .<br />
Mad. — Amarellado-pardacento claro, estriada de cores<br />
castanho-a vermelhado.; não tem cerne.—Dureza media: fácil<br />
de trabalhar. — D = 0,69.<br />
Med.— Látex, ou seiva, abundante, côr de tijollos, alterando-se<br />
facilmente por fermentação, salvo addicionando o<br />
de álcool.— Estimulante energico do systema muscular e<br />
nervoso, depurativo e antisyphilitico poderoso; produz effeito<br />
extraordinário no tratamento dos rheumatismos de origem<br />
syphilitica (5 gr. por dia).-Tem dado bons resultados em<br />
certos casos de morphéa.—O principio activo seria um alcalóide,<br />
a murerina, de Oliveira.<br />
MURURÉ — BROSIMOPSIS OBOVATA Ducke (Moraceas<br />
).<br />
HAB. — Florestas não inundadas.<br />
( A. g.) — Loc.- R. Solimões — R. Içá.— Substitue, no<br />
alto Amazonas, o Br. acutifolia do Pará.<br />
MURURÉ da AGUA — v. MURERU. —<br />
MURURÉ de CANUDO — v. AGUAPÉ — ( Eichhornia<br />
crassipes).<br />
MURURÉ CARRAPATINHO — (Marajó) — SAL VIM A<br />
AL RICULATA Aubl. (Salviniaceas).<br />
SVN.— Aguapé.<br />
(PI. h. fluctuante).<br />
9<br />
MURURE ORELHA de VEADO — v. AGUAPÉ — (Eichhornia<br />
azurea).<br />
TEC MURURÉ PAGE - (Marajó) - PISTIA STRATIOibb<br />
L. (Araceas). o<br />
SVN.— Aguapé.<br />
„•li H.).-ÇAR.- Fluctua na superfície das aguas tranquillas<br />
mas límpidas e não estagnadas.
+<br />
Palm. Patauã (Oenocarpus baiana)<br />
/
ARVORES E PLANTAS (JTELS 295<br />
Med. />
296<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
nurativo.— Contra a syph.lis e as doenças da pelle.-Contra<br />
i uueda do cabello e as affecçôes parasitarias do couro<br />
cabelludo. — O xarope do entrecasco nas bronchites.<br />
MUTAMBA PRETA — v. AÇOITA CAVALLO. — ( Luhea<br />
speciosa Willd ).<br />
MUTUTY da T. f. - (Belem) - PTEROC A R P l* S<br />
ROHRII Vahl. (Legum. dalb.).<br />
(A. m.) — HAB.- NO capoeirão, em terra tirme argillosa.<br />
Loc.— Belem — Sta. Isabel — Monte Alegre—Óbidos<br />
— Marajó. . . ,<br />
CAR.— Fructo ehato, <strong>com</strong> ala circular muito larga.<br />
AIaci.— Branca, molle.<br />
Para papel: rendimento em cellulose 44 °/0 (A. Bastos<br />
-M. C. P.).<br />
MUTUTY — (Breves) — v. CORTICEIRA. — PTERO-<br />
CARPÜS DRACO L. (Leg. dalb.).<br />
MUTUTY da VARZEA — PTEROCARPUS AMAZO-<br />
N1CUS Hub. (Legum. dalb.).<br />
(A. p. ou m.)— HAB.- Nas margens alagadas dos lagos<br />
e dos rios.<br />
Loc.— Belem — M. rio Tocantins — Marajó — Ilhas —<br />
Amapá — Almeirim — Mte. Alegre— R. Trombetas —L. de<br />
Faro.<br />
CAR.—Flores amarellas.— FYuctos apropriados ao transporte<br />
por agua, grandes, espessos, esponjosos, <strong>com</strong> ala rudimentar.—Base<br />
da arvore munida de sapupemas muito<br />
grandes.<br />
Mad.— Madeira molle, branca.<br />
Ind — As amêndoas dos fruetos sào oleaginosas, dando<br />
/ a 8°/o de sebo amarellado.<br />
MUTUTY da margem da T. í. — (Óbidos, Faro) - ETA-<br />
BALLIA GUIANENSIS Benth. (Legum. pap.).<br />
SVN.-Bois de Chatousieux (G. fr.).<br />
i \ ,!!*') — HAB.- Margens inundáveis de canaes vizinhos<br />
da I. f.<br />
„ • Amazonas - Volta do Xingu-M. R* 'l* a ;<br />
Paoz-B. 1 rombetas — Rio de Faro —lg. de Mamahuru<br />
(Óbidos) — Coary — R. Purüs - R. Negro.
ARVORES E PI.AXTAS ÚTEIS<br />
Mcid. Magnífica madeira ondeada amarello-castanho<br />
claro e vermelho-castanhoarroxeado, de grão muito fino.<br />
dura. para ebanisteria. — D = 1,05. Queima <strong>com</strong> grande<br />
facilidade.<br />
MYOSOTIS - MYOSOTIS PALUSTRE L. (Borraginaceas).—<br />
Origin. da Europa central - Na Amazônia, é,<br />
ás vezes cultivado, mas dá poucas flores.<br />
(PI. h.).<br />
Oni. - Flor delicada, azul claro, para jardins.<br />
297
298<br />
A AMAZONIA BRASILEIRA
ARVORES E PLANTAS (JTELS 299
N<br />
NABO — BRASSICA NA PUS L. (Cruciferas).<br />
Origin. da Europa.<br />
(PI. h.)—Cultivado. A variedade que parece dar melhor<br />
resultado, na Amazônia, é o "nabo <strong>com</strong>prido das virtudes",<br />
(raça Marteau).<br />
NHÀ — (em L. g.).— v. CASTANHEIRA do PARA<br />
NHAMUIIY — v. LOURO INIIAMUIIY. —<br />
NHANDI — v. CAA-PEBA CHEIROSA. —<br />
NHANDI — PIPER CAUDATUM Vahl. (Piperaceas).<br />
(PI. h).<br />
Ssx.—Betre —Pimenta dos índios—Nhandú (R. Negro)<br />
— Caá-peba cheirosa.<br />
Alim.—Fructos usados <strong>com</strong>o a pimenta da índia.<br />
Med. pop. — Fructos excitantes, aromaticos — Raiz<br />
aromatica, de sabor acre, carminativa, entrando, ás vezes,<br />
na <strong>com</strong>posição do curare.<br />
NHANDIROBA — (Bahia) — v. PACAPlÀ. —<br />
NHANDÚ — v. NHANDI. —<br />
NUMBÚ — (Marajó) ?<br />
(PI. h.) — HAB.- Nos tesos e roçados da I. f.
o<br />
OEIRANA — SALIX MARTI AN A Leyb. (Salicaceas).<br />
SYN.— Churäo — Oirana, ou Uirana (de ami, cabello<br />
— e rana% parecido <strong>com</strong> em L. g.).<br />
(a. g. ou A. p.).— HAB - Nas varzeas novas e baixas<br />
dos grandes rios. — No E. do Pará, somente nas varzeas<br />
do R. Amazonas, descendo até a foz do R. Xingu e o Paraná<br />
de Almeirim.<br />
Med. pop — Folhas e casca: sudorifico, antihemorrhagico<br />
(Hcmoptyses) e antigonorrheico.<br />
OEIRANA — ALCHORNEA C A STA N E A E FOLIA<br />
Benth. (Euphorbiaceas).<br />
(a. g. ou A. p.) - HAB.- Nas margens do Rio Amazonas<br />
e dos affluentes importantes.<br />
CAR.— Tem latex branco.<br />
OFFICIAL de SALA — ASCLEPIAS CURASSA-<br />
YICA L. í Asclepiadaceas).<br />
SYN.— Faina — Seda vegetal — Cega olho— Falsa ipecacuanha<br />
— Margaridinha.<br />
a. p.) — HAB.- Vulgar nos logares abandonados.<br />
CAR.— Flores vermelhas E amarellas. Tem latex.<br />
Ind.- O caule dá fibras para papel e para tecidos;<br />
nos fluctos, as sementes sáo envolvidas em paina sedosa,<br />
(pennachos) propria para enchimento de travesseiros.<br />
Med. pop.— Planta toxica.—A raiz é purgativa e emetica,<br />
em doses moderadas; em doses mais elevadas, é vene-
304 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
nosa <strong>com</strong> acçAo directa e rapida sobre o coração, analoga<br />
á da digital— O látex contem um glucoside, a curaçavina<br />
ou asclepiadina.<br />
OITEIRA — (Mte Alegre) — v. PAO de CANDEIA —<br />
(Óbidos)—<br />
OITICICA — V. OITISEIRO —<br />
OITISEIRO — (Pará) — LIGA NI A ( MOQUILEA)<br />
TOMENTOSA (Rosaceas). . .<br />
( A. m.) — Loc.- Bragança ( cultiv. ). — E origin. do<br />
Nordeste (Oity da praia).<br />
AlimFructo <strong>com</strong>estível.<br />
O//.— No sul ( R. de Jan.) é uma das principaes arvores<br />
para arborisaçào das ruas: resiste ao calor eá poeira.<br />
No Rio, o nome é oity<br />
A OrriCICA verdadeira, do meio-norte, é a LICA-<br />
NI A SCLEROPHYLLA;<br />
No Sul (Rio de Janeiro) chama se oiticica á Guariuba.<br />
OLEO PARDO—MVROCARPUS FASTIGIATUS Fr.<br />
Aliem. ( Leg. pap.).<br />
Svx.— Caburéiba.<br />
(A. m.) —Loc.- Bacia do R. Negro.<br />
Ind.— Sementes oleaginosas.<br />
Med.— Dá um balsamo medicinal.<br />
OLEO VERMELHO. — v. BAl SAMO. -<br />
OLHO de BOI — v. PITOMBMRA— (Talisia esculenta).<br />
. OLHO de BOI — Algumas vezes: sementes de "BUIUS<br />
§ —<br />
OLHO de BOI —MUCUNA URENS DC. (Legum.<br />
pap.).<br />
(Cipó).<br />
Svx.— Pó de mico.<br />
HAB.— Nas capoeiras — Pouco <strong>com</strong>mum na Amazônia<br />
(Bel em - Alcobaça - Marajó).
305<br />
CAR.—Flores amarellas, grandes. — Fructos: vagens<br />
cobertas de pellos urticantes.— Sementes grandes e duras.<br />
OLHO de BOI —MUCUNA ALTÍSSIMA (iacq.) DC.<br />
(Legum. pap).<br />
(Cipó).<br />
HAB.—Margem dos rios e capoeiras de varzeas argillosas.<br />
Loc.— Frequente nas margens dos furos de Breves —<br />
Belem — Estuário — Gurupá — Mte. Alegre — Rio Branco de<br />
Óbidos.<br />
CAR.— Flores roxoesverdeado; vagens cobertas de pellos<br />
ruivos que provocam <strong>com</strong>ichão. Sementes grandes e<br />
duras.<br />
OLHO de BOI falso — CENTROSEMA LATISSIMUM<br />
Ducke ( Leg. pap. phas.).<br />
(Cipó).<br />
SYX.— Feijão bravo.<br />
HAB.— Margens de varzea alagada.<br />
CAR.—As sementes confundem-se <strong>com</strong> as de u olho de<br />
boi verdadeiro " (Mucuna altíssima ).<br />
ORELHA de BURRO — CISSAMPELOS AMAZÔNI-<br />
CA Miers (Menispermaceas).<br />
(a.).<br />
SYX.— Orelha de onça.<br />
Med. pof>.—A raiz é tônica, febrífuga e dissolve as pedras<br />
da bexiga.<br />
ORELHA de ONÇA — v. ABUTUA PEQUENA. —<br />
ORELHA de ONÇA — v. ORELHA de BURRO. -<br />
ORELHA de PRETO — (Mte Alegre) — v. TIMBOUVA—<br />
(Santarém) —<br />
ORELHA de RATO — v. DOURADINHA. —<br />
ORELHA de VEADO — v. MURURE ORELHA de VEA-<br />
DO. —
306 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
ORELHA de VEADO — (C. do R. Branco) —- v. MüRU-<br />
CY rasteiro —<br />
ORELHA de VEADO da Praia — (Marajó) — POXTF<br />
DERIA CORDATA L. (Pontederiaceas).<br />
ORTIGA — v. CANSANÇÃO (Urera.... esp. div. -<br />
Urticaceas).
p<br />
PACAPEÜA — (Gurupá, Breves) — SWARTZIA RA-<br />
CEMOSA Benth. (Legum. caes.).<br />
Svx.— Palapcuá.<br />
(A. m. ou p.)—HAB.- Mattas inundadas das varzeas<br />
da região do estuário.<br />
Loc.— Furos de Breves.<br />
Mad.— Para carpintaria<br />
Ind.— Boa lenha para queimar.— A casca é rica em<br />
tanninos.<br />
PACAPEÜA — (Belem) — v. PACAPIA. —<br />
PACAPIÀ — FEVILLEA sp. (Cucurbitaceas).-A Fevillea<br />
uncipetala Kuhlni encontra-se no rio Trombetas.<br />
A Fevillea trüobata Linné (Nhandiroba, da Bahia) é dos<br />
Estados marítimos.<br />
Svx. - JShandiroba ( Bahia) — Fava de S. Ignacio falsa<br />
(Minas) — Jabotá ou cipó Jabotd (Pará) — Gnapéva (S.<br />
Paulo).<br />
(Cipó) — HAB.- Nas varzeas do estuário.<br />
CAR.— Fructos esphericos, de 11 a 12 cm. de diam.,<br />
marcados <strong>com</strong> uma cicatriz circular mediana, encerrando 4<br />
a 8 sementes em forma de disco achatado de 5 a 6 cm. de<br />
diam.«<br />
Ind.— As amêndoas são oleaginosas, dando 65% do<br />
seu peso seccas de sebo branco amareilado, de cheiro desagrada<br />
vel, amargo.
308 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Med. pop.— Sementes amargas, tônicas e estomachicas;<br />
purgativo energico; toxicas em alta dose. — Empregadas<br />
contra a inflammaçâo do ligado e a icterícia.— A gordura<br />
é amarga, purgativa, usada em fricções na erysipela, as impigens.<br />
PACARI da matta — (Minas Geraes) — L AFOENSIA<br />
DENSIFLORA Pohl. (Lythraceas).<br />
SYX.— Ariauá (Mte. Alegre) — Dedal.<br />
(A. p.) — HAB.- NOS campos cobertos.<br />
Mad — Branca amarellada, bastante resistente, mas de<br />
qualidade inferior.<br />
j)id.— Fornece matéria corante amarella (a madeira).<br />
Med. pop.— Raiz tônica e antifebril. O cozimento interna<br />
e externamente contra a morphéa.<br />
Orn.— Dá flores bcllas e abundantes; é ornamental,<br />
proprio para parques.<br />
PACHIUBA-RANA — v. PAXIUBA-RANA. —<br />
PACO-PACO — WISS ADULA H E R NA N DIOIDES<br />
Greke (Malvaceas), no B. Amazonas.<br />
e WISSADULA SPICATA H. B. K. (Malvaceas), em<br />
Marajó = PSEUDO -ABUTÍLON SPICATUM (H. B. K.)<br />
Frics.<br />
SYN.— Malva de pendão (Marajó) — Malva branca do<br />
salgado ( Marajó) — Rabo de foguetes (Belem e Marajó).<br />
(PI. h.) — CAR.- Folhas grandes, molles, lisas, arredondadas<br />
<strong>com</strong> ponta obtusa.— Flores amarellas pequenas em<br />
longas espigas terminaes.<br />
fnd.—As hastes dão boa fibra, <strong>com</strong>paravel á juta, mas<br />
menos resistente.<br />
PACOVA — v. BANANA GRANDE. —<br />
P < ; T T T ( M a r a j ó ) - H ELI CONIÃ<br />
PSIT1 ACORUM L. f. (Musaceas).<br />
BYN. — Sororóquinha.<br />
(PI. h.— lm.) — HAB.- Tesos, montículos de capim.—<br />
Mui <strong>com</strong>mum tanto na I. de Marajó <strong>com</strong>o no Continente.<br />
— 1'ornece fibras texteis.<br />
Um.— Planta ornamental, de flores escarlates.
309<br />
PACOVA CATINGA — RENEALMIA EXALTATA<br />
L. (Zingiberaceas).<br />
SYX.— Cardamoma do Brasil.<br />
(PI. h.) — HAB.- Frequente nos logares húmidos ou pantanosos,<br />
na matta clara.<br />
CAR.— Flores vermelhas.—Toda a planta tem cheiro<br />
desagradavel.<br />
Med. pop.— Os rhizomas silo tonicos, estomachicos, carminativos,<br />
excitantes; externamente o cozimento é usado<br />
para banhar as feridas de mau caracter, e, em cataplasmas<br />
contra o câncer.— Os fructos dão resultado contra os vermes<br />
das creanças (sementes, em infusão ou em tintura).—<br />
As sementes substituem as da cardamoma verdadeira (Elettaria<br />
cardamomum Whit.).<br />
PACOVA SOROROCA — RAVENALA GUIANENSIS<br />
Benth. (Musaceas).<br />
Svx. - Bananeira de leque — Bananeira brava.<br />
(Arborescente)—HAB.- NOS igapós de T. f. e nas beiradas<br />
de riachos na matta (abundante na região do Guamá).<br />
— Em Marajó e até a cordilheira dos Andes<br />
índ.— As folhas dão fibras e são boa matéria prima<br />
para a fabricação do papel.<br />
As sementes, numerosas, de côr preta, lustrosas, <strong>com</strong><br />
arilho vermelho luzidio, são utilisadas pelos indígenas para<br />
fazer collares, pulseiras.<br />
PACURINA — PACOURINA EDULIS Aubl. (Compostas<br />
).<br />
(a.— lm. a lm.50).<br />
Alimentar e medicinal.<br />
PAINA — v. OFFICIAL de SALA. —<br />
PAINEIRA de CUBA — (R. de Janeiro) — v. MAMORA-<br />
NA — ( Bombax aquaticum ).<br />
PAIRA — BROSIMUM sp (Moraceas).<br />
Loc.—R. Branco (Amazonas).<br />
Mad.— Castanho vermelho claro, <strong>com</strong> listas pretas, dura,<br />
gjão fino, pesada.<br />
PAJAMARIOBA — (Rio Capim) — C A S SIA HIR-<br />
SU TA L. (Legum. caesalp.).
310 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PAJAMARIOBA — (Óbidos) — v. FEDEGOSA. —<br />
PAJURA da matta - PA RINA RI UM MONTANUM<br />
Aubl. ( Rosaceas ). „ .<br />
SYN.— Paranari, ou Parinari.<br />
(A. g.) — HAB.- Na matta grande de terra firme, em<br />
toda a Amazônia.<br />
Loc.— Belem — E. de F. de Br. — Gurupá — Almeirim<br />
R. Tapajoz — Óbidos.<br />
\fad.— Amarellada, dura e <strong>com</strong>pacta, pouco durável.<br />
/;/,/.— A amêndoa contem 74 %> de oleo.<br />
Alim.— Fructos ellipticos, de 8 a 15 cm. de diam., pardacentos,<br />
caroço bilocular; maduros, em Belem, de abril a<br />
junho, <strong>com</strong>estíveis, polpa espessa, saborosa, envolvendo o<br />
caroço grosso e rugoso; a amêndoa ú também <strong>com</strong>estível.<br />
PA JURA — (de Santarém) — C O U E PIA B R A C-<br />
TEOSA Benth. (Rosaceas).<br />
(A. p. ou m.) —Origin. do R. Negro e do R. Branco<br />
(E. do Amazonas ).<br />
SYN. — Pajurd verdadeiro, cultivado.<br />
Loc.— Commum nas mattas de Manáos.— Cultivado em<br />
Belem, Santarém, Manáos.<br />
Mad. —Amarellada, dura, pouco durável.<br />
Alim. — Fructo menor e mais alongado do que o parinari,<br />
ovoide, 7 a 12 cm. de diam. maior, caroço unilocular,<br />
menos rugoso, coberto de pequenas verrugas e de fibras.<br />
PA JURA do Rio Branco de Óbidos — LUCUMA SPE-<br />
CIOSA Ducke (Sapotaceas).<br />
(A. g.) — HAB.- Abundante na matta virgem, em solo<br />
fértil e argilloso, na região do Rio Branco de Óbidos.<br />
Alim. — Fructo grande, verde, em parte coberto <strong>com</strong><br />
um velludo purpureo, <strong>com</strong>estível, saboroso e perfumoso —<br />
monosperma— lembra o pajurd verdadeiro, sendo lhe superior<br />
pelo perfume vinoso.<br />
PAJURA-RANA — (M. rio Tapajoz) — v. COPUDA.—<br />
LICANIA PARINARIOIDES Hub. (Rosaceas).<br />
xtt PALILLO — (Amazônia) —CAMPOMANÉSIA COR-<br />
NIFOLIA H. B. K. (Myrtaceas).<br />
SYN. — Araçd-lima—Palilho (Perú).<br />
Alim.— I ructos <strong>com</strong>estíveis, saborosos.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 311<br />
PALMA do CAMPO — CASSIA UNIFLORA Spring.<br />
(Legum. caesalp.).<br />
Loc.— Rio Maracá.<br />
PALMA dc S. JOÃO — v. SAMAMBAIA. — LYCOPO-<br />
DIUM CERNÜUM (Fetos).<br />
PALMATÓRIA — OPUNTIA esp. div. (Cactaceas). —<br />
Origin. do México e das Antilhas.<br />
Al int. — Fructos <strong>com</strong>estíveis e agrada veis (fructifica<br />
dificilmente na Amazônia).<br />
Meã. pop. — Com as raquetas piladas fazem-se cataplasmas<br />
sedativos.<br />
PALMEIRAS:<br />
P. ASSAHY — (do Pará) — EUTERPE OLERACEA<br />
Mart.<br />
SVN.— Palmito—Jussara (Alto Amazonas) — P. Pinot<br />
(G. fr.>.<br />
HAB. — Nos terrenos pantanosos do estuário amazonico<br />
e nas margens dos riachos de T. f. no B. Amazonas.<br />
CAR. — Tronco em touceiras.<br />
Itui. — Por cozimento extrahe-se da polpa dos fructos<br />
8-10 "/0 de oleo amargo, de cor verde-escuro (100 kgm. de<br />
fructos dão 1 kg. de oleo).<br />
Alim. — Fructos da grossura de uma cereja, violáceos,<br />
quasi negros. — Com elles prepara-se uma bebida<br />
chamada vinho de assahy, de grande consumo no Pará e<br />
que é uma emulsão naguã da polpa gordurenta addicionada<br />
de assucar. — Esta palmeira dá fructos todo o anno, mas<br />
principalmente em Maio e durante a estação secca.<br />
Dá bom palmito (o palmito é o renovo terminal desembaraçado<br />
das folhas verdes que o envolvem e reduzido ás<br />
folhas brancas do centro).<br />
P. ASSAIIY CHUMBO — (Manáos) — EUTERPE<br />
CATINGA Wall.<br />
SYN. — Assahy-catinga<br />
HAB. — Na T. f. •<br />
CAR. — Troncos isolados, delgados.<br />
'Alim. — Palmito <strong>com</strong>estível.
P. ASSAHY-CATINGA - v. P. ASSAHY CHUMBO. -<br />
P. ASSAHY-MIRIM — (Alto Amazonas) — EUTERPE<br />
PRECÁTORIA Mart. ,<br />
SYN.—Palmito molle — Yuyu chouta (Peru) — Palma<br />
de rosário (Bolívia).<br />
Car. --Troncos isolados de 12m. de alt. <strong>com</strong> Om.lo de<br />
diam.—Fructos preto-arroxeado, de lõm.rn. de diam.<br />
Ind. — Com as sementes fazem-se collares.<br />
Al im.— Bom palmito.<br />
p. ASSAHY-MIRIM - EUTERPE JATAPUENSIS<br />
Barb. Rodr.<br />
P. ASSAHY da T. f. — (Sul do Pará) — EUTERPE<br />
LONGISPATH ACE A Barb. Rodr. .<br />
No M. rio Tapajoz—Pequeno e gracioso.<br />
P. ASSAHY-RANA — (Amazonas) — v. P. JURITI-<br />
UBIM. —<br />
P. BACABA — (Marajó) — OENOCARPUS DISTI-<br />
CHUS Mart.<br />
Svx.— Pa caba de azeite — P. Cornou (G. fr.).<br />
Loc.—Marajó — E. de F. de Br.—Estuário — B. Amazonas<br />
até Óbidos.<br />
CAR. —Tronco de 10 a 12 m. de alt., 0m20 a 0m25 de<br />
diam. — Folhas dispostas em leque, crispadas.<br />
Mad.— A madeira do tronco é dura e rigida, utilisada<br />
pelos índios para fabricar armas; presta-se para fazer bengalas.<br />
Ind. — Da polpa dos fructos extrahe se um azeite amarello<br />
claro, de bom gosto (9 a 10°/o) que pode ser utilisado<br />
na alimentação <strong>com</strong>o succedaneo inferior do azeite doce.—<br />
A safra é de janeiro a maio (perto de Beiern).<br />
Alim.--Fructos maiores e mais carnudos do que os de<br />
assahy, de cor purpureo-violaceo; prepara-se <strong>com</strong> elles<br />
uma bebida (emulsão) leitosa, nutritiva, de gosto agradavel.<br />
Excellente palmito.<br />
P. BACABA-ASSÚ — (Parte W. da Amazônia, descendo<br />
até o B. Trombetas) — OENOCARPUS BACABA -Mart.
313<br />
Svx.— Bacaba verdadeira— Bacaba (Manáos) — Ungurauy<br />
( Peru ).<br />
CAR.— Tronco de 12 a 16 m. de alto e 0m.20 de diam.<br />
— Folhas crispadas.<br />
Ma d.— Para bengalas, ripas.<br />
Alim.— O azeite da polpa dos fructos
314 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
p. CAHÙAIA — (E. do Amazonas) —MAUR1TIA SUB-<br />
INERMIS Spr. , . . .<br />
CAR.—(Jaule delgado <strong>com</strong> om. de altura, marcado de<br />
anneis de espinhos abundantes.<br />
P. CAIATÊ — (Alto Amazonas) — ATTALEA HUM-<br />
BOLDTIANA Spr.<br />
SYN. — P. Iagud.<br />
P. CAIAUÈ — ELAEIS MELANOCOCCA Gaertn.<br />
SYN— Dendê do Pard—Cayaiiè.<br />
Loc.—Frequente na parte central da Amazonia; parece<br />
faltar no Estado do Pará.<br />
CAR. —Tronco muitas vezes recurvado no pé, a parte<br />
horisontal emittindo raizes adventícias delgadas. — Vizinho<br />
do dendê (Elaeis guineensis L.) cujos fructos (a polpa) dào<br />
o oleo de palma ou de dendê.<br />
Ali ni— A polpa dos fructos do caiaué dá 47 0 /o de oleo<br />
espesso vermelho • dourado, <strong>com</strong>estível, igual ao oleo ou<br />
azeite de dendê.—Da amêndoa extrahe-se 36°/0 de gordura<br />
também <strong>com</strong>estível.<br />
P. CAICUMANÁ — (E. do Amazonas) — ASTROCA-<br />
RYUM YAUAPIRYENSIS Barb. Rodr.<br />
SYN. — Murumurú (Amazonas).<br />
P. CAMUÀ — (E. do Amazonas) — DESMONCUS NE-<br />
MOROSUS Barb. Rodr.<br />
Ind. —A haste pode substituir o "rotang" (Calamus<br />
rotang L.).<br />
P. CARANÀ — (Amazonas) — MAURITIA CARANA<br />
Wall.<br />
SYN .—Palmeira leque, do R. Negro — Car an d grande<br />
(Manáos).<br />
Loc. — Rio Negro.<br />
CAR.—Tronco sein espinhos, de 8 a 12m. de ait. —<br />
Mores <strong>com</strong> forte perfume de trevo (Trifolium arvense L.)<br />
P. CARANA - MAURITIA MARTI AN A Spruce.<br />
SYN. — Carana• i—Buritysinho.
ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS<br />
HAB.— Nos igapós da T. f.—Tronco de 10 a 15 m. de<br />
alt.— e 10 cm. de diam.<br />
Loc.— Amazonas — Óbidos — Gurupá — I. de Marajó.<br />
Ind.— Com as folhas cobrem-se as casas e preparamse<br />
fibras para cordas e redes. - Os espinhos do tronco servem<br />
de alfinetes.— Com o caule fazem-se ripas.— Os talos<br />
servem de rolhas.<br />
P. CARANÁ-Y — MAURITIA ACULEATA H. B. K.<br />
Svx. — Buritx-rana — Carand-i.<br />
Loc.— No R. Negro, de Barcellos para cima.<br />
CAR.— Caule de 6 a 10 m. de alt. <strong>com</strong> 5 a 10 cm. de<br />
diam.— Fortes espinhos de 2 a 3 cm.<br />
Ind.—As folhas dào fibras, quando novas (cordas, redes).—<br />
Servem para cobrir casas.<br />
Alim. — Os fructos são <strong>com</strong>estíveis; a polpa é amargaacida<br />
e <strong>com</strong> ella os indígenas preparam um refresco.<br />
P. CARANÁ-Y do matto — LEPIDOCARYUM TE-<br />
NUE Mart. (e outras especies do mesmo genero).<br />
HAB.—Nos terrenos altos do B. Amazonas.<br />
Loc.— R. Jamundá — R. Mapuera<br />
CAR —Caule de 2 a 3. m. de alt. <strong>com</strong> 1,5 a 2 cm. de<br />
diam. E' uma palmeirinha graciosa que vive em sociedades<br />
á sombra da floresta virgem.— Fructos escamosos <strong>com</strong>o os<br />
de 44 mirity" (2cm./lcm).<br />
Ind.— O caule é utilisado para fazer bengalas e pontas<br />
de frechas.<br />
P. CARNAÚBA-(Meio-norte). — COPERNICIA CE-<br />
RIFERA Mart.<br />
Cultivada na Amazônia.<br />
CAR.—Caule de 10 a 15 m.<br />
Ind."Dá material para cobertura de casas, fibras para<br />
espanaria e cordoaria. — Das folhas tira-se uma pellicuia<br />
de cera vegetal, fusivel somente a 85° c.<br />
Med. pop. — Raiz alterante e diurética.<br />
P. CARYOTA — CARYOTA URENS L. —Origin. das<br />
Molucas. — Cultivado..<br />
TF AR. — Tronco de 12 a 18m. de alt. <strong>com</strong> lm. a lm50,<br />
de circ. — A polpa dos fructos é acre e corrosiva (Agua<br />
infernal, das Molucas).<br />
Ma d. — Dura; para pilares de pontes.<br />
277
316 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Ind. — Do peciolo das folhas tira-se fibras fortes, escuras<br />
muito resistentes, para cordoalha e escovas.<br />
Alim. — O amago do tronco fornece uma fécula analoga<br />
ao sagtí da palmeira Metroxylon sagú (na Malasia),<br />
mas um pouco inferior.<br />
p. CAXIRAMA - (Peru) - BACTRIS CHLORA-<br />
CANTHA Poepp. •<br />
SYN. — P. Caá - charama — P. Chachd - rama.<br />
Loc.— Região fronteira Brasil-Peru.<br />
CAR.— Pequena palmeira espinhenta, de 2 m. de alt. e<br />
3 cm. de diam.<br />
Mad.— Para bengalas.<br />
Ind.— Dá bonitas fibras.<br />
Os caroços são usados <strong>com</strong>o enfeites pelos indígenas.<br />
P. CHICA-CHICA — (Perú) — MARTJNEZIA INTER-<br />
RUPTA P. e P.<br />
HAB.—Na matta, na fronteira <strong>com</strong> o Perú.<br />
CAR.— Pequena — acaule — aculeada.<br />
Orn.— Cultivada na Europa <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />
P. CHONTA — GUILIELMA INS1GNIS Mart.<br />
SYN.— Palnia-real (Bolívia).<br />
Loc.— Alta bacia do R. Madeira (Matto Grosso-Bolivia).<br />
CAR.— Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 10 cm. de<br />
diam, armado de espinhos curtos dispostos em anneis.<br />
Mad.— Preta, muito dura, preferida pelos índios para<br />
pontas de frechas e para pregar os páos das balsas.— Serve<br />
para fabricar bengalas.<br />
Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, saborosos.<br />
P. COCO da BAHIA - COCOS NUCIFERA L.— Origin.<br />
do archipelago indico.—Importado na Bahia em 1553.-<br />
Cultivado na Amazônia.<br />
SYN. — Coqueiro.<br />
CAR. Tronco até 20 a 25 m. de alt. <strong>com</strong> 20 a J0 cm.<br />
de diam.<br />
Mad. O tronco é usado para ripas, encanamentos<br />
d agua.<br />
1
ARVORES E PLANTAS (JTELS 317<br />
Ind.— A amêndoa secea é conhecida no <strong>com</strong>mercio<br />
pelo nome de copva; fornece de 40 a 60°/o de oleo, proprio<br />
para a alimentação e a saboaria.<br />
A casca dá fibras fortes para cordoalha, escovas.<br />
A parte óssea, de cor quasi preta quando polida, serve para<br />
o fabrico de diversos objectos de uso domestico.<br />
Alim.— Um coqueiro dá fructos <strong>com</strong> 6 annos; cada pé<br />
pode dar até 240 cocos por anno. Cada coco tem uma casca<br />
espessa, fibrosa, adherente a um endocarpo osseo cuja face<br />
interna é coberta por uma amêndoa branca, de 5 a 8 mm.<br />
de grossura, oca e cheia de um liquido ligeiramente turvo,<br />
de sabor adocicado e agradavel ( agua de coco) quando<br />
fresco e o fructo <strong>com</strong>pletamente desenvolvido mas não maduro.<br />
Bom palmito.<br />
Med. pop.— A agua do coco é refrigerante e diurética;<br />
usada para <strong>com</strong>bater os vomitos rebeldes.<br />
P. COCO de C AT ARRUO — v. P. MUCAJA. —<br />
P. CIRUA RRANCO — ATT ALE A MOXOSPERMA<br />
Barb. Rodr. = AITA LEA SPECTAB1LIS Mart., variedade<br />
MONOSPERMA Barb. Rodr.<br />
SYN.— Curudtinga — Ma ai pi.<br />
CAR.— Acaule, ou <strong>com</strong> tronco até 60 cm. de alt.— Rachis<br />
das folhas, branco, tomentoso.— Fructo de 7 cm./5.5<br />
cm. <strong>com</strong> uma única amêndoa, parecendo um pequeno coco<br />
da Bahia.<br />
Ind.— Dá palha para cobrir casas, de duração regular.<br />
O fructo quebra-se facilmente para extrahir a amêndoa que<br />
dá 63 o/o de oleo <strong>com</strong>estível e proprio para fabricação de<br />
margarina. Safra de fevereiro a junho, no B. Amazonas.<br />
P. CU RUA PIRANGA — ATTALEA SPECTABILIS<br />
Mart. var. typica Drud.<br />
HAB.—Nas terras firmes silicosas do B. Amazonas.<br />
CAR.— Acaule ou quasi (caule até lm.30 de alt.); peciolo<br />
e rachis tomentosos, avermelhados; fructo de 5 a 6 cm./<br />
3 a l cm. <strong>com</strong> 1 a 3 amêndoas.<br />
Ind.— Das amêndoas extrahe-se 65% de sebo.— As<br />
folhas servem para cobrir casas mas são de pouca duração.<br />
Alim. — Amêndoas <strong>com</strong>estíveis.
318 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
p CURUA PIXUNA — ATTALE A PIXUNA = AT-<br />
TAI E\ SPECTABÍLIS Mart. var. POLVANDRA Drud.<br />
= ORBIGNIA PIXUNA Barb. Rodr.<br />
SVN.— Curuá prelo - Curiiá-i.<br />
CAR.—Acaule.— Folhas de 4 a / m.. rachis tomentoso,<br />
cinzento escuro.— Fructo de 8,5 cm /5 cm., <strong>com</strong> 3 a 5 amen-<br />
1 * Ind.-Das amêndoas extrahe-se 50°/o de matéria gorda,<br />
solida, branca. .<br />
As folhas servem para cobrir casas.<br />
Mim.— Amêndoa <strong>com</strong>estível.<br />
P. CURUÁ PRETO — v. P. CURUÁ PIXUNA. —<br />
P. CURUÁ-RANA — v. P. INAJÁ-Y. —<br />
P. CURUÁ TINGA — v. P. CURUÁ BRANCO. —<br />
P. CURUÁ-Y — (Faro) — ATT A LEA AGRESTIS<br />
Barb. Rodr. = ATTALEA MICROCARPA Mart.<br />
HAB.— Nos campos arenosos da T. f.<br />
CAR.—Acaule e pequena; fructo de 4 cm./2,8 cm.; <strong>com</strong><br />
2 a 3 amêndoas.<br />
P. DENDÊ — (Africa) — ELAEIS GUINEENSIS L.<br />
Cultivado na Amazônia.<br />
Mim.— O azeite de dendê, avermelhado ou amarello<br />
alaranjado, é extrahido da polpa do coco ( Huile de palme,<br />
em Fr.); a amêndoa dá um oleo claro, branco (Huile de<br />
palmiste, em Fr.).<br />
P. ESPINHO do DIABO — v. JACITÁRA. —DESMO.V<br />
CHUS HORRIDUS Sp. e Mart.<br />
P. IARÁ — v. P. JARÀ-ASSU.<br />
P. IATÁ — v. P. JATÁ. — #<br />
p. INAJÁ-MAXIMILIANA REGIA Mart.<br />
SVN.- Man pá (G. fr.) - Anajá-.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 319<br />
HAB.— Na matta de T. f. — Marajó — R. Capim — B.<br />
Amazonas.<br />
CAR.— Caule de 5 a 7 m. de alt. <strong>com</strong> 30 a 50 cm. de<br />
diam. (mais grosso na base e na parte superior do que na<br />
parte mediana.<br />
Ind. — Grandes cachos de fructos ovoides, da grossura<br />
de um limão, contendo uma amêndoa branca, oleaginosa<br />
(60% de oleo); safra de fevereiro a julho.— Foliolos partidos<br />
servem para fazer chapéus; as laminas delgadas do<br />
epiderme dos talos são utilizadas para tecer paneiros, esteiras.<br />
Alim.— Hxcellente e volumoso palmito, um pouco adocicado,<br />
lembrando o alcachofre.<br />
P. INAJA-Y — (Med. Amazonas) —COCOS INAJÁ-Y<br />
(Wall.) Trail. = MAXIMILIANA INAJÁ-Y Spr.<br />
SYN.— Curud-rana - Jurei (Marajó).<br />
HAB. —Na beira de campos altos, em terrenos seccos,<br />
pedregosos.<br />
Loc.— Encontra-se em toda a Amazônia.<br />
CAR.— Palmeira pequena; tronco até 5 a 6 m. de alt.<br />
<strong>com</strong> 8 a 10 cm. de diam.<br />
Alim. — Amêndoa relativamente grande, <strong>com</strong>estível,<br />
oleaginosa.<br />
P. Iü — (Amazonas) — ASTROCARYUM ACAULE<br />
Mart.<br />
SYN.— P. ConmanaUy ou P. Conaná (G. fr.) — Tucumá-y<br />
(Faro).<br />
CAR.—Folhas de 3 m. cobertas de espinhos pequenos<br />
e finos que produzem irritação no epiderme.— lú = espinho<br />
(em L. g.)<br />
Ind.— As folhas fornecem fibras texteis.<br />
Alim — Fructos <strong>com</strong>estíveis, de sabor adocicado e um<br />
pouco styptico.<br />
P. IU — (Amazonas) — ASTROCARYUM HUMILE<br />
Wall.<br />
CAR.—Tronco curto (0m.50 a lm.); Folhas de 2 m.—<br />
rachis armado de fortes espinhos.<br />
Ind.— Das folhas extrahem-se fibras texteis.<br />
p. iu-i _ BACTRIS ARUND1NACEA Trail.<br />
Loc.—E. do Amazonas (R. Purús, R. Javary).
320 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CAR.—Tronco de 1 a 2 m. de alt., sem espinhos; bainha<br />
das folhas coberta de espinhos.<br />
Ind- Dá boas libras. .<br />
Alint.— Fructo drupaceo, <strong>com</strong>estível.<br />
P. JACITÀRA — Este nome é attribuido a todas as especies<br />
do genero DESMONCUS.— São palmeiras escandentes,<br />
aculeadas, dos terrenos pantanosos.<br />
P. JACITÀRA — (Marajó) — DESMONCUS aff.<br />
HO R RI D US Sp. e Mart.<br />
SYN.— fassitdra — P. oitará mon père% ou avoirá mon<br />
père (G. frÁ<br />
Ind —O caule substitue o junco para fabricar diversos<br />
artefactos; macerado no tijuco, este caule torna-se preto e<br />
de polimento fácil; <strong>com</strong> elle fazem bengalas leves.<br />
P. JACITÀRA — (Pará e Amazonas) — DESMONCUS<br />
ORTHOACANTHOS Mart.<br />
SYN.— COCO de cigana.<br />
CAR.— Espinhos direitos e <strong>com</strong>pridos.<br />
Ind.— Substitue o rotang da índia (palhinha para cadeiras<br />
).<br />
P. JACITÀRA TIPITI —DESMONCUS MACROA-<br />
CANTHOS Mart.<br />
SYN.— Titara — Palmeira cipó (Pará) — Avoirá savanne<br />
(G. fr.).<br />
Ind.— O caule 6 empregado na confecção de tipitis,<br />
balaios, cestos; é muito resistente. •<br />
Alim.— Fructo <strong>com</strong>estível (côr alaranjada).<br />
P. JACITÀRA — DESMONCUS POLYACANTHOS<br />
Mart.<br />
SYN.— Unibamba.<br />
Loc.— Par á e Amazonas.<br />
Ind.— O caule, reptante, de 4 a 5 cm. de diam., <strong>com</strong><br />
espinhos muito agudos, é menos resistente e duradouro que<br />
o precedente, mas mais grosso; ó usado para fabricar cadeiras.<br />
substituindo o vime.— A raiz. grossa, nodosa, arnarella,<br />
serve para bengalas.<br />
Med. pop.— O cosimento da raiz 6 depurativo.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 321<br />
P. JACITÁRA — DESMONCUS PHENGOPHYLLUS<br />
Dr.—<br />
P. JACITÁRA — DESMONCUS LEPTOSPADIX<br />
Mart. (Acima de Manáos).<br />
CAR. - Não trepa alto; é elemento de "sous-bois", na<br />
matta de T. f.<br />
P. JACITÁRA — DESMONCUS RIPA RIUS Spruce.<br />
HAB.— Na margem dos rios, no Pará e Amazonas.<br />
bui.— O caule, <strong>com</strong>prido, delgado, serve para fabricar<br />
pequenos cestos.<br />
P. JACITÁRA — DESMONCUS MITIS Mart.<br />
Loc.— R. Juruá — R. Solimões — R. Negro.<br />
bui — O caule, <strong>com</strong> 3 a 5 mm. de diam. é utilisado<br />
para confecção de cestinhos.<br />
P. .IACY — (R. Purús) — ATTALEA WALLISII Hub.<br />
P. JARA — (Marajó) — v. P. INAJÁ-Y. —<br />
P. JARA, ou IARA — (Do R. Negro até Óbidos) — LEO-<br />
POLDINIA PULCHRA Mart.<br />
Svn.— Mticury (a leste de Santarém ).<br />
CAR.—-Caule de 2 a 4 m. de ait. <strong>com</strong> 10 cm. de diam.<br />
Folhas arqueadas de lm.50 a 2m.<br />
Ind.— Das folhas tira-se bonitas fibras para cordas.—<br />
O tronco e o peciolo das folhas fendidos em pequenas laminas<br />
servem para fabricar cestos.—O tronco dá ripas e estacadas.<br />
Alini.— Dos fructos extrahe-se uma tapioca <strong>com</strong>estível.<br />
P. JARÁ-ASSÚ — LEOPOLDINIA MAIOR Wallace.<br />
SVN.— lardassú ( R. Negro).<br />
CAR. — Troncos de 5 a 7 m. de ait. <strong>com</strong> 7 a 10 cm. de<br />
diam.gem touceiras de 10 a 20.<br />
bui.— O caroço, duro, pode servir para fabricar botões,<br />
brincos. A cinza dos cocos contem forte proporção de<br />
sal <strong>com</strong>mum e é empregada pelos indígenas <strong>com</strong>o condi-
322 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
mento e <strong>com</strong>o antídoto do curare. em applicaçflo sobre a<br />
ferida produzida pela frecha envenenada.<br />
Rodr.<br />
P.JAREUA-COCOS AEQUATORIALIS Barb.<br />
P. JARINA — v. JARINA. —<br />
P. JATÀ — (Mte Alegre) — C O C O S S Y A G R U S<br />
Drude.<br />
SYN.— latá — Piri ri ma (Óbidos).<br />
Loc.— Serra do Ereré — Almeirim — Commum nos<br />
arredores de Óbidos.<br />
CAR.—Palmeira elegante; caule de 2m.50 a 3m. <strong>com</strong><br />
5 a 7 cm. de diam.; folhas de 2 m. a 2,50. - Fructo ovoide<br />
de 5 cm./3 cm. — de diam.<br />
Ind.— As amêndoas dílo 32 °/o de oleo <strong>com</strong>estível.<br />
Alim.— Amêndoa <strong>com</strong>estível. — Bom palmito.<br />
P. JAUARY — ASTROCARYUM JAUARY Mart<br />
HAB.— Commum nas varzeas baixas das margens dos<br />
rios amazonicos.— Falta no estuário.<br />
CAR. —Caule de 10 a 15 m. de alt., armado de espinhos<br />
pretos de 3 a 5 cm.; folhas de 3 m.— O tronco se subdivide,<br />
ás vezes, em 2, 3 ou 4 ramificações — Fructos de 2,5<br />
cm./3 cm., amarellos.<br />
Ind — Dos foliolos tiram-se fibras muito fortes; <strong>com</strong> os<br />
foliolos partidos fabricam-se chapéus leves; o epiderme do<br />
peciolo, fendido, serve para tecer esteiras, tupés, peneiras,<br />
tipitis.— A polpa dos fructos dá um oleo <strong>com</strong>estível.— A<br />
amêndoa é dura e contem 21 % de matéria gorda.<br />
Safra de fevereiro a maio.<br />
P. JIJPATY — (E. do Pará) — RA PH IA VI NI FERA<br />
P. de D. var. taedigera Dr. = RAPHIA TAEDIGERA<br />
Mart.<br />
HAB.—Commum nas mattas alagadas e baixadas lodosas<br />
do estuário.<br />
CAR.— Acaule ou <strong>com</strong> tronco muito curto e grosso;<br />
folhas erectas, enormes.—Fructo ovoide, de 7 cm. 3-4 cm.-<br />
Cachos de mais de 50 kilos.
