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A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

(ni)<br />

ARVORES E PLANTAS<br />

ÚTEIS<br />

Reservados os direitos do traducç&o<br />

o roproducçáo.


Do mesmo autor:<br />

CARTE du COURS «le L'AMAZONE, U*p«b "'Océan Jusqu' à Manáos et<br />

de la Guyane Brésilienne.<br />

I<br />

1906-Au- Edlt. Armand Colin — Paris. (Exgotada).<br />

2.000.000<br />

CARTE O" BAS AMAZONE, de Santarém ù Parlntlns.<br />

I<br />

1911 — Au- Archlvo publico do Estado do Pará.<br />

250.000<br />

L'AMAZONIE BRESILIENNE — '•«* pays — Ses habitants — Ses ressources<br />

192» 2 vol. ln.-8.° — 1025 p. — Gl photogravures et une carte.<br />

Edlt. Soc. d'Editions Géographiques, Maritimes et Coloniales. 17. rue Ja-<br />

cob — Paris.<br />

Trabalhos premiados prias Sociedades de Geographla de Pa-<br />

ris (Med. PRA.-1904 — Pr. LOGEROT-1920 — .Med. CREVAI X-<br />

1923) e pelo Instituto de França (Academia das Sclenclas, Pr. líl-<br />

NOUX-1923).<br />

\PONTAMENTOS SOBRE AS SEMENTES OLEAGINOSAS — BALSA-<br />

MOS — RESINAS — ESSENCIAS — BORRACHAS — GUTTAS<br />

e BALATAS «la Floresta amazônica. Publicado pelo Ministério d« Traba-<br />

lho. Industria e Commerclo. 4* Edição (1931) — I11.-8.® Ü0 p.—<br />

A CULTURA DO CACAU NA AMAZÔNIA. Publicado pelo Ministério da<br />

Agricultura - 2.» Edição (1931) _ ln.-8.«—50 p. (Imprlmlndo-se).


PAUL LE COINTE<br />

.Director do Museu Commercial do Pará e da<br />

Escola annexa de Chimica Industrial<br />

A AMAZONIA<br />

BRASILEIRA<br />

— III —<br />

ARVORES E PLANTAS<br />

ÚTEIS<br />

(Indígenas e acclimadas)<br />

Nomes vernáculos e nomes vulgares<br />

Classificação botanica<br />

Habitat<br />

Principaes applicações e propriedades<br />

1934-<br />

<strong>LIV</strong>RARIA CLASSICA<br />

Bolem-Para<br />

• •


S Ã O •<br />

o g v<br />

HiStfricJ<br />

Principaes" obras consultadas<br />

Publicações de J. HUBER, no w Boletim do Museu paraense<br />

E. Goeldi" e no ''Bulletin de l'herbier Boissier"<br />

de Paris.<br />

Publicações de AD. DUCKE, no 44 Boletim do Museu paraense<br />

E. Goeldi", nos 41 Archivos do Jardim Botânico"<br />

de Rio de Janeiro e na 44 Revue de Botanique Appliquée",<br />

de Paris.<br />

Histoire des plantes de la Guiane française, de F. AUBLET.<br />

Plantes usuelles des Brésiliens, de AUG. de SAINT-HI-<br />

LAIRE.<br />

Elementos de Botanica, de J. M. CAMIXHOA.<br />

Historia das plantas medicinaes e úteis do Brasil, de TH. e<br />

GUST. PECKOLT.<br />

Diccionario das plantas úteis do Brasil (Vol. l.° e 2.°, da<br />

letra A á letra E), de M. PIO CORRÊA.<br />

Flora amazônica, de A. da MATTA.<br />

Publicações nos 44 Archivos do Jardim Botânico" e identificações<br />

de Malvaceas, de J. G. KUHLMANN.<br />

Revista 14 Tropical Woods" (Yale University) - Identificações<br />

do material botânico colleccionado na concessão<br />

Ford, no Rio Tapajoz, p. R.*> MONTEIRO da COSTA.<br />

• * a<br />

1


ABREVIAÇÕES<br />

SVN" Synonymos, ou nomes em paizes vizinhos.<br />

CAR Caracteres notáveis Á primeira vista.<br />

HAB Habitat.<br />

Loc Localidades ou regiões onde tem sido identificado.<br />

Mad Informações sobre a madeira.<br />

D = Densidade•( Peso especifico médio ).<br />

Ind. Applicações industriaes.<br />

Ali tu Utilidade na alimentação do homem.<br />

Alini. anim... Utilidade na alimentação dos animaes.<br />

Med... Applicações na therapeutica.<br />

Med. pop Uso na medicina caseira, no interior amazonico.<br />

Orn Utilidade na ornamentação.<br />

M. C. P Observação feita no Museu Commercial do<br />

Pará.<br />

(a.) Arbusto.<br />

(a. g.) Arbusto grande.<br />

; PI. h.) Planta herbacea.<br />

( Cip.) Cipó.<br />

(A. p.) Arvore pequena.<br />

(A. m.) Arvore mediana.<br />

(A. g.) Arvore grande.<br />

(A. G.) Arvore muito grande.<br />

T. f Terra firme (terrenos não inundáveis).<br />

V Varzea (terrenos de alluvião).<br />

( G. fr. ) Na Guyana franceza.<br />

( Ingl.) Na Inglaterra.<br />

( Ali.) Na Allemanha.<br />

(Fr.)<br />

Ig<br />

Na França.<br />

Igarapé ( riacho).<br />

Igap Iírapó (Matta inundada).<br />

R<br />

A. R<br />

Rio.<br />

Alto rio.<br />

• 9<br />

•U. R Médio rio.<br />

B. R Baixo rio.<br />

L Lago<br />

J


VI A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

C Campo.<br />

( L. g.) Hm língua geral (Tupi). •<br />

Ale Alcalóide.<br />

Gluc Glucoside.<br />

(Alcobaça)... Localidade onde o nome anterior é empregado.<br />

Os nomes scientificos diversos dados á mesma planta<br />

são separados pelo signal = . As especies diversas que correspondem<br />

ao mesmo nome vulgar são separadas pela palavra<br />

e.<br />

Algumas plantas interessantes que não têm nome vulgar<br />

figuram <strong>com</strong> o nome scientifico, em tvpo differente no<br />

respectivo logar da ordem alphabetica.


INTRODUCÇÃO<br />

Este pequeno diccionario das plantas úteis, ou, antes,<br />

já de alguma forma utilisadas, da Amazônia brasileira, não<br />

tem a pretenção de constituir um elemento de documentação<br />

botanica; é um simples manual, <strong>com</strong>plemento do meu<br />

livro tl L'AMAZONIE BRESILIENNE" ( 1922), cujo fim<br />

principal é estabelecer, relativamente á Hora amazônica, tão<br />

variada e tão rica, uma ligação mais estreita entre os estudos<br />

puramente scicntificos dos especialistas e os conhecimentos<br />

práticos da população local.<br />

As obras magistraes dos scientistas que, successivamente,<br />

têm percorrido as diversas partes da immensa bacia do<br />

Rio Mar, ficam ignoradas do grande publico, em quanto,<br />

nas observações esparsas em relações de viagens ou artigos<br />

de revistas, mais á seu alcance, nota-se uma confusão enorme<br />

na determinação das especies vegetaes correspondente<br />

aos nomes vulgares, estes mesmos variaveis de um logar a<br />

outro, ou applicados, segundo a região, a plantas <strong>com</strong>pletamente<br />

differentes, sem contar a publicação frequente de<br />

classificações errôneas, baseadas somente numa supposta<br />

identidade <strong>com</strong> plantas, parecidas ou aparentadas, dos Estados<br />

do Sul do Brasil.<br />

Não obstante estar, ha mais de quarenta annos, lidando<br />

intimamente <strong>com</strong> a floresta amazônica, estudando-lhe o<br />

valor economico, não me teria sido possível fazer uma selecção<br />

rigorosa entre os dados, colhidos em fontes muito<br />

diversas e nem sempre insuspeitas, si a maior autoridade<br />

nesse assunto, meu muito distineto amigo Dr. Adolfo Ducke,<br />

não tivesse tido a gentileza de revêr o prcaeiTte trabalho,<br />

•especialmente no que toca á classificação das dicotyledoneas<br />

arbóreas. Seguindo os conselhos do eminente botânico,<br />

foram rectificadas muitas identificações e eliminadas as que<br />

pareciam por demais duvidosas, limitando-se ao minimo a


VIII<br />

^.•or.HfirAç mm a suporessãü dos<br />

tanto duvidosas, mas que merecem ser verincauas, tratando<br />

de plantas cujas propriedades medicmaes são assinaladas<br />

pelo povo, embora ás vezes por mera confusão <strong>com</strong> outras<br />

ou por abusão infantil, porque, em muitos casos também,<br />

as crenças populares poderão indicar o caminho para futuras<br />

pesquisas scientificas.<br />

Meu desejo é que, auxiliados por estas notas, possam<br />

mais rapidamente se familiarisar <strong>com</strong> a Grande Floresta<br />

tanto os que a percorrem em reconhecimentos geographicos,<br />

<strong>com</strong>o os que têm em vista a exploração dos innumeros produetos<br />

que ella offerece ao <strong>com</strong>mercio, á industria, á medicina<br />

e á alimentação.<br />

Naturalmente, um trabalho deste genero não podia<br />

sahir logo <strong>com</strong>pleto nem expurgado de qualquer engano;<br />

peço a collaboração dos meus leitores para que enxertem<br />

nas linhas deste primeiro esboço as emendas e os accrescimos<br />

que, reunidos, permittirão, mais tarde, organisar uma<br />

obra mais perfeita.<br />

As gravuras que illustram este livro e representam<br />

alguns vegetaes typicos da Amazônia, são reproducçôes de<br />

photographias tiradas, á meu pedido, nos arredores da cidade<br />

de Belcrn, pelo Sr. Louis H. Cordelier a quem apresento<br />

meus sinceros agradecimentos.<br />

I<br />

O<br />

Belem, 1 de Julho de 1932.<br />

ePauf â


A<br />

ABACATE — PERSEA GRATÍSSIMA Gaertn. (Lauraceas)<br />

Origin. do México onde é chamado Ahuacatl.—<br />

Cultivado<br />

(A. m j— Svn*. Avocai (Fr.) — AUigator pear (Ingl.)<br />

Alim.— O fructo é uma grossa baga pyriforme, verde<br />

lustroso ou roxo escuro» polpa abundante, semente volumosa.<br />

A polpa é amarello claro, butyrosa, <strong>com</strong>estível, saborosa;<br />

pode se <strong>com</strong>er só ou <strong>com</strong> sal, assucar, limão, vinho de Madeira,<br />

kirsch. &<br />

Ind.— O caroço contém 1,6 %> de tanino (E. Serfaty—<br />

M. C. P. —1929). O succo da semente pode servir para marcar<br />

a roupa branca.<br />

Med.— O chá das folhas é diurético e preconisado contra<br />

a inflammação do ligado.—O emplastro da massa ralada<br />

da semente tem propriedades cicatrisantes muito notáveis.<br />

— Com a semente cortada em fatias delgadas, torradas e<br />

moidas, prepara se um chá de gosto agradavel, considerado<br />

<strong>com</strong>o levemente aphrodisiaco e util nas dysenterias e doenças<br />

do fígado.<br />

ABACAXI—ANANÁS SAT1VUS Schult. var. PY<br />

RAM IDA LIS Arr. Cam. (Bromei iaceas).<br />

Alim.— Variedade de ananás muito estimada.<br />

Abacaxi amarello: fructo granel«. pyramiciafr; parte cariy>sa<br />

amarella, succulenta. aromatic^, de sabor muito doce,<br />

agradavel.<br />

Abacaxi branco: A parte carnosa é branca, succulenta.<br />

de sabor doce, agradavel.


ABATI - v. MILHO<br />

XVI A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

A<br />

ABATI-MIRIM, OU ABAXI — ORIZA<br />

var SUBÜLATA Nees. (Gramíneas)<br />

Sw. - Arroz silvestre<br />

SATIVA L.<br />

Variedade de arroz, de grão pequeno e avermchado,<br />

que parece ser indígena.<br />

ABIHY (Manaos) - v. PAO DOCE (Faro).<br />

ABIORY (R. Tapajoz) — MABEA PANICULATA<br />

Benth. (Euphorbiaceas).<br />

ABÍÜ— LUCUMA CAI MITO (Ruiz e Pavon) Roem<br />

e Schulth. (Sapotaceas). Orig. do Peru — Acclimado.<br />

Etym. (L. g.): amby — catarro e uá — frueto<br />

Sv.v. - Caimito (no* Peru).<br />

Alim.— Frueto ovoide, da grossura de um ovo de pata,<br />

ou espherico <strong>com</strong>o uma laranja — Pelle lisa, amarella quando<br />

maduro —polpa gelatinosa, de sabor adocicado, de cor branca<br />

esverdeada.<br />

Mad.— Madeira rósea pardacenta, <strong>com</strong>pacta, de dureza<br />

media, fácil a trabalhar, própria para cabos de ferramenta.<br />

D = 0,89.<br />

Lid.— Das feridas do tronco escorre um látex que contem<br />

gutta.<br />

ABÍU GRANDE —(R. Tapajoz) LUCUMA PARAEN-<br />

SIS Standl. (Sapotaceas).<br />

(A. g.) HAB. — Matta da t. f.<br />

Loc. - Bôa Vista (R. Tapajoz).<br />

Mad. — Empregada somente <strong>com</strong>o <strong>com</strong>bustível.<br />

Alim. — Frueto <strong>com</strong>estível.<br />

ABÍU-RANA — (Teffé) - (?) LUCUMA LASIOCARl<br />

A Mart. (Sapotaceas). Esta classificação é incerta; o nome<br />

«abíu-rana» pertence a numerosas sapotaceas amazônicas,<br />

principalmente do genero Luctima.<br />

CAR.— Fructos globosos, amarellos, cobertos de pellos.<br />

^J^HAB. - Nautas inundáveis.<br />

rnassj<br />

terra<br />

D = 1.19.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

Med. - Casca adstringente.<br />

Ind. — Dá látex que contem gutta.<br />

ABÍ URANA GRANDE — LUC UMA DISSEP ALA<br />

(Krause) Ducke (Sapotaceas).<br />

SY.W— Cutitiribá-rana — Guajará (Beiern) — Abiorana<br />

preta (R. Tapajoz).<br />

(A. g.) HAB. - Na terra firme arenosa.<br />

Loc. - Óbidos, Oriximiná, Faro. Rio Tapajoz.<br />

Aliai.— Fructos grandes, verde azulado, contem uma<br />

massa farinhenta, analoga a do cutitiribá, pouco aproveitável.<br />

Ma d. — Cor castanha avermelhada — parecida <strong>com</strong> maparajuba,<br />

mas inferior.— D=1,16.<br />

ABÍU-RANA MUCURA (Rio Jacundá) - LUCUMA<br />

(Sapotaceas).<br />

ABÍU-RANA GUTTA — ?<br />

Com o nome de abíu-rana têm sido assignaladas em diversas<br />

regiões da bacia amazônica arvores cujo látex é rico em<br />

gutta. O Snr. Raymundo Monteiro da Costa observou duas<br />

especies, no R. Tapajoz e no Rio Purús. A abíu-rana do<br />

Purüs é a mais leiteira; o látex de ambas as especies foi<br />

estudado no Museu Commercial do Pará; a proporção de<br />

gutta encontrada varia de 88 a 96 %> do produeto de coagulação<br />

secco no vácuo.<br />

ABOBORA— CUCURBITA PEPO L. (CucurbitaceasV<br />

Orig. da Africa.<br />

Na Amazônia reserva-se este nome á abobora de carne<br />

branca.<br />

Al im. — Legume ou doce.<br />

ABOBRINHA do MATTO — v. TAYUYA<br />

ABRICÒ— MAMMEA AMERICANA }acq. (Guttiferas).—Orig.<br />

das Antilhas.<br />

(A. m. ou g.) — Flor de perfume agradavel (Agaa dos<br />

creoulos, nas Antilhas) e folhagem muito densa.<br />

Vita.— Fructo globoso, pardo «imarellatfc)*quando maduro.<br />

de 8 a 16 cm. de diâmetro; cgsca espessa e resistente,<br />

polpa <strong>com</strong>pacta, amarella alaranjada, envolvendo 2 — 4 sementes<br />

volumosas.—Não se <strong>com</strong>e ao natural, mas excellente<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

.Ipnois de macerado em assucar e também em <strong>com</strong>potas.<br />

i^Temento Indispensável de uma boa "salada de fructas":<br />

ananás, laranja. mamão, abncó. bacury.<br />

\íed - A decocção da casca e do pericarpo é utilisada<br />

no tratamento das affecçôes parasitarias.- As sementes são<br />

anthelminticas.— O succo leitoso da arvore e do fructo é<br />

util contra as mordeduras de insectos.<br />

ABUTA ou ABUTUA verdadeira —<br />

ABU TA CONCOLOR Poepp. (Menispermaceas).<br />

ABUTA DUCKEI Diels. . id<br />

e, provavelmente, outras especies próximas.<br />

(Cip.) SYN. — Parreira brava — Caapeba (o verdadeiro<br />

"Caápeba" é o Pi per peltatuni).<br />

HAB. — Amazônia.<br />

Med.— A raiz tem casca violacea; o interior é amarello;<br />

ralada, serve a preparar cataplasmas resolutivos contra inflammações,<br />

contusões. — E' tônica, diurética (contra os<br />

cálculos renaes) e febrífuga.<br />

ABUTUA — v. PARREIRA BRAVA.<br />

ABUTUA PEQUENA— CISSAMPELOS OVALIFO-<br />

LIA D. C. (Menispermaceas).<br />

(a.) SYN. — Orelha de onça (Campos de S. José, de<br />

Óbidos).<br />

HAB.— NOS campos seccos, de Monte Alegre, Santarém,<br />

Óbidos.<br />

Med. — Mesmas propriedades da anterior, mas muito<br />

menos energicas.<br />

ABURIDAN ou ABORIDAN — v. ANDIROBA .<br />

E' o nome "andiroba" escripto ás avéssas <strong>com</strong> o fim de<br />

frustrar a fiscalisação no <strong>com</strong>mercio da madeira.<br />

ACAPORY-. POGONOPHORA SCHOMBURG-<br />

KIANA Miers (Luphorbiaceas).<br />

HAB. — Mattas de terras altas, seccas, no Baixo-Amazonas,<br />

frequente no Estado do Amazonas.<br />

Loc. — Faro.<br />

(A. v.)\\kid.-Madeira branca amarellada. bastante dura.<br />

(LegurSe^? UAbAP0UA AMnR,CANA AubT -


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

SYX. — Angelina ou Bois de perdvix, na G. Fr.— Brain-<br />

'wart, ou Partridge wood, na lngl.<br />

HAB. — Matta grande de t. f. <strong>com</strong> solo silico-argilToso<br />

ou argilloso.<br />

Loc. — Belem — E. de F. de Br.— Anajaz — R. Capim —<br />

R. Tocantins — Gurupá — Volta do Xingu — W. da I. de<br />

Marajó — R. Cussarv — R. Curuá do Sul — Almeirim — Alto<br />

Curuá de Alemquer — R. Erepecurú — R. Ariramba — R.<br />

Acapú.<br />

Mad. (A. m.) — Madeira de primeira qualidade; fibras<br />

grossas, apparentes, formando estrias apertadas (espigo de<br />

trigo) castanho escuro sobre pardo, virando ao preto pardacenta,<br />

<strong>com</strong> o tempo—dura, inalteravel— propria para a<br />

construcçào civil e naval, tanoaria, marcenaria, estacas e dormentes.<br />

D = l.— Muito empregada <strong>com</strong> o páo amarello, para<br />

fazer soalhos — Chamado algumas vezes: Teck brasileiro.<br />

(O nome de "acapú" é applicado, em Manáos, ao Vouacapoua<br />

pallidior Ducke; no Solimões, applica-se a uma<br />

Olacacea ainda não classificada).<br />

ACAPli (Manáos e M. rio Negro) — VOUACAPOUA<br />

PALLIDIOR Ducke (Legum. caesalp.).<br />

(A. m.) Mad. — A côr da madeira é castanho claro.<br />

ACAPU-RANA <strong>com</strong>mum — CAMPSIANDRA LAURI-<br />

FO LI A Benth. (Legum. caesalp.).<br />

SYX. — Manaidra — Comandd-assú ( Rio Negro) ou<br />

Cumandd—Capoerana ( R. Tocantins ) — Acapú-rana vermelha<br />

(R. Tapajoz).<br />

(A. p. ou m.) CAR — Flores róseas vistosas, em grandes<br />

bouquets.—O fructo é uma vagem alongada e chata.<br />

Loc.— Nas margens inundáveis de rios ou lagos, cm<br />

toda a Amazonia.<br />

Mad.— Madeira vermelho castanho claro, <strong>com</strong> veias<br />

quasi pretas. Para construcçào civil, marcenaria, dormentes.<br />

D =1,15.<br />

Med. pop. — A infusão concentrada do fructo addicionada<br />

de sal e vinagre é applicada sobre as empigens para<br />

curai-as radicalmente.<br />

ACAPÚ-RANA da T. f. — BATEfclA FLO KI BUN DA<br />

Ifcínth. (Leg. caes.) •<br />

SYX.— Tenteiro (em Faro)<br />

HAB. — Na t. f., em solo silico-humoso.<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Loc. - Estuário - Gurupá - Faro - Alto R. Negro -<br />

Solimões.— . . , ,<br />

iw íA ei-Madeira parda, virando ao castanho<br />

vermelho escuroT fácil de se trabalhar. D = 0,60.<br />

Sementes duras, vermelhas.<br />

ACAPli-RANA fedorenta — GALIPEA<br />

(Rutaceas).<br />

(A.) -<br />

ACARÀ-üASSü —SYMMERIA PANICULATA Benth.<br />

(Polygonaceas). .<br />

' (A. p.) HAB. — Nas margens alagadas dos nos d aguas<br />

estagnadas e dos lagos.<br />

Loc. — Óbidos — Faro — etc.<br />

Mad.— Madeira escura, flexível, para obras internas.<br />

ACARIQUÀRA—(Beiern — E. de F. de Br. e Estado<br />

do Amazonas), v. ACARIUBA<br />

ACARIQUÀRA — (Alcobaça)-- C ENOSTIGM A TO-<br />

CANTINUM Ducke (Leg. caes.)<br />

SYN.—Acarinha falsa.<br />

HAB.— Muito frequente nas mattas de t. f., no R. Tocantins,<br />

de Alcobaça a Itaboca.<br />

CAR. (A. M.) — Tronco semelhante ao da Acariuba.<br />

Mad.— Madeira castanho escuro, pesada, resistente, mas<br />

dando somente peças pequenas - para obras hydraulicas e<br />

externas — lenha excellente para fogo.— D = 1,22.<br />

ACARIUBA — (Baixo Amazonas) - MIN QUA RTIA<br />

GUIANENSIS Aubl. (Olacaceas).<br />

SYN. — Acariqnára (Beiern e E. do Amazonas) — Manwood<br />

(Ingl.) — Minqiiar (G. Fr.).<br />

HAB. — Na matta grande húmida da t. f. em toda a<br />

Amazônia.<br />

CAR.— O tronco é cavado de depressões irregulares<br />

e, mesmo, ás vezes, esburacado. (A. g).<br />

J/w/.—Madeira pardo claro, absolutamente incorruptível<br />

mas íífr» da peças grandes perfeitas. - Para estacas,<br />

cioi mentes. J) = 0,89. ,<br />

. Ca ^ C0S da mad e»a, fervidos, dào uma tinta<br />

pi eta para o algodão.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

ACARI-RANA — (Óbidos) - GEISSOSPERMUM SERI-<br />

CEUM Benth. e Hook (Apocynaceas). •<br />

Svx. — Qtiin i-rana (Gurupá) — raras vezes, Pereira<br />

(Gurupá).<br />

( A. p. ou m.) HAB. — Matta da t. f. cm todo o Estado.<br />

Loc.- E. de F. de Br. — Gurupá — Almeirim ~Med.<br />

Tapajoz — Óbidos — Faro.<br />

CAR. — Tror.co cavado <strong>com</strong>o o da Acariuba.<br />

Mad.— Sem valor.<br />

Me d. — Casca amarga, empregada contra as febres.<br />

ACAÚA, ou ACAIJ — (Gurupá) —FE R DINA ND USIA<br />

PA RAENS1S Ducke (Rubiaceas).<br />

Svx — Acaháa — Aca/aí.<br />

HAB. Na t. f.<br />

Loc. Belém — Gurupá — R. Xingu -E de F. de Br.<br />

(A. m.) Mad. - Madeira boa. para marcenaria.<br />

ACAYACÀ — v. CEDRO VERMELHO.<br />

ACHUÁ— SACCOGLOTTIS GUIANENSIS Benth.<br />

var. DOLICHOCARPA Ducke (Humiríaceas).<br />

Svx. - Parará (Salinas) — Uachiiá — Uaxuá — Axuá.<br />

(A. p. ou M.) — HAB. Nas campinas e nas praias.<br />

Mad.— Vermelho pardo escuro.<strong>com</strong> tons violáceos, dureza<br />

media. D =1.05 - para construcçáo civil e dormentes.<br />

Aliai.—Fructos maduros verde amarellado, <strong>com</strong>estíveis.<br />

Iad — A casca contém 4.1 °/o de tannino(E. Serfaty —<br />

M. C. P. 1929). No interior, extrahe-se da casca uma tinta<br />

vermelho escuro que vira ao preto brilhante pelo amoníaco<br />

e é empregada para tingir as cuias.<br />

ACHUÀ — SACCOGLOTTIS GUIANENSIS Benth.<br />

var. SPHAEROCARPA Ducke (Humiriaceas).<br />

Svx.— Caniaté (em Faro).<br />

(A p. ou m.) — HAB. Em capoeiras e matta secca.<br />

Mad. e Iad. — Mesmas applicações que a variedade<br />

precedente.<br />

Aliai. — Fructos mais seccos, não ou apenas <strong>com</strong>estíveis.<br />

ACHUÀ-RANA — SACCOGLCy TIS C US PI DAT A<br />

(Benth.) Urb. (Humiriaceas)<br />

Svx.— Ac/iud ( na E. de F. de Br. ).<br />

(A, g.)— HAB. Na terra firme húmida.<br />

11


A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

O - '*<br />

Loc.-E. de F. de Br. - Ilhas altas de Breves - Sul<br />

do Estuário— R. Negro. . .<br />

Aliai.- Fructos não <strong>com</strong>estíveis.<br />

ACHUÂ-RANA — VANTANEA CÜPÜLARIS Hub.<br />

(Humiriaceas). .<br />

1 ( \. M. OU g.) — SYN. Uchy-rana.<br />

HAB.-Nas mattas húmidas. . . . . . D _<br />

Loc.-E. de F. de Br.- Gurupá—Almeirim—R. Ir<br />

betas—Maués—Manáos - Solimòes.<br />

om-<br />

ACHUÂ-RANA - VANTANEA GUIANENS1S Aubl.<br />

íHumiriaceas>.<br />

SYN.— Uchyrana.<br />


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

SYN.— Estrella (no K. Branco de Óbidos).<br />

ia.) — HAB. Nas margens de certos rios. •<br />

Loc.— Rio Branco de Óbidos — M. rio Tapajoz (R.<br />

Cupary) — Cultivada em Belem.<br />

Õ/v/.— Flores abundantes, brancas, em forma de est<br />

rei la, de perfume suave.<br />

ACUCENA d*AGUA ( Marajó )<br />

CR IN UM ERUBESCENS Soland. (Amaryllidaceas) e<br />

CRI NUM UNDULATUM Mook, em Belem. "<br />

ACUCENA cr AGUA (Marajó) - PANCRATIUM GUIA-<br />

NENSE Ker. (Amaryllidaceas). v. CEBOLA BRAVA do<br />

PARA'<br />

AÇUCENA DO MATTO - POSOQUERIA LATI FO-<br />

LIA Roem e Schult. (Rubiaceas).<br />

(A. p.)<br />

0/7/.— Mores grandes, numerosas, muito aromaticas.<br />

ADIMA — v. HERVA de S. MARTINHO<br />

AGRIÃO da FONTE — NASTURTIUM OFFICINALE<br />

R. Bronn. (Cruciferas).<br />

HAB.—Originário da Europa — cultivado.<br />

Ali DL— Comestível, cru, em salada<br />

Meã. — Depurativo, antiscorbutico.<br />

AG RI AO do PARA — SPILANTHES OLERACEA L.<br />

(Compostas).<br />

SYN. - Jawbit-assú.<br />

HAB. — Espontâneo nos logares húmidos; ás vezes cultivado.<br />

(P. h.).<br />

Alini. - Toda a planta tem sabor acre; provoca a salivação<br />

quando mastigada — as folhas são empregadas na<br />

alimentação; <strong>com</strong>em-se cruas, misturadas <strong>com</strong> outras saladas,<br />

ou cozidas <strong>com</strong> a carne.<br />

Med — As flores são aromalicas; toda planta é antiscorbutica;<br />

utilisada contra as dores de dentes.<br />

AGROGANO — (Marajó) — (?; POLYPpilPHOLYX<br />

LACIXIATA Benj. (Lentibulariaceas).<br />

* ( P. h.— Om 15 a 0M2Õ) — HAB. NOS terrenos altos, mas<br />

encharcados.<br />

CAR.— Flôr amarella.<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

AGUANO — ( Peru ) — SWIETENIA TESSMANNII<br />

Harms. I.Meliaceas), proximo da SW. macrophylla.<br />

cvv — Moeno do rent. ,<br />

Loc! — Iquitos — R. Ucayali - Cabec. do Gy-parand-<br />

Alt ° J/ffrf. — E' um verdadeiro mogno (Acajou, em Fr.).<br />

AGUAPÉ - = UAPÉ<br />

AGUAPÉ - EI C H H O R NIA Dl VERSIFOLIA Urb.<br />

( Pontederiaceas ).<br />

SVN.— Violeta d'agua - miiniré.<br />

Mim. anim — Bôa forragem.<br />

AGUAPÉ-EICHHORNIA AZUREA Kunth (Pontederiaceas).<br />

, _ ,f<br />

SVN.— Mur u/é de flôr roxa—Mururé Ovelha de Veado<br />

— Rainha dos lagos.<br />

HAB.- Regos e baixas profundas; ilhas fluctuantes do<br />

Amazonas.-<br />

Alim. anim — Bôa forragem de inverno.<br />

Orn.— Flores violaceas delicadas e bel las. — Ornamental<br />

e util para tanques e lagoas de jardins.<br />

AGUAPÉ-EICHHORNIA CRASSIPES Solms. (Pontederiaceas).<br />

SVN. — Mururé de canudo - Murerú.<br />

HAB. — Planta aquatica, fluctuante.<br />

CAR.—Forma grandes tapagens.—Introduzida accidental<br />

mente no Tonkin, em 1903, ella invadiu os lagos e os<br />

canaes, cobrindo-os e embaraçando a navegação até em<br />

Cochinchina.<br />

Alim. anim.— Bôa forragem de inverno.<br />

AGUAPÉ —v. GOLPHO.<br />

da MEIA NOITE — v. GOLPHO - NYM-<br />

PHAEA RUDGEANA G. F. W. Meyer (Nymphaeaceas)<br />

AGUARAQUYIA -- V. HERVA MOURA<br />

AGUAXIMA - v. CAÀ PELA<br />

AIPÉ — v. IPE


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />

AIPO - APIUM GRAVEOLENS L. (Um bel li feras)<br />

HAB.— Originaria da Europa oriental e meridional -<br />

cultivado.<br />

Aliai.— As folhas são utilisadas <strong>com</strong>o condimento.<br />

AIPY — v. MACAXEIRA<br />

AITA — BROSIMUM LE COINTEI Ducke (Moraceas).<br />

(A. m.) —HAB. Em terra firme alta ou baixa, <strong>com</strong> solo<br />

silico argilloso.<br />

Loc.- Ilhas altas de Breves — Gurupá — R. Xingu - R.<br />

Tapajoz — R. Trombetas — Óbidos.<br />

SVN.— Uai tá — Cainibérana (Daquary, de Faro). Bois<br />

de lettres blanc, de Aublet ( G. Fr.).<br />

Mad.— Cerne bonito, vermelho claro, de grão muito<br />

fino, excessivamente duro, susceptível de um polido perfeito,<br />

imputrescivel. Bom para ebanisteria e marchetaria, mas dá<br />

somente peças pequenas, o a mago se encontrando somente<br />

nas arvores velhas e não adquirindo grandes dimensões. O<br />

alburno é de um branco amarellado, duro. <strong>com</strong>pacto, proprio<br />

para ebanisteria. D. (do cerne) = 1,34 — D (do alburno) = 1,16.<br />

AIUBA—(?) AYDENDRON PERMOLLE Nees


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

A TTTRA — AIOUEA GUIANENSIS Aubl. (Lauraceas).<br />

, Loc- Gurupá, ( <strong>com</strong> o nome de -louro" )<br />

(A p.) Vfl«- Branca, <strong>com</strong>pacta, para carpintaria.<br />

AJURÚ - v. MACUCÚ-RANA<br />

AJURÚ-( Praias de Soure) - CHRYSOBALANUS<br />

ICACO L. g - ^ Des(Je o ljtoral até G Xingü< nas<br />

praias. . , _ v<br />

SYN— Uajimí — Pninter cotou, ou aes anses (G. Fr.).<br />

Alim.— Fructos pequenos, aroxeados, quasi pretos, <strong>com</strong>estíveis,<br />

insípidos.<br />

AJÜRÜ - (Faro) - LIÇA NI A H ETEROMO R PH A,<br />

Benth. (Rosáceas) - v. MACUCU.<br />

LICANIA PARVIFLORA Benth. (Roseaceas).<br />

LICANIA APETALA E. Meyer id.<br />

LICANIA PÊNDULA Benth. id.<br />

LICANIA INCANA Aubl. id.<br />

e outras especies.<br />

(A. m.)- SYN. Licania Caligni


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />

ALCATIFA — (Marajó) — TRICHOSPIRA MENTI IOI-<br />

DES M. B. K. (Compostas). •<br />

CAR.— Planta rasteira.<br />

HAB.— Terrenos argillosos atolentos.<br />

ALECRIM dANGOLA —VITEX AGNUS - CASTUS<br />

L. (Verbenaceas) - Exótica.<br />

Orn.— Cultivada nos jardins.<br />

ALFACE — LACTUCA SATIVA L. (Compostas).—<br />

Origin. da Europa.— Cultivada.<br />

Alim.— Folhas, para salada.<br />

ALFAVACA —OCIMUM GRATISSIMUM L. (Labiadas),<br />

e O. OVATUM Benth. Indígenas.<br />

OCIMUM BASILICUM L. (Labiadas).-Cultivada.<br />

(PI. h.)— SYX. Mangericão de folha larga — (irand<br />

Basilio (Fr.).<br />

Alim — As folhas são muito empregadas <strong>com</strong>o condimento.<br />

MedAs folhas são aromaticas, estimulantes, carminativas,<br />

antiemeticas, sudoríficas e diuréticas.<br />

ALFAVACA do CAMPO —OCIMUM INCANESCENS<br />

M. (Labiadas).<br />

(P. h.) — SYX. Alfavaca de vaqueiro.<br />

Med. — Estimulante, carminativa; peitoral, sudorífica,<br />

aproveitada contra a coqueluche.<br />

ALFAVACA de COBRA — MONNIERA TRIPOLI A<br />

Aubl. (Rutaceas).<br />

(P. h.) — SYX. Jaborandi do Pará.—Jaborandi de 3<br />

folhas.<br />

HAB.—Commum nas capoeiras.<br />

CAR.—Cheiro forte.<br />

Med.— Amarga, tônica, sudorífica e diurética.<br />

ALGODAO— GOSSYPIUM esp. div. (Malvaceas).<br />

Svs.— Amaniií (L. g.). # #<br />

hid.— As sementes dão oleo que, depois de purificado,<br />

sTibstitue o azeite doce na alimentação.<br />

As fibras que envolvem as sementes são as de maior<br />

consumo na industria da tecelagem.


. 14 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

w "<br />

l.o — Algodoeiros de folhas grandes (de ori<br />

« cem americana) :<br />

GOSSYPIUM BARBADENSE L.- Origin.<br />

das Antilhas.<br />

SYN- Algodão de Barbados (Marajó)- Algodão<br />

seridóy ou Mocó (meio norte).<br />

* (p ht —CAR. Face inferior das folhas glabre,<br />

flores amarellas, fibras longas e finas, sem<br />

lanugem, sementes separadas, pretas.<br />

GOSSYPIUM PERUVIANUM DC. ou G.<br />

RELIGIOSUM L. ,<br />

SYN.— Algodão do Peru. (Alto Amazonas),<br />

(a.) —CAR. Fibras longas, sem lanugem; sementes<br />

agglomeracias, pretas. Flores amarellas.<br />

GOSSYPIUM HIRSUTUM L.- Origin. da<br />

America central.<br />

(a. de 2m.) — CAR. Face inferior das folhas<br />

e peciolos pubescentes — fibras curtas e lanugem<br />

esverdinhada ou cinzenta, adhérente ás sementes.<br />

— Sementes pretas. Flores brancas ou róseas.<br />

2.° — Algodoeiros de folhas pequenas ( de<br />

origem asiatica ) :<br />

GOSSYPIUM HERBACEUM L.-Origin.<br />

da índia ou da China.<br />

(a. p.) — CAR. Flores amarellas, <strong>com</strong> mancha<br />

purpurea na base.— Fibras curtas e lanugem<br />

adherente ás sementes.<br />

Med.— As raizes são diuréticas.<br />

GOSSYPIUM ARBOREUM L.-Origin.<br />

do golfo Persico.<br />

(a. de 4 a 6m.).— CAR. Flores vermelhas —<br />

sementes pretas. Fibras longas e lanugem adherente<br />

ás sementes.<br />

Med. pop.-Sementes galactogenas.- Casca<br />

da raiz contra a dysmenorrheia e a amenorrheia<br />

c—hemostajico uterino, abortivo; excellente emmenagogo.<br />

L O S A ^ a T ^ I P 0 M A E A FIS -


Aguapé, on M» ni ré de flor roxa (Eichkornia azur ca]


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

SYN. Majoram (Monte Alegre).- Canado (Sul e Ma<br />

rajój — Campainha de canudo. *<br />

(P. h. — lm 20) — HAB. NOS campos temporariamente<br />

inundados.<br />

CAR.—E' uma planta herbacea dos campos baixos, de<br />

caule grosso; ílores róseas—látex branco, amargo.—Aguenta<br />

o rigor da secca; é uma planta praga que invade os campos<br />

matando as outras hervas.<br />

Med.—Toxica para o gado (?).— Purgativa. O principio<br />

activo parece ser um glucoside: a orizabina, ou jalapina.<br />

lnd.— Do caule fazem-se tubos para cachimbo.<br />

ALGODÃO BRAVO — ( Marajó) - HIBISCUS FUR-<br />

CELLATUS Desr. (Malvaceas).<br />

(a.) — CAR. Flores róseas, <strong>com</strong> mancha vermelha na<br />

base das pétalas.<br />

ALGODAO BRAVO —v. PERIQUITEIRA.<br />

ALGODAO-RANA — PAVONIA PANICULATA Cav.<br />

(Malvaceas).<br />

SYN. — Malva algodão-rana.<br />

(a.) — CAR. Folhas alternas serradas, trilobadas.—Flores<br />

amarellas (15-22 mm.de diam).<br />

Loc.—Murutucú (no R. Guamá).<br />

lnd.— Dá bôas fibras (rendimento 5 °.'o — R. Monteiro<br />

da Costa).<br />

ALGODOEIRO BRAVO — v. FANFAN.<br />

ALGODOEIRO do BREJO —v. FANFAN<br />

ALGODOEIRO da PRAIA — v. UACIMA da PRAIA.<br />

ALIAMBA — v. LIAMBA<br />

ALMECEGUEIRA — v. BREU, div.<br />

ALMÍSCAR —v. AMBRETA.<br />

ALVARADO — (Marajó) — SCLÉRIA Hllfll-LLA Sw.<br />

e*S. TENELLA Kth. (Cyperaceas). #<br />

(P. h.) — HAB. NOS campos arenosos.<br />

Alini. anim.— Forragem de má qualidade.<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

\LLAiMANDA de FLÔit GRANDE (Marajó)- ALL.A-<br />

\I w\"D \ C XTHARTICA L. (Apocynaceas).<br />

SYN "Santa Maria (Gurupá)-£/////>67/ (Belem) - Cipó<br />

de leite '-- Camendara (R. I apajozj.<br />

(Cio ) — HAB. Nas capoeiras húmidas, na beira d'agua.<br />

C\K —Notável pelas flores grandes isoladas, amarellas<br />

— o frueto é uma capsula verde, ovoide, eriçada de pontas<br />

rígidas.<br />

Med. />op'— Toxica. O látex e emeto catarthico, re<strong>com</strong>mendâdo<br />

contra as cólicas saturninas; o extracto da<br />

casca e a infusAo das folhas são drásticos; o cosimento c<br />

usado em banhos contra as sarnas, piolhos..<br />

Qm. — Cultiva-se nos jardins pelo bello aspecto da<br />

planta e a abundancia das suas flores côr de ouro.<br />

AMA — THUMBERGIA COCCINEA (Acanthaceas).<br />

Exótica.<br />

(a)—O/v/. As flores são escarlatas e as antheras parecem<br />

formar as letras da palavra "ama' ; cultivada nos<br />

jardins.<br />

AMAIÚA — v. GOIABEIRA PRETA.<br />

AMAJOUVA— (?) A IO UE A BRASILIENSIS Meissn.<br />

(Lauraceas) —(Classific. m. duvidosa),<br />

(a.)<br />

AMANIÜ — v. ALGODAO<br />

AMAXOA — AMANOA GUIANENSIS Aubl. (Euphorbiaceas).<br />

In(i<br />

' dementes oleaginosas.<br />

•io flr l J r r a branCa ' muit0 coni Pacta, escurecendo<br />

ao ar, propna para construcçòes.<br />

AMAXDURAXA — (Marajó) — v. FANFAX<br />

AMAPA' (Hub.)<br />

zonas: ti. t0d ° ° Estad0 d0 Pará e n °<br />

te-A e


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

Alim. — O fructo é da grossura de uma maçã regular,<br />

roxo escuro quando maduro; a pelle contém um succo*leitoso,<br />

pegajoso; a polpa é doce, <strong>com</strong>estível, saborosa (mez<br />

de Março).<br />

Mcd.-*- Da casca cortada escorre um látex abundante,<br />

branco, amargo, usado <strong>com</strong>o peitoral e cicatrisante, contra<br />

a debilidade geral e <strong>com</strong>o resolutivo (em emplastros) das<br />

contusões.<br />

AMAPÁ DOCE — (Belém) MACOUBEA GUIANEN-<br />

SIS Aubl. (Apocynaceas).<br />

SYN. Moloagô (Almeirim, Gurupá).<br />

(A. m.) — HAB. Na matta húmida.<br />

Loc. Belem — Gurupá — Faro — B. R. Xingu — Almeirim<br />

— R. Tapajoz — I\. Solimões.<br />

CAR — Fructos da grossura de uma laranja, ocos no<br />

centro e contendo grande numero de sementes presas na<br />

parte interna da casca.— Toda a arvore dá um succo leitoso.<br />

Mad.— Côr amarella esverdeada, de cheiro agradavel<br />

quando não está secco.<br />

AMAPÁ DOCE — ( Faro) - BROSIMUM POTABILE<br />

Ducke (Moraceas).<br />

(A. g.) — HAB. Na terra firme.<br />

Loc.—Faro — R. Tapajoz.<br />

Me d. A casca, ferida, dá um látex branco muito abundante<br />

que se pode beber em pequena quantidade. Este látex<br />

não tem gosto especial; é considerado <strong>com</strong>o tonico.<br />

AMAPÁ DOCE — í Gurupá ) - BROSIMUM OVATI-<br />

FOLIUM Ducke (Moraceas).<br />

(A. g.) — HAB. Terra firme.<br />

Moi. pof).— Dá látex branco abundante <strong>com</strong> propriedades<br />

iguaes ás do látex de amapá doce de Faro.<br />

AMAPAIMA —V. CASCA PRECIOSA.<br />

AMAPÁ-RANA — (Rio Branco de Óbidos) — v. TATA<br />

JUBA de BELEM.<br />

• • o<br />

• AMAPÁ-RANA — (Óbidos) • BROSIMUM PARINARI-<br />

OIDES Ducke (Moraceas).<br />

Svx. — Mimiré-rami (Óbidos) — Amapá (Manáos).<br />

11


(<br />

10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

( A q ) _ HAB. Na terra firme alta, em terreno silico-<br />

argÍ! Loc - R. Tapajoz - R. Xingu - Óbidos - R. Trom-<br />

betaS ^-Brane"amelada. - Os troncos velhos têm<br />

um cerne vermelho, duro. <strong>com</strong>pacto, ás vezes disposto em<br />

camada annular e formando <strong>com</strong>o um tubo que envolve a<br />

parte central constituída de madeira branca, molle. .<br />

Med. pop. - Dá látex abundante <strong>com</strong> as propriedades<br />

do látex de amapá.<br />

AMARGOSO (R. Tapajoz) — TI PU AN A FUSCA Ducke<br />

(Legum. pap. dalb.K<br />

(A. g.) - HAB. Matta da t. f. do M. 1 apajoz.<br />

AMBAITINGA - v. IMBAÍTINGA<br />

AMBE — v. IMBE.<br />

AMBRETA — HIBISCUS ABELMOSCHUS L. (Malvaceas).<br />

Origin da índia.<br />

(P. h.) — Cultivada.—SVN. Quigombô de cheiro —Almíscar<br />

— Malva-algodão.<br />

CAR. — As sementes esfregadas exhalam cheiro de almíscar.<br />

Ind.— Das sementes extrahe se um oleo essencial estimado.—<br />

A casca fornece fibras fortes, de boa qualidade.<br />

AMEIJU — v. MEIJU.<br />

„AMEIXA do PARA — XIMENIA AMERICANA L. ou<br />

HEYMASSOLI SPINOSA Aubl. (Olacaceas).<br />

< \. p.)- SVN. Ameixieira de espinhos.<br />

CAR.—Flores <strong>com</strong> cheiro de cravo da índia.-Casca<br />

da arvore coberta de espinhos.<br />

Mad — Rósea, <strong>com</strong>pacta e leve, elastica, fácil de trabalhar.<br />

Alim.-O frueto é uma baga amarella, do feitio e ta-<br />

tTvel docV ,iP,a a/C,lon ' a; a amêndoa do caroço é <strong>com</strong>es-<br />

Ind.—As amendoís dão 70o/o de oleo.<br />

nfln , ° nome \ esta a, *vore, do sertão do Ceará,<br />

nao tem sido encontrada na Amazônia).


AMENDOEIRO — TERMINALIA C A T A P P A L.<br />

(Combretaceas). •<br />

(A. p.) - Originaria da Asia merid. e de Madagascar.—<br />

Cultivada no Brasil.<br />

SYN.— Chapéu de sol.—Badamier (G.Fr.).— Myrobolan<br />

ou myrobalan (Senegal e Antilhas fr.).<br />

Mad.— Própria para pequenas embarcações.<br />

Alim.— Amêndoas <strong>com</strong>estíveis.<br />

Itid.— A madeira dá matéria corante preta.—O pericarpo<br />

do fructo é rico em tannino.<br />

Med. popCasca adstringente contra febres biliosas<br />

e dysenteria.<br />

Oni.— A arvore ú cultivada para sombra; as folhas<br />

são grandes e os galhos dispostos horizontalmente, em verticilios<br />

regulares.<br />

AMENDOIM <strong>com</strong>mum — v. MENDUBI.<br />

AMENDOIM indígena (do limite sul da Amazônia)<br />

-ARACHIS NAMBYQUARAE Hoehne (Leg. Pap.).<br />

Alim.— Os grãos são 3 vezes maiores que os da A.<br />

Hypogaea L. geralmente cultivada.<br />

AMOR CRESCIDO—PO RTUL AC A PILOSA L.<br />

(Portulacaceas).<br />

(P. h ) — Med. A planta machucada é applicada sobre<br />

queimaduras: util também nas erysipelas.— O succo contra<br />

as hemoptvsis.<br />

AMOR DOS HOMENS —Hl BISCUS MUTABILIS L.<br />

(Malvaceas).—Origin da G. fr.—Cultivada nos jardins.—<br />

v. FIRMEZA DOS HOMENS.<br />

AMOR PERFEITO inglez - TORENIA FOURNIERI<br />

I Jnd. (Scrophulariaceas).<br />

(P. h.) — Oni. Cultivada nos jardins; flores numerosas,<br />

eorolla tubular; cores branca, rósea e roxa.<br />

AMOR de VAQUEIRO — ( Marajó ) - DES.MODIUM<br />

ASPERUM Desv. (Leg. pap. ). * #<br />

• (P. h —lm 70;. — CAR. O fruct£ é uma vagem chataa<br />

face superior da folha applicada sobre a roupa a ella<br />

adhere.<br />

19


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

HAB- Na beira de campos altos e em certas capoeiras<br />

«ecoas, no Baixo Amaz.<br />

AMOREIRA- MORUS NIGRA L. e MORUS ALBA<br />

L ' (N ÍA a m!) S) ' Originarios da Pérsia e da China.-Cultivâdos<br />

i<br />

4 Mim - O fructo do M nigra é uma drupa <strong>com</strong>posta,<br />

carnuda, vermelho escuro, de sabor acida, fresca e agradavel.-0<br />

fructo do M. alba (i branco ou róseo.<br />

/„,/ — \s folhas, principalmente as do Al. alba, servem<br />

para alimentar o 44 bicho de sêda " ( Bombyx mori.).-A<br />

casca dá fibras. . .<br />

Med.-- Os fructos do M. nigra constituem a base do<br />

"xarope peitoral de amoras". A casca da raiz é purgativa<br />

e vermífuga.—O sumo das folhas e a seiva fresca dos ramos<br />

são usados contra as conjunctivites.<br />

ANABI—POTALIA AMARA Aubl. (Loganiaceas).<br />

Sv.v— Pdo de cobra (R. Solimôes).<br />

HAB.— Frequente na submatta da t. f., no Pará e<br />

Amazonas.<br />

(a. p.)— CAR. Folhas muito grandes, coriaceas — Toda<br />

a planta, principalmente a casca, é muito amarga.— A haste<br />

deixa exsudar uma resina amarella, <strong>com</strong> cheiro de benjoim.<br />

Med.- Toxica.— As folhas e hastes novas, em infusão,<br />

são antisyphiliticas.— O cozimento das folhas usa-se em banhos<br />

contra as ophtalmias.—O chá das folhas ú vomitivo<br />

cm dóse forte e emprega-se para <strong>com</strong>bater o envenenamento<br />

pela mandioca. No Solimôes a raiz é re<strong>com</strong>mendada contra<br />

as mordeduras de cobra; o Dr. Vital Brasil não obteve<br />

nenhum resuitado <strong>com</strong> as raizes seccas.<br />

ANANAHY - ANANAS SATIVUS Schult. (Bromeliaceas).—<br />

hspontaneo.<br />

(P. h.)— HAB. Nas campinhas seccas de terra firme,<br />

ou no meio da matta rala, em terreno arenoso; cobre algumas<br />

vezes grandes extensões (ananahysaes) difliceis de se<br />

atravessar.<br />

A/tm.jr-p fructo çé pequeno, porém muito perfumoso.<br />

r^,f X *n A Z ~ AXAN!vS SATIVUS Schult. (Bromel.W<br />

ceas).— Origin. americana.<br />

Svx.— Pine applc (Ingl.).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />

(P. h.) — Cultivada; numerosas variedades.<br />

Alint.- Fructo grande e saboroso; e um dos melhores<br />

fruetos do mundo.--Pode pesar até 2 k.—A melhor variedade<br />

é o "abacaxi".<br />

lad. — As folhas dão fibras texteis, sedosas, finas, muito<br />

resistentes, próprias para a confecção de tecidos finos e de<br />

rendas.<br />

Mcd. - Fructo estomachico e digestivo; <strong>com</strong>bate a dyspepsia<br />

flatulenta.— O succo de ananaz aproveita no tratamento<br />

da diphteria e outras doenças da garganta, dissolvendo<br />

as membranas mórbidas.— Útil contra os cálculos na<br />

bexiga.<br />

ANANA AMARELLA—(Amazonas) — ?<br />

Mari.-- Castanho amarello claro, brilhante.— Dureza<br />

media.-Bella madeira para marcenaria.<br />

ANANI— SYMPHONIA GLOBULIFERA L. f. (Guttiferaceas).<br />

(A. m.) — Svx. Uanani. — Mani, Matiil, ou Moronobo,<br />

na G. Fr.<br />

CAR.—Arvore notável pelas suas flores escarlatas muito<br />

abundantes e pelas suas sapupemas em forma de joelhos.<br />

HAB.— NOS igapós, em toda a Amazônia.<br />

Maci.— Amarellada, tenra, de boa conservação nagua<br />

e na terra húmida; própria para tanoaria (estanca em todos<br />

os sentidos), marcenaria, molduras. D = 0.54.<br />

Ia d. — Todas as partes da arvore dão um látex resinoso<br />

amarello virando ao preto quando secca; esta resina<br />

serve a preparar um breu chamado " cerolproprio para<br />

calafetar as embarcações e substituir o pêz dos sapateiros.<br />

Madeira aproveitável para fabricação do papel: <strong>com</strong>prim.<br />

das fibras, lmmóó — diam. 0,022 = 7 75 (Art. Bastos<br />

M. C. P.).<br />

ANANI da Terra Firme — (Óbidos) — TOVOMITA sp.<br />

(Guttiferaceas).<br />

T. MACROPHYLLA Wallp. e T. AMAZÔNICA<br />

Wallp.<br />

(A. m.) — SYN. Paxiubarana, ou Mangue-rana (Gurupá<br />

e Breves). • •<br />

• HAB.— Na t. f. humosa e pant.aiosa.<br />

Mad.— Bõa madeira de cor.strucção.<br />

lad.— Látex idêntico ao do anani verdadeiro.


22<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

ANA NI da T. f. (Manáos) - MORONOBEA COCCI-<br />

^ ^ t l j ^ K s roseo saturado.<br />

;iIad - Pardo amarello claro, boa.<br />

ANANI-UANANI — V. AN ANI.<br />

AN AU ERA (Solimões) — ?<br />

(Lauraceas).<br />

CAR.— Fructos grandes.<br />

ANAUERA — LICANIA M AC RO PH Y L LA Benth.<br />

(Rosaceas)^. ^ ^ ^ ^ Frequente nas mattas alagadas do litoral<br />

e do estuário, até a foz do R. Xingu, <strong>com</strong>o no Município<br />

de Almeirim. .<br />

Qyti.— Arvore vistosa, frondosa, que se presta para a<br />

ornamentação. . .<br />

Mad— Vermelha, para construcçoes civis e navaes.-<br />

Dormentes.—Inatacavel pelo "turú ".<br />

ANAVINGA (Perú)-CASEARIA OVATA Willd.<br />

(Flacourtiaceas).<br />

HAB.— Alto Amazonas.<br />

Med. pop.— Casca tônica e amarga. — Infusão das folhas<br />

contra os rheumatismos.— Fructos diuréticos.<br />

ANDIRÂ-POAMPÊ — ( Amazônia ) —B1GNONIA YES-<br />

PERTILIA Barb. Rodr. (Bignoniaceas).<br />

(Cip.) — Sv.\ T . Unha de morcego.<br />

Med. pop.— As folhas são re<strong>com</strong>mendadas, em tintura,<br />

contra o rheumatismo chronico.<br />

ANDIRÀ-UCHY — AN DI RA INERMIS H. B. K. (Leg.<br />

pap. dalb.).<br />

g)~ Sv.v Angelim da varzea — St. Martin rouge,<br />

A\, br -— Q ! f T nanírana (Óbidos). - Avineira (Macapá).—<br />

Cabbage tree (Ingl.).<br />

HAB.- Xa matta de varzea ou t. f. baixa.<br />

Loc.-j Marajó - Macapá — Monte Alegre — Santarém.<br />

u H j~~ n cí l sca * cheiro de couve podre.<br />

r,rni;! • /r , a avefmelhada clara.—Forte.- Boa pafa<br />

ff; (Cubos de rodas - soalhos - embarcações-trabalhos<br />

de torno - bengalas e cabos de chapeos de sol).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

Me d.— A semente (amêndoa) é emetica e vermífuga.—<br />

A casca é purgativa e vermífuga, amarga, toxica, em alta<br />

dose; contém um alcalóide, a "berberina" (D. Schoer) e<br />

um glucoside, a " andirina " ( Bocquillon ).<br />

ANDIRÁ-UCHY — (Óbidos) — ANDIRÁ RETUSA<br />

(Lam.) H. B K. (Leg. dalb. ).<br />

(A. m. ou g.»—SYN. Morcegaeira — Uchy-rana — Aagelim<br />

( Marajó e litoral).— Lonibrigueira (Óbidos) — Andiroba<br />

jar eua.<br />

HAB. - Matta de várzea alta ou t. f. baixa, nas margens<br />

de rios e lagos e beirada de campo de varzea. (Amazonia)<br />

Mad.— Parecida <strong>com</strong> acapú, mas mais avermelhada e<br />

mais grosseira; fibras grossas muito apparentes -dura. nodosa.<br />

diflicil de se trabalhar. — Resiste bem á humidade;<br />

aproveitada para construcçào civil e marcenaria. D =0,90.<br />

Me d.— As amêndoas são vermífugas, mas, em alta<br />

dóse, produzem vomitos e dejecções alvinas abundantes.<br />

ANDIROBA—CARAPA GUIANENSIS Aubl. (Meliaceas<br />

>.<br />

SVN.— Aadiroba ai aba, ou A. saruba. — Carapd, cia<br />

G. Fr.— Crabwood, (Ingl.).<br />

(A. g.) - HAB. Nas várzeas e nos igapós; muito frequente<br />

no litoral norte do E. do Pará.<br />

Loc.—Litoral -Ilhas - Baixo R. Tocantins — B. Amazonas<br />

— R. Solimòes.<br />

CAR.- Ramificação vizinha da vertical; grandes folhas<br />

pennadas, escuras e pendentes.<br />

Mad. - Castanho vermelho brilhante, parecida <strong>com</strong> o<br />

cedro, mas mais <strong>com</strong>pacta e mais pesada — de qualidade<br />

superior; succcdaneo do mogno — não atacada pelo cupim —<br />

propria para marcenaria.—Assinalada <strong>com</strong>o "lire resisting",<br />

tendo ponto de inflammação elevado e <strong>com</strong>bustão lente.<br />

D = 0.70.<br />

lad — O frueto. capsula dchiscente de 7-8 cm. de diam.<br />

encerra varias amêndoas oleaginosas; o oleo (63 %>) é espesso,<br />

amareliaço e muito amargo, excellente para saboaria<br />

e illuminação.— Este oleo, misturado #<strong>com</strong> UI IK^Í. é utilisado<br />

em fricções pelos índios para se preservar das picadas dos<br />

insectos e da penetração do " bicho ?lo pé".— A casca contém<br />

5% de tanninos (E. Serfaty — M. C. P.). — Safra dos<br />

fruetos: em fevereiro e de junho a julho.<br />

11


24<br />

1íed 1)0t) - A casca, muito amarga, e, <strong>com</strong>o as folhas,<br />

utilfeada em cozimento <strong>com</strong>o febrífuga e anthelmint.ea ou.<br />

externamente, para lavagem das ulceras, contra o euipetigo<br />

e outras moléstias da pelle.<br />

ANDIROBA GRANDE OU ANDIROBA FALSA (R.<br />

Tapajoz) v. MACACO-CASTANHA.<br />

f<br />

ANDIROBA-JAREUA — v. ANDIRA-UCIIY (Andirá re-<br />

tusa).<br />

ANDIROBA-SARÚBA — v. ANDIROBA.<br />

ANDIROBINHA — GONIODISCUS ELAEOSPER-<br />

MUS Kuhlm. (Celastraceas).<br />

SVN.— Cabeça de cotia — Ma pui.<br />

(A. p.) — HAB. NOS igapós centraes de Mauhés e Canumá.<br />

CAH.— Fructo <strong>com</strong> uma amêndoa oleosa muito amarga.<br />

ANDORINHA — AMANOA<br />

(Euphorbiaceas).<br />

Ind. — Os fructos são capsulas dehiscentes que encerram<br />

tres sementes em forma de coração contendo, cada uma,<br />

uma pequena amêndoa oleaginosa: 55%. de gordura branca.<br />

ANDREQUICE — v. CAPIM CENEüÀUA.<br />

ANGELICA do IGAFÓ -(Belem - Bragança) v. MO-<br />

LONGO' (Ambelania).<br />

(Pernambuco)- GUETTARDA SPE-<br />

CIOSA Aubl. (Rubiaceas).<br />

(a. ou A p.).- HAB. Terra firme, em matta baixa.<br />

Mad — Branca e pouco <strong>com</strong>pacta; amarga.<br />

v i l<br />

fr ?,? lo . é uma ba « a de sabor doce, <strong>com</strong>estível.<br />

,Lflc ^ 1 onica (?' adstringente ; decocção das folhas<br />

contra as inchações.<br />

BU\DA G ^ A d A JA < PA -°r STEPHANOTIS FLORI-<br />

KUNUA Brogn. (Ascíepiadaceas).<br />

O r r ~ l<br />

d e Mada ascar<br />

" - Cultivada.<br />

fumada? J «nL iuhu] " v * s (,e branco puro, muito periumaoas,<br />

em numerosos bouquets".


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

ANGELICA dos JARDINS — POLYANTHES TU HE-<br />

ROS A L. (Amaryllideas).<br />

(P. h.) — Originaria da índia.— Cultivada.<br />

SVNJacinlho das índias.<br />

Orn.—Haste <strong>com</strong>prida <strong>com</strong> espigo de flores brancas,<br />

de perfume penetrante; estas flores dào oleo essencial para<br />

a perfumaria.<br />

ANGELICA do PARA — DICO R YNIA PARAENSIS<br />

Benth. (Legum. caesalp.).<br />

(A. G.)— Proximo do Angelique Jranc, ou Angélique<br />

rouge e A. gris, da G. fr.— Não se encontra no E. do Pará.<br />

Loc. — Commum por todo o R. Negro.<br />

Mad.- Côr vermelho castanho violáceo escuro — Substituto<br />

do teck.— Imputrescivel.— Bôa para construcção civil<br />

e naval, carpintaria, segeria, estacas, obras hydraulicas,<br />

dormentes; especial para tanoaria; flexível, elastica, estanca;<br />

não dá nem côr, nem gosto.— mais forte do que o carvalho<br />

(para cuvas e toneis».—Não varia <strong>com</strong> a humidade.— Resiste<br />

ao turú, mas enferruja os pregos.<br />

ANGÉLICO — v. URUBU -CAA.<br />

ANGELIM grande—HYMENOLOBIUM ELATUM<br />

Ducke. ( Legum. pap. dalb.).<br />

SYN.— Algumas vezes: Angelim pedra (Belem).<br />

(A. G.) — HAB. Na matta de terra firme.<br />

Mad.—Amarella pardacenta, <strong>com</strong> fibras grossas, muito<br />

apparentes; de côr vermelho castanho claro.— A madeira<br />

húmida tem um cheiro nauseabundo — própria para construcção<br />

civil e naval, marcenaria, dormentes.— D = 0.80.<br />

ANGELIM <strong>com</strong>mum— HYMENOLOBIUM EXCEL-<br />

SUM Ducke ( Leg. pap. dalb.).<br />

(A.G.) —CAR.- Uma das arvores maiores da Amazônia.<br />

HAB.— Na matta de terra firme.<br />

Loc.— Belem - R. Tocantins—Faro — Oriximiná.—Frequente<br />

no R. Trombetas.<br />

Mad.— Fibras grossas, trançadas, formando ondas vermelho<br />

castanho sobre fundo amarello pardacento claro, de<br />

b?>nito effeito, dura, própria para Carpintaria, marcenaria,<br />

construcção civil e naval, dormentes.— Dá peças de grandes<br />

dimensões.— D = 1,00.<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

ANGELIM P E D R A - H Y M E N O L O B I U M PETRA.<br />

E17M Ducke (Leg. pap..dalb ).<br />

Svx. - Murarêna ( Macapa).<br />

(A G ) — HAB.- Matta da terra nrme.<br />

Loc - Belem - Óbidos - Faro - Manáos.<br />

C\K - Fructos: vagens vermelho cie sangue; a copa<br />

é magnifica quando, despida das folhas, ella está coberta de<br />

fructos.<br />

Mad.- Dura, nodosa; fibras menos apparentes, mas<br />

ANGELIM—HYMENOLOBIUM MODESTUM Ducke<br />

(Leg. pap. dalb.).<br />

(A. m. ou g.) —HAB.- I erra firme.<br />

Loc.—Óbidos Faro — R. Tapajoz.<br />

Mad.— Semelhante á do H. excelsum, mas fibras menos<br />

grossas e mais direitas, castanho avermelhado claro, pouco<br />

apparentes sobre o fundo amarello pardacento — dura; bôa<br />

para construcçAo civil.<br />

ANGELIM— HYMENOLOBIUM PULCHERRIMUM<br />

Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />

Svx. Sapu pira amarei!a (Manáos ).<br />

(A. G ) - HAB. Terra firme; em matta geral.<br />

Loc.—Sapucuá — Faro.—Frequente nos arredores de<br />

Manáos.<br />

CAR.—Fructos roseo-violaceò; a copa É linda durante<br />

a fructificaçáo.<br />

Mad. Parecida <strong>com</strong> a precedente, mas menos dura e<br />

libras mais amarelladas, <strong>com</strong> manchas irregulares castanho<br />

escuro que exhalam c heiro desagradavel quando se trabalha<br />

a madeira húmida.— 13 = 0,79.<br />

ANGELIM— HYMENOLOBIUM COMPLICATUM<br />

Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />

\i -p^' ou (jr - 1 — HAB.- Na matta de terra firme húmida<br />

(Al. I apajoz ).<br />

Mad, -- Parecida <strong>com</strong> a do H. modestum, mas menos<br />

duia, castanho avermelhado claro. D = 0,80.<br />

ANGELIM — (Marajó e litoral) v. AXDIRA-UCHY (Anuna<br />

retusa).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

ANGELIM da varzea — v. ANDIRA-UCHY (Andirá<br />

i n e r m is). •<br />

ANGELIM falso — (Gurupá) — DINIZIA EXCELSA<br />

Ducke (Legum. mim.).<br />

(A. G.) — Altura de 55-60 m.<br />

SVN*. — Faveira grande ( R. Tapajoz. » — Favcira<br />

preta (?) (Estuário)- Angelim (Manáos e Mauhés).<br />

HAB. - Matta grande de t. f.<br />

Loc. - Gurupá — R. Xingu - R. Tapajoz — R. Trombetas—<br />

Faro — Manáos.<br />

Mad.— Cor castanho; fibras grossas; muito dura; imputrescivel.—<br />

Difficil de trabalhar, mas podendo dar peças de<br />

grandes dimensões. Construcçào civil, dormentes.— D = 1,15.<br />

ANGELIM RAJADO — PITHECOLOBIUM RACE-<br />

MOSUM Ducke (Legum. mim.).<br />

SYx—Ingá caetitú — Ingarana da T.f. — Bois serpent,<br />

da G. Fr.<br />

(A. m.; —HAB. Terra firme secca.<br />

Loc. - E. de F. de Br. - Baixo Amazonas —R. Trombetas<br />

- Médio Tapajoz —Almeirim — Gurupá — R. Ariramba<br />

— Faro — Manáos.<br />

Mad.— Bella madeira, <strong>com</strong>pacta, mas de fibras grossas,<br />

apparentes, castanho amarello claro sobre fundo amarello<br />

pardacento, <strong>com</strong> largos veios irregulares, sinuosos, de cor<br />

castanho violáceo escuro.— dura, trabalhando-se bem, muito<br />

resistente — para marcenaria e ebanisteria—As partes<br />

coloradas escuras, quando ainda verdes, tem cheiro repugnante.—D<br />

= 1,00.<br />

ANGICO — v. PARICÁ da T. f.<br />

ANGUSTURA VENENOSA — CUSPARIA TOXICA-<br />

RIA íSpr.) Engl. (Rutaccas).<br />

Loc.— S. Gabriel, do R. Negro.<br />

Med.-- Toxica — febrífuga e emmenagoga, em pequena<br />

dose.<br />

ANHAUINÁ — (?) A IO UE A t)ENSlFVORA Nees.<br />

(Lauraceas). — Classif. m. duvidosa?<br />

(A. p.) —IIAB. Amazônia (raro).<br />

Mad.- Madeira para construcçào e marcenaria.<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

ANIL TREPADOR - VITIS SICYOIDES Bak. var.<br />

CORDATA Bak. (Ampelidaceas)<br />

(PI. trep.).- Flores amarellas.<br />

Loc.-R. Counany.<br />

ANIL dc flores amarellas — C ROT AL ARI A ANAGY-<br />

ROIDES H B. K. (Leg. pap.).<br />

HAB. —Frequente em roças abandonadas.<br />

galeg.).<br />

ANIL verdadeiro-IN DI GO FE RA ANIL L. (Leg.<br />

SYN.— Caá-chica (Amazonas).<br />

(a. p.) —HAB. Muito <strong>com</strong>mum nos terrenos abandonados,<br />

depois de cultura.<br />

CAR.—Flores róseas.<br />

Ind. — Com esta planta prepara-se a matéria corante<br />

denominada indigô ( O principal fornecedor de indigó é o<br />

Indigofera tinetoria L., da índia).<br />

Med. pop.- A raiz é util contra a epilepsia e contra<br />

a icterícia. As folhas são antispasmodicas e sedativas, stomachicas,<br />

febrífugas, diuréticas e purgativas, <strong>com</strong> acção<br />

especial sobre a ultima parte do intestino; usadas ccntra as<br />

blenorrhagias.— As raízes e as sementes pulverisadas são<br />

insectifugas.—A planta é reputada antidota do mercúrio e<br />

do arsênico.<br />

ANINGA — MONTRICHARDIA ARBORESCENS<br />

Schott. (Araceas).<br />

f P. h., até 4-5 m. de altura e Om. 20 de diam.).<br />

S VN. • - An ingá • uba.<br />

HAB.—Abundante nas margens pantanosas dos lagos<br />

e rios e nas depressões dos campos de varzea (aningaes).<br />

Ind. — A massa esponjosa do tronco é atravessada longitudinalmente<br />

por fibras grossas e <strong>com</strong>pridas empregadas,<br />

ás vezes, na fabricação de cordas.<br />

/////;/. - As flores e os fruetos servem para isca, na<br />

pescaria.<br />

Med. pop.—A seiva é acre e caustica — as folhas contusas.<br />

em .cataplasma, são resolutivas — a raiz, em pó, é<br />

empregada <strong>com</strong>o diurético e drástico.<br />

C<br />

A NI NG A- PARA - DIEFFENBACHIA PICTA Schott.<br />

(Araceas).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

( P. h.— Om 50 a LM.) — HAB. Terrenos pantanosos<br />

abertos. •<br />

CAR.— Cresce sempre torta.<br />

Meei.— Toxica ( succo cáustico ).<br />

ANINGA-PÀRA — DIEFFENBACHIA SEGUINE<br />

Schott. (Araceas).<br />

Svx.— Caiu ia niaroua.<br />

(P. h.) — HAB.- NOS terrenos pantanosos abertos.<br />

Med. pop.— Nas folhas tem um succo acre, corrosivo,<br />

produzindo inflammação e erupção quando applicado sobre<br />

o epiderme; este succo é toxico.—O cozimento das folhas<br />

é usado em gargarejos na angina e util em loções para inflammações<br />

edematosas.— A tintura da raiz é util em loções<br />

contra o prurigo das partes genitaes.<br />

In d. — O succo da planta serve para marcar a roupa.<br />

ANICA-CAA — (?)<br />

Loc. — S. Caetano de Odivellas.<br />

(A.) — Mad.- Castanho roseo claro; dureza media.<br />

ANZOL de LONTRA— STRYCHNOS ERICETINA<br />

Barb. Rodr. ( Loganiaceas ).<br />

(Cip.)— Svx. Uirari tarerem — Yuakáka-pindd (L.g.).<br />

bui.— A casca da raiz contém uma matéria tinctorial<br />

vermelha. ( Somente encontrado por Bar. Rodr., em Manáos).<br />

ANONA — (Perú) — v. BIRIBA<br />

APÀ ou APAZEIRO — ( Cunani) — EPERUA FAL-<br />

CATA Aubl. ( Legum. caesalp.).<br />

SYN. — Uapd— Espadeira ( R. Trombetas).— Vou a pá<br />

tabaco, da G. Fr.- Wallaba, na G. Ingl. — Wallaba tree,<br />

(Ingl.) — Pois sabre ((i. Fr.).<br />

(A. p. ou m.) — HAB.- Margens dos rios e igarapés;<br />

<strong>com</strong>mum nas Guianas, mas somente encontrado no Pará no<br />

Aricary e no alto R. Trombetas.<br />

CAR.— O frueto é uma vagem dehiscente, <strong>com</strong> 15 cm.<br />

de <strong>com</strong>prido, 5 cm. de largura, em forma de foice acuminada.<br />

Mad.— Madeira avermelhada, Acura, dufa, <strong>com</strong>pacta,<br />

oíeosa, imputrescivel; excellente j&ra obras hydraulicas,<br />

estacas, dormentes.<br />

Mcd.— Casca amarga, emetica.<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

APAPA - (Terra-Santa)- EL VA SI A CALOPHYL-<br />

APE — (Marajó — v. UAPE.<br />

Terra firme, na margem dos lagos.<br />

APÈ — UROSPATHA CAUDATA Schott. (Araceas).<br />

pjAB _ Pará e Amazonas — ( P. h. ).<br />

Alim.— O rhizoma contem um succo acre, mas é <strong>com</strong>estível<br />

depois de cozido.<br />

Med. pop.— O succo do rhizoma é util contra as em<br />

pigens.<br />

APERANA - ( Marajó ) - LIMNANTHEMUM HUM-<br />

BOLDTIANUM Griseb. (Gentianaceas).<br />

Planta aquatica.<br />

SYN.— Soldanella d 'agmi.<br />

HAB.— Regos e terrenos baixos, nos campos de várzea.<br />

CAR.— Flor branca, cotonosa, lembrando o " edel weis"<br />

dos Alpes.<br />

Alim. anim.— Forragem regular.<br />

APIHY, ou APEHY, ou APII — v. CAAPlÀ.<br />

APIRANGA — (Santarém )-MOURIRIA A PIRANGA<br />

Spruce (Melastomaceas).<br />

(A. p.)—HAB.- Nas praias da foz do R. Tapajoz —<br />

Maués.<br />

Mo d.— Madeira dura.<br />

Alim— Fructo <strong>com</strong>estível, adocicado, mas adstringente.<br />

' o<br />

APIRANGA — (Óbidos) v. SOCOROZEIRO.<br />

APIRANGA - (Almeirim)-MAYTENUS<br />

(Lelastraceas).<br />

Tntnhíw P -r ] } AB ir n lat V} . secca c,as serras c,e Aramum e<br />

Jutahy (região da Velha Pobre).<br />

APIXUNA — v. PIXUNA.<br />

APIXUNA - SFDEROXYLON (?)<br />

v ;<br />

{Sapotaceas). <<br />

////i,, m ) p n } B ' Terras altas, ao norte de Faro<br />

Almi.-Fructos pequenos, doces, apreciados.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

A PO CU IT A — v. MEMBY.<br />

APOLÓ — v. MAIRÀ.<br />

APUHY — v. APUÍ.<br />

APUÍ-ASSU — v. CAXÍNGUBA.<br />

APUÍ CLUSIA INSIGNIS Mart. (Guttiferaceas )<br />

c CL. GRANDIFLORA Splitg.<br />

Svx. — Guapo-y — Apuhy — Cebola grande da malta.<br />

(a. trep.)—HAB.- Epiphyta, nas arvores altas, em matutas<br />

húmidas, ou pequenas arvores semiepiphyticas em capoeiras<br />

velhas.<br />

Ora. - Flores grandes e bonitas, de côr roseo-pallido,<br />

perfume persistente.<br />

Med. pop.— Das flores extrahe-se uma resina amarella<br />

avermelhada aromatica, usada, <strong>com</strong> banha de cacao, para<br />

curar as rachas do bico do peito. — Bolbo emetico e diurético.<br />

APUÍ — (R. Tapajoz) — FICUS TAPAJOZENSIS P.<br />

Standley (Moraceas).<br />

(Ã. m.) —HAB.- Matta de terra firme.<br />

Loc.—Bôa Vista (R.Tapajós).<br />

APUÍ—FICUSs. g. UROSTIGMA Miq. (Moraceas).<br />

(Cip. e, depois, A. g.)- E' uma planta epiphyta que<br />

se desenvolve sobre outras arvores, entrelaçando suas longas<br />

raizes aereas em redor dos troncos que mata; chegando<br />

até o solo, estas raizes engrossam, unem-se lateralmente,<br />

constituindo, mais tarde, um verdadeiro tronco independente.<br />

— Látex esbranquiçado abundante.<br />

Svx.— Uapuini — Apuhy.<br />

APUHY GRANDE - (R. Tapajoz) — COUSSAPOA NÍ-<br />

TIDA Miquel. (Moraceas).<br />

Planta epiphyta.<br />

APUI-RANA — ( Furos de Breves) — STRYCHNOS<br />

ROUHAMON Benth. (Loganiaceas<br />

# = ROUHAMON GUIANENSjS Aubl.<br />

(Cip.) — Frequente na Amazônia.<br />

SYN.— Urariuva.<br />

Med.—Toxica. — Contem estrychnina (?).<br />

11


39 A AMAZÔNIA BRASII.KIRA<br />

APURUHY - V. PURUHY.<br />

' AQUIQUY (R. Tapajoz) v. FACHEIRO —<br />

ARÁ —CALADIUM BICOLOR Vent. (Araceas).<br />

(p h ) - Tajâ cie folhas longamente pecioladas, ovaes,<br />

lanceoladas, manchadas de vermelho.<br />

ARAÇÀ <strong>com</strong>mum, do Pará — BRITO A ACIDA Berg.<br />

(Myrtaceas). . .<br />

(A. p. ou a.) — HAB.- Em toda a Amazônia.— Cultivado.<br />

Mad — Madeira forte, para pequenas peças; cabos de<br />

ferramentas, moitões, obras de torno — Boa lenha e carvão.<br />

Ali tu.— Fructo amarei lo pallido, globoso; polpa amarello<br />

claro, saborosa.<br />

ARAÇÀ do CAMPO — P SIDIU M A R A Ç Á R a d d i<br />

(Myrtaceas).<br />

(a. ou A. p.) —SYN.- Araçd iba —Araçá pedra—Araçd-i<br />

— Araçá-mirim.<br />

Mad.— Própria para moitões e cabos de ferramentas.<br />

Alim.— Fructos excellentes, parecidos <strong>com</strong> goiabas, mas<br />

mais ácidos; muito apreciados para doces.<br />

Ind. — Os renovos dão matéria tinctorial. — A casca<br />

pode ser utilisada para cortume.— Lenha e carvão de alto<br />

poder calorífico.<br />

Med-Folhas adstringentes.<br />

ARAÇÁ — (R. Branco de Óbidos) - PSIDIUM<br />

._.< Myrtaceas).<br />

Alim. - Fructos grandes, <strong>com</strong>estíveis.<br />

KM S t , -(Belém) - BELLUCIA IMPE-<br />

Ki.VLià bald. e Cogn. (Melastomaceas) e outras especies<br />

cio mesmo genero.<br />

Sv.v- Goiaba de anta-Muhuba (Rio Tapajoz).<br />

HAB.- Capoeiras velhas da t. f.- ( A. p.).<br />

bastame saborosa Ct ° é Uma baga amare,,a ' <strong>com</strong>estível,<br />

ARAÇ^ do Igap^ ( R. Tapajoz} _ Eugenia esp.<br />

Myrtaceas).<br />

taceas K AÇA " PKBA ~ PSIDIUM ARBOREUM Vell. (Myr-


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

(A. m.) — Tronco geralmente achatado e <strong>com</strong> leve<br />

torsão. •<br />

Mad.— Bôa madeira para marcenaria.<br />

Jad.— Casca rica em tannino.<br />

ARAÇÀ PIRANGA — v. GOIABARANA.<br />

ARACA-LIMA — v. PALILLO.<br />

ARAÇÁ-RANA — PSIDIUM div. e EUGENIA div.<br />

í Myrtaceas).<br />

Araçás diversos, nas praias e margens de rios de<br />

aguas limpas, de fructos muito azedos, pouco ou não <strong>com</strong>estíveis.<br />

ARAÇÀ-RANA — BEL LÚCIA<br />

esp. div (Melastomaceas).<br />

ARAÇANDEUA — v. GGIABARANA —<br />

ARAM IN A — (Sul) — v UACIMA (Urena lobata ).<br />

ARAPABACA — SPIGELIA ANTHELMIA L. ( Loganiaceas).<br />

( a. p.-de Om 50 a 0m 80 ).<br />

SY.W— I/erva lombrigiieira — Brinvillière, em Fr.<br />

Med. pop.— Toda a planta é vermífuga ( principalmente<br />

a raiz).— As folhas frescas espalhadas no chão afugentam<br />

as baratas. Em dose forte é venenosa; principio toxico<br />

(ale.): spigelina (Dudley).<br />

ARAPAPA - LU EH EOPSIS VIOLACEA Standl.<br />

(Tiliaceas).<br />

(A. M.) — HAB. - na t. f.<br />

Loc.—Bôa Vista ( R. Tapajoz).<br />

Mad.— Somente <strong>com</strong>o <strong>com</strong>bustível.<br />

ARAPARY da VARZEA - (B. Amazonas) - MACRO-<br />

LOBIUM ACACIAEFOLIUM Benth. (Leg. caesalp.).<br />

Svx.— Faveira ( Cach. do R. JTapajoz )«— Fava dc<br />

Tqjnbaqui. #<br />

(A. m. ou g. ).— HAB. - Margens dos rios c lagos.<br />

Mad.— Madeira ruiva, porosa, para caixas e cellulose<br />

para papel. - D = 0,43.<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Mim. anim. — Os fructos silo procurados pelas tarta-<br />

rUS


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

ARAPOCA de CHEIRO— RAPUTIA<br />

( Rutaceas ). •<br />

(a.). — HAB. - No alto amazonas.<br />

Meti. pop.-- Casca c amêndoas aromaticas. — Casca estomachica<br />

e febrífuga; os seringueiros do A. Amazonas<br />

usam, ás vezes, mascar as folhas, em substituição das de<br />

coca.<br />

ARARA-TUCUPY. ou A. TUCUPE — v. JAPACANIM e<br />

VISGUEIRO. —<br />

ARARACANGA — AS PI DOS PE RMA DESMAN<br />

TH UM Mucll. Arg. (Apocynaceas).<br />

SYNArarauba da T. F. (Mauhés).<br />

(A. g.) — HAB. - Terra firme húmida.<br />

Loc.— Frequente na região do estuário, nas mattas<br />

altas.— Salgado, E. de F. de Br., R. Tapajoz, R. Trombetas<br />

(I .ago Salgado).<br />

Ma d. - Castanho amarello claro, fibras trançadas, grão<br />

fino, dureza media; é uma verdadeira "peroba". Própria<br />

para construcção civil e naval, marcenaria, dormentes (de<br />

bôa conservação). D = 0.90.<br />

Med— As folhas são amargas, febrífugas.<br />

Ind.— A madeira pode servir para fabricação de pasta<br />

de cellulose para papel; <strong>com</strong>pr. das fibras, lmm. 76—diam.,<br />

0,026 D/C = 1.75 ( A. Bastos - M C. P.).<br />

ARARANDEUA — PITHECOLOBIUM CAULIFLO-<br />

RUM Mart. ( Legum. mim).<br />

(A. p.) — SYN. - Ingarana ( Pará ).—Jarandetia.<br />

Mad. — Madeira branco amarellado, <strong>com</strong>pacta —dura —<br />

de bôa conservação.<br />

ARARAUBA da T. F. (Mauhés) — v. ARARACANGA. -<br />

ARAREUA — v. P.VO de ARARA — (Sickingia ).<br />

ARARI U A — v. PA O de ARARA ( Sickingia ).<br />

ARARUTA—MAR ANTA ARUSDINACfcA L. ( Maragtaceas).<br />

#<br />

(P. h.—1 m ) — HAB. • Originaria das Antilhas. — Cultivada.<br />

Alini.— Dos rhizomas, brancos, <strong>com</strong>pridos de 25 a 30<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

cm e x t r a h e - s e a tapioca chamada arrow root , especial<br />

para alimentação de creanças c enfermos.- Estes rh.zomas<br />

contém um principio acre que é considerado <strong>com</strong>o antídoto<br />

do veneno dos insectos e das frechas, mas tornam-se <strong>com</strong>estíveis<br />

depois de cozidos ou assados.<br />

AIMKY — MUCUNA ROSTRATA Benth. (Leg. pap.).<br />

(Cipó) HAB. - Nas margens dos nos.<br />

I oc. - Macapá — Mazagào — K. Solimoes.<br />

CAK.— Flores grandes, cor de fogo.<br />

ARATACIU - SAGOTIA RACEMOSA Baill. (Euphorbiaceas).<br />

SYN - Urataciú.<br />

{\ g.) __ HAB.-Na rnatta grande de t. f. húmida, em<br />

todo o E. do Pará.<br />

lnd.— A raiz cheirosa de plantinhas novas se vende<br />

em Belem.<br />

ARATICÚ manso — v. JACA DO PARA.<br />

ARATICÚ do BREJO — í Marajó ) — ANONA GLA-<br />

BRA L. = ANONA PALUSTRIS L. ( Anonaccas >.<br />

SYN. — Araticú pana — Araticií-cortiça — Arati aí da<br />

praia (nos mangaes da Costa).— Corossol sauvage, da G. Fr.<br />

(a. ou A. p.) - Loc. • Bragança, Litoral, Marajó.<br />

Mad. — Pardo escuro, <strong>com</strong> veias amarelladas, flexível;<br />

bôa para carpintaria, caixotaria, para mastros pequenos e<br />

remos.<br />

Ind. — As raizes são esponjosas, substituindo a cortiça,<br />

menos para rolhas (demasiadamente porosas). — E' o "Corkwood<br />

' dos Ingl.<br />

Mim, - O fructo parece-se <strong>com</strong> a 44 jaca do Pará<br />

ou "graviola". mas é aredondado e muito menor; tem um<br />

cheiro muito forte, ethereo, sabor especial, deixando um<br />

gosto de menthol; é amarello quando maduro.<br />

LR, A R , ATI d0 MAT0 — ROLLINIA SILVATICA (St.<br />

nu.) M. (^Xnonaceq^ ).<br />

( A. ) — Mad.- Madeira branca, bôa para gravar (pranchas<br />

de impressão de tecidos) e esculpir.--Tenra, leve. r<br />

. K f w -Pructo da grossura de uma maçã, aveludado,<br />

coberto de escamas achatadas, espaçosas. - Com estes fruc-


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 11<br />

tos fermentados, prepara-se uma bebida refrigerante e estomachica.<br />

m<br />

AR ATI CIJ do MATO — (?) ANONA LONGIFOLIA<br />

Aubl. (Anonaceas).<br />

(A. m.) —SYN. - Envireira — Corossol pinai ou a, da G. Fr.<br />

Loc. - R. Cuminá-mirim.<br />

Alim.— Fructo da grossura de uma maçã, <strong>com</strong> epiderme<br />

fino cobrindo uma carne vermelha, delicada, viscosa,<br />

de gosto excellente.<br />

Mad.— Madeira branca, bastante dura.<br />

Me d. pop.— Folhas e fructos verdes silo usados <strong>com</strong>o<br />

anti-rheumaticos.<br />

ARATICU do PARA — (?) ANONA SERICEA Dun.<br />

( Anonaceas ).<br />

(A. p.) — SYN. - Guimané savane, da G. Fr.<br />

Med. pop.— Casca e folhas antirheumaticas.<br />

ARATICU GRANDE — ANONA MONTANA Macf. =<br />

ANONA MARCGRAVII Mart. (Anonaceas).<br />

SYN.— Arati cinn- ponhè.<br />

Aliai.— Fructo grande, <strong>com</strong>estível, de cheiro penetrante.<br />

— As vezes cultivado. (Fructo parecido <strong>com</strong> o da A. muricata,<br />

mas redondo e de sabor inferior).<br />

ARENARIA — ( Marajó) - CALYPTROCARYA<br />

(Cyperaceas).<br />

(P. h. rasteira). - Aliai, aniai. Pasto medíocre.<br />

ARENARENA — ?<br />

Mact.— Còv de rosa; para moveis e construcçôes.—<br />

Dormentes.<br />

ARIÀ — TH A LI A LUTEA Stend. = MARANTA<br />

LUTE A .lacq. (Marantaceas ).<br />

(P. h.) — Aliai O rhizoma dá pequenos tubérculos em<br />

forma dc peras, brancos, muito apreciados depois de cozidos.<br />

ARIAUÀ — (Mte. Alegre ).-Q m J ALEA* GRAN DI-<br />

FLORA Mart. (Vochvsiaceas). •<br />

IIAB.— Commum nos campos de t. f. em todo o 15.<br />

Amazonas.


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Mad.- Madeira tenra, usada para construir pequenas<br />

embarcações.<br />

ARIAUÁ — V. PAOARI -<br />

ARIMARU (?) —STRYCHNOS COGENS Schomb.<br />

(Loganiaceas).<br />

Loc. - E. do Amazonas. . . ,<br />

(Cip.) — Med. - Toxico; um dos pnncipaes elementos<br />

do 41 uirari" ou "curare".<br />

AROEIRA — (Mte Alegre) — v. GONÇALO ALVES.<br />

AROUROU — (?) BURSERA (PROTIUM* SCHOM-<br />

BURGKIANUM Engl. ( Burseraceas ), = ICICA ENNEAN-<br />

DRA Aubl. (Classif. m. duvidosa).<br />

( A.) -- SYN. - Arurú.<br />

Mad.- Boa madeira de construcçào.<br />

Jnd — A resina é o "incenso de Cay ena", ou "chipa".<br />

Med.— Esta resina é antiblennorrhagica.<br />

ARRANCA PEDRAS — PHYLLANTHUS NIRURI L.<br />

(Euphorbiaceas). = P. BRASILIENSIS Muell. Arg.<br />

( P. h.) — SYN. - Quebra pedras (Bahia ) — J/erva pombinha<br />

( R. de J.).<br />

Med. pop.— O succo dos fruetos e sementes preconisados<br />

contra o diabetes e a pedra da bexiga — o decocto<br />

da raiz é anti ictérico, diurético e purgativo — o cozimento<br />

das folhas e das sementes <strong>com</strong> xarope de laranjas, é indicado<br />

contra o diabetes e <strong>com</strong>o anti ictérico.<br />

ARROZ COMMUM - (Marajó - Lagos do Cuminá)-<br />

ORIZA SÜBULATA Nees.,= ORIZA SATIVA L. var.<br />

SUBULATA (Gramíneas).<br />

(P. h.) — O typo é originário da índia: foi importado<br />

no 1 ara em 1//2; esta variedade é espontanea.<br />

SYN. - Arroz silvestre - Arroz do mato -<br />

(L. g.).<br />

Abati-mirim<br />

HAB. NOS baixos atolentos, ou formando sociedades<br />

quasi puras nos lagos pouco fundos e cujas praias argillosas<br />

descobrem em temjfb de secca.<br />

c<br />

do Cuminá" Campos baixos cle Mte - - Marajó-Lagos


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

Aliai, aaiai. — E' boa forragem antes de fructificar; depois<br />

torna-se perigoso para o gado por causa das pragafrias<br />

muito desenvolvidas.<br />

O arroz typo é cultivado em grande escala para a<br />

alimentação.<br />

ARROZ BRAVO — v. CAPIM ANDREQUICE.<br />

ARROZ do CAMPO — < Marajó) — TRACHYPOGON<br />

PO L Y .\ IO R PH US Hack. (Gramíneas).<br />

( P. h.) — HAB. - Nos campos altos, meio arenosos.<br />

Alini. aaiai. Forragem coriacea.<br />

ARRUDA —RUTA GRAVEOLENS L. (Rutaceas).<br />

( P. h.) • HAB. - Originaria da região mediterrânea —<br />

cultivada.<br />

CAR. — Cheiro forte, desagradavel; sabor aromatico,<br />

amargo.<br />

Me d. Irritante do tubo digestivo e perigosa, podendo<br />

causar accidentes mortaes - emmenagoga e abortiva—utilisada<br />

na chlorose, amenorrhea e hysterismo.<br />

ARTEMIJA — ou ARTEMÍSIA — AMBROSIA AR-<br />

TEMISIAEFOLIA L. (Compostas).<br />

(P. h.) — HAB. • Abundante nos terrenos argillosos alagadiços<br />

da planície quando ficam fora da agua.<br />

CAR.—Cheiro forte, penetrante, desenvolvendo-se logo<br />

que se esbarra nella.<br />

Mc d. pop. — As summidades floridas e as folhas são tônicas,<br />

aromaticas. febrífugas, lombricidas e antileucorrheicas.—As<br />

fumigações provocam a menstruação.<br />

ARimiA — ISCHNOSIPHON OVATUS Kcke (Marantaceas).<br />

SVX. - Caeté—Banancirinha do aiato — ( P. h. ) —<br />

ARUMÁ-ASSli — ISCHNOSIPHON OBLIQUUS<br />

(Rudge) Koern (Marantaceas).<br />

(a. g.) —HAB. - Nos logares húmidos ou pantanosos<br />

(Baixo R. Ucayali). # #<br />

SYN T . — Uaraaid—Guarunui.<br />

• •<br />

ARUMÁ MEMBECA — ISCHNOSIPHON A R U M A<br />

(Aubl.) Koern. (Marantaceas).<br />

11


10 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

• &Í~-As hastes, partidas, fornecem bom material para<br />

tecer paneiros, tipitis, peneiras, esteiras... &; esta especie<br />

de arumá é a melhor para este fim.<br />

Alim.-O rhizoma é <strong>com</strong>estível.<br />

ARUMA- MIRIM - ISCHNOSIPHON SIMPLEX<br />

Hub. (Marantaceas).<br />

(a. p.)—Loc.—Nas mattas das margens do K. Arama-<br />

miry.<br />

bui.-Mesmos empregos.<br />

ARUMÁ-RANA — (Marajó) TH A LIA GENICLLATA<br />

L. var. PUBESCENS (Marantaceas).<br />

(a. de 2 m. a 3 m.)<br />

Alim— O rhizoma, assado, é <strong>com</strong>estível; elle da uma<br />

tapioca igual ao "arrow-root' - As folhas novas são<br />

também <strong>com</strong>estíveis; para o gado, ellas constituem uma<br />

bôa forragem.<br />

Ind.—As hastes servem para fazer frechas.<br />

Oni.—E' planta ornamental.<br />

ARUMA-RANA mirim. —THALIA GENICULATA L.<br />

(Marantaceas).<br />

(P. h.) — SYN. — Campará.<br />

HAB.—Abundante em campos inundados na região do<br />

estuário.<br />

Loc.-Mazagão - Gurupá—Marajó,<br />

/j/tf.—Poderia ser utilisada na fabricação dc papel.<br />

Alim. anim. — Bôa forragem, principalmente para os<br />

cavallos.<br />

ARVORE dos FEITICEIROS — CONNARUS PATRI-<br />

SII Planch. (Connaraceas).<br />

(A. p.)—Loc.- Sul da Amazônia—Goyaz.<br />

Med. pop.—E' planta inoffensiva (superstições)—As sementes<br />

são úteis contra a fraqueza geral, o abatimento.<br />

ARVORE de MACACO -v. ESPONJEIRA. —<br />

ARVORE dc TROMBETAS - v. IMBAUBEIRAS.<br />

ARVORE de S. SEBASTIÃO - EUPHORBIA TIRÜ-<br />

CALLl (huphorbiaceas), da índia.<br />

#


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

SYN.—Arvore de cor (d.<br />

CAR—Ramos verdes, sem folhas; látex branco, cáustico.—Cultivada<br />

no Pará.<br />

ARVORE de UMBELLA — CORDIA UMBRACULl-<br />

FERA DC. ( Borraginaceas).<br />

(A. p. ou m )—SYN. - Par d par d (Amazonas).<br />

HAB.—Beira dos rios e terras dos campos (Marajó).<br />

iMad. Madeira para construcção civil e marcenaria.<br />

Med. pop.—Usam da casca queimada para desinfectar<br />

as casas; a fumaça tem cheiro desagradavel.—O succo das<br />

folhas serve para lavar o globo ocular nas conjunctivites.<br />

—As raizes drenam o solo húmido.<br />

Ora.—Presta se para arborização das ruas.<br />

ARVORE de VELAS — PARMEXT1ERA CEREIFERA<br />

Secm. (Bignoniaceas).<br />

(A. p.)-Originaria de Panamá—Cultivada nos jardins<br />

Ora — Os fructos parecem uma quantidade de velas de<br />

cera amarella penduradas nos galhos pelo morrão.<br />

ASSACli — HURA CREPITANS L. (Euphorbiaceas).<br />

(A. g.)—Commum na varzea argillosa alagadiça.<br />

Sv.w- Sablicr, da G. Fr .—Possuía ivood, ou saudbox,<br />

dos Ingl. -Catauá (Perú)—Ra Kuda ivood (Estados Unidos).<br />

Mad.—Branca pardacenta, resistindo bem á humidade;<br />

própria para soalhos e forros, tamancos — deve se deixar<br />

alguns mezes n'agua. antes de serral-a, senão a poeira da<br />

serragem irrita os olhos. Também, antes de derrubar a arvore,<br />

convém sangral-a, cortando um annel da casca e deixando<br />

escorrer o látex. — D =0,50.<br />

Med.—Seiva muito caustica e venenosa, produzindo<br />

ulcerações quando cm contacto <strong>com</strong> as mucosas e até <strong>com</strong><br />

a pelle. O principio activo do látex é a "Hurina", ou "Crepitina"<br />

(Ch. Richet). Não tem fundamento a reputação que<br />

tem esta seiva de curar a morphea.<br />

Iad. O leite de assacú é, ás vezes, utilizado para tiaguijar<br />

peixe. O fructo é uma capsula dehiscente que. quando<br />

"madura e secca, arrebenta <strong>com</strong> uma pequena detonação,<br />

espalhando as sementes que são#oleagino^as (em junhojulho);<br />

as amêndoas limpas dão 40° o de oleo amarello, claro,<br />

inodoro—este oleo é venenoso nfi dose de 4 gr.—As sementes<br />

provocam vomitos, constricção da garganta, diarrhea,<br />

tenesmo e syneope.<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

ASSACÚ-RANA - ERYTHRINA GLAUCA Willü.<br />

Legum. P a P-u' m }_Hab.-Margens do Amazonas, na var-<br />

zea. ^ . ,<br />

SYN.—Suma. , , n .<br />

CAR.—Tronco aculeado, <strong>com</strong>o o do assacu — Bonitas<br />

flores alaranjadas.<br />

Mad.- Madeira branca, molle, leve para forros, ga-<br />

mellas... &• ,<br />

Med - Util contra as doenças hepaticas, mas narcotico<br />

—o chá das raizeséantirheumatico; purgativo em alta dose.<br />

ASSACU-Y - EUPHORBIÀ COTINOIDES Miq. (Euphorbiaceas).<br />

CAR.—Folhas quasi côr de cobre; látex branco, cáustico,<br />

(a. p. ).-SYN. -Maleiteira-Leiteira.<br />

Med— A raiz é purgativa, o succo leitoso das folhas,<br />

addicionado de mel,


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

(A. g. ou M.) HAB. - Frequente na T. f. de Beiern, Guru<br />

pá. „<br />

Mad. - Castanho claro, grosseira, porosa. D = 0,68.<br />

Orn — Esta arvore convém para arborisação publica.<br />

As flores são em espigas <strong>com</strong>pridas, vermelhas.<br />

ATEREUA — v. ATERIBA.<br />

ATERIBA — ESCH WEILER A, div. esp<br />

(Lecythidaceas).<br />

(A.)—Na região do Salgado.<br />

SYN.— Tiribá (E. F. Br.) —Aterebd—Atereua — Jatereua.<br />

ATURIÀ — MACHAERIUM LUNATUM (L.) Ducke,<br />

= DREPANOCARPUS LUNATUS Mcy. (Legum. dalberg.)<br />

(a. <strong>com</strong> longos ramos tortuosos). Loc. - No litoral e no<br />

estuário. No B. Amazonas até Mte. Alegre.<br />

CAR.—Espinhoso—Estende-se, ás vezes, na frente da<br />

matta marginal dos rios e furos, no estuário.<br />

ATURIÀ — DREPANOCARPUS FEROX. Mart. (Leg.<br />

dalb. ).= MACHAERIUM FEROX (Mart.) Ducke. (Leg.<br />

dalb.).<br />

(Cip.) — Em toda a Amazônia - SYN. - Juquiry.<br />

CAR.—Verdadeira peste que invade os campos de varzea<br />

quando se deixa florescer e fructificar. Os indivíduos<br />

velhos trepam em arvores <strong>com</strong>o cipós.<br />

Med— As folhas são resolutivas.<br />

AUATI — v, MILIIO.<br />

AUIBA (?) — X1LOSMA BENTHAMI Griseb., e X.<br />

DIGYNUM Benth. ( Flacourtiaceas).<br />

(A. p.)—SYN. - Aui-tiva.<br />

Loc.—Pará e Amazonas.<br />

Mg d.—Muito resistente, mas de pequenas dimensões.<br />

Bom <strong>com</strong>bustível.<br />

Med. - Aromatica— Casca adstringente.<br />

AVENCA — GYMNOGRAMMA^ CALOMELANOS<br />

Kaulf. (Polypodiaceas).<br />

# (P. h.). .<br />

Loc.—R. Anauerá-pucú.<br />

Ora.—Folhas brancas, orladas de verde e vermelho<br />

11


10<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

AVENCA - LYGODIUM VOLUBILE Sw. (Fetos).-<br />

• Loc. - Rio Counany.<br />

AVENCA miuda - ADIANTUM C UNE ATUM Fischer<br />

(Filicineas). ,<br />

Med.- A infusão das folhas e peitoral.<br />

Ont,—As folhas são delicadas, muito recortadas.<br />

AVENCA grande — ALSOPHILA FEROX Presl. Cvatheaceas)<br />

e HEMITELIA MULTIFLORA R. Br. (Cyatheaceas).<br />

r, N<br />

SYN. — Sa mamba ia grande — ronge re arborescente,<br />

em Fr.<br />

CAR.—Raras vezes chegam a ter um pequeno tronco<br />

de menos de 1 m. de altura ; nas cabeceiras do lago de<br />

Mariapixy (M. de Faro) encontram-se alguns exemplares<br />

<strong>com</strong> troncos de lm.70 a 2 m.<br />

AVI NEIRA — (Macapá) —v. ANDIRÁ-UCHY (Andirá<br />

inermis).<br />

AYAPÁNA — EUPATORIUM AYAPANA Vent.<br />

(Compostas).<br />

(a. p.—de lmõO a 2m.) — Espontâneo ou cultivado nos<br />

jardins.<br />

SYN .—Japona ou Ia pana (Amazonas) — I/erva de cobra.<br />

CAR.—Flores de cheiro agradavel.<br />

Med.—Antiscorbutico, tonico, estomachico, aromatico—<br />

adstringente energico contra a diarrhea c a dysenteria — A<br />

infusão das folhas é um poderoso sudorífico—As folhas frescas,<br />

ou o seu succo, ajudam a cicatrização das feridas—Empregada<br />

contra o veneno das cobras.<br />

AYOU — v. CANELLA PRETA.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 45


A AMAZOXIA BRASILEIRA


B<br />

BACOPA — BACOPA AQU ATIÇA Aubl. (Scrophulariaccas).<br />

(PI. h. rasteira).—HAB.- Nas margens dos rios.<br />

Med. pop.—Vulneraria—Em banhos contra rheumatismos;<br />

em gargarejos contra anginas e stomatitas—Applicam<br />

as folhas nas queimaduras.<br />

BACUPARY — SALACIA MICRANTHA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />

(a. p.-0m30).<br />

BACUPARY—SALACIA COGNATA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />

( a.).<br />

BACUPARY—SALACIA LAXIFLORA Peyr. (Hippocrateaceas).<br />

( a. ).<br />

BACUPARY—SALACIA COR YM BOS A Hub. (Hippocrateaceas).<br />

(A. p. ou a.) —Loc. - Alto Amazonas.<br />

BACUPARY — RHEEDIA MACROPHYI^LA (Mart.)<br />

PI. e I r. (Guttiferaceas).<br />

* (A. p.)—SYN. • Dacury-pary (BelCm-Baixo Amazonas).<br />

Mad.—Para marcenaria (obras pequenas).<br />

Ind.—A casca serve para cortume.


10 64 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mim -Fructo amarelio, liso, de grossura de um peqüfeno<br />

ovo de gallinha; polpa mais acida do que a doba-<br />

cury.—<br />

E outras especies do mesmo genero Rhecdia, <strong>com</strong><br />

fructos lisos ou ásperos, todos <strong>com</strong>estíveis.<br />

BACURY BRAVO -MORONOBEA CANDIDA Ducke<br />

(Guttifuaccas^^^ \|attas não inundáveis.<br />

Loc.—Mauhés, Juruty Velho.<br />

BACURUBIJ — (de Rio de Janeiro) — SCHIZOLOBI-<br />

ÜM EXCELSÜM Vogel (Leg, çaes )<br />

Na Amazônia (T. f. de Óbidos), encontra-se a especic<br />

SCHIZOLOBIÜM AMAZONICÜM Ducke - v. PARICA'.<br />

BACURY— PLATONIA INSIGNIS Mart. (Guttifera-<br />

CCÍLS.<br />

SYIx.-lbá-ciiry (L. g.)—Parcouri (G. Fr.) ou parcourisoufre.<br />

CAR.—Copa em forma de cone virado <strong>com</strong> a ponta<br />

para baixo.<br />

(A. g.).—HAB. - Mattas de T. f., de preferencia não<br />

muito afastadas de campos naturaes.<br />

Loc.—Salgado—Bragança—Costa S. E. de Marajó-R.<br />

Capim - R. Tocantins.<br />

Mo.d.—Madeira amarellajbôa para construcção naval,<br />

soalhos, carpintaria; própria para tanoaria e segeria.—<br />

D = 0.90.<br />

In d—As sementes são oleaginosas; as amêndoas dão<br />

65°/o de uma gordura de cor castanha avermelhada escura.<br />

Alim.—Fructos grandes, redondos, da grossura de<br />

uma laranja; a pelle, grossa, é resinosa, mas a polpa branca<br />

que envolve as sementes é agri-doce, perfumada, de<br />

gosto agradavel, utilisada para fabricar doces, <strong>com</strong>potas,<br />

xaropes e sorvetes saborosos.<br />

Ora.—A arvore é frondosa, magnifica quando coberta<br />

de flores róseas ou raramente brancas.<br />

M \ - r ' P A R * selvagem — RHEEDIA aff. ACUMI-<br />

INAIA 1 lanch. e l r. # (Guttiferaceas). •<br />

"Estr. de F. de Bragança.<br />

Mad.—resinosa; óptima lenha—carpintaria.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 49<br />

Ali ni— Fructos menores do que os do Rh. macrophylla;<br />

peile coriacea, rugosa ; polpa <strong>com</strong>estível, azeda. \<br />

BAGACEIRA — v. TATAJUBA, de Bclcm.—<br />

BALATA verdadeira — MIMUSOPS BIDENTATA DC.<br />

(Sapotaceas) = MANILKARA BIDENTATA (A. DC.) A.<br />

Chev.<br />

(A. G.)—SVN. - Balata franc, ou Balata rouge (G. Fr.)<br />

— Bullet tree (Ingl.)<br />

HAB.-Matta de T. f., numa zona bastante larga que<br />

se estende de cada lado das serras que separam do Brasil<br />

a Venezuela e as Guyanas.<br />

Loc. Altos R. Erepecurú, Curuá, Maicurú e Paru.<br />

— Rio Branco (nos limites <strong>com</strong> a Guyana Ingl.).<br />

yiad. — Vermelha, quasi roxa, muito <strong>com</strong>pacta e resistente;<br />

de primeira qualidade para construcçáo civil e naval,<br />

obras hydraulicas. dormentes—<strong>com</strong>bustível de alto poder calorífico<br />

(queimando, desprende cheiro de canella da índia).<br />

— D = 1,10.<br />

Ind.—O látex, branco, abundante, dá a verdadeira "balata'<br />

do <strong>com</strong>mercio, succedaneo da "Gutta - percha".<br />

BALATA ROSADA— SIDEROXYLON RESINIFE-<br />

RUM Ducke (Sapotaceas).<br />

SVN. - Rosadinha (Tonantins).<br />

(A. (}.)- Loc.-Matta não inundavel perto de Tonantins<br />

(Amazonas).<br />

Ind.— Dá uma balata de qualidade visinha da "coquirana",<br />

mas pouco abundante.<br />

BALATA ROSADA —SIDEROXYLON CYRTOBO-<br />

TRYUM Miq. (Sapotaceas).<br />

SYN — Rosadinha.<br />

(A. G.) —Loc.- Manáos, em matta não inundavel.<br />

lad.— Produz em pequena quantidade um succedaneo<br />

da balata, de qualidade inferior.<br />

BALATINIIA — Ao que parece, este nome é dado a<br />

varias Sapotaceas (conforme a localidade).<br />

• BALSAMINA—IMPATIENS BALSAMINA L. (Balsaminaceas).—Orig.<br />

da índia.<br />

(PI. h.) - Cultivada nos jardins.


50 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

SYN - Beijo de frade - Meli adro.<br />

orn — Muitas variedades, <strong>com</strong> flores bonitas, simples<br />

ou dobradas.<br />

BALSAMO - (R. Acre) - MYROXYLON PE RUI FE-<br />

R U M ( A L ' g ( V i g s K ^ m ^ (Estados do Sul) - /*,/.<br />

santo (Serras do Ceará). , D .<br />

Loc.— Não se encontra nos Estados do Pará e do<br />

Amazonas. . .<br />

Med — Dá um succo balsamico, de cor rubra-escura,<br />

cheiro agradavel, empregado <strong>com</strong>o peitoral e contra os catarrhos<br />

da bexiga.<br />

Mad.— Bonita madeira vermelha <strong>com</strong> manchas escuras,<br />

para obras de luxo.<br />

BALSAMO - ( R. Madeira ) - OGEODEIA AMARA<br />

Ducke ( Moraceas).<br />

SY.W— Quina<br />

BAMBU e BAMBUSINHO — v. TABOCA. —<br />

BANANEIRA—MUSA esp. div. que se dividem em<br />

numerosas variedades. (Musaceas) —Origin. da Asia meridional.<br />

I o . — Bananeira de fructos <strong>com</strong>estíveis:<br />

lad.— Do tronco pode se extrahir fibras fortes, mas<br />

cm muito pequena quantidade e deve notar-se que o melhor<br />

rendimento somente é obtido cortando a bananeira na época<br />

da florescência, não se podendo assim aproveitar os fructos.<br />

Aliai — Os fructos das bananeiras silo dos melhores e<br />

dos mais úteis; maduros, constituem uma excellente sobremesa<br />

e <strong>com</strong> elles preparam-se doces e <strong>com</strong>potas saborosas;<br />

verdes, as bananas grandes, cozidas ou fritas, são um legume<br />

apreciado, mas não de valor alimentar tão grande<br />

<strong>com</strong>o se acredita geralmente.<br />

a— Banana pequena — MUSA SAPIENTIUM L.<br />

r ~ ^ l u a n a fgo — Sweel plantain (Ingl.)<br />

LAR.—No cacholas bananas são viradas para cima.<br />

Aliai.—Os fructos se <strong>com</strong>em maduros c crus.<br />

Muitas variedades:


Cumaru (Cournarouna odorata)


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 51<br />

BANANA MAÇA ou BANANA BRANCA<br />

CAR.-- Tronco verde roseo ou verde amarello, tom<br />

manchas castanho — peciolos roseos — frueto quasi cylindrico;<br />

pelle fina, amarello claro quando maduro; polpa<br />

branca, sabor doce e agradavel; peso de 100 a 200 grs.-cacho<br />

de 10 a 30 ks. <strong>com</strong> 60 a 150 fruetos.<br />

BANANA PRATA -<br />

CAR.—Tronco verde claro—frueto <strong>com</strong> cinco quinas<br />

bem visíveis, amarello quando maduro—polpa branca, lustrosa,<br />

perfumada.<br />

BANANA INAJÁ —<br />

CAR. -Tronco vermelho escuro; folhas quasi verticaes<br />

—frueto pequeno, pesa de 30 a 60 grs, roliço; amarello vivo<br />

<strong>com</strong> pequenas manchas quasi pretas, quando maduro —<br />

polpa amarella de ouro, aromatica, doce, saborosa. E' talvez,<br />

a melhor banana de sobremesa e a que dá os doces<br />

mais delicados.<br />

BANANA PIRAUÁ —<br />

SYN —B. de Barbados—B. de Cayenna — B. chorona -<br />

B. de Tapaná.— Gros Michel, das Antilhas.<br />

CAR. - Tronco largamente manchado de castanho escuro<br />

; peciolo vermelho escuro nas margens — Frueto verde<br />

amarei lado quando maduro, <strong>com</strong>prido, um pouco arqueado<br />

— polpa branco rosado claro, fortemente perfumada. Cachos<br />

de 15 a 25 ks. (120-160 fruetos) - Tendo a pelle bastante<br />

espessa, esta banana transporta-se bem, mesmo sem emballagem<br />

especial.<br />

BANANA S. THOMfi —<br />

CAR.— Peciolo e folha vermelho-castanho por baixo —<br />

frueto grosso, amarello esverdeado quando maduro—cacho<br />

grande, mas pouco apertado-polpa rósea, aromatica.<br />

BANANA ROXA —<br />

CAR.—Tronco e folha vermelho - castanho escuro T<br />

frueto vermelho arroxeado - polpa amarello carregado, muito<br />

aromatica. • •<br />

BANANA SAPO-<br />

SYN.—Banana jadia.<br />

CAR.—Tronco e peciolo verde claro—frueto grosso e


52<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

curto, <strong>com</strong> 5 quinas salientes-pelle muito espessa, dura -<br />

polpa doce mais pouco saborosa-Utilisada somente para a<br />

alimentação dos animaes.<br />

liAiUNA FIFI - _ , . ,<br />

Cachos de 100 a 130 bananas viradas para cima, pequeninas.<br />

<strong>com</strong> 5 quinas bem acentuadas.-Sem valor-A bananeira<br />

cresce muito: o tronco é alto, as folhas grandes.<br />

b- Banana grande - MUSA PARADISÍACA L.<br />

SYN. Banana pacova—plantam (Ingl.)<br />

CAR.—No cacho, os fructos estão virados para a ponta<br />

da espiga floral. .<br />

Álini.— Os fructos se <strong>com</strong>em cosidos, fritos ou assados<br />

quando ainda verdes e crûs quando maduros.<br />

Diversas variedades:<br />

HA NANA PACOVA COM M LM -<br />

CAR.—Tronco e peciolo verdes, tendo estes as margens<br />

levantadas, formando bainha—fructo de 20 a 30 cms.<br />

de <strong>com</strong>prido e 5 a 6 cms. de diâmetro, <strong>com</strong> 3 ou 4 quinas<br />

bem apparentes, um pouco arqueado —Pelle grossa, amarella<br />

na madureza- polpa um pouco dura, branca amarellada,<br />

pouco assucarada, mas de gosto agradavel—Peso do fructo<br />

de 250 a 400 grs.-cachos de 20 a 35 bananas, pesando de<br />

7 a 14 kilos.<br />

BANANA PACOVV —<br />

CAR.— Folhas muito largas—Fructo fortemente arqueado,<br />

alongado, menor do que a pacova, mas cachos enormes,<br />

muito apertados.<br />

c~ Banana anã - MUSA CAVENDISHII Lamb. = M.<br />

SINENSIS Sweet.<br />

, Sy^.-Banana caturra — Banana cambota — Banana<br />

da Uiiiia— Banana nanica.<br />

CAR.—Tronco pouco elevado (Im.), forte; folhas verde<br />

escuro por cima, verde mar por baixo—Peciolo formando<br />

bainha cacho grande (25 a 40 ks.) indo até o chão-Fructo<br />

parecido cogi a banana pirauá, arqueado, roliço, verde-amarello<br />

quando maduro (fité mais de 200 em cada cacho).-O<br />

crescimento desta bananeira


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 53<br />

2 o . — Bananeiras de fructos não <strong>com</strong>estíveis:<br />

Abaca-MUSA TEXTILIS Née. Das Ilhas Philippinas.<br />

—A cultura desta bananeira ainda não foi experimentada<br />

na Amazonia, li' a única bananeira que dá boa fibra < Manilla-Chanvre<br />

de Manille, em Fr.) em proporção vantajosa<br />

para a exploração industrial.<br />

BANANEIRA BRAVA ou BANANEIRA de LEQUE —<br />

v. PACOVA SOROROCA.<br />

BANANEIRA do MATTO — HELICONIA BIHAI L.<br />

(Musaceas).<br />

(PI. h. até 4 m. de alt.).-Svx. - Balisier (G. Fr.).<br />

íad. Dá boa cellulosa para a fabricação de papel.<br />

. Mim.—As sementes são <strong>com</strong>estíveis<br />

Meei. -As raizes são um brando adstringente.<br />

Ora. -Cultivada <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />

BANANEIRINHA do MATTO — HELICONIA BRA-<br />

SILIENSIS Hook (Musaceas).<br />

(PI. h.) —SYN. • Balisier (na G. Fr.)—Canna.<br />

Meei. pop. - As sementes contusas n'agua são usadas<br />

contra as diarrhéas —O cosimento da raiz é empregado cm<br />

injecções nas gonorrhéas.<br />

BANANEIRINHA do MATTO — Este nome applica-se<br />

ainda a varias outras especies do mesmo genero Helicouia;<br />

a mais <strong>com</strong>mum é a H. PSITTACORUM.<br />

BANANEIRINHA do MATTO — v. ARUMA. (Ischno<br />

siphon ovatus).<br />

BARATINHA— ( Breves) - CARAIPA MACRO-<br />

PHYLLA Mart. (Guttiferaceas).<br />

(A. m.).<br />

lad.— A semente, achatada de côr castanho, contem<br />

uma amêndoa oleaginosa que dá 60° o xle oleo espesso, solidificando-se<br />

em parte, côr castanho-esveyieado escura, de cheiro<br />

desagradavel — safra (cm Belem) de fevereiro até abril.—<br />

E varias outras especies do mesmo género Caraipa.


