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Protecção Integrada: Em defesa do planeta

Viseu recebe IX Encontro Nacional

na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu

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32

DESTAQUES

Viseu | IX Encontro Nacional Protecção Integrada

A Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu vai ser o palco desta iniciativa que

pretende reunir investigadores, docentes, técnicos e estudantes para debater

a Protecção Integrada no âmbito da “Directiva 2009/128/CE, 21.10.2009 -

Utilização sustentável dos pesticidas” e da nova “Regulamentação Europeia

dos Pesticidas Agrícolas”

Viseu | Seminário para comemorar 75 anos

A 30 de Novembro a Estação Agrária de Viseu comemora 75 anos com Seminário

sobre Fruticultura. Com o objectivo de comemorar, de forma indelével, a Direcção

Regional de Agricultura e Pescas do Centro programou um conjunto de iniciativas

cuja realização se prolongou pelo corrente ano.

Lisboa | Empresas florestais preocupadas com

execução no Proder

As empresas florestais estão preocupadas com os dados que

apontam para uma execução de 89 por cento do Programa de

Desenvolvimento Rural (ProDeR), quando em Junho era de 57 por

cento, uma rápida evolução para a qual a associação do sector diz

não encontrar explicação.

Lisboa | Franceses promovem cereais em Portugal

O Instituto francês France Agrimer promoveu em Lisboa uma reunião

subordinada ao tema “As disponibilidade de cereais franceses para

Portugal em 2011”. Este encontro visou a promoção anual dos

cereais franceses em Portugal.

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Restaurante Casa Arouquesa entre os melhores a nível nacional

Pág. 18


A 17 e 18 de Novembro na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu

Encontro Nacional debate “Protecção Integrada

e a utilização sustentável dos pesticidas

A Aula Magna do Instituto Politécnico

de Viseu vai ser o palco do IX

Encontro Nacional Protecção Integrada,

iniciativa que pretende reunir

investigadores, docentes, técnicos e

estudantes para debater a Protecção

Integrada no âmbito da “Directiva

2009/128/CE, 21.10.2009 - Utilização

sustentável dos pesticidas” e da

nova “Regulamentação Europeia dos

Pesticidas Agrícolas”.

Este Encontro versará um conjunto

de temas, que se prendem com as

preocupações actuais relativas aos

usos e aplicação dos pesticidas de

modo sustentável e às suas consequências

para o ambiente e saúde, bem

como com o delineamento de boas

práticas no ensino e formação da fitofarmacologia

e da protecção integrada

numa perspectiva de futuro.

Responde Cristina Amaro da Costa

(ESAV), da Organização do Encontro

“A protecção integrada é uma realidade

e vai passar a ser de 2012 uma

obrigação”

Gazeta Rural (GR): O que espera

deste encontro, a começar pelo número

de participantes?

Cristina Amaro da Costa (CAC):

Contamos com cerca de 200 participantes.

O que espero, é que se discuta, de

uma forma bastante profunda, as novas

regulamentações que estão a sair, a propósito

do uso sustentável dos pesticidas

e que se discutam as consequências do

seu uso e a forma como os autorizamos.

Depois, saber o que os agricultores

pretendem dos pesticidas, o que estes

lhes podem dar e os riscos que corremos

com a sua utilização. Queremos também

saber o que as pessoas pensam disto e

como nós vamos adaptar as regras nos

próximos anos. Teremos outra sessão

sobre o ensino. Como podemos ensinar

os alunos, os técnicos e os agricultores

dentro deste novo panorama.

GR: Como está a ser preparado?

CAC: O colóquio está a ser organizado

pela Escola Superior Agraria de Viseu,

com o apoio dos alunos, como tem

acontecido nos Encontros anteriores.

Contamos com a colaboração do Instituto

Superior de Agronomia, que é a equipa

motriz destes encontros.

Em termos organizativos foram convidámos

oradores de relevo, que irão

discutir os temas centrais que queremos

abordar no colóquio, para além de uma

serie de trabalhos que serão apresentados

por oradores.

Gazeta Rural (GR): O último encontro

realizou-se em Ponte de Lima. O

que representa para a Escola organizar

esta iniciativa?

CAC: Para a Escola Superior Agraria

de Viseu é um voto de confiança das

pessoas que trabalham na protecção

integrada, porque este já é um evento

com alguma história e muito bom. Para

além disso, permite às pessoas da região

assistirem e debaterem temas que hoje

são fundamentais. Depois, porque permite

dinamizar o tema junto dos alunos e

alertá-los para uma temática que é extremamente

importante, como é a protecção

das plantas de uma forma sustentável.

GR: Esse trabalho tem sido aplicado

no campo?

CAC: Sim. A protecção integrada foi,

desde segundo Quadro Comunitário de

Apoio, apoiada. Neste momento, esses

apoios estão um bocadinho diluídos ou

inexistentes. Mas, na verdade, conseguiuse,

ao longo destes 10 anos, dinamizar um

conjunto muito grande de técnicos, dedicados

à protecção integrada, assim como

muitos agricultores, que adoptou esta forma

da protecção das culturas. Para isso,

houve muita investigação, muito trabalho

técnico e, de facto, hoje a protecção integrada

é uma realidade e vai passar a ser

depois de 2012 uma obrigação, porque a

Europa decidiu que a protecção das culturas

tem de ser feita de acordo com as

regras da protecção integrada, que permite

ao agricultor proteger as suas culturas

e ao consumidor ter a certeza que está a

consumir produtos isentos de substâncias

tóxicas ou nocivas para a saúde e para o

ambiente.

“Não podemos continuar a produzir

mais delapidando e destruindo os recursos

que temos”

GR: No momento em que muito se

fala da necessidade de produzir mais,

tendo em conta as necessidades do

planeta, face ao aumento da população,

como se que enquadra a aplicação

da protecção integrada, com esta necessidade?

Por exemplo a China, face

a aridez dos solos e ao aumento da sua

população, vai ser o grande importador

de alimentos nos próximos anos?

CAC: Não é só um problema da China,

mas sim do mundo inteiro, porque o que se

prevê é a continuação do aumento da população

mundial, principalmente na China,

na Índia e no Brasil.

O mundo inteiro vai ter que produzir

mais alimentos e cada país vai ter de o fazer

com as tecnologias disponíveis e o melhor

possível, desde que essas tecnologias

sejam capazes de manter os recursos, tal

como eles existem.

É que, não podemos continuar a produzir

mais, delapidando e destruindo os

recursos que temos. Portanto, temos que

encontrar tecnologias que permitam produzir

mais, com a mesma qualidade, mas de

forma sustentável e que não prejudiquem

a saúde do homem, o ambiente, que não

reduza a qualidade da água, entre outras.

Neste âmbito, a protecção integrada é

uma das tecnologias que permitirá produzir

alimentos em quantidade e em qualidade,

de forma sustentável.

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Produtores florestais aplaudem iniciativa

Jornalista contorna desemprego

e criou negócio de pinhas

A venda de pinhas foi a alternativa encontrada

pelo jornalista José Guilherme

Lorena quando se viu confrontado com o

desemprego e, em Viseu, tanto os produtores

florestais como as associações de

baldios vêm o negócio com agrado.

Para Manuel Rodrigues, dirigente da

Balflora, Secretariado dos Baldios do Distrito

de Viseu, esta ocupação agrada aos

compartes (pessoas que nas aldeias usufruem

dos terrenos e matas comunitárias)

porque permite rentabilizar as terras e

gerar riqueza. Mas o dirigente da Balflora

alerta que essa perspectiva “é boa desde

que as assembleias de compartes estejam

a par da actividade” porque, em alguns casos,

“a recolha de pinhas já é comum entre

estas populações” e a autorização “é essencial”

para não colidir com os interesses

existentes.

Também para a Cedrus, Associação

de Produtores Florestais de Viseu, a recolha

de pinhas é bem vista porque, como

explicou João Gonçalves, sócio e funcionário

desta organização, “além de permitir

rentabilizar a floresta, há ainda a dimensão

ecológica, e ao retirar material combustível

da floresta diminui o risco de incêndio”.

“Não só vemos com bons olhos essa actividade,

como os nossos estatutos permitem

ter como associados todos aqueles que o

fazem”, disse João Gonçalves, adiantando

que, para já, só estão agregados à Cedrus

proprietários florestais.

Este elemento da associação de proprietários

florestais de Viseu sublinhou

ainda que a existência de alguém que se

dedica profissionalmente e organizado

à recolha de material da floresta é mais

uma prova de que a floresta “tem um forte

potencial” e pode emergir como “um

campo a explorar economicamente em

tempos de crise”.

Isso mesmo foi o que fez o jornalista

José Guilherme Lorena quando, aos 48

anos, quase 30 nesta profissão, se deparou

com a “má sensação” que é estar sem

emprego, mas foi por pouco tempo, porque

rapidamente se fez ao caminho que sempre

gostou, ir à floresta “procurar a solução”.

E foi assim que criou a empresa “Zé

da Pinha”, depois de mais de duas décadas

a trabalhar para vários órgãos de informação.

José Lorena pousou a caneta e

vestiu o fato de “Zé da Pinha” para abastecer

o mercado de pinhas. Reorganizou

legalmente a sua actividade profissional

e, para já, “embora ainda muito no início”

do negócio que criou, “Zé da Pinha”, não

se pode queixar, sendo já responsável

pelas chamas que brotam em muitas das

lareiras e grelhadores em Viseu.

“Ninguém fazia isto em Viseu. Vi o potencial

quando um amigo me disse estar

farto de acendalhas para acender a lareira,

com maus cheiros e pouco ecológicas.

Foi nesse momento que olhei em volta e

percebi que pinhais e pinhas são coisa

que não falta nesta região”, contou.

Depois foi encontrar um pequeno armazém,

comprou uma moto-quatro, com

atrelado e pôs a empresa “Zé da Pinha” a

percorrer os pinhais da região em busca

da “melhor pinha para lareira ou grelhador,

ecológica e sem os maus cheiros das

acendalhas

A 30 de Novembro

Estação Agrária de Viseu comemora 65 anos

com Seminário sobre Fruticultura

Com o objectivo de comemorar,

de forma indelével, o 75º Aniversário

da Estação Agrária de Viseu, a Direcção

Regional de Agricultura e Pescas

do Centro programou um conjunto de

iniciativas cuja realização se prolongou

pelo corrente ano.

Sendo a Estação Agrária de Viseu

um serviço destinado ao estudo

e divulgação de tecnologias agrícolas

inovadoras, entendemos que a comemoração

deste aniversário só poderia

ser concretizada coma realização de

eventos cujas características reflectissem

os princípios orientadores da

sua génese, inserindo-se nesse desiderato

o Seminário sobre fruticultura,

a realizar no próximo dia 30 de Novembro,

na Aula Magna do Instituto

Politécnico de Viseu.

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Realiza-se de 21 a 24 de Junho

Ponte de Lima promoveu Feira

do Cavalo de 2012 na Golegã

A Campanha de promoção e divulgação

da VI Feira do Cavalo de

Ponte de Lima, já arrancou.

Aproveitando a realização da 36ª

Feira Nacional do Cavalo e 13ª Feira

Internacional do Cavalo Lusitano, que

decorreu de 3 a 13 de Novembro, na

Golegã, o Município de Ponte de Lima

numa parceria estabelecida com a

Câmara local, iniciou a campanha de

promoção e divulgação da VI Feira do

Cavalo, com a apresentação do cartaz

para a edição 2012.

De realçar que estas duas feiras,

dedicadas à promoção e divulgação

do Cavalo, especialmente a Raça Lusitana,

símbolo de prestígio nacional

presente nos quatro cantos do mundo,

complementam-se.

A Feira do Cavalo de Ponte de

Lima, com um carácter mais desportivo,

promove as provas de Dressage,

Equitação de Trabalho, Modelo e Andamento,

Admissão de Garanhões,

Horseball, Derby de Atrelagem, as

Olimpíadas de Equitação, Festival do

Garrano, e a Taça Ibérica CDI***, que

na edição 2012 pontuará para os

próximos jogos olímpicos.

A par da vertente desportiva, a

Feira do Cavalo de Ponte de Lima

congrega um conjunto de actividades

e espectáculos, relacionados com a

arte equestre, que ano após ano dão

brilho, cor e alegria à Feira, evento de

referência no panorama nacional das

feiras equestres.

Organizada pelo Município de

Ponte de Lima, Associação Concelhia

das Feiras Novas, Associação

Empresarial de Ponte de Lima, Escola

Superior Agrária e o Centro Equestre

do Vale do Lima, a Feira do Cavalo de

Ponte de Lima é já uma referência

como um evento equestre de grande

qualidade internacional.

A VI Feira do Cavalo de Ponte de

Lima 2012 realiza-se de 21 a 24 de

Junho.

Agricultura europeia

Portugal é dos países que menos produz Vai realizar-se, nos meses de Novembro

e Dezembro, no concelho de Vouzela, um

França é o principal produtor de cereais

a nível europeu e Portugal é um dos

menores produtores agrícolas da União

Europeia. É o que consta nas estatísticas

divulgadas pelo Eurostat.

