NAS PÁGINAS 15 E 16 6 - Veran

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NAS PÁGINAS 15 E 16 6 - Veran

Se você é do tipo que diz não ter

um minuto livre para atividades

que não lembrem suas tarefas

profissionais ou deveres domésticos,

saiba que sua chance de desenvolver o

estresse e todos os problemas que ele

traz é maior que a das pessoas que têm

um hobby. E mais: encontrar tempo

para uma ocupação capaz de desviar

sua atenção das preocupações com o

trabalho é uma questão muito simples,

basta definir prioridades.

Ao se dedicar a atividades de lazer

- sem descuidar de suas obrigações -

você quebra a rotina do dia, alivia as

tensões e (como um argumento para

sensibilizar aqueles que consideram o

trabalho a única coisa que interessa)

aumenta a disposição para encarar

as tarefas profissionais. “O organismo

humano pode ser comparado a

um carro”, diz a médica Alexandrina

Meleiro, do Instituto de Psiquiatria

do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Colocá-lo para trabalhar

durante horas

seguidas todos

os dias da semana

pode provocar superaquecimento

e diminuir a vida

útil do motor”.

Encontrar

tempo para

as atividades

extras

é mais

fácil do

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CAPA

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que parece. E quando sua diversão

lembra a infância, é melhor ainda.

“Quando a pessoa faz algo por prazer,

o tempo deixa de ser um problema.

Atividades que fazem as pessoas se

lembrar de épocas felizes da vida -

como é o caso da infância - são boas

escolhas”, sugere o psicólogo Luiz

Carlos Torres.

E como descobrir a atividade que

mais combina com você? Isso depende.

A forma de avaliar se o hobby é

adequado ou não é subjetiva. Qualquer

atividade pode transformarse

num hobby. A pessoa pode, por

exemplo, dedicar-se a uma coleção

de selos. Ou praticar algum esporte.

Ou trocar mensagens com desconhecidos

pela internet. Ou ainda tomar

aulas de danças de salão ou assistir a

filmes clássicos. Um cuidado importante

é impedir que o hobby termine

por tomar todo o tempo livre e acabe

afastando a pessoa da convivência

com a mulher, o marido, filhos ou

amigos. “A vida social também é importante.

O hobby deve ser um passatempo,

não ocupar todo o tempo da

pessoa”, adverte.

E fica um alerta: é preciso ter o cui-

dado de evitar que o passatempo se

transforme em obsessão e em fonte de

preocupação. “Quem for tão exigente

com seu desempenho no passatempo

quanto é no ambiente de trabalho

nunca conseguirá relaxar”, diz o psicólogo.

“A atividade profissional também

deve ser prazerosa, para que os

momentos de lazer não se reduzam a

mera compensação das frustrações do

escritório”.

Voltando a ser criança

Brinquedos, bonecas, super-heróis,

camisetas de desenho animado. Você

deve estar pensando: tudo isso é coisa

de criança! Na verdade, é muito comum

encontrar adultos que gostam

de usar e ter objetos que lembrem a

sua infância. A febre é tão grande que

existe um termo para designar as pessoas

que têm este comportamento.

Elas são chamadas de kidults, mistura

de criança com adulto.

É o caso de Mariéllen Emidio Figueroa.

A nutricionista de 25 anos não

esconde a paixão por um hobby que

tem desde criança: colecionar bonecas.

E não é só isso. “Sempre gostei de

tudo relacionado às bonecas, desde

menina”. Tudo comemeçou quando ela tinha ha

10 anos. “Minha tia

me comprou uma booneca de presente de

natal. A partir daí, aí,

não parei mais. Todo do

aniversário eu pedia ia

uma”, conta.

O tempo foi passsando, a coleção ão

crescendo. Ela tammbém.

“Conforme fui

ficando mais velha, ha,

parei de ganhar as

bonecas. Mas semempre cuidei delas, e

toda vez que passaava perto de uma loja oja

de brinquedos ficava ava

com aquela vontade”, de”,

se diverte. “Depois comecei

a estudar fora ora e

a coleção parou de e vez.

Mas quando voltava a para

casa, a primeira coisa isa que

fazia era ir ver como mo elas

estavam”, diz.

E foi nessa época a que o

hobby começou a ajudar.

“Eu trabalhava, estudava studava e

morava longe de casa, asa, da família.

Comecei a sentir falta

disso e levei as bonecas necas comigo.

Montei um quarto rto para elas

dentro do meu e comprei um

iate para elas”, explica. lica. E não foi

só ela quem aprovou ou a mudança.