*<br />

54 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

BARATINHA-CASSIA FASTUOSA Willd (Legum.<br />

CaeSa ( 1P 4 'm.) —Indígena nas mattas, em terreno argilloso.<br />

SYS— Angico (por confusão <strong>com</strong> Piptadenia) — Barbatimão<br />

(Amazonas).- Chuva de ouro (Belem) - Faveirinha<br />

( Rio Tapajoz). ..<br />

Loc — Belem — Bragança — R. Moju — Mazagao — Almeirim<br />

- R. Xingu — Santarém — R. Trombetas.<br />

Om — Cultivada em Belem: llores amarellas em grandes<br />

cachos pendentes.<br />

BARBA de BARATA- CAESALPINIA PÜLCHER-<br />

RIMA Svv. ( Legum. caesalp.). #<br />

í A.) — Origin. das Antilhas.—Cultivada.<br />

Med. pop.- Raizes toxicas.— A infusão das flores e das<br />

folhas 6 emmenagoga e considerada <strong>com</strong>o abortiva.<br />

BARBA de BODE — (Marajó) - ERAGROSTIS REP-<br />

TANS Nees (Gramíneas).<br />

( PI. h., de Om 22 a Om 35 ).<br />

Loc.—Commum no baixo Amazonas e estuário.<br />

Alirn. anim.—P'orragem excellente para os cavallos:<br />

macio, substancial. — Nos campos baixos, resiste aos mais<br />

longos verões.<br />

BARBA de BODE — (Campos de Cunani) - ONCOS-<br />

TYLIS sp.<br />

BARBA de BODE — CYPERUS RADIATUS Vahl.<br />

(Cyperaceas).<br />

Svx. Capim cortante (PavX)—Tiririca do caaipo.<br />

Aliai, aairn.— Forragem.<br />

Ind.—Utilisado para a fabricação de esteiras—Poderia<br />

dar pasta para papel.<br />

BARBA de BOI — v. PARATURA.<br />

BARBA de CABRA - ARUNCUS AMERICA NUS Rafin.<br />

(Rosaceas).-Exótica.<br />

(a p.)•-- Svx. - Rarba de paca.<br />

Med. pop -Adstringente, tônica e febrífuga. *<br />

U/7L—Cultivada <strong>com</strong>o planta ornamental/<br />

BARBA de PACA - v. BARBA de CABRA.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 55<br />

BARBA de PACA — NEPSERA AQUATICA (Aubl.)<br />

Naud. (Melastomaceas). 9<br />

(a.)—HAB. - Nas capoeiras novas e na beira dos caminhos.<br />

Loc.— Muito abundante em Belem.<br />

Mcd. pop.— Toxica (?).— As folhas são usadas contra<br />

a hematúria intertropical.<br />

BARBA de VELHO — TILLANDSIA RECURVATA<br />

L. { Bromeliaceas).<br />

CAR.— Planta epiphyta, lembrando pequenas moitas de<br />

gramíneas.<br />

A TILL ANDSI A USNEOIDES L., muitas vezes citada<br />

<strong>com</strong>o amazoniense não se encontra na Amazônia; foi<br />

encontrada unicamente no Gurupy.<br />

BARBA de VELHO — ANDROPOGON VIRGINICUS<br />

L. (Gramíneas).—v. CAPIM MEMBECA.—<br />

BARBADINHO — v. CARRAPICHINHO.<br />

BAI IBADINHO — (Marajó) — DESMODIUM BAR-<br />

BA'TUM Benth. (Leg. hedys. >.<br />

. Htm. anini. — Forragem.<br />

BARBASCO —CLIBADIUM BIOCARPUM Mart.<br />

( Compostas).<br />

Meu.— Narcotico; o principio activo é a Clibadina<br />

( Ale. ?).— Utilisado para " tinguijar " peixe.<br />

BARBATIMÃO—(Nome dado no Sul ás plantas deste<br />

genero) STRYPHNODENDRON ANGUSTUM Benth.<br />

( Legum. mim.).<br />

Loc — No Amazonas.<br />

(A. m ).<br />

BARBATIMÃO — ( Nome dado no Sul ás plantas deste<br />

gênero) STRYPHNOI)EXI)RON MICROSTACIIVUM<br />

Benth. ( Legum. mim.).<br />

» BARBATIMÃO—(Nome dado r*> Sul ás plantas deste<br />

genero) STRYPHNODENDRON GUYANENSE Benth.<br />

[ Legum. mim.).


56<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

RARBATIMÃO—(Nome dado no Sul ás plantas deste<br />

e«ero) STR Y PI-1NODEN D RON GUYANENSE var. FLO-<br />

RIBUNDUM Benth. (Legum. mim.).<br />

Svx — Paticarana (Pará<br />

Jfi'd — A casca pode servir para cortume.<br />

1 led pop.—A casca 6 adstringente e amarga; a decoccào<br />

6 empregada em lavagens contra a leucorrhéa; em<br />

pó sobre as ulceras; em chá contra as hemoptyses; é chamada<br />

ás vezes casca da virgindade devido á sua energica<br />

acção styptica.<br />

BARBATIMÃO — (Mte. Alegre — Almeirim ) — JACA-<br />

RANDA' BRASILIANA (Bignoniaceas ).<br />

BARBATIMÃO — (Amazonas) v.— BARATINHA.<br />

BARBATIMÃO (Monte Alegre) - VATAI REA MA-<br />

CROCARPA (Benth.) Ducke (Leg. caes.)<br />

(A. m.).—HAB.-Campos altos arenosos.<br />

Loc.—Alcobaça—Serras de Almeirim —Santarém.<br />

CAR.—Flores azul-roxo claro.<br />

BATATA da PRAIA — v. SALSA da PRAIA.<br />

BATATA de CABOCLO — BIG NO NI A EXOLETA<br />

\ ell. (Bignoniaceas).<br />

(Cip.).<br />

SVN.—Jeticarana— Unha de morcego.<br />

Ind.—Dos tubérculos extrahe-se tinta.<br />

BATATA de PURGA — OPERCULINA ALTÍSSIMA<br />

Meissn. (Convolvulaceas).<br />

(Cip.).<br />

Med.—Raiz drastica.<br />

nrr r S BRAVA - (R. Tapajoz) -STIGMAPH YLLON<br />

rULOENS (Lam.) Juss. (Malpighiaceas).<br />

-IPOMAEA BATATAS Lam. (Con-<br />

0n - m v ,a °u da America; acclimada e<br />

cultivada em terrenas húmidos).<br />

ü 1. h. rasteira)-Svx. - Palate douce (Fr.) Sweet potato


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 57<br />

CAR.—Fructifica raras vezes; multiplica-se pelos renovos<br />

nascidos dos tubérculos. •<br />

Aliai.- O peso dos tubérculos alongados pode variar<br />

de 200 grs. até 5 ks.-Cosidos, constituem um alimento delicado<br />

e saboroso, <strong>com</strong> gosto intermediário entre o da castanha<br />

e o da batata. — Os tubérculos não se conservam e<br />

devem ser utilisados pouco depois de arrancal-os.—As folhas<br />

novas podem substituir os espinafres.<br />

íiul — Os tubérculos contem amido e assucar; prestamse<br />

para a fabricação de álcool.<br />

BATATÃO AMARELLO (Marajó) — OPERCULINA<br />

PTERODES Meissn. (Convolvulaceas).<br />

(Cip.).— CAR. - Flores amarellas.<br />

Me d.—A raiz é um purgativo violento.<br />

BATATÃO ROXO (Marajó) - IPOMAEA PENTA-<br />

PHYLLA .lacq (Convolvulaceas).<br />

(Cip.) — SYX. - Campainha dos tintureiros.<br />

CAK.—Flor roxa.<br />

Med. pop.—Às flores são usadas em banhos contra as<br />

conjunctivites.<br />

Jad.—Á planta dá matéria corante vermelha.<br />

BATATA - RANA (Marajó ) — VIGNA LUTEOLA<br />

Her.th. (Legum phas.).<br />

(Cip.)—HAB. - Nos campos argilosos húmidos e praias<br />

marítimas.<br />

Aliai. anim. - Bôa forragem para os cavallos.<br />

BATATA - RANA — IPOMAEA SETIFERA Poir.<br />

(Convolvulaceas).<br />

(Cip.)—Flores purpureas.<br />

SYX.—Campainha vermelha.<br />

BAUNILHA - VANILLA A ROM ATIÇA Swartz.<br />

(Orchidaceas).<br />

VANILLA GUYANENSIS L. (Orchidaceas).<br />

VANILLA DUCKEI Hub. (Orchidaceas).<br />

e outras V. « •<br />

(Cip)-HAB. - Commum nas mattas de t. f. e. sobretudo*<br />

de varzea. conforme as especies.<br />

Os fructos seccos em condições determinadas contem<br />

"vanilina".<br />

t


*<br />

58 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _ _ _<br />

AHm— Serve de condimento.<br />

Xled.—Estimulante e aromatica.<br />

« /,„/-Empregada em perfumaria<br />

As especies de baunilha que se encontram na Amazônia<br />

são relativamente pouco aromaticas; a baunilha do México<br />

(Vanilla planifolia Andr.), de qualidade superior, é<br />

acclimada na Amazônia onde sua cultura poderia se desenvolver.<br />

BAUNILHA do CAÇADOR — v. PARASITAS.—<br />

BAUNILHASINHA — v. PARASITAS.—<br />

BEBERU— v. BI BI RU.—<br />

BEGÔNIA — (Bcgoniaceas).<br />

SYN.-Coração de estudante (no Sul).<br />

Numerosas variedades cultivadas.<br />

Orn.—Notáveis pelas folhas grandes, variadas de forma<br />

e de coloração e os belios cachos de flores brancas ou<br />

côr de rosa.<br />

BEIJO de FRADE — v. BALSAMINA.<br />

BELDROEGA— PORTULACA OLERACEA L. (Portulacaceas)—<br />

Origin. da Asia occidental; subespontanea e<br />

cultivada na Amazônia.<br />

(PI. h.).<br />

Aliai.—As folhas <strong>com</strong>em-se em salada ou cozidas.<br />

Med.—As sementes são diuréticas e emmenagogas.<br />

BELDROEGA DA FLÔR GRANDE — P O R T U L A C A<br />

GRANDIFLORA Hook. (Portulacaceas).-Orig. dos Andes.<br />

Aliai.— A raiz tuberosa é <strong>com</strong>estível.<br />

Ora.—Flores de cores diversas.<br />

NTVT?N L í( E ? NHA - < Rio Trombetas)- LOPHOSTOMA<br />

UlíSiJ/U Ducke (Thvmelaeaceas).<br />

7T. Car ' Magnifica folhagem encarnada.<br />

Loc.-kio Mapuera—O ri ximin á.<br />

BELLA — v. FL&R DE S. JOÃO.—<br />

• r<br />

-P n'twin L ra.T PLUMBAGO CAPENSIS Thbg.,<br />

- P. GRANDIFLORA Ten. (Piumbaginaceas).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 59<br />

(a.) - Orn. - Flores azul desmaiado abundantes e persistentes.<br />

BENJAMIN — FICUS BENJAMIN A L. (Moraceas)-<br />

Origin. da índia.<br />

(A. m.)—CAR. - Fructos muito pequenos, avermelhados<br />

<strong>com</strong> pontinhos brancos.<br />

Orn.— Muito aproveitado para arborisação das ruas e<br />

praças.<br />

BEQUE — TRICHANTERA GIGANTEA H. B. K.<br />

(Acanthaceas).<br />

BERINGELA — SOLANUM MELONGENA L. (Solanaceas).—Origin.<br />

da Índia.<br />

Cultivado.<br />

Alim.—O fructo é um bom legume; a variedade <strong>com</strong>prida,<br />

roxa, 6 a melhor. — Valor alimentar muito fraco. --<br />

Antes da madureza, a beringela contem uma proporção notável<br />

de "solanina", principio toxico bastante activo.<br />

BERTALHA — BASELLA RUBRA L. var CORDI-<br />

FOLIA (Chenopodiaceas). — Origin. da China.<br />

Alim— As largas folhas <strong>com</strong>em-se cosidas, <strong>com</strong>o espinafres.<br />

BETRE AROMATICO — v. JAMBU-RANA.<br />

BIBIRÚ — OCOTEA RODI A EI Mez. (Lauraceas).<br />

(A. g.) Ainda não foi identificada scientificamente<br />

Amazônia.<br />

na<br />

1<br />

SYN.—Ilauba branca (Amazônia)—Beberá-Louro bibirá<br />

— Jtauba<br />

(G. Fr.).<br />

vermelha — Greenheart (Ingl.) — Bois de fer<br />

Mad.—Madeira muito dura e densa, assetinada, de cor<br />

castanho esverdeado ou verde escuro, aromatica — de primeira<br />

qualidade para obras immersas (portas de represas,<br />

estacas, trapiches), construcções navaes; não é atacada pelo<br />

turá— marcenaria dormentes. .<br />

Med.-A casca é excitante, aromatica, tônica e febrífuga;<br />

contem os alcalóides beberina ^ nectandrina\ o sulfato<br />

de beberina 6 aconselhado nas febres intermittentes.<br />

BICUHYBA CHEIROSA — VIROLA THEIODORA<br />

Spruce (Myristicaceas).


#<br />

60 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Alim —As folhas seccas substituem o chá.<br />

. (A. .).<br />

BILIMBI—AVERRHO A BIL1MBI L. (Oxalidaceas)<br />

(A. p.) Origin. da Asia tropical. — Cultivada na Ama-<br />

zônia. ^<br />

SYN.-Limão de Cayenna<br />

Alim.—Fructos ovacs, de / cms. de <strong>com</strong>prido, parecidos<br />

<strong>com</strong> pequenos pepinos, de côr amarello-esverdeado;<br />

não se <strong>com</strong>em crus, mas prepara-se <strong>com</strong> elles doces, xarope,<br />

bebida fermentada e conserva 110 vinagre.<br />

M.-Com fructos verdes, limpa-se metaes e tira-se<br />

nodoas de ferrugem da roupa.<br />

BIRIBÀ — ROLLINIA aff. ORTHOPETALA A. DC.<br />

(Anonaceas).<br />

(A. m.).—Origem sul-americana — Cultivada na Amazônia.<br />

SYN . — Anona (Peru) — Fructa da Condessa (Rio de<br />

.Ian.)<br />

Aia d. — Dura. para esteios, pranchas, obras internas,<br />

caixas.<br />

Aliai. - Fructo do tamanho de uma laranja, de côr castanho-claro,<br />

de apparencia escamosa, polpa branca, <strong>com</strong>estível,<br />

acidulada, agradavel.<br />

BIRIBA-RANA — DUGUETIA SPIXIANA Mari. tAnonaceas).<br />

(A. m.)<br />

M(id.—Madeira branca amarellada. muito leve, para<br />

forros e caixas, bóias, jangadas, cellulose para papel.<br />

Alim.—Fructo <strong>com</strong>estível.<br />

BOA NOITE— IPOMAEA BONANOX L. (Convolvulaceas).<br />

(Cip.).<br />

Me d. pop. - Em banhos quentes <strong>com</strong>o antirheumatica.<br />

Um.-Flor bonita para jardins.<br />

BOCCA^de DRAGÃO - v. PARASITAS.<br />

• r<br />

BOCCA de LEÃO - ANTIRRHINUM M A .1 ü S L.<br />

(ocrophulanaceas).—Origin. da Europa


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

(PI. h.).<br />

Oni.—Flôr para jardins. •<br />

BOCHECHA de VELHO- (Amazonas) - SALACIA<br />

POLYANTHOM ANI ACA Barb. Rodr. (Hippocrateaceas).'<br />

SYN.— Tuyiié-tipi.<br />

(Cip.) — HAB. - Nos igapós.<br />

Alim — Fructo: drupa globosa.de cor alaranjada, <strong>com</strong><br />

polpa branca, esponjosa, <strong>com</strong>estível mas insípida.<br />

BOIA-CAA — v. PARACARY.<br />

BOIEIRA — SOLANUM<br />

Solanaceas).<br />

(a.).<br />

Mad.— O tecido da madeira 6 muito grosseiro, poroso,<br />

mas firme, de côr branco-pardacento, muito leve; ú utilisada<br />

para bóias de redes de pescar e para salva-vidas. D = 0,15.<br />

BOIUSSü— v. BUIUSSÜ.<br />

BOLAINA ( Amazonas) — (?) GUAZUMA RÓSEA<br />

Popp. e Endi. (Sterculiaceas).<br />

CAR.— Flores róseas.<br />

BOLOTEIRO — BOMBAX ?<br />

(Bombaceas).<br />

SYN. — Inibira-tanha. (Ceará).<br />

(A. G.) -CAR.- Parece <strong>com</strong> sumahumeira.<br />

Ind. — Dá kapok e oleo.<br />

Med. pop. -O cozimento da ca^ca é uzado para curar<br />

as queimaduras.<br />

BOLOTEIRO — v. VISGUEIRO.<br />

BOMBONASSA ( Amazonas ) — C A R L U D O V 1 C A<br />

PALM ATA R. e Pav. (Cyclanthaceas).<br />

SYN.— Jipijapá (Perú).<br />

Ind. - Com os grelos novos ou folhas do centro prepara-se<br />

uma palha para confecção de chapéus imos (de 1 anamá<br />

ou de Chile), v. JIPIJAPA.—<br />

BORBOLETA— HEDYCHIUM CORONARIUM Koen.<br />

(Zingiberaceas.).—Origin. da índia.<br />

61


62<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

SYN.— Lirio cio brejo (no Sul). . ... .<br />

, f p| h.)—HAB. - Alagadiços e margens dos rios. (Muito<br />

frequente^ hastes prestam-se para a fabricação do papel<br />

e dão boas fibras para tecelagem, tapeçaria, cordoalho.<br />

Alim.— Q rhizoma dá uma fécula alimentícia, <strong>com</strong> propriedades<br />

purgativas quando imperfeitamente lavada.<br />

Meei. />


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 63<br />

BOTA (R. Tapajoz) — PALICOUREA CORYMBIFE-<br />

RA (Muell. Arg.) Standl. (Rubiaceas).<br />

BOTÃO dc OURO — v. MAYACA.—<br />

BOTÃO de OURO— v. JUPICAHY—<br />

BOTÃO de OURO ( Marajó ) — X Y RIS PALLID A<br />

Mart. (Xyridaceas)<br />

(PI. h.)—HAB. - NOS solos argillosos encharcados.<br />

BOTÃO de OURO ( Marajó ) — X I RIS LAXIFOLIA<br />

Mart. (Xyridaceas)<br />

(PI. h.)-HAB.-Nos solos argillosos encharcados.<br />

() mesmo nome vulgar é applicado a outras especies<br />

do mesmo gênero. — v. JUPICAHY.—<br />

BOTUTO — v. PERIQUITEIRA (Cochlospermum orinocense).<br />

BOUGAINVILLA — BOUGAINVILLEA SPECTABI-<br />

LIS Willd. ( Nyctaginaceas ).<br />

SYN.—JRÍSO do prado.<br />

(Cip.) — Origin. do Brasil meridional.<br />

Ora. — Planta de adorno para parques em razão da<br />

belleza e duração das suas bracteas de côr violeta clara.<br />

BOUQUET de NOIVA — IXORA F1NLAYSONIA Wall.<br />

(Rubiaceas). — Exótica.<br />

(a. g.) - Ora.- Cultivada nos jardins.<br />

BRAZA — MARIPA SCANDENS Aubl. (Convolvulaceas).<br />

(Cip.) — HAB, - Matta pantanosa.<br />

Loc.- Estuário - Litoral — Porto de Moz — Mandos.<br />

Ora.— Flores róseas em grandes paniculas.<br />

BREU BRANCO verdadeiro— PROTIUM HEPTA-<br />

PHYLLUM (Aubl.) March. (Burseraceas), = ICICA HEP-<br />

TAPHYLLA Aubl.<br />

. SYN. - Cicaatad - ihuâ (L. g.) —éllaiecegacira - Brea<br />

braaco do caaipo (R. Tapajóz).<br />

(A. G.) - HAB. - Mattas da T. f. arenosa.<br />

Mad.— Madeira avermelhada, <strong>com</strong>pacta, bôa para mar-<br />

»


64 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

cenaria. construcçáo civil, torno-dá exccllente carvão.<br />

_Dá uma resina, a "resine tacamaqué jaune"<br />

da G Fr -Empregada no calafeto das embarcações.<br />

Aliai -O fructo é uma capsula vermelha contendo<br />

uma polpa branca de gosto bastante agradavel mas um<br />

pouco resinoso.<br />

BREU BRANCO ( Amazonas) - CREPIDOSPERMUM<br />

RHOIFOLIUM (Benth.) Tr. e Planch. < Burseraceas).<br />

(a.).-<br />

BREU BRANCO da malta (R. Tapajoz) — PROTIUM<br />

SAGOTIANUM March. (Burseraceas).<br />

BREU BRANCO da varzea — PROTIUM UNIFOLIA-<br />

TUM Engl. ( Burseraceas).<br />

(A. m.)— HAB.-Mattas de varzea do Baixo-Amazonas.<br />

Jnd. - O fructo dá um oleo semelhante ao azeite<br />

doce (?)<br />

BREU BRANCO dos campos de T. f. — P ROTI UM<br />

C O R D A T U M Hub. (Burseraceas).<br />

(a.)— Loc. - Campos de Faro.<br />

BREU JAUARICICA —PROTIUM ICICARIBA (D. C.)<br />

March. (Burseraceas).<br />

E outras especies do mesmo genero.<br />

(A. G.).<br />

Syx.— Almecegueira — Mescla — Arvore de incenso —<br />

Breu branco.<br />

fnd.- Dá resina aromatica, branca ou amareliada <strong>com</strong><br />

manchas esverdeadas e cheiro de funcho; é a "almecega",<br />

ou resina "elemi" do Brasil.<br />

A madeira, experimentada para preparar pasta para<br />

papel (M.C. P.) deu: humidade media 35 /o — cellulose<br />

48 o/o — <strong>com</strong>pr. das fibras 1,003 — -£- = .<br />

Med.— A resina serve a preparar emplastos e entra<br />

na <strong>com</strong>posição dos balsamos de Fioravanti e de Arceus.<br />

BREU*PRETO v. COQUILHEIRO (Protium spec.).<br />

BREU SUCURIUBA - v. COQUILHEIRO (Protium<br />

spec.).<br />

v


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 65<br />

BRUTO — ou PAO de RIPAS ? —<br />

BUCHA — (Marajó) LUFF A CYLINDRICA (L.) Roemer<br />

(Cucurbitaceas) = LUPI-A AEGYPTIACA Mill.<br />

(Cip.).— Origin. da índia.—Subespontanea no Brasil.<br />

SYN. - E' a "Courge torchon" das Antilhas — Gourd<br />

(Ingl.).<br />

HAB.—Solos argillosos.<br />

Ind. - Dá fruetos volumosos; depois de desembaraçado<br />

da polpa por maceração n'agua, o tecido reticular elástico<br />

e resistente que envolve as sementes é utilisado <strong>com</strong>o "esponja<br />

vegetal", fabricando-se <strong>com</strong> elle luvas para fricções,<br />

sandalias para banhos, chapéus etc.—As sementes dão oleo<br />

«siccativo.<br />

M ed.—A polpa do fructo maduro e a raiz são drásticos.<br />

Alini— O fructo é <strong>com</strong>estível quando ainda novo, antes<br />

da formação das fibras.<br />

BUCHEIRA — v. MUIRAJUSSÀRA verdadeira.<br />

BUCIIINHA— LUFFA OPERCULATA (L.) Cogn.<br />

(Cucurbitaceas)—Subespontanea no Brasil.<br />

(Cip. herb.) —Fruetos menores do que os da Bucha.<br />

SYN. - Cabacinha (Amazonas) — Bucha dos caçadores.<br />

HAB.—Nos terrenos altos, arenosos.<br />

Med. pop.—A polpa do fructo é re<strong>com</strong>mendada na hydropisia;<br />

o emprego deste medicamento exige cautela: é um<br />

drástico violento e inflamma as mucosas; o principio activo<br />

seria um alcalóide: a Buchinina (Soe. Pharm. Lusitana —<br />

1845).<br />

BUIUSSU — OK M OSI A COUTINHOI Ducke (Leg.<br />

pap soph.).<br />

SYN.—Boiussú — Tenteiro grande.<br />

(A. m.)—HAB.-No Salgado e no Estuário, até o Baixo<br />

Xingu, nos igapós e margens dos igarapés.<br />

Loc. - Cametá-Gurupá-Porto de Moz-Estuano-<br />

Belem—Estr. de F. de Br.—Furos. .<br />

CAR.-Sementes grossas, <strong>com</strong>primidas, vermelho pardo,<br />

corîl hilo preto semi-circular, parecidas <strong>com</strong> as favas do<br />

Mucuna altíssima, ou 4 Olho de boi"; encontram-se lluctuando.


66 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad —Madeira branco amarellada, fibrosa, grosseira;<br />

quando verde tem cheiro de cumaru. - D = 0,90.<br />

M Ò/v/.—Arvore de bello aspecto, <strong>com</strong> flores violáceo-<br />

escuro.<br />

BUIUSSU — v. ALLAMANDA.<br />

BURRA LEITEIRA— SAPIUM esp. div<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(a.).—<br />

Svx.— Tapurú - Murupita—Burra de leite. - Estes nomes<br />

são dados ás diversas especies de "Sapium".<br />

CAR.- Látex abundante e toxico ( ? ).<br />

BUTEREIRO — BUETTNERIA AMAZÔNICA Poepp..<br />

(Sterculiaceas).<br />

(Cip.).—CAR. - Caule lenhoso pentágono.<br />

BUTUA CATINGUENTA - ( ? ) COCCULUS IMENE<br />

Mart. (Menispermaceas).<br />

(Cip.).<br />

Svx.—Imene - hncne ca d.<br />

Med. pop.—A raiz é considerada <strong>com</strong>o tônica, diurética<br />

(contra cálculos renaes) e resolutiva (contusões), mas é<br />

um emetico violento, toxico em dose elevada.<br />

A seiva e as sementes seccas são venenosos e servem<br />

para "tinguijar' peixe. — O principio activo, a %t cocculina"<br />

(Matta), é um alcalóide toxico; atraza o movimento cardiaco,<br />

produz a abolição dos movimentos dos musculos voluntários,<br />

convulções tetanicas e morte.<br />

Informam (Lacerda) que a casca é utilisada no R.<br />

Japurá e no alto R. Negro para a preparação do "curare".


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 67


68<br />

t<br />

f<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___


CAA-CAMBUHY —EUPHORBIA SERPENS fí. B. K<br />

( Euphorbiaceas ).<br />

( Pl. h. ).<br />

M ed. pop. — Hydragoga, diurética e drastica — Externamente<br />

contra as ulceras atônicas.<br />

CAÀ-CHICA — v. ANIL.<br />

CAA-CICA — v. MASTRUÇO.<br />

CAA-JUSSARA — (Amazonas) — DU ROI A SACCIFE-<br />

RA Benth. ( Rubiaceas ).<br />

( a. ). — SYN. - Folha de <strong>com</strong>ichão.<br />

CAR.— Planta myrmecophila (formigas «Azteca»).<br />

M ad. — Madeira dura, escura.<br />

CAA-JUSSARA — v. SACATRAPO. —<br />

CAÁ-MEMBECA — (Pará) — POLYGALA SPECTA-<br />

BÍLIS DC. ( Polygaiaceas ).<br />

( a. p. — I m. ).<br />

HAB. — Frequente nas capoeiras do estuário e do litoral<br />

paraense.<br />

Mcd. pop. — Expectorante, bechica e peitoral - refrigerante<br />

e util nas hemcrrhoidas. *<br />

CAÀ-PEBA do Norte — PIPER PELTATUM L. (Piperaceas).


#<br />

70 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

SYN. - Cad-peita—Malvar isco (Pará) — Catajé — Cadp) _ HAB. - Muito <strong>com</strong>mum nos Jogares húmidos, em<br />

terrenos cultivados. . .<br />

Med. pop.— Diurético, antiblennorhagico e tonico (bolhas<br />

é raiz). Folhas resolutivas — raiz aromatica, acre, estimulante,<br />

usada contra a opilaçào—succo da planta contra<br />

as queimaduras.<br />

CAÁ-PEBA — PIPER UMBELLATUM H. B. K. (Piperaceas)<br />

- P. SIDEFOL1UM LK.<br />

(a. p.— lm 20 a lm 50).<br />

SYN. - Aguaxima-Malvaisco.<br />

Med. pop. — Folhas emollientes—raiz sudorífica, estomachica,<br />

diurética e febrífuga, util nas moléstias do fígado<br />

e do baço e contra a icterícia—A raiz fresca


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 35<br />

que entra na <strong>com</strong>posição da beberragem preparada por<br />

algumas tribus de indios <strong>com</strong> o caápi. »<br />

CAR. — Flores em grandes paniculas pyramidaes. —<br />

Fructo: samara alada pilosa.<br />

Med.— Anesthesico local—Estimulante da memoria e<br />

das faculdades intellectuaes—Determina, cm estado de vigília,<br />

curiosas allucinações visuaes-O principio activo é um<br />

alcaloïde: a telepalhiua ( ou Yageina )% de E. Perrot e Rd.<br />

Hamet, ou Banisterina de Lewim ( 1928 ).<br />

CAÀPIÀ — DORSTENIA R ENI FOR M IS Pohl. (Moraceas.—Do<br />

Brasil central; cultivada na Amazônia.<br />

SYN. — Apihy, ou apii ( Pará).<br />

(PI. h. ) — CAR. -Folhas reniformes — Flores c fructos<br />

muito pequenos, grupados num receptáculo carnoso, achatado,<br />

orbicular, de 1 a 2cm. de diam. (svcono).<br />

Med pop. — A raiz ( rhizoma nodoso ) é excitante; empregase<br />

nas atonias do tubo digestivo, affecções gangrenosas,<br />

febre typhoïde, chlorose, e <strong>com</strong>o emmogagogo ; é<br />

também diurética; muito re<strong>com</strong>mendada contra as bronchites<br />

(infusão).<br />

CAÁ-PITIU — SI PA RUNA GUYANENSIS Aubl. (Monimiaceas<br />

), e especies afíins.<br />

SYN. — Vulnéraire ( G. Fr. )<br />

( A. p. ) — HAB. - Em matto de T. f.<br />

Loc. — Óbidos—Oriximiná—Faro.<br />

CAR.— Toda a planta tem um cheiro desagradavel.<br />

Med. pop. — Excitante, diffusiva, aromatica e carminativa.<br />

(Folhas e flores).<br />

CA.VPITlÙ — (Amazónia) - SIPARUNA MOLLI-<br />

COMA A. DC. ( Monimiaceas ).<br />

( A. p. ).<br />

Med. — Folhas e flores aromaticas.<br />

CAÀ-PITIÙ FEDORENTO - SIPARUNA FOETI-<br />

DA Barb. Rodr. (Monimiaceas).<br />

(a. i —CAR.-A casca é malodoro^a. #<br />

Mad. -Quando se corta, a madeira verde exhala um<br />

chefîo nauseoso de peixe; uma vez secca, cheira a mel de<br />

abelhas. E' parda, listada de preto pardacento ; presta-se para<br />

pequenos trabalhos de marcenaria.—D =0,95.<br />

89


72 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Me d. pop. — Util contra a cólica ventosa; antipasmodi%o<br />

poderoso. (Folhas e flores).<br />

CAÀ-PITIÚ - V. CAPITIU -<br />

CAÀ-POMONGA —(Amazônia) — PLUMBAGO SCA.V<br />

DENS L. (Plumbaginaceas).<br />

(Cip peq. ) — Sv.w - Caataya ( Amazonas ) — rolha de<br />

louco ou louco (Ceará) — Queimadeira - João de Mello -<br />

Herva do Diabo. .<br />

Mcd. — As folhas sào causticas, usadas para fazer<br />

abortar os panarícios e as unheiras; a tintura é empregada<br />

contra os rheumatismos • o succo é venenoso, cáustico (contra<br />

as verrugas)—a raiz é acre e vesicante, servindo de<br />

revulsivo enérgico - o principio activo é a pliimbagina<br />

(alcal. ?).<br />

Chamam louco, no Ceará, por pensar que as folhas<br />

applicadas na nuca das pessoas atacadas de doenças mentaes<br />

podem cural-as.<br />

CAÀ-POROROCA — ?<br />

(A. m.)-<br />

Syx. —Casca de anta — Casca de Winter (falsa ). —<br />

— Malambô (Amazonas)—Casca para tudo.<br />

- Me d.—A casca é um excellente estimulante e estornachico,<br />

antiscorbutico, util nas dyspepsias atônicas, catarrhos<br />

chronicos. fraqueza geral, anemia. — Substitue a verdadeira<br />

«casca de Winter»> (do Drimys winter Forst).<br />

Orn. — l ; lores grandes, brancas, numerosas.<br />

Alim. — A casca poderia ser empregada <strong>com</strong>o condimento.<br />

CAÁ-TAYA — V. CAÀ-POMONGO.<br />

CAÁ-UASSU — CALATHEA LUTEA G. F. W. Mey.<br />

(Marantaceas).<br />

Svx. - Cduassú<br />

(PI. h.) — HAB. - Na varzea alta (Gurupá e B. Amazonas).<br />

r<br />

C.AR.-1-olhas nfliito grandes e resistentes, empregadas<br />

para forrar os panei.f>s de farinha e os toldos (japás fios<br />

abrigos nas pequenas embarcações.<br />

Jnd. — A face inferior das folhas é coberta por uma


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 91<br />

pellicula de cera analoga á cera de carnaúba (ponto de fusão:<br />

7o° c.). o<br />

c." W AA " XI °, _,Paríi) - ' ? > CRYPTOCARIA GUIANEN-<br />

Sl=> Meissn. ( Lauraceas<br />

(A G.) — IIAB.<br />

Mad. - A madeira tem um cheiro agradavel* serve<br />

para marcenaria e construcção civil.<br />

Med. pop. — Fructos muito aromaticos, excitantes e<br />

carminativos.<br />

CABAÇA AMARGOSA— LAGENARIA VULGARIS<br />

Ser. (Cucurbitaceas).<br />

Svx. — Ciiicté— Taquêra —Piirunga—famará (var. de<br />

fructos grandes).<br />

(Cip.) — Originário das Molucas.<br />

Aliai. — A polpa dos fructos verdes e pequenos das<br />

variedades doces é <strong>com</strong>estível, mas de pouco sabor. As variedades<br />

amargas silo toxicas.<br />

Med. pop. -- A polpa verde é emolliente c maturativa;<br />

a polpa madura é amarga, purgativa—O cosimento das sementes<br />

usa se contra as nephritis.<br />

Jad. — A casca lenhosa dos fructos grandes (jamarús<br />

—até 8 litros ) serve para vasilhas de uso domestico.<br />

Ora. — A variedade de fructos pequenos é ornamental.<br />

CABACINIIA - (Amazonas) - v. BUCHINHA.<br />

CABARY - (A. Rio Negro) — v. TIMBO-PAO.<br />

CABEÇA I)E BOI - (Amazonas) — v. PARASITAS.<br />

CABEÇA DE CUTIA — v. ANDIROBINHA.<br />

CABECA DE NEGRO — v. TAYUYA.<br />

CABEÇA DE PREGUIÇA — (Pará) — APEIBA AL-<br />

BIFLORA Ducke (Tiliaceas).<br />

SYN. — Uaciaia (Óbidos). ,<br />

(A. m.).—HAB. - Na matta <strong>com</strong> solo argilloso.<br />

* Loc.-Est. de F. de Br. - R. Branco de Óbidos - k.<br />

Trombetas.<br />

CAR.—O fructo É parecido <strong>com</strong> os dos outros apeiba,<br />

c


74 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

mas coberto de longos filamentos sedosos e felpudos, esverdeados<br />

(Long. 2 a 3 cms.)- .<br />

Ind.-A casca dá fibras para cordoaria (superiores as<br />

do Pente de Macaco).<br />

CABEÇA DE URUBU — (Teffé)— THEOBROM A OBO-<br />

VATÜM Bern. (Sterculiaceas)<br />

Loc.-E. do Amazonas-R. Purus-Solimões.<br />

CAR.— Fructo pequeno, ovoide, de casca delgada e<br />

quebradiça. . .<br />

Alini.— Fructo: polpa <strong>com</strong>estível, doce mas sem aroma.<br />

CABEÇUDO -(Óbidos)<br />

CABUÇU -(Amazonas)-COCCOLOBA PANICULA-<br />

TA Meissn. (Polygonaceas).<br />

CABUÇU - (Pará )-COCCOLOBA MARTII Meissn.<br />

(Polygonaceas).<br />

(a ). .<br />

Med. pop.—A raiz é anti diarrhcica e anti-leucorrheica<br />

—util contra as anginas.—O succo dos fructos é refrigerante<br />

e levemente adstringente.<br />

CABUMBO DE AZEITE — (?) PROTIUM INSIGNE<br />

Engl. — (Burseraceas).<br />

(A. m.)—Loc. - Amazonas.<br />

Ittd.—Semente oleaginosa.<br />

CACÀOEIRO — THEOBROMA CACAO L. (Sterculia<br />

ceas)— Indígena na Amazónia.<br />

(A. p.)—SYN. - Cacáo verdadeiro.<br />

At/m. —O fructo tem a forma de um pepino mais ou<br />

menos alongado e sulcado, no <strong>com</strong>primento, de 6 a 10 depressões<br />

mais ou menos visíveis—10 a 25 cms. de <strong>com</strong>prido<br />

e / a 11 cms. de diâmetro; pesos de 300 a 1.100 grs.—<br />

casca espessa e carnuda, contendo 15 a 56 sementes envolvidas<br />

numa polpa branca. - A polpa é doce, acidulada, <strong>com</strong>estível;<br />

delia faz-se geleas, vinho, álcool e vinagre.-Das<br />

sementes torradas fa^-se o chocolate e extrae-se a "manteiga<br />

de cacáo".<br />

Med.—A "manteiga de cacáo" é usada contra as fÇridas<br />

dos lábios e do bico do peito, também no tratamento<br />

das hemorrhoides.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

Incl.- As sementes dão 45 a 55«/0 de uma gordura<br />

branca, de sabor doce e agradavel, a "manteiga de caoáo"<br />

\ ^ocrn tios fructos r rira Pm n^tocco • .i -<br />

CACAO AZUL - (Óbidos) — THEOBROMA SPRU-<br />

CEANUM Bern. iSterculiaceas).<br />

(A. p.) —Svx. • Cacdorana de fracto azul.<br />

CAR —Flores nos ramos, pequenas, de côr castanhoavermelhado<br />

claro, ou rósea.-Fructo verde-azulado quando<br />

maduro.<br />

Aliai. — Polpa escassa, <strong>com</strong>estível, doce, mas sem<br />

aroma.<br />

Mad.—Cerne pouco desenvolvido, duro, de grão fino,<br />

castanho-avermelhado. <strong>com</strong> manchas quasi brancas estriadas<br />

de castanho. D = 1,23.—Própria para marchetaria.<br />

CACÀO BRANCO - (Amazonas) — CARPOTROCHA<br />

LONGIFOLIA Benth. (Flacourtiaceas).<br />

(A. M.).—SYN. - Cacdoillo blaaco, do Perú—Fructa de<br />

cotia.<br />

CACÀO DO PERU —THEOBROMA BICOLOR H. e<br />

B. (Stercuiiaceas).<br />

(A. p.) — SYN. - Citftú -assa, na parte W. do E. do<br />

Amazonas—Ma cambo (Iquitosi— Cação de Caracas.<br />

Loc.—Solimões—R. Negro.» Cultivado na E. de F. de<br />

Bragança.<br />

CAR. — Folhas largas, cordiformas e fructo de casca<br />

lenhosa, grosseiramente reticulada, parecido <strong>com</strong> cupü-assú,<br />

mas não avelludado; polpa semelhante á da jaca da Bahia,<br />

aromatica, doce e enjoativa.<br />

Aliai.-- As sementes podem substituir o cacau verdadeiro<br />

para a fabricação do chocolate.<br />

CACÀO-RANA — THEOBROMA MICROCARPUM<br />

Bern. (Stercuiiaceas). . » i \<br />

SYN. — Macaca acau ( Cabeça de macaco, em L. g.).<br />

Câcáo-y. * i t r<br />

( A. p.). — HAB. - Frequente nas mattas de 1. t. no médio<br />

R. Tapajóz e no E. do Amazonas.<br />

c<br />

93


76 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR. — Fructo quasi redondo ou elliptico, coberto de<br />

peitos, escamoso, pequeno. .<br />

4lim. - Sementes de qualidade superior para a fabricação<br />

de chocolate. - Polpa do fructo <strong>com</strong>estível, doce,<br />

mas sem aroma.<br />

bid. — A casca dá fibra para cordoalha.<br />

CACÁO-RANA — (R. Branco, de Óbidos )— TEOBRO-<br />

MA, Sub-gen. HERRANIA sp. (Sterculiaceas).<br />

CACÀO-RANA da V. — T H E O B R O M A (Sub. gen.<br />

HERRANIA) ATRORUBENS Hub. (Sterculiaceas).<br />

( PJ — SYN. - Cacáo-y—cacáo quadrado—cacdo jacaré.<br />

HAB. — Varzeas da Amazônia — (nas mattas das restingas<br />

).<br />

CAR. — Flores no tronco, de côr castanho-escuro—fructo<br />

pequeno, acuminado, anguloso ( <strong>com</strong> 5 sulcos profundos<br />

alternando <strong>com</strong> 5 pouco marcados).<br />

CACÁO-Y — THEOBROMA SPECIOSUM Spreng.<br />

(Sterculiaceas).<br />

SYN. - - Cacáo rana de fructo amarello.<br />

( A. p.) das mattas de T. f. — Loc. • Em toda a Amazônia.<br />

CAR. — Flores vermelho escuro, em cachos, no tronco,<br />

<strong>com</strong> cheiro de limão. - Fructo pequeno (8-10 x 6-8 ems.),<br />

elliptico, globoso, coberto de pellos curtos, de côr amarella,<br />

quando maduro, <strong>com</strong> sulcos pouco prefundos.<br />

Aliiíi. — As sementes dão excellente chocolate.-Polpa<br />

<strong>com</strong>estível, doce mas sem aroma.<br />

Mad —Cerne muito pouco desenvolvido, duro, de grão<br />

fino, côr castanha.<br />

CACHACEIRO-(Gurupá) - HORTIA EXCELSA Ducke<br />

(Rutaceas).<br />

SYN .—PD O amarello (Gurupá).<br />

(A. G.) — H AB.-Matta alta de T. f. humosa. — Pouco<br />

<strong>com</strong>mum.<br />

Mad. — Côr branco-amarellado - A casca, quando fresca,<br />

cheira a cachaça. •<br />

Ora. — Arvore de bello aspecto, cujas folhas attingem<br />

Im. de <strong>com</strong>primento.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CACHACEIRO — ( B. Amazonas) — RHABDODEN-<br />

DRON AMAZONICUM (Benth). Hub. (Rutaceas).<br />

(A. p. ou a. ) — HAB.- Frequentes na matta de T. f., em<br />

capoeiras velhas e á margem dos campos, em terreno arenoso.<br />

CAR. —A casca também cheira a cachaça, quando<br />

fresca.<br />

CACHIMBO de JABOTS — v. JABOTY.<br />

CACHINCUBA — v. CAXINGUBA.<br />

CACHO VERMELHO — AMAZONIA PUNICEA Vahl.<br />

( Verbenaceas ).<br />

(a. p. — Im. ).<br />

O tu. — Planta bellissima para jardins: flores amarellas<br />

e bracteas escarlates.<br />

CACTUS — Diversos, dos generos CEREUS, OPUN-<br />

TIA e CACTUS. ( Cactaceas ).<br />

Os mais notáveis silo os seguintes:<br />

JARAMACARÚ — esp. div. ( CEREUS )<br />

CACTUS TREPADOR — (Cereus Wittei Schum. )<br />

PALMATÓRIA—< OPUNTIA, esp. div.).<br />

CAETÉ— v. ARUMÀ.<br />

CAETÉ— v. CANNA e BA N A N EI RINHA S DO MATTO.<br />

CAETÉ ou CAÀ-ETÈ — CALATHEA div. (Marantaceas<br />

).<br />

CAFÉ —COFFEA ARABICA L. (Rubiaceas) —Origin.<br />

da Abyssinia. Cultivado em toda a Amazonia.<br />

CAFÉ do DIABO — CASEARIA #GUIAN£NSIS Urb.<br />

( Flacourtiaceas ). .<br />

* ( a. gr. ou A. m. ) - Loc. - R. Ta^ajoz.<br />

Med. pop. - A casca é adstringente, usada contra os<br />

corrimentos.<br />

95


96 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAFÉ do MATTO — (Amazonas)-COR DI A SALICI<br />

F0LIA Cham. (Borraginaceas).<br />

(A. p. ) - OYN. - Laranja do aialto (Marajó).<br />

Mad. — Madeira branca, porosa.<br />

CAFE-RANA (nome errado) — TA CHI A GUIA-<br />

NENSIS Aubl. (Gentianaceas )<br />

SYX. _ Jacaré a rã ou facamar a -Quassia do Para -<br />

Oaiaa amargosa - Tachi (na G. Fr.).<br />

(a>_ i. 2m.) — Loc. - Gurupa -Amazonas.<br />

CAR—O tronco e os galhos são ocos e sempre habitados<br />

por formigas.—Flores amarellas.<br />

Med. pop.—Haste e raizes muito amargos; a infuzão<br />

é tônica e anti-febril—vermífuga e anti-dispeptica.<br />

CAFE-RANA — (Cunani-Santarém-Amazonas)—PICRO-<br />

LEMMA PSEUDOCOFFEA Ducke (Simarubaceas).<br />

(a. p.) —da T. f. — Loc. -Faro, Juruty velho, Sta. Julia,<br />

Parintins, Maués, Cunani, R. Tapajóz.<br />

CAR.— Raizes grossas, castanho amarello, muito amargas—<br />

fructo escarlate.<br />

Med. — E' o verdadeiro • cafcrana* do Pará e do <strong>com</strong>mercio<br />

do Rio.<br />

CAFE-RANA -(Óbidos) - FA R AME A<br />

(Rubiaceas).<br />

(A. p. ou a.) — Raizes brancas, insípidas. — As flores,<br />

brancas, cheirosas, parecem-se <strong>com</strong> as do café.<br />

Med. pop. — Haste e raizes em infusão: tonico e antifebril.<br />

CAFUZ -(Marajó )-SCIRPUS JUNCIFORMIS Poir.<br />

(Cyperaceas).<br />

(PI. h.) — 0m30 — HAB. • Nos terrenos altos arenosos.<br />

Aliai. anim. — Forragem ordinaria.<br />

npiií^ ü vT (Amazonas) - (?) FICUS RHODODEN-<br />

DRIFOLIA Kth. (Euphorbiaceas).<br />

(A.).<br />

Mad. * Madeira para marcenaria.<br />

niaceas*> IMBE CURATELLA AMERICANA L. (Dille-


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 97<br />

SYN. - Sambaiba (Ceará) - Folha de lixa - Carneiro<br />

bravo —Saad paper tree (Ingl.). 0<br />

(A. p.) —HAB.-Campos seccos e, ás vezes, campos<br />

de varzea alta.<br />

Mad. - Cor amarello-esverdeado, <strong>com</strong>pacta, incorruptível;<br />

própria para marcenaria, carpintaria, cavernas de<br />

canoas. — D = 0,71.<br />

lad. — Casca rica em tannino; folhas muito asperas,<br />

servindo de lixa. — Os fructos dão uma tinta escura.<br />

CAIMBÈ-RANA — COUSSAPOA ASPERIFOLIA Tréc.<br />

(Moraceas).<br />

(A. m. semiepiphy tica) — HAB. - Nos igapós de aguas<br />

escuras.<br />

Loc. — Ilhas, Matapy grande (Óbidos).<br />

Mad. — Madeira bôa para cavername, de côr amarellocastanho,<br />

dura, de grão fino, macia ao tocar, mas difficil<br />

de se trabalhar, cegando <strong>com</strong> rapidez a ferramenta.<br />

Med. pop. — Das feridas feitas ao tronco escoa uma<br />

seiva resinosa que tem propriedades detersivas e cicatrisantes.<br />

CAIMBÈ-RANA — ( Daquary, de Faro) — v. AITA.<br />

CAI MITO DO MONTE (W. do Amazonas e Peru)<br />

MOUTABEA ACULEATA Poepp. (Polygalaceas).<br />

(a.).<br />

Aliai. — Fructo <strong>com</strong>estível, da grossura de uma maçã<br />

e polpa amarella.<br />

CAIMITO — CHRYSOPHYLLUM CAINHO L. (Sapotaceas).<br />

— Origin. das Antilhas.<br />

SYN. — Caimitero - Camiquié—Cainitier ou Cainiitier<br />

{G. fr.) — Star apple (Ingl.).<br />

( A m.) - CAR. - folhas verde escuro na face superior,<br />

cobertas, na face inferior, de pellos curtos e sedosos, cor de<br />

ouro.<br />

Ali ai. — O fructo 6 uma baga arredondada que attinge<br />

a grossura de uma pequena laranja; a pelleé de,um branco<br />

esverdeado, ou purpureo escuro virando para o roxo escuro--A<br />

polpa é branca, gelatinosa, adocicada mas um pouco<br />

insulsa, saborosa para alguns—As amêndoas das sementes<br />

podem ser utilisadas em confeitaria.<br />

o


80 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad. — Serve para carpintaria.<br />

Ind. - O látex dá uma sorte de gutta.<br />

Med. — A casca é adstringente.<br />

CAJAZEIRO-(Ceará)- v. TAPERIBAZEIRO.<br />

CAJÁ MANGA — v. TA BE RIBA do SERTÃO.<br />

CAJU ou CAJUEIRO - ANACARDIUM OCCIDEX-<br />

TALE L. (Anacardiaceas).<br />

( A. M.) — Indígena. — HAB. - V cgeta em qualquer terreno<br />

secco.<br />

Aliai.— O fructo é o que chamam vulgarmente a «castanha»;<br />

contem uma amêndoa de gosto adocicado, agradavel,<br />

<strong>com</strong>estível (torrada — O pedunculo do fructo, hypertrophiado,<br />

em forma de pera, amarello ou vermelho, considerado<br />

pelo povo <strong>com</strong>o o verdadeiro fructo, é esponjoso,<br />

muito sumarento, doce e adstringente, <strong>com</strong>estível e serve<br />

para preparar bebidas fermentadas (vinho e álcool)<br />

Med. — O succo do pedunculo é um tonico do systema<br />

nervoso (A. da Matta); o vinho de caju e o succo passam<br />

por ser um depurativo energico (Salsaparilha dos pobres<br />

no Ceará,)—o macerato da casca é empregado contra o diabetes<br />

e, em gagarejos, contra o mau hálito — O pericarpo<br />

da «castanha» contem um succo oleoso, cáustico, rico em<br />

«cardol»; este succo é empregado para destruir os callos<br />

e as verrugas e applicado contra as dermatoses rebeldes,<br />

eczemas, acné, ulceras, lupo e mesmo a lepra — raiz purgativa.<br />

Iad. — Do tronco e dos galhos exsuda uma gomma<br />

analoga á goma arabica, pouco atacada pelos insectos—A<br />

amêndoa do fructo é oleaginosa; dá 42 a 48°/0 de oleo amarello<br />

claro, semelhante ao de amêndoas doces—A casca da<br />

arvore contem tannino (3,5 % —E. Serfaty — M. C. P.).<br />

—As cinzas da madeira são ricas em potassa.<br />

Mad. — Branca, molle, sem valor.<br />

Med. pop. — Attribuem ao caju a virtude de dar memoria<br />

aos que a perdem. (?).<br />

• »<br />

CAJÜ-ASSÜ .TXACARDIUM GIGANTEUM (IWnc.)<br />

bngl. (Anacardiaceas).<br />

Svx. - Cajá da matta-Caju-y (Belem).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

(A. G.)- HAB. - Matta da terra firme húmida, em toda<br />

a Amazônia.<br />

IUU


CAJUEIRO BRAVO — v. CAIMBE.<br />

CAJUEIRO MAR AJO AR A - v. CAIMBE.<br />

CA JUÇARA — (Pará)—CROTON CAJUÇÁRA Benth.<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(a. g.).<br />

CAJUÇÁRA - ( Marajó ) - STIGMAPHYLLON aff.<br />

FULGENS' Juss. (Malpighiaceas).<br />

CAJU-RANA —SIMABA GUIANENSIS (Aubl.) Engl.<br />

(Simarubaceas).<br />

SYN. — Pitombeira (Marajó).<br />

( A. p.) — HAB. - Margens dos lagos de I . f. do B. Amazonas.<br />

Al im. anim. — Os fruetos são dos preferidos pelos<br />

peixes -tambaquis».<br />

Mad. — Aniarello claro, muito leve, tenra, fácil a trabalhar,<br />

para marcenaria fina—D =0,36.<br />

Ind. — A madeira podia servir para a fabricação de<br />

cellulose para papel: <strong>com</strong>primento das fibras, Omm.Tò—diâmetro,<br />

0,023—§- = 1/33. — ( Arth. Bastos—M. C. P.).<br />

CALABURA — (Alto Amazonas )- v. CURUMI—<br />

CALANDRINI — ( Fazendas do Marajó ) — DACTY-<br />

LOCTENIUM AEGYPTIACUM VVilld.<br />

(Gramíneas).<br />

( PI. h.) — HAB. - Nos solos um pouco arenosos, altos;<br />

em torno das habitações.<br />

Ahm. anim. — Bôa forragem, procurada pelos cavallos.<br />

OÍ<br />

'ti. — Nos jardins de Belem, este capim c conhecido<br />

sob o nome de -grama».<br />

CALLIANDRA TENUIFLORA Benth. (Legum. mimos.)<br />

Mad. — Cor creme, <strong>com</strong>pacta, dureza media.<br />

CALUNGA — v. URUBU-CAÀ.<br />

• •<br />

CAMAÀ-PSEüniMA FRUTESCENS Radek (Satfndaceas).<br />

SYN. — Fr acto de anel.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CAMAA — (Pará )— AEGIPHILA VILLOSA (Aubl)<br />

Vahl. (Verbenaceas). # -<br />

(a.) - SYN. - Bois tabac (G. Fr.) - Camar á-Cambará.<br />

CAMACAN — v. MUTAMBA.<br />

CAMAPU— PH YSA LIS ANGULATA L. (Solanaceas)<br />

(a. p.) — SYN.-Juá-poca.<br />

Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível, de pouco valor.<br />

Med. pop. — A planta é um pouco narcótica—O succo<br />

é empregado nas dores de ouvido — A infusão das raízes é<br />

diurético activo, aproveitado contra rheumatismos e moléstias<br />

do fígado—Toda a planta contem um glucoside amargo,<br />

a physaliaa.<br />

CAMAPU — PHYSALIS PUBESCENS L. (Solanaceas<br />

).<br />

( a - P- ) —<br />

Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível.<br />

Med. pop.—A seiva é usada nas doenças de ouvido —<br />

As folhas são diuréticas; empregam-se contra as inflammaçues<br />

da bexiga c contra a icterícia.<br />

CAMBARA AMARELLA — (R. Tapajóz) — WULFFIA<br />

BACCATA (L. f.) Kuntze. (Compostas).<br />

CAMARÁ, ou CAMBARÁ - LANTANA SPINOSA L.<br />

(Verbenaceas).<br />

SYN. - Herva sagrada—Cambará de folha grande.<br />

(a.) — HAB. - Commum nas capoeiras, na visinhança<br />

das habitações. , _ .<br />

Med. -Tônica (Affecções broncho-pulmonares)-Sudorifica-As<br />

folhas usam-se em banhos aromaticos.<br />

Toda a planta é amarga e, em 1886, Buiza isolou o<br />

principio activo, a «lantaaina>\ que se verificou, mais tarde,<br />

ser «indican».<br />

CAMBARÁ DE CHEIRO - ACRODICLIDIUM CA-<br />

MARA Schomb. (Lauraceas).<br />

* SYN. — Itauba camará. • .<br />

(A. m.)-Loc. - Conhecido na Guyana ingleza, existência<br />

ainda incerta na Amazônia.<br />

83


84 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad. — Madeira aromatica e amarga, escura, rija, para<br />

mafcenaria e vigamento. . .<br />

Med. pop. — Aromático, excitante, antipasmodico e<br />

antidvsentcrico.<br />

CAMBARÁ DE FOLHA GRANDE— LANTANA CA-<br />

MARA L. (Verbenaceas).<br />

SYN. — Camará de cheiro (Maraj6)—Chumbinho roxo<br />

(Bôa Vista, no R. Tapajóz).<br />

(a. - lm.20 a 2ms.).<br />

HAB. — Commum nas capoeiras.<br />

Med. pop. - As folhas, cheirosas, sáo empregadas em<br />

banhos contra as sarnas e contra o rheumatismo.<br />

CAMBOATÁ - (no Sul) GUAREA TRICHILIOI-<br />

DES L. (Meliaceas ). - v. JATUAUBA BRANCO.<br />

CAMBOATÁ -(Pará) - TRICHILIA EXCELSA<br />

Benh. (Meliaceas)<br />

(A. g.).<br />

CAMBUCÁ — EUGENIA EDU LIS Vell. (Myrtaceas).<br />

—Origin. do Sul do Brasil, cultivado, ás vezes, na Amazônia.<br />

( A- P- )• ^<br />

Alim. — Fructo espherico, de 6 a 9 cms. de diâmetro,<br />

amarello; polpa gelatinosa, amarello-avermelhado, espessa,<br />

doce e refrigerante. x<br />

CAMENDARA — ( R. Tapajóz) - v. ALLAMANDA de<br />

ílôr grande.—<br />

CAMIQUIE — v. CAINITO.—<br />

CAMPAINHA — MERREMIA CISSOIDES Hall. (Convolvulaeeas).<br />

(Cip.) — Flores brancas.<br />

CAMPAINHA AZJJI— I p O M A E A LONGICUSPIS<br />

Meissn. (Convolvulaceas). *<br />

(Cip.).<br />

CAR. —Flores roxas.


»<br />

Castanheira do Pará (BerthoUetia excelsa)


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 35<br />

Meei.-As sementes são drasticas; contem um alcalóide<br />

a «Pharbitina»>.<br />

au - a<br />

CAMPAINHA BRANCA - (Marajó)-IPOMAEA LIT-<br />

TORALLIS Choisy ( Convolvulaceas ).<br />

SVN. — Cipó da praia.<br />

(Cipó rasteiro)—E' de grande utilidade para fixar as<br />

dunas. Mcd. — Raízes feculentas e ligeiramente purgativas.<br />

CAMPAINHA de CANUDOS— v. ALGODÃO BRAVO.<br />

CAMPAINHA dos TINTUREIROS — v. BATATÃO<br />

KOXO.<br />

CAMPAINHA VERMELHA —(Marajó)- v. BATATA -<br />

RANA.<br />

CAMUCÁ — v. CUMACAÀ.<br />

CAMUTIM— (Gurupá)—MOURIRIA GR AN" DI ELO RA<br />

DC. (Melastomaceas).<br />

SYN.— Tuciuiaré niereçá (Breves).<br />

(A. p.)-HAB. - Varzea do Amazonas.<br />

Aliai. — Fructos <strong>com</strong>estíveis, mas insípidos.<br />

CANABEBY—(Ind.Mundurucús)—v. MATA-CACHORRO.<br />

CANARANA FLUVIAI<br />

TABILE Nees (Gramíneas).<br />

(Marajó) - PANICUM SPEC-<br />

SYN. - Capim<br />

Gramalotc (Peru).<br />

dc Angola — Capim de Pernambuco —<br />

(PI. H.)-CAR. - Forma tapagens ou "piriantans". nos<br />

igarapés da planície, e, no momento da enchente, verdadeiras<br />

jangadas ou<br />

do Amazonas.<br />

ilhas fluetuantes arrastadas pela corrente<br />

Aliai. aaim. — Forragem excellente para o gado bovino.<br />

medíocre para o equino — Sementes muito procuradas<br />

pelas marrecas.<br />

0 0<br />

CANARANA FINA - (Marajó)-PANICUM APPRES-<br />

SUM Lam., ou P. LAXUM Sw. (Gramíneas).<br />

1


86 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

HAB. — Em solos argilosos alagados.<br />

• (Pl. h.)-CAR.-Contribue á formação das ilhas fluctuantes<br />

do Amazonas. .<br />

Alim. anim.—Bòa forragem para o gado bovino e<br />

ca v aliar<br />

CANARANA DE FOLHA MIÚDA — (Marajó) - PANI-<br />

CUM AMPLEXICAULE Rudge (Gramíneas).<br />

SYN.—Rabo de raposa (B. Amaz.)-Capim camalote<br />

da agua. , .<br />

(PL h.)—HAB. - Sobrenada nas baixas, em tempo de<br />

inverno.<br />

Alim. anim — Forragem excellente para o gado bovino.<br />

CANARANA RASTEIRA —(Marajó)—PASPALUM RE-<br />

PENS Berg. (Gramíneas).<br />

SYN . — Capim pirimembeca—{ B. A maz. ).<br />

(PI. h.) — HAB. -Nas baixas ubertosas—Forma ilhas<br />

fluctuantes.<br />

Alim. anim. — Forragem excellente, tanto para o gado<br />

vaccum <strong>com</strong>o para o cavallar.<br />

CANARANA ROXA — (Marajó) - PANICUM ZIZA-<br />

NIOIDES H. B. K (Gramíneas).<br />

SYN. — Capim arroz.<br />

HAB. — Nas margens dos rios e nas baixas pouco alagadas.<br />

(PI. h. ím 50). — CAR.- Deitada—colmo roxo.<br />

Alim. anim. — Bôa forragem.<br />

CANARIA - (Marajó) - C ROT AL ARI A MAYPU-<br />

RENSIS H. B. K. (Legum. pap.).<br />

(a. — lm. 70) — HAB. - Nos tesos e campos altos arenosos<br />

e nas capoeiras em redor dos habitações.<br />

Loc.—Beiern, Marajó, Almeirim, Monte Alegre, Santarém.<br />

CAR.-«Flores anarellas.<br />

• •<br />

CANDEIA (?) - (Santarém) - SWARTZIA TOMEN-<br />

IOSA (Willd.) DC. (Legum. caes.— v. PANACOCO (G. fr.).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 87<br />

CANDEIA — v. PAO DE CANDEIA.<br />

r CANDELABRO -( Marajó ) - POLYGALA HYGRO-<br />

PHILA H. B. K. (Polygalaceas).<br />

(PI. h.)—HAB -Terrenos húmidos.<br />

CAXELLA — v. CASCA PRECIOSA.<br />

CANELLA verdadeira (da índia) — CINNAMOMUM<br />

ZEYLANICUM L. (Lauraceas).—Origin. da índia, cultivada<br />

nos jardins.<br />

(A. m. ou p.)<br />

Ali/n. - A casca é um condimento saboroso.<br />

Med.— Estimulante e tônica; bom carminativo (nas dyspepsias<br />

flatulentes).<br />

CANELLA DE GARÇA - (Pará) - TRICHANTHERA<br />

GIGANTEA H. B. K. (Acanttíaceas*.<br />

(A. m.)—HAB. - Nas margens alagadas.<br />

SYX. - Beque.<br />

CANELLA DE JACAMIN —PIPER (ARTHANTE)<br />

(Piperaceas).<br />

SVN.— Corimbô uassií.<br />

CANELLA DE VEADO - ( Amazônia ? ) ACTINOSTE-<br />

MON LANCEOLATUS Said. (Euphorbiaceas).<br />

( A. p. ou m.).<br />

Mad — Bonita madeira branca ou vermelho pardacente,<br />

dura. para marcenaria, vigamento, cabos de ferramenta<br />

—poleame.<br />

CANELLA DE VELIIA— (Amazônia )—MICONIA SE-<br />

RIALIS DC. (Melastomaceas).<br />

E muitas outras especies do mesmo gcnero.<br />

(A. p.).<br />

Mad.—Madeira para construcçilo civil.<br />

Ind.—Casca rica em tannino.<br />

CANELLA DE VELHA - ( Marajó )-CASSlPOUREA<br />

FLtfVIATILIS Aubl. (Rhizophoraceaá).<br />

(A. m ).<br />

SYN.- Mangue rfagua doce<br />

o<br />

»


#<br />

88 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

jntt-Casca adstringente mas menos rica em tanino<br />

qtfe o mangue verdadeiro.<br />

% 1<br />

CANELLA DE VELHO — v. MARA-MARA.<br />

CANIÇO BRANCO— DUGUETIA sp<br />

(Anonaccas).<br />

CANIÇO PRETO— DUGUETIA sp<br />

(Anonaceas).<br />

CANINANA — v. CIPO CRUZ.<br />

CANNA — CANNA EDULIS Ker. í Cannaceas) - Origin.<br />

do Perú.<br />

(Pl. h )—De 2 a 3ms. de altura. — Mores vermelhas.<br />

Alim. — O rhizoma, tuberoso, quando novo e antes<br />

de crescer as hastes, é tenro, <strong>com</strong>estível; cozido, tem sabor<br />

de alcachofre—Dá uma fécula analoga ao «arrow-root».<br />

CANNA —CANNA DISCOLOR Lind. (Cannaceas) —<br />

Origin. da Trindade.<br />

Alim. — O rhizoma dá a fécula conhecida pelo nome<br />

de «canna root». Das diversas cannas 6 esta a melhor para<br />

a alimentação, mas produz menos que a «canna edulis».<br />

CANNA —CANNA INDICA Lind (Cannaceas).<br />

( PI. h. ) - Svx. - Balisier ( G. fr. ).<br />

Alim.— O rhizoma assado é <strong>com</strong>estível; dá também<br />

uma fécula semelhante ao «arrowrot».<br />

Med. pop. — O cozimento das folhas 6 usado para lavar<br />

as ulceras de mau caracter e, em banhos, contra o<br />

rheumatismo — O rhizoma, em infusão, ú diaphoretico e excitante;<br />

a tintura é tônica.<br />

CANNA de ASSUCAR — SACCHARUM OFFICINA-<br />

RUM Lin. (Gramíneas ). —Origin. da Asia meridional; importada<br />

no Pará em 1667 (da Ilha da Madeira).<br />

(PI. h.) — Cultivada em todo o Brasil tropical.<br />

Alim.•— Dá aguçar e alcool (cachaça).<br />

CANNA BRANCA — v. CANNA DE MACACO. ( Costus<br />

spiralis ) e outras especies.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 89<br />

CANNA BRAVA — ( Norte do Br. ) - G Y N E R I U M<br />

PARVIFLORUM Nees ( Gramíneas \ .<br />

( Pl. h. ) - SYN. - Ubá ( Sul ).<br />

Incl. — Com as hastes íloraes fazem-se flechas e rabos<br />

de foguetes.<br />

Orn. — Grandes paniculos de flores muito ornamentaes.<br />

CANNA BRAVA legitima — ( Marajó - B. Amazonas ) —<br />

v. FRECHA VERDADEIRA.<br />

CANNA FISTULA -( Amazónia )- CASSIA GRAN-<br />

DIS L. f. ( Legum. caesalp. ).<br />

( A. m.).<br />

Mad. — Bonita madeira, forte.<br />

CANNA FISTULA — ( m. R. Tapajoz ) - C A S S I A<br />

SPRUCEANA Benth. í Legum. caes ).<br />

SYN. — Marimary da T. f. ( Óbidos ).<br />

( A. m. ) — HAB. - Nas regiões centraes altas e em beirada<br />

de campos.<br />

CANNA FISTULA — (Mte. Alegre) - CASSIA AMA-<br />

ZÔNICA Ducke ( Legum. caesalp. ).<br />

CANNA I)E MACACO - COSTUS AN AC Hl RI Jacq.<br />

(Zingiberaceas).<br />

( PI h. ) — Loc.-Pará-R. Negro.<br />

CANNA DE MACACO — (Amazónia) — COSTUS<br />

CILIATUS Miq. Zingiberaceas).<br />

(PI. h.).<br />

SYN. — Canna branca—Perina.<br />

Med. pop. — O succo da haste nova é mucilaginoso e<br />

acido; misturado <strong>com</strong> agua e assucar é usado <strong>com</strong>o limonada<br />

refrigerante; o succo expresso das hastcas velhas e<br />

das folhas é antigonorrheico.<br />

CANNA DE MACACO — (Amazonas) —COSTUS SPI-<br />

CATUS Rose. (Zingiberaceas). #<br />

< PI. h. ).<br />

* SYN.— Jacuacanga— Ubacaia-Canna roxa.<br />

Med. pop. — O rnizoma é diurético, diaphoretico, tonico<br />

e emmenagoga; usa-se infusão ou tintura. O succo das<br />

o


*<br />

90 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

hastens frescas é usado contra as gonorrheas, em bebida, e<br />

contra as leucorrheas, em injecções; em bebida também<br />

contra as dores nephreticas. O rhizoma pode ser empregado<br />

nos mesmos casos.<br />

lad. — Dá fibras.<br />

CANNA DE MACACO -COSTUS SPIRALIS Rose.<br />

(Zingiberaceas).<br />

' (PI. h.).<br />

SYN.—Cadtinga—Catina branca-Catina do inatto.<br />

Mcd. pop. - As folhas frescas em cataplasmas para resolver<br />

os tumores; infusão das hasteas nas affecções dos<br />

rins e da bexiga. O succo das hasteas velhas e das folhas<br />

é um poderoso diurético, usado nas gonorrheas.<br />

CANNA ROXA— v. CANNA DE MACACO - (Costus<br />

spicatus ).<br />

CANSANÇÃO - (Amazônia) - URERA BACCIFERA<br />

Gand. ( Urticaceas ).<br />

( a. g. ) — SYN. • Urtiga o.<br />

CAR. — Caule e ramos aculeados; folhas cobertas de<br />

pellos urticantes na face inferior.<br />

Mcd pop. — A decocção das folhas é diurética e antileucorrheica—O<br />

cosimento da raiz aproveita-se contra a<br />

amenorrhea.<br />

CANSANÇÃO - ( Amazônia ) - U R E R A CA R ACA-<br />

SANA Griseb. (Urticaceas).<br />

SYN. — Caracasaaa (Venezuela).<br />

( a. ff-)" CAR. — Haste aculeada, ramos novas<br />

cobertos de pellos urticantes.<br />

lad. — O liber dá fibras sedosas e resistentes.<br />

Mcd. pop. — A infusão das folhas contra as affecções<br />

pulmonares; a infusão das cascas e das hastes é antisvphilítica-O<br />

cosimento das folhas em loções contra as moléstias<br />

da peile. 9<br />

#><br />

r<br />

CANSANÇÃO DE LEITE - ( Bahia ) - v. URTIGA<br />

(Jatropha urens).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CANT AN — (Pará) —MONOTAGMA CONTR ACTUM<br />

Hub. (Marantaceaes). _<br />

(PI. h.).<br />

Loc. — Furos.<br />

CANUDO DE PITO —MABEA OCCIDENTALIS Muell.<br />

Arg. (Euphorbiaceas).<br />

SVN. — Piriri.<br />

(A. p.) -CAR. - A casca ferida dá latex branco.<br />

Ind. — Os ramos sào fistulosos e servem para tubos<br />

de cachimbo.<br />

CANUDO DE PITO — v. TAQUARI.<br />

CANUDO - (Marajó) - v. ALGODÃO BRAVO.<br />

CAOPIÀ — v. LACRE.<br />

CAPA HOMEM — v. URUBÍJ-CAÁ.<br />

CAPANÇA —(Rio Acre) —PATRISIA sp<br />

i Flacourtiaceas).<br />

(a)—CAR. - Parecido <strong>com</strong> um pequeno cafezeiro; muito<br />

differente do «matta-cachorro» do R. Tapajoz (Patrisia acuminata<br />

).<br />

Med. pop. — Veneno violento—No Acre, dá-se também<br />

o nome de capança, ou capansa, a uma euphorbiacea venenosa.<br />

CAPARROSA -(Amazonas) - VISMIA ACUMINATA<br />

Pers. (Guttiferaceas ).<br />

( a.) — CAR. - Ramos quadrangulares.<br />

Ind. — Dá gomma resina chamada «Gomma gutta»<br />

da America.<br />

CAPIM AMARGOSO — ANDROPOGON BICORNIS<br />

L. = SPOROBOLUS ASPERIFOLIUS Nees (Gramíneas).<br />

(PI. h.<br />

° SVN. — Capim sapé (Marajó) —Zapim péba.<br />

Ind. — Serve para cobrir casas e fazer esteiras.<br />

Alim. anim. — Bôa forragem.<br />

91


92 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Meei. pop. - A raiz é um diurético energico, dissolverfte,<br />

sudorífico, empregado nas febres biliosas e no beriberi.<br />

CAPIM AGRESTE — (Marajó ) — C YPERÜS DIFFU-<br />

SUS Vahl. (Cyperaceas).<br />

(PI. h. - Om. 50) —HAB.-Nos tesos e pastos altos cobertos.<br />

_ . . .<br />

Alim. anim. — Forragem inferior.<br />

CAPIM ANDREQUICE — ou CAPIM ANDREKICE —<br />

v. C. CENEUAUA.—<br />

CAPIM de ANGOLA -(Marajó)— v. CAPIM de GUINE.<br />

CAPIM ARROZ— v. CANARANA ROXA.<br />

CAPIM ASSÚ - (Marajó)- PANICÜM MEGISTON<br />

Schulth. (Gramíneas).<br />

SYN. — Capim lixa—Capim taboquinha (Óbidos).<br />

(PI. h.) — Om. 70 a lm. 10<br />

Alim. anim. — Forragem robusta dos terrenos altos;<br />

resiste ao pisar do gado. Parecido <strong>com</strong> o Capim de Guiné,<br />

mas mais duro.<br />

CAPIM BALSA—PASPALUM RIPA RI UM Nees.<br />

(Gramíneas).<br />

Alim. anim. — Forragem.<br />

CAPIM BARBA DE BODE — (Baixo Amazonas) — v.<br />

BARBA DE BODE (Marajó).<br />

CAPIM BENGALA — v. UDUNGA (Marajó). —<br />

CAPIM DE BOLOTA — í Marajó)- RHYNCHOSPO-<br />

RA CEPHALOTES Vahl. (Cyperaceas).<br />

SYN. Pi/y. #<br />

(PI. h. — lm.) —HAB.-Nos terrenos elevados.<br />

Alim. anim. — rouco apreciado pelo gado. •<br />

Ind. — Material para esteiras, capas de garrafas, obras<br />

trançadas diversas, cellulose para papel.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CAPIM DE BOTÃO - (Marajó) - CYPERUS LU-<br />

ZULAE Retz. (Cyperaceas).<br />

(PI. h.)— Om. 40) — HAB. - Nos campos altos e tesos.<br />

Alim. amai — Porragem inferior.<br />

•<br />

CAPIM DE UM SÒ BOTÃO — (Marajó) — KYL I IN-<br />

GA PUNGENS Link. (Cyperaceas) = KYLLINGA PUMI-<br />

LA Michaux.<br />

(PI. h. — 0m.20 a Om. 24) - HAB. - Nos campos altos.<br />

Ahm. atum. — Forragem inferior.<br />

Med. pop. — A raiz é aromatica. usada em infusáo ou<br />

tintura na grippe. constipações, febres.<br />

CAPIM DE BOTÃO GRANDE — v. CAPIM SERRA.<br />

CAPIM DE BURRO -CYNODOX DACTYLON<br />

Pcrs. (Gramíneas).<br />

SYN. — Capim da cidade - Graaia verdadeira — Chieadeat<br />

(Fr.) — Bera a ida grass (Ingl.).<br />

Plantado — Aguenta secca, mesmo cm terrenos arenosos.<br />

Aliai. aaim. — Bôa forragem, principalmente para cavai<br />

los.<br />

Iad. — A raiz secca ó utilisada na fabricação de escovas<br />

grosseiras.<br />

Med. pop. — A raiz é diurética.<br />

CAPIM CANNARONA — PASPALUM PUSILLUM<br />

Vent. (Gramíneas).<br />

CAPIM DE CHEIRO — ANDROPOGON NARDUS<br />

L. ( Gramíneas ).<br />

SYN. — Capim cheiroso—Capim santo—Capim marinho.<br />

Ind. — Dá, por distillação, o cleo de «citronella»; é o<br />

Lemon grass dos inglezes.<br />

CAPIM DE CHEIRO - KYLLINGA ODORATA<br />

Vahl. (Cyperaceas). , . , _ .<br />

SYN .-Capim cidreira-Capim limão-JaeA pó- Capim<br />

cheiroso 9 . .<br />

CAR. — O sabor e o aroma sáo iguaes aos da herva<br />

cidreira.<br />

93


»<br />

94 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Ind. — Pela distillaçfto dá um oleo para a perfumaria.<br />

—Serve a perfumar a roupa lavada.<br />

Med. -Aromático, antispasmodico, estomachico, sudorífico,<br />

diurético c óptimo carminativo (Dispepsia Hatulente);<br />

util no hysterismo e outras affecções nervosas.<br />

CAPIM CENÈUÀUA — (B. Amaz.) - LEERCIA HE-<br />

XANDRA Sw. (Gramíneas).<br />

(PI. h.-lm.). „ . . f<br />

SYN.— Capim peripomongo (Pará) - Capim andrekicé<br />

(Amazonas)—Arroz bravo-Arroz de Cayenna.<br />

Alim. anim. — Forragem excellente, muito nutritiva,<br />

mas resiste mal ao fogo e mesmo ao pisar do gado.<br />

CAPIM CHEIROSO — v. CAPIM DE CHEIRO.<br />

CAPIM CIDREIRA — v. CAPIM DE CHEIRO ( Kyllinga<br />

odorata ).<br />

CAPIM DA CIDADE — v. CAPIM DE BURRO<br />

CAPIM DE COLOXIA - - (Marajó) -PANICUM NIJMI-<br />

DIAXUM Lam. (Gramíneas).<br />

Plantado—Resiste pouco ao pisar do gado; é capim<br />

de varzeas, para campos cercados (para o corte).<br />

SYS.—Capim do Pará — Pará grass dos Ingl.<br />

Alim. anim. — Muito boa forragem, nutritiva e muito<br />

rendosa.<br />

CAPIM CORTANTE—(Marajó)— CYPERUS RADI-<br />

ATUS Yahl. (Cyperaceas).<br />

( PI. h.) — HAB. -Alagados e atoleiros.<br />

Alim. anim. — Forragem medíocre.<br />

CAPIM ELEPHANTE — PENNISETUM PURPUREUM<br />

Schumacher (Gramíneas).<br />

Herva de grandes dimensões e producçilo enorme.<br />

Alim. anim. — Forragem.<br />

r I I M c ^ ESTRELLA-(Marajó)- DICHROMENA<br />

CILIA TA Vahl. (Cyperaceas).<br />

( PI. h. rasteira ).<br />

Alim. anim. — Forragem pouco apreciada pelo gado.<br />

#


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CAPIM FOICE - (Marajó) - PASPALUM<br />

(Gramíneas).<br />

7'(P1 h -0m.30 a 0m.40)-C.AR.- Espigas arqueadas em<br />

forma de foice.<br />

Ali tu. anim.—Forragem regular.<br />

CA? GIGANTE - (Marajó) -TR1PSACUM DAC-<br />

T VLOIDES L. (Gramíneas).<br />

(PI. h.— 3m.)<br />

Alini. anim. — Forragem excellente para o gado<br />

vaccum e cavallar.<br />

CAPIM GORDURA- PANICUM MELI NUS Trin.<br />

(Gramíneas). — De plantação.<br />

SYN.—Capim mcllado.<br />

Aliai, aaim.— Bôa forragem - Bôa, verde ou secca—<br />

engorda e augmenta a secreção do leite — cresce bem em<br />

qualquer terra firme, mas prefere terrenos graníticos.— Excellente<br />

para as terras pobres.<br />

CAPIM de GUINE — PANICUM MAXIMUM .lacq.<br />

(Gram 1 neas). — De piantação.<br />

(PI. h.—até lm.50).<br />

SYN.—Capim de Angola.<br />

Aliai, anim. — Uma cias melhores forragens dos paizes<br />

equatoriaes, principalmente para o corte. - Muito nutritiva—<br />

Apreciada pelo gado vaccum e cavallar; Diz-se que 1 Km.<br />

q. plantado desta gramínea sustenta 303 rezes —Serve também<br />

<strong>com</strong>o pasto livre. — Prefere a terra firme um pouco<br />

arenosa.<br />

CAPIM GRAMA verdadeiro — v. CAPIM DE BURRO.<br />

CAPIM JARAGUÁ — ANDROPOGON<br />

(Gramíneas). — De plantação.<br />

RUFUS Kunt.<br />

Aliai, anim.— Bôa forragem, muito robusta; nutritiva,<br />

secca ou verde. Cresce bem em terra firme; é a melhor<br />

para as terras ricas.— 4 cortes por anno: 35-40.;» ' ) K. por<br />

h. a o<br />

para cada corte.<br />

t<br />

CAPIM LIMÃO— v. CAPIM DE CHEIRO (Kyllinga<br />

odorata).<br />

95


% A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

CAPIM LIMÃO- ANDROPOGON SCHOENAN-<br />

TflUS L. (Gramíneas).<br />

Ind. — Dá "oleo de citronella" —


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CAPIM MORY PASPALUM FASCICULATUM<br />

Willd. (Gramíneas).<br />

(PI. h.-de 1 até 3ms.) -HAB. - Nos campos baixos da<br />

várzea.<br />

Uni dos capins mais <strong>com</strong>muns nas margens de lagos<br />

e de rios.<br />

SYN .—Murim.<br />

Aliai- anim. — Forragem medíocre.<br />

CAPIM PANCUAN — (Baixo Amazonas) —PASPALUM<br />

FURCATUM Flueg. (Gramíneas).<br />

Aliai, auiai. — Bôa forragem. Invade as plantações em<br />

várzea alta.<br />

CAPIM PE DE GALLIMIA — ELEUS1NE INDICA L.<br />

(Gramíneas).<br />

(PI. h.—0m60) — IIAB. - Vive em qualquer terreno ao<br />

abrigo das inundações—E' muito <strong>com</strong>mum nas ruas de Belem,<br />

entre os parallelipipedos.<br />

Aliai aaiai — Bôa forragem.<br />

CAPIM PEBA — v. CAPIM AMARGOSO.<br />

CAPIM DO PARÁ — v. CAPIM COLOMA.—<br />

CAPIM PERIPOMONGO — (Baixo Amazonas) — v.<br />

CAPIM CENÉUÀUA.<br />

CAPIM DA PRAIA — (Marajó) — PASPALUM LIT-<br />

TORALE — Rich. (Gramíneas).<br />

(PI. h.-Om. 35).<br />

Aliai, anim.—Forragem medíocre<br />

CAPIM DA PRAIA - (Marajó) - SPARTINA BR A SI -<br />

LIEXSIS Raddi. (Gramíneas).<br />

SYN.—Par atará.<br />

HAB.—Nas praias de areia cobertas pela maré.<br />

CAR.—Raizes profundas e resistentes que muito concorrem<br />

para fixar a areia das dunas. (Marajó).<br />

TEIRA.<br />

CAPIM PIRIMEMBECA — v. CANNA-RANA RAS-<br />

97


98 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

CAPIM RASTEIRO — (Marajó) — RH\N^HOSPORA<br />

SSTACEA Bckl., = R. HIRSUTA Vahl.. = SPERMO-<br />

DON SETACEUS Benuv. (Cyperaceas).<br />

(PI. h.—relvosa)—IIAB. - Nos tesos e pastos altos.<br />

Alim. anim.— Forragem bem acceita pelos gados.<br />

Om— Suas espigas produzem um bello effeito ornamental.<br />

CAPIM de ROSA - (Marajó) - CYPERUS SURINA-<br />

MENSIS Rottb. (Cyperaceas).<br />

Alim. anim.— Forragem.<br />

CAPIM ROXO—(Marajó) — PASPALUM PARVI-<br />

FOLIUM Lam, (Gramíneas).<br />

Alim. anim— Boa forragem.<br />

CAPIM SANTO— v. CAPIM de CHEIRO.—<br />

CAPIM SAPE — (Marajó) — v. CAPIM AMARGOSO.—<br />

CAPIM SERRA — (Marajó) — CYPERUS LIGULA-<br />

RIS L. (Cyperaceas).<br />

SYs.—Capim de botão grande.<br />

CAR.— Folhas asperas, dentadas e cortantes.<br />

Alim. anim.—Pasto ordinário.<br />

CAPIM TABOQUINHA — (Óbidos) — v. CAPIM ASSU.-<br />

CAPIM TAQUARY dAGUA — PANICUM OPPRES-<br />

SUM Lemck. (Gramíneas)<br />

Alim. anim.—Forragem, quando verde e novo.<br />

CAPIM TAQUARYSINHO — ANDROPOGON SPA-<br />

THIFLORUS Kunth. (Gramíneas).<br />

Alim. anim— Forragem, quando verde e novo.<br />

CAPIM TARIPUCU — (Baixo Amazonas) — P A S P A -<br />

L U M...... # # (Gramíneas).<br />

Alim. anim. - Forragem excellente dos campos altos.<br />

dc TARTARUGA — PANICUM ELEPHANTI-<br />

PES Nees. (Gramíneas).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 119<br />

CAPIM da TERRA - PANICUM SETARIA<br />

(Gramineas).<br />

CAPIM dc TESO (Marajó) - PASPALUM SCOPA-<br />

RIUM Hugge. (Gramíneas).<br />

(PI- H. p.)—HAB - L esos de areia quasi pura.<br />

Alini anwi. -Bôa forragem.<br />

t<br />

CAPIM UAMA — (Baixo Amazonas) — LUZIDIA<br />

SPRUCEANA Benth. (Gramíneas).<br />

HAB. —Quando baixam as aguas, cresce nas margens<br />

dos lagos, cobrindo pouco a pouco grandes superfícies.<br />

Alini. aniai.—Tenro; produz primeiro no gado um<br />

effeito purgativo, sendo, depois, um dos melhores para<br />

engordai-o.<br />

CAPIM VILLOSO— (Marajó) — RHYNCHOSPORA<br />

HIRSUTA Vahl., e R. BARBATA K. (Cyperaceas).<br />

(PI. h.—Om. 40) HAB. - Nos campos altos húmidos<br />

Alii)i. ari////.—Forragem soffrivel.<br />

CAPIXORY — v. MUIRATINGA VERI). da V.<br />

CAPIRONA — (Perú) — v. PAO MULATO da VARZEA<br />

e P. M. da T. f. —<br />

CAPITARI — (Faro e E. do Amazonas) — COURALIA<br />

TOXOPHORA Benth. e Moock. ( Bignoniaceas),<br />

SYX.— Pão (farco branco.<br />

(a. ou A. p.) — HAB.-Margens das cabeceiras dos<br />

lagos.<br />

CAR.— Flores róseas.<br />

Ind. — As sementes fornecem um oleo siccativo.<br />

Mad. — Dura, castanho escuro—para marcenaria—D =<br />

1,03.<br />

CAPITIÚ ou CAÀ-PITIÚ — SIPARUNA sp. var. —<br />

(Monimiacias ). v>.<br />

A Siparaaa fétida (Barb. Rod.) tem madeira parda,<br />

listrada de preto pardacento; esta madeira exhala, quando<br />

se corta, um cheiro nauseoso de peixe; mas, quando secca,<br />

o cheiro lembra o de mel de abelhas. - D - 0,9o.


100 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAPITIU ou CAAPITIU - RENEALMIA OCCIDEX-<br />

TALIS Poepp. e Endt. (Zingiberaceas).<br />

( PI. h.).<br />

Med. - Sementes emmenagogas.<br />

CAPOERANA — (R. Tocantins) — v. ACAPURANA —<br />

(Campsiandra laurifolia).<br />

CAPOTE — (Gurupá —Estuário) — S T E R C U LI A<br />

SPECIOSA Schum. (Sterculiaceas).<br />

SYN. — Envira capote — Tacacaseiro.<br />

CAR. — Flores fétidas - Arvore muito frondosa.<br />

(A. G.) - HAH.-Nas mattas inundadas de varzeas (de<br />

Belem a Gurupá).<br />

Mad. — Pardoclaro, muito tenra e porosa, quasi esponjosa.<br />

de gráo grosseiro. — D = 0,45.<br />

Jad. — Dá boa envira.<br />

CAPUCHINA — TROPAEOLUM MAJUS L. (Tropaeolaceas<br />

). - Origin. do Perú.<br />

( Cip. herb.)—SVN.- Chagas (Bahia) — Cresson da Péroa<br />

(Fr.).<br />

Ora. — Grandes flores amarellas ou vermelhas.<br />

Aliai. — As flores <strong>com</strong>em-se em salada —Os botões e<br />

os fructos novos, em conserva no vinagre, são um bom succedaneo<br />

das alcaparras.<br />

Med. — Os renovos são antiscorbuticos.<br />

CAPYSCABA MIRIM — CYPERUS GRACILESCENS<br />

Roem. e Schult. (Cyperaceas).<br />

CARÁ— DIOSCOREA !<br />

div.— grande numero de especies e variedades.<br />

CARA do PARA — DIOSCORE A CAIE\ T NENSIS<br />

Lam. ( Dioscoreaceas)— Origin. da Africa<br />

d<br />

(Cip.) ~ CAR. - Caule cylindrico, aculeado.<br />

Aliai.- A raiz é um tubérculo alongado, <strong>com</strong>estível,<br />

de massa franca. *<br />

• «<br />

um í 1 ! - DIOSCOREA BRASILIENSIS<br />

\\ illa., = D. I RILOBA Lam. (Dioscoreaceas).


101<br />

(Cip.) — SYN. - Inhame—Cará doce.<br />

CAR. —Caule anguloso e, ás vezes, alado; folhas 2-ou<br />

5 lobadas.<br />

Aliai. — A raiz, de forma ovoide, é <strong>com</strong>estível, tenra,<br />

farinacea. —15 a 20cms. de <strong>com</strong>prido; a casca do tubérculo<br />

é quasi preta, mas, depois da primeira camada, é colorida<br />

de roxo.—Excellente qualidade. Principal especie cultivada.<br />

CARÁCHICIIÚ — v. HERVA MOURA. —<br />

CARAGUATÁ- BROMELIA Pinguin L. (Bromeliaceas).<br />

Svx. — Coroatd (Na Amazônia ).<br />

(PI. h. acaule) —CAR. - Folhas aculeadas, numerosas,<br />

de 2m. de <strong>com</strong>p. e 4cm. de largura.—Em terrenos seccos.<br />

Ind. — Dá fibras textis sedosas, <strong>com</strong>pridas, e muito<br />

resistentes.<br />

CARAIPÈ verdadeiro — LICANIA SCABRA Hoock.<br />

(Rosaceas) —Commum no Alto R. Capim e outros jogares<br />

do E. do Pará.<br />

LICANIA UTILIS Hook. Fritsch. = MO-<br />

QU1LEA UTILIS Hook.<br />

LICANIA MICROCARPA Hook.<br />

LICANIA SCLEROPHYLLA Mart.<br />

(A. m. ou g.) - SYN. - Caripè- Couépi ( G. fr.)<br />

Mad. — Castanho-vermelho claro, dura, boa para construcçào;<br />

a densidade da madeira de L. UTILIS é: D =0,80.<br />

Ind. — A casca é adstringente e contem tannino. A<br />

cinza da casca ú rica em potassa; mistura-se <strong>com</strong> a argilla<br />

destinada á fabricação dos potes para agua, das bilhas,<br />

das talhas, etc. para que não rachem no forno e se tornem<br />

mais porosos.<br />

CARAIPE-RANA — (Rio Tapajoz) — PA RI NA RI UM<br />

BARBATUM Ducke ( Rosaceas ).<br />

I A. M. )- HAB. - Em mattas não inundadas.<br />

Loc. -R. Tapajóz (Cach. Maranhãosinho-Bôa Vista).<br />

CARAIPE-RANA— ( Alto-Capim è Furos de Breves )—<br />

LICANIA (MOOUILEA) TURIUVA Hook (Rosaceas).<br />

( A. p. ou M.) — SYN.- Turiuva ( Óbidos).<br />

Med. — Casca adstringente.


102 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad. - Castanho avermelhado claro, dureza media,<br />

traftalhando-se bem; bôa para caibros de casa.<br />

Ind. — Lenha excellente (Is. de Breves); da carvão<br />

de superior qualidade.<br />

CARA IPE-R AXA — (O'oidos) — v. LICANIA.<br />

CARA IPE-R AN A — HIR T E L L A TENTACU LATA<br />

Poep. ( Rosaceas ), e outras especies do mesmo genero.<br />

CARA IPE-R AXA de FOLHAS LARGAS — LIC A XI A<br />

MICRANTHA Miq. (Rosaceas).<br />

Ind. — Dá carvão de grande poder calorifico.<br />

CARAÍ PE TARIIRA—LICANIA sp. (Rosaceas).<br />

CARAJURIJ — AR RABI DA EA CHICA (H. B. K.) Bur.<br />

( Bignoniaceas ).<br />

( a. p. trepad.) — SVN. - Piranga— Chica — Pariry ( Belem<br />

).<br />

lad.—Das folhas seccas extrahe-se, por maceração,<br />

(fermentação seguida de ebullição), uma tinta vermelha; é<br />

um pó encarnado, insolúvel n'agua, solúvel no alcool, no<br />

ether e no azeite; <strong>com</strong> elle e <strong>com</strong> azeite de andiroba, os<br />

índios fazem as suas pinturas nas faces e no corpo.<br />

Me d. />of>. — A tinta e as folhas são usadas contra a<br />

dysenteria e as empigens.—Considerado <strong>com</strong>o aphrodisiaco.<br />

CARAJURIJ da Costa — (Rio Tapajoz) — A R R A B I-<br />

DAEA sp.<br />

CARAMBOLA —A VER RH O A CARAMBOLA L.<br />

( Oxalidaceas) — Origin. da índia.<br />

( A. p. ) — Pouco cultivado na Amazônia.<br />

Aliai. — Fructo oblongo, côr de ambar, longo de 7 a<br />

12cms. <strong>com</strong> 5 gomos e saliências arrendondas longitudinaes;<br />

polpa muito succosa, acida, de sabor agradavel de groselha<br />

— Come-se cru, <strong>com</strong> assucar ou em <strong>com</strong>potas.<br />

lad.—succo#dos fruetos contem muito acido oxalico;<br />

tira as manchas Je tinta e de ferrugem dos tecidos e<br />

limpa o metal. •<br />

CARAMURU — v. JABOTY.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

CARAMURY - (Faro e Mauhés)- (Sapotaceas).<br />

SYN. - Guajará-çciraniurim.<br />

(A.) — HAB. - Matta grande da terra firme<br />

Loc— Gurupá, Faro, Med. Tapajoz, Mauhés.<br />

Mad. — Madeira muito leve (bóias para pescaria)<br />

Aliai.-Fructo <strong>com</strong>estível; de sabor delicado 'Março<br />

e Abril). — A casca da arvore e as sementes exhalam um<br />

cheiro desagradavel; as sementes dão á carne dos animaes<br />

que as <strong>com</strong>em um cheiro aliaceo muito desagradavel.<br />

CARAPANAUBA — ASPIDOSPERMA NITID U M<br />

Benth. (Apocynaceas).<br />

(A. g.) —HAB.-Nas florestas de T. f. de todo o Estado<br />

do Pará.<br />

SYs.-Pdo de vcaio-Sapapcaia (Rio Tapajóz) — Bois<br />

chapei Ir (G. fr.) —Paddle wood (Ingl.).<br />

CAR.—Tronco dividido longitudinalmente em lamellas<br />

delgadas.<br />

Mad — Côr pardo-amarellaço, amarga, resistente, não<br />

atacada pelos cupins; é uma verdadeira peroba, própria<br />

para marcenaria, cabos de ferramentas, remos.—D = 0,83.<br />

Med— Casca amargosa, febrífuga.<br />

CARAPANAUBA PRETA — LEPIDOCARDIA PUNC-<br />

TATA Ducke (Borraginaceas).<br />

(A. m.) -HAB. - Nas terras argillosas ferteis.<br />

Loc.—Rio Branco de Óbidos.<br />

CAR.—Tronco profundamente sulcado.<br />

CARAPARU — v. ARUMA-RANA mirim.—<br />

CARAPICU — v. UACIMA côr de rosa.—<br />

CARAUBA — JACARANDÁ COPAIA (Aubl.) D. Don.<br />

(Bignoniaceas). ..<br />

SYN. — Caroba-Pard-pará (B. Amazonas) — Mantpa<br />

falso—Co paia et Bois à piau ((r. fr.). .<br />

(A. g.) - HAB.-Matta da T. f. e capoenas velhas da<br />

T. f<br />

' Mad. - Branco-amarellado claro, pouco <strong>com</strong>pacto,<br />

para marcenaria; vendida, ás vezes, <strong>com</strong>o marupá (bimaruba<br />

amara), mas muito inferior.— D - 0,4-<br />

103


*<br />

104 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Ind.— A madeira pode servir para a fabricação do<br />

papel: <strong>com</strong>p. das fibras lmm.37, diâmetro 0,031 -f- = 1 44 (A.<br />

Bastos, M. C. P.). . ... . . .<br />

Meti. — A casca 6 um poderoso sudorífico, principalmente<br />

a casca da raiz que contem um alcalóide a carobina.<br />

A infusão das folhas é usada contra a syphilis e a<br />

decocção em lavatorios contra as boubas e as ulceras.<br />

Ora. — A arvore é linda quando coberta de flores de<br />

um azul violáceo.<br />

CARAUBA do CAMPO— TECOMA CARAÍBA Mart.<br />

Bignoniaceas).<br />

Svx. — Carobcira (Marajó) — Caroba ou caraubcira<br />

o campo.<br />

( A. p.) — HAB. - Campos firmes e de varzea alta, no<br />

litoral e no B. Amazonas.<br />

CAR. — Flores amarellas, grandes, vistosas.<br />

Med. pop. — Antisyphilitico.<br />

Mad — Branco pardacento, de textura bastante grosseira,<br />

mas trabalhando se bem e rachando dificilmente;<br />

muito empregada pelos vaqueiros para a armação das suas<br />

sellas. D = 0,71.<br />

CARDEIRO — (Manáos) — CATOSTEMMA MIC RA N-<br />

THUM Ducke (Bombaceas).<br />

( A. g.) — HAB - Matta da T. f. de Manáos.<br />

CARINIANA— Esp. div (Lecythidaceas) -Genero<br />

visinho do tauari.<br />

Svx. — Tauary (E. do Amazonas).<br />

CAR. — Os fruetos são receptáculos lenhosos de formas<br />

diversas, <strong>com</strong> tampa dehiscente. —(A. g.).<br />

Mad. — Boa para construcçáo civil.<br />

lad. — A casca dá estopa para calafetar embarcações.<br />

CARI PE — v. CARAIPE.—<br />

CAROÀ - (Meio Norte ) - NEOGL AZIOVIA VA-<br />

RIEGA I A #Mez. ( Bi/>meliaceas ).<br />

Planta fibrosa c^ue não deve ser confundida <strong>com</strong> o<br />

«curáuá». •<br />

CAROBA — v. CARAUBA.—


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

o<br />

105<br />

CAROBA do campo — CYBISTAX ANTISYPHII ITT<br />

CA Mart. (Bignoniaceas). M 1 1 , 1 U U -<br />

Loc. — Campos altos de Monte Alegre.<br />

CAR. — Flor verde pallido.<br />

Mad.— Branca; para obras internas, caixotaria e pasta<br />

para papel.<br />

Med. — Antisyphihtica (casca e renovos) e contra a<br />

moléstia chamada «bouba» ou «pian» (G. fr.).<br />

CAROBA DO CAMPO - v. CARAUBA DO CA."VIPO.<br />

CARQUEJA — (Marajó) - HYDROLEA SPINOSA L<br />

(Hydrophyllaceas).<br />

( a. p — 0m. 60 a lm. 30) — CAR. - Planta espinhosa, de<br />

lindas flores azul puro.<br />

HAB. - Nos terrenos baixos, humidos, argillosos (Marajó<br />

e B. Amaz.).<br />

CARRAPATEIRA — v. RÍCINO.<br />

CARRAPATINIIA — TRIC HOMAN ES REPTANS Sw.<br />

(Fetos).<br />

Loc. — Rio Capim.<br />

CARRAPETA — (Rio de Janeiro) — v. JATUAUBA<br />

(Belem).—<br />

CARRAPICHINHO branco — (RioTapajoz) — ?<br />

( Malvaceas).<br />

Loc. — Manáos—R. Tapajóz.'<br />

CAR.—Quando pequeno, parecido <strong>com</strong> a Urena lobata—Flores<br />

pequenas, amarellas, sementes <strong>com</strong>o as de<br />

paco-paco — folhas ovaes, lanceoladas, pardo-claro na face<br />

inferior.<br />

Ind. — Dá boas fibras.<br />

CARRAPICHINHO — (Marajó) — DESMODIUM BAR-<br />

BATUM L. (Lcgum. pap.).<br />

(PI. h.) —HAB.-Nos Jogares arenosos altos.<br />

Aliai. anim. — Forragem regular para o cavallo.<br />

> CARRAPICHINHO — (Belem) —- T RI U M F E T T A<br />

RHOMBOIDEA Jacq. (Tiliaceas). .<br />

SYN —Amor do campo-Barba de boi.


106 A AMAZônIA BRASILEIRA ___<br />

(a. até 2m.)—CAR. - Folhas verdes na face superior,<br />

esbranquiçadas e avelludadas na face inferior - Hores<br />

pequeninas, amarello alaranjado, em racimas axillares ou<br />

terminaes.<br />

Fructo: carrapicho <strong>com</strong> 3mm. de diam.<br />

Ind. — Dá fibras texteis resistentes.<br />

Med. pop — Folhas e raizes mucilagmosas e adstringentes<br />

(injecções contra as gonorrheas).<br />

CARRAPICHO— (Óbidos) —v. MALVA CARRAPICHO,<br />

CARRAPICHO do BREJO—(Belem) — v. MALVA<br />

CARRAPICHO.—<br />

CARRAPICHO de duas pontas— v. HERVA PICÃO.<br />

CARRAPICHO grande — TRIUMFETTA ALTII/EOI-<br />

DES Lamk. (Tiliaceas).<br />

(PI. h. ou a. até lm. 50) - Svx. - Malva preta (Belem)<br />

Carrapicho liso.<br />

HAB. — Logares abertos, ou cultivados.<br />

CAR.— Folhas grandes, verde escuro, lisas—Flores<br />

muito pequenas, amarello carregado, em bouquets—Fructo:<br />

carrapicho de 8 a lOmm. de diam.<br />

Ind. — Dá fibras finas, longas, luzentes e tenazes, para<br />

aniagem e confecção de cestinhos — Poderia servir para a<br />

fabricação de papel.<br />

Med. pop. — Folhas adstringentes; o cozimento é usado<br />

contra corrimentos purulentos.<br />

CARRAPICHO — CENCHRUS VIRIDIS Spreng. (Gramíneas).<br />

Svx. — Barbadinho.<br />

(PI. h.) —Loc. - Marajó.<br />

HAB. — Campos arenosos altos.<br />

Aliai, anini. - Forragem regular; o gado somente<br />

pode <strong>com</strong>ei-a antes da fructificação. As sementes ferem a<br />

bocca e agarram-se aos crinos dos animaes.<br />

CART^NlÈ — .v. PÀO RAINHA.—<br />

CARU-CAA - CORDIA MULTISPICATA Cham.<br />

(Borraginaceas).<br />

F


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

(a. p.) — SYN. - Cauariícad.<br />

W r A CaS A a s d ? ! \ haS 5 eS d Au ftbras P ara cordoaria.<br />

Meei. pop.~ A infusão das folhas é muito empregada<br />

corno tonico e fortificante e, também, nos casos de gripne<br />

pulmonar, bronchites. tosses rebeldes.-Nas folhas encontrouse<br />

um glycoside liquido de cheiro suave, a carucaina (D.<br />

Cl. Martins — M. C. P. 1929).<br />

v<br />

CARURU BRAVO — PH YTOLACCA DECANDRA L.<br />

(Phytolaccaceas).<br />

" (PI. h.). —Origin. da Amer. do Norte.<br />

SYN. - Carurú-assú - Caruru de cacho — Raisin<br />

dAmèriquc (Fr.).<br />

Ind. - Os fruetos maduros fornecem matéria corante<br />

violeta.<br />

Alita. -- Folhas <strong>com</strong>estíveis depois de cosidas e lavadas,<br />

venenosas quando verdes e cruas.—Os renovos podem<br />

substituir os espargos.<br />

Med. — Fruetos verdes purgativos.—Na raiz encontrase<br />

um alcalóide, a phytolaccimi, depurativo, mas toxico cm<br />

alta dose.<br />

CARURÚ AZEDO — v. VINAGREIRA.<br />

CARURU das CACHOEIRAS — (Rio Negro) —MOURE-<br />

RA FLUVIATILIS Aubl. (Podostemaceas).<br />

SYN. — Carerú ou carurô— Uapé de cachoeira ( E. e N.<br />

do Pará ).<br />

(PI. h.) — HAB.- Cresce nas pedras temporariamente<br />

cobertas pelas aguas, nas cachoeiras.<br />

CAR. — As folhas fluetuam na corrente; as llores róseas,<br />

<strong>com</strong> cheiro de violetas, emergem da agua.<br />

Aliai. — Os indios seccam a planta ao sói, queimamna<br />

e lavam as cinzas <strong>com</strong> agua; a lixívia, coada, é evaporada<br />

no fogo; o resíduo é um sal grosseiro que usam sem<br />

outra purificação.<br />

CARURÚ LÍNGUA de VACCA—TALINUM PATÉNS<br />

Jacq. (Portulacaceas).<br />

(PI. h.). . , • _ *<br />

Aliai. — Legume (folhas) superior a beldroega.<br />

CARURÚ MIÚDO COMMUM — AMARANTUS OLE-<br />

RACEUS L. (Amarantaceas).<br />

107


ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

(PI. h.) — Sv.w - Carini -Brêdo íBahia).<br />

• Alim. — Cultivado—Legume (folhas e haste nova, cozidas<br />

).<br />

e AMARANTUS VIRIDIS L. (Amarantaceas).<br />

(PI. h.) — Svx. - Caruru de soldado.<br />

Aliai. — Legume (folhas ).<br />

Aliai, atiini. — As sementes servem para a alimentação<br />

dos passarinhos.<br />

Med. pop. — Favorece a secreção do leite.<br />

CARURU de SAPO — OXALIS MARTIANA Zuec.<br />

(Oxalidaceas).<br />

(PI. h.) — HAB. - Nos terrenos cultivados, jardins.<br />

Med. pop. — O decocto das folhas, em gargarejos, contra<br />

anginas —antithermica.<br />

CARURU de SOLDADO — v. CARURU MIÚDO.<br />

CARVÃO DE FERREIRO v. TACHY BRANCO da T. f.<br />

CASCA AÇUCENA— ANIBA sp (Lauraceas).<br />

Loc. — Na terra firme da Cach. Porteira ( R. Trombetas<br />

).<br />

lad.—A casca é aromatica; reduzida a pó grosseiro,<br />

é empregada em saquinhos de cheiro para perfumar a roupa<br />

nas gavetas.<br />

CASCA de ANTA — v. CAA-POROROCA.—<br />

CASCA DOCE — v. PAO DOCE.—<br />

CASCA GAIVOTA— (Óbidos) — CROTON sp. í Euphorbiaceas<br />

).<br />

Ind. — A casca é aromatica; entra na <strong>com</strong>posição dos<br />

saquinhos de cheiro para perfumar a roupa nas gavetas.<br />

CASCAtPARA-TVDO — v. CAA-POROROCA—<br />

CASCA PRECIOSA —ANIBA CANELILLA (II. B. K.<br />

Mez. (Lauraceas).<br />

Svx. — Canella (Belem)-Amapdima—Pereiord.


109<br />

(A. m. ou g.) —HAB. - Matta grande da T. f<br />

Loc: -R. Xingú-R Tapajóz-R. Trombetas-R. .íamunda—R.<br />

Negro-R. Madeira.<br />

Mad. — Pardo escuro ou amarello castanho. dura, de<br />

grão muno fino, aromatica, imputrescivel, para marcenaria<br />

e ebanisteria. — D = 1,00.<br />

Ind. — Por distillação da casca e do lenho, extrahe-se<br />

um oleo essencial perfumado.<br />

Med. pop. — A casca é aromatica (cheiro de canella<br />

e rosa misturadas)— a infusão é excitante, digestiva, antispasmodica<br />

c peitoral, util na chlorose e na cachexia palustre—As<br />

sementes raladas são usadas contra a dysenteria.<br />

CASCA SACACA — CROTON (Euphorbiaceas).<br />

( A. p.) — HAB. - No barro vermelho ( R. Branco de<br />

Óbidos).<br />

Sacaca significa feitiçaria, em L. g.—Cultivada em Manáos.<br />

Ind. — A casca é aromatica; entra na <strong>com</strong>posição dos<br />

saquinhos de cheiro para perfumar a roupa nas gavetas.<br />

CASCA de WINTER (falsa) — v. CAA-POROROCA.<br />

CASINGA CHEIROSA — (Amazonas) LAETI A<br />

SUAVEOLENS Benth. (Flacourtiaceas ).<br />

(a.).<br />

Ind. — Flores aromaticas, podem ser aproveitadas para<br />

a perfumaria (cheiro de flores de laranjeira).<br />

CASSIA de EMPIGENS — (Marajó) — CASSIA MI-<br />

MUSOIDES L. (Legum. caesalp.).<br />

(a. p.—LM.20a 1 M.40) — HAB. - Em terrenos pouco alagados.<br />

Med. — Planta antiherpetica.<br />

CASTANHA de ANTA— v. CUMARU-RANA.<br />

CASTANHA de ARARA - JOANNESIA HEVEOI-<br />

DES Ducke (Euphorbiaceas). » 5<br />

O (A. g.)—HAB. - Na matta da Terra firme<br />

Loc.—Santarém — R. Tapajoz-Juruty Velho-Mauhés<br />

CAR.—Fructos semelhantes aos da seringueira, <strong>com</strong> 14<br />

a 18 cms. de diâmetro-Safra de Dezembro a Abril.


ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

Mad,-Branca, parecida <strong>com</strong> a da seringueira.<br />

* Ind.-As amêndoas dão 47 a 56°/o de oleo claro, um<br />

• pouco siccativo<br />

A madeira, branca, poderia dar cellulose para papel;<br />

Comprim. das fibras-1,43-diam. 0,025—f- = 1/58. (M.C.P.).<br />

Mcd. pop. - As amêndoas oleosas são vomitivas e purgativas;<br />

são <strong>com</strong>idas sem inconveniente pelas araras.<br />

CASTANHA CAYATK — v. COMADRE DE AZEITE —<br />

CASTANHA de COTIA — v. CUMARU-RANA.<br />

CASTANHA de COTIA —v. QUINQUlÒ. —<br />

CASTANHA de MACACO v. CUMARURANA.<br />

CASTANHA de MACACO v. MACACO-CASTANIIA.<br />

CASTANHA de MACACO — COUROÜPITA GUIA-<br />

NENSIS Aubl. ( Lecythidaceas ).<br />

SVN. — Boulet de cânon (G. fr.)— Cannon bali trec<br />

(Ingl.).<br />

( A. g.)— HAB.-NOS igapós do Salgado e do Estuário.<br />

CAR. — As flores nascem sobre o tronco e sobre os<br />

galhos; são côr de rosa, grandes, lindas, de cheiro suave.<br />

— Os fructos contem uma polpa <strong>com</strong>estível, mas pouco agravei,<br />

que, <strong>com</strong> alguns dias, torna-se liquida, de cheiro acido,<br />

côr vmosa.<br />

Mad. — Molle, sem valor.<br />

Ind. — O liber dá bôa estopa.<br />

Alini. — As sementes são <strong>com</strong>estíveis.<br />

CASTANHA de MACACO - COUROÜPITA SUBSES-<br />

SILIS Pilg. (Lecythidaceas).<br />

(A. g.) — HAB. - Varzeas do Amazonas.<br />

Loc. — Cacaoal Imperial (Óbidos).<br />

CAR Flores c*uasi brancas—Fructos volumosos.<br />

Mad. — Madeira#parda <strong>com</strong> veias castanho c^aro, jjara<br />

marcenaria.<br />

Alim. anini. — A polpa dos fructos é utilisada para a<br />

alimentação dos porcos e das gallinhas.<br />


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

CASTANHA SAPUCAIA — LECYTHIS PARAENSIS<br />

Hub. ( Lecythidaceas ).<br />

SYN - Quatelé ( G. fr ) - Marmite de singe ( G. fr. )<br />

notando-se que as «Lecythis» da Guiana são outras especies.<br />

I<br />

(A. g. ) — HAB.-V arzeas do B. Amazonas.<br />

Mad. - Vermelho-amarellado claro; resistente, mas fácil<br />

de se trabalhar, para construcção civil e naval, obras<br />

immersas, segeria. - D = 1,02.<br />

Ind. — As amêndoas contem 51 0 0 de oleo <strong>com</strong>estível.<br />

—A casca dá estopa e o liber pode substituir a mortalha<br />

de cigarros.<br />

Alint. — O frueto (ouriço), 6 uma capsula lenhosa,<br />

quasi espherica, de 18 a 22cms. de diâmetro, fechado por<br />

uma tampa dehiscer.te; contem de 35 a 40 nozes cujas<br />

amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, muito apreciadas.<br />

Esta cspecie fornece a totalidade da Castanha sapucaia<br />

do <strong>com</strong>mercio, no E. do Pará.<br />

Med pop. — A casca em decocçáo 6 tónica e diurética<br />

(Icterícia, hepatite, depois de febres intermittentes) — A<br />

agua de maceração dos ouriços é utilisada contra o diabetes,<br />

as areias a albuminuria e o catarrho vesical; usam<br />

também para lavar o rosto e curar os pannos, empigens...<br />

CASTANHA SAPUCAIA — LECYTHIS USITATA<br />

Miers. ( Lecythidaceas ).<br />

E outras especies pouco estudadas do mesmo género.<br />

(A. g. )—HAB. - Matta da Terra firme alta.<br />

CAR.— As castanhas são pequenas, de pouco valor; a<br />

madeira é excellente.<br />

CASTANHA verdadeira, ou C. do PARA — BERTHOL-<br />

LETIA EXCELSA H. B. K. (Lecythidaceas).<br />

SYN . — Castanha do Maranhão-Tucary-Nhã — Noix<br />

du Brésil (Fr.)—Brasil nut (Ingl.)- Yuvid (Venezuela).<br />

(A. G.) —HAB. - Na matta grande da Terra firme alta,<br />

argillosa ou argillo-silicosa, em toda a Amazonia, desde o<br />

sul da Venezueia (alto Orenoco) até o alto Bem (13° a<br />

14o de Lat. S.).<br />

Segundo Miers, haveria duas esperes de Fíertholletia:<br />

a B? excelsa H. B. K., no sul da Venezuela, e a Berth, nobilis<br />

Miers, na Amazonia; esta distineção ainda não esta<br />

confirmada.<br />

111


112 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR. —E' uma arvore de porte magnifico, de dimensões<br />

notáveis, <strong>com</strong>o grossura do tronco (até 4 m. de diam.)<br />

e altura (até 60 m.).<br />

Mu d. — Madeira castanho-claro, de pouco valor.<br />

bld. — Das amêndoas, extrahe-se 67°/o de oleo claro,<br />

inodoro, insípido, <strong>com</strong>estível quando fresco, excellente para<br />

saboaria fina. O liber da casca dá estopa excellente e fibras<br />

para a cordoaria.<br />

Ali m. — O fructo (ouriço) é esphenco, de 11 a 14 cm.<br />

de diam. <strong>com</strong> um peso de 0 k.700 a 1 k.500, contendo, numa<br />

casca lenhosa muito dura, 12 a 22 nozes, ou castanhas, angulosas,<br />

cujas amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, saborosas, 1 hectol.<br />

de castanhas em casca = 50 kilos = 11 kilos de castanha<br />

descascada—de valor alimentício bastante elevado <strong>com</strong>o<br />

o das outras amêndoas (nozes, amêndoas, avelas).<br />

Med. pop. — O chá da casca é usado contra as moléstias<br />

chronicas do ligado.<br />

C AT AGE — v. CAAPEBA I)() NORTE.—<br />

CATAUA— (Alto Amazonas - Peru) — v. ASSACU.—<br />

CATAUARY — CRATAEVA BENTHAMI Eichl. (Capparidaceas).<br />

SYN. — 1rapid dos Cearenses, por confusão <strong>com</strong> outra<br />

especie de fructos <strong>com</strong>estíveis — Nina caspi (Peru).<br />

(A. p.) — HAB.• Margens inundadas.<br />

lad. - Sementes oleaginosas: oleo viscoso, de cheiro<br />

desagrada vel.<br />

Aliai anim. — O fructo tem gosto execrável, mas é<br />

procurado por certos peixes (tambaquis).<br />

Med. pop. — As folhas e as raízes são tónicas e estomachicas;<br />

o sumo das folhas é usado externamente contra<br />

dores rheumaticas.<br />

CATINGA DE MULATA — TANACETUM VULGARE<br />

L. (Compostas). —Origin. da Europa.<br />

(PI. hr) Svx.r 7asneira — Tanaisie (Fr.).<br />

Med. — Tónica, amarga, aromatica, emmenagoga,» ar.thelmintica,<br />

abortiva, de uso perigoso. —As folhas são insecti<br />

fugas.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

CATINGA DE MULATA — TAX ACHTUM BAI SA<br />

MIT A L. (Compostas) - Origin. da Huropa.<br />

( PI. h.) - Svx. • Balsamita vulgar—Atanasia dos jardins.<br />

Med. — Aromatica, antispasmodica.<br />

CATINGA DE MULATA - 1TXCAS MARTINICEN-<br />

S1S R. IV —(Labiadas). Cosmopolita tropical.<br />

( PI. h.) - Svx. - Cordão de frade.<br />

Med pop. — O cozimento é usado em banhos contra o<br />

rheumatismo gotoso e articular. - Aromatica, tónica e antispasmodica.<br />

CATINGA DE NEGRO — v. MUSSAMBE.—<br />

CATINGUEIRA — CAESALPIXIA P A R A E X SIS<br />

Ducke (Legum. caesalp.)— v. MUIRAPIXUNA.—<br />

113<br />

C AT IPÊ — ? (Anonaceas).<br />

(A p.) — Loc.-Campos geraes do Rio Erepecurú.<br />

CÀUASSÚ — v. CAA-UASSU.—<br />

CAUASSU — COCCOLOBA LATIFOLIA Lam. (Polygon<br />

aceas).<br />

(A. p.) — HAB.-NO litoral do Estado do Pará.<br />

Mad.— Madeira resistente e flexível, para arcos de<br />

barricas, de pipas.<br />

CAUCHO —CASTILLO A ULEI Warb. (Moraceas).<br />

(A. g.) - HAB.-Na matta grande das terras firmes,<br />

entre os grandes aflluentes meridionaes do Amazonas e<br />

entre os cursos inferiores do R. Trombetas e do R. Curuá<br />

(Rio Branco de Óbidos, Rio Mamiá).<br />

Mad. — Branca, molle. .<br />

Ind. —O látex, abundante, dá a borracha denominada<br />

«caucho». j<br />

Alim. anim. —Fructos pequenos, encarnados, doces,<br />

<strong>com</strong>estíveis, procurados pela caça. o •<br />

* CAUCHO MACHO - B R O SIM Ü M AMPLICOMA<br />

Ducke (Moraceas).<br />

(A. G.).