ARVORES E PLANTAS UTEÍS<br />
Ind. - Do peciolo das folhas extrahe-se longas e grossas<br />
fibras cylindricas, brancas, leves, próprias para a fabricação<br />
de chapéus, pequenos cestos.— Fructos ( de fevereiro<br />
a maio) da grossura de um ovo, avermelhados, lustrosos,<br />
de aparência escamosa.— A polpa é vermelha, oleosa, adstringente<br />
e amarga; dá um oleo de côr vermelha.<br />
Med. pop.— O oleo de jupatv é usado em fricções na<br />
paralysia, na gotta e no rheumatismo.<br />
P. JUPATY — (R. Negro) — v. P. PAXIUBINHA. —<br />
P. JURITI-UBIM —GEONOMA CAMANA Trail.<br />
Svx.— Assahy-rana ( Amazonas ).<br />
CAR.— Caule de lm. a lm.50 de alt. <strong>com</strong> 2,5 a 4 cm.<br />
de diam., annelado.<br />
Ind.— O lenho do caule é branco e molle; os indígenas<br />
utilisam no para fazer fogo pelo attrito <strong>com</strong> outra madeira<br />
dura.<br />
P. JUSSARA — v. P. ASSAHY. —<br />
P. MAC U PI — v. CU RUA BRANCO. —<br />
P. MARAJÁ — (Marajó) — BACTRIS MAIOR Jacq.<br />
HAB.— A margem dos terrenos inundados.<br />
CAR.—Palmeira aculeada; tronco fino, de 1 a 3 m.<br />
de alt.<br />
Ind.— Com o succo da polpa dos fructos prepara-se<br />
um vinagre.<br />
Alini.— Fructo preto arroxeado, de polpa succulenta,<br />
avermelhada e sabor agri-doce.<br />
P. MARAJÀ-ASSÚ — (Marajó) - BACTRIS MAR AJA<br />
Mart.<br />
SYX.— Tucum bravo.<br />
HAB.— Commurn nas varzeas alagadiças.<br />
CAR.— Palmeira aculeada, de tronco delgado.<br />
•Mad.— A madeira muito dura e rígida, quando madura,<br />
serve para bengalas e armas de índios.<br />
Ind.— As folhas fornecem boas fibras.<br />
Alim.— Fructos da grossura de uvas, de côr preta
324 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
arroxeada, polpa branca e mucilaginosa, <strong>com</strong>estíveis.-Com<br />
estes fructos prepara-se uma bebida apreciada ( vinho).<br />
P. MARAJÁ - (Marajó) - B ACTRIS CONCINNA<br />
Mart.<br />
Svx.— Nie/e, ou Inchauy (Peru).<br />
HAB.— NOS terrenos alagadiços, até o Alto-Amazonas.<br />
Ind.—Os indios fazem as suas lanças <strong>com</strong> os troncos<br />
destas palmeiras.<br />
P. MARAJÁ-PIRANGA — (Amazonas) — BACTRIS<br />
PIRANGA Trail.<br />
CAR.— Quasi acaule; folhas de lm. a lm.oO.<br />
Ind — Das folhas extrahe se libras.<br />
Alim.— Fructos (em Fevereiro) <strong>com</strong>estíveis, doces e<br />
acidulados.<br />
P. MARAJÁ-1 — (Amazónia)— BACTRIS CUSPI-<br />
DATA Mart. var. Marajá-i Barb. Rodr.<br />
CAR.— Caule fino. lanuginoso, sem espinhos, de 2 m.<br />
de alt.; bainha das folhas coberta de espinhos.<br />
Ind.— As fibras tiradas das folhas são muito fortes,<br />
semelhantes ao canhamo.<br />
P. MARIPÁ — (Amazonas) — M A X1M ILIA N A M A-<br />
RIPA Dr.<br />
S\s.—Inajd (Mandos).<br />
Loc.— R. Counani.<br />
CAR.—Grande palmeira, de 12 a 18 m. de alt., <strong>com</strong><br />
folhas erectas de 5 a 7 m.<br />
Ind.— Das folhas extrahe-se fibras textis.<br />
Alim.— Fructo de 8 cm./3 cm., <strong>com</strong> amêndoas <strong>com</strong>estíveis<br />
e oleaginosas.<br />
P. MIRITY - MAURITIA FLEXUOSA L. f.<br />
Sm - Muriti - Agua/e í Perú ) - P. bâche (G. fr.).<br />
til j AB ~ lí? a Pós da r. 1., campos húmidos, margens das<br />
Ilhas do estuário. •<br />
CAR.- Bonita palmeira de tronco liso, de 15 a 20 m.<br />
de alt. e 40 a 60 cm. de diam., acinzentado, <strong>com</strong> grande<br />
• bouquet de folhas em feitio de leques.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 325<br />
Ind — Das folhas novas extrahe-se fibras para fabricar<br />
redes, cordas.<br />
Com os talos fazem-se rolhas e tecem-se esteiras.<br />
A polpa dos fructos dá 8 a 9% de oleo vermelho, <strong>com</strong>estivel.<br />
Do tronco e dos espadices ainda novos extrahe-se um<br />
liquido assucarado.— Nos troncos derrubados encontram-se<br />
as larvas de " Calandra palmarum'*, de 10 a 12 cm. de<br />
<strong>com</strong>pr., brancas, que, cozidas ou assadas nas brazas, servem<br />
de alimento para os indígenas.<br />
Al im — A medula do tronco dá um sagiU o "Ipurana"<br />
dos indígenas.<br />
Enormes cachos de fructos redondos (de fevereiro a<br />
julho), de 4 a 6 cm. de diam., côr castanho-avermelhado,<br />
lustrosos, parecendo cobertos de escamas; a polpa é <strong>com</strong>estível<br />
e serve para fazer doces (Monte Alegre).—Os papagaios<br />
gostam muito destes fructos.<br />
1>. MOTACÚ— (Bolivia) — ATTALEA PRINCEPS<br />
Mart.<br />
SVN.— Acury\ ou uaudcury < E. de Matto Grosso).<br />
CAR.— Tronco de 5 a 8 m. de alt. <strong>com</strong> .'X) a 35 cm. de<br />
diam. e folhas de 4 a 5 m. de <strong>com</strong>pr.<br />
bui.— As amêndoas sáo oleaginosas.—As folhas fornecem<br />
fibras.<br />
Os índios peruanos e bolivianos misturam um pouco<br />
de cinza do espadice da P. Motacú ás folhas de "coca"<br />
que mascam o dia inteiro para nào sentir a fome.<br />
Alint — Fructo de 7 cm./3,5 cm. <strong>com</strong> 2 ou 3 amêndoas<br />
<strong>com</strong>estíveis.<br />
Bom palmito, adocicado.<br />
P. MUCAJÀ — (Amazônia) — ACROCOMIA SCLE-<br />
ROCARPA Mart.<br />
SYN.— COCO de cat/iarro — Macaúba.<br />
HAB.— Frequente nos terrenos abandonados (na T. f.).<br />
CAR.—Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 30 a 40 cm.<br />
de diam., sem espinhos na parte inferior, mas tendo espinhos<br />
grandes e fortes na base persistente das folhas.<br />
•Mad — A madeira do tronco serve para fazer ripas e<br />
calhas.<br />
Ind.— As amêndoas contem 65 % de um oleo transparente,<br />
incolor, <strong>com</strong>estível e proprio para saboaria.
326 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Das folhas novas extrahe-se fibras brancas, finas, se-<br />
cl osns A/i in. — Fructos arredondados, de 4 a 5 cm. de diam.,<br />
de côr verde claro; a polpa é amarello-paliido, mucilaginosa,<br />
<strong>com</strong>estível; delle extrahe-se uma gordura branca <strong>com</strong>estível.<br />
I\ MUCURY — (Almeirim) — v. JARA —<br />
p. MUMBACA, da V. - ASTROCARYUM HUM1LE<br />
Wall. var. Microcarpa Dammer.<br />
P. MUMBACA verdadeiro — (E. de F. de Br.) — AS-<br />
TROCARYUM MUMBACA Mart.<br />
IIAB.— Encontra-se na T. f. e na<br />
CAR.—Tronco de 3 a 4 m. de alt., aculeado (esp. fortes<br />
de 2 a 4 cm.).<br />
Mad.— A madeira é muito forte e utilisada pelos indígenas.<br />
Alim.— O frueto, alaranjado quando maduro, é parecido<br />
<strong>com</strong> uma azeitona e contem uma amêndoa <strong>com</strong>estível,<br />
dura e oleosa.<br />
P. MURÚMURÚ — (B. Amazonas) — ASTROCA-<br />
RYUM MURÚMURÚ Mart<br />
HAB.—Na sombra da matta. em terrenos argillosos da<br />
varzea e, ás vezes, da T. f. fértil, em toda a Amazônia.—<br />
Muito abundante no Alto-Amazonas (o Huiciingti do Peru).<br />
CAR.—Tronco de 2 a 6 m. de alt., <strong>com</strong> 25 a 30 cm.<br />
de diam., coberto de espinhos agudos, pretos, de <strong>com</strong>primento<br />
variavel, até 12 cm.—Fructos em forma de pêra de<br />
5 a 6 cm. 4 cm., eriçados d'espinhos curtos e linos, de côr<br />
avermelhada quando maduros, da grossura de um ovo.<br />
Ind.— O caroço contem uma amêndoa grossa e dura<br />
que dá 44 %> de uma matéria gorda branca, <strong>com</strong>estível,<br />
própria para a fabricação de margarina (Ponto de fusão:<br />
36° C.).<br />
Safra, de fevereiro a setembro.<br />
As folhas dá o boas fibras textis.<br />
Ahm.— A polpa que envolve o caroço é <strong>com</strong>estível,<br />
doce e aromatica; passa por ligeiramente aphrodisiaca.<br />
p. MURÚMURÜ - (B. Amazonas) — v. MARAJÁ-ASSU.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 327<br />
P. MURUMURU —(B. Amazonas) — v. MARAJÁ—(Bactris<br />
concinna).<br />
P. PALHA PRETA — v. P. CURUÁ PRETO. —<br />
PALMA REAL — (Bolívia) — v. P. CHONTA. —<br />
PALMEIRA REAL — OREODOXA OLERACEA *<br />
Mart.— Origin. das Antilhas.<br />
Alim.— Excellente palmito (o melhor, de gosto delicado,<br />
lembrando a avelã fresca e o alcachofre).—A medulla<br />
do tronco dá sagií.<br />
Ont — Cultivada <strong>com</strong>o arvore de ornamento.— 20 a 30<br />
m. de altura<br />
P. PATAUÁ — OENOCARPUS BATAUÁ Mart.<br />
SVNU)igurauy (Perú) — Bataiva (G. fr.).<br />
HAB.— Na matta grande pantanosa, mas pouco inundada,<br />
muito frequente na região do Aramá e do Anajás.<br />
CAR. - Tronco de 12 a 15 m. de ait. <strong>com</strong> 20 cm. de<br />
diam., folhas de 5 a 8 m. de <strong>com</strong>pr.— Fructos da grossura<br />
de uma pequena ameixa, de côr violacea purpurea escura.<br />
Alad.— Quasi preta, muito dura, quando madura, para<br />
bengalas, cabos de chapéus de sol e armas de índios.<br />
bld.— Da polpa dos fructos extrahe-se, por cozimento,<br />
10°/w de oleo amarello claro, <strong>com</strong>estível.<br />
Alim.— Com a polpa dos fructos faz-se uma bebida<br />
(Yuressé) bastante apreciada.<br />
Em vez de sal, os índios empregam, ás vezes, o residuo<br />
da evaporação da lixívia das cinzas da infiorescencia cortada<br />
antes de desabrochar.<br />
P. PAXIUBA — IRIARTE A EXORRHIZA Mart.<br />
Svx. — Pavipou diable ( G. fr. ). — Castiçal ( Matto-<br />
Grosso ).<br />
HAB.—Nos igapós marginaes de riachos de agua limpa.<br />
CAR.— Palmeira elegante, tronco de 10 a 15 m. de ait.<br />
<strong>com</strong> JÓ a 35 cm. de diam., sustentado por um pedestal<br />
conico de raízes aereas de lm.50 a 2m. de <strong>com</strong>pr. cobertas<br />
de pequenos espinhos.<br />
Mad. - A do tronco 6 preta, fibrosa, muito resistente,
328 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
fácil de lascar; é utilisada, fendida, para soalhos e paredes<br />
de casas; <strong>com</strong> ellas os índios fazem arcos e lanças; serve<br />
para bengalas.<br />
O puciolo das folhas e preferido pelos índios para as<br />
frechas de sarabatana. .<br />
Ind.— As raizes aereas, rígidas e asperas servem de<br />
ralador.<br />
Ali m. a ni m — A polpa dos cocos é apreciada pelas<br />
• aves ( principalm. jacutingas ).<br />
P. PAXIUBA BARRIGUDA — IRIA RTE A VENTRI-<br />
COSA Mart.<br />
SVN. - Tarapoto, ou Iluacrapona ( no Perú ).<br />
HAB.—Nos terrenos humosos e húmidos das margens<br />
dos riachos correntes entre os morros.<br />
Loc.— No Alto Amazonas e no Alto R. Negro; no E.<br />
do Pará, somente no M. R. Tapajoz.<br />
CAR.— Palmeira de bello aspecto ; tronco de 15 a 20<br />
m. de ait. <strong>com</strong> 30 a 35 cm. de diam. formando, no meio,<br />
um bojo de lm. a lm.20 de diam.—Como a precedente,<br />
sustentada por um pedestal de raizes aereas.<br />
Mud.— Muito resistente; fendida facilmente, é utilisada<br />
para soalhos e paredes de casas; <strong>com</strong> a parte bojuda fazem-se<br />
canoas; serve ainda para hastes de harpôes.<br />
Ind. — Com o peciolo das folhas, os índios fazem pequenas<br />
frechas que envenenam <strong>com</strong> curare e atiram <strong>com</strong><br />
sarabatana.<br />
Ali/n.— As flores queimadas dão uma cinza que substitue<br />
o sal <strong>com</strong>mum.<br />
Bom palmito.<br />
P. PAXIUBINH A — I R I A R T E L L A S E T I G E R A<br />
Mart.<br />
SVN.- P. Jupaly\ no R. Negro.<br />
HAB.—R. Trombetas — R. Jamundá — R. Negro - R.<br />
bolimões — R. Japurá.<br />
CAR.-Caule de 3 a 5 m. de <strong>com</strong>pr. <strong>com</strong> 4 a 5 cm.<br />
de diam.<br />
Ind.— Os índios partem o tronco desta palmeira, raspam<br />
a medulla, unem outra vez as duas metades, t*itaniçando-as<br />
<strong>com</strong> envira, de modo a formar um longo tubo que<br />
constitue a sarabatana <strong>com</strong> que atiram frechas envenenadas<br />
<strong>com</strong> curare.
329<br />
p. PIASSAVA — (R. Negro) — LEOPOLDINIA PIAS-<br />
SABA Wallace.<br />
Svx.— Piaçaba.<br />
CAR.— Tronco de 6 a 10 m. de alt. <strong>com</strong> folhas de 4<br />
a 5 m. de <strong>com</strong>pr.<br />
bui.— Na base dos peciolos das folhas, encontra-se<br />
um verdadeiro tecido de fibras grossas, trançadas, formando<br />
bainha em volta do tronco; estas fibras tem Om.50 a lm.50<br />
de <strong>com</strong>prim. e 1 a 2 mm. de diam., sào de côr castanhoescuro,<br />
consistência córnea, resistentes, flexíveis; utilisam se<br />
na fabricação de vassouras, escovas, amarras que resistem<br />
bem a agua salgada e fluetuam.<br />
A piassava da Bahia é fornecida pela palmeira AT-<br />
TALEA FUNIFERA Mart.<br />
Alim.— Com a polpa dos fruetos os indígenas preparam<br />
um alimento, o C/iiquexiqui (Venezuela ).<br />
P. PIASSABA-RANA — (Rio Negro) — B A R C E L L A<br />
ODORA Trail.<br />
HAB. — Palmeirinha de areaes seccos.<br />
P. PINDOBA — ATT A LEA sp.<br />
Ind.— As folhas fornecem bôas fibras, para chapéus,<br />
redes, cordas.— Amêndoas oleaginosas.<br />
P. PIRIRIMA — (Óbidos) — v. JATA. —<br />
P. PUPUNIIA — GUILIELMA SPECIOSA Mart.<br />
Svx.— Puripou ( G. fr.) — Pijuaio ( Perú).<br />
CAR.—Tronco de 12 a 18 m. de alt. <strong>com</strong> 10 a 20 cm.<br />
de diam., armado de espinhos dispostos em anneis regularmente<br />
espaçados; folhas de 2m. a 2m.50 de <strong>com</strong>pr.; fruetos<br />
ovaes ou arredondados, de 2,5 cm. a 4,5 cm. de diam., vermelhos<br />
ou amarellos quando maduros, tendo o sarcocarpo<br />
formado de uma massa amarellada, amylacea, ligeiramente<br />
gordurosa.<br />
Mad.— Muito dura, preta, riscada de amarello; os indígenas<br />
fazem <strong>com</strong> ella arcos e pontas de frechas; dá bonitas<br />
bengalas.<br />
Alim. — O frueto, cozido, é <strong>com</strong>estível, de gosto agrada<br />
vel e muito nutritivo.
330 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
p PUPUNHA — GUILIELMA SPECIOSA Mart.var.<br />
ÓCHRACEA Barb. Rodr.<br />
CAR.—Fructos de cor amarello-ocre.<br />
P PUPUNHA MARAJÁ — GUILIELMA SPECIOSA<br />
Mart. var. FLAVA Barb. Rodr.<br />
SYN.— Quillú-pijuaio (Peru).<br />
CAR.—Fructos de côr verde-amarello claro, pequenos.<br />
P. PUPUNHA PIRANGA - GUILIELMA SPECIOSA<br />
Mart. var. COCCONEA Barb. Rodr.<br />
SYN. — Puca-pijuaio (Peru).<br />
CAR.—Fructos de côr vermelho-vivo, <strong>com</strong> ponta verde.<br />
P. PUPUNHA sem espinhos — GUILIELMA SPE-<br />
CIOSA Mart. var. MITIS Barb. Rodr.<br />
SYN.— Pijuaio ( Perú).<br />
P. PUPUNHA BRAVA — (A. Furús e A. Juruá) — GUI-<br />
LIELMA MICROCARPA Hub.<br />
SYN. — Pucacunga pijuaio ( Perú ).<br />
CAR. — Troncos cobertos de espinhos pretos.—Fructos<br />
pequenos, redondos, encarnados.<br />
P. PUPUNHARANA — (E. de F. de Br.) — COCOS SPE-<br />
CIOSA Barb. Rodr.<br />
CAR.—Tronco de 15 a 20 m. de alt.<br />
In d. — Com as folhas fazem-se esteiras, balaios<br />
Alim — Fructos do tamanho de um ovo, <strong>com</strong>estíveis.<br />
P. TITARA — DESMONCUS AEREUS Dr.<br />
SYN.— Ja citara-assii.<br />
Loc.— Amazonas.<br />
CAR.— Caule trepador de 5 mm. de diam.— Fructos do<br />
tamanho de uma baga de uva.<br />
Jnd.— Com o caule fazem-se balaios, cestinhas...<br />
n ^ l ' C U M À ~ (Marajó) - ASTROCARYUM VUL-<br />
GARE Mart. •<br />
SYN — Tucuniá piranga — Tucuin bravo— Cumari<br />
- Aouard ( G. fr.).
Palm. Caraiiá (Mauritia martiana)
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
HAB.— AS diversas especies de P. Tueumá encontramse<br />
em terrenos relativamente seccos. não cobertos pelas<br />
enchentes annuaes.<br />
CAR.— Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 15 a 20 cm.<br />
de diam., armado, na parte superior, de espinhos de 10 cm.<br />
dispostos em anneis; folhas de 2 in. de <strong>com</strong>pr. cheias de espinhos<br />
<strong>com</strong>pridos e agudos; troncos em touceiras; fructos<br />
ellipsoides, alaranjados, de 5 cm./3,5 cm , <strong>com</strong> cheiro de damascos,<br />
quando maduros.<br />
Ind. - Das folhas extrahe-sc, por maceração, fibras de<br />
primeira qualidade, finas e resistentes para confecção de<br />
cordas para arcos, rêdes de pescar e rêdes de dormir.<br />
A polpa dos fructos dá 37,5 f /o de oleo <strong>com</strong>estível amarello;<br />
as amêndoas dão de 30 a O0° 0 de gordura branca,<br />
excellentc para a alimentação (Manteiga de aouará, da<br />
G. fr.).<br />
Com os foliolos fabricam-se chapéus, tu pés, paneiros;<br />
os peciolos lascados são aproveitados em espartaria.<br />
Alim.— Fructos maduros de fevereiro a julho.—-A ptflpa<br />
dos fructos é butyrosa. de côr amarello-vermelho, <strong>com</strong>estível;<br />
serve para preparar uma bebida: o vinho de tueumá;<br />
a espatha cortada antes da eclosão das flores dá um liquido<br />
que, depois de fermentado, é analogo ao vinho de palma do<br />
coco da Bahia.<br />
P. TUCUMÃ — (Alto Amazonas) — ASTROCARVUM<br />
TUCUMA Mart.<br />
Svx.— Tucumá-y — Tiicum verdadeiro (?) — Chambira<br />
(Perü).<br />
CAR. - Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 25 a 30 cm.<br />
de diam., armado de espinhos longos, finos e agudos.—<br />
Fructos esphericos, verde-amarello quando maduros.—Troncos<br />
isolados.<br />
Ind.— As fibras tiradas das folhas depois de maceração<br />
constituem o " tucumellas dão umas cordas e um lio<br />
muito resistentes, para tecer rêdes de pescar solidas e de<br />
grande duração, ou bonitas rêdes de dormir, ás vezes caprichosamente<br />
enfeitadas.<br />
As folhas servem ainda para fazer abanos, chapéus.<br />
/!//;;/.—Fructos maduros em fevereiro; polpa amarellada,<br />
<strong>com</strong>estível, servindo para preparar um vinho de tueumá<br />
bastante apreciado.<br />
331<br />
P. TUCUiMÁ-ASSU — (R. Tapajoz — Óbidos — Faro —
332 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Alto Amazonas) - ASTROCAR YUM PRINCEPS Barb.<br />
1 ° dr CAR. — Tronco de 15 a 20 m. de alt. <strong>com</strong> 30 cm. de<br />
diam. armado de espinhos pretos duros e agudos, dispostos<br />
em anneis, caducos, o caule ficando liso na parte inferior e<br />
media. — Folhas de 4 a 5 m. de <strong>com</strong>pr.- Os fructos, de 5<br />
cm. de diam., silo verdes quando maduros, redondos.<br />
Mim.— A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível (Março -<br />
Abril).<br />
P. TUCUMÁ-ASSÚ — (Alto Amazonas) — A S T R 0-<br />
CARYUM MACROCARPUM Hub.<br />
CAR.— Fructos amarellos quando maduros.<br />
In d. — Da polpa extrahe-se um oleo <strong>com</strong>estível.<br />
Alim.— A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível; os fructos<br />
são mais carnudos que os de tucumá <strong>com</strong>mum, mas as amêndoas<br />
são mais duras, de consistência quasi córnea, menos<br />
oleaginosos.<br />
P. TUCUMÁ-Y — v. P. IIJ — (Astrocaryum acaule Mart.).<br />
P. TURURY —- v. P. UBUSSl). —<br />
P. UA-UASSU — ORBIGNIA SPECIOSA Barb. Rodr.,<br />
= ATTALEA SPECIOSA Mart.<br />
SYN.— Habassií ( Meionorte ).<br />
HAB.— Principalmente nas terras argillosas ferteis, em<br />
1. f*<br />
Loc.— Salgado — Litoral de Marajó — Médio R. Tocantins<br />
- Médio R. Anapú - Médio R. Pacajá — R. Tapajoz -<br />
R. Branco de Óbidos — Parte sul do E. do Amazonas.<br />
CAR.— A maior palmeira da bacia amazônica: tronco<br />
de IS a 20 m. de alt.; folhas enormes; Cachos podendo<br />
<strong>com</strong>portar mais de 400 fructos, ou cocos, de 10cm./5 cm.<br />
Ind - A safra dos fructos é de julho a novembro; o<br />
caroço é extremamente duro, resistente, difíicil de quebrar<br />
e encerra de 3 a 5 amêndoas pesando de 4 a 6 gr. cada<br />
uma, que representam cerca de 9°'0 do peso do fructo inteiro<br />
; estas amêndoas dão
ARVORES E PI.AXTAS ÚTEIS 333<br />
. Vim. - O palmito, volumoso, é um dos mais apreciados.<br />
I». UBIM mcmbéca — (Amaztnia) — GEONOMA PA-<br />
NICULIGERA Mart.<br />
Svx. - Ubim de cotiuiba — P. vouay (G. fr.).<br />
CAR.— Caule até 5 m. de alt. <strong>com</strong> 4 cm. de diam. de<br />
côr amarellada lustrosa.<br />
Ind.— As folhas dão fibras para cordoaria e servem<br />
para cobrir casas, durando mais que qualquer outra.<br />
O caule serve para fazer bengalas.<br />
p. UBIM — (Amazônia) — GEONOMA TRIJUGATA<br />
Barb. Rodr.<br />
P. UBIM — GEONOMA DAMMERI Hub.<br />
CAR — A caule.<br />
P. UBIM — (R. Mapuera — R. Jamundá)— GEONOMA<br />
PALUSTRIS Barb. Rodr.<br />
P. UBIM — (Faro) — GEONOMA SPECIOSA Barb.<br />
Rodr.<br />
P. UBIM — GEONOMA MULTIFLORA Mart.<br />
Svx.- Palmilla ( Perú).<br />
HAB.—Commum na T. f. em toda a Amazônia.<br />
CAR.—Caule de mais de 2 m. de alt.<br />
P. UBIM-ASSÚ — (E. de F. de Br.) — GEONOMA<br />
MAX1MA Kth.<br />
Svx.— Coqiieiro-junco.<br />
Loc.—Pará e Amazonas.<br />
CAR.—Caule delgado; folhas cobertas de felpo.<br />
Ind.—O caule substitue o junco.—Das folhas extrahem-se<br />
fibras. O cotanilho que cobre as folhas pode servir<br />
<strong>com</strong>o isca para accender fogo.<br />
J\ UBIM-MIRIM — GEONOMA ACAULIS Mart.<br />
Svx.- Palmilla (Perú).<br />
Loc.— No Alto-Amazonas.<br />
Ind.— As folhas servem para cobrir as casas.
334 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
P. UBIM-RANA — (E. de F. de Br.) — HYOSPATH \<br />
ELEGANS Mart.<br />
P. UBUSSÚ — MANICARIA SACCIFERA Gaertn.<br />
SYN.—P. Turury — P. Bitssú — Tourlouri (G. fr.).<br />
CAR.— Bella palmeira <strong>com</strong> tronco de 3 a 6 m. de alt.<br />
e 30 a 40 cm. de diam., folhas quasi inteiras, semelhantes<br />
ás da bananeira, de 4 a 8 m. de <strong>com</strong>pr. e lm. a lm.50 dc<br />
larg.<br />
Ind.— A espatha é constituída por um sacco formado<br />
de um tecido fibroso, flexível, resistente, o turury, <strong>com</strong> o<br />
qual fazem-se chapéus.— Este tecido é de côr castanhoescuro,<br />
mas pode ser branqueado e tingido de cores claras.<br />
— As folhas são muito estimadas para cobertura de casas.<br />
A M. SACC. var. MEDITERRÂNEA Trail., (por<br />
alguns considerada <strong>com</strong>o especie differente) tem folhas partidas;<br />
encontra-se no E. do Pará, em alguns logares dos<br />
Rios Trombetas e Jamundá, e, em alguns pontos do E. do<br />
Amazonas, em igapós de riachos, na matta.<br />
P. UiMBAMBA — v. P. JACITARA. —<br />
P. URUCURY — (Marajó — R. Amazonas) — ATTA-<br />
LE A EXCELSA Mart.<br />
SYN.— Uricury.<br />
HAB.—Nas várzeas altas (B. Amazonas — R. Purús —<br />
A. Amazonas ).<br />
CAR.— Palmeira de folhas grandes, erectas, numerosas<br />
— tronco relativamente curto e grosso, de aspecto escamoso<br />
pela persistência da base do peciolo das folhas cahidas.<br />
Ind — Fructo <strong>com</strong> 3 amêndoas oleaginosas (45°/o cie<br />
oleo <strong>com</strong>estível).<br />
PAMPA — (Marajó) — ANDROPOGON sp. (Gramíneas<br />
).<br />
(PI. h.-0m.2õ).<br />
Alirn. anim.— Forragem regular.
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
PANAPANA — PHASEOLUS PEDUNCULARIS<br />
H. B. K. (Legum. pap. phas.).<br />
HAB.— Nos campos altos.<br />
CAR.— Flor côr de rosa. — Planta trepadeira.<br />
PANAPANA PIRANGA — (Marajó) — PHASEOL US<br />
LONGIPEDUNCULATUS Mart. (Legum. pap. phas.).<br />
SYN.-/
336 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PANFILA — KAEMPFERIA íZingibe<br />
raccas).<br />
(PI. h.)—De origem exótica; cultivada nos jardins.<br />
Orn.— Planta acaule.— Grandes flores roxo claro que<br />
sahem junto ao chílo quando» durante o tempo secco, a<br />
planta é privada de folhas; cheiro delicado e penetrante,<br />
de manhã.<br />
Med. pop.— O rhizoma tem propriedades estimulantes.<br />
PANI — v. PAHNI.—<br />
PANI — v. PARREIRA BRAVA — ( Cissampelos tomentoso<br />
Vell.).<br />
PÃO d'A LI IO — (R. Acre) — GALLESIA<br />
(Phytolacaceas).<br />
(A. g.) — CAR.- Enormes sapopemas; cheira o alho<br />
em todas suas partes.<br />
v<br />
, PAO crALIIO do CAMPO — (Piauhy — Ceará) — v.<br />
PAO MARFIM verdadeiro.<br />
PÁO AMARELLO — (Gurupá) — v. CACHACEIRO -<br />
(I lortia excelsa).<br />
PÁO AMARELLO— EUXYLOPHORA PARAENSIS<br />
Hub. (Rutaceas).<br />
(A. G.).<br />
Svx.— Pdo setim (no <strong>com</strong>mercio de Belém) — Itox<br />
Wood (Ingl.).<br />
HAB. - Na matta virgem da T. f. silicosa e fortemente<br />
humosa<br />
Loc.— Entre o B. rio Tocantins e o Atlântico —Ilhas<br />
altas de Breves - Muito abundante no R. Anapú.<br />
Ma d.— Bella madeira, homogenea, de dureza media,<br />
grão regular, trabalhando-se bem, côr amarello-vivo, asseti<br />
nado. —- Muito estimada para a marcenaria e para soalhos,<br />
ebamsteria, segeria. — D = 0.82.<br />
Arvore notável pela sua belleza, sua folhagem<br />
e suas flores de perfume muito agradavel.<br />
%<br />
PAO AMARELLO — (Manáos) —v. PIQULÀ-MARFlM.—
ARVORES E PLANTAS (JTELS 337<br />
PAO de ARARA — (B. Amazcnas) — SAL VER TI A<br />
CONVA LARIAEODORA St. Mil. (Vochysiaccas).'<br />
(A. m.).<br />
S F o l h a larga verdadeira (Minas) — Colher de<br />
vaqueiro — Gonçalo Alves (Marajó) — Mafurá (Campos<br />
i!c Almeirim e Santarém), ou Ma fuá.<br />
HAB. - Frequente em todos os campos firmes.<br />
Loc. - Macapá — Marajó — Santarém — Óbidos — Mariapixv<br />
— Ariramba.<br />
Mad.— Muito frágil, castanho-avermelhado claro, <strong>com</strong><br />
fibras grossas ondeadas, tecido grosseiro, dureza media.<br />
Orn.— Muito ornamental: flôres bonitas (agosto a novembro),<br />
brancas, cheirosas; bonitas folhas.<br />
PÃO de ARARA — (B. Amazonas) — SICKINGIA TIN-<br />
CTORIA Schum. (Rubiaceas).<br />
(A. p.). f t<br />
Svx.— Araruta — Aranha rosa — Ar ar ena.<br />
HAB— Varzeas do Amazonas e seus affluentes.<br />
Loc.— Bragança — Óbidos — R. Tocantins — R. Xingu.<br />
CAR.— As flôres exhalam cheiro muito agradavcl de<br />
Balsamo do Perü.<br />
Mad.— Branca, virando ao carmim junto á casca que<br />
contem uma matéria tinctorial, grão fino, dureza media.<br />
PÃO de ARARA — (Rio Tocantins) — ASPIDOSPER-<br />
MA sp (Apocynaceas).<br />
( A. p.).<br />
Mad.— Vermelha depois de exposta ao ar.—Fornece<br />
varas rijas para o trabalho dos canoeiros nas cachoeiras.<br />
PÀO de ARARA — (R. Trombetas) — v. VISGUEIRO.<br />
PÃO dWRCO — (R. Tapajoz) — TABEBUIA sp.<br />
(Bignoniaceas).<br />
PÀO d'ARCO branco — (Óbidos) — v. CAPITARI.—<br />
COURALIA TOXOPHORA Benth. e Ilook. (Bignoniaceas).<br />
PAO d'ARCO de flores amarellas — T E C O M A aff.<br />
CONSPÍCUA DC (Bignoniaceas).<br />
TA. g.).<br />
Svx.— Ebène verte(G. fr.).<br />
HAB.-Matta da T. f.
338 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Mad — Castanho-pardo ou castanho-ruivo, dura, gr fio<br />
regular e fino, elastica, trabalhando-se bem, <strong>com</strong> os poros<br />
cheios de um pó amarello-esverdeado irritante.— Boa para<br />
o torno, para construcção civil e naval, marcenaria, ebanisteria,<br />
dormentes, eixos e raios de rodas, incorruptível.—<br />
D = 1.10.<br />
[iid.— O liber da casca dá um "tauari" excellente<br />
para substituir o papel de cigarros.<br />
Med. pop — O liber da casca é utilisado, <strong>com</strong>o adstringente,<br />
contra a stomatite e as ulceras da garganta de origem<br />
syphilitica.<br />
PAO d*ARCO de flores roxas — TECOMA VIOLACEA<br />
Hub. (Bignoniaceas).<br />
(A. G.)— HAB.- Na matta de T. f.<br />
Loc. —E. de F. de Br. — Belcm— R. Capim — R.<br />
Xingu ( Volta grande ) — R. Branco de Óbidos.<br />
CAR.— Flores róseas que parecem roxas, de longe, na<br />
arvore florifera.<br />
Mad.— Madeira semelhante á do páo d'arco de flôr<br />
amarella, muito dura, virando ao preto <strong>com</strong> o tempo.<br />
PÃO de BALSA — (S. do Amazonas) — O CHROMA<br />
L A G O P U S Swartz ( Bombaceas ).<br />
(A. m.— até lm. de diam ).<br />
SYN.— Páo de jangada —Pata de lebre — Topa ( Peru)<br />
— Palo de balsa (Bolívia ) — Oaattier ( G. fr. ) — Bob-wood<br />
(Ingl.).<br />
Loc. — Commum na metade occidental do E. do Amazonas.—<br />
Cultivado no R. Huallaga ( Perü ).<br />
CAR.— Casca lisa, mosqueada de branco e pardo —<br />
fructo parecido <strong>com</strong> o da sumahuma, mas mais <strong>com</strong>prido.<br />
Mad.— Madeira muito leve e elastica usada na construcção<br />
de pequenas jangadas ( balsas ) para a navegação<br />
nos altos rios da bacia amazônica.— Pode substituir a cortiça<br />
em diversas applicações — Especial para apoio de diaphragmas<br />
de alto-falantes e phonographos electricos e <strong>com</strong>o<br />
isolador thermico. — D = 0,17.<br />
Ind.— Os fructos dão uma paina analoga ao kapok.<br />
$<br />
PAO de BICHO — v. MURUPITA.— c<br />
%<br />
PAO de BO IA — v. BOIEIRA.—
ARVORES E PLANTAS (JTELS 339<br />
PAO de BOTO — (Óbidos) — LOXCHOCARPUS DE-<br />
NUDATUS Benth. íLeg. pap.).<br />
( A. p.) — HAB.- Na margem dos campos de varzea.<br />
Loc.—Em todo o B. Amazonas (Almeirim — Prainha<br />
- Mte. Alegre — Óbidos) — R. Tapajoz.<br />
Mac/.- Amarello-pardacenta, fibras grosseiras, direitas,<br />
dureza media — Exala um cheiro particular, desagradavel.<br />
PAO BRAZIL AMARELLO - v. LIMÃO-RANA - (Chio<br />
rophora tinctoria ).<br />
PAO CABOCLO — CROTON<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(A. m ).<br />
SYX.— Casca cheirosa — Coré mirim-Coré mira (Faro).<br />
Mad.— Madeira branca. — D = 0,54.<br />
PÀO de CANDEIA — v. CATAUARY.—<br />
PÃO de CANDEIA — (Óbidos) - P L A T H V M E NIA<br />
RETICULATA Benth. (Leg. mim.).<br />
SVN.— Oit eira (Mte. Alegre) — Vinhatico do campo,<br />
ou pdo amare/lo (Brasil central).— Parica zinho (Macapá).<br />
(A. p.) — HAB.- NOS campos altos.<br />
Loc.—Mte. Alegre — Almeirim — Cicatanduba (Óbidos)<br />
— Cametá — R. Ariramba — Mariapixy — Macapá — Marajó.<br />
Mad. — Castanho-amarellado escuro, gráo grosseiro,<br />
dureza media, facilmente inflammavel.<br />
PAO de CHICLE — v. TAMANQUEIRA de LEITE.—<br />
PÁO de COLHER— v. LEITEIRA (Sapium sp.).<br />
PÃO de COLHER — (Amazônia) — TABERNAEMON-<br />
TANA sp ( Apocynaceas).<br />
(A. p. ou a.).<br />
SYX — Leiteira — Arvore de Leite.<br />
Mad. - Branca ou branca-amarellada, para forros, caixas,<br />
papel.<br />
Med. pop.- A seiva leitosa contra as ulceras mdolen-
340 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
tes' folhas e casca, em tintura e decocto, moderam e retardam<br />
os batimentos do coração.<br />
PÀO de COLHER — (Gurupá — Almeirim) — v. MO-<br />
LONGO (Zschokkea arborescens).<br />
PÀO de CUBIU — (Belem — Gurupá — Ilhas) —<br />
CLAVA PETA LUM ELATÜM Ducke (Icacinaceas).<br />
SVN.— Cubiú.<br />
(A. m.) — HAB.- Na T. f.<br />
CAR.— O cheiro da parte interna da casca fresca lembra<br />
o do fructo de cubiú (Solanaceas).<br />
Mad — Madeira boa, pardocastanho.<br />
PÁO CRAVO— DICVPELLIUM CARYOPHYLLA-<br />
TUM Nees (Lauraceas).<br />
SVN.— Muiraquyia — /mira qaynha —Ibirapelai — Candia<br />
falsa — Louro cravo — Cravo' do mal to — Cravo de<br />
Maranhão — Bois cr abe (G. fr.).<br />
(A. p.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— M. rio Tapajoz — M. rio Xingu - R. Trombetas.<br />
Mad.— Amarello queimado, passando ao castanho pardo.<br />
- D = 0,78.<br />
Ind.— Extrahe-se da casca, por distillação, um oleo<br />
utilisado na perfumaria.<br />
Alim.— A casca tem cheiro do cravo da índia; é empregada<br />
<strong>com</strong>o tempero.<br />
Me d.— A casca e as folhas sào tônicas e servem de<br />
estimulante gastro-intestinal.<br />
PÀO DOCE — (Faro) —GLVCOXVLON 1NOPHVL-<br />
LUM (Miq.) Ducke (Sapotaceas).<br />
SVN. — Abihy ( Manáos).<br />
(A. p.) - HAB.- Nas campinas de T. f. arenosas da parte<br />
W. do E. do Pará e no E. do Amazonas.<br />
Loc. - Faro — R. Mapuera — Manáos.<br />
Mad. - A madeira e o entrecasca tem sabor adocicada.<br />
Alim. Fructos ( de janeiro a março ) <strong>com</strong>estíveis. ~<br />
Látex abundante e doce.<br />
PÀO DOCE - GLVCOXVLON<br />
(Sapotaceas).
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 375<br />
SVN.— Merecem — Muiracehima — Casca doce.<br />
(A. g.)—HAB.- Na T. f. secca.<br />
Me d. pop.—A casca tem gosto adocicado; 6 hemostatica;<br />
usada contra diarrheas, dysenteria e leucorrhea—Tonico<br />
adstringente, não irritante.<br />
PÁO DOCE — (Breves) — GLYCOXYLON HUBHRI<br />
Ducke (Sapotaceas).<br />
SVN.— Paracuhitba doce — Paracuhuba de leite.<br />
(A. g.) — HAB.- Nas mattas inundadas das Ilhas de Breves<br />
e igapós do estuário.<br />
CAR.— Tronco branco-pardacento, parecido <strong>com</strong> o da<br />
"paracuhuba" (Mora paraensis).— Fructos ovoides.<br />
Alim.— Fructos doces e <strong>com</strong>estíveis.—Madeira e entrecasca<br />
de sabor adocicado.<br />
PAO DOCE — (Belém) — GLYCOXYLON PRAE-<br />
ALTUM Ducke (Sapotaceas).<br />
SVN.— Casca doce.<br />
(A. G.)—HAB.- Na matta de T. f., perto de Belem.<br />
Loc.— Belem.<br />
CAR. - Enormes sapupemas, de 3-4 m. de alt.<br />
Ind.— A casca tem gosto adocicado adstringente; contem<br />
çlvcvrr/iiziiia ( P. Le Cointe-- 1923na proporção<br />
de 2, 5"% (G. Bret.-M. C. P.-1929).<br />
A casca secca dá 7. 8°/o de tanninos (E. Serfatv—<br />
M. C. P.—1929).<br />
PÀO cVESPETO — MATAYBA sp<br />
(Sapindaceas).<br />
PÀO FEDORENTO — v. GENIPARANA.—<br />
PÀO FERRO— v. PANACOCO — (G. fr.) —<br />
PÀO FERRO — (Óbidos) — v. COATÀ-QUIÇAUA —<br />
ide Óbidos) —<br />
E' assim chamada pelos Cearenses porque a casca se<br />
parece <strong>com</strong> a do "páo ferro" ou "jucá" do centro e<br />
meio-norte (Caesalpinia ferrea Mart. var. cearensis llub.).
342 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PAO dc GAZOLINA — v. LOURO INHAMUHY-<br />
PÀO GI BOI A — ?<br />
Loc.-Ig. do Mamahurú e L. do Frechai (Mun. de<br />
Óbidos)— Rio Trombetas — Manáos.<br />
Mad — Bella madeira castanho- escuro - avermelhado,<br />
manchado de preto pardacento; dura, <strong>com</strong>pacta.— Para<br />
ebanisteria. — D = 1,28.<br />
PAO de HERVA DOCE — ?<br />
(Myrtaceas).<br />
( A. p. ou m. ).<br />
Loc.— R. Cuminá — L. Salgado.<br />
CAR.— As folhas tem o cheiro e o gosto de anis.<br />
PÀO de JANGADA falso — v. PENTE de MACACO.—<br />
APEIBA TI BO UR BOU Aubl.<br />
PÀO de JANGADA — (no Ceará) — v. PARAPARA-<br />
( Cordia tetrandra ).<br />
PÀO de JANGADA verdadeiro — v. PAO de BALSA.—<br />
PÀO JOFFREY — v. CINZEIRO. —<br />
PÀO de LACRE — VISMIA LATIFOLIA Chois. ( Guttiferaceas<br />
).<br />
Svx. Pdo dc febre ou de sangue (das Guyanas).<br />
( A. p. ) — HAB.- NO E. do Amazonas.<br />
Ind.— Dá uma gomma resina, a gomma-gutla americana.<br />
que serve para pintura.<br />
Med. pop — A resina é drastica; a casca é tónica e<br />
febrífuga.<br />
9<br />
PAO de LACRE— v. LACRE ( Vismia guianensis).<br />
n PÀO MARFIM verdadeiro- AGONANDRA BÇASI-<br />
LIENSIS Miers. (Olacaceas). r<br />
SYX.— Pdo d alho do campo 1 v<br />
(meio norte) — latú (Minas).
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 343<br />
( A. p. ou m.) — HAB.- Na matta de T. f. secca e baixa<br />
ou em certos campos de solo argilloso ou silico-argilloso.<br />
Loc.—Terras altas de Marajó — Monte Alegre—Óbidos<br />
— Ilhas de T. f. ao sul de Faro.<br />
CAR.— Casca espessa suberosa; fructos: bagas esphericas,<br />
de um verde azulado, parecidos <strong>com</strong> ameixas rainha-<br />
Claudia.<br />
Mad.— Branca, de grAo fino, <strong>com</strong>pacta, dureza media,<br />
fendendo-se pouco, tomando bello polimento, própria para<br />
ebanisteria e obras de torno. — D = 0,88.<br />
Ind.— O caroço encerra uma amêndoa oleaginosa que<br />
dá 53°/o de oleo amarei lo claro, grosso, muito viscoso que<br />
não fica ainda congelado a ( — 20^ C. ).<br />
Alini. anini.— Os fructos, doces e cheirosos, nAo sAo<br />
<strong>com</strong>estíveis, mas a caça os procura muito.<br />
Med. pop. —As folhas, em banhos, contra rheumatismos.<br />
PÀO MARFIM (do <strong>com</strong>mercio de Beiern)— v. PÀO MU-<br />
LATO da VARZEA —<br />
A madeira de ll páo mulato" é, erradamente, denominada<br />
u páo marfim " nas fabricas de moveis de Belem.<br />
PÀO MARFIM falso - v. MUIRAJUSSARA falsa—(Rauwolfia<br />
pentaphylla).<br />
PÀO de MASTRO - (Marajó)— v. QUARLBA AZUL.—<br />
QUALEA CAERULEA Aubl. (Vochysiaceas).<br />
PÀO de MOQUEM — (Aveiros) — AEGIPHILA<br />
(Verbenaceas).<br />
Med. pop.— Contra as moléstias dos bronchios.— Yomitorio.<br />
PÀO de MOQUEM — (Bôa Vista, no R. Tapajoz) —<br />
VERNOXIA SCABRA Persoon (Compostas),<br />
(a.).<br />
PÀO MULATO — (M. R. Tapr.joz) — v. MUIRAJUBA—<br />
(Apuleia molaris).<br />
PÀO MULATO da T. f.— CAPIRONA HUBERIANA<br />
Ducke (Rubiaceas).
