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NAS PÁGINAS 15 E 16 6 - Veran

QUALIDADE DE VIDA

Alimentação

dos bebês

exige atenção

Aalimentação tem papel fundamental

em nosso crescimento e

desenvolvimento durante toda

vida. Além de fornecer elementos para

o funcionamento do corpo, a alimentação

abastece o organismo com uma

série de nutrientes, com funções específicas.

Para as crianças, que estão em fase

de crescimento e necessitam de maiores

quantidades de nutrientes, uma

alimentação saudável possibilita crescimento

e desenvolvimento adequados,

melhora o funcionamento de órgãos,

sistemas e aparelhos e atua na prevenção

de doenças a curto e longo prazo

como: anemia, doenças infecciosas,

obesidade, hipertensão, ão, diabetes e os

teoporose.

Segundo a Organização ação Mundial de

Saúde (OMS), 75% do o desenvolvimento

do cérebro ocorre ao longo dos dois

primeiros anos de vida. ida. Deficiências

nutricionais nesse período eríodo podem ter

consequências irreversíveis. rsíveis.

A boa notícia é que e o leite materno

atende perfeitamente às necessidades

dos lactentes, sendo muito mais do

que um conjunto de nutrientes,

por conter substâncias as com atividades

protetoras e imunomomunomoduladoras.

Ou seja, protege

contra alergias, estimula mula o

desenvolvimento do sistema istema

imunológico e a maturação ração

dos sistemas digestivo vo e

neurológico.

Diante da impossibibilidade do aleitamento to

materno, deve-se uti-

lizar uma fórmula infantil

(tipo NAN) que

satisfaça as necessidades

do lactente.

Esses produtos trazem

na embalagem

a idade para qual

são recomendados.

O leite de vaca (in

natura, integral,

pó ou fluido), não

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é apropriado para crianças menores

de 1 ano, por ter baixo teor de ácidos

graxos essenciais, carboidratos, ferro,

zinco, vitaminas D, E e C, altas taxas de

proteínas e sódio. Ou seja, totalmente

desaconselhável como fonte de alimentação

para os bebês.

Por isso, o leite materno é tão importante.

É completo e atende plenamente

as necessidades de desenvolvimento

dos bebês. Se, por algum problema, a

mãe não puder amamentar, a recomendação

dos profissionais é usar produtos

específicos para a alimentação

de lactentes.

Fontes: Dra. Ana Regina Folegatti Lira

(CRM (CRM 53185), pediatra, especialista em

nutrologia nutrologia e mestre em pediatria pela

EPM-UNIFESP

Temas de Pediatria, nº 86 –

Nutrição e desenvolvimento

cerebral da criança – Dr.

Mário Cícero Falcão

Dez passos para uma alimentação saudável

para crianças menores de 2 anos

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Passo 4

Passo 5

Passo 6

Passo 7

Passo 8

Passo 9

Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água,

chás ou quaisquer outros alimentos.

A partir dos 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual

outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de

idade ou mais.

Após os 6 meses, dar alimentos complementares (cereais,

tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes), três vezes

ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia,

se estiver desmamada.

A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez

de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e

oferecida com colher; começar com consistência pastosa

(papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até

chegar à alimentação da família.

Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação

variada é, também, uma alimentação colorida.

Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas

refeições.

Evitar açúcar, café, enlatados, atados,

frituras, refrigerantes, balas,

salgadinhos e outras guloseimas uloseimas

nos primeiros anos de vida.

Usar sal com moderação. ão.

Cuidar da higiene no preparo reparo

e manuseio dos alimentos; ntos;

garantir garan o seu armazenamento namento

e con conservação adequados. dos.

Passo 10

Estimular ar

a criança a doente

e convalescente a se

alimentar, oferecendo endo o

sua alimentação

habitual e seus

alimentos

preferidos,

respeitando

a sua aceitação.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Equoterapia

O cavalo a serviço da vida

Numa definição simples, equoterapia

é um método terapêutico

que utiliza o cavalo para o

desenvolvimento físico, psicológico e

educacional de pessoas portadoras de

deficiência ou com necessidades especiais.

Apesar de pouco conhecido, esse

tratamento tem contribuído, e muito,

para a socialização, autoconfiança e

auto-estima daqueles que o praticam.

No Brasil, o método possui uma entidade

específica, conhecida por Associação

Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil),

criada em 1997. Segundo

informações da Ande, a terapia realizada

com o auxílio de cavalos é indicada

para pacientes com lesões neuromotoras

de origem encefálica ou medular, patologias

ortopédicas congênitas ou adquiridas

por acidentes diversos e disfunções

sensório-motoras. Além disso, pessoas

que tenham necessidades educativas

especiais, distúrbios evolutivos, comportamentais

e de aprendizagem também

podem se submeter a esta prática.