“As minhas amigas as não saíam lá

de casa! Todo mundo ndo as adorava, a

gente brincava, parecíamos recíamos crianças

mesmo”.

Para ela, o hobby y faz parte da vida.

“Eu não me vejo sem em essas bonecas.

Até hoje quando alguma amiga de in-

fância vem aqui, a gente brinca, se diverte.

Já pedi para minha tia que mora

no no exterior me mandar uma nova que

foi lançada na Europa e a coleção vai

crescer sempre”, promete. promete.

E a mensagem para quem tem vergonha

de “voltar a ser criança” é bem bem

clara: “Todos nós já fomos criança um

dia e é uma época muito legal. Faz bem

para a mente, é divertido. Quem não

gosta de diversão?”, defende.

Mas não são apenas as bonecas que

despertam a criança nos adultos. O

supervisor supervisor de TI Eduardo José Rodrigues

tem 42 anos e pratica aeromodelismo

há 10. Esse interesse

surgiu da paixão pela aviação,

que começou ainda na infância.

Para ele, o ideal seria praticar

todo final de semana, porémrém

não tem sido possível. possível. O

rádio (equipamento que serve

para controlar o avião)

está precisando de uma

revisão geral e não pode

ser utilizado, fato que que não

o impede de estar com os

amigos na pista, para jo-

gar uma conversa fora e observar as

mmáquinas

voadoras.

Para ele, ter um hobby pode ajudar

a superar situações de estresse. “Meu

primeiro p avião, por exemplo, comprei

de d um senhor que estava sofrendo de

depressão d

e o médico incentivou a

procurar p uma distração. Foi quando

ele e iniciou no aeromodelismo e, desde

d então, não largou mais. Hoje, é sua

grande g paixão e a depressão foi embora”,

r relata.

“No hobby acabamos nos desligando

g dos problemas, preocupações

e correrias que a vida moderna nos

impõe i e focamos naquilo que nos dá

prazer. p Quando estou com meu avião,

transformo-me t

numa criança com seu

brinquedo, b

o que é muito bom. Não

vejo v problemas, preocupação, só vejo

distração d e alegria”.

Esporte também

é hobby

Seja coletivo ou individual, esporte é

sinônimo s de diversão para muita gente.

t Natação, corrida e até a pelada de

final f de semana valem. O importante é

colocar c o corpo em movimento.

A securitária Luzinete Ferreira de

MMelo,

de 33 anos, é um bom exemplo.

CCorre

quatro vezes por semana e pra-

ttica

musculação. “Quando estou em

aatividade

física com uma boa música,

ssaio

de órbita, esqueço de tudo. Se fico

ttrês

dias sem ir para a academia, mi-

nnhas

pernas doem, fico insuportável”,

rrevela.

Outro hobby é o surf, influência de

um u ex-namorado. Pelo menos duas vezes

z por mês ela vai à praia. Além disso,

s já viajou para pegar onda na Costa

Rica. R “O surf é mágico! As ondas, mesmo

m sendo marolinhas, são mágicas.

Pratico P há sete anos”, conta.

Na opinião dela, ter um hobby é

muito m importante: “Faz parte do meu

dia d a dia. Se tive um dia difícil e sei

que, q ao sair do trabalho, vou fazer o

que q gosto, tudo muda”.

Música para relaxar

Outro hobby comum é a música. Tocar

c um instrumento distrai e faz bem

para p a alma. A estudante Fabiana Alves

v Ferreira, 25 anos, descobriu o interesse

t pela música ainda na infância.

“Aos “ 7 anos já cantava no coral infantil

da d igreja. Quando tinha 15, aprendi a

tocar t violino”.

Até os 18 anos, ela praticava uma

hora h por dia. Depois, com o trabalho

e os estudos, a prática passou para os

A coleção de Mariéllen é diversão para ela e as amigas

Música: hobby que ajudou Fabiana a ser mais disciplinada

fins de semana. “Eu costumava tocar

no quarto dos fundos da casa, pois minha

família já não aguentava mais ouvir

os mesmos exercícios e melodias. É

um instrumento que exige muita disciplina

e paciência”, ressalta.

A paixão e dedicação à música levou

Fabiana a ensinar crianças a tocar violino.

“Foi uma experiência fascinante”,

conta. Para ela, o hobby traz muitos

benefícios para a saúde física e mental.

“Além de aliviar o estresse, me tornei

uma pessoa mais centrada e disciplinada

em vários aspectos da minha vida

pessoal e profissional. A música exige

muito da pessoa. Você desenvolve raciocínio

lógico, coordenação motora e

aprende a arte da improvisação”.

E você, tem um hobby? Tá esperando

o quê pra começar a se divertir?

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