344 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
( \ m.) —Loc.- R. Cuminá - R. Ariramba — R. Branco<br />
de Óbidos. . . ,<br />
CAR.-Tronco liso cuja casca esverdeada se desprende<br />
em grandes laminas, <strong>com</strong>o no Páo mulato da varzea.<br />
'Flores grandes, purpureas.<br />
Mad.— Quando verde, exhala um cheiro forte, muito<br />
desagradavel, de gaz de illuminação impuro — Branca, tenra.<br />
PÁO MULATO da T. f. — v. QUARUBA AZUL.—<br />
PÃO MULATO da T. f. — CAPIRONA DECORTI-<br />
CANS Benth. (Rubiaceas).<br />
Loc.—lurutv velho —Porto velho ( R. Madeira).<br />
PÀO MULATO da V. — CALYCOPHYLLUM SPRU-<br />
CEANUM Benth. (Rubiaceas).<br />
SVN".— Capivona ( Peru ).<br />
(A. g.) — HAB.- Matta da varzea.<br />
Loc.— Todo o Amazonas; no Alto Amazonas encontram-se,<br />
nas margens, mattas inteiras de páo mulato (capironaes).<br />
CAR.— Casca lisa, verde, passando ao pardo, caduca,<br />
deixando ver a camada interna, avermelhada.<br />
Mad.— Branco-pardacento, <strong>com</strong>pacta, de grão bastante<br />
fino; boa para marcenaria (páo marfim, de Belém).—Lenha<br />
excellente para usos domésticos. — D = 0,83.<br />
Para papel: rendimento em cellulose, 3S, 2%> (A. Bastos<br />
- M. C. P.).<br />
PÀO de OLARIA —CASEARIA STIPULARIS Vent<br />
Flacourtiaceas).<br />
(A. p.) - HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— Óbidos.<br />
Mad.— Amarello-avermelhado, fibras direitas, homogênea,<br />
dureza media, não atacada pelo cupins — Procurada<br />
para caibros,<br />
f<br />
PAO PARA TUDO — SIMABA CEDROX Planch. (Simarubaceas).<br />
SYN.— Cedron (G. fr.).<br />
HAB.— Nas capoeiras de T. f. em Belem e em todo o<br />
Amazonas.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 345<br />
(A. p.) — CAR.- Em forma de pequena palmeira, <strong>com</strong><br />
grande inflorescencia em pé no meio do bouquet de folhas<br />
terminaes.<br />
Me d. pop.— Toxico (?).— Fructos contendo duas amêndoas<br />
grandes, amargas, consideradas na G. fr. <strong>com</strong>o remedio<br />
infallivel contra mordeduras de cobras.— Estas amêndoas<br />
si\o também reputadas contra a dysenteria, a chlorose, as<br />
escrófulas e as febres intermittentes (substituindo a quinina<br />
sem produzir zumbido nos ouvidos).— Tonico de primeira<br />
ordem.<br />
A decocçüo da madeira é usada em banhos contra as<br />
irritações da pelle.<br />
O principio activo dos fructos seria um glucoside (Cedrina,<br />
de Levy); das folhas e da casca do tronco extrahiuse<br />
um glucoside (Simarubina, de Cl. Martins — M. C. P.—<br />
1929) que, provavelmente, é idêntico.<br />
PÃO POMBO—TAPI RIR A GUIANÉNSIS Aubl.<br />
(Anacardiaceas)<br />
SYX. — Fructa de pombo — Tapiriri — Tapiririca —<br />
Bois ti pi ré (G. fr.) — Cedro-y ( R. Tapajoz).<br />
(A. p. ou m.) — HAB.- Üma das arvores mais <strong>com</strong>muns<br />
no Estado, na matta secca ou inundada e nas capoeiras<br />
velhas de T. f. ( Belem).<br />
Mad*— Pardo'-roseo claro; bom para forros, marcenaria,<br />
caixas, carpintaria. — D = 0.70.<br />
Ind.— A casca contem tanninos: 9, 2 0 o ( E. Serfaty—<br />
M. C. P.).<br />
PÁO de POMBAS — v. COQÜILIIEIRO.—<br />
PAO PRETO — (E. de F. de Br.) — v. MLIR.Y-PAXIUBA.<br />
PÀO PRETO da T. f. — (Óbidos) — v. ARAPARY da<br />
T. f. — (Óbidos) .—<br />
PAO PRETO da V.— (? ) SWARTZIA sp<br />
(Leg. caesalp.).<br />
Mad.— Preta pardacenta, muito dura, mas grilo grosseiro.<br />
• »<br />
PAO RAINHA — (R. Branco, no E. do Amazonas) —<br />
CENTROLOBIUM PARAENSE Tui. (Leg. dalb.).<br />
SVN.— Cartanié.
346 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Mad.— Magnifica madeira, listrada de vermelho, amarei<br />
lo e preto.<br />
pÀO RAINHA — (Manáos) - v. MUIRA-PIRANGA —<br />
(Brosimum paraense).<br />
PÀO de RATO - ANDRIPET A LU M RUBESCENS<br />
Schott. (Proteaceas).<br />
PÀO REGO — (Mazagão) — ?<br />
CAR.— Tronco dividido longitudinalmente em lamellas<br />
cavadas quasi até o centro.<br />
PÀO de REMO — v. CARAPANÀUBA.—<br />
PÀO de REMO— v. MUIRA-XIMBE.<br />
PÀO de REMO — (S. Izabel) — PS EU DOC 111M A R R H IS<br />
TURBINATA (DC) Ducke (Rubiaceas).<br />
(A. g.).—HAB- Terra firme húmida.<br />
Loc.— E. de F. de Br. — Gurupá — R. Xingu.<br />
PÀO ROSA — PHYSOCALYMNA SC A BE R RIM UM<br />
Pohl. (Lythraceas).<br />
Chamado, ás vezes, por engano, "Sebastião de Arruda".<br />
(A. m.)— Mad.- Madeira bonita, branco roseo, fibras<br />
entrançadas formando fiôres. — D = 0.89.<br />
O 44 Páo rosa" do Sul ( Bois de rose, em Fr.) é uma<br />
Dalberg ia ( Leg. pap.).<br />
PAO ROSA — (Estuário) — v. LOURO ROSA - (Aniba<br />
terminalis Ducke).<br />
PÀO ROSA — (Santarém—Faro) — v. LOURO ROSA<br />
(Aniba parvifiora).<br />
PÀO ROSA — (R. Trombetas —Breves) — v. LOURO<br />
CAMPIIORA. #<br />
PAO ROSA verdadeiro - ANIBA ROSAEODORA<br />
Ducke (Lauraceas), na bacia do Oyapock.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 347<br />
e AXIBA ROSAEODORA var. AMAZÔNICA Ducke<br />
( Lauraceas), no B. Amazonas.<br />
(A. g. ) — HAB.- Matta de T. f.<br />
Loc.- R. Oyapock — Juruty-velho — Mauhés— R. Jamundá.<br />
Mad.— Amarello-castanho claro; fácil de se trabalhar;<br />
empregada, ás vezes, pelos índios para fazer canoas.<br />
Iiui.— A madeira tem cheiro agradavel de rosa; pela<br />
distillaçáo extrahe-se um oleo essential : a essencia de Páo<br />
rosa, ou de sassafras (linalol); o rendimento é de 8 a 14<br />
kilos d'essencia por tonelada de madeira, <strong>com</strong> 70%> de linalol<br />
( maxim. ).<br />
PAO de RIPAS — ?<br />
SYN.— Bruto.<br />
PAO ROXO do CAMPO -- PELTOGYNE CAMPES-<br />
TRIS Hub. ( Leg. caesalp. ).<br />
(a) —HAB.- Campos arenosos de terra firme no R.<br />
Trombetas e no R. Jamundá.<br />
PÃO ROXO da T. f. — PELTOGYNE LE COINTEI<br />
Ducke ( Leg. caesalp.).<br />
SYN.—King wood (Ingl.).<br />
(A. g.)-'HAB.- Matta de T. f.<br />
Loc.— Óbidos — R. Tapajoz.<br />
J/cu/.— Pouco alburno, cerne desenvolvido (taboas até<br />
0m.80 deJargo ) —Madeira bastante dura, fibrosa, ondulada,<br />
grão fino, fácil de trabalhar, mesmo para esculptura, de cor<br />
pardo-castanho claro passando rapidamente ao roxo magnifico<br />
que vae escurecendo <strong>com</strong> o tempo — para ebanisteria.<br />
marcenaria fina, segeria, construcçáo naval, dormentes. —<br />
D = 0,86 a 1,00.<br />
PÃO ROXO da V. — PELTOGYNE DENSIFLORA<br />
Spruce (Leg. caesalp.).<br />
SYN.— ipê roxo ( Gurupá ) — Páo violeta ( Santarém ).<br />
( A. p. e tortuosa ) — HAB.- Varzeas arenosas inundadas.<br />
Mad.— Côr castanho no momento do corte, virando ao<br />
ro.\o ( *escuro até roxo preto - gráo muito fino, fibras direitas,<br />
dura, <strong>com</strong>pacta, para segeria, ebanisteria.— Dá raras vezes<br />
peças de grandes dimensões. — D = 1,05.
382<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PÁO de SALSA — (R. Tapajoz) — C A L LIA N D R A<br />
SU RINA M EN SIS Benth. (Leg. mim.).<br />
HAB.—Frequente nas capoeiras de t. f. ( Ideiem).<br />
(Â. p.)— CAR.- AS etaminas formam lindos penachos<br />
carmesim.<br />
Mad.— Amarellada, de fibras direitas, resistente, utilisada<br />
para bengalas.<br />
PÁO de SANTA MARIA — V. CANDEIA.—<br />
PÁO SANTO — (Belem — B. R. Tocantins) — ZOL-<br />
LERNIA PARAENS1S Hub. (Legum. caesalp.).<br />
SYN.— Muirapinima preta.<br />
( A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— E. de F. de Bragança — Alcobaça — Bôa Vista<br />
( R. Tapajoz)<br />
CAR — Casca escamosa.<br />
Mad.—Bella madeira de cor quasi preta, <strong>com</strong> grandes<br />
manchas amarello esverdeado escuro, virando pouco a pouco<br />
ao preto, muito dura, tomando polimento perfeito; para<br />
marcenaria de luxo e ebanisteria.— Nilo dá peças grandes.<br />
- D = 1,33.<br />
PÁO SANTO — (Gurupá) — TRICHANTHERA GI-<br />
GANTEA H. B. K. (Acanthaceas).<br />
(A. p.) — Loc.- Estuário do Amazonas— (iurupá —<br />
L. Salgado — R. Trombetas.<br />
Mad.— Madeira fofa.<br />
PÁO DE SEDA — v. CALABURA.—<br />
PÁO de SERRA— (Marajó) v. FARINHA SECCA.-<br />
OURATEA CASTA N EA E FO LI A Engl. (Ochnaceas).<br />
PÁO SETIM — v. PÁO AMARELLO.—<br />
PÁO SETIM - (R. Acre) - v. MUIRAJUBA. - •<br />
PÁO VIOLETE — (Santarém) v. PÁO ROXO da T. f.-
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 349<br />
PAO VIOLETE — (Ceará)- DALBERGIA CEA-<br />
RENSIS Ducke (Leg. dalb.).<br />
Sv.w— Brazilian Kingwood (Ingl.).<br />
Mad.— Linda madeira para marcenaria, torno, ebanisteria;<br />
é parda <strong>com</strong> listas regulares de um roxo claro.<br />
Em Belem importam esta madeira do Ceará para confeccionar<br />
pequenos objectos torneados.<br />
PAO de VIOLA — (Amazona.?—Pará) — CYTHARE-<br />
XYLOX CINEREUM L. (Verbenaceas).<br />
(A. p.).<br />
Svx.— Pdo de guitarra — Bombeira.<br />
On/.—De lindo aspecto quando carregado de cachos<br />
de fructos vermelhos.<br />
Mad.— Para marcenaria, caixoteria e fabricação de<br />
instrumentos de cordas.<br />
PAPA-TERRA — v. DOURADINHA. — VANDELLIA<br />
DIFFUSA L. (Scrophulariaceas).<br />
PAPA-TERRA — (Marajó) - BAS AN ACA NTH A SPI-<br />
NOSA (Jacq.) Schum. (Rubiaceas).<br />
PAPA-TERRA — (Marajó) — CHOMELIA ANISO-<br />
MERIS Mull. Arg. (Rubiaceas).<br />
PAPA-TERRA — (Marajó) — v. ESTRELLA.—<br />
PAPA-TERRA — (Furos) — POSOQUERIA LATI-<br />
FOLIA (Lam.) Roem. e Schulth. (Rubiaceas).<br />
Svx.— Açucena do matto.<br />
Mad— Madeira para bengalas, cabos de ferramentas,<br />
marcenaria, torno.<br />
PAPO de PERU —ARISTOLOCHIA div. esp<br />
(Aristolochiaceas).<br />
CAR.—Chamam URUBU-CÀA as especies cujas flores<br />
tem um cheiro fétido.<br />
PAPO de MUTUM — (Belem) — ?<br />
Mad.— Vermelha, forte.— Para vigamentos, dormentes.
350<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PAPOULA - HIBISCUS ROSA SINENSIS L. (Maivaceas).-Origin<br />
da China.<br />
( a. ) - Grande numero de variedades.<br />
Orn.- Cultivada nos jardins; tlores grandes, de formas<br />
e de cores variadas.<br />
PAQUERETE - TABERNA EMONT AN A MACRO-<br />
PHVLLA Muell. arg. ( Apocynaceas).<br />
( a. ) - Loc.- R. Tapajoz ( Bua \ ista ).<br />
CAR.—Latex branco; flores brancas.<br />
PARA = PRA :<br />
PARACARI — (Monte Alegre) — PELTODON RADl-<br />
CANS Pohl. (Labiadas).<br />
Svx — Hortelã brava — Boi a cad — Ment rasto (Alagoas<br />
) — Mel adiu ha (Pernambuco) — Iferva de S. João ( R.<br />
de Jan.).<br />
( PI. h. rasteira) — HAB.- Na areia secca.<br />
CAR — Flores arroxeadas.— Cheiro de hortelã e de<br />
herva cidreira.<br />
Ind.— Secca, tem um aroma agradavel e colloca-se<br />
entre a roupa para preservar das traças.<br />
Alim — Serve para tempero.<br />
Med. pof).— Carminativa e peitoral.—A tintura e o cozimento<br />
são empregados contra a asthma, a tosse coqueluchoide<br />
e contra as mordeduras venenosas; para acalmaias<br />
<strong>com</strong>ichões nas erupções cutaneas.<br />
PARACAXY — PENTACLETHRA FILAMENTOSA<br />
Benth. (Legum. mim.).<br />
SYX.—Pracachy — Paranácachê.<br />
(A. m.) — HAB.- Commum nos igapós e na terra firme<br />
humosa do estuário e do litoral; falta 110 B. Amazonas paraense<br />
mas encontra-se de Itacoatiára para cima.<br />
Mad.—Avermelhada, para marcenaria.-E' lenha muito<br />
usada para navegação a vapor.<br />
Ind.— Os fructos são enormes favas de 35 a 40 cm.<br />
de <strong>com</strong>prido.<br />
As sementes contem amêndoas oleaginosas dando 5l°/o<br />
de oleo amarello claro, <strong>com</strong>estível e proprio para lubrificação<br />
e fabricação de sabões.-Safra de janeiro a junfto.<br />
Med. pop.- A casca é rica em tanninos, adstringente;<br />
o po applica-se nas ulceras e feridas.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
Orn- Notável pelas suas folhas finamente de<strong>com</strong>postas,<br />
escuras e brilhantes e pelos seus cachos cylindricos de flores<br />
brancas.<br />
PARACUIIUBA BRANCA do Estuário — MORA PARA-<br />
ENSIS Ducke (Leg. caesalp.).<br />
( A. G.> HA 13.- Matta da varzea.<br />
CAR. — Tronco sustentado por poderosos sapopemas.—<br />
Flores brancas, cheirosas, de janeiro a março.— Uma das<br />
arvores maiores cia região.<br />
Mad.— Cor de canella, dureza media, própria para<br />
construcçào, carpintaria, marcenaria, mas um pouco pesada.<br />
- D = 0,96.<br />
PARACUIIUBA VERMELHA do Estuário — São os indivíduos<br />
velhos de MORA PARAENSIS Ducke que attingem<br />
dimensões enormes.<br />
Mad.— Côr castanho pardo — dureza media, para marcenaria,<br />
carpintaria e dormentes.— D = 0,83.<br />
A especie visinha: Mora guianènsis Schomb.. da G. fr.,<br />
é assignalada <strong>com</strong>o "íire resisting" (Ponto de inflammação<br />
elevada e <strong>com</strong>bustão lenta ).<br />
PARACUIIUBA de T. f. — (Óbidos) — TRICHILIA LE<br />
COINTEI Ducke (Meliaceas).<br />
(A. m.) — HAB.- Em matta de T. f. silico-argillosa e<br />
bastante secca.<br />
Mad. — Vermelho-castanho claro, virando ao escuro,<br />
grào muito fino, dura e <strong>com</strong>pacta, <strong>com</strong> leve cheiro de rosa<br />
quando se corta.<br />
Usada para hastes de harpões.— Construcçáo civil.—<br />
D = 1,14.<br />
PARACUIIUBA CHEIROSA da V. — (Óbidos — Gurupá)<br />
-LE COINTEA AMAZÔNICA Ducke (Legum. caesalp.).<br />
(A. m.) —HAB.- Frequente na varzea argillosa do B.<br />
Amazonas e do Solimões sujeita ás inundações annuaes.<br />
CAR.—O tronco É sulcado profundamente no sentido<br />
longitudinal<br />
Mad.- O cerne é uma madeira bonita, castanho-a vermelhado<br />
escuro, homogêneo, <strong>com</strong>pacto, de gráo fino, r.áo<br />
rachando facilmente, trabalhando-se bem no torno; para<br />
ebanisteria fina, mas somente em peças pequenas.— Cheiro<br />
de rosa quando se corta ou queima - Dá um carvAo de<br />
351
352 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
grande poder calorífico.— O alburno serve para cabos de<br />
machados e o cerne é preferido para a suumbci das frechas<br />
de frechar tartarugas. — D = 1.25.<br />
Alim. animOs fructos silo procurados pela caça.<br />
PARACUHUBA DOCE — (Breves) — v. PAO DOCE,<br />
de Breves.—GLYCOXYLON HUBERI Ducke (Sapotaceas).<br />
PARACUHUBA de LEITE — v. PAO DOCE — (Breves)<br />
PARACUHUBARANA — (Rio Branco, de Óbidos) —<br />
TRICH1LIA (Meliaceas).<br />
PARACUTACA — (B. Amazonas) — v. MUIRACUTACA<br />
PARACUTACA — (Alto Trombetas) — S W A R T ZIA<br />
DUCK EI Hub. (Leg. caesalp.).<br />
(A. m.) —HAB.- Nas margens do R. Mapuera.<br />
PARAJUBA — v. POROROCA.—<br />
PARAMARIOBA — ( Monte Alegre) — v. FEDEGOSO—<br />
(Beiern).—<br />
PARAMARIOBA — (Rio Capim) — C ASS IA HIR-<br />
SUTA L. (Leg. caesalp.).<br />
( a. p.) — HAB.- Em terrenos abandonados.<br />
Loc.— R. Capim — Alcobaça — Monte Alegre.<br />
Med. pop. Antisyphilitica e febrífuga.<br />
PARANARY— v. PARINARY, no Alto Amazonas.—No<br />
Pará é synonymo de Pajurá da matta (Parinarium montanum)<br />
e do Parinarium Rodolphi Hub.<br />
%<br />
PARAPARA — (Amazonas) — v. CARAUBA.—<br />
PARAPARÀ - SC HEFFL E RA PA R A ENSIS Hub.<br />
(Arahaceas).<br />
Loc.— E. de F. de Bragança.<br />
9<br />
PARAPARA — v. MOROTOT(').—<br />
PARAPARA — v. ARVORE de UMBELLA — (Cordia<br />
umbracuhfera DC.).
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 353<br />
PARAPARA — (Marajó) —CORDIA TETRANDA<br />
Aubl. (Borraginaceas).<br />
SVN.— Urud, ou iiruasciro (Faro) — Pão de jangada<br />
i dos Cearenses ).<br />
(A. p.).—HAB.- NO estuário, no litoral e no B. Amazonas,<br />
em terrenos periodicamente inundados.<br />
CAR.—Copa em forma de chapéu de sol.<br />
J\/ad. — Alvacenta, pouco <strong>com</strong>pacta, leve.<br />
PARASITAS:<br />
PARASITAS — Nome vulgar dado erradamente «ás<br />
ORCHIDEAS que são plantas epiphytas e não parasitas.<br />
Grande numero de especies, a maior parte sem nome<br />
vulgar.<br />
ACACALIS CYANEA Schlecht.<br />
CAR.— Magnilicos cachos de ílores roxo claro e purpureo<br />
escuro, conservando se dois mezes.—Em Juruty Velho,<br />
K. Jamundá, R. Negro, Alto R. Tapajoz.<br />
ANGRAECUM TENUE Lindl.<br />
Epiphyta das arvores fructiferas cultivadas.—No B.<br />
Amazonas.<br />
BAUNILHA — v. BAUNILHA.—<br />
BAUNILHA de CACADOR — SOBR ALI A LILIAS-<br />
TRUM Lindl.<br />
CAR.—Bellas flores brancas muito delicadas, pouco duráveis<br />
(2 dias), mas succedendo-se durante quasi um mez<br />
na extremidade da mesma haste. — Commum nas margens do<br />
R. Jaramacarú (Campos do Ariramba), junto ás cachoeiras.<br />
BAUNILHA de CACADOR — SELENIPEDIUM ISA BE-<br />
LI A NUM Barb. Rodr. "<br />
CAR. — PI. h. de quasi 1 m. de altura que se encontra<br />
cerca, de Beiern e nas mattas da E. de F. de Br. — O fructo<br />
cheira a baunilha. — Flores amarello claro.
354 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
BAUNILHASINHA - (Pará) - SOBRALIA PUBES-<br />
:ENS Cogn.<br />
çAK. _ Flores amarello pallidas, aromaticas.<br />
BAUNILHASINHA — (Pará) — v. BAUNILHA de<br />
CAÇADOR (Selenipedium Isabelianuni B. R.).<br />
B1FRENARIA S ABU LOSA Barb. Rodr.<br />
HA 13. — No R. Jamundá — Flores em Janeiro.<br />
BOCCA de DRAGÃO — Genero Epidendron :<br />
(?) EPIDENDRON ANCEPS Jacq. -<br />
EPIDENDRON CAESPITOSUM Bar. Robr. —<br />
Terrestre, nos terrenos arenosos. — Commum<br />
no R. Trombetas. Campos do Ariramba, Campos<br />
de Faro, no B. Amazonas.<br />
(?) EPIDENDRON ELONGATUM Jacq.—<br />
Terrestre.<br />
EPIDENDRON FRAGRANS Sw. —<br />
Terrestre ou epiphyta — Flores em março.<br />
EPIDENDRON ONCIDIOIDES Lindl. —<br />
Epiphyta — Flores de julho a outubro (muito odoríferas).<br />
EPIDENDRON SCHOMBURGKII Lindl.<br />
EPIDENDRON MAPUERAE Hub.<br />
Terrrestre — Flores amarelladas. — Nas campinas<br />
do R. Mapuera.<br />
EPIDENDRON IMATOPHYLLUM Lindl.<br />
Cresce nos ninhos de formigas, sobre os ramos<br />
ou os troncos das arvores. — Flores rosegs.<br />
(?) EPIDENDRON NOCTURNUM Jacq. -
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
355<br />
Epiphyta — Flores amarelladas e verde-claro,<br />
aromaticas.<br />
EPIDENDRON RANDIANUM Lindl.—<br />
Cachos de flores elegantes, de perfume delicado<br />
(de noite). — No L. de Curumú, de Óbidos.<br />
EPIDENDRON VARIEGATUM Hook.—<br />
Epiphyta ou terrestre (em cima de rochedos) —<br />
Flores em setembro, verde-amarelladas, <strong>com</strong><br />
maculas castanho-escuras.<br />
BR ASSA VOLA MARTI AN A Lindl. -<br />
Epiphyta — Numerosos cachos de flores brancas muito<br />
perfumadas (de noite). — Flores de janeiro a março. —No<br />
B. Amazonas. — R. Maracá.<br />
BRASSI A CAUDATA. — Flores curiosas, <strong>com</strong> longo<br />
filamento pendurado da pétala inferior.<br />
CABEÇA de BOI — STANHOPEA INSIGNES Fr. —<br />
Epiphyta.<br />
CATALEA —Gen. CATTLEVA:<br />
Flores bellas e duráveis.<br />
CATTLEYA SUPERBA Lindl. —<br />
Flôres grandes, roxas, conservando-se um mez<br />
— Perfume penetrante. — Epiphyta, nos igapós<br />
(R. Jamundá— R. Mapuéra— R. Trombetas).<br />
CATTLEYA ELDORADO Lindl. —<br />
Flôres. grandes, magnificas, roseo pallido, branco<br />
e centro amarello ( Uma das mais lindas orchideas<br />
). — No R. Negro.<br />
CATTLEYA LUTEOLA Lindl. —<br />
Flôres de côr amarello esverdeado e amarello<br />
alaranjado, <strong>com</strong> maculas e estrias purpureas.—<br />
• Na Ilha de Marajó.<br />
CATASETUM — Grande numero de especies de<br />
flôres curiosas, muitas vezes perfumadas:
356 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />
CATASETUM SACCATÜM Lindl.<br />
Flores grandes, aromaticas, de formas exquesitas.<br />
CATASETUM ALBUM VIRIDIS Bar. Rodr.<br />
( Na Ilha de Marajó.)<br />
CATASETUM CILIATUM Barb. Rodr.<br />
Epiphyta; flores pequenas, amarelladas e brancas<br />
<strong>com</strong> listras transversaes.<br />
CATASETUM DISCOLOR Lindl.—<br />
Flores verde-pallido e castanho escuro.<br />
CATASETUM GNOMUS Lindl. —<br />
Epiphyta. — Flôres verde-pallido <strong>com</strong> punctuações<br />
purpureas.<br />
CATASETUM LEMOSII Rolfe.<br />
Terrestre.<br />
CATASETUM CHRISTYANUM Rchb. f. —<br />
Flôres verde-amarelladas; muito ornamental.<br />
CATASETUM FIMBRIATUM Lindl.<br />
Ornamental — nome vulgar : Colla de sapateiro.<br />
CATASETUM MACROCARPUM Rieh. -<br />
CVRTOPODIUM CRISTATUM Lindl.-Especie menor,<br />
terrestre, dos planaltos seccos (Serra de Itauajury) e<br />
nos campos (Almeirim) — Flôres amarellas <strong>com</strong> pétalas<br />
crespas, conservando-se mais de um mez.<br />
CYRTOPODIUM<br />
Grandes folhas c forte espiga de flôres de mais 1 m.<br />
de alto.<br />
CHITAS — (no sul) — .... Genero ONCIDIUM:<br />
ONCIDIUM BAUER 1 Lindl., = ONCIDIUM AL-
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
357<br />
Flores amarellas muito numerosas, formando<br />
grandes ramalhetes em hastes <strong>com</strong>pridas de 1<br />
m. até 2 m.<br />
Epiphyta. mas vive bem r.a terra.<br />
ONCID1UM CEBOLETA Swartz. — Em Marajó.<br />
Rabo de tatá, no Ceará — Flores em agosto.<br />
ONCIDIUM IRIDIFOLIUM H. B. K. - Bonitas<br />
flores amarellas.<br />
ONCIDIUM LANCEANUM Lindl.<br />
Vulg. Orelha de burro. — Epiphyta, na matta<br />
grande de T. f. — Espigas grossas de lindas<br />
flores roxas, pintadinhas de castanho, conscrvando-se<br />
de 20 a 25 dias — Perfume delicado.<br />
Loc. — R. Branco de Óbidos. — Bragança —<br />
Rio Tapajóz.<br />
ONCIDIUM PHYMATOCHILUM Lindl.<br />
GALEANDRA :<br />
GALEANDRA DEVONIANA Schomb.—<br />
Flores tubulares, côr rósea, riscadas, pouco vistosas,<br />
mas de um perfume penetrante. — Epiphyta.<br />
Loc." — R. Jamundá — R. Negro. —<br />
GALEANDRA JUNCEA Lindl.<br />
Terrestre. — Loc. — Campos de Almeirim.<br />
GOGO de GUARIBA — Gen. CORYANTHES.(Estuario).<br />
HA BEN A RIA PAUCIFLORA Reichb. f. —<br />
Terrestre. — Loc. — Nos campos de Almeirim e de Arolos.<br />
JONOPSIS PANICULATA Lindl. -<br />
Graciosas paniculas de flores pequenas, leves, elegantes,<br />
côr roxo, até roxo lilaz. — Epiphyta.<br />
Loc. — Abundante no R. Cuminá-mirim.
358 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
MAXILLARIA RUFESCENS Lind.<br />
Epiphvta — As raizes são munidas de longos espinhos.<br />
POGOXIA RÓSEA Reichb. —<br />
Loc. — Nos campos do Jaramacarú ( R. Ariramba.)<br />
RODRIGUESIA SECUNDA.-<br />
De pequenas dimensões; cachos de pequenas flores côr<br />
de rosa. '<br />
Loc.— Apparece <strong>com</strong> frequência nas arvores dos jardins;<br />
<strong>com</strong>mum nas mangueiras de Belem.<br />
SAPATO de VÉNUS— STANHOPEA EBÚRNEA<br />
Lindl.<br />
Flores grandes, branco de marfim, esplendidas, conservando-se<br />
somente até a fecundação.<br />
SCHOMBURGKIA CRISPA Lindl. —<br />
Numerosas paniculas de flores amarellas, crespas.<br />
SOBRALIA ROXA —<br />
Grandes e bonitas flores roxas, não se conservando<br />
mais de um dia e nascendo isoladas.<br />
SPIRANTHES ACAULIS Cogn. —<br />
HAB.— Terrestre.<br />
Loc.— Mazagão.<br />
SUMARÉ — CYRTOPODIUM ANDERSONII R. Br.e<br />
CYRTOPODIUM PUNCTATUM Lindl. -<br />
Com os pseudo-bolbos prepara-se uma colla.<br />
TRICHOCENTRUM TIGRINUM Lindl. -<br />
Loc. — No R. Maracá.<br />
PARATURÀ- (?) REMIREA MARÍTIMA Aubl. (Cvperaceas).<br />
•<br />
(PI. h. rasteira). —<br />
Svx. - Barba de boi.<br />
Med. pop. — Raizes aromaticas que dão sobre a língua
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
359<br />
uma impressão picante e agradavel. — A infusão da raiz é<br />
sudorífica e diurética — O cozimento da raiz cura as gonorrheas.<br />
PAR ATURA— v. CAPIM da PRAIA. — SPART1NA<br />
BRASILIENSE Raddi (Gramíneas).<br />
PARICA — (Rio Trombetas) — SCHIZOLOBIUM<br />
AMAZONICUM (Hub ) Ducke (Lcgum. caesalp.).<br />
(A. g.). — Vizinho do "Bacurubú" de Rio de Janeiro<br />
(Schizolobium excelsum Vogel.).<br />
HAB. — Na T. f.<br />
Loc. — Alcobaça — Altamira — Itaituba — Monte-<br />
Alegre — R. Branco de Óbidos — L. Salgado (do Cuminá ).<br />
CAR. — Tronco direito, alto ; folhas enormes.<br />
Mad. — Molle, leve, branca, para canoas, forros, phosphoros<br />
e papel.<br />
PARICÀ BRANCO — ACACIA POLYPHYLLA DC.<br />
(Leg. mim ).<br />
SVN. — Paricárana de espinhos — Espinheiro preto<br />
i Monte Alegre).<br />
(A. m.) —IIAB.- Commum nas varzeas argillosas das<br />
margens do Amazonas e de alguns aflluentes — Encontra-se<br />
também na T. f. argillosa.<br />
Loc. — B. Amazonas — B. R. Trombetas — Santarém<br />
— M. R. Tapajoz — M. R. Xingú — M. R. Tocantins<br />
— Rio Negro.<br />
Mad.— Pardo-amarellado, grão fino; cheiro nauseabundo<br />
de bacalhau, quando húmido. — D =0,24.<br />
Para obras internas e marcenaria.<br />
Ind. — Para papel: rendimento cm cellulose, 39 %<br />
(A. Bastos —xM. C. P.).<br />
A casca contem tanninos: 8,9 °/o (E. Serfaty — M. C. P.).<br />
PARICÀ BRANCO — (Santarém) — v. PARICA da<br />
T. f. (Piptadenia suaveolens ).<br />
PARICA de CORTUME — v. PARICA da T. f. (Piptadenia<br />
peregrina.)<br />
PARICÀ de ESPONJAS — (Óbidos—Belem) — PAR-<br />
KIA ULEI (Harms) Kuhlm. (Leg. mim.).<br />
SYN. — Esponjeira (Almeirim).
360 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
g.) HAB.- Frequente em matta não inundada<br />
<strong>com</strong> solo arenoso. .<br />
CAR. — Flores brancas virando ao amarello, cheirosas<br />
— Vagens avermelhadas.<br />
Mad. — Quasi que não tem alburno; o cerne é amarello-castanho<br />
claro, duro, de fibras grossas.<br />
PARICÀ GRANDE da T. f. — ( Óbidos — M. R. Trombetas)—FARKIA<br />
MULTIJUGA Benth. (Leg. mim ).<br />
( A. g.) — HAB. — Matta grande da T. f. e da V.. no<br />
estuário e parte occidental da bacia ( muito frequente no Solimões);<br />
somente na T. f. ao norte de Óbidos.<br />
CAR. — Folhas muito grandes — Flores brancas.<br />
Mad. — Dureza media.<br />
PARICÀ GRANDE da T. f. — (Óbidos) — PIPTADE-<br />
NIA SUAVEOLENS Miq. (Leg. mim.).<br />
SYX. — Paricd branco (Santarém) — Paricachy (Santarém)<br />
— Timbô da matta — limbô-uba — Timborana<br />
(Belem).<br />
. (A. G.) — HAB.- Na T. f.<br />
Mad. — Vermelha e forte.<br />
Ind. — A casca contem tannino e é pouco colorada.<br />
PARICÀ GRANDE da V. — (B. Amazonas)—PITHECO-<br />
LOBIUM NIOPOIDES Benth. (Leg. mim.).<br />
SYX. — Pari car ana ( B. Amazonas — Óbidos ) — Mapaxiquy<br />
(Monte Alegre).<br />
(A. G.) — HAB.- Muito frequente nas varzeas da parte<br />
occidental do B. Amazonas paraense, nos cacauaes.<br />
CAR. — Casca lisa, côr ferruginosa ou esbranquiçada<br />
(quando velha) — Tronco relativamente curto, mas galhos<br />
muito <strong>com</strong>pridos, dispostos quasi verticalmente. — Flores em<br />
janeiro-fevereiro.<br />
Mad. — Branco-amarellado; grão grosseiro; fibrosa.<br />
"" (X / / •<br />
— Para papel: <strong>com</strong>pr. das fibras, 1,43 - diam.,<br />
0,018. (A. Bastos — M. C. P.).<br />
^OTKT P WÍ C 4í! a T ; f - - (Óbidos)— PIPTADENIA PERE-<br />
GRINA (L.) Benth. ( Leg mim.).<br />
y Par Í C(i dc cor/ume — Angico (dos Cearenses)<br />
— Aiopó (Alto Amazonas).
ARVORES E PLANTAS (JTELS 361<br />
(A. m. ). - HAU.- Em regiões de campos não inundados.<br />
Loc. — Cametá - Almeirim — Monte Alegre — Santarém<br />
— Ciçatanduba (Óbidos) — Ilhas no campo de Macapá.<br />
Mad. — Castánho-vermelho, fibrosa, grfto grosseiro. —<br />
D. = 0,95.<br />
frui. — Da cíisca exsuda uma gomma parecida <strong>com</strong> a<br />
gomma arabica. A casca é rica em tanninos, bôa para a<br />
industria do cortume — tanninos na casca, 16, 4 o/0 nas<br />
folhas 11, 7 o/o (E. Serfaty — M. C. P.).<br />
Me d. f)Of>. — A gomma é um poderoso bechico ( contra<br />
resfriamentos, bronchites, pneumonias. ). — As cascas são<br />
usadas nas dysenterias e contra as hemorrhagias uterinas. —<br />
Com as sementes, os índios fabricam uma sorte de rapé, o<br />
niopô: as sementes são seccas ao sol e trituradas; o pó<br />
soprado nas ventas produz uma excitação muito grande, loquacidade,<br />
cantos, gritos, saltos.<br />
PARICACHY — (Serra de Santarém) — v. PARICÀ da<br />
T. f. (Piptadenia suaveolens).<br />
PARICÀ-RANA — (B. Amazonas)— v. PA RICA GR AN -<br />
DE da V.—<br />
PARICÀ-RANA — (Tonantins — Solimões) — PIPTA-<br />
DENIA OP ACI FOLIA Ducke ( Leg. mim.).<br />
PARICÀ-RANA de ESPINHOS — (B. Amazonas) —<br />
v. PARICA* BRANCO.—<br />
PARICÀ-RANA — (Pará) — v. BARBATIMÃO.<br />
PARICAZINHO — (Óbidos) — A ESCH V N OME N E<br />
S E N SITI V* A S\v. ( Leg. pap. hedysar.).<br />
(a. p.—até 3 m de alt. e 30 cm. de circumf. na base<br />
do tronco).<br />
Svx.— Cortiça— Corticeira do campo (Marajó—Beiern).<br />
HAB.—Nos terrenos pantanosos abertos e nas margens<br />
dos lagos.<br />
Ind.— As hastes, debaixo de um epiderme delgado, de<br />
côr parda, tem uma contextura suberosa, analoga a da medulla<br />
de sabugueiro, mas mais fina e mais rigida; a massa
362 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
cellulosica é de um branco puro. — Podem ser utilisadas<br />
para as preparações entomologicas, para bóias, salva-vidas,<br />
<strong>com</strong>o isolador thermico, em razão da sua pouca conductibilidade.<br />
No B. Amaz. a época mais favoravel para a colheita<br />
é em março.<br />
Na China, a Aesch. paludosa serve para preparar<br />
o papel chamado 11 de arroz<br />
Na índia, a AcscJi. aspera 6 utilisada para material<br />
de pescaria, <strong>com</strong>o isolante e para a fabricação de<br />
brinquedos.<br />
Na Indo-China, as Aesch. aspera e Aesc/i. indica<br />
servem para a fabricação de chapéus coloniaes.<br />
PARICAZINHO — (Macapá) — v. PAO de CANDEIA<br />
— PLATHYMENIA RETICÜLATA Benth. (Leg. mim.).<br />
PATIIXARI. — PARINARIUM BRACHYSTACHYÜM<br />
Benth (Rosaceas).<br />
(A. m.) —HAB.- Frequente nas margens de lagos e<br />
rios.<br />
PARINARI — (Gurupá e Almeirim) — v. PAJURA da<br />
MATTA —<br />
PARINARI — (Belem) — PARINARIUM RODOLPHI<br />
Hub. (Rosaceas).<br />
SVN. - Paranaw — Farinha secca.<br />
(A. G.) - HAB.- Na T. f. de Belem e E. de F. de Br.<br />
— R. Tocantins ( Alcobaça).<br />
CAR.—Fructos menores do que o pajard da inatta<br />
(6-7 cm./3-4 cm.); caroço áspero mas não sulcado.—Fructos<br />
muito duros e <strong>com</strong>pactos.— Não <strong>com</strong>estíveis.<br />
Ind.— A casca exterior desta arvore é utilisada pelas<br />
formigas tracads para fazer ninhos que se parecem <strong>com</strong><br />
isca; estes ninhos são muito abundantes no Solimõcs e são<br />
procurados pelos índios.<br />
PARINARI — (E. do Amazonas) — COUEP1A CRY-<br />
SOCALYX Benth. (Rosaceas).<br />
Svx. - Parinary - Paracari — Paranary<br />
( A. m.). — HAB.- No Alto Amazonas.<br />
Ahni— Fructos <strong>com</strong>estíveis, do tamanho dos de umarv.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 363<br />
PARIPAROBA — V. CAAPEUA.—<br />
PARIRI — (Pará e Amazonas; — LUCUMA «PARIRY<br />
Ducke (Sapotaceas).<br />
SYN. — Fructão ( Rio Tocantins ).<br />
(A. g.) — HAB.- Matta grande da T. f. argillosa e<br />
fértil — Cultivado nas restingas argillosas das varzeas do<br />
Baixo Amazonas.<br />
Loc.—R. Tocantins—R. Xingú — R. Branco de Óbidos<br />
— R. Madeira - R. Punis — R. .luruá.<br />
Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível — ovoide, verde, da grossura<br />
de uma bella laranja, carnudo; a polpa, quasi branca,<br />
vira ao violáceo na luz — é muito acida, mas, addicionada<br />
de assucar, torna-se saborosa.<br />
Em Óbidos, os fructos são maduros de fevereiro até<br />
abril. — Dizem que o " pariri" leva cerca de 60 annos para<br />
fructificar (>).<br />
PARIRYSINHO — (R. Tapajoz) — ISCHNOSIPHON<br />
SURINAMENSTS (Miquel) Koernicke (Marantaceas).<br />
PARIRY — (Belem) — v. CARAJURlí.— .<br />
PARIRY — (Amazonas) — CALATHEA sp. (Marantaceas<br />
).<br />
CAR. — Especie de 41 arumá<br />
PARREIRA BRAVA — (Marajó) — CHONDRODEN-<br />
DRON 'FOMENTOSUM R. e P. (Menispermaceas).<br />
(Cipó). -<br />
Meà. — ( raiz e caule) —Diurético, emmenagogo e febrífugo.—Internamente,<br />
na hydropisia e nas areias; externamente,<br />
<strong>com</strong>o resolutivo nas orchites chronicas e nas contusões<br />
-Contem um acaloide: a Beberina (Fluckiger ),<br />
<strong>com</strong>o a abutua.<br />
PARREIRA BRAVA — (Marajó) — CISSAMPELOS<br />
A R R EIR A L. (Menispermaceas).<br />
rcipó).-<br />
Svx. — Abutua — Butua — Caápcba<br />
Loc. — Dunas de Marajó.
398 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />
Jiled. — Raiz tônica, amarga, febrífuga, diurético poderoso<br />
(cálculos renacs, gotta) — Util na hydropisia, na falta<br />
de menstryos.—Contem um alcalóide: a Pelosina (Wiggers<br />
— 1840), idêntica a Bcberina ou Nrctandrina (Maclagan—<br />
1845) do Louro bibirú, <strong>com</strong> propriedades analogas ás da<br />
quinina.<br />
PARREIRA BRAVA — v. ABÜTUA (Abutua concolor<br />
Poepp.—<br />
PARREIRA BRAVA branca —(?) CISSAMPELOS TO-<br />
NI ENTOSA Vell (Menispermacêas).<br />
(Cipó). —<br />
SYN. — Fani.<br />
Med. — Toxica; affirmam que entra na <strong>com</strong>posição do<br />
curare (haste e raiz).<br />
PARREIRA VERDADEIRA —VITIS VIXIFERA L.<br />
( Ampelideas). — Origin. da Asia meridional.<br />
Cultivada nos jardins. — Dá em qualquer época do<br />
anno; cachos maduros tres mezes depois da poda — Fructos<br />
muito azedos em tempo de chuvas, doces e perfumados na<br />
estação secca. —<br />
PARTASANA — (Marajó) —TYPHA DOMINGENSIS<br />
Pers. (Tvphaceas).<br />
PI. h. até 3 m.). — Nas baixas atolentas.<br />
SYN. — Tabita ( no Sul ) — Buli rush (íngl.).<br />
Ind.— Fornece material para esteiras, obras trançadas<br />
diversas — cellulose para papel. O pollen é succedaneo do<br />
lycopodio.<br />
Al int. — Rhizoma alimentar.<br />
PAR URU - v. ACHUÀ (Saccoglottis guyanensis Benth.).<br />
PATAQUÊRA — (Macapá)—HYPTIS a ff. SÜAVEO-<br />
LENS (L.) Poit. (Labiadas).<br />
(PI. h.).—H AB.- Em logares abertos e muito seccos.<br />
Jc X T> AQ V ÊRA - (Marajó) - CONOBEA SCOPARI-<br />
OIDhS Benth. (Scrophulariaceas).<br />
SYN. — Vassourinha do brejo.
Palm. Mi ri (y ( Mauritia flexuosa)
ARVORES E PLANTAS (JTELS 365<br />
(PI. h. — 0m60 ).— HAB - Hcrva aromatica que se encontra<br />
nas aguas dos riachos.<br />
CAR. — Cheiro penetrante.<br />
Mcd pop. — Ke<strong>com</strong>mendada contra o beri-beri.<br />
PATAQUERA — (Marajó) — CONOBEA AQUATIÇA<br />
Aubl. (Scrophulariaceas ).<br />
Svx.— Vassourinha d'agua.<br />
(PI. h.) — HAB.- Nas aguas dos riachos.<br />
Med. pop.— Excitante, aromatica (em banhos).<br />
PATCHOLI — (Marajó) — ANDROPOGON SOUAR-<br />
ROSUS L. f. (Gramíneas) = ANDROPOGON MURICA-<br />
TUS Retz.<br />
(PI. h. de 1 m. a lm.50).— Origin. da índia.—Cultivado.<br />
Svx.— Vetiver.<br />
Ind. — A raiz. fortemente aromatica, colloca-se nas gavetas<br />
para perfumar a roupa e afugentar os insectos.—<br />
As folhas podem servir para cobrir as casas.—Com a raiz<br />
fazem-se escovas e tapetes perfumados.— Com as folhas fabricam<br />
também solidos chapéus.<br />
Mcd. pop.— Infusão contra hysteria, enxaqueca — carminativo<br />
energico.<br />
PATUQUIRY — (Santarém) — v. LOURO FAIA.—<br />
PAXIUBA-RANA — v. ANANY da T. f.—<br />
PAXIUBA-RANA — TOVOMITA TRIFLORA Hub.<br />
(Guttiferaceas).<br />
Loc.— Gurupá.<br />
Mad.— Madeira para obras internas— carvão, lenha.<br />
PAXIUBA-RANA miúda — v. MANGUERANA.—<br />
PÊ de BOI - (Óbidos) — BAUHINIA MACROSTA-<br />
LH\A Benth. (Legum. caes.).<br />
JA. p.) —Capoeiras de T. f. e margem de campos da<br />
1. f. — Frequente em todo o E. do Pará — Invade, ás<br />
v ezcs. os campos artificiaes, prejudicando a pastagem.<br />
Svx. — Mo ró ró ( Ceará).