#<br />

114 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _ _ _ _<br />

Loc. — Rio Solimòes, cm matta nâo inundada.<br />

• CAR. —Copa muito larga látex branco, espesso, abundante.<br />

Afad.—Branco -ama rei 1 ado.<br />

CAUCHO-RANA — PER EBE A GUIANENSIS Aubl.<br />

(Moraceas). _ , ^ _ . _,.<br />

(A. m.) — HAB. - Na matta de 1. f. (R. Branco de Óbidos<br />

e Almeirim.<br />

CAR.— Tem os raminhos caducos e as folhas parecidas<br />

<strong>com</strong> as do caucho.<br />

CAUCHO-RANA — v. MUIRATINGA da T. f. —<br />

CAURE — (Amazonas, Pará) — ?<br />

v. PÀO CABOCLO.—<br />

CAXINGUBA — FICUS (sub. gcn. PHARMACOSY-<br />

CEA) AN I HELMINTHICA Mart. (Moraceas).<br />

SYX. Cachingttba Ciiaxingiiba - Coajmguva—Guaxinguba<br />

— Lombrigucira — Uapuim-assú — Gamelleira<br />

(Ceará) - Ojé (Peru).<br />

(A. g.) — HAB. - Varzeas das margens do Amazonas.<br />

Aíad. — Muito branca e leve, fácil a trabalhar.<br />

Ind. - A casca serve para os índios do Rio Negro<br />

fazer tangas e mantas, raspando o epiderme e batendo o<br />

entrecasca para tornai o macio.<br />

Alim. — A amêndoa do fructo, assada e pelada é <strong>com</strong>estível.<br />

Afed. pop. — A amêndoa passa por ligeiramente aphrodisiaca<br />

e por activar a memoria—O látex (leite) é anthelmintico<br />

energico (Anchylostomiase), mas deve ser empregado<br />

<strong>com</strong> cuidado porque pode tornar-se drástico e mesmo<br />

cáustico. O principio activo parece ser um alcalóide (Caxinguvina,<br />

de D. Cl. Martins-M. C. P.-1929).<br />

CAYAPIÁ — v. CAAPlÀ.—<br />

CAYÁTE — vTCOMADRE DE AZEITE.—<br />

• »<br />

CAZUMBRA — (Marajó) — P A S P A L U M<br />

(Gramíneas).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

(PI h. rasteira).<br />

Alim. atxiai. Parecido <strong>com</strong> o pancuan-Forragem regular.<br />

BRAVA doPARA — PANCRATIUM GUI-<br />

ANENbb Ker. (Amaryllidaceas).<br />

(PI. h.) - SYN. Sc/lla da terra — Acaçcaa d'agua (Marajó).<br />

Med. pop — O bulbo é emetico, espectorante e diurético.<br />

Ora.-Flores grandes, brancas.<br />

CEBOLA BRAVA — v. APUI. - (Clusia, esp. div.).<br />

CEBOLA CECEM- AMARYLLIS BELLADONA L.<br />

(Amary llidaceas).<br />

(PI. h.) — SYN. - Cebola do aiatto.<br />

Med. pop. - O bulbo é excitante, hydragogo e emetico;<br />

toxico em dose mais forte; util na asthma.<br />

CEBOLA GRANDE da matta — v. APUI. — (Clusia,<br />

esp. div.).<br />

CEBOLA DO MATTO — v. CEBOLA CECEM.—<br />

CEBOLINHA —ALLIUM FISTULOSUM L. (Liliaceas).<br />

— Origin. da Sibéria.<br />

( PI. h. )<br />

A cebola <strong>com</strong>mum não se acclima na Amazônia, mas<br />

a cebolinha cresce bem. — Condimento (as folhas têm gosto<br />

de cebola) para saladas.<br />

CEDRO BORDADO — (Belem) — CEDRELA ODO-<br />

RATA L. (Meliaceas).<br />

Mad. — Variedade de cedro vermelho <strong>com</strong> as fibras<br />

trançadas e brilho maior, ondeado.<br />

CEDRO BORDADO — (Óbidos) — ROUP A L A<br />

(Proteaceas).<br />

SYN.—Louro faia. '<br />

• (A. m.)-Loc. • Lago grande de Villafranca.<br />

Mad.-Vermelho-castanho claro, mosqueado de manchas<br />

pardo claro, brilhantes. Para marcenaria.-1 > - ü,0ü.<br />

115


t<br />

116 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CEDRO BRANCO — CEDRELA HUBERI Ducke (Meliacxas).<br />

.<br />

SYN -Cedro vermelho (R. Branco de Óbidos).<br />

(A. g.)—HAB. - Matta grande de terra firme alta.<br />

Loc. -R. Tapajóz—R. Xingu-R. Capim - R. Branco<br />

de Óbidos.<br />

Mad. —Avermelhada; para marcenaria.<br />

CEDRO BRANCO — (Varzeas de Óbidos) — GUAREA<br />

TRICHILIOIDES L. (Meliaceas).<br />

SYN.— Cedro rana (Óbidos) —Jatuauba (Belem) — Carrapeta<br />

(Sul)—Gitô.<br />

(A. g.)-HAB.-Em terrenos de varzea.<br />

Mad.—Parecida <strong>com</strong> a do cedro <strong>com</strong>mum, mas menos<br />

castanho, antes vermelho e pouco brilhante—Resiste mal aos<br />

insectos — Para marcenaria. — D = 0,60.<br />

CEDRO BRANCO — (R. Branco de Óbidos — L. do<br />

Salgado) - POUPARTIA AMAZÔNICA Ducke (Ar.acar<br />

diaceas).<br />

SYN. — Taperibd-assá (R. Trombetas) — Fructa de cedro—<br />

Cedro rana — Taperibd-cedro — Yacayacá.<br />

(A. g.) — IIAB.-Na matta virgem, em solo argilloso<br />

fértil.<br />

Loc. — Macapá — Muaná — Vigia — L. do Salgado (R.<br />

Trombetas)—R. Branco de Óbidos —R. Madeira.<br />

CAR.—Parecido <strong>com</strong> o cedro <strong>com</strong>mum.<br />

Mad.—Branco-pardacento, molle, fendendo-se difficilmentc,<br />

sem valor, de cheiro desagradavel.<br />

Mim. —Eructos (drupas) achatados, pentágonos, amarellos,<br />

<strong>com</strong>estíveis, de gosto acido e cheiro de taberibá.<br />

CEDRO BRANCO — (Arumanduba) — v. CEDRO<br />

VERMELHO (Cedrela macrocarpa).<br />

CEDRO FAIA — (Óbidos) — v. LOURO FAIA.<br />

CEDRO-RANA —POUPARTIA AMAZÔNICA Ducke<br />

(Anacardiaccas) — v. CEDRO BRANCO.<br />

D n rf; R A N A - , ( S a n t a r e m ) - VOCHYSIA FER-<br />

RUGINEA Mart. (V ochysiaceas)— v. QUARUBA.—


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

CEDRO-RANA — (Santarém) — VOCHYSI \ M \ \ I<br />

MA Ducke (Vochysiaceas) — v. QUARUBA.—<br />

CEDRO-RANA — (Óbidos) — v. LOI RO FAIA.<br />

CEDRO-RANA — v. CEDRO BRANCO (Guarea trichilioides).<br />

CEDRO-RANA — (Óbidos e R. Solimões) — r F D R F -<br />

LINGA CATENAEFORMIS Ducke (Legum. mim.).<br />

(A. G.)—HAB. - 1 . f. húmida, ao longo de riachos<br />

Loc.-Ba '.xo R. 1 rombetas—Óbidos —Gurupá—Breves<br />

R. Negro - R. Solimões.<br />

Mad. — Textura do cedro, mas grilo mais grosseiro,<br />

pardacento, brilhante, exhalando cheiro desagradavel quando<br />

húmida. — D = 0,65.<br />

Ind.-Cellulose para papel: <strong>com</strong>prim. das fibras, 1,17;<br />

diam. 0,026. -f- = 1/46.<br />

CEDRO-RANA do Igapó — (Santarém) — ANDRIPE-<br />

TALUM RUBESCENS Schott. (Proteaceas).<br />

Mad.— Analoga á do cedro-rana da T. f. (Gen. Roupala<br />

e Andripetalum), mas mais escura e tecido menos<br />

<strong>com</strong>pacto. — D. = 0,49.<br />

CEDRO VERMELHO — CEDRELA ODOR ATA L.<br />

(Meliaceas).<br />

SYX.- Acnjou femelle (G. fr.) — Odre acajou (G. fr.)—<br />

Cedar (Ingl.) — Cederholz (Aliem.).<br />

(A. G.) - HAB. - Matta da T. f. e da varzea alta.<br />

Loc.-Gurupá-R. Trombetas-R. Acre-R. Madeira—<br />

R. Ucayali — Belem — Bragança.<br />

.1/^/.—Vermelho - castanho claro, resinosa, aromatica,<br />

nào atacada pelos cupins, de sabor amarga, tenra; para<br />

marcenaria, caixas de charutos e de assucar,_ moveis (succedanço<br />

do mogno), embarcações leves. D = 0,55 a 0,64.<br />

Med. pof). A casca 6 aromatica, adstringente, tônica<br />

e febrífuga. O cosimento da madeira é re<strong>com</strong>irfendado nas<br />

orcllítes (uso externo) e, internamenie, age <strong>com</strong>o emetico<br />

violento; o oleo das sementes e a casca em pó servem para<br />

detergir as ulceras atônicas e as feridas gangrenosas.<br />

117


118 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CEDRO VERMELHO — (Santarém — Monte Alegre —<br />

Aljneirim) — CEDRELA MA CROC ARPA Ducke iMeliaceas).<br />

Svx. — Cedro branco (Arumanduba).<br />

(A. g.) - HAB. - Terra firme montanhosa<br />

CAR. — A casca exala um forte cheiro aliaceo.<br />

Mad.—Avermelhada e aromatica.<br />

CEDRO ROXO — CEDRELA (Meliaceas).<br />

Mad.—Madeira de textura idêntica á do cedro vermelho,<br />

mas de côr roxo pardacento; apreciado para marcenaria<br />

fina.<br />

CEDRO-Y — (R. Tapajoz) — v. PAO POMBO.—<br />

CEDRO-Y, ou CEDROHY — G U A R E A G U A R A<br />

(Jacq.) P. Wilson (Meliaceas).<br />

(A. g.)-Loc. • Bôa Vista (R. Tapajóz).<br />

Mad. - Bonita madeira vermelha, imitando o mogno.<br />

CEGA-OLHO — v. PAINA.—<br />

CELIDÔNIA — v. SOLIDONIA.—<br />

CENOURA— DAUCUS CAROTTA L. (Ombelhferas)<br />

— Origin. da Europa Central.<br />

Alim. — Legume ainda pouco cultivado na Amazônia;<br />

o crescimento ú lento, irregular e as raizes apodrecem<br />

quando as chuvas sAo muito abundantes; nào fructiííca,<br />

sendo necessário importar as sementes.<br />

CEREJEIRA das Antilhas — (Belém) — MALPIGHIA<br />

PUNICIFOLIA L. (Malpighiaceas).<br />

(a. de 2m. 50 a 3m.) — Svx. - Cerejeira do Pard - Cerise<br />

carrée (Antilhas francezas).<br />

Mad. — Muito rica em tannino; dá uma matéria corante<br />

vermelha.<br />

Alim. — Fructos da apparencia de cerejas; <strong>com</strong>estíveis,mas<br />

laxativos em dose considerável; bons para confeitos.<br />

* •<br />

CEREJEIRA DA» ANTILHAS — (Belém) — \1 \ 1 •!> I-<br />

GHIA COCCIFERA L. (Malpighiaceas).<br />

(a. de 2m. 50 a 3m.).


119<br />

Aliai. — P ructos da apparencia de cerejas, <strong>com</strong>estíveis,<br />

de polpa succulenta, acidulada, adstringente e antidvsenterica-<br />

Flores róseas, procuradas pelas abelhas que fazem<br />

mel delicioso <strong>com</strong> iguaes propriedades.<br />

Orn. — Cultivada nos jardins <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />

CERU—(Belem) — v. CHURU.—<br />

%<br />

CERUAIA — ( Monte Alegre ) v. MARIMARY da V.—<br />

CHÁ de MARAJÓ —CAPRA RI A BIFLORA L. (Scrophulariaceas).<br />

Med. f)0f>. — A infusão é sudorífica.<br />

CHAPÉU de NAPOLEÃO — v. JORRO-JORRO.—<br />

CHAPÉU de SOL— CORDIA TETRANDRA Aubl.<br />

Borraginaceasi.<br />

(A. g.) —HAB.-Na margem dos cursos de agua.<br />

Mad Madeira esbranquiçada, pouco <strong>com</strong>pacta, quebradiça<br />

Ora. — Copa larga — Arvore boa para arborisação.<br />

CHAYOTE— v. CHUCHU.—<br />

CHERIMOIA— v. ATA.—<br />

CHICA— v. CARAJURIJ.—<br />

CHICHA BRAVA — v. TACACAZEIRO.<br />

CHICLE — (Perú) — v. TAMANQUEIRA de LEITE.<br />

CH1COREA—CICHORIUM INTYBUS L. (Compostas)<br />

—Origin. da Europa, ou da índia (Ch. endiva L.).<br />

Alitn. — As C. endiva e C. crespa podem ser cultivadas<br />

durante a estação secca, para saladas.<br />

CHIQUE-CHIQUE — CROTALARIA RETUSA (Leg.<br />

papj— Cosmopolita tropical. ? •<br />

(PI. h., até lm.). ^<br />

° SYN. - Chocalho Guiso de cascavel.<br />

Ind. — Do caule extrahem-se fibras para cordoalha.<br />

Aliai. anim. — Forragem, quando nova.


120 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CHOPE — (Peru) — GUSTAVIA LONG1FOLIA<br />

Potpp. (Lecvthidaceas). —-(A. p.)<br />

CHOCALHO— v. CHIQUE-CHIQUE.—<br />

CHORÃO— v. OEIRANA (Salix martiana).<br />

CHRYSANTHEMO —Cl IRYSANTHEMUM INDICUM<br />

L. (Compostas) — Origin. da índia e do Japfto.—Raras vezes<br />

cultivado na Amazônia.<br />

Orn. — As flores não se desenvolvem bem; as amar<br />

relias são as mais notáveis.<br />

CHUCHU— SECHIUM EDULE Sw. (Cucurbitaceas).<br />

Origin. do México e America Central.<br />

(PI. trepadeira) — SYN. - Chciyotte ( Fr.) — Vegetahle<br />

pear (Ingl.).<br />

Cultura fácil; produz muito (até 603 fruetos).-Plantase<br />

o frueto inteiro (uma só semente).<br />

bui. - Das hasteas seccas extrahe-se bonitas fibras<br />

prateadas (palha de chuchu), utilisadas para a fabricação de<br />

chapéus de luxo, muito leves. Para este fim, as hasteas novas<br />

(de 1 a 3 mezes) são simplesmente partidas de <strong>com</strong>prido<br />

entre os nós e raspadas depois de uma immersão em<br />

agua de sabão.<br />

Alim — Frueto grande, de 10 a 15 cm. de <strong>com</strong>prido,<br />

<strong>com</strong>estível crü ou cozido (gosto de feijão verde).—A raiz<br />

cresce muito e dá uma tapioca deliciosa; os tubérculos cozidos<br />

são saborosos <strong>com</strong>o a batata.<br />

CHUMBINHO ROXO— v. CAMBARA de FOLHA<br />

GRANDE.—<br />

CHUCHUHUASCA — (Alto Amazonas e Peru) — MAY-<br />

TENUS sp (Celastraceas).<br />

Me d. pop. — A casca é considerada <strong>com</strong>o estimulante.<br />

CHUPA-GUSTAVIA SPECIOSA DC. (Lecythida*<br />

ceas;.—Origin. da CoU>mbia; ás vezes indicada <strong>com</strong>o existindo<br />

nas Guianas e na Amazônia onde ainda não foi identificada<br />

(A. xx\.) —Alim.' Frueto <strong>com</strong>estível; dizem que depois


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

cie ter <strong>com</strong>ido fructos de chupa a pelle torna-se amarelia,<br />

voltando á cor natural depois de dois dias, sem provocar<br />

in<strong>com</strong>modos.<br />

CHURU - (Belem) - A L L A N T O M A LINEATA<br />

(Berg.) Miers. (Lecythidaceas).<br />

SYX.- Cherú—Cerú — lanary (Belem).<br />

(A. m.) —HAB -Igapós das margens, na região do estuário.<br />

Loc.-Belem-E. de Ferro de Bragança—Ilhas-E. do<br />

Amazonas.<br />

CAR. — Nas margens dos canaes de Breves e nos<br />

igapós de Utinga nota-se a folhagem nova, de bonita cor<br />

castanho-violáceo (abril).<br />

Mad. — Branco-roseo; para caixotaria.<br />

Alim. — Fructo: pyxidio lenhoso, cylindrico, de 10-15<br />

cm. de <strong>com</strong>pr. 5-6 cm. de diam., munido de tampa; sementes<br />

<strong>com</strong>estíveis.<br />

CHUVA de OURO — v. BARATINHA.—<br />

CHUVIRINGANA — VALLESIA CHIOCOCCOIDES<br />

Kth. (Apocynaceas).<br />

(a. ou A. p.).<br />

HAB. — No Estado do Amazonas (?).<br />

Mad. — Amarellada - fraca.<br />

lnd. — O látex contem um pouco de borracha.<br />

CICANTAÀ-IHUÁ — v. BREU.—<br />

CIDREIRA BRAVA — v. II KR VA CIDREIRA BRAVA.<br />

CINNAMOMO — v. LYRIO — (Melia azedarach).<br />

CINZEIRO — (Belem - Breves) — TER MIN ALI A TA-<br />

NIBOUCA Smith. (Combretaceas).<br />

SYX.-Cuia-rana— Tanibouca - Páo Joffrey IE. de t.<br />

de Bragança). , . ,<br />

(A. m. ou g.)—HAB. - Nas varzeas do estuário e da região<br />

costeira do Estado-No Alto Amazonas.<br />

Mad.—Imita o freijó.<br />

Med. pop.— Casca adstringente, utilisada contra a diarrhea.<br />

121


I<br />

122 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CIPO d'AGUA — (?) DOLIOCARPUS ROLANDRI<br />

Grifei. (Dilleniaccas) e outras Dilleniaceas.<br />

Svx — Cipó vermelho — Muiraqueleca — Murucutua —<br />

Sambahiba—Cipó caboclo venenoso.<br />

HAB.—Cipó grande da T. f. m<br />

Alim.-Cortando rapidamente pedaços (Om. 50 a 1 m.)<br />

dos grossos sarmentos e virando-os por cima de um recipiente<br />

qualquer, obtemse, em abundancia, uma agua fresca,<br />

clara e de gosto agradavel.<br />

Meei. pop. — A casca é adstringente e o pó passa por<br />

ser util nas febres palustres; a raiz é diurética e um pouco<br />

purgativa; os fructos são venenosos (r).<br />

CIPÓ d ALHO— ADENOCALYMNA ALLIACEUM<br />

Miers. (Bignoniaceas).<br />

(Cipó grande).<br />

CAR.—Toda a planta, quando machucada, exhala forte<br />

cheiro de alho — Bonitas flores róseas.<br />

Meei. pop.— Infusão das folhas <strong>com</strong>o febrífuga e contra<br />

os resfriados.<br />

CIPÓ AMARGOSO —(?) ABUTA CANDICANS Rich.<br />

(Menispermaceas).<br />

Me d. pop. — Raizes tónicas, diuréticas, usadas contra<br />

os cálculos renaes. — O caule e as raizes são venenosos<br />

em alta dose, entrando, ás vezes, na <strong>com</strong>posição do "curare".<br />

CIPO de AMBE— v. IM BE.—<br />

CIPO de BAMBURRAL — (Marajó) — CYDISTA AE-<br />

QUINOCTIALIS Mik. (Bignoniaceas).<br />

CAR. — Cipó de grandes dimensões que se cobre de<br />

flores brancas e lilaz, revestindo, ás vezes, em longas<br />

extensões, a frente das mattas marginaes de terra firme.<br />

CIPO da BEIRA MAR — (Litoral) —<br />

LYSTACHYA (L.) tyC (Leg. mim.).<br />

EN TADA PO-<br />

Cipó grande muito <strong>com</strong>mum.<br />

#<br />

Loc. — Estuário — Litoral — Marajó - Amazonas — R.<br />

Branco.


ou<br />

ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

C AR. —- Nu merosas espigas de pequenas flores brancas<br />

esverdeadas.<br />

Med. pop. Raiz usada contra as doenças venereas.<br />

Sch.eE SsS^S A S T R Ü M CLAUSUM ('•**><br />

Loc.—Rio I apajóz.<br />

CIPÓ CABELLUDO - MIKANIA SETIGERA Schult/<br />

(Compostas.)<br />

JAv/. pop— Bom diurético-antialbuminurico-Usa-se a<br />

infusão de toda a planta.<br />

CIPO CABOCLO- D A VILLA RUGOSA Poir. (Dilleniaceas).<br />

SY.W—Sambaibinha-Folha de lixa - Muiraqueteca—<br />

Capa-homem.<br />

CAR. — Cipó grande da T. f.—Flores amarello-pallido<br />

— Ramos cobertos de pellos ásperos.<br />

Ind.—0« galhos, muito flexíveis, servem para amarrar<br />

e poderiam substituir o vime.<br />

Med. pop. \s folhas são empregadas nas orchites e<br />

lymphatites, em banhos—A raiz é um purgativo drástico —<br />

i oda a planta passa por estimulante e aphrodisiaca.<br />

o<br />

123<br />

CIPO CABOCLO VENENOSO — v. CIPO d'AGUA.—<br />

CIPO CATINGA —MIK AMA AMARA Will. (Compostas).-Cultivado<br />

no Pará.<br />

SYN.—Gtiaco (no Sul).<br />

CAR. Folhas e ramos novos muito aromaticos quando<br />

frescos—Flores brancas, em capitulos.<br />

Med. pop. -Toda a planta em banhos aromaticos contra<br />

rheumatismos, gotta - Infusão contra syphilis, febres intermittentes,<br />

tosse, coqueluche.<br />

CIPÓ de CHUMBO - CUSCUTA UMBELLATA Kent.<br />

(Co*hvolvulaceas). , " ...<br />

Planta parasitaria, apresentando longos filamentos sem<br />

folhas, de cor verde passando ao amarello claro.


124 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Med. pop.—O pó é applicado sobre as feridas e ulceras-para<br />

cicatrisal-as-Adstringente e diurético, em infusfto<br />

-Usa-se contra as hemoptyses e a diarrhea sanguinolenta<br />

— Hm gargarejos nas amygdalites e laryngites.<br />

CIPO CRUZ — Nome dado a diversas Bignoniaceas<br />

cujo caule cortado transversalmente apresenta um desenho<br />

em forma de cruz de Malta.<br />

CIPÓ CRUZ — CHIQCOCCA BRACHIATA R. e P.<br />

(Rubiaceas).<br />

ía. sarmentoso, de 2 a 4 m.).<br />

SYX. — Raiz preta — Raiz fedorenta — Caninana —<br />

Cainca.<br />

Loc. — Arumateua (R. Tocantins) — Mte. Alegre, na<br />

matta marginal de campos.<br />

CAR.-Flores brancas pequenas, em racimos-o fructo<br />

é uma baga branca.<br />

Med. pop— Diurético, purgativo, emmenagoga, antihydropico;<br />

usado contra a hypoemia intertropical — Os Índios<br />

empregam a casca da raiz contusa na agua contra o<br />

veneno das cobras. Toxico em alta dose (Glycosidc: caincina).<br />

CIPO CURIMBÓ — TANAECIUM N O C T U R N U M<br />

(Barb. Rodr.) Bur. e Schum. (Bignoniaceas).<br />

SVN.—Cipó puré — Corimbô.<br />

HAB. e Loc. — Na matta de terras altas nos R. Capim—R.<br />

Tapajóz—R. Trombetas—N. de Óbidos.<br />

CAR. - Quando fresco, tem um cheiro forte de amêndoas<br />

amargas. Grandes flores brancas odoríferas que abrem<br />

somente de noite, de corolla cadaca desprendendo se ao<br />

despontar do dia.<br />

Med. pop. — A infusfto da casca é usada contra a gastralgia<br />

e a gastrite.<br />

CIPO CURURU—(?) ECHITES CU RU RU Mart.<br />

(Apocynaceas ).<br />

CAR. — Cipó lactescente — Flores grandes, campanuladas.<br />

Med. {top.—A infusão do caule 6 um purgativo drástico,<br />

de emprego perigoso. O leite ó venenoso; serve para #, tinguijar"<br />

peixe. O principio activo é um glycoside, a Cururina<br />

(Cl. Martins - M. C. P. — 1929).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 125<br />

CIPO EM —SMILAX PAPYRACEA — v. SALSAPAR<br />

RILHA cio Pará.<br />

CIPÓ de FOGO—CISSUS EROSA L. C. Rich. (Ampelidaceas).<br />

E outras especies do mesmo genero.<br />

Loc. — Marajó. — No Amazonas, o nome de cipó de<br />

fogo parece ser dado a uma dilleniacea.<br />

CAR. — Ramos pubescentes — Flores vermelhas ou roxas,<br />

abundantes.<br />

CIPÓ de GATO — v. UNHA DE GATO.—<br />

CIPÓ de IMBÈ— v. IMBÉ.—<br />

CIPÓ de JABOTI — v. PACAPlÁ.—<br />

CIPÓ de JABOTI — v. ESCADA de JABOTI.—<br />

CIPO de LEITE— v. ALLAMANDA.—<br />

CIPÓ LÍNGUA — ELISSARRHENA GRANDIFOLIA<br />

(Eichl.) Diels (Menispermaceas).<br />

Loc. — R. Branco de Óbidos — R. Mamiá.<br />

CAR. — Cipó de grandes dimensões cuja madeira é formada<br />

de camadas concêntricas e se divide facilmente em<br />

laminas concavas, de espessura variavel, rigidas, cuja face<br />

interna é coberta de rugosidades formadas de concreções<br />

mineraes muito duras e que podem servir de ralo.<br />

CL'Ó MILHOMENS — v. URUBU-CAA.—<br />

CIPO de MORCEGO— v. UNHA DE MORCEGO.—<br />

CIPÓ PITOMBA— AEGIPHILA (Verbenaceas<br />

).<br />

* *<br />

" CIPÓ cie POITA — ADENOCALVMMA FOVEOLA-<br />

TUM Bur. ( Bignoniaceas).<br />

S/x. — Cipó de canôa.<br />

I


(<br />

126 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR. - Flores vermelhas em pequenos racimos — O<br />

fructo é uma capsula ionga de 10-14 cms.<br />

Jnd.—Utilisado na espartaria e na cordoaria.<br />

CIPÓ da PRAIA— v. CAMPAINHA BRANCA.—<br />

CIPÓ de S. JOÃO — v. FLOR dc S. JOÃO.—<br />

CIPÓ TAIA—CAPPA RIS URENS Barb. Rodr. (Capparidaceasj.<br />

. .<br />

Cipó de flores brancas cuja raiz contem um principio<br />

activo, volátil e irritante, a capparina (A. Matta); as folhas<br />

sâo menos activas.<br />

Med. pop. - A raiz triturada, ou em pó. <strong>com</strong> agua. faz<br />

effeito de sinapismo — Para dores rheumaticas substitue o<br />

salicylato de methyla — Usado <strong>com</strong> êxito no Beribéri, junto<br />

<strong>com</strong> a mucura-caá — O succo <strong>com</strong> oleo de amêndoas contra<br />

a otite suppurada.<br />

CIPÓ TIMBÒ — v. TIMBO-ASSU.—<br />

CIPÓ TITICA — HETEROPSIS afl. JENMANI. Oliv.<br />

(Araceas)<br />

SVN.—Arame de lavadeira— Timbô titica.<br />

CAR.—Epiphyta.<br />

lad. — As raizes aereas são <strong>com</strong>pridas e delgadas,<br />

muito resistentes e flexíveis; servem para fazer paneiros,<br />

tipitis (os melhores), laço seguro para qualquer uso, não<br />

apodrecendo facilmente; fervido, descascado e partido em litas<br />

estreitas, serve á confecção de chapéus muito leves.<br />

CIPÓ TRACUA— PHILODENDROX MYRMECOPHI-<br />

LUM Engl. (Araceas).<br />

Loc.—Óbidos, Belem .etc<br />

CAR.-Epiphyta; raizes aereas pendentes e delgadas,<br />

muito <strong>com</strong>pridas — Habita os ninhos da formiga "tracuá"<br />

(Camponotus femoratus).<br />

CIPÓ de TUCÜNARÈ — (Obicos) — D A L B E R GI A<br />

INUNDATA Ben th' (Lcg. dalb.).<br />

(a. g. <strong>com</strong> ramos <strong>com</strong>pridos e escandentes).<br />

HAB. —Nas praias de lagos e rios.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 127<br />

Loc.—Santarém — M. R. Tapajóz— lg. do Sapucua —<br />

L. de Faro.<br />

CAR —Abundantes flores atropurpureas.<br />

CIPÓ TUIRA — ...? (Convolvulaceas).<br />

Loc.—Mandos — R. SolimOes.<br />

Me d. pop.-Adstringente; o cozimento usa-se em banhos<br />

contra a leucorrhea.<br />

CIPÓ UIRA, ou CIPÓ IRA —(Ilhas, Belem) — GUAT-<br />

TERIA SCANDENS Ducke (Anonaceas).<br />

Cipó aromatico.<br />

CIPÓ UNA —(L. de Mamahurü, de Óbidos) — ?<br />

Ind.— A raiz é um tubérculo alongado; serve para<br />

preparar uma tinta preta.<br />

CIPÓ de VAQUEIRO — (R. Tapajoz) — SABICEA AS-<br />

PERA Aubl. (Rubiaceas).<br />

Planta sarmentosa.<br />

CAR. — Folhas asperas <strong>com</strong> nervuras avermelhadas,<br />

flores tubulosas, brancas, felpudas; fructo: baga vermelha,<br />

molle, felpuda.<br />

CIPÓ VERMELHO— v. CIPO d AGUA.—<br />

CIRICÒ — (R. Tapajoz) — GUAREA PARAENSIS<br />

C. DC. (Meliaceas).<br />

Cl RI UB A — AVICEXXIA NÍTIDA Jacq. (Verbenaceas).<br />

SYX. — Siri ubá—Mangue am are/lo—Mangue branco—<br />

Guapird (G. fr.) Blak inangrove (Ingl.).<br />

(A. m.) — HA». - Predomina nos mangaes de Marajó e<br />

na parte septentrional do litoral paraense.<br />

Mad. — Pardo • escuro; para construcção civil, dormentes.<br />

D = 0,95 —O lenho é optimo <strong>com</strong>bustível.<br />

Ind. — A casca 6 rica em tannino.<br />

Me d. — Adstringente poderoso, antihemorrhagico, antidiarrheico.<br />

CIRUELA — (B. Amazonas)—BIJXCHOSIA sp<br />

(Malpighiaceas).<br />

Cultivada em toda a Amazônia.<br />

(a.) — Alini. - Fructos <strong>com</strong>estíveis.


I<br />

128 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

COATA BRANCO — (Óbidos)<br />

0 Mad. — Branca, leve.<br />

COATA-QUICAUA — (Óbidos) — PELTOGVNE PÂ-<br />

NICO LATA Benth. í Leg. caesalp.).<br />

SYN.- Pão fervo (Cearenses, por confusão <strong>com</strong> a caesalpinia<br />

ferrea, ou jucá) — Pdo mulato da I. f (Manáos).<br />

(A. g)—HAB. - Mattas da T. f.<br />

Mad.—Castanho -avermelhado escuro, virando ao roxo<br />

escuro e. <strong>com</strong> o tempo, ao preto; muito dura. resistente, inputrescivel;<br />

excellente para construcção civil, estacas, segeria,<br />

dormentes. D = 1,20.<br />

COATÁ-QUICAUA — (Macapá — Almeirim — Monte<br />

Alegre ) — PELTOGVNE PARADOX A Ducke ( Leg.<br />

caesalp.).<br />

(A. g.) — Nas collinas, de Macapá até Mte. Alegre.-Estende<br />

seus ramos ferteis flexíveis acima da matta—Coatáquiçáua<br />

= rede de coatá, em L. g.<br />

Mad.- Madeira cinzenta violacca; no mais semelhante<br />

á precedente.<br />

COCA— v. IPADÚ.—<br />

COCO de COTIA — v. CUMARU-RANA.— ( C ouepia<br />

COEIRANA — CESTRUM POEPPIGII Steudt. (Solanaceas.<br />

(a ) — SYN. - Coerana.<br />

Med. pop — Fructos suspeitos — Folhas emollientes, sedativas.<br />

antispasmodicas (em cataplasmas e em banhos),<br />

contra os rheumatismos, contra a dificuldade de urinar<br />

(banhos) e contra diversas affeçòes cutaneas; antihemorrhoidarias<br />

(em banhos).<br />

COEIRANA— CESTRUM SALICIFOLIUM Kunth.<br />

(Solanace^s). #<br />

(a.)—CAR.-Extremamente fétida.<br />

Med. pop. - As folhas são parasiticidas e sedativas<br />

Bom eliminador de bilis nas congestões do fígado. (A. Matta).—Uso<br />

interno perigoso, contendo um principio tóxico.<br />

t


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 129<br />

COENTRO de CABOCLO — ERYNGIUM FOETIDUM<br />

(Umbelliferas).<br />

(Pl. h.) — CAR. -Toda a planta (princip. a raiz) tem<br />

cheiro forte e desagradavel.<br />

Med. pop. — Diurético, antihydropico; antidoto do veneno<br />

das cobras ().<br />

COLA ou KOLA— COLA ACUMINATA R. Br.<br />

(Sterculiaceas).<br />

Origin. da Africa — Acclimada, mas raras vezes cultivada<br />

na Amazónia.<br />

(A. m.) Med. - Os fructos (nozes de cola) são excitantes,<br />

aromaticos e estomachicos.<br />

COLHER I)E VAQUEIRO — v. FOLHA LARGA verdu -<br />

deira.<br />

COMADRE de AZEITE — OM PH A LEA DIA N D R A<br />

Aubl. ( Euphorbiaceas).<br />

SVN.—Castanha cayaté — Cayaté—Cast. caeté (Amazonas)—<br />

draine de /'anse. Liane papaye, Oiiabé ou Omp/ialier,<br />

na G. fr.<br />

(Cip. g.)—HAH. - Terrenos argillosos alagadiços.—Toda<br />

a Amazónia.<br />

bui.—Fructo espherico, de 10 a 14 cm. de diam., amarei<br />

lo, dchiscente, contendo 3 a 4 sementes cujas amêndoas<br />

são oleaginosas, dando 67 ° o de oleo claro, ambreado,<br />

excellente para a illuminação, a saponificação e a lubrificação<br />

das machinas delicadas — Safra : fevereiro a julho.<br />

Mim.— A massa branca que envolve as amêndoas é<br />

<strong>com</strong>estível e também as amêndoas, tendo o cuidado de separai-<br />

a radicula e os cotyledones que são purgativos. O<br />

oleo torna-se <strong>com</strong>estível pela ebullição.<br />

Med.—O oleo pode substituir o oleo de ricino <strong>com</strong>o<br />

purgativo, tendo a vantagem de não ter nem cheiro, nem<br />

sabor e de ser menos viscoso.<br />

COMANDA — v. C UM ANDA.— •<br />

• •<br />

COMANDA-ASSÙ — (B. Amazonas) — v. ACAPU-<br />

KANA (Campsiandra laurifolia).<br />

r


(<br />

130 A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

COMANDATUBA — HIRTELLA MARTIANA Hk.<br />

(Rcfsaceas), no Pará (?) e no Sul.<br />

(A. m.).<br />

Ind.—Casca adstringente; pode servir para cortume.<br />

Alim.- Fructo <strong>com</strong>estível.<br />

COMANDATUBA-MIRIM — (Amazônia) — HIRTEL-<br />

LA BRACTEATA Mart. e Zucc. (Rosaceas).<br />

(A. p.). .<br />

Ind — Casca adstringente.<br />

COMER de ARARA — (Almeirim) — v. JUTAHY PO-<br />

ROROCA.—<br />

COMPADRE de AZEITE—(Ilhas)—ELAEOPHORA<br />

ABUTAEFOLIA Ducke (Euphorbiaceas).<br />

(Cip.) - Loc. - Belem—Ilhas—Macapá—R. Xingu.<br />

Ind. — Fructo volumoso, de 8 a 11 cm. de diâmetro,<br />

<strong>com</strong> 4 gomos e arestas salientes — As amêndoas contem<br />

42°/o de oleo amarello, de cheiro desagradavel, que se solidifica<br />

somente na temperatura de (— 17°).<br />

CONABI — CLIBADIUM SURINAMEXSE L. (Compostas).<br />

SYN.— Couaambi (G. fr.) — Tinibô.<br />

( a.) — Loc. - Barcarena.<br />

CAR.—Flores de cheiro penetrante e desagradavel.<br />

Ind. — Toxico — Usam-se os galhos e as folhas para<br />

"tinguijar" peixe.<br />

CONABI —PHYLLANTHUS COXAMI (Aubl.) Muell.<br />

Arg., = COXAMI BRASILIENSIS Aubl. (Euphorbiaceas).<br />

( a.).<br />

SYN .—Cona mi • Pa rd — Conambi — Timbó.<br />

CAR.— Flores de cheiro penetrante e desagradavel.<br />

Ind—Toda a planta serve para "tinguijar" peixe.<br />

Med.—Raiz diurética e narcótica; a infusão é utilisada<br />

nas moléstias das vias urinarias.<br />

CONAMI — BAJLLIERIA ASPERA Aubl. (Compostas).<br />

SYN. —Conaaii franc (G. fr.)- Timbó— Tingal.<br />

CAR. —Flores brancas, folhas asperas, cheiro de aipo.<br />

Ind.— Toxico — Serve para "tinguijar" peixe.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 131<br />

CONDURU de SANGUE —(Conceição de Araguaya)v.<br />

MUIRAPIRANGA.—<br />

CONGONHA — (de Goyaz) — ILEX AFFINIS Gardn.<br />

(Aquifoliaceas).<br />

(a. g.).<br />

Alim. — Substitue a herva-niaíe; a infusão das folhas<br />

é tônica, diurética, alimentar, digestiva.<br />

CONTRA-COBRA — AEGIPHIL A S ALUT A RIS<br />

H. B. K. (Verbenaceas).<br />

Loc.—Amazonas.<br />

CAR.—'I oda a planta É fedorenta.<br />

Med. pop. — Passa por antídoto poderoso do veneno<br />

das cobras.<br />

CONTRA HERVA — v. CAAPlÀ.—<br />

COPAHYBA — (Alto Tapajóz) — COPAIFERA MUL-<br />

TIJUGA Hayne (Leg. caesalp.).<br />

SVN.—Copahyba marimary (Sta. Julia e Mauhés)—Copahyba<br />

angelini (Mauhés).<br />

(A. gO — HAB. - Matta de T. f.<br />

Loc.-A. e M. Tapajóz — R. Tocantins — Serra de Parintins—M.<br />

R. Madeira —R. Solimões.<br />

Mad.—Textura analoga a do cedro, pardo - amarellado<br />

<strong>com</strong> linhas onduladas castanho claro, quasi branco, fibrosa,<br />

mas não diflicil de se trabalhar, cheirando a cinnafina.<br />

Med. — Oleo abundante, muito liquido e claro, de cheiro<br />

mais agradavel do que o oleo das outras variedades; é<br />

a especie que predomina no mercado de Manáos.<br />

COPAHYBA MARIMARY — (E. do Pará) — COPA-<br />

IF ERA R ETIC U L A T A Ducke (Leg. caesalp.).<br />

SYX.—Copahyba mariniary (R. Trombetas)—Copahyba<br />

jutahx (Mauhés).<br />

Loc.—Óbidos—Alcobaça R. Tapajóz— R. Xingu — R.<br />

Cuminá-mirim—R. Solimões —R. Purús.<br />

Mad. — Analoga á precedente. — Cheiro resinoso.—<br />

D * 0,72.<br />

Med.—E' a copahybeira que dá a maior parte do "balsamo<br />

de copahyba' do Pará; o oleo-resina é grosso, de<br />

t


I<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

côr castanho amarellado, de cheiro forte e desagradavel,<br />

sabttr acre e amargo; é um excellente antiblennorrhagico;<br />

emprega - se nas gonorrheas agudas e chronicas, nas leucorrheas<br />

e, também, na bronchorrea. — Applica-se nas feridas<br />

<strong>com</strong>o detersivo e cicatrizante e contra a psoriasis.<br />

COPAHYBA BRANCA — (Foz do R. Jutahy) — COPA-<br />

IFERA GUIANENSIS Desf. (Leg. caesalp.).<br />

(A. g.)—HAB. - Na margem dos igapós.<br />

Loc. —R. .Iutahy-R. Negro (frequente em S. Izabel).<br />

Mad. — Madeira branca, de cheiro agradavel de cumarina.<br />

COPAHYBA CU IA RAN A — (Mauhés) — COPAI FERA<br />

GLYCYCARPA Ducke (Leg. caesalp.).<br />

SY.W - Copahvba preta (R. Tapajoz).<br />

(A. G.) -- HAB.-Na T. f. alta.<br />

Loc. -Mauhés-M. R. Tapajoz — M. R. Xingu - R. Ma<br />

deira.<br />

CAR.— O frueto é uma vagem ellipsoide que se abre<br />

em duas volvas lenhosas, parecidas <strong>com</strong> pequenas "cuias".<br />

Mad. — Branco, pardacento.<br />

Med. — Balsamo pouco abundante, espesso, viscoso,<br />

muito escuro.<br />

COPAHYBA JUTAHY— v. COP AI IY BA RANA.—<br />

COPAHYBA PRETA — (R. Taoajoz) — v. COPAHYBA<br />

CUIARANA.—<br />

COPAHYBA-RANA — (Santarém — Óbidos) — COPA-<br />

IFF. RA MARTI I Hayne (Leg. caesalp.).<br />

( A. m. ou g.)— Na T. f. arenosa do B. Amazonas.<br />

,. ~ Copahyba jatahy (Óbidos) — Jutahy pororoca<br />

(Mte. Alegre). •<br />

Mad—Vermelho escuro, oleosa, dura, absolutamente<br />

Ano 01 ' excellente para esteios, estacas, dormentes.—<br />

I) — (),Vo.<br />

Med.—Dú., em pequena quantidade, oleo liquido e claro.<br />

• •<br />

COPAHYBA-RANA — (A. rio Negro) — EP E R 4J \<br />

PURPUREA Benth (Leg. caesalp..<br />

SYN.— Yebaro (A. R. Negro).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 133<br />

( A. g.) — CAR. - Notável quando coberto de flores<br />

roxo purpureo esplendidas. #<br />

Mad. — Muito resinosa, mas não fornece balsamo.<br />

COPA IA — v. M ARU PÁ FALSO.—<br />

COPUDA — (Marajó) — LICANIA PARINARIOIDES<br />

Hub. (Rosaceas).<br />

SYX. — Cutimandioca ( R. Capim) — Pajurd-rana (R.<br />

Tapajoz).<br />

( A. p.) — I IAB.- Praias e campos arenosos.<br />

Loc.— R. Jamundá — R. Mapuera — R. Trombetas —<br />

R. Tapajoz — R. Capim — Cametá — Marajó.<br />

CAR.— Copa escura, de folhas largas.<br />

Ind.— Sementes oleaginosas.<br />

Alim.— Sementes <strong>com</strong>estíveis.<br />

COPUDA MIÚDA — (Marajó) — LICANIA<br />

(Rosaceas).<br />

CO QU IDA — (R. Negro) — SWARTZIA CHRYSAN-<br />

THA Harb. Rodr. (Legum. caesalp.).<br />

(A. p.) - HAB.-Igapó da T. f.—Commum no R. Negro.<br />

Med. f>o/).— Cozimento para banhos contra a amenorrhea<br />

e a dysmenorrhea.<br />

COQUILHEIRO — (Óbidos) — PROT1UM spec.<br />

( Burseraceas ).<br />

Svx. - Sucurubeiro — Sucuriuba — Pdo de pombas —<br />

Breu preto.<br />

(A. g.) — HAB.-Na T. f.<br />

COQUILHO— v. CUMARU-RANA (Couepia).<br />

COQUILIIO— (Marajó) — CANNA GLAUCA Rose.<br />

(Cannaceas), v. HERVA DOS FERIDOS.—<br />

COQUIRANA — (B. Trombetas, L. de Faro, Juruty<br />

velho) — ECCLINUSIA BALATA Ducke (Sapotaceas).<br />

(A. m. ou g.) —SYN.- Ukukirana ( L. g.) ou Ucuquirana<br />

( Manáos) — Balata (R. Içá ) — Abi ura na \ R. Erepecuri».<br />

HAB. — Em mattas humosas, não inundadas mas húmidas,<br />

e, ás vezes, um pouco paludosas, ao longo dos igarapés.


134 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Loc. - Juruty Velho - R. Erepecuru - R. Trombetas,<br />

(Cax. Porteira) — R. Jamundá (Cab. Infiry) — Manáos -<br />

Borba — B. rio Içá — Tonantins.<br />

bid. - O latex dá uma pseudo-balata de qualidade regular,<br />

contendo cerca de 40 °/o de gutta.<br />

COQUIRANA BRAVO — (Manáos) — ECCLINUSIA<br />

SPURIA Ducke (Sapotaceas). .<br />

(A. M.)- HA».- Mattas não inundadas (Manaos — K.<br />

Tarumá).<br />

CAR.—Latex pouco abundante.<br />

bid. — O leite nAo é aproveitado.<br />

CORAÇÃO de BOI — ANONA RETICULATA L.<br />

(Anonaceas). — Orig. das Antilhas.<br />

( A. p. de 5-8 m.).<br />

SYX. — Fructa de Conde — Araticú — Uichiman ou Corosso/<br />

sauvage (G. fr.).<br />

Alim — Fructos globulosos de casca amarello-castanho<br />

ou amarellado, massa branca ou avermelhada, de sabor e<br />

perfume menos agradavel do que a ata, um pouco enjoativos.<br />

CORAÇÃO de NEGRO — (Breves) — v. MUIRAPA -<br />

XI UB A (Cassia adiantifolia).<br />

CORACÃO de NEGRO — ( Monte Alegre ) — v.<br />

ARAPARY da TERRA FIRME.—<br />

CORAÇÃO dc NEGRO — ( E. do Maranhão ) — v.<br />

MEMBY.—<br />

CORAÇÃO de NEGRO — ( R. Xingú ) — CASSIA<br />

SCLEROXYLOX Ducke (Leg. caesalp.).<br />

Svx.—Muirapixuna


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 135<br />

Loc.— R. Branco de Óbidos—R. Cuminá— Faro.<br />

Mad. — Vermelho • escuro, <strong>com</strong> largas manchas ca


I<br />

136 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _<br />

CORÈ-MIRÀ— (Faro) — v. PAO CABOCLO.—<br />

COREOPSIS — COREOPSIS TINCTORIA (Compostas).<br />

— Origin. dos E. Unidos.<br />

(PI. h.).<br />

Oyn. — Flor para jardins.<br />

COROA de ESPINHOS — (Óbidos) — SM ILAX, var.<br />

esp. (Liliaceas).<br />

(Cipó).<br />

COROA de FRADE - MELOCACTUS iXERVI (Cactaceas).<br />

Loc. - Campos geraes do R. Erepecuru.<br />

COROATÀ — v. CURAUA —<br />

COROATÀ, ou CARAGUATÁ - v. GRAVATA de GAN-<br />

CHO.—<br />

CORONHA—(Cearenses)— v. ESPONJEIRA (Acacia<br />

farnesiana).<br />

CORTA-ASTHMA — PSYCHOTRIA TOXICA A. St.<br />

Hil. (Rubiaceas).<br />

SYN — Asier à Vastlime (G. fr.).<br />

Meã. pop.— A infusão das folhas passa por antiasthmatica,<br />

sendo que em dose elevada produz symptomas de envenenamento.<br />

CORTIÇA — v. PENTE de MACACO ( Apeiba tibourbou).<br />

CORTIÇA — v. ARATICÚ do BREJO—<br />

CORTIÇA — (Marajó e Belem) —v. PARICASINHO.—<br />

CORTICEIRA — (Belem) — PTEROCARPUS DRACO<br />

L. (Legunj dalb.). #<br />

SYN. - Mututy (greves) - Tinteira (Belem). .<br />

T m " ni ' " , ' ltoral e igapós do estuário.<br />

Loc.— Belem - Collares — Aramá -Gurupá —Bragança<br />

— Prequente nos mangaes do litoral.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 137<br />

CAR. — Vistosos racimos de flores amarellas alaranjadas.<br />

•<br />

Intl.— A casca e o alburno sào leves e retractis, podendo<br />

servir para fazer rolhas.<br />

Med.— Das incisões da casca escorre um liquido vermelho<br />

de sangue, limpido, cujas gottas coagulam-se e constituem<br />

o "sangue de drago", sang-dragon em Fr., resina<br />

empregada <strong>com</strong>o adstringente.<br />

CORTICEIRA do CAMPO — v. PARICASINHO.—<br />

COSMOS — ( Compostas ).<br />

( PI. h. ).<br />

Orn. - Flor para jardins.<br />

COSTUS PULCHRIFLORUS Ducke (Zingiberaceas<br />

).<br />

Origin. de Alcobaça {R. Tocantins).<br />

CAR.—Flor vermelho-salmão vivo, muito bonita, alta<br />

de 30 a 40 cm.<br />

F •<br />

COTO-COTO — (Nas fronteiras boliviana, peruana e<br />

colombiana ) — PALICOUREA DENSIFLORA Mart.<br />

(Rubiaceas) = RUDGEA V1BURXOIDES Benth.<br />

SY.W— Tangaracd-assú — Congonha de gentio e Cha<br />

de bugre, no Sul.<br />

Med. pop. ( Raiz e casca) - Contra a diarrhea, o rheumatismo,<br />

a gotta. os suores nocturnos dos tisicos.— Depurativa.—Contem<br />

os alcalóides: Cotoina e Paracotoina.<br />

Orn. - Planta muito ornamental, para jardins.<br />

COUVE — BRASSICA OLERACEA L. (Cruciferas.)<br />

— Origin. da Europa occidental e meridional.<br />

Alini. — Cultivam principalmente as couves verdes, as<br />

couves gallegas e a couve tronchuda; durante a estação<br />

secca pode se obter também pequenos repolhos, importando<br />

as sementes í c. Coração de boi e c. Joanet); a couve flor e<br />

a couve de Bruxellas desenvolvem-se mal e produzem pouco;<br />

o mesmo se dá <strong>com</strong> a couve-rabão ; a couve-nabo ( Brassica<br />

campestris L.) é de cultura mais fácil. #<br />

* COUVE da CHINA— BRASSICA CHINENSIS L.<br />

(Cruciferas).—Origin. do Extremo-Oriente.<br />

SYX.— Pé- 7sai. e a variedade inferior Pak-choï.<br />

c


138 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mm.— Legume excellente; cresce rapidamente ( 2 a 3<br />

); se <strong>com</strong>e cru, em salada, ou cozido, preparado de<br />

diversos modos.<br />

CRAVINA do CAMPO, amarclla — (Marajó) —SCHUL-<br />

THESIA STENO PH Y1X A M. ( Gentianaceas ).<br />

(Pl. h.-0,18 a 0,30).<br />

SYN.— Fel da tetra - Centaurelle (G. fr.).<br />

Loc.— Nos campos altos de Marajó e do Matapi. —<br />

Encontra-se no Pará e no Amazonas.<br />

Meã. pof).— Amarga, tónica e febrífuga.<br />

Orn.— Flores bastante vistosas.<br />

CRAVINA do CAMPO, cor dc rosa — (Marajó) —<br />

SCHULTHESIA BRACHYPTERA Cham. (Gentianaceas).<br />

Como a precedente.<br />

CRAVINHO — DIANTHUS CHINENS1S L. (Caryophyllaceas).<br />

SYN.— Cravo da China.<br />

Ont.- Flôr para jardins; dá-se bem e fructifica.<br />

CRAVO — DIANTHUS CARYOPH YLLUS L. (Caryophyllaceas).-<br />

Origin. da Europa meridional.<br />

Orn.— Flôr para jardins. — As variedades que se cultivam<br />

mais facilmente são o cravo Margarita e o cravo<br />

perpetuo.<br />

E' preciso importar as sementes.<br />

CRAVO de DEFUNTO — TAGETES PATULA L. e<br />

T. ERECTA L. (Compostas).—Origin. do Mexico.<br />

( Pl. h. de 0m. 60) —Toda a planta tem um cheiro forte,<br />

desagrada vel.<br />

Ora. - Flores amarellas, ás vezes maculadas de castanho.<br />

dobradas.—As do T. patula são pequenas, as do T.<br />

erecta são maiores, amarello vivo. ( Rose d'Inde, em Fr. ).<br />

M ed.— As raízes são laxativas.<br />

CRAVO do MAxTO — v. PAO CRAVO.—<br />

CRISTA de GALLO — CELOSIA CRISTATA Moq.<br />

(Amarantaceas).— Origin. da Índia.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 139<br />

Ont. — As flores, de cores variadas, são de bello effeito<br />

nos jardins. •<br />

Ali m. — N'a índia, as folhas e os renovos são usados<br />

<strong>com</strong>o legumes.<br />

CRISTA de GALLO — (Marajó) — v. BORRAGEM<br />

BRAVA.—<br />

CROTON— CODIAEUM VARIEGATUM L. ( Euphorbiaceas<br />

).— Ongin. da índia,<br />

(a. ou A. p.) — Cultivado.<br />

0/7.'.— Folhas de colorido variado, de effeito muito<br />

decorativo.<br />

CROTON do CAMPO — CROTON CHAMAEDRY-<br />

FOLIÜS Griseb. (Euphorbiaceas).<br />

(Pl. h.).— HAB.- Commum nos logares abandonados.<br />

CROCUS — CROCUS VERNUS.<br />

(Pl. h. bulbosa).<br />

Ont — Flôr para jardins.— Numerosas variedades.<br />

CRUZ de MALTA — JUSS1AEA PILOSA H, B.. K.<br />

( Onagraceas ).<br />

( Pl. h. ).— Loc.- Marajó.<br />

/mi.— Dos fructos prepara-se uma matéria corante<br />

amarella; por maceração, toda a planta dá tinta.<br />

CRUZEIRO—EUPATORIUM ODORATUM L.<br />

(Compostas).<br />

(a) —Loc.- Boa Vista, no R. Tapajoz.<br />

CUANBÚ — v. HERVA PICÀO.— i<br />

CUANDÙ — v. GUANDU.—<br />

CUAXINGUBA — v. CAXINGUBA.—<br />

ÇUBÍU —SOLANUM SESSILIFl^ORUM Dun (Solanac^as).<br />

( a. ) — Loc. - Pará e Amazonas.<br />

Alim. — Os fructos são bagas polposas; servem para<br />

fazer conservas e doces.<br />

o<br />

• • s


I<br />

140 A AMAZÔNIA BRASILEIRA _<br />

CUBÍU — v. FAO I)E CUBIU.—<br />

CUCÍJRA - v. MAPATY.—<br />

CUIA de MACACO - JUGASTRUM OBTECTUM<br />

Miers. (Lecythidaceas). .<br />

(A. p.)—SYN. - Pdo de macaco—Cmarana.<br />

HAB.—Commum nas cabeceiras cios lagos <strong>com</strong> aguas<br />

estagnadas.<br />

Loc.— R. Trombetas-Óbidos—Faro.<br />

CUIARANA — (Marajó e litoral) — v. CINZEIRO.—<br />

CUIARANA — v. CUIA de MACACO.—<br />

CUIARANA — (Santarém) — v. MIRINDIBA. (Buchenavia<br />

grandis).<br />

CUIEIRA — CRESCENTIA CÜJETE L. (Bignoniaceas).<br />

SYN.—Cuité.<br />

(A. p.)—Loc. - Cultivada em toda a Amazônia.<br />

In d. — Os fructos sAo globulosos, podendo attingir 25<br />

cm. de diâmetro.—Da casca, dura e resistente, fazem-se diversos<br />

utensilios domésticos (cuias).<br />

Med. pop. - A polpa dos fructos é purgativa; quando<br />

verde, misturada <strong>com</strong> assucar, usa-se internamente <strong>com</strong>o<br />

febrífuga e expectorante; quando madura é usada em cataplasmas<br />

<strong>com</strong>o emolliente.<br />

CUITE — V. CUIEIRA.—<br />

CUJUBA — (R. Tapajoz) — AC ACI A GLOMEROSA<br />

Benth. (Legum. mim.).<br />

CUJUMARY AYDENDRON CUJUMARY Meissn.<br />

(Lauraceas).<br />

(A.).<br />

Mad.-Madeira para construcções civis e navaes; marcenaria.<br />

o ~ — As artlbndoas silo aromaticas e oleaginosas,<br />

semelhantes ás de puthuri. - Casca e sementes excitantes,<br />

ato^a imesfina^ eStlVaS ' bÔaS -appetencia e


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 141<br />

CU JU MA R Y-R A NA — v. LOURO TAMANCO.—<br />

CUMA — v. SORVA PEQUENA.—<br />

CUMÀ-ASSÚ— v. SORVA GRANDE.—<br />

CUMÀ-CAÀ — ELCOMARHYZA AMYLACEA Barb.<br />

Rodr. (Asclepiadaceas).<br />

SYN. — Camacá.<br />

(Cip.)— Loc. -1. de Marajó — Manáos.<br />

Me d.—O sueco leitoso da planta é empregado <strong>com</strong><br />

successo para curar o pterygion (carne crescida, nos olhos);<br />

este succo e a fécula resinosa (cumacaina) extrahidos das<br />

raizes, deram resultado contra as ulceras dos paizes quentes<br />

(leishmanioses). — O principio activo é a El<strong>com</strong>arhysina<br />

(A. Matta) que tem uma acção destruidora sobre os tecidos<br />

de neo-formação.<br />

CUM AC A-1 — LOPHOSTOMA CALOPI1YLLOIDES<br />

Meissn (Thymelaceas).<br />

(Cipó grande).<br />

HAB.—Mattos pantanosos de Beiern e das Ilhas.<br />

CAR.—Notável pelos seus paniculos de flores brancas<br />

esverdeadas, muito odoríferas.<br />

Ind. — Os fructos contêm uma amêndoa oleaginosa —<br />

oleo: 34°/o do peso dos fructos, ou 53° o do peso das amêndoas<br />

seccas (56,õ°/o pelos solventes).<br />

Med. pop. — O cosimento das folhas contra as caspas<br />

e a queda do Cabello.<br />

CUMAHY— v. MOLONGÓ.—<br />

CUMANDÀ-ASSÙ — (Rio Negro) — CAMPSIANDRA<br />

LAU RI FOLIA Benth. (Legum.) v. ACAPU'- RANA —<br />

CUMANDATlÁ — LABLAD VULGARIS Pinson (Legum.<br />

pap.) = DOLICHOS LABLAD L.<br />

Origin. da Africa tropical.<br />

(PI. h. trepadeira). — Cultivada. #<br />

Ali/n. Vagens verdes e feijões maduros, <strong>com</strong>estíveis.<br />

CUMANDÀ-Y — (R. Tapajoz) —SECURIDACA VO-<br />

LUBILIS L. (Polygalaceas).<br />

c


(<br />

142 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CUMARU — COUMAROUNA ODORATA Aubl., =<br />

DI l TER IX ODORATA Willd. (Leg. dalb.).<br />

SYN. -Fève tonka e Gaiac em G. ir.-Cumbari (L. g.)<br />

—Muirapagé.<br />

Mad —Castanho amarellado escuro.--Compacta, muito<br />

dura, de cheiro agradavel de cumarina, diflicil de se trabalhar,<br />

imputrescivel; para ebanisteria, construcção naval,<br />

moitões, dormentes, carroçaria e eixos de moinhos.—D=l, 10.<br />

(A. g)-HAB. - Matta da T. f.—Em toda a Amazônia.<br />

Zn d.—As amêndoas (favas) dos fruetos têm um aroma<br />

delicioso e são utilisadas em perfumaria (Cumarina). — Extrahe<br />

se delias um oleo amarello claro, perfumado, que se<br />

altera rapidamente ao contacto do ar.-O frueto inteiro tem<br />

5-7 cm. de <strong>com</strong>prim.<br />

Med. — A tintura das favas é antispasmodica e tônica.<br />

—E' um moderador dos movimentos cardíacos.<br />

CUMARU FERRO — (R. Acre) — CO UM A ROUX A<br />

FERRE A Ducke (Leg. pap. dalb).<br />

(A. G.)-CAR.-AS amêndoas são parecidas <strong>com</strong> as do<br />

"Coumarouna odorata", mas inodoras e <strong>com</strong>estíveis.<br />

Mad.—Madeira muito dura.<br />

CUMARU — (Faro, Óbidos, R. Trombetas, Gurupá, E.<br />

do A mazonas — Mauhés) — CO UM A RO UN A PO L Y-<br />

PHYLLA. (Hub.) Ducke (Leg. dalb.) = DI PTE RYX<br />

POLYPHYLLA Hub.<br />

(A. g. ou A. G.).<br />

SYN\— Camar úrana da t. f. (Mauhés).<br />

CAR.— A copa cobre-se de llores de um bello roseo<br />

vivo.<br />

Mad.-O cerne é pardo escuro, pesado, duríssimo.<br />

Ind.— Fruetos menores: 4 cm. de <strong>com</strong>prim. inodoros.<br />

%<br />

(OWdos,Paro,R. Trombetas) — COUMA-<br />

# R T 0Ü NA ODORATA,<br />

(Leg. dalb.).<br />

var. TETRA PHYLLA Spruce r<br />

Mesmas propriedades que o Coumarouna odorata.<br />

CUMARU cie CHEIRO - TORRESIA...<br />

( Leg. pap. soph.).<br />

(A. g.).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 143<br />

SYN.— Imburana de cheiro.<br />

CAR.—Todas as partes tem cheiro de cumarina. •<br />

Mad.— Branco-pardo-roseo; para marcenaria. — D =<br />

0,62.— Manchada de vermelho ao contacto da agua e virando<br />

ao amarello avermelhado claro.<br />

CUMARÚ-RANA — T A R A LEA O P P O SITIFO LI A<br />

Aubl. = DIPTERYX OPPOSITIFOLIA Willd. - (Leg. pap.<br />

gal.).<br />

SYN.— Tarale ou St. Martin gris, da G. fr.<br />

( A. g. ou m.). — Hab.- Nos igapós.<br />

Loc. - Estuário — M. rio Tapajoz — R. Xingu — Bragança<br />

— A. Amazonas.<br />

CAR.—Flores em bellos paniculos roxos, de cheiro<br />

agradavel que se espalha longe.<br />

Mad.— Brancoamarellado, dura, pesada e <strong>com</strong>pacta.<br />

Ind.-O fructo é uma fava grande, dehiscente; as<br />

amêndoas sAo inodoras, oleaginosas; o oleo é verde amarello<br />

escuro.<br />

CUMARÚ-RANA — ? (Rosaceas).<br />

SYN. - Castanha de a ata — Castanha de macaco—Coco<br />

de cotia - Coquiüo.<br />

Duas qualidades: a mais interessante provém do Alto-<br />

Amazonas; os íructos, ovoides alongados, tem 9 a 10 cm./<br />

5 a 6 cm. — e encerram uma grossa amêndoa branca que<br />

dá60°/ode oleo incolor, brilhante, inodoro.—No B. Amazonas,<br />

ha uma variedade menor, de 6 a 7 cm./4 cm.<br />

CUMARÚ-RANA — (R. Acro) — v. MUIRAJUBA.—<br />

CUMARÚ-RANA da V ARZE A (Óbidos) — v. ANDIRÁ-<br />

UCHY.—<br />

CUMARU de RATO — (E. de Ferro de Bragança) —<br />

AMPHIODON EFFUSUS Hub.- í Leg. pap. gal. ).<br />

A. P.)-HAB.- Matta da T. f.<br />

^oc.— Bragança — Santarém - R. Xingu — Itaituba —<br />

Cuminá-mirim.<br />

Mad. — Cor de laranja viva, teciil^» fino.<br />

• CUM ATE — (Serra de Paranaquára) — MAÇAI REA<br />

VISCOSA Ducke (Melastomaceas ).<br />

(A. p.) —HAB.- Em terrenos frescos.<br />

ê


144 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad.- Ruivo-violaceo. — Muito dura.<br />

» Ind.— A casca dá tinta preta.<br />

0,,L— Arvore de ornamento, para parques.<br />

CUMATE — (Manáos) — MYRCIA ATR A MENTI-<br />

FERA Barb. Rodr. (Myrtaceas).<br />

(A. m.) —Loc.- Manáos - B. Amazonas.<br />

Mad.— Escura, rija.<br />

Ind.— Com a casca prepara-se uma tinta roxo-escuro,<br />

virando ao preto pelo ammoniaco, solida, servindo de mordante<br />

para tingir as cuias <strong>com</strong> urucü, carajurú,<br />

ou simplesmente em preto brilhante.— A tinta extrahida<br />

da casca ó muito vizinha da do "cacluí" (do Acacia catechú,<br />

da índia), bastante empregada na tinturaria (A. Callier<br />

-M. C. R- 1930).<br />

CUMATÊ— (Faro) — v. ACHUÁ.—<br />

CUMATE — (Gurupá) — M ACA IR E A G L A B R ES-<br />

CENS Pilg. (Melastomaceas).<br />

(A. p.)—Loc.- Nos campos de Faro — em Gurupá —<br />

Manáos.<br />

Mad.— Vermelho-castanho-violaceo.— Grão íino, dureza<br />

media, trabalhando-se bem.— D = 0,90.<br />

Ind.— A casca dá tinta preta.<br />

CUMATERANA — (R. Tapajoz) — MYRCIA sp<br />

(Myrtaceas).<br />

CUNABI — ICHTHYOTHERA CUNABI Mart. (Compostas<br />

).<br />

(PI- h. >7 Loc.- Campos firmes do B. Amazonas.<br />

CAR.—Toda a planta tem um cheiro forte e désagradavel.—<br />

Toxica (Dr. J. B. de Lacerda ). —Serve para "tinguijar<br />

o peixe.<br />

CUMEEIRA — (Santarém) — v. ARAPARY da TERRA<br />

I' III ME.—<br />

CUMINHO BRAVO — PECTIS ELONGATA H. ft. K.<br />

( Compostas ).<br />

Loc.— Nos campos de Marajó — Prainha.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 145<br />

CUNURY — OUNURIA SPRUCEANA Baill. (Euphorbiaceas).<br />

•<br />

(A. G.) — Loc.- No alto R. Negro.<br />

CAR.— Enormes sapupemas.<br />

Alim.— Os fruetos sào parecidos <strong>com</strong> os da seringueira;<br />

as amêndoas são amargas e tidas <strong>com</strong>o venenosas;<br />

cs Índios as <strong>com</strong>em cozidas (A. Ducke).<br />

CUPAUBA — (Furos) — v. COPAIIYBA.<br />

CUPIUBA — GOUP1A GLABRA Aubl. (Celastraceas).<br />

(A. g.)—HAB. - Matta da T. f. em terreno arenoso.<br />

Loc. —Bolem - Gurupá — B. Amazonas.<br />

\lcid—Vermelho - castanho claro — dureza media, muito<br />

fácil de se trabalhar; exhala um cheiro desagradavel de<br />

cupim * principalmente quando molhada — Marcenaria, dormentes.<br />

D = 0,88.<br />

CUPUAHY — THEOBROMA SUBINCANÜM M.<br />

(Sterculiaceas).<br />

HAB. — Frequente em toda a Amazônia, na T. f. húmida.<br />

(A. p.) — Alim. - Fructo de lOcm./ócm.; serve para<br />

doces e <strong>com</strong>potas <strong>com</strong>o o cupú-assú, mas sem perfume—Sementes<br />

<strong>com</strong>estíveis, inferiores ás do cacáo.<br />

CUPÚ-ASSÚ — THEOBROMA GRANDIFLORUM<br />

(Spreng.) Schum. (Sterculiaceas).<br />

(A. p.)—HAB. - Matta da T. f.<br />

Loc.—M. R. Tapajóz—R. Xingu—Alcobaça-B. Amazonas—Bragança—Ourem—Alto<br />

R. Anapú (muito abundante<br />

e variedade de fruetos muito grandes).<br />

Ind. — As sementes dão 48 %> de gordura branca analoga<br />

á manteiga de cacáo.<br />

Alim.—Fruetos ellipticos grandes (24/12 cm.), pesando<br />

de 1 a 1,5 kgr. — Casca dura, lenhosa, de côr castanho<br />

escuro. A polpa que envolve as sementes é abundante e<br />

exhala, quando madura, um aroma agradavel; serve para<br />

preparar deliciosos refrescos, sorvetes,# <strong>com</strong>pota — Com as<br />

sementes pode-se fazer chocolate.<br />

CUPU-ASSÜ —(Alto Amazonas brasileiro)—v. CACAO<br />

do PERU'.


\<br />

14(J A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CUPU-ASSÚ-RANA ou CUPU-RANA — (Estuário) —<br />

MTTISIA PARAENSIS Hub. (Bombaceas).<br />

(A. p.) - Loc.- Ilhas de Breves até Gurupá.<br />

— Fructo de mais de 0m.20 de <strong>com</strong>pr.<br />

friãd.— Branca e molle; para pasta de cellulose.<br />

íud. — \ casca dá uma fibra muito resistente, para<br />

cordoaria. O fructo, não <strong>com</strong>estível, contem numerosas sementes<br />

envoltas numa espessa camada lanuginosa de libras<br />

curtas e moiles; estas amêndoas dão 24,6 %> de um oleo<br />

amarello viscoso que somente se solidilica a uma temperatura<br />

inferior a ( — 15°).<br />

CUPU-ASSU-RANA — (Alto Amazonas) — MATISIA<br />

LASIOCALYX Schum. (Bombaceas).<br />

CUPUDA — v. COPUDA.—<br />

CURACY — (Manáos) — v. RABO DE ARARA.-<br />

(Belem).<br />

CURARE — v. URARI.—<br />

CURAUA — ANANASSA (Bromeliaceas).<br />

(PI. h.) -Matta de T. f., em terreno arenoso.<br />

CAR.-16-25 Folhas estreitas (4 5 cm.), longas de 2m.,<br />

sem espinhos lateraes.<br />

Ind. — Por maceração ou raspagem, extrahem-se das<br />

folhas fibras brancas, <strong>com</strong>pridas, de uma resistencia extraordinana.<br />

usadas, no interior, para a fabricação de cordas<br />

para redes e para arcos<br />

Mim.—O fructo é um pequeno ananaz (8 cm /5,5 cm.),<br />

amarello quando maduro — Na ponta do fructo, e não na<br />

base, os filhos em numero de 20-25, formam um volumoso<br />

bouquet.<br />

CURCUMA-CURCUMA TINCTORIA Gubi. Uingiberaceas).—Origin,<br />

da Asia Meridional.<br />

(* n. )•


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 147<br />

Ind.— A raiz (rhizoma) dá tinta amarella própria para<br />

tingir productos de alimentação, vernizes, papel. — Serve<br />

<strong>com</strong>o reactivo dos alcalis.<br />

CURICIUBA = CURUCIUBA — ?<br />

Loc.— Santarém — Mauhés.<br />

Mad.— Dura, vermelha <strong>com</strong>o a da muirapiranga.<br />

CURIMBO da MAITA— v. CIPO CURIMBO.—<br />

CURUMI — (Pará) — MUNTINGIA CALABURA L.<br />

( Tiliaceas).<br />

( A. m.).<br />

SYN. — PdO de seda — Calabura (A. Amazonas) -r-Jtois<br />

ramier (G. fr.).<br />

HAB.— Varzea do Amazonas e terrenos argillosos elevados.<br />

Mad.— Bôa para tanoaria.—Muito leve.<br />

hid. Liber para cordas: fibras sedosas.<br />

Mim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis (bagos vermelhos).<br />

Med. pop.— Flores antispasmodicas.<br />

CURUPIRA — COUEPIA (Rosaceas).<br />

Loc. — Teffé.<br />

In d. — Fructos piriformes, de 6/4 cm., côr castanhoavermelhado<br />

escuro; encerram, numa casca lenhosa, uma<br />

grossa amêndoa oleaginosa que dá 61 °/o de um oleo muito<br />

espesso, viscoso, de côr amarelloavermelhado.<br />

CURUPITA— v. MURUPITA.—<br />

CURURU — (Óbidos) — CYLINDROSPERMA . .ANO-<br />

M A LU M (Muell. Arg.) Ducke (Apoc$*naceas).<br />

• (A. P.). ;<br />

HAB.— Matta da varzea inundada. ,<br />

Loc. — W. do E. do Pará, e até o R. Negro. i,.<br />

)


148 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Tnd __ As vergonteas, direitas e <strong>com</strong>pridas, descascando-^<br />

facilmente quando colhidas ha pouco, fendendo se <strong>com</strong><br />

regularidade e sem esforço, flexíveis, fortes, sao empregadas<br />

para fazer caniços de pescar e mesmo arcos para creanças.<br />

CURURÚ— v. CIPÓ CURURÚ.<br />

CURURÚ — (Faro) — v. POROROCA.—<br />

CÜRURU-APÈ— V. TIMBO CIPO —<br />

CUTIMANDIOCA — v. COPUDA.—<br />

CUTI MANDIOCA — LICANIA PARINARIOIDES<br />

Hub. (Rosaceas).<br />

(A. m.)—HAB. - Matta de V.-No alto R. Capim.<br />

CAR.—Copa escura; folhas largas.<br />

CUTITI, ou CUTITEIRO— v. CUTITIRIBÂ.—<br />

CUTITIRIBÀ — LUCUMA RI VICO A Gaertn. (Sapotaceas).<br />

SYN.—Cutiti—Cainilo ou jaune d'oeuf\ na G. fr.<br />

(A. g. ou m.)—HAB. - Nas mattas das restingas argillosas<br />

altas das varzeas do R. Amazonas.<br />

CAR.—Arvore muito frondosa.<br />

Mad— Para construcção, carpintaria, marcenaria. (Côr<br />

amarellada).<br />

Alim.—Fructos de côr verde, <strong>com</strong>estíveis; a massa interna<br />

parece se <strong>com</strong> gemma de ovo, é adocicada, saborosa,<br />

de cheiro forte.<br />

Med. pop. — Casca antidysenterica — A casca e as sementes,<br />

raladas e postas <strong>com</strong> agua morna ou leite num<br />

pouco de algodão, contra as otites.<br />

rPnrY»»!*^


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 149<br />

CUTITIRIBA-RANA — v. ABIU-RANA GRANDE.—<br />

C UTI UB A— ( Monte Alegre ) — v. SAPUPIRA do<br />

CAMPO.—<br />

CUTIUBA— (S. Caetano de Odivellas, Beiern) — QUA-<br />

LEA PARAE.MSIS Ducke (Vochysiaceas).<br />

(A. m.»—HAB. - Matta da T. f.<br />

SYx.—Quaruba (Gurupá).<br />

Mild. —V ermelho-pardo.<br />

CYCAS —CYCAS CIRCINALIS L. (Cycadaceas).-<br />

Origin. das Molucas e Ceylão.<br />

SYN.— Sagú das Molucas.<br />

Alim.— Os cycas contem na medula dos troncos uma<br />

fécula analoga ao Sagú (da Malasia), mas de qualidade um<br />

pouco inferior.<br />

Med.—As sementes contem um glucoside toxico a l\ikoina<br />

(Dongen—1903).<br />

O/'//.—Planta de ornamento, cultivada nos jardins.<br />

»


150


D<br />

DAHLIA —DAHLIA VARIA BÍLIS W. Desf. (Compostas<br />

) — Origin. do Mexico.<br />

(Pl. h.).<br />

Orn.— Flôr para jardins; numerosas variedades; perfeitamente<br />

acclimada.<br />

DAMIANA. — TU RN ER A DIFFUSA Willd. (Turneraceas).<br />

(a).— Med. pop.- Aromatica, cheiro e sabor de camphora;<br />

estimulante, tonico nervoso, aphrodisiaco, diurético.<br />

DEDOS de BRANCO — ALSTROEMERIA A M AZ O-<br />

N1C A Ducke ( Amaryliidaceas).<br />

(PI. h. ) —Loc.- R. Branco de Óbidos — R. Ariramba<br />

( R. Trombetas ).<br />

Oui.— As flores, de cor vermelho esverdeado, formam<br />

uma coroa na extremidade de uma haste <strong>com</strong>prida.<br />

DEDAL — v. PACARI. —<br />

DIAMBA — v. LIAMBA. —<br />

# DIAMBARANA — ( R. Tapajoz ) — COUT O U B EA<br />

R AM O S A Aublet ( Gentianaceas).<br />

( a ) — H AH.- Nas margens dos igarapés.<br />

Loc.— R. Tapajóz.<br />

ê


152 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR.— Flores purpurinas; toda a planta É muito amarga.<br />

- Med pop.— \3sada nas doenças do estomago e contra<br />

os vermes.<br />

DIRIJO v. LIAMBA. —<br />

DOURADINHA - (Marajó) — LIN DER NI A CRUS-<br />

TÁCEAS F. v. Mull. (Scrophulariaceas), = VAN-<br />

DELIA CRUSTACEA Benth.<br />

e LIN DER NI A DIFFUSA Wittst., = VANDE-<br />

LIA DIFFUSA L.<br />

SYx.—Douradinha do campo (C. do Matapi)— Orelha<br />

de rato — Papa terra — Mata ca nua ( Bahia).<br />

CAR. e HAB.—Hervas pequenas, rasteiras, do campo<br />

e logares abertos. Flores azues.— Em campos argillosos<br />

seccos.<br />

Med. pop.— Diuréticas, purgativas, emeticas, emmenagogas<br />

e antibiliosas (as folhas). — Em alta dose são venenosas.—<br />

Perigosas para o gado, principalmente para os<br />

carneiros.<br />

DOURADINHA FALSA — BYRSONIMA VERBAS-<br />

Cl FOLIA Rich. (Malpighiaceas).—v. MURUCY.—<br />

DURÀCA — ?<br />

CAR.— Uma das arvores mais altas das mattas do R.<br />

Negro ( S. Gabriel).<br />

Mad.- - Avermelhada, lembrando a da maparajuba (Inf.<br />

F J<br />

A. Ducke, 1932).


E<br />

EMBAÚBA — v. IIUBAUBA. —<br />

E M BIR AT A N H A — v. BOLOTEIRO. —<br />

EMBIRA ou ENVIRA ou ENV1REIRA —Nome generico<br />

dado ás arvores cuja parte interna da casca é fibrosa e<br />

utilisada para cordas e ligaduras.<br />

ENVIRA - (Beiern) — v. TACACAZEIRO. (Sterculia<br />

pruriens).<br />

ENVIRA — (Marajó) — v. MUTAMBA ( Guazuma ulmifolia).<br />

ENVIRA - (Marajó) — v. UACIMA da PRAIA (Hibiscus<br />

tiliaceus).<br />

ENVIRA — (R. Cuminá mirim) — v. ARATICU do<br />

Matto (Anona longifolia).<br />

ENVIRA —(E. de F. de Bragança, R. Cuminá - mirim)<br />

-ANAXAGOREA PHAEOCARPA Mart. (Anonaceas.)<br />

ENVIRA - ( Faro ) -- XYLOPf V BRASILIENSIS<br />

Sprdfig. (Anonaceas).<br />

SY.W—Inibira -Pindahiba de folha pequena.<br />

Mad.—Leve e duradoura, para jangadas.


J54 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

Ind — Dá bôas fibras para cordoaria.<br />

Mim.-Os fructos são aromáticos e podem servir de<br />

condimento em vez de pimenta (to reino.<br />

Med. pop. — Sementes carminativas.<br />

EKVIRA - (Furos) - GUATTERIA OUREGOÜ<br />

(Aubl.) Dunel. (Anonaceas).<br />

(A. g)—SYN. - Ott regou (G. fr.).<br />

CAR.-AS folhas e os fructos tem um sabor picante e<br />

um pouco aromatico.<br />

Mad.-Alvacenta, dura e <strong>com</strong>pacta, ligeiramente aromatica.<br />

Ind- Dá fibras e estopa.<br />

ENVIRA — ROLLINIA, div. esp<br />

(Anonaceas).<br />

ENVIRA — XYLOPIA BENTHAMI Rob. Frics.<br />

( Anonaceas >.<br />

( A. da T. f.).<br />

Loc.— Faro.<br />

ENVIRA — XYLOPIA FRUTESCENS Aubl. (Anonaceas<br />

).<br />

SVN.— Pindahiba - Pindduba— Jejerecú — Pimenta de<br />

gentio.<br />

(A. m.) — Loc.- Rio de Faro.<br />

Mad.— Alvacenta.<br />

Ind.— A casca dá fibras para cordoaria e estopa.<br />

Mim.—Os fructos podem substituir a pimenta do reino:<br />

as sementes são picantes e aromaticas.<br />

Med. pop.— As sementes são carminativas; a casca é<br />

picante e aromatica.— Os fructos substituem o cubeba\ as<br />

capsulas encarnadas tem um gosto acre, picante, c cheiro<br />

de terebenthina.<br />

VNRMRFA.AMARGOSA -


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 155<br />

HAB.— Nas capoeiras (Óbidos, Faro).<br />

Ind.— Madeira própria para fabricação do papel; "rendimento<br />

em cellulose 41,8 %> (A. Bastos— M. C. P. ).<br />

Alini. — Os fructos podem substituir a pimenta do reino,<br />

<strong>com</strong>o condimento.<br />

.!/


c<br />

156 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

ENVIREIRA do CAMPO — v. AÇOITA CAVALLO. -<br />

ENXERTO, ou ENXERTO de PASSARINHO — v.<br />

HERVA de PASSARINHO. —<br />

ESCADA de JABOTY — BAUHINIA SPLENDENS<br />

H. B. K. (Leg. m | • a * » / I / .<br />

SYN. — Cipó de jcibotx — Cipo escada (Cearenses) —<br />

Matd-matd (Marajó)— Cipó florão-Cipó unha de boi.<br />

(Cip.)-RIAB. -Matta e capoeira de T. f.<br />

E' a especie mais frequente — Caule achatado e <strong>com</strong><br />

curvas alternadas dando o aspecto de uma escada.<br />

Loc.— Beiern -E. de F. de Br.—R. Tocantins—Santarém—R.<br />

Tapaioz—Óbidos - Faro.<br />

Mad. — O lenho dos caules velhos e grossos é escuro,<br />

duro, apresentando, nos cortes transversaes, veias e rosetas<br />

de lindo effeito; utilisado para fabricar diversos objectos<br />

curiosos (caixas, bandejas, etc.).<br />

ESCADA de JABOTY — B A U HINIA R ü TIL A X S<br />

Benth. (Leg. caesalp.).<br />

(Cipó da T. f.).<br />

Loc.—E. de F. de Br.—Beiern—Gurupá—M. R. Xingu.<br />

ESCOVA de MACACO — COMBRETUM AUBLETII<br />

DC. (Combretaceas).<br />

(Cipó) —Loc.- Nas margens do Amazonas—Almeirim.<br />

CAK.— Magnificas llores vermelhas.<br />

ESCOVA de MACACO — v. PENTE de MACACO. —<br />

ESPADANA - (Marajó)-SAGITTARIA ACUTIFO-<br />

L1A L. t. ( Alismaceas).<br />

( PI. h.) —HAB.- NOS alagados atolantcs.<br />

A/nu. a nun. - Os cavai los <strong>com</strong>em as llores.<br />

ESPADEIRA - (R. Mapuera) - EPERUA FALCATA<br />

.\ubl. (Leg. caesalp.).— v. APA'.<br />

ESPELINA FALSA — CLITORIA GUIANEÜSIS<br />

Benth. (Leg. pap. )<br />

(PI - h > Alim. anim.' Forragem procurada principalmente<br />

pelo gado equino, mas suspeita depois da florescência.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 157<br />

Med. pof).—Raiz e sementes consideradas <strong>com</strong>o cathartico<br />

muito util nos cystites e urethrites.<br />

ESPADEIRA— (Faro)-EPERUA BIJUGA Benth.<br />

A<br />

( Leg. caesalp.). — v. IPE.<br />

Loc.— Faro — nas Ilhas — Manáos.<br />

ESPERA PRIMEIRO — (Óbidos) — OUROUPAR1A<br />

GÜIANENSIS Aubl. (Rubiaceas).<br />

SYN.—Jupindâ ( Marajó ).<br />

(Cip.)—HAB.- Commum na várzea do Amazonas e<br />

logares de solo argilloso e temporariamente inundados.<br />

CAR.—Tem ganchos em forma de unhas, de ponta acerada.<br />

Alim.— O caule dá agua potável.<br />

ESPIGA de SANGUE — H E L O SIS GÜIANENSIS<br />

Rieh. (Balanophoraceas).<br />

Planta parasita das raizes de diversas arvoras (Imbaubeiras).<br />

CAR.—Succo adstringente e stiptico; flores vermelhas,<br />

pequenas.<br />

Alim. anim — Pedunculos. procurados pelas cotias.<br />

ESPINAFRE de CAYENNA ou da GOYANA— (Amazonas<br />

)- PHYTOLACCA OCTANDRA L. (Phytolaccaceas).<br />

(a. — até 3m.) — Cosmopolita. — Invasora das plantações.<br />

Alim.— As folhas são <strong>com</strong>estíveis.<br />

Med. pop.— O succo da raiz e dos fructos verdes é<br />

purgativo.<br />

ESPINHEIRO PRETO — (Mte Alegre) — v. PARICA<br />

BRANCO<br />

. ESPINHO de AGULHA — A C A NTHOS PE R M U M<br />

XANTI 1 ION )HS DC. (Compostas).<br />

Loc. —Tesos de Maguary (Marajó).<br />

Med. pop.— Folhas e raizes amargas e tónicas.


ias A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

ESPONJA do MATTO - BOTRYTIS FOMENTARIA<br />

Mart. (Fungos). , . ,<br />

Svx - Isco do moto — Tabaco de judeu.<br />

Loc-Cabec. do Sellé (L. gr. de \ illafrança).<br />

CAR—Cogumelo em forma de grande esponja arredondada<br />

de eôr castanho-pardo, muito leve, de tacto macio,<br />

liso.— Attinge 12 a 15 cm. de diâmetro, pesando uma de<br />

11 cm. somente 10 gr.<br />

ESPONJEIRA - (Pará) -ACACIA FARNESIAXA<br />

Willd. (Leg. mim.).<br />

( A. m.) — Cultivada.<br />

Svx.—Coronha (dos Cearenses) — Cassier ( Fr.).<br />

Mad.— Amarellada, própria para segeria, construcçào<br />

civil.<br />

Ind.— A casca dá tannino.—Os fructos dão mutilagem<br />

emolliente. — Das flores extrahe-se oleo essencial para<br />

a perfumaria.— Da casca exsuda gomma.<br />

ESPONJEIRA — (Mte. Alegre) - PITHECOLOBIUM<br />

ACACIOIDES Ducke. (Leg. mim.).<br />

S\s.—Arapiraca (R. Tapajoz)—Jurema branca (Vizeu<br />

e Mte. Alegre)—Arvore de macaco.'<br />

(A. m.) — Matta de T. f., nos pontos mais seccos<br />

do Estado e de verão mais rigoroso, visinhos de campos<br />

arenosos.<br />

Loc. — Bragança—Vizeu — Mte. Alegre — Almeirim-<br />

Santarem-Óbidos.<br />

CAR.-Arvore espinhenta, de copa disposta em umbella<br />

grande, sem folhas no verão.<br />

Mad. Para carpintaria e marcenaria.<br />

Med.—Casca adstringente.<br />

Alim. anim.-Os macacos procuram muito os fructos.<br />

ESPONJEIRA - (Almeirim) — v. PARICA de ESPON<br />

JAS —<br />

lanacea S sT RAM n? 10 7 D ; V ?URA STRAMONIUM L.#.Solanaceas).<br />

-— Origin, da Asia.<br />

t| 1. h.)—Cultivada.<br />

SYx.-ligueira do inferno.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 159<br />

Med.-Toxica- Narcótica cm dose pequena; acção semelhante<br />

á da bdladona Preconisada contra o asthma a<br />

coqueluche, a epilepsia, as nevralgias e o rheumatismo.<br />

Contem os alcalóide: Hyoscyamina, d a tu ri na e scopo-<br />

Ia mind.<br />

ESTRELLA —RANDIA FORMOSA (Jacq.) Schum.<br />

(Rubiaceas).<br />

SYN.—Açucena,<br />

(a.)—Loc. - Margens do R. Branco de Óbidos — M. R.<br />

Tapaioz.<br />

CAR.—Flores brancas perfumadas.<br />

ESTRELLA do NORTE. — E U C H A RIS GR A N DI -<br />

FLORA Planch. (Amaryllidaceas).-Indígena (E. do Pará).<br />

(PI. bulbosa)—Orn. - Grandes flores brancas, aromaticas,<br />

em umbellas de 36 flores.—Muito ornamental; cultivada<br />

na Europa.<br />

EUCALYPTUS — EUCALYPTUS esp. div. (Myrtaceas).<br />

— Origin, da Australia.<br />

As especies E. GLOBULUS Labill. e E. CITRIODO-<br />

RA Hook podem ser cultivadas nos jardins, na Amazonia,<br />

mas não adquirem grande desenvolvimento.<br />

Med.—As folhas do E. GLOBULUS são usadas em<br />

infusões e tintura nas febres intermittentes, bronchites, e<br />

<strong>com</strong>o antiseptico do intestino.<br />

EUPHORBIAS — EUPHORBIA esp. div<br />

(Euphorbiaceas).<br />

EUPHORBIA PULCHERRIMA Willd., = POIN-<br />

S ET TI A PULCHERRIMA Grah.—Origin, do Mexico.<br />

( a.) — Orn.— Notável pelas suas largas bracteas escarlates.<br />

EUPHORBIA TIRUCALLI L. - Origin, da Africa<br />

ou da índia, cultivada na Amazonia.<br />

SYN. - Arvore de S. Sebastião.<br />

( a.) — CAR.—Tem o aspecto cie um pé de coral <strong>com</strong>posto<br />

de pequenas varinhas verdes<br />

Med — Latex branco, cáustico, purgativo e antisyphilitico,<br />

mas venenoso. #<br />

• Orn.— Arbusto elegante.


F<br />

FAGUEIRO - (Óbidos) — LONCHOCARPUS SPRU-<br />

CEANUS Benth. (Leg. pap. daib.).<br />

Svx. — Aquíquy (R. Tapajóz).<br />

(A. m. ou p. ) — HAB.- Em capoeiras e beira de campos.<br />

Loc.— Belem — Santarém — R. Tocantins — Óbidos.<br />

Mad. Branco-roseo-amarello claro. — Para marcenaria<br />

- D = 0.98.<br />

Orn — Flores róseas abundantes.<br />

FACHEIRO — XYLOPIA LIGUSTRIFOLIA Dunal<br />

í Anonaceas).<br />

(A. g.)—Loc.- R. Tapajóz (Bôa Vista).<br />

bui. — A madeira ú preferida para fazer fachos.<br />

FAIA — v. LOURO FAIA. —<br />

FALSA ESPELINA — CLITORIA GUIANENSIS<br />

Benth. ( Leg. pap.).<br />

Herva volúvel, de campos altos.<br />

Loc.— Mazagilo — Monte Alegre.<br />

Med. pop. — Raiz diurética; a infusão 6 empregada<br />

contra as cystites e urethrites.— Usam-se as sementes em<br />

pó <strong>com</strong>o purgativo.<br />

FANFAN - ( Marajó) — HIBISCUS BIFURCATUS<br />

Cav. (Malvaceas).


(<br />

162 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

(a de 1 a 2 m. <strong>com</strong> longos galhos escandentes).<br />

f 3v'x _ \l


ARVORES E PLAnTAS LJTEIS 163<br />

Ind. — As amêndoas dão 50%> de oleo avermelhado,<br />

<strong>com</strong>estível. •<br />

Alim.—As amêndoas são <strong>com</strong>estíveis, mas ligeiramente<br />

amargas.—A safra é de fevereiro a julho.<br />

FAVA de BEZOURO — CASSIA XINGUENSIS<br />

Ducke (Leg. caesalp.).<br />

(A. p.)—HAB. - \*as capoeiras, em terrenos argillosos.<br />

Loc.—M. R. Xingu-M. R. Tapajoz.<br />

Mad.—Branca e molle.<br />

FAVA de S. IGNACIO FALSA— v. PACAPIA. —<br />

FAVEIRA- (R. Tocantins) — v. VISGUEIRO.—<br />

FA VEIRA — (Alcobaça) — v. PARICÀ (Schizolobium<br />

amazonicum).<br />

FAVEIRA - (Belem) — VATAIREA PARAENSIS<br />

Ducke (Leg. pap. dalb.).<br />

(A. g.)—HAB. - Matta da T. f.—Pouco frequente.<br />

FAVEIRA — (Cach. do R. Tapajóz) — v. ARAPARY<br />

da V ARZE A. —<br />

FAVEIRA — (R. Tapajóz) — v. ANGELIM FALSO. —<br />

FAVEIRA AMARELLA — v. FAVEIRA GRANDE do<br />

IGAPO' —<br />

FAVEIRA — (Óbidos) — P1THECOLOBIUM CORYM-<br />

BOSUM (Rich.) Benth. (Leg. mim.).<br />

FAVEIRA (Rio Tapajoz) — VATAIREA ERYTHRO-<br />

CA RPA Ducke (Leg. caesalp.) = TIPUANA ERYTHkO-<br />

CARPA Ducke.<br />

(A. g.) — HAB. - Na matta virgem da T. f. alta.<br />

" Loc. - Rio Tapajoz.<br />

Mad— Castanho, <strong>com</strong> vasos apparentes de um amareilo<br />

vivo, de grão muito grosseiro, dura e nodosa.—D = 1,10.


164 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

*<br />

FAVEIRA de EMPIGEM - (Belem, Estuário) - v.<br />

FAVEIRA GRANDE do IGAPO. —<br />

FAVEIRA BRANCA - (Rio Tapajóz) — v. VISGUEIRO<br />

(Parkia ingens.).<br />

FAVEIRA GRANDE do IGAPO — V AT AIR EA GUI-<br />

ANENSIS Aubl. (Leg. pap. dalb.). .<br />

Svx.-Fava de empigem (Belem) — Dartrier, ou Bois<br />

à dartres, da G. fr. — Faveira amareUa (Ilhas de Breves).<br />

(A. m. ou g.)—HAB.-Em todo o Estado, nas margens<br />

dos rios e nos igapós.—Muito frequente.<br />

Loc. — Gurupá — Belem -Ilhas-Almeirim —R. Xingú-<br />

M. Tapajoz — Cuminá— L. de Adauacá — E. do Amazonas.<br />

Mad. — Côr castanho claro, <strong>com</strong> estrias amarellas,<br />

para construcçAo civil, marcenaria; é resistente, mas de<br />

textura grosseira.-D = 0,80.<br />

Ind.— Por incisão da casca, obtem-se uma gomma vermelho-escuro,<br />

pouco solúvel nagua, adocicada e adstringente.<br />

Med.— As sementes piladas <strong>com</strong> banha, ou vinagre,<br />

constituem uma pomada usada para curar empigens; o<br />

succo acre do fructo emprega-se contra as ephelides.<br />

FAVEIRA do IGAPO — ( R. Tapajóz) — C RU DI A<br />

AMAZÔNICA Benth. (Legum. caesalp.).<br />

HAB.—Nas margens arenosas de alguns rios e lagos.<br />

Loc.—Almeirim — Santarém — Óbidos — B. rio Trombetas.<br />

t i p I R A do MATTO - PIT H ECO LO BIU M MUL-<br />

TIFLORUM Benth. (Leg. mim.).<br />

Loc.-Nos E. do Amazonas e do Pará—Nas varzeas<br />

dos grandes rios — Faro — Óbidos — Mte. Alegre.<br />

, r I>ara construcçAo civil, carpintaria, marcenaria<br />

e para lenha.<br />

Med. pop.— Cí^ca adstringente. — Passa por toxica (?)<br />

M \ \ w r n P S QlJENA DA T F - — CL1TORIA HOFF-<br />

MANSEGGII Benth. (Leg. pap.).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 165<br />

( A. p.)— HAB.- Nas capoeiras velhas, em terrenos argillosos.<br />

•<br />

Loc.—K. Tocantins Almeirim — Mte. Alegre —Alemquer<br />

- Faro - E. do Amazonas.<br />

FA VEIRA PEQUENA da V. — CLITO RI A AMAZO-<br />

NUM (Mart.) Benth. (Leg. pap.).<br />

(a. g.)—HAB.- Commum nas margens dos rios e lagos.<br />

Loc.— B. rio Tapajoz — B. rio Trombetas — Faro.<br />

Mad.— Castanho avermelhado, de grão regular, fácil<br />

a trabalhar.<br />

FA VEIRA de ROSCA - (Óbidos) — ENTEROLOBIUM<br />

SCHOMBURGKII Benth. (Leg. mim.).<br />

Svx. — Timbô-rana, ou Timbô da malta ou Timbauba<br />

(Belem) — Acacia fraiic, ou poiricr — ( G. fr.).<br />

( A. G.) — HAB.- Matta da T. f.-- Frequente nos solos<br />

arenosos.<br />

CAR.—Favas pequenas, enroscadas.<br />

Mad.— Castanhoclaro —dureza media, fibrosa. -- Para<br />

construcçüo civil e naval, marcenaria, dormentes. D = 0,


(<br />

190 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

FEDEGOSO - (Óbidos) — v. CRISTA dc GALLO.<br />

(Marajó).—<br />

FEIJÃO - PHASEOLUS VULGARIS L. (Leg. pap.)<br />

—De Origem sul-americana. E' o feijão <strong>com</strong>mum.<br />

PHASEOLUS LUNATUS L., ou feijão de Lima, de<br />

origem americana. _ „„„,<br />

PHASEOLUS MULTIFLORUS Willd. - Chamado<br />

vulgarmente fava; sementes brancas ou pintadas de castanho<br />

escuro.<br />

DOLICHOS e VIGNA, numerosas variedades, de origem<br />

asiatica ou sul-americana.<br />

Alim.—Cultivam-se todo o anno.<br />

FEIJÃO BRAVO — CENTROSEMA BRASILIANUM<br />

(L) Benth. (Leg. pap phas.).<br />

(Cipó) — CAR. - Rasteiro no meio das hervas, ou trepando<br />

em pequenos arbustos — Flores roxas — Muito frequente.<br />

FEIJÃOSINHO RASTEIRO — CANA VALIA ALBI-<br />

FLORA Ducke (Leg.).<br />

(a. p. voluv.) — HAB.- Na argilla vermelha, em capoeiras<br />

da T. f.<br />

Loc.-R. Tapajoz—R. Tocantins—B. R. Trombetas—<br />

Mte. Alegre.<br />

FEIJÃO BRAVO — v. OLHO de BOI FALSO. —<br />

..... FEIJÃOSINHO da matta - CALOPOGON1UM CAL-<br />

KULbuM (Benth)—Hernsl. (Legum. pap. phas.).<br />

B ---Frequente em capoeiras húmidas.<br />

(^'PO-LOC. - R. Tapajoz-Marajó-Obidos.<br />

CAR.—Mores azues.<br />

FEL da TERRA — v. CRAVINA do CAMPO. —<br />

(PterKtaT, A S P I D I U M SUBQUINQUEFIDUM «Hook<br />

CAR.-Pequeno, mas muito elegante e delicado.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 167<br />

FETO — (Belem).— ADIANTUM POLYPHYLLUM<br />

(Pteridophytas). *<br />

Loc.—Muito <strong>com</strong>mum nas mattas do Pará.<br />

FETO ARBORESCENTE — (Cabeceiras nos campos de<br />

Mariapixy) — HEMITELIA MULTIFLORA R. Br. (Pteridophytas).<br />

CAR.—Tronco de 1 m. 60 a 2 m., nas margens das cabeceiras,<br />

nos campos do Mariapixy.<br />

FETO ARBORESCENTE — (B. Amazonas — Furos de<br />

Breves) - ALSOPHILA FEROX Presl. — v. AVENCA<br />

grando.<br />

FETO GRANDE — ( Cunani ) -ACROSTICHUM AU-<br />

REUM L. (Pteridophytas).<br />

CAR.— Foliolos verdes de um lado e amarellos do outro,<br />

pontilhados de amarello escuro.<br />

FETO MACHO do PARA — ASPLENIUM SERRA-<br />

TUM L. (Pteridophytas).<br />

CAR.—Folhas muito recortadas, elegantes.<br />

FIGUEIRA COMMUM — FICUS CARICA L. (Moraceas).—<br />

Origin. da bacia do Mediterrâneo.<br />

(A. p.) — Cultivada, cresce na Amazônia, mas dá poucos<br />

fructos de qualidade inferior. Exige uma estação secca<br />

bem marcada.<br />

Meã. pop.- O látex do tronco é cáustico e usado para<br />

destruir calíos e verrugas; o fructo maduro 6 emolliente e<br />

peitoral.<br />

FIGUEIRA BRANCA —v. GAMELLEIRA BRANCA. —<br />

FIRMEZA dos HOMENS — HIBISCUS MUTABÍLIS<br />

L. (Malvaceas).— Origin. da G. fr. •<br />

«í a.) — Cultivada.<br />

Svx.— Amor dos homens.<br />

bui — O liber dá bonitas fibras para cordoaria.<br />

Med. pop.— Folhas e flores emollientes


1<br />

16S A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

Om.—Planta de jardins ; as flores, brancas de manha,<br />

sáb cor de rosa pela tarde.<br />

FLABELLO - (Marajó) - PASPALUM CHRYSO-<br />

DACTYLON Doll. (Gramíneas).<br />

(PI. h. em forma de leque).<br />

HAB.- NOS terrenos altos, arenosos.<br />

Alim. anim.— Forragem de má qualidade.<br />

FLAMBOYANT—PO IN CI AN A REGIA L. (Leg.<br />

caesalp. ).— Origin, de Madagascar.<br />

Mad — Leve. quebradiça.<br />

Om.— Magnifica arvore ornamental. Compridos cachos<br />

de flores escarlate vivo e amarello; empregadas em alamedas,<br />

mas tem o inconveniente de levantar o calçamento <strong>com</strong><br />

as raizes.<br />

FLOR d'AGUA — PISTIA STRATIOTES (Aroideas).<br />

(PI. h. aquatica).<br />

Me d. pop — As folhas são emollientes.<br />

FLOR de BEZOURO - (dos Cearenses) - C ASSIA<br />

HOFFMANSEGGII Benth. (Leg caesalp.).<br />

(a.)— Commum nos arredores de Belem e Bragança,<br />

mais raro no B. Amazonas.<br />

FLOR de CAMPA — YUCCA GLORIOSA L. (Lilia<br />

ceas ).<br />

Iiid.— As folhas dão boas fibras texteis- A pellicula<br />

que reveste as folhas é utilisada para a fabricação de flores<br />

artinciaes.<br />

Om.— As folhas largas, coriaceas, terminadas por uma<br />

ponta aguda, formam um ''bouquet" no meio do qual ergue-se<br />

uma haste <strong>com</strong> numerosas flores brancas em forma<br />

de campas viradas para baixo.<br />

FLOR de CARDEAL — IPOMAEA QUAMOCLU L.<br />

( Lonvolvulaceas ).<br />

(Cip.).<br />

OniLinda planta de adorno.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 169<br />

FLOR de CERA — H O V A C A R N O S A Rob. Br.<br />

(Asclepiadaceas) — Origin. da índia. •<br />

(Cip.).<br />

OrnFlores curiosas, para jardins.<br />

FLOR de S. JOÃO — , R. de Janeiro) — PYROSTE-<br />

GIA YENUSTA (Ker.) Baillon (Bignoniaceas). — Origin.<br />

do centro e do sul do Brasil.<br />

(Cip. grande)— Cultivado.<br />

SYX. — Cipó de S. João — Bellas (S. Paulo).<br />

CAR.—Flores tubulosas, de côr vermelho-laranja, avelludadas,<br />

em paniculas terminaes muito abundantes.<br />

Oni.— Planta ornamental vistosa, própria para caramanchões.<br />

FLOR de S. MIGUEL, de folha grande — PETRAEA<br />

INSIGXIS Sch. (Verbenaceas).<br />

(Cip.).<br />

SYX.— Viuvinha ( R. Mapuera ).<br />

Orn.— Cachos abundantes de flores côr de lilaz.<br />

FLOREXA —(Marajó)-RIENCOURTIA aff. GLO-<br />

MERATA Cass. (Compostas).<br />

(PI. h.) —HAB.- Nos montículos ou aterroadas dos terrenos<br />

altos.<br />

Alini. anini.— Forragem para cavallos.<br />

FOLHA CHEIROSA — (Amazonas) — ANTHURIUM<br />

OXYCARPUM Poepp.<br />

Ind.— As folhas seccas tem cheiro de baunilha e sAo<br />

utilizadas para perfumar o tabaco.<br />

FOLHA da FORTUNA — BRYOPHYLLUM CALY-<br />

CINUM Salisb.— ( Crassulaceas).<br />

SYX. — Folha de pirarucu.<br />

Med. pop. — Folhas sedativas.<br />

FOLHA LARGA verdadeira - (Santarém) — v. PÃO<br />

DE £RARA ( B. Amazonas ).<br />

FOLHA de LOUCO — v. LOUCO. —<br />


194 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

FOLHA de OURO, ou FOLHA DOURADA — ACRODI-<br />

CLsIDIUM AUREUM Hub.( Lauraceas).<br />

( A. p. ou m.) - HAB.- Matta da 1 f.<br />

Loc.— Belem. a . . .<br />

Orn — As folhas seccas tem a face inferior sedosa, de<br />

cor castanho claro, ou amarello dourado brilhante; sào<br />

flexíveis e se prestam para trabalhos de ornamento.<br />

FOLHA de OURO - AULOMYRCIA CUPREA Berg.<br />

(Myrtaceas). . . .<br />

(A. p. ou a.) - HAB.- NOS campos e praias da regulo<br />

litoral. ,<br />

Orn.— A face inferior das folhas é cor de cobre, mas<br />

as folhas seccas são duras e quebradiças.<br />

FOLHA de PIRARUCU — v. FOLHA da FORTUNA. -<br />

FOLHA de PRATA, ou FOLHA PRATEADA — OCO-<br />

TEA ARGYROPHYLLA Ducke (Lauraceas).<br />

(A. m.) -HAB. - Nas mattas de T. f.<br />

Loc.—Belem—E. de F. de Bragança.<br />

Orn. - A face inferior das folhas é de um bonito branco<br />

prateado, sedoso — Estas folhas silo utilisadas para trabalhos<br />

de ornamento, mas tornam-se muito quebradiças.<br />

FOLHA de URUBU — PHILODENDRON LACINIA-<br />

TUM Engl. (Araceas).<br />

(Cip.).<br />

Med. pop.—As folhas seccas untadas de azeite quente<br />

applicam-se contra as nevralgias — o cosimento das folhas<br />

usa-se em banhos contra o rheumatismo.<br />

FORNO — v. UAPE (Victoria regia). —<br />

eTT r QUILHA - (Marajó) - PASPALUM PAPILLO<br />

bUM Spreng. (Gramíneas).<br />

(PI. h. de 0,25 a 0,35)-HAB. - Nos terrenos altos.<br />

Afim. anim, - Forragem bôa para cavallos.<br />

FRECHA (Sul; — v. CANNA BRAVA (Norte do Brasil).<br />

FRECHA de URUBU — (Óbidos) — GYNERIUM sp.<br />

(Gramíneas).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 171<br />

CAR. — A haste das flores nào tem consistência, não<br />

servindo para fazer frechas. •<br />

FRECHA VERDADEIRA - (do Norte) - GYNERIUM<br />

SAGITTATUM Beauv., = GYNERIUM SACCHAROI-<br />

DES H. B. K. (Gramíneas).<br />

(PI. h.- 3 a 4 m.)— HAB. - Commum no Alto Amazonas;<br />

cultivada no B. Amazonas.<br />

Ina. — A haste das flores é direita, <strong>com</strong>prida, rigida,<br />

sem nós; serve para fazer frechas.<br />

FREIJÒ — CORDIA GOELDIANA Hub. (Borraginaceas).<br />

(A. G.) — Em Baião, A. Lange observou uma arvore<br />

que media Om.85 de diam. e44m50 até os primeiros galhos,<br />

sendo 33 m. de tronco direito.<br />

Srs.—Frei Jorge — Jennie wood (Ingl.).<br />

Loc.—Região de Bragança — Volta do Xingu.<br />

CAR.—Notável pelas intlorescencias muito densas, de<br />

flores alvas, bastante grandes e duradouras.<br />

Mad.— Excellente qualidade, côr parda, dureza media,<br />

trabalhando-se bem: procurada para tanoaria — carpintaria,<br />

marcenaria.— D = 0,65.<br />

FRUCTA de ANNEL — (Capoeiras de Óbidos)-PSEU-<br />

DIMA FRUTESCENS (Aubl.) Rad. (Sapindaceas).<br />

CAR. - Arvore pequena, não ramificada, esguia, <strong>com</strong><br />

folhas e inflorescencia no ápice do tronco.<br />

FRUCTA de CONDE — v. CORAÇÃO de BOI - ANONA<br />

RETICULATA L. (Anonaceas) Origin. das Antilhas.—<br />

Cultivada na Amazônia.<br />

' FRUCTA de COTIA — CARPOTROCHE LONGIFO-<br />

LIA Benth. (Flacourtiaceas)<br />

Svx.— Cacaoillo (Peru ).<br />

(A. m.) —Loc.- R. Autaz — B. Amazonas—A. Amazonas.<br />

Med. pop.— O frueto é uma baga*do tamanho de uma<br />

laranja contendo grande numero de sementes oleaginosas;<br />

o oleo (50 a 70 %) é espesso, amarello, de cheiro especial,<br />

sabor particular; contem Carpotrochina (Th. Peckolt);


172<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

insecticida e parasiticida. - Poderá talvez ser empregado<br />

no Tratamento da morphéa <strong>com</strong>o substituto do oleo de Chaulmogra.<br />

FRUCTA de JABOTY —í Óbidos) - EUGENIA<br />

(Mvrtaceas).<br />

7A.')— HAB.- NOS logares arenosos.<br />

4Uiti.— Fructos vermelhos, <strong>com</strong>estíveis, mas insípidos.<br />

FRUCTA de PÃO (de massa) — ARTOCARPUS IN-<br />

CISA L. (Artocarpeas), var. AP Y R EN A.- Origin. de<br />

Java e Sumatra.<br />

( A. m. ). .<br />

Ind—O liber da casca dá uma sorte de tecido (depois<br />

de batido ).<br />

Ali m.—Fructo globòso, de 15 a 20 cm. de diam.. verde,<br />

eriçado de pequenas asperidades, pesando de 1 a 2 kilos;<br />

contem polpa esponjosa, farinacea, antes de madura; se<br />

<strong>com</strong>e assada ou torrada em fatias e tem gosto de pão <strong>com</strong><br />

alcachofre. Depois de madura, a massa torna-se aromatica<br />

e assucarada, sendo menos apreciada.<br />

FRUCTA de PAO (de castanhas) — ARTOCARPUS<br />

INCISA L. ( Artocarpeas ).<br />

///


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 173<br />

FRUCTEIRA de BURRO —CAPPARIS PULCHER-<br />

RIMA .lacq. ( Capparidaceas). •<br />

Meei.— Fructos e sementes venenosos (?).<br />

Oni.— Planta ornamental pelas suas lindas flores.<br />

FUMO de ANGOLA — v. LIAMBA. —<br />

FUNCHO — ANETUM FUNICULUM L. (Umbelliferas).—<br />

Origin. da Europa.<br />

Alim.— As folhas são, ás vezes, empregadas <strong>com</strong>o condimento.<br />

Mcd.— Fructos aromaticos.<br />

«d


174 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___


GAILLARDA — GAILLARDA PICTA (Compostas) -<br />

Origin. da America boreal.<br />

Otn.- Flor para jardins.<br />

GAIVOTIXHA — (R. Tapajóz) - CROTON NERYO-<br />

SUS Klotzsch (Euphorbiaceas ).<br />

GAMELLEIRA BRANCA — FICUS D O LI A RIA<br />

Mart. (Moraceas).<br />

Encontra-se no centro e no sul do Brasil, mas não na<br />

Amazônia onde a Caxinguba é, algumas vezes, confundida<br />

<strong>com</strong> ella.<br />

pohy (em L. g.). ... f<br />

Mad. — Branco-amarellado, porosa ; utilisa-sd para forros,<br />

caixoteria, gamellas...<br />

Med.— O succo leitoso é drástico e vermífugo, especifico<br />

contra a hypoemia intertropical e ankilostomiase; o<br />

principio activo é um alcalóide, a Doliarina (Ih. e W.<br />

Peckolt ).<br />

GAMELLEIRA (dos Cearenses) — v. CAXINGUBA. —<br />

^ GAMELLEIRA de VENENO — FICUS ATROX Mart.<br />

( Mo*raceas ).<br />

( A. ).<br />

SYN. — Taemagh.


c<br />

176 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Med. - Toxico; citada <strong>com</strong>o entrando na <strong>com</strong>posição<br />

do curare<br />

GAPÜI CIPO — ( R Tapajóz ) - M A R T1N E L L A<br />

OBOVATA (H. B. K.) B. e S. ( Bignoniaceas).<br />

SYN.- Guapui. .<br />

(a.) — HAB.- Nas baixadas da 1. L<br />

O sueco da raiz é utilisado nas conjunctivites catar-<br />

rhaes.<br />

GENCIANA do BRASIL - C O U T O U B E A SPICATA<br />

Aubl. (Gencianaceas).<br />

SYN — Rais amargoso.<br />

(a. p. LM.) HAB.- Em toda a Amazônia.<br />

CAR.— Flores brancas.<br />

Med. pop.— Toda a planta é muito amargosa; bom<br />

emmenagogo, tônica, febrífuga e anthelmintica.<br />

GENERAL — GARDÊNIA FLORIDA L. (Rubiaceas).<br />

— Origin. da China.<br />

0/7/.— Flores brancas, perfumadas.<br />

GENIPAPIM — v. GENIPAPO do CAMPO. —<br />

GENIPAPO — GENIPA AMERICANA L. (Rubiaceas).<br />

(A. m.)— Indígena, nos terrenos argillosos de varzea.<br />

— Cultivado.<br />

Mad.— Boa madeira branca, de grão fino, fácil a<br />

trabalhar <strong>com</strong> faca quando verde; própria para esculptura,<br />

torno, coronhas de espingardas.— D = 0,80.<br />

Ind.— A casca e os fructos verdes contêm uma matéria<br />

corante azul escuro ou violeta <strong>com</strong> que os índios pintam<br />

a pelle e tingem tecidos.<br />

A casca 6 adstringente, encontrando-se nella 0,75°/o<br />

de taninos (E. Serfaty — M. C. P.— 1929).<br />

Alim — Fructo redondo, um pouco alongado, de 10 a<br />

12 cm., côr pardo-amarellado, poeirento ; polpa esponjosa,<br />

acre e doce, succulenta — <strong>com</strong>estível em <strong>com</strong>potas, sorvetes;<br />

<strong>com</strong> elle preparam-se vinho, licor e refresco.<br />

Med. pop.—O fructo ú refrigerante; maduro, é usado<br />

cm limonadas contra a enterite chronica. Raiz purgativa.<br />

As folhas são ricas em mannita (Peckolt-1896).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 201<br />

GENIPAPO do CAMPO — (campos de Santarém* do<br />

Ariramba. etc.)- TOCO VEN A FORMOS A (Cham.)<br />

Schum. (Rubiaceas).<br />

(a.) — HAB.- NOS campos altos.<br />

Alini.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, de sabor <strong>com</strong>paravel cá<br />

do piiruy ( Alibertia ).<br />

Or//.—Flores bonitas.<br />

GENIPAPO ROSA - ( R. Tapajóz ) - PALICOURE A<br />

CORYMBIFERA (Mueller) Standley (Rubiaceas).<br />

GENIPARANA — GUSTAVIA AUGUSTA L. (Lecythidaceas).<br />

SYN. — Genipaporana — Pão fedorento — Janiparindiba<br />

— Bois puant ( G. fr.<br />

(A. p.).— HAB.- NOS igapós.<br />

CAR.— Flor grande, branca e rósea, bonita.<br />

Mad.— Branca, flexível; exhala um cheiro fétido quando<br />

húmida e queimada.— Própria para marcenaria, ornamentação,<br />

bengalas.<br />

In d.— Casca tannifera.<br />

Med. pop. — Raiz acre, amargosa, aromatica e laxativa.—<br />

Fructos emeticos.— Folhas descongestionantes e resolutivas.—<br />

Utilisado contra a icterícia (folhas em cataplasmas<br />

sobre o fígado).<br />

GENIPARANA da MATTA — G U S T A VI A PTE RO-<br />

ÇAR PA Poct. (Lecythidaceas).<br />

í A. p. >— Loc.- "Óbidos.<br />

Mesmas applicações <strong>com</strong>o a Guslavia augusta.<br />

GENIPARANA da T. F. - ESCHWEILERA CARRII<br />

Standl. ( Lecythidaceas).<br />

HAB. — Na terra firme.<br />

(A. m.) —Loc.- Boa Vista (R. Tapajóz).<br />

GERATACÀ — v. MANACÁ. —<br />

GERGELIM — SESAMUM INDIGUM DC. (Pedaliaceas^.—Origin.<br />

da Índia.<br />

(a. p.) — SYN - Sésamo.<br />

Alini - As sementes contem 44 a 52 °/o de oleo <strong>com</strong>estível<br />

que rança diflicilmente, excellente, também, para a


178<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

saboaria e a illuminação.—Com a farinha das sementes<br />

torfadas preparam-se diversos bolos.<br />

GERVÃO— STACHYTARPHETA JAMAICENSIS<br />

Vahl. (Verbenaceas).<br />

(a. p.).<br />

SYN.— Hervão. .<br />

Jíed. pop.— As folhas silo sudoríficas e estimulantes;<br />

o chá substitue o da índia e usa-se em casos de hepatite<br />

chronica. Externamente, as folhas applicam-se nas contusões<br />

e são cicatrizantes.<br />

GERVÃO verdadeiro — STACHYTARPHA CA1EN-<br />

NENSIS Cham. (Verbenaceas).<br />

(a. p.—Om. 70).<br />

Ind.— Dá uma tinta preta.<br />

Med. pop.— Sudorífico, diurético, febrífugo, tonico e<br />

estimulante. Dá bons resultados contra as pyrexias, mesmo<br />

na febre amarella.<br />

GINGIBRE — v. MANGAR ATA IA. —<br />

GINJA — EUGENIA sp (Myrtaceas).<br />

(A. p.) - Loc.- R. Trombetas — Belem (cultivada).<br />

Alini.— Fructos vermelhos bonitos mas pouco saborosos.<br />

GINJA - PHYLLANTHUS<br />

(Euphorbiaceas ).<br />

Alim.— Fructo muito adstringente, bom para doce em<br />

calda.<br />

m, w C A - (B - Amazonas) - E N T A D A P O L Y-<br />

PHYLLA Benth. (Leg. mim.).<br />

SYN.— Gipioca.<br />

(Cip. g.) — HAB.- Em terrenos de varzea, nas margens<br />

do Amazonas.<br />

Loc.— Estuário — Prainha — Santarém — Óbidos -<br />

Manaos.<br />

Med. pop.— A raiz espuma <strong>com</strong> a agua (saponina),<br />

sendo usada para lavar a cabeça, contra a caspa.<br />

GIPOUBA (Óbidos) — v. MANOPE da PRAIA. —


179<br />

GIPY — SIDEROXYLON sp<br />

(Sapotaceas ). •<br />

(A. M.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Mad'.— Branco-amarellado, de grão fino. dureza media,<br />

trabalhando-se bem; para carpintaria. D = 0,50.<br />

GIPY VERMELHO — SIDEROXYLON<br />

( Sapotaceas).<br />

GIPY do IGAPÓ — SIDEROXYLON<br />

( Sapotaceas ).<br />

GIRASOL — HELIANTHUS ANNUUS L. (Compostas).—Orig.<br />

da Amer, do Norte.<br />

(PI. h.—até 2-3 m. ) — Sv.w- Soleil (Fr.) Sim/lower<br />

( Ingl. ).<br />

bld.— O oleo é siccativo e pode substituir o oleo de<br />

linhaça na preparação dos vernizes e das tintas.<br />

Ali m.— As sementes contêm 26 a 28 %> de oleo <strong>com</strong>estível.<br />

Ont.—A fiôr pode alcançar até 30 cm. de diâmetro.<br />

GIRASOL do campo — ( R. Tapajóz) - ZECMENIA<br />

R U DIS Baker ( Compostas ).<br />

GIRIMU — v. JURUMU. —<br />

GITÒ — v. JATUAUBA BRANCA. —<br />

GOGO de GUARIBA — MOÜTABEA CHODATIANA<br />

Hub. (Polygalaceas). _<br />

e MOUTABEA ANGUSTIFOLIA Hub. < Polygalaceas<br />

).<br />

(O nome vulgar de "gogo de guariba" é dado a todas<br />

as especies de Moutabea).<br />

(Cip.)— Locv- Ilhas de Breves, etc.<br />

Alii/i.— Fructo <strong>com</strong>estível.<br />

GOLPHO - NYMPHAEA RUDÇEANA G. F. W.<br />

Mey^r. ( Nympheaceas ).<br />

(PI. h.)—Planta aquatica.<br />

SYN.— Lyrio da agua - Agua pé - Aguapé da meia<br />

noite.