Com uma parcela de apenas 0,4%

nos cereais e de 2,6% no leite, o desempenho

nacional neste sector figura assim

nos piores lugares da tabela. Já França

é o principal produtor de cereais, com

uma fatia de 23%, de carne avícola (14%)

e de bovino (19%). Alemanha, França e

Reino Unido estão entre os três grandes

na maioria das categorias, que incluem

também a produção de queijo e de carne

de porcino. Por cá produziu-se ainda, em

2010, segundo o Eurostat, 0,8% do queijo

da UE.

No que respeita à produção de carne,

a de aves representa 2,4% do total europeu,

seguida pela de poro (1,7%) e de

bovino (1,2%).

Decorre até 20 de Novembro

Semana Gastronómica do Azeite

e da Azeitona decorre em Elvas

Decorre até 20 de Novembro, em 12

restaurante de Elvas a Semana Gastronómica

do Azeite e da Azeitona, num evento

organizado pela Câmara Municipal de Elvas.

A iniciativa visa defender e valorizar dois

produtos básicos da gastronomia da região,

como são o azeite e azeitona, com peso cultural

e económico no concelho, e valorizar a

restauração como um dos pilares do turismo

daquela cidade raiana.

Aderiram à iniciativa os restaurante A

Bolota” (Terrugem), “A Coluna” (Elvas), “A Lareira”

(Elvas), “Adega Regional” (Elvas), “Bar

Novo” (São Vicente), “Casa Alentejo” (Varche),

“Casa del Campo” (Varche), “Lusitânia”

(Elvas), “Onofre” (Elvas), “Pompílio” (São Vicente),

“Ponto Final” (Vila Boim) e “Taberna

do Adro” (Vila Fernando). Nos próximos dez

meses a autarquia elvense vai realizar mais

quatro semanas gastronómicas. A do porco,

entre 7 e 15 de Janeiro; do borrego, de 7 a 17

de Abril; da ameixa, entre 21 e 29 de Julho, e a

do bacalhau, de 22 a 30 de Setembro.

Nos meses de Novembro e Dezembro

Caminhadas micológicas em Vouzela

para atrair turistas

programa micoturístico, que inclui caminhadas

e degustação de cogumelos e que

se destina a turistas e população em geral.

Em Novembro, os visitantes poderão contar

com caminhadas e almoços de campo e

em Dezembro com sessões de culinária com

cogumelos, nas quais os participantes poderão

ter um envolvimento mais activo.

A primeira actividade decorreu no passado

dia 5 de Novembro, estando as próximas

marcadas para os dias 19 e 26 deste

mês. O valor da inscrição é de 10 euros e

inclui seguro de acidentes pessoais, informação

turística, almoço de campo e duas

noites no Parque de Campismo.

Em Dezembro, as actividades irão realizar-se

nos dias 3, 10, 17 e 24 e irão constar

essencialmente de degustações de cogumelos.

As iniciativas serão dinamizadas por

Jorge Marques, um especialista da micologia

e um conhecedor da região e contam com o

apoio do Município de Vouzela.

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A 25 de Novembro em Vila Real

Associação Portuguesa de Engenharia

Zootécnica promove Jornadas de Cunicultura

A Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica (APEZ), em parceria com a Associação

Portuguesa de Cunicultura (ASPOC), vai organizar dia 25 de Novembro as III

Jornadas da ASPOC e as V Jornadas Internacionais de Cunicultura. No dia 24, será também

realizado um simpósio satélite sobre empreendedorismo na Cunicultura.

Estas jornadas, que se realizarão na UTAD, contam com um programa vasto, onde

serão debatidos temas como os aspectos produtivos, a comercialização e consumo

da carne de coelho, assim como o empreendedorismo em cunicultura.

Dacian Ciolos visitou Portugal

Comissário europeu defende que PAC

deve integrar “diversidade” europeia

O comissário europeu para a Agricultura,

Dacian Ciolos, disse, em Coruche,

que a futura Política Agrícola Comum tem

que “integrar a diversidade” da agricultura

europeia, salvaguardando alguns objectivos

comuns.

O comissário acompanhou a ministra

da Agricultura e do Ambiente, Assunção

Cristas, numa visita a Coruche, que culminou

com uma reunião com produtores no

Observatório do Sobreiro e da Cortiça.

Ciolos assegurou que, apesar das

condições económicas e financeiras difíceis

atuais, a Comissão propõe manter

um “forte orçamento” para a Política

Agrícola Comum (PAC), já que, além da

produção de comida, é preciso valorizar

a diversidade agrícola da União europeia

(UE) alargada.

Governo quer atingir equilíbrio

da balança alimentar a médio prazo

A ministra da Agricultura reafirmou,

em Coruche, que a agricultura pode ser

uma chave para a saída de Portugal da

crise, tendo realçado o objectivo do Governo

de atingir, a médio prazo, o equilíbrio

na balança alimentar.

A ministra, que acompanhou o comissário

europeu da Agricultura, Dacios

Ciopolos, numa visita ao concelho de Coruche,

maior produtor mundial de cortiça,

referiu que Portugal apresenta ainda um

‘gap’ de 30 por cento que obriga a aumentar

as exportações e a diminuir as

importações de produtos agrícolas.

Assunção Cristas defendeu a existência

de um pilar de investimento rural “for-

Simpósio Satélite - Programa

24 de Novembro

16h00 - Empreender em Cunicultura

Tema 1: Caracterização da Cunicultura no norte de Portugal:

evolução recente

Tema 2: Caracterização da cunicultura em Espanha

Tema 3: Aspectos legislativos /REAP

Tema 4: Apoios ao investimento

Tema 5: Viabilidade técnico-económica de uma cunicultura

Tema 6: Estudo de caso

Discussão e Debate

Programa das jornadas:

25 de Novembro

08h30 - Recepção e entrega de documentação

08h45 - Sessão de Abertura

09h00 - Sessão I: Aspectos produtivos

-A importância da ventilação em Cunicultura

-Qualidade da água

-Principais doenças da exploração

11h00 - Pausa para café

11h30 - Sessão II: Comercialização e consumo da carne

de coelho

- Qualidade e valor nutricional da carne

de coelho

- Comercialização e Marketing

13h00 - Almoço e convívio

15h30 - Sessão III: Apresentação de posters

16h00 - Sessão IV: Mesa Redonda: O Cunicultor – Produtor

e Gestor

- Fornecedor de alimentos

- Produtor

- Técnico

- Gestor

18h00 - Encerramento

te” que permita fazer as modernizações

necessárias ao sector, frisando ser objectivo

do Governo atingir, a médio prazo, o

equilíbrio na balança alimentar.

Para ‘aumentar’ a produção agrícola e florestal nacional

Daniel Campelo anunciou a constituição

de um Banco de Terras

O secretário de Estado do Desenvolvimento

Rural anunciou a constituição

de um Banco de Terras para ‘aumentar’

a produção agrícola e florestal nacional,

admitindo atribuir benefícios fiscais aos

proprietários que disponibilizem terrenos

para exploração.

Segundo explicou Daniel Campelo,

este Banco de Terras será um ‘Programa

Nacional a criar em 2012’, actualmente

em fase de estudo, para ‘permitir que novos

agricultores, ou os já existentes, possam

aproveitar as terras disponíveis, de

proprietários que não têm vocação para

essa actividade’. ‘Com benefícios para os

proprietários e agricultores que tomam

essa terra para ampliação ou constituição

de explorações novas, aumentando a

produção através da utilização de terras

actualmente incultas, abandonadas ou

parcialmente aproveitadas’, acrescentou

o governante, com a tutela das Florestas

e Desenvolvimento Rural.

Daniel Campelo garante que estão a

ser estudadas medidas para ‘fomentar’

este Banco de Terras, como benefícios

fiscais e assim ‘mudar a atitude em relação

ao abandono da terra’. ‘Por exemplo

isentar ou reduzir pela via fiscal quem

gere bem a terra. Vamos trabalhar no

sentido d e valorizar quem aproveita este

potencial para criar riqueza nacional e

gerar emprego’, disse ainda.

Como exemplo apontou o facto de

metade da área nacional com potencial

florestal ‘não tem hoje uma gestão

eficiente’. ‘Podemos crescer muito na

vertente florestal desta forma, que é um

potencial enorme no norte e centro. O

Banco de Terras pode proporcionar um

aumento de escala na produção, com a

consequente subida da rentabilidade florestal’,

sublinhou.

Garantiu ainda que este ‘nunca será

um processo coercivo’. ‘Temos uma posição

de respeito pleno da propriedade,

mas queremos premiar e incentivar quem

gere bem a terra, que é uma riqueza nacional’,

disse.

Daniel Campelo abordou o tema

durante uma visita oficial à Galiza, Espanha,

onde ficou a conhecer o modelo

local de Banco de Terras, implementado

há três anos, tendo reunido, em Santiago

de Compostela, com os congéneres

do Governo Regional galego. ‘Vamos

aproveitar bastante o que aqui já está a

funcionar e bem, em vez de perder tempo

a experimentar coisas que não temos

a certeza que vão funcionar’, sustentou,

prometendo para 2012 a apresentação

de ‘resultados’ do modelo português.

Avisa a Agência Internacional de Energia

Próximos cinco anos poderão tornar alterações

climáticas irreversíveis

Se as infra-estruturas baseadas nos combustíveis fósseis continuarem a ser construídas,

ao ritmo previsto, nos próximos cinco anos, “perderemos para sempre” a oportunidade

de evitar as alterações climáticas extremas, de acordo com o economista-chefe da Agência

Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

“A porta está a fechar-se. Estou muito preocupado. Se não mudarmos de direcção, e agora,

na forma como utilizamos a energia, vamos acabar para além daquilo que os cientistas dizem

ser o mínimo de segurança. E aí a porta fechar-se-á para sempre”, continuou Birol.

À medida que centrais energéticas, fábricas e edifícios ineficientes continuam a ser

construídos, a um ritmo impressionante, em todo o mundo, os próximos cinco anos serão

preponderantes para conseguirmos evitar a irreversibilidade das alterações climáticas.

Segundo a AIE, o caso é tão grave que, agora, todos os meses contam. Se quisermos manter-nos

abaixo dos 2ºC de aquecimento em relação à era pré-industrial, as emissões têm de ser

paradas nos 450 ppm de dióxido de carbono na atmosfera. O nível actual ronda os 390 ppm.

No entanto, as actuais infra-estruturas já produzem 80% de todo o carbono que podemos

emitir, segundo a análise publicada pela AIE, o que quer dizer que temos muita pouca margem

de manobra para reestruturamos a nossa economia no caminho da chamada economia verde.

E se esta tendência continuar, em 2015 teremos gasto 90% do nosso “orçamento” de

carbono. Em 2017, as alterações climáticas serão irreversíveis.

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É o primeiro fundo florestal português

Fundo de Investimento pioneiro com rendimentos

médios de 4,7 por cento nos primeiros três anos

O primeiro fundo florestal português,

criado há cerca de três anos, investiu 20

milhões de euros em zonas de montanha

e desfavorecidas e proporcionou um rendimento

médio de 4,7 por cento ao ano,

segundo o seu director-geral. O fundo,

lançado em 2008, conta com investidores

públicos, o Instituto de Financiamento

da Agricultura e Pescas e privados, como a

Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola

SGPS, BES, Banif- Banco de Investimentos

e Fomentinvest Energia, e dedica-se à

compra e arrendamento de propriedades

para exploração florestal, gerindo actualmente

quase seis mil hectares de terra.

Luís Unas, o director-geral do Fundo

Floresta Atlântica, disse que o fundo

“ainda está em fase de estruturação” e

que o objectivo é atingir um rendimento

mínimo de 6 a 7 por cento quando entrar

em velocidade de cruzeiro. “Fazer investimento

numa zona de minifúndio demora

muito tempo, cada negócio demora seis

meses e a um ano: é preciso identificar os

proprietários, fazer avaliações, às vezes

registar as parcelas que podem ser tão

pequenas que o custo de regularização

administrativo excede os valores que

estamos a pagar pelo prédio. Daí que demora

algum tempo até atingirmos a velocidade

de cruzeiro”, justificou o gestor.

Em alguns anos, a rentabilidade pode

ser elevada, como aconteceu em 2010,

chegando aos 11,2 por cento, mas tudo

depende da fase de investimento. “Nesta

fase de compras de terras, novas plantações,

abertura de estradas, temos alguma

oscilação”, adiantou Luís Unas.

O Fundo dispõe de 5.600 hectares

distribuídos por 14 concelhos, dos quais

60 por cento estão arrendados, enquanto

os restantes foram adquiridos por 11,2

milhões de euros, concentrando as maiores

áreas em Vinhais, Covilhã, Portalegre

e Castelo Rodrigo.