366 A A.MAZOXIA BRASILEIRA<br />
Loc — Caopos do Matapi e do Mariapixy — Alcobaça<br />
— Porto de Moz — Almeirim - Monte Alegre— Santarém<br />
— Óbidos - Faro - M. R. Xingu - M. R. 1 apajós.<br />
Mad. _ Excellente madeira para bengalas flexíveis e<br />
muito resistentes. — Madeira amarello-castanho, dura. grilo<br />
fino, fibras flexíveis e resistentes, tanto no alburno <strong>com</strong>o no<br />
cerne pouco desenvolvido. — D = 1,03.<br />
Casca fibrosa.<br />
PE de BOI - (Oriximiná) -BAUHIXIA BICUSPIDA-<br />
TA Benth. (Legum. caes.).<br />
( a ). — Raro.<br />
PÊ de CABRA — v. SALSA da PRAIA.—<br />
PÊ de GALLINHA — (Marajó) — v. CAPIM PE de<br />
GALLI NHA.<br />
PEDERNEIRA — (Belem) — ?<br />
Mad. — Amarei la—para moveis, construcçòes, dormentes.<br />
PEDRA-HUME-CAÀ — MYRCIA SPHAEROCARPA<br />
DC. (Myrtaccas).<br />
(a. p.) — HAB.- Campos seccos e capoeiras na areia<br />
secca.<br />
Loc.— Monte Alegre — Óbidos — Marajó.<br />
CAR. — Toda a planta é fortemente adstringente.<br />
J/ed.— Raiz c folhas — A decocçào das folhas é soberana<br />
contra o diabetes (10 folhas num 1/2 1. d'agua, tomado<br />
em 3 vezes por dia) — O principio activo é um alcalóide:<br />
a Myrcina (D. Cl. Martins, 1929 — M. C. P.). - Util<br />
também nas diarrheas, enterites, hemorrhagias, cholerina,<br />
aphtas.<br />
PEDREIRA — :><br />
•<br />
PEGA PINTO -BOERHAYIA PAXICÜLATA Rich.<br />
— V. SOLIDONIA.—<br />
PENNACHO - (Marajó) - PAXICUM CA1EXXEN-<br />
Lam. (Gramíneas)
ARVORES E PLANTAS (JTELS 357<br />
(PI- h. de 1 m30). — Hab.- Nos montículos dos campos<br />
altos.<br />
PENTE DE MACACO — APEIBA TIBOURBOU Aubl.<br />
(Tiliaceas).<br />
Svx. -Pão de jangadas—Bois de mèche (G. fr.)~<br />
Cortiça.<br />
(A. m. ou p.)—HAB.- Commum nas capoeiras de T. f.<br />
CAR.— Fructo: capsula coriacea, larga <strong>com</strong>o a palma<br />
da mão, redonda, achatada, erriçada de pontas molles, esverdeadas,<br />
sendo mais <strong>com</strong>pridas as da circumferencia.'<br />
Mad.— Branco-pardo, muito leve, utilisada para ianíradas.<br />
_ D = 0,18 a 0,26. J *<br />
Para papel: Comprim. das fibras, 1,32 —diam. 0,018.<br />
(Benj. Cordeiro — M. C. P.).<br />
PENTE DE MACACO — APEIBA PETOUMOU Aubl.<br />
(Tiliaceas).<br />
< A. g. \<br />
Loc.— Rio Mapuera e alto R. Negro.<br />
CAR.— Fructo: capsula coriacea, redonda, <strong>com</strong>primida,<br />
erriçada de pontas densas, delgadas, flexíveis, lenhosas, recurvadas,<br />
de 4 a 5 cm. de <strong>com</strong>pr.<br />
Mad.— Leve e branca.<br />
PENTE DE MACACO— APEIBA MACROPETALA<br />
Ducke (Tiliaceas).<br />
Svx.— Pente de macaco preto (R. Tapajoz).<br />
(A. g.) — HAB.- Na matta grande não inundavel.— Especie<br />
vizinha da precedente, bastante frequente no E. do<br />
Pará.<br />
CAR.— Fructos e folhas parecidos <strong>com</strong> a Ap. petomou.<br />
PENTE DE MACACO — APEIBA ASPERA Aubl. (Tiliaceas<br />
).<br />
(A. g ) — Loc.- Frequente no alto Amazonas.<br />
CAR.—Fructo: Capsula da largura da mão, castanhoescuro,<br />
coriacea, coberta de pequenas pontas rombas.<br />
Mad.— Madeira branca e leve.<br />
Ind.— A casca dá bôa envira.<br />
PEPALANTIIO—(Marajó)— PAEPALANTHUS e<br />
SYNGONANTHUS, esp. div. (Eriocaulaceas ).
368 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
H \B> — Nos terrenos consistentes encharcados. — O<br />
nome pepalanthotirado do nome scientihco foi, á falta<br />
de outro, adoptado por alguns fazendeiros. de .1. Huber».<br />
( PI. h. peq.). — CAR.- Flores graciosas.<br />
PEPINO — CUCUMIS SATIVUS L. ( Cucurbitaceas).<br />
— Origin. do N. W. da índia.<br />
(PI. h. rasteira).—Cultivado.<br />
Alim. — O fructo é um legume sem valor nutritivo,<br />
<strong>com</strong>e-se crú, em salada; quando muito novo, nfto. desenvolvido,<br />
ú utilisado para preparar conserva no vinagre.<br />
PEPINO do MATTO — AM BELA NI A TENUIFLORA<br />
Mui). Arg. (Apocynaceas).<br />
Svx. — Molongô (Gurupá — Breves).<br />
(a. ou A. p. i — HAB.- Na matta grande de T. f., em<br />
todo o E. do Pará.<br />
Loc. — Belem — Breves — Bragança — Óbidos.<br />
Alim. — Fructo da forma e do tamanho de um pepino,<br />
amarello, carnudo; toda a massa contem um succo leitoso<br />
e viscoso; a polpa é doce e um pouco acida — Comestível<br />
— Deve se tirar a pelle e deixar o fructo macerar um momento<br />
n'agua antes de <strong>com</strong>el o; também costuma-se batel-o<br />
<strong>com</strong> um páosinho para fazer sahir o leite.<br />
Meã. pop. — O fructo passa por ser aproveitável contra<br />
a tosse.<br />
PEREIORA — v. CASCA PRECIOSA.—<br />
PEREIRA — (Gurup* ) — v. AC AR I RAN A.—<br />
PERILLA — PERILLA OCIMOIDE (Labiadas) - Origin.<br />
da China.<br />
( PI. h.). —Cultivada.<br />
Oni. — Bonitas folhas avelludadas, de côr castanhoavermelhado<br />
<strong>com</strong> reHexos arroxeados, manchadas de verde,<br />
na face superior; vermelho violáceo claro na face inferior.<br />
PERIPAROBA — v. CAAPEUA.—<br />
PERIPOMONGO — v. CAPIM CENEUAUA.— #<br />
r-x,>M E v R l Qt : lTEmA(loIGAPO -BUCHENAYIA OXY-<br />
CAKPA.Eichl {Combretaceas).
ARVORES E PLANTAS (JTELS 369<br />
( A. m. - Nas varzeas da beira dos rios e dos igapós.<br />
Loc. — Prainha — Almeirim - R. Jamundá.<br />
CAR. — Copa larga.<br />
PERIQUITEIRA do CAMPO — COCHLOSPERMUM<br />
INSIGNE S. Hil. ( Bixaceas).<br />
SYN.— Algodão do campo.<br />
( A m. ou a.) — HAB.- NOS campos altos.<br />
CAR.— Flores grandes, amarellas.<br />
Mcd. pop.— \ casca ú reputada maturativa (contusões,<br />
abcessos \<br />
PERIQUITEIRA grande da T. f. — COCHLOSPER-<br />
MUM ORINOCENSE (H. B. K.) Steud. (Bixaceas).<br />
SYX. - Algodão bravo — Botuto — Pacoté ( R. Tapajoz >.<br />
(A. m.) —HAB.- Nas capoeiras velhas, em T. f.<br />
Loc. — Óbidos — Faro — Bragança — Gurupá — Manáos<br />
— Solimões.<br />
CAR.—Sementes em forma de helices cabelludas.—Flores<br />
grandes, amarellas. parecidas <strong>com</strong> as flores do algodoeiro.<br />
Mad.— Branca — D = 0,78.<br />
Mcd. pop.— A casca é usada contra as contusões.<br />
PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — TELANTHERA<br />
DENTATA Miq. (Amarantaceas).<br />
PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — BORRE R IA<br />
SCABIOSOIDES Ch. e Schl. < Rubiaceas >.<br />
PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — KOLANDR A<br />
ARGENTE A Rottb. (Compostas).<br />
PERPETUA - (L. do Cuminá) - ALTERNANTHERA<br />
PARONYCHIOIDES S. Hil. (Amarantaceas).<br />
HAB.— Herva cobrindo largos trechos nas praias de<br />
lamas descobertas no verão.<br />
*<br />
PERPETUA da MATTA — (R. Tapajoz) — ALTER-<br />
NANTHERA BRASILIANA (L.) Kuntze (Amarantaceas).
370 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PERPETUA ROXA da MATTA — (R. Tapajoz) — CE-<br />
PHAELIS COLORATA Willd (Rubiaceas).<br />
SYN .—Couve do matto.<br />
PETUNIA — PETUNIA esp. div. (Solanaceas—<br />
Origin, da America do Sul.<br />
Orn.— PI. h cultivadas nos jardins; numerosas variedades<br />
<strong>com</strong> grandes flôres solitarias, brancas, roxas, etc.<br />
PEUA —( Marajó) —ANDROPOGON BREVIFOLIUS<br />
Sw. {Gramineas).<br />
(PI. h. 0m.80 a lm.60) —HAB.- NOS tesos e campos<br />
altos.<br />
Alim. anim.— Forragem regular.<br />
PHASEOLO — (Marajó) — PHASEOLUS SEMIE-<br />
RECTUS L. (Leg. phas.).<br />
CAR.-Flor roxo-avermelhado, em racimos de 10 a 14<br />
flôres.<br />
Alim. anim — Foragem má.—O nome de "phaseolo"<br />
foi adoptado por alguns fazendeiros, á falta de nome vulgar,<br />
para designar esta planta (Inform, de .1. Huber).<br />
PIÃO —.IATROPHA CURCAS L. (Euphorbiaceas).<br />
a. de 3m 50 a 4m.).<br />
SYN.— Pinhão de purga — Mandubiguaçú.<br />
Ind.— No E. do Amazonas, a seiva substitue o cumaté<br />
para preparar as cuias pretas.<br />
As amêndoas são oleaginosas: 26 a 40 °'o de oleo proprio<br />
para a fabricação de sabões duros.<br />
O oleo é preconisado para a destruição das baratas.<br />
Med. pop.— O latex é um bom hemostatico e ajuda a<br />
fechar e curar golpes.— O oleo é purgativo em dose fraca,<br />
drástico e venenoso em dose um pouco elevada; ú usado<br />
contra a hydropisia.<br />
PIÃO ROXO — JATROPHA GOSSYPIIFOLIA L. (Euphorbiaceas).<br />
.<br />
(a.).<br />
Med. pop.— Purgativo drástico e derivativo, contra as<br />
obstrucçôes abdommaes, a hydropisia e o rheumatismo.
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
PICHUNA — v. PIXUNA.—<br />
PIGAFETA — (Marajó) — SOE M M ER INGIA SEM<br />
PERFLORENS Mart. (Leg. pap. hedvs).<br />
(PI. h.- Om.ôO).<br />
Orn.— Planta vistosa dos campos altos húmidos.<br />
PIMENTA dc CACHORRO — v. HERVA MOURA —<br />
PIMENTA de GENTIO— v. ENVI RA — (Xylopia frutescens<br />
).<br />
PIMENTA MALAGUETA —CAPSICUM PENDULUM<br />
Yell. (Solanaceas).<br />
(a. p.).<br />
SVN\— Piment enragé ( G. fr. ).<br />
CAR.— Fructo fusiforme, de 1, 5 cm. de <strong>com</strong>prido, vermelho<br />
vivo quando maduro; succo muito acre.<br />
Alim.—\ï a pimenta mais empregada <strong>com</strong>o condimento.<br />
371<br />
PIMENTA do MATTO — v. CAAPEBA CHEIROSA.—<br />
PIMENTA dos NEGROS — XYLOPIA A ROM ATIÇA<br />
Baill. ( Anonaceas ).<br />
Loc. — Amazónia ( ? ).<br />
Ind. — A casca dá fibras e estopa.<br />
Meei. pop. — Sementes excitantes, diffusivas e carminativas.<br />
PIMENTA de RATO — V. HERVA MOURA.—<br />
PIMENTA do SERTÃO — V. ENVI RA BRANCA —<br />
PIMENTÃO —CAPSICUM ANNUUM L. (Solanaceas).<br />
(a. p.). — Diversas variedades; vulgarmente dividemse<br />
em doces e picantes.— O fructo é vermelho vivo quando<br />
madura; tem de 6-10 cm. de <strong>com</strong>primento e 4-6 de diam.<br />
SYN. — Qnvid - assú ( Em L. g.). ,<br />
-Alini.— Condimento e legume; <strong>com</strong>e-se verde, cru<br />
(em salada) ou frito, <strong>com</strong> a carna assada. — Excellente em<br />
conserva no vinagre.
372 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PIMENTEIRAS — Numerosas variedades do CAPSI-<br />
CUM BRAZILIANUM Clus. ( Solanaceas ).<br />
( a. p. ).<br />
SYN. — Quyiá ( na L. g.). „<br />
Aliítt. — Condimento.—Excitante do apparelho digestivo.<br />
Med. pop. — Estimulante ; usado contra a dyspepsia<br />
flatulenta — externamente <strong>com</strong>o revulsivo ( clysteres e sinapismos)<br />
nas congestões cerebraes, nas apoplexias, nas meningites.<br />
Principaes variedades :<br />
PIMENTA MALAGUÊTA.— Fructo pequeno, <strong>com</strong>prido<br />
( 1 cm. 5 ), côr vermelho vivo, muito forte.<br />
PIMENTA OLHO de PEIXE - de fructo pequeno,<br />
globuloso, vermelho, lustroso.<br />
PIMENTA de CHEIRO — um pouco alongado<br />
<strong>com</strong>o um pião, amarello, muito aromatica.<br />
PIMENTA JOSEPHA — roxa e, depois, vermelha,<br />
quando <strong>com</strong>pletamente madura, mais alongada<br />
ainda do que a pimenta de cheiro.<br />
PIMENTA MURUPV—<strong>com</strong>prida de 4 a 5 cm.,<br />
engilhada, amarella.<br />
PIMENTA MATA-FRADE — pequena, arredondada,<br />
violacea.<br />
PIMENTA CAMAPÚ — globosa, um pouco achatada,<br />
amarella.<br />
PIMENTA CAJÚRANA.<br />
PIMENTA CAÇARY.<br />
PIMENTA MURUCY.<br />
PIMENTA OLHO de POMBO.<br />
PIMENTA PACOVA.<br />
PIMENTA COMARIM (Capsicwn baccatum D.
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
PINDAHIBA — v. ENVIRA — (Xylopia frutescens ).<br />
PINDAHIBA preta — v. ENVIRA PRETA.—<br />
373<br />
PINDAHIBA de folha pequena — v. ENVIRA — ( Xylopia<br />
brasiliensis).<br />
PINDAHUBA. ou PINDA-UBA — v. ENVIRA — (Xylopia<br />
frutescens).<br />
PINHÃO de PURGA — v. PIÃO.—<br />
PINHA— v. ATA.—<br />
PINTADINHO — LICANIA, esp. div.<br />
(Rosaceas).<br />
(A. m. ou g.).<br />
Loc.—Belem — E. de F. de Br.<br />
Mad — Boa madeira — vermelha — para dormentes e<br />
construcções.— Para passagem de cachoeiras, os varejões<br />
de pintadinho são apreciados pela sua grande resistencia.<br />
PIPEROCA —CYPERUS SANGUINEO-FUSCUS<br />
Lindl. (Cyperaceas).<br />
( PI. h.) — Loc.- Amazônia (?).<br />
Med. pop.— A tintura do rhizoma 6 anti-febril (internamente<br />
e em fricções).<br />
PIPI — V. MUCURA-CAÁ.—<br />
PIQUlÁ — CARYOCAR VILLOSUM (Aubl.) Pers.<br />
(Caryocaraceas).<br />
SVX. — Pequed — Peked — Siiari — Bats souari (Ingl.)<br />
— Arbre à bcurre ( G. fr.).<br />
(A. G.). — HAB.- Em todo o E. do Pará e no E. do<br />
Amazonas, na matta virgem grande da terra firme.<br />
CAR. — È arvore cujo tronco attinge, ás vezes, enormes<br />
dimensões. — Flores amarello-claro, <strong>com</strong> longos estames<br />
d'um vermelho muito vivo.<br />
Mad. — Branco-pardacento clara, grão bastante grosseiro<br />
i»as <strong>com</strong>pacta e fibras entrelaçadas dando-lhe grande<br />
resistencia, dureza media — Muito estimada para segeria,<br />
construcçáo civil e naval (buchas de helices) dormentes.<br />
D = 0,82.
374 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Al int.— O fructo, da grossura de uma laranja grande,<br />
tem uma casca acinzentada, espessa e carnuda, analoga á<br />
casca verde da noz; esta casca envolve 1 a 4 bagas em<br />
forma de rim, <strong>com</strong>postas de uma polpa butyrosa amarella,<br />
de 3 a 10 mm. de espessura, adherente a um caroço lenhoso,<br />
muito duro, que contem uma amêndoa <strong>com</strong>estível excellentc.<br />
— A polpa, depois de cozida, é também <strong>com</strong>estível, bastante<br />
apreciada, ás vezes um pouco amarga. — A massa lenhosa<br />
do caroço é formada peia agglomeração de innumcros espinhos<br />
delgados e agudos, malmente soldados entre elles,<br />
<strong>com</strong> as pontas viradas para o centro, que o choque desaggrega<br />
e cujo contacto deve ser evitado quando quebra-se o<br />
fructo para extrahir a amêndoa.<br />
Da polpa extrahe-se 76 % de uma manteiga aproveitada<br />
na alimentação.<br />
htd. — As amêndoas contem 70 °/0 de uma banha branca,<br />
fina. — A casca da arvore contem 1,6 de tanninos ( E. Serfaty<br />
— M. C. P.). — A casca do fructo é rica em tanninos<br />
gaílicos e catechicos; 36 °/o do peso da casca fresca secca;<br />
pode substituir a noz de galha na preparação da tinta de<br />
escrever.<br />
PIQUIA-MARFIM — (Manáos)— ASPIDOSPERMA<br />
sp. (Apocynaceas ).<br />
(A. m. ou g.). — SVN.- Pão amarello (Manáos).<br />
PIQUIÁ-RANA da T í. — CARYOCAR GLABRUM<br />
( Aubl.) Pers. ( Caryocaraceas).<br />
SVN.— Saouari ( G. fr.).<br />
(A. g.). — HAB.- Na T. f. ou na V. alta.<br />
CAR. — Flores amarello-vivo <strong>com</strong> estames vermelhos.<br />
Do fructo, só a amêndoa é <strong>com</strong>estível.<br />
Mad — Castanho-amarellado, de fibras grossas, apparentes,<br />
onduladas — rígida, dureza media, rachando ditlicilmente;<br />
para marcenaria, dormentes, estacas.<br />
htd. — As amêndoas dão uma gordura branca.<br />
^ x i> P iíWí^"5 AI í A da varzea —CARYOCAR MICRO-<br />
ÇAR PLM Ducke (Caryocaraceas). .<br />
(A. m. ou p.). •<br />
HAB. — Muito frequente nas beiras inundadas dos riachos<br />
e rios menores. •<br />
\ r £ AR ' 7 Fructos Pequenos — Flores de cor desmaiada.<br />
AS tolhas tazem espuma quando esfregadas n'agua.
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
375<br />
Ind. — As folhas e o pericarpo dos fructos contem<br />
saponina; servem para "tinguijar" peixe e para lavar<br />
roupa.<br />
PIRANGA— v. CARAJURU.—<br />
PIRANHEIRA — PIRANHEA TRIFOLIATA Baill.<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(A. g.).<br />
HAB. — Muito frequente cm toda a Amazônia ( B. Amazonas<br />
até o R. Acre ), em mattas de varzeas inundadas argillosas.<br />
Mad. — Duas variedades: a preta e a branca; a madeira<br />
da primeira é pardo-escuro; a da segunda é pardoamarellado<br />
claro. A preta é a mais estimada. — Imputrescivel;<br />
excellente para estacas e dormentes. — D. = 0,94.<br />
Na agua, a madeira da piranheira endurece e torna-se<br />
perigosa para a navegação, os troncos encalhados no fundo<br />
do rio perfurando facilmente o casco das embarcações.<br />
PIRÁ-UCHY — (R. Tapajoz) — COUEPIA PARAEN-<br />
SIS Benth. (Rosaceas).<br />
PIRIMEMBECA — (Pará) — v. CANARANA RASTEIRA.<br />
PIRIPIRIOCA —KILLINGIA ( Cvperaceas).<br />
(PI. h.).<br />
In d. — Raiz aromatica empregada pelas lavadeiras para<br />
perfumar a roupa. — O pó para perfumar o cabello.<br />
Mcd. pop.— O cozimento da raiz é febrífugo (em<br />
banhos).<br />
PIRIRI — 7. CANUDO de PITO.—<br />
PIRY— (Marajó) — v. TABUA.—<br />
PIRY — (Marajó) — v. CAPIM de BOLOTA.—<br />
PITAICA do CAMPO — v. MUIRACUTACA —<br />
PITAICA da T. f. — SWARTZIA PLATYGYNE<br />
Ducke ( Leg. mim.).<br />
(A. G.) — HAB.- Na T. f.
376 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Loc.- Gurupá - Ilhas altas de Breves — M. R. I apajoz.<br />
CAR.—Tronco profundamente sulcado.<br />
Mad.- Branca, de dureza media.<br />
PITAICA da V.—(Estuário)— v. MUIRACUTACA.—<br />
PITANGA — STENOCALYX MICHELII Berg. (Myrtaceas),<br />
= EUGENIA MICHELII Aubl.<br />
( a. g. ou A. p. ) — Cultivada.<br />
SYN.— Cerise carrée ou Cerise de Layenne (G. tr. ).<br />
CAR — Flores brancas, muito cheirosas. — Fructo : baga<br />
espherica achatada, <strong>com</strong> 3 a 10 quinas salientes, de um vermelho<br />
vivo. -<br />
Alim.— Fructo <strong>com</strong>estível, assucarado e acidulo, aromatico,<br />
muito agradavel, proprio para doce de calda, gelea,<br />
xaropes, sorvetes.<br />
Med. pop.— Folhas adstringentes, aromaticas, balsamicas<br />
e antirheumaticas; a infusão dá bons resultados contra<br />
as febres terçás da infancia.<br />
PITANGA da MATTA — (Obtóos) — STENOCALYX<br />
(Myrtaceas).<br />
( A. p. ou m. ) — HAB. — Na matta de logares altos.<br />
Loc.— Óbidos — Cuminá-mirim — R. Branco de Óbidos.<br />
Alim.— Fructos amarellos, mais doces do que os da<br />
Pitanga vermelha.<br />
PITEIRA - FOURCROYA GIGANTEA Vent. ( Amarvllidaceas<br />
).<br />
( PI. h. ) — Origin. do Mexico ou das Antilhas; cultivada.<br />
Svx. — Piteira fedorenta — Piteira da terra — Caro ata<br />
— Caragoatd — Crauatd — Aloés vert (Fr. > — Bois chandelle<br />
ou B. de mèche ( G. fr. ) — Green aloe ( Ingl. ).<br />
CAR.—Quasi acaule.—Folhas coriaceas, convexas, terminadas<br />
por uma ponta e margens m. ou m. aculeadas.<br />
bld.— O pedunculo floral secco, de 4 a 8 m. de <strong>com</strong>prido,<br />
substitue a cortiça para collecções de insectos e dá<br />
bons afiadores de navalhas.<br />
As folhas longas de 1 a 2 m. fornecem fibras fortes<br />
para cordas (resistem a acçào da agua do mar), pincéis,<br />
escovas ( Chanvre de Maurice ).<br />
As folhas verdes contem saponina e, contusas. servem<br />
para tinguijar peixe. - Usam também para lavagem de<br />
roupa. 1 °
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 377<br />
M —.i<br />
Mcd. pop. — As folhas silo toxicas —- O cozimento emprega-se<br />
em banhos, <strong>com</strong>o insecticida, para os animaes.<br />
Externamente, as folhas (decocto.) são utilisadas contra<br />
o rheumatismo gotoso e as paralysias. — O extracto alcoolico<br />
das folhas é re<strong>com</strong>mendado <strong>com</strong>o diurético nas hvdropisias.<br />
— O succo da planta limpa as feridas purulentas,<br />
dá brilho aos cabellos e evita a sua queda.<br />
PITOMBA — (Marajó) — SIMARUBA VERSICOLOR<br />
S. Hil. ( Simarubaceas)<br />
( A. p. ).<br />
Svx. — Pdo parahyba.<br />
Mcd. pop. — Casca e fructos amargos, tonicos e febrífugos.<br />
PITOMBA— (Marajó) — TALÍSIA CERASINA Rad.<br />
(Sapindaceas ).<br />
(A. p ) — HAB.- Na varzea.<br />
Ma d. — Branca, rachando facilmente mas flexível, procurada<br />
especialmente para fabricar palitos de dentes.<br />
PITOMBA — v. CAJU-RANA ( Simaba guianensis).<br />
P1TOMBARANA — PSEUDIMA FRUTESCENS (Aublj<br />
Radlkofer (Sapindaceas).<br />
Loc. — R. Tapajoz.<br />
PITOMBEIRA — TALISIA ESCULENTA Rad. (Sapindaceas<br />
).<br />
(A. p.).<br />
SYN. — Olho de boi.<br />
HAB.— No meio norte— Cultivada no E. do Pará<br />
( Bragança).<br />
Aliai. — O arillo das sementes é doce e abundante,<br />
muito apreciado.<br />
Med. pop. — O caroço é muito adstrigente e utilisado<br />
contra a diarrhea chronica.<br />
WXUNA — (Marajó) - EUGENIA GLOMER ATA<br />
Spring. (Myrtaceas).<br />
( A» P- )•<br />
Mad.— Para pequenas obras, moiròes.-Carvào e lenha.
378 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PIXUNA- (Óbidos) -COCCOLOBA PIXUNA Hub.<br />
(Polygonaceas ).<br />
SYN.— Apixuna. .<br />
( A. p.)—HAB.- Frequente nas mattas da varzea do<br />
Amazonas. ..<br />
Alim — Fruetos pequenos, vermelho-escuro, quasi pretos,<br />
azedos mas saborosos. — (Maduros em Dezembro).<br />
PIXUNEIRARANA — (R. Tapajoz) — v. MEMBY.—<br />
PIXIRICA — CLIDEMIA HIRTA Don. ( Melastoma-<br />
CCCIS ).<br />
Alim.— Fruetos doces e <strong>com</strong>estíveis.<br />
P() de MICO— v. OLHO de BOI — ( Mucuna urens)<br />
POAYA — v. IPECA VERDADEIRA.—<br />
POAYA BRANCA - v. IPECACONHA de FLOR BRAN-<br />
CA.—<br />
POAYA da PRAIA, ou do RIO — v. LIMÃORANASINHO<br />
POJÒ— v. MUTAMBA.—<br />
POROROCA — (Óbidos) — DIALIUM DIVARICATUM<br />
Vahl. ( Leg. caesalp. ).<br />
SYN. — Jutahy peba — Itú — Parajuba— Jutahy-mirim<br />
( M. R. Tocantins — Cururú ( Faro ).<br />
( A. m. ou g. ). — HAB.- Frequente em todo o E. do<br />
Pará, nas margens de alguns rios e nos capoeirões de T. f.<br />
ou de V. alta.<br />
Loc. — Óbidos — Santarém — Faro.<br />
Mad. — Castanho-avermelhado, <strong>com</strong> reflexos dourados,<br />
mas poros muito apparentes, de cor castanho-escuro ; muito<br />
dura. — Utilisada para construcção civil, esteios, peças de<br />
resistencia, obras hydraulicas.<br />
Alim. — Os fruetos são pequenos; a polpa que givolve<br />
as sementes é <strong>com</strong>estível, agri-doce.<br />
PRACACHY — v. PARACACHY.—
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
PREGUICEIRA — B A R Y LU C U M A DE C US S AT A<br />
Ducke (Sapotaceas ).<br />
( A. m.). — HAB.- Nas campinas de T. f. e nas serras.<br />
Loc. — lg. Jutahy, de Almeirim — Prainha.<br />
Mad. — Pesada e dura, parecida <strong>com</strong> a de massaranduba.<br />
PREGUICEIRA — SYDEROX YLON<br />
(Sapotaceas).<br />
PUCHY — (Marajó) — ?<br />
(Gramineas).<br />
(PI. h. — 0m(30).<br />
PUNÀN — IRYANTHERA TRICORNIS Ducke (Myristicaceas).<br />
(A. m. ou g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />
Loc.— R. Solimoes.<br />
CAR. - Pructa tricorne.<br />
Mad.— De bôa qualidade; cerne pardo.<br />
PUPUNHA-RANA — (Amazonas-Mauhés) — DUCKEO-<br />
DENDRON C ESTRO IDES Kuhlm. (Borraginaceas).<br />
(A. g.).<br />
Mad.— Madeira bôa.<br />
PURGA do CAMPO — v. IPECACONHA de FLOR BRAN-<br />
CA.—<br />
PURGA de GENTIO — (Marajó) — CAYAPONIA<br />
(T RI A NOSPER MU M ) TRIANGULA RIS Cogn. (Cucurbitaceas).<br />
Med. pop.— Fructos e raizes, purgativos energicos.<br />
PURPURINA — (Marajó) - RHYNCHANTHERA<br />
SERRULATA Neud. (Melastomaceas).<br />
HAB. — NOS campos encharcados.<br />
CAR. — Flores de um vermelho intenso.<br />
PURUHY GRANDE da MATTA—(R. Tapajóz)—AMA-<br />
IOUA MONTEI ROl Standl. ( Rubiaceas).<br />
IA. p.)—HAB.- Matta das terras altas.<br />
Loc. — Aramanahy ( no planalto ).<br />
CAR.— Notável pela sua folhagem enorme.
380 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
PURUHY GRANDE—(Solimões) — I Hl ELE O D O X A<br />
VERTICILLATA Ducke e THIELEODOXA S 11-<br />
PULARIS Ducke. (Rubiaceas).<br />
(A. p.). _ .<br />
Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis.— Cultiva-se.<br />
PURUHY GRANDE—(Purús) — THIELEODOXA<br />
SOR BÍLIS (Hub.) Ducke (Rubiaceas), = A LI BERTIA<br />
SOR BÍLIS Hub. „<br />
( A. p.)— HAB.- Matta não inundada (R. Purús).<br />
Alim.— Fructo grande, globoso, <strong>com</strong>estível.— Cultiva-se.<br />
PURUHY GRANDE — (Óbidos) — DUROIA MACRO-<br />
PHYLLA Hub. (Rubiaceas).<br />
(A. p. ou m.).<br />
HAB. — Frequente nas mattas das terras altas da parte<br />
\Y. do Pará.<br />
Alim.— Fructo: baga da grossura de uma laranja, de<br />
côr castanho escuro, contendo uma polpa escura, acidulada,<br />
<strong>com</strong>estível, bastante agradavel, lembrando o tamarindo.<br />
PURUHY PEQUENO —AUBERTIA EDULIS A. Rich.<br />
(Rubiaceas).<br />
SYX.— Apuruhy — Punthysinho (R. Tapajoz) — Goya<br />
w noire < G. fr. >.<br />
(a.) — HAB.- Em campos e capoeiras.<br />
Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, de polpa parda, saborosa.<br />
PURUNGA— LAGENARIA VULGARIS Serr. (Cucurbitaceas).<br />
Alim. — A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível.<br />
Mcd. pop. Polpa dos fructos maturativa e emolliente.<br />
As sementes (decocção) são úteis contra as nephrites.<br />
PUXURY — v. LOURO PUXURY, ou PUCHURY.—
382 . A AMAZONIA BRASILEIRA
ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />
383
A AMAZON'IA BRASILEIRA
QÜADRIFOLIO — ( Marajó ) — ZORNIA TENUIFO-<br />
LIA Moric. ( Leg. pap. hedys.).<br />
QUARUBA AZUL — Q U A L E A C/E RU LEA Aubl.<br />
(Yochysiaceas).<br />
SYX.— Páo de mastro — Qualé azul ou Grignon fou<br />
386 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />
Loc — R Tocantins—Altamira (R. Xingu) Santarém.<br />
CAR — Uma das arvores maiores do Brasil em altura<br />
e grossura.—Casca sulcada verticalmente <strong>com</strong>o a da castanheira<br />
e do cedro. . . . ,<br />
Mad.— Para carpintaria, caixotaria, construcçao de<br />
pequenas embarcações.<br />
QUARUBA— VOCHYSIA EXIMIA Ducke (Vochysiaceas).<br />
(A. g.) - HAB.- Em matta pantanosa das margens de<br />
riachos nos campos arenosos de Faro.<br />
CAR.—A mais bella de todas as "vpchysia"; intlorescencias<br />
enormes; flores amarellas magnificas e folhas amarello<br />
de cobre, na face inferior.<br />
Mad. — Roseo-castanho claro, fibras grosseiras, dureza<br />
media, sem valor. — D = 0,95.<br />
QUARUBA—VOCHYSIA FERRUGINEA Mart.<br />
(Vochysiaceas).<br />
SYN\— Ccdvo-rana (Santarém ).<br />
(A. p. ou m.) - HAB.- Nas regiões de campos, nas rnattas<br />
que a<strong>com</strong>panham os riachos.<br />
Loc.—Serras de Prainha e Almeirim — E. de F. de<br />
Madeira-Mamoré—Campos do Ariramba — Santarém.<br />
CAR.—A casca e a madeira parecem-se <strong>com</strong> as de<br />
" cedrelinga".<br />
Mad.— Para caixas.<br />
QUARUBA — (Óbidos) —VOC H Y SIA O BID E X SIS<br />
Ducke (\ ochysiaceas).<br />
( A. g.) -IIAB.- Nas terra altas, seccas.<br />
Mad. — Parecida <strong>com</strong> o cedro, mas inferior.<br />
QUARUBA-v. CUTIUBA -(Qualea paraensis Ducke).<br />
V I T R R , J * BOTY da T. f._ ERISMA UNCI-<br />
• A1 U M \\ arm. (\ ochysiaceas).<br />
QUARUBA AZUL— QUALEA DINIZII Ducke (Vochysiaceas).<br />
SYN.— Páo mulato da T. f *<br />
(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />
Loc.- Óbidos — Faro.
387<br />
CAR. - Casca avermelhada e quasi lisa.— Abundantes<br />
flores azul violáceo claro.<br />
Mini.— Parda escura, grão grosseiro, dureza media,<br />
para marcenaria. — D = 0,71.<br />
QUARUBA BRANCA — V O C H V SIA M E L IN ONI I<br />
Beckm. (Vochysiaceas).<br />
(A. g. ).-HAB.- Matta da T. f. nilo muito secca, ou de<br />
varzea alta, não inundada. — Commum no Pará.<br />
Loc. — Belém — Gurupá — Anajaz.<br />
Mad. — Castanho-roseo claro, tenra, leve. — D = 0,58.<br />
Pasta para papel: Rendimento em cellulose 42,5 0 o —<br />
Comprim. das fibras lmm.3 — Diam. 0,019 (B. Cordeiro —<br />
M. C. P.).<br />
QUARUBA de FLOR PEQUENA — VOCHYSIA OBS-<br />
CURA Warm. (Vochysiaceas).<br />
(A. m ). — HAB.- Frequente nas mattas náo inundadas<br />
da parte W. de Marajó, nas Ilhas altas de Breves e na T. f.<br />
junto dos campos.<br />
Loc. — Belem — R. Tocantins — Campos do Ariramba<br />
— Faro— Manáos — Gurupá— Almeirim — Prainha.<br />
CAR. — Flores amarellas que cobrem a copa da arvore.<br />
Mad. — Castanho-roseo claro, parecida <strong>com</strong> o cedro,<br />
mas de tecido mais <strong>com</strong>pacto. — Para marcenaria. — D = 0,95.<br />
QUARUBA VERMELHA — VOCHYSIA VISMIAEFO-<br />
LIA Warm. (Vochysiaceas).<br />
(A. m.) —<br />
HAB. —Na vizinhança dos campos — Commum no Pará.<br />
Loc. — Muito <strong>com</strong>mum perto de Gurupá, em terrenos<br />
arenosos. —Parte \Y. de Marajó —Campos do Ariramba —<br />
Manáos.<br />
Mad. — Vermelho claro, de grão grosseiro, para caixoteria.<br />
marcenaria. — D = 0,62.<br />
Pasta para papel: Rendimento em cellulose 41 %> —<br />
Compr. das fibras 1 mm. 13 — Diam. 0,015 (B. Cordeiro —<br />
M. C. P.<br />
QUASSIA-QUASSIA AMARA L. f. (Simarubaceas).<br />
( A. p. — 3 a 5 m.). — Indigena (R. Acará) e cultivada.<br />
Svx. - Qaina — Pão de Sar inani — Bois cayan (G. fr.).<br />
CAR. — Flores em cacho, escarlates.
388<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
/mf. — O extracto é toxico para os insectos (papel<br />
mata-moscas). . a . ,<br />
Empregado, ás vezes, <strong>com</strong>o succedaneo do lupulo nas<br />
fabricas de cerveja. . . . •<br />
\[ed — A madeira é amarga, tonico energico, febrífugo,<br />
excellente digestivo (dyspepsias) — O principio activo é um<br />
alcalóide: a quassina (Vinckler).<br />
QUASSIA do PARÁ — v. CA FE-RAN A. — 1 A CHIA<br />
GUIANENSIS Aubl. (Gentianaceas).<br />
QUEBRA PEDRA — V. ARRANCA PEDRA.—<br />
QUEIMADEIRA— V. LOUCO.—<br />
QUIABO — HIBISÇUS ESCULENTUS L. (Malvaceas).<br />
— Origin. da Africa ( Egvpto ).<br />
( PI. h.) — Cultivado.<br />
Svx.— Gonibô — Ouigombô — Ca/alou ((1. fr.).<br />
Ind.— Das hastes pode-se extrahir fibras muito fortes.<br />
Alini.— Os fructos silo capsulas alongadas e pontudas;<br />
quando ainda verdes, <strong>com</strong>em-se cozidos <strong>com</strong> a carne.— O<br />
gosto é agradavel. mas silo muito mucilaginosos.<br />
As sementes silo um succedaneo do café.— A pasta e o<br />
xarope de "nafé" sào preparadas <strong>com</strong> a mucilagem do<br />
quiabo.<br />
QU1ABORANA liso do campo —(R. Tapajoz) — HIBIS-<br />
ÇUS ? (Malvaceas).<br />
(PI. h.)- Loc.- Mandos — R. Tapajoz.<br />
CAR.—Folhas cordiformes; fiôr grande violacea, parecida<br />
<strong>com</strong> a do " Fanfan<br />
Ind.- Dá boas fibras.<br />
QUIABORANA liso — M A L A C H R A RU DE RA LIS<br />
Gurke (Malvaceas).<br />
(PI. h. ou a. até 2 m.) - CAR.- Folhas grandes, digitadas.<br />
— Hores amarello-claro (diam. 15 m.m.).<br />
Ind. — Da boas fibras.<br />
QUIABORANA de espinhos - MALACHRA FASCI-<br />
AIA Jaq. (Malvaceas).
ARVORES E PLANTAS (JTELS 389<br />
(II. h. ou a. até Im.õO)—CAR.- Hastes cobertas de<br />
pellos rígidos, verdes <strong>com</strong> manchas vermelhas.— Flores brancas<br />
(diam. 12 — 18 m. m.).<br />
Iuri.— Dá boas fibras.<br />
QUIGOMBO de CI1EIKO — v. AIVIBRETA.<br />
QUINA — v. QUASSIA.—<br />
QUINA — (R. Madeira) — O G C O D EI A AM A R A<br />
Ducke ( Moraceas).<br />
Sv.w— Balsan io.<br />
(A. p.) —HAB.- Em matta humosa não inundada.<br />
Loc.— M. R. Tapajoz — B. R. Madeira — Mauhés.<br />
QUINA—(R. Madeira) — OGCODEIA VENOSA<br />
Ducke (Moraceas).<br />
(A. p.) —HAB.- Em matta não inundada.<br />
Loc.—Porto Velho ( R. Madeira) — Manáos.<br />
QUINA - (dos Cearenses) — COUT A R E A H EX A X-<br />
DRA (Jacq.) Schum. (Rubiaceas).<br />
(A. p.).<br />
Sv.w— Quina-quina..<br />
Loc. —Monte Alegre.<br />
CAR.— Bellissimas flores róseas.<br />
Med. pop.— Succedaneo da quina verdadeira.<br />
QUINA verdadeira — CINCHONA<br />
esp. div. (Rubiaceas). Origin. dos Andes.<br />
QUINA-RANA— (Gurupá) — v. ACARY-RANA.—<br />
QUINQUlÓ — APTANDRA SPRUCEANA Miers (Olacaceas).<br />
SYX. — SapacainJia — Castanha de cotia. —<br />
JA. p. semi escandente.) —HAB.- Na varzea: região<br />
das Ilhas — Tesos de Marajó.<br />
Ind. — Fructos quasi esphericos, de 2 a 2,5 cm. de<br />
diam., contendo uma amêndoa branca, oleaginosa dando
390 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
50 o/o de oleo amarello claro, muito viscoso, cujo ponto de<br />
solidificação é inferior a (—20.° C.). — Safra: de abril a maio.<br />
QUITÔCO — v. TABACO-RANA.—<br />
QÜYIA — v. PIMENTA.—<br />
QUYIA-ASSU — v. PIMENTÃO.—<br />
QUYIA-QUI — V. PIMENTA MALAGUETA.—
R<br />
RABANETE—RAPHANUS SATIVUS L. (Cruciferas).<br />
Origin. da Asia.<br />
(PI. h.). - Cultivado.<br />
Alim. — Excellente legume, de crescimento rápido. —<br />
E' preciso importar as sementes. Dá bem em tempo de verão<br />
quando não falta agua para regar. Alem da raiz que se<br />
<strong>com</strong>e crua quando ainda imperfeitamente desenvolvida, aproveitam-se<br />
as folhas <strong>com</strong>o succedaneo da couve.<br />
RABO de ARARA — CACOUCIA COCCINEA Aubl.<br />
(Combretaceas).<br />
SYN. — Ioi o ca — Yoyoca.<br />
(Cipó). — HAB.- NOS igapós da região do estuário e<br />
do litoral, muito frequente nas beiras dos Furos.<br />
CAR. — Flores encarnadas em espigos de 60 cm. de<br />
<strong>com</strong>prido. Fructo: baga ovoide, amarella, pontuda <strong>com</strong> 5<br />
gomos, contendo uma polpa que envolve uma amêndoa oleaginosa.<br />
Meei. pop. — A amêndoa é venenosa.<br />
Na G. fr. os indígenas esfregam o focinho dos cães<br />
<strong>com</strong> este fructo antes de ir caçar, pensando que, assim, os<br />
animaes farejam melhor.<br />
^ABO de ARARA — (Belem) — W A RSZE VVICZIA<br />
COCCINEA (Vahl.) Klotzsch (Rubiaceas).<br />
SYN. — Curacy (Manáos) — Curacy-mirá—Amor dobrado,<br />
ou Pica-pão (A veiros) — Quinilta (Peru).