(<br />

180 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Med. pop.— Toda a planta é usada em banhos contra<br />

os ftccessôs de hemorrhoides; o succo da raiz em injecções<br />

contra a blennorrhagia — Em cataplasmas contra ulceras<br />

chronicas.<br />

GOMAVEL — v. GONÇALO ALVES. —<br />

GONÇALO ALVES - (Óbidos, Faro) - ASTRONIUM<br />

FRAXINIFOLIUM Schott. (Anacardiaceas).<br />

SYX — Gomavel — Pão Gonçalo — Aroeira ( Mte. Alegre<br />

)_ fejuira (Mte. Alegre) — Bois de zèbre (G. fr.).<br />

(A. m. ou g.)—HAB- Matta um tanto secca da T. f.,<br />

quasi sempre perto de campos altos.<br />

Loc.— R. Xingu — Mte. Alegre — Faro — Almeirim —<br />

Óbidos — Macapá.<br />

Mad.—Linda madeira, de côr parda avermelhada <strong>com</strong><br />

estrias e fitas quasi pretas; para marcenaria fina. D = 1,00.<br />

Ind.— Casca rica em tannino.<br />

Med. pop.— Fructos pequenos ricos em oleo cáustico<br />

usado contra callos, dores de dentes.<br />

GONÇALO ALVES — (Marajó) — v. PAO de ARARA<br />

(Salvertia convallariodora).<br />

GOYABA (le ANTA — v. ARAÇA de ANTA. — BELLU-<br />

CIA IMPERIAL1S Seld. e Cogn. e especies aflins. (Melastomaceas).<br />

GOYABARANA — (Óbidos) - MOURIRIA sp<br />

(Melastomaceas).<br />

(A. m.).<br />

Mad.— Branca, dura e <strong>com</strong>pacta.<br />

Med — Casca adstringente.<br />

GOYABARANA — v. PAO MULATO. —<br />

GOYABARANA - (?) PSIDIUM ACUTANGULUM<br />

Mart. (Myrtaceas).<br />

í A.).<br />

SYN.- Araçd piranga — Araçandeua.<br />

i.oc.— K. Negro.<br />

Mad. - Bonita madeira vermelhoclaro, <strong>com</strong> veias castanho,<br />

para marcenaria de luxo.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 181<br />

GOYABEIRA — PSIDIUM GUAYAVA ( L.) Raddi<br />

( Myrtaceas). • ,<br />

( A. p. ) — CAR.- Cresce rapidamente, dando desde o<br />

segundo ou terceiro anno, fructos abundantes, da grossura<br />

de um limão, amarellos.<br />

Duas variedades: Goiaba maçã, <strong>com</strong> polpa encarnada<br />

(fructos em grupos de 2-3).<br />

e Goiaba pera, <strong>com</strong> polpa branca<br />

ou rosada (fructos isolados).<br />

Ind.— A casca da goiabeira />.— A casca, os brotos e as folhas são aproveitados<br />

contra a dysenteria, a cholerina, as hemoptyses e<br />

a diarrhea das creanças.<br />

GOYABEIRA PRETA — AM AIOUA GUIANENSIS<br />

Aubl. ( Rubiaceas >.<br />

(a.—de 1 m 20-1 m80).<br />

SVN.— Amaiúa.— Graine à talou (G. fr.).<br />

Alini.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, sem grande valor.<br />

GOYABIXHA — branca, vermelha e amarella. — ?<br />

(A. g.)— HAB.- Logares alagadiços.<br />

Loc. — Abundante em todo o E. do Amazonas.<br />

Mad — Boa, parecida <strong>com</strong> a itauba. mas menos durável.<br />

Ind. - Os indígenas preferem esta madeira para fazer<br />

suas pequenas canoas porque torna-se muito flexível <strong>com</strong> o<br />

calor do fogo.<br />

GRAMA — (Marajó) — v. CAPIM de BURRO. —<br />

GRAMA — (Belem) — v. CALANDRINI. —<br />

GRAMA-ASSÚ - ( Marajó) - IÍEMIARTHRIA FAS-<br />

CICÜLATA Kunth. (Gramíneas).<br />

(PI. h.)— Cresce a lm. de altura.<br />

Alitn. anim.— Forragem.<br />

0<br />

»


182 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

GRÃO de PORCO -TABERNAEMONTANA<br />

var. especies. ( Apocvnaceas).<br />

Ssx.-Tàberné (G. fr.).<br />

( \ P ) _ CAR.- Toda a planta dá succo leitoso, branco.<br />

GRAVATA <strong>com</strong>mum — v. GRAVATA de GANCHOS. -<br />

GRAVATA de GANCHOS — BROMELIA K A R ATAS<br />

L. ( Bromcliaceas).<br />

SYN.— Cento-pcs — Banana dc raposa ( bui) — Silk<br />

S ( Pi" h! i— CAR.- Quasi acaule; folhas de 2m50/0m05.<br />

coriaceas, bordadas de fortes espinhas, <strong>com</strong> ponta recurvada,<br />

terminadas por uma longa ponta aguda. Mores dispostas<br />

em paniculas de lm. de altura, roxas ç brancas;<br />

frueto: baga amarella, ovoide, ás vezes <strong>com</strong>primida.<br />

Ind — Das folhas extrahem se fibras fortes e sedosas.<br />

GRAVATA BRAVO — ?<br />

(Bromeliaceas).<br />

Planta epiphyta.— CAR.- Folhas verdes, manchadas de<br />

vermelho, formando bainha.<br />

Ind.— As folhas dão, por maceração e battagem, fibras<br />

muito fortes.<br />

Med. pop — Os fruetos são considerados <strong>com</strong>o peitoraes.<br />

GRAVIOLA —v. JACA (Pará).<br />

GROSELHA — PHYLLANTHUS DISTICHUS Muell.<br />

Arg. (Euphorbiaceas).— Origin. da Malasia.<br />

(a.).<br />

/Vim. - Frueto redondo, da grossura de uma uva, <strong>com</strong><br />

3 ou 4 saliências longitudinaes, de cor verde-claro, muito<br />

acido, mas delicioso em <strong>com</strong>potas.<br />

GRUMIXAMA — STENOCALYX BRASILIENSIS<br />

Berg (Myrtaceas).-Origin. do Sul do Brasil.<br />

(A. p.).<br />

Al' 1-<br />

escuro ALim.—Frueto,: baga de côr roxo-escuro ou carmesim-<br />

gente. o, polpa macia, doce, um pouco acidulada e a^trin-<br />

GUACO — v. CIPÓ CATINGA. —<br />

1


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 183<br />

GUADUA — v. TABOCA. —<br />

GUADUA-MORIM — v. TABOCA. —<br />

GUAJARA — (Faro-Solimões) — v. SORVA do PERU. —<br />

GUAJARÁ = U A JARÀ = AJA RA.—<br />

GUAJAR.i — v. ABIURANA GRANDE. — (Belem) — LU-<br />

CUMA DISSEPALA (Krause) Ducke (Sapotaceas).<br />

GUAJARÁ BRANCO — C H R Y S O P H Y L L U M SE-<br />

RICEUM A. DC. (Sapotaceas).<br />

( A. m.) — Matta da V.<br />

Loc. - Cacaoal Imperial, de Óbidos.<br />

Mad.— Branco-amarellado, fendcndo-se facilmente.—<br />

D = 0,90.— Pode ser utilisada para pasta de cellulosa; <strong>com</strong>primento<br />

das fibras— 1,38 —diam. 0,016 1- = 1/66. ( A.<br />

Bastos.- M. C. P.).<br />

GUAJARÁ CARAMURY — v. CARAMURY. —<br />

GUAJARA-POCA — ?<br />

GUAJARÁ PRETO — CHRYSOPHYLLUM<br />

(Sapotaceas).<br />

(A. da T. f.).<br />

Mad — Castanho-avermelhado-pardo; para construcçfio<br />

civil. Não resiste na terra.— D = 1,11.<br />

GUAJARÁ TUIRA — ?<br />

GUAJARÁ VERMELHO — CHRYSOPHYLLUM<br />

(Sapotaceas ).<br />

( A. m.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Mad— Branco-avermelhado, virando ao castanho claro.<br />

D = 0.97.<br />

GUAJURU — CHRYSOBALANU§ ICACO L. (Rosaceí^<br />

).<br />

(A. m.). _<br />

SYN.— Guagerú — Uajurú - Ajurú — Pnine-coton, ou<br />

priinc de 1'anse (G. fr.).


184<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Tnd __ ,\s amêndoas são oleaginosas. A casca é empregada<br />

para tingir os fios das redes de pescar e tornal-os<br />

mais resistentes. .<br />

Alim — Os fructos bem maduros sao <strong>com</strong>estíveis e<br />

saborosos mas adstringentes; servem para fazer doces (polpa<br />

DOUCO abundante). ,<br />

Med.— As folhas, as ilores e a casca sao adstringentes.<br />

GUANANDI — v. JACAREUBA —<br />

GUANDU — CA.IANUS INDICUS Spreng. (Legum.<br />

pap.) Origin. da índia.<br />

(a.—até 3m.)—2 var.: Com flores amarellas e bicolor,<br />

<strong>com</strong> flores amarellas e vermelhas.<br />

Sv.\.— Ervilha de Angola — Cuandií — Coandú Inibrevadc,<br />

de Madagascar — Pigeon-pea < Ingl.) —<br />

Alitn.- Fructos abundantes, parecendo ervilhas; as sementes<br />

ainda verdes são tenras e de gosto agradavel; uma<br />

vez maduras, parecem-se <strong>com</strong> lentilhas.<br />

Med. pop— Folhas adstringentes; o cozimento é usado<br />

em bochechos e gargarejos para curar as dores de dentes,<br />

a frouxidão das gengivas e as anginas.<br />

GUAPIRÁ — v. CIRIUBA. —<br />

GUAPUI, ou GUAPOI — v. GAMELLEIRA BRANCA. -<br />

GUARANA — PAULLINIA CUPANA H. B. K., = P.<br />

SORBILIS Mart. (Sapindaceas).<br />

(Arbusto sarmentoso) -CAR.- Fructos encarnados, em<br />

cachos.<br />

Loc. - Cultivado em Mauhés - R. Tapajoz - R. Acará<br />

— Belem — Itacoatiara.<br />

Med.— As sementes maceradas nagua para separar o<br />

anilo polposo. lavadas, deseccadas, torradas, trituradas num<br />

pilão e redusidas a pó, misturadas, ou não, <strong>com</strong> cacáo ou<br />

<strong>com</strong> mandioca, e <strong>com</strong> agua, servem a preparar pães, ou<br />

bastões, que constituem o guaraná do <strong>com</strong>mercio.<br />

O guaraná é# refrigerante, reconstituinte, tonico, calmante<br />

para o coração; <strong>com</strong>bate a artcrio-sclerose; é r^<strong>com</strong>mendado<br />

contra a diarrhea e a dvsenteria. contra as nevralgias<br />

e a enxaqueca.- E' um estimulante notável, eflicaz<br />

contra a fraqueza geral proveniente da idade; passa por


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 185<br />

ser leve aphrodisiaco.—Contem um único alcalóide: a cafeína<br />

(4,8%>).- Para o uso, os piles são reduzidos a »pó<br />

que se mistura <strong>com</strong> agua e assucar (4 — 6 gr. de pó num<br />

copo dagua).<br />

Semeado, o guaranáseiro <strong>com</strong>eça a produzir no terceiro<br />

anno, dando em media, no quinto anno, 3 ks. de fructos<br />

por pé.—Floresce em agosto - setembro; os fructos estão<br />

maduros em novembro - dezembro.<br />

GUARARIBA — QUARARIBEA GUIANENSIS Aubi.<br />

(Bombaceas).<br />

HAB.—Nas margens dos rios.<br />

(A. p.) — Loc.- Pará e Amazonas.<br />

CAR.—Flores grandes, brancas.<br />

Mad.— Madeira branca, leve, para bóias, gamellas.<br />

Ind. — A casca dá uma envira.<br />

GUARE — v. GITÒ. —<br />

GUARIUBA — CLARIS1A RACEMOSA R. e Pav.<br />

(Moraceas).<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da V. alta.— Em toda a Amazônia,<br />

em solo silicoargilloso, ou argilloso. Também se encontra<br />

nos arredores do Rio de Janeiro <strong>com</strong> o nome de<br />

oiticica.<br />

CAR.— Casca interior e raizes vermelho vivo — látex<br />

branco muito abundante. Fructos vermelhos.—As raizes, cobertas<br />

de lenticellas, extendem se a grande distancia á flôr<br />

da terra.<br />

Mad.— Amarello-castanho-claro, ondeada, <strong>com</strong>pacta;<br />

conserva-se menos do que a itauba mas é preferida pelos<br />

índios para fazer pequenas canoas porque trabalha-se <strong>com</strong><br />

facilidade no fogo. D = 0,70.<br />

GUARUMÁ — v. ARUiMA. —<br />

GUAXINGUBA — v. CAXINGUBA. —


186<br />

A AMAZONIA BRASI<br />


H<br />

HERVA ANDORINHA — EUPHORBIA PILULIFERA<br />

L. ( Euphorbiaceas).<br />

Svx.— H erva de Si a. Luzia.<br />

Med. pop.— O succo e o decocto empregam-se nas<br />

doenças dos olhos.— A decocção é util no tratamento da<br />

asthma.<br />

IIERVA de BICIIO — POLYGONUM ACRE H. B. K.<br />

( Polygonaceas ).<br />

Svx.— Cataya — Acataya — Pimenta d'agi m.<br />

Med. pop.— O succo é acre, vermicida.— As folhas e<br />

o caule são estimulantes e diuréticos, úteis nas moléstias<br />

das vias urinarias; empregam-se em clysteres e banhos contra<br />

as hemorrhoidas.— O succo usa-se em clysteres em caso<br />

de febres perniciosas e congestões cerebraes; é um excitante<br />

geral.—Emmenagoga e abortiva de primeira ordem.<br />

HERVA de CHUMBO — CASSYTHA AMERICANA<br />

Nees. ( Lauraceas ).<br />

(Cipó rasteiro)—HaB.- Nos campos de T. f. arenosos.<br />

( Ariramba — Faro ).<br />

CAR.—Estende seus caules filiformes, <strong>com</strong>pridos, amarellos,<br />

sobre as outras plantas.<br />

Med. pop.— A infusão é tónica e passa por provocar<br />

a expulsão dos cálculos biliares.<br />

HERVA CIDREIRA — (Marajó) —LAN T A N A CA-<br />

NESCENS H. B. K. ( Yerbenaceas ).


188<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Med. pop.— Antispasmodica, estomachica, aromatica e<br />

emmenagoga.<br />

HERVA CIDREIRA BRAVA — (Marajó) - LIPPIA BE-<br />

TULAEFOLIA H. B. K. (Verbenaceas).<br />

HERVA CIDREIRA do CAMPO — (Marajó ) — LIPPIA<br />

GEMINATA H. B. K. (Verbenaceas).<br />

SYN.— Salva do Brasil.<br />

CAR.— Cheiro de Melissa.—Cresce até lm. de altura.<br />

Med.— Antispasmodica, estomachica, aromatica, emmenagoga<br />

e peitoral.<br />

HERVA CIDREIRA dos CAMPOS — (R. Tocantins,<br />

Almeirim) — SIPARUNA (CITRIOSMA) CAMPORUM<br />

Tui. (Monimiaceas).<br />

Med. pop.— Excitante, estomachica, antispasmodica e<br />

carminativa.<br />

HERVA CIDREIRA verdadeira — MELISSA OFFICI-<br />

NALIS L. (Labiadas). Origin. da região mediterrânea.<br />

Cultivada nos jardins.<br />

SYN. — Mdisse < Fr.).<br />

Med — Aromatica, excitante e antispasmodica; emmenagoga;<br />

usada nas digestões difficeis e nas affecções nervosas.<br />

HERVA do DIABO — v. LOUCO.—<br />

HERVA DOCE—PIMPINELLA AXISUM L. (1'mbelhferas).—Origin.<br />

da Africa.<br />

Med.— Chá contra as perturbações gastricas.<br />

Alim.— Utilisada (as sementes) na culinaria e confeitaria.<br />

HERVA de EMPIGEM — v. JUPICAHY.—<br />

"ERVA GROSSA - ELEPHANTOPUS SCABER L.<br />

var. TOMENTOSUS Schultz (Compostas).<br />

bYN.—Suasstecaá — Sussuaia - Jlei va collesio -Suçitaia<br />

— Língua de vacca. •<br />

(a. de Om.60 a 0M.80)-H.\B.- Commurn nos terrenos<br />

abandonados.<br />

Alim. anim.— Pastagem para cabras.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

Med. pop.-Passa por curar a elephantiasis.-Folhas<br />

emollientes. rcsolutivas e sudoríficas — raiz adstringente,<br />

amarga, febrífuga.<br />

HERVA de GUINE — v. MUCURA-CAA.—<br />

HERVA dos FERIDOS - CANNA GLAUCA L. (Cannaceas<br />

).<br />

SYN.— Inibi ri — Aibar d — Coquilho (Marajó).<br />

(PI. h. de lm. a lm.30) — CAR.- Folhas invaginantes,<br />

de 50cm./13cm.; flores amarellas.<br />

Alini. anim — As sementes são alimento dos palmipedes<br />

silvestres.— Rhizomas <strong>com</strong>estíveis; delles extrahe-se<br />

fécula.<br />

Med. pop.— As folhas frescas applicam-se sobre as feridas,<br />

as ulceras, as queimaduras, os logares vesicados.—A<br />

raiz ( rhizoma) é diurética e aromatica.<br />

Oru. — Muito ornamental, cultivada nos jardins (numerosas<br />

variedades).<br />

HERVA de JABOTY — PEPEROMIA sp<br />

( Piperaceas).<br />

Espontanea, nos jardins.<br />

Alim.— As folhas <strong>com</strong>em-se, em salada.<br />

HERVA de LAGARTO — TOURNEFORTIA LAEVI-<br />

GA T A Lam. (Borraginaceas).<br />

Med. pop.—O cozimento das folhas e da raiz é usada<br />

contra as nydropisias e a syphiiis.<br />

HERVA LOMBRIGUEIRA — v. ARAPABACA.—<br />

HERVA MIJONA — (Aveiros ) — MICROTEA<br />

(Phvtolacaceas).<br />

Med. pop.— Contra a retençüo de urinas.<br />

HERVA MOURA — SOLANUM NIGRUM L<br />

( Solanaceas ). — Origin. da Europa. —Subespontanea.<br />

SYN— Pimenta de gallinhãs—Pimenta de cachorro-<br />

Pimenta de rato — Aguaraqnyia — Carachichú.<br />

HAB.—Encontra-se perto das habitações.<br />

Med. pop. - Sedativa, narcótica, toxica em dose elevada<br />

(Convulsões, paralysia e morte); perde as propriedades<br />

189


f<br />

190 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

toxicas depois de cozida.- Folhas em cozimento e banhos<br />

contra as dores rheumaticas.- Fructo vermelho, preto quando<br />

maduro, venenoso; produz dilatação da pupila.<br />

• li KR VA de PASSARINHO - ORYCTANTHUS RUFI-<br />

CAULIS Eichl. (Loranthaceas).<br />

CAR.— Como as outras "hervas de passarinho , arbustos<br />

parasitas.— Pertencem quasi todas a fam. das Loranthaceas<br />

e têm. mais ou menos, as mesmas propriedades.<br />

Ind. - Dos fructos tira-se um visgo e mesmo um pouco<br />

de borracha ( Labrov ).<br />

Med. pof). - As folhas são um resolvente energico (Orchitas,<br />

tumores diversos).<br />

HERVA de PASSARINHO amarella — PHORADEX-<br />

DROX PLATYCAULON Eichl. (Loranthaceas).<br />

HERVA de PASSARINHO—PHO RA DEN D RON TU-<br />

NAEFORME (DC.) Eichl. (Loranthaceas).<br />

Loc.— Rio Mapuera.<br />

Med. pop.— As folhas são úteis nos defluxos e nos<br />

pleurizes.<br />

HERVA de PASSARINHO — ( Campos de Marajó) —<br />

PHORADENDRON CORIACEUM Mart. (Loranthaceas).<br />

CAR.—Parasita do mangue.<br />

HERVA de PASSARINHO—STRUTANTHUS FLE-<br />

XICAULIS M. (Loranthaceas).<br />

Ind.— As folhas servem para cortume.<br />

Med. pop.—As folhas são anti-leucorrheicas--usadas<br />

contra bronchites, hemoptvses (o cozimento).<br />

. „ „ P ^ PASSARINHO encarnada — PS ITT ACA X-<br />

IHUS BIIERNATUS Blume. (Loranthaceas).<br />

1 arasita das arvores do campo.<br />

i>PMu^r Vi » d í. P ^ SSARINII °-- PHTHIRUSA THEO-<br />

BROMAE Baill. ( Loranthaceas).<br />

Parasita dos cscaueiros.<br />

borracha" f, uctos contem uma pequena quantidade de<br />

. . Med. pop.- Flôres e folhas vulnerarias e anti-hemop-<br />

CclS.


Castanheira sapucaia (Lecythis paraensis)


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 191<br />

HERVA PIPI — v. MUCURACAA.—<br />

HERVA PICÃO — BIDENS P1LOSUS L. (Compostas).<br />

SYN.—Carrapicho de duas pontas.— Ctiambít.<br />

CAR.-O fructo É preto, <strong>com</strong> 2-4 arestas amarellas,<br />

recurvadas; adherente á roupa.<br />

Med. pop.— Estimulante, antjscorbutica e anti-leucorrheica.—<br />

Re<strong>com</strong>mcndado contra a icterícia e o diabetes, nas<br />

inflammaçôes da garganta.<br />

11 ERVA de RATO — PALICOUREAGUIANENSIS<br />

Aubl. (Rubiaceas).<br />

PALICOUREA MARCGRAVII St. Hil. (Rubiaceas)<br />

e outras especies do mesmo genero.<br />

(a. de 2M. a 2M.Õ0).— HAB.- Nas orlas da matta grande<br />

de T. f.— Fruetos e sementes venenosos; perigosos para o<br />

gado.<br />

CAR.—Folhas grandes, ovaes, inteiras, de 30 cm. 12 cm.<br />

— Flores vistosas, amarellas, vermelhas ou róseas, de cheiro<br />

suave, em grandes paniculas terminaes.<br />

IIERVA de RATO — PSYCHOTRIA NOXIA A. St.<br />

Hil., = URAGOGA NOXIA Baill. (Rubiaceas).<br />

SYN. — Tangaraca.<br />

FYuctos e sementes venenosos. — Misturados <strong>com</strong> toucinho<br />

servem para matar ratos.<br />

HERVA SAGRADA— v. CAMARA.—<br />

HERVA de S. CAETANO— MOMORDICA CHARAN-<br />

TIA L. ( Cucurbitaceas ). - Origin. da índia.<br />

SYN. — Melão de S. Caetano.<br />

(Cipó herbáceo)—HAB.- Muito <strong>com</strong>mum em terrenos<br />

abandonados.<br />

CAR.— Cheiro desagradavel.<br />

Ind.— As folhas clareiam a roupa e tiram nodoas.<br />

Med. pop — As folhas e os fruetos são vermífugos e<br />

úteis na cura do gogo das aves domesticas.— O succo misturado<br />

<strong>com</strong> oleo de amêndoas doces é usado contra as<br />

queimaduras — A infusão das folhas 6 «útil nas leucorrheas<br />

e menstruação a<strong>com</strong>panhadas de cólicas.-O succo das folhas<br />

é ainda aconselhado contra a sarna.<br />

Alim — Os fruetos novos são <strong>com</strong>estíveis, crus (salada)


192 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

ou cozidos, depois de desembaraçados das sementes e escaldados<br />

para tirar a amargura.<br />

HERVA de S. JOÃO — (Marajó) — AGERATUM CO-<br />

NIZOIDES L. (Compostas).<br />

(PI. h.— até lm.).<br />

SVN.— Mcntrasto - Catinga de bode.<br />

Med. pop.— Tônica; preconisada contra o beribéri (alcoolatura<br />

em fricções) e o rheumatismo.— Estimulante, em<br />

banhos. A infusão nas cólicas e diarrheas.—Amarga e aromatica;<br />

util nas febres malignas.— Excellente contra o catarrho<br />

da bexiga.<br />

HERVA de SANTA LUZIA — EUPHORBIA BRASI-<br />

LIENSIS Lam. ( Euphorbiaceas).<br />

Svx.— Herva andorinha.<br />

HAB.—Nos logares húmidos.<br />

Med. pop.— O succo e decocto são usados contra as<br />

belidas dos olhos, mas <strong>com</strong> muita cautela. Cataplasmas das<br />

folhas nas ulceras chronicas.— Util na amenorrhea e para<br />

facilitar a expulsão de fetos mortos.<br />

HERVA de SANTA MARIA — v. MASTRUÇO.— CHE-<br />

NOPODIUM AMBROSIOIDES L. (Chenopodiaceas).<br />

HERVA de S. MARTINHO —SAUVAGESIA ERECTA<br />

L. (Ochnaceas).<br />

Svx — Adinui.<br />

Med. pop.— Anti-ophtalmica e diurética.<br />

HERVA de SOLDADO — PIPER E LONG ATUM \'ahl.<br />

(riperaceas).<br />

(a.).<br />

Svx.— Matico.<br />

Med. pop.— As folhas são hemostaticas, anti-blennorrnagicas<br />

e anti-leucorrheicas.— Os fruetos substituem a<br />

cuoeoa. Infusão contra diarrheas, dysenteria.<br />

HERVÂO — v. GERVÃO —<br />

caesa"o T E R ° S T E M O N MIMUSOIDES Desf. (Leg.<br />

dp rií A J' °» u a -' ) 7 Hab -- NO terreno rochoso da margem<br />

ue rio encachoeirado.'


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 193<br />

Loc.— R. Mapuera (A. Trombetas) — R. Negro — R.<br />

Japurá •<br />

Orn. - Folhagem elegante e abundante, flores grandes<br />

e bellissimas, brancas e azul arroxeado claro.<br />

HORTELÃ — MENTHA, esp. div. ( Labiadas ).-Todas<br />

as especies de mentha são exóticas.<br />

HORTELÃ BRAVA, ou do MATTO — v. PARACARY.—<br />

HORTELÃ BRAVA — (Marajó) — H Y PTIS ATRO-<br />

RUBENS Port. (Labiadas).<br />

(PI. h. rasteira) —HAB.- Commum nos arredores de<br />

Belem, á beira das estradas e cm terrenos abandonados.<br />

Med. pop.— Sudorífica, bechica, antispasmodica (folhas<br />

e summidades floridas, em infusão.<br />

HORTELÃ das HORTAS — MENTHA GE NT ILIS L.<br />

(Labiadas).<br />

Ali/n.— Serve para temperar a <strong>com</strong>ida.<br />

HORTELÃ PIMENTA —MENTHA PIPERITA L. (Labiadas).—Cultivada.—Origin.<br />

da Inglaterra.<br />

(PI. h.) — SYN.— Peppermint (Ingl.) — Menthe poivrée<br />

(Fr.).<br />

Med. — Aromatica, antispasmodica, tónica e excitante.<br />

— Dá um oleo essencial muito aromatico.<br />

HORTELÃ VERDE — M E N T H A VIRIDIS L. ( Labiadas<br />

).<br />

(PI. h.) — SYN.- Menthe verte (Fr.).<br />

índ. - O oleo volátil da Hortelã é extrahido da Mentha<br />

viridis e da M. piperita.<br />

Med. pop.— Aromatica e carminativa.


IAPANA — v. AYAPAXA —<br />

IAPANA-CAA — v. UAPE — (Victoria regia).<br />

I BIX UMA — v. MUTAMBA —<br />

ICACORE-C A ATING A — A RDISIA SEMICRENATA<br />

Mart. ( Mvrsinaceas) = ICACOREA GUIANENSIS Aubl.<br />

(a. ).<br />

Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, mas pouco saborosos.<br />

Meti. pop.— A casca é usada <strong>com</strong>o refrigerante.<br />

IMBAUBA de CHEIRO — POUROUMA sp.<br />

(Moraceas).<br />

( A. m.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— Faro.<br />

CAR.— As folhas esmagadas desprendem um cheiro<br />

bastante agradavel (salicylato de methyle).<br />

Ind.— A madeira serve para fabricar carvão.<br />

Alim.— Fructos em cachos, <strong>com</strong>estíveis, doces, acidulos<br />

e mucilaginosos.<br />

IMBAUBA MANSA, ou IMBAUBA de VINHO — v. MA<br />

PATY.—<br />

o<br />

IMBAUBA, ou EMBAÚBA — CECROPIA,<br />

div.


196 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

cyx —Arvore da preguiça.—Cetico (Peru) — Ambaiba<br />

I ) — Bois canon (G. fr.) — Trumpet-wood (Ingl.).<br />

' CAR.—A maioria das especies de " imbaubas ' sào myrmecophilas<br />

(form. Azteca Miilleri). — Os índios utilizam a<br />

madeira para fazer fogo por fricção <strong>com</strong> outra madeira dura.<br />

Jndj— A madeira, branca e leve. presta-se para a fabricação<br />

do papel e de carvão para polvora. A casca dá<br />

estopa fina. . , , . , ,<br />

Med.— Todas as imbaubas possuem propriedades semelhantes.—<br />

O succo da raiz é um poderoso diurético; augmenta<br />

a energia do musculo cardíaco sem multiplicar os<br />

batimentos do coração (A. da Matta).—O principio activo<br />

parece ser um glucoside; a cecropina.<br />

IMBAUBA — CECROPIA PACHYSTACHYA Tréc.<br />

(Moraceas).<br />

Ind.— A parte interna da casca dá boas cordas.<br />

IMBAUBA BRANCA — (Belem e E. de F. de Br.) — CE-<br />

CROPIA PALM ATA Willd. (Moraceas).<br />

SYN.— Ambaia-tinga.<br />

(A. M.) — HAB.- Frequente nas capoeiras.<br />

CAR.— Face inferior das folhas, branca.<br />

Mad.— Branca, leve; D = 0,33. Dá carvão leve para<br />

polvora.<br />

Ind — Propria para pasta de cellulose: <strong>com</strong>prim. das<br />

fibras 1,45 —diam. 0,040 = 1 36. - Rendimento em cellulose<br />

42 o/o.— ( Benj. Cordeiro - M.-C. P.).<br />

Med. pop.— Succo (seiva) dos renovos contra dysenteria,<br />

gonorrhea e leucorrhea — Bom vulnerário - A medulla,<br />

côr de chocolate, é um excellente hemostatico.<br />

IMBAUBA BRANCA — (B. Amazonas) — CECROPIA<br />

PARAENSIS Hub. ( Moraceas)<br />

(A. M.) — HAB.- Nas margens de varzea do B. Amazonas<br />

e de muitos rios da Amazonia.<br />

CAR.—Folhas brancas por baixo e verdes por cima.—<br />

Myrmecophila.<br />

Mad — Branca e leve — D = 0,28.<br />

Ind.— Propria para papel e carvão leve (p. polvora).<br />

D I S T ^ R H ^ r l S í 6<br />

SYN.—Imbauba da malta.<br />

R dC B '- ) - CECR0PIA


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

( \. g.) - HAB.- Acha-se principalmente dentro e na<br />

beira da matta da I. f.<br />

CAR.~Folhas grandes, brancas na face inferior.-Não<br />

myrmecophua.<br />

Ma d. — Branca e leve.<br />

Ind. — Madeira para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das<br />

fibras: 1,11 — diam. 0,021.— Rendimento em cellulose 42° 0 —<br />

( B. Cordeiro — M. C. P.).<br />

1MBAUBA BRANCA — (B. rio Purús) — C E C R O PIA<br />

STENOSTACHYA Warb. (Moraceas).<br />

HAB. - Substitue a C. Paraensis do B. Amazonas nas<br />

praias do Baixo Purús.<br />

IMBAUBA da 31 ATTA — v. I MB AHB A BRANCA — ( C.<br />

distachya).<br />

IMBAUBA da MATTA — (Beiern, E. de F. de Br.)- CE-<br />

CROPIA .) UR AN YAN A Rieht. (Moraceas).<br />

Sv.w— Imbanbilo.<br />

(A. g.)— HAB.- Dentro da matta de T. f.<br />

CAR.— Folhas enormes, digitadas, verdes de ambos os<br />

lados.<br />

Mad.-~ Branca e leve; própria para carvão (Polvora)<br />

- D = 0,30.<br />

Ind.— Madeira para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das<br />

fibras 1,28-diam. 0,039 (B. Cordeiro - M. C. P.).<br />

IMBAUBA da MATTA —(Alto Amazonas) — CECRO-<br />

PIA SCIADOPHYLLA Mart. (Moraceas).<br />

Ind.—Os índios aproveitam o succo leitoso para collar<br />

os seus ornamentos de pennas.<br />

IMBAUBA da MATTA —(Alte Amazonas) — CECRO-<br />

PIA FICJFOLIA (Moraceas).<br />

IMBAUBA da MATTA — (Manáos — Tezos de Marajó )<br />

— CEC RO PI A LEUCOCOMA Miq. (Moraceas).<br />

IMBAUBA VERDE — (B. Amazonas) — C E C R O PIA<br />

ROBUSTA Hub. (Moraceas). j .<br />

(A. m.) - HAB.- Frequente nas margens do no e nos<br />

campos inundáveis da varzea.<br />

•<br />

197


198 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR.-Folhas coriaceas, verdes de ambos os lados.-<br />

Não» myrmecophila.<br />

IMBAUBA VERDE — (Belem) - C E C R O PIA B U-<br />

REAUIANA Richt. (Moraceas).<br />

IMBAUBA VERDE — (A. Amazonas e A. rio Purús) —<br />

CECROPIA LAETEVIRENS Hub. (Moraceas).<br />

HAB.—Muito abundante nas praias do A. Purús e do<br />

Acre.<br />

CAR.— Folhas verde claro de ambos os lados. Myrmecophila.<br />

IMBAUBA VERDE (B. rio Purús e R. Solimões) —<br />

CECROPIA BIFURCATA Hub. (Moraceas).<br />

(A. p. ou m.) —HAB.- Substitue no B. rio Purús a C.<br />

robusta do B. Amazonas.<br />

CAR.-Myrmecophila.—Folhas verdes de ambos os lados<br />

e face superior lisa.<br />

IMBE—PHILODENDRON IMBE Schott. (Araceas),<br />

e outras especies do mesmo genero.<br />

( Cipó).<br />

SYN.— Cipó imbé — Ambé— Tracuá — Curttba.<br />

CAR. — Planta epiphyta.<br />

lnd.— As raizcs aereas, <strong>com</strong>pridas, delgadas e resistentes,<br />

servem de cordas, e, partidas, para tecer paneiros,<br />

jamachins — a casca das mesmas raizes 6 utilisada para tecer<br />

cestos.<br />

Med.pop.-O succo acre das folhas é detersivo; o<br />

cozimento das folhas frescas é re<strong>com</strong>mendado, em banhos,<br />

nas orchites. A raiz, em pó, é um purgativo drástico util<br />

na hydropisia, mas deve ser empregado <strong>com</strong> cautela por<br />

ser corosivo.<br />

IMBIRI — v. IIERVA dos FERIDOS.—<br />

IMENE — (Amazônia - ?) — v. BUTUA CATINGUENTA.<br />

(A. p.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

MA-


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

INAJA-RANA — QUARARIBEA DUCKEI Hub. (Bombaceas).<br />

«<br />

J A ' p -\~}l Ai Y Nos casta "haes do R. Trombetas e do<br />

R. Branco de Óbidos.<br />

%<br />

INAJA-RANA — (Furos — B. Amazonas) — OU AR \RI-<br />

BEA GUIANENSIS Aubl. (Bombaceas). V<br />

(a. de 2m.50 a 3m.) —HAB.- Frequente nas margens<br />

dos igarapés.<br />

CAR.—O fructo dos inajáranas lembra um pouco, no<br />

aspecto, um pequeno coco de palmeira.— Flores brancas<br />

e odoríferas, de forma muito original.<br />

Mad.— Branca, pouco <strong>com</strong>pacta.<br />

hid.— A casca dá envira.<br />

INAMBU-QUIÇAUA — RINOREA GUIANENSIS Aubl.<br />

= ALSODEIA GUIANENSIS (Aubl.) Eichl. (Violaceas).<br />

(A. p.).<br />

Mad.— Branca, tenra.<br />

INAMUHY — (Manáos) — v. LOURO NHAMUHY.—<br />

INGA — INGA, esp. div.— (Leg. mim.).<br />

Mad. - A madeira é avermelhada, nodosa; serve para<br />

lenha.<br />

bui.— A casca dos ingás é adstringente e serve para<br />

cortume.<br />

Alim.— A polpa que envolve as sementes é muitas<br />

vezes aromatica, doce e <strong>com</strong>estível.<br />

INGA —INGA MARGINATA Willd. (Leg. Mim.).<br />

(A. m.) —HAB.- Commum em toda a Amazônia em<br />

terrenos argillosos, na varzea e na T. f.<br />

Loc.—Óbidos — R. Tapajóz— Gurupá — R. Xingu —<br />

E. de F. de Bragança.<br />

INGÂ-ASSÚ — INGA CINNAMOMEA Benth. (Legum.<br />

mim.). r.<br />

.( A. g. ou m.) — HAB.- Espontâneo nas mattas das varzeas<br />

do R. Amazonas; algumas vezes cultivado.<br />

Loc.— Gurupá — Munie, de Almeirim — R. Solimões.<br />

CAR.— Na matta, os galhos novos silo quasi sempre<br />

199


200 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

ocos e habitados por formigas "tachys" (gen. Pseudomyrmal<br />

cuja picada é bastante • I %<br />

AUm.— Fructo grande, <strong>com</strong>estível, doce.<br />

INGÁ - (Rio Tapajoz) — IN G A C A P üC HOI<br />

P. Standley {Leg. mim.).<br />

(A. m.) —HAB.- Matta da 1. f.<br />

Loc.-Bôa Vista (Rio Tapajoz).<br />

CAR.- Flores vermelho e branco, inodoras.<br />

Mad— Somente utilisada <strong>com</strong>o lenha para queimar.<br />

INGÀ-CAETETU — v. ANGELIM RAJADO. —<br />

INGÁ-CHICHI, ou ING Á CHI CHICA — ING A HETE-<br />

ROPHYLLA Willd. (Leg. mim.).<br />

HAB.—Nas capoeiras de T. f.<br />

Loc.— Em toda a Amazônia.<br />

CAR.—Folhas e fructos pequenos.<br />

INGÁ-CHICHI — INGA SERTULIFERA- DC. (Leg.<br />

mim.).<br />

HAB.— Em terrenos argillosos, em beiras dagua e<br />

capoeiras.<br />

CAR.— Folhas e fructos pequenos.<br />

INGÁ-CHICHI — (Faro) — INGA ALBA ( Sw.) Willd.<br />

(Leg. mim.)<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

INGÁ-CHICHI-INGA FAGIFOLIA (L.) Willd.<br />

(Leg. mim.).<br />

SVN.rIngá ciirurú — Ingá-y (Ceará).<br />

Cultivado em Belem, Gurupá.<br />

Ind - A casca secca dá 10, 1 *>/ de tanninos ( E. Serfaty<br />

— M. C. P.).<br />

Alim.— Fructos pequenos, mas <strong>com</strong> polpa <strong>com</strong>estível,<br />

doce.<br />

INGÁ-CIPÓ — INGA EDULIS Mart. (Leg. mim.).<br />

( A. P-i — Arvore copuda; a forma tvpica e uma variedade<br />

<strong>com</strong> fructos menores são espontaneas na Amazônia.<br />

bvN.-Guabo (no Perú)—Pois sucré ( G. fr.).<br />

Ob" 1 0C '~ m Alcoba Ç a — Almeirim - R. Branco de


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

CAR.— São os fructos muito <strong>com</strong>pridos da forma cultivada<br />

que parecem cipós. *<br />

Alim.— E' a especie mais frequente, cultivada no Pará;<br />

a polpa que envolve as sementes é doce, saboroso.<br />

201<br />

INGÁ-CURURÚ — v. INGA CHICHI — (I. fagifolia).<br />

INGÁ de FOGO — INGA VELUTINA Willd. ( Leg.<br />

(mim.).<br />

Indígena na região do estuário e no B. Amazonas; ás<br />

vezes cultivado.<br />

INGA-RANA — (Belem — E. de F. de Br. — Gurupá)—<br />

PITHECOLOBIUM PEDICELLARE (DC.) Benth. (Leg.<br />

mim.).<br />

SYN. — Bois la monte, ou Bois macaque rouge ( G. fr.)<br />

— Cambuí ( R. de .1.)<br />

Mad.— Madeira branco roseo, muito fibrosa, para marcenaria<br />

e construcçôes. D = 0,80 a 0,90.<br />

INGA-RANA — PITHECOLOBIUM UNIFOLIATUM<br />

Benth. (Leg. mim.).<br />

( A. m.) — HAB.- Matta da varzea.<br />

Loc.~ B. Amazonas — B. rio Tocantins — B. rio Xingu<br />

—M. rio Tapajóz — R. Madeira—R. Negro.<br />

Mad — Cerne pesado, avermelhado <strong>com</strong> veios escuros.<br />

INGA-RANA — (Lago de Óbidos -Margens do R. Trombetas)—INGA<br />

DISTICHA Benth. (Leg. mim.).<br />

INGA-RANA — (Estuário) — PITHECOLOBIUM LA-<br />

TIFOLIUM (L) Benth. (Leg. mim.).<br />

SYN.- Jarandeua.<br />

Mad. - Para carpintaria e construcção civil (obras internas).<br />

INGA-RANA — (L. do Salgado) - PITHECOLOBIUM<br />

DINIZII Ducke (Leg. mim.).<br />

(A. p.) - HAB.- Matta pantanosa da 1. f.<br />

Ora. -Arvore de porte gracioso; flpres roscas.<br />

INGA-RANA—(Amazônia) - PITHECOLOBIUM<br />

CAULIFLORUM (Willd.) Benth. (Leg. mim.).<br />

SYN.-Jarandeua — Ararandeua.


202 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

(A. p.)—HAB.- O mais <strong>com</strong>mum dos "Ingá-ranas", nas<br />

praias e margens de rios.<br />

C-\R.—Flores róseas muito abundantes.<br />

Ma d. Madeira branco - amarellado, <strong>com</strong>pacta, dura,<br />

de boa conservação.<br />

INGARANA da beira — (R. Tapajoz) — PITHECOLO-<br />

BIUM PANURENSE Spruce (Leg. num.).<br />

INHAME—DIOSCOREA BRASILIENSIS Willd. (Dioscoreaceas)<br />

— v. CARA MIMOSO.—<br />

INHAME — DIOSCOREA LAXIFLORA Mart. (Dioscoreaceas).<br />

SYN.—Cará-tinga bravo, ou do ma lio.<br />

Loc.—Rio Cuminá-mirim.<br />

(Cip.)— CAR.- Caule cylindrico.<br />

AlimOs tubérculos tem pouco valor e devem ser<br />

submettidos á cocção prolongada.<br />

INHAME — (Varzeas de Obidcs) — DIOSCOREA PI-<br />

PERIFOLIA Willd. (Dioscoreaceas).<br />

(Cip.)—CAR.- Caule anguloso.<br />

Alim.— Rhizomas tuberculosos, alimentares depois de<br />

cocçào prolongada.<br />

Me d. pop.—Folhas emollientes.<br />

INHAME BRANCO — COLOCASIA ANTIQÜORUM<br />

Schott. var. TYPICA Engl. (Aroideas) — Origin. da Asia<br />

Menor.<br />

SYN —Inhame da costa—Taro.<br />

(PI. h.) — CAR.- Sorte de "tajá", de folhas grandes; o<br />

peciolo e a bainha são coloridos de vermelho ou roxo.<br />

Alim.—Rhizoma globuloso, constituindo um excellente<br />

alimento, sem sabor particular. As folhas são também <strong>com</strong>estíveis,<br />

substituindo os "espinafres".<br />

INHAME da COSTA — v. INIIAME BRANCO.—<br />

INHAME da ItJDIA — DIOSCOREA ALATA L. (Dioscoreaceas)<br />

— Origin. da Malasia.<br />

SYN.-Cara-inhame— Igname franche, da G. fr.<br />

(Up.)—CAR.- Haste verde ou roxa, quadrangular, <strong>com</strong><br />

os ângulos alados; folhas inteiras, cordiformes.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

Muitas variedades.<br />

Ali/n.—-Rhizomas tuberosos e feculentos, de grandes<br />

dimensões (de ó a lo k.), brancos, avermelhados ou roxospreciosos<br />

para a alimentação; <strong>com</strong>em-se assados ou cosido«'<br />

Conservam-se mal depois de arrancados.<br />

INHAME TAYOBA — COLOCASIA ANTIOUORUM<br />

Schott. var. ESCULENTA Engl. (Aroideas). — Origin. da<br />

Asia Menor.<br />

(PI. h.) — CAR.- Sorte de "tajá", de folhas grandes,<br />

verde claro, jaspeadas de verde escuro (attingem algumas<br />

vezes 1 m. na maior dimensão).<br />

Alim. — Rhizoma e folhas <strong>com</strong>estíveis, <strong>com</strong>o no Inhame<br />

Branco. —Excellente variedade.<br />

203<br />

IOIOCA —EUGENIA (Myrtaceas).<br />

(a. g.)—HAB.- Margens inundadas de riachos e furos.<br />

IOIOCA — v. RABO de ARARA.—<br />

IPADU — ERYTHROXYLUM COCA Lamk. (Erythroxvlaceas.<br />

Subespontaneo e cultivado.<br />

(A. p.).—<br />

Svx.— Coca.<br />

Med. — As folhas são estimulantes do systema nervoso;<br />

o principio activo ó um alcalóide, a COCAÍNA.<br />

Os índios do Perü e da Bolívia mascam estas folhas que<br />

parecem augmentar as forças, attenuando a sensação de<br />

fome e produzindo uma especie de embriaguez agradavel;<br />

costumam misturar <strong>com</strong> as folhas de coca um pouco de<br />

cinza do espatho da palmeira molacit (Attalea princeps<br />

Mart.) e um pequeno pedaço de cipó amargo, chamado<br />

Tchamarú, na Bolivia e que é provavelmente abata (Abuta<br />

concolor Poepp.).<br />

IPADÚ-MIRIM -ER YT H ROXYLUM CATAR AC -<br />

TARUM Spr. (Ervthroxvlaceas).<br />

ia. de 1 a 2 m.) —Loc.- Alto R. Negro.<br />

Mcd— As folhas têm as mesmas propriedades que as<br />

da especie anterior, mas menos activas.<br />

o<br />

IPÊ — (Marajó — R. Aramá ~ Belem, no Igapó do Catú)<br />

-EPERUA BIJUGA Benth. (Leg. caesalp.).


A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

SYs.—Aipé - Espadeira (Faro) - Muirapiranga ( Manáoj,<br />

Soure).<br />

L0Ci—Ilhas — Marajó —raro— Manaos.— Estuário<br />

tocantino.<br />

(A. M.) — CAR.- Bellas flores.<br />

Mad — Avermelhada, <strong>com</strong> veios resinosos mais escuros.<br />

IPÊ—(Litoral, estuário e B. Amazonas)— MACROLO-<br />

BIUM PENDULUM Willd. v. ARAPARY- RANA —<br />

IPÊ— (Breves) — MACROLOBIUM BREVENSE<br />

Ducke (Leg. caesalp.).<br />

(a. g.).<br />

Mad.—Madeira avermelhada.<br />

IPÊ— (Breves) — MACROLOBIUM CAMPESTRE<br />

Hub. ( Leg caesalp ).<br />

v(a., até A. g.).—Nào passa de um arbusto nos campos<br />

e nas campinas arenosas, tornando-se arvore na matta humosa<br />

e pantanosa.<br />

Loc.— Belem — Gurupá — R. Trombetas — Faro.<br />

Mad.— V T ermelho-pardacento claro.<br />

IPÊ_(A. rio Capim)—MACROLOBIUM BIFO-<br />

LI UM í Aubl.) Pers. = MACROLOBIUM HYMENAE-<br />

OIDES Willd. ( Leg. caesalp.).<br />

SY.W— Ipê verdadeiro. ( Furos ).<br />

(A. p. ou a.)— HAB.- Igapós e margens de riachos silvestres.<br />

IPÊ dc FOLHA MIÚDA — (A rio Capim) — M A C RO-<br />

LO BI UM CHRYSOSTACHYUM ( Miq.) Benth. (Leg.<br />

caesalp.).<br />

SYN.-Aipé — Ipê da varsea.<br />

( A. m.) — HAB.- Nas margens dos rios claros ou de<br />

agua preta..<br />

IPÊ da VARZEA— v. IPÊ de FOLHA MIÚDA.—<br />

^ /v <<br />

. , IPE ' J ^ ^ N A — (Breves) — v. JUTAHY-RANA<br />

(Óbidos)—CRUDIA PUBESCENS Benth.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

IPE, ou IPERANA—(Breves) — CRUDIA SPICATA<br />

(Aubl.) Benth. íLeg. caesalp.).<br />

Loc.—Margens de igarapés, nas ilhas altas de Breves<br />

—R. Mapuera.<br />

205<br />

IPÊ ROXO — (Gurupá) - v. PÁO ROXO do IGAPO.—<br />

IPE-UBA — MACROLOBIUM BIFOLIUM (Aubl.)<br />

Pers. íLeg. caesalp.).<br />

SYN. -Jatobarana - R. Tapajoz.<br />

(A. p. ou a.) — HAB.- Igapós e logares pantanosos em<br />

campos arenosos.<br />

Loc.—Belem- Bragança-Marajó — M. Rio Tocantins<br />

M. R. Xingú—M. R. Tapajoz — Campos de Óbidos e Faro.<br />

IPECACONHA de FLOR ROXA —(Marajó)— RUEL-<br />

LIA GEMINIFLORA H. B. K. (Acanthaceas).<br />

(PI. h. deOm. 60 a 0m.70)—HAB.-Nos campos altos<br />

arenosos.<br />

Med. - A raiz é vomitiva.<br />

IPECACONHA de FLOR BRANCA —(Marajó) — IONI-<br />

DIUM IPECACUANHA Vent. = HYBANTHUS IPECA-<br />

CUANHA Bail. (Violaceas).<br />

(Sub. a.)— SYN.- Poaia ou Poaya da praia —Ipôca<br />

branca—Jpéca do Marajó—Poaia branca—Parga do campo—Purga<br />

da praia—Piraaya.<br />

Med.—Raiz emetica—Indicada contra as dysenterias e<br />

a gotta.<br />

E' considerada <strong>com</strong>o podendo substituir a ipéca verdadeira.<br />

IPÈCA FALSO— v. OFFICIAL DA SALA. — ASCLE-<br />

PIAS CURASSAVICA L. (Asclepiadaceas).<br />

IPECACUANHA FALSA - BOERBHAVIA DIFFUSA<br />

L. Píyctaginaceas).<br />

(PI. h.)— Loc.- Amazônia (?)—Sul do Brasil.<br />

Med. pop.-Raiz purgativa e emetica.


206 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

IPECACUANHA FALSA — BOER RH A VIA DECUM-<br />

BENS Vahl. (Nyctaginaceas).<br />

(PI. h.)-Loc.-Amazonia (.•';—Sul cio Brasil.<br />

Med. pop.—Vomitiva.<br />

IPECA VERDADEIRA — (Alto R. Madeira) — CE-<br />

PHAELIS IPECACUANHA Rich. = PSYCHOTRIA IPE-<br />

CACUANHA Mull. Arg. (Rubiaceas).<br />

SYN. — Ipecacuanha verdadeira (Ipê-caá-coêna em<br />

L. g.)—Poaya verdadeira—Ipeca annelé (Pr.).<br />

CAR.—Flôr branca, raiz annelada.<br />

Med— A raiz contem tres alcalóides: emetina (l,45°/0)t<br />

cephaelina (0,52 °/o) e psychotrina (0,4 ° o). — Vomitiva em<br />

alta dose, tónica e expectorante em dose pequena; em dose<br />

elevada produz na^eas, pallidez, vomitos e, ás vezes, evacuações<br />

alvinas. — Usada contra dysenteria, asthma, catarrho<br />

suffocante, bronchite, pneumonia.<br />

IPECACUANHA PRETA — PSYCHOTRIA EMETIC A<br />

Mutis. (Rubiaceas) = URAGOGA EMETIC A Baill.<br />

SYN.— Ipecacuanha estriada major.<br />

(PI. h.) — Loc.- Amazonia (?) — Colombia -- Amer.<br />

Central.<br />

Mesmas applicações que a Ipeca verdadeira.<br />

IRARY — (R. Tapajoz) — v. MEMBY.—<br />

ISCA do MATTO — v. ESPONJA do MATTO. —<br />

ISQUEIRO — (Anauerapucú)— ( ?)<br />

ITAPEUÀ — (R. Tapajoz) — COUMA RÍGIDA Muell.<br />

Arg. (Apocynaceas).<br />

SYN .-Marfim (R. Tapajoz) - Mocuge (Bahia).<br />

(/V. m. ou gr.)—Ahm.- Fructo globoso, saboroso,. fermentando<br />

<strong>com</strong> grande facilidade.<br />

A/r / T 5 B A ** (R - Branco, do Amazonas — Almeirim —<br />

Monte Alegre - Santarém) - SILVIA DUCKEI A. Sampaio<br />

(Lauraceas). ,<br />

a b a c ^ l a ^ r ^ " " ^<br />

de AlmeÍrÍm) ~~


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 207<br />

(A. m.) -HAB.- Matta da T. f.-Rara—Na floresta seçca,<br />

visinha dos campos.<br />

Mad. — Parecida <strong>com</strong> a da Itaüba amarella <strong>com</strong>mum<br />

(Silvia itauba).<br />

ITAUBA ABACATE — (Santarém) — id.<br />

id<br />

ITAUBA AMARELLA — (Almeirim — Prainha ) —<br />

id id<br />

ITAUBA AMARELLA <strong>com</strong>mum— SILVIA ITAUBA<br />

(Meissn.) Pax. (Lauraceas).<br />

(A. g.)—HAB.- Matta da T. f. em terreno silico-argilloso.<br />

Loc."Commum em Óbidos—Santarém — Villa Braga<br />

(R. Tapajoz)—Existe no R. Negro.<br />

Mad. —O nome %t itaúba" significa "páo pedra" (Itá-üba,<br />

pedra-arvore, em L. g.). — Madeira de primeira ordem. —<br />

Cor amarello pardo claro, virando rapidamente, na luz, ao<br />

pardo escuro; macia, gorda mesmo, ao tocar. — Imputrescivel,<br />

fendendo-se pouco, de dureza media, muito resistente,<br />

elastica, deixando-se trabalhar <strong>com</strong> facilidade pela ferramenta<br />

manual, mas gastando muito os dentes das serras<br />

mecanicas rapidas. — A melhor para construcções navaes,<br />

grandes e pequenas; os galhos principaes,diversamente arqueados,<br />

fornecem boas curvas — Carpintaria — Dormentes.<br />

— D. = 0,93.<br />

ITAUBA BRANCA — (Manáos) — v. BIBIRU.—<br />

ITAUBA PRETA — ?<br />

(Lauraceas).—Até agora classificada erradamente <strong>com</strong>o<br />

OREODAPHNE HOOKER1ANA Nees<br />

(A. g.).<br />

Mad.— Madeira analoga á da Itaüba amarella, mas<br />

castanho-amarellado, virando ao pardo escuro, quasi preto,<br />

e mais pesada. - De qualidade superior para a construcçào<br />

civil.— fmputrescivel.— D = 1,05.<br />

»ITAUBA SURUBIM — ?<br />

Loc. —Oriximiná—Munie, de Borba.<br />

Mad.-A madeira, analoga á Itaúba amarella <strong>com</strong>mum,<br />

é grosseiramente mosqueada de preto.


A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

ITAUBA VERMELHA— v. BIBIRÚ.—<br />

ITAUBARANA da V. — SWEETIA N ITENS (Vog.)<br />

Benth (Lcg. soph.).<br />

(A. p. ou m.) — HAB.- Em todo o Estado, nas margens<br />

arenosas dos lagos e rios, mas não nas margens do Amazonas,<br />

nem do estuário.—Muito <strong>com</strong>mum cm todo o R.<br />

Negro. , , . . .<br />

Mad.— Pardo-cinzento, nodosa, muito resistente, imputrescivel.<br />

Para construcçílo civil, moirôes, dormentes.—Nào<br />

se parte facilmente e deixa-se bem penetrar pelos pregos —<br />

D = 1,00.<br />

ITUÀ — (R. Mapuera) — GNETUM NO DI FLOR UM<br />

Brougn. (Gnetaceas).<br />

(Cipó).<br />

ITUA-ASSU — GNETUM URENS Blume, (Gnetaceas).<br />

SYN.— Thoá (G. fr.).<br />

(Cipó grande) — HAB.- Na margem dos rios.<br />

Ind.-r O tronco e os ramos podem dar grande quantidade<br />

de fibras resistentes, próprias para cordas, tecidos e<br />

pasta para papel.<br />

A casca, ferida, exsuda um liquido claro e viscoso<br />

que, seccando, constitue uma gomma transparente.<br />

E' um dos cipós do caçador: os pedaços do tronco<br />

cortados rapidamente e virados, a extremidade superior<br />

para baixo, dAo agua potável abundante.<br />

Aliai.—- O fructo, ovoide alongado, contem uma amêndoa<br />

<strong>com</strong>estível depois de assada.— No interior da casca do<br />

iructo tem uma camada de pellos picantes que se evitará<br />

de tocar.<br />

ITUÀ-MIRIM - (Gnetaceas)<br />

ITUÀ PRETO - (Gnetaceas).<br />

(Cip.) - CAR .- Os fructos são pretos.<br />

IURARY - v. - TIMBÒ. - (Paullinia grandiflora).<br />

IVITINGA - 7. AÇOITA-CAVALLO.—


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS


A AMAZOXIA BRASILEIRA


J<br />

JABORANDY do PARA, ou de 3 folhas.—v. ALFAVACA<br />

de COBRA. —<br />

JABOTÀ — v. PACAPIÀ. —<br />

JABOTICABA — MYRCIARIA CAULIFLORA Berg.<br />

( Myrtaceas).— Origin. do Sul do Brasil; pouco cultivada no<br />

Norte.<br />

(A. p.) —CAR.- AS flores nascem no tronco e nos galhos<br />

principaes.<br />

Alim.— Fructo : baga vermelho violaceo, globulosa.de<br />

2 a 2.5 cm. de diam., pelle coriacea, polpa quasi liquida,<br />

doce e agradavel, lembrando a uva; producção abundante.<br />

JABOTY-MIRÁ (Mauhés) — ?<br />

(A.).<br />

MG d.— A madeira tem cor de labaredas.<br />

JABOTY da T. f. (Belem) — ERISMA UNCINATUM<br />

Warm. ( Vochvsiaceas).<br />

\ mi ' D<br />

(A. m.).<br />

SYN.— Qiiaruba de flores roxas (Belem).<br />

Ind— As amêndoas contem 50° o de um sebo branco<br />

análogo ao "sebo de jabotv"; ponto de fusão: 43°;).<br />

o


212 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

JABOTY da V. — ERISMA CALCARATUM (Link).<br />

Wnrrn. (Vochysiaceas).<br />

SYN.-Jaboti araconha - Cachimbo de jaboti — Caramuru.<br />

(A. m.).— HAB.- Abundante nas varzeas do estuário e<br />

nos igapós marginaes dos riachos de agua clara ou escura,<br />

no E. do Amazonas (R. Negro.—Alguns affluentes do Solimões,<br />

<strong>com</strong>o o R. Javary ), mas não no B. Amazonas.<br />

Mad — Branca, grosseira, leve e tenra. D = 0,52. Bôa<br />

para a fabricação de papel.<br />

Ind.—. O fructo, rugoso, recurvado em forma de cachimbo.<br />

contem uma amêndoa oleaginosa que dá 51 °/o de<br />

matéria graxa branca, de consistência de sebo ( Ponto de<br />

fusão; 45° C.).- Safra de fevereiro a julho.<br />

Orn.— Arvore ornamental, de bellas e abundantes flores<br />

azues, em grandes paniculas.<br />

JACA da BAHIA — ARTOCARPÜS INTEGRIFOLIA<br />

L. ( Moraceas ).— Origin. da índia.<br />

(A. g )—Cultivada na Amazônia.<br />

Alim. - Fructo globuloso, enorme ( até 15 ks.), verde<br />

amarellado, eriçado de verrugas, agarrado directamente no<br />

tronco ou nos galhos grossos da arvore; a pelle é molle.<br />

pouco resistente; a polpa branco amarellado, visguenta, doce,<br />

de cheiro pouco agradavel, envolve sementes grossas e numerosas<br />

que se podem também <strong>com</strong>er cozidas ou assadas e<br />

passam por serem ligeiramente aphrodisiacas. A polpa não<br />

•é apreciada por todos; é enjoativa.<br />

Mad. — A madeira 6 amareila, brilhante, própria para<br />

marcenaria; é o jack-wood dos Inglezes.<br />

Orn.— Bonita arvore para sombra.<br />

JACA do PARA — ANONA MURICATA L. (Anonaceas).—Origin.<br />

das Antilhas.<br />

(A. p. de 4 a 5 m. ).<br />

SYN.— AratiCÚ manso — Craviola ( Belem ) — Cachiman<br />

morveux, ou cachiman épineux, ou CorossoU ou Corossol<br />

épineux. da,.G. fr.<br />

Alim.- Fructo grande, cordiforme, alongado, yerde,<br />

coberto de pontas molles, curvas.-Polpa branca, perfumada,<br />

agridoce, de sabor agradavel; pesa até 2 ks.—Excellente<br />

para sorvetes.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

213<br />

J AC AI AC A —(Cametá) — v. CEDRO BRANCO —<br />

(Poupartia amazônica).<br />

JACA MIM — v. MAPARANÁ.-<br />

JACAMIM-RENEPEA — RINOREA FLAVESCENS<br />

= ALSODEIA FLAVESCENS Spreng. (Violaceas).<br />

(a. de 1 m. a 1 m.50).<br />

CAR.—As flôres, amarelladas, tem cheiro de cera.<br />

JAÇAPÉ — v. CAPIM de CHEIRO - (Killinga odorata).<br />

JACA-RANA — ? ,<br />

JACARANDÁ (Mte Alegre) — v. ARAPARY da T. f.—<br />

SWARTZIA FUGAX Benth. (Leg. caesalp.).<br />

JACARANDÁ BRANCO —SWARTZIA PSILONEMA<br />

Harms. (Leg. caesalp.)<br />

(A. m.) —HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— Cametá— R. Tocantins — R. Xingu — R. Mojú.<br />

Mad. — Madeira branca.<br />

JACARANDÁ do COBERTO, ou do CAMPO COBERTO<br />

— v. ARAPARY da T. f. —<br />

JACARANDÁ do PARA — DALBERGIA SPRUCE-<br />

ANA Benth. (Leg. pap. dalb.).<br />

SYN.— Palissandre (Fr.) - Rosc-ivood, ou Blak-ivood<br />

< Ingl.).<br />

(A. m. ou g.) — HAB.- Matta de T. f. secca, em terreno<br />

arenoso.<br />

Loc.- Belem - Óbidos — Mazagáo - Monte Alegre —<br />

Santarém — Faro — M. rio Tapajoz.<br />

Mad. - Castanho escuro, <strong>com</strong> finas listras quasi pretas,<br />

muito dura, mas se trabalhando bem, <strong>com</strong> ligeiro cheiro de<br />

violeta; para ebanisteria, segeria. — D = 1,10.<br />

JACARANDÁ PRETO — SWARTZIA CORftUGATA<br />

Benth, ( Lejnim. caesalp.). 0<br />

,Loc\—Óbidos —Oriximiná.<br />

JACARANDÁ ROXO - MACHAERIUM ACUTIFO-<br />

LIUM Vog. ( Leg. pap. dalb.).


214 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

(A. m.) —HAB.- Matta da T f. em terrenos argillosos,<br />

na beira dos campos.<br />

Loc.— Monte Alegre — Alemquer — Óbidos.<br />

Mail. -Castanho escuro, largamente manchado de preto<br />

violáceo; para ebanisteria.— D = 1,15.<br />

JACARÉ-ARU — v. CAFERANA (Tachia guianensis).<br />

JAC ARE-COPAIIY BA — (Juruty Velho) — EPE RUA<br />

OL EIFER A Ducke (Leg. caes.)<br />

HAB.-Matta da T. f. na vizinhança dos igapós.<br />

Loc.—Maués — R. Madeira — R. Canumá.<br />

(A. g.)—CAR.- Bonitas llôres lilaz; folhas semeadas de<br />

pontos transparentes.<br />

Ind. — Do tronco extrahe se um oleo resina muito<br />

espesso, de côr negro esverdinhado, de cheiro forte e desagradavel,<br />

utilisado para o calafeto das embarcações, para<br />

preparar tintas e vernizes.<br />

JACARÈUBA — CALO PH YLLUM BRASILIENSE<br />

Camb. (Guttiferaceas).<br />

SYX.—Landim (Brasil central).<br />

(A. g.)—Loc.- Amazónia e Brasil central.<br />

Alad.—Amarello-avermelhado, de fibras trançadas, imitando<br />

o cedro, mas mais dura e menos flexível, mais revessa.<br />

Para marcenaria. — D = 0,64.<br />

Med.—A casca dá um balsamo resinoso, liquido, amarello,<br />

aromatico, amargoso e acidulo, utilisado contra as<br />

ulceras chronicas do gado; é o "Balsamo de Landim" (ou<br />

Lantim).<br />

JACATIRÄO - MICONIA PRASINA DC. (Melastomaceas).<br />

Ind.-Dá uma tinta preta.<br />

r\fn JAClACANGA — (Amazonas) — v. CANNA de MA-<br />

JACUNDÁ-CALATHEA ORNATA Kcke. (Marantaceas).<br />

«<br />

vulaceS APINHA ~ IP0MAEA S I N U A T A ° rtcg ' (CoSvol-<br />

Med. — Drástico.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

JAMARU — v. CABAÇA AMARGOSA. —<br />

. .JAMBO -JAMipSA VÜLGARIS DC. (Myrtaceas)-<br />

Origin. das Ilhas da Sonda.<br />

SYN.—Pomme rose (G. fr.).<br />

(A. m.)— Cultivada.<br />

Mim.—Fructo globoso da grossura de uma ameixa,<br />

branco - amarellado tingido de roseo—Polpa esponjosa, quasi<br />

secca, de gosto e cheiro de rosa; pouco apreciado; preferível<br />

em marmeladas.<br />

O Jambo vermelho (EUGENIA MALACCENSIS L.)<br />

é uma arvore pequena, de folhas grandes, copa muito fechada;<br />

o fructo tem a forma de uma pera pequena, côr<br />

purpurea, polpa branca, esponjosa, de pouco sabor.<br />

JAMBÚ — WULFFIA STENOGLOSSA (DC.) Hub.<br />

(Compostas).<br />

(Cip.)-SVN.- Jambü-rana (Belem).<br />

CAR.—Folhas muito asperas.<br />

Mim. — Fructo: drupa <strong>com</strong>posta, succulenta, insípida.<br />

Med.—Bom diurético.<br />

215<br />

JAMBÙ-ASSÙ — v. AGRIÃO do PARA. — SPILAN<br />

THES OLERACEA L. (Compostas).<br />

JAMBÚ-RANA — v. JAMBU —<br />

JAMBÙ-RANA — PIPER (ARTHANTE) TUBERCU-<br />

LATA Miq. (Piperaceas).<br />

(a. ou A. p.).<br />

SYN.—Betre aromalico.<br />

Med.—Raiz de sabor picante; as folhas e as raízes são<br />

sedativas e calmantes (Rheumatismos).<br />

JAMBU-Y — PIPER (Piperaceas).<br />

(a. p. da matta de T. f.i — Loc.-Cametá.<br />

Med. pop-Chá da raiz contra inflammações do ligado<br />

e hydropisia - Produz salivação <strong>com</strong>o o "jaborandy — Apontado<br />

<strong>com</strong>o tendo virtudes extraordinarftis para a conservação<br />

tia virilidade.<br />

JANIPARINDIBA — v. GENI PAR AN A. —


216 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

JANITÀ —SAHAGUNIA RACEMIFERA Hub. (Moraccas).<br />

., _<br />

(A. p.)-Loc.- Óbidos - Santarém.<br />

Mad.— Branco-amarellado.<br />

Alini.—O fructo <strong>com</strong>e-se cozido.<br />

JAPACANIM - PARKIA OPPOSITIFOLIA Benth.<br />

(Leg. mim.).<br />

SYXArara-tucupy (E. do Amazonas)—/anca (Pará)<br />

— Visgueiro (E. do Pará).<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da T. í. arenosa.<br />

Loc.—Óbidos-Porto de Moz-Muito frequente em Gurupá.<br />

C.\R.-Copa larga, chata, em chapéu de sol.<br />

Mad— Branca e leve; pode servir para a fabricação<br />

de papel: rendimento em cellulose 46,9 °/o — <strong>com</strong>prim. das<br />

fibras 1,04 —diam. 0,020. (A. Bastos —M. C. P.) — D = 0,37.<br />

Ind — A casca contem tannino.<br />

Alim. anitn.— As araras <strong>com</strong>em a polpa que envolve<br />

as sementes.<br />

Med. pop.— A casca fresca tem cheiro de salicylato<br />

de methyla; é adstringente e antihemorrhagica; util para<br />

lavagem de feridas e ulceras.<br />

JAPANA — (Amazonas) - EUPATORIÜM AYAPANA<br />

Venten. (Compostas).<br />

( a. p., de lm.50 a 2m.).—Duas variedades : fiôres roxas<br />

ou brancas.<br />

Sv s.-fapdna — Ayaptnia.<br />

Med — A infusão das folhas ú um sudorífico poderoso.<br />

— O succo das folhas ajuda a cicatrisaçào das feridas.—<br />

Ionica, estomachica e aromatica.-Adstringente energico<br />

contra diarrhea e dysenteria.— Em bochecho nas anginas,<br />

gengivites, aphtas e escorbuto. A japatia roxa é a mais<br />

activa.<br />

JAPECANGA — v. SALSA. —<br />

. >. > x ~ ( R - Tapajoz) - PSVCHOTRIA RU-<br />

BRA (Willd) Muell.c Arg. (Rubiaceas).<br />

JARACATIÀ — v. MAMÃO BRAVO. —<br />

JARAGUA — v. CAPIM JARAGUA. —


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

JARAMACARU — CEREUS sp.<br />

(Cactaceas ). O<br />

PI. que pode attingir grandes dimensões (Serra do<br />

Ereré.).<br />

SYX. - Untmbeba — Jamacarú — Mandacaru (dos<br />

Cearenses).<br />

HAB. - Em terrenos seccos e mesmo rochosos.<br />

Med. pop. — O sueco dos fructos é antiscorbutico —a<br />

decocçào da planta é refrigerante (febres gastricas e biliosas)—o<br />

succo da mesma cozida, em xarope, é bom nas<br />

affecções pulmonares. —A massa do caule applicada quente<br />

nos abcessos e ulceras actua <strong>com</strong>o sedativo e emolliente —<br />

A tintura das flores é diurética e cardio-tonica.<br />

JARAMANTAIA — v. TAROU do IGAPO —<br />

JARANA ESC HW EI LER A (CHVTROMA) JA-<br />

RANA í Hub.) Ducke, = CHVTROMA JARANA Hub.-<br />

= HOLOPVXIDIUM JARANA (Huber) Ducke. (Lecythidaceas).<br />

(A. g.) —HAB.-Mattas da T. f.<br />

Loc.— E. de F. de Br. — Santarém — muito abundante<br />

no Baixo-Tapajoz.<br />

CAR.— Fructos de 3 a 7 cm. de diam. indehiscentes.<br />

Ma d.— Vermelho claro ou roseo-amarellado, dura, resistente;<br />

excellente para carpintaria e dormentes. D = 0,85.<br />

JARANDEUA — v. INGA-RANA — (Estuário).<br />

JARANDEUA — v. ARARANDEUA. —<br />

JARARACA-MIRIM — DRACONTIUM POLYPHYL-<br />

LUM L. (Araceas).<br />

(PI. h.) - SYX.- Jirdca.<br />

CAR—As flores tem cheiro de carne putrefacta.<br />

Med. pop. — O cozimento da raiz serve para limpar as<br />

feridas velhas.<br />

217<br />

JARINA — PHYTHELEPHAS M^CROCARPA R. e<br />

P. (Palmeiras); e ^ A _ __ /r4 . . N<br />

PHYTELEPHAS MICROCARPA R. e P. (Palmeiras).<br />

O primeiro no Alto Amazonas e no Alto 1 urus (seg.<br />

•I. Huber), o segundo no R. Javary (seg. Ad. Ducke)..<br />

O


218 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

Palm. acaule, ou de caule curto (os machos).<br />

* SYN.—Marfim vegetal -Corozo (Pr.) — Varina ou ta-<br />

< r ita (Peru).<br />

HAB.-Cresce em grandes famílias, na sombra das arvores<br />

altas, nos logares frescos. ^<br />

Loc.—No Alto-Amazonas-Alto-Purus- Abundante em<br />

Esperança (Bocca do R. Javary).<br />

Jnd. —A amêndoa é dura, branca, <strong>com</strong>o marfim, e se<br />

trabalha bem no torno (botões).<br />

JARRINHA — v. URUBU-CAA. —<br />

JASMIM da BEIRADA —SALACIA sp.<br />

Hippocrateaceas).<br />

Loc.—Beira do R. Aramá (Furos) de Breves.<br />

(Cip.).<br />

JASMIM BOGARI — JASMINÜM SAMBAC L. (Oleaceas).—Origin.<br />

da Asia Oriental.<br />

Ind — As flores silo extremamente abundantes e perfumadas;<br />

di\o uma essencia preciosa para a perfumaria.<br />

JASMIM de CACHORRO — ISOTOMA LONGIFLORA<br />

(Lobeliaceas).<br />

(PI. h.) —CAR.- Toxica — Toda a planta tem um succo<br />

lácteo narcotico-acre-Fiôres de um branco puro.<br />

JASMIM de CAYENNA — PLUMIERA ALBA L.<br />

(Apocynaceas).<br />

(A. p.) — Introduzido das Antilhas.<br />

SYN —Frangipane, da Martinica.<br />

(>«.—Flôres grandes, brancas, muito odorantes.<br />

Meã. pop.—A casca das raizes é drastica, depurativa,<br />

anti-blennorrhagica.<br />

Pela cor das flores distinguem-se as duas outras especies<br />

cultivadas: •<br />

PLUMIERA RÓSEA L. de flores róseas, e<br />

PLUMIERA RUBRA L. de flores vermelhas.<br />

JASMIM COMMUM - JASMINUM OFFICI^ALE<br />

(Oleaceas).<br />

P.) —Cultivado nos jardins.<br />

Orn. Flôres brancas muito perfumadas.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 219<br />

.,r T,/^ S M d a I T A L I A - JASMIN UM GRANDIFLO.<br />

RUM !.. (Oleaceas). — Origin. da Índia.<br />

Jiui. — E' a especie mais utilisada na perfumaria.<br />

Orn. — Cultivado nos jardins; flores de perfume forte.<br />

JASMIM LARANJA — MURRAYA EXÓTICA L.<br />

(Rutaceas) — Origin da Asia.<br />

(A. p.)<br />

Orn. — Elegante, de folhas miúdas; cobre-se de flores<br />

brancas muito perfumadas, diversas vezes por anno.<br />

JASMIM da niatta — (R. Tapajoz)—TABERNA EMON-<br />

TANA FLAYICAXS R. e S. (Apocynaceas).<br />

JASMIM VERMELHO — IXORA STRICT A Roxb. e<br />

IXORA COCCINEA L. (Rubiaceas).<br />

(a. p.)-Origin. de Java—Cultivados.<br />

Oni. — Dão bouquets de flores vermelho-vivo.<br />

JATEREUA — v. ATEREUA. --<br />

JATOBÁ — v. JUTAIIY-ASSU. —<br />

JATOBÁ PEQUENO —(M. rio Tocantins) — v. JUTAHY<br />

POROROCA. —<br />

JATOBARANA — (R. Tapajoz) — IPE-UBA (Macrolobium<br />

bifolium).<br />

JATOBAZINHO — (R. Tapajoz)— v. JUTAHY do IGAPO.<br />

JATUARANA — TRICHILIA SINGULARIS C. DC.<br />

(Meliaceas).<br />

HAB.—Nas margens alagadas do R. I rombetas.<br />

JATUAUBA BRANCA— (Furos) -GUAREA TRICHI-<br />

LIOIDES L. (Meliaceas). ^ 7<br />

SVN.— Gitô — Camboatá (no Sul )-Cedro-vana (Óbidos<br />

) - Cedro branco - Carrapeta ( R. db Jan. ) —.Bots balte,<br />

ou Gitaré (G. fr.). , _ . ..<br />

(A. p. ou m.) —HAB.- Matta da 1. f. e varzeas argillosas.


220 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad.— Madeira vermelha, rija, parecida <strong>com</strong> o cedro,<br />

mas não resinosa e menos resistente; atacada pelos insectos.<br />

— Para carpintaria e marcenaria. . .<br />

Med. pop.— Casca e raízes para vomitorio; acre,<br />

amarga, drastica e abortiva em fortes doses (propriedades<br />

analogas ás da ergotina).<br />

JATUAI!BA PRETA - (Furos) - GUAKEA COSTU-<br />

LATA C. DC. (Meliaceas).<br />

(A. m.).<br />

Med. pop.—Casca do tronco amarga e adstringente.<br />

Orn.— Arvore frondosa, para alamedas.<br />

JATUAUBA VERMELHA-(Belem) —GUAREA SUB-<br />

SESSILIFLORA Hub. (Meliaceas).<br />

(A. g.) —Loc.- Marco da legoa e Una (Belem).<br />

Med. pop.— A raiz é empregada <strong>com</strong>o substituto da<br />

ergotina.<br />

Orn.— Arvore frondosa, própria para alamedas-<br />

JEJERECU — v. ENVIRA (Xylopia frutescens).<br />

JEJUIRA — v. GONÇALO-ALVES. —<br />

JEJUUBA— (Alemquer) — ?<br />

Mad — Madeira para construcção civil.<br />

JENEUNA — v. MARIMARY GRANDE. —<br />

JERATACÀ — v. MANACÁ. —<br />

JEREQUITI — v. TENTO PEQUENO. —<br />

U A T J p À r - (Colombia) - CARLUDOVICA PAL-<br />

MA J A R. e P. (Cyclanthaceas ).<br />

HAB.— Indígena na região subandina.<br />

Loc.—No Alto-Amazonas.—As vezes cultivada <strong>com</strong>o<br />

planta de ornamento.<br />

Syx -~J >al/ !íl


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

ra; cortam-se os toliolos em tiras mais ou menos estreitas<br />

que se deixam apegadas ao peciolo; por diversas vezes as<br />

folhas assim divididas são mettidas alternativamente em<br />

agua fria addicionada de succo de limão e nagua bastante<br />

quente. Seccamse as folhas que ficaram perfeitamente<br />

brancas e as tirinhas enroladas, cylindricas.<br />

JIPÒOCA — v. GIPÓOCA. —<br />

JIQUIRITY — v. TEXTO PEQUENO. —<br />

JITO — v. GITÓ. —<br />

JOÃO MOLLE — (?)<br />

Loc —Igarapé-assú (abundante).<br />

Meã. pop.—Anti febril e depurativo.<br />

JORRO-JORRO — THEVETIA NERHFOLIA Juss.<br />

(Apocy naceas>.<br />

(a. g.) — De origem exótica.<br />

SYX. — Chapéu de Napoleão—Ahohai mi rim.<br />

Ind.—As sementes contem 57 0 0 de oleo claro, transparente.<br />

Com os fruetos os indios fazem maracás.<br />

Med. pop —Toxico tetanisante e veneno cardíaco (Látex,<br />

casca e sementes). -Em pequena dose, a tintura cerneto-cathartica.—O<br />

principio activo é um glucoside, a Thevetina<br />

de Blas e De Vry, veneno paralysante.<br />

Om.—Arbusto muito ornamental; flores grandes, abundantes,<br />

amarellas, aromaticas.<br />

JUÀ - (Marajó) — SOLANUM TOXICARIUM Lam.<br />

(Solanaceas).<br />

S\x.-furubeba do campo.<br />

(a. p.)—HAB.- Pequena planta espinhosa dos tesos e dos<br />

roçados. .<br />

Alirn. — Fruetos pequenos, vermelhos, adocicados, <strong>com</strong>estíveis.<br />

JUA-POCA — v. CAMAPU - PHYSALIS ANGULA-<br />

TA L. (Solanaceas). #<br />

JUCÁ - (Ceará) -CAESALPINIA FERREA Mart.<br />

var. cearensis Hub. (Leg. caesalp.).<br />

221


222 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

(\ m.)—Cultivado na Amazônia, nos jardins.<br />

C SYN.— Pd o ferro (Ceará).<br />

Med pop - Infusão da casca nas affecçoes broncopulmonares.-<br />

A raiz é desobstruenta, quando nova.<br />

JUNCO AGRESTE - (Marajó ) -HELEOCHARIS<br />

OCHREATA Nees. (Cyperaceas).<br />

( PI. h. de 0,25 a Om.35 ).<br />

Alim. anim.— Forragem ordinarià.<br />

JUNCO ANANICO - (Marajó) -HELEOCHARIS CA-<br />

PITATA R. Br. (Cyperaceas).<br />

(Pl. h.).<br />

Alim. anim.— Forragem má.<br />

JUNCO BRAVO — (Marajó) — CYPERUS ARTICU-<br />

LATUS L. (Cvperaceas).<br />

(Pl. h.— 2m.).<br />

Ind — Serve para fazer esteiras de sellas.<br />

Alim. anim.— Forragem pouco aproveitada pelo gado<br />

bovino.<br />

JUNCO BRAVO - (Marajó) — CYPERUS NODOSUS<br />

Willd. ( Cvperaceas ).<br />

( Pl. h. ).<br />

Alim. anim.— Forragem.<br />

JUNCO MANSO — (Marajó) — HELEOC H A R IS<br />

MUT ATA R. Br. (Cyperaceas).<br />

SYN.— Junco popoca.<br />

(Pl. h.) —HAB.- NOS altos dos campos.<br />

Ind.— Com este junco fazem-se esteiras para as sellas.<br />

Alim. anim.— Forragem soffrivel.<br />

JUNCO MIÚDO — CYPERUS GRACILESCENS R. e<br />

Schult. ( Cyperaceas ).<br />

(Pl. h.").<br />

Alim.— Rhizonîas <strong>com</strong>estíveis.<br />

Med. pot).—A tintura dos rhizomas e a massa filada<br />

são empregados contra as mordeduras de cobras; os tubérculos<br />

dos rhizomas são analepticos e aphrodisiacos.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 223<br />

JUNCO MIÚDO do CAMPO — (Cunany) — RHYN-<br />

CHOSPORA GLOBOSA Roem. e Sch. (Cyperaceas).<br />

HAB.— Nos campos, em logares húmidos.<br />

Loc.— Campos de Ariramba, do Calçoene, de Cunany.<br />

JUNCO POPOCA - (Marajó) - HELEOCHARIS GE-<br />

NICULATA R. Br. (Cvperaceas).<br />

( PI. h.).<br />

SYN — Junco manso.<br />

Alim. anim. — Forragem ruim.<br />

JUNCO da PRAIA — (Marajó) —CYPERUS SCHOE-<br />

NOMORPHUS Steud. (Cvperaceas).<br />

(PI. h. - 0m.80).<br />

Alim. anim. — Forragem péssima.<br />

JUNCO de TRES QUINAS — (Marajó) — RHYNCHOS-<br />

PORA CYPEROIDES Mart. (Cvperaceas).<br />

(PI. h., de lm.20).<br />

Alim. anim.— Forragem péssima.<br />

JUPICAHY — XYRIS<br />

ceas)<br />

sp (Xyrida-<br />

SYN .-//erva de empigem—Botão de ouro.<br />

(PI. h.)—HAB.- Em logares húmidos.<br />

Med. pop. — A<br />

eczemas, empigens.<br />

seiva applica-se contra os darthros,<br />

JUPINDÁ — (Marajó) — CLEOME PSORALEAEFO-<br />

LIA DC. (Capparidaceas;.<br />

SYN. — Mussambê (dos Cearenses)<br />

HAB.—Nos aningaes. .<br />

(a. de LM.30) — CAR.-Espinhos de gancho; cheiro<br />

desagradavel.<br />

JUPINDÁ - (Gurupá) - v. ESPERA PRIMEIRO<br />

— (Óbidos) —<br />

JUPUUBA —(Breves) — v. VISOU EIRO — (Óbidos) —<br />

.JUQUIRY - MACHAERIUM (ÓREPANOCARPUS)<br />

ARISTULATUM (Benth.) Ducke (Leg. dalb.).<br />

(a. trepador)—Loc.-R. Tocantins-Mte. Alegre-Santarem.


224 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

JUQUIRY - MACHAERIÜM (DREPANOCARPUS)<br />

FEROX (Mart.) Ducke (Leg. dalb.).<br />

(a. trepador grande)-J IA«.- NOS Iogares húmidos.<br />

Loc.- Bragança - R. Capim—Ilhas - M. R. 1 apajoz -<br />

R. Mapuera- R. Erepecurú - R. Jamundá.<br />

J/


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 253<br />

JUQUIRY RASTEIRO-v. MALÍCIA das MULHERES.<br />

JUQUIRYSINHO- (R. Tapajoz)- MIMOSA ORTHO-<br />

CARPA Spruce (Legum. mim.).<br />

( a. p. ) - HAB.- Campos de varzea, beiras de rios e<br />

lagos.<br />

Loc.—Almeirim — Monte Alegre —B. rio Tapajoz —<br />

Faro — B. rio Trombetas.<br />

JUREMA BRANCA — v. ESPONJEIRA. —<br />

JURI PEBA — v. JURUBEBA c JUUxNA. —<br />

JII RU BE BA - (Pará — Alto Purus — Manáos) — SO-<br />

LANUM GR A N DI FLO RUM Ruiz e Pav. ( Solanaceas).<br />

(a. g.)— E' a especie mais <strong>com</strong>mum dos arredores de<br />

Beiern.<br />

SYN.— Juri peba — Fr acto de lobo.<br />

Med. pop.— O frueto esverdeado, as folhas (succo) e a<br />

raiz (extracto), são amargos, tonicos, úteis contra o engorgitamento<br />

e as inflammaçòes do ligado e do baço.<br />

JURUBEBA do campo — v. JUA. —<br />

JURUBEBA verdadeira —SOLANUM P ANI CU-<br />

LATUM L. (Solanaceas).<br />

(a. g.) — SYN - Jurubebinha.<br />

Med. pop. — Antiperiodico e desobstruente.—Infusão da<br />

raiz contra a hepatite.— O succo dos fruetos é um poderoso<br />

remedio contra a icterícia.- Externamente empregamse<br />

as folhas contra as ulceras.<br />

JURUMÚ — ou GIRIMU — CUCURBITA MAX IMA<br />

Duch. e CUCURBITA PEPO L. (Cucurbitaceas).<br />

(PI. h. rasteira).<br />

Aliai— O frueto é uma especie de abobora, de carne<br />

vermelha ou amarella, mais ou menos adocicada; <strong>com</strong>e-se<br />

cozida<br />

JURUPARI — EPERUA sp (Leg. caesalp.).<br />

(A. g.).


226 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad.— Madeira boa, avermelhada, forte e <strong>com</strong>pacta —<br />

resiste bem á agua.<br />

O///.— Flores encarnado-purpureo.<br />

JUTAHY-MIRIM — (M. R. Tocantins). — v. PORO-<br />

ROCA —<br />

JUTAHY-ASSÜ - (Óbidos) — HYMENAEA COUR-<br />

BARIL L. (Leg. caesalp.).<br />

SYx.—Jatobd (N. E.) —Jatahy (Sul) -Courharil (G. fr.)<br />

Locust-tree (Ingl.).<br />

(A. g. ou G.) — HAB.- Matta da T. f., em solo srgilloso.<br />

Mad. — Côr vermelhoescuro dura, muito resistente,<br />

de grande duração, mas muito pesada; é o courharil da G.<br />

fr. ou locust tree dos Ingleses. — Para engenhos, rodas<br />

e eixos de carros, esteios, wagons, vigamento (obras externas).<br />

— D = 1,22.<br />

Itid.— Dá uma resina: a jutahycica, ou copal da America<br />

( copal meioduro, ou resina anirné); é empregado na<br />

fabricação dos vernizes para o interior, sendo menos coloridos,<br />

mas menos resistentes que os preparados <strong>com</strong> o copal<br />

duro da Africa. A resina mais estimada é a variedade meio<br />

fóssil que se encontra enterrada ao pcí das arvores. — Ponto<br />

de fusão desta resina: 190° c.— Com a casca espessa da<br />

arvore os índios fazem canoas leves.<br />

Alim.— A polpa do fructo é <strong>com</strong>estível, farinhosa, adocicada.<br />

Med. pop. — A casca e a resina são adstringentes e<br />

peitoraes. A casca interna é vermífuga. — O extracto fluido<br />

da casca é um bom sedativo arterial — A resina em pó é<br />

utilisada contra a hemoptyse—A seiva aproveita-se no tratamento<br />

da cystite chronica, dor na micção, retensão de urina,<br />

prostatite, blennorrhagia, bronchite chronica—Usa-se a<br />

seiva ainda liquida, <strong>com</strong> agua e assucar, <strong>com</strong>o refrigerante<br />

— A seiva resinosa produz effeitos extraordinários nas creanças,<br />

agindo <strong>com</strong>o tonico, estimulando as digestões, fortificando<br />

o organismo.<br />

4<br />

JUTAHY — (R. Jamundá — R. Tapajoz —- Obidor —<br />

Manáos) - HYMENAEA INTERMEDIA Ducke (Leg.<br />

caes.).


227<br />

JUTAHY do IGAPÒ -(Gurupá-Belem - Anajaz) —<br />

HYMENAEA PALÜSTRIS Ducke (Leg. caes.).<br />

SYX.—Jaiobasinho (R. Tapajoz).<br />

(A. g.) — HAB.- Margens inundadas de riachos de agua<br />

escura.<br />

Loc—R. Anajaz-Utinga (Belem)—M. R. Tapajoz.<br />

CAR. — A face inferior das folhas é coberta de uma<br />

densa pilosidade dourada.<br />

Mad.— Vermelho-castanho, mais claro que do J. pororoca,<br />

dura e pesada. — D = 1,09.<br />

JUTAHY-MIRY — v. JUTAHY da VARZEA. —<br />

JUTAHY POROROCA — (Mte Alegre) — v. COPA-<br />

HYBARANA. —<br />

JUTAHY POROROCA — (Óbidos) —HYMENAEA<br />

PA R VI POLI A Hub. (Leg. caesalp.).<br />

Syx.—Jutahy pequeno (Mte. Alegre) — Comer de<br />

arara (Almeirim).<br />

(A. G.) — HAB.- Matta da T. f.; frequente em todo o<br />

Estado do Pará em solo arenoso secco.<br />

Mad.—Castanho-vermelho escuro, dura, resinosa, trabalhando-se<br />

dificilmente - imputrescivel.- Própria para obras<br />

hydraulicas e para dormentes.— D = 1,05.<br />

Ind. — Dá resina jutahycica <strong>com</strong>o o Jutahy-assú.— Esta<br />

resina pode ainda ser empregada em vez do balsamo do<br />

Canadá, dissolvida em xylol, para as preparações microscópicas.—<br />

A casca das Hymenaeas dá uma boa tinta de<br />

escrever.<br />

Med. pop.- Mesmas propriedades que o Jutahy-assú.<br />

JUTAHY-PEBA — v. POROROCA. —<br />

JUTAHY da VARZEA — (Gurupá) — HYMENAEA<br />

OBLONGIFOLIA Hub. (Leg. caesalp.).<br />

(A. g.)—SYX.- Jutahy-miry.<br />

HAB.—Frequente nas varzeas e também na l. t. argiilosa<br />

do R. Solimões.<br />

CAR.—Fructo pouco maior que do J. pororoca.<br />

Mad. - Vermelho-castanho, de dureza media, tecido<br />

muito menos <strong>com</strong>pacto do que dos outros jutahys.


228 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

JUTAHY-RANA - CYNOMETRA SPRUCEANA<br />

Beffth. (Leg. caesalp.).<br />

< J\ M ) __ HAB.- Matta das margens arenosas do L. de<br />

Faro e de certos affluentes do B. Amazonas.<br />

Mad.—Pardo-escuro, dureza media; para marcenaria.<br />

D = 0,88.<br />

JUTAHY-RANA — CYNOMETRA BAUHINIAE-<br />

FOLIA Benth. ( Leg. caesalp.).<br />

( M ) __ HAB.- Nas margens do B. Amazonas.<br />

Mad — Branca, molle.<br />

JUTAHY-RANA— (Marajó) — CRUDIA PARIVOA<br />

DC. (Leg. caesalp.).<br />

(A. m. ou g.) — Arvore elegante.<br />

HAB.— NOS tesos dos campos.<br />

Loc. — Mte. Alegre — R. Tapajoz — Marajó (Parte oriental<br />

) — Mosqueiro.<br />

Mad.— Castanho-claro, para marcenaria D = 0,96.<br />

Orn.— Própria para alamedas por causa da sombra<br />

espessa da sua folhagem.<br />

JUTAHY-RANA — (Óbidos) —CRUDIA PUBES-<br />

CENS Benth (Leg. caesalp.).<br />

í A. p. até m.), da Varzea.<br />

SYN\ — Ipê ou Ipcvana (de Breves).<br />

Loc. — Nos furos de Breves — Guru pá — Santarém —<br />

Óbidos — Faro.<br />

JUÚNA — (Marajó) — SOLANUM JURIPEBA Rich.<br />

(Solanaceas).<br />

SYN .—Juripéba — Junibéba.<br />

(a. p.) — CAR.- 1 ronco e folhas espinhosos; fructos<br />

sempre verdes, amargos.<br />

Med. pop.— Os fructos são desobstruentes do fígado.


A AMAZONIA BRASILEIRA


L<br />

LABAÇA — RUMEX CR1SPUS L. (Polygonaceas)-<br />

Origin. da Europa Occidental.<br />

(a.—2 m.).<br />

Alim — As folhas acidas são <strong>com</strong>estíveis <strong>com</strong>o verdura,<br />

em salada.<br />

Meei. pop. — A tintura da raiz é purgativa e re<strong>com</strong>mendada<br />

contra a obesidade; o principio activo é um alcalóide.<br />

a Rumicina (Boucquillon).<br />

LABLAD. — DOLICHOS LABLAD L. (Legum. pap.<br />

phas.) — Origin. da índia. — Acclimado.<br />

(pl. herb. voluv.) — Alim.- visinha do feijão.<br />

LAÇO de AMOR — EPISC1A (Gesneraceas).<br />

HAB. —Mattas do alto Amazonas; cultivada nos jardins.<br />

Orn.—Piores pequenas encarnadas; folhas avelludadas,<br />

castanho-esverdeado, <strong>com</strong> nervuras verde claro.<br />

LACRE — (Marajó — Óbidos) —VISMIA GUIANEN-<br />

SIS Choisy (Guttiferaceas).<br />

E outras especies do mesmo genero.<br />

Svx. — Caáopiá—Páo de lacre—Bois cossais e Bois<br />

à dartres (G. fr.)—Blood-ivood (Ingl.). •<br />

•A. ou A. p.)—HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas capoeiras.<br />

Mad.—A1 bumo amarello; cerne castanho — empregada<br />

em marcenaria e carpintaria. — D = 0,55.


232 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Ind. — Para pasta de cellulose: Comprim. das fibras,<br />

0,83—d iam. 0,017 (B. Cordeiro — M. C. P.).<br />

A entrecasca 6 fibrosa.<br />

Med.—Por incisão do tronco, obtem-se um succo que,<br />

coagulado, constitue uma resina amarello - alaranjado chamada<br />

gonima-lacre (Gomma resina) dotada de propriedades<br />

drásticas-a casca é tónica e febrífuga — O cozimento<br />

das folhas é considerado <strong>com</strong>o antirheumatic©.<br />

LACRE BRANCO (?) — BAN AR A GUIANENSIS<br />

Aubl. (Flacourtiaceas).<br />

(A. p.)—Locv Commum no Pará.<br />

Mad.— Alvacente-pardo, pouco <strong>com</strong>pacta.<br />

LAGRIMAS de NOSSA SENHORA —COIX LAGRIMA<br />

L. ( Gramíneas).<br />

í PI. h.).<br />

SYN. - Capim de N. Senhora — Capim missa nga (Pará)<br />

— Larme de lob ( G. fr.).<br />

bid. — Os fructos, duros, esbranquiçados ou ligeiramente<br />

azulados, lustrosos, servem aos índios para confeccionar<br />

ornamentos, collares, rosários...<br />

Alim.—Estes fructos, da grossura de uma ervilha, dão<br />

uma farinha <strong>com</strong>estível.<br />

Med. pop. — As sementes são diuréticas e emollientes,<br />

úteis nas affecções catarrhaes (tintura).—Fricções <strong>com</strong> a<br />

tintura contra rheumatismos.<br />

LAGRIMAS, ou CONTAS de N. SENHORA — v. TENTO<br />

AZUL. —<br />

LANDIM — v. JACARÈUBA —<br />

LARANJA da CHINA — CITRUS AURANTIUM Risso<br />

(Kutaceas).— Origin, da China.<br />

( A. p.).<br />

SYN.— Laranja doce.<br />

Alim.— Na Amazonia, a laranjeira dá fructos todo o<br />

anno; em Belem o tempo de maior producção é de Setembro<br />

a Outubro.- Quando maduras, as laranjas são ainda de<br />

cor verde, somente *<strong>com</strong> algumas manchas amarellas.— Encontram-se,<br />

tanto no Pará <strong>com</strong>o no Amazonas, excelentes<br />

variedades de laranjas, mas não ha ainda cultura methodica<br />

para a producção industrial.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 233<br />

LARANJA do MATTO — (Marajó) — SAL ACI A<br />

(Hippocrateaceas).<br />

LARANJA do MATTO — (Furos) — CASSIPOUREA<br />

GUIANENSIS Aubl. (Rhizophoraceas).<br />

(A. m.)<br />

Sv.w-Laranja rana—Mangue d'agua doce.<br />

Mad. — Branca — Serve para lenha e carvão.<br />

Jfid.—A casca contem tannino.<br />

LARANJA-RANA — v. LARANJA do MATTO (Cassipourca<br />

guianensis).<br />

LARANJA de ONÇA — (Rio Tapajoz) — ?<br />

(Myrtaceas).<br />

Arvore da T. f.<br />

Mad. — Branca, para lenha.<br />

LARANJA da TERRA — CITRUS VULGARIS Risso<br />

(Rutaceas)—Origin. da índia; cultivada em toda a Amazônia.<br />

(A. p.).<br />

SYX.—Laranja amarga—Bigaradier (I r.)<br />

Jnd. — Pela distillação a casca dos fructos verdes e as<br />

folhas dão a esse neta de "petit grain"; a flor dá a agua<br />

dislillada de /Jôres de laranja e a "essencia de Néroli".<br />

Alitn.—Fructo maior do que a laranja doce; polpa vermelho<br />

alaranjado, acida e amarga—serve para preparar bebidas<br />

refrigerante; a pelle, sem o epiderme, serve para fazer<br />

doce excellente, preparar o curaçdo.<br />

Med.—O chá das folhas ú usado contra as perturbações<br />

digestivas e <strong>com</strong>o sudorifico.<br />

LARANJINHA — GUAITE RI A CITRIODORA Ducke<br />

(Anonaceas).<br />

V. m.).<br />

oc.—Faro (Serra do Dedal)—Juruty-\ elho — Mauhés.<br />

CAR.—As folhas e a casca tem um forte cheiro de<br />

limão.<br />

'LEITEIRA — SAPIUM sp (Euphorbiaceas).<br />

Svs.—/ J do de colher.


234 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Jjid.—O látex dá uma borracha vendida <strong>com</strong>o de "tapuriT<br />

(Sapium biglandulosum).<br />

Med.—Fructos venenosos — da casca exsuda um látex<br />

viscoso e elástico, acre e cáustico — As folhas servem ao<br />

tratamento da sarna.<br />

LEITEIRA — v. PAO de COLHER ( Tabernaemontana<br />

sp.).<br />

LENTILHA do CAMPO — (Marajó) — AESCHYXO-<br />

MENE BRASILIANA DC. (Leg. pap. hed.).<br />

Alim. anim.— Forragem soffrivel dos campos altos.<br />

LENTILHA do CAMPO — (Marajó) — AESCHYNO-<br />

MENE HYSTRIX Poir. (Leg. pap. hed.).<br />

Alim. anim.— Forragem soffrivel dos campos altos.<br />

LIAMBA — CANNAB1S SATIVA var. INDICA L.<br />


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 235<br />

LIMA — CITRUS MEDICA LIMETTA Brand. (Rutaceas).—Origin.<br />

do norte da índia.<br />

Alim.— O succo do fructo é adocicado, um pouco<br />

insípido.<br />

LIMÃO—CITRUS MEDICA ACIDA Brand. (Rutaceas).<br />

- Origin. da índia.<br />

(A. p.).<br />

Alim — hructo menor do que o limão <strong>com</strong>mum (Citrus<br />

medica limonum Brand),—espherico, pelle lisa, sumarento,<br />

de bom gosto.— Dá todo o anno.— Serve <strong>com</strong>o tempero e<br />

para fazer refrescos.<br />

Med.— O succo do fructo é antiscorbutico ; a infusão<br />

do fructo e das folhas é sudorífica e antifebril. —A limonada<br />

é estomachica e o primeiro dos desalterantes; é indicado<br />

seu uso no rheumatismo; favorece a circulação, diminuindo<br />

o trabalho do coração.—A mistura do succo de<br />

limão e do alho é efficaz contra o crup.— O succo de limão<br />

é util para destruir as caspas.— O uso da limonada é aconselhado<br />

para os impaludados que usam a quinina por via<br />

gastrica.<br />

LIMÃO de CAYENNA — v. BILIMBI. —<br />

LIMÃO do MATTO — v. LIMAO-RANA da T. f. —<br />

LI MÃO-RANA — (B. Amazonas) — CHLOROPHORA<br />

TINCTORIÁ (L.) Gaudich. (Moraceas).<br />

SYN*.— Tatajuba de espinho — Fustic ( Fr. ) — Fusticwood<br />

( Ingl. ).<br />

(A. p. ou m. ) — HAB - Matta das varzeas argillosas.<br />

Loc.— B. Amazonas — R. Madeira — R. Tapajoz.<br />

Mad.— Bella madeira, de côr amarello-vivo, trabalhandose<br />

facilmente; para ebanisteria.— D = 0,68.<br />

lnd — O extracto aquoso constitue uma materia corante<br />

amarella utilisada na industria.<br />

LIMÃO-RANA — ( R. Tapajoz) — K ANDIA ARMAT A<br />

(Swartz) DC. ( Rubiaceas).<br />

LIMÃO-RANA da T. f. — (Óbidos) — BASANACAN-<br />

THA SPINOSA Schum. (Rubiaceas).


235 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

y —" • • • J - — • — * * r "<br />

SYN.— Fructa de cachorro—Jasmim do matto —Limão<br />

do viatto — Mororô (Cearenses, por confusão <strong>com</strong> uma<br />

bauhinia aculeata do N. E.).<br />

(A. p.) — HAB.- Capoeiras da 1. f.<br />

Mad — Madeira branca, mas rija, lascando muito; para<br />

cabos de ferramentas, carvão e lenha.<br />

Ind.— As folhas dão, pela distillação, um oleo essencial<br />

para perfumaria.—A casca secca contem 1,2 °/o de tanninos<br />

(E. Serfaty — M. C. P.).<br />

LI MÃO-RANA da V. — CHOMELIA AXISOMERIS<br />

(Rubiaceas).<br />

(A.) — CAR.— Espinhos <strong>com</strong>pridos.<br />

LIMAORANASINIIO — (Rio Tapajoz) — M ACHA-<br />

O NI A SPINOSA Chan. e Schl. (Rubiaceas).<br />

SYNi.—Poaya da praia ou do rio.<br />

LÍNGUA de TUCANO — (Mazagão) — TRICHOMA-<br />

NES VITTA RIA DC. (Pteridophytas).<br />

(PI. h.) — Feto pequeno, elegante.<br />

LÍNGUA de TUCANO — SIDA LAXIFOLIA var. AN-<br />

GUSTISSIMA (Malvaceas).<br />

(PI. h.)—SYN.- Malva língua de tucano.<br />

Ind—Dá 4% de fibras (hastes sem folhas).<br />

LÍNGUA de VACCA—(Marajó)— v. HERVA GROSSA. —<br />

LÍRIO — MELIA AZEDARACH L. (Meliaceas)-Origin.<br />

da Syria.<br />

(A. p.) —Cultivado nos jardins-Flores pequenas, roxo<br />

claro, em cachos.<br />

SYN. — Cinnamomo (no Sul)—Lilás das índias ou da<br />

China — Lilás do Japon (Fr.).<br />

Ind— Das sementes extrahe-se um oleo siccativo para<br />

pintura a oleo.<br />

Med.-Casca amarga, adstringente e antihelminthica;<br />

a raiz e os fructos têm as mesmas propriedades, mas são<br />

mais energicos; á dose elevada, são abortivos. — Externamente,<br />

em cataplasmas para adenites e bubòes.<br />

LOMBRIGUEIRA — v. CAXLNGUBA. —


237<br />

LOMBRIGUEIRA -(Óbidos) - v. ANDIRA-UCIIY. —<br />

LOUCO — v. CAA-POMONGO. —<br />

LOUCURA — LAGERSTROEMIA INDICA L. (Lythraceas).<br />

(a.) — Origin. da China ou da índia.<br />

SYN\—Escumilha (no Sul)— Extremosa — Crepe flower<br />

(Ingl.).<br />

Meã. pop. — O decocto das raizes contra as stomatites<br />

e as aphtas. — Casca, folhas e flores: purgativas-drasticas.<br />

Orn. — Cachos terminaes de flores roseo-vivo, grandes<br />

e lindas (pétalas frisadas). — Os ramos devem ser podados<br />

depois da florescência.<br />

LOURO - (Óbidos) — OCOTEA CAUDATA Mez.<br />

(Lauraceas).<br />

E muitas outras lauraceas de generos botânicos diversos.<br />

LOURO ABACATE — (?) PLEUROTHRYUM MA-<br />

CRANTHUM Nees. (Lauraceas).<br />

Mad. — Bonita madeira amarello, claro, lustrosa. —<br />

D = 0,68.<br />

LOURO AMARELLO do IGAPÒ —v. LOURO da VARZEA.<br />

LOURO AMARELLO da T. f.—ANIBA sp. (Lauraceas).<br />

(A. g.) — Loc.- Mandos.<br />

Mad. - Bôa madeira para construcção e marcenaria.<br />

LOURO ARITli. — ?<br />

(A. g.) — Loc.- Manáos — Teffé.<br />

Mad. — Madeira muito bôa para construcção e marcenaria;<br />

amarello claro, assetinado.<br />

LOURO da BEIRA —OCOTEA LAXIFLORA Mez.<br />

(Lauraceas). .<br />

SYN. — Louro da varsea (Alto K. Capim).<br />

TLQC — Faro — Oriximiná - R. Cuminá - R. Mapuera —<br />

R. Negro. , A<br />

Mad.-Branca, ligeiramente pardacenta, tenra—D = UVX>.


266 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

LOURO BIBIRÚ — v. BIBIRU. —<br />

t<br />

LOURO BRANCO — OCOTEA GUIANENSIS Aubl.<br />

(Lauraceas).<br />

SYN.— Louro tamanco — Cujumary-rana.<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da T f.<br />

CAR.— AS folhas silo notáveis pela alvura da face inferior<br />

coberta de pellos curtos e sedosos; flores muito pequenas,<br />

mas de cheiro agradavel.<br />

Alá d.— Branca, leve, fácil de se trabalhar.—Para marcenaria,<br />

pasta de cellulose (rendimento em cellulose: 42,8%<br />

— A. Bastos—M. C. P.).- D = 0,44.<br />

Me d. pop — Casca aromatica e excitante, resolutiva<br />

(abcessos); as folhas tem as mesmas propriedades.<br />

LOURO CAMPHORA — v. LOURO ROSA ( Ocotea<br />

costulata).<br />

LOURO de CHEIRO —(Pará) — ? OCOTEA OPIFE-<br />

RA Mart. (Lauraceas).<br />

(A. g.)—Loc.- Faro —Óbidos.<br />

Mad.— Bôa para construcção civil.<br />

Me d.— Pela distillaçáo pode se extrahir dos fructos um<br />

oleo aromatico usado em fricções contra dores rheumaticas<br />

e beriberi.<br />

LOURO CHUMBO — (Lauraceas).<br />

(A. g.) - HAB.- Nas terras altas.<br />

Loc.— Margens do R. Amazonas e do R. Negro.<br />

Mad.— Amarello-pardo-escuro, pesada.<br />

LOURO CRAVO — (Mauhés) — ?<br />

(Lauraceas).<br />

LOURO CRAVO — v. PAO CRAVO. —<br />

LOURO CUJUMARY — v. CUJUMARY —<br />

LOURO CUMARU (Belem) —<br />

( Lauraceas).<br />

Mad.- Castanho-claro, dura, grão fino: para marce-<br />

nana la. — D = 0,6o.<br />

r


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 239<br />

LOURO FAIA — Gen. ANDRIPETALUM e ROUPA-<br />

LA (Proteaceas). o<br />

SYN—Cedro-rana - Cedro-faia—Cedro bordado.<br />

Encontram-se, na Amazônia, diversas espccies pertencentes<br />

a estes dois generos, tanto na terra firme (madeiras<br />

duras de côr parda, rósea ou arroxeada), <strong>com</strong>o na varzea<br />

(madeiras da consistência e da côr do cedro), todas notáveis<br />

pelo aspecto mosqueado de manchas mais claras, assetioadas.<br />

Em Santarém, uma especie de louro faia é denominada<br />

" Patuquiry" \ a madeira é dura, muito bonita.<br />

LOURO INIIAMUHY — NECTANDRA ELAIOPHO-<br />

RA Barb. Rod. (Lauraceas).<br />

SYN.— Louro uhamuhy (Manáos)—Louro mu morim.<br />

(A. g.)—HAB. — Nas mattas inundadas do R. Negro —<br />

R. Solimões — Paraná do Careiro—Mauhés.<br />

Iud.—Furando o tronco de certas arvores, extrahe-se<br />

um liquido abundante, quasi incolor, movei, de cheiro de<br />

terebenthina, que 6 uma mistura quasi pura de pinenas u/p/ia<br />

e beta.<br />

Os naturaes utilisam-se algumas vezes deste oleo volátil<br />

para substituir o kerosene.<br />

Med. pop. — O oleo é empregado contra as manifestações<br />

darthrosas e contra as lendeas da pediculose ou phthiriase<br />

da cabeça.<br />

LOURO ITAUBA - (Óbidos) — (Lauraceas).<br />

(A. g.)—SYN.- Muirapury-assú (L. de Mamahuni, de<br />

Óbidos).<br />

^íad-—Amarcllo-pardo, passando ao castanho escuro.<br />

— D = 0,84 a 1,07.<br />

LOURO LIMÃO — (Lauraceas).<br />

Mad.-Côr castanho; dura, para marcenaria; cheiro de<br />

limão. — D = 0,93.<br />

LOURO NHAMUHY — v. LOURO INIIAMUHY —<br />

„LOURO PIMENTA (Belem) — OCCfrEA CANALICU-<br />

LATA Mez. (Lauraceas).<br />

Mad. — Pardo-escuro; para marcenaria, ebanisteria.<br />

- D = 1,05.


240 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

LOURO PRETO — NECTANDRA MOLLIS Nees.<br />

(Lauraceas).<br />

(A. M.) — SVN.- Louro de casca preta.<br />

Alad.— Amarello-pardacente, <strong>com</strong> grandes manchas escuras<br />

— Bôa para construcçilo civil e naval, marcenaria,<br />

vigamento, soalhos, dormentes (de grande duração).<br />

Aíed. pop. — Folhas diuréticas, carminativas e emmenagogas.<br />

LOURO PUXURY— 2 Esp.: ACRODICLIDIUM Pü-<br />

CHURY MAJOR (Nees e Mart. Mez. (Lauraceas).<br />

SYN*.— Puchuri grosso—Puchurim — Pichurim.<br />

Aíed.—Os fructôs, ou "favas de puxury", sito aromáticos,<br />

tonicos e estimulantes.— Usados na dyspepsia, diarrhea,<br />

leucorrhea e contra o meteorismo e paresia dos intestinos.<br />

Ala d.— Amarello-pardo, tenra, sedosa.— D = 0.63.<br />

e ANIBA PUCHURY MINOR (Nees e Mart.). Mez.<br />

SYX.— Puchuri miúdo — Puchuri bastardo.<br />

Aíed. — As sementes silo menores que as precedentes,<br />

mas mais aromaticas; têm as mesmas propriedades.<br />

O. Acr. P. major encontra-se no R. Negro, nas cabeceiras<br />

do Lago Grande de Yillafranca, nas do lago de Terra<br />

Santa (Faro ) etc.<br />

O Acr. P. minor foi encontrado uma única vez por<br />

Martins, no R. Japurá.<br />

LOURO ROSA — (Santarém) — v. MACACAPORANGA.<br />

LOURO ROSA — (Serra de Santarém) — ANIBA<br />

PANURENSIS (Meissn.) Mez. (Lauraceas).<br />

LOURO ROSA - (Óbidos) - ANIBA PARVIFLORA<br />

(Meissn.) Mez. ( Lauraceas).<br />

SYX.— Pdo rosa.<br />

(A. p.) — H AH.- Nos logares humosos e húmidos da<br />

matta de terra firme.<br />

Loc.—Santarém —Óbidos - Faro—Médio R. Tapajoz.<br />

Alad.— Amarello-enxofre-esverdeado claro, virando ao<br />

castanho claro, chçjro de rosa, facit a trabalhar.—D = 0.60.<br />

v%l LOURO ROSA - (Belem, Ilhas) - ANIBA TiÍRMI-<br />

JNALIb lJucke (Lauraceas).<br />

SYX. - Pdo rosa (no estuário.)


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 269<br />

(A. g.) —HAB.- Km mattas nilo inundáveis, mas muito<br />

húmidas. •<br />

Loc.— No estuário e no litoral — Beiern — E. de F. de<br />

Br.— Breves — Furos — Gurupá.<br />

Mad.— Côr castanho escuro, cheirosa, imputrescivel;<br />

bôa para construcçào.<br />

LOURO ROSA — (R. Trombetas — Juruty Velho) —<br />

OCOTEA COSTULATA (Nees.) Mez. (Lauraceas).<br />

SYN.— Pão rosa — Louro camphora (Juruty Velho).<br />

( A. g. ) — Matta da T. f.<br />

CAR. — O cheiro da casca ú bastante agradavel; o da<br />

madeira é de camphora.<br />

Ind.— Por distillação, extrahe-se da madeira um oleo<br />

volátil que contem 45 %> de essencia de terebenthina ou<br />

agua raz (M. C. P.-1930).<br />

LOURO ROSA — NERIUM OLEANDER L. (Apocvnaceas)<br />

— Origin. do Sul da Europa e do Norte da Africa,<br />

(a.) —Cultivado.<br />

S YN.—Es pi nadei ra.<br />

Med. —Toda a planta (principalmente as flores) é venenosa<br />

; o látex contem os glucosides: Oleandrina, Neriina,<br />

Nerianthina, e o alcalóide Strophantina (Dubigadoux e<br />

Durieu —1898); a casca contem o glucoside: Rosaginina.<br />

O pó das folhas torradas é um violento sternutatorio.<br />

Em pequena dose, a infusão é um tonico cardíaco.<br />

O decocto das folhas é insecticida e usado contra os<br />

piolhos, as sarnas.<br />

Orn.—Planta de ornamento pela abundancia de suas<br />

bonitas flores, côr e forma de rosa.<br />

LOURO ROSA amarello — THEVETIA AMAZÔNICA<br />

Ducke (Apocvnaceas).<br />

SYN. — Mamma de cachorro (Marajó).<br />

HAB.—Nas depressões dos campos de varzea (Alemquer—<br />

Almeirim—Mte. Alegre—Marajó).<br />

CAR.—Flores amarei las.<br />

Med.—Latex amargo, toxico.<br />

LOURO SASSAFRAZ do Amazonas— NECTANDRA<br />

CYMBARUM Nees. (Lauraceas).