As receitas provêm essencialmente

da venda da madeira sendo exploradas 17

espécies florestais, com predominância

do pinheiro-bravo, destinadas à indústria

do mobiliário, energia e fabrico de varas

e postes, mas a componente agrícola é

igualmente aproveitada. “Temos nogueiras,

amendoeira, cerejeira e castanheiros

e complementarmente uma série de produtos

que coexistem com a parte florestal,

como o mel e os cogumelos. Estamos

também a fazer ensaios de apanha de

flor de carqueja, folha de freixo e amoras

silvestres”, declarou Luís Unas, acrescentando

que o Fundo pode vir a obter ainda

receitas de carbono e de reservas de

caça turísticas. A flexibilidade do Fundo

é uma das principais vantagens. “Como

fazemos uma gestão integrada do ecossistema

florestal, conseguimos uma série

de receitas antecipadas. O problema do

investimento na floresta é o deferimento

da receita que pode levar 10 a 15 anos no

caso do pinheiro ou 40 no caso do sobreiro”,

sublinhou o mesmo responsável.

O director-geral destacou, por outro

lado, os impactos positivos para a economia

local e para o emprego, afirmando

que já foram criados cerca de 200 postos

de trabalho directos em zonas deprimidas

do interior. “Tentamos que os serviços e

a mão-de-obra sejam adquiridos localmente,

tentamos que o ‘outsourcing’ fique

na região”, garantiu.

Além disso, as parcerias com produtores

locais permitem “um volume de

produção maior”, dando mais visibilidade

às pequenas estruturas que beneficiam

de «escala e profissionalismo a nível de

escoamento, definição dos produtos e

marketing”.

A floresta sai também beneficiada,

pois o Fundo desenvolve “um programa

rigoroso” a nível da prevenção e gestão

de riscos, quer na componente de fogos,

quer de pragas e doenças. “Temos

equipas de sapadores próprias e estabelecemos

parcerias com juntas e com

protecção civil. Até agora tem corrido

muito bem: em três anos arderam apenas

cerca de 15 hectares”, congratulou-se

Luís Unas.

As florestas geridas pelo Fundo são

certificadas, ou estão em fase de certificações,

e a produção agrícola é biológica.

Presidente da ANEFA defende prioridades

Empresas florestais preocupadas com dados

sobre execução no Proder

As empresas florestais

estão preocupadas com

os dados que apontam

para uma execução de 89

por cento do Programa

de Desenvolvimento Rural

(ProDeR), quando em

Junho era de 57 por cento,

uma rápida evolução para

a qual a associação do

sector diz não encontrar

explicação.

“Ficámos a saber que 89 por cento

das verbas do ProDeR já estariam comprometidas.

O que não conseguimos entender

é como há quatro meses nos era

pedido para fazermos um esforço grande

junto dos proprietários para que aderissem”

ao programa e “passados três meses,

durante os quais não houve tempo

sequer para fazer os projectos, se vem

afirmar que 89 por cento do valor já está

comprometido”, explicou Pedro Serra

Ramos, presidente da Associação Nacional

de Empresas Florestais, Agrícolas e do

Ambiente (ANEFA).

As medidas florestais “começaram a

funcionar em Maio e entre as empresas

arranjarem clientes, porem os projectos

a funcionar, apresentarem planos de

gestão florestal e obterem aprovação,

não chegam os três meses para aquela

evolução”, defendeu Pedro Serra Ramos.

“É isto que ninguém consegue explicar: o

que aconteceu ao ProDeR que de repente

deixou de ser um monstro e um mar de

problemas”, insistiu. De qualquer modo,

“entre os diversos grupos parlamentares”

contactados “não havia certeza destes

números”, admitiu Pedro Serra Ramos.

Segundo o responsável, “alguém

avançou que esta evolução estaria associada

a compromissos das medidas

agro-ambientais”. A confirmar-se essa

situação, “numa altura em que o país precisa

de investimento, como é que se tira

dinheiro a um sector florestal que gera 15

por cento de exportações para agro-ambientais

que nada produzem e que é uma

transmissão de verbas por boas práticas

que são seguidas do ponto de vista ambiental

pelos agricultores”, questionou o

representante das empresas do sector.

Para a ANEFA, “a única coisa que o

conjunto de medidas agro-ambientais

faz é garantir uma sustentabilidade ambiental

que, neste momento, é aquilo que

teria menos prioridade”.

Acerca do cadastro florestal, outra área

em análise, Pedro Serra Ramos especificou

que foi feita uma tentativa para caminhar

para um modelo que “era o óptimo”, o do

Instituto Geográfico Português. “Nós já não

temos espaço, nem dinheiro para continuarmos

a trabalhar sem que haja uma base

cadastral que seja feita de uma forma muito

mais expedita e barata”, aproveitando

recursos já existentes, como o parcelário,

levantamentos feitos para Zonas de Intervenção

Florestal ou a cartografia feita para

incêndios, salientou.

Segundo os números citados pelo

presidente da ANEFA, a programação total

do ProDeR envolve 4.558 milhões de

euros e “nos dados oficiais” de 21 de Outubro

a taxa de realização era de 54 por

cento e a taxa de contratação de 60 por

cento. Em Junho, o Proder tinha 57 por

cento comprometido e 33 por cento executado,

acrescenta a associação.

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Considerado o meio de sempre

Congresso Europeu de Confrarias

juntou 600 participantes em Albufeira

Apesar da conjuntura e das dificuldades

que têm limitado a valorização

da floresta, esta é uma das mais-valias

da região que não pode ser ignorada. O

alerta é do vice-presidente do Instituto

Politécnico de Castelo Branco (IPCB), que

promete manter esta área de investigação

como “uma prioridade” da instituição.

“Devemos potenciar e valorizar o que temos”,

defendeu José Carlos Gonçalves na

abertura das II Jornadas de Tecnologia e

Sustentabilidade dos Sistemas Florestais,

que decorreram no Centro Ciência Viva

da Floresta.

Dividido em três sessões, o programa

reservou a terceira parte a ex-alunos

formados pela Escola Superior Agrária

(ESA). Lembrando que o sector florestal

tem vindo a “perder apetência por parte

dos alunos”, a nível nacional, o vice-presidente

sublinhou que nem por isso a ESA

abrandou a “actividade muito intensa”

Mais de 600 participantes, em representação de

80 confrarias de dez países participaram no IX Congresso

Europeu de Confrarias Vínicas e Gastronómicas,

realizado em Albufeira. Naquele que foi considerado

o maior congresso de sempre, a organização

atribuiu à cidade anfitriã a menção «Cidade Vínica e

Gastronómica 2011».

O congresso teve por tema “A Rota das Especiarias

– a importância na gastronomia tradicional

europeia – e os Vinhos da Europa”, onde foram debatidos

temas que vão se encontro às preocupações

que o movimento confrádico tem vindo a mostrar. A

importância da gastronomia tradicional europeia, assim

como a nomeação dos novos embaixadores da

CEUCO e entrega dos Prémios Aurum 2011 “Europa

Excellence Enogastronomic” foral alguns dos destaques

do encontro. O momento alto foi mesmo a visita

à adega de Cliff Richard, conhecido cantor britânico,

na freguesia da Guia, onde foram dados à prova os

vinhos deste produtor.

A organização do congresso foi da responsabilidade

do Conselho Europeu de Confrarias Enogastronómicas

(CEUCO), que sublinhou “o sucesso” desta

edição.

Jornadas de Tecnologia e Sustentabilidade

dos Sistemas Florestais decorreram no Centro Ciência Viva

Politécnico de Castelo Branco quer

dar prioridade à investigação sobre a floresta

nesta área. A produção de conhecimento,

lembrou, acaba por “dar frutos” ao nível

da exploração da floresta.

A par da importância de trazer à discussão

pública temas relevantes sobre a

floresta, o vereador e director do Centro

Ciência Viva, João Manso, afirmou que as

iniciativas de divulgação técnica e científica

são também uma forma de projecção

da própria actividade do Centro. O

Instituto Politécnico integrou recentemente

a Associação Centro Ciência Viva

e têm sido constantes as parcerias entre

as duas entidades, designadamente no

mestrado de Tecnologia e Sustentabilidade

dos Sistemas Florestais.

Já a pensar na continuidade do projecto,

o director da Escola Superior

Agrária anunciou como certa a terceira

edição das jornadas. Minimizando a adesão

menos massiva do público, comparativamente

com as primeiras jornadas,

Celestino Morais de Almeida invocou as

medidas de austeridade para lembrar,

com humor, que o problema das pontes

já não deverá colocar-se no próximo

ano, admitindo que a escolha da data, em

vésperas de fim-de-semana prolongado,

poderá ter condicionado a participação

de alguns alunos.

O aproveitamento integral da biomassa

florestal, a sustentabilidade dos

montados, a análise de cenários de silvicultura

alternativos para o pinheiro bravo

e a aplicação da legislação florestal na

área do Pinhal e Beira Interior Sul foram

alguns dos temas abordados nestas segundas

jornadas.

Raquel Mendes Pereira e Rui Durão são os novos membros efectivos

Confraria Gastronómica do Dão promoveu V Capítulo

Raquel Mendes Pereira, produtora de

vinho do Dão, em Carregal do Sal, e Rui

Durão, proprietário do Hotel Durão, em

Viseu, foram entronizados como novos

membros efectivos da Confraria Gastronómica

do Dão. A Confraria sedeada

em Viseu promoveu o seu V Capítulo,

que teve um primeiro momento com a

recepção às confrarias convidadas no

Salão Nobre da Câmara de Viseu, a que

se seguiu a cerimónia de entronização na

Igreja de Nossa Senhora da Conceição,

situada no Largo da Feira de S. Mateus.

Nelson Augusto, presidente da Confraria,

afirmou à Gazeta Rural que o

evento “correu muito bem”, destacando

a presença “de 18 confrarias, que se fizeram

representar no Capítulo, o que para

nós e gratificante”, destacando as duas

confrarias francesas e espanholas que se

fizeram representar. Aquele responsável

sublinhou a importância na iniciativa e da

presença daquelas confrarias, uma vez

que com isso, afirmou, “estamos a promover

os vinhos do Dão e a gastronomia

da nossa região”.

O almoço que completou o programa

foi servido pelo Hotel Durão, cujo proprietário

foi entronizado. Nelson Augusto

destacou a aposta desta unidade na

gastronomia regional, frisando ter “uma

cozinha por excelência”, que, diga-se,

combinou na perfeição com os vinhos da

Quinta Mendes Pereira.

Nelson Augusto justificou a entronização

dos dois novos confrades efectivos.

“A Raquel Mendes Pereira, proprietária

da Quinta Mendes Pereira, é uma

produtora que tem feito um excelente

trabalho na região do Dão”. Por sua vez,

Rui Durão, proprietário do Hotel Durão,

“tem sido uma pessoa muito empenhada

e defensora da gastronomia regional”.

Neste capítulo foram entronizados

como confrades de Honra outras figuras

gradas da região. Destaque para a Oração

de Sapiência feita por João Inês Vaz,

que foi uma verdadeira aula de história da

gastronomia desde tempos imemoriais.

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Situado na Ilha do Pico

Laboratório Regional de Enologia garante

qualidade dos vinhos açorianos “permitirá desenvolver todo o processo

Com a entrada em funcionamento do

novo Laboratório Regional de Enologia

(LRE) na Madalena, Ilha do Pico, o Governo

dos Açores pretende proporcionar

progresso e mais-valia ao sector vitivinícola

regional, apresentando-se como

um equipamento do mais moderno que

existe no país para a qualificação e valorização

desta produção.

Esta infra-estrutura pretende ser um

instrumento decisivo para a certificação

dos produtos vitivinícolas, de apoio

à consolidação e fidelização das marcas

regionais e à garantia da sua imagem e

qualidade junto da exportação.

Para dar a conhecer o LRE, a Secretaria

Regional da Agricultura e Florestas

promoveu uma visita ao espaço, com a

presença de viticultores regionais que

participaram numa formação/apresentação

de prova de vinhos na nova sala

de provas e uma visita guiada pela área

laboratorial em pleno funcionamento.

No final da visita foi assinado um

protocolo de cooperação entre o Governo

dos Açores e a Comissão Vitivinícola

Regional Açores que, segundo o Secretário

Regional da Agricultura e Florestas,

de levantamento geográfico e de identificação

das castas existentes nas ilhas

dos Açores para posteriormente disponibilizar

à CVR uma base de dados para que

possa certificar o vinho, sabendo a sua

história desde o local onde foi produzido

até ao local de venda final”.

Noé Rodrigues considerou a assinatura

deste protocolo como “fundamental para

que os consumidores conheçam os produtos

que estão a adquirir, a segurança que

lhe é garantida e a sua genuinidade”.

Com a construção do LRE, o Governo

dos Açores reforça a aposta no

sector vitivinícola, dedicando uma parte

significativa do seu esforço à promoção

da diversificação da produção agrícola,

nomeadamente em termos financeiros e

de recursos humanos, pondo também ao

serviço a experimentação e a assistência

técnica junto do sector vitivinícola, conferindo-lhe

maior valor acrescentado.

Participaram pela primeira vez na InterWine de Cantão

Produtores de vinho estiveram em força na China

Cerca de 30 produtores de vinho portugueses

participaram pela primeira vez

na InterWine de Cantão, para estimular o

interesse de um mercado de 80 milhões

de pessoas, com uma classe média com

cada vez maior poder de compra.