392 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
( \ p.). — CAR.- Magnificas bracteas vermelhas. -<br />
Raizes aromaticas. . ,<br />
Qnlm _ Planta muito ornamental; floresce na estaçao<br />
chuvosa.<br />
RABO de ARARA — (B. Amazonas) — N O R A N T E A<br />
' GUI AN EN SIS Aubl. ( Marcgraviaceas ).<br />
(JAR. — Arbusto epiphyta e trepador de grandes dimensões<br />
que estende suas inllorescencias ornadas de vistosas<br />
bracteas vermelhas nas copas das arvores da floresta, e<br />
vive algumas vezes também sobre rochedos.<br />
RABO de ARARA — (Marajó) — v. MENDOCA.—<br />
RABO de CAMELEÃO — MIMOSA P A NIC ü L A T A<br />
Benth (Legum. mim.).<br />
Loc. — R. Mapuera.<br />
RABO de CAMELEÃO — (B. R Xingú — B. R. Tapajoz<br />
— Adauacá) — MIMOSA SAGÓTIANA Benth. ( Legum.<br />
mim.<br />
Arbusto escandente e aculeado.<br />
RABO de CAMELEÃO —(Maigens do Amazonas) — MI-<br />
MOSA MYRIADENA Benth. (Legum. mim.).<br />
Arbusto escandente e aculeado, nas capoeiras da varzea.<br />
RABO de CAMELEÃO - MIMOSA RUFESCENS Benth.<br />
( Leg. mim.).<br />
Arbusto escandente, grande, nas capoeiras de T. f. arenosa<br />
ou argillosa. — E 1 a especie mais frequente.<br />
Loc. — Alcobaça — Gurupá — R. Xingú — Óbidos.<br />
RABO de CAMELEÃO — BUET I XERI \<br />
dlv - e , s P-- ,.Y (Sterculiaceas).<br />
• / ? IliKA (.»L l.\trii\olo<br />
•p, U LU ;V ,)kIC , A (Agaveas .<br />
ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS<br />
— A primeira tem folhas chatas, a segunda tem folhas cvlindro-conicas,<br />
terminadas em ponta; estas folhas são longas<br />
verdes, anneladas de riscos ondulados pretos. —<br />
Jnd. —Planta fibrosa de primeira ordem; 12 a 14 o,0<br />
de fibras que resistem á agua salgada e são das mais fortes<br />
que existem; no Sul chamam "linho africano".<br />
RABO de CUXIU — SETARIA sp<br />
(Gramíneas).<br />
Capim de campos de varzea alta.<br />
Loc. — Matapy — Óbidos — Faro.<br />
RABO cie FOGUETE — v. PACO-PACO.—<br />
RABO de FOGUETE — v. UACIMA ROXA.—<br />
RABO de LONTRA — ? — ( Podostemaceas ).<br />
(PI. h.). — HAB.- nas pedras das cachoeiras. (R. Erepecurú)<br />
CAR. — Flores miúdas e róseas.<br />
RABO de MUCURA — (Marajó) — PENNISETUM SE-<br />
TOSU.M L. C. Rich. (Gramíneas).<br />
( PI. h. — lm30). — HAB.- Campos altos arenosos.<br />
Alini. anini. — Pastagem rara e ruim.<br />
RABO de RAPOSA—(Marajó) — ANDROPOGON BI-<br />
CORNE L. (Gramíneas).<br />
SYX. — Rabo de veado (Faro )<br />
(PI h. — 1 m.) — HAB.- Campos altos de terra firme<br />
argillosa.<br />
Alini. aiiim. — Péssima forragem.<br />
RABO de RAPOSA — (B. Amazonas) — v. CANARANA<br />
de folha miúda.— (Marajó).—<br />
RABO de RATO—(Marajó) —PANICÜM VILFOIDES<br />
l rin. ( Gramíneas).<br />
(PI. h. - 0 m 30 a 0m65). — HAB.- Campos altos e tesos.<br />
Aliin. anini. — Bôa forragem.<br />
277
430 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />
RABO de TATU-(Beiern) — ANTHURIUM CYMATO-<br />
PHYLLUM Regei (Araeeas).<br />
PI. cultivada.<br />
RABO de VEADO — V. RABO de RAPOSA.—<br />
RAINHA dos LAGOS — v. AGUAPÉ (Eichornia azurea).<br />
RAINHA dos LAGOS — PONTEDERIA aff. CORDATA<br />
L. ( Pontederiaceas).<br />
Loc. — Campos de Arumanduba.<br />
RAINHA MARGARIDA— ASTER CHINENSIS L.<br />
(Compostas). — Origin. da China.<br />
Qyu% __ Cultivada nos jardins — Muitas variedades.<br />
RAIZ PRETA — v. CIPO CRUZ.—<br />
RAIZ de SOL — ?<br />
RAPARIGUEIRO — v. ARAPARI da VARZEA. —<br />
IcELOGIO de VAQUEIRO — (dos Cearenses'» - v. MAL-<br />
VA RELOGIO.—<br />
RESEDA GRANDE — LAWSONIA INERMIS L. (Lythraceas<br />
).<br />
(a.) —Origin. da índia.<br />
Ind. — Dá uma tinta amarello avermelhado, — Com as<br />
folhas, no Oriente, as mulheres tingem o cabello e as unhas<br />
de vermelho; para este fim as folhas são seccas ao sol, pulverisadas<br />
e appl içadas em cataplasmas.<br />
Orn. — Cultivado nos jardins; as flores pequenas,<br />
branco-esverdeado, <strong>com</strong> cheiro fraco, lembram as do resedá.<br />
RÍCINO—RICINUS COMMUNIS L. (Euphorbiaceas).<br />
—• Origin. da Abyssinia.<br />
(a. ou A. p. ) — Subespontaneo no Brasil - Cultivado.<br />
SYN. — Carrapateira - Mamoneira — Ricin ( Fr. ) —<br />
Castor beau ( Ingl. ).<br />
Ind. — Das sementes extrahe-se um oleo empregado<br />
na lubrificação dos motores d'aviaçào. *'<br />
Med. - O oleo é um purgativo muito empregado. — As<br />
sementes são toxicas.
ARVORES E PLANTAS (JTELS 395<br />
RINCHÃO — (Marajó) — STACHYTARPHETA CA-<br />
IENNENSIS (Rich.). Vahl. (Verbenaceas).<br />
SVN. — Gervão.<br />
(a. p.) — HAB.- Em tesos e terrenos altos.<br />
Alun. anini. — Forragem somente para os carneiros.<br />
Med. pop. — Detersivo (ulceras) e cicatriciante.<br />
RINCHÃO das boticas — SISYMBRIUM OFFICINALE<br />
Scop. (Cruciferas).<br />
( PI. h.). — HAB.- Origin, da Europa, mas naturalisado<br />
e subespontaneo.<br />
Med. — Antiscorbutico — re<strong>com</strong>mendado contra os catarrhos<br />
da bexiga e pulmonares.<br />
RIPEIRO—(R. Machado) — ESCH WEI LERA POLY-<br />
ANTHA A. C. Smith. (Lecythidaceas).<br />
(A. g.) - HAB.- Terra firme.<br />
RITEIRA — BURDACHIA PRISMATOCARPA Mart.<br />
(Malpighiaceas).<br />
(A. p.) — HAB.- Igapós e praias de lagos na região<br />
W. do Estado do Pará.<br />
e BURDACHIA SPHAEROCARPA Mart.<br />
(Malpighiaceas ). —id id<br />
ROMEIRA — PÚNICA GRANATUM L. ( Myrtaceas ).<br />
— Origin, do Egypto ou da Persia.<br />
( A. p.) — Cultivada.<br />
SYX. — Grenadier (Fr.)<br />
Alim. — Dá fructos menores e menos succulentos do<br />
que no clima temperado.<br />
ROSAS<br />
ROSA— ROSA, esp. div. (Rosaceas).<br />
Orn. — Cultivada nos jardins.— Em geral menos perfumada<br />
do que nos climas temperados.<br />
Vuitas variedades :<br />
ROSA de HAMBURGO (planta robusta, muito<br />
espinhenta. — Flor roseo-claro, cheiro fraco.
432 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />
ROSA MONTE-CHRISTO (Linda Hôr, vermelhoescuro,<br />
perfumada).<br />
ROSA PAUL N É R O N - vulg. "Palmeirao"<br />
(grande, vermelha, pouco cheiro - arbusto sem<br />
espinhos).<br />
ROSA LA FRANÇA (grande, roseo prateado,<br />
cheiro suave).<br />
ROSA PEDRA (pequena, vermelha, sem perfume).<br />
ROSA CHÁ (amarella, sem perfume).<br />
ROSA JACITARA (grande, vermelho-violáceo,<br />
trepadeira, sem cheiro).<br />
ROSA MULATA (pequena, rosco-pallido, crespa,<br />
sem cheiro).<br />
ROSA DE TODO O ANNO (roseo-claro, pequena,<br />
sem cheiro ).<br />
ROSA CELINA (pequena, vermelho-vivo, pouco<br />
cheirosa).<br />
ROSA GUANABARA (pequena, côr salmão, sem<br />
cheiro).<br />
ROSA PRINCIPE-ALBERTO (grande, carmesim,<br />
pouco cheirosa).<br />
ROSA CAMBRAIA (branca, pouco cheirosa).<br />
ROSA AMARELLA (Bola de ouro, perfumada -<br />
trepadeira ).<br />
ROSA em u BOUQUETS" (pequena, roseo-pallido.<br />
pouco cheirosa — trepadeira.<br />
ROSADINHA — v. BALATA ROSADA.—<br />
ROSEIRO — ( Rio Camahipy )
397<br />
ROl-HAMON, (G. fr.) ou RUAMON — STRYCHNOS<br />
ROUH AMON Benth. (Loganiaceas).<br />
(Cipó).<br />
Med. — Toxico. ( Citado <strong>com</strong>o entrando na <strong>com</strong>posição<br />
do curare).<br />
ROUPALA, ou RHOPALA — ROUPALA esp. div.<br />
(Protcaceas).<br />
Mad. — Madeira analoga á do Louro faia, ou Cedrorana<br />
(Andripetalum). mas muito mais fina e dura, de côr<br />
castanho avermelhado, finamente mosqueado de pequenas<br />
manchas mais claras, ondeadas.<br />
Xo Sul dào os nomes vulgares de Cutu-cahcn (Coc/iicahen)<br />
e de Carne de vacca a diversas w Protcaceas<br />
RUBIM— BORRERIA TENELLA Cham. e Schl.<br />
Rubiaceas).<br />
Mcd. — Emético — Succedaneo do ipeca.<br />
RUIVO— (Marajó) — ARISTI DA CAPILLACEA<br />
Lam. ( Gramíneas).<br />
(PI. h. — 0,25).<br />
Alini. anim. — Pastagem pouco procurada pelo gado.
s<br />
SABIA— Abiurana (?). na E. de F. de Bragança.<br />
SYX. — Sabiaseiro (Camahipy).<br />
SABOEIRANA, ou SABORANA — S \ V A RJ'ZIA, esp.<br />
div. — (Leg. caesalp.)<br />
Loc. — No R. Negro e no alto R. Branco.<br />
Mad.— Linda madeira, para marcenaria de luxo: parda,<br />
ligeiramente avermelhada, <strong>com</strong> finas listras castanho escuro<br />
arroxeado, ou manchas irregulares desta mesma côr.<br />
SABONETEIRO — SAPINDUS SAPONARIA L. (Sapindaceas).<br />
SYX. — Saboeiro — Guity<br />
(A. m.) — HAB.- Na varzea argillosa do B. Amazonas,<br />
ou na argilla fértil das terras altas ( R. Branco de Óbidos,<br />
Alemquer).<br />
Mad. — Branco-amarellado, para marcenaria.<br />
Ind. —A casca e a polpa dos fructos contem saponinas<br />
e sito ichtyotoxicas. — A proporção das saponinas contidas<br />
nos fructos é de 66, 25 °/o do peso da polpa secca. ou 31,13° o<br />
do peso do fructo secco inteiro (G. Bret — M. C. P.).<br />
As amêndoas são oleaginosas: 23 a 30°/o de oleo<br />
proprio para a saponificação.<br />
$fed. f)of). — A casca (fructo, haste, raiz), em infusões<br />
contra as leucorrheas e uretrites.<br />
SACACA — v. CASCA SACACA.—
400 . A AMAZoNIA BRASILEIRA<br />
Mad. - Branco amarellado — grão fino.<br />
SACA-TRAPO- HELICTERES PENTANDRA (Sterculiaceas)<br />
. „ ,.<br />
Svx. — Malva Cadjitssara - Cadjitssara.<br />
Loc. — Manáos - R. Tapajoz. .<br />
CAR.—Cresce alto, sem galhos; flor vermelho violáceo;<br />
folhas espessas, cobertas de pellos, castanho esverdeado por<br />
cima e verde pardo claro por baixo — fructo em forma<br />
helicoide. . .<br />
bui. — A casca dá forte proporção (/ ,8 o o) de libras<br />
fortes. ( R. do Monteiro da Costa ).<br />
SABUGUEIRO— SAMBUCUS NIGRA L. (Lonicereas).<br />
(A. p.)— Origin. da Europa — Cultivado nos jardins.<br />
Svx. — Siireau (Fr.) — Élder (Ingl.).<br />
Med. — As ílôres seccas sào excitantes sudoríficas.<br />
SAGU — (das Molucas) — v. Cl CAS CIRCINALIS —<br />
SAGUSEIRO— (indígena)— v. ZAMIA LECOIXTEI<br />
SAINT-PAULIA - SAINT-PAULIA IONANTHA (Gesneriaceas)<br />
— Origin. da Africa.<br />
Orn. — Flôres graciosas, abundantes, azul-violaceo,<br />
para jardins.<br />
SALSA <strong>com</strong>mum — APIUM PETROSELINUAI L. (Ornbel<br />
li feras).<br />
( PI. h.) Origin da Europa — Cultivada nos jardins.<br />
Alim. - Condimento; cresce bem, mas nào dá sementes,<br />
ou raras vezes.<br />
C
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
SVN*.— Pé de cabra — Patata da praia.<br />
Loc.— Dunas de Marajó.<br />
CAR.— Flores roxas.<br />
Meei. pop.— Folhas emollientes, suppurativas, úteis nos<br />
Hieumatismos; as raízes dão fécula levemente laxativa.<br />
A decocçílo das folhas branqueia a roupa.<br />
SALSAPARRILHA verdadeira do Pará — SMILAX PA-<br />
PVRACEA Poir. (Liliaceas).<br />
SYX.— Salsa — Cipó em.<br />
(Cipó) — HAB.- Nas terras altas, no curso superior dos<br />
affluentes do B. Amazonas.<br />
CAR.— Cipó quadrangular, <strong>com</strong> aculeos fortes e curvos.<br />
muito cerrados, dispostos em forma de pentes ao longo<br />
dos 4 cantos da parte inferior do caule.<br />
Mc d.— A meihor variedade de "salsa".— As raizes<br />
são vermelhas, utilisadas <strong>com</strong>o depurativo poderoso nas<br />
moléstias syphiliticas, nas moléstias cutaneas e nos rheumatismos.—<br />
O sabor é forte e nauseoso.<br />
No Sul e no Nordeste, as plantas do genero Smilax<br />
são chamadas '' Japecanga<br />
SALVA — (Marajó) — HYPTIS aff. CRENATA Pohl.<br />
í Labiadas).<br />
(a. p.) —HAB.- Campos não inundados;<br />
Loc.— Marajó— Campos do Cupijó (Cametá) — Campinhas<br />
perto da Vigia.<br />
Mcd. pot>.— Aromatica; as infusões (folhas e summidades<br />
floridas) são sudoríficas e antispasmodicas.<br />
SALVA de MARAJÓ —(?) HYPTIS INCANA (Labiadas;.—<br />
(Talvez idêntica á precedente).<br />
(a. p.).<br />
SYX.— Salva do Pará— Salva do campo.<br />
Med.— Aromatica.—O chá é sudorífico (constipações),<br />
emmenagogo, tonico, excitante.— A infusão é usado em lavatórios<br />
contra as ophtalmias.— Em banhos, <strong>com</strong>o excitante<br />
aromático.<br />
SALVINA—(Marajó)-HYPTIS RECURVATA Pohl.<br />
í Labiadas).<br />
SAMAMBAIA — HVMENOPHYLLUM POLIANTHUS<br />
(Hymenophyllaceas).<br />
401
402 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
SAMAMBAIA — PTERIS CAUDATA L. (Polypodiaceas).<br />
„ x<br />
(PI. h.— até 2 m.).<br />
SAMAMBAIA-(Marajó) - LYCOPODIUM CER-<br />
NUUM L. (Lyçopodiaceas).<br />
SYN — Enxofre vegetal — Palma de S. João.<br />
Loc.— Utinga (Belem) —I. de Marajó —B. Amazonas<br />
(PÍ. h.) — CA R.- Hastes delgadas <strong>com</strong> múltiplas ramificações<br />
symétricas e cobertas de pequeninas folhas <strong>com</strong> apparcncia<br />
de pellos de côr verde claro.<br />
Ind.— Os espóros muito abundantes servem, nas pharmacias,<br />
para envolver as pílulas; podem também ser utilizados<br />
para polvilhar as excoriações.<br />
SAMAMBAIA grande — v. FETO ARBORESCENTE.—<br />
ALSOPHILA FEROX Presl. (Cyatheaceas).<br />
e HEM1TEL1A MULTIFLORA R. Br.<br />
SAMAMBAIA do LAGO —<br />
(Cyperaceas).<br />
Capim fiuctuante, procurado pelo peixe-boi.<br />
SAMAMBAIA — (Pará) — POLYPODIUM PILOSEL-<br />
LOIDES L. (Fetos).<br />
SAMAMBAIA—(Marajó)—SELAGINELLA PAR-<br />
KER 1 (Selaginellaceas).<br />
SAMBÀIBA— v. CAIMBE.—<br />
SAMBAI BA — v. CIPO d AGUA.—<br />
SAMBAIBIXIIA — v. CIPO CABOCLO.—<br />
Qt ATIARA- SUGUEIRA ~~ (B - R Trombetas ) MUIRA-<br />
SANTA-MARIA — ( Gurupá ) v. ALLAMANDA —<br />
I APIQ A ? J M Ã O "~ ( D O S , Cearenses) — CASSIA BlC/fPSU-<br />
LAKLB L. (Leg. caesalp.).<br />
(a) — HAB.- Capoeiras húmidas e beira d'agua.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
403<br />
Loc. — Belem — Alcobaça — B. R. Trombetas. — R.<br />
Cuminá-mirim.<br />
SAPATARINIIA — (R. Cunani) —MICONIA Cl LI AT A<br />
DC. (Melastomaceas ).<br />
SAPATEIRO — MICONIA esp (Melastomaceas<br />
).<br />
( A. ). - .<br />
Ind. — Dá tinta preta — As folhas servem para curtir<br />
couros tornando-os avermelhados.<br />
Me d. — Adstringente.<br />
SAPATINHO — PEDILANTHUS RETUSUS Benth.<br />
(Euphorbiaceas).<br />
Med. pop. —Antisyphilitico.<br />
SAPOTA—(doPerú)—MATISIA CORDATA H.B.K.<br />
(Bombaceas).<br />
(A. p.) — HAB.- Muito conhecida no Perú; indígena<br />
também na bocca do Javary ( Esperança), em territorio brasileiro.<br />
(Ad. Ducke).<br />
Ali tu. — Fructo <strong>com</strong>estível e saboroso; elliptico, <strong>com</strong><br />
10 cm. de <strong>com</strong>prido, verde-castanho, pelle coriacea, espessa;<br />
contem 2 ou 3 sementes envolvidas numa polpa amarelio<br />
alaranjado, de gosto assucarado, agradavel.<br />
SAPOTAIA— CAPP A RIS CVNOPHALLOPHORA<br />
Marcg. (Capparidaceas).<br />
HAB. —Nas capoeiras.<br />
Loc. —Alemquer.<br />
Med. pop. — Casca da raiz hydragoga, diurética e<br />
aperitiva.<br />
SAPOTI — ACURAS SAPOTA L. (Sapotaceas).<br />
(A. p. ou m.)—Origin. do Panamá. — Cultivada.<br />
SYN. — Sapotilha.<br />
Alitn. — Fructo redondo ou ovoide, pardo, da grossura<br />
de um limáo, até de uma maçã; polpa succulenta. perfumada<br />
á baunilha, <strong>com</strong>estível, de sabor agradavel, deliciosa mesmo<br />
quandQ o fructo foi colhido bastante maduro e <strong>com</strong> cuidados.<br />
Ind. — O látex da casca dá, por evaporação, uma<br />
gomma conhecida sob o nome de "chicle" e usada <strong>com</strong>o<br />
masticatorio ( Gxim chicle ou Chewing-gum). — Ultima-
404<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
"chicle" verdadeiro. c ..<br />
Mcd pop. — Casca febrífuga e tónica - Sementes diu-<br />
reticas<br />
cas, úteis contra as areias, mas toxicas em dose elevada.<br />
SAPUCAHY —<br />
SAPUCAIA — v. CASTANHA SAPUCAIA.—<br />
SAPUCAIA da MORTF •<br />
Amêndoas venenosas.<br />
SAPUCAINHA — v. QUINQUIO.—<br />
SAPUPEMA — v. CARAPANA-UBA.—<br />
SAPUPIRA, = SUCUPIRA (nos Estados do N. E.) —<br />
SAPUPIRA AMARELLA—(Belem ) ?<br />
(A. m.).<br />
Ma d.— Exccllente madeira para construcção civil e<br />
marcenaria.<br />
Mesmo aspecto do que as outras sapupiras, mas coloração<br />
amarello-a vermelhado.— D. = 0,97.<br />
SAPUPIRA AMARELLA — (Manáos) — v. ANGELIM .<br />
— (Hymenolobium puicherrimum Ducke ).<br />
SAPUPIRA do CAMPO - BOWDICH1A V1RGILIOI-<br />
DES H. B. K. (Leg. pap.).<br />
SYN*. — Cutiuba ( Monte - Alegre).<br />
(A. p. ou m.) —HAB.- NOS campos altos.<br />
Loc. — Óbidos — Monte - Alegre.<br />
J/w/. —Madeira de construcção. de côr castanho escuro<br />
Med. pop. — Na raiz encontram-se r.odulos (batatas)<br />
ricos em sucitpntna (B. de Andrade).<br />
A casca é antisyphilitica (casca de alcornoque^.<br />
As batatas sfto preconisadas contra as affecções gottosas.<br />
?
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />
SAPUPIRA da MATTA — BO W DICHIA NITID \<br />
Spruce (Leg. pap.).<br />
(A. g.) — HAB. • Na 1. f.<br />
Loc.— Frequente cm Belem — Manáos.<br />
CAR — Flores lilaz azulado dando magnifico aspecto ÁS<br />
arvores despidas de folhagem (maio a julho ).<br />
Mad.— Castanho-escuro, ou claro, pesada, resistente,<br />
de fibras grossas, entrelaçadas; não fende facilmente. —<br />
Parece-se <strong>com</strong> o acapú.— Propria para construcçAo civil e<br />
naval.<br />
Esta espeeie constitue a maior parte da madeira "sapupira"<br />
do <strong>com</strong>mercio de Belem.— Bôa para dormentes.—<br />
D = 0.95.<br />
Ind.— Sementes oleaginosas (janeiro — fevereiro ).<br />
Mc d. pop.— Casca antisyphilitica, amarga e adstringente.<br />
405<br />
SAPUPIRA da MATTA — (Gurupá) — BO W DICHIA<br />
RACEMOSA Hoehne (Leg. pap.).<br />
(A. m. ou g.) — HAB - Na T. f. arenosa.<br />
Loc. - Gurupá — Manáos.<br />
Mn d.— Castanho-pardacento; para construcçílo civil e<br />
naval, marcenaria, dormentes.<br />
Med. pop.— Casca anti-syphilitica; cozimento em banhos<br />
contra moléstias de pelle; macerato de gosto acerbo<br />
e adstringente, tonico e diaphoretico.<br />
SAPUPIRA da MATTA — (Belem) — BOWDICHIA<br />
BRASILIENSIS (Benth.) Ducke (Leg. pap. soph.).<br />
(A. M.)- HAB.- Na matta de T. f.- Não rara perto<br />
de Belem, frequente cm Manáos, mas principalmente nos<br />
campos do Ariramba e de Faro.<br />
Mad.- Castanho-vermelho escuro; a mais dura das<br />
sapupiras; para construcçào civil e naval, mercenaria, dormentes.<br />
— D = 1,06.<br />
SAPUPIRA da VARZEA — (Estuário)-DIPLOTROPIS<br />
MARTIUSIl Benth. (Leg. pap. soph.) = BOWDICHIA<br />
MARTIUSII (Benth.) Ducke.<br />
( A. m. ou g.).<br />
SYN.— Sa pu pira do igapô - Sa pupira preta.<br />
HAB.—Nos igapós e margens inundadas de certos rios.<br />
Mad.— Preta, de fibras grossas.
406 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
SAPUPIRA VERMELHA — BOWDICHIA<br />
SARABATUCU — (R. Mauhés) — HETEROPTERIS<br />
SUBEROSA Griseb. (Malpighiaceas).<br />
(Cipó) — HAB.- NO igapó.<br />
CAR.—Semente esphenca (diam lJm.m.). alada (18 a<br />
20m.m.).<br />
In d. — As sementes silo oleaginosas.<br />
Med. pop. — A infusão é um anti-diarrheico energico.<br />
SARABATUCU — (R. Tapajoz) — HETEROPTERIS<br />
HELICINA Griseb. (Malpighiaceas).<br />
cipó.<br />
SARACURA-MUIRÀ — (Mauhés) — ?<br />
(Menispermaceas).<br />
(Cip.) — HAB.- Nas capoeiras.<br />
CAR. — Haste erecta, gracil e prismatica. mais tarde<br />
Med. pop. — Raiz depurativa; pó das folhas detersivo<br />
e cáustico.<br />
A seiva é rica em oxalato de potássio ( A. Matta.).<br />
SARDINHEIRA — (B. Amazonas) —BOTHRIOSPORA<br />
CORYMBOSO Hook. f. (Rubiaceas).<br />
(A. p.)<br />
CAR. — A arvore parece <strong>com</strong> um pequeno páo mulato<br />
da varsea.<br />
Flores brancas cheirosas<br />
A madeira passa, sem razão, por venenosa.<br />
SARDINHEIRA — (R. Solimões) — ?<br />
(Flacourtiaceas).<br />
TOICSAKWAN-(R. Tapajoz) - CASEARIA SYLVES-<br />
IKlb bwartz (Macourtiaceas ).<br />
SASSAFRAZ — v. LOURO SASSAFRAZ.—<br />
SAUDADE SCABIOSA ATROPURPUREA Desf.<br />
Dipsacaceas). — Origin. do sul da Europa.<br />
Orn. — Flor para jardins.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 407<br />
SEBASTIÃO de ARRUDA — v. PA O ROSA (Physoca-<br />
Ivmna sp.).<br />
O verdadeiro Sebastião de Arruda, do Sul, é do genero<br />
Dalbergia.<br />
SEDA VEGETAL — v. OFFICIAL da SALA.—<br />
SEMPRE VIVA — XERANTHEMUM ANNUUM L.<br />
(Compostas ). — Origin. da Europa,<br />
í PI. h.)— Cultivada.<br />
Orn. — Flores para jardins (coroas tumulares ).<br />
SENTINELLA — (Marajó) — PASPALUM PAR VI-<br />
FLORUM Rhodes (Gramíneas).<br />
(PI. h. — 0m 25).<br />
Alim. anim. — Forragem.<br />
SENSITIVA — v. MALÍCIA das MULHERES.<br />
SERINGARANA — SAPIUM MARMIERI Hub. (Euphorbiaceas).<br />
A. m.).<br />
Svx.— Tapiiní.<br />
bid.— O látex dá borracha de bôa qualidade.<br />
SERINGUEIRA BARRIGUDA — HEVEA SPRUCEA-<br />
NA Muell. Arg. (Euphorbiaceas ).<br />
(A. p. ou m.) — HAB.- NOS igapós e margens de rios<br />
e lagos <strong>com</strong> solo arenoso, no B. Amazonas e no Solimões.<br />
CAR.— Face inferior das folhas ligeiramente pelluda<br />
— flores violaceas odoríferas; sementes alongadas (mais de<br />
3 cm.), achatados na face ventral, quasi prismáticos.—Troncos<br />
de forma cónica.<br />
0 látex é resinoso e não dá borracha.<br />
Mad.— Branco-avermelhado, leve, tenra, para caixas.<br />
D = 0,36.<br />
SERINGUEIRA CHICOTE — (R. Negro) — HEVEA<br />
BENTHAMIANA Muell. Arg. (Euphorbiaceas).<br />
1 A. m.). _ .<br />
SYX.— Seringueira torrada (R. Negro) — Seringueira<br />
branca (Alto Trombetas e Jamundá).
408 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
HAB.- AO norte do Amazonas (R. R. IVOMbetas)<br />
- e curso inferior dos affl. merid. do R Sol.moes<br />
CAR — Face inferior das folhas ruiva e pelluda. — be-<br />
fina-fraca).<br />
U Fornece°borracha de boa qualidade (borracha<br />
SERINGUEIRA ITAUBA —(Rio Negro) — HEVEA<br />
LUTE A (Benth ) Muell.-Arg. (Euphorbiaceas).<br />
SYx.—Seringueira vermelha. . , ,<br />
(A g.) — HAB.- Margens do R. I apajoz — Mauhés.<br />
CAR.— Face inferior das folhas violaceas; flores amarelias;<br />
sementes pequenas.<br />
Ind.— O látex dá borracha fraca.<br />
SERINGUEIRA ITAUBA — (Alto R. Negro — R. Solimões)<br />
— HEVEA CUNEATA Hub. (Euphorbiaceas) = H.<br />
GUIANENSIS var. CUNEATA (Hub.) Ducke.<br />
SYN.— Shiringa amarilla (Perú ).<br />
(A. g.) —HAB.- Nas terras nfto inundáveis do alto R.<br />
Negro e do R. Solimòes — R. Tapajoz — R. Madeira.<br />
CAR.— Casca ruiva, esfolhando-se em escamas irregulares.<br />
In d.— Látex amarellado, pouco abundante, dando borracha<br />
regular.<br />
SERINGUEIRA VERMELHA —HEVEA GUIANENSIS<br />
Aubl. ( Euphorbiaceas ).<br />
SYN. — Seringueira amarella — Seringa-rana (Breves)<br />
— Ser. itauba ( B. Amaz. ) — Ser. mangue ( Breves).<br />
(A. g.) - HAB.- Frequente no Estuário e no B.<br />
Amazonas paraense, na margem dos riachos e em logares<br />
humosos e pantanosos da matta de T. f. —Encontra-se<br />
também no E. do Amazonas.<br />
CAR. — Folhas coriaceas, verde escuro, erguidas para<br />
0 ar quando novas; sementes pequenas (menos de 20 mm. )<br />
achatadas pelos lados. — Látex amarellado.<br />
Ind. — O látex dá borracha de qualidade inferior ( Borracha<br />
fraca).<br />
ctc SERINGUEIRA VERDADEIRA— HEVEA BRAStfJENbib<br />
Muell. Arg. (Euphorbiaceas).<br />
,P ?YN. — Seringueira roxa ou Seringueira rosada (R.<br />
1 apajoz, em Boa \ ista\-Jebe (Perú) — a variedade H.
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 447<br />
brasiliensis var. randiana (Huber) Ducke é chamada Sering.<br />
roxa maniva. no R. Tapajoz ( Boa Vista).<br />
(A. g.)— HAB.- Estuário do Amazonas e Rios Araguary<br />
e Amapá — B. Jary — R. Tocantins e rios vizinhos<br />
até o" pé das primeiras cachoeiras — Região florestal meridional<br />
do Amazonas, (do alto Xingu ao alto Juruá e alto<br />
Javary)— Falta na margem esquerda do Amazonas, do R.<br />
Parú para cima. — Encontra-se nas mattas inundadas e nas<br />
terras altas <strong>com</strong> solo de argilla fértil.<br />
2 variedades (ao que parece, instáveis):<br />
Seringueira branca — na margem dos rios, <strong>com</strong><br />
casca branca e folhas largas.<br />
Seringueira preta — no interior das terras, casca<br />
preta e grossa, folhas mais estreitas. — Considerada<br />
de qualidade superior.<br />
CAR.— Folhas <strong>com</strong> parte superior verde escuro e tace<br />
inferior cinzenta. — No peciolo, 3 glandulas (de 1 a 5) salientes;<br />
folioles novos cahidos, <strong>com</strong>o murchos—Sementes<br />
de 2 a 3 cm. de <strong>com</strong>prim., <strong>com</strong> a parte dorsal arredondada<br />
e levemente achatadas de cada lado da parte ventral.<br />
Mad. — Madeira branca, leve, para caixas.<br />
Ind. — O látex dá, por coagulação, a 44 borracha fina<br />
do Pará", de primeira qualidade.<br />
As sementes contem uma amêndoa oleaginosa que dá<br />
45 a 49 °/o de oleo amarello, grosso, de cheiro analogo ao<br />
da linhaça, seccativo, proprio para a fabricação de tintas,<br />
vernizes.<br />
SERUAIA— (Monte Alegre) — v. MARIMARY da VAR-<br />
ZEA—<br />
SÉSAMO — v. GERGELIM.—<br />
SIPÒ — v. CIPÓ.—<br />
SIPO-UBA— v. MANOPÈ da PRAIA.—<br />
SJRIUBA — v. CIRIUBA.—<br />
SOBRO— MYRSINE LACTA A. DC. ( Myrsinaceas).<br />
(A. p. ) — Loc.- R. Erepecurú.
448 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />
SOCORÓ - (Prainha) - MOURIRIA ULEI Pilg. (Melastomaceas<br />
).<br />
SYN *-'Socoroseiro - Apiranga ( Óbidos)- Murteiro.<br />
Mad. — Muito dura.<br />
SOHNREVIA EXCELSA Krause ( Rutaceas ).<br />
Loc. — Margem do campo, no R. Tapajoz — Oriximiná<br />
— Juruty velho — Mauhés. — Manáos. #<br />
( A. de 15 —20 m. ) — CAR.- Apparencia de uma palmeira<br />
_ Floresce uma única vez, morrendo depois de ter<br />
fructificado (?).<br />
Orn. —Muito ornamental.<br />
SOLANDRA GRANDIFLORA Sw. (Solanaceas).<br />
Arbusto epiphvta.<br />
HAB.— Floresta da T. f. (E. de F. de Bragança )<br />
CAR. — Flores amarellas, enormes (tubo da corolla:<br />
28 a 34 cm. de <strong>com</strong>pr.).<br />
SOLANUM PENSILE ( Solanaceas).<br />
(Cipó ).<br />
Orn.— Cachos pendentes de tlôres roxas e de pequenos<br />
fructos encarnados.<br />
SOLDANELLA da agua — LINNANTHEMUM HUM-<br />
BOLDTIANUM Griseb. (Gencianaceas).<br />
(PI. h.).<br />
Med. pop— Tónica, amarga, antidyspeptica e febrífuga.<br />
SOLIDONIA— BOERHAVIA PANICULATA Rich.<br />
(Nyctaginaceas).<br />
Svx.— Celidônia — Pega-pinto.<br />
(PI. h. p.) —HAB.- NOS terrenos abandonados.<br />
CAR.—As sementes agarram-se na roupa e na pelle<br />
dos animaes (carrapichos), <strong>com</strong>o as da herva testüo, ou<br />
pega-pinto de Belem.<br />
Med. pop.— Diurética.— Empregada nas moléstias do<br />
ligado e vesícula biliar (Infusilo da raiz).<br />
SORCHO — v. MILHO de ANGOLA.-<br />
SOROROCA — (Marajó) — v. PACOVA SOROROCA.—
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 411<br />
SOROROCA-MIRIM — (Maraió) — HELICONIA PÊN-<br />
DULA Wawra (Musaceas).<br />
SOROROQUINHA — v. PACOVA CAATINGA.—<br />
SORVA — CO UM A GUIANENSIS Aubl. (Apocynaceas).<br />
(A. m. ou g.).<br />
HAB. — T. f. húmida e humosa, na região-litoral e estuário.<br />
Loc. — Belem — Cunani — Almeirim — Prainha.<br />
Alim.— Látex amargo, não potável; fructos <strong>com</strong>estíveis,<br />
pequenos e medianos ( sorva de Belem ).<br />
SORVA GRANDE— COUMA MACROCARPA Barb.<br />
Rodr. (Apocynaceas).<br />
(A. g. ).<br />
SYX. — Cttmâ-uassú — Leche caspi ( Peru ).<br />
HAB.— T. f. húmida e humosa, no R. Tapajoz e de<br />
Óbidos até o Alto Amazonas. — Commum ao norte de<br />
Manaos.<br />
Ma d.— Branca, para marcenaria. — D = 0,54.<br />
Ind. — O látex coagulado constitue um breu de primeira<br />
qualidade para a calafetagem de embarcações.<br />
Alim. — Fructo da grossura de um limão, <strong>com</strong>estível;<br />
o succo é pegajoso, mas a polpa é doce e agradavel.<br />
O látex é muito abundante, branco, potável e doce;<br />
bebe-se principalmente misturado <strong>com</strong> agua e fervido, <strong>com</strong><br />
café ou em mingáo <strong>com</strong> farinha de bananas ou de mandioca.<br />
SORVA PEQUENA —COUMA UTILIS (Mart.) Muell.<br />
Arg. (Apocynaceas).<br />
SYX. —Cumâ ou cu mau — Sorva do l J ará.<br />
(Ap ). — HAB.- Em terrenos arenosos. — Frequentemente<br />
cultivada.<br />
Loc. — Óbidos— Faro — Manáos<br />
Alim.— O fructo é <strong>com</strong>estível, saboroso, do tamanho<br />
de uma cereja, de côr castanho quando maduro; a pelle<br />
tem uni succo viscoso.— O látex é potável, doce.<br />
SORVA do PERU-CHRYSOPHYLLUM EXCELSUM<br />
Hub. ] Sapotaceas ).<br />
! A. g.) — Algumas vezes cultivada.<br />
SYX. — Guajará, ou ajará ( Faro).
412 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Alim.— Os fructos cozidos silo saborosos ; criís, elles<br />
são muito pegajosos por causa do látex.<br />
SORYINHA - (Paraná de Urariá) — v. MOLONGO<br />
( Zschokkea arborescens).<br />
SUASSU-REÇÀ — (Faro — Parintins — Mauhés)<br />
Alim.—' Fructo de côr roxa, <strong>com</strong>estível, de sabor delicado.<br />
SUCUPIRA—(Meio-norte) — v. SAPUPIRA (Amazônia).—<br />
SUCURIJL' — (Belem) — M I K A N I A<br />
(Compostas). — Cultiv. no Pará.<br />
Meei. pop. — Para banhos aromaticos.<br />
SUCURIUBA— v. COQUILHEIRO.—<br />
SUCURUBEIRO — v COQUILHEIRO.—<br />
SUCUUBA—(Marajó)—PLUMIERA aff. FALLAX<br />
Muell. Arg. ( Apocynaceas ).<br />
(A. p.)— HAB.- Na T. f.<br />
CAR.— Látex branco.<br />
SUCUUBA de flores grandes — PLUMIERA ATTENU-<br />
ATA Benth. (Apocynaceas).<br />
SYN.— Siituuba pequeno (B. Trombetas) — Molongó<br />
(Faro ).<br />
CAR.-—Látex branco.<br />
SUCUUBA verdadeiro —PLUMIERA S U C U U B A<br />
Spruce (Apocynaceas).<br />
Parente do "frangipanier" da G. fr. (Plumiera alba).<br />
(A. m.) - HAB.- Na T. f.<br />
^ ~~ Branca ' bastante <strong>com</strong>pacta e homogênea. —<br />
D. = O./o.<br />
Com latex prepara-se um bom visgo.<br />
Med. pop.-— Succo leitoso detersivo e vermífugo; veneno<br />
em alta dose.-A infusão da casca usa-se contra os<br />
embaraços gástricos; em dose forte é um vomitorio.<br />
«
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 451<br />
SUCUUBARANA — ><br />
Med. pop.—O cozimento das folhas é empregada contra<br />
a sarna e contra a lepra.<br />
SUINÁ — v. ASSACU-RANA.—<br />
SUMAHUMA — (Alto Amazor.as) — CEIBA SUMA-<br />
HUMA Schum. (Bombaceas). = ERIODENDRON SUM V<br />
HUMA Mart.<br />
SYN.— Huimba ( Perú ).<br />
(A. g.) —HAB.- Na T. f. (Alto Amazonas).<br />
CAR.— Flores de mais de 10 cm. de <strong>com</strong>primento.<br />
SUMAHUMA (la T. f. - BOMB AX GLOBOSUM Aubl.<br />
( Bombaceas )<br />
SYN.— Fromager, h fruits ronds (G. fr.).<br />
(A. p. ou m.) —HAB.- Na T. f., em campos cerrados<br />
ou em matta baixa <strong>com</strong> solo arenoso.<br />
Loc.— Faro.<br />
CAR.— Fructos: capsulas esphericas. — Kapok ruivo.<br />
SUMAHUMA da Varzea — (B. Amazonas) — CEIBA<br />
PENT AND R A (L.) Gaertn. (Bombaceas), = ERIODEN-<br />
DRON ANFRACTUOSUM. DC.<br />
SYN.— Fromager, ou Kapokier ( G. fr. e Africa tropical<br />
fr. ) — Kapok-tree (Ingl. ).<br />
( A G. ) — HAB.- Nas florestas inundadas ou pantanosas<br />
da varzea e. também, na terra firme alta <strong>com</strong> solo argilloso<br />
fértil. — Em toda a bacia.<br />
CAR.—Arvore gigantesca, <strong>com</strong> enormes sapupemas.<br />
Mad.— Branca, muito leve, para jangadas, bóias.—<br />
D = 0,50— Para pasta de cellulose, o rendimento é de 26°/o.<br />
a humidade media attingindo 54 %>; o <strong>com</strong>pr. das fibras 6<br />
de 2,9 e o diâmetro 0,018 ( Benj. Cordeiro—M. C. P.).<br />
Ind. —As sementes são envoltas em paina alva ou<br />
pardacento, muito leve e elastica que constitue o "kapok"<br />
(K. de Java), cujas propriedades hydrofugas são utilisadas<br />
na confecção de salva-vidas ( Aguenta 30 a 35 vezes seu<br />
peso nagua ).—Com o kapok se enchem colchões, travesseiro§...<br />
As sementes são pequenas, oleaginosas ; podem dar de<br />
18 a 30 o/o de oleo amarello-claro, de cheiro e gosto agradaveis,<br />
proprio para a saponificação e <strong>com</strong>estível
414 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
Mim. —Os toros da raiz descoberta na margem dos<br />
riachos seccos, cm tempo de verão, dao agua potável exccllente.<br />
Meã. pop. — A seiva é empregada contra a conjunctivite.<br />
SURURU — (R. Tapajoz, em Bòa Vista) —MOLLIA LE-<br />
PIDOTA Spruce (Tiliaceas).<br />
(A. g.). ,<br />
Loc. — R. Tapajoz (pouco frequente).<br />
CAR. — Flores brancas.<br />
SUSSUAIA— V. HERVA GROSSA.—<br />
SWARTZIA POLYCARPA Ducke. — íLegum. cae-<br />
salp.). Loc.— Mauhés.<br />
Mad.— O cerne dos troncos velhos 6 de um bello<br />
pardo arroxeado.<br />
SWARTZIA STIPULIFERA Harms. (Legum. cae-<br />
salp.).<br />
(A. m.)— Loc.- R. Branco de Óbidos—Alto R. Trombetas<br />
— Alto R. Ariramba.<br />
Mad.— Castanho <strong>com</strong> veias pretas, virando ao preto<br />
de ébano; grào fino, tomando polimento perfeito; nfto sujeita<br />
a rachar.<br />
• SWARTZIA aff. STIPULIFERA Harms. (Legum. caesalp.).<br />
Loc. — M. R. Tapajoz.<br />
Mad. —Linda, castanho escuro <strong>com</strong> finas veias pretas,<br />
virando ao preto; muito dura, grilo muito fino, tomando um<br />
polimento perfeito mas rachando <strong>com</strong> facilidade.—D = 1,31.<br />
SWARTZIA TOMENTOSA (Willd.) DC. (Legum.<br />
caesalp.). v. CANDEIA.—<br />
SYN.- Grand panacoco (G. fr.). c
TABACARANA — PLUCHEA QUITOC D. Cand.<br />
(Compostas).<br />
(PI. h.).<br />
SY.V— Quitoco.<br />
Loc.— R. Mara cá.<br />
Med. pop.— Interna c externamente <strong>com</strong>o carminativo,<br />
resolutivo, digestivo e antihysterico.<br />
TABACARANA — POLYGONUM HISPIDUM H.BK.<br />
(Polygonaceas).<br />
Iiid.— Fornece matéria corante para a tinturaria.<br />
TABACO — NICOTIANA TABACUM L. (Solanaceas).<br />
(PI. h.) — De origem sul-americana.— Cultivado.<br />
lnd.— Com as folhas seccas prepara-se o fumo.<br />
Med.— Toxico. — O principio activo é um alcalóide, a<br />
Nicotina, um dos mais violentos venenos cardíacos.<br />
Usado <strong>com</strong>o parasiticida (Infusão das folhas) contra<br />
o acams da sarna, os piolhos, os carrapatos, os mucuins.<br />
TABACO de JUDEU — v. ESPONJA do MATTO.—<br />
TABOCA — GUADUA LATÍFOLIA<br />
(Gramíneas).<br />
Loc.— R. Cunani.
418 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TABOCA — GUADUA ANGUSTIFOLIA Kunth. (Gra-<br />
míneas ).<br />
SYN.— Taquara.<br />
Loc.— Maguary (Ilha de Marajó).<br />
CAR.-Colmo de 10 a 12 metros. . .<br />
Alim — Os rebentos novos do rhizoma sâo <strong>com</strong>estíveis.<br />
TABOCA.— í Marajó) - GUADUA GLOMERATA<br />
Munro. aff. MACROSTACHYA Rupr. (Gramíneas).<br />
SYN.— Bambusinho — Guadiiamorim.<br />
Ind.— O colmo é usado para pontas de frechas e para<br />
enripar casas.<br />
Alim. anim.— Forragem.<br />
TABOCA de folha larga — (Alto Purús) — N A S T U S<br />
AMAZONICUS Hub. (Gramíneas).<br />
TABOCA GRANDE—(Alto Amazonas) — G U A D U A<br />
SUPERBA Hub. (Gramíneas).<br />
SYN.— Taboca giganta — Taquarussú (V. este nome).<br />
Loc.— Territorio do Acre— Bocca do Javary.<br />
TABOQUÍNHA — PANICUM LATIFOLIUM (Gramíneas<br />
).<br />
Capim meio escandente.<br />
TABUA — CYPERUS GIGANTEUS Vahl. (Cyperaceas).<br />
( PI. h.- hastes até 3 metros).<br />
SYN.— Piry (Marajó).<br />
HAB.—Em pantanos descobertos; constituem sociedades<br />
que cobrem grandes extensões (piryzal).<br />
Alim. anim — O gado <strong>com</strong>e somente as folhas terminaes<br />
novas.<br />
Ind.— Junco grande cujas hastes servem para tecer<br />
esteiras.— Pode dar cellulose para papel.<br />
TABLA — (no Sul) — v. PARTASANA.— •<br />
TACACAZEIRO - v. CAPOTE (Sterculia speciosa).<br />
/
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 419<br />
TACACAZEIRO — (Óbidos) — STERCULIA PRU-<br />
RIENS (Aubl.) Schum. (Sterculiaceas).<br />
(A. g. da T. f.).<br />
Svx.—Envireira (na região do estuário) — Chi chá brava<br />
(R. Tapajoz)— Capote— Touroiilier, ou Mahot-cochon<br />
(G. fr.)<br />
Loc.— Belem — Óbidos.<br />
CAR —O frueto É uma grande vagem semi-circular, de<br />
casca grossa, dehiscente, que encerra de 3 a 5 sementes<br />
ovóides negras, da grossura de um feijão, envolvidas em<br />
finos pellos ruivos, curtos e agudos, muito irritantes.<br />
Ind — As sementes são oleaginosas e dão 16°/o do seu<br />
peso de oleo amarello claro, inodoro (safra em outubro).<br />
TACACAZEIRO da T. f. — STERCULIA PILOSA<br />
Ducke (Sterculiaceas).<br />
(A. g.).<br />
Svx.— Envireira (na região do estuário).<br />
Loc.— Estrada de Ferro de Bragança — Santarém —<br />
Rio Branco de Óbidos.<br />
Mad.— Avermelhada, mais dura do que a da varzea.<br />
D = 0,43.<br />
TACACAZEIRO da V.— (B. Amazonas)-STERCULIA<br />
ELATA Ducke (Sterculiaceas).<br />
(A. G.).<br />
Svx.— Taxiipá, ou Taxi pá (Almeirim).<br />
Loc.—A especie mais <strong>com</strong>mum do B. Amazonas—Almeirim<br />
— Óbidos — Adauacá — SolimOes.<br />
CAR.—Tronco direito, delgado, alto, de cor esbranquiçada.—<br />
Copa pequena.<br />
Mad.— Pardo-claro, tenra e esponjosa, leve. de grão<br />
grosseiro.— O cerne das arvores velhas é vermelho.<br />
TACHY— SCLEROLOBIUM GOELDIANUM Hub.<br />
(Legum. caesalp.<br />
(A. m.) — Loc.- Frequente nas margens do R. Capim.<br />
TACHY— TRIPLARIS SCHOM BURGKIA NA Benth.<br />
(Pol^onaceas).<br />
[A. M.)— HAB.- Varzeas altas <strong>com</strong> solo de argilla<br />
fértil do Alto Amazonas.<br />
CAR.— Folhas largas.