242 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

SYN.—Pdo sassafras- Sassafras dc VOrénoque (Fr.).<br />

, (A. g.)—Loc.- E. do Amazonas.<br />

Mad.— Dura, aromatica, empregada na construcçào<br />

de canoas. .<br />

Med. pop.—Casca amarga, cheiro aromatico, em infusílo<br />

contra a debilidade dos orgãos digestivos.<br />

O verdadeiro "sassafraz" é da America do Norte.<br />

LOURO TAMANCO — v. LOURO BRANCO. —<br />

LOURO TAMANCÃO —OCOTEA aff. ACUTANGU-<br />

LA Mez. (Lauraceas).<br />

LOURO da VARZEA — NECTANDRA AMAZON UM<br />

Nees. (Lauraceas).<br />

SYN.— Louro amarello do igapó.<br />

(A. p.)— HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas varzeas.<br />

Loc.— Monte Alegre —Óbidos, etc.<br />

Mad.— Amarella ; para carpintaria e caixotaria.— Rendimento<br />

em cellulose para papel: 40 °/o.<br />

LOURO da VARZEA — (Rio Capim) — v. LOURO da<br />

BEIRA. —<br />

LOURO VERMELHO — (?) OCOTEA RUBRA Mez.<br />

(Lauraceas).<br />

SYN.— Grignon franc (G. fr.).<br />

Mad.— Vermelha; succedaneo do mogno; para construcção<br />

civil e marcenaria (parecida <strong>com</strong> o mogno "tabasco").<br />

D = 0,64.<br />

Para pasta de cellulose: <strong>com</strong>prim. das fibras 1,77<br />

- diam. 0,032 (A. Bastos — M. C. P.).<br />

LYRIO da AGUA — v. GOLPHO. —<br />

LYRIO do BREJO — v. BORBOLETA. —<br />

LYRIO do CAMPO — ^<br />

(PI. h.) — HAB.- T. f. aita. '<br />

CAR.—Hastes felpudas.—Folhas muito estreitas, lomyas.<br />

— Mores pequenas.» brancas.<br />

Ind.— Fornece fibras texteis. «


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 243<br />

C


M<br />

MACACA-ACAN — v. CACÂO-RANA. —<br />

MACACAHUBA PRETA - PLATVMISCIÜM DUCK El<br />

Hub. var. NIGRUM Ducke ( Leg. pap. dalb. ).<br />

Í A. ni. ) — HAB.- Nas capoeiras velhas de T. f.<br />

Loc.— Monte Alegre — Óbidos — Faro.<br />

M(id.— Castanho escuro <strong>com</strong> veias pretas pouco apparentes.<br />

muito dura e pesada, parecida <strong>com</strong> o jacarandá. Para<br />

marcenaria e ebanisteria. — D = 1,20.<br />

MACACAHUBA da T. f. — PLATVMISCIÜM DUCKEI<br />

Hub. ( Leg. pap. dalb. ).<br />

( A. p. ou m. ) — HAB.- Nas capoeiras e margens de<br />

campos.<br />

( A. g ) — id.- Na matta alta de T. f. argillosa.<br />

Loc.— Bragança — Teffé.<br />

.l/w/.—Castanho-claro-avermelhado, <strong>com</strong> veias pretas<br />

largas; grão fina, dura. Excellente para marcenaria de<br />

luxo. — D = 0,95.<br />

MACACAHUBA da V. — PLATVMISCIÜM ULEI<br />

Harms (Leg. pap. dalb.).<br />

7 A. m. ou g. ) — Commum nas varzeas do B. Amazonas.<br />

nos cacauaes, em solo argilloso <strong>com</strong>pacto.<br />

Loc.—B. Amazonas —Gurupá— Rio Tajapurú.<br />

c


246<br />

fcSSSSSk^.<br />

274 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

CAR. — Mvrmecophila (formigas do gen. Asteca, raras<br />

vezes formigas " tachy do gen. Pseitdomyrma.).<br />

Mad.— Pouco alburno, cerne desenvolvido; bella madeira<br />

castanho-avermelhado claro, <strong>com</strong> largas veias castanho-escuro,<br />

dureza media, trabalhando-se bem; é uma das<br />

melhores madeiras da varzea do B. Amazonas para marcenaria<br />

e ebanisteria. — D = 0,80.<br />

MACACA-PORANGA — (Serra de Santarém) — ANI BA<br />

FRAGRANS Ducke (Lauraceas).<br />

SYN.— Páo rosa ( Santarém ).<br />

(A. p. ) — HAU.- Nas terras pretas da Serra de Santarém<br />

e nas collinas situadas ao sul do Lago Grande de<br />

Villafranca.<br />

Itid.— Todas as partes são aromaticas, <strong>com</strong> cheiro de<br />

rosa muito delicado ; a madeira em pó é empregada para<br />

perfumar a roupa nas gavetas<br />

MACACARECUIA — ESCHWEILERA (JUGAS-<br />

TRUM) sp.<br />

( A. m.) — Commum nos igapós do Amazonas.<br />

MACACO CASTANHA — SALACIA<br />

( Hippocrateaceas ).<br />

(Cipó).<br />

Loc.— R. Tapajoz — L. José-Assü (Parintins).<br />

hid.— O fructo 6 lenticular, maior do que uma laranja,<br />

contendo 2 a 4 castanhas de forma prismatica <strong>com</strong>o as de<br />

andiroba; as amêndoas destas castanhas são oleaginosas.<br />

MACACO CIPO — (Marajó) — MARSDENIA<br />

(Asclepiadaceas).<br />

Passa por venenoso.<br />

CAR.— Folhas muito largas; fructos pendentes, em<br />

forma de beringela.<br />

MACACO PATRONA — (Rio Negro) — HENRIQUEZIA<br />

VERTICILL AT A (Spruce) Benth. (Rubiaceas).<br />

(A. g.)—HAB.- Mattas húmidas das terras altas.<br />

MACAMBIRA — BROMELÍA LACINIOSA Arr.-Cam.<br />

( Bromeiiaceas).<br />

Ind.— Das folhas extrahemse boas fibras (Maca-embira,<br />

íibra para rede — L. g.).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 247<br />

No nordeste secco (Serras do Ceará etc.)<br />

o nome de macambira corresponde ao Eucholirion speotabile.<br />

MACAXERA — MANIHOT PALM ATA Muell. Arg.,<br />

= MANIHOT AYPI Pohl. (Euphorbiaceas).<br />

(a.) —<br />

CAR.— Especie de mandioca cuja raiz não contem princípios<br />

venenosos. A planta é menor do que a mandioca amarga,<br />

as hastes não são angulosas, os fructos não tem alas.<br />

SYN.— Aipim — Mandioca doce.<br />

Alim. — Os turberculos podem se <strong>com</strong>er assados, cozidos<br />

ou fritos, <strong>com</strong>o a batata.<br />

MACELLA da TERRA — EGLETES VISCOS A<br />

Less. (Compostas).—Origin. do E. da Bahia (?).<br />

SYN. — Losna do matto.<br />

Med.— Amarga, estomachica e antidiarrheica; em chá,<br />

nos embaraços gástricos.<br />

MACELLA do CAMPO — ACHYROCLINE SATU-<br />

REIOIDES DC. (Compostas).<br />

Ind. — Bom material para encher colchões e travesseiros,<br />

para estofagem de mobílias.<br />

Med.— Aromatica.<br />

MACIEIRA de BOI — (?) SIDEROXYLON RUGO-<br />

SUM Roem. e Sch. (Sapotaceas).<br />

Loc. —E. do Amazonas.<br />

Mad. — Madeira bôa para construcção civil e marcenaria.<br />

Ind. — O látex contem gntla.<br />

Alim. — Fructos <strong>com</strong>estíveis, sem valor (maçã de boi).<br />

Med. —A casca é adstringente.<br />

MACUCU — LICANIA GLABRA Mart. (Rosaceas).<br />

Ind. — O fructo dá um verniz preto para pintar as<br />

"cuias"; a casca dá uma tinta para tingir as redes de pescar<br />

e as linhas.<br />

MACUCÚ—LICANIA ELATA J?ilg. (Rosaceas).<br />

MACUCU— LICANIA HETEROMORPHA Benth.<br />

(Rosaceas).


276<br />

A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

SYN. — Macè de fogo (Amazonas).<br />

(A. m. ou p.) — HAB.- Frequente nas praias de areia.<br />

CAR. — O tronco é, ás vezes, aguentado a 60 ou 80 cm.<br />

acima do solo por um feixo de raizes aereas.<br />

Mdd. — Vermelho-castanho claro, bastante dura e <strong>com</strong>pacta,<br />

trabalhando se bem.—Para marcenaria. — D = 1,00.<br />

Os varejões de macucú são apreciados para a navegação<br />

nas cachoeiras.<br />

Ind. — A madeira queima facilmente e serve para fazer<br />

archotes. O fructo dá um verniz preto utilisado na pintura;<br />

a infusão da entrecasca serve de mordente para tingir<br />

as "cuias".<br />

MACUCÚ — (R. Negro) — ALDINA HETEROPHYL-<br />

LA Benth. (Leg. caesalp.) e ALDINA LATI FOLIA Benth.<br />

(A. g.»—Commum no Baixo R. Negro — a l. a especie<br />

na margem dos pequenos igarapés da T. f., a 2 a nas bacias<br />

alagadas dos igarapés grandes.<br />

Mod.—Dura e extremamente revessa.<br />

MACUCÚ— HIRTELLA ERIANDRA Benth. (Rosáceas).<br />

MACUCÚ — COUEPIA DIVARICATA Hub. var.<br />

STRICTIUSCULA Hub. (Kosaceas).<br />

(A. G.)—Loc. —E. de Fer. de Bragança.<br />

MACUCÚ — (R. Tapajoz) - PARIXARIUM BARBAl<br />

UM Ducke (Kosaceas).<br />

(A. m.)—HAB.- Florestas não inundadas do M. R. Tapajoz.<br />

MACUCÚ — LICANIA (MOQUILEA)<br />

esp. div (Rosaceas).<br />

MACUCÚ verdadeiro — ILEX MACOUCOUA Pers.<br />

(Aquifoliaceas).<br />

SYN. — Pão inacacú.<br />

(A. g.) - Loc.- E. do Amazonas (?)<br />

Ind. — Na G. fr. a casca é empregada na fabricação<br />

dos vasos de barro, <strong>com</strong>o a do cavaipé na Amazónia. — O<br />

fructo dá uma bella tinta negra para o algodão.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

R Y I - J T T E . YGV — ar«t- - IGNAR-— — a—gs^j. •" • CS<br />

249<br />

A lenha serve para archotes.<br />

Med. pop. — A infusão das folhas é excitante, c-stomachica.<br />

MACUCU-RANA — HIRTELLA AMERICANA Aubl.<br />

(Rosaceas).<br />

(A. m.).<br />

SYN.—Ajurú — Bois de gaiilette (G. fr.).<br />

Mad. — Boa madeira para ripas (se fende facilmente).<br />

MADRESILVA do JAPÃO — LONICERA JAPONICA<br />

Thunbg. (Caprifoliaceas).<br />

(Cip.).<br />

Orn. — Bonita planta de jardim; flores branco-amarellado,<br />

<strong>com</strong> perfume fraco.<br />

MÃE de AZEITE — v. COMADRE de AZEITE. —<br />

i «<br />

MAFlíRA ou MAFUA — (Campos de Almeirim e<br />

Santarém) — v. PAO de ARARA. —<br />

MANGERICÃO do Campo - (Marajó) — v. TRIFOLIO<br />

COMMUM. —<br />

MAHUBA — CLINOSTEMON MAHUBA A. Samp.<br />

(Lauraceas).<br />

(A. m.)—HAB.— Mattas de varzea da região do estuário<br />

(Gurupá—R. Guamá— Ilhas de Breves).<br />

Mad. — Cheiro desagradavel (de raizes de Orchideas),<br />

amarello-pardo, tenra, trabalhando-se facilmente — Para<br />

cdnstrucção civil. - D = 0.66.<br />

Ind. — As sementes são oleaginosas; as amêndoas<br />

seccas dão 71 %> de sebo amarello escuro, de cheiro particular.<br />

contendo 45%> de trilaurina (E. André); ponto de fusão<br />

: 42' C. — A safra é de novembro a fevereiro.<br />

MAIRÂ — (Óbidos) — HUMIRIANTHERA DUCKEI<br />

Hub. (Icacinaceas).<br />

SYN.— Apolô (Faro) — Mandioca assú (Mte. Alegre<br />

— por confusão).<br />

(a. trepador ) — HAB.- Em matta baixa, de terrenos férteis,<br />

de preferencia argillosos, na T. f.


250 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Loc.— Óbidos — Santarém — Monte Alegre — Cuminámirim<br />

— Faro. .<br />

AlimO rhizoma é um tubérculo enorme ( de 20 a<br />

40 cm. de diam.) donde se pode extrahir até 16 k. de amido;<br />

este amido, lavado diversas vezes por decantação, pode servir<br />

para a alimentação. Esta raiz contem um principio venenoso<br />

que as lavagens eliminam. - O fructo, da grossura<br />

de um ovo de gallinha, dá também amido.<br />

MAJORANA — (Mte Alegre) — v. ALGODÃO BRAVO.<br />

MAJORANA — (Furos) — v. FANFAN. —<br />

MAJUBA — (Marajó) — SPHENOCLEA ZEYLA-<br />

NICA Gaertn. (Campanulaceas).<br />

(a. de lm.60).<br />

sUim. airim.— Pastagem de pouco valor para o gado<br />

bovino.<br />

MALAGUETA — CAPSICUM FRUTESCENS Willd<br />

( Solanaceas).<br />

(a.).<br />

SYX.— Pimenta malagueta.<br />

Alim.— Os fruetos são condimentos, excitantes do apparelho<br />

digestivo.<br />

Med.— Para sinapismos efficazes em caso de meningites<br />

e congestões cerebraes. — Os fruetos contêm 2 alcalóides: a<br />

Capsaicina e a Capsicina.<br />

MALAMBO, ou MELAMBO — v. CAA-POROROCA. —<br />

MALEITEIRA — v. ASSACU-Y. — EUPHORBIA CO-<br />

TINOIDES Miq. (Euphorbiaceas).<br />

MALÍCIA — MIMOSA SENSITIVA L. (Leg. mim.),<br />

a. p.) — HAB.- Nas capoeiras de Belem.<br />

CAR.— Fiôr rósea.<br />

MALÍCIA — (Bôa Vista, no H. Tapajoz) — A C A CIA<br />

RIPARIA Benth. : Leg. mim.).<br />

Cipó grande # da matta.—CAR.- Armado de espinhos<br />

curtos e recurvados. *<br />

MALÍCIA d'AGUA — (Óbidos) — v. JUQUIRY MANSO.


251<br />

MALÍCIA das MULHERES — MIMOSA PUDICA L.<br />

(Legum. mimos.).<br />

SY.W— Sensitiva —Juquiry rasteiro.<br />

HAB.— Margens dos cursos d'agua e campos alagados<br />

onde forma extensas manchas.<br />

(a. p.) — Loc.- Monte Alegre (nos campos) — Gurupá<br />

(na cidade) — Marajó.<br />

CAR.— Flores branco-roseo; É a verdadeira "sensitiva",<br />

murchando ao menor toque<br />

Med. pop.— O cozimento da planta emprega-se no tratamento<br />

das anginas, em gargarejos; o extracto íluido, em<br />

cataplasmas, nas ulceras cancerosas e moléstias do útero.<br />

— A raiz é purgativa; o succo das folhas é também purgativo;<br />

este succo passa por toxico, em alta dose, provocando<br />

priapismo violento e morte, a raiz servindo de antídoto.—<br />

O chá, ou cozimento da raiz, passa por ser um energico<br />

tonico dos vasos seminaes cuja funcçào acha-se enfraquecida<br />

pela idade.<br />

MALÍCIA das MULHERES — V. JUQUIRY RASTEIRO.<br />

MALMEQUER do CAMPO — TIBOUCHINA ASPERA<br />

Aubl. (Melastomaceas).<br />

(A.) — CAR.- Flores bonitas, purpureas —Toda a planta<br />

é aromatica.<br />

Med. popA infusão das folhas e summidades floridas<br />

é bechica e sedativa.<br />

MALVA ALGODÃO-RANA — PAVOXIA PANICU-<br />

L.YTA Cav. (Malvaceas).<br />

Loc.—Murutucú (R. Guamá).<br />

CAR.— Folhas trilobadas, serreadas, escuras por cima<br />

e verde claro por baixo, flores amarello claro, de 1,5 a 2<br />

cm. de diam.<br />

MALVA BRANCA — (Marajó) — W A L T H E R IA<br />

AMERICANA L. f Sterculiaceas).<br />

SY.W— Malva branca de Santarém — Malva velludo<br />

( R. J apajoz ).<br />

HAB.— Commum em capoeiras, em terrenos estereis.<br />

('a. p. até 2M.50) CAR.- Haste castanho avermelhado,<br />

vergonteas brancas, folhas ovaes oblongas, pilosas nas duas


252 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

faces, até 7 cm. de <strong>com</strong>primento. Flores reunidas cm Cymas<br />

axilfôres ou terminaes, pequenas, cor amarello palha; sementes<br />

miúdas. , .<br />

Ind — A casca fornece bôas libras para cordoaria,<br />

aniagem.<br />

MALVA BRANCA — SIDA CORDIFOLIA L. (Malvaceas).—<br />

Origin. da índia.<br />

SYN.— Malva branca sedosa (R. Tapajoz).<br />

HAB.—Planta muito robusta, crescendo em todos os<br />

terrenos.<br />

(a. até 2 mts.)—• CAR.- Folhas verde claro, cordiformes,<br />

serreadas, oval oblongas, revestidas de tomento macio,<br />

acinzentado, em ambas as paginas. — Flôres pedunculadas,<br />

(6—8mm. de diâmetro) em racimos axillares ou terminaes,<br />

sementes <strong>com</strong> 2 aristas.<br />

Ind — Dá bôas fibras para cordoaria, aniagem, tecidos<br />

div., papel.<br />

Med. pop — As folhas são emollientes: mastigadas, applicam-se<br />

sobre as picadas de vespas.— O decocto da raiz<br />

é usado externamente na blennorrhagia.<br />

MALVA BRANCA do SALGADO — v. PACO-PACO. —<br />

MALVA CAÁ-JUSSÁRA — (Óbidos) — v. SACA TRAPO<br />

— HELICTERES PENTANDRA L. (Sterculiaceas).<br />

SYN.— Uaicima (M. Tapajoz).<br />

Med. pop.— As flores são peitoraes e emollientes.<br />

MALVA CARRAPICHO — (Óbidos) — PAVONIA<br />

TYPHALEA (Malvaceas).<br />

(a.) —SYN.- Carrapicho do brejo (Belem)— Carrapicho<br />

(Óbidos).<br />

CAR.— Folhas asperas, serreadas. Flôres brancas, em<br />

bouquets nas extremidades de longos pedunculos.<br />

Ind.—A casca das hastes dá fibras (Rendimento 4%<br />

— R.do Monteiro da Costa).<br />

MALVA CARRAPICHO do BREJO — (Belem) — v<br />

MALVA CARRAPICHO. —<br />

MALVA ESTRELLA — (Óbidos) — ABUTILON" UM-<br />

BELLATUM Sweet. (Malvaceas).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 253<br />

MALVA FELPUDA — SIDA GLOMERATA (Malva-<br />

ceas). Loc.— Bel em.<br />

MALVA GRANDE — (R. Tapajoz) — ABUTILON<br />

SCHENCKII Schumann ( Maivaceas).<br />

(a. gr.) —CAR.- Folhas muito grandes.—Grandes flores<br />

amarellas.<br />

Ind.— Fibras muito resistentes.<br />

MALVA de MARAJÓ — SIDA ACUTA — (Maivaceas)<br />

v. MALVA RELOGINHO. —<br />

MALVA LÍNGUA de TUCANO—v. LÍNGUA de TUCANO<br />

MALVA de MARRECA — ?<br />

MALVA de PENDÃO — v. PACO-PACO (Wissadula spicata).<br />

MALVA PIRANGA— WISSADULA EXCELSIOR<br />

(Cav.) Presl. (Maivaceas).<br />

Loc.— R. Solimões.<br />

CAR.— Cresce alta sem ramificações.<br />

Ind. — Dá bôas fibras.<br />

MALVA da PRAIA — v. MALVA RELOGIO GRANDE. —<br />

MALVA PRETA — (Marajó — SIDA RHOMBIFOLIA<br />

L. -(Maivaceas), var. canariensis e subtomentosa.<br />

SYN.— Vassoura — Vassourinha.<br />

(a. até 2 mts.) — HAB.- Em terrenos abandonados estereis.<br />

CAR.— Hastes vermelho escuro, avelludadas.— Flores<br />

axillares, solitarias, num peciolo <strong>com</strong>prido, apenas medias;<br />

amarellas, mas, ao centro, a base das pétalas é vermelho<br />

arroxeado escuro.— Sementes: capsulas <strong>com</strong> muitas sementes<br />

munidas de 2 aculeos curtos.<br />

Ind.— Serve para fazer vassouras.—A casca das hastes<br />

tf á bôas fibras, superiores á juta ao ponto de vista da<br />

resistencia e da conservação.<br />

Alini. aniín.— Forragem, quando nova, apreciada pelos<br />

carneiros.


254 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

MALVA PRETA — v. CARRAPICHO GRANDE —<br />

MALVA RABO dc FOGUETE — (Óbidos) — v. PACO-<br />

PACO ( Wissadula hernandioides ).<br />

MALVA RABO dc FOGUETE — (Marajó) — v. PACO-<br />

PACO (Wissadula spicata).<br />

MALVA RABO dc FOGUETE — (Beiern)— v. UACIMA<br />

ROXA. —<br />

MALVA RELOGINHO — SIDA ACUTA Burm. var.<br />

carpinifolia (Malvaceas).<br />

(a. p.) — SYX.- Vassoura — Tupichd ( L. g.).<br />

Loc.— Belem.<br />

CAR.— Flores axillares ou terminaes, dispostas em grupos,<br />

inteiramente amarello claro (diam. S mm.). Folhas pecioladas.<br />

alternas, serradas.<br />

Ind.— Dá fibras excellentes.<br />

Med. pop.— As folhas são emollientes.<br />

MALVA RELOGIO GRANDE — SIDA RHOMBIFO-<br />

LIA L. var. guianensis (Malvaceas).<br />

SYX. — Malva da praia (Belem) — Vassourinha — Uacima<br />

da praia.<br />

HAB.— Abundante nas margens de rios e nas barreiras.<br />

(a. até 2m.50)—CAR.- Flores amarello claro (diam.<br />

8 mm.), longamente pedicelladas; sementes abundantes, pretas,<br />

<strong>com</strong> 2 pontas. — Folhas oblongas, lanceoladas, verde<br />

claro, serreadas.<br />

Ind.— A casca das hastes fornece fibras de primeira<br />

qualidade para cordoaria, aniagem e tecidos diversos.<br />

MALVA ROSA — ALTHAEA ROSE A DC. (Malvaceas).—<br />

Origin.. da China.<br />

Ind.— Fornece boas fibras texteis.<br />

( PI. h.) — Om.' Cultivada nos jardins.<br />

MALVA ROXA G— URENA LOBATA L.-v. UACIMA<br />

ROXA (Marajó) -^(Malvaceas).<br />

MALVA ROSADA, de folhas grandes—PAVONIA MA-<br />

LACOPHYLLA (NeeseMart.) Gurke (Malvaceas).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 255<br />

SYN.— Uacima verdadeira (R. Tapajoz)—Malva vellado.<br />

Loc.— Belem — Maracanã — Rio Tapajoz.<br />

(a. até 2 mts.)— CAR.- Folhas grandes avelludadas<br />

nas duas faces; face superior castànho-avermelhado escuro,<br />

face inferior pardacenta; nervuras roscas; hastes avelludadas<br />

—Flôres grandes, rosco-roxo, axillares. isoladas fdiam. 2 cm.).<br />

Ind.— Dá bôas fibras; é uma das plantas fibrosas mais<br />

interessantes da Amazônia.<br />

MALVA TAQUARY — WISSADULA AMPLÍSSIMA<br />

( L.) Fries.<br />

SYN.—Malva eslrella.<br />

MALVA ISCO — SIDA MICRANTHA A. St. Hil.<br />

(Malvaceas).<br />

SYN.— Vassourinha de flôr miúda.<br />

Ind. —Serve para fazer vassouras—do caule extrahese<br />

bella fibra têxtil.<br />

Med. pop.— O xarope é empregado nas bronchites.<br />

MALVARISCQ —(Pará) —v. CAA-PEBA do NORTE. —<br />

MALVA-Y — SIDA SALVIAEFOLIA Presl. (Malvaceas).<br />

MAL VINHA — SIDA URENS L. (Malvaceas).<br />

(a.).<br />

Loc.— Rio Tapajóz.<br />

CAR.—Folhas e hastes felpudas — Folhas lanccoladas<br />

pequenas, dentadas — Flôres roxo claro (diam. 7-10 mm.)<br />

<strong>com</strong> a base interna das pétalas roxo purpureo escuro.<br />

Ind.— Dá bôas fibras têxteis muito finas e resistentes.<br />

— Rendimento em fibras 4,5 °/o (R. do Monteiro da Costa).<br />

MAMÃO BRAVO — CARICA HETEROPHYLLA<br />

Poepp. e Endi. (Caricaceas).<br />

(PI. h.).<br />

Loc.—Rio Branco de Óbidos —Alemquer.<br />

MAMÃO BRAVO, ou do MATTO JACARATIA SPI-<br />

NOSA (Aubl.) . . . (Caricaceas).<br />

SYN. — Chaniburú — Manulo-rana (Bôa Vista, no R.<br />

Tapajoz).


A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

Loc.-R. Branco de Óbidos —Srs. de Almeirim — M.<br />

^ * (A.^m.) — CAR.- Casca avermelhada, lisa, coberta de<br />

aculeos; a seiva leitosa é caustica.<br />

Mad. — Branca, esponjosa.<br />

Alim. — Exgottado o succo leitoso da casca por meio<br />

de incisões e sendo bem maduro, o' fructo é inoffensivo,<br />

utilisado para preparar <strong>com</strong>potas.—O fructo é amarello, liso,<br />

ovoide. marcado de sulcos longitudinaes pouco accentuados.<br />

Ale d.—O succo do fructo é drástico e hvdragogo.<br />

MAMÃO BRAVO — (A. Amazonas) — J AC AR ATI A<br />

DIGITATA (Poepp.) . . . (Caricaceas).<br />

(A. g.)—SYN.- Chambiirit.<br />

MAMMA de CACHORRO — V. LOURO ROSA AMA-<br />

RELLO.<br />

MAMMEIRA — (Macapá e Mazagão) — v. TARUMÃ<br />

GRANDE do CAMPO. —<br />

MAMOEIRO — CARICA PAPAVA L. (Papayaceas).<br />

-Origin. do México.<br />

(A. p.).<br />

Ind. — Os indígenas usam, ás vezes, as folhas do mamoeiro<br />

para envolver a carne de caça e tornal-a macia.<br />

As lavadeiras lavam a roupa <strong>com</strong> as folhas contusas<br />

afim de tirar as manchas<br />

Alim.—O fructo é uma baga globulosa ou alongada,<br />

em forma de enorme pera, de peso de 1 até 3 k., verde, virando<br />

ao amarello; por dentro parece melão, mas as sementes<br />

são pequenas, pretas, <strong>com</strong>o pimenta do reino; a polpa<br />

é amarello-alaranjado, perfumada, assucarada, de sabor<br />

agradavel, de digestão fácil.—Do fructo verde <strong>com</strong>o maduro<br />

fazem-se dôces; verde e cosido é um bom legume.<br />

Aled. — Os fructos passam por desobstruentes do ligado,<br />

as sementes por vermífugas.—O succo latescente da arvore<br />

e do fructo contem papaina, ou pepsina vegetal que<br />

e um fermento digestivo de alto valor.<br />

O succo é aconselhado contra as sardas; elle é um<br />

pouco cáustico e deve ser usado em solução; puro elle serve<br />

para destruir os callos, as verrugas. *<br />

MAMONEIRA — v. RÍCINO.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 257<br />

MAMORANA — BOMBAX AQUATICUM (Aubl.)<br />

Schum. (Bombacèas) = CAROLINEA PRINCEPS L. f. = ?A-<br />

CHI RA AQUATICA Aubl.<br />

SYN. —Painera de Cuba (Rio de Janeiro) -Castanheira<br />

das Guyunas— Provisiontree (Ing!.).<br />

(A. p. ou m.) — HAB - Commum em toda a Amazônia<br />

principalmente no estuário, nas margens argillosas alagadiças<br />

dos igarapés da varzea.<br />

CAR. —Flores amarelloclaro — Fructo semelhante ao<br />

de cupú-assü.<br />

Mad. — Branca, molle, esponjosa, para papel, gameilas<br />

Para pasta de cellulose: rendimento, 36%— Comprim.<br />

das fibras: 1,8S (B. Cordeiro— M. C. P.) — D = 0,46.<br />

Ind.—A casca dá bôa estopa para calafetar embarcações<br />

e fabricar cordas. — A casca secca contem 2,7 % de<br />

tanninos (E. Serfaty — M. C. P.); dá também uma tinta<br />

vermelho escuro, <strong>com</strong>o a do murucv, que serve para tingir<br />

as velas de canoas, linhas e redes de pescar.<br />

As amêndoas dão 58 °/o de gordura branca, inodora;<br />

a safra é de fevereiro a julho.<br />

Alini.—As sementes são <strong>com</strong>estíveis, principalmente<br />

quando verdes, assadas ou cosidas.<br />

Orn. — Arvore ornamental, para parques.<br />

MAMORANA — BOMBAX (PACHIRA) RIGIDIFO-<br />

L1UM Ducke (Bombacèas).<br />

(A. m.)—HAB.- Nos pantanos e margens de igarapés de<br />

agua escura, na parte oriental do E. do Pará e cm Manáos.<br />

Parecido <strong>com</strong> o Bombax aquaticum — Fructo do<br />

mesmo tamanho.<br />

MAMORANA GRANDE — BOMBAX SPRUCEANUM<br />

(Dcsne) Ducke (Bombacèas) = PACHIRA ÍNSIGNIS Schum.<br />

(em parte).<br />

(A. m. ou g.) —HAB.-Commum na matta marginal inundada<br />

do Amazonas e de certos rios (Cuminá —Jauary, da<br />

Prainha — Uaupés— Abuná - Acre) em terrenos de varzea<br />

argillosa.<br />

CAR.—As llôres, purpureas, são notáveis entre as maiores<br />

do mundo (30 a 40 cm. de <strong>com</strong>prido). — Fructo ovoide,<br />

parecido <strong>com</strong> o do Bombax aquaticum, mas maior, mais<br />

escuro.


258 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad.—Leve, para jangadas, bóias ,molle, esponjosa,<br />

para papel.<br />

Ind.—Amêndoas oleaginosas, tornando-se rapidamente<br />

rançosas. Do fructo tira-se fibras curtas e macias para<br />

colchoaria. . . .<br />

Alim—As amêndoas sAo <strong>com</strong>estíveis depois de assadas;<br />

as folhas também depois de cosidas.<br />

Orn.—Árvore ornamental para parques.<br />

MAMORANA, ou MAMÃO - RANA —- v. MAMÃO<br />

BRAVO. —<br />

MANACÁ — BRUNFELSIA HOOPEANA Benth. (Solanaceas)<br />

= BRUNFELSIA LATIFOLIA Pohl. - Origin.<br />

do Sul.<br />

SYN.—Geratacd, ou Jerataca— Cad-gambd.<br />

(a.)—CAR.-Flores isoladas azul-arroxeado claro, virando<br />

pouco a pouco ao branco, de perfume penetrante.<br />

Mcd.—Raiz purgativa e emetica, abortiva e depurativa.<br />

O principio activo é um alcalóide, a Manacina\ encontra-se<br />

também um glucoside visinho da Eseldin a.<br />

E' um antisyphilitico, antirheumatico e emmenagogo<br />

efficaz, venenoso em dose elevada (lethargia).<br />

MANACÁ — BRUNFELSIA GUIANENSIS Benth.<br />

(Solanaceas).<br />

(a.)—HAB.- Na T. f.<br />

SYN.— G cr ataca, ou Jeratacd.<br />

Loc.— Faro — Cuminá-mirim.<br />

CAR.— Flores esverdeadas, pequenas.<br />

Mcd.— Depurativo muito activo (raiz), antisyphilitico,<br />

antirheumatico; toxico em alta dose (lethargia)<br />

MANACÁ grande — BRUNFELSIA GRANDIFLORA<br />

(Solanaceas). Origin. do Perú.<br />

(a. g.) — CAR.- Flores grandes, inodoras, em grupos<br />

de duas cores, branco e azul, abundantes.<br />

Orn.— Planta muito ornamental.<br />

MANACÁ-RANA — PAYPAYROLA GRANDIFLORA<br />

lul. (Yiolaceas). •<br />

(A. p.) —Loc.- Commum no submatto da T. f. em<br />

Belem e Manáos.<br />

CAR.— Flores amarei las.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 259<br />

MANAIARA — (B. Amazonas) — v. ACAPU-RANA. —<br />

MANDACARU — v. JARAMA CARU. —<br />

MANDINGA — (Marajó) — RHVNCHOSPORA aff.<br />

HIRSUTA Vahl. (Cyperaceas).<br />

(PI. h. de Om.30).<br />

MANDIOCA—MANIHOT UTILÍSSIMA Pohl. (Euphorbiaceas).—<br />

Deve ser originaria da America tropical,<br />

mas nfto tem sido ainda encontrada no estado selvagem.<br />

(a.) — Sy.w- Mandioca amargosa.<br />

CAR. — Hastes tortuosas, angulosas, de 2 a 4 m. de<br />

alt.— O fructo é uma capsula <strong>com</strong> expansões lateraes em<br />

forma de alas.— Tubérculos pesando até 3 k.—Prod. 3.000<br />

ks. por hec.<br />

Alim.— Os tubérculos, muito volumosos, contem um<br />

succo venenoso, mas o principio toxico é um glucoside<br />

cyanogenetico, a Manihotoxina, agindo somente pelo acido<br />

cyanhydrico que produz e que, sendo volátil, desapparece<br />

pela torrefacçâo.— Com estes tubérculos ralados prepara-se<br />

a farinha de mandioca, precioso alimento em todas as regiões<br />

tropicaes ; delles cxtrahe-se fécula (tapioca); os renovos da<br />

planta são <strong>com</strong>estíveis (maniçoba); a farinha fermentada<br />

dá um álcool, o cauim.<br />

Me d.— Com a farinha preparam-se cataplasmas emollientes.<br />

MANDIOCA-ASSÚ — (Mte. Alegre) — HUMIRIAN-<br />

THERA RUPESTRIS Ducke Loc.— Belem — E. de F. de Br. — Região do estuário<br />

e litoral — Gurupá.<br />

Ma d.— Roseo-pardacento, fibrosa, tenra mas bastante<br />

resistente — para marcenaria, caixas.— D = 0.74.


260 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

fnd.— Para pasta de cellulose; <strong>com</strong>prim. das fibras,<br />

1,201—diam. 0,026 (A. Bastos —M. C. P.).<br />

MANDIOQUEIRA — (Porto de Moz — Almeirim) —<br />

QUALEA WITTROCKH Malm. (Vochysiaceas).<br />

SYN.— Umiry-rana (Monte Alegre).<br />

(A. m. ou g.J — HAB.- NO igapó dos riachos de campos,<br />

no B. Amazonas e affluentes.<br />

MANGABA-RANA — (E de F. de Br.) — SIDEROXY-<br />

LON aff. GUIANENSE A. DC. (Sapotaceas).-v. GIPY —<br />

(B. Amazonas). —<br />

MANGABEIRA — HANCORNIA SPECIOSA Gom.<br />

(Apocynaceas).<br />

(a. p.) — HAB.- NOS campos da parte E. e S. E. do<br />

Estado do Pará.<br />

Loc.—M. rio Tapajoz — E. da I. de Marajó — Salgado<br />

— B. rio Tocantins — Arravollos — Macapá.<br />

Mad. — Vermelha e rija, para rodas, poleame, marcenaria.<br />

Ind. — Pela incisão da casca escorre um látex de cor<br />

rósea pallida que, pela coagulação, dá uma borracha de<br />

qualidade inferior.<br />

Alim.— O fructo é espherico, amarello estriado de vermelho,<br />

tem succo viscoso na casca e polpa acidulada, de<br />

gosto agradavel; serve para a fabricação de doces, <strong>com</strong>potas<br />

e sorvetes; fermentado, dá um vinho apreciado.<br />

MANGARA— CALADIUM BICOLOR Vent. var.<br />

VELLOSIANUM Engl. (Aroideas).<br />

SYN .— Tajd.<br />

(PI. h.) — CAR.- Folhas grandes, verde escuro, <strong>com</strong> as<br />

nervuras manchadas de vermelho<br />

MANGARATAIA — ZINGIBER OFFICIXALIS Rose.<br />

(Zingiberaceas) — Origin. da índia.<br />

(PI. h.).<br />

SYN.— Girtgibre.<br />

Alim — O rhizoma é carnudo, branco ou amarellado<br />

por dentro, de sabor quente e um pouco acre, de cheiro<br />

aromatico picante; <strong>com</strong> elle prepara-se uma bebida fermentada<br />

agradavel, o "Gengibirra" (Ginger-beer, dos Ingl. ).<br />

Med. — Mastigada, produz salivação; ingerida, dá sen-


ARVORES E PLANTAS LJTEIS<br />

sação de calor, augmenta a secreção gastrica, estimula as<br />

funcções digestivas.—Preconisada contra os catarrhos chronicos,<br />

contra dyspepsias, cólicas flatulentas. A tintura é<br />

usada externamente em fricções nas dores rheumaticas e<br />

nas polynevrites (beriberi).<br />

MANGERICÁO —OCIMUM MINIMUM L. (Labiadas).<br />

—Origin, da Europa.<br />

(PI. h.) — Cultivada nos jardins.<br />

Med.— Aromatica; em banhos <strong>com</strong>o estimulante.<br />

MANGERONA — ORIGANUM MAJORANUM L. (Labiadas<br />

— Origin, da Europa.<br />

(PI. h.) - Cultivada nos jardins.<br />

Med— Aromatica; usada em banhos <strong>com</strong>o estimulante;<br />

a infusão é carminativa e sudorífica.<br />

261<br />

MANGUE d'AGUA DOCE —v. CANELLA de VELHA. —<br />

MANGUE d'AGUA DOCE-v. LARANJA do MATTO. —<br />

MANGUE AMARELLO — v. CIRIUBA. —<br />

MANGUE BRANCO — v. CIRIUBA. —<br />

MANGUE BRANCO — LAGUNCULARIA RACE-<br />

MOS A Gaernt. ( Combretaceas ).<br />

SYN.—7 inteira dos manga es ( Marajó ) — Palétuvier<br />

gris ( G. fr. ) — White mangrove ( Ingl. ).<br />

(A. m.) - HAH.- NO mangal da região litoral.<br />

Mad.—Para carpintaria, caibros, vigotas, lenha, carvão.<br />

In d.— A casca serve para tinturaria e cortume; a<br />

casca secca dá 10,3° o de tanninos, os galhos 10.7 %> e as<br />

folhas 16,8° o (E. Serfaty-M. C. P.).<br />

MANGUE do MATTO — v. FARINHA SECCA. —<br />

MANGUE PRETO — v. MANGUE VERMELHO. —<br />

. MANGUE VERMELHO — RHIZOPHORA MANGLE<br />

L. typo ( Rhizophoraceas ).<br />

SYN.—Mangue preto.<br />

(A. m.)—HAB.- Costa do Salgado.


262 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

Mad.— Bôa para tanoaria. — Roseo-pardo, densa e<br />

dura.—Dormentes.<br />

but — A casca serve para cortume; a casca secca dá<br />

24,2% de tanninos, as raizes aereas <strong>com</strong>pletas dào 10,5°/0.<br />

(E. Serfaty — M. C. P.); pouco procurada porque <strong>com</strong>munica<br />

ao couro uma coloração vermelha intensa.<br />

Alim.— Os fructos fermentados dão uma bebida apreciada<br />

pelos indígenas.<br />

Me d. pop.— A casca é adstringente e serve no tratamento<br />

das dysenterias, diarrheas, hemorrhagias passivas.—<br />

A seiva dá o "Kino" da America.<br />

MANGUE VERMELHO — RHIZOPHORA MANGLE<br />

L. var. RACEMOSA (Rhizophoraceas).<br />

SYN.— Mangue sapateiro—Red mangrove (Ingl.).<br />

( A. ro.) — HAB.- Nas costas da I. de Marajó, da Guyana<br />

brasileira e nos furos de Breves.<br />

Mad.— Bôa para construcçáo civil, lenha, dormentes.<br />

lnd — A casca secca dá 16 °/o de tanninos (E. Serfatv<br />

— M. C. P.).<br />

MANGUEIRA — MANGIFERA INDICA L. (Terebinthaceas).—<br />

Origin, da Asia meridional.<br />

(A. g.) — Cultivada nos jardins e <strong>com</strong>o arvore de sombra<br />

nos parques e nas avenidas.<br />

il/^.-Madeira de pouco valor, para marcenaria.<br />

Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis e saborosos, de perfume<br />

especial, um pouco resinoso.— Fructificaçáo em Belem:<br />

março e abril.— ( Flores em dezembro ).<br />

Me d. pop.— Os fructos são antiscorbuticos; a casca<br />

emprega-se contra as febres, a metrorrhagia, a leucorrhea,<br />

a sarna e as moléstias cutaneas cm geral.<br />

Orn.— Copa frondosa; bella arvore para sombra.<br />

MANGUERANA — (Estuário) — TOVOMITA BRA-<br />

SILIENSIS (Mart.) Walp. ( Guttiferaceas).<br />

A. m.).<br />

Y.W— Paxiuba-rana miúda.<br />

Loc.— Soure—Mosqueiro.<br />

Mad.— Bôa madeira para marcenaria.<br />

Med. pop. —A infusão das flores, adstringente, contra<br />

diarrheas.— O oleo dos fructos em fricções no rheumatismo<br />

articular.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 263<br />

MANGUERANA — (R. Tapajoz) — SYMMERIA PA-<br />

NICULATA Benth. ( Polygonaceas).<br />

MANIÇOBA — MANIHOT GLAZOVII Muell. Arg.<br />

(Euphorbiaceas).— Origin. do N. E. brasileiro.<br />

(A. p.).<br />

Ind.— O látex dá borracha.— As sementes silo oleaginosas.<br />

Med. — As raizes são feculentas, mas muito venenosas.<br />

MANIVA do CAMPO — (Marajó) — MANIHOT sp.<br />

í Euphorbiaceas).<br />

(a. de lm.20 a 2m.20).<br />

Ali in. anini.— Forragem aproveitada pelos bovinos.<br />

MANIVA dos INDIOS — (Amapá) —MANIHOT<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(a.)—Provavelmente a mesma "Maniva do campo<br />

de Marajó.<br />

MANIVA de VEADO — MANIHOT<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(a.) — Arbusto trepador, das mattas do R. Tapajoz.<br />

MANOPE da PRAIA — (Faro) — PARK IA DISCO-<br />

LOR Benth. ( Legum. mim.).<br />

SYN —Gipôuha (Óbidos)—Sipôuba, ou Cipóuba.<br />

HAB— Nas praias e nos igapós arenosos.<br />

Loc.—L. de Sapucuá-R. .lamundá—B. R. Trombetas<br />

—Óbidos.<br />

(A. p.) —CAR.- Baixa, <strong>com</strong> longos ramos floriferos horizontaes,<br />

alargando a copa; flores em grandes capítulos<br />

purpureos.<br />

Mad.—Para construcçáo civil.<br />

MÃO de BRANCO — (Óbidos) — ALSTROEMERIA<br />

AMAZÔNICA Ducke (Amaryllidaceas).<br />

(a. p.)—Origin. do R. Branco de Óbidos e dos Campos<br />

do Ariramba.<br />

Orn— Planta ornamental, cultivada em jardins.<br />

MÃO de GATO — (Óbidos) — CONNARUS ERIAN-<br />

THUS Benth. (Connaraceas).


264 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

(a D.V-HAH.- Em terrenos arenosos, altos, seccos.<br />

. 0;//.-Os ramos e as folhas novas silo muito lanosos<br />

e empregados para confecção de enfeites.<br />

MÃO de ONÇA — MARCGRAVIA CORIACEA Vahl.<br />

( Marcgraviaceas), e outras especies do mesmo genero.<br />

CAR.—Planta epiphyta; encontra-se nos troncos de<br />

arvores, nas margens dos rios.<br />

Meei. pop.— O caule e as folhas são anti-rheumaticos<br />

e úteis contra o defluxo.<br />

MÃO de ONÇA — (Marajó) - MAR ANTA aff. NOC-<br />

TIFLORA Reg/e Ker. (Marantaceas).<br />

( PI. h.).<br />

MAPARAJUBA — (E. do Pará) — MIMUSOPS AMA-<br />

ZÔNICA Hub. (Sapotaceas) = MANILKARA AMAZÔ-<br />

NICA (Huber).<br />

SVN*.— Massaranduba de pequenos, fruetos prelos.<br />

(A. G.) — HAB.- Na matta de T. f., em terreno arenoso,<br />

secco ou húmido.<br />

Loc.— Em todo o Estado.<br />

CAR.—Folhas glabras, da mesma cor dos dois lados.<br />

Fruetos globulosos de 1,5 cm. de d iam., preto violáceo.<br />

Mad.— Vermelho vivo, passando ao vermelho-castanhovioláceo,<br />

dura, de grão homogeneo, trabalhandose bem;<br />

resiste bem na agua, no ar, ou na terra húmida da varzea,<br />

não na terra firme.- Inferior á da massaranduba verdadeira.<br />

- D = 1,05.<br />

MAPARAJUBA — (E. de F. de Br. — Estuário) — MI-<br />

MUSOPS PARAENSIS Hub. (Sapotaceas) = MANIL-<br />

KARA PARAENSIS (Huber).<br />

( A. g.) — HAB.- Mattas da varzea, huniosas e pantanosas,<br />

da região do estuário e do litoral.<br />

CAR.— Folhas amarellas na face inferior, viscosa, pilosa.<br />

MAPARAJUBA — (M. rio Tapajoz) — v. MASSARAN-<br />

DUBA ( Mimusops excelsa).<br />

TV T - - (Gurupá) - ASPIDOSPEf^M A<br />

I M \ D A1 l M Ducke ( Apocvnaceas).<br />

SYN.—Jacamim ( Breves).<br />

(A. p. ou m.) - HAB.- Matta da varzea.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 265<br />

Mad.— E' uma peroba; madeira esbranquiçada, de grilo<br />

muito fino; excellente lenha para fogo ( Gurupá).<br />

MAPATY — POUROUMA CECROPIAEFOLIA Mart.<br />

(Moraceas).<br />

í A. m.).<br />

SVN.— Cucúra—Imbauba mansa — Imbauba de vinho<br />

— Uvilla (Peru).<br />

Alim.— Os fructos silo doces, acidulos, mucilaginosos;<br />

fermentados, dão uma bebida vinhosa.<br />

MAPlÀ — v. ANDIROBINHA. —<br />

MAPUÁ — (Amazonas — R. Solimões) — CYCLAN-<br />

THUS B1PARTITUS ( Cyclanthaceas).<br />

HAB.— Frequente no Pará e no Amazonas, nos igapós<br />

de agua preta.<br />

CAR.— Parecido <strong>com</strong> uma palmeira pequena Flores de<br />

perfume muito forte, agradavel ao longe, gosando da reputação<br />

de aphrodisiacas; afugentam os mosquitos (Poeppig.).<br />

MAPUXIQUY — (Mte Alegre) — v. PARICA GRANDE<br />

da V ARZE A. —<br />

MARA-ÇACACA — CONNARUS sp.<br />

(Connaraceas).<br />

SYN.— Muira-çacaca — Vacca preta ( Belem ).<br />

Mad. - Para construcções civis.<br />

MARACUJÁ <strong>com</strong>mum — PASSIFLORA LAURIFO-<br />

LIA L. (Passifloraceas).<br />

SYN.— Pomme liane (G. fr.).<br />

HAB.-Frequente nas capoeiras.—Cultivado nos jardins.<br />

(Cipó). — CAR.- Haste de secção circular; bonitas flores<br />

azul arroxeado — folhas inteiras, ovaes.<br />

Alim.— Fructo quasi espherico, da grossura de um ovo<br />

de gallinha, amarello ou avermelhado, <strong>com</strong>estível — contem<br />

grande numero de pequenas sementes envolvidas numa polpa<br />

pardoesverdeado, gelatinosa, acidulada, doce, de aroma<br />

agraciavel.— Fructo refrigerante, bom para convalescenças.<br />

Med. pop.— Folhas amargas e adstringentes. — Raiz<br />

vermífuga.


266 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

-Uma especie visinha, a FASSI FLOR A TINI FOLIA<br />

lussieu, é conhecida nas Antilhas francezas <strong>com</strong> o nome de<br />

Marie-tambour; o frueto é menor, a polpa mais delicada.<br />

MARACUJÁ — PASSIFLORA CANDIDA (Poepp.)<br />

Mast. (Passifloraceas).<br />

JLoc.— Fm toda a Amazônia, mas rara.<br />

CAR.— Flores alvíssimas, perfumadas.<br />

MARACUJÀ-ASSÚ — PASSIFLORA QUADRANGU-<br />

LARIS L. (Passifloraceas).<br />

SYN.— Barbadine ( G. fr.).<br />

(Cipó) - CAR.- Haste de secção quadrada, flores róseas<br />

— folhas grandes, inteiras, cordiformes. — Cultivado.<br />

Alim.— Frueto grande, ovoide, maior que um ovo de<br />

ganso, amarelloesverdeado quando maduro, <strong>com</strong>estivcl; a<br />

polpa (arilho que envolve as sementes > é fresca, acidula,<br />

apreciada <strong>com</strong> assucar; em grande quantidade é indigesto<br />

e provoca o somno.<br />

Med. pop. — As raízes passam por narcóticas e venenosas.<br />

MARACUJÁ-ASSU redondo - PASSIFLORA MACRO-<br />

CARPA Masters (Passifloraceas).<br />

(Cipó) —SYN.- Maracujá-mamão — Barbadine (Colonias<br />

francezas).— Esp. visinha da precedente.<br />

Alim.— Frueto ovoide, da grossura de uma pequena<br />

melancia (até 2-3 kilos). amarello esbranquiçado quando<br />

maduro, liso.— A polpa ( arilhos das sementes) é <strong>com</strong>estível,<br />

de gosto agradavel, principalmente addicionando-a de assucar<br />

e de Kirsch ou Rhum.— O pericarpo do frueto, espesso<br />

de 4 a 5 cm., é aproveitado para preparar doces e <strong>com</strong>potas.<br />

MARACUJÁ CASCUDO — (Marajó) — PASSIFLORA<br />

(Passifloraceas)<br />

MARACUJÁ GRANDE, ou COMPRIDO — PASSIFLO-<br />

RA ALATA Ait. (Passifloraceas).<br />

(Cipó).<br />

Alim.— Frueto*do tamanho de um ovo de ganso, <strong>com</strong>estível,<br />

muito apreciado. v.<br />

Med. pop.—As folhas são tônicas, usadas nas convalescenças<br />

e no marasmo senil (em banhos).


267<br />

MARACUJA PEROBA — PASSIFLORA EDULIS<br />

Sims. (Passifloraceas).— Origin. do Brasil,<br />

í Cipó)— Cultivado.<br />

SYX.— Grenadillc (G. fr.).<br />

CAR.— Folhas trilobadas; flores brancas e purpureas.<br />

AlimFructo ovoide, de 5 a 6 cm. de diam. amarello<br />

claro, de polpa amarellada, acida, perfumada, utilisada para<br />

preparar sorvetes e refrescos saborosos.<br />

MARACUJÁ PORANGA—PASSIFLORA COCCINEÀ<br />

Aubl. (Passifloraceas).<br />

(Cipó)—CAR.- Flor escarlate.<br />

Al im. - Fructo verde amarellado, extremamente acido,<br />

não <strong>com</strong>estível.<br />

O///. - Planta ornamental, pelas flores.<br />

MARACUJÁ — PASSIFLORA GLANDULOSA Cav.<br />

(Passifloraceas).<br />

(Cipó) — Nos arredores de Belem.<br />

CAR.—Flores vermelho-claro, quasi róseas.— Fructos<br />

não <strong>com</strong>estíveis.<br />

MARACUJÁ de RATO — ( Belem — Marajó, etc.) —<br />

PASSIFLORA (Passifloraceas).<br />

Este nome é dado a todas as especies cujos fructos<br />

não são <strong>com</strong>estíveis (P. coccinea, P. glandulosa, etc.);<br />

alguns destes fructos passam por venenosos.<br />

MARACUJÁ SUSPIRO — (Belem) —<br />

PASSIFLORA LAURIFOLIA L. (Passifloraceas)<br />

PASSIFLORA NITIDA H. B. K. id<br />

e raras vezes PASSIFLORA RIPARIA Mart. id.<br />

(Cipós).<br />

Altui. -Fructos <strong>com</strong>estíveis, doces.<br />

0/7/.—Flores roxas ou azues, bonitas.<br />

MARACUJÁ-RANA — OPERCULINA PASSIFLO-<br />

ROIDES (Benth.) Ducke (Convolvulaceas), = MARIPA<br />

PASHFLOROIDES Benth.<br />

SYX. — Mari pá.<br />

Loc.— Mandos.<br />

(Cipó) —CAR.- Flores grandes, azul magnifico.<br />

%


268<br />

MARÀ-GONÇALO — HIERONYMA ALCHORNEOI-<br />

DES Fr. Aliem. (Euphorbiaceas).<br />

SYN.—Muird-Gonçalo — Urnciirana — Magonçalo (Ilhas<br />

de Breves). .<br />

(A. M.)—HAB.- Commum na região do estuário (Is. de<br />

Breves). , .<br />

Mad.- Vermelho castanho claro, grão bastante grosseiro,<br />

muito rigida, não se fendendo facilmente—empregada<br />

para carpintaria, pontes, estacadas, construcção de wagons,<br />

segeria; excellente para dormentes. — D = 0,69.<br />

MARÀ-MARÀ — MICONIA (Melastomaceas).<br />

SYN.— Cartel la de velho.<br />

(A. p. ou m.) - HAB.- Matta da T. f.<br />

CAR.—Tronco anguloso.<br />

Mad.— Amarello-pardo, dura. partindo-se facilmente,<br />

nodosa; imputrescivel ao ar, apodrece na terra húmida;<br />

aproveitada na construcção de barracas, telheiros; dá excellentes<br />

varas. — D = 1,05.<br />

MARAVILHA — MIRABILIS D1CHOTOMA L. (Nyctaginaceas).<br />

SYN .—Bonina—Bôas ou Bellas noites.<br />

(PI. h.)—De origem exótica<br />

Med. bop.—Raízes purgativas (Jalapa falsa) e diuréticas,<br />

contra hydropisia, leucorrhea, affecções herpeticas. —<br />

O polvilho (amido) das sementes, misturado <strong>com</strong> succo de<br />

limão, usa-se para tirar as sardas.<br />

Orn. — Flores vermelhas, amarellas, ou raiadas de<br />

branco-vermelho, ou branco-amarello; abrem somente de<br />

noite — Cultivada nos jardins.<br />

MARAVILHA do CAMPO — HYPOLYTRUM sp. (Cyperaceas).<br />

(PI. h.)— Loc.- Frequente nos logares seccos das campinas<br />

de Counany.<br />

MARFIM — v. PÁO MARFIM verdadeiro. —<br />

MARFIM — (R. Tapajoz) — v. ITAPEUÀ. —<br />

MARFIM VEGETAL — v. JARINA. —


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 269<br />

MARGARIDA — (Marajó) — TIBOUCHINA AS PE-<br />

RA Aubl. (Melastomaceas).<br />

(a. p. de 0m.70 a lm.)<br />

Mcd. pop. — Folhas e summidades floridas: bechicas e<br />

sedativas.<br />

Oiti.—Flores purpureas.<br />

MARGARIDA — ASTER AMALLUS L. (Compostas).<br />

Origin. da Europa.<br />

Cultivada—Flôr para jardins.<br />

MARGARIDINHA — v. OFFICIAL da SALA. —<br />

MARIA-MOLLE — (Marajó) —<br />

COM MELINA VIRGINICA L. (Commelinaceas),<br />

e COMMELINA XUD1 FLORA L. id.<br />

Svx. —Marianinha.<br />

(PI. h.)—CAR.- Pequenas flores azues.<br />

Alim. anint.— Forragem.<br />

MARIA MOLLE — (R. Tapajoz) — NEEA DIVARI-<br />

CATA Poepp e Endi. (Nyctaginaceas).<br />

MARIANINHA — v. MARIA-MOLLE. —<br />

MARIA-PRETA — VITEX (Verbenaceas).<br />

Loc. —Campos geraes do R. Erepecurú.<br />

MARICAUA — DATURA INSIGNIS Barb. Rodr. (Solanaceas).<br />

SYN.— Toé.<br />

Loc.—Itacoatiara—B. Solimòes—Tonantins—Iquitos.<br />

(a.) — CAR.- Flores lindas, muito grandes, brancas <strong>com</strong><br />

limbo encarnado, inodores.<br />

Mcd. pop.—Toxico.—Folhas narcóticas, sedativas, calmantes.—<br />

A infusão de 3 a 6 folhas em 200 gr. d'agua produz<br />

a hypnose, <strong>com</strong> sensação de bem estar, abolição da<br />

vontade, a pessoa respondendo ás perguntas <strong>com</strong>o um médium<br />

(adivinhação).<br />

MARI-MARY GRANDE da T. f. — (Óbidos) — CAS-<br />

SIA SPRUCEANA Benth. (Legum. caesalp.).<br />

SCanna-fistula (R. Tapajoz).


270 A AMAZOXIA BRASILEIRA<br />

(A. g.) — MAU.- Matta da T. f.<br />

Loc.— Óbidos — Oriximiná.<br />

CAR.-Fructos nào <strong>com</strong>estíveis.<br />

MARI-MARY GRANDE da V. — CASSIA GRANDIS<br />

L. f. ( Legum. caesalp.).<br />

Svx. - Mari-uiary sarro — Mari-mary preto — Marimary-rana<br />

- Jencúna - Stinking toe (Ingl.).<br />

(A. g.) -HAB- Matta da varzea; frequente nas margens<br />

do Amazonas.<br />

Mad. — Castanho-claro, dureza media, trabalhando se<br />

bem.<br />

Mcd.— Fructos não <strong>com</strong>estíveis; polpa amarga e adstringente,<br />

<strong>com</strong> cheiro forte de " sarro<br />

Orn.— Flores róseas, ás vezes brancas, de lindo aspecto;<br />

esta arvore é cultivada no Rio de Janeiro, em parques<br />

e jardins públicos.<br />

MARI-MARY PRETO — v. MARI-MARY GRANDE<br />

da V. —<br />

MARI-MARY SARRO - v. MARI-MARY GRANDE<br />

da V. —<br />

MARI-MARY da V. — (Óbidos - B. Amazonas) — CAS-<br />

SIA LEIANDRA Benth. (Legum. caesalp.).<br />

Svx.— Seruaia% ou Ceruaia < Mte. Alegre).<br />

í A. p. ) — HAB - Beiras d'agua, na varzea argillosa do<br />

B. Amazonas e do curso inferior dos aflluentes.<br />

Mad.— Para obras internas, marcenaria.<br />

Ind.—A casca contem 4,5o/o de tanninos (E. Serfatv<br />

- M. C. P.). '<br />

Mim— O fructo é uma vagem <strong>com</strong>prida, quasi cylindrica,<br />

que contem grande numero de sementes chatas envolvidas<br />

numa polpa verde, doce, <strong>com</strong>estível.<br />

Med. pop.- A polpa dos fructos é laxativa, substituindo<br />

o manná.<br />

Orn.— Cultivada: bonitos e abundantes cachos de flores<br />

amarellas.<br />

MARTIUSIA ÊLATA Ducke. (Legum. caesalp.*<br />

(A. g) —Loc.- Medio R. Tapajoz.<br />

Mad.— Castanho vermelho claro — muito dura. —


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 271<br />

MARIPÀ — v. MARACUJÃ-RANA e BRAZA. —<br />

MARUPÀ — SIMARUBA AMARA Aubl. (Simarubaceas<br />

Svx.— Papariuba (Maranhão ).<br />

(A. g.)— HAIJ.- Matta da T. f.<br />

Med.— A casca, principalmente da raiz. é um tonico<br />

energico, analogo á quassia; usada em cozimento ou extracto<br />

contra os fluxos serosos, as hemorrhagias, as dysenterias,<br />

a febre intermittente, as affecções verminosas e a<br />

debilidade. — Purgativa e vomitiva em alta dose.— O sabor<br />

6 muito amargo. - O pó é um bom cicatrizante.<br />

Mad.— Branca, ligeiramente manchada de amarello claro,<br />

leve, tenra, trabalhando-se facilmente, muito amarga,<br />

não atacada pelos cupins; muito empregada para forros,<br />

malas, caixas, phosphoros, molduras.— rara papel, o rendimento<br />

em eellulose ó de 44° 0.— Comprim. das fibras<br />

1/24 - diam. 0,020.— D * 0,50.— ( \. Bastos - M. C. P.).<br />

MARUPÀ do CAMPO — SI MA RU BA VERSICOLOR<br />

St. Hil. (Simarubaceas).<br />

Svx.— Marupd-y do campo — Pdo paraliiba ( nos Est.<br />

do N. E.) — Matta barata (Minas).<br />

(A. p., de 4 a 5 m.) — HAB.- Campos e campinas arenosas<br />

da r. f.<br />

Med. pop.— Decocção da casca, principalmente das<br />

raizes, contra as diarrheas sanguinolentas.— Tonico, antifebril<br />

(casca e fructos).— Os fructos, em pó, passam por<br />

insecticidas, fermifugos e antisyphiliticos.<br />

MARUPAHY — ELEUTHERINA PLICATA Herb.<br />

(Iridaceas ).— Origin. exótica.<br />

Svx.— Li rio folha de palmeira.<br />

(PI h.)—CAR.- AS flores, brancas, tem um cheiro<br />

repugnante; as folhas são enrugadas longitudinalmente.<br />

Med. pop.— A decocção da raiz é re<strong>com</strong>mcndada na<br />

dysenteria; 6 um poderoso remedio contra as diarrheas;<br />

considerada antihisterica.<br />

MARUPA-RANA -— v. iMOROTOTC. —<br />

c<br />

MARUPÀ-RANA — (E. de F. de Br.), ou MARUPA<br />

FALSO — v. CARAUBA. —


272 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

MARUPA-Y do CAMPO — v. MARUPA do CAMPO, —<br />

MARY GORDO — v. UMARY (Poraqueiba paracnsis).<br />

MARY-RANA — (Amazônia) — v. UMARY-RANA. —<br />

MASSAPÉ — (Marajó) — IMPE RATA BRASILI-<br />

ENSIS Trin. (Gramíneas).<br />

(PI. h.) — HAB.- Nos tesos e campos altos.<br />

CAR.—Os brotos novos tem ponta dura e aguda que,<br />

apontando na superfície da terra, ferem os pés descalços.<br />

Alini. anim — E' forragem somente aproveitada pelo<br />

gado quando é nova.<br />

MASSARANDUBA — (M. rio Tapajoz) — MIMUSOPS<br />

EXCELSA Ducke (Sapotaceas) = MANILKA RA EX-<br />

CELSA (Ducke) A. Chev.<br />

SYN*.— Maparajiiba.<br />

(A. G.) —HAB.- Matta da varzea marginal do M. rio<br />

Tapajoz.<br />

Mad.- Semelhante á do Mimusops amazônica Hub.;<br />

inferior á da massaranduba verdadeira.<br />

Ind — Látex pouco abundante e muito viscoso.<br />

MASSARANDUBA verdadeira — (Belem) — MIM U-<br />

SOPS H U BE RI Ducke = MANILKARA HUBERI<br />

(Ducke) A. Chev. (Sapotaceas)<br />

(A. G.) - HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— Belem — Monte Alegre — Óbidos — Abundante<br />

em todo o R. Jamundá, no Paraná-pitinga (R. Jamunilá),<br />

na T. f. do R. Parú e do R. Tapajoz.<br />

CAR.— Folhas grandes, <strong>com</strong> face inferior amarella. —<br />

Confundido muitas vezes <strong>com</strong> o Mimusops elata, de Rio<br />

de Janeiro.<br />

Mad. — Vermelho escuro, dura, grão fino, homogeneo;<br />

fendendo-se facilmente e <strong>com</strong> regularidade; própria para<br />

segeria, para cercas, estacas <strong>com</strong>pletamente cobertas d'agua;<br />

apodrecendo rapidamente ao nivel do solo, na terra firme,<br />

resistindo bem nas terras húmidas da varzea — dormentes.<br />

- D = 1,14. •<br />

Ind.— O látex, ou leite, é resinoso, não fornecendo<br />

41 balata" <strong>com</strong>o a da Mimusops bidentata.— A casca contem<br />

7,5 o/o de tanninos (E. Serfaty — M. C. P.).


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 273<br />

Alini.— Fructos globosos, amarello-violáceo, de 3 cm.<br />

de (liam. polpa doce e saborosa, mas succo pegajoso.—O<br />

látex


274 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

a PATRISIA PYRIFERA L. C. Rich. = RYANIA<br />

SPFCIOSA Vahl.<br />

' Loc __ Arredores de Belem e mattas ao norte- de<br />

Óbidos. . . . _<br />

\feii _ Toxica, mas muito menos activa que a R.<br />

acuminata.<br />

e a RYANIA SAGOTIANA<br />

Frequente em todo o Baixo Amazonas.<br />

Também toxica, mas pouco activa.<br />

No Acre dá-se, ás vezes, o nome de 44 Ca pausa" a<br />

a uma outra Patrisia.<br />

MATA CALADO — v. MATA CACHORRO. —<br />

MATA CANNA — v. DOURADINHA —<br />

MATÀ-MATÁ — (Marajó) — v. CIPÓ ESCADA de<br />

JABOTY.—<br />

MATÁ-MATÀ —


ARVORES E PLAXTAS ÜTECS 275<br />

Med. pop.— Sementes fermifugas.— Folhas contundidas<br />

e maceradas contra a tinha e nas feridas syphiliticas;<br />

a infusão é depurativa e purgativa; o succo das folhas <strong>com</strong><br />

limão é antidarthroso.—A raiz é tônica.— As folhas são diaphoreticas.<br />

MATA-PASTO GRANDE — v. MATA-PASTO ( Cassia<br />

alata ).<br />

MATA-PASTO GRANDE — (Amazônia) — CASSIA<br />

R E TIC U L A T A Willd. ( Lcg. caesalp. ).<br />

(a. g. ou A. p. ) — HAB.- Charcos e campos de varzea.<br />

Loc.— Commum em toda a Amazônia.<br />

Med.— Mesmas propriedades que a C. alata.<br />

MATICO—PIPER ANGUSTIFOLIUM R. e P. (Piperaceas<br />

).<br />

Med. pop.— Antiblcnnorrhagico e antileucorrheico.<br />

MATICO — v. IIERVA de SOLDADO. —<br />

MAXIXE— CUCUMIS ANGURIA L. (Cucurbitaceas).<br />

(PI. h. rasteira) — Cultivado.<br />

Alim.— O frueto, da grossura de uma noz, coberto<br />

de pequenos espinhos molles, se <strong>com</strong>e cozido <strong>com</strong> a carne,<br />

ou cru, em salada, quando ainda não <strong>com</strong>pletamente desenvolvido.<br />

MAYACÀ — v. BOTÃO de OIJRO. —<br />

MEIJÙ — DUGUETIA sp. (Anonaceas).<br />

(A. m.)~Svx.- Ameijú.<br />

Loc. — R. Tapajoz (Boa Vista).<br />

MELANCIA — CITRULLUS VULGARIS Schrad.<br />

(Cucurbitaceas). — Origin. da Africa.<br />

Svx. —Pastèque* ou Melon d eau (Fr.).<br />

,


976 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

MELÃO — CüCUMIS MELO L. (Curcubitaceas)<br />

Origin. da Africa ou Sul c'a Asia.<br />

(PI. h. rasteira) —Cultivado (dá-se bem nas regiões da<br />

Amazônia onde costuma ter uma estação secca prolongada).<br />

i4//;n.-Fructo grande, perfumado, ás vezes excellente,<br />

<strong>com</strong>o na Europa<br />

MELÃO de S. CAETANO - v. HERVA de S. CAETANO.<br />

MELINDRO — v. BALSAMINA. —<br />

MEMBECA — v. CANARANA RASTEIRA. —<br />

MEMBY — (Gurupá) — CASSIA APOUCOUITA<br />

Aubl. (Legum caesalp.).<br />

SVN.—Apocoiiita (G. ir.)—Caneficier ((i. fr.) - Irar y ou<br />

Pixuneirarana


ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS 277<br />

Mcd. /)()/>. - Fraco excitante do system a nervoso, mas<br />

não aphrodisiaca.— Util na tuberculose.<br />

— No Estado de Matto Grosso foi encontrada por Kuhlniann,<br />

em 1919 (Expedição Rondon), uma outra especie de<br />

arachis cujas sementes são muito maiores que as do mendubi<br />

<strong>com</strong>mum. attingindo 2-3 cm. de <strong>com</strong>primento; foi classificada<br />

ARACHIS NAMBVQUARAE Hoehne; seria interessante<br />

propagar a cultura deste mendubi grande.<br />

MENDUBI-RANA — (Marajó) — CASSIA DIPHYL-<br />

LA L. (Legum. caesalp.).<br />

SYN. - Miindubi (Marajó).<br />

(a. de lm. a 1 ni.70) — HAB.- NOS tesos e campos altos,<br />

nos terrenos abandonados.<br />

CAR.— Planta reptante que invade os campos e deve<br />

ser arrancada pé por pé antes de amadurecer os fruetos.<br />

MENTRASTO — v. HERVA de S. JOÃO. — AGE R A-<br />

TUM CONVZOIDES L. (Compostas).<br />

IV1ENTRUZ — v. HERVA de Sta. MARIA. —<br />

MERECEM — v. PAO DOCE — ( Glycoxylon sp.).<br />

MERli-CAÀ = MERUCÁ — ? Planta<br />

<strong>com</strong>mum no Pará; o cozimento é re<strong>com</strong>mendado contra as<br />

hemorrhoides K clysteres e banhos).<br />

MERUKIÀ — (Marajó) — ERAGROSTIS VAHLII<br />

Nees. (Gramíneas).<br />

(PI. h. de Om.25 a 0m.30) — HAB.- NOS tesos pouco<br />

sombreados.<br />

Aliui. aliini. - Forragem bôa.<br />

MESCLA — v. BREU BRANCO. —<br />

MILHO—ZEA MAÍS L. (Gramíneas).—Origin. da<br />

America intertropical.<br />

(PI. h. de 2 a 3 m.) - Cultivado.— Producção: 10.000<br />

ks. por ha.<br />

o S YX.—Abaty, ou Avaíy (L. g.) — Milho grosso — Mais<br />

(Fr.) — C


278 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

gas; diversas variedades: amarella. branca ou roxa; contem<br />

uma massa farinacea, muito nutriente.<br />

MILHO de ANGOLA —SORGHUM VÜLGARE Pers.<br />

(Gramíneas)— Origin. da Africa.<br />

(PI. h. até 4 m. de alt.)— Pouco cultivado.<br />

SYX. - Sorgho — Trigo da Guiné.<br />

Alim. — Sementes nutritivas (pilo, biscoutos, mingáos),<br />

brancas, amarellas, vermelhas e pretas.<br />

Alim. anim. - Bôa forragem secca. — A planta verde<br />

contem um glucoside que produz acido prussico; este principio<br />

toxico desapparece <strong>com</strong> a madureza e por dessecação.<br />

MILIIO COZIDO PRETO — V. LICANIA. —<br />

MILHO MIÚDO —PANICUM MILIACEUM L. (Gramíneas)—Origin.<br />

da índia.<br />

(PI. h. de lm.50 a 2m.) — Raras vezes cultivado na<br />

Amazônia.<br />

índ. — As hastes seccas servem para fazer vassouras.<br />

Alim.— As sementes reunidas em paniculas, são achatadas,<br />

ovadas, negras, branco ou amarello-claro; dão uma<br />

farinha branca, adocicada.<br />

MILHO PAINÇO — PANICUM ITALICUM L. (Gramíneas)<br />

— Origin. da índia.<br />

(PI. h )—Pouco cultivado na Amazônia.<br />

lnd.-Com a palha fazem-se vassouras.<br />

Alim. — As sementes são reunidas em grande numero,<br />

formando espigas grossas, <strong>com</strong>pridas, de ramificações curtas<br />

e apertadas, de côr amareliada ou purpurea; são quasi<br />

redondas, miúdas.— Comestíveis.<br />

Alim. anim. —As sementes são principalmente utilisadas<br />

para a alimentação dos passarinhos creados em gaiolas<br />

(canarios).<br />

MILIIOMENS — v. URUBU-CAA —<br />

MILOCA - (Marajó) -MELOCHIA PARVIFLCJRA<br />

ü. 15. K. (bterculiaceas).<br />

(PI. h) — HAB.- NOS tesos.


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 279<br />

MIMOSA — (Marajó) — CASSIA FLEXUOSA L.<br />

(Leg. caesalp.).<br />

(a. até lm.50)—HAB.-Nos terrenos cie pura areia e nas<br />

dunas.<br />

MIRINDIBA — (Óbidos, R. Trombetas). — BUCHE-<br />

NAVÍA GRANDIS Ducke (Combretaceas).<br />

SYN. — Cuia-rana (Santarém).<br />

(A. G.)—CAR.- Fructo <strong>com</strong> forma, côr e dimensões de<br />

uma azeitona pequena ou media.<br />

Mad.— Amarello - palha pardacento, fibras grossas,<br />

rectilíneas, dureza media; bôa para carpintaria, marcenaria.<br />

— D = 0,82.<br />

Ind. — A madeira dá uma tinta vermelho-arroxeado.<br />

Aliin. anim. — Fructos de sabor adstringente e muito<br />

desagradavel, procurados pela caça.<br />

MIRINDIBA DOCE — (Óbidos) — GLYCYDENDRON<br />

AMAZONICUM Ducke (Euphorbiaceas).<br />

SYN. — Muirapixy (Santarém).<br />

(A. g.)-HAB.-Matta da T. f.<br />

Mad.—Castanho claro, bonita. — D = 0,93.<br />

MIRIXI — v. MURUCY. —<br />

MIRIXI-RANA — (Santarém) — ?<br />

MIUM — v. CAPIM MIUM. —<br />

MOELLA de MUTUM — (E. do Amazonas) —<br />

LACUNA RI A GR ANDOLOR A Ducke (Quiinaceas)<br />

LACUNARIA JENMANI (Oliv.) Ducke id.<br />

E outras especies do mesmo genero.<br />

(A. m.).<br />

sl/iin.—Fructos <strong>com</strong>estíveis, <strong>com</strong> polpa agri doce.<br />

MOGNO do PERU. — v. AGUANO. —<br />

•WOLONGO — (Gurupá, Breves) ~ AM BEL A NI A<br />

(. R A N DIF L O R A Hub. (Apocynaceas).<br />

(a.) --HAB.- Nos igapós e nas margens dos riachos de<br />

agua escura.


280 A AMAZÔNIA BRASILEIRA ___<br />

ÇARí _ Flôres grandes, de um branco puro, cheirosas.<br />

Fructos ellipticos de 7 cm./3,5 cm., de gosto muito desagradavel;<br />

látex abundante.<br />

MOLONGÓ — (Gurupá, Breves) — v. PEPINO do<br />

MATTO (Ambelania tenuiflora).<br />

MOLONGÓ de COLHER — (Kio Tapajoz) — MALOU-<br />

ETIA TAMAQUARINA (Aubl.) A. DC. (Apocynaceas).<br />

MOLONGÓ — (Almeirim, Gurupá) - ZSCHOKKEA<br />

ACULEATA Ducke (Apocinaceas).<br />

(A. p.) — HAB.- Na matta de T. f. húmida, em todo o<br />

estuário.<br />

CAR.—O tronco é coberto de aculeos conicos <strong>com</strong>o o<br />

dos tamanqueiros.<br />

MOLONGÓ — (Almeirim, Gurupá) — ZSCHOKKEA<br />

ARBORESCENS Muell. Arg. ; Apocynaceas ).<br />

Svx.— Tucujá (Óbidos e Faro) - Pd o de colher (Gurupá)<br />

— Sorvin ha — Cumahy ( Almeirim ) — Guajará y (Paraná<br />

do Urariá).<br />

(A. g.) — HAB.- Na. T. f.<br />

Ma d.— Branca, molle, muito leve.<br />

Ind.— Látex abundante, viscoso, empregado em Óbidos<br />

<strong>com</strong>o visgo para pegar passarinhos.<br />

Aliai — Fructos ama rei los, doces, <strong>com</strong>estíveis.<br />

MOLONGÓ —(Almeirim, Gurupá) — v. AMAPA DOCE,<br />

de Belcm. —<br />

MOLONGÓ — (Faro) — v. SUCUHUBA de FLORES<br />

GRANDES. —<br />

MORCEGIJEIRA — v.ANDIRÁ-UCHY (Andirá retusa).<br />

MORCEGUINHO — v. AND1R Á-POAMPÊ. —<br />

MORORÓ — (Ceará) — v. PE de BOI. -<br />

C 'r'I- MORORÒSINHO - (Rio Tapajoz) - B A U M UNI A<br />

ENOCAl^DIA P. Standley (Legum. caesalp).<br />

J a.) — HAB.- I erras altas.<br />

Loc.—Aramanahy (R. Tapajoz).


ARVORES E PLAnTAS LJTEIS 281<br />

MOROTOTO — DIDYMOPANAX MOROTOTONI<br />

Aubl. (Araliaceas).<br />

SYN*.— Pará-pará— Maritpáitba falsa — Bois St.<br />

Jean (G. fr.).<br />

(A. g.) —HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— Frequente entre os rios Mapuéra ' e Jamundá —<br />

R. Tapajoz.<br />

Mad.— Madeira branca virando ao pardo claro, homogênea.<br />

mas tenra e porosa; para marcenaria. — D = 0,53.<br />

In d. — Para papel, rendimento em cellulose : 52,5% —<br />

<strong>com</strong>prim. das fibras, 1,62 —diam. 0,034. (A. Bastos—M.C. P.).<br />

MORRÃO BRANCO — (Obidcs) — ESCHWEILERA<br />

( Lecythidaceas).<br />

Svx.— Matá-niatd da casca branca.<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

CAR.— O frueto parece <strong>com</strong> uma pequena sapucaia.<br />

Mad. — Amarello-roseo pardacento, ligeiramente violáceo,<br />

fibrosa, de dureza media.— O alburno, ainda verde,<br />

deixa-se partir em <strong>com</strong>pridas laminas pela simples tracção<br />

á mão, servindo para a confecção rapida de ripas que endurecem<br />

quando seccam.<br />

MORRÃO VERMELHO — (Óbidos) — v. MATA-MATA.<br />

— ESCHWEILERA (Lecythidaceas.<br />

MORURÈ — v. MURURÈ. —<br />

MORY — v. CAPIM MORY. —<br />

MOSTARDA da CIIINA — S1NAPIS CHINENSIS L.<br />

(Cruciferas). — Orig. da China.<br />

(PI. h.)—Cultivada.<br />

Alim.— As folhas são um cxcellente legume, preparadas<br />

<strong>com</strong>o Med. — espinafres. Antiscorbutico.<br />

MUCUNÀ — DIOCLEA LASIOCARPA Benth. (Legum.<br />

phas.). •<br />

(Cipó)- HAB.-E' a especie mais frequente deste genero;<br />

na T. f. e na varzoa, em capoeiras novas, plantações<br />

e margens de rios. Toda a Amazônia.<br />

CAR.—Grandes flores vistosas^violaceas ou lilazes.


282 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MUCUNÀ - -DIOCLEA SCLEROCARPA Ducke<br />

(Lecr. pap. phas.) . , ^ ,<br />

(Cipó) — HAB.- Em capoeiras e na matta de 1. f. de<br />

Bragança, M. R. Tapajoz e M. R. Tocantins. B. Amazonas.<br />

XAR. — Vagens duras, quasi lenhosas, indehiscentes,<br />

<strong>com</strong> sementes duras.<br />

MUCUNÁ — DIOCLEA GLABRA Benth. (Legum.<br />

phas.). . . .<br />

(Cipó grande)—HAB - Na matta baixa, junto a campos,<br />

ou em capoeiras, campinas, na T. f. do Baixo Amazonas.—<br />

Frequente.<br />

CAR.—Grandes flores vistosas, brancas, ou roseo - violáceo<br />

claro.<br />

MUCURA-CAA — (Marajó) — PETIVERIA ALLI-<br />

ACEA L. (Phytolaccaceas).<br />

(Cipó).<br />

Svx. — Herva de Guiné — Pipi, ou Tipy — Amansasenhor.<br />

Me d. pop. — Toda a planta tem cheiro aliaceo; as folhas<br />

e, principalmente, as raizes são sudoríficas, diuréticas,<br />

antispasmodicas e emmenagogas.— A tintura e o cozimento<br />

são estimulantes e usados contra as paralysias, o rheumatismo,<br />

a inchação das pernas, o beriberi. (em uso externo).<br />

— Tintura em fricções e pequenas doses internas em caso<br />

de baixa anormal de temperatura do corpo.— Em cataplasmas<br />

contra o rheumatismo articular. — Folhas antiparalyticas<br />

e abortivas (injecções na vagina). — A raiz é ainda<br />

mais energica; a raiz em pó, em doses fraccionadas, determina<br />

á principio superexcitaçào, insomnia, allucinações; depois<br />

manifesta-se indifferença e até imbecillidade, em seguida<br />

amollescimento cerebral, convulsões tetaniformes, mudez<br />

por paralysia da larynge e a morte, depois de um anno ou<br />

mais, ou menos, conforme as doses. — Esta acção toxica<br />

não tem sido ainda bem estudada e precisa confirmação.—<br />

As folhas são, ás vezes, empregadas <strong>com</strong>o insecticidas.<br />

MUCURY — (Almeirim) — v PALMEIRA JARA. —<br />

MUHUBA — (R. Tapajoz) - v. ARAÇA de ANTA. -<br />

BELLUCIA IMPERIALIS Said. (Meíastomaceas)<br />

e BELLUCIA DICl#}TOMA Cogn. id


ARVORES E PLANTAS LJTEIS 283<br />

MUIRA, ou YMIRA, ou MIRA, ou MARA, — significa<br />

"madeira" ou "páo", em L. g.<br />

MUIRÀ-ÇACACA —(Amazonas) —v. MARA-SACACA.—<br />

MUIRÂ-CATlÀRA — v. MUÍRÀ-QUATIÀRA. —<br />

MUI R AC AU A — (R. Tapajoz) — R H A BDO DEN DRON<br />

PANICULATUM Huber (Rutaceas).<br />

HAB.—Em capoeiras.<br />

Loc. — Óbidos— R. Tapajoz.<br />

MUIRA-CEHIMA — v. PÁO DOCE (Glycoxylon sp.).<br />

MUIRÀ-CURUCÀUA — ?<br />

(A.).<br />

Ma d.— Pardo avermelhado — rija, mas atravessada no<br />

sentido longitudinal por veios de parenchyme molle.<br />

MUIRÀ-CUTACA — S W A R T ZIA A C U MIN A T A<br />

Willd (Legum. caesalp.).<br />

SYX. - Pitai ca (nas Ilhas) — Pilai ca do campo—Pitaica<br />

da varsea.<br />

(A. m. ou p.)— II.AB.-Em toda a Amazônia, nas mattas<br />

de V.<br />

CAR. — Tronco profundamente sulcado <strong>com</strong>o o da<br />

paracuhuba cheirosa.<br />

Ma d.—Branca, de pouco valor, para carpintaria, esteios,<br />

remos.<br />

Ind.— Para pasta de cellulose: Comprim. das fibras<br />

1.10 — diam. 0,018 (A. Bastos - M. C. P.)<br />

MUIRÀ-GIBOIA — (Pará) — ?<br />

(A. m.) — Loc.- E. do Amazonas (R. Preto) —W. do<br />

E. do Pará.<br />

Mad. — Preta, <strong>com</strong> manchas amarello-avermelhado,<br />

muito dura, para ebanisteria — Algumas vezes o alburno se<br />

entrelaça <strong>com</strong> o cerne, produzindo effeitos curiosos. — Hm<br />

Manáos c no SolimÕes da se este nome a diversas especies<br />

de " Sxvartsia" \ em Fontebôa: Swartsia cinerea Ducke<br />

Leg. Caesalp.).<br />

MUIRA GONÇALO — v. MARA GONÇALO. —


284 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MUIRÁ-JUBA — A PULEI A MOLARIS Benth. (Legum<br />

caesalp.). . • i<br />

SYN. — Muirataua (Almeirim—Santarém-Óbidos—Cuminá)<br />

_ Pdo mulato (M. R. Tapajoz — muito frequente) —<br />

1 íuiraruira (Faro) -Cumanírana ou Pdo selim (R. Acre).<br />

(A. g. ou G.) - HAB.- Em matta de T. f. ou de V alta,<br />

<strong>com</strong> solo argilloso fértil.<br />

Loc. — Belem—R. Tocantins (Alcobaça e Itaboca» —<br />

R. Xingu (Altamira) — R. Parü (Cax. Panama)— Mte. Alegre<br />

—Santarém—R. Tapajoz (Cax. inf.) —Óbidos — B. R.<br />

Trombetas — Faro — listado do Amazonas.<br />

CAR.-Casca lisa, cor de ferrugem clara até vermelha<br />

— Ramos principaes muito <strong>com</strong>pridos, flexuosos, dispostos<br />

quasi verticalmente.<br />

Mad. — Amarello-pardo claro, dureza media, trabalha-se<br />

bem, para marcenaria, construcçào civil — Utilisada<br />

no R. Tocantins para preparar os cascos de canoas de cachoeiras.<br />

— D = 0,89.<br />

MUIRÁ-JUSSARA falsa — (Óbidos) — RAUWOLFIA<br />

PENTAPHYLLA Ducke (Apocynaceas).<br />

(A. g.)—HAB.- Na T. f. alta.<br />

Loc.—Óbidos-B. R. Trombetas—Manáos.<br />

CAR. — Tem látex — A casca é suberosa e profundamente<br />

enrugada, <strong>com</strong>o da muirájussara verdadeira ou do<br />

páo marfim.— Flores grandes, amarello-pallido, perfumados.<br />

Mad.—Pardo-amarello.<br />

Alim. anim. — FYuctos esphericos, verde - castanho,<br />

succosos, de cheiro repugnante, mas procurados pela caça.<br />

MUIRÁ-JUSSARA verdadeira (Óbidos) — ASPIDOS-<br />

PERMA DUCKEI Hub. (Apocynaceas).<br />

SYN. — Buchcira (Óbidos).<br />

(A. g.)—HAB.- Na T. f. alta.<br />

Loc.—B. Amazonas e aflluentes—Óbidos-R. Trombetas<br />

— Mte. Alegre-R. Tapajoz.<br />

CAR.—Casca espessa, profundamente sulcada, amarello-claro.<br />

Mad. — Pardo-claro, nodosa, <strong>com</strong>pacta, de fibras entrelaçadas<br />

e onduladas, clifficil de rachar, gri\o fino, dura,<br />

imputrescivel, de primeira qualidade para construcçào civil,<br />

estacas, dormentes, obras internas ou externas. — E' uma<br />

variedade de peroba. — D = 0,89.<br />

lnd. — A casca suberosa serve para buchas de espin-


ARVORES E PLANTAS (JTELS 315<br />

garda. O pó da parte interna da casca produz irritação na<br />

pelle (muirá-jussára = páo-<strong>com</strong>ichão, em L. g.).<br />

MUIRANTA — ?<br />

(A. m.)—Loc.- E. do Amazonas.<br />

Mad.—Dura e <strong>com</strong>pacta—côr vermelho escuro—Para<br />

marcenaria.<br />

MUIRÁ-PAGÈ — v. CUMARU —<br />

MUIRÀ-PAXIUBA — (Breves, Gurupá) — CASSIA<br />

ADIANTIFOLIA Benth. (Legum. caesalp.).<br />

SVN.—Coração de negro (Breves)— Memby (Gurupá)—<br />

Pdo preto (E. de F. de Br.).<br />

(A. m.)—HAB.- Na T. f. arenosa, humosa, pantanosa ou<br />

húmida.<br />

Loc.—E. de F. de Br.—Ilhas altas de Breves-Gurupá<br />

— R. Uaupés.<br />

Mad.— Pardo-vermelho escuro, muito dura, resistente,<br />

imputrescivel; para marcenaria e ebanisteria. — D = 1,02.<br />

Orn. — Arvore bonita, <strong>com</strong> folhagem graciosa e flores<br />

abundantes.<br />

MUIRÀ-PINIMA — BROSIMUM GUIANENSE (Aubl.)<br />

Hub. = PiRATINERA GUIANENSIS Aubl. (Moraceas).<br />

SYX.—PÓO tartaruga -Bois de tettres (G. fr.) — Lctter<br />

wood (Ingl.) — Snake wood (Ingl).<br />

(A. M.) — HAB.- Na T. f. alta.<br />

Loc. — R. Trombetas — Juruty Velho — Parintins —<br />

Paraná de Ramos — R. Branco.<br />

Mad.— A mais curiosa das madeiras de côr da Amazônia;<br />

o cerne 6 pequeno, de côr vermelha ou amarelloavermelhado,<br />

muito regularmente mosqueado de pequenas<br />

manchas pretas, algumas vezes oceladas, muito dura, pesada,<br />

<strong>com</strong>pacta, imputrescivel.— Própria para bengalas, réguas e<br />

pequenos objectos de ebanisteria.<br />

Ha variedades quasi pretas (R. Trombetas), excessivamente<br />

duras e difficil de se trabalhar. — D = 1,32.<br />

#<br />

MUIRÀ-PINIMA PRETA — v. PÃO SANTO. —<br />

MUIRÀ-PIRANGA — (Rio Trombetas, Gurupá) —<br />

BROSIMUM PARAENSE Hub. (Moraceas).


286 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

SYN.— Condurú de sangue (Conceição do Araguaya)<br />

— Pdo rainha (Manáos) — Satiné (G. fr.).<br />

(A. G )_ HAB.- Na matta virgem de I. f. arenosa ou<br />

silico-argillosa, <strong>com</strong> forte camada de humus.<br />

Loc.- Bel em - li. de F. de Br. — Is. de Breves - B. R.<br />

Trombetas — M. R. Tapajoz — N. de Manáos.<br />

CAR. — Látex branco, raizes avermelhadas.<br />

Mad— O cerne é desenvolvido e pode dar peças largas<br />

e <strong>com</strong>pridas; cor vermelho escuro vivo, grão lino, dura<br />

e pesada, mas trabalhandose bem. - Para marcenaria fina.<br />

— Exhala um cheiro aromatico desagradavel quando se<br />

queima. — D-= 1,10. .<br />

Ind.— A madeira dá uma matéria corante vermelha<br />

idêntica á santalina (i\ Le Coinic — M. C. P.).<br />

MUIRÁ-PIRANGA — (Gurupá. Estuário) — BROSI-<br />

MUM ANGÜSTIFOLIÜM Ducke (Moraceas).<br />

(A. g.)'—HAB.- Na T. f. húmida. •<br />

Ma d.— A madeira é inferior á do Br. paraense, de côr<br />

castar.ho-vermelho-amarellado claro, de grão menos fino.<br />

MUIRA-PIRANGA — (de Soure e Manáos) — v. IPÊ<br />

( Eperua bijuga ).<br />

MUIRÁ-PIXUNA — (R. Trombetas) — v. CORAÇÃO<br />

de NEGRO — (Almeirim, Gurupá)<br />

MUIRÁ-PIXUNA — (Santarém) — v. CORACÂO de<br />

NEGRO — (R. Xingu) —<br />

MUIRÁ-PIXUNA — (Mte Alegre, Óbidos) — CAESAL-<br />

PINIA PARAENSIS Ducke (Leg. caesalp.).<br />

Svx.— Catingueira (dos Cearenses).<br />

(A. m.) — IIAB.- Na T. f.<br />

Ma d. - Pardo-castanho, <strong>com</strong> riscos longitudinaes mais<br />

escuros, pouco apparentes; dureza media, quasi imputrescivel.<br />

- D = 0,95.<br />

MUIRÁ-PIXI - (Mte Alegre) - LUCUMA PAR\'I-<br />

FLORA Miq. í Sapótaceas).<br />

, -S^- P->—HAB.- Frequente em quasi todos os campos<br />

de I. f. do Estado.<br />

Alini.— Fructos pequenos, doces, <strong>com</strong>estíveis.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 287<br />

MUIRÁ-PIXY — (Santarém)—v. MIRINDIBA DOCE<br />

— (Ooidos) —<br />

MU IR Á-PU AMA — (Serra de Santarém) — ?<br />

• (Moraceas).<br />

MUIRÁ-PUAMA— LIRIOSMA sp<br />

(Olacaceas).<br />

Loc.— Manáos.<br />

MUIRÁ-PUAMA— PTYCHOPETALUM UNCINA-<br />

TUM E. Anselmino (Olacaceas).<br />

SYN.— Mara pitam — Mn irai an.<br />

(A. p. ou a.) — HAB.- Hm logares humosos da matta<br />

de T. f., na beira de campinas.<br />

Loc. — R. Jamundá (margens) — L. de Sapucuá (abundante<br />

nas cabeceiras) — Cuminá mirim — R. Tapajoz — R.<br />

Trombetas —S. Paulo de Olivença.<br />

Mat.- Utilisam se as hastes e, principalmente, as raizes<br />

das plantas novas.— E' um tonico neuromuscular de primeira<br />

ordem. A decocçào da raiz é empregada em banhos<br />

e em fricções contra a paralysia e o beriberi.— Internamente,<br />

o extracto produz effeitos notáveis na debilidade, na<br />

impotência (neurasthenia sexual), na ataxia lo<strong>com</strong>otriz, no<br />

rheumatismo chronico, nas paralysias parciaes, na grippe,<br />

nas asthenias (cardíaca e gastro intestinal).—- Loção contra<br />

a queda dos cabellos (A. Matta).—O principio activo do<br />

muirápuama seria um alcalóide analoga á Yohimbina encontrada<br />

no %t (ohimbihe", do Cameroun (fam. das Apocynaceas),<br />

no Corynantlie johimbe (Rúbia ceas) e outras plantas<br />

africanas, um dos mais notáveis aphrodisiacos (Mayer).<br />

MUIRÁ-PUAMA — PT YCHOPET ALUM OLACOI-<br />

DES Benth. (Olacaceas).<br />

Loc.— Manáos — R. Negro — Coary — Belem.<br />

Mcd.— Propriedades idênticas.<br />

MUIRAPUCÚ — LAETIA CORYMBULOSA Benth.<br />

(Flacourtiaceas).<br />

( A. p. ou m.) —HAB.- Na varzeç.<br />

•Loc. —No B. Amazonas (varzeas do Gurupatuba, em<br />

Mte. Alegre).<br />

Alint. anim.— Fructos azedos, procurados pelos peixes<br />

(tambaquis).


318 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MUIRAPURY-ASSÚ — v. LOURO ITAUBA. —<br />

MUIRA-QUATIARA — A ST KONIU M LE COINTEI<br />

Ducke (Anacardiaceas).<br />

S\x.-Muirdcatiara — banguesttgtteira (R. trombetas)<br />

— Satitié rubané (G. fr.).<br />

(A. g.) — HAB.- Na T. f. alta.<br />

Loc.- Altamira (R. Xingú ) — Óbidos— E. do L. do<br />

Salgado—Alto R. Branco de Óbidos — M. rio 1 apajoz.<br />

Mad. — Uma das mais lindas madeiras de côr da Amazónia,<br />

amarello-claro, virando ao amarello-vermelho, <strong>com</strong><br />

listras castanho-escuro virando ao preto; grão muito fino,<br />

sedoso, dura mas trabalhando-se bem; para ebanisteria. —<br />

D = 1,05.<br />

MUIRA-QUETECA — v. CIPO d'AGUA. —<br />

MUIRAQUYIA — v. PAO CRAVO. —<br />

MUIRA-RENA — (Macapá) — v. ANGELIM PEDRA.<br />

MUIRARUIRA — (Faro) — v. MUIRAJUBA. —<br />

MUIRA SACACA — (Santarém, Óbidos) — v. CASCA<br />

SACACA. —<br />

MUIRÀ-TAUÁ — (Faro) — Y. MUIRAJUBA. —<br />

MUIRA-TINGA — (R. Trombetas) — OLMEDIOPE-<br />

REBEA SCLEROPHVLLA Ducke (Moraceas ).<br />

(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— R. Branco de Óbidos — Santarém, etc.<br />

CAR.— Látex amarello.<br />

MUIRÀ-TINGA da T. f. — (Óbidos) — N O V E R A<br />

MOLL IS (Poepp.). Ducke (Moraceas).<br />

SYN.— Cauchorana.<br />

( A. m.) —CAR.- Raminhos caducos, <strong>com</strong>o no caucho,<br />

e tolhas parecidas cçm as desta arvore.<br />

Mad . eira branca, sem valor. •<br />

Ind.— Por incisão da casca, dá látex muito abundante,<br />

cor castanho-amarello claro, resinoso, que constitue um<br />

verdadeiro verniz natural.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 289<br />

MUIRA-TJNGA verdadeira da V. — OLMEDIA MA-<br />

XIM A Ducke (Moraceas).<br />

SVN.— Cá pi no ry (parte W. do SolimOes).<br />

(A. G.) — HAB.- Na varzea.<br />

CAR;—Arvore notável; casca branca <strong>com</strong> manchas<br />

avermelhadas, copa pequena, escura; látex amarellaço; raminhos<br />

caducos.<br />

Mad. - Branca, sem valor.<br />

MUIRA-TINGA da T. f. — (Cuminá, L. do Salgado) —<br />

ÔGCODEIA CALONEURA (Hub.) Ducke (Moraceas);<br />

(A. p. ou m.) — CAR.- Látex amarellaço.<br />

MUIRA-UBA — MOURIRIA PLASSCHAERTI Pull.<br />

( Melastomaceas ).<br />

E diversas outras especies do mesmo genero botânico.<br />

( A. g.)-HAB.- Na T. f.<br />

Mad. — Pardo-escuro, dura, <strong>com</strong>pacta, nodosa, resistente.--<br />

Para construcçào civil e naval, mastros de pequenas<br />

embarcações. — D = 1,20.<br />

MUIRÀUBA da varzea — ?<br />

MUIRÁ-XIMBÈ — EMMOTUM FAGIFOLIUM Desv.<br />

(Icacinaceas).<br />

Svx.— Pd o de remo.<br />

(A. m.) — HAB.- Na T. f. em matta arenosa e humosa.<br />

Loc—Belem— E. de F. de Br.— S. Caetano de Odivellas—L.<br />

de Faro.<br />

CAR.— Tronco esburacado^ • . Í<br />

Mad.— Amarello castanho; para marcenaria.— Excellente<br />

<strong>com</strong>bustível para embarcação a vapor. D = 0,95.<br />

MULATINHO — RU DG EA DAHLGRENII Standley<br />

(Rubiaceas).<br />

(a.) —Loc.- M. rio Tapajoz.<br />

MULUNGU (Nome do meio-nerte) — E R V T H RIN A<br />

XIN G U E N SIS Ducke ( Leg. pap.) #<br />

ÍA. m.) — HAB - Capoeiras da T. f.<br />

Loc.—M. R. Xirigú — M. R. Tapajoz.<br />

0/7/.— Flores amarello alaranjado, lindas quando a arvore<br />

está <strong>com</strong>pletamente desfolhada.


290 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MULUNGU (Nome do mcio-norte) — E R Y T H RIN A<br />

CORALLODENDRON L. (Leg. pap.). .<br />

( Y M.) - CAR.- Casca esverdeada, <strong>com</strong> espinhos pouco<br />

adherentcs.—Flores carmesim, sementes arredondadas,<br />

lisas, vermelho-escuro <strong>com</strong> manchas pretas e hilo quasi<br />

^^Med — Sementes venenosas — Casca e folhas hypnoticas<br />

e sedativas; o extracto da casca usa-se em banhos<br />

contra a excitação do systema nervoso, nas insomnias; o<br />

cozimento <strong>com</strong>o emolliente nos abcessos dentários, nas inflam<br />

mações do fígado e do baço, depois de febres intermittentes.<br />

MUNGUBA— BOMBAX MUNGUBA Mart. (Bombaceas).<br />

SYN.— Ih tira ( Perií).<br />

(A. m.) —HAB.- Varzèa amazônica; nas margens alagadiças<br />

do rio.<br />

CAR.— Arvore typica das margens; tronco grosso,<br />

casca verde, flores brancas, fructos em forma de pera alongada<br />

de cor vermelha.<br />

Mad. — Branca, tenra. — D = 0,18. Para papel, o rendimento<br />

em cellulose é somente de 19 %>, o <strong>com</strong>primento das<br />

fibras 1,60 e o diam. 0,022. ( B. Cordeiro - M. C. P. ).<br />

Ind.— A casca dá boas fibras para cordoaria; a paina<br />

que envolve as sementes é um excellente kapok para cordoaria<br />

— As sementes contem 20 a 25 °/o de oleo amarelloclaro,<br />

<strong>com</strong>estível.<br />

MUNGUBARANA — (R. Tapajoz)-BOMBAX PA-<br />

RAENSE Ducke (Bombaceas).<br />

( A. m.) — HAB.- Floresta não inundada, em logares<br />

húmidos.<br />

Loc.- R. Tapajoz - Óbidos.<br />

MURERU — V. AGUAPÉ — (Eichhornia crassipes, e<br />

outras especies fluctuantes).<br />

p n r r v m ^ 7, (Par - de Adauacá ) ~ PONTEDERIA<br />

ROTUNDIFOLfA L. (Pontedericaceas ).<br />

(Herva fluctuante dos paranás).<br />

MURERU — v. MURURÊ. -


ARVORES E PLANTAS (JTELS 291<br />

MURTA — MOURIRIA GUIANENSIS Aubl. (Melastomaceas).<br />

SVN.— Murteiro — Murta de parida — Muriri.<br />

Í A. g.) — HAB.- Região litoral do Pará.<br />

Mad.— Pardo-violáceo claro, dura e <strong>com</strong>pacta; para<br />

construcção civil.<br />

Med. pop — Planta muito adstringente, usada em lavagens<br />

e banhos após o parto.<br />

MURTA — v. MURIRI. —<br />

MURTA CABELLUDA — (R. Tapajoz) — MYRCIA<br />

sp. ( Myrtaceas).<br />

MURTA de PARIDA — v. MURIRI. —<br />

MURTA — (Marajó) — MYRCIA<br />

esp. div. (Myrtaceas).<br />

(a.).<br />

MURTA — (Marajó) — EUGENIA .„:..<br />

esp. div. (Myrtaceas).<br />

(A. p.),<br />

Mad.— A madeira das murtas é, em geral, <strong>com</strong>pacta,<br />

homogênea, de grão fino, própria para obras de torno.<br />

MURTEIRO — v. MURIRI. —<br />

MURTEIRO — v. SOCOROZEIRO. —<br />

MURTINHA ITALIANA — (Óbidos) — LI PP IA sp.<br />

( Yerbenaceas).<br />

(a.) — Oin.- Flores pequenas, roxo-pallido, de cheiro<br />

suave, em cachos.—<br />

De origem Sul-americana; muito cultivada em S.<br />

Paulo.<br />

MURÚ— CANNA A UR A NT I.\£ A Hort. (Cannaceas<br />

f.<br />

(PI. h.) —SVN.- Bananeirinha do mato.— Subespontanea<br />

no Amazonas; cultivada em todo o Brasil.<br />

Ind.— Dá libras texteis e cellulose.


292<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Med pof>.— O cozimento é diurético; é também utilizado<br />

em banhos contra as dores rheumaticas.<br />

Orthr- Planta ornamental.<br />

MURUCUTUA — v. CIPÓ d'AGUA. —<br />

MURUCY —BVRSONIMA VERBASCIFOLIA Rich.<br />

(Malpighiaceas). .<br />

SYN.— Murttcy rasteiro— Murucy pequeno — Murucyuassú<br />

— Douradinha falsa - Muricy - Murixi — Orelha de<br />

veado (C. do R. Branco).<br />

(a. rasteiro) — Loc.- Marajó— Campos altos da Guyana<br />

Brasileira. (Campos do R. Branco.—Campos geraes).'<br />

Ind.— Da casca extrahe-se uma matéria corante e tannino.—A<br />

tinta natural é castanho-vermelho, virando ao preto<br />

<strong>com</strong> mordante de sulfato de ferro. — E' <strong>com</strong> esta tinta que<br />

os indígenas tingem as velas das canoas, as linhas e as<br />

redes de pescar, ou tingem de preto a roupa clara, em<br />

caso de luto.<br />

Alim — Os fruetos sí\o <strong>com</strong>estíveis, agri-doces, <strong>com</strong><br />

propriedades laxativas.<br />

Med. pop.—Toda a planta é diurética e emetica.—A<br />

casca é febrífuga.<br />

MURUCY do CAMPO - BVRSONIMA CRASSI-<br />

FOLIA H. B K. (Malpighiaceas).<br />

(A. p., torta) — HAB.- Campos altos e litoral.<br />

Loc. — Campos do Itapecurú (R. Trombetas) — Mte.<br />

Alegre — Marajó — Cametá.<br />

Mad.—Boa madeira para construcção civil.<br />

Alim.—E' este murucy que fornece os fruetos apreciados<br />

para doces; a polpa 6 agridoce, de sabor agradavel;<br />

é considerada pelos indios <strong>com</strong>o alimento de poupança e de<br />

reserva, inoffensivo.<br />

Med. pop. — A casca é adstringente, tônica e febrífuga,<br />

aproveitada para <strong>com</strong>bater a marcha da tuberculose.<br />

IYM T ^ U C Y das .CAPOEIRAS - BVRSONIMA LAXCI-<br />

FOLIA Juss. (Malpighiaceas).<br />

SYN. — Murucy miúdo — Murucy de frueto miúdo.<br />

-o r P A, 0U , Hab -" Commum nas capoeiras de terra<br />

firme (Óbidos) - Frueto mio <strong>com</strong>estível.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 293<br />

MURUCY de FLOR BRANCA — BYRSONIMA CO-<br />

NIOPHYLLA A. Juss. (Malpighiaceas).<br />

(A. m.) — HAB.- Campos arenosos e humosos da T. f.<br />

CAR. — Fruetinhos pretos, mio <strong>com</strong>estíveis.<br />

MURUCY de FRUCTO MIÚDO — v. MURUCY das<br />

CAPOEIRAS. —<br />

MURUCY de FRUCTO MIÚDO — BYRSONIMA SE-<br />

RICE A DC. (Malpighiaceas).<br />

Svx. — Murucy pinima.<br />

Loc. — I. de Marajó.<br />

Ind. — Casca para tinturaria e cortume.<br />

MURUCY PINIMA-v. MURUCY de FRUCTO MIÚDO.<br />

MURUCY VERMELHO — BYRSONIMA SPICATA<br />

Rich. (Malpighiaceas)<br />

Svx. — Pão de cortume.<br />

( A. p.)— Loc.- Nos campos de Cunani.<br />

Ind.—Casca para cortume (matéria corante e tanninos).<br />

Med. — Fructos e casca adstringentes.<br />

MURUCY da MATTA — BYRSONIMA CRISPA Juss.<br />

(Malpighiaceas).<br />

(A. m.) — HAB.- Matta de T. f.<br />

Alini. — Fructos <strong>com</strong>estíveis.<br />

Med. — Mesmas propriedades que o Murucy do campo.<br />

MURUPITA— (B. Amazonas) — SAP1UM BIGLAN-<br />

DULOSUM, var. AUCUPARIUM Mull. Arg. (Euphorbiaceas).<br />

SAPIUM LANCEOLATUM Hub.<br />

SAPIUM MARMIERI Hub.<br />

e SAPIUM C URU PITA Hub.<br />

SVN.— Curupita — Tapurú—Páo de. bicho — Burra leiteira-<br />

Seringara na.<br />

(A. M.) — HAB. — Varzeas.<br />

Ind. — O látex dá borracha dc qualidade (mistura-se*<br />

ao da hevea).<br />

Mad.— Leve, branca, virando ao amarello claro, homogênea,<br />

para marcenaria, caixas, lenha c carvão. E' elastica<br />

(mastros de pequenas embarcações).


294 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MURURÉ — BROSIMOPSIS ACÜTIFOLIA (Hub.)<br />

Ducke (Moraceas).<br />

SVN.—Moruré — Mercúrio vegetal<br />

( ^ g.) — HAB.- Na matta grande de 1. f., em terrenos<br />

argillosos.<br />

Loc.—R. Branco de Óbidos — E. de F. de Br. —Volta<br />

do Xingu— Juruty Velho. .<br />

Mad. — Amarellado-pardacento claro, estriada de cores<br />

castanho-a vermelhado.; não tem cerne.—Dureza media: fácil<br />

de trabalhar. — D = 0,69.<br />

Med.— Látex, ou seiva, abundante, côr de tijollos, alterando-se<br />

facilmente por fermentação, salvo addicionando o<br />

de álcool.— Estimulante energico do systema muscular e<br />

nervoso, depurativo e antisyphilitico poderoso; produz effeito<br />

extraordinário no tratamento dos rheumatismos de origem<br />

syphilitica (5 gr. por dia).-Tem dado bons resultados em<br />

certos casos de morphéa.—O principio activo seria um alcalóide,<br />

a murerina, de Oliveira.<br />

MURURÉ — BROSIMOPSIS OBOVATA Ducke (Moraceas<br />

).<br />

HAB. — Florestas não inundadas.<br />

( A. g.) — Loc.- R. Solimões — R. Içá.— Substitue, no<br />

alto Amazonas, o Br. acutifolia do Pará.<br />

MURURÉ da AGUA — v. MURERU. —<br />

MURURÉ de CANUDO — v. AGUAPÉ — ( Eichhornia<br />

crassipes).<br />

MURURÉ CARRAPATINHO — (Marajó) — SAL VIM A<br />

AL RICULATA Aubl. (Salviniaceas).<br />

SVN.— Aguapé.<br />

(PI. h. fluctuante).<br />

9<br />

MURURE ORELHA de VEADO — v. AGUAPÉ — (Eichhornia<br />

azurea).<br />

TEC MURURÉ PAGE - (Marajó) - PISTIA STRATIOibb<br />

L. (Araceas). o<br />

SVN.— Aguapé.<br />

„•li H.).-ÇAR.- Fluctua na superfície das aguas tranquillas<br />

mas límpidas e não estagnadas.


+<br />

Palm. Patauã (Oenocarpus baiana)<br />

/


ARVORES E PLANTAS (JTELS 295<br />

Med. />


296<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

nurativo.— Contra a syph.lis e as doenças da pelle.-Contra<br />

i uueda do cabello e as affecçôes parasitarias do couro<br />

cabelludo. — O xarope do entrecasco nas bronchites.<br />

MUTAMBA PRETA — v. AÇOITA CAVALLO. — ( Luhea<br />

speciosa Willd ).<br />

MUTUTY da T. f. - (Belem) - PTEROC A R P l* S<br />

ROHRII Vahl. (Legum. dalb.).<br />

(A. m.) — HAB.- NO capoeirão, em terra tirme argillosa.<br />

Loc.— Belem — Sta. Isabel — Monte Alegre—Óbidos<br />

— Marajó. . . ,<br />

CAR.— Fructo ehato, <strong>com</strong> ala circular muito larga.<br />

AIaci.— Branca, molle.<br />

Para papel: rendimento em cellulose 44 °/0 (A. Bastos<br />

-M. C. P.).<br />

MUTUTY — (Breves) — v. CORTICEIRA. — PTERO-<br />

CARPÜS DRACO L. (Leg. dalb.).<br />

MUTUTY da VARZEA — PTEROCARPUS AMAZO-<br />

N1CUS Hub. (Legum. dalb.).<br />

(A. p. ou m.)— HAB.- Nas margens alagadas dos lagos<br />

e dos rios.<br />

Loc.— Belem — M. rio Tocantins — Marajó — Ilhas —<br />

Amapá — Almeirim — Mte. Alegre— R. Trombetas —L. de<br />

Faro.<br />

CAR.—Flores amarellas.— FYuctos apropriados ao transporte<br />

por agua, grandes, espessos, esponjosos, <strong>com</strong> ala rudimentar.—Base<br />

da arvore munida de sapupemas muito<br />

grandes.<br />

Mad.— Madeira molle, branca.<br />

Ind — As amêndoas dos fruetos sào oleaginosas, dando<br />

/ a 8°/o de sebo amarellado.<br />

MUTUTY da margem da T. í. — (Óbidos, Faro) - ETA-<br />

BALLIA GUIANENSIS Benth. (Legum. pap.).<br />

SVN.-Bois de Chatousieux (G. fr.).<br />

i \ ,!!*') — HAB.- Margens inundáveis de canaes vizinhos<br />

da I. f.<br />

„ • Amazonas - Volta do Xingu-M. R* 'l* a ;<br />

Paoz-B. 1 rombetas — Rio de Faro —lg. de Mamahuru<br />

(Óbidos) — Coary — R. Purüs - R. Negro.


ARVORES E PI.AXTAS ÚTEIS<br />

Mcid. Magnífica madeira ondeada amarello-castanho<br />

claro e vermelho-castanhoarroxeado, de grão muito fino.<br />

dura. para ebanisteria. — D = 1,05. Queima <strong>com</strong> grande<br />

facilidade.<br />

MYOSOTIS - MYOSOTIS PALUSTRE L. (Borraginaceas).—<br />

Origin. da Europa central - Na Amazônia, é,<br />

ás vezes cultivado, mas dá poucas flores.<br />

(PI. h.).<br />

Oni. - Flor delicada, azul claro, para jardins.<br />

297


298<br />

A AMAZONIA BRASILEIRA


ARVORES E PLANTAS (JTELS 299


N<br />

NABO — BRASSICA NA PUS L. (Cruciferas).<br />

Origin. da Europa.<br />

(PI. h.)—Cultivado. A variedade que parece dar melhor<br />

resultado, na Amazônia, é o "nabo <strong>com</strong>prido das virtudes",<br />

(raça Marteau).<br />

NHÀ — (em L. g.).— v. CASTANHEIRA do PARA<br />

NHAMUIIY — v. LOURO INIIAMUIIY. —<br />

NHANDI — v. CAA-PEBA CHEIROSA. —<br />

NHANDI — PIPER CAUDATUM Vahl. (Piperaceas).<br />

(PI. h).<br />

Ssx.—Betre —Pimenta dos índios—Nhandú (R. Negro)<br />

— Caá-peba cheirosa.<br />

Alim.—Fructos usados <strong>com</strong>o a pimenta da índia.<br />

Med. pop. — Fructos excitantes, aromaticos — Raiz<br />

aromatica, de sabor acre, carminativa, entrando, ás vezes,<br />

na <strong>com</strong>posição do curare.<br />

NHANDIROBA — (Bahia) — v. PACAPlÀ. —<br />

NHANDÚ — v. NHANDI. —<br />

NUMBÚ — (Marajó) ?<br />

(PI. h.) — HAB.- Nos tesos e roçados da I. f.


o<br />

OEIRANA — SALIX MARTI AN A Leyb. (Salicaceas).<br />

SYN.— Churäo — Oirana, ou Uirana (de ami, cabello<br />

— e rana% parecido <strong>com</strong> em L. g.).<br />

(a. g. ou A. p.).— HAB - Nas varzeas novas e baixas<br />

dos grandes rios. — No E. do Pará, somente nas varzeas<br />

do R. Amazonas, descendo até a foz do R. Xingu e o Paraná<br />

de Almeirim.<br />

Med. pop — Folhas e casca: sudorifico, antihemorrhagico<br />

(Hcmoptyses) e antigonorrheico.<br />

OEIRANA — ALCHORNEA C A STA N E A E FOLIA<br />

Benth. (Euphorbiaceas).<br />

(a. g. ou A. p.) - HAB.- Nas margens do Rio Amazonas<br />

e dos affluentes importantes.<br />

CAR.— Tem latex branco.<br />

OFFICIAL de SALA — ASCLEPIAS CURASSA-<br />

YICA L. í Asclepiadaceas).<br />

SYN.— Faina — Seda vegetal — Cega olho— Falsa ipecacuanha<br />

— Margaridinha.<br />

a. p.) — HAB.- Vulgar nos logares abandonados.<br />

CAR.— Flores vermelhas E amarellas. Tem latex.<br />

Ind.- O caule dá fibras para papel e para tecidos;<br />

nos fluctos, as sementes sáo envolvidas em paina sedosa,<br />

(pennachos) propria para enchimento de travesseiros.<br />

Med. pop.— Planta toxica.—A raiz é purgativa e emetica,<br />

em doses moderadas; em doses mais elevadas, é vene-


304 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

nosa <strong>com</strong> acçAo directa e rapida sobre o coração, analoga<br />

á da digital— O látex contem um glucoside, a curaçavina<br />

ou asclepiadina.<br />

OITEIRA — (Mte Alegre) — v. PAO de CANDEIA —<br />

(Óbidos)—<br />

OITICICA — V. OITISEIRO —<br />

OITISEIRO — (Pará) — LIGA NI A ( MOQUILEA)<br />

TOMENTOSA (Rosaceas). . .<br />

( A. m.) — Loc.- Bragança ( cultiv. ). — E origin. do<br />

Nordeste (Oity da praia).<br />

AlimFructo <strong>com</strong>estível.<br />

O//.— No sul ( R. de Jan.) é uma das principaes arvores<br />

para arborisaçào das ruas: resiste ao calor eá poeira.<br />

No Rio, o nome é oity<br />

A OrriCICA verdadeira, do meio-norte, é a LICA-<br />

NI A SCLEROPHYLLA;<br />

No Sul (Rio de Janeiro) chama se oiticica á Guariuba.<br />

OLEO PARDO—MVROCARPUS FASTIGIATUS Fr.<br />

Aliem. ( Leg. pap.).<br />

Svx.— Caburéiba.<br />

(A. m.) —Loc.- Bacia do R. Negro.<br />

Ind.— Sementes oleaginosas.<br />

Med.— Dá um balsamo medicinal.<br />

OLEO VERMELHO. — v. BAl SAMO. -<br />

OLHO de BOI — v. PITOMBMRA— (Talisia esculenta).<br />

. OLHO de BOI — Algumas vezes: sementes de "BUIUS<br />

§ —<br />

OLHO de BOI —MUCUNA URENS DC. (Legum.<br />

pap.).<br />

(Cipó).<br />

Svx.— Pó de mico.<br />

HAB.— Nas capoeiras — Pouco <strong>com</strong>mum na Amazônia<br />

(Bel em - Alcobaça - Marajó).


305<br />

CAR.—Flores amarellas, grandes. — Fructos: vagens<br />

cobertas de pellos urticantes.— Sementes grandes e duras.<br />

OLHO de BOI —MUCUNA ALTÍSSIMA (iacq.) DC.<br />

(Legum. pap).<br />

(Cipó).<br />

HAB.—Margem dos rios e capoeiras de varzeas argillosas.<br />

Loc.— Frequente nas margens dos furos de Breves —<br />

Belem — Estuário — Gurupá — Mte. Alegre — Rio Branco de<br />

Óbidos.<br />

CAR.— Flores roxoesverdeado; vagens cobertas de pellos<br />

ruivos que provocam <strong>com</strong>ichão. Sementes grandes e<br />

duras.<br />

OLHO de BOI falso — CENTROSEMA LATISSIMUM<br />

Ducke ( Leg. pap. phas.).<br />

(Cipó).<br />

SYX.— Feijão bravo.<br />

HAB.— Margens de varzea alagada.<br />

CAR.—As sementes confundem-se <strong>com</strong> as de u olho de<br />

boi verdadeiro " (Mucuna altíssima ).<br />

ORELHA de BURRO — CISSAMPELOS AMAZÔNI-<br />

CA Miers (Menispermaceas).<br />

(a.).<br />

SYX.— Orelha de onça.<br />

Med. pof>.—A raiz é tônica, febrífuga e dissolve as pedras<br />

da bexiga.<br />

ORELHA de ONÇA — v. ABUTUA PEQUENA. —<br />

ORELHA de ONÇA — v. ORELHA de BURRO. -<br />

ORELHA de PRETO — (Mte Alegre) — v. TIMBOUVA—<br />

(Santarém) —<br />

ORELHA de RATO — v. DOURADINHA. —<br />

ORELHA de VEADO — v. MURURE ORELHA de VEA-<br />

DO. —


306 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

ORELHA de VEADO — (C. do R. Branco) —- v. MüRU-<br />

CY rasteiro —<br />

ORELHA de VEADO da Praia — (Marajó) — POXTF<br />

DERIA CORDATA L. (Pontederiaceas).<br />

ORTIGA — v. CANSANÇÃO (Urera.... esp. div. -<br />

Urticaceas).


p<br />

PACAPEÜA — (Gurupá, Breves) — SWARTZIA RA-<br />

CEMOSA Benth. (Legum. caes.).<br />

Svx.— Palapcuá.<br />

(A. m. ou p.)—HAB.- Mattas inundadas das varzeas<br />

da região do estuário.<br />

Loc.— Furos de Breves.<br />

Mad.— Para carpintaria<br />

Ind.— Boa lenha para queimar.— A casca é rica em<br />

tanninos.<br />

PACAPEÜA — (Belem) — v. PACAPIA. —<br />

PACAPIÀ — FEVILLEA sp. (Cucurbitaceas).-A Fevillea<br />

uncipetala Kuhlni encontra-se no rio Trombetas.<br />

A Fevillea trüobata Linné (Nhandiroba, da Bahia) é dos<br />

Estados marítimos.<br />

Svx. - JShandiroba ( Bahia) — Fava de S. Ignacio falsa<br />

(Minas) — Jabotá ou cipó Jabotd (Pará) — Gnapéva (S.<br />

Paulo).<br />

(Cipó) — HAB.- Nas varzeas do estuário.<br />

CAR.— Fructos esphericos, de 11 a 12 cm. de diam.,<br />

marcados <strong>com</strong> uma cicatriz circular mediana, encerrando 4<br />

a 8 sementes em forma de disco achatado de 5 a 6 cm. de<br />

diam.«<br />

Ind.— As amêndoas são oleaginosas, dando 65% do<br />

seu peso seccas de sebo branco amareilado, de cheiro desagrada<br />

vel, amargo.