“É uma província que tem estado a

crescer, com cerca de 80 milhões de habitantes

e uma classe média que está a

ganhar algum poder de compra. E o vinho

também tem crescido de interesse nesta

província, daí esta nossa primeira aposta

para alargar o mercado”, disse Miguel

Nora, gestor para a Europa e Ásia da ViniPortugal.

A aposta vem no seguimento dos esforços

feitos “por alguns produtores bem

estabelecidos em Hong Kong e Macau” e

que “aproveitam a proximidade geográfica”

com Guangdong. “No entanto, esta

província faz parte da China Continental

e por isso rege-se pela logística e pelas

regras alfandegárias desta, enquanto em

Macau e Hong Kong é bastante mais fácil

em termos de estabelecimento, porque

não há impostos nestas regiões”, admitiu,

ao reconhecer o encarecimento dos

produtos e dificuldades acrescidas à penetração

dos vinhos portugueses neste

mercado.

Não obstante, as expectativas da primeira

participação na InterWine de Cantão,

que decorreu de 8 a 10 de Novembro,

foram as de “aumentar a presença portuguesa”

na região, referiu Miguel Nora.

Apesar do volume ser ainda reduzido,

“a China é já o 15.º mercado do vinho português”,

depois de as exportações terem

crescido 93 por cento em 2010 e 79,4

por cento nos primeiros seis meses de

2011 para 2,6 milhões de euros, indicou.

“No ano passado, a China era o 18.º mercado

e há dois anos nem sequer aparecia

no top 30”, destacou, ao frisar o potencial

de crescimento.

Mais de 20 produtores portugueses

estreantes na InterWine de Cantão marcaram

também presença na Feira Internacional

de Vinhos e Bebidas Espirituosas

de Hong Kong, que decorreu na semana

anterior.

Além de Hong Kong e Macau, a Vini-

Portugal promove habitualmente acções

em Pequim e Xangai.

Num ano que se espera de grande qualidade

Quinta da Falorca apresentou novos néctares

no “Encontro com Vinho” em Lisboa

A Quinta da Falorca apresentou

em Lisboa, na 11ª Edição do “Encontro

com o Vinho - Encontro com os

Sabores”, os seus novos vinhos, com

destaque para a nova imagem do

Falorca 2007 e Colheita Seleccionada

2006, para além dos novos

TNac 2008 e Quinta da Falorca Touriga

Nacional 2005.

Pedro Figueiredo, administrador

da empresa, espera naturalmente

“mais vendas”, pois “é disso que

precisamos. Quando fazemos um

lançamento, temos expectativas e

o consumidor é que vai ou não confirmá-las,

mas as nossas é que são

grandes vinhos”.

O viticultor tem grandes esperanças

no Quinta da Falorca 2007,

um vinho de entrada de gama, que

pode servir de ‘muleta’ para que

o consumidor possa conhecer os

outros néctares da gama Falorca,

como o TNAC, o Reserva, o Garrafeira

ou o Touriga Nacional, “numa

panóplia de vinhos, cada um com as

suas características”, refere Pedro

Figueiredo, que coloca “expectativas

elevadas nestas referências”.

A Quinta da Falorca está em

contraciclo no que se refere às vendas,

num período difícil para o sector.

“Devemos ter um crescimento

de cerca de 30%, graças a exportação,

onde fizemos uma aposta

muito grande”, salienta Pedro Figueiredo,

adiantando que “mais de

70% das vendas foram colocadas

no mercado externo”.

E se para uns o mercado interno

tem vindo a cair, a gama Falorca

também aqui ganha novos adeptos.

“Também no mercado nacional estamos

crescer, fruto do trabalho de

três anos que fizemos com a nossa

distribuidora”, refere o viticultor,

sublinhando que “é o terceiro ano

que estão a trabalhar connosco e é

natural que tenhamos algum crescimento”.

É que, “independentemente

do momento que vivemos, estamos

a crescer por via de termos mais

clientes”, diz Pedro Figueiredo, sublinhando

ter sido essa a aposta no

mercado interno.

2011: Uma boa colheita

Reconhecidamente, 2011 será

um ano de grandes vinhos e a Quinta

da Falorca não é excepção. “Foi

melhor do que estávamos a contar”,

pois “esperávamos uma quebra de

produção grande, mas as chuvas

no início de Setembro ajudaram e

a recuperação foi muito boa”, referiu

Pedro Figueiredo, adiantando

que “foi uma vindima, com uvas

muito equilibradas que, julgo, irão

dar grandes vinhos”. Na prova feita

“neste momento, estão muito aromáticos

e com muita cor”, pelo que

“poderá ser um grande ano de vinhos

no Dão”, conclui o produtor de

Silgueiros.

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Obteve três diplomas no Concurso Nacional de Cartas de Vinhos

Casa Arouquesa tem uma das melhores

Carta de Vinhos a nível nacional

Reconhecido como um local de culto

dos apreciadores da boa gastronomia,

com, destaque para a vitela arouquesa e

o bacalhau, a Casa Arouquesa viu agora

reconhecido o esforço da aposta nos vinhos.

No Concurso Nacional de Cartaz de

Vinhos o restaurante liderado por Nelson

Mota recolheu três diplomas de prestígio,

que colocam esta unidade de restauração

viseense entre os melhores a nível

nacional.

Segundo prémio na categoria de Melhor

Carta de Vinho a Copo; terceiro prémio

na Melhor Carta de Vinho (Absoluta)

e segundo prémio na Melhor Carta de

Vinho Regional foram os galardões atribuídos

à Casa Arouquesa no Concurso

Nacional de Cartas de Vinhos, promovidas

pela Revista Vinhos.

Estes galardões elevam este restaurante

a um patamar de relevo, mas também

com responsabilidade acrescida,

que Nelson Mota, à Gazeta Rural, diz não

enjeitar.

Gazeta Rural (GR): São três prémios

importantes, que trazem responsabilidade

acrescida?

Nelson Mota (NM): Naturalmente

que sim. A responsabilidade vai ser superior

e, para isso, vamos ter que andar na

linha da frente e trabalhar de forma adequada

os produtos que temos na nossa

garrafeira.

GR: Os vinhos são hoje fundamentais

num restaurante que aposta numa boa

harmonização da comida com o vinho?

NM: Sim. Temos um público-alvo

definido e diferenciado, num segmento

médio/alto. É lógico que esse tipo de

cliente gosta de chegar ao restaurante e

ter bons vinhos, mas também ter possibilidade

de escolha. Nunca sabemos que

cliente no bate à porta e para isso temos

que dar essa possibilidade. Temos vinhos

de 8, 9, 10 euros e outros que custam acima

dos 100 euros. Darmos essa opção ao

cliente e tentarmos dar-lhe o maior número

de escolhas possível. Temos cerca

de 700 referências de vinhos

GR: Mas isso tem os seus custos?

NM: Pois, tem custos e são muito

elevados. Para além disso, nesta fase é

complicado manter um portefólio destes,

mas já está feito e o resultado está

aí, com três prémios a nível nacional, à

frente de centenas de restaurantes maravilhosos

que temos em Portugal. É sinal

que, para além da carne, como produto

impar, trabalhamos bem o vinho e temos

muitas opções.

GR: Mais nenhum restaurante teve

três prémios. Sente que é o reconhecimento

do trabalho que tem vindo a

desenvolver ao longo dos anos?

NM: Há um prémio que, para mim, é

mais por simpatia que é o da segunda

Melhor Carta de Vinho a Copo. Neste âmbito,

pergunto se ela funciona a 100%?

Ainda não temos a cultura para beber

vinho a copo, portanto esse é daqueles

prémios saborosos, mas com um fim de

boca amargo.

Agora, o segundo prémio, da Melhor

Garrafeira Regional, dá-me um prazer

enorme, até porque a região do Dão merece

ser distinguida em relação as outras.

Há muita gente que pensa que a região do

Dão continua morta e estagnada. Andam

enganados, porque o Dão tem crescido

imenso nos últimos 10 anos, tem vinhos

fabulosos e este prémio ajuda as pessoas

a perceberem que o Dão, afinal, também

tem uma garrafeira e tem um leque de

vinhos muito bom. Neste prémio fomos

superados por um restaurante belíssimo

do Douro, mas esta região tem sete ou

oito mais referências de vinho que o Dão.

Portanto, acho que o restaurante

Casa Arouquesa, situado em Viseu, no

coração de Portugal, ganhar um prémio

destes é de louvar.

Nas eleições do final do ano

António Mendes recandidata-se a novo mandato

na Adega Cooperativa de Mangualde

A actual direcção da Adega

Cooperativa de Mangualde

termina o mandado no final do

ano, mas é já um dado garantido

que António Mendes se

vai recandidatar a mais um

mandato. Apesar da consolidação

da parte financeira, o

passivo ainda é significativo,

mas o presidente recandidato,

em conversa com a Gazeta

Rural, promete continuar o

trabalho feito, definindo como

prioridade os sócios. A aposta

na exportação já resultou num

acréscimo de vendas para este

mercado na ordem dos 30%,

numa fase de clara estagnação

do mercado interno.

Gazeta Rural (GR): Como está a

Adega Cooperativa de Mangualde?

António Mendes (AM): Na Adega de

Mangualde estamos bem, com uma dinâmica

completamente diferente do que

estávamos no início do ano. 2011 trouxe

muitas coisas novas, produtos novos que

na região não estamos habituados.

GR: Como correu a campanha deste

ano? Ficou dentro das expectativas?

AM: Sim. Em termos de quantidades

ficamos ligeiramente abaixo do ano passado.

A qualidade é melhor que na campanha

anterior, com uma quebra ligeira

de cerca de 7%.

GR: Seria espectável que tendo

fechado a Adega Nelas, Mangualde

pudesse ter recebido alguns desses

produtores?

AM: Chegaram, mas como temos um

regulamento bastante rígido e fechado,

que é para cumprir, as pessoas não estavam

dispostas a pagar a quantia que os

sócios da Adega, que suportaram o novo

projecto, pagaram. Daí que não recebemos

novos sócios, nem recebemos uvas

de sócios da Adega de Nelas.

GR: Está a terminar o mandato. Recebeu

uma herança pesada. Qual e a

realidade neste momento?

AM: Esta direcção vai terminar o

mandato no final de este ano e teremos

eleições. Se não formos os continuadores

deste projecto, deixamos a adega

financeiramente estável. Continuamos

com dívidas e com um passivo grande,

mas conseguimos resolver tudo o que era

problemático.

A nossa preocupação, se formos eleitos

para novo mandato, são os sócios. Ou

seja, está tudo resolvido com banca e com

fornecedores, agora começarmos a olhar

para os sócios e a remunerar as pessoas

que verdadeiramente precisam e são quem

cultiva a terra e nos entrega as uvas.

GR: Quer dizer que o engenheiro

António Mendes é candidato a continuar?

AM: Sou candidato e já o manifestei

em Assembleia-geral. Agora, vamos ter o

processo eleitoral, mas eu serei candidato

juntamente com a minha equipa. A não

ser que aconteça algo de extraordinário é

que não seremos candidatos.

Tivemos três anos de trabalho muito

duro, conseguimos equilibrar a parte financeira,

agora queremos concentrar mais as

nossas atenções na parte comercial.

GR: Como está o mercado nacional?

A Adega tem aproveitado bem o

mercado externo?

AM: Temos crescido muito no mercado

externo, em termos de vinhos engarrafados,

e vamos terminar o ano com um

aumento de cerca de 30%. Agora, este

acréscimo não corresponde à quebra no

mercado nacional, que caiu abruptamente.

É bom lembrar que o mercado externo

demora a criar e a consolidar.

Atacamos alguns mercados europeus,

agora estamos na China e vamos,

no início de 2012, para um outro mercado.

Temos feito as coisas de forma consistente,

pois onde começamos estamos

a trabalhar muito bem.

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De 18 a 27 de Novembro

“Semana Bio” debate Agricultura Biológica

De 18 a 27 de Novembro, a INTERBIO – Associação Interprofissional

para a Agricultura Biológica promove a “Semana

Bio”, para “conhecer, debater, mostrar, comparar e provar produtos

da Agricultura Biológica”.

A iniciativa englobará um conjunto diversificado de iniciativas,

que têm por objectivo essencial disponibilizar aos consumidores

mais e melhor informação sobre os produtos biológicos,

para que todos compreendam o que são, a sua enorme variedade,

como são produzidos, como são comercializados, como

é o controlado o seu modo de produção e como distinguir um

rótulo «bio», segundo o divulgado em comunicado.

O evento incluirá palestras, visitas a quintas e locais de produção,

degustações, animações em lojas, mercados, grandes

superfícies, restaurantes. Haverá também actividades com escolas

e para o público em geral de Norte a Sul do país.