420 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TACHY BRANCO da MATTA —TACHIGALIA ALBA<br />
Ducke ( Leg. caesalp. ).<br />
(A. g. ) — HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— Óbidos — Gurupá — Rio I apajoz — \ olta do<br />
Xingú. .<br />
CAR.— Não myrmecophila ; casca branca e ínllorescencias<br />
muito grandes, de lindo aspecto.<br />
TACHY BRANCO da T. f. — SCLEROLOBIUM PARA-<br />
ENSE Hub. (Leg. caesalp.).<br />
( A. g. ou G. J — HAB.- Na I. f.<br />
Loc.—Estrada de Ferro de Bragança—Óbidos —M.<br />
R. Xingú — M. R. Tapajoz.<br />
CAR.— Fructo muito maior que do S. paniculatum<br />
(vagem de 10 cm./3 — 3,5 cm.—Não myrmecophila.<br />
TACHY BRANCO da T. í. — SCLEROLOBIUM PANI-<br />
CULATUM Vog. ( Leg. caes. ).<br />
SYX.— Carvão de ferreiro.<br />
(A. p. ou m.) — HAB.- Campos altos e seccos e matta<br />
vizinha destes.<br />
Loc. —Almeirim — Cametá — R. Tapajoz— Santarém<br />
— Monte Alegre—Faro—Campos do Ariramba —Mandos.<br />
CAR. — Não myrmecophila.<br />
Jnd. — A madeira constitue excellente lenha e fornece<br />
carvão de alto poder calorífico<br />
TACHY BRANCO da V. — TACHIGALIA PANICULA-<br />
TA Aubl. ( Leg. caesalp. ).<br />
SYX.— Tachigali. ( G. fr. ).<br />
( A. p. ou m. ). HAB. — Nos igapós e margens de rios.<br />
CAR.—Muito <strong>com</strong>mum cm quasi toda a Amazónia.—<br />
Flores amarellopallido.— Os peciolos Ocos sao geralmente<br />
habitados por formigas "tachy" ( Pseudomyrma ).<br />
t mÍ V vv Y ,> 1c F lôr amarella —PTEROCARPUS ANCY-<br />
T-IRR TT Bcnth - (Leg. pap. dalb.) = PTEROCARPUS<br />
LLLI Harms.<br />
P m Nas mar<br />
' £ens inundadas.<br />
• « 7" : lôres ^ ranc, es amarellas — Habitado por formigas<br />
"tachy".<br />
1
ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 421<br />
TACHY PRETO da matta — TACHIGALIA MYRME-<br />
COPHILA Ducke (Leg. caes.).<br />
(A. g. ou G.) — HAB.- Na matta de T. f.<br />
CAR. — Casca quasi preta. — Peciolos habitados por<br />
formigas do genero " Pseudomyrma " (tachy) ou, <strong>com</strong> mais<br />
frequência, do genero "Azteca".<br />
Ind. — A casca, rica em tanninos (3,6°/0—E. Serfaty—<br />
M. C. P.) é utilisada no cortume.<br />
Mad. — Alvacenta, dura. de cheiro fétido.<br />
TACIIY PRETO da V. —TRIPLA RIS SURINAMENSIS<br />
Cham. (Polygonaceas). ^<br />
(A. m. ) —HAB.- Uma das arvores mais typicas das<br />
margens do Amazonas.<br />
CAR. — Casca lisa e clara — ramos erectos — folhas<br />
grandes, escuras — flores amarellas e côr de rosa í cm setembro).<br />
Nas cavidades dos ramos alojam-se as formigas "tachy"<br />
( Pseudomyrma).<br />
Mad. — Cerne roseo claro, alburno-amarellado, leve e<br />
tenro, fibras direitas, fácil de se trabalhar.<br />
Med. pop. — O cozimento da casca é usado contra as<br />
hemorrhoides.<br />
TACHY da T. f. — (Beiern) — SCLEROLOBIUM TIN-<br />
CTORIUM Benth. (Leg. caes.).<br />
( A. p. ou m.).<br />
TACHYPvANA — (R. Tapajoz) — SCLEROLOBIUM<br />
CHRYSOPHYLLUM Poepp. e Endi. ( Leg. Caesalp. ).<br />
TAIASSUBA — (R. Tapajoz) - DUGUETIA sp. (Ano<br />
naceas).<br />
TAIOBA — X ANTHOSOM A VIOLACEUM Schott.<br />
(Araceas).<br />
(PI. h.).<br />
Aliai. — Rhizoma <strong>com</strong>estível.<br />
TAIOBA-XANTOSOMA SAGITTIFOLIUM Schott<br />
(Araceas).
422 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
/pi h )— Origin. das Antilhas.—Pouco cultivada.<br />
SYN\— Taw - Matigarilo — Choux caraïbe, das An-<br />
t,lhaS ^WÍ-Thizoraa <strong>com</strong>estível depois de cozido; as folhas<br />
novas substituem as couves.- Inferior ao verdadeiro taro<br />
(Inhame branco).<br />
T A J Â S - Principalmente: CALADIUM BICOLOR<br />
Vent. (Aroideas), div. variedades.<br />
SYX. — Tinhorão (no Sul).<br />
CAR — Folhas grandes manchadas ou mosqueadas de<br />
branco e de vermelho ; ás vezes quasi <strong>com</strong>pletamente brancas<br />
ou cor de rosa pallida.<br />
As especies ornamcntaes dos tajás são cultivadas nos<br />
jardins. , , ,,<br />
A BRASILEIRA —Tajá pequeno, de folhas graciosas,<br />
verde-claro mosqueado de branco puro.<br />
RIO BRANCO — Um dos maiores tajás ; folhas<br />
longas de quasi 2 metros ; o lobo é metade verde,<br />
metade branco, ou verde <strong>com</strong> grandes manchas<br />
brancas irregulares, chegando a ter Om 75 de<br />
<strong>com</strong>prido <strong>com</strong> Om 60 de largo.<br />
Med. pop.— Em geral, os tubérculos frescos dos tajás<br />
tem propriedades emeticas e purgativas.<br />
TAÍÁ de COBRA — (Furos) - DRACONTIUM ASPE-<br />
RUM C. Koch. (Araceas).<br />
S Y s.—Ja rara ca.<br />
(PI. h. )— CAR.- Haste de Om.õO a 2m., <strong>com</strong> 2-4cm.<br />
de diam., manchada de preto e de branco esverdeado.<br />
Ali m.— A raiz tuberosa assada é <strong>com</strong>estível.<br />
Med. pop.—O succo da raiz é utilisado interna e externamente<br />
contra as mordeduras de cobras.— O pó da raiz<br />
secca é re<strong>com</strong>mendado contra a asthma, a chlorose, a amenorrhea<br />
e a coqueluche.<br />
DC LEITE-ZSCHOKKEA LACTES-<br />
CbNb Kuhlmann ( Apocynaceas ). *<br />
Sm— Páo de chicle — Coudurú de espinho.<br />
v A. m.) — IÍAB.- Nas mattas das margens do Rio Abuná
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 423<br />
— No territorio do Acre — Iquitos — Esperança (R. Javary).<br />
CAR.— Tronco coberto de espinhos.<br />
Ifid. — Dá um látex branco que, depois de coagulado,<br />
pode ser utilisado <strong>com</strong>o gomma para mascar, ou ,4 chicle ";<br />
tem um cheiro natural de baunilha.<br />
TAMANQUEIRA de LEITE — (Rio Tapajoz) — M A-<br />
LOUETIA DUCKEI Markgraf (Apocynaceas).<br />
TA MANQUEIRA da T. f. — FA G AR A RHOIFOLIA<br />
Lam. (Rutaccas).<br />
(A. p.).<br />
SYX.— lembetarú.<br />
CAR.—A casca é armada de espinhos grossos.<br />
Mad.— Pardacenta sedosa; para carroçaria, marcenaria,<br />
cabos de ferramentas, tamancos.<br />
Ind. — Para papel: rendimento em cellulose, 45, l °/o—<br />
<strong>com</strong>pr. das fibras 1,03.—Diam. 0,031 (A. Bastos — M. C. P).<br />
- D. = 0,40 a 0,57.<br />
Me d. pop.— A casca do tronco é estimulante, estornachica<br />
e digestiva.—A raiz 6 amarga e tônica (dyspepsia<br />
flatulenta).<br />
TAMANQUEIRA da T. f. — FAGARA CAUDATA<br />
Hub. (Rutaceas).<br />
Loc.— Oriximiná — Faro.<br />
CAR.— Tronco aculeado.<br />
TAMANQUEIRA da V. —FAGARA sp<br />
[ Rutaceas).<br />
í A. m.).<br />
CAR.— Tronco aculeado.<br />
Mad. — Branco amarellado, de grão regular, fácil a<br />
trabalhar.— D = 0,71.<br />
TAMAQUARÈ — (Ilhas) — CARAIPA PSIDI1FOLIA<br />
Ducke (Guttiferaceas).<br />
(A. p.).<br />
SYN.— Tamacoaré. .<br />
JHAB.— Nas terras inundadas do litoral, em agua doce.<br />
CAR.— AS flores de todas as especies de " tamaquare<br />
são brancas e muito perfumadas.<br />
Mad. — Para carpintaria e marcenaria.
424 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TAMAQUARÈ grande — (Ilhas e E. de F. de Br.) - CA-<br />
RAIPA GRAND1FOLIA Mart. (Guttiferaceas), - CAKAlt A<br />
PARAENSIS Hub. . ,<br />
i A. m. ). — A especie mais <strong>com</strong>mum na região do estuário.<br />
_ • .<br />
Mad.— Pardoviolaceo, para construcções, cai pintaria,<br />
marcenaria. — D. =0,63.<br />
Ind. — As amêndoas das sementes contem O.) %, de<br />
sebo castanho avermelhado, de cheiro particular, desagradavel:<br />
Para safra papel de fevereiro ; <strong>com</strong>pr. das a abril. libras 1,18 — diam. 0,011 ( A.<br />
Bastos.—M. C. P.).<br />
Med. pop.—A<br />
ceiras.<br />
seiva é util contra herpes, sarnas, co-<br />
TAMAQf• IRE — (R. Negro e A. Amazonas) — CA-<br />
RAIPA FASCICÜLATA ( Guttiferaceas ).<br />
( A. g. ).<br />
Mad. — Pardacenta.<br />
Med. pop. — Do tronco extrahe se, por incisões, pequena<br />
quantidade de um balsamo-resina, vermelho-escuro.—<br />
Externamente, o balsamo e o cozimento das cascas dào excellentes<br />
resultados nas doenças da pelle. (A. Matta):<br />
darthro, eczema, herpes, empigens, sarnas. pytiriases.<br />
TAMAQUARÈ — (Rio Tapajoz) — CARAÍ PA EXCEL-<br />
SA Ducke (Guttiferaceas )<br />
ÍA. g ).<br />
Med. pop. — Dá balsamo anti-darthroso e anti-herpetico.<br />
TAMAQUARÈ miúdo — (Igapós dos furos) — CARAÍPA<br />
MINOR Hub. (Guttiferaceas).<br />
(A. p.).<br />
Med. pop. — Dcá balsamo anti-darthroso e anti-herpetico.<br />
também usado contra os rheumatismos. - A casca é<br />
depurativa.<br />
TAMAQUARÈ — I — IPOMAEA SUPERSTITIOSA<br />
Barb. Rodr. (Convolvulaceas).<br />
(Cipó).<br />
CAR.—Corolla rósea e tubo carmesim.<br />
TAMARINDO - TAMARINDUS INDICA L. (Legum.<br />
caesalp.). — Origin. da Africa tropical.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 425<br />
( A. g. ) — Naturalisado, subespontaneo e cultivado.<br />
Mad— Branco-amarellado. dura, torte; boa para segeria<br />
e cavername de embarcações.<br />
Ali tu.— A polpa que envolve as sementes é <strong>com</strong>estível,<br />
propria para fazer bebidas refrigerantes e sorvetes.<br />
Med — A polpa dos fruetos é adstringente, refrigerante<br />
e laxativa, excellente contra as gastrites dos impaludados.<br />
TAMBORIL — (Óbidos) — ENTEROLOBIUM MAXI-<br />
MUM Ducke ( Legum. mim.).<br />
SYN. — Tamburt 7 ivo ( 1'ciro ) — Tambormva (Li. do Amazonas<br />
) _ Faveira grande.<br />
(A. G.)— HAB.- Na matta virgem da T. f.<br />
Loc.— Alcobaça — Óbidos— Oriximiná — Santarém —<br />
Ilhas da T. f.. ao sul de Faro — Frequente no R. Tapajoz.<br />
CAR.— Arvore de copa muito larga.<br />
Mad. - Castanho-pardo, de consistência do cedro, mas<br />
de grilo um pouco grosseiro; trabalhando-se bem, para marcenaria.—<br />
D = 0,60.<br />
Ind — Para papel : <strong>com</strong>pr. das fibras 1.00— diam. 0,028<br />
(A. Bastos — M. C. P.).<br />
Ali m. a ni m.— A polpa dos fruetos é branca, molle,<br />
adocicada ; avidamente procurada pela caça.<br />
TAMBORIL— v. TIMBOUVA.—<br />
TAMBORIUVA — (Estado do Amazonas) — v. TAMBO-<br />
RIL—<br />
TAMURÀ TUIRA— (R. Taoajoz) - TABEBUIA SER-<br />
RATIFOLIA (Vahl. ) Nichols. ( Bignoniaceas ).<br />
TANAZEIRO— ?<br />
(A. M.) — HAB.- Região das Ilhas de Breves.<br />
Mad.— Pouco <strong>com</strong>pacta, leve.—O alburno 6 branco;<br />
D = 0,32. — O cerne 6 branco pardacento <strong>com</strong> zonas amarelas<br />
virando ao pardo violáceo claro; D = 0,-14.— Bôa para<br />
caixas.<br />
TANCHAGEM — PLANTAGO MAJOR L. (Plantaginacea!><br />
).— Origin. da Europa.<br />
( PI. h.) — Sub espontanea na Amazônia.<br />
Med. pop.-\ agua distillada das folhas é usada <strong>com</strong>o
426 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
collyrio.— As folhas e as raizcs são febrífugas, tônicas c<br />
adstringentes, úteis contra anginas e parotidites.<br />
TANGARACA — v. HERVA de RATO.-<br />
TANGARACA-ASSÚ — v. COTO-COTO.-<br />
TANGERINA-CITRUS NOBILIS Lour. (Rutaceas).—<br />
Orig. da China. . »<br />
( A. p.) —Cultivada. — E' uma variedade da "mandarina<br />
Alim. — Fructos perfumados, muito apreciados — Conservam<br />
a cor verde manchada de amarello quando maduros.<br />
— Safra no <strong>com</strong>eço da estação secca.<br />
TANIBOUCA — (B. Amazonas)-— v. CINZEIRO.—<br />
TAPAI UNA — (Almeirim) — DICORYNIA INGENS<br />
Ducke (Leg. cacsalp.).<br />
(A. G.) — HAB.- Frequente na matta de T. f. baixa, entre<br />
a varzea do Amazonas e as Serras de Almeirim.<br />
Loc. — A' oeste da Serra da Velha Pobre, Almeirim,<br />
Gurupá, Oriximiná.<br />
Moei. — Pardo-avermelhado escuro, cerne pequeno<br />
(1/3 do tronco) côr castanho-escuro-violaceo, para construcção<br />
civil, segeria, estacas, dormentes; especial para<br />
tanoaria. — D = 0,90.<br />
TAP AO A — ?<br />
Loc. — Santarém.<br />
TAPERIBÀ - SPONDIAS LUTE A L. (Anacardiaceas).<br />
SYX — Cajá, ou Cajazeiro Í Ceará) — Prunier mombin<br />
(G. fr. ) — Ilog p/um (Ingl.)<br />
r~ HAB.- Na varzea e na terra firme argillosa.<br />
Mad. — Branca, tenra, sem applicações.<br />
Ahm.— Fructo ovoide, da grossura de uma pequena<br />
ameixa, amarello, perfumado, acido, de sabor agrajdavel,<br />
proprio para limonadas, sorvetes; pela fermentação e distiIlação,<br />
dá um álcool de bom gosto, aromatizado, <strong>com</strong> o qual<br />
fabrica-se um excellente licor
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 427<br />
Med. pop.— O cozimento da casca e dos grêlos cura<br />
a inchação erysipelatosa dos pés. — O decocto das flores é<br />
util nas ophtalmias e laringites. — Internamente, a casca é<br />
emética e adstringente; emprega-se o cozimento <strong>com</strong>o tonico<br />
e estimulante contra as diarrheas, vomitos espasmoticos,<br />
cólicas, dysen terias, blennorrhagias. - O decocto das flores<br />
é aromatico, tonico do coraçào (contra as palpitações) e<br />
fortifica o organismo enfraquecido.<br />
TAPERÍBÁ-CEDRO — POUPARTIA AMAZÔNICA<br />
Ducke (Anacardiaceas).<br />
(A. g.).<br />
SY.W— Cedro bronco — Cedro-rana — Tapcribd-assií —<br />
Yacrí- Yacá.<br />
HAB.— Xa matta virgem, <strong>com</strong> solo argilloso fértil.<br />
Loc.— R. Trombetas — R. Branco de Óbidos.<br />
CAR.— Tronco parecido <strong>com</strong> o do cedro.<br />
Mad. ~ Sem valor.<br />
Alini.— Fructo pentágono <strong>com</strong>estível, acido, lembrando<br />
o taperibá <strong>com</strong>mum pela côr, o cheiro e o sabor.<br />
TAPERIBÁ do SERTÃO—SPONDIAS DULCIS Forst.<br />
( Anacardiaceas).—Origin. das Ilhas da Sociedade.<br />
(A. g.)— Cultivado.<br />
SY.V— Cajá manga (R. de .!.) — Pomme de Cythère<br />
(de Tahiti).<br />
Alim.— Fruetos em cachos, da grossura de um limão,<br />
amarellos; polpa acidulada, aromatica.—Comem-se crus ou<br />
em <strong>com</strong>potas.<br />
TAPERIBASINHO — CODIAEUM VA RIFO ATUM L.<br />
(Euphorbiaceas).<br />
(a.) —Variedade de "croton".<br />
Om — Arbusto elegante, pyramidal, de folhas recortadas,<br />
verde claro, orladas de branco.<br />
TA PI RI RI — V PÁO P03IB0— (Belem).—<br />
TAP URU— v. BURRA LEITEIRA.—<br />
áTAPURU — (Estado do Amazonas) — v. MURUPITA.-<br />
TAPLRÚ — v. SERINGARANA.—
428 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TAQUARA — BAMBUSA VULGARIS Schrad. (Gramíneas).<br />
„ , .<br />
CAR.— Hastes de 5 a 16 m. de altura.<br />
Orn.— Cultivada nos parques.<br />
Ind.— Empregada para bengalas, cercas, latadas, gaio-<br />
las.<br />
Alim.— Os rebentos novos são <strong>com</strong>estíveis e, também,<br />
as sementes.<br />
TAQUARA— v. TABOCA — GUADUA ANGUSTI-<br />
FOLIA Kunth. (Gramíneas).<br />
TAQUARISINHO — ANDROPOGON SPATHIFLO-<br />
RUS Kunth. (Gramíneas).<br />
(PI. h.).<br />
TAQUARUSSU — (A. Amazonas) — GUADUA SU-<br />
PER BA Hub. (Gramíneas).<br />
SYN. — Taboca grande.<br />
HAB.— Nas T. f. elevadas.<br />
CAR.—Colmos de 6 a 12 metros de altura, attingindo<br />
20 m. <strong>com</strong> 15 a 20 cm. de diam.<br />
Ind.— As hastes são empregadas para esteios de casas,<br />
escadas, canos.— Material para cestos, gaiolas, ripas.— Cellulose<br />
para papel.<br />
Alim.— As sementes são feculentas e nutritivas — No<br />
interior das hastes novas, mas bem desenvolvidas, encontrase<br />
uma agua potável, ás vezes um pouco mucilaginosa.<br />
TAQUARY — MABEA ANGUSTIFOLIA Benth. (Euphorbiaccas).<br />
e MA BE A TAQUARY Aubl. (Euphorbiaceas).<br />
(A. p. ou m.).<br />
SYN.— Canudo de pito — Mabier (G. fr.).<br />
Loc.—Nas capoeiras seccas de Óbidos.<br />
Mad.— Amarellada, molle, leve.<br />
Ind.— Os renovos são ocos e tem os nós muito espaçados;<br />
são utilisados para fabricar canudos de cachimbos.<br />
As sementes são oleaginosas; o oleo extrahido é amarello,<br />
inodoro, muito seccativo. «<br />
TAQUARY d'AGUA — v. CAPIM TAQUARY.—
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
TAQUERA — v. CABAÇA AMARGOSA.—<br />
TARO — v. TAIOBA.—<br />
TARO — v. INHAME BRANCO.—<br />
429<br />
TARTARUGUINHA — (Bocca do R. Trombetas) - SA-<br />
PIUM. (Euphorbiaceas).<br />
TARUMÃ do CAMPO — VITEX DUCKEI Hub. (Verbenaceas).<br />
(a. ou A. p.)-<br />
HAB.—Na T. f., nas campinas de areia <strong>com</strong> humus.<br />
Loc.— R. Tapajoz — Faro — R. Trombetas.<br />
TARUMÃ CHEIROSO — VITEX ODOR ATA Hub.<br />
(Verbenaceas).<br />
(a. ou A. p.).<br />
HAB. — Nos campos de Marajó, nos logares altos.<br />
TARUMÃ FRONDOSO — (Marajó) — VITEX ORINO-<br />
CENSIS Kth. var. AMAZÔNICA Hub. (Verbenaceas).<br />
( A. g.) — HAB.- Nos terrenos argillosos das margens<br />
dos rios e riachos.<br />
Loc.— R. Tapajoz — R. Branco de 0'oidos — Tesos da<br />
contra-costa de Marajó.<br />
Mad. — Própria para logares húmidos, esteios, moirôes,<br />
dormentes, segeria.<br />
TARUMÃ GRANDE do campo — (Marajó e B. Amazonas)<br />
- VITEX FLAVENS Kunth. (Verbenaceas).<br />
SY.W— Mammeira (Macapá) — Tarumã tuira.<br />
(A. p. ou m.) —HÀB.- Nos campos de T. f.<br />
Loc.—C. de S. José (Óbidos) — Marajó — Monte Alegre<br />
— Santarém.<br />
Mad.— Resistente, para segeria, moirões, esteios, dormentes.<br />
.TARUMÃ do igapó —VITEX CYMOSA Bert. (Verbenaceas<br />
).<br />
SY.W— Tarumd do alagado — Jaramanlaia (R. IApajoz).
430 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />
/ P.). _ HAB.- Margens inundadas dos lagos e rios.<br />
toe.- Amazonas - R. Tapajoz - R. I rombetas, etc.<br />
CAR. — Floresce despido de folhagem, logo que os ramos<br />
emergem da agua depois da enchente annual.<br />
Mad.— Amarello-pardacenta.<br />
TARUMÃ da MATTA - VITEX TRIFLORA Vahl.<br />
(Verbenaceas).<br />
SVN.— Tarumã silvestre.<br />
(A. ou A. p.). - HAB.- Nas capoeiras E matta secundaria.<br />
— E' a especie mais vulgar da Amazônia.<br />
Med. pop.— O frueto é emmenagogo e diurético; as<br />
folhas empregam-se contra as cystites e uretnrites; a raiz<br />
é tônica e febrífuga.<br />
TARUMÃ SILVESTRE — v. TARUMÃ da MATTA.—<br />
TARUMÃ TUIRA — v. TARUMÃ GRANDE do campo.—<br />
TATÃ-CAÃ — (R. Tapajoz) —PERA GLABRATA<br />
Baill. (Euphorbiaceas).<br />
TATAJUBA — (B. Amazonas^ — v. LIMÃO-RANA.—<br />
TATAJUBA — (Belem) — BAG ASSA GUIANENSIS<br />
Aubl. (Moraceas).<br />
í A. g. ou G.).<br />
SYX.— Bagaceira — Amapd-ratta (B. Amazonas).<br />
Loc.— Belem — Norte de Óbidos.<br />
Mad.— Amarella. bastante dura. <strong>com</strong>pacta, mas poros<br />
muito apparentes — Boa para construcçáo civil e naval,<br />
dormentes. — D = 0,76.<br />
lud.— A entre casca é fibrosa, formando um tecido natural<br />
espesso e resistente — O látex dá uma resina.<br />
Alim.— Fructos da grossura de uma laranja, <strong>com</strong>estíveis,<br />
adstringentes, mas de sabor agradavel.<br />
TATAPIRIRICA — (Óbidos) - v. PÃO POMBO —<br />
( lapirira guianensis).<br />
.TAUARY — (Belem) — v. CHURU.—<br />
p n i Machado)-COÜRATARI MACROS-<br />
PERMA A. C. Smith. (Lecythidaceas).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 431<br />
(A. G.)—CAR.- O fructo (pyxidio) é cylindro-conico;<br />
tem 15-23 cm. de <strong>com</strong>pr., <strong>com</strong> operculo de 7—9 cm. de diam.<br />
TAUARY — (Amazônia) — COURATARI TAUARY<br />
Berg. (Lecythidaceas) e COURATARI GUIANENSIS<br />
Mart.<br />
SVNMaho cigarre (G. fr.).<br />
(A. G.) — HAB.- Na T. f.<br />
Mad.— Quasi branca no alburno, indo avermelhando<br />
para o centro — bôa para marcenaria. — D = 0,51.<br />
hid.— Com o liber da casca, os indígenas preparam<br />
folhas delgadas que substituem o papel para cigarros.<br />
TAUA RY — (Rio Machado) - C O U R A T A RI K R U-<br />
KOVII A.C. Smith. ( Lecythidaceas).<br />
SYN\— Tavary.<br />
(A. G.) —CAR - O fructo (pyxidio) é ovoide, alongado,<br />
<strong>com</strong> 11 — 14 cm. de <strong>com</strong>pr.; o operculo tem 3 a 3,5 cm.<br />
de diam.<br />
TAUARY — (Monte Alegre) — TECOMA aff. OCHRA-<br />
CEA St. Hil. (Bignoniaceas).<br />
(A. p.).<br />
CAR.— Especie de páo darco dos campos — Flores<br />
amarellas.<br />
TAUARY — (Mauhés e Solimces) — CA RIM AN A MI-<br />
CRANTHA Ducke ( Lecythidaceas).<br />
(A. G.) - HAB.- Na T. f.<br />
Loc.—R. Tapajoz — Belem — Mauhés — Juruty Velho<br />
— R. Madeira — R. Purús.<br />
Ma d.— Dura.<br />
TAUARY— (Rio Acre) - CARINI AN A RUBRA Miers.<br />
(Lecythidaceas).<br />
(A. G.)—HAB.- Nos logares pantanosos nas mattas<br />
nilo attingidas pelas enchentes.<br />
Loc.—M. R. Tapajoz-R. Acre — Riberalta (R. Bém).<br />
TAUARY— CARINIANA EXCELSA Casar. (Lecythidaceas<br />
).<br />
ÍA. G.).<br />
SYN.—Jequitiba (R. de Janeiro).<br />
Loc.—Rio Acre.
432 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TAU AR Y — (Matto Grosso) — C A RIXIA X A K U H L-<br />
MANNII Ducke (Lecythidaceas).<br />
TAX1PÀ, ou TAXUPÂ — v. TACACAZEIRO — (Sterculia<br />
clata).<br />
TAYUYA — TRIANOSPERMA TAYUYÁ Mart. (Cucurbitaceas)<br />
— c TRIANOSPERMA GLANDULOSA Mart.<br />
(Cucurbitaceas).<br />
(Cipó).<br />
SYX.— Abobrinha do matto — Cabeça de negro.<br />
Med. pop.— Raiz tuberosa, amarella, purgativa, empregada<br />
na hydropisia. opiiação, obstrucção intestinal, falta<br />
de menstruação, epilepsia, morphea — As folhas são usadas<br />
em cataplasmas <strong>com</strong>o detersivas das ulceras — Depurativo<br />
efficaz (fructos e raiz) na syphilis e nas dermatoses — Antiscorbutica.<br />
O principio activo da raiz é a layuyna (Soullié).<br />
TEIU — v. CAÀPIÀ.—<br />
TEMBETARU — v. TAMANQUEIRA da T. f. — ( Pagara<br />
rhoifolia).<br />
TENTEIRO grande— v. BOIUSSU.—ORMOSIA COU-<br />
T1NHOI Ducke (Leg. pap.).<br />
TENTEIRO — v. ACAPU-RANA — ( Batesia floribunda ).<br />
TENTO AMARELLO - ORMOSIA EXCELSA Benth.<br />
( Leg. pap. soph.).<br />
(A. m. ou g.)—HAH.- Nas mattas inundadas das margens.<br />
Loc.— R. Trombetas — R. Jamundá— R. Tapajoz—<br />
M. R. Xingu — Manáos.<br />
CAR.— Flôres lilaz claro. — Sementes unicolores, amarello-alaranjado<br />
pallido, <strong>com</strong> pouco brilho, <strong>com</strong>primidas,<br />
longas de 1,5 cm.<br />
Mad.— Bonita, de côr castanho-vermelho claro, forte,<br />
dureza mediana. — D ~ 0,70.<br />
mi o ZU ÍRT-R PITHECOLOBIUM TRAPEZIPOLI-<br />
UM (Vahl.) Benth. (Legum. mim ).<br />
(A. m.).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
SYN.— Contas, ou lagrimas, de Nossa Senhora (Belem).<br />
HAB.— Na beira da matta, ou em capoeirões húmidos"<br />
raro na matta virgem.<br />
Loc.— Belem — E. de F. de Bragança.— Cametá —Breves<br />
— Gurupá — Santarém — E. do Amazonas.<br />
CAR.—Sementes brancas <strong>com</strong> arillo azul.<br />
Mad.— Pouco <strong>com</strong>pacta, tenra, sedosa; o cerne é<br />
branco rosado, um pouco amarellado.<br />
bld.— Para papel: <strong>com</strong>pr. das fibras 1,19—diam. 0,019<br />
(A. Bastos — M. C. P.).<br />
TENTO das CAMPINAS — ORMOSIA TRIFOLIATA<br />
Hub. ( Leg. pap. ).<br />
( A. p. ou a. g. )— HAB.- Nas campinas.<br />
Loc.— Faro — R. Mapuera—Marajó.<br />
CAR.— Sementes vermelho vivo, <strong>com</strong> mancha preta.<br />
TENTO de FOLHAS GRANDES — ORMOSIA NOBI-<br />
LIS Tui. í Leg. pap. ).<br />
A. m. ).<br />
^oc.— Belem — Bragança — Gurupá.<br />
CAR — Sementes quasi circulares. 1 cm. de diam., escarlates<br />
<strong>com</strong> mancha grande, preta. — Folhas ás vezes enormes.<br />
Mad. — Branco-avermelhado claro, tenra.<br />
Orn.— Arvore copada, muito ornamental.<br />
TENTO GRANDE da V. — ORMOSIA AMAZÔNICA<br />
Ducke í Leg. pap. ).<br />
(A. g. )— HAB.- NOS cacauaes do B. Amazonas.<br />
CAR.— Fructos: vermelho e preto, duros, lustrosos, de<br />
1. mm. de diam. — Servem para marcar jogo.<br />
Mad.— Vermelha; sem applicações.<br />
TENTO PEQUENO — ABRUS PRECATORIUS L.<br />
Leg. pap. )<br />
(Cipó delgado).<br />
SYN. — Tequirily ( Monte Alegre ) — Jeriqniti.<br />
CAR.— Sementes pequenas, vermelho-vivo <strong>com</strong> mancha<br />
preta.<br />
bld.— As sementes silo usadas, ás vezes, para fabricar<br />
rosarias.<br />
Med. pop.— As sementes são toxicas; nella encontrase<br />
uma toxalbumina, a Abrina. A maceração aquosa das<br />
433
434 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
sementes provoca uma inflammaçAo violenta quando introduzida<br />
no olho; emprega-se nas conjunctivites granulosas.<br />
— As folhas e, principalmente, as raízes têm propriedades<br />
analogas ao alcaçuz.<br />
TENTO PEQUENO— ABRUS TENUIFLORUS Benth.<br />
(Leg. pap.).<br />
;Cipó delgado).<br />
SYN.— Tcntosinho.<br />
CAR.— Sementes vermelho e preto (na maior parte) —<br />
Folhas miúdas, <strong>com</strong>postas.— Flôr pequena, roxa.<br />
TENTO PRETO — ORMOSIOPSIS FLAVA Ducke.<br />
(Leg. pap ).<br />
(A. m. ou g.) — IIAB.- Em terreno argilloso.<br />
CAR.— Sementes duras, redondas, pretas <strong>com</strong> um pequeno<br />
hilo branco.— Flores amarellas.<br />
Loc.— E. de F. de Br. — M. R. Tapajoz —R. Branco<br />
de Óbidos.<br />
Mad. — Brancoavermelhado.<br />
TENTO RAJADO — (S. Caetano de Odivellas) —<br />
(Sapindaccas).<br />
TENTO da T.f.— ORMOS1A PARAENSIS Ducke<br />
(Leg. pap.).<br />
(A. m.) —O mais frequente dos "tentos".<br />
Loc.— Belcm — Bragança — Almeirim — Monte Alegre<br />
— Santarém — R. Branco de Óbidos — Manáos.<br />
CAR.—Semente bicolor, de 12 a 13 mm. de <strong>com</strong>prido.<br />
TIIOÀ — v. ÍTUÀ.—<br />
TIASSUBA- DUGUETIA sp (Anonaceas).<br />
(A. g.).<br />
Loc.— R. Tapajoz (Bôa Vista >.<br />
%<br />
TI MB AU BA — (Belem) — v. TIMBORANA — (Piptadenia<br />
psilostachya).<br />
TIMBAUBA — (Belem) — v. PARICA GRANDE da T. f.<br />
— (riptadema suaveolens).
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
435<br />
TIMBAIJBA — v. FAVEIRA de ROSCA— (Enterolobium<br />
Schumburgkii).<br />
TIMBAIJBA — ST R VPHNODEN D RON GUIANENSE<br />
Aubl.) Benth. (Leg. mim.).<br />
( A. m.) — HAB.- Na terra firme.<br />
Mad.— Branca e molle.<br />
TIMBO — E' nome dado a grande numero de plantas<br />
que tem propriedades ichtyotoxicas e são empregadas para<br />
"tinguijar" o peixe.— As classificações são ainda incertas;<br />
citamos as que são admittidas até hoje, mas precisam de<br />
uma revisão.— Ver também CONABI ou CONAMI ou BAR-<br />
BASCO.—<br />
SYX.— Co n abi —Conambi —Cottami — Tingi ti — Cofia pi,<br />
pacai ou barbasco (Perií) —Nicou (G. fr.)— Jlaiari (G. ingl.).<br />
TIMBÒ— PAULLINIA IMBERBIS Radlk. (Sapindaceas).<br />
(Cipó grande).<br />
SYN. — Cipó timbô.<br />
Loc.— Belem.<br />
CAR.— Parece-se <strong>com</strong> o guaraná. — Fructo: capsula<br />
de 3 cm., pyriforme.<br />
Med. pop.— Ichtyotoxico (?).—<br />
TIMBÒ— PAULLINIA GRANDIFLORA St. Hil.<br />
(Sapindaceas).<br />
(Cipó grande).<br />
SYN. — Iurari.<br />
Med. pop. — Ichtyotoxico.<br />
TIMBÒ-ASSÚ — CARLUDOVICA<br />
(Cyclanthaceas).<br />
SYN.— Cipó timbô.<br />
(Cipó)— HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— R. Jamundá.<br />
CAR.-Especie epiphyta cujas raizes aereas servem<br />
<strong>com</strong>o cordas.<br />
Med. pop.— Não venenoso.<br />
TIMBÒ-ASSÚ — DER RIS GUIANENSIS Benth. (Leg.<br />
dalb.). — E' o genero "Deguelia", de Aublet.<br />
(Cipó grande).
436 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
SYN.— Timbô cipó — Timbô da matt a — Timbora/ia<br />
— T. jacaré (Mandos).<br />
HAB.—Nas margens dos rios e nos içapos.<br />
Loc.— Beiern -Breves - E. de K de Br. — B. K. Xingu<br />
— M. R. Tapajoz — R Trombetas.<br />
CAR.—Folhas <strong>com</strong>postas (5 foi.).— Hôres em espigas<br />
axillares e terminaes, branco-esverdeado.—Fava globosa,<br />
ferruginea, unilocular.<br />
Med. pop.— Venenoso.— Contem um <strong>com</strong>posto resinoide,<br />
nào azotado, toxico, a Derrina.<br />
TIMBÓ—(?) SER J ANI A FUSCI FOLIA Radlk. (Sapindaceas).<br />
(a).<br />
SYN.— Cipó timbô.<br />
CAR.—Flores brancas, tomentosas, cm racimos; fructo:<br />
Samara de 2 cm./1,5 cm.<br />
Med. pop.— Acre, narcotico e venenoso.-Ichtyotoxico.<br />
— Contem Timbôina.<br />
TIMBÔ BRANCO — v. CAAPI.<br />
TIMBÓ BRANCO — v. TIMBO MACAQUINHO e TIMBO<br />
GRANDE.—<br />
TIMBÓ-CAÀ — (B. Amazonas)-TEPHROSIA NITENS<br />
Benth. ( Leg. pap.).<br />
SYN.— Ajaré.<br />
(PI. herbacea ou a. p.) — 1 IAB.- Na beira dos lagos e<br />
baixas de campo.<br />
Loc.— R. Capim — Óbidos — Prainha — Parintins —<br />
Mauhés.<br />
CAR.—Folhas duras, pinnadas; foliolos glabros na face<br />
superior e cobertos, na face inferior, de pellos prateados<br />
brilhantes.— Vistosas llôres vermelho-carmesim ou róseas<br />
cm racimos axillares ou terminaes. — O fructo ú uma vagem<br />
sedosa de 10 cm.<br />
Med. pop.— Ichtyotoxico.<br />
Om.— Planta muito ornamental.<br />
do Campo—(Marajó) - TEPHROSIA* BRE-<br />
\ 11 LS Benth. ( Leg. pap. gal.<br />
SYN.— Timbó boticário.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 477<br />
fa. p.)— Loc.- Campos nâo inundáveis de Marajó.<br />
CAR.— Flores amarello-cscuro; foliolos sedosos na face<br />
inferior e caules arruivados.<br />
Med. pop — Ichtyotoxico.<br />
TIMBÒ de CAYENNA — TEPHROSIA TOXICARIA<br />
Sw. (Leg. gal ).<br />
(a. p. erecto ). — A especie mais frequentemente cultivada.<br />
SYN.— Anil bravo — Tingui de Cayenna.<br />
CAR.— Foliolos sedosos na face inferior; flores branco<br />
ou amarellas em racimos axillares ou terminaes; frueto:<br />
vagem coberta de pelles.<br />
Med. pop.— A raiz tuberosa é narcótica, ichtyotoxica<br />
muito activo — As folhas tem as propriedades da digital.<br />
— Grcshoff isolou dois glucosides: a Timbôina e a Tephrosina.<br />
TIMBÒ da MATTA— v. TlMBO-ASSU — (Derris guianensis).<br />
TIMBÒ de peixe — PAULLINIA PINNATA L. ^Sapindaceas).<br />
SYX.— Cipó crua pé vermelho —Timbô cipó— Cururúa<br />
pé — Liane carrée (G. fr.)<br />
(Cipó grande)— Loc.- Muito <strong>com</strong>mum nas beiras dos<br />
cursos d'agua do B. Amazonas.<br />
CAR.— Hastes quadrangulares. — Folhas grandes, até<br />
15 cm. de <strong>com</strong>pr. (<strong>com</strong> 5 foliolos coriaceos, de peciolos alados).<br />
Flores brancas em racimos.<br />
Ind.— A casca do caule dá fibras; o lenho é muito<br />
flexível, proprios para arcos de barris.<br />
Med. pop.— Sedativo e narcotico, caimante do systema<br />
nervoso (extracto e tintura), usado contra as affecções do<br />
fígado e do baço, nas gastralgias — Folhas emollientes.— E'<br />
ichtyotoxico; contém o glueoside Timbôina ( Martin -1877).<br />
A casca, principalmente da cepa, e as sementes, sào<br />
acres, narcóticas e venenosas.<br />
O TIMBÒ-PÀO — (Rio Solimões) — CLATHROTROPIS<br />
MACROCARPA Ducke ( Leg. ). , , , 0 _<br />
SYX.- Cabary (A. R. Negro)- Timbó rana ( R. Solimões<br />
).
438 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
( \ m ) — HAB.- Na matta húmida mas não inundada.<br />
Loc.— Alto R. Negro — R. Solimões.<br />
CAR.— Casca fétida.<br />
Mad.— Esbranquiçado sujo.<br />
TIMBO MACAQUINHO — (R. Tapajoz) — LONCHO-<br />
CARPUS NICOU (Aubl.) Benth. (Leg. pap. dalberg.)<br />
= ROBINIA NICOU Aubl.<br />
SVN. — Timbô legitimo ( R. lapajoz )— 7 imbó branco<br />
páo (R. Acará). . .<br />
HAB.—Somente encontrado em capoeiras ou cultivado;<br />
pouco abundante.<br />
Loc. — R. Tapajoz— Gurupá — R. Acará.<br />
(Cipó grande) —CAR.- Arbusto que se torna escandente<br />
somente aos dois annos de idade. — Folhas <strong>com</strong>postas<br />
(5, 7 ou 9 foliolos).—A face inferior das folhas novas é<br />
coberta de pellos dourados brilhantes. — Flores purpurinas<br />
em espigas axillares ( floresce raramente).<br />
Ind.— E 1 o mais activo dos timbós; empregam se as<br />
raizes e os sarmentos. — Nas raizes existe, em forte proporção<br />
(6 a 11 o/o), um principio venenoso, a rotenona, cujas<br />
propriedades especiaes <strong>com</strong>o insecticida agrícola estão sendo<br />
aproveitadas, principalmente nos Estados-Unidos. O primeiro<br />
nome da "rotenona" foi %i tubaloxina", de toeba<br />
(Derris elliptica Benth.), a planta do Extremo-Oriente em<br />
cujas raizes foi descoberta. — Os americanos chamam também<br />
cubô a raiz dos timbós do genero Lonchocarpus.<br />
TIMBÒ URUCU — (Gurupá) — LONCHOCARPUS<br />
URUCU Killip e Smith. (Leg. pap. dalberg.).<br />
SVN.— Timbô vermelho ( Manaus e Furos de Breves )<br />
— Timbô carajarú ( R. Tapajoz) — T. grande ( R. Negro )<br />
— T. assa ( Parintins ).<br />
HAB.—Encontrado somente em capoeiras ou cultivada;<br />
ú a especie deste genero mais espalhada em toda a Amazônia.<br />
(Cipó)— CAR.- Flores em espigas purpurinas; frueto<br />
em vagem <strong>com</strong>prida, não alada, contendo 3 ou 4 sementes<br />
de cor ferruginea, globosas, um pouco achatadas. — Raiz<br />
avermelhada no corte.<br />
Ind.— Muito activo. — Empregado para pescarias e<br />
para matar as formigas "saúvas".— Parece ter variedades;<br />
das suas raízes extrahe-se de 3 a 5.5 de rotenona;<br />
Geottroy tinha encontrado nellas um alcalóide que denomi-
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
nou nikoulina < 1895). — Neste timbó, <strong>com</strong>o nas outras especies<br />
activas deste gênero, existem aliás, junto á rotenona<br />
diversos outros princípios venenosos : deguelina, tephrosina\<br />
toxicarol< e derivados, cuja acção insecticida é tombem notável<br />
em certos casos.<br />
TIMBÓ VENENOSO cio PAItÁ — LONCHOC \RPUS<br />
FLORIBUNDUS Benth. < Leg. pap. dalberg.).<br />
(a. sarmentoso rasteiro no descampado; cipó grande<br />
na matta).<br />
SYX.— Timborana.<br />
HAB.— Frequente em toda a Amazônia, na T f.<br />
Loc.— Belem — Gurupá — Prainha — Monte Alegre —<br />
Santarém — Óbidos — L. do Sapucuá — L. do Mariapixy.<br />
Med. pop.— YL 1 ichtvotoxico, mas muito menos activo<br />
tio que os dois precedentes.—No Baixo-Amazonas, 6 considerado<br />
<strong>com</strong>o perigoso para o gado.— Passa por conter um<br />
glucoside: a timboina.<br />
PUS<br />
439<br />
TIMBÓ GRANDE — ( R. Tapajoz ) — LONCHOCAR-<br />
SYX.— Timbó assít — Timbó branco — Timbó <strong>com</strong>inam.<br />
(a. sarmentoso ) — CAR.- Arbusto de copa densa, arredondada,<br />
que se torna escandente aos 4 annos; raiz dura<br />
quando secca, virando, no corte, ao amarello claro.— Nas<br />
folhas novas, os pellos da face inferior parecem dourados,<br />
mas menos brilhantes que no T. macaquinho.<br />
Ind.— A raiz contem de 3 a 3, 5 %> de rotenona.<br />
TIMBÓ — LONCHOCARPUS<br />
Í Cipó grande) — CAR.- AS folhas novas tem a face<br />
superior violacea, a inferior coberta de pellos curtos, deitados,<br />
prateados. — As raízes sào cylindricas, amarello claro<br />
brilhante, muito <strong>com</strong>pridas, mostrando, no corte, os vasos<br />
largamente abertos.<br />
Ind. — Das raízes extrahe-se 2 % de rotenona.<br />
TIMBO PAO—(Vigia) —LONCHOCARPUS<br />
^ SYX.— Timbó de massa.<br />
( Cipó) — CAR.- Raiz dura, <strong>com</strong>pacta, branca nq cort<br />
Ind.— As raizes contem cerca de 2 °/o de rotenona.
