Protecção Integrada: - Agenda Setting

agendasetting.pt

Protecção Integrada: - Agenda Setting

A 17 e 18 de Novembro na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu

Encontro Nacional debate “Protecção Integrada

e a utilização sustentável dos pesticidas

A Aula Magna do Instituto Politécnico

de Viseu vai ser o palco do IX

Encontro Nacional Protecção Integrada,

iniciativa que pretende reunir

investigadores, docentes, técnicos e

estudantes para debater a Protecção

Integrada no âmbito da “Directiva

2009/128/CE, 21.10.2009 - Utilização

sustentável dos pesticidas” e da

nova “Regulamentação Europeia dos

Pesticidas Agrícolas”.

Este Encontro versará um conjunto

de temas, que se prendem com as

preocupações actuais relativas aos

usos e aplicação dos pesticidas de

modo sustentável e às suas consequências

para o ambiente e saúde, bem

como com o delineamento de boas

práticas no ensino e formação da fitofarmacologia

e da protecção integrada

numa perspectiva de futuro.

Responde Cristina Amaro da Costa

(ESAV), da Organização do Encontro

“A protecção integrada é uma realidade

e vai passar a ser de 2012 uma

obrigação”

Gazeta Rural (GR): O que espera

deste encontro, a começar pelo número

de participantes?

Cristina Amaro da Costa (CAC):

Contamos com cerca de 200 participantes.

O que espero, é que se discuta, de

uma forma bastante profunda, as novas

regulamentações que estão a sair, a propósito

do uso sustentável dos pesticidas

e que se discutam as consequências do

seu uso e a forma como os autorizamos.

Depois, saber o que os agricultores

pretendem dos pesticidas, o que estes

lhes podem dar e os riscos que corremos

com a sua utilização. Queremos também

saber o que as pessoas pensam disto e

como nós vamos adaptar as regras nos

próximos anos. Teremos outra sessão

sobre o ensino. Como podemos ensinar

os alunos, os técnicos e os agricultores

dentro deste novo panorama.

GR: Como está a ser preparado?

CAC: O colóquio está a ser organizado

pela Escola Superior Agraria de Viseu,

com o apoio dos alunos, como tem

acontecido nos Encontros anteriores.

Contamos com a colaboração do Instituto

Superior de Agronomia, que é a equipa

motriz destes encontros.

Em termos organizativos foram convidámos

oradores de relevo, que irão

discutir os temas centrais que queremos

abordar no colóquio, para além de uma

serie de trabalhos que serão apresentados

por oradores.

Gazeta Rural (GR): O último encontro

realizou-se em Ponte de Lima. O

que representa para a Escola organizar

esta iniciativa?

CAC: Para a Escola Superior Agraria

de Viseu é um voto de confiança das

pessoas que trabalham na protecção

integrada, porque este já é um evento

com alguma história e muito bom. Para

além disso, permite às pessoas da região

assistirem e debaterem temas que hoje

são fundamentais. Depois, porque permite

dinamizar o tema junto dos alunos e

alertá-los para uma temática que é extremamente

importante, como é a protecção

das plantas de uma forma sustentável.

GR: Esse trabalho tem sido aplicado

no campo?

CAC: Sim. A protecção integrada foi,

desde segundo Quadro Comunitário de

Apoio, apoiada. Neste momento, esses

apoios estão um bocadinho diluídos ou

inexistentes. Mas, na verdade, conseguiuse,

ao longo destes 10 anos, dinamizar um

conjunto muito grande de técnicos, dedicados

à protecção integrada, assim como

muitos agricultores, que adoptou esta forma

da protecção das culturas. Para isso,

houve muita investigação, muito trabalho

técnico e, de facto, hoje a protecção integrada

é uma realidade e vai passar a ser

depois de 2012 uma obrigação, porque a

Europa decidiu que a protecção das culturas

tem de ser feita de acordo com as

regras da protecção integrada, que permite

ao agricultor proteger as suas culturas

e ao consumidor ter a certeza que está a

consumir produtos isentos de substâncias

tóxicas ou nocivas para a saúde e para o

ambiente.

“Não podemos continuar a produzir

mais delapidando e destruindo os recursos

que temos”

GR: No momento em que muito se

fala da necessidade de produzir mais,

tendo em conta as necessidades do

planeta, face ao aumento da população,

como se que enquadra a aplicação

da protecção integrada, com esta necessidade?

Por exemplo a China, face

a aridez dos solos e ao aumento da sua

população, vai ser o grande importador

de alimentos nos próximos anos?

CAC: Não é só um problema da China,

mas sim do mundo inteiro, porque o que se

prevê é a continuação do aumento da população

mundial, principalmente na China,

na Índia e no Brasil.

O mundo inteiro vai ter que produzir

mais alimentos e cada país vai ter de o fazer

com as tecnologias disponíveis e o melhor

possível, desde que essas tecnologias

sejam capazes de manter os recursos, tal

como eles existem.

É que, não podemos continuar a produzir

mais, delapidando e destruindo os

recursos que temos. Portanto, temos que

encontrar tecnologias que permitam produzir

mais, com a mesma qualidade, mas de

forma sustentável e que não prejudiquem

a saúde do homem, o ambiente, que não

reduza a qualidade da água, entre outras.

Neste âmbito, a protecção integrada é

uma das tecnologias que permitirá produzir

alimentos em quantidade e em qualidade,

de forma sustentável.

4 www.gazetarural.com www.gazetarural.com 5

Similar magazines