308 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Med. pop.— Sementes amargas, tônicas e estomachicas;<br />

purgativo energico; toxicas em alta dose. — Empregadas<br />

contra a inflammaçâo do ligado e a icterícia.— A gordura<br />

é amarga, purgativa, usada em fricções na erysipela, as impigens.<br />

PACARI da matta — (Minas Geraes) — L AFOENSIA<br />

DENSIFLORA Pohl. (Lythraceas).<br />

SYX.— Ariauá (Mte. Alegre) — Dedal.<br />

(A. p.) — HAB.- NOS campos cobertos.<br />

Mad — Branca amarellada, bastante resistente, mas de<br />

qualidade inferior.<br />

j)id.— Fornece matéria corante amarella (a madeira).<br />

Med. pop.— Raiz tônica e antifebril. O cozimento interna<br />

e externamente contra a morphéa.<br />

Orn.— Dá flores bcllas e abundantes; é ornamental,<br />

proprio para parques.<br />

PACHIUBA-RANA — v. PAXIUBA-RANA. —<br />

PACO-PACO — WISS ADULA H E R NA N DIOIDES<br />

Greke (Malvaceas), no B. Amazonas.<br />

e WISSADULA SPICATA H. B. K. (Malvaceas), em<br />

Marajó = PSEUDO -ABUTÍLON SPICATUM (H. B. K.)<br />

Frics.<br />

SYN.— Malva de pendão (Marajó) — Malva branca do<br />

salgado ( Marajó) — Rabo de foguetes (Belem e Marajó).<br />

(PI. h.) — CAR.- Folhas grandes, molles, lisas, arredondadas<br />

<strong>com</strong> ponta obtusa.— Flores amarellas pequenas em<br />

longas espigas terminaes.<br />

fnd.—As hastes dão boa fibra, <strong>com</strong>paravel á juta, mas<br />

menos resistente.<br />

PACOVA — v. BANANA GRANDE. —<br />

P < ; T T T ( M a r a j ó ) - H ELI CONIÃ<br />

PSIT1 ACORUM L. f. (Musaceas).<br />

BYN. — Sororóquinha.<br />

(PI. h.— lm.) — HAB.- Tesos, montículos de capim.—<br />

Mui <strong>com</strong>mum tanto na I. de Marajó <strong>com</strong>o no Continente.<br />

— 1'ornece fibras texteis.<br />

Um.— Planta ornamental, de flores escarlates.


309<br />

PACOVA CATINGA — RENEALMIA EXALTATA<br />

L. (Zingiberaceas).<br />

SYX.— Cardamoma do Brasil.<br />

(PI. h.) — HAB.- Frequente nos logares húmidos ou pantanosos,<br />

na matta clara.<br />

CAR.— Flores vermelhas.—Toda a planta tem cheiro<br />

desagradavel.<br />

Med. pop.— Os rhizomas silo tonicos, estomachicos, carminativos,<br />

excitantes; externamente o cozimento é usado<br />

para banhar as feridas de mau caracter, e, em cataplasmas<br />

contra o câncer.— Os fructos dão resultado contra os vermes<br />

das creanças (sementes, em infusão ou em tintura).—<br />

As sementes substituem as da cardamoma verdadeira (Elettaria<br />

cardamomum Whit.).<br />

PACOVA SOROROCA — RAVENALA GUIANENSIS<br />

Benth. (Musaceas).<br />

Svx. - Bananeira de leque — Bananeira brava.<br />

(Arborescente)—HAB.- NOS igapós de T. f. e nas beiradas<br />

de riachos na matta (abundante na região do Guamá).<br />

— Em Marajó e até a cordilheira dos Andes<br />

índ.— As folhas dão fibras e são boa matéria prima<br />

para a fabricação do papel.<br />

As sementes, numerosas, de côr preta, lustrosas, <strong>com</strong><br />

arilho vermelho luzidio, são utilisadas pelos indígenas para<br />

fazer collares, pulseiras.<br />

PACURINA — PACOURINA EDULIS Aubl. (Compostas<br />

).<br />

(a.— lm. a lm.50).<br />

Alimentar e medicinal.<br />

PAINA — v. OFFICIAL de SALA. —<br />

PAINEIRA de CUBA — (R. de Janeiro) — v. MAMORA-<br />

NA — ( Bombax aquaticum ).<br />

PAIRA — BROSIMUM sp (Moraceas).<br />

Loc.—R. Branco (Amazonas).<br />

Mad.— Castanho vermelho claro, <strong>com</strong> listas pretas, dura,<br />

gjão fino, pesada.<br />

PAJAMARIOBA — (Rio Capim) — C A S SIA HIR-<br />

SU TA L. (Legum. caesalp.).


310 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PAJAMARIOBA — (Óbidos) — v. FEDEGOSA. —<br />

PAJURA da matta - PA RINA RI UM MONTANUM<br />

Aubl. ( Rosaceas ). „ .<br />

SYN.— Paranari, ou Parinari.<br />

(A. g.) — HAB.- Na matta grande de terra firme, em<br />

toda a Amazônia.<br />

Loc.— Belem — E. de F. de Br. — Gurupá — Almeirim<br />

R. Tapajoz — Óbidos.<br />

\fad.— Amarellada, dura e <strong>com</strong>pacta, pouco durável.<br />

/;/,/.— A amêndoa contem 74 %> de oleo.<br />

Alim.— Fructos ellipticos, de 8 a 15 cm. de diam., pardacentos,<br />

caroço bilocular; maduros, em Belem, de abril a<br />

junho, <strong>com</strong>estíveis, polpa espessa, saborosa, envolvendo o<br />

caroço grosso e rugoso; a amêndoa ú também <strong>com</strong>estível.<br />

PA JURA — (de Santarém) — C O U E PIA B R A C-<br />

TEOSA Benth. (Rosaceas).<br />

(A. p. ou m.) —Origin. do R. Negro e do R. Branco<br />

(E. do Amazonas ).<br />

SYN. — Pajurd verdadeiro, cultivado.<br />

Loc.— Commum nas mattas de Manáos.— Cultivado em<br />

Belem, Santarém, Manáos.<br />

Mad. —Amarellada, dura, pouco durável.<br />

Alim. — Fructo menor e mais alongado do que o parinari,<br />

ovoide, 7 a 12 cm. de diam. maior, caroço unilocular,<br />

menos rugoso, coberto de pequenas verrugas e de fibras.<br />

PA JURA do Rio Branco de Óbidos — LUCUMA SPE-<br />

CIOSA Ducke (Sapotaceas).<br />

(A. g.) — HAB.- Abundante na matta virgem, em solo<br />

fértil e argilloso, na região do Rio Branco de Óbidos.<br />

Alim. — Fructo grande, verde, em parte coberto <strong>com</strong><br />

um velludo purpureo, <strong>com</strong>estível, saboroso e perfumoso —<br />

monosperma— lembra o pajurd verdadeiro, sendo lhe superior<br />

pelo perfume vinoso.<br />

PAJURA-RANA — (M. rio Tapajoz) — v. COPUDA.—<br />

LICANIA PARINARIOIDES Hub. (Rosaceas).<br />

xtt PALILLO — (Amazônia) —CAMPOMANÉSIA COR-<br />

NIFOLIA H. B. K. (Myrtaceas).<br />

SYN. — Araçd-lima—Palilho (Perú).<br />

Alim.— I ructos <strong>com</strong>estíveis, saborosos.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 311<br />

PALMA do CAMPO — CASSIA UNIFLORA Spring.<br />

(Legum. caesalp.).<br />

Loc.— Rio Maracá.<br />

PALMA dc S. JOÃO — v. SAMAMBAIA. — LYCOPO-<br />

DIUM CERNÜUM (Fetos).<br />

PALMATÓRIA — OPUNTIA esp. div. (Cactaceas). —<br />

Origin. do México e das Antilhas.<br />

Al int. — Fructos <strong>com</strong>estíveis e agrada veis (fructifica<br />

dificilmente na Amazônia).<br />

Meã. pop. — Com as raquetas piladas fazem-se cataplasmas<br />

sedativos.<br />

PALMEIRAS:<br />

P. ASSAHY — (do Pará) — EUTERPE OLERACEA<br />

Mart.<br />

SVN.— Palmito—Jussara (Alto Amazonas) — P. Pinot<br />

(G. fr.>.<br />

HAB. — Nos terrenos pantanosos do estuário amazonico<br />

e nas margens dos riachos de T. f. no B. Amazonas.<br />

CAR. — Tronco em touceiras.<br />

Itui. — Por cozimento extrahe-se da polpa dos fructos<br />

8-10 "/0 de oleo amargo, de cor verde-escuro (100 kgm. de<br />

fructos dão 1 kg. de oleo).<br />

Alim. — Fructos da grossura de uma cereja, violáceos,<br />

quasi negros. — Com elles prepara-se uma bebida<br />

chamada vinho de assahy, de grande consumo no Pará e<br />

que é uma emulsão naguã da polpa gordurenta addicionada<br />

de assucar. — Esta palmeira dá fructos todo o anno, mas<br />

principalmente em Maio e durante a estação secca.<br />

Dá bom palmito (o palmito é o renovo terminal desembaraçado<br />

das folhas verdes que o envolvem e reduzido ás<br />

folhas brancas do centro).<br />

P. ASSAIIY CHUMBO — (Manáos) — EUTERPE<br />

CATINGA Wall.<br />

SYN. — Assahy-catinga<br />

HAB. — Na T. f. •<br />

CAR. — Troncos isolados, delgados.<br />

'Alim. — Palmito <strong>com</strong>estível.


P. ASSAHY-CATINGA - v. P. ASSAHY CHUMBO. -<br />

P. ASSAHY-MIRIM — (Alto Amazonas) — EUTERPE<br />

PRECÁTORIA Mart. ,<br />

SYN.—Palmito molle — Yuyu chouta (Peru) — Palma<br />

de rosário (Bolívia).<br />

Car. --Troncos isolados de 12m. de alt. <strong>com</strong> Om.lo de<br />

diam.—Fructos preto-arroxeado, de lõm.rn. de diam.<br />

Ind. — Com as sementes fazem-se collares.<br />

Al im.— Bom palmito.<br />

p. ASSAHY-MIRIM - EUTERPE JATAPUENSIS<br />

Barb. Rodr.<br />

P. ASSAHY da T. f. — (Sul do Pará) — EUTERPE<br />

LONGISPATH ACE A Barb. Rodr. .<br />

No M. rio Tapajoz—Pequeno e gracioso.<br />

P. ASSAHY-RANA — (Amazonas) — v. P. JURITI-<br />

UBIM. —<br />

P. BACABA — (Marajó) — OENOCARPUS DISTI-<br />

CHUS Mart.<br />

Svx.— Pa caba de azeite — P. Cornou (G. fr.).<br />

Loc.—Marajó — E. de F. de Br.—Estuário — B. Amazonas<br />

até Óbidos.<br />

CAR. —Tronco de 10 a 12 m. de alt., 0m20 a 0m25 de<br />

diam. — Folhas dispostas em leque, crispadas.<br />

Mad.— A madeira do tronco é dura e rigida, utilisada<br />

pelos índios para fabricar armas; presta-se para fazer bengalas.<br />

Ind. — Da polpa dos fructos extrahe se um azeite amarello<br />

claro, de bom gosto (9 a 10°/o) que pode ser utilisado<br />

na alimentação <strong>com</strong>o succedaneo inferior do azeite doce.—<br />

A safra é de janeiro a maio (perto de Beiern).<br />

Alim.--Fructos maiores e mais carnudos do que os de<br />

assahy, de cor purpureo-violaceo; prepara-se <strong>com</strong> elles<br />

uma bebida (emulsão) leitosa, nutritiva, de gosto agradavel.<br />

Excellente palmito.<br />

P. BACABA-ASSÚ — (Parte W. da Amazônia, descendo<br />

até o B. Trombetas) — OENOCARPUS BACABA -Mart.


313<br />

Svx.— Bacaba verdadeira— Bacaba (Manáos) — Ungurauy<br />

( Peru ).<br />

CAR.— Tronco de 12 a 16 m. de alto e 0m.20 de diam.<br />

— Folhas crispadas.<br />

Ma d.— Para bengalas, ripas.<br />

Alim.— O azeite da polpa dos fructos


314 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

p. CAHÙAIA — (E. do Amazonas) —MAUR1TIA SUB-<br />

INERMIS Spr. , . . .<br />

CAR.—(Jaule delgado <strong>com</strong> om. de altura, marcado de<br />

anneis de espinhos abundantes.<br />

P. CAIATÊ — (Alto Amazonas) — ATTALEA HUM-<br />

BOLDTIANA Spr.<br />

SYN. — P. Iagud.<br />

P. CAIAUÈ — ELAEIS MELANOCOCCA Gaertn.<br />

SYN— Dendê do Pard—Cayaiiè.<br />

Loc.—Frequente na parte central da Amazonia; parece<br />

faltar no Estado do Pará.<br />

CAR. —Tronco muitas vezes recurvado no pé, a parte<br />

horisontal emittindo raizes adventícias delgadas. — Vizinho<br />

do dendê (Elaeis guineensis L.) cujos fructos (a polpa) dào<br />

o oleo de palma ou de dendê.<br />

Ali ni— A polpa dos fructos do caiaué dá 47 0 /o de oleo<br />

espesso vermelho • dourado, <strong>com</strong>estível, igual ao oleo ou<br />

azeite de dendê.—Da amêndoa extrahe-se 36°/0 de gordura<br />

também <strong>com</strong>estível.<br />

P. CAICUMANÁ — (E. do Amazonas) — ASTROCA-<br />

RYUM YAUAPIRYENSIS Barb. Rodr.<br />

SYN. — Murumurú (Amazonas).<br />

P. CAMUÀ — (E. do Amazonas) — DESMONCUS NE-<br />

MOROSUS Barb. Rodr.<br />

Ind. —A haste pode substituir o "rotang" (Calamus<br />

rotang L.).<br />

P. CARANÀ — (Amazonas) — MAURITIA CARANA<br />

Wall.<br />

SYN .—Palmeira leque, do R. Negro — Car an d grande<br />

(Manáos).<br />

Loc. — Rio Negro.<br />

CAR.—Tronco sein espinhos, de 8 a 12m. de ait. —<br />

Mores <strong>com</strong> forte perfume de trevo (Trifolium arvense L.)<br />

P. CARANA - MAURITIA MARTI AN A Spruce.<br />

SYN. — Carana• i—Buritysinho.


ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS<br />

HAB.— Nos igapós da T. f.—Tronco de 10 a 15 m. de<br />

alt.— e 10 cm. de diam.<br />

Loc.— Amazonas — Óbidos — Gurupá — I. de Marajó.<br />

Ind.— Com as folhas cobrem-se as casas e preparamse<br />

fibras para cordas e redes. - Os espinhos do tronco servem<br />

de alfinetes.— Com o caule fazem-se ripas.— Os talos<br />

servem de rolhas.<br />

P. CARANÁ-Y — MAURITIA ACULEATA H. B. K.<br />

Svx. — Buritx-rana — Carand-i.<br />

Loc.— No R. Negro, de Barcellos para cima.<br />

CAR.— Caule de 6 a 10 m. de alt. <strong>com</strong> 5 a 10 cm. de<br />

diam.— Fortes espinhos de 2 a 3 cm.<br />

Ind.—As folhas dào fibras, quando novas (cordas, redes).—<br />

Servem para cobrir casas.<br />

Alim. — Os fructos são <strong>com</strong>estíveis; a polpa é amargaacida<br />

e <strong>com</strong> ella os indígenas preparam um refresco.<br />

P. CARANÁ-Y do matto — LEPIDOCARYUM TE-<br />

NUE Mart. (e outras especies do mesmo genero).<br />

HAB.—Nos terrenos altos do B. Amazonas.<br />

Loc.— R. Jamundá — R. Mapuera<br />

CAR —Caule de 2 a 3. m. de alt. <strong>com</strong> 1,5 a 2 cm. de<br />

diam. E' uma palmeirinha graciosa que vive em sociedades<br />

á sombra da floresta virgem.— Fructos escamosos <strong>com</strong>o os<br />

de 44 mirity" (2cm./lcm).<br />

Ind.— O caule é utilisado para fazer bengalas e pontas<br />

de frechas.<br />

P. CARNAÚBA-(Meio-norte). — COPERNICIA CE-<br />

RIFERA Mart.<br />

Cultivada na Amazônia.<br />

CAR.—Caule de 10 a 15 m.<br />

Ind."Dá material para cobertura de casas, fibras para<br />

espanaria e cordoaria. — Das folhas tira-se uma pellicuia<br />

de cera vegetal, fusivel somente a 85° c.<br />

Med. pop. — Raiz alterante e diurética.<br />

P. CARYOTA — CARYOTA URENS L. —Origin. das<br />

Molucas. — Cultivado..<br />

TF AR. — Tronco de 12 a 18m. de alt. <strong>com</strong> lm. a lm50,<br />

de circ. — A polpa dos fructos é acre e corrosiva (Agua<br />

infernal, das Molucas).<br />

Ma d. — Dura; para pilares de pontes.<br />

277


316 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Ind. — Do peciolo das folhas tira-se fibras fortes, escuras<br />

muito resistentes, para cordoalha e escovas.<br />

Alim. — O amago do tronco fornece uma fécula analoga<br />

ao sagtí da palmeira Metroxylon sagú (na Malasia),<br />

mas um pouco inferior.<br />

p. CAXIRAMA - (Peru) - BACTRIS CHLORA-<br />

CANTHA Poepp. •<br />

SYN. — P. Caá - charama — P. Chachd - rama.<br />

Loc.— Região fronteira Brasil-Peru.<br />

CAR.— Pequena palmeira espinhenta, de 2 m. de alt. e<br />

3 cm. de diam.<br />

Mad.— Para bengalas.<br />

Ind.— Dá bonitas fibras.<br />

Os caroços são usados <strong>com</strong>o enfeites pelos indígenas.<br />

P. CHICA-CHICA — (Perú) — MARTJNEZIA INTER-<br />

RUPTA P. e P.<br />

HAB.—Na matta, na fronteira <strong>com</strong> o Perú.<br />

CAR.— Pequena — acaule — aculeada.<br />

Orn.— Cultivada na Europa <strong>com</strong>o planta ornamental.<br />

P. CHONTA — GUILIELMA INS1GNIS Mart.<br />

SYN.— Palnia-real (Bolívia).<br />

Loc.— Alta bacia do R. Madeira (Matto Grosso-Bolivia).<br />

CAR.— Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 10 cm. de<br />

diam, armado de espinhos curtos dispostos em anneis.<br />

Mad.— Preta, muito dura, preferida pelos índios para<br />

pontas de frechas e para pregar os páos das balsas.— Serve<br />

para fabricar bengalas.<br />

Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, saborosos.<br />

P. COCO da BAHIA - COCOS NUCIFERA L.— Origin.<br />

do archipelago indico.—Importado na Bahia em 1553.-<br />

Cultivado na Amazônia.<br />

SYN. — Coqueiro.<br />

CAR. Tronco até 20 a 25 m. de alt. <strong>com</strong> 20 a J0 cm.<br />

de diam.<br />

Mad. O tronco é usado para ripas, encanamentos<br />

d agua.<br />

1


ARVORES E PLANTAS (JTELS 317<br />

Ind.— A amêndoa secea é conhecida no <strong>com</strong>mercio<br />

pelo nome de copva; fornece de 40 a 60°/o de oleo, proprio<br />

para a alimentação e a saboaria.<br />

A casca dá fibras fortes para cordoalha, escovas.<br />

A parte óssea, de cor quasi preta quando polida, serve para<br />

o fabrico de diversos objectos de uso domestico.<br />

Alim.— Um coqueiro dá fructos <strong>com</strong> 6 annos; cada pé<br />

pode dar até 240 cocos por anno. Cada coco tem uma casca<br />

espessa, fibrosa, adherente a um endocarpo osseo cuja face<br />

interna é coberta por uma amêndoa branca, de 5 a 8 mm.<br />

de grossura, oca e cheia de um liquido ligeiramente turvo,<br />

de sabor adocicado e agradavel ( agua de coco) quando<br />

fresco e o fructo <strong>com</strong>pletamente desenvolvido mas não maduro.<br />

Bom palmito.<br />

Med. pop.— A agua do coco é refrigerante e diurética;<br />

usada para <strong>com</strong>bater os vomitos rebeldes.<br />

P. COCO de C AT ARRUO — v. P. MUCAJA. —<br />

P. CIRUA RRANCO — ATT ALE A MOXOSPERMA<br />

Barb. Rodr. = AITA LEA SPECTAB1LIS Mart., variedade<br />

MONOSPERMA Barb. Rodr.<br />

SYN.— Curudtinga — Ma ai pi.<br />

CAR.— Acaule, ou <strong>com</strong> tronco até 60 cm. de alt.— Rachis<br />

das folhas, branco, tomentoso.— Fructo de 7 cm./5.5<br />

cm. <strong>com</strong> uma única amêndoa, parecendo um pequeno coco<br />

da Bahia.<br />

Ind.— Dá palha para cobrir casas, de duração regular.<br />

O fructo quebra-se facilmente para extrahir a amêndoa que<br />

dá 63 o/o de oleo <strong>com</strong>estível e proprio para fabricação de<br />

margarina. Safra de fevereiro a junho, no B. Amazonas.<br />

P. CU RUA PIRANGA — ATTALEA SPECTABILIS<br />

Mart. var. typica Drud.<br />

HAB.—Nas terras firmes silicosas do B. Amazonas.<br />

CAR.— Acaule ou quasi (caule até lm.30 de alt.); peciolo<br />

e rachis tomentosos, avermelhados; fructo de 5 a 6 cm./<br />

3 a l cm. <strong>com</strong> 1 a 3 amêndoas.<br />

Ind.— Das amêndoas extrahe-se 65% de sebo.— As<br />

folhas servem para cobrir casas mas são de pouca duração.<br />

Alim. — Amêndoas <strong>com</strong>estíveis.


318 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

p CURUA PIXUNA — ATTALE A PIXUNA = AT-<br />

TAI E\ SPECTABÍLIS Mart. var. POLVANDRA Drud.<br />

= ORBIGNIA PIXUNA Barb. Rodr.<br />

SVN.— Curuá prelo - Curiiá-i.<br />

CAR.—Acaule.— Folhas de 4 a / m.. rachis tomentoso,<br />

cinzento escuro.— Fructo de 8,5 cm /5 cm., <strong>com</strong> 3 a 5 amen-<br />

1 * Ind.-Das amêndoas extrahe-se 50°/o de matéria gorda,<br />

solida, branca. .<br />

As folhas servem para cobrir casas.<br />

Mim.— Amêndoa <strong>com</strong>estível.<br />

P. CURUÁ PRETO — v. P. CURUÁ PIXUNA. —<br />

P. CURUÁ-RANA — v. P. INAJÁ-Y. —<br />

P. CURUÁ TINGA — v. P. CURUÁ BRANCO. —<br />

P. CURUÁ-Y — (Faro) — ATT A LEA AGRESTIS<br />

Barb. Rodr. = ATTALEA MICROCARPA Mart.<br />

HAB.— Nos campos arenosos da T. f.<br />

CAR.—Acaule e pequena; fructo de 4 cm./2,8 cm.; <strong>com</strong><br />

2 a 3 amêndoas.<br />

P. DENDÊ — (Africa) — ELAEIS GUINEENSIS L.<br />

Cultivado na Amazônia.<br />

Mim.— O azeite de dendê, avermelhado ou amarello<br />

alaranjado, é extrahido da polpa do coco ( Huile de palme,<br />

em Fr.); a amêndoa dá um oleo claro, branco (Huile de<br />

palmiste, em Fr.).<br />

P. ESPINHO do DIABO — v. JACITÁRA. —DESMO.V<br />

CHUS HORRIDUS Sp. e Mart.<br />

P. IARÁ — v. P. JARÀ-ASSU.<br />

P. IATÁ — v. P. JATÁ. — #<br />

p. INAJÁ-MAXIMILIANA REGIA Mart.<br />

SVN.- Man pá (G. fr.) - Anajá-.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 319<br />

HAB.— Na matta de T. f. — Marajó — R. Capim — B.<br />

Amazonas.<br />

CAR.— Caule de 5 a 7 m. de alt. <strong>com</strong> 30 a 50 cm. de<br />

diam. (mais grosso na base e na parte superior do que na<br />

parte mediana.<br />

Ind. — Grandes cachos de fructos ovoides, da grossura<br />

de um limão, contendo uma amêndoa branca, oleaginosa<br />

(60% de oleo); safra de fevereiro a julho.— Foliolos partidos<br />

servem para fazer chapéus; as laminas delgadas do<br />

epiderme dos talos são utilizadas para tecer paneiros, esteiras.<br />

Alim.— Hxcellente e volumoso palmito, um pouco adocicado,<br />

lembrando o alcachofre.<br />

P. INAJA-Y — (Med. Amazonas) —COCOS INAJÁ-Y<br />

(Wall.) Trail. = MAXIMILIANA INAJÁ-Y Spr.<br />

SYN.— Curud-rana - Jurei (Marajó).<br />

HAB. —Na beira de campos altos, em terrenos seccos,<br />

pedregosos.<br />

Loc.— Encontra-se em toda a Amazônia.<br />

CAR.— Palmeira pequena; tronco até 5 a 6 m. de alt.<br />

<strong>com</strong> 8 a 10 cm. de diam.<br />

Alim. — Amêndoa relativamente grande, <strong>com</strong>estível,<br />

oleaginosa.<br />

P. Iü — (Amazonas) — ASTROCARYUM ACAULE<br />

Mart.<br />

SYN.— P. ConmanaUy ou P. Conaná (G. fr.) — Tucumá-y<br />

(Faro).<br />

CAR.—Folhas de 3 m. cobertas de espinhos pequenos<br />

e finos que produzem irritação no epiderme.— lú = espinho<br />

(em L. g.)<br />

Ind.— As folhas fornecem fibras texteis.<br />

Alim — Fructos <strong>com</strong>estíveis, de sabor adocicado e um<br />

pouco styptico.<br />

P. IU — (Amazonas) — ASTROCARYUM HUMILE<br />

Wall.<br />

CAR.—Tronco curto (0m.50 a lm.); Folhas de 2 m.—<br />

rachis armado de fortes espinhos.<br />

Ind.— Das folhas extrahem-se fibras texteis.<br />

p. iu-i _ BACTRIS ARUND1NACEA Trail.<br />

Loc.—E. do Amazonas (R. Purús, R. Javary).


320 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CAR.—Tronco de 1 a 2 m. de alt., sem espinhos; bainha<br />

das folhas coberta de espinhos.<br />

Ind- Dá boas libras. .<br />

Alint.— Fructo drupaceo, <strong>com</strong>estível.<br />

P. JACITÀRA — Este nome é attribuido a todas as especies<br />

do genero DESMONCUS.— São palmeiras escandentes,<br />

aculeadas, dos terrenos pantanosos.<br />

P. JACITÀRA — (Marajó) — DESMONCUS aff.<br />

HO R RI D US Sp. e Mart.<br />

SYN.— fassitdra — P. oitará mon père% ou avoirá mon<br />

père (G. frÁ<br />

Ind —O caule substitue o junco para fabricar diversos<br />

artefactos; macerado no tijuco, este caule torna-se preto e<br />

de polimento fácil; <strong>com</strong> elle fazem bengalas leves.<br />

P. JACITÀRA — (Pará e Amazonas) — DESMONCUS<br />

ORTHOACANTHOS Mart.<br />

SYN.— COCO de cigana.<br />

CAR.— Espinhos direitos e <strong>com</strong>pridos.<br />

Ind.— Substitue o rotang da índia (palhinha para cadeiras<br />

).<br />

P. JACITÀRA TIPITI —DESMONCUS MACROA-<br />

CANTHOS Mart.<br />

SYN.— Titara — Palmeira cipó (Pará) — Avoirá savanne<br />

(G. fr.).<br />

Ind.— O caule 6 empregado na confecção de tipitis,<br />

balaios, cestos; é muito resistente. •<br />

Alim.— Fructo <strong>com</strong>estível (côr alaranjada).<br />

P. JACITÀRA — DESMONCUS POLYACANTHOS<br />

Mart.<br />

SYN.— Unibamba.<br />

Loc.— Par á e Amazonas.<br />

Ind.— O caule, reptante, de 4 a 5 cm. de diam., <strong>com</strong><br />

espinhos muito agudos, é menos resistente e duradouro que<br />

o precedente, mas mais grosso; ó usado para fabricar cadeiras.<br />

substituindo o vime.— A raiz. grossa, nodosa, arnarella,<br />

serve para bengalas.<br />

Med. pop.— O cosimento da raiz 6 depurativo.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 321<br />

P. JACITÁRA — DESMONCUS PHENGOPHYLLUS<br />

Dr.—<br />

P. JACITÁRA — DESMONCUS LEPTOSPADIX<br />

Mart. (Acima de Manáos).<br />

CAR. - Não trepa alto; é elemento de "sous-bois", na<br />

matta de T. f.<br />

P. JACITÁRA — DESMONCUS RIPA RIUS Spruce.<br />

HAB.— Na margem dos rios, no Pará e Amazonas.<br />

bui.— O caule, <strong>com</strong>prido, delgado, serve para fabricar<br />

pequenos cestos.<br />

P. JACITÁRA — DESMONCUS MITIS Mart.<br />

Loc.— R. Juruá — R. Solimões — R. Negro.<br />

bui — O caule, <strong>com</strong> 3 a 5 mm. de diam. é utilisado<br />

para confecção de cestinhos.<br />

P. .IACY — (R. Purús) — ATTALEA WALLISII Hub.<br />

P. JARA — (Marajó) — v. P. INAJÁ-Y. —<br />

P. JARA, ou IARA — (Do R. Negro até Óbidos) — LEO-<br />

POLDINIA PULCHRA Mart.<br />

Svn.— Mticury (a leste de Santarém ).<br />

CAR.—-Caule de 2 a 4 m. de ait. <strong>com</strong> 10 cm. de diam.<br />

Folhas arqueadas de lm.50 a 2m.<br />

Ind.— Das folhas tira-se bonitas fibras para cordas.—<br />

O tronco e o peciolo das folhas fendidos em pequenas laminas<br />

servem para fabricar cestos.—O tronco dá ripas e estacadas.<br />

Alini.— Dos fructos extrahe-se uma tapioca <strong>com</strong>estível.<br />

P. JARÁ-ASSÚ — LEOPOLDINIA MAIOR Wallace.<br />

SVN.— lardassú ( R. Negro).<br />

CAR. — Troncos de 5 a 7 m. de ait. <strong>com</strong> 7 a 10 cm. de<br />

diam.gem touceiras de 10 a 20.<br />

bui.— O caroço, duro, pode servir para fabricar botões,<br />

brincos. A cinza dos cocos contem forte proporção de<br />

sal <strong>com</strong>mum e é empregada pelos indígenas <strong>com</strong>o condi-


322 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

mento e <strong>com</strong>o antídoto do curare. em applicaçflo sobre a<br />

ferida produzida pela frecha envenenada.<br />

Rodr.<br />

P.JAREUA-COCOS AEQUATORIALIS Barb.<br />

P. JARINA — v. JARINA. —<br />

P. JATÀ — (Mte Alegre) — C O C O S S Y A G R U S<br />

Drude.<br />

SYN.— latá — Piri ri ma (Óbidos).<br />

Loc.— Serra do Ereré — Almeirim — Commum nos<br />

arredores de Óbidos.<br />

CAR.—Palmeira elegante; caule de 2m.50 a 3m. <strong>com</strong><br />

5 a 7 cm. de diam.; folhas de 2 m. a 2,50. - Fructo ovoide<br />

de 5 cm./3 cm. — de diam.<br />

Ind.— As amêndoas dílo 32 °/o de oleo <strong>com</strong>estível.<br />

Alim.— Amêndoa <strong>com</strong>estível. — Bom palmito.<br />

P. JAUARY — ASTROCARYUM JAUARY Mart<br />

HAB.— Commum nas varzeas baixas das margens dos<br />

rios amazonicos.— Falta no estuário.<br />

CAR. —Caule de 10 a 15 m. de alt., armado de espinhos<br />

pretos de 3 a 5 cm.; folhas de 3 m.— O tronco se subdivide,<br />

ás vezes, em 2, 3 ou 4 ramificações — Fructos de 2,5<br />

cm./3 cm., amarellos.<br />

Ind — Dos foliolos tiram-se fibras muito fortes; <strong>com</strong> os<br />

foliolos partidos fabricam-se chapéus leves; o epiderme do<br />

peciolo, fendido, serve para tecer esteiras, tupés, peneiras,<br />

tipitis.— A polpa dos fructos dá um oleo <strong>com</strong>estível.— A<br />

amêndoa é dura e contem 21 % de matéria gorda.<br />

Safra de fevereiro a maio.<br />

P. JIJPATY — (E. do Pará) — RA PH IA VI NI FERA<br />

P. de D. var. taedigera Dr. = RAPHIA TAEDIGERA<br />

Mart.<br />

HAB.—Commum nas mattas alagadas e baixadas lodosas<br />

do estuário.<br />

CAR.— Acaule ou <strong>com</strong> tronco muito curto e grosso;<br />

folhas erectas, enormes.—Fructo ovoide, de 7 cm. 3-4 cm.-<br />

Cachos de mais de 50 kilos.


ARVORES E PLANTAS UTEÍS<br />

Ind. - Do peciolo das folhas extrahe-se longas e grossas<br />

fibras cylindricas, brancas, leves, próprias para a fabricação<br />

de chapéus, pequenos cestos.— Fructos ( de fevereiro<br />

a maio) da grossura de um ovo, avermelhados, lustrosos,<br />

de aparência escamosa.— A polpa é vermelha, oleosa, adstringente<br />

e amarga; dá um oleo de côr vermelha.<br />

Med. pop.— O oleo de jupatv é usado em fricções na<br />

paralysia, na gotta e no rheumatismo.<br />

P. JUPATY — (R. Negro) — v. P. PAXIUBINHA. —<br />

P. JURITI-UBIM —GEONOMA CAMANA Trail.<br />

Svx.— Assahy-rana ( Amazonas ).<br />

CAR.— Caule de lm. a lm.50 de alt. <strong>com</strong> 2,5 a 4 cm.<br />

de diam., annelado.<br />

Ind.— O lenho do caule é branco e molle; os indígenas<br />

utilisam no para fazer fogo pelo attrito <strong>com</strong> outra madeira<br />

dura.<br />

P. JUSSARA — v. P. ASSAHY. —<br />

P. MAC U PI — v. CU RUA BRANCO. —<br />

P. MARAJÁ — (Marajó) — BACTRIS MAIOR Jacq.<br />

HAB.— A margem dos terrenos inundados.<br />

CAR.—Palmeira aculeada; tronco fino, de 1 a 3 m.<br />

de alt.<br />

Ind.— Com o succo da polpa dos fructos prepara-se<br />

um vinagre.<br />

Alini.— Fructo preto arroxeado, de polpa succulenta,<br />

avermelhada e sabor agri-doce.<br />

P. MARAJÀ-ASSÚ — (Marajó) - BACTRIS MAR AJA<br />

Mart.<br />

SYX.— Tucum bravo.<br />

HAB.— Commurn nas varzeas alagadiças.<br />

CAR.— Palmeira aculeada, de tronco delgado.<br />

•Mad.— A madeira muito dura e rígida, quando madura,<br />

serve para bengalas e armas de índios.<br />

Ind.— As folhas fornecem boas fibras.<br />

Alim.— Fructos da grossura de uvas, de côr preta


324 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

arroxeada, polpa branca e mucilaginosa, <strong>com</strong>estíveis.-Com<br />

estes fructos prepara-se uma bebida apreciada ( vinho).<br />

P. MARAJÁ - (Marajó) - B ACTRIS CONCINNA<br />

Mart.<br />

Svx.— Nie/e, ou Inchauy (Peru).<br />

HAB.— NOS terrenos alagadiços, até o Alto-Amazonas.<br />

Ind.—Os indios fazem as suas lanças <strong>com</strong> os troncos<br />

destas palmeiras.<br />

P. MARAJÁ-PIRANGA — (Amazonas) — BACTRIS<br />

PIRANGA Trail.<br />

CAR.— Quasi acaule; folhas de lm. a lm.oO.<br />

Ind — Das folhas extrahe se libras.<br />

Alim.— Fructos (em Fevereiro) <strong>com</strong>estíveis, doces e<br />

acidulados.<br />

P. MARAJÁ-1 — (Amazónia)— BACTRIS CUSPI-<br />

DATA Mart. var. Marajá-i Barb. Rodr.<br />

CAR.— Caule fino. lanuginoso, sem espinhos, de 2 m.<br />

de alt.; bainha das folhas coberta de espinhos.<br />

Ind.— As fibras tiradas das folhas são muito fortes,<br />

semelhantes ao canhamo.<br />

P. MARIPÁ — (Amazonas) — M A X1M ILIA N A M A-<br />

RIPA Dr.<br />

S\s.—Inajd (Mandos).<br />

Loc.— R. Counani.<br />

CAR.—Grande palmeira, de 12 a 18 m. de alt., <strong>com</strong><br />

folhas erectas de 5 a 7 m.<br />

Ind.— Das folhas extrahe-se fibras textis.<br />

Alim.— Fructo de 8 cm./3 cm., <strong>com</strong> amêndoas <strong>com</strong>estíveis<br />

e oleaginosas.<br />

P. MIRITY - MAURITIA FLEXUOSA L. f.<br />

Sm - Muriti - Agua/e í Perú ) - P. bâche (G. fr.).<br />

til j AB ~ lí? a Pós da r. 1., campos húmidos, margens das<br />

Ilhas do estuário. •<br />

CAR.- Bonita palmeira de tronco liso, de 15 a 20 m.<br />

de alt. e 40 a 60 cm. de diam., acinzentado, <strong>com</strong> grande<br />

• bouquet de folhas em feitio de leques.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 325<br />

Ind — Das folhas novas extrahe-se fibras para fabricar<br />

redes, cordas.<br />

Com os talos fazem-se rolhas e tecem-se esteiras.<br />

A polpa dos fructos dá 8 a 9% de oleo vermelho, <strong>com</strong>estivel.<br />

Do tronco e dos espadices ainda novos extrahe-se um<br />

liquido assucarado.— Nos troncos derrubados encontram-se<br />

as larvas de " Calandra palmarum'*, de 10 a 12 cm. de<br />

<strong>com</strong>pr., brancas, que, cozidas ou assadas nas brazas, servem<br />

de alimento para os indígenas.<br />

Al im — A medula do tronco dá um sagiU o "Ipurana"<br />

dos indígenas.<br />

Enormes cachos de fructos redondos (de fevereiro a<br />

julho), de 4 a 6 cm. de diam., côr castanho-avermelhado,<br />

lustrosos, parecendo cobertos de escamas; a polpa é <strong>com</strong>estível<br />

e serve para fazer doces (Monte Alegre).—Os papagaios<br />

gostam muito destes fructos.<br />

1>. MOTACÚ— (Bolivia) — ATTALEA PRINCEPS<br />

Mart.<br />

SVN.— Acury\ ou uaudcury < E. de Matto Grosso).<br />

CAR.— Tronco de 5 a 8 m. de alt. <strong>com</strong> .'X) a 35 cm. de<br />

diam. e folhas de 4 a 5 m. de <strong>com</strong>pr.<br />

bui.— As amêndoas sáo oleaginosas.—As folhas fornecem<br />

fibras.<br />

Os índios peruanos e bolivianos misturam um pouco<br />

de cinza do espadice da P. Motacú ás folhas de "coca"<br />

que mascam o dia inteiro para nào sentir a fome.<br />

Alint — Fructo de 7 cm./3,5 cm. <strong>com</strong> 2 ou 3 amêndoas<br />

<strong>com</strong>estíveis.<br />

Bom palmito, adocicado.<br />

P. MUCAJÀ — (Amazônia) — ACROCOMIA SCLE-<br />

ROCARPA Mart.<br />

SYN.— COCO de cat/iarro — Macaúba.<br />

HAB.— Frequente nos terrenos abandonados (na T. f.).<br />

CAR.—Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 30 a 40 cm.<br />

de diam., sem espinhos na parte inferior, mas tendo espinhos<br />

grandes e fortes na base persistente das folhas.<br />

•Mad — A madeira do tronco serve para fazer ripas e<br />

calhas.<br />

Ind.— As amêndoas contem 65 % de um oleo transparente,<br />

incolor, <strong>com</strong>estível e proprio para saboaria.


326 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Das folhas novas extrahe-se fibras brancas, finas, se-<br />

cl osns A/i in. — Fructos arredondados, de 4 a 5 cm. de diam.,<br />

de côr verde claro; a polpa é amarello-paliido, mucilaginosa,<br />

<strong>com</strong>estível; delle extrahe-se uma gordura branca <strong>com</strong>estível.<br />

I\ MUCURY — (Almeirim) — v. JARA —<br />

p. MUMBACA, da V. - ASTROCARYUM HUM1LE<br />

Wall. var. Microcarpa Dammer.<br />

P. MUMBACA verdadeiro — (E. de F. de Br.) — AS-<br />

TROCARYUM MUMBACA Mart.<br />

IIAB.— Encontra-se na T. f. e na<br />

CAR.—Tronco de 3 a 4 m. de alt., aculeado (esp. fortes<br />

de 2 a 4 cm.).<br />

Mad.— A madeira é muito forte e utilisada pelos indígenas.<br />

Alim.— O frueto, alaranjado quando maduro, é parecido<br />

<strong>com</strong> uma azeitona e contem uma amêndoa <strong>com</strong>estível,<br />

dura e oleosa.<br />

P. MURÚMURÚ — (B. Amazonas) — ASTROCA-<br />

RYUM MURÚMURÚ Mart<br />

HAB.—Na sombra da matta. em terrenos argillosos da<br />

varzea e, ás vezes, da T. f. fértil, em toda a Amazônia.—<br />

Muito abundante no Alto-Amazonas (o Huiciingti do Peru).<br />

CAR.—Tronco de 2 a 6 m. de alt., <strong>com</strong> 25 a 30 cm.<br />

de diam., coberto de espinhos agudos, pretos, de <strong>com</strong>primento<br />

variavel, até 12 cm.—Fructos em forma de pêra de<br />

5 a 6 cm. 4 cm., eriçados d'espinhos curtos e linos, de côr<br />

avermelhada quando maduros, da grossura de um ovo.<br />

Ind.— O caroço contem uma amêndoa grossa e dura<br />

que dá 44 %> de uma matéria gorda branca, <strong>com</strong>estível,<br />

própria para a fabricação de margarina (Ponto de fusão:<br />

36° C.).<br />

Safra, de fevereiro a setembro.<br />

As folhas dá o boas fibras textis.<br />

Ahm.— A polpa que envolve o caroço é <strong>com</strong>estível,<br />

doce e aromatica; passa por ligeiramente aphrodisiaca.<br />

p. MURÚMURÜ - (B. Amazonas) — v. MARAJÁ-ASSU.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 327<br />

P. MURUMURU —(B. Amazonas) — v. MARAJÁ—(Bactris<br />

concinna).<br />

P. PALHA PRETA — v. P. CURUÁ PRETO. —<br />

PALMA REAL — (Bolívia) — v. P. CHONTA. —<br />

PALMEIRA REAL — OREODOXA OLERACEA *<br />

Mart.— Origin. das Antilhas.<br />

Alim.— Excellente palmito (o melhor, de gosto delicado,<br />

lembrando a avelã fresca e o alcachofre).—A medulla<br />

do tronco dá sagií.<br />

Ont — Cultivada <strong>com</strong>o arvore de ornamento.— 20 a 30<br />

m. de altura<br />

P. PATAUÁ — OENOCARPUS BATAUÁ Mart.<br />

SVNU)igurauy (Perú) — Bataiva (G. fr.).<br />

HAB.— Na matta grande pantanosa, mas pouco inundada,<br />

muito frequente na região do Aramá e do Anajás.<br />

CAR. - Tronco de 12 a 15 m. de ait. <strong>com</strong> 20 cm. de<br />

diam., folhas de 5 a 8 m. de <strong>com</strong>pr.— Fructos da grossura<br />

de uma pequena ameixa, de côr violacea purpurea escura.<br />

Alad.— Quasi preta, muito dura, quando madura, para<br />

bengalas, cabos de chapéus de sol e armas de índios.<br />

bld.— Da polpa dos fructos extrahe-se, por cozimento,<br />

10°/w de oleo amarello claro, <strong>com</strong>estível.<br />

Alim.— Com a polpa dos fructos faz-se uma bebida<br />

(Yuressé) bastante apreciada.<br />

Em vez de sal, os índios empregam, ás vezes, o residuo<br />

da evaporação da lixívia das cinzas da infiorescencia cortada<br />

antes de desabrochar.<br />

P. PAXIUBA — IRIARTE A EXORRHIZA Mart.<br />

Svx. — Pavipou diable ( G. fr. ). — Castiçal ( Matto-<br />

Grosso ).<br />

HAB.—Nos igapós marginaes de riachos de agua limpa.<br />

CAR.— Palmeira elegante, tronco de 10 a 15 m. de ait.<br />

<strong>com</strong> JÓ a 35 cm. de diam., sustentado por um pedestal<br />

conico de raízes aereas de lm.50 a 2m. de <strong>com</strong>pr. cobertas<br />

de pequenos espinhos.<br />

Mad. - A do tronco 6 preta, fibrosa, muito resistente,


328 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

fácil de lascar; é utilisada, fendida, para soalhos e paredes<br />

de casas; <strong>com</strong> ellas os índios fazem arcos e lanças; serve<br />

para bengalas.<br />

O puciolo das folhas e preferido pelos índios para as<br />

frechas de sarabatana. .<br />

Ind.— As raizes aereas, rígidas e asperas servem de<br />

ralador.<br />

Ali m. a ni m — A polpa dos cocos é apreciada pelas<br />

• aves ( principalm. jacutingas ).<br />

P. PAXIUBA BARRIGUDA — IRIA RTE A VENTRI-<br />

COSA Mart.<br />

SVN. - Tarapoto, ou Iluacrapona ( no Perú ).<br />

HAB.—Nos terrenos humosos e húmidos das margens<br />

dos riachos correntes entre os morros.<br />

Loc.— No Alto Amazonas e no Alto R. Negro; no E.<br />

do Pará, somente no M. R. Tapajoz.<br />

CAR.— Palmeira de bello aspecto ; tronco de 15 a 20<br />

m. de ait. <strong>com</strong> 30 a 35 cm. de diam. formando, no meio,<br />

um bojo de lm. a lm.20 de diam.—Como a precedente,<br />

sustentada por um pedestal de raizes aereas.<br />

Mud.— Muito resistente; fendida facilmente, é utilisada<br />

para soalhos e paredes de casas; <strong>com</strong> a parte bojuda fazem-se<br />

canoas; serve ainda para hastes de harpôes.<br />

Ind. — Com o peciolo das folhas, os índios fazem pequenas<br />

frechas que envenenam <strong>com</strong> curare e atiram <strong>com</strong><br />

sarabatana.<br />

Ali/n.— As flores queimadas dão uma cinza que substitue<br />

o sal <strong>com</strong>mum.<br />

Bom palmito.<br />

P. PAXIUBINH A — I R I A R T E L L A S E T I G E R A<br />

Mart.<br />

SVN.- P. Jupaly\ no R. Negro.<br />

HAB.—R. Trombetas — R. Jamundá — R. Negro - R.<br />

bolimões — R. Japurá.<br />

CAR.-Caule de 3 a 5 m. de <strong>com</strong>pr. <strong>com</strong> 4 a 5 cm.<br />

de diam.<br />

Ind.— Os índios partem o tronco desta palmeira, raspam<br />

a medulla, unem outra vez as duas metades, t*itaniçando-as<br />

<strong>com</strong> envira, de modo a formar um longo tubo que<br />

constitue a sarabatana <strong>com</strong> que atiram frechas envenenadas<br />

<strong>com</strong> curare.


329<br />

p. PIASSAVA — (R. Negro) — LEOPOLDINIA PIAS-<br />

SABA Wallace.<br />

Svx.— Piaçaba.<br />

CAR.— Tronco de 6 a 10 m. de alt. <strong>com</strong> folhas de 4<br />

a 5 m. de <strong>com</strong>pr.<br />

bui.— Na base dos peciolos das folhas, encontra-se<br />

um verdadeiro tecido de fibras grossas, trançadas, formando<br />

bainha em volta do tronco; estas fibras tem Om.50 a lm.50<br />

de <strong>com</strong>prim. e 1 a 2 mm. de diam., sào de côr castanhoescuro,<br />

consistência córnea, resistentes, flexíveis; utilisam se<br />

na fabricação de vassouras, escovas, amarras que resistem<br />

bem a agua salgada e fluetuam.<br />

A piassava da Bahia é fornecida pela palmeira AT-<br />

TALEA FUNIFERA Mart.<br />

Alim.— Com a polpa dos fruetos os indígenas preparam<br />

um alimento, o C/iiquexiqui (Venezuela ).<br />

P. PIASSABA-RANA — (Rio Negro) — B A R C E L L A<br />

ODORA Trail.<br />

HAB. — Palmeirinha de areaes seccos.<br />

P. PINDOBA — ATT A LEA sp.<br />

Ind.— As folhas fornecem bôas fibras, para chapéus,<br />

redes, cordas.— Amêndoas oleaginosas.<br />

P. PIRIRIMA — (Óbidos) — v. JATA. —<br />

P. PUPUNIIA — GUILIELMA SPECIOSA Mart.<br />

Svx.— Puripou ( G. fr.) — Pijuaio ( Perú).<br />

CAR.—Tronco de 12 a 18 m. de alt. <strong>com</strong> 10 a 20 cm.<br />

de diam., armado de espinhos dispostos em anneis regularmente<br />

espaçados; folhas de 2m. a 2m.50 de <strong>com</strong>pr.; fruetos<br />

ovaes ou arredondados, de 2,5 cm. a 4,5 cm. de diam., vermelhos<br />

ou amarellos quando maduros, tendo o sarcocarpo<br />

formado de uma massa amarellada, amylacea, ligeiramente<br />

gordurosa.<br />

Mad.— Muito dura, preta, riscada de amarello; os indígenas<br />

fazem <strong>com</strong> ella arcos e pontas de frechas; dá bonitas<br />

bengalas.<br />

Alim. — O frueto, cozido, é <strong>com</strong>estível, de gosto agrada<br />

vel e muito nutritivo.


330 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

p PUPUNHA — GUILIELMA SPECIOSA Mart.var.<br />

ÓCHRACEA Barb. Rodr.<br />

CAR.—Fructos de cor amarello-ocre.<br />

P PUPUNHA MARAJÁ — GUILIELMA SPECIOSA<br />

Mart. var. FLAVA Barb. Rodr.<br />

SYN.— Quillú-pijuaio (Peru).<br />

CAR.—Fructos de côr verde-amarello claro, pequenos.<br />

P. PUPUNHA PIRANGA - GUILIELMA SPECIOSA<br />

Mart. var. COCCONEA Barb. Rodr.<br />

SYN. — Puca-pijuaio (Peru).<br />

CAR.—Fructos de côr vermelho-vivo, <strong>com</strong> ponta verde.<br />

P. PUPUNHA sem espinhos — GUILIELMA SPE-<br />

CIOSA Mart. var. MITIS Barb. Rodr.<br />

SYN.— Pijuaio ( Perú).<br />

P. PUPUNHA BRAVA — (A. Furús e A. Juruá) — GUI-<br />

LIELMA MICROCARPA Hub.<br />

SYN. — Pucacunga pijuaio ( Perú ).<br />

CAR. — Troncos cobertos de espinhos pretos.—Fructos<br />

pequenos, redondos, encarnados.<br />

P. PUPUNHARANA — (E. de F. de Br.) — COCOS SPE-<br />

CIOSA Barb. Rodr.<br />

CAR.—Tronco de 15 a 20 m. de alt.<br />

In d. — Com as folhas fazem-se esteiras, balaios<br />

Alim — Fructos do tamanho de um ovo, <strong>com</strong>estíveis.<br />

P. TITARA — DESMONCUS AEREUS Dr.<br />

SYN.— Ja citara-assii.<br />

Loc.— Amazonas.<br />

CAR.— Caule trepador de 5 mm. de diam.— Fructos do<br />

tamanho de uma baga de uva.<br />

Jnd.— Com o caule fazem-se balaios, cestinhas...<br />

n ^ l ' C U M À ~ (Marajó) - ASTROCARYUM VUL-<br />

GARE Mart. •<br />

SYN — Tucuniá piranga — Tucuin bravo— Cumari<br />

- Aouard ( G. fr.).


Palm. Caraiiá (Mauritia martiana)


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

HAB.— AS diversas especies de P. Tueumá encontramse<br />

em terrenos relativamente seccos. não cobertos pelas<br />

enchentes annuaes.<br />

CAR.— Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 15 a 20 cm.<br />

de diam., armado, na parte superior, de espinhos de 10 cm.<br />

dispostos em anneis; folhas de 2 in. de <strong>com</strong>pr. cheias de espinhos<br />

<strong>com</strong>pridos e agudos; troncos em touceiras; fructos<br />

ellipsoides, alaranjados, de 5 cm./3,5 cm , <strong>com</strong> cheiro de damascos,<br />

quando maduros.<br />

Ind. - Das folhas extrahe-sc, por maceração, fibras de<br />

primeira qualidade, finas e resistentes para confecção de<br />

cordas para arcos, rêdes de pescar e rêdes de dormir.<br />

A polpa dos fructos dá 37,5 f /o de oleo <strong>com</strong>estível amarello;<br />

as amêndoas dão de 30 a O0° 0 de gordura branca,<br />

excellentc para a alimentação (Manteiga de aouará, da<br />

G. fr.).<br />

Com os foliolos fabricam-se chapéus, tu pés, paneiros;<br />

os peciolos lascados são aproveitados em espartaria.<br />

Alim.— Fructos maduros de fevereiro a julho.—-A ptflpa<br />

dos fructos é butyrosa. de côr amarello-vermelho, <strong>com</strong>estível;<br />

serve para preparar uma bebida: o vinho de tueumá;<br />

a espatha cortada antes da eclosão das flores dá um liquido<br />

que, depois de fermentado, é analogo ao vinho de palma do<br />

coco da Bahia.<br />

P. TUCUMÃ — (Alto Amazonas) — ASTROCARVUM<br />

TUCUMA Mart.<br />

Svx.— Tucumá-y — Tiicum verdadeiro (?) — Chambira<br />

(Perü).<br />

CAR. - Tronco de 10 a 15 m. de alt. <strong>com</strong> 25 a 30 cm.<br />

de diam., armado de espinhos longos, finos e agudos.—<br />

Fructos esphericos, verde-amarello quando maduros.—Troncos<br />

isolados.<br />

Ind.— As fibras tiradas das folhas depois de maceração<br />

constituem o " tucumellas dão umas cordas e um lio<br />

muito resistentes, para tecer rêdes de pescar solidas e de<br />

grande duração, ou bonitas rêdes de dormir, ás vezes caprichosamente<br />

enfeitadas.<br />

As folhas servem ainda para fazer abanos, chapéus.<br />

/!//;;/.—Fructos maduros em fevereiro; polpa amarellada,<br />

<strong>com</strong>estível, servindo para preparar um vinho de tueumá<br />

bastante apreciado.<br />

331<br />

P. TUCUiMÁ-ASSU — (R. Tapajoz — Óbidos — Faro —


332 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Alto Amazonas) - ASTROCAR YUM PRINCEPS Barb.<br />

1 ° dr CAR. — Tronco de 15 a 20 m. de alt. <strong>com</strong> 30 cm. de<br />

diam. armado de espinhos pretos duros e agudos, dispostos<br />

em anneis, caducos, o caule ficando liso na parte inferior e<br />

media. — Folhas de 4 a 5 m. de <strong>com</strong>pr.- Os fructos, de 5<br />

cm. de diam., silo verdes quando maduros, redondos.<br />

Mim.— A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível (Março -<br />

Abril).<br />

P. TUCUMÁ-ASSÚ — (Alto Amazonas) — A S T R 0-<br />

CARYUM MACROCARPUM Hub.<br />

CAR.— Fructos amarellos quando maduros.<br />

In d. — Da polpa extrahe-se um oleo <strong>com</strong>estível.<br />

Alim.— A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível; os fructos<br />

são mais carnudos que os de tucumá <strong>com</strong>mum, mas as amêndoas<br />

são mais duras, de consistência quasi córnea, menos<br />

oleaginosos.<br />

P. TUCUMÁ-Y — v. P. IIJ — (Astrocaryum acaule Mart.).<br />

P. TURURY —- v. P. UBUSSl). —<br />

P. UA-UASSU — ORBIGNIA SPECIOSA Barb. Rodr.,<br />

= ATTALEA SPECIOSA Mart.<br />

SYN.— Habassií ( Meionorte ).<br />

HAB.— Principalmente nas terras argillosas ferteis, em<br />

1. f*<br />

Loc.— Salgado — Litoral de Marajó — Médio R. Tocantins<br />

- Médio R. Anapú - Médio R. Pacajá — R. Tapajoz -<br />

R. Branco de Óbidos — Parte sul do E. do Amazonas.<br />

CAR.— A maior palmeira da bacia amazônica: tronco<br />

de IS a 20 m. de alt.; folhas enormes; Cachos podendo<br />

<strong>com</strong>portar mais de 400 fructos, ou cocos, de 10cm./5 cm.<br />

Ind - A safra dos fructos é de julho a novembro; o<br />

caroço é extremamente duro, resistente, difíicil de quebrar<br />

e encerra de 3 a 5 amêndoas pesando de 4 a 6 gr. cada<br />

uma, que representam cerca de 9°'0 do peso do fructo inteiro<br />

; estas amêndoas dão


ARVORES E PI.AXTAS ÚTEIS 333<br />

. Vim. - O palmito, volumoso, é um dos mais apreciados.<br />

I». UBIM mcmbéca — (Amaztnia) — GEONOMA PA-<br />

NICULIGERA Mart.<br />

Svx. - Ubim de cotiuiba — P. vouay (G. fr.).<br />

CAR.— Caule até 5 m. de alt. <strong>com</strong> 4 cm. de diam. de<br />

côr amarellada lustrosa.<br />

Ind.— As folhas dão fibras para cordoaria e servem<br />

para cobrir casas, durando mais que qualquer outra.<br />

O caule serve para fazer bengalas.<br />

p. UBIM — (Amazônia) — GEONOMA TRIJUGATA<br />

Barb. Rodr.<br />

P. UBIM — GEONOMA DAMMERI Hub.<br />

CAR — A caule.<br />

P. UBIM — (R. Mapuera — R. Jamundá)— GEONOMA<br />

PALUSTRIS Barb. Rodr.<br />

P. UBIM — (Faro) — GEONOMA SPECIOSA Barb.<br />

Rodr.<br />

P. UBIM — GEONOMA MULTIFLORA Mart.<br />

Svx.- Palmilla ( Perú).<br />

HAB.—Commum na T. f. em toda a Amazônia.<br />

CAR.—Caule de mais de 2 m. de alt.<br />

P. UBIM-ASSÚ — (E. de F. de Br.) — GEONOMA<br />

MAX1MA Kth.<br />

Svx.— Coqiieiro-junco.<br />

Loc.—Pará e Amazonas.<br />

CAR.—Caule delgado; folhas cobertas de felpo.<br />

Ind.—O caule substitue o junco.—Das folhas extrahem-se<br />

fibras. O cotanilho que cobre as folhas pode servir<br />

<strong>com</strong>o isca para accender fogo.<br />

J\ UBIM-MIRIM — GEONOMA ACAULIS Mart.<br />

Svx.- Palmilla (Perú).<br />

Loc.— No Alto-Amazonas.<br />

Ind.— As folhas servem para cobrir as casas.


334 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

P. UBIM-RANA — (E. de F. de Br.) — HYOSPATH \<br />

ELEGANS Mart.<br />

P. UBUSSÚ — MANICARIA SACCIFERA Gaertn.<br />

SYN.—P. Turury — P. Bitssú — Tourlouri (G. fr.).<br />

CAR.— Bella palmeira <strong>com</strong> tronco de 3 a 6 m. de alt.<br />

e 30 a 40 cm. de diam., folhas quasi inteiras, semelhantes<br />

ás da bananeira, de 4 a 8 m. de <strong>com</strong>pr. e lm. a lm.50 dc<br />

larg.<br />

Ind.— A espatha é constituída por um sacco formado<br />

de um tecido fibroso, flexível, resistente, o turury, <strong>com</strong> o<br />

qual fazem-se chapéus.— Este tecido é de côr castanhoescuro,<br />

mas pode ser branqueado e tingido de cores claras.<br />

— As folhas são muito estimadas para cobertura de casas.<br />

A M. SACC. var. MEDITERRÂNEA Trail., (por<br />

alguns considerada <strong>com</strong>o especie differente) tem folhas partidas;<br />

encontra-se no E. do Pará, em alguns logares dos<br />

Rios Trombetas e Jamundá, e, em alguns pontos do E. do<br />

Amazonas, em igapós de riachos, na matta.<br />

P. UiMBAMBA — v. P. JACITARA. —<br />

P. URUCURY — (Marajó — R. Amazonas) — ATTA-<br />

LE A EXCELSA Mart.<br />

SYN.— Uricury.<br />

HAB.—Nas várzeas altas (B. Amazonas — R. Purús —<br />

A. Amazonas ).<br />

CAR.— Palmeira de folhas grandes, erectas, numerosas<br />

— tronco relativamente curto e grosso, de aspecto escamoso<br />

pela persistência da base do peciolo das folhas cahidas.<br />

Ind — Fructo <strong>com</strong> 3 amêndoas oleaginosas (45°/o cie<br />

oleo <strong>com</strong>estível).<br />

PAMPA — (Marajó) — ANDROPOGON sp. (Gramíneas<br />

).<br />

(PI. h.-0m.2õ).<br />

Alirn. anim.— Forragem regular.


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

PANAPANA — PHASEOLUS PEDUNCULARIS<br />

H. B. K. (Legum. pap. phas.).<br />

HAB.— Nos campos altos.<br />

CAR.— Flor côr de rosa. — Planta trepadeira.<br />

PANAPANA PIRANGA — (Marajó) — PHASEOL US<br />

LONGIPEDUNCULATUS Mart. (Legum. pap. phas.).<br />

SYN.-/


336 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PANFILA — KAEMPFERIA íZingibe<br />

raccas).<br />

(PI. h.)—De origem exótica; cultivada nos jardins.<br />

Orn.— Planta acaule.— Grandes flores roxo claro que<br />

sahem junto ao chílo quando» durante o tempo secco, a<br />

planta é privada de folhas; cheiro delicado e penetrante,<br />

de manhã.<br />

Med. pop.— O rhizoma tem propriedades estimulantes.<br />

PANI — v. PAHNI.—<br />

PANI — v. PARREIRA BRAVA — ( Cissampelos tomentoso<br />

Vell.).<br />

PÃO d'A LI IO — (R. Acre) — GALLESIA<br />

(Phytolacaceas).<br />

(A. g.) — CAR.- Enormes sapopemas; cheira o alho<br />

em todas suas partes.<br />

v<br />

, PAO crALIIO do CAMPO — (Piauhy — Ceará) — v.<br />

PAO MARFIM verdadeiro.<br />

PÁO AMARELLO — (Gurupá) — v. CACHACEIRO -<br />

(I lortia excelsa).<br />

PÁO AMARELLO— EUXYLOPHORA PARAENSIS<br />

Hub. (Rutaceas).<br />

(A. G.).<br />

Svx.— Pdo setim (no <strong>com</strong>mercio de Belém) — Itox<br />

Wood (Ingl.).<br />

HAB. - Na matta virgem da T. f. silicosa e fortemente<br />

humosa<br />

Loc.— Entre o B. rio Tocantins e o Atlântico —Ilhas<br />

altas de Breves - Muito abundante no R. Anapú.<br />

Ma d.— Bella madeira, homogenea, de dureza media,<br />

grão regular, trabalhando-se bem, côr amarello-vivo, asseti<br />

nado. —- Muito estimada para a marcenaria e para soalhos,<br />

ebamsteria, segeria. — D = 0.82.<br />

Arvore notável pela sua belleza, sua folhagem<br />

e suas flores de perfume muito agradavel.<br />

%<br />

PAO AMARELLO — (Manáos) —v. PIQULÀ-MARFlM.—


ARVORES E PLANTAS (JTELS 337<br />

PAO de ARARA — (B. Amazcnas) — SAL VER TI A<br />

CONVA LARIAEODORA St. Mil. (Vochysiaccas).'<br />

(A. m.).<br />

S F o l h a larga verdadeira (Minas) — Colher de<br />

vaqueiro — Gonçalo Alves (Marajó) — Mafurá (Campos<br />

i!c Almeirim e Santarém), ou Ma fuá.<br />

HAB. - Frequente em todos os campos firmes.<br />

Loc. - Macapá — Marajó — Santarém — Óbidos — Mariapixv<br />

— Ariramba.<br />

Mad.— Muito frágil, castanho-avermelhado claro, <strong>com</strong><br />

fibras grossas ondeadas, tecido grosseiro, dureza media.<br />

Orn.— Muito ornamental: flôres bonitas (agosto a novembro),<br />

brancas, cheirosas; bonitas folhas.<br />

PÃO de ARARA — (B. Amazonas) — SICKINGIA TIN-<br />

CTORIA Schum. (Rubiaceas).<br />

(A. p.). f t<br />

Svx.— Araruta — Aranha rosa — Ar ar ena.<br />

HAB— Varzeas do Amazonas e seus affluentes.<br />

Loc.— Bragança — Óbidos — R. Tocantins — R. Xingu.<br />

CAR.— As flôres exhalam cheiro muito agradavcl de<br />

Balsamo do Perü.<br />

Mad.— Branca, virando ao carmim junto á casca que<br />

contem uma matéria tinctorial, grão fino, dureza media.<br />

PÃO de ARARA — (Rio Tocantins) — ASPIDOSPER-<br />

MA sp (Apocynaceas).<br />

( A. p.).<br />

Mad.— Vermelha depois de exposta ao ar.—Fornece<br />

varas rijas para o trabalho dos canoeiros nas cachoeiras.<br />

PÀO de ARARA — (R. Trombetas) — v. VISGUEIRO.<br />

PÃO dWRCO — (R. Tapajoz) — TABEBUIA sp.<br />

(Bignoniaceas).<br />

PÀO d'ARCO branco — (Óbidos) — v. CAPITARI.—<br />

COURALIA TOXOPHORA Benth. e Ilook. (Bignoniaceas).<br />

PAO d'ARCO de flores amarellas — T E C O M A aff.<br />

CONSPÍCUA DC (Bignoniaceas).<br />

TA. g.).<br />

Svx.— Ebène verte(G. fr.).<br />

HAB.-Matta da T. f.


338 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Mad — Castanho-pardo ou castanho-ruivo, dura, gr fio<br />

regular e fino, elastica, trabalhando-se bem, <strong>com</strong> os poros<br />

cheios de um pó amarello-esverdeado irritante.— Boa para<br />

o torno, para construcção civil e naval, marcenaria, ebanisteria,<br />

dormentes, eixos e raios de rodas, incorruptível.—<br />

D = 1.10.<br />

[iid.— O liber da casca dá um "tauari" excellente<br />

para substituir o papel de cigarros.<br />

Med. pop — O liber da casca é utilisado, <strong>com</strong>o adstringente,<br />

contra a stomatite e as ulceras da garganta de origem<br />

syphilitica.<br />

PAO d*ARCO de flores roxas — TECOMA VIOLACEA<br />

Hub. (Bignoniaceas).<br />

(A. G.)— HAB.- Na matta de T. f.<br />

Loc. —E. de F. de Br. — Belcm— R. Capim — R.<br />

Xingu ( Volta grande ) — R. Branco de Óbidos.<br />

CAR.— Flores róseas que parecem roxas, de longe, na<br />

arvore florifera.<br />

Mad.— Madeira semelhante á do páo d'arco de flôr<br />

amarella, muito dura, virando ao preto <strong>com</strong> o tempo.<br />

PÃO de BALSA — (S. do Amazonas) — O CHROMA<br />

L A G O P U S Swartz ( Bombaceas ).<br />

(A. m.— até lm. de diam ).<br />

SYN.— Páo de jangada —Pata de lebre — Topa ( Peru)<br />

— Palo de balsa (Bolívia ) — Oaattier ( G. fr. ) — Bob-wood<br />

(Ingl.).<br />

Loc. — Commum na metade occidental do E. do Amazonas.—<br />

Cultivado no R. Huallaga ( Perü ).<br />

CAR.— Casca lisa, mosqueada de branco e pardo —<br />

fructo parecido <strong>com</strong> o da sumahuma, mas mais <strong>com</strong>prido.<br />

Mad.— Madeira muito leve e elastica usada na construcção<br />

de pequenas jangadas ( balsas ) para a navegação<br />

nos altos rios da bacia amazônica.— Pode substituir a cortiça<br />

em diversas applicações — Especial para apoio de diaphragmas<br />

de alto-falantes e phonographos electricos e <strong>com</strong>o<br />

isolador thermico. — D = 0,17.<br />

Ind.— Os fructos dão uma paina analoga ao kapok.<br />

$<br />

PAO de BICHO — v. MURUPITA.— c<br />

%<br />

PAO de BO IA — v. BOIEIRA.—


ARVORES E PLANTAS (JTELS 339<br />

PAO de BOTO — (Óbidos) — LOXCHOCARPUS DE-<br />

NUDATUS Benth. íLeg. pap.).<br />

( A. p.) — HAB.- Na margem dos campos de varzea.<br />

Loc.—Em todo o B. Amazonas (Almeirim — Prainha<br />

- Mte. Alegre — Óbidos) — R. Tapajoz.<br />

Mac/.- Amarello-pardacenta, fibras grosseiras, direitas,<br />

dureza media — Exala um cheiro particular, desagradavel.<br />

PAO BRAZIL AMARELLO - v. LIMÃO-RANA - (Chio<br />

rophora tinctoria ).<br />

PAO CABOCLO — CROTON<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(A. m ).<br />

SYX.— Casca cheirosa — Coré mirim-Coré mira (Faro).<br />

Mad.— Madeira branca. — D = 0,54.<br />

PÀO de CANDEIA — v. CATAUARY.—<br />

PÃO de CANDEIA — (Óbidos) - P L A T H V M E NIA<br />

RETICULATA Benth. (Leg. mim.).<br />

SVN.— Oit eira (Mte. Alegre) — Vinhatico do campo,<br />

ou pdo amare/lo (Brasil central).— Parica zinho (Macapá).<br />

(A. p.) — HAB.- NOS campos altos.<br />

Loc.—Mte. Alegre — Almeirim — Cicatanduba (Óbidos)<br />

— Cametá — R. Ariramba — Mariapixy — Macapá — Marajó.<br />

Mad. — Castanho-amarellado escuro, gráo grosseiro,<br />

dureza media, facilmente inflammavel.<br />

PAO de CHICLE — v. TAMANQUEIRA de LEITE.—<br />

PÁO de COLHER— v. LEITEIRA (Sapium sp.).<br />

PÃO de COLHER — (Amazônia) — TABERNAEMON-<br />

TANA sp ( Apocynaceas).<br />

(A. p. ou a.).<br />

SYX — Leiteira — Arvore de Leite.<br />

Mad. - Branca ou branca-amarellada, para forros, caixas,<br />

papel.<br />

Med. pop.- A seiva leitosa contra as ulceras mdolen-


340 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

tes' folhas e casca, em tintura e decocto, moderam e retardam<br />

os batimentos do coração.<br />

PÀO de COLHER — (Gurupá — Almeirim) — v. MO-<br />

LONGO (Zschokkea arborescens).<br />

PÀO de CUBIU — (Belem — Gurupá — Ilhas) —<br />

CLAVA PETA LUM ELATÜM Ducke (Icacinaceas).<br />

SVN.— Cubiú.<br />

(A. m.) — HAB.- Na T. f.<br />

CAR.— O cheiro da parte interna da casca fresca lembra<br />

o do fructo de cubiú (Solanaceas).<br />

Mad — Madeira boa, pardocastanho.<br />

PÁO CRAVO— DICVPELLIUM CARYOPHYLLA-<br />

TUM Nees (Lauraceas).<br />

SVN.— Muiraquyia — /mira qaynha —Ibirapelai — Candia<br />

falsa — Louro cravo — Cravo' do mal to — Cravo de<br />

Maranhão — Bois cr abe (G. fr.).<br />

(A. p.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— M. rio Tapajoz — M. rio Xingu - R. Trombetas.<br />

Mad.— Amarello queimado, passando ao castanho pardo.<br />

- D = 0,78.<br />

Ind.— Extrahe-se da casca, por distillação, um oleo<br />

utilisado na perfumaria.<br />

Alim.— A casca tem cheiro do cravo da índia; é empregada<br />

<strong>com</strong>o tempero.<br />

Me d.— A casca e as folhas sào tônicas e servem de<br />

estimulante gastro-intestinal.<br />

PÀO DOCE — (Faro) —GLVCOXVLON 1NOPHVL-<br />

LUM (Miq.) Ducke (Sapotaceas).<br />

SVN. — Abihy ( Manáos).<br />

(A. p.) - HAB.- Nas campinas de T. f. arenosas da parte<br />

W. do E. do Pará e no E. do Amazonas.<br />

Loc. - Faro — R. Mapuera — Manáos.<br />

Mad. - A madeira e o entrecasca tem sabor adocicada.<br />

Alim. Fructos ( de janeiro a março ) <strong>com</strong>estíveis. ~<br />

Látex abundante e doce.<br />

PÀO DOCE - GLVCOXVLON<br />

(Sapotaceas).


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 375<br />

SVN.— Merecem — Muiracehima — Casca doce.<br />

(A. g.)—HAB.- Na T. f. secca.<br />

Me d. pop.—A casca tem gosto adocicado; 6 hemostatica;<br />

usada contra diarrheas, dysenteria e leucorrhea—Tonico<br />

adstringente, não irritante.<br />

PÁO DOCE — (Breves) — GLYCOXYLON HUBHRI<br />

Ducke (Sapotaceas).<br />

SVN.— Paracuhitba doce — Paracuhuba de leite.<br />

(A. g.) — HAB.- Nas mattas inundadas das Ilhas de Breves<br />

e igapós do estuário.<br />

CAR.— Tronco branco-pardacento, parecido <strong>com</strong> o da<br />

"paracuhuba" (Mora paraensis).— Fructos ovoides.<br />

Alim.— Fructos doces e <strong>com</strong>estíveis.—Madeira e entrecasca<br />

de sabor adocicado.<br />

PAO DOCE — (Belém) — GLYCOXYLON PRAE-<br />

ALTUM Ducke (Sapotaceas).<br />

SVN.— Casca doce.<br />

(A. G.)—HAB.- Na matta de T. f., perto de Belem.<br />

Loc.— Belem.<br />

CAR. - Enormes sapupemas, de 3-4 m. de alt.<br />

Ind.— A casca tem gosto adocicado adstringente; contem<br />

çlvcvrr/iiziiia ( P. Le Cointe-- 1923na proporção<br />

de 2, 5"% (G. Bret.-M. C. P.-1929).<br />

A casca secca dá 7. 8°/o de tanninos (E. Serfatv—<br />

M. C. P.—1929).<br />

PÀO cVESPETO — MATAYBA sp<br />

(Sapindaceas).<br />

PÀO FEDORENTO — v. GENIPARANA.—<br />

PÀO FERRO— v. PANACOCO — (G. fr.) —<br />

PÀO FERRO — (Óbidos) — v. COATÀ-QUIÇAUA —<br />

ide Óbidos) —<br />

E' assim chamada pelos Cearenses porque a casca se<br />

parece <strong>com</strong> a do "páo ferro" ou "jucá" do centro e<br />

meio-norte (Caesalpinia ferrea Mart. var. cearensis llub.).


342 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PAO dc GAZOLINA — v. LOURO INHAMUHY-<br />

PÀO GI BOI A — ?<br />

Loc.-Ig. do Mamahurú e L. do Frechai (Mun. de<br />

Óbidos)— Rio Trombetas — Manáos.<br />

Mad — Bella madeira castanho- escuro - avermelhado,<br />

manchado de preto pardacento; dura, <strong>com</strong>pacta.— Para<br />

ebanisteria. — D = 1,28.<br />

PAO de HERVA DOCE — ?<br />

(Myrtaceas).<br />

( A. p. ou m. ).<br />

Loc.— R. Cuminá — L. Salgado.<br />

CAR.— As folhas tem o cheiro e o gosto de anis.<br />

PÀO de JANGADA falso — v. PENTE de MACACO.—<br />

APEIBA TI BO UR BOU Aubl.<br />

PÀO de JANGADA — (no Ceará) — v. PARAPARA-<br />

( Cordia tetrandra ).<br />

PÀO de JANGADA verdadeiro — v. PAO de BALSA.—<br />

PÀO JOFFREY — v. CINZEIRO. —<br />

PÀO de LACRE — VISMIA LATIFOLIA Chois. ( Guttiferaceas<br />

).<br />

Svx. Pdo dc febre ou de sangue (das Guyanas).<br />

( A. p. ) — HAB.- NO E. do Amazonas.<br />

Ind.— Dá uma gomma resina, a gomma-gutla americana.<br />

que serve para pintura.<br />

Med. pop — A resina é drastica; a casca é tónica e<br />

febrífuga.<br />

9<br />

PAO de LACRE— v. LACRE ( Vismia guianensis).<br />

n PÀO MARFIM verdadeiro- AGONANDRA BÇASI-<br />

LIENSIS Miers. (Olacaceas). r<br />

SYX.— Pdo d alho do campo 1 v<br />

(meio norte) — latú (Minas).


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 343<br />

( A. p. ou m.) — HAB.- Na matta de T. f. secca e baixa<br />

ou em certos campos de solo argilloso ou silico-argilloso.<br />

Loc.—Terras altas de Marajó — Monte Alegre—Óbidos<br />

— Ilhas de T. f. ao sul de Faro.<br />

CAR.— Casca espessa suberosa; fructos: bagas esphericas,<br />

de um verde azulado, parecidos <strong>com</strong> ameixas rainha-<br />

Claudia.<br />

Mad.— Branca, de grAo fino, <strong>com</strong>pacta, dureza media,<br />

fendendo-se pouco, tomando bello polimento, própria para<br />

ebanisteria e obras de torno. — D = 0,88.<br />

Ind.— O caroço encerra uma amêndoa oleaginosa que<br />

dá 53°/o de oleo amarei lo claro, grosso, muito viscoso que<br />

não fica ainda congelado a ( — 20^ C. ).<br />

Alini. anini.— Os fructos, doces e cheirosos, nAo sAo<br />

<strong>com</strong>estíveis, mas a caça os procura muito.<br />

Med. pop. —As folhas, em banhos, contra rheumatismos.<br />

PÀO MARFIM (do <strong>com</strong>mercio de Beiern)— v. PÀO MU-<br />

LATO da VARZEA —<br />

A madeira de ll páo mulato" é, erradamente, denominada<br />

u páo marfim " nas fabricas de moveis de Belem.<br />

PÀO MARFIM falso - v. MUIRAJUSSARA falsa—(Rauwolfia<br />

pentaphylla).<br />

PÀO de MASTRO - (Marajó)— v. QUARLBA AZUL.—<br />

QUALEA CAERULEA Aubl. (Vochysiaceas).<br />

PÀO de MOQUEM — (Aveiros) — AEGIPHILA<br />

(Verbenaceas).<br />

Med. pop.— Contra as moléstias dos bronchios.— Yomitorio.<br />

PÀO de MOQUEM — (Bôa Vista, no R. Tapajoz) —<br />

VERNOXIA SCABRA Persoon (Compostas),<br />

(a.).<br />

PÀO MULATO — (M. R. Tapr.joz) — v. MUIRAJUBA—<br />

(Apuleia molaris).<br />

PÀO MULATO da T. f.— CAPIRONA HUBERIANA<br />

Ducke (Rubiaceas).


344 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

( \ m.) —Loc.- R. Cuminá - R. Ariramba — R. Branco<br />

de Óbidos. . . ,<br />

CAR.-Tronco liso cuja casca esverdeada se desprende<br />

em grandes laminas, <strong>com</strong>o no Páo mulato da varzea.<br />

'Flores grandes, purpureas.<br />

Mad.— Quando verde, exhala um cheiro forte, muito<br />

desagradavel, de gaz de illuminação impuro — Branca, tenra.<br />

PÁO MULATO da T. f. — v. QUARUBA AZUL.—<br />

PÃO MULATO da T. f. — CAPIRONA DECORTI-<br />

CANS Benth. (Rubiaceas).<br />

Loc.—lurutv velho —Porto velho ( R. Madeira).<br />

PÀO MULATO da V. — CALYCOPHYLLUM SPRU-<br />

CEANUM Benth. (Rubiaceas).<br />

SVN".— Capivona ( Peru ).<br />

(A. g.) — HAB.- Matta da varzea.<br />

Loc.— Todo o Amazonas; no Alto Amazonas encontram-se,<br />

nas margens, mattas inteiras de páo mulato (capironaes).<br />

CAR.— Casca lisa, verde, passando ao pardo, caduca,<br />

deixando ver a camada interna, avermelhada.<br />

Mad.— Branco-pardacento, <strong>com</strong>pacta, de grão bastante<br />

fino; boa para marcenaria (páo marfim, de Belém).—Lenha<br />

excellente para usos domésticos. — D = 0,83.<br />

Para papel: rendimento em cellulose, 3S, 2%> (A. Bastos<br />

- M. C. P.).<br />

PÀO de OLARIA —CASEARIA STIPULARIS Vent<br />

Flacourtiaceas).<br />

(A. p.) - HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— Óbidos.<br />

Mad.— Amarello-avermelhado, fibras direitas, homogênea,<br />

dureza media, não atacada pelo cupins — Procurada<br />

para caibros,<br />

f<br />

PAO PARA TUDO — SIMABA CEDROX Planch. (Simarubaceas).<br />

SYN.— Cedron (G. fr.).<br />

HAB.— Nas capoeiras de T. f. em Belem e em todo o<br />

Amazonas.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 345<br />

(A. p.) — CAR.- Em forma de pequena palmeira, <strong>com</strong><br />

grande inflorescencia em pé no meio do bouquet de folhas<br />

terminaes.<br />

Me d. pop.— Toxico (?).— Fructos contendo duas amêndoas<br />

grandes, amargas, consideradas na G. fr. <strong>com</strong>o remedio<br />

infallivel contra mordeduras de cobras.— Estas amêndoas<br />

si\o também reputadas contra a dysenteria, a chlorose, as<br />

escrófulas e as febres intermittentes (substituindo a quinina<br />

sem produzir zumbido nos ouvidos).— Tonico de primeira<br />

ordem.<br />

A decocçüo da madeira é usada em banhos contra as<br />

irritações da pelle.<br />

O principio activo dos fructos seria um glucoside (Cedrina,<br />

de Levy); das folhas e da casca do tronco extrahiuse<br />

um glucoside (Simarubina, de Cl. Martins — M. C. P.—<br />

1929) que, provavelmente, é idêntico.<br />

PÃO POMBO—TAPI RIR A GUIANÉNSIS Aubl.<br />

(Anacardiaceas)<br />

SYX. — Fructa de pombo — Tapiriri — Tapiririca —<br />

Bois ti pi ré (G. fr.) — Cedro-y ( R. Tapajoz).<br />

(A. p. ou m.) — HAB.- Üma das arvores mais <strong>com</strong>muns<br />

no Estado, na matta secca ou inundada e nas capoeiras<br />

velhas de T. f. ( Belem).<br />

Mad*— Pardo'-roseo claro; bom para forros, marcenaria,<br />

caixas, carpintaria. — D = 0.70.<br />

Ind.— A casca contem tanninos: 9, 2 0 o ( E. Serfaty—<br />

M. C. P.).<br />

PÁO de POMBAS — v. COQÜILIIEIRO.—<br />

PAO PRETO — (E. de F. de Br.) — v. MLIR.Y-PAXIUBA.<br />

PÀO PRETO da T. f. — (Óbidos) — v. ARAPARY da<br />

T. f. — (Óbidos) .—<br />

PAO PRETO da V.— (? ) SWARTZIA sp<br />

(Leg. caesalp.).<br />

Mad.— Preta pardacenta, muito dura, mas grilo grosseiro.<br />

• »<br />

PAO RAINHA — (R. Branco, no E. do Amazonas) —<br />

CENTROLOBIUM PARAENSE Tui. (Leg. dalb.).<br />

SVN.— Cartanié.


346 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Mad.— Magnifica madeira, listrada de vermelho, amarei<br />

lo e preto.<br />

pÀO RAINHA — (Manáos) - v. MUIRA-PIRANGA —<br />

(Brosimum paraense).<br />

PÀO de RATO - ANDRIPET A LU M RUBESCENS<br />

Schott. (Proteaceas).<br />

PÀO REGO — (Mazagão) — ?<br />

CAR.— Tronco dividido longitudinalmente em lamellas<br />

cavadas quasi até o centro.<br />

PÀO de REMO — v. CARAPANÀUBA.—<br />

PÀO de REMO— v. MUIRA-XIMBE.<br />

PÀO de REMO — (S. Izabel) — PS EU DOC 111M A R R H IS<br />

TURBINATA (DC) Ducke (Rubiaceas).<br />

(A. g.).—HAB- Terra firme húmida.<br />

Loc.— E. de F. de Br. — Gurupá — R. Xingu.<br />

PÀO ROSA — PHYSOCALYMNA SC A BE R RIM UM<br />

Pohl. (Lythraceas).<br />

Chamado, ás vezes, por engano, "Sebastião de Arruda".<br />

(A. m.)— Mad.- Madeira bonita, branco roseo, fibras<br />

entrançadas formando fiôres. — D = 0.89.<br />

O 44 Páo rosa" do Sul ( Bois de rose, em Fr.) é uma<br />

Dalberg ia ( Leg. pap.).<br />

PAO ROSA — (Estuário) — v. LOURO ROSA - (Aniba<br />

terminalis Ducke).<br />

PÀO ROSA — (Santarém—Faro) — v. LOURO ROSA<br />

(Aniba parvifiora).<br />

PÀO ROSA — (R. Trombetas —Breves) — v. LOURO<br />

CAMPIIORA. #<br />

PAO ROSA verdadeiro - ANIBA ROSAEODORA<br />

Ducke (Lauraceas), na bacia do Oyapock.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 347<br />

e AXIBA ROSAEODORA var. AMAZÔNICA Ducke<br />

( Lauraceas), no B. Amazonas.<br />

(A. g. ) — HAB.- Matta de T. f.<br />

Loc.- R. Oyapock — Juruty-velho — Mauhés— R. Jamundá.<br />

Mad.— Amarello-castanho claro; fácil de se trabalhar;<br />

empregada, ás vezes, pelos índios para fazer canoas.<br />

Iiui.— A madeira tem cheiro agradavel de rosa; pela<br />

distillaçáo extrahe-se um oleo essential : a essencia de Páo<br />

rosa, ou de sassafras (linalol); o rendimento é de 8 a 14<br />

kilos d'essencia por tonelada de madeira, <strong>com</strong> 70%> de linalol<br />

( maxim. ).<br />

PAO de RIPAS — ?<br />

SYN.— Bruto.<br />

PAO ROXO do CAMPO -- PELTOGYNE CAMPES-<br />

TRIS Hub. ( Leg. caesalp. ).<br />

(a) —HAB.- Campos arenosos de terra firme no R.<br />

Trombetas e no R. Jamundá.<br />

PÃO ROXO da T. f. — PELTOGYNE LE COINTEI<br />

Ducke ( Leg. caesalp.).<br />

SYN.—King wood (Ingl.).<br />

(A. g.)-'HAB.- Matta de T. f.<br />

Loc.— Óbidos — R. Tapajoz.<br />

J/cu/.— Pouco alburno, cerne desenvolvido (taboas até<br />

0m.80 deJargo ) —Madeira bastante dura, fibrosa, ondulada,<br />

grão fino, fácil de trabalhar, mesmo para esculptura, de cor<br />

pardo-castanho claro passando rapidamente ao roxo magnifico<br />

que vae escurecendo <strong>com</strong> o tempo — para ebanisteria.<br />

marcenaria fina, segeria, construcçáo naval, dormentes. —<br />

D = 0,86 a 1,00.<br />

PÃO ROXO da V. — PELTOGYNE DENSIFLORA<br />

Spruce (Leg. caesalp.).<br />

SYN.— ipê roxo ( Gurupá ) — Páo violeta ( Santarém ).<br />

( A. p. e tortuosa ) — HAB.- Varzeas arenosas inundadas.<br />

Mad.— Côr castanho no momento do corte, virando ao<br />

ro.\o ( *escuro até roxo preto - gráo muito fino, fibras direitas,<br />

dura, <strong>com</strong>pacta, para segeria, ebanisteria.— Dá raras vezes<br />

peças de grandes dimensões. — D = 1,05.


382<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PÁO de SALSA — (R. Tapajoz) — C A L LIA N D R A<br />

SU RINA M EN SIS Benth. (Leg. mim.).<br />

HAB.—Frequente nas capoeiras de t. f. ( Ideiem).<br />

(Â. p.)— CAR.- AS etaminas formam lindos penachos<br />

carmesim.<br />

Mad.— Amarellada, de fibras direitas, resistente, utilisada<br />

para bengalas.<br />

PÁO de SANTA MARIA — V. CANDEIA.—<br />

PÁO SANTO — (Belem — B. R. Tocantins) — ZOL-<br />

LERNIA PARAENS1S Hub. (Legum. caesalp.).<br />

SYN.— Muirapinima preta.<br />

( A. g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— E. de F. de Bragança — Alcobaça — Bôa Vista<br />

( R. Tapajoz)<br />

CAR — Casca escamosa.<br />

Mad.—Bella madeira de cor quasi preta, <strong>com</strong> grandes<br />

manchas amarello esverdeado escuro, virando pouco a pouco<br />

ao preto, muito dura, tomando polimento perfeito; para<br />

marcenaria de luxo e ebanisteria.— Nilo dá peças grandes.<br />

- D = 1,33.<br />

PÁO SANTO — (Gurupá) — TRICHANTHERA GI-<br />

GANTEA H. B. K. (Acanthaceas).<br />

(A. p.) — Loc.- Estuário do Amazonas— (iurupá —<br />

L. Salgado — R. Trombetas.<br />

Mad.— Madeira fofa.<br />

PÁO DE SEDA — v. CALABURA.—<br />

PÁO de SERRA— (Marajó) v. FARINHA SECCA.-<br />

OURATEA CASTA N EA E FO LI A Engl. (Ochnaceas).<br />

PÁO SETIM — v. PÁO AMARELLO.—<br />

PÁO SETIM - (R. Acre) - v. MUIRAJUBA. - •<br />

PÁO VIOLETE — (Santarém) v. PÁO ROXO da T. f.-


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 349<br />

PAO VIOLETE — (Ceará)- DALBERGIA CEA-<br />

RENSIS Ducke (Leg. dalb.).<br />

Sv.w— Brazilian Kingwood (Ingl.).<br />

Mad.— Linda madeira para marcenaria, torno, ebanisteria;<br />

é parda <strong>com</strong> listas regulares de um roxo claro.<br />

Em Belem importam esta madeira do Ceará para confeccionar<br />

pequenos objectos torneados.<br />

PAO de VIOLA — (Amazona.?—Pará) — CYTHARE-<br />

XYLOX CINEREUM L. (Verbenaceas).<br />

(A. p.).<br />

Svx.— Pdo de guitarra — Bombeira.<br />

On/.—De lindo aspecto quando carregado de cachos<br />

de fructos vermelhos.<br />

Mad.— Para marcenaria, caixoteria e fabricação de<br />

instrumentos de cordas.<br />

PAPA-TERRA — v. DOURADINHA. — VANDELLIA<br />

DIFFUSA L. (Scrophulariaceas).<br />

PAPA-TERRA — (Marajó) - BAS AN ACA NTH A SPI-<br />

NOSA (Jacq.) Schum. (Rubiaceas).<br />

PAPA-TERRA — (Marajó) — CHOMELIA ANISO-<br />

MERIS Mull. Arg. (Rubiaceas).<br />

PAPA-TERRA — (Marajó) — v. ESTRELLA.—<br />

PAPA-TERRA — (Furos) — POSOQUERIA LATI-<br />

FOLIA (Lam.) Roem. e Schulth. (Rubiaceas).<br />

Svx.— Açucena do matto.<br />

Mad— Madeira para bengalas, cabos de ferramentas,<br />

marcenaria, torno.<br />

PAPO de PERU —ARISTOLOCHIA div. esp<br />

(Aristolochiaceas).<br />

CAR.—Chamam URUBU-CÀA as especies cujas flores<br />

tem um cheiro fétido.<br />

PAPO de MUTUM — (Belem) — ?<br />

Mad.— Vermelha, forte.— Para vigamentos, dormentes.


350<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PAPOULA - HIBISCUS ROSA SINENSIS L. (Maivaceas).-Origin<br />

da China.<br />

( a. ) - Grande numero de variedades.<br />

Orn.- Cultivada nos jardins; tlores grandes, de formas<br />

e de cores variadas.<br />

PAQUERETE - TABERNA EMONT AN A MACRO-<br />

PHVLLA Muell. arg. ( Apocynaceas).<br />

( a. ) - Loc.- R. Tapajoz ( Bua \ ista ).<br />

CAR.—Latex branco; flores brancas.<br />

PARA = PRA :<br />

PARACARI — (Monte Alegre) — PELTODON RADl-<br />

CANS Pohl. (Labiadas).<br />

Svx — Hortelã brava — Boi a cad — Ment rasto (Alagoas<br />

) — Mel adiu ha (Pernambuco) — Iferva de S. João ( R.<br />

de Jan.).<br />

( PI. h. rasteira) — HAB.- Na areia secca.<br />

CAR — Flores arroxeadas.— Cheiro de hortelã e de<br />

herva cidreira.<br />

Ind.— Secca, tem um aroma agradavel e colloca-se<br />

entre a roupa para preservar das traças.<br />

Alim — Serve para tempero.<br />

Med. pof).— Carminativa e peitoral.—A tintura e o cozimento<br />

são empregados contra a asthma, a tosse coqueluchoide<br />

e contra as mordeduras venenosas; para acalmaias<br />

<strong>com</strong>ichões nas erupções cutaneas.<br />

PARACAXY — PENTACLETHRA FILAMENTOSA<br />

Benth. (Legum. mim.).<br />

SYX.—Pracachy — Paranácachê.<br />

(A. m.) — HAB.- Commum nos igapós e na terra firme<br />

humosa do estuário e do litoral; falta 110 B. Amazonas paraense<br />

mas encontra-se de Itacoatiára para cima.<br />

Mad.—Avermelhada, para marcenaria.-E' lenha muito<br />

usada para navegação a vapor.<br />

Ind.— Os fructos são enormes favas de 35 a 40 cm.<br />

de <strong>com</strong>prido.<br />

As sementes contem amêndoas oleaginosas dando 5l°/o<br />

de oleo amarello claro, <strong>com</strong>estível e proprio para lubrificação<br />

e fabricação de sabões.-Safra de janeiro a junfto.<br />

Med. pop.- A casca é rica em tanninos, adstringente;<br />

o po applica-se nas ulceras e feridas.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

Orn- Notável pelas suas folhas finamente de<strong>com</strong>postas,<br />

escuras e brilhantes e pelos seus cachos cylindricos de flores<br />

brancas.<br />

PARACUIIUBA BRANCA do Estuário — MORA PARA-<br />

ENSIS Ducke (Leg. caesalp.).<br />

( A. G.> HA 13.- Matta da varzea.<br />

CAR. — Tronco sustentado por poderosos sapopemas.—<br />

Flores brancas, cheirosas, de janeiro a março.— Uma das<br />

arvores maiores cia região.<br />

Mad.— Cor de canella, dureza media, própria para<br />

construcçào, carpintaria, marcenaria, mas um pouco pesada.<br />

- D = 0,96.<br />

PARACUIIUBA VERMELHA do Estuário — São os indivíduos<br />

velhos de MORA PARAENSIS Ducke que attingem<br />

dimensões enormes.<br />

Mad.— Côr castanho pardo — dureza media, para marcenaria,<br />

carpintaria e dormentes.— D = 0,83.<br />

A especie visinha: Mora guianènsis Schomb.. da G. fr.,<br />

é assignalada <strong>com</strong>o "íire resisting" (Ponto de inflammação<br />

elevada e <strong>com</strong>bustão lenta ).<br />

PARACUIIUBA de T. f. — (Óbidos) — TRICHILIA LE<br />

COINTEI Ducke (Meliaceas).<br />

(A. m.) — HAB.- Em matta de T. f. silico-argillosa e<br />

bastante secca.<br />

Mad. — Vermelho-castanho claro, virando ao escuro,<br />

grào muito fino, dura e <strong>com</strong>pacta, <strong>com</strong> leve cheiro de rosa<br />

quando se corta.<br />

Usada para hastes de harpões.— Construcçáo civil.—<br />

D = 1,14.<br />

PARACUIIUBA CHEIROSA da V. — (Óbidos — Gurupá)<br />

-LE COINTEA AMAZÔNICA Ducke (Legum. caesalp.).<br />

(A. m.) —HAB.- Frequente na varzea argillosa do B.<br />

Amazonas e do Solimões sujeita ás inundações annuaes.<br />

CAR.—O tronco É sulcado profundamente no sentido<br />

longitudinal<br />

Mad.- O cerne é uma madeira bonita, castanho-a vermelhado<br />

escuro, homogêneo, <strong>com</strong>pacto, de gráo fino, r.áo<br />

rachando facilmente, trabalhando-se bem no torno; para<br />

ebanisteria fina, mas somente em peças pequenas.— Cheiro<br />

de rosa quando se corta ou queima - Dá um carvAo de<br />

351


352 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

grande poder calorífico.— O alburno serve para cabos de<br />

machados e o cerne é preferido para a suumbci das frechas<br />

de frechar tartarugas. — D = 1.25.<br />

Alim. animOs fructos silo procurados pela caça.<br />

PARACUHUBA DOCE — (Breves) — v. PAO DOCE,<br />

de Breves.—GLYCOXYLON HUBERI Ducke (Sapotaceas).<br />

PARACUHUBA de LEITE — v. PAO DOCE — (Breves)<br />

PARACUHUBARANA — (Rio Branco, de Óbidos) —<br />

TRICH1LIA (Meliaceas).<br />

PARACUTACA — (B. Amazonas) — v. MUIRACUTACA<br />

PARACUTACA — (Alto Trombetas) — S W A R T ZIA<br />

DUCK EI Hub. (Leg. caesalp.).<br />

(A. m.) —HAB.- Nas margens do R. Mapuera.<br />

PARAJUBA — v. POROROCA.—<br />

PARAMARIOBA — ( Monte Alegre) — v. FEDEGOSO—<br />

(Beiern).—<br />

PARAMARIOBA — (Rio Capim) — C ASS IA HIR-<br />

SUTA L. (Leg. caesalp.).<br />

( a. p.) — HAB.- Em terrenos abandonados.<br />

Loc.— R. Capim — Alcobaça — Monte Alegre.<br />

Med. pop. Antisyphilitica e febrífuga.<br />

PARANARY— v. PARINARY, no Alto Amazonas.—No<br />

Pará é synonymo de Pajurá da matta (Parinarium montanum)<br />

e do Parinarium Rodolphi Hub.<br />

%<br />

PARAPARA — (Amazonas) — v. CARAUBA.—<br />

PARAPARÀ - SC HEFFL E RA PA R A ENSIS Hub.<br />

(Arahaceas).<br />

Loc.— E. de F. de Bragança.<br />

9<br />

PARAPARA — v. MOROTOT(').—<br />

PARAPARA — v. ARVORE de UMBELLA — (Cordia<br />

umbracuhfera DC.).


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 353<br />

PARAPARA — (Marajó) —CORDIA TETRANDA<br />

Aubl. (Borraginaceas).<br />

SVN.— Urud, ou iiruasciro (Faro) — Pão de jangada<br />

i dos Cearenses ).<br />

(A. p.).—HAB.- NO estuário, no litoral e no B. Amazonas,<br />

em terrenos periodicamente inundados.<br />

CAR.—Copa em forma de chapéu de sol.<br />

J\/ad. — Alvacenta, pouco <strong>com</strong>pacta, leve.<br />

PARASITAS:<br />

PARASITAS — Nome vulgar dado erradamente «ás<br />

ORCHIDEAS que são plantas epiphytas e não parasitas.<br />

Grande numero de especies, a maior parte sem nome<br />

vulgar.<br />

ACACALIS CYANEA Schlecht.<br />

CAR.— Magnilicos cachos de ílores roxo claro e purpureo<br />

escuro, conservando se dois mezes.—Em Juruty Velho,<br />

K. Jamundá, R. Negro, Alto R. Tapajoz.<br />

ANGRAECUM TENUE Lindl.<br />

Epiphyta das arvores fructiferas cultivadas.—No B.<br />

Amazonas.<br />

BAUNILHA — v. BAUNILHA.—<br />

BAUNILHA de CACADOR — SOBR ALI A LILIAS-<br />

TRUM Lindl.<br />

CAR.—Bellas flores brancas muito delicadas, pouco duráveis<br />

(2 dias), mas succedendo-se durante quasi um mez<br />

na extremidade da mesma haste. — Commum nas margens do<br />

R. Jaramacarú (Campos do Ariramba), junto ás cachoeiras.<br />

BAUNILHA de CACADOR — SELENIPEDIUM ISA BE-<br />

LI A NUM Barb. Rodr. "<br />

CAR. — PI. h. de quasi 1 m. de altura que se encontra<br />

cerca, de Beiern e nas mattas da E. de F. de Br. — O fructo<br />

cheira a baunilha. — Flores amarello claro.


354 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

BAUNILHASINHA - (Pará) - SOBRALIA PUBES-<br />

:ENS Cogn.<br />

çAK. _ Flores amarello pallidas, aromaticas.<br />

BAUNILHASINHA — (Pará) — v. BAUNILHA de<br />

CAÇADOR (Selenipedium Isabelianuni B. R.).<br />

B1FRENARIA S ABU LOSA Barb. Rodr.<br />

HA 13. — No R. Jamundá — Flores em Janeiro.<br />

BOCCA de DRAGÃO — Genero Epidendron :<br />

(?) EPIDENDRON ANCEPS Jacq. -<br />

EPIDENDRON CAESPITOSUM Bar. Robr. —<br />

Terrestre, nos terrenos arenosos. — Commum<br />

no R. Trombetas. Campos do Ariramba, Campos<br />

de Faro, no B. Amazonas.<br />

(?) EPIDENDRON ELONGATUM Jacq.—<br />

Terrestre.<br />

EPIDENDRON FRAGRANS Sw. —<br />

Terrestre ou epiphyta — Flores em março.<br />

EPIDENDRON ONCIDIOIDES Lindl. —<br />

Epiphyta — Flores de julho a outubro (muito odoríferas).<br />

EPIDENDRON SCHOMBURGKII Lindl.<br />

EPIDENDRON MAPUERAE Hub.<br />

Terrrestre — Flores amarelladas. — Nas campinas<br />

do R. Mapuera.<br />

EPIDENDRON IMATOPHYLLUM Lindl.<br />

Cresce nos ninhos de formigas, sobre os ramos<br />

ou os troncos das arvores. — Flores rosegs.<br />

(?) EPIDENDRON NOCTURNUM Jacq. -


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

355<br />

Epiphyta — Flores amarelladas e verde-claro,<br />

aromaticas.<br />

EPIDENDRON RANDIANUM Lindl.—<br />

Cachos de flores elegantes, de perfume delicado<br />

(de noite). — No L. de Curumú, de Óbidos.<br />

EPIDENDRON VARIEGATUM Hook.—<br />

Epiphyta ou terrestre (em cima de rochedos) —<br />

Flores em setembro, verde-amarelladas, <strong>com</strong><br />

maculas castanho-escuras.<br />

BR ASSA VOLA MARTI AN A Lindl. -<br />

Epiphyta — Numerosos cachos de flores brancas muito<br />

perfumadas (de noite). — Flores de janeiro a março. —No<br />

B. Amazonas. — R. Maracá.<br />

BRASSI A CAUDATA. — Flores curiosas, <strong>com</strong> longo<br />

filamento pendurado da pétala inferior.<br />

CABEÇA de BOI — STANHOPEA INSIGNES Fr. —<br />

Epiphyta.<br />

CATALEA —Gen. CATTLEVA:<br />

Flores bellas e duráveis.<br />

CATTLEYA SUPERBA Lindl. —<br />

Flôres grandes, roxas, conservando-se um mez<br />

— Perfume penetrante. — Epiphyta, nos igapós<br />

(R. Jamundá— R. Mapuéra— R. Trombetas).<br />

CATTLEYA ELDORADO Lindl. —<br />

Flôres. grandes, magnificas, roseo pallido, branco<br />

e centro amarello ( Uma das mais lindas orchideas<br />

). — No R. Negro.<br />

CATTLEYA LUTEOLA Lindl. —<br />

Flôres de côr amarello esverdeado e amarello<br />

alaranjado, <strong>com</strong> maculas e estrias purpureas.—<br />

• Na Ilha de Marajó.<br />

CATASETUM — Grande numero de especies de<br />

flôres curiosas, muitas vezes perfumadas:


356 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />

CATASETUM SACCATÜM Lindl.<br />

Flores grandes, aromaticas, de formas exquesitas.<br />

CATASETUM ALBUM VIRIDIS Bar. Rodr.<br />

( Na Ilha de Marajó.)<br />

CATASETUM CILIATUM Barb. Rodr.<br />

Epiphyta; flores pequenas, amarelladas e brancas<br />

<strong>com</strong> listras transversaes.<br />

CATASETUM DISCOLOR Lindl.—<br />

Flores verde-pallido e castanho escuro.<br />

CATASETUM GNOMUS Lindl. —<br />

Epiphyta. — Flôres verde-pallido <strong>com</strong> punctuações<br />

purpureas.<br />

CATASETUM LEMOSII Rolfe.<br />

Terrestre.<br />

CATASETUM CHRISTYANUM Rchb. f. —<br />

Flôres verde-amarelladas; muito ornamental.<br />

CATASETUM FIMBRIATUM Lindl.<br />

Ornamental — nome vulgar : Colla de sapateiro.<br />

CATASETUM MACROCARPUM Rieh. -<br />

CVRTOPODIUM CRISTATUM Lindl.-Especie menor,<br />

terrestre, dos planaltos seccos (Serra de Itauajury) e<br />

nos campos (Almeirim) — Flôres amarellas <strong>com</strong> pétalas<br />

crespas, conservando-se mais de um mez.<br />

CYRTOPODIUM<br />

Grandes folhas c forte espiga de flôres de mais 1 m.<br />

de alto.<br />

CHITAS — (no sul) — .... Genero ONCIDIUM:<br />

ONCIDIUM BAUER 1 Lindl., = ONCIDIUM AL-


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

357<br />

Flores amarellas muito numerosas, formando<br />

grandes ramalhetes em hastes <strong>com</strong>pridas de 1<br />

m. até 2 m.<br />

Epiphyta. mas vive bem r.a terra.<br />

ONCID1UM CEBOLETA Swartz. — Em Marajó.<br />

Rabo de tatá, no Ceará — Flores em agosto.<br />

ONCIDIUM IRIDIFOLIUM H. B. K. - Bonitas<br />

flores amarellas.<br />

ONCIDIUM LANCEANUM Lindl.<br />

Vulg. Orelha de burro. — Epiphyta, na matta<br />

grande de T. f. — Espigas grossas de lindas<br />

flores roxas, pintadinhas de castanho, conscrvando-se<br />

de 20 a 25 dias — Perfume delicado.<br />

Loc. — R. Branco de Óbidos. — Bragança —<br />

Rio Tapajóz.<br />

ONCIDIUM PHYMATOCHILUM Lindl.<br />

GALEANDRA :<br />

GALEANDRA DEVONIANA Schomb.—<br />

Flores tubulares, côr rósea, riscadas, pouco vistosas,<br />

mas de um perfume penetrante. — Epiphyta.<br />

Loc." — R. Jamundá — R. Negro. —<br />

GALEANDRA JUNCEA Lindl.<br />

Terrestre. — Loc. — Campos de Almeirim.<br />

GOGO de GUARIBA — Gen. CORYANTHES.(Estuario).<br />

HA BEN A RIA PAUCIFLORA Reichb. f. —<br />

Terrestre. — Loc. — Nos campos de Almeirim e de Arolos.<br />

JONOPSIS PANICULATA Lindl. -<br />

Graciosas paniculas de flores pequenas, leves, elegantes,<br />

côr roxo, até roxo lilaz. — Epiphyta.<br />

Loc. — Abundante no R. Cuminá-mirim.


358 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

MAXILLARIA RUFESCENS Lind.<br />

Epiphvta — As raizes são munidas de longos espinhos.<br />

POGOXIA RÓSEA Reichb. —<br />

Loc. — Nos campos do Jaramacarú ( R. Ariramba.)<br />

RODRIGUESIA SECUNDA.-<br />

De pequenas dimensões; cachos de pequenas flores côr<br />

de rosa. '<br />

Loc.— Apparece <strong>com</strong> frequência nas arvores dos jardins;<br />

<strong>com</strong>mum nas mangueiras de Belem.<br />

SAPATO de VÉNUS— STANHOPEA EBÚRNEA<br />

Lindl.<br />

Flores grandes, branco de marfim, esplendidas, conservando-se<br />

somente até a fecundação.<br />

SCHOMBURGKIA CRISPA Lindl. —<br />

Numerosas paniculas de flores amarellas, crespas.<br />

SOBRALIA ROXA —<br />

Grandes e bonitas flores roxas, não se conservando<br />

mais de um dia e nascendo isoladas.<br />

SPIRANTHES ACAULIS Cogn. —<br />

HAB.— Terrestre.<br />

Loc.— Mazagão.<br />

SUMARÉ — CYRTOPODIUM ANDERSONII R. Br.e<br />

CYRTOPODIUM PUNCTATUM Lindl. -<br />

Com os pseudo-bolbos prepara-se uma colla.<br />

TRICHOCENTRUM TIGRINUM Lindl. -<br />

Loc. — No R. Maracá.<br />

PARATURÀ- (?) REMIREA MARÍTIMA Aubl. (Cvperaceas).<br />

•<br />

(PI. h. rasteira). —<br />

Svx. - Barba de boi.<br />

Med. pop. — Raizes aromaticas que dão sobre a língua


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

359<br />

uma impressão picante e agradavel. — A infusão da raiz é<br />

sudorífica e diurética — O cozimento da raiz cura as gonorrheas.<br />

PAR ATURA— v. CAPIM da PRAIA. — SPART1NA<br />

BRASILIENSE Raddi (Gramíneas).<br />

PARICA — (Rio Trombetas) — SCHIZOLOBIUM<br />

AMAZONICUM (Hub ) Ducke (Lcgum. caesalp.).<br />

(A. g.). — Vizinho do "Bacurubú" de Rio de Janeiro<br />

(Schizolobium excelsum Vogel.).<br />

HAB. — Na T. f.<br />

Loc. — Alcobaça — Altamira — Itaituba — Monte-<br />

Alegre — R. Branco de Óbidos — L. Salgado (do Cuminá ).<br />

CAR. — Tronco direito, alto ; folhas enormes.<br />

Mad. — Molle, leve, branca, para canoas, forros, phosphoros<br />

e papel.<br />

PARICÀ BRANCO — ACACIA POLYPHYLLA DC.<br />

(Leg. mim ).<br />

SVN. — Paricárana de espinhos — Espinheiro preto<br />

i Monte Alegre).<br />

(A. m.) —IIAB.- Commum nas varzeas argillosas das<br />

margens do Amazonas e de alguns aflluentes — Encontra-se<br />

também na T. f. argillosa.<br />

Loc. — B. Amazonas — B. R. Trombetas — Santarém<br />

— M. R. Tapajoz — M. R. Xingú — M. R. Tocantins<br />

— Rio Negro.<br />

Mad.— Pardo-amarellado, grão fino; cheiro nauseabundo<br />

de bacalhau, quando húmido. — D =0,24.<br />

Para obras internas e marcenaria.<br />

Ind. — Para papel: rendimento cm cellulose, 39 %<br />

(A. Bastos —xM. C. P.).<br />

A casca contem tanninos: 8,9 °/o (E. Serfaty — M. C. P.).<br />

PARICÀ BRANCO — (Santarém) — v. PARICA da<br />

T. f. (Piptadenia suaveolens ).<br />

PARICA de CORTUME — v. PARICA da T. f. (Piptadenia<br />

peregrina.)<br />

PARICÀ de ESPONJAS — (Óbidos—Belem) — PAR-<br />

KIA ULEI (Harms) Kuhlm. (Leg. mim.).<br />

SYN. — Esponjeira (Almeirim).


360 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

g.) HAB.- Frequente em matta não inundada<br />

<strong>com</strong> solo arenoso. .<br />

CAR. — Flores brancas virando ao amarello, cheirosas<br />

— Vagens avermelhadas.<br />

Mad. — Quasi que não tem alburno; o cerne é amarello-castanho<br />

claro, duro, de fibras grossas.<br />

PARICÀ GRANDE da T. f. — ( Óbidos — M. R. Trombetas)—FARKIA<br />

MULTIJUGA Benth. (Leg. mim ).<br />

( A. g.) — HAB. — Matta grande da T. f. e da V.. no<br />

estuário e parte occidental da bacia ( muito frequente no Solimões);<br />

somente na T. f. ao norte de Óbidos.<br />

CAR. — Folhas muito grandes — Flores brancas.<br />

Mad. — Dureza media.<br />

PARICÀ GRANDE da T. f. — (Óbidos) — PIPTADE-<br />

NIA SUAVEOLENS Miq. (Leg. mim.).<br />

SYX. — Paricd branco (Santarém) — Paricachy (Santarém)<br />

— Timbô da matta — limbô-uba — Timborana<br />

(Belem).<br />

. (A. G.) — HAB.- Na T. f.<br />

Mad. — Vermelha e forte.<br />

Ind. — A casca contem tannino e é pouco colorada.<br />

PARICÀ GRANDE da V. — (B. Amazonas)—PITHECO-<br />

LOBIUM NIOPOIDES Benth. (Leg. mim.).<br />

SYX. — Pari car ana ( B. Amazonas — Óbidos ) — Mapaxiquy<br />

(Monte Alegre).<br />

(A. G.) — HAB.- Muito frequente nas varzeas da parte<br />

occidental do B. Amazonas paraense, nos cacauaes.<br />

CAR. — Casca lisa, côr ferruginosa ou esbranquiçada<br />

(quando velha) — Tronco relativamente curto, mas galhos<br />

muito <strong>com</strong>pridos, dispostos quasi verticalmente. — Flores em<br />

janeiro-fevereiro.<br />

Mad. — Branco-amarellado; grão grosseiro; fibrosa.<br />

"" (X / / •<br />

— Para papel: <strong>com</strong>pr. das fibras, 1,43 - diam.,<br />

0,018. (A. Bastos — M. C. P.).<br />

^OTKT P WÍ C 4í! a T ; f - - (Óbidos)— PIPTADENIA PERE-<br />

GRINA (L.) Benth. ( Leg mim.).<br />

y Par Í C(i dc cor/ume — Angico (dos Cearenses)<br />

— Aiopó (Alto Amazonas).