No dia 18 de Novembro tem lugar a conferência «Política

Nacional para a Agricultura Biológica - Para Quando?», que

decorrerá no auditório da Biblioteca Nacional no Campo Grande

em Lisboa. O encontro está a ser organizado pela INTERBIO

e contará, entre outros, com a participação dos professores

Francisco Avillez, Nicolas Lampkin e Otto Schmid, especialistas

em políticas agrícolas e/ou em Agricultura Biológica.

28ª edição da Feira atraiu milhares de pessoas aquela vila alentejana

Marvão mostra fileira da castanha renovada

Marvão promoveu mais uma edição da festa da castanha, evento que superou

todas as expectativas, já que atraiu milhares de pessoas àquela vila alentejana.

A edição deste ano mostrou um sector renovado e uma maior produção de

castanha naquela região, para além de uma mostra de outros produtos da terra.

“Com esta feira quisemos estimular a produção, pois não havia investimento, os

soutos eram antigos, não havia a sua recuperação e a produção esteve quase perdida”,

começou por referir José Manuel Pires. O vereador da Câmara de Marvão, à

Gazeta Rural, destaca a importância da adesão ao projecto RefCast, que “permitiu

que nos últimos anos tivesse havido investimento no sector, com a recuperação de

antigos soutos e plantação de novos castanheiros, para além da aposta na micorrização

nos soutos para a produção de cogumelos”. Com isso, destaca José Manuel

Pires, “o agricultor está a ganhar dinheiro com a castanha e com os cogumelos, para

além de já se estar a exportar castanha, nomeadamente para Itália”.

Para o autarca, a 28ª da Feira da Castanha mostrou que o sector “no concelho

está a ficar consolidado, para além do mercado começar a destacar o fruto

aqui produzido pela diferença”. Para além disso, José Manuel Pires sublinha

o crescente interesse da gastronomia na castanha de Marvão. “Nesse sentido,

todos os anos promovemos uma quinzena gastronómica, que este ano contou

com a adesão de 14 restaurantes do concelho de Marvão, que confeccionam

pratos variados, em que intervém sempre a castanha, e que foi um sucesso”. No

fim de contas, refere José Manuel Pires, “a gastronomia pode ser uma boa forma

de escoamento da produção da nossa castanha”.

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Procurando encontrar formas de atracção de novos visitantes,

a Festa da Castanha e do Vinho deste ano em Pindo teve como

novidade um Caldo de Castanhas, que fez as delícias de todos

quantos se deslocaram àquela freguesia do concelho de Penalva

do Castelo, a quem foram também ofertadas febras e castanhas,

tudo regado com vinhos produzidos na freguesia.

O objectivo deste evento “passa por promovermos e divulgarmos

os nossos produtos endógenos, nomeadamente a castanha e

vinho, que aqui é de excelente qualidade”, referiu Alberto Gonçalves,

presidente da Junta de Pindo, que sublinha a necessidade de

“uma maior divulgação” destes produtos.

Pindo é a freguesia do concelho que mais contribui para a Adega

de Penalva, mas onde se destaca a Adega da Corga, que este

ano obteve o galardão de “Melhor Vinho do Dão”.

O vinho, principalmente, o azeite e a castanha são produtos

que em muito contribuem para a economia desta freguesia, a que

se juntam a caça e a floresta. Alberto Gonçalves destaca mesmo a

caça “como uma actividade com tradição na freguesia e que atrai

muita gente”.

Por sua vez Carlos Santos, vice-presidente da Camara de Penalva,

numa breve alocução, destacou a importância deste tipo de

iniciativas que promovem a economia local, mas que fundamentalmente

mostram os melhores produtos de cada localidade. Neste

campo, o autarca destacou ovinho e a castanha como produtos

de qualidade produzidos em Pindo.

Feira mostrou o melhor do concelho

Caça e produtos endógenos

para atrair visitantes à Meda

Promover o que de melhor produz

a região, em especial no concelho de

Meda, proporcionando a oportunidade

de conhecer e adquirir produtos

locais, principalmente o azeite, a castanha,

a amêndoa, foi o objectivo da

realização da II Feira da Caça, Floresta

e Produtos Regionais, uma iniciativa

promovida pela Câmara da Meda,

em parceria com a Associação Clube

de Caça e Pesca local, que organizou

uma batida ao javali, de que resultou

o abate de quatro exemplares.

Anselmo Sousa, vereador da Cultura

da autarquia, destacou a qualidade

dos produtos expostos, “que

muitas vezes não são divulgados

como entendemos que merecem”.

Neste sentido, acrescenta, esta feira

serve essencialmente para divulgar

produtos, como o vinho, o azeite, o

mel, produtos endógenos de excelente

qualidade”. Segundo Anselmo

Sousa, “esta feira promove também

a floresta e a caça, que nesta região

tem grande tradição e que atrai muita

gente”. Neste âmbito, o ordenamento

do espaço e da gestão sustentada

da caça tornaram o concelho num

destino cinegético de excelência, que

contribuiu para o aumento do rendimento

das explorações agrícolas e

para o rendimento das comunidades

locais, para além de um importante

contributo para o desenvolvimento

rural. Com isso, acrescenta Anselmo

Sousa, “divulgamos também o conselho

e toda a nossa riqueza e património”.

Foi a novidade na Festa da Castanha e do Vinho

Caldo de Castanhas fez sucesso em Pindo

Mirandela recebeu Fórum e Feira Nacional

Apicultura mostrou-se

um sector dinâmico

O sector apícola mostrou-se

em Mirandela um

sector dinâmico. O Fórum

Nacional de Apicultura foi

um êxito, com sala cheia

na Casa da Cultura de Mirandela,

o que demonstra

o interesse dos apicultores

nos temas propostos,

mas também em procurar

adquirir novos conhecimentos.

Paralelamente

decorreu a Feira Nacional

de Apicultura, onde os

visitantes puderam apreciar

e conhecer o mel de

diferentes regiões.

Gazeta Rural (GR): O Fórum

Nacional de Apicultura foi um êxito,

a atender pela sala cheia. Isto

demonstra a vitalidade do sector?

José Domingos (JD): Tínhamos um

programa vasto e aliciante. Não bastando

isso, a apicultura está numa fase crescente,

porque tem resultados. As pessoas

só fazem aquilo que gostam e do qual

obtêm algum resultado. A apicultura tem

essas duas vertentes, como tal, as pessoas

aderem a qualquer evento que lhe

proporcione conhecimento para melhor

desenvolver a sua actividade. Para além

disso, tivemos oradores de alto gabarito,

que abordaram temas prementes desta

actividade.

GR: Há muitos assuntos para se

discutir em torno da apicultura. Na sua

perspectiva quais sãos os mais graves?

JD: Olhe, um que se avizinha é a PAC

Pós 2013. Esse é um tema que a todos

preocupa, porque não sabermos o que

aí vem. Esperamos que haja bom senso e

empenho na protecção dos produtos de

qualidade que Portugal tem. Essa é uma

das nossas preocupações, mas ao mesmo

tempo temos o problema das doenças

da apicultura, que estão controladas,

mas algumas delas sem apoio.

Falou-se em abates sanitários, que

estão previstos, mas verificamos que ao

longo deste tempo não ouve um único

abate sanitário, embora se tivessem detectado

alguns problemas, mas não há

dinheiro para pagar os abates sanitários.

Nos ovinos e nos caprinos, abate-se o

animal e é pago. Na apicultura há um valor

unitário estipulado para cada colmeia,

mas não se abate porque não há verba

para se indemnizar o apicultor.

GR: Isso pode trazer problemas

para a qualidade do mel?

JD: A qualidade do mel não é influenciada

com estas coisas, porque uma colmeia

doente não produz mel. As doenças

das abelhas não afectam o homem.

GR: Qual a realidade do sector em

Trás-os-Montes?

JD: É um dos sectores que mais se

tem desenvolvido. A produção, nos últimos

anos, já aumentou cerca de 30%.

Instalaram-se novos apicultores, aumentaram

o número de colónias, há melhor

maneio e há mais cuidado no controlo

das doenças. Com isso eliminam-se quase

todas as doenças. Deste modo, há um

crescendo enorme na produção de mel.

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Magusto tradicional foi o ponto alto da festa

Maceira mostrou produtos da Serra de S. Macário

É um produto inovador e que

pode muito bem vir a ser uma das

boas propostas para uma prenda de

Natal. A Quinta Mendes Pereira apresentou

no V Capítulo da Confraria

Gastronómica do Dão a Geleia de Vinho

Touriga Nacional, produto apresentado

numa embalagem escolhida

com muito bom gosto e que recebeu

rasgados elogios.

Raquel Mendes Pereira tem grandes

esperanças neste novo produto,

que, para já, está à venda na loja

Gourmet Ibérica. Aliás a ideia de fazer

este produto partir desta loja. “Lançaram-me

o desafio de fazer geleia

de Touriga Nacional e agora ainda

vou fazer uma experiência com encruzado,

para ver o que dá”, revela a

produtora.

Quanto ao segredo, Raquel Pereira

apenas diz que “está na forma

como é feito”, mas mostra-se confiante

no sucesso deste produto.

“Ainda não vi no mercado nenhuma

geleia. Já vi compotas de uvas, doce

A Aldeia de Macieira foi o ponto de encontro das gentes

da Serra do S. Macário, a que se juntaram muitas

centenas de visitantes em mais uma edição da Festa

do Mel e da Castanha, dois produtos que têm alguma

importância na economia das gentes da Serra. A Feira

trás inúmeros benefícios à aldeia, pois atrai visitantes

que, adquirindo produtos locais, ajudam a economia

das populações locais, ajudando à sua fixação.

O certame contou este ano com 32 expositores,

numa mostra de produtos da terra, com destaque

para o mel e a castanha.

Para Graça Santos, da Casa Recreativa Macieirense,

uma das entidades que organiza este evento, a Feira

“justifica-se cada vez mais”, pois “atrai visitantes que

compram os produtos de quem cá vive, ajudando à

fixação de pessoas, para além de promover produtos

agrícolas de qualidade”. Aquela responsável destaca

a inovação levada a cabo este ano no programa da

Feira, com a realização de ateliers sobre “A castanha

na culinária” e “O ciclo do mel”, que foram muito participados,

para além da recriação do ciclo do linho,

que tem tradição por aquelas paragens.

Um produto inovador

Quinta Mendes Pereira lança Geleia de Vinho

Touriga Nacional

de uvas, mas nunca vi geleia

de Touriga Nacional,

que é uma das castas mais

marcantes da nossa região”,

diz a produtora, que

aconselha esta geleia para

acompanhar um bom queijo,

por exemplo, na recepção

a uns amigos.

Campeonato Internacional atraiu muitos adeptos da pesca

Truta foi “rainha” na Feira do Santos de Gois

O Parque de Lazer de Baião,

em Gois, foi o palco de mais uma

edição da Feira do Santos, onde

estiveram em destaque os outros

produtos da terra e a gastronomia

local. E se na Feira o mel e a

castanha foram as atracções, a

truta foi a rainha do fim-de-semana,

com a Festa da Truta, e um

Campeonato Internacional, que

atraiu a Gois algumas dezenas de

adeptos da pesca à truta, alguns

vindos de Espanha.

A autarca de Gois destaca a

importância deste tipo de iniciativas,

que são mais um polo de

atracção para o concelho. Maria

de Lurdes Castanheira, à Gazeta

Rural, destacou o Campeonato Internacional

de Pesca à Truta, que,

frisou, “nos distingue e promove

de uma forma diferente”.

Gazeta Rural (GR): A actividade da

truta é mais um polo de atracção para

Gois?

Maria de Lurdes Castanheira (MLC):

É mais uma, mas com inovação e criatividade.

Não é mais uma iniciativa para

cumprir calendário. É, de facto, uma forma

de promovermos a truta, não só em

termos gastronómicos, fazendo parte

dos menus diários dos nossos restaurantes,

mas também promover a truta

enquanto espécie piscícola e um produto

endógeno do concelho, que se dá muito

bem no Rio Ceira. Aliás, acredito que seja

uns dos habitats perfeitos para a truta,

em particular para a fário.

GR: Ter aqui um Campeonato internacional

é importante para o concelho?

MLC: Um Campeonato Internacional,

obviamente, que nos distingue e promove

de forma diferente, quer Góis quer os

conselhos aqui à volta, porque o campeonato

decorre nos rios Ceira, Alva e Mondego,

envolvendo os concelhos de Góis,

Arganil e Penacova.

Um Campeonato deste jaez, que traz

atletas de alta competição vindos de vários

pontos do país mas também da vizinha

Espanha, naturalmente que promove

não só a pesca, enquanto desporto, mas

também a nossa gastronomia e o próprio

conselho.

GR: E o mel e a castanha? A castanha,

como noutras regiões, não tem

que a qualidade esperada?

MLC: O que nos vão dizendo é que

em quantidade é um ano bom. Todavia, a

castanha este ano tem alguma dificuldade

em se separar da casca, talvez devido

ao calor e à seca, o que provocou falta de

água no solo. Apesar desse facto, já tive

a oportunidade de comer boa castanha

este ano.

GR: Da Feira dos Santos que balanço

faz?