440 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TIMBÓ MASSA — (R. Tocantins) - LON CHOCAR-<br />
PUS<br />
* ( Cipó) C\R.- À face inferior das folhas, <strong>com</strong>o a superior,<br />
é glabra - O peciolo dos foliolos é alongado, rugoso<br />
na parte visinha do limbo, liso na outra metade.<br />
Jnd. — Ichtyotoxico, mas contendo somente U.o<br />
rolenona.<br />
o ue<br />
TIMBÓ TITICA — v. CIPO TITICA.—<br />
TIMBÓ VERMELHO — v. TIMBO URUCU—<br />
TIMBÓ LEGITIMO — v. TIMBO MACAQUINHO.<br />
TIMBÓ GRANDE —v. TIMBO URUCU — (Gurupá) — e<br />
TIMBÓ GRANDE — (R. Tapajoz).<br />
. TIMBO ASSÚ — (Parintins) — v. TIMBO URUCU e TIM-<br />
BO GRANDE.<br />
TIMBÓ COMMUM — v. TIMBO GRANDE.<br />
TIMBÓ CARAJURÚ — v. TIMBO URUCU.<br />
TIMBÓ BRANCO PAO — V. TIMBO MACAQUINHO.<br />
TIMBÓ dc MASSA— v. TIMBO de MASSA — (Rio To-<br />
cantins) c TIMBO PÃO — VVigia) —<br />
TIMBÓ BOTICÁRIO — v. TIMBO do CAMPO.—<br />
TIMBÓ-RANA — (Gurupá —Manáos, etc.) — DERRIS<br />
NEGRENSIS Benth. (Leg. dalb.).<br />
(Cipó grande) — HAB.- Na terra firme.<br />
Loc. — Podo o E. do Pará.<br />
Med. pop.— Ichtyotoxico (Greshoff.).<br />
Nas plantas do genero Den is, o principio activo seria<br />
também a rotenonu (tubatoxina), que se encontraria nas<br />
raízes. »<br />
TIMBO-RANA — v. TIMBO VENENOSO do PARA.—
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 441<br />
TIMBÓ-RANA — v. TIMBQ-ASSÚ.—<br />
TIMBO-RANA — (Beiern) — v. PARICÀ GRANDE da<br />
T. f.— (Óbidos).—<br />
TIMBÓ-RANA — (Beiern) — PIPTADENIA PSILOS-<br />
TACHYA (DC.) Benth. (Leg. mim.),<br />
í A. g.).<br />
SVN.— Ti moo da malta— Timbaiiba (Beiern).<br />
Loc.— Muito frequente — Beiern — E. de F. de Br.<br />
TIMBÓ-RANA — v. FA VEIRA de ROSCA.—<br />
TIMBÓ-RANA — v. PARICÀ GRANDE (la T. í — ( Piptadenia<br />
suaveolens).<br />
TIMBÓ-RANA — v. TIMBAUBA — ( Stryphnodendron<br />
guianense).<br />
TIMBÓUVA — (Santarém) — ENTEROLOBIUM TIM-<br />
BÓUVA Mart. ( Leg. mim.).<br />
SYN.— Tamboril—Orelha de prelo.<br />
(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— Monte Alegre— Santarém.<br />
CAR.— Tronco grosso e copa larga — Fructo em forma<br />
de orelha.<br />
Mad.— Leve e esponjosa mas bastante resistente, para<br />
forros, gameilas.<br />
TIMBÓ-Y — (Gurupá) — ?<br />
(Cipó). — Ind.- As hastes delgadas, partidas e raspadas,<br />
podem substituir o rotang para empalhar cadeiras.<br />
TIMüTÚ—(G. fr.) —POLYGALA TIMOUTOU Aubl.<br />
(Polygalaceas).<br />
Loc.— R. Maracá.<br />
Med. pop.- Raiz vomitiva e diurética.<br />
TINGARANA — ?<br />
Loc.— R. Jacundá.<br />
Mad.— Branco amarellado claro, tenra. — D = ü,;x>.<br />
TINGUI — v. TIMBÓ de CAYENNA.—
442 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TINHORÀO- (do sul) - CALA DIU M P1CTURA-<br />
TUM C. Koch. ( Aroidcas ). — O nome de tinhorao é<br />
applicado, no sul, a todos os tajás.<br />
(PI. h. ).<br />
C\R — Folhas longamente pecioladas, sagittadas, face<br />
superior manchada e inferior de côr esbranquiçada.<br />
TINTEIRA — COCCOLOBA EXCELSA Benth. ( Polygonaceas).<br />
Loc.— Nos furos de Breves.<br />
/rui. — Dá matéria corante.<br />
TINTEIRA — (Belem) — v. CORTICEIRA— ( Pterocarpus<br />
draco ).<br />
TINTEIRA do CAMPO — (Marajó) — JUSSIAEA LI-<br />
THOSPERMIFOLIA Mich. (Oenotheraceas).<br />
Imi.— A planta e os fructos macerados dão matéria<br />
corante.<br />
TINTEIRA dos MANGAES — (Marajó) — v. MANGUE<br />
BRANCO. —<br />
TINTUREIRA—(Óbidos) —MICONIA PR ASIN A DC.<br />
(Melastomaceas).<br />
Ind.— Dá matéria corante preta.<br />
TI PU AN A — v. FAVEIRA —(Vatairea erythrocarpa).<br />
TIRIRICA <strong>com</strong>mum-SCLERIA TENACÍSSIMA<br />
Xees. (Cyperaceas).<br />
CAR.— I odas as tiriricas tem folhas cortantes.<br />
TIRIRICA de FOLHA ESTREITA — (Marajó) — SCLE-<br />
RIA PTEROTA Presl. e SCLERIA MICROCARPA Nees.<br />
(Cyperaceas).<br />
TIRIRICA de FOLHA LARGA— (Marajó) —SCLFRI \<br />
PALUDOSA Kunth. e SCLERIA REFLEXA H V. K.<br />
(Cyperaceas).<br />
CAR.— A maior cyperacea da America.
443<br />
TIRIRICA GRANDE-SCLERIa CYPERIXA Kunth.<br />
(Cyperaceas).<br />
(PI. h. )-Loc.- lugares húmidos nas campinas de<br />
Cou n anv.<br />
TIRIRICA RASTEIRA — (Marajó )—SCLERI A BRAC-<br />
TEATA Cav. ( Cyperaceas ).<br />
TIÚ— v. CAÀPIÀ.—<br />
TOE — (Perú e Alto Amazonas) -DATURA INSIGNIS<br />
Barb. Rodr. — v. MARICAUA.—<br />
TOMATE — LYCOPERSICUM ESCULENTUM Miller<br />
(Solanaccas ).<br />
De origem americana ( Perú ou Antilhas ).<br />
(PI. h. ) — Cultivada.<br />
Ali m.— Excellente condimento e legume.<br />
Meei.— Util contra o arthritismo. a lithiase e a gotta.<br />
TOMATE do AMAZONAS — LYCOPERSICUM HUM-<br />
BOLDTII Dun. (Solanaceas ).<br />
Alim — O fructo é pequeno ; pode substituir o tomate<br />
<strong>com</strong>mum.<br />
TORA —CASSIA TORA L. (Legum. caesalp.).<br />
Med. pop.— Purgativa.<br />
TH ACUA — v. CIPO TRACUÃ —<br />
TRAPIÁ — (dos Cearenses) — v. CATAUARY.-<br />
TRAPIARANA — (R. Tapajoz) — LEONI A GLYCI-<br />
CARPA Ruiz e Pav. (Violaceas).<br />
Alim.— Fructo doce, <strong>com</strong>estível.<br />
TRAPOERABA verdadeira —(nome dado no sul)—TRA-<br />
DESCANTIA DIURÉTICA Mart. (Conimelinaceas).<br />
(A. p. ).<br />
S YX. — Tracoeraba.<br />
CAR.— Flores azues.<br />
Me d. pop.— Emolliente (em banhos nas aifecçóes herpeticas).<br />
Diurético e antirheumatic© (em decoc^ão) L til
444<br />
. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
contra a hydropisia e as anginas, contra a retenção espasmódica<br />
das urinas. - Excellente antihemorrhoidal.<br />
TRAPOERABA — (nome dadc no sul) —<br />
DICORISANDRA AFFINIS M. (Commelinaceas) —<br />
e DICORISANDRA VILLOSULA M. (Commelinaceas).<br />
Loc.— Prainha — Mandos.<br />
Med. pop.—O cozimento é emolhente e diurético, antirheumatico<br />
(em banhos); util contra a hydropisia (em chá)<br />
e as anginas; o succo fresco aplaca as coceiras dos dartros.<br />
TRAPOERABA — (nome dado no sul) — ANEILEMA<br />
BRACTEOLATUM Mart. (Commelinaceas), na Amazonia<br />
Óbidos, R. Solimões) — e ANEILEMA POAEOIDES<br />
Seub. (Commelinaceas), no litoral (Campos de Mexiana).<br />
TRAPOERABARANA— (nome dado no sul) — PUA ES-<br />
PHAERIUM PÉRSICA RI AEFOLIUM (DC.) Clarke (Commelinaceas<br />
).<br />
Med. pop. — Mesmas propriedades do que as outras<br />
trapoerabas.<br />
TREPADEIRA COR de ROSA - ANTIGOXON LEPTO-<br />
PUS (Polygonaceas).<br />
(Cipó) — Origin, do Mexico; cultivada.<br />
Orn. — Planta elegante, de crescimento rápido, propria<br />
para cercas, caramanchões, carregando-se quasi todo o anno<br />
de numerosos cachos de flôres côr de rosa.<br />
TRI FOLIO <strong>com</strong>mum — (Marajó) — STYLOSAXTHES<br />
ANGUSTIFOL1ÜS Vog. (Leg. pap. hed.).<br />
(PI. h.-lm. a lm20).<br />
SYX. — Mangericão do campo.<br />
HAB. — Nos campos altos e tesos arenosos.<br />
Alim. aiiim.— Pastagem procurada pelos cavallos.<br />
x r - v , ^ 0 ^ - ^ ^ 0 ) - STYLOSAXTHES GUIA-<br />
\h.\SlS S\v. (Leg. pap. hedys.).<br />
Como o precedente.<br />
Yn., T RfI;IO HIRSUTO - (Marajó) - ERIOSEMA* CRI-<br />
AI 1 LM h. Mey. (Leg. pap. phas).<br />
Alim. a aim. — Pastagem regular.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
TROMBETA CHEIROSA — D ATURA SUAVEOLENS<br />
H. Bomp. (Solanaceas).— Origin. do Perú.<br />
(a.) — Subspontanea.<br />
Meã.— As folhas fumadas em cachimbo ou em cigarros<br />
silo antiasthmaiicas — Toda a planta é narcótica; produz<br />
somnolencia, dilatação da pupilla, perturbação da vista,<br />
ardor e constricção da garganta — cm dose mais elevada é<br />
toxica — Contem um alcalóide: Scopolauiina (Schmidt —<br />
1892).<br />
Os indios do Alto Amazonas preparam, <strong>com</strong> o succo<br />
da casca, uma bebida (Maikoa, ou Huantuc) que provoca<br />
violenta exaltação e excitação muscular seguida de allucinações<br />
da vista e do ouvido, de natureza angustiosa.<br />
Oi ii. — Planta de ornamento. Flores brancas, cheirosas<br />
á noite.<br />
TROMBETA ROXA — DATURA FASTUOSA L. (Solanaceas).<br />
— Origin. do Egypto.<br />
(a) — Cultivada nos jardins.<br />
Mcd.— Como as outras "trombeteiras".<br />
Om. — Grandes flores, em forma de funil, muitas vezes<br />
a dupla corolla, brancas por dentro e violaceas por fora,<br />
muito cheirosas durante a noite.<br />
TUCÁ, ou TUCARY— (Matto Grosso)—v. CASTANHEI-<br />
RA do PARA*.<br />
TUCIIAUA — LAETIA PROCERA (Poepp.) Eichl.<br />
(Flacourtiaceas).<br />
TÜCÜJÀ— (Óbidos) — v. MOLONGO — (Zschokkea<br />
arborescens).<br />
(A. g.) — Loc.- Frequente em Belem e na E. de F.<br />
de Br. — Óbidos.<br />
TUCUNARE-MEREÇÁ — (Bieves) — v. CAMUTIM, de<br />
Gurupá.—<br />
TÜCUNARÊ ENVIRA — (R. Tapajoz) — DREPANO-<br />
CARPUS PALUDICOLA Standl. (Leg. dalb.).<br />
» (a.) —HAB.- Terrenos inundados.<br />
Loc.- Aramanahy ( R. Tapajoz).<br />
CAR.— Notável pêlos foliolos muito pequenos e numerosos.<br />
445
446 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
TUCURIBA, ou UCHIRANA —<br />
COUEPIA DUCKEI Hub. (Rosaceas).— Rara.—<br />
(a.).<br />
COUEPIA RACEMOSA Benth. ( Rosaceas >. —<br />
Commum em campinas arenosas. ( a.).<br />
COUEPIA PARAENSIS Benth. (Rosaceas).—<br />
(Amazônia — Óbidos ). — De fructos pequenos.—<br />
Na margem dos lagos —(A. m. da T. f.}.<br />
TUPEIÇAVA— (L. g.) — v. VASSOURINHA — ( Scoparia<br />
dulcis).<br />
TUPIXÀ, cu TUPICHA — (L. g.) — v. MALVA RELO-<br />
GINIIO.— (Sida acuta).<br />
TURIZEIRO — LICANIA spec<br />
(Rosaceas).<br />
TURIUVA— v. CARAIPÊ-RANA. — LICANIA (MO-<br />
QUILEA) TURIUVA Ch. e Schl. (Rosaceas).<br />
TURURI — STERCULIA ?<br />
(Sterculiaceas).<br />
(A. g.).<br />
lud.— O liber da casca, <strong>com</strong>posto de fibras entrelaçadas,<br />
é utilisada pelos índios para fazer vestuários; também<br />
é usado para calafetar embarcações.<br />
TURURI — (R. Solimões) — ><br />
(Moraceas).
450 . A AMAZONIA BRASILEIRA
u<br />
UÁCHUA — v. ACHUA.—<br />
UACIMA, ou UÁlSSIMA — (de Uá, planta —e Xáma,<br />
tecido —Na L. g.); Nome dado pelos indígenas ás plantas<br />
fibrosas.<br />
UACIMA do BREJO — v. FAXFAN.—<br />
UACIMA do CAMPO — LUHE A PANICULATA S. Ilil.<br />
(Tiliaceas).<br />
(A. p.) — Loc.- Campos de Monte Alegre e Mazagão<br />
Ind. — Casca fibrosa.<br />
UACIMA GRANDE — (R. Trombetas — R. Branco de<br />
Óbidos)— v. CABEÇA dc PREGUIÇA. — A PEIß A ALBI-<br />
FLOKA Ducke (Tiliaceas).<br />
UACIMA — (R. Tapajoz) — v. MALVA ROSADA-(Pavonia<br />
malacophylla). (Malvaceas).<br />
UACIMA da PRAIA — (Marajó) — HIBISCUS TILI A-<br />
CEUS St. Hil. ( Malvaceas).<br />
Qrigin. da índia; subespontanea no Brasil.<br />
SYX.— Uaissima — Algodoeiro da praia - Oaaxnao<br />
do mangue — Maou ( G. fr.), ou Grand Mahot.
452 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
(A. m. ou p.) —HAB.-KOS mangaes. — Cultivada.<br />
Mad — Leve e fraca; o cerne é côr cie rosa quando<br />
velho; para marcenaria.<br />
IND.— A casca macerada dá bôas fibras; batendo-se a<br />
casca, obtem-se um tecido natural; a madeira dá bom carvão<br />
para polvora.<br />
Mim.— Folhas e renovos <strong>com</strong>estíveis.<br />
Med. pop.— As folhas são emollientes.<br />
Orn. - A copa é muito densa; as flores são grandes,<br />
amarellas, <strong>com</strong> macula carmim na base das pétalas.<br />
UACIMA da PRAIA— (Belem) - v. MALVA RELOGIO<br />
UACIMA côr de ROSA —URENA SINUATA L. (Malvaceas),<br />
simples variedade da Urena lobata L.<br />
(a. de 1 a 2 m.).<br />
SVN.— Carapicú.<br />
CAR.—Flores róseas — Fructo carrapicho.<br />
Ind. - Dá fibras textis, consideradas superiores ás da<br />
Uacima roxa.<br />
UACIMA ROXA— (Marajó)— URENA LOBATA L.<br />
(Malvaceas). — U. lobata typo e variedades trilobata e<br />
reticulata.<br />
(PI. h. arbustiva—de 1 a 3 metros).<br />
SYX.— Uaissima roxa — Guaxima roxa í Sul) — Aramina<br />
(S. Paulo) — Rabo de foguetes — Ybaxama (em L.g.).<br />
Loc.— Belem — Marajó — Mauhés.<br />
CAR — Flôres roxas ou roseo violáceo; fruetos carrapichos.—<br />
Folhas alternas, de forma e tamanho muito variaveis.<br />
Ind — As hastes maceradas dão fibras de mais de 1 m.,<br />
flexíveis, resistentes, brancas, sedosas (9 °/0) do peso da haste<br />
verde, para cordas, barbantes e tecidos para saccos, <strong>com</strong>o<br />
succedaneo da juta, apresentando maior resistencia (15 %>).<br />
Med. pop.— As folhas são emollientes; o decocto da<br />
raiz é antiblennorrhagico.<br />
UACU— MONOPTERYX UACÚ Spruce (Leg. pap.).<br />
(A. g.).<br />
Loc.—Alto Rio Negro. •<br />
CAR.—Sapopemas muito altas.<br />
Ind.— As sementes são oleaginosas.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
453<br />
Al int. — O oleo das sementes é <strong>com</strong>estível; as sementes<br />
podem ser <strong>com</strong>idas assadas ou cozidas (A. Ducke).<br />
UÀlTA — V.AITA.—<br />
UAJARA BRANCO, PRETO ou VERMELHO — v GU \-<br />
JARA'<br />
UAJURÜ— v. GUAJURU.—<br />
UAMÀ — v. CAPIM UAMÀ.—<br />
UANANY — v. ANANI.—<br />
UAPA — v. APÀ.—<br />
UAPE — VICTORIA REGIA Lindl. ( Nympheaceas).<br />
Planta aquatica.<br />
SYX. — Uaiipé jaçanã —Abati-nau pc — Iapuná-cad (de:<br />
ia puna, forno — e caá. folha) — Forno d'agua —Mururú.<br />
CAR. — Planta annual: quando secca o lago, as sementes<br />
conservam-se no lodo; cresce <strong>com</strong> a enchente, o peciolo<br />
alongando-se conforme o nivel das aguas.<br />
Mim.— As sementes dão uma fécula <strong>com</strong>estível; <strong>com</strong>em-se<br />
assadas.—A batata é apreciada pelos indígenas.<br />
Orn.— Flores enormes ( até 30 cm. de diam.) que só<br />
desabrocham de noite; brancas, <strong>com</strong> o centro rosado.— Folhas<br />
fluctuantes, de 1 m. a lm.80 de diam., em forma de<br />
pratos ou taboleiros, de bordas levantadas, semelhantes á<br />
fornos de torrar farinha.<br />
UAPE —<br />
XYMPHAEA RUDGEANA G.FAV. Meyer (Nympheaceas).<br />
e NYMPHAEA AMAZONUM M. e Xucc. (Nympheaceas).<br />
Plantas aquaticas.<br />
SVN.— Apé (Marajó) — Mururé — Murem - Aguapé<br />
da meia-noite.<br />
HAB.— Commum nas aguas paradas.<br />
CAR.— Flores branco-esverdeado.<br />
Ind.— As flores do N. amazonum desabrocham somente<br />
de noite e são muito aromaticas; podem dar oleo essencial<br />
para a perfumaria.<br />
Med. pop.— Folhas emollientcs contra ulceras.
454 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
UAPÈ de CACHOEIRA - MOURERA FLUVIATILIS<br />
Aubl. (Podostemaceas). .<br />
Planta das pedras immersas das cachoeiras.<br />
SYN.— Mourerou (G. fr.) — Carlini das cachoeiras<br />
• ( R. Negro). .<br />
Alini.— A cinza é rica em sal <strong>com</strong>mum misturado <strong>com</strong><br />
chlorureto de potássio; substitue o sal <strong>com</strong>o condimento.<br />
UAPUIM, ou UAPUHY — v. APUI.—<br />
UAPUIM-ASSU — v. CAXINGUBA.—<br />
UARUMA — v. ARUMA.—<br />
UASSACÚ — v. ASSACl).—<br />
UBA — (Sul) — v. CANNA BRAVA—(Norte).<br />
UBÁCAIA — (Amazonas) — v. CANNA de MACACO.—<br />
UCHY-CURÜA — SACCOGLOTTIS VERRUCOSO<br />
Ducke (Humiriaceas).<br />
SYN.— Uxy canta — Uchy coroa.<br />
(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />
Loc. — Óbidos — M. R. Tapajoz — Manáos.<br />
Mad — Castanho pardo violáceo, dura.— D= 1,00.<br />
Aliai.— Fructo redondo, irregular, da grossura de uma<br />
tangerina, verde escuro — Polpa onctuosa, de sabor agradavel,<br />
algumas vezes um pouco amarga, cheia de granulações<br />
duras.<br />
UCHY-PUCU — SACCOGLOTTIS UCHI (Humiriaceas<br />
).<br />
SYN. — Uxy-pucú.<br />
(A. g.) — HAB.- Na matta de T. f.<br />
Loc.— E. de F. de Bragança — R. Trombetas — R.<br />
Jamundá — R. Xingií — Gurupá — Almeirim — Med. R.<br />
1 apajoz — Manáos — Alto Punis.<br />
Mad.— Castanho-pardo violáceo; para marcenaria, dormentes.<br />
— D = 0,94.<br />
Aliai.— Fructo ovoide, verde amarellado, pouco carnudo,<br />
<strong>com</strong> caroço volumoso — A polpa é muito aromatfca.<br />
doce, oleosa, de gosto agradavel. Dimensões do fructo: 6 a<br />
/ cm./4 cm.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 495<br />
Da polpa extrahe-se 8 % (]e oleo amarello, excellente<br />
para a cozinha. — Safra de março a julho.<br />
UCÍIY-R\NA — v. TUCL RIBÀ-<br />
UCIIY-RANA — (Faro — Marajó) — v. ANDIRA-UCHY<br />
— (Andirá retusa).<br />
UCHY-RANA — ( Belem - Ilhas - Manáos ) - S ACCO-<br />
GLOTT1S AMAZÔNICA Mart. (Humiriaceas). *<br />
(A. m.) —HAB.- Na matta de V.<br />
Loc.— Estuário — Cametá — R. Guamá — Teffé.<br />
CAR.—Fructos globulosos, de 5 cm. de diam., não <strong>com</strong>estíveis.<br />
UCHY-RANA — v. ACHUA-RANA.—<br />
UCHY-RANA GRANDE— (L. do Jeretépauá, em Obidos)<br />
- COUEPIA div. esp<br />
( Rosaceas ).<br />
UCHY-RANA— (R. Tapajoz) — COUEPIA GLAU-<br />
CESCENS Spruce (Rosaceas).<br />
UCUIIUBA BRANCA — VIROLA SURIXAMEXSIS<br />
(Rol.) Warb. (Myristicaceas).<br />
SYN.— Moussigot (G. fr.).<br />
(A. m.) —HAB.- XOS igapós (muito abundante).<br />
CAR.— Ramificação regular, verticillada, quasi horizontal.—<br />
Folhas estreitas.<br />
Mad.— Branca, fácil de se trabalhar; para marcenaria.<br />
lnd.— Fructos numerosos : capsulas esphericas <strong>com</strong><br />
uma semente de cor escura, de 8 a 12 mm. de diam., muito<br />
oleaginosa.—A semente dá 60 a 68°/o de uma gordura amarello-claro,<br />
de consistência e cheiro de cera.— Safra de fevereiro<br />
a julho.— A madeira dá bôa pasta de cellulose para<br />
papel: <strong>com</strong>prim. das libras, 1,02 —diam. 0,027 (A. Bastos —<br />
M. C. P. ).— A cinza da madeira é rica em potassa.<br />
* Med. pop.— O chá das folhas contra as cólicas e as<br />
dyspepsias. O liquido avermelhado que exsuda da casca contra<br />
as erysipelas ; o cozimento da casca para limpar e cicatnsar<br />
as feridas.
456 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
A seiva misturada <strong>com</strong> cozimento de camapú applicase<br />
nas hemorrhoides, em chumaços de algodão.<br />
UCUHUBA PRETA— v. UCUHUBA VERMELHA.--<br />
UCUHUBA VERMELHA — VIROLA SEB1FERA Aubl.<br />
(Myristicaceas).<br />
SVN.— Ucuhttba preta — Yaxamadoa (G. fr.) — Mascadier<br />
(G. fr.) — Arbre à saif ( G. fr.).<br />
(A. m.)— HAB.- Na T. f. (Capoeiras).<br />
Loc.— Capoeiras velhas da T. f. de Beiern — B. Amazonas.<br />
CAR.— Folhas grandes.<br />
Mad.— Amarei lad a, passando ao castanho-vermclho escuro<br />
depois de exposta ao ar; grão regular, trabalhando-se<br />
bem.— D = 0,65.<br />
Ind.— A semente dá gordura semelhante a da Virola<br />
sariaaaiensis.<br />
UCUHUBARANA — IRYANTHERA SAGOTIANA<br />
(Benth.) Warb. (Myristicaceas).<br />
(A. p. ou m.)—HAB.- Nas mattas firmes ou inundadas<br />
em toda a Amazônia, mas não na varzea do R. Amazonas.<br />
CAR.—O frueto é maior do que o das especies precedentes,<br />
parecendo formado pela juxtaposição de duas destes.<br />
Ind.— A cera extrahida das amêndoas de ucuhubarana<br />
é analoga á de ucuhuba, mas perfeitamente branca.<br />
UCUHUBARANA — (M. R. Tapajoz)-OSTEOPHLOE-<br />
. UM PL AT YS PE R .\ l UM (A. DC) Warb. (Myristicaceas).<br />
(A. g.)—Commum no R. Solimões. —Beiern —Breves<br />
— Manáos.<br />
UCUHUBARANA — (Manáos)— IRYANTHERA MA-<br />
CROPHYLLA Spruce (Myristicaceas).<br />
(A. p.).<br />
T., UCUHUBARANA - (R. Madeira) - IR Y A N T H li R A<br />
LLEI Warb. (Myriticaceas).<br />
A semente tem cerca de 2,3/1,2 cm., <strong>com</strong> secção transversal<br />
elliptica.
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
UCUQUIEANA— (Mandos) — v. COQUIRANA.—<br />
UCUQUY — (Sapotaccas).<br />
(A. g.).<br />
Loc.— Alto R. Xcgro e Solimòes.<br />
Alim.— Fructo do tamanho e forma de um abacate,<br />
<strong>com</strong> polpa <strong>com</strong>estível depois de fervida ou em mingáo, mas<br />
que corta os lábios quando crúa.<br />
Me d. pop.— Vermífugo.<br />
UDVNGA — (Marajó) - ERAGROSTIS INTER-<br />
RUPTA Lam. (Gramíneas).<br />
í PI. h. — 1 m.).<br />
SYN.— Capim bengala.<br />
Alim. anini.— Pastagem.<br />
UIRARI-UVA — (R. Japurá e Amazonas) — STRYCH-<br />
NOS CASTELNAEI Wedd. (Loganiaceas), S. Toxifera<br />
Schomb. e varias outras especies.<br />
(Cipós). %<br />
Med.— Toxicos.— As cascas do caule e das raízes servem<br />
para preparar o celebre "uirari" ou "curare", veneno<br />
dos índios.<br />
ULEANTUS ERYTHRINOIDES Harms. < Leg. papil.).<br />
Loc.— Frequente na região das primeiras cachoeiras<br />
do R. Tapajoz.<br />
(A. m.}—CAR.- Notável pelas suas flores grandes,<br />
umas azues, outras encarnadas.<br />
Mad— Pouco alburno, cerne pardo escuro, de grão<br />
fino, <strong>com</strong>pacto, duro, mas trabalhando-se bem.<br />
UiMARY <strong>com</strong>mum — ( Breves — Belem — Gurupá) —<br />
PORAQUEIBA PARAENSIS Ducke (Icacinaceas).<br />
SYX.— Marx —Marv gordo.<br />
(A. g.) — HAB.- Na floresta húmida. — As vezes cultivado.<br />
Loc.— Belem — Breves.<br />
Ind.— A polpa dá na prensa quente 12% do seu peso<br />
de um°oleo castanho-amarello escuro.<br />
Alim.— Fructo oblongo, do tamanho de um ovo pequeno,<br />
<strong>com</strong>estível.<br />
457
458 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
UMARY — (Manáos — Teffé) - PORAQUEIBA SE-<br />
. RICEA Tui. (Icacinaceas).<br />
SYN.— Mary. . . .<br />
(A. m. ou. p.)— Indígena e cultivado, principalmente<br />
no E. do Amazonas.<br />
Mad.— Pardoavermelhado, leve e rija, para marcenaria,<br />
tamancos, lenha. , ~ .<br />
Alita.— Fructo <strong>com</strong>estível <strong>com</strong>o do umary cio 15. Amazonas,<br />
mas maior, da grossura de um ovo regular; o caroço<br />
grande é envolvido de uma camada delgada de polpa<br />
oleosa, adocicada.<br />
UMARY bravo — (E. de F. de Bragança)—PORAQUEI-<br />
BA GUIANENSIS Aubl. (Icacinaceas).<br />
t A. p. ou m.) — HAB.- Floresta não inundavel e solo<br />
humoso.<br />
Loc. — Estrada de Ferro de Bragança — Estuário —<br />
Litoral.<br />
CAR.— Fructo pequeno, verde, não <strong>com</strong>estível.<br />
Mad.— Pardo ou pardo avermelhado escuro, dura e<br />
<strong>com</strong>pacta. •<br />
UMARY-RANA— COUEPIA SUBCORDATA (Benth.)<br />
Hook (Rosaceas).<br />
(A. m.).<br />
SYN.— Mary-rana — Mariniary ( Breves).<br />
Loc.— Belem — Óbidos — Manáos — R. Solimões.<br />
Mad.— Para carpintaria, lenha, carvão.<br />
Ora.— Arvore copada, servindo para alamedas; <strong>com</strong>mum<br />
em Manáos, muitas vezes cultivada.<br />
UMIRY — HUMIRIA BALSAMIFERA Aubl. (Humiriaceas>.<br />
SYN. — Bois roiigc tisane (G. fr.).<br />
í A. m.). —HAB.- Terrenos altos e arenosos.<br />
Loc.— Alto Amazonas.<br />
CAR.— Da casca cortada exsuda um liquido balsamico<br />
vermelho, de cheiro muito agradavel, parecido <strong>com</strong> o do<br />
estoraque; seccando, torna-se duro, quebradiço.<br />
Mad.— Vermelho castanho, dura.<br />
Med. pof>.— O látex pode substituir o balsamo do<br />
1 cru; e excitante, balsamico e expectorante, aconselhado<br />
<strong>com</strong>o tcniíuga e contra a blennorrhagia
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
UMIRY.— HUMIRIA FLORIBUNDA Mart. (Humiriaceas).<br />
— (Talvez não seja differente da H. Balsamifera<br />
Aubl.). j<br />
(Desde arbusto até arvore grande) — HAB.- Nas campinas<br />
pedregosas ou de areia, nas praias ou na matta.<br />
Loc.— Belem — Marajó — B. Amazonas<br />
CAR. — A casca é impregnada de balsamo resinoso<br />
aromático de cheiro agradavel; <strong>com</strong> ella fazem-se fachos<br />
que queimam facilmente <strong>com</strong> perfume penetrante.<br />
Mad.— Y r ermelho-castanho escuro, dura, <strong>com</strong>pacta;<br />
para construcção civil e naval, dormentes. — D = 0,S9.<br />
Alun — Fructos pequenos, pretos, resinosos, adocicados,<br />
<strong>com</strong>estíveis; os melhores são das arvores pequenas das<br />
campinas de areia.<br />
Med. pop. — A tintura da casca é tenifuga, diurética<br />
e balsamica.<br />
UMIRY-RANA — (Faro) - QUALEA RETUSA Warm.<br />
(Vochysiaceas).<br />
(A. m.)—HAB.- Em terrenos arenosos na margem dos<br />
lagos e dos rios de aguas límpidas ou pretas.<br />
Loc.— Margens dos affluentes da parte norte da bacia<br />
do médio Amazonas — Commum em Faro —B. R. Negro.<br />
Mad.— Castanhoclaro; fibras grosseiras, trançadas;<br />
dura, para marcenaria grossa. — D = 0,84.<br />
459<br />
UMIRY-RANA —(Monte Alegre) — v. MANDIOQUEIRA.<br />
UMIRYRANACAA — (R. Tapajoz) — E U G E N 1A sp.<br />
(Myrtaceas).<br />
UNHA de GATO— BIGNONIA UXGUISCATI L.<br />
(Bignoniaceas).<br />
(Cipó grande).<br />
CAR.—Gavinhas terminadas por tres ganchos recurvados.<br />
Med. pop. — Diurético. A tintura das folhas substitue<br />
o iodureto de potássio nos rheumatismos chronicos — Adstringente.<br />
O/-/*.— Planta ornamental; Flores grandes, numerosas,<br />
amarelloclaro.<br />
ÜNIIA de MORCEGO — v. ANDIRÁ POAMPE.—
460 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
(JRARI, ou UIRARI— STRYCHNOS div. (Logania-<br />
COÍLS ).<br />
(Cipós)—Mais ou menos toxicos — Alguns são utilisados<br />
pelos índios das margens do R. Maranhão (A. Amazonas)<br />
e dos seus affluentes para preparar o 14 curareum dos<br />
venenos para frechas mais energicos que se conhece,<br />
também chamado "ticüna". — O tratamento das feridas envenadas<br />
pelo "curare", consiste em ligaduras, lavagens<br />
<strong>com</strong> solução de acido phenico a 5 %>, ou de sal <strong>com</strong>mum;<br />
quando a intoxicação é adiantada, pratica-se a respiração<br />
artificial até eliminação do veneno.<br />
A base do "curare" é, em geral, o STRYCHNOS<br />
CASTELNAEI Wedd. do rio Japurá.<br />
Utilisam também: (Classificações sujeitas a revisão).<br />
STRYCHNOS CREVAUXIANA Baill, nos R. Paru<br />
e Jary.<br />
STRYCHNOS TOXIFERA Benth. no A. Amazonas.<br />
STRYCHNOS COGENS Schomb. nas Guyanas.<br />
STRYCHNOS PEDUNCULATA Benth. id.<br />
STRYCHNOS ROUHAMON Benth. id.<br />
STRYCHNOS HIRSUTA Spr. no A. Amazonas.<br />
STRYCHNOS RUBIGINOSA A. DC id.<br />
STRYCHNOS LETHALIS Barb. Rodr., em Tonantins<br />
(índios Cauichanás).<br />
Addiciona-se ao succo da casca de Strvchnos o de diversas<br />
outras plantas, conforme a região. As principaes são<br />
as seguintes:<br />
Casca de Imene ( Abuta imene).<br />
Raiz de Pahni (Piper geniculatum), no A. Amazonas.<br />
Casca de Tacmag (Ficus atrox). *<br />
Casca de Taraira-moira (Lonchocarpus rariflorus).<br />
Pructos de kiyahaavi, ou Quyiá-qui, ou Malagueta<br />
(Lapsicum pendulum).
461<br />
Leite de Assactí (Hura crepitans).<br />
Leite de Euphorbia (Euphorbia cotinifolia).<br />
Fructos de Pindahiba (Guatteria venef\ciorum).<br />
Raiz de Nhandi (Ottonia vvaracabacoura).<br />
Casca de Tamaquaré (Caraipa angustifolia).<br />
Raiz de Cipó amargoso (Abuta candicans).<br />
Succo de folhas de j/ucnra-caá (Petiveria aliacea).<br />
Succo de folhas de An ingá-para ( Dieffembachia<br />
seguine).<br />
URATACIÚ — v. ARATACIli.—<br />
URTIGA — (Marajó) — JATROPHA URENS L. var.<br />
Jatr. genuína Muell. Arg. ( Euphorbiaceas).<br />
SYX.— Cansanção de leite (na Bahia).<br />
( a.) — Loc.- Nas capoeiras de Óbidos.<br />
Med. pop.— Produz na pelle uma urticaçâo <strong>com</strong> sensação<br />
de queimadura; Os índios esfregam-se <strong>com</strong> esta planta<br />
antes de atravessar os rios á nado para afugentar as<br />
piranhas e os puraqués.<br />
URTIGA— v. ORTIGA.—<br />
URUÂ, ou URUAZEIRO —(Faro) — v. PAR AP ARA —<br />
(Cordia tetrandra).<br />
URDA, ou URUAZEIRO — (R. Tapajoz) — CO R DI A<br />
ALLIODOR A (R. e P.) Chamisso (Borraginaceas).<br />
URUÀ-RANA— (R. Trombetas) — AEGIPHILA<br />
( Verbenaceas).<br />
(A. p.) — Mad.- branco pardacento, fibrosa, tenra e<br />
muito leve.<br />
URÜASINHO— (R. Tapajoz) — CORDIA NODOSA<br />
Lam. (Borraginaceas).<br />
URUBÚ-CAÀ — (Marajó) — ARISTOLOCHIA TRI-<br />
LOBATA L. (Aristolochiaceas).<br />
'Cipó). .... .<br />
SYX.— Calunga - Capa homem —J ar rinha - MU /iomeus<br />
—Papo de perú — Angelicó (Pernambuco).
462 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CAR.—Toda a planta tem um cheiro forte aliaceo-camphorado,<br />
sabor amargo e nauseabundo.<br />
Med. pop.— A raiz é amarga, tônica, febrífuga, excitante,<br />
emmenagoga, anti-diarrheica e abortivo energico —<br />
Em dose elevada causa nauscas, dejecções, perturbações cerebraes.<br />
—Externamente, em pó, nas ulceras chronicas e no<br />
lupus.<br />
LRLBUZEIRO—(Faro) — v. ANGELIM RAJADO.—<br />
URUCU — BIX A ORELLANA, L. (Bixaceas).—Origin.<br />
da America meridional.<br />
(A. p.) — Cultivado.— Fructifica <strong>com</strong> 2 annos.<br />
SYN.— Achiote (Perú).<br />
hid.— Da polpa que envolve as sementes tira-se uma<br />
tinta vermelha que pode servir para dar côr a certos <strong>com</strong>estiveis.<br />
O urucú contem dous princípios colorantes: a bixina<br />
( vermelho vivo ) e a Orellina (amarello ).<br />
Med. pop.— A tinta do urucú passa por antídoto do<br />
acido prussico, veneno da mandioca. — Raiz digestiva —<br />
Sementes expectorantes.<br />
URUCU BRAVO — BIXA ORELLANA, var. URUCU<br />
RANA Wild. (Bixaceas).— Indígena.<br />
(A. p.)— HAB.- Nas varzeas do Amazonas.<br />
Loc.— No caranazal ( Óbidos)<br />
Ma d.— Branca.<br />
Iad.— Dá matéria corante <strong>com</strong>o o urucú.<br />
URUCÚ da MATTA —BIXA ARBÓREA<br />
ceas).<br />
Hub. ( Bixa-<br />
(A. g.) — SYN.- Urucurana da aiatta (R. Tapajoz).<br />
URUCU-RANA — v. MUIRA-GONÇALO.—<br />
TATA L. ('Filia<br />
(A. p.).<br />
Med. pop.— A seiva é usada<br />
catarrhal.<br />
contra a conjunctivae
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
URUMBEBA — v. JARAMACARU.—<br />
URfJPÈ—TRAMETES<br />
Svx.— Orelha de pão.<br />
U VILLA — (Ferú) — v. MAPATY.—
V<br />
VACCA-PRETA — (Belem) — v. MARA-SACACA.—<br />
VASSOURA — BACCARIS DRACUNCULIFOLIA<br />
DC. (Compostas).<br />
M ed. pop.— Tônica, eupeptica e febrífuga.<br />
VASSOURA VERMELHA — DODONEA VISCOSA L.<br />
( Sapindaceas ).<br />
Loc.— Litoral marítimo (até Soure).<br />
VASSOURINHA — ( Marajó )-SCOPARIA DULCIS<br />
L. (Scrophulariaceas).<br />
SYX. - Tupeiçava ( L. g. ).<br />
(PI. h. ) — HAB.- NOS terrenos abertos.<br />
bld.— Fazem-se vassouras <strong>com</strong> os caules.<br />
Med. pop.— Emolliente. bechica (para as bronchites)<br />
— Clysteres; contra hemorrhoides.— No Pará, o chá é usado<br />
contra as febres.<br />
VASSOURINHA ou VASSOURA — v. MALVA BRANCA<br />
— i Sida carpinifolia ).<br />
VASSOURINHA ou VASSOURA — v. MALVA —(Sida<br />
rhombifolia e Sida acuta Burm.).<br />
O<br />
xv VASSOURINHA do BREJO — v. PATAQUERA — CO-<br />
^OBEA SCOPA RIO IDES Benth. (Scrophulariaceas).