ARVORES E PLANTAS (JTELS 361<br />

(A. m. ). - HAU.- Em regiões de campos não inundados.<br />

Loc. — Cametá - Almeirim — Monte Alegre — Santarém<br />

— Ciçatanduba (Óbidos) — Ilhas no campo de Macapá.<br />

Mad. — Castánho-vermelho, fibrosa, grfto grosseiro. —<br />

D. = 0,95.<br />

frui. — Da cíisca exsuda uma gomma parecida <strong>com</strong> a<br />

gomma arabica. A casca é rica em tanninos, bôa para a<br />

industria do cortume — tanninos na casca, 16, 4 o/0 nas<br />

folhas 11, 7 o/o (E. Serfaty — M. C. P.).<br />

Me d. f)Of>. — A gomma é um poderoso bechico ( contra<br />

resfriamentos, bronchites, pneumonias. ). — As cascas são<br />

usadas nas dysenterias e contra as hemorrhagias uterinas. —<br />

Com as sementes, os índios fabricam uma sorte de rapé, o<br />

niopô: as sementes são seccas ao sol e trituradas; o pó<br />

soprado nas ventas produz uma excitação muito grande, loquacidade,<br />

cantos, gritos, saltos.<br />

PARICACHY — (Serra de Santarém) — v. PARICÀ da<br />

T. f. (Piptadenia suaveolens).<br />

PARICÀ-RANA — (B. Amazonas)— v. PA RICA GR AN -<br />

DE da V.—<br />

PARICÀ-RANA — (Tonantins — Solimões) — PIPTA-<br />

DENIA OP ACI FOLIA Ducke ( Leg. mim.).<br />

PARICÀ-RANA de ESPINHOS — (B. Amazonas) —<br />

v. PARICA* BRANCO.—<br />

PARICÀ-RANA — (Pará) — v. BARBATIMÃO.<br />

PARICAZINHO — (Óbidos) — A ESCH V N OME N E<br />

S E N SITI V* A S\v. ( Leg. pap. hedysar.).<br />

(a. p.—até 3 m de alt. e 30 cm. de circumf. na base<br />

do tronco).<br />

Svx.— Cortiça— Corticeira do campo (Marajó—Beiern).<br />

HAB.—Nos terrenos pantanosos abertos e nas margens<br />

dos lagos.<br />

Ind.— As hastes, debaixo de um epiderme delgado, de<br />

côr parda, tem uma contextura suberosa, analoga a da medulla<br />

de sabugueiro, mas mais fina e mais rigida; a massa


362 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

cellulosica é de um branco puro. — Podem ser utilisadas<br />

para as preparações entomologicas, para bóias, salva-vidas,<br />

<strong>com</strong>o isolador thermico, em razão da sua pouca conductibilidade.<br />

No B. Amaz. a época mais favoravel para a colheita<br />

é em março.<br />

Na China, a Aesch. paludosa serve para preparar<br />

o papel chamado 11 de arroz<br />

Na índia, a AcscJi. aspera 6 utilisada para material<br />

de pescaria, <strong>com</strong>o isolante e para a fabricação de<br />

brinquedos.<br />

Na Indo-China, as Aesch. aspera e Aesc/i. indica<br />

servem para a fabricação de chapéus coloniaes.<br />

PARICAZINHO — (Macapá) — v. PAO de CANDEIA<br />

— PLATHYMENIA RETICÜLATA Benth. (Leg. mim.).<br />

PATIIXARI. — PARINARIUM BRACHYSTACHYÜM<br />

Benth (Rosaceas).<br />

(A. m.) —HAB.- Frequente nas margens de lagos e<br />

rios.<br />

PARINARI — (Gurupá e Almeirim) — v. PAJURA da<br />

MATTA —<br />

PARINARI — (Belem) — PARINARIUM RODOLPHI<br />

Hub. (Rosaceas).<br />

SVN. - Paranaw — Farinha secca.<br />

(A. G.) - HAB.- Na T. f. de Belem e E. de F. de Br.<br />

— R. Tocantins ( Alcobaça).<br />

CAR.—Fructos menores do que o pajard da inatta<br />

(6-7 cm./3-4 cm.); caroço áspero mas não sulcado.—Fructos<br />

muito duros e <strong>com</strong>pactos.— Não <strong>com</strong>estíveis.<br />

Ind.— A casca exterior desta arvore é utilisada pelas<br />

formigas tracads para fazer ninhos que se parecem <strong>com</strong><br />

isca; estes ninhos são muito abundantes no Solimõcs e são<br />

procurados pelos índios.<br />

PARINARI — (E. do Amazonas) — COUEP1A CRY-<br />

SOCALYX Benth. (Rosaceas).<br />

Svx. - Parinary - Paracari — Paranary<br />

( A. m.). — HAB.- No Alto Amazonas.<br />

Ahni— Fructos <strong>com</strong>estíveis, do tamanho dos de umarv.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 363<br />

PARIPAROBA — V. CAAPEUA.—<br />

PARIRI — (Pará e Amazonas; — LUCUMA «PARIRY<br />

Ducke (Sapotaceas).<br />

SYN. — Fructão ( Rio Tocantins ).<br />

(A. g.) — HAB.- Matta grande da T. f. argillosa e<br />

fértil — Cultivado nas restingas argillosas das varzeas do<br />

Baixo Amazonas.<br />

Loc.—R. Tocantins—R. Xingú — R. Branco de Óbidos<br />

— R. Madeira - R. Punis — R. .luruá.<br />

Alim. — Fructo <strong>com</strong>estível — ovoide, verde, da grossura<br />

de uma bella laranja, carnudo; a polpa, quasi branca,<br />

vira ao violáceo na luz — é muito acida, mas, addicionada<br />

de assucar, torna-se saborosa.<br />

Em Óbidos, os fructos são maduros de fevereiro até<br />

abril. — Dizem que o " pariri" leva cerca de 60 annos para<br />

fructificar (>).<br />

PARIRYSINHO — (R. Tapajoz) — ISCHNOSIPHON<br />

SURINAMENSTS (Miquel) Koernicke (Marantaceas).<br />

PARIRY — (Belem) — v. CARAJURlí.— .<br />

PARIRY — (Amazonas) — CALATHEA sp. (Marantaceas<br />

).<br />

CAR. — Especie de 41 arumá<br />

PARREIRA BRAVA — (Marajó) — CHONDRODEN-<br />

DRON 'FOMENTOSUM R. e P. (Menispermaceas).<br />

(Cipó). -<br />

Meà. — ( raiz e caule) —Diurético, emmenagogo e febrífugo.—Internamente,<br />

na hydropisia e nas areias; externamente,<br />

<strong>com</strong>o resolutivo nas orchites chronicas e nas contusões<br />

-Contem um acaloide: a Beberina (Fluckiger ),<br />

<strong>com</strong>o a abutua.<br />

PARREIRA BRAVA — (Marajó) — CISSAMPELOS<br />

A R R EIR A L. (Menispermaceas).<br />

rcipó).-<br />

Svx. — Abutua — Butua — Caápcba<br />

Loc. — Dunas de Marajó.


398 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />

Jiled. — Raiz tônica, amarga, febrífuga, diurético poderoso<br />

(cálculos renacs, gotta) — Util na hydropisia, na falta<br />

de menstryos.—Contem um alcalóide: a Pelosina (Wiggers<br />

— 1840), idêntica a Bcberina ou Nrctandrina (Maclagan—<br />

1845) do Louro bibirú, <strong>com</strong> propriedades analogas ás da<br />

quinina.<br />

PARREIRA BRAVA — v. ABÜTUA (Abutua concolor<br />

Poepp.—<br />

PARREIRA BRAVA branca —(?) CISSAMPELOS TO-<br />

NI ENTOSA Vell (Menispermacêas).<br />

(Cipó). —<br />

SYN. — Fani.<br />

Med. — Toxica; affirmam que entra na <strong>com</strong>posição do<br />

curare (haste e raiz).<br />

PARREIRA VERDADEIRA —VITIS VIXIFERA L.<br />

( Ampelideas). — Origin. da Asia meridional.<br />

Cultivada nos jardins. — Dá em qualquer época do<br />

anno; cachos maduros tres mezes depois da poda — Fructos<br />

muito azedos em tempo de chuvas, doces e perfumados na<br />

estação secca. —<br />

PARTASANA — (Marajó) —TYPHA DOMINGENSIS<br />

Pers. (Tvphaceas).<br />

PI. h. até 3 m.). — Nas baixas atolentas.<br />

SYN. — Tabita ( no Sul ) — Buli rush (íngl.).<br />

Ind.— Fornece material para esteiras, obras trançadas<br />

diversas — cellulose para papel. O pollen é succedaneo do<br />

lycopodio.<br />

Al int. — Rhizoma alimentar.<br />

PAR URU - v. ACHUÀ (Saccoglottis guyanensis Benth.).<br />

PATAQUÊRA — (Macapá)—HYPTIS a ff. SÜAVEO-<br />

LENS (L.) Poit. (Labiadas).<br />

(PI. h.).—H AB.- Em logares abertos e muito seccos.<br />

Jc X T> AQ V ÊRA - (Marajó) - CONOBEA SCOPARI-<br />

OIDhS Benth. (Scrophulariaceas).<br />

SYN. — Vassourinha do brejo.


Palm. Mi ri (y ( Mauritia flexuosa)


ARVORES E PLANTAS (JTELS 365<br />

(PI. h. — 0m60 ).— HAB - Hcrva aromatica que se encontra<br />

nas aguas dos riachos.<br />

CAR. — Cheiro penetrante.<br />

Mcd pop. — Ke<strong>com</strong>mendada contra o beri-beri.<br />

PATAQUERA — (Marajó) — CONOBEA AQUATIÇA<br />

Aubl. (Scrophulariaceas ).<br />

Svx.— Vassourinha d'agua.<br />

(PI. h.) — HAB.- Nas aguas dos riachos.<br />

Med. pop.— Excitante, aromatica (em banhos).<br />

PATCHOLI — (Marajó) — ANDROPOGON SOUAR-<br />

ROSUS L. f. (Gramíneas) = ANDROPOGON MURICA-<br />

TUS Retz.<br />

(PI. h. de 1 m. a lm.50).— Origin. da índia.—Cultivado.<br />

Svx.— Vetiver.<br />

Ind. — A raiz. fortemente aromatica, colloca-se nas gavetas<br />

para perfumar a roupa e afugentar os insectos.—<br />

As folhas podem servir para cobrir as casas.—Com a raiz<br />

fazem-se escovas e tapetes perfumados.— Com as folhas fabricam<br />

também solidos chapéus.<br />

Mcd. pop.— Infusão contra hysteria, enxaqueca — carminativo<br />

energico.<br />

PATUQUIRY — (Santarém) — v. LOURO FAIA.—<br />

PAXIUBA-RANA — v. ANANY da T. f.—<br />

PAXIUBA-RANA — TOVOMITA TRIFLORA Hub.<br />

(Guttiferaceas).<br />

Loc.— Gurupá.<br />

Mad.— Madeira para obras internas— carvão, lenha.<br />

PAXIUBA-RANA miúda — v. MANGUERANA.—<br />

PÊ de BOI - (Óbidos) — BAUHINIA MACROSTA-<br />

LH\A Benth. (Legum. caes.).<br />

JA. p.) —Capoeiras de T. f. e margem de campos da<br />

1. f. — Frequente em todo o E. do Pará — Invade, ás<br />

v ezcs. os campos artificiaes, prejudicando a pastagem.<br />

Svx. — Mo ró ró ( Ceará).


366 A A.MAZOXIA BRASILEIRA<br />

Loc — Caopos do Matapi e do Mariapixy — Alcobaça<br />

— Porto de Moz — Almeirim - Monte Alegre— Santarém<br />

— Óbidos - Faro - M. R. Xingu - M. R. 1 apajós.<br />

Mad. _ Excellente madeira para bengalas flexíveis e<br />

muito resistentes. — Madeira amarello-castanho, dura. grilo<br />

fino, fibras flexíveis e resistentes, tanto no alburno <strong>com</strong>o no<br />

cerne pouco desenvolvido. — D = 1,03.<br />

Casca fibrosa.<br />

PE de BOI - (Oriximiná) -BAUHIXIA BICUSPIDA-<br />

TA Benth. (Legum. caes.).<br />

( a ). — Raro.<br />

PÊ de CABRA — v. SALSA da PRAIA.—<br />

PÊ de GALLINHA — (Marajó) — v. CAPIM PE de<br />

GALLI NHA.<br />

PEDERNEIRA — (Belem) — ?<br />

Mad. — Amarei la—para moveis, construcçòes, dormentes.<br />

PEDRA-HUME-CAÀ — MYRCIA SPHAEROCARPA<br />

DC. (Myrtaccas).<br />

(a. p.) — HAB.- Campos seccos e capoeiras na areia<br />

secca.<br />

Loc.— Monte Alegre — Óbidos — Marajó.<br />

CAR. — Toda a planta é fortemente adstringente.<br />

J/ed.— Raiz c folhas — A decocçào das folhas é soberana<br />

contra o diabetes (10 folhas num 1/2 1. d'agua, tomado<br />

em 3 vezes por dia) — O principio activo é um alcalóide:<br />

a Myrcina (D. Cl. Martins, 1929 — M. C. P.). - Util<br />

também nas diarrheas, enterites, hemorrhagias, cholerina,<br />

aphtas.<br />

PEDREIRA — :><br />

•<br />

PEGA PINTO -BOERHAYIA PAXICÜLATA Rich.<br />

— V. SOLIDONIA.—<br />

PENNACHO - (Marajó) - PAXICUM CA1EXXEN-<br />

Lam. (Gramíneas)


ARVORES E PLANTAS (JTELS 357<br />

(PI- h. de 1 m30). — Hab.- Nos montículos dos campos<br />

altos.<br />

PENTE DE MACACO — APEIBA TIBOURBOU Aubl.<br />

(Tiliaceas).<br />

Svx. -Pão de jangadas—Bois de mèche (G. fr.)~<br />

Cortiça.<br />

(A. m. ou p.)—HAB.- Commum nas capoeiras de T. f.<br />

CAR.— Fructo: capsula coriacea, larga <strong>com</strong>o a palma<br />

da mão, redonda, achatada, erriçada de pontas molles, esverdeadas,<br />

sendo mais <strong>com</strong>pridas as da circumferencia.'<br />

Mad.— Branco-pardo, muito leve, utilisada para ianíradas.<br />

_ D = 0,18 a 0,26. J *<br />

Para papel: Comprim. das fibras, 1,32 —diam. 0,018.<br />

(Benj. Cordeiro — M. C. P.).<br />

PENTE DE MACACO — APEIBA PETOUMOU Aubl.<br />

(Tiliaceas).<br />

< A. g. \<br />

Loc.— Rio Mapuera e alto R. Negro.<br />

CAR.— Fructo: capsula coriacea, redonda, <strong>com</strong>primida,<br />

erriçada de pontas densas, delgadas, flexíveis, lenhosas, recurvadas,<br />

de 4 a 5 cm. de <strong>com</strong>pr.<br />

Mad.— Leve e branca.<br />

PENTE DE MACACO— APEIBA MACROPETALA<br />

Ducke (Tiliaceas).<br />

Svx.— Pente de macaco preto (R. Tapajoz).<br />

(A. g.) — HAB.- Na matta grande não inundavel.— Especie<br />

vizinha da precedente, bastante frequente no E. do<br />

Pará.<br />

CAR.— Fructos e folhas parecidos <strong>com</strong> a Ap. petomou.<br />

PENTE DE MACACO — APEIBA ASPERA Aubl. (Tiliaceas<br />

).<br />

(A. g ) — Loc.- Frequente no alto Amazonas.<br />

CAR.—Fructo: Capsula da largura da mão, castanhoescuro,<br />

coriacea, coberta de pequenas pontas rombas.<br />

Mad.— Madeira branca e leve.<br />

Ind.— A casca dá bôa envira.<br />

PEPALANTIIO—(Marajó)— PAEPALANTHUS e<br />

SYNGONANTHUS, esp. div. (Eriocaulaceas ).


368 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

H \B> — Nos terrenos consistentes encharcados. — O<br />

nome pepalanthotirado do nome scientihco foi, á falta<br />

de outro, adoptado por alguns fazendeiros. de .1. Huber».<br />

( PI. h. peq.). — CAR.- Flores graciosas.<br />

PEPINO — CUCUMIS SATIVUS L. ( Cucurbitaceas).<br />

— Origin. do N. W. da índia.<br />

(PI. h. rasteira).—Cultivado.<br />

Alim. — O fructo é um legume sem valor nutritivo,<br />

<strong>com</strong>e-se crú, em salada; quando muito novo, nfto. desenvolvido,<br />

ú utilisado para preparar conserva no vinagre.<br />

PEPINO do MATTO — AM BELA NI A TENUIFLORA<br />

Mui). Arg. (Apocynaceas).<br />

Svx. — Molongô (Gurupá — Breves).<br />

(a. ou A. p. i — HAB.- Na matta grande de T. f., em<br />

todo o E. do Pará.<br />

Loc. — Belem — Breves — Bragança — Óbidos.<br />

Alim. — Fructo da forma e do tamanho de um pepino,<br />

amarello, carnudo; toda a massa contem um succo leitoso<br />

e viscoso; a polpa é doce e um pouco acida — Comestível<br />

— Deve se tirar a pelle e deixar o fructo macerar um momento<br />

n'agua antes de <strong>com</strong>el o; também costuma-se batel-o<br />

<strong>com</strong> um páosinho para fazer sahir o leite.<br />

Meã. pop. — O fructo passa por ser aproveitável contra<br />

a tosse.<br />

PEREIORA — v. CASCA PRECIOSA.—<br />

PEREIRA — (Gurup* ) — v. AC AR I RAN A.—<br />

PERILLA — PERILLA OCIMOIDE (Labiadas) - Origin.<br />

da China.<br />

( PI. h.). —Cultivada.<br />

Oni. — Bonitas folhas avelludadas, de côr castanhoavermelhado<br />

<strong>com</strong> reHexos arroxeados, manchadas de verde,<br />

na face superior; vermelho violáceo claro na face inferior.<br />

PERIPAROBA — v. CAAPEUA.—<br />

PERIPOMONGO — v. CAPIM CENEUAUA.— #<br />

r-x,>M E v R l Qt : lTEmA(loIGAPO -BUCHENAYIA OXY-<br />

CAKPA.Eichl {Combretaceas).


ARVORES E PLANTAS (JTELS 369<br />

( A. m. - Nas varzeas da beira dos rios e dos igapós.<br />

Loc. — Prainha — Almeirim - R. Jamundá.<br />

CAR. — Copa larga.<br />

PERIQUITEIRA do CAMPO — COCHLOSPERMUM<br />

INSIGNE S. Hil. ( Bixaceas).<br />

SYN.— Algodão do campo.<br />

( A m. ou a.) — HAB.- NOS campos altos.<br />

CAR.— Flores grandes, amarellas.<br />

Mcd. pop.— \ casca ú reputada maturativa (contusões,<br />

abcessos \<br />

PERIQUITEIRA grande da T. f. — COCHLOSPER-<br />

MUM ORINOCENSE (H. B. K.) Steud. (Bixaceas).<br />

SYX. - Algodão bravo — Botuto — Pacoté ( R. Tapajoz >.<br />

(A. m.) —HAB.- Nas capoeiras velhas, em T. f.<br />

Loc. — Óbidos — Faro — Bragança — Gurupá — Manáos<br />

— Solimões.<br />

CAR.—Sementes em forma de helices cabelludas.—Flores<br />

grandes, amarellas. parecidas <strong>com</strong> as flores do algodoeiro.<br />

Mad.— Branca — D = 0,78.<br />

Mcd. pop.— A casca é usada contra as contusões.<br />

PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — TELANTHERA<br />

DENTATA Miq. (Amarantaceas).<br />

PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — BORRE R IA<br />

SCABIOSOIDES Ch. e Schl. < Rubiaceas >.<br />

PERPETUA do CAMPO — (Marajó) — KOLANDR A<br />

ARGENTE A Rottb. (Compostas).<br />

PERPETUA - (L. do Cuminá) - ALTERNANTHERA<br />

PARONYCHIOIDES S. Hil. (Amarantaceas).<br />

HAB.— Herva cobrindo largos trechos nas praias de<br />

lamas descobertas no verão.<br />

*<br />

PERPETUA da MATTA — (R. Tapajoz) — ALTER-<br />

NANTHERA BRASILIANA (L.) Kuntze (Amarantaceas).


370 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PERPETUA ROXA da MATTA — (R. Tapajoz) — CE-<br />

PHAELIS COLORATA Willd (Rubiaceas).<br />

SYN .—Couve do matto.<br />

PETUNIA — PETUNIA esp. div. (Solanaceas—<br />

Origin, da America do Sul.<br />

Orn.— PI. h cultivadas nos jardins; numerosas variedades<br />

<strong>com</strong> grandes flôres solitarias, brancas, roxas, etc.<br />

PEUA —( Marajó) —ANDROPOGON BREVIFOLIUS<br />

Sw. {Gramineas).<br />

(PI. h. 0m.80 a lm.60) —HAB.- NOS tesos e campos<br />

altos.<br />

Alim. anim.— Forragem regular.<br />

PHASEOLO — (Marajó) — PHASEOLUS SEMIE-<br />

RECTUS L. (Leg. phas.).<br />

CAR.-Flor roxo-avermelhado, em racimos de 10 a 14<br />

flôres.<br />

Alim. anim — Foragem má.—O nome de "phaseolo"<br />

foi adoptado por alguns fazendeiros, á falta de nome vulgar,<br />

para designar esta planta (Inform, de .1. Huber).<br />

PIÃO —.IATROPHA CURCAS L. (Euphorbiaceas).<br />

a. de 3m 50 a 4m.).<br />

SYN.— Pinhão de purga — Mandubiguaçú.<br />

Ind.— No E. do Amazonas, a seiva substitue o cumaté<br />

para preparar as cuias pretas.<br />

As amêndoas são oleaginosas: 26 a 40 °'o de oleo proprio<br />

para a fabricação de sabões duros.<br />

O oleo é preconisado para a destruição das baratas.<br />

Med. pop.— O latex é um bom hemostatico e ajuda a<br />

fechar e curar golpes.— O oleo é purgativo em dose fraca,<br />

drástico e venenoso em dose um pouco elevada; ú usado<br />

contra a hydropisia.<br />

PIÃO ROXO — JATROPHA GOSSYPIIFOLIA L. (Euphorbiaceas).<br />

.<br />

(a.).<br />

Med. pop.— Purgativo drástico e derivativo, contra as<br />

obstrucçôes abdommaes, a hydropisia e o rheumatismo.


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

PICHUNA — v. PIXUNA.—<br />

PIGAFETA — (Marajó) — SOE M M ER INGIA SEM<br />

PERFLORENS Mart. (Leg. pap. hedvs).<br />

(PI. h.- Om.ôO).<br />

Orn.— Planta vistosa dos campos altos húmidos.<br />

PIMENTA dc CACHORRO — v. HERVA MOURA —<br />

PIMENTA de GENTIO— v. ENVI RA — (Xylopia frutescens<br />

).<br />

PIMENTA MALAGUETA —CAPSICUM PENDULUM<br />

Yell. (Solanaceas).<br />

(a. p.).<br />

SVN\— Piment enragé ( G. fr. ).<br />

CAR.— Fructo fusiforme, de 1, 5 cm. de <strong>com</strong>prido, vermelho<br />

vivo quando maduro; succo muito acre.<br />

Alim.—\ï a pimenta mais empregada <strong>com</strong>o condimento.<br />

371<br />

PIMENTA do MATTO — v. CAAPEBA CHEIROSA.—<br />

PIMENTA dos NEGROS — XYLOPIA A ROM ATIÇA<br />

Baill. ( Anonaceas ).<br />

Loc. — Amazónia ( ? ).<br />

Ind. — A casca dá fibras e estopa.<br />

Meei. pop. — Sementes excitantes, diffusivas e carminativas.<br />

PIMENTA de RATO — V. HERVA MOURA.—<br />

PIMENTA do SERTÃO — V. ENVI RA BRANCA —<br />

PIMENTÃO —CAPSICUM ANNUUM L. (Solanaceas).<br />

(a. p.). — Diversas variedades; vulgarmente dividemse<br />

em doces e picantes.— O fructo é vermelho vivo quando<br />

madura; tem de 6-10 cm. de <strong>com</strong>primento e 4-6 de diam.<br />

SYN. — Qnvid - assú ( Em L. g.). ,<br />

-Alini.— Condimento e legume; <strong>com</strong>e-se verde, cru<br />

(em salada) ou frito, <strong>com</strong> a carna assada. — Excellente em<br />

conserva no vinagre.


372 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PIMENTEIRAS — Numerosas variedades do CAPSI-<br />

CUM BRAZILIANUM Clus. ( Solanaceas ).<br />

( a. p. ).<br />

SYN. — Quyiá ( na L. g.). „<br />

Aliítt. — Condimento.—Excitante do apparelho digestivo.<br />

Med. pop. — Estimulante ; usado contra a dyspepsia<br />

flatulenta — externamente <strong>com</strong>o revulsivo ( clysteres e sinapismos)<br />

nas congestões cerebraes, nas apoplexias, nas meningites.<br />

Principaes variedades :<br />

PIMENTA MALAGUÊTA.— Fructo pequeno, <strong>com</strong>prido<br />

( 1 cm. 5 ), côr vermelho vivo, muito forte.<br />

PIMENTA OLHO de PEIXE - de fructo pequeno,<br />

globuloso, vermelho, lustroso.<br />

PIMENTA de CHEIRO — um pouco alongado<br />

<strong>com</strong>o um pião, amarello, muito aromatica.<br />

PIMENTA JOSEPHA — roxa e, depois, vermelha,<br />

quando <strong>com</strong>pletamente madura, mais alongada<br />

ainda do que a pimenta de cheiro.<br />

PIMENTA MURUPV—<strong>com</strong>prida de 4 a 5 cm.,<br />

engilhada, amarella.<br />

PIMENTA MATA-FRADE — pequena, arredondada,<br />

violacea.<br />

PIMENTA CAMAPÚ — globosa, um pouco achatada,<br />

amarella.<br />

PIMENTA CAJÚRANA.<br />

PIMENTA CAÇARY.<br />

PIMENTA MURUCY.<br />

PIMENTA OLHO de POMBO.<br />

PIMENTA PACOVA.<br />

PIMENTA COMARIM (Capsicwn baccatum D.


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

PINDAHIBA — v. ENVIRA — (Xylopia frutescens ).<br />

PINDAHIBA preta — v. ENVIRA PRETA.—<br />

373<br />

PINDAHIBA de folha pequena — v. ENVIRA — ( Xylopia<br />

brasiliensis).<br />

PINDAHUBA. ou PINDA-UBA — v. ENVIRA — (Xylopia<br />

frutescens).<br />

PINHÃO de PURGA — v. PIÃO.—<br />

PINHA— v. ATA.—<br />

PINTADINHO — LICANIA, esp. div.<br />

(Rosaceas).<br />

(A. m. ou g.).<br />

Loc.—Belem — E. de F. de Br.<br />

Mad — Boa madeira — vermelha — para dormentes e<br />

construcções.— Para passagem de cachoeiras, os varejões<br />

de pintadinho são apreciados pela sua grande resistencia.<br />

PIPEROCA —CYPERUS SANGUINEO-FUSCUS<br />

Lindl. (Cyperaceas).<br />

( PI. h.) — Loc.- Amazônia (?).<br />

Med. pop.— A tintura do rhizoma 6 anti-febril (internamente<br />

e em fricções).<br />

PIPI — V. MUCURA-CAÁ.—<br />

PIQUlÁ — CARYOCAR VILLOSUM (Aubl.) Pers.<br />

(Caryocaraceas).<br />

SVX. — Pequed — Peked — Siiari — Bats souari (Ingl.)<br />

— Arbre à bcurre ( G. fr.).<br />

(A. G.). — HAB.- Em todo o E. do Pará e no E. do<br />

Amazonas, na matta virgem grande da terra firme.<br />

CAR. — È arvore cujo tronco attinge, ás vezes, enormes<br />

dimensões. — Flores amarello-claro, <strong>com</strong> longos estames<br />

d'um vermelho muito vivo.<br />

Mad. — Branco-pardacento clara, grão bastante grosseiro<br />

i»as <strong>com</strong>pacta e fibras entrelaçadas dando-lhe grande<br />

resistencia, dureza media — Muito estimada para segeria,<br />

construcçáo civil e naval (buchas de helices) dormentes.<br />

D = 0,82.


374 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Al int.— O fructo, da grossura de uma laranja grande,<br />

tem uma casca acinzentada, espessa e carnuda, analoga á<br />

casca verde da noz; esta casca envolve 1 a 4 bagas em<br />

forma de rim, <strong>com</strong>postas de uma polpa butyrosa amarella,<br />

de 3 a 10 mm. de espessura, adherente a um caroço lenhoso,<br />

muito duro, que contem uma amêndoa <strong>com</strong>estível excellentc.<br />

— A polpa, depois de cozida, é também <strong>com</strong>estível, bastante<br />

apreciada, ás vezes um pouco amarga. — A massa lenhosa<br />

do caroço é formada peia agglomeração de innumcros espinhos<br />

delgados e agudos, malmente soldados entre elles,<br />

<strong>com</strong> as pontas viradas para o centro, que o choque desaggrega<br />

e cujo contacto deve ser evitado quando quebra-se o<br />

fructo para extrahir a amêndoa.<br />

Da polpa extrahe-se 76 % de uma manteiga aproveitada<br />

na alimentação.<br />

htd. — As amêndoas contem 70 °/0 de uma banha branca,<br />

fina. — A casca da arvore contem 1,6 de tanninos ( E. Serfaty<br />

— M. C. P.). — A casca do fructo é rica em tanninos<br />

gaílicos e catechicos; 36 °/o do peso da casca fresca secca;<br />

pode substituir a noz de galha na preparação da tinta de<br />

escrever.<br />

PIQUIA-MARFIM — (Manáos)— ASPIDOSPERMA<br />

sp. (Apocynaceas ).<br />

(A. m. ou g.). — SVN.- Pão amarello (Manáos).<br />

PIQUIÁ-RANA da T í. — CARYOCAR GLABRUM<br />

( Aubl.) Pers. ( Caryocaraceas).<br />

SVN.— Saouari ( G. fr.).<br />

(A. g.). — HAB.- Na T. f. ou na V. alta.<br />

CAR. — Flores amarello-vivo <strong>com</strong> estames vermelhos.<br />

Do fructo, só a amêndoa é <strong>com</strong>estível.<br />

Mad — Castanho-amarellado, de fibras grossas, apparentes,<br />

onduladas — rígida, dureza media, rachando ditlicilmente;<br />

para marcenaria, dormentes, estacas.<br />

htd. — As amêndoas dão uma gordura branca.<br />

^ x i> P iíWí^"5 AI í A da varzea —CARYOCAR MICRO-<br />

ÇAR PLM Ducke (Caryocaraceas). .<br />

(A. m. ou p.). •<br />

HAB. — Muito frequente nas beiras inundadas dos riachos<br />

e rios menores. •<br />

\ r £ AR ' 7 Fructos Pequenos — Flores de cor desmaiada.<br />

AS tolhas tazem espuma quando esfregadas n'agua.


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

375<br />

Ind. — As folhas e o pericarpo dos fructos contem<br />

saponina; servem para "tinguijar" peixe e para lavar<br />

roupa.<br />

PIRANGA— v. CARAJURU.—<br />

PIRANHEIRA — PIRANHEA TRIFOLIATA Baill.<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(A. g.).<br />

HAB. — Muito frequente cm toda a Amazônia ( B. Amazonas<br />

até o R. Acre ), em mattas de varzeas inundadas argillosas.<br />

Mad. — Duas variedades: a preta e a branca; a madeira<br />

da primeira é pardo-escuro; a da segunda é pardoamarellado<br />

claro. A preta é a mais estimada. — Imputrescivel;<br />

excellente para estacas e dormentes. — D. = 0,94.<br />

Na agua, a madeira da piranheira endurece e torna-se<br />

perigosa para a navegação, os troncos encalhados no fundo<br />

do rio perfurando facilmente o casco das embarcações.<br />

PIRÁ-UCHY — (R. Tapajoz) — COUEPIA PARAEN-<br />

SIS Benth. (Rosaceas).<br />

PIRIMEMBECA — (Pará) — v. CANARANA RASTEIRA.<br />

PIRIPIRIOCA —KILLINGIA ( Cvperaceas).<br />

(PI. h.).<br />

In d. — Raiz aromatica empregada pelas lavadeiras para<br />

perfumar a roupa. — O pó para perfumar o cabello.<br />

Mcd. pop.— O cozimento da raiz é febrífugo (em<br />

banhos).<br />

PIRIRI — 7. CANUDO de PITO.—<br />

PIRY— (Marajó) — v. TABUA.—<br />

PIRY — (Marajó) — v. CAPIM de BOLOTA.—<br />

PITAICA do CAMPO — v. MUIRACUTACA —<br />

PITAICA da T. f. — SWARTZIA PLATYGYNE<br />

Ducke ( Leg. mim.).<br />

(A. G.) — HAB.- Na T. f.


376 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Loc.- Gurupá - Ilhas altas de Breves — M. R. I apajoz.<br />

CAR.—Tronco profundamente sulcado.<br />

Mad.- Branca, de dureza media.<br />

PITAICA da V.—(Estuário)— v. MUIRACUTACA.—<br />

PITANGA — STENOCALYX MICHELII Berg. (Myrtaceas),<br />

= EUGENIA MICHELII Aubl.<br />

( a. g. ou A. p. ) — Cultivada.<br />

SYN.— Cerise carrée ou Cerise de Layenne (G. tr. ).<br />

CAR — Flores brancas, muito cheirosas. — Fructo : baga<br />

espherica achatada, <strong>com</strong> 3 a 10 quinas salientes, de um vermelho<br />

vivo. -<br />

Alim.— Fructo <strong>com</strong>estível, assucarado e acidulo, aromatico,<br />

muito agradavel, proprio para doce de calda, gelea,<br />

xaropes, sorvetes.<br />

Med. pop.— Folhas adstringentes, aromaticas, balsamicas<br />

e antirheumaticas; a infusão dá bons resultados contra<br />

as febres terçás da infancia.<br />

PITANGA da MATTA — (Obtóos) — STENOCALYX<br />

(Myrtaceas).<br />

( A. p. ou m. ) — HAB. — Na matta de logares altos.<br />

Loc.— Óbidos — Cuminá-mirim — R. Branco de Óbidos.<br />

Alim.— Fructos amarellos, mais doces do que os da<br />

Pitanga vermelha.<br />

PITEIRA - FOURCROYA GIGANTEA Vent. ( Amarvllidaceas<br />

).<br />

( PI. h. ) — Origin. do Mexico ou das Antilhas; cultivada.<br />

Svx. — Piteira fedorenta — Piteira da terra — Caro ata<br />

— Caragoatd — Crauatd — Aloés vert (Fr. > — Bois chandelle<br />

ou B. de mèche ( G. fr. ) — Green aloe ( Ingl. ).<br />

CAR.—Quasi acaule.—Folhas coriaceas, convexas, terminadas<br />

por uma ponta e margens m. ou m. aculeadas.<br />

bld.— O pedunculo floral secco, de 4 a 8 m. de <strong>com</strong>prido,<br />

substitue a cortiça para collecções de insectos e dá<br />

bons afiadores de navalhas.<br />

As folhas longas de 1 a 2 m. fornecem fibras fortes<br />

para cordas (resistem a acçào da agua do mar), pincéis,<br />

escovas ( Chanvre de Maurice ).<br />

As folhas verdes contem saponina e, contusas. servem<br />

para tinguijar peixe. - Usam também para lavagem de<br />

roupa. 1 °


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 377<br />

M —.i<br />

Mcd. pop. — As folhas silo toxicas —- O cozimento emprega-se<br />

em banhos, <strong>com</strong>o insecticida, para os animaes.<br />

Externamente, as folhas (decocto.) são utilisadas contra<br />

o rheumatismo gotoso e as paralysias. — O extracto alcoolico<br />

das folhas é re<strong>com</strong>mendado <strong>com</strong>o diurético nas hvdropisias.<br />

— O succo da planta limpa as feridas purulentas,<br />

dá brilho aos cabellos e evita a sua queda.<br />

PITOMBA — (Marajó) — SIMARUBA VERSICOLOR<br />

S. Hil. ( Simarubaceas)<br />

( A. p. ).<br />

Svx. — Pdo parahyba.<br />

Mcd. pop. — Casca e fructos amargos, tonicos e febrífugos.<br />

PITOMBA— (Marajó) — TALÍSIA CERASINA Rad.<br />

(Sapindaceas ).<br />

(A. p ) — HAB.- Na varzea.<br />

Ma d. — Branca, rachando facilmente mas flexível, procurada<br />

especialmente para fabricar palitos de dentes.<br />

PITOMBA — v. CAJU-RANA ( Simaba guianensis).<br />

P1TOMBARANA — PSEUDIMA FRUTESCENS (Aublj<br />

Radlkofer (Sapindaceas).<br />

Loc. — R. Tapajoz.<br />

PITOMBEIRA — TALISIA ESCULENTA Rad. (Sapindaceas<br />

).<br />

(A. p.).<br />

SYN. — Olho de boi.<br />

HAB.— No meio norte— Cultivada no E. do Pará<br />

( Bragança).<br />

Aliai. — O arillo das sementes é doce e abundante,<br />

muito apreciado.<br />

Med. pop. — O caroço é muito adstrigente e utilisado<br />

contra a diarrhea chronica.<br />

WXUNA — (Marajó) - EUGENIA GLOMER ATA<br />

Spring. (Myrtaceas).<br />

( A» P- )•<br />

Mad.— Para pequenas obras, moiròes.-Carvào e lenha.


378 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PIXUNA- (Óbidos) -COCCOLOBA PIXUNA Hub.<br />

(Polygonaceas ).<br />

SYN.— Apixuna. .<br />

( A. p.)—HAB.- Frequente nas mattas da varzea do<br />

Amazonas. ..<br />

Alim — Fruetos pequenos, vermelho-escuro, quasi pretos,<br />

azedos mas saborosos. — (Maduros em Dezembro).<br />

PIXUNEIRARANA — (R. Tapajoz) — v. MEMBY.—<br />

PIXIRICA — CLIDEMIA HIRTA Don. ( Melastoma-<br />

CCCIS ).<br />

Alim.— Fruetos doces e <strong>com</strong>estíveis.<br />

P() de MICO— v. OLHO de BOI — ( Mucuna urens)<br />

POAYA — v. IPECA VERDADEIRA.—<br />

POAYA BRANCA - v. IPECACONHA de FLOR BRAN-<br />

CA.—<br />

POAYA da PRAIA, ou do RIO — v. LIMÃORANASINHO<br />

POJÒ— v. MUTAMBA.—<br />

POROROCA — (Óbidos) — DIALIUM DIVARICATUM<br />

Vahl. ( Leg. caesalp. ).<br />

SYN. — Jutahy peba — Itú — Parajuba— Jutahy-mirim<br />

( M. R. Tocantins — Cururú ( Faro ).<br />

( A. m. ou g. ). — HAB.- Frequente em todo o E. do<br />

Pará, nas margens de alguns rios e nos capoeirões de T. f.<br />

ou de V. alta.<br />

Loc. — Óbidos — Santarém — Faro.<br />

Mad. — Castanho-avermelhado, <strong>com</strong> reflexos dourados,<br />

mas poros muito apparentes, de cor castanho-escuro ; muito<br />

dura. — Utilisada para construcção civil, esteios, peças de<br />

resistencia, obras hydraulicas.<br />

Alim. — Os fruetos são pequenos; a polpa que givolve<br />

as sementes é <strong>com</strong>estível, agri-doce.<br />

PRACACHY — v. PARACACHY.—


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

PREGUICEIRA — B A R Y LU C U M A DE C US S AT A<br />

Ducke (Sapotaceas ).<br />

( A. m.). — HAB.- Nas campinas de T. f. e nas serras.<br />

Loc. — lg. Jutahy, de Almeirim — Prainha.<br />

Mad. — Pesada e dura, parecida <strong>com</strong> a de massaranduba.<br />

PREGUICEIRA — SYDEROX YLON<br />

(Sapotaceas).<br />

PUCHY — (Marajó) — ?<br />

(Gramineas).<br />

(PI. h. — 0m(30).<br />

PUNÀN — IRYANTHERA TRICORNIS Ducke (Myristicaceas).<br />

(A. m. ou g.) — HAB.- Matta da T. f.<br />

Loc.— R. Solimoes.<br />

CAR. - Pructa tricorne.<br />

Mad.— De bôa qualidade; cerne pardo.<br />

PUPUNHA-RANA — (Amazonas-Mauhés) — DUCKEO-<br />

DENDRON C ESTRO IDES Kuhlm. (Borraginaceas).<br />

(A. g.).<br />

Mad.— Madeira bôa.<br />

PURGA do CAMPO — v. IPECACONHA de FLOR BRAN-<br />

CA.—<br />

PURGA de GENTIO — (Marajó) — CAYAPONIA<br />

(T RI A NOSPER MU M ) TRIANGULA RIS Cogn. (Cucurbitaceas).<br />

Med. pop.— Fructos e raizes, purgativos energicos.<br />

PURPURINA — (Marajó) - RHYNCHANTHERA<br />

SERRULATA Neud. (Melastomaceas).<br />

HAB. — NOS campos encharcados.<br />

CAR. — Flores de um vermelho intenso.<br />

PURUHY GRANDE da MATTA—(R. Tapajóz)—AMA-<br />

IOUA MONTEI ROl Standl. ( Rubiaceas).<br />

IA. p.)—HAB.- Matta das terras altas.<br />

Loc. — Aramanahy ( no planalto ).<br />

CAR.— Notável pela sua folhagem enorme.


380 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

PURUHY GRANDE—(Solimões) — I Hl ELE O D O X A<br />

VERTICILLATA Ducke e THIELEODOXA S 11-<br />

PULARIS Ducke. (Rubiaceas).<br />

(A. p.). _ .<br />

Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis.— Cultiva-se.<br />

PURUHY GRANDE—(Purús) — THIELEODOXA<br />

SOR BÍLIS (Hub.) Ducke (Rubiaceas), = A LI BERTIA<br />

SOR BÍLIS Hub. „<br />

( A. p.)— HAB.- Matta não inundada (R. Purús).<br />

Alim.— Fructo grande, globoso, <strong>com</strong>estível.— Cultiva-se.<br />

PURUHY GRANDE — (Óbidos) — DUROIA MACRO-<br />

PHYLLA Hub. (Rubiaceas).<br />

(A. p. ou m.).<br />

HAB. — Frequente nas mattas das terras altas da parte<br />

\Y. do Pará.<br />

Alim.— Fructo: baga da grossura de uma laranja, de<br />

côr castanho escuro, contendo uma polpa escura, acidulada,<br />

<strong>com</strong>estível, bastante agradavel, lembrando o tamarindo.<br />

PURUHY PEQUENO —AUBERTIA EDULIS A. Rich.<br />

(Rubiaceas).<br />

SYX.— Apuruhy — Punthysinho (R. Tapajoz) — Goya<br />

w noire < G. fr. >.<br />

(a.) — HAB.- Em campos e capoeiras.<br />

Alim.— Fructos <strong>com</strong>estíveis, de polpa parda, saborosa.<br />

PURUNGA— LAGENARIA VULGARIS Serr. (Cucurbitaceas).<br />

Alim. — A polpa dos fructos é <strong>com</strong>estível.<br />

Mcd. pop. Polpa dos fructos maturativa e emolliente.<br />

As sementes (decocção) são úteis contra as nephrites.<br />

PUXURY — v. LOURO PUXURY, ou PUCHURY.—


382 . A AMAZONIA BRASILEIRA


ARVORES E PLANTAS (JTELS<br />

383


A AMAZON'IA BRASILEIRA


QÜADRIFOLIO — ( Marajó ) — ZORNIA TENUIFO-<br />

LIA Moric. ( Leg. pap. hedys.).<br />

QUARUBA AZUL — Q U A L E A C/E RU LEA Aubl.<br />

(Yochysiaceas).<br />

SYX.— Páo de mastro — Qualé azul ou Grignon fou<br />


386 A AMAZÔNIA BRASILEIRA<br />

Loc — R Tocantins—Altamira (R. Xingu) Santarém.<br />

CAR — Uma das arvores maiores do Brasil em altura<br />

e grossura.—Casca sulcada verticalmente <strong>com</strong>o a da castanheira<br />

e do cedro. . . . ,<br />

Mad.— Para carpintaria, caixotaria, construcçao de<br />

pequenas embarcações.<br />

QUARUBA— VOCHYSIA EXIMIA Ducke (Vochysiaceas).<br />

(A. g.) - HAB.- Em matta pantanosa das margens de<br />

riachos nos campos arenosos de Faro.<br />

CAR.—A mais bella de todas as "vpchysia"; intlorescencias<br />

enormes; flores amarellas magnificas e folhas amarello<br />

de cobre, na face inferior.<br />

Mad. — Roseo-castanho claro, fibras grosseiras, dureza<br />

media, sem valor. — D = 0,95.<br />

QUARUBA—VOCHYSIA FERRUGINEA Mart.<br />

(Vochysiaceas).<br />

SYN\— Ccdvo-rana (Santarém ).<br />

(A. p. ou m.) - HAB.- Nas regiões de campos, nas rnattas<br />

que a<strong>com</strong>panham os riachos.<br />

Loc.—Serras de Prainha e Almeirim — E. de F. de<br />

Madeira-Mamoré—Campos do Ariramba — Santarém.<br />

CAR.—A casca e a madeira parecem-se <strong>com</strong> as de<br />

" cedrelinga".<br />

Mad.— Para caixas.<br />

QUARUBA — (Óbidos) —VOC H Y SIA O BID E X SIS<br />

Ducke (\ ochysiaceas).<br />

( A. g.) -IIAB.- Nas terra altas, seccas.<br />

Mad. — Parecida <strong>com</strong> o cedro, mas inferior.<br />

QUARUBA-v. CUTIUBA -(Qualea paraensis Ducke).<br />

V I T R R , J * BOTY da T. f._ ERISMA UNCI-<br />

• A1 U M \\ arm. (\ ochysiaceas).<br />

QUARUBA AZUL— QUALEA DINIZII Ducke (Vochysiaceas).<br />

SYN.— Páo mulato da T. f *<br />

(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />

Loc.- Óbidos — Faro.


387<br />

CAR. - Casca avermelhada e quasi lisa.— Abundantes<br />

flores azul violáceo claro.<br />

Mini.— Parda escura, grão grosseiro, dureza media,<br />

para marcenaria. — D = 0,71.<br />

QUARUBA BRANCA — V O C H V SIA M E L IN ONI I<br />

Beckm. (Vochysiaceas).<br />

(A. g. ).-HAB.- Matta da T. f. nilo muito secca, ou de<br />

varzea alta, não inundada. — Commum no Pará.<br />

Loc. — Belém — Gurupá — Anajaz.<br />

Mad. — Castanho-roseo claro, tenra, leve. — D = 0,58.<br />

Pasta para papel: Rendimento em cellulose 42,5 0 o —<br />

Comprim. das fibras lmm.3 — Diam. 0,019 (B. Cordeiro —<br />

M. C. P.).<br />

QUARUBA de FLOR PEQUENA — VOCHYSIA OBS-<br />

CURA Warm. (Vochysiaceas).<br />

(A. m ). — HAB.- Frequente nas mattas náo inundadas<br />

da parte W. de Marajó, nas Ilhas altas de Breves e na T. f.<br />

junto dos campos.<br />

Loc. — Belem — R. Tocantins — Campos do Ariramba<br />

— Faro— Manáos — Gurupá— Almeirim — Prainha.<br />

CAR. — Flores amarellas que cobrem a copa da arvore.<br />

Mad. — Castanho-roseo claro, parecida <strong>com</strong> o cedro,<br />

mas de tecido mais <strong>com</strong>pacto. — Para marcenaria. — D = 0,95.<br />

QUARUBA VERMELHA — VOCHYSIA VISMIAEFO-<br />

LIA Warm. (Vochysiaceas).<br />

(A. m.) —<br />

HAB. —Na vizinhança dos campos — Commum no Pará.<br />

Loc. — Muito <strong>com</strong>mum perto de Gurupá, em terrenos<br />

arenosos. —Parte \Y. de Marajó —Campos do Ariramba —<br />

Manáos.<br />

Mad. — Vermelho claro, de grão grosseiro, para caixoteria.<br />

marcenaria. — D = 0,62.<br />

Pasta para papel: Rendimento em cellulose 41 %> —<br />

Compr. das fibras 1 mm. 13 — Diam. 0,015 (B. Cordeiro —<br />

M. C. P.<br />

QUASSIA-QUASSIA AMARA L. f. (Simarubaceas).<br />

( A. p. — 3 a 5 m.). — Indigena (R. Acará) e cultivada.<br />

Svx. - Qaina — Pão de Sar inani — Bois cayan (G. fr.).<br />

CAR. — Flores em cacho, escarlates.


388<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

/mf. — O extracto é toxico para os insectos (papel<br />

mata-moscas). . a . ,<br />

Empregado, ás vezes, <strong>com</strong>o succedaneo do lupulo nas<br />

fabricas de cerveja. . . . •<br />

\[ed — A madeira é amarga, tonico energico, febrífugo,<br />

excellente digestivo (dyspepsias) — O principio activo é um<br />

alcalóide: a quassina (Vinckler).<br />

QUASSIA do PARÁ — v. CA FE-RAN A. — 1 A CHIA<br />

GUIANENSIS Aubl. (Gentianaceas).<br />

QUEBRA PEDRA — V. ARRANCA PEDRA.—<br />

QUEIMADEIRA— V. LOUCO.—<br />

QUIABO — HIBISÇUS ESCULENTUS L. (Malvaceas).<br />

— Origin. da Africa ( Egvpto ).<br />

( PI. h.) — Cultivado.<br />

Svx.— Gonibô — Ouigombô — Ca/alou ((1. fr.).<br />

Ind.— Das hastes pode-se extrahir fibras muito fortes.<br />

Alini.— Os fructos silo capsulas alongadas e pontudas;<br />

quando ainda verdes, <strong>com</strong>em-se cozidos <strong>com</strong> a carne.— O<br />

gosto é agradavel. mas silo muito mucilaginosos.<br />

As sementes silo um succedaneo do café.— A pasta e o<br />

xarope de "nafé" sào preparadas <strong>com</strong> a mucilagem do<br />

quiabo.<br />

QU1ABORANA liso do campo —(R. Tapajoz) — HIBIS-<br />

ÇUS ? (Malvaceas).<br />

(PI. h.)- Loc.- Mandos — R. Tapajoz.<br />

CAR.—Folhas cordiformes; fiôr grande violacea, parecida<br />

<strong>com</strong> a do " Fanfan<br />

Ind.- Dá boas fibras.<br />

QUIABORANA liso — M A L A C H R A RU DE RA LIS<br />

Gurke (Malvaceas).<br />

(PI. h. ou a. até 2 m.) - CAR.- Folhas grandes, digitadas.<br />

— Hores amarello-claro (diam. 15 m.m.).<br />

Ind. — Da boas fibras.<br />

QUIABORANA de espinhos - MALACHRA FASCI-<br />

AIA Jaq. (Malvaceas).


ARVORES E PLANTAS (JTELS 389<br />

(II. h. ou a. até Im.õO)—CAR.- Hastes cobertas de<br />

pellos rígidos, verdes <strong>com</strong> manchas vermelhas.— Flores brancas<br />

(diam. 12 — 18 m. m.).<br />

Iuri.— Dá boas fibras.<br />

QUIGOMBO de CI1EIKO — v. AIVIBRETA.<br />

QUINA — v. QUASSIA.—<br />

QUINA — (R. Madeira) — O G C O D EI A AM A R A<br />

Ducke ( Moraceas).<br />

Sv.w— Balsan io.<br />

(A. p.) —HAB.- Em matta humosa não inundada.<br />

Loc.— M. R. Tapajoz — B. R. Madeira — Mauhés.<br />

QUINA—(R. Madeira) — OGCODEIA VENOSA<br />

Ducke (Moraceas).<br />

(A. p.) —HAB.- Em matta não inundada.<br />

Loc.—Porto Velho ( R. Madeira) — Manáos.<br />

QUINA - (dos Cearenses) — COUT A R E A H EX A X-<br />

DRA (Jacq.) Schum. (Rubiaceas).<br />

(A. p.).<br />

Sv.w— Quina-quina..<br />

Loc. —Monte Alegre.<br />

CAR.— Bellissimas flores róseas.<br />

Med. pop.— Succedaneo da quina verdadeira.<br />

QUINA verdadeira — CINCHONA<br />

esp. div. (Rubiaceas). Origin. dos Andes.<br />

QUINA-RANA— (Gurupá) — v. ACARY-RANA.—<br />

QUINQUlÓ — APTANDRA SPRUCEANA Miers (Olacaceas).<br />

SYX. — SapacainJia — Castanha de cotia. —<br />

JA. p. semi escandente.) —HAB.- Na varzea: região<br />

das Ilhas — Tesos de Marajó.<br />

Ind. — Fructos quasi esphericos, de 2 a 2,5 cm. de<br />

diam., contendo uma amêndoa branca, oleaginosa dando


390 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

50 o/o de oleo amarello claro, muito viscoso, cujo ponto de<br />

solidificação é inferior a (—20.° C.). — Safra: de abril a maio.<br />

QUITÔCO — v. TABACO-RANA.—<br />

QÜYIA — v. PIMENTA.—<br />

QUYIA-ASSU — v. PIMENTÃO.—<br />

QUYIA-QUI — V. PIMENTA MALAGUETA.—


R<br />

RABANETE—RAPHANUS SATIVUS L. (Cruciferas).<br />

Origin. da Asia.<br />

(PI. h.). - Cultivado.<br />

Alim. — Excellente legume, de crescimento rápido. —<br />

E' preciso importar as sementes. Dá bem em tempo de verão<br />

quando não falta agua para regar. Alem da raiz que se<br />

<strong>com</strong>e crua quando ainda imperfeitamente desenvolvida, aproveitam-se<br />

as folhas <strong>com</strong>o succedaneo da couve.<br />

RABO de ARARA — CACOUCIA COCCINEA Aubl.<br />

(Combretaceas).<br />

SYN. — Ioi o ca — Yoyoca.<br />

(Cipó). — HAB.- NOS igapós da região do estuário e<br />

do litoral, muito frequente nas beiras dos Furos.<br />

CAR. — Flores encarnadas em espigos de 60 cm. de<br />

<strong>com</strong>prido. Fructo: baga ovoide, amarella, pontuda <strong>com</strong> 5<br />

gomos, contendo uma polpa que envolve uma amêndoa oleaginosa.<br />

Meei. pop. — A amêndoa é venenosa.<br />

Na G. fr. os indígenas esfregam o focinho dos cães<br />

<strong>com</strong> este fructo antes de ir caçar, pensando que, assim, os<br />

animaes farejam melhor.<br />

^ABO de ARARA — (Belem) — W A RSZE VVICZIA<br />

COCCINEA (Vahl.) Klotzsch (Rubiaceas).<br />

SYN. — Curacy (Manáos) — Curacy-mirá—Amor dobrado,<br />

ou Pica-pão (A veiros) — Quinilta (Peru).


392 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

( \ p.). — CAR.- Magnificas bracteas vermelhas. -<br />

Raizes aromaticas. . ,<br />

Qnlm _ Planta muito ornamental; floresce na estaçao<br />

chuvosa.<br />

RABO de ARARA — (B. Amazonas) — N O R A N T E A<br />

' GUI AN EN SIS Aubl. ( Marcgraviaceas ).<br />

(JAR. — Arbusto epiphyta e trepador de grandes dimensões<br />

que estende suas inllorescencias ornadas de vistosas<br />

bracteas vermelhas nas copas das arvores da floresta, e<br />

vive algumas vezes também sobre rochedos.<br />

RABO de ARARA — (Marajó) — v. MENDOCA.—<br />

RABO de CAMELEÃO — MIMOSA P A NIC ü L A T A<br />

Benth (Legum. mim.).<br />

Loc. — R. Mapuera.<br />

RABO de CAMELEÃO — (B. R Xingú — B. R. Tapajoz<br />

— Adauacá) — MIMOSA SAGÓTIANA Benth. ( Legum.<br />

mim.<br />

Arbusto escandente e aculeado.<br />

RABO de CAMELEÃO —(Maigens do Amazonas) — MI-<br />

MOSA MYRIADENA Benth. (Legum. mim.).<br />

Arbusto escandente e aculeado, nas capoeiras da varzea.<br />

RABO de CAMELEÃO - MIMOSA RUFESCENS Benth.<br />

( Leg. mim.).<br />

Arbusto escandente, grande, nas capoeiras de T. f. arenosa<br />

ou argillosa. — E 1 a especie mais frequente.<br />

Loc. — Alcobaça — Gurupá — R. Xingú — Óbidos.<br />

RABO de CAMELEÃO — BUET I XERI \<br />

dlv - e , s P-- ,.Y (Sterculiaceas).<br />

• / ? IliKA (.»L l.\trii\olo<br />

•p, U LU ;V ,)kIC , A (Agaveas .<br />


ARVORES F. PLANTAS ÚTEIS<br />

— A primeira tem folhas chatas, a segunda tem folhas cvlindro-conicas,<br />

terminadas em ponta; estas folhas são longas<br />

verdes, anneladas de riscos ondulados pretos. —<br />

Jnd. —Planta fibrosa de primeira ordem; 12 a 14 o,0<br />

de fibras que resistem á agua salgada e são das mais fortes<br />

que existem; no Sul chamam "linho africano".<br />

RABO de CUXIU — SETARIA sp<br />

(Gramíneas).<br />

Capim de campos de varzea alta.<br />

Loc. — Matapy — Óbidos — Faro.<br />

RABO cie FOGUETE — v. PACO-PACO.—<br />

RABO de FOGUETE — v. UACIMA ROXA.—<br />

RABO de LONTRA — ? — ( Podostemaceas ).<br />

(PI. h.). — HAB.- nas pedras das cachoeiras. (R. Erepecurú)<br />

CAR. — Flores miúdas e róseas.<br />

RABO de MUCURA — (Marajó) — PENNISETUM SE-<br />

TOSU.M L. C. Rich. (Gramíneas).<br />

( PI. h. — lm30). — HAB.- Campos altos arenosos.<br />

Alini. anini. — Pastagem rara e ruim.<br />

RABO de RAPOSA—(Marajó) — ANDROPOGON BI-<br />

CORNE L. (Gramíneas).<br />

SYX. — Rabo de veado (Faro )<br />

(PI h. — 1 m.) — HAB.- Campos altos de terra firme<br />

argillosa.<br />

Alini. aiiim. — Péssima forragem.<br />

RABO de RAPOSA — (B. Amazonas) — v. CANARANA<br />

de folha miúda.— (Marajó).—<br />

RABO de RATO—(Marajó) —PANICÜM VILFOIDES<br />

l rin. ( Gramíneas).<br />

(PI. h. - 0 m 30 a 0m65). — HAB.- Campos altos e tesos.<br />

Aliin. anini. — Bôa forragem.<br />

277


430 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />

RABO de TATU-(Beiern) — ANTHURIUM CYMATO-<br />

PHYLLUM Regei (Araeeas).<br />

PI. cultivada.<br />

RABO de VEADO — V. RABO de RAPOSA.—<br />

RAINHA dos LAGOS — v. AGUAPÉ (Eichornia azurea).<br />

RAINHA dos LAGOS — PONTEDERIA aff. CORDATA<br />

L. ( Pontederiaceas).<br />

Loc. — Campos de Arumanduba.<br />

RAINHA MARGARIDA— ASTER CHINENSIS L.<br />

(Compostas). — Origin. da China.<br />

Qyu% __ Cultivada nos jardins — Muitas variedades.<br />

RAIZ PRETA — v. CIPO CRUZ.—<br />

RAIZ de SOL — ?<br />

RAPARIGUEIRO — v. ARAPARI da VARZEA. —<br />

IcELOGIO de VAQUEIRO — (dos Cearenses'» - v. MAL-<br />

VA RELOGIO.—<br />

RESEDA GRANDE — LAWSONIA INERMIS L. (Lythraceas<br />

).<br />

(a.) —Origin. da índia.<br />

Ind. — Dá uma tinta amarello avermelhado, — Com as<br />

folhas, no Oriente, as mulheres tingem o cabello e as unhas<br />

de vermelho; para este fim as folhas são seccas ao sol, pulverisadas<br />

e appl içadas em cataplasmas.<br />

Orn. — Cultivado nos jardins; as flores pequenas,<br />

branco-esverdeado, <strong>com</strong> cheiro fraco, lembram as do resedá.<br />

RÍCINO—RICINUS COMMUNIS L. (Euphorbiaceas).<br />

—• Origin. da Abyssinia.<br />

(a. ou A. p. ) — Subespontaneo no Brasil - Cultivado.<br />

SYN. — Carrapateira - Mamoneira — Ricin ( Fr. ) —<br />

Castor beau ( Ingl. ).<br />

Ind. — Das sementes extrahe-se um oleo empregado<br />

na lubrificação dos motores d'aviaçào. *'<br />

Med. - O oleo é um purgativo muito empregado. — As<br />

sementes são toxicas.


ARVORES E PLANTAS (JTELS 395<br />

RINCHÃO — (Marajó) — STACHYTARPHETA CA-<br />

IENNENSIS (Rich.). Vahl. (Verbenaceas).<br />

SVN. — Gervão.<br />

(a. p.) — HAB.- Em tesos e terrenos altos.<br />

Alun. anini. — Forragem somente para os carneiros.<br />

Med. pop. — Detersivo (ulceras) e cicatriciante.<br />

RINCHÃO das boticas — SISYMBRIUM OFFICINALE<br />

Scop. (Cruciferas).<br />

( PI. h.). — HAB.- Origin, da Europa, mas naturalisado<br />

e subespontaneo.<br />

Med. — Antiscorbutico — re<strong>com</strong>mendado contra os catarrhos<br />

da bexiga e pulmonares.<br />

RIPEIRO—(R. Machado) — ESCH WEI LERA POLY-<br />

ANTHA A. C. Smith. (Lecythidaceas).<br />

(A. g.) - HAB.- Terra firme.<br />

RITEIRA — BURDACHIA PRISMATOCARPA Mart.<br />

(Malpighiaceas).<br />

(A. p.) — HAB.- Igapós e praias de lagos na região<br />

W. do Estado do Pará.<br />

e BURDACHIA SPHAEROCARPA Mart.<br />

(Malpighiaceas ). —id id<br />

ROMEIRA — PÚNICA GRANATUM L. ( Myrtaceas ).<br />

— Origin, do Egypto ou da Persia.<br />

( A. p.) — Cultivada.<br />

SYX. — Grenadier (Fr.)<br />

Alim. — Dá fructos menores e menos succulentos do<br />

que no clima temperado.<br />

ROSAS<br />

ROSA— ROSA, esp. div. (Rosaceas).<br />

Orn. — Cultivada nos jardins.— Em geral menos perfumada<br />

do que nos climas temperados.<br />

Vuitas variedades :<br />

ROSA de HAMBURGO (planta robusta, muito<br />

espinhenta. — Flor roseo-claro, cheiro fraco.


432 A AMAZONIA BRASILEIRA.<br />

ROSA MONTE-CHRISTO (Linda Hôr, vermelhoescuro,<br />

perfumada).<br />

ROSA PAUL N É R O N - vulg. "Palmeirao"<br />

(grande, vermelha, pouco cheiro - arbusto sem<br />

espinhos).<br />

ROSA LA FRANÇA (grande, roseo prateado,<br />

cheiro suave).<br />

ROSA PEDRA (pequena, vermelha, sem perfume).<br />

ROSA CHÁ (amarella, sem perfume).<br />

ROSA JACITARA (grande, vermelho-violáceo,<br />

trepadeira, sem cheiro).<br />

ROSA MULATA (pequena, rosco-pallido, crespa,<br />

sem cheiro).<br />

ROSA DE TODO O ANNO (roseo-claro, pequena,<br />

sem cheiro ).<br />

ROSA CELINA (pequena, vermelho-vivo, pouco<br />

cheirosa).<br />

ROSA GUANABARA (pequena, côr salmão, sem<br />

cheiro).<br />

ROSA PRINCIPE-ALBERTO (grande, carmesim,<br />

pouco cheirosa).<br />

ROSA CAMBRAIA (branca, pouco cheirosa).<br />

ROSA AMARELLA (Bola de ouro, perfumada -<br />

trepadeira ).<br />

ROSA em u BOUQUETS" (pequena, roseo-pallido.<br />

pouco cheirosa — trepadeira.<br />

ROSADINHA — v. BALATA ROSADA.—<br />

ROSEIRO — ( Rio Camahipy )


397<br />

ROl-HAMON, (G. fr.) ou RUAMON — STRYCHNOS<br />

ROUH AMON Benth. (Loganiaceas).<br />

(Cipó).<br />

Med. — Toxico. ( Citado <strong>com</strong>o entrando na <strong>com</strong>posição<br />

do curare).<br />

ROUPALA, ou RHOPALA — ROUPALA esp. div.<br />

(Protcaceas).<br />

Mad. — Madeira analoga á do Louro faia, ou Cedrorana<br />

(Andripetalum). mas muito mais fina e dura, de côr<br />

castanho avermelhado, finamente mosqueado de pequenas<br />

manchas mais claras, ondeadas.<br />

Xo Sul dào os nomes vulgares de Cutu-cahcn (Coc/iicahen)<br />

e de Carne de vacca a diversas w Protcaceas<br />

RUBIM— BORRERIA TENELLA Cham. e Schl.<br />

Rubiaceas).<br />

Mcd. — Emético — Succedaneo do ipeca.<br />

RUIVO— (Marajó) — ARISTI DA CAPILLACEA<br />

Lam. ( Gramíneas).<br />

(PI. h. — 0,25).<br />

Alini. anim. — Pastagem pouco procurada pelo gado.


s<br />

SABIA— Abiurana (?). na E. de F. de Bragança.<br />

SYX. — Sabiaseiro (Camahipy).<br />

SABOEIRANA, ou SABORANA — S \ V A RJ'ZIA, esp.<br />

div. — (Leg. caesalp.)<br />

Loc. — No R. Negro e no alto R. Branco.<br />

Mad.— Linda madeira, para marcenaria de luxo: parda,<br />

ligeiramente avermelhada, <strong>com</strong> finas listras castanho escuro<br />

arroxeado, ou manchas irregulares desta mesma côr.<br />

SABONETEIRO — SAPINDUS SAPONARIA L. (Sapindaceas).<br />

SYX. — Saboeiro — Guity<br />

(A. m.) — HAB.- Na varzea argillosa do B. Amazonas,<br />

ou na argilla fértil das terras altas ( R. Branco de Óbidos,<br />

Alemquer).<br />

Mad. — Branco-amarellado, para marcenaria.<br />

Ind. —A casca e a polpa dos fructos contem saponinas<br />

e sito ichtyotoxicas. — A proporção das saponinas contidas<br />

nos fructos é de 66, 25 °/o do peso da polpa secca. ou 31,13° o<br />

do peso do fructo secco inteiro (G. Bret — M. C. P.).<br />

As amêndoas são oleaginosas: 23 a 30°/o de oleo<br />

proprio para a saponificação.<br />

$fed. f)of). — A casca (fructo, haste, raiz), em infusões<br />

contra as leucorrheas e uretrites.<br />

SACACA — v. CASCA SACACA.—


400 . A AMAZoNIA BRASILEIRA<br />

Mad. - Branco amarellado — grão fino.<br />

SACA-TRAPO- HELICTERES PENTANDRA (Sterculiaceas)<br />

. „ ,.<br />

Svx. — Malva Cadjitssara - Cadjitssara.<br />

Loc. — Manáos - R. Tapajoz. .<br />

CAR.—Cresce alto, sem galhos; flor vermelho violáceo;<br />

folhas espessas, cobertas de pellos, castanho esverdeado por<br />

cima e verde pardo claro por baixo — fructo em forma<br />

helicoide. . .<br />

bui. — A casca dá forte proporção (/ ,8 o o) de libras<br />

fortes. ( R. do Monteiro da Costa ).<br />

SABUGUEIRO— SAMBUCUS NIGRA L. (Lonicereas).<br />

(A. p.)— Origin. da Europa — Cultivado nos jardins.<br />

Svx. — Siireau (Fr.) — Élder (Ingl.).<br />

Med. — As ílôres seccas sào excitantes sudoríficas.<br />

SAGU — (das Molucas) — v. Cl CAS CIRCINALIS —<br />

SAGUSEIRO— (indígena)— v. ZAMIA LECOIXTEI<br />

SAINT-PAULIA - SAINT-PAULIA IONANTHA (Gesneriaceas)<br />

— Origin. da Africa.<br />

Orn. — Flôres graciosas, abundantes, azul-violaceo,<br />

para jardins.<br />

SALSA <strong>com</strong>mum — APIUM PETROSELINUAI L. (Ornbel<br />

li feras).<br />

( PI. h.) Origin da Europa — Cultivada nos jardins.<br />

Alim. - Condimento; cresce bem, mas nào dá sementes,<br />

ou raras vezes.<br />

C


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

SVN*.— Pé de cabra — Patata da praia.<br />

Loc.— Dunas de Marajó.<br />

CAR.— Flores roxas.<br />

Meei. pop.— Folhas emollientes, suppurativas, úteis nos<br />

Hieumatismos; as raízes dão fécula levemente laxativa.<br />

A decocçílo das folhas branqueia a roupa.<br />

SALSAPARRILHA verdadeira do Pará — SMILAX PA-<br />

PVRACEA Poir. (Liliaceas).<br />

SYX.— Salsa — Cipó em.<br />

(Cipó) — HAB.- Nas terras altas, no curso superior dos<br />

affluentes do B. Amazonas.<br />

CAR.— Cipó quadrangular, <strong>com</strong> aculeos fortes e curvos.<br />

muito cerrados, dispostos em forma de pentes ao longo<br />

dos 4 cantos da parte inferior do caule.<br />

Mc d.— A meihor variedade de "salsa".— As raizes<br />

são vermelhas, utilisadas <strong>com</strong>o depurativo poderoso nas<br />

moléstias syphiliticas, nas moléstias cutaneas e nos rheumatismos.—<br />

O sabor é forte e nauseoso.<br />

No Sul e no Nordeste, as plantas do genero Smilax<br />

são chamadas '' Japecanga<br />

SALVA — (Marajó) — HYPTIS aff. CRENATA Pohl.<br />

í Labiadas).<br />

(a. p.) —HAB.- Campos não inundados;<br />

Loc.— Marajó— Campos do Cupijó (Cametá) — Campinhas<br />

perto da Vigia.<br />

Mcd. pot>.— Aromatica; as infusões (folhas e summidades<br />

floridas) são sudoríficas e antispasmodicas.<br />

SALVA de MARAJÓ —(?) HYPTIS INCANA (Labiadas;.—<br />

(Talvez idêntica á precedente).<br />

(a. p.).<br />

SYX.— Salva do Pará— Salva do campo.<br />

Med.— Aromatica.—O chá é sudorífico (constipações),<br />

emmenagogo, tonico, excitante.— A infusão é usado em lavatórios<br />

contra as ophtalmias.— Em banhos, <strong>com</strong>o excitante<br />

aromático.<br />

SALVINA—(Marajó)-HYPTIS RECURVATA Pohl.<br />

í Labiadas).<br />

SAMAMBAIA — HVMENOPHYLLUM POLIANTHUS<br />

(Hymenophyllaceas).<br />

401


402 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

SAMAMBAIA — PTERIS CAUDATA L. (Polypodiaceas).<br />

„ x<br />

(PI. h.— até 2 m.).<br />

SAMAMBAIA-(Marajó) - LYCOPODIUM CER-<br />

NUUM L. (Lyçopodiaceas).<br />

SYN — Enxofre vegetal — Palma de S. João.<br />

Loc.— Utinga (Belem) —I. de Marajó —B. Amazonas<br />

(PÍ. h.) — CA R.- Hastes delgadas <strong>com</strong> múltiplas ramificações<br />

symétricas e cobertas de pequeninas folhas <strong>com</strong> apparcncia<br />

de pellos de côr verde claro.<br />

Ind.— Os espóros muito abundantes servem, nas pharmacias,<br />

para envolver as pílulas; podem também ser utilizados<br />

para polvilhar as excoriações.<br />

SAMAMBAIA grande — v. FETO ARBORESCENTE.—<br />

ALSOPHILA FEROX Presl. (Cyatheaceas).<br />

e HEM1TEL1A MULTIFLORA R. Br.<br />

SAMAMBAIA do LAGO —<br />

(Cyperaceas).<br />

Capim fiuctuante, procurado pelo peixe-boi.<br />

SAMAMBAIA — (Pará) — POLYPODIUM PILOSEL-<br />

LOIDES L. (Fetos).<br />

SAMAMBAIA—(Marajó)—SELAGINELLA PAR-<br />

KER 1 (Selaginellaceas).<br />

SAMBÀIBA— v. CAIMBE.—<br />

SAMBAI BA — v. CIPO d AGUA.—<br />

SAMBAIBIXIIA — v. CIPO CABOCLO.—<br />

Qt ATIARA- SUGUEIRA ~~ (B - R Trombetas ) MUIRA-<br />

SANTA-MARIA — ( Gurupá ) v. ALLAMANDA —<br />

I APIQ A ? J M Ã O "~ ( D O S , Cearenses) — CASSIA BlC/fPSU-<br />

LAKLB L. (Leg. caesalp.).<br />

(a) — HAB.- Capoeiras húmidas e beira d'agua.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

403<br />

Loc. — Belem — Alcobaça — B. R. Trombetas. — R.<br />

Cuminá-mirim.<br />

SAPATARINIIA — (R. Cunani) —MICONIA Cl LI AT A<br />

DC. (Melastomaceas ).<br />

SAPATEIRO — MICONIA esp (Melastomaceas<br />

).<br />

( A. ). - .<br />

Ind. — Dá tinta preta — As folhas servem para curtir<br />

couros tornando-os avermelhados.<br />

Me d. — Adstringente.<br />

SAPATINHO — PEDILANTHUS RETUSUS Benth.<br />

(Euphorbiaceas).<br />

Med. pop. —Antisyphilitico.<br />

SAPOTA—(doPerú)—MATISIA CORDATA H.B.K.<br />

(Bombaceas).<br />

(A. p.) — HAB.- Muito conhecida no Perú; indígena<br />

também na bocca do Javary ( Esperança), em territorio brasileiro.<br />

(Ad. Ducke).<br />

Ali tu. — Fructo <strong>com</strong>estível e saboroso; elliptico, <strong>com</strong><br />

10 cm. de <strong>com</strong>prido, verde-castanho, pelle coriacea, espessa;<br />

contem 2 ou 3 sementes envolvidas numa polpa amarelio<br />

alaranjado, de gosto assucarado, agradavel.<br />

SAPOTAIA— CAPP A RIS CVNOPHALLOPHORA<br />

Marcg. (Capparidaceas).<br />

HAB. —Nas capoeiras.<br />

Loc. —Alemquer.<br />

Med. pop. — Casca da raiz hydragoga, diurética e<br />

aperitiva.<br />

SAPOTI — ACURAS SAPOTA L. (Sapotaceas).<br />

(A. p. ou m.)—Origin. do Panamá. — Cultivada.<br />

SYN. — Sapotilha.<br />

Alitn. — Fructo redondo ou ovoide, pardo, da grossura<br />

de um limáo, até de uma maçã; polpa succulenta. perfumada<br />

á baunilha, <strong>com</strong>estível, de sabor agradavel, deliciosa mesmo<br />

quandQ o fructo foi colhido bastante maduro e <strong>com</strong> cuidados.<br />

Ind. — O látex da casca dá, por evaporação, uma<br />

gomma conhecida sob o nome de "chicle" e usada <strong>com</strong>o<br />

masticatorio ( Gxim chicle ou Chewing-gum). — Ultima-


404<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

"chicle" verdadeiro. c ..<br />

Mcd pop. — Casca febrífuga e tónica - Sementes diu-<br />

reticas<br />

cas, úteis contra as areias, mas toxicas em dose elevada.<br />

SAPUCAHY —<br />

SAPUCAIA — v. CASTANHA SAPUCAIA.—<br />

SAPUCAIA da MORTF •<br />

Amêndoas venenosas.<br />

SAPUCAINHA — v. QUINQUIO.—<br />

SAPUPEMA — v. CARAPANA-UBA.—<br />

SAPUPIRA, = SUCUPIRA (nos Estados do N. E.) —<br />

SAPUPIRA AMARELLA—(Belem ) ?<br />

(A. m.).<br />

Ma d.— Exccllente madeira para construcção civil e<br />

marcenaria.<br />

Mesmo aspecto do que as outras sapupiras, mas coloração<br />

amarello-a vermelhado.— D. = 0,97.<br />

SAPUPIRA AMARELLA — (Manáos) — v. ANGELIM .<br />

— (Hymenolobium puicherrimum Ducke ).<br />

SAPUPIRA do CAMPO - BOWDICH1A V1RGILIOI-<br />

DES H. B. K. (Leg. pap.).<br />

SYN*. — Cutiuba ( Monte - Alegre).<br />

(A. p. ou m.) —HAB.- NOS campos altos.<br />

Loc. — Óbidos — Monte - Alegre.<br />

J/w/. —Madeira de construcção. de côr castanho escuro<br />

Med. pop. — Na raiz encontram-se r.odulos (batatas)<br />

ricos em sucitpntna (B. de Andrade).<br />

A casca é antisyphilitica (casca de alcornoque^.<br />

As batatas sfto preconisadas contra as affecções gottosas.<br />

?


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS<br />

SAPUPIRA da MATTA — BO W DICHIA NITID \<br />

Spruce (Leg. pap.).<br />

(A. g.) — HAB. • Na 1. f.<br />

Loc.— Frequente cm Belem — Manáos.<br />

CAR — Flores lilaz azulado dando magnifico aspecto ÁS<br />

arvores despidas de folhagem (maio a julho ).<br />

Mad.— Castanho-escuro, ou claro, pesada, resistente,<br />

de fibras grossas, entrelaçadas; não fende facilmente. —<br />

Parece-se <strong>com</strong> o acapú.— Propria para construcçAo civil e<br />

naval.<br />

Esta espeeie constitue a maior parte da madeira "sapupira"<br />

do <strong>com</strong>mercio de Belem.— Bôa para dormentes.—<br />

D = 0.95.<br />

Ind.— Sementes oleaginosas (janeiro — fevereiro ).<br />

Mc d. pop.— Casca antisyphilitica, amarga e adstringente.<br />

405<br />

SAPUPIRA da MATTA — (Gurupá) — BO W DICHIA<br />

RACEMOSA Hoehne (Leg. pap.).<br />

(A. m. ou g.) — HAB - Na T. f. arenosa.<br />

Loc. - Gurupá — Manáos.<br />

Mn d.— Castanho-pardacento; para construcçílo civil e<br />

naval, marcenaria, dormentes.<br />

Med. pop.— Casca anti-syphilitica; cozimento em banhos<br />

contra moléstias de pelle; macerato de gosto acerbo<br />

e adstringente, tonico e diaphoretico.<br />

SAPUPIRA da MATTA — (Belem) — BOWDICHIA<br />

BRASILIENSIS (Benth.) Ducke (Leg. pap. soph.).<br />

(A. M.)- HAB.- Na matta de T. f.- Não rara perto<br />

de Belem, frequente cm Manáos, mas principalmente nos<br />

campos do Ariramba e de Faro.<br />

Mad.- Castanho-vermelho escuro; a mais dura das<br />

sapupiras; para construcçào civil e naval, mercenaria, dormentes.<br />

— D = 1,06.<br />

SAPUPIRA da VARZEA — (Estuário)-DIPLOTROPIS<br />

MARTIUSIl Benth. (Leg. pap. soph.) = BOWDICHIA<br />

MARTIUSII (Benth.) Ducke.<br />

( A. m. ou g.).<br />

SYN.— Sa pu pira do igapô - Sa pupira preta.<br />

HAB.—Nos igapós e margens inundadas de certos rios.<br />

Mad.— Preta, de fibras grossas.


406 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

SAPUPIRA VERMELHA — BOWDICHIA<br />

SARABATUCU — (R. Mauhés) — HETEROPTERIS<br />

SUBEROSA Griseb. (Malpighiaceas).<br />

(Cipó) — HAB.- NO igapó.<br />

CAR.—Semente esphenca (diam lJm.m.). alada (18 a<br />

20m.m.).<br />

In d. — As sementes silo oleaginosas.<br />

Med. pop. — A infusão é um anti-diarrheico energico.<br />

SARABATUCU — (R. Tapajoz) — HETEROPTERIS<br />

HELICINA Griseb. (Malpighiaceas).<br />

cipó.<br />

SARACURA-MUIRÀ — (Mauhés) — ?<br />

(Menispermaceas).<br />

(Cip.) — HAB.- Nas capoeiras.<br />

CAR. — Haste erecta, gracil e prismatica. mais tarde<br />

Med. pop. — Raiz depurativa; pó das folhas detersivo<br />

e cáustico.<br />

A seiva é rica em oxalato de potássio ( A. Matta.).<br />

SARDINHEIRA — (B. Amazonas) —BOTHRIOSPORA<br />

CORYMBOSO Hook. f. (Rubiaceas).<br />

(A. p.)<br />

CAR. — A arvore parece <strong>com</strong> um pequeno páo mulato<br />

da varsea.<br />

Flores brancas cheirosas<br />

A madeira passa, sem razão, por venenosa.<br />

SARDINHEIRA — (R. Solimões) — ?<br />

(Flacourtiaceas).<br />

TOICSAKWAN-(R. Tapajoz) - CASEARIA SYLVES-<br />

IKlb bwartz (Macourtiaceas ).<br />

SASSAFRAZ — v. LOURO SASSAFRAZ.—<br />

SAUDADE SCABIOSA ATROPURPUREA Desf.<br />

Dipsacaceas). — Origin. do sul da Europa.<br />

Orn. — Flor para jardins.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 407<br />

SEBASTIÃO de ARRUDA — v. PA O ROSA (Physoca-<br />

Ivmna sp.).<br />

O verdadeiro Sebastião de Arruda, do Sul, é do genero<br />

Dalbergia.<br />

SEDA VEGETAL — v. OFFICIAL da SALA.—<br />

SEMPRE VIVA — XERANTHEMUM ANNUUM L.<br />

(Compostas ). — Origin. da Europa,<br />

í PI. h.)— Cultivada.<br />

Orn. — Flores para jardins (coroas tumulares ).<br />

SENTINELLA — (Marajó) — PASPALUM PAR VI-<br />

FLORUM Rhodes (Gramíneas).<br />

(PI. h. — 0m 25).<br />

Alim. anim. — Forragem.<br />

SENSITIVA — v. MALÍCIA das MULHERES.<br />

SERINGARANA — SAPIUM MARMIERI Hub. (Euphorbiaceas).<br />

A. m.).<br />

Svx.— Tapiiní.<br />

bid.— O látex dá borracha de bôa qualidade.<br />

SERINGUEIRA BARRIGUDA — HEVEA SPRUCEA-<br />

NA Muell. Arg. (Euphorbiaceas ).<br />

(A. p. ou m.) — HAB.- NOS igapós e margens de rios<br />

e lagos <strong>com</strong> solo arenoso, no B. Amazonas e no Solimões.<br />

CAR.— Face inferior das folhas ligeiramente pelluda<br />

— flores violaceas odoríferas; sementes alongadas (mais de<br />

3 cm.), achatados na face ventral, quasi prismáticos.—Troncos<br />

de forma cónica.<br />

0 látex é resinoso e não dá borracha.<br />

Mad.— Branco-avermelhado, leve, tenra, para caixas.<br />

D = 0,36.<br />

SERINGUEIRA CHICOTE — (R. Negro) — HEVEA<br />

BENTHAMIANA Muell. Arg. (Euphorbiaceas).<br />

1 A. m.). _ .<br />

SYX.— Seringueira torrada (R. Negro) — Seringueira<br />

branca (Alto Trombetas e Jamundá).


408 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

HAB.- AO norte do Amazonas (R. R. IVOMbetas)<br />

- e curso inferior dos affl. merid. do R Sol.moes<br />

CAR — Face inferior das folhas ruiva e pelluda. — be-<br />

fina-fraca).<br />

U Fornece°borracha de boa qualidade (borracha<br />

SERINGUEIRA ITAUBA —(Rio Negro) — HEVEA<br />

LUTE A (Benth ) Muell.-Arg. (Euphorbiaceas).<br />

SYx.—Seringueira vermelha. . , ,<br />

(A g.) — HAB.- Margens do R. I apajoz — Mauhés.<br />

CAR.— Face inferior das folhas violaceas; flores amarelias;<br />

sementes pequenas.<br />

Ind.— O látex dá borracha fraca.<br />

SERINGUEIRA ITAUBA — (Alto R. Negro — R. Solimões)<br />

— HEVEA CUNEATA Hub. (Euphorbiaceas) = H.<br />

GUIANENSIS var. CUNEATA (Hub.) Ducke.<br />

SYN.— Shiringa amarilla (Perú ).<br />

(A. g.) —HAB.- Nas terras nfto inundáveis do alto R.<br />

Negro e do R. Solimòes — R. Tapajoz — R. Madeira.<br />

CAR.— Casca ruiva, esfolhando-se em escamas irregulares.<br />

In d.— Látex amarellado, pouco abundante, dando borracha<br />

regular.<br />

SERINGUEIRA VERMELHA —HEVEA GUIANENSIS<br />

Aubl. ( Euphorbiaceas ).<br />

SYN. — Seringueira amarella — Seringa-rana (Breves)<br />

— Ser. itauba ( B. Amaz. ) — Ser. mangue ( Breves).<br />

(A. g.) - HAB.- Frequente no Estuário e no B.<br />

Amazonas paraense, na margem dos riachos e em logares<br />

humosos e pantanosos da matta de T. f. —Encontra-se<br />

também no E. do Amazonas.<br />

CAR. — Folhas coriaceas, verde escuro, erguidas para<br />

0 ar quando novas; sementes pequenas (menos de 20 mm. )<br />

achatadas pelos lados. — Látex amarellado.<br />

Ind. — O látex dá borracha de qualidade inferior ( Borracha<br />

fraca).<br />

ctc SERINGUEIRA VERDADEIRA— HEVEA BRAStfJENbib<br />

Muell. Arg. (Euphorbiaceas).<br />

,P ?YN. — Seringueira roxa ou Seringueira rosada (R.<br />

1 apajoz, em Boa \ ista\-Jebe (Perú) — a variedade H.


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 447<br />

brasiliensis var. randiana (Huber) Ducke é chamada Sering.<br />

roxa maniva. no R. Tapajoz ( Boa Vista).<br />

(A. g.)— HAB.- Estuário do Amazonas e Rios Araguary<br />

e Amapá — B. Jary — R. Tocantins e rios vizinhos<br />

até o" pé das primeiras cachoeiras — Região florestal meridional<br />

do Amazonas, (do alto Xingu ao alto Juruá e alto<br />

Javary)— Falta na margem esquerda do Amazonas, do R.<br />

Parú para cima. — Encontra-se nas mattas inundadas e nas<br />

terras altas <strong>com</strong> solo de argilla fértil.<br />

2 variedades (ao que parece, instáveis):<br />

Seringueira branca — na margem dos rios, <strong>com</strong><br />

casca branca e folhas largas.<br />

Seringueira preta — no interior das terras, casca<br />

preta e grossa, folhas mais estreitas. — Considerada<br />

de qualidade superior.<br />

CAR.— Folhas <strong>com</strong> parte superior verde escuro e tace<br />

inferior cinzenta. — No peciolo, 3 glandulas (de 1 a 5) salientes;<br />

folioles novos cahidos, <strong>com</strong>o murchos—Sementes<br />

de 2 a 3 cm. de <strong>com</strong>prim., <strong>com</strong> a parte dorsal arredondada<br />

e levemente achatadas de cada lado da parte ventral.<br />

Mad. — Madeira branca, leve, para caixas.<br />

Ind. — O látex dá, por coagulação, a 44 borracha fina<br />

do Pará", de primeira qualidade.<br />

As sementes contem uma amêndoa oleaginosa que dá<br />

45 a 49 °/o de oleo amarello, grosso, de cheiro analogo ao<br />

da linhaça, seccativo, proprio para a fabricação de tintas,<br />

vernizes.<br />

SERUAIA— (Monte Alegre) — v. MARIMARY da VAR-<br />

ZEA—<br />

SÉSAMO — v. GERGELIM.—<br />

SIPÒ — v. CIPÓ.—<br />

SIPO-UBA— v. MANOPÈ da PRAIA.—<br />

SJRIUBA — v. CIRIUBA.—<br />

SOBRO— MYRSINE LACTA A. DC. ( Myrsinaceas).<br />

(A. p. ) — Loc.- R. Erepecurú.


448 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />

SOCORÓ - (Prainha) - MOURIRIA ULEI Pilg. (Melastomaceas<br />

).<br />

SYN *-'Socoroseiro - Apiranga ( Óbidos)- Murteiro.<br />

Mad. — Muito dura.<br />

SOHNREVIA EXCELSA Krause ( Rutaceas ).<br />

Loc. — Margem do campo, no R. Tapajoz — Oriximiná<br />

— Juruty velho — Mauhés. — Manáos. #<br />

( A. de 15 —20 m. ) — CAR.- Apparencia de uma palmeira<br />

_ Floresce uma única vez, morrendo depois de ter<br />

fructificado (?).<br />

Orn. —Muito ornamental.<br />

SOLANDRA GRANDIFLORA Sw. (Solanaceas).<br />

Arbusto epiphvta.<br />

HAB.— Floresta da T. f. (E. de F. de Bragança )<br />

CAR. — Flores amarellas, enormes (tubo da corolla:<br />

28 a 34 cm. de <strong>com</strong>pr.).<br />

SOLANUM PENSILE ( Solanaceas).<br />

(Cipó ).<br />

Orn.— Cachos pendentes de tlôres roxas e de pequenos<br />

fructos encarnados.<br />

SOLDANELLA da agua — LINNANTHEMUM HUM-<br />

BOLDTIANUM Griseb. (Gencianaceas).<br />

(PI. h.).<br />

Med. pop— Tónica, amarga, antidyspeptica e febrífuga.<br />

SOLIDONIA— BOERHAVIA PANICULATA Rich.<br />

(Nyctaginaceas).<br />

Svx.— Celidônia — Pega-pinto.<br />

(PI. h. p.) —HAB.- NOS terrenos abandonados.<br />

CAR.—As sementes agarram-se na roupa e na pelle<br />

dos animaes (carrapichos), <strong>com</strong>o as da herva testüo, ou<br />

pega-pinto de Belem.<br />

Med. pop.— Diurética.— Empregada nas moléstias do<br />

ligado e vesícula biliar (Infusilo da raiz).<br />

SORCHO — v. MILHO de ANGOLA.-<br />

SOROROCA — (Marajó) — v. PACOVA SOROROCA.—


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 411<br />

SOROROCA-MIRIM — (Maraió) — HELICONIA PÊN-<br />

DULA Wawra (Musaceas).<br />

SOROROQUINHA — v. PACOVA CAATINGA.—<br />

SORVA — CO UM A GUIANENSIS Aubl. (Apocynaceas).<br />

(A. m. ou g.).<br />

HAB. — T. f. húmida e humosa, na região-litoral e estuário.<br />

Loc. — Belem — Cunani — Almeirim — Prainha.<br />

Alim.— Látex amargo, não potável; fructos <strong>com</strong>estíveis,<br />

pequenos e medianos ( sorva de Belem ).<br />

SORVA GRANDE— COUMA MACROCARPA Barb.<br />

Rodr. (Apocynaceas).<br />

(A. g. ).<br />

SYX. — Cttmâ-uassú — Leche caspi ( Peru ).<br />

HAB.— T. f. húmida e humosa, no R. Tapajoz e de<br />

Óbidos até o Alto Amazonas. — Commum ao norte de<br />

Manaos.<br />

Ma d.— Branca, para marcenaria. — D = 0,54.<br />

Ind. — O látex coagulado constitue um breu de primeira<br />

qualidade para a calafetagem de embarcações.<br />

Alim. — Fructo da grossura de um limão, <strong>com</strong>estível;<br />

o succo é pegajoso, mas a polpa é doce e agradavel.<br />

O látex é muito abundante, branco, potável e doce;<br />

bebe-se principalmente misturado <strong>com</strong> agua e fervido, <strong>com</strong><br />

café ou em mingáo <strong>com</strong> farinha de bananas ou de mandioca.<br />

SORVA PEQUENA —COUMA UTILIS (Mart.) Muell.<br />

Arg. (Apocynaceas).<br />

SYX. —Cumâ ou cu mau — Sorva do l J ará.<br />

(Ap ). — HAB.- Em terrenos arenosos. — Frequentemente<br />

cultivada.<br />

Loc. — Óbidos— Faro — Manáos<br />

Alim.— O fructo é <strong>com</strong>estível, saboroso, do tamanho<br />

de uma cereja, de côr castanho quando maduro; a pelle<br />

tem uni succo viscoso.— O látex é potável, doce.<br />

SORVA do PERU-CHRYSOPHYLLUM EXCELSUM<br />

Hub. ] Sapotaceas ).<br />

! A. g.) — Algumas vezes cultivada.<br />

SYX. — Guajará, ou ajará ( Faro).


412 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Alim.— Os fructos cozidos silo saborosos ; criís, elles<br />

são muito pegajosos por causa do látex.<br />

SORYINHA - (Paraná de Urariá) — v. MOLONGO<br />

( Zschokkea arborescens).<br />

SUASSU-REÇÀ — (Faro — Parintins — Mauhés)<br />

Alim.—' Fructo de côr roxa, <strong>com</strong>estível, de sabor delicado.<br />

SUCUPIRA—(Meio-norte) — v. SAPUPIRA (Amazônia).—<br />

SUCURIJL' — (Belem) — M I K A N I A<br />

(Compostas). — Cultiv. no Pará.<br />

Meei. pop. — Para banhos aromaticos.<br />

SUCURIUBA— v. COQUILHEIRO.—<br />

SUCURUBEIRO — v COQUILHEIRO.—<br />

SUCUUBA—(Marajó)—PLUMIERA aff. FALLAX<br />

Muell. Arg. ( Apocynaceas ).<br />

(A. p.)— HAB.- Na T. f.<br />

CAR.— Látex branco.<br />

SUCUUBA de flores grandes — PLUMIERA ATTENU-<br />

ATA Benth. (Apocynaceas).<br />

SYN.— Siituuba pequeno (B. Trombetas) — Molongó<br />

(Faro ).<br />

CAR.-—Látex branco.<br />

SUCUUBA verdadeiro —PLUMIERA S U C U U B A<br />

Spruce (Apocynaceas).<br />

Parente do "frangipanier" da G. fr. (Plumiera alba).<br />

(A. m.) - HAB.- Na T. f.<br />

^ ~~ Branca ' bastante <strong>com</strong>pacta e homogênea. —<br />

D. = O./o.<br />

Com latex prepara-se um bom visgo.<br />

Med. pop.-— Succo leitoso detersivo e vermífugo; veneno<br />

em alta dose.-A infusão da casca usa-se contra os<br />

embaraços gástricos; em dose forte é um vomitorio.<br />

«


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 451<br />

SUCUUBARANA — ><br />

Med. pop.—O cozimento das folhas é empregada contra<br />

a sarna e contra a lepra.<br />

SUINÁ — v. ASSACU-RANA.—<br />

SUMAHUMA — (Alto Amazor.as) — CEIBA SUMA-<br />

HUMA Schum. (Bombaceas). = ERIODENDRON SUM V<br />

HUMA Mart.<br />

SYN.— Huimba ( Perú ).<br />

(A. g.) —HAB.- Na T. f. (Alto Amazonas).<br />

CAR.— Flores de mais de 10 cm. de <strong>com</strong>primento.<br />

SUMAHUMA (la T. f. - BOMB AX GLOBOSUM Aubl.<br />

( Bombaceas )<br />

SYN.— Fromager, h fruits ronds (G. fr.).<br />

(A. p. ou m.) —HAB.- Na T. f., em campos cerrados<br />

ou em matta baixa <strong>com</strong> solo arenoso.<br />

Loc.— Faro.<br />

CAR.— Fructos: capsulas esphericas. — Kapok ruivo.<br />

SUMAHUMA da Varzea — (B. Amazonas) — CEIBA<br />

PENT AND R A (L.) Gaertn. (Bombaceas), = ERIODEN-<br />

DRON ANFRACTUOSUM. DC.<br />

SYN.— Fromager, ou Kapokier ( G. fr. e Africa tropical<br />

fr. ) — Kapok-tree (Ingl. ).<br />

( A G. ) — HAB.- Nas florestas inundadas ou pantanosas<br />

da varzea e. também, na terra firme alta <strong>com</strong> solo argilloso<br />

fértil. — Em toda a bacia.<br />

CAR.—Arvore gigantesca, <strong>com</strong> enormes sapupemas.<br />

Mad.— Branca, muito leve, para jangadas, bóias.—<br />

D = 0,50— Para pasta de cellulose, o rendimento é de 26°/o.<br />

a humidade media attingindo 54 %>; o <strong>com</strong>pr. das fibras 6<br />

de 2,9 e o diâmetro 0,018 ( Benj. Cordeiro—M. C. P.).<br />

Ind. —As sementes são envoltas em paina alva ou<br />

pardacento, muito leve e elastica que constitue o "kapok"<br />

(K. de Java), cujas propriedades hydrofugas são utilisadas<br />

na confecção de salva-vidas ( Aguenta 30 a 35 vezes seu<br />

peso nagua ).—Com o kapok se enchem colchões, travesseiro§...<br />

As sementes são pequenas, oleaginosas ; podem dar de<br />

18 a 30 o/o de oleo amarello-claro, de cheiro e gosto agradaveis,<br />

proprio para a saponificação e <strong>com</strong>estível


414 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

Mim. —Os toros da raiz descoberta na margem dos<br />

riachos seccos, cm tempo de verão, dao agua potável exccllente.<br />

Meã. pop. — A seiva é empregada contra a conjunctivite.<br />

SURURU — (R. Tapajoz, em Bòa Vista) —MOLLIA LE-<br />

PIDOTA Spruce (Tiliaceas).<br />

(A. g.). ,<br />

Loc. — R. Tapajoz (pouco frequente).<br />

CAR. — Flores brancas.<br />

SUSSUAIA— V. HERVA GROSSA.—<br />

SWARTZIA POLYCARPA Ducke. — íLegum. cae-<br />

salp.). Loc.— Mauhés.<br />

Mad.— O cerne dos troncos velhos 6 de um bello<br />

pardo arroxeado.<br />

SWARTZIA STIPULIFERA Harms. (Legum. cae-<br />

salp.).<br />

(A. m.)— Loc.- R. Branco de Óbidos—Alto R. Trombetas<br />

— Alto R. Ariramba.<br />

Mad.— Castanho <strong>com</strong> veias pretas, virando ao preto<br />

de ébano; grào fino, tomando polimento perfeito; nfto sujeita<br />

a rachar.<br />

• SWARTZIA aff. STIPULIFERA Harms. (Legum. caesalp.).<br />

Loc. — M. R. Tapajoz.<br />

Mad. —Linda, castanho escuro <strong>com</strong> finas veias pretas,<br />

virando ao preto; muito dura, grilo muito fino, tomando um<br />

polimento perfeito mas rachando <strong>com</strong> facilidade.—D = 1,31.<br />

SWARTZIA TOMENTOSA (Willd.) DC. (Legum.<br />

caesalp.). v. CANDEIA.—<br />

SYN.- Grand panacoco (G. fr.). c


TABACARANA — PLUCHEA QUITOC D. Cand.<br />

(Compostas).<br />

(PI. h.).<br />

SY.V— Quitoco.<br />

Loc.— R. Mara cá.<br />

Med. pop.— Interna c externamente <strong>com</strong>o carminativo,<br />

resolutivo, digestivo e antihysterico.<br />

TABACARANA — POLYGONUM HISPIDUM H.BK.<br />

(Polygonaceas).<br />

Iiid.— Fornece matéria corante para a tinturaria.<br />

TABACO — NICOTIANA TABACUM L. (Solanaceas).<br />

(PI. h.) — De origem sul-americana.— Cultivado.<br />

lnd.— Com as folhas seccas prepara-se o fumo.<br />

Med.— Toxico. — O principio activo é um alcalóide, a<br />

Nicotina, um dos mais violentos venenos cardíacos.<br />

Usado <strong>com</strong>o parasiticida (Infusão das folhas) contra<br />

o acams da sarna, os piolhos, os carrapatos, os mucuins.<br />

TABACO de JUDEU — v. ESPONJA do MATTO.—<br />

TABOCA — GUADUA LATÍFOLIA<br />

(Gramíneas).<br />

Loc.— R. Cunani.


418 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TABOCA — GUADUA ANGUSTIFOLIA Kunth. (Gra-<br />

míneas ).<br />

SYN.— Taquara.<br />

Loc.— Maguary (Ilha de Marajó).<br />

CAR.-Colmo de 10 a 12 metros. . .<br />

Alim — Os rebentos novos do rhizoma sâo <strong>com</strong>estíveis.<br />

TABOCA.— í Marajó) - GUADUA GLOMERATA<br />

Munro. aff. MACROSTACHYA Rupr. (Gramíneas).<br />

SYN.— Bambusinho — Guadiiamorim.<br />

Ind.— O colmo é usado para pontas de frechas e para<br />

enripar casas.<br />

Alim. anim.— Forragem.<br />

TABOCA de folha larga — (Alto Purús) — N A S T U S<br />

AMAZONICUS Hub. (Gramíneas).<br />

TABOCA GRANDE—(Alto Amazonas) — G U A D U A<br />

SUPERBA Hub. (Gramíneas).<br />

SYN.— Taboca giganta — Taquarussú (V. este nome).<br />

Loc.— Territorio do Acre— Bocca do Javary.<br />

TABOQUÍNHA — PANICUM LATIFOLIUM (Gramíneas<br />

).<br />

Capim meio escandente.<br />

TABUA — CYPERUS GIGANTEUS Vahl. (Cyperaceas).<br />

( PI. h.- hastes até 3 metros).<br />

SYN.— Piry (Marajó).<br />

HAB.—Em pantanos descobertos; constituem sociedades<br />

que cobrem grandes extensões (piryzal).<br />

Alim. anim — O gado <strong>com</strong>e somente as folhas terminaes<br />

novas.<br />

Ind.— Junco grande cujas hastes servem para tecer<br />

esteiras.— Pode dar cellulose para papel.<br />

TABLA — (no Sul) — v. PARTASANA.— •<br />

TACACAZEIRO - v. CAPOTE (Sterculia speciosa).<br />

/


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 419<br />

TACACAZEIRO — (Óbidos) — STERCULIA PRU-<br />

RIENS (Aubl.) Schum. (Sterculiaceas).<br />

(A. g. da T. f.).<br />

Svx.—Envireira (na região do estuário) — Chi chá brava<br />

(R. Tapajoz)— Capote— Touroiilier, ou Mahot-cochon<br />

(G. fr.)<br />

Loc.— Belem — Óbidos.<br />

CAR —O frueto É uma grande vagem semi-circular, de<br />

casca grossa, dehiscente, que encerra de 3 a 5 sementes<br />

ovóides negras, da grossura de um feijão, envolvidas em<br />

finos pellos ruivos, curtos e agudos, muito irritantes.<br />

Ind — As sementes são oleaginosas e dão 16°/o do seu<br />

peso de oleo amarello claro, inodoro (safra em outubro).<br />

TACACAZEIRO da T. f. — STERCULIA PILOSA<br />

Ducke (Sterculiaceas).<br />

(A. g.).<br />

Svx.— Envireira (na região do estuário).<br />

Loc.— Estrada de Ferro de Bragança — Santarém —<br />

Rio Branco de Óbidos.<br />

Mad.— Avermelhada, mais dura do que a da varzea.<br />

D = 0,43.<br />

TACACAZEIRO da V.— (B. Amazonas)-STERCULIA<br />

ELATA Ducke (Sterculiaceas).<br />

(A. G.).<br />

Svx.— Taxiipá, ou Taxi pá (Almeirim).<br />

Loc.—A especie mais <strong>com</strong>mum do B. Amazonas—Almeirim<br />

— Óbidos — Adauacá — SolimOes.<br />

CAR.—Tronco direito, delgado, alto, de cor esbranquiçada.—<br />

Copa pequena.<br />

Mad.— Pardo-claro, tenra e esponjosa, leve. de grão<br />

grosseiro.— O cerne das arvores velhas é vermelho.<br />

TACHY— SCLEROLOBIUM GOELDIANUM Hub.<br />

(Legum. caesalp.<br />

(A. m.) — Loc.- Frequente nas margens do R. Capim.<br />

TACHY— TRIPLARIS SCHOM BURGKIA NA Benth.<br />

(Pol^onaceas).<br />

[A. M.)— HAB.- Varzeas altas <strong>com</strong> solo de argilla<br />

fértil do Alto Amazonas.<br />

CAR.— Folhas largas.


420 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TACHY BRANCO da MATTA —TACHIGALIA ALBA<br />

Ducke ( Leg. caesalp. ).<br />

(A. g. ) — HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— Óbidos — Gurupá — Rio I apajoz — \ olta do<br />

Xingú. .<br />

CAR.— Não myrmecophila ; casca branca e ínllorescencias<br />

muito grandes, de lindo aspecto.<br />

TACHY BRANCO da T. f. — SCLEROLOBIUM PARA-<br />

ENSE Hub. (Leg. caesalp.).<br />

( A. g. ou G. J — HAB.- Na I. f.<br />

Loc.—Estrada de Ferro de Bragança—Óbidos —M.<br />

R. Xingú — M. R. Tapajoz.<br />

CAR.— Fructo muito maior que do S. paniculatum<br />

(vagem de 10 cm./3 — 3,5 cm.—Não myrmecophila.<br />

TACHY BRANCO da T. í. — SCLEROLOBIUM PANI-<br />

CULATUM Vog. ( Leg. caes. ).<br />

SYX.— Carvão de ferreiro.<br />

(A. p. ou m.) — HAB.- Campos altos e seccos e matta<br />

vizinha destes.<br />

Loc. —Almeirim — Cametá — R. Tapajoz— Santarém<br />

— Monte Alegre—Faro—Campos do Ariramba —Mandos.<br />

CAR. — Não myrmecophila.<br />

Jnd. — A madeira constitue excellente lenha e fornece<br />

carvão de alto poder calorífico<br />

TACHY BRANCO da V. — TACHIGALIA PANICULA-<br />

TA Aubl. ( Leg. caesalp. ).<br />

SYX.— Tachigali. ( G. fr. ).<br />

( A. p. ou m. ). HAB. — Nos igapós e margens de rios.<br />

CAR.—Muito <strong>com</strong>mum cm quasi toda a Amazónia.—<br />

Flores amarellopallido.— Os peciolos Ocos sao geralmente<br />

habitados por formigas "tachy" ( Pseudomyrma ).<br />

t mÍ V vv Y ,> 1c F lôr amarella —PTEROCARPUS ANCY-<br />

T-IRR TT Bcnth - (Leg. pap. dalb.) = PTEROCARPUS<br />

LLLI Harms.<br />

P m Nas mar<br />

' £ens inundadas.<br />

• « 7" : lôres ^ ranc, es amarellas — Habitado por formigas<br />

"tachy".<br />

1


ARVORF.S E PLANTAS ÚTEIS 421<br />

TACHY PRETO da matta — TACHIGALIA MYRME-<br />

COPHILA Ducke (Leg. caes.).<br />

(A. g. ou G.) — HAB.- Na matta de T. f.<br />

CAR. — Casca quasi preta. — Peciolos habitados por<br />

formigas do genero " Pseudomyrma " (tachy) ou, <strong>com</strong> mais<br />

frequência, do genero "Azteca".<br />

Ind. — A casca, rica em tanninos (3,6°/0—E. Serfaty—<br />

M. C. P.) é utilisada no cortume.<br />

Mad. — Alvacenta, dura. de cheiro fétido.<br />

TACIIY PRETO da V. —TRIPLA RIS SURINAMENSIS<br />

Cham. (Polygonaceas). ^<br />

(A. m. ) —HAB.- Uma das arvores mais typicas das<br />

margens do Amazonas.<br />

CAR. — Casca lisa e clara — ramos erectos — folhas<br />

grandes, escuras — flores amarellas e côr de rosa í cm setembro).<br />

Nas cavidades dos ramos alojam-se as formigas "tachy"<br />

( Pseudomyrma).<br />

Mad. — Cerne roseo claro, alburno-amarellado, leve e<br />

tenro, fibras direitas, fácil de se trabalhar.<br />

Med. pop. — O cozimento da casca é usado contra as<br />

hemorrhoides.<br />

TACHY da T. f. — (Beiern) — SCLEROLOBIUM TIN-<br />

CTORIUM Benth. (Leg. caes.).<br />

( A. p. ou m.).<br />

TACHYPvANA — (R. Tapajoz) — SCLEROLOBIUM<br />

CHRYSOPHYLLUM Poepp. e Endi. ( Leg. Caesalp. ).<br />

TAIASSUBA — (R. Tapajoz) - DUGUETIA sp. (Ano<br />

naceas).<br />

TAIOBA — X ANTHOSOM A VIOLACEUM Schott.<br />

(Araceas).<br />

(PI. h.).<br />

Aliai. — Rhizoma <strong>com</strong>estível.<br />

TAIOBA-XANTOSOMA SAGITTIFOLIUM Schott<br />

(Araceas).


422 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

/pi h )— Origin. das Antilhas.—Pouco cultivada.<br />

SYN\— Taw - Matigarilo — Choux caraïbe, das An-<br />

t,lhaS ^WÍ-Thizoraa <strong>com</strong>estível depois de cozido; as folhas<br />

novas substituem as couves.- Inferior ao verdadeiro taro<br />

(Inhame branco).<br />

T A J Â S - Principalmente: CALADIUM BICOLOR<br />

Vent. (Aroideas), div. variedades.<br />

SYX. — Tinhorão (no Sul).<br />

CAR — Folhas grandes manchadas ou mosqueadas de<br />

branco e de vermelho ; ás vezes quasi <strong>com</strong>pletamente brancas<br />

ou cor de rosa pallida.<br />

As especies ornamcntaes dos tajás são cultivadas nos<br />

jardins. , , ,,<br />

A BRASILEIRA —Tajá pequeno, de folhas graciosas,<br />

verde-claro mosqueado de branco puro.<br />

RIO BRANCO — Um dos maiores tajás ; folhas<br />

longas de quasi 2 metros ; o lobo é metade verde,<br />

metade branco, ou verde <strong>com</strong> grandes manchas<br />

brancas irregulares, chegando a ter Om 75 de<br />

<strong>com</strong>prido <strong>com</strong> Om 60 de largo.<br />

Med. pop.— Em geral, os tubérculos frescos dos tajás<br />

tem propriedades emeticas e purgativas.<br />

TAÍÁ de COBRA — (Furos) - DRACONTIUM ASPE-<br />

RUM C. Koch. (Araceas).<br />

S Y s.—Ja rara ca.<br />

(PI. h. )— CAR.- Haste de Om.õO a 2m., <strong>com</strong> 2-4cm.<br />

de diam., manchada de preto e de branco esverdeado.<br />

Ali m.— A raiz tuberosa assada é <strong>com</strong>estível.<br />

Med. pop.—O succo da raiz é utilisado interna e externamente<br />

contra as mordeduras de cobras.— O pó da raiz<br />

secca é re<strong>com</strong>mendado contra a asthma, a chlorose, a amenorrhea<br />

e a coqueluche.<br />

DC LEITE-ZSCHOKKEA LACTES-<br />

CbNb Kuhlmann ( Apocynaceas ). *<br />

Sm— Páo de chicle — Coudurú de espinho.<br />

v A. m.) — IÍAB.- Nas mattas das margens do Rio Abuná


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 423<br />

— No territorio do Acre — Iquitos — Esperança (R. Javary).<br />

CAR.— Tronco coberto de espinhos.<br />

Ifid. — Dá um látex branco que, depois de coagulado,<br />

pode ser utilisado <strong>com</strong>o gomma para mascar, ou ,4 chicle ";<br />

tem um cheiro natural de baunilha.<br />

TAMANQUEIRA de LEITE — (Rio Tapajoz) — M A-<br />

LOUETIA DUCKEI Markgraf (Apocynaceas).<br />

TA MANQUEIRA da T. f. — FA G AR A RHOIFOLIA<br />

Lam. (Rutaccas).<br />

(A. p.).<br />

SYX.— lembetarú.<br />

CAR.—A casca é armada de espinhos grossos.<br />

Mad.— Pardacenta sedosa; para carroçaria, marcenaria,<br />

cabos de ferramentas, tamancos.<br />

Ind. — Para papel: rendimento em cellulose, 45, l °/o—<br />

<strong>com</strong>pr. das fibras 1,03.—Diam. 0,031 (A. Bastos — M. C. P).<br />

- D. = 0,40 a 0,57.<br />

Me d. pop.— A casca do tronco é estimulante, estornachica<br />

e digestiva.—A raiz 6 amarga e tônica (dyspepsia<br />

flatulenta).<br />

TAMANQUEIRA da T. f. — FAGARA CAUDATA<br />

Hub. (Rutaceas).<br />

Loc.— Oriximiná — Faro.<br />

CAR.— Tronco aculeado.<br />

TAMANQUEIRA da V. —FAGARA sp<br />

[ Rutaceas).<br />

í A. m.).<br />

CAR.— Tronco aculeado.<br />

Mad. — Branco amarellado, de grão regular, fácil a<br />

trabalhar.— D = 0,71.<br />

TAMAQUARÈ — (Ilhas) — CARAIPA PSIDI1FOLIA<br />

Ducke (Guttiferaceas).<br />

(A. p.).<br />

SYN.— Tamacoaré. .<br />

JHAB.— Nas terras inundadas do litoral, em agua doce.<br />

CAR.— AS flores de todas as especies de " tamaquare<br />

são brancas e muito perfumadas.<br />

Mad. — Para carpintaria e marcenaria.


424 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TAMAQUARÈ grande — (Ilhas e E. de F. de Br.) - CA-<br />

RAIPA GRAND1FOLIA Mart. (Guttiferaceas), - CAKAlt A<br />

PARAENSIS Hub. . ,<br />

i A. m. ). — A especie mais <strong>com</strong>mum na região do estuário.<br />

_ • .<br />

Mad.— Pardoviolaceo, para construcções, cai pintaria,<br />

marcenaria. — D. =0,63.<br />

Ind. — As amêndoas das sementes contem O.) %, de<br />

sebo castanho avermelhado, de cheiro particular, desagradavel:<br />

Para safra papel de fevereiro ; <strong>com</strong>pr. das a abril. libras 1,18 — diam. 0,011 ( A.<br />

Bastos.—M. C. P.).<br />

Med. pop.—A<br />

ceiras.<br />

seiva é util contra herpes, sarnas, co-<br />

TAMAQf• IRE — (R. Negro e A. Amazonas) — CA-<br />

RAIPA FASCICÜLATA ( Guttiferaceas ).<br />

( A. g. ).<br />

Mad. — Pardacenta.<br />

Med. pop. — Do tronco extrahe se, por incisões, pequena<br />

quantidade de um balsamo-resina, vermelho-escuro.—<br />

Externamente, o balsamo e o cozimento das cascas dào excellentes<br />

resultados nas doenças da pelle. (A. Matta):<br />

darthro, eczema, herpes, empigens, sarnas. pytiriases.<br />

TAMAQUARÈ — (Rio Tapajoz) — CARAÍ PA EXCEL-<br />

SA Ducke (Guttiferaceas )<br />

ÍA. g ).<br />

Med. pop. — Dá balsamo anti-darthroso e anti-herpetico.<br />

TAMAQUARÈ miúdo — (Igapós dos furos) — CARAÍPA<br />

MINOR Hub. (Guttiferaceas).<br />

(A. p.).<br />

Med. pop. — Dcá balsamo anti-darthroso e anti-herpetico.<br />

também usado contra os rheumatismos. - A casca é<br />

depurativa.<br />

TAMAQUARÈ — I — IPOMAEA SUPERSTITIOSA<br />

Barb. Rodr. (Convolvulaceas).<br />

(Cipó).<br />

CAR.—Corolla rósea e tubo carmesim.<br />

TAMARINDO - TAMARINDUS INDICA L. (Legum.<br />

caesalp.). — Origin. da Africa tropical.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 425<br />

( A. g. ) — Naturalisado, subespontaneo e cultivado.<br />

Mad— Branco-amarellado. dura, torte; boa para segeria<br />

e cavername de embarcações.<br />

Ali tu.— A polpa que envolve as sementes é <strong>com</strong>estível,<br />

propria para fazer bebidas refrigerantes e sorvetes.<br />

Med — A polpa dos fruetos é adstringente, refrigerante<br />

e laxativa, excellente contra as gastrites dos impaludados.<br />

TAMBORIL — (Óbidos) — ENTEROLOBIUM MAXI-<br />

MUM Ducke ( Legum. mim.).<br />

SYN. — Tamburt 7 ivo ( 1'ciro ) — Tambormva (Li. do Amazonas<br />

) _ Faveira grande.<br />

(A. G.)— HAB.- Na matta virgem da T. f.<br />

Loc.— Alcobaça — Óbidos— Oriximiná — Santarém —<br />

Ilhas da T. f.. ao sul de Faro — Frequente no R. Tapajoz.<br />

CAR.— Arvore de copa muito larga.<br />

Mad. - Castanho-pardo, de consistência do cedro, mas<br />

de grilo um pouco grosseiro; trabalhando-se bem, para marcenaria.—<br />

D = 0,60.<br />

Ind — Para papel : <strong>com</strong>pr. das fibras 1.00— diam. 0,028<br />

(A. Bastos — M. C. P.).<br />

Ali m. a ni m.— A polpa dos fruetos é branca, molle,<br />

adocicada ; avidamente procurada pela caça.<br />

TAMBORIL— v. TIMBOUVA.—<br />

TAMBORIUVA — (Estado do Amazonas) — v. TAMBO-<br />

RIL—<br />

TAMURÀ TUIRA— (R. Taoajoz) - TABEBUIA SER-<br />

RATIFOLIA (Vahl. ) Nichols. ( Bignoniaceas ).<br />

TANAZEIRO— ?<br />

(A. M.) — HAB.- Região das Ilhas de Breves.<br />

Mad.— Pouco <strong>com</strong>pacta, leve.—O alburno 6 branco;<br />

D = 0,32. — O cerne 6 branco pardacento <strong>com</strong> zonas amarelas<br />

virando ao pardo violáceo claro; D = 0,-14.— Bôa para<br />

caixas.<br />

TANCHAGEM — PLANTAGO MAJOR L. (Plantaginacea!><br />

).— Origin. da Europa.<br />

( PI. h.) — Sub espontanea na Amazônia.<br />

Med. pop.-\ agua distillada das folhas é usada <strong>com</strong>o


426 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

collyrio.— As folhas e as raizcs são febrífugas, tônicas c<br />

adstringentes, úteis contra anginas e parotidites.<br />

TANGARACA — v. HERVA de RATO.-<br />

TANGARACA-ASSÚ — v. COTO-COTO.-<br />

TANGERINA-CITRUS NOBILIS Lour. (Rutaceas).—<br />

Orig. da China. . »<br />

( A. p.) —Cultivada. — E' uma variedade da "mandarina<br />

Alim. — Fructos perfumados, muito apreciados — Conservam<br />

a cor verde manchada de amarello quando maduros.<br />

— Safra no <strong>com</strong>eço da estação secca.<br />

TANIBOUCA — (B. Amazonas)-— v. CINZEIRO.—<br />

TAPAI UNA — (Almeirim) — DICORYNIA INGENS<br />

Ducke (Leg. cacsalp.).<br />

(A. G.) — HAB.- Frequente na matta de T. f. baixa, entre<br />

a varzea do Amazonas e as Serras de Almeirim.<br />

Loc. — A' oeste da Serra da Velha Pobre, Almeirim,<br />

Gurupá, Oriximiná.<br />

Moei. — Pardo-avermelhado escuro, cerne pequeno<br />

(1/3 do tronco) côr castanho-escuro-violaceo, para construcção<br />

civil, segeria, estacas, dormentes; especial para<br />

tanoaria. — D = 0,90.<br />

TAP AO A — ?<br />

Loc. — Santarém.<br />

TAPERIBÀ - SPONDIAS LUTE A L. (Anacardiaceas).<br />

SYX — Cajá, ou Cajazeiro Í Ceará) — Prunier mombin<br />

(G. fr. ) — Ilog p/um (Ingl.)<br />

r~ HAB.- Na varzea e na terra firme argillosa.<br />

Mad. — Branca, tenra, sem applicações.<br />

Ahm.— Fructo ovoide, da grossura de uma pequena<br />

ameixa, amarello, perfumado, acido, de sabor agrajdavel,<br />

proprio para limonadas, sorvetes; pela fermentação e distiIlação,<br />

dá um álcool de bom gosto, aromatizado, <strong>com</strong> o qual<br />

fabrica-se um excellente licor


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 427<br />

Med. pop.— O cozimento da casca e dos grêlos cura<br />

a inchação erysipelatosa dos pés. — O decocto das flores é<br />

util nas ophtalmias e laringites. — Internamente, a casca é<br />

emética e adstringente; emprega-se o cozimento <strong>com</strong>o tonico<br />

e estimulante contra as diarrheas, vomitos espasmoticos,<br />

cólicas, dysen terias, blennorrhagias. - O decocto das flores<br />

é aromatico, tonico do coraçào (contra as palpitações) e<br />

fortifica o organismo enfraquecido.<br />

TAPERÍBÁ-CEDRO — POUPARTIA AMAZÔNICA<br />

Ducke (Anacardiaceas).<br />

(A. g.).<br />

SY.W— Cedro bronco — Cedro-rana — Tapcribd-assií —<br />

Yacrí- Yacá.<br />

HAB.— Xa matta virgem, <strong>com</strong> solo argilloso fértil.<br />

Loc.— R. Trombetas — R. Branco de Óbidos.<br />

CAR.— Tronco parecido <strong>com</strong> o do cedro.<br />

Mad. ~ Sem valor.<br />

Alini.— Fructo pentágono <strong>com</strong>estível, acido, lembrando<br />

o taperibá <strong>com</strong>mum pela côr, o cheiro e o sabor.<br />

TAPERIBÁ do SERTÃO—SPONDIAS DULCIS Forst.<br />

( Anacardiaceas).—Origin. das Ilhas da Sociedade.<br />

(A. g.)— Cultivado.<br />

SY.V— Cajá manga (R. de .!.) — Pomme de Cythère<br />

(de Tahiti).<br />

Alim.— Fruetos em cachos, da grossura de um limão,<br />

amarellos; polpa acidulada, aromatica.—Comem-se crus ou<br />

em <strong>com</strong>potas.<br />

TAPERIBASINHO — CODIAEUM VA RIFO ATUM L.<br />

(Euphorbiaceas).<br />

(a.) —Variedade de "croton".<br />

Om — Arbusto elegante, pyramidal, de folhas recortadas,<br />

verde claro, orladas de branco.<br />

TA PI RI RI — V PÁO P03IB0— (Belem).—<br />

TAP URU— v. BURRA LEITEIRA.—<br />

áTAPURU — (Estado do Amazonas) — v. MURUPITA.-<br />

TAPLRÚ — v. SERINGARANA.—


428 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TAQUARA — BAMBUSA VULGARIS Schrad. (Gramíneas).<br />

„ , .<br />

CAR.— Hastes de 5 a 16 m. de altura.<br />

Orn.— Cultivada nos parques.<br />

Ind.— Empregada para bengalas, cercas, latadas, gaio-<br />

las.<br />

Alim.— Os rebentos novos são <strong>com</strong>estíveis e, também,<br />

as sementes.<br />

TAQUARA— v. TABOCA — GUADUA ANGUSTI-<br />

FOLIA Kunth. (Gramíneas).<br />

TAQUARISINHO — ANDROPOGON SPATHIFLO-<br />

RUS Kunth. (Gramíneas).<br />

(PI. h.).<br />

TAQUARUSSU — (A. Amazonas) — GUADUA SU-<br />

PER BA Hub. (Gramíneas).<br />

SYN. — Taboca grande.<br />

HAB.— Nas T. f. elevadas.<br />

CAR.—Colmos de 6 a 12 metros de altura, attingindo<br />

20 m. <strong>com</strong> 15 a 20 cm. de diam.<br />

Ind.— As hastes são empregadas para esteios de casas,<br />

escadas, canos.— Material para cestos, gaiolas, ripas.— Cellulose<br />

para papel.<br />

Alim.— As sementes são feculentas e nutritivas — No<br />

interior das hastes novas, mas bem desenvolvidas, encontrase<br />

uma agua potável, ás vezes um pouco mucilaginosa.<br />

TAQUARY — MABEA ANGUSTIFOLIA Benth. (Euphorbiaccas).<br />

e MA BE A TAQUARY Aubl. (Euphorbiaceas).<br />

(A. p. ou m.).<br />

SYN.— Canudo de pito — Mabier (G. fr.).<br />

Loc.—Nas capoeiras seccas de Óbidos.<br />

Mad.— Amarellada, molle, leve.<br />

Ind.— Os renovos são ocos e tem os nós muito espaçados;<br />

são utilisados para fabricar canudos de cachimbos.<br />

As sementes são oleaginosas; o oleo extrahido é amarello,<br />

inodoro, muito seccativo. «<br />

TAQUARY d'AGUA — v. CAPIM TAQUARY.—


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

TAQUERA — v. CABAÇA AMARGOSA.—<br />

TARO — v. TAIOBA.—<br />

TARO — v. INHAME BRANCO.—<br />

429<br />

TARTARUGUINHA — (Bocca do R. Trombetas) - SA-<br />

PIUM. (Euphorbiaceas).<br />

TARUMÃ do CAMPO — VITEX DUCKEI Hub. (Verbenaceas).<br />

(a. ou A. p.)-<br />

HAB.—Na T. f., nas campinas de areia <strong>com</strong> humus.<br />

Loc.— R. Tapajoz — Faro — R. Trombetas.<br />

TARUMÃ CHEIROSO — VITEX ODOR ATA Hub.<br />

(Verbenaceas).<br />

(a. ou A. p.).<br />

HAB. — Nos campos de Marajó, nos logares altos.<br />

TARUMÃ FRONDOSO — (Marajó) — VITEX ORINO-<br />

CENSIS Kth. var. AMAZÔNICA Hub. (Verbenaceas).<br />

( A. g.) — HAB.- Nos terrenos argillosos das margens<br />

dos rios e riachos.<br />

Loc.— R. Tapajoz — R. Branco de 0'oidos — Tesos da<br />

contra-costa de Marajó.<br />

Mad. — Própria para logares húmidos, esteios, moirôes,<br />

dormentes, segeria.<br />

TARUMÃ GRANDE do campo — (Marajó e B. Amazonas)<br />

- VITEX FLAVENS Kunth. (Verbenaceas).<br />

SY.W— Mammeira (Macapá) — Tarumã tuira.<br />

(A. p. ou m.) —HÀB.- Nos campos de T. f.<br />

Loc.—C. de S. José (Óbidos) — Marajó — Monte Alegre<br />

— Santarém.<br />

Mad.— Resistente, para segeria, moirões, esteios, dormentes.<br />

.TARUMÃ do igapó —VITEX CYMOSA Bert. (Verbenaceas<br />

).<br />

SY.W— Tarumd do alagado — Jaramanlaia (R. IApajoz).