MLC: Esteve muito boa. Houve bastante

gente, tivemos concursos do melhor

doce, que obrigatoriamente tinham

de ser confeccionado com mel, do melhor

licor e do melhor mel. Por fim destacaria

o magusto, aberto a população

e ao público em geral, uma cortesia do

município de Góis e que já é uma tradição

com décadas.

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Autarca de Carrazedo preocupado

Quebra de produção de castanha de 20 a 30

por cento nas Terras de Montenegro

O verão prolongado provocou uma quebra de 20 a

30 por cento na castanha nas Terras de Montenegro,

Valpaços, onde cerca de 80 por cento das famílias têm

como principal fonte de rendimento a produção deste

fruto.

No dia em que se assinala o São Martinho, e que,

por tradição, se come a castanha e se prova o novo

vinho, Alípio Barreira, presidente da Junta de Freguesia

de Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços,

fez um balanço desta campanha. O autarca referiu que

os produtores se queixam de uma redução da produção

de castanha, uma consequência das condições

climatéricas, verão muito quente e seco até ao final de

Outubro, que impediram o desenvolvimento do fruto.

A quebra ronda, segundo Alípio Barreira, entre os

“20 a 30 por cento”. No entanto, explicou que, no início

da campanha, se temia um decréscimo ainda mais

acentuado. “Depois, quando começou a chover, melhorou

a produção e a qualidade da castanha”, salientou.

Apesar de não ter diminuído tanto quanto se temia,

o autarca disse que “é uma situação preocupante”

porque cerca de 80 por cento das famílias que habita

neste território vive “essencialmente” da produção da

castanha. “Sempre que diminui, isso vai reflectir-se no

comércio local e na forma de viver das pessoas”, sublinhou.

Alípio Barreira referiu ainda que o preço pago

ao produtor, dois euros por quilo, ajudou a “compensar

um pouco a quebra na produção”.

A castanha desta região é escoada na sua totalidade,

quer para o mercado interno, onde predomina

o consumo em fresco, quer para países como França,

Espanha e Brasil.

O autarca referiu ainda que a plantação de soutos

tem aumentado na região, o que tem ajudado a colmatar

a destruição de castanheiros pelas doenças da

tinta e cancro, que se tem verificado nos últimos anos

apesar dos tratamentos e dos cuidados dos produtores.

Segundo a Câmara de Valpaços, esta actividade

proporciona um volume de negócios de “20 milhões

de euros de venda directa”. Este valor equivale a 50

por cento da produção agrícola do concelho, onde se

destaca ainda a amêndoa, o azeite e o vinho.

As Terras de Montenegro estão inseridas na Denominação

de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que

se estendem pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca

de Aguiar, Chaves e Murça.

De acordo com dados da Direcção Regional de

Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), na Padrela é

produzida cerca de 30 por cento do total da castanha

da região transmontana.

As três denominações existentes em Trás-os-

Montes e Alto Douro, designadamente Soutos da Lapa,

Terra Fria e Padrela, correspondem a 80 por cento da

produção de castanha nacional.

Dezenas de milhares de pessoas visitaram o certame

Feira dos Santos voltou às ruas de Mangualde

com enorme sucesso

Há muito que não se via nada assim pelas ruas de Mangualde.

O regresso da Feira dos Santos ao interior da cidade foi uma

decisão acertada, tendo em conta os muitos e rasgados elogios

ouvidos junto de comerciantes, mas também de muitos dos milhares

de visitantes que demandaram terras de Azurara.

“O número de pessoas que tiveram na Feira dos Santos

foi um claro sinal do sucesso da mesma e da vontade que as

pessoas tinham em ver a Feira novamente dentro da cidade.

Foi claramente uma aposta ganha”, sublinhou João Azevedo,

presidente da Câmara de Mangualde.

Sob o lema «Da Tradição à Modernidade», o certame,

organizado pela autarquia mangualdense, voltou ao centro

da cidade, repescando o figurino que fez do mesmo uma das

feiras de referência nesta altura do ano. Para além das fêveras

de porco, a Feira teve este ano um maior leque de ofertas,

que se estenderam pelo artesanato, pela agro-pecuária, pela

gastronomia e pela exposição de várias marcas de vários sectores

da indústria automóvel e agrícola, entre outros.

As expectativas criadas foram superadas e a feira resultou

num autêntico sucesso com a visita de dezenas de milhares

de pessoas oriundas de todo o país. Para o autarca de

Mangualde foi claramente “uma aposta ganha”, pois segundo

a autarquia, a afluência de pessoas “quase que duplicou em

relação a anos anteriores».

João Azevedo mostrava-se muito satisfeito, afirmando

sentir-se “orgulhoso com esta aposta, porque as pessoas e os

mangualdenses estão também eles satisfeitos. São esses os

ecos que recebi durante a feira, com centenas de pessoas de

Mangualde e não só, a darem-me os parabéns pelo certame,

por este novo figurino”.

A finalizar, João Azevedo sublinha ainda que “a Feira dos

Santos será para continuar neste formato e com a certeza de

que tudo farão para tornar o próximo certame ainda melhor

em 2012”.

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Na Casa da Cultura de Santa Comba Dão Tunas deram espectáculo

III Mostra do Mel, da Castanha e do Vinho

animada com Festival de Tunas

A Cave da Casa da Cultura de Santa Comba Dão foi o palco escolhido para a

realização da III Mostra do Mel, da Castanha e do Vinho uma iniciativa integrada

na sexta edição do Festival de Tunas Académicas – Cidade de Santa Comba Dão

e que se relevou de sucesso.

A III Mostra do Mel, da Castanha e do Vinho, alusiva ao São Martinho, decorreu

ao longo do dia e foi constituída por mostra e prova de produtos variados,

como o vinho caseiro, a tradicional jeropiga, o mel e seus derivados, os doces,

o pão caseiro, empadas, queijadas variadas, broas de natal, tremoços, bolo de

cornos e licores variados como o licor de medronho, de mel, de frutos silvestres

ou o hidromel.

Nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de Novembro,

a Câmara Municipal de Palmela, a

Associação da Rota de Vinhos da Península

de Setúbal/ Costa Azul e restaurantes do

concelho promovem os Fins-de-Semana

Gastronómicos do Moscatel.

A adesão de 21 restaurantes permitirá

ao público desfrutar de ementas diversificadas,

onde o Moscatel de Setúbal tem

lugar de destaque na elaboração de pratos

principais e de sobremesas requintadas.

Esta iniciativa encerra o ciclo de Finsde-Semana

Gastronómicos 2011 que,

Com uma nova configuração, esta iniciativa

promovida pela Câmara de Santa Comba Dão

teve como principal objectivo a promoção dos

produtos típicos do concelho e da região e a

dinamização turística do concelho de forma a

atrair novos públicos e visitantes.

Esta III Mostra do Mel, da Castanha e do

Vinho contou, ainda, com uma mostra do artesanato

que se faz em Santa Comba Dão como,

por exemplo, rendas, artes decorativas, arte

têxtil, pinturas diversas, arraiolos, arranjos florais

e pintura em azulejo. O evento contou com

a participação de diversas associações locais e

particulares.

A animação esteve a cargo das tunas académicas

convidadas para integrar o VI Festival

de Tunas Académicas da Cidade. O Concurso de

Serenatas fez as delícias de todos quantos se

deslocaram a Santa Comba Dão.

Moscatel encerra ciclo 2011

Fins-de-Semana Gastronómicos em Palmela

até 27 de Novembro

desde Abril, envolveu os restaurantes

do concelho na promoção de produtos

locais de qualidade, como o Queijo de

Azeitão, o vinho e a fruta.

Desenvolvidos no âmbito do projecto

“Palmela – Experiências com Sabor”, os

Fins-de-Semana-Gastronómicos procuram

associar Palmela, cada vez mais,

a gastronomia de qualidade, incentivando

os estabelecimentos de restauração

e bebidas do concelho a privilegiarem

os produtos regionais na confecção dos

seus pratos.

Promovida pela Escola Profissional de Trancoso

Festa da Castanha com carácter lúdico-gastronómico

O município da Lousã promoveu mais

uma edição da Feira do Mel e da Castanha,

iniciativa que contou com 73 expositores,

entre apicultores e vendedores de

castanhas e frutos secos. Esta é uma das

mais antigas feiras do distrito de Coimbra,

que se tem revelado fundamental na

preservação e divulgação do património

imaterial da região. O evento teve um

balanço claramente positivo, já que foi

visitado por milhares de visitantes e, mais

uma vez, teve no Mel DOP Serra da Lousã

e na castanha os protagonistas. O certame

culminou com o encerramento de

um Festival Gastronómico, denominado

“Sabores de Outono”, que contou com a

adesão de 13 restaurantes, que preparam

os seus melhores pratos com produtos da

estação.

A XXII Feira do Mel e da Castanha de

Lousã reuniu tasquinhas e show cooking,

assim como uma mostra, onde os visitantes

puderam encontrar os produtos da

A Festa da Castanha, anualmente

promovida pela Escola Profissional

de Trancoso, tem cada vez mais um

caracter lúdico-gastronómico. Por

um lado permite aos alunos daquele

estabelecimento de ensino melhor

conhecer um produto da região, por

outro, com a vertente gastronómica,

ficam a conhecer a maleabilidade

da castanha na cozinha. A novidade

deste ano foi um bacalhau com castanhas,

que combinou bastante bem,

para além de bolos e outros pratos

que tiveram como ingrediente principal

a castanha, que também não

faltou na sua forma mais tradicional:

assada.

Emília Tracana, a mentora da

festa, destaca a vertente cultural do

evento, pois, diz, “os alunos trabalharam

o tema do ponto de vista das artes

da representação, da música e do

teatro”. Para além disso, acrescenta,

“fizeram alguma investigação, com

a recolha de receitas antigas, para

além de tradição e inovação que está

associada ao castanheiro”.

Do programa da festa fez parte

um colóquio, em que Alberto Correia

e Lopes Caladinho abordaram o tema

da alimentação saudável tendo por

base a castanha, um produto já conhecido

na idade média. O objectivo,

seguindo Emília Tracana, foi motivar

os alunos em torno do castanheiro,

consciencializando-os para a necessidade

de preservar esta planta, fundamental

para a economia da região.

Do ponto de vista gastronómico,

a festa permitiu conhecer algumas

especialidades que têm na base da

sua confecção a castanha, numa iniciativa

que contou com a participação

de restaurantes do concelho.

Feira do Mel e da Castanha muito participada

“Sabores de Outono” atraíram milhares

de visitantes à Lousã

terra. O programa de animação contou

com provas e concursos de mel, encontro

de confrarias e uma montaria mista,

ao veado e ao javali, que contou com a

participação de dezenas de monteiros.

Destaque para a presença na RTP, no

Programa das Festas, com apresentação

de Júlio Isidro, que mostrou a todo o país

as potencialidades deste concelho e os

seus produtos endógenos.

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Em Vila Pouca de Aguiar

Rebanho bravio evidenciou feira gastronómica

Venceu o prémio James Dyson 2011

Australiano inventa equipamento de rega que colhe água do ar

Edward Linacre um jovem australiano

venceu o prémio James Dyson 2011 com

o desenvolvimento do sistema de irrigação

Airdrop que capta água a partir do ar.

Esta ideia surgiu após a seca prolongada

nalgumas regiões da Austrália que tem

levado os agricultores ao desespero.

Edward Linacre, aluno da Universidade

de Tecnologia de Swinburne, é o jovem

inventor responsável pelo desenvolvimento

desta tecnologia. Linacre transformou

uma técnica de arrefecimento

antiga num novo conceito de irrigação a

que chamou Airdrop.

Este sistema utiliza um simples processo

de condensação para captar água

do ar. O ar é recolhido através de uma

turbina e canalizado para o solo através

de uma rede de tubos onde é arrefecido

à temperatura do solo. A água condensada

é armazenada num tanque subterrâneo,

pronta a ser bombeada através de

uma mangueira de irrigação gota-a-gota

subterrânea. Este aparelho está também

equipado com um ecrã LCD para controlo

dos níveis de água, pressão, carga da bateria

solar e integridade do sistema.

“O que eu fiz para o quintal da minha

mãe estava a captar cerca de um litro de

água por dia”, referiu Linacre sobre o seu

teste em pequena escala. O inventor está

confiante que pode ser aplicado com

sucesso em culturas agrícolas maiores.

“Esta solução low-tech é perfeita para

Os cabritos bravios desceram ao vale de Aguiar

e entraram na Feira Gastronómica que se realizou no

Mercado Municipal e restaurantes do concelho de Vila

Pouca de Aguiar, em que foram servidas centenas de

refeições à volta do cabrito, da castanha e dos cogumelos.

Nesta décima edição da feira, promovida pela

Vitaguiar E.M., foi introduzido um novo conceito que

promoveu os produtos locais com sessões de cozinha

ao vivo onde se destacou a chefe Justa Nobre, e através

de escolas regionais que introduziram uma gastronomia

elaborada à volta destes produtos. Alguns

restaurantes de Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas

confeccionaram o cabrito devidamente acompanhado

com produtos do campo.