Apesar de ser um tratamento relativamente

caro, por utilizar um cavalo,

animal que exige cuidados específicos,

a equoterapia tem seu papel social. A

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais

(Apae), por exemplo, disponibiliza

aos seus alunos esse tipo de terapia

sem custo algum.

Outras entidades filantrópicas, como

a própria Ande, com sede em Brasília,

oferecem a equoterapia gratuitamente,

com o apoio de órgãos federais e do trabalho

voluntário.

Pedro Matheus de Assis, de dez anos,

nasceu prematuro. Como consequência,

ele não anda e tem dificuldades para

falar. Desde os dois anos praticando

equoterapia, o garoto, que é aluno

da Apae de Mogi, tem evoluído com o

passar do tempo. “O Pedro teve uma

lesão neurológica por falta de oxigênio

e ficou com um comprometimento na

coordenação motora. Na equoterapia,

o movimento que o cavalo faz ao andar

exige que o praticante mexa o quadril.

Então, quando está a cavalo, o Pedro

tem a sensação de que está andando. O

desenvolvimento dele é bom, a coluna

está mais firme”, detalha Evadne da

Costa Assis, mãe de Pedro. “Quando

ele era bebê, montava acompanhando

porque não tinha equilíbrio, mas hoje

já monta sozinho”, conta.

“É importante ressaltar que o resultado

vem aos poucos. Muitas pessoas

acham que é mágica, mas não é. É um

tratamento lento, que precisa de dedicação,

só assim haverá resultado”,

acrescenta.

No centro rural da Apae, que fica em

Mogi, os alunos são acompanhados de

perto por equoterapeutas, psicólogos

e fisioterapeutas, entre outros profissionais.

Evadne conta que, para Pedro,

assim como para outros praticantes, o

tratamento acaba tendo seu lado lúdico.

“Enquanto eles desenvolvem a parte

física, há psicólogos que acompanham

de perto. Eles aprendem formas, cores,

tudo de forma lúdica. Além disso, o animal

não quer nada em troca, é inocente,

o que cria entre o praticante e o cavalo

um amor verdadeiro”, destaca.

O cavalo e sua

contribuição

Na equoterapia, o praticante e o

cavalo estabelecem uma relação harmoniosa

e conseguem atuar juntos no

desenvolvimento do paciente. A base

desta relação é a afetividade, estabelecida

graças à confiança recíproca.

Ande-Brasil: Divulgação

Cavalo contribui para o controle motor e a socialização dos praticantes

De acordo com a Ande, a primeira

manifestação quando um ser humano

está a cavalo é o ajuste tônico (movimento

automático de adaptação). Em

outras palavras, o cavalo nunca está

totalmente parado. A troca de apoio

das patas, o deslocamento da cabeça

ao olhar para os lados, as flexões da

coluna e o abaixar e alongar do pescoço,

entre outros movimentos, obrigam

o cavaleiro a um ajuste no seu

comportamento muscular, a fim de

compensar os desequilíbrios provocados

pelo animal.

O ajuste tônico torna-se rítmico conforme

o cavalo caminha e é esse um dos

princípios fundamentais da equoterapia.

Em 30 minutos de trabalho, o cavaleiro

executa de 1.800 a 2.250 ajustes

tônicos. Isso quer dizer que, em meia

hora de tratamento, o paciente produz

diversos deslocamentos da cintura pélvica,

que produzem vibrações transmitidas

ao cérebro com a frequência de

180 oscilações por minuto, o que já foi

apontado como sendo a mais adequada

à saúde.

Segundo Tatiana Lermontov, equoterapeuta

e autora do livro A Psicomotricidade

na Equoterapia, na esfera social,

a equoterapia é capaz de diminuir

a agressividade, tornar o paciente mais

sociável, melhorar sua autoestima, diminuir

antipatias, construir amizades

e treinar padrões de comportamento,

como ajudar, ser ajudado, aceitar as

próprias limitações e as limitações do

outro. “O fato de estar ao ar livre ajuda

a relaxar, na redução rápida da ansiedade,

a aliviar as tensões, além de ajudar

na correção de posturas corporais.

Ajuda a desenvolver a personalidade

como um todo, assim como favorece

a quebra das barreiras defensivas

e permite que a pessoa elabore novas

respostas a comportamentos estabelecidos

anteriormente”, explica.

Obedecendo ao novo acordo ortográfico

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