430 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />

/ P.). _ HAB.- Margens inundadas dos lagos e rios.<br />

toe.- Amazonas - R. Tapajoz - R. I rombetas, etc.<br />

CAR. — Floresce despido de folhagem, logo que os ramos<br />

emergem da agua depois da enchente annual.<br />

Mad.— Amarello-pardacenta.<br />

TARUMÃ da MATTA - VITEX TRIFLORA Vahl.<br />

(Verbenaceas).<br />

SVN.— Tarumã silvestre.<br />

(A. ou A. p.). - HAB.- Nas capoeiras E matta secundaria.<br />

— E' a especie mais vulgar da Amazônia.<br />

Med. pop.— O frueto é emmenagogo e diurético; as<br />

folhas empregam-se contra as cystites e uretnrites; a raiz<br />

é tônica e febrífuga.<br />

TARUMÃ SILVESTRE — v. TARUMÃ da MATTA.—<br />

TARUMÃ TUIRA — v. TARUMÃ GRANDE do campo.—<br />

TATÃ-CAÃ — (R. Tapajoz) —PERA GLABRATA<br />

Baill. (Euphorbiaceas).<br />

TATAJUBA — (B. Amazonas^ — v. LIMÃO-RANA.—<br />

TATAJUBA — (Belem) — BAG ASSA GUIANENSIS<br />

Aubl. (Moraceas).<br />

í A. g. ou G.).<br />

SYX.— Bagaceira — Amapd-ratta (B. Amazonas).<br />

Loc.— Belem — Norte de Óbidos.<br />

Mad.— Amarella. bastante dura. <strong>com</strong>pacta, mas poros<br />

muito apparentes — Boa para construcçáo civil e naval,<br />

dormentes. — D = 0,76.<br />

lud.— A entre casca é fibrosa, formando um tecido natural<br />

espesso e resistente — O látex dá uma resina.<br />

Alim.— Fructos da grossura de uma laranja, <strong>com</strong>estíveis,<br />

adstringentes, mas de sabor agradavel.<br />

TATAPIRIRICA — (Óbidos) - v. PÃO POMBO —<br />

( lapirira guianensis).<br />

.TAUARY — (Belem) — v. CHURU.—<br />

p n i Machado)-COÜRATARI MACROS-<br />

PERMA A. C. Smith. (Lecythidaceas).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 431<br />

(A. G.)—CAR.- O fructo (pyxidio) é cylindro-conico;<br />

tem 15-23 cm. de <strong>com</strong>pr., <strong>com</strong> operculo de 7—9 cm. de diam.<br />

TAUARY — (Amazônia) — COURATARI TAUARY<br />

Berg. (Lecythidaceas) e COURATARI GUIANENSIS<br />

Mart.<br />

SVNMaho cigarre (G. fr.).<br />

(A. G.) — HAB.- Na T. f.<br />

Mad.— Quasi branca no alburno, indo avermelhando<br />

para o centro — bôa para marcenaria. — D = 0,51.<br />

hid.— Com o liber da casca, os indígenas preparam<br />

folhas delgadas que substituem o papel para cigarros.<br />

TAUA RY — (Rio Machado) - C O U R A T A RI K R U-<br />

KOVII A.C. Smith. ( Lecythidaceas).<br />

SYN\— Tavary.<br />

(A. G.) —CAR - O fructo (pyxidio) é ovoide, alongado,<br />

<strong>com</strong> 11 — 14 cm. de <strong>com</strong>pr.; o operculo tem 3 a 3,5 cm.<br />

de diam.<br />

TAUARY — (Monte Alegre) — TECOMA aff. OCHRA-<br />

CEA St. Hil. (Bignoniaceas).<br />

(A. p.).<br />

CAR.— Especie de páo darco dos campos — Flores<br />

amarellas.<br />

TAUARY — (Mauhés e Solimces) — CA RIM AN A MI-<br />

CRANTHA Ducke ( Lecythidaceas).<br />

(A. G.) - HAB.- Na T. f.<br />

Loc.—R. Tapajoz — Belem — Mauhés — Juruty Velho<br />

— R. Madeira — R. Purús.<br />

Ma d.— Dura.<br />

TAUARY— (Rio Acre) - CARINI AN A RUBRA Miers.<br />

(Lecythidaceas).<br />

(A. G.)—HAB.- Nos logares pantanosos nas mattas<br />

nilo attingidas pelas enchentes.<br />

Loc.—M. R. Tapajoz-R. Acre — Riberalta (R. Bém).<br />

TAUARY— CARINIANA EXCELSA Casar. (Lecythidaceas<br />

).<br />

ÍA. G.).<br />

SYN.—Jequitiba (R. de Janeiro).<br />

Loc.—Rio Acre.


432 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TAU AR Y — (Matto Grosso) — C A RIXIA X A K U H L-<br />

MANNII Ducke (Lecythidaceas).<br />

TAX1PÀ, ou TAXUPÂ — v. TACACAZEIRO — (Sterculia<br />

clata).<br />

TAYUYA — TRIANOSPERMA TAYUYÁ Mart. (Cucurbitaceas)<br />

— c TRIANOSPERMA GLANDULOSA Mart.<br />

(Cucurbitaceas).<br />

(Cipó).<br />

SYX.— Abobrinha do matto — Cabeça de negro.<br />

Med. pop.— Raiz tuberosa, amarella, purgativa, empregada<br />

na hydropisia. opiiação, obstrucção intestinal, falta<br />

de menstruação, epilepsia, morphea — As folhas são usadas<br />

em cataplasmas <strong>com</strong>o detersivas das ulceras — Depurativo<br />

efficaz (fructos e raiz) na syphilis e nas dermatoses — Antiscorbutica.<br />

O principio activo da raiz é a layuyna (Soullié).<br />

TEIU — v. CAÀPIÀ.—<br />

TEMBETARU — v. TAMANQUEIRA da T. f. — ( Pagara<br />

rhoifolia).<br />

TENTEIRO grande— v. BOIUSSU.—ORMOSIA COU-<br />

T1NHOI Ducke (Leg. pap.).<br />

TENTEIRO — v. ACAPU-RANA — ( Batesia floribunda ).<br />

TENTO AMARELLO - ORMOSIA EXCELSA Benth.<br />

( Leg. pap. soph.).<br />

(A. m. ou g.)—HAH.- Nas mattas inundadas das margens.<br />

Loc.— R. Trombetas — R. Jamundá— R. Tapajoz—<br />

M. R. Xingu — Manáos.<br />

CAR.— Flôres lilaz claro. — Sementes unicolores, amarello-alaranjado<br />

pallido, <strong>com</strong> pouco brilho, <strong>com</strong>primidas,<br />

longas de 1,5 cm.<br />

Mad.— Bonita, de côr castanho-vermelho claro, forte,<br />

dureza mediana. — D ~ 0,70.<br />

mi o ZU ÍRT-R PITHECOLOBIUM TRAPEZIPOLI-<br />

UM (Vahl.) Benth. (Legum. mim ).<br />

(A. m.).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

SYN.— Contas, ou lagrimas, de Nossa Senhora (Belem).<br />

HAB.— Na beira da matta, ou em capoeirões húmidos"<br />

raro na matta virgem.<br />

Loc.— Belem — E. de F. de Bragança.— Cametá —Breves<br />

— Gurupá — Santarém — E. do Amazonas.<br />

CAR.—Sementes brancas <strong>com</strong> arillo azul.<br />

Mad.— Pouco <strong>com</strong>pacta, tenra, sedosa; o cerne é<br />

branco rosado, um pouco amarellado.<br />

bld.— Para papel: <strong>com</strong>pr. das fibras 1,19—diam. 0,019<br />

(A. Bastos — M. C. P.).<br />

TENTO das CAMPINAS — ORMOSIA TRIFOLIATA<br />

Hub. ( Leg. pap. ).<br />

( A. p. ou a. g. )— HAB.- Nas campinas.<br />

Loc.— Faro — R. Mapuera—Marajó.<br />

CAR.— Sementes vermelho vivo, <strong>com</strong> mancha preta.<br />

TENTO de FOLHAS GRANDES — ORMOSIA NOBI-<br />

LIS Tui. í Leg. pap. ).<br />

A. m. ).<br />

^oc.— Belem — Bragança — Gurupá.<br />

CAR — Sementes quasi circulares. 1 cm. de diam., escarlates<br />

<strong>com</strong> mancha grande, preta. — Folhas ás vezes enormes.<br />

Mad. — Branco-avermelhado claro, tenra.<br />

Orn.— Arvore copada, muito ornamental.<br />

TENTO GRANDE da V. — ORMOSIA AMAZÔNICA<br />

Ducke í Leg. pap. ).<br />

(A. g. )— HAB.- NOS cacauaes do B. Amazonas.<br />

CAR.— Fructos: vermelho e preto, duros, lustrosos, de<br />

1. mm. de diam. — Servem para marcar jogo.<br />

Mad.— Vermelha; sem applicações.<br />

TENTO PEQUENO — ABRUS PRECATORIUS L.<br />

Leg. pap. )<br />

(Cipó delgado).<br />

SYN. — Tequirily ( Monte Alegre ) — Jeriqniti.<br />

CAR.— Sementes pequenas, vermelho-vivo <strong>com</strong> mancha<br />

preta.<br />

bld.— As sementes silo usadas, ás vezes, para fabricar<br />

rosarias.<br />

Med. pop.— As sementes são toxicas; nella encontrase<br />

uma toxalbumina, a Abrina. A maceração aquosa das<br />

433


434 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

sementes provoca uma inflammaçAo violenta quando introduzida<br />

no olho; emprega-se nas conjunctivites granulosas.<br />

— As folhas e, principalmente, as raízes têm propriedades<br />

analogas ao alcaçuz.<br />

TENTO PEQUENO— ABRUS TENUIFLORUS Benth.<br />

(Leg. pap.).<br />

;Cipó delgado).<br />

SYN.— Tcntosinho.<br />

CAR.— Sementes vermelho e preto (na maior parte) —<br />

Folhas miúdas, <strong>com</strong>postas.— Flôr pequena, roxa.<br />

TENTO PRETO — ORMOSIOPSIS FLAVA Ducke.<br />

(Leg. pap ).<br />

(A. m. ou g.) — IIAB.- Em terreno argilloso.<br />

CAR.— Sementes duras, redondas, pretas <strong>com</strong> um pequeno<br />

hilo branco.— Flores amarellas.<br />

Loc.— E. de F. de Br. — M. R. Tapajoz —R. Branco<br />

de Óbidos.<br />

Mad. — Brancoavermelhado.<br />

TENTO RAJADO — (S. Caetano de Odivellas) —<br />

(Sapindaccas).<br />

TENTO da T.f.— ORMOS1A PARAENSIS Ducke<br />

(Leg. pap.).<br />

(A. m.) —O mais frequente dos "tentos".<br />

Loc.— Belcm — Bragança — Almeirim — Monte Alegre<br />

— Santarém — R. Branco de Óbidos — Manáos.<br />

CAR.—Semente bicolor, de 12 a 13 mm. de <strong>com</strong>prido.<br />

TIIOÀ — v. ÍTUÀ.—<br />

TIASSUBA- DUGUETIA sp (Anonaceas).<br />

(A. g.).<br />

Loc.— R. Tapajoz (Bôa Vista >.<br />

%<br />

TI MB AU BA — (Belem) — v. TIMBORANA — (Piptadenia<br />

psilostachya).<br />

TIMBAUBA — (Belem) — v. PARICA GRANDE da T. f.<br />

— (riptadema suaveolens).


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

435<br />

TIMBAIJBA — v. FAVEIRA de ROSCA— (Enterolobium<br />

Schumburgkii).<br />

TIMBAIJBA — ST R VPHNODEN D RON GUIANENSE<br />

Aubl.) Benth. (Leg. mim.).<br />

( A. m.) — HAB.- Na terra firme.<br />

Mad.— Branca e molle.<br />

TIMBO — E' nome dado a grande numero de plantas<br />

que tem propriedades ichtyotoxicas e são empregadas para<br />

"tinguijar" o peixe.— As classificações são ainda incertas;<br />

citamos as que são admittidas até hoje, mas precisam de<br />

uma revisão.— Ver também CONABI ou CONAMI ou BAR-<br />

BASCO.—<br />

SYX.— Co n abi —Conambi —Cottami — Tingi ti — Cofia pi,<br />

pacai ou barbasco (Perií) —Nicou (G. fr.)— Jlaiari (G. ingl.).<br />

TIMBÒ— PAULLINIA IMBERBIS Radlk. (Sapindaceas).<br />

(Cipó grande).<br />

SYN. — Cipó timbô.<br />

Loc.— Belem.<br />

CAR.— Parece-se <strong>com</strong> o guaraná. — Fructo: capsula<br />

de 3 cm., pyriforme.<br />

Med. pop.— Ichtyotoxico (?).—<br />

TIMBÒ— PAULLINIA GRANDIFLORA St. Hil.<br />

(Sapindaceas).<br />

(Cipó grande).<br />

SYN. — Iurari.<br />

Med. pop. — Ichtyotoxico.<br />

TIMBÒ-ASSÚ — CARLUDOVICA<br />

(Cyclanthaceas).<br />

SYN.— Cipó timbô.<br />

(Cipó)— HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— R. Jamundá.<br />

CAR.-Especie epiphyta cujas raizes aereas servem<br />

<strong>com</strong>o cordas.<br />

Med. pop.— Não venenoso.<br />

TIMBÒ-ASSÚ — DER RIS GUIANENSIS Benth. (Leg.<br />

dalb.). — E' o genero "Deguelia", de Aublet.<br />

(Cipó grande).


436 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

SYN.— Timbô cipó — Timbô da matt a — Timbora/ia<br />

— T. jacaré (Mandos).<br />

HAB.—Nas margens dos rios e nos içapos.<br />

Loc.— Beiern -Breves - E. de K de Br. — B. K. Xingu<br />

— M. R. Tapajoz — R Trombetas.<br />

CAR.—Folhas <strong>com</strong>postas (5 foi.).— Hôres em espigas<br />

axillares e terminaes, branco-esverdeado.—Fava globosa,<br />

ferruginea, unilocular.<br />

Med. pop.— Venenoso.— Contem um <strong>com</strong>posto resinoide,<br />

nào azotado, toxico, a Derrina.<br />

TIMBÓ—(?) SER J ANI A FUSCI FOLIA Radlk. (Sapindaceas).<br />

(a).<br />

SYN.— Cipó timbô.<br />

CAR.—Flores brancas, tomentosas, cm racimos; fructo:<br />

Samara de 2 cm./1,5 cm.<br />

Med. pop.— Acre, narcotico e venenoso.-Ichtyotoxico.<br />

— Contem Timbôina.<br />

TIMBÔ BRANCO — v. CAAPI.<br />

TIMBÓ BRANCO — v. TIMBO MACAQUINHO e TIMBO<br />

GRANDE.—<br />

TIMBÓ-CAÀ — (B. Amazonas)-TEPHROSIA NITENS<br />

Benth. ( Leg. pap.).<br />

SYN.— Ajaré.<br />

(PI. herbacea ou a. p.) — 1 IAB.- Na beira dos lagos e<br />

baixas de campo.<br />

Loc.— R. Capim — Óbidos — Prainha — Parintins —<br />

Mauhés.<br />

CAR.—Folhas duras, pinnadas; foliolos glabros na face<br />

superior e cobertos, na face inferior, de pellos prateados<br />

brilhantes.— Vistosas llôres vermelho-carmesim ou róseas<br />

cm racimos axillares ou terminaes. — O fructo ú uma vagem<br />

sedosa de 10 cm.<br />

Med. pop.— Ichtyotoxico.<br />

Om.— Planta muito ornamental.<br />

do Campo—(Marajó) - TEPHROSIA* BRE-<br />

\ 11 LS Benth. ( Leg. pap. gal.<br />

SYN.— Timbó boticário.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 477<br />

fa. p.)— Loc.- Campos nâo inundáveis de Marajó.<br />

CAR.— Flores amarello-cscuro; foliolos sedosos na face<br />

inferior e caules arruivados.<br />

Med. pop — Ichtyotoxico.<br />

TIMBÒ de CAYENNA — TEPHROSIA TOXICARIA<br />

Sw. (Leg. gal ).<br />

(a. p. erecto ). — A especie mais frequentemente cultivada.<br />

SYN.— Anil bravo — Tingui de Cayenna.<br />

CAR.— Foliolos sedosos na face inferior; flores branco<br />

ou amarellas em racimos axillares ou terminaes; frueto:<br />

vagem coberta de pelles.<br />

Med. pop.— A raiz tuberosa é narcótica, ichtyotoxica<br />

muito activo — As folhas tem as propriedades da digital.<br />

— Grcshoff isolou dois glucosides: a Timbôina e a Tephrosina.<br />

TIMBÒ da MATTA— v. TlMBO-ASSU — (Derris guianensis).<br />

TIMBÒ de peixe — PAULLINIA PINNATA L. ^Sapindaceas).<br />

SYX.— Cipó crua pé vermelho —Timbô cipó— Cururúa<br />

pé — Liane carrée (G. fr.)<br />

(Cipó grande)— Loc.- Muito <strong>com</strong>mum nas beiras dos<br />

cursos d'agua do B. Amazonas.<br />

CAR.— Hastes quadrangulares. — Folhas grandes, até<br />

15 cm. de <strong>com</strong>pr. (<strong>com</strong> 5 foliolos coriaceos, de peciolos alados).<br />

Flores brancas em racimos.<br />

Ind.— A casca do caule dá fibras; o lenho é muito<br />

flexível, proprios para arcos de barris.<br />

Med. pop.— Sedativo e narcotico, caimante do systema<br />

nervoso (extracto e tintura), usado contra as affecções do<br />

fígado e do baço, nas gastralgias — Folhas emollientes.— E'<br />

ichtyotoxico; contém o glueoside Timbôina ( Martin -1877).<br />

A casca, principalmente da cepa, e as sementes, sào<br />

acres, narcóticas e venenosas.<br />

O TIMBÒ-PÀO — (Rio Solimões) — CLATHROTROPIS<br />

MACROCARPA Ducke ( Leg. ). , , , 0 _<br />

SYX.- Cabary (A. R. Negro)- Timbó rana ( R. Solimões<br />

).


438 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

( \ m ) — HAB.- Na matta húmida mas não inundada.<br />

Loc.— Alto R. Negro — R. Solimões.<br />

CAR.— Casca fétida.<br />

Mad.— Esbranquiçado sujo.<br />

TIMBO MACAQUINHO — (R. Tapajoz) — LONCHO-<br />

CARPUS NICOU (Aubl.) Benth. (Leg. pap. dalberg.)<br />

= ROBINIA NICOU Aubl.<br />

SVN. — Timbô legitimo ( R. lapajoz )— 7 imbó branco<br />

páo (R. Acará). . .<br />

HAB.—Somente encontrado em capoeiras ou cultivado;<br />

pouco abundante.<br />

Loc. — R. Tapajoz— Gurupá — R. Acará.<br />

(Cipó grande) —CAR.- Arbusto que se torna escandente<br />

somente aos dois annos de idade. — Folhas <strong>com</strong>postas<br />

(5, 7 ou 9 foliolos).—A face inferior das folhas novas é<br />

coberta de pellos dourados brilhantes. — Flores purpurinas<br />

em espigas axillares ( floresce raramente).<br />

Ind.— E 1 o mais activo dos timbós; empregam se as<br />

raizes e os sarmentos. — Nas raizes existe, em forte proporção<br />

(6 a 11 o/o), um principio venenoso, a rotenona, cujas<br />

propriedades especiaes <strong>com</strong>o insecticida agrícola estão sendo<br />

aproveitadas, principalmente nos Estados-Unidos. O primeiro<br />

nome da "rotenona" foi %i tubaloxina", de toeba<br />

(Derris elliptica Benth.), a planta do Extremo-Oriente em<br />

cujas raizes foi descoberta. — Os americanos chamam também<br />

cubô a raiz dos timbós do genero Lonchocarpus.<br />

TIMBÒ URUCU — (Gurupá) — LONCHOCARPUS<br />

URUCU Killip e Smith. (Leg. pap. dalberg.).<br />

SVN.— Timbô vermelho ( Manaus e Furos de Breves )<br />

— Timbô carajarú ( R. Tapajoz) — T. grande ( R. Negro )<br />

— T. assa ( Parintins ).<br />

HAB.—Encontrado somente em capoeiras ou cultivada;<br />

ú a especie deste genero mais espalhada em toda a Amazônia.<br />

(Cipó)— CAR.- Flores em espigas purpurinas; frueto<br />

em vagem <strong>com</strong>prida, não alada, contendo 3 ou 4 sementes<br />

de cor ferruginea, globosas, um pouco achatadas. — Raiz<br />

avermelhada no corte.<br />

Ind.— Muito activo. — Empregado para pescarias e<br />

para matar as formigas "saúvas".— Parece ter variedades;<br />

das suas raízes extrahe-se de 3 a 5.5 de rotenona;<br />

Geottroy tinha encontrado nellas um alcalóide que denomi-


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

nou nikoulina < 1895). — Neste timbó, <strong>com</strong>o nas outras especies<br />

activas deste gênero, existem aliás, junto á rotenona<br />

diversos outros princípios venenosos : deguelina, tephrosina\<br />

toxicarol< e derivados, cuja acção insecticida é tombem notável<br />

em certos casos.<br />

TIMBÓ VENENOSO cio PAItÁ — LONCHOC \RPUS<br />

FLORIBUNDUS Benth. < Leg. pap. dalberg.).<br />

(a. sarmentoso rasteiro no descampado; cipó grande<br />

na matta).<br />

SYX.— Timborana.<br />

HAB.— Frequente em toda a Amazônia, na T f.<br />

Loc.— Belem — Gurupá — Prainha — Monte Alegre —<br />

Santarém — Óbidos — L. do Sapucuá — L. do Mariapixy.<br />

Med. pop.— YL 1 ichtvotoxico, mas muito menos activo<br />

tio que os dois precedentes.—No Baixo-Amazonas, 6 considerado<br />

<strong>com</strong>o perigoso para o gado.— Passa por conter um<br />

glucoside: a timboina.<br />

PUS<br />

439<br />

TIMBÓ GRANDE — ( R. Tapajoz ) — LONCHOCAR-<br />

SYX.— Timbó assít — Timbó branco — Timbó <strong>com</strong>inam.<br />

(a. sarmentoso ) — CAR.- Arbusto de copa densa, arredondada,<br />

que se torna escandente aos 4 annos; raiz dura<br />

quando secca, virando, no corte, ao amarello claro.— Nas<br />

folhas novas, os pellos da face inferior parecem dourados,<br />

mas menos brilhantes que no T. macaquinho.<br />

Ind.— A raiz contem de 3 a 3, 5 %> de rotenona.<br />

TIMBÓ — LONCHOCARPUS<br />

Í Cipó grande) — CAR.- AS folhas novas tem a face<br />

superior violacea, a inferior coberta de pellos curtos, deitados,<br />

prateados. — As raízes sào cylindricas, amarello claro<br />

brilhante, muito <strong>com</strong>pridas, mostrando, no corte, os vasos<br />

largamente abertos.<br />

Ind. — Das raízes extrahe-se 2 % de rotenona.<br />

TIMBO PAO—(Vigia) —LONCHOCARPUS<br />

^ SYX.— Timbó de massa.<br />

( Cipó) — CAR.- Raiz dura, <strong>com</strong>pacta, branca nq cort<br />

Ind.— As raizes contem cerca de 2 °/o de rotenona.


440 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TIMBÓ MASSA — (R. Tocantins) - LON CHOCAR-<br />

PUS<br />

* ( Cipó) C\R.- À face inferior das folhas, <strong>com</strong>o a superior,<br />

é glabra - O peciolo dos foliolos é alongado, rugoso<br />

na parte visinha do limbo, liso na outra metade.<br />

Jnd. — Ichtyotoxico, mas contendo somente U.o<br />

rolenona.<br />

o ue<br />

TIMBÓ TITICA — v. CIPO TITICA.—<br />

TIMBÓ VERMELHO — v. TIMBO URUCU—<br />

TIMBÓ LEGITIMO — v. TIMBO MACAQUINHO.<br />

TIMBÓ GRANDE —v. TIMBO URUCU — (Gurupá) — e<br />

TIMBÓ GRANDE — (R. Tapajoz).<br />

. TIMBO ASSÚ — (Parintins) — v. TIMBO URUCU e TIM-<br />

BO GRANDE.<br />

TIMBÓ COMMUM — v. TIMBO GRANDE.<br />

TIMBÓ CARAJURÚ — v. TIMBO URUCU.<br />

TIMBÓ BRANCO PAO — V. TIMBO MACAQUINHO.<br />

TIMBÓ dc MASSA— v. TIMBO de MASSA — (Rio To-<br />

cantins) c TIMBO PÃO — VVigia) —<br />

TIMBÓ BOTICÁRIO — v. TIMBO do CAMPO.—<br />

TIMBÓ-RANA — (Gurupá —Manáos, etc.) — DERRIS<br />

NEGRENSIS Benth. (Leg. dalb.).<br />

(Cipó grande) — HAB.- Na terra firme.<br />

Loc. — Podo o E. do Pará.<br />

Med. pop.— Ichtyotoxico (Greshoff.).<br />

Nas plantas do genero Den is, o principio activo seria<br />

também a rotenonu (tubatoxina), que se encontraria nas<br />

raízes. »<br />

TIMBO-RANA — v. TIMBO VENENOSO do PARA.—


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 441<br />

TIMBÓ-RANA — v. TIMBQ-ASSÚ.—<br />

TIMBO-RANA — (Beiern) — v. PARICÀ GRANDE da<br />

T. f.— (Óbidos).—<br />

TIMBÓ-RANA — (Beiern) — PIPTADENIA PSILOS-<br />

TACHYA (DC.) Benth. (Leg. mim.),<br />

í A. g.).<br />

SVN.— Ti moo da malta— Timbaiiba (Beiern).<br />

Loc.— Muito frequente — Beiern — E. de F. de Br.<br />

TIMBÓ-RANA — v. FA VEIRA de ROSCA.—<br />

TIMBÓ-RANA — v. PARICÀ GRANDE (la T. í — ( Piptadenia<br />

suaveolens).<br />

TIMBÓ-RANA — v. TIMBAUBA — ( Stryphnodendron<br />

guianense).<br />

TIMBÓUVA — (Santarém) — ENTEROLOBIUM TIM-<br />

BÓUVA Mart. ( Leg. mim.).<br />

SYN.— Tamboril—Orelha de prelo.<br />

(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— Monte Alegre— Santarém.<br />

CAR.— Tronco grosso e copa larga — Fructo em forma<br />

de orelha.<br />

Mad.— Leve e esponjosa mas bastante resistente, para<br />

forros, gameilas.<br />

TIMBÓ-Y — (Gurupá) — ?<br />

(Cipó). — Ind.- As hastes delgadas, partidas e raspadas,<br />

podem substituir o rotang para empalhar cadeiras.<br />

TIMüTÚ—(G. fr.) —POLYGALA TIMOUTOU Aubl.<br />

(Polygalaceas).<br />

Loc.— R. Maracá.<br />

Med. pop.- Raiz vomitiva e diurética.<br />

TINGARANA — ?<br />

Loc.— R. Jacundá.<br />

Mad.— Branco amarellado claro, tenra. — D = ü,;x>.<br />

TINGUI — v. TIMBÓ de CAYENNA.—


442 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TINHORÀO- (do sul) - CALA DIU M P1CTURA-<br />

TUM C. Koch. ( Aroidcas ). — O nome de tinhorao é<br />

applicado, no sul, a todos os tajás.<br />

(PI. h. ).<br />

C\R — Folhas longamente pecioladas, sagittadas, face<br />

superior manchada e inferior de côr esbranquiçada.<br />

TINTEIRA — COCCOLOBA EXCELSA Benth. ( Polygonaceas).<br />

Loc.— Nos furos de Breves.<br />

/rui. — Dá matéria corante.<br />

TINTEIRA — (Belem) — v. CORTICEIRA— ( Pterocarpus<br />

draco ).<br />

TINTEIRA do CAMPO — (Marajó) — JUSSIAEA LI-<br />

THOSPERMIFOLIA Mich. (Oenotheraceas).<br />

Imi.— A planta e os fructos macerados dão matéria<br />

corante.<br />

TINTEIRA dos MANGAES — (Marajó) — v. MANGUE<br />

BRANCO. —<br />

TINTUREIRA—(Óbidos) —MICONIA PR ASIN A DC.<br />

(Melastomaceas).<br />

Ind.— Dá matéria corante preta.<br />

TI PU AN A — v. FAVEIRA —(Vatairea erythrocarpa).<br />

TIRIRICA <strong>com</strong>mum-SCLERIA TENACÍSSIMA<br />

Xees. (Cyperaceas).<br />

CAR.— I odas as tiriricas tem folhas cortantes.<br />

TIRIRICA de FOLHA ESTREITA — (Marajó) — SCLE-<br />

RIA PTEROTA Presl. e SCLERIA MICROCARPA Nees.<br />

(Cyperaceas).<br />

TIRIRICA de FOLHA LARGA— (Marajó) —SCLFRI \<br />

PALUDOSA Kunth. e SCLERIA REFLEXA H V. K.<br />

(Cyperaceas).<br />

CAR.— A maior cyperacea da America.


443<br />

TIRIRICA GRANDE-SCLERIa CYPERIXA Kunth.<br />

(Cyperaceas).<br />

(PI. h. )-Loc.- lugares húmidos nas campinas de<br />

Cou n anv.<br />

TIRIRICA RASTEIRA — (Marajó )—SCLERI A BRAC-<br />

TEATA Cav. ( Cyperaceas ).<br />

TIÚ— v. CAÀPIÀ.—<br />

TOE — (Perú e Alto Amazonas) -DATURA INSIGNIS<br />

Barb. Rodr. — v. MARICAUA.—<br />

TOMATE — LYCOPERSICUM ESCULENTUM Miller<br />

(Solanaccas ).<br />

De origem americana ( Perú ou Antilhas ).<br />

(PI. h. ) — Cultivada.<br />

Ali m.— Excellente condimento e legume.<br />

Meei.— Util contra o arthritismo. a lithiase e a gotta.<br />

TOMATE do AMAZONAS — LYCOPERSICUM HUM-<br />

BOLDTII Dun. (Solanaceas ).<br />

Alim — O fructo é pequeno ; pode substituir o tomate<br />

<strong>com</strong>mum.<br />

TORA —CASSIA TORA L. (Legum. caesalp.).<br />

Med. pop.— Purgativa.<br />

TH ACUA — v. CIPO TRACUÃ —<br />

TRAPIÁ — (dos Cearenses) — v. CATAUARY.-<br />

TRAPIARANA — (R. Tapajoz) — LEONI A GLYCI-<br />

CARPA Ruiz e Pav. (Violaceas).<br />

Alim.— Fructo doce, <strong>com</strong>estível.<br />

TRAPOERABA verdadeira —(nome dado no sul)—TRA-<br />

DESCANTIA DIURÉTICA Mart. (Conimelinaceas).<br />

(A. p. ).<br />

S YX. — Tracoeraba.<br />

CAR.— Flores azues.<br />

Me d. pop.— Emolliente (em banhos nas aifecçóes herpeticas).<br />

Diurético e antirheumatic© (em decoc^ão) L til


444<br />

. A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

contra a hydropisia e as anginas, contra a retenção espasmódica<br />

das urinas. - Excellente antihemorrhoidal.<br />

TRAPOERABA — (nome dadc no sul) —<br />

DICORISANDRA AFFINIS M. (Commelinaceas) —<br />

e DICORISANDRA VILLOSULA M. (Commelinaceas).<br />

Loc.— Prainha — Mandos.<br />

Med. pop.—O cozimento é emolhente e diurético, antirheumatico<br />

(em banhos); util contra a hydropisia (em chá)<br />

e as anginas; o succo fresco aplaca as coceiras dos dartros.<br />

TRAPOERABA — (nome dado no sul) — ANEILEMA<br />

BRACTEOLATUM Mart. (Commelinaceas), na Amazonia<br />

Óbidos, R. Solimões) — e ANEILEMA POAEOIDES<br />

Seub. (Commelinaceas), no litoral (Campos de Mexiana).<br />

TRAPOERABARANA— (nome dado no sul) — PUA ES-<br />

PHAERIUM PÉRSICA RI AEFOLIUM (DC.) Clarke (Commelinaceas<br />

).<br />

Med. pop. — Mesmas propriedades do que as outras<br />

trapoerabas.<br />

TREPADEIRA COR de ROSA - ANTIGOXON LEPTO-<br />

PUS (Polygonaceas).<br />

(Cipó) — Origin, do Mexico; cultivada.<br />

Orn. — Planta elegante, de crescimento rápido, propria<br />

para cercas, caramanchões, carregando-se quasi todo o anno<br />

de numerosos cachos de flôres côr de rosa.<br />

TRI FOLIO <strong>com</strong>mum — (Marajó) — STYLOSAXTHES<br />

ANGUSTIFOL1ÜS Vog. (Leg. pap. hed.).<br />

(PI. h.-lm. a lm20).<br />

SYX. — Mangericão do campo.<br />

HAB. — Nos campos altos e tesos arenosos.<br />

Alim. aiiim.— Pastagem procurada pelos cavallos.<br />

x r - v , ^ 0 ^ - ^ ^ 0 ) - STYLOSAXTHES GUIA-<br />

\h.\SlS S\v. (Leg. pap. hedys.).<br />

Como o precedente.<br />

Yn., T RfI;IO HIRSUTO - (Marajó) - ERIOSEMA* CRI-<br />

AI 1 LM h. Mey. (Leg. pap. phas).<br />

Alim. a aim. — Pastagem regular.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

TROMBETA CHEIROSA — D ATURA SUAVEOLENS<br />

H. Bomp. (Solanaceas).— Origin. do Perú.<br />

(a.) — Subspontanea.<br />

Meã.— As folhas fumadas em cachimbo ou em cigarros<br />

silo antiasthmaiicas — Toda a planta é narcótica; produz<br />

somnolencia, dilatação da pupilla, perturbação da vista,<br />

ardor e constricção da garganta — cm dose mais elevada é<br />

toxica — Contem um alcalóide: Scopolauiina (Schmidt —<br />

1892).<br />

Os indios do Alto Amazonas preparam, <strong>com</strong> o succo<br />

da casca, uma bebida (Maikoa, ou Huantuc) que provoca<br />

violenta exaltação e excitação muscular seguida de allucinações<br />

da vista e do ouvido, de natureza angustiosa.<br />

Oi ii. — Planta de ornamento. Flores brancas, cheirosas<br />

á noite.<br />

TROMBETA ROXA — DATURA FASTUOSA L. (Solanaceas).<br />

— Origin. do Egypto.<br />

(a) — Cultivada nos jardins.<br />

Mcd.— Como as outras "trombeteiras".<br />

Om. — Grandes flores, em forma de funil, muitas vezes<br />

a dupla corolla, brancas por dentro e violaceas por fora,<br />

muito cheirosas durante a noite.<br />

TUCÁ, ou TUCARY— (Matto Grosso)—v. CASTANHEI-<br />

RA do PARA*.<br />

TUCIIAUA — LAETIA PROCERA (Poepp.) Eichl.<br />

(Flacourtiaceas).<br />

TÜCÜJÀ— (Óbidos) — v. MOLONGO — (Zschokkea<br />

arborescens).<br />

(A. g.) — Loc.- Frequente em Belem e na E. de F.<br />

de Br. — Óbidos.<br />

TUCUNARE-MEREÇÁ — (Bieves) — v. CAMUTIM, de<br />

Gurupá.—<br />

TÜCUNARÊ ENVIRA — (R. Tapajoz) — DREPANO-<br />

CARPUS PALUDICOLA Standl. (Leg. dalb.).<br />

» (a.) —HAB.- Terrenos inundados.<br />

Loc.- Aramanahy ( R. Tapajoz).<br />

CAR.— Notável pêlos foliolos muito pequenos e numerosos.<br />

445


446 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

TUCURIBA, ou UCHIRANA —<br />

COUEPIA DUCKEI Hub. (Rosaceas).— Rara.—<br />

(a.).<br />

COUEPIA RACEMOSA Benth. ( Rosaceas >. —<br />

Commum em campinas arenosas. ( a.).<br />

COUEPIA PARAENSIS Benth. (Rosaceas).—<br />

(Amazônia — Óbidos ). — De fructos pequenos.—<br />

Na margem dos lagos —(A. m. da T. f.}.<br />

TUPEIÇAVA— (L. g.) — v. VASSOURINHA — ( Scoparia<br />

dulcis).<br />

TUPIXÀ, cu TUPICHA — (L. g.) — v. MALVA RELO-<br />

GINIIO.— (Sida acuta).<br />

TURIZEIRO — LICANIA spec<br />

(Rosaceas).<br />

TURIUVA— v. CARAIPÊ-RANA. — LICANIA (MO-<br />

QUILEA) TURIUVA Ch. e Schl. (Rosaceas).<br />

TURURI — STERCULIA ?<br />

(Sterculiaceas).<br />

(A. g.).<br />

lud.— O liber da casca, <strong>com</strong>posto de fibras entrelaçadas,<br />

é utilisada pelos índios para fazer vestuários; também<br />

é usado para calafetar embarcações.<br />

TURURI — (R. Solimões) — ><br />

(Moraceas).


450 . A AMAZONIA BRASILEIRA


u<br />

UÁCHUA — v. ACHUA.—<br />

UACIMA, ou UÁlSSIMA — (de Uá, planta —e Xáma,<br />

tecido —Na L. g.); Nome dado pelos indígenas ás plantas<br />

fibrosas.<br />

UACIMA do BREJO — v. FAXFAN.—<br />

UACIMA do CAMPO — LUHE A PANICULATA S. Ilil.<br />

(Tiliaceas).<br />

(A. p.) — Loc.- Campos de Monte Alegre e Mazagão<br />

Ind. — Casca fibrosa.<br />

UACIMA GRANDE — (R. Trombetas — R. Branco de<br />

Óbidos)— v. CABEÇA dc PREGUIÇA. — A PEIß A ALBI-<br />

FLOKA Ducke (Tiliaceas).<br />

UACIMA — (R. Tapajoz) — v. MALVA ROSADA-(Pavonia<br />

malacophylla). (Malvaceas).<br />

UACIMA da PRAIA — (Marajó) — HIBISCUS TILI A-<br />

CEUS St. Hil. ( Malvaceas).<br />

Qrigin. da índia; subespontanea no Brasil.<br />

SYX.— Uaissima — Algodoeiro da praia - Oaaxnao<br />

do mangue — Maou ( G. fr.), ou Grand Mahot.


452 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

(A. m. ou p.) —HAB.-KOS mangaes. — Cultivada.<br />

Mad — Leve e fraca; o cerne é côr cie rosa quando<br />

velho; para marcenaria.<br />

IND.— A casca macerada dá bôas fibras; batendo-se a<br />

casca, obtem-se um tecido natural; a madeira dá bom carvão<br />

para polvora.<br />

Mim.— Folhas e renovos <strong>com</strong>estíveis.<br />

Med. pop.— As folhas são emollientes.<br />

Orn. - A copa é muito densa; as flores são grandes,<br />

amarellas, <strong>com</strong> macula carmim na base das pétalas.<br />

UACIMA da PRAIA— (Belem) - v. MALVA RELOGIO<br />

UACIMA côr de ROSA —URENA SINUATA L. (Malvaceas),<br />

simples variedade da Urena lobata L.<br />

(a. de 1 a 2 m.).<br />

SVN.— Carapicú.<br />

CAR.—Flores róseas — Fructo carrapicho.<br />

Ind. - Dá fibras textis, consideradas superiores ás da<br />

Uacima roxa.<br />

UACIMA ROXA— (Marajó)— URENA LOBATA L.<br />

(Malvaceas). — U. lobata typo e variedades trilobata e<br />

reticulata.<br />

(PI. h. arbustiva—de 1 a 3 metros).<br />

SYX.— Uaissima roxa — Guaxima roxa í Sul) — Aramina<br />

(S. Paulo) — Rabo de foguetes — Ybaxama (em L.g.).<br />

Loc.— Belem — Marajó — Mauhés.<br />

CAR — Flôres roxas ou roseo violáceo; fruetos carrapichos.—<br />

Folhas alternas, de forma e tamanho muito variaveis.<br />

Ind — As hastes maceradas dão fibras de mais de 1 m.,<br />

flexíveis, resistentes, brancas, sedosas (9 °/0) do peso da haste<br />

verde, para cordas, barbantes e tecidos para saccos, <strong>com</strong>o<br />

succedaneo da juta, apresentando maior resistencia (15 %>).<br />

Med. pop.— As folhas são emollientes; o decocto da<br />

raiz é antiblennorrhagico.<br />

UACU— MONOPTERYX UACÚ Spruce (Leg. pap.).<br />

(A. g.).<br />

Loc.—Alto Rio Negro. •<br />

CAR.—Sapopemas muito altas.<br />

Ind.— As sementes são oleaginosas.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

453<br />

Al int. — O oleo das sementes é <strong>com</strong>estível; as sementes<br />

podem ser <strong>com</strong>idas assadas ou cozidas (A. Ducke).<br />

UÀlTA — V.AITA.—<br />

UAJARA BRANCO, PRETO ou VERMELHO — v GU \-<br />

JARA'<br />

UAJURÜ— v. GUAJURU.—<br />

UAMÀ — v. CAPIM UAMÀ.—<br />

UANANY — v. ANANI.—<br />

UAPA — v. APÀ.—<br />

UAPE — VICTORIA REGIA Lindl. ( Nympheaceas).<br />

Planta aquatica.<br />

SYX. — Uaiipé jaçanã —Abati-nau pc — Iapuná-cad (de:<br />

ia puna, forno — e caá. folha) — Forno d'agua —Mururú.<br />

CAR. — Planta annual: quando secca o lago, as sementes<br />

conservam-se no lodo; cresce <strong>com</strong> a enchente, o peciolo<br />

alongando-se conforme o nivel das aguas.<br />

Mim.— As sementes dão uma fécula <strong>com</strong>estível; <strong>com</strong>em-se<br />

assadas.—A batata é apreciada pelos indígenas.<br />

Orn.— Flores enormes ( até 30 cm. de diam.) que só<br />

desabrocham de noite; brancas, <strong>com</strong> o centro rosado.— Folhas<br />

fluctuantes, de 1 m. a lm.80 de diam., em forma de<br />

pratos ou taboleiros, de bordas levantadas, semelhantes á<br />

fornos de torrar farinha.<br />

UAPE —<br />

XYMPHAEA RUDGEANA G.FAV. Meyer (Nympheaceas).<br />

e NYMPHAEA AMAZONUM M. e Xucc. (Nympheaceas).<br />

Plantas aquaticas.<br />

SVN.— Apé (Marajó) — Mururé — Murem - Aguapé<br />

da meia-noite.<br />

HAB.— Commum nas aguas paradas.<br />

CAR.— Flores branco-esverdeado.<br />

Ind.— As flores do N. amazonum desabrocham somente<br />

de noite e são muito aromaticas; podem dar oleo essencial<br />

para a perfumaria.<br />

Med. pop.— Folhas emollientcs contra ulceras.


454 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

UAPÈ de CACHOEIRA - MOURERA FLUVIATILIS<br />

Aubl. (Podostemaceas). .<br />

Planta das pedras immersas das cachoeiras.<br />

SYN.— Mourerou (G. fr.) — Carlini das cachoeiras<br />

• ( R. Negro). .<br />

Alini.— A cinza é rica em sal <strong>com</strong>mum misturado <strong>com</strong><br />

chlorureto de potássio; substitue o sal <strong>com</strong>o condimento.<br />

UAPUIM, ou UAPUHY — v. APUI.—<br />

UAPUIM-ASSU — v. CAXINGUBA.—<br />

UARUMA — v. ARUMA.—<br />

UASSACÚ — v. ASSACl).—<br />

UBA — (Sul) — v. CANNA BRAVA—(Norte).<br />

UBÁCAIA — (Amazonas) — v. CANNA de MACACO.—<br />

UCHY-CURÜA — SACCOGLOTTIS VERRUCOSO<br />

Ducke (Humiriaceas).<br />

SYN.— Uxy canta — Uchy coroa.<br />

(A. g.) — HAB.- Na T. f.<br />

Loc. — Óbidos — M. R. Tapajoz — Manáos.<br />

Mad — Castanho pardo violáceo, dura.— D= 1,00.<br />

Aliai.— Fructo redondo, irregular, da grossura de uma<br />

tangerina, verde escuro — Polpa onctuosa, de sabor agradavel,<br />

algumas vezes um pouco amarga, cheia de granulações<br />

duras.<br />

UCHY-PUCU — SACCOGLOTTIS UCHI (Humiriaceas<br />

).<br />

SYN. — Uxy-pucú.<br />

(A. g.) — HAB.- Na matta de T. f.<br />

Loc.— E. de F. de Bragança — R. Trombetas — R.<br />

Jamundá — R. Xingií — Gurupá — Almeirim — Med. R.<br />

1 apajoz — Manáos — Alto Punis.<br />

Mad.— Castanho-pardo violáceo; para marcenaria, dormentes.<br />

— D = 0,94.<br />

Aliai.— Fructo ovoide, verde amarellado, pouco carnudo,<br />

<strong>com</strong> caroço volumoso — A polpa é muito aromatfca.<br />

doce, oleosa, de gosto agradavel. Dimensões do fructo: 6 a<br />

/ cm./4 cm.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS 495<br />

Da polpa extrahe-se 8 % (]e oleo amarello, excellente<br />

para a cozinha. — Safra de março a julho.<br />

UCÍIY-R\NA — v. TUCL RIBÀ-<br />

UCIIY-RANA — (Faro — Marajó) — v. ANDIRA-UCHY<br />

— (Andirá retusa).<br />

UCHY-RANA — ( Belem - Ilhas - Manáos ) - S ACCO-<br />

GLOTT1S AMAZÔNICA Mart. (Humiriaceas). *<br />

(A. m.) —HAB.- Na matta de V.<br />

Loc.— Estuário — Cametá — R. Guamá — Teffé.<br />

CAR.—Fructos globulosos, de 5 cm. de diam., não <strong>com</strong>estíveis.<br />

UCHY-RANA — v. ACHUA-RANA.—<br />

UCHY-RANA GRANDE— (L. do Jeretépauá, em Obidos)<br />

- COUEPIA div. esp<br />

( Rosaceas ).<br />

UCHY-RANA— (R. Tapajoz) — COUEPIA GLAU-<br />

CESCENS Spruce (Rosaceas).<br />

UCUIIUBA BRANCA — VIROLA SURIXAMEXSIS<br />

(Rol.) Warb. (Myristicaceas).<br />

SYN.— Moussigot (G. fr.).<br />

(A. m.) —HAB.- XOS igapós (muito abundante).<br />

CAR.— Ramificação regular, verticillada, quasi horizontal.—<br />

Folhas estreitas.<br />

Mad.— Branca, fácil de se trabalhar; para marcenaria.<br />

lnd.— Fructos numerosos : capsulas esphericas <strong>com</strong><br />

uma semente de cor escura, de 8 a 12 mm. de diam., muito<br />

oleaginosa.—A semente dá 60 a 68°/o de uma gordura amarello-claro,<br />

de consistência e cheiro de cera.— Safra de fevereiro<br />

a julho.— A madeira dá bôa pasta de cellulose para<br />

papel: <strong>com</strong>prim. das libras, 1,02 —diam. 0,027 (A. Bastos —<br />

M. C. P. ).— A cinza da madeira é rica em potassa.<br />

* Med. pop.— O chá das folhas contra as cólicas e as<br />

dyspepsias. O liquido avermelhado que exsuda da casca contra<br />

as erysipelas ; o cozimento da casca para limpar e cicatnsar<br />

as feridas.


456 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

A seiva misturada <strong>com</strong> cozimento de camapú applicase<br />

nas hemorrhoides, em chumaços de algodão.<br />

UCUHUBA PRETA— v. UCUHUBA VERMELHA.--<br />

UCUHUBA VERMELHA — VIROLA SEB1FERA Aubl.<br />

(Myristicaceas).<br />

SVN.— Ucuhttba preta — Yaxamadoa (G. fr.) — Mascadier<br />

(G. fr.) — Arbre à saif ( G. fr.).<br />

(A. m.)— HAB.- Na T. f. (Capoeiras).<br />

Loc.— Capoeiras velhas da T. f. de Beiern — B. Amazonas.<br />

CAR.— Folhas grandes.<br />

Mad.— Amarei lad a, passando ao castanho-vermclho escuro<br />

depois de exposta ao ar; grão regular, trabalhando-se<br />

bem.— D = 0,65.<br />

Ind.— A semente dá gordura semelhante a da Virola<br />

sariaaaiensis.<br />

UCUHUBARANA — IRYANTHERA SAGOTIANA<br />

(Benth.) Warb. (Myristicaceas).<br />

(A. p. ou m.)—HAB.- Nas mattas firmes ou inundadas<br />

em toda a Amazônia, mas não na varzea do R. Amazonas.<br />

CAR.—O frueto é maior do que o das especies precedentes,<br />

parecendo formado pela juxtaposição de duas destes.<br />

Ind.— A cera extrahida das amêndoas de ucuhubarana<br />

é analoga á de ucuhuba, mas perfeitamente branca.<br />

UCUHUBARANA — (M. R. Tapajoz)-OSTEOPHLOE-<br />

. UM PL AT YS PE R .\ l UM (A. DC) Warb. (Myristicaceas).<br />

(A. g.)—Commum no R. Solimões. —Beiern —Breves<br />

— Manáos.<br />

UCUHUBARANA — (Manáos)— IRYANTHERA MA-<br />

CROPHYLLA Spruce (Myristicaceas).<br />

(A. p.).<br />

T., UCUHUBARANA - (R. Madeira) - IR Y A N T H li R A<br />

LLEI Warb. (Myriticaceas).<br />

A semente tem cerca de 2,3/1,2 cm., <strong>com</strong> secção transversal<br />

elliptica.


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

UCUQUIEANA— (Mandos) — v. COQUIRANA.—<br />

UCUQUY — (Sapotaccas).<br />

(A. g.).<br />

Loc.— Alto R. Xcgro e Solimòes.<br />

Alim.— Fructo do tamanho e forma de um abacate,<br />

<strong>com</strong> polpa <strong>com</strong>estível depois de fervida ou em mingáo, mas<br />

que corta os lábios quando crúa.<br />

Me d. pop.— Vermífugo.<br />

UDVNGA — (Marajó) - ERAGROSTIS INTER-<br />

RUPTA Lam. (Gramíneas).<br />

í PI. h. — 1 m.).<br />

SYN.— Capim bengala.<br />

Alim. anini.— Pastagem.<br />

UIRARI-UVA — (R. Japurá e Amazonas) — STRYCH-<br />

NOS CASTELNAEI Wedd. (Loganiaceas), S. Toxifera<br />

Schomb. e varias outras especies.<br />

(Cipós). %<br />

Med.— Toxicos.— As cascas do caule e das raízes servem<br />

para preparar o celebre "uirari" ou "curare", veneno<br />

dos índios.<br />

ULEANTUS ERYTHRINOIDES Harms. < Leg. papil.).<br />

Loc.— Frequente na região das primeiras cachoeiras<br />

do R. Tapajoz.<br />

(A. m.}—CAR.- Notável pelas suas flores grandes,<br />

umas azues, outras encarnadas.<br />

Mad— Pouco alburno, cerne pardo escuro, de grão<br />

fino, <strong>com</strong>pacto, duro, mas trabalhando-se bem.<br />

UiMARY <strong>com</strong>mum — ( Breves — Belem — Gurupá) —<br />

PORAQUEIBA PARAENSIS Ducke (Icacinaceas).<br />

SYX.— Marx —Marv gordo.<br />

(A. g.) — HAB.- Na floresta húmida. — As vezes cultivado.<br />

Loc.— Belem — Breves.<br />

Ind.— A polpa dá na prensa quente 12% do seu peso<br />

de um°oleo castanho-amarello escuro.<br />

Alim.— Fructo oblongo, do tamanho de um ovo pequeno,<br />

<strong>com</strong>estível.<br />

457


458 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

UMARY — (Manáos — Teffé) - PORAQUEIBA SE-<br />

. RICEA Tui. (Icacinaceas).<br />

SYN.— Mary. . . .<br />

(A. m. ou. p.)— Indígena e cultivado, principalmente<br />

no E. do Amazonas.<br />

Mad.— Pardoavermelhado, leve e rija, para marcenaria,<br />

tamancos, lenha. , ~ .<br />

Alita.— Fructo <strong>com</strong>estível <strong>com</strong>o do umary cio 15. Amazonas,<br />

mas maior, da grossura de um ovo regular; o caroço<br />

grande é envolvido de uma camada delgada de polpa<br />

oleosa, adocicada.<br />

UMARY bravo — (E. de F. de Bragança)—PORAQUEI-<br />

BA GUIANENSIS Aubl. (Icacinaceas).<br />

t A. p. ou m.) — HAB.- Floresta não inundavel e solo<br />

humoso.<br />

Loc. — Estrada de Ferro de Bragança — Estuário —<br />

Litoral.<br />

CAR.— Fructo pequeno, verde, não <strong>com</strong>estível.<br />

Mad.— Pardo ou pardo avermelhado escuro, dura e<br />

<strong>com</strong>pacta. •<br />

UMARY-RANA— COUEPIA SUBCORDATA (Benth.)<br />

Hook (Rosaceas).<br />

(A. m.).<br />

SYN.— Mary-rana — Mariniary ( Breves).<br />

Loc.— Belem — Óbidos — Manáos — R. Solimões.<br />

Mad.— Para carpintaria, lenha, carvão.<br />

Ora.— Arvore copada, servindo para alamedas; <strong>com</strong>mum<br />

em Manáos, muitas vezes cultivada.<br />

UMIRY — HUMIRIA BALSAMIFERA Aubl. (Humiriaceas>.<br />

SYN. — Bois roiigc tisane (G. fr.).<br />

í A. m.). —HAB.- Terrenos altos e arenosos.<br />

Loc.— Alto Amazonas.<br />

CAR.— Da casca cortada exsuda um liquido balsamico<br />

vermelho, de cheiro muito agradavel, parecido <strong>com</strong> o do<br />

estoraque; seccando, torna-se duro, quebradiço.<br />

Mad.— Vermelho castanho, dura.<br />

Med. pof>.— O látex pode substituir o balsamo do<br />

1 cru; e excitante, balsamico e expectorante, aconselhado<br />

<strong>com</strong>o tcniíuga e contra a blennorrhagia


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

UMIRY.— HUMIRIA FLORIBUNDA Mart. (Humiriaceas).<br />

— (Talvez não seja differente da H. Balsamifera<br />

Aubl.). j<br />

(Desde arbusto até arvore grande) — HAB.- Nas campinas<br />

pedregosas ou de areia, nas praias ou na matta.<br />

Loc.— Belem — Marajó — B. Amazonas<br />

CAR. — A casca é impregnada de balsamo resinoso<br />

aromático de cheiro agradavel; <strong>com</strong> ella fazem-se fachos<br />

que queimam facilmente <strong>com</strong> perfume penetrante.<br />

Mad.— Y r ermelho-castanho escuro, dura, <strong>com</strong>pacta;<br />

para construcção civil e naval, dormentes. — D = 0,S9.<br />

Alun — Fructos pequenos, pretos, resinosos, adocicados,<br />

<strong>com</strong>estíveis; os melhores são das arvores pequenas das<br />

campinas de areia.<br />

Med. pop. — A tintura da casca é tenifuga, diurética<br />

e balsamica.<br />

UMIRY-RANA — (Faro) - QUALEA RETUSA Warm.<br />

(Vochysiaceas).<br />

(A. m.)—HAB.- Em terrenos arenosos na margem dos<br />

lagos e dos rios de aguas límpidas ou pretas.<br />

Loc.— Margens dos affluentes da parte norte da bacia<br />

do médio Amazonas — Commum em Faro —B. R. Negro.<br />

Mad.— Castanhoclaro; fibras grosseiras, trançadas;<br />

dura, para marcenaria grossa. — D = 0,84.<br />

459<br />

UMIRY-RANA —(Monte Alegre) — v. MANDIOQUEIRA.<br />

UMIRYRANACAA — (R. Tapajoz) — E U G E N 1A sp.<br />

(Myrtaceas).<br />

UNHA de GATO— BIGNONIA UXGUISCATI L.<br />

(Bignoniaceas).<br />

(Cipó grande).<br />

CAR.—Gavinhas terminadas por tres ganchos recurvados.<br />

Med. pop. — Diurético. A tintura das folhas substitue<br />

o iodureto de potássio nos rheumatismos chronicos — Adstringente.<br />

O/-/*.— Planta ornamental; Flores grandes, numerosas,<br />

amarelloclaro.<br />

ÜNIIA de MORCEGO — v. ANDIRÁ POAMPE.—


460 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

(JRARI, ou UIRARI— STRYCHNOS div. (Logania-<br />

COÍLS ).<br />

(Cipós)—Mais ou menos toxicos — Alguns são utilisados<br />

pelos índios das margens do R. Maranhão (A. Amazonas)<br />

e dos seus affluentes para preparar o 14 curareum dos<br />

venenos para frechas mais energicos que se conhece,<br />

também chamado "ticüna". — O tratamento das feridas envenadas<br />

pelo "curare", consiste em ligaduras, lavagens<br />

<strong>com</strong> solução de acido phenico a 5 %>, ou de sal <strong>com</strong>mum;<br />

quando a intoxicação é adiantada, pratica-se a respiração<br />

artificial até eliminação do veneno.<br />

A base do "curare" é, em geral, o STRYCHNOS<br />

CASTELNAEI Wedd. do rio Japurá.<br />

Utilisam também: (Classificações sujeitas a revisão).<br />

STRYCHNOS CREVAUXIANA Baill, nos R. Paru<br />

e Jary.<br />

STRYCHNOS TOXIFERA Benth. no A. Amazonas.<br />

STRYCHNOS COGENS Schomb. nas Guyanas.<br />

STRYCHNOS PEDUNCULATA Benth. id.<br />

STRYCHNOS ROUHAMON Benth. id.<br />

STRYCHNOS HIRSUTA Spr. no A. Amazonas.<br />

STRYCHNOS RUBIGINOSA A. DC id.<br />

STRYCHNOS LETHALIS Barb. Rodr., em Tonantins<br />

(índios Cauichanás).<br />

Addiciona-se ao succo da casca de Strvchnos o de diversas<br />

outras plantas, conforme a região. As principaes são<br />

as seguintes:<br />

Casca de Imene ( Abuta imene).<br />

Raiz de Pahni (Piper geniculatum), no A. Amazonas.<br />

Casca de Tacmag (Ficus atrox). *<br />

Casca de Taraira-moira (Lonchocarpus rariflorus).<br />

Pructos de kiyahaavi, ou Quyiá-qui, ou Malagueta<br />

(Lapsicum pendulum).


461<br />

Leite de Assactí (Hura crepitans).<br />

Leite de Euphorbia (Euphorbia cotinifolia).<br />

Fructos de Pindahiba (Guatteria venef\ciorum).<br />

Raiz de Nhandi (Ottonia vvaracabacoura).<br />

Casca de Tamaquaré (Caraipa angustifolia).<br />

Raiz de Cipó amargoso (Abuta candicans).<br />

Succo de folhas de j/ucnra-caá (Petiveria aliacea).<br />

Succo de folhas de An ingá-para ( Dieffembachia<br />

seguine).<br />

URATACIÚ — v. ARATACIli.—<br />

URTIGA — (Marajó) — JATROPHA URENS L. var.<br />

Jatr. genuína Muell. Arg. ( Euphorbiaceas).<br />

SYX.— Cansanção de leite (na Bahia).<br />

( a.) — Loc.- Nas capoeiras de Óbidos.<br />

Med. pop.— Produz na pelle uma urticaçâo <strong>com</strong> sensação<br />

de queimadura; Os índios esfregam-se <strong>com</strong> esta planta<br />

antes de atravessar os rios á nado para afugentar as<br />

piranhas e os puraqués.<br />

URTIGA— v. ORTIGA.—<br />

URUÂ, ou URUAZEIRO —(Faro) — v. PAR AP ARA —<br />

(Cordia tetrandra).<br />

URDA, ou URUAZEIRO — (R. Tapajoz) — CO R DI A<br />

ALLIODOR A (R. e P.) Chamisso (Borraginaceas).<br />

URUÀ-RANA— (R. Trombetas) — AEGIPHILA<br />

( Verbenaceas).<br />

(A. p.) — Mad.- branco pardacento, fibrosa, tenra e<br />

muito leve.<br />

URÜASINHO— (R. Tapajoz) — CORDIA NODOSA<br />

Lam. (Borraginaceas).<br />

URUBÚ-CAÀ — (Marajó) — ARISTOLOCHIA TRI-<br />

LOBATA L. (Aristolochiaceas).<br />

'Cipó). .... .<br />

SYX.— Calunga - Capa homem —J ar rinha - MU /iomeus<br />

—Papo de perú — Angelicó (Pernambuco).


462 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CAR.—Toda a planta tem um cheiro forte aliaceo-camphorado,<br />

sabor amargo e nauseabundo.<br />

Med. pop.— A raiz é amarga, tônica, febrífuga, excitante,<br />

emmenagoga, anti-diarrheica e abortivo energico —<br />

Em dose elevada causa nauscas, dejecções, perturbações cerebraes.<br />

—Externamente, em pó, nas ulceras chronicas e no<br />

lupus.<br />

LRLBUZEIRO—(Faro) — v. ANGELIM RAJADO.—<br />

URUCU — BIX A ORELLANA, L. (Bixaceas).—Origin.<br />

da America meridional.<br />

(A. p.) — Cultivado.— Fructifica <strong>com</strong> 2 annos.<br />

SYN.— Achiote (Perú).<br />

hid.— Da polpa que envolve as sementes tira-se uma<br />

tinta vermelha que pode servir para dar côr a certos <strong>com</strong>estiveis.<br />

O urucú contem dous princípios colorantes: a bixina<br />

( vermelho vivo ) e a Orellina (amarello ).<br />

Med. pop.— A tinta do urucú passa por antídoto do<br />

acido prussico, veneno da mandioca. — Raiz digestiva —<br />

Sementes expectorantes.<br />

URUCU BRAVO — BIXA ORELLANA, var. URUCU<br />

RANA Wild. (Bixaceas).— Indígena.<br />

(A. p.)— HAB.- Nas varzeas do Amazonas.<br />

Loc.— No caranazal ( Óbidos)<br />

Ma d.— Branca.<br />

Iad.— Dá matéria corante <strong>com</strong>o o urucú.<br />

URUCÚ da MATTA —BIXA ARBÓREA<br />

ceas).<br />

Hub. ( Bixa-<br />

(A. g.) — SYN.- Urucurana da aiatta (R. Tapajoz).<br />

URUCU-RANA — v. MUIRA-GONÇALO.—<br />

TATA L. ('Filia<br />

(A. p.).<br />

Med. pop.— A seiva é usada<br />

catarrhal.<br />

contra a conjunctivae


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

URUMBEBA — v. JARAMACARU.—<br />

URfJPÈ—TRAMETES<br />

Svx.— Orelha de pão.<br />

U VILLA — (Ferú) — v. MAPATY.—


V<br />

VACCA-PRETA — (Belem) — v. MARA-SACACA.—<br />

VASSOURA — BACCARIS DRACUNCULIFOLIA<br />

DC. (Compostas).<br />

M ed. pop.— Tônica, eupeptica e febrífuga.<br />

VASSOURA VERMELHA — DODONEA VISCOSA L.<br />

( Sapindaceas ).<br />

Loc.— Litoral marítimo (até Soure).<br />

VASSOURINHA — ( Marajó )-SCOPARIA DULCIS<br />

L. (Scrophulariaceas).<br />

SYX. - Tupeiçava ( L. g. ).<br />

(PI. h. ) — HAB.- NOS terrenos abertos.<br />

bld.— Fazem-se vassouras <strong>com</strong> os caules.<br />

Med. pop.— Emolliente. bechica (para as bronchites)<br />

— Clysteres; contra hemorrhoides.— No Pará, o chá é usado<br />

contra as febres.<br />

VASSOURINHA ou VASSOURA — v. MALVA BRANCA<br />

— i Sida carpinifolia ).<br />

VASSOURINHA ou VASSOURA — v. MALVA —(Sida<br />

rhombifolia e Sida acuta Burm.).<br />

O<br />

xv VASSOURINHA do BREJO — v. PATAQUERA — CO-<br />

^OBEA SCOPA RIO IDES Benth. (Scrophulariaceas).


466 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

VASSOURINHA d'AGUA — v. PATAQUERA — (Cono<br />

bea aquatica).<br />

VENTOSA — (Furos) — HERNANDIA GUIANENSIS<br />

Aubl. (Hernandiaceas).<br />

SYN.— Hernandier (G. fr.).<br />

(A. p. ou m.)— HAB.- Nas várzeas inundadas <strong>com</strong> solo<br />

argilloso. .<br />

Loc.— Ilhas de Bgeves — R. Anajás — R. Guamá —<br />

Belem — Gurupá.<br />

CAR.— O apparelho de fluetuaçáo da semente é curioso:<br />

o frueto parece uma pequena noz, grande <strong>com</strong>o uma<br />

avellã, contida num involucro em forma de bexiga furada<br />

na ponta.<br />

VERGA dc JABOTY — v. JABOTY.—<br />

VERÔNICA—(Bragança) — DALBERGIA SUBCY-<br />

MOSA Ducke í Leg. pap. dalb.).<br />

(Cipó)—HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— Bragança — R. Mojú — R. Xingu— R. Tapajoz.<br />

Med. pop.— Chá da entrecasca contra as bronchites;<br />

em banhos <strong>com</strong>o tonico.<br />

VERÔNICA do Igapó—(Estuário) — DALBERGIA<br />

MONETA RIA L. f. (Leg. pap. dalb.).<br />

(Cipó da V.)— HAB.- Muito <strong>com</strong>mum nas margens<br />

inundadas.<br />

Loc.— Estuário— Marajó — Litoral — No B. Amazonas<br />

até acima da Serra da Velha Pobre — R. Mapuera —<br />

R. Tapajoz<br />

Med. pop.— Chá da entrecasca contra as bronchites;<br />

em banhos <strong>com</strong>o tonico.<br />

VETILLA — IPOMAEA CAPPAROIDES Chois. ( Convoi<br />

vulaceas).<br />

(Cipó;.<br />

VETIVER — v. PATCHOLI.— #<br />

VICTORIA REGIA — v. UAPE.—


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

VINAGREIRA-HIBISCUS SABDARIFFA L. (Malvaceas).—<br />

Origin. da índia.<br />

(a.) — Cultivada.<br />

SVN. — Azeda de Gainê — Carurú azedo — Quiabeiro<br />

azedo.<br />

Aliai.— Folhas de sabor muito acido, mas pouco carnudas;<br />

substitue a azeda.—O cálice carnoso ainda verde<br />

15 dias depois da florescência) serve para fabricar geleas<br />

i Jamaica e índia) e bebidas refrigerantes cujo sabor imita<br />

o da groselha.<br />

Jad.— Dá fibras superiores ao canhamo.<br />

Med. pop.— Raizes amargas e estomachicas, emollientes<br />

e resolutivas.<br />

VINDECAÁ— ALPINIA JAPONICA Micq (Zingiberaceas)<br />

Origin. do Japão.<br />

VINDECAÁ— ALPINIA NUTANS .(Zingibaraceas).—<br />

Origin. da índia.<br />

Ora. — Planta ornamental <strong>com</strong> cachos de flores bonitas<br />

e aromaticas.<br />

Med. pop.— A tintura dos rhizomas á estomachica e<br />

carminativa.<br />

VINDECAÁ—PANICUM BREVIFÒLIUM L. (Gramíneas<br />

).<br />

SYN.— Andacd.<br />

Med. pop. — Raiz diurética.<br />

VINHA — VITIS VI NI FE RA L. (Ampelidaceas). —<br />

Origin. da Asia occidental.<br />

( Cipó ) — Cultivada.<br />

Cresce bem e tem fruetos maduros 3 mezes depois da<br />

poda, o que tornava possível obter 4 colheitas por anno,<br />

mas, para ter cachos de tamanho regular, deve limitar a<br />

duas colheitas, uma na estação chuvosa e outra na estação<br />

secca; os fruetos da primeira são muito azedos, os da segunda<br />

são doces e aromaticos. Os cachos de uva são relativamente<br />

pequenos e pouco abundantes.<br />

VINHATICO — (Sul) — v. FA VEIRA de rosca — (Obidos).—<br />

ENTE RO LO BI UM SCHOMBURGKII Benth.<br />

< Legum. mim. ).<br />

467


468 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

VINKATICO do CAMPO — (no sul) — v. PAO dc CAN-<br />

DEIA.—<br />

VIOLETA — VIOLA ODORATA L. ( Violaceas).<br />

Om.— Cultivada. — Cresce bem. mas a maior parte<br />

das flores aborta; as que se desenvolvem silo pequenas e de<br />

cheiro fraco.<br />

VIOLETA d'AGUA — (Marajó) — EICHHORNIA NA-<br />

TANS (Beaux.) var. PAUCIFLORA Solm. (Pontederiaceas).<br />

Alim. anini — Pastagem de inverno para o gado bovino.<br />

VIOLETA d'AGUA — v. AGUAPÉ.—<br />

VISGO — (Marajó) — CASSIA HISPIDULA Vahl.<br />

(Legum. caesaip.).<br />

VISGUEIRO — (Bragança) — P A R KI A IN G E X S<br />

Ducke (Leg mim.).<br />

(A. g.)— Na T. f.<br />

SYN.~ Faveira branca e Arapary branco ( R. 1 apajoz).<br />

Loc.— Breves —R. Xingu — M. R. 1 apajoz.<br />

CAR.— Copa muito larga.<br />

Alad.— Quasi branca.<br />

VISGUEIRO — (Bragança) - PAR Kl A VELüTIXA<br />

R. Benoist. (Leg. mim. ).<br />

( A. g.) — HAB.- Matta húmida mas não inundada.<br />

Loc.—Estrada de Ferro de Bragança—W. de Marajó<br />

— B. R. Trombetas ( L. do Salgado).<br />

Om — Arvore de magnifico aspecto — Folhas <strong>com</strong>postas<br />

muito grandes e ir.florescencias erectas; flores vermelhoescuro.<br />

VISGUEIRO — (Belem — Óbidos) — PARKIA PEN-<br />

DULA Benth. (Leg. mim.).<br />

(A. g. ou G.) — Frequente na matta grande de T. f.<br />

arenosa, por todo o Estado do Pará, mais rara no Amazonas,<br />

de Manáos para cima.<br />

SYX — Bolotciro — Rabo dc arara — Jupunba ( Breves)<br />

- l-avcira ( R. Tocantins ) - Pdo de arara ( R. Tronv


ARVORES E PLANTAS ÚTEIS<br />

betas) — Arára-pctiú — Acacia anile (G. fr.) — Grignon<br />

fou í G. fr.).<br />

CAR.— Copa larga cm forma cie chapéu de sol muito<br />

plano. vendo->e por baixo pendurados os fios <strong>com</strong>pridos<br />

(lm. 50 ) dos pedunculos das flores dispostas em capítulos<br />

esphericos, escuros, de cheiro muito desagradavel.<br />

Mad — Pardo-amarellado, fibras grossas, dureza media,<br />

trabalhando-se bem; para construcção civil, marcenaria<br />

D = 0.85.<br />

lad.— As vagens maduras exsudam uma gomma-resina<br />

pegajosa, utilisada para preparar um visgo.<br />

Casca para cor tu me.<br />

Med. pop.— O cozimento concentrado das cascas emprega-se<br />

em caso de hemorrhagias occasionadas por golpes.<br />

Ora.— Uma das arvores mais bellas do Brasil.<br />

VISGUEIRO — (Beiern) — PARKIA GIGANTOCAR-<br />

PA Ducke (Leg. mim.).<br />

(A. G.).— HAB.- Na T. f.<br />

Loc.— 12. de Ferro de Bragança — Ilhas altas de<br />

Breves — R. Guamá — Gurupá — Oriximiná.<br />

CAR.— Copa larira, menos que a precedente e menos<br />

chata — pedunculos íloraes relativamente curtos, mas em<br />

raminhos <strong>com</strong>pridos pendentes, capítulos grandes, brancos,<br />

fétidos —Vagens enormes: 0m70de<strong>com</strong>pr. e 5-6 cm. de larg.<br />

VISGUEIRO-PARKIA MULTIJUGA Benth. (Legum.<br />

mim.).<br />

(A. g.) —HAB.- Matta grande da T. f. e da V. alta,<br />

em sólo argilloso <strong>com</strong>pacto.<br />

Loc. —Toda a planície.<br />

CAR.—Folhas muito grandes, flores brancas; frueto:<br />

vagem de 27 cm./9 cm. indehiscente.<br />

Mad.— Brancacenta— dureza mediana.<br />

VISGUEIRO — (Beiern) — PARKIA PARAENSIS<br />

Ducke (Leg. mim.).<br />

(A. m.) —HAB.- NOS igapós de aguas pretas.<br />

Loc.— Beiern — Gurupá — Bragança — Região do estuário.<br />

• CAR.— Parecido <strong>com</strong> a P. pendula, mas menor.<br />

VISGUEIRO RAJADO — (Amazonas) —<br />

469


470 A AMAZÔNIA BRASILEIRA T<br />

Mad. — Branco amarellado claro, manchado de castanho;<br />

bastante tenra.<br />

VIUVINHA — (R. Mapuera) — PETRAEA IXSIGXIS<br />

Schauer. (Verbenaceas).<br />

(Cipó). Indígena.<br />

SVN.— Flôr de S Miguel.<br />

CAR.— Cachos abundantes de flores côr de lilaz.<br />

VIUVINHA - PETRAEA MARTI AN A Schauer. (Verbenaceas).<br />

(Cipó). — Indígena.<br />

HAB.— Na matta de terra firme argillosa.<br />

E' a especie mais frequente no Estado do Pará.<br />

CAR.— Flores lindas, roxo-escuro.<br />

VIUVINHA — PETRAEA VOLUBILIS Jacq. (Verbenaceas<br />

).<br />

(Cipó)— Cultivada<br />

Orn.— Flores abundantes, de côr lilaz-escuro (Cálice<br />

e corolla), muito bonitas.<br />

VOUAPÁ — v. APÁ.—


Siimaliuma (Ceiba pentandra)


YACAYACA — v. CEDRO BRANCO — ( Poupai tia amazônica).<br />

— No R. Negro este nome applica-se também ás<br />

arvores dos generos Cedrola e Cedrelinga (CEDREL1NGA<br />

CATENAERFORMIS Ducke.).<br />

YAGE— v. CAAPI.— Alguns autores estimam que o<br />

nome de "Yagé" ó dado ao cipó Haemadictyon amazonicum<br />

{Apocynaceas); a tintura da haste de "Yagé" produz<br />

grande excitação nervosa e, depois, somno <strong>com</strong> phenomenos<br />

de dupla vista, visão a distancia, telepathia. — Perrot e R.<br />

Hamet consideram o " Yagé " <strong>com</strong>o idêntico ao Ayahuasca<br />

e ao Caapi.<br />

YARATACIÚ — SAGOTIA RACEMOSA Baillon ( Euphorbiaceas<br />

).<br />

CAR.— Toxica.<br />

Y AU AC ANO — EPERUA LEUCANTHA Benth. (Leg.<br />

caesalp.).<br />

Loc.— Alto R. Negro.<br />

J fad.— Boa madeira avermelhada.<br />

YÈBARO — EPERUA PURPUREA Benth. ( Legum.<br />

caèsalp. ).<br />

SYN.— Algumas vezes: Copahiba-raaa — Zebaro.<br />

Loc.— Alto R. Negro.


472 . A AMAZONIA BRASILEIRA<br />

CAR.— Flores rosco-purpureas, esplendidas.<br />

Ma d.— Bôa madeira avermelhada.<br />

YOYOCA — v. RABO de ARARA — ( Cacoucia coccinea<br />

Aubl.).<br />

YPADÚ — v. COCA—<br />

YUCA — v. FLOR de CAMPA.—


z<br />

ZACATECA — (Marajó) —<br />

(Gramíneas).<br />

(Pl. h. — 1 m. ) — HAB.- NOS terrenos altos, arenosos.<br />

Alim. anim.— Bôa forragem.<br />

ZAMIA LE COINTEI Ducke (Cycadaceas).<br />

Loc.—Cach. do Inferno (R. Erepecurú) — collinas do<br />

R. Branco de Obidos.<br />

Orn — Cycas pequeno e de porte elegante.<br />

ZARANZA — (Marajó) — LEPTOCORYPHIUM LA-<br />

XATUM Nees. (Gramíneas).<br />

(Pl. h.)—HAB.- NOS campos seccos.<br />

Alim. uni m.— Pastagem soffrivel.<br />

ZINNIA—ZINNIA ELEGANS — (Compostas) -Origin.<br />

do Mexico.<br />

(Pl. h.) — Cultivada nos jardins.<br />

Ovn.—Bonita flor <strong>com</strong> numerosas variedades; dase<br />

muito bem.<br />

•0


INDICE ALPHABETICO<br />

dos generös botânicos citados<br />

A PAGS.<br />

ABRUS 433-434<br />

ABUTA 4-122<br />

ABUTILON 252-253<br />

ACACALIS 353<br />

ACACIA 140-158<br />

250-359<br />

ACANTIIOSPERMUM 157<br />

ACHRAS 403<br />

ACHYROCLINE 247<br />

ACROCOMIA 325<br />

ACRODICLIDIUM 83-170<br />

240<br />

ACROSTICHUM 167<br />

ACTINOSTEMON 87<br />

ADENOCALYMNA 122-125<br />

ADIANTUM 44-167<br />

AEGIPHILA 83-125<br />

131-343<br />

461<br />

AESCHYNOMENE 234-361<br />

AGERATUM 192-277<br />

AG ON AN DR A 342<br />

AIOUEA 12 - 16<br />

27<br />

ALCHORNEA 303<br />

ALDINA 248<br />

ALIBERTIA 380<br />

ALLAMANDA 16<br />

ALLANTOIVIA 121<br />

ALLIUM 115<br />

ALPINIA 467<br />

ALSODEIA 213<br />

ALSOPHILA 44-167<br />

402<br />

ALSTROEMERIA 151-263<br />

ALTERNANTHERA 369<br />

ALTHAEA 254<br />

AMAIOUA 181-379<br />

AMANOA 16<br />

AMARANTUS 107-108<br />

AMAZONIA 77<br />

AMBELANIA 279-368<br />

AMBROSIA 39<br />

AMPHJODOX 143<br />

ANACARDIUM 80 - 81<br />

ANANAS 1-20<br />

146<br />

** PAGS.<br />

ANAXAGOREA 153<br />

AND1RA 22.455<br />

ANDRIPETALUM 117-239<br />

346<br />

ANDROPOGON .. 55 - 91<br />

93-95<br />

96-98<br />

334-365<br />

370-393<br />

428<br />

ANEILEMA 444<br />

ANETUM 173<br />

ANGRAECUM 353<br />

AN IBA 108-237<br />

240-246<br />

346-347<br />

A NONA 36 - 37<br />

42-134<br />

171-212<br />

ANTHURIUM 169-394<br />

ANTIGONUM 444<br />

ANTIRRHINUM 60<br />

APEIBA 73-342<br />

367-451<br />

A PI UM 11-400<br />

APTANDRA 389<br />

APULEIA 284-343<br />

ARACHIS 19-276<br />

277<br />

ARDISIA 195<br />

ARISTIDA 397<br />

ARISTOLOCHIA 349-461<br />

ARRABIDEA 102<br />

ARTHANTE 87-215<br />

ARTOCARPUS 172-212<br />

ARUNCUS 54<br />

ASCLEPIAS 20O-303<br />

ASPIDIUM 166<br />

ASPIDOSPERMA 35-103<br />

264-ÄO*<br />

337-374<br />

ASTROCARYUM 314-319<br />

330-331<br />

332


476<br />

ASTRONIUM<br />

ATTALEA<br />

AULOMYRCIA<br />

AVERRHOA<br />

AVICENNIA<br />

AYDENDRON<br />

AZOLLA<br />

BACCARIS<br />

BACOPA ....<br />

BACTRIS ..<br />

B.'\(IASSA •••• •••• ••••<br />

BAILLIERA<br />

BAMBUSA<br />

BANARA<br />

BANISTERIA<br />

BARCELLA<br />

BARYLUCUMA<br />

BASANACANTHA<br />

BASELLA<br />

BATESIA<br />

BAUIIINIA<br />

BELLUCIA<br />

BERTHOLLETIA<br />

BIDKNS<br />

BIFRENARIA<br />

BIGNONIA<br />

BIXA I«<br />

BOERRHAVIA<br />

BOMB.'W<br />

BORRERIA<br />

BOTRIOSPORA<br />

BOTRYTIS<br />

BOUGAINVILLEA<br />

BOWDICHIA<br />

BRASSAVOLA !<br />

BRASSIA<br />

C, •••• •••• •••• •••• ••<br />

BRITOA<br />

BROMELIA<br />

INDICE ALPHABETICO<br />

180-288<br />

314-317<br />

318-321<br />

325-329<br />

332-334<br />

170<br />

60-102<br />

127<br />

11-140<br />

295<br />

465<br />

47<br />

316-319<br />

323-324<br />

430<br />

130<br />

428<br />

232<br />

70<br />

329<br />

379<br />

235-349<br />

59<br />

5<br />

156-2S0<br />

365-366<br />

32-33<br />

180-282<br />

111<br />

191<br />

354<br />

22-56<br />

459<br />

462<br />

205-206<br />

366-410<br />

61-257<br />

290-413<br />

369-397<br />

406<br />

158<br />

63<br />

404-405<br />

406<br />

355<br />

355<br />

137-301<br />

32<br />

101-182<br />

246<br />

BROSIMOPSIS<br />

BROSIMUM<br />

BRUNFELSIA<br />

BRYOPHYLLUM<br />

BUCHENAVIA<br />

BUETTNERIA<br />

BUNCHOSIA<br />

BURDACHIA<br />

BYRSONIMA<br />

CABOMBA<br />

CACOUCIA<br />

CACTUS<br />

CAESALPINIA<br />

CAJANUS<br />

CALADIUM<br />

CALATHEA<br />

CALLIANDRA<br />

CALOPOGONIUM<br />

CALOPHYLLUM<br />

CALYCOPHYLLUM<br />

CALYPTROCARYA<br />

CAMPOMANESIA<br />

CAMPSIANDRA<br />

CANA VALIA<br />

CANNA<br />

CANNABIS<br />

C A PI RONA<br />

CAPPARIS<br />

CAPRARIA<br />

CAPSICUM<br />

CARAIPA<br />

CARAPA<br />

CARICA<br />

CARINIANA<br />

CARLUDOVICA<br />

CARPOTROCIIA<br />

CARYOCAR<br />

CARYOTA<br />

CASEARIA<br />

294<br />

11 - 17<br />

113-285<br />

286-309<br />

258<br />

169<br />

279-368<br />

66-392<br />

127<br />

395<br />

292-293<br />

295<br />

391-472<br />

77<br />

51-113<br />

221-286<br />

184<br />

32-2S0<br />

422-442<br />

72-77<br />

214-363<br />

348-400<br />

163<br />

214<br />

314<br />

37<br />

310<br />

5<br />

166<br />

88-133<br />

189-291<br />

234<br />

343-344<br />

123-173<br />

403<br />

119<br />

250-371<br />

372<br />

53-423<br />

424<br />

23<br />

255-256<br />

431-432<br />

61-220<br />

435<br />

75-171<br />

373-374<br />

f?15<br />

22-77<br />

344-406


CASSIA<br />

CASSIPOUREA<br />

CASSYTIIA<br />

CASTILLOA ....<br />

CATASETUM<br />

CATOSTEMMA<br />

CATTLEYA<br />

CAYAPONIA ....<br />

CECROPIA ....<br />

CEDRELA<br />

•• •••• •••<br />

CEDRELINGA<br />

CEIBA<br />

CELOSIA<br />

CENCIIRUS<br />

CENOSTIGMA<br />

CENTROLOBIUM<br />

CENTROSEMA<br />

CEPHAELIS<br />

CEREUS<br />

CESTRUM<br />

CHENOPODIUM<br />

CHIOCOCCA<br />

CIILOROPHORA<br />

CHOMELIA<br />

CHRYSANTHEMUM .. ..<br />

CHRYSOBALANUS .. ..<br />

CHRYSOPIIYLLUM .. ..<br />

CHYTROMA<br />

CICHORUM<br />

CINCHONA<br />

CINNAMOMUM<br />

CISSAMPELOS<br />

CISSUS<br />

CITRIOSMA<br />

CITRUS<br />

CITRULLUS<br />

CLARISIA<br />

CLATRTROTROPIS<br />

CLAVAPETALUM<br />

CLEOME<br />

INDICE ALPHABETICO<br />

51-89<br />

100-131<br />

163-165<br />

269-270<br />

274-276<br />

277-279<br />

2*5-309<br />

352-402<br />

443-468<br />

87-233<br />

187<br />

13<br />

355-356<br />

104<br />

355<br />

379<br />

195-196<br />

197-198<br />

115-116<br />

117-118<br />

117-470<br />

413<br />

138<br />

106<br />

6<br />

345<br />

166-305<br />

20S-370<br />

77-217<br />

. 128<br />

. 192-273<br />

. 124<br />

. 235<br />

„ 236-349<br />

. 129<br />

12-183<br />

79-183<br />

273-411<br />

.. 217<br />

.. 119<br />

.. 389<br />

87<br />

4-305<br />

363-361<br />

.. 125<br />

.. 188<br />

... 232-233<br />

235-426<br />

.. 275<br />

... 185<br />

.. 437<br />

.. 340<br />

.. 223-295<br />

CLIBADIUM<br />

CLIDEMIA<br />

CLIXOSTEMON<br />

CLITORIA<br />

CLUSIA<br />

COCCOLOBA<br />

corcn.rs<br />

COCIILOSPERMUM<br />

COCOS<br />

CODIAEUM<br />

COFFEA<br />

COIX<br />

COLA<br />

COLOCASIA<br />

COMBRETUM<br />

COMMEL1NA<br />

COXDRODENDROX<br />

COXXARUS<br />

COXOBEA<br />

COPAIFERA .,<br />

COPERXICIA<br />

CORDIA<br />

COREOPSIS ....<br />

CORYAXTIIES<br />

COSMOS<br />

COSTUS<br />

COUEPIA<br />

COUMAROUXA<br />

COURALIA<br />

COURATARI<br />

COUROUPITA<br />

COUTARFA<br />

COUTOUBEA<br />

COUSSAPOA<br />

CRATAEVA<br />

CREPIDOSPERMUM<br />

CRESCEXTIA<br />

CRIXUM<br />

CROTALARIA<br />

4SI<br />

55-130<br />

378<br />

249<br />

156-161<br />

161-165<br />

31<br />

74-113<br />

378-442<br />

66<br />

369<br />

316-319<br />

322-330<br />

139-427<br />

77<br />

232<br />

129<br />

202-203<br />

156<br />

269<br />

363<br />

49-233<br />

255<br />

361-365<br />

465-463<br />

131<br />

315<br />

41 -78<br />

106-119<br />

171-312<br />

353-161<br />

. 136<br />

. 357<br />

. 137<br />

. 89 - 90<br />

137<br />

.. 147-218<br />

310-362<br />

375-446<br />

455-458<br />

.. 142<br />

99-337<br />

.. 431<br />

... no<br />

389<br />

151-176<br />

31-79<br />

... 112<br />

61<br />

,'.. no<br />

9<br />

28 - 8G<br />

119


478<br />

CLIOTON<br />

CRUDIA<br />

CRYPTOCARI A<br />

CLCLMIS ••<br />

CUCURBITA<br />

CUNURIA<br />

CURATELLA<br />

CURCUMA<br />

CUSCUTA :....<br />

CUSPARIA<br />

CYBISTAX<br />

CYCAS<br />

CYCLANTHUS<br />

CYDISTA<br />

CYLINDROSPERMA .. ..<br />

CYNOMETRA W^I<br />

CYNODON 93<br />

CYPERUS 54-92<br />

93-94<br />

98-1C0<br />

222-223<br />

373-418<br />

CYTHAREXYLON 349<br />

CYRTOPODIUM 35G-358<br />

D<br />

DACTYLOCTENIUM 82<br />

DAHLIA 151<br />

DALBERGIA 126-213<br />

349-466<br />

DATURA 158-269<br />

443-445<br />

DAUCUS 118<br />

DAVILLA 123<br />

DESMODIUM 19 - 55<br />

105<br />

DESMONCUS 314-318<br />

320-321<br />

330<br />

DERRIS 435-437<br />

440<br />

DIALIUM 378<br />

DIANTHUS 138<br />

DICHROMENA 94<br />

DICORISANDRA 411<br />

DICORYNIA 25-426<br />

DICYPELLIUM 343<br />

INDICE ALPHABETICO<br />

82-108<br />

109-139<br />

175-339<br />

164-204<br />

205-228<br />

73<br />

275-276<br />

368<br />

3-225<br />

145<br />

78<br />

146<br />

123<br />

27<br />

105<br />

149<br />

265<br />

122<br />

147<br />

DIDYMOPANAX<br />

DIEFFENBACHIA<br />

DIMORPH ANDRA<br />

DINIZIA<br />

DIOCLEA<br />

DIOSCOREA<br />

DIPLOTROPIS<br />

DODONEA<br />

DOLICHOS<br />

DOLIOCARPUS<br />

DORSTENIA<br />

DRACONTIUM<br />

DREPANOCARPUS<br />

DUCKEODENDRON<br />

DUGUETIA<br />

DUROIA<br />

E<br />

281<br />

28-29<br />

42<br />

27<br />

281-282<br />

100-232<br />

405<br />

465<br />

111-231<br />

122<br />

71<br />

217-422<br />

43-223<br />

224-115<br />

379<br />

60 - 88<br />

155-275<br />

421-135<br />

69-380<br />

ECCLINUSIA 133<br />

ECIIITES 124<br />

EGLETES 217<br />

EICHHORNIA 10-468<br />

ELAEIS 314-318<br />

ELAEOPHORA 130<br />

ELCOMARHYZA 111<br />

ELEPHANTOPUS 188<br />

ELEUSINE 97<br />

ELEUTHERINA 271<br />

ELISSARRIIENA 125<br />

ELIZABETHA 34<br />

ELVASIA 30<br />

EMMOTUM 239<br />

ENTADA 122-178<br />

ENTEROLOBIUM 165-425<br />

441-467<br />

EPERUA 29-132<br />

156-157<br />

203-214<br />

225-471<br />

EPIDENDRON 351-355<br />

EPISCIA 231<br />

ERAGROSTIS 51-277<br />

457<br />

ERIODENDRON 113<br />

ERIOSEMA FCLL<br />

ERISMA 211-212<br />

386<br />

ERYNGIUM 129<br />

t


ERYTHRINA<br />

ERYTHROXYLON ....<br />

FSCHWEILERA<br />

ETABALLIA<br />

EICALYPTUS<br />

F.ITCHARÏS ....<br />

BUGENIA<br />

ETTATORIL'M<br />

EUPIIORBIA ...<br />

EITERPE<br />

EIXYLOPHORA ....<br />

FAGARA<br />

FARAMEA<br />

FERDINANDUSIA<br />

FE VILLE A<br />

FICUS<br />

FOURCROYA<br />

FUNASTRUM<br />

G<br />

GAILLARDA<br />

GALEANDRA<br />

GALIPEA<br />

GALLESIA<br />

GARDENIA<br />

GEISSOSPERMUM<br />

GENIPA<br />

CEONOMA<br />

GLYCOXYLON<br />

GLYCYDENDRON<br />

GNETU.M<br />

GONIODISCUS<br />

GOSSYPIUM<br />

GOUPIA<br />

I<br />

479 INDICE ALPIIABETICO<br />

42-289<br />

290<br />

172-203<br />

43-177<br />

217-216<br />

274-281<br />

395<br />

296<br />

159<br />

159<br />

84-172<br />

178-203<br />

291-377<br />

459<br />

41-139<br />

216<br />

40 - 42<br />

69-159<br />

187-192<br />

250<br />

311-312<br />

336<br />

423-432<br />

78<br />

7<br />

307<br />

31 -59<br />

78-114<br />

167-175<br />

376<br />

123<br />

175<br />

357<br />

6<br />

336<br />

176<br />

7<br />

176<br />

323-333<br />

11-310<br />

311-342<br />

279<br />

208<br />

21<br />

13<br />

145<br />

GUADUA 417-418<br />

428<br />

GUAREA 84-116<br />

118-127<br />

219-220<br />

GUATTERIA 127-154<br />

155-233<br />

GUAZUMA 61-295<br />

GUETTARDIA 24<br />

GUILIELMA 316-329<br />

330<br />

GUSTAVIA 120-177<br />

GYMNOGRAMMA 43<br />

GYNERIUM 89-170<br />

171<br />

HABENARIA<br />

HANCORNIA<br />

HEDYCIIIUM<br />

HELEOCHARIS<br />

HELIANTHUS<br />

HELICONIA<br />

HELICTERES<br />

HELIOTROPIUM<br />

IIELOSIS<br />

IIEMIARTHRIA<br />

HEMITELIA<br />

H<br />

IIENRIQUEZIA<br />

HERNANDIA<br />

I1ETEROPSIS<br />

IIETEROPTERIS<br />

HETEROSTEMON<br />

IIEVEA<br />

HEYMASSOLI<br />

HIBISCUS<br />

HIERONYMA<br />

HIRTELLA<br />

HIPP<strong>OCR</strong>ATF.A<br />

HOLOPYXIDIUM ...<br />

IIORTIA<br />

HOYA<br />

HUMIRIA<br />

IIUMIRIANTHERA<br />

•••• ••••<br />

357<br />

16-260<br />

61<br />

222<br />

179<br />

53-308<br />

411<br />

252-400<br />

62<br />

157<br />

181<br />

44-167<br />

402<br />

246<br />

466<br />

126<br />

40G<br />

192<br />

407-408<br />

18<br />

15-18<br />

19-161<br />

167-350<br />

388-451<br />

467<br />

268<br />

102-130<br />

248-249<br />

162<br />

217<br />

76<br />

169<br />

458-459<br />

249-259


480<br />

HURA 41<br />

I1YBANTHUS 205<br />

HYDROLEA 105<br />

HYMENAEA 226-227<br />

HYMENOLOBIUM 25 - 23<br />

404<br />

HYMENOPIIYLLUM 401<br />

HYOSPATHA 334<br />

HYPOLYTRUM 268<br />

HYPTIS 193-364<br />

401<br />

I<br />

ICACOREA 195<br />

ICHTHYOTHERA 144<br />

ICICA 38 - 63<br />

ILEX 131-248<br />

IMPATIENS 49<br />

IMPER ATA 272<br />

INDIGOFERA 28<br />

INGA 199-200<br />

201<br />

IONIDIUM 205<br />

IONOPSIS 357<br />

IPOMAEA 14 - 57<br />

60 - 84<br />

85-168<br />

214-400<br />

424-466<br />

IRIARTEA 327-328<br />

IRIARTELLA 328<br />

IRYANTIIERA 379-456<br />

1SCIINOSIPIION 39-40<br />

363<br />

ISERTIA 135<br />

ISOTOMA 218<br />

IXORA 63-219<br />

J<br />

JACARANDA 56-103<br />

JACARATIA 2=5-256<br />

JAMBOSA 215<br />

JASMINUM 218-219<br />

JATROPHA 370-461<br />

JOANNESIA 109<br />

JUGASTRUM 140<br />

JUSSIAEA 139-442<br />

INDICE ALPIIABETICO<br />

KAEMPFERIA<br />

KYLLINGIA<br />

K<br />

L<br />

336<br />

93-95<br />

375<br />

LABLAD<br />

141<br />

LACTUCA<br />

LACUNARIA<br />

LAETIA<br />

13<br />

279<br />

109-287<br />

445<br />

LAFOENSIA<br />

308<br />

LAGENARIA<br />

73-380<br />

LAGERSTROEMIA<br />

237<br />

L AG UNCULA RIA<br />

LANTANA<br />

261<br />

83-84<br />

187<br />

LAWSONIA<br />

394<br />

LE COINTEA<br />

LECYTHIS<br />

LEERCIA<br />

351<br />

111<br />

94<br />

LEONIA<br />

443<br />

LEONOTIS<br />

LEOPOLDINIA<br />

135<br />

321-329<br />

LEPIDOCARDIA<br />

103<br />

LEPIDOCARYUM<br />

315<br />

LEPTOCORYPHIUM 473<br />

LEUCAS<br />

LICANIA<br />

113<br />

12-22<br />

101-102<br />

133-148<br />

234-247<br />

248-304<br />

310-373<br />

446<br />

LIMNANTIIEMUM<br />

30-410<br />

LINDERNIA<br />

152<br />

I.IPPIA<br />

188-291<br />

LIRIOSMA 287<br />

LONCHOCARPUS<br />

161-339<br />

438-439<br />

440<br />

LONICERA 219<br />

LOPEOSTOMA<br />

54-141<br />

LUCUMA ... 2-148<br />

LUEHEA<br />

LS3-286<br />

310-363<br />

8-451<br />

LUEHEOPSIS<br />

8-33<br />

^ 1 F A •••• •••• •••• •••• •••• 65<br />

I


LUZIOLA<br />

LYCOPERSICUM<br />

LYCOPODIUM<br />

LYGODIUM ....<br />

MABEA ....<br />

•••• ••••<br />

M<br />

•••• •••• •••<br />

MACAIREA<br />

MACHAERIUM ••••<br />

MACIIAONÏA<br />

MACOUBEA<br />

MACROLOBIUM ... • •• •• ••<br />

MALACHRA<br />

MALOUETIA<br />

MALPIGHIA<br />

MAMMEA<br />

MANGIFERA<br />

MANICARIA<br />

MANIHOT<br />

MANILKARA<br />

MARANTA<br />

MARCGRAVIA<br />

MARIPA<br />

MARSDENIA<br />

MARTINELLA<br />

MARTÏNESIA<br />

MARTIUSIA<br />

MATAYBA<br />

MAT I SI A<br />

MAURITIA<br />

MAXILLARÏA<br />

MAX1MILIANA<br />

MAYTENUS<br />

MELIÀ •••• •••<br />

MELISSA<br />

MELOCACTUS<br />

MELOCHIA<br />

MENTIIA<br />

MERREMIA<br />

MLCONRA<br />

MICROTEA<br />

INDICE ALPHABETICO 4SI<br />

99<br />

443<br />

311-402<br />

44<br />

2-91<br />

428<br />

143-144<br />

43-213<br />

223-224<br />

236<br />

17<br />

33-34<br />

204-205<br />

388<br />

280-423<br />

118<br />

3<br />

262<br />

334<br />

247-259<br />

263<br />

49-264<br />

272<br />

35-264<br />

264<br />

63<br />

216<br />

176<br />

316<br />

270<br />

341<br />

146-198<br />

403<br />

313-314<br />

315-324<br />

358<br />

318-324<br />

30-120<br />

236<br />

188<br />

136<br />

278<br />

193<br />

84<br />

87-214<br />

268-403<br />

442<br />

. 189<br />

MIKANIA 123-412<br />

MIMOSA 224-225<br />

250-251<br />

392<br />

MIMUSOPS 49-261<br />

272<br />

MIXQUARTIA 6<br />

MIRABILIS 268.<br />

MOLLIA 414<br />

MOMORDICA 191<br />

MONNIERA 13<br />

MONOPTEKYX 452<br />

MONOTAGMA 91<br />

MOXTRICHARDIA 28<br />

MOQL'ILEA 248<br />

MORA 351<br />

MORONOBEA 22 - 48<br />

MORUS 20<br />

MOURERA 107-454<br />

MOURIRIA 30 - 85<br />

180-289<br />

291-410<br />

MOUTABEA 79-179<br />

MUCUNA 36-301<br />

305-378<br />

MUNTINGIA 117<br />

MLRRAYA 219<br />

MUSA S:S<br />

MYRCIA<br />

MYRCIARIA 211<br />

MYOSOTIS 29-<br />

MYROCARPUS 301<br />

MYROXYLON<br />

MYRSINE<br />

,50<br />

409<br />

N<br />

NASTURTIUM I<br />

NASTUS<br />

W<br />

NECTANDRA<br />

239-210<br />

241-242<br />

NEEA 269<br />

NEOGLAZIOVIA 104<br />

NEPSERA 55<br />

NEPTUNA 224<br />

NKK1U.M 241<br />

NICOTIAXA<br />

NORANTEA<br />

NOYERA<br />

417<br />

392<br />

288


482<br />

INDICE ALPHABETICO<br />

NYMPIIAEA •••• •••• 10-179<br />

453<br />

O<br />

OCHROMA<br />

OCIMUM ...<br />

OCOTEA ....<br />

OENOCARPUS<br />

OCCODEIA<br />

OLMEDIA<br />

OLMEDIOPEREBEA<br />

OMPHALEA<br />

ONCIDIUM<br />

ONCOSTYLIS<br />

OPERCULÏNA<br />

OPUNTIA<br />

ORBIGNIA<br />

OREODAPHNE<br />

OREODOXA<br />

ORIGANUM<br />

OKI/A<br />

ORMOSIA<br />

•••• •••• •••<br />

ORMOSIOPSIS<br />

ORYCTANTIIUS<br />

OSTEOPHLOEUM<br />

OURATEA<br />

OUROUPARIA<br />

OXALIS<br />

338<br />

13-261<br />

59-170<br />

237-238<br />

239-241<br />

212<br />

312-313<br />

327<br />

50-289<br />

389<br />

2«9<br />

288<br />

129<br />

356-357<br />

54<br />

56-57<br />

267<br />

77-311<br />

332<br />

207<br />

327<br />

261<br />

2-38<br />

65-432<br />

433-434<br />

431<br />

190<br />

456<br />

162-348<br />

157<br />

108<br />

PARAIIANCORNIA<br />

PARINARIUM<br />

PARK IA<br />

PARMENTIERA ....<br />

PASPALUM<br />

PACHIRA<br />

PACOURINA<br />

PALICOUREA<br />

PAEPALANTHUS<br />

PANCRATIUM<br />

PANICUM<br />

257<br />

309<br />

63-137<br />

177-191<br />

93-367<br />

9-115<br />

85-86<br />

92 - 94<br />

95-96<br />

98-99<br />

278-366<br />

393-418<br />

467<br />

PASSIFLORA<br />

PATRISIA<br />

PAULLINIA<br />

PAVONIA<br />

PAYPAYROLA<br />

PECTIS<br />

PEDILANTIIUS<br />

PELTODON<br />

PELTOGYNE<br />

PENNISETUM<br />

PENTACLETHRA<br />

PEPEROMIA<br />

PERA<br />

PEREBEA<br />

PERIANDRA<br />

PERILLA<br />

PERSEA<br />

PETIVERIA<br />

PEXRAEA •••• •••• ••••<br />

PETUNIA<br />

PUAESPIIAERIUM<br />

PHASEOLUS<br />

PHILODENDRON<br />

PHORADENDRON<br />

PHTHIRUSA<br />

PIIYLLANTHUS<br />

PHYSALIS<br />

PHYSOCALYMNA<br />

PHYTELEPIIAS<br />

PHYTOLACCA<br />

16<br />

101-248<br />

310-362<br />

162-216<br />

263-359<br />

360-468<br />

469<br />

41<br />

86-92<br />

93-95<br />

96-97<br />

98-99<br />

114-168<br />

170-335<br />

407<br />

265-266<br />

267<br />

91-273<br />

274<br />

184-435<br />

437<br />

15-251<br />

252-254<br />

451<br />

258<br />

144<br />

103<br />

350<br />

128-347<br />

94-393<br />

350<br />

189<br />

130<br />

114<br />

12<br />

368<br />

282<br />

169-470<br />

370<br />

444<br />

166-335<br />

370<br />

126-170<br />

198<br />

190<br />

190<br />

38-130<br />

, 178-182<br />

83-221<br />

346-407<br />

217<br />

107-157<br />

{


PICROLEMMA 78<br />

PIMPINELLA 188<br />

" PEK 87-192<br />

215-275<br />

301<br />

ÍNDICE ALPHABKTICO<br />

411<br />

PIRANHEA 375<br />

PIRATINERA -8.,<br />

PISTIA 168-294<br />

PITIIECOLOBILM 62-158<br />

163-164<br />

201-202<br />

363-432<br />

PLANTAG O 425<br />

PLATHYMENIA 339-362<br />

PLATONIA 48<br />

PLATYMISCFIJM 245<br />

PLEUROTHRYUM 437<br />

PLUCHEA 417<br />

PLUMBAGO<br />

: > 8 " ' '<br />

PLUMIERA 218-412<br />

POGONIA 358<br />

FOGONOPHORA 4<br />

POINCIANA 168<br />

POLYANTHES 25<br />

POLYGALA 69-87<br />

441<br />

POLYGONUM 187-117<br />

POLYPODIUM 402<br />

POLYPOMPHOLYX 9<br />

PONTEDERIA 290-306<br />

334<br />

PORAQUEIBA 457-458<br />

POR1TLACA 19-58<br />

POSOQUERIA 9-349<br />

POTALIA 20<br />

POIPARTIA 116-427<br />

471<br />

POUROUMA 195-265<br />

PROTILM 38 - 63<br />

61 - 74<br />

133<br />

PSEi:DIMA 82-171<br />

377<br />

PSI'UDOABL'TIT.ON 308<br />

PSEUD QCH '* M AH K H IS .. 346<br />

*SIDIl5l 32 - 33<br />

_ 189-181<br />

PSITTACANTHUS 193<br />

f<br />

PSYCHOTRIA 138-191<br />

206-216<br />

PTERIS 102<br />

PTE ROC A R P U S 136-296<br />

420-442<br />

PTYCHOPETALUM 287<br />

PÚNICA 395<br />

PYívOSTEGIA 169<br />

Q<br />

QUALEA 37-149<br />

259-260<br />

343-385<br />

386-459<br />

QUARARIBEA 185-199<br />

QUASSIA 387<br />

R<br />

RANDIA 8-159<br />

235<br />

RAPHANUS 391<br />

RAPHIA 322<br />

RAPUTIA 35<br />

RAUWOLFIA 2*54-343<br />

RAVENALA 309<br />

REMI REA 358<br />

RENEALMEA 100-309<br />

RHABDODENDRON 77-283<br />

RHEEDIA 47 - 48<br />

RHIZOPHORA 261-262<br />

RHYNCHANTHERA 379<br />

RHYNCHOSPORA 92- 98<br />

259<br />

RICINUS 394<br />

RIENCOURTIA 1-9<br />

RINOREA oiî<br />

Í IO<br />

RODRIGUESIA 358<br />

ROLANDRA 3b9<br />

ROLLINI A 36-60<br />

154<br />

KOS A 3^5<br />

ROUHAMON •••• 31<br />

ROUPALA 397<br />

RUDGEA IV-' 2 * 9<br />

RUELLIA<br />

RUMEX


484<br />

RUTA 3<br />

2 :O.274<br />

RYANIA<br />

2TS " A<br />

SABICEA<br />

SACCHARÜM<br />

•• •••• ••••<br />

SACCOGLOTTIS ....<br />

SAGITTARIA<br />

SAGOTIA<br />

SAHAGUNIA<br />

SAINT-PAULIA<br />

SALACIA 47 - 61<br />

218-233<br />

246<br />

IX DICK ALPHABKTICO<br />

88<br />

7-451<br />

455<br />

155<br />

36-471<br />

216<br />

400<br />

SALIX<br />

SALVERTIA<br />

303<br />

SALVINIA<br />

SAMBUCUS<br />

291<br />

100<br />

SANSEVIERA 392<br />

SIDEROXYLON<br />

SILVIA .<br />

SIMABA<br />

SIN AP IS ....<br />

SIPARUNA<br />

SISYMBRIUM<br />

SLOANEA<br />

S.MILAX<br />

SOBRALIA<br />

SOEMMERINGIA<br />

SOHNREYIA<br />

SOLANDRA<br />

SOLANUM<br />

SORGHUM ....<br />

SPARTINA ....<br />

SPHENOCLEA<br />

SAPINDUS 399 SPIGELIA<br />

SAPIUM 66-23.5<br />

293-407<br />

429<br />

SAUVAGESIA 192<br />

SCABIOSA 406<br />

SCHEFFLERA 352<br />

SCHIZOLOBIUM 48-359<br />

SCOMBURGKIA 358<br />

SCIIRANCKIA 224<br />

SCHULTESIA 138<br />

SCIRPUS 78<br />

SCLERIA 15-442<br />

413<br />

SCLEROLOBIUM 419-420<br />

421<br />

SCOPARIA 446-465<br />

SECHIUM 120<br />

SECURIDACA 141<br />

SELAGINELLA 402<br />

SELENIPEDIUM 353-354<br />

SERJANIA 436<br />

SESAMUM 177<br />

S ETA RIA 393<br />

SICKINGIA 337<br />

SIDA 236-252<br />

253-254<br />

255-446<br />

465<br />

SPILANTHES<br />

SPIRANTHES<br />

SPONDIAS<br />

SPOROBOLUS<br />

STACHYTARPHA<br />

STACH YTARPIIETA<br />

STANHOPEA<br />

STENOCALYX<br />

STEPHANOTIS<br />

STERCULIA<br />

STIGMAPHYLLON<br />

STRUTANTHUS<br />

STRYCIINOS<br />

STRYPHNODENDRON ..<br />

STYLOSANTHES<br />

SWARTZIA<br />

30 - 49<br />

179-260<br />

379<br />

206-207<br />

82-344<br />

377<br />

281<br />

71-99<br />

188<br />

395<br />

462<br />

136-401<br />

353-351<br />

371<br />

410<br />

410<br />

59-61<br />

139-189<br />

221-225<br />

228-410<br />

278<br />

97-359<br />

250<br />

33<br />

9-215<br />

358<br />

426-427<br />

91<br />

178<br />

178-395<br />

355-358<br />

182-376<br />

24<br />

1C0-418<br />

419-432<br />

446<br />

56 - 82 .<br />

190<br />

29-31<br />

38-247<br />

397-457<br />

460<br />

55 - 56<br />

435-441<br />

414<br />

34 - 86<br />

133-134<br />

135-213<br />

• 283-307<br />

335-345<br />

352-375<br />

399-414<br />

»


INDICE ALPHABETICO<br />

7«<br />

SYMMERIA 6-263<br />

SSSSSS^:rr- £<br />

T<br />

TAREBUIA 337-425<br />

ÏaBKRNAEMONTANA .. .. 182-219<br />

TACHÎGAÙÀ:;::::::::<br />

TAGETES 138<br />

TALIGALIA 276<br />

TALINUM<br />

TALISIA 377<br />

TAMARINDUS 424<br />

TANACETUM 112-113<br />

TANAECIUM l;î<br />

TAPIRINA 315<br />

TARALEA J«<br />

TECOMA 12Î'5OL<br />

338-431<br />

TELANTHERA 369<br />

TEPHROSIA 436-437<br />

TERMINALIA 19-121<br />

THALIA 37-49<br />

THEOBROMA 74 - 75<br />

76-145<br />

THEVETIA 221-241<br />

THIELEODOXA 380<br />

THUMBERGIA 16<br />

TIBOUCHINA 251-269<br />

TILLANDSIA 55<br />

TIPUANA 18-163<br />

TOCOYENA 177<br />

TORENIA 19<br />

TORRESIA 142<br />

TOURNEFORTIA 189<br />

TOVOMITA 21-262<br />

365<br />

TRACHYPOGON 39<br />

TRADESCANTIA 443<br />

TRAMETES 463<br />

TRIANOSPERMA 432<br />

TRICHANTHERA 59-87<br />

348<br />

TRIfHILIA 84-219<br />

351-352<br />

TRICIIOCENTRUM 358<br />

TRICHOMANES 105-236<br />

TRICIIOSPIRA 13<br />

TRIPLARIS 419-421<br />

'J RIPSAC'L'M .... 95<br />

TRIUMFETTA 105-106<br />

TROPAEOLUM 100<br />

TURNERA 12-151<br />

TYPHA 364<br />

u<br />

ULEANTUS 457<br />

UNONOPSIS 155<br />

URAGOGA 206<br />

URENA 452<br />

URERA 90<br />

UROSPATHA 30<br />

VALLESIA<br />

VANDELIA<br />

VANILLA<br />

\ ANTI\NEA •••• •••• •••• ••••<br />

VATAIREA<br />

VERNONIA<br />

VICTORIA<br />

VIGNA<br />

VIOLA<br />

VIROLA<br />

V<br />

V IS^I^A •••• •••• •••• •••• ••••<br />

VITEX<br />

VITIS<br />

VOCHYSIA<br />

VOUACAPOUA<br />

w<br />

WALTHERIA<br />

WARSZEWICZIA ....<br />

WISSADULA ....<br />

WULFFIA<br />

••• ••••<br />

... ••••<br />

121<br />

152-349<br />

57<br />

8<br />

56-163<br />

164-442<br />

42-313<br />

453<br />

57<br />

468<br />

59-455<br />

456<br />

70-91<br />

331-342<br />

13-269<br />

429-430<br />

28-361<br />

467<br />

116-117<br />

385-386<br />

387<br />

4<br />

251<br />

391<br />

253-255<br />

308<br />

83-215


4S6<br />

XANTHOSOMA<br />

XERANTIIEMUM<br />

XI LOS MA<br />

XIMEMA ••••<br />

\ I !(IS •••• •••• •••• •••• •••• ••<br />

XYLOPIA<br />

YUCCA 168<br />

INDICE ALPHABETICO<br />

421<br />

407<br />

43<br />

18<br />

63-223<br />

153-151<br />

155-161<br />

371-373<br />

ZAMIA<br />

ZEA<br />

ZECMENIA ....<br />

ZINGIBER<br />

/INNI*\ .<br />

ZOLLERNIA ....<br />

ZORNIA<br />

ZSCHOKKEA.


PAGINA LINHA_<br />

B RRATA<br />

42 30 em vez de Custard apple,<br />

LER • • • • SMSY^ «/>/>/.<br />

50 15 em vez de OGEODEIA<br />

1er OGCODEIA<br />

59 9 em vez de TRICHAN-<br />

TE RA 1er TRICHANTHERA<br />

10 accrescentar v. Páo Santo (Guru<br />

pá)<br />

87 16 " Páo Santo<br />

134 16 accrescentar Custard apple (Ingl)<br />

152 5 e6 em vez de CRUSTÁ-<br />

CEAS 1er CRUSTACEA<br />

159 15 em vez de 36 1er 3-6<br />

168 16 accrescentar v. Mururé pagé<br />

217 33 em vez de PHYTHELE-<br />

PH AS 1er.... : PHYTELEPHAS.<br />

240 17 em vez de ANIBA 1er... ACRODICLIDIUM<br />

348 26 accrescentar SYN.— Deque— Cariei!<br />

a de garça.<br />

353 1 em vez de TETRANDA,<br />

1er TETRANDRA<br />

379 7 em vez de SYDERO-<br />

XYLON 1er SIDEROXYLON.<br />

394 19 accrescentar (henné).<br />

453 31 depois de esverdeado, accrescentar<br />

(N. Amazonum) ou<br />

vermelhas (N. nudgeana).

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