Na vertente mais tradicional da feira, os petiscos

regionais foram saboreados no recinto da feira, os

produtores e associações locais escoaram compotas,

bolos de castanha e outros produtos regionais.

Ainda durante o fim-de-semana, realizou-se a entronização

de novos confrades da micologia e a um

concurso de desenho (ganho por Inês Belo). Foram

premiados produtores no Concurso da Castanha da

Padrela (na Côta, António Fernandes; na Judia, Luciano

Sousa; na Longal, António Teixeira) e ainda na doçaria

deste fruto do Outono (a Lara Pimenta pela bavaroise

de castanha).

Nesta décima edição da Feira Gastronómica de

Vila Pouca de Aguiar, um rebanho tradicional de cabras

bravias desceu da serra, surgiu no centro histórico

e sob o comando original de vários pastores, evidenciou

e animou a feira, onde também se realizou um

magusto popular com música tradicional.

CURIOSIDADES

agricultores rurais. É algo que pode ser

instalado e algo que podem manter… recolhendo

água do ar para irrigar as suas

culturas.”

Edward Linacre venceu o prémio James

Dyson 2011 com este sistema. O

prémio James Dyson é uma competição

internacional que atrai invenções realizadas

por jovens de todo o mundo.

IN: Naturlink

Meruge voltou a ser ponto de romaria

para milhares de pessoas, que não perderam

a ocasião de visitar esta freguesia

do concelho de Oliveira do Hospital. O

motivo foi a IX edição da Festa do Porco

e do Enchido naquele que é o grande

evento da freguesia.

A Lage Grande foi, mais uma vez, o

palco da festa, onde para além da gastronomia

e dos produtos ligados ao porco,

como os enchidos, houve também a

recriação por parte do grupo Vivarte da

história da 1ª República.

Apesar do dia ter começado bastante

mal, devido à chuva e ao vento que se fez

sentir ao início da manhã, o dia compôsse

e a feira acabou por ter o brilhantismo

de anos anteriores, embora com menos

visitantes.

O presidente da Junta de Meruje, à

Gazeta Rural, frisou o facto de o vento

ter destruído algumas infra-estruturas da

feira, que não impediram a sua realização.

Aníbal Correia diz que, ainda assim,

“a feira voltou a ser um êxito”.

O autarca destaca a importância desta

feira para Meruje, definindo-a como

“um marco”, pois “foi a maneira que encontrámos

para divulgar Meruje e com a

dinâmica que impusemos, divulgamos a

freguesia, o conselho e a região, promovendo

os produtos regionais, nomeada-

Apesar do mau tempo da noite anterior

Lage Grande de Meruje voltou

a encher-se de gente

mente os que estão associados ao porco,

mas também outros produtos da terra.

Os visitantes puderam deliciar-se

com a gastronomia local ligada ao porco,

como o arroz de suã, os torresmos ou a

feijoada. Para além disso, nos diferentes

expositores puderam provar e comprar

os enchidos e os queijos, para além de

outros produtos.

Destaque para a animação, com vários

grupos, com destaque para a recriação

histórica do Grupo Vivarte.

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França é o maior fornecedor da indústria portuguesa

France Agrimer promoveu cereais franceses

em Portugal num debate com entidades do sector

O Instituto francês France Agrimer

promoveu em Lisboa uma reunião subordinada

ao tema “As disponibilidade de

cereais franceses para Portugal em 2011”.

Neste encontro, que visa a promoção

anual dos cereais franceses em Portugal,

foram debatidos temas relacionados

com o sector dos cereais na Europa, mas

também em termos mundiais, a agricultura

em geral e, nomeadamente, a PAC

Pós 2013.

A France AgriMer é uma agência pública

do Ministério da Agricultura Francês

que tem vindo a pôr em prática um ambicioso

mecanismo de apoio público aos

seus agrupamentos de produtores para

melhorar os equipamentos de controlo

de qualidade física e sanitária dos cereais

armazenados nos seus silos, a que acresce

um outro projecto de aumento da capacidade

nacional de armazenamento de

cereais e aumento de calado em alguns

dos principais portos para aumentar, ainda

mais, a capacidade de exportação.

Recorde-se que a França é, entre os 27

da EU, o maior produtor de cereais.

Das conclusões desta reunião, destaque

para a troca de experiências entre os

produtores franceses e as empresas ligadas

em sector em Portugal. A necessidade

de produzir mais, face às necessidades

para alimentar a população mundial, foi

um dos temas abordados. Porém, há algumas

preocupações, nomeadamente

alguns constrangimentos nos métodos

de produção na Europa, que possam ir no

sentido de algum alívio, dos quais pode

advir alguma perda de competitividade,

comparado com os concorrentes do Mar

Negro ou da América do Norte e do Sul.

A questão da variação dos preços dos

cereais, e os Organismos Geneticamente

Modificados (OMG) foram outras questões

abordadas.

Reacções:

Rui Fontes (Presidente da Associação

Portuguesa da Industria de Moagem

e Massas): “Este seminário para nós é

fundamental”

Gazeta Rural (GR): Que leva daqui)

Rui Fontes (RF): Estes encontros

anuais, organizados pela France Agrimer,

são muito úteis, até porque a Franca

tornou-se no maior fornecedor de trigo

para as nossas indústrias. Por ausência

de produção nacional de trigo, fomos

obrigados, com a entrada de Portugal na

União Europeia, a consumir cereais de

países comunitários, principalmente da

França, o país com variedades de trigo

que melhor se adaptam à nossa tipologia

de massas para pão.

Como disse, este seminário para nós

é fundamental, porque trocamos ideias,

contactos e falarmos uns com os outros.

É um evento que já se realiza há vários

anos com bastante notoriedade e com

muito interesse para a indústria portuguesa.

GR: Uma das grandes questões

muito discutida foi a volatilidade dos

preços e as questões ligadas aos

OGMs, para além do uso de cereais

para o bioetanol. Estas questões trazem

dificuldades?

RF: Trazem-nos dificuldades acrescidas,

porque como não somos um país

produtor, deixámos de ser um país produtor

de trigo panificável e o que consumimos

é todo importado, para além de periférico,

todo o trigo tem de ser comprado

em quantidades muito maiores e é transportado

via marítima para os nossos silos

portuários. A volatilidade dos preços foi

algo que apareceu com a crise financeira

e isso origina que uma compra que façamos

agora possa estar completamente

desajustada, para bem ou para mal, daqui

a quinze dias.

Depois, não nos podemos esquecer

dos novos concorrentes estrangeiros que

colocam aqui as suas farinhas.

Quanto à questão dos organismos

geneticamente modificados, não há

qualquer demonstração real de que tenha

alguma interferência nociva para a

alimentação humana.

Jaime Piçarra (Secretário-Geral da

Associação Portuguesa dos Industriais

de Alimentos Compostos para Animais):

“Somos o sexto maior importador de

cereais de França”

Gazeta Rural (GR): O que leva desta

reunião?

Jaime Piçarra (JP): Fiquei com a percepção

de que os nossos colegas franceses

compreenderam bem a situação em

que nos encontramos, estão dispostos a

ajudar-nos e a permitir que a indústria de

alimentação animal em Portugal tenha

acesso a matérias-primas a preços mais

competitivos, para que a pecuária possa

ser competitiva, porque se não houver

pecuária em Portugal não há indústria

de rações e, portanto, dificilmente eles

venderão cereais ao mercado português.

Penso, que é de realçar essa disponibilidade,

cooperação e vontade de nos continuarem

a vender cereais, pois somos

o sexto maior importador de cereais de

França.

GR: O mercado de cereais tem estado

muito volátil em termos mundiais.

Em que medida isso afecta Portugal?

JP: Portugal é deficitário, pois importamos

80% dos cereais que precisamos.

Portanto, um país que é dependente é

mais vulnerável e essa volatilidade é negativa

para as nossas compras, porque é

muito difícil gerir mercados. Esta semana

os cereais podem estar a 210 euros e na

próxima a 270 euros.

Temos que nos defender e estamos a

trabalhar em Bruxelas também para isso.

É que existem medidas para limitar a

volatilidade excessiva, para que os preços

dos cereais sejam suficientemente compensadores

para quem produz e para

quem compra, nomeadamente quem os

utiliza na pecuária, de modo a que esta

seja competitiva. Se assim não for, não

teremos uma fileira competitiva, sobretudo

numa altura que em Portugal não

é possível aumentar os custos da carne

animal ao consumidor.

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Segundo o presidente da Associação de Olivicultores da Região

Produtores da região de Elvas defendem

aumento do preço do azeite

O presidente da Associação de Olivicultores

da Região de Elvas (AORE), José

Falcão, defendeu a subida do preço da

azeitona e do azeite, alegando que estabilizou

em baixa há três anos. “O preço do

azeite está muito baixo. Há três anos que

estabilizou em baixa. Nesta campanha, a

qualidade da nossa azeitona é elevada,

com cerca de 1,5 a 2 por cento de maior

rentabilidade, e é vendida a um preço similar

ao do ano passado. Não é justo”, lamentou.

“Este tem sido um dos principais

problemas com que se debate o sector,

que põe em causa a nossa rentabilidade

e sustentabilidade”, afirmou.

Quem ganha neste processo, segundo

José Falcão, “é o intermediário, que vende

a azeitona no lagar ao quilo e não pela

sua qualidade ou rentabilidade na transformação

em azeite”.

Outra das situações que José Falcão

questiona é a produção de azeitona de

mesa. “Este ano, tivemos uma alta produção

em azeitona de mesa, mas parte

dela vai para o processo de transformação

em azeite e os lagares incorporamna

juntamente com as outras variedades

a um preço médio abaixo do seu real valor”,

disse.

O responsável indicou ainda que grande

parte da azeitona produzida na região

de Elvas é transformada em lagares de

outras zonas e alguma é exportada para

a vizinha Espanha. “A variedade da azeitona

galega é muito procurada pelos

produtores espanhóis para enriquecer as

misturas que fazem na transformação em

azeite”, explicou. “A nossa região, assim

como o país, tem vindo a perder capacidade

lagareira. Já tivemos dois mil lagares

em Portugal e hoje restam apenas 600”,

lamentou.

A colheita de azeitona para a produção

de azeite na região de Elvas atinge este

ano valores “acima da média”. “Seguramente

vamos ter este ano uma produção

com valores acima da média, em relação

aos anos anteriores”, avançou o mesmo

responsável.

A ausência de chuva nos meses de Agosto,

Setembro e Outubro “não prejudicou

a produção deste ano”, assegurou. “Não

registamos quebras de produção, porque

temos culturas muito bem adaptadas às

condições de sequeiro, que conseguem

aguentar muito bem os stress hídricos e,

por isso, temos uma produção superior à

média”, explicou. “Importa lembrar que o

olival de sequeiro é o que predomina na

nossa região”, recordou.

O responsável, que ainda não avança

números concretos respeitantes às produções

deste ano, assegura que o sector

mais penalizado é o olival de regadio.

“Nas produções de regadio, em culturas

intensivas, registámos uma quebra de

produção devido às condições meteorológicas

que tivemos com um início de

Outono praticamente sem chuva”, disse.

De acordo com José Falcão, a ausência

de precipitação no final deste verão e início

do Outono vai ser prejudicial para as

próximas produções. “Os novos raminhos

que vão dar a azeitona para o próximo

ano é que podem estar comprometidos

pela falta de chuva”, explicou.

A Associação de Olivicultores da Região

de Elvas, uma das principais do país, tem

cerca de 1200 associados e abrange uma

área de 20 mil hectares de olival.

Depois de passar por Carregal do Sal

Cavaco Silva inaugurou Centro Escolar de Nelas

O Presidente da Republica inaugurou

em Nelas o novo Centro Escolar, que

oferece melhores condições, num edifício

dotado das mais modernas valências

em matéria educativa e que vai servir os

alunos que até aqui estavam dispersos

pelos edifícios antigos de Nelas (Avenida

e Serra), Moreira, Folhadal, Vila Ruiva e

Senhorim.

A obra do Centro Escolar de Nelas teve

um investimento total de 3.855.504,67

euros, comparticipado por Fundos da

União Europeia em 2.672.960,72 euros,

sendo o investimento restante de cerca

de 1.200.000 euros, assumidos na totalidade

pela autarquia.

No discurso realizado no novo Centro

Escolar de Nelas, Cavaco Silva, que esteve

acompanhado de Isaura Pedro, presidente

da Camara de Nelas, depois de sinalizar

a educação como uma área onde

não deve ser regateado investimento,

regressou no tempo à figura do moiral

para sublinhar os tempos de exigência

que Portugal atravessa.

O Presidente da República pediu aos

portugueses “o melhor do seu esforço”

no trabalho, recorrendo ao exemplo

Rota… e passeios pelo vinho

A falta de organização é, para mim, um dos

factores que marcam a forma como se trabalha

na agricultura em Portugal. Dou hoje como

exemplo as rotas do vinho e a forma como os

viticultores olham as mesmas e para o seu

produto.