466 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
VASSOURINHA d'AGUA — v. PATAQUERA — (Cono<br />
bea aquatica).<br />
VENTOSA — (Furos) — HERNANDIA GUIANENSIS<br />
Aubl. (Hernandiaceas).<br />
SYN.— Hernandier (G. fr.).<br />
(A. p. ou m.)— HAB.- Nas várzeas inundadas <strong>com</strong> solo<br />
argilloso. .<br />
Loc.— Ilhas de Bgeves — R. Anajás — R. Guamá —<br />
Belem — Gurupá.<br />
CAR.— O apparelho de fluetuaçáo da semente é curioso:<br />
o frueto parece uma pequena noz, grande <strong>com</strong>o uma<br />
avellã, contida num involucro em forma de bexiga furada<br />
na ponta.<br />
VERGA dc JABOTY — v. JABOTY.—<br />
VERÔNICA—(Bragança) — DALBERGIA SUBCY-<br />
MOSA Ducke í Leg. pap. dalb.).<br />
(Cipó)—HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— Bragança — R. Mojú — R. Xingu— R. Tapajoz.<br />
Med. pop.— Chá da entrecasca contra as bronchites;<br />
em banhos <strong>com</strong>o tonico.<br />
VERÔNICA do Igapó—(Estuário) — DALBERGIA<br />
MONETA RIA L. f. (Leg. pap. dalb.).<br />
(Cipó da V.)— HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas margens<br />
inundadas.<br />
Loc.— Estuário— Marajó — Litoral — No B. Amazonas<br />
até acima da Serra da Velha Pobre — R. Mapuera —<br />
R. Tapajoz<br />
Med. pop.— Chá da entrecasca contra as bronchites;<br />
em banhos <strong>com</strong>o tonico.<br />
VETILLA — IPOMAEA CAPPAROIDES Chois. ( Convoi<br />
vulaceas).<br />
(Cipó;.<br />
VETIVER — v. PATCHOLI.— #<br />
VICTORIA REGIA — v. UAPE.—
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
VINAGREIRA-HIBISCUS SABDARIFFA L. (Malvaceas).—<br />
Origin. da índia.<br />
(a.) — Cultivada.<br />
SVN. — Azeda de Gainê — Carurú azedo — Quiabeiro<br />
azedo.<br />
Aliai.— Folhas de sabor muito acido, mas pouco carnudas;<br />
substitue a azeda.—O cálice carnoso ainda verde<br />
15 dias depois da florescência) serve para fabricar geleas<br />
i Jamaica e índia) e bebidas refrigerantes cujo sabor imita<br />
o da groselha.<br />
Jad.— Dá fibras superiores ao canhamo.<br />
Med. pop.— Raizes amargas e estomachicas, emollientes<br />
e resolutivas.<br />
VINDECAÁ— ALPINIA JAPONICA Micq (Zingiberaceas)<br />
Origin. do Japão.<br />
VINDECAÁ— ALPINIA NUTANS .(Zingibaraceas).—<br />
Origin. da índia.<br />
Ora. — Planta ornamental <strong>com</strong> cachos de flores bonitas<br />
e aromaticas.<br />
Med. pop.— A tintura dos rhizomas á estomachica e<br />
carminativa.<br />
VINDECAÁ—PANICUM BREVIFÒLIUM L. (Gramíneas<br />
).<br />
SYN.— Andacd.<br />
Med. pop. — Raiz diurética.<br />
VINHA — VITIS VI NI FE RA L. (Ampelidaceas). —<br />
Origin. da Asia occidental.<br />
( Cipó ) — Cultivada.<br />
Cresce bem e tem fruetos maduros 3 mezes depois da<br />
poda, o que tornava possível obter 4 colheitas por anno,<br />
mas, para ter cachos de tamanho regular, deve limitar a<br />
duas colheitas, uma na estação chuvosa e outra na estação<br />
secca; os fruetos da primeira são muito azedos, os da segunda<br />
são doces e aromaticos. Os cachos de uva são relativamente<br />
pequenos e pouco abundantes.<br />
VINHATICO — (Sul) — v. FA VEIRA de rosca — (Obidos).—<br />
ENTE RO LO BI UM SCHOMBURGKII Benth.<br />
< Legum. mim. ).<br />
467
468 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
VINKATICO do CAMPO — (no sul) — v. PAO dc CAN-<br />
DEIA.—<br />
VIOLETA — VIOLA ODORATA L. ( Violaceas).<br />
Om.— Cultivada. — Cresce bem. mas a maior parte<br />
das flores aborta; as que se desenvolvem silo pequenas e de<br />
cheiro fraco.<br />
VIOLETA d'AGUA — (Marajó) — EICHHORNIA NA-<br />
TANS (Beaux.) var. PAUCIFLORA Solm. (Pontederiaceas).<br />
Alim. anini — Pastagem de inverno para o gado bovino.<br />
VIOLETA d'AGUA — v. AGUAPÉ.—<br />
VISGO — (Marajó) — CASSIA HISPIDULA Vahl.<br />
(Legum. caesaip.).<br />
VISGUEIRO — (Bragança) — P A R KI A IN G E X S<br />
Ducke (Leg mim.).<br />
(A. g.)— Na T. f.<br />
SYN.~ Faveira branca e Arapary branco ( R. 1 apajoz).<br />
Loc.— Breves —R. Xingu — M. R. 1 apajoz.<br />
CAR.— Copa muito larga.<br />
Alad.— Quasi branca.<br />
VISGUEIRO — (Bragança) - PAR Kl A VELüTIXA<br />
R. Benoist. (Leg. mim. ).<br />
( A. g.) — HAB.- Matta húmida mas não inundada.<br />
Loc.—Estrada de Ferro de Bragança—W. de Marajó<br />
— B. R. Trombetas ( L. do Salgado).<br />
Om — Arvore de magnifico aspecto — Folhas <strong>com</strong>postas<br />
muito grandes e ir.florescencias erectas; flores vermelhoescuro.<br />
VISGUEIRO — (Belem — Óbidos) — PARKIA PEN-<br />
DULA Benth. (Leg. mim.).<br />
(A. g. ou G.) — Frequente na matta grande de T. f.<br />
arenosa, por todo o Estado do Pará, mais rara no Amazonas,<br />
de Manáos para cima.<br />
SYX — Bolotciro — Rabo dc arara — Jupunba ( Breves)<br />
- l-avcira ( R. Tocantins ) - Pdo de arara ( R. Tronv
ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />
betas) — Arára-pctiú — Acacia anile (G. fr.) — Grignon<br />
fou í G. fr.).<br />
CAR.— Copa larga cm forma cie chapéu de sol muito<br />
plano. vendo->e por baixo pendurados os fios <strong>com</strong>pridos<br />
(lm. 50 ) dos pedunculos das flores dispostas em capítulos<br />
esphericos, escuros, de cheiro muito desagradavel.<br />
Mad — Pardo-amarellado, fibras grossas, dureza media,<br />
trabalhando-se bem; para construcção civil, marcenaria<br />
D = 0.85.<br />
lad.— As vagens maduras exsudam uma gomma-resina<br />
pegajosa, utilisada para preparar um visgo.<br />
Casca para cor tu me.<br />
Med. pop.— O cozimento concentrado das cascas emprega-se<br />
em caso de hemorrhagias occasionadas por golpes.<br />
Ora.— Uma das arvores mais bellas do Brasil.<br />
VISGUEIRO — (Beiern) — PARKIA GIGANTOCAR-<br />
PA Ducke (Leg. mim.).<br />
(A. G.).— HAB.- Na T. f.<br />
Loc.— 12. de Ferro de Bragança — Ilhas altas de<br />
Breves — R. Guamá — Gurupá — Oriximiná.<br />
CAR.— Copa larira, menos que a precedente e menos<br />
chata — pedunculos íloraes relativamente curtos, mas em<br />
raminhos <strong>com</strong>pridos pendentes, capítulos grandes, brancos,<br />
fétidos —Vagens enormes: 0m70de<strong>com</strong>pr. e 5-6 cm. de larg.<br />
VISGUEIRO-PARKIA MULTIJUGA Benth. (Legum.<br />
mim.).<br />
(A. g.) —HAB.- Matta grande da T. f. e da V. alta,<br />
em sólo argilloso <strong>com</strong>pacto.<br />
Loc. —Toda a planície.<br />
CAR.—Folhas muito grandes, flores brancas; frueto:<br />
vagem de 27 cm./9 cm. indehiscente.<br />
Mad.— Brancacenta— dureza mediana.<br />
VISGUEIRO — (Beiern) — PARKIA PARAENSIS<br />
Ducke (Leg. mim.).<br />
(A. m.) —HAB.- NOS igapós de aguas pretas.<br />
Loc.— Beiern — Gurupá — Bragança — Região do estuário.<br />
• CAR.— Parecido <strong>com</strong> a P. pendula, mas menor.<br />
VISGUEIRO RAJADO — (Amazonas) —<br />
469
470 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />
Mad. — Branco amarellado claro, manchado de castanho;<br />
bastante tenra.<br />
VIUVINHA — (R. Mapuera) — PETRAEA IXSIGXIS<br />
Schauer. (Verbenaceas).<br />
(Cipó). Indígena.<br />
SVN.— Flôr de S Miguel.<br />
CAR.— Cachos abundantes de flores côr de lilaz.<br />
VIUVINHA - PETRAEA MARTI AN A Schauer. (Verbenaceas).<br />
(Cipó). — Indígena.<br />
HAB.— Na matta de terra firme argillosa.<br />
E' a especie mais frequente no Estado do Pará.<br />
CAR.— Flores lindas, roxo-escuro.<br />
VIUVINHA — PETRAEA VOLUBILIS Jacq. (Verbenaceas<br />
).<br />
(Cipó)— Cultivada<br />
Orn.— Flores abundantes, de côr lilaz-escuro (Cálice<br />
e corolla), muito bonitas.<br />
VOUAPÁ — v. APÁ.—
Siimaliuma (Ceiba pentandra)
YACAYACA — v. CEDRO BRANCO — ( Poupai tia amazônica).<br />
— No R. Negro este nome applica-se também ás<br />
arvores dos generos Cedrola e Cedrelinga (CEDREL1NGA<br />
CATENAERFORMIS Ducke.).<br />
YAGE— v. CAAPI.— Alguns autores estimam que o<br />
nome de "Yagé" ó dado ao cipó Haemadictyon amazonicum<br />
{Apocynaceas); a tintura da haste de "Yagé" produz<br />
grande excitação nervosa e, depois, somno <strong>com</strong> phenomenos<br />
de dupla vista, visão a distancia, telepathia. — Perrot e R.<br />
Hamet consideram o " Yagé " <strong>com</strong>o idêntico ao Ayahuasca<br />
e ao Caapi.<br />
YARATACIÚ — SAGOTIA RACEMOSA Baillon ( Euphorbiaceas<br />
).<br />
CAR.— Toxica.<br />
Y AU AC ANO — EPERUA LEUCANTHA Benth. (Leg.<br />
caesalp.).<br />
Loc.— Alto R. Negro.<br />
J fad.— Boa madeira avermelhada.<br />
YÈBARO — EPERUA PURPUREA Benth. ( Legum.<br />
caèsalp. ).<br />
SYN.— Algumas vezes: Copahiba-raaa — Zebaro.<br />
Loc.— Alto R. Negro.
472 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />
CAR.— Flores rosco-purpureas, esplendidas.<br />
Ma d.— Bôa madeira avermelhada.<br />
YOYOCA — v. RABO de ARARA — ( Cacoucia coccinea<br />
Aubl.).<br />
YPADÚ — v. COCA—<br />
YUCA — v. FLOR de CAMPA.—
z<br />
ZACATECA — (Marajó) —<br />
(Gramíneas).<br />
(Pl. h. — 1 m. ) — HAB.- NOS terrenos altos, arenosos.<br />
Alim. anim.— Bôa forragem.<br />
ZAMIA LE COINTEI Ducke (Cycadaceas).<br />
Loc.—Cach. do Inferno (R. Erepecurú) — collinas do<br />
R. Branco de Obidos.<br />
Orn — Cycas pequeno e de porte elegante.<br />
ZARANZA — (Marajó) — LEPTOCORYPHIUM LA-<br />
XATUM Nees. (Gramíneas).<br />
(Pl. h.)—HAB.- NOS campos seccos.<br />
Alim. uni m.— Pastagem soffrivel.<br />
ZINNIA—ZINNIA ELEGANS — (Compostas) -Origin.<br />
do Mexico.<br />
(Pl. h.) — Cultivada nos jardins.<br />
Ovn.—Bonita flor <strong>com</strong> numerosas variedades; dase<br />
muito bem.<br />
•0
INDICE ALPHABETICO<br />
dos generös botânicos citados<br />
A PAGS.<br />
ABRUS 433-434<br />
ABUTA 4-122<br />
ABUTILON 252-253<br />
ACACALIS 353<br />
ACACIA 140-158<br />
250-359<br />
ACANTIIOSPERMUM 157<br />
ACHRAS 403<br />
ACHYROCLINE 247<br />
ACROCOMIA 325<br />
ACRODICLIDIUM 83-170<br />
240<br />
ACROSTICHUM 167<br />
ACTINOSTEMON 87<br />
ADENOCALYMNA 122-125<br />
ADIANTUM 44-167<br />
AEGIPHILA 83-125<br />
131-343<br />
461<br />
AESCHYNOMENE 234-361<br />
AGERATUM 192-277<br />
AG ON AN DR A 342<br />
AIOUEA 12 - 16<br />
27<br />
ALCHORNEA 303<br />
ALDINA 248<br />
ALIBERTIA 380<br />
ALLAMANDA 16<br />
ALLANTOIVIA 121<br />
ALLIUM 115<br />
ALPINIA 467<br />
ALSODEIA 213<br />
ALSOPHILA 44-167<br />
402<br />
ALSTROEMERIA 151-263<br />
ALTERNANTHERA 369<br />
ALTHAEA 254<br />
AMAIOUA 181-379<br />
AMANOA 16<br />
AMARANTUS 107-108<br />
AMAZONIA 77<br />
AMBELANIA 279-368<br />
AMBROSIA 39<br />
AMPHJODOX 143<br />
ANACARDIUM 80 - 81<br />
ANANAS 1-20<br />
146<br />
** PAGS.<br />
ANAXAGOREA 153<br />
AND1RA 22.455<br />
ANDRIPETALUM 117-239<br />
346<br />
ANDROPOGON .. 55 - 91<br />
93-95<br />
96-98<br />
334-365<br />
370-393<br />
428<br />
ANEILEMA 444<br />
ANETUM 173<br />
ANGRAECUM 353<br />
AN IBA 108-237<br />
240-246<br />
346-347<br />
A NONA 36 - 37<br />
42-134<br />
171-212<br />
ANTHURIUM 169-394<br />
ANTIGONUM 444<br />
ANTIRRHINUM 60<br />
APEIBA 73-342<br />
367-451<br />
A PI UM 11-400<br />
APTANDRA 389<br />
APULEIA 284-343<br />
ARACHIS 19-276<br />
277<br />
ARDISIA 195<br />
ARISTIDA 397<br />
ARISTOLOCHIA 349-461<br />
ARRABIDEA 102<br />
ARTHANTE 87-215<br />
ARTOCARPUS 172-212<br />
ARUNCUS 54<br />
ASCLEPIAS 20O-303<br />
ASPIDIUM 166<br />
ASPIDOSPERMA 35-103<br />
264-ÄO*<br />
337-374<br />
ASTROCARYUM 314-319<br />
330-331<br />
332
476<br />
ASTRONIUM<br />
ATTALEA<br />
AULOMYRCIA<br />
AVERRHOA<br />
AVICENNIA<br />
AYDENDRON<br />
AZOLLA<br />
BACCARIS<br />
BACOPA ....<br />
BACTRIS ..<br />
B.'\(IASSA •••• •••• ••••<br />
BAILLIERA<br />
BAMBUSA<br />
BANARA<br />
BANISTERIA<br />
BARCELLA<br />
BARYLUCUMA<br />
BASANACANTHA<br />
BASELLA<br />
BATESIA<br />
BAUIIINIA<br />
BELLUCIA<br />
BERTHOLLETIA<br />
BIDKNS<br />
BIFRENARIA<br />
BIGNONIA<br />
BIXA I«<br />
BOERRHAVIA<br />
BOMB.'W<br />
BORRERIA<br />
BOTRIOSPORA<br />
BOTRYTIS<br />
BOUGAINVILLEA<br />
BOWDICHIA<br />
BRASSAVOLA !<br />
BRASSIA<br />
C, •••• •••• •••• •••• ••<br />
BRITOA<br />
BROMELIA<br />
INDICE ALPHABETICO<br />
180-288<br />
314-317<br />
318-321<br />
325-329<br />
332-334<br />
170<br />
60-102<br />
127<br />
11-140<br />
295<br />
465<br />
47<br />
316-319<br />
323-324<br />
430<br />
130<br />
428<br />
232<br />
70<br />
329<br />
379<br />
235-349<br />
59<br />
5<br />
156-2S0<br />
365-366<br />
32-33<br />
180-282<br />
111<br />
191<br />
354<br />
22-56<br />
459<br />
462<br />
205-206<br />
366-410<br />
61-257<br />
290-413<br />
369-397<br />
406<br />
158<br />
63<br />
404-405<br />
406<br />
355<br />
355<br />
137-301<br />
32<br />
101-182<br />
246<br />
BROSIMOPSIS<br />
BROSIMUM<br />
BRUNFELSIA<br />
BRYOPHYLLUM<br />
BUCHENAVIA<br />
BUETTNERIA<br />
BUNCHOSIA<br />
BURDACHIA<br />
BYRSONIMA<br />
CABOMBA<br />
CACOUCIA<br />
CACTUS<br />
CAESALPINIA<br />
CAJANUS<br />
CALADIUM<br />
CALATHEA<br />
CALLIANDRA<br />
CALOPOGONIUM<br />
CALOPHYLLUM<br />
CALYCOPHYLLUM<br />
CALYPTROCARYA<br />
CAMPOMANESIA<br />
CAMPSIANDRA<br />
CANA VALIA<br />
CANNA<br />
CANNABIS<br />
C A PI RONA<br />
CAPPARIS<br />
CAPRARIA<br />
CAPSICUM<br />
CARAIPA<br />
CARAPA<br />
CARICA<br />
CARINIANA<br />
CARLUDOVICA<br />
CARPOTROCIIA<br />
CARYOCAR<br />
CARYOTA<br />
CASEARIA<br />
294<br />
11 - 17<br />
113-285<br />
286-309<br />
258<br />
169<br />
279-368<br />
66-392<br />
127<br />
395<br />
292-293<br />
295<br />
391-472<br />
77<br />
51-113<br />
221-286<br />
184<br />
32-2S0<br />
422-442<br />
72-77<br />
214-363<br />
348-400<br />
163<br />
214<br />
314<br />
37<br />
310<br />
5<br />
166<br />
88-133<br />
189-291<br />
234<br />
343-344<br />
123-173<br />
403<br />
119<br />
250-371<br />
372<br />
53-423<br />
424<br />
23<br />
255-256<br />
431-432<br />
61-220<br />
435<br />
75-171<br />
373-374<br />
f?15<br />
22-77<br />
344-406
CASSIA<br />
CASSIPOUREA<br />
CASSYTIIA<br />
CASTILLOA ....<br />
CATASETUM<br />
CATOSTEMMA<br />
CATTLEYA<br />
CAYAPONIA ....<br />
CECROPIA ....<br />
CEDRELA<br />
•• •••• •••<br />
CEDRELINGA<br />
CEIBA<br />
CELOSIA<br />
CENCIIRUS<br />
CENOSTIGMA<br />
CENTROLOBIUM<br />
CENTROSEMA<br />
CEPHAELIS<br />
CEREUS<br />
CESTRUM<br />
CHENOPODIUM<br />
CHIOCOCCA<br />
CIILOROPHORA<br />
CHOMELIA<br />
CHRYSANTHEMUM .. ..<br />
CHRYSOBALANUS .. ..<br />
CHRYSOPIIYLLUM .. ..<br />
CHYTROMA<br />
CICHORUM<br />
CINCHONA<br />
CINNAMOMUM<br />
CISSAMPELOS<br />
CISSUS<br />
CITRIOSMA<br />
CITRUS<br />
CITRULLUS<br />
CLARISIA<br />
CLATRTROTROPIS<br />
CLAVAPETALUM<br />
CLEOME<br />
INDICE ALPHABETICO<br />
51-89<br />
100-131<br />
163-165<br />
269-270<br />
274-276<br />
277-279<br />
2*5-309<br />
352-402<br />
443-468<br />
87-233<br />
187<br />
13<br />
355-356<br />
104<br />
355<br />
379<br />
195-196<br />
197-198<br />
115-116<br />
117-118<br />
117-470<br />
413<br />
138<br />
106<br />
6<br />
345<br />
166-305<br />
20S-370<br />
77-217<br />
. 128<br />
. 192-273<br />
. 124<br />
. 235<br />
„ 236-349<br />
. 129<br />
12-183<br />
79-183<br />
273-411<br />
.. 217<br />
.. 119<br />
.. 389<br />
87<br />
4-305<br />
363-361<br />
.. 125<br />
.. 188<br />
... 232-233<br />
235-426<br />
.. 275<br />
... 185<br />
.. 437<br />
.. 340<br />
.. 223-295<br />
CLIBADIUM<br />
CLIDEMIA<br />
CLIXOSTEMON<br />
CLITORIA<br />
CLUSIA<br />
COCCOLOBA<br />
corcn.rs<br />
COCIILOSPERMUM<br />
COCOS<br />
CODIAEUM<br />
COFFEA<br />
COIX<br />
COLA<br />
COLOCASIA<br />
COMBRETUM<br />
COMMEL1NA<br />
COXDRODENDROX<br />
COXXARUS<br />
COXOBEA<br />
COPAIFERA .,<br />
COPERXICIA<br />
CORDIA<br />
COREOPSIS ....<br />
CORYAXTIIES<br />
COSMOS<br />
COSTUS<br />
COUEPIA<br />
COUMAROUXA<br />
COURALIA<br />
COURATARI<br />
COUROUPITA<br />
COUTARFA<br />
COUTOUBEA<br />
COUSSAPOA<br />
CRATAEVA<br />
CREPIDOSPERMUM<br />
CRESCEXTIA<br />
CRIXUM<br />
CROTALARIA<br />
4SI<br />
55-130<br />
378<br />
249<br />
156-161<br />
161-165<br />
31<br />
74-113<br />
378-442<br />
66<br />
369<br />
316-319<br />
322-330<br />
139-427<br />
77<br />
232<br />
129<br />
202-203<br />
156<br />
269<br />
363<br />
49-233<br />
255<br />
361-365<br />
465-463<br />
131<br />
315<br />
41 -78<br />
106-119<br />
171-312<br />
353-161<br />
. 136<br />
. 357<br />
. 137<br />
. 89 - 90<br />
137<br />
.. 147-218<br />
310-362<br />
375-446<br />
455-458<br />
.. 142<br />
99-337<br />
.. 431<br />
... no<br />
389<br />
151-176<br />
31-79<br />
... 112<br />
61<br />
,'.. no<br />
9<br />
28 - 8G<br />
119
478<br />
CLIOTON<br />
CRUDIA<br />
CRYPTOCARI A<br />
CLCLMIS ••<br />
CUCURBITA<br />
CUNURIA<br />
CURATELLA<br />
CURCUMA<br />
CUSCUTA :....<br />
CUSPARIA<br />
CYBISTAX<br />
CYCAS<br />
CYCLANTHUS<br />
CYDISTA<br />
CYLINDROSPERMA .. ..<br />
CYNOMETRA W^I<br />
CYNODON 93<br />
CYPERUS 54-92<br />
93-94<br />
98-1C0<br />
222-223<br />
373-418<br />
CYTHAREXYLON 349<br />
CYRTOPODIUM 35G-358<br />
D<br />
DACTYLOCTENIUM 82<br />
DAHLIA 151<br />
DALBERGIA 126-213<br />
349-466<br />
DATURA 158-269<br />
443-445<br />
DAUCUS 118<br />
DAVILLA 123<br />
DESMODIUM 19 - 55<br />
105<br />
DESMONCUS 314-318<br />
320-321<br />
330<br />
DERRIS 435-437<br />
440<br />
DIALIUM 378<br />
DIANTHUS 138<br />
DICHROMENA 94<br />
DICORISANDRA 411<br />
DICORYNIA 25-426<br />
DICYPELLIUM 343<br />
INDICE ALPHABETICO<br />
82-108<br />
109-139<br />
175-339<br />
164-204<br />
205-228<br />
73<br />
275-276<br />
368<br />
3-225<br />
145<br />
78<br />
146<br />
123<br />
27<br />
105<br />
149<br />
265<br />
122<br />
147<br />
DIDYMOPANAX<br />
DIEFFENBACHIA<br />
DIMORPH ANDRA<br />
DINIZIA<br />
DIOCLEA<br />
DIOSCOREA<br />
DIPLOTROPIS<br />
DODONEA<br />
DOLICHOS<br />
DOLIOCARPUS<br />
DORSTENIA<br />
DRACONTIUM<br />
DREPANOCARPUS<br />
DUCKEODENDRON<br />
DUGUETIA<br />
DUROIA<br />
E<br />
281<br />
28-29<br />
42<br />
27<br />
281-282<br />
100-232<br />
405<br />
465<br />
111-231<br />
122<br />
71<br />
217-422<br />
43-223<br />
224-115<br />
379<br />
60 - 88<br />
155-275<br />
421-135<br />
69-380<br />
ECCLINUSIA 133<br />
ECIIITES 124<br />
EGLETES 217<br />
EICHHORNIA 10-468<br />
ELAEIS 314-318<br />
ELAEOPHORA 130<br />
ELCOMARHYZA 111<br />
ELEPHANTOPUS 188<br />
ELEUSINE 97<br />
ELEUTHERINA 271<br />
ELISSARRIIENA 125<br />
ELIZABETHA 34<br />
ELVASIA 30<br />
EMMOTUM 239<br />
ENTADA 122-178<br />
ENTEROLOBIUM 165-425<br />
441-467<br />
EPERUA 29-132<br />
156-157<br />
203-214<br />
225-471<br />
EPIDENDRON 351-355<br />
EPISCIA 231<br />
ERAGROSTIS 51-277<br />
457<br />
ERIODENDRON 113<br />
ERIOSEMA FCLL<br />
ERISMA 211-212<br />
386<br />
ERYNGIUM 129<br />
t
ERYTHRINA<br />
ERYTHROXYLON ....<br />
FSCHWEILERA<br />
ETABALLIA<br />
EICALYPTUS<br />
F.ITCHARÏS ....<br />
BUGENIA<br />
ETTATORIL'M<br />
EUPIIORBIA ...<br />
EITERPE<br />
EIXYLOPHORA ....<br />
FAGARA<br />
FARAMEA<br />
FERDINANDUSIA<br />
FE VILLE A<br />
FICUS<br />
FOURCROYA<br />
FUNASTRUM<br />
G<br />
GAILLARDA<br />
GALEANDRA<br />
GALIPEA<br />
GALLESIA<br />
GARDENIA<br />
GEISSOSPERMUM<br />
GENIPA<br />
CEONOMA<br />
GLYCOXYLON<br />
GLYCYDENDRON<br />
GNETU.M<br />
GONIODISCUS<br />
GOSSYPIUM<br />
GOUPIA<br />
I<br />
479 INDICE ALPIIABETICO<br />
42-289<br />
290<br />
172-203<br />
43-177<br />
217-216<br />
274-281<br />
395<br />
296<br />
159<br />
159<br />
84-172<br />
178-203<br />
291-377<br />
459<br />
41-139<br />
216<br />
40 - 42<br />
69-159<br />
187-192<br />
250<br />
311-312<br />
336<br />
423-432<br />
78<br />
7<br />
307<br />
31 -59<br />
78-114<br />
167-175<br />
376<br />
123<br />
175<br />
357<br />
6<br />
336<br />
176<br />
7<br />
176<br />
323-333<br />
11-310<br />
311-342<br />
279<br />
208<br />
21<br />
13<br />
145<br />
GUADUA 417-418<br />
428<br />
GUAREA 84-116<br />
118-127<br />
219-220<br />
GUATTERIA 127-154<br />
155-233<br />
GUAZUMA 61-295<br />
GUETTARDIA 24<br />
GUILIELMA 316-329<br />
330<br />
GUSTAVIA 120-177<br />
GYMNOGRAMMA 43<br />
GYNERIUM 89-170<br />
171<br />
HABENARIA<br />
HANCORNIA<br />
HEDYCIIIUM<br />
HELEOCHARIS<br />
HELIANTHUS<br />
HELICONIA<br />
HELICTERES<br />
HELIOTROPIUM<br />
IIELOSIS<br />
IIEMIARTHRIA<br />
HEMITELIA<br />
H<br />
IIENRIQUEZIA<br />
HERNANDIA<br />
I1ETEROPSIS<br />
IIETEROPTERIS<br />
HETEROSTEMON<br />
IIEVEA<br />
HEYMASSOLI<br />
HIBISCUS<br />
HIERONYMA<br />
HIRTELLA<br />
HIPP<strong>OCR</strong>ATF.A<br />
HOLOPYXIDIUM ...<br />
IIORTIA<br />
HOYA<br />
HUMIRIA<br />
IIUMIRIANTHERA<br />
•••• ••••<br />
357<br />
16-260<br />
61<br />
222<br />
179<br />
53-308<br />
411<br />
252-400<br />
62<br />
157<br />
181<br />
44-167<br />
402<br />
246<br />
466<br />
126<br />
40G<br />
192<br />
407-408<br />
18<br />
15-18<br />
19-161<br />
167-350<br />
388-451<br />
467<br />
268<br />
102-130<br />
248-249<br />
162<br />
217<br />
76<br />
169<br />
458-459<br />
249-259
480<br />
HURA 41<br />
I1YBANTHUS 205<br />
HYDROLEA 105<br />
HYMENAEA 226-227<br />
HYMENOLOBIUM 25 - 23<br />
404<br />
HYMENOPIIYLLUM 401<br />
HYOSPATHA 334<br />
HYPOLYTRUM 268<br />
HYPTIS 193-364<br />
401<br />
I<br />
ICACOREA 195<br />
ICHTHYOTHERA 144<br />
ICICA 38 - 63<br />
ILEX 131-248<br />
IMPATIENS 49<br />
IMPER ATA 272<br />
INDIGOFERA 28<br />
INGA 199-200<br />
201<br />
IONIDIUM 205<br />
IONOPSIS 357<br />
IPOMAEA 14 - 57<br />
60 - 84<br />
85-168<br />
214-400<br />
424-466<br />
IRIARTEA 327-328<br />
IRIARTELLA 328<br />
IRYANTIIERA 379-456<br />
1SCIINOSIPIION 39-40<br />
363<br />
ISERTIA 135<br />
ISOTOMA 218<br />
IXORA 63-219<br />
J<br />
JACARANDA 56-103<br />
JACARATIA 2=5-256<br />
JAMBOSA 215<br />
JASMINUM 218-219<br />
JATROPHA 370-461<br />
JOANNESIA 109<br />
JUGASTRUM 140<br />
JUSSIAEA 139-442<br />
INDICE ALPIIABETICO<br />
KAEMPFERIA<br />
KYLLINGIA<br />
K<br />
L<br />
336<br />
93-95<br />
375<br />
LABLAD<br />
141<br />
LACTUCA<br />
LACUNARIA<br />
LAETIA<br />
13<br />
279<br />
109-287<br />
445<br />
LAFOENSIA<br />
308<br />
LAGENARIA<br />
73-380<br />
LAGERSTROEMIA<br />
237<br />
L AG UNCULA RIA<br />
LANTANA<br />
261<br />
83-84<br />
187<br />
LAWSONIA<br />
394<br />
LE COINTEA<br />
LECYTHIS<br />
LEERCIA<br />
351<br />
111<br />
94<br />
LEONIA<br />
443<br />
LEONOTIS<br />
LEOPOLDINIA<br />
135<br />
321-329<br />
LEPIDOCARDIA<br />
103<br />
LEPIDOCARYUM<br />
315<br />
LEPTOCORYPHIUM 473<br />
LEUCAS<br />
LICANIA<br />
113<br />
12-22<br />
101-102<br />
133-148<br />
234-247<br />
248-304<br />
310-373<br />
446<br />
LIMNANTIIEMUM<br />
30-410<br />
LINDERNIA<br />
152<br />
I.IPPIA<br />
188-291<br />
LIRIOSMA 287<br />
LONCHOCARPUS<br />
161-339<br />
438-439<br />
440<br />
LONICERA 219<br />
LOPEOSTOMA<br />
54-141<br />
LUCUMA ... 2-148<br />
LUEHEA<br />
LS3-286<br />
310-363<br />
8-451<br />
LUEHEOPSIS<br />
8-33<br />
^ 1 F A •••• •••• •••• •••• •••• 65<br />
I
LUZIOLA<br />
LYCOPERSICUM<br />
LYCOPODIUM<br />
LYGODIUM ....<br />
MABEA ....<br />
•••• ••••<br />
M<br />
•••• •••• •••<br />
MACAIREA<br />
MACHAERIUM ••••<br />
MACIIAONÏA<br />
MACOUBEA<br />
MACROLOBIUM ... • •• •• ••<br />
MALACHRA<br />
MALOUETIA<br />
MALPIGHIA<br />
MAMMEA<br />
MANGIFERA<br />
MANICARIA<br />
MANIHOT<br />
MANILKARA<br />
MARANTA<br />
MARCGRAVIA<br />
MARIPA<br />
MARSDENIA<br />
MARTINELLA<br />
MARTÏNESIA<br />
MARTIUSIA<br />
MATAYBA<br />
MAT I SI A<br />
MAURITIA<br />
MAXILLARÏA<br />
MAX1MILIANA<br />
MAYTENUS<br />
MELIÀ •••• •••<br />
MELISSA<br />
MELOCACTUS<br />
MELOCHIA<br />
MENTIIA<br />
MERREMIA<br />
MLCONRA<br />
MICROTEA<br />
INDICE ALPHABETICO 4SI<br />
99<br />
443<br />
311-402<br />
44<br />
2-91<br />
428<br />
143-144<br />
43-213<br />
223-224<br />
236<br />
17<br />
33-34<br />
204-205<br />
388<br />
280-423<br />
118<br />
3<br />
262<br />
334<br />
247-259<br />
263<br />
49-264<br />
272<br />
35-264<br />
264<br />
63<br />
216<br />
176<br />
316<br />
270<br />
341<br />
146-198<br />
403<br />
313-314<br />
315-324<br />
358<br />
318-324<br />
30-120<br />
236<br />
188<br />
136<br />
278<br />
193<br />
84<br />
87-214<br />
268-403<br />
442<br />
. 189<br />
MIKANIA 123-412<br />
MIMOSA 224-225<br />
250-251<br />
392<br />
MIMUSOPS 49-261<br />
272<br />
MIXQUARTIA 6<br />
MIRABILIS 268.<br />
MOLLIA 414<br />
MOMORDICA 191<br />
MONNIERA 13<br />
MONOPTEKYX 452<br />
MONOTAGMA 91<br />
MOXTRICHARDIA 28<br />
MOQL'ILEA 248<br />
MORA 351<br />
MORONOBEA 22 - 48<br />
MORUS 20<br />
MOURERA 107-454<br />
MOURIRIA 30 - 85<br />
180-289<br />
291-410<br />
MOUTABEA 79-179<br />
MUCUNA 36-301<br />
305-378<br />
MUNTINGIA 117<br />
MLRRAYA 219<br />
MUSA S:S<br />
MYRCIA<br />
MYRCIARIA 211<br />
MYOSOTIS 29-<br />
MYROCARPUS 301<br />
MYROXYLON<br />
MYRSINE<br />
,50<br />
409<br />
N<br />
NASTURTIUM I<br />
NASTUS<br />
W<br />
NECTANDRA<br />
239-210<br />
241-242<br />
NEEA 269<br />
NEOGLAZIOVIA 104<br />
NEPSERA 55<br />
NEPTUNA 224<br />
NKK1U.M 241<br />
NICOTIAXA<br />
NORANTEA<br />
NOYERA<br />
417<br />
392<br />
288
482<br />
INDICE ALPHABETICO<br />
NYMPIIAEA •••• •••• 10-179<br />
453<br />
O<br />
OCHROMA<br />
OCIMUM ...<br />
OCOTEA ....<br />
OENOCARPUS<br />
OCCODEIA<br />
OLMEDIA<br />
OLMEDIOPEREBEA<br />
OMPHALEA<br />
ONCIDIUM<br />
ONCOSTYLIS<br />
OPERCULÏNA<br />
OPUNTIA<br />
ORBIGNIA<br />
OREODAPHNE<br />
OREODOXA<br />
ORIGANUM<br />
OKI/A<br />
ORMOSIA<br />
•••• •••• •••<br />
ORMOSIOPSIS<br />
ORYCTANTIIUS<br />
OSTEOPHLOEUM<br />
OURATEA<br />
OUROUPARIA<br />
OXALIS<br />
338<br />
13-261<br />
59-170<br />
237-238<br />
239-241<br />
212<br />
312-313<br />
327<br />
50-289<br />
389<br />
2«9<br />
288<br />
129<br />
356-357<br />
54<br />
56-57<br />
267<br />
77-311<br />
332<br />
207<br />
327<br />
261<br />
2-38<br />
65-432<br />
433-434<br />
431<br />
190<br />
456<br />
162-348<br />
157<br />
108<br />
PARAIIANCORNIA<br />
PARINARIUM<br />
PARK IA<br />
PARMENTIERA ....<br />
PASPALUM<br />
PACHIRA<br />
PACOURINA<br />
PALICOUREA<br />
PAEPALANTHUS<br />
PANCRATIUM<br />
PANICUM<br />
257<br />
309<br />
63-137<br />
177-191<br />
93-367<br />
9-115<br />
85-86<br />
92 - 94<br />
95-96<br />
98-99<br />
278-366<br />
393-418<br />
467<br />
PASSIFLORA<br />
PATRISIA<br />
PAULLINIA<br />
PAVONIA<br />
PAYPAYROLA<br />
PECTIS<br />
PEDILANTIIUS<br />
PELTODON<br />
PELTOGYNE<br />
PENNISETUM<br />
PENTACLETHRA<br />
PEPEROMIA<br />
PERA<br />
PEREBEA<br />
PERIANDRA<br />
PERILLA<br />
PERSEA<br />
PETIVERIA<br />
PEXRAEA •••• •••• ••••<br />
PETUNIA<br />
PUAESPIIAERIUM<br />
PHASEOLUS<br />
PHILODENDRON<br />
PHORADENDRON<br />
PHTHIRUSA<br />
PIIYLLANTHUS<br />
PHYSALIS<br />
PHYSOCALYMNA<br />
PHYTELEPIIAS<br />
PHYTOLACCA<br />
16<br />
101-248<br />
310-362<br />
162-216<br />
263-359<br />
360-468<br />
469<br />
41<br />
86-92<br />
93-95<br />
96-97<br />
98-99<br />
114-168<br />
170-335<br />
407<br />
265-266<br />
267<br />
91-273<br />
274<br />
184-435<br />
437<br />
15-251<br />
252-254<br />
451<br />
258<br />
144<br />
103<br />
350<br />
128-347<br />
94-393<br />
350<br />
189<br />
130<br />
114<br />
12<br />
368<br />
282<br />
169-470<br />
370<br />
444<br />
166-335<br />
370<br />
126-170<br />
198<br />
190<br />
190<br />
38-130<br />
, 178-182<br />
83-221<br />
346-407<br />
217<br />
107-157<br />
{
PICROLEMMA 78<br />
PIMPINELLA 188<br />
" PEK 87-192<br />
215-275<br />
301<br />
ÍNDICE ALPHABKTICO<br />
411<br />
PIRANHEA 375<br />
PIRATINERA -8.,<br />
PISTIA 168-294<br />
PITIIECOLOBILM 62-158<br />
163-164<br />
201-202<br />
363-432<br />
PLANTAG O 425<br />
PLATHYMENIA 339-362<br />
PLATONIA 48<br />
PLATYMISCFIJM 245<br />
PLEUROTHRYUM 437<br />
PLUCHEA 417<br />
PLUMBAGO<br />
: > 8 " ' '<br />
PLUMIERA 218-412<br />
POGONIA 358<br />
FOGONOPHORA 4<br />
POINCIANA 168<br />
POLYANTHES 25<br />
POLYGALA 69-87<br />
441<br />
POLYGONUM 187-117<br />
POLYPODIUM 402<br />
POLYPOMPHOLYX 9<br />
PONTEDERIA 290-306<br />
334<br />
PORAQUEIBA 457-458<br />
POR1TLACA 19-58<br />
POSOQUERIA 9-349<br />
POTALIA 20<br />
POIPARTIA 116-427<br />
471<br />
POUROUMA 195-265<br />
PROTILM 38 - 63<br />
61 - 74<br />
133<br />
PSEi:DIMA 82-171<br />
377<br />
PSI'UDOABL'TIT.ON 308<br />
PSEUD QCH '* M AH K H IS .. 346<br />
*SIDIl5l 32 - 33<br />
_ 189-181<br />
PSITTACANTHUS 193<br />
f<br />
PSYCHOTRIA 138-191<br />
206-216<br />
PTERIS 102<br />
PTE ROC A R P U S 136-296<br />
420-442<br />
PTYCHOPETALUM 287<br />
PÚNICA 395<br />
PYívOSTEGIA 169<br />
Q<br />
QUALEA 37-149<br />
259-260<br />
343-385<br />
386-459<br />
QUARARIBEA 185-199<br />
QUASSIA 387<br />
R<br />
RANDIA 8-159<br />
235<br />
RAPHANUS 391<br />
RAPHIA 322<br />
RAPUTIA 35<br />
RAUWOLFIA 2*54-343<br />
RAVENALA 309<br />
REMI REA 358<br />
RENEALMEA 100-309<br />
RHABDODENDRON 77-283<br />
RHEEDIA 47 - 48<br />
RHIZOPHORA 261-262<br />
RHYNCHANTHERA 379<br />
RHYNCHOSPORA 92- 98<br />
259<br />
RICINUS 394<br />
RIENCOURTIA 1-9<br />
RINOREA oiî<br />
Í IO<br />
RODRIGUESIA 358<br />
ROLANDRA 3b9<br />
ROLLINI A 36-60<br />
154<br />
KOS A 3^5<br />
ROUHAMON •••• 31<br />
ROUPALA 397<br />
RUDGEA IV-' 2 * 9<br />
RUELLIA<br />
RUMEX
484<br />
RUTA 3<br />
2 :O.274<br />
RYANIA<br />
2TS " A<br />
SABICEA<br />
SACCHARÜM<br />
•• •••• ••••<br />
SACCOGLOTTIS ....<br />
SAGITTARIA<br />
SAGOTIA<br />
SAHAGUNIA<br />
SAINT-PAULIA<br />
SALACIA 47 - 61<br />
218-233<br />
246<br />
IX DICK ALPHABKTICO<br />
88<br />
7-451<br />
455<br />
155<br />
36-471<br />
216<br />
400<br />
SALIX<br />
SALVERTIA<br />
303<br />
SALVINIA<br />
SAMBUCUS<br />
291<br />
100<br />
SANSEVIERA 392<br />
SIDEROXYLON<br />
SILVIA .<br />
SIMABA<br />
SIN AP IS ....<br />
SIPARUNA<br />
SISYMBRIUM<br />
SLOANEA<br />
S.MILAX<br />
SOBRALIA<br />
SOEMMERINGIA<br />
SOHNREYIA<br />
SOLANDRA<br />
SOLANUM<br />
SORGHUM ....<br />
SPARTINA ....<br />
SPHENOCLEA<br />
SAPINDUS 399 SPIGELIA<br />
SAPIUM 66-23.5<br />
293-407<br />
429<br />
SAUVAGESIA 192<br />
SCABIOSA 406<br />
SCHEFFLERA 352<br />
SCHIZOLOBIUM 48-359<br />
SCOMBURGKIA 358<br />
SCIIRANCKIA 224<br />
SCHULTESIA 138<br />
SCIRPUS 78<br />
SCLERIA 15-442<br />
413<br />
SCLEROLOBIUM 419-420<br />
421<br />
SCOPARIA 446-465<br />
SECHIUM 120<br />
SECURIDACA 141<br />
SELAGINELLA 402<br />
SELENIPEDIUM 353-354<br />
SERJANIA 436<br />
SESAMUM 177<br />
S ETA RIA 393<br />
SICKINGIA 337<br />
SIDA 236-252<br />
253-254<br />
255-446<br />
465<br />
SPILANTHES<br />
SPIRANTHES<br />
SPONDIAS<br />
SPOROBOLUS<br />
STACHYTARPHA<br />
STACH YTARPIIETA<br />
STANHOPEA<br />
STENOCALYX<br />
STEPHANOTIS<br />
STERCULIA<br />
STIGMAPHYLLON<br />
STRUTANTHUS<br />
STRYCIINOS<br />
STRYPHNODENDRON ..<br />
STYLOSANTHES<br />
SWARTZIA<br />
30 - 49<br />
179-260<br />
379<br />
206-207<br />
82-344<br />
377<br />
281<br />
71-99<br />
188<br />
395<br />
462<br />
136-401<br />
353-351<br />
371<br />
410<br />
410<br />
59-61<br />
139-189<br />
221-225<br />
228-410<br />
278<br />
97-359<br />
250<br />
33<br />
9-215<br />
358<br />
426-427<br />
91<br />
178<br />
178-395<br />
355-358<br />
182-376<br />
24<br />
1C0-418<br />
419-432<br />
446<br />
56 - 82 .<br />
190<br />
29-31<br />
38-247<br />
397-457<br />
460<br />
55 - 56<br />
435-441<br />
414<br />
34 - 86<br />
133-134<br />
135-213<br />
• 283-307<br />
335-345<br />
352-375<br />
399-414<br />
»
INDICE ALPHABETICO<br />
7«<br />
SYMMERIA 6-263<br />
SSSSSS^:rr- £<br />
T<br />
TAREBUIA 337-425<br />
ÏaBKRNAEMONTANA .. .. 182-219<br />
TACHÎGAÙÀ:;::::::::<br />
TAGETES 138<br />
TALIGALIA 276<br />
TALINUM<br />
TALISIA 377<br />
TAMARINDUS 424<br />
TANACETUM 112-113<br />
TANAECIUM l;î<br />
TAPIRINA 315<br />
TARALEA J«<br />
TECOMA 12Î'5OL<br />
338-431<br />
TELANTHERA 369<br />
TEPHROSIA 436-437<br />
TERMINALIA 19-121<br />
THALIA 37-49<br />
THEOBROMA 74 - 75<br />
76-145<br />
THEVETIA 221-241<br />
THIELEODOXA 380<br />
THUMBERGIA 16<br />
TIBOUCHINA 251-269<br />
TILLANDSIA 55<br />
TIPUANA 18-163<br />
TOCOYENA 177<br />
TORENIA 19<br />
TORRESIA 142<br />
TOURNEFORTIA 189<br />
TOVOMITA 21-262<br />
365<br />
TRACHYPOGON 39<br />
TRADESCANTIA 443<br />
TRAMETES 463<br />
TRIANOSPERMA 432<br />
TRICHANTHERA 59-87<br />
348<br />
TRIfHILIA 84-219<br />
351-352<br />
TRICIIOCENTRUM 358<br />
TRICHOMANES 105-236<br />
TRICIIOSPIRA 13<br />
TRIPLARIS 419-421<br />
'J RIPSAC'L'M .... 95<br />
TRIUMFETTA 105-106<br />
TROPAEOLUM 100<br />
TURNERA 12-151<br />
TYPHA 364<br />
u<br />
ULEANTUS 457<br />
UNONOPSIS 155<br />
URAGOGA 206<br />
URENA 452<br />
URERA 90<br />
UROSPATHA 30<br />
VALLESIA<br />
VANDELIA<br />
VANILLA<br />
\ ANTI\NEA •••• •••• •••• ••••<br />
VATAIREA<br />
VERNONIA<br />
VICTORIA<br />
VIGNA<br />
VIOLA<br />
VIROLA<br />
V<br />
V IS^I^A •••• •••• •••• •••• ••••<br />
VITEX<br />
VITIS<br />
VOCHYSIA<br />
VOUACAPOUA<br />
w<br />
WALTHERIA<br />
WARSZEWICZIA ....<br />
WISSADULA ....<br />
WULFFIA<br />
••• ••••<br />
... ••••<br />
121<br />
152-349<br />
57<br />
8<br />
56-163<br />
164-442<br />
42-313<br />
453<br />
57<br />
468<br />
59-455<br />
456<br />
70-91<br />
331-342<br />
13-269<br />
429-430<br />
28-361<br />
467<br />
116-117<br />
385-386<br />
387<br />
4<br />
251<br />
391<br />
253-255<br />
308<br />
83-215
4S6<br />
XANTHOSOMA<br />
XERANTIIEMUM<br />
XI LOS MA<br />
XIMEMA ••••<br />
\ I !(IS •••• •••• •••• •••• •••• ••<br />
XYLOPIA<br />
YUCCA 168<br />
INDICE ALPHABETICO<br />
421<br />
407<br />
43<br />
18<br />
63-223<br />
153-151<br />
155-161<br />
371-373<br />
ZAMIA<br />
ZEA<br />
ZECMENIA ....<br />
ZINGIBER<br />
/INNI*\ .<br />
ZOLLERNIA ....<br />
ZORNIA<br />
ZSCHOKKEA.
PAGINA LINHA_<br />
B RRATA<br />
42 30 em vez de Custard apple,<br />
LER • • • • SMSY^ «/>/>/.<br />
50 15 em vez de OGEODEIA<br />
1er OGCODEIA<br />
59 9 em vez de TRICHAN-<br />
TE RA 1er TRICHANTHERA<br />
10 accrescentar v. Páo Santo (Guru<br />
pá)<br />
87 16 " Páo Santo<br />
134 16 accrescentar Custard apple (Ingl)<br />
152 5 e6 em vez de CRUSTÁ-<br />
CEAS 1er CRUSTACEA<br />
159 15 em vez de 36 1er 3-6<br />
168 16 accrescentar v. Mururé pagé<br />
217 33 em vez de PHYTHELE-<br />
PH AS 1er.... : PHYTELEPHAS.<br />
240 17 em vez de ANIBA 1er... ACRODICLIDIUM<br />
348 26 accrescentar SYN.— Deque— Cariei!<br />
a de garça.<br />
353 1 em vez de TETRANDA,<br />
1er TETRANDRA<br />
379 7 em vez de SYDERO-<br />
XYLON 1er SIDEROXYLON.<br />
394 19 accrescentar (henné).<br />
453 31 depois de esverdeado, accrescentar<br />
(N. Amazonum) ou<br />
vermelhas (N. nudgeana).