Protecção Integrada: - Agenda Setting

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Obteve três diplomas no Concurso Nacional de Cartas de Vinhos

Casa Arouquesa tem uma das melhores

Carta de Vinhos a nível nacional

Reconhecido como um local de culto

dos apreciadores da boa gastronomia,

com, destaque para a vitela arouquesa e

o bacalhau, a Casa Arouquesa viu agora

reconhecido o esforço da aposta nos vinhos.

No Concurso Nacional de Cartaz de

Vinhos o restaurante liderado por Nelson

Mota recolheu três diplomas de prestígio,

que colocam esta unidade de restauração

viseense entre os melhores a nível

nacional.

Segundo prémio na categoria de Melhor

Carta de Vinho a Copo; terceiro prémio

na Melhor Carta de Vinho (Absoluta)

e segundo prémio na Melhor Carta de

Vinho Regional foram os galardões atribuídos

à Casa Arouquesa no Concurso

Nacional de Cartas de Vinhos, promovidas

pela Revista Vinhos.

Estes galardões elevam este restaurante

a um patamar de relevo, mas também

com responsabilidade acrescida,

que Nelson Mota, à Gazeta Rural, diz não

enjeitar.

Gazeta Rural (GR): São três prémios

importantes, que trazem responsabilidade

acrescida?

Nelson Mota (NM): Naturalmente

que sim. A responsabilidade vai ser superior

e, para isso, vamos ter que andar na

linha da frente e trabalhar de forma adequada

os produtos que temos na nossa

garrafeira.

GR: Os vinhos são hoje fundamentais

num restaurante que aposta numa boa

harmonização da comida com o vinho?

NM: Sim. Temos um público-alvo

definido e diferenciado, num segmento

médio/alto. É lógico que esse tipo de

cliente gosta de chegar ao restaurante e

ter bons vinhos, mas também ter possibilidade

de escolha. Nunca sabemos que

cliente no bate à porta e para isso temos

que dar essa possibilidade. Temos vinhos

de 8, 9, 10 euros e outros que custam acima

dos 100 euros. Darmos essa opção ao

cliente e tentarmos dar-lhe o maior número

de escolhas possível. Temos cerca

de 700 referências de vinhos

GR: Mas isso tem os seus custos?

NM: Pois, tem custos e são muito

elevados. Para além disso, nesta fase é

complicado manter um portefólio destes,

mas já está feito e o resultado está

aí, com três prémios a nível nacional, à

frente de centenas de restaurantes maravilhosos

que temos em Portugal. É sinal

que, para além da carne, como produto

impar, trabalhamos bem o vinho e temos

muitas opções.

GR: Mais nenhum restaurante teve

três prémios. Sente que é o reconhecimento

do trabalho que tem vindo a

desenvolver ao longo dos anos?

NM: Há um prémio que, para mim, é

mais por simpatia que é o da segunda

Melhor Carta de Vinho a Copo. Neste âmbito,

pergunto se ela funciona a 100%?

Ainda não temos a cultura para beber

vinho a copo, portanto esse é daqueles

prémios saborosos, mas com um fim de

boca amargo.

Agora, o segundo prémio, da Melhor

Garrafeira Regional, dá-me um prazer

enorme, até porque a região do Dão merece

ser distinguida em relação as outras.

Há muita gente que pensa que a região do

Dão continua morta e estagnada. Andam

enganados, porque o Dão tem crescido

imenso nos últimos 10 anos, tem vinhos

fabulosos e este prémio ajuda as pessoas

a perceberem que o Dão, afinal, também

tem uma garrafeira e tem um leque de

vinhos muito bom. Neste prémio fomos

superados por um restaurante belíssimo

do Douro, mas esta região tem sete ou

oito mais referências de vinho que o Dão.

Portanto, acho que o restaurante

Casa Arouquesa, situado em Viseu, no

coração de Portugal, ganhar um prémio

destes é de louvar.

Nas eleições do final do ano

António Mendes recandidata-se a novo mandato

na Adega Cooperativa de Mangualde

A actual direcção da Adega

Cooperativa de Mangualde

termina o mandado no final do

ano, mas é já um dado garantido

que António Mendes se

vai recandidatar a mais um

mandato. Apesar da consolidação

da parte financeira, o

passivo ainda é significativo,

mas o presidente recandidato,

em conversa com a Gazeta

Rural, promete continuar o

trabalho feito, definindo como

prioridade os sócios. A aposta

na exportação já resultou num

acréscimo de vendas para este

mercado na ordem dos 30%,

numa fase de clara estagnação

do mercado interno.

Gazeta Rural (GR): Como está a

Adega Cooperativa de Mangualde?

António Mendes (AM): Na Adega de

Mangualde estamos bem, com uma dinâmica

completamente diferente do que

estávamos no início do ano. 2011 trouxe

muitas coisas novas, produtos novos que

na região não estamos habituados.

GR: Como correu a campanha deste

ano? Ficou dentro das expectativas?

AM: Sim. Em termos de quantidades

ficamos ligeiramente abaixo do ano passado.

A qualidade é melhor que na campanha

anterior, com uma quebra ligeira

de cerca de 7%.

GR: Seria espectável que tendo

fechado a Adega Nelas, Mangualde

pudesse ter recebido alguns desses

produtores?

AM: Chegaram, mas como temos um

regulamento bastante rígido e fechado,

que é para cumprir, as pessoas não estavam

dispostas a pagar a quantia que os

sócios da Adega, que suportaram o novo

projecto, pagaram. Daí que não recebemos

novos sócios, nem recebemos uvas

de sócios da Adega de Nelas.

GR: Está a terminar o mandato. Recebeu

uma herança pesada. Qual e a

realidade neste momento?

AM: Esta direcção vai terminar o

mandato no final de este ano e teremos

eleições. Se não formos os continuadores

deste projecto, deixamos a adega

financeiramente estável. Continuamos

com dívidas e com um passivo grande,

mas conseguimos resolver tudo o que era

problemático.

A nossa preocupação, se formos eleitos

para novo mandato, são os sócios. Ou

seja, está tudo resolvido com banca e com

fornecedores, agora começarmos a olhar

para os sócios e a remunerar as pessoas

que verdadeiramente precisam e são quem

cultiva a terra e nos entrega as uvas.

GR: Quer dizer que o engenheiro

António Mendes é candidato a continuar?

AM: Sou candidato e já o manifestei

em Assembleia-geral. Agora, vamos ter o

processo eleitoral, mas eu serei candidato

juntamente com a minha equipa. A não

ser que aconteça algo de extraordinário é

que não seremos candidatos.

Tivemos três anos de trabalho muito

duro, conseguimos equilibrar a parte financeira,

agora queremos concentrar mais as

nossas atenções na parte comercial.

GR: Como está o mercado nacional?

A Adega tem aproveitado bem o

mercado externo?

AM: Temos crescido muito no mercado

externo, em termos de vinhos engarrafados,

e vamos terminar o ano com um

aumento de cerca de 30%. Agora, este

acréscimo não corresponde à quebra no

mercado nacional, que caiu abruptamente.

É bom lembrar que o mercado externo

demora a criar e a consolidar.

Atacamos alguns mercados europeus,

agora estamos na China e vamos,

no início de 2012, para um outro mercado.

Temos feito as coisas de forma consistente,

pois onde começamos estamos

a trabalhar muito bem.

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