Numa recente visita à Alemanha, andei

pela bacia do Reno, na região de Frankfurt. Em

primeiro lugar fiquei surpreendido pela imensidão

de vinhedos, depois pela cultura do vinho,

não falo do cultivo da vinha, mas em tudo o

que a envolve. Diria mesmo que é uma verdadeira

indústria.

De visita a uma aldeia, “encravada” no

meio de cerca de 280 mil hectares de vinhedos,

onde o “motivo” vinho está presente em

cada esquina, fui surpreendido, assim como

que o grupo que me acompanhava, com um

simpático convite para entrar num pátio. De

repente, estamos de visita à adega, às caves

e quando demos por ela estávamos numa sala

de provas, onde nos foram dados a provar

todos os vinhos do produtor. Porque não os

conhecia, acabei surpreendido pela qualidade

dos mesmos, nomeadamente os brancos. O

riesling pareceu-me o nosso bem conhecido

borrado de mosca, uma uva bastante doce e

aromática.

de uma figura típica de Nelas, o moiral,

aquele que levava todos os dias os rebanhos

para a Serra da Estrela. “Esta é

uma fase da vida portuguesa que exige a

todos muito trabalho. Aqui em Nelas lembramo-nos

daquele que era moiral e que

ao longo dos séculos conduziu os seus

rebanhos para as terras altas da Serra da

Estrela”, apontou.

A prova revelou-me vinhos com alguma

acidez, aromas frutados, aveludados e com um

interessante final de boca, ideais para acompanhar

pratos leves ou… uma conversa em

final de tarde ou noite. No fim da visita, lá saí

eu, e quem me acompanhava, com uma caixa

de vinhos debaixo do braço. Fiquei a saber que,

na sua grande maioria, é ali, à porta de casa,

que os produtores vendem grande parte da

sua produção.

Abordei esta questão para demonstrar o

muito que a grande maioria dos nossos viticultores

tem que evoluir, para além de, por vezes,

se mostrarem alheios a algumas iniciativas que

poderiam ser bem mais rentáveis do que a participação

em feiras internacionais ou outras.

Porém, muita coisa há a fazer para chegarmos

a este estádio. Precisamos de uma

Rota a funcionar, que deve ser associada a um

conjunto de actividades, lúdico-desportivas e

culturais, promovidas pelas autarquias e/ou

entidades ligadas ao sector do turismo, que

sejam atractivas aos visitantes, mas também

aos residentes dessas regiões, pois, como diz

o povo, ‘uma coisa puxa a outra’.

Por outro lado, falta-nos uma mudança de

mentalidades. Ao domingo é mais fácil sair de

casa e ir até ao shopping, do que, por exem-

Cavaco Silva pede solidariedade aos

portugueses para convencer instituições

internacionais

O Presidente da República disse que

tem “grande esperança” que o espírito de

solidariedade dos portugueses permita

“demonstrar à Europa e às instituições

internacionais” que o país “é capaz de ultrapassar

as dificuldades.

Cavaco Silva falava aos jornalistas

após um discurso no novo Centro Cultural,

que inaugurou em Carregal do Sal,

sublinhando o período difícil do país e

apelou ao “esforço de todos” e acrescentou

que são extensas as dificuldades

que esperam os portugueses.

O Presidente da República deu como

exemplo as situações que resultam da

perda do desemprego, da quebra de rendimentos

das famílias e da emergência

de novos pobres, tendo feito uma referência

explicita no discurso da cerimónia

à “insuficiência alimentar” de alguns portugueses,

sublinhando que conta com o

empenho do poder do local e das Instituições

Particulares de Solidariedade Social

(IPSS) para contornar as dificuldades.

plo, andar pelo campo. Naturalmente que no

Dão, e falo desta região porque é a que melhor

conheço, as vinhas estão “escondidas”

entre pinhais, o que não acontece naquela

região da Alemanha, onde ao fim de semana

é normal encontrar milhares de pessoas a passear

por entre hectares e hectares de vinhedos.

Chamar-lhe-ia a ‘atracção pelo campo e

pelo vinho’, porque nestas andanças, nestes

passeios, acabam sempre por comprar umas

garrafas de vinho aos produtores locais. É esta

mentalidade que nos falta.

Mas, fica um desafio. Faça uma visita à

região do Dão, porque não, pare o carro em

Santar ou em Silgueiros, calce uma roupa e

uns sapatos confortáveis e, em ritmo de passeio,

vá conhecer as vinhas e os produtores

desta região. Todavia, aqui outro problema

pode surgir e que é transversal a toda a região

do Dão: Quantas adegas/produtores estarão

de portas abertas para receber quem por lá

passa? Talvez os dedos de uma mão cheguem

para os contar.

É por aqui que temos que começar, se quisermos

ter um sector mais dinâmico e rentável.

José Luís Araújo

In: Agenda Setting

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“Ano Internacional da Floresta” é mote de seminário

Cadaval debate o futuro da floresta

portuguesa

Realiza-se dia 18 de Novembro, pelas 10h00, nas Gaeiras, o seminário “Gestão do Território –

Uma Perspectiva Florestal”, numa organização do Instituto Politécnico de Tomar, APAS Floresta e

Parque Tecnológico de Óbidos, sendo o debate acolhido por esta última entidade.

Este seminário surge no âmbito da comemoração do Ano Internacional da Floresta, com o

objectivo de avaliar, através de uma discussão alargada a vários parceiros, as necessidades assim

como os principais problemas da fileira florestal.

Estarão presentes representantes institucionais, investigadores, técnicos e especialistas nas

áreas florestais, que irão debruçar-se sobre o futuro da floresta portuguesa numa óptica de gestão

territorial e numa perspectiva social e económica da mesma.

O seminário direcciona-se a técnicos e profissionais da fileira florestal, bem como a dirigentes

associativos, investigadores, autarcas, alunos e sociedade civil.

China será maior importador

agrícola dentro de 10 anos

A China vai tornar-se no maior importador de produtos agrícolas do mundo dentro de 5 a 10

anos devido à falta de terras aráveis e de tecnologias “relativamente fracas” de cultivo.

Segundo avançou a agência de notícias Nova China, citando Cheng Guoqiang, um investigador

do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Conselho de Estado, a área agrícola per capita

na China é 40% menor do que a média global.

A China é, actualmente, o principal importador de soja e algodão do mundo, importante comprador

de açúcar e está a tornar-se um grande participante do comércio global de milho.

Conselho Internacional de Cereais aumenta

previsões de produção mundial

A produção mundial de cereais na campanha de 2011/2012 pode atingir as

1.819 milhões de toneladas, depois do Conselho Internacional de

Cereais ter aumentado a suas previsões em 13 milhões em relação ao mês anterior. Este aumento

deve-se tanto aos melhores resultados assinalados no trigo como no milho, assim como

para acevada e aveia, enquanto se espera uma redução na produção de soja.

A produção mundial de trigo pode chegar às 684 milhões de toneladas, com um crescimento

de cinco milhões em relação ao mês anterior e mais 33 milhões frente à campanha passada, devido

à revisão em alta na União Europeia (UE), no Cazaquistão e na Austrália.

De 27 de Novembro a 4 de Dezembro

Constância promove XXV Feira do Livro

A XXV Feira do Livro, organizada pela Câmara Municipal de Constância, através da Biblioteca

Municipal Alexandre O’Neill, decorrerá de 27 de Novembro a 4 de Dezembro, no Cine-Teatro

Municipal de Constância, constituindo-se como um momento anual de promoção do Livro e da

Leitura.

No dia 27 de Novembro a inauguração da Feira do Livro decorrerá pelas 15 horas, ao que se

seguirá o espectáculo de teatro ADVERSUS – Espectáculo de Largo Espectro, representado pela

Companhia Andante - Associação Artística.

O certame estará aberto ao público na segunda, terça e quarta-feira, das 10.00H às 19h00,

na sexta-feira, das 10.00H às 22.00H, feriado, sábado e domingos, das 15h00 às 19h00.

Na Lousã até 30 de Novembro

Exposição “Da Azeitona ao

Azeite” no Museu Etnográfico

Dr. Louzã Henriques

Está patente até ao dia 30 de Novembro um conjunto de

objectos, seleccionado, da colecção do Museu Etnográfico Dr.

Louzã Henriques que pretende demonstrar o processo artesanal

do azeite, desde a apanha da azeitona, transporte, selecção

até armazenamento em bilhas ou potes de barro. A exposição

retracta utensílios, a maioria em desuso, por terem sido substituídos

por outros mais modernos.

À memória desta actividade, a mostra pretende preservar

identidades, objectos e práticas de um labor outrora prolífero no

concelho da Lousã. Fica o desejo que esta mostra desperte curiosidades

e estimule a vinda ao Museu Etnográfico da Lousã.

A exposição pode ser visitada no Museu Etnográfico Dr.

Louzã Henriques de segunda à sexta-feira entre as 9 e as 17,30

horas e sábado e domingo entre as 10 e as 16 horas.

Manuel Cabral novo presidente

do IVDP

O diretor municipal dos serviços da presidência da Câmara

do Porto, Manuel Cabral, foi escolhido pelo Governo para

presidir ao Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

“O secretário de Estado anunciou ao Conselho Interprofissional

que Manuel Cabral é o nome proposto pelo Governo

e não houve qualquer objecção por parte dos representantes

das profissões”, referiu a fonte, acrescentando que agora

será feita a nomeação formal.

O nome de Manuel Cabral foi apresentado numa reunião

na sede do IVDP, no Porto, pelo secretário de Estado das

Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, a representantes

de cinco associações do sector - Casa do Douro,

Unidouro, Anceve, AEVP e Avepod.

Manuel Cabral vai substituir no cargo Luciano Vilhena Pereira,

exonerado no final de Agosto.

ÚLTIMAS

No próximo dia 3 de Dezembro

Mogadouro realiza Passeio

Micológico

No dia 3 de Dezembro, terá lugar em Mogadouro um passeio

micológico transfronteiriço. Este intercâmbio com aficionados

espanhóis pretende proporcionar não só a troca de experiências

e conhecimentos, mas também o convívio e usufruto

das saídas de campo no Outono.

No passeio estarão presentes experientes micólogos com

um grande sentido de partilha do conhecimento, pelo que será

uma excelente oportunidade de aprendizagem e contacto para

participantes iniciados ou pessoas experientes.

CAP critica “atrasos injustificáveis”

no pagamento

de ajudas do Estado

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) criticou

o atraso no pagamento das medidas agro-ambientais por

parte do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas

(IFAP), lamentando que o Estado se atrase no cumprimento

das suas obrigações numa altura de grande rigor financeiro.

“Já em Setembro se havia verificado um atraso injustificável

no pagamento do saldo de 30 por cento dos apoios às

Medidas Agro e Silvo-Ambientais, referentes ao ano de 2010.

Agora, novamente sem que haja qualquer tipo de justificação,

com excepção da incompetência e o desrespeito pelos agricultores,

o IFAP volta a falhar no cumprimento das suas responsabilidades”,

sublinha um comunicado da CAP, divulgado

no site da organização.

O secretário-geral da CAP, Luís Mira, sublinhou que existe

um calendário de pagamentos e que o desrespeito pelo mesmo

pode pôr em causa o cumprimento das obrigações dos

agricultores.

Carlos Dias – Comércio de Pneus, Unipessoal, Lda.

Rua da Torre, nº 9 A – E. N. 229

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36 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 37


Empresa dirigida à conceição de soluções práticas e criativas

Grupo Módulo Geométrico inaugurou

nova sede em Tondela

Foi em ambiente descontraído, que o Grupo Módulo Geométrico

inaugurou a sua nova sede, cerimónia aproveitada para

celebrar uma década de existência e sucesso.

Em Tondela, bonita cidade do Dão, a equipa Módulo Geométrico,

juntamente com os restantes convidados, receberam

Carlos Marta, presidente da Câmara de Tondela e candidato

à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, que procedeu

à inauguração oficial do edifício numa cerimónia de

“descobrir da placa”.

Ao momento de inauguração, seguiu-se o discurso de boasvindas

e agradecimentos do Director do Grupo, o arquitecto

Paulo Nascimento, decorrendo o resto do evento com animação

em formato de exposição e desfile de jóias, prova de

vinhos da região demarcada do Dão e muita animação.

A Módulo Geométrico é uma empresa dirigida à conceição de

soluções práticas e criativas na organização funcional de espaços,

projectos de equipamento, concepção de mobiliário

exclusivo, renovação e criação de imagem e comunicação,

venda de equipamento, acessórios e iluminação. A empresa

dá atenção a obras como clínicas médicas e dentárias, joalharias,

ópticas, livrarias, farmácias, entre outras.

De referir que o Grupo Módulo Geométrico investiu, nesta

época de crise, uma percentagem expressiva do seu capital

na criação do seu edifício sede, facto que representa uma

grande aposta no desenvolvimento económico da região.

TIPOGRAFIA

LITOGRAFIA

ENCADERNAÇÃO

RESTAURO

CARTONAGEM

CARIMBOS

Rua Coração de Jesus, Bloco B3, cave | Marzovelos | 3510-013 VISEU

Telef. 232 422 364 - Fax 232 420 899

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